PLENÁRIO
Sobre o Evento
Sessão plenária com breves comunicações e várias trocas de mesa. Seguiu para a ordem do dia com debates e votações lideradas por diversos deputados. Votações iniciadas e encerradas com participações de vários membros.
Deputada
Bom, nobres colegas, deputados e deputadas, a todas as pessoas que nos nos acompanham hoje aqui no início dessa sessão. Quero lembrar que fazse 9 anos do maior crime ambiental da história do Brasil, que foi o rompimento da barragem de furgão, que resultou na contaminação de toda a bacia do Rio Doce, inclusive destruindo completamente a cidade de Mariana, provocando mais de 19 mortes e impacto incalculável do ponto de vista quando a gente fala sobre o meio ambiente, quando a gente fala sobre a degradação e o que que a privatização faz. Então o recado nessa tribuna aqui de hoje, é dizer que privatizar não resolve todos os problemas. O crime ambiental de Mariana deixou pessoas que até hoje não podem pescar, Deixou 1 cidade completamente destruída. Todos os afluentes e o Rio Doce, até chegar ao oceano completamente contaminados com mais de 40000000 de metros cúbicos de rejeitos de minério. E isso faz a gente refletir sobre a responsabilização das grandes empresas quando são privatizadas, o retorno dela pra sociedade. Infelizmente a minha cidade natal que é o município de Colatina, sofre até hoje com o aumento inclusive, segundo os dados científicos, do aumento de pessoas com câncer devido a contaminação da água. Portanto, o acordo de repactuação assinado somente agora em 2024 pelo governo do presidente Lula, que reconhece que esse acordo não é bom, mas ao mesmo tempo, responsabilizando historicamente 1 empresa em 132000000000 de reais pra fazerem as políticas de reparação, e principalmente fazer com que as pessoas atingidas pelo rompimento da barragem possam voltar a ter dignidade. Quero ressaltar que nesse momento em que tem muito se discutido o desenvolvimento do nosso país, é preciso pensar 1 agenda de desenvolvimento sustentável que não coloque em risco a vida das pessoas. Portanto, se nós quisermos o Rio Doce Vivo, assim como lutar contra a privatização dos parques estaduais de preservação no estado do Espírito Santo e do Brasil, precisamos pensar 1 política de desenvolvimento que coloque também todas as vidas na centralidade desse desenvolvimento. Portanto, nesse momento senhor presidente, em que peço mais 30 segundos pra concluir, que se faz 9 anos desse maior crime ambiental, que a Vale, que a BHP, e que qualquer outra empresa no solo brasileiro possa saber que todas as vidas importam, e que nós que autorizamos as legislações aqui, saibamos que a vida de cada brasileiro e de cada brasileira, segundo a constituição, deve ser o dever mais sagrado que tem que ser respeitado e não aqueles CNPJs. Muito obrigado. Muito obrigado. Presidente.




