COMISSÃO DE VIAÇÃO E TRANSPORTES
Sobre o Evento
Reunião sobre segurança nas rodovias e aumento de roubo de cargas, com várias autoridades e representantes do setor.
Deputado
Na qualidade de membro desta comissão sob a proteção de Deus declaro aberto os trabalhos destaco que a participação nesta audiência pública autoriza a Câmara dos Deputados a divulgar e publicar por tempo indeterminado por qualquer meio de formato inclusive mediante a transmissão ao vivo e gravação os pronunciamento as imagens das pessoas presentes nessa audiência pública. Esta comissão reunese hoje com o objetivo de debater, a segurança pública nas rodovias brasileiras e o aumento do número de roubos de carga, em virtude da aprovação do requerimento 8 9 2024 na CVT de minha autoria. Participarão desta audiência pública. Francisco Rodrigues de Oliveira Neto coordenador de áreas especializadas de combate ao crime substituto da Polícia Rodoviária Federal. Representando também o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Major da PNI, Wagner Pedron, chefe da divisão operacional do comando de policiamento rodoviário da polícia militar do estado de São Paulo. Gilmar Bueno, presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autónomos de Carga. Alan Medeiros, assessor institucional da presidência da Confederação Nacional dos Transportadores Autónomos de Carga. Jaime Pereira dos Santos, federação interestadual dos cegonheiros. Ferreira? Ferreira desculpa. Eduardo Rebuzzi, presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, NTC Logística, representando também a Confederação Nacional do Transporte, CNT. Jaderson Patrola, representante da Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Carmo. Altair Iuga, presidente do Sindicato das Empresas escolta Armada do Estado de São Paulo. Dalton César Cordeiro de Miranda, diretor de tributário e negócios jurídicos, e Carlos Muller, filho, gerente de relações institucionais da Associação Brasileira das Indústrias de Olhos Vegetais, Abiov. Paulo Guimarães, Sildo Sildo Observatório Nacional de Segurança Viária, Júlio César dos Reis, presidente do instituto de carga segura. Também foi convidado mas não respondeu Renato Sérgio de Lima Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Antes de passar a palavra aos convidados peço a atenção dos senhores representantes, para as normas estabelecidas no regimento interno da casa. Cada expositor disporá de 10 minutos para as suas explanações, informo que somente deputados e deputadas, poderão interpelar os expositores. Esclareço que esta reunião está sendo gravada e por isso solicito que falem, ao microfone declinando o nome quando não anunciado por esta presidência. Senhores primeiro quero antes de iniciar agradecer, a participação e, a disposição de cada de vocês pra tratar de tratar de assunto tão importante como esse, que é a segurança nas estradas eu acho que nós, que temos 1 longa vida no transporte, e que conhecemos as suas dificuldades e necessidades, sabemos da importância do início de tratativas que, há muitos anos não se faz nessa casa. Quero, pra começar a sua fala, o senhor Eduardo Rebuzzi presidente da associação nacional dos transportadores de cargas logística, NTC logística, representando também a Confederação Nacional do Transportes, Boa tarde a todos. Saúde, embora não seja presente o presidente da comissão de dança e transporte.
Presidente - Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Deputado Gilberto Abramo, em especial deputado Zé Trovão, que nos permite trazer esse tema tão importante conforme o senhor acabou de mencionar, pra debate na casa. E quando a gente representa aqui estou representando a NTC Logística como também a CNT, não estamos falando apenas de cargas e de equipamentos que têm problemas e são furtados e roubados, mas sobretudo da mão de obra que está nas vias, nas rodovias, e que sofre com este tipo de crime. Inclusive eu cumprimento o meu amigo presidente Dilma Bueno da CENTA que eu sei que vai apresentar números bastante impactantes aí com relação ao sentimento dos motoristas das rodovias, né? Isso aí logo em seguida o senhor também fará essa apresentação. Antes de falar aqui em nome das empresas eu acho importante informar a pujança do setor nós temos no registro nacional de transporte aluguel de cargas 2540000 veículos registrados. Sendo 198000 empresas, 653000 autônomos, e 459 cooperativas, que tem na a frota de milhão e 600000 de frotas de empresas, 853000 de autônomos e 36000 de cooperativas. Porque eu falo isso pra ver a pujança do setor que vem sofrendo há décadas com esse tipo de crime. O transporte sempre bom destacar e lembrar, ele é base para o funcionamento da economia. Setor estratégico que faz com que todos os demais setores econômicos possam funcionar e e gerar negócios e empregos e tributos. Nós tivemos nos últimos anos 2017 tivemos o pico de roubo de carga no Brasil. Foram 25950 casos. O meu estado do Rio de Janeiro foi o principal com 10599. E 9. E com o valor de roubo naquela época de milhão 570570000000. De lá pra cá no ano passado 2023 nós tivemos 1 queda pra 11799 casos, 1 queda significativa de 54 por 100. Resultando bilhão e e 10000000 de de valores roubados. Que representou 1 queda de 35 por 100. Porque essa redução? Nós tivemos no próprio Rio de Janeiro 1 1 1 forma de de ataque que que se tornou SAC praticamente SAC. Então se roubava de tudo sem saber até mesmo qual o tipo da mercadoria tá? Então isso roubava mercadorias de alto valor, de baixo valor, então gerou 1 insegurança muito grande pros motoristas, pras empresas, e volume de de roubos muito além do número que se possa imaginar. Então os números realmente reduziram até agosto este ano nós tivemos no Brasil 6440 e roubos a deveremos fechar o ano com em torno de 10000 o que dá 1 queda de 10 de 15 por 100 sobre 2023. Agora em relação a valor nós temos até agora 912000000, deveremos fechar pela previsão com bilhão e 400. Ou seja, com aumento de 40 por 100 em relação ao ano anterior. Como é que o setor tem enfrentado isso esse esse essa situação deputada? Primeiro nós temos contado sim com a atuação policial da polícia militar, da polícia rodoviária federal, da polícia civil, nas ruas e procurando fazer as investigações. Temos feito programas no Rio de Janeiro mesmo nós temos programa junto com com a com a com a com as autoridades policiais que é o Carga Blindada. Hoje nós temos lá 1 forma ágil de atender os roubos que acontecem. Agora temos investigações a quem do necessário, tá? E temos também atuado muito com investimentos próprios na área de tecnologia que representam e de gerenciamento de risco que representam 14 por 100 do valor da receita das empresas de transporte. Ou seja, hoje nós temos rastreamento por satélite. Hoje já há bastante tempo. É a escola tem blindagem elétrica, blindagem de aço, tá? Inteligência artificial, temos feito de tudo o que a gente pode pra poder mitigar os efeitos do roubo de carga e garantir a que a carga seja entregue aos nossos clientes. Agora, o ponto frágil de todo isso ia acontecendo é com relação às medidas penais, a legislação e atuação do judiciário. Quando a gente fala de roubo de carga nós não temos às vezes você pensa ah o camelô que vai vender a mercadoria roubada. Não, camelô é 1 pontinha do iceberg nós não vemos combustível sendo vendido em camelô não vemos eletroeletrônico geladeira sendo vendido em camelô não vemos pneu sendo vendido em camelô eu transporto muito lingote alumínio pra indústria não vemos lingote de alumínio tarugo de alumínio sendo vendido em camelô. Então isso e tudo isso é pra receptador. Indústria e comércio remédios a gente não vê sendo vendido nas ruas. Tá? Que vão pra rede oficial oficial né? Legalizada de indústria, de comércio e comercializa esses produtos com ganhos enormes, né? Então qual é o nosso ponto aqui? Tem que atingir o receptador, tem que suspender o CNPJ de quem for encontrado numa fiscalização com mercadorias sem origem fiscal. E como acontece em outros países. Chegou no estabelecimento, seja indústria, o comércio, encontrou lá produtos que não tem a origem fiscal, tem que ser suspenso o seu CNPJ, suspensa a sua atividade, preso os responsáveis tem que ser presos e e fugiu daquela famosa audiência de custódia Gilmar motorista ele ele é é roubado por algum criminoso na rua. O criminoso é liberado antes dele da delegacia. Enquanto está apurando a investigação lá o criminoso já foi liberado. Tá? Com audiência de custódia. Nós temos alguns projetos de lei que estão há anos se tramitando no congresso e que não não chegam a ter. Vou citar aqui que é muito importante pra gente que é o projeto de lei 7 9 2 5 barra 2014. Que é aquele que criminaliza a fabricação e a utilização do Jummer. Jummer é aquele equipamento eletrônico que embaralha os sinais e tira AAA vigilância pro rastreamento dos Então até hoje ele está hoje pronto para votação em plenário, mas não é votado. Temos também o PL 3780 23, que é a suspensão do CNPJ de receptador de carga roubado, que está na comissão de conciliação e justiça. Também pra poder votar em ir adiante. Temos ponto, temos agora o deputado, o senhor está com projeto de lei que é o 3 7 5 barra 24, também que é de grande interesse para o setor. Hoje nós tem vários outros que estão tramitando, né? E pra finalizar minhas palavras nós temos no caso do Rio de Janeiro em especial amanhã inclusive vai começar a a decisão no colegiado do Supremo Tribunal Federal que é aquela DPF meia 3 5. Tá? Lógico que nós não defendemos aqui que a polícia ingresse numa comunidade, numa favela como se chama, com violência fora de controle e e vitimizando pessoas que lá estejam, mas também você não pode ter formas de impedir que a polícia atue da forma adequada. Inclusive sendo hoje lá no Rio de Janeiro conforme depoimento das próprias polícias que lá nós temos hoje o local adequado para que lideranças, chefes do crime organizado de vários outros estados se escondam no Rio de Janeiro diante da proteção dessa DPF. Então deputado eu acho que eu fiz aqui resumo quero registrar e agradecer em nome da ANTC e da CNT parabenizar o senhor pela iniciativa e continuando a disposição aqui ao lado dos amigos já desde já me me pedindo desculpas ao senhor que eu na hora que der o limite aqui eu por causa de voo eu vou precisar sair pouco antes. Obrigado e parabéns pelo seu trabalho.
Deputado
O vídeo do está bom. Presidente eu que quero agradecer ao senhor por explanar tão sabiamente e a gente tem tanto pra falar, que essa audiência pública ela é essa audiência pública deveria estar com os corredores lotados. O grande problema do Brasil é que o Brasil não entendeu ainda onde está o transporte de cargas, E nós vamos ter que ensinar eles o que é transporte de cargas, pra que eles realmente valorize. Eu usava 1 palavra, que eu não posso usar aqui claro pelo decoro, mas eu sempre dizia pras pessoas assim, tudo o que você faz inclusive limparse depende do caminhoneiro. E você não conseguiu entender isso ainda, as pessoas não entenderam ainda o tamanho do transporte. É por isso que quando se fala no Brasil em paralisação de caminhoneiros, todos ficam arrepiados. E às vezes a pessoa não entende que quem nunca teve voz na Câmara dos Deputados e agora tem, tinha que fazer essas paralisações. Por que que não se fala mais em paralisação? Porque hoje o caminhoneiro sabe que eu estou aqui pra representálo, e eu me sinto muito grato porque ao meu lado está dos meus vicepresidentes mais atuantes que é o deputado federal Marcos Brasil, homem que veio da polícia rodoviária, a polícia militar rodoviária, homem que entende todo o sistema e sabe o quanto o caminhoneiro sofre, e a gente está buscando ao lado do presidente Gilmar Bueno, ao lado do Alan, ao lado do Alziro, ao lado do do Yuga e de tantas entidades, mudar 000 cenário brasileiro, colocar o transporte de cargas aonde ele deve estar. Luiz Inácio Lula da Silva ou qualquer presidente que ocupe a cadeira, deveria ter busto de caminhão dentro da sua da sua do seu gabinete, pra entender que pra ele sentar naquela cadeira foi caminhoneiro que levou a matériaprima que se transformou naquele objeto. Bom, eu tenho vídeo de 2 minutos do seu Eduardo Rebuse antes de passar a palavra pra Abiov, eu gostaria que ele fosse ele fosse passado, por gentileza. Fundada em 1000
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E 63, a associação nacional do transporte de cargas e logística, conhecida por todo segmento de MTC e logística vem transformando o setor transportador, com sua sede localizada na capital federal, em Brasília, junto ao prédio da Confederação Nacional do Transporte, transporte e logística do Brasil. Sua forte atuação política e mercadológica ao longo dos anos abriu e abre diversas portas para o setor contribuindo com lutas importantes das mais diversas esferas do segmento. Com sua vocação de se relacionar, mantém respeito em diversos setores da economia, como a indústria. Comércio. Agronegócio. Além das esferas públicas como governos estaduais e o governo federal, mantêm atividade de relacionamento institucional junto aos órgãos do governo federal, poder judiciário e poder legislativo na defesa de interesses setoriais relativamente à regulamentação das atividades que envolvam o transporte nas esferas legislativa e administrativa, com acompanhamento e atuação propositivo, legislativa e administrativa, com acompanhamento e atuação propositiva para melhora do ambiente de negócios do setor. É criador e detentora da marca Fenotram. Promovem parceria com a Anfavea e a RX, RX o maior salão de transporte rodoviário de cabe às negócios da América Latina maior do mundo, que possui relevância no mercado automotivo e a cada 2 anos reúne milhares de pessoas para conhecer as novidades e soluções das principais empresas do segmento. Por ser a maior associação do transporte rodoviário de cargas, tem como objetivo a transformação constante e continuar à frente do seu tempo, impulsionando milhares de empresas em todo o Brasil por meio de dezenas de sindicatos e federações que cuidam do segmento em todas as regiões do país. Nosso compromisso é continuar forte e sendo o melhor caminho para o transporte de cargas e logística do Brasil. Juntos porque assim somos mais fortes. Muito bem muito bem muito obrigado, pelo vídeo muito obrigado pela participação eu sei que o senhor tem voo pra São Paulo daqui a pouco fique à vontade.
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Gostaria de convidar
Deputado
O senhor Dantas César Cordeiro de Miranda, diretor de diretor de tributário e negócios jurídicos, e Carlos Mueller Filho, gerente de relações institucionais da Associação Brasileira das Indústrias e Olhos Vegetais da Beyov, com a palavra. Deputado Zé, está bom, nós só pessoas.
Diretor de Tributário e Negócios Jurídicos - Associação Bras. Produtores Óleos Vegetais
Dos demais integrantes da mesa, saúde dos colegas que estão aqui presentes e agradeço o convite feito à biop pra participar dessa audiência pública. E gostaria de iniciar informando que nós estamos aqui até na condição de solidários às demais entidades especialmente as representação dos caminhoneiros que está aqui presente, que são vítimas, recorrente, desses crimes ocorridos no no que diz respeito ao transporte de cargas. A BIOV também é vítima, suas empresas também são vítimas desse desses crimes, e nós recentemente deputado gostaríamos de trazer 1 experiência que nós estamos vivenciando, que é participando de grupo de trabalho em Paranaguá, coordenado pela superintendência federal do MAPA em Curitiba, no sentido de se buscar políticas públicas e privadas que possam combater o crime organizado. Porque eu acredito que nós estejamos falando aqui não é só de crime, mas de crime organizado. Nós precisamos de políticas públicas que se voltem o olhar para combate ao crime organizado, que é o que nós estamos enfrentando hoje. Pro senhor teres 1 ideia, lacre de caminhões, eles hoje são adulterados, não só com violência, mas eles também estão sendo impressos em impressoras 3 d pelo crime organizado. Isso já foi identificado inclusive pela Guarda Portuária ao receber os caminhões que vão lá entregar suas cargas. Então, nesse momento que nós estamos aqui discutindo, talvez o crime da organização seja 10 passos à nossa frente. E e com 1 facilidade, o dinheiro, né? E nós sabemos que o setor público tem suas limitações, que é preciso fazer 1 tomada de preço para contratar serviços né? O setor privado a mesma coisa, nós temos nossas burocracias. Então nós aqui todos enfrentamos dificuldades pra combater, inclusive financeira. E 1 das primeiras sugestões que nós trazemos aqui deputado, no que diz respeito à possibilidade de projetos de lei que enderecem o assunto como o colega me que me antecedeu muito bem colocou, é que se fosse pensado algo pra inanição do crime organizado, mas não só com aumento de penas que é importante porque o que precisa ser feito, por exemplo, boletim de ocorrência que é registrado, o receptador, isso precisa ser caricatado como organização criminosa, para que a pena seja ainda maior e ele não possa ser liberado no mesmo dia. Essa é 1 possibilidade que nós identificamos, mas mais do que isso, como bloquear as receitas financeiras do crime organizado? Eu acredito que, aí na missão das receitas possa de alguma forma minimizar, não vai acabar deputado, nós temos que ser bastante francos aqui, isso não vai minimizar, mas pode trazer impacto significativo no combate ao crime organizado. Nós temos enfrentado em todas as regiões, deputado conhece muito bem, a Abiov sabe onde nós atuamos, Mato Grosso, região de Matopiba, sul do país, nós temos enfrentado constantemente problemas, por exemplo, São Luís do Maranhão, numa avenida principal, as bicas são abertas pela comunidade que é cooptada pelo crime organizado com violência. Não estou falando de dinheiro, de pagamento a comida, não, é ameaça ao morador, aquele que reside na comunidade para que ele faça o serviço pelo crime. Então, o caminhão está passando em baixa velocidade, seja pelo excesso de lombadas, ou seja, pela precariedade da rodovia. E aí a comunidade se aproveita a pedido a mando a mando do criminoso, desculpa, e faz a abertura das bicas e a soja fica toda despejada na rodovia e depois eles vêm recolhendo. E, mais importante como o colega falou, o receptador dessa carga. Alguém, a soja vale ouro, então alguém está sendo, está se aproveitando dessa mercadoria. Quem? Como? Por quê? Então é necessário também se buscar 1 política pública, como o colega colocou, para se buscar penalizar com mais gravidade o receptador. Nós também temos enfrentado com recorrência e sabemos que, inclusive pelo serviço de boas práticas de inteligência que são adotadas, são adotadas por nossas empresas, que já fizeram inclusive a fiscalização de caminhões que foram roubados, porque o caminhoneiro sofreu violência. Eu acho que o colega que vai até fazer o comentário pessoal que sofreu casos de violência contra ele, mas o o caminhoneiro sofreu violência teve só seu caminhão roubado com a carga, e essa carga, foi era destinado ao porto, só que antes de chegar no porto, houve desvio, num galpão aberto, 2 pessoas, 2 pessoas, cada com 1 pá, em 20 minutos exageram meio caminhão de soja. Enquanto isso 1 escavadeira enchia com metade de areia. E isso chega no porto é 1 mercadoria que é o que? Tem que ser despejada, porque é farelo, farelo é o que? É ração, é destinada à ração proteína animal, é comida, é alimento. Então obrigatoriamente pelas normas da Anvisa, ela tem que ser descartada. Então imagine o tamanho do prejuízo contratual com o parceiro que está lá fora. E detalhe, os nossos compradores lá fora já estão de olho na qualidade dessa mercadoria, porque caso ou outro pode passar e isso pode gerar para o país, não é 1 situação privada, para o país 1 reclamação nos órgãos próprios com relação à qualidade do alimento que está sendo destinada para o exterior. Então, há impacto muito grande também nas empresas e essas e nós reconhecemos a importância do transportador, que é aquele que sofre imediatamente a violência no que diz respeito ao transporte de cargas. Então como sugestão deputado e aqui sendo bastante breve, 1 política pública que pensasse de alguma forma na inanição das receitas do crime organizado, talvez convidar num próximo momento 1 entidade especializada que possa fazer o mapeamento desses crimes organizados. Por quê? Porque o país fez 1 opção, opção de política pública de adotar modal rodoviário na sua essência. Nós somos modal rodoviário. Então é preciso então 1 criação de políticas públicas também que olhe para a infraestrutura das rodovias, que é onde ocorrem os crimes. Pontos de apoio devem ser fiscalizado até para dar segurança para o caminhoneiro. Então nós temos que pensar políticas públicas destinadas a essas ocorrências. E lá no Paraná, o que é interessante e vale o registro, todas autoridades de segurança pública, seja da esfera federal, estadual, estão atuando em conjunto no sentido de combater o crime, na verdade, minimizar a questão do crime organizado. Numa primeira operação, eles conseguiram fazer aí o desbaratear 1 quadrilha que 1 aglomeração criminosa que estava fazendo adulta de ação de fertilizante. Então, da nossa parte nós estamos aqui pra, e se for possível nós temos já 1 sugestão de endereçamento de PL, se vossa excelência tiver interesse, que trata da questão dessa questão que eu disse aqui, que precisa o receptador também de ser caracterizado como partícipe da organização criminosa, praticamente de penas. Então, nós temos aí 1 sugestão, se puder endereçar para o senhor futuramente, nós estamos abertos a fazer isso e políticas públicas também que combatam a receita do crime organizado. Como fazer, como sufocar o crime organizado no que diz respeito à receita, que eu acredito que é o grande impacto que possa gerar e surgir efeitos no sentido de melhorar e a qualidade inclusive do transportador que eu acho que a bem a vida do do do caminhoneiro está em primeiro lugar aqui. Mais 1 vez obrigado pelo espaço e pela oportunidade de estar com os senhores aqui que eu sei que vão agregar muito mais aqui ao nosso debate. Obrigado deputado. Seu Dalton eu.
Deputado
Agradeço e só pra que o senhor saiba já, pra mim vai ser 1 honra receber o teu projeto, mas o nosso projeto 375 de 2024, já trata exatamente disso, equiparar o receptador como o próprio autor do do do do furto, do roubo. Isso passou da hora. O Brasil só o Brasil ele ele falar em endurecimento de pena é 1 piada num país onde o Judiciário solta mais do que prende. A gente só as pessoas assistiram falavam assim o Brasil é o país que mais não, mas prende é os Estados Unidos. E os Estados Unidos por prender tanto tem pouco bandido. E os caras têm medo porque lá o cara fica preso aqui não. Aqui o cara vai pra o policial sai, o bandido sai e o policial sai no outro dia se deixar, é complicado. Eu vou deixar os meus comentários pro final porque eu quero tratar sobre esse projeto de lei aqui, e e hoje nós tivemos 1 longa reunião, eu, o Gilmar Bueno, o Alan e o Alzírio, e e gente tudo o que nós sonhamos pro transporte é segurança. O que nós precisamos do transporte é segurança. A segurança é é é a mesma coisa da corça e da água. A corça não vive sem água, não tem como ser diferente. Convidar, o ilustríssimo presidente da CNA senhor Gilmar Bueno, dos homens que hoje posso dizer que me deixa muito feliz é pra trocar? Ah você vai falar primeiro Alan? Então eu não eu não posso te elogiar tanto não Alan, você precisa crescer muito pra ser igual ao tio Marco Bueno. Convidar o senhor Alan Medeiros assessor institucional da presidência da Confederação Nacional de Transportadores Autônomo do CNA, vai fazer uso da palavra, e dizer que sou muito grato pela sua atuação aqui dentro, você é assessor muito ímpar nessa casa homem dedicado ao trabalho, dedicado não estou ele, e esse aqui depois vai ficar pro final também, com a palavra senhor Álvaro dos fãs. Perguntas a trovão muito
Assessor - Confederação Nacional Transportadores Autônomos
Tarde, primeiramente agradecer pelas palavras aí ficou bastante feliz, elogiado pelas suas colocações, deputado Marco Brasil meu conterrâneo paranaense, nosso braço forte aí também na frente parlamentar e sempre a postos pra nos ajudar. Rita toda a equipe aí da retaguarda agradecer mais 1 vez por essa parceria. Saudar todos os nobres debatedores aqui, presidente Gilmar Bueno, presidente Rebujo que já me antecedeu aqui também enfim, saudar os demais que estão presentes aqui. E antes até de falar do assunto aqui deputado, fazer 1 menção à nossa última audiência pública a qual tivemos aqui com o apoio inteiro do luxo aqui a todo momento da equipe do gabinete do senhor, com relação à taxação dos pneus, é 1 prova de que 1 audiência pública bem fundamentada, com argumentos, a gente consegue mudar aquilo que de repente estava até já reprogramado em termos de taxação, a gente conseguiu reverter aquela imposição de aumentar a taxação de pneus importados, 1 vitória pra gente que foi construída nessa casa, digase de passagem. E agradecer também deputado por aceitar o nosso pedido aí pra estar trazendo esse tema, e reunir todas essas autoridades importantes aqui pra esse debate fundamental. Vamos anteceder ao presidente Gilmar justamente pra mostrar os dados que nós apuramos aqui. Pode passar por gentileza, Raimundo? E a gente tem informações aqui que vão estar exatamente fundamentando, consubstanciando o nosso debate. Rapidamente aqui 1 pequena apresentação sobre a nossa pesquisa, nós tivemos a oportunidade de trazer aqui nessa casa no mês de agosto, que mostra aí o sentimento do transportador do Amapá do Brasil, se sente seguro nas rodovias, 50 por 100, quer dizer, metade dizem que nunca, Presidente Rebuzzi. E outros 84 por 100 raramente, quer dizer 84 por 100 nunca ou raramente se sente seguro, são dado bastante preocupante pra gente. Pode passar por favor? Aí também segundo e último recorte da pesquisa, você já foi vítima de roubo de cargas, 46 por 100 já foi vítima pelo menos 1 vez, já foram vítimas né pelo menos 1 vez, em destaque negativo ali pro Porto de Santos também com volume maior no sentido de concentração de roubos e furtos de cargas, por favor. Dados aqui da PANCARI que foram levantados ao nosso ao nosso pedido também, que mostra justamente ali a concentração de calor na região sudeste do nosso país, como presidente Rebuzzi citou aqui também, a grande concentração nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, com relação aos crimes. É também ali o top 5, né, top 5 indesejável, né, na verdade, com as principais rodovias onde esse crime mais acontece. BR 116, BR 3 8 a 100 e também, e também a 2 3 2 e a SP 330. Aqui também 1 visão macro da da questão de valores daquilo que é levado, o Dalton falou aqui recentemente aqui me antecedendo na fala também, 88 por 100 dos dos valores desviados, deputado, tem relação aí com medicamentos alimentícios, eletroeletrônicos, combustíveis e metal. E aí top 5 dos eventos ali né, que envolve justamente qual o tipo de mercadoria né? Eletroeletrônicos, alimentícios, medicamentos, ali na mesma linha de valores roubados, furtados, além do combustível e também confecção. Isso mostra onde que o crime gosta de agir, presidente rebus, presidente Gilmar. É na questão dos eletrônicos pelo alto valor agregado? É na questão do alimentício com as commodities como citado aqui pelo representante da biov? Também na questão de medicamentos e de combustíveis então, retrato muito fiel daquilo que a gente vê constantemente nas nossas estradas, no nosso transporte rodoviário. Aqui mais 1 manchete de notícias aí que saíram na mídia recentemente, reportagem do Globo agora de 22 de agosto, fez comparativo de 2020, deputado, com 2024, por mais que o rebuzzi presidente apresentou dados aqui da queda desse último ano, quando a gente avalia esse período com aquilo que tínhamos antes da pandemia, a gente percebe aí disparo. Felizmente o último ano caiu, mas no acumulado ainda há valor muito alto, muito grande, e é isso que a gente tem que colocar. Corrobora com os dados que a gente trouxe, matéria do Jornal da Record, agora recentemente também deputado de agosto, que mostra ali a grande concentração, mais de 80 por 100 ali de prejuízos nos estados do sudeste do país. Aqui nós temos algumas manchetes, até o que o representante da Bia, o Dalton mencionou aqui sobre a situação do Paraná. Deputado, ano passado o senhor esteve presente no nosso fórum em junho do ano passado em qual ao qual escancaramos a situação do estado do Paraná, e de lá pra cá a gente percebeu que realmente aquela promessa de intensificação de operações de atuação da Polícia Rodoviária Federal, com a Polícia Militar do Paraná, com a Polícia Civil, e até mesmo com a Guarda Municipal de Paranaguá, onde se concentra o Porto, surtiu efeito. A gente percebeu 1 queda no Paraná nos índices, e muito se deve isso a essa concentração de esforços envolvendo as diferentes polícias no combate ao roubo de cargas. É claro que muito tem a se fazer ainda, mas a gente percebeu sim 1 evolução e é preciso deixar isso registrado no estado do Paraná. Aqui nós temos a título de informação dos senhores que acompanham também as penas dos crimes, deputado, e por que que sai tão rápido da cadeia, né? A pessoa acaba saindo antes do do do policial que está registrando o boletim, né? Pena de furto de a 4 anos, então a fiança sai ali mesmo, o roubo pouco maior, mas ainda assim não é aquilo que a gente acredita que deveria A receptação principalmente como já foi citado aqui, a 4 anos de multa, então não fica preso, acaba saindo com 1 só acima de 5 anos permanece por mais tempo ali detido, e esse é problema que a gente tem que tratar e essa é a casa pra isso. Porque na sequência, por favor, a gente tem aqui, deputado, o projeto de direito 7 7 0 de 2015, e aí eu chamo atenção pra data que os senhores reparem de 2015, projeto que até agora não foi votado nessa casa. E o que que ele diz esse projeto? Altera o código penal de 1940 e agrava a pena de roubo se a vítima estiver no serviço do transporte de cargas. O senhor está vendo aqueles quadradinhos ali, aquele mais à esquerda, são os projetos que estão apensados a essa proposição. O que que significa pensado? É projeto semelhante com o texto às vezes até muito parecido, que acaba sendo colocado junto por se tratar de matérias de de mesmo assunto. O que que está acontecendo nessa casa deputado? Os projetos chegam na maior boa vontade dos deputados, temos ali sargento Gonçalves, autor de projeto esse ano, delegado Palumbo, Gilvan Máximo também do ano passado, e pode passar o próximo por gentileza. Olha só a árvore de apensados que nós temos ali. Próximo slide, por favor. Dá só 1 olhada, tudo isso aí são projetos, aí ali a ementa, quem colocou e o ano, podem perceber 2017, 2015, 2016, 2019. Essa casa não pode deputado, pegar projeto e aumentar a gaveta que está ali, tem que colocar pra votação. E o projeto ao qual esse essas proposições está pensada, o projeto já está com a relatoria do deputado Kim Kataguiri de São Paulo, na CCJ salvo engano, e a gente precisa que tenha celeridade a isso deputado, não adianta a gente apresentar, daqui a pouco tem outros projetos desse ano, tem projeto 2025 que vai chegar, e tem proposição que está completando 10 anos nessa casa e até agora não é colocada pra votação. A gente quer entender deputado, por que é que esses projetos não são votados, porque podem apresentar como eu disse outras proposições no mesmo sentido, mas se não votar, não tem efeito, não vira lei, não chega até o palácio, pra gente poder transformar isso numa forma de tentar combater o crime organizado. E pra gente fechar aqui também o o presidente Rebuzzi falou do Jamer também, que a gente endossa também essa esse posicionamento, ao qual eu já estive discutindo com a assessora Edimara também que está aqui presente, com o presidente também, da importância de se discutir. Isso aqui é o projeto do senhor também deputado, a proposta coloca a investigação e os processos sobre crimes e roubo de carga assegurada sobre o guardachuva da polícia federal. Numa tentativa eu acredito, que o senhor me corrija se estiver errado, de endurecer essa investigação, de tornar esse crime algo mais, processo de investigação muito mais robusto, não aqui penalizando ou criticando as polícias civis, mas a partir do momento que você tem crime que é investigado pela Polícia Federal, até quem comete tem 1 sensação presidente Ilmar de que de repente o buraco é mais embaixo. Então acho que é caminho interessante e é mais 1 proposição deputado que a gente espera que não fique olha guardada nas gavetas as comissões dessa casa, tem que votar, tem que ir pra cima e colocar isso 1 realidade no nosso país. Agradecer mais 1 vez a oportunidade de estar aqui deputado, dizer que é a nossa quarta audiência do ano já também, e é sempre 1 honra pra CNA estar presente aqui, estar colaborando com a Frente Parlamentar de Defesa do Caminhoneiro e também colaborando com o mandato do senhor. Muito obrigado. Eu que
Deputado
A CNA, você Alan e todos que estão envolvidos, não só com as frentes parlamentares mas também com o nosso instituto e com toda a nossa luta, é é algo transformador né? E eu garanto pra você 1 coisa, esses 2 projetos parados nós vamos mexer pra aqueles que eles ande logo. Agora, esse meu projeto aqui. O nosso relator se ele não votar eu vou fazer da vida dele pesadelo que eu vou cobrar ele todo dia, eu vou ligar 24 horas por vez por dia pra ele dizer assim já já já já está preparado o relatório já, vamos colocar amanhã na comissão? A grande verdade é que essa casa, ela foi construída com propósito. Mas esse propósito nunca foi alcançado. O Brasil vive 1 fantasia, que precisa ser, voltar à realidade. Os deputados não entenderam ainda, que enquanto nós, não, arregaçarmos as mangas e trabalharmos de verdade, o Brasil não caminha pra frente. Esses dias eu respondi 1 matéria, que o cara perguntou pra mim o porquê que o Brasil dá tão errado? Eu falei por que o povo brasileiro não soube eleger os os representantes corretos. E a gente precisa eleger pessoas, que tenham compromisso com o trabalho. Gente eu acho que pra quem levantava 3 horas da manhã e dormia 10 11 horas da noite, atrás de volante, Estar aqui e poder representar o Brasil é a menor carga que eu carrego de todos os tempos. Senhor Gilmar Bueno presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, a CNA, meu amigo, está com a palavra.
Presidente - Confederação Nacional Transportadores Autônomos
Muito boa tarde a todos. Quero aqui será o meu cumprimento do deputado Marcos Brasil que tem sempre nos honrado com os debates e os assuntos endereçados do transporte rodoviário de carga e principalmente os assuntos de interesse dos caminhoneiros. Então não está presente mas eu deixo aqui meus cumprimentos a ele e agradeço e cumprimento o deputado José Trovão por ter aceitado mais esse desafio e apostando na sua coragem aceitou o pedido da CNA de nós termos essa audiência pública aqui, resgatarmos tirar da gaveta como o senhor mesmo falou, há mais de 10 anos esses projetos essas propostas e discussão sobre segurança nas estradas que não se debate mais nessa casa e nada acontecia e nós estamos realmente vivendo e os caminhoneiros vivendo horror nas estradas. É sempre muito importante esse espaço estar presente na comissão de viação e transporte para fazer defesa dos interesses dos caminhoneiros autônomos e de todas as demandas do transporte rodoviário de carga. Segurança nas estradas sempre esteve com o radar da CNA nesses 12 anos de confederação. E nos mais de 30 anos da nossa luta pela organização da categoria. Mais do que pedir às autoridades por maior segurança nas estradas, maior policiamento, mais operações de combate a investigações de crimes. Hoje nós queremos propor aqui avanço na legislação e na atuação do executivo, perante o roubo de cargos a caminhões e suas respectivas receptações. Como vimos na apresentação anterior feito pela CNA, existem vários projetos de lei que eduecem a pena para quem comete esses crimes, mas que estão parados em outras comissões desta casa. Desde projetos de 2024 até propostas com quase 10 anos aguardando votação. Nosso pedido à Câmara dos Deputados é para que esses projetos sejam finalmente discutidos e votados nesta casa. A demora na aprovação de propostas que aumentam a pena do roubo e receptação, só interessa ao crime organizado. Essas organizações se estruturaram. Nos últimos anos, enquanto as leis não avançam com a mesma velocidade. O aumento na pena para quem rouba ou vende cargas roubadas, não garante que esses crimes de acontecer. Mas o endurecimento da lei pode evitar o regresso imediato ao crime, que hoje é preso pela polícia e no outro dia é solto pelo judiciário. É preciso aqui buscar o diálogo com os presidente das comissões e até com o presidente da casa. Para que esses projetos tão importante para os caminhoneiros sejam colocado em pauta o quanto antes. Essa é 1 resposta que essa casa deve para as autoridades, para os caminhoneiros e pela sociedade de modo geral. Quanto ao Poder Executivo, a CNA quer propor aqui ao Ministério da Justiça, a Polícia Rodoviária Federal e aos representantes da da Polícia Militar, a criação de grupo de trabalho, envolvendo órgãos de segurança e as entidades que aqui estão presentes hoje, pra tornar essas discussão permanente e atual. É fundamental o envolvimento de todos para a troca de informações e conhecimento sobre atuação e repressão, em reuniões que sejam periódicas e com calendário definido. Dessa forma os caminhoneiros e a sociedade saberão como contribuir com eventuais denúncias, buscar formas de proteção e prevenção, e assim também colaborar com o combate ao roubo e à receptação de mercadorias. Não há quem possa contribuir mais, né, com informações de quem vive nas estradas e está sofrendo o que está sendo sofrendo do que os caminhoneiros. Na semana passada, vimos em Brasília a reunião do presidente Lula, com governantes para discutir a PEC de Segurança Pública. Ótima iniciativa. Vamos ver aonde, até onde vai andar isso. Como o próprio nome diz, é 1 proposta para discutir mudanças na constituição federal. Então mais do que nunca, esse é momento, fundamental para avançarmos no combate ao roubo e à receptação, e principalmente, na proteção da vida dos nossos caminhoneiros. Estamos diante de 1 grande oportunidade envolvendo governo e congresso para promovermos avanço significativo na segurança de caminhoneiros e demais usuários nas rodovias deste país. Muito obrigado.
Deputado
Nós que agradecemos presidente, é muito importante que este grupo de trabalho e que toda essa discussão realmente se torne permanente. Convidar agora o senhor Francisco Rodrigo de Oliveira Neto, coordenador de áreas especializadas, de combate ao crime, substituto da polícia rodoviária federal. Representando também o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Coordenador de Áreas Especializadas de Combate ao Crime substituto - Policia Rodoviária Federal
Boa tarde. Senhor tem a palavra, escutamos bem o senhor aqui, fique à vontade. Primeiro agradecer ao deputado e todos aí da comissão, a polícia da vai se coloca à disposição todos os senhores sempre necessário entendemos que esse tema é de extrema importância e relevância para nós né nós atuamos diuturnamente em relação a isso é problema difícil de resolvermos haja vista a quantidade de quilômetros que nós temos que fiscalização são mais de 75 1000 quilômetros de rodovia com apenas 12.500 policiais para fazer todo esse acompanhamento eu vou fazer 1 breve apresentação prometerei rápido só dos nossos resultados do do dos últimos anos vai ficar mais fácil os seus compreenderem Consegue visualizar, deputado? Perfeitamente. Ele não está. Peço desculpa, eu estou eu estou com problema realmente no no computador, eu vou eu vou falar realmente da dos números que eu tenho apresentado aqui as informações nós temos levantamento acerca dos principais produtos roubados e furtados em rodovias federais conhecidos por apresentação do colega anterior em relação a produtos alimentícios eletroeletrônicos cigarros combustíveis bebidas autopeças a polícia federal ela vem de 2020 e para cá conseguindo reduzir significativamente os seus números de roubo de incidência de ocorrência de roupa carga nós temos em 2002 934 ocorrências 2020 e 3 eduzz454 e agora até finalizado o outubro de 2024 nós estamos em 642 ocorrências destacamos aqui alguns estados e conhecido novamente com os dados apresentados aí que são nossos pontos chaves que é rio de janeiro são paulo paraná é pernambuco e minas gerais são nossos estados digamos assim que nossos olhos estão mais atentos em relação às ocorrências de roubo, e furto, e veículos, nós tivemos 1 operação que durou mais de ano, que é operação palavra, muito bem sucedida, acho que já já citado aí por colega anterior, no Rio de Janeiro nós conseguimos reduzir mais de 50 por 100 essa corrente de rubrica e o destaque que nós estamos a essa operação é não só atuação da BR mas atuação integrada que foi foi o que fez a grande diferença junto a polícia civil com a core com a polícia militar e com a força nacional de segurança pública nós conseguimos fechar realmente o arco metropolitano o cinturão do rio de janeiro e conseguimos fazer 1 boa redução no índice de roubo de carga do rio de janeiro assim como conseguimos também reduzir no paraná conforme a cidade colega também com atuação integrada junto com a polícia civil com a polícia militar do estado do paraná e atualmente no estado de são paulo atualmente nós estamos executando 1 operação no estado de São Paulo que pretende ter desfecho maior ainda nos próximos dias, e 1 operação no estado do Espírito Santo, porque ela pega também o fluxo de reiki de roubo de veículos de carga oriundos esse estado. Estatisticamente nossos dados trazem índice de roubo e furtos de veículos estacionados muito elevado, então gente tem muitos casos de roubos e furtos e veios quebrados em rodovias que eu preciso da oportunidade acabam sendo saqueados e nós temos também o roubo e furto veículos em veículos estacionados durante o descanso do caminhoneiro que são os pontos focais onde a prf procura fazer o tratamento com mais intensidade justamente para tentar mitigar esse tipo de ocorrência né e como forma de trazer sugestão para essa comissão de desafios que a gente tem a gente tem problema de subnotificação a gente sabe disso os nossos as nossas notificações de roubo e furto de veículos por vezes não coincidem com as notificações que a secretaria de segunda segunda do estado possui Então já foi falado aqui por outro por outro parlamentar também a questão de reunir e compartilhar os dados né Principalmente os dados de ocorrência de roubo e furto com todas as instituições para que a gente possa assim criar 1 mapa que é 1 mancha 1 mancha criminal e direcionar melhor os nossos esforços no combate a esse tipo de crime né as atuações integradas com as forças seguranças já comprovaram sua eficiência então ao invés da gente gastar os recursos de forma separada quando a gente se junta as suas segurança por isso judiciária com essas ostensivas prfpm nós resultados são simplicamente superiores AEA implementação de tecnologias para tentar mitigar esse esforço também como por exemplo aqui já foi proposta as tem salvo engano inclusive lei complementar a questão da rastreabilidade dos produtos daqueles produtos em maior valor agregado de forma que o policial consiga na fiscalização do veículo de carga identificar a origem daquela carga e o de daquela carga muitas vezes ele ali pode identificar 1 carga roubada que está sendo digamos assim legalizada então é essa são as sugestões que a gente deixa para pressa comissão e novamente a polícia federal agradece a oportunidade nos colocamos à disposição da comissão do deputado para eventuais esclarecimentos
Deputado
Eu agradeço demais ao senhor pela sua explanação, pela disponibilidade é muito importante, eu venho tratando sobre sobre isso, falando exatamente dessa junção de todo mundo. Olha como é bom, a gente juntar todo mundo, o Ministério da Justiça, que aí vai ser a referência da Polícia Rodoviária Federal, todos os órgãos, quando todo mundo se junta a coisa consegue ir pra frente. Quero saudar aqui meu vicepresidente da Frente Parlamentar das Cooperativas de Cargas Brasileiras, deputado federal, sargento da Polícia Militar, Polícia Militar Rodoviária né, rodoviária, homem brilhante que teve 1 carreira extensa, fez as maiores apreensões drogas e cigarros na nossa fronteira do Paraná. Sargento Faul deputado muito obrigado pela presença do senhor muito obrigado pelo trabalho que o senhor tem elaborado junto a nós a essas frentes. E vocês perceberam que as minhas vicepresidências são pessoas que, quem olha de longe acha que não tem nada a ver com o transporte né mas tem tudo a ver. 2 expoliciais rodoviários, Marcos Brasil e sargento Faulk, tiveram contato direto com o caminhoneiro que sabe da importância. Quero convidar agora, 1 pessoa que eu, admiro muito, pela simplicidade. 1 pessoa que tem, legado e 1 história, muito grande, mas que quando você senta pra conversar parece que é amigo de botequim de todos os dias. Senhora Altair Hyoga presidente do Sindicato das Empresas de escolta Armada do estado de São Paulo, 1 das pessoas mais brilhantes que eu tive o prazer de conhecer e me tornar amigo. A palavra do senhor.
Presidente - Sindicato das Empresas de Escolta Armada
Boa tarde a todos e a todas presente, que bom, 3 sargento hoje presente no plenário, né? O Faul, Marco Brasil, sargento Iuga da OCam, que honra. Que prazer, honra 20 anos nas fileiras da quarta companhia da rota, deixamos nosso, o nosso legado com grandes trabalhos lá. Eu sou presidente, estou representando aqui o semestre que é o sindicato das empresas escolta armada do estado de São Paulo, mas também sou vicepresidente da federação das empresas de segurança aqui em Brasília, e participo como presidente ou vicepresidente de todas as associações da segurança privada no Brasil. Eu fico muito feliz, deputado Zé Trovão, a quem eu cumprimento, cumprimento a toda a mesa diretora, a todos presentes, de saber que esse projeto, projeto 3 7 5, 2024, a gente participou desse nascedouro, quando nós tivemos a feliz coincidência né Zé, de nos encontrarmos na comissão lá que estava tratando da reforma administrativa que infelizmente não anda, e a gente conversando eu falei das nossas ideias do do projeto e fomos amplamente recebido pelo deputado, pelo pelo pessoal do gabinete, falou cara, que que ideia maravilhosa. Pessoal, esse projeto 3 3 7 5 2024, do que que ele versa? Ele versa exatamente da federalização do crime de roubo de carga. Federalização do crime, ou seja, o que que muda isso? Na federalização desse crime de cargas seguradas e que abaixo existem vários tópicos, os senhores vão entender quando lê o projeto, ele abarca toda a parte de seguradoras, transportadoras, principalmente a vida humana que é a vida do caminhoneiro. Ele é ele abarca também as empresas de escolta armada que estão na proteção desses caminhoneiros nessas cargas 24 horas por dia. E o que que ela prioriza? A partir do momento que você federaliza esse crime, você tem 1 ação investigativa muito mais objetiva do que as que ocorrem hoje, sem menosprezar qualquer tipo de polícia que nós respeitamos a todas, mas nós sabemos que quando você tem a Polícia Federal envolvida nas apurações, nós temos n N né? Casos que a gente pode citar que mudou depois que a Polícia Federal entrou e teremos agora mais recentemente esse caso fatídico do aeroporto de Guarulhos e São Paulo. Que que muda? 1 investigação mais eficaz, 1 célere e principalmente na parte do apenamento. Quando se transforma isso num crime federal, os anos de pena do do do marginal do fascínoro que é preso, ele vai ter 1 carga maior de apenamento, se ele teria que ficar 20 anos, vai ficar 25, 28, 30, assim como a legislação foi determinada. Isso, sem menosprezar os outros projetos que foram citados aqui, são mais de 10 que estão a pensado, deputado, eu vou falar 1 coisa pro senhor, esse projeto se o senhor levar à frente, como tem que ser levado, isso vai realmente, o senhor já é 1 pessoa muito respeitada no meio, muito querida, a sua simplicidade e a sua dignidade, e nos nos contagia, vai garantir com que, o seu nome vai ficar gravado na história de país chamado Brasil. Eu tenho certeza que esse projeto tem tudo pra acontecer, porque ele não está marcando simplesmente 1 categoria que são o a principal sim, a proteção da vida dos caminhoneiros, mas você tem o transporte, você tem o embarcador que é o fabricante, você tem o gerenciador de risco, você tem a seguradora, você tem a escolta armada. Senhores, só pra vocês terem noção do que é a segurança privada no Brasil hoje, nós estamos operando com 500000 homens, e estamos com mais 500000 homens pra começar a trabalhar, todos fiscalizados, regulamentados pelo Ministério da Justiça e pela Polícia Federal. Pegamos esses homens, com as suas famílias, mais 2000000 e pouco, 2000 e meio de de caminhões, transportadores, multiplica por 3, marido a mulher, e pelo menos filho. Do que que nós estamos falando no Brasil? Vejam o potencial, o potencial que nós temos nas mãos, se nós conduzimos isso da forma que tem o que temos que conduzir, eu tenho certeza que essa comissão, que está sendo, que foi montada com pessoas tão brilhantes, tão competentes, nós temos de tudo aqui, pessoas que representam todas as categorias, e temos simplesmente que nos unir e trocar informações. Sou autor da única cartilha de escolta armada de segurança pessoal privada do Brasil, distribuído em todas as polícias militar, rodoviária, polícia federal, delegacia de polícia e da PM. A semana passada, findamos trabalho a nível nacional pela FIESP, do grupo de trabalho sob roubo de cargas a qual vou disponibilizar Zé, trabalho brilhante por mentes brilhantes, profissionais abnegados que tiram do seu do seu horário de trabalho 2, 3 horas por dia pra poder auxiliar. A sociedade civil de modo geral, o nosso país chamado Brasil, a gente não vai em busca de direita, esquerda, centrodireita, a gente quer saber de ver o Brasil andar, de botar esses caras que têm que ser colocado na cadeia com mão com mão de ferro, e fazer as coisas acontecerem. Eu assim fico muito muito orgulhoso, primeiro, de ter a amizade e o respeito e a consideração dos senhores, que foi 1 grata satisfação inclusive lançamos lá a candidatura do nosso querido sargento Nantes, que foi o quarto mais votado, por favor, em São Paulo. Você vê que maravilha, sargentos fazendo história, não só na política, mas na política nacional e estadual do nosso Brasil. Então, querido deputado, eu fiquei fiquei 3 dias em São Paulo apoiando Nantes. Oh, que maravilha, que maravilha. Nossa casa, tá? Estou à sua disposição. Então, deputado, eu renovo aqui o meu comprometimento com os meus conhecimentos e com a capilaridade que a gente tem do segmento, de estar inteiramente à disposição pra poder contribuir de forma positiva e ativa com esse objetivo, o futuro pra regularizar essa situação senhoras, que foi colocado de vocês, é o PL 3 7 5 barra 2024. Presta atenção deputado, nós vamos alçar o nome do senhor nos anais do nosso querido Brasil, muito obrigado a todos.
Deputado
Claro que sim presidente, antes antes apenas, 0000 Faul, eu queria que vocês olhassem pra essa foto e olhassem pro Faul do meu lado. Não é o Faul com 25 anos? Nantes, Nantes pra mim é referência, rotariano de primeira qualidade, eu sempre falei pra ele, se apruma não João, cara que eu amo muito. Quero antes de passar a palavra pro meu vicepresidente, dizer que esse projeto 3 5 7, 3 7 5 de 2024, saiu das mãos brilhantes do Yuga. Falei tudo sobre você, esqueci de falar do seu projeto. Nós aqui somos somente instrumento. E quero ressaltar nessa casa a todos que estão aqui, todos que têm projetos importantes pro Brasil, não precisa ficar batendo cabeça quem é o deputado que vai protocolar. Se for bom pro Brasil, Zé Trovão protocola, sargento Faul protocola, Marques Brasil protocola, não sei se tem, vocês têm casa aqui agora, vocês têm gente que apoia vocês de verdade. O sargento falou com a palavra.
Deputado
Presidente, não, só o, com todo o respeito, o seu Altair, eu estava observando a fala, ele falou com propriedade, ele eu concordo com 100 por 100, o senhor falou, a questão da a a só vou fazer 1 defesa aqui das polícias estaduais, o senhor falou na federalização de investigações que torna mais séria e mais competência, tá? Concordo. Por quê? Veja bem, no Brasil nós tivemos milhares de de homicídios durante o ano e todos esses homicídios são investigados, muitos elucidados e muitos não até por questão de estrutura de efetivo pelas polícias estaduais. É claro que acontecimento, homicídio de maior envergadura que for federalizado, que a polícia não é o caso do aeroporto de de de Guarulhos até porque ele não foi federalizado, mas a Polícia Federal deu jeito de estar auxiliando a Polícia Civil, o Departamento de de Homicídios e Proteção à Pessoa na investigação. Claro que a Polícia Federal quando ela pega ou 2 determinados casos no Brasil, o caso Marielle é exemplo, ela tem muito mais tempo, muito mais estrutura do que as delegacias Brasil afora abarrotadas de serviço com pouco efetivo, com policiais pouco valorizados. Então talvez assim, só pra fazer 1 questão de justiça, Polícia Federal federaliza caso, ela vai se dedicar intensamente àquele caso ali, ao passo que a polícia estadual ou as polícias estaduais estão se dedicando a milhares de casos, não têm condições de dar a mesma atenção que a Polícia Federal deu por exemplo no caso Marielle. Marielle e Anderson morreram no Rio de Janeiro, foram vítimas, eu tenho a mais absoluta certeza, eu não tenho números daqui, mas pode ter certeza que tem 5, 6000 homicídios sendo investigado lá além desses. Então a Polícia Federal, ela direcionou forças, deu 1 resposta pra sociedade, 1 coisa que talvez as polícias estaduais estariam com dificuldade de fazer pela sobrecarga de serviço, mas o que o senhor falou concordo 100 por 100, parabenizo o senhor pela fala. O o Zé Trovão falou eu policial rodoviário, Zé Trovão, eu sou policial militar do Paraná, O Batalhão rodoviário é dos batalhões da Polícia Militar do Paraná. Eu servi por 35 anos na Polícia Militar de Paraná, até número feio, mas 13 anos desse eu servi na Polícia Rodoviária, com muito orgulho. Então combati o crime, combati o contrabando, operadores de segurança pública e privada, sempre desde que eu adentrei nas fileiras da polícia militar, tiveram o respeito e o apoio do deputado federal sargento Faur, encontrei inúmeras vezes, nós tinha os casos dos roubos de ônibus de turismo, ainda temos, encontrei inúmeras vezes escolta, tanto com veículos pomposo, pessoal bem preparado, como encontramos pessoas simples, humildes ali, com 38 na cintura, fazendo a segurança. Todos esses tiveram o respeito do deputado federal sargento Faur, e tem até hoje. Então eu sempre falo, eu sou deputado federal eleito pelo Paraná, mas eu estou aqui na Câmara dos Deputados pra representar todo o povo brasileiro, inclusive os caminhoneiros, inclusive aqueles que precisam de segurança nas rodovias. Essencial a segurança nas rodovias, por isso que eu trabalhei por 13 anos nas rodovias do Paraná tratando o vagabundo como ele deve ser tratado, e tratando o caminhoneiro com dignidade como ele deve ser tratado, com respeito, isso aí quem é caminhoneiro e passou pelas rodovias, muitos buzinavam votei no senhor, estamos junto, força e honra. Muito obrigado Zé Trovão valeu.
Deputado
Dessa jeito o senhor o eu eu lembro quando eu era caminhoneiro eu morava em Arapongas, e eu fazia puxada da Ortobom, eu falava pra todo mundo o seguinte pô cara logo que a hora que chegou a minha vez de estar aqui no Paraná o Faur está lá em Brasília eu nunca vou ver ele, era meu sonho conhecer ele que já tinha saído da polícia estava aqui como deputado. Senhores dando sequência convidar agora o Major PM Wagner Pedron chefe da divisão de operacional do comando de policiamento da rodoviária, comando de policiamento rodoviário da polícia militar do estado de São Paulo. O senhor tem a palavra, muito obrigado pela presença do senhor.
Major - PM-SP
Obrigado, deputado José Trovão, primeiramente gostaria de parabenizar o senhor aí por essa iniciativa, trazer à discussão assunto tão importante como a temática do roubo de carga. Aproveito em nome do senhor aí, cumprimentar os demais deputados e demais presentes aí especialmente o sargento Fahur, o sargento Altair que está aí também no no ambiente aí com os senhores, o próprio deputado Marco Brasil, né? Anjo do asfalto, como nós denominamos aqui em São Paulo, os policiais militares rodoviários, então, é 1 honra poder participar aqui. Deputado, eu pretendo, eu vou tentar fazer 1 apresentação, vamos ver se eu tenho o êxito aqui. Os senhores conseguem ver a apresentação aí? Aparece para os senhores apresentação? Aparece sim, Ronald. Então vamos lá. Eu vou Se o senhor colocar em tela cheia fica melhor a visualização. Se eu colocar em tela cheia fica melhor a visualização se for possível Major. Isso agora onde que eu vou fazer isso aqui? Nós podemos fazer ao contrário Major, nós passamos que nós temos essa apresentação que nós vamos passando o senhor fica em tela cheia falando? Perfeito. Combinado. Vamos lá, então podemos iniciar? Já pode passar? Pode sim. O senhor comanda agora os slides. Ah ok. Vamos lá, apenas dá panorama da do estado de São Paulo, né? Essa audiência aqui ela foi, ela teve a sua motivação aí diante do aumento dos roubos de carga nas rodovias do Brasil, eu trago eu trago para os senhores a informação que São Paulo nós tivemos pico como já foi dito aí durante a apresentação por dos participantes, do seu senhor Eduardo, que em 2017 foi o pico do dos roubos de carga no no no país, né? E eu trago a informação que, no estado de São Paulo essa é 1 problemática nossa, né? De 2017 até 2024, comparando 2017 com 2024 nós temos 1 redução de 55 por 100 no número de roubos de carga no estado de São Paulo. Se nós trouxermos de 2019 pra 24, 35 por 100 de redução, e comparando 23 pra 24, ou seja, do ano passado pra esse ano no mesmo período, nós temos aí 1 redução de 20 por 100 nos roubos de carga no estado de São Paulo. Apenas panorama aí pra pra entender a problemática né a situação do estado de São Paulo, PIB aí de praticamente 30 por 100 do PIB nacional, 1 frota veicular geral aí de 28 por 100 da frota nacional, e quando a gente fala de veículos pesados, somente caminhão trator, cavalo trator reboque semirreboque, nós temos aí registrados no no estado de São Paulo 23 por 100 da frota nacional. Obviamente que isso impacta nos roubos de carga. Eu acho que eu, eu acho que eu não, opa vamos lá. Nós temos em São Paulo desde 2013 o programa Pró Carga. É programa criado pela Secretaria de Segurança Pública né por 1 resolução do Secretaria de Segurança Pública, que vem aí trazer programa de prevenção e redução de furtos, roubos, apropriação indébita e a receptação de carga já muito citada aqui pelos demais participantes né? A necessidade da gente penalizar com maior rigor o receptador da carga. Podemos passar pro próximo. De 2013 pra cá então foi o prócarga. O ano passado em maio de 23, já pra gestão do nosso governador Tarcísio, e do secretário de segurança pública, o o deputado federal licenciado, Guilherme Derrick, foi criado então o programa SP Carga, é sistema, sistema de informações e prevenção a crimes praticados no transporte de carga. E isso a gente viu que com o programa SP Carga nós tivemos já 1 evolução aí nos números, né? Podem passar por por gentileza. Alguns itens que eu trouxe aqui para os senhores que é importante a gente discutir. Primeiro, é 1 definição, 1 melhor definição do que seria carga, né? Diferenciar carga de encomenda, hoje com o ecommerce, muitas ocorrências de de roubo daquela encomenda 1, é é feita é registrado na polícia civil como roubo de carga. E isso impacta no nosso trabalho sem dúvida nenhuma nós nós na Polícia Militar que trabalha na na prevenção nós utilizamos as informações os casos registrados a a gente faz 1 análise qualitativa desses dados pra gente direcionar o nosso policiamento de forma mais inteligente. Então, 1 dos pontos aí que a gente acha interessante seria 1 melhor definição do que é carga. Obviamente que carga, que nós estamos lidando aqui é aquela carga de, transportada por veículos pesados, caminhões, 1 carga de, 1 quantidade maior enfim. Outra, 1 padronização de registro de roubo de carga. Nós vemos aí, verificando com os demais estados, nós temos aí 1 1 diferenciação muito grande de registro de roubo de carga. Tem tem estados por exemplo que registra, determinado valor da carga, outros estados que registra simples transporte de iFood por exemplo, se o se a se o se o se o indivíduos é registrado como de carga, então a gente tem 1 discrepância muito grande, importante essa padronização. 1 implementação numa metodologia estatística, por meio de taxa, assim como é feito com situação de homicídio, dissinícius de trânsito, enfim. Indicadores criminais de produtividade policial, campanhas educativas, muito importante isso nós tivemos aqui em São Paulo nós tivemos muitos caos muitos casos aí do do golpe de de falto pret né, que, marginais aí cooptavam, o pessoal chamavam chamariz pra trazer esse o os caminhoneiros pra falta frete e acabavam sendo vítimas de roubo. Então campanhas educativas seria 1 ação importante foi feito aqui por parte da Polícia Civil aqui em São Paulo também com divulgação na mídia enfim. E 1 investigação também a gente não pode deixar de lado 1 investigação séria também sobre a falsa comunicação de crime, naqueles crimes chamados chave na mão. Infelizmente isso impacta no custo Brasil, impacta na na nos indicadores de roubo de carga né, e e com certeza traz prejuízo, não só para atividade policial, que que tem a sua atividade preventiva desviada em cima de falsos indicadores de roubo de carga, mas também é obviamente que isso impacta aí no custo, no preço da carga, no seguro, no frete, enfim. Pode passar. Aqui, eu trouxe mapa de São Paulo pra gente ter 1 ideia dos principais pontos de roubo de carga do estado. Então nós temos aí o mapa do estado de São Paulo, eu destaquei no no no mapa aí. Opa. Botar por por favor. Eu destaquei no mapa então, a região metropolitana de São Paulo né, alta concentração de transportes rodoviários, então a capital e a grande São Paulo, para os senhores terem 1 ideia, dos 6063 casos registrados como roubo de carga no ano passado em 2023 no estado de São Paulo, 75 por 100 desses casos estão centrados na capital e grande São Paulo ou seja na região metropolitana de São Paulo, 75 por 100 é número atuante alto. E 25 por 100 está, dissipado aí pelo interior. Além então destaquei no mapa, a região metropolitana, destaquei também a região metropolitana de Campinas, que é outro ponto importante aí quando a gente trata de roubo de cargas. Nós temos lá o Polyindustrial de Campinas, o aeroporto de Viracopos né, que é do dos maiores aeroportos também de de transporte de carga, e nós temos também a a região da Baixada Santista, que é a principal ligação aí com as áreas portuárias, o o Porto de Santos aí. Pode passar por favor. Aí está a estatística que nós temos, fonte Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, sobre roubos de carga no estado de São Paulo em geral, não nas rodovias, então no estado de São Paulo. Nós vemos aí que de 2019, eu tirei 2017, que foi o nosso pico, mas eu trouxe de 2019 pra frente, então a gente vê aí 1 redução né, ano a ano, o número debaixo daquela linha, é a média mensal então, se a gente pegar aí a comparação aí da média mensal de 2023, de 505 casos por mês a média né, nós estamos aí até setembro de 24 com 397 casos, isso representa aí 1 redução aí de 2023 pra 2024, 1 redução aí na ordem de 20 por 100, pouco mais de 20 por 100 de redução. Pode passar por favor. Sobre a divisão territorial do comando de policiamento rodoviário né, o foco dessa dessa audiência pública, os crimes de roubo de carga nas rodovias. Para os senhores terem 1 ideia, a malha rodoviária se puder voltar pouquinho, a malha rodoviária estadual em São Paulo é da ela tem aproximadamente 35000 quilômetros de rodovias. Desses 47000 são de rodovias municipais, 22000 de rodovias estaduais, esses 22000 de rodovias estaduais é de competência do comando de policiamento rodoviário do qual eu faço parte, e apenas 1000 quilômetros de rodovias de competência aí da PRF, da Polícia Rodoviária Federal. Talvez o estado de São Paulo aí, é o estado aí que tem a a menor malha rodoviária até 000 colega aí da PRF pode até lhe corrigir isso de eu enganado, tem a maior a menor malha rodoviária sob competência da PRF, talvez seja o estado de São Paulo. Nós temos aí na divisão territorial do CPB nós temos 6 batalhões de polícia rodoviária, né? Então são 6 batalhões aí pra cuidar das rodovias dos 22000 quilômetros de rodovias estaduais. Pode passar por favor. E aqui eu trago senhores, os dados aí de roubo de cargas exclusivamente em rodovias estaduais. Então nós vemos aí também que de 2019 até 2024 nós estamos numa descendente nós estamos reduzindo ano a ano, com exceção aí de 2020 e que foi o primeiro ano da pandemia né nós tivemos aumento e geralmente não ultrapassou ainda 2019, mas nós tivemos aumento aí nos casos de de rubrica nas rodovias, e e esse ano aqui nós também estamos com 1 redução aí na ordem de 13 por 100 com relação ao mesmo período do ano passado. Os, pros senhores terem 1 ideia fazendo 1 só pra pra gente ilustrar, dos roubos de cargas registrados no estado de São Paulo, cerca de 12 a 13 por 100, ocorrem em rodovias estaduais. Podem passar por favor. E aqui eu trago apenas pra ilustrar, né, as ferramentas que nós temos aí no combate ao roubo de carga no no apoio ao ao caminhoneiro né, nós temos aí o centro de controle operacional da da das rodovias, nós temos lá em cada centro de de rodovia nós temos policiais militares lá fiscalizando 24 horas por dia, nós temos também o sistema de muralha paulista que muitos nos ajuda, é 1 ferramenta de inteligência que muitos nos ajuda no combate ao crime não só de roubo de carga mas também no combate ao tráfico de armas e tráfico de drogas. E nós temos também os o nosso tático sensível do diário que atua diuturnamente aí no combate ao crime aí no no apoio aos caminhoneiros e demais usuários da vida. Eu fico à disposição, essa era a minha apresentação breve, fico à disposição se para possíveis perguntas estamos à disposição aqui em São Paulo no Comando de Conhecimento Rodoviário. Muito obrigado.
Deputado
Major, muito obrigado senhor pela explanação, pelas informações. Pra que a gente tenha pouco mais de celeridade eu vou convidar agora, o senhor Jaime Ferreira dos Santos, Federação Interestadual dos Cegonheiros, a FEISEG, o senhor tem a palavra, muito obrigado pela presença.
Federação Interestadual dos Cegonheiros
Boa tarde, em nome do deputado José Trovão aí eu cumprimento a todos os parlamentares e, a todos os presentes, e a também a todos que nos assistem. Quero cumprimentar em nome do presidente Gilmar, a todos os presidentes das federações e dos sindicatos aqui presente, em especial aí o presidente José Ronaldo Boizinho, que é o presidente do Sindicato dos Sergoneiros e o Carlos Poesel também presidente do Sindicato dos Sergoneiros de Minas Gerais. Eu aqui hoje quero falar sobre 1 situação igualzinha a essa aí que é o público de Carlos, mas que, para muitos, muitos mesmo de segmentos diferente do nosso que é transporte de automóveis, novidade? Que nas, conversas que a gente tem nas nossas rodas de amigos aí de outros segmentos de carga seca etcétera, a gente já ouviu por várias vezes. Por muitas vezes as pessoas dizerem, o sergonheiro está tranquilo, porque eles não têm roubo de carga. Engano senhores, nós temos sim, e da mesma forma que todos os outros segmentos, com o uso de muita violência, com o uso de terror, por muitas vezes os motoristas são ou, todas as vezes motoristas são sequestrados, até que essas cargas, sejam esfriadas ou escondida como queiram entender. Nós também temos o famoso roubo de peça de caminhões, peça dos automóveis que transportamos em nossas carretas. São fatos assim que, mediante esses números que aqui foram apresentados, que é a nível nacional, parece que são poucos, os números que nós vamos mostrar aqui. Mas nós estamos falando aqui de universo aí de, 506600 caminhões, que é o os que a gente tem os dados. Existe o número de no país é muito maior do que esse, mas os que nós levantamos os dados são em cima desses. Aí se o senhor puder, por gentileza, então nós tivemos aí num período aí de, 5 anos começando 2019 e até agora, a esse mês vigente, nós tivemos aí o número, que está exposto aí no no painel. E somado, ele vai chegar aos 100, 180 e veículos roubados das carretas Cegonhas. De que forma que esses veículos foram roubados? Da forma mais violenta possível. O motorista ele é abordado por 2 3 veículos, com 4 5 indivíduos dentro de cada veículo, fortemente armado geralmente de fuzil, e ele é obrigado a parar. Ou para o caminhão é alvejado, como a maioria deles foram, porque o motorista com medo de parar ele tenta fugir e não vai conseguir mesmo. Então muito deles foram alvejados e, estão vivos por conta da que, estão vivos, por conta da proteção divina mesmo, que as balas foram todas em direção do motorista. Esses caminhões são levados para lugar, não tão longe da rodovia, que isso é a parte mais impressionante da história, e lá o motorista é obrigado a descarregar essa carreta. E os indivíduos levam os veículos, para os lugares aí para que eles sejam, às vezes desmanchados, e aí entra aí o que já foi falado aqui né, que não se vende, alumínio, não se vende televisão em, assim como não se vende veículo 0, não é? E esses veículos desaparecem. Nós temos também aqui, a situação dos roubos de peças, de peças desses veículos, Que param para passar a noite, nesses em alguns postos. Que postos vezes? Aquele que o motorista pode parar. Porque não são em todos que ele pode parar à noite, pra que ele tenha local seguro, para estacionar e dormir, ou ele abastece toda a noite o que fica quase impossível porque nem toda noite vai caber a quantidade de litro que o posto exige, para que ele possa dormir com segurança em lugar iluminado. Ou ele tem que se sujeitar a dormir em acostamento, ou em posto desse que permite. Aí acontece os roubos de peça. Eles roubam as rodas desses veículos, compenei tudo que nós transportamos. Eles roubam as peças desses caminhões. Nós tivemos aí nesse mesmo período aí, 58 peças roubada dos caminhões, que são aquele lá que o deputado deve conhecer bem, que é os módulo, é bateria, farol de caminhão, nesses lugares. Então eu estou falando muito que são nesses lugares que depois eu vou chegar onde nós precisamos. Nós tivemos aí caminhões roubados nosso, que não é só a carga, não é só as peças estão, robam os caminhões nossos também, acreditem, as pessoas falam, caminhão de ser banheiro, roubam. De que forma? Dessa mesma forma, com a mesma violência, faz para no acostamento por várias vezes, e ali o motorista tem que ficar escondido no mato sobre a mira de fuzil, sobre a mira de 1 pistola, até que eles somem com este caminhão, foram 40 e cavalo mecânico roubado. Nosso. Esses números como eu disse eu vou repetir no universo nacional poxa é pequeno. Mas por trás desses números aqui, tem terror muito grande. Esse motorista, ele nunca mais será o mesmo. Porque como eu disse ele é sequestrado, ele é humilhado, ele passa, medo terrível, durante o assalto, enquanto acontece, e depois, porque nunca mais ele vai ter paz na vida dele. A família dele em casa, enquanto não tem notícia, que é quando ele pode alcançar telefone, quando ele pode ter celular de volta, ele vai entrar em contato no mínimo 24 horas depois, alguns até 72 horas, que ele fica sumido, ele nunca mais será o mesmo, a família dele nunca será o mesmo. E aí por que que eu falei sobre muito, falei repetidamente sobre esse local de parada? Porque aqui foram falar de vários números. Foram dado inúmeras sugestões e eu concordo que essas sugestões todas juntas, vão trazer bom resultado sim, contra esse roubo de carga. Eu tenho certeza disso, né, todos, PL tudo isso vai trazer bom resultado. Mas isso não dá pra gente fazer de hoje para amanhã, não é? Tem trâmite, tem 1 situação. Só que existe algumas coisas que já dá pra ter sido pra ter acontecido. Já devia ter acontecido, o teu Gilmar sabe do que eu estou falando, os demais aqui, presidente sindicato, as federações sabem do que eu estou falando. Algumas coisas já deveriam estar acontecendo, que pelo menos esses roubos, nesse lugar de que os motoristas param, para passar a noite e não dormir, como eu disse antes, porque hoje existe 1 lei, mas independente da lei, eu sou totalmente a favor que todo ser vivo tem que dormir, ele tem que descansar e o motorista, principalmente. Só que esse, ele não tem lugar certo, ele vai parar lá no acostamento, num posto que permite que ele fique e ele simplesmente vai passar a noite, ele não vai dormir com medo. Porque se ele não for roubado, ele sabe de 10 histórias, de pessoas que Porque se ele não for roubado ele sabe de 10 histórias, de pessoas que ali foram roubadas, e passaram perigo de morte. Então pessoal, vou ser repetitivo, todas essas sugestões são de extrema importância, a gente pede até celeridade para que isso aconteça, mas as tem algumas coisas que já foram aprovadas que a devia estar acontecendo, que são os pontos de parada. Que pelo menos parte disso. Não é? É o senhor não está aguentando deputado, calcula nossos irmão que estão lá na estrada, hein. Calcula eles o que estão passando, calcula a família desse pessoal que está passando. Né, sabendo aí depois o motorista sai de manhã porque ele passou a noite, ele não dormiu. Ele sai dirigindo com sono ou vai usar alguma substância para não dormir, aí a mídia vai dizer, drogado, bateu porque estava drogado, bateu porque usou cocaína, hoje o maior droga que existe a tarde volante é a cocaína, essa é a reportagem. Eu não estou dizendo aqui que o motorista deve se drogar, eu estou dizendo aqui que o moço já deve descansar. Ah, mas poxa, mas o assunto não é descanso já, o assunto é roubo de carga, mas como o deputado também deve conhecer que a fala de caminhoneiro. 1 coisa puxa a outra, né. 1 coisa puxa a outra e o roubo de carga faz isso. Nós estamos sofrendo e logo logo vamos ter colapso, isso também já foi tratado aqui nessa casa. Por falta de motorista e o roubo de carga é dos itens que está afastando os motoristas, eles não querem mais essa profissão. Eu, dirigi muitos anos, hoje eu tenho filho que dirigiu hoje no incentivo. E antigamente você orientava o quê? A filho seu, a sobrinho que quisesse ser caminhoneiro? Seu cuidado para não bater, para não morrer, para não mostrar os outros, etcétera e tal. Hoje você vai vir de pelo cuidado para não ser assaltado? Qual é o cuidado que ele vai ter? Ele vai falar bom pai, eu tenho que dormir num ponto de parada, mas não existe. Ou então eu tenho que aumentar o tamanho dos tanques para abastecer toda a noite. Ou então eu tenho que pagar 200, 300 reais para dormir e não ser assaltado mais. A situação é muito crítica, eu acredito que hoje aqui, concordo plenamente com tudo o que foi falado, só que a gente tem que ter celeridade nessa situação. Temos que fazer valer essa situação dos locais de parada, para que eles possam dormir com segurança, que isso tudo vai evitar parte desses roubos, parte desse sequestro de motorista. Nós estamos na contramão também em outra situação, que eu não sei se os presidentes aqui vão concordar. Eu primeiro digo, eu concordo e acho que até é melhor para que o motorista descarregue à noite em alguns lugares. Porque 1 carreira do tamanho da nossa pelo menos os bitrans da vida aí, entra dentro de grande centro durante o dia, junto com ônibus e todo mundo vai ser atropelo imenso. Mas ele entra à noite, o horário para eles carregar das 10 às 6 da manhã, o horário de mais periculosidade segundo as fontes. Aí ele vai entrar dentro dessa cidade para carregar sozinho à noite. Ele já está 50 por 100 roubado. Exatamente. Que é o que acontece com nós, além dessas abordagens nas rodovias, acreditem, nós carregamos as carretas lá, numa empresa de logística ou dentro de 1 montadora, aí o motorista sai transportando com todo o carinho que a carga merece para não avaliar embaixo das árvores, etcetera e tal. Chega na hora da descarga, está na porta da revenda, ele puxa as prancha para descer os carro, chega o pessoal, isso como se fosse numa loja, desce aquele, aqueles 5, 6 carro e fala, esses aqui nós vamos levar. Complicado. E roubam na porta da revenda, porque ele tem que descarregar de noite. Ah mas então existe solução pra isso? Olha eu vou dizer, nós falamos muito aqui do governo federal, governo estadual, da polícia, etcétera e tal. Mas existem algumas coisas que podem ser feitas. A exemplo acelerar o que já está aprovado que são esses pontos de parada, criar alguma coisa rapidamente pra esses motoristas que já sofreram essas ações, pra que eles tenham ânimo em continuar e incentive outros, porque senão nós não ter colapso no transporte. Nós temos que envolver também por isso, Jaime, por gentileza. Pra concluir, por gentileza. Pra concluir? Isso. Está bom. Que tempo já estou. Quando nem comecei, né? Esse é assunto tão extenso Verdade verdade. Segurança mas devia ser tratado com falta de segurança. Exatamente. Até por isso que até o tempo pra tratar do assunto desse é pequeno né? Exato. São normas que a gente tem assim. Os o governo municipal a exemplo nosso lá em São Bernardo do Campo, a prefeitura já cedeu pátio pra nós, pra que a gente estacione essas carretas. Isso ajuda muito, pra que as pessoas possam programar melhor a sua viagem, pra que pelo menos nesse local eles não tenham suas peças de caminhões, e não sejam acordados de madrugada por pessoas pra te roubar, pra te sequestrar, e fazer da sua vida inferno. Fica aqui deputado Zé Trovão, o nosso pedido de socorro a essa categoria, e quero cumprimentar, agradecer ao senhor por essa grande oportunidade, e concordar com o que o senhor falou que hoje essa casa aqui deveria estar superlotado e os corredores sei também, Porque esse é 1 situação que não atinge só o caminhoneiro não, ela atinge a sociedade brasileira, porque quanto mais roubo, mais caro seguro, mais caro o frete, mais caro o arroz lá na minha prateleira. Obrigado pelo tempo. Eu.
Deputado
Eu quero deixar registrado no as anais dessa casa, e que isso chegue até o ministro da do Transportes. Fazer os pontos de parada é 1 cobrança necessária, que o governo tem que fazer sobre as concessionárias. Só que não me façam ponto de parada com 50 vagas como foi feito em Palhoça, né? Porque daí não dá. Nós temos centenas de milhares de caminhões sem lugar pra estacionar. As concessionárias enchendo o bolso de dinheiro e não têm a capacidade de fazer ponto de parada com 400, 500 vagas. Nós temos que seguir o exemplo da Europa, a cada 30, 50 quilômetros, ponto de parada. A gente paga caro pra caramba pra andar numa rodovia muito mal recapeada porque, a situação de muitas é triste. Eles ganham rios de dinheiro e precisam respeitar esse recurso. Então senhor ministro Renan Filho, a quem eu suplico, cobre os pontos de parada. Eu levei pra eles o posto fiscal de Garuva, o antigo posto fiscal, abandonado, virou dormitório de de de mendigo e de de tudo que não presta, lá tem. Só, é só adequar, cabe 300 caminhões ali facilmente. Outra coisa, vamos aproximar os pontos de parada onde já existem os pontos da polícia rodoviária federal, da polícia militar rodoviária. Nós precisamos colocar o caminhoneiro próximo de quem vai protegêlo. Quero solicitar ao seu Francisco Rodrigues, que é o nosso coordenador das áreas especializadas, de combate ao crime da polícia federal, pelo amor de Deus, eu suplico já pedi isso à Polícia Rodoviária Federal, a Serra do Azeite na 116 pra quem não sabe onde fica, quem sai do primeiro pedágio de São Paulo passou a capital pegou a Régis Bittencourt, vai sentido Curitiba, passou o primeiro pedágio é a Serra do Azeite. Você vai passar a polícia rodoviária começa a serra. Aquilo ali, Serra do 90, aquilo ali não tem condições mais cara, aquilo ali não tem condições, caminhão não pode parar, o caminhão encostou, se deu acidente. Meu amigo os caras lincham o caminhão, roubam tudo. Então a gente precisa cuidar disso gente, isso a gente está tratando de vidas como disse o Jaime, são pessoas que todos os anos perdem algum familiar, algum parente nas estradas pela violência. Quero convidar aqui, pra fazer uso da palavra, senhor Paulo Guimarães, Sildo observatório nacional, de segurança viária. Seu Paulo o senhor nos ouve? Boa tarde deputado.
CEO - Observatório Nacional de Segurança Viária
Boa tarde aos que acompanham essa audiência. Me ouvem bem? Perfeitamente, o senhor está com a palavra. Bem, bom eu gostaria só de reforçar alguns pontos e alertar pra 1 situação que não foi levantada aqui pelos colegas que me perceberam. A gente tem alguns números, já foram citados aqui vários números relacionados a a essa atividade, e a gente tem que o transporte rodoviário de cargas é responsável por 65 por 100 da movimentação das cargas do Brasil, responsável por 95 por 100 das entregas dos itens básicos de sobrevivência, mas também, né, carrega consigo 1 estatística triste, ruim. 50 por 100 das 20, que vieram a óbito nas rodovias federais 2023, tiveram algum tipo de envolvimento desses veículos pesados. E por que que eu estou chamando atenção pra isso? É porque a gente tem conversado muito sobre a integração entre a segurança pública e a segurança diária, né, a gente consegue produzir resultados mais efetivos quando a gente olha pra esses 2 temas de forma integrada, né. E trazendo aqui mais alguns números pra reforçar pouco essa essa condição, né, essa necessidade de olhar pra esses 2 temas de forma conjunta, né, a gente tem registro entre 24023 de 1 redução de 19 por 100 no índice geral de roubos e furtos nas rodovias federais, entre 24023. Mas na contramão, né, dessa estatística, a gente teve aumento de 25 por 100, né, de furto e roubo de cargas. E 1 coisa que chamou atenção nesses últimos tempos, é que a modalidade que alguns criminosos estão utilizando, isso foi identificado na BR 2 7 7, pela Polícia Rodoviária Federal, ali no Paraná, as quadrilhas estão algumas quadrilhas estão provocando né os acidentes né o sinistro de trânsito como é que a gente chama hoje, pra poder se aproveitar da situação e efetuar o roubo de carga. E nesse sentido né, vou usar mais tempo, eu gostaria de reforçar o que foi dito pelo próprio deputado Zé Trovão, da necessidade de olhar pra esse tema de forma integrada e conjunta, né proporcionando a união das forças, a união do poder público, suas polícias, o legislativo, a união da iniciativa privada e das organizações da sociedade civil. De forma conjunta, a gente tem condição de desenvolver melhores políticas públicas pra melhorar essa situação de segurança nas nossas rodovias, principalmente falando de segurança pública e segurança diária de forma integrada. E nesse sentido, já caminhando já pro final da minha fala, o observatório, nesse intuito de promover toda essa interligação e toda essa integração de todas as esferas da sociedade, concebeu movimento chamado o movimento maio amarelo, que trata, essencialmente, de promover a cultura de paz no trânsito, mas que em 2025 vai ter desdobramento muito interessante, a gente está preparando projeto especial para o transporte rodoviário de cargas, que vai começar, né, a gente está tentando viabilizar esse projeto, mas já começa em janeiro com a Caravana Maio Amarelo, que vai percorrer né o país de sul a norte conversando com os caminhoneiros nos pontos de parada disponíveis pra poder identificar além das suas sensibilidades, problemas né que podem ser resolvidos né, ou situações que podem ser resolvidos que vão contribuir pra melhora tanto da segurança pública quanto da segurança diária, Por exemplo, né já foi citado aqui os pontos de parada e descanso, a iluminação né nos pontos críticos né, que vai contribuir né pra essas 2 esferas, a saúde do caminhoneiro, do ponto de vista de prevenção, do ponto de vista de proteção durante o seu trânsito, a gente vai buscar levar informação também pra esses caminhoneiros de como se proteger da violência diária, se proteger da violência pública, então é é 1 ação integrada em que a gente vai ter sucesso a partir do momento que a gente conseguir integrar todas as esferas da sociedade, especificamente sobre o PL, é PL muito interessante que federaliza o assunto e à medida que ele federaliza o assunto ele padroniza o entendimento e as ações operacionais nesse sentido, então a gente apoia o projeto de lei e coloca o observatório à disposição pra contribua, as nossas relações, as nossas redes de contato, os nossos pesquisadores pra produzir evidências e melhorar o embasamento técnico pra esse assunto que é tão relevante pro país. Agradeço e fico à disposição aqui dos deputados, dos membros da mesa, pra gente debater o assunto.
Deputado
Muito obrigado, seu Paulo Guimarães. A gente precisa realmente construir cada vez mais essa proximidade. Eu vou perguntar ao ao Janderson Patrola, você quer ser o último a falar ou quer falar agora? Pode ser o último? Então eu vou passar a palavra ao seu Júlio César dos Reis, presidente do Instituto de Carga Segura. O senhor nos ouve bem? Fim de Estado, o senhor não me ouve bem? Perfeitamente o senhor tem a palavra fique à vontade.
Presidente - Instituto Carga Segura
Eu tenho 1 apresentação que eu encaminhei se pudesse colocar inicialmente eu queria deputado José Trovão em seu nome a todos os parlamentares presentes e também teremos essa comissão. Cumprimentar também o presidente Gilmar Bueno e o Alan Medeiros, o presidente Eduardo Rebuzzi já saiu me parece mas também deixa eu cumprimento os colegas da TRS, o colega da Polícia Militar de São Paulo, Albalto Miranda da Biaovia, o Paulo Guimarães do observatório, sejam todos que estão nesse debate. Só pra me situar só pra situar rapidamente da onde o instituto e da onde eu sou. Eu fui delegado geral aqui no Paraná, da polícia civil por 4 anos, tive a oportunidade de criar na nossa gestão a delegacia de furto povo de cargos aqui no meu estado, e depois no último ano fui secretário de segurança em 2018. Após me aposentar eu e alguns colegas entendemos realmente 1 lacuna de diálogo entre setor público e setor privado sobre esse tema do furtos e o ouro de carga e segurança viária em si, e criamos o Instituto Carga Seguro tem a participação, dum colega da Polícia Federal aposentado também o doutor Reinaldo, apoio aqui no Paraná da DEPOL na pessoa do presidente, delegado Adriano, e outros atores que contribui com o nosso instituto. Eu vou ver se eu consigo passar então acho que por aí que tem que passar né? Pode passar pra tela próxima por favor. 1 das dificuldades que a gente encontra nos estudos sobre o ovo de carga é justamente aquilo que o Major falou, da polícia militar que é a dificuldade com relação a uniformização dos boletins de ocorrência né? É difícil a gente trabalhar estudar sobre problema que nós não sabemos e eu e eu faço desafio aqui eu acho que ninguém no país sabe a verdadeira dimensão, do problema rubricaga no Brasil e por que eu digo isso como disse lá o major cada estado tem 1 forma de formalizar os boletim de ocorrência. Em alguns estados depende do valor da mercadoria me parece que tem estado que acima de 10 salários mínimos ou de 100 salários mínimos então existe 1 grande dificuldade de uniformizar isso então os parâmetros diferentes de registro, o governo até tentou fazer boletim único em 2018 com a criação do SUSp mas ainda nem todos os estados aderiram, essa é 1 grande dificuldade. Existe comitê gestor de enfrentamento ao roubo de carga, inclusive é coordenado por colega da Polícia Federal, o município Rodoviária Federal, o setor Marco Vinicius, que é diretor de operações da Polícia Rodoviária Federal. E a dificuldade também da tipificação penal. Furto não existe tipificação específica do furto e roubo de cargas né ela entra na tipificação geral, então muitos estados registram lá como furto e roubo sem especificar apenas no histórico coisa que dificulta depois as estatísticas pode passar por favor. Aqui é caso eu tive que fazer 1 visita no Rio Grande do Sul aqui a delegada, Isadora Galean que é titular da força e roubo de cargas e a primeira análise que ela me mostrou foram 258, furtos e roubos em determinado ano e até ela mesmo falando não, está errado isso vamos fazer 1 pesquisa melhor, aí quando nós incluímos está muito pequeno o slide aí, mas quando nós incluímos 1 outra capitulação lá que o policial do Antão faz que é furto o roubo a veículos de entrega, aí então foi para 924 que ela falou, ah esse é número real. Então dentro de próprio estado, às vezes na forma na forma como o plantonista vai registrar, você pode ter 1 informação quando traz estudo nacional, informação equivocada. O senhor pode passar por favor pro próximo, vou ser bem rápido pra não, nosso instituto tem várias análises de dados e estudos customizados não só de furtos e roubos de carga mas também sobre acidentes são mais de milhão e 200000 casos estudados pode passar por favor. E aqui exemplo só do Paraná, o o nosso colega da Biav ele falou de Paranaguá né Paranaguá, nesse ano que foi acho que foi selecionado aqui 2 anos né 20 20 e e 22, Paranaguá estava liderando com 23 por 100 depois Curitiba é super importante esses estudos pra que possam balizar o trabalho das polícias pode passar por favor. E na prática, os os empresário, Gilmar Bueno também antes estava, o presidente da NTC os empresários às vezes encontram muita dificuldade na hora de registrar boletim de ocorrência. Se a delegacia está fechada, o que ele pode fazer, infelizmente não existe parâmetro como hoje são os estados que são os responsáveis pela investigação, não existe parâmetro nacional sobre isso. Pode passar por favor. É importante frisar a Polícia Rodoviária Federal tem 1 importante plataforma que é a plataforma sinal, infelizmente é pouco usada ainda, e ela também só só é utilizada nas rodovias federais. Mas embora a gente tenha lá 75000 quilômetros rodovierais federais nós temos centenas de milhares de rodovia de quilômetros rodoviias estaduais, onde infelizmente essa ferramenta não é utilizada. Realmente onde, a qualquer momento pode se comunicar 1 ocorrência num de veículos né onde vai estar a carga, mesmo tendo na delegacia fechada seria a primeira forma de comunicar e é 1 plataforma super importante pode passar por favor. E depois na hora de registrar a ocorrência não existe também 1 orientação geral sobre o que que é importante mencionar no boletim de ocorrência tem muita fica muita informação, que que o delegado depois que vai pegar aquele boletim acaba tendo alguma dificuldade pra investigar porque tem pouca informação, então é importante a gente ter diversas informações que seriam válidas para o policial que vai investigar quem que indicou o frete qual que é o telefone da pessoa, se tu carregando aquela foi a primeira vez que carregou naquele local ou seja, 1 série de informações que seriam muito importante constar nos boletim de ocorrência pode passar por favor. Aí aí segue na sequência de outros dados importantes qual seguradora qual que é a forma de abordagem. Então são era muito importante que houvesse 1 parametrização disso se o veículo tem telemetria ou não porque essa informação vai contribuir também para a investigação se existe rastreador qual que é a marca, pode passar por favor. Esse aqui eu peguei 2 casos excluímos os nomes obviamente né, mas são 2 boletim de ocorrência onde tem o histórico do boletim de ocorrência está em 2 linhas o outro está em apenas 3 linhas e esse boletim de ocorrência depois chega para o delegado e vai fazer a investigação, com quase nada de informação, o que dificulta muito é o caminhar da investigação, pode passar. Acomplramento do inquérito, tem tema que eu acho que é super importante, que os casos de curva de roubo de de de cargas e caminhões, que eles se tornem inquéritos policiais, muitos e muitos dos casos ficam apenas nos boletins de ocorrência. A gente entende as limitações das polícias estaduais eu fui delegado de polícia na minha época também registia essa limitação, mas é super importante que aumente a taxa de instauração de inquérito, que enquanto se enquanto tem caso que fica apenas no boletim de ocorrência, normalmente isso acaba até incentivando aquele que está eventualmente no mundo do crime, a reiterar o crime porque ele vai ver que não tem investigação. Pode passar. Vamos finalizando aqui o nosso instituto tem acordo de cooperação com a Polícia Rodoviária Federal justamente da troca de informações ou seja aproximar o terceiro setor as empresas privadas do setor público pode passar. E tramitamos também acordo de cooperação com a política estadual do Paraná que é o meu estado de origem né, também pra que facilite facilite isso pode passar. Eu tenho só algumas considerações finais pode encerrar esse é termo do acordo 1 1 minuto do acordo que está sendo elaborado e não pronto mas é 1 minuta que já está sendo elaborada. Nós temos também no instituto damos importância no instituto também a câmaras de controle de fluxo de rodovia essas câmaras podem ser privadas, onde o dono do estabelecimento consiga 1 informação de quantos veículos passam lá no seu estabelecimento quer seja posto 1 oficina, mas que, se eventualmente ele capture placa essa informação seja distribuída de forma muito rápida e célere para as polícias a fim de facilitar o trabalho seria 1, dado muito importante pra trabalhar, com as investigações de furto e roubo de carga. Pode passar eu queria só fazer alguns comentários agora extra extra apresentação, aqui é exemplo dum associado nosso que colocou 1 câmera lá ele sabe que determinada hora no seu estabelecimento, passam 1800 veículos lá por volta das 15 às 16 hora, mas essa placa também pode capturar essa câmera pode capturar placas que sejam de interesse das forças de segurança e essa é 1 ferramenta importante, e claro desde que essa informação fique restrita às forças de segurança não interessa ao empresário a placa que passa, mas pode interessar sim controle de fluxo, que esteja interceencialmente pra ele mas a informação das placas sejam remetidas para as polícias investigam mesmo a polícia rodoviária federal. Pode passar. Presidente deputados já Trovão encerrando a minha o tempo já está bem exijo, mas eu tenho 1 preocupação a respeito da federalização do crime, primeiro pela questão eu sou oriundo das polícias estaduais, mas eu tenho 1 preocupação, existem muitos furtos e roubos de cargas que acontecem em municípios onde não existe a polícia federal. Mais do que isso, nós temos hoje no Brasil 13000 policiais federais aproximadamente, e mais de 100000 policiais civis, eu acho assim que tem muitos casos em que o crime é interestadual, tem muitos casos que é é importante 1 interação com a polícia federal, mas a federalização de todos os casos eu vejo com 1 preocupação até para o setor produtivo. Vou dar exemplo aqui, ocorreu roubo de carne Antonina, como é que o policial vai fazer? Como é que o a vítima vai fazer? Então é importante debater profundamente esse projeto eu acho louvável o senhor fazer isso, mas eu vejo 1 preocupação, mas só de discutir eu já vejo muito importante porque a gente pode debater pra pra aprimorar e me coloco à disposição. Aqui no Paraná nós procuramos a polícia científica do estado, pra tentar fazer algo mais técnico pras investigações, aí de furto e roubo de carga. Eu vi que colega da BIOV falou acho que também tem alguma coisa a ver com o óleo vegetal. Nós estamos tentando 1 iniciativa aqui no Paraná com a polícia científica, de identificação de perfil químico de carga, até de cargas que não é normalmente existe a dedicação. Pois é 1 carga de óleo vegetal pode ter o seu perfil químico identificado antes de carregar, pra que ao possa eventualmente ser localizado em algum receptador possa haver a conferência então eu acho que nós precisamos buscar coisas absolutamente técnicas, científicas, dados que possam contribuir com a investigação pra que a gente tenha 1 melhora nesse segmento que tanto preocupa a sociedade brasileira. Muito obrigado pela pela oportunidade me coloco à disposição ao centro dos senhores, o Alan Medeiros e o Gilmar tem o nosso contato aqui no estado do Paraná. Pra finalizar pra não ser cansativo, nesse sentido nós estamos organizando aqui no Paraná final do final de novembro agora 29 e 30 sobre roubo de cargas o senhor é nosso convidado, vai ter aqui delegados de Rio Grande do Sul Santa Catarina Paraná São Paulo Rio de Janeiro estava confirmando delegados de Minas Gerais também, grande debate sobre esse assunto pra que a gente possa aprofundar e de repente até estudar pouco mais esse seu projeto muito obrigado pela oportunidade deputado. Seu Júlio César eu que
Deputado
Senhor mas quero lembrálo que a federação não se trata de tirar das mãos das entidades a sua responsabilidade ou os direitos de fazer as devidas investigações. O que nós queremos é ampliação, é colocar a Polícia Federal também no rol daqueles que investigam e que trata desses assuntos. Então, o que nós queremos é só é é continuar construindo 1 fonte mais segura, não eliminar setor muito pelo contrário tá? Então vou deixar isso bem claro pro senhor. Perfeito Everton. Coloco também o meu gabinete à disposição do senhor, ainda não sei se essa data vou pedir pra minha equipe ver se a gente tem essa possibilidade de estar aí, se tiver eu vou ficar muito honrado de participar deste evento que eu tenho certeza que é muito importante. Senhor Janderson Maçaneiro patrola, mais conhecido lá em Itajaí como patrola, representante do ICAM, Instituto dos Caminhoneiros e da Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Carga. O senhor tem a palavra por 10 minutos é o último orador após o senhor nós encerraremos os trabalhos. Zé muito obrigado.
Representante - Associação Catarinense de Transportadores Rodoviários de Cargas
Muito gratificante a gente hoje, teve a condição de representante. Eu sei o quanto isso foi sonhado pela nossa categoria, o quanto nós trabalhamos pra ter alguém aqui, do outro lado da mesa, ouvindo e levando a nossa voz. E é muito muito muito importante pra nossa categoria. Nós somos 2.7 milhões de caminhoneiros, celetistas e autônomos, e nós não tínhamos representante, que hoje a gente tem. Então quero te agradecer pelo teu trabalho, pelo teu empenho, pela tua coragem em mexer em feridas que até agora é 1 feridas esquecidas. E que agora o caminhoneiro está vindo aqui trazer o seu problema escancarado em audiência pública e falando pra todo mundo ouvir. Quero dar os parabéns aqui ao Dilmar Bueno, pela colocação que ele fez, de fórum permanente, de 1 discussão consecutiva e que mantém atualizado o problema do dia a dia do caminhoneiro. Parabéns pela sua colocação. Ao seu Altair, que fez a colocação do PL 375, que na minha opinião, é pouco ainda. Se a gente federalizar e botar todo mundo na cadeia e fizer aquilo que o PL cita, ainda é pouco. Porque o caminhoneiro é amarrado, é amordaçado, é humilhado, é morto e fica à mercê do bandido a todo tempo. Nós 2 sabemos o que é dormir numa boca de 1 favela, ou tentar dormir na boca de 1 favela, 1 carga de milhão de reais sobre os ombros, que para nós vale muito menos que voltar para nossa casa, para nossa família. Mas o bandido não sabe disso, ele acaba tirando a vida do caminhoneiro, ele acaba fazendo o pior com o caminhoneiro, que ele não tem nenhum valor sentimental pela carga, tem pela sua vida e voltar para sua família. Então, esse PL aqui com certeza tem que ser observado junto com tudo aquilo que foi dito aqui. Suspender o CNPJ daqueles que venderem mercadoria roubada, é importante. Tirar a condição da receita dos criminosos, é muito importante. A polícia rodoviária, a polícia civil e a polícia militar integrada, que é isso que você acabou de falar. Federalizar não é extinguir o trabalho das outras polícias, isso é muito importante, deixa claro. E com certeza Zé, nós precisamos desenvolver a infraestrutura brasileira. Nós somos continente que é transportado nos ombros dos caminhoneiros e em cima da boleia do caminhão, que não tem lugar para parar, não tem lugar para dormir, não tem lugar para descansar e quando tem o cara não consegue nem dormir, nem descansar. Porque vem e roubam farol, roubam, assaltam, entram na cabine. Batem no caminhoneiro, pega o telefone do caminhoneiro, leva, faz PIX a noite inteira, a madrugada toda. Nós transportamos 210000000, aliás, bilhões de reais em frete. O caminhoneiro recebe o frete na origem e quando ele chega no destino, lá se foi 70 por 100, ele pulverizou na economia, ele espalhou esse dinheiro por pelo país continental. A gente vai distribuindo de imposto, vai distribuindo borracharia, autoelétrica, mecânica e na mão do bandido. E hoje, Zé, o bandido sabe disso. Ele sabe que se ele botar 1 arma no pescoço de caminhoneiro, ele tem telefone de 2, 3000 reais. Ele tem PX de 500, 700000 reais. Ele tem dinheiro na conta para fazer PIX. Eles levam a carga? Leva caminhão? Levam, mas eles fazem muito pior para o caminhoneiro. Tem muito cara que sai da estrada, abandona a profissão, por conta de pânico, desespero, não consegue mais pôr a mão na boleia. Eu passei por isso cara, eu fui assaltado, fui amarrado, fui humilhado, não foi só 1 vez. E cada retorno pra estrada era pesadelo. Depois de ser assaltado, depois de tu ficar com a arma na tua cabeça 2, 3, 20, 30 horas, cara, pra te voltar pra boleia e olhar pro teu retrovisor e ver a tua casa se afastando, é complicado Zé. Eu não culpo aqueles que abandonaram, porque é muito difícil, eu passei por isso. Então nós temos que trabalhar aqui consecutivamente. Por isso que eu achei muito interessante o que o Edmar falou. Nós precisamos discutir, rediscutir e trazer o assunto à tona a todo o tempo. O transporte nacional não é importante apenas para o Brasil. Hoje nós alimentamos boa parcela da população mundial. Nosso agronegócio leva comida para o mundo. Nós estamos falando aqui de 210 bi de frete. Nós tivemos agora eu e você na Fena, FenaTRAN, em São Paulo, olha o universo que o transporte movimenta. Olha quantos bilhões que a gente movimenta, não só no frete, no combustível, na infraestrutura. Ou você acha que faz rodovia, faz ponte apenas por carros? Não, faz porque é necessário transportar 1 safra do tamanho que o Brasil tem. Nós precisamos levar essa discussão pra todos todos eles da cadeia. Aqui não é só o caminhoneiro, não é só as entidades, tem que ser todos aqui. Isso é 1 condição social, 1 condição do Brasil, tem que ser governamental, tem que ser 1 coisa, estruturante pro nosso futuro. Ou nós não vamos ter mais caminhoneiros. Isso vai acontecer, porque se o cara sai daqui e vê serviço na Europa, nos Estados Unidos, e eles estão desesperados lá, pra levar caminhoneiro brasileiro, que é 1 mão de obra eficaz, é 1 mão de obra que dá certo. A gente é orgulho da nossa profissão, eu e o Zé que por exemplo carregamos o nosso nome, quase sobrenome, que é qr de estrada, Zé Trovão e patrola, que a gente não consegue se livrar, né, e tem orgulho disso. Então, Zé, cara, pra terminar, pra mim é orgulho, é 1 satisfação estar aqui numa audiência pública tratando de 1 dor tão grave e que era esquecido até tempos atrás e que agora a gente está abrindo as portas pra discussão, mas é importante envolver a todos. Nós temos que ter aqui ministérios, nós temos ter aqui todas as polícias, nós temos que ter aqui toda a sociedade envolvida, porque o caminhoneiro alimenta a todos. Sem distinção. A gente deixa de ficar fim de ano, Natal, aniversário do filho para transportar, para levar. É claro que remunerado, trabalhando, prestando serviço, sim, com certeza. Mas se a gente não quisesse sair, como é que isso ia acontecer? Então é orgulho para mim representar a categoria, é orgulho para mim ter você aqui representante, é orgulho participar dessa bancada aqui com pessoas que trouxeram com certeza solução pro problema. Muito obrigado. Eu que agradeço
Deputado
Parabenizar pelo seu trabalho Janderson e o patrola sabe que a gente discute muito antes da gente ser parlamentar de eu estar aqui, a gente já estava lá no grupo de WhatsApp arrumando confusão com todo mundo, xingando todo mundo. Hoje eu e o Edmar tivemos boas confissões gabinete dentro de mar. E a gente fala muito disso de 1 coisa muito séria. Porque quem viveu o transporte rodoviário de cargas como o Gilmar Bueno, começou no 11 e 13. 13. Quando você começou 11 13 era luxo né? Daí eu comecei já era obsoleto, comecei no 78, como você como você começou, a gente a gente sabe do que está falando. Patrola, eu digo pras pessoas, quando você quer discutir sobre qualidade de carne, não adianta chamar o dono da fazenda, ele só cria boi, chama o açougueiro, ele que sabe, ele conhece a carne só de olhar. Você quer falar de transporte? Chama quem entende do transporte, chama quem realmente vive o transporte. Esses dias eu tive que fazer 1 defesa assíduo da Polícia Rodoviária, da da Polícia Rodoviária Federal, porque começouse monte de crítica disse pessoal calma não não é assim, a gente não pode julgar o todo por 1 parcela ou por 1 atitude, a gente tem que levar as coisas como proximidade, nós não podemos fazer do autônomo, o inimigo da transportadora ou a transportadora inimiga do autônomo não, todos precisam. A transportadora, ela tem limite, que ela não consegue ultrapassar, por mais que queira, não consegue ultrapassar. Vou falar, basicamente, você pega 1 transportadora que tem 2 3000 caminhões, ele consegue ter 10, ele pode comprar 20, mas ele não vai ter motorista, porque todo mundo quer ter o seu caminhão, todo mundo quer ter o seu próprio negócio, e que bom que isso aconteça no país, mas pra isso precisa de segurança, precisa de gestão, precisa de organização, a gente precisa ter organograma de como a gente vai tocar os próximos 20 anos do Brasil. E aqui eu quero mais 1 vez ressaltar a importância do trabalho da CNA, do Gilmar Bueno, do Alziro, do Alan, porque nós estamos falando de 1 imensidão de trabalho que começou há 30 anos atrás, Gilmar não chegou aqui ontem, sabe? As pessoas que estão ali estão ali porque começaram o movimento, Eu sou fruto de movimento. Foi através do movimento de 2018 que eu saí pro mundo como representante legítimo da categoria. E hoje estou aqui representando isso. Então tudo, e pra gente encerrar, a gente precisa fazer com seriedade. Quero agradecer também, antes de encerrar, a minha equipe, ao José Carlos Lúcio, ao Rafael, agradecer à Suelen, agradecer à Laís, agradecer à Mara, agradecer à a Gabriela, agradecer ao nosso mascote do time o João, dizer gente, esses caras trabalham muito pelo transporte, esses caras trabalham muito por vocês atende todo mundo com muito respeito. Então, meu muito obrigado. Agradecendo a presença dos expositores, dos senhores e senhoras parlamentares, dos assessores e demais presentes, encerro a presente audiência pública. Antes, convocando para reunião extraordinária deliberativa, amanhã às 10 e 30 da manhã neste plenário, com pauta já publicada na internet. Primeiro seminário internacional de cooperação e inovação do setor portuário, dia 26 de novembro, às 14 horas, no auditório Niel Ramos. Está encerrada a presente reunião.




