Seminário

COMISSÃO ESPECIAL SOBRE O COMBATE AO CÂNCER NO BRASIL

18 ago. 2023 07:00 às 09:00

Sobre o Evento

Comissão discute Política Nacional de Combate ao Câncer; consenso entre governo e Congresso sobre projeto de lei e possíveis derrubadas de vetos.

Status
Encerrada (Final)
ID: 69244Total: 3 discursos
#1
Transcrição por IA

O enorme satisfação que realizamos este seminário sob a minha coordenação, e promovido pela comissão

0:000:06
18 de ago, 10:00
#2
Transcrição por IA

Especial da Câmara dos Deputados destinada a acompanhar as ações de combate combate ao câncer no Brasil. Convido a todos para cantarmos o hino nacional. Agradecemos ao presidente da Assembleia Legislativa do estado de São Paulo deputado estadual André do Prado, pela sessão do espaço físico e por todo o apoio administrativo necessário para viabilizar a realização de este evento e ao deputado estadual Felipe Franco por ser parceiro nesse seminário. Informo que este evento está sendo transmitido ao vivo pelo canal oficial da Câmara dos Deputados no YouTube e pelo portal da câmara na internet. Convido para compor a mesa, deputado estadual Valéria Bolsonaro presidente da Frente Parlamentar de Combater o Câncer na ALESP. Nesse momento, a deputada não estará presente tendo em vista que está participando do evento da PL Mulher. Então agradeço a presença do seu representante. Representante da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a doutora Sônia Alanza, por gentileza. Agradeço a presença do tenente Alves representando o deputado estadual Danilo Balas. Convido a doutora Renata. Pra mim uma pessoa muito especial. Ela é oncologista responsável pelo tratamento da minha esposa, Convido também a doutora Carla Milinski pra compor a mesa por gentileza. Fui de surpresa. Informo também que participarão de forma virtual senhor Doutor Fernando Henrique de Albuquerque Maia, coordenador geral da política nacional para prevenção do controle do câncer do Ministério da Saúde, deputada federal Silvia Cristina relatora da comissão especial de combate ao câncer da Câmara dos Deputados. Convido para fazer uso da palavra por três minutos o representante do Ministério da Saúde Fernando Henrique de Albuquerque Maia. A fala será executada via azul. Na tela à minha direita. Pode testar o som por gentileza? Olá me escutam. Perfeitamente O senhor pode falar? Já está transmitindo? Perfeitamente. Bem, bom dia a todas e todos. Gostaria de agradecer o convite aqui em nome do Ministério da Saúde e da Secretaria de Educação Especializada. E saudar a todos que estão nesse evento tão importante pra discutir a política nacional de prevenção e controle do câncer. É eu acho que é importante sempre ressaltar de que, essa política surge Lá em dois mil e treze por conta de por meio de uma portaria, aí do Ministério da Saúde que estabelece É diretrizes e princípios pra isso, mas que a institucionalização dessa política por meio de uma lei É muito importante pra se transformar de fato numa política de estado, né e conseguir aí ter uma perenidade, e a gente Consegui garantir aí mais direitos pra população e consegui garantir que o SUS trate a todas e todos com câncer de uma maneira adequada, Independente do local onde essas pessoas residam, independente do local onde elas estejam sendo atendidas. Queria saudar imensamente os deputados Que aprovaram o projeto agora no, na últimas semanas na Câmara, certo? E colocar aqui sempre o Ministério da Saúde à à disposição de nesse diálogo constante, Não só que a gente após essa lei ser aprovada e estacionada mas que a gente siga aí na construção das Políticas públicas da implantação real dessa lei pra que ela seja de fato transformadora e de fato consiga garantir aí melhor acesso Há atenção oncológica pra todos os pacientes do SUS. Muito obrigado Fernando. Vou convidar para fazer uso da palavra por três minutos a deputada federal Silvia Cristina. Oi. Convido para fazer uso da palavra por três minutos representante da Secretaria estado de saúde de São Paulo doutora Sonia Lanzer. Obrigada pelo convite é prazer estar aqui representando a secretaria estadual de saúde. Eu queria dizer que, nessa gestão atual, o secretário uma das primeiras atitudes que ele, Tomou foi exatamente olhar pra oncologia, né? Principalmente AAA questão da Fila de de pacientes aguardando tratamento, então isso foi uma ação muito importante nós que somos técnicos de carreira né, Ficamos muito felizes com é com essa atitude, de diminuição do tempo de espera aí do paciente que está aguardando Hum tratamento oncológico, né? Essa esse PL vem de encontro, muito a ao desejo Né nosso como técnico, de trabalhar as questões de de prevenção e e promoção do câncer né, Nós temos aqui no estado uma protocolo de alta suspeição em que estamos neste exato momento, Trabalhando junto com o os municípios COSENS, a a maneira de implementálo na ponta pra que a gente Tenha né, uma uma forte suspeita de câncer que esse paciente não fique na fila né na vala comum, E que ele possa de alguma maneira né, ter uma priorização pra diagnóstico e pra tratamento né? Isto nesta secretaria no estado de São Paulo, é o mote que a gente está nesse momento trabalhando pra Pra diferenciar os casos oncológicos e eu acho que o PL né vem reforçar toda essa essa política e esse trabalho que a gente Está fazendo no momento tá? Tem sempre a questão dos quimioterápicos né, que que que tem a ver com Esteio então é é outra questão que a gente trabalha junto com com o Ministério da Saúde, pra gente pensar em alguma forma aí de de De suprir essa essa tabela de procedimentos que né acaba não não cobrindo o custo de de uma grande parte dos quimioterápicos né, então São algumas ações aí que a gente vem trabalhando e lembrando que que o câncer é uma das prioridades nessa secretaria. É isso obrigada. Muito obrigado doutora. Posso chamar a deputada Silvia novamente? Ela não estabilizou nenhum sinal. Não tem problema. Pessoal. É o meu primeiro mandato como deputado federal. E assim que eu cheguei na Câmara dos Deputados, a deputada Silvia me convidou pra fazer parte dessa comissão especial da frente de combate ao câncer também, e, o que incitou esse esse convite, Foi que, há mais ou menos ano atrás, na verdade é pouquinho mais do que ano atrás, a minha esposa Carla foi diagnosticada com câncer de mama. E foi bem próximo da campanha, né, foi algo que trouxe pra nós uma notícia extremamente chocante, principalmente porque, A minha mãe, né, a Maria Ângela, quando eu tinha mais ou menos cinco anos de idade faleceu também de câncer de mama. Então, foi uma história na minha família que que veio se repetir e que graças ao trabalho, né da doutora Renata Araquelian e doutor Gustavo Schwarzman. Nós demos início ao tratamento de forma muito rápida muito eficiente E hoje ela está aqui me acompanhando é uma honra. Até o doutor Gustavo também presente via Zoom nessa reunião. E. Bom amanhã é que a gente está aqui. Eu acredito que, como deputado federal a gente não deve promover os nossos interesses, né? Mas eu também entendo que é da natureza humana. Ter mais sensibilidade em relação àquilo que a gente já passou, né, então, eu agradeço demais a oportunidade de fazer parte dessa frente de fazer parte dessa comissão. E de conseguir ser mais deputado que se compromete com essa causa. O câncer é a segunda causa de morte no Brasil hoje, quando eu eu assumi AA0 mandato eu conversei com a Carla eu perguntei Carla, do ponto de vista da saúde né, eu acho que eu preciso determinar objetivo, para os adultos e objetivo pras crianças, né, pra gente poder manter o foco manter o 0 investimento tendo resultado e, Em relação às crianças, o que nos despertou uma atenção muito grande foi a incidência do autismo. E Uhum. O que Nos chamam mais atenção em relação aos adultos foi o câncer então, estamos voltados né, pra esses essas questões sensibilizados para essas questões da área da saúde. E pra mim é é muito mais fácil. Desempenhar minha função, sendo casado com uma médica, que é neonatologista e que passou pelo tratamento do câncer porque a gente tem, acaba forçosamente tendo contato com todas essas, informações elementos então quando eu visito, né os hospitais de vocês quando eu converso com os os membros né dessa que que estão presentes aqui nessa, nesse evento que que são administradores de hospitais são dedicados, eu eu sei, O que vocês estão passando eu entendo, quando eu converso com os médicos e os os enfermeiros e os técnicos trabalham com vocês, quando eles me dizem o que falta, Ah está faltando medicamento assim ou está faltando, como chama aquele aquele do das células brancas Neolastim. Neolastim, né? Quando diz olha, não tem Neolastim, eu sei o que significa isso, né? Então, Acredito que seja algo que a gente possa trabalhar com bastante sucesso, não só agora mas também no no no futuro. E agradecer aqui novamente a a participação da equipe do deputado estadual Felipe Franco, né, o Felipe Franco já era meu amigo antes da gente entrar na política e hoje eu eu considero grande parceiro pra esses eventos aquele tem sido super prestativo, Também o Danilo Balas, né, deputado estadual excelente também contribuiu demais até hoje no nosso mandato. Conseguimos a deputada Silvia? Ainda não? Então eu vou aqui o nosso objetivo é cumprir a missão, né a ordem dos fatores não altera o resultado. Então, agradecendo novamente, né a a participação de todos, Eu vou passar a palavra pra doutora Renata, somente pra essa apresentação inicial a senhora vai ter segundo momento pra sua fala técnica, mas só pra se apresentar e e porque eu, né a gente já se conhece há tempo, mas eu queria que o pessoal da plateia conhecesse pouquinho do seu trabalho. Bom dia pessoal, queria agradecer né É a oportunidade de estar aqui hoje nesse momento tão importante aí pra pra saúde no Brasil. E, sou minha presidenta eu sou Renata Arakelian sou médico oncologista e eu trabalho tanto no setor privado quanto no setor público então, Eu sou médica voluntária na disciplina de oncomastologia na UNIFESP e sou médico oncologista No Hospital da Mulher, aqui em São Paulo. E sou médico oncologista no setor privado no no grupo DASA, Tentar contribuir, né, dando a visão pouquinho da visão do oncologista, nesse cenário tão complexo que é o manejo do câncer em nosso país. Obrigada. Passar a palavra para minha esposa aqui por minutinho para ela se apresentar para os senhores. Bom dia pessoal meu nome é Carla Bellinski. Eu sou médica, pediatra neonatologista, E dentro do tema como o Paulo falou eu diagnostiquei câncer de mama em agosto do ano passado. E, espero que seja uma discussão frutífera hoje. Obrigado. Depois. Então nesse momento nós desfazemos a mesa e convidamos pra compor compor a primeira mesa de palestrantes, a doutora Bruna Bezerra Salviano representante do Hospital do Câncer de Franca. Doutor Paulo Beneveto Benevento perdão, representante da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama a FEMAMA. Pascoal Mahascini, de forma virtual, representante do Instituto do Câncer Doutor Arnaldo. Mas nós temos Ok. O doutor Ricardo dos Reis, representante do Hospital do Câncer de Barretos. E a doutora Renata que já se encontra na mesa. Convido amanhã. Essa é a composição? A primeira Se a senhora quiser passar aqui mais pra perto. Eu convido para fazer uso da palavra por sete minutos a representante do Hospital do Câncer de Franca, doutora Bruna Bezerra Salviano. Bom dia a todos, eu sou Bruna Salviano. Sou médica oncologista pediátrica do Hospital do Câncer de Franca. Primeiro eu gostaria de agradecer a oportunidade de serviço do interior do estado estar aqui presente nessa discussão sobre o PL tão importante. Eu sou do Ceará, sou de uma cidade chamada Brejo Santo do Ceará, e atualmente moro em Franca há três anos e meio. O Hospital do Câncer de Franca é responsável pelo pela demanda dos pacientes tanto na cidade de Franca Quanto de vinte e municípios da região. E hoje o grande desafio da gente é, equilibrar A balança entre o possível e o ideal. Né? A gente tenta se aproximar do que é ideal, Mas isso pra muitos serviços ainda é difícil, então a esperança da aprovação desse PL Nos aproximar do que a gente deve oferecer e o que os pacientes merecem receber enche o nosso coração de esperança. Então é é muita gratidão, de ver esse passo tão importante ser dado, né? E e ver a PL com é o PL contemplar, desde a prevenção, desde de pensar no diagnóstico Precoce na importância do diagnóstico precoce, possibilitando para os pacientes acesso rápido, né, a diagnóstico preciso e ao início de tratamento eficaz. Isso muda vidas, isso nos dá tempo e dá tempo ao paciente dar chance pra ele. E essa é uma dificuldade muito grande. Pra isso a gente tem que começar olhando, pra os serviços de saúde que estão na ponta no na atenção primária e secundária, pensarem que pode ser câncer, né, a principal dificuldade vem daí, pensar que Pode ser câncer, então o que as pessoas saibam tenham mais informação de que eu tenho sintoma o meu filho tem sintoma que pode ser câncer, E o profissional que ele primeiro procura pense, que essa é uma possibilidade. E que esses pacientes consigam fazer Os seus exames com agilidade pra esse diagnóstico que consigam chegar no serviço especializado rápido, né, Aí a gente passa para segundo ponto de dificuldade que é a execução desses procedimentos. Hoje grande parte dos Serviços senão a todos eles encontram gargalo grande de demanda reprimida, né, em que A demanda pelos exames e e aqui eu estou falando, e isso é uma realidade também no serviço onde eu trabalho, Pra realização de tomografia de biópsia de mama guiada por mamografia de ressonância magnética de colonoscopia. O gargalo faz com que esses exames tenham uma fila de espera de quatro a seis meses, pra realização, né? Outro ponto vem do acesso às aos medicamentos como muito bem a Secretaria de Saúde a representante da Secretaria de Saúde do Estado falou, Né que. Falando em oncologia pediátrica hoje por exemplo, uma medicação que se fala muito que é o brinatumumab Que muda prognóstico e chance de cura nas crianças com leucemia recidivada ou leucemia de alto risco. Foi aprovado pela Conitec, pra incorporação no Ministério da Saúde mas não é uma realidade ainda, pros serviços, porque A AAparque que a gente tem disponível, nos paga quarenta vezes menos do que o medicamento custa. E alguns serviços Tem essa essa medicação disponível alguns pacientes têm e outros não. E aí a gente vai Cai num num ponto dum dum princípio do SUS que é a equidade. A equidade que diz pra gente que a gente precisa olhar primeiro Pra quem mais precisa. E aí eu falo dessa chama que acendeu vendo a aprovação do projeto de lei, Que é, o olhar também por que é que alguns serviços não estão conseguindo por que é que algumas pessoas não estão tendo acesso a esse tratamentos. EEA esperança de que seja encontrado o 0 meio pra que isso seja possível, né? Pra que a gente consiga executar igualmente dar chances iguais pra todos esses pacientes. Então, Eu agradeço, eu encho meu coração de esperança, espero muito que isso aconteça e e estou vendo acontecer, Então. Me emociona e é uma honra, poder fazer parte disso. E vamos fazer isso acontecer. Vamos levar os pacientes vamos levar esses pacientes pra linha do ideal, Saído possível. Muito obrigada. Muito obrigado doutora Bruna. O projeto de lei, ele é extremamente principiológico, e, Por ser principiológico ele ele se torna maleável ao tempo, né? É diferente de uma lei que vai ter validade Por dois, três, cinco anos. Como ele trata de princípios do tratamento ao câncer, e justamente a questão da equidade entra como princípio, A gente tem uma lei que se, que vai se adequar ao tratamento do câncer no Brasil de forma perene. Então não será necessário ajustar essa lei a não ser para fazêla ainda melhor, ela nunca vai se tornar, inválida pelo decurso do tempo, isso é muito importante. Muito obrigado. Convido para fazer uso da palavra por sete minutos o representante da Federação Brasileira de Quições filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, a FEMAMA, doutor Paulo Benevento. Bom dia. Bom dia a todos. Agradeço primeiramente o convite deputada Silva Cristina Wellington Prado Paulo Belinski Felipe Franco, É a todos os responsáveis por criar esse espaço pra gente fazer essa discussão. Eu trouxe alguns slides e eu queria pedir pro Diego, se possível. Esse microfone está funcionando pessoal? Perfeita. Ah o 0 móvel? Ah é? Deixa eu ver aqui. Eu acho que é mais confortável Ok? Eu posso ficar de pé? Por favor. A câmera pega normal. Vamos lá. Acho que do outro lado, aqui não não está passando. Ok. Pessoal, eu na pessoa do deputado Paulo Belinski, que está presidindo, eu cumprimento a todos vocês do Bom Dia. Eu aqui vim representando a FEMAMA e a UNACAM. Essas duas entidades a FEMAMA e a UNACAM são entidades que têm participado, Tem participado dos principais dos principais momentos de discussões não é, sobre o câncer no país. São entidades que têm promovido, participado, debates, não é, e têm contribuído pro avanço das políticas Oncologics. Pode passar por favor. Aqui a gente tem uma breve apresentação com os sites né das entidades, pode passar, Pode passar. Essa minha declaração de conflito, tá, por uma questão de transparência, eu advogo pra pacientes, Né, eu dou consultoria pra pra sociedades médicas, pra indústria farmacêutica. Eu sou consultor de advocacia de diversas ONGs e entrego diretoria de associações. Então eventuais vieses meus estão todos declarados aqui. Pode passar Diego. Bom Bom a gente foi convidado pra debater, conversar, discutir a respeito do PL, esse PL vinte e nove cinco dois, dois mil e vinte e dois, Que ele pretende substituir uma política que já existe, já foi dita, uma política de dois mil e treze, não é? Essa política é uma política que está vigente hoje, Ela traz, ela tem virtudes, tem vários problemas também, e esse PL da mesma forma, Tem virtudes e tem alguns problemas, mas a gente veio aqui pra sustentar que o PL é melhor do que a política que nós temos. Pode passar Diego. Eu poderia, o veja o PL, ele tem diversos aspectos, ele fala sobre muitas muitas coisas, E eu não posso aqui nessa fala de sete minutos falar sobre todos esses aspectos, eu escolhi ponto específico. Eu vou falar sobre Financiamento da assistência oncológica medicamentosa, acesso a medicamentos e prazo pra disponibilização e oferta desses medicamentos. Tentar expor qual é o problema. Pra isso eu preciso começar falando de não da da da oncologia, não como os medicamentos oncológicos Chegam pro paciente, mais medicamentos pra outras patologias. E e medicamentos e eu vou fazer recorte aqui e falar sobre medicamentos, É pra tratamentos complexos e que têm alto impacto financeiro. A gente está falando de medicamentos que estão No componente especializado da assistência farmacêutica nesse grupo, grupo A. O fluxo Pra esse tipo de medicamento, ele começa com uma avaliação numa comissão do Ministério da Saúde que chama Conitec. Eu vou fazer aqui pessoal, uma, Eu vou fazer uma redução de complexidade absoluta aqui, tá, porque alguns de vocês podem ter intimidade com o tema, outros não, e eu quero que todos entendam pouco a Pedro disso. Há essa avaliação pela Conitec, e havendo uma recomendação preliminar, esse medicamento ele ele eventualmente pode ser incorporado ao Sistema Único de Saúde, por uma decisão do presidente da SEPTICS, que é uma uma comissão é é órgão específico do Ministério da Saúde. Após a incorporação desse medicamento, o Ministério da Saúde tem cento e oitenta dias pra ofertar essa medicação esse medicamento pra população. Significa que o Ministério da Saúde nesse prazo de cento e oitenta dias ele precisa percorrer todo esse caminho que está descrito aí. O primeiro passo é às vezes há uma inversão, né, mas na prática o que a gente tem visto é que o primeiro passo É a pactuação entre os gestores, pra saber quem vai responder, afinal de contas, pelo financiamento dessa incorporação. Quem vai assumir o custo? É a União, é o estado ou é o município? Pactuado, tem na na na sequência, Esse medicamento tem que ser incluído no protocolo da patologia. Depois, há há registro no na tabela SUS, Ele ganha código, e com esse código é possível prescrever, faturar. Depois tem departamento específico do Ministério da Saúde, que é o departamento de logística, que vai fazer a a licitação, a aquisição, a logística e vai entregar esse medicamento nos almoxarifados das secretarias estaduais de saúde. Esse fluxo, ele vale pra medicamentos por exemplo pra tratamento de esclerose múltipla, De asma, de fibrose cística, psoríase, Alzheimer, osteoporose, todas essas doenças. E o financiamento e a responsabilidade efetiva quando a pactuação, ela é feita e percebese Esse medicamento, ele ele ele é indicado pra tratamento complexo de alto impacto, ele é pactuado no grupo AE0 financiamento e a responsabilidade é do Ministério da Saúde. Significa que o Ministério da Saúde faz a compra centralizada E utiliza todo o poder de compra do Estado pra negociar preço. Então ele consegue preços melhores. Esse fluxo que está desenhado de uma forma bem resumida, ele tem que acontecer nesse prazo de cento e oitenta dias, A gente observa vários problemas nesse fluxo também. Esse não é o fluxo pra oncológicos, Em em geral, em regra não é esse o fluxo. Mas ele também tem problemas. Os problemas que ele tem são menores do que o fluxo pra medicamentos oncológicos que vem na sequência, Diego. Pessoal, aqui a gente tem fluxo, Que, eu digo assim, que ele é ele ele é o fluxo padrão. Os oncológicos geralmente Vão seguir esse fluxo. Existem algumas exceções. Na etapa anterior, vocês viram que nós temos, Todo caminho pro medicamento ser ofertado. Quando o medicamento ele é oncológico, todas aquelas etapas Não acontecem em nível federal, elas acontecem dentro de hospitais habilitados de oncologia. Dentro de Unacons e Cacons, Esses Unacons e Cacons eles, é de regra, eles é que vão padronizar os seus tratamentos. Eles vão licitar, Eles vão adquirir e vão dispensar pros seus pacientes esses medicamentos. E depois, como a responsabilidade, afinal de contas financeira, É uma responsabilidade do Ministério da Saúde, eles vão se ressarcir por meio de Apax, né, que são autorizações De pagamento de procedimento de alta complexidade. A gente tem problema grave aqui, bastante grave, que é, Esse ressarcimento ele é feito com base em valores de tabela SUS, que estão desatualizados, Mas geralmente o valor da tabela SUS não paga os tratamentos. A gente tem por exemplo, medicamentos na diretriz Terapêutica do Ministério da Saúde, é que os os hospitais habilitados em oncologia, o CACONZ e o NACONZ, Não conseguem ofertar, porque não conseguem se ressarcir do Ministério da Saúde. Então eles nem padronizam, não não colocam nos seus protocolos internos. A gente tem conflito aqui, entre as diretrizes diagnósticas terapêuticas e a tabela SUS. Além de que, a gente tem alguns hospitais, principalmente hospitais orçamentados, Que tem melhores condições financeiras. E aí o que é que eles fazem? Eles incorporam nos seus protocolos tratamentos que nem na diretriz de a Gurosaicaterapia do Ministério da Saúde. E fornecem medicamentos que outros CACONs não fornecem, Né? Não oferta pra população. E por isso você acaba tendo pacientes que têm acesso a tratamentos diferentes dentro do SUS, E a gente não pode ter gente que tem tratamento diferente dentro do nosso sistema porque Princípio da equidade. Isso não é SUS, né? Quando que é o valor das APACs não cobre o custo do tratamento, CACONZ e O NACONZ, Ezequiel, o valor das APACs não cobre o custo do tratamento. CACONS e o NACONS não têm o poder de compra do estado, eles têm poder de compra pequeno. Então eles enfrentam diversas dificuldades pra ofertar medicamentos novos, principalmente esses medicamentos mais caros. Nesse sistema, nesse fluxo, nesse desenho, o prazo de cento e oitenta dias ele é descumprido em praticamente cem por cento dos casos. Lembra que eu disse, Incorporado medicamento seja incorporado por processo de avaliação seja colocado numa diretriz diagnóstica terapêutica do Ministério da Saúde, As áreas técnicas do Ministério da Saúde têm esse prazo de cento e oitenta dias. Ele é descumprido em cem por cento dos casos no caso desse fluxo aqui, tá, que é Do modelo da ascensão oncológica que é a regra geral. Isso acarreta barreira de acesso, desigualdade de oferta E judicialização? Né? Então uma das raízes da judicialização, no caso de câncer, está aqui olha, nesse modelo, tá? A gente não quer dizer que o modelo de compra centralizada não tenha problemas, mas os problemas que a gente tem lá, são problemas de gargalos naquelas Fases, né, então por exemplo, você tem gargalo, pra chegar à protocolização às vezes já esgotou o prazo de cento e oitenta dias, pra chegar na Às vezes o prazo já esgotou, mas aqui a gente não tem problema de gargalo, a gente tem problema estrutural que nunca vai ser resolvido, jamais, porque é problema de financiamento de modelo. Pode passar Diego. Existem exceções, não é? Existem aqui seis medicamentos oncológicos e nove apresentações que seguem aquele modelo anterior, Que é o modelo do componente especializado do grupo a, é compra centralizada. Em relação a esses medicamentos, a gente vê que o fluxo Ele funciona melhor, tá? Tem problemas também, mas é melhor. Pode passar, Diego. Bom, colocado todo esse cenário, o 0 que é que o PL propõe, né? Afinal de contas a gente vai resolver esses problemas com o PL ou não? Quais vão ser resolvidos? O que é que a gente pretende com esse PL? Bom primeiro, ele tende a eliminar a primazia do modelo de assistência oncológica. Quando eu falo modelo de assistência oncológica eu falo aquele fluxo problemático dos medicamentos focado na primazia dos hospitais habilitados em oncologia. Ele ele acaba com esse modelo? Não, ele não acaba, Mas ele tira a primazia, então ele agora a partir de agora o que o PL propõe é a pactuação entre os gestores das esferas de gestão, né, Com base no equilíbrio financeiro e na garantia do cuidado. A partir de agora, uma coisa que a gente não tem observado é a pactuação em todos os casos, Agora pelo PL pelo menos, isso se torna obrigatório. A gente vai pactuar pra ver qual vai ser o modelo. Vai ser centralizado? Vai ser descentralizado? Qual é o melhor modelo? Os gestores das três esferas precisam sentar pra conversar Estabeleça consenso, o que é melhor fazer, centralizada descentralizar? Ele então mantém, o PL mantém as duas estratégias de oferta Aquisição centralizada e o modelo da PAC, porém ele atrela esse modelo centralizado, né, onde o Ministério da Saúde compra o medicamento, As regras e alocação do grupo lado do CEAF, então são critérios pra pactuação, complexidade do tratamento e impacto financeiro. Medicamento oncológico de pra tratar alta complexidade, cai nisso, sempre, complexidade de tratamento, impacto financeiro altíssimo, então, De regra a gente espera que a compra seja centralizada, não é? É claro que não dá pra gente saber já de antemão se isso Eventualmente se esse PL se tornar uma lei, se isso vai acontecer, mas é a tendência é o que se espera, tá? Importante, o PL torna as diretrizes diagnósticas terapêuticas do Ministério da Saúde vinculativas. Elas não são vinculativas hoje, as DDTs, por exemplo, o Ministério da Saúde incorpora na diretriz determinado medicamento pra câncer. No hospital habilitado em oncologia, o hospital habilitado, ele pode ou não colocar esse medicamento nos seus protocolos então ele não é obrigado a O PL torna isso diferente, ele cria essa essa obrigatoriedade, a partir do PL, as diretrizes diagnóstica elas são vinculativas, têm que ser observadas. Isso é bom, por lado, né? Porque atende a problema que a gente tem de equidade que é aquela questão de De hospitais ofertarem mais do que está na DDT, outros menos, então, esse problema resolve. Porém cria também problema, Porque veja só, aqueles hospitais que ofertam mais, mais do que está na diretriz, pelo PL eles não vão poder ofertar mais. Eles eles têm que ofertar o que está na diretriz, e aí a gente tem problema, até problema jurídico, não é? Porque é retrocesso pra esses pacientes que já estão recebendo Aqueles medicamentos não é? E e aí a partir de agora como vamos fazer? A gente tem a oportunidade de discutir ainda isso, O projeto vai pro Senado, a gente pode tratar desse assunto, é ponto polêmico do projeto tá, e importante, Isso a gente insistiu muito no Ministério, a gente insistiu muito nas audiências públicas lá em Brasília, na na Câmara dos Deputados, Que é o que a gente sempre defendeu né, colocar esse prazo de cento e oitenta dias na lei. O projeto faz Tá, o PL faz isso. O prazo hoje ele está estabelecido num decreto presidencial. O fato de estar na lei resolve o problema? Não, a lei dos trinta dias dos sessenta dias está aí pra provar pra gente que não basta colocar prazo na lei pra ser cumprido, Né? A gente tem descumprimento desse prazo e todo mundo conhece isso. Mas colocar esse prazo na lei é bom começo, É caminho importante, então agradeço a todos, a gente poderia falar muito mais sobre isso mas eu eu sei do meu tempo, tá, Agradeço a todos e fico à disposição pro debate. Aqui tem os meus contatos, muito obrigado. Muito obrigado doutor. Convido para fazer uso da palavra por sete minutos O representante do Hospital do Câncer de Barretos, doutor Ricardo dos Reis. Bom bom dia a todos. Deputado Paulo muito obrigado pelo convite, ao nossa Instituição antiga hospital de câncer de Barretos hoje é o Hospital de Amor Barretos e é prazer estar aqui porque realmente eu vivo a situação, Inteeiramente de atendimento SUS do paciente oncológico doze horas por dia sou ginecologista oncológico, Trabalho na área de câncer ginecológico, não mama né de pelve feminina, há vinte e oito anos trabalho nessa área e há onze anos estou no Doutor de Campos de Barreç e sou também diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa do desse hospital e membro da equipe de ginecologia Oncológica. Eu queria parabenizar o PL vinte e nove cinco dois realmente é sonho pra quem trabalha no SUS Poder realmente, eu estava lendo, eu li todo o PL, e achei assim, tomara Deus Que realmente a gente consiga atingir esse objetivo. A gente vive isso diariamente, lá no hospital, E aqui eu parabenizo nosso presidente Henrique Prata, que acha dinheiro em tudo que é lugar pra poder oferecer pro pro paciente de SUS O melhor tratamento possível não nega nós, temos mais de dez cirurgias robóticas pelo SUS por semana, Né isso ninguém faz no Brasil, e a então realmente ele não aceita Que paciente de SUS receba tratamento inferior a paciente que tem condições privadas e, Então por isso que eu estou lá há onze anos dentro dessa bandeira dessa camiseta, e realmente claro que eu acho deputado que lá é uma ilha, Infelizmente lá uma ilha. E o que a gente vê lá é a evasão a a chegada de pacientes do Brasil inteiro de uma forma assim, Comovente, os pacientes vêm com soro, chegam na nossa emergência com soro, com sondas, Saem, pedem alta do hospital e viajam assim dois dois mil quilômetros, num carro pequeno com seus familiares e vêm pra ali se instalam nas redondezas, ao redor do Tal, convido vocês a visitar AAA0 hospital e e ao redor é é são casas de apoio por Por todo lado pra receber essas pessoas as pessoas vivem lá, e vêm com as famílias, o Rio que Prata até, emprega os familiares, porque eles têm que ficar lá o tratamento são longo a gente sabe. Então realmente, a gente vive uma situação no SUS que é que é muito preocupante. A gente estava avaliando por exemplo na ginecologia a média é de seis meses a ano pra começar o tratamento desde o do diagnóstico até Começar efetivamente o tratamento, concordo com o Paulo, essas questão de sessenta dias não não não acontece infelizmente né, Então isso, e aí eu me coloco na situação porque eu tive uma filha com câncer de tumor cerebral com quatro anos deputado, EEE graças a Deus ela está comigo hoje com vinte e seis anos, e eu em dez dias pude tratar ela porque eu tinha convênio. Você imagina uma família que tem diagnóstico de câncer E não poder tratar imediatamente. Então isso eu passo pros meus residentes, meus estudantes, que você realmente se coloque no lugar do paciente EEEE você ter Enfrente de si uma doença desta forma, e não poder ter agilidade de tratamento e procurar e o que que acontece? Aí acontece mais tratamento quarenta por cento do nosso paciente que a gente recebe na nossa equipe, são maus tratados. Tratados erroneamente com cirurgias inadequados tratamentos inadequados porque o desespero do paciente. E aí eles chegam lá, Já tratados e coisa e eu sou totalmente a favor de receber os pacientes já tratados fora, eu digo pra mim aqui por quê? Porque o paciente não tem culpa, deitado. O paciente, se o médico coloca tratamento, para o paciente eu vou operar ou não deveria ter sido operado, O paciente não tem o discernimento adequado principalmente pacientes suas pessoas mais simples, de saberem o que que é o melhor tratamento pra ele naquela situação. E no desespero, Acabo sendo tratados de forma erroneamente. Quarenta por cento são manipulados operados de forma inadequada isso prejudica O tratamento e a resposta ao tratamento depois então esse é outro, problema que a gente tem lá. E e eu acho que assim que o 0 PL Realmente tem que passar pela todas as áreas da prevenção né, a questão primária eu vi que está muito bem colocada a questão de evitar A prevenção secundária do diagnóstico precoce, a prevenção terciária, que aí vem aquela questão eu estou com o diagnóstico, como é que eu vou tratar adequadamente Segundo as os consensos mundiais e melhores corretos, e aí vem por fim a prevenção quaterniária que muitos de vocês talvez não sabem, Que é você não fazer maleficência, não tratar inadequadamente, não oferecer tratamento de cirurgias inadequadas. Aí vem 0AA questão do tratamento correto. E assim deputada, tomara a Deus que realmente isso vá pra frente, Porque hoje as terapias alvos estão evoluindo de uma forma importantíssimos setores como a parte de mama melanoma pulmão É impressionante, a minha mãe há seis anos atrás, diagnóstico de câncer de mama, teve recidiva pulmonar, Hepática e linfática. Começou com terapia alvo, duas medicações terapia alvo, está sem doença está seis anos. Zerada, a cada três semanas faço dois bloqueio, duplo bloqueio. Então realmente, isso tem que estar pra todo mundo, É realmente pros pacientes. Na minha parte de câncer de endométrio em março tive nos Estados Unidos, foi apresentado a a entrada da imunoterapia no câncer de endométrio pacientes Em cinco anos, o dobro de pacientes estão vivas, o dobro de pacientes, o dobro, então realmente isso realmente a gente tem que pensar que deve ser pra todo mundo, né? Então assim eu me coloco à disposição agradeço demais, eu vivo isso todos os dias e o que precisar da gente discutir, esse é o meu Meu objetivo aí. Obrigado deputado, obrigado por tudo. Muito obrigado doutor Ricardo. Meu primeiro contato com o hospital de câncer de Barretos foi no ano que eu entrei na polícia, eu trabalhava em Guararapes no interior do estado do lado de Araçatuba, E eu atendi uma ocorrência que tinha acontecido pouco depois do paciente ter pegado a van pra ir fazer o tratamento em Barretos. Sim. Realmente é é fenômeno, vocês são excepcionais Obrigado. Obrigado viu. Convido para fazer uso da palavra por sete minutos o representante do Hospital Albert Einstein doutor Gustavo Schwarzman Doutor Gustavo, vai entrar conosco via Zoom, eu tenho o 0 costume de fazer anotações em papel Eu sou Old School e o doutor Gustavo foi muito paciente comigo na primeira consulta que eu fui ao consultório dele com a Carla, porque ele teve que gastar mais ou menos umas duas horas me explicando Canismo por mecanismo do câncer da Carla e eu não deixava ele ele respirar direito de tanta pergunta, então agradeço demais a presença dele deu certo a entrada no Zoom. Bom dia Doutor Gustavo. Desculpa também, bom dia. Perfeitamente muito obrigado pela presença, queria parabenizálo aqui pelo nascimento do Leonardo. É o motivo do senhor jantar aqui presencialmente, mas com certeza, é motivo muito nobre parabéns. Obrigado Paulo, pelo convite. Moso, é uma pena eu não consegui estar Presencialmente com vocês mas é por bom motivo, eu estou aqui na maternidade, primogênito nasceu a a madrugada de ontem, Então, motivo de bastante alegria aqui pra gente. Não não achei prudente deixar de vir participar dessa sessão porque ela toca num num ponto muito importante que é o acesso a oncológico aos pacientes do SUS. E eu trabalho talvez num dos principais polos De saúde e tecnologia que é o Hospital Bert Einstein, mas também trabalho no Hospital Vila Santa Catarina, que é o hospital municipal gerido pelo Einstein, Dentro de uma parceria principalmente com a prefeitura de São Paulo né, então a gente consegue ter uma boa habitante dos dois gols, mas depois da da Renata Arakelian, que faz isso também Junto com a UNIFESP, é muito comum pra nós que trabalhamos aqui em São Paulo, em muitos cidades do Brasil, fazer isso. Pra devolver pouco pra sociedade, manter pouco a nossa os nossos pés no chão, a nossa realidade, né? E eu vejo com muito bons olhos, Esse projeto de lei aprovado, que certamente reforça algumas necessidades importante que a gente precisa A falar pouco por aqui. É, e acho que parte da minha da minha fala de hoje é é pra reforçar alguns desses pontos pra que esse projeto de lei possa ser convertido E de fato ações que vão melhorar o acesso pra essa população carente, né? Então, eu costumo pensar sempre em três Níveis, né, o primeiro é a quantidade de investimentos de PIB per capita que fica na ordem de oito por cento, sendo que mais de metade disso é gasto pelas famílias e não pelo governo, Né, comparando com sistemas europeus que vai de doze a quinze por cento do PIB, até americano, que vai mais alto às vezes até vinte e cinco por cento, Que não necessariamente agreguem saúde né, então o sistema americano não por gastar gastar mais tem melhores indicadores. Então a gente precisa entrar nos outros pontos. O segundo ponto é A00 recurso que é investido precisa chegar, Né e a gente sabe que existe muito fio de recursos infelizmente, muitas fraudes de licitação e esse talvez seja dos principais papéis Do sistema legislativo aqui dos deputados e dos vereadores, né então isso é muito importante e acontece que infelizmente com maior frequência O que deveria no Brasil? E o terceiro e talvez o principal, seja a gestão desse recurso quando ele chega, É e a gente discute muito a incorporação de tratamentos de custo elevadíssimo, que certamente fazem uma diferença importante que ao meu ver, Eu estou de acordo com em número e gênero do do do que foi comentado, do de que a compra centralizada pode ser dos fatores pra melhorar esse acesso e diminuir a disparidade, melhorar a equidade pra distribuição desses remédios caros. Mas Mas a gente tem que falar muito sobre a o porquê que esses pacientes chegam sempre em estágio avançado, né, que talvez seja dos principais problemas do Brasil no nosso sistema público. A exemplo de câncer de mama né, que a acometeu e e se Deus quiser, não mais acometerá, Carlos, minha querida colega de turma, Paulo, quando você falou da nossa consulta a gente sempre reforça esse principal ponto aqui, né, se você tem uma consulta com o tempo adequado, você consegue endereçar as necessidades de todos, né? A Carlinha tem uma preocupação muito mais É, da da alma, do espírito, e o Paulo ele tinha uma preocupação muito mais de entender Há mecanismos de ação então a gente tem que falar a língua de todo mundo, aí nos estudos a gente não consegue fazer isso, porque as consultas são rápidas, são curtas, e deixa que Muita coisas tem que conversar, né? Então a primeira coisa é é como a o modelo de contratação dos médicos pode uma diferença, ele não tem tempo de orientar medidas de hábitos alimentares, de cessação de tabagismo, né, de adesão a vacinas, Porque a consulta é muito curta, né, e não tem como sistema de profissionais habilitados pra fazer isso de forma mais rigorosa. A gente fala de obesidade, a A gente fala de tabagismo, a gente fala de poluição do ar, então há fatores de risco muito importante no SUS, eu atendo câncer de pulmão predominantemente no hospital municipal, eu saio do hospital e vejo umas Eu saio do hospital e vejo umas dezenas de todos humanos. Eu atendi paciente com câncer homo tabagista, com três membros da família fumando, né, apesar do Brasil ter feito grandes avanços que estão dos Líderes de redução de tabagismo nas últimas décadas, a gente vem mais recentemente mais carente E mais e mais. E também de rastreamento, né, no câncer de mama, a gente tem Mais ou menos dez por cento dos pacientes nos Estados Unidos sendo diagnosticado com a sua forma metastática, Que é muito mais cara de ser tratado a parte aqui no Brasil e no SUS, nós podemos ter até das pacientes, o câncer de mama sendo diagnosticadas com estágio quatro, onde o tratamento não mais tem finalidade de cura, mas tem de controle de doença, prolongamento de Isso não só é muito prejudicial pra paciente, como também pro sistema de saúde, e fica caro, né, fica muito caro Você fazer tratamento por anos versus tratamento de intenção curativa. Então, a gente tem exame de rastreamento, né, a mamografia, ele é feito No Brasil de forma subótica, pras patentes que têm nódulo de mama diagnosticado há há tempo prolongado até a biópsia ser feita. E uma vez que essa biópsia seja feita e confirmado na França, há uma demora nova entre a paciente ser devidamente estadiada e ter Ter o seu tratamento iniciado, né, a lei dos trinta, a lei dos sessenta dias, ela é cumprida, deixa de ser cumprida em mais de trinta por cento do caso. No nosso tema a lei dos sessenta dias, que a gente não tem gerente sobre a lei dos trinta dias, porque chega no final pra gente, a gente começa a fazer isso, e a gente cumpre em noventa por cento do caso. Eu trabalho como conselheiro médico de uma ONG chamado Instituto Proté, cujo principal foco de atuação no Hospital Santa Marcelino, na Zona Leste A cidade de São Paulo é fazer uma parceria com sistemas privados pra que as a o pra que a biópsia possa ser Otimizada num serviço privado que tem ociosidade. Então acho que a gente tem que focar além da Do do tratamento de alta complexidade, nós precisamos focar em prevenção e diagnóstico precoce. Então acho que a gente pode encerrar por aí, eu fico à disposição pra responder perguntas e e novamente muito obrigado pelo convite. Muito obrigado doutor, agradeço as suas palavras as reflexões são muito importantes, agradeço também a sua disponibilidade, né, isso que é comprometimento diretamente da maternidade. Eu queria convidar pra compor a mesa, doutora Denise Blatques, está presente aqui por gentileza. Convido para fazer uso da palavra por sete minutos, representante da escola paulistim Medicina Doutora Renata Araquellier. Pessoal então eu vou trazer assim como os demais colegas pouquinho da minha experiência especialmente no câncer de mama que é a minha principal área de atuação e aí por que que a gente eu é né, eu foco no câncer de mama porque ele é o câncer tirando Câncer de pele, ele é o 0 câncer que mais incide em mulheres no Brasil hoje em dia. Então em dois mil e vinte, Sessenta e seis aproximadamente sessenta e seis mil novos casos de mulheres com câncer de mama no Brasil. Então é esse é problema que impacta, Muito as mulheres e não só do ponto de vista pessoal em termos de autoimagem sexualidade mas também do ponto de vista social Muitas dessas mulheres são arrimos de família, do ponto de vista econômico, dado que muitas mulheres acometidas estão em Idade produtiva elas trabalham e a gente já tem estudos brasileiros mostrando que grande parte dessas mulheres não retornam ao trabalho, Ao término do tratamento por toxicidade de efeitos colaterais decorrentes do tratamento oncológico quimioterápico e cirúrgico. Então, é é importante a gente tentar separar o câncer de mama especialmente EEE aí obviamente Todos os tipos de câncer em em duas frentes a primeira é o cenário de diagnóstico precoce e o outro são os pacientes já num cenário avançado por O câncer de mama ele é curável quando a paciente é diagnosticada em fases iniciais, e aí daí vem o rastreamento então o único exame Capaz de fazer reduzir a mortalidade rastrear e reduzir a mortalidade dessas mulheres é mamografia e a gente Sabe que é muito importante que essas mulheres tenham acesso à mamografia muitas mulheres chegam com nódulos palpáveis e enormes, Né e e não é o ideal a gente quer diagnosticar as mulheres antes delas terem algum sintoma então, é fundamental que essas mulheres Sejam educadas elas tenham informação saibam que elas precisam fazer mamografia a Sociedade Brasileira de Mastologia Preconisa que as mulheres façam iniciem o rastreamento com mamografia a partir dos quarenta anos. O Ministério da Saúde, Inicia o rastreamento a partir dos cinquenta então a gente já tem gap aí entre o cenário privado e o cenário público. Então além disso, a gente precisa fazer com que Perdão a partir dos quarenta é o A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda O rastreamento a partir dos quarenta. E a gente precisa melhorar a instrução dos médicos A ponta de UBS médicos da família pra que eles saibam identificar o problema pensar no diagnóstico e logo inserir essa mulher no sistema Porque muitas vezes a mulher tem nódulo na mama, e vão pedir uma mamografia a gente não precisa pedir mamografia a gente precisa ter acesso à biópsia rapidamente A mulher que já tem sintoma ela precisa biopsiar, ela não precisa fazer ultrassom então às vezes a mulher fica meses esperando Tom com nódulo na mama ela precisa biopsar então a gente precisa de acesso à mamografia a gente precisa instruir os médicos das unidades básicas para que essa mulher seja Chegue no especialista de uma forma mais rápida a gente tem estudos brasileiros mostrando, que as mulheres, do início do sintoma então de ter nódulo palpável às vezes ela leva sete meses e meio em Toma então de ter nódulo palpável às vezes ela leva sete meses e meio em sete meses e meio em média, pra chegar no especialista e Aí dá o início ao seu tratamento. E quando a gente faz o diagnóstico precoce a gente aumenta a chance de cura então a gente faz uma mamografia de rastreio e identifica microclassificações no carcinoma in situ que é prétumor digamos, a chance de cura dessas mulheres De cem por cento. Quando o tumor é diagnosticado com menos de dois centímetros, noventa por cento, mas quando era diagnosticado numa fase mais avançada a chance de cura Kai está em torno de sessenta por cento. Então a gente precisa apressar esse diagnóstico conseguir inserir fazer com que essas mulheres, Rapidamente sejam inseridas e tenham o diagnóstico né, elas sejam adequadamente rasradas e tenham o diagnóstico. Quando a gente pensa, no que está acontecendo hoje no Brasil a gente aumenta muito a a incidência, De diagnósticos em fase já metastática então mulher diagnostica ela demora muito tempo, pra fazer o diagnóstico na verdade e aí quando A gente diagnostica média quarenta por cento das mulheres no Brasil já diagnosticam câncer de mama metastático e aí a gente não tem cura, Certo, o objetivo do tratamento da mulher com câncer de mama metastático é prolongar a vida dela com qualidade. E aí a gente também tem uma diferença gritante entre as pacientes do SUS e as pacientes do sistema privado. Por as pacientes do sistema privado normalmente então elas diagnosticam em fases normalmente em fases mais iniciais e aí isso aumenta a chance de cura delas. E quando elas essas mulheres do sistema privado elas diagnosticam a doença ou elas evoluem pra doença metastática elas têm acesso a medicamentos Que tem impacto no tempo de vida delas que aumenta o tempo de vida delas que as mulheres do SUS muitas vezes não têm. Então a gente tem estudos que pacientes com câncer de mama metastático no Brasil em geral, vivem em média vinte e seis meses na França Por exemplo trinta e sete meses, e as pacientes de sistema privado se elas têm acesso a todos os medicamentos que são incorporados no rol DMS, Elas podem chegar AAA viver sessenta meses né então é uma diferença muito gritante do tempo de vida e da oportunidade de vida Pras pacientes no SUS e pras pacientes no sistema privado daí, a importância da gente tentar de fato né, Contemplar a melhorar o valor das APAC contemplar esses novos medicamentos fazer né a as avaliações de custo efetividade E tentar cumprir 000A compra né desses medicamentos então a gente sabe especialmente em câncer de mama que tem muitos medicamentos que, Já foram incorporados, já extrapolou os o prazo dos cento e oitenta dias, e não Tem a gente não tem esses medicamentos no SUS então as pacientes elas vivem menos e com uma pior qualidade de vida então, Eu acho que, a gente né precisa batalhar pra agir nas duas frentes, especialmente no diagnóstico Precoce acesso dessas mulheres, e na outra ponta em em tentar prover acesso a medicamentos que de fato Vão fazer diferença na vida dessas mulheres e com isso, a gente beneficia toda a sociedade não só né porque às vezes Ah, vamos gastar dinheiro pra uma pessoa viver mais não mas isso tem impacto em em toda a sociedade né fazer com que essas mulheres vivam mais E com qualidade de vida e obviamente idealmente que elas sejam, que a gente batalha para que elas sejam tenham oportunidade de ser curadas. Então eu espero que vocês consigam desenrolar e o projeto de lei é maravilhoso, mas lendo eu entendo que, É trabalho profundo e muito complexo, né, porque, tem muitas questões e e na prática o que a gente vê, A gente vê vários vários buracos vários espaços então acho que vai ter que ter uma forçatarefa bastante importante pra conseguir amarrar tudo e de Fato a gente na prática conseguir de fato enxergar uma uma melhora nessa na assistência que a gente pode dar para as pacientes. Espero que a gente, consiga, né alcançar pouco como pelo menos caminhar começar né, a gente tem que começar pra Para alcançar. Então acho que era isso que eu que eu tinha para falar gente, obrigada. Muito obrigado doutora Renata. É muito importante essa contribuição. Dante é uma palavra especial para medicina sabe a gente e o né, nós pessoas comuns a gente fala importante como uma palavra, né, normal, pra eles é importante né a diferença de algo importante é algo né, é que o importante ele é referencial de, algo que deve ser observado, Ah isso é importante, quando o médico fala isso é porque realmente você tem que prestar atenção, né? Eu acho que o mais importante é justamente são os dados que que demonstram a importância do diagnóstico precoce do do câncer de mama, né, o 0. Se a gente fizer projeções, de custo, né, de tratamento, O diagnóstico precoce versus o 0 diagnóstico já em em fase metastática vai mostrar que, É benefício muito grande não só em termos de sucesso mas em termos de relação ao investimento sucesso, né, então, muito obrigado pela sua. Contribuição e muito obrigado pela sua paciência sempre comigo em todas as consultas da Câmara. Gostaria de convidar, é pra fazer uso da palavra, a diretora Denise Blasques perdão Blaques, né, a diretora de desenvolvimento e projetos especiais do Instituto lado a lado pela vida. Bom, bom dia a todos. Eu quero agradecer primeiro né, esse convite Está representando aqui nessa discussão né, estou representando o Instituto lado a lado pela vida e agradeço ao deputado Também a toda a comissão, né da comissão especial de combate ao câncer. E pra quem não conhece Instituto nós somos uma organização da sociedade civil que esse ano completa quinze anos e tem como causas Que defendemos são três, é o câncer, as doenças cardiovasculares e a saúde do homem, com a criação da campanha Novembro Azul em dois mil e onze. É uma campanha hoje que entrou aí pro calendário oficial, né de cuidados com a saúde do homem. E tem cerca assim no câncer, Tem cerca de mais de dois anos que o Instituto vem trabalhando e se dedicando bastante a levantar dados, Né porque eu acho que no Brasil assim infelizmente a gente tem, uma deficiência muito grande de dados né e ou os dados não se conversam, Né, a gente sabe que muitas coisas são. Subnotificadas, muitas vezes o paciente tem câncer mas ele não Tem esse esse registro né como o câncer, então assim esses dados eles precisam ser levantados. Então a gente trabalhou muito nisso, E foi muito bom quando teve quando foi criada a comissão especial de combate ao câncer, com a presidência do deputado Wellington Prado, E nós começamos realmente falando agora é a oportunidade da gente realmente arregaçar as mangas e trabalhar É junto com o Legislativo e com as outras instituições pra que a gente pudesse avançar. E felizmente isso aconteceu, né o ano passado nós fizemos a nossa contribuição para a nova política nacional do câncer, Que foi documento de mais de duzentas páginas, que a gente trouxe pouco esse cenário da questão do câncer no Brasil, Dos pacientes que a gente acompanha e dos dados que a gente tem acesso. Então isso foi entregue para a comissão, Em dezembro né na numa audiência pública lá na Câmara, foi apresentada e aí nós ficamos na Expectativa né e trabalhando também pra que, a nova política fosse acelerada aí a sua aprovação. Como o Instituto lado a lado também faz evento anual pra discutir a questão da sustentabilidade da saúde, Gestão, financiamento que é o Global Fórum, nós temos uma edição temática desse evento, que é a edição especial do Global Fórum. E esse ano pra ajudar a dar esse pontapé, né e unir forças com relação à nova política, Nós fizemos uma edição especial em agosto. Essa edição aconteceu em Brasília no dia e dois de agosto E o tema dela foi justamente a nova política. Então lá nós tivemos cerca de quarenta e cinco palestrantes, Que, se reuniram pra debater esses pontos da política né muita coisa que foi dita aqui, com relação Ao diagnóstico precoce, ao financiamento, há pontos que são polêmicos também dentro da nova política. E foi muito assim importante pra nós né, ter presente lá não só a deputada Silvia Cristina o deputado Wellington Prado, Mas nós tivemos também a deputada Maria do Rosário, que participou né ela era relatora naquela época, e ela trouxe todo o Status de como estava a política. Só que o engajamento foi tão grande, né de todo mundo que estava ali, Inclusive o Fernando Maia do Ministério da Saúde também estava presente. E foi engajamento tão forte, Que quando ela voltou pro pro plenário né que ela voltou pra Câmara, ela se reuniu com vários parlamentares Tinha sido aprovado. Então isso foi mais uma, ponto de vitória de todos, Pra dar celeridade ao processo né porque a gente sabe que uma PL ela percorre, tem ritual né de de pra Correia e às vezes demora muito É o requerimento de urgência ele ele dribla todas as comissões e vai direto ao plenário. Foi isso que a gente conseguiu anunciar, no segundo dia do evento então a gente pulou conseguiu pular aí várias etapas, Que foi maravilhoso. E a continuando nessa nesse acompanhamento né da das discussões com relação à política, A Marlene Oliveira que é a presidente do Instituto Lado a Lado, estava em Brasília, né ela tem ficado muito em Brasília acompanhando de perto tudo isso, E aí pra nossa surpresa e felicidade, a o PL entrou pra votação na Câmara, Né então a gente acompanhou ali in loco essa votação, e como uma organização da sociedade civil, nos Organizamos pra cobrar né e e falar pros deputados, vote a favor da nova política, Né e elencando pra eles os motivos dele votar, né então isso foi trabalho, assim grandioso Que realmente culminou aí com a aprovação na câmara e agora o status do Então assim muitas coisas que foram ditas aqui, eu concordo, eu acho que assim a política ela é ela tem, Muitos pontos claro tem alguns pontos polêmicos mas ela traz uma coisa, que pra nós como organização da sociedade civil, E que acompanha o que acontece realmente ali com os pacientes que nos nos procuram, ela traz componente de ser estruturante. Porque o que a gente entende hoje, é que não adianta mais pelo avanço do câncer. Vejam, Estão previstos até dois mil e vinte e cinco, mais de setecentos e quatro mil novos casos de câncer no Brasil. Isso sem contar os que já estão diagnosticados, que o paciente está em alguma fase entre o diagnóstico e o tratamento. Então esse número de setecentos e quatro ele é muito maior, então o câncer ele está muito próximo, e ele impõe uma urgência Pro paciente pro tratamento que a gente precisa olhar, então não adianta mais a gente começar a discutir ponto aqui, uma melhoria ali, Não, a política ela tem que vir pra ser estruturante, pra ela colocar ordem nisso e falar bom, onde que não está funcionando? É no custo da APAC é num procedimento é numa diretriz como que nós vamos organizar isso? Porque uma coisa é a gente olhar aqui pros pros pros locais de excelência nós estamos em São Paulo, Mas nós fazemos trabalho pra saúde rural, que eu fui pra lugares no mês de maio e junho, Que é no Piauí em Rondônia, que não tem nem médico. Então o que a gente está falando aqui, de ter é claro, ter todo procedimento, a gente ainda numa ilha de excelência, quando você vai quanto mais longe você vai mais a dificuldade aparece, Né, eu estive num município em que o médico ele vai uma vez por semana quando ele vai para casos de urgência. Não existe ambulatório, não tem essa questão do acompanhamento. Então a gente vê que o tamanho do problema é muito maior. Mas, graças a Deus que isso está acontecendo agora eu acho assim que essa nova política Ela traz assim é momento histórico que a gente está vivendo. É a primeira vez e eu acho que é a partir da criação da comissão especial de combate ao câncer, Que começou a se olhar realmente pra patologia de uma forma geral, cada uma tem a sua especificidade, o seu problema, O seu caminho, mas a jornada do paciente ela tem que ser uma só. Ela tem que ser contemplada em todos os pontos que ela precisa, Que vai do diagnóstico, vai do tratamento, vai do tratamento adequado e até a reabilitação. Quando nós vimos aqui na PL, Está contemplado também a reabilitação. E pasmem, pra muitas pessoas elas nem sabem que existe reabilitação no câncer. Nem sabe disso, que existe essa possibilidade. Cuidados paliativos. Não se fala de cuidados E quando é que ele começa? É lá no fim? Não é no começo, né? Então assim, tudo isso está aqui Nesse no novo PL, então assim, a gente realmente tem que se esforçar, unir esforços todos porque, Passando no Senado Federal, a gente vai ter outro desafio enorme que é a implementação. Então é sensibilizar o gestor, É ouvir o gestor. Sensibilizar os profissionais pra que eles valorizem inclusive os sintomas que o paciente apresenta isso também já foi colocado Do paciente chegar numa UBS e ele ser ouvido e ser entendido que aquilo realmente pode ser câncer E ele ser encaminhado para centro de regulação. A maioria dos pacientes nem sabem que existe centro de regulação. E como isso funciona? Se ele não entrar ali ele não está no sistema ele não vai chegar num centro especializado. Então o que eu vejo assim é que existe muito trabalho A ser feito, nós estamos num momento histórico e muito feliz de ter essa PL e o que eu posso pedir aqui é pra que a gente realmente Continue trabalhando em prol de melhorar ainda mais essa PL e trabalhar depois na implementação. Pra que todas as pessoas realmente tenham aquilo que a gente mais precisa, que é a equidade. Porque Se a gente quando a gente pensa no SUS a gente fala é pra todos, só que existe muitas pessoas aí que estão fora disso. Pra elas o SUS não é pra todos não significa isso. Então a gente tem que mudar esse cenário. E mudando é só Todo mundo trabalhando junto mesmo, né e dialogando e conversando. E eu quero parabenizar também o Legislativo, Porque ele assumiu né e foi lá e assumiu essa essa esse caminho vamos realmente votar vamos realmente discutir, Já foram inúmeras reuniões da comissão né da CECANCER e elas continuam o exemplo disso somos nós hoje aqui reunidos Discutindo a questão do PL, que é importantíssimo. Então eu quero agradecer mais uma vez O convite, né, estou à disposição o Instituto lado a lado também está à disposição e continuaremos nessa luta graças a Deus. Muito obrigado Denise, muito obrigado Instituto lado a lado. Convido para fazer uso da palavra por sete minutos a superintendente e assistencial do hospital GAC, Vale do Paraíba, Eliane Francelino, modalidade virtual. Bom dia Eliane. A senhora pode Bom dia, bom dia. Bom dia perfeito estamos te ouvindo. Vocês me ouvem? Perfeitamente. Colaborando com a palavra da né do do, Dos outros presentes, em relação à PL, é de grande importância mesmo que os pacientes sejam olhados né, Desde o início a gente tem muito problema no câncer infantojuvenil, em relação São ao diagnóstico precoce, a gente vê que é muito precária essa questão do diagnóstico pra criança e isso tem impacto, Muito grande no prognóstico do tratamento dessas crianças no no Todo o desenvolvimento e isso porque a gente vive numa região extremamente desenvolvida e que as pessoas ainda conseguem ter o mínimo de acesso. Eu acho que os pacientes precisam ser melhor olhados, a gente tem muitos entraves, Eu moro numa região que eu vejo muito a questão também da oncologia no adulto, de tudo que foi falado que as pessoas, infelizmente Quando começam a fazer o tratamento já estão assim num estado de que Não não existe muito A00 que ser feito, né, o quanto é diferente essa questão porque por mais difícil a gente tenha, por mais dificuldade que a gente tenha no diagnóstico precoce da criança, ainda assim pro adulto acaba sendo muito pior. Então eu acho que é é é muito importante, essas questões serem trabalhadas porque a oncologia precisa Ter olhar diferencial, as coisas realmente precisam funcionar, precisa chegar o acesso pra todo mundo independente da região que ela está, Então precisa ser feito uma união mesmo de esforços pra que todos tenham atendimento igualitário e as mesmas chances E sejam diagnosticadas precocemente. O Eliene, desculpe, eu recebi uma informação aqui por último acabei não percebendo a nossa transmissão, quero agradecer a sua participação e chamar pra fazer uso da palavra por sete minutos a enfermeira Talita Cândido Bueno, chefe do departamento de ensino e pesquisa do Hospital GAAC do Vale do Paraíba. Acho que teve Ivo com a Talita não está presente. Vamos agora conceder palavra a pessoas do público que estão inscritas para falarem. Concedo a palavra por até três minutos. Oi? Alguém deseja fazer. Uma observação o seu nome? Vitória. Vitória, eu vou passar o microfone pra você pode fazer uma pergunta pra qualquer dos membros da mesa ou os nossos, membros que estão contribuindo de forma virtual. Está bom. Bom dia a todas e todas, meu nome é Vitória eu sou assistente social Da Associação da medula óssea, nós temos casa de apoio e até foi em uma das falas dos representantes foi mencionado, Então achei que valeria trazer essa essa colocação. O nosso trabalho é justamente pra ajudar a proporcionar o acesso Aos pacientes do SUS que não não têm por exemplo que moram muito longe do hospital muitos pacientes vêm inclusive de outros estados, pra fazer tratamento aqui em São Paulo enfim, então nossa atuação é nesse sentido. E aí a minha pergunta vai justamente puxando pra esse lado, Com relação a ao o que o poder público poderia fazer pensando nessa atuação das casas de apoio, Alguma forma de regulamentação talvez, porque a nossa a nossa atuação é uma organização da sociedade civil o terceiro setor, Que atua junto com os hospitais públicos, não só na verdade eu estou com diversos hospitais, mas a nossa atuação não é regulamentada Especificamente. Então queria, não não é exatamente uma pergunta né mas talvez, os médicos que estão na mesa possam Comentar pouco da importância das casas de apoio para que o poder público possa olhar também para essa atuação, obrigada. Imagina. Eu queria destacar a importância das prefeituras nesse trabalho, né, então o 0 tempo do nosso mandato que a gente teve oportunidade de viajar, O estado de São Paulo os prefeitos, fazem sempre esforço muito grande pra manter Essas casas de apoio também né representando os municípios. Em Barretos em em diversos. Hospitais que são referência, Eu, acho que é é essa a contribuição que o poder público já faz, né? Se você tiver alguma sugestão de algo que pode ser feito, ou até os membros da banca se quiserem, Fazer alguma observação? Fiquem à vontade. Em relação à Barretos é é exemplo muito interessante em relação Casas de apoio lá, o hospital tem uma casa de apoio, grande que que a gente consegue abrigar lá em torno de cento e vinte pacientes, só que existe acho que mais de dez a quinze outras casas de apoio de várias entidades, instituições, entidades, É sem fins lucrativos, vários, vários. Então realmente a a gente nessas questões da Casa de Apoio também tem a a reiniciativa privada Também pode ajudar nesse sentido né? Então lá em Barres tem bem esse exemplo e e lá funciona muito bem muito bem realmente A a questão da prefeitura ajudando a questão da iniciativa privada, instituições sem fins lucrativos e o próprio hospital também tem. Obrigada. Uma das coisas que que me chamou atenção no PL que eu acho de extrema importância E e que a gente vai realmente pensar em como viabilizar é a questão da navegação né do paciente isso pra mim é é fundamental. A gente tem profissional aí nas unidades básicas que é a enfermeira que eu admiro muito né, eu sou médica mas eu acho que o trabalho da enfermeira, Além de assistencial né administrativo é fundamental, que essa questão de você pegar o caso peito e de fazer esse acompanhamento, de ver se ele se foi feito o exame, de olhar esse resultado, de de que forma eu encaminho, Eu insiro ele pro pro especialista, então esse pra mim é dos pontos principais aí né dessa questão do Do do projeto de lei né, e da gente pensar em viabilizar né, e financeiramente E também né porque é lógico né quando você conversa com o gestor ele está pensando no recurso que ele tem né, que já é extremamente finito né, Então de de que forma eu consigo viabilizar e implementar recursos pra gente ter profissional vinculado aí nessas unidades E que possa fazer esse papel e eu acho que isso vai fazer toda a diferença né, no na suspeita aí do do câncer né? A outra questão. O A questão da da do programa nacional de navegação da pessoa com diagnóstico de câncer, dá previsto no artigo treze, né, da lei, E eu gosto muito do do parágrafo primeiro quando ele ele explícita né, que é a busca ativa. E acompanhamento individual dos processos envolvidos no diagnóstico e tratamento do câncer. Essa essa terminologia né, eu eu sou do direito, Né eu sou muito afeto às palavras EAA busca ativa é termo importante porque ele ele coloca a obrigação de agir, né, ele deixa o 0 hospital deixa de ser, algo passivo, que que AAAAAA pessoa deve buscar o atendimento, pra ser agente ativo na na detecção, né então esse esse é é o meu termo favorito no artigo. E outra coisa que eu queria comentar é, em relação a São a ao cumprimento né da lei dos trinta e sessenta dias, a falta de ferramentas que a gente Tem hoje disponíveis pra fazer esse acompanhamento né, então hoje a gente dispõe do do painel de oncologia elaborado pelo INCA com maestria, Mas que tem inúmeras falhas né em relação à identificação do paciente né principalmente aí no quesito cartão nacional do SUS, Ele não não se utiliza o CPF né como como balizador aí pra você identificar o paciente, Então a gente hoje não tem no sistema de saúde, como visualizar né esse tempo Entre né é óbvio que isso num num serviço privado é diferente mas dentro do sistema público onde a gente está falando de SUS, A gente precisa ter né mecanismos e plataformas e desenvolver né Modalidades aí pra gente visualizar esse tempo né? Então esse tempo é fundamental no câncer né, então o paciente que está com câncer ele não quer esperar trinta dias, Pra sessenta dias pra iniciar o diagnóstico ele quer começar amanhã, né? Mas eu hoje no SUS infelizmente eu não tenho né, eu não consigo fazer Esse acompanhamento como eu deveria ser feito né então, essa identificação do paciente hoje é muito falha né então, Painel de oncologia ele ele capta dados né dos diversos sistemas aí né CIA, CH, PAC, Mas ele não consegue linkar o paciente entre o diagnóstico e o tratamento então, isso é uma questão fundamental pra gente poder TV a qualidade do serviço que a gente está prestando também, tá? Muito interessante essa esse apontamento. Eu Trabalhei tempo com direito tributário. E o advogado, o chefe do do escritório ele diz assim, Paulo, Quando o 0 funcionário da Receita Federal está sentado na mesa dele acende uma luz vermelha E mostra pra ele os processos tributários que estão pra caducar, né, então o Estado ele tem plena capacidade de fazer monitoramento, Ele demonstra isso sempre nas questões tributárias, acredito que todo mundo aqui já caiu na malha fina ou né passou perto disso, Isso é a capacidade do estado de monitoramento, né, então nada mais justo do que esse monitoramento na questão do acompanhamento do dos prazos do tratamento do câncer. Muito interessante essa essa questão vamos implementála da melhor forma possível. Temos mais aqui? Bom dia, o meu nome é André eu sou assessor parlamentar do deputado Felipe Franco. E a minha não sei se é exatamente uma pergunta mas Acho que contar pouco de uma história também eu perdi minha mãe, vítima para câncer de intestino. E no começo da pandemia eu tenho grande amigo da da época de a minha infância. No começo da pandemia ele começou a sentir febre e tal e descobriram que Tinha o linfoma de Rodkins. Ele teve muita dificuldade no acesso ao tratamento porque ele não tinha convênio. E eu acredito que ele só tenha se curado graças aos esforços da irmã dele que é advogada e através de liminares, conseguiu O acesso ao tratamento adequado no hospital Açê Camargo né e depois que a gente soube que o Açê Camargo não ia mais atender depois voltou a atender, Então, na verdade eu acho que é uma pergunta, com comentário, se esse caminho de liminares é uma realidade, Que vocês veem muito presente no atendimento aos pacientes de câncer. Obrigado. Eu posso responder? As liminar, a judicialização Ela está muito presente na saúde né? E a judicialização tem muitos lados, não Ela é muito criticada, e em muitos momentos com razão, porque existem abusos na judicialização. Sem dúvida, existem abusos. Mas por outro lado, a judicialização ela corrige problemas também. E veja, a gente fala em judicialização da saúde às vezes, dependendo da onde você usa esse termo né, parece até palavrão. Entretanto, se você for cobrado, por exemplo, tributo a mais do que você deve, você vai judicializar, Não é? E todo mundo aqui está de acordo, que quando você resiste a uma pretensão indevida do estado, você está exercendo direito de forma legítima. Agora quando a gente na saúde, você tem uma pretensão legítima, determinado tratamento E ele não chega, é preciso olhar com cuidado pra isso, não é? Porque claro, a gente a gente precisa partir do pressuposto de que as políticas públicas, elas precisam ser atendidas, né? Ninguém quer criar aqui direitos que não existem, mas as políticas que existem e que Foram consenso quando foram construídas elas têm que ser respeitadas, não é? Então a gente tem paciente de câncer por exemplo, nós estamos falando de câncer aqui, Que tem direito a determinado tratamento, está incorporado no sistema e esse medicamento não chega no prazo Dizer que ele não pode judicializar, não tem sentido isso, não é? Ele não só pode como ele deve judicializar, Porque isso ajuda a corrigir o sistema, sem prejuízo de distorções que existem, não é, de toda uma indústria que foi criada em torno disso, a gente Sabe das distorções, mas a judicialização cumpre papel importante, a gente não pode perder essa noção, sabe? Existe uma terminologia que é padrão ouro, né, padrão ouro é é É como se fosse consenso médico em torno de procedimento da necessidade de tratamento da forma como ele é feito. EEA judicialização ela tem lado muito positivo, como foi destacado que é é garantir direito, que não está sendo cumprido por uma desídia do estado, mas ela também gera, distorções negativas, porque o Judiciário, ele não é previsível, o Judiciário ele não é onisciente, Então o juiz que está decidindo aquela causa, ele não não tem ideia do impacto financeiro que uma decisão dele pode dar, na concessão de tratamento que às vezes é super oneroso, e não traz resultado. Eu tenho grande amigo oncologista, que tratou da minha mãe quando ela ela passou pelo tratamento, e conversar com ele, Fora do hospital EEE no ambiente de casa, é pouco assustador pra nós não médicos. Porque ele fala de de tratamentos extremamente caros, dentro da oncologia, que não tem nenhuma espécie de estudo comprovando a eficiência. Então você tem altíssimos investimentos, Num medicamento que, num grande grupo, promove aumento de vida de dois meses. Entende? E aí você tem, É diferente de de falar isso em em, pra uma pessoa, né? Então você falar assim olha, tem esse medicamento aqui, que pode ser que, no melhor cenário, ele vai te dar dois meses de vida. Mas ele vai custar o equivalente Há quantos exames de detecção? Do câncer? E esse é o a dureza do público, né? E eu vou compartilhar agora uma uma visão particular que eu tive no no tratamento da Carla. A Carla acompanhava nódulo. Nódulo é uma bolinha. Como que se acompanha nódulo? Com ultrassom. Qual o problema do ultrassom? Ele é Operador dependente. Operador dependente. Então, O médico. Que fez o ultrassom ele faz laudo. Ele dizia não é BIRADS três É só acompanhar. A minha visão. Como marido da Carla. É. Ó. Com todo respeito acompanhar é o, né, faz a biópsia. Mas qual que é a mentalidade do médico? O médico ele não pensa no que é o melhor pra ele naquele momento. Ele pensa não a medicina diz que eu não preciso fazer a biópsia. Porque a biópsia é procedimento invasivo e caro. Eu já fiz aqui, Ultra som deu birados três. Entende? E aí fez a biópsia e não era birados três era câncer. Né? Então veja, O melhor pro paciente nem sempre vai ser aquilo que é o orientado. Mas o orientado ele ele é orientado pela Estrutura da realidade. Você não pode fazer biópsia de todos os nódulos de todas as pessoas o tempo todo. Senão você só vai fazer isso na medicina. É uma coisa complicadíssima. Dolorosa. Mas é a realidade. Então a judicialização entra nisso. Né? Você judicializar pra obter aquilo que é o padrão ouro que é o previsto? Cara, você está mais certo impossível. Agora você judicializar pra obter tratamento experimental duma duma medicação super cara que pode ser que no menor cenário te dê dois meses de vida, Aí a gente já está entrando num, num cabo de guerra complicado. Né? Paulo, eu queria deixar só uma, Uma reflexão e uma provocação, pra vocês assim nesse cenário está indo pouco e talvez até no cenário De tratamento preventivo né, a gente tem várias drogas novas que, algumas que já foram incorporadas outras que ainda não foram incorporadas São coisas novas e que já são mas que já são comprovadamente, cientificamente comprovadas que aumentam A chance de cura, em diversos tipos de tumor, especialmente né, falo mais do câncer de mama, Só que a gente sabe que são medicamentos muito caros, né EEE quando a gente pensa em Sistema público é é isso é puxado pro sistema privado né saúde suplementar e e ainda mais pro sistema Público então eu deixo a provocação de que eu eu acho que talvez, em algum momento, se não contemplado, Talvez vale a pena contemplar conversas com a indústria farmacêutica isso tem acontecido no mundo inteiro né, a indústria farmacêutica Assumiam papel social também e Sim. E tentar chegar num consenso Junto com com os órgãos públicos pra tentar viabilizar, né tentar disponibilizar o acesso De algum jeito, porque talvez de fato com o custo de isso tudo, talvez seja né, Difícil incorporar todas as coisas realmente importantes mas, eu acho que, tem que tentar ver esse diálogo pra Pra tentar viabilizar esse acesso. O conflito com a indústria farmacêutica é que, muitas pessoas falam assim ah mas o lucro da indústria farmacêutica truroso, mas ninguém olha pro quanto eles investem em pesquisa. Cobrir uma nova droga você realizar testes, você trazer profissionais pra esse ramo, né, São conflitos muito grandes EEA indústria farmacêutica ela é muito aberta pra conversa, né? Ela está sempre muito presente. Na Câmara dos Deputados eu dentro da da Frente Parlamentar de Combate ao Câncer, me coube essa função de conversar com a indústria E e são sempre conversas muito boas eles são muito abertos, né a gente, quando eu falo ah indústria farmacêutica todo mundo pensa né umas coisas assim, né? Escabrosas e e secretas e perigosas né? Mas são seres humanos como nós que que querem Fazer o bem e e sabem o custo de fazer o bem mas querem que tudo aconteça, né? Eu eu mudei a minha visão de forma dramática assim em relação à indústria, quando eu tive contato com eles e percebi que né são pessoas que realmente estão dispostas a trabalhar conosco, Né, eu destaco uma questão aqui de de judicialização de de tratamento é o que a gente está, passando hoje com o tratamento da Carla, né, a doutora, Prescreveu remédio que o convênio disse não. Mas olha tem estudo? Não. Basicamente assim fodase, né? E a gente insistiu até o ponto em que conseguimos que o convênio fizesse a a compra do remédio olha, tem estudo, tem estudo, tem estudo, tem estudo, Não é pouco estudo, é muito estudo paga logo, né, graças a Deus. Deputado, posso só completar? Claro claro. Eu só queria fazer complemento com relação à indústria farmacêutica né, que eu concordo realmente que eles são bem abertos à discussão, Eu acho que só assim a gente tem que mudar pouquinho só a questão do como a gente pensa né, como a gente vê a indústria. Eu acho que como todos né gestor, Profissional da saúde, paciente, a indústria farmacêutica faz parte da solução. Ela faz parte do problema Você percebe. Como todos e faz parte da solução também. Então deixar eles de fora, de também. Então deixar eles de fora, de de de uma discussão como essa e de quando a gente precisa realmente Encontrar caminhos pra que a coisa funcione é erro enorme então assim tem que trazer sim, e mostrar que eles também fazem parte da solução. E outra, tem investimento em pesquisa, está aqui no São. E outra tem investimento em pesquisa? Está aqui no Brasil? Qual é o legado que essa indústria vai deixar aqui? Também eles têm que fazer a parte deles também mas eles têm que ter também a oportunidade de ser ouvidos e fazer parte Aqui junto com a gente dá solução que a gente precisa encontrar. Bom dia. Meu nome é Aquene, eu estou Como gestora lá da da área de SADT do Hospital da PUC Campinas, e aí não é uma pergunta é uma reflexão Que quando a gente fala de recursos né, na demora que a gente tem pra fazer os exames, hoje a gente vê a mamografia, com uma oferta De aproximadamente mil exames pro SUS, e ela é ociosa. A gente tem cerca de sessenta por cento da utilização dela por falta de demanda. E aí aonde estão esses pacientes? Porque em contrapartida a gente também tem aqui a Eveli que está como enfermeira navegadora e fica Com olhar lá pra quimioterapia, e nós temos pacientes no protocolo de câncer de mama que é gerenciado, E hoje nós tivemos que revisar esse protocolo porque, as pacientes de de grau e dois não chegam pra nós. Então hoje elas estão chegando Realmente num estádio bem avançado né, e graças a essas reflexões a direção de enfermagem A assistência colocou ela como navegadora pra entender onde está esse gargalo onde está essas pacientes porque, Se a gente tem o recurso ele é subutilizado teoricamente por que que elas estão chegando pra gente nesse estadio tão avançado? Então acho que fica uma reflexão pra nós e aí Com com essa nova proposta né de olhar diferenciado pras pacientes com câncer, não só mulheres mas Os homens também nós temos muitos exames que hoje não são totalmente utilizados pra assistência e será que está Na unidade primária e secundária que não estão indicando, será que essa reflexão médica que não está acontecendo no olhar pra queixa do paciente? Então acho que é mesmo uma Reflexão pra gente utilizar melhor os recursos. Deputado, posso fazer uma complementação, em relação ao que você comentou antes, busca ativa, A gente está vendo lá em Barretos que quando a gente foi ver como é aplica as, nós temos quarenta cinquenta unidades móveis de prevenção no Brasil inteiro as nossas carretas, E a gente foi ver o porquê que as pessoas já parecem assim como é que eu vou ir? Eu tenho que trabalhar hoje o dia inteiro pra pra pagar comida de noite dos meus filhos. Eu não eu não tenho dinheiro pro ônibus pra ir até a unidade fazer a mamografia e fazer meu papa Nicolau, entendeu? Então a gente tem que começar a olhar pra outro lado que o paciente Não tem nem condições de pegar transporte pra ir fazer, entendeu? Então é o Passeem do SUS né então acho que esse é uma reflexão mas muito bem colocado. Os exames são médico dependentes Assim como o Ricardo colocou a questão de de ter alguém pra laudar o exame ele também precisa de alguém pra pedir o exame. Então se essa solicitação não é feita de fato o recurso não é utilizar. Isso passa pelo treinamento né dos médicos que estão na tensão primária né, Não só dos médicos mas, também da equipe de enfermagem que vai fazer muitas vezes esse esse elo com o paciente né? Bom dia a todos, né? Boa tarde já. Queria parabenizar a deputado porque essa iniciativa Importantíssima né a gente poder reunir tantas pessoas pra discutir assunto que, está sendo levado pra frente. Muito bom te ver Denise. Sou Clarizia, represento aqui a UNACAM União e Apoio no combate ao câncer de mama. Nós estivemos nessa casa durante quatorze anos educando voluntários e multidisciplinares, depois vem a pandemia, acabamos indo pouquinho pro Pro tivemos que ir pro virtual né? Então assim, eu queria trazer a questão da mesmo na saúde né, que acho que é super importante e ver o papel do voluntário, porque o papel do voluntário ele passa a ser Mais dos multidisciplinares que estão aí envolvidos pra fazer essa busca ativa, porque nós é que vamos na comunidade, Levar informação de qualidade. Então esse é o nosso, queria colocar a importância né da educação, da de levar informação pra população, Porque muitas vezes até, como o senhor Jesus disse assim, a questão de verba né pra fazer uma cirurgia, pra fazer Uma quimio acaba sendo mais, muito maior o tratamento quando ele chega antes pra fazer esse Exame pra ser detectado com a prevenção que a gente leva, o diagnóstico precoce, ele tem custo menor pra população, Pra pro governo né? Exatamente Pra pra população inclusive é, porque se a gente não é uma consciência de que nós somos conjunto e que todos Nós podemos fazer pelo outro, eu falo que a pandemia trouxe muito isso né? A pandemia nos fez olhar por nós e pelo outro E tivemos que pensar em todos ao mesmo tempo então é é acho que a questão da saúde é justamente isso, é a gente pensar no coletivo. Se eu chegar cedo no meu diagnóstico eu vou estar podendo diagnosticar muitas outras pessoas, ajudar muitas outras pessoas A passar por tratamento Seu nome é Clarizia. Clarizia. Clarizia eu eu costumo responder várias perguntas, Dizendo assim, na escola a gente aprende o que são monocotiledneas e dicotiledneas, Mas a gente não aprende a fazer o básico, né? O básico de conhecimento sobre o próprio corpo em relação à à saúde, o básico do conhecimento sobre o funcionamento do estado, né, a minha esposa é médica e assim médico é o pior de todos. Ele não sabe de nada que não seja medicina. Absolutamente nada, mas 00A educação geral Ao do cidadão ela é muito voltada pra coisas inúteis, né, ela é muito voltada pra coisas absolutamente, Despresíveis, ninguém aqui olha, com exceção de dois ou três biólogos, precisa saber o que é uma monocotiledônia ou uma dicotiledônia, Mas eu estudei isso no colégio e não estudei o que é câncer, eu não estudei o que que O autoconhecimento O autoconhecimento a saúde do próprio corpo eu Né? Nenhum professor de biologia me explicou o mecanismo de uma infecção. Né? É então é é é isso sabe O sistema ele é muito errado no básico, e aí a gente chega nesses pontos então quando, desculpa seu nome, Aqueme, quando a Aqueme fala olha eu eu tenho uma máquina ociosa uma máquina de de diagnóstico de mamografia ociosa, ah mas é a gente tem que fazer a busca ativa, mas a pessoa podia saber disso Exatamente. Que a partir dos quarenta anos ela podia fazer uma mamografia, né? É e que ela tem que se cuidar durante a vida inteira a vida inteira afinal de contas se olharam lá tem que conhecer seios e porque hoje não é só aos quarenta anos que ela vai fazer a mamografia tem gente que fala assim Eu não eu preciso olhar pro meu corpo, eu preciso olhar pro meu seio agora, eu só tenho vinte e cinco, mas a gente tem ontem essa semana mesmo semana passada, eu recebi uma menina pra, lá na ONG, com trinta e três anos. Sim. Né assim, então a gente Sabe que quanto antes chegar melhor, né, quanto informação chegar em Mas veja uma parte do corpo e a pessoa não não recebe esse tipo de informação é tão mais É tanto cinco enquanto. Né? Então, veja a a política a gente sofre demais quando a gente fala Sobre educação eu sou membro da comissão de educação da Câmara dos Deputados, e a gente sofre demais porque, tudo o que a gente discute que é o 0 básico e importante Verdadeiro, é é ignorado EEA gente vê grandes discussões sobre a importância de temas absolutamente inúteis, Né então, gostaria de de levar essa sugestão em termos de educação básica de saúde Exato. Né, pra ser algo que vai ter reflexo na economia tributária em diagnóstico de doenças e tudo mais. Muito bom. Obrigado. Obrigado. Agradeço. Pessoal em virtude do tempo essa vai ser a última último questionamento. Bom dia. Primeiro parabenizar né pelo alto nível do do debate realmente é impressionante. Mas, meu nome é Sandro, eu sou chefe gabinete do deputado Felipe Franco. E gostaria que algum médico da mesa falasse Sobre a questão da prevenção, principalmente nesse artigo quinto, que fala da promoção de hábitos alimentares saudáveis, E a prática corporal e de atividade física dá importante, dá da importância na prevenção do Do do do câncer, e do deputado eu gostaria de saber a questão política. Que pé que está, como é que está sendo essa discussão no Senado, Se o Executivo já sinalizou de alguma forma positivamente pra, pra uma sanção, e se essa discussão de De de nível tão elevado que está ocorrendo aqui e está ocorrendo em outros estados. Vou vou só colocar aqui rapidamente o artigo quinto ele diz o seguinte. São princípios e diretrizes relacionadas Prevenção e a promoção da saúde do âmbito da política nacional de prevenção e controle do câncer. Como eu destaquei no começo, eu eu gosto dessa lei porque ela é principio lógica, isso é o mais importante, né? Quando você pergunta pra uma pessoa que acabou, tem alguém que fez faculdade de direito aqui? Só pra fazer o 0 comparativo, né? Quando a gente sai da Faculdade de Direito imediatamente depois da Faculdade de Direito a gente queria ter estudado mais processo. Né? Dez anos depois que a gente saiu da Faculdade de Direito a gente deseja que a gente tivesse dado mais princípios, porque o processo muda, muda a lei e acabou, e não serve pra mais nada, O princípio é perene, né? E o inciso três diz o seguinte, promoção de hábitos alimentares saudáveis, como o aleitamento materno, exclusivo até os seis meses de vida, e o aumento do consumo de frutas legumes e verduras, incluindo situações educativas e intervenções ambientais e organizacionais. E é assim, do meu ponto de vista é complicado a gente falar na lei de consumo de frutas legumes e verduras, né porque, isso aí é uma discussão médica infinita, né? E eu eu vou fazer aqui uma fala polêmica, Vocês me permitem, né? Mas assim, qual que é a defesa que o brócolis tem? Contra As coisas que tentam comer ele. Você sabe? Porque o animal quando você tenta comer animal o que que acontece? Ele foge, né? Então assim, animal ele vai ser bemsucedido e ele vai sobreviver na medida que ele foge do predador. Como é que o brócolis se prepara pra Fugir do Prodador. Ele não se prepara porque ele é estático então ele incorpora, na existência dele, substâncias tóxicas, tá? A gente faz spray de pimenta, com brócolis. Você sabiam? Existe spray de pimenta cujo brócolis faz parte da composição, né? A própria pimenta, a pimenta é tóxica né? É por isso que a gente usa ela pra jogar no olho dos das pessoas agressivas, na forma de spray. É, então assim, eu acho complicado colocar na lei, né, questão de consumo de determinado tipo de alimento porque A medicina vai discutir isso aqui infinitamente. Eu posso fazer uma mesa de seis médicos dizendo que tem que comer mais carne, Outra mesa de seis médicos dizendo que não é pra comer carne, é uma mesa de dez médicos dizendo que, tal coisa causa câncer e outra coisa não causa câncer, É complicadíssimo, né? Mas sabe uma coisa que todo mundo concorda. Exercício físico, né? Não fumar, né, ter hábitos saudáveis e permanecer ambiente, menos poluído, né, que foi A a fala né do Gustavo que ele falou olha prevenção é isso é fazer atividade física é não fumar frequentar ambiente não É tóxico né ambiente não tóxico então eu acho que isso é o é 0AA parte, né pacífica, né? Eu acho que nenhum médico vai dizer assim não ó, cara, não pode fazer exercício físico aí você vai ser super saudável. Os senhores podem contribuir nesse sentido? Não, inclusive, a gente já tem vários estudos científicos né, relacionando sobrepeso e obesidade, coincidência de vários tipos de câncer, Obviamente o tabagismo e também consumo de bebida alcoólica. E isso faz parte da atenção primária à saúde né assim, Deveria ser né, isso é eu deveria ser o básico do básico. E além disso assim uma vez instituído, Né, uma vez que a paciente já está com câncer por exemplo no câncer de mama a gente também tem estudos mostrando que as pacientes que já Tem, já tiveram ou tem o câncer de mama que, perdem peso as que estão com sobrepeso e que perdem peso, Elas têm uma menor chance de recidiva da doença, e o maior tempo de vida, e E elas têm menos efeitos colaterais dos tratamentos destituídos então, diariamente nas consultas a gente, Recomenda que os pacientes mantenham hábitos saudáveis de vida e pratiquem atividade física né em relação aos alimentos Nuno fair come brow né, hábitos saudáveis de vida de modo, né, como uma orientação geral mas a gente sim tem isso Tu já como, como dados bastante objetivos. A a questão do do Felipe Franco ele é deputado estadual que tem mandato muito orientado, né, no trabalho da da do esporte, EE0 esporte, a discussão do esporte, Ela evolui muito rápido na medida que você tem deputados especialistas nisso, né, então a comissão do esporte, em tempos antigos, Ela é uma rasgação de seda, né? Ah não, porque nós vamos, vamos fazer projeto social pra promover o basquete, o vôlei, 0X0YE hoje com deputado que é especialista, né, você pode falar assim olha, o esporte, né, é muito bom, do ponto de vista social, da estabilidade, do desenvolvimento, da educação, mas veja, o esporte também é importante pra prevenção do câncer Né? Então essa é uma uma parte do trabalho, né? A questão dos, não é? Ah mas o 0 Felipe é é Bodybuilder, né? Exatamente. Qual que é a importância do volume de massa muscular na qualidade de vida do indivíduo? É o maior, hoje, do ponto de vista médico, é É uma o índice de previsibilidade de longevidade é massa muscular. Uhum. Se você tem uma perda, sarcopenia. Uhum. Né? Se você tem uma perda de massa muscular, indica uma diminuição da qualidade de vida. Acima de sessenta e cinco anos, Se você tem uma queda da da massa muscular, você tem uma maior chance de queda. Tendo uma maior chance de queda, né, existe estudo ali que vai dizer olha, o 0 paciente que sofre uma queda e uma fratura de de quadril, tem uma longevidade encurtada, né? Simplesmente porque ele não tinha força Pra fazer aquele movimento que era necessário de estabilização. Então, acho muito importante, gostaria de incluir, O Felipe Franco nessa discussão da prevenção do câncer por intermédio da atividade física. Bom. Ah a questão política verdade. Então, foi aprovado né o PL, Deixa eu resgatar o número dele aqui. Vinte e nove. Vinte e nove cinco dois, de dois mil e vinte e dois foi aprovado, Na Câmara dos Deputados ele segue pro Senado, acredito que é uma pauta de consenso, né, então não deve ser, Não não deve encontrar oposição, deve encontrar às vezes alguma, alteração, né, se ela for significativa tem que retornar pra câmara, se não for significativa ela vai à sanção presidencial.

0:00119:54
18 de ago, 10:00
#3
Resumo Inteligente

Deputado discute consenso entre governo e Congresso sobre projeto de lei; menciona possibilidade de Congresso derrubar vetos do executivo.

0:000:56
18 de ago, 12:00