GRUPO DE TRABALHO SOBRE A REGULAMENTAÇÃO DA REFORMA TRIBUTÁRIA PLP 68 DE 2024
Sobre o Evento
Grupo de trabalho discute a regulamentação da reforma tributária PLP 68 de 2024, focando no imposto seletivo sobre produtos como veículos, bebidas e cigarros. Especialistas e deputados debatem a necessidade de tributar produtos nocivos, o impacto nas pequenas indústrias e a busca por justiça tributária e ambiental. A reforma visa equilibrar arrecadação e saúde pública, enfrentando a complexidade tributária e a competitividade no mercado.
Deputado
A reunião extraordinária do grupo de trabalho foi aberta para discutir a regulamentação da reforma tributária e o PL que institui o IBS, CBS e IES. As atas anteriores e informações estão disponíveis online. Deputados participarão de eventos sobre reforma tributária. A audiência pública abordará o imposto seletivo com diversos expositores. Foi solicitado que as falas sejam objetivas, com limite de cinco minutos, para garantir a fluidez dos trabalhos. A palavra foi concedida a Nelson Leitão Paes para iniciar as apresentações.
Assessor da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária/Fazenda; Coordenador do "GT-19 - Imposto Seletivo" - Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Mininstério da Fazenda
O Assessor da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária discutiu a seleção de produtos para o imposto seletivo, destacando a inclusão de bens minerais, veículos e produtos como cigarros e bebidas alcoólicas. Ele enfatizou a necessidade de tributar veículos para reduzir emissões de CO2, enquanto o imposto seletivo poderia incentivar tecnologias mais sustentáveis. Ressaltou a importância de alíquotas específicas para cigarros e bebidas, corrigidas pela inflação, para evitar a redução da carga tributária e o aumento do consumo, especialmente entre os jovens.
Deputado
Agora a palavra vai para Luiz Carlos Moraes, vice-presidente da Anfavea.
Vice-Presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores - ANFAVEA - Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores - ANFAVEA
O deputado discute os prejuízos da inclusão dos automóveis no imposto seletivo, argumentando que isso aumentaria a poluição e não preservaria a saúde pública. Ele destaca a importância dos veículos para a mobilidade e economia, ressaltando que a frota antiga é mais poluente. Comenta também sobre os avanços na eficiência dos carros novos e critica a alta carga tributária já existente. Conclui pedindo a exclusão dos automóveis da proposta de reforma tributária.
Deputado
O Deputado mencionou a fala do professor de economia da Fundação Getúlio Vargas, Márcio Roland, que irá abordar um tema por meio do Zoom.
Professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas - FGV - Fundação Getulio Vargas - FGV
O Professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas - FGV discute a complexidade da tributação, especialmente em relação à saúde e ao meio ambiente. Ele ressalta que a carga tributária sobre consumo no Brasil é alta e que aumentar tributos pode ser regressivo, afetando os mais pobres. Aponta que a obesidade resulta de múltiplos fatores e não apenas do consumo de refrigerantes. Destaca a importância de políticas públicas integradas que enfatizem educação e conscientização sobre hábitos saudáveis, além de regular o consumo prejudicial. Conclui defendendo uma abordagem mais ampla e cuidadosa para a reforma tributária.
Deputado
Deputado agradece e passa a palavra ao presidente da ABPIP e a Bianca Xavier para compartilharem o tempo.
Presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo - ABPIP - Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo - ABPIP
A associação representa produtores independentes de petróleo e gás em 14 estados, focando na exploração e produção. O discurso agradece ao deputado Luiz Gastão e menciona que a tributarista Bianca Xavier abordará restrições sobre o imposto seletivo na área.
Participante
A palestrante discute a tributação do petróleo, questionando sua compatibilidade com a reforma tributária. Ela destaca que o petróleo, comparado a outros produtos, tem baixa emissão de carbono e não deve ser tributado como poluente. Critica a ideia de tributar a exportação, argumentando que isso desencorajaria a compra do petróleo brasileiro, que é menos poluente. Além disso, defende a necessidade de uma gradação na tributação, diferenciando campos novos e maduros, para garantir justiça tributária.
Deputado
O Deputado pede que os participantes respeitem o tempo de fala para conseguir ouvir todos e agradece pela compreensão.
Diretor-Adjunto do Instituto Democracia e Sustentabilidade - IDS - Instituto Democracia e Sustentabilidade - IDS
O Diretor-Adjunto do Instituto Democracia e Sustentabilidade destaca a importância da reforma tributária para combater problemas ambientais e de saúde pública, citando dados alarmantes sobre doenças evitáveis ligadas a indústrias como tabaco, álcool e agrotóxicos. Ele enfatiza a necessidade de incluir impostos seletivos para penalizar atividades prejudiciais, mencionando as altas taxas de mortalidade e os custos econômicos associados. A mensagem central é a urgência de uma reforma que considere a justiça tributária e a proteção ambiental, sendo fundamental para o futuro do Brasil.
Deputado
Deputado agradece e passa a palavra ao presidente da ABD.
Presidente da Associação Brasileira de Bebidas Destiladas - ABBD - Associação Brasileira de Bebidas Destiladas - ABBD
O Presidente da Associação Brasileira de Bebidas Destiladas mencionou a importância de um Projeto de Lei apresentado pelo governo, que busca benefícios para o Brasil em geral e não apenas para uma indústria específica. Ele destacou a necessidade de equilíbrio tributário, especialmente em relação à cerveja, que representa 90% do consumo de álcool no país. Enfatizou que a abordagem deve focar na quantidade de álcool, não no teor, e defender políticas que visem reduzir o consumo nocivo. O presidente ressaltou a importância de considerar as particularidades do comportamento brasileiro e as recomendações de órgãos de saúde ao discutir a tributação.
Deputado
O Deputado fez registros de outros deputados e mencionou a presença de membros do grupo, dando boas-vindas a todos e passando a palavra para o presidente executivo do sindicato.
Presidente Executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja - SINDICERV - Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja - SINDICERV
O Presidente Executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja destacou a representatividade do setor, que corresponde a 85% da produção de cerveja no Brasil e emprega mais de 2,5 milhões de pessoas. Ele ressaltou a complexidade tributária enfrentada, com 56% do preço da cerveja considerando impostos, e defendeu a reforma tributária que inclua a progressividade na tributação de bebidas alcoólicas, uma transição equilibrada entre ICMS e imposto seletivo, e tratamento diferenciado para pequenos produtores. Enfatizou a importância de medidas responsáveis para combater o consumo nocivo e a promoção de produtos com menor teor alcoólico.
Deputado
O Deputado pediu foco nas propostas, ressaltando a importância de ouvir todos os lados sem prolongar debates. Ele enfatizou a necessidade de análise justa dos pontos discutidos.
Gerente Executivo da Associação Brasileira da Indústria do Fumo - ABIFUMO - Associação Brasileira da Indústria do Fumo - ABIFUMO
Agradecimento pela atenção na reforma tributária. A regulamentação pode reduzir contrabando e garantir arrecadação. O Brasil perdeu R$ 100 bilhões em arrecadação e enfrenta aumento do mercado ilegal de cigarros. Aumentar impostos pode impulsionar o contrabando, prejudicando o setor legal. É necessário diferenciar a tributação e garantir neutralidade sem aumento de impostos, para evitar levar consumidores a opções ilegais.
Deputado
O Deputado agradece Edmilson Alves e passa a palavra para Tiago Álvares, representante da Federação das Indústrias de Minas Gerais, solicitando um microfone.
Representante da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais - FIEMG - Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais - FIEMG
O deputado discute o imposto seletivo no PLP 68, enfatizando a necessidade de avaliar sua eficácia e impactos, especialmente sobre as famílias mais pobres. Destaca a natureza arrecadatória do imposto, que pode prejudicar estados e municípios e contradizer outras políticas públicas, como a promoção de produtos estratégicos. Ele utiliza exemplos de setores como o mineral e bebidas açucaradas para evidenciar incoerências na proposta. O pleito é a discussão separada do imposto seletivo para uma análise mais aprofundada.
Deputado
O Deputado mencionou a participação de Thiago Alves Feital e Paula Jonas no debate sobre promoção da saúde.
Diretora Executiva da ACT Promoção da Saúde - ACT Promoção da Saúde
Participante defende a reforma tributária saudável, sustentável e solidária, destacando a necessidade de sobretaxação de tabaco e álcool, além de ultraprocessados e bebidas adoçadas. Enfatiza que a tributação deve ser parte de um conjunto mais amplo de políticas para promover saúde pública e minimizar externalidades. Apresenta evidências sobre a eficácia de tributações em reduzir consumo e sugere um movimento em direção a uma política de saúde mais justa. Finaliza se disponibilizando para fornecer materiais adicionais sobre o tema.
Deputado
Agradecimentos aos debatedores e convidados; desfecho da mesa anterior; organização da segunda mesa com diversos especialistas convidados, que farão suas apresentações. Passa a palavra a Vitor Bica Neto.
Presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas não alcoólicas - ABIR - Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas não alcoólicas - ABIR
A . defende a reforma tributária para simplificação e segurança jurídica, criticando a inclusão somente de bebidas açucaradas no debate sobre obesidade. Destaca o impacto econômico da proposta, como o fechamento de empresas e a perda de empregos, além de dados que mostram que o consumo de refrigerantes caiu. A . sugere alternativas, como redução de açúcar e mais informação ao consumidor, e pede a retirada das bebidas açucaradas do imposto seletivo, argumentando que isso não combate a obesidade e penaliza os mais pobres. Conclui solicitando correções na proposta.
Deputado
O Deputado agradeceu e passou a palavra ao secretário-geral do Instituto Pensar Energia.
Secretário-Geral do Instituto Pensar Energia - Instituto Pensar Energia
O Secretário-Geral do Instituto Pensar Energia destacou a importância de um tratamento tributário justo para o gás natural, essencial na transição energética, e alertou sobre as consequências negativas da tributação desse insumo, que poderia comprometer a indústria energética. Ele enfatizou a necessidade de isenção para o gás natural em todas as suas aplicações, considerando os altos tributos já existentes no setor de óleo e gás, e pediu a revisão das alíquotas de acordo com o tipo de produção. Concluiu ressaltando a urgência de manter a eficiência no fornecimento de energia e os impactos da reforma tributária na cadeia produtiva.
Deputado
Deputado agradece e passa a palavra para Léo Meireles, que vai falar pelo Zoom.
Diretor Jurídico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia - Unica - União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia - Unica
O Diretor Jurídico da União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia - UNICA expressou preocupações sobre a inclusão das bebidas açucaradas no imposto seletivo e a possível interpretação que poderia afetar insumos agropecuários. Ele defendeu a restrição do uso do imposto seletivo, enfatizando a importância de manter a neutralidade e a não cumulatividade, e pediu a exclusão das bebidas açucaradas e veículos motor flex da tributação. Agradeceu a oportunidade para expressar as opiniões da UNICA.
Deputado
O deputado cumprimenta e passa a palavra ao diretor do Instituto Brasileiro de Mineração.
Diretor de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Mineração - IBRAM - Instituto Brasileiro de Mineração - IBRAM
O Diretor de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Mineração - IBRAM destacou a importância do minério de ferro para a balança comercial do Brasil e alertou que a incidência do imposto seletivo sobre este mineral pode prejudicar a competitividade do setor, elevar custos e impactar negativamente o PIB e empregos. Ele argumentou que o imposto deveria ser direcionado a produtos prejudiciais e não à extração de commodities essenciais. A posição do IBRAM é pela busca de soluções que não afetem a indústria mineradora, vital para a economia brasileira.
Deputado
O Deputado agradeceu a Reinaldo Mansini e reafirmou que estão ouvindo sugestões, que o grupo vai se reunir para finalizar o texto, que sempre estará aberto a novas sugestões e que acompanharão todo o trabalho.
Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil e Membro do "GT-19 - Imposto Seletivo" - Receita Federal do Brasil
O Auditor Fiscal da Receita Federal destacou a inclusão de impostos sobre exportações de minerais para limitar atividades poluentes. Abordou ajustes necessários na base de cálculo do imposto, especialmente para cigarros. Rejeitou a ideia de incidência dupla de impostos em veículos e defendeu a alíquota mista para bebidas alcoólicas, sugerindo atualização anual para evitar perda de eficácia. Mencionou debates sobre o impacto do aumento de preço do cigarro no contrabando e argumentou que a regressividade do imposto seletivo pode ser positiva ao reduzir o consumo entre os mais pobres.
Deputado
O Deputado agradece e anuncia a palavra de Margarete, diretora do MIDIIC, que enfrenta problemas de áudio.
Diretora do Departamento de Desenvolvimento da Indústria de Alta-Média Complexidade Tecnológica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços - MDIC - Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços - MDIC
A Diretora do Departamento de Desenvolvimento da Indústria de Alta-Média Complexidade Tecnológica do MDIC discorreu sobre a implementação do imposto seletivo em veículos, que visa influenciar a decisão de compra do consumidor por meio de bônus e penalizações. A proposta busca incentivar a compra de veículos que atendam a critérios de segurança, eficiência energética e menores emissões de carbono, ao mesmo tempo estimulando a inovação dos fabricantes. Critérios como potência, consumo energético, segurança veicular e reciclabilidade foram destacados, com a intenção de premiar produtos mais sustentáveis e tecnológicos. O governo, segundo ela, não define a tecnologia dominante, mas busca precificar externalidades positivas e negativas.
Deputado
O Deputado passou a palavra para Letícia Cardoso, do Ministério da Saúde.
Diretora do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilâncias de Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde - Ministério da Saúde - MS
A Diretora do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilâncias de Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde destacou a importância do imposto seletivo no contexto da reforma tributária, enfatizando que doenças crônicas não transmissíveis são a principal causa de morte no Brasil, com 760 mil óbitos anuais. Ela defendeu medidas regulatórias que influenciam o comportamento, como a tributação, para reduzir o consumo de tabaco, álcool e alimentos ultraprocessados, que acarretam altos custos ao Sistema Único de Saúde e à economia. O imposto seletivo é visto como uma estratégia custo-efetiva para promover a saúde.
Deputado
O Deputado agradeceu e introduziu Larissa, uma advogada do Núcleo de Pesquisas e Tributação do ESPERTO, que falará pelo Zoom.
Advogada e Pesquisadora do Núcleo de Pesquisas em Tributação do Insper - Instituto de Ensino e Pesquisa - INSPER
A Advogada e Pesquisadora do Núcleo de Pesquisas em Tributação do Insper destacou a finalidade extrafiscal do imposto seletivo no Brasil, como previsto no PLP. Enfatizou a importância da avaliação de políticas públicas, propondo que as alíquotas sejam fixadas com base em estudos que confirmem sua eficácia. Aponte que o PLP inclui bens com incidência que não são consenso internacional e questionou a prematuridade dessa abordagem. Discutiu as alíquotas mistas propostas, reconhecendo sua complexidade e sugerindo a necessidade de clareza sobre a progressividade das alíquotas específicas para bebidas alcoólicas.
Deputado
Deputado agradece e passa a palavra para Clarissa Neponunceno Caetano Soares.
Advogada, Professora e Mestre em Direito, Especialista em Tributação Ambiental
A especialista aborda a tributação ambiental, enfatizando que deve ser subsidiária e não principal. Destaca a importância do licenciamento como compensação ambiental e critica a escolha de tributos que alteram a capacidade contributiva. Sugere a graduação da alíquota conforme o impacto ambiental, respeitando limites, e ressalta a necessidade de considerar as especificidades regionais no Brasil. Enfatiza também a importância de critérios como transitoriedade e eficácia no PLP 29, defendendo que a norma deve promover mudanças reais no comportamento do contribuinte.
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Foi discutida a necessidade de uma política pública integrada, considerando não apenas as políticas já existentes, mas também o impacto de novas propostas.
Advogada, Professora e Mestre em Direito, Especialista em Tributação Ambiental
A tributação na comercialização de produtos brasileiros no mercado internacional é afetada por questões ambientais, como os gases de efeito estufa e tecnologias produtivas, além de regulamentações como o PL 412.
Deputado
Agradecimentos à advogada e transição para a procuradora da Fazenda Nacional.
Procuradora da Fazenda Nacional - Procuradoria Geral da Fazenda Nacional
A Procuradora da Fazenda Nacional - Procuradoria Geral da Fazenda Nacional abordou a importância do imposto seletivo, destacando suas vertentes relacionadas à saúde e proteção ambiental. Enfatizou a necessidade de tributar a exportação sob a perspectiva da atual política pública ambiental, defendendo que a criação do imposto é apropriada para responder a desafios contemporâneos. Ela sugeriu uma reflexão sobre a implementação desse imposto, propondo medidas de avaliação precisas e mecanismos de controle, de modo a alinhar a política ambiental com a tributação de forma eficaz.
Deputado
O Deputado agradece à doutora Denise Lucena e reflete sobre a eficácia da seletividade tributária e seus efeitos, como a relação entre tributos elevados e consumo. Ele questiona a eficácia da tributação excessiva em produtos como cigarro e bebidas, argumentando que a sonegação é elevada e que o consumidor é o principal responsável pelo pagamento dos impostos. O Deputado critica a alta carga tributária no Brasil, sugerindo que deveria incidir mais sobre a renda e patrimônio, e defende uma abordagem mais cautelosa para evitar aumento da sonegação e garantir justiça fiscal, especialmente para famílias de baixa renda.
Presidente-Executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes - ABRASEL - Associação Brasileira de Bares e Restaurantes - ABRASEL
O setor de bares e restaurantes está severamente afetado, com 40% das empresas endividadas e sem capacidade de pagar impostos. A correção de preços abaixo da inflação resultou em redução de margens e dificuldades financeiras, apesar de sua contribuição significativa durante a pandemia e da geração de cinco milhões de empregos.
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É incompreensível a proposta de taxar bebidas açucaradas, conforme discutido.
Presidente-Executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes - ABRASEL - Associação Brasileira de Bares e Restaurantes - ABRASEL
O Presidente-Executivo da ABRASEL defendeu a exclusão de bebidas açucaradas do imposto seletivo, argumentando que o açúcar, embora considerado da cesta básica, não deve ser tratado como um mal. Ele questionou a relação entre açúcar e obesidade, citando sua experiência pessoal e a importância da educação em vez de imposições tributárias. Além disso, destacou a preocupação com os impactos sociais dos jogos eletrônicos, sugerindo que estes sim deveriam ser taxados.
Deputado
O Deputado agradeceu as contribuições de colegas, convocou a terceira mesa e apresentou os convidados que farão suas apresentações, muitos deles por Zoom.
Pesquisador do INSPER e do Núcleo de Estudos Fiscais da FGV-SP - Insituto de Ensino e Pesquisa (Insper); Núcleo de Estudos Fiscais da FGV-SP
O pesquisador destacou a importância do imposto seletivo sobre bebidas alcoólicas como uma ferramenta regulatória para induzir comportamentos e reduzir o consumo excessivo. Enfatizou que a eficácia desse imposto depende de seu desenho, propondo alíquotas progressivas baseadas no teor alcoólico. Apontou estudos e práticas internacionais que sustentam essa abordagem, citando exemplos de países que adotaram sistemas semelhantes. Concluiu que o projeto de lei em questão carece dessa progressividade, alinhando-se às recomendações da OMS e outras instituições.
Deputado
O Deputado agradece ao doutor Breno e passa a palavra para Eduardo Soares Couto, presidente da comissão de direito e minério da OAB nacional, que falará pelo Zoom.
Presidente da Comissão de Direito Minerário da OAB Nacional - OAB Nacional
O Presidente da Comissão de Direito Minerário da OAB Nacional destacou a importância do minério de ferro para a economia e a descarbonização da produção de aço. Ele argumentou que o imposto seletivo não deve ser aplicado ao minério de ferro, pois é essencial para novas tecnologias e processos de baixo carbono. Além disso, mencionou as etapas do processo siderúrgico e os desafios na adoção de métodos mais limpos, que exigem grandes investimentos. Por fim, pediu a exclusão do minério de ferro do imposto seletivo para incentivar esses investimentos e a produção de aço sustentável.
Deputado
O Deputado agradeceu e passou a palavra ao professor Alexandre Naok Nisioka, da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto, USP.
Professor na Faculdade de Direito de Ribeirão Preto/USP; Doutor em Direito Econômico e Financeiro pela USP - Faculdade de Direito da USP/Ribeirão Preto
O professor abordou a importância da defesa do meio ambiente no sistema tributário nacional, mencionando a relevância do imposto seletivo sobre bens prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Destacou o papel da tecnologia na redução desses danos e a necessidade de reavaliação periódica dos bens considerados prejudiciais. Além da tributação, enfatizou a importância de incentivos regulatórios e outros mecanismos para mitigar externalidades negativas. Por fim, ressaltou a necessidade de equilíbrio na aplicação de tributos e princípios como proporcionalidade e seletividade para benefícios à saúde e ao ambiente.
Deputado
Registro do líder Antônio Brito presente e passagem da palavra para Arnaldo Campos, economista da AGMAC Soluções, que se pronunciará pelo Zoom.
Economista e Diretor Executivo da AGMAAC Soluções - AGMAAC Soluções
O Economista e Diretor Executivo da AGMAAC Soluções destacou sua experiência em segurança alimentar e a importância do sistema tributário no desenvolvimento dos sistemas alimentares no Brasil. Ele enfatizou a necessidade de reformas tributárias que incentivem a produção e consumo de alimentos saudáveis, mencionando categorias específicas de produtores e insumos. O discurso abordou também a desigualdade entre pequenos e grandes produtores e a questão dos agrotóxicos, sugerindo alterações nas alíquotas para promover uma agricultura sustentável e saudável. A apresentação encerrou com um agradecimento pela oportunidade.
Deputado
Obrigado. Arnaldo Campos, deputado Raul.
Deputado
O Deputado aborda a situação dos pequenos produtores rurais no Brasil, que muitas vezes não têm personalidade jurídica e, portanto, não recebem créditos tributários. Sugere que a criação de uma personalidade jurídica sem obrigações do imposto de renda poderia beneficiar esses produtores, assegurando neutralidade tributária. Ele defende que o sistema de IVA deve garantir que a carga tributária final recaia sobre o consumidor, independentemente da complexidade do sistema fiscal atual. A proposta é desonerar e simplificar a tributação, com foco na essência do tributo e seu impacto no preço final dos produtos.
Deputado
O Deputado destacou a importância de discutir tributos e concorrência justa entre os segmentos econômicos, visando soluções que garantam igualdade na competitividade. Ele agradeceu pela colaboração e passou a palavra a outro representante.
Representante da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida - Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida
Alan Antiga, da campanha "Quantos Agrotóxicos", defende a cobrança de impostos maiores sobre agrotóxicos, citando seus malefícios à saúde e ao meio ambiente. Argumenta que a isenção atual é inconstitucional e prejudica a arrecadação do país. A taxação não encareceria alimentos, mas diminuiria lucros do agronegócio, propondo uma mudança no modelo agrícola. A apresentação também destaca a necessidade de taxação gradativa baseada em critérios de toxicidade, com o objetivo de proteger a saúde pública e o meio ambiente.
Deputado
O Deputado agradeceu a Alan pela apresentação e passou a palavra a Fernando Rodrigues, presidente da FEBRAS.
Presidente da Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil - AFREBRAS - Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil - AFREBRAS
O Presidente da Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil - AFREBRAS destacou que as pequenas fábricas, geralmente familiares, geram renda em pequenas cidades. Criticou a tributação desigual, especialmente o imposto seletivo, que penaliza as pequenas empresas de refrigerantes. Pointou que produtos variados como biscoitos e doces não enfrentam o mesmo ônus, tornando a situação injusta. Além disso, alertou que essa carga tributária pode levar ao fechamento de pequenas indústrias, afetando sua sobrevivência e o mercado. Por fim, manifestou oposição ao imposto seletivo, ressaltando a necessidade de uma discussão mais cuidadosa sobre a tributação no setor.
Deputado
O Deputado agradeceu a Fernando Rodrigues e passou a palavra para Mariana Pimentel, destacando a importância de ouvir as mulheres.
Diretora de Mercado e Estudos Econômicos do Instituto Brasileiro da Cachaça - IBRAC - Mercado e Estudos Econômicos do Instituto Brasileiro da Cachaça - IBRAC
A Diretora de Mercado e Estudos Econômicos do Instituto Brasileiro da Cachaça - IBRAC destacou a importância da cachaça como símbolo da cultura brasileira, sua origem histórica e seu reconhecimento internacional. Apesar de gerar empregos e ser produzida por pequenos produtores, a cachaça enfrenta altos tributos e marginalização. O IBRAC luta por uma reforma tributária justa, visando proteger os pequenos produtores e promover o consumo consciente. A tributação atual e as restrições publicitárias têm dificultado o crescimento do mercado interno, enquanto a cachaça é reconhecida em diversos países.
Deputado
Deputado registra a presença de um membro da indústria de cerveja, destaca a cultura e tradição do consumo de cachaça e menciona a importância de analisar as discussões relacionadas. Passa a palavra para uma representante da ANAP.
Procuradora do Distrito Federal e Representante da Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do DF- ANAPE - Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do DF- ANAPE
Discurso destaca a importância da reforma tributária e a função fiscal do imposto seletivo, enfatizando sua arrecadação para estados e municípios. Aborda a necessidade de um desenho cuidadoso desse imposto, destacando a seleção de bens prejudiciais, limitações a desonerações e monitoramento constante dos resultados. Sugere revisões mais frequentes para garantir sua eficácia.
Deputado
O Deputado agradece Nayara e passa a palavra para Matias Lopes.
Gerente Executivo Tributário do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás - IBP - Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás - IBP
O discurso aborda a importância da produção de petróleo no Brasil, criticando o imposto seletivo sobre extração e destacando a competição fiscal com outros países. O palestrante menciona a tributação pesada do setor, que já inclui compensações financeiras, e alerta sobre a necessidade de um ambiente competitivo e estável para atrair investimentos. Ele também defende que a exploração de petróleo não é prejudicial ao meio ambiente e enfatiza a essencialidade do petróleo e gás natural para o país, propondo reflexões sobre a transição energética no longo prazo.
Deputado
O Deputado agradeceu a Matias e passou a palavra para Daiane Lima, coordenadora do grupo de trabalho tributário da AEB.
Coordenadora do GT Tributário da Associação do Comércio Exterior do Brasil - AEB - Associação do Comércio Exterior do Brasil - AEB
Coordenadora do GT Tributário da AEB destaca a importância de eliminar a incidência de impostos sobre exportações para aumentar a competitividade do Brasil no comércio internacional. Ela ressaltou que o resíduo tributário impacta negativamente as empresas, com percentuais significativos em diferentes setores. A proposta da AEB defende a desoneração total das exportações, conforme previsto na reforma tributária, evitando novos litígios e promovendo o crescimento da balança comercial. A redação ideal é a do PLP 29, que exclui a incidência do seletivo na exportação de bens e serviços. A constituição deve ser respeitada nesse aspecto. Agradeceu a oportunidade de expor suas considerações.
Deputado
O Deputado agradeceu a Daiane Lima e passou a palavra a Paulo de Tarso Petroni.
Diretor-Geral da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja - CervBrasil - Associação Brasileira da Indústria da Cerveja - CervBrasil
O Diretor-Geral da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja ressaltou a importância da reforma tributária para o crescimento sustentável do Brasil. Ele destacou a necessidade de implementar o imposto seletivo com cuidado, buscando neutralidade em relação ao IPI e sugeriu a inclusão de progressividade na taxação conforme a graduação alcoólica. O discurso também enfatizou a preocupação com as pequenas cervejarias que podem ser afetadas pelo novo imposto. Despedindo-se, expressou otimismo sobre o futuro econômico do país.
Deputado
O Deputado agradece a presença e contribuição dos convidados, pedindo licença para encerrar a mesa.
Deputado
O Deputado destacou a importância da reforma tributária, defendendo a implementação do IVA eletrônico como solução para a cadeia produtiva, promovendo neutralidade e evitando a cumulatividade de impostos. Ele argumentou que o sistema tributário atual é um obstáculo ao crescimento econômico e ressaltou a necessidade de desoneração para os mais pobres, além de criticar a seletividade de impostos. O discurso também enfatizou a relevância do debate em torno da reforma e a modernização da cobrança tributária, prevendo que o Brasil poderá melhorar seu posicionamento econômico global com essas mudanças.
Deputado
O Deputado expressou satisfação em participar da discussão, ressaltou a importância do desenvolvimento do país sem perder de vista a cultura e a indústria nacional. Agradeceu aos palestrantes e observou que as contribuições serão analisadas pelo grupo de trabalho. Por fim, anunciou a próxima mesa de discussão com diversos participantes.
Professor da Faculdade de Direito da USP - Faculdade de Direito da USP
O Professor da Faculdade de Direito da USP discute o imposto seletivo, ressaltando suas diferenças entre o real e o teórico. O imposto seletivo substitui o IPI, sendo altamente arrecadatório e sem criar nova tributação. Ele enfatiza que a maior parte da arrecadação beneficia estados e municípios, sem destinação específica para políticas públicas. O professor argumenta sobre a neutralidade do Estado na tributação e critica a ideia de que o Estado deve intervir ativamente nas escolhas de consumo dos cidadãos, sugerindo que a tributação deve evitar distorções, mas não ser interventora.
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A efetividade das agendas de gastos depende da disputa entre oportunismo fiscal e a arrecadação de sessenta bilhões, além da competição entre setores.
Professor da Faculdade de Direito da USP - Faculdade de Direito da USP
O professor discute a importância de ter cuidado ao lidar com o imposto seletivo, ressaltando que ele não é tão simples quanto parece e que decisões artificiais devem ser evitadas. Agradece ao presidente da mesa e saúda os colegas.
Deputado
O Deputado mencionou a presença e participação de Gilberto Tarantino e apresentou Francisco Matos Machado Tavares, coordenador de grupo de estudos sobre sistema tributário em Minas Gerais.
Coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas Sócio-fiscais, GESF (UFMG) e do Observatório Brasileiro do Sistema Tributário - Grupo de Estudos e Pesquisas Sócio-fiscais, GESF (UFMG) e Observatório Brasileiro do Sistema Tributário
O Coordenador do GESF apresentou evidências sobre o impacto dos impostos seletivos na promoção de bens jurídicos, como meio ambiente e saúde. Destacou a controvérsia entre reguladores de preços na teoria econômica e a inclusão constitucional do imposto seletivo. A pesquisa analisou artigos de alta qualidade e constatou que esses tributos aumentam preços e alteram o comportamento do consumidor, reduzindo o consumo de produtos prejudiciais. A coordenação do imposto com políticas públicas é essencial para efetividade, e alíquotas mais altas são necessárias para alcançar os resultados esperados.
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O escopo do PLP 68 deve ser ampliado, focando especialmente na tributação de bebidas açucaradas.
Coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas Sócio-fiscais, GESF (UFMG) e do Observatório Brasileiro do Sistema Tributário - Grupo de Estudos e Pesquisas Sócio-fiscais, GESF (UFMG) e Observatório Brasileiro do Sistema Tributário
O Coordenador destacou a necessidade de juridicizar o conceito de ultraprocessados e a importância da manutenção de políticas tributárias, como a correção de alíquotas. Ele enfatizou que a política pública deve ser avaliada e monitorada com participação social. A pesquisa sugere a melhoria da redação do PLP sessenta e oito, defendendo tributos seletivos com bases amplas e alíquotas altas para evitar substituições.
Deputado
Agradecimento a Francisco Marta e passagem da palavra para Gilberto Tarantino, presidente da Abraserva.
Presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal - ABRACERVA - Associação Brasileira de Cerveja Artesanal - ABRACERVA
O presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal ressaltou a importância do setor, destacando que o Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, gerando mais de 2 milhões de empregos e com 1.847 cervejarias. Ele mencionou o crescimento das cervejarias artesanais e a necessidade de apoio governamental, especialmente em questões tributárias, para evitar a concorrência desleal com grandes marcas. Enfatizou a solidariedade do setor diante de desastres, a sustentabilidade econômica e ambiental, além da valorização dos insumos locais na produção de cerveja. A cerveja também foi apresentada como um elemento de cultura e gastronomia.
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A apresentação fala sobre a produção de cerveja brasileira, destacando ingredientes como arroz, milho, mandioca e lúpulo. Enfatiza a tradição, inovação e a conexão entre cerveja, gastronomia e celebrações em torno da mesa.
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Agradecimento a Gilberto.
Deputado
O Deputado anunciou a passagem da palavra para Heleno Taveira Torres, professor da USP, que se apresentaria pelo Zoom, mas, ao perceber a ausência, passou para Eduardo Lourenço, advogado do Instituto Pensar Agropecuária.
Advogado do Instituto Pensar Agropecuária - IPA - Instituto Pensar Agropecuária - IPA
O Advogado do Instituto Pensar Agropecuária apresentou oito pontos sobre o imposto seletivo na reforma tributária, destacando a não incidência sobre gás natural, aeronaves e máquinas agrícolas. Propôs ajustes na tributação de veículos, sugerindo que o veículo flex não deve ser penalizado. Questionou a base de cálculo dos produtos fumígenos e a atualização do imposto pelo IPCA, defendendo que cabe ao Congresso decidir sobre isso. Por fim, abordou a questão das bebidas, pedindo isenção para produtores artesanais e uma tributação progressiva baseada no teor alcoólico, além de considerar o ICMS na transição para o novo imposto.
Deputado
O Deputado discute a transição para novos investimentos e a necessidade de considerar como os créditos dos investimentos poderão ser utilizados nesse período. Ele menciona reuniões com o secretário para apresentar propostas que serão analisadas pelo grupo de trabalho.
Professor Titular de Direito Econômico e Financeiro da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo - USP - Ffaculdade de Direito da Universidade de São Paulo - USP
O Professor Titular de Direito Econômico e Financeiro da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo - USP discute a relevância do imposto seletivo, destacando a falta de debate cidadanista e as inconstitucionalidades do projeto. Critica a tributação sobre exportação de minérios, em desacordo com a Constituição, e propõe a progressividade das alíquotas do imposto seletivo, vinculando a tributação ao nível de nocividade à saúde, especialmente em bebidas alcoólicas. Agradece à comissão e valoriza a interação entre academia e cidadania.
Deputado
O Deputado agradece a Heleno e passa a palavra para Mendel Macedo, cientista tributário e diretor jurídico da Câmara Brasil Ásia.
Cientista Tributário e Diretor Jurídico da Câmara Brasil Ásia - CBA - Câmara Brasil Ásia - CBA
O Cientista Tributário e Diretor Jurídico da Câmara Brasil Ásia mencionou preocupações sobre o PL 29 e o imposto seletivo, destacando a necessidade de maior estabilidade nas relações internacionais e criticando a subjetividade do imposto no PL 68. Ele ressaltou a importância do creditamento internacional e a falta de previsibilidade que prejudica investimentos de longo prazo. Também abordou a confusão entre o produto e a atividade na incidência do imposto seletivo, defendendo que o foco deve ser na atividade e não na natureza dos produtos. Por fim, expressou apoio à reforma tributária, mas preocupações com a forma como o imposto seletivo é tratado.
Deputado
O Deputado mencionou que está trabalhando para tornar o texto claro e objetivo, e passou a palavra ao diretor executivo da Bioenergia Brasil.
Diretor-Executivo da Bioenergia Brasil - Bioenergia Brasil
O orador cumprimenta o deputado pela condução do trabalho e destaca a importância do imposto seletivo sobre bebidas açucaradas, criticando sua eficácia e impacto negativo na saúde e economia. Ele também aborda a transição energética, defendendo que veículos flex não devem ser tratados de forma diferente dos elétricos, e propõe um conceito de ciclo de vida mais abrangente para políticas de combustível. Agradece novamente pela oportunidade.
Deputado
O Deputado parabenizou e agradeceu pelo convite.
Presidente da Associação de Produtores de Charutos Artesanais do Brasil - APCAB - Associação de Produtores de Charutos Artesanais do Brasil - APCAB
O Presidente da APCAB destacou a importância da valorização e sustentabilidade dos charutos artesanais brasileiros, enfatizando a necessidade de diferenciação tributária em relação a produtos de tabaco. Ele ressaltou a relevância cultural e econômica da produção artesanal, que utiliza técnicas tradicionais e gera empregos nas comunidades. O pleito inclui a aplicação de alíquotas específicas e menos severas para charutos, devido ao seu consumo limitado e menos prejudicial à saúde. O presidente reforçou a disposição da APCAB para contribuições e agradeceu pela oportunidade de se manifestar.
Deputado
Deputado agradece e passa a palavra para Thais Faguri, presidente executiva da Associação Brasileira de Embalagens de Aços, que falará pelo Zoom.
Presidente Executiva da Associação Brasileira de Embalagens de Aço - ABEAÇO - Associação Brasileira de Embalagens de Aço - ABEAÇO
A Presidente Executiva da Associação Brasileira de Embalagens de Aço - ABEAÇO destacou a importância da sustentabilidade e da reciclagem no setor de embalagens de aço, que representa 70% do mercado brasileiro. Enfatizou a necessidade de reforma tributária inclusiva, que ofereça informações à população e incentive práticas sustentáveis, sem onerar os consumidores. Além disso, ressaltou a importância de apoiar cooperativas de catadores e promover a logística reversa sem fins lucrativos. O foco deve ser na democratização do acesso a informações sobre resíduos com menor impacto ambiental.
Deputado
O Deputado agradeceu à presidente da Associação Brasileira de Infarma e mencionou o secretário executivo da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, que se apresentará pelo Zoom.
Secretário Executivo da Associação Brasileira de Saúde Coletiva - ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva - ABRASCO
O Secretário Executivo da Associação Brasileira de Saúde Coletiva - ABRASCO abordou a importância da tributação seletiva de produtos ultraprocessados e agrotóxicos, enfatizando a necessidade de políticas públicas sinérgicas. Defendeu a inclusão de várias categorias de produtos na tributação, ressaltando os riscos à saúde e ao meio ambiente associados a esses itens. Criticou as isenções fiscais para agrotóxicos e destacou que a tributação deve equilibrar saúde pública e sustentabilidade, além de contribuir para a arrecadação e não impactar negativamente o preço dos alimentos. Concluiu reiterando que a saúde e o meio ambiente devem ser prioridades em relação ao benefício econômico de poucos.
Deputado
Agradecimento ao secretário da Associação Brasileira de Saúde Coletiva e passagem da palavra ao deputado Raul.
Deputado
O Deputado ressalta que a carga tributária sobre insumos aumenta os preços finais de bens e serviços. Critica a ideia de reduzir o consumo de agroquímicos através do aumento da tributação, argumentando que isso impacta negativamente o setor produtivo e a população. Destaca que as empresas não pagam impostos diretamente, mas sim os consumidores. Enfatiza que a saúde não deve ser abordada apenas pela tributação, mas por outras políticas.
Deputado
O Deputado agradeceu as contribuições e ressaltou a responsabilidade do Congresso em definir questões importantes para o país. Destacou a importância do debate entre diferentes opiniões e a necessidade de obter votos para aprovar o texto. Anunciou que o objetivo é entregar o texto no dia três para discussão antes do plenário e convocou uma reunião extraordinária para o dia vinte e cinco. Encerrou a reunião.




