COMISSÃO DE SAÚDE

19 nov. 2024 06:20 às 07:32

Sobre o Evento

Audiência discute saúde digital para prevenir sequelas neurológicas em recém-nascidos. Especialistas ressaltam importância da monitorização e intervenções precoces, destacando experiências positivas e a necessidade de investimentos em saúde neonatal. Mãe compartilha relato inspirador sobre recuperação do filho. Deputados defendem melhorias no SUS e na tecnologia de monitoramento. Encerramento com convite para novo projeto de lei.

#10
Diretor - Instituto Protegendo Cérebros Salvando Futuros Gabriel Fernando Todeschi Variane
Gabriel Fernando Todeschi Variane

Diretor - Instituto Protegendo Cérebros Salvando Futuros

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Bom em primeiro lugar, deputada Carlos Anoto realmente é prazer muito grande reencontrála esse realmente é assunto muito importante. Famoso saúde não tem preço mas definitivamente tem custo e utilizar os, os recursos da forma mais inteligente possível é absolutamente fundamental. Nesse sentido, né todo esse conceito de estar alinhado com saúde baseado em valor quando a gente consegue prevenir lesões neurológicas permanentes em recémnascidos, isso tem 1 custo efetividade muito muito importante, porque seja o custo direto, os custos diretos ou indiretos dessa população. Por exemplo em 2015, né, eu estive na Universidade Cambridge na época existia programa chamado Bebop Baby Brain Protection, todas as crianças, né, em caráter de lei quando tinham asfixia perinatal por exemplo, eles tinham que receber o tratamento mais adequado meio que em caráter de lei pra todo o leste da Inglaterra. E quando eu questionei o chefe desse programa, eu falei nossa olha que sensacional, olha como governo entende? Ele falou Gabriel, né realmente o pessoal entende, mas isso daqui não é exatamente altruísmo, né isso daqui só vira política ampla escala por 2 motivos, primeiro standard of Carey existe evidência que tudo isso é eficaz, e mais importante que isso existe 1 rotatividade verdadeiramente brutal de prevenir que as crianças evoluam com cercados neurológicas. Dito isso e respondendo especificamente à sua pergunta, a gente né quando a gente tem na UTI neonatal né de risco orbital aproximadamente 20 por 100 a literatura fala que são os bebês de altíssimo risco então pra 1 UTI de 10 leitos seria super adequado se a gente conseguisse né permitir que pelo menos 2 bebês tivessem acesso a essa metodologia. Eles não precisam ter acesso durante a internação inteira, é durante o período de risco específico geralmente alguns dias, né, muitas vezes os primeiros 3 ou 4 primeiros dias de vida que são os períodos de maior risco. E olha que interessante, quando a gente fala né, a gente tem na verdade se a gente pegar o universo né, nascidos vivos, aproximadamente por 100 da população que é a população de altíssimo risco sozinho vai realmente contabilizar a grande maioria dos recursos gastos aqui né, tem estudos falando em 80 por 100 dos recursos gastos na odontologia são gastos com por 100 da população. E se a gente conseguir direcionar recurso pra essa população super específica no momento que elas precisam e de fato não precisa ser pra todos os leitos da UTI, a gente consegue atingir a custoefetividade necessária pra que a gente consiga implantar esse projeto né e de novo no curtíssimo Nomé existem oportunidades de economia, como a gente mostrou em alguns exemplos muito bacanas por exemplo quando a gente consegue reduzir o tempo de internação e isso por si só já é muito poderoso. Muito obrigado.

19 de nov, 09:58