PLENÁRIO
Sobre o Evento
Homenagem a Cleriston Pereira da Cunha no plenário, com discurso de familiares e apresentação musical.
Deputada
Bom dia a todos está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus. E em nome do povo brasileiro, iniciamos os nossos trabalhos nos termos do parágrafo único do artigo quinto do ato da mesa 123, do 2020. Fica dispensado a leitura da ata da sessão anterior. Sessão solene, em homenagem à memória do senhor Clériston Pereira da Cunha em memória, O Lesão. Essa sessão foi requerida, por esta deputada Biaquices. Convido para compor a mesa. O senador Magno Malta ainda não está presente, então logo ele chega ele virá pra mesa. A senhora Luiza Cunha, filha do Clezão representando a família. O senhor Ezequiel Souza Silveira advogado da família Clezão. A senhora Carolina Barreto Seabra representante da AsFavi Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de janeiro. E o senhor Roberto Posatti advogado e grande ativista por essa causa da liberdade dos presos de 8 de janeiro. Convido a todos agora para acompanhar em imposição de respeito o hino nacional que será aqui, tocado pelo senhor Hans Carvalho.
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Deputada
Agora. E convido a todos para assistirmos o vídeo institucional.
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Quando nós conhecemos, a gente era muito jovem. Eu tinha 18 anos eu tinha 19 anos. Demoramos 6 meses, já nos casamos, E continuamos a nossa vida, batalhando sempre trabalhando, coesão sempre autoestima, sempre com muita fé. E passamos muitas dificuldades lógico né? Casal novo, início de tudo, nós superamos e tivemos 2 filhas, a Késia e a Luíza, que a Késia foi promessa do senhor, a Luíza também. E, a gente montamos nossa família, e acreditando sempre nos princípios né? E valorizando sempre a família. E, hoje é muito muito difícil falar. Porque a alegria da nossa família chamase hoje nós não temos mais vontade nem de sentar na mesa nossa família foi destruída a partir do dia 8 de janeiro. Além dele ser pai ele era o meu melhor amigo eu conversava tudo com ele e sempre a gente teve convívio muito grande ele sempre me ensinou tudo de bom, a respeitar as pessoas, ele, ele me ensinou o que, o que é amar. Meu pai ele era o meu melhor amigo. E, eu não tenho nem palavras para descrever como é que era a convivência com ele. Qual que foi a última palavra que você teve com seu pai antes dele ser preso? Foi, foi pelo WhatsApp no, foi de manhã. Que a gente tinha grupo no WhatsApp da família e meu pai ele sempre dava bom dia pra gente. Aí ele fala, ele falou assim, bom dia meninas, meus amores, ele sempre chamava a gente assim de meus amores.
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Deputada
E não se emociona com isso, já morreu esqueceu de cair. Eu vou agora, fazer o meu falar algumas palavras. Vou fazer daqui da mesa porque como eu sou a única parlamentar presente eu não posso passar a presidência pra ninguém então por isso não vou até a tribuna. Mas quero primeiramente cumprimentar toda a família do Clezão que está aqui sua mãe Ana, seus irmãos que vieram da Bahia, a sogra, todos os amigos, né, todos os familiares amigos, admiradores, apoiadores, não só do coesão da sua família como também da causa pela liberdade, da causa pela neste dia. No dia 20 de novembro do ano passado, durante banho de sol na penitenciária da Papuda, infarto fulminante pôs fim à vida de Cleriston Pereira da Cunha. Empreendedor baiano. Radicado no distrito federal, marido de Jane e pai de 2 filhas adolescentes Aloysis e a Kelly. Preso sem julgamento havia 10 meses por suposto envolvimento na ficção favorita dos donos do poder, os atos contra o estado democrático de direito do dia 8 de janeiro daquele ano, Clesão como era conhecido por seus familiares e inúmeros amigos, sofria de comorbidades ligadas à Covid 19. Desde fevereiro de 2023, laudo médico assinado pela doutora Tânia Leite atestava que lesão corria risco de morte por imunossupressão. Com fortes dores no peito, que o levaram diversas vezes ao ambulatório da penitenciária, dia primeiro de setembro, ele chegou a receber parecer favorável do Ministério Público Federal à sua liberdade provisória para tratamento médico. O pedido de sua soltura foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, no final de agosto. O ministro porém jamais se deu ao trabalho de analisálo. Dada a gravidade do estado de coesão a omissão do ministro equivale a 1 sentença de morte. Maguildo amantíssimo, pai de família amoroso, cidadão amante do seu país, filho. Afetuoso, irmão. O Clezão, com seu Calvário pessoal, tornouse símbolo da luta mais decisiva e urgente hoje travada pelo povo brasileiro, a luta pela liberdade contra a tirania. A tragédia de Clezão, chama atenção do Brasil e do mundo para as violências e injustiças sofridas por tantos outros de seus colegas em Infortúnio. O operador de motoniveladora Antônio Marques da Silva de Barra do Garça, no Mato Grosso, morreu no dia 29 de outubro de 2023. Emocionalmente devastado por sua detenção, ele tomava remédios para hipertensão e tinha de recorrer a bicos informais para sobreviver e manter seus 7 filhos, o mais jovem dele somente com 9 anos. Antônio passou mal trocando telhas da casa de vizinho perdeu o equilíbrio, caiu, bateu a cabeça no chão. A professora aposentada Iraci Nagote com 70 e anos de idade portadora de diabetes hipertensão e problemas circulatórios. Foi condenada a 14 anos de prisão, acusada de conspirar contra o estado democrático de direito. Iraci estava em liberdade condicional e havia recebido permissão para remover a tornozeleira eletrônica para submeterse a 1 cirurgia no fêmur. Porém, sua condenação foi decretada no mesmo dia em consequência disso, a polícia vasculhou seu quarto no hospital e obrigou a usar novamente a tornozeleira. Se conseguir sobreviver até o fim de sua pena a professora terá 85 anos, quando sair da prisão. A cabeleireira Débora Santos de 38 anos casada mãe de 2 meninos pequenos, residentes em Paulina interior de São Paulo, frequentadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia, está presa desde março do ano passado. Débora ficou detida por mais de ano sem denúncia da PGR, e só recentemente a primeira turma do STF aceitou acusação contra ela. Nesse período ela foi transferida para 1 prisão na capital paulista distante 150 quilômetros de sua casa, o que dificulta muito as visitas semanais dos seus familiares especialmente, dos seus filhos. Algo que é desastroso. E é pesaroso demais para essas crianças. Seu crime escrever com batom perdeu o Mané. Na estátua da justiça. 1 frase aliás inspirada. Em declaração anterior do próprio presidente, atualmente do supremo tribunal federal o ministro Luís Roberto Barroso. Em condições normais o delito cometido por Débora, e que foi totalmente reparado como assim que lavagem lavagem da estátua, seria punido com penas leves de prestação de serviços comunitários, jamais com minuto sequer de privação da sua liberdade. Eu poderia ficar aqui horas a fio, trazendo outros casos como do pastor Jorge tantas outras pessoas nessa penúria. Falando sobre os absurdos ilegalidades que infelizmente já assumiram, 1 falsa normalidade para muitas pessoas no cotidiano da vida brasileira. Os casos que acabo de mencionar são representativos de inúmeros outros, envolvendo pessoas, pais, mães, avós, avós, cidadãos decentes que usaram exercer o seu direito de se expressar, se manifestar pacificamente e que estavam armados de bíbias, crucifixo, rosários e da bandeira do Brasil. Essa horrenda inversão de valores protagonizada pelo condomínio do poder na juristocracia e pela esquerda hoje no poder, desceu ao nível mais baixo da emendacidade de degradação, com o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro e dezenas de seus colaboradores, por suposto envolvimento em alegada tentativa de golpe e assassinato de altas autoridades do condomínio. Lembrando que o Presidente Bolsonaro quando candidato, foi o único realmente atacado, esfaqueado, quase morto, de verdade, aqui não se trata de ficção. Pra nossa tristeza e indignação a claque mercenária midiática. Apressase a tirar conclusões julgar e condenar os integrantes de governo democrático transparente limpo e honesto, que jamais esboçou qualquer reação no sentido de censurar os ataques covardes mentirosos e injustos, que essa mesma mídia tendenciosa dessa cava, dia sim e o outro também. Essa mesa imprensa não se lembrou de questionar a polícia federal e exigir a divulgação da quebra do sigilo do criminoso Avelho Avelho Bispo ao toda facada que quase matou Bolsonaro, nem de criticar a monstruosa violação do devido processo legal, que é a concentração dos papéis de vítima investigador acusador julgador e carcereiro nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, em todos esses processos. Também não cobra as imagens. Do Ministério da Justiça no dia 8 de janeiro. O condomínio precisa desesperadamente engrossar a já espessa cortina de fumaça com que tenta ocultar da opinião pública, as verdadeiras questões que angustiam a consciência nacional, o estímulo à impunidade representado pela descondenação de corruptos convessos. O desastroso rombo nas contas públicas de governo incompetente que gasta o dinheiro dos pagadores de impostos como se não houvesse amanhã. A escalada da criminalidade e a violência que está ensanguentando o nosso país. A mentira, a desinformação, as fake news como eles gostam de dizer, a censura, são instrumentos que os totalitários de todas as matizes se utilizam para confundir e desorientar a população. Querem a ferro e fogo persuadir o povo de que os mais recentes factoides sepultaram definitivamente a luta por an por anistia ampla geral e irrestrita. Pelo contrário, estou convicta de que essa luta, mais do que nunca, é o caminho para pacificar a nação e fazer com que os brasileiros se reencontrem consigo mesmos, resgatando resgatando o respeito à constituição, à legalidade, à legitimidade à liberdade dentro da lei. A luta pela Nestia é nossa dívida para com as próximas gerações. É nossa dívida para com a memória de Cleryston Pereira da Cunha e seus inúmeros companheiros de Infortúnio, 1 dívida que com a ajuda de Deus haveremos de resgatar. Eu gostaria de informar aos senhores que o deputado Marcel Vanrat tem grande guerreiro. Pela causa da liberdade, amigo. Se tornou amigo da família do Lesão, sempre presente. Infelizmente hoje não pode estar aqui conosco devido a inúmeros outros compromissos que ele tem atendido e ele ficou em São Paulo, ele até queria vir hoje pegar avião bem cedo pra essa cerimônia e voltar, mas não foi possível pra ir até pelo grau de exaustão que ele se encontra por todos esses compromissos inclusive no exterior onde temos buscado ajuda. Onde temos levado denúncias, 1 vez que aqui no Brasil a gente já não consegue encontrar a saída para tantas violações, mas certamente a saída virá. De outros lugares, mas virá. Então eu quero dizer que, o deputado Marcel, ele. Mandou 1 mensagem. Que eu quero repassar aqui pra vocês, infelizmente a gente não vai conseguir passar o vídeo dele porque não houve tempo hábil, ele não mandou ontem porque ele tinha convicção de que estaria aqui hoje. Mas hoje cedo ele me mandou, e eu quero transmitir pra vocês. Olá a todos deputada Bia Kices, guerreira, amiga parceira, obrigado por mais 1 vez nos liderar nesse momento tão especial, difícil, mas importante de homenagem ao nosso querido Clezão. Bia, eu queria em teu nome agradecer a todos deputados que não estão deixando a vida do Clezão ser esquecida, muitas pelo contrário, ela não será em vão eu tenho dito, repetido, desde que conheci a Jane, desde que conheci as suas filhas a Ana Luiza, a Kesi, enfim a família todos os amigos. Eu quero deixar 1 mensagem aqui, pra todos que estão parecida com aquela que eu deixei ensinado a mensagem de ânimo. Eu sei que é difícil e ninguém tem dor maior do que essa família, e por isso também ninguém tem força maior pra lutar pelo Brasil do que esses que poderiam estar em casa, não só a família vocês todos os amigos do prisão indignados com o que aconteceu mas pelo contrário decidiram por conta do exemplo do pressão, continuar na batalha e fazer com que o nosso Brasil seja aquele que ele tanto queria e que nós tanto almejamos. Então abraço para você de novo Bia, para todos deputados presentes, lamento muito não poder estar presencialmente com vocês, mas estou sempre independentemente de onde eu estiver ao lado do coesão da sua família e de todo o povo brasileiro que quer Brasil decente de verdade. Obrigada amigo companheiro deputado Marcel Van Happen por toda a sua luta incansável. Agora eu vou passar a palavra aos demais convidados. Então eu vou começar pela Luiza, filha do Clezão.
Filha de Clezão, representante da família
Todos. Hoje nós nos reunimos, para homenagear a memória de homem extraordinário. O meu pai. Klezão ele não era apenas pai amoroso. Ele também era amigo leal, companheiro. E, o melhor patriota que eu conheci em toda a minha vida. Ele tinha dedicação à sua fé, à sua pátria, e à minha família. Ele cativava todos. Da criança ao senhor de idade. Meu pai sempre acreditou e nos e nos ensinou que ser cristão é também ser defensor da justiça, da verdade e da liberdade. Ele acreditava que Deus está presente em todas as nossas lutas e triunfos. Ele era homem que orava com fervor e vivia intensamente, sempre estendendo a mão a mão aos necessitados e sendo exemplo de bondade e compaixão. Meu pai é o verdadeiro significado de patriota. Ele amava o Brasil com todo o seu coração e sempre se dedicou a fazer do nosso país lugar melhor. Desde pequena fui incentivada por ele a lutar por nossos direitos. A valorizar a nossa cultura e a respeitar as diferenças sempre com espírito de união e solidariedade. Ele me ensinou que temos que ser a voz daqueles que não têm voz. Essa essa semana completou ano que sentimos a dor, angústia e tristeza por não, por não ter o meu pai aqui mais. O meu maior exemplo de de ser humano que tive aqui na Terra. E eu, Heloísa, tive o privilégio de ter vivido 19 anos ao lado de herói, pai e professor de vida. Eu colocarei em prática tudo que aprendi com ele para honrar o nome de Jesus cristo, o meu país e principalmente o legado dele. As músicas de Leandro e Leonardo, que ele adorava ainda tocam no meu coração, trazendo lembranças de momentos felizes que passamos juntos. Cada melodia é lembrete do amor e da alegria que compartilhamos. E essas lembranças são tesouros que guardarei para sempre. Neste momento de saudade, é confortante ver tantas pessoas reunidas para celebrar a vida do meu pai ele sempre valorizou a a família os amigos e sempre valorizou a 26 de setembro e eu sei que ele ficaria profundamente tocado ao ver todos vocês aqui compartilhando esse tributo. Nós brasileiros somos chamados a continuar seu trabalho, devemos manter viva a chama da fé e do patriotismo que ele acendeu em nossos corações. Que possamos como eles ser exemplos de integridade, coragem e amor. Que sejamos defensores da verdade e da justiça, guiados pela luz de cristo e pelo amor à nossa pátria. A vida de Clãão não terminou, mas se transformou. Ele agora descansa nos braços do senhor, onde não há dor, apenas paz e alegria eterna. Que Deus abençoe a todos nós e nos dê força para seguir adiante, honrando a memória de Klezão em cada ato de amor, fé e patriotismo. Klezão foi verdadeiro soldado, que vivia o que pregava, cujo peito ardia ao entoar o hino, vivia o que pregava, cujo peito ardia ao entoar o hino, ou ficará à pátria livre, ou morrer pelo Brasil. Pai, você estará em cada minha bandeira erguida em defesa da nossa pátria. Você combateu o bom combate, completou sua carreira e guardou a fé. Nós que ficamos continuaremos a lutar por país melhor e não deixaremos que a semente plantada e hoje regada às lágrimas pareça. Pois nossos filhos, pois somos filhos e filhos dessa pátria e acreditamos no Brasil. Muito obrigada a todos em especial à deputada Bia Kiss por fazer essa homenagem linda.
Deputada
Vou passar agora a palavra ao doutor Ezequiel Souza Silveira advogado da família do Cleon.
Advogado da Família Clezão
Bom dia a todos. Cumprimento a, aos membros da mesa na pessoa da presidente da sessão deputada Bia Kisses. Agradecendo a ela, pela iniciativa de fazer esse momento solene, em homenagem a este grande brasileiro que faleceu. Hoje nós estamos vivendo aqui misto de sentimentos. Revolta, tristeza. Mas há sentimento que não faz parte aqui da nossa do nosso íntimo nesse momento que é alegria. Que nós gostaríamos de ter, se estivéssemos com 1 pessoa que amávamos ao nosso lado, mas que agora se perdeu. Lesão, está sendo honrado aqui hoje, não por ser, por sua visão política, por sua ideologia, mas, pelo ser humano que era em todas as suas facetas. O clezão pai, o clezão filho, o clezão irmão, o clezão amigo, o clezão empresário, o clezão guerreiro da liberdade. Porque nós vivemos em 1 guerra pelas nossas liberdades. E muitas vezes, nós não nos atentamos para esta situação. Porque aos poucos, os nossos direitos, as nossas liberdades individuais vêm sendo tomadas, e há poucas pessoas que fazem algo em relação a isso. E o Klezão foi destes, que infelizmente perdeu a sua vida no meio desta batalha. Mas não existe guerras sem heróis. E aos heróis, nós fazemos o que estamos fazendo aqui hoje, nós os honramos. Estamos aqui hoje também, para além de homenagear ao Clezão, para imputar a responsabilidade a quem lhe tirou a vida, que foi o estado brasileiro. Por não lhe fornecer atendimento médico adequado quando precisava na prisão. E eu digo, eu tenho lugar de fala pra falar disso, porque não comecei a advogar no 8 de janeiro. Já advoguei para pessoas acusadas de crimes gravíssimos, e digo a vocês, essas pessoas tiveram seus direitos humanos respeitados, muito mais do que essas pessoas que estão sendo acusadas agora, a sua grande maioria, sem ter cometido crime algum. E os que cometeram eventualmente algum crime jamais, os crimes aqui estão sendo imputados a eles, com essas penas absurdas. Então nós precisamos culpar o estado brasileiro por essa vida que se perdeu. Precisamos culpar, o agente do estado brasileiro que foi o principal responsável pela morte do Lesão, que foi o senhor Alexandre de Moraes, o ministro da suprema corte, que tinha em suas mãos parecer favorável da procuradoriageral da república, os pareceres médicos informando da sua condição de saúde, que poderia liberálo, mas o deixou no cárcere até que a morte viesse buscálo. E isso não pode ser esquecido, isso precisa ficar registrado nos anais da história brasileira para que haja responsabilização eventualmente. E por último, pra finalizar, nós estamos aqui hoje, pra dizer, que nós estamos muito próximos de ver mais vidas se perdendo. Quando nós visitamos as pessoas ali nos nos presídios, nós vemos a forma como elas estão sofrendo. Estão aqui meus colegas advogados que sabem do que nós estamos falando. Quando visitamos as pessoas nas suas casas, nós vemos, elas com aquele símbolo da infâmia que é aquela tornozeleira eletrônica, machucando os tornozelos, que lhes impedem muitas vezes e há casos concretos disso, de fazer tratamento de câncer, que o ministro Alexandre de Moraes nega tirar a tornozeleira para que a pessoa faça tratamento de câncer, impede que a pessoa compareça ao velório do seu irmão, ao funeral da sua mãe, porque ela mora em 1 cidade distante e ela não e a pessoa não pode sair porque senão corre o risco de ser presa. Então nós precisamos cuidar para que isso não aconteça. Eu acabei de chegar da Argentina, estava lá desde domingo, minha mala está aqui, nem em casa eu fui ainda. Estava visitando os refugiados brasileiros que estão lá. Que agora, vem a perseguição ultrapassar as fronteiras do estado brasileiro, e procurarlos até lá. E nós estivemos lá, pra dar 1 palavra de conforto, e tentar de alguma forma solucionar essa questão. Então, finalizo fazendo apelo, que nós não esqueçamos dessas palavras. Às pessoas que não conhecem essas histórias, estou vendo ali grupo de estudantes, que procurem pesquisar, estudar e aprender sobre o que de fato aconteceu, e não simplesmente se informar pelas narrativas midiáticas que nós vemos por aí. E que nós possamos juntos, lutar pela anistia dessas pessoas, porque é a única forma de resolver e buscar a justiça por elas. Obrigado.
Deputada
Eu quero aqui cumprimentar. O grupo de estudantes do Tocantins que vieram a convite da senadora Dorinha Seabra, e que estão aqui nos visitando o plenário dessa casa e tendo oportunidade de acompanhar também essa sessão tão importante na luta pela liberdade e pela verdade do Brasil. Sejam muito bemvindos. Sucesso pra vocês. Eu vou passar agora a palavra, a senhora Carolina Barreto Seabra que é a representante da AsFAV Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro. E lembrando também outros colegas parlamentares que têm lutado tanto como o senador Girão, como o senador Magno Malta, como o deputado Gustavo Gaia, tantos outros, deputado Nicolas Ferreira, deputada Júlia Zanata, tantas pessoas nessa luta de coração, é 1 pena que não possam estar aqui, por por hoje ser sextafeira estão nos seus estados fazendo o trabalho de base, mas saibam que estão todos aqui conosco em pensamento e em coração. Tem muitos outros que eu não citei aqui, mas esses certamente, inclusive o desembargador Sebastião também que está fora do Brasil, em mais 1 luta pela liberdade. Então vamos lembrar de todas essas pessoas também que não desistem de mostrar a verdade e lutar pela liberdade. Bom
Representante da ASFAV – Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro
A todos, gostaria de cumprimentar os parlamentares na pessoa da deputada Bia Kicis, que muito honra essa casa, me ajuda e em favor da liberdade neste país. Cumprimentar os colegas advogados na pessoa do doutor Ezequiel, meu colega de luta companheiro que tem nos ajudado a enfrentar esses desmandos que tem acontecido aqui. A família do Clezão. Pedimos aos nossos a nossa mais sincera desculpa. Desculpa por a gente não ter conseguido tirar o Clezão de lá antes que ele falecesse. Desculpa por nossa luta. Ter sido árdua, mas ter sido em vão. Mas eu acredito e tenho fé no todo poderoso que a gente não vai perder mais ninguém apesar de que as condições têm sido muito duras. Hoje temos pessoas com gravíssimas comorbidade, não só no presídio da Papuda, como nos presídios do Brasil inteiro. E a gente não está falando de legalidade, porque se fosse pedido legal, essas pessoas nem presas estariam. Hoje temos o Sérgio Amaral, que eu soube agora pela manhã que ele teve 1 falência dos rins, que está internado aqui em Brasília, depois de 1 pancreatite. Temos o pastor Jorge, que está com problema no coração, sopro nível 6, que também está com parecer favorável desde o ano passado e mesmo assim o ministro decide não soltálo. Temos o seu Jorginho, que também padece de enfermidades graves na tapuda e o ministro insiste em usar eles como exemplo. Quem estudou direito conhece o direito penal do inimigo, aquele direito que é utilizado para perseguir os adversários. Direito esse, que nesse país, não é considerado legal. Porque a gente não usa o direito para perseguir as pessoas. O direito ele deve ser usado para regular as relações na sociedade. E não é isso que tem acontecido. Desde o dia 8 de janeiro, a gente viu a construção de 1 história que parece mais filme de terror, de perseguição, de distrato, de violações de direitos humanos, de crueldade, de vilipêndio a todo e qualquer direito. A FAV hoje representa várias famílias, mas nessa história e nessa narrativa do 8 de janeiro e nesse cenário, temos mais de 2000 famílias sofrendo hoje por conta dos desmandos do supremo tribunal federal. Eu digo isso com extrema tranquilidade porque eu estudei e eu sei do que eu estou falando. Eu me debruço sobre os livros, sobre as teses e eu não vejo absolutamente nada dentro do lugar nesse processo. Eu sinto, pela família que hoje se tornou 1 família amiga, que é a família do Clezão, que eu só pude conhecer as histórias do Clezão depois que ele faleceu. E histórias que nos trouxeram risos, que nos trouxeram lágrimas como hoje. História de 1 família de causar inveja. E talvez seja por essa inveja a 1 família tão unida, que as pessoas tenham tirado direitos das outras. Por invejar o amor. Por invejar a fé no criador. Por invejar que essas pessoas acreditem em país livre, como o Clezão acreditava e como tantos outros, que acreditando nisso, hoje tem que deixar o seu país. É lamentável que em pleno 2024, a gente esteja pedindo que a constituição de 1988, que foi a que livrou o país da ditadura de 1964, a gente tenha que pedir que elas volte a ser utilizada. É lamentável que a gente tenha que gritar todo dia que estamos vivendo em 1 ditadura do judiciário. Mas para todas as famílias que hoje sofrem e para a família do, a gente diz que além de resistir, nós iremos avançar. Nós iremos continuar na luta e nós não vamos desistir do nosso país. Obrigada.
Deputada
Vamos lembrar aqui também de outros guerreiros dessa luta, a advogada Gabriela Ritter, filha, de dos perseguidos políticos também. E que se encontra fora do país, mas não abandona essa luta de jeito nenhum. Ela é a presidente da FAV que é a associação dos familiares. Quero lembrar também aqui, de outra guerreira, deputada Carolina Quero lembrar também aqui de outra guerreira deputada Carolina Detoni. Presidente da CCJ, que muito nos orgulha com a sua coragem, de ter pautado projetos da Anistia, e o deputado Rodrigo Valadares, o relator dessa proposta, que infelizmente foi retirada da CCJ, mas que estava caminhando, e eu tenho certeza, que acabará sendo bemsucedido. Eu vou passar agora a palavra ao senhor Roberto Posaccio, advogado e grande ativista pela causa da liberdade e da libertação dos perseguidos políticos. Bom
Advogado
Todos, bom dia Biaquices, em em nome da senhora agradeço e parabenizo, todos esse todo o congresso, por essa iniciativa de, não podemos dizer celebrar, mas lembrar essa tragédia que ocorreu na papuda. Que palavras, ou quais as palavras devemos pronunciar nesse momento? Nada, nenhuma palavra que for dita, vai conseguir rememorar, vai conseguir passar, aos ouvintes, a dor que foi vivido naquele momento. Eu como advogado fui o segundo advogado a chegar naquele presídio naquele fatídico dia 20 de novembro de 2023. Estava trabalhando aqui em Brasília, fui avisado por colega, do que ocorria, e a nossa preocupação é que aquilo se tornasse, novo Carandiru. Que aqueles homens que estavam ali, injustamente presos, pudessem revoltar, pudessem voltar, pudessem de alguma forma, ocorrer 1 1 entrada da da polícia militar na no presídio, para tentar abafar alguma revolta, algum nervosismo daqueles daqueles presos, isto e termos mais do que falecimento, mas 1 tragédia, né, 1 tragédia que está sendo anunciada há vários dias, que vem se arrastando há anos. Nada, nenhuma palavra. E devemos sim esquecer as palavras. Vamos esquecer a palavra esquerda, vamos esquecer a palavra direita, vamos esquecer a palavra estado, a frase estado democrático, vamos esquecer pátria, família, vamos esquecer todas essas palavras, mas vamos lembrar de 1 frase, direitos humanos. Vamos esquecer tempo direito, vamos esquecer do direito, vamos ficar só com a justiça? Não é isso que nós aprendemos Ezequiel? Dentro da faculdade direito, entre o direito e a justiça, lute pela justiça. É isso que nós devemos buscar, lutar pela justiça. Nós estamos vendo dezenas de pessoas, dezenas de famílias, sendo injustiçadas. Cumprindo penas que não deveriam estar cumprindo por crimes que não cometeram, por crime que não existiram. Então, vamos lutar por essa justiça. Jane, não tem palavra nenhuma que eu vá tratar aqui, que eu vou falar aqui, que vai conseguir representar a dor que você sente, a dor que sua família sente a dor que essa que as famílias dos brasileiros sentem. Gente, vamos deixar o momento agora de pacifica esse país. Já temos 2 anos desse governo. Nós já temos 2 anos, que essas famílias estão sofrendo, que o Brasil está sofrendo. Precisamos de patriotas de esquerda e de direita. Precisamos de 1 pacificação, de 1 moderação, precisamos de real poder moderador nesse país. Esse poder moderador vai ser o legislativo? Vai ser o executivo? Vai ser o judiciário? Não interessa. Como estou dizendo, não interessa as palavras, tem essa agora, o direito. O direito à vida, o direito à justiça, os direitos humanos para os humanos. Todos nós, honramos essa bandeira, ela é verde, ela é amarela, ela é azul, ela é branca. E é essa bandeira que nós temos que defender. Essa bandeira, independente de sermos de esquerda ou de direita, vamos pacificar esse país, vamos pacificar esse país. E o que nós precisamos para se pacifica esse país nesse momento, é anistia já. Anistia como foi dada a todos os presos políticos, a todos os perseguidos políticos pelos regimes totalitários de esquerda regimes militares. Chega de perseguição, nós queremos escrever novo livro, novo livro como que é aquele vermelho que tem lá, me ajuda a lembrar esse aqui é o nome? Brasil nunca mais? Abram aquele livro, todos de esquerda sofreram e sofreram muito ali. E por isso agora os direitos conservadores precisam de sofrer da mesma forma. Sejamos patriotas, Vamos pensar no nosso país, na unificação. E para pacificação do nosso país o que precisamos é de anistia, anistia já. Ampla, irrestrita, geral, a todos esses patriotas. Vamos construir novo país, novo Brasil, a partir de agora. Né, do governo do amor? O amor não venceu? Então vamos, vamos lutar pelos direitos humanos. Mau amor ao próximo, é isso que nós precisamos. E Jane, a partir daquele momento, daquele dia, que eu senti aquela dor e a dor maior, que eu não esqueça aquela imagem, vocês ainda com esperança sem saber o que tinha acontecido lá dentro, com esperança de o lesões tem de estar vivo. Passa diante nossos dólar, sentado naquele banco frio ali da da da papuda, passa o carro do IML. Ali era 1 pá de cá une toda esperança. Mas a esperança nossa nasceu a partir dali, A partir do momento que nós temos que lutar, e volto a dizer, não é pela esquerda, não é pela direita, não é pela escada democrata, não é pelas 4 linhas. É pelo direito, ao próximo, ao amor ao próximo, aos direitos humanos. Vamos lutar e vamos continuar lutando. Esqueçamos Bia, esqueça que você é anti deputada de direita. Esqueça Magno Malta onde você tiver que ser deputado de direita, esqueça os deputados de esquerda, vamos unir pelo Brasil, é isso que nós precisamos. E sempre quando eu fraquejo, que tem hora que dá vontade de gritar, dá vontade de sair correndo, dá vontade de chorar, dá vontade de esconder. Tem medo, tem coragem, é tudo misturado. Mas eu lembro de 1 música que não me deixa afastar desse momento a fazer essa luta. E é isso que nós estamos vendo. Nós estamos diante do mar vermelho. Aqueles judeus eram perseguidos pelo faraó. Mas o mar vermelho se abriu e vai se abrir. Vai se abrir a hora que é a esquerda e direitos se unirem em prol desse país, em prol dessa bandeira. Anistia já. Obrigado.
Deputada
Encerrados os discursos, convido a todos agora para assistir a apresentação das canções. Mais perto quero estar versão Univé Soares e Aleluia de Leonardo Coin pelo senhor Hans Carvalho.
Deputada
Agradecer ao Rãs Carvalho, por nos brindar tanto com a execução do Lino, quanto dessas 2 canções tão lindas, tão significativas, muito obrigada. Bem meus amigos estamos chegando, ao final dessa sessão, solene em homenagem 1 homenagem póstuma ao Clezão. Mas é apenas o final de 1 sessão solene não é o final da nossa luta muito pelo contrário. A luta continua revigorada, pela força, da família do Clezão, as filhas, a Jane esposa a mãe os irmãos, o é Christian e Cristiano, muito parecido com o coesão, nos nos somos a cara, né nos faz lembrar demais. Então a sua imagem também é força pra todos continuarmos lutando, lutando contra o estado de tirania, de censura, de narrativas fantasiosas. Até golpe que não é dado porque não conseguem pegar táxi, até nisso querem que a gente acredite. Mas nós não vamos acreditar. Nós vamos seguir lutando, podem contar vocês sabem que podem contar com muitos parlamentares aqui, muitos. E vocês fizeram muitos amigos. Nessa caminhada, desde antes, bem antes do 8 de janeiro pessoas que já lutavam. Pelo Brasil por Brasil livre, Brasil livre da impunidade. Brasil em que a corrupção. Não deita e rola. Impunemente. Então meus amigos, nós encerramos aqui essa sessão, e saímos revigorados inclusive pela fé em Deus, todos os dias nas minhas orações, eu frequento a missa todos os dias e todos os dias nas minhas orações eu coloco. Os perseguidos políticos seus familiares, o meu mandato, os meus familiares. Os brasileiros que rezam oram por país livre e país em que não exista perseguição política não exista censura e nem exista perseguição religiosa. Diante agora da prisão do da prisão não, mas do indiciamento queira Deus que não seja a prisão. Do nosso querido, padre José Eduardo, 1 pessoa que tanto luta contra a ideologia de gênero, contra essa agenda esquerdista que destrói famílias, ele tem o nosso apoio, todas as pessoas que creem e rezam e oram. Estamos unidos, fazemos 1 verdadeira, irmandade 1 rede, 1 rede de fé e de amor e vamos continuar assim, vamos continuar lutando agradeço aos servidores da casa. Peço até escusas desculpas aos servidores que, porque eu cometi 1 leve infração aqui, de colocar o o áudio do deputado Marcelo Manhattan mesmo alertada de que, Há ato da mesa que não permite, mas diante da luta desse deputado, eu não podia deixar de passar aqui as palavras dele para vocês. E o que é 1 violação de simples ato da mesa diante tantas violações a garantias direitos individuais fundamentais condicionais da nossa constituição do código penal do código de processo penal, dos tratados de Direitos Humanos, acho que, serei escusada por isso. Então muito obrigado a todos tenhamos ótimo dia, caminhamos com fé em Deus, que ele está vendo tudo o que se passa e no final das contas como diz na bíblia. A justiça pertence a ele. Toda glória e honra ao senhor, Muito obrigado. Está encerrada a presente sessão.




