PLENÁRIO

27 nov. 2024 09:18 às 10:32

Sobre o Evento

Homenagem ao Dia da Eliminação da Violência Contra a Mulher no Plenário, com discursos das deputadas Laura Carneiro e Benedita da Silva.

#1
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Sobre a proteção de Deus em nome do povo brasileiro, iniciamos os nossos trabalhos, está aberta a sessão, dos termos do parágrafo único do artigo quinto do ato, da mesa diretora de número 123 2020, fica dispensada a leitura da ata da sessão anterior. Essa sessão solene, se dá em homenagem ao dia internacional para eliminação da violência contra a mulher, e essa sessão foi requerida, pela deputada Laura Carneiro. Convido agora a compor a mesa com muita honra a minha coordenadora, querida, deputada e presidente Benedita da Silva, coordenadora geral da bancada do Rio de Janeiro. Convido à senhora presidente do tribunal de justiça eleitoral do TSE, muita honra ministra Cármen Lúcia. Convido a ministra de estado das mulheres, ministra Aparecida Gonçalves, todos a comporem a mesa. A senhora Raquel Branquinho, procuradora da república. Eu pediria aos convidados que pudessem a as convidadas que pudessem subir a mesa, e aos fotógrafos que permitissem que a gente fizesse a sessão. Convido a todos para acompanhar em posição de respeito o hino nacional brasileiro.

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27 de nov, 12:18
#2
Transcrição por IA

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27 de nov, 12:21
#3
Transcrição por IA

Bom, queria inicialmente agradecer a presença de

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27 de nov, 12:25
#4
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E, vou começar a nossa sessão, primeiro saudando a nossa presidente, deputada Benedita da Silva, que em minutos vai presidir essa sessão. Ministra Carmen Lúcia, que honra têla entre nós nessa casa, vossa excelência tem demonstrado não só a luta pela mulher brasileira, mas principalmente pelo estado direito, pela democracia e portanto, todas as nossas homenagens. Minha ministra, Aparecida Gonçalves que é, essa batalhadora, essa lutadora da causa feminina, mas que com sua capacidade de gestão, tem trazido novos programas e projetos pra nação brasileira. Então muito obrigada, em nome de todas as mulheres. Doutora Raquel Branquim que faz esse trabalho excepcional, nos defende, em todas as questões e mais do que isso tem propiciado inúmeras ações em defesa, não só da justiça a favor das mulheres mas, especialmente contra na questão da violência contra a mulher. Queria também agradecer a Ana Carolina, Ana Carolina é 1 parceira, tem sido 1 parceira da Secretaria da Mulher, mas tem sido 1 parceira de todas as parlamentares e em nome, em meu nome, mas com certeza em nome de todos os parlamentares da câmara federal nós agradecemos. Bom, deputada Flávia que eu vejo aqui a por trás, dessa coisa masculina enorme, que a gente mal vê as pessoas aqui. Vamos, eu não sei se hoje é dia de festejar ou de sofrer. Infelizmente, não temos muito a celebrar, mesmo numa sessão solene importante como essa. Apesar de todos os nossos esforços, a violência contra a mulher tornouse 1 verdadeira e incontrolável epidemia. Praticamente, imune a qualquer ação que tomemos. É certo que muita coisa melhorou, ao longo dos anos. Mas no panorama geral a situação é bastante ruim. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança, de 2024, são incontestáveis, e não deixam margem a qualquer dúvida. Apenas no Brasil em 2023, mais de 1400 vítimas de feminicídio. As agressões a mulheres aumentaram, totalizando quase 260000 no mesmo período. São números inacreditáveis, mas o fenômeno fenômeno podia ser ainda pior, pois muitos deles não são nem registrados, e sequer notificados. Nesse sentido nos últimos anos o Congresso Nacional debateu e aprovou diversos projetos de lei, pra fortalecer os mecanismos de proteção à mulher em situação de vulnerabilidade. Essa é 1 das minhas bandeiras ministra, nessa casa. Mas é muito ainda a ser feito. Eu vou aqui citar algumas das minhas iniciativas mais recentes. Nos últimos 2 anos, protocolei 1 série de projetos de lei que aumentaram, para aumentar a rede de proteção à mulher. O 1442 de 24, que garante prioridade às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, na realização das perícias oficiais. A rapidez nesse caso é fundamental pra coleta de evidências que garantam, não apenas as medidas protetivas, como também melhores chances de sucesso em ações penais contra agressores. Outro ponto que merece sempre atenção, é que envolve a questão financeira. Muitas mulheres não se afastam do agressor exatamente por falta de recursos. Busco solucionar isso no PL 16 0 8 de 24, que assegura que mulheres em situação de violência, sejam transportadas para abrigos ou local seguro, inclusive disponibilizando pra isso eventuais valores existentes em conta corrente conjunta com o agressor. Outro projeto é o 16 11 de 24, que torna crime hediondo determinados casos de lesão corporal praticada contra a mulher. Mas senhoras e senhores deputados nossos convidados, nem sempre é apenas a mulher quem sofre com abuso praticado contra ela. Refirome à violência vicária, em que o criminoso atinge a mulher por meio de agressão contra outras pessoas da família, como os filhos, os pais, os dependentes. Pra endereçar esse tipo de situação cruel e covarde, protocolei o PL 3 8 8 0 de 2024, que inclui tais casos entre as definições de violência doméstica familiar, no artigo sétimo da Lei Maria da Penha. Menciono também o projeto 5 meia meia 3 de 2023, que tem como objetivo reforçar a segurança da vítima. Em primeiro lugar propomos que o agressor possa ser preso em flagrante, após o registro da ocorrência policial, desde que essa providência seja realizada logo após a prática do delito. E haja elementos que façam presumir a autoria da infração. E a gente vê todos os dias isso. Você sabe quem é agressor e não se faz o flagrante. Em segundo lugar propomos que as gravações de vídeo e de áudio, que possam ser admitidas como meio de prova, quando se puder identificar o agressor e a vítima. Por fim e não menos importante, penso ser necessário o aperfeiçoamento da lei 14000, deputada Silvia, entre nós, da lei 14717, de outubro de 23. Por meio do projeto 5 4 meia meia de 23 discutimos a extensão do direito da atenção especial pra mulheres vítimas de tentativa de crime de reminicídio em situação de insuficiência econômica, quando resultar a incapacidade permanente para o trabalho. As iniciativas são de minha autoria, mas peço humildemente, a todos os congressistas que abracem nossas causas. O problema, de violência contra a mulher que afeta toda a sociedade de sua erradicação, exige o trabalho conjunto e permanente. E é na figura da deputada Benedita da Silva que nós temos, a nossa líder, pra que todas esses projetos, pra que todas essas matérias, possam chegar ao plenário da casa. Por fim, e não menos importante, aproveito portanto, para agradecer ao trabalho e saudar o trabalho de todas as deputadas à bancada feminina. Agradeço principalmente à secretaria da mulher, a sua equipe, a a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, a comissão permanente mista do Senado de combate à violência contra a mulher, que tanto batalham ao nosso lado. Juntas, somos todas muito mais fortes, por país, onde a violência de gênero seja, definitivamente banida das nossas vidas. É o que nós todas, que trabalhamos diuturnamente em defesa da mulher e contra qualquer tipo de violência, desejamos a todas as mulheres brasileiras. Muito obrigada a todos e agora, vou passar a palavra à nobre presidente, ministra Cármen Lúcia, porque ela tem compromisso logo depois, deputada Benedita fará o seu pronunciamento, muito obrigada. Então é Benedita primeiro. Bom, tendo em vista 1 modificação bem feminina da, eu vou convidar a nobre deputada Benedita da da da Silva pra fazer o seu pronunciamento.

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27 de nov, 12:25
#5
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Boa tarde, acho ainda senhoras e senhores, quero cumprimentar a nossa presidenta, a deputada Laura Carneiro. Quero cumprimentar aqui a nossa meritíssima, por sua presença hoje conosco, a nossa querida presidenta sempre, do nosso tribunal superior eleitoral, Carmem Lúcia. Quero cumprimentar também a nossa digníssima, que é a nossa ministra que cuida da gente, que está sempre com a gente aqui também, Aparecida Gonçalves. Quero também cumprimentar a nossa querida Raquel Branquinho, que, é nossa consultora nas horas mais importantes aqui está sempre conosco. Também cumprimentar a Ana Carolina Querino, nossa representante interina da Organização das Nações Unidas da ONU Mulheres. E senhoras e senhores aqui presente. Nós temos apenas 5 minutos mas eu eu quero terminar sem a campainha por favor então comece a contar de agora. Senhoras e senhores, bom dia Eu vou até dizer que você nunca terá campainha, ministro, porque eu estou aqui, agora eu aperto aqui. Impossível, CCê. Gostaria de agradecer a nossa, as nossas convidadas por participarem dessa sessão solene, em alusão à campanha dos 20 e dias do ativismo pelo fim da violência contra as mulheres. 1 campanha global, que nos convida a refletir e agir contra as diversas formas de violência que nós ainda sofremos. E é fundamental que, ao abordarmos esse tema, o façamos também sob a perspectiva racial, pois as mulheres negras são mais vulneráveis, como mostram os dados de inúmeras pesquisas e por isso mesmo enfrentam desafios ainda maiores. Justo por isso, aqui no Brasil, a campanha mundial dos 16 dias de ativismo, que se inicia no dia 25, dia da não violência contra a mulher, passou a incluir o dia 20 de novembro, dia nacional da consciência negra, e se transformou na campanha 20 e dias de ativismomos, reconhecendo as mulheres múltiplas, vulnerabilidades das mulheres negras, não a luta, contra a violência de gênero, sem o enfrentamento do racismo nesse país. É importante nessa data sinalizar, às vezes nem todos conhecem como nascem essas datas, por que elas estão sendo colocadas, e é preciso que tenha esse marco, esse recorte que é fundamental. Mulheres negras representa o grupo majoritário da nossa população, mas ainda é subrepresentada nos espaços de poder e de decisão, bem como no acesso às políticas públicas fundamentais. Estudo publicado em maio pelo programa das Nações Unidas para o desenvolvimento PNUD, concluiu que as mulheres negras são as menos beneficiadas os avanços sociais. Mulheres negras lideram os índices de analfabetismo, compondo o grupo que com 18 anos ou mais, tem ensino fundamental incompleto. Além disso, os domicílios chefiados por mulheres negras representam 27.4 por 100, e abrigam proporcionalmente mais pessoas, crianças, em comparação aos demais grupos. Dos principais motivos para que 7.6 milhões de mulheres negras estejam fora do mercado de trabalho, formal EAEA é a responsabilidade com os deveres afazeres doméstico, cuidados com os filhos e outros parentes. Além disso, 63 por 100 das casas chefiadas por essas mulheres negras, estão abaixo da linha da pobreza. E sabemos como a vulnerabilidade financeira impacta na permanência das situações da violência. Esses dados são reflexo da herança histórica da escravidão. Vivemos em 1 sociedade onde nós mulheres enfrentamos diariamente situações do abuso, agressão e humilhação. Essas violências podem ser de diferentes naturezas podendo levar ao feminicídio. Ontem lançamos 1 exposição no hall da ataquegrafia com inúmeros dados gravíssimos sobre as diversas violências sofridas por meninas e mulheres. E entendemos que só poderemos mudar essa realidade se houver comprometimento não apenas dos órgãos governamentais, mas de toda a sociedade com enfrentamento e fim da violência. Precisamos escutar, aprender e agir. Nossa campanha não deve ser apenas momento de conscientização. Ela deve servir para que assumamos compromisso com a transformação social e com o fim da violência e do racismo. Encerro aqui o meu pronunciamento, antes dizendo que, todas as vezes em que ocupo a tribuna para falar de mulheres, né, e falo isso pelo tempo já nessa casa e na minha trajetória política, alguém sempre fala, a Benedita sempre coloca o recorte de mulher. Negra. Eu quero dizer que, desde a constituinte, nós mulheres negras que aqui chegamos, eu era a única na época, não deixamos de falar. Porque não só falar como estimular a que outras possam estar ocupando esses espaços de poder. Porque nem sempre nós ocupamos esses espaços e nem sempre nos é dada, é evidente que o poder não se dá nem se divide, se conquista, mas não teremos sem que haja entre nós 1 união, 1 organização, 1 luta com vitória. Por isso, não me canso de dizer, até os últimos dias em que estiver nesta casa ocupando esta tribuna, porque eu creio, que para que haja realmente inclusão da mulher, no Brasil, se não tratarmos das questões de ordem racial, junto com a questão de gênero, nós não mudaremos evidentemente nada nem do ponto de vista político, nem econômico e nem social. Porque somos maioria da população, somos maioria na vulnerabilidade, somos maioria também na força de trabalho com o extrato escravocrata que ainda nesta casa lutamos por projetos e mais projetos que possam tirar essas mulheres e principalmente as mulheres negras, de trabalho similares à escravidão. Portanto, minhas companheiras, meus companheiros, todos que nos ouvem nessa manhã, saibam que pra nós é 1 questão fundamental. Combater toda e qualquer violência de gênero, com a sua transversalidade racial. Muito obrigada. Bom, queria fazer o registro

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27 de nov, 12:34
#6
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Da deputada Flávia Moraes, deputada professora Gorete, da deputada Camila Jara e da deputada Cristiane Lopes. Convido agora a fazer uso da palavra, a ministra Cármen Lúcia, e convido. Vossa excelência pode à tribuna, e convido a deputada Benedita da Silva para assumir a presidência, dessa sessão. Boa tarde a todas as pessoas que estão aqui presente.

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27 de nov, 12:42
#7
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral -TSE Carmen Lúcia
Carmen Lúcia

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral -TSE

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Muito obrigada à Câmara dos

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27 de nov, 12:43
#8
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E faço os meus agradecimentos na pessoa das deputadas, especialmente a deputada Benedito, a deputada Laura, mas a todas as deputadas, a todos os deputados que anuíram em que nós tivéssemos esse encontro e os encontros pra discutir grandes problemas são encontros necessários pra que a gente tenha as transformações que também se fazem imprescindíveis, 1 das quais é exatamente 1 transformação social no sentido de a gente ter paz para procurar viver com dignidade e principalmente ter possibilidade de ser feliz. Neste ano de 2024 no mês de março, nós do Supremo Tribunal Federal, julgamos 1 arguição de descumprimento de prefeito fundamental de quem fui relatora, para que se declarassem constitucional, atuação de advogados em, júris em casos de feminicídio, nos quais se alegasse que a vítima quis ser assassinada. Poderia parecer algo horroroso e que, não tivesse lugar, depois de ter as ordenações Filipinas não mais imperando no Brasil desde o final, da do dos meados do desde o início do século, 19, não era fato. Na década de 70, lamentavelmente tivemos, alguns assassinatos, com muita repercussão social. Nós tivemos júri que se tornou talvez caso, mais divulgado, todos os jornais, todas as revistas, todas as mídias da época, davam notícia. O julgamento no qual, assassinada a 1 mulher de maior projeção, ela estava assentada e com 6 tiros em sua face. O júri realizado em 1982. Acolheu a tese da defesa de grande advogado, super advogado brasileiro mas que acolheu, a tese, de que aquilo tinha sido aspas, suicídio por mãos alheias. Ela quis que tivesse alguém amatado. Também poderia parecer e este réu foi absolvido, e o que é muito mais grave do que tudo, saiu do tribunal do júri aplaudido. Naquele dia houve festa, na casa desta pessoa e com familiares, pra dizer as atrocidades e as as iniquidades com que vivemos. Poderia parecer que foi muito antes da constituição de 1988, e que em 5 de outubro, esta casa promulgou no pelo congresso constituinte, o dispositivo talvez mais forte proeminente da constituição brasileira que é o artigo quinto segundo o qual todos são iguais perante a lei, repetimos o que se tinha no constitucionalismo brasileiro, mas introduziuse 1 novidade que foi objeto de muita brincadeira para não usar outras expressões. O inciso do artigo quinto estabelece que homens e mulheres são iguais em direitos e deveres nos termos desta constituição. E se dizia, se somos iguais para que que precisa disso? Precisa porque nós somos juridicamente iguais, social, econômica, política, e principalmente na no diariamente desvalorizada, desigualadas. Portanto, quando a gente fala no princípio da igualdade, eu hoje falo que a constituição brasileira estabeleceu 1 outro princípio em obrigação pra nós todas, pessoas brasileiras, não da igualdade que é estática, mas da igualação, a ação pela igualdade permanente. Esta ação gerou o que nós estamos vendo principalmente nos últimos anos. Não somos mais alguns movimentos de mulheres, somos nós mulheres em movimento permanente por pães e paz, exatamente como as mulheres russas que deram origem ao que veio a ser, o 8 de março. As mulheres russas saíram em São Petersburgo em 1917, pedindo pães para os nossos filhos, paz para os nossos homens estávamos na primeira guerra mundial e eram chamados os homens a combater. Continuamos mais de 100 anos depois a pedir a mesma coisa, pões para todos porque é 1 1 sociedade na qual com as dimensões que nós temos apenas para falar do Brasil, com a terra que temos, o céu que temos, as condições ainda ambientais e climáticas que estemam as possibilidades, e alguém que durma com fome, não atingimos o estágio civilizatório do mínimo existencial para 1 dignidade humana. E povo, que não garante que, mulheres como os homens possam ir dormir em paz, porque alguém ao seu lado pode te matar na madrugada, não atingiu o estágio civilizatório, menos ainda, não se cumpre a constituição nessa sociedade, o que nós queremos é isso, pães e paz. Por isso em 2014, eu já tinha iniciado o que hoje é 1 campanha que depois institucionalizei como presidente da do Conselho Nacional de Justiça, a campanha da justiça pela paz em casa, segundo a qual, 3 vezes no ano no mês de março na semana do dia internacional chamada mulher no mês de agosto onde se tem a lei chamada lei Maria da Penha e nesta semana. Que se tem AAA semana na qual se se se luta contra todas as formas de discriminação contra as mulheres. Todos os juízes brasileiros em todos os lugares deste país, dão preferência e prioridade ao julgamento dos dos casos nos quais se tem violência doméstica, seja contra as mulheres, seja contra as crianças nessas famílias porque 1 criança que vê, a mãe sendo assassinada, ou violentada pelo pai, levará para sempre 1 marca na sua vida, é 1 vida que se de alguma forma, se constrange, se limita pelo que vive dentro de casa, isto não é 1 sociedade civilizada pra dizer o mínimo. O que a deputada Benedita acaba de dizer é que nós temos 1 luta permanente para que a gente seja igual, não a sociedade na qual a hegemonia prevaleça como se fôssemos igualadas na lei, desigualadas na vida, a lei é feita exatamente para que a gente tenha melhores condições de vida, o direito só existe para que a gente tenha boas condições de convivência. A agressão contra a mulher impede a convivência, convivência é viver com o outro, ora se quer viver usandose a mulher como se fosse mero objeto de desejos, de voluntarismos, enfim de todo o tipo de injustiça. Por isso mesmo é que observar a constituição e garantir estado democrático de direito é garantir que todas as mulheres como todas as pessoas, homens mulheres, crianças, jovens, velhos, todos nós temos condições de conviver segundo direitos sem igualdade exatamente como está posto, e que é o que realiza o estado democrático de direito. A constituição brasileira de 1988, introduziu algo que nunca se tinha os objetivos da república federativa do Brasil, independente de governo, de quem esteja no governo, é inconstitucional atuar contra o que ali se põe, no artigo terceiro se diz, são objetivos da república federativa do Brasil construir 1 sociedade livre, justa e solidária. As mulheres não são livres quando não tem as mesmas oportunidades de trabalho e não é justa menos ainda solidária é 1 sociedade que mata mulheres e crianças como se fosse alguma coisa regularmente adotada e se pudesse ser aceito, não é. Violência ou não direito, onde mora violência, o direito se mudou desta casa. É preciso que a gente supere tudo isso e todo mundo tem o direito portanto de viver em paz. Por isso mesmo, nós, o Tribunal Superior Eleitoral com todas os dados que se tem das últimas eleições nas quais se demonstra a dificuldade enorme, os atentados muito maiores das mulheres, a impossibilidade de aceder aos recursos ainda que legalmente jurisprudencialmente seja garantida a ela, que tem as mesmas condições de disputa pelos espaços públicos e até particulares, em igualdade de condições, por isso mesmo nós estamos liberando todos os dados de estatísticas no próximo dia 9, tornando pública avaliação das eleições e fazendo com que a gente tenha instrumentos para transformar e eu não vou dizer dar basta à violência, eu vou dizer construir essa sociedade livre, justa e solidária. Por isso mesmo, no próximo dia 10 que é o dia internacional dos direitos humanos, o dia em que se marca a declaração dos direitos do homem do cidadão. Nós estamos nos encontrando na no Tribunal Superior Eleitoral porque eu estou chamando deputada, direitos 2 pontos, humanas. Os direitos não são dos homens, os direitos fundamentais são de todas as pessoas e se não houver mulheres e homens convivendo pacificamente nós não seremos, legatários, não deixaremos a herança para os que vierem depois da certeza de que nós lutamos sim, para que houvesse 1 sociedade mais justa para todas as pessoas. Eu dizia tempo atrás aqui no Senado apenas para terminar, que eu quero e ainda tenho o sonho, que era talvez o sonho da Cecília Meireles, quando no poema dela dizia já fui loira, fui morena, fui Alice Beatriz, fui Maria Madalena, só não pude ser como quis, eu ainda tenho o sonho de ver, Brasil no qual cada possa ser o que quiser, nós mulheres temos o direito de ser muito obrigada. Com a palavra agora a nossa

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27 de nov, 12:43
#9
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Estado das mulheres senhora Aparecida Gonçalves. Convida a. E convido a nossa procuradora Soraia, nossa deputada, a compor a mesa. Bom dia.

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27 de nov, 12:53
#10
Ministra de Estado das Mulheres Aparecida Gonçalves
Aparecida Gonçalves

Ministra de Estado das Mulheres

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Eu quero, saudar a mesa, na pessoa, da deputada Laura Carneiro, nossa requerente. Abraço. A nossa parceira, e coordenadora geral da bancada feminina deputada Benedita da Silva, deputada Soraia Santos procuradora da mulher, né. Eu quero saudar a ministra Carmem Lúcia que está saindo porque tem que votar no STF, né. Quero saudar a Ana Carolina Querino, da ONU Mulheres, a Raquel Branquinho, nossa procuradora da república, mas eu quero saudar também aqui, quebrando o protocolo, as secretárias estaduais de mulheres que estão aqui nessa, nessa sessão, que é a Olga Aguiar, né? A Olga do Rio Grande do Norte, a Evelin Gordâmia de Goiás, a Ketlin de Mato Grosso, a Zenaide Lustosa do Piauí, e a Adriana Maria de Roraima. Rondônia. Então assim eu queria saudar elas nós estamos aqui em reunião há 2 dias, né discutindo as políticas pras mulheres, discutindo desafios, e pra ser sincera quero agradecer, deputada Laura, deputada Benedita, deputada Soraia, esta sessão solene. Eu acho que 20 e dias de ativismo, que no Brasil nós, na verdade nós usamos pra que nós possamos refletir sobre a situação das mulheres, sobre a violência contra as mulheres, nos traz desafio. Ontem as secretárias e nós discutimos o a tarde inteira e o dia inteiro, sobre como é difícil, como é difícil todos os dias nós acordarmos com o anúncio de mulheres mortas. Como é difícil, e nós temos feito todos os processos pra que nós possamos conseguir enfrentar a violência contra as mulheres. Mas é desafio permanente, porque é desafio colocado pelo ódio, pela intolerância, pelo processo que foi construído nesse Brasil, a qual 1 das grandes vítimas são as mulheres e as mulheres negras. Portanto nós estamos aqui pra refletir sobre isso e pra construir e repensar quais são as estratégias que precisam ser de fato colocada no país. A nossa avaliação é que nós podemos fazer muitos serviços especializados. O governo federal vai fazer 40 casas da mulher brasileira. E eu acredito que vamos fazer mais. Nós vamos equipar as delegacias de mulheres nós queremos potencializar o serviço, mas só isso não é suficiente. Nós precisamos mobilizar o nosso país, nós precisamos sensibilizar o nosso país, nós precisamos sensibilizar todas as pessoas pra que elas possam também serem agentes da não violência contra as mulheres do nosso país. Nós precisamos dizer que para além dos serviços, para além dessa responsabilidade, nós precisamos construir 1 outra sociedade. Não é possível a gente pensar 1 sociedade, onde simplesmente as mulheres não valem nada. Nós somos, da lei na questão do trabalho, nós recebemos 20 por 100 a menos que os homens. E veja bem, 1 lei das mais importante que essa casa aprovou. A lei da igualdade salarial, ela está parada na justiça. O relatório de transparência nós tivemos que tirar do ar enquanto o governo federal, porque a justiça pediu que fosse retirado. Porque não se quer debater a desigualdade. E essa desigualdade é 20 por 100 entre as mulheres branca, mas entre as mulheres negras, Benedita, é quase 50 por 100 essa diferença, pelo mesmo trabalho. Nós tivemos aumento, proporcionado pelo governo do presidente Lula. Por esse governo que tem compromisso com a mudança desse país, aumento do emprego. Mas isso não significou que aumentou e melhorou a vida das mulheres. Os dados nos mostram que as mulheres continuaram a receber menos. Portanto, esse desafio nós temos que colocar. E o que tem a ver é igualdade com a questão da violência contra as mulheres? O grande debate é onde é que nós temos condições de decidir sobre a vida, de poder dizer sim ou não, de ir ouvir em em qualquer lugar desse país. No transporte, na via pública, nas cidades. Então esses desafio é que nós precisamos refletir nesses 20 e dias de ativismo. Nós lançamos e colocamos no site do ministério, a transparência sobre como estão todas as casas da mulher brasileira em construção. E nós queremos construir processo de transparência, mas nós também queremos construir debate nacional, e é por isso que nós estamos discutindo o feminicídio 0. Nós precisamos falar com os homens, nós precisamos falar com toda a sociedade, nós precisamos mobilizar o Brasil, a sociedade e principalmente os homens, pra que eles venham conosco. A violência com mulher não é responsabilidade da bancada feminina, é bancada, é é responsabilidade desse congresso. A violência contra as mulheres não é responsabilidade da ministra Cida é responsabilidade do governo federal e de todos os ministros. Enfrentar a violência contra as mulheres não pode ser responsabilidade única exclusiva das mulheres. E eu estou aqui hoje para dizer, que nós vamos continuar fazendo o debate e a mobilização sobre o feminicídio 0. Nós fomos para os estádios. Nós vamos para o carnaval, nós vamos para a música, nós vamos para o forró, nós vamos onde for necessário, para que nós possamos dizer que esse país, e essas mulheres, não aceitam mais serem caladas, não aceitam mais serem silenciadas, E não aceitam mais serem tão subordinadas como nós temos sido durante tantos anos e tantas décadas. Nós, estamos lutando pra ter mais orçamento, mais política, mais secretaria, mais representatividade, pra que nós possamos chegar em 2026, mudar o quadro das representantes que nós temos no nosso país. Que 2028 também mude porque esse ano, esse ano nós elegemos mais mulheres, mas não foi aquilo que a gente queria. Portanto nós temos o desafio de garantir que nós temos que estar nos espaços de poder. E estar nos espaços de poder é salvar a vidas das mulheres. Ter poder significa ter o poder de dizer não, não ao tapa, não à violência psicológica, não à violência moral, não ao assédio. Ter poder significa ter capacidade de decidir sobre a sua vida, e é isso que nós queremos pra todas as mulheres do Brasil. Então parabéns às nossas parlamentares por essa sessão solene. Nós estaremos ainda reunidas hoje, a gente vai terminar a nossa reunião, mas quero dizer e colocar o Ministério das das Mulheres à disposição e terminar, dizendo que é compromisso do presidente Lula. Desde quando ele assumiu que não é possível ter país onde as mulheres ganham menos, onde as mulheres morram todos os dias vítimas de violência. Muito obrigada. Ministra.

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27 de nov, 12:54
#11
Transcrição por IA

Com a palavra a nossa. A nossa procuradora da mulher, deputada Soraya Santos. Obrigada nossa presidente

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27 de nov, 13:02
#12
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Deputado Benedita da Silva do qual tenho muito orgulho de como coordenar junto com vossa excelência essa bancada feminina vossa excelência que é a líder da bancada feminina, eu na procuradoria e Andra no observatório. Queria cumprimentar a ministra Cida, cumprimentar Flávia, nossa amiga querida de parlamento, assim como a Laura Carneiro, já parabenizando o requerimento de sessão Laura, porque é importante demais que a gente faça campanhas, faça sessões, que sejam marcos pra nortear durante a nossa correria do dia a dia a sociedade precisa entender o porquê das campanhas, o porquê e eu parabenizo vossa excelência por ser requerente dessa sessão. Queria cumprimentar de forma muito carinhosa também a Raquel branquinho, essa mulher que tem sido 1 referência no nosso país, que não abre mão das suas convicções, entendendo que a dignidade da mulher passa exatamente porque ela possa ter o exercício pleno da função que ela é colocada hoje, a Raquel Branquinho, sem dúvida nenhuma, é a maior voz do ministério público de toda estrutura do ministério público na defesa da violência, no combate à violência política contra as mulheres, e isso é de fundamental importância. Ana Querino também te abraço de forma muito carinhosa sabendo do papel da ONU Mulheres, né, Belém, todas as causas que nos unem, que são suprapartidárias na defesa da dignidade humana. Essa campanha, esse período de ativismo, como falava, ela é justamente pra mostrar ao Brasil o que está acontecendo nesse país. E a gente tem que fazer, Flávia Benedita, 1 retrospectiva que foi em 2017 que nós votamos a lei do feminicídio. E naquela época era tão interessante Raquel, que as pessoas achavam que feminicídio era nome, mimimi de mulheres. E naquele momento a bancada feminina que era tão pequena, nós tínhamos só 49 parlamentares aqui na câmara e a gente dizia, não, a gente só quer saber quantas mulheres são mortas por posse e quantas mulheres são mortas por latrocínio, acidente qualquer. E pasmem, depois de ano o Brasil se chocou. Eu me lembro, Flávia, que eu encontrava às vezes as pessoas e os deputados falavam assim comigo, o que que está acontecendo? Está brotando feminicídio no jardim? Não, elas estão enxergando o que está acontecendo. E foi muito interessante que 2017 pra 2024, ministra Cida, houve amadurecimento absurdo na sociedade, onde se percebeu essa posse muito clara, porque o crime que hoje, que começou como agravante de homicídio e hoje é tipo penal, ela se apresentava de forma muito hedionda. Essa semana nós vimos, por exemplo, homem que matou a sua mulher, exmulher, na frente da filha e do neto. Aqui em Brasília, nós tivemos 1 pessoa que atacou a exmulher, atropelando 3 vezes, não bastou 1 vez não, foi, voltou, foi, voltou. Em Goiás há pouco tempo nós tivemos esmagamento da cabeça de 1 mulher e não é à toa que é tipo penal diferente. E aí há pouco tempo estava discutindo com o jornalista, Bené, e ele me falava assim, o que que vocês da bancada feminina querem? A vida da mulher vale mais do que a do homem. E ele me falava do que nós votamos e agora é lei do endurecimento do feminicídio, que além de tipo penal, nós deixamos claro, é perda de função pública. Não dá pra esse homem matar a exmulher e querer ter a guarda do filho pra ficar com o patrimônio dela. Então foi é inafiançável, não pode ficar perda do pátria poder, porque quem nasceu pra servir ao público, sustentado com dinheiro público, não pode matar as pessoas. E mais, pra buscar a progressão de pena, ele tem que cumprir no mínimo 55, porque a sociedade não entende você cometer crime e ano depois sair. A sociedade quer resposta. E eu falava para o jornalista deve estar vendo alguma confusão, porque homicídio, que é para o homem e para a mulher, a pena é igual, mínima de 12 e máxima de 20. Feminicídio é tipo penal diferente, não se mistura, é crime hediondo. O que eu espero é que os outros tipos penais possam endurecer as penas. O que a sociedade não vai permitir mais é que a gente mate a as pessoas na forma como se está matando. E aí eu quero falar da importância da campanha, porque o Brasil, além de ser o quinto que mais bate em mulher, está com índices de feminicídios alarmantes. E isso é a garantia da dignidade da vida. Se eu não quero mais, eu me lembro, né, que ano passado o Congresso Nacional lançou 1 campanha do antes que aconteça mostrando todo esse percurso porque, como a ministra Cida falou, não adianta a gente defender as mulheres a defender a vida se não tiver dinheiro e nós botamos no orçamento dinheiro carimbado pra prevenção a todo esse percurso. Isso foi inovador e foi a primeira vez Flávia, que a gente entrou com grupo de mulheres, 1 sanfoneira cantando a música da Vanessa da Marta, dizendo se você não me quer mais, vá embora, segue feliz. Mas a vida de 1 mulher não é propriedade de ninguém. Queria chamar atenção para o dia 6 de dezembro. Essa câmara chama atenção que dentro do período de ativismo tem o dia 6 de dezembro, que é a luta do homem pela mulher. Porque o homem cidadão não criou filha pra bater em ninguém, apanhar de ninguém. O homem cidadão não investiu de forma alguma na formação de 1 filha pra que ela não pudesse ter o direito de ocupar funções. A sociedade não votou numa mulher, deputada Talíria, não colocou 1 mulher no parlamento para ela ser impedida de exercer a sua função. Nós não nomeamos 1 procuradora para de repente funcionário, deputada Flávia, meter a mão nela por insubordinação. Nós temos que acordar o Brasil pra isso. É direito natural. De homens e mulheres. Se nós queremos 1 sociedade justa, nós temos que ter homens e mulheres em qualquer espaço de decisão. Por isso Raquel, que o seu trabalho é muito importante, de saber que essas mulheres não estão sozinhas. Nós estamos linkando o nosso sistema da procuradoria, Bené, por todas as vereadoras eleitas. Conclamando que elas criem a procuradoria da mulher e mais ministra Cida, criem secretarias de política das mulheres, porque a maior parte dos estados brasileiros sequer tinha Secretária de política das mulheres e as pessoas me perguntam, mas isso é importante pra quê? Muito simples. O governante que entende que mais de 50 por 100 do seu eleitorado não vai brincar de telefone sem fio, telefone sem fio todo mundo lembra. Eu vou falar com a coordenadora, a coordenadora vai falar com o secretário que vai chegar ao governante. Governante que se importa com as mulheres, cria a secretaria de política das mulheres, porque é a secretaria de política das mulheres que faz a articulação. Entre os poderes. Temos que defender aqui nessa casa, sim, fundo a fundo, colocar recursos fundo a fundo para a execução dessas políticas, isso é dever de casa nosso. Portanto, eu quero falar da importância desse ato, de chamar atenção para as diversas formas de violência, lembrar da violência obstétrica, não podemos mais permitir que as mulheres, Bené, passem por situações absurda na hora do seu momento mais sagrado, e dizer que para as pessoas que nós temos, eu estava conversando agora, Werneck, com o deputado Antônio Brito, ele me falou 1 frase e eu falei, espera aí, eu vou repetir essa frase pra onde eu vou agora. Olha que interessante o que ele me falou, que as mulheres e os negros eles precisam de justificativa pra que alguém tutela. Se é mulher que chega lá é porque ela é amante de alguém, é fulana é é marido de alguém, é filho de alguém, se é negro, precisa de alguém que vai tomar a decisão por ele. A gente tem que acabar com essa história. A gente tem que acabar, nós mulheres somos filhas, sim, de alguém, somos esposas de alguém, somos mães de alguém, somos a voz de alguém, mas independente de ser isso, que tudo nos orgulha, nós somos economistas, professoras, médicas, educadoras, nós temos potencial produtivo. Se nós dizemos defender a família, hoje nós tivemos 1 sessão onde veio a Nossa Senhora de Nazaré, se defendermos a família, nós não podemos fechar o olho para a violência doméstica. Nós temos que acordar esse Brasil que nunca teve tanto acesso, tanta forma de comunicação, mas nunca se foi tão sozinho, teve tanto suicídio, tanta depressão. Será que está vindo aonde essa sociedade doente? Essa sociedade doente está vindo quando eu fecho o olho pra violência que está dentro de casa. 65 por 100 das mulheres que morrem por feminicídio morrem dentro de casa e por arma branca. E eu quero dizer pra vocês, que as pessoas precisam se importar, sejam homens ou mulheres. A gente liga com muita facilidade 9 0 pra falar que o o vizinho está fazendo barulho numa festa que está me incomodando. Eu quero saber quantos estão pegando a mão no telefone e ligando 9 0 porque tem alguém gritando. Ninguém apanha porque gosta. Não há possibilidade de eu achar que aquilo é comum. Eu escuto muitas vezes a pessoa dizer, mas eu escuto esse grito sempre e não fez nada. Nós somos parte dessa mudança. Que Brasil a gente quer? Que as mulheres possam ir e vir e exercer plenamente o seu direito e a sua cidadania. Que a gente possa defender Brasil que não permita mais que meninas sejam abusadas, que famílias sejam destruídas e que haja essa vergonha de colocar o Brasil na marca do quinto país que mais bate mulher. Deputada

0:0010:29
27 de nov, 13:03
#13
Transcrição por IA

Eu quero anunciar que a ministra Cida vai precisar sair ela já tinha comunicado, e nós só temos apenas 30 minutos pra terminar essa sessão. Eu pediria então agora pra falar a nossa, nossa, procuradora da república, né, nossa querida, ilustre companheira amiga, doutora Raquel Branquinho. E, a seguir, a nossa, Ana Carolina Querino, a Flávia Moraes que fala pelo seu partido, e a nossa professora Gorete. E a gente não vai ter mais o tempo para dar oportunidades mas desde já eu peço desculpa, e estou fazendo essa coisa chata antes de passar a mesa para a Soraia que agora passa a presidir a mesa, muito obrigada. Obrigada deputada Benedita, vou falar bem rapidamente eu acho que este momento aqui.

0:001:09
27 de nov, 13:13
#14
Procuradora da República Raquel Branquinho
Raquel Branquinho

Procuradora da República

Transcrição por IA

Mais recado né que é pra nós possamos compartilhar, que seria cumprimentar todas as parlamentares,

0:000:08
27 de nov, 13:14
#15
Transcrição por IA

Ministros, todas que estão aqui nessa mesa mostrando a união né do do Congresso Nacional em torno dessa pauta, todo mundo que está assistindo, que está assistindo de casa. Eu represento o grupo de trabalho de violência, de enfrentamento e combate à violência política de gênero, nós temos trabalhado ativamente com a secretaria da mulher aqui na câmara, na pessoa da deputada Benedita como coordenadora, da deputada Soray como procuradora da mulher e de todas as outras deputadas que também atuam ali na secretaria, e eu acho que tema que a gente tem que refletir bastante que é pouco do que eu gostaria de deixar aqui como assunto pra maior reflexão nessa questão da violência contra a mulher, é que a gente vive de fato o Brasil é 1 sociedade violenta, matase mais no Brasil anualmente do que países em guerra, nós temos que refletir sobre isso. E, a violência contra grupos vulnerabilizados e vulneráveis é muito mais potente infelizmente aqui no nosso país ou seja, as mulheres, pessoas negras, pessoas LGBTQIA, sofrem essa violência de 1 forma muito mais assertiva, com muito mais, em 1 escala muito maior do que os demais segmentos da nossa sociedade. E, na esfera política, há o reflexo de toda essa violência da nossa sociedade. E é 1 violência que na medida que a gente afasta as mulheres né, do parlamento federal estadual e principalmente municipal, há 1 relação de causa e efeito com o que a gente sente e vê na sociedade, porque nós estamos aqui falando e ouvindo as parlamentares falar de várias iniciativas né de todas elas e de vários parlamentares homens também dessa casa porque eu acho que, esse assunto não é só de mulheres né, é assunto de toda sociedade, nós estamos ouvindo todas falar de várias iniciativas legislativas, muito bemvindas, muito importantes precisamos sim reforçar o contexto jurídico e legislativo brasileiro mas a gente precisa trabalhar na formação dessa sociedade também, porque senão sempre vamos estar como usar aquela frase enxugando o gelo porque a violência vai estar aí presente. E pra trabalhar informação, educação e mudança social, nós precisamos ter representantes femininas em todos os parlamentos e daí, o trabalho da gente ter que enfrentar a discriminação e a violência contra a mulher na esfera política também. Vivenciamos agora as eleições de 2024, não foram eleições fáceis pras mulheres nas câmaras ou nas candidaturas a a às prefeituras, pelo GT nós atendemos várias candidatas em segundo turno com possibilidade de êxito nas urnas, mas que enfrentaram a violência patrimonial, a violência moral, a violência psicológica e a violência física a si e a sua família, o que de fato contribuiu para que elas não pudessem ser eleitas, então isso é muito grave, isso é assunto que nós devemos olhar como 1 sociedade democrática, nós estamos de fato afastando as mulheres dos espaços de poder. E como último recado que eu gostaria de deixar, é que grande responsabilidade disso é dos partidos políticos, e nós temos que trazer os partidos políticos para este assunto, e nós temos que trazer os partidos políticos pra este assunto, pra essa pauta e pra discussão responsável e com bastante transparência e e profundidade de dessa temática, não basta só termos leis se os próprios partidos não praticam essas leis ao longo dessas décadas que já há políticas afirmativas aqui no Brasil, e agora recentemente outras legislações como a lei 14 192. Então tanto na experiência desse trabalho aproximadamente 3 anos, o que eu posso trazer de mais relevante é que, precisamos sim que os partidos políticos adiram a essa pauta com a realidade da necessidade que isto importa hoje pra toda sociedade brasileira. Então gostaria de terminar agradecendo essa oportunidade, muito obrigada e parabéns por essa sessão de encerramento ou de debate nessa pauta do ativismo, dos 20 e dias de ativismo contra a violência contra a mulher, obrigado. Pra fazer uso da palavra Anaqueria

0:004:22
27 de nov, 13:14
#16
Transcrição por IA

Nesse momento representando a ONU Mulheres, 1 grande parceira desse parlamento. Olá, bom dia a todas

0:000:18
27 de nov, 13:19
#17
Representante Interina da Organização das Nações Unidas – ONU Mulheres no Brasil Ana Carolina Querino
Ana Carolina Querino

Representante Interina da Organização das Nações Unidas – ONU Mulheres no Brasil

Transcrição por IA

Todas, bom dia deputada Soraia, bom dia deputada Bené. Bom boa tarde né a gente está aqui falando bom dia ainda pelo porque eu não sei vocês mas boa tarde é só depois de almoçar mesmo. Bom dia doutora Raquel, bom dia deputada Flávia. E eu quero também estender bom dia muito especial a a todas as pessoas que estão aqui deputada Talíria que eu estou rindo ali e as outras deputadas que estão presentes, e às equipes também da da secretaria da mulher aqui da da câmara porque eu sei que, estão por trás aí de de trabalho árduo, em defesa dos direitos das mulheres, no aqui no parlamento. Esse ano, é ano bastante crítico, em relação a a todo o processo que já se iniciou em setembro, de celebração dos 30 anos da declaração e da plataforma de ação de Pequim, que é ainda o documento mais visionário e mais compreensivo em relação à sua abrangência, sobre os direitos das mulheres. Desde setembro desse ano até setembro do ano que vem a cada mês 1 das áreas críticas de interesse da plataforma de Pequim, será o principal foco de atenção. Agora em novembro, com os 16, 20 e dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, não poderia ser outro tema senão o enfrentamento à violência contra as mulheres e meninas, em todo o mundo. E o principal a principal entrega vamos falar assim desse ano, foi o lançamento de relatório elaborado pela ONU Mulheres e pelo NODC que é o escritório das Nações Unidas sobre drogas e crimes, é sobre feminicídios. Porque não é só violência mas destacar a forma mais extrema de violência contra as mulheres, que é o feminicídio. Se você chega a tirar a vida de 1 mulher, que outra forma, que outra violação do seu direito humano seria mais crítica né? E como a deputada Bené já destacou aqui, a gente não pode só olhar para as mulheres no singular a gente olha para as mulheres no plural. E o que a gente tem visto sobre os dados de feminicídio no Brasil se a gente pega olha a série histórica todo mundo já sabe né, Que a maior a maioria das mulheres assassinadas, vítimas de feminicídio no Brasil são mulheres negras mas se a gente olha para a série histórica, o que tem de mais impressionante nos dados, é que, mesmo com todas as políticas adotadas, a resposta pra mulheres brancas e pra mulheres negras é diferente, então a gente precisa olhar pra isso não só em relação à quantidade, mas olhar também que essas políticas elas acabam funcionando mais, pras mulheres brancas, que aí tem 1 redução da taxa de feminicídio do que para as mulheres negras que têm aumento dessas taxas. Então a gente precisa olhar que metas diferenciadas adotar nas políticas pra que elas possam atender a todas as mulheres na sua diversidade, e evitar que isso aconteça. A gente sabe quando a gente olha pra violência política como que isso, como que se expressa de 1 forma diferente pras mulheres, inclusive aquilo que já foi falado né que não é só 1 ameaça para as mulheres especificamente, mas para suas famílias também e isso a gente sabe que fere as mulheres de 1 forma, dupla tripla até né porque não é só a sua dignidade a sua honra que está em questão ameaça essas mulheres mas a gente sabe que as mulheres negras, as mulheres trans, as mulheres indígenas, elas têm outros componentes nesse meandro da violência política que, que acaba nos afetando. Sabendo que é fenômeno universal, sabendo que nenhum país do mundo conseguiu chegar a 1 resposta eficiente pra eliminar a violência contra as mulheres mesmo aqueles que são os mais avançados. E o que esse relatório traz aqui eu acho que pra pra finalizar porque daqui a pouco a campanha vai tocar eu estou olhando ali 40 segundos. Vou passar pouquinho deputada Soraia dos 40 segundos. A gente sabe, a partir dos dados desse relatório, que globalmente 85000 mulheres e meninas foram assassinadas intencionalmente em 2023. Mulheres e meninas estão mais expostas aos homicídios vou falar feminicídios dentro de casa, enquanto 60 por 100 ou 50 e 1000 desses desses feminicídios, eles foram cometidos por parceiros íntimos ou por familiares, o que traz também outra diferenciação. Apenas 12 por 100 dos homicídios de homem, de homens acontecem na esfera privada. Em média 140 mulheres foram assassinadas por dia, o que dá 1 1 média aí de 1 mulher a cada 10 minutos. E eu vou só finalizar falando que essa violência ela é evitável. A gente precisa trabalhar nas nas ações de prevenção e pra trabalhar nas ações de prevenção a gente precisa mudar as normas sociais. Né? Então pra impedir que essa normalização da violência aconteça e se acontecer pra impedir que ela escale porque feminicídio ele não acontece assim já de 1 vez e se acontecer para que os agressores sejam responsabilidades responsabilizados. É isso gente, muito agora bom dia boa tarde me despedindo. Obrigada. Obrigada Ana, sempre com

0:006:02
27 de nov, 13:19
#18
Transcrição por IA

Relevantes eu convido a deputada Flávia Moraes para fazer uso da palavra. Está bem. Bom dia.

0:000:13
27 de nov, 13:25
#19
Transcrição por IA

A todas, eu queria aqui em poucas palavras manifestar em nome do meu partido do PDT nessa sessão solene que é tão relevante, tão importante pra 1 pauta que diz respeito a todos nós, homens e mulheres do nosso país, que vivem e convivem com esses números de violência que infelizmente não atinge só as mulheres, mas também aos filhos dessas mulheres, aos familiares, aos pais, a todos da nossa sociedade eu queria cumprimentar a deputada Laura pela iniciativa a nossa procuradora Soraia brilhante lutadora guerreira eu quero aqui fazer o testemunho é Soraia pelo que você representa pra nós pra bancada feminina pra história da luta contra a violência nessa casa, cumprimentar aqui a ONU Mulheres a pessoa da Ana cumprimentar aqui a Raquel Branquinho que representa o Ministério Público a nossa ministra Cármen Lúcia que muito nos honrou com a sua presença a ministra Cida que tem sido muito presente aqui nesse parlamento, a todas as parlamentares, a todos os presentes, a Avenue que representa aqui o estado de Goiás, seja muito bemvinda. E em poucas palavras dizer que eu estou hoje no sexto mandato, eu acompanho essa pauta desde que a lei que puniu o agressor era 9099, que tinha como pena apenas pagar serviços à comunidade ou 1 cesta básica. E a gente sabe que hoje, com a lei Maria da Penha, nós temos aí dos marcos legais mais avançados do mundo. Nós temos, depois da lei Maria da Penha, vários projetos, várias leis aprovadas que vieram aí trazendo aperfeiçoamento pra essa lei, tentando, buscando na esperança, talvez que ainda nós não chegamos no ponto que nós queremos, resultado efetivo pra esses números cada vez mais crescentes. Sim, a sensação que nós temos Raquel, é que nós estamos enxugando gelo. É que a gente não consegue chegar onde nós queremos chegar, mas eu quero dizer que pelo histórico que nós temos aqui dessa casa, nós avançamos bastante né Soraia? Quando naquela época a gente tinha coordenação da bancada que era a reunião de mulheres deputadas. Hoje nós temos a procuradoria, nós nós temos a procuradoria, nós temos a secretaria da mulher, nós temos a comissão mista que envolve o Senado e a Câmara de enfrentamento à violência, temos o observatório que levanta dados anualmente nos trazendo aí números importantíssimos pra que nós possamos avaliar as políticas públicas, nós aprovamos o feminicídio que hoje querendo ou não, o feminicídio eu falo que é AA0 fim da linha da violência né, não tem volta, ali não tem mais o que fazer, nós podemos fazer durante a violência né, enquanto está acontecendo outros atos de violência, mas quando chega no feminicídio, a gente sente que não tem mais, o que fazer, apesar de que o ciclo se repete às vezes nas próximas gerações, e a gente precisa trabalhar nisso. Então aqui, eu quero nessa sessão solene fazer convite, fazer chamado ao povo brasileiro. Que nós possamos em todas as esferas de governo, estar trabalhando em harmonia em conjunto, colocando essa pauta como 1 pauta prioritária pra que nós possamos EEEA sensação de enxugar. Ela é exatamente o que a Raquel colocou aqui, para além de coibir, de punir, nós precisamos trabalhar a educação, né, pra que a gente possa criar homens e mulheres que possam conviver respeitando, né a importância de cada Eu sinto que essa violência aumenta proporcionalmente à à emancipação da mulher. Quanto mais ela se ela ocupa espaço no mercado de trabalho, ocupa cargos mais altos, com competência, parece que aumenta o número de violência, a a violência aumenta ainda mais. É muito difícil ainda pra, e aí eu não falo de todos, mas pra alguns homens conviver com o sucesso profissional da mulher, então tudo isso a gente precisa trabalhar na educação, é é é orientando as mães de como criar os filhos homens, as filhas mulheres, de forma que eles possam conviver, respeitando, o desenvolvimento, o crescimento de cada e sem violência né? Então a cultura da paz, ela é importante que nós possamos cultivar ela desde da infância, e que a gente possa fazer disso 1 forma, instrumento forte de mudança cultural, pra que a gente possa realmente sentir, que nós vamos ver esses números melhorando, vamos ver a nossa sociedade com comportamento diferente, e isso leva tempo, mas nós estamos aqui. Eu queria mais 1 vez ressaltar que a nossa bancada feminina, pra encerrar, trabalha aguerrida aqui por essa causa, todas nós temos comprometimento muito grande com essa causa, e a gente fica muito feliz de poder participar de todos os momentos como será o ativismo nos próximos dias, em que nós podemos dar visibilidade pra essa pauta tão relevante pro Brasil. Obrigado presidente. Obrigada Flávia, você sempre agregando, né, você manda

0:004:57
27 de nov, 13:25
#20
Transcrição por IA

Que sempre inspirou cada 1 de nós que chegou aqui, justamente por essa fala ponderada, trazendo a razão e sim passa pela educação, sim, a a lei de Newton costumo dizer Flávia, que o que eu sinto hoje em dia é a lei de Newton, as mulheres estão chegando então vem a reação e essa reação é 1 mão forte, né? A gente tem que aprender a conviver com harmonia lado a lado, não é 1 guerra de sexo nem pode ser, mas até no parlamento às vezes eu escuto assim, mas vocês querem acabar com as nossas cadeiras? Aí eu brinco, mas a cadeira é da população, não é de ninguém, não é da mulher nem do homem. E é assim, da mesma forma com que a gente tem que estar mostrando, né? Eu vou declarar encerrada essa sessão pedindo a cada e cada 1 que está aqui presente, que possa entender que isso não é só responsabilidade institucional. Cada de nós tem o compromisso pessoal. Ninguém é tão miserável que não tenha 30 minutos do seu tempo pra olhar pro outro em quem está perto de si, não precisa socorrer a humanidade, mas a gente tem que se importar pelo menos quem está no nosso horizonte, que a gente lute com esse olhar de quem está ao nosso lado pedindo ajuda, e que a gente faça desse Brasil que já é Brasil tão solidário e a gente vê isso em outras áreas, né? Quando tem 1 catástrofe, a gente vê que o brasileiro ele é muito solidário. A gente está precisando é descortinar, entender que isso é 1 crise que tem que acabar. Esse não é Brasil que a gente olha que as mulheres podem falar, que podem se manifestar, que os homens podem ir e vir. A gente precisa mostrar que essa realidade não é a realidade que nós sonhamos. Declaro encerrada a sessão e parabenizo a cada pessoa que está aqui, que está nos acompanhando, que sejam vocês portadores dessa mudança. Muito obrigada.

0:001:51
27 de nov, 13:30