COMISSÃO DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO
Sobre o Evento
Deputado agradece a presença, menciona instituições e encerra reunião desejando boa semana.
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A todos e todos. Bom dia, pessoal. Bom dia. Eu quero declarar então aberto o presente seminário esse nosso debate público, promovido pela comissão de administração e serviço público da Câmara dos Deputados, com o objetivo de discutir o tema, oportunidades e convergências, a carreira de ciência e tecnologia promovendo benefícios à população. Este seminário está sendo realizado em virtude da aprovação do requerimento número dezoito de dois mil e vinte e quatro de minha autoria E os procedimentos que a gente adota pra esta sessão, pra este seminário, é o são o seguinte. Cada palestrante falará por dez minutos e fará sim sua exposição. Ao fim das apresentações, os interessados em fazer algumas perguntas estritamente sobre o tema, terão uma palavra pelo prazo de três minutos. Oportunamento será concedido também a palavra aos expositores para respostas e considerações e essa reunião ela está sendo transmitida ao vivo pela internet e pode ser acessada pela página da comissão de administração e serviço público no portal da câmara ou pelo Youtube no canal oficial da câmara dos deputados. E, portanto, ficará assim lá hospedada. Após o evento, as apresentações em multimídia, se houverem, serão se houver, desculpem, serão disponibilizadas para consulta na página da comissão. Então eu convido pra compor a mesa e já agradeço muito a presença de cada e de cada uma, e a composição da mesa é uma composição pra gente fazer quase que o simbolismo de uma roda, pra gente entender que o debate é debate onde todos nós estamos envolvidos, interessa a todos nós. Convido então, pra estar à mesa conosco a doutora Germana Lira, diretora Geraldo Índio e, portanto, quero que ela sentese aqui conosco. Muito obrigado, doutora Germana. Quero convidar também a senhora a doutora Aurora Felice Castro Lissa, diretora do Instituto Nacional de Cardiologia. Obrigado por sua presença, doutora Aurora, querida. Também quero convidar o senhor João Antônio Matos Guimarães, coordenador de pesquisa e pósgraduação do Instituto Nacional de trauma Traumato Ortopedia, Machado. Convidar também pra sentarse aqui conosco o senhor Leandro de Souza e Tiago, presidente da comissão do plano de carreira de ciências e tecnologia do Instituto Nacional do câncer. Mais cara. Acho que no meu script que vai faltar cadeira. Não é isso não? Convidado a doutora Helena Kramer Veiga Rei, coordenadora de cima e pesquisa do Instituto Nacional de Cardiologia. E também numa mesa estendida, o senhor Carlos Henrique da Costa, representante com o DICEFI, ainda não chegou, né, e também o senhor representante da FENASP, da FENASP que não também não veio e ainda não temos, inclusive não temos o nome de quem fará essa representação. Eu quero iniciar dizendo da minha alegria de estar aqui no ímpio, na relação tanto com o INCRA e com o INC, e com os seus trabalhadores e trabalhadoras. Quero também me colocar aqui como membro da comissão de administração e serviço público, mas também embora esta audiência, esse debate, esteja sendo feito por procedimento da comissão de administração e serviço público, também dizer que sou membro efetivo da comissão de ciência e tecnologia da Câmara dos Deputados e que, portanto, o assunto que nos traz aqui hoje é assunto que nos interliga, que nos integra, que faz a cada de nós entender que a discussão do serviço público lá da Casp, né, da comissão de administração e serviço público e também da comissão de ciência e tecnologia, eles se integram nesse momento. Eu quero pedir inicialmente só pra pra nos acolher, né, a gente está aqui no né, só dar uma, não está aqui no meu escrito, mas dar uma palavra pra dar microfone pra doutora Germano só pra ela nos acolher aqui e nos dar as boasvindas. Já estou pedindo as boasvindas, olha só. Eu já dei as boasvindas, deputada, a todos. Muito obrigado por vocês estarem aqui. Eu acho que esse tópico é tópico muito importante a ser discutido, né, no momento atual. A gente como instituto, o Into, o INC, nós temos trabalhado muito muito muito né Aurora? Sempre com muito, eu digo que não é nem suor, é sangue mesmo, a gente dá o sangue aqui. E as pessoas são muito comprometidas, muito comprometidas. E graças a isso, a gente consegue entregar essa qualidade que a gente entrega no serviço público. Eu acho que todo mundo que está aqui tem objetivo comum que é conseguir melhores, né, formas de da gente trabalhar melhor, ser mais reconhecido. Então eu acho que é pouco isso que a gente vai discutir aqui. Então aproveitem esse momento, né. Muito obrigado por entrar com a gente nessa pauta, obrigado por nos apoiar, tá. E pena que o senhor não operou seu joelho aqui, preciso falar, porque teria sido muito melhor, tá. Obrigada. Meu joelho está ficando bom, graças a Deus, né, mas mas eu não vou discordar da doutora Germana, nunca passei bocado bem pesado aí nesses últimos sete meses. Muitíssimo obrigado doutora Germana. Eu quero então iniciar dizendo a vocês que é de interesse nosso né abrir esse debate na Câmara dos Deputados ou melhor abrir não, dar asas a esse debate que é já é debate de conhecimento do governo ou dos governos. Nós estamos falando nós estamos falando aqui de uma carreira de Estado, não estamos falando de uma carreira de governo, nós estamos falando de uma carreira de ciência e tecnologia que é o anseio dos dois institutos que ainda não estão com seus trabalhadores ali inseridos. Nós hoje, os três institutos, o nosso instituto nacional do câncer, o INCA, os seus trabalhadores, seus servidores já compõem a carreira de ciência e tecnologia, mas os trabalhadores servidores do Instituto de Traumato Ortopedia e Instituto Nacional de Cardiologia, eles ainda não estão na carreira da ciência e tecnologia e é esse o debate que a gente se propõe a fazer aqui hoje, na compreensão de que não só esse mandato, não só o mandato do deputado nosso mandato, mas a gente influenciar os outros mandatos deputados do Rio de Janeiro pra entrarem nesta nesta luta, porque ao fim nós às vezes imaginamos que uma luta de servidor, uma luta de trabalhador, uma luta de servidor público, é uma luta que apenas está em voga o seu desejo de ascensão. Neste caso particular, está em voga na verdade a ciência, em voga na verdade AAA possibilidade de a gente ampliar serviços, de a gente oferecer serviços com muito mais qualidade pra população carioca brasileira, né, e portanto de a gente está aberto a isso, porque o fortalecimento nosso SUS ele passa exatamente por isso ele passa pela qualificação dos seus profissionais e quando esses profissionais já são capacitados ainda há capacitação a ser feita porque ninguém está pronto, todos nós estamos em contínua formação, mas essa capacitação do do do dos servidores e servidoras deve ser reconhecida pelo Estado brasileiro. Nós vivemos momento em que a gente ouve as pessoas dizerem a ciência voltou. Eu costumo dizer que a ciência nunca foi, ela nunca foi embora, ela sempre esteve presente. Só que a valorização dela ficou muito prejudicada nos últimos, muito prejudicada. E aqui não é uma questão, não é uma fala de de homem que é parlamentar governista, parlamentar do governo, parlamentar do partido dos trabalhadores, o parlamentar da composição do governo do presidente Lula. Não, aqui está falando alguém que representa o estado do Rio de Janeiro e tem que representar aqueles que aqueles que me me apoiam ou me apoiaram, aqueles que pensam como eu penso e também aqueles que não pensam, se é que é caminho a ser feito é o caminho de compreender que a a nesse caso particular o sistema único de saúde deva ser fortalecido. Então quando a gente ouve dizer a ciência voltou, eu sempre faço reparo, a ciência nunca foi, a ciência apenas esteve muito desvalorizada a ponto de a gente ter o absurdo, o absurdo de algumas afirmações que elas nem cabem serem feitas no momento aqui. Nós temos momento de muita abertura pra o avanço da ciência e tecnologia no nosso país, nós temos avanço grande pra perceber a potencialidade que o nosso país tem. No ano passado como membro da comissão de ciência e tecnologia, eu estive em Genebra, na Suíça, visitando o cerne, o maior laboratório de partículas da do planeta. E aquele momento eu pude descobrir ali com as palestras que muitas delas que nos foram feitas foram feitas por brasileiros, né, por trabalhadores, cientistas, pesquisadores brasileiros que já estavam e que são brasileiros de ponta reconhecidos no mundo inteiro, e a gente corre grande risco de perder os nossos cérebros, de fazer de deixar que eles fugiam, deixar que eles aqui não estejam, pra gente não ter aqui no nosso país condições de acolhimento adequados. A partir daquela visita ao cerne, quando chego ao Brasil, quando chego a Câmara dos Deputados e é dado fazer o relatório na comissão de ciência e tecnologia e depois no Senado da Câmara dos Deputados pra que isso seja votado acordo entre o Brasil e o cerne e portanto o Brasil que apenas tinha pesquisadores visitantes no cerne a partir deste movimento que nós fizemos na comissão de ciência e tecnologia, muito muito acolhida pela pela ministra Luciana Santos, né, que é uma ministra de muita qualidade à frente do do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Nós conseguimos aprovar o relatório, depois de aprovar o relatório ele foi ao plenário, ele foi aprovado no plenário, depois ele foi ao senado federal, foi aprovado no senado federal e depois de aprovado foi sancionado pelo presidente Lula e hoje, hoje, dois mil e vinte e quatro, a partir de março desse ano, o Brasil é país membro do cerne, do maior laboratório de física do planeta. Então esse é avanço da ciência que agora está mais valorizado, né. Uma ciência que ainda não, uma ciência que ainda não, que não tinha ido embora, porque ela não vai embora. A terra a terra continua sendo redonda, né, a a vacina continua sendo importante, o SUS continua sendo importante, a possibilidade de a gente avançar nas tecnologias, né, seja lá no na própria questão das partículas, da física, pra o tratamento da oncologia, de modo particular da oncologia infantil, da cardiologia, da ortopedia, então, tem muita muita discussão sendo feita. Há uma há uma expressão que a gente usa e que eu gosto muito, né, que tem muito do entendimento de como é que o planeta se conecta, né, e a expressão tudo está interligado como se fosse tudo está interligado nesta casa comum. Nós somos uma casa comum, então está tudo interligado. Então, estou aqui muito satisfeito, muito feliz nesta casa, né, que é uma referência pra cidade do Rio de Janeiro, uma referência pro estado do Rio de Janeiro, uma referência para o Brasil, uma referência para o mundo, né, o nosso instituto de trauma à ortopedia. Se eu estivesse no INCA, estaria dizendo a mesma coisa, se eu estivesse no INC Aurora, estaria dizendo a mesma coisa. Então, muito obrigado a vocês por fazerem, né, desta desta luta pela saúde pública é parte significativa da vida de vocês e sem mais conversa de deputado aqui eu vou passar a palavra pra quem pra quem sabe falar sobre o assunto. Está bom? Muito obrigado. Então, eu vou passar a palavra para a doutora Helena, pode ser? Ah, você não vai ser a primeira Quem é o primeiro João? João é o primeiro, pronto. Então, com a palavra, querido João Antônio Matheus Guimarães, coordenador de pesquisa e pósgraduação do Instituto Nacional de Traumato Ortopedia e Ortopedia. Bom dia a todos, primeiramente eu gostaria de cumprimentar o nosso deputado, É uma honra pra nós termos aqui, no quinto, cumprimentar o demais colegas da mesa, cumprimentar todos os amigos, a todos e a todas que estão aqui presente e aproveitar pouquinho o gancho que o deputado falou. Ele foi muito preciso e falou a verdade. Na realidade, eu vou falar pouco do INCO, depois a Helena vai falar pouquinho do do INC. Eu acho que a grande realidade é que o INCO já faz ciência e tecnologia há mais de quinze anos, né. Então é isso que a gente vai tentar mostrar pouquinho aqui, o que é que o Into pode e o que é que o Into é capaz de fazer dentro dessa área de ciência e tecnologia. Na realidade, eu sou médico ortopedista, sou doutor em ciências da ciências médicas pela Universidade Federal Fluminense, e vamos falar pouquinho, e atualmente sou o 0 responsável pela pesquisa e pós graduação aqui no instituto. Quando a gente fala do into, a primeira coisa que vem a cabeça de todo mundo, é que a gente aqui faz cirurgias de alta complexidade, né. Então, por exemplo, essa criança com escoliose gravíssima, que foi submetido a uma cirurgia com reconstrução, dando qualidade de vida. Então, é isso que todo mundo sabe do Into. O Into tem excelentes profissionais de saúde, não só médicos, mas enfermeiros, assistente social, todo o grupo, a fisioterapia, que consegue resultados como esse. Mas o intuito não é só isso. O intuito hoje tem reconhecimento mundial. Hoje, o Into, ele é o único hospital de ortopedia que faz parte da ASOC. A ASOC é instituto internacional que congrega os principais hospitais de ortopedia no mundo. Quando a gente olha para esse mapa, a gente vê que no Brasil o é o único que faz parte da sociedade. Na América Latina nós temos na no Chile, na Argentina e no México, né. Então, isso mostra que o Into já tem reconhecimento internacional em termos de qualidade técnica e de inovação. Além disso, o Into também é reconhecido por essa revista, uma revista que é a elenca, os principais hospitais de ortopedia, e o Into já há alguns anos sempre ocupa uma posição de destaque no mundo, como o hospital de ortopedia, nesse caso, ele a última avaliação está em quadragésimo oitavo, o hospital é o primeiro hospital de ortopedia do Brasil nessa classificação da dessa revista internacional. Então esse reconhecimento já existe internacionalmente. Então, o propósito do Into, basicamente, a princípio, seria devolver mobilidade, autonomia, melhorando a qualidade de vida do paciente SUS. É isso que nós estamos comprometidos. E aí quando a gente fala de ciência e tecnologia, o que é que é isso? Como é que a gente consegue equilibrar entre assistência ao paciente do SUS e buscando essa ciência, tecnologia e inovação que é hoje que todo mundo discute. Na realidade, a gente precisa ter esse equilíbrio, porque ciência e tecnologia só surge na medida que a gente consegue dar retorno para esse paciente que está aqui nas nossas filas cirúrgicas, tá. E o que é instituto de ciência e tecnologia? Isso aqui está definido pela lei que é uma organização sem fins lucrativos, né. Pode ser de administração pública ou privada, tá. E o objetivo é realizar e incentivar pesquisas científicas tecnológicas. Então, para essa definição, o Into faz isso há mais de vinte anos, sem dúvida alguma, tá? Então, esses institutos, eles vão fomentar a inovação do cenário nacional, através de programas e serviços, desenvolver novas tecnologias e, principalmente, transferirse para o mercado. Isso gera impacto na economia. Isso tudo aqui a gente já faz há muito tempo, né, porque isso aqui é exemplo de dois mil e vinte e o impacto que as ICTs causaram no mercado, valor de mais de seis ponto dois bilhões para o PIB nacional. Então, é nesse espaço que eu acho que os institutos, principalmente o INCO, INC precisam trilhar, que a gente consiga, porque hoje o Brasil, ele vive de commodity, ou seja, o que o Brasil mais exportou é commodity, quando na realidade a gente precisa crescer em inovação e tecnologia. E a partir do novo marco legal, que é já uma lei de dois mil e dezesseis, com o decreto regulamentando de dezoito, ele define que as atividades científicas são fundamentais para o desenvolvimento econômico social, é a cooperação entre serviço público e o privado, inovação e transferência de tecnologia, incentivo a criações de CT e simplificações de procedimentos controle dos resultados. Então, nesse sentido, a gente precisa caminhar para realmente definir isso. E quando a gente vê o mapa de c t no país, existe grande aumento dessas desses institutos, né. E vocês notem que isso está expandido em todo o território nacional, tá. E o Rio de Janeiro tem apenas 37. Então, tem muito mais institutos fazendo ciência e tecnologia que não estão aqui representados. Então, é nesse sentido que a gente precisa caminhar. Hoje o Brasil conta apenas com trezentos e cinco ICTs mapeadas pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, Então, o que é que o Into tem? O Into hoje ele tem uma assistência fortíssima, tá, uma pesquisa cada vez cresce mais e o que vai seguir, o que liga essas duas coisas é a nossa pós graduação. Hoje nós temos mestrado profissional, e estamos na porta de obter agora o nosso doutorado profissional. Qual é a diferença no doutorado e mestrado profissional, e doutorado e mestrado acadêmico? É porque na realidade aqui a gente precisa entregar produto para a sociedade. Os nossos mestrados, eles visam produtos, ou seja, a gente tem que retornar para o paciente SUS. Hoje em dia, o grande produto que a maioria dos mestrados e doutorados dão é produto bibliográfico, né. Com isso, a nossa produção recente de produções bibliográficas, de artigos publicados, aumentou em muito e vem se mantendo constantemente, desde que nós abrimos aqui a nossa pós graduação. Porém, existe outro espaço que é exatamente o entregar o produto para a sociedade, para indústrias, para as empresas, né, que hoje está apenas no ministério ciência e tecnologia e no ministério da educação. E eu acho que é isso, é que o Ministério da Saúde está perdendo, porque existem institutos que têm essa capacidade de estar trabalhando nesse sentido. Hoje, estou falando do, mas a Helena também vai falar do INC, a gente tem ouro em pó porque a gente tem os pacientes que têm corpo técnico competente. A partir daí, a gente consegue ter uma relação de melhora para a indústria brasileira, à medida que a gente consegue ter dados. Tudo bem, deputado? Tranquilo? Perfeito. Não? Está bom, está ótimo. Então, hoje o ministro da saúde, ele tem potencial enorme, se ele conseguir transformar como o INCA já está, o INC e o Into, em ciência e tecnologia, para que a gente possa exatamente ter essa interrelação com a indústria brasileira. E isso vem tudo a calhar com quando o governo federal lança a estratégia criando o complexo econômico industrial da saúde, onde existe investimento enorme que pode retornar para a saúde e pode melhorar o tratamento dos pacientes do SUS. É esse o nosso pensamento. Especificamente para a ortopedia, existe uma grande, grande espaço de estudos da base tecnológica, principalmente na área de ortopedia com os implantes, materiais de doutor profissional, ele basicamente ele atende a demanda profissional, ele visa, é, elencar produtos, processos e serviços, né, que são os principais ativos da ciência e da ciência e inovação, tá, através de empreendedorismo, tá, e com isso você começa a surgir propriedades intelectuais e isso tudo é a política de inovação. Recentemente nós já tivemos dois cases aqui dentro do que geraram patentes, do substituto ósseo e outro de uma instrumento cirúrgico que foi desenvolvido aqui. Então isso tudo é ciência e tecnologia, tá. Hoje o Into ele tem uma estrutura espetacular para desenvolver ciência e tecnologia. Nós temos, é, uma estrutura, uma infraestrutura confortável, com centro cirúrgico, com tudo, mas temos a o déficit de pessoal, que é o nosso grande calcanhar de Aquiles, tá. E apesar disso tudo, nós continuamos sendo o hospital que mais produz em termos de alta complexidade no país. Então, com isso a gente consegue unir as duas coisas. E, na medida que a gente hoje tem grupo de profissionais que estão, que são doutores e mestres, a gente começa a ter caldo de cultura para caminhar, então, para essa área de ciência e tecnologia, né. A gente já desenvolve próteses 3 d, que mudar a vida das crianças amputadas, Isso é uma realidade, próteses são muito baratas, não depende de licitação, que são impressas aqui dentro. Com isso você traz pra AAA0 movimento para essas crianças. A gente tem toda uma parte da educação, de tanto de pós graduação, estrito sensos quanto lato sensos, né. Temos programas de educação para o público leigo, e aí é o 0 carrochefe que a doutora Germana capitaneia é o fortalecer, é programa de educação para a saúde para as crianças. Né. E com isso nós estamos caminhando nessa produção intelectual, que cada vez cresce mais no, tá. Porém, a gente precisa de apoio, de uma carreira para que a gente possa realmente desenvolver totalmente as nossas possibilidades. A gente já tem diversos laboratórios fazendo ciência básica aqui, e esses laboratórios estão sempre falando com o paciente do SUS. Nenhuma pesquisa dentro do Into é feita desde que não tenha uma repercussão imediata com esse paciente. Então a gente quer traduzir sempre atividade de pesquisa com produto útil à saúde do paciente sujo. Então temos vários exemplos, desses é o nosso, nosso biotérico, nós temos aqui modelos animais, onde a gente estuda neoplasias e em camundongos, a gente estuda defeitos ósseos, as reconstruções, a engenharia tecidual. Nós temos esse projeto, que é projeto espetacular de análise das próteses plantadas aqui. Hoje o Winton é o hospital que mais retira próteses em pacientes. E essas próteses, na realidade, elas são fundamentais para a gente estudar os as falhas que ocorreram durante o tempo que ela teve inserido no paciente. Então quando a gente tira essa prótese, ela vai para estudo. Então é uma parceria do Into, com a Universidade Federal de Santa Catarina, através do laboratório de engenharia biomecânica, onde a gente estuda todo esse percurso que a prótese passa no paciente. Desde quando foi feito o design, conceito inicial, o uso clínico, depois a retirada, a análise desse material, como é que foi retirado, o que aconteceu, e com isso você consegue retroalimentar o sistema para melhorar a qualidade do implante. Isso é o que a indústria nacional precisa. Hoje existem críticas à indústria nacional, mas na realidade esse projeto é pra melhorar a indústria nacional. Se a gente hoje em dia conseguir conversar mais com a indústria nacional, a gente vai conseguir melhorar. Além disso, nós temos uma outra parceria espetacular com o instituto nacional de tecnologia, né. O instituto nacional de tecnologia, o instituto do do ministério ciência e tecnologia, onde eles fazem todas as análises de próteses pra gente também. Além disso, nós entramos em uma parceria com eles para desenvolvimento de novo material, desculpe que infelizmente o slide saiu errado, mas é é projeto da, da FINEP, onde nós estamos fazendo exatamente a a pesquisa, desenvolvimento novos materiais para utilizar implantes ortopédicos. São chamados metamateriais, tá. Outro exemplo também de que porque o Instituto quer ser ciência e tecnologia, é porque hoje nós estamos numa parceria com o CBPF, que é outro instituto da da do Ministério de Ciência e Tecnologia, que basicamente nós estamos participando da da rede nacional de nanotecnologia. Então, hoje o Into participa no sentido de utilizar essa rede de nanotecnologia e estão sendo feito aqui dentro do Into, exatamente para desenvolver novos substitutos ossos, novos implante dentro dessa rede nacional. Além disso, nós temos outras parcerias, além da ISOC, nós temos parceria com o Governo de Angola, temos parceria com a China, convênio assinado recentemente pela pela nossa diretora com com a China, para exatamente ter esse intercâmbio de dentro da área de ortopedia. Então, respondendo aí à pergunta, se os institutos de administração de instituições de terceiros, sim, são os CTs. Na realidade, nós fazemos assistência, a gente forma profissionais, a gente tem pesquisa básica e translacional, tem pesquisa química aplicada, temos condições de avaliar a incorporação de tecnologia e hoje apoiamos o Ministério nessas políticas públicas. Então isso tudo para mim, isso é ciência e tecnologia. O que a gente precisa daqui pra frente é ter o apoio como o deputado está nos oferecendo para que a gente briga, brigue para ter a nossa carreira de ciência e tecnologia. Muito obrigado. A gente vai chamar agora então a doutora Helena Kramer para apresentar o instituto nacional de cardiologia como ICT, quanto o deputado está está falando com a com a TV Câmara. Bom, obrigada, Germana Aurora, deputado Raymond, pela oportunidade da gente estar aqui apresentando esse pleito, né, que tem uma música do Raul Seixas que diz o seguinte, sonho que se sonha só é sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade. Então eu espero que a gente possa encher esse auditório em futuro próximo para comemorar a vitória desse pleito. Então Bom, obrigada. Na realidade, então, eu quero agradecer aqui à Aurora e à Marina, que me cederam a essa apresentação que a Aurora fez há tempo no evento que o Into preparou, falar pouquinho da missão, visão e valores do nosso instituto. Então, a gente tem a missão de promover saúde cardiovascular, formar profissionais, desenvolver e disseminar conhecimento e inovação tecnológica e apoiar a formulação de políticas públicas com excelência, sustentabilidade e inclusão alinhado aos princípios do SUS, né. Então na realidade estão nos nossos valores a questão da inovação, né, nós já somos o instituto de ciência e tecnologia reconhecido desde dois mil e vinte e muito jovem, pela uma demanda absolutamente prática de que não conseguiríamos concorrer a editais de pesquisa nas agências públicas de fomento como CNPQ, FINEP, FATERJ, se assim não fossemos reconhecidos. E na realidade, de uma maneira assim muito vulgar, né, é como se o rabo estivesse balançando o cachorro, né, porque nós já somos ciência e tecnologia e a gente já exerce essa função e, na realidade, pra que a gente pudesse entrar nos editais, eles tiveram que reconhecer aquilo que a gente já faz. E o nosso pleito, então, é mais legítimo ainda porque a gente tem que ter uma carreira compatível com aquilo que nós fazemos, né, então fica pouco de no sense. O instituto nacional de cardiologia dos três institutos é que tem uma organograma mais enxuto, com menos coordena e menos comissões do que os demais, mas ainda assim a gente entrega muito, tem uma produção bastante importante pelo tamanho físico e de recursos humanos que é o maior gargalo, né, e dentro aqui da desse organograma a gente pode ver que existe a coordenação assistencial de administração e a coordenação de ensino e pesquisa. Com os números das caixinhas são os números que a gente tem de cargos efetivos, né, então podem ver que ele é muito pouco povoado, sobretudo nessa área de ciência e tecnologia, né. Então o ensino pesquisa e inovação no âmbito do Instituto Nacional de Cardiologia na linha do tempo ele vem desde a sua inauguração, teve em mil novecentos e oitenta o primeiro simpósio, a primeira atividade reconhecida, em dois mil e vinte e se tornou ICT e segue nessa trajetória. Desde dois mil e doze temos dois mestrados profissionais, o mestrado ciências cardiovasculares e o mestrado em avaliação de tecnologia em saúde, eu vou falar pouquinho mais adiante sobre essa atuação, e no próximo mês a gente está na mesma espera de ter o primeiro doutorado profissional em avaliação de tecnologia em saúde, Né, esses dados são de dois mil e vinte e três, a gente recebe quatrocentos e setenta e acadêmicos, temos dez cursos de pósgraduação presenciais com cento e vinte e alunos, pósgraduação em EAD, só a cardiooncologia cento e quarenta e sete, a gente está abrindo mais dois cursos, abrimos o de insuficiência cardíaca e agora o de medicina do esporte. Recebemos muitos residentes externos, né, em dois mil e vinte e três, foram cento e vinte e oito residentes externos, além dos nossos residentes, que são mais de cem residentes do próprio instituto. Então a gente tem uma, assim, em média quase duzentos e cinquenta residentes passando por ano no instituto, tudo isso é formação para o SUS, formação de profissionais não só médicos, enfermeiros, nutricionistas, farmacêuticos, fisioterapeutas, então os nossos mestrados todos estão no âmbito da educação multiprofissional, né, então esses são os números, né, em projetos científicos, publicações, em sequenciamento genético, né, o Ministério da Saúde alocou de recurso em biologia molecular sequenciador de nova geração em que a gente hoje no Instituto Nacional de Cardiologia caracteriza hub de sequenciamento genético para o programa Genoma SUS, além dos projetos de pesquisa. Então o João já deixou muito claro, né, a importância de nós sermos uma ICT pública, né, pelo marco legal de inovação, uma ICT pública ela tem que ter núcleo de incorporação tecnológica que é o NIT, aqui o Winto também tem NIT incrível e muito parceiro, em que a primeira reunião depois que os institutos foram reconhecidos como ICT foi somos ICT e agora, né? Então assim, tem que a gente desenvolver isso, né, não só no que a gente já faz, mas obviamente que o reconhecimento da carreira faz parte desse dever de casa, né. Então isso possibilita que a gente possa ter os nossos laboratórios compartilhados, todos os laboratórios do instituto nacional de cardiologia estão na plataforma nacional de compartilhamento do Ministério de Ciência e Tecnologia, prestação de serviços tecnológicos, celebrar acordos de parcerias com as instituições públicas e privadas, acesso a editais de fomento, esse foi 00A grande força que nos levou a ter esse reconhecimento, então a importância o João já deixou muito claro e facilita muito aqui a minha fala. Esses são os núcleos dentro da coordenação de ensino e pesquisa, a gente tem o NATI, que é o núcleo de avaliação de tecnologia em saúde, talvez seja dos núcleos mais atuantes do Ministério da Saúde que transborda a cardiologia, todas as tecnologias de enfrentamento ao covid foram ali analisadas. O limiar de custo efetividade que o Brasil tem disposição pra pagar foi pelo NATI é determinado em conjunto com a CONITEC, com o DEGITS, com a secretaria de ciência e tecnologia e insumos estratégicos, mas é núcleo em que a gente se orgulha muito e que proporciona inteiramente gratuito esse mestrado profissional em avaliação de tecnologias e com nota suficientes para o pleito do doutorado que a gente espera estar comemorando daqui a mês. Tem o núcleo de cooperação internacional com uma série de acordos celebrados tanto para países em desenvolvimento como África do Sul, Angola, Índia, como países já desenvolvidos, a gente tem uma parceria muito forte com a Universidade de Oxford, com a Universidade de ciências aplicadas do noroeste da Suíça, em que possibilita intercâmbio em ambos os níveis, tanto o INC apoiando o desenvolvimento como também recebendo a chance de estar trabalhando em ambientes especiais, né. Temos o núcleo de bio estatística bem formado, coordenado pelo meu querido amigo aqui Bernardo Tura, que está presente, e que faz trabalho incrível em conjunto o de epidemiologia que é o de observatório de saúde cardiovascular, trazendo dados importantes com as bases do SUS, o núcleo de investigação cardiovascular e o núcleo de inovação tecnológica que é o UNIT, né, então o NATs ele tem núcleo de tecnologia em saúde, ele tem âmbito assim muito nacional, ele trabalha muito próximo à Politec, em todas as reuniões, em todas as chamadas públicas, apoiando a participação da sociedade no âmbito do participa SUS, para que nós possamos responder chamadas públicas e opinarmos de uma maneira isenta e técnica, né, e também esse aqui é uma foto muito feliz, né, da nossa reunião de ATS hospitalar, em que todos os insumos que estão ali no Instituto Nacional de Cardiologia passam a ser analisados no seu horizonte temporal incorporado de uma maneira baseada nas melhores evidências científicas e tendo como como base o nosso orçamento, né, então assim, a gente tem que fazer uso muito juicioso dos recursos, quanto menor o orçamento, mais importante esse uso juicioso pra que a gente possa estar produzindo mais. Aqui são os nossos acordos de cooperação, né, temos acordo muito importante também com a Dinamarca, a Aurora, nossa diretora teve a oportunidade de trazer projeto lindo de telessaúde para o SUS, impactando no atendimento da insuficiência cardíaca, que é a entidade nosológica que mais impacta as AIHs do SUS, são as AIHs clínicas mais caras, né. Então esse aqui é o trabalho do nosso observatório, tem link na página do INC para que a gente possa estar falando agora o inverno vai certamente dar, eu falo que a nossa agenda mais positiva é o observatório, né, porque só dá jornal nacional positivo, falando sobre o impacto da da saúde cardiovascular no frio, no inverno, sobre a questão de sobrepeso e obesidade no país, a questão da do controle da hipertensão arterial, né, que é dos fatores de risco mais importantes para as doenças crônicas não transmissíveis e que a gente precisa ter enfrentamento, então esses gráficos todos estão ali disponíveis. Temos o nosso periódico com o Science, em que ele foi notadamente produzido não só para artigos científicos mas também para as notas técnicas, para todo o repositório de propriedade intelectual, não só do Instituto Nacional de Cardiologia, mas também de todos que ali queiram colocar desde simples caso clínico a uma nota técnica, a script de enfim, novo que possa estar apoiando uma análise, modelo. Então, na realidade, ele é é periódico que já tem assim artigos de bastante interesse. E esse aqui, por exemplo, da análise temporal da prevalência de obesidade e sobrepeso no Brasil já tem número de situações bastante importante. No ensino, né, nós temos a possibilidade, somos uma instituição de ensino superior reconhecida pelo MEC, nós diplomamos os nossos alunos, né, temos aqui a Tereza, nossa coordenadora de ensino presente, agradeço a presença aqui da Tereza, em todas as atividades desde o treinamento em serviço com simulação realística, impressão até todas as atividades de extensão, desde o graduando que ali está na iniciação científica, o residente, o pósgraduando, o mestrado, e agora com esse pleito do doutorado que a gente acredita que deva sair mês o resultado do MEC. O nosso simpósio do instituto nesses últimos cinquenta anos tem sido excelente sucesso, é uma atividade científica absolutamente gratuita, que acontece durante dois dias aqui na cidade do Rio de Janeiro, em setembro, que é o mês dedicado à atenção da saúde cardiovascular. Então convido a todos para que setembro deste ano estejam conosco, no Simpósio, uma troca incrível de aprendizagem em todos os níveis, a gente tem a sala multiprofissional, temos em atividades de circulação, suporte circulatório, cirurgia cardíaca, circulação extracorpórea. Esse é o nosso laboratório bastante novo, né, de impressão três d, isso aqui é estudo da embriogênese do coração, desde como o coração é formado. E a gente tem uma parceria muito grande com outras universidades. E aí eu faço jus aqui a Ana Luiza, que é a nossa chefe de métodos de imagem, na realidade todos os procedimentos, mas é muito vocacionada pra imagem em que nos apoia muito porque a gente precisa da imagem ser capturada para que a peça possa ser impressa adequadamente. Então, parcerias com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, com a escola de Belas Artes, parcerias com hospitais de fora que já utilizam a impressão três d em treinamento e serviço que diminui o tempo de circulação extracorpórea, facilita com que o cirurgião possa olhar aquela peça, o coração em três d e fazer a melhor programação pra acessar aquele defeito congénito cardíaco. Então esse aqui são atividades do nosso centro de simulação, enfermeira Carla Coelho Verde que está à frente de estar aqui também, obrigado Carlinha. Todo assim o instituto que lida com ciência e tecnologia veio prestigiar esse momento aqui. Esses são os nossos parceiros, então nós temos, Into, Inca como parceiros assim muito umbilicais, mas a gente não pode deixar de agradecer também muito uma fundação de apoio e ser uma ICT favorece com que nós tenhamos uma fundação de apoio, a nossa fundação de apoio é a mesma do Into, então veja como os institutos são hermanos nessa nessa ação. Essa é uma ação muito muito importante que veio de uma formação do Ministério da Saúde e do PROADSUS, que é do transplante de pulmão. Nós somos o único centro no estado do Rio de Janeiro em que podemos hoje fazer o transplante de pulmão como prestação de serviço e obviamente que toda pesquisa e desenvolvimento é nessa área também impulsionada, né. Então esse a nossa nova ressonância magnética é exemplo de uma tecnologia adquirida com verba de pesquisa na ocasião da pandemia do covid. Então o quanto é que ser uma instituição de ciência e tecnologia, uma casa de pesquisadores impulsiona assistência e entrega melhores produtos e serviços para o SUS, né. Esse aqui aqui é a minha casa, eu posso falar muito bem que é o centro de tecnologia celular enquanto a gente ali alberga biobanco de células tronco pluripotente induzidas, que são modelos celulares para estudar doenças cardiovasculares, e é tão interessante que a biodiversidade do Brasil a gente tem antígeno dígito suficiente pra ser proxy do mundo, esse foi estudo aqui, é uma tese de doutorado lá do instituto orientada pelo Bernardo Tura, que mostrou que o Brasil tem tamanha biodiversidade de antígeno de que a gente pode estar doando célulatronco para o mundo inteiro. Então esse é o grupo aqui que nos ajudou muito na época da pandemia fazendo molecular também através de edital de pesquisa da FAPERJ, fizemos transferência de tecnologia com a UFRJ e conseguimos manter o hospital de pé produzindo, operando, transplantando durante toda a pandemia dado a vigilância do covid que foi implementada. Esse é estudo que eu sou uma das responsáveis, que é a rede nacional de Diagnóstico Genético de Doenças Cardicas Hereditárias chamado Renómica, faz parte do genoma SUS E, na realidade, a rede nacional de genômica cardiovascular ela tinha como objetivo demonstrar que o diagnóstico genético ele era factível no SUS e possivelmente custo efetivo, e a gente demonstrou. Foi, foram feitos dois mil testes em todo o território nacional com representatividade censitária de todos os estados, e a primeira análise econômica mostrou que o diagnóstico genético para diagnóstico de cardiopatia hipertrófica, que é uma das cardiopatias hereditárias, ele não só é custo efetivo como ele é, ou seja, ele economiza dinheiro do SUS, ele economiza recursos se ele foi implementado e o nosso núcleo de avaliação de tecnologia solicitou a implementação no rol do SUS visando essa economia. Nós temos aqui esse projeto, eu também estou à frente da coordenação de biópsia líquida, imaginem senhores que hoje para paciente transplantado do coração ele acompanhar a rejeição ele tem que fazer uma biópsia dentro do coração. Então é procedimento absolutamente invasivo, em que sobe cateter, vai lá no no, dentro do do coração, no endocárdio, tira pedacinho com biótomo pra ir pra análise histopatológica, e a gente com os recursos dos laboratórios lá no instituto a gente está desenvolvendo método próprio, não método de prateleira, para que através de uma simples coleta de sangue periférico a gente possa avaliar a rejeição do coração. Esse, estou terminando, é o projeto do convênio com a Dinamarca, que é a professora Helena Domingues, nossa diretora que é Aurora Issa, na clínica da família, mostrando como protocolo desenvolvido no instituto nacional de cardiologia pode estar melhorando o tratamento da ponta das clínicas da família numa entidade tão complexa que é a insuficiência cardíaca, então o que vem do inglês Brazilian Heart Inssuficience with telemedicin, que é a telemedicina na insuficiência cardíaca no Brasil, otimizando então o 0 serviço de saúde que está muito alinhado, né, com a nossa secretaria de atenção especializada dos institutos estarem apoiando a atenção básica, né. Então, esse é é trabalho coordenado pela nossa diretora, extremamente exitoso, que começou no instituto e hoje já tem outras universidades federais como o Federal do Rio de Janeiro, o Federal de Ouro Preto, com teses de mestrado e doutorados envolvidos. Então, esses são os nossos desafios, é ter a nossa carreira de ciência e tecnologia, né, uma previsão de carga horária pra ensino e pesquisa, ter mão de obra dedicada às atividades de ensino, pesquisa e inovação, autonomia para movimentação financeira prevista na legislação inovação ICT, isso a gente tem avançado muito, com muito apoio da Advocacia Geral da União. Sustentabilidade dos projetos, porque projeto começa ótimo, vem os recursos, mas quando ele termina, se não tiver sustentabilidade, deputado, passa o exército da salvação leva tudo, leva a máquina, leva porque não tem nem como manter, a gente não vai ter insumos e não vai ter RH e pessoal, que é o maior gargalo dos institutos, e aí eu posso falar isso com muita tranquilidade, que não só o INC, não só o Into, mas até o INCA que tem carreira de ciência e tecnologia tem uma imensa dificuldade de recursos humanos. A nossa capacitação em equipes administrativas pra essas novas necessidades, pra aprender a lidar com isso, vai RH, por exemplo, a gente tem aqui a nossa coordenadora de RH, a Neila, que está aqui presente, mostrando como é difícil lidar hoje em dia com tantos vínculos distintos, com tantas remunerações distintas, então ter uma carreira única e iria obviamente homogenizar isso e facilitar muito, obviamente, o engajamento e a retenção de talentos, né? Como que vai lançar agora concurso público com os nossos salários atuais, tendo a abster entrando com salários muito maiores, tendo CTUs entrando com salários muito maiores, então realmente isso é problema, a gente tendo uma carreira digna adequada certamente iríamos estar retendo os nossos talentos e as pessoas aqui obviamente sentindo que o propósito de estar atuando na saúde pública é reconhecido pela sociedade, né. Então essa limitação orçamentária pra desenvolvimento e sustentabilidade dos projetos é imenso desafio que os nossos diretores, enfim, têm que têm que lidar. E aí eu termino agradecendo imensamente a oportunidade da gente estar aqui nessa manhã tão importante, solicitando que a todos os que o senhor representa e a bancada toda do Rio de Janeiro possam estar ouvindo esse pleito que é legítimo, que é nada mais remunerar os servidores dos institutos pelo trabalho que hoje em dia nós exercemos. Muito obrigado. Muito obrigado doutora Helena. Eu quero aqui justificar minha saída rápida aqui, eu fui ali falar com a TV, a TV alerge viu? Eu te falei TV Câmara TV alerge, que estava sintonizado com a TV da Câmara dos Deputados e portanto no programa da manhã da Câmara dos Deputados o nosso seminário também está noticiado, fui lá falar sobre isso, por isso saí João na sua fala, viu? Passar agora para uma fala da doutora Aurora, nossa diretora do INCL para ela fazer uma saudação também. Bom, bom dia a todos, eu acho que muito aí em termos de conteúdo em relação ao pleito já foi falado né, então eu acho que eu vou usar aqui o meu momento, tentar não se não me alongar muito pra dar chance aí do debate, mas eu acho que nos meus agradecimentos eu consigo expressar aí a visão que obviamente eu trago aqui da instituição e também da minha como gestora, né. Eu acho que em primeiro lugar agradecer muito ao deputado, né, eu acho que hoje a gente tem aqui simbolismo muito do momento que a gente vive, né. A gente viu inúmeros questionamentos, muito já foi falado em relação a ciência, mas também em relação a democracia do nosso país, né. E hoje a gente tem aqui a grande evidência da importância de três poderes, né. Nós participamos, somos aqui servidores, né, do executivo, mas a gente sabe que muitas vezes pra gente ter a efetivação das ações, a gente precisa de três poderes, né. Então, acho que a presença que hoje do deputado em relação a uma pauta tão importante, mostra como que a gente precisa pensar muito, né, né, né, na no exercício aí do do nosso direito, voto pra que a gente tenha uma câmara que entenda de forma técnica a importância da discussão do seu papel dentro da democracia do nosso país, né. Então eu acho que hoje é extremo exemplo aí de cidadania que a gente tem, e sem dúvida essa agradecer ao deputado a comissão que entendeu a importância de dessa ação, né. Hoje a gente tem entendo, né, faz parte de uma gestão de uma secretaria e de governo, né. E acredito realmente que esse é governo que está reconstruindo muitos programas que foram desconstruídos, tanto relacionados à ciência, ela não deixou de existir, mas sim, ela foi negligenciada, o papel da ciência, e também da democracia. Ministério da saúde que precisou reconstruir questões muito muito básicas e absurdas de terem sido desconstruídas inclusive, uma coisa extrema, sempre foi orgulho pra esse país que é programa de imunização. Então, assim, as pautas, né, são realmente incêndios que estão tendo que ser apagados o tempo inteiro. Por isso que essa participação de todos os poderes em tema tão fundamental é extremamente importante, né. Né? Cobrar do outro, entendo que hoje aqui a gente tem o exercício desse papel fundamental num tema tão bem consolidado em termos de importância nas apresentações da Helena e do João, né. Agradecer muito a Germana, né, por abrir aqui a casa pra gente trazer esse e outras tantas que a gente tem, né, dentro da da saúde dos do papel aí dos institutos da necessidade aí dentro do Ministério da Saúde Pública, esse é o momento em que a gente tem sinergismo enorme entre os diretores de institutos no Rio de Janeiro, né, apesar do do Instituto Nacional do câncer já está dentro da carreira de ciência e tecnologia, a gente tem contato constante com o diretores, né, Germana, a gente tem, apesar de ter a carreira, a gente tem muitos problemas em comum e a gente como diretor entende que tem que apoiar o outro, é o que a gente tem feito desde o início da nossa gestão, eu acho que esse é o momento que a gente tem potencial aí muito grande de ter conquistas que sejam aí pra todos, né. As associações de servidores acho que hoje dão também exemplo enorme aí, né, muito, a gente já ouviu de crítica, de associações saúde pública pra saúde pública do nosso país, né. Então elogio enorme ao papel que as associações conseguiram voltar a assumir nesse momento do na saúde pública do nosso estado, do nosso país, né. Ao João e Helena pelas apresentações acho que não tem palavras a vocês, né, por terem se dedicado aí trazer esse conteúdo tão importante. Acho que a gente vai ter aqui representação do INCA falando como que vocês estão hoje, né, em relação a isso e também aspectos legislatórios que hoje a carreira traz, né. Então, acho que é mais uma vez aí agradecer, elogiar a todos e disponível aqui pra qualquer discussão que possa contribuir. Obrigado, doutora Aurora. Vou passar também para consideração do Leandro que é presidente da comissão de plano de carreira de ciência e tecnologia do UNCA, Instituto Nacional de câncer do câncer. Primeiro agradecer à Câmara dos Deputados e deputado Raymond pelo convite. Bom, a gente começa sempre pelo histórico, né. A carreira ela foi criada em noventa e três, né, pela oito meia nove O objetivo da lei era exatamente reter talentos, evitar a fuga de cérebros, era uma expressão que se usava na época, da ciência e tecnologia. Então, o primeiro elemento é esse, né, pra que que a gente precisa de uma carreira pra que a gente possa estruturar e organizar a ciência e tecnologia dentro dos institutos, e que a gente possa ter uma política de atração e retenção de corpo técnico, corpo profissional, científico, altamente qualificado. Esse é o primeiro aspecto. A pesquisa precisa ser componente transversal de todas as subcarreiras, porque é a carreira de ciência e tecnologia, a gente precisa ver como pacote, uma unicidade. E ela é composta por várias outras carreiras dentro. Então a gente tem a carreira de pesquisa, que é o pesquisador, a carreira de desenvolvimento tecnológico, que são os tecnologistas e técnicos, e a carreira de gestão, planejamento, infraestrutura, que são os analistas e os assistentes. A pesquisa, isso definido em lei, ela é uma atividade de fim comum aos pesquisadores e aos tecnologias. Então, é preciso que isso esteja claro desde o primeiro momento, porque a pesquisa realmente precisa se dar em todas as instâncias da instituição. Apesar da lei não versar sobre pesquisa pra cargo de analista, porque eles consideram uma carreira mais administrativa, Naturalmente, a gestão pública em pesquisa, a gestão pública em ciência e tecnologia, tem desafios singulares. E isso exige também muita pesquisa. Então apesar de não estar uma palavra pesquisa para o analista, a gente também precisa considerar que é uma atividade fundamental dentro dos desafios da gestão pública. Bom, se a gente tem pesquisa como atividade transversal, pra que a gente está fazendo tudo isso? Eu acho que isso foi muito bem explorado nas palestras anteriores. O objetivo é gerar bem comum, esse bem comum que é tutelado pelo Estado. Então a gente faz pesquisa, não é só para publicar artigo. Publicar artigo é uma etapa fundamental, sim, é onde você divulga, compartilha e é criticado, então é fórum importante, mas não pode ser uma função fim, é uma função meio. Então, o objetivo primeiro é o desenvolvimento social, o desenvolvimento econômico e a justiça social. A gente tem problemas hoje no SUS, nós profissionais da saúde, nós enfrentamos o SUS diariamente. Nós temos perguntas, desafios, que são específicos dos sistemas de saúde, sistemas públicos de saúde. Ainda mais sistema público de saúde que atende duzentos milhões, como o Brasil, que é único, é a condição SINEPANU. Então a gente precisa usar toda essa infraestrutura de pesquisa para resolver os desafios nacionais do SUS. E eu acho que aqui é o fórum ideal para a gente discutir e debater esse aspecto. É uma questão também de soberania nacional, porque a gente olha para o nosso complexo econômico industrial, que agora está voltando a se ativar esse projeto. Mas, realmente, é bastante triste. Acho que com a pandemia isso está tudo muito claro, né? A gente não tinha máscara direito, né. Faltavam itens fundamentais, plástico. A gente precisa dinamizar tudo isso, né, e a saúde, ela é A política de saúde não é só uma política social, ela é também uma política de desenvolvimento. Acho que é importante ter muito claro esse conceito. A a saúde é talvez a maior política de distribuição de renda no Brasil, né, de fato o SUS distribui renda, mas também induz, que é uma das funções de Estado, induz o desenvolvimento. E essa indução do desenvolvimento, dinamiza a parte social e a parte econômica. Então, a gente precisa voltar a reativar a nossa indústria. O domínio de de tecnologias demoram muitos anos para se ter. E se perde muito fácil, né? Se você fica seis meses, ano parado, você perde o domínio daquela tecnologia, mas demora muito mais do que ano. Demora muito antes de, de fato, dominála. Então a gente precisa voltar para esses eixos de produção, entender como a gente dinamiza esse esse mercado e a política pública. Eu acho que outro aspecto fundamental é pensar que a gente tem que ter diagnóstico muito claro da situação e pensar os desafios, o que pode ameaçar os nossos projetos. Então, se a gente está pensando que ciência e tecnologia é uma política estratégica de Estado, a gente precisa considerar isso dentro das ameaças que a gente tem que é uma reforma administrativa, né? A gente tem uma reforma proposta no congresso, a PEC trinta e dois, que é muito deletéria pro estado, é uma diminuição do Estado. E a gente tem uma outra proposta que a gente ainda não não conhece da da do Ministério da Gestão. Essa a gente ainda precisa debater. Então, a gente precisa manter no radar esse tema. E obviamente o que está por trás de tudo isso é a austeridade fiscal. Então, a gente também precisa discutir o quanto a austeridade fiscal tu não passa nunca, né. É uma política dos governos neoliberais, né, e é uma política que se manteve, de alguma maneira, quanto ela ameaça a ciência e tecnologia, o quanto ela ameaça o sistema público de saúde. Não dá pra gente fazer uma boa ciência e tecnologia sem recursos. E não dá pra trabalhar com tão pouco dinheiro, muitas das vezes, por exemplo, o orçamento do INCRA está congelado desde dois mil e dezessete. É o mesmo orçamento, né? A gente tem uma certa complementação com a emenda parlamentar, mas é essencialmente o mesmo orçamento. Pois é, o nosso reduziu, né? A gente perdeu seis milhões, mas a gente consegue completar quatrocentos e dezessete milhões, perdeu seis milhões, mas consegue completar até quatrocentos e trinta, mais ou menos, com emenda. Mas isso é muito ruim, né? A gente não consegue dar conta de todos os processos da assistência, da pesquisa, da inovação, da pesquisa em prevenção em vigilância, e do ensino, com o orçamento que vai sendo estrangulado. Então a gente precisa pensar a parte econômica para conseguir também debater a ciência, tecnologia e a saúde. Eu acho que era isso que eu tinha para dizer. Eu vejo aqui das apresentações muita maturidade científica dos institutos do INCO e do INC. A gente conseguiu, de fato, vocês conseguiram, de fato, alcançar esse patamar que era requerido, para se entrar na carreira de ciência e tecnologia, e eu acho que a entrada na carreira de usa muito mais isso, porque, de fato, vocês conseguem não é só atrair talentos e reter talentos, mas como estrutura muito melhor isso dentro da organização. Então vocês estão de parabéns, eu acho que é trabalho incrível que tem sido feito e nós somos solidários a a ao pleito de vocês. Muito obrigado, Leandro. Eu queria também uma saudação da da nossa presidente da associação do Into, Adriana, ela está por aqui? Adriana, cadê você? Aqui aqui na frente foi mais delicada, ela falou, ela foi lá fora, você revelou, você é mais direto, viu Raiana. Mas está bem, a gente espera Adriano chegar, a gente vai, nós vamos então abrir algumas inscrições, A ideia seria abrirmos umas oito inscrições pra gente não atrasar muito o tempo, mas eu eu eu sou daqueles que me dão assim script e eu não sigo ele não porque às vezes dá dez minutos pra falar, mas a os assunto está fluindo fluindo fluindo e está contribuindo, mas a gente precisa de ter nessas falas agora pouco mais de rigor pra pra poder a gente ter mais mais falas, né. Eu quero então as inscrições, quem está fazendo? Fica aqui à frente, fazendo favor, que as pessoas se inscrevem levantando a mão ali, já tem uma uma mão levantada ali, Bernardo. Pega os nomes fazendo favor, porque eu não conheço pelo nome, né. Mas antes disso a gente vai ouvir Adriana, vamos ouvir Adriana para ela, nossa presidente aqui do da nossa associação do instituto, né. Adriana que teve o tempo todo, né, ela costurando daqui dali com com a minha equipe, né, e fazendo costuras muito boas, né. Ligou. Oi. Boa tarde, gente. Vou falar até em pé porque sentada no dá o coração está a mil por hora, eu tive junto dele, junto das associações para articular isso está acontecendo agora e com muito carinho eu quero agradecer ao deputado, aos diretores dos hospitais, né, aos representantes dos institutos, né, com a pesquisa, com tudo que nós já temos, né, e que foi trabalho assim bem devagarzinho, que nem formiguinha, pra gente conseguir reunir e chegar agora aqui na câmera e acontecer isso que é o início de começo que já vem há algum tempo acontecendo. Então, eu quero parabenizar também a todos nós que estamos aqui, os que estão em rede ouvindo, né, e que os nossos parlamentares com muito carinho deem assim voz a todos nós pelo trabalho que nós estamos fazendo. Como a doutora Germana fala, que eu ouço isso eu reproduzo, nós nunca fomos o problema no sistema único de saúde. O servidor público e o trabalho que existe dentro dos institutos, dentro das associações, visando o trabalhador do SUS é a solução, não é o desmonte. E isso pra mim é muito gratificante estar nesse momento conversando, falando e agradecendo por vocês terem aceito essa parceria, esse trabalho que hoje tá aqui com todos nós presentes. Era isso que eu queria dizer, muito obrigada, tá, e bom dia pra todos. Nós então vamos passar pra pras falas de vocês, combinar aqui, combinar as falas de de dois com tolerância de mais minuto, de dois a três minutos, está bom, pra gente poder ter mais pessoas falando. Eu quero antes até dizer duas coisas. Primeiro, a nossa luta para que o Into e o INCA, o Into e o INC sejam reconhecidos da carreira de ciências e tecnologia por tudo que tudo que foi exposto aqui, pelo que vocês já fazem, que na verdade não é pra vocês entrarem lá, vocês já são de lá, só não são reconhecidos, já fazem isso há muito tempo. O primeiro ponto é lembrar que é é só olhar quem vocês atendem. Então quando a gente fica aqui no Into, ouvindo o INC ou vai no INCA, quando está fortalecendo a a fortalecendo a carreira de vocês, é em função de que o fim, que a atividade fim seja uma atividade com mais responsabilidade junto à população que procura. E, portanto, eu fico muito muito confortável na defesa do pleito de vocês, porque eu sei que ao defender isso, eu estou defendendo os mais pobres do Brasil. Eu não tenho nenhuma dúvida disso. Nós estamos saindo agora de planejamento do nosso mandato e o que a gente descobriu lá, o retrato da nossa luta de dezesseis anos, quatro mandato de vereador e agora o mandato de deputado federal, o retrato do públicoalvo que a gente tem de servir é o retrato das classes CED, dos mais pobres, e a gente sabe que vocês inclusive atendem classe ainda mais empobrecida. Então, a nossa luta é nesse sentido. Então, eu estou muito confortável aqui porque esse reconhecimento é reconhecimento que dá que ele ele impactará lá na ponta aqueles e aquelas que mais precisam. Esse é o primeiro ponto. Segundo ponto, nós precisamos, por mais que estejamos aqui numa audiência ou num debate público ou num seminário da Câmara promovido pela Câmara dos Deputados, a gente precisa de fazer isso chegar a Brasília. Eu queria fazer compromisso com vocês de na próxima semana, nas sessões do Congresso Nacional, eu pautar esse tema novamente e falar a partir do resultado desse seminário daqui, falar sobre as carreiras de ciência e tecnologia para o Into e o INC. Mas para além disso, fazer também convite a vocês para que no final do mês, nos dias, se não me engano, trinta, deixa eu ver aqui a data direitinho, eu pedi à Raiana ela, trinta domingo. Então vamos ver aqui, nos dias trinta, trinta e trinta e e primeiro de agosto, trinta e trinta de julho, trinta e de julho e primeiro de agosto. Vai acontecer em Brasília a conferência nacional de ciência e tecnologia, e nós não podemos deixar de pautar isso na comissão, na conferência. Isso tem que ser pautado. Então, se não há, outro dia me reunir com os institutos de pesquisa aqui do Rio, Dos dezessete institutos de pesquisa que há no da do Ministério de Ciência e Tecnologia, seis estão no Rio de Janeiro. Nós estamos pautando isso para a conferência nacional. Então, o INC, o INCA e o Into, porque o INCCA não é que já é da carreira de ciência e tecnologia que as questões estão solucionadas. Você mesmo colocou gargalos. Nós precisamos, três institutos, nos organizar pra ter também presença efetiva na conferência nacional de ciências e tecnologia. Queria colocar esses dois pontos. E já sem demora muita, passar a palavra para quem está inscrito. Bernardo, Bernardo Fúlrer. Bernardo Tura, Fücher é outro, confundi. Também é médico, meu amigo. Mas tem os turré da família também. Eu eu eu confundi o Bernardo, você com o furré, não não confundi só no nome. Bom dia a todos, bom dia a todas, bom dia senhores deputados, membros da banca. Eu quero fazer uma observação porque eu acho que quando a gente fala de ciência e tecnologia dos institutos, a gente talvez não veja o total importância disso. A função do estado, do governo nesse país pela constituição é a promoção do bem comum, isso faz parte da função do Estado. E quando a gente fala das pesquisas desenvolvidas pelos três institutos, elas são pesquisas voltadas a cuidar melhor, atender melhor, prevenir as doenças e promover a saúde. Só isso já seria suficiente pra gente dar outro valor à à ciência e tecnologia que a gente faz. Mas tem mais ponto que eu acho que é importante, que a gente colocou aqui mas acho que vale a pena pensar melhor é a questão da sustentabilidade do sistema único de saúde. Nós temos uma política muito importante que a política de incorporação de saúde. E os três institutos têm os seus núcleos de avaliação de tecnologia em saúde, que não só garantem acesso à população de tecnologias seguras e eficazes, como otimiza esses recursos. E pra gente ver como essa produção é profícua, hoje de manhã foi publicada as diretrizes metodologias metodológicas de pesquisa com qualidade de vida, que tem a participação do INC e de algumas pessoas dos outros institutos. Hoje, nova metodologia, novo produto pra ajudar nas políticas públicas do país. Obrigado, Leonardo. Edna, do Cintrasef, da direção do Cintrasef. Bom dia senhores, bom dia mesa. Eu vim aqui retratar e reivindicar e também agradecer essa essa esse presente, né? Porque o deputado sabe muito bem o quanto nós temos assim lutado pra poder fazer com que essa essa reivindicação no logre êxito para os trabalhadores, falou muito bem o nosso representante do instituto nacional de de do câncer, da questão da retenção, né, EEA tração de valores. E aí, deputado, eu quero lhe dizer que nós temos assim recebido muitos valores dentro desses institutos. Agora nos falta reter, e mais ainda eu sou testemunha de que essa casa é que eu trabalhei durante mais de trinta anos, perdeu muito desses valores, perdeu muito desses valores. Eles chegavam aqui enquanto residentes, participavam de várias etapas do institutos e e até queria ficar, até queria ficar, mas as condições oferecidas pelo estado não não garantiam isso, né, porque quem investe muito, quem estuda muito e aí eu quero dizer que até o nível médio faz isso, porque se nós fizermos aqui levantamento nós obteremos pessoas. Quero agradecer, pessoas que já concluindo, né, pessoas que trabalham aqui elas elas precisam manter suas famílias e esse investimento pesado exige que se mantenha o investimento na na na no na continuidade, entendeu, da da do do próprio investimento e isso não não é possível recebendo o que a gente recebe estando do lado de fora, e aí só quem perde é o estado, porque levam essas pessoas capacitadas e treinadas que querem viver e ficar aqui dentro do nosso país e não tem a possibilidade disso. Então concluindo mesmo, eu quero assim, eu até estou emocionada porque esses anos todos nós temos carregado essa bandeira, né? Num determinado momento e com a inserção no ministério da saúde nos foi dito que não iria concluir carreira pra quem estava terminando, aí nós colocamos a estratégia do concurso público e esse concurso público que nós precisamos, mas pra nova carreira, deputado. Então nós queremos queremos ser incluídos na carreira e queremos concurso público nessa nova carreira. Mais uma vez muito obrigada a todos, tá? Obrigado Neide. Quero fazer aqui antes do MITAM, antes do MITAM chamar, fazer assim uma referência a fazer uma deferência ao Sinntrassef, né, e agradecer a vocês pela luta. Vocês são uma categoria que estão retomando uma luta muito bonita. Então, quero parabenizar vocês e agradecer também a parceria que vocês têm sempre com o nosso mandato. Muitíssimo obrigado. Ana Luiza do INC. Só pra completar nessa mesma pergunta, eu acho que mesmo a gente que já está na carreira, a gente também perde muitas pessoas. Porque a gente não tem reajuste há muito tempo, né, a gente teve ano passado reajuste geral, né, mas a carreira foi ficando desvalorizada também. Então a gente perde ou porque as pessoas saem do instituto e vão para outros lugares dentro da carreira, mas ainda assim é uma migração ou porque fazem concurso que paga mais, né. Então, mesmo entrando na carreira, a gente ainda tem problema do reajuste, da falta de concurso, que tem sido realmente uma uma uma questão muito complicada para se manter, tanto a assistência, né, onde você sente mais falta, mas as questões de de geração de evidências para a formulação de políticas públicas, pesquisa de maneira geral, desenvolvimento tecnológico. Então a a luta ela vai continuar dentro da carreira, ela só atenua pouco a perda desses talentos que a gente agora consegue ter uma estrutura, uma organização que que retém pouco mais. Bom dia, eu sou Ana Luiza agradecer essa oportunidade do deputado e da câmara estar aqui nos escutando, que isso é uma coisa extremamente positiva dentro do do jogo democrático, né, agradecer todos que estão aí que nós convivemos já de perto. E dizer, primeiro, que eu concordo muito com a sua fala e, mesmo na Fiocruz, está sendo discutido hoje em dia essa questão da carreira em si, porque a a princípio teve essa divisão pesquisadores e a questão de doutorado e quem é a carreira de ciência e tecnologia? Ela é uma carreira transversal, ela precisa de todos, precisa da gestão, precisa de desenvolvimento do corpo administrativo, que é extremamente importante, é o chão, não existe pesquisa sem isso. E nós precisamos ter desenho de carreira pra captar novos tipos de profissionais, né. A gente está agora com muita coisa na área de inovação que tem desenho industrial, tem engenharia de produção, e nós não temos esse desenho. E o que que isso acarreta? Isso acarreta impacto mesmo na formação de profissionais do país. Como é que nós vamos dizer formem designers na área de saúde, se a gente não estimula isso? Isso é estímulo pra própria universidade, pra dar horizonte aos jovens pra novas carreiras e novos campos de trabalho. E que a saúde vai ser o grande desafio do futuro, grande grande importância também pra gente lidar com os desafios que vêm aí. Então, isso é extremamente importante. E a última coisa é, aqui nós no instituto nós produzimos a saber sobre como aplicar as leis que são criadas. Então, por exemplo, a gente tem agora catorze três três, e nós vivemos no dia a dia os desafios de licitar e tudo, e nós importante laboratório para as leis que envolvem a saúde. Então, nós precisamos de estímulo, de carreira e de reter os profissionais que hoje em dia entram e saem para que nós possamos desempenhar o nosso papel social. Obrigada. Obrigada, Ana Luiza. Denise do INC. Eu sou Denise do INC, mas eu sou da associação e do sindicato dos enfermeiros. E a, deputada Ramon, eu acho que a gente já está agora discutindo uma outra visão que que é o SUS nesse momento. O SUS lutou, a gente veio lutando muito há muitos anos pra que o SUS não fosse privatizado. E não foi, não é fácil. Teve corte de verba das unidades, teve contratação de de funcionários que não por concurso público, mas por todos os CTUs. E toda vez que os os profissionais termina o contrato dele é uma situação complexa que a gente tem que fazer grande movimento pra recontratar o pessoal da das pra poder o serviço não parar. E a gente está mostrando aqui pra, acho que tem muita gente online e também pra Câmara dos Deputados, aí qual é o SUS agora nesse momento tem uma outro patamar, que é o patamar de pesquisa, é o patamar da ciência e que a gente estamos aqui discutindo isso graças à democracia que a gente lutou. Senão, se não fosse essa democracia, a gente não estaria aqui com você, deputado irmão, que é uma pessoa que tem uma visão ampla, de lutar pra o serviço público não ser privatizado. E a gente vai continuar nessa luta e que esperamos que daqui alguns meses a gente esteja na carreira de ciência e tecnologia e também o SUS não seja privatizado e seja público. É isso que a gente vai lutar. Obrigado Denise. Não tem mais ninguém. É, e aí? Alguém mais? Não tem ninguém escrito por enquanto. Alguém? Eu volto aqui para a mesa então, para as considerações, mas eu queria antes falar sobre uma grande preocupação que a gente tem verdadeira, que é a preocupação com a PEC trinta e dois, que o Leandro lembrou. Eu queria ter falado depois dele, acabei não falando sobre isso. Essa é uma luta enorme. Eu acho que AAA participação da sociedade toda de entender qual é o papel do Estado, o Estado, ele tem papel que ele não pode abrir mão dele, como não pode abrir mão profissional das suas responsabilidades, o Estado não pode abrir mão do papel dele. E há uma há uma corrente que não é uma corrente brasileira, é uma corrente transnacional, o mundo inteiro discute a diminuição do Estado. E a gente precisa entender isso e entender que Estado diminuído, Estado ausente, é Estado que segrega, Estado que amplia as desigualdades, é Estado que não tem responsabilidades com as demandas urgentes e premente da população. Então, quando nós lá em Brasília estamos lutando e lutando muito, inclusive até com o Ministério da Gestão e Inovação da Ministra Ester do Eck, que é nossa companheira aqui do Rio de Janeiro, professora da UFRJ, a discussão é nós não queremos esta PEC pautada e mais que isso queremos que o MGI ele discuta com o presidente da casa, com o presidente Arthur Lira, porque se isso vier a galope, a gente sabe como é que as coisas, as coisas passam na Câmara dos Deputados. Nós estamos lá segurando, mas segurando, a gente não sabe se a gente está segurando no corpo da PEC ou segurando na na na na alça, na beiradinha, e ela quase momento de escapulindo. Para além disso, há interesse do MGI, e que eu não considero que seja equivocado, de que há de se ter há de se fazer ao, de se fazer alguma mudança. Ok, mas alguma mudança para melhorar e não para, na verdade, destruir o serviço público brasileiro. Então, nós queremos reformas? Queremos. Reformar é sempre bom. A gente reforma a casa, o banheiro, reforma a garagem, reforma melhora o carro, está tudo certo. Se for reformar, é melhor. A PEC trinta e dois é acint ao serviço público e portanto acint aqueles e aquelas que precisam do serviço público, que normalmente são os mais empobrecidos. Então, tem que ter muita clareza disso, até porque quem protagoniza essa luta pelo estado mínimo são pessoas que querem, na verdade, o estado mínimo para os outros e os privilégios para eles. Então, a gente tem que ter muita clareza disso. Essa é uma luta que não é luta feita só no parlamento. E digo aqui para vocês da minha experiência de mandato apenas na Câmara dos Deputados, mais de quatro mandatos na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. Se a gente esperar que a classe política resolva as nossas questões, nós estamos todos perdidos, todos perdidos. E aqui não é nenhuma palavra contra a política porque eu não sou daqueles que desvalorizo a política. Eu valorizo muito a política. A política é que diz para nós como é que o SUS vai funcionar, que diz para nós como é que a gente vai importar o arroz por conta do do embate com o Rio Grande do Sul, com as perdas que a gente teve lá. A política que diz para nós como é que a gente vai aumentar a oferta de emprego no país, como é que a gente vai discutir as importações e as exportações, como é que a gente vai se colocar no mercado internacional, como é que a gente vai discutir a fome do nosso povo, como é que vai discutir a moradia, como é que vai discutir a vida do homem e da mulher que vive nas ruas do Brasil, que são em torno de duzentos e oitenta mil homens e mulheres vivendo em situação de rua. É a política que vai dar conta disso. Então, não há nenhuma fala aqui de negligenciar o valor da política, mas se a gente esperar da classe política que ela resolva as nossas nossas questões, se a gente delegar pra ela, a gente está perdido. Eu tenho não de vocês uma delegação, eu tenho uma representação. Vocês não escreveram pra mim e nem para nenhum dos quinhentos e treze deputados e para nenhum dos oitenta e senadores, não deram pra nós papel em branco assinado pra gente fazer o que a gente quiser. Vocês têm que nos controlar. Não percam isso de vista, nos controle. Então então não sei se mais alguém ainda se inscreveu, acho que não, eu vou passar aqui pra mesa de novo, né, retornar aqui e microfone aberto para os cinco companheiros, três mulheres e dois homens aqui a mesa comigo. Bom, eu acho que as falas acrescentaram muito, né, ao conteúdo que já tinha, de forma bem clara, evidenciada e a importância do pleito, né. Acho que eu só enalteci alguns pontos, eu acho quando a gente fala na carreira, foi muito bem falado a importância de que isso é toda uma instituição, né. São todos os funcionários da instituição, das instituições aqui representadas, eles trazem o resultado que hoje foi tão bem apresentado aí pela Helena, pelo João, que já é reconhecido no INCA, né, Então, não é uma categoria, não é uma coordenação, é trabalho institucional que traz resultado que necessita desse reconhecimento, né. Acho que a gente também, deputado, acho que a a sua fala final de cobrança, eu acho que esse trabalho da associação e trazendo, né, essa aproximação com a câmara também mais dado aí importante nessa visão de que todos têm que estar cobrando aí ao outro pra que a gente tenha o resultado que a população merece, né, que a população merece e tem direito, né. Então, mais uma vez agradecer aí esperando muito os frutos né, que a gente consiga, que isso consiga ser solidificado nesse governo. Obrigado doutora Aurora. Helena. Bom, eu acho que já agradeci bastante mas nunca é demais, então obrigada pela oportunidade. Eu falei vários nomes, mas eu não falei dois muito importantes que eu gostaria de agradecer pessoalmente, a Cláudia Barcelos e a Denise Sanchez, que lá no instituto são assim o motor propulsor da luta pelo SUS melhor. Então assim, são duas pessoas muito importantes em nossas referências estão sempre ali alinhando o propósito da gente estar aqui que é cuidar das pessoas, né, a gente tem que entregar o melhor serviço de saúde no final do dia, esse esse é o propósito. Mas deputado, eu pedi a fala porque eu tenho uma dúvida, a gente vai sair daqui o que que vai acontecer? Quais são os próximos passos? Tem uma música pediu pra cobrar cobrou? Não tem uma coisa assim, né? Não, Helena, eu eu penso que a gente abriu hoje aqui debate, né, importante, e tem encaminhamentos a serem feitos ao Ministério da gestão, ao Ministério da Ciência e Tecnologia, ao Ministério da Saúde, ao Ministério da Fazenda, ao todo do governo. Então a gente tem que, eu eu ia ao final fazer encaminhamento, eu coloquei dois encaminhamentos que depende exclusivamente de mim, porque a hora que o microfone abrir pra mim nessa semana, eu vou falar sobre esse seminário, acho que a gente tem que colocar luz sobre isso, falar sobre isso dentro da Câmara dos Deputados, então falar da importância das carreiras de ciência e tecnologia nos nossos institutos aqui do Rio de Janeiro. Então, esse é o primeiro ponto. Já encaminhei também que a gente tem nos dias trinta, trinta e de julho e primeiro de agosto, a conferência nacional de ciência e tecnologia. E a gente não pode lá ser só citado, a gente tem que apresentar, inclusive apresentar talvez uma moção, apresentar documento para que ele passe pela aprovação da conferência. Porque a conferência não é totalmente deliberativa, mas ela encaminha, então ela tira ações. Se a gente conseguir, por exemplo, fazer debate importante na sociedade de de de levar uma recomendação da conferência para que o governo entenda a importância de implementar a carreira ciência e tecnologia para os institutos. Acho que já é bom encaminhamento, Esses dois pontos, mas eu acho que o encaminhamento final que eu faria, e ia fazer o final das falas de vocês, é que nós precisamos tirar daqui desse desse nosso encontro, talvez pensar, talvez duas pessoas do INCA, duas pessoas e do INCA, a gente não está tirando o INCA fora, né, porque embora já seja da carreira ciência e tecnologia, é o nosso parceiro está aqui à mesa conosco. Doutor Roberto Gil não está aqui porque não pode estar. Ele gostaria de estar aqui conosco e também nosso companheiro nessa luta, né. E manifestou o desejo de estar aqui, não pôde por agenda feita anteriormente, mas acho que a gente podia ter dois, dois membros, dois ou três membros do instituto de cardiologia do Into e do INCA pra gente elaborar pouquinho a síntese do que a gente falou aqui e encaminhar isso como documento da comissão de administração e serviço público à ministra da saúde, à ministra Luciana Santos da ciência e tecnologia, a ministra Nize, a ministra Luciana Santos, a ministra Ester Dueck e ao ministro Fernando Haddad. Acho que a gente podia fazer isso. E a gente persegue e o próprio grupo de trabalho acaba alinhando conosco e eu quero colocar aqui o nosso mandato e a comissão de administração e serviço público à disposição também a comissão de ciência e tecnologia, embora não não seja ela promotora dessa audiência pública, mas eu sou membro dela também, pra gente tocar os pontos que sejam, né. Precisamos de marcar uma agenda para conversar direto com a ministra. A gente tenta fazer o caminho lá e ser parceiro de vocês. Às vezes tem dificuldade nos institutos, né, porque eu estava falando com com a Aurora e com com Germana, Já estou nem te chamando doutor Aurora nem doutora Germana já. Mas também não preciso ninguém me chamar de deputado, se me chamar pelo nome eu fico até mais satisfeito, não tem problema nenhum com isso. E assim, já já elas estavam dizendo da dificuldade na distância, né, tem que estar contra da gestão, mas eles têm que estar em Brasília, aquela as correria todas, né. Eu quero dizer que o nosso mandato lá em Brasília está à disposição. E quero dizer pros meus assessores que estão aqui, que isso não está fora do nosso setenta trinta, né. Só eles entendem o setenta trinta, fiquem a curiosidade na cabeça de vocês, né, não está fora, eu estou coerente com o que nós decidimos no último final, nos últimos quatro dias, nós ficamos quatro dias de oito da manhã até às seis da tarde discutindo o que é que o nosso mandato serve, para que ele serve, para onde que ele vai, pouco, pouco amparados, amparados por umas perguntas que nos fez o papa Francisco na encíclica Fratelli Tuti, que significa todos irmãos. Ele pergunta para a classe política, e eu tomo essas perguntas pra mim, e meus assessores tomam pra eles também, ele pergunta a classe política, pra quê? Pra quê vocês existem? O que vocês fizeram progredir o povo? Quanta parte social vocês construíram? Quais as mudanças que vocês ajudaram a fazer no mundo? O Papa Francisco pergunta isso, é muito é muito claro, não tem dúvida, não tem que ter interpretação de texto, pergunta direta. Então a gente ficou esses dias pensando nisso e a gente, o que a gente decidiu lá está de acordo com o que a gente está discutindo aqui. Então, a gente está muito junto com vocês, está bom? Eu acho que aspecto pra gente lutar contra reforma administrativa e tudo mais é, a gente voltar a gostar de política, as pessoas precisam voltar a se envolver com política, né, e não achar que a política ela depende só da autogestão, dos políticos profissionais né. Acho que a gente precisa debater né, é como as pessoas dizem no chão de fábrica, a política no dia a dia, né, tanto pra melhorar o nosso setor né, a nossa pesquisa, mas pensar de forma mais nacional e agir de forma local. Eu acho que isso é fundamental porque a reforma administrativa, essa discussão não acontece por uma ingenuidade, uma falta de compreensão da função do estado. Porque na verdade se sabe muito bem qual é a função do estado e não se deseja essa função, né. Então é uma visão de mundo, né. Quando a gente está, quando os deputados estão combatendo lá em Brasília, a reforma administrativa, na verdade estão combatendo uma visão de mundo, que retira do Estado, né, pra garantir duas coisas basicamente, a restrição orçamentária serve pra, num primeiro plano garantir o pagamento do serviço da dívida, É isso, né, rentismo, e num segundo nível, é porque menos serviço público significa mais serviço privado. Então, isso é uma visão de mundo, é projeto, e esse projeto está acontecendo há muito tempo. É preciso ter consciência política, nos detalhes, de baixo pra cima, pra que a gente possa realmente tocar nos pontos fundamentais e alcançar o nosso objetivo, que é garantir Estado de bemestar social, que promova portanto o desenvolvimento social, o desenvolvimento econômico, né, mas que jamais deixe abandone a sua função primária que é cuidar das pessoas. E aí fica a pergunta por que que o no Brasil o bem público vale tampouco, né? Como é que a gente desperta a população pra apoiar o estado nesse papel de tutela dos direitos. Como é que a gente faz isso? A gente precisa mostrar a função, a função, né? De fato. Então é preciso se perguntar por que que as coisas valem tão pouco né, por que que a coisa pública tem valido tão pouco, e como é que a gente pode fazer pra mudar esse rumo só com a população, entendendo as bases dessa dessa lógica, desse mecanismo, a gente vai conseguir ter força o suficiente pra pressionar, né, os tomadores de decisão quanto as os destinos que esse país torna. Obrigado Leandro. Só, ele ele não. Não, eu só queria deixar, colocar à disposição o parte de pesquisa do Hinton, Eu acho que esse espaço que já está abrindo pra gente é fundamental, acho que tanto eu quanto a Helena, a gente precisa desse espaço, né, então, com certeza se a gente tiver espaço lá a gente vai estar lá em Brasília, né, na na coisa. E agradecer muito, acho que isso é desejo de todo esse povo que está aqui trabalhando e ralando pelo SUS. Então acho que é reconhecimento desse povo lá do chão de fábrica, como o colega citou. Muito obrigado. Desculpa João. Então, eu queria terminar dizendo que a gente falou muito do dever do estado, mas só corroborando com o que o deputado falou e o Leandro também, eu acho que a gente tem sistema de saúde gente que é único, que nem o Leandro falou, e assim eu já vivi em outros lugares, tenho filho que mora na Holanda, sem sistema público de saúde também, que não chega nem aos pés do nosso, que é sistema que serve milhões de pessoas, né. Então eu acho que é ativo que a gente tem o SUS, a gente tem que reconhecer isso, é ativo. E eu sou muito orgulhosa de trabalhar no sistema público, gente, eu fiz essa opção de vida. Eu acho que todo mundo que está aqui fez essa mesma opção de vida. E uma coisa que eu acho que o deputado falou muito importante, a gente tem que cobrar. A gente tem que cobrar como sociedade civil, seja como associação, seja como sindicato, é nosso dever cobrar. Só que a gente não pode esquecer quem está do outro lado, que é o paciente. Pra que a gente está aqui? Pra que a gente é servidor público? É pra servir o paciente. A gente tem que sempre lembrar que no final da linha tem o paciente. E quando a gente para pra ver esse outro fim da linha, a gente realmente descobre o propósito, que eu acho que é que move todo mundo aqui. A gente sair de casa todo dia pra vim trabalhar por esse salário que, vou nem comentar, mas a gente sabe que não dá pra pagar a mensalidade da escola do filho, é porque a gente tem uma coisa algo a mais, que é esse propósito. Isso é maravilhoso, gente. A gente doendo aqui, a gente já passou por tudo, tudo que vocês imaginam, ficar sem diretor, diretor, enfim, tudo. E a gente continua existindo. Mas sabe uma coisa que me me comove muito? A gente vê que quando a gente tem problema grave, tipo a COVID, tipo essa calamidade do Sul, as pessoas se movem, e elas se movem de uma forma que é assim, dá orgulho na gente. A gente aqui no Into passou por isso na covid, a gente virou de hospital de de eletiva, de cirurgia eletiva, pro hospital de trauma, em uma semana, em uma semana, isso é gente, é pra Harvard, é uma coisa impressionante como a gente conseguiu fazer isso com salário baixo, com tudo isso que a gente está falando aqui. Então eu acho que existe uma força motriz dentro da gente, que é isso que a Helena falou, quando todo mundo pensa da mesma forma a gente vai realizar isso, eu tenho certeza. E queria mais uma vez agradecer a presença de todos, a do deputado Raymond, que é o máximo, né. E eu concordo com tudo que o Papa fala porque isso faz a gente pensar e a gente precisa pensar. Eu acho que a gente vive numa sociedade que ninguém pensa gente, é uma sociedade que nega tudo né, então o negócio é isso, você está sempre correndo que nem rato, não para pra pensar. Já o sacerdócio é você dedicar o seu tempo do ócio ao que é sagrado né. Então acho que a gente tem que pensar nisso, a gente tem que arrumar tempo pra pensar, pra tomar essas boas decisões. E é muito enriquecedor pra gente ver tanta gente reunido discutindo uma coisa que há anos, a gente fala, né, há anos. A gente vê que tem que ser mudada e que a gente tem tanta resistência, né. Por que será? Aí concordo com o Leandro, a grande pergunta. Por que será? Por que que o setor público é tão, né, a gente tem que pensar nessas coisas, são coisas estruturantes. Então, muito obrigado deputado pelo seu tempo aqui, que a gente sabe que o tempo é a mais limitante que a gente tem, tá. E tomara que isso dê frutos. Eu acho que vai dar, tá. Obrigado.
Deputado
Deputado agradece a todos presentes, incluindo Into, Instituto Nacional de Cardiologia e INCA; dá número de telefone e endereço de seus gabinetes em Rio e Brasília; menciona suas assessoras e assessores; deseja boa semana e encerra a reunião.

