COMISSÃO DA AMAZÔNIA E DOS POVOS ORIGINÁRIOS E TRADICIONAIS
Sobre o Evento
Celebração dos 112 anos do Hospital Ophir Loyola com participações de autoridades como Airton Faleiro e diretores do hospital e do Instituto Nacional de Câncer.
Deputado
Declaro aberta a presente reunião extraordinária de audiência pública da comissão da Amazônia e dos povos originários e tradicionais, atendendo o requerimento de número 57 de 2024 de minha autoria, subscrito pela deputada pelo pela deputada Carol Dortory, aprovado em 29 do 10 de 2024, com intuito de celebrar os 112 anos do hospital Rufir Loyola. Discutir seu papel fundamental no tratamento do câncer na região amazônica, bem como obter os avanços e desafios, aliás debater os avanços e desafios na área da oncologia, em consonância com o primeiro congresso amazônico de oncologia. Informo que esta reunião de audiência pública é semipresencial e contará com a participação remota de alguns convidados. Quero convidar inicialmente, já aqui pra ficar aqui ao meu lado, meu amigo e foi deputado estadual junto comigo nessa legislativa. Hoje é o nosso coordenador Geraldo do Rio Lorela, Jacques Neves, por favor, acompanhe a mesa aqui com nós. Registrar também que está aqui, já pelo Zoom aqui conosco, José Barreto Campelo Cavalieri, que é coordenador geral de política nacional de prevenção e controle ao câncer do Ministério da Saúde. Obrigado pela presença. Registrar a presença e depois na hora da fala vem pra mesa, mas por enquanto pode permanecer aí. A Patrícia Santos Martins que é coordenadora estadual de atenção oncológica da Secretaria de Saúde do Pará. Obrigado pela presença. Também registrar aqui a presença do Roberto de Almeida Gil, está pelo também aqui conosco, que é diretor geral do Instituto Nacional de Câncer, o INCA. Já está aqui comigo ao meu lado o Jackson Wagner, que é o diretor geral do. Aliás, sempre eu confundo né, ainda continua comendo defeito né. Lá quando a gente era deputado junto lá eu em vez de chamado de Jaques né eu chamado Jaques Wagner. Eu não sei por que né? Muito tempo com o Jaques Wagner aqui. Também registrar aqui a a Margarete Brown, diretora de ensino e pesquisa do obrigado pela presença, tá certo? Bom, me permitam, antes de passar a palavra aqui, pro nosso primeiro expositor, que é o Jaques Neves, fazer breve comentário. Eu estava olhando aqui o que está aqui conosco, e ele passou dia comigo e e disse olha, o Jaques Neves agora o nosso exdeputado é o coordenador geral do hospital vai lá fazer 1 visita, né? E eu fui fazer a visita, né? E ao fazer a visita eu primeiro vi assim 1, eu vou chamar aqui 1 transformação lá na no hospital do ponto de vista de reforma, de adequações, de ajustes, que me deixou assim bastante empolgado. E nós fomos tomar aquele cafezinho tradicional, e durante o café, vocês foram relatando pra nós, não é que eu não tenha conhecimento, né, o deputado ele é clínico geral ali, né, mas eu não tinha aprofundamento sobre o que o digamos estava fazendo, né, o aos potencialidades, os desafios. Então houve relato bem com demonstração né de gráficos, vídeos, etcétera. E então eu falei na hora, eu acho que, diz que quando o deputado federal vai lá ele já o o diretor já fica pensando que vai botar 1 emenda né, Fernando então. Eu disse, além da emenda, eu acho que nós nós devemos fazer, 1 divulgação, e eu vou chamar aqui 1 nacionalização de tudo que o Filó e ela fez, que faz e o que ele vai ainda fazer. Né? Então saiu dali a ideia da audiência pública, viemos pra cá, elaboramos o requerimento, apresentamos aqui na comissão presidida também por 1 presidida por 1 paraense que é a Giovanna Faro, né, e aprovamos por unanimidade esse requerimento, né. Eu sinceramente, como isso aqui é transmitido ao vivo, às vezes a gente olha pro pro plenário aqui da comissão, e tem 1 impressão né de que, ah não tem muita gente. Primeiro que, com quando tem transmissão, nós além da Câmara do Senado, nós temos o público externo que acompanha e quando são temas importantes como é esse de combate ao câncer, tratamento com câncer, eu digo a vocês que a gente tem alcance muito grande, né, e a gente acaba cumprindo o objetivo, né, de dar voz, essa esse é o objetivo principal de 1 audiência pública, é dar voz, é dar visibilidade às boas coisas às vezes não, às vezes 1 audiência pública é pra dar visibilidade a problema, a conflito, né. Hoje graças a Deus nós estamos fazendo 1 audiência pública em homenagem aos 112 anos, mas pra falar de boas coisas, de expectativas e perspectivas, que são muito interessantes, né? Eu não vou me alongar aqui porque chover no molhado, em falar do né. Eu sei que esse nome veio do maranhenses, se depois vocês me corrigem se não é verdade, do maranhense que foi pro Rio de Janeiro se formou foi pra Belém, e começou criou instituto pra cuidar de crianças carentes, e não cuidava de câncer inicialmente né? Depois esse médico faleceu de câncer no fígado, acho que aos 47 48 anos, e então, aí veio a ideia do instituto se transformar, não só ter o nome em homenagem a ele, mas cuidar de câncer, né? E hoje, o instituto Offloyollar é 1 referência. Gente no Pará, quando se fala em tratamento de câncer todo mundo quer 1 vaga no filoyólogo, né? É 1 referência no Pará, é 1 referência na Amazônia, né e também, 1 referência nacional, entende? Porque não só pro tratamento, né, não só do diagnóstico, mas também é hospital escola, né. E esse hospital, eu estou falando isso que é muito importante que o Ministério da Saúde, eu quero agradecer muito que que o Ministério da Saúde esteja aqui com nós, que o Instituto esteja aqui conosco, porque é hospital público do Estado em convênio, conveniado com o Ministério, o SUS é a base, mas eu eu diria assim, eu acho que na exposição, eu espero que a gente convence que nós ainda podemos merecer, aliás nós merecemos mais e podemos avançar ainda mais, né? Mas como também a nossa turma aí do do Zoom, também tem outros eventos, eu vou vou parando por aqui agradecer muito a presença de todos e todas que estão aqui e o pessoal que nos acompanha aqui na nas redes sociais e ao mesmo tempo, pedi aqui pra o nosso diretor geral, o Jaques Neves, fazer a exposição, até pra que a gente possa, ter a participação do nosso companheiro que estão no Zoom, a partir dessa exposição do diretor geral. Depois a gente continua as falas, pode ser? Então eu eu transfiro a palavra aqui do doutor Jackson Neves, que é médico também, né médico, e que eu disse eu vou eu vou contar 1 história aqui, da nossa relação de trabalho muito importante. Dia a gente conversando, nós 2, e a gente conversando pouco sobre perfil e etcétera, né? E a gente com 1 certa e 1 certa identidade de partidos diferente, né, mas numa ação parlamentar com muita identidade sobre as causas, sobre, né, os temas. E eu sei que eu falei pra ele assim, ele falou alguma coisa referente a ao meu trabalho, a minha pessoa, e eu disse, deputada, a gente leva pra política o que você é como pessoa. Se você for 1 boa pessoa, 1 pessoa honesta, 1 pessoa séria, comprometida, né de boas relações você leva pra política isso. Se você, pra economizar for o inverso disso, você vai levar pra política isso. E até acrescentei, digo, e a política ainda corre risco de pegar gente que é do bem e que tem esse perfil e ainda se transformar pro lado ruim, né, porque queira ou não queira aqui oferece oportunidades pra você seguir o caminho mais correto, mas também pra você seguir o caminho que não é o mais correto, né. Falamos isso eu sumi, ele foi pra lado do outro, dia eu encontrei ele e me disse olha eu nunca esqueci aquilo que você falou, que a gente leva pra política o que a gente é como pessoa. E é 1 coisa que a gente toda vez de antes enquanto a gente volta a conversar sobre esse assunto. E é prazer muito grande ter você aqui do meu lado hoje, debatendo o assunto e parabéns pela gestão que você está fazendo lá meu filho Loyla. A palavra está com com você.
Diretor-Geral - Hospital Ophir Loyola
Deputado
Jaques Médios, nosso diretorgeral, é muito boa a sua exposição no e concluí com nos emocionando né com esse relato. Quero de imediato passar então a palavra ao Roberto de Almeida Gil, que vai falar pelo Zoom que é diretorgeral do Instituto Nacional de Câncer, o INCA, por favor.
Diretor-Geral - Instituto Nacional de Câncer
A todos, cumprimento do doutor Jackson Neves, nome dele a todo o Lovio Loyola, 1 instituição de 1 importância fundamental dentro da região amazônica, dentro da área também onde o instituto nacional do câncer é tem apreço grande pelo trabalho desenvolvido na área oncológica. O câncer hoje ela é 1 questão fundamental prioritária pro governo, ele se impõe como 1 realidade epidemiológica, é a primeira ou segunda causa de mortalidade na maior parte dos países do mundo, exceto no continente africano, mas que com o aumento da expectativa de vida naquele continente, também a gente vai haver aumento expressivo dos casos de câncer por lá, e nesse governo foi tomado como 1 prioridade, e a gente tem procurado desenvolver políticas públicas de construção de redes, de tentar melhorar todos os nossos indicadores, a gente tem 1 população que envelheceu 40 anos, o que a Europa demorou 400 anos pra acontecer, então isso traz 1 pressão também sobre as doenças crônicas não transmissíveis, entre ela o câncer, e a realidade é que hoje a gente infelizmente ainda tem aumento de incidência expressivo da doença, e a gente tem ainda aumento de mortalidade tanto em homens como em mulheres. O Brasil é muito grande, é muito heterogêneo, a região norte hoje ainda tem 1 incidência e mortalidade por câncer de colo uterino entre as maiores do Brasil e essa é 1 doença que é previsível, ela é curável, os foram diagnosticadas em fases iniciais e a gente tem que entender que o SUS foi montado em princípios de universalidade que a gente vem atingindo, de integralidade e a gente vê pela descrição que foi dada a toda do Ofird royal que a gente está avançando pra isso, esse, esse, esse contexto de cuidado integral da doença em todas as suas fases, mas que a gente ainda precisa precisa enfrentar a a equidade, a gente tratar de forma desigual lugares que são né em situações que são desiguais também, e a gente tem esse grande desafio dos vazios assistenciais no Brasil, a gente precisa hoje ter olhar pro norte e nordeste no sentido da gente poder estar desenvolvendo políticas que permitam a esses locais maior desenvolvimento, maior capacitação de profissionais, maior volume de recursos pra que eles possam enfrentar de maneira mais consistente a que a gente hoje tem se debruçado sobre 1 questão essencial que é o trazer o nosso olhar pras fases mais iniciais da doença quer dizer, a o câncer não é 1 doença aguda que da noite pro dia ele aparece, ele hoje permite janelas de oportunidade de intervenções na prevenção, a gente tem 1 política muito bem sucedida no Brasil que é do tabagismo, mas a gente precisa enfrentar hoje outras questões também, a gente hoje está vendo o Brasil se tornar mais obeso, a obesidade está relacionada com 14 tipos diferentes de câncer, e hoje ela tem que ser combatida nós temos que ter estímulos alimentação saudável, e talvez desistimo a produtos ultraprocessados, produtos com muitos conservantes que hoje, hoje estão se tornando a base alimentar das pessoas e a gente não pode deixar isso acontecer, o brasileiro hoje precisa enfrentar essa questão o combate ao sedentarismo, a diminuição não existe, dose segura de bebida alcoólica, infelizmente a gente vem vendo pelos dados do digital, que principalmente as mulheres brasileiras vêm bebendo mais e a gente precisa ter políticas hoje de alerta à população pra isso, eu acho que a gente tem 1 questão e 1 dívida muito grande pro nosso país em doenças preveníveis como o câncer de colo uterino. Hoje nós temos 1 vacina hoje que previne o câncer, a vacina do HPV hoje permite hoje que daqui a 20 anos a gente possa ter 1 população livre de contágio e perpetuação do vírus do HPV 16 18 que são os carcinogênicos que provocam câncer de colo uterino. Hoje a gente tem 1 taxa de cobertura no Brasil que já chega a mais de 80 por 100, mas a gente tem lugares da região amazônica onde ela está mais baixa do que deveria ter, a gente precisa ter 1 comunicação melhor que os nossos adolescentes, os pais desses adolescentes, pra que a gente consiga vacinar meninos e meninas de 9 a 14 anos, e esse é 1 dívida que a gente tem, a gente está implementando hoje sistema de rastreamento pra câncer de colo uterino com modificações estruturais significativas a partir de testes moleculares que vão mostrar a preservação ou não do HPV e a partir daí 1 avaliação por coposcopia pra ver se tem lesão ou não é 1 mudança importante ainda vamos manter o teste papa Nicolau, mas nós poderemos avançar nisso e a gente tem que se deparar com situações ainda onde a gente tem que 24 por 100 das mulheres no Brasil todo e mais contundentemente na região norte, ainda não fazem mamografia dentro da faixa recomendada de 50 a 69 anos, e isso não pode acontecer porque a gente já sabe que através de programa organizado de rastreamento de câncer de mama a gente pode reduzir a mortalidade por câncer de mama que infelizmente no nosso país ainda aumenta nos Estados Unidos por exemplo já tem 1 redução de 42 por 100. Então a gente tem a série desafios até chegar à questão do tratamento. Hoje, o tratamento hoje vem evoluindo muito, a gente tem em países desenvolvidos a oportunidade de curar praticamente 75 por 100 dos casos diagnósticos e diagnosticados no Brasil. Esse espectro ainda está em 56 porcento nós temos como melhorar nisso incorporando tecnologia como radioterapia como novas formas de cirurgia como desenvolvimento de tratamentos específicos principalmente na fase curativa da doença. E eu fico muito feliz com o que eu vi do Ofiro royalla na questão dos cuidados paliativos. Os cuidados paliativos eles fazem parte do momento de diagnóstico 1 doença crônica, eles não são só cuidados de final de vida, eles acompanham a trajetória do paciente que tem o diagnóstico do câncer, que ele pode minimizar sofrimento, e ter 1 unidade hoje dedicada a cuidados paliativos no norte do país, é exemplo para o país todo porque nós temos 1 grande deficiência nisso, os cuidados paliativos, eles são contraponto contra a obstinação terapêutica de ficar tratando desnecessariamente pacientes em parte de sinais da doença, quando a gente oferecendo cuidados paliativos bem feitos, a gente pode minimizar muito mais sofrimento e até aumentar sua a expectativa de vida dessas pessoas. Então finalmente eu quero parabenizar dizer que estarei com vocês amanhã ali na oportunidade de confraternizar com vocês e saudar esses 112 anos do hospital ouvir Loyola, que enche de orgulho a todos nós brasileiros e particularmente colocar o Instituto Nacional do Câncer sempre ligado a qualquer instituição do Brasil hoje, que olha a questão do câncer como essa questão prioritária que ele se tornou nesse governo. Muito obrigado, desculpa eu não poder continuar com vocês mas eu tenho 1 agenda com muitas coisas ali mas estarei com vocês amanhã ali pessoalmente, muitas coisas ali mas estarei com vocês amanhã ali pessoalmente, e faço questão de abraçar o doutor Jaques Neves e cumprimentálo pessoalmente pelo excelente trabalho que você vem fazendo. Muito obrigada.
Deputado
Obrigado doutor Roberto Gil. Olha, eu vou dar só 30 segundo antes de você sair aqui pro pro Jaques que ele quer reforçar o o convite aí com pra você.
Diretor-Geral - Hospital Ophir Loyola
Agradecer o doutor Roberto pela atendimento e se fazer presente no nosso primeiro congresso de oncologia da Amazônia, feito em território paraense em Belém, e será 1 honra recebêlo na nossa capital. E dizer que, todos esses avanços que nós temos desde o congresso, que é congresso que hoje totalmente pago, sem dinheiro público, apenas com patrocinadores e todas as inscrições. Todos os avanços que nós estamos tendo no off royalla, desde a primeira centro de cuidados paliativos oncológicos, e e todos os avanços na radioterapia hoje se deve ao forte investimento do governo do estado, que tem sido incansável em levar com saúde pública e de qualidade pra todo o povo paraense. Parabenizar e agradecer ao governador do estado também, e dizer, doutor Roberto, que o senhor está convidado a conhecer e também a contribuir para o crescimento do filoiol.
Deputado
Obrigado. Obrigado. Se eu convidar aqui a Margarete Bão pra compor a mesa e fazer a sua exposição, ela que é diretora de pesquisa e ensino né? Ensino e pesquisa do frio Loyola. Pode eu acho que ocupar essa cadeira aqui que fica mais fácil pra você se comunicar.
Diretora de Ensino e Pesquisa - Hospital Ophir Loyola
Boa tarde a todos. O sentimento não pode ser diferente, deputado, eu não sei de gratidão, ao senhor, e à deputada Giovanna Faro. Vivemos momento ímpar né no estado do Pará, na questão oncológica. O doutor Roberto acaba de dizer que o câncer né os desafio do câncer, pelo pelo nosso país continental e a nossa região mais ainda né? Região do Pará, com a dificuldade de acesso que temos não é fácil, são grandes desafios que temos na questão do câncer. Pelo seu acesso e acessibilidade dos dos usuários. E aí diria que chegar até o Ofir Loyola também não é tarefa fácil pra esses usuários, ribeirinhos, não é, em em determinadas áreas, bem distante do centro da cidade. A Transamazônica, não é? Então, isso não é fácil, então é 1 tarefa bem difícil para os profissionais, para os usuários, para os políticos, não é, que não é fácil também enfrentam todas essas dificuldades. E aí eu acho que eu penso que o ele vem vem fazendo o seu papel muito bem, não é? Nos últimos tempos nós temos grandes avanços, sabemos que temos desafios. E como ensino e pesquisa, o que que a gente poderia dizer? O Profileio ela tem desenvolvido muito bem a questão do ensino. Doutor Jackson acabou de falar da questão dos transplantes. Nós fizemos o décimo transplante, não é, de medula, com sucesso. Não se pode mais pensar em câncer com finitude como acaba de falar o doutor Roberto. Nós temos perspectivas de vida, expectativa de vida não é com quimioterapia, com radioterapia, com medicamentos e o além de ensino, ele tem centro de pesquisa. Vem desenvolvendo pesquisa clínica dentro do não é? Então o estado do Pará também tem desenvolvido a sua área da pesquisa com grandes pesquisadores, nomes, que isso vem dando bons resultados né pros nossos pacientes. E aí nesses 112 anos de ofiloiola, não poderia ter 1 culminância melhor do que com o nosso primeiro congresso amazônico em oncologia do estado do Pará e do hospital Ofir Loiola. Não é então, esse congresso vem justamente, aqui nós estamos tendo 1 visibilidade nacional com o congresso também. Nós estávamos com 1 previsão de fazer congresso pra 2000 inscritos. Hoje nós temos 2300 pessoas inscritas, encerramos as inscrições porque nós não temos mais capacidade para público maior. Pra você perceber o quanto o câncer, como acabaram de falar, ele tem alcançado níveis, não é, que nós precisamos, a saúde pública precisa, não é, investir nessa área. Hoje ele é concorrente nas cardiovasculares, não é, nós somos de igual quase de igual pra igual com a situação das crônicas. Então nós precisamos ter investimento, aí aqui a gente já faz grande pedido aos deputados que olhem com carinho ao Hospital Afiroiola não é? Porque câncer, saúde, ela gasta muito. Paciente de câncer, né, nós temos grandes custos pra pra restabelecer a saúde, com químico, com rádio, com medicamentos de de alta potência então nós precisamos de grande investimento. E aí nós temos formamos profissionais, né dentro do em pósgraduação, como o doutor Jackson falou, nós temos quase 200 residentes saindo, não é, todo ano do hospital, na questão médica, em residência nas 14, especialidade médica, nas 7 multiprofissionais de enfermagem, fono, psicologia, terapia, nutrição, odonto é uniprofissional, e na uniprofissional que é odontologia e a enfermagem. Então nós também preparamos, além de assistência, nós preparamos profissionais para o mercado de trabalho, principalmente para o sistema único de saúde. Continuar a missão, até porque nós não só temos o de KaCON sim, mas nós temos nos outros municípios o ZunaCON, que nós precisamos de profissionais capacitados para atender essa população oncológica. Então nós só temos aqui gratidão pela visibilidade que os deputados estão dando para a região norte e para o Hospital Afirola. Aproveitamos para convidar a todos né para a abertura do nosso congresso, que será no dia 14, no Margarida esquivasapa, e nos 2 dias outro no Centro de Convenções, Hangar, não é onde nós vamos trazer profissionais de renome de todo o Brasil, e também do nosso estado mostrar o que nós estamos fazendo, os avanços que nós temos na região norte, não é em na questão do câncer. Então queremos agradecer mais 1 vez, pela sua dedicação, pelo seu olhar para a Amazônia. Muito obrigada, deputado. Obrigado.
Deputado
Importante a sua exposição porque quando a gente imagina 00A gente imagina o tratamento só né? Você fala do ensino Da pesquisa. Da pesquisa, né? Da formação, né? Muito importante. Quero permaneça aqui conosco, convidar aqui então a Patrícia Santos Martins, que estadual de atenção oncológica da Secretaria de Saúde do Estado do Pará. A quem eu agradeço em seu nome o governador Helder Marbalho que tem sido grande parceiro do o Filóiola e esse hospital que é hospital público que tem salvado muitas vidas né, e é muito honroso ter você aqui falando em nome do Governo do Estado aqui na nossa audiência pública, a palavra está com você. Boa tarde, em primeiro lugar
Coordenadora Estadual de Atenção Oncológica - Secretaria de Saúde do Pará
De agradecer a honra de poder estar aqui né? Discutindo com com as excelências aqui, todo cumprimento toda a mesa, cumprimento toda a plateia, e em nome né da Secretaria Estadual de Saúde, agradeço esse convite que realmente é 1 honra porque, além de trabalhar na Secretaria de Estadual de Saúde como coordenadora de oncologia, também trabalhei no durante muito ano, muitos anos como psicóloga, e assim ver todos esses avanços que o vem trazendo né, pra nossa rede hoje, o nosso estado são 144 municípios, 4 macrorregiões, e a até 2009 era só o que dava conta de toda essa demanda de casos novos de oncologia. Hoje nós temos 1 estimativa de 9000 casos novos de câncer por ano, né, e o Ofir Loyola desses 9000 atende 3500 casos novos por ano. Então ele tem, né, essa responsabilidade né, desse cuidado com o paciente do tratamento. E antes de 2009 nós só tínhamos, em 2009 foi a UNACON do do Baixo Amazonas de Santarém, depois veio o Hospital Barros Barreto, que é hospital federal, depois o hospital oncológico infantil que nós temos perto criança de 0 a 19 anos que fica bem ao lado do hospital Rufinoiola né que tem essa parceria. Temos hoje o hospital regional de Tucuruí, e em 2023 foi inaugurado o hospital de Castanhal, pra região metropolitana 3, e mais recente agora em em abril de 2024 foi o hospital de Marabá. Então hoje nós temos né esse complexo com esses 7 serviços lá, no mais sendo o nosso grande centro de referência na oncologia, atendendo essa gama, ofertando todos esses serviços e a gente percebe o os grandes avanços né? Há muito pleiteados lá no o que é a questão do parque tecnológico da radioterapia que já foi colocado aqui muito bem, que e realmente vai dar 1, 1 celeridade nos tratamentos e 1 qualidade incrível para para os pras pacientes da radioterapia, a própria questão mesmo das cirurgias e todo essa parte do ambulatório né? Era 1 visão importante de montar centro diagnóstico porque hoje a gente sabe que a gente precisa, dentro da oncologia, estar cumprindo a lei dos 30 dias né, pra que tenha diagnóstico precoce, porque as maiores chances de cura e sobrevida, e também a lei dos 60 dias, que é iniciar o tratamento em até 60 dias né? E o vem contribuindo e com esse centro diagnóstico agora, vai contribuir muito mais pra implementação, dar 1 maior celeridade pra esse diagnóstico e tratamento precoce. Então assim, a gente fica muito agradecida da da importância do offiloiola como centro de referência, tanto no ensino, na pesquisa, no tratamento, nesse diagnóstico né fazendo toda essa conexão com a rede de oncologia do estado né, com todas essas, porque como a a doutora Margarete já colocou, o nosso estado, ele é de dimensões continentais né? A gente sabe o quanto é difícil o acesso pra que os pacientes consigam chegar, né? Lá os pacientes ribeirinhos, né, quilombolas, os pacientes indígenas, então a gente tem 1 população, 1 diversidade muito grande e 1 dificuldade deles chegarem para, não só pros exames diagnósticos, mas principalmente, pro tratamento. Então é essa a importância da gente estar regionalizando, né, pra promover essa equidade a o acesso ao tratamento, quanto mais serviços, mais próximo da residência do paciente isso ajuda, né? E o continua sendo esse grande centro, né, integrador de toda essa rede, né? Então isso vai ser grande diferencial, o congresso do vai ser congresso que vai realmente poder alinhar todas essas pesquisas, esses estudos, né, todos esses profissionais, tanto a nível nacional como internacional, do que realmente está se fazendo na Amazônia pra a gente poder dar conta dessa realidade, desse aumento dessa incidência, desse aumento da mortalidade por câncer a gente sabe, e muitos cânceres que a gente consegue, como ele colocou o câncer de colo de útero né, fazendo trabalho de rastreamento, de prevenção, o câncer de mama, né? O câncer infantil também com a detecção precoce, o diagnóstico precoce do câncer infantil. Então assim, tem várias linhas, e o sempre é grande parceiro pra Secretaria de Saúde pra conseguir equalizar todos esses esses tratamentos então assim, é 1 honra estar aqui né poder estar contribuindo também e agradecer realmente a grandiosidade do aqui nesses 112 anos né de de muito empenho na causa do câncer. Muito obrigada.
Deputado
Patrícia Martins. Eu já estamos indo aqui pros finalmentes, mas eu queria, estava conversando aqui com o Jaques, e não sei se vocês sabem mas nós criamos aqui na número federal e eu me tornei o vicepresidente da Frente Parlamentar que debate o custo amazônico, né. Então 1 das coisas que nós queríamos, digamos, tirar como encaminhamento, como sugestão, né, desta audiência, além de reforçarmos aqui a importância das parcerias com o Governo Federal, reforçar aqui para os nossos colegas a importância já que 50 por 100 do valor das nossas emendas são destinadas à saúde, a importância de destinarmos emendas para o o filoiola. Fica aqui o chamamento, quero que registre o Sinhata, né, que a audiência ela, de certa forma, não só divulga tudo que de bom que o Feruel tem feito, não só homenageia e comemora os 112 anos, mostra também a eficácia da gestão, o a melhoria, né, nos equipamento das estruturas, o papel que o governo do estado cumpre, né, mostra também a essa busca incansável de pacientes de longas distâncias, né. Então 1 das questões que eu queria pedir que a nossa assessoria aqui da comissão notasse é que para na Frente Parlamentar que trata sobre o custo amazônico, isso aqui é em combinação aqui com meu colega, que a gente colocasse por exemplo percentual a mais para o TFB, porque os deslocamentos são longos, as passagens são caras, tudo é mais difícil e já que nós temos 1 Frente Parlamentar que está cuidando disso, mas também percentual para os custos né com a instalação de novos aparelhos novos equipamentos né então que isso fique registrado também aqui como digamos como encaminhamentos aqui da da audiência por manutenção também né dos equipamentos, estudo, então que a gente coloque isso no debate do custo amazônico. Sim. Lá no Pará nós temos o custo do Marajó? Do Marajó. O ministério precisa ter o custo. Custo amazônico. É importante dizer, eu queria comemorar aqui que eu tive a sorte de estar na na reunião e 1 audiência pública realizamos aqui e o Ministério da Educação já inaugurou, foi o primeiro ministério que já está implantando percentual a mais para a educação na Amazônia. Então não é 1 coisa, é sonho que não seja alcançado. Já iniciamos, então podemos dialogar com o Ministério da Saúde também nesse sentido, nesse rumo, né. Eu pergunto aqui aos nossos expositores se se querem alguma complementação ou não, mas eu franquei a palavra.
Diretor-Geral - Hospital Ophir Loyola
Com considerações finais, agradecer ao deputado Airton Váluello, pela sua sensibilidade, a sensibilidade mesmo até de conhecer, visitar todo o hospital e poder ver a enormidade que nós temos, mas enormidade também de problemas e de responsabilidades às quais a gente está com 1 equipe todo direcionando, e dizer deputado, eu fico muito feliz dessa frente parlamentar. Deixa logo corrigir porque é novo eu eu troquei o nome é 1 subcomissão especial do fator amazônico tá? Okay. Dessa subcomissão especial, pra tratar o fator amazônico e e custos, imaginem aqui que o nosso querido presidente do INCA falou que as mulheres precisam ir fazer mamografia, imaginem a as mulheres ribeirinhas ou a mesmo da Transamazone terem que se deslocar pra fazer, anualmente ou bianualmente, pra fazer mamografia no filoiola, né? Até em 2025 nós vamos contar, se Deus quiser, com 3 mamografias no hospital. Elas não vão vir, gente. É nós que vamos ter que levar mamografia pra elas, né? Nós vamos ter que fazer isso. Então programas específicos para isso. Mas no tratamento, quando a gente precisa falar por exemplo de, quando nós precisamos falar de radioterapia, e a radioterapia ela só vai poder acontecer em Belém ou na na região metropolitana. Imaginem a gente ter paciente de Faro, né? Se deslocar pra Belém. Esse TFD, ele tem que ser totalmente diferenciado, ele tem que ser diferenciado porque o custo dele é muito muito mas muito maior do paciente que se desloca por exemplo, de Santa Bárbara para o. Santa Bárbara está apenas a 40 quilômetros, e Faro está a 1400, tudo asfaltado. O paciente de Faro ou ele vai de navio, ou de balsa, ou de popopó, como a gente chama, ou de passagem aérea, né? Então essa é a nossa realidade, mas que o filoiola hoje contará com o maior, por conta disso, com o maior centro de radioterapia do Brasil. Obrigado.
Deputado
Mais alguém? Então vamos pro encerramento. Eu fui informado e consta aqui no nosso roteiro, que vocês trouxeram 2 medalhas 1 pro presidente da câmara e outro pro presidente do senado, no Fi Loyola. Então a gente vai, nós vamos receber, eu como proponente presidente da audiência pública recebo essas 2 medalhas e em nome da nossa presidente da comissão Divã da Faro, Faro ficou responsável então de fazer a entrega oficial para o presidente Arthur Lira e para o presidente Pacheco. Então eu concedo a palavra ao o Jackson pra falar sobre essas medalhas. É essas
Diretor-Geral - Hospital Ophir Loyola
Dalhas elas são, comemorativas né? Aos 112 anos de história do Hospital Filloiola, e, em 1 face da medalha nós temos o busto do querido, saudoso doutor Ofir Pinto, de Loyola. E na outra face nós temos aqui, a logomarca do hospital, e onde ele está sediado Belém Pará, pelos 112 anos de história. Dizer que esta honraria, ela é merecida, porque esta casa abriu esse espaço para que nós pudéssemos não só expor o nosso trabalho, mas também dividir os nossos anseios e as nossas dificuldades. E eu tenho certeza que sobretudo na subcomissão do fator amazônico, a gente vai ter 1, grande avanço pra que a Amazônia seja visto como diferente e tratado como diferente. Muito obrigado e, em nome do Fi Loyola, eu gostaria de entregar então ao deputado Airton Faleiro. Me me permita que a a nossa presidenta, a deputada Gilvanna chegou já lhe
Deputado
Aqui pra recebermos junto a a as medalhas. Entregar esta medalha aqui, para o Senado, nada mais justo, para a esposa do nosso senador paraense ribeirinho. Isso. E presidente da
Transcrição automática
Gente, 1 boa tarde a todos, a todas. Eu queria parabenizar parabenizar o meu amigo, meu parceiro aqui, que é o nosso diretor lá do Filóiola, a todos vocês que estão aqui pedir desculpa que eu vou só parabenizar e sair correndo que tem 1 1 audiência no Ministério da Pesca e do Minas de Energia que a gente precisa estar lá porque com coincidiu com a com a audiência pública e daqui a pouco tem a nossa reunião ordinária se decoram. A gente precisa eu já pedi pra pra assessoria ligar pra Juliana que tu vai ter que sair, né, Airton? Se decoro pra ter presidir quando eu voltar eu faço audiência lá e venho correndo aqui pra gente poder colocar em dia. A nossa reunião ordinária deliberativa aqui da comissão, mas eu fiz questão de
Deputada
Nem sabia que tinha medalha olha. Eu vim aqui mais pra parabenizar mais de de centenário né? 112 né? Anos do a gente eu já sentei com o nosso diretor, já sentei com nosso governador, a gente vai colocar emendas lá porque o que acontece no nosso estado o meu sonho é o mesmo do doutor Jaques que é ver o filoiola cada vez mais ajudar principalmente os paciente oncológico né doutor? E eu já tirei 1 comadre minha que teve que ir para Barretos para poder com câncer de mama e o meu sonho é ver o Pará acolher essas pessoas não só do estado mas de outros estados ser 1 hospital referência assim como o Barreto é eu quero que o Pará seja e se depender de mim do senador do do nosso colega Airton Faleiro a gente vai conseguir com as nossas emendas pra gente poder fazer ser referência e já já está ajudando muito né, já melhorou muito, mas cada vez mais a gente poder ajudar pra poder ser hospital referência e parabenizar parabenizar a todos pela 112 anos do e vocês estão na casa de vocês viu? Fique à vontade aqui nessa comissão, porque é 1 comissão que a gente está presidindo eu sou a presidente mas o Airton é o nosso segundo segundo secretário, eu estou pedindo pra primeira secretária a primeira vicepresidente vim presidir aqui porque a gente tem essa audiência mas daqui a pouco eu estou de volta mas é mais para parabenizar mesmo e e as minhas palavras são do senador da república viu, Beto Faro a gente está junto junto e misturado.
Transcrição automática
Obrigado minha querida colega presidenta de Vanda, de Vanda
Deputado
Eu aproveito para perguntar aos presentes se há acordo, para aproveitarmos o painel para a realização do quórum da reunião deliberativa. Com má concordância então já contamos com esse quórum. Então vamos pra encerramento oficial aqui. Antes de encerrarmos os trabalhos, agradeço aos senhores e senhoras palestrantes, pelas brilhantes contribuições a esta audiência pública, assim como pela presença de todos e todas e convido para a reunião deliberativa da comissão a ser realizada hoje em seguida ao encerramento da audiência pública. Não havendo mais nada a tratar declaro encerrada a presente audiência pública. Obrigado.




