COMISSÃO DE SAÚDE
Sobre o Evento
Audiência discute saúde digital para prevenir sequelas neurológicas em recém-nascidos. Especialistas ressaltam importância da monitorização e intervenções precoces, destacando experiências positivas e a necessidade de investimentos em saúde neonatal. Mãe compartilha relato inspirador sobre recuperação do filho. Deputados defendem melhorias no SUS e na tecnologia de monitoramento. Encerramento com convite para novo projeto de lei.
Diretor - Instituto Protegendo Cérebros Salvando Futuros
Maravilha. Em primeiro lugar queria desejar muito bom dia. Falar que é 1 honra poder participar dessa dessa sessão tão importante. Aproveito pra cumprimentar a comissão de saúde na figura do deputado Paulo Belinski, cumprimentar a doutora Letícia Sampaio, a doutora Carla Belinski, a Michele aqui com a gente e realmente é 1 honra muito grande poder comentar sobre tema de tão profunda relevância. Eu vou compartilhar minha tela queria só confirmar se vocês conseguem enxergar. Perfeitamente Gabriel. Maravilha. Então vamos começar. Então agradeço as palavras da doutora Letícia eu acho que estão muito muito em ressonância com que a gente trabalha o que a gente acredita e a gente criou 1 apresentação de 10 minutinhos pra gente falar sobre o tema. Então né a gente vai falar sobre saúde digital para prevenção de sequelas neurológicas em bebês de alto risco. A gente começa essa apresentação contando 1 história real, 1 história de 1 mãe chamada Natasha, seu filho chamado Bento. O Bento quando nasceu, ele não chorou, ele não respirou ele teve 1 parada cardíaca no segundo dia de vida de 37 minutos. O dia mais feliz que a Natasha estava esperando veio com notícias muito assustadoras, onde o Bento teria alto risco de morte se ele sobrevivência altíssimo risco de paralisia cerebral, deficiência cognitiva, cegueira, surdez. Aqui é 1 história mas a gente a verdade é que todos os anos mais de 10000000 de crianças no mundo vão ter altíssimo risco de lesão cerebral por problemas secundários ao período neonatal. E quando a gente tem 1 criança com lesão cerebral grave isso traz impacto muito grande para a família, para aquela mãe, para aquele pai, para a família como todo, mas também impacto econômico que é devastador. A gente tem dado americano por exemplo falando do CDC estimando o custo de vida de crianças com deficiência só lá nos Estados Unidos 77000000000 de dólares. O Brasil tem custo indireto com benefícios super importante, super relevante, para suporte a pessoas com deficiência, mas que por exemplo em 2023 superaram a casa dos 43 até 48000000000 de reais e sendo criança e adolescente a maior fatia da representatividade o curso quando a gente fala em custo direto em saúde 1 criança no ciência severa chega até custo até 150 vezes maior do que 1 criança sem deficiência. Então existe racional muito grande, é isso vem muito do comparativo de necessidade crianças sem deficiência versus crianças com deficiência grave, onde os cuidados são muito mais intensivos para os bebês multidisciplinar, cirurgias, medicações, fomecare, enfim existe impacto muito grande entre as diferentes evoluções. A gente gosta muito né de pensar quem que perde quando 1 criança tem lesão cerebral grave, a verdade todos perdem, pacientes, hospitais, sistema de saúde, a previdência, próprio governo aumentando a mortalidade infantil com menor produtividade, mas acima de tudo as sociedades e as famílias quando menos crianças podem ler aprender e contribuir. E nesse cenário a gente gosta de pensar que não existe 1 bala de prata né, alguma única intervenção que consiga reduzir né todo o impacto de toda essa problemática. Então existem vários pilares para prevenção e tratamento dos recémnascidos de alto risco né com prénatal adequado assistência adequado ao nascimento, tratamento especializado na UTI, acompanhamento e habilitação pós alta também continua após a alta da maternidade. Focando pouquinho na Pediatria intrahospitalar a gente dá destaque ao importante, a fundamental importância da Sociedade Brasileira de Pediatria, o programa de reanimação neonatal é literalmente capacitando milhares de profissionais para ajudar aquele bebê no seu primeiro minuto de vida e quando esse bebê precisa ir para a UTI, a a verdade é que ele precisa de cuidados E a verdade é que a evolução da neonatologia como todo a gente teve muita muita sucesso em reduzir mortalidade o nosso grande desafio hoje é preservar a qualidade de vida, onde o conceito de UTI neurológicas vem sendo disseminado em todo mundo, 1 série de protocolos clínicos padronizados, uso de metodologias específicas educação e treinamento, tudo isso é muito importante e vem ganhando muita relevância na especialidade. Quando a gente fala em metodologias específicas algumas chamam a atenção nesse cenário de cuidados neurocríticos, que seja a questão de monitoramento cerebral, que aqui a gente tem a questão como a doutora Letícia trouxe da eletroencefalografia para identificar as crises convulsivas, existem metodologias e chama NIRS que consegue ver oxigenação do cérebro e metodologias como por exemplo a gente chama de hipotermia terapêutica que ao resfriar o corpinho do bebê isso é comprovadamente eficaz para reduzir o risco de morte ou sequelas neurológicas em bebês quando eles têm quadro que a gente chama de asfixia, falta de oxigenação ao nascimento. Tocando rapidamente no monitoramento com a doutora Letícia trouxe muito bem, a gente lembra que nenhum momento da vida na incidência de crises combustíveis é tão grande quanto o período natal, quanto mais crise maior risco né de lesão a gente chama de carga aí de crises convulsivas né como a doutora Batista também trouxe a grande maioria das vezes que o bebê convulsiona ele não tem manifestação clínica e até 80 a 90 porcento das vezes o bebê não se movimenta não pisca o olho não mexe dele é impossível saber se o bebê está convulsionando e de quebra muito bebê tem movimento inespecífico que as pessoas acham que a convulsão mas na verdade não são e o bebê recebe medicação desnecessário e sim tratar adequadamente as crises reduz o risco de lesão neurológica permanente né a gente tem dados da importância de reduzir a carga de crises epiléticas nessa população quando a gente toca em saúde digital né a definição seria aplicação de tecnologias ferramentas digitais no campo da saúde para melhor acesso eficiência a qualidade dos cuidados de saúde entre diversas tecnologias desde tela saúde inteligência artificial né o era bom enfim é conceito bastante amplo tocando na tela e saúde ganhou muita relevância naturalmente após a pandemia né na nossa concepção representa a evolução natural da saúde na transformação aqui na era digital principal resultado é redução da distância entre 2 locais promovendo acesso ao alcance das metodologias específicas com redução do custo estrutural e 1 ferramenta de educação, monitoramento consultoria clínica e também pesquisa. O nosso grupo tem 1 experiência bastante relevante com trabalhar com cuidados neurocríticos através de saúde digital, hoje atuando em 50 hospitais no país e mais 5 projetos internacionais mais de 12000 crianças monitoradas no seguinte modelo quando eu tenho bebezinho de risco né esse daqui é bebê que ele teve por exemplo a gente chama de asfixia perinatal ele recebe a hipotermia terapêutica ele está 33.4 graus aqui ele tem toda a que será são do monitoramento eletroencefográficos sinais vitais e aquele monitoramento de oxigenação e as informações são enviadas para 1 equipe numa central de monitoramento responsável por reavaliar essa criança por fazer esse monitoramento e consultoria clínica. O nosso grupo trouxe bastante publicação a gente estuda muito todas as questões eu vou trazer alguns artigos que na nossa concepção foram bastante relevantes esse artigo a gente publicou numa revista chamada Jama network Open que a gente avaliou 1 corte de 872 crianças aqui do país em 32 hospitais de bebês que fizeram hipotermia terapêutica e tinham asfixia prénatal, desses bebês 33.9 por 100 é super prevalente tiveram crises, os bebês que tiveram crises 72 por 100 só tiveram subclínica ou seja só identificados pelo mantramento e mais 17 por 100 tiveram crises clínicas com movimentação mas também subclínicas, ou seja em 89 por 100 das vezes o mantramento nessa grande corte brasileira ela foi foi determinante em cima da conduta. Como conclusões a gente chegou que essa é 1 condição prevalente as condições são comuns, isso é dado também da literatura, a manutenção eletrográfica para desempenhar papel fundamental no cuidado e os avanços da tecnologia da informação na tela saúde possibilitam a prestação de cuidados neurocríticos a centros distantes muitas vezes com diversas disponibilidade de recursos. Esse é segundo estudo que a gente publicou esse ano muito bacana comparando 6 centros que conseguiam né fazer o neuromonitoramento versus 6 centros que não conseguiam e foi muito interessante entender que os centros que utilizaram o neuromonitoramento reduziram pela metade uso da medicação anticonvulsivante com maior acurácia da detecção aqui das crises convulsivas né então utilizou metade por quê Porque eu deixo de dar anticonvulsivante de forma desnecessária e mesmo quando eu entro eu retiro muito mais rápido aqui no município de São Paulo existe legislação é o programa de produção cerebral para prevenção de sequelas neurológicas em bebês, onde múltiplas maternidades municipais têm adotado esse modelo essa estratégia né para fazer cuidados neurocríticos em suas unidades e de 1 corte muito bacana de 7 maternidades públicas né, aqui no município de São Paulo de aproximadamente 800 bebês né, é super prevalente, 180 receberam medicação durante a internação, mas quando a gente foi em turismo a gente consegue implementar controlar né, e tem muita segurança para retirar a medicação. Então somente 10 por 100 desses bebês, somente 18 de 180 tiveram alta com uso da medicação que é considerado hoje 1 prática muito muito saudável dessas crianças de alto risco. Na Baixada Santista né, trabalho que a gente faz bastante tempo em 2016 por exemplo eu tinha 1 questão séria com mortalidade infantil, em 2017 Santos e Itanha começaram esse projeto em grandes maternidades né, projeto de saúde digital para prevenção de lesões Ficamos muito feliz que Santos em 2020 o dado é decrescente cada vez mais, vem reduzindo mortalidade infantil, a Praia Grande em 2023 iniciou o trabalho e no mesmo ano também alcançava a redução na mortalidade infantil. Esse é projeto que de fato auxilia melhoria da qualidade de assistência através de saúde digital. E praticamente já encaminhando para o final da nossa apresentação, a tecnologia vai evoluir muito, com inteligência artificial, monitoramento de muitos parâmetros, assistência do especialista, realmente tem muita evolução até mesmo estudando holografia dentro da outra enfim existe caminho de evolução muito entusiasmante, mas qualquer estratégia que for proposta deveria estar alinhada com que a gente chama de saúde baseado em valor, onde basicamente a gente tem 5 grandes objetivos que é melhorar o desfecho clínico, melhorar a experiência do paciente, reduzir o custo para o sistema, melhorar a experiência pro profissional de saúde e promover maior equidade. E a gente acredita que esses modelos de saúde digital conseguem entender cada deles. Eu queria trazer muito rapidamente o resultado de centro que a gente apresentou no Congresso Brasileiro de Perinatologia, ano passado né, de centro que utilizou né iniciou esse modelo de atendimento encontrou aqui redução de mortalidade em prematuros de 47 por 100, redução de morbidade que é lesão intracraniana de 57 por 100 e redução do tempo de internação e olha que interessante, nesse centro associada à implantação desse projeto a gente teve redução de mortalidade, morbidade e também custo ao reduzir o tempo de internação. Então no fim do dia porque utilizar modelo de saúde digital a gente acredita que tudo isso promove 1 melhoria substancial na qualidade da assistência podendo gerar redução de custo no curtíssimo, no médio e no longo prazo, o maior acesso estratégica atua de forma homogênea democrática alcança de centro distantes com diferentes disponibilidade de recursos. É 1 ferramenta de promoção de pesquisa clínica o que é muito importante né nas ciências de saúde e também está alinhado com saúde baseado em valor. Aqui praticamente pra encerrar a gente gosta muito dessa frase prevenir lesões neurológicas não da fila do Brasil é do mundo inteiro e tem 1 frase executivo da UNICEF que ele fala em algum lugar alguém está dizendo ao menino que ele não pode brincar porque não consegue andar, é 1 menina que ela não pode aprender porque não consegue enxergar, pois é, esse menino merece 1 oportunidade para brincar e todos nós ganhamos, todos nós ganhamos quando essa menina e todas as crianças conseguem ler aprender e contribuir, o caminho a percorrer será desafiador não é fácil prevenir lesões neurológicas entre antes, as crianças não aceitam limites necessários, nós também não devemos aceitar e só considerando que todas as vidas importam né, cada 1 delas a gente queria trazer terminar a história do Bento né, qual foi a evolução depois de 37 minutos de parado, Bento teve aquele quadro que a gente chama de asfixia perinatal, recebeu todos os 3 tratamentos de forma bastante assertiva, participação muito importante da família em relação a também a todo atendimento e a internação e aqui é o Bento com 6 anos né certeza obrigado por ter É justamente por histórias como a do Bento que a gente acredita tanto na importância desse trabalho, muito muito obrigado a cada de vocês.




