REUNIÃO CONJUNTA

26 nov. 2024 12:25 às 16:33

Sobre o Evento

Reunião conjunta sobre defesa dos direitos da mulher, com diversas apresentações e participações de deputadas, psicólogos e representantes de instituições.

Status
Concluído
ID: 75001Total: 52 discursos
#1
Deputada Yandra Moura
Yandra Moura

Deputada

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Boa tarde a todas e a todos. Cumprimento o público que nos acompanha aqui presencialmente e também virtualmente pelo YouTube em nome do observatório nacional da mulher na política, do qual sou coordenadora geral. E agradeço a presença de todos no nosso workshop cuidados em saúde mental para mulheres na política, reflexos da violência política de gênero na sub representação feminina. Este evento está sendo realizado graças a inestimável parceria do observatório com a Fundação Osvaldo Cruz, Fiocruz. E claro, ao apoio da nossa parceira de sempre, a comissão de defesa dos direitos da mulher da câmara dos deputados. Agradecemos as 2 instituições por tornarem este evento possível. Convido pra compor o dispositivo de honra desta abertura, a professora Vera Marques da Fiocruz, pesquisadora do documentário, que nós vamos exibir hoje mais adiante. Quero convidar também. Quero convidar também pra compor o dispositivo de honra a deputada federal, delegada Catarina. Que divide, que divide comigo a bancada feminina do estado de Sergipe. Primeiras mulheres eleitas do nosso estado, com muito orgulho. A violência política contra a mulher é fenômeno que contribui diretamente para baixa representatividade feminina na política, pois é fator que desestimula tanto aquelas que já ocupam espaços políticos, quanto aquelas que, mesmo em outras posições de liderança, não se sentem motivadas a ingressar na política institucional. Apesar dos avanços legislativos como aprovação da lei que tipifica a violência política como crime, as últimas eleições registraram elevado número de denúncias, evidenciando a persistência desse grave problema. O nosso workshop contará com 4 momentos distintos. O primeiro será 1 roda de conversa com as profissionais envolvidas no projeto de acolhimento social de mulheres vítimas de violência política de gênero e raça, idealizado pelo observatório, o entre nós candidatos. Em seguida, lançaremos a cartilha cuidado e autocuidado em saúde mental como ferramenta de enfrentamento à violência política de gênero e raça, dos produtos resultantes do, dos produtos resultantes do entre nós candidatas, feito em parceria com o mapa do acolhimento. Após o lançamento da cartilha, faremos a exibição do documentário nossas lutas nossas vozes, produzida no âmbito de pesquisa do Departamento de Estudos de Violência e Saúde Jorge Carelli da Fiocruz. Por fim, teremos 1 sessão de debate sobre o filme e a importância do desenho desenho de políticas públicas voltadas para o cuidado em saúde mental de mulheres que sofrem a violência política. Ao final, convidamos todos as pessoas presentes para o nosso coffee break de encerramento, que será realizado no do auditório Nereu Ramos. Convido a fazer agora o uso da palavra nesta solenidade de abertura, a pesquisadora professora Vera Marques, que desenvolveu o nosso documentário, que nós vamos exibir mais adiante. Professora com a palavra. E obrigada deputada boa tarde a todas todos

26 de nov, 15:25
#2
FIOCRUZ - FIOCRUZ Vera Marques
Vera Marques

FIOCRUZ - FIOCRUZ

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É 1 alegria imensa estar aqui presente nesse evento, ter participado, podido contribuir pra que me acontecesse. Me sinto muito honrada, então toda a minha gratidão, por esse momento. Esse é evento especialíssimo né, é impossível seguirmos com a luta pela equidade de gênero na política se não discutirmos e pensarmos em ações e buscarmos a efetivação de ações, que enfrentem a violência política de gênero, né? São 2 metas que precisamos ter que devem andar sempre juntas, né? Não é aceitável, que mulheres nas suas campanhas eleitorais, nos seus mandatos, no exercício dos seus mandatos, sofram cotidianamente violências. Por serem mulheres nesse espaço político, não é aceitável esse tipo de coisa. EAE cabe dizer né, que a violência que se destina a 1 mulher num parlamento, não é só a ela. A destinatária não é só a essa mulher, é a todas nós, né? É recado a todas nós que este não é lugar para nós mulheres, não é lugar pra pessoas negras, não é lugar pra pessoas com deficiência, então 1 violência ela é individual mas também é coletiva, então exige enfrentamento que seja coletivo. Eu ouvi de 1 das parlamentares que eu tive a honra de entrevistar e vocês vão assistir o documentário pouco mais tarde, que a política precisa ser feita com afeto, né? Eu acho que é isso mesmo né? A política precisa ser democrática verdadeiramente, né? Essa instituição ela nasce a partir da exclusão de diversos grupos sociais, essa exclusão permanece mas a gente precisa que isso chegue ao fim. A democracia precisa ser efetivamente construída, né, consolidada, né. Comprometida com a justiça social, comprometida com relações saudáveis. Relações saudáveis, precisamos de saúde nesse meio. Então saúde pras mulheres, que a política seja, construída, comprometida com a saúde das mulheres. Obrigada novamente, olha, bom evento pra todas nós. Obrigada.

26 de nov, 15:28
#3
Deputada Yandra Moura
Yandra Moura

Deputada

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Sua participação professora, delegada Catarina quer dar 1 saudação, nossa evento é muito especial hoje pra nós mulheres. Para

26 de nov, 15:31
#4
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Aqui a todos os presentes especialmente a presidente da mesa a deputada Yandra Moura que é também a presidente a coordenadora geral do observatório que muito nos orgulha e nos honra por ser Sergio Pan na raiz e estar aqui, nessa função, hoje presidindo essa audiência, e trazendo tema professora tão importante professora Vera Marques, pra todas nós, né que é a violência política contra a mulher. A gente sabe que a violência contra a mulher em todos os aspectos, ela é muito profunda, ela é 1 1 epidemia dentro do nosso país, nós precisamos combatêla em todas as áreas, em todos os setores e de todas as formas. E a violência política é 1 dessas vertentes. E a gente tem que ter olhar diferenciado pra isso, porque isso impede com que a mulher, entre na política. E Andra sabe como isso é difícil, a deputada Andra sabe, eu também sei, e todas aquelas que se aventuram e que têm a coragem de ingressar nesse mundo que é iminentemente masculino, sabem do que eu estou falando. Então é difícil, nós temos que dar as mãos, temos que enfrentar esse tema, que antes era muito mais difícil que hoje, de ser enfrentado. Hoje, apesar de ser difícil e complicado deputada, nós já temos 1 legislação, que precisa ser melhorada mas nós já temos, hoje já se fala disso, e antes quando se falava de violência política contra a mulher as pessoas não sabiam nem o que era, achava que isso não existia, era a conta da carochinha, era mimimi, e não é. É 1 forma de impedir que nós mulheres tenhamos voz, possamos estar nos espaços de poder decidindo sobre nossas vidas, sobre as vidas do dos nossos filhos, sobre a vida do nosso país. Nós merecemos e o povo brasileiro merece também ter 1 política mais equânime, onde homens e mulheres possam estar juntos de mãos dadas decidindo o futuro do nosso país, e é só através da política que a gente consegue isso. Então parabéns, deputada Ana, pelo trabalho desenvolvido durante todos todo esse tempo no observatório e por trazer essa oportunidade de discussão aqui para esta casa. É isso aí na

26 de nov, 15:31
#5
Deputada Yandra Moura
Yandra Moura

Deputada

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Da mulher nós costumamos dizer que a mulher na política não é somente direito da mulher mas é 1 necessidade de país. Então é exatamente para isso e por isso que o observatório da mulher na política tem lutado tem realmente feito essas parcerias como a gente fez com a Fiocruz com Instituto Alziras com tantos institutos renomados e importantes no nosso país com universidades a Universidade Federal do Goiás enfim pra que a gente possa fazer políticas públicas cada vez mais acolham a todas nós mulheres na política sem qualquer tipo de violência ou discriminação. Bom agradeço a participação da professora Vera Marques da minha amiga querida delegada Catarina, peçolhe licença pra desfazer esta mesa de abertura já que daremos início a nossa primeira sessão de trabalho, a roda de conversa sobre o projeto entre nós candidatas na qual serei mediadora. Muito obrigada por sua contribuição e eu acordamos vossas excelências na mediação das sessão de debates seguintes muito obrigada. Nesta primeira mesa, temos 3 convidadas que vão falar sobre os primeiros resultados do Entre Nós candidatas. Projeto piloto de acolhimento psicossocial para mulheres em situação de violência política de gênero e raça. A ideia do projeto surgiu 1 das edições dos encontros do MP, organizada pelo observatório em novembro de 2023. Naquela ocasião, conversamos sobre a saúde mental das mulheres que atuam politicamente, a partir dos potentes relatos de mulheres, que foram candidatas. As histórias trouxeram situações de violências vividas durante as trajetórias políticas que foram comentadas por psicólogas convidadas. 2 delas, Mariana e Daniela, hoje coordenam o eixo de acolhimento do Entre Nós candidatas, e estão conosco aqui nesta mesa. O projeto é a iniciativa do observatório construído a muitas mãos, em parceria com 6 psicólogas voluntárias, com 2 pesquisadoras que integram o projeto De Olho nas urnas, da UFG, e 1 série de colaboradoras da entidade do mapa do acolhimento. O projeto conta ainda com o apoio da Regional São Paulo da Associação Brasileira de Psicologia Social, Araspo, e do coletivo Garoa. O projeto foi estruturado em 3 eixos. Eixo principal que foi o acolhimento das candidatas, que funcionou por meio de encontros virtuais, mediados por psicólogas, com periodicidade quinzenal. Eixo da pesquisa, por meio do qual pesquisadoras coletaram dados para produzir estudos que servirão para aperfeiçoar as políticas públicas de enfrentamento à violência política de gênero e raça, e de suporte à saúde mental das candidatas. E por fim, eixo de informação, por meio do qual estamos fazendo a disseminação de conteúdos para as candidatas e para o público em geral que desejam entender melhor o que é a violência política de gênero e raça, quais são os seus impactos sobre a saúde mental das mulheres e quais mecanismos e serviços de proteção disponíveis para as vítimas de violência política. Com a criação desse projeto piloto, conseguimos transformar a potente experiência vivenciada em evento do observatório no ano passado em 1 atividade de de caráter continuado levando ações de atenção à saúde mental a mulheres de toda a região todas as regiões do Brasil perdão até mesmo nos municípios mais remotos para apoiálas nas enormes dificuldades que enfrentam para adentrar e permanecer no ambiente político hoje portanto além de termos a oportunidade de escutar em primeira mão algumas das primeiras impressões de 3 das especialistas envolvidas no projeto. Vamos ter a oportunidade de agradecêlas por toda a dedicação a esse projeto tão, mas tão importante, que esperamos estar apenas começando e ainda renderá muitos frutos. Convido pra compor compor a mesa da nossa roda de conversa, a psicóloga Daniela Calassa, coordenadora do eixo de acolhimento do projeto. Juliane Cruz pesquisadora do projeto De Olho nas urnas designada para compor entre nós candidatas. E a psicóloga Mariana Serafim, também coordenadora do eixo de do projeto e que integrará integrará a nossa mesa participando virtualmente. Agradeço profundamente a presença de cada 1 de vocês aqui. Bom, antes de iniciar nossa roda de conversa, eu gostaria de iniciar com o vídeo de algumas candidatas que foram acolhidas nesse projeto tão importante. Aninha podemos exibir alguns agora. Pessoal tivemos probleminha técnico nós passaremos os vídeos, mas vamos começar a nossa roda de conversa né com a participação da psicóloga Daniela Calassa pósgraduando em teoria psicanalítica e coordenadora do núcleo do Distrito Federal na ANPINEP Daniela também faz parte do comitê técnico de saúde integral da população negra na na SESDF, integra a Braspo e a comissão de ética do CRPDF. Daniela, esse projeto foi desenvolvido como piloto porque até onde sabemos nenhuma outra iniciativa trabalhou com candidatas a cargos eletivos, com a perspectiva de acolhimento psicossocial em grupos para vítimas vítimas de violência política. Você pode nos explicar como esse projeto foi estruturado, quais eram os os objetivos da iniciativa, e se esses objetivos foram realmente atingidos. Boa tarde a Tom.

26 de nov, 15:33
#6
Psicóloga - Entre Nós, Candidatas Daniela Calaça
Daniela Calaça

Psicóloga - Entre Nós, Candidatas

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26 de nov, 15:41
#7
Deputada Yandra Moura
Yandra Moura

Deputada

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Pouquinho dos vídeos né das candidatas que foram acolhidas por esse programa tão importante. Ei pessoal, prazer estar aqui com vocês pra compartilhar pouquinho de como foi a minha experiência de participar do projeto entre nós candidatas. Meu nome é Tânia Tagarro, moro em Vitória no Espírito Santo e me candidatei pela primeira vez neste ano pelo PSOL e foi.

26 de nov, 16:03
#8
 Início da Apresentação do Vídeo
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Super incrível a experiência que vivenciei, marinha de primeira viagem participar desse projeto entre nós candidatas foi de suma importância pra que a gente pudesse, enfrentar com mais leveza os desafios que foram postos, as questões que nos foram apresentadas ao longo do processo de campanha, e conhecer também a experiência de outras candidatas pelo Brasil afora foi fundamental pra fortalecer a nossa rede de apoio pra que a gente pudesse também experimentar a vivência de outras colegas, que também nos engrandeceram muito parabéns pelo projeto espero que ele permaneça que ele continue e foi muito bom poder que está de parabéns e deixa aquele meu abraço e até a próxima se deus quiser tchau. E pessoal pra ver. Cuidar da saúde mental é essencial, principalmente para nós mulheres que enfrentamos da política e as suas barreiras como entre nós percebi que esse cuidado não é fraqueza e sim 1 força quando estamos bem conseguimos transformar a nossa dor em ação e a nossa coragem em mudança. Sou Karine piaceta, 1 mulher parda, mãe solo, doutora, docente federal, artista, ativista. Ser mulher é ato político. Toda mãe solo e mulher negro parda passam por diversos situações complexas que resolver entrar na política. A política sempre me seguiu mas agora eu estou em partido. E como fui candidata a vereadora dessa eleição, eu passei por desafios imensos. Sabe aquele momento que você quer desistir? Surge daí projeto Entre Nós, tiveram as mãos e desamarrar ou desassaram os nós. Campanha eleitoral municipal é muito mais dolorido, tanto que eu passei por crime eleitoral que virou crime político pelo simples fato de eu ser mulher. O projeto entre nós ele não é somente projeto de apoio, é projeto de resiliência, esperança e sororidade. E lembrando a todas nós mulheres que juntas somos mais fortes, foram várias conversas e vários diálogos que percebi que a dor são muito similares e são semelhantes, e juntas somos mais fortes. Muito obrigada por por esse partilhar e compartilhar e estar junto com vocês e como eu já disse, eu espero que esse projeto continue porque nós mulheres não precisamos o entre nós somente durante a campanha, também precisamos durante toda a nossas précampanha. Graças a vocês eu vou continuar sendo précandidata e futura política do nosso querido Brasil. Gratidão. Cuidado Que bacana esses depoimentos né, e 1 fala desse segundo depoimento que campanha

26 de nov, 16:03
#9
 Término da Apresentação do Vídeo
Término da Apresentação do Vídeo

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26 de nov, 16:07
#10
Deputada Yandra Moura
Yandra Moura

Deputada

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Eu posso comprovar isso, eu sou estou deputada federal mas concorri agora nessas eleições à prefeita municipal de Aracaju a capital do meu estado e como é mais doloroso é muito mais doloroso então que bom que existe entre nós que bom que existe esse mapa do acolhimento, né? Pra que a gente possa se alicerçar, né? E se unir nesse movimento de feminismo e realmente acolher essas mulheres querem participar de eleições, que querem estar no mundo político, querem desenvolver seus projetos de 1 forma mais ampla, né? Porque essas mulheres aí que falaram com certeza já são ativistas, já tem sua causa, já tem suas bandeiras, já defendem o que acreditam, mas como a gente pode potencializar tudo isso estando dentro da política, mas como é duro pra nós candidatas, né, o que a gente passa no período pré e no período eleitoral, e olhe que eu sou 1 mulher cis né, eu não sou negra não sou parda sou basicamente padrão né, e a gente ainda passa por isso, imagine essas mulheres que realmente combatem bom combate, negras pardas, né, com orientações sexuais diversas, isso é que é mais doloroso, isso é que a gente realmente quando a gente se coloca na pele, e vai estudar fundo os seus problemáticas existentes, a gente percebe que a gente tem muito a enfrentar e como essa câmara aqui e como esse legislativo é importante e tem potencial imenso de acolher essas mulheres, né? Que a gente possa ser vez, que a gente possa ser voz dessas mulheres pra que elas possam ter vez. Então, sem mais delongas, nossa próxima convidada é a psicóloga Mariana Serafim Xavier Antunes, que está em São Paulo. E participará via Zoom. Mariana é cocoordenadora do projeto entre nós candidatas e mediadora psicossocial. Psicoterapeuta clínica, mestre e doutor em psicologia social da PUC São Paulo. Mariana integra a coordenação regional SP da AbrasPA. O coletivo com o coletivo mulheres e suas lutas. Da FEFPLASP e a rede de proteção contra o genocídio do ZO. A gente já consegue visualizar a Mariana. Quer fazer como Aninha quer passar? Já? Mariana, será que está? Eu vou fazer a pergunta ela creio que ela está escutando a gente né? Mariana assim como Daniela, você coordenou o eixo de acolhimento do Entre Nós candidatas, participou da estruturação dos encontros e da execução deles como mediadora das vivências psicossociais. Quais são suas primeiras impressões sobre o impacto dos encontros pras candidatas participantes? E se você acredita que esse tipo de trabalho, deve ser feito de forma continuada com as mulheres que atuam na política. Boa tarde a todos.

26 de nov, 16:07
#11
Psicóloga - Entre Nós, Candidatas Mariana Serafim
Mariana Serafim

Psicóloga - Entre Nós, Candidatas

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Todas e todos. Estão me vendo? Hum sim. Eu sou a Mariana, tenho 44 anos, tenho cabelo cacheado, sou 1 mulher cis branca de olhos claros. Estou usando 1 camiseta da associação da BRAPSO, e vou dividir pouquinho aqui com vocês né? Quero primeiro agradecer toda a o convite e a confiança pra desse projeto foi muito importante poder colocar, em prática né o que a gente vem estudando e o que a gente vem lutando, dentre outros coletivos aí. Acho que a Dani foi foi muito, muito claro e muito muito precisa em tudo que ela trouxe né a respeito do trabalho. Então acho que e especialmente porque os vídeos também contam muito dos dos resultados que a gente obteve nesse com esse projeto né? Acho que elas contam mais do que nós podemos expressar aqui. Mas eu queria até pontuar principalmente a posição da, usar 1 psicologia social pra fazer trabalho como esse né, se recorrer esse repertório epistemológico que é crítico dialético e dialógico né, qual a diferença que isso faz? É justamente processo em que você vai tomando consciência dos processos de violência que você está vivendo e vai ganhando autonomia que significa poder criar estratégias de enfrentamento e de defesa, né, a partir dessa conscientização, e a gente encontrar lugar de autoridade que é o lugar da nossa fala, que é o lugar da nossa batalha, das e dos nossos objetivos aí políticos né principalmente. Então eu vou trazer pouquinho dos exemplos né do trabalho em si, como por exemplo né a gente pensar em discriminar o que é elogio de 1 sobrecarga, como é o caso do termo guerreira né do elogio guerreira, e reconhecer que a resiliência não é 1 capacidade só pra suportar o sofrimento sem crítica, né assumir cansaço em termos de frustração e raiva, nomear os afetos, né, como a professora Vera trouxe no no início da da abertura da mesa. Nomear esses afetos reconhecer e ter essa autoridade pra poder falar sobre isso, né, e e criar oportunidades legais, né, pra que a gente possa combater o racismo, 00A LGBTfobia, né e o machismo na sociedade. E especialmente acho que falando nas expectativas de 1 continuidade desse projeto né, não é à toa que a gente chama de terapêutico porque ele precisa ter 1 periodicidade e 1 continuidade, né? É trabalho que traz grande desconforto pra quem está lidando né, pra que está reconhecendo as situações e e muitas emoções e muitas e muitos repertórios da da sua própria identidade, da sua história de vida que precisam ser revistos, que precisam ser recolocados. Então a partir desse projeto que a gente está desenhando aí metodologias de suporte à saúde mental, né da pra essas mulheres que para as mulheres que estão ingressando na política, a gente visa 1 gradual diminuição dessa subrepresentação, nos espaços de poder. Além disso né nós estamos aí, a PROUNI que vem desenvolvendo 0AA0 eixo de pesquisa que pode subsidiar tanto outros projetos quanto políticas públicas né, que traga aí 1 é material rico e vigoroso em termos éticos, em termos científicos pra que a gente possa subsidiar novos projetos inclusive pensando aí né junto com o pessoal da da da UF da FG com a Julie aí, Como que a gente pode dar continuidade e oferecer inclusive de formações, né, pra que a gente possa diversificar e ampliar essa essas ações, no nosso país. Obrigada. Obrigada.

26 de nov, 16:10
#12
Deputada Yandra Moura
Yandra Moura

Deputada

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Mariana por participar e por toda a sua atuação nesse projeto tão importante. Agora nós vamos exibir mais 3 vídeos de candidatas que foram acolhidas pelo projeto Entre Nós. Fran Martins, é candidata vereadora pelo partido do Podemos Salvador. Entre nós candidatas,

26 de nov, 16:14
#13
 Início da Apresentação do Vídeo
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Fundamental, primeiro por diagnosticar a violência política de gênero e étnica também. Importante esse foco na relação da questão das mulheres negras. Eu percebi em todo o contexto que nós mulheres negras não temos o mesmo tratamento que as mulheres brancas na perspectiva política. Quero parabenizar o projeto, parabenizar toda a equipe que pensou e desenvolveu o projeto. Pra mim foi muito importante estar acompanhada dentro da distância e compreender vários tipos de violências políticas que atravessamos nós as mulheres na sua diversidade, né cultural, de classe e de gênero. A violência política ela não só é 1 violência econômica, mas a questão de gênero ao não podermos sentar na mesa das negociações dos partidos para pensar a divisão do econômico, isso tem peso na nossa não eleição é fundamental. E eu acho que nós mulheres temos que seguir organizadas, fortalecer esse tipo de iniciativa do projeto, né e seguir em frente. Gratidão e estamos juntas todas todos e todes. Olá me chamo Ivani Marques. Moro na cidade de Teena no estado de Sergipe e fui candidata a vereadora no último pleito. Não obtive a vitória mas fiquei muito satisfeita com tudo o que aconteceu, com as experiências que vivemos, e mais feliz ainda por por ter participado do projeto Entre Nós Candidatas, podemos compartilhar nossas experiências nossas angústias nossas frustrações e foi gratificante perceber que pessoas têm interesse em cuidar de nós, a equipe maravilhosa então pra mim foi momentos assim de primeiro momento de extrema segurança que eu me senti muito segura ao fazer minha fala me senti muito apoiada, muito acolhida, e quero agradecer a toda equipe do projeto entre nós candidatas, foi muito bom, então assim eu quero deixar aqui esse depoimento meu breve porque se eu for falar tem muitas coisas bacanas que eu que eu percebi durante as nossas reuniões. E só de ter esse acolhimento esse cuidado esse carinho essa atenção para conosco foi maravilhoso só gratidão aprendi muito com as profissionais sair bem mais fortalecida das reuniões mais segura mais tranquila e mais confiante, em saber que nós temos com quem contar, as nossas horas de angústias, as nossas horas de segurança. Muito bom, de verdade. Obrigada, abraço. Olá, me chamo Ivone Olá, eu me chamo Tássia, eu moro em Tucuruí no Pará, e venho falar pouquinho relatar pouquinho da minha experiência como candidata, do que eu vivenciei e do que eu sofri como candidata a vereadora de Tucuruí, e também como candidato a deputado estadual de 2022 pelo Pará, onde eu fiquei como suplente, sou presidente do PPMB de Tucuruí no Pará, e passei por diversas situações nessa eleição de 2024, tanto em 2022, pra deputada estadual. E é complicado pra mulher, a gente vivencia várias situações de violência, violência de ameaças, violência de bloqueios, violência de silenciamento, de falta de apoio financeiro, apoio moral, apoio e respeito é o que a gente precisa, nós estamos lutando por algo que nós merecemos, nós queremos estar em lugares de poder que tenham que nós possamos ter voz pra lutar pela sociedade, então é necessário esse apoio e essa conscientização dos partidos políticos. Eu gostaria de ressaltar a importância de projetos como o entre nós candidatos, que prestam acolhimento, apoio e suporte a todas as candidatas, que sofrem ou sofreram violência de alguma forma, em suas candidaturas. Eu me senti extremamente acolhida, onde eu pude desabafar, encontrei pessoas dispostos a me ouvir e a trocar experiências como outras candidatas também, que vivenciaram e e experimentaram situações parecidas, onde a gente pôde se acolher. Então é extremamente necessário esse projeto, parabenizo a todas que idealizaram, pra que possam continuar e outros surgirem também, porque nos pleitos eleitorais, que passamos por situações adversas, nós sentimos muitas vezes sozinhas, sem ter aqui recorrer. E encontrando projeto como esse, que nos acolhe, nos mostra empatia, nos escuta, de coração aberto, é extremamente importante e foi extremamente importante pra mim, e acredito que pra várias outras candidatas que participaram, e nos dando forças para que a gente continue e prossiga, pra que a gente não caia no na desistência, na depressão, entre outras fragilidades, vulnerabilidades, e que a gente possa continuar seguindo, criando os nossos caminhos em prol do bem, em prol dos nossos sonhos e objetivos. E é isso, foi extremamente importante, é importante esse projeto, eu fiquei muito, feliz em participar porque fui acolhida, Gostei muito de conhecer esses candidatos que participaram comigo e que possa continuar pra que a gente possa também continuar a nossa caminhada. Abraço a todos. Bom, vamos

26 de nov, 16:15
#14
 Término da Apresentação do Vídeo
Término da Apresentação do Vídeo

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E quem participa agora conosco é a

26 de nov, 16:22
#15
Deputada Yandra Moura
Yandra Moura

Deputada

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Do projeto De Olho nas urnas, Juliane Ribeiro da Cruz que é socióloga e mestra em sociologia pela Universidade Federal de Goiás. Júlia entrega integra a coordenação do núcleo de estudo sobre criminalidade e violência da Faculdade de Ciências Sociais da UFG contribuindo para debates e pesquisas sobre temas relacionadas à violência de gênero. Julie, você participou como observadora dos encontros de acolhimento, coletando dados sobre a participação das candidatas para a pesquisa sobre a participação feminina nas eleições da Universidade Federal de Goiás. Dentro do projeto De Olho nas urnas, enquanto pesquisadora, como você avalia os encontros e você pode nos falar também sobre como o De Olho Nas urnas pretende usar esses dados que foram colhidos nesses encontros.

26 de nov, 16:22
#16
Pesquisadora - Entre Nós, Candidatas Jully Anne Cruz
Jully Anne Cruz

Pesquisadora - Entre Nós, Candidatas

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26 de nov, 16:23
#17
Deputada Yandra Moura
Yandra Moura

Deputada

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O que a gente pode perceber é que umas mais, outras menos, algumas pelo recorte racial, recorte de opção sexual, enfim, mas que todas as mulheres que decidem entrar na política, esse movimento ele já agride de alguma forma os outros agentes. Então a gente sempre e essa agressão que eles sentem eles passam pra nós mulheres, né? Como é duro, mas a gente eu fico feliz de dizer isso que apesar dos avanços serem tímidos ainda, em especial nesta casa, são avanços que merecem ser celebrados, né a gente já tem 1 legislação como eu disse aqui no início, que tipifica como crime a violência, né política de gênero que precisa sim de ajustes e de avanços, mas é 1 batalha. Vocês podem imaginar que hoje entre 500 e tantos deputados 90 e são mulheres, então a gente precisa daquela história que a gente tem sempre batendo na tecla do eles por elas, porque sozinhas a gente não consegue, não é viável, não não a gente não tem voto, a gente não tem vez, Inclusive, aqui no observatório eu quero parabenizar a Ana Cláudia e todas as meninas que fazem esse observatório, a gente fez painel mostrando onde é que estão as mulheres nesta casa, quais são as comissões que elas ocupam, se conseguem relatorias importantes, né? E, bom, como vocês podem ver como foi bem dito pela Julia, numa comissão tão importante que é de Minas e Energia nenhuma mulher presidiu a comissão, né? Nós não queremos só debater assuntos de mulheres, estar nas comissões de mulheres ou de saúde, de deficiência, a gente quer estar na CMO, a gente quer debater orçamento, Minas e Energia, a gente quer debater, a gente só precisa de oportunidade, mas a gente está a de forma tímida ainda é bem verdade, mas são duras batalhas o que a gente enfrenta aqui nessa casa, no observatório, na Secretaria da Mulher, pra que a gente possa dar vez e voz pra outras mulheres. A gente tem painel, que leva pro pro salão verde, que são todas as mulheres que já passaram por aqui, desde a constituinte até os dias atuais. E eu fazia isso sempre e é óbvio que com a correria do dia a dia a gente acaba perdendo, mas quando eu entrei aqui na câmara e sendo a primeira mulher eleita deputada federal pelo meu estado, o pequenino estado de Sergipe, eu olhava rostinho de cada vez e dizia eu te reconheço eu reconheço as suas lutas e foram as suas lutas que me fizeram chegar até aqui, né se hoje eu ainda enfrento batalhas, eu não consigo imaginar o que 1 constituinte como Benedita da Silva enfrentou, então eu honro a história delas e vou passando e vou falando pra cada e digo mas agora eu vou escrever a minha história. E assim eu entro no salão verde pra escrever a minha história. Né? Obviamente que como eu disse eu sou padrão. Eu sofro sim mas tem outras mulheres que sofrem muito mais e eu tenho consciência disso. E que dia eu possa ser a a força e a voz que eu pretendo ser pra que outras mulheres estejam aqui nesse lugar em lugares muito maiores, né? Muito obrigada meninas, agradeço a participação de vocês nessa roda de conversa, todas as informações compartilhadas, né? Que de forma muito enriquecedora a gente nessa tarde pôde, né? Saborear e beber dessa fonte inesgotável de sabedoria que são vocês pesquisadoras, psicólogas, né? E muito obrigada pelo empenho em todo esse projeto, né? A gente teve diversos relatos no observatórios que da dificuldade de até mesmo ligar pra 1 prefeita pra participar desse projeto, né? Como é difícil né? Essa atualização de dados e essas meninas foram realmente guerreiras e foram até o fim, ouviram 80 80 mulheres, 80 prefeituras, 80 né? 80 80 agentes que fazem a diferença e que sofreram violência né nesse nosso Brasilzão. Então muito obrigada, sem o trabalho de vocês eu entro nós candidatas jamais seria possível. Eu gostaria de pedir que vocês permaneçam na mesa aqui junto comigo porque agora nós faremos o lançamento de alguns produtos muito especiais que também são fruto do árduo trabalho do entre nós candidatas. Pra isso, eu vou convidar pra vir até o púlpito o integrante da nossa equipe técnica, a coordenadora de pesquisa do seu observatório, Ana Cláudia Oliveira a nossa Aninha. 1 saúde pra outra tela guerreira. E ela vai fazer o lançamento. Sim? Sim. Olá gente boa tarde.

26 de nov, 16:42
#18
Coordenadora de Pesquisa - ONMP Ana Claudia Oliveira
Ana Claudia Oliveira

Coordenadora de Pesquisa - ONMP

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Agradecer a presença de todas e todas aqui no nosso evento, obrigada deputada, que nos apoia tanto pra que o observatório exista, aos trancos e barrancos, a gente sabe, a gente não tem estrutura, a gente não tem orçamento, a gente, mas a gente tem vontade de fazer acontecer e temos nossas voluntárias maravilhosas, claro, as psicólogas, a Dani está aqui representando a todas, a gente queria muito que todas estivessem aqui hoje, foram 6 psicólogas voluntários, trabalharam muito pra esse projeto acontecer, mas como não temos orçamento não conseguimos, mas queríamos muito e fica expresso aqui o nosso agradecimento, à Julie também que junto com a Ana Carolina também, o De Olho nas urnas ele ele foi criado para objetivo x analisar dados de eleições e quando a gente chamou pra participar do Entre Nós também, elas vieram com o coração aberto, com muita vontade, também pra estar aqui junto com a gente, ficando até tarde da noite às vezes quando nossos encontros de acolhimento né duravam mais, mais tempo, com reuniões semanais pra poder organizar tudo enfim, muito obrigada queria agradecer a vocês por, publicamente né por estarem junto com a gente. E o que eu vim fazer aqui agora, foi trazer lançamento muito especial, o mapa do acolhimento foi 1 entidade que foi parceira nossa né nessa nessa iniciativa, parceira no eixo de informação do entre nós candidato entre nós candidatas porque o entre nós, como já foi vendido pelas, minhas colegas foi dividido em 3 eixos, os encontros de acolhimento, né que esses encontros participavam as candidatas né junto com as psicólogas, os, a pesquisa que então portanto nós tínhamos pesquisadoras sempre acompanhando os encontros anotando tudo pra transformar isso depois em relatórios enfim em produtos de pesquisa, e o eixo informacional, que aí a gente vai estendêlo por muito tempo ainda, com os materiais que a gente produziu, com o apoio do mapa do acolhimento, com o apoio de outras parceiras também, e o que eu queria mostrar pra vocês agora se puder transmitir ali na no telão, é que a gente lançou em parceria com a EVC né? Que é o, o portal de de EAD aqui da escola da câmara, a gente lançou novo percurso, né 1 nova trilha de de aliás novo percurso dentro da trilha de aprendizagem de mulheres na política, que é esse percurso que é violência política de gênero. Então todos os materiais que foram lançados agora aí, foram por conta da existência do entre nós candidatas né? A gente pegou alguns materiais que já existiam como é o caso desse livro né o que é violência política contra a mulher, que é material que foi feito em parceria com o observatório, com colegas nossos lá da secretaria como autoras, mas também tem outros materiais, tem cartilha da do De Olho nas urnas, sobre mulheres na política que traz questões também sobre violência política de gênero, tem videocasts que foram gravados com parceiras né especialistas da Defensoria Pública, do Ministério Público, da da de entidades da sociedade civil então nós gravamos videocasts pra elas trazer informações que dia foram compartilhadas com a gente no encontro de acolhimento compartilhada com as candidatas, e que a gente achou que eram informações tão valiosas que valia a pena a gente encontrar com essas parceiras de novo com essas especialistas, pra poder gravar esses videocasts e trazer essas informações pro público em geral. Então tem, como se defender da violência política nos ambientes digitais, tem entrevistas sobre, como a defensoria pública pode auxiliar as mulheres né que têm casos de violência política, tem casos, entrevistas com pessoas da sociedade civil que fizeram projetos né que têm projetos de acolhimento psicossocial, pra mulheres vítimas de violência política mas também vítimas de violência de forma geral, e agora, o que a gente vai incluir hoje, a partir de hoje nesse mesmo percurso material, é a cartilha que o mapa do acolhimento produziu dentro do eixo de informação, do nosso projeto, com o apoio também das nossas psicólogas né do projeto que contribuíram também com o conteúdo, mas o MAPA desenvolveu todo o projeto gráfico, toda a estrutura da cartilha, o MAPA do Acolhimento é 1 entidade que já há bastante tempo trabalha com mulheres né no com acolhimento com acolhimento psicológico de mulheres né? E, vou trazer então a Márcia, que é do mapa do acolhimento pra falar aqui pra gente deste material, falar pouquinho mais sobre o que é o mapa do acolhimento e também apresentar essa cartilha que está sendo lançada hoje, virtualmente e que vocês já receberam aí o marca página com o qr code que direciona pra essa esse percurso né do da EVC, que contém essa cartilha e todos os outros materiais. Então é isso agradecer a presença da Márcia aqui, apresentando essa cartilha que está com conteúdo riquíssimo, e que eu acho que vai ser tão importante Márcia porque, a gente tem muitas cartilhas muitos materiais sobre mulheres na política, mas agora sobre saúde mental das mulheres que estão na política e que enfrentam violência política, eu acho que esse vai ser o primeiro então a gente está muito feliz com esse pioneirismo, esperamos que ajudem, não só as mulheres as candidatas mas também profissionais da área de saúde que queiram entrar que nunca tenham trabalhado com esse tema e que agora vão passar a trabalhar. Obrigada Márcia e o microfone é todo seu. Boa tarde a todas as pessoas que me.

26 de nov, 16:47
#19
Mapa do Acolhimento Márcia Ribeiro
Márcia Ribeiro

Mapa do Acolhimento

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Que me ouvem. Eu vou fazer 1 brevíssima autodescrição pra aquelas pessoas que não me veem. Eu sou 1 mulher negra, gorda, utilizo 1 blusa branca, colar dourado, brinco dourado também, 1 calça preta, e sapato preto também. E eu estou muito feliz de estar aqui hoje porque o que a gente está fazendo aqui hoje é histórico, nós estamos inserindo o cuidado de mulheres e o autocuidado de mulheres na pauta política brasileira, e disponibilizando material no site da Câmara dos Deputados do Brasil. Se isso não é grandioso pra todo mundo, se isso não soa grandioso, percebam que é grandiosíssimo. E eu acredito que os a nossa participação nesse processo vai estar inscrita na história do Brasil, né? Eu trabalho como analista jurídica no mapa do acolhimento, que é 1 organização do terceiro setor que atua em 3 vias, distintas, 1 via que atua em cooperação com os governos, então, fazendo formação com servidores públicos, fortalecendo organismos de política para as mulheres e outras atuações. Nós temos 1 frente de trabalho que atua com mobilização, então nós fortalecemos ativismo, e chamamos pessoas, mulheres, jovens e idosas e mais velhas e pessoas todas, pra atuar no ativismo, nos direitos pelas mulheres, e nós trabalhamos no oferecimento, na provisão de serviço jurídico e psicológico gratuito, para todas as mulheres maiores de 18 anos e que não têm condição de pagar por esse atendimento ao redor do Brasil. Então, qualquer pessoa no território nacional, qualquer mulher no território nacional, pode pedir ajuda jurídica ou psicológica através da plataforma do mapa do acolhimento. Quem ainda não conhece o mapa do acolhimento e está ouvindo falar agora pela primeira vez, pode conhecer melhor, digitando no Google o mapa do acolhimento já vai aparecer como o primeiro site, mas também pode digitar arroba mapa do acolhimento no Instagram, que vocês vão conseguir acessar toda essa nossa abordagem de trabalho lá. E como Ana Cláudia disse, pra mim é 1 1 alegria muito grande estar aqui porque o que a gente está fazendo aqui é pioneiro, eu sou advogada, sou mestre em direito e sou doutoranda em gênero direito em sexualidade então toda a minha trajetória permeia tudo isso que a gente trabalhou ao longo da produção desse material, e eu estou representando aqui essa organização, que é 1 organização que me orgulha muito de fazer parte. Então, por ser pesquisadora e por ser 1 ativista da temática, eu me empolgo muito ao falar dessa desse tema. E como eu já conheço esses espaço e todas as interrupções de tempo que nos atravessam, eu preparei 1 fala e vou fazer a leitura desse texto então, pra compartilhar com vocês, e aí logo depois eu falo pouco mais sobre a cartilha. E o que eu queria dizer pra vocês, é que ao longo do meu ativismo, eu e o MAPA DO Acolhimento, nós temos produzido e auxiliado na produção de muitos materiais e ferramentas didáticas para a promoção dos direitos das mulheres, e pro enfrentamento à violência de gênero. Mas hoje, é dia muito especial pra todas nós, do mapa do acolhimento, do observatório, do entre nós candidatas, porque nós nos sentimos especialmente honradas, e eu, de 1 forma muito particular me sinto especialmente honrada por estar aqui, porque hoje nós estamos aqui compartilhando com vocês o lançamento de material que foi construído há muitas mãos, e com muito carinho, como devem ser todas as produções coletivas que visam a dignidade de mulheres brasileiras. Esse material, ele é inovador, e ele se difere dos dos demais materiais que já foram produzidos anteriormente a respeito do enfrentamento à violência política de gênero e raça, porque é 1 ferramenta de cuidado e autocuidado em saúde mental para mulheres. A organização o mapa do acolhimento e o projeto entre nós candidatas, viraram 1 chave que é 1 chave muito importante, que é essa chave de compreender a relevância e de centralizar a saúde mental como elemento de suma importância pro enfrentamento à violência política de gênero e raça. Esse material foi elaborado a partir do reconhecimento da importância de tratar sobre os impactos da saúde na saúde mental de mulheres, que se propõe a participar da vida política. E quando eu digo mulheres que se dispõe a participar da vida política, diferentemente do que talvez tenha soado aqui, nós estamos falando de todas as pessoas, de todas as mulheres que decidem ativamente exercer suas prerrogativas da cidadania e reivindicam isso. Então nós estamos falando de mulheres da sociedade civil, em seus em seus bairros e suas comunidades. Nós estamos falando de candidatas e précandidatas, nós estamos falando de parlamentares, eleitoras, cidadãs, militantes, ativistas e defensoras dos direitos humanos também. Ao falar de mulheres, na política aqui nós estamos falando também das sindicalistas, das jornalistas, das servidoras públicas, e de todas as mulheres que possam ser alvo da violência enquanto participam da vida política. Nós entendemos que esses corpos, ao ao adentrarem nessas instâncias de poder, sejam elas quais forem, elas se deparam com os efeitos estruturais e estruturantes do patriarcado e do racismo, que moldam essas instituições, e que muitas vezes atuam como propulsoras da evasão dessas mulheres desses espaços como nós já dissemos aqui antes. Muitas vezes, as dinâmicas de violência sejam elas simbólicas ou concretas, nos abatem, e não e nós não conseguimos né no final das contas continuar atuando, nós não conseguimos continuar resistindo. Nós sabemos disso, nós vivemos isso, eu particularmente sei disso, e eu já vivi isso. Então, é diante desse cenário que nós, por fim, elaboramos esse material, que é 1 material que numa numa primeira parte vai abordar o conceito de violência de gênero, a partir do viés da interseccionalidade que é marcador muito importante pra nós, não só particularmente para cada mulher envolvida, mas também é marcador EAA teoria que orienta a prática feminista do mapa do acolhimento. Além de trazer tipos de de violência de gênero que são basilares e que inauguram também a legislação com perspectiva de gênero e seus desdobramentos nos mecanismos de proteção que contamos hoje pra enfrentar a violência de gênero e raça no âmbito político. Então é muito importante a gente entender, que quando a gente fala de violência de gênero, a gente está falando de 1 violência que é basilar inclusive desse sistema que faz com que a gente esteja aqui hoje falando e tentando enfrentar esse mesmo mecanismo. E é por isso que antes eu falei que é 1 violência que ela é estrutural, mas ela também é estruturante. Então como a gente pode hackear esse sistema né? É fazendo isso que a gente está fazendo aqui numa tarde de terçafeira, apresentando material que é material de cuidado e de autocuidado pra mulheres e aí nessa segunda parte, nós vamos apresentar e abordar quais são os impactos dessas formas de violências, os seus resultados no âmbito sociais e subjetivos, com foco na saúde mental de mulheres. Além disso a gente vai apresentar nesse mesmo material, os possíveis mecanismos que a gente tem de cuidado, autocuidado e algumas práticas que objetivam diminuir esses impactos. Seria muito utópico se eu viesse aqui falando que são estratégias que vão sanar esses impactos porque a gente sabe que a violência ela é fenômeno social e ela se transforma, ela não é estático, ela é fluida. Então nesse mesmo momento que nós estamos aqui articulando dinâmicas de cuidado, provavelmente as dinâmicas de violência já estão se reinventando pra tentar continuar abatendo e removendo mulheres e pessoas negras e outras pessoas diversas desses espaços políticos. Então o que a gente faz nesse material, é propor práticas que objetivam diminuir esses impactos, são práticas de cuidado que tentam garantir vida e vida digna pra nós mulheres e outras pessoas que tentem se envolver e que se identifiquem com o que nós estamos abordando nesse material. E é isso, ao longo dessa segunda parte, todas as pessoas que tiverem acesso e eu gostaria muito de convidar quem guardou esse marca página, retire ele da bolsa, pega o celular, mira aqui nesse QR Code, pra que vocês possam navegar enquanto eu estou falando e vocês entenderem que nós estamos trabalhando. Nós trabalhamos, e foi 1 preocupação que a gente teve, como a Ana Cláudia mencionou, numa dinâmica de design, que seja 1 1 dinâmica de design que é acolhedora, que quando você abrir esse material, você não vai falar assim ai meu Deus mais material gigante pra ler, estou cansada, a gente trabalhou o dia inteiro não quero mais. Pelo contrário, o que a gente desejou, eu não sei se a gente consegue rolar o material da Cartile, navegar. Pode dar 1 rolada aí por favor, Ana Cláudia, pra pra todo mundo ver. É material suave, a fonte é gostosa de ler, há espaçamento interessante entre a entre o conteúdo que está sendo trabalhado. Isso é muito bom, isso é convidativo no final das contas, as trilhas de aprendizado que a gente quer promover, elas também precisam ser cuidadosa com as pessoas que estão envolvidas nesse aprendizado. Então, é isso que eu quero garantir pra vocês que não é material denso, foi material produzido em 1 linguagem extremamente acessível pra que todas as pessoas interessadas possam compreender e ter acesso a essas estratégias de cuidado que, além, no final das contas, eu posso chamar de estratégias de cuidado, estratégias de autocuidado, estratégias de recuperação da autoconfiança, estratégias pra fortalecimento emocional, estratégias pra suporte e validação, e estratégias de fortalecimento de identidade, o que é muito importante, além de estratégias pra redução do isolamento. Todas essas todas essas abordagens que eu falei, conforme vocês forem rolando, lá no final vocês vão ver todas essas estratégias que são estratégias práticas e super viáveis, nada mirabolante, nada que vá exigir 1 transformação radical de vida, pelo contrário, o que a gente quer é poder fazer 1 ação contundente na vida de que todas as pessoas já vivem, né? E através disso a gente promoveu a diferença. Já ouviu o barulho do meu sinal? Essa é a cartilha que eu estou compartilhando com vocês. Convido a vocês, quem está de casa assistindo, talvez a gente possa colocar na descrição da transmissão pra acessar através do link e convido vocês a compartilharem também com as suas parceiras, com as suas companheiras e companheiros de luta também como a deputada disse, a gente utilizar essa voz deles pra promover o que a gente está falando nas nossas lutas e nas nossas intenções e reivindicações de direito. E é isso gente, muito obrigada pela escuta, muito obrigada pela presença de vocês e pelo interesse de vocês também nesse material. Boa tarde.

26 de nov, 16:52
#20
Deputada Yandra Moura
Yandra Moura

Deputada

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Agradeço a Ana e a Márcia pela apresentação dos produtos que foram lançados e gostaria de deixar agradecimento especial ao mapa do acolhimento, por ter sido nosso parceiro nessa empreitada, graças a vocês nós estamos lançando este material excelente que pode ajudar tanto a candidatas quanto a profissionais que apoia as mulheres vítimas de violência na política. Quero agradecer também a equipe de psicólogas do Entre Nós, que também contribuiu de forma voluntária com o conteúdo da cartilha. Parabéns pelo trabalho e também agradecer a parceria mais 1 vez da equipe da escola da câmara que faz 1 gestão da e contribui para que o trabalho chegue cada vez mais longe e pra mais pessoas. Estar desfeita a mesa dessa roda de conversa agradecendo mais 1 vez a Júlia, a Daniela, né que participaram aqui de forma presencial, mas também agradecer a Mariana que nos honrou com sua presença de forma online, Muito obrigada. E a presença do público é claro. Espera aí. Vamos vamos tirar 1 foto com as meninas que elas né, distribuíram tanto com essa tarde? Obrigada obrigada meninas.

26 de nov, 17:03
#21
Coordenadora de Pesquisa - ONMP Ana Claudia Oliveira
Ana Claudia Oliveira

Coordenadora de Pesquisa - ONMP

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Eu acho que a gente não consegue colocar pra quem está assistindo de casa, a gente não consegue colocar agora, o link né na descrição do vídeo, mas, se vocês acessarem, WWW ponto e vc ponto ponto câmara ponto leg ponto b r, vocês vão acessar então esse esse portal EVC né que é o portal EAD da câmara da da escola da câmara, e aí lá vocês encontram dentro das trilhas né atuar mulheres na política, aí vai ter lá a nossa percurso de violência política de gênero. Ou então entra na página do observatório né coloca o observatório Nacional da mulher na política no Google, que também vai estar por lá, essa cartilha. Bom, então vamos dar continuidade ao nosso evento, e aí agora a gente vai passar a exibição do filme, Nossas Lutas Nossas Vozes, que é produto oriundo de projeto de pesquisa, sobre violência política de gênero, do departamento de estudos de violência e saúde, Jorge Carelli da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz. A pesquisa é coordenada pela professora Doutora Vera Marques, que estará conosco também na sessão de debates logo após o filme. O documentário tem 29 minutos de duração, a direção e a fotografia são de Edilano Cavalcanti, o argumento e o roteiro são de Vera Marques e Adriano da Silva. Então bom filme a todas a todos, a gente vai baixar pouquinho as luzes pra ficar melhor de assistir no telão.

26 de nov, 17:04
#22
 Início da Apresentação do Vídeo
Início da Apresentação do Vídeo

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26 de nov, 17:06
#23
Assessora Técnica - ONMP Cristiane Bernardes
Cristiane Bernardes

Assessora Técnica - ONMP

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Tarde. Nós vamos dar início aqui ao à nossa mesa de debates após o filme, nós estamos aguardando a deputada Gisela Simona, mas nós recebemos a informação que começou agora a ordem do dia, então nós não sabemos em que momento ela conseguirá vir. Eu queria registrar também que durante a exibição do filme esteve aqui com a gente a deputada Daiana dos Santos, que é nossa coordenadora né do eixo de violência política de gênero, que é 1 deputada bastante atuante no observatório. E pra nossa sessão de debate sobre né o documentário que foi apresentado agora, eu vou chamar pra comporem né a nossa mesa, a professora doutora Vera Marques, coordenadora da pesquisa né na Fiocruz. A vereadora do município de Vinhedes São Paulo a senhora Nayla de Souza. A representante do Ministério da Saúde doutora Renata de Souza Reis. A representante do Ministério das Mulheres senhora Edineide Arruda. A representante do instituto e se fosse você psicóloga Taiara Maronesi. E a representante da entidade Vote LGBT senhora Alciano Alciana Paulino. Tudo bem Cabemos todas nesta mesa, somos várias mulheres aqui hoje, Queria agradecer a presença de todos e quem nos acompanha também pelo Youtube. Nesta sessão de debates nós vamos começar com 1 pequena pergunta inicial pra cada 1 das nossas convidadas poderem falar, por 10 minutos. Vamos esperar a Luciana conseguir sentarse com a gente. Estamos todas sim agora sim. Ah eu não me apresentei, diz aqui a minha companheira Ana Cláudia, eu sou Cristiane Bernardes, sou assessora técnica do observatório. Nacional da mulher na política, é importante falar o nome inteiro né? Pras pessoas compreenderem do que que nós estamos falando, tem nosso banner aqui atrás. Nessa sessão então eu vou fazer 1 vou começar com 1 pequena pergunta pra cada 1 das nossas participantes, pra que elas possam falar por cerca de 10 minutos o tema né a gente acabou de ver o documentário é tema, complexo né duro da gente abordar nos traz assim nos afeta né nos nos traz 1 série de de questões. E aí ao final a gente faz comentário e se o público tiver questões comentários a gente gostaria de abrir também, pra quem ficar, e vou convidálas todas a permanecerem conosco pra que nós tenhamos ao final coffee break tá? Já estão todas convidadas. Eu vou começar com a professora Vera, professora muito obrigada pela sua presença aqui hoje é prazer têla aqui conosco. Vera Lúcia Marques da Silva que é doutora em ciências sociais docente e colaboradora do programa de pósgraduação em saúde pública da Fiocruz, e pesquisadora do departamento de estudo sobre violência e saúde Jorge Carelli. Professora, eu queria primeiramente né os parabéns pelo documentário eu já havia visto antes né quando a gente conversou entramos em contato, eu acho que é essencial essa produção audiovisual pra dar visibilidade né esse lugar de fala também pra essas mulheres que sofrem tanto com essa questão da violência, e eu queria que a senhora, se a senhora pudesse começar falando pouco né, da pesquisa que a senhora está coordenando na Fiocruz, e que tem né como dos dos primeiros resultados exatamente esse filme que nós acabamos de ver, e eu queria lhe perguntar especificamente qual é a importância de pesquisar esse tema da violência política de gênero no Brasil, né em 2024. Bom boa tarde

26 de nov, 17:35
#24
FIOCRUZ - FIOCRUZ Vera Marques
Vera Marques

FIOCRUZ - FIOCRUZ

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A mente, agradeço o convite, a oportunidade. Cumprimento as minhas colegas de mesa, é muito bom compartilhar esse momento com vocês e com vocês também né, trabalho que a gente fez com, que tem amor também, né, que tem amor, que nos machuca, né, dói escutar certas coisas mas também nos inspira, né, então, feliz de compartilhar. Essa é 1 pesquisa que está em curso na escola nacional de saúde pública que é a humanidade da Fiocruz. Estamos no entrando no terceiro ano de pesquisa, começamos ela acompanhando as campanhas eleitorais do ano de 2022, né, imaginando que tínhamos e que tivemos né, cenário de muita polarização, e de muitos discursos de ódio, muita violência e começamos acompanhando algumas campanhas, por mídia social e por, empresas jornalísticas né material jornalísticos. Acompanhamos fomos vendo identificando práticas de violência nesses meios e buscando entender pouco dessas dinâmicas que envolvem né? Em seguida, né, são várias etapas de pesquisa, 1 1 segunda etapa, a gente fez 1 revisão bibliográfica, em nível mundial, né, buscando identificar pesquisas que como o nosso trabalho estivessem trabalhando com violência política de gênero, né? Revisamos aí, toda a literatura até o ano de 2022, e localizamos né segundo os critérios né que a gente utilizou, 30 e estudos apenas no mundo, né então é tema aí a ser muito explorado né? 30 e estudos, grande maioria na América Latina e protagonismo aí do Brasil, né? E são dados assim da literatura acadêmica que converge com o próprio engajamento desse dessa região no planeta nessa discussão né a gente tem normativas a importantes em curso dos anos de 2000 pra cá e aí essas pesquisas né e aí no campo da saúde coletiva nós nos colocamos como 1 1 pesquisa inovadora original, a saúde coletiva ela tem tradição em estudos sobre violência contra as mulheres, né, muitas contribuições, mas olhando especificamente esse espaço da política então a gente tem essa essa originalidade né isso até 2022 porque hoje eu fiquei muito contente, de ver o trabalho que o observatório está realizando, os produtos lindos, enfim eu acho que a gente vai poder dialogar muito e juntar forças mesmo né? Então, feito essa cumprida essa etapa partimos então para as entrevistas né? E procuramos convidar, candidatas e parlamentares que já tivessem sofrido violência política de gênero. Esse era critério central, né? Mas também com muito cuidado em em constituir aí grupo, 1 amostra né, que fosse plural. Fosse plural no sentido do de gênero cis transgeneridade, de orientação sexual, de raça, de região geográfica do país, de cargo, enfim, vários requisitos AE0 aspecto partidário, esse, esse foi o mais delicado, né porque 2022, enfrentamento no no cenário política muito tenso né? E a pesquisa ela não tem, não quer ter e procurou trabalhar pra que não tenha, viés político, né, não é disso né, pesquisa não é nem da esquerda nem da direita, e essa pesquisa fala das mulheres, né? Então a gente convidou várias, mulheres, parlamentares, candidatas da direita, da centrodireita, várias. Infelizmente a gente só conseguiu o aceite de 1 mulher da direita, a nossa única mulher, né? Mas houve esforço e 1 preocupação gigantesca nesse sentido né de não, não haver nenhum tipo de viés né. Bom, responder então ao nosso convite, 11 parlamentares que sofreram violência política de gênero e que nos trazem aí panorama muito interessante são mulheres de diferentes lugares de fala, né? E aí a fala delas é muito potente, porque nos traz elementos diversos sobre esse fenômeno da violência política de gênero né? Não sei se eu posso ir entrando muito, posso? Não vai tocar lá não. Então assim elementos muito, fortes né? Entrevistálas foi muitas vezes levar soco no estômago. Até hoje a gente assiste e dói por dentro, né? Ao mesmo tempo são falas profundamente inspiradoras né? São falas de mulheres potentes, que honram ancestralidade, que honram as mulheres que vêm antes, que às vezes antecederam, e que estão comprometidas com as mulheres de hoje e com o futuro e com as próximas gerações de construção de 1 outra sociedade. Então é muito inspirador, né? O aspecto dos efeitos na na saúde, são contundentes né? Na nossa revisão bibliográfica a gente já tinha encontrado alguns indícios né de violência política de gênero, associada à depressão, à fobia, né medo em excesso, ansiedade, encontramos alguns poucos estudos já sinalizando. E as nossas entrevistadas trazem isso de 1 forma muito contundente, né? Porque afinal de contas né, o que elas nos informam é que essa é 1 violência que está dentro do sistema, e sim e perpassa as relações interpessoais também e não não é 1 violência pontual são né Verônica Costa fala né são anos de violências, anos de violências né. Professora Cecília Pinaio, querida, ela vai nos contar violen os efeitos da violência são cumulativos. Então, o que que é estar num lugar que é muito violento, está claro, está evidente, que é muito violento, por muito tempo, né? Então, o o os relatos de adoecimento são aterradores, né? Pedi muito que Naila tivesse aqui presente né ela pode falar muito bem disso né? E aí, a importância de discutir cuidar de saúde mental. Né? Olha aí o desafio, olha aí a urgência em se discutir esse tema, né? Como? Como, como lutar pela paridade, se estamos colocando né, elegendo nossas representantes pra lugar que é tão violento? Então o que que a gente faz pra que elas possam exercer a política nos representar, mas de 1 forma saudável, né? O OMS, a ONU estabeleceu, é direito humano fundamental. Então o que que a gente faz? Então a importância desse evento, e dessa discussão, acho que tem muito a ver com isso, né? E aí, o projeto entre entre entre nós, né? Entre nós, né, traz a perspectiva da de interseccionalidade pro atendimento isso é muito inovador, isso é muito importante também. Porque fica muito evidente né na análise das nossas, do conteúdo das entrevistas, e aí assim, é isso são muitos elementos pra gente trazer e eu vou fazer pequeno recorte disso, pra gente conversar. A questão da interseccionalidade é fundamental a perspectiva no atendimento e a perspectiva nas políticas públicas é fundamental, né? Complexificar essa essa violência política de gênero. Por quê? Porque ela vai ser atravessada por outros sistemas de opressão, marcadores sociais, de 1 forma contundente. E é preciso sensibilidade, é preciso entender como isso vai sendo articulado nas práticas de de violência né? Então, vou citar só alguns exemplos pra pra gente pensar essa sexualidade. Deixa eu desculpa a gente se eu só resolvi encontrar pouquinho pra eu não me perder. Por exemplo Dani Monteiro. Dani Monteiro é 1 parlamentar jovem, pro pra pra idade do né? Nayla também né? Nayla nos conta que ela é tratada como menina às vezes menina, né? Dani, Dani Montana nos contou, a preocupação que a equipe dela tem, o tempo todo naquilo que produz. Por quê? Erro de digitação, erro de digitação já é visto eu trouxe anotado porque as palavras delas são fantásticas assim. É visto erro de digitação já se torna algo característico de mandato de 1 jovem negra semianalfabetta. Percebem? Como gênero, classe, idade, raça estão aí tudo junto. Machucando, ferindo essa parlamentar? Né? Na ela também tem tem tem, enfim, história sobre isso né pode estar sinalizando. Carla Aires, Carla Aires, é 1 mulher lésbica, ela se assume como lésbica né, ela nos aponta, o não lugar de 1 mulher lésbica no parlamento. Não lugar, Por quê? Número muito significativo de mulheres na política ainda é, ainda tem relações com homens né, ou são filhos de de políticos ou são esposas. E Carla conta que muitas das negociações ocorrem entre seus colegas parlamentares e o marido e o pai, né? Não com a parlamentar. Então como fica o trabalho de 1 parlamentar que? Nem isso tem, é lugar da invisibilidade absoluta. Já tem recadinho aqui minuto, são 2 exemplos pra gente pensar isso, da interseccionalidade, da importância de termos ouvidorias, atendimento em psicologia, as comissões de de de ética e decoro parlamentar, atentas a essas implicações como esses marcadores, vão produzindo desigualdades, vão produzindo violências. Olha desculpa é isso. Muito obrigada professora Vera, da Fiocruz, acho que a questão da interseccionalidade vai ser trabalhar.

26 de nov, 17:39
#25
Assessora Técnica - ONMP Cristiane Bernardes
Cristiane Bernardes

Assessora Técnica - ONMP

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Certeza nessa mesa, e eu vou passar agora a palavra imediatamente para a vereadora Nayla de Souza, prazer têla aqui, que foi reeleita em 2024 gente para o seu segundo mandato em Vinhedo, cidade do interior de São Paulo, como a mulher mais bem votada da história do município, parabéns Nayla. E ela foi 1 das entrevistadas do documentário né, como vocês viram o documentário Nossas Lutas Nossas Vozes, e relatando algumas situações de violência política vivenciadas na campanha de 2020. Naila, você acabou de sair dum processo né de campanha eleitoral assim como as participantes né do nosso projeto entre nós que que falaram aqui virtualmente né pouquinho antes. E aí eu queria saber né, se você poderia nos contar pouco como foi essa última campanha, se você viu alguma diferença desta campanha pra pra primeira campanha de 2020 né, e se você poderia dizer como esse lugar né, ocupar esse lugar de poder numa instituição política, tem afetado a sua saúde de forma geral e também aí a sua saúde mental. Obrigada boa.

26 de nov, 17:53
#26
Vereadora de Vinhedo/SP Nayla de Souza
Nayla de Souza

Vereadora de Vinhedo/SP

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Eu quero cumprimentar todas as pessoas, grupos, organizações, todas as mulheres especialmente presentes aqui, na pessoa da professora Vera Marques e quero agradecer a Fiocruz que viabilizou a minha vinda presencialmente pra estar aqui com vocês. Parabenizar pela organização desse evento tão importante. Bom, primeiro assim eu tenho que dizer que é muito emocionante, foi minha primeira vez assistindo também ao documentário e parece que passou mundo de anos assim, parece que foi em outra vida já me assistir falando porque estar na política e isso foi relatado né em alguns depoimentos é processo realmente muito profundo muito complexo parece que até o tempo ele passa de 1 forma diferente na nossa vida e eu vejo que talvez hoje que bom estou tendo essa oportunidade já me colocaria de 1 forma diferente em relação a essas experiências, a essa violência. Quando a gente se torna parlamentar, e eu vivi isso agora, né, nesse primeiro mandato, a gente é muito convidada, a gente mulher é muito convidada pra estar nos espaço pra falar de violência contra a mulher. E eu confesso que durante tempo eu fiquei muito incomodada com isso, porque a gente só recebe convite pra falar de violência contra a mulher. E, eu fiz 1 fala algumas 2 semanas na câmara, dizendo que eu nunca conheci a violência contra a mulher por meio de teoria, eu conheci a violência por experiência em todas as etapas da minha vida desde a infância e de diversas formas, assim como é pra maioria das mulheres, em algum momento da vida a gente conhece a violência sentindo a violência. E aí sempre ser convidada para falar da violência às vezes parece que aquela ferida fica sendo cutucada, e não é fácil falar disso. Mas, eu hoje também cheguei em algum em outro lugar, da importância principalmente, de falar da violência política de gênero. Eu penso até que essa minha meu incômodo era tanto de negação das violências que eu estava vivendo, porque ocupar a política é desafio enorme, a gente pra vencer 1 campanha, a gente passou por muita coisa pra vencer 1 campanha, e aí a hora que a gente chega, a gente tem que de novo enfrentar 1 batalha que não é 1 batalha pela pelo jogo político, pela disputa de ideias, pela pelos dissensos e consensos, pelos projetos que se quer pautar, é 1 batalha pra se defender, pra se proteger, então acho que eu vivi processo também de negação disso, de não eu não não aceito que eu vou ter que parar o que eu estou fazendo, que eu vou ter que parar o que eu vim fazer aqui pra ficar me defendendo. Então, em muitos momentos eu vivi violências que eu fui assim, engolindo não cedendo, não deixando de me posicionar, mas também não dando a devida visibilidade e atenção porque eu queria falar de planejamento urbano, porque eu queria falar do orçamento da minha cidade. E aí respondendo tanto à pergunta, quando eu abri hoje meu bloco de anotação pra me preparar aqui pra falar, eu abri bem numa página do do que eu falei na Câmara há dias atrás, que foi de 1 violência que eu sofri violência política de gênero na minha última semana de candidatura agora nas eleições dia primeiro de outubro, em que eu estava numa reunião de 1 comissão do Conselho de Cultura que foi conselho que só existe graças ao meu mandato, e nessa reunião diretor de cultura, foi grosseiro comigo em vários momentos até chegar ao ápice, quando a reunião finalizou, eu passei ao lado dele e ele gritou na frente das pessoas por 2 vezes, não vai se apaixonar por mim hein vereadora? E nesse momento eu estava passando ao lado dele, eu liguei o celular pra filmar, voltei e comecei a filmálo e pedi pra que ele ele não teve coragem de repetir exatamente o que ele falou mas ele me disse outras coisas. Ele me chamou de de parachoque de comunista, e 1 frase que está anotado aqui, que pra mim faz muito sentido de tudo que a gente está discutindo aqui hoje, é, você está se intrometendo. Aqui, não é pra você vir, você está se intrometendo, o conselho ele é do executivo, você é do legislativo, você não deveria estar aqui. E a questão não é que eu sou do legislativo, a questão é que eu sou mulher. E eles entendem quando nos veem, ainda que talvez não tenham nem coragem de dizer ou de elaborar, que a nossa presença é 1 intromissão. E essa frase ela é muito representativa, você estar se intrometendo. Então, eu eu quero dizer também disso da do do processo de negação, de enfrentar, de dar respostas A a Júlia, a psicóloga, ela falou aqui de 1 questão que às vezes é difícil da gente explicar que é o cálculo político. Eu vivi processo de violência política de gênero, o primeiro processo na minha campanha de 2020 foi após a campanha que veio de dentro do meu partido, como que eu ia falar que o partido que eu acabei de me eleger estava cometendo violência política comigo? Como que eu ia falar? Eu não tinha como dizer isso. E nesse caso que eu vivi agora no dia primeiro de outubro foi caso que eu divulguei nas redes sociais porque eu filmei e divulguei porque eu eu pensei que, não dá pra eu não mostrar pras pessoas, tudo aquilo que a gente enfrenta. Ao mesmo tempo no cálculo político eu sempre pensei que, eu não quero me tornar 1 imagem de 1 vítima. Eu não quero que as pessoas me enxerguem como vítima porque sendo mulher eu preciso provar 1 força, também porque já que somos sempre colocadas como frágeis, eu preciso mostrar que tem força. Então, esse cálculo político, ele exige de nós também 1 disposição mental de pensar estratégias o tempo inteiro. E existe 1 outra questão que vem incumbida nisso, que é o quanto isso nos impacta economicamente também, porque a gente também tem que desprender mais dinheiro, pros nossos cuidados, cuidados de saúde mental. E nos cuidados de se defender. Nesse caso, eu entrei com processo pela primeira vez de violência política de gênero. Processo custa, ele custa caro, e sai do meu bolso. Então, esse é mais fator, além de pensar amorosidade da justiça, o quanto que isso vai ficar me fazendo não esquecer né o que eu vivi, mas eu achei que era extremamente necessário fazer isso. Essa minha campanha agora para a reeleição, foi 1 campanha muito mais dura do que a minha primeira, porque como eu falei no documentário, minha primeira campanha, eu era vista como, está candidatando pela primeira vez, não tem chance, deixa ela lá, ninguém nem se importou. Foi só susto depois, e agora não né, já sabiam do potencial então durante a campanha, eu venci processo de cassação, que corria na justiça que queria caçar o meu mandato, e diversas violências, num dia em que colocaram aqueles incêndios que estavam acontecendo né no Brasil, também aconteceu na minha cidade, e justamente no momento em que estavam incendiando algumas áreas da minha cidade, divulgaram no WhatsApp 1 imagem minha, segurando cartaz que era bora escrito bora colocar fogo em vinhedo, algo que eu achei extremamente grave, e é grave porque a gente está todos os dias trabalhando pra provar competência, pra mostrar resultado acima da média, e aí vem 1 coisa tão baixa e violenta que pode destruir a sua imagem a sua reputação e todo o seu trabalho com muita facilidade. Enfim, me perdia pouco aqui no no que eu estava dizendo. Mas 1 das coisas que eu passei, nesse processo que foi bom, isso aconteceu essa último episódio de violência aconteceu no dia primeiro de outubro, a eleição era no dia 6, e eu vivi esse momento de extremo estresse, violência e aí, bom a minha campanha foi vitoriosa, mas semanas depois aconteceu recentemente 1 caminhada na minha cidade organizada por diversos órgãos, de da violência contra a mulher. E a primeira pessoa que eu encontrei foi o homem que me agrediu. E foi horrível né? É horrível porque como eu disse a gente passa por diversas violências ao longo da vida inteira, e eu não acho que a gente caleja, não acho que existe isso, a gente fica calejada contra a violência, a gente desenvolve estratégias pra lidar, mas cada vez que 1 violência se repete é como se abrisse assim campo mental que a gente relembra e revive tudo que já aconteceu na nossa vida. Então é isso, muito obrigada.

26 de nov, 17:54
#27
Assessora Técnica - ONMP Cristiane Bernardes
Cristiane Bernardes

Assessora Técnica - ONMP

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Muito obrigada vereadora Nayla, eu estou na péssimo papel de ter que cortar a palavra das pessoas por conta do tempo gente, mas é porque nós temos muitas pessoas pra falarem ainda, e eu acho que os depoimentos das parlamentares sempre são mobilizadores né, porque, que enfim nos afetam porque não tem como né? Não se afetar com relatos, sinto muito né? Pelo que a senhora passou EEE lhe parabenizo pela consciência né? E pela coragem de enfrentar como todas né? As parlamentares com quem eu já conversei e que a gente já entrevistou né Vera? Ao longo da vida. Enfim, eu vou passar agora a palavra pra continuarmos nesse debate pra nossa psicóloga feminista Taiara Maronesi, especialista em saúde pública em psicoterapia sistêmica integrativa e sexologia clínica. A Taiara é coordenadora de acolhimento do plantão onde ela quiser, projeto do instituto E Se Fosse Você, que durante as eleições de 2024 disponibilizou canal durante as eleições de 2024 disponibilizou canal de atendimento que oferecia acolhimento psicológico, orientação jurídica e também comunicacional para mulheres em situação de violência política de gênero e raça. Projeto que é similar né ao do mapa do acolhimento que nós conversamos né que a Márcia apresentou aqui que são nossas parceiras também do observatório. Taiara, eu queria saber se você pode nos contar pouco como foi o trabalho né, no projeto do Instituto Se Fosse Você, que nós conhecemos, né, o trabalho da Manuela Wla, que é exdeputada aqui federal também, né? E como que vocês avaliam o impacto da violência política sobre a saúde das candidatas, né, nesse nesse breve aí período que nós tivemos de campanha eleitoral esse ano.

26 de nov, 18:04
#28
Instituto E Se Fosse Você - Instituto E Se Fosse Você Taynara Maronesi |
Taynara Maronesi |

Instituto E Se Fosse Você - Instituto E Se Fosse Você

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Boa noite. Já estamos entrando à noite. A gente iniciou assim o a ideia era iniciar o plantão, né? Onde está aqui também a Brenda e a Bruna que fizeram parte do plantão onde ela quiser. E a nossa ideia era iniciar ele mais ali por maio, onde nós tivemos os enchentes no Rio Grande do Sul, a gente acha importante também pontuar isso, porque as questões ambientais impactam diretamente na vida de todo mundo, mas principalmente na vida das mulheres. E o instituto também esteve frente de 2 abrigos, o primeiro abrigo de mulheres e abrigo oncológico. Então a gente conseguiu iniciar o plantão em agosto e finalizamos ele agora no dia 22 de novembro, né, os atendimentos, agora com amanhã e quinta, né, a jornada. E nós tivemos então no na área da psicologia, nós tivemos o acolhimento psicológico e também tivemos as rodas de cuidado mútuo entre as mulheres, entre mulheres, né, e não só, a gente, entre mulheres na política. Além também do acolhimento psicológico, as mulheres que entraram em contato elas elas também tinham a possibilidade da orientação jurídica e comunicacional, né. No acolhimento individual, a gente pensou assim, fazer acolhimento e depois a ideia era principalmente a gente ter esses espaços de roda, de grupos, pra que a gente pudesse justamente estar ali em coletivo, esse compartilhamento, as questões elas são individuais mas elas são coletivas, muito do que a gente vem falando aqui hoje. E aí quando a gente fazia acolhimento a gente pensava, de repente em alguns casos a gente vai precisar ainda fazer mais mais ou mais 2 acolhimentos além desse inicial, mas a gente sempre perguntava da possibilidade delas participarem dos grupos das rodas que nós estávamos organizando. E aí a gente foi construindo muito no processo, no caminho mesmo, por ser projeto bastante novo, como a gente tem visto aqui todos né muito novos então eles foram construídos muito no caminho então a ideia inicial era a gente fazer grupos fechados com as mulheres que já tinham passado por esse primeiro acolhimento individual e a gente então né tentou realizar esses grupos e aí quando isso aconteceu já estávamos ali com a campanha mais ativa e as mulheres estavam fazendo agenda né tinham que que ir atrás de voto. Assim né a gente não atendeu somente as mulheres candidatas a vereadoras EAA candidatas a vereadores e prefeitas mas a gente atendeu mulheres na política porque daí também no processo a gente foi entendendo que era necessário assim esse suporte para as mulheres acessórias, que estavam né na coordenação de campanha, de outras instituições também, que inclusive instituições que estão, que eram voltadas para mulheres candidatas também, né, então o projeto ele foi se construindo também nesse nesse processo. E, então bom, não não não a gente percebeu que essas rodas fechadas elas não não iriam acontecer naquele momento, a gente então aguardou, fez os acolhimentos individuais de quem buscava, mas aí a gente as rodas de cuidado mútuo, entre mulheres na política, eles iniciaram no período póseleitoral, que a gente viu que era a possibilidade das mulheres em participar seria póseleição ali do primeiro turno. E nós conseguimos então fazer 3 desses encontros. E aí eu trouxe algumas questões que eu, né, eu junto com as outras também psicólogas que participaram do projeto, que nós tivemos, né, professoras e doutorandas da da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Rio Grande do Norte. Então a gente observou algumas algumas e eu vou trazer assim muito acho que são palavras que surgiram aqui e eu acho interessante ponto a isso também nos grupos nas rodas que nós tivemos que quando a gente escuta os depoimentos de mulheres né de todo de todo o país assim, vereadoras, deputadas, quando a gente, daí eu também, né, tem o livro da Manu, sempre foi sobre nós, tem depoimento de diversas mulheres ali, as mulheres que estavam no acolhimento psicológico, as mulheres que estavam participando da roda, são palavras sempre muito similares que aparecem. E aí eu queria trazer pouquinho disso pra vocês então, dessas palavras que mais apareceram no nos acolhimentos individuais e nas rodas né. O tipo de violência sofrida, sentida e percebida, porque daí colocamos assim de 1 forma a partir das palavras delas, na narrativa delas, de como que elas estavam sentindo mesmo. Então foi silenciamento, isolamento, falta de recurso financeiro, racismo, agressão verbal, agressão verbal com conteúdo sexual, ameaça de morte, apagamento, desvalorização, desvalorização, para, né, foi de que em todos os acolhimentos individuais essa palavra apareceu, né. O sentimento de injustiça, de raiva, medo, tristeza, desesperança, confusão, exaustão, desgaste, isolamento, luto, indignação, ansiedade, impotência, inadequação. E 1 das principais questões, como é acolhimento, a gente sempre explicava que não era 1 psicoterapia, que era esse momento do acolhimento, a gente tentava buscar que suportes ela percebia que poderia ter à sua volta. E se era assim da família, se era de pessoas do partido, mulheres do partido, né, tentando identificar qual era essa rede. E a maioria encontrava apoio principalmente em amigas, depois em filhas, depois em outras mulheres da família, e grupos de mulheres dentro do partido, né, então principalmente de outras mulheres. E eu também perguntava no acolhimento como que era o suporte dentro do próprio partido, E a maioria também quando a violência ela não vinha de dentro do próprio partido, elas não se sentiam acolhidas e com suporte dentro do partido, né, e então essas palavras foram principalmente em relação ao acolhimento individual, mas também foi muito o que apareceu nas rodas, mas nas rodas na primeira a gente perguntou quais eram as dores de estar na na política mas também quais ou que pontos positivos, que que mantinham elas ali, né, qual qual era a motivação de de de permanecer na política. E aí as palavras que apareceram, as palavras não né sim, mas as as questões que surgiram ali foi que as entre as dores era a solidão e o isolamento e e que assim o principal pra elas permanecerem era justamente as questões que diz respeito entre as mulheres assim né, de delas se manterem pela garantia de direitos enfim né, mas aqui também era o suporte, né, que entre mulheres elas encontravam suporte. E como tem tempinho ainda, eu vou aproveitar pra 3. Não, eu já tinha encerrado, mas como tem tempinho, eu acho que como a gente trouxe também os depoimentos ali por vídeo né, queria trazer a algumas frases que surgiram durante alguns acolhimentos individuais e também algumas no nos grupos né, que eu acho que também tem muito a ver com o que a gente, com tudo que a gente falou aqui e essa parte. Se pedissem 1 palavra pra para fazer das mulheres na, se pedissem 1 palavra para dizer o que que é mulher na política, seria solidão. Essa mesma mulher disse né, o dizer cura, o dizer conecta, permite outra conexão para mulheres se manterem sadias, muitas das nossas adoecem, falar aqui nos nos manteve sadias. Consegui puxar da memória alguma coisa que vivi nesse processo, momento de carinho, de acolhimento com mulheres, eu consegui chegar até aqui porque tive outras mulheres me amparando. Fiz essa tríade pra me cuidar, atividade física todo dia, terapia e amigas. Mulher precisa preparar rede de apoio, a impressão é que homem quando se candidata é só ir só só ir lá se candidatar. Aqui, aqui mulheres não participam da política, aqui na cidade ela estava falando. Essa é 1 forma de adoecimento das mulheres, e consequentemente da comunidade. A gente só resolve falando, se a gente silencia, a gente não resolve, a gente perde alegria, e se a gente perde alegria, a gente perde tudo. Muito obrigada Taiara, foi muito interessante e eu só queria pontuar.

26 de nov, 18:06
#29
Assessora Técnica - ONMP Cristiane Bernardes
Cristiane Bernardes

Assessora Técnica - ONMP

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A solidão né gente? E essa sua fala final achei tão interessante porque parece que os homens é só se candidatar talvez a política seja 1 grande rede de apoio masculina né? A gente precisava pensar nisso porque que ela não é não funciona como 1 rede de apoio coletiva feminina, né? Pras mulheres, né? Ao contrário, isola, né? Silencia, né? As mulheres exaure, né? Nos torna inadequadas, enfim. Mas agora eu vou, tenho o prazer a honra de passar aqui o meu lugar como mediador essa terrível tarefa de controlar o tempo alheio para a deputada Gisela Simone que nos brinda com a sua presença deputada por favor. Bom boa boa noite.

26 de nov, 18:16
#30
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A todas, né? Na verdade a missão realmente não é fácil porque a gente acaba querendo falar também, né? E é difícil. Mas enfim, vamos dar continuidade a sua palavra agora a senhora Luciana Paulino, ela que é cientista social, gestora de projetos, pesquisadora, educadora e ativista. Atua hoje como coordenadora de pesquisa do Vote LGBT, organização que atua para ampliar a representatividade política de pessoas LGBT mais. Este ano assim como em 2020, o Vote LGBT ofereceu projeto de apoio psicológico virtual e gratuito para pessoas em campanha, o Cuida LGBT mais. Com a palavra. Olá gente boa noite, é 1 honra estar aqui com vocês.

26 de nov, 18:17
#31
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É 1 honra conhecer pessoas com trabalhos que vão muito de encontro aos nossos esforços. Eu fiquei muito feliz de conhecer os resultados do Entre Nós candidatas. A gente do vote teve a chance de participar dos primeiros encontros do desenvolvimento de metodologia, e aí ver a narrativa disso até agora sem é é de extrema felicidade, é muito do que foi dito aqui, tem a ver com o que eu vou trazer, e eu acho que o filme, ele facilita muito minha minha fala hoje, né? Ser 1 pessoa LGBT na política institucional no Brasil, traz dificuldades e questões que vão muito de encontro ao que a gente entende como violência política de gênero, mas tem suas singularidades, né, e ver tantas figuras no filme hoje, então já abriu muitos caminhos pra pra minha fala aqui. Hoje eu sou coordenadora, estou né como coordenadora de pesquisa no Vote LGBT, e o Vote LGBT nasceu em 2014 fazendo levantamento de candidaturas próLGBT, isso aconteceu há 10 anos atrás, e o nível de debate da pauta, a gente estava nesse momento, à época levantamos 270 candidaturas próLGBT destas 3 LGBTs, né, tinha 1 lista de 30 pessoas LGBT, só que não autodeclarada, que ainda tem esse desafio. Saltamos para 2024, esse é o primeiro ano que o TSE faz o levantamento, no cadastro das candidaturas, sobre identidade de gênero e orientação sexual. Então pela primeira vez no Brasil nós temos dados oficiais, é 1 primeira experiência então, temos a melhorar, mas é 1 felicidade muito grande de compartilhar com vocês que esse ano nós tivemos 3000, mais de 3000 candidaturas LGBT mais no Brasil. E destas, mais de 200 foram eleitas, mas em apenas 3.5 por 100 dos municípios brasileiros. Então, a gente está falando aqui, ainda sob sub representação. As pessoas LGBT mais na política são as mais sub representadas. Nós, a partir de dados da sociedade civil, já que o estado não sabe quantas LGBTs somos no Brasil, a sociedade civil né, tem esse papel, ocupa esse papel de produzir esse dado, então são os 9 por 100 da população brasileira, mas nas eleições de 2024, ocupamos só 0 vírgula 0.68 das candidaturas, e 0.33 das eleitas, então ainda é 1 realidade, e a outra realidade é a violência política como experiência compartilhada. O voto LGBT além da pesquisa, ele tem ações de incidência política e esforço muito grande de apoio às candidaturas e mandatárias LGBT mais no Brasil. E desde o momento que que a gente começou a oferecer apoios, buscar formas de apoiar essas candidaturas e e mandatárias à violência política, assim não tem 1 1 pessoa que não tem 1 narrativa sobre violência política, né? E, se a gente levar em consideração o perfil das, gente eu posso levantar, vocês se incomodam da mesa? Ai eu fico virando pra lá, virando pra cá, eu não olho pra vocês, não olho pra vocês. Professora também não né? Sou, é isso. Bom, a questão da interseccionalidade também o quanto isso nos torna mais ainda vulneráveis. Nas eleições de 2024, 79 por 100 das candidaturas LGBT mais são negras e mulheres, então 79 por 100. Já falei pra vocês de do nosso esforço né com as pesquisas qualitativas em 2020 e a gente conseguiu fazer 30 entrevistas profundas né, com candidatos e mandatárias LGBT, e em todas surge essa questão da saúde mental. E aí vamos pra materialidade, né? O Ministério Público Federal tem GT de violência política, né em que lá se analisam casos, que de. Gente. Quê? Violência política de gênero, isso. E aí eu trago algum alguns dados aqui pra gente fazer contraste. Nas eleições de 2022, as candidatas LGBT mais elas representaram 2 ponto por 100 das candidaturas femininas nas eleições. Mas, quando a gente vai olhar pros alvos da violência política de gênero, a a gente vai olhar pros alvos da violência política de gênero, a gente tem, que 30 por 100 são de mulheres LGBT mais. E tem a questão da gravidade também, a gravidade das violências, então é separado né, se isso é crime eleitoral ou crime penal crime penal sendo os mais graves né. Pra mulheres não LGBT crime penal foi ficou em 22 por 100, e pras mulheres LGBTs 48 por 100 foram enquadradas como crime penal. E aí chega o nosso esforço pra falar sobre saúde mental, porque sim é o principal impacto da violência política. Então o vote ele faz esforços em oferecer apoio psicológico desde 2020. Na primeira versão do projeto, foi em parceria com a Casa e teve como enfoque, mulheres negras e LGBT mais. Foram 146 atendimentos à época, 2, é bom, a nossa primeira versão chama escuta gente cada eleição é nome diferente. Você ah você participou, ai que honra. Gente isso acontece com frequência assim eu ter a chance de falar sobre o projeto e e encontrar alguém é sempre 1 honra. Então teve essa primeira versão do escuta candidata, em 2022, cuidado também à luta, e aí a gente tem enfoque em pessoas LGBT. É 1 iniciativa do Vote, mas pra oferecer apoio jurídico, a gente contou com a parceria com a BGLT e com o Sindicato de Advogados de São Paulo. Foram sem atendimentos. E é isso que a gente chega nas eleições de 2024 com o cuida LGBT mais, que é a versão atual. A gente tem o enfoque em candidaturas né, pessoas que se candidataram LGBT, mas também suas assessorias, e isso foi 1 demanda do do público né, existe 1 fala de 1 mulher preta travesti que foi candidata agora nas eleições de 2024 que ela falou que durante a campanha ela compartilhou o corpo dela com a equipe de campanha. Então as pessoas também passaram a ser vulneráveis nesse processo, e a gente oferece também, esse serviço pras assessorias dessas candidatos LGBTs. O Cui da LGBT mais hoje, ele faz parte de programa maior que é a Sentinela, eu vou apresentar daqui a pouquinho rapidinho. E, que a gente fez também a parceria com o Ministério de Direitos Humanos e Cidadania. Vão ser 600 atendimentos, né, do Cuida, até agora a gente realizou 260 mais ou menos. Aqui são dados do escuta candidata, como que eu estou de tempo? Só pra. 40 segundos, está bom. Está bom. Gente aqui, é experiência de 2020 né, tem relatório lindo que está disponível online, mas só pra ressaltar que a saúde mental é a a maior dificuldade experimentada no período de campanha, né, a segunda é a falta de recursos financeiros e isso é reiterado, eu vi isso aqui, ouvi de vocês também então, muito é 1 realidade realmente compartilhada. Motivos que levaram pra pensarem de existir da campanha, né? Falta de recursos financeiros, sobrecarga de funções, falta de apoio do partido, violências sofridas, falta de apoio familiar, e por aí vai. Em 2022, essa foi 1 versão pouco diferente do projeto né, a gente ainda vivia a situação da pandemia, então o que a gente teve foi relato das das psicólogas, e isso essa sobrecarga dentro da candidatura da vida, especialmente no caso de mulheres, que tende a acumular ainda, os cuidados com a família, com as crianças, falta de recursos financeiros gerando ansiedade, muitas precisam seus trabalhos pra se dedicar à candidatura, e há o receio de acabar a campanha, não ser eleita e não ter trabalho. E aí agora a versão desse ano, Desse ano a gente já ficou já falei sobre o público né? A ideia era que a gente oferecesse 4 sessões, individuais, com psicólogos, nós tecemos 1 parceria com 1 clínica que conta só com profissionais LGBT, que é a clínica LGBT mais com local. A gente teve até agora 100 e inscritos, 60 se engajaram no projeto, porque isso eu achei muito curioso que muitas pessoas se inscreveram, mas optaram por não se engajar no no processo. Dessas né 24 são mulheres, e dentre essas 24, 9 são trans. E aí 12 casos desses, dessas 60 pessoas, são casos que tiveram questões de saúde mental mais agravadas. Então, a a partir do relato das psicólogas, são pessoas com o que sofrem hoje com a ideação suicida. E, o que a gente destaca nessa nessa experiência de agora é a importância da supervisão pras psicólogas e psicólogos né são, 5 psicólogas e psicólogo. EAA importância desse espaço da supervisão pra que exista essa troca. E aí, a gente pediu pros psicólogos, caso a gente não induzia isso, mas caso a pessoa trouxesse alguma questão de violência política, que se registrasse num formulário que a gente disponibilizou, né? Então é daqui são dados preliminares né, o projeto ainda não foi concluído, então mais 1 vez a questão de saúde mental né se destaca, na de maior dificuldade né a falta de recursos financeiros, algo que a gente já ouviu aqui, e aqui, quem agride né? E e aqui eu vejo nó, porque como é espaço terapêutico, as pessoas se sentiram seguras pra falar da violência que sofrem no interior dos partidos, porque mesmo nas pesquisas que a gente realiza de forma anônima, anonimizada, né, as pessoas se sentem pouco à vontade pra compartilhar o que vivem dentro do partido, muito pelo que a Nayla trouxe de de dessa questão desse cálculo político, né? Eu estou construindo 1 trajetória aqui, então eu não eu não posso vulnerabilizar mais ainda a minhas minha trajetória dentro desse partido. E, é o que eu destaco aqui. E aí entra a questão, da LGBT mais fobia, né? Porque muitos dos ataques levam em consideração e atacam as identidades LGBTs, né? Então isso faz com que a gente faça essa pergunta. Existe 1 violência política LGBTfóbica? Então hoje nossos esforços de pesquisa estão sendo nesse sentido, né tanto pesquisa Quanti, Quali, a gente tem trocado com algumas outras organizações LGBT da América Latina né Argentina, México e Colômbia, que também tem se dedicado a pesquisar violência política LGBT também nos seus países. Eu prometo pra vocês quando tiver novidade eu eu vou, eu vou trazer. E aí eu vou falar pouco da sentinela, que é a o cuida hoje está dentro desse guardachuva da sentinela. A sentinela é sonho de usar a inteligência artificial pro fortalecimento da democracia. Então seria 1 sentinela mesmo né, com o papel de monitorar a a ataques online, né identificar e e monitorar. Hoje a gente tem como canal, né, em que pessoas LGBTs que participaram da corrida eleitoral podem entrar em contato, fazer seu relato. Esse relato pode vir a ser 1 denúncia, caso a pessoa assim queira, né porque a gente envia pro Ministério de Direitos Humanos. E é isso gente. O o Vote LGBT, né? O sentinela. O sentinela está lá também, se você for no link na bio, tem o link. Obrigada Alciana, excelente projeto.

26 de nov, 18:18
#32
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Dando continuidade eu já passo a palavra né, pra senhora Edineide Arruda, ela que é jornalista coordenadora geral de participação da secretaria nacional de articulação institucional, ações temáticas e participação política do Ministério das Mulheres. Nós queremos muito Edineide ouvila, aí a partir da sua experiência no Ministério sobre essa importância, né, da articulação coletiva das mulheres para o enfrentamento, importância, né, da articulação coletiva das mulheres para o enfrentamento à violência política de gênero e de raça, né, e como enfrentar esse problema, né, como é que o ministério das mulheres tem ação, alguma ação ou projeto pra lidar com esse problema que envolve aí essa questão da saúde mental. Com a palavra. Boa noite.

26 de nov, 18:34
#33
Ministério das Mulheres Edneide Arruda
Edneide Arruda

Ministério das Mulheres

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Todas nós somos meninas agora, num debate tão importante, né não há etarismo há simplesmente a existência de nós no mundo político, fazendo esse enfrentamento então é vocês devem saber que a secretária que o ministério das mulheres têm 3 3 secretarias 3 secretarias finalísticas e 1 delas é a que a gente trabalha a violência política Nessa secretaria, nós temos 4 coordenações que trabalham saúde, educação e participação política com foco na violência política contra as mulheres. Eu achei importante, que a gente está falando aqui o tempo todo, e eu me senti altamente contemplada nas pesquisas, nos dados, nos relatos, nos depoimentos, nas tentativas de encontrar formas de enfrentamento à violência que nós sofremos, mesmos e nos nem todos os espaços não só no espaço institucional da política é que a gente que a gente compreende como 1 coisa institucionalizada mas também em todos os espaços onde a gente possa fazer ativismo como cidadã, como mulheres, como pessoas humanas, na discussão de direitos humanos, na discussão de tudo que chamase existência e direito de existir. E aí nós na de dentro da pergunta que a deputada me trouxe eu gostaria de lembrar que o ministério das mulheres que é o ministério das mulheres e não o ministério da mulher por isso mesmo com essa pluralidade com essa diversidade com as mulheres que a gente compreende ele ele resgata o que nós já conhecíamos em governos passados que era mulher viver sem violência resgata o programa são 3 programas importantes Autonomia econômica e políticas de cuidado. Igualdade de decisão e poder para as mulheres. Nesses 3 programas, a gente compreende as violências, as várias formas de violência, que afetam as mulheres e muitas delas, já foram aqui faladas. Pessoal que está na mesa, e também quem está aqui presente. Mas também quem está assistindo de forma virtual, deve ter percebido, que a gente falou de várias formas de violência, né. Da da física pessoal patrimonial simbólica e etcétera e tal, a gente também chegou à violência política e toda ela, todo esse leque de violências, está no contexto das dos programas e de ações do ministério das mulheres isso é muito importante para nós entendermos mas a gente sabe que o ministério sozinho não consegue alcançar nenhuma forma de enfrentamento total. A gente precisa de 1 sociedade que compreenda, que tem na consciência do que significa violência política contra a mulher. E eu quero fazer parênteses dizendo que há vários conceitos ainda em construção sobre o que seria violência política contra a mulher. A gente fala violência política contra a mulher, aqui embasada em conceito e também as companheiras que falam em violência política de gênero estão na mesma linha, na mesma linha de pensamento, né? Na América Latina toda, há 1 discussão, e nós fizemos relatório que daqui a pouco eu falo sobre ele. E nessa discussão a gente traz de todos esses debates que estão postos aqui. Então, é, tem 1 coisa que seria importante falar, que quando a gente faz, é esse debate sobre violência política, a gente compreende essa diversidade e não por isso também, a gente é traz aqui o, não sei se vocês sabem, mas a gente é importante falar, que nós estamos lutando pela casa da mulher indígena, que é grupo, de grupo de de mulheres que sofrem cotidianamente não, há mais de 500 anos, e a gente sabe disso, né? E são violências muito específicas, muito, muito particularizadas, né? Então a gente tem essa luta para para trazer esse debate por dentro da secretaria, não apenas com relação à violência física, sexual etcétera. Como eu já falei, pela secretaria de de enfrentamento da violência doméstica, contra as mulheres, há escutas em territórios e comunidades e lá é que são levantadas essas perspectivas de violências outras, né, que a gente pode não ter nem a dimensão de de de tantas violências como, como elas se projetam no nosso cotidiano. O ministério também tem compromisso com o reconhecimento do feminicídio político, ainda não é reconhecido né? Feminicídio, mas e aí? Então o feminicídio político é 1 luta que a gente vem travando né? O ministério das mulheres também tem diálogo com o TSE pra que conjuntamente possa fazer 1 atuação através de 1 CT, acordo legalizado e publicizado de forma ampla pra o enfrentamento à violência tanto pelo pelo tribunal como pelo governo federal como pelo legislativo. Nós também temos parcerias com institutos de pesquisa. Alguns deles já falados aqui, sobre os dados de violência que nós temos no Brasil, em todos os segmentos de mulheres, LGBT, mulher trans, nós temos na nossa secretaria 1 companheira trans que trabalha conosco e nos auxilia muito nessa questão. E nós temos 3 fóruns pra trabalhar a violência também. É fórum de mulheres quilombolas, fórum de mulheres negras e fórum de mulheres lbts. Temos também g p de mulheres lbts que está fazendo essa discussão de enfrentamento à violência, como já foi tão dimensionado nessa mesa e nessa tarde, que eu quero parabenizar o observatório, por tanto conteúdo e por tanta riqueza de informação que a gente sai daqui hoje. Não diria cansadas, diria ao contrário, fortalecidas e corajosas a saber que não estamos sozinhas, em nossas lutas, em cada lugar onde a gente está, né? Então, as mulheres, o ministério das mulheres também tem realizado alguns eventos de escutas, junto a pessoas principalmente da da da região norte. E eu faço reparo que eu não sou da região, mas quando eu falo região norte, minhas amigas que são da região de, ei, você está falando errado, é região amazônica. No sentido mais amplo da existência e dos sofrimentos das mulheres que abarcam toda essa parte regional. E houve 1 oportunidade de ouvilas e também de realizar, por ocasião do G 20, de realizar seminários com mulheres e meninas, sobre violência de gênero e justiça climática. Ainda há 15 dias, o ministério realizou aqui no Sebrae, seminário com essas mulheres, mas também está realizando em Belém do Pará, e outros estados ali próximos, para fazer essa discussão de violências de gênero e justiça climática. E eu entendo, que não é só lá que há esse problema, eu estou apenas dizendo que em função de evento que vai acontecer, que todos vocês sabem né, então, ouvilas lá é 1 é 1 necessidade muito urgente, né. O ministério também fez essa essa discussão sobre violências de gênero, gênero e igualdade de gênero por dentro do do GT0G 20, para tentar conseguir colocar e conseguimos colocar na declaração final, igualdade de gênero, é termo que a o governo da Argentina na América Latina falou que se indispôs, quis enfrentar, fazer enfrentamento, mas nós, depois de muitos debates, nós garantimos colocar essa esse termo, a gente usa bem a palavra termo pra sintetizar que não estamos aqui fazendo o debate, mas dizendo que queremos garantir e pautar essa discussão mundialmente, né? E, e não, não teria outra razão de ser a nossa existência se a gente não compreender que as mulheres estão em todo o mundo vivendo situações parecidas com diferenças muito, muito grandes, mas num sentido cultural, no sentido de de de religiosidades e, né, essa coisa. Então, só pra, eu tenho mais uns minutinhos, só pra dizer pra vocês que finalmente é 1 outra coisa que eu não poderia deixar de dizer. Nós realizamos, em 2023, GT, GT de enfrentamento à violência política contra a mulher. E nós, por oportuno, nós ouvimos 50 mulheres, que que viveram violências. São mulheres de diversas regiões do país, que sofreram violências parlamentares e exparlamentares, mulheres operadoras do sistema de do sistema de justiça que trabalham o tema, mulheres que fazem na academia pesquisas a respeito da da violência política contra a mulher. Nós ouvimos, assessores técnicas dos ministérios envolvidos no GT e também que lidam com a luta com a luta pelo direito à terra e é onde se dá aí nos territórios e comunidades, é onde se dá maior número de conflitos. Então esse arcabouço todo de dores, de falas, de esperanças e desesperanças também, mas de muita muita altivez e de muita vontade de lutar contra este esse tipo de enfrentar esse tipo de violência, está tudo aqui. E 1 série, 1 série de propostas para todos os poderes constituídos, os 3 poderes constituídos e todos os demais órgãos que a gente pode compreender que tem a incumbência de de fazer conosco esse enfrentamento. Eu gostaria de dizer pra deputada que nós ficaremos muito feliz se ela desse 1 olhadinha na assessoria, pedisse pra dar 1 olhadinha porque tem muita coisa que que sugere, a elaboração de novas proposituras legislativas, que sugerem a mudança das leis que a gente já tem, 2 delas né, a 14000 192, 14 1197, sugere a revisão, mas sugere principalmente 1 outra forma de olhar para as mulheres nos espaços de poder e decisão. Eu agradeço demais a oportunidade de estar aqui, torcendo breve pra gente não, ainda dar oportunidade da outra companheira que está sentada à mesa. Parabenizo novamente o observatório mas principalmente vocês que ficaram aqui até agora pra nos ouvir. Muitíssimo obrigada e a gente está no ministério aí esperando todo mundo pra nos ajudar. Abraço.

26 de nov, 18:35
#34
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Edineide que traz essa fala institucional né de tudo que o ministério tem feito e faz por todas nós mulheres né o que é muito importante e já dando sequência né por fim aqui eu gostaria que fizesse a sua contribuição ao debate a doutora Renata de Souza Reis, ela que é coordenadora geral de atenção à saúde das mulheres na secretaria de atenção primária à saúde do Ministério da Saúde, onde trabalha com a formulação e a implementação de políticas públicas relativas à saúde das mulheres. Renata Reis também é médica, ginecologista e obstetra com histórico de atuação no Sistema Único de Saúde. E saiba doutora Renata que nós não a deixamos por final de, na verdade por acaso né, foi de propósito, porque apesar aí das suas amplas experiências com políticas públicas para a saúde das mulheres, nós sabemos aí que trabalha diretamente com essa questão da saúde física e mental de mulheres na política, e considerando especificamente essas consequências decorrentes da violência da política de gênero e raça, que ainda é algo novo não só para o governo mas para todo mundo, né o governo brasileiro, nesse sentido, o trabalho feito pela sociedade civil e as pesquisas em desenvolvimento na academia podem ser cruciais para o desenvolvimento de políticas públicas nessa área. E na sua fala gostaria muito que você pudesse nos passar se existem formulações de políticas públicas que contempla essa realidade na sua visão, né, e qual é o papel do Ministério da Saúde no enfrentamento desse problema que hoje afasta tantos mulheres da vida pública? Com a palavra doutora Renata. Olá boa noite. Boa noite deputada, cumprimento toda

26 de nov, 18:46
#35
Ministério da Saúde Renata de Souza Reis
Renata de Souza Reis

Ministério da Saúde

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Em seu nome, é prazer estar aqui, obrigada a quem nos acompanha. Então vamos lá. Eu acho que eu queria começar também dizendo quanto cada eu fiquei com documentário, com trabalho de pesquisa, de relato, acho que, cada 1 de nós se vê se reconhece em alguma medida naqueles relatos, muito embora nossas atuações políticas não necessariamente ocorrem em casas legislativas né? E dizer que, na mesma medida em que eu fico doída eu me sinto convocada né porque eu ocupo hoje essa cadeira chamada coordenação geral de atenção à saúde das mulheres, muito me honra estar nela e muito reconheço todas que me antecederam pra construir o programa e que virou política e que esse ano completou 20 anos. E lá também às vezes a gente precisa enfrentar desafios enormes né pra avançar nas pautas que não são caras e necessárias nessa sociedade que constitucionalmente é machista, misógina, racista e violenta nas suas raízes não é? Então acho que a violência política de gênero ela é quinhão, de 1 violência baseada em gênero que nos afeta de diversas ordens. Enquanto coordenadora geral de atenção à saúde das mulheres, a gente, eu e minha equipe nos nomeamos como guardiãs da política, da APNAISM, a política nacional de atenção integral à saúde das mulheres então, dentro dessa discussão de integralidade, deve caber todo e qualquer tipo de violenta de violência assim prevê a política, e é por ela que a gente se norteia. E esse ano no na comemoração dos 20 anos da PinaISM, nós nos propusemos a 1 atualização dessa política, de modo que pudéssemos deixar mais explícitas e visíveis as próprias interseccionalidades que foram aqui faladas, e as diversidades, todas elas sempre existiram, mas nos últimos 20 anos ainda bem se tornam mais visíveis e Clamam por mais espaço, e por se verem contempladas em políticas específicas então eu reconheço que essa atualização da a normativa é importante muito embora não se baixe em si mesmo né, a gente precisa formular ações bem concretas, mas acho que é o locus ideal pra discussão e pra avançar em proposições de estratégias que contemplem também a questão da violência política baseada em gênero. Não só pras mulheres que já estão nessa vida política, mas pra outras tantas que assim gostariam de estar e não conseguem, por ausência do estado, por falta de apoio, por falta de creche, por falta de emprego, por falta de condição socioeconômica, de transporte, por por serem, por estarem carregando em suas costas todos esses papéis e estigmas de gênero, que condicionam toda a economia do cuidado e toda a né a rede de cuidados a esse trabalho que não tem reconhecimento, que não tem remuneração, e adoecem adoecemos por diversos motivos em em todos os contextos que que ocupamos né a gente não estamos seguras nas casas legislativas, não estamos seguras dentro das nossas próprias casas, sofremos violência naquele ambiente em que deveria ser o nosso ambiente de segurança, conforto, descanso, refazimento, e então acho que a proposta 0 é que a gente continue empenhadas em mudar essa lógica patriarcal, em reesperançar cotidianamente, e acreditar que de fato é possível vermos em algum em alguma medida ou deixar o legado pra aquelas que nos sucederem essa mudança de fato materializada na nossa sociedade né? Acho que o Brasil assumiu alguns compromissos importantes né no nos objetivos de desenvolvimento sustentável, então o que me toca particularmente são os ODS de número 3 5, e o proposto pelo Brasil que diz respeito à equidade étnicoracial, que é o ODS de número 18. Então a gente está falando de do no ODS 3 de saúde e bemestar, e no ODS 5 de igualdade de gênero. Então são metas bastante ousadas pra gente conseguir atingir até 2030, que no tempo político né, de tanto a gente está falando, é depois de amanhã, mas seguimos empenhadas né, acho que hoje a gente tem a oportunidade de fazer certos debates e nomear com liberdade certas violências e condições, que há bem pouco tempo atrás a gente não podia. Recentemente estava com, num debate sobre mortalidade materna e 1 pesquisadora, 1 mulher, Emanuela Góes né, 1 1 mulher preta, pesquisadora de morte materna me disse há pouco tempo eu não poderia falar que o racismo é 1 cauda de morte materna e hoje a gente fala isso em alto e bom tom, e assume que o racismo é determinante social de saúde, que outras condições socioeconômicas ou clínica ou estéticas não são suficientes pra explicar por exemplo esse fenômeno que viola o direito das mulheres pretas de maneira absolutamente desproporcional. Da mesma forma, AAA capacidade, o canal de comunicação pra vocalizar as violências baseadas em gênero, que acontecem no campo da política e em outros campos, também são maiores hoje, e a gente precisa continuar aproveitando isso e vocalizando isso. Aproveitando inclusive esse tempoespaço deste governo, e eu sou 1 integrante de composição do atual governo federal, e é importante dizer isso, que a gestão a, né os 6 anos anteriores a 2023 foram marcados por violências cruéis, e que sim a gente teve 1 presidenta que foi deposta por ser mulher, né, é 1 violência política de gênero, o impeachment da presidenta Dilma, a gente teve 4 anos, anteriores né, enfim, eu não gosto muito de falar o nome completo do que aconteceu, então os 4 anos entre 2019 e 22, em que todos os absurdos estavam vocalizados e assustadoramente legitimados pelo voto então nós temos desafio enorme de conseguir diálogo produtivo com a sociedade brasileira, pra que a gente saia da banalização do mal do absurdo, do preconceito, enfim, possa continuar construindo projeto de país no no em que seja possível acreditar e não só sobreviver, mas viver bem, viver com felicidade, com saúde, no sentido integral, completo da palavra, como assim nos determina a política, e aí eu já vou encerrando porque ficar por último é bom mas depois desse tanto de fala maravilhosa também é ruim, porque não tenho muito mais o que contribuir e acho que todas as falas já foram incríveis e maravilhosas. É isso, muito obrigada.

26 de nov, 18:48
#36
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Né? Vejam que nós tivemos aí a oportunidade nesse dia de ouvir a sociedade civil organizada, de ouvir o governo, né? De ouvir aí institutos de pesquisas importantes aí sobre os temas, né? O tema é complexo, o tema é difícil, mas a gente verifica que a gente tem muitos avanços também, né? Só de podermos estar dialogando sobre esse assunto de ter dados concretos pra poder demonstrar que a nossa luta é real, né? Isso é muito importante. E agora é o momento do debate né? Caso alguém queira fazer uso da palavra. 3 minutos cada por favor se apresente e, pode falar. Eu quero eu quero dialogar pouquinho né com a Naela e a.

26 de nov, 18:55
#37
Psicóloga - Entre Nós, Candidatas Daniela Calaça
Daniela Calaça

Psicóloga - Entre Nós, Candidatas

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Luciana, é, desculpa. Sou Daniela Calassa, estou como coordenadora da Entre Nós candidatas, sou psicóloga, e tenho outras representações em movimentos sociais, entre outras coisas. Eu quero dialogar pouco com a Luciana e com a Naila de Souza, né? A Luciana, ela apresentou parte do do trabalho realizado no relatório do escuta candidatas, que foi fundamental também pra nossa, pra nossa intervenção e a nossa metodologia. E eu fiquei pensando muito nesse ponto, né, em que se dá a questão da violência econômica, né, dentro da violência política de gênero e raça, né? E você falou apontou dentro dessas questões que foram apresentadas no relatório, de como que inicialmente foi difícil demarcar essa violência também né, por conta do do que muitas mulheres trouxeram dessa dificuldade né de de fazer essa denúncia contra os seus partidos né, essa falta de apoio partidário. A violência econômica ela é processo né, em que existe esse desvio direto e indireto né do do do do financiamento desses recursos, também tem essa questão de de da da instabilidade né, em que essas mulheres ficam sem saber se elas vão receber ou não esses recursos também. E também AAA questão de de se ter privilégio também de algumas candidaturas. A gente viu muito isso dentro do entre nós candidatas, né? A gente se apoiou na construção do formulário inicial dentro do do questionário que vocês produziram e disponibilizaram dentro do relatório, isso foi muito importante. Então a gente pode ver dentro do formulário, essa expressão da questão também dessa violência econômica, né, em que aparecia ali algumas mulheres dizendo que ainda não tinham recebido esse apoio partidário, né, que estavam que estavam aguardando, e que não estavam sofrendo violência política, né, na na marcação do do dentro do formulário né. Então, foi muito expressivo isso também dentro do do dos nossos encontros nesse sentido e a gente percebeu que algum dos efeitos né eram muito nocivos essa instabilidade essa insegurança quanto ao recurso a falta de recurso financeiro. Então nesse sentido eu a gente também teve nessa representação do entre nós candidatas porque a gente está na eleição de 2024 a gente teve anistia né? Partidária em relação a essa violência econômica. Então junto a essa essa prática né? Esse mecanismo que é utilizado dentro dos dos partidos a gente tem 1 naturalização e 1 validação também né institucional em que livremente pode ocorrer essa violência. E aí eu queria chamar atenção, trouxe toda essa contextualização pra pra falar como que isso afeta afetou essas mulheres que a gente atendeu, né? 1 da 1 das candidatas disse que retornou ao atendimento psiquiátrico e estava buscando atendimento psicológico por conta disso, ela estava sem dormir durante a noite né? Pensando a respeito de como que ela poderia, dar essa continuidade, essa mobilização a projeto que, é é individual mas também é coletivo né, e isso distancia. Então eu penso que, esse esse processo da violência política, ela é extremamente violenta, principalmente porque afeta significativamente o processo democrático, né? A possibilidade de você ter essa essa candidatura e dessas mulheres também se colocarem. A gente sabe também que tem vários outros processos, né, que inviabilizam a candidatura porque elas as mulheres também estão abaixo da pirâmide, né, social, né? Então tem tudo isso assim. E sobre o que a Nayla trouxe, já já acabou meu tempo já. Mas eu queria falar sobre essa questão que ela trouxe sobre essa representação do que foi dito pra ela sobre ela estar invadindo esse espaço. É mecanismo muito utilizado dentro da violência política de gênero, de de de desapropriação né, pra gente poder se desenvolver em contexto social e a gente precisa se sentir integrado e validado, então, eles sabem muito bem utilizar esse mecanismo pra poder desvalidar e trazer sentimento de subalternização que é é essa questão de estar em lugar como outra idade né, e nunca como sujeito. E é muito importante pras políticas terem essa esse reconhecimento de ser 1 sujeita política né? Vocês trabalham a partir disso, eu sinto muito que você tenha passado por isso. Obrigada Daniele, Daniela né e, a resposta tem 1 parte pra Alcina, e 1 parte pra Naiala. Oi. Essa questão do financiamento realmente é nó que a gente encontra. Fico pensando o seguinte. Parte da nossa pauta era.

26 de nov, 18:56
#38
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Saem políticas afirmativas pra pra garantia da presença LGBT mais, nas eleições em cargos eletivos. E, como que a gente defende essa pauta, se políticas afirmativas que já garantidas, a gente vê tem sido estar junto com outros movimentos sociais, pensando nessa questão. O voto tem 1 ação de incidência política, que antes das convenções partidárias, a gente envia 1 carta pro partido, falando assim olha na no último ciclo eleitoral o seu partido financiou, dedicou tanto a candidaturas LGBTs, né. São ações assim. Que é o que a gente pode fazer nesse momento diante, como movimento social né, como 1 organização da sociedade civil. E, agora como pesquisadora o meu grande nó é assim, como chegar nessa informação? Né, sobre financiamento hoje a gente faz 1 análise, do financiamento das eleições de 2024, e agora com dados oficiais a gente talvez consiga fazer, das eleições anteriores, né. E o quanto eles são significativo, eu já estou me enrolando gente. Obrigada Ana, agora Nayra, acho que só quero dizer porque nos seus apontamentos é 1 reflexão né então tem.

26 de nov, 19:02
#39
Vereadora de Vinhedo/SP Nayla de Souza
Nayla de Souza

Vereadora de Vinhedo/SP

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Tem questionamento mas tem resposta também então, eu só quero dizer dessa dessa questão do reconhecimento, eu tenho muita convicção hoje que eu sou 1 liderança política. E o povo fez isso esse reconhecimento, especialmente as mulheres que se veem reconhecidas, através do voto, a minha é o resultado da eleição foi isso, mas eu estou dizendo eu minha, não achando que é mérito meu isso, não é. Eu entendo que nós estamos, todas envolvidas numa rede caminhando e avançando. E isso é muito concreto, eu tenho convicção de que quando eu fui eleita em 2020 sendo a vereadora mais jovem do meu município, isso se repetiu em vários municípios porque estamos caminhando e avançando em rede. Então eu eu acredito muito e não é à toa também que agora a gente está aqui discutindo, fazendo o lançamento dessa cartilha, que fala sobre cuidado cuidar de saúde mental, cuidar das mulheres, no mesmo momento histórico de que 1 a política nacional de cuidados foi aprovada na Câmara, foi agora pro Senado, então estamos, nessa rede, enfrentando a resistência né de lugares que foram feitos a partir de privilégios né e de proteção entre eles. Obrigada. O colega disse que também.

26 de nov, 19:04
#40
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1 pergunta só lá primeiro e depois. Olá olá eu sou.

26 de nov, 19:05
#41
Participante Hemelinda
Hemelinda

Participante

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Me linda, eu sou doutoranda em estudos feministas pela Universidade de Coimbra. O meu tema de pesquisa é a violência política, contra as parlamentares. Eu meu público são as deputadas estaduais e as deputadas federais. Está muito difícil acessar as deputadas federais pro campo. E mais entendo né, o momento é muito complicado, e falar desse lugar que é da dor, por mais que elas tenham elas né a gente escuta as deputadas falarem o tempo da violência, parar pra ser entrevistada e revisitar essa dor não é fácil então eu estou entendendo a minha dificuldade de acessar essas deputadas no momento tão conturbado dessa casa né onde o acirramento, com as diferenças têm sido tão grande. Mas aí eu quero trazer só algumas problematizações né de né de quão difícil é esse fenômeno que a gente está trazendo né? Algumas das que eu vi aí no no documentado também fizeram parte do meu campo como a Dani Monteiro. E eu entrevistei várias do nordeste e do sul mas à época das deputadas estaduais, como 1 das minhas hipóteses é que raça agrava os episódios como a LGBTfobia também agrava os episódios da violência né, todas são suscetíveis mas as mulheres negras e as mulheres LGBTs vão sofrer com mais evidência essa, essa esse fenômeno, na gestão na no no pleito passado eram só 14 deputadas estaduais que se autodeclaravam pretas. E eu fiz eu quis fazer recorte não da questão negra como fala o IBGE, né, porque isso é tão problemático no nosso país né que viveu esse mito da viveu ainda vive o mito da democracia racial né? E aí agora como a gente tem cota de financiamento pras pessoas negras, está colocando ponto nefrálgico que nós vamos ter que discutir o que que é raça nesse país, né? Que que é negro, que que é preto, que que é pardo, que que é branco, né? A gente fugiu disso o tempo todo e agora nós vamos ter que discutir porque ou vai pra algumas pessoas a gente vai olhar e falar, opa, fulano está fraudando a cota de raça, ou nós vamos ter que discutir o que que é raça né que que é nesse tal o que que é o classificar como pardo ou não né então é mais dizendo e outra coisa que do meu campo também que eu escutei muito, pras com as deputados estaduais a professora estava falando da dificuldade de de de entrevistar as mulheres da direita, com as deputadas estaduais eu eu tive sucesso muito legal. E aí elas vão trazer outro elemento da violência política que não é essa escancarada que as mulheres da esquerda sofrem, que as mulheres pretas sofrem, né, que é o escárnio Total desse lugar né vocês não pertence a esse lugar mais mais das mulheres da direita eu vi muita daquelas que eram mãe de algum político né é o lugar do não reconhecimento ela pode até chegar na casa ela pode até conseguir cargo mas ela consegue assim o que que falam para elas a esse mandato não é seu ou então né Elas ficam o tempo todo no mandato porque elas escutam assim ah essa é a fulana mãe do beltrano então ela não é a parlamentar ela não é dona do mandato e o de várias eu escutei esse lugar olha eu custei muito ser a parlamentar dona do meu mandato porque todo mundo que dizia não mas ela vai ganhar mas é o marido que vai que vai que vai mandar no mandato né ou de 1 parlamentar que me disse olha teve 1 vez que eu estava na no plenário do lado de deputado, e o telefone dele ele ele liga, pro meu marido, né, ele estava do meu lado, ao invés dele vir negociar o voto comigo, ele ligou para o meu marido e aí de repente o meu telefone toca era o meu marido falando olha fulana acabou de me ligar porque vocês estão de tal votação e é para você botar assim assim assado E ela fala olha que interessante o fulano está aqui do meu lado então por que que o fulano não fala né? Então como que são as nuances da violência política que as terminologias né, vamos ser muito difíceis de da gente enxergar como por exemplo da das das das parlamentares trans, né, que eu ouvi de 1 inclusive aí foi 1 outra deputada que me conta ela falou olha, é tão tão nojento esse lugar que nas rodinhas dos deputados o que eles querem saber se a fulana cortou o pinta ou não, quer dizer, no lugar da política os parlamentares estão preocupados onde que as trans estão colocando seus pintos né cortou no no cortou o que que fez então é muito sério e só para terminar eu queria só colocar outro dado e aí e para mim esse é muito complicado porque o seguinte várias sofrem violência política de várias formas mas na hora que ela vai procurar o registrar ela muitas vezes não está registrando ou sistema de Justiça não está registrando como ato de violência política A então eu sofri a 1 violência psicológica mas não fala que aquela violência psicológica ela é 1 violência psicológica no âmbito da política Então ela é 1 violência política Então como que a gente inclusive precisando passar por letramento E aí fazer isso no Parlamento no geral para que as deputadas comecem ao denunciar denunciar o seu fato nominando o seu o que que elas estão vivendo e até porque alguns assessores jurídicos de deputado 1 disse isso na minha entrevista que os advogados estão orientando para que não registre como violência política que é a questão da nossa companheira operadora falava eu não quero ser vítima eu não quero ser enxergada sobre com essa relação eu não quero dar elemento para que as pessoas falam mas se elas não é quantificado no sistema de justiça pra inclusive pra esses caras serem punidos ou não. Enfim, eu só quis problematizar mais tiquinho aí trazendo pouco da história do meu campo que também, não é fácil. Chorei muitas vezes inclusive como você disse.

26 de nov, 19:05
#42
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Por sua contribuição nós temos mais 3 contribuições aí nós vamos encerrar, é sim, por favor. Alô? Bom primeiro dizer da alegria de estar aqui com vocês eu sou Claudia Guerra de

26 de nov, 19:13
#43
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Vereadora e sofri 3 ameaças de morte, a gente vai ter oportunidade de falar no instituto que a Manu nos convidou, na parte de amanhã e inclusive por ter montado a a resolução para criar a comissão da diversidade dentro da Câmara Municipal de Uberlândia, que é 1 cidade extremamente conservadora segunda cidade do estado com quase milhão de habitantes mas muito conservadora, e promover as mulheres desde sempre há 30 anos metendo a colher em briga de mulher e agora metendo em todo lugar né. Então foram 3 ameaças de morte, de estupro corretivo, e eu acho que é importante a gente dizer que a população LGBT sofre muito, mas aquelas mulheres que apoiam também a comunidade LGBT sofrem muito, né, porque a gente topa enfrentar essa pauta, desde sempre. E e eu acho que é importante continuar fazendo, né, as a quando é nível municipal a gente não tem segurança porque deputadas têm, mas vereadoras não tem nenhuma. Inclusive se a gente tem, no mínimo, o presidente da câmara fazendo 1 nota é muito porque isso não acontece também, e não temos segurança. Então queria que a gente falasse pouco também disso, a violência política de gênero, e o que é que nos garante permanecer nesse lugar, porque 1 mãe de 78 anos desorienta, marido quer morrer e matar, né, porque a gente está sofrendo violência política o tempo todo, e aí eu não estou nem falando de bloquear o microfone, de cortar a voz, de falar com mulher falar que nem papagaio, eu estou lá quietinha na minha e o líder do prefeito diz, será que hoje ela tomou calmante, que ela está calminha, enfim, não vou nem falar dessas questões, mas pra dizer o que que a gente pode contar com segurança, então acho que isso é importante. Outro aspecto e aí você trouxe muito bem a questão do financiamento das campanhas. Essa pra mim é 1 das maiores violências com relação às mulheres e aumentou o recurso gente, aumentou o recurso de fundo partidário. Se eles não chegam pras mulheres, eles estão chegando em algum lugar. Então eu penso que é 1 tarefa talvez do congresso nacional e a gente pensar em inovar de formas mais criativas, porque a anistia está aí, então é como se não valesse nada, faz de novo porque nós vamos anestiar. Então acho que isso é preocupante. E o que que é possível fazer pra que o recurso chegue nas mãos das mulheres? A gente tem competência, a gente tem mais escolaridade, a gente tem debate qualificado, a gente tem trajetória. Então, a gente tem tudo. A gente tem até dupla e tripla jornada em casa, a gente divide tarefas, mas isso é exceção. A gente tem até dupla e tripla jornada de trabalho. Por que que a gente não tem então recurso? Eu me elegi a vereadora sem tostão. E aí foi pra reeleição aquele dinheiro que foi pra Uberaba, que é desse tamanhozinho, Paraguari, pra, foi pra minha cidade que é de milhão de habitantes, quer dizer, tinha que ser proporcional ao número de habitantes pelo menos, né, e que chega de última hora, umas 2 semanas, mês antes, que não dá pra você planejar. E eu não sou do tipo que conta com ouro dentro da galinha, mas eu tenho muitas colegas que venderam tudo que tem pra poder estar na candidatura, e depois 1 mão na frente e outra atrás porque os partidos não vão honrar. Então essa é 1 preocupação muito grave e séria, se a gente não discutir orçamento mulher e não discutir segurança das mulheres que estão na política, isso vai desanimar muitas outras a virem a virem pra esse espaço que é tão importante e onde que a gente sabe que transformar a vida das mulheres, melhore transforma todas as vidas. Então a gente já sabe disso. As pesquisas que vocês trouxeram são maravilhosas, sou pesquisadora também doutora em história, sobre violência doméstica, mas se a gente não tiver segurança e não tiver orçamento preocupado com mulheres, a gente não consegue avançar. Então, essas são minhas preocupações que eu gostaria de vocês falarem ao final, obrigado pela oportunidade. Obrigada Claudia.

26 de nov, 19:14
#44
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Nós temos, eles já aumentaram as mãos aí, nós temos que realmente fazer essa rodada e vamos encerrar, né? Porque nós temos inclusive ali esperando também, nosso tempo aqui a ordem do dia está ativa na casa, lá no fundo, né? Desde o começo. Anaela levantou antes, lá no fundo e aqui. Boa noite a toda.

26 de nov, 19:17
#45
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Que estão aqui presente meu nome é Isabela Lusardo eu sou assessora parlamentar da deputada estadual Bruna Rodrigues no Rio Grande do Sul, sou militante do meu partido sou dirigente partidária vicepresidente na na cidade de Canoas, eu concorri nessa última eleição, tive o prazer de estar no vote LGBT mais, de ter acompanhamento do instituto, eu também sou militante da União Brasileira de Mulheres o que me coloca aí é conseguir construir com as entidades de mulheres na cidade. A gente lá no estado a gente construiu a frente parlamentar, frente parlamentar contra a violência política de gênero, é 1 frente que vem fazendo atuação direta no estado, com diversas cidades dialogando com esquerda, com direita, com centro, pra combater a violência política de gênero, a gente teve agora, esse mês no início do mês, nosso seminário, onde a gente está indo a rumo a rumo a construção de protocolo contra a violência política de gênero trabalhar junto com a segurança do estado, a deputada Bruna sofreu várias ameaças nesse último período, no mês de outubro né tivemos agora, dos denunciados ali foi, está sendo investigado e nesse sentido a gente sente, eu quanto candidata na eleição agora foi a minha segunda eleição, concorri com recurso que não tinha tido na eleição de 2020, mas diferente nessa eleição, eu tive a disputa disputa interna partidária né, onde o presidente do partido viu que não tinha, como manipular a minha candidatura e construir 1 outra candidatura pra ter essa disputa financeira dentro do partido. Felizmente tive 1 ótima votação e pra mim eleger ou não eleger não chega a ser 1 vitória, a vitória foi política, fui a quarta suplente da federação na cidade, hoje a gente constrói diversas outras articulações, infelizmente a minha cidade, não se eu cheguei a citar é Canoas no Rio Grande do Sul, tem 259000, eleitores e somente 1 mulher eleita de 21 cadeiras né, de novo e de novo porque durante toda a história do município somente 5 mulheres foram eleitas na cidade, 80 anos de cidade, então a gente vê qual é a necessidade da gente trazer na cultura educacional também né, eu sou quase mulheres parlamentares militantes sociais, de levar isso pra dentro das escolas com as ONGs, com as instituições, pra poder debater lá o papel da gente ser candidata e também ser votada que os eleitores olhem as eleitoras olhem pra gente poder chegar em cada espaço da sociedade com isso eu quero parabenizar a mesa e que amanhã a gente tenha grande encontro, vim lá do meu estado pra poder acompanhar a primeira jornada, das mulheres né, pelo Brasil sem medo aí que a gente construiu o melhor pra política nacional ela vai ser pelas mãos das mulheres, muito obrigada.

26 de nov, 19:18
#46
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Obrigada, Isabela, por sua contribuição, seu relato, seu depoimento, agora aqui por favor. Obrigada. Foi. É.

26 de nov, 19:20
#47
Participante Glendha Ramos
Glendha Ramos

Participante

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Gostaria primeiramente cumprimentar as senhoras da mesa, excelentíssimas parlamentares, demais integrantes, as senhoras que estão presentes também aqui no plenário e nos acompanhando virtualmente. Eu sou Glenda Ramos e hoje nesta noite eu gostaria de falar não como e hoje nesta noite gostaria de falar não como profissional que atua diariamente com agentes políticos e agentes políticas, mas como cidadã. Gostaria de trazer 1 nova perspectiva referente à violência política contra a mulher, a violência política de gênero, no sentido de que, nesse panorama eu vejo que não atinge apenas posicionamento de direita esquerda centro, mas na totalidade das mulheres que estão atuando no meio político no sentido de que, a violência política contra a mulher ela não é exclusivamente direcionada ao indivíduo à pessoa, ela é direcionada à coletividade quando a gente fala de violência política contra a mulher a gente está falando no sentido de violência à saúde coletiva por quê? Ela está naquele lugar ali como representante daquelas que a elegeram como representante de 1 grande camada social. E 1 vez que atinge a está representando. Então eu vejo que nesse sentido é muito importante que seja trabalhado, a gente fala muito de estratégias de enfrentamento, mas principalmente estratégias de prevenção, no sentido de que, a violência política contra a mulher ela é condensado das demais violências políticas que existem na sociedade, a violência psicológica contra a mulher cidadã, a violência física, a violência patrimonial, e tudo isso se condensa, se concentra na forma de violência política. Então muitas vezes ela até velado no sentido de apelidos, de ressaltar características físicas, são formas mais sofisticadas até de violência contra a mulher, então eu vejo nesse sentido de que a gente tem que ver não só no sentido político do individual daquela pessoa que foi atingida, mas nos reflexos à coletividade. Se a gente for tomar panorama histórico, as definições de violência política contra a mulher elas são muito recentes e muito variáveis, mas é problema que a gente traz lá sociedade eram vista como bruxas, como feiticeiras, isso vem trazendo então é 1 luta que não é recente, desde a busca pelo direito ao voto e a representatividade e as candidaturas, mas principalmente nessa questão de definição a gente não tomar apenas como indivíduo mas como sentido de saúde e de políticas públicas coletivas também. Obrigado pelos da palavra, boa noite a todas.

26 de nov, 19:21
#48
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Obrigada Glenda, nossa última fala por favor. Agora já é boa noite né pessoal? Então boa noite a todas cumprimento novamente a mesa meu nome é Juliene eu sou pesquisadora do De Olho nas urnas pesquisadora vinculada à Universidade Federal de Goiás.

26 de nov, 19:24
#49
Pesquisadora - Entre Nós, Candidatas Jully Anne Cruz
Jully Anne Cruz

Pesquisadora - Entre Nós, Candidatas

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E eu pedi a fala novamente pra pra primeiramente né, parabenizar a Vera Marques pela realização do documentário. Eu fiquei extremamente tocada com a as falas né, durante as pesquisas também a gente escutou muitas falas emblemáticas nós conseguimos identificar realmente que durante as nossas pesquisas o recorte por exemplo ele de orientação sexual ele precisa estar presente né e aí eu eu não não não me vejo por exemplo com 1 envergadura pra poder responder você Alcione, mas o que a gente percebe enquanto observando de fato né a forma como a violência política de gênero ela se dá e ela se dá sempre de forma a interseccionalizar de fato os marcadores que na sua pergunta a violência política de gênero quando acontece contra LGBT ela é LGBTfóbica? A minha resposta pra você é que sim ela vai ser LGBTfóbica a gente tem exemplo por exemplo da deputada Érica Hilton que sofreu ele de transfobia de 1 forma extremamente absurda né? Aqui nessa casa mas eu eu quero também que a minha fala ela ela caminhe num numa direção propositiva. E aí eu eu eu senti a necessidade de falar também pra perguntar como que esse documentário ele será distribuído e se e como que ele vai chegar nos municípios. E aí eu observei também no documentário acredito que foi a Naila na fala da Naila no documentário ela vai falar que quando ela foi convidada a participar do do processo eleitoral ou de alguma forma eu não eu não tenho certeza mas eu creio que era que era você mesmo. Foi te falado que haveria processo depois transitório de fato né? Você ocupa esse espaço e alcança então aquela cadeira pra que outras mulheres em outro mandato possam vir ocupálas. A gente percebe também que isso acontece com muita facilidade com relação aos homens né? Eles conseguem fazer essa transição de votos. E com relação às mulheres eu vejo que isso não tem sido tão tão facilitado então fica aí então 1 questão de encaminhamento né que é pensar como fazer pra dentro do partido como mulheres parlamentares que já estão em mandato como elas estão construindo essas transições porque a gente não vai conseguir ampliar o número de cadeiras se a gente não conseguir realmente é é que as pessoas que estejam já em seus mandatos parlamentares consigam atrair outras mulheres pra que pra pra estar junto com elas fazer política, né? É necessário é mais do que 1 mulher é claro que a gente vai contar com a solidariedade masculina e a gente conta com a solidariedade masculina durante o as nossos avanços isso não é negado de forma nenhuma, a gente entende que a nossa presença ela é importante mas com a solidariedade com a solidariedade masculina a gente conseguiu se desenvolver até aqui, mas também a partir da nossa da do nosso da nossas potencialidades e da nossa resistência acho que talvez até mais que resiliência, então era nesse sentido de como como parabenizar o documentário perguntar como ele será distribuído e pensar nessa questão da da da do ampliação do número de cadeiras femininas a partir dos mandatos parlamentares também o que as parlamentares têm feito pra conseguir chegar nisso né se a gente tem essa informação como que a gente vai avançar nesse sentido

26 de nov, 19:24
#50
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Documentário da distribuição e logo na sequência a gente vai ter que fazer o encerramento, tá, em razão do horário. Por favor Vera.

26 de nov, 19:28
#51
FIOCRUZ - FIOCRUZ Vera Marques
Vera Marques

FIOCRUZ - FIOCRUZ

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Bom, hoje a gente fez assim 1 exibição especialíssima em reconhecimento da importância do evento e do trabalho e da iniciativa que o observatório tem feito, né? O o documentário ele vai ser efetivamente lançado em fevereiro, e provavelmente lá mesmo na na Fiocruz né, eles estão todas convidadas, e ele segue por 1 distribuição muito ampla, ele vai pra streaming, ele vai pra tv aberta, ele vai correr amostras de de curtametragem, mediumetragem, né, que no caso dele é medi metragem, né? Então ele vai participar dessas, desse, desse circuito também, né, porque a intenção é exatamente essa, né, conscientizar sobre o problema, levantar a discussão, né. Eu acho que quanta coisa boa veio, né, de todas as falas, não só, né, do meu trabalho, mas de todas e quantas coisas bacanas também vieram, né. Então é isso, tem esse esse esse desejo, né, de provocar o debate, a conscientização e gerar a transformação social. Ele vai então ter 1 distribuição bem ampla, ele ganhou tradução pro inglês, pro pro espanhol, a legendagem em português e todo o pacote de acessibilidade para que de fato ele ganhe capilaridade e contribua com essa discussão. Obrigada Vera.

26 de nov, 19:28
#52
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Né? Eu quero agradecer aqui a doutora Vera Marques, a senhora Naila de Souza, a Taiara Maronesi, a senhora Luciana Paulino, a senhora Edineide Arruda, a doutora Renata Reis, né? A todos vocês aí que contribuíram ricamente por esse momento, né? Vejam que todos os assuntos de hoje, né? A gente acaba entendendo sim que nós só vamos conseguir mudar essa realidade também se nós tivermos mais mulheres nesses espaços de poder importante, seja pra poder destinar orçamento adequado pra destinação das políticas públicas, né? Seja pra que a gente possa ter regime aí de distribuição financeira que seja mais eficaz, seja no sentido de nós termos aí essa preocupação com a segurança, né, das parlamentares, sejam elas vereadoras, deputados estaduais, deputadas federais, senadoras, prefeitas, né, e todos os mandatos que existem, né, nós vimos aí essa questão da anistia, né, que na verdade a gente acaba perdendo no voto porque somos minoria aqui dentro, né, então jamais nós podemos deixar naturalizar esse tipo de problema que existe na nossa sociedade, então são desafios gigantes, mas que de novo, né, precisamos sim, né, de políticas públicas como foi falado aqui, né, que estão acontecendo, mas a gente sabe que em razão do contingente do problema ainda chega de 1 forma muito pequena no quantitativo de mulheres que nós queremos que chegue, né, mas acredito que são momentos como esse que enriquecem o debate e fazem com que na ponta também as mulheres sintam essas políticas públicas, né. Nós vamos encerrar agora a parte protocolar desse evento, agradecendo a todas as convidadas por essas contribuições excepcionais pra esse debate tão importante. Quero parabenizar mais 1 vez a equipe do Entre Nós, as candidatas, a equipe de pesquisa em violência política de gênero da Fiocruz, né, pelo trabalho excepcional que foi apresentado aqui hoje, e convidamos a todos os presentes para acompanharem aí esse lanche que acontecerá a partir de agora ali na frente do auditório Nereu Ramos, onde nós poderemos aí continuar conversando pouco mais sobre esse assunto, né, e pra quem não sabe como chegar aqui as colegas da secretaria da mulher vão estar aqui do observatório à disposição pra acompanhálos até lá, né e todos que nos acompanharam pelo Youtube nós também queremos agradecer a companhia até aqui, né e dizer que também poderão aí assistir novamente toda essa apresentação, né, pelo w w né, pelo WWW camera ponto leg ponto b r barra ONP, né e para acessar a todos os materiais que foram lançados aqui hoje. Muito obrigada e tenhas aí 1 excelente noite.

26 de nov, 19:30