COMISSÃO DE SAÚDE

25 nov. 2024 11:11 às 14:51

Sobre o Evento

Comissão de Saúde aborda cenário da oncologia no Brasil, com participação de diversos especialistas e representantes de instituições.

Status
Concluído
ID: 74918Total: 60 discursos
#1
Transcrição por IA

Bom boa tarde. É com satisfação que damos início ao seminário cenário da oncologia no Brasil. Diagnóstico, tecnologia, acesso e radioterapia. 1 1 iniciativa da deputada Silvia Cristina, em conjunto com a comissão especial de combate ao câncer no Brasil, C câncer, conforme requerimento 236 de 2024 aprovado na reunião delibide da comissão de saúde da câmara dos deputados, no dia 12 do 11, de 2024. Esse evento, tem transmissão ao vivo no canal da câmara dos deputados, no YouTube e pela página da comissão de saúde da Câmara dos Deputados na internet. Eu, o deputado Wellington Prado, que é, defensor do, praticamente o o mandato dele todo é voltado pra iniciativas de combate, ao câncer de combate não, de criar políticas públicas de combate ao câncer, ao ao diagnóstico, à prevenção. Ele acabou de me ligar, ele não está aqui hoje, porque ele está num evento em Belo Horizonte, do governo, acho que é do governo estadual, inaugurando 1 unidade completa lá em Belo Horizonte. E ele, eu estava vindo pra cá ele me pediu, ele inclusive deixou ressaltado como é 1 bandeira dele ele é né ele é dedica muito do seu tempo a isso. A radioterapia na unidade, que é lá tem o ciclo completo que vai atender a região metropolitana de Belo Horizonte, e também o interior do estado de Minas Gerais, a radioterapia, está sendo, está chegando junto por causa de 1 emenda dele, né nós, temos dado passos positivos nessa relação da questão do câncer, mas eu, eu tenho que fazer relato em breve, né. O ministério, tem entregue equipamento, que quem me chamou atenção foi grupo de mulheres da minha cidade lá em Colatina no Espírito Santo chamado amiga do bem viver. Quando nós estamos nós estamos recebendo 1 1, aparelho e equipamento de radioterapia do convênio do ministério que foi feito lá atrás no governo Dilma. Esses equipamentos que estão chegando, o ministério já deveria ter tido o cuidado de melhorar a qualidade desse equipamento ele é equipamento que ainda, espalha muitos raios, tem danos às a órgãos e a região circunjacentes ao tumor, e nós já temos com 1 diferença de preço que não é assustadora para dinheiro de governo, né, condições de fazer 1 melhora nesse equipamento. Lá na minha cidade, o equipamento que está chegando, ele só foi melhorado, porque eu coloquei 1 emenda de 3 3600000 reais, e a unidade que é hospital filantrópico e de ensino, teve condições de melhorar a qualidade da placa que vem junto com o equipamento pra melhorar, né, os o pessoal da que trabalha conosco aí mais com ligado aos médicos colega vão poder explorar também então, lá em Colatina nós demos jeito, a gente já chamou atenção do ministério, e essa comissão, o deputado Wellington Prado, no telefonema que eu recebi dele há poucos minutos, nós daremos ênfase, também faço parte da comissão, nós daremos ênfase muito forte pra equipamento chamado, que o Brasil não tem, nem o Brasil nem a América Latina ainda não tem, a Argentina comprou equipamento, em parceria do Ministério da Saúde com o Ministério da Defesa na Argentina, já tem 3 pra 4 anos, mas ainda não está instalado, tem custo alto de instalação, e manutenção, e o governo da Iuri e a Argentina nós sabemos muito bem que passa por problemas econômicos lá de longa data, e eles apesar de terem comprado acho eu que não conseguiram instalar em função de custo. Mas o Brasil, que tem 1 economia estável podemos dizer assim, né, vai ter previsão de, de ganho de 3 por 100 do PIB esse ano, e já pro ano que vem, nós não teremos PIB negativo, apesar do equipamento de prótronterapia não ser barato, eu tive, eu tenho tumor de medula, alto na altura do, de T 7 que é mais ou menos na altura do mamilo, eu fiz radioterapia no Brasil há 5 anos, 6 anos, o meu tumor voltou, só tinha 1 solução pra mim em termos de radioterapia que é a prototerapia, e eu tive que sair do Brasil pra fazer. Mas eu, né, posso ir, não por orgulho pessoal, nem vantagem, nem gostaria de estar dizendo isso, pude sair pra fazer. Mas imaginemos quantos cidadãos e cidadãs brasileiros, né, e essa esse equipamento chamado próyoterapia, ele é muito bom pra tumores cerebrais e sistema nervoso central de criança, com 1 expectativa de resolução total, quer dizer de cura, muito boa. Então, eu não sou daqueles que usam o microfone pra ser apelativos, agressivos, mas eu tenho a ousadia de dizer que é 1 vergonha pro Brasil, não ter comprado o Ministério da Saúde, não ter adquirido o equipamento prótronterapia, e colocado à disposição da população brasileira. Ainda vou adiantar 1 conversa, nós vamos dar mais ênfase a isso no ano que vem aqui nessa comissão, O deputado Wellington Prado e a deputada Silva Cristina, já estão combinados conosco. O vicepresidente Geraldo Alckmin, numa conversa que eu tive com ele, eu tive 2 conversas com ele sobre sobre a questão do da da da radioterapia no Brasil e a protonterapia. No momento que eu estava falando pra ele, pegou o telefone, ligou para o chefe de radiologia da USP, da universidade de São Paulo, que é a universidade estadual, mas muito boa, todo mundo sabe disso com muitos campos espalhados por pelo estado de São Paulo, com unidade de pesquisa de alta qualidade reconhecidas mundialmente. A USP se coloca à disposição de manter, o o equipamento se o ministério da saúde adquirir o equipamento que a valores de hoje, estaria né, números redondos é claro que essas coisas têm alguma variação, entre torno de 250000000 de reais, não é de dólares, né? O que para o orçamento da nação e da saúde brasileira, é pingo, por isso a gente volta já falei isso, sentado nessa cadeira onde a senhora está. A ministra estava aqui, eu pedi a ela pra dar 1 atenção especial, mas entrou por ouvido e saiu pelo outro. E o Ministério da Saúde não pode mais envergonhar a população brasileira. Primeiro, não trocando equipamento de radioterapia que tem sido encaminhado para os estados, para o avanço da radioterapia, pra melhorar a qualidade do equipamento que também não é dinheiro fantasmagórico, e tomar 1 decisão nessa questão da prótronterapia. É claro que detalhes das nossas, nossos problemas nós vamos ter os nossos convidados aqui que vão trabalhar então, feito esse, essa fala inicial que eu volto a repetir, não uso o microfone pra ser agressivo, nem provocativo, mas o Ministério da Saúde, a figura da ministra é a quem nós temos que nos dirigir, mas o pessoal da radioterapia, do Ministério da Saúde ainda nos envergonha, eles têm que tomar vergonha na cara e pegar esse esse esse tema com mais capacidade de de de resolução, resolver os problemas e respeitar a população brasileira, tá? Bom, agora nós vamos começar a primeira mesa são 3, por isso é que nós vamos procurar respeitar o horário né, com o tema acesso a diagnóstico precoce e tratamento adequado no SUS. Qual é a realidade? Eu vou convidar os 4 componentes, e nós ainda teremos alguém que vai ficar virtualmente. Então, vou chamar o Fernando Maia, médico sanitarista e doutor em saúde coletiva pra estar conosco aqui. Fernando seu nome está aqui do meu lado você pode sentar aqui. O senhor Alisson Borges, radiooncologista no hospital aqui do Distrito Federal de STAR, e vicepresidente da Sociedade Brasileira da Realterapia, a SBRT, muito obrigado. Obrigado Fernando, obrigado Alisson. Bemvindos. A Marlene Oliveira chegou? Ainda não a, chegou opa está aqui já. Presidente do Instituto lado a lado pela vida tá? Marlene muito obrigado seja bemvinda. Tudo bom? E a Luana Lima, gerente de advocacia, deve ser de advocacia, e políticas públicas da associação brasileira de linfoma e leucemia a Abrale. Seja bemvinda Luana, à nossa mesa, e ainda virtualmente, o senhor Alexandre Bem. Bemvinda. Senhor Alexandre Bem, representante da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da mama, a FEMAMA. Eu estou vendo que a turma do do recomeçar está aqui, tá? Muito obrigado a vocês que vieram uniformizadas pelo, é nós estamos, terminamos o mês de outubro, mas a luta a nossa luta ela é, ela cresce em outubro mas ela não para né, é o ano inteiro. Muito obrigada a vocês que estão presentes. Bom aos expositores nós teremos cada 10 minutos para apresentação. E aos presentes, que eventuais perguntas aos expositores poderão ser encaminhadas por escrito, à nossa equipe né, que está aqui ao lado da comissão para serem respondidas ao final do bloco de apresentações. A participação popular nesta reunião poderá também ocorrer por meio da ferramenta debate interativo disponível no link do evento na página da comissão de saúde da câmara. Na internet as perguntas mais votadas e mais relevantes poderão ser selecionadas para serem respondidos pelos expositores então eu passo a palavra já que me dera aqui essa ordem ao Fernando Maia, está bom Fernando? Está aqui do meu lado, muito obrigado Fernando. Bem, boa tarde

0:0012:21
25 de nov, 14:11
#2
Médico Sanitarista Fernando Maia
Fernando Maia

Médico Sanitarista

Transcrição por IA

Boa tarde deputado Paulo, muito prazer pelo pelo convite de estar aqui na comissão de saúde. Eu sou Fernando Maia, sou médico sanitarista, fui coordenador geral da política nacional de prevenção e controle do câncer, mas hoje estou aqui enquanto especialista, certo, e atualmente também tenho apoiado o Ministério da Saúde, a CGCAM, na construção de algumas políticas. Então eu trouxe aqui o desafio de falar em 7 minutos que é o tempo que foi dado é muito pouco então tentei fazer recorte dentro do tema, certo? E pensando aqui no acesso ao diagnóstico precoce. Acho que o primeiro ponto pra mim que eu acho que é importante é a gente pensar assim num conceito que que a gente usa na na epidemiologia que é da detecção precoce, que engloba tanto o rastreamento populacional, que é o rastrear as pessoas que na população que não têm sintomas nenhum, buscando encontrar algum tipo de câncer, certo? Hoje no país a gente recomenda rastreamento do câncer de mama pras mulheres entre 50 e 69 anos, do colo de do útero pras mulheres entre 25 e 64 anos, certo? E que a gente vai estar buscando casos que estão ou lesões precursoras ou câncer em estágios iniciais que ainda não têm sintomas. Então a mulher que não está sentindo nada ela vai fazer o exame ela descobre que tem ali módulozinho alguma coisa que pode ser câncer. E o diagnóstico precoce, a gente fala do conceito que é, você ter, 1 1 pessoa que já está com sintomas, então já está sentindo alguma coisa no caso do câncer de mama já estou, já tem ali caroço, já sente nódulo na hora que faz o exame, e que essa pessoa consiga, da hora que ela percebeu esse nódulo, pra ela conseguir chegar até o o médico, ter 1 confirmação diagnóstica e depois começar o tratamento de forma rápida. Então a gente fala desses 2 conceitos. 1 coisa que é muito importante, e aí eu trago aí dado que de 1 publicação que o INCA lançou agora nesse mês de outubro e que pra mim ela mostra com muita preocupação. Essa é a nossa, nossa estimativa de cobertura do rastreamento do câncer de mama. Então considerando mamografias realizadas em mulheres de 50 69 anos, e fazendo a relação entre essas mamografias e a população dos estados, a gente tem que o melhor estado atingiu 20 33.6 por 100 da do que se esperaria de cobertura. Eu esperaria ter 1 cobertura de 100 por 170 por 100 é o que o a OMS recomenda, pra que programa de fato exista, esteja ele consistente. O melhor estado está com 33 por 100, certo? Eu tenho estados ali que estão com 12, 6, certo? Então isso pra mim é ponto que chama muita atenção, quando a gente fala do rastreamento. E, falando de do câncer de mama da mamografia, a gente sabe que existem mamógrafos. Se a gente faz a relação entre número de mamógrafos e o que o ministério recomenda de exames que ele deve fazer por mês, daria pra ter 1 cobertura de mais de 100 por 100 das mulheres de 50 e 69 anos fazendo mamografia, certo? Isso ocorrer mostra pra gente que existe problema gigantesco na nossa rede de atenção que é do acesso a esse exame, a gente sabe que muitas vezes o aparelho está lá mas o horário de funcionamento é pequeno, ele fica numa na cidade que é o assédio da região que é muito longe da onde reside essa mulher, eu tenho dificuldade pra conseguir o agendamento, agenda só 1 vez no mês. Eu tenho mulheres que fazem exame com muita frequência sem necessidade, ela vai no médico de família que pede o exame, aí ela vai no outro médico pede o exame, aí ela passa no ginecologista pede o exame, e ela faz às vezes 2 3 exames no ano sem necessidade. E a gente tem aí os exames que são feitos muitas vezes fora da população da do que a gente considera que é a população alvo do rastreamento, e que acaba competindo com quem está na população alvo, certo? São eu tenho 1 filha, eu tenho pessoas que estão fora as populações às vezes com 30 anos fazendo mamografia, ela está competindo com essa vaga da mulher que dá população elegível. Então, esse é problema muito grave complexo e que mostra assim o quanto que a gente precisa organizar melhor a nossa rede de atenção. O segundo dado que eu optei por trazer hoje é o dado oficial do Painel Oncologia. Painel Oncologia é 1 ferramenta que foi criada pra atender a lei do dos 60 dias então pro ministério ter alguma ferramenta pra monitorar o atendimento à lei dos 60 dias entre o diagnóstico e tratamento, e ela funciona cruzando dados de diversas bases de dados do SUS pra tentar identificar ali se essa pessoa o tempo que leva entre o diagnóstico e o tratamento. Então o que a gente tem hoje desses dados é, do que a gente tem em 2023, 48 por 100 fizeram o iniciar o tratamento em até 30 dias, 14 por 100 entre 30 e 60 e 38 por 100 com mais de 60 dias, certo? O que mostra aí pra só de cara tenho 38 por 100 da população, mais de terço da população, iniciando o tratamento após o que a gente recomendou após o que a gente tem definido em lei. Além disso, a gente tem 1 quantidade grande de pacientes que o sistema não consegue identificar, certo? Quase metade da base o o sistema não consegue identificar. Ou essa paciente foi fazer o tratamento no setor privado, que a gente sabe que muitas vezes, as pessoas acabam optando por isso quem tem esse acesso pelas dificuldades do sistema de saúde então, acaba indo fazer exame então no setor privado se ela não fazer o tratamento, ou o sistema não consegue relacionar, e aí a gente tem problema das bases de dados do do sistema único de saúde então, o sistema que fez o diagnóstico não é o mesmo que a gente monitora o tratamento então por algum motivo ele não consegue cruzar essas 2 informações, ou o paciente de fato não fez o tratamento até o momento que a gente analisou, certo? Considerando que eu peguei aqui recorte só de 2023 isso sendo pacientes que já estão extremamente avançados, pioraram, o que a gente considera que não não é tão não é tão possível que esse paciente esteja há tanto tempo assim esperando, certo? Então a gente entende que boa parte dos problemas tem a ver com a relação entre as as as bases e o tratamento feito no setor privado. Mas ressalta esse problema, 38 por 100, considerando o dado que a gente tem 38 por 100 é muita coisa de pacientes atrasados. E aí eu trouxe aqui pouco o que que a gente tem de perspectivas dentro disso em ações e quem eu tenho colaborado junto à equipe do Ministério pra poder com construir algumas políticas. Ponto importante são as diretrizes do rastreamento do câncer do colo do útero, estão inclusive em consulta pública atualmente em que a gente tem tem proposto a mudança do método pro teste de DNA HPV, mas mais do que isso 1 organização, não adianta mudar o método sem a gente organizar o sistema de saúde. O segundo ponto de perspectiva o rastreamento do câncer colorretal, certo, está em em discussão pelo ministério desse grupo de trabalho que deve em breve definir ou organizar formas da gente se preparar pra isso, certo? Porque a gente vai precisar organizar o sistema de saúde pra isso não adianta falar que tem 1 recomendação se eu não tenho colonoscopia pra quem for detectado como caso possivelmente positivo. Tem documento que a gente está trabalhando que chama de alta suspeição dos cânceres destinados aos profissionais da atenção primária, pra ajudar esses profissionais a ver quais são os sinais e sintomas que me fazem, tenho que pensar em câncer, isso aqui é caso que eu preciso encaminhar, certo? O paciente está com sangramento depois da relação sexual, eu tenho que pensar que isso daqui pode ser caso de câncer de colo de útero, pode ser caso de de câncer que eu preciso examinar essa paciente e encaminhar. O quarto ponto, o programa nacional de navegação do paciente que a gente sabe que está em aí em vias de ser regulamentado pelo Ministério da Saúde que vai ser muito importante, porque essas pacientes se perdem na na rede muitas vezes certo, a demora às vezes não é nem a falta de vaga mas é a vaga que ficou num dia que a paciente não pode ir e ela tenta remarcar não consegue. O tempo já deu né? Como eu falei era desafio dos 7 minutos é grande. E por fim o programa Mais Acesso a Especialistas que é 1 iniciativa da secretaria de atenção especializada da saúde, que visa justamente que a gente consiga organizar esses exames de diagnóstico, certo? Pagando mais quando você consegue fazer todo esse pacote que a pessoa precisa naquele momento então, no caso do câncer de mama não é só a mamografia, mas é a consulta com mastologista, a indicação se precisa de 1 nova mamografia, se precisa de ultrassom, se precisa de 1 biópsia, se fez a biópsia, o resultado dessa biópsia, se tudo isso acontece em 30 dias o serviço vai receber mais do que ele receberia pelo por cada dos procedimentos. Então é isso, 7 minutos é desafio, mas é que estou aqui também aberto para as perguntas e a gente pode conversar depois. Obrigada. Obrigado, Fernanda.

0:009:16
25 de nov, 14:23
#3
Transcrição por IA

Obrigado. E então vamos passar agora ao ao Alisson Borges. O Alisson é radiooncologista aqui em Brasília no, DF Star, é isso mesmo, e vicepresidente da sociedade brasileira. Primeiramente agradecer o senhor em nome da da sociedade né agradecer

0:000:23
25 de nov, 14:32
#4
Radio-Oncologista - Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) e Hospital DF Star Alisson Borges
Alisson Borges

Radio-Oncologista - Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) e Hospital DF Star

Transcrição por IA

Essa comissão como o senhor muito bem falou o deputado Wellington, o senhor deputado Foletto, deputada Silvia, tem vestido a bandeira da radioterapia a gente invariavelmente vem aqui a Brasília né encontrar com os senhores e e eu fico muito feliz de estar aqui. Agradecer também a Vari que me apoiou pra estar aqui nessa nessa apresentação, esses são meus conflitos de interesse, e o foco é a gente falar pouquinho de tentar linkar diagnóstico precoce e acesso à radioterapia e determinadas tratamentos oncológicos. Ninguém tem dúvida do que a nossa população está envelhecendo, isso vai trazer o quê? Aumento exponencial do número de diagnóstico e consequentemente de tratamento oncológico pra esses pacientes pra população brasileira como todo, e quando a gente olha né, falando em detecção precoce eu fico muito feliz de vocês estarem aqui porque sempre que a gente fala em detecção precoce diagnóstico a bandeira do Outubro Rosa a bandeira de campanhas de organizações como a de vocês fazem muita diferença em conscientizar a população a importância de buscar o diagnóstico precoce ou a própria prevenção no caso, e eu resgatando pouquinho o tubo rosa eu vou focar muito nisso porque eu acho que é exemplo muito ideal do como a falta de acesso vai impactar em toda essa cadeia, né isso aqui é 1 reportagem mídia leiga várias n reportagens por todo o Brasil a gente vê né daqui o número excessivo de pacientes mulheres que estão na fila aguardando mamografia por exemplo, E quando a gente olha né e aí eu trouxe esse dado do do do do do do ministério da saúde aqui do distrito federal, quando a gente olha e o Fernando falou muito bem, a gente vai ver que o impacto da mamografia não é muito a questão da máquina, apesar da gente ter 1 gama de pacientes aguardando os exames de detecção precoce, a gente vai ver que quando a gente vai olhar o cenário de de equipamento disponível, não parece ser ele o gargalo. E aí aqui eu vejo né, a gente vai olhar de 1 maneira geral, que a população do Distrito Federal ela precisava em média 136000 pessoas precisariam estar fazendo mamografia anualmente. E olha o que a gente realizou antes da pandemia a gente realizava 7000, focando em Distrito Federal. Agora a gente realizou em 2023, 19964 mamografias. Então cerca de 50000 mulheres deixaram de fazer exame. Só que hoje no Distrito Federal a gente tem em torno de 13 equipamentos dedicados à mamografia. Equipamento vamos pegar performance normal faz em média uns 20 exames por dia. Então a gente conseguiria dar 60000 exames, se esses pacientes chegassem à mamografia aqui no Distrito Federal. Praticamente a gente fecharia o número, apenas aí com os equipamentos que estão aqui disponíveis. E 1 das coisas que acontece, o Fernando já até mostrou muito bem, né e vai refletir no nosso número nessa baixa, rastreio que a gente tem, e 1 das coisas que acontecem é, a dificuldade do acesso a essas pacientes aos serviços que têm mamografia, seja dificuldade por conta logística, né então como o Fernando bem mencionou, pacientes principalmente de estados maiores vão ter dificuldade aí grandes centros, transporte público, acesso, gerência de fila, gerência de agendamento tudo isso acontece a ineficiência nossa em fazer os agendamentos adequados, mas tem 1 outra coisa que é muito importante, que é o próprio também conhecimento do médico que está atendendo essa população de indicar corretamente o protocolo correto ou protocolo correto ou o protocolo ideal de se fazer o rastreio. Esse é estudo muito interessante Fernando foi publicado agora no na revista do Einstein, que pegou população de São Paulo então população médica de São Paulo que atende os pacientes em PSF, UBS, e separou ali entre médicos da família ou ginecologistas que fazem esse atendimento primário às populações da cidade mais rica do país. E o que é que eles viram? Que cerca de terço dos profissionais que estão atendendo esses pacientes, não têm a ideia do protocolo correto que eles devem usar como rastreio. Então ou seja, eles não têm conhecimento em quem indicar a mamografia de rastreio. Por exemplo, e aí cai no que o Fernando muito bem falou indica para pacientes de 30 anos, não indica para pacientes de 52 indica ultrassom e veja mamografia então, a gente vê que existe uns umas certo ainda descasamento entre os próprios conhecimentos dos profissionais em relação aos protocolos vou dar exemplo também o nosso próprio protocolo do ministério da saúde é diferente do protocolo que a sociedade brasileira de nossologia recomenda. Então existem essas essas questões que atrapalha pouco a esse acesso, né? E quando a gente vai ver, e aí é importante, né? Esse é dado da sociedade americana de oncologia. Então quando a gente olha, a taxa de sobrevida e todo mundo aqui sabe disso, quando eu descubro essa doença dessa paciente num estádio inicial, o estádio por exemplo, eu vou ter 99 por 100 de chance de cura em 5 anos ou seja a chance dessa paciente está sem doença em 5 anos vai ser 99 por 100. Quando eu já pego essa paciente com doença avançada metastática, 30 e por 100 de chance dela estar vivo em 5 anos. Então esse é dado muito impactante, porque a gente vai deixar de curar 1 série de pacientes talvez com 1 ineficiência nossa em fazer gestão dessas pacientes lá no rastreio. E aí eu vou mais além vou pegar exemplo então além da gente ter 1 diminuição na chance de cura dessas pacientes, ao fazer diagnóstico mais tardio, eu vou dar impacto na cadeia toda, por exemplo, se eu pego 1 paciente com o estádio inicial deputado estádio vai ter 1 doença localizada na mama axila negativa provavelmente essa mulher vai para 1 cirurgia conservadora, dia de internação, ou a gente tem excelentes serviços que hoje dão alta no mesmo dia fazem cirurgias até em hospital dia. Essa paciente então não vai consumir gasto cirúrgico de OPME pro SUS, ela não vai consumir internação, ela não vai consumir UTI, e eu vou deixar essa cadeia pouco mais tranquila. Ela vai para tratamento sistêmico doutor Girade está aí depois pode até falar melhor, se ela for receptor hormonal positivo 1 doença inicial ela vai provavelmente para tratamento hormonal. Ela vai seguir aí com 5 anos com o comprimido que ela vai pegar, chega chega seja, pode ser lá no UBS, pode receber em casa, mas ela vai usar tratamento domiciliar de baixíssimo custo, 100 130 reais. E ela vai para 1 radioterapia. E se a gente tiver tecnologia e eu vou mostrar pra essa radioterapia, como o senhor muito bem mencionou, se a gente faz hoje 1 radioterapia no setor privado, essa paciente vai fazer o tratamento em 5 sessões. Porque? Porque o equipamento tem 1 qualidade, 1 hora a gente vai mostrar, tem 1 localização, 1 precisão maior, eu consigo fazer o que a gente chama de hipofracionamento. Aumentou a dose por fração, reduz o tempo total de de acesso a esse de tempo total de tratamento, isso melhora o acesso dela, porque muitas vezes eu quando trabalhava em barretos, a gente recebia pacientes do Brasil todo, e você tirar paciente pra ficar 20 25 dias fora do seu domicílio é muito difícil. Então tem até estudo muito interessante deputado americano, vamos pensar na ação mais rica do mundo, que 30 por 100 dos pacientes principalmente dos estados centrais não fazem radioterapia por dificuldade de acesso, então isso é importante. E aí quando eu for pra 1 doença localmente avançada, o que vai acontecer? Essa paciente ou ela vai para 1 quimioterapia neoadjuvante, ou ela vai para 1 cirurgia radical, vai usar o PME, vai precisar de reconstrução, voltar ao hospital outras vezes, vai fazer tratamento sistêmico, porque a radioterapia aqui se a gente for pensar num serviço de qualidade mediana vai fazer em 15 sessões, ou seja eu tripliquei o tempo de tratamento na rádio. Imagina o quantos novos pacientes eu podia estar fazendo nessa mesma máquina, porque eu estou ocupando máquina porque a minha qualidade do tratamento ela é inferior. E aí aqui são dados que só para chamar atenção, que câncer de mama por exemplo é o nosso maior volume de tratamento no SUS. Então se eu conseguir técnicas que, tenha diagnóstico precoce e reduzam o tempo total de tratamento, talvez eu não precisaria de tantas máquinas novas. O investimento seria menor como o senhor falou em qualidade de radioterapia. E eu poderia estar apenas brigando para substituir aquelas máquinas mais antigas que é o novo Persus que, que o senhor está está muito bem por dentro. Então tecnologia e acesso à à diagnóstico elas vão andar junto, então o que a gente já falou, equipamentos mais modernos vão trazer menos sessões de rádio, mais hipofracionamento, menos toxicidade então isso impacta bastante. Aqui é só detalhe geral eu sei que eu estourei meu tempo, mas só pra gente é importante a gente mencionar, como é que está a distribuição hoje das máquinas de radioterapia pelo nosso país né? Esse é trabalho muito importante da nossa sociedade chamado RT 20 30, e que mostra panorama de cobertura de radioterapia. E a gente hoje tem em torno de 409 máquinas ali são é o que a gente tem hoje instalado no Brasil. Dessas, 409 máquinas a gente vai ver que a grande parte delas, tem mais de 20 anos, ou seja são máquinas muito antigas. E aí a gente não está nem falando de máquina que a gente trata do próprio programa de expansão, a gente não está falando de cobaltoterapia, que são equipamentos extremamente difíceis de manejar, além de tudo, geram muito mais efeito colateral no nosso paciente. E quando a gente vai falar de alta tecnologia como o rádio cirurgia por exemplo, olha o número de de máquinas que estão disponíveis para o SUS. Então assim, a gente tem 1 realidade muito diferente hoje do que a gente tem na medicina privada e na medicina pública, O que impacta necessariamente no nosso, no nosso na nossa qualidade e no próprio acesso à paciente então eu saio de tratamentos tecnológicos como esse, e vou para pacientes tratamentos como esse, né que é tratamento 2 d, baseado em raiox em que a gente teoricamente não vê o coração não vê o pulmão. E tem muitos lugares infelizmente na nossa nação que estão pacientes recebendo esse tipo de tratamento, que é muito mais tóxico para o paciente. Isso vai gerar muito mais efeito colateral, né então são várias reportagens, só que a gente sabe que a gente tem qualidade pra oferecer coisa melhor. E aí detalhe importante, diagnosticar essa doença de maneira tardia vai causar 1 cascata de eventos, na toxicidade na lesão e no custo que o nosso governo vai desperdiçar em tratamento. E o que acontece? Hoje a gente vê por cenário em que a gente diagnostica doença muito avançada, custo gasto extremamente alto nos não alto do ponto de vista desse dinheiro está sendo direcionado de maneira intencional né, mas ele é forçado a direcionar parte grande parte do investimento para o tratamento sistêmico. Então a gente gasta hoje em torno de 2800000000 em tratamento sistêmico, porque as doenças são avançadas, o paciente é metastático então ele vai fazer quimioterapia, imunoterapia, drogas alfa por muito tempo. Quando a gente vê o gasto em cirurgia oncológica e radioterapia que normalmente são tratamentos mais pra doenças iniciais, ele está praticamente estagnado. E como o senhor muito bem mencionou, a gente hoje gasta 600000000 apenas com raterapia. Ainda há 7 anos atrás a gente gastava 432000000 e a radioterapia tem detalhe muito importante que é basicamente o a inflação dela atrelada ao dólar. Os equipamentos normalmente são em dólar, a manutenção é atrelada em dólar. Então a gente hoje não consegue avançar no investimento em radioterapia porque a gente precisa tratar 1 doença muito avançada que vai consumir muito mais recurso em outras esferas, isso é detalhe importante. Então, como a gente mesmo mencionou, né, a gente tem 1 série de outras além da mama de programas de rastreio importante, que também seguindo essa mesma lógica podem impactar bastante na nossa na nossa qualidade de tratamento e talvez em melhorar as nossas alocações de recurso. Outro exemplo que eu gosto de falar é câncer de pulmão, a gente sabe que o câncer de pulmão é tratamento que cirurgicamente ele é curável quando detectado no início, diferente até da mama a gente não tem tanta mídia e e visibilidade no câncer de pulmão, mas existem já protocolos muito bem estabelecidos de rastreio pra doença inicial, e a doença inicial quando ela é operada ela tem 1 chance de cura muito alta. Só que a a cirurgia vai impactar muitas vezes em quê? Disponibilidade de leito, acesso ao paciente e à condição clínica do paciente aguentar 1 cirurgia. E hoje a gente sabe que com as cirurgias robóticas que infelizmente são pouquíssimos serviços que tem no SUS, o paciente poderia até ser beneficiado mas a grande parte desses pacientes não vão ser operados. E aí eles vão pra radioterapia. Se eu uso 1 radioterapia convencional, isso é muito importante, eu praticamente vou condenar esse cara à morte. Porque com a radioterapia convencional e quimioterapia eu vou sair de 1 chance de cura de 90 por 100 para em torno de 30, além de gastar mais de fazer o paciente ficar mais tempo, eu vou impactar bastante na chance de sobrevida desse paciente. E quando a gente usa equipamentos como esse né, que a gente vai ter como o senhor mencionou, radioterapia guiada por imagem, mesa robótica, modulação de feixe, eu consigo fazer o que a gente chama de radiocirurgia, que é tratamento ambulatorial, o paciente vai ao hospital faz de 3 a 5 sessões e tem 1 chance de cura muito semelhante ao processo cirúrgico. Sem precisar internar, indo muito menos vezes ao hospital e consequentemente tendo 1 chance de cura maior, né? Então como conclusão acho que o diagnóstico precoce deputado, ele tem que ser 1 política de estado, a gente tem que fazer algo duradouro independente do tipo de governo que a gente tiver, a gente tem que colocar regras assim como fez o Reino Unido, existem as políticas muito claras do que que a gente tem que fazer, a restrutração da oncologia e radioterapia ela é fundamental, acho que todo mundo aqui vai falar, a gente vai ter opinião do da oncologia também, mas na radioterapia essas novas soluções que chegam não é só questão de de tecnologia, muitas elas não, elas mudam o nosso tratamento, elas mudam nossa qualidade de vida do paciente, elas diminuem o risco de eventos adversos desse paciente, e também principalmente eles vão diminuir o número de sessões e consequentemente vai aumentar a oferta sem precisar por exemplo trocar a máquina. Financiamento do setor ele é extremamente importante aí a gente tem que pensar também que esse financiamento não é só na aquisição que é importante, mas também na forma de custeio dessas operações como eu falei, a gente vê que o gasto em radioterapia ele ele foi muito pequeno ao ao longo do tempo, diferente do que a gente teve de dólar, de inflação, et cétera. E muitas vezes o investimento em tecnologia através de parcerias até público privadas que é o que a gente tem feito né? De apoiar com tratamentos aí que seja com instituições filantrópicas ou própria instituições privadas, aqui em Brasília é exemplo né o governo ele acaba ajudando instituições privadas pra ter acesso a essas tecnologias, mas eu acho que esse seria caminho. Desculpa pelo tempo, mas era importante e agradeço vocês mais 1 vez obrigado.

0:0014:11
25 de nov, 14:33
#5
Transcrição por IA

Agradeço ao doutor Alisson. É o meu dever era interrompêlo mas, fica difícil quando alguém com tanto conhecimento vem nos ajudar, está bom? Eu queria pedir, as 2 mulheres são as 2 últimas dessa mesa pra se conseguir espremer mais o tempo aí tá? E então eu estou chamando agora a Marlene Oliveira, que é presidente do instituto lado a lado pela vida. Boa tarde a todos. Boa tarde Marlene. E, está saindo só?

0:000:35
25 de nov, 14:47
#6
Presidente - Instituto Lado a Lado pela Vida Marlene Oliveira
Marlene Oliveira

Presidente - Instituto Lado a Lado pela Vida

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Tá. Tá. Eu fiz 1 apresentação mas pelo tempo aí né e como o doutor Alisson né, pegou pouquinho do tempo vou fazer aqui sem a apresentação mesmo. Eu acho que o doutor Alisson ele trouxe ponto que pra mim é é muito importante, o Instituto Lado a Lado é 1 organização que existe há 16 anos, onde nós sempre atuamos na questão da prevenção e do diagnóstico precoce. EE0 ponto e o ponto principal pra nós, é esse. O diagnóstico precoce e a prevenção tem que ser 1 política de estado. Não dá pra ser política de governo. Enquanto isso não acontecer no nosso país, a gente vai continuar enxugando gelo. E aí, eu não vou fazer aqui 1 apresentação apaixonada. Eu vi as tecnologias né, 000 deputado Paulo trouxe a questão do equipamento de próton que é 1 coisa maravilhosa, só que quando a gente vai pro dia a dia, deputada, a gente vê outras dores, né, é outras realidades, né? E aí, eu queria muito trazer a questão do diagnóstico precoce. Primeiro, a gente vive 1 indefinição de que, nós estamos falhando enquanto sociedade com homens, mulheres e crianças com relação ao diagnóstico precoce. Isso é fato. Nós temos 2 políticas de rastreamento que é pra câncer de mama, e colo de útero. E mesmo assim, eu até trouxe número aqui né, que nós tivemos aqui, em 2023, 7084 óbitos pra colo de útero. É número muito alto. Estamos, errando, estamos falhando, onde está o diagnóstico precoce? Colo de útero. O Fernando é 1 das pessoas que tem trabalhado muito, tem se dedicado, e a gente sabe que é câncer que é prevenível. A minha instituição tem trabalhado na questão da eliminação do câncer de colo de útero, só que o câncer de colo de útero, a gente tem trabalhado para as futuras gerações. E o que que eu faço com as mulheres hoje? Elas estão morrendo com câncer de colo de útero. E pra isso a gente precisa entender a equidade do acesso, a gente precisa entender que a gente tem a lei dos 30 e dos 60 dias que elas não estão sendo cumpridas. E não estão sendo cumpridas, em quase 90 por 100 dos estados brasileiros. E aí o paciente vagando na rede, de lado pro outro. Existe a desinformação, por mais que a gente fale que a informação está aí, que as pessoas têm acesso, que está com o celular à disposição, mas a informação não chega. E com isso a gente tem 1 insuficiência de equipamentos de imagem, insuficiência de patologistas, a regulação e acesso que pra gente é algo que é muito complicado. E aí vem a questão dos vazios assistenciais, As distâncias que os pacientes enfrentam, pra ter acesso aos centros de alta complexidade. As longas filas, e aí eu falo de diagnóstico precoce. E com isso, eu tenho 1 má utilização dos serviços especializados, eu tenho 1 imprecisão, e qualidade dos exames de imagem, isso a gente precisa falar, O impacto socioeconômico, as pessoas vendendo carros, vendendo suas casas, vendendo o que tem pra conseguir fazer seus exames, pra conseguir ter acesso. Fazendo. Fazendo. Fazendo. Então, isso é a realidade que a gente vive. E com isso, a gente precisa entender que essas pessoas estão tendo diagnóstico tardio. E estão chegando no sistema com o estadio 3 e 4. E aqui, a minha mesa é para falar de prevenção e diagnóstico precoce. Então isso é muito doloroso. Porque não é essa a realidade que a gente vive. E com isso, a gente precisa falar, dos números de cirurgias que são reduzido, a baixa efetividade, aí a gente tem a a questão da alta judicialização com relação a medicamentos e a todo a a toda essa jornada desse paciente. E também a gente precisa entender a questão do gasto em oncologia. A gente fala que falta financiamento, que falta recurso pra oncologia, mas também falta gestão. E aí quando a gente olha pra questão do financiamento, a gente sabe que está faltando recurso. Agora está pra se discutir pra sair aí, né o pacote aí que o Haddad vai anunciar, não sabemos se vai cortar a questão da saúde. Não sabemos, está pra sair aí, a gente está aguardando amanhã vai ter a reunião do com Sinca, estamos todos aguardando aí, a as nossas, né, tão esperadas, né, liberações aí das nossas PCDTs. Vamos ver o que vai sair. As pacientes, todos os pacientes estão aguardando. E com isso, o que que a gente tem? Precisa ter 1 verba direcionada pra questão da prevenção e do diagnóstico precoce. E isso tem que ser monitorado, tem que ter 1, a gente vocês costumam falar verba carimbada né, Que tem que tem acompanhamento pra isso. E com isso, a gente precisa entender também que a gente vive num país que é tripartite, onde você tem federação, estado e municípios. E hoje a nossa realidade é que os estados está terceirizando a questão da oncologia para os municípios, e os municípios não estão suportando esse custo. Essa essa é a realidade que a gente está vivendo. Então não adianta a gente ficar aqui discutindo se a gente não mudar essa realidade. E pra isso, eu coloco o seguinte, ou a gente coloca o bode na sala, e fala, olha, a gente tem que tirar esse bode da sala e colocar o câncer como prioridade nesse país, ou a gente vai continuar vindo nessa casa todos, todas as semanas, sessões, falando as mesmas coisas, reclamando, falando e a gente não mudando esse cenário. Então, a gente só vai mudar essa realidade se todos nós caminharmos na mesma direção e fazer com que esse governo coloque como prioridade o câncer. Obrigada. Obrigado Malene.

0:008:06
25 de nov, 14:47
#7
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Agora com a palavra a Luana Lima. A Luana é gerente, de advocacia e políticas públicas da associação brasileira de linfoma e leucemia a Abraália. É isso mesmo Luana? Isso. Muito obrigado, fica à vontade você tem 10 minutos. Muito obrigada.

0:000:18
25 de nov, 14:55
#8
Gerente de Advocacy e Políticas Públicas - Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE) Luana Lima
Luana Lima

Gerente de Advocacy e Políticas Públicas - Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE)

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Paulo Foletto e a todos aqui que estão na mesa. Queria cumprimentar todos que estão aqui também, de forma presencial, meus colegas que estão online, sobretudo, as pacientes. Joana sempre traz aqui com muito carinho as pacientes, mulheres fortes né, que estão aqui também para contribuir com esse debate. Eu falo em nome da associação brasileira de linfoma e leucemia, a BRAE. E queria falar pouco sobre esse contexto primeiro né? A gente está aqui falando de diagnóstico de acesso, e esse acho que é dos principais temas quando a gente está falando da política nacional de prevenção e controle do câncer, né? Eu venho sempre contextualizando que essa política não é 1 política nova, a gente tem texto já antigo, né? E que a gente acaba esquecendo, a gente tinha 1 portaria de 2013, e há mais de 2 anos, claro, a gente teve conquistas importantes no âmbito do SUS, mas há mais de 10 anos, a gente vem tentando trazer, né, fazer com que seja 1 política efetiva, né, de âmbito nacional as questões ligadas à oncologia. E como foi citado aqui pelos meus colegas, a questão da oncologia devido aos dados, há muito tempo deveria ser 1 prioridade dentro dos governos, né. Com a política nacional de prevenção e controle do câncer no âmbito do SUS, né, com esse texto novo e que é 1 lei, né, a lei 14758, a gente tem agora realmente a esperança de termos compromisso de Estado com relação às ações que precisam ser feitas, né? Amanhã a gente tem a reunião do Consinco e aguardamos aí ansiosamente as portarias. Mas o que eu queria falar é que, pra que essa política ela seja de fato, é 1 política efetiva, né, a gente tem aqui vários olhares. Então a gente tem dos especialistas, a gente tem das organizações da sociedade civil, a gente tem se dedicado ali junto com os profissionais da saúde em âmbito regional de saber qual é essa realidade de como funcionam realmente as coisas. E eu queria trazer pouco aqui dos dados como a gente tá falando de diagnóstico e a gente está falando de acesso, eu vou trazer pouco daquilo que eu tenho relacionado a onco hematologia, né, ali dentro da Abrel a gente trabalha com os pacientes da da onco hematologia, Mas antes, se eu for pegar os dados gerais, né, de incidência de câncer, que a gente tem do Inca e a estimativa desse triênio de 2023 e 2025, todos sabem, né, é de mais de 703000 casos, a gente teria número de mais de 2000 diagnósticos por dia, no país. Então imagina dado desse. Como o nosso sistema da conta desse número de dia a dia de diagnósticos? Tendo em vista o que já foi colocado aqui das desigualdades regionais, quando eu estou falando de de oncomatologia, só para a as estimativas são o seguinte, só para linfoma não Rodgkin, mais de 12000 casos. Para leucemias, 11540 casos. De linfoma de Rodkin, 3080 casos. Então isso totaliza cerca de 30000 novos casos por ano de câncer hematológico, incluindo aí na incidência entre homens e mulheres. O tempo de diagnóstico de espera ele vai variar de 26 a 136 dias, dependendo do tipo específico, né, de de câncer, se for linfoma se for 1 leucemia. Mas a gente tem número muito grande, a gente sabe que por exemplo leucemias agudas não pode esperar. A gente tem a lei dos 30 e 60 dias, 60 dias pra pra que inicie tratamento. Dependendo do tipo de leucemia, a gente perde o paciente. Não temos tempo, não temos tempo, não é? Em comparação com o câncer de mama, a média é de 50 e dias entre a primeira consulta e o diagnóstico. Então assim, ainda é tempo longo, talvez, né, mas para as leucemias ainda é muito pior, para os cânceres hematológicos é muito pior. Ponto positivo é que a média de dias para o acesso ao tratamento ela tem diminuído. Nós temos feito clamor com relação a a onco hematologistas não somente nessa concentração da região sudeste, sul e sudeste, mas também no norte. Hoje eu estou acompanhando casos específicos como a situação do estado de Sergipe. O principal hospital que faz o tratamento diagnóstico e o tratamento, lá em Sergipe, nós tínhamos número de 9 a necessidade de 9 oncoematologistas. Hoje nós temos 3 do principal hospital em Aracaju, principal hospital de Sergipe. Isso é 1 situação gravíssima, isso é 1 situação muito séria que retrata o estado a forma como a gente, tem grandes discrepâncias na região sul e sudeste e na região norte nordeste. Foi citada que a questão da radioterapia, a gente teve no ano passado em, no no Amapá, nós estivemos em Macapá, fazendo fórum regional lá, a gente não tem radioterapia lá. Doutor sabe não temos equipamentos, né, então é 1 situação, muito séria e muito triste. A média de tratamentos pra linfoma é de 62 dias, de mieloma múltiplo por exemplo, que também é outro câncer do sangue 59 dias, e mielofibrose 85 dias. Quando a gente fala da distribuição dos profissionais, a maioria está concentrada como eu já falei aqui mais de 60 por 100 na região sudeste, 60.4. Enquanto as demais regiões possuem proporções menores, né? Sul, 14 por 100, nordeste, também 14, centrooeste 7 por 100 e norte 3 por 100. O sistema, nosso sistema ele conta com 92 unidades de oncologia habilitados para tratar casos de hematologia. Porém essas especialidades elas são escassas, e elas representam só 0.7 por 100 dos médicos no país. Então para diagnóstico e para acesso ao tratamento, eu preciso ter profissionais o desenvolvimento a gente precisa ter profissionais de todas as áreas. Aqui eu estou falando só, da questão da do Ancoemato, mas é muito grave. Transplante de medula óssea, nós acompanhamos, a gente faz trabalho aqui junto com outras instituições com a Ânio, com a SBTMO, a situação é extremamente crítica nós estamos perdendo crianças porque não conseguimos fazer transplante em tempo, transplante pediátrico. E não é, não é por falta de ter doador compatível, mas em razão da estrutura e do sistema e dos profissionais. Bem, como meu tempo já acabou, eu queria só destacar aqui outros outras cidades em que a gente está atuando, Pernambuco a situação dos serviços é muito crítica. Nós temos levado essa situação pra discussão com os ministérios públicos estaduais. E o que a gente vê que se não trabalharmos município e estado em conjunto, nós não vamos conseguir desenvolver essa política, de forma alguma. Vocês vejam a gente teve 1 decisão recente agora do STF a respeito da judicialização de medicamentos. Essa decisão, né, que foi 1 decisão conjunta dos ministros, teve 1 repercussão muito grande para os pacientes, sobretudo de doenças raras e oncológicas. Tribunais. Então vejam, a gente teve o ministério da saúde trabalhando esse acordo, a gente teve o judiciário trabalhando, CONASCONASES, Conselho Nacional de Saúde. Tivemos 1 decisão com pontos positivos, mas que eu reforço, né, porque estabelece quem paga e de quem é a competência, qual é o valor de quem vai pagar. Mas com 1 repercussão, que seria muito muito muito positiva se nós tivéssemos cenário de políticas públicas bem estabelecidas. Eu não vou entrar nem nem na situação de falar de acesso a tecnologias e da CONITEC, enfim, mas que exige que a gente tenha políticas estabelecidas. Mas por que que eu estou citando a decisão? Porque não foi construída política no âmbito do executivo, foi lá no judiciário que foi feito acordo. E nós aqui com a política nacional não conseguimos ainda ter 1 regulamentação que depende de articulações e de acordos. Se municípios e estados não tiverem implicados, se a gente não tiver trabalho forte de atenção básica, se a gente não tiver o investimento em diagnóstico e garantir que políticas por exemplo de prevenção como, a proibição das vapes, que está sendo discutida aqui nessa casa, né? A reforma tributária. O deputado está falando aqui, o cenário é que vai passar, isso é 1 vergonha para o nosso país. Se a gente está discutindo aqui, financiamento e saúde, e a gente muda a regulação para permitir que esses dispositivos sejam usados no nosso país para que haja liberação desses dispositivos, isso é 1 incoerência total, isso é 1 incoerência. Então, queria fechar a minha fala falando que diagnóstico precoce salva vidas, acesso ao tratamento salva vidas, e a gente precisa realmente que seja feito esforço conjunto, pra que a gente mude esse cenário, a nossa perspectiva é sempre otimista, mas a gente não pode deixar de apontar a realidade desafiadora que a gente tem hoje, muito obrigada. De novo obrigado Luana.

0:0010:16
25 de nov, 14:56
#9
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Presença, pela fala, e nós temos companheiro que está virtual que é o Alexandre bem que está nos acompanhando virtualmente, e que eu passo a palavra agora Alexandre, se eu puder ser conciso aí porque nós temos 1 tarde longa aqui ainda está bom? Muito obrigado pela, pela distância pela disponibilidade está bom?

0:000:25
25 de nov, 15:06
#10
Coordenador de Adocacy - Federação Brasileira de Insituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) Alexandre Ben
Alexandre Ben

Coordenador de Adocacy - Federação Brasileira de Insituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA)

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Boa tarde deputado Foletto, quero saudar todos os integrantes da mesa, doutor Fernando, Marlene, Luana, Joana, todas as pacientes que estão aí. Eu quero aqui na minha comunicação também ser bem breve conciso, mas eu não queria deixar de trazer aqui algumas palavras referentes a organização de associações de pacientes de câncer de mama no Brasil, então a FEMAMA é 1 federação que hoje tem tentado vocalizar a fala de pacientes nas regiões mais distantes do nosso país, é tentar trazer a experiência do paciente para que os gestores públicos possam a partir dessa experiência também pensar sobre a qualidade das políticas, a qualidade da entrega do que tem sido feito hoje na área de câncer de mama. Eu acho que nós vivemos no no Brasil momento que nós precisamos reconhecer como momento positivo, né, em que nós temos assim no cenário legislativo 1 série de legislações importantes que foram aprovadas, tramitam na casa, então o ponto de vista do debate legislativo sobre o que que a gente precisa ter pra 1 política oncológica, eu acho que ele é bem aquecido. Nós tivemos no Ministério da Saúde a criação da coordenação, né, de controle e prevenção do câncer a CGCAM que doutor Fernando aí teve a oportunidade de conduzir durante período o que também é importante do ponto de vista da institucionalização da política pública se a gente não tem setores especializados dentro do ministério fica muito difícil a gente transitar a pauta. Em terceiro lugar, eu diria que nós temos 1 sociedade civil hoje bem organizada que está promovendo o debate, que está incidindo sobre a política pública, que inclusive foi parte aí da construção da nova política nacional de prevenção e controle do câncer e que a todo momento está chamando o poder público a sua responsabilidade. Então eu acho que essa trinca, esses 3 pilares eles nos indicam aí que nós temos chance de conseguir avançar nesse sentido dos próximos anos no Brasil. Quando a gente fala em câncer de mama acho que é importante notar que nós estamos falando de 1 doença com comportamento bastante heterogêneo, então se por lado a gente tem o desenvolvimento da doença às vezes de forma lenta e rastreável, por outra a gente também percebe comportamento atípico, então o nosso sistema ele tem que estar preparado para responder a complexidade com a que a doença se apresenta hoje, cada vez mais nós vemos mulheres jovens hoje acometidas pelo câncer de mama e o nosso sistema ele tem que ser capaz de dar conta de toda essa realidade nosso sistema que por sua vez ele é bastante heterogêneo e essa é o nosso principal ponto de preocupação quando nós olhamos para o Brasil a gente percebe que o sistema único de saúde não é o mesmo em todas as regiões, nós temos locais onde há facilidade de acesso, mas nós temos os locais onde há dificuldade de acesso, e recentemente a FTPama reuniu a sua rede para escutar toda essa diversidade aí regional e os relatos que nos chegam são justamente esses né algumas regiões do Brasil e que nós não estamos conseguindo avançar é no acesso. Ponto que nos preocupa muito é problema da capacitação dos profissionais. Hoje a FEMAMA tem disponibilizado para o público já desde a semana passada curso de formação para médicos e enfermeiros da atenção primária em saúde sobre câncer de mama. O nosso diagnóstico é que o profissional que está lá na atenção primária, ele muitas vezes desconhece a problemática do câncer de mama, ele não consegue dar boas orientações e bons encaminhamentos e há déficit sim de letramento técnico desse profissional, eu a FEMAMA tomou a iniciativa aí de reunir profissionais que fazem formação de pessoas, fazem formação de médicos e enfermeiros especialmente, e desenhar curso gratuito que hoje a gente tem oferecido aí para secretarias de saúde, nós estamos aí no processo justamente de levar esse material para poder de alguma maneira contribuir com o profissional que atende as pacientes lá na ponta. Segunda questão que nos preocupa a importância de diagnóstico dos gargalos do sistema, nós sabemos que o ministério da saúde tem feito isso, o doutor Fernando liderou isso durante o período que esteve no Ministério e é fundamental a gente ressaltar isso, é preciso, acho muito apurado da situação da oncologia em todos os cantos do Brasil, sem esse diagnóstico a gente não consegue avançar. Então nós estamos lá na ponta com o paciente acompanhando essa jornada do paciente, enxergando algumas coisas, mas esse diagnóstico ele precisa ser ser bem construído, bem consolidado, pra que a gente tenha em mãos né, 1 radiografia real do Brasil e nos permita avançar. Terceiro ponto que nos interessa muito discutir aqui é esse déficit de acesso à informação. Hoje a gente percebe muitas vezes que a tem 1 fé no tratamento, ela não quer iniciar o tratamento porque ela não considera que será bem sucedida, isso é muito complicado na medida em que as pessoas muitas vezes deixam de fazer os exames, deixam de cumprir as etapas da jornada porque olham e não percebem que o sistema tem capacidade de responder e muitas vezes, abandonam o tratamento. Hoje não há conhecimento muito bem consolidado sobre os fatores de risco que são que propiciam os diversos tipos de câncer por exemplo é alimentação de má qualidade é a obesidade o sedentarismo tudo isso são fatores de risco hoje não estão na ordem do dia a gente precisa avançar no sentido de consolidar 1 cultura de cuidado com esses fatores de risco porque sem isso nós não conseguimos mobilizar a população para fazer o acompanhamento da doença Hoje quando nós olhamos para as baixas coberturas mamográficas a gente percebe que os municípios eles não têm estratégias de busca ativa, muito recentemente a Femama foi convidada pelo Ministério Público na região sul do Brasil para acompanhar o movimento aí de, de 1 audiência pública em torno da baixa cobertura mamográfica que envolvia 1 série de municípios da região litorânea, e o que nós percebemos ali foi ausência por exemplo dos secretários de saúde. Então o problema está colocado e a gente hoje não consegue fazer debate muito vertical, porque nós não estamos conseguindo comprometer os gestores sobretudo os municipais com o problema. A Marlene nos traz aí 1 questão muito importante, né, de que muitas vezes o município está sendo sobrecarregado, sim, isso é verdade, mas nós temos defendido na FEMAMA a importância do papel protagonista do município e durante esse ano de 2024 nós lançamos desafio aos candidatos chamados cidades, a coalizão das cidades no controle do câncer, que teve a participação também da Bralha, Oncoguia, e outras organizações importantes do segmento, porque nós queremos responsabilizar os municípios com a gestão da oncologia se o município não for é protagonista nesse processo dificilmente a gente vai avançar com essas essas questões que envolvem atenção primária em saúde então esses são alguns dos elementos que nós temos tentado trazer para discussão, reconhecemos o papel que o Ministério da Saúde tem tentado fazer aí em termos de liderança do sistema, mas reconhecemos que ainda é preciso fazer mais né, estamos aí às portas da publicação do PCDT de câncer de mama, protocolo clínico de diretrizes terapêuticas, onde a gente espera aí, que o ministério esteja afirmando algumas medicações que foram incluídas e que hoje não estão sendo oferecidas para câncer de mama. Se eu estou aqui TDM1 e inibidores disciplinas que devem aparecer aí no PCDT e nós estamos no aguardo desse movimento. Eu acho que nós temos 2025 aí ano para nós conseguirmos avançar, é a sociedade civil organizada ela está preparada para fazer isso para ser parceira do poder público teremos agora no ano que vem também nos aproximarmos nos municípios sobretudo aqueles que têm tido a maior dificuldade para levar não só a voz do paciente mas para levar também esse nosso apoio técnico né para nós conseguirmos desenvolver políticas de prevenção, políticas de rastreio, a busca ativa mesmo, conseguir comprometer as pessoas com seu processo de acompanhamento, rastreamento do câncer de mama e eu acho que é isso que cabe à sociedade e por fim parabenizar a iniciativa do Parlamento, eu acho que nós precisamos ter esses eventos de forma continuada e sistemática, são eles que nos ajudam, né, a definir algumas agendas de trabalho, a unir especialistas, e a colocar aí sem dúvida, o tema da oncologia, na pauta da agenda pública brasileira, tá certo? Obrigado, deputado Paulo, fico à disposição aí também. Obrigado.

0:009:07
25 de nov, 15:06
#11
Transcrição por IA

Alexandre, que fechou, completou muito bem essa primeira etapa dos 5 expositores. Eu tinha calculado que a gente faria, 1 mesa por hora. Se a gente for pensar nisso nós estamos 16 minutos atrasados pra primeira mesa, mas foi a primeira, a gente apanhou pouquinho demorou pouquinho pra começar. Eu quero dar oportunidade pra que 2 ou 3 perguntas aqui do nosso plenário possam ser feitas. Eu pergunto, se alguém aqui do plenário, está com com, tem alguma pergunta programada aí formulada pra pra pra que a gente possa atender aqui, ao vivo a as questionamento de vocês e aproveitar nossos expositores.

0:001:00
25 de nov, 15:16
#12
Transcrição por IA

Opa Mayra, que bom. Parabéns pela iniciativa, parabéns pra todas as pessoas que estão aqui presentes, mas eu estou aqui na qualidade de parlamentar, na qualidade de médica, e mas tem detalhe que nos assemelha, eu estou em tratamento de câncer de mama. Em 2022 eu fui diagnosticada com câncer de mama na sequência câncer de pulmão e câncer de intestino. Então assim, o que eu quero relatar aqui é a diferença hoje que nós temos apesar de toda a grandeza do SUS, do do acesso ao tratamento no âmbito privado e no âmbito público. Eu tive 3 doenças graves em ano sem nenhum fator de risco, com testes genéticos negativos, e eu fui tratada em 6 meses das 3 doenças e estou aqui pra contar a história. Mas eu exerço a minha atividade como médica perita federal, e o que eu encontro todos os dias na perícia médica são mulheres, que diferente de mim, passaram por 1 peregrinação até conseguir realizar o diagnóstico, depois elas passam por 1 peregrinação até conseguir fazer o tratamento, e isso tem tempo enorme, que acaba levando muitas vezes a elas quando conseguem acesso à perícia que também demora, elas já estão muitas vezes com metástase pra diversos órgãos. Então nós temos muitas leis no Brasil e todos os dias nós apresentamos novas leis aqui nessa casa, aprovamos novas leis. No entanto a gente vê ainda 1 cobertura muito baixa de de dificuldade de acesso em todo o Brasil, e apesar do subfinanciamento que também dificulta o SUS exercer o seu papel com grandeza maior, a gente ainda tem 1 desorganização muito grande na gestão eu concordo com você Marlene, porque eu sou médica atuante há 33 anos a gente sofre muito. Hoje eu tenho no meu estado 1 ação do Ministério Público, dizendo que a lei seja cumprida, que as mulheres tenham 60 dias pra iniciar o seu tratamento, e a gente faz termo de ajuste de conduta e vê que isso é recorrente e que não se resolve em definitivo. A gente também precisa resolver a divergência que existe hoje no Brasil entre o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Mastologia. A sociedade determina 1 faixa etária a partir dos 40 anos o Ministério como 1 questão de saúde pública pra atender o maior número de mulheres, nos recursos que ele oferece coloca 50 anos como limite, e a gente tem 15 a 20 mulheres que fogem dessa estatística e que vão ter câncer e que vão estar condenadas muitas vezes à morte. Então muito mais do que novas leis a gente precisa de políticas públicas eficazes que atendam a todas essas mulheres, que elas possam ter o direito que eu tive de estar aqui hoje, fazendo a minha busca da cura total. Então que a gente esteja juntos como legislador deputado pra cobrar do Ministério da Saúde, pra cobrar nos nossos estados e municípios, que o cumprimento das leis seja feito senão a gente vai voltar aqui como disse a Marlene, todos os anos pra gente fazer a mesma cobrança. Muito obrigada.

0:003:17
25 de nov, 15:17
#13
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Mayra, obrigado pela presença, e pelo seu depoimento, né e a sua colaboração aqui conosco, e juntese à comissão, de combate ao câncer né aqui na na casa que, tem procurado futucar o governo. Eu vou aproveitar, não sei se o Fernando, que está aqui do meu lado que é colega médico, talvez ele tenha, ele tem alguma limitação de de falar tudo aqui, mas você ficou ano e meio lá né Fernando? Fernando ficou ano e meio no ministério, eu estive com ele reclamando da questão da radioterapia, da diferença de de equipamento que que era para o Ministério comprar o equipamento, que fosse menos agressivo, calçasse menos efeito colaterais, na no programa de instalação de de de tratamento para radioterapia que o, o Alisson falou já estão instalando lá no Amapá ou está instalado já estão instalando era Amapá e Roraima que não tinham que estão recebendo né Fernando Fernando participou. Fernando você ficou ano e meio lá. Pediu pra sair por questões pessoais e tal. Você, esse nesse ano e meio, a realidade do governo, dentro do que você pode nos falar aqui, quais são as limitações, quais são as as, o no que o governo tem falhado, é porque assim, quando falta profissional, igual você falou Luana, que é lá no meu estado, eu tenho colega na minha cidade, que ele quando ele é ele é hematologista, mas ele quando ele ele fazia diagnóstico de de de de leucemia alguém mandar para ele, ele não quer atender esse doente então esse trabalho danado, não paga porcaria nenhuma, manda depressa embora, né? Então essa é 1 realidade que você falou aí, mas eu queria que o Fernando se ele pudesse colocar alguma coisa aqui da vivência dele de ano e meio, quais são os problemas que o governo tem que, tem que colocar como prioridade pra vencer rapidamente porque essa troca de equipamento por exemplo pra mim, ela tinha que ter sido consolidada, eu fui lá reclamar isso com você, vou te falar 1 coisa, na época o custo da troca do equipamento era 500000 reais. Quando a gente quando eu consegui, quando eu entrei no jogo que eu fui colocar a emenda pra mim, pro nosso equipamento que está, que trocou, que vai chegar já estava 3000600, e não passou nem 2 anos. O a 1 empresa privada muito mais rica adquiriu onde estava sendo produzido os equipamentos que o Brasil tinha feito, 000 consórcio lá e tal que, e aí aumentou muito o preço. Fernando, você consegue tempo hábil aí falar pra nós pra gente trocar a mesa? Muito obrigado.

0:003:01
25 de nov, 15:20
#14
Médico Sanitarista Fernando Maia
Fernando Maia

Médico Sanitarista

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Perguntas complexas deputada, deputada, deputado, pedindo pra ser breve com perguntas tão complexas. Eu acho que com relação à radioterapia, o Tiago está aqui acredito que ele vai estar na próxima mês ou na última, não não não lembro agora na programação, mas ele pode falar mais a fundo sobre a questão da da radioterapia. Eu acho que tem ponto, deputado, que a gente quando estava na gestão, a gente de fato colocou assim, precisa substituir esses equipamentos, certo? Isso foi ponto que a gente fez aí dos equipamentos velhos, esses equipamentos que o Alisson colocou de mais de 20 anos. A gente começou ano passado, foram mais de 30 equipamentos que a gente aprovou convênios pra substituição, E eu sei que tem planos pra outras substituições que o Tiago pode depois falar com mais calma. E com relação ao equipamento do PSUS, a gente, a gente teve aí 1 questão aí administrativa, certo, aí num de não conseguir, naquele momento, financiar diretamente mas a gente abriu via Pronon, e aí diversas instituições conseguiram fazer projetos pelo Pronon e vão ser podem ser ter sido beneficiadas no ano passado e e esse ano também, teve novo ciclo e podem ser beneficiadas, né? Então acho que esse é ponto aí sobre a radioterapia no geral. Eu acho que o principal desafio hoje aí em relação com o tema da nossa mesa é esse é o diagnóstico precoce, certo? E pra fazer isso eu acho que, deputado, tem aí 1 grande complexidade. Uhum. Porque o Ministério da Saúde pode fazer muitas coisas, mas quem executa as ações de serviço de saúde são estados e municípios. No câncer, a gente tem aí 1 1 realidade também que 70 por 100 dos serviços são filantrópicos contratados, certo? Então aí você tem 1 grande complexidade, certo? E aí até teve iniciativas né na gestão anterior, foi foi repassado recurso pra estados e municípios com relação a câncer de mama e colo de útero, pra melhorar o rastreamento e nenhum dos estados nenhum atingiu a meta, né do recurso que foi passado. Então é muito complexo, né, eu acho que o o que eu penso hoje enquanto estratégias eu acho que o ministério está seguindo na linha bastante acertada de, estruturar o rastreamento do câncer do colo do útero com esse novo modelo com teste molecular e com a perspectiva de fazer rastreamento organizado, certo? Eu acho que no momento que a gente organiza o rastreamento pro câncer do colo do útero, é muito fácil na sequência a gente organizar o rastreamento pro câncer de mama também porque a gente vai ter o principal problema hoje que a gente tem é de o principal problema hoje que a gente tem é de fato saber quem são as pessoas elegíveis, ter sistema de informação, ter essa navegação da paciente ao longo da linha de cuidado, garantir que faça os exames então acho que a perspectiva é de se a gente conseguir fazer isso com câncer colo de útero que a gente está falando de contingente bem menor populacional, a gente consegue depois fazer isso pro pro câncer de mama também em termos de pessoas com que vão peatar positivas e precisar. Eu acho que a gente tem aí 1 necessidade de estruturar esses serviços diagnósticos eu acho que a UCI é vai ter papel importante de estar pagando a mais por esses serviços que vão ser feitos aí no dentro do prazo correto, então vai estimular, mas eu acho que a gente precisa, e aí falando a minha opinião pessoal, eu acho que 1 1 ponto importante de investimento que a gente precisa priorizar, é anatomia patológica. Se a gente não investir em ter mais anatomia patológica, em ter mais laboratório de anatomia patológica, modernizar os equipamentos, ter aí telepatologia, a gente não vai conseguir enfrentar porque câncer precisa de diagnóstico, o diagnóstico é com anatomia patológica, se eu não tiver isso, eu vou estar só aumentando a fila da anatomia patológica e virar daqui a pouco, eu estou aqui com sei quantas 1000 lâminas aguardando ser analisadas, então eu acho que talvez seja ponto que a gente não tem abordado com força nas políticas, a gente precisa abordar, a gente precisa ter 1 política pra patologistas.

0:003:55
25 de nov, 15:23
#15
Transcrição por IA

Obrigado Fernando, eu sabia que às vezes a gente não pode falar todas as verdades aqui, sabe o disso gente? É 1 porcaria viu da gente, mas vamos lá. Eu quero agradecer essa primeira mesa, o Alisson fica porque ele continua conosco, eu queria pedir a vocês pra voltarem lá pra seus lugares, quem puder continuar conosco e vamos chamar a turma aí pra segunda mesa, né? E Fernando obrigado, está bom? Meninas obrigado. Luana, pode ir obrigado tá. A segunda mesa seria o o uso o uso da tecnologia a favor do diagnóstico e tratamento do câncer. Como acelerar a incorporação no SUS. Pra isso eu vou convidar o Daniel girade que é colega médico oncologista do Hospital Sítio Libanês aqui de Brasília. O Alisson que já está conosco e vai continuar, que é presidente da Sociedade Brasileira, vicepresidentes do Sociedade Brasileira de radioterapia, a Joana Jequer, presidente da Recomeçar Associação de Mulheres Mastec somidadas de Brasília, e o seu Felipe Carvalho presidente da Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para a Saúde, a ABMED. Bom Joana obrigado. Tá. O Felipe ainda não chegou, ele chega a tempo e deve, né participar conosco, pela. Nós vamos seguir, nós vamos seguir o o mesmo sistema que a gente vai pergunta a gente vai aproveitar se não conseguir aqui pode encaminhar pra mesa que nós vamos depois encaminhar pros expositores que podem fazer o uso da da da da resposta pra vocês pela pelo pelos canais aí que são utilizados. Então Daniel, a palavra está com você, o Daniel é oncologista do Hospital Sírio Libanês daqui de Brasília, muito obrigado. Boa

0:002:05
25 de nov, 15:27
#16
Médico Oncologista - Hospital Sírio Libanês - Brasília Daniel Girardi
Daniel Girardi

Médico Oncologista - Hospital Sírio Libanês - Brasília

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Todos. É prazer estar aqui com vocês. Cumprimento aqui toda a mesa, na figura do doutor, deputado Paulo Foletto. Vou me apresentar aqui rapidamente e entrar já no tema. Eu sou Daniel Girade então, como o doutor Paulo falou, eu trabalho no Hospital Síriolibanês onde eu coordeno a oncologia clínica, mas eu também trabalho, no hospital de base que é o maior hospital público aqui do Distrito Federal, lá eu atuo também como gestor, como chefe da oncologia clínica, e atuo como médico nos 2 serviços então eu conheço bem as realidades e as dificuldades dos 2 cenários, tanto o cenário da oncologia no serviço público do SUS, quanto também dentro da saúde suplementar. Eu também tive oportunidade na minha formação, de ficar ano nos Estados Unidos, no Institute of Health, que é hoje o maior serviço de saúde, que destinado à pesquisa clínica do mundo então são mais de 27 prédios, mais de 25, 27 serviços lá estruturados basicamente pra pesquisa clínica, não só em câncer mas na medicina como todo. E também atuo como dos coordenadores técnicos da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Câncer do Distrito Federal, aqui representado pelo Augusto. Eu tenho bastante familiaridade no câncer. E o objetivo da gente hoje aqui é falar pouquinho sobre o uso da tecnologia a favor do diagnóstico e do tratamento de câncer. Esse é tema bastante importante, a gente sabe que a incidência de câncer é grande só no Distrito Federal são esperados mais de 600000 novos casos de câncer, e a gente sabe que a tecnologia pode nos ajudar muito com relação a isso. Também a gente sabe que existem entraves importantes para o acesso da tecnologia no nosso país, principalmente quando a gente está falando de combate ao câncer dentro do Sistema Único de Saúde. Como eu disse eu trabalho no sistema de saúde suplementar e também no SUS, e as realidades são bastante diferentes. A quantidade de acesso a novos medicamentos e à tecnologia que a gente tem dentro do serviço privado, são muito distintas do que a gente tem no serviço público. No serviço público, os medicamentos mais modernos como imunoterapias e terapias alvos, não estão disponíveis, muito pelo custo que essas medicações, o que essas aquisições trazem consigo. Também não temos acesso no SUS a equipamentos mais modernos de radioterapia. Geralmente é pelo menos aqui no DF, os nossos equipamentos são antigos, não sendo capazes de oferecer o melhor que a gente poderia pros nossos pacientes. Então são muitos desafios em a questão de acesso à tecnologia. E essa é tema bastante complexo, pra gente conversar aqui sobre como melhorar o acesso à tecnologia do SUS, a gente poderia estar falando de vários parâmetros, a gente poderia estar falando inclusive do próprio financiamento do SUS, como eu falei o acesso a novas tecnologias muitas vezes, trazem aumento de custo importante que tornam isso inviável dentro do orçamento do SUS, e é o que a gente vive na oncologia hoje, muito dos medicamentos novos que chegam não chegam no SUS porque os preços são muito elevados e não há orçamento que que que consiga suportar isso. A gente pode estar falando de políticas públicas também pra acesso, e pra incentivo à aquisição de novas tecnologias. Enfim, o tema é bastante complexo. Eu quis trazer aqui tema pouco mais específico pra gente falar sobre como a gente pode usar a tecnologia pra enfrentar o câncer, que é relacionado à pesquisa clínica. A gente sabe que a pesquisa clínica ela tem, 1 capacidade de fomentar a aquisição EAE ao desenvolvimento de novas tecnologias e trazer isso pra realidade dos nossos pacientes. A gente viu isso acontecer na pandemia da covid 19, onde estudos clínicos foram desenvolvidos rapidamente pra poder desenvolver novas tecnologias pra enfrentar a pandemia e desenvolver novas vacinas e novos medicamentos. E toda a sociedade se beneficiou disso. Então a gente gostaria muito de ver esse modelo mais ágil de desenvolvimento de novas tecnologias e aquisição de novas tecnologias no câncer como todo. E pra isso a gente tem vários desafios também que a gente precisa enfrentar com relação a isso. Quando a gente falando de pesquisa clínica, eu acho que o nosso país tem potencial enorme, nós temos país grande, nós temos inúmeros experiências internacionais, que teriam toda a competência pra conduzir e ajudar a desenvolver novos estudos, em desenvolver novas tecnologias e trazer isso como acesso pra nossa população. No entanto a gente enfrenta muitas barreiras, sejam elas burocráticas ou sejam elas relacionadas ao custo, e ao financiamento da pesquisa clínica. Então 1 das coisas que eu acho fundamental e que se discuta aqui nesse parlamento são justamente isso, políticas públicas de fomento à pesquisa, né, né, pra poder viabilizar mais estudos clínicos dentro do país em relação ao combate ao câncer, assim como a gente teve o exemplo do que aconteceu na pandemia. Não só isso, também precisamos obviamente de recursos financeiros pra conduzir estudos clínicos. Estudos clínicos eles são pra conduzir estudos clínicos. Estudos clínicos eles são caros, exigem recursos financeiros, que podem ser captados das mais diversas formas, não só com a ajuda do governo, mas também através de parcerias e colaborações no setor privado, indústria farmacêutica e outros setores da sociedade. E esse é ponto super importante que quando a gente fala de tecnologia e quando a gente fala de estudo clínico, que é a colaboração. É fundamental que haja colaboração entre todos com o objetivo comum de facilitar e ter acesso a esses estudos clínicos e às tecnologias. Então a colaboração do setor público, do parlamento, dos gestores, dos hospitais públicos e privados e também, da indústria farmacêutica é fundamental pra que a gente tenha mais estudos clínicos no nosso país, que são 1 forma de avanço de tecnologia, criação de nova tecnologia e também de acesso, através de estudos clínicos a gente consegue oferecer aos pacientes do SUS, acesso a novos medicamentos, novas tecnologias, novos equipamentos, que de outra forma esses pacientes não teriam condições de receber. Então acho que é 1 coisa bastante interessante e importante. E pra finalizar aqui, só pra trazer pouquinho algumas informações da Frente Parlamentar Diferente ao câncer do Distrito Federal, que o Augusto acabou de me dizer, que mostra pouquinho desse exemplo de colaboração entre os parlamentares e a sociedade pra dar acesso à tecnologia a novos tratamentos. Pela Frente Parlamentar, a gente está adquirindo que é presidida pelo deputado Eduardo Pedrosa, a gente está conseguindo agora novo aparelho, acelerador linear pro hospital de base que já é 1 demanda bastante antiga, a gente tinha 2 aparelhos, teve que ser desativado, o outro já está em fim de vida que a gente fala que é equipamento que já não, não quase não funciona mais e que não tem acesso mais à reposição de peças, então a gente deve conseguir através de parceria dos parlamentares do Distrito Federal, a aquisição de novo aparelho pra radioterapia, pra radioterapia aqui do Distrito Federal, e o Augusto acabou de me dizer aqui também que foi através da frente parlamentar conseguido 1 nova rubrica né Augusto? Para o orçamento do Distrito Federal da área da saúde do ano que vem, que destina recursos exclusivamente pra oncologia. Isso vai poder trazer maior celeridade pra combate ao câncer aqui no Distrito Federal e também pras políticas que são necessárias pra incorporação de tecnologias que são tão necessárias quando a gente está falando de enfrentamento ao câncer. Obrigado a todos.

0:008:46
25 de nov, 15:29
#17
Transcrição por IA

Eu queria agradecer ao Augusto que é assessor do deputado Eduardo Pedrosa, é isso? Está trazendo as informações de como andam as ações parlamentares aqui no Distrito Federal. Obrigado, obrigado pela presença, obrigado pela colaboração. Alisson, de novo é o segundo a falar aqui na nossa mesa, já falou da na mesa anterior Alisson, muito obrigado e passo a palavra. Mais 1 vez

0:000:28
25 de nov, 15:38
#18
Radio-Oncologista - Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) e Hospital DF Star Alisson Borges
Alisson Borges

Radio-Oncologista - Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) e Hospital DF Star

Transcrição por IA

Oportunidade dessa vez não não vai ter apresentação já gastei meu, mais do meu tempo na primeira, mas acho que focando pouquinho né, quando a gente vai falar de avanço tecnológico, diagnóstico precoce e tratamento, a gente primeiro precisa entender que nem sempre quando a gente vai falar de tecnologia a gente vai falar de tecnologia a gente vai falar de medidas mirabolantes ou coisas que vão ser muito onerosas né? Eu acho que o que a gente tem que fazer no SUS talvez seja pegar bons exemplos de rede privada que a gente já faz. Quando a gente fala de acesso ao diagnóstico precoce a gente estava falando muito por exemplo de radiologia né, na mamografia, nos exames de imagem, a gente vai falar de patologia que o Fernando até falou que é 1 dor que a gente tem né, hoje no nosso país em relação a acesso à patologia, mas a gente vê que tem grandes instituições hoje no Brasil, que já conseguem trazer telepatologia, teleradiologia e você consegue ter acesso a excelentes profissionais mesmo que de maneira remota com a mesma qualidade e relativamente com custo muito baixo. E 1 outra ferramenta que no diagnóstico pode nos ajudar também e já vem tendo várias pesquisas mostrando isso, é a própria inteligência artificial. Hoje por exemplo nos exames de radiologia, a gente tem ferramentas que já são disponibilizadas pelas grandes companhias, em que a gente consegue ali de 1 maneira muito precisa descartar os exames que já não tem nenhum tipo de alteração ou seja não precisa chegar ao médico exame que já está normal, ele vai chegar aquele exame que já vem ali como maneira alterada, mas são 2 caminhos muito muito práticos que a gente já tem hoje experiência na medicina privada e fora, que poderia ser incorporado. Mas focando pouco de tratamento né e eu que a gente vê de acesso e aí eu vou focar em radioterapia que é o o meu papel né o a minha área, a gente vê que a gente hoje tem 2 mundos né? Quando a gente vai pra radioterapia do SUS, quando a gente vai pra radioterapia privada. Eu tenho amigo, colega de trabalho né que trabalha na na na na medicina pública e infelizmente ele fala que toda vez que ele sai da instituição privada que ele trabalha e vai pra instituição pública em que ele trabalha, é como se ele pegasse 1 máquina do tempo e andasse 30 anos atrás, né e por que que a gente vai entender isso? Como eu falei, a gente hoje trata no SUS infelizmente né, quando a gente vai lembrar daquele gráfico que eu mostrei, só 10 por 100 do serviço do SUS hoje deputado, tem equipamento que vai fazer radioterapia guiada por imagem, que vai fazer radiocirurgia, que é esse tratamento mais preciso. Quando a gente olha, 20 por 100 apenas dos dos dos equipamentos do SUS fazem terapia de intensidade modulada. Se a gente for pegar a terapia de intensidade modulada é na década de 90, então quando eu comparo isso com a medicina privada 90 por 100 dos serviços públicos hoje fazem esse tipo de tecnologia contra 10 por 100 então por isso que ele, ele faz 1 brincadeira que é 1 brincadeira triste né? Que é como se ele pegasse 1 máquina do tempo para quem lembrado de volta pro futuro ele fala pega o meu Deloria anhando 20 anos atrás e vou fazer tratamento que se fazia 20 anos atrás. E é importante entender por que a causa disso, né porque que a gente tem essa essa discrepância tão grande? O primeiro grande ponto é isso que a gente mostrou, as máquinas nossas são muito obsoletas né, a gente 50 por 100 do nosso parque radioterápico está em mais de 20 anos. Então estratégias em que a gente tenha empurrão pra que os serviços e como o, acho que foi o Geiradi comentou né grande parte do nosso serviço edição filantrópicos, então, 1 estratégia de que eu consiga apoiar essas instituições, adquirir tecnologias novas, faz muito sentido, mas além de adquirir tecnologia nova a gente precisa pensar em como é que eu vou manter essa tecnologia nova, vamos dar exemplo, se eu pego equipamento antigo de 20 anos atrás, ele vai ter 1 manutenção que eu vou pagar, 1 empresa pra fazer manutenção, na casa de 20000 reais. Se eu coloco 1 tecnologia moderna, 1 radiocirurgia e GRT, essa manutenção vai pra 60000 reais. Será que hoje essas empresas essas esses hospitais filantrópicos, esses seus pais públicos têm custeio pra aguentar isso? E aí muitas vezes a gente viu no próprio programa de expansão inicial quem participou da época, que grande parte dos serviços, não grande parte, até peço perdão mas é parte dos serviços, quando eles entenderam o custo da radioterapia deixe não quiseram mais o equipamento, falar não não não quero radioterapia aqui porque eu não, vai chegar momento que eu não tenho como, então se a gente for pegar o empurrão da gente adquirir essas tecnologias, eles ele é fundamental porque senão a gente não vai renovar esses 20, esses 20 essas 20 anos atrasados de máquinas que a gente tem em grande parte do país e que estão cada dia que passa elas estão ficando mais obsoletas, mas se a gente também não pensar na maneira de custeio e aí é o que a gente olha né naquele gráfico que eu mostrei né o quão pequeno foi incremento de verba pra radioterapia pública ao longo dos últimos 10 20 anos, a gente não vai conseguir daqui a 5 anos a gente está acrescentado de novo que a gente não consegue incorporar mais tecnologia. Então a gente precisa do empurrão, é importante que essas ações sejam feitas pra que a gente ganhe tecnologia, mas se a gente não pensar em algo sustentável ao longo do tempo né numa maneira de custear melhor esse tratamento, pra que o próprio serviço tenha a capacidade né de pagar a manutenção, de fazer o equipamento está funcionando, de fazer o equipamento está bem qualificado pra fazer o tratamento, e o próprio serviço conseguir dar continuidade ao avanço tecnológico né de maneira sustentável a gente não vai, a gente não vai andar. E aí a causa disso tudo né além dessa questão do financiamento tem a própria questão das regulações. Hoje deputado, se a gente for olhar a conitec ela não aprovou o uso de MRT no SUS, então a gente já tentou emplacar, série de vezes o uso do MRT no SUS, e aí é umas, é 1 situação que nos deixa muito triste né, porque eu tenho no rol da ANS a possibilidade de usar MRT, ou seja pra saúde suplementar eu tenho esse tratamento, pra saúde pública eu não tenho. MRT é radioterapia de intensidade modulada, seria tratamento que eu falei lá da década de 90 que trouxe a possibilidade de eu dar dose mais alta onde eu quero e dose mais baixa onde eu não quero, através da modulação do feixe, concentrar a radiação onde eu quero e dar baixa dose no tecido sadio. Então se a gente vai olhar hoje, na dentro da do do SUS né do que da APAC do SUS eu não posso fazer MRT, mesmo serviços que tem MRT eles não recebem esse valor do MRT, não paga. Foi feito trabalho muito interessante na época até o doutor Eronides que trabalhou na Fundação Osvaldo Cruz que prestava serviço pro ministério hoje trabalha doutor Girade Anustrilibanês, em que ele tentou, ele fez projeto dentro do ministério muito interessante, que era de você empacotar esses serviços e dar como o Fernando disse valor maior pra quem tem tecnologia menor pra quem não tenha, ou seja 1 forma de você estimular não só manter a tecnologia mas manter ela atualizada, infelizmente a gente não conseguiu, a gente criou pacote que já foi avanço, né tirou aquele tratamento por número de campos né, só para todo mundo entender, antigamente eu pagava a sessão de radioterapia pelo por número de sessão, ou seja, se eu fizesse 30 dias eu recebia mais do que se eu fizesse 5, então o gestor não tinha muito interesse de também diminuir o número de sessão porque senão ele perdia dinheiro. Foi avanço em que foi feito né então o SUS ele aprovou 1 pacote de radioterapia, ou de independente do número de sessões eu vou receber o mesmo tanto que faz mais sentido. Isso já foi avanço tem estudos que mostram que a gente conseguiu aí no serviço que tinham fila reduzir a fila em 10 15 por 100, porque o, é interessante pro serviço reduzir o tratamento que ele conseguia tratar mais doente, então é isso eu acho que entendeu pouquinho a importância do investimento nos equipamentos, eu acho que essa casa de a gente conseguir colocar né, emendas que ela tem ajudado muito mas nos pacotes aí de de do ministério novas tecnologias, mas entender que se a gente não mexer no custeio, a gente vai estar daqui a 2 anos de novo falo sentado aqui falando que os equipamentos não conseguem ser atualizados, daqui a 10 anos a gente vai ter cenário pior do que a gente tem hoje. Então é isso, agradeço mais 1 vez obrigado. Aí esse é o importante né? O, muito obrigado

0:007:59
25 de nov, 15:38
#19
Transcrição por IA

Eu eu acredito que deve ter alguém do ministério que se não tiver vendo, tem acesso pelo menos aproveita essa fala minha, e tem acesso a algumas algumas exposições que estão sendo feitas aqui né Mayra, deputada Maira, porque não é possível a gente traz as pessoas aqui que mostram a realidade são pessoas que têm competência do ponto de vista de conhecimento e de trabalho, que não estão aqui pra utilizar o microfone pra fazer de forma apelativa, que não estão puxando esquerda direita ou sendo, não tem ninguém aqui fazendo este tipo de situação, a proposta é é que a gente esclareça algumas dúvidas, informe a nossa população que está presente aqui que tem acesso AAAA TV Câmara, o link que nós disponibilizamos fica guardado fica armazenado com facilidade de acesso. O Fernando esteve conosco aqui, o Fernando trabalhou no ministério, eu estive com o Fernando lá reclamando disso, né, de que 1 máquina que faz feixe aberto, e que faz efeito colateral, alguém que está lá no ministério hoje devia ter ter 1 retite aqui química, de efeito colateral, se ele tivesse isso, ele ia mudar os equipamentos, arranjar mais orçamento e aperfeiçoar pra que nós tenhamos avanço tecnológico como você falou, alguém devia ter pelo menos efeito colateral lá pra poder, não estou desenhando de morra não, tem efeito colateral pra saber como é que a gente expõe a nossa população a isso, e que não é muito dinheiro pro orçamento da nação. Se a gente organizar gasto a gente tem muita perda financeira, tá? Mas eu eu estou até triste que é, o mutirão de cirurgias eletivas que estava sendo financiado, dobrando a tabela que é muito pouco, mas tinha andado, parece que nesse corte de gasto aí já tinha acabou o mutirão de cirurgia eletiva que tem tem tem tem muito ainda pra ser Mas de novo obrigado Alisson, pela sua Eu queria só me somar o senhor em protesto porque é a terceira audiência que eu venho aqui pra tratar de temas graves.

0:002:16
25 de nov, 15:46
#20
Transcrição por IA

O país, pra quem sustenta os sons porque nós somos pagadores de impostos todos, e pela terceira vez consecutiva não há nenhum representante do Ministério da Saúde. A gente está discutindo nessas audiências o que é prioridade máxima no país, que é saúde. Então é preciso que haja consciência pra era pra ter representante aqui são centenas de servidores do Ministério da Saúde, e diante de tema de maior gravidade como esse, é direito de todos os brasileiros ter assistência de forma igualitária, e a gente está falando aqui a tarde toda de 2 medicinas, a medicina padrão ouro pra quem pode pagar e a medicina de pobre pra pobre que não tem acesso ao tratamento digno. Obrigado Mário. Na próxima mesa Tiago.

0:000:46
25 de nov, 15:48
#21
Transcrição por IA

Liga está por aí, tem nosso tem representante do Ministério da Saúde aqui obrigado Thiago daqui a pouco ele vai ter chance de estar conosco aqui, então agora, a Joana que é da, presidente da Recomeçar Associação de Mulheres Mastecsionizadas de Brasília. Obrigado Joana. Olá, boa tarde

0:000:34
25 de nov, 15:49
#22
Presidente - Recomeçar - Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília Joana Jeker
Joana Jeker

Presidente - Recomeçar - Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília

Transcrição por IA

Todos e a todas, cumprimento a ao deputado Paulo Foletto, e a todos da mesa, e a todos os presentes não só aqui mas também online, que estão aí pelo canal da TV Câmara no YouTube. Eu sou a Julia Jequer dos Anjos, tive câncer de mama aos 30 anos de idade, e há 12 anos, atuo aqui no Congresso Nacional, à frente da instituição que sou fundador e presidente a recomeçar, pra justamente tentar fortalecer essa agenda, fortalecer o apoio público, o apoio dos legisladores, pra pauta do câncer de mama, que é tão importante pro nosso país. Segundo a OMS, o câncer de mama é a segunda causa principal de morte, não só no Brasil, mas se tornará em 2030 a primeira causa de morte. Essa é 1 urgência muito grande que a gente não não pode negligenciar essa alta incidência da doença no nosso país. Então eu vou falar do uso da tecnologia a favor do gerunócio de tratamento do câncer. Como acelerar a incorporação no SUS? Bom, o que nós podemos fazer, cadê gente? Não estou passando aqui. Ainda não? Ah foi agora foi. Bom, eu venho falar de participação social. A participação social gente, é essencial no processo de incorporação de tecnologias no SUS. Nós enquanto pacientes podemos e devemos contribuir muito pras políticas públicas do nosso país. Nós não podemos esquecer que o SUS, ele é muito novo, ele está em constante transformação, em constante evolução e aprimoramento. Por isso o nosso papel aqui, enquanto pacientes, pra gente contribuir pra evolução do nosso sistema único de saúde. Bom, e nada sobre nós sem nós. Se estamos falando de câncer de mama, a gente tem que ter ao ao paciente como centro das sabemos os efeitos colaterais, só nós sabemos como é melhor o nosso tratamento, as nossas necessidades de outros profissionais também então a gente tem que ser ouvido deputado Paulo Foletto, e é por isso que a gente está aqui, pra ser ouvido pra fortalecer essa agenda, desde 2012, e a gente faz muitas ações, muitas atividades aqui no congresso, no Outubro Rosa a gente teve 1 exposição no espaço senado da galeria, fizemos também na rampa 1 chamamento pra publicação do PCDT do câncer de mama, tivemos aqui no espaço servido na última semana de outubro a semana inteira com ações e ativações pra chamar atenção pra essa pauta então, a gente faz muito pra poder chamar atenção dos legisladores, porque são muitos legisladores nessa casa. Se a gente conseguir mais emendas pra destinadas pra o tratamento, prevenção e diagnóstico do câncer, certamente a gente não teria esse cenário que a gente tem hoje, Né? Então é fundamental que todos os parlamentares se engajem e também destinem recursos pra emendas pra a destinação dos seus estados. Bom, como que pode se dar essa participação social? Tem várias formas. Na conitec, há cadastro no Ministério da Saúde que pode, você pode participar como paciente de testemunho. Você pode falar lá quando estiver fazendo a avaliação da tecnologia, dar a sua opinião sobre determinada tecnologia que vai contribuir muito para as pessoas que estão ali que são técnicos mas eles não são pacientes, então eles não sabem de fato como que vai ser essa medicina que está sendo avaliada na vida de na vida do paciente. A gente traz dados de mundo real, E é muito importante que a gente seja ouvido. E por isso que eu estou trazendo aqui as formas que as que as pessoas podem participar. Audiência pública é mais raro, consulta pública é bem comum, né tem sempre que tem 1 1 tecnologia sendo avaliada então é importante que as pessoas estejam atentas pras consultas públicas. E aqui gente é o site do ministério da saúde, onde tem essa parte das consultas públicas, olha aqui embaixo tem consulta pública, relatório pra sociedade, o relatório pra sociedade ele fala sobre aquela determinada tecnologia, explica como é aquela tecnologia, como são os efeitos colaterais, enfim, dá maiores informações para o paciente que ele sabe no dia a dia dele, mas ele não sabe tecnicamente. Então ele lendo aqui o relatório para a sociedade ele vai obter mais informações para que ele possa contribuir de melhor forma pra aquela consulta pública que está sendo realizada. E direito e saúde e perspectiva do paciente que é justamente essa que eu te falei, a paciente pode se inscrever pra poder participar, dar a sua fala, dar o seu depoimento sobre a tecnologia que está sendo avaliada. Portanto, vocês que estão aí nos ouvindo aí de casa, fiquem atentos, vão participar das consultas públicas realizadas pelo CONITEC. Bom, e o próprio Ministério da Saúde ele já fomenta esse tipo de participação popular. Olha, essa publicação é de 2016 gente, entender na incorporação de tecnologias em saúde como se envolver na biblioteca virtual em saúde do Ministério da Saúde. Então lá eu peguei do índice alguns pontos que estão lá. O que que é 1 tecnologia em saúde? O que é avaliação de tecnologias em saúde, a TS? Como a TS é conduzida no Brasil? Por que é importante se envolver? O que será feito com a sua contribuição e quais informações dos pacientes podem ser relevantes para a TS. Então está aí gente, tem informação todinha no site do Ministério da Saúde, como se envolver nas participações em consultas públicas, então quem estiver interessado entre, essa publicação é muito boa, muito completa e vale a pena a gente ler e se informar pra gente poder participar de forma mais assertiva, tá gente? Vamos contribuir. Bom, a mobilização da sociedade e de tomadores de decisão é é importantíssimo, então aqui, como que se a gente pode participar? Realizar campanhas informativas, incentivar a participação de pacientes, incentivar familiares, profissionais de saúde, participar das audiências públicas e seminários como a gente está fazendo aqui. E mobilizar os políticos e tomadores de decisão. Bom, depois de aprovar é preciso garantir a disponibilização e é o que a gente faz. A gente faz campanha na internet chamando as pessoas pra participar, a gente vem aqui, faz audiência pública, faz seminário, a gente faz evento lá na rampa do congresso pra chamar atenção pro parlamento. E como usar a tecnologia a favor do diagnóstico? Foi dito aqui que o diagnóstico no Brasil é primordialmente estágio avançado, todos nós sabemos. Por quê? Porque é 1 etapa muito grande entre o a suspeita e o início do tratamento. Eu botei aqui 14 etapas. A gente tem que encurtar essas etapas. Essas etapas demoram muito tempo. E o que acontece? O diagnóstico é feito tardiamente. E como encurtar essas etapas gente? A gente está tentando fomentar a criação de centros de diagnóstico de câncer com resultado no mesmo dia. A gente já se reuniu com a secretária de estado de saúde do DF, viu deputado Paulo Foletto? Isso é muito importante, é possível. Eu tive o diagnóstico do câncer de mama na Austrália em 2007, há 17 anos. E o meu diagnóstico foi no mesmo dia. Eu cheguei no serviço de saúde com nódulo palpável, foi feita a mamografia, foi feito ultrassom já com retirada, mamotomia, com retirada do fragmento, e pediram pra esperar 1 2 horas, 1 2 horas. E já já me chamaram na sala e falaram Joana, você tem câncer de mama e já me encaminharam para o tratamento. Não só me deram o diagnóstico então, se foi feito há 17 anos atrás na Austrália, temos e devemos que fazer aqui deputado. Vai mudar o cenário do diagnóstico do câncer no Brasil e vai salvar muitas e muitas vidas. E eu me reuni com a secretária de saúde do DF esse ano pra propor a criação desse centro e diagnóstico o modelo piloto aqui no DF. E foi me dito o que que é o que que é necessário pra criação desse centro? Mamografia digital, ultrassom amaram, núcleo de patologia, o criostato que é o equipamento que dá o resultado da biópsia em menos de 1 hora, inclusive o DF já dispõe de 3 equipamentos se não me engano, Mastologista, patologista e radiologista. É só organizar a linha de cuidado deputado Paulo Foleta, é só ter interesse na pauta do câncer, priorizar o enfrentamento ao câncer no nosso país. Então é dever de todos, do estado, dos municípios, fazer essa inovação tecnológica, trazer esse centro de diagnóstico, o resultado no mesmo dia. Tem que ter tem que ter vontade política e a gente não vai desistir não. A gente não desiste, a gente tenta tenta, a gente fala fala, Já tem 2 parlamentares interessados nessa pauta em fazer o projeto de lei que determine a obrigatoriedade de centro diagnóstico para para com resultado no mesmo dia em cidades que já tenham mais de 100000 habitantes. Que são cidades que já dispõe de mamógrafo, né, que é o equipamento mais complicado e o crostastato. Então, eu deixo aqui meu apelo pros parlamentares que estão nos ouvindo, vamos dar mais atenção ao câncer? Nós pacientes precisamos muito de vocês. Bom, se buscamos mundo melhor, devemos ser agente de mudança, cada cada de nós aqui mudar o mundo e é por isso que estamos aqui pra trazer mundo melhor, mais igualitário e mais justo pras pessoas com câncer. Muito obrigada. Obrigado

0:009:32
25 de nov, 15:50
#23
Transcrição por IA

Pelo entusiasmo por trazer pra nós 1 mensagem positiva, e sugerindo sugestionando que é possível, né, que algumas coisas, citou o exemplo da da sua situação, onde é possível você fazer nessa questão do câncer de mama, e dia fazer o diagnóstico, claro que nem todos né, são possíveis fazer mas você citou o seu exemplo, e é muito importante isso, obrigado. Felipe já está aqui, eu quero me redimir me pedir pedir desculpa porque quando eu disse que ele não tinha chegado, quando eu anunciei ele já estava conosco. Então, Felipe Carvalho, que é presidente da Associação Brasileira da Indústria e Tecnologia para a Saúde, poxa vida, tanta coisa nova, tanta coisa boa né? Você podia ver Felipe se as coisas ficavam pouco mais barata, porque aí a gente conseguiu comprar pouco mais as coisas. Obrigado Felipe, fica à vontade. Obrigado deputado.

0:001:03
25 de nov, 15:59
#24
Diretor Regional de Brasília - Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde (ABIMED) Felipe Carvalho
Felipe Carvalho

Diretor Regional de Brasília - Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde (ABIMED)

Transcrição por IA

Boa tarde os presentes aos que nos assistem ou nos ouvem remotamente. Fazer 1 pequena correção deputado, eu sou diretor da ABIMED aqui em Brasília, nosso presidente Fernando Vieira Filho, estou aqui representando. A ABIMED Associação Brasileira da Indústria e Tecnologia para Saúde, 1 associação que congrega em torno de 200 empresas, nosso mote associativo é a tecnologia e inovação. Então naturalmente as grandes players, grandes empresas globais que trabalham inovando no setor de equipamentos esportivos médios são nossos associados. Então essa pauta né da do acesso às novas tecnologias era muito cara a nossa. Então na na sua figura aqui, meu conterrâneo capixaba, gostaria de cumprimentar a mesa e dar início à minha fala estabelecendo 1 premissa. A tecnologia ela tem o condão de salvar vidas ou minimamente ignorar sofrimento, 1 vez que ela esteja devidamente regularizada nos órgãos sanitários competentes no caso aqui no Brasil Anvisa. A partir daí a gente pode discutir, se cabe no orçamento público, qual é a relação ao custo, desfecho das tecnologia frente às tecnologias que já estão no mercado, se ela vai agregar em segurança e efetividade e eficácia eficiência, ou mesmo em relação a custo, mas fato é que a tecnologia ela pode salvar vidas, e e melhorar sofrimento. Quando a gente faz essa discussão no âmbito da oncologia, a gente sempre tem a a tecnologia farmacêutica, né como a primeira que vem a cabeça né a quimioterapia, os medicamentos oncológicos, mas nós temos toda a tecnologia embutida nos equipamentos e dispositivos médicos a exemplo da radioterapia que aqui já foi tratado, mas nós temos 1 gama imensa de produtos que são colocados, à disposição da população a exemplo dos reagentes para diagnósticos, dos equipamentos para diagnóstico para imagem, e toda parafernália cirúrgica. Sabemos que a cirurgia oncológica ela é efetiva, porque não temos o mesmo olhar por exemplo pra cirurgia oncológica como nós temos né pra, o tratamento farmacológico. Hoje nós temos já evidências de que o uso de técnicas menos invasivas e mais precisas mais precisas como a robótica, como as videocirurgias, elas agregam e muito ao tratamento do paciente oncológico. Mas ainda temos 1 dificuldade de levar à frente essa discussão de forma, mais assertiva, seja nome da conitec seja no âmbito da ANS. Nós sempre esbarramos na questão do orçamento, né? Quando levamos essa discussão acaba. Só que existe viés muito grande nas avaliações de tecnologia e saúde quando olhados pra dispositivos médicos e equipamentos. Há toda 1 expertise fundamentada na avaliação de fármacos e medicamentos, e aí se faz depara pra avaliar equipamentos positivos médicos e 1 série de vieses ocorrem nesse processo. Sabendo disso, a Bimed patrocinou estudo 2022, 23, focado em ATS pra equipamentos positivos médicos, tivemos oportunidade de levar esse estudo ao conhecimento da CONITEC e da ANS, e nas 2 instâncias eles corroboraram conosco a necessidade de aprimorar as os métodos né de análise de tecnologias avaliação de tecnologia de saúde para dispositivos médicos, principalmente olhando pra dados de mundo real, visto que alguns testes, alguns estudos clínicos eles não são possíveis de serem levados a cabo quando a gente está tratando de dispositivos médicos, não tem como fazer cegamento, né do paciente ou do profissional. Então, obstáculos relacionados né à bioética nos impedem que, alguns estudos sejam realizados por isso a necessidade de realização desses estudos com dados de mundo real. O Alisson trouxe muito bem aqui a questão né de você ter que olhar para os recursos que estão disponíveis quando vai se incorporar 1 tecnologia, equipamento. Isso nem sempre é feito, né eu tenho recurso, recurso humano, recurso físico, e não é só comprar o equipamento eu tenho que manter muito bem colocado, manutenção manutenção preditiva, preventiva, insumos, como custear isso. Então essa é 1 análise que tem que ser colocada também, à mesa. E muitas vezes quando estamos falando de dispositivo e equipamento médico, ele não vai me, me, me dá 1 segurança maior, não vai me dar 1 efetividade maior mas ele pode dar 1 eficiência maior, e isso na perspectiva do serviço ou do sistema de saúde é muito importante. Ao invés de fazer 1 cirurgia, 2, eu consigo fazer 3, sabendo das filas e normas que nós temos então o avanço tecnológico ele nos traz não só, melhoria no tratamento, mas também melhoria na gestão dos serviços e dos sistemas de saúde, na medida de que quando eu emprego tecnologia, eu consigo racionalizar e otimizar o uso dos recursos. Não estou falando aqui que a tecnologia entrante ela vai ser necessariamente mais barata, sabemos que não, né? O senhor me pediu que a gente trabalhasse pra diminuir esses custos, mas sabemos que o desenvolvimento tecnológico ele demanda muito investimento e muitas vezes é investimento incerto não sabemos se lá no final essa tecnologia vai ser viável ou não. Mas 1 vez que ela é colocada à disposição da grande população. Ela se torna barata assim como nos carros né, a gente fazendo 1 analogia que mais sim para o nosso dia a dia então câmbio automático ABS e EBD. Airbag eram tecnologias muito caras lá atrás que hoje com a larga escala já estão disponíveis pra pra população. E dentro desse desse debate né de como fazer a TS para dispositivos médio de forma mais acertada, a gente vem levando a essas instâncias tanto a o Ministério da Saúde, com a ANITEC, a ANS, a necessidade também de 1 visão regionalizada da saúde no país, né, então a gente hoje tem no nosso segmento compras, pulverizadas, são serviços de saúde que adquirem equipamento que incorpora o nome do serviço. Então a gente precisa ter olhar. Central pra alguns casos onde dá pra se fazer como centralizada por exemplo, reagente pra diagnóstico, é possível que o ministério possa encabeçar isso para algumas doenças e agravos, mas também olhar regionalizado, até mesmo para que a gente possa otimizar os equipamentos que são disponibilizados para população, para que não fique obsoleto, e que também a gente possa dar o maior destino né? Não é nosso interesse que o equipamento fique encaixotado, no corredor de hospital e não seja colocado benefício da população. Ou mesmo que o equipamento rode turno só, e podendo rodar mais 2 turnos ali pra atender e zerar essas filas. Então nós nos colocamos aqui aqui falando em nome da associação à disposição pra seguir contribuindo com esse debate, trazendo as nossas empresas associadas a demonstrar suas tecnologias, e, enfim espero que outros, e outras iniciativas né como o PSUSO, participação da radioterapia que vai ser tratado na mesa seguinte, possam inspirar também que a gente faça expansão de outras tecnologias tão necessário aí pra, pros cuidados e o enfrentamento do câncer obrigado. Obrigado Felipe.

0:007:20
25 de nov, 16:00
#25
Transcrição por IA

Eu volto à à prática da mesa anterior. Disponibilizo pro nosso plenário, perguntas ou comentários a deputada Maíra fez na primeira mesa, alguém? Tem alguma pergunta ou algum comentário pra falar sobre esses nossos 4 expositores aqui? Então, está bom, está bom, beleza. Bom gente, então vamos passar pra próxima mesa eu deixo o meu agradecimento a todos vocês, ao Filipe, a Joana, ao Alisson de novo e ao Daniel, tá? Obrigado. Nós temos aqui, alguém do ministério que está nos ouvindo desde o começo, e vamos dar início então à nossa próxima ah, eu vou fazer comentário, Alisson, sobre o MRT né? É. Não está, a conitec não não não não, não aceitou ainda. É a gente não conseguiu incorporar Não conseguiu incorporar. A conitec então fica aqui, aberto, apelo à conitec, aproveitar o Tiago aqui não sei se ele conversa com essa turma lá, mas gente da pessoal da conitec, doutor Alisson fez 1 fala, muito específica dizendo que, a MRT que é 1 radioterapia modulada, que, seleciona o feixe de de radiação pra onde ele tem mais necessidade de atuar sobre a lesão, acho que causa muito menos efeitos colaterais né Alisson? Muito menos efeitos colaterais. Então a Conitec por favor, reveja o seu posicionamento com relação ao MRT, pra que a gente possa ter ele incorporado numa prática que já tem, já está fazendo 2 décadas e daqui a pouco quando vocês, quando forem autorizar o MT, ele já foi ultrapassado por 1 outra tecnologia que está em uso aí, tá? Muito obrigado. Vamos a agora a nossa terceira mesa com o tema, visão de todos os atores no plano de expansão da radioterapia, é o PerSUS, lições apreendidas e impacto na radioterapia do SUS. Vamos convidar o Tiago Rodrigues, gerente de projeto da coordenação geral da política nacional de prevenção e controle do câncer do Ministério da Saúde, Tiago, seja bemvindo. A Helena Esteves, representante do Instituto Oncoguia, está aqui conosco, Helena muito obrigado. O Lucas Raditi Raditi, físico médico do Instituto Brasileiro de Controle do câncer IBCC e do Hospital Santa Marcelina, obrigado Lucas, era Raditi mesmo? Raditi. E o Humberto Isidoro, presidente da Varian para a América. E ainda nós temos 2, 2 pessoas que estarão conosco virtualmente. O Pascoal Mahascini, presidente da Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de combate ao câncer, a ABIFIC, com 2 6 no final, e o senhor Roberto de Almeida Gil, diretor geral do INCA, do Instituto Nacional de câncer o INCA, muito obrigado, são 6 6 pessoas que estarão conosco, e, vocês estão estou aqui desde o começo né que eu das, Helena que eu vi mais tarde mas, seguindo a mesma mesmo padrão da da da das das mesas anteriores, a gente vai passar logo a palavra, pro Tiago Rodrigues, que é do Ministério, da da Saúde. Boa tarde a todos. Boa tarde. Prazer.

0:003:58
25 de nov, 16:08
#26
Ministério da Saúde Thiago Rodrigues
Thiago Rodrigues

Ministério da Saúde

Transcrição por IA

Abraço do José Barreto, que é o nosso coordenador, secretário Eudrino Massuli, da ministra deputada. É 1 honra estar hoje aqui com vocês. Estarei em Colatina hoje recebendo a obra. Tive que fazer o adiamento, sim, mas a equipe foi lá, sim, eu vou em todas as obras, eu sou fiscal de todas elas. Então eu estaria hoje mas, o Barreto pede desculpa porque ele está participando da tripartite hoje num ministério então, mas está tudo ok lá a gente está com essa Colatina é minha cidade onde o equipamento está está está sendo entregue né? E ele vai entrar na fase.

0:000:32
25 de nov, 16:12
#27
Transcrição por IA

Experimental que são 3 meses em 90 dias, pra depois atender a nossa população do norte e do Espírito Santo. Perfeito a gente.

0:000:07
25 de nov, 16:12
#28
Ministério da Saúde Thiago Rodrigues
Thiago Rodrigues

Ministério da Saúde

Transcrição por IA

Contextualizar rápido o programa, mas primeiro tem a parte de investimento em obra, então hoje é o recebimento da obra, o equipamento já está lá, então tem 1 parte sim de montagem, instalação, comissionamento, treinamento das equipes até que a gente consegue colocar em operação, mas com toda certeza aí no primeiro semestre do ano que vem está operando, tanto com a Latina quanto o Linhares, tá? Gente, só pra contextualizar, a gente pode começar aqui, a gente vai falar do plano de expansão da radioterapia, ou seja, é programa do Ministério da Saúde, o Ministério da Saúde como financiador da da política, tem outras formas de financiar, já financiou via convênios quando você faz o repasse pras instituições comprarem, o Gil está aí presente também pra falar pouco do Xpand que foi 1 1 1 outra solução que o Ministério deu anteriormente, e com base nesses aprendizados aí ao longo do tempo implementou desde 2012, né, e o contrato com a Wagner foi assinado só em 2014, o plano de expansão da radioterapia, que é a maior compra mundial, né, banco de aceleradores lineares. Então inicialmente a gente começou com 80 aceleradores, depois a gente ampliou aí pra mais 20, e assim como Fernando falou, deputado, eu sei que a gente vai ser questionado com relação a isso, mas o ministério não parou de fazer as outras ações, ou seja, os convênios foram celebrados ano passado, foram 38 para troca de equipamentos obsoletos ou casa mata vazia, né? Então as instituições estão adquirindo esses equipamentos, e a gente veio numa fase muito boa de de de implementação e conclusão desse projeto, né? A conclusão dele entrou no nosso PAC, ou seja, desde 2023 a gente ainda tinha 34 né soluções de radioterapia para concluir, e aí vocês vão ver aí a evolução do programa como é que a gente está. Aqui eu falei rapidamente só das portarias, né, vou deixar a apresentação pra vocês também. Eu acho que o impacto do do do, não o principal impacto é a lógica é diminuir e ampliar o acesso ao câncer, mas a a economicidade que esse programa gerou a partir da compra, né, centralizada e aí o Felipe colocou a importância da gente aproveitar esse expertise e fazer pra outros equipamentos, pra tomógrafo, equipamento de grande porte, você gera 1 economicidade muito grande a partir do momento que o ministério comprou em larga escala esse equipamento. Então a gente tem, vamos dizer assim, os objetivos principais né que é conciliar a questão dos recursos humanos em mesmo hospital, né hospital que seja habilitado, diminuir bastante assistenciais aqui já foi falado tanto lá de de Boavista quanto o Macapá, né, Amapá e Roraima, e a gente tinha o Acre também que não tinha acelerador linear na época, tinha só bomba de Cobalto. Eu sou servidor de carreira, estou desde 2009, cheguei nesse projeto em 2016, a gente ainda tinha acho que 50 e poucos bomba de Cobalto. Hoje se eu não me engano o Brasil tem 2, então e e sim trocar tecnologia desses equipamentos e suprir de de de forma alguns vazios que a gente não tinha nem a disponibilidade de acelerador linear no SUS. De fato já foi colocado aqui, a questão da saúde tripartite ou seja, tem que ter movimento também, ministério estados e municípios pra aumentar o número de habilitações de serviço, né de de oncologia no Brasil, a gente vê 1 grande concentração da região sudeste quando a gente coloca o número de habitantes também a gente vê essa disparidade, né, entre os o os estados e as regiões de saúde no SUS, né. De 1 forma geral, AAAA instância de governança do programa então é programa que você tem comitê técnico que leva as questões para o comitê gestor, dele faz parte do secretário executivo, presidente do INCA, secretário de ciências e tecnologia, secretário de atenção especializada da saúde, então todas as decisões no âmbito desse programa especificamente são tomadas nesses comitês, né? Então, falei rapidamente, né, o comitê gestor é comitê que delibera sobre as ações do programa, né, e aí a gente vem, né, alguns questionamentos porque o programa demorou muito a ser implementado, então a gente tem gente a complexidade de você conseguir aprovações de vigilância de CNEN pra iniciar a obra, próprio hospital no início muita dificuldade de disponibilizar terreno, né, a questão das equipes pra pra pra dar o suporte, pra dar o treinamento pra que a gente consiga colocar a a soluções de radioterapia em operação e isso ao longo dos anos a gente tem 1 curva de aprendizado muito grande, a própria importação desses equipamentos é ato complexo, você tem que ter liberação da CNEN, então assim, é tudo bem complicado mas a gente realmente aí ao longo dos anos conseguiu certa forma superar esse desafio e e colocar hoje aí 64 soluções de radioterapia concluindo essas outras 34 que eu vou mostrar. O ministério tem contrato com a Avaria, como alguém algumas pessoas sabem são 2 empresas no mundo, né, que fabricam esse tipo de equipamento, então a Vari foi vencedora de certame e é projeto que envolve obra, o ministério executa as obras. Quando eu falo na parte do convênio que existe 1 dificuldade do dos gestores locais executar, o ministério avocou essa responsabilidade de analisar esses projetos, né, de engenharia e de arquitetura, fazer toda a parte de importação do dos equipamentos e entregar o serviço pronto pra operação. Então essas obras foram licitadas pelo Ministério, então a gente tem 1 obra que é menor que é igual a gente tem aqui no HUB, pessoal do DF falou, no HRT a gente já tem 1 construção que é 1 tipologia pouco maior e 9 são radioterapia e braquiterapia, a gente tem os 2 equipamentos nessas obras. Aqui mostrando de forma rápida também, 1 planta vamos dizer assim, não são todas iguais essa muda muito pouco, mas a gente tem o banco e todas elas têm a prerrogativa de a premissa de você ter condição de ampliar o serviço, então lá em Colatina, lá em Linhares, se futuramente quiser fazer outro acelerado com outro banco ir ao lado, toda a infraestrutura do hospital desse já suporta e já comporta em termos de eficiência energética, de capacidade elétrica, né, toda toda essa infraestrutura já está colocada. Esse é fluxo, né, igual eu estou falando é muito complexo a gente conseguir todo esse caminho até que a gente consiga licitar, entregar de fato, realmente é projeto muito complexo. Inicialmente como disse 80 soluções de radioterapia, algumas sim foram descredenciadas, né, ao longo desse processo por falta de terreno e não cumpriram ali o termo de compromisso com o Ministério da Saúde, os 20 equipamentos aí aí sim, aí caberia as instituições que receberam esses 20 equipamentos fazer adequação dos bunkers, né? Desses 20 acho que só 2 que está faltando e já estão sendo importados esse ano também. Investimento por parte do Ministério da Saúde no programa como todo, 755000000, em obras, equipamentos, né, valor de projeto e a fiscalização. E aqui 1 parte que eu julgo importante por mais que a gente tenha as dificuldades que eu estou colocando, a gente tem aqui essas 27, né, entregas aqui a gente vê o percentual de execução de todas elas, são obras aí deputado, que a obra está concluída praticamente com mais de 90 por 100 e o equipamento já colocado na região nessas etapas que eu estou te falando. Essas outras aqui, essas outras 7 aqui Vitória da Conquista, Petrolina, Pariqueirasçu, que está pouco vamos dizer assim, não que estão atrasadas mas como começaram depois também né esse processo, às vezes você faz 1 licitação da deserta e a gente tem dificuldade, Boavista, por exemplo, a gente teve 1 questão que que a obra foi invadida quando foi paralisada, mas hoje a gente não tem nenhuma obra paralisada desse projeto e todos os equipamentos serão embarcado ainda esse ano. Aqui como exemplo, 1 solução de radioterapia dessa pronta, né, 1 foto bastante atual essa é em Parnaíba, a gente sabe que é importante vazio existencial. A obra de Macapá que também já está com 98 por 100, a gente finaliza essa obra em dezembro, o equipamento já está lá. Roraima, ainda tem pedaço de percorrido, é 1 obra que está com 60 por 100, mas a gente finaliza ela também no próximo semestre, né? Aqui o acompanhamento do site do ministério, eu não coloquei o link, gente, mas se colocar no Google plano de expansão da radioterapia vocês conseguem achar facilmente essa questão de transparência, é muito importante todos os marcos, todas as questões aí de valores que foram investido nessa solução, essa é Taguatinga, essa é do HUB que eu falei, coloquei aqui só pra ilustrar. 1 parte que eu acho importante, a gente colocar sempre a questão de monitoramento dos órgãos de controle, então tanto Controladoria Geral da União quanto o Tribunal de Contas da União pedem informações, a gente ministérios sempre vem respondendo e passando essas informações para os órgãos, né? Alguns pontos positivos e aí eu acho que a questão de ampliação da cobertura em alguns estados que antes não tinham radioterapia, questão também da da da economicidade das compras públicas, né? A questão de o no o percentual né de obras paralisadas ao longo do do do programa foi relativamente baixo, a gente sempre gostaria que não tivesse nenhuma, mas todas que tiveram a gente conseguiu retomar, principalmente por ter entrado no parque e ter acompanhamento maior aí de casa civil durante esse processo, né? Quantidade dos equipamentos de radioterapia ou seja, antigamente no SUS a gente tinha aí os 344 e aí contando o plano de expansão e outros equipamentos foram colocados, outros 96, então 64 hoje são do plano de expansão da radioterapia, que foi responsável pelo elemento de 65 por 100 desses equipamentos aí nos últimos tempos. Com relação à ampliação de acesso a gente tem ainda alguns levantamento, a gente tem dado de 2022 pra 23 que aumentou em torno de 9 por 100 só no câncer de mama, mas tem vários serviços que não estavam habilitados aquela época, a gente sabe que em 2024 esse número vai ser maior porque novos serviços foram habilitados, né? Bom aqui tem 1 questão que é 1 parte importante que o ministério está discutindo agora acho que o mérito ocorreu é 1 reunião amanhã né, no no ministério pra discutir questão da fábrica da avaria, então, de forma geral é isso, a gente tem 1 fábrica montada no Brasil precisa entrar na discussão de o que que vamos né negociar com a avaria aí pra que o projeto também na parte de transferência e tecnologia seja completo, né? Gente, eu não vou me alongar, acho que nas nas perguntas eu consigo esclarecer mais alguns pontos.

0:0010:07
25 de nov, 16:12
#29
Transcrição por IA

Muito obrigado. Apesar das críticas vocês viram o entusiasmo do Tiago aqui né? Eu acho que isso é fundamental Tiago, você consegue realmente contaminar a gente com o seu entusiasmo, com a sua, com a sua na sua fala tá? Daqui a pouco a gente vê as cobrança aí. Não sei. Helena, representante do Instituto Oncoguia. A fala Helena. Obrigada deputado.

0:000:29
25 de nov, 16:22
#30
Representante - Instituto Oncoguia Helena Esteves
Helena Esteves

Representante - Instituto Oncoguia

Transcrição por IA

Eu tenho 1 apresentação muito rápida, prometo ficar no tempo também e lhe atentar, se puder me me passar só o passadorzinho, acho que ajuda. Só pra gente contextualizar pouquinho acho que enfim né como tudo na oncologia é problema complexo. Agora me ouvem bem? Pronto. Ai se tiver eu acho que facilita. O microfone de bastão. Pode Obrigada pessoal prometo ficar no tempo aqui, mas como eu dizia né acho que na oncologia a gente só tem problema complexo que é desafio mas enfim né está tanta gente aqui hoje ao longo dessa tarde reunida, exatamente em busca de solucionar esses desafios. E aí acho que Tiago mostrou super bem né o que o ministério vem fazendo aí ao longo dos últimos 10 anos né em relação à radioterapia, acho que aqui a gente traz pouquinho de desafios que a gente do ponto de vista de representação de pacientes né, de né de 1 organização que está ali no dia a dia, lidando com os pacientes, ouvindo, buscando e propondo soluções pra isso tudo né o que a gente ainda vê de desafios pra que a gente possa seguir cada vez mais, melhorar esse cenário de 1 forma geral. A gente já sabe né o Brasil é país gigantesco e com 1 disparidade regional importante principalmente em relação à à aos serviços de saúde que estão disponíveis né aqui esse mapa, a gente tem os tem os serviços de oncologia de 1 forma geral, não só os que têm radioterapia né, todos tendo ou não radioterapia eles estão dispostos aqui então só pra gente ter 1 noção acho que isso também não é novidade pra ninguém que a gente tenha 1 concentração sul e sudeste ali né, região norte nordeste principalmente, centrooeste também a gente tem 1 dificuldade maior de serviços isso obviamente impacta em acesso também né. 60 por 100 dos pacientes realizam tratamento fora de seus municípios acho que esse é dado importante que a gente precisa guardar aqui com a gente né, Olhando de 1 forma geral. Se eu não me engano essa apresentação é 1 versão anterior, acho que tem 1 última atualizada que eu mandei também pra vocês que eu passei pras meninas no pendrive, que tem dado atualizado aqui. Não sei se vocês conseguem trocar. Só enquanto eles dão 1 checada nisso, enfim né, 60 por 100 então assim, mais da metade dos pacientes precisam sair da sua cidade pra conseguir acesso a tratamento, isso não só de radioterapia, isso de tratamento oncológico de 1 forma geral, mas mostra também gargalo importante, 1 dificuldade bastante importante muito obrigada gente. Que que traz pro SUS né, que traz pro nosso sistema de saúde, e claro quando a gente fala de radioterapia esse esse desafio pode ser ainda maior porque a pessoa precisa viajar, as sessões muitas vezes são diárias né, elas são recorrentes, a pessoa precisa interromper o tratamento por qualquer motivo né, chegou lá a máquina está quebrada, muitas vezes ela precisa retroceder né no tratamento dela enfim então, esse é desafio importante, a importância né de e e desse tipo de iniciativa, pra fazer com que os tratamentos cheguem mais perto da da residência das pessoas né que elas tenham menos dificuldade pra acessar esse tratamento. E aqui a gente traz dado interessante que a Fiocruz divulgou em 2022, de que são entre 296 e 870 quilômetros a média de deslocamento de pacientes das regiões norte e centrooeste pra realizar tratamento então só pra gente ter 1 noção também de que não é só sair da sua casa, sair da seu município, mas é deslocamento muitas vezes bem grande né e claro quando a gente fala da região norte isso é muito gritante. Quando a gente olha especificamente pra radioterapia né, a gente tem 1 média aqui de que 60 por 100 dos pacientes vão precisar de radioterapia, o que é bastante, tratamento muito significativo, principalmente nos estágios mais iniciais né, que você tem 1 chance curativo importante a radioterapia é 1 alternativa terapêutica importante então a gente precisa sim que isso esteja muito disponível né pros nossos pacientes, mas claro né disparidades regionais a gente tem 1 série de desafios que se colocam para que isso esteja de fato perto, e disponível pra todo mundo e a gente tem aqui né, alguns dados inclusive algumas máquinas aí que já chegam, que estão operando, que chegam a ter perto de 40 anos, a gente sabe que a vida útil, o ideal ali é de que 1 máquina opere até 15 a 20 anos e que depois haja 1 renovação dela para que ela esteja né, ofertando o tratamento da melhor forma para as pessoas, isso é o dado aqui do RT 20 30, que é relatório brilhante né da da SBRT, que fez esse senso aí em relação a tudo que a gente tem hoje de radioterapia no país, é relatório de 2022 então, pra trazer aqui alguns dados, desse relatório pra gente. Em março de 2020 e a gente tinha 420 e máquinas operando de radioterapia no país. E a estimativa que a sociedade fez então né, de que em 2030 pra atender todos os pacientes, todo mundo que vai necessitar de radioterapia, é de que a gente tenha 530 equipamentos disponíveis no SUS. Então acho que esse aqui é número super importante e e estratégico pra gente conhecer, especialmente aqui nessa comissão né deputado? Que tem que ser o nosso o nosso objetivo né? Pra onde a gente vai mirar. Se a gente saiu de 527, o que que a gente vai fazer pra em 1 década conseguir atingir 530, né? Então acho que esses são dados super importantes e que tenho certeza que o Ministério da Saúde tem trabalhado com bastante afinco em relação a eles. E aí junto também nesse relatório, a a SBRT nos traz, porque claro né, as máquinas vão ficando obsoletas, quebram, enfim né, precisam de 1 renovação de que ao longo dessa década agora, a gente também vai ter aí que metade dessas máquinas vão precisar ser substituídas, então isso também claro né entrando aí nessa conta do Ministério da Saúde, e isso aqui acho que corrobora muito com esse novo momento em que a gente vem né que a SAES né o secretário vem anunciando PSUS 2 né, o PSUS 2, enfim 1 nova etapa de expansão desse plano de expansão da radioterapia, que acho que é muito bemvinda exatamente pra gente conseguir alcançar aí todos esses números quem sabe até 2030 né então, só pra gente contextualizar pouco. E aí enfim né, a gente tem 1 série de de consequências que vêm desses desafios né, jornadas longas, filas excessivas, toxicidade financeira muitas vezes pacientes não conseguem tratamento no SUS, buscam isso de forma particular e pagam do próprio bolso, né. A gente tem sistema de saúde sobrecarregado, 1 série de desafios que se somam aqui, e que trazem de 1 forma geral, né, contextualizando e sumarizando aqui pro Oncoguia ou como a gente tem visto essa questão acho que 3 principais pontos. 1 questão de infraestrutura né, então como eu falei a gente precisa sim continuar os investimentos na modernização né, novos equipamentos, é pra pro atendimento em relação à radioterapia. A gente tem 1 questão de organização e capilarização dos serviços, então garantia da organização e da otimização da jornada do paciente né, a gente tem a questão da fila, a gestão né, 000 que a gente fala da referência dos pacientes né, toda essa organização ali, a regulação, ela precisa precisa estar muito bem organizada, a gente sabe que esse é ponto que estados e municípios têm bastante dificuldade hoje né, quantos pacientes não ficam vários meses na fila esperando, pra que possam ser contemplados né, com sessões de radioterapia, prometo que estou terminando deputado. E claro qualidade de vida né, isso tudo também tem que estar sempre no centro, a gente quando fala que sempre vai trazer a qualidade de vida como algo central porque é algo muito prioritário pra pacientes. É em relação à à infraestrutura então né já mencionei aqui, né acho que Tiago apresentou super bem né todos os números e o que o ministério vem fazendo em relação a esses equipamentos novos e e com essa promessa agora né de Persues 2 que aí a gente vai ter 1 continuação né dessa expansão. Em em relação à organização da rede acho que a gente tem momento muito importante agora que a gente tem 1 oportunidade de falar de navegação de pacientes, é algo que a nossa nova política né do câncer do ano passado pra cá trouxe né, essa essa navegação como algo institucional do SUS, como algo de fato pra ser realizado em todos os 4 cantos do país, que ainda a gente ainda precisa começar a colocar na em prática de forma institucional, tem vários hospitais, várias organizações fazem navegação de pacientes pelo país né, então como a gente também pode usar isso, é pra otimizar esses recursos, pra fazer essa conexão entre os serviços e pra ajudar com que esse paciente não fique perdido na rede, porque é isso que acontece muitas vezes hoje. E a qualidade de vida né? Acho que aqui tem vários pontos que a gente pode falar, né? E entre eles não pode, a gente não pode esquecer em relação a cuidados paliativos né? Todo esse cuidado tem que estar ao longo da jornada do paciente no paciente no momento da radioterapia também né, pra acompanhar esse paciente, pra olhar pra dor né, muitos pacientes ficam sentindo dor e e possuem vários efeitos colaterais e muitas vezes isso acaba não vindo à tona né nas suas sessões, não vindo à tona no tratamento em prol de você realizar o tratamento então enfim a gente precisa ter sim profissionais que estão olhando pra isso também, que estão acompanhando o paciente sob essa ótica. A gente tem né várias questões também a gente tem possibilidade de ir pro fracionamento né, redução do número de sessões necessárias pra você otimizar aquele tratamento inclusive pra melhorar a experiência pro paciente né, com menos sessões enfim de 1 forma mais efetiva, então acho que tem várias questões aqui que a gente também pode conversar. Bem aí isso tudo entra claro no guardachuva da regulamentação da política, acho que desconfigurou pouquinho mas sempre o juízo pro pro nosso conteúdo de que é esse momento que a gente está falando né acho que nas nos os que me antecederam já falaram bastante sobre isso aqui né, a gente está nesse momento em que a gente tem essa oportunidade de regulamentar a política pra colocar ela em prática da forma que a gente vá reduzir todos esses desafios, claro isso é processo complexo, processo longo, a gente não vai resolver isso da noite pro dia, mas que a gente consiga sim aqui pra que esses pontos sejam prioritários no momento que a gente estiver olhando pra essa regulamentação né? Acho que é isso pessoal, muito obrigada.

0:009:56
25 de nov, 16:23
#31
Transcrição por IA

Obrigado Helena, representante do instituto Onco, Oncogi aqui de Brasília? Não, Brasil inteiro, Brasil inteiro ótimo. Com a palavra agora o Lucas, físico médico do Instituto Brasileiro de controle do câncer, do Hospital Santa Marcelina, do e do Hospital Santa Marcelina. Alô. Bom boa tarde.

0:000:27
25 de nov, 16:33
#32
Físico Médico - Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) e Hospital Santa Marcelina Lucas Radicchi
Lucas Radicchi

Físico Médico - Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) e Hospital Santa Marcelina

Transcrição por IA

Cumprimento aí a a mesa tão nobres participações aqui fico honrado e boa tarde. Fico honrado também de como físico médico representar aqui também é 1 é 1 1 especialidade que passa pouco despercebida aí dentro da radioterapia, mas tem papel fundamental, né em toda essa parte tecnologia que a gente está conversando em processos, toda a parte legislativa aí que a gente trabalha muito próximo aí com com o Tiago então, fico contente também desse espaço aqui. Agradeço a Varian pela pelo convite. Bom o meu envolvimento com a com a com o programa, eu sou entusiasta muito grande, além de prestador de serviço, porque eu atuo hoje em 2 instituições que têm, foram contempladas que já usam há alguns anos as soluções. Outras 2 soluções desses poucos projeto a gente está assessorando, Parnaíba e Bauru também a gente está assessorando a implantação, esperamos já está bem avançado né Tiago? Então a gente tem eu tenho participado também, além da parte de comissionamento então eu tive o privilégio de conhecer aí 16 radioterapia, centros aí fazendo os condicionamentos então eu tenho envolvimento muito grande com esse com esse com esse projeto. E também o nosso grupo atua o grupo RTCOM né a gente é 1 empresa física médica a gente atua no hospital de base aqui em Brasília. Então, o o radioterapia do SUS está na no meu DNA né? Bom aqui são meus conflitos de interesse tudo que eu vou falar aqui é minha opinião pessoal. Bom o projeto a gente sabe foi começou em 2012 né e eu queria destacar então aqui alguns benefícios né, desse pacote básico que a gente já toda a solução já vem né? Então é o óbvio aqui muito que eu vou falar aqui acho que é repetição, eu vou reforçar e ilustrar algumas coisas que já foram faladas mas isso é bom sinal, que acho que a gente está convergindo em pontos nevrálgicos ali né pra pra desenvolvimento de 1 fortalecimento de políticas. Então a ampliação do acesso quando chega 1 nova máquina é óbvio né? E isso a gente sentiu na na nossa prática eu vou mostrar. 1 coisa que foi pouco falada aqui mas as radioterapias antigamente né, elas acabavam tratando até de madrugada, né ainda existem, mas aí diminuiu muito. Então isso com o plano de expansão, é a redução da jornada diária né às vezes tem radioterapias que funcionava quase que 24 horas o equipamento, e na nossa realidade então a gente conseguiu trazer essas jornadas diárias mais curtas né, que acaba sendo conveniente pro paciente ninguém gosta de sair de casa 2 da manhã pra receber 1 radioterapia, e pro profissional também né? É muito mais seguro, tem que ter atenção pra fazer a radioterapia. A introdução da radioterapia 3 d, né então em muitos lugares ainda tem a o 2 d como o doutor Alisson já colocou, mas o programa já trouxe isso essa essa evolução tecnológica de ter a radioterapia 3 d, né, que é, eu vou falar pouco mais adiante ali de maneira bem bem simples, né? Maior segurança nos tratamentos, então o projeto básico já contempla colimadores e multilaminas, até então tem a máquinas que você precisaria o técnico ele pegava blocos de 15 quilo de chumbo pra colocar na máquina, né? Pra em cada campo de tratamento técnico tinha que entrar na máquina e colocar bloco de chumbo pesado, né? E com esse projeto isso já não não é mais necessário, né? Sistema de gerenciamento informatizado, muitos detectores de radiação, né? Veio completo em tudo que envolve legislação, então é 1 solução realmente completa, não é só a máquina de tratamento né? Todos os as câmaras de ionização, os detectores pra gente garantir a dose, veio completo então isso foi grande grande benefício. A evolução da radioterapia a gente já comentou, passa por, entregar doses mais restritas no tumor né como a gente pode ver aqui, a tecnologia 3 d ela é 1 tecnologia já, desde a década de 90 mas ela ela comprimiu ainda mais essas margens, e com as altas tecnologias que a gente vai comentar aqui o MRT que a gente já passou, ela permite ser muito mais restrita ainda né? Então aqui a isso depende de tecnologia, a evolução das máquinas foi importante pra isso dos aceleradores né? Então Então a gente vê aqui a máquina do projeto do ministério, o pacote básico aqui na no meio, né? E a gente vai falar pouquinho dos upgrades que permite essas novas tecnologias. Então, a o grande ganho do pacote básico é a tecnologia 3D, então que a gente permite fazer cálculos, o médico definir aonde que ele vai irradiar, com imagens de tomografia, né? Então já é muito mais preciso, isso é grande ganho que o projeto já, pra em todas as soluções entregou, né? E agora a gente fala também dessas novas sopa de letrinhas aí né, o IGRT, o INRT, o SBRT, tudo, são letrinhas que a gente usa que envolve tecnologia. Mas pra isso a gente precisa de soluções, os upgrades né, os pacotes avançados. Mas o lado bom é que os equipamentos do ministério já vieram prontos para esses upgrades né, já é possível entregar tratamentos mais mais conformados. Então o hipo fracionamento é a palavra da vez né, é a estratégia a gente vem utilizando que é hipo é poucas né, frações ou sessões, é é é é a base é a unidade que a gente entrega todo dia o paciente tem que repetidamente fazer a radioterapia. Então o hipofracionamento significa reduzir o número de sessões, aumentar a dose que dá por sessão, e com isso a gente consegue entregar menos pra mais pacientes a radioterapia. Então a gente tem espectro aí de 3 tipos de fracionamentos que a gente costuma falar né? O fracionamento convencional, que é aquelas quando a gente tem muitos dias de tratamento, o hipofracionamento moderado e o hipofracionamento extremo. Então só pra ilustrar aqui tem artigos mostrando a ampliação do acesso em países em desenvolvimento igual o nosso né, em países de baixa renda também. A aderência ao tratamento, então é aspecto importante quando eu diminuo o número de sessões, o paciente falta menos e a falta na radioterapia, a ausência do paciente no meio do tratamento é prejudicial ao tratamento. Então com o hipofracionamento aumenta a aderência e a redução de custo que é tão importante pra tudo que a gente está falando. Aqui ilustrando pra mama e pra próstata, então como que antes né, quando a gente não tem o hipofracionamento os pacientes vão de 6 a 8 semanas todo dia, fazer o tratamento lá 15 minutos indo fazer o tratamento. Com o hipofracionamento moderado, a gente já otimiza bem isso, a gente cai pra 3 a 4 semanas o paciente precisando ir na radioterapia. E com o hipofracionamento extremo, a gente já cai de 1 2 semanas, 5 dias, podendo chegar a 1 sessão, a 3 sessões, como o doutor Alisson já colocou, mas pra isso, é importante que a gente precise de tecnologia. E existem trabalhos então inclusive brasileiros aqui, qual que é a perspectiva do que que a gente precisa? A gente precisa acertar o alvo, então a gente precisa de miras né? A radioterapia é importante ter mira, quando eu estou, atirando menos vezes, eu preciso ter 1 mira muito bem calibrada então, é por isso a importância da tecnologia, eu não posso errar, né? Aqui é o upgrade né como que a máquina se transforma aqui a gente coloca braços ali né pra fazer imagens durante o tratamento então a gente tem capacidade de fazer 1 tomografia durante o tratamento, nos upgrades né? Aqui dado então eu vou passar rapidinho por conta do tempo, de 1 das instituições veja que é o número de de ao longo desde 2017, aqui a gente tinha 2 2 aceleradores, quando a máquina do PARSUS chegou, a gente obviamente teve 1 ampliação do número de atendimentos, mas isso não parou de crescer. Depois quando chegou o upgrade, a gente continuou crescendo mesmo com a mesma base instalada, deputado. Então, a gente continuou com a nessas essas 3, a gente avançou o hipofracionamento nessa instituição né e a gente viu que, mesmo não colocando mais máquina como o doutor Borges colocou, a gente continuou crescendo. Por quê? Por causa do hipofracionamento. E aqui eu quantifico isso né? A gente vê que, quando a gente tinha no cenário b, a gente tinha 3 aceleradores, no cenário a teve 2, a gente aumentou em quase 30 por 100. Só que a gente teve o mesmo aumento com a mesma quantidade de aceleradores, com a mesma jornada de atendimento, a gente reduziu de 14 pra 11 horas, e só que a gente incorporou tecnologia. Ou seja a gente ampliou, sem precisar estender horários, sem precisar de novos aceleradores, mas incorporando tecnologia, a gente ampliou em precisar de novos aceleradores, mas incorporando tecnologia, a gente ampliou em 35 por 100 o nosso número de pacientes atendidos, sem precisar de mais base instalada e mais jornada de atendimento, tá? E acabando aqui, o upgrade agora tem benefício né que, já está no Pronô muitas instituições foram contempladas de possibilitar, foi 1 grande ganho né possibilidade de fazer os upgrades com o custeio do Pronô, mas até então isso não estava contemplado e a gente teve que convencer instituições a investir esse dinheiro que é hoje está em 850000 dólares. E eu fiz algumas simulações aqui, com o ticket do SUS hoje quanto tempo se pagaria se não viesse via pronúncia e 1 instituição resolvesse dar do bolso né, recurso próprio como as instituições fizeram. E e eu fiz então essa essas análises pra trazer a seguinte mensagem, em alguns cenários se a gente continuar com protocolos antigos, com equipe não qualificada, pode não ser viável, pra serviço 100 por 100 100 por 100 SUS. Pra serviço que eu otimize, use os protocolos, eu tenho 1 equipe com protocolos atualizadas, isso se torna mais viável, mas mesmo assim o Payback ele é bastante desafiador, né? A gente está falando aí de 8 anos a 12 anos a depender das características. Então a gente precisa de hipofracionamento, a gente precisa de eficiência operacional, as a gestão do serviço tem que ser muito otimizada, e eu posso de alguma forma 1 estratégia, alguma porcentagem dos pacientes complementar com rede suplementar, é 1 outra estratégia né? Em resumo então a mensagem aqui, as soluções do PerSUSs é grande avanço pra ampliação do acesso e à tecnologia né, ampliou a tecnologia também. O hipofracionamento é 1 estratégia com benefícios clínicos aos pacientes, e também operacionais a instituições, né? Os upgrades do CNAC CX é importante pra ampliar ainda mais o avanço tecnológico e é ampliar ainda mais o acesso, é a grande estratégia que a gente precisa pra poder ter aquela mira né de ter 1 1 arma com 1 mira bem afiada, e os desafios que eu trago aqui acho que já foi falado só destaque eu acho que 1 coisa que a gente falou talvez pouco aqui, é a qualificação da equipe, porque não tiver segurança pra aplicar esses protocolos, não tiver equipe técnica pra garantir a segurança, a qualidade e o financiamento de novas tecnologias né, e financiamento com CAPES então tem que ter desembolso de dinheiro e o custo operacional como a gente já discutiu. A tabela de reembolso do SUS ainda é bastante defasada e espreme bastante. A gente sente isso na no dia a dia como prestador de serviço como essa tabela de reembolso é crítica de ser avaliada. Agradeço ao meu grupo, aos hospitais, a todo mundo e estou à disposição deputado, obrigado.

0:0011:36
25 de nov, 16:33
#33
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Muito obrigado Lucas, o o médico, o físico médico pouca gente conhece né mas vocês viram que sem ele nem a nem funciona e nem avança. Muito obrigado. Agora nós vamos ouvir o, Humberto Isidoro, presidente da Vara, a Vara foi quem ganhou na época pra fornecer os 80 inicialmente depois viraram 100, não é isso? Exatamente. Então, obrigado pela presença, você fica com a palavra aí, e já explica pra gente, por que que o preço foi aumentando, durante esse período aí, está bom? Está bom.

0:000:43
25 de nov, 16:45
#34
Presidente - Varian para a América Latina Humberto Izidoro
Humberto Izidoro

Presidente - Varian para a América Latina

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Vou tentar primeiro me apresentar, meu nome é Alberto Isidoro, sou presidente da VARian, sendo cumprindo 10 anos à frente da empresa, quando eu entrei na VARian, a gente tinha ano desse projeto, muito desafiador, e eu queria dizer que nós estamos diante, deputado, de 1 grande revolução na radioterapia. Se, somente se, o que esse governo anunciou, se ele realmente cumprir, né? Eles estão cumprindo, né, parte do que falaram, então basicamente nós estamos, né, ao final desse ano entregando 92 soluções de radioterapia. Ano passado, já nessa gestão, com o antigo secretário, foi anunciado 38 novos equipamentos pra troca de equipamentos antigos. 18 deles já foram licitados. Então 20 serão licitados esse ano. E esse ano, foi anunciado mais 56 novos equipamentos, que seria, pelo que parece aí do, que seria o PSUS 2, né? Não sei. Amanhã eu vou saber direito, como vai ser feito isso, mas se nós somarmos tudo isso, nós estamos falando aí de quase 200 equipamentos. 200 equipamentos novos. Dos 92 equipamentos do Persus, mais ou menos 80 por 100 deles vão ter o upgrade. Só pra dar dado muito importante, o RT 20 30, o relatório da SBRT colocou que, em média, no SUS se faz 25 sessões de radioterapia, pra terminar tratamento. Nós, com esse upgrade, a gente já tem hospitais hoje, com essa tecnologia do upgrade, conseguindo fazer em 13 sessões, em média, 13 sessões. Eu vim, outro dia do México e teve cliente nosso do Chile que estava lá apresentando, que está em média fazendo 10 sessões, por paciente, isso só vai cair, né à medida que as coisas forem evoluindo, maior conforto do do radiooncologista isso só vai tende a diminuir. Então, se for efetivamente executado esse plano, nós vamos estar diante de 1 grande oportunidade, né? Só que não basta apenas máquina. Hoje de manhã eu tive 1 reunião com deputado aqui do Distrito Federal, eu tive 1 notícia muito boa e 1 notícia muito ruim. A notícia muito ruim, doutor, e o deputado Eduardo Pedrosa, jovem deputado distrital, ele nos diz que, o o 1 hospital aqui em Brasília que recebeu, o equipamento está tratando só 20 pacientes, porque não tem condições de contratar físico médico. Já traiu físico médico. Isso não pode existir, isso é falta de gestão, você fez investimento, tinha que estar tratando 70 pacientes por dia. Então, esse é problema que a gente precisa resolver, mas por outro lado, né, e eu sei que algumas pessoas que estiveram aqui na mesa trabalham no hospital de base, né, estão sendo adquiridos 2 equipamentos, 2 que vão revolucionar o atendimento público de Brasília, vão revolucionar, tá? Então, e dele, dos equipamentos foi viabilizado pelo próprio deputado Pedrosa, então, EEEA gente está realmente diante esses números que eu estou colocando aqui, são números que podem virar o jogo. Nós podemos sim ter 1 radioterapia do SUS, muito eficiente, agora a gente precisa ter gestão, e a gente precisa ter obviamente, tirar do papel esse plano, e garantir que a gente vá ter todas essas novas tecnologias implementadas, né? A gente teve com o Persus, 1 interiorização da radioterapia, muitas máquinas, 62 por 100 das máquinas foram colocadas fora da capital, isso é muito importante. A gente teve máquinas em estados como já foi colocado aqui, que não tinham máquina de radioterapia e outros que tinham, mas eram máquinas muito antigas como Rondônia. Então, a gente está, não existe 1 vontade de querer mudar a situação, mas nós precisamos obviamente de muito mais, muito mais apoio e coordenação, né? Eu acho que os hospitais precisam estar conscientes, a Secretaria Municipal, os estados precisam trabalhar em conjunto, porque não é apenas o Ministério da Saúde, que vai fazer esse jogo sozinho. Eu acho que, a gente tem algumas lições importantes, né, dentro desse projeto do PSUS, esse é o tema da mesa, primeiro do ponto de vista da de fabricante, eu posso dizer que é a coisa mais importante, né, não sei se tem alguma outra outro fabricante aqui, se você quiser trabalhar com o governo, seja muito resiliente, tenha flexibilidade e tenha 1 visão de longo prazo. Porque são fundamentais pra você existir. 1 prova de fogo. Mas é muito importante também e eu tenho a sorte de trabalhar numa empresa né? Que tem 1 visão transformadora. A gente não está aqui pra vender equipamento de radioterapia, a gente está aqui pra ajudar a transformar o sistema público de saúde brasileiro. E é por isso que a gente está aqui até hoje. Queria também fazer 1 menção importante, o Tiago é o único representante do Ministério da Saúde aqui, e também sem o Tiago, nós não estaríamos aqui hoje com o projeto do Persus, porque a gente passou por diversos governos, eu passei por mais de 10 ministros da saúde, mas o Tiago estava lá pra manter o projeto seguindo e forte, então é agradecimento muito especial a ele. Eu acho que do ponto de vista de, de lição né, eu estou começando a escutar nesse governo, é 1 coisa que faz todo o sentido. Hoje, o o budge da oncologia, ele tem, ele dedica 60 por 100 à quimioterapia, 26 por 100 à cirurgia, e 14 por 100 para radioterapia. É absurdo, 1 máquina de radioterapia, ela vai poder tratar, sem colocar o que o Lucas falou de hipofracionamento radical. No moderado, ele vai tratar 15000 pacientes na vida útil de 15 anos. 15000 pacientes. Divide o custo da radioterapia por 15000, e você vai ver compara isso com o que se gasta de quimioterapia por paciente. Então, a radioterapia ela vai ser curativa, se for paciente em estágio, em estágio precoce. Estajamento 0, estajamento e pra isso nós precisamos fortalecer os centros oncológicos brasileiros, com equipamentos de imagem, pra que eles possam ser protagonistas desse nesse, nesse diagnóstico. Hoje, e a Oncoguia fez trabalho muito bonito mostrando o gargalo da biópsia que existe no SUS, nós poderíamos hoje eu conversei com todos, 100 por 100 dos diretores de hospitais que entraram no persus como primeiro equipamento, eles estão entrando na oncologia agora, todos eles falaram pra mim da ambição que eles têm em querer fazer mais e não receber o paciente já com múltipla metástase, já num num estágio que é muito custoso e muito difícil de ser tratado e muito doloroso pro paciente. Existe hoje projeto de lei, estou terminando, existe projeto de lei no estado de Minas Gerais que permite que é da alta suspeição, ou seja, não precisa ter o diagnóstico fechado do câncer, pra que o paciente vá pro centro oncológico. E isso é algo que pode ser 1 grande, 1 grande resposta para o diagnóstico precoce, porque você conseguiria né fortalecer os centros oncológico com mais equipamentos de imagem, pra que eles pudessem fazer né, tive conversando com o hospital que está fazendo isso, em Varginha, ele aumentou em 1000 pacientes, e esses 1000 pacientes estão chegando com diagnósticos precoces, por quê? Ele fala assim merda demora 8 meses pra se fazer 1 biópsia fora do meu hospital, aqui eu faço em 10 dias. Então existem respostas que são de gestão, é de querer fazer e precisa conversar e todo mundo mirar pro mesmo objetivo que é, né salvar vidas e garantir que a gente possa ter 1 saúde mais justa, porque hoje infelizmente, tem muita gente morrendo e são, na sua grande maioria, pobres, pretos e mulheres. Muito obrigado.

0:009:33
25 de nov, 16:46
#35
Transcrição por IA

Temos 2 virtuais, está tudo certo aí nos virtuais? Tá estou vendo aqui já. O Pascoal Mahascini, presidente da associação brasileira de instituições filantrópicas de combate ao câncer. Pascoal, muito obrigado pela participação, e fica à vontade aí pra nos brindar com a sua fala. Muito obrigado.

0:000:27
25 de nov, 16:55
#36
Presidente - Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer (Abificc) Pascoal Marracini
Pascoal Marracini

Presidente - Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer (Abificc)

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Paulo Foletto, prazer muito grande estar participando dessa mesa, eu estou representando aqui 1 entidade que, está fazendo 35 anos de existência, nós somos 34 hospitais com 18 estados do Brasil, dessas 34 entidades 5 por 5 quantidades são 100 por 100. No estado do Cachoeira e Leopoldo. E hoje a ela, por ser 10 por representarmos 10 por 100 dos cartões, nós na área de radioterapia realizamos terço de todos os atendimentos na radioterapia no sistema. A foi 1 entidade que apostou demais na filantropia e no sistema único de saúde. E pra nós fazermos 1 1 análise das lições apreendidas com o e os impactos da radioterapia, eu vou inicialmente, o Roberto já falou, mas eu vou ressaltar o Tiago. Tiago foram grande capitão na implantação do projeto dessas marcas. Estar na linha na frente, na frente do campo de trabalho, resolvendo as várias situações que nós tivemos aí e aí eu falo dessas lições apreendidas né, essa amorosidade do processo que houve com esse, com essa iniciativa, o estudo dos locais, né, que foram, que foram escolhidos, né? E eu acho que isso fica como 1 lição apreendida nos próximos locais a gente tem aí costume melhor, que não seja feito com indicações políticas, mas com indicações realmente de necessidade que a população precisa pra que esses locais tenham esses parênteses pra nós não termos complicações como tivemos, né? Comunicações com entidades, complicação de espaço, né, do próprio terreno que o Tiago chegou a comentar. Eu acho que ainda com condições apreendidas nós temos o que foi feito em termo de demanda EEA qualificação dos serviços também acho que temos que ter essa análise, nós precisamos de físicos médicos locais que tenham estrutura pra pra adaptação né, mais importante ainda que é AAAAA necessidade que esses locais tenham pra receber esses equipamentos. Então eu vejo em termos assim como lições apreendidas pelo essas colocações que nós temos a fazer. Em relação aos impactos da recupertria do SUS, onde já se foi falado em relação à à inclusão de novos tratamentos, né, do do MRT, eu acho que nós precisamos duma duma vez de estudo da tabela do SUS, pra que se ter 1 ideia, quando houve a última revisão da tabela até agora, nós já tivemos aí 44 por 100 de aumento nesse período, esse quer, né, nós não temos aí nenhum reajuste. Se foi falado aí que os equipamentos necessitam de peças do dólar, né? Nesse período nós tivemos aí 33 por 100 do aumento do dólar em relação a ao período do do último momento. Então, tudo isso a conta acaba ficando para o prestador de serviço. Então nós precisamos ter ali 1 1 revisão, né, dessa tabela do. Filmes. Em termos de dos lançamentos, eu acho que também nós precisamos saber porque muitos esses valores estão sendo instalados, e aí fica a dúvida, vamos ter teto físico, vamos ter teto financeiro pra esses serviços poderão receber aquilo que eles vão fazer, eu só tenho que alguns equipamentos que foram instalados não foram dados certos, não físico e não financeiro pra que essa gente dá a gente possa fazer o seu trabalho, né? Então né? Então eu acho que tudo isso nós temos que fazer essa revisão. E eu prestar atenção, quando nós vamos na na na produção SUS, de 2019 até 2023, nós temos pequeno aumento nesse período de apenas 12 por 100 em cima da produção de pacientes atendidos em radioterapia. Então a gente também tem que fazer essa esse estudo por que que só houve esse aumento de 12 por 100 com todo esse de máquinas? E aí então eu acho que ela chegou no ponto que é o financiamento. Quero discordar do do do Lucas quando ele falou de buscarmos o serviço suplementar pra poder fazer esse filtro financeiro, eu acho que não é por aí, é equipamento que é dado pelo pelo poder público, então ele tem que ser usado para o serviço público, para os pacientes do sistema Álvaro de saúde. Muito ponto que eu gostaria de fazer, já que nós vamos ter aí, tivemos aí alguma notícia de novos equipamentos, né, que esses equipamentos sejam também para os serviços que estão com equipamentos obsoletos, que sejam coloridos nesse longo problema. Nós temos muitas entidades que estão aí com os pagamentos obsoletos e que precisam dessa substituição do equipamento. Caso contrário, nós vamos realmente ter aí, podese termos aumento de aceleradores lineares, mas não vai acompanhar aí o aumento da incidência de câncer no parque. E pra finalizar, Gustavo, eu gostaria de chamar a atenção que é o problema da regulação. A a Helena colocou aí pessoas que às vezes fazem deslocamento aí de 200, 200 quilômetros, né, nós precisamos ter 1 1 análise melhor da estatística, serviços onde tem pacientes que estão sendo direcionados pelo espaço ou cidades que têm serviço de radioterapia, mas são direcionados pra outras cidades. Então isso a gente precisa fazer 1 1 grande avaliação de aí o seu Roberto, a gestão que o Roberto falou do serviço estadual, do serviço municipal pra que ele também tenha essa essa análise, dessa logística dos pacientes do né. Aqui no estado de São Paulo ocorre muito isso, paciente às vezes viajam do projeto, e passa por cidades que existam serviços de radioterapia pra fazer outro serviço adiante. E eu queria, pra finalizar, dizer o seguinte, não adianta nós termos aí problemas que realmente tenham a sobrevivência, programas que tenham a capacitação de novas tecnologias se nós não trabalharmos a regulação, se nós não trabalharmos a entrada dos pacientes no sistema. Foi muito feliz quando ele fala dos pacientes que chegam no estadio 3 e 4, que hoje a maioria dos pacientes estão chegando nessa condição de tratamento, ou seja, tem serviços aí que o paciente está levando 180 dias pra entrar no serviço de oncologia, isso não é acontecido. Então não adianta nada nós prepararmos as entidades, prepararmos os hospitais pra receber esses pacientes com a melhor tecnologia, com a melhor tratamento, com a melhor cirurgia, sempre que vai chegar já no que pouco nós poderemos fazer em relação ao atendimento desses pacientes. Então eu acho que nós temos que quebrar muito a cabeça ali pra podermos acertar todos os trabalhos. Para vermos a comissão de saúde aí da da combate ao câncer que eu acho que está trazendo grande trabalho nesse sentido, eu acho que é só assim nós vamos poder avançar aí em termos de melhoria ou melhor organização ao paciente de câncer. Muito obrigado.

0:008:38
25 de nov, 16:56
#37
Transcrição por IA

A gente é que agradece, o Pascoal é presidente da Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas, que são as grandes prestadoras de serviço ao SUS inclusive nessa questão da radioterapia ou do tratamento do câncer, né? Muito obrigado Pascoal. A gente vai ouvir agora, o Roberto de Almeida Gil, que é diretor geral do instituto nacional do câncer o INCA, que é é 1 das instituições, que são suporte na orientação ao Ministério da Saúde nessas questões voltadas do câncer voltado para população brasileira, e a gente fica muito feliz do Roberto poder estar conosco aqui. Roberto, muito obrigado pela presença e fique à vontade aí pra conversar conosco. Olha eu que

0:000:48
25 de nov, 17:04
#38
Diretor-Geral - Instituto Nacional de Câncer (INCA) Roberto de Almeida Gil
Roberto de Almeida Gil

Diretor-Geral - Instituto Nacional de Câncer (INCA)

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Muito aí a a oportunidade de estar com meus amigos aqui, estaremos juntos, em breve também, doutor Humberto Pascoal, temos reunião do com 5 amanhã, e eu acho que quando a gente faz 1 avaliação, a gente vai avaliar o que que foi o PERSsuz, a gente tem que entender dentro desse universo o que que a gente está avaliando. Primeiro a gente fez projeto de compra centralizada, esse é o melhor modelo que a gente tem? Como é que foi isso? Então é 1 maneira que eu tenho de avaliar isso. Isso é melhor do que compras individualizadas, utilizando em cada lugar? Então, ele tem prós, tem contras é 1 forma de avaliar. O segundo, a a gente no fez 1 coisa diferente foi o projeto da compra integrada quer dizer, comprar aquisição do aparelho, projeto, obra, instalação, isso é 1 outra maneira de gente vai lá deu certo esse modelo? O que que a gente aprendeu, o que que a gente entendeu nessa dinâmica, quais foram as dificuldades, é 1 outra perspectiva que a gente pode avaliar. A terceira, a questão de prazo. Quer dizer, o que que significa fazer prazo que a gente começa programa em 2013 e termina em 2024? São 11 anos de execução. O que que isso implica? Quais são as implicações? Obserlescência? A gente tem que mudar mudamos de panorama? Como é que a gente tem? Então esse qual é o tempo que a gente pode prever 1 questão dessa? Depois a questão desse custo isso é melhor pro custo fazer o projeto integral? É melhor pro custo separar as coisas? A gente tem hoje como estar definindo? A gente coloca tudo isso o que a gente quer saber no final é assim nós conseguimos reduzir o impacto vacinal que a gente tinha no país de radioterapia o que que resultou dessa questão toda do PS2 ao final desse período. Dentro de 1 avaliação objetiva eu acho que eu sou da época sou antigo nisso, em relação ao processo expande a gente avançou sim no processo expande no mesmo período de tempo nós conseguimos 3 vezes mais aquisições de aparelhos instalações de aparelhos e soluções que a gente teve no processo Spand. Então nesse sentido eu acho que a gente teve 1 avaliação positiva não sei se é o melhor mas a gente teve sim 1 curva de aprendizado muito positiva. A segunda coisa pra mim a capacidade de compra centralizada mostra o poder de compra do SUS, quer dizer o SUS tem poder de negociação numa compra utilizada muito maior do que 1 compra individualizada. A gente sabe que o custo do do dos processos vão aumentando com o tempo mas foram 640000 dólares contra a aquisição que eu fiz agora de 750751000 dólares, quer dizer, a compra centralizada dá 1 segurança a quem fabrica, a quem coloca tem alocamento, tem tudo isso e permite 1 negociação de escala que é fenômeno de do mundo de tudo isso que a gente tem. E o SUS tem que aprender a usar esse poder de compra pra fazer, traz dificuldades também o processo centralizado, porque a parede de radioterapia ele precisa de adaptação, você tem 1 realidade de bunker que é diferente da outra, ele está agregado a lógicas não necessariamente iguais, a a necessidade não necessariamente iguais, mas é exercício que a gente pode fazer. Outra questão que me parece muito importante foi que a gente no projeto expande, a gente teve muito encaixotamento de material muita coisa que a gente viu pro projeto não estar integrado. Então na verdade foi alguma coisa que a gente aprendeu e no reforço a SUS e no expande e a gente tentou no Persus não repetir alguns equívocos. Por outro lado, traz problemas porque é diferente eu adquirir aparelho em que eu instalar e implantaram aparelho, eu controlar 1 obra, eu fazer banco em diante de realidades diferentes. Então esse aprendizado eu acho que instrumentalizou técnicos do Ministério da Saúde de todo mundo e muito, numa curva de aprendizado que eu acho que é o essência. Toda vez que eu começo projeto novo e a gente está com projetos necessários pro país a gente tem que estar aprendendo em cada não repetindo erros. O que eu acho que a gente tem que ter hoje primeiro é fazer balanço real do do PS1, fazer seminário, eu já falei com o Humberto já levei isso ao Ministério da Saúde, nós temos que hoje ações apreendidas desse processo e analisar com maior profundidade todos os atores envolvidos pra gente poder interpretar quais foram as dificuldades aonde deu certo, como é que a gente deve fazer, o que que a gente aprendeu, o que que a gente deve evitar, quais são as dificuldades que a gente como a gente vai ocupar porque não são soluções simples de recursos humanos de adaptação de local de tecnologia de coisas que a gente tem. A gente tem que pensar também, que quando a gente fala foi bem falado aqui, que a gente não pensa só em instalação de aparelho, é manutenção, é tecnologia de manutenção, é 1 política de financiamento que permite a utilização, que a gente possa ter o melhor fluxo possível, como foi falado pelo Doutor Humberto, como já falaram, não adianta eu der aparelho que eu tenho 1 capacidade operacional de fazer 5 pra ações e estar fazendo 25. Eu tenho que tentar conseguir isso. Então, eu acho que a gente tem que tentar já discutir pouco mais, nesse acordo de aprendizado, de como a gente vai fazer isso, de como a gente vai buscar essas otimizações, essas construções de fluxos, refletindo em cima das dificuldades que a gente teve. 1 outra coisa é capitalização de responsabilidade. Será que o processo tem que ficar todo centralizado no Ministério da Saúde ou a gente pode capilarizar a responsabilidade? Parte da aquisição é do Ministério da Saúde, 1 parte pode ser pra outro segmento do próprio município, quer dizer, dividir responsabilidades e serem cobradas dentro das suas implicações, cada 1 delas, pra que a gente possa ter maior efetividade maior contribuição. E finalmente eu acho que a gente tem que ter hoje a questão da tecnologia. Eu via colocando a questão da obsolescência. Eu acho que a gente tem que ter cuidado com a tecnologia, eu brinco às vezes que tecnologia pode ser igual a champanhe, você bota faz muita espuma e depois o conteúdo que é muito bom está lá embaixo pequenininho. A gente tem que saber quando a tecnologia ela é realmente transformadora ela é necessária. Aquilo que realmente vai trazer impacto, aquilo que realmente a gente vai poder ser transformador e melhora pro nosso país, aquilo que a gente vai poder fazer. Concordo muito que a gente precisa regulamentar melhor fluxos, a gente tem que ter 1 dinâmica diferente aonde a distância pra quem faz tratamento todos os dias sejam 5 sejam 25, 3 ou 10, tem 1 implicação logística diferente de tratamento de quimioterapia, que é de 3 em 3 semanas, concordo que a gente tem que equilibrar os financiamentos de cada dos segmentos que compõem hoje o o tratamento da oncologia seja cirurgia, radioterapia ou tratamento sistêmico de forma mais equilibrado todos que me conhecem sabem que eu defendo isso apesar de ser urologista clínico, e acho que a gente tem que ter curso permanente de capacitação de profissionais. Formar profissionais as áreas vazios assistenciais correspondem à áreas de dificuldade de inserção profissional. A concentração no sudeste e no sul não é à toa, é onde a gente tem a concentração de formadores de formação e de projetos de vidas que estão escolar nessas regiões. A gente tem que ter, de criação de interesse, de mobilização e buscar soluções, só discordo do do Pascoal de 1 coisa. Eu acho que hoje, da mesma forma que o setor público tem que ter, parar de ter alguma coisa com o setor privado, a gente precisa hoje entender que a as soluções da da saúde devem ser integradas entre público e privado. A gente tem que otimizar a capacitação de cada pra que a gente possa ter a maior sustentabilidade possível. O grande desafio da saúde hoje é a sustentabilidade. A gente tem o projeto com o doutor Humberto que eu já falei de fazer esse seminário do do do e a gente quer muito refletir muito nas experiências cuidadas. Muito obrigada. A gente

0:008:42
25 de nov, 17:05
#39
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Desci, doutor Roberto de Almeida Gil, diretor geral do instituto nacional do câncer. A sua fala, de conteúdo muito grande pela experiência, pelo que representa o INCA na para o Brasil como 1 instituição que trata câncer, que estuda câncer, e a contribuição que o INCA pode e de todos os seus profissionais na, hoje é na figura do senhor que é o diretor, que os seus profissionais podem dar pro Brasil inteiro, tá ok? Muito obrigado pela sua participação. Vamos então repetir a mesma tática das 2 mesas anteriores. Eu pergunto se alguém aqui da do nosso plenário gostaria de fazer alguma colocação alguma pergunta pros nossos 4 expositores aqui da mesa, e dos nossos 2 que estão virtuais que estão online conosco. Mais deputada Maira, por favor. Eu

0:001:08
25 de nov, 17:14
#40
Transcrição por IA

De parabenizar a mesa pelas brilhantes apresentações e fazer 1 pergunta ao doutor Tiago. Doutor Tiago, segundo 1 das apresentações, a gente em março de 2020 e tinha 427 máquinas de radioterapia no Brasil. A projeção é que em 2030 nós devamos chegar a 530 equipamentos, certo? Ou seja mais 103 novos equipamentos. E 50 por 100 dos equipamentos que nós temos devem ser substituídos. A pergunta que eu faço é, existe 1 programação executiva, planejamento do Ministério da Saúde, pra se atingir essa meta desejada, incluindo a substituição desses aparelhos? Boa tarde deputada, obrigado.

0:000:49
25 de nov, 17:15
#41
Ministério da Saúde Thiago Rodrigues
Thiago Rodrigues

Ministério da Saúde

Transcrição por IA

Pergunta, existe sim, ações como o Fernando colocou anteriormente e eu reforcei que a esses novos convênios, o Humberto também falou né desses 38, e, até convencionou a gente chamar isso aqui de PSUS porque a gente está falando agora de PSUS 2, o nome não está decidido, mas sim a gente vem desenvolvendo novo projeto discutindo no âmbito da casa civil, né programa que vai ampliar e o foco principal dele é a substituição de máquinas, tantas máquinas obsoletas que a gente tem o mapeamento delas começando pelas que têm mais de 30 anos, né, eu acho que foi na apresentação do Oncoguia, né, então essas serão priorizadas num primeiro momento, e mas o importante eu estava conversando com com o deputado Paulo, a gente ainda tem alguns vazios mesmo, algumas regiões importantes, deputado teve 1 1 visão por exemplo norte lá do do estado dele, não tinha nenhum agora está suprido, Região ali de de Feira de Santana, depois que a gente colocou então assim a gente está conseguindo encurtar alguns espaços estados igual a gente colocou aqui né? Mas eu acho que sim o ministério ainda tem essa ultrassom independente da gente estar colocando piano PAC e e essa que eu estou falando sim é o que está sendo discutido prioritariamente a substituição desses equipamentos obsoletos, essas atuações do ministério de de fazer novas habilitações e e fazer construção também pra suprir esses vazios elas vão continuar acontecendo. Malha, eu queria pegar o gancho, e eu quero perguntar.

0:001:27
25 de nov, 17:16
#42
Transcrição por IA

Pro pro Humberto, se ele pode complementar a resposta do Tiago, já que ele é o fornecedor de equipamentos, conviveu com problemas de pagamento, ele mesmo disse isso aqui, passou por 10 ministros da saúde. Então Humberto você poderia complementar aqui o Tiago, o Tiago é público você é iniciativa privada que negocia, que negociou o PSUS e que deve negociar o PSUS 2, eu espero que sim. Bom.

0:000:30
25 de nov, 17:17
#43
Presidente - Varian para a América Latina Humberto Izidoro
Humberto Izidoro

Presidente - Varian para a América Latina

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Acho que o que o Tiago falou está né é bastante alinhado com o que eu tenho escutado. Eu acho quando o próprio Fernando Maia estava na na coordenação da oncologia. É do ministério agora com o Barreto e ele nos passou que eles fizeram levantamento e que ele já tem mapeado acho que 100 máquinas. Pra serem trocados já identificaram que tem 100 máquinas que precisam ser trocadas, né. O que eu coloquei dessas 138 já estão empenhadas, 18 já foram feitas a estação tem mais 20 pra fazer esse ano. Então acho que tem processo em curso, mas como o Tiago falou, são 2 demandas né? Tem a demanda de máquinas muito antigas, e tem a demanda de lugares que não tem máquina nenhuma. E os vazios assistenciais e o ministério está olhando. Essas 2 situações, quais são as mais urgentes, né. E eu acho que essa é a análise que precisa ser feito. Eu acho até Tiago, 1 ponderação que eu com certeza vou trazer amanhã 1 provocação, pro pro 1 pra pro secretário amanhã é que, muitas vezes, está focando muito na idade da máquina, No lugar que talvez não tenha demanda tão grande vou falar por exemplo, o interior de São Paulo, tem muita máquina já hoje no interior de São Paulo tem bastante máquina, né, dificilmente você vai ter vazio assistencial lá então talvez você andar 50 quilômetros a mais você vai ter 1 máquina nova. E por outro lado em ao o Rio de Janeiro tem locais que talvez tem máquina aí de 12 anos ou 13 anos tipo Mário Crefe por exemplo, que talvez seja mais importante trocar essa máquina do que 1 máquina que tenha 18 anos no interior de São Paulo. Então tem que fazer 1 análise bastante criteriosa nesse sentido, mas eu acho que o que está colocado até agora o número, né se você somar as máquinas do Persuzo mais esse programa do ano passado, mais o que eles estão chamando de Persuzo 2 nós estamos falando de quase 200 máquinas é esforço que não tem paralelo na América Latina, não tem nenhum país que fez esse esforço tão grande quanto o Brasil, o que eu alerto é que não adianta só comprar máquina, tem que sim investir mais na, no reembolso, tem que investir também na qualificação e a gente não pode ter esses problemas como a gente teve de, de repente você tem, faz toda a construção, coloca a máquina de repente, os hospitais federais por exemplo têm 1 dificuldade enorme de contratar. Os hospitais de Abserf têm 1 dificuldade enorme de contratar, não tem que resolver isso pô, não por isso é, é problema simples, tem tanto problema complexo e esse não é problema complexo. A gente tem que ter vontade política pra resolver. A verdade é o que

0:002:52
25 de nov, 17:18
#44
Transcrição por IA

Dá 1 sugestão doutor Tiago, a gente viu aqui que tem 2 problemas graves, o acesso e a dificuldade depois do diagnóstico pra se garantir o tratamento. E o SUS tem 1 gestão tripartite, que se reúne todos os meses. Secretários municipais, secretários estaduais e o Ministério da Saúde, leve para a tripartite pedido nosso dessa casa, porque eu não consigo entender como é que alguém que chega com sai do seu médico, já tem o diagnóstico, ele precisa passar nos municípios, por 1 nova consulta no posto de saúde pra ele receber o encaminhamento pra ele pro centro de oncologia. Se o paciente tem o diagnóstico, que que não há 1 pactuação com estado e município que essa pessoa já seja direcionada pro serviço? Porque o que os pacientes me relatam diariamente, porque isso virou 1 causa da minha vida também, é que eles passam às 3 meses esperando o posto marcar 1 consulta no centro de oncologia que tem a vaga, mas o paciente não consegue chegar lá porque a burocracia impede. Então é 1 solução simples de resolver pra algum problema grave, que é a vida das pessoas. É só pedido que eu faço. Com certeza levarei,

0:001:12
25 de nov, 17:20
#45
Ministério da Saúde Thiago Rodrigues
Thiago Rodrigues

Ministério da Saúde

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Eu acho que é importante 1 coisa a gente tratar, e é, e tem sido 1 prioridade sim do Ministério da da Saúde é a política de combate ao câncer né? Começou agora 1 reformulação né, 1 estruturação de 1 coordenação geral, a gente sabe a importância e o tamanho das discussão que a gente vem tendo principalmente em âmbito de gabinete e sabe que isso aí não vai demorar muito a gente ter que conversar pra ver se não merece ser criado departamento, tem pouco mais de robustez, mas é é 1 coisa é a questão de infraestrutura, a gente está discutindo e outra coisa a parte da política então, é é bemvindo a sua a sua, né a sua sugestão, porque assim como no plano expansão teve 1 portaria que originou o programa, né eu acho que tem que ter 1 nova portaria e tem que ter novos atores nessa discussão. Então o INCA é fundamental, participou com a gente no no no programa anterior e vem participando nesse agora, a gente envolver a comissão nacional de energia nuclear que que que passa em algum momento por essas análises, própria Abserv tem muitos hospitais que foram contemplados, então com certeza é 1 discussão mais ampla sobre sobre o novo formato dessa política, acho que ela é bemvinda sim e a gente leva sugestão sim. Obrigado.

0:001:10
25 de nov, 17:22
#46
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O doutor Roberto, ele viaja daqui a pouco, e ele está conosco ainda, doutor Roberto se eu quiser fazer a fala final, e eu eu, parece que vocês vão se reunir amanhã pra discutir alguma coisa de de de radioterapia, o fornecedor E00 INCA, o ministério, e eu doutor Roberto, peço ao senhor, que o senhor sendo 1 pessoa muito respeitada no nosso sistema principalmente na questão do câncer, já converse com a com a ministra com a equipe da ministra, pra que os o o novo o PSUS 2 ou ou no máximo no mínimo de tempo possível, a gente possa fazer o upgrade e trazer mais qualidade as máquinas que estão chegando e como disse o Lucas, a gente possa diminuir a quantidade de de melhorar o feixe, atirar direto com muito menos quantidade de sessões, agilizar esse processo, abrir vaga para mais gente. Resolve isso para gente aí doutor doutor Roberto, e agradeço e peço aí fica a palavra aí pro senhor se despedir da gente com a com todo o seu conhecimento foi fundamental a sua presença ilustrando aqui a nossa a nossa o nosso seminário.

0:001:19
25 de nov, 17:23
#47
Diretor-Geral - Instituto Nacional de Câncer (INCA) Roberto de Almeida Gil
Roberto de Almeida Gil

Diretor-Geral - Instituto Nacional de Câncer (INCA)

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Desculpas de ter que sair mas realmente eu estou indo pra Brasília amanhã a gente tem o Consintra que é espaço coletivo criado, hoje de consultoria ao Ministério da Saúde eu acho que é superimportante isso vamos estar com o doutor Humberto também na reunião, eu concordo totalmente que a gente tem que reavaliar a questão a gente sempre lembrar o seguinte, eu acho que o doutor Humberto apesar de como ele é presidente da Amazônia mas você tem conhecimento enorme disso a gente tem que utilizar da aparelhagem aquilo que ela tem de melhor, aquilo que ela pode render, aquilo que ela pode fazer, aquilo que ela tem. Muitas vezes nós ficamos preocupados às às vezes com distâncias geográficas, mas esse paciente às vezes vai ter que percorrer sempre algum espaço Brasil muito grande e os vazios são muito grandes eu fui ao Pará por exemplo no Ofir Loyola, é cacoon que eu tenho numa região de estado que tem até projeto de ser dividido em 3, é 1 coisa muito complicada você racionalizar aonde eu vou botar os outros aparelhos mas como foi falado a gente tem que olhar pra essas questões, quer dizer como é que eu tenho programa de atualização porque doutor Humberto mesmo falou aparelhos antigos podem ser atualizados através de software, não necessariamente pra trocar inteiramente aparelho você pode fazer upgrade desse aparelho, você tem que utilizar capacitar os seus profissionais melhor e isso é muito importante, a gente hoje tem 1 responsabilidade da Sociedade Brasileira de Radioterapia nesse sentido, de capacitar seus profissionais hoje, a gente precisa resolver a questão da formação médica de físicos médicos, a gente tem déficit de formação, a gente tem déficit de formação de radioterapeutas e número menor do que a gente necessitaria, mas podem contar comigo sim Tiago é grande parceiro, o Incra é grande parceiro do Ministério da Saúde e a gente vai tentar encontrar soluções ali entre as quais é viabilizar através de sustentabilidade, O que a gente precisa ter são programas que sejam programas com perenidade, pra isso a gente tem que ter 1 curva de financiamento que garanta manutenção do aparelho, substituição de material, revisões, capacitação dos seus profissionais pra que ele possa fazer. A radioterapia ela é complexa às vezes a gente tem ideia que é trocar aparelho é tirar 1 geladeira encontrar outro lugar e ligar no aparelho não é, cada aparelho tem isso que nós estamos buscando, soluções diferentes às vezes pra lugares diferentes, a gente conseguiu mandar aí por exemplo processo, que foi processo novo quer dizer programar os pacientes no Instituto Nacional do Câncer e levar o do procedimento mais perto da casa dele, então ele se deslocou 1 vez pra grande centro de referência fez toda a programação e agora ele vai fazer o tratamento num outro centro que é menos capacitado mas onde ele só vai fazer o tratamento então ele já vai e aí você tem tecnologia de TI pra estar conferindo se aquele tratamento está sendo bem feito. É 1 realidade que a gente experimentou fazer isso aqui no Rio de Janeiro, que a gente pode reproduzir em outros lugares. Está ok muito obrigado, boa viagem, ok? Bom, alguém mais? Você pode se apresentar e, fazer pergunta? Onde está funcionando? Aí? Então está bom. Então boa tarde, eu sou Milena, queria me apresentar

0:003:42
25 de nov, 17:24
#48
Participante Milena
Milena

Participante

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O time da Varian, mas eu queria trazer 1 provocação mais como olhar de física, eu sou física médica assim como o Lucas. Trabalhei mais de 10 anos no Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho, que é hospital 100 por 100 público, por coincidência onde o doutor Pascoal dirige. E queria lançar 1 provocação mais pra pra o Tiago né que está aí como representante do Ministério da Saúde, pensando assim, se existe nesse programa, né que possivelmente pensa os 2, olhar também pras outras soluções que não são só de hardware, né, porque a gente sabe que o relatório da Sociedade Brasileira de Radioterapia, o RT 20 30, ele trouxe aí grande de equipamentos né que a gente precisa olhar e precisa tentar sanar, mas ele também trouxe a necessidade dos profissionais que é importante, tanto dos radiooncologistas quanto dos físicos médicos né que especialmente 1 equipe bem qualificada, e que é fundamental não só pra entregar tratamentos de boa qualidade mas também pra conseguir fazer isso de forma otimizada, e e de fato entregar número grande de tratamentos pros pacientes né então hoje, a gente olha muito para a parte dos equipamentos, dos aceleradores lineares, e na e a minha provocação é justamente pra gente lançar olhar pouco mais amplo pras outras soluções que já estão super bem consolidadas no mundo, e que no Brasil tem pouca penetração né, então soluções de software aí, que às vezes embarcam inteligência artificial, pra melhorar a padronização dos procedimentos, pra entregar planos de altíssima qualidade pra esses pacientes de 1 forma muito rápida, né então o Lucas está aí ainda na na rotina clínica, sabe bem como é isso? Às vezes plano de tratamento físico médico leva 3 4 horas pra chegar numa boa solução, e aí quando você associa a expertise humana com soluções aí de software, você consegue encurtar isso pra 30 minutos né então 1 mesmo profissional, ele dá conta de fazer 5 6 7 planejamentos de pacientes diferentes né então, a gente não olhar só pra o equipamento que é gargalo, mas também pra pra parte da equipe né e que você pode sanar esse gargalo, lançando mão aí de outras tecnologias. Posso, obrigada. Só complementar e, aí passar pro Tiago pra ele já comentar também nessa linha, eu não trouxe

0:002:16
25 de nov, 17:28
#49
Físico Médico - Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) e Hospital Santa Marcelina Lucas Radicchi
Lucas Radicchi

Físico Médico - Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) e Hospital Santa Marcelina

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Por questão de tempo, mas eu tenho dados mostrando, né, na instituição, a taxa de crescimento de pacientes novos, ela é maior do que a taxa de aumento do faturamento. Por que, então o que acaba acontecendo? Na prática, a gente precisa de mais pessoas para planejar, preciso de mais físicos e além de ter 1 dificuldade de não ter, quando a gente chega no hospital e fala olha, precisamos de mais profissionais, o hospital fala meu, não fecha a conta, eu estou gerando mais custo. Então aí 1 das coisas que tem hoje que a gente tem sentido na prática clínica é que a Milena falou, existem soluções inteligência artificial para ajudálo ajudar a gente a ter eficiência operacional. Mas 1 coisa que a gente se esbarra muitas vezes na hora de fazer projeto, já sem inteligência artificial só de sistemas, quando você fala sistemas, fala não tem não não a emenda não permite existem problemas de financiamento, porque está enviesado pra hardware. E aí quando a gente precisa fazer projeto para falar eu preciso de sistema computacional, ah, não tem código para isso. Então devolvo também essa essa provocação esse comentário, a gente está, pra aumentar a eficiência precisamos formar pessoas, isso é senso comum, mas é o auxílio dos sistemas a inteligência oficial já é 1 realidade pra gente, só que a gente vai se esbarrar nesses nessas políticas públicas de não ter código pra fazer fazer projeto pro governo financiar. É, o Lucas.

0:001:30
25 de nov, 17:30
#50
Transcrição por IA

Sabe como é que eu tenho feito? A gente tem que driblar o sistema. Hoje a gente pode aportar, Neymar no custeio, que é drama na vida de qualquer instituição filantrópica, qualquer instituição pública, a gente aporta nos filantrópicos pro custeio, eles economizam e consegue comprar as coisas, é 1 não é drible, mas é a saída que a gente me lembra que a gente tem encontrado na urgência pra poder ajudar a avançar né a sobreviver né Mari? Eu tenho que perguntar ainda pro Humberto, como é que está a questão da fábrica ou montadora de equipamento, a troca de tecnologia que que foi feito no PSUZ a na no contrato, que iria vir pro Brasil 1 unidade pra suprir depois toda a América Latina, e pro Tiago, e aliás, e pra você também, por que que esse troço subiu tanto pra trocar equipamento? E pro, e pro Tiago, né, se ele ajuda lá na questão do MRT, né? É isso foi 1 foi apelo aqui que o que o que o que o, quem foi que fez aqui gente? O o Alisson né? Que fez, estou te ajudando aqui Talisson. Então vamos lá Humberto e depois Tiago. Bom.

0:001:21
25 de nov, 17:32
#51
Presidente - Varian para a América Latina Humberto Izidoro
Humberto Izidoro

Presidente - Varian para a América Latina

Transcrição por IA

Pelo pela primeira pergunta em relação à fábrica. Na verdade, a licitação ela continha já dentro da licitação que o vencedor da licitação tinha que cumprir né? Acordo de compensação tecnológica. Foi 1 cópia, copy do que foi feito na área militar né? Com os caças da aeronáutica. Então a a varinha como ganhadora ela tinha obrigação de construir 1 fábrica de trazer equipamento e entregar esse equipamento aqui no Brasil, né? Montado no Brasil e entregue até dezembro de 2018. Tudo isso foi feito. Só que ao longo, né? Quando eu entrei na empresa, a licitação já estava feita, estava assinada. Quando eu. Quando eu quando eu cheguei a gente estava assinando o acordo de compensação tecnológica, né? Contudo lá pro Aní. E eu a partir daí falei olha, essa fábrica ela não se sustenta. Porque todo 70 por 100 dos clientes da vara são clientes filantrópicos ou públicos. E todos esses clientes compram da VAR lá nos Estados Unidos ou na China, que são as fábricas que a gente tem, com alíquota 0. Pra tudo. Impostos federais, impostos impostos estaduais. Então não paga PIS, COFINS, ICMS não paga nada. IPI EE0 imposto de importação que já é zerado e aí nós começamos trabalho com com os vários governos pelos quais eu passei, conversei com muitos ministros da da saúde, conversei com alguns ministros da fazenda, fomos no CONFAZ e eu falei olha se nós não tivermos a isonomia de tratamento eu não vou conseguir competir como fábrica. Porque a minha fábrica de Palo Alto e a minha fábrica da China vão ser mais competitivos. Imagina se algum filantrópico vai topar comprar de Jundiaí pagando impostos. Porque essa é a legislação vigente. E todo mundo não nós vamos conseguir, nós vamos conseguir passados 5 anos não conseguimos, chegamos numa última etapa no CONFAZ é pouco antes de de acho que junho de 2018, e aí, fomos lá na votação e quando votaram, estado levantou a mão e falou, já tem, nós estamos há 6 meses da eleição, presencial, nós não podemos votar aqui a favor por questões de compliance tal e e aí então eles votaram contra e por isso não foi aprovado. E depois disso a Vara falou olha então não dá pra esperar mais e fomos pro México e montamos a fábrica lá no México. Então não existe hoje nenhuma possibilidade, tudo que a gente tinha que fazer de compensação tecnológica nós fizemos na época e entregamos né? O acordo que a gente tinha com o Ministério da Saúde. Agora o ministério voltou a conversar com a gente, falou olha, a gente vai fazer segundo pessoas, que que dá pra ser feito? Obviamente com trauma na né? Imagina eu como presidente tendo que falar pro CEO mundial lá. Infelizmente a gente fez aporte aqui de 20000000 de dólares né? Mas nós não vamos ter fábrica não vai dar pra ter fábrica então obviamente a gente teve que ressignificar a gente obviamente manteve o o centro de educação da que está em funcionamento mas a gente está tendo que ressignificar a fábrica e nós já tiramos, já desmontamos a fábrica, né? Levamos tudo lá pro México, e existem outros planos que a gente está conversando, possibilidades aí de fazer alguma coisa, mas a gente ainda não pode divulgar o que vai ser feito. Então em relação ao acordo de compensação tecnológica foi isso, nós cumprimos, não era só a fábrica, a gente mandou 5 ICTs, né? Que são centros tecnológicos aqui, universidades para serem treinadas no nosso centro, do nosso de centro de PED lá lá nos nos Estados Unidos e na Europa pra aprender a como como construir softwares da área médica já prontos né? Com a tecnologia pra organizar a a construção do software para ser aprovado pelo FDA, treinamos instituições brasileiras pra fazer isso, alguns produtos específicos de desenvolvimento de produto também, então a gente fez todo o trabalho que precisava ser feito, isso foi entregue mas infelizmente ficou com gosto amargo aí na boca porque né? E o outro ponto né em relação não vou fugir da pergunta não nós primeiro né nós estamos falando de projeto que foi listado em 2013 nós estamos em 2024 então por que aumentou? A gente por muitos anos por acho que quase 7, 8 anos a vaga nunca tinha feito nenhum aumento de preços tá? Aqui no Brasil. A gente tinha aumento, tinha 1 inflação aí nos Estados Unidos, entre e meio e 2 por 100, e a gente cobria isso com produtividade da fábrica. Chegou a pandemia e houve 1 1 disrupção enorme do sistema de fornecedores da VAR. Imagino que todos né não saibam mas AAA0 número de fornecedores, a indústria de assador linear é muito pequena, são 2 grandes fornecedores, 2 grandes fabricantes né, tem alguns poucos na China também, mas 2 grandes fabricantes mundiais, e às vezes você tem fornecedor pros 2. E alguns desses fornecedores quebraram na pandemia. E outros não quebraram, mas estiveram situações sérias, e aumentaram muito seus preços a, em 2020 e né, a inflação industrial da VAR de aumento de custo foi da ordem de 18 por 100. No ano seguinte foi 9. Então nesse momento a gente fez aumentos de de preço que a gente nunca tinha feito aqui no Brasil. Mas nós fizemos aumento de preço e e essa é a justificativa que se teve né? Mas subiu muito mais do que isso.

0:006:18
25 de nov, 17:33
#52
Transcrição por IA

A gente sabe que, na pandemia eu estava na secretaria de agricultura lá no estado do Espírito Santo e eu, trator passou a ter, a ser, 3 vezes o preço, a gente sabe disso, mas, a gente pode eu acho que tem que ser revisto isso aí, acho que subiu demais o upgrade que a gente tem que fazer na na na nos equipamentos, pra transformar o equipamento de 28 sessões de 1 semana, né, eu acho que é fundamental mas ele ficou muito caro. Vamos lá. Eu, tem mais alguém aí que queira se manifestar? Nosso companheiro lá, esperou mas quer falar, fica à vontade. Deixa eu só complementar pouquinho até primeiramente

0:000:47
25 de nov, 17:39
#53
Radio-Oncologista - Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) e Hospital DF Star Alisson Borges
Alisson Borges

Radio-Oncologista - Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) e Hospital DF Star

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Ao trabalho do Tiago a sociedade reconhece muito o esforço que você tem feito aí, e é plano extremamente importante pra gente como sociedade médica ver o desenvolvimento da terapia ainda mais tendo essa excelente notícia de que a gente vai ter já nesse programa novo equipamentos mais mais modernos né, e que não vão ser só aquele aquele kit mais básico. Mas só comentando pouquinho o que o doutor Roberto já falou, e aí eu acho que esbarra numa outra questão que é a questão do financiamento né, por isso que a gente bate tanto na tecla. Hoje a gente tem 1 demanda né de de radioterapeuta e vem ocasionando por quê? Só pra você ter 1 ideia deputado, cerca de 30 por 100 das nossas vagas de residência médica hoje estão vacantes, ou seja não tem médico pra dentro dessas vagas. Isso bate em quê? Acesso, dificuldade de emprego, baixo salário, que também vai parar lá na questão do financiamento, então é outro detalhe importante além da manutenção desses equipamentos estarem em dia, da gente conseguir fazer os upgrades como sociedade seja do ponto de vista filantrópico ou próprios hospitais públicos, há também a qualificação e a manutenção desses profissionais no mercado, também passam por 1, como o Lucas até disse, 1 questão relacionada a financiamento. E aí Tiago, eu sei que você é cara que apoia muito a rádio, e aí nos deixa também como sociedade sempre aí à à disposição de você, né, que no que precisar, o próprio relatório 20 30 está à disposição, a gente pode colocar em em em em em contato aí contigo o doutor Marcos, doutor Arthur, que são quem elaborou o projeto e e vai ter o maior prazer de ajudar você aí nessa nessa missão nobre que você está tendo aí de realmente revolucionar a terapia que é o que você está no caminho correto aí que está fazendo A gente vai te procurar também Alisson porque, eu.

0:001:38
25 de nov, 17:40
#54
Transcrição por IA

Wellington, a Silvia, estamos querendo dar foco especial à radioterapia no ano que vem, desenvolver todos os esforços da da da comissão de combate ao câncer daqui, focar e trabalhar a FIES junto ao ministério junto ao Tiago mas, assim, o Tiago tem toda a boa vontade mas às vezes estava está está acima dele, a decisão e a definição, né e a gente vai trabalhar firme nisso aí, nós vamos te procurar, está bom? Aproveito Mais alguém? Aproveito, só pra eu sou membro da comissão da radioterapia da associação brasileira de física médica. Então a gente coloca.

0:000:35
25 de nov, 17:42
#55
Físico Médico - Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) e Hospital Santa Marcelina Lucas Radicchi
Lucas Radicchi

Físico Médico - Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) e Hospital Santa Marcelina

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Exposição também aí para a discussão na questão de formação, de, a gente tem discussões entre no grupo hoje e na na associação, em diversas grupos da sociedade sobre a formação de físicos, é problema a questão de levar a máquina em tal lugar e levar pessoas até lá pra operar. Esse aí é 1, é grande desafio, você tem que formar e pensar informações regionalizadas, não adianta formar em São Paulo e de alguma forma, se a pessoa se for formar perto da região, teria que de alguma forma hoje o desafio é ser forma, se ele recebe 1 proposta a vir pro sudeste, pode ser mais atraente então a gente tem que resolver esse, mas a gente coloca à disposição pra pra essa discussão trabalhar na parte fisicamente. Nós estamos com

0:000:43
25 de nov, 17:42
#56
Transcrição por IA

Doutor Pascoal ainda, é, a sua as instituições filantrópicas são fundamentais, não só pra pra essa situação mas pra o SUS né sobreviver de forma geral no Brasil né desde assistência ambulatorial até, cirurgia de alta complexidade ou tratamento de alta complexidade como a radioterapia. Eu agradeço a presença do senhor, e a gente luta muito pra essa questão da tabela SUS, né? Que em algum momento, o ministério achou que ela podia ser abandonada, e entregar o reajuste pra estados e municípios. Alguns estados organizados eu sou do Espírito Santo, e nós organizamos o Espírito Santo em do em 2 décadas né, há 22 anos atrás meu estado era 1 bagunça, mas nós demos 1 1 ajeitada boa, e o estado tem condições de de de aportar recursos lá, o governo Casagrande, o exgovernador Paulo Hartung entendendo isso, os municípios praticamente só só consegue dar área física no máximo, os municípios têm poucas, poucos municípios têm sobra financeira. Então eu queria deixar também à sua disposição aí alguma fala final, e agradecer a sua presença conosco até agora.

0:001:23
25 de nov, 17:43
#57
Presidente - Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer (Abificc) Pascoal Marracini
Pascoal Marracini

Presidente - Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer (Abificc)

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Deputado, eu eu agradeço aí mais 1 vez a disposição, a disponibilidade de de dar ao Benfica 1 voz principalmente no legislativo, porque eu acho que isso é muito importante. A município tem defendido muito nos últimos anos esse esse debate entre poder público, entre prestadores, entre usuários, entre a própria indústria no caso Humberto representando aí a indústria, e eu acho que isso é muito importante pra que a gente possa avançar. O senhor falou aí a respeito do do do estado do Espírito Santo, aqui em São Paulo também o governador criou a tabela paulista que deu ali grande arbítrio para os caçadores de serviços, para os hospitais próprios, então isso a gente tem tem buscado. Mas é importante que realmente o governo do Ministério da Saúde dê 1 atenção especial a essas políticas públicas de câncer, principalmente agora com a salva lei, que muito bem foi defendida por vocês no legislativo né, e ela nasceu ali dentro né, e que agora essas portarias regulamentando essa lei a gente possa ter aí rapidamente colocado em prática. Então eu acho que é dessa forma, o falou do concinker, a tem participado dos sempre participou dos grupos de trabalho do concinker, em revisão da tabela de cirurgia, da próprio procedimento da radioterapia, recentemente no no tratamento sistêmico, eu acho que é isso, a gente vai vai avançando dessa forma né, no diálogo, que eu acho que é muito importante, eu acho que a Câmara tem dado esse essa abertura pra que nós enquanto entidades possamos realmente levar adiante aí essa essa política pública. Então muito obrigado contra o Codific aí, a comissão pode continuar comprando o Cobfix aí nessas nesse diálogo, nessa nessa discussão aí, tanta discussão que eu eu tenho certeza que vamos vamos levar adiante e vamos ganhar. Que quem vai ganhar é só o paciente.

0:002:24
25 de nov, 17:44
#58
Transcrição por IA

Pascoal, alguém mais? Então nós vamos encerrar está bom gente? Pode Tiago? Claro. Só pra, responder algumas perguntas a Milena rápida.

0:000:13
25 de nov, 17:47
#59
Ministério da Saúde Thiago Rodrigues
Thiago Rodrigues

Ministério da Saúde

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Milena, a questão da capacitação é claro, a gente, como eu estou muito ligado na parte da infraestrutura, eu eu vejo que realmente essa contrapartida do do do serviço que está recebendo né que é de que é de ter o o profissional, a equipe qualificada. Vou falar sobre o, pra gente ter 1 equipe qualificada na ponta a gente vê as dificuldades então assim no, a gente tem as instituições filantrópicas, aí agradeço o o elogio aí do Pascoal e do Humberto né, e a gente tem o os que são vamos dizer assim, sua porta aberta. Esse serviço tem pouco mais dificuldade porque às vezes eles precisam fazer o concurso público, às vezes faz o concurso, o concurso dá deserto, então às vezes o concurso é judicializado, então como a gente sabe que são profissionais que que são são difíceis né em termos de formação, às vezes a gente tem dificuldade nisso e eu acho que é desafio que tem que ser abordado sim, o ministério de alguma forma, junto com o MEC vem conversando sobre isso, tem secretaria específica do ministério que trata o assunto e a gente vem abordando isso. A SBRT também, eu agradeço o Alisson EEEA primeira vez que eu participei de congresso da SBRT e ficaram muito grato com a minha presença lá eu fiz compromisso que eu participarei de todos, esse ano eu fui em Salvador discutir com vocês lá também, algumas questões relacionadas aí à revisão de tabela. Do MRT, não é muito a a minha praia, mas eu acho que você mesmo colocou 1 questão aqui com o Aronildes foi discutido né ou seja já mudou pouco a forma da remuneração. Eu acredito que seja sim, talvez ele não seja incorporado pela pela Conitec, mas a remuneração pela metodologia que foi feita né essa alteração já permite remunerar. O físico do meu lado aqui é o arquiteto aqui falando, acho que tem isso, mas a gente concorda assim, existe 1 revisão toda da questão de financiamento de câncer, da questão da radioterapia, o Zé Barreto tem tem preocupado bastante com esses números, eu acho que essa discussão se vocês já tiveram inclusive no Consinca, já existe reconhecimento por parte do Consinca eu acho que aí são os próximos passos que a gente precisa avançar, né? No mais agradecer, deputado, a presença eu acho que foi muito positivo da gente conseguir esclarecer principalmente com relação ao equipamento, à obsolescência, isso já foi questionamento até do próprio TCU, então é lógico o ministério nessa jornada de de melhorar tecnologia, de levar tratamento, de diminuir Cobalto, levar pouco mais de condição, Lucas, pra pras pessoas poderem ter tratamento mas a gente reconhece que que as as tecnologias estão aí, elas vão ser financiadas, vem sendo financiadas pelo Ministério com outros instrumentos com outras ferramentas, e mas passa no mesmo discussão não adianta a gente também dar trilogi que eu acho que é o equipamento, né Humberto? Que com todos os upgrades ele ele fica nesse formato, se também não tem hospital capacidade, você não tem aquela necessidade na ponta ali pra pra absorver toda essa tecnologia. Então agradeço aí a oportunidade de esclarecer, tá deputado? Obrigado você Tiago. Aliás, muito obrigado a todos essa, a nossa mesa

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25 de nov, 17:47
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E, realmente qualificada, basta a gente perceber que a gente já já está anoitecendo, e eu nem fome tive ainda, nem no banheiro fazer xixi. Mas muito obrigado a todos, tá gente? E eu só vou fazer o encerramento protocolar aqui e agradecemos a presença de todos que contribuíram para a iniciação deste seminário, ao promover debate tão qualificado e propositivo sobre o cenário da oncologia e da radioterapia no Brasil. Acompanhe os trabalho da comissão de saúde nos canais de comunicação da câmara dos deputados tenhamos todos, bom final de tarde e 1 boa noite muito obrigado a todos.

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25 de nov, 17:50