PLENÁRIO
Sobre o Evento
Cerimônia de outorga do Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós, com presença de deputadas e diversas apresentações.
Integrante do Movimento Negro Unificado de Juiz de Fora/MG e do Instituto Feijão do Ogum
Pouco do que eu iria dizer, né? Sobre o quão mulheres pretas ainda são mortas, quão mulheres pretas ainda estão sujeitas a 1 sociedade que não nos vê, e não nos lê como pessoas. Em muitas e na sua grande maioria. É importante dizer também, né, muitas irmãs falaram sobre o feminismo, mas é preciso falar sobre o feminismo negro, né? Enquanto muitas mulheres lutavam pra trabalhar, as mulheres pretas nunca deixaram de trabalhar. Elas estavam servindo a todos e todos, sem parar e sem cessar só momento. E é essa reflexão que eu trago hoje, que nós mulheres negras, nós não podemos parar, nós não temos o direito de respirar. Porque como bem a irmã disse, nós não temos 1 rede de apoio, nós muitas vezes somos apontadas. Eu hoje como professora, sacerdote, eu gosto de tratar com as pessoas de perto. E dizer que é no olho no olho, é você entendendo como que funciona cada comunidade pra poder você fazer política pública pra poder fazer a diferença, né? Nós do Instituto Feijão de Ogun, que é quem foi parte deste meu processo, a convite da deputada Ana Pimentel, fazemos trabalho muito lindo com as comunidades tradicionais de terreiros em Juiz de Fora, e também com os movimentos negros das mulheres pela vida em Juiz de Fora. Então, não podemos parar, não podemos nos calar e sim temos que lutar diariamente por mais políticas públicas e por mais inserção de mulheres na política. Meu muito bom dia e muito obrigada. Obrigada. Antes de encerrarmos a sessão vamos convidar a todas as agraciadas pra nós fazermos.




