CÂMARA DOS DEPUTADOS - OUTROS EVENTO
Sobre o Evento
Evento sobre o funcionamento do setor elétrico na Câmara dos Deputados em 07/12/2023.
Participante
Início do workshop sobre funionamento do setor elétrico brasileiro; convidados para mesa de abertura: Eduardo Maia, Manuela da Silva Nonô, André Galvão, Paulo Pedrosa, Cristiano Amaral, Guilherme Velho e Daniela Coutinho, cada um representando uma entidade relacionada ao setor elétrico ou legislativo.
Diretor Adjunto Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados
Diretor Geraldo Leite agradece presença de convidados e participantes no debate sobre setor elétrico, organizado pela Aleslege.
Presidente da Associação dos Consultores Legislativos e de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados - Aslegis
Presidente da Associação dos Consultores Legislativos e de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados - Aslegis procurou "Verdade Azuledi" para organizar evento enriquecedor; ocorre na Câmara, apesar de menos movimentada às quintas-feiras; estarão presentes Luiz Barroso, Juliano Vilela, e Ritteri Marques da Silva, além do apoio de diversas entidades do setor de energia.
Participante
Participante representa grande consumidor de energia no Brasil. Energia é essencial para produção nacional, com vocação para energia limpa, barata e segura. O Legislativo e Executivo definem políticas nacionais, com escolhas legítimas e bem informadas resultando em melhores decisões. Participante convidou Barroso, respeitado profissional, para compartilhar conhecimento e experiência. Agradece Juliano e Ruteli por curadoria do evento.
Presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres
Situação atual do setor energético no Brasil:
Participante
Participante elogia iniciativa, destaca importância do compartilhamento de conhecimento, menciona complexidade do setor de energia e espera que o evento seja bem sucedido. Boa tarde.
Participante
O participante agradeceu a oportunidade de falar, elogiou os organizadores, salientou a importância do evento para o setor elétrico e apresentou a Associação dos Investidores em Autoprodução de Energia, da qual é membro. Ele destacou que a autoprodução de energia é uma figura pouco comum, mas importante, e que estão trabalhando para reverter a imagem negativa recente dela. Eles se ofereceram para discutir o assunto relacionado à autoprodução.
Participante
Participante convida representantes de associações a se retirar e dá início ao workshop com a presença de Juliano Vilela Borges dos Santos, Rutelli Marques da Silva, e Luiz Augusto Barroso. Palavra está com vocês.
Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados
Setor energia altamente regulado, mudanças constantes no arcabouço legal, alegria participar do evento com especialistas, saudação a convidados Luiz Barroso e Ruteli.
Consultor Legislativo do Senado Federal
Consultor Legislativo do Senado Federal: Feliz por participar, espera debate sobre desafios no setor elétrico, dará prioridade ao tempo de Barroso para apresentação e busca reflexão sobre melhorias no setor elétrico e na sociedade em geral.
Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados
Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados se dedicará a representações e trabalhar.
Diretor Presidente da PSR Consultoria
Gente, desculpa, mas assim, vamos vamos trabalhar, a gente começar tendo dia bastante, acho que intenso pela frente, fica uma manhã de muito trabalho. Eu queria agradecer acho que o carinho, né, meu nome é, eu fiquei com vergonha de dizer que meu nome é Luiz Barroso, vocês falam tanto desse Luiz Barroso que até eu queria conhecêlo. Mas eu eu estou muito contente de estar aqui acho com vocês, é uma honra muito grande, queria agradecer a Chakyo Ruteli, acho que ao Juliano também e a todos que contribuíram para a realização desse evento, e esse evento aquele é desafio né, porque o setor elétrico ele é setor extremamente complexo, e que pra gente conseguir chegar assim nas preliminares do assunto que a gente precisa de pelo menos dia de discussão, tempo que a gente efetivamente não tem. Então o desafio aqui que eu acho que nós teremos em conjunto, é dar passeio sobre como é que a situação do setor está hoje, de onde o setor vem, como é que ele se encaixa num debate mais global, porque a energia hoje ela encontra dentro de debate climático global bastante relevante, para que acho que todos os senhores saiam daqui com pelo menos item ou dois itens que tenham ali chamado atenção e que motive uma reflexão pouco mais profunda né, em casa, entre as treze e treze e quinze da manhã, sobre alguns desses assuntos né. Eu eu vou falar pouquinho sobre mim, por isso que eu te pedi que não me apresentasse, pra eu contar pouquinho o que vocês deveriam saber eu acho, do do de quem é o Barroso, mas muitos elogios foram feitos na minha pessoa que eu agradeço, mas eu queria primeiro dizer que o Barroso é uma pessoa única, e eu queria convidar aqui pra essa mesa Paula Valenzoela né que está sentadinha ali, que é a Paula diretora também da PSR, da área de de regulação, e é uma pessoa fundamental, eu acho, pra respaldar todas as palavras que foram faladas sobre mim aqui então Paula, seja bemvinda. Não, a gente é que está alinhado por alucinação permanentemente então, quando você precisar Paula, você aqui me interrompe tá, pode entrar a ideia que a gente faça uma uma boa conversa né? Então, vamos lá, qual é a ideia hoje né, a ideia é dar passeio com você sobre os temas do setor, eu vou falar bastante, e no final a gente vai ter tempinho pra pra debate né? O que que eu não vou fazer aqui? Eu sou uma pessoa que eu tenho muitas opiniões, eu tenho muitas visões, eu não vou trazer nenhuma opinião, nem visão minha, não é ideia, a ideia quer ser bem factual com o que a gente tem hoje, e trazer acho que pra todos uma visão do que está acontecendo hoje no mundo, o que é que está acontecendo hoje no Brasil através de fatos e evidências que permitam acho que todos os senhores aqui nessa casa, essa casa que tem a responsabilidade de permanentemente dentro do processo legislativo nacional de equilibrar dois interesses que são interesses bastante complexos, que é o interesse da modernidade e da modernização dos marcos setoriais com a previsibilidade né, a gente tem que também dar previsibilidade aos investimentos que foram feitos, as regras que já foram tomadas, é marco que a gente tem hoje, num processo de modernização, e esse debate é debate que essa casa acho que ela tem a legitimidade ao longo aí de toda sua existência para avançar. Então eu vou pedir, massa mais uma por gentileza, bom eu venho junto com a Paula, nós vemos uma empresa chamada PSR, o os slides ele infelizmente pela distância da tela talvez fica pouquinho difícil de ler, mas não tem problema, eu vou tomar o cuidado de em cada slide contar pra vocês apenas o que vocês deveriam acho que entender, o resto fica de material pra consulta e leitura, mas nós jogamos uma empresa da PSR, uma empresa nacional carioca, fundada há trinta e seis anos por uma pessoa chamada Mário Veiga Pereira, e nós empregamos hoje cento e trinta pessoas, somos exportadores de tecnologia, nós atuamos em setenta países, basicamente só temos o escritório do Rio, atuamos, o que a gente tem de ativo, basicamente o ativo da PSR é o cérebro da Paula é o meu cérebro e a gente felizmente através da exportação do conhecimento gerado no Brasil, a gente ganha com facilidade até a todos os concorrentes internacionais que a gente participa, isso nos dá prestígio e uma capacidade muito grande de atuar em países diferentes. Então eu sou formado em matemática, eu tenho doutorado em matemática aplicada, e o fato de eu não ser nem engenheiro, o fato de eu não ser também economista, o fato de eu não ser administrador, o fato de eu não ser uma pessoa que veio da indústria de energia, me deu uma visão pro setor de energia muito diferente da visão que eu acho que classicamente né, o engenheiro do sistema de potência tem, e a vida me deu ao longo da minha formação profissional, a possibilidade de ser o presidente da empresa de pesquisa energética, de ser, trabalhei durante seis meses na Agência Nacional de Energia diretamente com o FATIBIOL que é a pessoa, a maior autoridade de energia que tem hoje global, e eu tenho uma experiência de trinta e cinco países nas minhas costas, onde nunca morei mas sempre trabalhei nesse país, todos tamanhos diferentes, e eu tenho doze reformas setoriais né feitas em países tão diferentes quanto Colômbia, México, Turquia, Chile, Nova Zelândia, Leste Europeu, costa oeste do Canadá e tudo mais, e África também, e isso permite, eu acho que me permitiu, ter uma visão, eu acho muito muito interessante de como é que você tem empresas né, que fazem investimentos no Brasil, mas fazem investimentos também também em países como a Tanzânia né, como a Ruanda, países que são completamente diferente da gente, e o que que no fundo está em jogo em cada uma dessas estratégias de investimento. A Paula diretora de regulação da gente, a Paula trabalha comigo há aproximadamente quinze anos né Paula, mais ou menos, e a Paula é a pessoa que está imersa na realidade brasileira né. Então a nossa expertise basicamente é aonde política pública, modelagem computacional, economia, energia, recursos hídricos, ela se sobrepõe. Aí se puder mais por gentileza, o que que a gente pensou aqui que seria a história do nosso filme pra vocês, nós vamos sair do que que é importância da energia hoje no mundo em termos de questão climática, o que que está acontecendo hoje no mundo no grande debate da energia, como é que o Brasil ele está se posicionado, está se posicionando né, ou posicionado nesse debate. O que que é a toda a transição energética né, o eu até antecipo que eu vou jogar slogan que a gente tem visto muito fora e que acredito cada vez mais também, não é uma opinião minha mais uma vez mas é fenômeno que a gente tem visto, que é a transição energética se transformar numa palavra pra transformação energética. E a transição ela muitas vezes não reflete o que vem acontecendo com os sistemas de energia no mundo, que muito além de se transicionarem de ponto a ao ponto b, eles vêm se transformando completamente em várias dimensões, eu vou falar pouquinho disso pra vocês, e vamos falar pouquinho de impacto da transição energética, impacto no Brasil, e no final tentar concluir alguns recados mais macros, tá? Tem bastante material, justamente porque o desafio ele foi muito amplo, mas eu vou tentar pautar aqui com todos vocês alguns recados principais baseado no está acontecendo hoje no mundo e como é que essa discussão se translada no Brasil. Alguns blocos, eu vou andar pouco mais rápido, outros blocos eu vou andar pouco mais devagar, então eu peço desculpas se a minha velocidade não for acho que aqui de acordo, e é contento estiver contento de todos vocês. Então por questão climática né? Então vamos lá, é porque que está acontecendo, o que está acontecendo é que apesar de todo o ruído que a gente tem tido e o bom barulho feito na imprensa, as emissões no mundo estão aumentando, tá, essa é a grande realidade e as emissões no mundo elas têm aumentado não só por região, mas têm aumentado principalmente pelo transporte que conecta essas regiões, transporte aéreo, transporte marítimo, e hoje basicamente quem são os grandes emissoras né no mundo são China, Estados Unidos e União Europeia seguidos muito de perto pela Índia né, esse vamos dizer assim é o grande núcleo de emissões globais. E pode passar mais esse aumento de emissões ele vem causando debate já há muito tempo, há muito tempo, essa é uma edição especial de uma revista da Economist, é chamada Economist Intelligence Unit, uma unidade de inteligência da revista Economist, e eles fizeram uma análise há alguns anos o aumento de emissões, ele muda o clima, a mudança do clima tem alguns efeitos que são adversos, tem alguns efeitos que são até positivos para algumas regiões, mas os efeitos adversos da mudança do clima, eles possuem impactos econômicos. Então a revista Economist fez uma análise muito interessante que mostra o que é que seriam em alguns países alguns desses impactos adversos num horizonte que eles pegaram aqui até se eu não me engano dois mil e cinquenta né, e você mostra né, você observa que na análise da revista tem países como o norte do Canadá, talvez fica até uma região interessante pra você morar, uma região muito fria que vai passar a ficar com clima pouco mais ameno, mas você tem países como por exemplo a Índia, cuja economia é extremamente dependente do clima, extremamente dependente da agricultura, e que existem pactos adversos que são bastante severos. Então a revista Economist através da sua unidade de inteligência criou o conceito dessa bomba climática que eles chamaram do custo da inação, tá então o custo da inação é uma medida que a revista vem apresentando, ninguém dá muita bola pra isso essa é a grande verdade, mas vem sendo apresentado para mostrar quais são os impactos adversos e o custo da inação ele vem naturalmente aumentando ao longo do tempo. Bom, qual é o desafio que a gente tem quando a gente fala em mudança climática e no combate à mudança climática? É que basicamente, basicamente tudo tudo, ou quase tudo que a gente consome se a gente pegar nessa sala daqui tudo que a gente hoje está sentado, pegar o nosso telefone celular, basicamente tudo, quase tudo é feito de combustível fóssil, tá? Então aqui na esquerda, Tem basicamente uma ilustração de tudo o que os combustíveis fósseis aportam para a economia hoje. E aqui à direita, tá, tem livro que eu recomendo como leitura entre treze e quinze e treze e dezoito da manhã, de professor canadense chamado Wak Lives Mil, e que ele tem livro que existe em português chamado Como a Realidade é, né, How Reality Works, e o que o Waklave mostra é basicamente através de números, estudos muito quantitativos, a vida como ela é. A vida que se você chegar e de uma hora pra outra, você interromper completamente a produção dos combustíveis fósseis, completamente, existirão dificuldades muito abruptas para entregar produtos que a economia depende pra viver hoje né. E essa é uma discussão que ela é bastante complicada, porque quando a gente olha agora o que que são combustíveis fósseis, fósseis né, no mundo, no mundo tá, o mundo hoje produz boa parte da sua geração de energia através do carvão mineral, que é uma fonte bastante poluente. Depois do carvão, vem o gás natural, e depois tem mundo também utiliza muita energia ainda a partir de petróleos e derivados. Então cerca de oitenta por cento no mundo, no mundo, no mundo da energia que é produzida, vem de combustíveis fósseis, tá, e é por isso que trabalhar nos combustíveis fósseis é fundamental gente conseguir reduzir as emissões. Quando a gente olha essa mesmo gráfico, gráfico da esquerda pela direita agora, pelo uso final da energia, pelo uso final da energia, basicamente, em tudo que é energia penetra na economia, energia propriamente dito no mundo, no mundo, é responsável por cerca de setenta e três por cento das emissões globais, né. Naturalmente porque o consumo de energia no mundo é praticamente fóssil, então a energia tem papel muito importante onde o segmento de transportese tem uma relevância bastante grande, tá, o segmento industrial também, segmento de geração de energia, e outros segmentos, como edifícios e outras coisas. Então esse contexto mundial, pode passar mais por gentileza, tá, Então, esse contexto mundial, é o contexto que começou a criar, toda o preâmbulo, o preâmbulo pra gente chegar ela passa por uma recomendação de livro, eu vou vou fazer vários pra vocês aqui hoje, uma recomendação de livro pra vocês lerem também entre treze e dezoito e treze e vinte e uma da manhã, que é livro que também existe em português chamado Como Evitar Cizario Climático. Esse é livro, que foi escrito pelo Bill Gates, ele é livro que fala sobre basicamente como é que você tem que tratar a economia para chegar numa economia de baixo carbono, e o Bill, ele coloca numa forma muito interessante dois grandes conceitos, você pode tratar isso, se adaptando aos efeitos adversos na mudança climática, então faz calor eu compro arcondicionado, faz frio eu compro aquecedor e tudo mais, ou mitigando os efeitos nas mudanças climáticas, que é você trabalhando para reduzir a quantidade de emissões que a gente tem na atmosfera. O Bill Gates explora nesse livro esses conceitos mostrando uma série de inovações, uma série de avanços tecnológicos que tem que ser feitos, sobretudo no setor de energia, para que a gente consiga não só adaptar como também mitigar. Então o núcleo de muita coisa que eu vou falar aqui, acho que nessa conversa hoje, vai estar centrado na dimensão da mitigação dos gases de efeito estufa, tá, eu vou falar pouco, talvez até nada, na linha da adaptação, mas esse livro é livro que eu acho que é bem interessante como preâmbulo geral. E nesse contexto, nesse contexto, a agência internacional de energia, a agência internacional de energias renováveis, e praticamente todo estudioso no mundo da energia, tem uma equação pra resolver ou pelo menos dar a contribuição do setor de energia para a questão climática, que é muito simples, muito simples. Basicamente a gente pega o setor de energia hoje no mundo praticamente fóssil, a gente o transforma num setor limpo, limpo, através do uso de tecnologias não emissoras, e praticamente se eu conseguir sair de setor de produção de energia global, que é, eu vou fazer uma série de analogias aqui, sujinho, e transformálo num setor limpinho, eu reduzo as emissões na produção de energia, e eu pego essa energia limpa e a utilizo para descarbonizar outros setores da economia. Então eu utilizo para eletrificar o setor de transportes, eu utilizo para eletrificar processos industriais, e o que a eletrificação não conseguir resolver resolver, a gente tenta fazer a solução que informalmente na PCR a gente chama força bruta. A gente captura o carbono, ou no limite a gente bota preço no carbono pra poder gerar pelo menos uma receita naquele carbono residual. Esse processo é o processo que o mundo chama de transição energética, tá então o mundo ele tem uma característica muito clara que é a gente precisa sair num setor de energia hoje fóssil, pra setor de energia emissor, está no setor de energia limpo, não emissor. E essa transição que é muito clara no mundo, muito claro, você sai de ponto a pra ponto b, vai demandar uma sequência de investimentos, e vai demandar ações e transformações jamais vista no planeta, então aqui tem alguns números, mas eu não vou entrar no detalhe pra vocês tá? Mas basicamente hoje hoje, a gente não captura nada de carbono em grande escala, e a gente teria que multiplicar praticamente por dez vezes até muito mais a quantidade de carbono que a gente vai precisar capturar até o ano de dois mil e cinquenta, teremos que multiplicar bastante bastante a quantidade de geração renovável que a gente tem, e tudo isso é o que vem provocando todo esse alinhamento mundial, prol das renováveis em prol das energias limpas. O que que você quer atingir com essa transformação, é basicamente chegar ali num horizonte que é o ano de dois mil e cinquenta, talvez pouco mais, controlando o aumento da temperatura na Terra em grau e meio, tá? Essa é pouco a equação global, esse grau e meio ele é número basicamente cabalístico, tá, porque a gente sempre fala em grau e meio temperatura média da Terra, não sei se vocês sabiam porque eu não sabia a temperatura média da Terra hoje hoje é catorze graus, está catorze Só que há variabilidade da temperatura é muito grande, então quando você falha em aumentar grau e meio a temperatura da Terra, aceitar esse aumento, é a Terra ter uma temperatura vai de quinze graus e meio, mas alguns lugares vão ter temperaturas muito maiores, e outros muito menores, tá? Esse é o problema. Uma pergunta muito relevante é poxa mas deve ter muita incerteza nessas contas. Demais, tá, demais. Só as incertezas nos modelos climáticos são absolutamente fenomenais, mas o que a comunidade científica trabalha com o clima é com consenso nos modelos, então não interessa que os modelos individuais não tenham muita precisão, mas se todos eles apontam na mesma direção é mais ou menos pra aí que a gente tem que estar. Então, essa discussão toda ela parte também, né, e demanda uma discussão tecnológica, é como é que a gente agora, e aí eu vou usar pela primeira vez uma palavrinha da moda, descarboniza descarbonizar, descarbonizar é reduzir as emissões, reduzir o conteúdo de carbono do setor de energia. E uma série de estudos, uma série de estudos mostram que se a gente quiser de fato fazer o trabalho até dois mil e cinquenta, a gente vai precisar de conjunto muito grande de tecnologias que ainda não são maduras, tá, então praticamente cerca de cinquenta por cento das emissões que a gente consegue reduzir, daquelas que a gente precisa reduzir até dois mil e cinquenta, são entregues por tecnologias que já existem hoje e são comercialmente disponíveis, são essa aqui da direita, cerca de quarenta e quatro por cento deveriam ser entregues por tecnologias que não existem, tá? Pelo menos comercialmente disponível que é onde entra o hidrogênio, captura sequestro de carbono, bateria de grande escala, nuclear de pequeno porte e tudo mais, e cerca de seis por cento por mudanças de hábitos e comportamentos. Então essa figura ela mostra o quê? Que a tecnologia ela está no centro da discussão climática, e a tecnologia para a indústria de energia está também no centro da discussão climática. Existem muitas discussões relevantes do tipo, se eu conseguir usar melhor essa turma aqui da esquerda, eu vou precisar menos da turma da direita, é absolutamente verdade, verdade tá, e tem muitos avanços tecnológicos hoje nessa direção, por exemplo, todos nós conhecemos, você fecha a sua caneta Juliana, conhecemos a eólica, que funciona exatamente assim né, existem muitas pesquisas pra fazer a fonte de geração eólica que funciona assim, que nem uma batedeira, está literalmente uma batedeira é a eólica vertical, e esse negócio funcionar bem, tem maior produtividade, consegue usar menos área e pode começar a ocupar espaço da turma que ainda tem que ser desenvolvida. Então esse debate climático climático, ele vem provocando uma série de políticas públicas globais, globais né, uma política pública global mais conhecida, é o próprio acordo de Paris, tá, é a COP, lá a COP vinte e nós estamos hoje na COP vinte e oito, mas na COP vinte e praticamente grande parte das nações do mundo pactuaram no que que seriam as suas contribuições nacionais muitas dúvidas sobre o que que são suas contribuições, como é que você atinge, o que que é vinculante, o que que não é, mas o fato é que existe isso. E mais recentemente, mais recentemente, para apoiar o desenvolvimento tecnológico, praticamente dois grupos na geopolítica mundial que Estados Unidos e Europa, fizeram políticas públicas muito específicas para novas tecnologias. A política pública mais brutal é o inflation reduction act onde basicamente o que os americanos estão fazendo é tirar dinheiro do orçamento para fazer subsídio direto direto à tecnologias de baixo carbono. Cabeça dos americanos é muito associada a domínio tecnológico, a uma propriedade e a conhecimento de tecnologias que serão importantes no futuro, dentro de uma nova ordem geopolítica mundial. Então os americanos têm processo basicamente orientado a subsídio, que ele é muito simples, muito simples, eu até cheguei a brincar, que se você quiser subsídio do Infection Reduction Next, você pega o seu projeto, manda email lá pra arroba a IARAY ponto GOV, e no dia seguinte o dia está na sua conta, tá, ele é processo muito muito 0 custo de transação né, eu mesmo tenho trabalhado junto com a Paula com alguns clientes, que têm conseguido isso mas, isso é uma característica uma característica de país que tem dinheiro pra fazer isso, na verdade é essa né, isso a gente tem que começar a ficar de olho. Deixa eu passar mais Os nossos amigos europeus europeus, eles começaram a colocar muito dinheiro em transição energética também, mas o europeu ele gosta gosta de processo pouco mais competitivo, então o europeu tem dois mecanismos fundamentais que são importantes pra gente. Primeiro, negócio chamado o que o Sebán quer fazer, né, é o mecanismo de como como o próprio nome em português diz, de ajuste de carbono na fronteira, a Europa não quer deixar que nenhum produto industrial chega na Europa com conteúdo de carbono superior àquele conteúdo de carbono que seria produzido na própria Europa, tá? Então, se você chega lá com produto que tem controle de carbono maior, o que a Europa faz é taxar o seu produto, tá. E a Europa tem uma iniciativa grande chamada European Green Deal, que no fundo é guardachuva pra várias subiniciativas, que é o que a Europa quer fazer para incentivar renováveis, captura o sequestro de carbono e tal, dentro de mecanismos que têm cujas transações maiores. Então a Europa quer incentivar o hidrogênio verde dizendo o seguinte, vou fazer leilão pra hidrogênio verde, tem que cadastrar oferta, demanda, Estados Unidos incentivo hidrogênio verde dizendo o seguinte coisa, vou te dar subsídio direto dependendo do conteúdo de carbono do seu hidrogênio, tá, então se você tem hidrogênio feito a partir do gás natural, que é o hidrogênio que tem carbono, você é elegível a dólar e meio por quilo de subsídio. Se você tem hidrogênio verde, 0 emissão, você é elegível a subsídio de três dólares por quilo, tá, o que significa que se o seu gás for muito barato, pode ser que dólar e meio de subsídio que a americana te dá, fecha a conta tranquilamente tá? O europeu já gosta mais de mecanismo competitivo, mas a grande verdade é que, o Infasial Reduction Nect, Open Green Deal, acordo de Paris, energia no centro do mundo, estão mudando a geopolítica da energia, colocando a energia no centro de debate climático, num mundo num mundo que vai cada vez mais valorizar produtos de baixo carbono, tá isso é fato, basicamente isso, fato que é o produto de baixo carbono vai ter valor econômico e vai ter valor econômico a ser destravado, tá? Bom, esse é o mundo, tá, o mundo mais geopolítico maior, agora vamos pro nosso Brasilzão. Quando a gente chega no Brasil, olhando pouquinho pra aqui pra esquerda, não se preocupe em olhar o gráfico né, o que que o Brasil tem de diferente do mundo? O Brasil tem de diferente do mundo é perfil de emissões completamente extinto, né então como eu comentei antes, setenta e três por cento da emissão ali na direita do mundo vem de energia. No Brasil, energia é responsável por aproximadamente dezessete por cento, se a gente arredondar para vinte por cento está de bom tamanho, né os nossos grandes vilões nas emissões a gente sabe bem, é o uso da terra, desmatamento, agricultura e tudo mais, que em outros países isso é bem menos. Em particular, em particular dentro do segmento da energia, o nosso grande vilão é o segmento de transporte, tá? Basicamente porque o modal de transporte e carga no Brasil é modal rodoviário, né, nós não temos modal ferroviário, modal marítimo tão desenvolvido como outros países têm. E o setor elétrico, elétrico, ele é responsável por hoje aproximadamente de dois a três às vezes a quatro por cento do máximo das emissões totais. Então o Brasil tem perfil de emissões completamente diferente de outros países, o que deixam a gente em relação a outros países com uma característica pouquinho diferente, que a gente tem que pensar pouquinho como é que a gente usa agora os nossos potenciais e os nossos problemas claro, pra gente se diferenciar dos demais nessa economia global. O setor elétrico em particular, ele é setor muito interessante, porque o Brasil, o Brasil né, isso muito antes de eu nascer né, o Brasil historicamente era país muito pobre em recursos, tá, o Brasil ele tinha praticamente recurso natural, que era água, né, e no fundo no fundo nós nos transformamos em país hidrelétrica, não porque a gente queria ser país hidrelétrica, era porque o que tinha, era o que tinha, e a gente desenvolveu a hidroeletricidade junto com outro recurso que a gente tinha no Brasil que era o carvão mineral, como sendo as fontes de geração, e isso acabou nos dando bilhete premiado pra hoje, porque hoje hoje o Brasil ele é país que tem uma abundância de recursos naturais, que naquela época você não conseguia transformálo em potencial, a gente tinha vento, tinha sol mas não tinha tecnologia, a gente descobriu o gás natural, e a gente diversificou a nossa matriz pra chegar hoje no mix que aproximadamente oitenta por cento do que a gente produz hoje no Brasil, do que a gente tem de capacidade instalada, aliás, ele vem de origem renovável. A nossa renovável chefe chefe ela não é verde, ela é azul, ela é a hidroeletricidade, foi desenvolvida no Brasil, uma longa história de participação estatal, participação privada e de participação de grandes consumidores de energia, e esse é o que a gente tem hoje, então é uma matriz que pelo lado mitigação, o Brasil está muito bem posicionado, pelo lado da adaptação, o Brasil tem baita dever de casa a fazer, porque oitenta por cento do que a gente produz de eletricidade no Brasil é dependente do clima, então o que é a nossa maior bmess é a nossa maior vulnerabilidade né, e esse quadro ele é quadro muito interessante, que a gente pensa, poxa, mas isso é problema do Brasil? Não, o Brasil tem vários irmãozinhos, tá, e os irmãozinhos do Brasil são a Colômbia, irmãozinho interessante do Brasil é a Noruega, outro irmãozinho do Brasil é o Canadá, outro irmãozinho do Brasil é a Nova Zelândia, são países que têm a mesma sua matriz elétrica foi construída. Essa matriz ela tem agora diferentemente da Colômbia, da Noruega, da Nova Zelândia e do Canadá, uma complementariedade de produção, né, talvez a gente não tenha nem feito muita coisa pra merecer isso, mas papai do céu deu pra gente que quando não tem água tem vento, quando tem vento não tem água, deu pra gente uma tecnologia que não está aqui na na na no biográfico, mas que é a produção de energia a partir da biomassa da cana de açúcar, a biomassa da cana de açúcar, a colheita dela, só funciona justamente no período seco, tá, porque a biomassa não gosta de chuva, então você colhe, produz, complementar também, deu a produção solar, que tem uma produção absolutamente sinérgica com o uso de eletricidade para o arcondicionado, e no fundo no fundo o Brasil ele tem conjunto conjunto de fontes, cada uma dessas fonte ela tem valor agregado pro sistema, e o bom problema que o Brasil tem, é como é que a gente combina esse conjunto de fontes, para atender o nosso consumo ao menor custo possível, tá? Utilizando o melhor que a gente tem de cada tecnologia. Então da mesma forma que, quando qualquer pessoa vai fazer investimento e montar uma carteira de ações, que você tem ações que são mais comportadas umas que são mais voláteis e tudo mais, o problema de otimização matemática que o planejamento energético do Brasil tem que resolver é, quais ações que eu compro para basicamente atender a minha demanda, o que é equivalente a maximizar a receita, vamos dizer lá no no de ações financeiras, minimizando o risco financeiro, tá? Aqui é igualzinho como é que eu escolho que fonte eu quero fazer pra atender à demanda a menor risco de suprimento, tanto que combinar essas fontes todas tá. Essa realidade daqui, ela é potencializada pelo nosso grid de transmissão, temos esses cento e oitenta mil quilômetros de linhas de transmissão, o Brasil, o mais intensivos em investimentos em transmissão, tá, e hoje a transmissão ela é o grande elo da transição energética, porque o que os americanos, os europeus, querem fazer é o que a gente já faz há muitas décadas, é usar a transmissão para conectar a produção, consumo, e maximizar o efeito portfólio desse mix de de de geração tá? Bom, essa matriz ela entrega pra gente diferencial competitivo hoje, que é o índice de emissões de carbono equivalente para cada quilowatthora produzido, tá? Então como nós temos mix de geração que ele é hidráulico, naturalmente, se eu tenho água, eu uso as hidrelétrica de línguas térmicas, se eu não tenho água, eu tenho que usar as termoelétricas, é natural isso, tá, quer dizer, esse é o pacote que a gente tem, isso é absolutamente saudável. Agora quando eu uso as térmicas, eu aumento pouquinho mais as emissões, quando eu desligo as térmicas eu diminuo as emissões, então por exemplo, se a gente pegar essa curvinha daqui, tá, novamente não precisa se atendam os números tá, essa curvinha daqui, foram as emissões pra cada quilowatthora atendido de demanda que nós tivemos no ano de dois mil e vinte e que foi o ano da crise hídrica, né, da escassez hídrica. Então nós emitimos no ano, cento e vinte e seis gramas de CO dois equivalente para cada quilowatthora que foi atendido. Se a gente pegar o ano passado dois mil e vinte e dois, nós emitimos que é essa linha que é azul, quarenta e três gramas de CO dois equivalente para cada quilowatthora atingido né? Essas emissões variarem, isso é da vida, isso é da vida, mas o que que é importante essa figura? É que hoje, o mundo, o mundo, o mundo, tem como emissões médias no setor elétrico elétrico, quatrocentas gramas de CO dois equivalente pra cada quilowatthora produzido. Por isso que não interessa esses números aqui, porque a escala do mundo é o dobro, tá? O que que o mundo gostaria? O mundo gostaria de que as emissões no setor de geração se estabilizassem em setenta gramas de CO dois equivalente pra cada quilowatthora, o mundo gostaria de ficar mais ou menos por aqui, está, e o mundo hoje está lá em cima, então o desafio do mundo do mundo ele é absolutamente brutal em relação ao que a gente já tem hoje. E naturalmente, se a gente consegue entregar eletricidade com baixo conteúdo de carbono, a gente pode fazer outras coisas com eletricidade de baixo carbono, que é eletrificar a economia, como eu já comentei antes, hoje hoje, aproximadamente dezessete por cento da economia brasileira é eletrificada, tá, se a gente fizer super bom trabalho, a gente consegue eletrificar a nossa economia e chegar em quarenta por cento de eletrificação em dois mil e cinquenta, ou seja, é muito trabalho que a gente tem que se fazer ainda, mas esse número é da EPE tá, mas a gente tem isso. E a gente pode trabalhar com novos produtos e vetores energéticos, onde aí entra o hidrogênio, de baixo carbono e tudo mais. Então essa daqui, vamos dizer assim, quando a gente olha o quadro global, essa é a grande oportunidade que o Brasil tem. E eu não falei, e também não quero investir muito tempo, mas eu não queria deixar de mencionar mencionar o outro produto, que é muito característico de poucos países do mundo, tá, são eles Estados Unidos, Brasil, Índia, Guatemala e alguns países asiáticos que é a biomassa, né, nós temos a biomassa, a biomassa hoje ela é fonte, ela é vetor energético para uma série de produtos que vão do biogás, biometano até o etanol de segunda geração, e os combustíveis sustentáveis de aviação, tá. Tá, a biomassa absolutamente é fundamental pra atuar na descarbonização de processos industriais bastante relevante, e a biomassa ela tem a gente fez uma análise aqui bem interessante, que eu particularmente gosto muito, que a gente mostra no setor de transporte por exemplo, do modal de transporte para o combustível, então por exemplo veículos leves, eles podem ser atingidos por biogás, atendidos por biogás, eletrificação, trens podem ser atendidos por hidrogênio, amônia, metanol ou eletrificação, e depois mapeamento do combustível pra fonte dele, de onde é que a gente pode gerar cada desses combustíveis que a gente pode atender aos moldados de transporte. Então não tenho dúvida que o Brasil ele tem nessa potencialidade daqui, uma chance de produzir combustíveis que podem fazer gold placa usando uma metáfora futebolística no setor de transporte, principalmente no setor de aversão, que é setor difícil de descarbonizar, porque a gente não tem hoje, e não vai ter tão cedo, avião hidrogênio, avião elétrico, mas se a gente tiver combustível sustentável de aviação que é praticamente tá, é querosene de aviação, limpinho, drop in que como se fala em inglês que você só coloca dentro, a gente consegue fazer excelente trabalho e entregar entregar muito para os países que estão colocando mandatos pra isso. Na União Europeia a partir de dois mil e vinte e cinco, todo avião que decole de aeroporto vai ter que ter uma mistura no seu combustível de pra passado de combustível sustentável de aviação, essa mistura começa com dois por cento, e ela chega a noventa por cento de dois mil e cinquenta, mas se você olhar o fluxo aéreo nos aeroportos europeus, dois por cento de número muito grande é bastante Então a oportunidade está aí, quer dizer, a gente pelo lado físico físico, a gente tem privilégio que no grid de largada da economia de baixo carbono, o Brasil está muito na frente, tá? E essa é uma característica de muito poucos países no mundo, É uma característica mais uma vez, que hoje está na mão de país como o Brasil, país como a Noruega, país como o Canadá, mas o Brasil no mundo ele é país mais completo em termos de recursos abrangente, tá? E essa questão é uma questão de fundo, e é uma questão que eu acho que nos faz refletir sobre o que que teria sendo atualmente a grande oportunidade que da discussão né. Bom, e aí esse fenômeno que eu comentei pra vocês no mundo, é conhecida como transição energética, e a transição energética, ela tem sido acho que o foco desse governo né, o governo faz transição energética bastante, transição energética ela tem sido bastante internalizada em todas as pastas em todos os ministérios, através de uma frase que eu registrei, a grande frase tem sido, precisamos como país, internalizar a sustentabilidade socioambiental em todas as políticas públicas tá, essa é a frase que permeia a Esplanada, naturalmente o BNDES vai ser ator bastante importante, naturalmente a gente tem visto aqui está, eu tenho visto, o Ministério da Fazenda tentando buscar protagonismo mais de coordenação natural, e existe uma série de políticas né, que a gente até escreveu que podem estar em andamento, mas que no fato algumas delas já estão em andamento, como por exemplo a produção do road map transição energética, o projeto de leito gasto pra empregar, o PL do hidrogênio, D eólico offshore, mercados de carbono, eletrificação de transporte, geração distribuída solar pra consumidor de baixa renda. Tem uma série de iniciativas, que elas são iniciativas todas que se encaixam nesse conceito, e que têm sido discutidas hoje na esplanada. Então essa discussão hoje, é uma discussão absolutamente relevante no contexto global, pelas razões que eu comentei, há pouco né. E quando a gente tem essas discussões, que são discussões transversais multidisciplinares e muito amplas, muito amplas, a gente acha minha experiência profissional como o Lucão Barroso, como o PSR, que é muito importante a gente conseguir ter algum instrumento de política pública quantitativo, que mostre e quantifique, tá, o que que seriam visões de futuros diferentes, associados a esses cenários de transição energética. Então o que que é uma visão de futuro? A visão de futuro é estudo, que traga para a sociedade uma visão de que se a gente fizer por exemplo, crescimento na oferta de geração da tecnologia A, ao invés da tecnologia B, quanto custa isso? Mais ou menos, não precisa cravar na vírgula, mas quanto custa mais ou menos isso né? Como é que fica a matriz total? Se a gente agora tentar desenhar o que que seria uma expansão ótima, aquela que é melhor sobre vários critérios. Como é que fica mais ou menos isso? Esses estudos, que são os estudos de planejamento, eles são estudos muito importantes para apoiar a formulação de políticas públicas para permitir, ou melhor informe das decisões, e também pra permitir a gente sacar, sacar, conclusões que muitas vezes nós aqui humanos, não conseguimos perceber por ter dificuldade de informação e mesmo modelagem. Então exemplo, exemplo de estudo como esse, é estudo feito pelo Banco Mundial, o relatório está ali em cima, e basicamente o que o Banco Mundial fez foi pegar o Brasil e dizer olha, eu posso expandir o Brasil no futuro, com esse range tecnológico todos, então biomassa, térmica a gás e óleo com short off short, é o consumidor, hidro solar, nuclear, transmissão, carvão, bateria, sem preconceito, e como é que fica essa expansão no futuro, se a gente olhar futuro aqui o setor elétrico tem que ser neutro em relação a emissões, setor elétrico que ele precisa eletrificar pouco mais pra atender novas cargas, setor elétrico vida como ela é, que é cenário de referência, e esses tons tudo muito interessante que eu não vou detalhar pra vocês aqui não é o escopo, mas eu queria trazer, porque esse é o material que em outros países tem sido cada vez mais utilizado para a gente tomar boas decisões de políticas públicas. Então por exemplo, eu tive uma experiência muito interessante, num país chamado Colômbia, onde o que os colomianos queriam era tomar uma decisão que favorecia uma tecnologia específica e uma razão qualquer, não importa né, que que os colomianos fizeram? Eles calcularam com o apoio de estúdio de planejamento, qual seriam a melhor composição da oferta de geração para atender à demanda, de uma composição x, aquela composição tem custo y, e depois eles refizeram, refizeram esse exercício, colocando a decisão de política pública que estava sendo discutida naquele momento, tá, e essa decisão de política pública, como a tecnologia selecionada não havia sido escolhida na análise inicial, porque ela não era competitiva, ela dá custo que é maior do que aquele inicialmente obtido. O que que os colombianos fizeram? Calcularam a diferença dos custos, dividiram pela demanda e disseram olha, em pesos colombianos por megawatts hora, essa decisão de incentivar a fonte XPTO a ter sobre custo de tanto, não precisa ser na vírgula, mas uma ordem de grandeza. E, no ambiente legislativo daquele país, a análise que foi feita foi, estamos nós como sociedade dispostos a pagar pouco mais para ter aquela fonte? Sempre, porque ela gera emprego, gera conhecimento, gera tecnologia, isso é uma discussão super legítima, mas esse tipo de exercício, que é exercício que hoje hoje, o Brasil ele tem uma instituição que está capacitada a fazer que é a EPE, a Empresa de Pesquisa Energéticas, é exercício que é cada vez mais comum nas formulações de políticas públicas. Inclusive hoje, dos trabalhos que eu tenho mais feito na PSR em conjunto com a Paula, é literalmente né entre aspas vender vender o que que é a EPE para outros países, tá? A busca pela instituição que faça exercício de planejamento, tem sido hoje de interesse daquele país que abandonou as práticas de planejamento na década de noventa, que é a Inglaterra, tá hoje a Inglaterra tem exercício para criar, dentro dos departamentos da DEC, é departter of Fanagian clime change, uma estrutura de planejamento. E isso tem nos chamado pouco a atenção pela necessidade de fazer esse tipo de análise. Nesse estudo em particular, o que que a gente aprendeu que eu achei interessante trazer e compartilhar com vocês, é estudo muito rico, que ele é publicamente disponível, pode passar mais Aprendemos duas coisas. Primeira coisa, a vida das hidrelétricas, ao longo do tempo, ela vai ter cada vez mais restrições, porque a água ela se transformará cada vez mais num bem escasso, bem disputado, tá? Esse é conceito absolutamente trivial de entender fácil, mas é conceito que historicamente historicamente a gente nunca precisa se preocupar muito porque a gente sempre teve muita água, e a água era do setor elétrico. Hoje, essa água não necessariamente é muita, as mudanças climáticas vêm afetando isso, e essa água tem uma disputa. O que que isso significa? Isso significa que não tem problema absolutamente nenhum nenhum nenhum nenhum a água sumir do Brasil, O problema é a gente não informar isso para decisões de planejamento hoje, tá? Porque ao não informar, a gente acaba planejando o sistema achando que tem recurso, e na hora não tem recurso. Então isso vale para várias tecnologias, mas essa é uma conclusão interessante porque hoje hoje, a gente ainda não consegue incorporar bem os efeitos de todas essas restrições no planejamento e na operação do sistema. Segunda, segundo caso, você pode passar mais por gentileza, uma equação muito interessante, uma pergunta boa. A gente consegue jogar fora as termoelétricas do Brasil? A gente pode fazer uma expansão que seja cem por cento renovável? Aí você faz as contas, esse estudo mostra que você pode, você pode. Mas o estudo faz uma pergunta legal, você deve? Aí você tem que pensar três vezes, né? Por quê? Porque o estudo começa a mostrar que, quando a resiliência entra como critério no planejamento, as tecnologias que você pode ligálas a qualquer momento, começam a ter valor, né poxa, no momento que você tem, alguns dias sem ter vento, combinados com nuvens, combinado com baixa ideologia e alta demanda por calor, eu preciso ligar, mas a resiliência hoje ela não é critério de planejamento nacional. O critério de planejamento nacional hoje ele é econômico, minimização de custo de investimento e operação, e aí de confiabilidade, garantindo atendimento à demanda a nível de risco de suprimento. Quando a resiliência entra você começa a destravar valores de outras tecnologias. Então, o que que nos chamou atenção e por que que nós estamos trazendo essas informações pra vocês? Porque na formulação de políticas públicas, o que tem sido a minha experiência, tem sido eu vivo com ditado né que dia eu vou tatuar aqui no meu braço, que chamase é what you see is what you get né o que você enxerga aquilo que você vê, o to don't see get you, tá o que você não vê é o que te pega, e basicamente o que você não vê é o que acaba trazendo sobre custos, riscos e processos que exercícios quantitativos de planejamento, calcados e em boas práticas, são fundamentais para trazer essa percepção global. Como esse estudo tem vários tem uma série de outras coisas tá. Agora, esse papo a transição energética, vem trazendo uma série de impactos interessantes né. O primeiro impacto, o primeiro impacto é que o consumidor final de energia, ele está mudando completamente a sua relação com a indústria tá. Nós estamos migrando de uma indústria onde o consumidor pagava a conta, pra uma indústria onde o consumidor ele quer entender pouco mais do negócio, ele quer entender pouco mais de se ele pode comprar mais barato, se a energia dele é verde, se a energia dele amarela é azul e tudo mais, e essa esse empoderamento do consumidor, ele tem sido fenômeno global, e tem sido fenômeno muito acelerado pelo processo que aqui no Brasil é conhecido como abertura de mercado, que é dar o direito a todos os consumidores de escolherem seus fornecedores né, mas processo esse que a grande parte dos países no mundo já fizeram a reforma do setor elétrico com o mercado aberto, Né então, por que que a gente sofre muito com a abertura de mercado? É porque a gente aqui tem vinte mais anos de mecanismos, legados criados numa primeira reforma, que a gente tem que agora ver como é que a gente equaciona, lembra do princípio previsibilidade ao abrir o mercado, que outros países já começaram lá backing the day em dois mil e sete dizendo olha, vou abrir o mercado agora. Aí o país já começa num ponto de partida que ele não cria os mecanismos e os legados que a gente tem hoje. Então hoje, é muito comum muito comum, mecanismos como esse, tá, que isso aqui você coloca o seu CEP, né, o Zip Code, ele mostra onde você está, mostra os fornecedores de energia que poderia ser na Inglaterra entregar pra você a que preço, tá. Isso aqui é print vocês podem procurar na internet do offgêmeo, o offgêmeo de gás e eletricidade da Inglaterra, e basicamente o offgêmeo ele tem guia de o que é que você tem que fazer pra você mudar de fornecedor, então, e essa discussão hoje, em muitos países, ela está presente no ambiente residencial, tá, hoje no Brasil essa discussão ela está presente mais nas pequenas e médias empresas agora além das grandes indústrias a partir do ano de dois mil e vinte e quatro. Essa realidade aqui, pode passar mais tá, aqui, ela vem trazendo, isso aqui tudo existe tá gente, é print screen de tela tá, vem trazendo pacote de produtos pro consumidor, por exemplo nos Estados Unidos, você basicamente compra energia com cartão da Amazon, no pacotinho da Amazon, ou você ganha presente da Amazon embutido na sua conta de luz, né? Você hoje tem em outros países, é como o caso europeu, você tem países que permitem você ter contratos diferenciados, com características completamente diferente, e existem muitos Watch Dogs, né, são órgãos que trabalham pra tentar levar pro consumidor uma informação de como é que ele tem que tomar a melhor decisão. Tudo isso daqui, só vai funcionar se o consumidor estiver informado. Se o consumidor não estiver informado, o consumidor muda de fornecedor, faz contrato de ano com uma empresa XPTO e na renovação desse contrato dependendo do mercado, o preço pode estar mais alto, consumidor pode ter problema então ele precisa entender o risco que ele está correndo, que é o que fazem esses Watch Dogs aqui nessas telinhas aqui. Mas, essa discussão é uma discussão que vem vindo, e hoje hoje quem é a tecnologia mais ativa nesse processo de transição é a fonte solar fotovoltaica tá, distribuída, esse é exemplo da Ikea, a Ikea era como se fosse a Tok Stok Sueca, na Tok Stok Sueca, aqui é filial de Londres, você mais ou menos você entra, você bota o seu Zip Code, ele mapeia já o referencialmente aonde está a sua residência, você desenha onde está a placa solar, daí ele mostra qual é o lado que tem a maior insolação, você editou o Shopping Kart, e ele mostra pra você automaticamente quanto custaria esse pacote entregue pra você em dois dias, e se você quiser, você muda esse botãozinho daqui, e ele te entrega uma bateria também tá? Então isso aqui está acontecendo, tá? Está acontecendo, e existe fenômeno até mais interessante que é esse fenômeno daqui, tá? Que é o fenômeno da Tesla né? Essa casa é uma casa, eu cortei a figura, esse desenho é maior, ela tem carro aqui, e ela tem várias coisas socialmente interessantes né, essa casa ela tem uma bateria, a Tesla, que foi comprada e colocada pra fora da casa, né. Por que que ela está fora da casa? Porque nos Estados Unidos, os americanos adoram mostrar as coisas que eles têm pros outros, né? Então fica fora da casa pro vizinho passar, o vizinho olhar e achar opa, a data que ele tem eu quero também, isso é marrom né? Tem carro também elétrico fora da casa. E os americanos têm sido muito insistentes em instalar as placas solares, não na direção que maximiza a insolação, mas na direção que maximiza a exposição pro vizinho, tá? O que que isso significa? Isso significa que quem é o planejador tem desafio muito grande, porque existem fatores claro que essa é uma realidade americana tá pessoal, mas não é uma realidade nacional, mas existem fatores que são absolutamente fora da nossa caixinha tradicional de prever geração, que amanhã a gente pode ter crescimento de nova geração por fatores que estão fora do planejamento tradicional, tá? Bom, a tecnologia vem sendo pouco chá, ponto chave para isso tudo, então hoje através de inteligência artificial, internet das coisas e blockchain, a gente vem trazendo o que era, aqui talvez alguns dos senhores lembram que era o conceito do smartgrid né? Hoje a gente não precisa fazer smartgrid com cabo, você faz smartgrid com wifi, basicamente é isso, e basicamente o wifi ele está conectando todos os equipamentos de uma residência, e isso tem uma conexão com a rede, e aí a gente começa nesse processo trazer a resposta pela demanda para o consumidor. Isso daqui por exemplo, é dispositivo, eu não sei se vocês sabem o que que é isso, tá? Mas esse é negócio que quando você olha assim né, você não sabe nem o que que é, mas você fala ah eu quero esse aqui, qual que você quer? Você gostou de esse aqui né? Bom, isso aqui é termostato, tá? Não tem nada mais chata na vida do que termostato, tá, mas é termostato bonitinho, isso custa cento e trinta dólares, tá na Best Build nos Estados Unidos, chamase Nest, você compra isso daqui, ele funciona assim, o que que você faz? Você acerta no ar condicionado, você acerta a temperatura que você quer, e você acerta uma banda de conforto. O que que ele faz? Ele ajusta o seu ar condicionado pra responder a sinal de preço que a sua comercializadora ou distribuidora ele informa dependendo do estresse do sistema, tá? E o que que é maluquice disso? Você vai dizer assim, mas pô cara, devendo ar condicionado pra responder a demanda é, na Califórnia hoje novecentos megawatts são oferecidos ao mercado disso aqui, e isso tem efeito social incrível, porque as pessoas começaram a comprar porque era legal, e essa empresa foi muito bacana, porque ela fez negócio bonitinho, e com isso ela levou pro consumidor final mecanismo de resposta pela demanda fantástico. Essa empresa foi comprada pela Google, porque a Google não tem interesse no termos estado, a Google tem interesse do dado do termos estado, e esse negócio está crescendo de uma forma absolutamente fenomenal. Com isso, a gente pega pouquinho de demanda da indústria, pouquinho de demanda dos edifícios, pouquinho de demanda aqui, junta no agregador, e esse agregador começa a ofertar energia no mercado, e a gente começa a ter o consumidor mais ativo. Por isso que a tendência global, ela tem sido o consumidor cada vez mais, tem interesse nessas coisas né, eu por exemplo, quando eu saí da EPE, eu fiquei em quarentena na França, e na França eu aluguei apartamento, a primeira coisa que eu fiz foi é migrar né pro mercado né, eu queria entender esse negócio, e você entrava lá, todos os comercializadores me dava o meu preço, né, mesmo preço, era euro de diferença, mas tinha uma que me dava uma bicicleta, né, e eu falei assim pô eu vou querer essa né, e eu migrei pra uma conversa que me deu uma bicicleta, e ela me deu uma bicicleta né, foi negócio que me cativou e eu fiquei pensando, eu que estudei tanto setor e tal, foi a bicicleta que me levou né, e tal pô, levou e aí eu, cheguei vou participar do programa de resposta pela demanda né, E era legal, eu recebia os SMS né e tal, pagava pouquinho pagava dez euros, cinco euros, quinze euros, ao longo de tempo eu fiz a conta e eu tomei muito vinho, baseado na resposta pela demanda que eu vendi o meu consumo ao mercado francês, tá? Eu era consumidor, morava no apartamento, Juliano, vinte metros quadrados, tá, em Paris, então não consubia nada, e me deu, enfim, tudo bem, foi experimento mas, essas coisas estão começando a mudar pouco a relação tá, no mundo da energia né, e aí, eu quando olhei pra tudo isso né uma vez conversando com o meu pai, o meu pai é uma pessoa, que militou no setor está aposentado já vem da Eletrobras, meu pai é planejador nato, meu pai disse olha, isso que está acontecendo no setor a tecnologia está matando o setor, matando o setor e meu pai gosta muito de tarot, né e aí eu falei pai vamos analisar a carta da morte do tarô, a gente pegou a carta da morte pra olhar, e lemos em conjunto que a carta da morte do tarô ela não significa morte, ela significa uma grande transformação na vida do consulente, que essa mudança nem sempre negativa sendo portanto injustificado o temor que muitos têm da mesma. Então é a cara da transformação do desapego dos fins dos ciclos, e o setor elétrico não morreu nem vai morrer, ele vai mudar, ele vai mudar mudar e, e nunca antes na história desse país, houve tanta responsabilidade nas escolhas de boas políticas públicas. Nunca antes na história desse país, houve tanta responsabilidade no trabalho dessa casa de todos vocês, porque justamente nós estamos entrando em mares nunca antinavegados, não dá pra gente fazer cópia em peixe o que o vizinho está fazendo porque o vizinho não tem essa experiência também tá. Então essa aqui vai ser a grande confusão do futuro. A gente vai ter gerador ligado na distribuição, consumidor que vai ser gerador, vamos ter uma multiplicidade de atores, integração atacado varejo, alergia como serviço, e essa confusão hoje ela já é presente no Brasil em várias dimensões, em várias, pode passar mais uma, em várias frentes. Tudo isso tem sido muito estudado, eu deixei esses artigos todos aqui pra vocês lerem entre três e vinte e e três e quarenta e cinco da manhã, todos esses artigos eles são os melhores artigos do mundo pra vocês lerem, porque são os que foram escritos por mim, tá, então por isso que eles são os melhores, mas eles são artigos em revistas internacionais que pautam pouco pra realidade brasileira como é que essa confusão toda vem sendo, vem vem ocorrendo né? E, essa onda, essa onda, e aí assim, eu vou fazer agora a troca da terminologia, essa onda da transformação energética, ela vem mudando a forma como a regulação tem que ser feita, como as políticas públicas têm que ser feitas, tem uma série de boas práticas e fatos que vêm acontecendo aqui são estudos internacionais que mostram que as renováveis deixaram de ser crianças, elas têm que ser tratadas como adultas, elas devem ser parte da grau do mercado, a gente tem que definir produtos de mercado e mecanismo de especificação explícito, A gente tem que ter capacidade de calcular preços com granularidade, detalhamento diferente. Precisamos de mais e mais práticas de mercado, mas sem abandonar o planejamento, sem abandonar as boas práticas também de planejamento em temas mais detalhados que eu não vou entrar em detalhes pra vocês. Essa onda pega no mundo inteiro, tá, aqui só na América do Sul, a Colômbia teve processo em dois mil e dezenove, o Chile em dois mil e dezoito, o Brasil teve uma grande discussão feita ali em dois mil e dezessete, e que hoje segue se perpetuando, mas eu poderia tranquilamente botar o mapa do planeta aqui porque Estados Unidos e Europa está todo mundo nessa mesma vibe de tentar se transformar com aqueles princípios anteriores, certo? O que que o mundo efetivamente tem observado, e eu que tenho estado em basicamente todas essas reformas, na maioria delas, é que você não faz omelete sem quebrar ovo, tá, e todo o processo de reforma, o ajuste de reforma, envolve uma agenda de ganhadores e perdedores. Então, é muito importante tratar os legados, tá, é muito importante tratar os legados, porque os legados eles estão aí pra serem mantidos, né, você não pode quebrar contrato, então, o tom das reformas fora do Brasil é, coisas que você implementa novas são válidas para os novos agentes, a gente não pode voltar no passado e mexer no direito que foi conquistado, isso é global, tá? Naturalmente, não existe apoio a todos os elementos de uma reforma, naturalmente, se não houver uma abordagem holística, a gente acaba se fragmentando e se perdendo no processo né, e praticamente pra qualquer país, é a gente tem que saber o que que a gente quer da vida né, pra quem não sabe o que quer, qualquer caminho serve, essa é uma frase muito do desenho da Alice do País das Maravilhas, e nós pegamos e capitalizamos essa frase nesse desenho, que vocês não vão conseguir ver daí mas está disponível o material, que são os vários caminhos que É contrato? É mercado esporte? É contrato por disponibilidade, por quantidade e tal, e esses caminhos nessa floresta que são os caminhos que a gente não pode se perder. Então, entrando agora no nosso Brasilzão, tá? E agora sim eu vou entrar no tema principal pra gente. Hoje, hoje, a gente está, como eu falei pra vocês, no mundo, no mundo, no mundo, sob uma nova onda de reformas. O mundo o mundo reformou setores elétricos na década de noventa, está capitaneada ali pelo Chile e pela Inglaterra, era a grande onda de reformar os setores porque eles estavam caquéticos, tá, na Argentina a indisponibilidade dos ativos era oitenta por cento, na Inglaterra a indisponibilidade dos ativos era setenta por cento, e a ideia era que com a reforma o investimento privado viria pra melhorar a performance da geração. No ano dois mil nós tivemos a onda dos mercados de confiabilidade, quando a gente precisou dar mais confiabilidade ao sistema, e agora a gente está na onda transição energética, onde por lado, existe as pressões de descarbonização, integração de renováveis, capacitação de consumidores e tal, mas muitas pressões também para o controle tarifário mas no setor elétrico ele é mais legal ainda, porque nós começamos a fazer a nossa reforma lá em mil novecentos e noventa e três, né? Lá em noventa e três, o Brasil ele fez uma reforma por uma razão completamente diferente dos outros países, tá? O Brasil fez uma reforma, e a motivação da nossa reforma, ERA PORQUE O SETOR ERETO QUE ELE QUEBROU, OS ATIVOS, ELES ESTAVAM EM BOAS MAS, NÓS TIVEMOS processo de controle artificial de preços e tarifas para não ter o aumento da inflação, e isso acabou fazendo com que as distribuidoras não repassassem para os de geração, e isso acabou gerando déficit cruzado na cadeia, e nós tivemos que fazer uma lei, é grande control alt ideal, que foi o grande encontro de contas do setor que custou algumas dezenas de bilhões de dólares. Mas os ativos estavam bons, e nós fizemos uma reforma, uma reforma que teve aqui em noventa e sete a criação da ANEEL, do ANS e tudo mais, que teve uma série de marcos, que teve uma série de percalços, tá, e foi uma reforma que se a gente sair de quando a gente começou lá em noventa e três pra onde a gente está hoje, aqui em dois mil e vinte e três, praticamente vinte trinta anos né, nós tínhamos uma baita transformação no mix de geração, né, então, muitos aqui nessa instalação numa época que lá atrás quando a gente fez a reforma, noventa por cento do mix de geração do Brasil era hidrelétrica. Hoje, nós temos a hidrelétrica participando com muito menos hoje renováveis com muito mais. Então o fato que nós fizemos modelo de mercado com mix muito hidrelétrica criou condicionantes, claro condicionou algumas escolhas de desenho. Hoje essa realidade é que ela muda, Mas o que é impressionante no Brasil, foi a partir aqui, aproximadamente, de dois mil e doze mais ou menos, a quantidade de regulações que nós tivemos que foram feitas através de ou medidas provisórias, ou através de leis que trouxeram uma série de matérias que não foram matérias parte do objetivo principal, matérias estranhas, que o setor acabou chamando né, apelidando de jabutis né? E essas essas essas medidas essas leis, elas foram leis com impactos né bastante profundos né, sem fazer o juros de valor, se foi bom ou se foi ruim, foram profundos. Nós fizemos uma lei aqui para tratar com a questão das, cadê? Da da solar, por exemplo, tá? Da Solar, nem aqui é o marco legal da milk mineração, tem impacto isso. Nós fizemos uma lei grande aqui para capitalizar a Petrobras com a constituição das técnicas, tem impacto, e aí vai. E o Brasil em dois mil e dezessete, dezessete, ele tentou fazer uma consulta pública né processo de reforma através de uma consulta pública, pra fazer uma reforma mais holística. Essa reforma mais holística, ela embora no imaginário popular, ela tenha sido registrada como sendo foi a reforma que propôs a abertura do Mercado Livre, né? Eu posso jurar pra vocês com os dez dedinhos, não preciso nem deixar pra mandar mensagem por WhatsApp, que os dez não sobrar, eu posso ajudar pra vocês que a abertura do Mercado Livre não foi o fim daquela reforma, tá? A abertura do Mercado Livre naquela reforma, era uma visão que a turma que estava lá dizia o seguinte, gente, AGD vem aí. AGD ela é imbatível, tá por várias razões. A GD ela vai trazer pro consumidor uma liberdade de escolha. Que que a gente precisa fazer? A gente precisa antecipar essa liberdade de escolha, criar processo ordenado porque ela leva tempo, lá não corre de hoje pra amanhã, para que através da concorrência a gente gere valor agregado pra o país. Essa era a ideia, e foi esse processo que acabou trazendo uma série de conceitos interessantes. Mas a gente tem hoje, assim essa regulação tá, que a gente tem hoje no Brasil, e é toda essa essa atividade legislativa né? O mercado brasileiro hoje, ele é mercado de contratos. Eu não vou me estender muito aqui nas nas explicações, mas basicamente hoje, nós temos uma indústria que ela é privada, praticamente privada, quem vende energia vende energia pra uma distribuidora ou pra consumidor livre ou pra comercializador, a distribuidora só compra energia por leilão, o Mercado Livre compra energia como ele quiser, negociando e tudo mais. Hoje quem é consumidor livre é quem tem carga maior do que meio mega, a partir de janeiro todo mundo ligado na alta tensão será livre tá? Nós temos contrato que é cem por cento financeiro, então quem faz a entrega do produto não é quem vendeu, é quem operou o sistema, é o ANS, por isso que a gente tem a CCA, que a CCA o que ela faz é basicamente contabilizar a diferença entre, quanto o gerador vendeu, quanto o ANS mandou ele produzir, e essa diferença é contabilizar no valor financeiro que é com estes dois como PLD, tá? E o mercado brasileiro, ele tem uma regra muito fácil, todas as todos os consumidores estão obrigados a estarem contratados, e todo o gerador ele só pode vender em contrato no máximo a sua garantia física, que é valor calculado pelo governo, está, centralizado pra poder garantir a confiabilidade. A gente tem isso aqui há aproximadamente vinte anos, tá? Isso funciona, isto é uma série de percalços, esses leilões eles são definidos pelo governo, tem uma série de características específicas, mas a gente tem isso bem ou mal, essa estrutura vem funcionando bastante. Na indústria de redes, o que a gente tem na distribuição e regulação por incentivo, na transmissão são os leilões de transmissão que acho que todos os senhores conhecem, e toda essa estrutura dos leilões de transmissão com contratos de longo prazo, toda a estrutura anterior dos leilões de geração com contrato de longo prazo, ela foi criada não porque a gente adora contratos, mas é porque os contratos eles são mecanismos pra você fazer o você diminuir o risco no investimento. Então a ideia é que gerador, transmissor com menos risco, cobra menos custo de capital, e a gente consegue com isso levar a energia mais barata ao consumidor final, tá? Bom, pode passar mais por gentileza, tá? Bom, agora onde é que estão a parte onde é que está a parte divertida né, o 0 talvez assim mais séria da nossa discussão setorial atual tá? Tarifa de energia né? Sempre que a gente fala em tarifa de energia, a tarifa de energia ela tem vários componentes, né a gente tem que sempre rotular bem, porque a tarifa de energia somente dito, ela não significa muita coisa, até porque quem paga tarifa de energia é diferente de quem paga preços de energia no Mercado Livre, são conceitos pouquinho diferente. Mas essas parcelas aqui, todas, são as parcelas que compõem a tarifa. E mais de noventa porcento da tarifa são compostos pelos custos de geração, basicamente em cargos setoriais e parcela A e parcela B nas na na na parcela da da da distribuição tá? Não vou entrar nesse detalhe técnico pra vocês, fica de material de leitura, mas assim o grosso, o grosso o grosso da nossa da nossa pizza, vamos pensar assim, tarifas de energia, aqui não tem impostos, mas são custos de geração, custos de redes e a parte de encargos também, tá? Essa tarifa de energia ela tem ao longo do tempo, aqui a ANEEL, ela tem banco de informações que ela é absolutamente fantástico fantástico, ela tem evoluído dessa maneira. A distribuição, os cuja distribuição hoje evolui abaixo do IPCA e do IGPM, transmissão acima do IPCA e baixo do IGPM, geração acima do IPCA e baixo do GPM, e os encargos setoriais acima de tudo, tá? Então quando a gente olha a evolução nossa tarifária, é sempre complicado olhar uma componente separada, porque no custo de geração por exemplo, não é só o GPM IPCA que explica a sua variação, tem vários efeitos também. E, o grande se eu pudesse chamar essa atenção né vilão do que tem sido a nossa conta de luz, estamos em cargos setoriais, tá? Os encargos setoriais, eles são encargos que existem há bastante tempo, eles foram todos junta, agrupados, tendo uma grande conta chamada conta desenvolvimento energético, essa conta ela tem tido crescimento ao longo do tempo, esse crescimento tem sido muito puxado pelos subsídios, as fontes renováveis, os subsídios, as principalmente fontes eólica, a fonte solar, e a fonte da micro e mineração. Claro que aqui eu estou trazendo a dimensão do custo, eu não estou falando da dimensão do benefício, tá, tem uma discussão que é super legítima, que você dizer poxa, mas a solar fotovoltaica ela tem num subsídio lá na lei da da catorze mil trezentos, tem. A solar fotovoltaica ela tem benefício locacional? Tem, tá? Tem. A discussão legítima é, como é que é essa relação custo benefício tá? Mas basicamente, estão aqui eu acho assim, os grandes componentes dos grandes vilões né da nossa conta de energia e, do que que tem sido a sua a sua composição, pode passar mais por gentileza né? E nós fizemos uma análise né, que é uma análise que ela é absolutamente ininteligível tá, mas que eu não tenho a menor pretensão de passar com vocês, mas hoje só que deixar registrado, é que nós temos hoje no Brasil, uma série de mecanismos que nem todos os consumidores pagam todos os custos, tá? Então nós temos hoje, basicamente, algumas fontes que não pagam os custos, algumas fontes que dão ao consumidor o benefício de não pagar alguns custos, alguns modelos de negócios que conseguem fugir de alguns custos, e recado muito importante muito importante, é que custo custo custo, é muito importante essa frase pra mim, custo não é biodegradável, tá? Custo não é biodegradável, tá? O custo se mantém. Então naturalmente naturalmente, se eu, eu vou ao cinema, eu pago meia entrada, alguém tem que pagar a minha parte, não tem dúvida dúvida dúvida dúvida. E, eu não vou entrar aqui tá, Mas nós fizemos aqui uma série de de, de esse esse proibido aqui é basicamente aqui não paga né? Todas as parcelas que não são pagas, elas são pagas por alguém, né? E aí tem uma discussão muito interessante que é, quem não paga o quê e por quê? Porque alguns desses não pagamentos aqui, eles são absolutamente, na nossa opinião, legítimos, outros são absurdos, tá? Então quem paga o quê, é uma discussão interessante. E até porque quem paga o quê em função dos benefícios que cada aposta ao sistema, tá? Caso contrário, se a gente tiver cada vez mais ninguém pagando, quem vai pagar esse custo é quem está, na tarifa final, é o nosso consumidor de menor renda tá? E essa aqui é uma grande discussão no Brasil. Essa é uma discussão que acaba transferindo custos de lado pro outro, de uma forma bastante pouco coordenada, tá? O problema que a gente tem tido, adicional adicional, eu estou quase terminando a apresentação, eu peço pra nós como a gente começou pouquinho atrasado, eu peguei alvará com o Rutely, de falar uns vinte minutinhos de meia horinha mas no máximo no máximo tá, mas o que que tem sido uma outra discussão muito relevante no Brasil? O Brasil ele é país, que quando eu comecei no setor elétrico, toda e qualquer apresentação que eu dizia, eu falava olha o Brasil ele cresce aproximadamente cinco seis por cento ao ano, né? O que significa em vinte anos você dobra o tamanho do sistema. O que tem acontecido gente, é que nos últimos anos, a demanda de energia elétrica não tem crescido, não tem crescido, não tem crescido por quê? Primeiro por fator econômico, segundo, porque se você voltar mais por gentileza, exemplo, a tuba da micro e mineração, que tem uma série de incentivos generosos, ela está se instalando junto a consumidores, e está fazendo com que, consumo existente no sistema desapareça. Então a gente tem problema que o consumo é cem, ele passando após ano a ser noventa, oitenta, setenta, porque uma taxa aqui de consumo é atendido pela geração local pela micro e minigeração. Adicionalmente, o consumo não tem crescido por uma série de razões, falta de atividade industrial, falta de crescimento econômico. Então o crescimento orgânico da demanda é baixo e a demanda ainda por cima diminui. Quando a gente olha isso, o que que a gente tentou dizer pra vocês como grande recado? A lógica do investimento no Brasil é, quando você tem crescimento econômico, e o consumo cresce, todo mundo fica feliz, tá por quê? Porque você tem leilão, você tem competição pelo investimento, todo mundo pode competir pelo seu espaço. Quando você não tem crescimento econômico, e aqui está o índice acumulado do crescimento econômico né, da atividade econômica do Brasil, quando você não tem crescimento econômico, não tem crescimento no consumo. Quando você não tem crescimento do consumo, a expansão da geração não encontra demanda. Se a expansão não encontra demanda, ninguém ganha dinheiro, se ninguém ganha dinheiro, ninguém fica feliz, e aí começam, começam as soluções artificiais para criar demanda de forma forçosa, que é o processo que a gente está vivendo hoje, tá então hoje hoje, em economias como a americana europeia, que você também não tem crescimento em demanda, não tem jeito, você tem hoje mais cadeira do que pessoas pra sentar, o gerador fica em pé, tá? Mas é o mercado funcional. O que a gente tem conseguido aqui no Brasil, que eu vou entrar daqui a dois segundos, é tentar encontrar de forma forçada, demanda para atender o anseio do investimento em geração, tá? Adicionalmente adicionalmente, a não atividade econômica, a gente tem tido processo da algumas tecnologias existentes conseguirem deslocar a demanda existente. E aí como o Guilherme Velho falou muito bem na sua fala inicial, por decorrência de algum desses incentivos, essa geração nova acaba ao atender uma demanda existente deslocando geração existente também. Então você tem processo transvertido que fica muito mais enrolado. E aí hoje né, nós pegamos isso daqui, uma forma pra tentar trazer pouco de humor pra apresentação, o setor vem se transformando por interferências né, eu particularmente não conhecia, mas eu conheci, eu sou muito ruim de redes sociais, eu conheço negócio chamado setor elétrico da pressão, né, e que eu particularmente adorei isso daqui, porque a Paula passa Dino hoje me pedindo aumento, e eu digo Paula, mas você não merece aumento, você tem que trabalhar mais, e ela me mostrou que eu achei muito legal, você sabe que o Coringa, o ator Joaquim Fênix trabalhou por ano no regulatório apesar de energia, justamente porque a hiperatividade regulatória está muito doida né? Essa figura daqui, foi uma figura que colega criou né, através do ChatGPT, que foi ele pediu lá pro ChatGPT a versão plus né, você tem o Down, aí você pede quero que você coloque jabuti em cima do Planalto, em cima do Congresso, aí ele volta com isso daqui, né. Essa daqui também eu achei muito engraçada né, eu tenho trinta megawatts, mas pode me chamar de geração distribuída né, porque é uma usina de trinta né, da enfim seis usinas de cinco, a usina de cinco pode ganhar o subsídio da GDE tudo mais, e isso tudo ficou nas semanas passadas muito materializado no que foi essa discussão dos do projeto de lei das eólicas offshore, que acabou trazendo uma série de matérias estranhas, acabou até criando slogan até junto aos clientes que eu trabalho né, que foi o slogan da função né do desde já butificador, que tem que buscar a desde jabuticadificação pra encontrar os projetos desde jabuticadificados né, ou desde jabuticacados né, porque não pode usar a palavra caça ao jabuti porque isso tem problema ambiental. Bom, essa discussão toda ela também não é ajudada tá, não é ajudada, pela multiplicidade de representações setoriais, né? Quer dizer hoje, nós temos no Brasil, trinta e duas associações, trinta e duas tá? Eu dei print screen da página do fase que eu encontrei ali no alô está hospedado no site da da Biap, eu dei print screen e quando eu dei o print screen teve alguém que me disse não não não mas está errado, não são só essas, tem mais essas né? Aí eu peguei e coloquei aqui com a Paula e tudo mais, e nós temos hoje o Fase que é o fórum que coordena, tenta coordenar esse movimento, mas trinta e duas associações com interesse e tal, essa discussão ela é difícil de ter uma convergência tá? Você não tem isso, você não não existe isso em qualquer país, não existe isso tá? Você vai por exemplo hoje, em países como México, Colômbia, Europa, Estados Unidos e tal, a representação ela é muito mais agregada, e naturalmente que cada grupo aqui legitimamente vai buscar né pelas suas demandas mas, isso cria uma dificuldade da outra média de entendimento e uma confusão bastante bastante grande, mas é assim que a gente né, funciona né pode passar mais né? E, qual é a consequência disso né? A consequência é que, se a gente faz investimento, ou a gente comanda investimento, sem ter demanda, o que que a gente gera é, excesso de energia. Se a gente gera excesso de energia, a gente automaticamente pega o preço da energia na feira da energia, reduz ele. Se o preso da energia na feira é reduzido, o valor dos contratos é reduzido, a nova geração não consegue justificar os seus investimentos. Então qual dinheiro, dinheiro fora do mercado, porque o mercado não consegue me remunerar. E aí a nova geração busca mais incentivos que complementem a baixa de preço que foi criada artificialmente por uma interferência. Só pra vocês terem uma ideia, eu não queria também mais uma vez, atender esse número, mas nós fizemos aqui uma estimativa do que que seria a sobre oferta de energia física, tá, quer dizer isso aqui é a quantidade de energia que a gente tem além da da demanda, em termos de oferta física, pegamos o horizonte até trinta e três, então está sobrando aí mais ou menos trinta por cento, daí lá na frente vai sobrar mais ou menos quinze por cento, quanto tem que sobrar pra gente ficar feliz, mais ou menos sete por cento, tá? Então está sobrando três vezes, quatro vezes o que a gente precisaria, e isso daqui não considera os efeitos do PL da Eulio Coffee, tá, isso aqui considera só os efeitos das termoelétricas da Eletrobras. Então se a gente pegar que o PL de óleo com offshore, ele pegou os oito giga da Eletrobras, ele tirou quatro, trouxe cinco de pequenas centrais hidrelétricas, trouxe trezentos mega de hidrogênio a partir do etanol, não, a partir de eólica no sul, trouxe duzentos e cinquenta a partir de hidrogênio e de etanol, prorrogou o proinfra e tudo mais, esse número aqui ele vai naturalmente crescer, tá? Se ele vai crescer, crescer, o preço da energia no mercado de curto prazo, ele vai diminuir, diminuir tá? Tá? Se eu sou, se eu sou país que está buscando, por exemplo, energia barata competitiva para produzir por exemplo hidrogênio, eu venho ao Brasil, comprar energia barata no mercado, cujo custo está sendo socializado com todos os consumidores brasileiros. Então, o drama de muitas decisões que a gente vem fazendo, é que a gente está alocando no consumidor uma série de custos que são assim difíceis e que acabam gerando algumas narrativas que até podem ter uma cara boa mas que têm o resultado final ruim. A gente ao gerar excesso de oferta, a gente vai pegar por exemplo o gerador hidrelétrica existente, vai fazer com que ele produza menos do que ele deveria estar produzindo, porque hoje no Brasil, não sei se os senhores sabiam, mas a geração renovável ela tem prioridade de despacho, ou seja se você tiver muito vento muita água e muito sol, você primeiro vai usar o vento e o sol pra depois usar a água, aí a hidrelétrica produz mesmo, aí isso gera o problema do GSF tá, então a gente tem uma série de detalhes que eu não vou trazer aqui, mas que são potencializados por isso daqui né? Esses aqui para vocês terem uma ideia, são os preços de mercado no Mercado Livre hoje, então só para a gente não perder muito tempo, essa curva amarelinha é a curva da DC dois mil e vinte e três, então a energia pra dois mil e vinte e sete vale cento e treze, tá, cento e treze reais, isso não remunerar absolutamente ninguém, gerador novo pra se remunerar precisa mais ou menos mais ou menos de duzentos e vinte reais o megawattshora, esse seria o custo marginal de expansão, se o mercado me dá cento e treze, eu tenho que buscar cento e dez fora do mercado, tá? E hoje, o que a turma, os geradores buscam é tentar se remunerar por fora do mercado através de outras estruturas de custo, né? E quando a gente olha pro consumidor cativo, né, o consumidor cativo, ele continua pagando caro, continua pagando caro o custo médio médio médio tá, da energia hoje nos CCAR já superior a trezentos e cinquenta reais o megawatts hora, o consumidor cativo hoje ele terceirizou a sua compra de energia para o governo, o governo compra o nome dele, o governo não compra bem, a verdade é essa, tá, é difícil, eu eu fui presidente da EPE, tá, eu tive ali como atividade comprador de energia, representando a EPE, fazendo o preço de teto, há informação limitada, é processo natural, é complexo, mas ele não compra ou não consegue. O consumidor não tem a liberdade de escolha da energia, que é uma coisa que de fato, poderia ajudar a ele ter mais informação, e hoje a gente tem uma série de mecanismos que no fundo vão acabar aumentando esses custos ainda mais, e aí com isso, a gente acaba chegando nessas figurinhas aqui que também, eu peguei lá do, setor da pressão, que eu achei também bem interessante, quer dizer, a percepção, a percepção de tudo isso que a gente está falando aqui é essa, né a coxinha do grau está mais barata que a energia elétrica, recebi o salário paguei a conta de luz, carta pra Papai Noel do do do dos consumidor, e tudo mais. E essa discussão é uma discussão que até pouco tempo, até pouco tempo, ela estava longe, longe do consumidor. Hoje essa discussão, essa discussão, ela está, ela está no telefone celular da pessoa mais importante do Brasil, não sei se você sabe quem é, tá? A pessoa mais importante do Brasil é a dona Diana, tá? A dona Diana ela é a minha mãe, tá? Então a minha mãe, que tem oitenta anos, que é uma consumidora, nasceu na Paraíba, minha mãe não tem eu preciso de três horas suas, você, é porque é uma discussão que nós estamos aqui no fórum qualificado, há praticamente duas horas, pra tentar explicar pequeno iceberg do todo, né? E essa conta daqui, essa conta daqui, né basicamente o que a minha mãe entende, a minha mãe ela entende o seguinte poxa, ela lê o jornal, aí ela fala pô mas, tem monte de coisa que estão colocando que vão gerar custo adicionais, porque ela entende, ela entende que você não pode colocar mais oferta se você não precisa de oferta ela entende isso. Ela falou pô então eu vou pagar mais. Ela entende também que existe uma série de subsídios sendo alocados, e a minha mãe entende entende que custo não é biodegradável. Então ela fala assim poxa no limite, quem vai acabar pagando essa conta toda se essa confusão continuar seria eu, então nós estamos num caminho bastante complicado. Aí pode passar mais né, em homenagem a ela, eu e a Paula falou assim poxa, hoje o que que a gente tem no setor elétrico? A gente tem essa situação, tá, todos esses gráficos essas imagens, elas foram feitas com inteligência artificial tá, todas elas, todas elas nós dois aqui sentamos e dissemos, desenhe pra gente uma estrada com múltiplos caminhos e caminho indefinido, uma direção indefinida. Aí o 0 Dal, Dal I retornou isso daqui, né? Isso daqui naturalmente cria incertezas, e esse ambiente que a gente está tendo hoje de muitas matérias estranhas a projetos que são meritórios, eles colocam na cabeça de quem tem investimento, na cabeça de quem tem a responsabilidade, uma incerteza muito grande pra onde vai esse setor, qual é a previsibilidade que a gente tem nos investimentos feitos que a gente tem como setor e eu como técnico do setor, o Guilherme Velho, ele usou a expressão, que era cientista da NG pela qual fiquei muito honrado, mas você que falou não, Cientista é, Guilherme, muito mais muito menos do que eu senti, eu sou trabalhador eu acordo cedo do mundo tarde, mas eu milito no mundo inteiro e eu vejo como que a impressão pelo lado investimento da falta de previsibilidade, da falta de entendimento, da falta de clareza, clareza, acaba afetando a percepção de risco do país. E isso, tá, nós pedimos para uma outra, uma outra imagem no ChatGPT, gerar navio romano para uma tempestade, né, que poderia ser uma tempestade fatal. Foi essa daqui que ele trouxe, né. Bom, setor desgovernado criando e armando bombas para o futuro, ele pode estar little by little tá devagar devagarinho, caminhando para exatamente o que foi a nossa motivação lá em mil novecentos e noventa e três, pra fazer a reforma setorial, que foi uma grande crise financeira, tá? Setor, o setor ético brasileiro ele tem hoje uma característica fundamental, ele se paga, ele se paga. O que a gente arrecada paga o serviço do setor, né, e eu trabalho em países, República Dominicana, Juan, Tanzânia, Moçambique, Várzea, América Central, os setores não se pagam, TÁ? OS SETORES PRECISAM DO APUTE E O TESOURO O TEMPO INTEIRO, AQUI A GENTE SE PAGA, SE A GENTE COMEÇAR A CHEGAR NO SETOR IMPAGÁVEL, O QUE É QUE VAI EM ALGUNS ANOS stop depressices a gente volta a ter que discutir uma necessidade, uma reforma por uma crise financeira. Pela condição de oferta boa que a gente tem hoje, certamente isso não vai acontecer de hoje pra amanhã, isso vai demorar no financeiro e vai levar conjunto de anos. Mas eu acho que todos nós temos uma responsabilidade, como aqui técnicos do setor, como formuladores de políticas públicas, pra gente sempre dar uma olhadinha no futuro ao definir o presente, tá? E nesse contexto, pra gente terminar, tá? Essa aqui foi uma outra imagem também que a gente pediu para ser criada na inteligência artificial, nós pedimos que fosse criado quebracabeça interminável, tá? Ele criou isso daqui e nós botamos vertical. Na imagem o quebracabeça interminável do setor elétrico, eu acho que os grandes recados que eu tenho aqui, assim o prazer de deixar por vocês, numa casa que como eu comentei antes ela tem a responsabilidade de equilibrar aperfeiçoamentos com previsibilidade, ela tem a responsabilidade de entender incentivos que são justos, incentivos que têm a sua razão de existir, trabalhar aonde dói no calo do setor, mas eu realmente acho que tem uma transformação energética muito grande, com crescimento irreversível das renováveis, a Solar hoje mundialmente falando é a fonte que mais lidera esses investimentos, né. A gente vai ter uma oportunidade muito grande porque cada país, ela vai ter a sua transição energética, os ritmos serão muitos nem muito lentos, mas o Brasil ele tem oportunidade única de basicamente honrar do que tem sido dito feito por aí. E eu, né que sou uma pessoa que milito muito por vários setores, quando conversam comigo e falam pô mas por que que o Brasil não dá certo né? Eu brinco né que, o principal desafio do Brasil, ele está em não perder para ele mesmo, tá? Não perder pra ele mesmo né? Eu até me arrisquei dia num fórum e disse olha a gente nem precisa fazer as coisas muito certas, a gente só não pode fazer as coisas erradas, né? Mas a gente, a forma como a gente está hoje, dentro do contexto global, o nosso desafio é a gente não perder pra nós mesmo. E aí a perca pra nós mesmo ela vem quando a gente se coloca dentro dum quebracabeça infinito, esse lugar que vai ser infinito, tá, ele não tem resolução, as peças são infinitas, se vocês olharem, que acabam levando a uma multiplicidade de caminhos, e que talvez talvez o fim daqueles caminhos nevoáticos que eu mostrei, seja desgoverno muito grande, e que pode vir a trazer custo mais forte ainda no futuro. Então, eu em primeiro lugar peço desculpas a Paulo, eu queria que você falasse pouquinho mas eu acabei não falando pra gente poder ir embora e tocar aqui o barco mais rápido com vocês se não interrompia. Quero agradecer mais uma vez aqui a Juliana, quero agradecer ao Ruteli e a todos que apoiaramem essa iniciativa, quero agradecer a presença de todos vocês, né, o que a gente tem hoje de mais valioso na nossa vida né, é o tempo, e acho que o investimento de estar aqui é investimento que espero que tenha valido a pena, e eu estou naturalmente à disposição pra conversar com vocês e trocar figurinha, esse é quadro atual tá? Quadro atual de como é que a gente está hoje, muitas coisas eu não detalhei, o setor tem muitas peças mais complexas, mas a gente tem que ter muito cuidado, muito cuidado com essas interferências sucessivas pra gente poder atuar com os nossos anticorpos, pra não fazer com que a gente perca o jogo da transição ou transformação energética pra nós mesmos tá? Esse é o maior desafio que eu acho que a gente tem. Mas é isso gente, obrigado.




