COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
Sobre o Evento
Audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico discute taxas de juros e dívida pública. Especialistas abordam impactos da alta taxa de juros na economia brasileira, propondo medidas para sua redução. Debate enfatiza a necessidade de mudanças na política monetária e tributária, além de maior integração entre Banco Central e política fiscal. Encerramento com propostas de investimento e democratização das decisões do Banco Central.
Deputado
Iniciaram trabalhos, cumprimentaram deputados e convidados. Especialistas presentes. Tema: retomada da economia no pós-pandemia. Deputado Félix Mendonça Júnior assume presidência.
Deputado
Deputado abre audiência pública discutindo taxa de juros e dívida pública, transmitida no canal YouTube da Câmara. Convidados especialistas em economia falarão sobre tema. Palestrantes limitados a 15 minutos de fala, deputados poderão interpelar por 3 minutos. Nelson Marconi, economista e professor, é o primeiro a falar.
Economista, Professor Doutor em Economia e Coordenador do Centro de Estudos do Novo Desenvolvimentismo Fundação Getúlio Vargas - FGV
Discurso aborda a taxa de juros no Brasil, destacando seus impactos na dívida pública e no investimento. O palestrante sugere que a taxa elevada limita a recuperação econômica e propõe medidas para sua redução, como revisão da política do Banco Central, controle fiscal e maior investimento em infraestrutura. Critica o uso da taxa de juros para múltiplos fins e defende que a política econômica deve considerar também o emprego. Conclui ressaltando a importância de uma abordagem mais balanceada na definição da taxa de juros.
Deputado
Deputado registra presença de diretora do CINE e três deputados, antes de passar a palavra ao próximo palestrante.
Economista, Professor Doutor de Pós-graduação em Economia da PUC/SP e Conselheiro Federal do Conselho Federal de Economia - COFECON
Bancos centrais mundiais reduziram taxas de juros desde 2008; economia brasileira afetada por crise pandémica e alta taxa de juros, causando estagnação e impactando mercado de trabalho. Desde 2019, o Brasil tem a taxa de juros real mais elevada do mundo, resultando em déficit financeiro e altos pagamentos de juros sobre dívida pública, limitando investimento público. Mudança em dogmas monetários necessária para evitar crise de crédito e reduzir custo de capital.
Deputado
Deputado pede a outros deputados participarem da mesa, solicita envio de todo material relacionado e informa que será postado no site da CD e enviado link aos membros da comissão.
Assessor Especial - Ministério da Fazenda - MF
Discurso aborda o papel da taxa de juros e da dívida pública, destacando a formação dos juros no mercado financeiro, a relação entre juros e dívida, e analisando a realidade brasileira. O orador explica como a taxa de juros é definida, as implicações da dívida pública, e fatores que influenciam esses juros, incluindo riscos econômicos e problemas fiscais. A mensagem culmina em um cenário atual que sugere uma possível redução das taxas de juros, impulsionada por mudanças globais e domésticas. Agradece e se coloca à disposição para discussões.
Deputado
Inicia-se debate, Deputado José Neto será o próximo a falar.
Deputado
Deputado ressalta importância de debate sobre alto custo dos juros, criticando atual abordagem do Banco Central. Sugiere maior atenção à política como matéria-prima na economia, alertando sobre dilemas no debate tributário e na reforma tributária, com impacto no fomento às empresas e reindustrialização do Brasil. Deseja proposições sérias para trazer ao governo e parlamento, integrando política na direção da economia do país.
Deputado
Deputado quer perguntar a palestrantes sobre algum tema, mas hesita.
Deputado
Deputado pediu a Nelson apresentar processo sobre distorções de juros de fomento público em comparação a outros países, mencionando Antônio Lacerda para ampliar o assunto.
Deputado
Deputado cedeu palavra a outros deputados.
Deputado
Deputado fala sobre proposição de audiência pública, elogia palestrantes e critica taxa Selic em 13,75% e o Banco Central pelo foco na tarefa de taxa de juros, ao invés de taxa de emprego. Também menciona altas taxas de juros em cartões de crédito e sugere limitação legislativa delas, assim como no cheque especial.
Deputado
Palavra, palestrante Nelson Marconi quero passar a palavra ao deputado Vitor Lipe.
Deputado
Deputado fala sobre alta taxa de juros no Brasil, comparado a outros países. Menciona a dificuldade das famílias em pagar essas dívidas e questiona a justificativa dos bancos. Também menciona a necessidade de uma reforma tributária e de enfrentar as altas taxas de juros para retomar o crescimento do Brasil.
Deputado
Deputado questiona independência Banco Central, crítica ganhos excessivos bancos e propõe Banco Central incluir custo da dívida pública como obrigação, além de inflação e taxa de emprego. Menciona présence deputado Luiz Albano e Nelson Marconi.
Economista, Professor Doutor em Economia e Coordenador do Centro de Estudos do Novo Desenvolvimentismo Fundação Getúlio Vargas - FGV
Economista sugeriu limite de juros para cartão de crédito e maior coordenação entre Banco Central e política fiscal, considerando sua atuação atual pressiona dívida pública e restringe política fiscal. Criticou porta giratória entre Banco Central e mercado financeiro, bem como suposta autonomia excessiva do Banco Central, que impacta negativamente política fiscal. Suporta regulamentação mais forte para Banco Central se sua autonomia for mantida.
Deputado
Deputado passa a palavra a Antônio Lacerda para falar antes ou depois da representação do ministério.
Economista, Professor Doutor de Pós-graduação em Economia da PUC/SP e Conselheiro Federal do Conselho Federal de Economia - COFECON
Economista argumenta que taxa de juros do Banco Central brasileiro é influenciada por pressão de setor financeiro, não há inflação por demanda e metas de juros altas desestimulam empréstimos bancários ao setor produtivo. Banco Central deve se reunir com outros setores e ha uma necessidade de regulamentação e mais participação de bancos públicos.
Deputado
Com a palavra agora os Fábio Terra.
Assessor Especial - Ministério da Fazenda - MF
Assessor Especial do Ministério da Fazenda destacou a importância de se atentar aos qualificativos do mercado, especialmente o financeiro, na formulação de políticas econômicas. Suporta a ideia de meta de emprego para o Banco Central além da estabilidade de preços. Propôs agenda para aumentar instituições financeiras, competitividade de crédito e redução de taxas de juros. Ouviu diversos mercados e vozes na formulação de políticas.
Deputado
Deputado Vitorlipe, mais algum comentário? Mais
Deputado
Deputado sugere repensar concentração bancária no Brasil, promovendo financiamentos estrangeiros com juros mais baixos via BNDES ou outras modalidades, devido à falta de oportunidades financeiras percebida pelas indústrias nacionais e à alta taxa de juros praticada pelos bancos brasileiros.
Economista, Professor Doutor de Pós-graduação em Economia da PUC/SP e Conselheiro Federal do Conselho Federal de Economia - COFECON
Economista discute risco cambial e governança em uso de recursos externos; destaca importância de fomento a financiamento e crédito para geração de poupança; vê papel maior de bancos públicos, mas insuficiente sozinhos; vê também necessidade de mercado de capitais e parceria com setor privado para corrigir distorções no investimento no Brasil.
Deputado
Deputado: Temas de juros e Banco Central exigem atenção; primeira audiência deve contribuir para o país; setor não pode "escravizar" país com juros altos e sem explicações claras.
Deputado
Deputado fala sobre impacto da política de juros do Banco Central na regra fiscal e investimento. Preocupação com possível limitador maior ainda devido ao grande custo com juros no país.
Deputado
Deputado agradece convidados e compartilha considerações finais.
Economista, Professor Doutor em Economia e Coordenador do Centro de Estudos do Novo Desenvolvimentismo Fundação Getúlio Vargas - FGV
Economista sugestiona uso reservas para investimento com proteção cambial e flexibilização da regra fiscal para permitir investimento público anticíclico. Ele critica alta taxa de juros, câmbio apreciado e estrutura tributária, afirmando que, se a taxa de juros não diminuir, o país não crescerá. Acha essencial debater essas questões.
Deputado
Nelson a sua presença e sua disposição. Fábio.
Assessor Especial - Ministério da Fazenda - MF
Aferiu que mudar bancaria brasileira é desafiante por concentração e riqueza acumulada. Propôs duas mudanças: aumento de competitividade e redução do custo de captação. Suge regularização para competitividade, estabilização cambial e redução taxa juros para captação. Indicou uso recursos domésticos para reservar internacionais estabilidade. Recomendou alterar política preços energia impactar positivamente inflação e juros.
Economista, Professor Doutor de Pós-graduação em Economia da PUC/SP e Conselheiro Federal do Conselho Federal de Economia - COFECON
Economista propõe diminuir custo financeiro da dívida pública e ajustar taxa de juros a rentabilidade esperada do capital. Defende maior democratização em decisões do Banco Central, que é autônomo, mas não independente do governo.
Economista, Professor Doutor em Economia e Coordenador do Centro de Estudos do Novo Desenvolvimentismo Fundação Getúlio Vargas - FGV
Economista propõe usar parte da reserva para fundo de investimento, ajudando investimentos mas com pequeno impacto na reserva total.
Deputado
Deputado agradece e encerra audiência pública, pede salva de palmas e convoca reunião deliberativa para próxima quarta-feira, às 9h30, no plenário 5. Obrigado a todos.




