COMISSÃO ESPECIAL SOBRE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E MORTE MATERNA
Sobre o Evento
Comissão discute violência obstétrica e mortalidade materna no Brasil, abordando práticas abusivas, necessidade de humanização do parto, propostas de políticas públicas e formação de profissionais de saúde. Ênfase em dados alarmantes, direitos reprodutivos e cooperação intersetorial. Encaminhamentos para reuniões futuras e discussão de boas práticas em assistência.
Deputada
Deputada abre quarta reunião extraordinária da comissão sobre violência obstétrica e alta taxa de morte materna no Brasil. Ata da segunda reunião disponível online. Duas partes na agenda de hoje: audiência pública e deliberação de requerimentos. Início da segunda audiência pública, com convidados online e regras estabelecidas para o andamento dos trabalhos. A deputada Meire ausente, mas representada por seu assessor. Palavra passada para Marcos Vinicius Soares Pedrosa.
Diretor do Departamento de Gestão do Cuidado Integral do Ministério da Saúde (MS)
Discurso aborda a violência obstétrica, relacionado à mortalidade materna e direitos das mulheres. Destaca a importância do Ministério da Saúde na luta contra essa violência, enfatizando práticas abusivas e negligentes. Menciona a necessidade de informação e respeito aos direitos reprodutivos, além de propor melhorias na assistência. Aumento de cesarianas e desigualdades na saúde são preocupações. Apresenta dados alarmantes sobre violência contra mulheres, e menciona políticas públicas em vigor para enfrentar esses problemas. Encerra reafirmando o compromisso com a promoção da vida e justiça reprodutiva.
Deputada
Deputada sugeriu votação em bloco para dois requerimentos de audiência e se comunicará com palestrantes sobre perguntas e boas práticas em humanização, referenciando a comissão e colegas.
Transcrição automática
Deputada
Deputada fala em boa tarde, cumprimenta, elogia explicação, menciona dois requerimentos para votação em audiência pública, votação em bloco aprovada.
Transcrição automática
Indago a deputada Antônia se quer fazer uso
Deputada
Do requerimento já que aprovou É breve né, breve só pra.
Deputada
Deputada propõe audiência pública com participação do Ministério da Saúde e representantes da sociedade civil brasileira sobre qualidade de cidadania de segurança do paciente. Quer incluir a presença da enfermeira Dani Albez, especialista em obstetrícia e gestão em saúde, mestra em enfermagem e coordenadora de projeto de capacitação em consultas de enfermagem ginecológica.
Deputada
Deputada propõe comissão analise projetos de lei sobre violência obstétrica, solicita dados reais e convida especialista Maria do Carmo Leal para esclarecer público.
Deputado
Deputado elogia audiência pública e nova gestão de Saúde; chama colega de "brilhante".
Deputada
Deputada fala sobre problemas em saúde do Rio de Janeiro e garante transcrição completa na comissão. Ela menciona a qualidade em saúde como marca da história de vida de outro deputado e dá o chão de microfone a outra parlamentar. Ela também parece estar sendo interrompida e questiona se a pessoa irá votar ou não, enquanto afirma que está sendo ouvida.
Doutora em Saúde Pública e Pesquisadora Sênior da Fundação Oswaldo Cruz
A representante da Fiocruz discute a violência obstétrica e a assistência ao parto no Brasil, destacando dados da pesquisa "Nascer no Brasil". Ela menciona a negligência, abuso e desrespeito sofridos pelas mulheres durante o parto, conforme reconhecido pela OMS. Aborda a importância do pré-natal adequado e dos acompanhantes durante o parto, além de evidências que mostram que condições precárias afetam a saúde materno-infantil. Há um aumento nas cesarianas e uma relação entre maus tratos e problemas de saúde mental nas mulheres. A necessidade de retomar a humanização do parto e melhorar a assistência é enfatizada.
Deputada
Deputada propõe: disponibilizar pesquisas sobre violência obstétrica, continuar audiência, reconhecer violência obstétrica como parte do processo de nascimento, inclui caso da mulher pósparto, e ceder palavra a Ana Pimentel.
Transcrição automática
Presidente.
Deputada
Deputada elogia comissão contra violência a mulher e seu debate aberto no legislativo, destacando práticas assustadoras de violência e falta de cuidado em saúde, com exigência de atenção e humanização no cuidado health practices for women in Brazil.
Deputada
Deputada se desculpou por atraso, falou sobre equidade de gênero e a necessidade de melhor informar mulheres sobre saúde. Mencionou reunião de sua bancada e convidou representante da OPAS para falar sobre o assunto.
Coordenador da Unidade de Família, Gênero e Curso de Vida da OPAS/OMS Brasil
Coordenador da Unidade de Família, Gênero e Curso de Vida da OPAS/OMS Brasil, Ariel Karolinski, aguardou apresentação começar e se configurou para visualizá-la ao lado dos participantes.
Deputada
Ariel? Ei. Pode começar. Está tudo certo por aí?
Coordenador da Unidade de Família, Gênero e Curso de Vida da OPAS/OMS Brasil
Em nome da OPAS, parabenizo a criação de uma comissão especial para investigar a violência obstétrica e a mortalidade materna no Brasil. A pandemia de COVID-19 acentuou esses problemas, com milhares de infecções e mortes maternas. Existem marcos globais que visam eliminar discriminações e garantir saúde reprodutiva, e é fundamental assegurar acesso a cuidados dignos e respeitosos para todas as mulheres. Recomendações incluem humanização do parto, prevenção de abusos e fortalecimento de políticas de saúde. A colaboração entre diversos setores é essencial para enfrentar esses desafios e proteger vidas.
Deputada
Deputada agradeceu estudo detalhido, destacando a necessidade de maior humanidade e respeito em hospitais, especialmente para mulheres grávidas e puerperas. Chamou deputado Frederico para palavra.
Deputado
Deputado destaca: necessidade de respeito e bem tratamento às mães no parto, reforma na residência médica, incentivo a ginecologistas obstetras, e maior valorização a enfermeiros obstétricos. Objetivo: melhorar a maternidade.
Deputada
Deputada sugere regulamentação para incorporar perspectiva de cuidado integral e prevenção de não violência obstétrica no ensino de medicina.
Diretor do Departamento de Gestão do Cuidado Integral do Ministério da Saúde (MS)
Formação especializada prioritária no MS, incluindo ginecologistas e enfermeiros obstetras. Promover boas práticas para reduzir violência obstétrica. Interlocução com entidades como FEBRASGO e ABENO para contribuição técnica. Mudanças na formação de especialistas necessitam garantir acesso à formação e ser bem-vistas. Atenção primária enfatizada no programa Mais Médicos. Fortalecer educação permanente para trabalhadores de saúde.
Deputada
Deputada fala sobre realidade dura, desejo de conversar sobre lista de ações e omissões relacionadas a má tratada de gestantes EAA.
Coordenador da Unidade de Família, Gênero e Curso de Vida da OPAS/OMS Brasil
Coordenador da Unidade de Família, Gênero e Curso de Vida da OPAS/OMS Brasil discutiu redução de mortalidade materna, abordagens integrais necessárias, mudança cultural prioritária e intervenções efetivas, como acesso à anticoncepção para prevenir gravidez não planejada, impactando 32% na redução. Requer compromisso intersetorial e governança colaborativa, incluindo setores políticos, legislativo e judiciário.
Transcrição automática
Deputada
Deputada perguntou se deputado Frederico tem outra pergunta, aguardando resposta após saída de outro deputado.
Deputado
Não presidente, eu acabei já fazendo comentário aqui, quando a senhora Eu tenho certas que falou sobre
Deputada
Que humanização faz parte da tua história, não tem nem nem a menor dúvida.
Deputado
Deputado fala sobre comissão para discutir dignidade e reduzir mortalidade materna e infantil, com participação de Ministério da Saúde, MEC, sociedade de especialidades e enfermeiros obstétricos. Aplausos e alcance em legislação e mudança de paradigmas.
Deputada
Deputada agradece, pede dados sobre cesariana e propõe reduzi-la, defende boas práticas no parto, pide canal único para informações, e faz perguntas aos presentes. Ela também discute o tratamento inadequado durante o parto e destaca a importância de uma avaliação adequada. Ela espera um protocolo e um questionário após as audiências.
Diretor do Departamento de Gestão do Cuidado Integral do Ministério da Saúde (MS)
Boas práticas em saúde combinam competência técnica, ética e estética, promovendo atitudes respeitosas e dignidade. Exemplo: cuidados obstétricos, onde episiotomia excessiva é questionada, sendo uma ritualização a ser evitada. Formar profissionais com esses valores é esperado nas escolas de saúde.
Deputada
Deputada cuestiona concepto de violencia obstétrica y aboga por elección de parto normal y lavagem, enfatizando importancia de concientizar a profesionales sobre violencia institucional como crimen con ley específica.
Diretor do Departamento de Gestão do Cuidado Integral do Ministério da Saúde (MS)
Diretor do Departamento de Gestão do Cuidado Integral do MS discute ética em saúde; questiona cirurgias desnecessárias e desigualdade de acesso à cesariana; destaca importância de respeitar autonomia do paciente e promover boas práticas; aborda falta de ginecologistas e enfermeiros obstetras no país. Escassez de profissionais em enfermagem é um desafio em políticas públicas. Relação obstetra-enfermeiro é de 4 a 1.
Deputado
Deputado fala sobre redução de pequenos hospitais com maternidades, concentração de serviços em cidades maiores e importância de residência médica e enfermagem obstétrica com foco em melhoria dos serviços e humanização. Sua sugestão é tornar obrigatória a residência médica em obstetrícia e incentivar a residência de enfermagem obstétrica. Acredita que os custos são justificáveis diante dos benefícios trazidos aos profissionais e à melhoria dos serviços.
Deputada
Deputada propõe análise levando a ações, incluindo projeto e sugestão ao executivo, com ênfase em compartilhamento e colocação em relação a questões importantes.
Diretor do Departamento de Gestão do Cuidado Integral do Ministério da Saúde (MS)
Diretor do Departamento de Gestão do Cuidado Integral do MS destacou importância de diferenciar cesárea agendada e emergencial e parceria com Fiocruz. Refere-se a boas práticas no portal, com acessos significativos. Mencionou experiências exitosas em Belo Horizonte, Unicamp e UFMar, focadas em reduzir mortalidade materna e capacitar profissionais. Discutiu a necessidade de avançar em regionalização de serviços de saúde e a complexidade de equipar todos os municípios.
Deputada
Deputada enfatiza importância de protocolos e tecnologia em serviços, especialmente no atendimento às mulheres, citando exemplo de delegacia e práticas humanizadas. Problemática da falta de sistemas integrados e histórico clínico nas maternidades é destacada. A deputada também menciona a necessidade de garantia de leitos e estímulo ao pré-natal, sugerindo proposta executiva para tal.
Doutora em Saúde Pública e Pesquisadora Sênior da Fundação Oswaldo Cruz
Iniciativas reduzirem morte materna; comunicação e direitos na Rede Cegonha; ovaldoria para reclamações; casas de gestantes e mães; formação enfermeiras obstétricas; democratização gestão hospitalar; cesárea de risco; Febrazico e boas práticas; lavagem e bacteria bebê; aumento reclamações violência obstétrica; episiotomia pequena.
Deputada
Deputada destaca importância da informação para as mulheres, referindo-se ao medo de parto normal relacionado à questão das fezes.
Doutora em Saúde Pública e Pesquisadora Sênior da Fundação Oswaldo Cruz
Doutora em Saúde Pública e Pesquisadora Sênior da Fundação Oswaldo Cruz afirmou que apressar nascimento pode ser nocivo, similar à ideia de uma mulher cesariana "limpa" e organizada, como a vida moderna exige, mas às vezes não é vantajoso. Ela também mencionou algo sobre a questão em discussão, mas esqueceu de mencionar devido a perda de sua ideia no momento.
Deputada
Deputada destaca a importância de fornecer informações claras e simples sobre o processo que uma mulher enfrenta, recomendando que isso seja feito através de aulas ou vídeos, para garantir sua segurança.
Doutora em Saúde Pública e Pesquisadora Sênior da Fundação Oswaldo Cruz
Na consulta pré-natal, abordar o parto é relevante, segundo Doutora em Saúde Pública e Pesquisadora Sênior da Fundação Oswaldo Cruz.
Deputada
Deputada discute temor em relação à cesárea, cultura que a cercam e negação por questões sociais, espera ouvir Ariel sobre o assunto.
Coordenador da Unidade de Família, Gênero e Curso de Vida da OPAS/OMS Brasil
Coordenador da Unidade de Família, Gênero e Curso de Vida da OPAS/OMS Brasil ressaltou a importância de políticas públicas baseadas em evidências, citando estudos que mostram a ineficácia da episiotomia sistemática no parto. Ele enfatizou a necessidade de boa prática, acesso à informação e disponibilidade de manuais de recomendações. A intervenção mais importante para prevenir mortes maternas é fornecer oxitocina no parto.
Deputada
Deputada fala sobre encontro gratificante com pessoa apaixonada por missão, comissão busca discussões baseadas em ciência e inclusão de todos os setores para avançar no tema, agradece aos participantes por exemplo de boas práticas e deseja ouvir outras experiências positivas para produzir material útil.
Diretor do Departamento de Gestão do Cuidado Integral do Ministério da Saúde (MS)
O Diretor do Departamento de Gestão do Cuidado Integral do MS destaca a necessidade de mobilização social para mudar a prática do cuidado em saúde. Ele fala sobre a importância de políticas baseadas em evidências, como o treinamento de equipes em boas práticas e o fortalecimento da equipe multiprofissional, com ênfase em enfermagem obstétrica. O MS está aberto ao diálogo e à colaboração para avançar nessa agenda.
Doutora em Saúde Pública e Pesquisadora Sênior da Fundação Oswaldo Cruz
Doutora em Saúde Pública e Pesquisadora Sênior da Fundação Oswaldo Cruz gostou de participar da audiência, elogiou os participantes e sugeriu ouvir os países que resolveram bem o problema da alta taxa de cesáreas, especialmente a França, que mantém a taxa baixa há 40 anos por meio do uso generalizado da anestesia peridural. Ela sugeriu ouvir a perspectiva de anestesistas feministas da França para ajudar a abordar o problema da alta taxa de cesáreas no país.
Deputada
Deputada pede envio de sugestões e nomes relacionados a um tema para secretaria; menciona uma pesquisadora e palestrantes; anuncia passagem de despedida.
Coordenador da Unidade de Família, Gênero e Curso de Vida da OPAS/OMS Brasil
Coordenador da Unidade de Família, Gênero e Curso de Vida da OPAS/OMS Brasil destacou a importância de atenção à saúde materna e à mortalidade materna no Brasil e no mundo. Exortou por engagement ativo de todos os fatores envolvidos e propôs uma política pública efetiva e colaborativa para melhorar a saúde materna e combatir a mortalidade infantil no Brasil. Reiterou o compromisso da OPS/OMS em oferecer cooperação técnica efetiva.
Deputada
Deputada destaca importância de abordar processo de parto, depressão pós-parto, e primeira infância. Convoca reunião extraordinária com Conselhos de Medicina e Enfermagem, Febrasco, Benfo e Fenadoulas, para discutir tópicos relacionados e deliberar sobre requerimentos. Agradecimentos e encerramento da reunião.




