COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
Sobre o Evento
Comissão discute novos medicamentos para autismo, com participações de autoridades e especialistas.
Coordenador-Geral de Tecnologia Assistiva - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Bom dia. Não sei se há alguma outra pessoa com deficiência visual por isso que eu fiz comprimento fora do microfone pra que as pessoas possam perceber sonoramente a a minha posição aqui na na mesa. Gostaria de de iniciar cumprimentando senhora deputada. Renata Abreu, em nome dela, cumprimento todos os parlamentares aqui presentes. Gostaria de cumprimentar também todas as demais autoridades, prefeitos, vereadores, cumprimentar pesquisadores, especialistas, pais, e os demais interessados na matemática. Dizer que pra mim, esse é momento histórico, porque se nós voltarmos pouco no tempo, a a pessoa com deficiência, ela dentro né no no âmbito da participação na sociedade, ela já foi eliminada da sociedade em princípios históricos, Ela já foi segregada da sociedade em, né, quando era vista apenas como doente ou como pedinte mendigo, né totalmente marginalizada a as questões da sociedade. Ela já foi integrada, né, mas sem 1 efetiva participação. E hoje nós discutimos né em diversos âmbitos sociais inclusive, em 1 casa que é tão fundamental pra nós, que é aquela que vislumbra a garantia de direitos, não é, e nada melhor e nada mais honroso do que estar nessa casa parlamentar, no meu caso pela primeira vez, por isso agradeço imensamente o convite e a oportunidade, de poder estar trazendo aqui essas questões pra vocês, e poder colocar né de forma tão plausível a a questão da pessoa com deficiência em específico nessa ocasião, os direitos né e as necessidades e especificidade da da pessoa autista. E essa é 1 temática bastante importante porque no Brasil, cientificamente, é é muito recente essa discussão, né, o autista já foi visto como deficiente mental, como louco, como, tinha tinha de tudo, antes de termos de fato estudo pra identificar que são características específicas que não não se trata de 1 deficiência mental, de 1 questão intelectual, ou não é déficit atenção, ou tantas outras coisas que colocavamse, que se colocavam aí no pacote. É tanto que nós temos, hoje em dia, né, diversos casos de diagnósticos tardios. Isso é em virtude da importância da pesquisa, a importância do estudo. E quando eu recebi, né esse convite, essa missão do secretário Inácio Arruda e da diretora Sônia da Costa, ainda né eu ainda na cidade de Petrolina onde atuo como servidor público em 1 universidade federal, nós por meio de 1 reunião virtual me comprometi a, me debruçar e me dedicar sobre as políticas públicas de inclusão da pessoa com deficiência. No que pese ser eu 1 pessoa cega, eu disse olha secretária, eu sou 1 pessoa cega, mas eu enxergo longe, porque a minha atuação é em função da pessoa com deficiência, tenha ela a característica ou especificidade que seja, tá? Então eu tenho orgulho de dizer que, lógico a gente tem pouco mais de de vivência e de conhecimento naquilo que a gente vive, mas a minha pauta é a pessoa com deficiência e, hoje a nossa coordenação juntamente com o departamento da doutora Sônia e a secretaria do Inácio, nós trabalhamos pela inclusão da pessoa com deficiência. É tanto que fizemos história, quando pela primeira vez, 1 semana nacional de ciência e tecnologia recebe diversos recursos de acessibilidade, como a tradução em libras, para mediação entre os expositores e pessoas surdas, áudio descrição, kits sensoriais para voltados à à pessoas com neurodivergência, né, às salas que foram colocadas da, né, sala especial pra processo de descompressão, enfim, da das pessoas autistas, então isso é história. E discutir isso aqui hoje, também é fundamental pra gente. Então a rede, essa necessidade da criação da rede em TEA, a rede de pesquisa em em TEA, ela nos chega em virtude de já existir, né a rede de pesquisa em síndrome de Down, que são outras especificidade, são outras demandas, e é 1 temática que a gente precisa compreender, né? Por exemplo como essa questão do estudo em medicamento, em alimentos. E vejam que que coisa curiosa. Eu vivi relato, assim relativamente próximo, eu tenho amigo na universidade federal de Pernambuco, o professor Francisco Lima, que é professor cego, e ele tem filho autista, e também é cego. Esse jovem hoje já já está adulto mas ele me me conta, que quando o filho dele era bebê, ele tinha 1 sensibilidade alimentar absurda, a ponto de




