COMISSÃO ESPECIAL SOBRE O COMBATE AO CÂNCER NO BRASIL

26 nov. 2024 11:18 às 12:35

Sobre o Evento

Comissão discute combate ao câncer, violência sexual e vacinação contra HPV com especialistas da área da saúde.

Status
Concluído
ID: 74841Total: 23 discursos
#1
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Declaro aberta a vigésima terceira reunião extraordinária da comissão especial destinado a acompanhar as ações de combate ao câncer no Brasil, agradecendo a presença do nosso presidente deputado Hercron Prado, que é o nosso guia em toda essa, em todo esse trabalho. A audiência pública hoje tem como tema cuidado integrado às vítimas de abuso sexual, e sua inclusão no grupo de prioritário pra vacinação contra o HPV, informando que nós aprovamos da comissão de saúde eu e deputado Wellington projeto de nossa autoria, que se enfim se finalmente aprovado em plenário e depois do Senado Federal, nós teremos 1 grande modificação na legislação e que diz respeito à HPV com obrigatoriedade do teste molecular da vacinação, tentando de alguma maneira salvar vidas. E hoje mais 1 vez, nós voltamos a esse tema pra que as pessoas fiquem informados então queremos agradecer a todos os palestrantes que só vão contribuir com o trabalho dessa casa. Eu vou convidar. Inicialmente, esse daqui. Doutor Éder Gatti diretor do departamento de imunização de doenças, imunoprevisíveis da secretaria de vigilância saúde e ambiente do Ministério da Saúde, pra sentar ao nosso lado, prazer enorme. Fazer querido. Registrar a presença online da doutora Maria Ivete Castro Boulos, coordenadora do núcleo de atendimento à vítimas de violência sexual do Hospital das Clínicas. Doutor Edmundo Bacaraá professor doutor departamento de obstetrícia e ginecologia da Faculdade de Medicina da USP, doutora Mônica Levy presidente da sociedade brasileira de imunizações. Eu vi que todos estão com o tempo. Doutora Éder tem tempo. Então eu vou deixar o Éder que era o primeiro para depois e vou convidar logo a doutora Maria Ivete Castro Boulos, com as minhas recomendações, ao filho, pra começar a a explanação de hoje. Boa

26 de nov, 14:18
#2
Coordenadora do Núcleo de Atendimento a Vítimas de Violência Sexual do Hospital das Clínicas da FMUSP (NAVVS/HC) - Hospital das Clínicas da FMUSP (NAVVS/HC) Maria Ivete Castro Boulos
Maria Ivete Castro Boulos

Coordenadora do Núcleo de Atendimento a Vítimas de Violência Sexual do Hospital das Clínicas da FMUSP (NAVVS/HC) - Hospital das Clínicas da FMUSP (NAVVS/HC)

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A todos e todas, agradeço o convite a essa comissão especial, especialmente ao deputado Wellington Prado né, pra ter essa ideia dessa discussão. E hoje não vou falar pouquinho sobre o NAVES que é o núcleo de atendimento a vírus de violência sexual e o nosso trabalho em relação ao atendimento integrado à violência sexual, está bom? Próximo por favor. Aqui temos o nosso fluxograma, o nosso fluxograma Naves, nós temos lembramos que nós funcionamos dentro de hospital terciário referendado, que geralmente se chega pela cross ou de helicópteros né, atendimentos de ambulância, mas nós temos 1 porta aberta para casos agudos de violência sexual. No nosso, no nosso fluxograma nós temos fluxograma ágil muito resoluto, que atende vítimas de violência, agudos, alguns ultrapassa 72 horas, mas tem traumas físicos que precisam ser atendidos. Temos o atendimento de médico, de enfermeira, serviço social, todo o grupo do laboratório, da farmácia e do centro de imunizações, ainda no atendimento integrado do pronto atendimento. Os pacientes saem para o ambulatório que funcionamos 2 vezes por semana, ou saem ou os pacientes que têm de internação, essa internação acontece pela gravidade quando há corpos estranhos que há 1 indicação cirúrgica para alguns dos casos ou então indicação social, principalmente crianças que não podem voltar pra casa com risco de morte né? O nosso ambulatório nós temos 1 equipe multiprofissional com infecto, com gineco, com pediatra, com legal, com acupunturista, com psiquiatria e temos a nossa equipe né, de enfermagem de serviço social e de psicologia. Próximo por favor. A nossa equipe profissional a gente tem que lembrar que ninguém atende sozinho, né, a violência sexual, mas a equipe tem que estar competente, capacitada e primordialmente sensibilizada. A a postura profissional do atendimento tem que haver atendimento adequado, quando eu falo atendimento adequado eu lembro que nós estamos no hospital escola, temos que atender de portas fechadas, os consultórios, não entra grupo de de residentes para interrogação da, do interrogatório da paciente, entra só 2 pessoas, não se discute casos em sala de café, está pouco em corredores, o sigilo que é muito importante, temos que ver ainda, não não não não julgar certo? E a gente mais ainda que é importante certo além de evitar os julgamentos manter o nosso lema, que é saber ouvir e jamais duvidar. O nosso saber ouvir jamais duvidar porque nós sabemos que a violência ela é grave, ela não é bonita e geralmente ela está acompanhada de outros padrões de violência de outros tipos de violência e principalmente das desigualdades sociais. Então a gente tem 1 equipe que tem que ser muito bem trabalhada pra ter a mesma fala e o mesmo olhar. Próximo por favor. Próximo. Aqui temos resumo de todo o nosso atendimento do que eu já falei de evitar questionários repetitivos que são que revitimam né tanto crianças como adolescentes como adultos o exame físico cuidadoso por mais educado que seja o profissional mas a a ideia de deita na marca e vamos examinar pouco imperativa e a gente usa sempre a permissão. Podemos te examinar? Posso te examinar hoje? Né? De preferência com familiar junto. O preenchimento adequado do prontuário lembrando que alguns prontuários são, irão para o fórum, podemos ter 1 avaliação forense. Quando há indicação das das da prescrição das profilaxias pósexposicionais, como anticoncepção emergencial para desses as doenças sexualmente transmissíveis não virais, e para HIV. Também a prescrição das vacinas para hepatite b, hpv, diferiritétano e muitas vezes a a atualização da carteira vacinal. Recebemos não só adultos que têm, às vezes nem têm carteira vacinal, como recebemos também crianças e adolescentes com atraso, certo, da carteira vacinal. A coleta de sorologias do tempo 0, tanto pra HIV as hepatites ABCE sífilis, colher os exames toxológicos se necessários, principalmente nos casos de Boa Noite Cinderela outros casos em que chegam né com perda de consciência. O acompanhamento anulatório nosso é até no mínimo de 6 meses quando o paciente vai pra psiquiatria, esse atendimento se estende na psiquiatria às vezes até por anos. E fazemos todos os encaminhamentos necessários como encaminhar próserviço do aborto legal, nos casos de gestação pós estupro o mais rápido possível, atendimento para encaminhamentos para CAPS pra defensoria pública as delegacias, o que for necessário. E, principalmente fazer as notificações compulsórias que só existe tuas notificações compulsórias. O preenchimento da ficha do Sinan, que é a notificação epidemiológica, e é é encaminhamento da notificação pra vara da infância, trabalhamos com vara da infância para menores de 18 anos. Próximo. O impacto da violência sexual né como eu já tem desde os traumas físicos os traumas emocionais a gestação pós estupro e o risco de aquisição né das infecções sexualmente transmissíveis primordialmente daquelas que podem evoluir pra toda a vida, como risco de de adquirir HIV ou infecção pelo HPV. Próximo. A infecção pelo HPV, certo vírus DNA ele infecta células epiteliais humanas, tem mais de 200 subtipos né tem transmissão sexual, entre os 40 subtipos de micoses são aqueles de maior risco oncogênico, e o que a gente está falando da infecção é porque causa câncer né câncer de poliuterino, angelital, peniano, vulvar, vaginal, diorofaringe, primordialmente por esses 2 subtipos. Período de incubação, varia de a 6 meses para as verrugas genitais e às vezes de meses a anos de 1 evolução para o câncer. Essa é 1 infecção disseminada globalmente é a mais frequente das infecções sexualmente transmissíveis, tendo o risco das pessoas de 80 por infecções sexualmente transmisíveis, tendo o risco das pessoas de 80 por 100 das pessoas terem exposição ao vírus no decorrer da sua vida. A infecção é mais em jovens e continua se infectando ao longo do da vida, a gente chama incidência acumulada da infecção. E, temos 1 morte pro câncer de colo uterino a cada 12 minutos no mundo né, então a importância da gente avaliar a vacina contra o HPV é 1 vacina segura, recombinante, altamente imunogênica, eficaz, certo? Não é vacina curativa, e tem 1 apresentação quadrivalente e ermavalente a quadrivalente tem subtipo 6 11 16 e 18 estado, disponibilidade no SUS pelo programa nacional de de imunização na faixa de idade de 9 a 14 anos em dose única, e disponível também no SUS para imunodeprimidos e pessoas que vivem com HIV AIDS com 3 doses com intervalo de 0 6 meses. As indicações recentes incorporadas foram para os portadores de papilomatose respiratória recorrente certo? E usuários de prep de profilaxia para o HIV certo? Com o uso também de 3 doses. E para vidros de violência sexual que foi a partir de agosto do ano passado né, de 9 a, dose e estendendo até 45 anos com 3 doses sempre no intervalo de 0 6. A nona valente né acrescenta esses outros subtipos também oncogênicos e disponível na rede, exclusivamente privada até o momento, pra faixa de idade de 9 a 45 anos com 2 doses de 0 a 6 meses. Próximo. O risco de aquisição então por que falando de violência sexual falar da infecção pouco da pelo HPV e da vacina? Porque as vítimas de estupro, o estupro acontece na sua grande maioria em mulheres, 87 por 100 são mulheres, e dos últimos dados certo que a gente tem é de 74 por 100 é o estupro de vulnerável, que significa em até 14 anos de idade. Estupro de vulnerável, que significa em até 14 anos de idade. Geralmente a ocorrência tem lesões genitais traumáticas, certo? Também facilitaria a aquisição do vírus, sem uso de preservativos, e lembrar que 15 por 100 dos episódios são com múltiplos agressores que também aumenta o risco de aquisição de vírus e o risco de revitinação. É comum a revitinação em vítimas de violência sexual. E lembrar também da violência constante das mulheres do parceiro íntimo. Então essas mulheres que têm a violência doméstica associada à violência sexual dentro da sua casa, com o seu parceiro íntimo, que não é monogâmico e que não usa pres debatidos. Então a gente tem a ideia do risco dessas mulheres também. A indicação da vacina para o HPV como PEP, em violência sexual, pelo CDC já foi desde 2015, né? A OMS reforçou em 2022, e aqui no Brasil chegou em 2023. O que a gente espera que é o ideal é que essa vacina do HPV seja de 1 indicação universal, como foi feita com a vacina de hepatite b, né que diminuiu também o número de casos de epratacocinoma também 1 vacina que protege também contra o câncer então o BO seria é que a gente consiga que não tenha mais grupos especiais para receber a vacina do HPV. Próximo. Finalizando aqui eu queria lembrar a importância das vítimas de violência sexual, Certo? Atualmente que tem tantos projetos aqui na câmara que estão passando, em relação à vítimas de violência sexual, que essa a gente lembrar da dor psíquica dessas pessoas que sofrem violência sexual, essas meninas, essas adolescentes, mulheres, ultrapassam o imaginário, elas vivem silêncio e caem no esquecimento e anonimato. Precisa chamar atenção de todos profissionais, não só da saúde, como do jurídico, do serviço social, para a dor dessas crianças e jovens através dos seus soluços, através das suas lágrimas, né, e do seu silêncio de 1 infância esquecida e de 1 adolescente roubada. Então pra isso a gente tem que colocar na prática, em relação ao atendimento à violência sexual, a nossa legislação que tem que ser respeitada, nossas políticas públicas e mais do que nunca, reconhecei respeitar os direitos sexuais e reprodutivos. Próximo era isso que eu queria falar nesse nesse tempo, que foi tão curto que foi nos dado mas eu espero, que a gente possa ainda discutir mais. Obrigada.

26 de nov, 14:21
#3
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Doutora Ivete muito obrigada senhora, mais 1 vez nos deu 1 aula, eu tenho certeza que, os parlamentares a essa casa têm a consciência da importância dessa temática por isso essa audiência pública, não só na legislação específica do HPV que eu e deputado Wellington estamos tentando aprovar mas também nas garantias de mulheres crianças e adolescentes no combate à violência sexual, e às violências né, as violências e abusos sexuais. Então tem a essa é 1 meta, enfim é meu trabalho há mais de 30 anos, e eu tenho certeza que nós tanto eu como deputado Wellington, temos a preocupação do câncer mas também claro, a preocupação com a questão da violência sexual contra pessoas, digamos assim. Obrigada pela sua explanação. Convido agora doutor Edmundo Bacará, professor doutor departamento de obstetrícia e a Gegeoecologia da Faculdade de Medicina da USP pra fazer o seu pronunciamento.

26 de nov, 14:33
#4
Professor Doutor do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP - Faculdade de Medicina da USP Edmund C. Baracat
Edmund C. Baracat

Professor Doutor do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP - Faculdade de Medicina da USP

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Boa tarde. Boa tarde eu gostaria inicialmente de cumprimentar e parabenizar o deputado Wellington Prato, deputada Laura Carneiro, que presidem essa comissão especial de extrema importância. Eu vou me apresentar eu sou Edmundo Baracá, sou professor titular do departamento de obstetrícia e ginecologia da Faculdade de Medicina da USP, sou diretor da divisão de ginecologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, fui presidente da Associação Paulista de Ginecologia e Obstetrícia, foi presidente da associação brasileira das da federação brasileira das Associações de obstetrícia a Febraz, o juiz presidente, recém expresidente era de Minas Gerais. E e sou atualmente coordenador da área da saúde da mulher da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo. Então eu eu realmente fiquei muito feliz com o convite deputado Wellington Prado pra participar dessa reunião e trazer aqui a opinião de ginecologista que trabalha que trabalha e que milita há mais de 40 anos nessa área. E pra salientar aqui após essa brilhante explanação da professora Ivete Bouros a quem eu cumprimento também, pela clareza e pelo posicionamento sempre lúcido da professora Ivete Boulos, mostrando que 000 câncer de colo do útero que é 1 das consequências da infecção pelo HPV, além de outros cânceres como câncer de pulga, câncer do trato digestivo baixo, câncer oral, tem marca muito as mulheres, principalmente essas jovens. Em 2022 nós recebemos no Hospital das Clínicas 1 provocação que foi feita por meio da ComESP que é 1 comissão ligada ao tribunal de justiça, a defensoria pública e ao Ministério Público de São Paulo. Nos provocando pra que o hospital das clínicas por meio da divisão de ginecologia naquela ocasião, Juntamente com o hospital então hospital Pérola Byton que também tem serviço de assistência à vítima de violência grande em São Paulo hoje ele é 000 hospital da mulher não mais Pérola Byton por mudanças que ocorreram. E nós realizamos 1 série de reuniões inclusive com a participação da professor Ivete Boulos. E dessa reunião saiu foi aprovado 1 determinação no da vacina do HPV, que até aquele momento para jovens de 9 a 14 anos, vítimas de violência sexual. Depois de 1 série de discussões, vários meses discutindo, nós encaminhamos para a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo ainda na gestão anterior. E essa determinação foi aprovada em maio do ano passado. Saiu 1 nota técnica ampliando o acesso da vacina de HPV às vítimas de violência sexual, independente do gênero, de 9 até 45 anos e por que isso? Porque verificouse que no estado de São Paulo, naquele ano em 2022, mais de 9000 casos de violência que é 1 cifra que se mantém e às vezes até aumenta anualmente. E a professora Ivete mencionou isso. 80 por 100 das vítimas de violência sexual no estado de São Paulo, em mulheres com menos de 40 ano. E que 50 por 100 vejam entre 9 e 25 anos então quase quase 4500 casos jovens de 9 a 25 anos. E 60 por 100 entre 9 e 40 anos. Então daí a ampliação da faixa etária saindo de 9 a 14 pra até 45 anos. Independente seja meninas, meninos e e as a população LGBTQIA mais. Então essa ação foi aprovada é bom que os senhores deputados saibam disso em maio do ano passado em São Paulo. E no final de 2022, por essa comissão que contou com a ComESP e aprovada no hospital das clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. E posteriormente, em agosto de 2023 foi aprovada pelo Ministério da Saúde. Então eu parabenizo também não só o estado de São Paulo como o nosso hospital o hospital das clínicas não é professor Ivete que liberou esse esse esse projeto esse essa provocação que redundou na ampliação do acesso a essa população como foi muito bem mostrado é 1 população que sofre calada, esconde lágrimas e que muitas vezes não tenha quem recorrer. Então eu acho que me facilitou muito a fala da professora Ivete, ela mostrou a a como é oferecido a oferecida a vacina, o número de idosos foi simplificado também, felizmente o programa nacional de imunização teve essa sensibilidade de, diminuir o número de doses que era preconizado no início. Eu vou parar, eu fico à disposição, agradeço a honra de poder participar aqui, e, eu tenho certeza que a professora Mônica Levi vai trazer também muitas informações importantes e muito obrigado hein, pelo convite e agradeço mais 1 vez.

26 de nov, 14:35
#5
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Obrigada ao senhor doutor Edmundo, pelas suas palavras pelo seu sua disponibilidade de conosco dividir essa temática. Queria agora convidar a doutora Mônica professora Mônica Levi, presidente da sociedade brasileira de imunizações.

26 de nov, 14:41
#6
Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) - Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) Mônica Levi
Mônica Levi

Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) - Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)

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Vocês estão vendo? Então eu queria antes de antes de mais nada agradecer essa oportunidade aos deputados Wellington Prado, Laura Carneiro, realmente é muito importante a gente está falando sobre esse assunto em políticas públicas, eu espero colaborar pouquinho com vocês aqui, me pediram pra falar 1 visão mais panorâmica de vítima de abuso sexual e a vacinação contra o HPV para essa população. Esse grupo, Deixa eu só ver se está. Então a gente tem canal de denúncia de violações humanas pra criança e adolescente que é o disque 100, mas não precisa só ser o disque 100 né, essas vítimas de abuso sexual, podem ser denunciadas pro conceito tutelar, pra as unidades de referência que atendem vítimas de abuso sexual, e até organizações não governamentais que também atuam militam com esse assunto. Então eu disse que 100 é o principal canal de de denúncia, e a gente teve pra ter 1 ideia né do da da do quantitativo, 17500 violações sexuais contra crianças e adolescentes no só nos primeiros 4 meses de 2023. Então é aumento de 68 por 100 em relação ao ano passado. Eles mesmos discutem, se isso é estímulo à denúncia né porque está sendo militado pra que as a população não fique quieta, que se denuncie essas esses abusos sexuais, ou se realmente é fato crescente. De qualquer forma a gente fechou o ano de 2023, com mais de 30000 violações sexuais em crianças e adolescentes. Justamente 1 faixa etária, onde a gente tem que dar proteção, é o dever da família, do estado e da sociedade civil, e acho que é isso que a gente está fazendo aqui. Eu sou pediatra de formação, então eu já lidei alguns anos da minha vida com isso e é 1 situação trágica, né? Isso leva consequências pro resto da vida dessas crianças e adolescentes, traumas psíquicos quando não também físicos então é realmente a gente tem que lutar contra essa situação, e acho que é isso que a gente está querendo se propondo a fazer aqui né, políticas públicas que que revertam esse cenário, que só está crescente. Nós tivemos no disque pelo disque sem aumento de 38 por 100 durante o carnaval de 2024 comparado com com o carnaval de 2023. Então por hora, o que a gente tem é só dados de aumento de vítimas de violência sexual. E isso já foi dito né, isso são os números oficiais que a gente tem, mas a grande maioria não denuncia por vergonha, por medo, por desconhecimento, enfim, a gente sabe que esses números devem ser muito maiores. E aqui, se avaliou né, a faixa etária dessas vítimas já de violência sexual no Brasil, esse foi dado de abril deste ano, mostrando aqui eu não sei se vocês estão conseguindo ver bem, mas o colorido né em todas as regiões o colorido forte é o número de casos até 19 anos de idade em adultos 20 anos ou mais é a coluninha que fica do lado então a gente vê que em toda em todo o Brasil criança e adolescente são mais acometidos não deixa de acontecer e também esses casos de abuso nos adultos essa adolescente são as principais vítimas e o perfil das vítimas a gente vê que do total de caso 76 por 100 correspondem ao crime de estupro de vulnerável. Quem é vulnerável? É 1 vítima que tem menos de 14 anos ou é incapaz de concertir por qualquer momento. Existe muita muito abuso de pessoas com deficiência mental, ou enfermidades, pessoas que estão inclusive incômodos, são abusadas, a gente sabe que existe mas o principal são realmente as crianças e adolescentes mais jovens. E a maior parte dessas vítimas são também ligadas a fatores sociais meninas negras de até 13 anos já foi falado aqui né. Por esses dados 88 por 100 é do sexo feminino, 60 e e meio por 100 até 13 anos mais da metade negras e 76 por 100 vulneráveis. Então a gente tem esse registro, essa situação trágica no Brasil de 2 casos por minuto. E que e onde acontece essa violência sexual? Esse é outro ponto muito importante, né? Quem é o agressor e aonde ele faz o seu ato de violência? Majoritariamente dentro da casa, são pessoas em geral conhecidas que aquela criança adolescente confiam, a família confiam, e a residência é o principal local de abuso sexual, a gente sabe que escolas e vias públicas também tem mas numa num percentual bem menor. 64 por 100 pelos dados aqui publicados no lancete em 2004 mas a gente tem várias publicações diferentes mas todas elas são semelhantes inclusive nos outros países do mundo. 64 por 100 dos casos a pessoa é familiar ou em 22 por 100 conhecidos, pode ser tio, amigo da família, e a gente vê que isso favorece né a confiança da criança e do adolescente. E aí, qual é o papel da vacina pra essas vítimas né? Qual o risco de HPV? Então é infelizmente isso são fatos documentados que as vítimas de violência sexual na infância e adolescência vão desenvolver comportamento de risco associado ao câncer cervical. A gente sabe que eles têm 1 tendência maior até depressão, tabagismo que também é fator de risco para infecção pelo HPV e evolução pro câncer, abuso de drogas, de álcool, múltiplos parceiros, também é fato a gente já sabe há muito tempo que a infecção precoce e múltiplos parceiros está muito mais associada como comportamento de risco para a infecção persistente e o desenvolvimento do câncer. Então infelizmente essas crianças e adolescentes vítimas de abuso, eles vão desenvolver também, comportamento reativo de maior risco de infecção e evolução para o câncer. Então pra mitigar esse risco de lesões de alto risco, essas lesões precursoras do câncer e de posteriormente o câncer, se indica hoje a vacinação precoce e o rastreamento de 1 maneira diferente, né? Vai começar mais cedo essa e o rastreamento contra o HPV pra evitar que evoluam para o câncer, são 2 ações preventivas, a vacinação e o rastreamento com olhar diferenciado. Então já foi falado aqui em 2022 a OMS colocou abuso sexual como prioridade nos programas de saúde pública, não é só o HPV né, a gente sabe que existe o risco de que já foi também comentado de outras infecções sexualmente transmissíveis de gravidez não desejada obviamente, mas o HPV existe essa prevenção que a gente pode atuar e evitar que essas vítimas evoluem pro câncer não só de colo de útero como outros cânceres associados ao HPV no sexo. Aqui também foi falado já né, pelos dados de São Paulo, 30 por 100 das vítimas de violência sexual desenvolvem lesões pelo HPV, e eles são mais suscetíveis a abusos frequentes infelizmente, o abuso em geral não é único, é comum haver novos abusos após o primeiro. Então com isso tudo, o Ministério da Saúde em 2023, incluiu na no programa nacional de imunizações, este grupo de vítima já de violência sexual como grupo prioritário pra vacinação contra o HPV, de 9 a 45 anos de ambos os sexos para aqueles que não foram vacinados previamente. E essa é 1 propilaxia pensando na próxima exposição, né muita gente não entendia a vacinação porque já houve o abuso, sim já houve o abuso mas a gente sabe que essas pessoas vão desenvolver o comportamento de risco, podem ser abusadas novamente e essa intenção da vacinação, então vários grupos aqui também já foram comentados, de inclusão pra vacinação contra HPV, que são grupos fora da rotina, e aqui 9 a 14 anos esquema de bula 2 doses e 15 a 45 anos esquema de 3 doses é importante também divulgar onde essas pessoas vão vacinar elas podem ser vacinadas nos postos de vacinação mediante o encaminhamento nos centros de referência de imunobiológicos especiais, e também nos hospitais de referência que atendem as vítimas de abuso sexual. Então é importante saber que essas pessoas que vão lidar com as vítimas saibam primeiro qual é o esquema adotado e aonde encaminhar aonde deve ser feita a vacinação então assim como conclusão é porque que a gente deve vacinar essas vítimas de violência sexual pelo enorme risco de reexposição recorrência da agressão, a mudança de comportamento, adoção de comportamento de risco, o risco elevado de evoluir com infecção persistente pelo HPV, pra proteção contra outros tipos de HPV que podem não ter acontecido naquele primeiro contato, e quanto mais precoce a exposição a vírus menor efetividade da vacina então nós temos que, temos que ser rápidos na vacinação dessa população. Então acho que é esse é esse o recado que eu queria passar pra vocês, agradeço o convite de estar aqui, o HPV realmente é desafio pra gente que está querendo caminhar pra eliminação do câncer de colo de útero, e eu acho que a gente tem que ter olhar pra alguns grupos que têm risco aumentado e esse é que a gente está discutindo aqui é deles. Então agradeço a oportunidade, vou descompartilhar e fico à disposição agora. Tem mais gente pra falar ou nós vamos à discussão?

26 de nov, 14:42
#7
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Temos pouquinho. Nós temos ainda o Éder, Mônica, mas muito obrigada pelos dados trazidos. Eu acho que é essa realidade que a gente né gostaria de, sempre trazer, né, embora a audiência nunca seja ampla.

26 de nov, 14:52
#8
Diretor do Departamento de Imunização e Doenças Imunopreveníveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (DPNI/MS) - Ministério da Saúde (DPNI/MS) Eder Gatti
Eder Gatti

Diretor do Departamento de Imunização e Doenças Imunopreveníveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (DPNI/MS) - Ministério da Saúde (DPNI/MS)

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A TV Câmara com certeza multiplica. Mas agora vamos antes deputado Wellington Prado, vamos ouvir primeiro, o diretor departamento de imunização do Ministério da Saúde doutor Eder Gatti. Boa tarde senhoras e senhores, deputada Laura, 1 satisfação estar aqui presente nessa comissão deputado Wellington Prado. Queria cumprimentar também meus meus colegas de painel, a doutora Maria Ivete, doutora Edmundo, e a minha amiga Mônica Levi, prazer em vêla novamente Mônica e eu estavam semana passada, em evento também discutindo HPV. Eu queria saber se eu, se eu deputada se eu poderia falar em pé. Será eu tenho microfone? Pode pode falar em pé tem Eu fico mais no ponto. Eu vou, eu vou falar em pé porque eu fico mais à vontade, mas eu vou fazer 1 fala complementar a fala dos, dos que me antecederam porque eu dou 1 visão geral sobre a vacinação contra o HPV no Brasil. E aí eu começo com esse mapa que assim no Brasil a gente não tem a vacina HPV disponível pra todos os países do mundo, e os diferentes países que adotam a vacina do HPV como 1 estratégia de saúde pública eles utilizam estratégias distintas. Inclusive aqui nesse mapa a gente vê que o Brasil está pintado em verde isso quer dizer que o Brasil disponibiliza as vacinas em postos de saúde. Mas ano passado e esse ano principalmente neste ano nós fizemos a vacinação em escolas. Eu gosto muito de lembrar isso porque, quando nós incorporamos a vacina do HPV em 2014, foi quando o Brasil retomou a vacinação escolar, quando a gente incorporou a vacina lá atrás, e foi 1 estratégia super exitosa sabe que a vacina do HPV ela tem muitos altos e ela é 1 vacina que traz muita emoção pro programa nacional de imunização, porque lá atrás ela ela foi incorporada nas escolas, primeiro foi com meninas, e e ela foi sucesso, foi sucesso, cobertura administrativa bateu 100 por 100, foi maravilhoso, só que ali a gente teve 1 experiência de como vacinar adolescente é complexo é difícil porque, naquela época nós tivemos reações psicogênicas sabe assim reações por causas psicológicas, que aconteceu com de forma concentrada em umas meninas que foram vacinadas numa escola lá em em no litoral paulista, foram 13 meninas que começaram a manifestar sintomas neurológicos inespecíficos, que depois de estudado foi visto que era psicogênico, a vacina não causou nada nelas. Mas isso na época, que não tinha o WhatsApp, isso caiu no Facebook das meninas do Facebook foi pro G1 da Baixada Santista, da G pra Baixada Santista foi pro G nacional, domingo estava no Fantástico, e a cobertura vacinal da segunda dose caiu pra menos de em torno de 60 por 100. Então EAE aí, na época não tínhamos o WhatsApp, não tínhamos o Instagram, o Facebook era a rede social da época, e isso teve impacto, e em 2019 aconteceu 1 coisa muito semelhante no Acre, que fez também com que o HPV fosse protagonismo de 1 crise, e inclusive ali que surgiram o movimento antivacina oficial do Brasil, que depois ganhou muito espaço de inclusive nesta casa né ganhou espaço inclusive nessa casa durante a pandemia da covid 19, o que foi 1 tragédia pro programa nacional de imunização então assim a vacina do HPV ela é vítima dessas coisas, sabe? Mas enfim vamos falar pouco sobre como evoluiu, ela ela foi ela começou lá atrás em meninas de 11 a 13 anos, depois o programa foi ampliando a vacinação, meninas de 9 a 13 anos e depois incluímos pra alguns grupos como pessoas vivendo com HIV, depois incorporamos em 2017 pros meninos, em 2022 meninos e meninas ficaram com a mesma faixa etária ou seja meninas e meninas de 9 a 14 anos, e imuno deprimidos de 9 a 45 anos, ano passado vítimas de violência sexual, esse ano nós colocamos a vacina pra usuários de profilaxia, pra exposição do do do HIV. Veja que cada ano a gente aumenta a coorte a ser vacinada só que interessante que ano após ano a o número de doses aplicadas ia caindo, né por mais que a gente aumentasse a recomendação, o Brasil ia vacinando menos menos e menos, acho que só o ano de 2018, ou 17 quando entrou os meninos que a gente deu 1 1 aumento no número de doses, e aí a gente só foi melhorar a vacinação no ano passado, e aí passando rapidamente em algumas situações, ano passado a gente fez a recomendação de 1 é este ano nós passamos a fazer a vacina de HPV em dose única pra adolescentes de 9 a 14 anos, Isso não é 1 não é 1 medida isolada e sem embasamento científico, tem vários estudos que mostram desfecho comparável entre esquema de mais de 1 dose e esquema de dose única, temos esse grande estudo que foi feito na Índia, que que que traz resultados mostrando que, em termos de desfecho, os grupos são comparáveis, temos esse outro grupo que os esse outro estudo que usou dados secundários, esse dado é da a gente pegou esse slide da organização Panamericana de saúde, e que mostra que, vacinar com 1 dose ou vacinar com mais de 1 dose não tem tanta diferença não tem diferença significativa em considerar considerando alguns desfechos como as lesões préneoplásicas, e até que no ano de 2022 a organização mundial de saúde colocou como 1 das recomendações pra pra pessoas de 9 a 20 anos esquema de dose única, então o Brasil seguiu essa recomendação, e no ano passado nós nós em discussão com a nossa câmara técnica assessora, a gente colocou a a vacinação como dose única, algo que inclusive traz alguns benefícios pro programa nacional de imunização, no sentido de que fica mais fácil nós recuperarmos a nossa cobertura vacinal, isso fica fácil o manejo de estoque, a gente garante a proteção das nossas crianças, garantimos que vamos vacinar mais pessoas, e permite a gente fazer também vacinação de resgate pegando inclusive as faixas etárias que não estão mais, as faixas etárias mais velhas que estão fora da recomendação hoje. Então só pra fazer paralelo, o Brasil não é o único país do mundo que faz esquema de dose única na no no no seu programa nacional de imunização, aqui na América Latina nós já temos AA0 Chile fazendo, a gente tem o México fazendo, considerando países desenvolvidos nós temos ali o Reino Unido já faz, a Austrália também faz, então assim, países desenvolvidos com programas nacionais públicos de vacinação, recomendando dose única pra adolescente. Então seguindo, a gente tem agora a indicação que foi feita pra pra vítimas de violência sexual eu acho que os os os os os painelistas que me antecederam eles já trouxeram evidências, a gente tem números com relação às pessoas que são vítimas de violência, e também temos a situação de de de risco que essas pessoas muitas vezes se colocam posteriormente por questões de comportamento então, isso torna a vacinação algo muito importante pra esse grupo, não é 1 recomendação isolada a própria OMS assume que as crianças e adolescentes que sofreram abuso sexual têm risco aumentado, né então tem os dados de São Paulo, 30 por 100 das vítimas de violência sexual sofrem abusos frequentes, e enfim, existem várias evidências que que que colocam essa população numa situação em que bem é importante vacinálos. Então é por que vacinar a pessoa vítima de violência sexual? Porque enfim existe enorme risco de reexposição, comportamento de risco, elevado risco de evoluir com infecções pelo HIV, e maior risco de lesão persistente então o Brasil adotou o esquema de vacinação pra crianças e adolescentes vítimas de violência de 9 a 14 anos 2 doses, e dos 15 aos 45 3 doses. Só pra estender pouco mais das recentes recomendações que nós fizemos com relação à vacina do HPV, a gente sabe que as pessoas que fazem uso de prep profilaxia préexposição do HPV, são pessoas que, por 1 questão até de de pela indicação do prep já temos ali nicho de pessoas que têm comportamento e risco maior por conta das exposições, então por isso que 000 programa nacional de imunização trouxe a recomendação de vacinação contra o HPV para os usuários de Prepe ampliando o acesso para grupo que tem maior risco de exposição. Então no Brasil, considerando 1 dispensa de profilaxia préexposição em 12 meses, nós estamos falando de 127000 pessoas. Considerando as pessoas que fazem uso regular de profilaxia préexposição, estamos falando de 88000 pessoas então assim, é público que, tem risco elevado mas para a o tamanho da aquisição de vacinas de de HPV que o Brasil que o Brasil compra todos os anos, é público que a gente consegue acomodar no nosso planejamento garantindo proteção pra pessoas que têm alto risco, tá? Então, 1 característica que é interessante é que quando a gente faz descritivo das pessoas que fazem uso de profilaxia préexposição, 80 e 0.9 por 100 são gays ou outros homens que fazem sexo com homem cis então, tem 1 característica muito específica que acaba tendo ali AAA recomendação muito concentrada num determinado grupo, só que vale lembrar que usuários de não se restringem a esse grupo, outras pessoas também com outro tipo de orientação sexual também fazem uso da profilaxia préexposição e agora têm acesso ao HPV e é 1 coisa que 1 ajuda a outra né, nós temos ali a a recomendação da vacinação do do HPV estimula as pessoas a aderir à profilaxia préexposição e viceversa, profilaxia préexposição acaba sendo 1 indicação pra pra pra pra quem usa Prep então, a recomendação é são 3 doses né então pra quem faz uso de Prep, passando bem rapidinho. Então a a gente tem aqui as etapas do do do avanço que nós tivemos na vacinação no Brasil, e aí só pra colocar alguns dados, como eu mostrei pra vocês nós começamos vacinando muito bem no ano de 2014, no ano de 2014 foram mais de 11000000 de doses de HPV aplicada, que foram caindo ano após ano, e no ano de 2023 foi ano que nós tivemos respiro ou seja, nós chegamos a aplicar 4000000 de doses em 2022, em 2023 fechamos 7000000 de doses, em 2024 nós estamos esperando fechar entre 6 e 7000000 de doses também então ano passado nós tivemos incremento da vacinação, isso por conta das ações do Ministério da Saúde pra recuperação das coberturas vacinais, considerando a prioridade da vacinação no governo Lula. E aí destaque que eu queria fazer é que na próxima quintafeira nós faremos 1 apresentação na Comissão Intergestores Trippartite na Citi, né na onde tem ali a deliberação de de CONAS e CONASEMS o as representações dos estados e municípios, de 1 São, de 1 ação de resgate de vacinação de HPV pra faixa etária até 19 anos, é 1 estratégia de vacinação de 1 dose pras pessoas que ficaram para trás durante período de vida que eles tinham a recomendação. Só recomendação nacionalmente, estados e municípios terão 3 meses pra vacinar essa população, a organização é é ela é está muito relacionada à organização do município no território, e nós vamos priorizar os municípios com as piores coberturas vacinais para recuperarmos essa vacinação. Lançaremos também novo painel para disseminar informações sobre a vacinação de HPV, inclusive com todas as cortes vacinadas e esperando aí com isso recuperar a cobertura vacinal de HPV no nosso Brasil e ter e dar maior transparência aos dados tá? Então é por isso que eu tinha pra falar, e eu acho que agora eu fico pro debate, vai ser importante esse debate, e agradeço pelo espaço aqui nesta casa.

26 de nov, 14:52
#9
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Obrigada. Obrigada Éder, se Deus quiser nós vamos aprovar o projeto você vai ter a cobertura vacinal de todo o Brasil de todas as pessoas que quiserem não é isso? E ainda vai ter que se organizar pra fazer o teste molecular. Então se prepare, que se Deus quiser vão vai trabalhar muito. Vou passar agora a palavra ao nosso presidente, nosso colega, nosso mestre, deputado eu não canso de dizer deputado que nessa casa mais trata da questão do câncer que é orgulho pra todos nós deputado. É então pra. Eu gostaria de saudar.

26 de nov, 15:05
#10
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A todas e a todas parabenizar de forma muito especial a deputada Laura Carneiro, deputada Laura é grande orgulho, né? Nessa casa, eu sempre falo, viu deputada Laura? Se eu morasse no Rio de Janeiro não tenho dúvida, eu votaria na é da conversando com a deputada laura né antes de iniciar às vezes AA0 trabalho parlamentar às vezes não tem a ver com o voto né é impressionante a dedicação da deputada Laura com todos os assuntos justos na área social, isso é impressionante aqui meu reconhecimento a deputada Laura pelo brilhante trabalho acho que a população do Rio de Janeiro tinha que ter pouquinho do conhecimento que eu tenho, eu falo eu tô de olho aqui, eu acompanho o trabalho realmente da deputada Laura Carneiro e realmente resultado muito grande, ela tá em todos os lugares, no plenário, reunião de líderes nas comissões, mobilizando. Então, nossa gratidão, nosso muito muito muito obrigado viu deputada Laura pelo que você tem feito né pelas mulheres, pelos pacientes oncológicos, as pessoas que mais precisam no país. Esse debate aqui é muito importante, o cuidado integrado às vítimas de abuso sexual e vacinação contra o HPV, deputada Laura levanta, né, 1 grande preocupação, 30 por 100 das vítimas de violência sexual desenvolvem posteriormente lesões pelo HPV, parte dessas vítimas violentos sexual apresentam aí vulnerabilidade social e sofrem abusos recorrentes como foi colocado muito bem aqui pelos nossos expositores. A vacina contra HPV deve ser prioridade nos programas de saúde pública. E aí que eu venho né, tocar aí no ponto da importância dessa audiência pública, e mais 1 vez eu falo assim apelo ao Éder, né? Aqui é a Mônica, né? A Maria Ivete trouxe aqui ponto que eu quero levantar também que eu fiquei assim muito orgulhoso, né? Depois de muitos anos eu escuto né? Da vacinação da HPV que é o que acompanho desde lá de antes de 2013 a gente fez 1 grande campanha né? Pela incorporação da vacina, conseguimos 2014, depois lutamos né pra vacinação pros meninos também em 2017, então assim eu que acompanho a vacinação aí há anos e anos né, fica assim muito orgulhoso de ver pela primeira vez alguém a importância da universalização. Anos atrás, né, se eu falasse isso eu apanhava. Eu apanhava e pela primeira vez eu escutei isso aqui, né, na comissão a gente sabe que a vacinação assim é tão importante, é é a cura pra 6 por 100 dos tipos de câncer, né, como câncer de colo de útero, que é o terceiro tipo de câncer que mais mata as mulheres. Então é muito importante, né, realmente a vacinação, e aí 1 preocupação que eu tenho, né, o Éder colocou, né, muito bem, né, que a vacina foi incorporada pra pra as mulheres vítimas de violência sexual a partir de 2023, homens e mulheres a partir de 2023, mas qual que é a minha preocupação? Isso realmente ser efetivo na prática, Por quê? Eu vou dar exemplo aqui, queria parabenizar aqui o doutor Edmundo, né também a Mônica, né a Maria Ivete, Castro Boulos, vou dar exemplo em relação ao câncer, nós visitamos todos os e o NACONSE, e nós perguntamos pros pacientes oncológicos, né, se a vacina era oferecida por de HPV pros pacientes oncológico. Não é oferecida. O protocolo médico não é seguido no Brasil. E mais, eu te falo de hospitais, eu não falo de negacionistas não, te falo de médicos renomados, de hospitais tanto da rede pública e da rede particular e privada também não tem o menor conhecimento em relação ao que é determinado protocolo que já está aí né o Éder né passou está no protocolo né os pacientes né quem tem AAA HIV né os pacientes oncológico né, está no protocolo receber a vacina para o HPV, isso não é seguido. E aí a minha pergunta, se a gente for fazer, né levantamento, né, das pessoas que são vítimas de violência sexual, né, Quais foram oferecidos né assim que foi feito né o diagnóstico, o atendimento oferecido a vacina? Eu tenho certeza absoluta que o índice vai ser muito baixo, né não vai eu tenho certeza que isso não acontece, né, com a Maria Ivete Cassio Bozo que eu tenho certeza entrou lá ela já, olha, já indica a vacinação, então essa preocupação realmente de ser efetivo na prática, na realidade olha, foi vítima de violência sexual, garantir a a vacinação, isso realmente é muito importante então você só fazer esse levantamento né, pra que a gente coloque na agenda né, como garantir que esses protocolos sejam aí respeitados e cumpridos lá na ponta, né, porque infelizmente, como eu dei exemplo em relação ao câncer, né, nós visitamos os CACON e ONACON são mais de 300 no país, e infelizmente são raros os cacões e Onacorões que oferecem a vacinação de HPV pro paciente oncológico, e eu tenho certeza que em relação às vítimas de violência sexual, não é diferente né, né, e por isso que é importante né o trabalho como da Maria Ivete de Cássio Boulos né que é coordenadora do núcleo de atendimento às vítimas de violência sexual, né? Está fazendo esses esclarecimentos com doutora Edmundo, a a Mônica, o Éder, a deputada Laura, então essa audiência às vezes pode ser marco pra gente realmente efetivar na prática, para que os protocolos sejam aí respeitados. E pra finalizar que eu acho que já falei muito, eu queria mais 1 vez fazer apelo aqui pro Éder, nós temos a vacina quadrivalente, né? Acho que nós temos que garantir a vacina nona valente pro HPV, que ela só tem na rede privada, eu inclusive já vacinei, tomei as 3 doses, é 1 vacina cara, mas a gente realmente tem que garantir, né ampliar em vez de ser, né, pra 4 tipos, pra quadra valente, se a nona valente colocar isso como, né, agenda de prioridade, né, eu sei que não é o tema aqui, mas a meningite B também é 1 vacina muito importante, a né, que é o paciente às vezes oncológico, mas sofre mais com a às vezes com tratamento do câncer, ou com outra doença, e é indicada, é muito importante porque baixa a né, a o sistema imunológico do paciente, ele está mais suscetível a ter app sócio então é muito importante garantir né, nas campanhas de vacinação no sul de forma gratuita a vacina pra app, foi falado aqui da vacina pra da hepatite b que é 1 vacina muito importante por que que não faz a vacina conjugada a hepatite b com hepatite a também nós temos a vacinação a vacina da hepatite a né e temos a hepatite b só que a hepatite a não está disponível né no sistema de vacinação né no sul de forma gratuita só na rede privada, então é muito importante a gente fazer aí 1 vacina conjugada né, vacina a b né 1 única vacina né você vai imunizar e conta 2 tipos né de hepatite hepatite a hepatite b enfim é mais 1 vez assim agradecer né parabenizar e deixar né anota no seu caderninho aí Éder né, esses pontos que eu acho que esses pontos realmente são muito importantes e é muito importante também a vacinação nas escolas e é lastimável né, e o Éder colocou aqui é verdade né às vezes 1 fake news que saiu em rede nacional no Fantástico diminuiu né, a a os índices de vacinação no país e com isso quantas e quantas mulheres não perderam a vida e que não ainda não vão perder no Brasil por causa dessa fake news que é a vacina né, que cura 6 por 100 dos tipos de câncer que é muito importante e hoje oferecida de forma gratuita né pelo sistema público de saúde que é grande orgulho e que seja aí no futuro a nona valente. Muito obrigado, parabéns deputada Laura Carneiro, né pela iniciativa e nosso reconhecimento pelo brilhante trabalho, a deputada Laura está em todas as áreas né em todos os setores aqui do Congresso Nacional, ajuda todo mundo, acho que é o momento da gente conscientizar também né? Que chama atenção da população do Rio de Janeiro, né? Pra ser mais crítica, acompanhar mais o trabalho dos deputados e se acompanhar o trabalho da deputada Laura. Lógico que ela tem que ter o reconhecimento, inclusive nas urnas né do trabalho porque a deputada Laura merece continuar esse trabalho né que faz aqui brilhante aqui no Congresso Nacional. Muito obrigado e parabéns aí todos convidados.

26 de nov, 15:06
#11
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Agradecer as palavras do do meu exagerado querido amigo, deputado Wellington Prado eu não sou isso tudo não viu? Éder a gente tenta, claro cumprir o mandato com a lisura e com a determinação que, deve ser cumprido. Ele é exemplo disso deu 1 aula agora aqui Eu vou presidir a comissão de CP 2 votos? Vai vai presidir. E eu vou fazer só 1 provocação agradecendo a vocês 4 que participaram desse, dessa audiência, mas eu vou fazer 1 1 provocação coletiva, né? Não sei nem se, doutora Edmundo ainda está, mas eu tenho estou vendo aqui. Ah não doutora, eu estou vendo Eu estou assim, estou Ah estou lhe vendo também. E agora eu lhe vi, levi. Tem 1 provocação, se vocês cada de vocês, fosse parlamentar. Primeiro. Que vocês, claro além da legislação vocês acham que seria possível fazer, pra que a gente auxiliasse nesse processo? Segundo. Porque é muito fácil as pessoas dizerem, vamos fazer umas campanhas, vamos mobilizar as pessoas, mas na prática como é que se dá? Eu só consigo fazer legislação e que a gente, né, está tentando aprovar que provamos em todas as comissões agora faltam só 2 justiça e finanças. É o que a gente tem tentado por exemplo para 1 política nacional de combate ao HPV, mas era importante ouvir a população pra entender, e vocês que são tão técnicos e tão importantes pra nós do ponto de vista acadêmico, que outras medidas vocês acham que seriam importantes pra que nós aqui no Congresso mais tomássemos? Mais tomássemos. E segundo, outra provocação. Até que ponto, eu eu fiquei vendo os números que a doutora, Letícia apresentou, e fiquei muito preocupada com com o norte brasileiro embora seja do sudeste, mas os dados são sempre muito difíceis no norte, né? Tanto é que ponto, e aí especialmente a todos, mas especialmente ao Éder, como é que a gente de alguma maneira transforma e influencia esses secretários, esses secretários estaduais e municipais a colaborarem não só na questão da violência de 1 maneira geral, mas na vacinação. Por exemplo, não adianta a gente já aprovar o teste molecular ou outros testes universalizar a vacina se a gente não tiver a compreensão do gestor municipal e do gestor estadual pra que as coisas aconteçam, né? Então são as 2 provocações que eu deixo, vamos logo depois da provocação, doutora Maria Ivete, se se a senhora quiser, pode também se despedir porque eu sei que todas têm todos têm agenda. Doutora doutora Ivete a senhora tem a palavra. Bem,

26 de nov, 15:15
#12
Coordenadora do Núcleo de Atendimento a Vítimas de Violência Sexual do Hospital das Clínicas da FMUSP (NAVVS/HC) - Hospital das Clínicas da FMUSP (NAVVS/HC) Maria Ivete Castro Boulos
Maria Ivete Castro Boulos

Coordenadora do Núcleo de Atendimento a Vítimas de Violência Sexual do Hospital das Clínicas da FMUSP (NAVVS/HC) - Hospital das Clínicas da FMUSP (NAVVS/HC)

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Muito obrigada, foi muito interessante ouvir todos dessa mesa né, sempre com acréscpos e informações atualizadas. E eu considero o seguinte se pra responder pra pra o seu desafio de medidas parlamentares, antes de tudo a gente precisava, ter o respeito em relação até as leis já anteriores do atendimento integral a pessoas vítimas de violência sexual, certo, em todo o SUS. Essa lei não é respeitada, nós recebemos pacientes que peregrinaram e passaram em 2, 3 serviços públicos do SUS sem atendimento à violência sexual pra chegarem no nosso serviço. Então eu, as que o que eu gostaria é que tivesse 1 sensibilização, né, não só dos gestores, mas de todas as pessoas inclusive da atenção primária à saúde em relação ao acolhimento, certo? Ao atendimento e ao respeito, certo às legislações em relação às vítimas de violência sexual. É é muito importante porque assim é atendimento que precisa ser mais do que humanizada, é atendimento de acolhimento, especial né a gente sabe que esse silêncio como a Mônica também ressaltou aqui, tanto de crianças né de adolescentes e de jovens, esse silêncio sempre tem 1 causa ou é o medo, ou é a vergonha é a culpa porque a nossa sociedade né patriarcal culpa bastante a mulher em relação à violência sexual, mas também ameaça. A ameaça é muito real, né de as pessoas são mantidas em silêncio. Existe poema do Carlos Romão de Andrade que fala que o inimigo senta a mesa né janta conosco, mas na violência sexual a grande maioria, o agressor toma café da manhã, almoça e janta com a vítima. Então a violência psicológica é muito associada nessas situações. Como nós poderíamos trabalhar, certo, pra melhorar toda essa situação, esse atendimento mais humanizado, certo? E principalmente estimular o tema, certo, nas escolas. Se a gente levou vacina nas escolas, podemos levar também, esse tema de relação da violência, do abuso sexual, sobre o corpo, o seu corpo como é que o seu corpo quem pode mexer no seu corpo, é muito importante porque a criança que é silenciada, na sua casa ou a adolescente que é forçada a silenciar, o plano b delas é a escola. É na escola que ela encontra 1 professora que ela confia, ou 1 amiga que ela confia, né? Os trabalhos já mostra que pra quem eu vou contar, certo? O pra quem eu vou contar na maioria das vezes não é a família, são os amigos. São as pessoas que, né que têm que mostrar 1 1 intenção, certo? De de encaminhamento médio, pra isso e jamais dizer isso vai passar isso não isso não vai isso isso não vai passar isso não vai modificar a sua vida. Não, é muito essa escuta com acolhimento onde quer que aconteça é patamar inicial do respeito a vítimas de violência sexual. Obrigada.

26 de nov, 15:18
#13
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Ela sempre dando aulas. Vamos agora ouvir então, doutor Edmundo.

26 de nov, 15:22
#14
Professor Doutor do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP - Faculdade de Medicina da USP Edmund C. Baracat
Edmund C. Baracat

Professor Doutor do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP - Faculdade de Medicina da USP

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Eu gostaria de reforçar pouquinho aspecto que foi colocado que é a educação. Eu acho que tem de educação nas escolas, tem que ter trabalho na em nível primário, então a os profissionais de saúde têm que ser educados, têm que ser esclarecidos, e todo todo corpo que participa os agentes comunitários porque 000 que foi falado realmente a a agressão é contínua, mas nós temos que levar que além da vítima de violência sexual a colo do útero é 1 doença é 1 infecção sexualmente transmissível. Então tem que ser feita a vacinação. Então a educação EEAA mostrando o que realmente é a vacina e a importância da vacina. Eu acho que se nós temos que fazer isso e não só por essa vacina o deputado anteriormente falou, tem as outras vacinas também que são importantes mas eu acho que a vacina do HPV ela é é a única área proibia o terceiro câncer em setor ano de pé do que mais mata a mulher no nosso país. E eu agradeço mais 1 vez a oportunidade.

26 de nov, 15:22
#15
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Nós é que agradecemos a sua inteligência, e o seu conhecimento. Passo então agora pra ouvir as palavras da Letícia. É a Mônica. Ai perdão. Não tem problema.

26 de nov, 15:23
#16
Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) - Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) Mônica Levi
Mônica Levi

Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) - Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)

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Simone Letícia e Mônica é parecido. Então o que eu queria só complementar Parecido eu é querer, perdão. Só complementar aqui que eu acho que assim, políticas de incentivo que vocês né como parlamentares podem fazer, é a que vocês né como parlamentares podem fazer é atuar mesmo os profissionais da saúde como os serviços né, é que de oncologia, de reumatologia porque não é só paciente oncológico são todos os imunocom prometidos que tivesse protocolo que você obrigatório de seguir a gente que trabalha com isso está tentando pela sociedade brasileira de imunizações incentivar né nós somos aglutinando grupo de de adultos então entra urologista, todas as especialidades, antropologia clínica, dermatologia, pra todas as vacinas. Pacientes que têm direito a a serem vacinados pelo SUS, não estão sendo por falta de recomendação, inclusive no centro de referência de monobiológicos especiais onde eles podem receber não só HPV mas, vacinação contra o pneomococo e outras que não estão disponíveis na rotina, tá faltando 1 política de talvez de obrigatoriedade que os serviços adotem a vacinação como protocolo do atendimento então acho que são eu acho que é onde vocês podem agir e eu acho que as políticas também considerando aquele eliminação do câncer de colo de útero as políticas aí da prevenção pelo teste DNApv que não seja só 1 liberação pela conitec 1 adoção isso tem que acontecer porque muita gente já perdeu a oportunidade da vacinação já tá com HPV persistente já tem lá tá fora da idade da vacinação e essas pessoas têm a prevenção secundária e o acesso ao tratamento também são a gente sabe que isso é a cada vez melhor no Brasil acho que você não governo que está incentivando esse micro planejamento que a gente viu que com a vacinação foi muito importante talvez para o planejamento para tudo que envolve a prevenção o câncer de colo de útero, né, ver quais as realidades locais no norte e em outras regiões que são distintas em relação a tratamento e acesso à prevenção pelos exames. Não acho que é isso só que eu queria comentar acho que vocês têm sim como agir em prol da eliminação do câncer de colo de útero

26 de nov, 15:24
#17
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Mônica primeiro eu lhe agradecer e lhe pedi desculpas pela pela inversão do nome mas, eu acho que a senhora tocou exatamente no ponto principal. Claro que a gente pode fazer a legislação específica como estamos tentando, no teste molecular, nós podemos fazer 1 legislação obrigando, que nas escolas de alguma maneira você tenha, não no no vamos dizer não no currículo básico mas você tem informação pras pras meninas, você pode, de alguma maneira a gente faz a lei não nem ser respeitada, a gente de alguma maneira pode cobrar que ela seja respeitada agora, o que todos vocês disseram e que eu foi a provocação que eu fiz ao Éder, é essa compreensão de que é importante a conscientização ou ou através do do mandam digamos através dos protocolos, que efetivamente a gente conte para o Ministério da Saúde. Pra que o Ministério da Saúde, nessa principalmente nessas reuniões que faz do CONASENS do da CID, onde está com com os conselhos estaduais e municipais de saúde, pra que ele explique e que cobre dos gestores a importância de cumprimento da legislação, porque é o Ministério da Saúde que repassa os recursos, é o Ministério da Saúde quem tem a possibilidade de montar protocolo nacional que facilite a matéria. Então, fica aqui a provocação agora da deputada e de todos os os os acadêmicos pra que o Ministério da Saúde Éder, e você só é o portavoz, mas que leve à à vontade de todos nós, de que efetivamente, já que infelizmente, o cidadão não se conscientiza pelo amor, nós temos a obrigação de defender a vida dele, nem que seja pelo protocolo manda a tarde. Então com a palavra doutor Édergate. Bem obrigado deputada eu.

26 de nov, 15:26
#18
Diretor do Departamento de Imunização e Doenças Imunopreveníveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (DPNI/MS) - Ministério da Saúde (DPNI/MS) Eder Gatti
Eder Gatti

Diretor do Departamento de Imunização e Doenças Imunopreveníveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (DPNI/MS) - Ministério da Saúde (DPNI/MS)

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Fazer 1 fala pouco complementar a dos colegas e obviamente que diante de, diante de dar oportunidade de estar nesta casa eu vou puxar pouco a discussão pro lado do programa nacional de imunização. Mas de qualquer forma eu acho que o Brasil ele tem 1 questão de acesso muito grande, né? EEEA gente tem aí desafio pros gestores tanto do nível federal quanto do nível estadual e municipal de garantir esse acesso. Como a doutor Ivete disse, a gente tem 1 legislação que já garante 1 certa proteção, temos sistema único, temos enfim, 1 série de de ferramentas na no nosso estado, né? Que que permite a proteção da mulher, da criança e a questão é a gente fazer com que toda essa essa esse arcabouço de proteção funcione. Com relação ao programa de imunização, ao programa nacional de imunização, essa casa ela ela pode sim contribuir muito. Eu acho que recentemente o Ministério da Saúde puxou 1 discussão e pacote de investimentos pro complexo econômico industrial da saúde, no sentido de fortalecer a produção nacional do Brasil e e fazer com que as parcerias entre as instituições públicas e os laboratórios nacionais, e os laboratórios privados inclusive laboratórios internacionais, tragam segurança pro Sistema Único de Saúde no sentido de abastecimento de insumos, medicamentos e vacinas. E a gente teve 1 série de portarias publicadas inclusive com repasses financeiros pra projetos tanto de desenvolvimento quanto de transferência de tecnologia. Só que essa casa ela pode transformar dar arcabouço legal e transformar isso numa política de estado permanente sabe, no sentido de, de fato, dar segurança pro programa nacional de imunização em ter vacinas e poder inclusive se atualizar. O deputado Wellington Prado fez 1 série de de de provocações com relação a novas vacinas e, e de fato precisamos trazer novas vacinas pro nosso programa e ampliar o acesso da nossa população a essas vacinas. Mas é sempre importante lembrar que o Sistema Único de Saúde tem poder de compra frente ao mercado produtor internacional e nacional de saúde muito grande. Nós somos o maior programa público de vacinação do mundo o que nós compramos de vacina não é pouco não é muito. E a gente precisa usar esse poder de compra pra também fazer barganha. No seguinte sentido nós queremos produzir e fortalecer a nossa indústria nacional, com transferência e parcerias internacionais. E também queremos dar acesso Você está fazendo fio cruz lá. Exato cruz.

26 de nov, 15:28
#19
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Com as empresas e veja, então

26 de nov, 15:31
#20
Diretor do Departamento de Imunização e Doenças Imunopreveníveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (DPNI/MS) - Ministério da Saúde (DPNI/MS) Eder Gatti
Eder Gatti

Diretor do Departamento de Imunização e Doenças Imunopreveníveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (DPNI/MS) - Ministério da Saúde (DPNI/MS)

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A casa, ela pode trabalhar no sentido de ajudar o o governo brasileiro, a consolidar 1 legislação que permita o fortalecimento do complexo econômico industrial da saúde no país então essa esse é ponto. E ainda em outra outra linha da provocação que a senhora Mas aí na provocação deixa eu te fazer a réplica

26 de nov, 15:31
#21
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Que eu, eu não tenho dúvida nenhuma que eu deputado Everton deputada Silva Cristina por exemplo, nos absolutamente à sua disposição você pode mandar o projeto que a gente apresenta no dia seguinte. Tranquilo. Sem nenhum problema eu acho que muitos outros deputados a a essa casa tem essa compreensão, né. Por acaso o projeto de HPV a gente fez, mas já que fazer pra todo tipo de imunização absolutamente à disposição. Maravilha. Eu acho que outro ponto

26 de nov, 15:31
#22
Diretor do Departamento de Imunização e Doenças Imunopreveníveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (DPNI/MS) - Ministério da Saúde (DPNI/MS) Eder Gatti
Eder Gatti

Diretor do Departamento de Imunização e Doenças Imunopreveníveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (DPNI/MS) - Ministério da Saúde (DPNI/MS)

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Acho que envolve 1 questão de orçamento também e investimento e aí. É, mas aí envolve até, mas eu acho que a a os parlamentares para os seus mandatos e considerando as suas bases inclusive pode podem ajudar e o Ministério e o PNI está aí nós nos colocamos à disposição dos mandatos dos parlamentares no sentido de, a gente fazer trabalho em conjunto e fortalecer a estrutura de saúde nas na base de cada dos parlamentares. Eu digo isso porque, nós temos no Brasil muito grande muito diverso, 1 rede, é de vacinação muito complexa, e na região norte em específico, nós temos áreas de muito difícil acesso. E aí nós temos 1 complexidade muito grande, é na nossa rede de frio que é que é AAA lógica de levar a vacina até 1 área ribeirinha, 1 área indígena, e o Brasil hoje necessita de investimentos, na sua rede de frio. E o Ministério da Saúde tem procurado saídas de investimento pra pra tem procurado investimentos tanto do próprio orçamento do Ministério da Saúde, quanto em estabelecimento de parcerias. Eu acho que os mandatos nesse aspecto podem ajudar muito o Ministério da Saúde no sentido de canalizar investimentos a a tanto do do do orçamento enfim quanto das emendas a a na aquisição de equipamentos de rede frio pra fazer com que a vacina a vacinação ganhe mais capilaridade no nosso país. O Brasil ele tem desde áreas urbanas extremamente densas, na região centrosul, como nós também temos áreas ribeirinhas e distantes e municípios que, têm muita dificuldade de fazer a vacina chegar lá. Então a gente precisa na hora de de trabalhar o orçamento e contando com o apoio dos parlamentares, olhar pra essa situação. E deputada, agradeço muito pela pela oportunidade, o PNI também está à disposição das do mandado à senhora e desta comissão, e desta casa, pra que a gente possa, juntos trabalhar pra pra Brasil melhor.

26 de nov, 15:32
#23
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Muito obrigada eu queria agradecer à equipe da comissão agradecer deputado Elton Prado agradecer, a doutora Edmundo Bacará doutora Ivete Boulos doutora Mônica Levida, doutora Dergate, enfim a todos que participaram nessa audiência eu tenho certeza que todos nós de alguma maneira teremos metas e ações pós comissão, as audiências públicas só funcionam se elas têm efeito, e eu acho que trabalhar junto com com o Éder na questão do PNI vai ser 1 1 missão pra nós parlamentares a essa comissão, e agradeço a todos a presença dando por encerrada a presente reunião de audiência pública obrigada. Legal deputado.

26 de nov, 15:34