COMISSÃO DE EDUCAÇÃO

14 nov. 2024 11:56 às 15:52

Sobre o Evento

Reconhecimento das educadoras infantis como professoras em reunião da Comissão de Educação.

Status
Concluído
ID: 74221Total: 71 discursos
#1
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Gente, boa tarde pra todo mundo. Vamos já dando início à nossa audiência pública. Quadragésima sétima reunião de audiência pública extraordinária da Comissão de Educação. Declaro aberta a presente reunião de audiência pública da Comissão de Educação convocada com o objetivo de debater o reconhecimento das educadoras infantis como integrantes da carreira do magistério. Em audiência pública, essa audiência pública está sendo realizada em virtude da aprovação do requerimento número 74 de minha autoria. Esclarecimentos sobre a audiência pública. Passo a ler os procedimentos a serem adotados na condição dos trabalhos. Cada palestrante disporá de 10 minutos para fazer sua exposição. Encerradas as apresentações será concedida a palavra por 3 minutos aos parlamentares escritos, os palestrantes disporão de igual tempo para resposta. Ao final do debate, cada convidado terá 3 minutos para as considerações finais. Informo que essa reunião está sendo transmitida ao vivo pela página da comissão, e pelo canal oficial da câmara dos deputados no Youtube. Após a audiência, as apresentações serão disponibilizadas na página da comissão. Faça agora o registro dos convidados que participaram dessa audiência pública, aos quais faço agradecimento especial. Rita de Cássia de Freitas Coelho, coordenadora geral de educação infantil do Ministério da Educação que está no ambiente virtual. Valesca, Karine Soares Coutinho, coordenadora de articulação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, Anisto Teixeira Inep, também no ambiente virtual. Professora Ana Carla Navarro, professora de educação infantil do movimento somos todas professoras que está aqui modo presencial qual eu convido pra compor a mesa. Obrigada Ana. Carlos Giannazi, deputado estadual de São Paulo também remotamente, Eliana Ferreira, advogada do movimento somos todas professoras, também no ambiente virtual, e Alexandre Mande Mandel também advogado do movimento Somos Todas Professoras que está num ambiente virtual. Gente, então primeiramente, quero aqui agradecer muito a presença de cada 1 de vocês, de cada que se deslocou, a gente tem gente aqui do nosso país inteiro discutindo a valorização e a necessidade de enquadramento das pessoas que estão na função docente, no chão da creche do nosso país, na carreira do magistério. Quero também fazer agradecimento muito especial ao presidente dessa casa, ao deputado Arthur Lira, que fez, não, não mediu esforços pra que a gente pudesse manter a nossa audiência pública aqui nesse espaço com segurança. Também agradeço aos servidores e a todas as pessoas que trabalham na comissão de educação que estão aqui também dando toda a assistência possível pra gente. Agradeço também a polícia federal que está aqui nos acompanhando garantindo a nossa segurança e ao conjunto dos servidores aqui dessa casa que também não evitaram os esforços pra que a gente pudesse realizar com tranquilidade e segurança a nossa audiência. Peço a todos 1 salva de palmas a todos esses nossos companheiros e companheiras de trabalho. Muito obrigada. Agradeço também todo mundo do do Coletivo Educação em Primeiro Lugar que estão aqui, que também estão mobilizados pra que a gente possa fazer essa audiência. Em segundo lugar, queria dizer que a gente vai ter que fazer 1 audiência mais enxuta devido ao ataque terrorista que ocorreu ontem na Praça dos 3 Poderes, vocês acompanharam pela televisão, está sendo investigado, toda essa região aqui está sendo objeto de de cuidado da polícia com olhar mais específico. Então por conta disso a gente vai ter que fazer 1 audiência mais enxuta, peço o entendimento de vocês, mas enfim é fato inédito, nunca tinha acontecido atentado aqui tão perto da gente e isso aconteceu quase 8 horas da noite de ontem, então isso tem obviamente repercussão, mas os poderes aqui da da nosso estado democrático de direito permanecem fortes em funcionamento, o o Executivo também está em funcionamento regular, o poder também judiciário EEA gente aqui representando o poder legislativo. Então sem mais delongas porque o nosso tempo vai ser mais apressado, nós temos ainda pessoas que estão chegando, que são tão se deslocando pra cá ou que estão fazendo credenciamento pra poder entrar, tá bom? Mas a gente vai já iniciar por conta dessa questão do horário que a gente tem pra entregar aqui o nosso auditar, auditório. E quero lembrar que esse auditório aqui, que é o plenário 0 é aonde acontecem as reuniões da comissão de constituição e justiça, aqui que acontece a CCJ. Então quando a gente aprovou o nosso PL foi aqui que ele foi aprovado, foi aqui que a gente fez todo o trabalho né pra se pra derrubar a a obstrução que tinha foi nesse plenário aqui. O plenário da comissão de educação é o plenário 10, mas ele é menor ele não ia comportar o número de de pessoas inscritas, está bom? Então eu vou começar passando a palavra pra nossa professora que coordena o a educação infantil no MEC, a professora Rita Coelho, que está no ambiente virtual pra fazer as suas considerações em até 10 minutos. Quero agradecer aqui a paciência de todo mundo que está no ambiente virtual nos aguardando porque a gente tinha marcado às 14, mas a gente só conseguiu iniciar agora os trabalhos. Então professora Rita a senhora está com a palavra.

14 de nov, 14:56
#2
Coordenadora - Geral de Educação Infantil - Ministério da Educação - MEC Rita de Cássia de Freitas Coelho
Rita de Cássia de Freitas Coelho

Coordenadora - Geral de Educação Infantil - Ministério da Educação - MEC

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Deputada, boa tarde a todos que estão aqui, a todas e todos que estão presentes, para nós é compromisso, mas é também debate de muita importância e muito estratégico para a educação infantil. Eu quero manifestar que desde o início da elaboração desse PL a gente tem recebido a deputada, recebido o Alexandre, advogado, e mais de 2 ou 3 vezes eu recebi coletivo de auxiliares, monitoras, estagiários que participam desse dessa reivindicação. Quero ressaltar que para nós do MEC é muito relevante o congresso ter pautado esta questão. É muito, muito estratégico. Existe a figura do auxiliar, do monitor, do estagiário, desde pós LD, ele está presente, é 1 função que existe no atendimento de creches e préescolas. No entanto, a partir de 2020 e esse atendimento, a contratação, o concurso para esses cargos cresceu demais, demais. Então, é 1 realidade que nós precisamos enfrentar. Pela qualidade, pelo direito do professor, pelo direito das auxiliares, pelo direito das crianças, né? Segundo, o compromisso que o MEC assumiu com esse debate foi estar sempre presente, estar sempre dialogando, e realizar 1 pesquisa nacional que nos desse panorama auxiliares. Então, por que que essa pesquisa é é desse lugar que nós dialogamos apoiando o PL e apoiando esta discussão? Primeiro, é muito recente a expansão da contratação de auxiliares. Em torno desta função, né, nós temos 1 diversidade de tipos de contratação, tipos de vínculo, nós temos estatutários, 40 por 100 das auxiliares são estatutárias, nós temos contratos temporários, 20 por 100, nós temos carteira assinada, 20 por 100, e nós temos estágios remunerados. Então, observem que é 1 diversidade de vínculo. Também nós temos nível de escolaridade muito discrepante, nós temos forte percentual de auxiliares, monitoras com ensino fundamental incompleto ou com ensino fundamental completo. Apenas 8 por 100 tem o ensino médio normal, e apenas 7 por 100 tem a graduação em pedagogia ou em licenciatura plena. E, 1 variedade de outras graduações, de ensino médio incompleto, de ensino médio geral, né? Tudo isso vai impactar nessas questões ou nesse debate que vocês estão trazendo. As auxiliares estatutárias, 40 e por 100 delas não está vinculado a 1 carreira profissional. 30 e está vinculado a 1 carreira do magistério. E 27 a 1 outra carreira. Então, observem que inclusive aquelas que são estatutárias, efetivas, que tem 1 carreira a diversidade dessa carreira é muito grande, né? Também queria lembrar pra vocês, trazer aqui na nossa no nosso debate, né? Que apenas terço do coletivo de auxiliares, monitoras, educadoras, tem a formação exigida para a carreira do magistério. A faixa etária majoritária, essa é 1 atuação de jovens, né, é de 20 a 40 anos. E nós estamos vendo aqui, né, o perfil de vocês, né, é 1 1 atuação de jovem, embora a gente tenha colegas com mais de 50 e anos. A questão da cor e do estado civil, 46 por 100 se declara branca e 40 se declara parda, 12 por 100 preta. Então se a gente somar preto e pardo, é 1 maioria maior do que os brancos. Percentual grande de 40 por 100 se informa como solteiro, e 40 por 100 como casado, né. O que que a nossa pesquisa mostrou também, é que em relação ao trabalho, a maioria tem 1 carga horária de 40 horas ou mais. Né? E, a grande trabalha com crianças de até 4 anos, sendo que a maior faixa trabalha com criança de 18 meses há 2 e 3 anos. Então observem que é 1 atuação muito voltada para a etapa, pra subetapa que nós chamamos de creche, né? E que tem especificidades. O trabalho, ele tem, 1 baixa inclusão de crianças com deficiência, tá, e ele está relacionado a 1 baixa remuneração, né? Quase que a maioria recebe na faixa de 2 salários mínimos. Por que que eu estou trazendo esses dados? Porque equacionar esta diversidade, né, na carreira do magistério vai exigir 1 regulamentação específica, que não é exatamente enquadramento automático. Até para que a gente possa reconhecer e valorizar o trabalho das auxiliares, das monitoras, das educadoras, que atendem os requisitos para o desempenho da docência na educação infantil. Queria lembrar que elas, vocês, não preciso lembrar isso pra vocês, mas é importante lembrar para o projeto que nós estamos discutindo que vocês desempenham 1 amplitude de tarefas que muitas vezes extrapolam a docência na educação infantil, tá. Ou seja, é é trabalho mais amplo ou com características específicas que necessariamente não é sinônimo da docência, ok? Queria também colocar, que nós do MEC estamos, à disposição nesse debate, comprometidos com o debate, comprometidos com a valorização dos profissionais da educação infantil, né, comprometidos com o direito das crianças a professores habilitados, valorizados, né, reconhecidos, né, com 1 definição clara da sua carreira, da sua identidade, da sua função, do seu, da sua remuneração. Agradecer muito a deputada Luciene e a vocês que representam este movimento que está pautando esta questão na educação infantil. Essa questão está presente há muitos anos e silenciada no campo da profissionalização da educação infantil. Até onde nós vamos chegar com esse debate, nenhum de nós sabe não temos bola de cristal, mas eu queria aqui valorizar esse movimento, valorizar, né, AA0 reconhecimento de que da forma que está não pode continuar, né. É muito ambígua a situação de trabalho dessas que hoje são universo imenso de profissionais da educação infantil atuando principalmente na creche, né. Quero aproveitar, pedir licença à deputada pra dizer que nos dias 4 e 5 de dezembro nós vamos fazer diálogo e encontro com o movimento interfórus de educação infantil do Brasil e temos 1 mesa sobre essa questão, com a apresentação completa da pesquisa, com a presença do Alexandre, representando aí o movimento de vocês, e de debatedores na área de formação e valorização dos profissionais da educação. Muito obrigada, parabéns deputada, estamos juntas e confiantes de que nós vamos ao enfrentar essa questão valorizar a educação infantil, valorizar a formação dos professores na educação infantil, muito obrigada.

14 de nov, 15:03
#3
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Muito obrigada Rita pela sua participação. A professora Rita ela deu algumas premissas já dessa pesquisa, pelo que o MEC realizou. Então, é a primeira vez que o MEC faz 1 pesquisa sobre a situação da educação infantil no nosso país após a LDB de 96 e após a passagem da assistência social para educação. Os dados são bem alarmantes que a professora Rita traz, no que tange a questão da exploração do trabalho dessas pessoas que estão ali nas creches, grande maioria recebe entre 5000 reais, fora depois os descontos isso ainda cai. A maioria são pessoas negras, e ela traz outro dado que é muito importante, que o Brasil gente, a gente tem mais de 5000 municípios. Cada município tem 1 história, tem 1 legislação. E então vocês vejam, ela traz que municípios que eles identificaram não fazem concursos, contratam por CLT. Isso é 1 1 realidade. Tem municípios que terceirizam ainda mais essa contratação, contrata via empresas. Contrata 1 empresa, a empresa contrata, o professor pra prestar serviço na na creche. E, a gente tem recorte e o nosso projeto de lei, ele tem recorte dentro dessa diversidade, que é voltado pras pessoas que são concursadas e que têm a formação. Só que a gente também tem que ter essa leitura de que isso não abrange todas as pessoas que estão lá na na no chão das creches, porque elas estão contratadas de regimes de trabalho diferenciados. Então, quando a gente ouve os dados sobre a educação infantil, a gente precisa sempre partir dessa ideia. Existe a história do meu município, existe a história dos outros 5400 e lá vai não sei quantos municípios que tem no Brasil. A cada realidade é 1, e essa tranquilidade e esse olhar a gente tem que ter, pra gente poder entender o que significa. A pesquisa do MEC é 1 pesquisa de abrangência nacional. Então, todos os cantos do nosso país, e ela vai ser divulgada no dia 27 desse mês de novembro, tá bom? Quero aqui chamar pra compor a mesa e já pra fazer, não sei se é o o Raymon ou se é o Alexandre, acho que é o Alexandre que tá com horário, né? Mas por favor nosso querido deputado aguerrido Raymon, deputado pelo estado do Rio de Janeiro, é coautor do nosso projeto de lei que garante enquadramento pras pessoas que estão na função docente, tem sido lutador aqui em defesa de todo mundo que trabalha, dos oprimidos, da educação, e a gente faz muitas lutas juntos, 1 alegria dividir essa audiência pública com você Raymond, muito obrigado por ter vindo viu? Gente, quero já passar a palavra pro pro Alexandre que está no ambiente virtual.

14 de nov, 15:15
#4
Advogado - Movimento Somos Todas Professoras Alexandre Mandi
Alexandre Mandi

Advogado - Movimento Somos Todas Professoras

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Boa tarde. Desculpa Lígia deixa eu te apresentar porque a Cristiane

14 de nov, 15:19
#5
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De casa, né? Calma. O Alexandre ele é é especialista em educação, ele é advogado, ele assessora o movimento somos todas professoras, tá? Então, está com a gente todas essas lutas fazendo esse embate e dando suporte jurídico pra gente poder fazer os enfrentamentos necessários então Alexandre, você está com a palavra? Deputada na sala do Alexandre, eu vou me retirar, porque dada ao atraso eu tenho outro compromisso. Não a gente entende Rita, e a gente vai voltar em outras oportunidades pra seguir o nosso diálogo. Muito obrigada viu professora? Tá bom. Vocês mas eu vou ouvilo aí Alexandre. Está bom. Tudo bem? Como é que você está? Bem.

14 de nov, 15:19
#6
Advogado - Movimento Somos Todas Professoras Alexandre Mandi
Alexandre Mandi

Advogado - Movimento Somos Todas Professoras

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14 de nov, 15:20
#7
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Obrigada Alexandre, pela sua intervenção, passo agora a palavra para o nosso companheiro aqui de lutas, deputado Raymon. Muito boa. Boa tarde pra eu ter ganhado e está alto isso aqui né? Olá pessoal tudo bem? Nós estamos no maior plenário dessa sessão de Plenário aqui da Câmara dos Deputados, lotado, essa professora Luciene tem prestígio

14 de nov, 15:40
#8
Deputado Reimont
Reimont

Deputado

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Olha só que beleza, né? Se vocês que conhecem ela menos que eu são fãs dela, imagina eu. Sou muito fã dessa mulher aqui. 1 deputada de muita qualidade e toca pra frente projetos que são projetos necessários, importantes, para a vida do nosso povo, para nossa educação. Cumprimentar aqui também os membros da comissão de educação que nos acompanham, agradecer, viu? Muito obrigado pelo trabalho de vocês. Nossa companheira da mesa também, Ana Carla. E cumprimentar o povo do Rio de Janeiro na pessoa da GG, cumprimentar todo o povo do Rio de Janeiro, da minha cidade, do meu estado, meu estado querido. Está acontecendo lá hoje o G 20, né? Começou hoje agora às 14 horas e tive que não atender punhado de telefone que queria que eu estivesse na na abertura às 14 horas, senão eu tenho que estar lá na na pública do movimento Somos Todas Professoras, fiquei aqui embora com esse atraso que a gente teve por conta do que vivemos no dia de ontem aqui na Câmara dos Deputados, aliás aqui em Brasília, né, que é não tenho dúvida, a continuidade daquilo que a gente viveu no dia 8 de janeiro de 2023, né, esse esse processo de barbárie, onde nós que sabemos o que que semeamos, nós semeamos educação, as professoras de educação infantil, as mulheres e alguns homens que são merecedores e que lutam para estar na carreira do magistério e essa é a nossa luta, essa é a nossa luta, vocês sabem o que que vocês plantam e que vocês plantam é para colher bons frutos. Mas quando se planta o ódio, quando se planta o rancor, quando se planta a tentativa de golpe como aconteceu em 8 de janeiro de 2023 e quando se planta o desprezo para com o outro, o que a gente colhe é o que a gente colheu ontem, bomba e homem bomba, carros explodidos e e terror na nossa capital federal. Isso não é, não nasceu ontem, isso não aconteceu ontem, isso não nasceu ontem, isso não aconteceu ontem. E nós sabemos muitíssimo bem que a nossa luta é contra tudo isso, a nossa luta é para construir democracia. Defender as profissionais da educação infantil, defender a educação na primeira infância, defender esse alicerce, defender essa semente que é colocada na terra é também defender Estado onde todas as pessoas têm o direito de viver nele com suas divergências, com suas dificuldades, com suas possibilidades, com suas consequências, com sua diversidade. E é por isso que a gente está aqui hoje. Então, quero dizer, lembrando que esse é o maior plenário desse corredor de Plenário da Câmara dos Deputados, Plenário cheio, lotado, né, numa no no numa semana, que é 1 semana próxima, né, a acontecimento nacional como A0G 20 que acontece no Rio de Janeiro, lotar aqui de pessoas que vêm de diversos cantos do país, pra dizer assim, nós, por mais que pareça difícil a nossa luta, nós não arregamos, nós não cruzamos os braços, nós mantemos as mangas de nossas camisas arregaçadas pra gente fazer a luta, pra gente fazer a luta não por nós, mas por aquilo que nós acreditamos, 1 educação de qualidade, 1 educação que seja merecedora de respeito na educação infantil, o que muitas vezes não é, o que muitas vezes não é. Quando se desrespeita a 1 profissional da educação infantil, quando não se dá a ela o crédito, não se dá a ela não, quando não reconhece o direito dela, quando não reconhece o valor dela, a gente não prejudica ela, a gente não prejudica a profissional, a gente não prejudica o movimento somos todos professoras, A gente não prejudica a educação do nosso município. A gente prejudica a humanidade, a gente prejudica o processo de construção de educação que a humanidade precisa passar por ele e que nasce na educação infantil. Então eu quero muito parabenizar vocês pela resistência, pela existência, pela persistência, pela coragem, pela motivação que trazem em suas vidas para cada dia lutar por aquilo que vocês acreditam. Aqui no Congresso Nacional vocês sabem que que as 2 casas, o projeto de lei de vocês, e é bom que se diga isso, sabe? Bom que se diga isso. E eu nem nem nem nem nem pergunto e peço autorização a professora Luciene, que eu tenho certeza pelo pouco que a conheço e pelo muito também que a conheço, eu tenho certeza que ela também se adequa a esse meu pensamento. Projeto de lei quando é produzido por alguns de nós deputados, nós jamais poderemos dizer esse é projeto meu. E nesse caso, esse projeto de lei que já passou pela Câmara dos Deputados e que segue ao Senado, é projeto de vocês, construído na luta de vocês, construído no dia a dia de vocês, constituído na busca que vocês fazem em cada lugar desse país, em cada canto desse país. Então nós precisamos nos assenhorar disso, né? Nós temos projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados, que agora está sob apreciação do Senado Federal. Esse projeto de lei foi construído a partir das nossas experiências. Conforme diz o nosso querido educador, patrono da educação brasileira Paulo Freire, nós sabemos muito bem o que ele disse é muito verdadeiro e é isso que a gente tem que perseguir o tempo todo. A gente faz leitura do mundo e a educação é exatamente pra isso. Pra gente ao ler o mundo, a gente consiga encontrar ferramentas pra transformar o mundo, pra gente construir a sociedade que a gente quer construir, que a gente chama a sociedade do bem viver. Nós não orientamos os nossos estudantes pra eles pensarem como nós dispensamos, nós não orientamos as nossas crianças de modo particular na primeira infância, pra que elas tenham a nossa o nosso carimbo, a nossa marca, o nosso selo. Nós não queremos selar ninguém, nós não queremos carimbar ninguém, nós não queremos imprimir a nossa marca em ninguém, mas nós queremos muito. E essa é a grande riqueza da luta de vocês na educação infantil. A gente quer imprimir no menino, em cada menino, 1 marca, 1 identidade seja dele, própria dele, pra ele prosseguir na construção de sua vida e portanto na construção do mundo que a gente quer e que a gente precisa. Essa semana, nós votamos, professora Luciene? Aprovamos na câmara federal o projeto de lei que fala da dinâmica do cuidado, né? E a gente sabe que a educação de modo particular na educação infantil, a dinâmica do cuidado ela é muito presente. Conversava agora com 1 prefeita do interior do meu estado e dizia a ela, estou indo para 1 audiência pública e essa audiência pública fala do enquadramento das professoras da educação infantil na carreira do magistério. E eu quero depois abrir esse diálogo com você para que na sua cidade a gente não tenha esse problema, porque são muitas nomenclaturas, nomenclaturas que às vezes elas são quase de características ou de entendimento pejorativo, e a gente não pode admitir isso. Vocês são professoras, vocês são da carreira do magistério. Isso a gente está está dizendo há muito tempo. E eu aprendi isso com as minhas companheiras da cidade do Rio de Janeiro. Eu aprendi isso com as companheiras do estado do Rio de Janeiro. Eu aprendi isso com mulheres que se doam muito, muitas vezes com muito assédio nos espaços nos espaços educacionais. Muitas vezes com muita tentativa de de silenciamento, muitas vezes com muita tentativa de calar a boca. Cala a boca, é isso que às vezes querem falar com vocês e vocês não podem admitir isso. Sejam corajosas, sejam firmes, sejam altivas na no dia a dia da sua escola, como vocês são altivas, são corajosas, bravas na construção do projeto de lei e portanto, da garantia de que vocês sejam consideradas ou estejam reconhecidas na carreira do magistério. Então eu deixo aqui o meu abraço carinhoso a cada 1 e cada de vocês. A gente, o Rio de Janeiro está está com aquela confusão toda também lá do G 20, e eu eu falei com a professora Luciene, vou ficar no início da audiência, ali pelas 4 horas eu saio porque eu tenho que voltar, porque é o horário de voo que eu consegui foi agora, então daqui a pouquinho estou saindo, mas deixando aqui meu abraço carinhoso pra vocês, e dizer pra vocês, contem com a nossa luta, mas não acreditem que a nossa luta que a professora Luciene Cavalcante, o deputado Raymond, e mais 2 ou 3 deputados desta câmara, desta casa, vamos dar conta do recado. Nós não vamos dar conta do recado. Agora, se a gente se juntar, a gente dá conta do recado. É nós e vocês, vocês e nós, vamos juntos.

14 de nov, 15:41
#9
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Muito bom, muito bom, Raymond. E a gente tem feito trabalho muito importante, eu Raymond a gente luta em defesa da educação aqui, pelo enquadramento das educadoras infantis, pelo pagamento do piso nacional do magistério, que é 1 outra luta muito importante que a gente faz. Estamos junto na comissão de educação, na comissão de administração e serviços públicos, então a gente tem 1 frente de parlamentares aqui, que vai apoiando o outro, pra não esmorecer, e isso também serve pra quem está lá no chão da escola, a gente precisa fortalecer o nosso coletivo pra que a gente possa seguir adiante. Agora eu vou passar a palavra pra fazer 1 saudação pro professor e deputado estadual Carlos Genasi, que é membro titular da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo da educação. Ele foi o o primeiro deputado lá no estado de São Paulo a abraçar essa luta pelo enquadramento, ele iniciou junto com o movimento Somos Todas Professoras, essa luta pelo reconhecimento e valorização das pessoas que estão na função docente no chão das creches. Então é 1 honra 1 pessoa que faz trabalho muito importante, vocês sabem vocês estão acompanhando pela pela televisão, todo o desmonte que está acontecendo lá no estado de São Paulo, assim como no Rio de Janeiro, assim como no Paraná, assim como em Minas Gerais, são estados que estão servindo de laboratório para o desmonte dos serviços públicos. Esses 4 governadores que estão à frente desses desses estados em especial, eles querem 1 sociedade sem os servidores públicos. Eles atuam todos os dias pra desmontar o serviço público. Lá no estado de São Paulo o o Tarcísio de Freitas junto com o Fêder tem feito caos, levado caos pra educação. Ontem, ele conseguiu já aprovar em primeira votação, a diminuição dos recursos para a pasta da educação, mexeu no orçamento na constituição estadual, reduzindo de 30 pra 25. E é importante a gente trazer esse debate pra cá, porque São Paulo é estado, é o segundo maior orçamento do Brasil estado extremamente importante é e que tem a maior rede de educação é do nosso estado do nosso país e tudo o que acontece lá acaba chegando e virando modelo para os outros locais Além disso eu quero aqui aproveitar mais 1 vez pra denunciar toda a truculência que o governador utiliza pra provar isso. Ontem mesmo ele bateu, ele mandou a polícia bater em estudantes que estavam se manifestando contra 1 outra ordem dele. Veja, ele inventou 1 reforma administrativa na canetada, e ele está tirando, removentes professores a qualquer tempo das escolas, acabando com direito de lotação. O diretor simplesmente chama o o professor na sala e fala assim olha, você não não fica mais aqui nessa escola, vai pra diretoria pra pegar outra escola. Isso aí é a resolução 7 7 que a gente está lutando contra. Mas ele foi além, assim como no Rio de Janeiro, ele também lá mexeu no tempo da aula, passando de 45 pra 50 minutos, atrapalhando o acúmulo, impedindo acúmulo de cargos, e também impedindo que os professores possam exercer o seu trabalho com com tranquilidade e os estudantes também, prejudicando os estudantes. E também retirou disciplinas numa numa outra resolução, retirou disciplinas de de português não, de filosofia, geografia, ciências, enfim, verdadeiro desmonte. Além de todas as máfias da plataformaização, que agora os professores são obrigados a seguir as plataformas pra poder fazer as aulas, horror. Então, o deputado Carlos Genásio tem feito trabalho de muita resistência lá no no estado de São Paulo. Então quero passar aqui a palavra pra ele e depois eu vi que a a professora Valesca do INEP entrou e depois a gente também já passa a palavra pra ela, está bom? Então, Carlos, você está com a palavra, deputado?

14 de nov, 15:50
#10
Deputado estadual - Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo Carlos Giannazi
Carlos Giannazi

Deputado estadual - Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo

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Boa tarde deputada federal Luciano Cavalcante, deputado remote, quero saudar todas as educadoras de educação infantil presentes nessa importante audiência pública e parabenizar vocês. Eu acho que por 2 conquistas importantes, a primeira é no dia de hoje, vocês conseguiram conseguiram entrar aí no na câmara dos deputados e e realizar essa audiência porque Brasília está fechada praticamente, só vocês entraram aí, vocês são guerreiras, parabéns, 1 salva de palmas pra vocês, porque olha, não é fácil, viu? A casa está fechada, eu estou sabendo aqui por conta do atentado ontem, né? E vocês conseguiram adentrar e ocupar o espaço do povo, que é de vocês, e também conseguiram 1 outra coisa inédita, em tão pouco tempo, vocês através da deputada Luciana Cavalcante, vocês conseguiram aprovar o projeto na Câmara dos Deputados, o projeto já está no Senado Federal. Minha gente, é muito difícil acontecer isso, mandar logo pro Senado Federal, vocês queimaram 1 grande etapa, avançaram bastante, é difícil, parabéns, 1 salva de palmas pra vocês e pra deputada Luciene Cavalcante. Eu sei como parlamentar o quanto é difícil aprovar projeto de lei em comissões pra de tramitar, você tem que articular, tem que convencer os deputados, dá trabalho enorme, tem que engolir vários sapos, né, que tem muita oposição, mas a deputada Vicente Cavalcante engoliu alguns sapos aí pra esse projeto chegar no Senado Federal, então pra nós é 1 honra enorme participar desse movimento, eu que vi o movimento nascer aqui na Assembleia Legislativa onde estou agora, na em 2018 onde nós realizamos as primeiras audiências públicas com os primeiros municípios mobilizados já fazendo a luta local, e a Assembleia Legislativa foi 1 espécie de plataforma de lançamento do movimento, foi crescendo, crescendo, se tornou regional, depois estadual e agora ele é nacional, então é 1 obra nós estar junto com vocês participando, e saber que esse movimento criou asas né, e já chegou olha só no chegou no MEC no Ministério da Educação, participei recentemente de 1 reunião aí deputada Luciana Cavalcante no MEC onde eles realizaram o estudo, então é avanço enorme. E dizervo de sempre minha gente que vocês são professoras, vocês exercem a carreira docente, vocês têm formação, vocês foram aprovadas em concurso público, vocês são professoras de fato, por isso que nós batizamos esse movimento, com esse que nós somos todas professoras, vocês têm que ter direito ao piso nacional do magistério, vocês têm que ter direito a aposentadoria especial que tem todas as professoras do Brasil, por isso nós estamos nessa luta, nós tivemos várias vitórias locais já, em vários municípios, aqui mesmo eu sempre registro São Paulo, fui vereador em São Paulo, sou diretor da rede municipal de São Paulo e como vereador em 2003, 2004 nós aprovamos a lei, enquadrando mais de 7000 a infantil na carreira do magistério, isso olha lá em 2003, 2004, vejam só vocês. E em outros municípios também fizeram o mesmo, aqui ainda como deputado estadual ajudei a aprovar 1 outra lei enquadrando as professoras educadoras de educação infantil das creches da USP, a USP tem vários campus aqui em São Paulo e tem creches em todos, em todas elas creches públicas E nós aprovamos projeto aqui na ALESP, vejam só vocês que foi encaminhado pelo reitor da universidade que era que era e é, eu era juiz e era também o diretor da Faculdade de Direito no Largo São Francisco, ou seja, projeto com com com consistência né, jurídica e nós aprovamos o projeto e transformamos os cargos daquelas professoras, lá o nome era horrível, era técnico de educação infantil, olha só, era o nome fora da curva, técnico de educação infantil, hoje não, elas são professoras de educação infantil, porque nós aprovamos o projeto, projetos foi sancionar, tentaram inviabilizar o projeto mas nós brigamos e hoje elas foram todas enquadradas e tem várias outras experiências nesse sentido, então a luta é local também, a gente tem pressionar a Câmara Municipal da cidade, pressionar o prefeito e essa é a luta também do Congresso Nacional, são 2 lutas que se unem ao mesmo tempo. Então, e nós vamos continuar aqui, a Assembleia Legislativa também é espaço de cobrança, a gente cobra os municípios aqui em São Paulo, eu queria mesmo hoje dizer isso, que vocês são professoras, que vocês estão amparadas já pela legislação vigente, pela LDB, pelo plano nacional de educação, pela constituição federal e agora como reforço da lei que foi formulada coletivamente por vocês e apresentado o projeto pela lei não, o projeto de lei, e já passou em todas as comissões aí da Câmara dos Deputados e hoje chegou no senado enorme que vocês só tem que comemorar gente, tem que fazer festa hoje aí, porque vocês entraram só vocês estão aí dentro, né, e vocês conseguiram chegar no senado e chegaram no MEC também, é avanço enorme, parabéns, eu estou tendo que parabenizar vocês pro movimento e a deputada federal Luciano Cavalcanti que é professora bem do chão da escola, ela foi tudo lá, eu conheço ela há mais de 20 anos, ela foi professora de EMAI, depois foi diretora de creche, diretora de EMAI do Ensino Fundamental, ela conhece tudo de educação lá do chão da escola como todas vocês como nós também então parabéns e contem com o nosso total apoio para prosseguir nessa luta enquadrar todas vocês na carreira do magistério porque vocês são todas professoras abraço

14 de nov, 15:54
#11
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Obrigada pela saudação, nosso querido e companheiro professor Carlos Gianase junto comigo e junto com o Celso Gianase a gente forma o coletivo educação em primeiro lugar e a gente tem como principal pauta dos nossos mandatos a defesa intransigente da educação, dos seus profissionais e dos seus estudantes. Quero aqui passar agora rapidamente a palavra pra professora Valesca Karine Soares Coutinho Souto, que é coordenadora de articulação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, Anisto Teixeira Inep, pra fazer a sua saudação.

14 de nov, 16:01
#12
Coordenadora de Articulação do sistema de Avaliação de Educação Básica e das avaliações. - Instituto Nacional de estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Texeira - INEP Waleska Karinne Soares Coutinho Souto
Waleska Karinne Soares Coutinho Souto

Coordenadora de Articulação do sistema de Avaliação de Educação Básica e das avaliações. - Instituto Nacional de estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Texeira - INEP

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Gostaria de agradecer o convite realizado pela deputada Luciane Cavalcanti pra que o Inep estivesse presente nessa mesa, é 1 alegria pra mim imensa estar participando porque sou professora há 22 anos também da secretaria do estado de educação do Distrito Federal e sou pesquisadora do Inep, pedagoga formada pela Universidade de Brasília, mestra e doutora em psicologia do desenvolvimento humano e escolar. Realmente a falta da primeira infância é fundamental para que tenhamos 1 educação pública de qualidade para todas as nossas crianças a partir da educação infantil. Certamente o reconhecimento das professoras e professoras. Professoras que sabemos que a maior parte do público destinado à educação infantil na creche é formado por professoras. E é fundamental esse reconhecimento para que todas elas tenham o piso salarial e o reconhecimento como professoras fundamentais pro desenvolvimento cognitivo, socioemocional de qualidade das nossas crianças. 1 educação infantil de primeira de primeira, trajetória na educação básica e na educação superior e no nível mais avançado pra que todas crianças brasileiras tenham condição de chegar como a nossa constituição garante aos líderes mais altos do índice. Certamente isso começa pelo reconhecimento dessas importantes professoras da educação infantil. Eu já estive nessa posição como professora de creche aqui no Distrito Federal e nas escolas privadas, atuei como professora na Secretaria de Educação do DF com crianças de 4 em 5 anos e hoje me dedico a EJA, mas já estive nesse lugar. E como pesquisadora na área de psicologia, eu saliito a importância dessas professoras pro neurodesenvolvimento das nossas crianças. O Inep tem feito importantes avanços desde 2019, nós temos propósito a avaliação da educação infantil no âmbito do SAEB, em 2019 fizemos estudo piloto, em 2020 e avançamos nessa pauta, em 2023 aplicamos instrumentos e vamos oferecer o relatório, provavelmente o ano que vem, dos resultados que obtivemos, mas é referente ao piloto de 2019, aos resultados de 2020 e já estão disponíveis na nossa página. Nós aplicamos questionários para professores e professoras da educação infantil em todo o país de forma amostral. Também perguntamos sobre o desenvolvimento dessa política fundamental pro desenvolvimento da educação básica pra gestores municipais, pra gestores dessas crédito e sim, somos professoras, fundamentalmente embasada numa ciência, quer educação, com respaldo na psicologia, com respaldo na história da educação, no importante legado de Paulo Freire porque somos professoras, não tia. O lado afetivo é importante, é fundamental, mas o nosso fazer pedagógico ele é embasado em ciência e com criança a gente trabalha com evidência científica e que o Inep tem se predisposto a coletar essas informações para subsidiar a a efetivação de qualidade dessas políticas públicas principalmente nos nossos municípios que sabemos que são os condutores fundamentais nessa política pública. Então gostaria de cumprimentála deputada por eu importante trabalho que você tem feito em prol do do reconhecimento das professoras e professoras de educação infantil como pilar de sustentação de 1 educação pública de qualidade que começa sim na nossas crédito com professoras bem formadas, bem qualificadas e inserilas no hábito da carreira magistério magistério trará certamente subsídio para que elas recebam piso para que tenha 1 carga horária condizente, 1 formação continuada necessária, e fortalecer também a política pública que o governo Lula tem colocado de avaliação inclusive das licenciaturas, então, a avaliação da pedagogia ela começa na educação infantil, quando a gente se forma pedagogo e pedagoga, é pra atuar da creche ao quinto ano do ensino fundamental. Então se a gente vai avaliar as licenciaturas, certamente a gente pode incluir, 1 avaliação pautada especificamente à pauta da primeira infância, ir na préescola com enfoque na creche. Então o Inep tem feito avanços nessa pauta, temos muito a caminhar ainda, mas é com satisfação que a gente encaminha trabalho de qualidade pra pra sociedade brasileira com base nas evidências que temos coletado em nosso instituto e nos colocamos à disposição pra possíveis esclarecimentos e podem visitar a página do Saeb que vocês vão perceber que o Saeb ele se constrói desde a educação infantil até o final do ensino médio, estando por todas as etapas e por 1 educação inclusive pautada na inclusão das crianças com deficiência, na igualdade pra que todas elas tenham a formação adequada desde o seu ingresso na educação básica. Então é com muita satisfação que eu encerro a minha participação e cumprimento a mais 1 vez e toda a mesa todos os participantes por essa importante iniciativa de valorização das suas pedagógicas que fazem a diferença na educação básica do nosso país.

14 de nov, 16:02
#13
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Muito obrigada professora Valesca, o Inep é patrimônio da educação, da pesquisa, da ciência aqui no nosso país, e nós já estivemos lá algumas vezes pra poder cobrar e pedir mais pesquisas com relação à primeiríssima infância porque sem os dados, a gente não consegue avaliar com a eficácia que é necessária as condições de trabalho num país como nós e nem as políticas públicas como elas estão sendo implementadas. Então tudo começa com o processo de avaliação e o Inep é responsável por fazer as pesquisas a nível nacional. Então quero agradecer muito a parceria e o olhar atento que o Inep tem tem, está tendo com a primeira infância, em especial de 0 a 3 anos. Quero agora passar a palavra pra nossa professora, Ana Carla, que vem lá do município de Avaré, no interior lá do estado de São Paulo, que vai falar em nome do movimento sobre os todas professoras, e em seguida, eu vou passar pra pra advogada e professora também, Eliana Ferreira, que está no ambiente virtual, está bom? Então Ana, a Ana também está com 1 questão do horário do voo, ela precisa sair daqui daqui a pouco então por isso que ela vai fazer o uso agora da palavra muito obrigada viu Ana e parabéns pela luta que você tem realizado lá no município de Avaré lá é 1 situação bastante grave todo o sistema de 0 a 3 ano das creches, são todas o tempo todo educadoras infantis, auxiliares de educação infantil. Então todo mundo é auxiliar de educação infantil, né, não tem ninguém com, não tem aquele combinado que eles às vezes eles fazem pra ludibriar a legislação, professor num período, auxiliar no outro, lá não, lá todo mundo é auxiliar da educação infantil na rede como todo. Então eu passar aqui a palavra pra Ana.

14 de nov, 16:07
#14
Professora - Movimento Somos Todas Professoras Ana Carla Navarro
Ana Carla Navarro

Professora - Movimento Somos Todas Professoras

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Bom boa tarde cumprimento aqui todos vocês é grande prazer estar aqui é sempre muito bom estar junto do movimento aprendendo dialogando agradeço a Luciene, que segue na luta com a gente, ela nos ouviu nos enxergou, e nos entendeu, né, e tem seguido com a gente. Bom eu vou fazer apanhado, eu não sou muito boa em discurso pronto, mas eu dei 1 rabiscada aqui. A questão do do movimento, né? A gente está vendo aí a importância do nosso movimento, como o nosso movimento está consistente, está levantando debate que é necessário, né, que se faz necessário. Está levantando, está trazendo a voz na verdade, de bebês e crianças pequenas, não é isso? Então, eu quero falar pra vocês eu acho que a grande maioria sabe e conhece toda a história mas o movimento, se iniciou em Valinhos, Vinhedo, pra ali, e tendo esse bocaaboca com outros municípios, o movimento foi entendendo que muitas cidades sofrem com a mesma problemática, e foram e 32 municípios de 14 estados. Então o nosso movimento está muito forte. Né? E é com certeza grande apoio pra gente nas lutas municipais. É grande orgulho fazer parte desse movimento somos todas professoras que que traz esse debate tão importante pra nossa sociedade, pra pra parte política. Então é 1 honra compartilhar com vocês esse movimento, dessa luta. Bom, nada melhor que nós, o movimento as educadoras de creche, as professoras que estão todos os dias nas salas de creche pra falar como é que é a nossa realidade. A gente costuma dizer que mesmo que a gente conte para as pessoas lá fora ninguém nunca nos entendem. Não sabem o tamanho do nosso trabalho. Na verdade a gente entende que cuidar e educar são indissociáveis e essa é a nossa luta. Né? São como é que você vai separar 1 coisa da da outra? E são anos prestando esse serviço dentro das unidades escolares, dentro das creches, do Centro de Educação Infantil, né, com maestria. A gente faz bem feito, pode parecer estranho aos ouvidos de muitos, que a gente faz, a gente trabalha nessa, com essa faixa de idade, por prazer, né as pessoas se espantam, mas é isso, a gente trabalha nessa faixa com essa faixa de idade com prazer, a gente gosta dessa faixa de idade, de bebês e crianças pequenas. Então isso é muito importante mas que, o que a gente pede, o nosso movimento pede, é o reconhecimento docente das funções que cumprimos diariamente há anos. Isso não é inconstitucional, né? Reafirmirmo isso. Deixo registrado que não é inconstitucional, é 1 prestação de serviço que estamos cumprindo há anos. Trazendo pra essa parte mais próxima mesmo da nossa realidade, pra deixar bem explicadinho e expor de 1 forma bem clara, somos nós, professoras da primeiríssima infância que estamos à frente das salas de aula. Salas de aulas que não são convencionais mas são sala de aula, são salas de aula. Todos os dias, atendemos filhos e filhas de trabalhadores, que precisam do sistema público de ensino para deixar os seus bebês e suas crianças pequenas. É ali que cumprimos com toda a nossa função docente. Ali a gente faz planejamentos, rotinas, inclusive com códigos da BNCC, objetivo específico e todo o desenvolvimento. Isso é docência, né? É ali que a gente A gente trabalha com bebês e crianças pequenas e na parte lúdica conforme a sua idade, e a gente faz com que a criança explore, descubra, e aprenda. E essa vai ser a diferença na sua caminhada escolar. E nós que estamos no chão da creche a gente sabe o quanto faz a diferença. As crianças que passam por nossas mãos têm desenvolvimento escolar muito melhor. Isso já foi conversado e a gente tem essa a as pessoas falam, algumas pessoas entendem, que a gente já dá o suporte necessário pra aquela criança. E a criança no ao longo da sua vida vai tendo desenvolvimento melhor. Bom, eu acho que, é melhor eu esquecer o folheto né Luciene? Que essa fase, gente, o que eu acho importante ressaltar, é que a gente não está mais cumprindo com 1 função assistencialista, tá? A gente cumpre com 1 função docente. Se o ensino, se a creche não é mais existencialista e faz parte do ensino básico, é natural que se valorize os seus profissionais, que tenhamos professores em sala. Pensando na educação, de 1 forma bem ampla, a nossa luta não é só por 1 questão de direitos da da nossa categoria, e sim direitos de bebês e crianças pequenas e também de pais trabalhadores que fazem uso do sistema público de ensino. A gente luta por qualidade, a gente luta para que se dê o melhor pra população do nosso município, e isso é de suma importância, né? O que que a gente se depara na nossa caminhada? Com falta de alimentação adequada, com prédios que estão sem manutenção, causando riscos, né, e mais a falta da valorização do nosso papel, do que fazemos todos os dias. Então a nossa luta é gigante, é gigantesca, e claro que que a gente agradece sempre a deputada por estar com a gente, a gente acredita no PL 2 3 8 7, a gente acredita que isso vai trazer norte, que vai facilitar pra cada município, mas ressalto aqui, que cada município tem que seguir com mobilizações, né? São as mobilizações municipais que farão com que a deputada tenha mecanismos de mostrar a tamanha a tamanha importância de se regularizar a situação das educadoras da primeiríssima infância. Acabou no meu tempo? Bom, tivemos tempo complicado na questão de diálogo, né? Eu vou deixar a parte, até eu quero fazer 1 parte, eu deixo a parte técnica pro pro Alexandre e pra Eliane, então eu vou na parte mais emotiva da coisa. A gente teve tempo de, algum tempo aí, que não havia abertura para o diálogo, né, e hoje a gente está vendo que as portas se abriram. A gente está conseguindo ter diálogo com o MEC, mostrar e pontuar o que nós sentimos, o que que nós pensamos, os levantamentos que fizemos e a importância de de nos escutar e regularizar a nossa situação. Eu acho que isso é importante que a gente consiga estar sempre caminhando juntos. A primeiríssima infância é 1 parte importante do desenvolvimento da criança, e é importante que tenhamos o reconhecimento docente das funções que a gente cumpre há anos Luciene, você sabe disso, há muitos anos a gente cumpre com essa função, cuidando e educando todos os dias, porque essas funções são indissociáveis. Bom espero ter representado aqui vocês bem né, que eu acho que a gente tem que trazer essa parte do chão da creche mesmo porque as pessoas não sabem as pessoas desconhecem o que a gente passa lá dentro, né, o porquê da nossa luta, então acho que é isso muito obrigada obrigada a todos obrigada Luciene. Obrigada Ana.

14 de nov, 16:10
#15
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Importante, porque você está no chão da creche, você representa todas essas mulheres, essas pessoas, os homens que estão ali garantindo direito tão fundamental aos nossos bebês, e às nossas pequenas. Passo agora a palavra para a doutora Eliana Ferreira, que também é advogada do movimento Somos Todas Professoras, também é professora, ela está há muitos anos eu acho que, há algumas décadas já nessa luta em defesa da educação infantil, contra a precarização da mão de obra das pessoas, porque é importante porque a gente está aqui numa audiência pública que está sendo televisionada, que está que está nas redes sociais da câmara. É muito importante que quem está nos acompanhando agora é compreenda do que que a gente está falando aqui. Porque para a sociedade, quando você vai deixar o seu bebê, a sua criança pequena na creche, ou num centro de educação infantil, você entrega ele para 1 pessoa que você trata como professora. As crianças também tratam como professora, porque são professoras. Só que na contratação, na carteira de trabalho, no registro funcional, elas não estão com essa função, ali registrada. É isso de que se trata aqui, essa audiência. Há 1 burla, há há 1 ilegalidade nessa situação. 1 e isso está não pode mais e a gente esse é o nosso trabalho aqui normalizar essa situação. A gente está nessa audiência pública pra trazer luz, pra tirar da invisibilidade essa situação. Elas exercem a função docente, elas têm a formação, passaram num concurso público, entraram pela porta da frente pra pra nas creches de todo o nosso país. Mas infelizmente ainda há prefeituras que não regularizaram essa situação. E todo o nosso trabalho é pra que haja esse reconhecimento de 1 função que já está acontecendo, porque pra família entende, compreende e confia nessa profissional pra pra educar o seu bebê a sua criança pequena então é é por isso que nós estamos aqui agora passar aqui a palavra pra doutora Eliana pra fazer a sua intervenção Boa tarde a todas e todos os presente.

14 de nov, 16:20
#16
Advogada - Movimento Somos Todas Professoras Eliana Ferreira
Eliana Ferreira

Advogada - Movimento Somos Todas Professoras

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Meu nome é Liana Lúcia Ferreira, não reparem eu estou aqui no quarto de hotel e estou na Espanha, estou apresentando aqui trabalho sobre assédio moral, que é 1 situação também que acomete, o mundo né, trabalho muito importante mas não poderia deixar de participar. Quero inicialmente aí na pessoa da deputada Luciene Cavalcanti, cumprimentar todos os deputados, todas as autoridades presentes, e quero pedir pra vocês aí ficar em pé, e eu quero pedir 1 salva de palma pra deputada Luciene Cavalcanti, que é 1 mulher que tem se dedicado nesses últimos anos, né, desde que ela encontrou essa briga com a gente apresentou o PL 23 87 de 2003, no São gesto, porque nós fazemos essas essa luta décadas, então essa salva de palma é pra agradecer Luciene, a você e dizer parabéns mais 1 vez pela aprovação do do PL 23 87 na CCJ que é 1 comissão muito difícil. O meu diálogo aqui é bastante fraterno, né, eu disse pra vocês faz 33 anos que eu trabalho no assessoramento e na luta por 1 educação pública gratuita, né, e de qualidade, mas que sobretudo reconheça as profissionais da primeiríssima infância que realizam a docência no chão da creche. Essa luta ela começou há muitas décadas e ela já obteve grandes no nosso país em vários estados, vários municípios, nós falamos aí de alguns municípios, no estado de São Paulo, eu mesmo assessorei vários sindicatos, várias trabalhadoras em luta, em São Bernardo, em Osasco, em Diadema, em Santo André, e em vários em vários estados aí do nosso país, esse reconhecimento já foi garantido através de projeto de lei que é apresentado pelo prefeito, mas lamentavelmente nós estamos tendo retrocesso no Tribunal de Justiça e nós estamos tendo algumas adins aí no nosso estado de São Paulo. E a gente está fazendo toda 1 luta pra ratificar que o nosso direito está garantido na Constituição Federal, a partir de 88 a criança tem o direito à creche, e a LDB deixou muito claro que a creche é espaço que não é assistencialista, é espaço pedagógico, espaço educacional, e a partir da LDB todas as creches passaram a ser parte da Secretaria de Educação dos Municípios, e nesse contexto se faz necessário o reconhecimento imediato de todas essas profissionais, porque o que elas fazem na sala de aula é docência, é o cuidar e educar. Eu costumo falar bastante às vezes em audiências pra juízes, que falam, ah mas vocês só brincam, vocês dão banho, vocês alimentam, e eu faço 1 pergunta muito básica, excelência, se alguém não tivesse alimentado o senhor, se alguém não tivesse dado banho no senhor, se alguém não tivesse educado o senhor, aonde o senhor estaria hoje? Possivelmente não existiria, porque esses cuidados são fundamentais, são essenciais, e são elementares. E são esses cuidados que nós fazemos todos os dias no chão da creche com as nossas crianças, que nós recebemos milhares de criança da primeiríssima infância, os bebês, né, de 0 a 3 anos, pra suas mães irem trabalhar. E também quero reforçar aqui que direito a 1 vaga na creche não é só do filho da mãe trabalhadora, é de toda criança. A creche é direito da criança, dever do estado e da família. Então por isso nós repetimos várias vezes que se faz necessário, principalmente nesse momento histórico onde nós estamos travando 1 luta muito forte aí contra a extrema direita, a a deputada Luciene colocou como está a situação de São Paulo onde nós somos atacados todos os momentos inclusive a educação agora está sendo também privatizada, o governador do estado de São Paulo também tenta privatizar o transporte, a água e também agora está na educação, e nesse momento nós temos que fazer couro forte, firme e bastante resistente junto com a nossa deputada, pra que a gente aprove esse PL. Esse PL é PL necessário pra que a gente seja colocado no necessário pra que a gente seja colocado no nosso lugar. O PL da deputada Luciane Cavalcanti, ele trata da alteração no artigo 60 e pra garantia do piso pra LDB, né, pra colocarmos lá como professoras de educação infantil da numa carga horária extremamente numa carga horária extremamente alta que na maioria das cidades, em vez de ser 30 horas nós temos gente trabalhando na creche 40 horas com criança, nós precisamos ter salário referência de 40 horas, nós precisamos ter o terço da jornada, nós precisamos ter recesso, nós precisamos garantir a nossa titularidade de docência, nós precisamos garantir o enquadramento no estatuto do magistério com todos os direitos, porque os deveres todos os dias são realizado por vocês que estão aí, por vocês que são representante do nosso país inteiro na primeiríssima infância, lá no chão da creche. Então, nós tivemos aí no dia 7 de novembro 1 reunião com o MEC, 1 reunião que avançou bastante o debate que nós estamos fazendo de 1 forma muito transparente e muito qualitativa junto com com a Secretaria de Educação, com o ministro de educação e com o MEC, é na perspectiva de que as coisas avancem para além do papel, porque inclusive nós tivemos aí a publicação da resolução número essa publicação, essa resolução, ela vem avanço quando ela trata lá no seu artigo sexto, que ela reconhece o número de profissionais professores né docentes por bebês, mas por outro lado no seu artigo 18, ela retrocede porque ela professora Luciane, com outros representantes aí do governo, no sentido de que no nosso entendimento não é possível a gente separar a cabeça e o corpo de 1 criança. Isso não é possível. O educar e o cuidar são insociáveis. Cuidar é educar e educar é cuidar. E é por isso que nós vamos participar agora através de com do de 1 reunião e do estabelecimento de diálogo que foi realizado através da deputada Luciane Cavalcanti, a quem nós agradecemos muitíssimo todo o papo, tudo que ela tem feito, todo o esforço, inclusive pra que essa audiência aconteça hoje, eu estou aqui de longe mas estou acompanhando as notícias aí do que está acontecendo em Brasília. Na verdade o que ela fez hoje gente, é ateroico né, porque consegui que se realizasse essa assembleia, nessa audiência pública aliás, às 14 horas aí, acho que pouquíssimo atraso, no dia de hoje, como que aconteceu ontem ataque brutal da extrema direita à nossa democracia, é ato histórico, nós estamos realmente virando a página da história da educação da primeiríssima infância, e isso está sendo protagonizado por todas vocês, por todo o movimento Somos Todas Professoras, mas em especial que era a nossa deputada Luciana Cavalcante, que tem travado incessantemente no seu cotidiano 1 luta por toda a educação do nosso país, mas levante a, levando à frente esse PL, 23 87 de 2023, que agora vai pro Senado. E eu quero repetir mais 1 vez a importância da nossa participação nesse projeto. Todas nós que estamos aí em Brasília, eu que estou aqui, a Luciene e todas as nossas profissionais da primeiríssima infância de todo o país tem que seguir esse projeto no Senado, tem que entrar em contato com os parlamentares, com os deputados, com os vereadores, com o prefeito e pedir aprovação disso no Senado, temos que acompanhar a votação, mandar ofício, enfim, o mandato da. Vai estar orientando vai estar se comunicando com a gente a gente tem que entrar na página tem que seguir o projeto porque esse projeto só vai ser aprovado definitivamente se todas nós demos passo à frente e acompanharmos até o final Eu acho que nós todas estamos de parabéns, hoje é onde volto a repetir, mas isso só não basta, nós precisamos continuar avançando, então eu quero aqui deixar aí o a minha reivindicação de que todas vocês permaneçam resistentes nos seus locais de trabalho e não desistam, porque faz 33 anos, quando 1 1 educadora infantil fala pra mim, ah mas eu estou cansada, nada acontece, eu quero dizer pra vocês que nunca foi tão real, nunca foi tão próximo esse avanço que nós temos tendo na primeiríssima infância. Então, parabéns a todas vocês, parabéns a deputada Luciane e a educação não é mercadoria, só luta muda a vida, somos todas professoras, muito obrigada e abraço para todas.

14 de nov, 16:23
#17
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14 de nov, 16:32
#18
Participante Andressa Lopes
Andressa Lopes

Participante

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Boa tarde a todos. Primeiro agradecer essa oportunidade de estar aqui, não foi fácil pra mim, eu tenho certeza que não foi fácil pra nenhuma de nós que estamos aqui. Eu por exemplo, recebo em torno de salário mínimo, líquido de 1500. Então pra conseguir sair do Rio de Janeiro estar em Brasília foi movimento de todos, fizemos 1 vaquinha porque sem isso nós não conseguiríamos estar aqui, e sou muito feliz porque de fato aconteceu porque não sei se teríamos a oportunidade de estar aqui se fosse remarcado. Eu sou Andressa Lopes, eu sou da coordenação estadual da Frente Sindicato Unidade Classista e diretora do CEP que é Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro, entrei pelo movimento né, da unidade classeite e do CEP por conta da luta dos auxiliares, eu sou concursada no município de Campos desde 2019, e quando eu entrei eu vinha do município do Rio de Janeiro percebi que já havia esse movimento pelo reconhecimento desde 2009 e em Campos tratavase as auxiliares da educação infantil como faxineiras e aí foi choque cultural para mim porque esse cargo era exercido então por contratados de boca que a prefeitura faz lá, contratos de boca que a gente chama de regime de pagamento autônomo, então só esse ano foram 56000000 destinados da prefeitura para esse tipo de contrato, mais de 50 por 100 da rede já é contratada. É importante evidenciar como a deputada sempre fala, que toda essa desvalorização e a dificuldade da gente conseguir passar esse projeto, falar sobre o reconhecimento, é 1 violência brutal contra a mulher. Somos 97 por 100 na educação infantil, então tudo que é dificultado nesse cargo é porque é 1 violência contra a mulher. Então é preciso esclarecer que o PL da professora, como todos falaram, eu fiquei muito aflita aqui com a fala da representante do MEC, porque parecia que o o PL da deputada né, pelo mandato da deputada estava em desacordo. Ele contempla sim todas aquelas educadoras infantis que já são formadas, e ele faz 1 importante movimento que é impedir a manobra política do executivo de cada cidade então ele é urgente ele é necessário ele é pra ontem ele não vai resolver todo o caso de todas as cidades mas ele resolve sim essa manobra política e eu vou ler o parágrafo do pl que é importante a gente utilizar esse mecanismo da audiência pública para evidenciar isso são considerados professores da educação infantil devendo ser enquadradas na carreira do magistério independente da designação que aqui no caso leiase como nomenclatura do cargo que ocupam os que exercem função docente com formação no magistério e em curso de nível superior ou então em curso de nível superior e aprovados em concurso então ele não transforma ninguém que é do ensino fundamental como profissional do magistério como professor óbvio que ele não vai regularizar todas as carreiras mas ele sim dá respaldo jurídico que a LDB já vem evidenciando desde 1996 e aqueles municípios que continuam se negando a fazer então esse projeto ele nos contempla assim e ele não impede nada que aconteça o movimento do MEC de estar então é fazendo essa formação para os demais profissionais que são de nível fundamental eu não vou me estender eu sei que meu tempo já acabou mas eu preciso falar que existe né no portal da da daqui da Câmara dos Deputados, o que explica o que é o próinfantil, o curso que foi é ofertado pelo MEC justamente pra regularizar a carreira de todo aquele profissional que estava dentro da sala de aula e ele discrimina muito bem, peço que todos os municípios entrem no portal da câmara e leiam, porque tem esse projeto completo pra quem que é, o que vai quem vai cursar e o porquê desse projeto. Então próinfantil, ele fala assim que existem professoras dentro da sala de aula, e que não tem a formação e que a obrigação do MEC é formar, porque o nosso compromisso é com a reestruturação da carreira, é o compromisso com a regularização da educação. Óbvio que nós seremos contempladas enquanto profissionais, mas a nossa preocupação enquanto profissional é a carreira da educação é a criança, e nas diretrizes curriculares da educação diz nos 2 primeiros parágrafos, que o prefeito que não faz a regularização ele está fazendo a separando o filho do pobre do filho do rico e isso é 1 violência contra a criança então nós precisamos ter força nos unirmos enquanto município porque não vamos permitir retrocessos como foi essa portaria do MEC.

14 de nov, 17:02
#19
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Muito bem. A Berta Lúcia, de Presidente Prudente. Ligou aperta? Alô falou, agora sim. Boa tarde

14 de nov, 17:07
#20
Participante Berta Lúcia
Berta Lúcia

Participante

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Meu nome é Berta Lúcia, eu sou do município de Presidente Prudente, interior de São Paulo. É 1 grande honra estar aqui e gostaria de primeiramente agradecer a presença de todas vocês. Faço parte da coordenação do movimento e isso não existiria se não fosse a presença e a união de vocês municípios de todo o Brasil. Muito obrigada. Eu gostaria de fazer 1 ressalva, com relação às novas diretrizes curriculares que a gente precisa ficar atenta a isso. Como a colega bem explicou, isso é retrocesso na educação, e esse retrocesso já acontece nos nossos municípios. E nós estamos aqui não só pra pra pedir regulamentação, enquadramento, mas pra fazer 1 denúncia do que vem acontecendo com as nossas crianças, com os nossos bebês, crianças bem pequenas das nossas creches. Nós estamos denunciando, então nós estamos jogando a bola pra essas pessoas que deveriam estar fiscalizando a educação infantil e o que está acontecendo dentro dos municípios dentro das creches, o sucateamento, a desvalorização, eu atuo numa escola que tem 1 sala que foi projetada pela escola modelo do MEC, né, em Presidente Prudente, tem as escolas modelo, e eu atuo dentro de 1 escola, 1 1 escola que foi sala de aula desenvolvida para 6 bebês, estamos com 14, que vai além, né, do do que o próprio MEC nessas novas diretrizes propõe 5 bebês por berçário nós estamos com 7 bebês no berçário e o mais grave é que essa essa nós essas novas diretrizes já deixou brecha para os nossos municípios continuarem a tratar como segundo plano a educação infantil já existem as projeções de sala para o próximo ano de 2025 com salas de préescola superlotadas, conversários superlotados, e vai acontecer. Então assim, é só 1 ressalva que nós estamos aqui lutando por justiça, por direito, por reconhecimento, mas principalmente nós estamos lutando pelas crianças que não têm voz. Nós somos profissionais que estamos aqui pra dar voz a essas crianças que não sabe falar, que não sabe se expressar, por exemplo, bebê de 14 bebês num cubículo sem ventilador, por exemplo, na minha escola que eu trabalho, ele não vai saber falar que ele está chorando porque ele está com calor. Então eu estou aqui representando essas famílias, representando esses bebês, pra dizer, somos professores e somos qualificados para esse trabalho. Então nós temos qualificação nós temos tempo de experiência e quando o MEC fala que junto com a onde me cnt a isso vai agravar vai ser prejuízo para os cofres públicos né porque a verba que para nossa regulamentação vai ser muito alta não isso é investimento vai ficar caro para o município eles eles terem que pagar novos profissionais para exercer a função que nós já exercemos com excelência e com formação para isso. Então assim, vai gastar muito mais os municípios tendo que contratar, no caso de Presidente Prudente, mais de 350 professoras pra colocar no lugar de excelência que a gente já exerce, fazendo a mesma função. E o que que vai acontecer com a gente? Nós vamos ter apoio desses profissionais? Como que eles vão distinguir o tempo, se eu dou banho num bebê, a professora vai lá e dá o banho no mesmo bebê? Ela está fazendo o pedagógico e eu estou apenas fazendo os cuidados? Então é 1 ressalva pra que se prestem atenção no que vocês estão fazendo. A responsabilidade disso tudo são de vocês, nossa também, mas principalmente de vocês os órgãos fiscalizadores da educação infantil. Rebeca. Obrigada.

14 de nov, 17:07
#21
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Aperta. Passa agora a palavra pra professora Fabiana Cruz do município do Guarujá. Boa tarde.

14 de nov, 17:11
#22
Participante Fabiana Cruz
Fabiana Cruz

Participante

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Sou Fabiana do município do Guarujá. Eu venho aqui, acho que todo mundo já falou pouco de de de tudo aqui doutora Eliana e doutor Alexandre, mas a gente nós temos que, dizer não a esse desmonte, esse retrocesso que está sendo feito com a educação infantil, a primeiríssima infância dentro do nosso país, não podemos permitir, porque como todas já já falaram aqui nós somos portadores dessa voz, dos bebês. E outra coisa, quando a gente fala, da valorização, a gente está falando também respeito a essa criança, esse bebê essa criança pequena que está sendo desrespeitada gente, ela está sendo desrespeitada todos os dias com creches superlotadas, com profissionais cansados, trabalhando 8 horas por dia, sem descanso, muitas delas estão dobrando, fazendo hora extra. Então quer dizer, o desrespeito é contra o profissional e principalmente contra os nossos bebês. E, 1 coisa que eu queria, 1 frase que eu queria falar aqui pra vocês, cuidar e educar é processo indissociável, em que se deve compreender que o cuidar educa, Porque quando eu estou dando banho, eu estou educando, eu estou conversando, eu estou eu estou trabalhando a parte afetiva, coordenação motora, enfim. E que o cuidar educa. Porque quando eu estou cuidando eu também estou educando e viceversa. Então assim são indissociáveis não adianta pedir e auxiliar em sala porque não dá para cortar 1 criança no meio falar agora você vai lá dá aquele banho você lava a cabeça e eu explico banho não existe isso e eu queria pedir para vocês todos o movimento que essa vitória ela só vai chegar ela vai chegar mas com a nossa união nós precisamos trabalhar nas redes sociais né acompanhando a deputada em todos em todas as publicações que ela coloca o movimento somos todas professoras têm feito várias ações vamos continuar nessas ações todas juntas porque só assim chegaremos a Vitória tá bom E somos todas professoras, parabéns deputada pela audiência de hoje, nós vimos a o seu trabalho hoje pra que essa audiência estivesse de pé, você respeitasse cada profissional que veio de longe aqui, então assim, eu só, nós todas temos que agradecer todo esse trabalho, e aí o trabalho que você tem feito pelo PL ao longo desse tempo, incansavelmente, em todos os lugares que o movimento esteve, em todas as ações, lives, curso, você esteve junto, presente, cansada, saindo de lado pro outro. É só agradecer, porque a vitória vai chegar e a vitória é nossa.

14 de nov, 17:11
#23
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Passo agora a palavra pra professora Elza Dias do município de Cubatão. Boa tarde pessoal.

14 de nov, 17:15
#24
Participante Elza Dias
Elza Dias

Participante

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Antes de mais nada, eu quero agradecer a presença de todos e eu me sinto cada vez mais motivada quando eu venho apesar de todas as dificuldades que nós encontramos, ao encontro com esse número fabuloso de mulheres que estão aqui hoje. Eu não esperava que tivesse tantas colegas aqui pra defender a educação infantil, e a nossa querida deputada que é 1 lutadora incansável, eu a chamo de deputada que não dorme, né, então eu vendo pelo rostinho dela, né, porque desde ontem ela está nessa luta. E mas o detalhe, ontem nós tivemos aqui ato de barbárie, de ódio, e hoje nós estamos fazendo justamente movimento ao contrário, hoje são educadoras que estão aqui, educadoras que fazem justamente atividades contrárias a esse tipo de ação que aconteceu ontem. Então hoje é como se fosse 1 resposta ao que aconteceu ontem. Então gente vocês estão de parabéns pela luta, né, pela força e coragem de ter vindo hoje, porque muita gente deve ter ficado com receio de estar em Brasília no dia de hoje, tá então parabéns. É 1 coisa que eu percebi de manhã na fala da de manhã não logo cedo com a dona com a professora Rita, é em questão a essa essa análise que está sendo feito junto às prefeituras. Eu não sei se Cubatão entrou nessa pesquisa do do Instituto, porque em Cubatão nós ingressamos em 2002, através de concurso público onde o mínimo foi exigido de requisito das das profissionais foi o magistério. E nessa mesma época 60 por 100 dessas profissionais já tinham habilitação no nível superior. E 2 anos depois, obviamente com dinheiro público né, foi ofertado a quem não tinha faculdade de nível superior, então foi ofertado o curso de pedagogia com dinheiro público, então as demais 40 por 100 ingressaram nesse curso e fizeram o curso de pedagogia apesar de terem o magistério, e 1 não havia nenhum outro profissional dentro da creche que atuasse junto às crianças no Cuidar e Educar, não havia professores. E também 1 coisa que foi muito interessante ter acontecido, nossa denominação não era professora era pagem, mas todas aquelas que não tinham o registro docente, receberam o registro docente, e foram cadastradas como se fossem docentes quer dizer a verba foi porque cada 1 de nós aqui vocês não pensem que vocês não contam na verba da educação porque para ter 12 20 crianças dentro da sala de aula eles precisam contar com vocês E eles não conseguem colocar cada 1 de vocês de profissionais como docente na hora de falar em verba, porque nós estamos ali contando sim e fazemos parte dessa verba do MEC sim. Então essa verba considera cada 1 de nós profissionais, como docente porque os número de alunos ali, é o que vai realmente fazer com que essa verba chegue aos municípios. Então nós temos que também ter essa noção. Quanto à resolução que saiu agora número 2 do MEC do do Conselho Nacional, realmente é 1 afronta à nossa categoria, porque ali eles enfatizam mais 1 vez a necessidade de se ter auxiliar dentro da sala de aula e profissionais de apoio. Quer dizer profissionais de apoio, pessoas às vezes sem habilitação devida na área do magistério, para auxiliar a quem? É que nem a nossa categoria, nós auxiliamos a quem gente, dentro da sala de aula se nós cuidamos e educamos. O que que é esse cuidar? Isso do, esse cuidar gente, é identidade e autonomia que nós estamos ensinando essas crianças. Quando nós ensinamos as crianças a entenderem o que elas são como pessoas a se identificarem, a identificarem a si mesmo como parte de corpo, e a tenha autonomia para se cuidar para se alimentar para se banhar nós estamos sim educando e estamos dentro daqueles eixos que são propostos dentro do nosso sistema de educação então gente nós não estamos aqui apenas pra criar falácias e escutar falácias de quem quer que seja. Nós estamos aqui pedindo reconhecimento sim da categoria com função docente e 1 sem armadilhas que é o que está acontecendo atualmente na resolução e nessas pesquisas porque nós não sabemos quais são os municípios que foram realmente ali analisados. Eu não sei se o Cubatão foi, não sei se Praia Grande foi, eu não sei se o pessoal do Rio de Janeiro teve dentro dessa análise, pra que realmente ela apresente aqueles números que foram apresentados porque muitos de nós talvez tenham ingressado com 1 habilitação e hoje já está formada no nível de pedagogia então falar que não há formação que poucas são formadas na realidade hoje não deve ser aquilo que está constando, porque qualquer prefeitura pode mostrar ali ah não, elas ingressaram com nível com ensino fundamental, só que hoje devido à necessidade que cada 1 observou na sua atuação, e foi atrás da sua formação como pedagoga, essa realidade já não é mais a mesma. Então seria interessante nós mesmos os nossos municípios nós sabermos qual a situação de cada 1 de nós. Nós deveríamos ter essa relação, fazer levantamento nós, ou o movimento realizar junto aos municípios pra quando chegar essa estatística, nós sabermos realmente se a nossa realidade está constando ali, porque senão essa estatística não vai atender aos nossos AAA nossas aos nossos ideais, e sim aqueles planos que são previstos para o MEC que é realmente o desmantelamento da educação e a privatização dela, assim como vem acontecendo em todos os estados. Então gente, nós temos que sim, ir à luta, chamar outras colegas, porque termos 168 municípios nessa luta é muito pouco, é muito pouco, nós temos que se aproximar de outros municípios e trazer pra junto dessa luta. Não adianta nós termos 14 estado, mas temos somente 168 municípios. Nós temos que expandir a nossa rede cada vez mais e isso dependerá de nós. Porque a deputada e o deputado eles não conseguiram fazer isso sozinhos. Esse é papel nosso. Então essa luta é nossa e vamos pra cima e não vamos perder tempo não porque eles correm muito mais rápido que a gente, tá bom? Obrigada.

14 de nov, 17:15
#25
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Elza. Agora passar pra Crislaine de Souza, professora Crislaine do estado do Rio de Janeiro.

14 de nov, 17:21
#26
Participante Crislaine de Souza
Crislaine de Souza

Participante

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Alô. Boa tarde a todos, primeiramente gostaria de agradecer aos agentes de educação infantil, que abraçaram a luta e que contribuíram na ação entre amigos, e com doações para podermos chegar até aqui, com 1 caradana de 10 pessoas. Agradecer também às regionais do CEP, à doutora Iliana e às colegas de Guarujá, São Paulo que doaram que receberam também é o meu amigo Paulo Messina que em janeiro será empossado vereador do município do Rio de Janeiro, que assinou nossa carta compromisso e ainda ajudou com 1 parte da minhas passagens e pagou minha estadia aqui em Brasília. Meu muito obrigado a todos. Começo aqui em externar minha preocupação com o artigo 18 da resolução CNECEB número de 17 do 10 de 2024, ao qual fixa diretrizes obrigatórias mandatórias aos municípios para educação infantil. O artigo 18 permite aos sistemas de ensino organizar carreiras para profissionais de apoio e suporte, aí cita como exemplos assistentes, auxiliares, monitores e outras denominações, garantindo reconhecimento como trabalhador de educação em função não equivalente à docência, desde que atue sob a liderança e supervisão de professor legalmente habilitado. E as perguntas que faço são, quais seriam essas atribuições desses trabalhadores de educação não docente? Atuariam fora de sala? Como profissional ao qual lhe era exigido a formação de professores, ou até mesmo a pedagogia, e que atua no Cuidar e Educar diretamente com crianças poderia ser reconhecido como profissional não docente. Estaria essa resolução dissociando o ato de Cuidar e Educar? Gostaria de citar 1 fala da Coordenadora de Educação Infantil do MEC, rica Coelho, em entrevista ao canal Falando Nisso com Maia Veloso no dia 25 de outubro de 2020 e de 2024. Abre aspa, dar banho nessa idade é 1 atividade pedagógica, é 1 atividade formadora da identidade da criança e do conhecimento que essa criança passa a ter do mundo, se o mundo é acolhedor ou se o mundo é agressivo. Trocar 1 fralda é 1 atividade de formação da identidade. Então na educação infantil, tudo é pedagógico, ensinar a comer, ensinar a andar, a gostar de 1 história, ensinar a folhear livro, saber o que é livro. Fecha aspas. Veja então a contrariedade do artigo 18 da resolução de 2024. Pois se tudo na educação infantil é pedagógico, como permitir cargos não docentes e profissionais não habilitados junto a esta criança? Esta é a qualidade e equidade de educação infantil que queremos? Meu nome é Crislaine, sou agente de educação infantil do município do Rio de Janeiro, tenho formação de nível médio na modalidade normal e atuo no segmento CRE. Dentre minhas atribuições, a principal é prestar apoio e participar do planejamento, execução e avaliação das atividades sociopedagógicas e contribuir para o oferecimento de espaço físico e de convivência adequados à segurança ao desenvolvimento e ao bemestar social físico e emocional das crianças tenho como atribuição também separar e preparar o material pedagógico a ser utilizado nas atividades então pergunto como separar e preparar esse material pedagógico sem ser docente e sem ter formação docente? Além disso, a escolaridade mínima exigida para exercer as minhas funções é a de formação de professores. Portanto, sou ou não sou 1 professora legalmente habilitada. Minhas atribuições são ou não são docentes? Então quero aqui reforçar e afirmar que ter qualidade na educação infantil é ter somente professores capacitados e qualificados para cuidar e educar nossas crianças pequenas e que sim,

14 de nov, 17:21
#27
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Quero aqui agora chamar a Tatiane Andreia de Cristo, professora de Praia Grande São Paulo.

14 de nov, 17:25
#28
Participante Tatiane Bispo
Tatiane Bispo

Participante

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Olá boa tarde eu sou a Tatiane do município da praia grande sou atendente de educação lá, hoje também coordenadora do movimento somos todos professoras. É pega o gancho aqui da minha colega também coordenadora Elza em questão a a essa pesquisa do Inep, gostaria de deixar esse questionamento a professora Valesca. Gostaria de saber a quem é destinado essa pesquisa, se eles enviam pra base, se eles enviam aos diretores, se eles enviam aos secretários de educação, porque se for para quem nos explora, então ela é 1 pesquisa que trará 1 resposta errônea, não é a resposta verdadeira, né? E assim, e assim aconteceu no município da Praia Grande, pois nós somos divididos em 2 categorias lá, e no final da do ano passado entramos com o questionamento. Perguntando né à Secretaria de Educação e ao MP, quem seria os responsáveis pela educação nas creches. E por incrível que pareça ou não, né a o ministério público deu ouvido apenas a quem nos explora, a quem explora o nosso conhecimento, a nossa formação e a nossa mão de obra, e não a base. Então isso é totalmente errado, isso é 1 ilegalidade, isso fere princípios constitucionais, né, e assim recebemos 1 resposta diante dessa desse questionamento dizendo que a legislação não exige professor no chão da creche, isso está certo? Acredito que não, não é mesmo? Mas nós não vamos deixar isso acontecer por isso estamos aqui todas unidas, né com nossos esforços nossas dificuldades mas aqui estamos presente diante de tudo. Pois somos nós quem ecoamos a voz dos bebês e das crianças a todos os campos. E também quero de falar em nome aqui dos atendentes educação e os educadores de desenvolvimento infantojuvenil do meu município, que seguiremos todos mobilizados e em apoio ao projeto da deputada professora Luciene Cavalcante, pode contar conosco a nossa mobilização e fazer apelo a mais aqui. Senadores, quando o nosso projeto chegar no senado, vote sim, pois somos todos professores.

14 de nov, 17:25
#29
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Tatiane. Agora quero chamar pra fazer uso da palavra a professora Cibele Aragão de Paracatu.

14 de nov, 17:28
#30
Participante Cibele Aragão
Cibele Aragão

Participante

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Boa tarde a todos. Sou Cibele de Paracatu. Faço parte né da comissão que representa as educadoras. Primeiro lugar eu quero abrir parênteses aqui pra agradecer o nosso secretário de educação, Tiago de Deus, nosso vereador, Cassio Kennedy, e a presidente do nosso sindicato, sindicato dos funcionários públicos de Paracatu, a senhora Rosângela, né? Que gentilmente aceitou o nosso convite e veio nos acompanhar nessa caminhada. Quero você uso da palavra. Não creio que gaste de Deus 3 minutos, eu sou rápida. Em 13 anos de luta tivemos tantos nãos, que muitas vezes pensei em desistir. Quando buscamos muitas vezes o diálogo, a administração municipal nos disse, muitas vezes, não faço as leis, procure os deputados, são eles os autores. Hoje pra nós é 1 vitória estar aqui, buscando mais 1 aprovação no senado. Já é 1 vitória em nossa caminhada, porque ensinar não é 1 tarefa fácil. É preciso antes de mais nada amar as crianças. Amar as bonitas, amar as menos bonitas, amar as cheirosas, amar as menos cheirosas. É lá no chão da creche que exercemos com maestria a nossa docência. Somos professoras. Mas além disso, exercemos o papel de psicólogas, de mães, de médicas. Acolhemos essas crianças com amor e o carinho onde onde muitas vezes elas não encontram dentro da própria casa. Mesmo e mesmo sendo ambiente escolar, tem pais que acham que a creche é depósito. E nós e nós somos as babás. Muitos não entendem que não é apenas salário o que buscamos aqui hoje. Tem também sacrifícios, tem lutas e glórias, onde compreende amar, conhecer, respeitar nossas crianças e nossas professoras porque somos todas professoras. Obrigada deputada, pela sua luta, pelo seu carinho, pela sua disponibilidade para conosco.

14 de nov, 17:28
#31
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Agora vamos para Ana Lúcia de Moraes, Carapicuíba, São Paulo. Estou tentando aqui.

14 de nov, 17:31
#32
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Meu nome é Ana Lúcia, sou de Carapicuíba. Nós tivemos 1 reunião dia 11, e aí falaram assim. Olha, nós não temos formação continuada. No meu município, foi exigido pedagogia. No município onde eu trabalho, hoje, não só as ADDs que lá com essa denominação, estão indo embora, são até os professores, que estão pedindo exoneração. E no e agora no final do ano depois de ano cansativo, substituindo várias vezes quando não tenho dito professores, né porque ali passaram com aquela nomenclatura de professor, no concurso público, nós atuamos diretamente com os alunos dentro de sala de aula, com ou sem professor. No período da manhã, e fazendo extra tardes com as nossas colegas auxiliares. E agora nós somos fomos surpreendidas assim, olha, o cargo de vocês vai entrar em vacância. Como diz, vocês vão embora, não vão precisar mais de vocês aqui. Vai vir apoio. E aí eu digo o seguinte, quando tem essa formação continuada, eles colocaram no primeiro ano, as auxiliares num andar e os professores no outro. Mas a formação era a mesma. Nós ficamos junto com as merendeiras e com o auxiliar de limpeza. E os professores, tiveram até menu diferenciado do que o nosso. Nós enquanto a a formadora estava passando, o que né, era pedagogicamente correto, que faz a merenda, a a auxiliar de limpeza, olhava pra gente assim como, por que que ela está querendo dizer com isso? E citava até alguns nomes aí da pedagogia. Chegando dentro de sala de aula, nós estávamos com os professores, né, com a nomenclatura de professor, era a mesma formação. Aí tem questionáriozinho que a gente responde no final da formação, nós colocamos a nossa indignação. Aí na próxima formação, desse ano, nós tivemos 1 formação com todos juntos e foi muito rico e foi muito necessário porque todas nós merendeiras auxiliar de limpeza professores e auxiliares, atuamos diretamente com o aluno. Mas quem está dentro da sala de aula, e praticamente não é 1 partida de futebol, são 6 horas diárias. 10 horas diárias, com aluno. Eu queria agradecer muito a senhora, ontem eu chorei o dia inteiro, com a felicidade de poder estar aqui, que a minhas amigas lá do município de Carapicuíba me proporcionou pra que nós 3 estivéssemos aqui, ainda fiquei mais feliz porque eu consegui VAR de corderosa. Muito obrigada deputado.

14 de nov, 17:31
#33
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Muito obrigada, Ana Lúcia. Passo agora para, a município de Cabeceira Grande, Minas Gerais, Marileia, Felestino. Como? Felesbino, desculpa, Marileia Felesbino, de cabeceira Grande, Minas Gerais. Boa tarde

14 de nov, 17:35
#34
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Todos aqui presente, eu quero agradecer primeiramente a deputada que tem lutado pela gente né, incansavelmente, agradecer aos colegas de trabalho, aos colegas das outras cidades que estão aqui, todo mundo não mediu o esforço pra estar aqui hoje. E a gente estava lá até há pouco tempo sem saber se ia dar certo, se não ia, mas enfim estamos aqui. Quero agradecer também os vereadores eleito do do meu município, né? Eu faço, estou no distrito de Palmital de Minas, e agradecer a Cláudia Abreu e o Isaías, que estão aqui hoje também, e dizer que a gente vai precisar muito de vocês lá, né? Da junto com a gente pra estar lutando junto com a gente lá né, nessa caminhada nossa. Nós do CMEIT a EUSA, eu acredito também que as meninas lá de cabeceira grande, a gente já foi técnico em educação infantil, mas depois de alguns ocorrido a gente voltou e hoje a gente é então auxiliar em educação infantil, lá na no nosso CMEIS, entendeu? E, depois de alguns ocorridas a gente voltou a ser os assistentes em educação infantil. Tivemos ciência do movimento, somos todas professoras, e nos enchemos de esperança, que dessa vez vai dar certo. E é muito bom saber que não estamos sozinhos nessa luta, que não somos invisível. Queremos e merecemos ser tratadas e valorizadas como as professoras que somos. Só agradecer a vocês todos, pessoal. Obrigado.

14 de nov, 17:35
#35
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Obrigada professora Marileia. Agora eu vou chamar a professora Patrícia Caetano, é de Caldas Novas Goiás. Está ali a Patrícia. Boa tarde.

14 de nov, 17:37
#36
Participante Patrícia Caetano
Patrícia Caetano

Participante

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Todos, meu nome é Patrícia Caetano, nós somos do município de Caldas Novas, e nossa nomenclatura é profissional de apoio à educação infantil. Eu sou representante da comissão da nossa do nosso município né e o nosso cargo ele está desde 2014 né? Mas a partir de 2016 nossa luta começou por valorização. Quando percebemos que o cargo foi criado apenas pra ser mão de obra barata de docência. Até hoje ganhamos pouco, mais de pouco mais de salário mínimo. Não temos planos de carreira específico, e possuímos atribuições pedagógicas, e estamos inseridos no grupo pedagógico, ocupacional pedagógico. Além disso, nós somos frequentemente desviados de função, para apoio à inclusão, que teve concurso específico para essa para essa área, o que agrava ainda mais a nossa situação, e exploração. Quando é conveniente para a o sistema, nos nossos deveres somos chamados professores. Mas quando diz respeito aos direitos, não fazemos parte da docência. Quando estamos mas quando estamos aqui, a não nós não estamos aqui apenas para reclamar, estamos aqui pra lutar por nossos direitos. Nós movemos 1 ação judicial para requerer piso salarial justo baseado nos artigos 60 e e 67 da LDB. E hoje participando dessa audiência todos nós do do município que estamos aqui estamos sentindo esperançosos. Nós temos muita esperança. Nós vamos continuar na nossa luta, ao lado dos nossos colegas também que eu também anseiam mudanças, que ficaram lá, preocupados né com a nossa vinda, e muito esperançosos também. Nós não podemos mais ser tratados como trabalhadores de segunda categoria sem visibilidade, no processo educacional. Não podemos mais ser explorados e desrespeitados. É hora de mudar essa realidade e é hora de valorizar os profissionais de apoio à educação infantil. Nós esperamos ansiosamente pelo enquadramento. E eu quero aqui agradecer à deputada Luciana Cavalcante, que tem lutado junto a todas nós, ao movimento somos todos professores e aos meus colegas que fizeram essa essa, tivemos 1 certa dificuldade em estar daqui hoje mas estamos aqui participando desse evento, muito obrigada. Obrigada.

14 de nov, 17:37
#37
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Agora passo, para o Rio Grande do Sul, município de Cachoeirinha. É Jadna? É Jadna? Falei certo? Jadna. Projeto Sul gente.

14 de nov, 17:40
#38
Participante Jadna
Jadna

Participante

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Abre vai de novo. Deu acho que agora deu. Boa tarde a todos, eu sou a Jadna, eu sou do município de Cachoeirinha, Rio Grande do Sul. Ele fica na região metropolitana de Porto Alegre, é o segundo município menor em extensão, da região metropolitana. É município pequeno dos 497 municípios do Rio Grande do Sul, mas município que tem a décima sexta arrecadação do estado. Né? Então é o município bem assim ah financeiramente. Ãh nós estamos lá no município com o cargo de atendente de educação infantil. Ãh nós temos hoje no município 480 pouco mais de 480 colegas com este cargo aonde nós ah dividimos a sala né? Com com outra colega do mesmo cargo nós não temos outras nomenclaturas. Eu e minha colega estamos aqui hoje graças ao nosso sindicato dos municipais, que proporcionou a nossa vinda né quero agradecer a direção do sindicato, em nome da Adriana, né? Que é nossa colega, que nós estamos aqui eu e a Verinha. E também dizer que lá é 1 luta constante, né? A nossa a nosso conhecimento sobre a deputada surgiu por acaso numa pesquisa no Instagram procurando valor estação por educação infantil apareceu a deputada e ali a gente começou o engajamento no movimento hoje eu sou representante junto com a minha a minha colega Marlize que não está aqui, no município. Lá a gente também passa por algumas dificuldades, né, porque nós não temos direito a oratividade planejamento. Que educação infantil é essa, que não propicia planejamento pra quem cuida do bem maior de 1 comunidade, de estado, de município. Todos sabemos que a educação infantil é a base de tudo, e tem quem diga como eu, que é mais importante que até o ensino superior. Então a gente está na luta junto e lá nós temos também algumas especificidades porque nós podemos dar aula nas escolas fundamentais básicas como professora, mas não somos professoras. Nós somos usadas né pra dar aula, ganhamos complemento de carga horária né? Recebemos por isso claro, mas na escola municipal nós somos professoras e na educação infantil nós não somos. Então a gente está na luta, vai continuar na luta e pra encerrar, eu quero pedir a todos que marquem tudo que for do movimento, marquem agora os senadores, os arrobas, o Instagram que nós precisamos agora movimentar o Senado. Então publicou coisa do movimento da deputada, marquem os seus senadores, vão conhecer quem eles são, porque agora a gente vai precisar fazer esse grande movimento. E pra terminar eu digo, né? 1 frase que a gente usa de Paulo Freire. Minha esperança é necessária, mas não é suficiente. Ela só não ganha luta. Mas sem ela a luta fraqueja e titubeeia. Obrigada.

14 de nov, 17:40
#39
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Obrigada, Jadina. Agora vamos para a professora Aline Chagas, de Suzano, São Paulo.

14 de nov, 17:44
#40
Participante Aline Chagas
Aline Chagas

Participante

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Boa tarde, eu sou Aline, represento o Suzano, eu contribuo também com a coordenação do movimento cuido das Redes Sociais de lá. E eu vou fazer 1 provocação aqui que eu fiz 1 última reunião, porque às vezes até nossos colegas de lutas não acreditam que têm esses direitos. Então eu vou ler o edital do do meu município pra ver se a gente não é professora. Lá são 40 horas semanais, 8 horas por dia, ficamos 8 horas com as crianças, só 1 hora de almoço enquanto elas estão dormindo que a gente não está em contato direto com elas. E lá nossas atribuições são, atuar junto aos educandos nas diversas fases da educação infantil. E aí, aqui fala, auxiliando o professor no processo ensino aprendizagem, mas nós auxiliamos as crianças no processo auxílio ensino aprendizagem. Também auxiliamos educandos na educação, na alimentação, no repouso, no bemestar, na construção de atitudes e valores significativos pra o processo educativo. Isso não é ser professor? Pra mim é. Nós temos que planejar atividades pedagógicas próprias para cada grupo infantil, nós temos que observar E0E fazer o registro de aprendizagem e desenvolvimento dos educandos. Durante todo esse período nós não somos professoras? Quem que nós somos então? Dentro da creche ainda tem muito mais mas vai acabar meu tempo. Dentro da creche é o tempo todo a gente está educando, a gente está cuidando, a gente está ensinando seja da forma que for, mas é sempre de forma pedagógica pro desenvolvimento pleno da criança. E aí vem as contradições do MEC, que fala que ali dá pra separar, mas não dá. E00 meu objetivo dentro do do movimento, dentro da luta, é defender essa qualidade e a garantia do desenvolvimento da integralidade da docência aos bebês e crianças. E para isso acontecer é necessário o devido reconhecimento e valorização de quem lida diretamente com esse público, pois se é integral, então não existe a separação do cuidado e do educar. E assim, também mostro essa contradição na em trecho da resolução 5 de 2009, que foi separado pelo do nosso querido doutor Alexandre, das diretrizes curriculares nacional para educação infantil, o artigo 8, oitavo, parágrafo primeiro, item A educação em sua integralidade entendendo o cuidado como algo insociável ao processo educativo. Se é integral, como eu já citei, não tem como separar. E assim, eu afirmo que a nossa advogada sempre fala, na creche tudo é pedagógico. E a união faz a força, nós só chegamos aqui porque estamos juntas, somos todas professoras.

14 de nov, 17:44
#41
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Muito obrigada. Agora vamos passar para Antonia Vania Bezerra da Silvia, professora do município de São Roque São Paulo. Oi.

14 de nov, 17:47
#42
Participante Antônia Silva
Antônia Silva

Participante

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Oi, boa tarde a todas. Eu sou a Antônia, sou de São Roque, interior de São Paulo, eu sou auxiliar de educação básica e também sou representante do diretório da Associação dos Profissionais de Educação de São Roque. Queria agradecer à deputada essa oportunidade também em especial o Geanasi que está sempre lá dando suporte pra gente, que está mais próximo. E eu queria falar pouco sobre São Roque. A nossa luta ela começou em 4010 logo após o o Plano Nacional de Ensino, que dizia que necessitava ter profissionais habilitados na educação infantil. Então a gente correu, oi, a gente correu atrás dos nossos direitos, da formação acadêmica e tudo mais. A gente conseguiu muitas conquistas no nosso município né, mas também houve muitos retrocessos, e então eu costumo dizer que a gente não descansa, porque desde que a gente começou a nossa movimentação, a gente entrou com processo judicial de desvio de função, porque o município não queria reconhecer a nossa função docente. E, enfim, a as crianças não tinham direito às férias, foi 1 conquista da da luta dos auxiliares também. A volta dos professores pra sala de aula porque desde o nosso processo, então eles reconheceram que necessitavam de professores dentro das creches, porque a gente não não era docente, não somos. A gente mudou de nível também, do nível 2 para o nível 5, teve muitas conquistas. Porém, a gente agora está passando por 1 situação que as auxiliares elas são usadas como cuidadoras, como os como a EES, e as estagiárias que não querem mais assumir o o papel de cuidadoras das crianças especiais está sendo designado para as auxiliares. Outra situação é que a associação ganhou agora o direito à lei dum texto para os para os professores, e, ainda em processo judicial, eles alegavam que o professor não tinha direito ao piso total mas agora eles têm direito, e eles elaboraram 1 proposta que eu espero que após esse vídeo eles eles revisa isso, de que AAA hora vaga que o professor não estaria na sala de aula, porque ele estaria em planejamento, seria designado a 1 auxiliar, e deixo novamente aqui que eu entrarei judicialmente porque o município não quer reconhecer a docência e não estão não tem porque eu substituí professor nesse período. Obrigada.

14 de nov, 17:47
#43
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Obrigada, agora a gente vai lá pra Barueri, está na nossa guerrida professora Nazaré Aparecida da Silva.

14 de nov, 17:50
#44
Participante Nazaré Aparecida
Nazaré Aparecida

Participante

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Boa tarde a todos, a todas. Então primeiramente quero agradecer na pessoa da da deputada professora Luciana agradecer aqui a presença de todas vocês guerreira, vitoriosas, né? Porque a gente acompanhando os fatos e a cada momento eu vim pensando desde ontem ou à noite eu não conseguia dormir. Pensando na situação de hoje. Mas eu sabia que era muito mais forte estar na luta, estar na estrada hoje do que recuar. Na última fala eu lembro muito bem que eu falei no Rio de Janeiro que é momentos que nós precisamos recuar pra se fortalecer porque a trincheira era grande mas que nós continuaremos. E hoje estamos aqui. Nós não recuamos. Porque se nós tivéssemos recuado hoje olha o que nós estaríamos perdendo hoje. Nós avançamos senhores senadores. Estamos aqui. Estamos com as nossas bandeiras levantada. Com projeto pronto pra ir pra mesa. Pra que vocês apreciem de forma grandiosa né? Já que somos o chão da primeiríssima infância do cidadão que vai crescer e que talvez dia também esteja sentado aí nessa mesa. Porque hoje nós estamos sentado aqui mas estamos numa luta a qual lá atrás nós falamos nós somos profissionais. Só que nós temos que defender esses somos profissionais que deveríamos estar sendo valorizada, reconhecida e principalmente ter olhar de forma diferenciada porque temos a formação, temos companheiras que estão na luta já ao longo desses anos assim como eu muitas profissionais estamos nessa luta há 20 anos ou mais né? E não paramos. Sabe por que que não paramos? Porque acreditamos. Nós sabemos que a nossa vitória ela não é fácil. Mas a deputada Luciane Cavalcante ela comprou, ela se entregou a essa luta porque ela passou lá no chão e viu como era grande a a nossa luta e principalmente que nós precisávamos de alguém pra estar com braços e a mão, o corpo estendido pra que nós avançássemos e nós avançamos porque ela vem ao longo desses anos trazendo, buscando e principalmente estar aqui hoje junto é 1 grande vitória. Deputada, eu confesso em nome de todas as educadoras do país. Em nome de todas até todas aquelas que não estão aqui. Nós agradecemos e principalmente nós continuamos e vamos continuar de braços erguido. Vamos continuar de mão dada. Nós não vamos parar. Senhores senadores olha de 1 forma especial nós precisamos já desde já entre tantas lei, tantas coisas que foram dita, a minha mensagem é, meninas, levanta essa mão, gruda aí, vamos lá. Já vamos começar agora todas. Gruda aí meninas. Estamos de braços erguidos, estamos unidas, nós não vamos recuar senhores senadores. Deputada, muito obrigado. Somos todas professora, somos todas professora, somos todas professora, somos todas professora, somos todas

14 de nov, 17:51
#45
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Passaré. Passo agora a palavra pra professora Mailete da cidade de Pintópolis, Minas Gerais. Oi? Oi?

14 de nov, 17:54
#46
Participante Marlete
Marlete

Participante

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Oi, boa tarde a todos. Meu nome é Marlete, sou de Pintópolis Minas Gerais. O meu cargo é monitora de educação infantil, primeiro ele foi classificado como monitora de creche, e depois passou a ser monitora de educação infantil. Eu quero aqui relatar fato que aconteceu no meu município, porque eu acho que as experiências ela vai fortalecer a nossa luta. Eu entrei na creche em 2011, e desde então eu entendi que nós tínhamos direito dessa dessa dessa transição, né de assistencialismo para educação. Em 2017, houve 1 necessidade de mexer no plano de carreira do nosso município. O município contratou 1 empresa para poder estar mexendo, refazendo esse plano de carreira. Relatando para o doutor Airton que era responsável e a senhora Aloisia, a as nossas indagações em em questão do nosso cargo, ele entendeu que nós tínhamos direito, E aí desenvolveu o plano, efetuando o nosso enquadramento. Só que quando esse esse plano foi apresentado pra comunidade escolar, ele teve 1 oposição muito grande. E aí por esse, por esse motivo, o plano, a o nosso enquadramento não foi feito, os professores teve 1 oposição muito grande em relação a isso, EE0 prefeito por não saber o que fazer, acabou, não optando em enquadrar. Mas, a doutora Alois ela deixou 1 frase que eu guardo até hoje e eu não vou esquecer. Ela com, com a pandemia, infelizmente ela veio a óbito, e ela falou pra nós assim que, dia, as leis vão vim, e aí eles não vão ter o que fazer. E essa lei ela vai vim lá de cima. E é isso que está acontecendo hoje, é isso que está acontecendo, e eu estou muito feliz, muito feliz por isso, porque eu guardei essa frase dela, e ela sabia que nós tínhamos direito. Hoje estamos aqui, quero agradecer ao prefeito Lei que cedeu o veículo, e disponibilizou jurídico também pra poder estar acompanhando, pra poder estar buscando conhecimento, entendimento sobre, sobre essa luta, e eu espero que, de agora pra frente, ele entenda que nós sim temos direito sim, nós não estamos querendo nada do que é dos outros, nós estamos querendo o que é direito nosso, o que é direito nosso nós estamos querendo, e que eles possa sanar as dúvidas e possa sim estar fazendo enquadramento porque ele nunca se opôs, eu acho que ele só não sabia como fazer, mas ele nunca se opôs, e eu espero que o advogado Vitor, que está aqui nos acompanhando, leve pra ele, né, as experiência, o que ele ouviu aqui, os relatos, as leis que foram faladas aqui, e possa esclarecer pra ele sobre a nossa luta, e somos todas professoras.

14 de nov, 17:55
#47
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Passar agora pra professora Roseane Muniz de Buritis, Minas Gerais. A Minas Gerais está em peso, né? Está quase encontro mineiro isso aqui, está quase. Cadê Buriti? Cadê a Roseane?

14 de nov, 17:58
#48
Participante Rosiane Muniz
Rosiane Muniz

Participante

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A todos. Eu gostaria primeiramente, o tempo é muito curto né? Gostaria de agradecer a deputada. Quando eu ingressei nesse cargo, nosso cargo é de monitora de educação infantil, eu li o edital e falei eu quero trabalhar nisso, eu tinha recémformado em pedagogia, e eu queria ser auxiliar de 1 professora, que foi o que eu entendi lá nas nossas atribuições, zelar e cuidar crianças de 0 a 5 anos de idade, e fazer todas outras atividades correlatas, né, que é outro nome que me pesa, pra gente ir lá inconstitucional, usurpar cargo, entrar pela porta dos fundos, e essa questão de correlatas. Correlatos lá no nosso amigo Aurélio, é correlacionado a sua atividade principal, que é o pedagógico no nosso caso. Né? E aí colocava essa chantagem pra gente que a gente teria que fazer todas essas outras atribuições. Eu gostaria muito de agradecer aqui, as minhas colegas que vieram em peso, é a segunda vez que a gente consegue reunir essa quantidade da equipe, que é 1 dificuldade, eu acredito, na maioria dos municípios, quando a gente marca 1 reunião, né, de toda a classe abraçar a causa, que é o que faz toda a diferença pra gente. É gostaria de agradecer muito as minhas amigas e vereadoras do município que estão aqui conosco também, a vereadora Cibele, que está logo ali na frente, vereadora Vânia, aqui ao meu lado. Aos advogados Marcelo Henrique, que foi meu motorista de 1 colega e o advogado Lucas, que precisaram sair, mas eles já saíram daqui com a ideia, eles estarão assessorando o prefeito eleito eles já saíram daqui com 1 ideia passo mais à frente e eu aproveitei o percurso para esclarecer para ele as nossas lutas e o retorno também será assim né quero agradecer a secretária de educação senhora Eliene ela também tem nos ouvido apesar de não ter sido feito o enquadramento ainda mas ela tem nos ouvido ela entende que é necessário isso no município né e mais assim estamos avançando lá né agora foi projeto para câmera foi votado né projeto de aumento a gente recebia inicialmente salário mínimo aí depois teve aumento de 40 por 100 e agora mais esse aumento que o salário lá inicial teve o concurso agora né, 1728, foi pra vai pra 2 e 500 a partir do ano que vem, né? Então assim, é 1 luta, não não vencemos a nossa batalha lá ainda, esperamos vencer, né, com o auxílio das vereadoras e toda a equipe que foi eleita lá, mas a nossa luta ela é gigante ainda, né, precisamos percorrer longo caminho, eu vou exceder mas eu preciso falar disso. E a nossa luta não vai terminar aqui quando esse projeto for aprovado. A gente precisa ainda de professor de apoio na creche, e hoje eu sou coordenadora de 1 creche, a creche que eu coordeno são 2 monitoras por sala, não tem outra professora, né, que era o que eu pensava que teria, mas todas são habilitadas, né, 180 crianças a gente atende a maior creche do município, mas a gente tem crianças com necessidade especial, e o governo ainda coloca pra gente que essas crianças da creche não têm direito a professor de apoio, né, a gente não tem, a gente que que lida com o pedagógico ou com eles também, e lida com a parte de todos os cuidados higiênicos, de alimentação. Então assim, a sobrecarga ou adoecimento das servidoras é enorme, a quantidade de atestado né, eu como coordenador eu vou para sala quase toda semana, porque aí não tem 1 substituta, a gente ainda tem esse problema no município, 15 dias de atestado a prefeitura não contrata, né então assim, a luta continua e continua muito grande mesmo o projeto sendo aprovado. Muito obrigada, que Deus abençoe todos nós no nosso retorno pra casa.

14 de nov, 17:58
#49
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Agora pra professora Joice de Unaí, Minas Gerais, a lá.

14 de nov, 18:03
#50
Participante Joice
Joice

Participante

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Boa tarde a todas, primeiramente eu quero agradecer à deputada, né, porque sem ela nós não estaríamos aqui, o projeto é dela, é a luta é de todos nós. 1 realidade que eu quero continuar dando aqui, é a questão do AEE, sou mãe atípica, no nosso município nós temos o professor residente, temos nós somos os monitores de educação infantil. Em 2017 eu peguei cargo como a EE, né, na teoria, mas era monitor e a gente ficava com os alunos especiais. No último teve concurso onde foram concursados e já estão trabalhando, os professores aí nas creches, porém eles estão querendo regredir voltando, porque aumentou demais a folha e quer voltar quer voltar para os monitores essa questão do EE e como mãe, a ti porque eu não vou colocar o meu filho porque eu quero meu filho com professor habilitado em AEE é direito dele, e o município não vai tampar o sol com a peneira como fazem com nós monitores. E outra questão também é a questão da gente trabalhar a estrutura que é nos dadas, temos creches maravilhosas em meu em meu município, porém a creche que eu atuo juntamente com a minha colega, são casas alugadas, não são casas próprias, tem sala lá que cabem 3 crianças mas tem 10, 15, em berçário. No ano passado, não esse ano aliás foi no ano passado, a casa que eu estava pegou fogo, graças a Deus não tivemos feridos, né? Só que no outro dia a prefeitura queria que estivéssemos todos lá, atendendo naquela casa que pegou fogo, fogo mesmo em tu, está tudo preto, tem que o meu, nossa senhora. E aí que que acontece? Obrigou a gente ficar lá respirando aquele ar, não deixou a gente em outra localização, a gente teve que cumprir horário, pessoas adoeceram devido a isso, então essa também entra na questão da valorização, tanto com a criança quanto para o profissional. Lá, 1 professora, como temos as professoras Rezende, chega pra outra professora e fala, você me empresta a ela pra ir pra minha sala? Como se fôssemos objetos, nós não somos jogadores de futebol pra estar sendo vendido pra time ou pro outro, né? Então a gente conta muito com isso. E agora eu quero me dirigir diretamente ao senador Rodrigo Pacheco, atual presidente desta casa, e pedir a ele, assim como ele foi no município de Unaí, em 2018, pedir o meu voto, eu peço o seu voto e de todos os seus colegas senadores, porque é voto necessário mas é direito meu, é direito dela e é direito nosso, nós somos todas professoras.

14 de nov, 18:03
#51
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Obrigada, agora passo a palavra à professora Maria do Rosário de Mairiporã, São Paulo.

14 de nov, 18:05
#52
Participante Maria do Rosário
Maria do Rosário

Participante

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Está ligado? Oi sou eu maria do rosário, muito prazer doutora, deputada Luciene, eu estou imensamente emocionada de estar aqui, né eu estou me sentindo a vovó aqui da do plenário 30 anos de profissão de dedicação à educação infantil do chão de creche realmente eu entrei no meu concurso em chão de creche eu sei é o dia a dia de cada 1 aqui como que é difícil é mas a gente faz com amor porque quem não faz com amor não fica todo esse tempo 20 15, 10, e isso com luta. Eu entrei como pagem. Quando eu descobri eu vi 1 colega falando do próinfantil, foi aí que começou a nossa luta. Né? Nós descobrimos, e os municípios sonegaram isso, lá foi sonegado porque passaram pra professor mas para não passaram pra gente, que a gente também tinha esse direito então a gente já começou a perder lá atrás, né, a gente já foi prejudicada lá atrás, e mesmo assim a gente continuou lutando, eu lutei pra a fragem nós somos pra auxiliar de desenvolvimento infantil, continuei a luta, a gente doutor Alexandre já esteve no município, Geanase também já esteve com a gente na luta, e aí quando eu vi que a senhora aqui eles pediram apoio né pra que ajudasse a senhora, e quando com a senhora conseguiu chegar até aqui, eu falei agora tudo vai mudar e realmente está mudando. Então eu sempre falo para minhas colegas lá de Mairiporã que se graças a gente está aqui eu hoje, e a Elaine, foi graça à mobilização das meninas que ajudaram a gente chegar até aqui com a condução. E eu estou assim imensamente grata porque assim eu estou vendo a evolução que está acontecendo. E de fato se não for daqui pra lá, os municípios não vão acatar porque é desafio constante eles jogando isso na cara da gente, é constante. E 1 coisa que me deixa triste é que não foi falado aqui mas assim, profissional não querendo que o outro profissional evolui. É muito triste, né? É muito triste isso e isso ocorre. Eu vou, o tempo já me deu, já deu né? Eu só tenho que agradecer, agradecer a todas, né e e estou imensamente feliz de poder estar aqui né? Eu quase já, posso dizer que estou encerrando, eu pude encerrar a minha carreira mas eu falo para as menina não, eu quero lutar, eu quero estar lá, eu quero ver isso antes de eu sair.

14 de nov, 18:06
#53
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Obrigado gente. Já vamos passar pras falas finais, pras intervenções finais. Se tem algum município que ainda não foi representado, por favor fala com a Mariana, e aqui tem as autoridades que a gente vai passar agora pro bloco das autoridades que estão presentes, tá? Então primeiro, quero aqui passar para o senhor Tiago de Deus, secretário de educação e tecnologia do município de Paracatu Minas Gerais.

14 de nov, 18:09
#54
Participante Tiago de Deus
Tiago de Deus

Participante

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Pessoal, boa tarde. Boa tarde especialmente, deputada Luciene, que é proponente do projeto de lei, e eu queria começar minha fala dando voz principalmente para as nossas educadoras e professoras que estão aqui hoje. O protagonismo é delas e nós enquanto parte do executivo temos 1 responsabilidade de repensar a educação em vários aspectos. Em todos os âmbitos a educação no Brasil tem vivido grandes apagões. A senhora citou processos de privatizações que tenham acontecido, e isso é só dos elementos que a gente pode citar aqui sobre o andar da nossa educação no país como todo. Falando sobre o município de Paracatu, o Cassius que está aqui do meu lado que também terá momento de fala, enquanto assessor da educação, ouviu muitas demandas das meninas, e que agora enquanto vereador eleito, conseguiu de trabalho muito forte ao lado das meninas ouvindo as demandas da classe de professores que estão na estão nas creches, da importância do fazer pedagógico desde a primeira infância. Bons argumentos foram utilizados aqui hoje pra justificar e endossar a presença delas enquanto professoras nas unidades desde a primeira infância. Como de 88 pra cá a constituição já entende que não é 1 condição de assistência e sim 1 responsabilidade da educação, tudo que a gente precisa pensar pra educação começa a partir dessas unidades. Existe orgulho da nossa parte muito grande de entender que nós ouvimos, sentamos, pensamos tudo aquilo que a gente poderia fazer. Muitas vezes, nós nos municípios não sabemos todos os caminhos a tomar. Tendo projeto de lei que é nacional, isso facilita muito o nosso trabalho. Quando estive aqui em dezembro do ano passado, com toda a equipe das Secretaria de Educação de Paracatu, 1 das indagações que fiz, depois mesmo, é como a gente conseguiria fazer isso sem o apoio de 1 esfera nacional. Obviamente foi falado aqui mais cedo que dos pontos é o orçamento, então discutir medidas que auxiliem os municípios na questão do orçamento é fundamental. Momentos como esses, organizados aqui nessa audiência, favorecem muito o nosso trabalho. Então, gostaria de fechar a minha fala elogiando muito esse movimento, é trabalho que dá voz, e exatamente como foi dito aqui, não sei quem falou especificamente, mas que as educadoras, ou que seja o nome do cargo em cada município, que não foram ouvidas em audiências e aqui o grupo tem fala, tem voz e isso é fundamental. Nós acreditamos na educação e que essas ações são discutidas e pensadas por 1 melhor dinâmica do fazer, não só nas creches, mas dos anos seguintes, que nós estamos projetando essas crianças pra toda 1 vida escolar e Brasil que pode escolher seu futuro em alguns anos à frente que passa pela educação, essa é a escolha. Muito obrigado.

14 de nov, 18:09
#55
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Muito bom. Agora passar a palavra para o professor Cassius Kennedy, que é assessor de educação e é vereador eleito no município de Paracatu Minas Gerais.

14 de nov, 18:13
#56
Participante Kassius Kennedy
Kassius Kennedy

Participante

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Boa tarde, boa tarde deputada. Primeiramente parabéns pelo trabalho que a senhora tem, à à frente da educação, mas os parabéns principal vai, vai para as as educadoras, nós chamamos assim né no município de Faracatu, as educadoras. Desde que eu cheguei à secretaria de educação como assessor, eu tenho visto o trabalho delas que é muito anterior à minha chegada lá, e foi a primeira reivindicação que a gente teve foi desse grupo, quando a gente estava visitando 1 das creches e elas apresentaram as demandas, que hoje parte delas não se torna realidade mas eu acredito que elas serão completas quando né tiverem o reconhecimento e enquadramento na carreira do magistério. A gente vem assistindo ataques violentos à à educação, eu não lembro como professor de história, quando que na nossa história democrática a violência tem sido tão grande, principalmente nos estados de Minas Gerais e São Paulo. É assustador então, quando a gente encontra políticos governantes, em todas as esferas que defendem a educação a gente precisa reconhecer e elogiar. As educadoras do do município de Faracatu conseguiram acordo com o prefeito que agora foi reeleito, que é fundamental. Esse acordo que a gente vai lutar para ser cumprido, assim começar o ano de 2025, busca equiparação salarial, busca supervisores na na nas creches, busca é 1 melhoria não só na qualidade da formação delas mas das das próprias criança então, é passo muito importante, e isso demonstra que não é só 1 busca salarial como muitas vezes parece que é reduzido o trabalho das educadoras mas muito mais do que isso. As demandas que elas pediram com o prefeito, foi muito mais do que simplesmente o salário é busca educação reconhecimento que elas já fazem há muito tempo então, parabéns pra todos vocês que estão lutando, meninas da da educação e principalmente trabalho aí, das educadores de Pacatu e da deputada obrigado boa tarde.

14 de nov, 18:13
#57
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Obrigada. Agora chamo também pra fazer 1 intervenção, a professora Vânia Araújo de Souza, Lemos, vereadora de Burtis, Burtis Burtis, Minas Gerais, cadê ela? Tentando ligar aqui.

14 de nov, 18:15
#58
Participante Vania Araújo
Vania Araújo

Participante

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Ligou, boa tarde a todos. Primeiramente quero cumprimentar deputada vossa excelência, e desde já parabenizar a senhora por essa pauta tão importante, dizer que não sou professora, sou vereadora por 4 mandatos no município de Buritis, sou mãe de 1 monitora de educação infantil, sou irmã de 1 monitora de educação infantil, estou aqui representando o parlamento do município de Buritiz e acompanhando 15 monitoras de educação infantil da nossa cidade. Oportunidade que cumprimento a Roseane, a das Dores, a Eleida, em nome de todas as demais educadoras que horas se fazem presentes. Dizer que hoje faço uso desta audiência para dar voz a grupo essencial que tanto contribui para a formação dos nossos pequenos cidadãos, as educadoras infantis, essas profissionais dedicadas e comprometidas, atuam na base da educação sendo as primeiras a estabelecerem os pilares do desenvolvimento intelectual e emocional das nossas crianças. Por isso venho defender que todas as pessoas que exercem a função de docência no ensino infantil sejam plenamente reconhecidas como docentes, e assim possam, só minuto, e assim possam ser enquadradas na carreira do magistério. Precisamos garantir que esses profissionais tenham acesso aos mesmos direitos à valorização e ao respeito de todos que compõem o magistério. A IPA para a ação justa e o reconhecimento dessas educadoras como parte integral da carreira docente, são passos essenciais para fortalecer a educação em nossa sociedade e para que possam valorizar plenamente o trabalho daqueles que dedicam sua vida ao ensino. Contamos com o seu apoio e compromisso para que possamos avançar nessa pauta e fazer justiça a essas profissionais tão importantes. Juntos podemos construir futuro mais promissor para a nossa educação. E dizer para finalizar deputada no ano de 2025, deixo aqui o meu compromisso em fazer não só a indicação para a equiparação salarial, mas também lutar diuturnamente no Parlamento, fazendo o que for necessário para a sua aprovação e implementação, afinal somos todas professoras.

14 de nov, 18:16
#59
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Meu muito obrigada, agora é a última autoridade escrita, pra sua saudação, a professora e vereadora Cibele Freitas, também vereadora de buritis Minas Gerais.

14 de nov, 18:19
#60
Participante Cibele Freitas
Cibele Freitas

Participante

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Boa tarde a todos. Gostaria de cumprimentar a vossa excelência deputada federal Luciene Cavalcante, e em seu nome estendo o meu comprimento a todos presentes. O movimento somos todas professoras, né, avança com força pelo país. Há alguns meses atrás, na sessão da Câmara Municipal de buritiz Minas Gerais, apresentei 1 proposição que sugerisse ao poder executivo, prefeito municipal, que fizesse o enquadramento das monitoras municipal, que fizesse o enquadramento das monitoras da educação infantil na carreira do magistério, com equiparação salarial a nível de professor p Com alegria compartilho que essa proposição ela foi aprovada por todos os vereadores, reforçando nossa confiança, de que seria acolhida também pelo nosso prefeito municipal. A luta continuou, e seguimos firmes e fortes. Gostaria nesta nesta tarde de agradecer também, à pessoa da Rose que hoje é coordenadora de 1 das nossas creches, por ter levantado, dado início a essa bandeira tão importante na educação das nossas monitoras que hoje se tornam professoras. A boa política nós sabemos que ela é feita com trabalho e compromisso com o nosso povo. E em cada sessão ordinária está estávamos lá, defendendo os interesses da educação em nosso município, e buscando soluções que realmente transformassem a vida dos nossos educadores. Quero dizer também que nos últimos meses recebemos 1 missão de Deus a defesa das monitoras de creches, que agora com muito orgulho podemos chamálas de professoras. Nossa luta é pela essa equiparação, de nível de professor P Essas profissionais que atuam nas creches, nas creches, têm 1 responsabilidade enorme, são as primeiras educadoras de nossos bebês e crianças pequenas, compondo a base da educação infantil. Mesmo assim durante muito tempo gestores e entes administrativos não as reconheceram como professoras. Quero ressaltar aqui também que essas profissionais não são apenas auxiliares, são as principais responsáveis pelo desenvolvimento das crianças nas creches. Além dos conhecimento, o raciocínio lógico e o desenvolvimento cognitivo emocional. Por isso essa equiparação não é apenas reconhecimento salarial mas ato de Justiça valorização e respeito pelo trabalho realizado nas creches e é na oportunidade quero dizer que após o intenso diálogo entre monitores e vereadoras e vereadores nossa indicação ela foi transformada senhora deputada em projeto de lei pelo poder executivo em acordo firmado elevando o valor no salário aumentando o valor de 718 reais como a Rose falou anteriormente no entanto acreditamos que com a confiança do povo prefeito eleito e sua vice eles vão sim também nessa jornada para o necessário para corrigir e equiparar o que é direito das monitoras. Dizer também mais 1 vez que somos todas professoras, muito obrigada.

14 de nov, 18:19
#61
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Muito obrigada. Agora vamos pras últimas intervenções, de São Joaquim da Barra, a professora Lívia. É Lira desculpa, professora Lira desculpa, Lira. Pronto. Certo?

14 de nov, 18:22
#62
Participante Liria
Liria

Participante

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Boa tarde a todos, né? Eu quero primeiramente agradecer à deputada Luciane Cavalcante, e a todos também que nos ajudaram para estar aqui nesse dia tão especial, porque não foi fácil pra gente, né nós fomos atrás de pessoas que com o coração aberto e pela confiança no que nós viemos buscar nos ajudar todas as colegas que aqui estão falou pouco das nossas vivências falou pouco daquilo que nós estamos passando nas creches todos ah quer ser professora para essa concurso para professora acho que todas nós já ouvimos isso E nós sofremos isso na pele, isso é ataque emocional muito grande que nós sofremos. Isso é desrespeito contra nós. E eu estou aqui, nessa tarde, para falar. Nós prestamos concursos, o nosso CBO está como babá, a nossa nomenclatura é educadora, mas o nosso CBO, a nossa carteira de trabalho é como babá. Esse é desrespeito contra nós que estudamos prestamos concurso fazemos fizemos pedagogia e eu peço a todos os colegas que estão aqui que continuem a luta nós não devemos parar. Quando colocou no nosso coração de estar aqui nessa tarde, pessoas falaram, por que vocês vão lá, 4, isso não vai virar nada, mas 1 durinha ela não faz verão sozinha, não adianta ter 1 colega, 2 colega aqui nos representando, nós temos que estar unidas, sempre unidas. Nós podíamos não vir outras também, se todos pensassem assim, o que a deputada Luciana está fazendo por nós é inédito porque nunca houve ninguém que fez isso por nós. Nós agradecemos muito, mas muito a deputada por isso, por esse trabalho. E eu peço também encarecidamente a todos os senadores que olhem para nós com respeito, respeito pelo nosso trabalho, respeito pelas crianças que nós estamos todos os dias no chão da creche cuidando delas com amor, crianças que muitas vezes chegam até nós, sofridas também. Mas nós pedimos nesta tarde, que os senadores olhem por nós com amor e respeito e reconhece que todas nós somos professoras, e eu agradeço a todas pela oportunidade.

14 de nov, 18:23
#63
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Obrigada, agora passo pra professora Andreia de Teresópolis, do Rio de Janeiro.

14 de nov, 18:25
#64
Participante Andreia
Andreia

Participante

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Boa tarde. Ligou? Boa tarde. Sou Andreia da cidade de Teresópolis do Rio de Janeiro. Ligou? Eu sou Andreia da cidade do Rio de Janeiro, de Teresópolis do Rio de Janeiro. Eu quero primeiro agradecer ao sindicato de Teresópolis pela nossa vinda aqui, e a vereadora Amanda estamos na luta algum tempo nosso concurso foi de 8 horas hoje nós conseguimos alguns avanços entre ele a carga horária de para 6 horas conseguimos também recesso escolar onde é igual o calendário das escolas. Toda vez que o professor também tem recesso, a gente tem. Mas a gente continua na luta pra ser reconhecida. Ultimamente eu consegui com o futuro prefeito, eleito da nossa cidade, Leonardo Vasconcelos, que se comprometeu em nos enquadrar assim que ele tomar posse. Nós contamos com isso, levamos a carta de compromisso e esperamos que aconteça. Obrigada a Deus.

14 de nov, 18:25
#65
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Agora chamo pra fazer 1 intervenção, é o senhor Isaías de Souza, vereador eleito de Cabeceira Grande, Minas Gerais. Oi, oi. Oi, boa noite.

14 de nov, 18:26
#66
Participante Isaias de Souza
Isaias de Souza

Participante

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Boa noite, sou, Isaías de Souza vereador eleito por cabeceira grande. Quero parabenizar a deputada pela pauta abraçada, por defender essas professoras educadoras, e dizer que, pra vocês, vocês têm que ter 1 luta, não só da classe de vocês, vocês têm que ter junto de vocês, os pais das crianças, os vereadores dos seus municípios, para que eles diretamente possam cobrar dos seus senadores de cada partido, porque isso não é a luta partidária, isso é a luta de direito de vocês adquiridas, vocês como mães, como mães afetivas nas creches, porque vocês educam, vocês criam, e vocês dão todo o direito a a essas crianças a chegarem futuro, professor, senador, médico, mas de início vocês estão lá cuidando deles, estão abraçando, estão sendo mais mães do que as próprias mães naturais que vocês estão mais horas com eles por dia, mais educando. Então a partir deste momento, se vocês cobrarem dos seus legislativos, dos seus prefeitos, para que eles abracem a causa de vocês, para cobrarem dos senadores de cada partido, repito, não é 1 briga partidária, é 1 briga pelo direito adquirido de vocês. Então, no nosso município, quero deixar o meu parabéns pras meninas, a todos os municípios. Podem contar com o nosso apoio que a partir de 2025, a gente irá lutar junto com vocês, para vocês terem respeito em nosso município e em todos os municípios do Brasil. Obrigado.

14 de nov, 18:27
#67
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Agora passar para a vereadora eleita, também de cabeceira grande Cláudia Abreu. Oi?

14 de nov, 18:29
#68
Participante Cláudia Abreu
Cláudia Abreu

Participante

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Oi, boa noite. Quero agradecer primeiramente a Deus pela oportunidade de estar aqui. Agradecer e parabenizar a deputada Luciene Cavalcante, que iniciativa perfeita deputada. Parabéns, é muito lindo ver essa parceria, né, dos deputados e pedindo aí ajuda aos senadores para que essa conquista chegue. Agradecer aqui as minhas que essa conquista chegue. Agradecer aqui as minhas colegas de cabeceira grande, fui eleita vereadora por cabeceira grande e fui convidada pra esse evento, é evento lindo, que nos deixa gratificados, trabalhei bastante tempo nessa área, isso é exatamente a necessidade e o que estão à procura. A a imensidão e a necessidade que essas meninas estão correndo atrás. Parabenizar todos aqui presente, né? 1 multidão que compareceu a esta audiência, pra ir atrás de direito que é seu, continuem correndo atrás e lutando pelos seus direitos. Contem sempre comigo, abraço, Cláudia Abreu. Obrigada, vereadora. Agora.

14 de nov, 18:29
#69
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Última intervenção, a nossa querida GG Ferreira do Rio de Janeiro.

14 de nov, 18:31
#70
Participante Gege Ferreira
Gege Ferreira

Participante

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Boa noite a todas e todos, é grande prazer estar aqui com vocês, apesar dos percalços que passamos né, nós estamos aqui firmes e fortes, a minha fala será de agradecimento à deputada Luciene Cavalcante por estar junto conosco nessa luta brilhante em prol do reconhecimento profissional das educadoras infantis, essas educadoras que atuam no chão das unidades escolares, né, fazendo a parte pedagógica das com as crianças, exercendo a função com maestria e agradecer a todos vocês aqui presente, a quem está online nos acompanhando. Nós não temos palavras pra dizer o quanto é maravilhoso participar desse momento. Enquanto alguns governantes não olham pra nós, temos a deputada aí dizendo, vocês são professoras. Criou o projeto de lei 23 87, esse projeto já tramitou na Comissão de Educação, tivemos vitória, passou por 1 comissão muito importante, que é a Comissão de Constituição e Justiça, porque o nosso dilema era, todos falando que a a nosso reconhecimento não era era inconstitucional. E veio a Comissão de Constituição e Justiça dizendo se o projeto de lei é constitucional vocês não têm nenhuma inconstitucionalidade vocês são professoras Porque foi essa a resposta. Qual a nossa função neste momento? É de lutarmos, darmos as mãos e falar diretamente para os senadores. Senadores, nós os elegemos. Vocês estão aí porque nós votamos em você. Então cada cada representante dizer para esses vereadores senadores das suas cidades que eles precisam apreciar e aprovar e aprovar esse projeto de lei que é 1 conquista para todas nós quero agradecer ao CPFJ ao qual estou como diretora do CPFJ que tem nos ajudado abraçou a nossa luta a nossa causa agradecer a regional regional 2, regional 3, regional 6, regional 9, núcleo de Itacoara, núcleo de Pádua, e a todos os nossos agentes de educação infantil do Rio de Janeiro. Que nos trouxeram até Brasília que nos ajudaram, colaboraram pra que estivéssemos aqui hoje. Agora no Rio de Janeiro está tendo 1 reunião com a SME, onde a SME fala que o nosso o nosso nível de escolaridade é o médio. Nós tínhamos saído em 2019 do fundamental para o médio normal e hoje a SME em reunião com a categoria está falando que o nosso o nosso a nossa escolaridade a escolaridade médio gente prefeito prefeito Eduardo Paes não brinque com a categoria prefeito Eduardo Paes por favor cumpra a sua função de prefeito. Você foi reeleito. A população reelegeu você prefeito. Nós queremos o nosso reconhecimento profissional. As nossas crianças merecem isso. A as nossas crianças merecem profissionais qualificados como existem dentro das unidades escalares, porém somos qualificados e não reconhecidos. Então meu muito obrigada a todas vocês, a todos aqui presentes, estamos juntos na luta.

14 de nov, 18:31
#71
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Ai gente, agora momentos finais hein? Vamos, estamos aqui né já? Eu quero listar aqui alguns encaminhamentos, que a gente vai fazer pro nosso plano de lutas. Então, caminhamento número nós vamos enviar ofícios a todos os senadores e senadoras que fazem parte da comissão de educação, apresentando o movimento somos todas professoras, apresentando a nossa luta e a nossa pauta. Nós também vamos visitar pessoalmente esses senadores em seus gabinetes é 0.2 nós vamos marcar 1 reunião com o presidente da comissão de educação do Senado e com a vicepresidente o presidente é o senador Flávio Arms e a vice a professora Senadora Dorinha vamos conversar com os 2 é todas as denúncias que foram aqui relatadas as questões dos municípios, nós também vamos encaminhar aos órgãos competentes, ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas e também vamos encaminhar para o Ministério da Educação, para o MEC. Nós também vamos sair daqui com calendário de encontros regionalizados Então vamos organizar o encontro no estado de São Paulo o encontro no estado do Rio de Janeiro o encontro no estado de Minas Gerais aí tem o Rio Grande do Sul aqui também presente, certo? E Goiás, é isso? São esses os estados aqui presentes. Vamos marcar esses encontros pra fortalecer a luta nos territórios, Identificando e tendendo cada município, cada legislação vamos fazer isso para o ano que vem. Vamos também pedir junto com os senadores, junto com o senador Randolfe também, que junto os o senador Randolfe ele é o líder do governo no congresso. Eu sou a vicelíder do governo no congresso. Então junto com ele, junto com os outros senadores vamos pedir 1 audiência pública lá no senado com essa temática pra também dar visibilidade e trazer conhecimento da nossa luta. E também vamos fazer mobilizações nas redes, nas redes sociais. Então esses são os encaminhamentos iniciais que a gente vai sair aqui dessa audiência pública quero dizer que no meu entendimento Olha eu fui professor educação infantil eu fiz magistério depois eu fui fazer pedagogia depois eu fui fazer direito faculdade de direito. No meu entendimento, não existe no Brasil nenhum outro profissional que seja formado, habilitado para estar presente dentro da sala de aula, o tempo todo que não o professor. Só esse profissional da educação, dentre todos os profissionais que estão ali listados, ele está diretamente ligado à à sala de aula. Você até pode ter mais de professor, professor que seja professor, que vai estar ali junto com outros professores. Mas é professor, a ser parte do princípio que todos são professores. E aí você pode reorganizar o seu sistema conforme a história da de luta e de vivências daquele território daquela rede de ensino, mas são professores. Os demais profissionais, eles ficam, eles ficam de apoio da secretaria, do pátio, do portão, aí eles vêm também pra sala de aula em alguns momentos e depois eles saem. Para estar em sala de aula, seja para estar com as nossas crianças com deficiência, seja para estar junto, educando, são professores. É disso que se trata essa luta. E a gente nunca pode esquecer que essa situação de 1 parente naturalidade, normalidade com relação com que as pessoas olham pra nossa função, pro nosso trabalho nas creches e diga que não é professor, ela está baseada numa função, numa estrutura machista na nossa sociedade, que vê o trabalho do cuidado, vê o trabalho que é realizado com as mulheres, com as crianças pequenas de 1 forma pejorativa e exploratória. Não tem outra justificativa, é porque não somos mulheres, somos a maioria naquele ambiente então, como no tempo absurdo, tenebroso da escravidão onde as pessoas foram raptadas do seu continente, trazidas à força pra cá, o Brasil foi o país que mais traficou pessoas na história do planeta. O Rio de Janeiro foi o grande porto onde essas pessoas entraram pelo Brasil. A gente tinha amas de leite, vocês lembram disso? É isso. Aí é 1 continuidade dessa exploração, e é isso que está por trás, dessa aparente normalização. Eu fico pensando, a gente que está na educação aí é, a M Pikler, quem que já ouviu falar da M Pikler aqui? É é 1 educadora assim como a Montessori, assim como o Paulo Freire, aí as pessoas ficam falando dessa da das concepções que são fundamentais que são importantes e não querem olhar, para o mínimo, para o elementar, para o básico que é aquela pessoa que está ali, que está num estado de exploração, de submissão, de invisibilidade e de negação de direitos, e querem que aquela pessoa faça trabalho, ainda fique resignada, que ela não pode reclamar. É é de 1 é de 1 violência tão grande contra as nossas, contra a educação, contra as nossas crianças, contra as nossas mulheres, é assim é absurda essa situação. Não quer olhar para o básico. O Brasil não pode mais seguir negando que existem violações gravíssimas de direitos de no chão das creches. Não dá pra dizer e que a gente está avançando na educação infantil com mais crianças nas creches apesar de termos mais de 3000000 de bebês e crianças fora da creche do nosso país, acima a custas da exploração daquela mão de obra. Isso não é avanço, isso é exploração. E a gente está num tempo tão difícil, visto o que aconteceu ontem aqui com aquele ataque terrorista, que a gente precisa começar a nomear as coisas cada vez mais pelos nome que elas são. É 1 exploração, é ilegal, não tem justificativa nenhuma. A não ser essa naturalização que vê o trabalho da de 1 mulher, que são somos a maioria na educação infantil, como algo normal de ser explorado, que isso não causa indignação, isso não causa revolta nas pessoas. Então, e aí também tem essa questão da da questão orçamentária, que é verdade sim em muitos municípios, que a gente precisa de mais recursos. Mas gente, volto a dizer, nona economia do mundo, caminhando pra oitava. Brasil tem muito dinheiro, só não está indo pra quem precisa, pra quem produz, porque somos nós que produzimos a riqueza desse país. São os trabalhadores que produzem a riqueza desse país. Então não tem justificativa, a gente tem luta, luta pra disputar com a casa grande pra que o dinheiro chegue pra gente. É disso que se trata. E eu estou muito feliz de estar aqui, porque eu estou olhando assim pro plenário gente, EEE é só está gente aqui né, na câmara. E por e está está silêncio, não sei se vocês perceberam que não é assim, só que vocês já vieram aqui em outros momentos, isso aqui é é, e e mas esse silêncio ele fala tanto, ele fala tanto da da nossa emoção de ter conseguido chegar até aqui, da desse atentado não ter parado a nossa luta, da gente ter conseguido reafirmar a democracia fazendo 1 1 audiência pública tão pujante, com mais de 100 pessoas aqui, e olhando pra vocês, que vocês hoje estão sentadas nas cadeiras que os deputados e as deputadas sentam, federais, vocês falaram do microfone que a gente fala. E hoje eu olho aqui pra esse plenário, que é formado por maioria de mulheres, maioria, muitas mulheres negras que estão aqui, com a cara do nosso povo, com a cara da nossa escola, com a cara da nossa gente. Vocês não sabem como está bonito o plenário, vocês não sabem como vocês ficaram bonitas sentadas aí. É verdade. É emocionante, é emocionante. E e quero responder também essa outra balela, ai não tem dinheiro. Aí a outra a outra justificativa é assim. Ai, porque a gente tem nível médio e nível superior né? Tal das carreiras, não sei o que, não sei o que lá. Vamos, vamos, vamos voltar pra história né gente? Vamos voltar pra história da educação brasileira, vamos voltar pra história da nossa da da nossa legislação. A carreira da educação não pode seguir os mesmos parâmetros que as demais carreiras, até porque, o curso que eu fiz lá atrás, bastante tempo atrás, de magistério, que é de nível médio, até hoje ele é válido. E eu estou habilitada pelo estado brasileiro para ser professor educação infantil e ensino fundamental nas primeiras séries. E ninguém vai tirar isso de mim, e nenhum prefeito vai poder falar que eu não posso prestar esse concurso, porque já tem decisão judicial sobre isso. Então não dá pra usar essa régua das outras carreiras que se organizam dessa forma para a nossa. A nossa é diferente. A nossa história é diferente. Nós somos o primeiro direito social da constituição. Nós somos. Nós conseguimos com muita luta 25 por 100, está aqui na constituição que vocês receberam. Mais que há saúde, sabe por quê? Porque muita gente lutou, e morreu pra que a gente pudesse ter 1 escola pública do jeito que a gente tem hoje, porque eles não queriam. A Casa Grande nunca quis, nada nunca nos foi dado, sempre foi luta. E é por isso que a gente está vivendo isso agora. O fato da gente ter esse revés, de estar sofrendo 1 1 caos implacável nesses estados que eu falei, Minas, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul também, é porque é bem essa perspectiva da história, e da verdade da história. Nada nos foi dado, tanto no no nos foi dado, que quando a gente tem momentos de crise, eles vão lá e retiram os nossos direitos, que é isso que eles estão fazendo. Então, é muito pedagógico, eu quero agradecer cada pessoa que se esforçou pra estar aqui, isso daqui olha, está gravado, na em todas as redes da nossa da da câmara federal, isso daqui reverbera, quero agradecer mais 1 vez o presidente Arthur Lira, por ter permitido que a gente conseguisse fazer a nossa reunião, também todo mundo da comissão de educação que ficaram com a gente aqui, nesse dia atípico, que a gente está, muito obrigada. E e agradecer a vocês por vocês não desistirem gente, não desistam. Vai ter muita muita muita oposição do lado de lá, eles ouvir, mas o que a gente precisa é ter foco, é ter estratégia, é reconhecer isso que vocês falaram, isso que a Nazaré falou, de dar as mãos, podem dar as mãos mesmo, pode dar, olha pra sua colega do lado, GG, tardia da GG, ainda sofreu acidente. Essas pessoas que a gente caminha junto, essas pessoas elas nos fortalecem. E são com elas que a gente vai vencendo, porque é duro mesmo, é difícil mesmo gente, não vai ser fácil, não vai ser fácil, mas é só assim que a gente avança. E pra terminar mesmo, eu quero recitar aqui 1 música, vocês sabem que eu eu estou numa fase do pavão misterioso, mas não vou de pavão misterioso hoje. Hoje eu vou 1 outra do Ivan Lins, Que eu, não vou cantar porque né? Mas vou recitar, não, não tem condição. Olha, não, não. Eu canto mal, não, olha. Daquilo que eu sei, nem tudo me deu clareza, nem tudo foi permitido, nem tudo me deu certeza. Daquilo que eu sei, nem tudo foi proibido, nem tudo me foi possível, nem tudo foi concebido. Não fechei os olhos, não tatei os ouvidos. Cheirei, toquei, provei. Ah eu usei todos os sentidos. Só não lavei as mãos, e é por isso que eu me sinto cada vez mais limpo. É assim que a gente vai seguir, é na união, é nos movimentando, é estando juntos, e é não desistindo. Porque a gente não desiste daquilo que é importante pra gente. A gente não desiste dos nossos sonhos, de futuro melhor, de planeta mais digno pros nossos filhos. A gente não tem essa opção de desistir, a gente tem a opção de seguir em frente e lutar até a vitória. Então muito obrigada pela confiança, pelo trabalho compartilhado, e vamos juntas somos todas professores. A nossa luta é todo dia, educação não é mercadoria. Nossa luta é todo dia. Educação não é. Isso aí, olha, somos todas professoras. Então em nome dessa comissão, sem chorar, olha só gente, sem chorar, quero agradecer a participação dos convidados que nos honraram com suas exposições e esclarecimentos. Agradeço também a todos que participaram, acompanharam também de modo online, e nada mais havendo a tratar. Declaro encerrada essa presente audiência pública, e vamos tirar várias fotos agora pra fazer o nosso registro que a gente merece né? Obrigada gente.

14 de nov, 18:35