COMISSÃO DE EDUCAÇÃO
Sobre o Evento
Comissão de Educação discute dez anos da UNIFESP na Zona Leste.
Transcrição automática
A sessão convocada com o objetivo de discutir dez anos de pactuação da Universidade Federal UNIFESP, campus Zona Leste, desafios da implementação e financiamento. Essa audiência está sendo realizada em virtude da aprovação do requerimento cinco dois dois mil e vinte e quatro, de minha autoria pela comissão de educação da Câmara dos Deputados. Cada participante disporá de no máximo oito minutos para apresentação em fala única, com exceção de uma das convidadas que disporá de três minutos. Após as falas da mesa serão abertas até cinco falas de três minutos do público. As inscrições podem ser feitas com a Paula, que está aqui na frente. Para cumprir com o teto limite da audiência, estaremos com uma placa indicativa de tempo, que será levantada também pela Paula faltando dois minutos do encerramento de cada fala. Informo também, que esta transmissão está sendo feita ao vivo pela página da ALESP e pelas nossas redes sociais, e que após a realização estará disponível para acesso nesses mesmos canais. Então eu quero convidar para compor a mesa, Patrícia Lacinski, diretora do campus da UNIFESP da Zona Leste. Raiane Assunção, reitora da UNIFESP. A deputada estadual do movimento pretas, Mônica Seixas, a quem eu agradeço pela organização do espaço, pela abertura da ALESP, no CCB para essa importante audiência pública. Josías Lima que é representante do conselho universitário. Edson Pardinho do fórum social da zona leste. E por fim Leidiane Cruz que é representante da união estadual dos estudantes. Foram convidados pra audiência, mas não retornaram ao convite o MEC, Elizabeth França, que é da secretaria municipal de urbanismo e licenciamento, e também Rafael Limmonta, que é prefeito regional de Itaquera. Bom, eu queria agradecer, em primeiro lugar, a a todas e todos vocês que estão aqui acompanhando a audiência pública, de forma presencial, aos que nos acompanham através dos canais online, as convidadas e convidados aqui da mesa e sobretudo à comunidade da Zona Leste aos movimentos sociais, movimentos populares e organizados que foram responsáveis por, através de muita luta, conquistarem o campus da Zona Leste, né, foi uma conquista fruto do movimento social. Isso é acho que é marco fundamental, porque a partir da presença da UNIFESP da Zona Leste, ali se viu a concretização, né, de sonhos, de lutas, de demandas populares, que significa o quê? A abertura de espaço de excelência, de produção acadêmica, de produção científica, em contato com a população da Zona Leste que tanto contribui social e materialmente pra cidade de São Paulo, e que tem o direito né, de também participar dos espaços de produção acadêmica e se beneficiar daquilo que é ali produzido. Bom, agora são dez anos da conquista desse campus, da sua implementação, mas também há uma série de desafios, né, pra manutenção da sua excelência, pra garantia de fato de campus cada vez mais bem estruturado, que outros cursos também possam ali ser abrigados e claro, fortalecendo sempre esse perfil prioritário né, que a gente busca não só pra UNIFESP, mas pras nossas universidades e institutos federais, né, de jovens oriundos das periferias, de jovens negros, daqueles que de fato, tenham muitas vezes as suas vidas transformadas a partir dessa oportunidade, né, que é o contato e a entrada numa universidade federal. Eu quero também saudar a toda comunidade universitária que esse ano fez uma greve que foi processo fundamental de luta e de reestruturação de carreira, de salário e de orçamento para o ensino superior no Brasil, mas sem dúvida, não fosse esse processo de uma forte greve em unidade dos três setores das universidades e dos institutos federais, a gente não teria hoje uma possibilidade de ter uma mudança significativa, né, nos salários, na carreira e na no desenvolvimento do profissional dessas desses trabalhadores. Então acho que foi a greve foi fundamental, mas também a luta por uma recomposição orçamentária não se encerra ali, né, ela tem novas etapas. E é muito importante lembrar que muito recentemente, ali mais ou menos no encerramento da greve, nosso Presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com reitores de universidades e institutos federais e anunciou que o Governo Federal investiria cinco vírgula cinco bilhões de recursos no novo PAC, cerca de três vírgula setenta e cinco bilhões de reais voltados a obras nas estruturas das universidades. E a UNIFESP da Zona Leste seria parte dos contemplados nesse processo, né, seria na verdade dos campos prioritários. O nosso mandato oficiou o MEC e também outros ministérios justamente pra ter planejamento melhor, uma noção do cronograma, de qual planejamento que se tem com esses recursos destinados, né? Quais serão os primeiros passos, quais serão os setores prioritários e a gente vai seguir com gabinete aberto à disposição, pra fazer enfim outras formas de de de cobrança e de acompanhamento mesmo desse processo de investimento orçamentário. O nosso mandato ao longo desses últimos anos né, desde o primeiro mandato como deputada federal agora estou no meu segundo, nós destinamos cerca de milhão trezentos e trinta mil reais, em emendas parlamentares, especificamente né, pro campus da Zona Leste, além de emendas que a gente destina também pra outros Camp da UNIFESP e também de institutos federais. A gente tem como política mesmo do mandato é investir investir universidade, além de outras áreas, claro, mas universidades e estudos federais porque é recurso que a gente sabe que vai chegar, vai ser bem aplicado e é incalculável muitas vezes o impacto desses recursos, né, porque tem a ver com muitas vezes a manutenção de atividades corriqueiras, mas a gente está falando de uma formação a longo prazo de gerações e gerações de jovens de pesquisadores e de acadêmicos que vão contribuir enormemente pro nosso país então a gente tem isso sempre como política e como prioridade, a gente está sempre à disposição mesmo como mandato, como instrumento pra pra lutar, né, tanto mais estruturalmente por mais recursos e estrutura, mas também pra apoiar no que nos couber. E bom, sem mais delongas, eu quero na verdade passar para os para os membros para quem hoje compõe constrói garante, né, o funcionamento da UNIFESP sobretudo do campus da zona leste. Então, quero começar com a Patrícia que é a diretora do Ah está chegando o microfone de mão é verdade só eu que estou com o microfone aqui. Obrigada. Obrigada boa noite boa noite a todos a todas a todos Gostaria de primeiro parabenizar aqui o mandato da deputada federal Sâmia Bonfim pela iniciativa, juntamente com os estudantes de geografia do Instituto das Cidades da UNIFESP de realizar essa audiência pública sobre os dez anos de pactuação para a criação do campus zona leste de da UNIFESP essa iniciativa surgiu aí como uma atividade de greve né a deputada Sâmia foi lá no campus e daí surgiu a ideia de realizar essa audiência Também gostaria de cumprimentar a mesa, no nome aqui da deputada estadual Mônica Seixas, cumprimentar toda a mesa, também cumprimentar todos os participantes, presentes virtualmente. Eu sou professora, e sou também diretora acadêmica, né, estou diretora acadêmica do Instituto das Cidades, na direção do Instituto das Cidades eu estou desde março de dois mil e vinte e em primeiro momento como coordenadora, depois como diretora ProTEMPRE, e desde setembro de dois mil e vinte e dois, eleita juntamente aqui com a minha amiga Giovana Milano, que é a nossa vicediretora aí do Instituto das Cidades. E esse ano a gente está celebrando então os dez anos de pactuação da UNIFESP com o Ministério da Educação pra criação do campus, zona leste, mas a história é importante dizer né, do campus começou muito antes de do pacto. Desde a década de mil novecentos e oitenta, que os movimentos sociais da zona leste lutam por educação pra região, desde a educação infantil até o ensino superior. Em mil novecentos e oitenta e seis Paulo Freire esteve na zona leste e discutiu a concepção de uma universidade do trabalhador. Os movimentos populares, eles não desistiram de brigar por uma universidade pública gratuita de qualidade democrática na região. Ao longo desses anos todos, a luta tem sido permanente né? Foram realizadas plenárias, foi criado o Fórum da Educação da Zona Leste, foi entregue documento com reivindicação da universidade ao Ministro de Educação, foi criada a frente parlamentar e grupo de trabalho popular e foi travado uma busca por terreno por essa universidade. A o terreno onde o campus está localizado, é uma área de cento e setenta e seis mil metros quadrados que fica localizado em Itaquera, na Avenida Jacu Pêssego. Ele abrigava antes uma fábrica, uma metalúrgica Gazarra. E esse terreno foi apresentado e aprovado pela UNIFESP, em dois mil e nove, dois mil e dez. A partir daí começou uma fase de planejamento participativo juntamente com a sociedade civil, pra pensar o campus né pra criar o campus e pensar o campus com a elaboração do projeto político pedagógico e do planejamento dos cursos de graduação foi estabelecido nessa época que o campus abrigaria então o instituto das cidades, voltado pra produção de conhecimento em torno do tema dos estudos urbanos. Durante esses anos, ainda houveram várias manifestações né, os os abraços simbólicos dados pela população no terreno. Em dois mil e catorze, a partir então do pacto que foi assinado no dia dezoito de dezembro daquele ano, foram aprovados cinco cursos de graduação, do instituto das cidades, geografia, bacharelado e licenciatura, arquitetura e urbanismo, engenharia civil, engenharia ambiental e sanitária e administração pública. Em dois em dois mil e dezesseis, a gente reformou o prédio com o apoio da prefeitura, pra poder iniciar as atividades acadêmicas no campus. E nos primeiros anos de funcionamento esse campus em implantação foi polo de extensão. No final de dois mil e dezessete, início de dois mil e dezoito, chegaram aos primeiros quinze professores concursados, ou transferidos de outras universidades públicas federais e quem olha de longe parece que a gente tá é prédio no meio do mato né na verdade a gente é prédio no meio do mato mas a gente pode dizer que nesses dez anos principalmente nesses sete anos que os professores e técnicos chegaram no campus a gente avançou muito cresceu muito e aí só para falar rapidamente de conquistas por ano aqui, rapidamente sete conquistas né, dois mil e dezoito, a gente ofertou o curso de especialização em cidades planejamento urbano e participação social. Foi momento importante porque foi a chegada dos primeiros estudantes no campus. Em dois mil e dezenove, a gente aprovou no conselho universitário a criação do primeiro curso de graduação, geografia, licenciatura e bacharelado. Em dois mil e dezenove, a gente conseguiu ofertar as primeiras bolsas de pesquisa e extensão pros alunos de graduação, a partir do programa de estudos urbanos e interdisciplinaridade, foram trinta bolsas. A gente está na terceira edição desse programa, e esse programa, vale dizer, ele é financiado com recursos de emenda parlamentar. Em dois mil e, em dois mil e vinte e a gente aprovou no conselho universitário a criação da nossa unidade universitária, o instituto das cidades, ele foi institucionalizado nesse momento. É em e também 2021 a gente também fez é importante falar só porque falar pouquinho de pesquisa aqui que a gente também realizou a gente a partir desse programa de estudos urbanos interdisciplinar interdisciplinaridade, a gente realizou o primeiro seminário internacional de estudos urbanos no instituto das cidades em dois mil e vinte e publicando revistas e outras publicações. Dois mil e vinte e dois, a gente fez a primeira eleição então pra direção acadêmica do Instituto das Cidades, em dois mil e vinte e três a gente criou as câmaras de graduação, que a professora Letícia aqui está presente, que ela é nossa coordenadora, a a bolsa de, a câmara de extensão e cultura, professor Tiaraju também está aqui presente, e a câmara de pósgraduação e pesquisa, que é coordenado pelo professor Ricardo Saterrella que não conseguiu estar presente. Foram realizadas eleições né, para os seus membros, e agora em dois mil e vinte e quatro a gente vai iniciar as obras. Nesses anos também, a gente fez, a gente conseguiu formar sete grupos de pesquisa, e a gente também já já elaborou três propostas de mestrado e a gente está na luta agora pra que ele seja aprovado, pra gente poder também criar o primeiro curso de de de mestrado no campus. Eu tenho só dois minutos, eu queria colocar aqui, importante falar, que é esse campus, ele ele está vivo, sobrevivendo hoje, graças, primeiro, aos movimentos sociais. São inúmeras pessoas lutando pra essa pra essa universidade, seja da época do Paulo Freire, até hoje, as emendas parlamentares que a gente tem hoje, é graças a muitas pessoas que nem são hoje ligadas diretamente à universidade, mas elas estão lá lutando por emendas, então eu queria fazer agradecimento aos militantes das entidades do Fórum em Defesa da Zona Leste, que representa esses movimentos sociais. Eu queria agradecer também, colocar citar aqui também a professora Raiane, que continua nessa luta apoiando o campus, que está recebendo os movimentos dos estudantes o tempo todo, encarando esse desafio de assegurar e garantir essas obras né? Os estudantes da geografia, que são a parte mais importante do campus, que tão realizando inclusive audiência pública aqui nessa casa, né, que tão indo Brasília, que tão enfim, também lutando por essa por esse campus. Aos docentes, aos técnicos né, do Instituto das Cidades, e as próreitorias, as suas equipes, a chefia de gabinete da UNIFESP, porque a gente consegue hoje manter esse campus graças a esse trabalho todo. Eu eu vou colocar aqui só mais, pra finalizar, dois desafios que eu acho que é importante a gente ter em mente. O campus zona leste precisa ser implantado, a gente ainda é campus de implantação, então a gente precisa construir, fazer as realizar essas obras, criar novos cursos, contratar professores técnicos, a gente precisa implantar esse campus. E consequentemente o segundo desafio, é que a gente precisa e a gente quer que o campus tenha orçamento próprio, né a gente vive de emenda parlamentar a gente paga conta de luz a gente paga contratos de vigia de limpeza com recurso de emenda parlamentar a gente paga a gente comprou todos os livros da nossa biblioteca a gente comprou e computadores, enfim, tudo é com reconhecimento parlamentar. Então a gente precisa de fato, ter orçamento próprio. Pra finalizar, eu só vou citar, uma frase que Silvia Federiti falou numa numa eu gosto muito dessa frase que ela ela ela falou numa palestra, em dois mil e onze. Se queremos mudar a universidade e construir comuns do conhecimento, não basta nos preocuparmos somente com o conteúdo dos currículos e o custo de ensino, ainda que sejam indiscutivelmente cruciais. Precisamos questionar as condições materiais da produção de uma universidade, sua história e sua relação com as comunidades do entorno. E é com esse espírito que a gente está aqui hoje, obrigada. Eu que agradeço professora Patrícia, quero anunciar a presença e já convidar pra que compõe a mesa junto conosco a professora Sorais Maile, que é exreitora da UNIFESP. E agora passar a palavra à reitora da UNIFESP, professora Rayane Assunção. Bom, boa noite. Quero agradecer aqui a iniciativa, né, organizada aqui a partir da mobilização dos estudantes, mas também com a o apoio e a abertura, né, de ambas deputadas aqui, tanto a deputada Sâmia Bonfim, como também a deputada Mônica Seixas, que são parlamentares aí que são referências para nós no sentido da defesa da educação do ensino superior público e de qualidade né, então muito obrigada. Cumprimentar aqui a professora Patrícia, em nome dela todos os servidores docentes e técnicos do campus Zona Leste, aqui no nome do Josías que é estudante da Zona Leste mas também membro do nosso Conselho Universidade Federal de São Paulo, que eu vi que tem aqui vários Camp e também com a presença aqui do do Edson poder cumprimentar o fórum da Zona Leste, que ele é permanente né na defesa aí desse campus da universidade presente no território da zona leste, e a Leidiane representando aí a união União Estadual dos Estudantes, que também têm feito aí debate superimportante do que é o ensino superior público. Bem, eu a minha fala que é em relação ao campus zona leste mas aproveito a oportunidade também pra falar do significado da Universidade Federal no estado de São Paulo, né, eu sempre digo que é desafio ser Universidade Federal no estado de São Paulo, considerando a própria história do nosso estado, né, o papel que as universidades estaduais né foram construindo, a forma como elas foram sendo financiadas, então isso nos coloca numa relação, né, e ao mesmo tempo num papel muito importante por quê? Porque a nossa Universidade, né, a Universidade Federal de São Paulo, ela passa, né, ela tem uma história de noventa anos, mais de noventa anos com as primeiras escolas, mas ela passa por processo de transformação profundo, né, e ela se torna uma universidade de fato com as múltiplas áreas do conhecimento, e com uma capilaridade importante no território aqui do nosso estado. Então a UNIFESP esse ano completa trinta anos, né, em dezembro, quinze de dezembro, já deixo aqui o convite pra uma comemoração é importante dos nossos trinta anos, e ela está localizada em áreas, né, metropolitanas, tanto na região metropolitana de São Paulo como a região metropolitana da Baixada Santista, e na região ali de São José, né então nós temos aí, camping que estão em locais de densidade populacional muito intensa, com custo de vida bastante alto, né então sempre tem na ANDIFES uma discussão, e obviamente cada região tem a sua peculiaridade, né? E eu sempre digo, olha, mas as universidades de São Paulo de modo especial as que estão na região metropolitana tem que ter o fator salva de pedra, porque o pessoal da Amazônia defende o fator amazônico, eu falo olha, o fator amazônico é superimportante, o fator pantanal também, mas ser uma universidade nesses locais onde o custo de vida é alto, significa também né, desafio muito grande e a própria mobilidade da população para poder chegar neste local. Então esse desenvolvimento da nossa universidade, que cresce aí mil por cento, a partir de uma política pública, mais de mil por cento né, a partir de uma política pública que é o Reúne, ela ela responde a essa política pública, a partir do momento que ela passa a ter então sete camping. O campus da Zona Leste, como foi é o nosso campus mais novo, ele é campus, né, como foi dito, fruto de uma luta histórica dos movimentos, né, de uma, né, de profundo engajamento dos movimentos sociais da liderança das e das lideranças, mas também de uma resposta muito efetiva da nossa Universidade, que hoje né, nós estamos comemorando aí os dez anos, de uma de uma resposta muito efetiva, de né naquele momento em que o reúne, inclusive ele já não estava, ele ele inicia apresentando respostas efetivas na implantação dos Camping, mas ele não foi completando, né, as suas as suas pactuações que foram feitas no momento em que era apresentada a proposta do Reúne. E a nossa universidade mesmo assim, né, aceitou o desafio ali de criar o primeiro curso, de ter ali, né, toda uma articulação com a prefeitura pra poder receber o 0 terreno, que foram vários anos aí de luta pra poder ter esse terreno em nome da nossa universidade, e pra conseguir que aquela pactuação pra criação dos cursos, pra vinda das vagas minimamente pudesse ter uma primeira etapa ali cumprida, pra que fosse iniciado ali o 0 campus. E no nosso conselho universitário, né, foi dado a resposta, então vamos criar o campus, mas com a prerrogativa de que ele não entraria no orçamento da Universidade. Então isso que a professora Patrícia disse, que ele ainda é campus, que ele vive das emendas parlamentares, é algo né que foi ali aprovado nessas circunstâncias. Bem, então inicia ali o trabalho, a gente entende que é muito importante né esse início, justamente pra dar materialidade né pra possibilidade junto com uma articulação né e com uma seis anos, né, momentos muito difíceis então, a presença do movimento social, e aqui eu reitero a importância dos parlamentares que estiveram conosco defendendo as universidades. Então aqui eu deixo o registro da importância da da deputada Sâmia Bonfim, que além de fazer uma defesa do que é o significado da nossa universidade, não só pra zona leste, mas pra vários camping na nossa universidade, né, porque em vários momentos nós, praticamente conseguimos né fazer algumas ações em função das emendas parlamentares, que a gente entende que não é isso que devo ocorrer, que deva ter orçamento próprio pras universidades, seja pro seu custeio, seja para o seu capital ou inclusive para projetos específicos que coloquem as universidades num papel estratégico, no que é o papel do Estado brasileiro. Porque nós entendemos que as universidades têm esse papel. Ela tem papel de mudar vidas, de mudar o território onde ela chega, e ela tem capacidade de produção de conhecimento que faz com que o Estado brasileiro possa ter uma certa, uma autonomia significativa do ponto de vista da produção do conhecimento, da inovação, da tecnologia e das respostas dos problemas do próprio cotidiano da população. Então nós conseguimos agora com o PAC, o PAC das universidades né então é uma tarefa né, que a gente faz por meio da gestão, por meio dos por pressão dos movimentos dos estudantes, então é uma tarefa conjunta, nós conseguimos que neste PAC viesse então recurso específico pra zona leste, no valor de cento e dez milhões. O campus como ele estava previsto o campus inteiro, hoje, seria em torno de duzentos e dez milhões, o governo mandou cento e dez, né está previsto ali no PAC, o que a gente comemorou bastante, mas isso exigiu ali uma adaptação da proposta inicial, isso foi feito junto com o campus, o campus e a comunidade né que participa ali das reuniões, pra poder pensar realmente esse processo de implantação, de forma que a gente pudesse ter os cursos aprovados no prazo de três anos. Então o que está previsto? O PAC ele é previsto para os próximos três anos, então até dois mil e vinte e sete nós temos a expectativa de ter, né o projeto ali revisto implantado, e conjuntamente, né, o diálogo que a gente tem feito com o MEC, é que há necessidade, né, de que na medida em que a obra avance, já é necessário a gente pactuando as vagas, em que ano que ela vem tanto vagas de docentes quanto de técnicos, para que a gente consiga projetar a criação do dos dos cursos. Ao mesmo tempo, nós precisamos obviamente, pensar a incorporação do campus nesse custo, né, que é o 0 que é previsto aí do ponto de vista do custeio do funcionamento do campus, então neste momento, né, o MEC ele retoma o orçamento das universidades a partir da matriz ANDIFES, então isso não existia, né desde dois mil e catorze a gente tem processo aí bastante difícil, então este ano o MEC ele aponta que pra dois mil e vinte e cinco será nesta forma, então nós já estamos apresentando o número de alunos existentes na expectativa de que nesses próximos três anos, a gente tenha a incorporação do campus como campus de fato como todos os demais que nós temos na universidade. Fico à disposição, muito obrigada. Obrigada professora Rayane, agora eu quero passar a palavra à Soraia Smiles, exreitora da UNIFESP. Bem boa tarde, boa noite a todos e todas, eu quero agradecer eu vou ficar em pé porque aqui tem uma tela na na frente da, a tela sempre atrapalha né assim até o cérebro as conexões e todo tudo isso né, mas eu quero antes de mais nada cumprimentar a deputada Sâmia em seu nome cumprimentar todos todos esta casa todos os deputados todos os parlamentares que nos apoiam apoiam universidade pública a ciência né e também todas as nossas lutas pelo nosso povo os nossos direitos fundamentais os direito à vida né parabenizar pelas suas posições que têm sido sempre muito importantes para nós nós mulheres também né né. Então temos que marcar sempre essa, esse essa questão e esse e também é o fato de termos parlamentares como a deputada que tem essa coragem e que sempre lembram do que é a luta do nosso povo e das das nossas comunidades né então agradecer a todos aqui presentes a professora Patrícia pela pelo trabalho que vem conduzindo junto com a professora Giovana é conduzindo à frente deste Campos não é uma tarefa fácil já são as primeiras diretoras né do campus porque inicialmente nós não tínhamos uma mais a constituição de de de uma diretoria e hoje nós temos cumprimentar o professor tiara Ju em seu nome todos os professores desse campus também porque essa luta vem de antes do campus ser instalado vende antes do portão daquele portão que está ainda lá e ser aberto, né. Quando nós fazíamos as as movimentações do lado de fora do portão na rua e correndo o risco de sermos atropelados porque ali naquela Avenida quando nós juntávamos o a manifestação do lado de fora do campus porque nós não podíamos entrar então é muito importante salientar a luta de todos os professores que vêm conduzindo com muita com muita fibra com muita garra né e os estudantes em nome do Josias aqui presente é cumprimentar parabenizar dizer que eu me orgulho muito de ser docente, de há quase trinta e cinco anos agora, de uma universidade que é uma grande universidade que foi construída com muita luta, inclusive nesse processo de expansão e cumprimentar a professora Raiane, nossa reitora que acabou de inclusive descrever pouco desse processo de luta principalmente dos últimos anos mas na verdade a luta nunca foi algo que esteve fora do nosso, da nossa atividade, nós estivemos sempre trabalhando pela universidade pública e isso nesse país, sempre esteve muito presente e acredito que continuará nós temos que continuar não temos outra escolha não temos alternativa é além da da universidade pública fazer uma resgate também da importância de termos uma universidade como a UNIFESP em São Paulo que teve a ousadia de fazer uma uma expansão de mais de mil por cento na graduação mais de trezentos por cento na pósgraduação nos cursos de extensão nas nos seus projetos sociais nas suas atividades em conexão com a sociedade conexão permanente nas contribuições para a ciência durante a pandemia não só a unifesp mas todas as universidades públicas defendendo a vida, defendendo, lutando pela vida e trazendo a ciência mais próxima dos benefícios ou em benefício da própria sociedade. Então, este campus não é diferente, ali ele nasce da luta, da luta da do povo da zona leste, que é guerreiro, que é aguerrido, que que está à à disposição sempre sempre esteve em todos os movimentos, e isso é muito importante não podemos deixar de agradecer ao povo da zona leste e a toda a luta todos os movimentos sociais aqui também representados e que nos ajudaram muito em muitos momentos difíceis que nós passamos na universidade principalmente nos nos anos Temer e Bolsonaro, em que nós tivemos corte de verbas, eu costumo dizer que nós tivemos 3 guerras, os cortes de verba EAA pandemia e Bolsonaro, né, o efeito Bolsonaro é como se fosse uma guerra porque é efeito de devastação que nós estamos ainda buscando reconstruir buscando retomar e os movimentos sempre estiveram muito firmes e temos que salientar e agradecer ao padre Ticão. Pela liderança pela compreensão, pela figura emblemática que ele foi recentemente eu eu dei uma entrevista para o volume ou trabalho que está sendo feito sobre essa história sobre o padre inclusive é uma figura que era a polêmica ao mesmo tempo que era carinhoso afetivo e eu tive a oportunidade de atuar junto com ele isso foi realmente privilégio porque aprendi muito com ele e uma palavra que ele sempre dizia que o feijão só fica bom se for cozido na palavra na panela de pressão, então ele sempre dizia isso Soraia o feijão só fica bom se for cozido na panela de pressão e isso marcou muito a nossa luta pelo campus zona leste porque é não sei se vocês sabem inicialmente era para ser havia uma discussão muito muito forte sobre os cursos que nós teríamos lá antes de termos o campus a zona leste o movimentos da zona leste queriam a medicina assim como todos os campi que foram abertos da unifesp todos todos os prefeitos queriam a medicina primeiro e depois tínhamos que convencer que não dava para abrir escola médica inclusive porque não podia abrir mas nós tínhamos que colocar para os movimentos da zona leste que nós tínhamos outros outras possibilidades e aí eles nos disseram mais nós não queremos os cursos que temos que tem na USP Leste nós queremos outros cursos e aí nós iniciamos processo muito importante de constituição de plano pedagógico é então não é apenas campus, não é apenas território ou apenas aí em entre aspas, é projeto inteiro pensado para este território, que é o Instituto das Cidades. E o Instituto das Cidades, ele vem em conexão com a região, mas também, num projeto de recuperação e de valorização do que é o meio ambiente, transporte na cidade de São Paulo porque tem a engenharia que vai estudar e propor soluções para a mobilidade urbana, para a recuperação do meio ambiente, do solo, da água, que são grandes problemas da nossa cidade de várias cidades do Brasil. Então é lugar de pesquisa, é lugar de ensino, é lugar de extensão, né, e também de inovação, a inovação que nós sempre gostamos de dizer que é inovação tecnológica mas é também inovação social. Então, nós temos projeto fantástico, que precisa ir adiante agora deputada, esse projeto o projeto pedagógico temos os recursos para a construção parte deles mas o projeto pedagógico agora precisa realmente deslanchar e para isso é necessário termos as vagas é preciso aprovar nós estamos levar isso lá para não só para a UNIFESP para todas as universidades federais as novas leis projetos de lei que sejam para a criação de novas vagas porque, as universidades federais estão com gargalo muito grande hoje no que diz respeito não não tanto ao número de docentes mas no caso da zona leste sim porque existe uma pactuação que está para ser cumprida que nós assinamos na época da na em dois mil e catorze especificamente em dois mil e catorze quando abrimos e é assim que assinamos a pactuação e o campus ao a no Conselho Universitário então aprovou a abertura do primeiro curso e essa pactuação está para ser cumprida mas não existem vagas hoje no sistema federal nós precisamos de projeto de lei que seja aprovado tanto para professores quanto e principalmente para técnicos administrativos e a outra questão que para que o projeto pedagógico possa ser efetivado e de realmente executado em toda a sua plenitude que é isso que o povo da zona leste o povo de São Paulo o povo o povo do Brasil precisa desse Instituto das cidades é que nós tenhamos o orçamento então a reitora Raiane mencionou é o a LOA hoje a nossa peloa é tem dificuldades no ano passado a LOA deste ano já tivemos dificuldades agora suplementadas pelo governo federal mas pensando na LOA do ano que vem que nós tenhamos uma rubrica específica para esse Campos porque ele não pode ficar dependendo das das dos orçamentos dos deputados que são que são muitos inclusive que apoiam né, cito aqui deputada Sami a deputada Ivan Valente, Luiz Erundina e Paulo Teixeira Juliana Cardoso e zaratini são vários deputados que têm contribuído para a existência desse campus, mas é preciso ter orçamento de fato e também a assistência estudantil, porque também a assistência estudantil hoje sofre por não ter recurso na no PNAIS. O PNAIS está aprovado agora é lei, no entanto, nós não tivemos aumento no PNAIS, né, nós precisamos do do aumento do PNAIS porque a demanda aumentou e continua aumentando, não só pra nós, pra todas as universidades. Então parabéns ao campus zona leste, a luta, a luta continua, e nós vamos estar sempre firmes e podem contar com a gente pra que a gente possa ajudar a fazer o que for preciso, para que esse campus cumpra o seu, o seu papel, a sua missão, e como diz o 0 poema, esta terra vai cumprir o seu ideal, né? É isto aí, obrigada gente. Eu pedi licença aqui para deputada da Sâmia, porque eu não sei se será esse você já tinha composto a mesa, eu cumprimentei, não sei se você chegou depois, mas quero cumprimentála, e também quando eu fiz menção né, de que a nossa Universidade atendeu ao que era a luta né do movimento ali da da do território da zona leste, foi justamente na gestão da professora Soraya, obviamente que é o nosso conselho universitário, mas as gestões elas têm papel fundamental em dar né, A0A diretriz de como encaminhar isso no interior da Universidade. Obrigada, imagina, que agradeço. Muito obrigada professora. Agora eu quero passar a palavra a nossa deputada estadual Mônica Seixas. A quem eu quero mais uma vez agradecer pela disponibilidade do espaço, organização da nossa audiência, e também pelo papel excelente que cumpre aqui diante de muitos desafios né, que a ALESP por si só apresenta todos os dias, mas sobretudo diante dos recentes ataques à educação pública no estado de São Paulo, dos projetos das escolas cívicomilitares que são uma tragédia pros nossos alunos e pros nossos educadores, nessa lógica da plataformaização da privatização das gestões são muitos desafios, você sempre não foge à luta, sempre defendendo os direitos da população, mas muito desafiador também, né Mônica, por isso também te agradeço de estar aqui. Compondo essa audiência sobre a UNIFESP da Zona Leste. A gente que agradece, a gente que agradece poder receber essa audiência externa da Câmara Federal e dessa parceria tão necessária entre as duas casas, mas da parceria antiga entre nossos mandatos pra atuação pelo pelas mulheres negras e negras, pela Soraya falava aqui do orgulho que tem e da representação do seu mandato, mas queria chamar atenção também à composição dessa mesa, a gente está discutindo a Universidade Federal de São Paulo, mas a gente tem três grandes mulheres sonhando, uma universidade participativa, falando aqui da árdua luta de dez anos, pós greve enfrentamento, e a intenção de construir com metade do recurso planejado, ou pelo menos foi isso que eu entendi, uma universidade mais participativa, aberta à comunidade, aos estudantes, e além de três mulheres nós temos aqui a representação do Conselho universitário, jovem negro, que também fala da expansão e da necessidade da expansão da universidade pras áreas periféricas do estado e da cidade, e pra mim é esse encontro e esse debate, embora a gente ainda esteja falando de longo caminho de luta pela frente, é pouco de afago por encontrar muito desses estudantes que estão há meses frequentando o corredor da Assembleia Legislativa, num cenário de tantos ataques à educação. Eu sei que a UNIFESP ainda sonha em fazer parte de orçamento indefinitivo do governo federal, mas aqui no estado de São Paulo, as universidades estaduais que estão em lei assegurada como a fração da arrecadação do estado não estão seguras. E os estudantes hoje no ensino médio, estão tendo seu futuro roubado por uma série de coisas e vocês ainda vão ter que se preparálos pra recebêlos com permanência estudantil, mas com acessibilidade no seu sentido mais amplo. Da palavra, a a Soraia diz que a tela atrapalha e bagunça a cabeça, nós receberemos nas universidades logo ali na frente uma geração formada por slides aqueles que tiverem sorte de ter internet em casa, pra acompanhar os slides sem direito a debate, a criticidade, enfim esse é o triste cenário do nosso estado, e é cenário que pra os nossos jovens se materializa em desesperança, porque muitos deles acreditam que não acessarão, que não terão direito, e a nossa luta é inclusive pra estimulálos, pra que continuem tentando, sonhando, buscando, e que as portas se mantenham abertas da educação, que sim, vai e pode incidir na realidade. Bom, nosso mandato está à disposição pra gente seguir na luta da expansão do campus, mas também outras lutas, com muita alegria já conversei com a Raiane, sobre o curso de formação de professores indígenas, antigo sonho e luta do nosso mandato, a o ingresso e o cumprimento da introdução da educação indígena no estado de São Paulo, sei que vocês lidam também com o governo estadual e sabes dos entraves, das dificuldades, das negociações pra existir, resistir e receber os estudantes da rede estadual, formar professores que ingressem na rede estadual como educadores também. Nosso mandato segue à disposição de vocês, saldo a luta incansável e interminável de todos vocês pra efetiva implementação do campus na zona leste, e, a ALESP, nosso mandato, está de portas abertas, mas eu acho também que a universidade pode e deve claro que no a a luta pra existir é prioritária, mas o a universidade pode e deve contribuir sobre esse grave momento da educação do estado de São Paulo. Esse é o momento que a gente está pedindo a todos os pesquisadores acadêmicos, universidades que falem, imitam estudos, procurem a secretaria de educação que nos ajudem a discutir a gravidade do momento da educação do estado de São Paulo. Não é só a escola militarizada, é estado que demitiu quarenta mil professores da rede pública estadual, é estado que quer cortar quase dez por cento do orçamento da educação estadual, é estado que está deixando estudantes sem professores na sala de aula fazendo aulas autodidatas de ioga, é estado que está oferecendo slides com erros de gramática, erros matemáticos, erros conceituais de história, é estado que está deformando toda a uma geração. Então a gente tem uma batalha pela ampliação do acesso ao ensino superior, mas também como ativistas, militantes, educadores, em todos os espaços que nós nos encontramos. Eu também peço ajuda e lembro que nós temos uma batalha pelo futuro dos jovens que hoje estão no ensino médio no estado de São Paulo, obrigada. Muito obrigada Mônica. Agora eu passo a palavra o representante do Conselho Universitário, estudante da UNIFESP Zona Leste, quem também provocou o nosso mandato para que pudesse realizar essa audiência pública, quero te agradecer demais Josías e passo a palavra a você. Bom, boa noite para todas e para todos, para todos também. Agradecer o mandato da deputada Sami, que sempre se coloca à disposição de nós estudantes, na defesa também da educação pública, da universidade pública. Cumprimentar também o mandato da deputada Mônica Seixas, que também tem sido fundamental nessa parceria na luta, contra a o projeto de escola cívicomilitares, cumprimentar aí também as nossas referências na luta em defesa da universidade pública, a gente tem muito orgulho de ser uma universidade em que as mulheres são maioria nos cargos de direção, então cumprimentar nossa reitora, nossa diretora, nossa também reitora que abriu as portas para processo de transformação na nossa universidade, que é a professora Soraya. Cumprimentar também a Leidiane, que é estudante e a luta em defesa da UNIFESP é uma luta unificada, é estudante do campus Guarulhos, e sempre apoiou a nossa luta em defesa da UNIFESP Zona Leste, como a gente também sempre está lá em Guarulhos, construindo essa luta unificada em defesa da UNIFESP, porque são sete campus, mas a a UNIFESP é uma universidade só. Então essa integração e unidade na luta é fundamental, também cumprimentar o companheiro Edson Pardinho, do Fórum Social da Zona Leste, do Fórum em Defesa do campus, que sem esses fóruns e essa construção da unidade dos movimentos sociais que são diversos, não seria possível que a gente chegasse nesse momento de destinação de de investimento né, foi momento tão aguardado. EA0 nome da audiência que traz esses dez anos de pactuação com com o Ministério da Educação, são dez anos de pacto institucional mas, o pacto social, o pacto de luta dos movimentos sociais vem bem antes disso né? Então estamos comemorando essa esse papel importante, do da institucionalidade desse pacto, mas também, cumprimentando também ao momento de celebração que esses dez anos só foram possíveis a partir da luta dos movimentos sociais. E aí partindo pra minha fala, eu queria dizer que é muito simbólico, o que representa o campus Zona Leste, porque era uma antiga fábrica, que exploravam trabalhadores, que obviamente tinham jornadas exaustivas de trabalho, enfim com negação de direitos, e quando essa fábrica faliu se negou a pagar o direito desse dessas trabalhadoras e desses trabalhadores, e é simbólico que lugar que serviu para a exploração hoje serve para a produção do conhecimento, produção de conhecimento crítico, e espaço que se coloca também pra transformação de uma pra construção de uma sociedade mais justa, que é pensar esses desafios que a que a sociedade tem, e como que a gente vai resolver ele de forma coletiva, produzindo conhecimento na universidade, mas não deixamos nesse período de de construção, de produção de pesquisa, deixar de receber o conhecimento que também é produzido pelos movimentos sociais. Então o campus Zona Leste, ele possibilita a construção de conhecimento transformador, colocando a universidade a serviço da sociedade. E eu acho que por muitos anos a gente sempre ouve que a universidade, a gente precisa romper os muros da universidade, dialogar com a sociedade, e acho que o projeto político pedagógico do Campo Zona Leste possibilita isso. E eu acho que é esse papel que nós temos cumprido nesse último período. E a gente de fato como foi colocado pela mesa, a gente viveu período de muito retrocesso, de muito ataque à ciência, às universidades públicas. E nós temos desafio histórico agora que é se conectar com a sociedade como nunca se conectamos antes, porque parte desse discurso inegavelmente pegou na sociedade, e pegou porque por muito tempo as universidades estiveram com as portas fechadas pros movimentos sociais, e hoje não é a realidade que a gente vive na UNIFESP né, uma reitora que recebe os movimentos sociais pra diálogo, né dessas que veio desde esse período de gestão da professora Soraya, de que a professora Raiane tenha ampliado esse diálogo enfim com os movimentos sociais, isso é uma parte fundamental pra gente conseguir romper e usar as estruturas da universidade pra pra esse conhecimento conjunto. E nós estamos também vivendo período de desafio de permanência, de orçamento, qual a cara da universidade pública que a gente quer. A gente, através de muita luta do movimento negro, do movimento estudantil, conquistamos as políticas de cotas, né, a universidade pública nesses últimos dez anos ganhou uma cara nova com ingresso da população preta, pardo, indígena, mas os desafios continuaram, porque eu digo que até período atrás era muito difícil ingressar na universidade pública, mas é muito difícil também a gente se formar nela, porque os desafios são muito grandes e as políticas de permanência não conseguem abarcar todos aqueles que precisam das políticas de permanência. Então o desafio pra de fato garantir orçamento digno pro PNAIS é fundamental. E eu acho que isso que a professora Soraia, e a deputada Mônica colocaram de quais estudantes, a universidade pública vai receber, existe também processo de garantia de que, a educação básica não garanta que os estudantes de escola pública consigam acessar e se identificar com a universidade pública, se adaptar com a universidade pública. Ou seja, a gente está vivendo também período de grande evasão nas universidades públicas. Cursos que chegam a mais de trinta por cento de evasão, porque as políticas de permanência não conseguem, mas também as dificuldades acadêmicas, estudantes que não conseguem se adequar ao que hoje a universidade pública e a academia existe. E esse projeto de educação cívicomilitar é processo justamente também de impedir que os estudantes consigam chegar na universidade pública, né? Que porque dentro da universidade pública é onde nós também conseguimos garantir o direito de organização estudantil, né, de fazer o debate político com liberdade sem ser reprimido, de participar dos conselhos de tomada de decisão, então a universidade pública também é espaço de formação política e de exercício da democracia, né. Por isso que a universidade pública tem sido tão atacada nesse último período. Então a universidade pública também cumpre esse papel pra além da produção do conhecimento. E não é à toa também que no período que a universidade pública mais recebe estudantes pobres, pretos, indígenas, é o período que ela mais está passando por sucateamento e falta de de investimento, que é o momento que ela mais está sendo descredibilizada perante a sociedade. Mas acho que a gente tem total condições de dar uma resposta. Porque as nossas produções precisam chegar na sociedade, né? Então acho que temos cumprido esse papel nesse sentido. E e pra complementar também, fico pensando nos desafios de orçamento. Nós estamos vivendo uma conjuntura política muito difícil. E não podemos ter a ideia de que falta recurso no nosso país pra investimento na saúde, na educação. Infelizmente é orçamento ainda em disputa e que nós precisamos conseguir unificados fazendo essa luta. Nós não pudemos admitir que quatrocentos bilhões de reais seja destinado pra pro agronegócio e que as Universidades mal consigam chegar ao pagamento de água de luz que não tenha reajuste na verba do PNAIS isso é muito grave porque o investimento da universidade pública ele é necessário porque nós conseguimos devolver e dar retorno muito grande pra sociedade, desenvolvimento social, desenvolvimento político e desenvolvimento econômico. Então precisa haver investimento. E outro segundo elemento de que existe orçamento para as universidades públicas, é a dívida pública. É absurdo que mais de cinquenta por cento do nosso orçamento seja destinado para apenas nem pagar a dívida, mas seja apenas para juros e amortização da dívida. Ou seja, uma dívida que não vai ser paga nunca, enquanto esses cinquenta por cento de que é destinado a essa dívida, poderia garantir orçamento digno para as universidades. É é constrangimento, deveria ser constrangimento pro o poder público, mas também para toda a sociedade que a universidade dependa das emendas parlamentares que é recurso muito importante que ajuda muito, mas que a universidade pública ela só consegue garantir autonomia de fato, quando se tem autonomia financeira não dá pra falar em autonomia política, sem falar é da autonomia financeira por isso que a gente tem que transformar é o orçamento das universidades em uma política de estado e não de governo. Então acho que a nossa luta e a nossa pressão é é fundamental. E pra concluir, tem aprendido bastante no conselho universitário mas da luta também do movimento estudantil, que, é o campus zona leste ele é uma expressão da luta que precisa ser travada na sociedade né de conjunto de setores cumprindo o seu papel da universidade e das gestões escutando e recebendo os estudantes os os estudantes e fazendo enfrentamento na linha direta onde precisa ser feito e nós movimentos sociais que muita das vezes é cumprimos o papel mais chato que de fato é pressionar e bater o pé na porta é ocupar conselho ocupar reitoria ocupar gabinete de deputado mas é assim que tem que ser feito. E então a universidade ela é uma obra coletiva, que cada segmento da sociedade tem o seu papel e acredito que todo mundo aqui que compõe essa mesa tem cumprido muito bem cumprido. Então muito obrigado, e uma ótima atividade aí pra gente. Muito obrigada Josias, agora eu passo a palavra ao Edson Pardinho que representa o Fórum Social da Zona Leste. Só só. Salve camaradas, meu nome é Edson Pardinho, eu falo aqui em nome do Fórum Social da Zona Leste que desde dois mil e dois vem atuando pra organizar a classe trabalhadora, organizar a população periférica, pra que se aproprie dos equipamentos dos quais eles são negado o acesso. Então a gente pensa a dimensão política, a dimensão econômica, a dimensão territorial da zona leste. A zona leste é território que tem mais de quatro milhões e meio de habitante, então é o maior colégio eleitoral da cidade de São Paulo, e é como nesse território de Itaquera, onde está sendo implementada essa universidade federal tão importante, é território que o estado só chega com violência ou com ausência. É o território no qual o povo preto e periférico é morto cotidianamente, é abandonado e não tem acesso aos serviços públicos. Que me desculpe os outros camping, mas o campo da Uniffert e Destiny é o mais bonito que vai ter na história do Brasil. Porque ele nasce de uma fábrica, e uma fábrica na qual os trabalhadores, muitos deles analfabetos, desenvolveram tecnologias de educação pra sair da condição de analfabetismo. E ali, a universidade já começou a ser semeada. Quando eles começaram a ter a sua consciência de classe expandida, ocupando, tirando o lugar de protagonismo do patrão e assumindo o operariado a o controle da fábrica, eles começaram a ensinar, não só aos trabalhadores ali mas os trabalhadores do mundo inteiro, caminho de poder, caminho de emancipação. Então foi uma das coisas mais bonitas que foi ali que a nossa universidade nasceu, né? Falar em nomes nessa luta, simbolizaram nome só é impossível. Tem alguns nomes que são muito referenciados como o do mas Ana Maria Martins, professor Walter, quantas pessoas dedicaram boa parte da sua vida a esse sonho, né, então não dá pra colocar na conta de nome. E a beleza está aí, é sonho coletivo se materializando. Essa coletividade, essa polaridade compõe universo muito vasto de diferenças. A gente que compõe essa luta, tem diferença de si, mas tem objetivo em comum. E essa coalizão, essa amplitude foi fundamental pro que está acontecendo agora. Então é emocionante mesmo, é lindo mesmo, né? Eu eu faço, deixo mais nome aqui, Rodrigo Reis, que é do Jardim Eliã, foi o presidente da sessão de moradores que, infelizmente, muito precocemente deixou essa materialidade aqui, mas também foi uma pessoa encantada com essa ideia da UNIFESP, lutou bastante lá né é são tantos nomes tantas pessoas envolvidas mas o que fica para gente é isso para que que serve essa universidade quem vai entrar lá por que que ela ainda não está com todos os cursos implementados Que que a gente precisa fazer pra que isso aconteça da melhor forma possível, né? Além dos parlamentares citados, a gente pode citar uma série de outros né, como o Simão Pedro, o 0 Paulo Teixeira, a vereadora Elaine Quilombo periférico e tantos outros que se dedicaram a a essa luz também. Mas o mais importante é a dona Marisa José, que vão lá abraçar o terreno, que vão lá nas reuniões que acontecem lá e que estão vendo seus filhos e seus netos ocupando o espaço muitas muitas vezes, onde os seus avós trabalharam, os seus pais trabalharam. E vê esses trabalhadores ainda remanescentes reconhecendo a importância da implementação dessa universidade. Eu acho que é isso que fica pra gente refletir. Por que a zona leste tão grande, tão populosa, demorou tanto pra ter esse campo naquele espaço? Por que essa população preta e periférica foi afastada do conhecimento acadêmico? Por que que criou essa barreira? E por que hoje não se tem uma política de permanência pra juventude nesse espaço? Eu fiquei num lugar muito privilegiado nessa mesa aqui, eu fiquei entre dois jovens estudantes, E aqui fica recado direto, sem a juventude a gente não tem transformação social. É importante reconhecer o protagonismo da juventude nessa luta. Porque todos muitos desses que deve começar a luta já se foram, não perderam a sua importância, é importante reconhecer a dimensão da grandeza da da do trabalho deles, mas sem a continuidade dessa juventude, a gente não vai conseguir efetividade, não vai conseguir expandir esse campo da zona leste, pra outros campos, do outro campo importante, nas outras periferias, né? A organização das periferias é de, fundamental pra que a política tenha a sua legitimidade. Então o que garante legitimidade e representatividade é a ação direta da população. Essa democracia representativa muitas vezes não representa. As pessoas não têm acesso aos parlamentares, não recebem visitas do do dos parlamentares e não têm as suas demandas acolhidas a partir das suas perspectivas. Muitas vezes vêm fórmulas, que são apresentada a elas, e não contempulam a sua necessidade básicas. Essa universidade não. A periferia está no centro dessa universidade. A periferia determina nessa universidade e a periferia ocupa esse espaço. Então, mais do que é exemplo, é uma beleza, é uma poesia que se faz, cada vez mais concreta, né, como tem que ser. Eu fico encantado e emocionado com essa luta que, traz a força de muitas gerações unidas, né, E agradeço à à Sâmia por ter aceito o convite dos estudantes pra essa audiência, né? Quero deixar registrado aqui que toda a colaboração dos parlamentares é importante, mas não é isso que vai definir o sucesso desse projeto. Tem que ser política pública permanente, como bem disse o nosso camarada aqui. E, pra que isso aconteça, a periferia tem que estar unida, os trabalhadores tem que estar unido, né? A gente tem que reconhecer, que sem essa unidade, apesar das diferenças, sem essa unidade, a gente não teria dado esse passo tão importante até aqui, né? E, vamos dar muitos outros passos e vamos caminhar junto ao acesso necessário pra classe trabalhadora ao conhecimento acadêmico. Obrigado, sigamos à luta. Nós que agradecemos, Edson, e assim a gente vem acompanhando nesse último período, uma luta por novos campo e das dos institutos federais, inclusive alguns deles de fato foram anunciados né pelo governo Diadema, Jardim Ângela, a cidade de Tiradentes, tantos outros. E o que eu acho mais, que eu queria compartilhar com vocês, vocês devem ter esse conhecimento, é que, esses movimentos que lutaram pela implementação desses novos campos, sempre sempre citam, a luta da UNIFESP Zona Leste como uma referência de que é possível, e não só uma referência de que é possível conquistar, mas de modelo de implementação, de perfil de campus então isso é, é magnífico assim de saber que é referência pra formação da educação pública do ensino superior brasileiro, e de empoderamento real de fato, de outras comunidades pra que tenham né uma conquista semelhante. Só que isso assim esse registro porque a gente acompanhou né nesse último período também essa luta por pela expansão dos institutos federais e sem dúvida o trabalho a luta de vocês sempre foi referência pra outros bairros comunidades não só em São Paulo mas também em outras regiões, todas regiões periféricas aqui né da da grande da grande São Paulo. Bem agora eu quero passar a palavra à Leidiane Cruz que é representante da união estadual dos estudantes. Boa noite gente, eu me chamo Leidiane né como foi colocado. Sou estudante de ciências sociais hoje da UNIFESP do campus Guarulhos, também sou do conselho universitário. E hoje eu estou aí na diretoria de movimentos sociais da União Estadual de estudantes de São Paulo né. E hoje está aqui num tema tão importante né que é o campus Zona Leste que é, é os dez anos desse Campos é é muito importante para nós aqui nessa mesa inclusive se expressa muito bem quanto que isso é importante é e de Fato né como as falas que me antecederam colocaram muito bem né de que esse Campos é fruto dessa luta esse Campos é fruto da estudantil, é fruto da luta dos trabalhadores né, dos professores, dos técnicos, enfim, de toda a população ali que mora na Zona Leste, mas que também de toda a o setor também dos estudantes né, porque de fato pra gente hoje ter vários campos da nossa universidade que são inseridos nas periferias é de fato a gente conseguir se reconhecer dentro desses espaços né. Então como foi colocado tanto eu, Josías, que são jovens pretos mas que também são jovens trabalhadores e hoje o perfil da nossa universidade é esse né, de estudantes, de trabalhadores, de estudantes negros, de mulheres, e a gente precisa cada vez mais a implementação e concretização de políticas públicas pra que vá, de fato atender a essa população né, que vá atender, que vá saber lidar também com aquele estudante que chega na aula às vezes não consegue ficar toda aula, que chega na enfim na universidade, que às vezes não tem, não tem se alimentado o dia inteiro e vai pra universidade justamente pra ter esse espaço em que é de permanência estudantil. E hoje na zona leste, foi campus que foi conquistado com muita luta, mas ainda assim a gente precisa continuar na luta para que esse campus tenha seja de fato pavimentado, né, seja de fato, enfim, que sirva de fato aos estudantes, né, embora sirva muito, mas que ainda assim a gente precisa, enfim, ter essa concretização, né, que tem bandejão de fato porque, principalmente isso pra nós é uma política de permanência, né. E se a gente não tem isso hoje, a permanência dos estudantes está diretamente, enfim, afetada, né. E que hoje do campus Zona Leste é campus que é muito importante assim, né, para produzir ciência, para produzir, enfim, estudos que de fato vão servir a população, né, pra inclusive inserir a população nesse espaço, e que pra gente isso hoje é o mais importante, né, de todos esses jovens que fazem parte disso, mas também dos professores ali da classe, enfim, dos trabalhadores que hoje, enfim, estão nesse campus estão resistindo, mas que também estão conseguindo expressar muito bem pra que a educação serve, né, que se não servir à população, servir aqueles e aquelas que estão aí, enfim, no dia a dia, né, na luta. E aí estou dizendo isso porque justamente temos aí visto como foi falado anteriormente, vários ataques de fato à educação né, e que hoje o campus Zona Leste não tem sido implementado justamente, é uma expressão clara disso né, que a gente precisa inclusive lutar pelo fim do arcabouço fiscal, que esse enfim com a política de fato de investimento para educação né não só enfim o campus zona leste é sofre com essas consequências mas todos os campos da Unifesp né assim como as Universidades públicas do nosso país né então se nós queremos produzir ciência, nós queremos, nós precisamos inclusive, ter isso em vista, né, de que nós vamos precisar continuar na luta, né, vamos precisar continuar nessa luta. E agora, como foi falado, né, o campus zona leste é aquele campus que vai, formar os futuros educadores populares, né, assim como as as licenciaturas do nosso da nossa universidade e que esse professores vão estar aí no mercado com com essas escolas cívicomilitares né, então nós precisamos também ter esse perspectiva que a universidade vai precisar ser linha de frente nessa luta contra essas essas escolas com contra esse desmonte da educação pública no nosso estado hoje né, Então, é exemplo claro disso, né, que a gente hoje sente inclusive na pele o que que é ser reprimido nas periferias, o que que é ser uma juventude preta hoje vendo o nosso estado, e que a gente vai precisar inclusive cada dia é pautar isso dentro da nossa universidade também né inclusive é dia quatorze agora tem o ato que é muito importante do Dia dos Estudantes nós precisamos sair daqui com quem que vai inclusive apoiar os estudantes sejam secundaristas seja nós aqui da universidade quantos ônibus nós vamos levar enfim porque é uma luta importante que deve ser de todos os setores né desde desde enfim os professores até aquele estudante que tá ainda é pensando sonhando e ingressar numa numa universidade mas com isso né, com todo esse projeto de desmonte, fica aí muito claro que a universidade não vai ser para esses estudantes, não não vai ser para estudantes como eu, como Josías, como foi colocado né. E nós precisamos pautar qual vai ser os estudantes que vão estar na universidade né, senão nós aqui que representa muito bem. Então acho que eu queria dizer isso justamente porque a luta do campus zona leste tem a ver também com essa luta, né, a luta da da da educação como todo, né, também, pra população se enxergar nesse espaço, né, porque hoje a gente está pautando a militarização das escolas, mas e futuramente, né, como essa militarização vai avançar também, né, que vai afetar cada dia mais a gente que é universitário. Então, eu não estou dizendo isso porque é muito importante isso que está acontecendo aqui hoje, inclusive, né, da gente referendar essa luta que foi uma luta é ou na verdade uma luta histórica, é uma luta que a gente pauta, que a gente consegue inclusive se espelhar no nosso campus mesmo Guarulhos a gente sempre fala do campus Zona Leste, estudantes do campus Zona Leste, qual luta está sendo travada e que isso de fato é uma referência não só pra população, não só pros professores, mas também pra nós, classe estudantil da nossa universidade. Então hoje a gente tem a luta do campus Zona Leste como uma referência, em que a gente tem que continuar lutando assim pra fazer com que todos os espaços da universidade, pra fazer com que todos os campos da universidade sejam implementados sim, que tenha melhoria na educação, que tenha investimento de fato, que de fato, o os campos da da da universidade né da da nossa UNIFESP, sejam campus que vai ter a cara dos estudantes, né, que seja aquele campus que vai ter a permanência, que vai, enfim, fazer com que a gente de fato se reconheça nele, né, cada vez mais a juventude preta, a juventude pobre, ingresse mais se ingresse nessa nessa sede de poder fazer cada vez mais com que os seus também ingresse né e pra que dia a gente lute aí pro fim do vestibular na nossa universidade. Eu acho que era isso que eu queria dizer. Muito obrigada Leidiane, eu quero registrar a presença da nossa vereadora Luana Alves, obrigada por ter vindo Lula estava uma série de outras atividades, conseguiu passar por aqui. Pode compor a mesa conosco por gentileza e assim que você quiser fazer uso da palavra, fique à vontade, está bem? Como você chegou agora vou deixar você primeiro, depois, se chamei eu vou aproveitar e passar a palavra pras inscrições da plateia. Quero passar a palavra para a Letícia, que é estudante da graduação, e depois pro tiara Ju. Queria me escrever também? Queria me escrever também? Mateus. A Letícia na verdade ela é coordenadora do curso. Foi apresentada como estudante mas está tudo certo. Você gosta de agradar? Foi pequeno pequena confusãozinha técnica mas valeu a pena, eterno estudante né, não não dá pra deixar de ser. Pode usar o da mesa isso. Bom boa noite a todos e a todas a todos. Primeiro parabenizar o mandato da deputada Sâmia, da deputada Mônica Seixas por essa grandiosa audiência né que pra gente é muito especial. Cumprimentar os membros da mesa, em especial nossas reitoras Raiane Soraia, Professora Patrícia, Nossa grande diretora junto com a Professora Giovanna. Cumprimentar o Josías em nome de todos os estudantes Josías é muito orgulho que ouvi sempre, muito especial. O Edson, em nome dos movimentos sociais da zona leste que pra gente é tão especial também. E a Leidiane em nome dos movimentos estudantis, com as outras estudantes aqui também Giovana do nosso campus, movimento Correnteza né Gi. Bem então, sou Letícia, eterno estudante sim sempre. Sou professora lotada no campus da zona leste. Cheguei recentemente, em no final de setembro de dois mil e vinte e três, com mais três colegas professores também lotados no campus, mais colega que está chegando. E estou na coordenação dos do curso de geografia, junto com meu colega Tiago Manhães que não pôde estar aqui com a gente hoje. E também estou na presidência da nossa câmara de graduação recentemente constituída. Bem o nosso curso, os nossos cursos de geografia porque são licenciatura e bacharelado, eles foram iniciados em dois mil e dezenove E tem engajamento muito forte e também muito bonito com a zona leste do município de São Paulo. Com a produção e a construção do conhecimento no ensino, no nosso dia a dia, com os estudantes, com os docentes. E também na pesquisa, gerando muito conhecimento, sobretudo da zona leste, né, uma grande parte das nossas pesquisas falam, né, sobre a zona leste e também na extensão. Como foi aí desde o início, né, de instituição do nosso campus e dessa implementação. Que vem dialogando, né, com o tema gerador de cidades, que é inclusive o que está colocado né, no nosso projeto pedagógico. Bem, os nossos estudantes, no seu cotidiano, né, eles refletem nas suas mais diversas unidades curriculares, que são as nossas disciplinas, para quem não está muito familiarizado com esse termo, sobre o espaço geográfico, considerando as suas relações e dinâmicas entre a sociedade e a natureza. Com intuito principalmente de propor soluções aos problemas que todo mundo falou aqui bastante sobre esses problemas, das cidades, né? Que são configurados nessa cidade, nesse território. E construir então portanto uma sociedade mais justa e menos assimétrica. E especialmente, né, a formação de professores de geografia, que são tão importantes na nossa sociedade, e também dos geógrafos. Quero trazer aqui alguns dados sobre o nosso curso, né. A gente hoje tem cento e setenta e cinco alunos matriculados, nos cursos de geografia no campus da Zona Leste. E a gente também tem agora no final de setembro a formação dos da nossa primeira turma, dos nossos primeiros egress. Tanto no curso de licenciatura quanto no curso de bacharelado. O que nos traz uma grande alegria de ver que esses estudantes que serão professores de geografia ou geógrafos, vão levar esse conhecimento né, e essa história também adquirida e vivenciada cotidianamente no nosso campus. Enquanto planejamento que temos aqui na Câmara de graduação, a gente quer concomitantemente à construção do campus né todo esse planejamento, também já começar a pensar na implantação dos outros cursos, do nosso projeto. Então a gente vai dar início também a essa a esse planejamento, não só dos novos cursos mas também na possibilidade de atender os estudantes né e os cursos de graduação em outros períodos, porque hoje o nosso curso de geografia é só no período matutino e a gente sabe da demanda né dos cursos também no período noturno. Bem é isso, agradeço a todos, muito obrigada. Obrigada Letícia que é professora e coordenadora do curso, mais uma eterna estudante que fique registrada. Eu quero agora passar a palavra ao Mateus e depois a Giovana. Perdão, tiara Ju, se você não se importar eu pulei sem querer. Tiara Ju depois Mateus. Dois minutos. Boa noite. Pode crer. Não precisa não precisa. Boa noite a todas a todos a que estão presente esta noite aqui nessa atividade, fundamentalmente a mandato da Sâmia, da Mônica Seixas, agradecer a presença da Luana também, professoras, docentes, movimento estudantil, movimento social. Eu acho que é importante a gente ressaltar nesse momento, que não teve qualquer avanço em política pública na zona leste de São Paulo, sem mobilização da população da zona leste de São Paulo. Não teve centímetro de asfalto, que chegou naquela região, se não fosse graças à mobilização da população, não teve remédio de posto de saúde que não foi graças à mobilização da população, não teve uma perua de transporte, ou uma linha de ônibus pra qualquer quebrada da zona leste, que não tenha sido por conta da mobilização dessa população. E assim tem sido a história por educação na zona leste de São Paulo. Desde remontando a organização de mulheres mães no final da década de setenta, pela implementação de creches, que é uma política de educação a gente sabe disso, pela implementação de cursos noturnos nas escolas públicas da Zona Leste de São Paulo, organizações políticas que remontam aos gloriosos tempos de luta contra a ditadura, na passagem da década de setenta para a década de oitenta, e fundamentalmente nesse último período, o sonho de implementação de campus de universidades públicas nessa região, que é a região mais populosa da cidade de São Paulo. E aí eu gostaria de fazer uma menção a toda a juventude, que num sábado de dezembro de mil novecentos e noventa e nove, colocou fogo num cadeião lá na zona leste de São Paulo porque não concordava com aquela política que nunca foi política pública e aonde é o terreno hoje da primeira FATEC da zona leste de São Paulo, era para o projeto do governador de então pra ser cadeião. Mas hoje é uma política pública porque é uma FATEC e é uma projeto de ensino superior que já estava colocado naquele momento. Fazer menção a todo o movimento social que lutou pela implementação da USP Leste e fundamentalmente do nosso campus Zona Leste, que é aqui o objeto de ação de discussão esta noite. Gostaria de remontar e relembrar que as primeiras ações de extensão no nosso campus, elas começam em dois mil e dezesseis, antes da chegada de nós, como docentes, e aí saudar a nossa exreitora Soraya, que tanto se dedicou a esse campus, e também à professora Rayane, que era próreitora de extensão e cultura, quando eu cheguei na UNIFESP, a gente trabalhou muito junto, depois hoje ela é nossa reitora e eu estou como coordenador da extensão do nosso campus, mas esse campus ele sempre teve uma vocação extensionista, a gente preparou slide pra passar aqui com detalhes as nossas atividades de extensão mas como não teremos tempo, eu vou relatar brevemente que, nesses anos de dois mil e dezesseis até dois mil e vinte e três a tem contabilizados mais de duzentos eventos de extensão e cultura no nosso campus, aproximadamente cem cursos, aproximadamente trinta projetos e três programas consolidados, que para o número de dezoito docentes, é número muito expressivo. E a nossa concepção de extensão é uma concepção capilarizada no território da zona leste, mas de todas as periferias de São Paulo, de uma universidade que se propõe se relacionando com a sociedade mas a serviço da sociedade fundamentalmente, e a nossa extensão ela expressa isso, todos os projetos, cursos, programas que várias e vários docentes se dedicam pra que sejam implementados, mas eu gostaria de ressaltar, e que fica evidente para todas e para todos, o caráter popular da extensão que se faz no campus zona leste de São Paulo. Desde dois mil e vinte e três a gente implementou a nossa CAEC, por fim, câmara de extensão e cultura, com a presença de representante do movimento social, que isso estava previsto no projeto político pedagógico, formulado desde dois mil e catorze e a gente conseguiu implementar isso de uma maneira inédita. Então dentro da burocracia universitária tem uma pessoa que é representante do movimento social que é o professor Walter, EAEA Ana Martins, que é uma uma grande lutadora da Zona Leste de São Paulo, e por fim, ressaltar que é de fundamental importância que espaços como esse sejam organizados, porque a gente sempre tem que estar comprometido por uma universidade pública gratuita de qualidade e popular. Hoje a gente está lutando pelo campus Zona Leste, Itaquera, eu sou morador de Itaquera, a gente luta para que a Zona Leste ela tenha ensino superior de qualidade, mas a nossa luta é por todas as periferias. A gente só vai se tranquilizar quando tivermos camping de universidade pública em todas as quebradas de São Paulo. Obrigado. Nós que agradecemos, tia Araju, agora eu passo a palavra ao Mateus e em seguida Giovana. Alguém me ouvindo? Todos? Beleza. Bom primeiro boa noite a todos, saudar toda a mesa. E eu queria dizer que primeiro parabenizar sâmia Mônica por ter chamado essa audiência pública e dizer uma coisa estudantes galera que o que fez essa universidade avançar é o diálogo. E há dez anos atrás eu olhei o nome da audiência falei putz dez anos atrás eu estava na USP E aí eu lembrei de uma situação, Sâmia, que a gente encontrou eu eu já te olhava naquela época, né, e a gente encontrou na USP. Não foi diálogo, né, porque a gente tinha uma gestão do Rodas, que era tiro porrada e bomba e a gente não conseguia ter diálogo para discutir permanência e era muito ruim o diálogo naquele momento então quando a quando a Soraya traz uma história né de que o Luiz França o pessoal é recebeu a porta aberta da reitoria para dialogar mesmo que às vezes o diálogo seja intenso a UNIFESP se diferencia nesse aspecto Raiane, que até a porta aberta pra dialogar à disposição atual também da da Raiane, em sempre está dialogando com os movimentos sociais, sempre está com a porta aberta para os estudantes também, pra para os movimentos sociais, é algo que diferencia a UNIFESP o projeto da UNIFESP enquanto instituição. E indo nessa linha do diálogo, a gente precisa ampliar mais o diálogo, né? Se a gente está encontrando uma pequena portinha aberta a gente tem que escancarar ela, e como a gente escancara essa porta? A gente precisa de uma frente parlamentar, pra pra que esses vários deputados que acompanham o campo zona leste, os vários grupos políticos que acompanham a a implementação a implementação desse campo e dos outros, têm espaço formal institucional pra dialogar permanentemente sobre esse espaço e que sejam feitas audiências públicas pra resgatar memória pra pontuar aspectos de intercâmbio para os estudantes pra abrir as portas das embaixadas, pra abrir o os processos de intercâmbio e de extensão também pra levar o Josías pra cuba, né, porque ele quer ele fala que quer ir pra cuba, né, e estou citando Josías, mas eu acho que a gente tem que levar essa experiência da zona leste pra outros países e receber outros países na zona leste também. Então eu acho que esse é caminho que eu queria pontuar aqui. É e em relação a esse diálogo a gente precisa também ter espaço formal é de diálogo com os vários atores é na implantação da unifesp o MEC os professores os movimentos sociais a gente precisa institucionalizar isso na UNIFESP a gente precisa de espaço permanente de diálogo para dialogar com todas as pontas porque a gente vai ter uma obra gigantesca para ser implementada e a sociedade civil precisa acompanhar isso permanentemente, a implantação dos cursos, a a implantação dos novos cursos das da extensão, EAA as consultas públicas e o diálogo permanente é fundamental. Então eu queria ressaltar e parabenizar por essa esse outro momento de diálogo que a gente abriu aqui, e a gente lutar por mais diálogo, mais democracia é mais radicalidade na democracia. É isso. Mateus você fez o paralelo com a USP né de fato assim a diferença é gritante e não só da forma, pelo menos a USP que eu vivenciei né há dez anos, pouco mais de dez anos atrás agora estou meio confuso, uns quinze anos dezessete nem me lembro mais, mas não só na forma do diálogo mas principalmente pensando o que foi projeto daquela universidade estadual paulista, imensa, com maior orçamento, etcétera, voltada pra abrigar os filhos dos produtores de café, da elite paulista, etcétera. Que é completamente diferente com a conquista do campus da zona leste de todos os demais desse novo processo de expansão das universidades e institutos federais né, que são luta do movimento social, das regiões periféricas, pensando no perfil de universidade para atender a comunidade. Claro a a luta na USP ela segue principalmente depois do processo de maior democratização, de implementação de cotas sociais e raciais mudou completamente a cara da universidade e consequentemente também a sua produção acadêmica, a forma como ela se organiza, Mas isso ainda segue ali bastante né na na estrutura da universidade. A luta aqui é a luta que foi de uma geração que inclusive não os pilotou pela implementação de cotas, né e está aqui algo pouco mais recente, alguns anos depois mas eu fico muito encantada com esse movimento mesmo das universidades federais que são de outro momento né, do país, e portanto ou uma outra concepção que é muito mais conectada às demandas reais populares e são fruto dessa conquista, e dessa mobilização, muito boa, e pertinente a a sua lembrança e a sua pontuação e o que você colocou como sugestão de encaminhamento disso de acompanhar as obras não só do campus Leste, mas dentro da comissão de educação, a gente tem a possibilidade de criar subcomissões, ou grupos de trabalho. Pode ser uma possibilidade da gente criar pro acompanhamento né desse desse novo momento de expansão das universidades federais, de reunir esse grupo de parlamentares que já são amigos das universidades digamos assim né seja através da destinação de emendas e outras formas, mas que a gente crie esse grupo, como e que ele seja composto na verdade né pela comunidade. A gente pode buscar ele não sei se através de subcomissão ou se através de grupo de trabalho, algum nome, alguma formalidade que exista dentro da câmara, mas que na verdade seja essa ferramenta né que seja de portas abertas, pra que a comunidade acompanhe esse desenvolvimento e implementação desses recursos é uma excelente ideia. E vamos ver qual que é o melhor mecanismo né tecnicamente, burocraticamente falando mas eu achei, uma ótima sua sugestão. Lu, vereadora Luana Alves, Lu acha que está muito, vereadora Luana Alves, passo a palavra pra você. Boa noite gente. Queria primeiro cumprimentar essa audiência pública, a mesa, a figura da minha querida amiga deputada Samia Bonfim, deputada Mônica Seixas, a reitora e todo mundo que está, em especial as representações de movimentos sociais estudantis, que estão na defesa, enfim, de uma ampliação né, na verdade uma consolidação, que eu acho que dá pra falar dessa forma, do campus da UNIFESP da Zona Leste. Eu gostei que essa me lembrou da do meu papel no movimento estudante da USP, porque de fato foi o momento em que eu me entendi muito enquanto ser político né. Inclusive essa me foi uma das figuras importantes, pra eu me filiar ao pessoal há onze anos atrás, que era da letraszona da Então assim, eu acho que essa lembrança tem a ver com o papel do movimento estudantil, na verdade. Por que que eu trago isso? Eu trago porque, pra pensar, quanto que o movimento estudantil, desde o movimento estudantil, o secundarista, das escolas até os grupos de defesa de pesquisa brasileira, eles são fundamentais não só pra defesa da educação pública em si, mas pra defesa da sociedade como todo. Sem falar de uma forma genérica da sociedade, mas na defesa de uma sociedade mais justa, a defesa de uma sociedade mais crítica, a defesa de uma sociedade com mais democratização de direitos. Eu acho que isso é importante porque quando a gente fala de abertura de campos universidade, universidade pública evidentemente, nas periferias não é só uma defesa da UNIFESP, é uma defesa sobretudo daquele território, é uma defesa da da democratização do acesso, é uma defesa que vai no final significar não só que mais jovens ali da zona leste vão para a universidade, mas que o bairro como todo vai estar numa outra condição de luta. Eu acho que isso é muito importante. Assim, hoje eu moro ali na região Vila Sônia Butantan, que é uma região que é muito influenciada pela Universidade de São Paulo, pelo campus Butantan da Universidade de São Paulo. E quanto mais eu atuo, inclusive quanto parlamentar que mora na região, mais eu entendo movimentos sociais daquele pedaço, mas eu entendo movimentos sociais gerais, gente, assim. Não só pela educação pública, mas também, por moradia, por saneamento básico, o movimento de mulheres. Eu vejo o quanto que é importante ter campus ali. Por mais que o campus ele circule pessoas de diversos territórios, essa é a riqueza da universidade pública, diversos países, diversos lugares, é evidente que tem uma relação que é estabelecida ali né? E fortalece, fortalece movimentos em geral daquele lugar. Eu acho que isso é muito importante. Isso é isso tem nível de de impacto, que eu acho que é até difícil de mensurar assim. E eu queria mais uma vez parabenizar todo mundo que está, que segue engajado na defesa do campus manifesto da Zona Leste, né? Minterando pouco do assunto, pelo no caminho, né, o que que estava acontecendo, entende que é isso, por muitos anos passou por deserto de ações, né, governos aí Temer, Bolsonaro, meio que nada andou assim. Agora se tem uma uma nova perspectiva, a partir da de compromisso que foi assumido pelo governo federal, isso é excelente, claro, é ótimo, mas a gente sabe que jamais a gente tem que parar a mobilização, né? Jamais a gente tem que parar de estar em luta, de cobrar, de mobilizar. Isso é muito fundamental, principalmente num contexto, em que as forças do neoliberalismo seguem atuando, né, seguem disputando orçamento público, seguem colocando que tem que fazer limite de gasto, que é a bolsa fiscal, que tem que fazer monte de termos muito bonitos assim, supostamente evocando uma responsabilidade pública, mas que na prática significa que vai ser mais difícil a gente conseguir ampliar direitos sociais inclusive a universidade pública. Já aconteceu nos últimos anos no Brasil em diversos momentos, eu acho que a última greve das federais é o maior sintoma disso, do quanto que essa fórmula neoliberal que infelizmente segue atuando, ela tem o poder de atacar profundamente a educação superior brasileira, pública, né? Então, a nossa batalha tem que seguir existindo, pra que se consiga cumprir, pra que seja efetivado esse compromisso assumido, né? Pra que se tenha ali instituto que estude urbanismo, cidade, que seja feito de forma ampla, de forma coletiva, de forma a valorizar todos os saberes né, que também vão fazendo pra além da universidade, acho que também é importante da gente reconhecer e envolver de alguma forma de articular. E eu me coloco muito à disposição, né, enquanto parlamentar do município. A gente sabe que essa toda essa articulação envolve também o município em muitos momentos. E eu me coloco super à disposição. A gente está, numa prefeitura atual que vocês sabem qual é, que é uma prefeitura totalmente dominada pelo bolsonarismo do ponto de vista prático político subjetivo intelectual, assim é uma coisa horrorosa. É é uma gestão que está nas garras do negacionismo assim né, E que não vai fortalecer nenhuma iniciativa de educação pública. Ideologicamente falando mesmo assim. É a nossa perspectiva é mudar a prefeitura evidentemente, ter prefeito que tenha compromisso com a educação pública, mas de toda forma eu me coloco enquanto vereador à disposição das lutas e sei, que esse grupo aqui vai seguir muito mobilizado porque tem bastante articulação. Eu estou vendo aqui a própria gestão na figura da reitora. Estou vendo o movimento estudantil, estou vendo professores, pessoas da pós. Então acho que existe uma articulação, setores diversos que vai seguir a luta. É isso gente obrigada. Obrigada Lu. Sem dúvida tem muitas questões de âmbito municipal também né que precisam ser, enfim mobilizadas pra pra garantir né uma boa expansão e implementação do campus então, fundamental esse diálogo. Bem, passo a palavra agora então pra Giovanna e depois pra Ana. Boa noite gente, como foi apresentada pela deputada eu me chamo Giovanna, sou militante também do movimento Correnteza, e representante discente aí na câmara de graduação do campus Zona Leste, do Conselho Universitário e da congregação também. Eu estou muito feliz aqui com essa atividade assim especialmente pelo que ela representa, que foi articulada pós greve, período aí que a gente enquanto movimento, enquanto estudantes mobilizou muito pra que ela acontecesse sabendo a importância que ela teria né, as hoje nós estamos aqui falando justamente sobre a pactuação do nosso campus que esse ano faz dez anos, entretanto, a gente vê no campus por exemplo que isso não representa na prática né, porque a gente tem enfrentado aí diversos governos que têm atacado diretamente a educação ou indiretamente como é o caso desse acabouse fiscal que restringe em três por cento o orçamento pra educação enquanto quarenta e sete por cento do orçamento vai pra o bolso de banqueiros aí né, através do pagamento da dívida pública que a gente sabe que essa esse títulos são comprados né, pra beneficiar justamente aqueles que são os grandes milionários. Então é muito importante essa atividade que gostaria de saudar também em nome do movimento estudantil a mesa que é composta majoritariamente aí por mulheres, isso mostra a força do nosso movimento também né. Entretanto a luta aí não acabou, a gente tem enfrentado aqui no nosso estado o fascismo direto né com esse governador, com o prefeito que tem aí tentado militarizar e fechar nossas escolas inclusive aqui nessa edição do jornal A Verdade, na página sete a gente tem denunciado isso que é uma tentativa aí justamente daqueles que não têm compromisso com a educação, por isso que a gente está se articulando com outros movimentos, com outras entidades pra no dia catorze, no dia do estudante, na verdade do estudante é dia onze mas no dia catorze né, que a gente vai ocupar as ruas com o mote contra a mitralização e contra a privatização da educação assim que a gente sabe que é tema muito caro, mas que infelizmente não tem tido aí a aderência de todas as entidades estudantis do país né, inclusive, a gente está aqui debatendo sobre a educação, eu acho que é muito importante porque por exemplo nesta nesse último mês a gente teve uma atividade nacional da UNE que não foi nem pautada por exemplo a greve das federais assim né, então a gente sabe que a greve poderia ter conquistado muito mais se fosse composta pelo conjunto do movimento estudantil, pelo conjunto das entidades, mas infelizmente isso não aconteceu assim né, então eu estou muito feliz estar aqui mas entretanto a gente tem muito a conquistar ainda né, a implementação completa do campus, a implementação conclusão na verdade do campus Osasco que eu fui lá nessa semana e está só o esqueleto assim não tem nada, então a gente tem muito pelo que lutar aí, é isso muito obrigada e força na luta. Agora eu passo a palavra à Ana e depois à Ellen. Dá pra me ouvir? Dá pra me ouvir. Salve gente boa noite, meu nome é Ana Leite, eu sou uma estudante secundarista do ABC, da ITEC de Mauá, sou presidente da associação regional dos estudantes secundaristas, do Grande ABC, e queria primeiro saudar o debate que é muito importante mesmo, que fala sobre o orçamento, que fala sobre as condições de estrutura, que fala sobre a permanência. Queria saudar mesmo o conjunto do coletivo por se debruçar sobre isso hoje. Mas queria apresentar também alarme assim, né, que a gente enquanto estudante secundarista tem vivido sobre a educação no Brasil que hoje não é prioridade. Então, o que a a os estudantes que falam antes de mim colocaram também sobre o arcabouço fiscal, que destina a maior parte do dinheiro do nosso povo que podia estar indo pra saúde também não só pra educação, mas pro bolso dos banqueiros. Sobre essas políticas assim, mas também, sobre o ingresso e a permanência nas universidades né, a gente vê que a educação não é prioridade hoje quando a gente, que já é difícil de entrar e quem entra mal consegue permanecer, ou pra terminar o curso é dez anos fazendo curso, pegando DP porque precisa trabalhar, enfim, são diversas condições. Mas queria colocar também a expressão do que os estudantes secundaristas vêm sentindo sobre a educação hoje né no estado de São Paulo e no Brasil, porque essa realidade não é só sobre as universidades mas reflete também na educação a nível de ensino médio, a nível de ensino técnico né. Porque inclusive aqui no estado de São Paulo mesmo, isso que é o quadro nacional reflete com mais intensidade já que a gente está debaixo de governo fascista né, que é o governo do Tarcísio de Freitas, que é governador que acha que faz mais sentido não contratar professor e colocar policial militar na sala de aula. É governador que acha que faz mais sentido cortar dez bilhões de reais da educação paulista enquanto destina mais de dois bilhões para abertura de trinta escolas, enquanto tem outras cinco mil caindo aos pedaços. Essa é a realidade que os estudantes secundaristas têm vivido no estado de São Paulo, é não ter professor na sala de aula, mas ter slide, ter SMSP aplicativo que é obrigado a fazer cumprir tarefa, enquanto não está aprendendo matéria nenhuma. É o Provão Paulista que eles colocam como alternativa no Enem, sendo que nem com o Enem a gente não consegue ingressar nas universidades. Queria expressar assim essa preocupação, porque hoje quem está nas periferias, não só do BPC, mas estado de São Paulo, não consegue chegar às universidades. E inclusive esse campus da UNIFESP representa pros estudantes uma resistência muito importante, é saber que aonde a gente mora a nossa quebrada vai chegar a educação. Mas enfim, pra caminhar pra concluir é isso. Queria expressar assim a nossa indignação diante desse projeto que militariza as escolas do estado de São Paulo, que não não só militariza como abre portas pra privatização da educação, vende setores da educação pros acionistas, pros empresários, e a gente está muito indignado com isso, e eu queria pedir também assim do conjunto que está aqui pra debater a educação, o apoio assim à luta dos estudantes secundaristas, rumo ao dia quatorze de agosto, que é o dia dos estudantes, mas também na jornada de lutas que nós estamos construindo. Desculpa o passar do tempo. Imagina e parabéns pela mobilização dos estudantes contra esse projeto né, dos escola cívicomilitar, isso é muito importante também, está na nossa luta. Agora passo a palavra à Ellen. Oi gente boa noite. Eu sou a Ellen, faço direito lá no campus Osasco, e construo também o Centro Acadêmico de Direito da Universidade. E também o coletivo juntos né que é coletivo de juventude. Queria também saudar a mesa, saudar a Sami, a Mônica, a Luana e também a reitora Raiane que eu acho que é uma das reitoras que mais escutam o movimento estudantil na universidade. A gente tem visto aqui no estado de São Paulo que as universidades federais apesar apesar de ser muito novas no nosso estado já tem sofrido desmonte gigantesco, né, e acho que isso é fruto do desmonte da educação que a gente tem visto no nosso país, né, a educação ela tem sido sucateada nos últimos governos, colocaram aqui o governo Bolsonaro que eu acho que sucateou muita educação principalmente durante a pandemia, mas o que a gente tem visto também no governo Lula é sucateamento da educação, inclusive na última semana a gente viu aí corte de mais de cinco bilhões no orçamento tanto da saúde quanto da educação, e eu acho que isso é fruto do desmonte que a gente tem visto no último período né. A gente tem visto que, a a educação não tem sido para prioridade nesse governo, e o que a gente conquistou no último período que era que a educação entrasse como prioridade no governo não tem sido a prioridade né, os estudantes tinham colocado que a educação não deveria ter teto e sim ser investimento, e isso não tem acontecido. Colocaram aqui também a luta dos estudantes secundaristas que deveria ser uma luta fundamental no nosso estado e não é o que está acontecendo, o Tarcísio de Freitas tem colocado policiais militares pra dar aulas e pros estudantes, tem colocado o ChatGPT pra substituir professores, tem cortado nove bilhões de educação no nosso estado, isso tem sido sucateamento gigantesco na educação, fruto do desmonte da educação e do avanço da extrema direita porque a gente sabe que a educação é, tem sido dos ataques gigantesco no nosso país porque a gente sabe que se a educação é sucateada, os estudantes não conseguem entrar na universidade não conseguem emprego de qualidade e obviamente no futuro vou entrar empregos sucateados como Uber, iFood, enfim, não vão conseguir entrar no mercado de trabalho. No dia 14, a gente tem o ato no nosso estado que é o ato da do dia do estudante como bem colocaram aqui tradicionalmente esse ato acontece no dia onze de agosto mas esse ano acontece num domingo e a gente tem como prioridade construir esse ato porque a gente sabe que se a educação continuar sendo sucateada os estudantes não vão conseguir entrar na universidade. A UNIFESP no nosso estado é uma universidade de referência porque está tradicionalmente nas periferias, seja em Osasco, seja na Zona Leste, seja em Guarulhos, e a gente deveria valorizar mais a nossa universidade. Acho que é isso todas as ruas no dia catorze contra a militarização contra o escachamento da educação e por mais investimento acho que é isso. Pessoal, não chegou à mesa mais nenhuma outra inscrição, não sei se mais alguém gostaria de fazer uma intervenção, senão eu vou ler alguns encaminhamentos ou sugestões na verdade que eu peguei das falas, e depois também passar pros representantes que estão na mesa pra que possam fazer suas considerações finais se tiverem mais algumas propostas também de encaminhamento, a gente incorpora. Algum dos temas que apareceram em diversas das falas na verdade, primeiro a garantia né a luta por uma rubrica específica na LOA, que é a lei de orçamento né anual que a gente volta todos os finais de ano, pra pro campus da zona leste ou seja pra que o seu funcionamento e a sua estrutura, não siga sendo dependente exclusivamente de emendas parlamentares, que evidentemente são muito bemvindas mas que deveria ter caráter mais de financiar, apoiar projetos e grandes transformações enfim muito especificamente não, modelo de financiamento permanente né, pra que funcione minimamente o campus, então fica aqui o nosso compromisso né, pra que entre na lógica da matriz ANDIFES assim como outras universidades e Camp, e também a luta pela abertura de vagas pra docentes e técnicos como esse projeto né de expansão real e de consolidação de toda a UNIFESP, também pra que haja cada vez mais recursos né no PNAIS pra assistência estudantil principalmente, considerando o caráter que cada vez mais a gente quer dar pro ensino superior e que tem a ver com o perfil da UNIFESP zona leste, uma universidade popular voltada pros interesses da comunidade como processo de luta né e fruto dessa conquista da comunidade da Zona Leste, e pensar num qual seria o melhor instrumento se fórum, uma frente parlamentar, grupo de trabalho, uma subcomissão a gente quebra pouco a cabeça, evidentemente com participação popular, com participação da comunidade, pro acompanhamento das obras e do orçamento né destinado pro avanço pra seja pra criação de novos camping mas no caso específico da zona leste pro seu fortalecimento e implementação real a a partir desses novos recursos disponibilizados pelo governo federal a partir das obras do PAC. São algumas das dos apontamentos que eu anotei, mas agora eu quero passar novamente pros componentes da mesa, pra que a gente também possa porventura incorporar novas sugestões então passo a palavra pra diretora do campus a professora Patrícia. Obrigada, queria agradecer mais uma vez falar que é uma honra estar aqui entre duas deputadas tão poderosas, mais uma vereadora também, entre as duas reitoras também né queria também citar a professora Soraia que quando eu comecei a falar ela não estava aqui mas que também foi quem permitiu mesmo a a abertura do campus né, que lutou muito e resistiu a todas as forças né, contrárias numa época que tinha muita resistência e agradecer a professora Raiane também, como eu já falei, por todo o apoio e toda a luta que ela garante aqui pra nossa universidade. Também agradecer aqui o Josias, o Pardinho, a Lidiane né porque eu acho que foi debate muito muito interessante e muito importante, Tiaraju, a Letícia e todo mundo que está aqui a Giovana. Enfim agradecer ao Pedro. Eu queria sugerir também, mas aí eu vou eu vou sair da do da esfera federal, vou aproveitar todo lugar que eu vou, eu sempre falo acho que a gente não consegue receber emenda nem de deputado estadual e nem de vereador né Tem uma burocracia aí que não permite mas por todo lugar que eu vou eu falo a gente vai construir esse Campos esse Campos vai vai ficar vai vai ser referência vai de cento e setenta e cinco estudantes, vai pra milhares de estudantes, e a gente precisa de transporte público, muito assim acessível, estação de monotrilho está sendo construída mas a gente precisa uma ligação pra uma estação perto do campus, linha de ônibus enfim, tudo o que for possível, a gente quer criar curso noturno, a gente precisa de acesso seguro pros nossos estudantes que vão sair às onze horas da noite daquele campus né então a gente conta também com o apoio aí, tanto da Assembleia Legislativa como da Câmara dos Vereadores nesse sentido. Então eu queria também sugerir isso e agradecer mais uma vez. Obrigada professora Patrícia agora passo a palavra à reitora Raiane. Bom eu tenho minha listinha aqui também, que naquele momento eu fiz uma fala mais abrangente, mas tem aqui uma listinha de propostas e e de convite mesmo pra trabalho conjunto né? Então também quero agradecer aqui a oportunidade e ressaltar a importância dessa articulação, né de atores né de aturas né na verdade aqui, políticas e de toda né de todo o movimento estudantil, o movimento né de sociais da zona leste e também as pessoas que fazem parte aí da comunidade da nossa UNIFESP, que é essa força que vai fazendo com que a gente consiga trilhar caminhos aí que são bastante difíceis porém necessários. Então acho que trazendo aí o mote da professora Patrícia, a questão da mobilidade na pros da nossa universidade é desafio, né porque como foi dita aqui são os vários eles estão em locais, né que são na periferia e tem aí uma densidade populacional bastante grande. Então, e tratandose especificamente da zona leste, uma atuação que a gente tem feito com o governo do estado e também com a prefeitura, daria conta tanto do campus zona leste como o campus Guarulhos, né que é desafio bastante grande, temos feito uma conversa inclusive com vários deputados federais, Alencar Santana que está ali em Guarulhos tem feito trabalho importante e a gente considera que conseguir fazer com que tenha transporte que chegue na zona leste e a gente consiga fazer uma combinação, a gente consegue atender aí os dois camping da nossa universidade, né? Com relação aqui ao financiamento das universidades, a ANDIFES que é a associação das universidades federais tem feito trabalho, já apresentou propostas para o MEC, no sentido da gente poder pensar o financiamento das universidades federais. Porque todo ano a gente entra numa discussão aqui, da pelo, depois a gente vai na LOA, que é o projeto de lei orçamentária, depois nós vamos lá pra LOA, sempre tem cortes, é desafio então eu sempre digo né, quando a gente vai pra conversa o pessoal fala assim, mas é autonomia da universidade? Eu falo gente a nossa autonomia é relativa, porque a hora que a gente discute lá a questão do orçamento, tudo aquilo que é possibilidade fica bastante limitado na medida que a gente tem tido restrições cada vez maiores e aquilo que é apresentado como proposta né no projeto de lei, quando vir a lei é cortado. Então a ANDIFES tem ali uma proposta de financiamento das universidades federais, e aí eu entendo que essa discussão que a gente tem feito, da matriz ANDIFES, que já tem uma proposta de revisão também da matriz, pensando ali a questão dos pesos, é a necessidade também da gente poder trazer campus novo com novos cursos, como é que a gente vai fazendo com que isso seja introduzido na lógica de funcionamento da universidade, como política pública mesmo. Então na frente parlamentar aí, penso que esse é papel muito importante de colocar força nessa proposta de financiamento das universidades. E pra este ano, ainda a gente tem a necessidade da aprovação de projeto de lei ali complementar pros vinte e cinco por cento que faltam dos orçamentos do orçamento das universidades públicas para o término do ano das nossas universidades. Então essa também é uma ação importante. Com relação à assistência estudantil, né, pra nossa pra permanência, foi aprovado o projeto de lei, só que pra ele ser aprovado foi retirado uma parte que é superimportante que era o fundo para o financiamento da política de permanência. Então a política de permanência ela foi aprovada sem uma vinculação orçamentária. Então, todo ano vai ter a a discussão do PNAIS, mas se a gente tem fundo tipo pé de meia, que vem de lugar específico, a gente consegue garantir financiamento que não é nem do MEC, que é de fundo específico de contribuição ali. Com isso a gente não entra nessa discussão, inclusive o recurso que poderia estar por PNAIS ele vem pro conjunto das universidades. Então essa é uma proposta que a gente entende como importante e também né a gente tem feito uma uma discussão em torno na evasão então a a possibilidade também da gente abrir essas vagas com novo Enem, então essa tem uma discussão que é importante pra não ter as vagas ociosas nas universidades públicas, e penso que tem aí né também uma tarefa de recurso pra manutenção dos prédios existentes porque a gente está com PAC, a gente está lutando para o custeio, mas os prédios existentes eles não têm recurso para a manutenção deles. Então esse é recurso importante também, e eu também convido pra gente entrar numa luta aí, em relação à mídia que tem feito trabalho né totalmente desfavorável para o ensino superior de modo especial às universidades públicas federais e esse tem sido papel assim, que desnecessário principalmente no estado de São Paulo. Então peço aí que façamos trabalho conjunto. Obrigada professora Rayane agora passo a palavra a professora Soraia. Bem eu queria dizer eu fiquei pensando aqui enquanto ouvia também, sobre pouco sobre passando pouco algumas coisas sobre a UNIFESP né, e aí a nossa história de lutas e quando a deputada Sâmia fala, do do modelo né da da construção com os movimentos sociais, e depois o Mateus também mencionando a importância da abertura do diálogo, certamente esse é ponto, é ponto diferencial é ponto importantíssimo na história da nossa universidade e eu acho que é fenômeno, O que aconteceu com a gente? Porque nós fomos colocados numa numa expansão, na gestão anterior à minha, a primeira a nossa primeira gestão, que fez uma expansão as duas anteriores na verdade, iniciou com com o Ulisses reitor Ulisses, que foi muito rápida e que foi bastante grande né como nós já mencionamos, e que foi uma expansão que trouxe de maneira muito importante pra nossa universidade a história da de termos uma universidade que fosse plena, não só na área da saúde que nós éramos antes da expansão. E, também mas junto com isso veio uma série de conflitos, de problemas, porque foi muito rápido não tinha todos os projetos formulados, não tivemos as pactuações como essa pactuação que só pela tabelinha eu já reconheço de longe e a assinatura é não tinha essas pactuações que foram muito trabalhadas e que não estavam não eram condizentes com a as necessidades de cada campus. Então nós tivemos abertura de campus com quarenta campus Guarulhos, a Efilesh, com quarenta técnicos. E chegamos ao final do quarto ano com oito cursos funcionando, de graduação, fora a pósgraduação que já iniciava também, e nós continuávamos com aí tínhamos sessenta técnicos. Foi realmente uma história de muita ousadia, de muito e de muita, de muitas necessidades, mas também trouxe pra gente grande desafio, ou a gente era uma espécie de ponto de inflexão, ou nós partíamos para diálogo, a abertura da universidade, a construção permanente, o enfrentamento dos conflitos internos, porque Guarulhos por exemplo, foi uma construção, processo de luta muito grande também mas baseado no diálogo, né? E com muito diálogo nós conseguimos a construção não só de campus mais de projetos que hoje nos orgulham muito e como aconteceu em Santos, como aconteceu e acontece em Diadema, em Osasco, nós estamos chegando lá, né? Mas eu queria salientar falando isso, da importância do diálogo realmente e do da desse fenômeno que aconteceu na nossa universidade, e que, espero que ele continue, eu ele continue agora, e que nós temos a obrigação de manter, né? De continuar, de fazer esse compromisso permanente. Sobre a zona leste ainda uma última coisa que eu faria, falo é exatamente sobre essa essa pactuação. É, o cumprimento dessa pactuação é fundamental, esta que foi assinada, porque ali, aí tem o que era pra ter acontecido, nós assinamos em dois mil e catorze, em dois mil e quinze começamos os primeiros concursos, em dois mil e dezesseis os professores começaram a chegar, e ficou nisso, os quinze professores a professora falou dos três que que chegaram o 0 ano passado, mas nós estamos estacionados nisso técnicos se não me engano três né? Dez agora, puxa vida juntou daqui dali aquele esforço né estica de cá de lá e a questão da permanência e do do custeio e da da obra as obras certamente serão executadas e muito bem executadas com muita responsabilidade né com todos os parâmetros da responsabilidade pública no entanto é preciso é ter acompanhamento controle social isso é fundamental que continue o diálogo, né? Então a luta da zona leste ela é inspiradora, de Guarulhos é inspiradora, de de São Paulo também é inspiradora que é a minha, que é onde está a minha escola. Então tudo isso é importante pra que a gente tenha força, pra que a gente não esqueça os movimentos sociais construindo junto com a gente certamente não é só o padre Ticão, também professor Walter, também, Ana Martins pra citar nomes, mas todos aqueles movimentos que é uma gama muito grande de de de movimentos de ações de pessoas, de histórias de vida, né, que estão refletidas e que estão construindo junto com a gente. Então esse é exemplo fantástico e que continua e que essa esse essa audiência hoje é força pra gente continuar, é força pra gente continuar junto, pra continuar construindo, tem muita luta pela frente, nunca foi fácil pra nós que defendemos a educação, que defendemos a saúde pública, mas a gente está aqui, a ciência né, e mas a gente está aqui vocês estão aqui, obrigada deputada Sâmia, fundamental termos esse momento e vamos continuar. Muito obrigada professora. Passo a palavra à Mônica Seixas. Bom, eu falei de acessibilidade e tomei uma responsabilidade de ajudar a concluir, que seja acessível mesmo a todos os estudantes chegar ao campus, contem com a gente e já amanhã nós vamos tentar nos inteirar sobre, plano de obra e o que a gente precisa fazer, pra fazer o transporte sobre trilhos tão importante também pro meio ambiente chegar à região e ao campus. Eu vou pedir desculpa porque embora falte poucos minutos pra acabar, eu estou com uma demanda pessoal, gente, minha mãe vai operar essa madrugada eu vou acompanhar lá e já tá chegando a hora dela internar lá então eu não tenho mais alguns minutos eu vou pedir desculpas mesmo mas o time vai ficar aqui para acompanhar mas contém imagina imagina, contem com o nosso mandato nós seguimos juntas e juntas obrigada. Imagina Mônica, a gente que agradece, boa sorte.

