COMISSÃO DO ESPORTE
Sobre o Evento
VII Concurso de Artigos Científicos da Comissão do Esporte ocorrerá em 26/11/2024, com participação de diversos deputados e autores.
Deputado
Bom dia. Sejam todos muito bemvindos. Essa cerimônia de premiação do sétimo concurso de artigos científicos da da Comissão do Esporte, está sendo realizada em razão da aprovação do requerimento número 14 de 2024. De minha autoria deputado doutor Luís Ovando de Mato Grosso do Sul. Eu quero nesta oportunidade e declaro aqui a honra de anunciar os componentes desta mesa. Deputado Antônio Carlos Rodrigues, a minha esquerda embora ele não seja da esquerda presidente da comissão do esporte. Obrigado. Aqui que nós participamos. Lindemberg Aziscoi Júnior, presidente da comissão organizadora do concurso. João Luiz Pereira Marciano, diretor do Centro Documentação e Formação da Câmara dos Deputados, a minha extrema direita. Não sei se ele gostou muito mas ele está na extrema direita. Na primeira fileira de assentos do plenário encontrase os autores vencedores do sétimo concurso de artigos científicos da comissão do esporte. Eles serão apresentados, previados e farão a exposição de seus trabalhos após as falas de abertura. Eu na condição de proponente deste concurso, Eu quero aqui, rápidas palavras, dizer que é sempre 1 satisfação muito grande, 1 vez por ano a gente se reunir aqui. Principalmente pra ver a criação científica de vários segmentos na atividade esportiva de 1 maneira geral do cenário nacional. E claro que há naturalmente muitas divisões, mas essa satisfação ela se prende ao fato de que, é interessante nós sempre expormos as nossas experiências. Nós não podemos têlas simplesmente conosco, guardadas. E muitas vezes essa experiência, ela sai de conhecimento teórico pra 1 atividade prática, e essa atividade prática adquire condições, ou seja, dá condições de você incorporar a experiência que se transforme em conhecimento. E aí então nós colocamos no livro, ou no artigo, ou em qualquer outra publicação materializada, alegando à comunidade a nossa forma de ver aquela determinada experiência. E isso está sendo feito aqui. E eu quero aqui destacar 2 pessoas muito importantes. Primeiro o presidente. Né? O presidente ele foi receptivo né, a essa colocação. Foi extremamente receptivo ao fato da compreensão de que é necessário promovermos esse tipo de desafio e consequentemente gerar conhecimento. E o segundo é o líderberg. O líderberg é o entusiasta dessa atividade. E o líderberg ele sempre levanta a questão doutor podemos já lançar o próximo já pode William Berg, nós temos que continuar sempre estudando. E é muito importante que a gente entenda dessa forma, porque sociedade que busca o conhecimento, é 1 sociedade liberta, é 1 sociedade livre, e é 1 sociedade acima de tudo que avança, porque todas as vezes, não importa se isso às vezes implica em debates e tal e exatamente aí é que está a riqueza do processo. É o através das discussões e do debate. E isso Liderberg tem nos estimulado. Eu como professor aposentado hoje né? Mas a gente nunca deixa de ser professor porque meu pai sempre dizia quem foi rei sempre é majestade. Né? Nós continuamos sendo desafiados pelo Lindemberg e pelo presidente Antônio Carlos. Eu quero aqui dar essa oportunidade agradecer a todos aqueles principalmente ao Marciano que tem vários títulos aqui na câmara viu? Eu não anotei aqui o título mas o mais importante dele é que ele é diretor do centro de documentação e formação. E facilitou naturalmente a publicação a materialização dos estão recebendo. Isso é decisivo. Isso vai pros anais, vai pra referências, e que naturalmente será divulgado cada vez mais aquilo que vocês fizeram e que vocês trabalharam. Com isso aqui eu saúdo a todos, agradeço a todos a presença, principalmente ao presidente Antônio Carlos, ao Liderberg, ao Marciano, que ajudaram, né? Inicialmente facilitando, o outro desafiando e o outro promovendo inclusive a publicação desses artigos pra que a gente tivesse a materialização de tudo isso que vocês fizeram. Meu muito obrigado. E agora nessa oportunidade eu convido pra fazer uso da palavra o senhor presidente da comissão do esporte deputado Antônio Carlos Rodrigues.
Deputado
Bom dia a todos, senhores, senhoras. A Comissão do Esporte realiza hoje a cerimônia de premiação do seu sétimo concurso de artigos científicos. Mas antes de saudar os presentes eu quero saudar o doutor Marciano, e o autor do requerimento o nobre deputado Luiz Ovando. Muito obrigado, se não fosse eles e o Lindemberg não estaria acontecendo este evento. Saldando todos os presentes, cumprimentando também cidadãos, que acompanham essa cerimônia por meio da de comunicação da casa. E dedicamos especial reconhecimento àqueles que são a razão de ser presente em reunião, os participante do sétimo concurso de artigos científicos da Comissão do Esporte. Refirome não apenas àqueles que hoje vêm receber seu merecido prêmio, mas também a todos que participam da iniciativa, pois todos contribuíram para o sucesso desta edição. A distribuição entre os 3 temas propostos pela comissão foi portanto quase perfeitamente simétrica. Esporte educacional, inclusão social, esporte de rendimento e indústria do esporte, e política pública do esporte. O colegiado acerta na escolha e delimitação dos campos temáticos, de modo a colher as pesquisas de diferentes autores, sem conflito, nem desequilíbrio. Com isso, com isso, ganhamos todos ao estimular a pesquisa científica sobre o esporte e divulgar seus resultados, trazendo benefícios a todo o país. Cada dos participante desse concurso contribuiu para mudar o cenário. Premiados ou não, merecem todo o nosso aplauso e nossa gratidão. O Brasil precisa de maior produção de conhecimento a respeito do esporte. Quanto melhor compreendemos o assunto mais eficaz será formulação da políticas públicas a seu respeito. O estímulo à pesquisa redunda, pois no aprimoramento do trabalho desta comissão e também de todos os demais órgãos competentes do legislativo ou do executivo e de todas as esferas da federação. Mais 1 vez agradeço a todos participantes esperando que, a cada ano esse concurso continue a fazer avançar a análise científica deste assunto fascinante que é o esporte. E antes de encerrar eu quero cumprimentar em nome cumprimento em nome do Bruno, cumprimentando todos os os premiados. Cumprimento o Bruno porque é do meu estado. Parabéns viu Bruno? Passo a palavra novamente ao autor do requerimento doutor Luiz Ovano, muito obrigado a todos.
Deputado
Eu que agradeço deputado Antônio Carlos presidente da comissão de esporte antes de dar a palavra ao presidente da comissão organizadora do concurso, eu quero aqui fazer 2 destaques, primeiro da Silvia que é consultora, aqui da câmara, também que participou inclusive da avaliação dos trabalhos, e também do Alisson, que também é consultor da área de esporte aqui. Muito obrigado pela sua participação. Nesse momento eu passo a palavra ao presidente da comissão organizadora do concurso Lindemberg Azis Escures Júnior. Fiquei inteiramente à vontade Lindemberg.
Presidente - Comissão Organizadora do Concurso
Bom dia a todos e a todos essa essa edição, essa sétima edição do concurso de artigos científicos ela tem marco. E assim é importante contextualizar vocês de toda a história eu acho que resumindo, a história do concurso estão essas artes, elas mostram assim caráter de evolução. Né? E eu queria começar então agradecendo, primeiro agradecendo doutor Lisovando ao todo o requerimento pela proposta de ter apresentado mais 1 vez a possibilidade da gente realizar aqui na comissão do esporte o concurso. Tá? Agradeço o nosso presidente Antônio Carlos Rodrigues por ter abraçado a ideia e ter dado todo o apoio necessário pra que a gente pudesse organizar a logística, né? Agradeço a minha equipe da comissão, a nossa equipe, né? Alessandra, Socorro, Fabiana, né? Que fazem parte da comissão organizadora do concurso, tá? A gente tem inúmeras discussões sobre a questão do regulamento, sobre as regras, né? EE0 papel da comissão organizadora na na na realização desse desse certame é muito importante, né? E aí eu aproveito para agradecer toda a equipe que trabalha em torno do concurso, a equipe da publicidade que faz essa arte, né eu falei, é muito bacana olhar e ver a a evolução nesse ao longo desses anos todos, né? Agradecer toda a equipe de apoio, hoje presente aqui, o pessoal cuida do som, o pessoal cuida do café enfim todo, sem o qual a gente também não conseguiria fazer esse evento, né? Agradecimento muito muito especial à comissão julgadora, está aí aqui representado pelo Alisson, consultor legislativo aqui da casa, né, pela Silvia que está ali atrás, colega aí das comissões temporárias, né, ambos com também toda 1 1 formação acadêmica importante. Agradecimento especial a todos vocês vencedores do concurso e todos aqueles também que inscreveram os artigos, né? E por fim, eu deixo agradecimento muito especial pro colega né, de longa data, João Luiz Marciano, hoje representando aqui o Centro de Documento de Informação, Centro de Documentação e Informação da Câmara, que é 1 área muito rica, é 1 área que congrega não só a parte de publicação, como a parte da biblioteca, como também o arquivo, bens culturais, atendimento, informação legislativa, né? E, 1 pessoa do do Massano, eu vou simbolizar aqui os 2, as 2 grandes novidades e o que fazem desse sétimo concurso o marco. Então primeiro, acho que vocês já tiveram a oportunidade de ver a publicação, né? Né? Ok, feito esse ajuste aqui, questão do som. A publicação como disse o doutor doutor Resolvant, materializa a realização do concurso, né? Então nosso agradecimento muito especial à Analija que é a diretora das edições câmara, né presidente do conselho editorial, que aprovou a proposta do concurso, né, de transformar os artigos vencedores em 1 publicação. Mas não só isso. Outra novidade também importante na realização do concurso deste ano, as os artigos que foram aprovados, homologados, que participaram, tá, e que obtiveram mínimo de 1 nota, estão disponíveis na biblioteca digital da Câmara dos Deputados. Então além dos vencedores transformados em publicação material, aqueles artigos, e muitos deles têm temas interessantes, trazem assuntos diversos. Eu vou lembrar 2 aqui de cabeça interessantes, 1 sobre a questão da odontologia, e a discussão da odontologia dentro do esporte, tem artigo que está lá na biblioteca digital que vai fomentar essa discussão, não é? E o outro artigo é sobre o xadrez, o papel do xadrez, né no desenvolvimento do nosso esporte então tem diversos temas, diversos assuntos que estão lá presentes na biblioteca digital, pra fomentar o discurso. Lembrando que, dentro da missão visão e valores da câmara, a visão da câmara é de se tornar centro de debate, ser transparente, ter ampla participação dos cidadãos, e nada melhor do que a realização desse concurso pra compartilhar essa visão. É 1 interação entre a academia, a produção científica e o nosso congresso nacional representado aqui pela câmara, pela comissão do esporte. E aqui eu quero só passar algumas informações importantes da publicidade, primeiro delas é que, como foi organizado o concurso desse ano, então lá em lá no dia 13 de março nós tínhamos a aprovação do do requerimento número 14 do doutor Luiz Ovando, foi na reunião deliberativa de 13 de março, né? Depois nós abrimos o a etapa de inscrições e subições dos artigos, foi de 27 de março a 20 de maio, em seguida a avaliação pela comissão julgadora. Em 3 de julho foi anunciado os vencedores dentro da reunião deliberativa da comissão. E aqui hoje estamos no dia 26 de novembro, com 3 eventos, o evento de premiação, que está acontecendo agora o lançamento da publicação, e a coleção especial dos artigos que estão na biblioteca digital. Foram apresentados na edição deste ano, ao todo foram 54 artigos, nos 49 foram homologados, tá? Mostra 1 tendência de estabilização importante, a gente está consolidando o concurso como 1 forma, 1 ferramenta de auxílio, 1 forma, 1 ferramenta de auxílio, de incentivo à produção científica e de interação entre a academia e o congresso, não é? Divididos nos 3 temas, houve equilíbrio aí entre, entre os artigos inscritos, não é 17 na área de educacional inclusão social, 17 indústria, esporte rendimento na indústria do esporte, e 15 na área de políticas públicas do esporte. E outra informação importante e interessante é mostrar a representatividade por estado. Nesse ano tivemos 16 estados representados, tá, ainda foi pouco menor do que no ano passado que tivemos 20, Mas é importante dizer que ao longo de todos esses as edições do concurso, tá, nós estamos na sétima edição, o concurso começou em 2017, não houve naquele ano de 2020 por causa da da pandemia, as comissões não funcionaram naquele ano, mas já temos aí 23 das 27 unidades federativas representadas aqui no concurso, fica 1 missão, né, e desafio pra conseguir o Acre, o Amapá, o Acre, Amazonas, Amapá e Maranhão, que ainda não tem artigos apresentados. Apresentados. E aqui anunciando a comissão jogadora, né na pessoa do do Alisson novamente da Silvia que estão aqui presentes aqui hoje, nós temos assim geralmente 1 composição que envolve misto entre pessoas que estão atuando na área acadêmica, pessoas que vivem o mercado esportivo, conhecem, trabalham na na área esportiva, e também aqueles que atuam no congresso, atuam com políticas públicas, seja na na parte profissional seja na área acadêmica, né? E é sempre bom lembrar né, o Marciano foi da comissão julgadora na edição do concurso de 2002. Tá? 20 e 20 e perfeito. Então, essa é a composição que nós temos aí, procurando exatamente fazer essa essa mescla. E o mais importante, a partir da edição do concurso nós criamos 1 interação com todos os participantes. Então exemplo, o Fernando Henrique que foi terceiro lugar na categoria políticas públicas do esporte no ano passado, esse ano participou da comissão julgadora, tá? A Lívia, tendo passado na edição foi segundo lugar, na categoria esporte de rendimento indústria do esporte, esse ano também participou como comissão julgadora, tá? E, além de de participar da da como pessoa presente na comissão julgadora, nós trazemos também os vencedores do concurso pra participar dos debates aqui na comissão e aqui fica o registro do Cléber, nosso vencedor na categoria de esporte rendimento, indústria de esporte nesse ano. Foi no ano passado também, então é bicampeão, feito esse registro né. E ele faz parte aí também do do do segundo fórum legislativo vai participar de 1 das mesas redondas. O fórum legislativo que acontece a partir de amanhã, amanhã e quintafeira, tá e nós teremos vários debates aí na linha do esporte, na na linha da educação, na linha da saúde, na na questão dos assuntos da gestão nas entidades esportivas, ao longo desses próximos 2 dias. Por fim, essa é a nuvem de assuntos aí que a gente pode trazer da da das palavraschaves que cada de vocês apresentou dentro dos artigos, não só vocês mas todos os que participaram no certame, né, fica o destaque aí pra palavra política aparecendo a palavra pública, não sei se pra pro bem ou pra 1 mas a palavra futebol esse ano aparece menor, significa que a gente está abrindo o horizonte esportivo pra outras modalidades? Não. E por fim, com a anuência do doutor Luiz Ovando, a gente pode anunciar pro ano que vem aí a a edição do oitavo concurso, já tem muita gente querendo saber se vai acontecer, né? O doutor Isovani já sinalizou positivamente, nós temos novo colegiado a partir do ano que vem, né? A presidência da comissão ela muda de ano e ano, mas com sucesso que foi esse ano, com a consolidação que o concurso estabeleceu ao longo dos anos, tenho certeza que essa essa essa esse evento vai acontecer estimulando aí a participação das pessoas que fazem estudos sobre o esporte. Então, mais 1 vez muito obrigado a todos que participaram e realizaram esse evento e tornaram esse evento sucesso.
Deputado
Obrigado Liderberg, antes de passar a palavra ao próximo, não palestrante mas participante, que é o João Luiz Pereira Marciana. Eu só gostaria de destacar aqui aspecto, vocês viram a apresentação do Linderback? Apresentação, precisa, objetiva, didática, abrangente. E eu quero aqui, como deputado, vocês podem olhar pra mim, eu não sou jovenzinho viu Janaína? E eu cheguei aqui estou do segundo mandato, eu sou médico ano que vem eu faço 50 anos de graduação, sempre dali de frente, trabalhei desde cidades onde eu era o único médico, até centros de pesquisa americanos, onde a gente pode ver, mas 1, vários aspectos. Mas 1 coisa eu quero destacar aqui hoje como deputado. Porque de 1 maneira geral as pessoas ah mas deputado, esse cara não fazem nada, não sei o quê, essa turma é boa vida. Eu quero dizer pra vocês, que isso aqui é 1 academia do alto nível. Porque os técnicos, esses que trabalham, que estão juntos, são os melhores que nós temos do país, estão aqui dentro. E vocês podem observar que aqui tudo funciona, isso aqui é 1 formatura, né? O pessoal às vezes leva tempo organizando 1 formatura, isso aqui do estalo de dedo, a coisa acontece naturalmente. Isso aqui é 1 rotina aqui na Câmara. Dizer pra vocês que nós temos parlamentares de alto nível e padrão, e técnicos administrativos, consultores melhores ainda. Então o meu agradecimento através de você a todos aqueles que ajudaram e participaram. Com a palavra João Luiz Pereira Marcelo.
Diretor - Centro de Documentação e Informação
Do concurso, deputado Antônio Carlos Rodrigues presidente da comissão do esporte, meu colega Lindberg Gaziz Júnior, de anos né, décadas que estamos aqui trabalhando na Câmara dos Deputados, é prazer privilégio estar aqui hoje podendo representar o centro de documentação e informação. Deputado Lis Ovance foi muito feliz quando o senhor na sua fala citou o aspecto acadêmico e pedagógico do esporte, e o senhor reforçou isso agora na sua fala mais recente. Eu tenho também a alegria de ser professor do nosso curso de mestrado em Poder Legislativo aqui na Câmara dos Deputados, então tanto como acadêmico como profissional como gestor desta casa, cumprimento a todos, a todos vencedores que estão aqui na linha de frente desse plenário, a todos os participantes Lindberg lembrou, né, com com a a elegância que é peculiar, eu fui membro da comissão julgadora na edição de 2020 e deste concurso, Conheço as facetas, também tenho minhas publicações acadêmicas em outras áreas científicas né? Mas sei da dificuldade de produzir conhecimento de alta qualidade. O esporte agrega, o esporte liberta, o esporte ele transforma expectativas em realidade. Escrever, estudar, pesquisar, dialogar, pensar sobre isso é fundamental, especialmente num país, permitamme lembrar, tão desigual como é o nosso infelizmente não é isso? O esporte catapulta oportunidades. Ele reduz assimetrias. Eu sei que eu não exagero ao fazer 1 observação como essa isso é fato, isso é verificável. Precisamos quantificar e qualificar essa atuação. É maravilhoso ver nossos atletas desenvolvendo desempenhando suas atividades, mas por trás daquilo existe toda 1 história, toda 1 construção que precisa também ser avaliada e trazida à luz, como os trabalhos que vocês me permitam a colecalidade chamar a todos de vocês, que vocês desenvolveram, desenvolvem, e e ainda vão desenvolver eu tenho certeza se esse esse concurso vai se realizar por vezes e vezes oportunidades. Ao final vocês vão obter notícias sobre os links né, em que estão disponíveis as publicações, a obra impressa vai estar disponível aqui pra ser distribuída, os que aqui estão presentes, a obra digital já está disponível Lindberg lembrou também com toda a elegância na nossa biblioteca digital, a qual o sede, o departamento que eu dirijo administra. Eu congratula a Ana Ligia que foi citada pelo Lindberg, a diretora da edições câmara que tão diligentemente eu vejo aqui parte da equipe, conseguiu materializar esta obra. Faço votos mais 1 vez de que essa edição, seja 1 das primeiras. Que a gente veja esse concurso se perpetuando, se repetindo com essa melhoria de qualidade que a gente vê a cada ano. Congratulo mais 1 vez a todos participaram, que não estão aqui também aos não vencedores eu repito eu sei a dificuldade, de produzir conhecimento científico de alta qualidade. Isso é fundamental. O conhecimento também, reduz assimetrias, essa é a principal definição conhecimento científico, não é isso? E juntar essas 2 iniciativas é mérito maravilhoso desta comissão de todos os seus membros. Congratulo a todos ou a todos ótimo dia. Obrigado pela presença e pela companhia que nos dão aqui hoje é privilégio muito obrigado.
Deputado
Obrigado professor João Luiz Pereira. Pereira Marciano. Nesse momento eu passo a condução dos trabalhos, à assessora da comissão do esporte, Fabiana Todoorovi, que fará o anúncio dos vencedores do concurso. Por favor, vossa Fabiana.
Assessora - Comissão do Esporte
Para receber as medalhas e os certificados do sétimo concurso de artigos científicos da comissão do esporte anunciaremos nominalmente os autores vencedores por tema os temas são, primeiro, esporte educacional e inclusão social, 2, esporte de rendimento indústria do esporte, e 3, políticas públicas do esporte. Para participar da entrega dos das medalhas e dos certificados do tema convidamos o consultor legislativo da câmara dos deputados e integrante da comissão julgadora Alisson Minduri Capuzo. No tema esporte educacional e inclusão social, terceiro lugar medalha de bronze, artigo continuidade e progressão no recebimento de recursos do programa bolsa atleta do governo federal possíveis disparidades relacionadas ao gênero convidamos para receber o prêmio a autora do artigo Mayara Torres Ordens de Curitiba Paraná. Além de receber o certificado e a medalha, os autores premiados também irão receber exemplares da publicação esporte e conhecimento que está sendo lançada nesta cerimônia, compilado de todos os artigos premiados, lançado pela edições câmara, e que após o evento estará disponível para compra na livraria física da câmara dos deputados. Localizada no hall do sede anexo 2 e também na livraria virtual da edições câmara, no endereço WWW livraria ponto câmara ponto leg ponto b r. No segundo lugar, medalha de prata, artigo racismo estrutural, legado dos mega eventos na natação e a rede pública estadual em Salvador Bahia. Análise cartográfica de 2009 a 2020 e convidamos para receber o prêmio a autora do artigo Vitória Leite da Veiga de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. No primeiro lugar medalha de ouro artigo conquistando o equilíbrio, desempenho acadêmico e motivação para aprender dos estudantes atletas universitários. Convidamos para receber o prêmio, o autor do artigo, Breno Eloi da Cunha marimbondo, de João Pessoa Paraíba. Informamos ainda que o ebook. Da publicação esporte e conhecimento poderá ser baixado gratuitamente no site das edições câmara, na biblioteca digital da câmara e nas plataformas Apple e Google. Iremos passar agora a premiação do tema 2, esporte de rendimento indústria do esporte. Terceiro lugar, medalha de bronze, artigo avaliação de cenários na demissão de treinadores de futebol, 1 abordagem metodológica estruturada na estratégia comportamental. Convidamos para receber o prêmio o autor do artigo Patrick Zavatsky de Chapecó Santa Catarina. Informamos ainda a respeito da publicação esporte e conhecimento que as unidades administrativas da câmara interessadas em adquirir exemplares impressos, poderão solicitálas de acordo com o ato da mesa 109 de 2016. Anunciando agora o segundo lugar medalha de prata no tema 2 artigo o ingresso dos atletas medalhistas olímpicos no atletismo brasileiro. Convidamos para receber o prêmio a autora do artigo Janaína Andreta Deader de Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul. E no primeiro lugar medalha de ouro, artigo construção e validação de 1 escala de satisfação organizacional de stakeholders de federações esportivas, convidamos para receber o prêmio o autor Cléber Augusto Ribeiro de Fortaleza Ceará. Para participar da premiação do tema 3 políticas públicas do esporte convidamos agora, Silvia Mergulhão doutora em ciências em ciência política pelo instituto de ciências sociais da universidade de Lisboa, integrante da comissão julgadora, e servidora da coordenação de comissões temporárias da câmara dos deputados. Anuncemos agora o terceiro lugar medalha de bronze. Artigo a lei federal de incentivo ao esporte como instrumento de política pública propostas para ampliar o impacto e efetividade. Convidamos para receber o prêmio o autor do artigo, Bruno Faria Júnior Teixeira da cidade de São Paulo, São Paulo. No segundo lugar medalha de prata, artigo o jogo da praça e a configuração de 1 cidade brincante, convidamos para receber o prêmio o autor do artigo, Rodrigo Vanderlei de Souza Cruz, de João Pessoa, Paraíba. E no primeiro lugar medalha de ouro, o artigo chamovar breve análise dos limites projetados pela autonomia das entidades esportivas sobre a atuação legislativa brasileira, convidamos para receber o prêmio o autor do artigo Pitágoras Dites de Londrina Paraná. Convidamos agora todos os autores premiados para tirar 1 foto coletiva, por favor aqui à frente. Mais 1 vez parabenizando todos pelo. Pela premiação. E após a foto o deputado doutor Luiz Ovano retomará a condução dos trabalhos, muito obrigada. Enquanto a foto é feita eu lembro apenas a quem está acompanhando a transmissão que o exemplar esporte e conhecimento está disponível na livraria virtual das edições câmara no endereço WWW ponto livraria ponto câmara ponto leg ponto b r.
Deputado
Agora nós daremos continuidade à cerimônia com a apresentação individual dos trabalhos. Muito obrigado Marcelo. Dos trabalhos iniciando. O tema esporte educacional e inclusão social e quero aqui destacar que cada apresentador terá 10 minutos pra fazer a sua exposição. O primeiro trabalho a ser exposto será, continuidade e progressão no recebimento de recursos, do programa bolsa atleta do governo federal, possível disparidades relacionadas ao género. Convidamos a autora do artigo Mayara Torres Ordenses, pra fazer a sua apresentação. Vou dar presença na outra posição. Mayara você tem 10 minutos pra sua exposição.
Autora
Bom dia a todos. Eu me chamo Meera Torres Ordonz, sou pósdoutoranda em educação física, pela Universidade Federal do Paraná em Curitiba. Também sou pesquisadora do Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva, Instituto de Pesquisa Vinculado à Universidade Federal do Paraná. E atualmente também trabalho no programa Geração Olímpica e paralímpica, que é programa de fomento a atletas e técnicos do governo do estado do Paraná. O nosso trabalho teve então como título continuidade e progressão no recebimento de recursos, no programa bolsa atleta do governo federal possíveis disparidades, relacionadas ao gênero. Nós sabemos que quando falamos no desenvolvimento do esporte brasileiro ele se desenvolve a partir de diferentes articulações públicos privadas desenvolvidas a partir dessa articulação, a partir dos diferentes entes federativos e as diversas entidades de administração do esporte, sabemos que essa articulação, a partir do público privado, se desenvolve a partir das diferentes manifestações do esporte, formação esportiva, excelência esportiva, o esporte para a vida toda, e entendemos que nas diferentes manifestações do esporte existem diferentes intervenientes, fatores que acabam influenciando pra esse desenvolvimento efetivo do esporte, independente da sua manifestação. Quais são esses fatores? Fatores financeiros, estruturais, políticos e também, os fatores socioculturais. Quando falamos dos fatores socioculturais, nós estamos falando dos fatores relacionados à raça, relacionados à escolaridade, ao local de nascimento, de treinamento desses atletas, e também os aspectos então relacionados ao gênero. Quando falamos nas pesquisas relacionadas ao gênero, sabemos que diversos pesquisadores debruçam sobre essa temática, tentando entender quais são as disparidades existentes, sabemos que ao falar de gênero e esporte, são diversos as barreiras existentes dentro desse universo. Desse modo, esse esse trabalho ele teve então qual o objetivo? O objetivo de analisar então a continuidade e a progressão de atletas, no recebimento de recursos do programa bolsa atleta do governo federal, desde a sua criação, visando além disso então identificar algumas possíveis disparidades nesta continuidade e nessa progressão. Desse modo, qual foi o método do presente trabalho? Nosso estudo foi estudo descritivo exposfato. Nós realizamos então 1 identificação desses contemplados e a nossa amostra total, consistiu em 96165 bolsas do programa bolsa atleta. Essas bolsas que nós estamos falando nós mapeamos todas as categorias então as categorias de base que foram agrupadas em base estudantil, e as demais categorias do programa nacional internacional olímpica paralímpica e pódio. Essas bolsas foram obtidas então por 34678 atletas desde 2005, o primeiro ano de contemplação do busto atleta, até 2023 que havia sido o último ano completo anterior à execução do estudo. Como fizemos a identificação então identificamos os contemplados a partir das listas divulgadas no Diário Oficial da União, e também realizamos mapeamento no banco de dados do Inteligência Esportiva. A partir desse banco de dados desse mapeamento construímos o nosso banco de dados de análise cujo realizamos a inserção dentro de software estatístico, e realizamos alguns cruzamentos por meio de estatística descritiva e inferencial pra nos ajudar a entender então essas disparidades, se elas existiam ou não. Já indo para os nossos resultados, sabemos que o nosso tempo aqui ele é limitado. O que que nós encontramos? Com relação à distribuição então dessas bolsas pelo gênero, nós identificamos que existe 1 predominância de bolsistas do gênero masculino, 55.76 por 100 dos bolsistas durante toda a existência do bolsa atleta do governo federal, predominantemente essas bolsas foram pra então atletas do gênero masculino, enquanto apenas 39.80 por 100 foram pra bolsistas do gênero feminino. Isso evidencia que existe 1 disparidade quantitativa, ainda não é respondendo ao nosso objetivo proposto. Também realizamos 1 distribuição dessas bolsas então durante toda a existência do bolsa atleta, para poder identificar a quantidade de bolsas durante o passar do tempo. Conseguimos identificar nessa distribuição de bolsas por ano, que existiu aumento quantitativo do número de bolsas com o passar do tempo, mas aqui conseguimos identificar 2 momentos. O primeiro é de aumento expressivo após de 2010, nesse momento tivemos 1 modificação, os atletas podiam receber a bolsa também, aqueles que recebiam patrocínio, e 1 leve queda ali após 2016, influenciada por pós momento de mega eventos esportivos, também modificações nos critérios de contemplação do bolsa atleta como modalidades não olímpicas e não paralímpicas. Aqui temos 1 distribuição a partir dos diferentes grupos de gênero, mas no entanto conseguimos identificar que a tendência ela acompanha a mesma tendência independente dos grupos. Quanto à distribuição das categorias das bolsas conseguimos perceber que a predominância das bolsas ela é na categoria intermediária, é o maior quantitativa de bolsas nacionais, e quando nós olhamos para as, para os extremos, tanto categorias de base quanto categorias olímpicas, paralímpico que pode, a gente tem menor número. No entanto também, a tendência a mostrar ela é a mesma independente dos grupos. Posteriormente então entrando na primeira variável que é a variável de continuidade, fizemos 1 distribuição a partir do tempo que esses atletas permanecem no programa. No início na esquerda nós temos então os atletas que permaneceram por apenas ano no programa, e ao final do gráfico nós temos aqueles ou apenas aquele porque tivemos único atleta que permaneceu durante todos os anos da análise. Conseguimos perceber aqui que, quase a metade da amostra de todos os atletas contemplados durante toda a existência do programa bolsa atleta do governo federal tendem a permanecer no programa por apenas ano. No entanto, a tendência ela também continua sendo a mesma entre os grupos. Visando então ainda prosseguir com relação a essa análise, estabelecemos gráfico a partir de distribuição de frequência relativa da amostra, dividindo a partir dos gêneros, feminino e masculino. E a linha demonstra que essa tendência de certa forma ela é semelhante entre o grupo feminino e o grupo masculino então não é algo em específico ou que apresenta alguma disparidade com relação à continuidade. Aqui nós temos então a tabela dessa distribuição de frequência relativa que nos evidencia praticamente 40 por 100 de todos os atletas que já passaram, que já foram contemplados pelo programa Bolsa Atleta, tenderam a permanecer por apenas ano no programa. Quanto maior o número relacionado à continuidade, menor o número de atletas. Realizamos então alguns questionamentos, alguns cruzamentos pra tentar nos auxiliar no nosso objetivo. Existiu relação entre o aumento da continuidade e o aumento da categoria? Ou seja, permanecer por mais tempo no programa faz com que aumente a categoria dos atletas essa era a nossa intenção de análise, e evidenciamos correlações positivas e significativas, que nos demonstra o que, tanto no caso dos homens quanto no caso das mulheres isso foi nos evidenciado, existiu 1 associação entre permanecer por mais tempo no programa e ter 1 categoria maior do programa bolsa atleta. A segunda questão será que o gênero influenciou na categoria obtida? Essa era 1 das nossas intenções. Pertccer ao gênero feminino ou ao gênero masculino fazia com que eu tivesse 1 chance maior ou menor de ter 1 bolsa maior? E a resposta foi que não. A distribuição de bolsas ela foi a mesma entre os diferentes grupos. Por fim, será que a continuidade ela foi diferente nas respectivas categorias do programa? Eu estar na categoria de base ou na categoria olímpica? E a resposta foi que sim. A distribuição da continuidade, ela apresentou diferenças significativas entre as diferentes categorias do programa. Porém, tanto no caso dos homens quanto no caso das mulheres. Aqui nós temos então gráfico que apresenta a progressão dos atletas não mais só a continuidade. Nós identificamos a categoria de início dos atletas no programa e verificamos se eles progrediam aumentavam a categoria nos anos seguintes. E nós observamos que, o maior percentual de progressão ele aparece quando a gente olha pra base, ou seja, atletas que iniciaram pela base, eles eram em maior número aqueles que apresentaram progressão para as outras categorias. Quando Quando olhávamos para as categorias nacionais ou internacionais, os atletas que já começavam nessas categorias, tinham 1 maior dificuldade em termos quantitativos de progredir. Mas aqui também sabemos que existe a especificidade do esporte e obviamente, se eu tenho maior possibilidade de progressão, outras categorias após a que eu estou, maior as chances de progressão também. Indo já para as nossas discussões, como o tempo ele já está relativamente curto, eu vou apenas indicar quais foram os nossos aspectos de discussões, pontos de discussões. O primeiro dele, o primeiro deles, existiu então a predominância de bolsistas do gênero masculino em termos quantitativos, no entanto quando a gente vai olhar para as disparidades de continuidade e de progressão não foram observados. Além disso a maior parte dos atletas independente do gênero tende a permanecer no programa por apenas ano isso foi quase a metade da nossa amostra de todos os contemplados desde a criação do programa. Quanto maior o período de continuidade, maior também a categoria de bolsa evidenciada. Existe 1 maior progressão quando os atletas iniciam pela bolsa de base. Considerações finais para ambos os gêneros a continuidade apresentou diferenças significativas. No entanto, em termos quantitativos, embora exista 1 diferença entre os grupos, não foram identificadas disparidades de continuar ou progredir no programa. Isso evidencia aspectos positivos com relação às às os questionamentos, discussões de gênero, no entanto nos indaga que ainda temos que avançar principalmente em termos quantitativos pra manter esse universo mais igualitário. Muito obrigada, essas foram as referências. Obrigada.
Deputado
Mera, muito obrigado pela apresentação, extremamente interessante a conclusão bastante elucidativa, mostrando que talvez a diferença esteja exatamente na determinação do atleta e dar continuidade. Nós temos aí, aladíssima 50 por 100 praticamente interrompem já no primeiro ano, a parte que os demais continuam, mas o que é interessante é que eles dão a categoria mais elevada, numa situação diferente, são aqueles que perseveram mais. E isso é muito interessante. Porque talvez aí esteja o forjar do verdadeiro atleta do campeão. Muito obrigado. Antes de dar continuidade eu quero dar a palavra aqui ao deputado Viegas, Douglas Viegas, ele é atleta, quando a gente é atleta é sempre atleta, ele disse que foi atleta, mas continua sendo atleta.
Deputado
Os melhores Mestre. Exatamente. Pessoal, primeiramente muito bom dia a todos, que Deus abençoe a todos. Parabéns do fundo do nosso coração a todos vocês, de verdade, por todo trabalho prestado em prol do esporte a gente valoriza muito e este é o esse reconhecimento é necessário, sabe, pra cada de vocês aqui na Casa do Povo, de verdade. E eu quero dar os parabéns mesmo em nome de todos os atletas, de todas as pessoas que vivem do esporte, porque esses dados, esse estudo é muito importante para a gente continuar o nosso trabalho. E eu quero pedir 1 licença agora aqui pra mesa, porque hoje é dia, perdão pessoal, mas eu estou muito mas muito feliz de verdade, porque o Lindberg está aqui, ele sabe da nossa caminhada, a deputada está aqui e hoje, nós temos aqui na nossa mão ela acabou de ser executada nesse momento e nós conseguimos protocolar a nossa PEC do Esporte, que ela vai mudar completamente a realidade do esporte no Brasil. Nós estamos falando de mais de 750000000 de reais dedicados pro esporte por ano, pra sempre, independente de quem estiver aqui. E isso aqui é 1 vitória muito grande, e é, o motivo da gente estar aqui então, é ainda nesse dia que estamos premiando todos vocês com os artigos científicos do esporte, então é dia muito gigante, sabe, pro esporte eu quero parabenizálos de verdade, porque tudo que a gente faz aqui dentro da comissão de esportes é realmente pro benefício do esporte que nós temos a certeza absoluta que tem condições de transformar a nossa nação em todos os sentidos. Então o esporte está muito bem representado e parabéns a todos vocês de verdade do fundo do coração pelo trabalho extraordinário, pela dedicação que o estudo não é brincadeira, requer muito tempo, requer 1 dedicação ímpar, parabéns a todos vocês e estamos muito feliz Mestre e obrigado. E o nosso trabalho está só começando, né? Então agradecer também todos os deputados que abraçaram a nossa ideia de transformar a nossa nação dessa maneira. Então, muito obrigado, presidente. Obrigado, pessoal.
Deputado
Eu que agradeço deputado pela colocação da sua experiência no seu melhor, disse que é é bom, a gente tem que realmente ter convicção daquilo que faz, isso é importante. E também pela conquista de ter protocolado a PEC que vai trabalhar aí, vai ter caminho longo ainda, mas é importante que a gente tenha alguém defendendo exatamente o esporte como ele e quem conhece as bases. O segundo trabalho, em segundo lugar, eu quero convidar Vitória Leite da Veiga, pra sua apresentação com o título Racismo Estrutural, legado dos megaeventos na natação e a rede pública estadual em Salvador Bahia. Análise cartográfica de 2009 a 2020 e Eu quero aqui apenas aproveitando a oportunidade dizer que Mato Grosso do Sul está presente aqui viu? Eu não sabia né? Mas ela veio falar assim olha eu sou de Mato Grosso do Sul falei ótimo parabéns então né Vitória? E aqui o Cléber que depois vai também apresentar aí é lá de Mato Grosso do Sul mas representando outros estados, Bahia e Ceará.
Autora
Não, eu sou do Campo Grande, Mato Grosso do Sul, nascida e criada lá. Aí fui pra Porto Alegre estudar, depois fui pra Bahia fazer mestrado e agora estou fazendo doutorado em Porto Alegre, por isso que está Porto Alegre.
Deputado
Voltou pra porta alegre? Voltou.
Autora
Fazer doutorado de Porto Alegre, mas 1 vontade é ir pra Campo Grande. Posso só atestar? Sim. Então, né, já fiz a minha introdução, meu nome é Vitória, prazer. O meu trabalho é racismo estrutural no legado dos mega eventos na natação e na rede pública estadual em Salvador na Bahia, análise cartográfica de 2009 a 2020 e Então a Bahia foi a cidade de sede tanto da Copa do Mundo quanto das Olimpíadas e todo mundo sabe aqui como foi a mudança de infraestrutura desses mega eventos, as construções que se tiveram e em Salvador não foi diferente. Visando isso naquele momento em 2009 a Bahia teve que passar principalmente pelo polo, pelos estádios, a reestruturação a partir do padrão FIFA. O que que era o padrão FIFA? Era melhorar, desenvolver principalmente o centro esportivo, o estádio. Então tinha que ter o número correto de cadeiras, de locais de estacionamento, enfim. E o estádio de Salvador, em 2007 passou por 1 tragédia horrível do qual a arquibancada havia sido caiu. Ela simplesmente foi pela falta de infraestrutura pública né de gestão, ela acabou caindo e teve 1 tragédia, acidente durante 1 partida de futebol. Quando aconteceu 2009, decidiram então que haveria a implosão do estádio, o estádio contava com complexo esportivo. Esse complexo esportivo havia, a única piscina olímpica da Bahia. Então, com essa situação desse único complexo esportivo da Bahia, o legado olímpico de Salvador, que todos os mega eventos deveriam ter legado posterior. 1 da o legado olímpico seria, melhorar a infraestrutura de piscinas na cidade de Salvador. Construir novo complexo de da modalidade esportiva da natação ou de esportes aquáticos. Lá no município de Salvador. Então esse foi o legado principalmente voltado pra crianças e adolescentes da rede pública. A partir disso, dos motivos né alegados pra essa construção desse legado desses mega eventos era que Salvador tinha grande potencial espacial dos esportes aquáticos. A Bahia de todos os santos, a maior Bahia do mundo. Além disso era a cidade mais negra do país, a cidade mais preta fora da África. Então eles gostariam de colocar mais crianças negras, adentrando esse espaço da modalidade de natação, tendo acesso à modalidade de natação. E além disso, dos maiores índices de afogamento do país, do qual o número de óbitos de crianças e adolescentes de raça e cor negra era o maior. Então a ideia era alterar toda essa realidade, fazendo com que, com a pressão internacional que era já tida, fazer com que a a natação entrasse dentro da educação física escolar. Esse era o legado principal lá em 2009. Então, foi feito né pelo do estado de no estado né da Bahia, em Salvador, o novo pra quem é da Bahia é o complexo de piscinas, a piscina olímpica do Bonocowa. Pra quem não é, é piscina olímpica da Bahia. Então, o seria implodido, foi implodido todo o complexo, né, da fonte nova, da antiga fonte nova pra começar a construir o a piscina olímpica do Bonoco. Só que existia algumas dificuldades né como todo projeto público, existe algumas dificuldades. Isso é, toda escola pública de natação, escola pública, tem as dificuldades de infraestrutura. Muitas escolas como vocês sabem, não têm minimamente 1 quadra. Então quem dirá a possibilidade de ter 1 piscina pra adequação dessa modalidade. Além disso, nos conhecimentos propostos pelo currículos escolares, que são regras né, determinadas pelo governo federal, governo estadual. Tinha que por entender a necessidade da natação dentro do currículo escolar da educação física. Mas eles compreendiam a dificuldade de infraestrutura. Então não era obrigatório. Mas a partir do legado né, que era visível pra natação pro pra Bahia, na tinha 1 determinação que as diretrizes curriculares do referencial da Bahia pra o ensino médio seria obrigatório a partir de 2020 e e 2022. Então, outra dificuldade né que havia naquele momento é a história de Salvador. Salvador é a primeira capital do Brasil. Sendo a primeira capital do Brasil, o planejamento urbano contando com a construção da escravidão com as questões coloniais, fazia com que as pessoas negras ficassem avastadas, interiorizadas, tendo 1 maior dificuldade de acesso tanto das piscinas, que foi construída a natação dentro de Salvador por essa construção urbana espacial. É construída como 1 1 modalidade elitizada. Por quê? Era feita principalmente dentro de clubes sociais. Clubes fechados elitizados. Então há o distanciamento das piscinas e das praias e a elitização dos clubes e isso fazia com que a modalidade ficasse mais difícil ainda para as pessoas negras adentrarem este espaço. Então com isso a gente fez 1 análise cartográfica tentando entender se esse legado realmente foi atingido ou não, né? Vendo toda essa questão foi feito o mapeamento das todas as piscinas do município de Salvador, colocando em categorias, além disso fez o georreferenciamento de todas as escolas públicas de Salvador estadual, municipal e federal. E pra conseguir ver se havia piscina, se não havia piscina, se estavam próximas de piscina, e por último fez análise cartográfica do qual a gente via se a acessibilidade, se a escola estava perto ou não dessas piscinas, buscando compreender se esse legado realmente foi conseguido, foi realmente posto para frente. Então a gente viu que as políticas públicas né que foram feitas desde 2009 quando começou o conhecimento do legado até 4020 né, porque essa pesquisa foi terminada em 2020 e fez com que o número de projetos públicos não aumentou. Houve 1 de 1 melhoria né aumento de piscinas de espaços de piscina para essas pessoas entrarem essas crianças né de escola pública adentrarem, mas o número de projetos públicos vinculados às escolas públicas não aumentou. Bem pelo contrário, diminuiu de 2009 saiu pra pra 2 projetos públicos para somente no ano de 2020. Mas houve aumento no número de piscinas né, pra esse local. A gente compredia ok, aumentou o número de piscinas né pra esse acesso então aumentou o acesso, não necessariamente. Isso que a gente foi ver, com a obrigatoriedade das pessoas das dos adolescentes do ensino médio para a obrigatoriedade da natação, no currículo escolar no extra classe, a gente viu que a maior parte dos das piscinas em centros educacionais em Salvador estava em escolas privadas. A obrigatoriedade da do ensino médio a ter a natação fez com que aumentasse o número de piscinas em escola privadas, não em escolas públicas. Tendo somente 3 piscinas no município de Salvador de escolas públicas. De privada como vocês podem ver ali no mapa foram várias todas em azul. Então a gente teve número crescente né de pessoas autodeclaradas segundo o IBGE pretas e pardas negras, mas não houve aumento realmente de acesso. E isso a gente pode ver pelo cruzamento de informações. Quando a gente começa a cruzar as informações e ver se estava adequado, a gente começa a cruzar as informações e ver se estava adequado a proximidade dessas pessoas irem caminhando ou então de ônibus ou então, né, ter 1 acessibilidade para esses locais, como vocês podem ver no mapa. A gente mapeou as escolas como se fosse, Como vocês podem ver no mapa, a gente mapeou as escolas como se fossem casinhas e os locais de piscinas públicas para esse acesso. E assim a gente viu que das 194 escolas de ensino médio da qual teria obrigatoriedade, escolas públicas de ensino médio que teriam obrigatoriedade de ter natação na educação física somente somente 72 delas são acessíveis. Sendo 121 delas mais de 209000 alunos impossibilitados de conseguir adentrar e ter essa obrigatoriedade dessa modalidade esportiva dentro da educação física. Porque a distância percorrida pra chegar no acesso na piscina pública é mais de 2 quilômetros. Sendo 63 por 100 do total das escolas de Salvador, encontradas numa distância inconveniente ou ruim, isso é, não tem acesso. Conclusão, coisas que podem ser consideradas. Realmente no contexto histórico urbano de Salvador a natação ela é sim 1 construção elitizada, mas só que tem espaços privados que poderiam ser acessados com 1 política pública do P, que é política de possibilidade de de do estado e academia aos o academia, escolas particulares, academias, tem vários que tem natação e são próximo dessas escolas públicas. Então o governo poderia fazer projeto pra entrada dessas crianças e adolescentes nesses espaços. A infraestrutura pública, existe infraestruturas públicas federais, municipais, principalmente militares que estão próximo de bairros com escolas públicas que não podem ser acessadas. Então a gente poderia poderia ver 1 abertura das zonas militares para que esses projetos também adentrassem esses espaços. Além disso, existe restabelecimento, né, existiu durante muito tempo durante Salvador, a redução de 70 por 100 do valor do IPTU pros clubes sociais recreativos, a regatas, agremiações, que tivessem convênio com o município e pudessem abrir para essas crianças de escola pública, que precisam fazer projeto lá e o IPTU seria reduzido. Então, antigamente tinha várias outras espaço que poderiam ser utilizados. Então essa inclusão da população negra ela tem 1 defasagem pela questão infraestrutura urbanística, mas também existe todo projeto, 1 chamada de atenção do projeto público pra conseguir adentrar mais crianças, mais adolescentes e evitar óbitos do qual se isso poderia ser aferido, melhorado caso tivesse educação física, natação dentro da educação física escolar, obrigatório. Muito obrigada, desculpe passar o tempo.
Deputado
Obrigado Vitória, interessante a sua abordagem e conclusão. Enquanto você apresentava, eu me reportava à minha infância. E o que é interessante é que isso aqui ela fez 1 abordagem racial, né? Mas a social é mais marcante ainda. E eu me lembro que quando menino, sou filho de motorista de campeão, de porto da cidade de Corumbá e era exatamente 1 alegria muito grande ir prum clube onde tinha 1 piscina que eram raros os clubes e mais raras piscinas ainda. Então a gurizada daqui que fazia ia pro Rio Paraguai se divertir no Rio Paraguai, dos foguetes, brinquedos, pescando e fazendo, quer dizer, não vai ficar assim realmente muito agradável. Mas aqui é exatamente a educação, é o processo de envolvimento, de cidadania, de treinamento, de disciplina. E na verdade isso não é difícil de ser conseguido. Basta que o prefeito tenha essa sensibilidade. Ele possa naturalmente dizer assim olha a escola municipal que é a escola do ensino básico vai ter a piscina daquelas medidas necessárias e que na verdade não fica realmente caro. Basta 1 determinação e nós precisamos trazer isso. O seu trabalho nos nos nos lega a essa esse desafio Vitória. Parabéns. Muito obrigado. Dando continuidade nós vamos ao, primeiro lugar. Artigo Conquistando o equilíbrio, e o desempenho acadêmico e motivação pra aprender, dos estudantes atletas universitários com a palavra o autor do artigo Breno Eloi da Cunha, Maribundo. Você tem 10 minutos pra sua exposição Breno.
Bom dia a todos. Me chamo Breno, sou graduando do curso de psicopedagogia pela universidade federal da Paraíba, e junto com Mateus David Finco elaboramos a pesquisa conquistando o equilíbrio, a influência da prática de modalidades esportivas, no desempenho acadêmico e na motivação para aprender de estudantes atletas universitários. Bom, quero trazer 1 contextualização. Primeiro, precisamos entender que as instituições de ensino superior elas vão possuir 2 tipos de estudantes, especificamente falando né, os estudantes que são apenas focados nos estudos, os estudantes que trabalham, e os estudantes atletas. Esse grupo específico de estudante e atleta, ele vai ser marcado por aspectos não só dentro da própria academia, mas também a parte da vida atleta, então tempo de competição, tempo de treino, alimentação, todas essas questões que afetam também a vida desses indivíduos, além da vida individual de cada deles. Então, nas ciências que vão estudar essa relação entre educação e esporte, temos a psicologia esportiva, educação física, e eu quero trazer nesse momento, a psicopedagogia, como a área de estudo focado nos processos de aprendizagem, que vai, que pode observar essa relação complexa de 1 forma mais ampla, focado nos processos de aprendizagem, onde nós vamos entender de que, a literatura vai trazer de que a prática de modalidades esportivas vai favorecer bom desempenho nas habilidades sociais. Porém, esses estudantes atletas, eles vão sofrer certas dificuldades, certos desafios que vão ser enfrentados. Tendo em vista essa dificuldade em conciliar essa dupla vida, essa dupla carreira. A literatura também traz a separação entre motivação extrínseca, aquela que é externa ao indivíduo, e a motivação intrínseca, aquela que parte de dentro do próprio indivíduo. Então trazemos a nossa problemática de que, qual é a relação entre a modalidade esportiva, desempenho acadêmico e motivação para aprender desses estudantes atletas e universitários. A justificativa se dá que ao entendermos como essa complexa essa complexa relação se dá, nós podemos pensar então em desenvolvimento integral desses sujeitos, para que eles possam se dar bem tanto na parte acadêmica, quanto na parte atleta, e além de também consolidar as bases teóricas acerca dessa temática. Então levantamos 2 hipóteses, onde a primeira postura de que tempo de treino adequado vai favorecer melhor desempenho acadêmico, enquanto a segunda de que tempo de treino exagerado vai afetar negativamente a motivação para aprender. Nossos objetivos então é analisar esse impacto dessas modalidades no desempenho acadêmico e na motivação para aprender, além de utilizarmos objetivos específicos de correlacionar essas variáveis de tempo de treino, desempenho acadêmico, motivação para aprender, avaliar essas modalidades esportivas em cada desses variáveis, investigar os desafios e as dificuldades relatados pelos estudantes. Chegando nossos metros, essa pesquisa é 1 pesquisa de campo, é estudo Quali e Quantitativo, onde foi descritivo e explicativo com corte transversal. Participaram 102 estudantes atletas da Universidade Federal, estudantes atletas da Paraíba, onde as instituições de ensino foram a UFB, a UEPB, UFB, Uninasal e a UNP, onde essas 2 últimas são instituições de ensino particular. O O instrumento utilizado, nós montamos questionário com questões sociodemográficas, questões de desempenho acadêmico, questões para em relação ao esporte, a prática esportiva desses estudantes, e também utilizamos a escala de motivação para aprender com aniversários, a EmaU, que possuem coeficiente de crowbacter de 0.86. Aqui segue exemplo de como esse instrumento é 1 escala linkert, que vai de a 4. Os procedimentos nós submetemos à pesquisa como t de ética em pesquisa como seres humanos, e após a sua aprovação divulgamos esse questionário pelo Google Forms, visto a praticidade do conhecimento desses estudantes, e a fácil tabulação dos dados. Já falando sobre os dados, utilizando o software JASP, na sua versão 17, para fazer análise de correlação, análise regressão e análise descritiva dos dados. Os dados qualitativos foram utilizadas análise de conteúdo de Bardam. Análise descritiva dos nossos dados, nós temos a média para motivação extrínseca de 24, média de 34 para motivação intrínseca, e o desempenho acadêmico média de 66 o que mostra desempenho abaixo da média. 6667 eram do sexo masculino, 3333 por 100 portanto do sexo feminino. Sobre a nossa seção de energizando aprendizagem, nós temos de que os estudantes relatam 1 determinação, 1 motivação maior ao praticarem essas modalidades esportivas ao competirem. E isso não se dá somente pela fala desses estudantes, mas também por meio das nossas correlações significativamente positivas, onde a média de motivação extrínseca ela é positiva com participação nos jogos universitários brasileiros, os jubis, e nos jogos universitários paraibanos, os jubis. E semelhante acontece com a motivação intrínseca, mas apenas para os jogos universitários brasileiros. Guimarães e Grouchovic vão reforçar esses dados, trazendo de que a teoria da autodeterminação, onde o sujeito ele vai passar essa determinação de 1 área da vida e ramificar para outras áreas. Então os estudantes, atletas, eles querem vencer no esporte e eles ramificam esse desejo, essa motivação de vencer para outras áreas como a área acadêmica por exemplo. Além disso também os estudantes relatam que o esporte, essas competições elas favorecem o bemestar mental desses estudantes, onde a literatura também reforça de que a prática de modalidades esportivas ela vai agir como 1 proteção à saúde mental desses estudantes. E agora chegamos aos desafios encontrados dessa dupla jornada. Os estudantes por meio da nosso balão, nós percebemos que a a palavra mais focada por eles é o tempo, então os estudantes eles relatam 1 grande dificuldade em gestão de tempo, justamente por estarmos falando de jovens que estão no começo da da vida adulta, e tem essas questões acadêmicas, então é prova, é conteúdo de aula, e ainda mais conciliar com essas questões atletas, ainda mais quando se vive 1 tripla carreira, que é quando a pessoa estuda, participa de competições e ainda há necessidade de trabalhar. Então todas, conciliar essas questões se torna muito difícil. E aí encontramos também 1 análise correlação negativa com desempenho acadêmico, tempo de treino semanal, tempo de competição e participação nos JUPS, onde se deu de forma negativa para todos, o que mostra que essas variáveis estão inversamente proporcionais, então quando o tempo de treino semanal aumento de competição e a participação dos JUPS aumenta, esse desempenho acadêmico tende a cair. Nós entendemos que isso se dá por essa dificuldade em gerir esse tempo, por essa dificuldade dos estudantes em conciliar essas semanas. E para entender quanto esse desempenho acadêmico era explicado, nós utilizamos 1 análise regressão hierárquica, onde 60.9 por 100 foi explicado por essas 3 variáveis já citadas previamente. As instituições de ensino também foram ponto muito citado por esses estudantes, onde eles relataram de que há 1 falta de suporte institucional pra dentro das universidades, e que isso afeta negativamente o seu desempenho tanto acadêmico quanto atleta, tendo em vista que muitos professores, o corpo docente não reconhece essa vida atleta desses estudantes, e por muitas vezes eles acabam tendo algumas dificuldades como pra repor prova, repor aulas, e isso acaba sendo mais ponto negativo para o seu desempenho acadêmico, e de conciliar essas questões esportivas. Portanto, por os estudantes relatarem 1 dificuldade em gerir o tempo, de gerir essas rotinas, nós colocamos como a psicopedagogia como 1 proposta viável e possível dentro das instituições, onde o psicopedagogo ele poderia estar atuando nessa gestão de tempo e com planejamento, para que conciliarse o calendário acadêmico e esportivo, e auxiliasse esses estudantes a conquistarem esse equilíbrio dessa dupla carreira, para que eles obtivessem então o desenvolvimento integral dessas 2 partes de suas vidas. Como considerações finais, trago o portanto de que a prática de modalidade esportiva mostrouse favorável para a motivação para aprender desses estudantes, porém, negativo para o desempenho acadêmico tendo em vista essas dificuldades citadas sobre gestão de tempo, de cansaço e rotina. Colocamos a instituição aliar com a psicopedagogia como fator favorável que pode desenvolver positivamente esses estudantes, alcançando esse equilíbrio da dupla carreira, e como pesquisas futuras colocamos a necessidade de estudo mais aprofundado para questões psicológicas, principalmente de saúde mental para entender os níveis de ansiedade desses estudantes em período de competição, em período de prova, como essas variáveis afetam esses estudantes, e como estamos fazendo pesquisa nós entendemos de que esses dados, esses relatos encontrados, necessitam voltar à sociedade então, nós estabelecemos contato com a reitoria da Universidade Federal da Paraíba, pra mostrar esses dados, mostrar essas pesquisas, pra que nós possamos dar passos pra frente e conseguimos conquistar direito pra esses estudantes para que eles possam, por meio de resoluções, possam ter direito às suas faltas e em competições, sem que haja prejuízo pra esses estudantes, pra que nós possamos estar indo além das teorias e partindo para a prática de melhorar esses, a vida desses estudantes atletas, melhorar a condição de dupla carreira desses estudantes. Por fim, aqui estão minhas referências. Muito obrigado a todos presentes e aos que estão aí assistindo em transmissão. Obrigado.
Deputado
Obrigado Breno. Realmente, é sempre 1 luta buscar o equilíbrio. E aqui, no final, a gente percebe que é 1 questão de prioridade. Exercício e atividade intelectual, muitas vezes acabam tendo dificuldade embora ajude muito o outro, não é? Principalmente o exercício, o fluxo cerebral, a melhora do desempenho muscular, as substâncias que normalmente são sintetizadas melhorando o desempenho cognitivo, isso já está muito bem estabelecido, mas cansaço, 0A0 atleta precisa descansar, o atleta precisa dormir e se alimentar adequadamente, e isso naturalmente implica muitas vezes em falta de tempo pra desempenhar do ponto de vista acadêmico determinadas ações que cumpridos, então tem que buscar verdadeiramente o equilíbrio, muito interessante. Antes de dar continuidade eu quero aqui apenas fazer registro, adentrou aqui agora mesmo, meu primeiro neto Luiz Paulo, está ali. Seja bemvindo. E hoje coincidentemente é o aniversário do pai dele meu filho, Luiz Alberto. Ele recentemente se filiou ao partido, o PP, o jovem, e e eu disse ele é o primeiro neto de 1 turma de 10, são 10 netos e ele tem o privilégio de ser o primeiro. Seja bemvindo, Luiz Paulo. Dando continuidade ao segundo tema, esporte de rendimento e indústria do esporte. Terceiro lugar, avaliação de cenários na demissão de treinadores de futebol. 1 abordagem metodológica estruturada na estratégia comportamental. Interessante isso aqui viu Patrick? Vamos convencer aqui. O autor do artigo é o Patrick Zaoadiski. Você tem 10 minutos Patrick pra nos dispor.
Autor
Muito obrigado. Está bom. Eu sou ruim aqui no microfone pode me corrigir. É prazer estar aqui, em primeiro lugar gostaria de agradecer muito o trabalho da câmara e de toda a comissão, com com o esforço que estão fazendo com esse evento, nesse momento a gente sente orgulho de ser brasileiro e está aqui podendo contribuir de alguma forma. Eu sou pertenço à universidade do Oeste Santa Catarina, é 1 universidade que nasceu em 68, é comunitária, oferece mais de 200 de cursos de graduação, pesquisa e extensão, e hoje está chegando os seus 100000 alunos formados já. Eu trabalho no no departamento de administração, no programa de ciência do curso de mestrado e doutorado, e, e meu coorientador na época do doutorado ele, e o Juliano Spudaro, também ajudou muito aqui no nesse trabalho. A estratégia comportamental é 1 área emergente dentro da administração, que busca estudar justamente o comportamento dos estrategistas, e aqueles comportamentos que os estrategistas buscam evocar na sociedade. Então a gente escolheu o tema da demissão dos treinadores porque não é 1 coisa fácil. A gente tem 1 alta rotatividade no futebol brasileiro, ela chega em alguns períodos até 3 vezes mais do que nas ligas grandes da Europa, gera muito passivo trabalhista, muitos problemas pros clubes porque o processo normalmente é carregado por muita emoção, quando a gente fala a palavra do futebol, já vivemos 1 transição dos afetos positivos indo pros negativos, então a gente tem déficit de imagem pro esporte muito importante aqui, e obviamente leva num impacto em custos elevados pros clubes e gera desempenho abaixo do esperado nas equipes, né, você troca muito o comandante da equipe, a equipe fica perdida e leva tempo pra se adaptar. Aí o que a gente fez foi pensar, como que a gente pode avaliar esse comportamento dos gestores quando eles estão tomando a decisão pra demitir os treinadores? Fizemos experimento, e aí essa, o que eu estou apresentando aqui pra vocês é a contribuição metodológica da minha tese, e ele basicamente se apoiou por lado na miopia gerencial, e no ou no curto prazo sistêmico que é apontado desde 96 pro Laverte, que ele mostra como os gestores avaliam os investimentos e o retorno líquido no longo e no médio prazo, então é crucial pro gestor ele perceber que, aquele momento no futuro onde o investimento de longo prazo vai superar o de curto prazo, é o tempo que ele tem pra decidir se ele tem capital suficiente pra seguir optar por 1, versão no longo ou no curto prazo. Então a gente imaginou que poderia perguntar pros gestores, falar assim olha, como é que você vê qual que é o momento daqui pra frente, se a equipe continuar perdendo, que você vê que não vai dar pra suportar mais e vai ter que tirar o treinador do cargo. Do outro lado, a gente se apoiou no modelo evolutivo de influências afetivas que, prevê modelo interessante e aloca na decisão as emoções, então a gente partiu já do do princípio de que as emoções vão gente enquadra as decisões, mas também elas são permeadas no processo e inclusive com a os resultados das possíveis decisões né os desfechos esperados eles podem provocar outras emoções que afetam todo o ambiente e a gente pode inclusive mudar toda a cultura e o clima organizacional. E aí pensando nisso, a gente criou método, imaginando 1 unidade temporal do Campeonato Brasileiro da Série A, fizemos 1 bibliometria com os estudos de emissões na área de administração, e percebemos que, existem 3 grandes cenários que são favoráveis pra demissão do do de pessoas né o primeiro é, o de baixo desempenho, o segundo é de declínio organizacional quando começam a ver os problemas e o terceiro é escondendo ao size, 1 redução, corte que tem que acontecer porque já não é sustentável a organização. E a gente fez esse paralelo justamente com a temporada, do futebol botando a relação com as expectativas no início da temporada, quando tem grandes investimentos, no meio da temporada quando os resultados não chegaram e no final quando por exemplo você está perto da zona de rebaixamento e aí, que está indo pra série B cortes vão ter que ser necessários e vão ter que ser feitos. A criação dos cenários, a gente pensou em apresentar pros pros gestores justamente dilemas pra eles resolverem, e evocando neles essa decisão intertemporal. Usamos a metodologia que tem sido aplicada pelo gabinete office na Inglaterra, e fiz os alguns especialistas contribuíram, e a gente fez imaginou 1 persona na posição de presidente transitando dentro do clube e tendo que conversar com os departamentos, e encontrando prós e contras pra demissão. E a partir disso fizemos 1 edição com vídeo animado e entrevistamos 450 gestores brasileiros com experiência de futebol, pedindo pra eles avaliarem e darem 1 resposta pra nós. Mais ou menos a estrutura foi essa aqui no canto direita, onde a gente apresenta o contexto no primeiro cenário alocando a pessoa pra pra posição de presidente, na segunda a gente botou o o as informações assimétricas onde realmente está o dilema normalmente 1 2 informações de departamento 1 tendendo pro longo prazo outra pro curto prazo, e no final a gente terminou assim olha, e agora? O que que você faz né? Quando é que você vai demitir o teu treinador? Os resultados foram interessantes, a gente só olhando, só olhando a as frequências de respostas, de cara nos chamou atenção que existem grupos diferentes, se agrupa e e mostra que há pouco de diferenciação entre os os gestores na percepção de cada situação. A primeira coisa é que existe grupo grande que acredita que o treinador não tem que ser demitido, em qualquer situação que é apresentada ele fala não, a culpa não é do treinador, obrigado. E logo no meio da temporada a gente começou a observar que o talvez sim, existe 3 grupos diferentes aqui, que merecem ser estudados né existe pessoal que acredita que tem que demitir no curto prazo, eles dão no máximo até 5 partidas, o pessoal indeciso no meio e aqueles que acreditam que não têm que ser demitidos. E foi impressionante porque, olhando transversalmente os 3 cenários, entre 20 e 40 por 100 realmente, de todos os gestores os 450, não demite já né, demite no curto prazo, e entre 20 e 30 não demite. Isso mostrou pra nós que, opa, tem 1 linha interessante aqui o instrumento é sensível, pra começar a identificar possíveis heurísticas ou vieses cognitivos que podem ter nos gestores. Que contribuições o instrumento pode dar pra gestão né? A primeira é, é que, é claro que utilizar cenários prospectando o futuro, eles ajudam os processos decisórios, e isso tem tudo a ver com a administração estratégica. Logo, ao escolher cenários no futuro, eu posso ver qual tem maior risco, e diminuir, propor redução de custo e mitigação de de impactos negativos. Além disso, pensando né, que num cenário ele está buscando saber como o gestor percebe o pensamento dele sobre o comportamento que ele vai adotar, a gente consegue nisso planejar estratégias pro longo prazo então tira o a visão do curtoprazismo e começa a orientar as pessoas mais pros benefícios a longo prazo. E ali, ficou interessante porque fica também muito vida e fácil de observar coisas como confiança excessiva, úbres, oportunismo, né, na hora que você começa a montar os cenários, isso começa a surgir e ajuda a gente perceber se o gestor está mais orientado pra obter benefícios dele mesmo ou pra organização que ele está. Implicações políticas, óbvia, promoção de maior transparência e responsabilidade na gestão esportiva, isso aqui agrega EAE começa a trazer os stakeholders né pra pra perto. Oferece também 1 maneira de incrementar a legislação sobre contratos de missões, tornando mais igualitárias, o conflito entre as partes, e, no final gera impacto positivo na imagem do esporte brasileiro, que a gente sabe que essa imagem negativa ela influencia muito a maneira como eu vejo o que eu posso ter num futuro relacionamento que eu posso ter com determinado ambiente. Bom, a gente ficou feliz com o resultado que deu pra ver que dá pra ter 1 contribuição aqui a partir dele pra decisões mais éticas e estratégicas, em sensibilidade. Sugerimos que pras próximas pesquisas a gente coloque a emoção ali dentro, inclusive porque existem algumas evidências de neuropsicologia, apontando que inclusive a certeza, é 1 emoção, e ficamos abertos aqui pra aplicar de repente essa decisão em outras áreas né e em que outros tipos de decisão. Muito obrigado, esses são os meus contatos.
Deputado
Muito bom Patrick, realmente tema desafiador. Nós estamos aí vendo né? Principalmente agora a ebulição do fim do da Série A, a Série B já terminou, Série C, Série D, mas principalmente essas que atrai mais inclusive a divulgação que é Série A e Série B. E na verdade, o tempo é muito curto pra você realmente avaliada. O indivíduo já tem que chegar a ser do bom, e às vezes o material que ele tem não é na altura, ele tem que promover as contratações, a adaptação, enfim. Realmente é tema pra continuar sendo investigado, viu Patrick? Parabéns. Dando continuidade vamos pro segundo lugar. O ingresso dos atletas medalhistas olímpicos do atletismo brasileiro. A palavra a autora do artigo Jadair Andreta Dider.
Autora
Bom dia, gostaria primeiro de agradecer a oportunidade e o reconhecimento e a valorização, né, da pesquisa científica e de nós pesquisadores brasileiros, extremamente importante esse diálogo com a câmara. Eu me chamo Janaína. Esse trabalho ele foi orientado pelo professor Gustavo, que foi meu orientador durante o doutorado. Se chama O ingresso dos atletas medalhistas olímpicos no atletismo brasileiro. Acabou a bateria será? Tu consegue caçar aí? Pode ir chocinho não tem problema. Pode deixar assim não tem problema. Ah ele está no último. Ele está no slide. Ele, sim, não, ele pode subir lá no primeiro, que ele repete.
Deputado
Bom, então o trabalho Vou pedirme repor seu tempo, Janaína? Pode começar.
Autora
O trabalho então está dividido em introdução, mitologia, resultados, discussão e conclusão. É dos artigos da minha tese de doutorado, que é intitulada Invisibilidades Dono Atletismo, trajetória de vidas de atletas medalhistas olímpicos brasileiros que foi defendido em janeiro de 2023. É estudo então que tem financiamento pela CAPES porque eu fui bolsa da CAPES durante a a pósgraduação. Bom, iniciando pouco a parte introdutória, pra gente contextualizar e entender a importância do estudo, desde 1920 a gente teve a primeira participação do Brasil nos Jogos Olímpicos, e de lá pra cá, mais de 2100 atletas representaram o país. Os Jogos Olímpicos então é fenômeno sociocultural contemporâneo, onde o atleta é a peça chave que move esse mega evento. Então por isso a importância de estudarmos esses megas EV esses mega eventos e principalmente a trajetória dos atletas compreendendo então como é que funciona, o que se passou e tudo mais. Entrando pouquinho no atletismo, né? O dos dados resultantes do estudo da tese né já traz, então a questão da forte ligação com a história dos Jogos Olímpicos em relação à modalidade de atletismo. A gente tem então a maior, maior número de participações brasileiras juntamente com a natação e tiro esportivos são 20 e umas 21 participações. Esses dados eles foram coletados então até os jogos de Tóquio 2020 que aconteceram em 2020 e né? É o terceiro maior número de medalhas olímpicas brasileiras, a modalidade de atletismo. Conta com bicampeão olímpico que é o Ademar Ferreira da Silva, e teve a primeira medalha de ouro olímpica individual feminina, que foi com a maior imagem em 2008. Então o objetivo desse estudo em específico, foi compreender o ingresso dos atletas medalhistas olímpicos brasileiros no atletismo. Então o estudo, ele é de abordagem qualitativa que busca explicar o porquê das coisas com determinada aprofundamento. Eu utilizei narrativas biográficas, onde a gente busca aprofundar o sujeito que narra em suas histórias, que vão estar vinculadas com a questão individual e com o todo. Utilizei o a ferramenta de procedimento em rede, ou seja, eu iniciei em 24020 com a Rosemar Coelho que foi me indicando outros atletas e passando os contatos dos demais atletas. Foram entrevistados então todos os atletas medalhistas olímpicos do atletismo brasileiro até os jogos de Tóquio que estavam vivos, totalizando 19 atletas. Então aqui a gente tem a imagem de alguns deles, eu não vou falar o nome de todos pela questão do tempo, mas são alguns rostos mais conhecidos outros nem tanto, e a pela própria visualização a gente consegue perceber algumas disparidades que tem aí relação com outros estudos que foram falados como questão racial de gênero enfim. Mas que não foi o o foco deste estudo em si. Partindo pros resultados de discussão, a gente percebe então que os locais de início do atletismo ele tem maior em ãh concentração na escola e nos jogos escolares. Então muitos atletas relatam a o contato com o atletismo pela primeira vez no âmbito escolar onde algum professor percebeu esse talento e encaminhou posteriormente então pra algum projeto esportivo, algum clube enfim. Importante a gente destacar então, falando em educação física escolar, eu sou professor de educação física, não falei anteriormente né, sou licenciatura em educação física, e estudo muito escola também. Que dentro da educação física escolar o enfoque, o objetivo não é a gente desenvolver esporte de alto rendimento competitivo, mas sim trabalhar de 1 forma que a gente apresente todos os elementos da cultura corporal, todas as práticas corporais, pra que esses alunos tenham contato, e que sim a partir daí eles possam então buscar projetos, clubes, que eles tenham interesse e se identifiquem. Porque senão a gente acaba, ocasionando exclusão nas aulas de educação escolar. E objetiva com que os alunos participam e se sintam à vontade, vocês podem talvez refletir na trajetória de vocês, ou de conhecidos quantos que tinham identificação por serem bons atletas né digamos assim bons em performance esportiva e quantos que tinham medo ou não gostavam de fazer educação física por não se identificar com isso. Então, retomo a importância de educação física escolar trabalhar então com diversas práticas corporais, não somente o esporte e o esporte competitivo. Pode trabalhar também, mas não somente isso. Outra questão que é muito forte fortemente percebida que o atletismo na escola, e até no imaginário social né, ele muitas vezes é colocado em segundo plano, então ele não é desenvolvido em alguns momentos na escola. Então a gente percebe principalmente a questão sociocultural onde os esportes coletivos com bola tem 1 supremacia dentro do espaço escolar, o próprio, ambiente né como a colega falou ali a gente não tem 1 1 piscina, a gente não tem 1 pista atletismo, a gente tem 1 quadra poliesportiva. Os motivos pra continuação desses atletas sempre fortemente vinculados a questão do talento esportivo, então quem tem o talento e aptidão física acaba seguindo no esporte. E também a questão que foi muito falada a questão da preferência por outros esportes. Então a maioria dos atletas tinha preferência principalmente pelo futebol que o sonho era ser jogador de futebol e acabou encontrando no atletismo caminho pra seguir e se destacar. E aí como foi mostrado anteriormente a questão dos jogos escolares como extremamente importante pra descoberta dos talentos também, ah assim como os os projetos esportivos e aí alguns atletas que tem outros outras formas de ingresso. Em relação à origem dos atletas, a gente tem 1 atleta que é a Rosângela Santos que nasceu nos Estados Unidos não consta nesse mapa, mas a gente percebe 1 concentração nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, a região sudeste, muito ah ligado porque a gente tem grandes clubes nessas regiões e consequentemente mais projetos esportivos. Então a gente apesar de muitos virem da de cidades do interior dessas regiões e ocorrerem essas migrações, são locais que tem maior incidência de início para o atletismo brasileiro. Então como conclusão, a gente percebe muito fortemente nas falas dos atletas a influência do professor de educação física e ou algum técnico esportivo. O ingresso no na modalidade desse do atletismo vai acontecer em diferentes entidades, escolas, clubes, estações, projetos esportivos, prefeituras, mas a prevalência no âmbito escolar. A relevância dos jogos escolares como marco inicial na sua carreira esportiva, além da questão da do talento, da competência técnica e da aptidão física. O atletismo então ele se mostra né ao longo da tese como todo, marginalizado perante as demais modalidades, ele não está 100 por 100 na mídia ele aparece de 4 em 4 anos quando tem Jogos Olímpicos a gente mal lembra da de quem foram os ídolos né? E muitas vezes ele não está no imaginário dos atletas, alguns sim iniciaram do atletismo porque viram na TV outro atleta da geração anterior lá correndo, lançando, saltando, mas a maioria nunca nem tinha ouvido falar. Então a falta de incentivo, prestígio e invisibilidade midiática da modalidade vai ocasionar então, 1 menor incidência atletismo na escola, o maior menor incentivo pra continuidade e pra própria inserção do dos atletas nessa modalidade. E a gente percebe a possibilidade de ascensão social por meio do esporte que foi falado anteriormente aqui já, porque principalmente o atletismo a maioria dos atletas vem de classes econômicas menos privilegiadas. Então não é o foco desse artigo mas eu tenho outro artigo que fala principalmente essa questão da ascensão e da inclusão social por meio do atletismo. Reforçando então a educação física escolar com o objetivo da tematização das práticas corporais e inclusão de todos os estudantes. E aí fica com 1 sugestão criação de projetos esportivos do contra turno escolar, pra daí sim ter enfoque mais competitivo para aqueles alunos que visem a preparação de competições a nível escolar. Pra que então nas aulas regulares a gente evite as exclusões dos alunos menos habilidosos nos esportes. Algumas das referências utilizadas. Agradeço a atenção e fico à disposição pra dúvidas.
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Deputado
Primeiro lugar eu quero parabenizála, Janaína, pelo trabalho extraordinário. E nós estávamos aqui, pra quem não sabe, eu sou exjogador profissional de basquete, dos mesmo. E isso é muito gigante pra nós, Janaína, porque eu sou filho de velocista. O meu pai é do atletismo e ele descobriu o atletismo depois dos 40 anos de idade. Então ele se tornou velocista, com certeza num talento olímpico, com mais de 40 anos ele corria 100 metros pra 11 0 sem treinamento nenhum, nada vindo do interior de Minas Gerais. E foi graças a ele me levando nas pistas de atletismo quando eu era 1 criança, que hoje nós estamos sentados nessa posição. Então hoje nós estamos aqui pra defender o esporte de corpo e alma como ele realmente merece, sabe, como 1 ferramenta de educação que é exatamente o que ele é. E o ele corre muito forte na nossa veia, no nosso sangue, devido a conquista do Joaquim Cruz, que é daqui de Brasília, o nosso ídolo máximo do esporte do atletismo e campeão olímpico dos 800 metros rasos e foi vendo a alegria do meu pai com aquela vitória, é a minha primeira memória como ser humano de ver o Joaquim Cruz ganhando a medalha nas olimpíadas de 84. Então eu quero parabenizar de verdade, Janaína, por esse trabalho maravilhoso, todos os pesquisadores, sabe? É porque, hoje, como nós estávamos falando antes, é dia muito importante pra nossa história, né, a gente ter conseguido protocolar essa PEC do esporte hoje. Nós estamos falando de mudar a realidade do esporte brasileiro pra sempre, só que nós estamos falando de educação, de saúde, de segurança pública, mas levando a estrutura pras escolas, pra todos os lugares, pra quem já trabalha com esporte nas comunidades carentes, em todo lugar, exatamente pra gente poder fomentar o esporte da maneira como ele merece, e dar atenção pro atletismo, sabe, como ele merece, dar atenção pra todos os outros os esportes, e descobrir esses talentos, mas não só pra isso, nós estamos falando aqui exatamente como a inclusão máxima, né, dos jovens, das crianças, pra poderem descobrir o esporte e trabalhar né e ter esse contato que a gente tão necessita pra mudar a realidade do nosso país. Então verdadeiramente a todos os pesquisadores aqui todos vocês, meus parabéns mais milhão de vezes, e é 1 honra estar na presença de quem dedica a vida pra poder trazer esse tipo de informação, que é tão importante pra gente dar sequência no nosso trabalho. Obrigado e parabéns mais 1 vez, Janaína. Agora, o primeiro lugar, a medalha de ouro. O artigo é a construção e validação de 1 escala de satisfação organizacional de stakeholders de federações esportivas. Com a palavra o autor do artigo, Cléber Augusto Ribeiro.
Bom dia ainda a todos. Com a permissão do deputado, gostaria de agradecer especialmente à figura do Lindberg Cury Junior, secretário executivo aqui da comissão do esporte, e 1 das das pessoas mais responsáveis por esse concurso. Nós que somos pesquisadores, professores, a gente abriu muitas vezes mão né do da valorização financeira, né e nossas nossa recompensa muitas vezes é essa esse reconhecimento dos nossos alunos sempre né, e também da sociedade. Obrigado, Lidberg, obrigado deputado. Bom, assim como a 1 autora anterior disse né, esse trabalho também é recorte, é é 1 é é pedaço, 1 parte da minha tese de doutorado concluída também recentemente. Então o tema é construção e validação de 1 escala, então de instrumento de medida, de satisfação, organizacional de membros de de federações estaduais. Os autores são, eu, o Fernando Freire Vasconcellos, que atualmente curso a doutorado na Faculdade de Economia e Administração e e Contabilidade da USP, e o nosso orientador é o Ari José Rocco Júnior, da Escola de Educação Física e Esporte da USP. Bom, o que é satisfação organizacional dos dos stakeholders né? A satisfação é sentimento de contentamento né com determinado resultado, desempenho ou até mesmo 1 realização de 1 expectativa. Então o nível ou o grau de insatisfação né, está relacionado a a não atingimento, a não né de expectativas por parte das pessoas. Esse essa esse construto satisfação né, ele foi ele é frequentemente estudado no ambiente organizacional de forma geral. No entanto, muito relacionado ao trabalho, satisfação no trabalho e também com relação a satisfação no consumo, já no campo do marketing, né? Já no campo da gestão do esporte, e especificamente da gestão de organizações esportivas, é com é construto pouquíssimo estudado no mundo. E, de acordo com estudos, inclusive foi meu tema de doutorado, a satisfação organizacional é tida como pilar, 1 categoria, 1 dimensão, do desempenho organizacional, da performance organizacional. Por isso que foi objeto de estudo. No campo da da gestão do esporte, houve algum alguns estudos abordaram esse tema, no entanto ainda de forma muito superficial. Não como instrumento completo, 1 abordagem psicométrica que deve ser dada a ela. Então segundo dos principais autores do mundo com relação que trata que estuda sobre desempenho organizacional, é necessário que, a gente aborde esse esse construto satisfação organizacional, perdão. Com pouco mais de cuidado e adequação. Nesse sentido, o objetivo do nosso estudo foi desenvolver, aplicar e logicamente validar conteúdo estatisticamente 1 escala pra mensuração desse construto. Em entidades regionais ou estaduais de administração do desporto, 1 terminologia utilizada pela lei Pelé, mas que são as federações esportivas estaduais. Metodologia que nós utilizamos foi predominantemente explicativa, metodológica porque propõe método de avaliação e também aplicada, né? Porque a finalidade desse instrumento é servir às organizações esportivas do seu processo de gestão profissional. Também, utilizamos aí 1 abordagem de métodos mistos em 3 etapas. Primeira etapa foi, a construção da escala. O a segunda etapa a validação de conteúdo da escala e por fim, a aplicação e a validação estatística. Os resultados alcançados foram, primeiro na construção da escala, usamos o método documental pra tentar identificar né nos estatutos das federações. Primeiro, o que que ela deveria fazer, qual a finalidade de 1 federação esportiva, que infelizmente a lei Pelé e agora a lei geral do esporte também, né? Não não não estabelecem essas atribuições para as entidades esportivas então fomos buscar primeiro, né? Quais quais as funções, qual a finalidade, atribuição de 1 federação esportiva pra aí sim analisarmos as expectativas dos stakeholders. E desse processo, né que foi feito por meio de análise de conteúdo, nós identificamos as seguintes dimensões do instrumento né? Primeiro, atendimento e suporte aos stakeholders. Segundo, comunicação e informação. Terceiro, gestão e regulamentação. Quarto, promoção e desenvolvimento do esporte. E 5, resultados e desempenho esportivos. Então, essas seriam as atribuições de 1 federação esportiva que poderiam gerar expectativas dos stakeholders. E por meio de 1 de 1 também revisão de literatura nós construímos 28 itens de maneira indutiva. Seriam aí o, configurariam o inicial ou a escala inicial, de satisfação organizacional. Essa escala inicial, ela foi submetida a 1 validação de conteúdo, por meio de índice de validade de conteúdo e porcentagem de congruência média são técnicas, utilizadas aí pra fazer validação de conteúdo, técnicas pouco mais objetivas. Utilizamos 3 juízes especialistas com produção, doutorado no campo da gestão do esporte, né, e também experiência no mercado. Dos 28 itens construídos, 22 foram validados diretamente. 6 foram reanalizados, desses mais 2 foram validados. Totalizando aí 24 itens, validados na escala, validados em matéria em matéria de conteúdo. Os índices obtidos nas técnicas foram altos, estão excelentes para fins de validação. Então nós tivemos aí ao final 1 escala satisfação validada com 5 dimensões e 24 itens. Na sequência, né, nós fizemos a aplicação e a validação estatística numa população específica, que foi composta pelas federações estaduais da modalidade de tênis de mesa. Foi aplicado por conveniência, eu sou membro do conselho de administração da Confederação Brasileira do tênis de mesa, então tem 1 relação, né, com a entidade. Nós aplicamos nas todas as federações estaduais. E conseguimos aí, né, obter esses dados especificamente que podem ser utilizados de forma aplicada pra fins de gestão, né? Então análise descritiva numa escala de a 5 tipo lickert nós temos ali os dados mais importantes pra pra tratar com vocês é que o atleta e o técnico são os stakeholders com menor satisfação em relação à sua federação. E teoricamente são os clientes né ou o público principal dessas entidades. O systemk holders com maior nível de satisfação com a federação são os dirigentes da própria federação. E os dirigentes de clubes, né então talvez ali o ápice estratégico político das entidades, né, estão satisfeitos entre eles. No entanto, né os principais clientes principal público das entidades desportivas que é o atleta, que é o técnico, né com índice baixíssimo de satisfação, né com aí média de 3.8 numa escala de 0, de a 5, perdão. 1 escala de a 5, 1 média de 3.8 de satisfação. Aí passamos para análise estatística né? Utilizamos ali 1 análise fatorial exploratória. Aplicamos do utilizamos o o software factor, que é específico pra esse tipo de análise e, né? Fizemos replicamos o mesmo teste, a mesma análise também no SPSS. Porque o ainda era instrumento novo pra gente, então a gente resolveu usar o tradicional SPCS e os resultados foram praticamente idênticos. Então aqui são análises estatísticas, então alguns alguns resultados. O construto, satisfação organizacional, do ponto de vista estatístico, ele é unidimensional e não multidimensional como nós havíamos tratado no campo qualitativo. Então esse é esse é é é é dado dos mais importantes. Tivemos aí medidas muito importantes né de todas medidas satisfatórias estatísticas e que nos revelou aí então a necessidade de aprofundamento teórico sobre esse tema, né? A confiabilidade foi de 0.99 do instrumento ele pode ser utilizado, né? Que são os dados estatísticos que demonstram que o construtor ele é unidimensional, vocês podem perceber ali quem quem tem pouco mais de familiaridade com estatística. E as considerações finais são, né? Primeira coisa, essa essa pesquisa ela permitiu criar a primeira escala de satisfação organizacional do mundo. Então não temos nenhuma publicação no mundo de 1 escala voltada pra satisfação de filiados de federações esportivas. Então não existe escala dessa no mundo. Segundo, a análise estatística revelou que o construto do ponto de vista estatístico ele é unidimensional, mas dada aí AAA consistência teórica do estudo, né, e não tem outro estudo no no campo, a gente pode utilizar sim essas 5 dimensões do ponto de vista qualitativo. Né? Pra 1 1 análise em nível organizacional. Subjetiva. Implicações teóricas né? O estudo traz contribuições importantes pra né pro nosso campo da gestão do esporte que é campo que busca consolidação enquanto área autônoma. E também implicações práticas e que o instrumento serve né para a sua aplicação regular nas organizações para avaliação e controle desse índice de satisfação. Porque sabemos que as federações esportivas são entidades também associativas, representativas e tem como seus principais clientes os seus filiados, os seus membros. Então é isso, Já estamos utilizando inclusive no Ceará agora de forma regular nas federações cearenses. Era isso obrigado a todos pela atenção mais 1 vez obrigado deputados e colega Lindberg.
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Deputado
Professor Kléber, muito obrigado pela apresentação e parabéns pela colocação. Quero aqui agradecer ao deputado Douglas Vegas que nos substituiu porque tivemos que responder 1 solicitação externa ali. Dando continuidade à apresentação nós vamos pra o tópico políticas públicas do esporte. Terceiro, a lei federal de incentivo ao esporte como instrumento de política pública, propostas para ampliar impacto e efetividade. Eu convido o autor que é Bruno Faria Júnior Teixeira, da cidade de São Paulo, pra sua apresentação. Bruno.
Alô. Bom dia. Então, bom dia deputados, servidores, colaboradores da câmara, colegas, prazer estar aqui com vocês. Bem, o artigo que apresento pra vocês hoje tem como objeto de estudo a lei federal de incentivo ao esporte, de minha autoria juntamente com o professor Luiz Paulo Breciani, da FGV de São Paulo, E o objetivo do estudo foi avaliar a efetividade da lei, como instrumento de política pública, em especial no que referese à democratização do investimento, e também ao aumento do percentual de captação de recursos. Este artigo é oriundo da minha dissertação de mestrado em gestão em políticas públicas defendida no ano passado também na FGV, e é importante destacar que enquanto entidade parceira deste estudo a gente tem a rede esporte pela mudança social, a RemIS, que teve papel importante não apenas no que diz respeito ao engajamento dos seus membros para a participação na pesquisa, mas também com o objetivo da gente fazer com que as informações aqui levantadas pudesse contribuir com o trabalho da RemS inclusive aqui no Congresso. Sobre a metodologia, a gente tem 3 grandes etapas, a primeira referencial teórico quando a gente apresenta conceitos de políticas públicas, avaliação de programas e também trazemos o arcabouço jurídico do esporte no Brasil. A etapa 2 é quando a gente apresenta os dados coletados por meio de questionários como comentei via engajamento da rede esporte pra mudança social, e também a gente apresenta informações a partir de pesquisas de, desculpa, de entrevistas realizadas com 18 especialistas do setor. E finalizamos com recomendações em torno das barreiras e das oportunidades para 1 melhor efetividade da lei. Destaco aqui que toda a metodologia foi aprovada pelo comitê de ética da FGV, e que o a linha do tempo para a finalização do estudo foi em fevereiro de 2023. Então ou seja, ações que ocorreram após este período não estão refletidas neste trabalho, e de forma geral a gente pode falar que o estudo contemplou o horizonte de 20 anos da lei de incentivo ao esporte, considerando 2007 como início da sua vigência, até o prazo de 2027, que hoje é o prazo estabelecido a partir da sua última prorrogação. A gente começa o estudo trazendo informações para justificar a importância do investimento público no esporte. E aqui, alguns dos dados que eu destaco, o primeiro é 1 pesquisa do Ministério da Saúde de 2020 e que aponta que, que vem 48 por 100 da população brasileira acima de 18 anos das capitais, não atendia ao mínimo de atividade física recomendada pela organização mundial de saúde e também pela própria pasta. Falando do impacto econômico da inatividade física na sociedade, estudo da Universidade Federal Fluminense de 2020 e também estima que 15 por 100 dos custos do SUS com internações são atribuíveis à inatividade física. Já trazendo olhar mais positivo dessa agenda, a UNESP 2020 e ela publica estudo falando da importância do investimento em educação física de qualidade, principalmente após a pandemia. E como benefícios se destaca a redução na obesidade infantil em até 30 por 100, falase do aumento do rendimento acadêmico em até 40 por 100, e a contribuição pra diminuição de ansiedade e depressão em até 30 por 100, especialmente em meninas. E de forma geral, o estudo da FGV, trazendo essa visão holística, estima que pra cada real investido no esporte no Brasil, se tem retorno de mais de 8 reais em melhorias sociais. E aqui a gente fala da integração de saúde, educação, segurança pública e geração de empregos. 1 vez que a gente defende então a importância do investimento público no esporte, a gente começa a discutir a efetividade da lei federal de incentivo ao esporte. E pra fazer essa discussão, a gente tem como eixo central do estudo, o modelo de avaliação de Janozzi, que defende que o resultado de 1 política pública de programa, se dá a partir da integração e também da coerência dos seus componentes sistêmicos. E quando a gente fala de componentes sistêmicos, são os elementos de 7 componentes, que se aplica à análise de qualquer política, de qualquer programa, tendo o objetivo estabelecido como eixo central. Essa é a grande síntese do estudo, que é a aplicação então da metodologia do Janozi para a lei de incentivo ao esporte. Começando pelo objetivo, aqui talvez seja 1 surpresa pra alguns, a lei federal de incentivo ao esporte, ela carece de objetivo explícito na legislação. Então ou seja, qualquer debate que a gente faça, carece de materialidade. Então a gente precisa realmente levar isso em consideração que hoje não há nenhum mecanismo que torne explícito quais são os objetivos da lei. Quando a gente fala dos demais componentes, recursos institucionais, talvez não seja 1 grande surpresa aqui, mas é fundamental que a gente reforce 1 relação de interdependência entre governo federal, empresas, entidades esportivas, todos têm papéis e responsabilidades a cumprir dentro do mecanismo. Quando a gente fala de recursos orçamentários, é que eu me permito falar que talvez seja o dado mais surpreendente, a lei de incentivo ao esporte ela não tem utilizado todos os seus valores disponibilizados ao longo dos anos. Então com base em informações públicas, se a gente faz histórico desde 2007, em nenhum dos anos a relação de valor captado superou 40 por 100 a relação em torno dos abusos disponibilizados, ou seja, ao longo desses anos não houve nenhum ano que a lei federal de incentivo ao esporte conseguiu fazer 1 captação superior a 40 por 100. Com isso a gente pode aqui apontar a existência de muito potencial a partir do momento que a gente vira esse quadro. Quando a gente fala de portfólio de serviços, o ponto de atenção aqui, tem se dado sobre, primeiro, sobre a análise positiva que se faz sobre oferta de serviços para as entidades esportivas, então é fato que o Ministério do Esporte, ele tenha oferecido cada vez mais suporte para as entidades esportivas, porém, o estudo ele aponta a necessidade de ter informações customizadas para as empresas, é ponto de atenção. Falando de recursos humanos, a gente precisa destacar as mudanças recentes no governo federal, e também a equipe terceirizada envolvida na gestão da lei de incentivo. Então é ponto de fragilidade. O componente equipamentos ele não apresenta 1 relação tão direta com a análise que a gente faz, Mas de qualquer forma, a gente aplicando a metodologia a gente destaca a importância de 1 mudança recente na lei, que permite que hoje haja investimento para construção e reforma de equipamentos públicos. E por fim, o último componente, mas não menos importante, é o controle social, e aqui a gente aponta também a necessidade da lei incluir o mecanismo de controle social em torno do investimento realizado. Bem, como eu comentei, por meio da participação da rede esporte pela mudança social, a gente conseguiu também captar informações importantes sobre desafios para organizações e empresas. E aqui, falando especificamente das organizações proponentes, o principal desafio apontado é a captação de recursos, ou seja, para as organizações que fazem uso da lei de incentivo, seja fazendo a captação integral ou não, a captação de recursos é o principal desafio. Quando a gente fala, né, sobre a ótica das empresas, o desconhecimento do mecanismo de de incentivo fiscal é o principal barreira. Então a gente consegue fazer 1 integração sobre recurso que não é utilizado na sua totalidade, com o desafio da captação de recursos pelas organizações, e com o fato que muitas empresas desconhecem a lei de incentivo. E buscando finalizar A0A apresentação, a gente traz a conclusão geral desse estudo, que se dá a partir dessa visão integrada dos principais grupos de atores, valorizando que há 1 relação estratégica entre elas, né. Então a gente destaca o poder público, a gente fala das empresas privadas e estatais, e falamos das organizações proponentes. E pra cada dessas relações, há aspecto central a ser considerado, então quando a gente fala da relação poder público em empresas, a gente destaca como aspecto central de melhoria, a necessidade de garantir mais segurança jurídica e tributária para potencializar a comunicação. Então como comentei hoje, 1 organização proponente a acessar ao acessar o site do Ministério do Esporte, encontra diversas informações disponíveis, eu diria que é muito difícil encontrar 1 pergunta sem resposta neste momento, mas se você é 1 empresa que busca informações pra pautar ao teu alinhamento interno, você carece desse tipo de informação. Quando a gente fala do fluxo empresas com as organizações proponentes, o grande ponto aqui é sobre como posicionar o esporte como parte da agenda ISG, e também na agenda dos ODSs. A gente sabe hoje que as empresas de capital aberto, principalmente a partir do ano que vem, elas têm que seguir protocolos já definidos e reportar investimentos em comunidades locais, e a gente sabe que é 1 relação direta do esporte com essa agenda. Então a gente precisa fazer que isso se torne argumento tanto das organizações proponentes ao captar recursos, mas como também das próprias empresas entender que, além de todos os benefícios do esporte, apontados aqui de forma muito breve, também há essa relação direta com a agenda ESG e a agenda dos ODS que a empresa precisa reportar obrigatoriamente. E por fim, quando a gente fala da relação poder público com as organizações proponentes, a gente fala da participação e controle social para acelerar melhorias, que a gente possa retomar as grandes conferências nacionais, então há muita oportunidade pra que o trabalho possa ser potencializado a partir dessa visão integrada. Bem, finalizo por aqui e agradeço a atenção de todos, obrigado.
Deputado
Bruno, muito obrigado pela apresentação interessante, inclusive aquilo que é colocado, essa lei de de incentivo ao esporte, principalmente colocando esse impacto da redução do gasto do SUS quando verdadeiramente se investe em esporte. Não que o esporte rapidamente vá fazer a transformação, mas desde criança né o fato de você forjar comportamentos. E aqui teologicamente a gente sabe ensina o menino no caminho que deve andar e até quando ficar velho, não se desviará dele então é importante aprender atividade física porque daí pra frente você tem 1 pessoa ativa fisicamente. Parabéns. Segundo trabalho, o jogo da praça e a configuração de 1 cidade brincante, Rodrigo Vanderlei de Souza Cruz.
Bom dia a todos, primeiro agradecer a todos da comissão do esporte por oportunidade, e ratificar o parabéns a todos os colegas vencedores. Então, o tema jogos das peças públicas, configurações brincando da cidade de Upessoa, também é oriundo recorte da nossa tese de doutorado, programa de pósgraduação em educação física associado entre Universidade Federal da Paraíba e Universidade de Pernambuco. Bem como autores, Rodrigo Souza Cruz, meu orientador professor Pierre Pierre Gomes da Silva, e minha orientadora Elizaara Carolina Marinho. Nosso objeto de estudo problemática, é 1 preocupação com o tema da cidade que já foi abordado desde a Constituição Federal de 88, a partir da criação do estatuto da cidade e do ministério das cidades. Esse estudo também se inspira em outros em outras pesquisas em outras regiões de país, que que se preocupam com o espaço público, desde o espaço público da das praças, dos parques, entre outros. Então a nossa preocupação, e percebemos em João Pessoa, que há 1 necessidade de mais estudo sobre o tema jogo pra essa cidade, principalmente a nossa capital. Encontramos vários estudos na no âmbito da arquitetura, da geografia, da sociologia, da engenharia urbana e ambiental, mas nunca 1 educação física precisamente percebemos 1 lacuna. E o estudo vem com essa perspectiva de fomentar esse debate, essa investigação. Ademais, João Pessoa também vivia 1 do seu plano diretor, que estava há 15 anos sem entrar está atualizado então, o tema da do jogo da praça, pensando na cidade brincante, estava estava em consonância com o que estava acontecendo na cidade. Esse estudo também faz parte, oriundo também do grupo de pesquisas que eu faço parte, que é o grupo de pesquisa em pedagogia da corporidade, e também da laboratório escola brincante. Então esse estudo já é 1 consequência, desdobramento de outros estudos que realizamos, por exemplo, jogos nas comunidades ribeirinhas em João Pessoa, jogos nas comunidades da cidade de Conde, que faz parte da região metropolitana de João Pessoa, e jogos nas praias da cidade de João Pessoa e Cabedelo, ou seja, trabalhamos à parte, investigamos levantamento e catalogação de jogos da comunidade Ribeirinha, na parte de 1 cidade metropolitana e na parte da orla marítima. E a culminância é justamente nos jogos das praças públicas, ou seja, os efeitos desses jogos na cidade. Por conseguinte, à tendência de 1 pessoa pressionar a cidade do Kant, levantamos 3 possibilidades. Se as praças em sua configuração arquitetônica estabelece alguma provocação a seus moradores para se movimentarem por meio de jogos. B, se as praças são frequentadas pelos seus moradores e se há e ao cuidado e à gerência sobre seus espaço, se ocorre de forma participativa inclusiva. E c, se as configurações das praças valorizam o encontro entre as pessoas pra brincar, ou seja, a praça pública ela seduz, ela convida o habitante a participar e a jogar nela. Diante disso temos como questão o problema quais os jogos praticados nas praças públicas e seus efeitos para a configuração brincante da cidade de João Pessoa? Responder essa pergunta, temos como objetivo compreender os efeitos dos jogos das praças, na configuração. Oi. Então a partir desses jogos, vai vão gerar efeitos na configuração da cidade de João Pessoa. Nossa trilha metodológica se deu com 1 pesquisa qualitativa, descritiva, com observação participante e análise documental. Como instrumento, inspiração cartográfica, diário de bordo e ficha cadastral da prefeitura municipal de 1 pessoa. Visitamos a secretaria de planejamento e secretaria de desenvolvimento urbano. Como procedimento fizemos levantamento das praças dos órgãos públicos e observamos os jogos das respectivas praças. Visitamos 206 praças em 48 bares vinculados dentro de 64 existências de 1 pessoa. Percorremos isso contabilizado a forma que o GPS nos enganou 200 quilômetros e 240 metros durante as 3 da cidade. O período 6 meses de visita entre setembro de 2020 e a abril de 2022. 24 finais de semana, sexta, sábado ou domingo das 17 horas às 20 horas período que mais se encontrava a participação e a frequência de jogos. Totalizando 2710 minutos de permanência e ou observação das praças. Dentro da configuração das praças, as praças têm modealizações e modulações. As modealizações são a sua estética, o seu tipo, e a modulação tem a ver com o uso da praça que o habitante faz. Então as praças brasileiras, e João Pessoa está em segmento delas, tiveram 3 períodos principais de praças, de configuração. A praça colonial, os seus largos, pátios e campos, até o final do século 19. Depois disso o século 20 está a praça jardinada, 1 praça mais contemplativa. E a partir do segundo metade do século 21 praça mais moderna que vem a seguir com 1 praça mais recreativa. Dito isso, a modernização de praças do estilo agro, o largo e pátio geraram efeitos de modulação religiosos, cívicos e militares. As praças com a modelagem de a jornada, balostradas e pontes geraram efeitos de higienização, envelhecimento e contemplação. Com muita inspiração europeia, principalmente francesa, francesa e inglesa. E por fim, o modelo de praça que mais nos interessou é os modelos de parquinhos, guardas e pistas que geraram efeitos recreativos esportivos e de saúde. Aqui é exemplo de 1 praça colonial de João Pessoa, a famoso lado da Igreja de São Francisco. Aqui é exemplo de 1 pessoa numa praça danada, a praça da independência, 1 praça centenária. E aqui é 1 praça recreativa esportiva, 1 praça mais recente do início do século 21 praça do bairro do Valentino Figueiredo. 1 praça mais configuração recreativa esportiva. Então fizemos, dentre essas configurações fizemos 1 inventário das praças comparando por bairros e regiões. A seguir fizemos 1 catalogação de categorização desses jogos, e por fim fizemos 1 relação entre a moderação e a moderação pensando de 1 cidade mais brincante. Aqui é mapa da distribuição espacial das praças de Opessoa. Em Opessoa tem 64 bairros, mas só há praças tem 48. 8 nem toda praça tem configuração brincante, ou seja, parquinho e ou quadra. Alguns aspectos sobre as praças que favorecem ou não a presença de jogos, por exemplo a estrutura, a iluminação, a segurança, manutenção e outros usos, peças que são utilizadas pra estacionamento, pra comércio informal. Então tudo isso afeta o favorecimento ou não na presença de jogos no espaço público. Levantamos 28 tipos de jogos, fizemos aqui infográfico. O futebol futsal aparece com a maior prática, a seguida do vôlei. E temos, isso aqui são as aparições, a quantidade de praças e jogos encontrada em determinadas praças. Você vê 1 sequência até a o patins com 1 aparição. Fizemos 1 1 catalogação a partir do gêneros de jogos da pedagogia da corporidade, a teoria que nos move como contra grupo de pesquisa. E então encontramos jogos rítmicos, jogos simbólicos, jogos de confrontações e jogos predicionários. O que mais apareceu nas praças foram os jogos de confortação do tipo esportivo e do estilo territorial de rebatida e precisão. Aqui é a síntese do trabalho, que é o mapeamento. OPessoa e seus respectivos bairros e onde esses jogos estão em maior aparição em cada região. Alguns jogos aparecem em todas as regiões outros jogos aparecem em algumas regiões. Aqui é mais mais próximo a imagem dos bairros. Bairro da região norte, nordeste, leste, noroeste, sul, sudoeste e sudeste. Os pontinhos verdes são as praças. Aqui mais precisamente os pictogramas, que categorizamos dos jogos. Por exemplo futsal está em todas as regiões. Futsal vôlei e o futvolei. São os porém temos o patins apenas na região norte como exemplo ou por exemplo a capoeira apenas a capoeira na região norte. Ou Handebol apenas na região nordeste. Algumas considerações finais João Pessoa apesar de João Pessoa, desculpa, acompanhar as demais capitais brasileiras e tocando as praças já a jardineiros e coloniais, João Pessoa só vê se atentar as praças recreativas a partir do início do século 20 e Com projeto de recuperação de praças e ampliação do governo municipal. Algumas alimentações, tivemos dificuldades em alguns acessos a documentos públicos, algumas inconsistências, secretaria de planejamento diziam os dados se é dobro ou outro, então tivemos 1 dificuldade, fizemos levantamento pessoal nas pressas públicas, confrontando os dados, alguns inprecizou de dados. Pegamos o período de pandemia, onde havia haviam decretos que impossibilitavam a participação das pessoas em espaço público. Então pegamos esse período póspandemia, então é cenário brincante da cidade, pós o período de pandemia, em que as pessoas estavam voltando a ocupar os espaços públicos. As potencialidades, isso aqui é mais artigo publicado ao longo da tese. Pretendemos também produzir livro com imagem dos jovens das praças, produção de curtametragem é 1 1 adentrando mais nas minúcias das praças públicas dos moradores e as intervenções. Levar o jogo nas praças que tiveram pouco repertório de jogos. Levar os jogos onde nas praças que não haviam jogos. Mesmo com estrutura. E agradeço com a frase do poeta Castro Alves, a peça do povo como o conselho do condor. Muito agradecido e bom dia a todos.
Deputado
Muito obrigado Rodrigo parabéns pela apresentação. Realmente interessante, isso for feito em várias cidades naturalmente haverá predomínio de ou de outra tendência né? Mas o futebol continua predominando e o vôlei também e ultimamente o o futvôlei né? Parabéns. Continuando eu quero convidar o autor Pitágoras Dites, pra expor o seu trabalho, breve análise dos limites projetados pela autonomia das entidades esportivas sobre atuação legislativa brasileira.
Autor
Bom dia. Antes de mais nada eu quero dar, em nome do doutor Luiz do deputado Luiz Ovando, agradecer, está funcionando? Agradecer não só a premiação mas a iniciativa com o requerimento, porque isso quando a gente coloca as coisas em palavra, e as palavras ficam registradas pra história, elas permitem que gerações futuras saibam o esforço que nós fizemos. O esporte tem seus ídolos, como foi colocado aqui os ídolos do atletismo, como foi colocado aqui os ídolos do futebol, como foi colocado aqui os ídolos de outras modalidades, e que nos antecederam muito longamente na história desde a Grécia, Roma, aqui no Brasil em outros países e que continuam espalhando comportamentos de novas gerações e tanto continua esperando comportamentos de novas gerações, que nos fazem sentar e nos e olhar pro esporte e pro que esses homens fizeram, essas mulheres fizeram, no esporte, ou a partir do esporte, ao longo de séculos ao longo de milênios, e nos legaram 1 história que sobre ela nós nos debruçamos, nós analisamos e produzimos o que hoje vira livro. Então parabéns e parabenizo na pessoa do Lindemberg que é o seu esforço que faz, nós temos muitos anos aí de de de convívio trabalhando nessa área, né, e isso não é fácil de fazer, mas é grande feito fica pra história. Então agradeço e parabenizo então a iniciativa dou as boasvindas a quem está assistindo também de longe eu sei que tem muita gente prestando atenção no que a gente está fazendo e eu vou pedir depois de todo mundo que me antecedeu foi é difícil falar agora não preparei 1 apresentação mas é difícil falar depois de tanta coisa boa que veio de tanto estudo detido de tanto estudo com afinco e de tantos anos de dedicação. Quem faz doutorado se aplica tanto quanto atleta que se prepara porque muitas pessoas acham que o atleta, assim como o estudioso, só só vai ter o mérito no momento que apresenta o produto final ninguém lembra do treino ninguém lembra do cara saindo de casa de manhã cedo indo pra universidade quando começa a estudar ninguém lembra do cara quando ele sai de casa pra ir treinar e abaixo de chuva frio sol não importa a condição climática Então isso é é grande feito, parabéns a a todos nós, parabéns aos que, embora não tenham recebido esse prêmio, participaram também porque isso engrandece conhecimento, é 1 coisa que se soma e nunca se supera, né. Então o que esse artigo que eu escrevi, ele é produto não de estudo idealizado por determinado período de tempo, mas ele é resultado de década já de mais 1 década, foi trabalhando com esporte como advogado público, eu fui consultor jurídico junto ao Ministério do Esporte durante os grandes eventos esportivos, eu fui consultor jurídico junto ao Ministério do Esporte durante a produção da lei do PROFUT, eu fui consultor jurídico durante o período em que nasceu o dezoitoA, eu fui consultor jurídico, estive consultor jurídico, e muitas discussões que nós travamos aqui na câmara, aqui na comissão, para o que nós hoje estamos discutindo pra lei de melhorias da lei de incentivo esportes, para que aí fica ainda muita dever, e 1 das coisas que durante todo esse período, né, hoje voltei até a trabalhar junto com consultoria jurídica do Ministério do Esporte da na Lei Geral do Esporte, trabalhando com a Lei Geral do Esporte, com a Lei Pelé, 1 das coisas que ao longo desses anos todos sempre houve problema foi que, ao longo da nossa história brasileira, ao longo da história mundial, o esporte serviu pra diversas coisas. E no Brasil foram 3 os estágios que a gente teve o esporte relacionado com o estado. O primeiro, e esse o artigo faz essa abordagem, é 1 abordagem histórica, o primeiro estágio é o da total indiferença do estado para com o esporte brasileiro. Isso é 1 tônica dos dos dos estados nacionais, que vai deixar de existir em determinado momento. Pra ter 1 ideia, quando Getúlio Vargas faz a Revolução de 30, o primeiro ato em que o estado intervém de fato materialmente na no como algo relacionado ao esporte vai acontecer em 1931 delegação 30 e 32, 1 delegação de atletas olímpicos ia pra Los Angeles, só não havia dinheiro pra mandálos, sabe o que Getúlio Vargas determina que seja feito, se coloquem 1500 sacas de café, que tinha estoque gigantesco, a crise do café já aconteceu em 1929, num dentro de porão de navio chamado Itaquese Itaquese. Esse navio ele tinha problema, se ele fosse visto como navio mercante, ele não poderia chegar ao aos a Los Angeles nem a São Francisco porque ele seria embargado economicamente porque teria as tarifas de importação do café brasileiro. O que é que eles fizeram? Getúlio determinou que se pottasse 2 canhões falsos no na na no navio, para que ele parecesse navio militar e pudesse passar com a delegação brasileira, do de atletas, principalmente de atletismo, pra entrar nos no no no porto e poder participar, e a obrigação dos atletas pra custear as suas despesas era vender o café em nome do governo brasileiro. Não deu certo, os caras descobriram os canhões falsos, parte da delegação desse pôde descer pra participar, outra parte não pôde, porque teve que negociar o café no Porto de São Francisco, não conseguiu, o café voltou com os atletas sem nenhuma medalha, e foi a primeira participação do estado brasileiro de fato com essa relação. O Getúlio vai mais adiante e vai identificar no seu momento totalitário, e depois do Estado Novo, ele vai identificar 1 expressiva importância do esporte como 1 motivação e como elemento de trabalho pra os valores nacionais, os valores de ufenismo brasileiro, e o atleta é grande móvel desse processo. E aí a gente tem toda a questão que é engraçada de dizer que, em 37, com o Estado Novo ele tira as bandeiras dos estados, ele tira os governadores, coloca interventores, mas ele permite as bandeiras dos clubes. Em 1940 e 40, 40, 40 e a CLT é promulgada aonde? No estado de São Januário. É simbólico, porque existia 1 relação. Esta relação histórica, de total indiferença antes de Getúlio, de 1 institucionalização totalitária que já vinha acontecendo na Europa, a gente vai lembrar os jogos de 1936 com Hitler, como elemento de propaganda. O Getúlio também percebeu, ela vai caminhar nessa institucionalização até 1988, quando vem a constitucionalização, o artigo 217 estabelece 1 coisa chamada autonomia das entidades. E essa autonomia das entidades ao mesmo tempo em que ela garante espaço de liberdade, porque espaço de liberdade até 1988, o estado fazia parte de 1940 e vamos botar aí, de 1932, ali quando botou o navio cheio de café, até 1988 o estado tomou pra si a obrigação de promover o esporte, e isso não foi só no Brasil, foi em vários outros, por outros objetivos que não só 1 questão esportiva, 1 finalidade esportiva, mas finalidades políticas predominantemente. Ele vai em 88 constitucionalizar como movimento reacionário das entidades esportivas ou dos agentes esportivos, privados especialmente, pra dizer chega Estado, eu quero ter 1 autonomia. O liberalismo, que eu chamo liberalismo escrevo aqui, liberalismo brasileira, no melhor sentido, no sentido de eu espero liberdade pra ser, gerir, pra mim autorregular, mas Estado faça 1 coisa por mim, bota o dinheiro na carteira. Então este liberalismo brasileira nos faz pensar em fomento, nós estamos falando de 1 PEC botar dinheiro todo ano no esporte. Por quê? Nós temos que botar dinheiro no esporte, por que que o Estado tem que promover o esporte? Porque está na Constituição. Mas qual é a leitura que a gente faz da Constituição? A autonomia das entidades é 1 briga, Tanto é 1 briga que eles foram pro Supremo 4 vezes, desde 1988, dizendo que toda vez que esta casa vai fazer 1 lei, não pode porque é condicional porque afinal eles são autônomos, Eles não só são autônomos, na interpretação das entidades, a autonomia não é 1 franquia, a autonomia é 1 imunidade. Chegouse a dizer isso na primeira dynque é 30 45, o ministro Celso de Mello foi o relator, não chegou a ser julgada porque foi mudado o Código Civil na época, em que eles diziam que eles estavam imunes a qualquer limitação legal por causa da autonomia. E aí nós temos problema, a autonomia quando ela entra nesse processo, e foram 4 as adins e as 4 foram rejeitadas pelo Supremo, que diz que autonomia não é soberania, autonomia não é imunidade, ela não limita a casa legislativa a dispor sobre obrigações e responsabilidades das entidades desportivas e de dirigentes desportivos, tanto que essa casa acertadamente fez o ProfUT e estabeleceu gestão temerária aqui, está dando seus resultados com a prisão de dirigentes, território pífero por exemplo, foi foi preso em decorrência do ProfUT, né gestão temerária, já vou já vou encerrar, mas ela estabelece 1 coisa que aqui foi colocado muitas e muitas vezes, qual é o papel das entidades, qual é o papel do Estado, na prática e no oferecimento da prática esportiva, da oferta esportiva, na praça, na no clube, em qualquer lugar, na universidade, temos que ter mais piscinas, temos que ter mais quadras de atletismo, temos que ter mais campos de golfe, eventualmente porque esta é 1 democracia, o esporte é democrático, a partir do momento que ele absorve você pela sua capacidade, pela sua condição técnica, qual é o papel de cada nesse jogo? Sempre que nós, e eu digo isso com quase 15 anos já de de de de trabalhando com com como dentro da consultoria jurídica do Ministério do Esporte, todas as vezes em que nós queremos definir claramente esse papel, o que é que nós recebemos? 1 ameaça das entidades e dos dirigentes que querem se perpetuar no poder. Tá, dezoitoA foi a briga, que foi corte, o feudalismo acabou ali. A gente ouve 1 única coisa, eu sou autônomo, e eu vou ao Supremo pra dizer que eu sou autônomo, só que o Supremo já disse, deputado Ovano, que esta casa é soberana no estabelecimento da vontade do povo, e a vontade do povo não é de ter dirigentes por 35, 50 anos, que é o único setor que ainda não viu a democracia chegar efetivamente. Assim como eles pediram democratização em 2 em 90 em 88, eles continuam querendo viver processo não democrático mas ditatorial anterior a 88, só que já não é mais o estado quem fica dizendo quais são as regras em proveito do povo. Agora são dirigentes que se valem do dinheiro público, de loterias, com autorização da casa legislativa porque eles conseguem fazer isso passar, pra que eles permaneçam no poder, e eles evitem com cada vez menos elementos democráticos, mecanismos democráticos, a renovação dos quadros. O dezoitoA foi 1 grande vitória, com o apoio dessa casa, e maciço dessa casa, e assim como o Profult foi, e como a Lei Geral do Esporte que apesar dos seus vetos, também conseguiu seu objetivo, e que ainda tem muito pra dar. E aqui encerro, desculpe ter me estendido, mas agradeço mais 1 vez porque essas iniciativas de debate, de ideias postas no papel pra que outros o conheçam, novas gerações venham, permitam a gente não cometa os erros que cometemos no passado, ou não repitamos os erros que estamos cometendo em certos momentos como questão das apostas, que não trazem proveito pro esporte, não há 1 linha, não há objetivo que efetivamente traga benefício pro esporte, é só pras entidades e pros dirigentes, e é isso então, com isso que eu encerro a minha fala. Perdão por ter me estendido, e parabéns pela iniciativa. Obrigado.
Deputado
Muito obrigado Pitágoras. Nós chegamos assim ao fim da das apresentações, e que é interessante que nós tivemos aqui 1 apresentação atlética né? Nós falamos sobre recursos, disponibilidade deles, falamos sobre questões sociais, raciais, emocionais, tentativa de racionalizar as decisões, não é? E, 1 das últimas apresentações é a tentativa de voltar ao primitivo, ao usar as praças pra se brincar pra se sociabilizar, né? O que verdadeiramente é muito salutar. E sendo assim, nós chegamos ao fim, e parabenizo mais 1 vez a todos os apresentadores e não tendo mais nada a discutir e a tratar agradeço a presença de todos dos vencedores, principalmente parabenizandoos mais 1 vez pelo excelente trabalho apresentado. Está encerrado a presente cerimônia. Muito obrigado.




