COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA
Sobre o Evento
Audiência pública sobre assédio moral e sexual na Polícia Rodoviária Federal abordou depoimentos de vítimas, críticas à corregedoria e a necessidade de mudanças institucionais. Participantes enfatizaram a urgência de políticas de proteção e inclusão, além de um ambiente seguro para denúncias, destacando a cultura machista e a falta de apoio às vítimas. Compromissos foram feitos para implementar ações concretas e promover justiça. Uma nova audiência será agendada para discutir um plano de enfrentamento ao assédio.
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Boa tarde a todos os presentes. Como a deputada já anunciou, eu sou engenheira e terceirizada, trabalhei por sete anos na PRF, fui desligada agora, esse ano, em março, final de março desse ano. E passei por situações de de assédio moral e sexual no trabalho, no ano de dois mil e vinte e final dois mil e vinte e e todo ano de dois mil e vinte e dois. Nunca desencadeia alguns problemas de de saúde. E quando, na verdade eu comentei com alguns colegas na época, pra sobre o que estava acontecendo, mas eu não fiz a denúncia, mas colega policial presenciou uma cena no meu setor, fez a denúncia à Corregedoria, e eu fui chamado enquanto testemunha pra relatar os fatos que havia que estavam ocorrendo comigo e infelizmente assim que a gestão soube do que estava acontecendo dessa denúncia na Corregedoria, eu fui bastante hostilizada, eu tinha medo até de fazer essas declarações dessa denúncia, porque eu tinha medo exatamente da das retaliações que eu poderia vir a sofrer, enquanto uma terceirizada eu era eu era o elo mais fraco da corrente né? E aí, os gestores, acharam por melhor me tirar do setor, com o objetivo e a fala de que era pra me proteger, mas eu não vi dessa maneira, eu me senti muito injustiça porque, não se tiram a vítima do setor e eu acho que teria que, ser visto a postura do agressor, e não da vítima, mas enfim, me tiraram da sala, me deslocaram pra outro anexo do prédio da sede aqui de Pernambuco e fiquei lá por seis meses. Enquanto isso, alguém que eu também não tenho conhecimento fez uma denúncia no Ministério Público do Trabalho aqui em Recife, relatando essas irregularidades que estavam acontecendo comigo e mais duas outras colegas terceirizadas. Uma porque reclamou da passagem e e uma outra lá eu não sei porque acho que tinha uma cúpula de duas funções, e eu porque eu tinha o desvio de função e porque estava sofrendo assédio. E, após seis meses terem me tirado do setor, pedindo a minha demissão. Só que eu estava estava e ainda estou em tratamento médico, e isso prejudicou muito mais ainda agravou muito mais a minha situação de saúde né? Levando em consideração que precisava do meu trabalho pra manter o meu plano de saúde e cuidar da minha saúde. Então, foi uma situação muito complicada. Fui muito, me senti muito desprotegida. Durante seis anos anteriores que eu trabalhei na PF, que fique bem claro, eu sempre fui muito bem respeitada e tive sempre uma boa relação com todos os colegas de toda a regional. Conquistei a confiança de todos EAEA credibilidade com o meu trabalho, mas infelizmente por conta de uma, duas ou três pessoas, acabaram ficando do lado acho do agressor, eu não sei se é por conta que a PRF já tem uma cultura machista, somos mulheres somos a minoria que trabalhamos na PRF né? Então, existe sistema de corporativismo, de defesa de uns aos outros, e, me senti desamparada, injustiçada, eu não imaginava que dentro da instituição que é órgão federal da da de segurança pública, eu fosse passar por isso, porque se a PRF combate a crimes, como é que não combate os crimes dentro da instituição, e fazem isso com as vítimas né? E é muito difícil relatar porque eu amava meu trabalho, amava meu ambiente de trabalho, fazia com com todo o meu amor, minha dedicação, e não esperava que eu fosse ser tratada dessa maneira. A gestão foi bem equivocada com relação ao meu caso porque eu eu eu eu mesmo não fiz as denúncias entendeu? Porque eu achava que as coisas poderiam ser resolvida de outra maneira, mas eu achava que os gestores que tinham o poder né? Nas mãos fossem a gente de forma diferente. Infelizmente me deparei com outras colegas, que são PRFs eu achava no início que é porque eu era terceirizada talvez o tratamento fosse diferenciado, mas depois eu tomei conhecimento de outras colegas, que são servidoras, e que passaram por coisas iguais ou até piores que as minhas.




