REUNIÃO CONJUNTA

27 nov. 2024 06:45 às 09:57

Sobre o Evento

Reunião conjunta sobre direitos da mulher e igualdade racial com diversas deputadas e especialistas.

Status
Concluído
ID: 74674Total: 49 discursos
#1
Transcrição por IA

Declaro aberto esse seminário conjunto pra debater o tema. Seminário pela prevenção e enfrentamento da violência política de gênero e raça. Esse evento decorre da aprovação do requerimento de número 18 de 2024 da comissão de direitos humanos, minorias e da da minha autoria, e também o requerimento número 32024 da comissão de defesa dos direitos das mulheres da autoria da deputada Ana Pimentel. Farei a minha breve auto descrição pras pessoas, segue as ou com baixa visão que estejam nos assistindo, e peço que os demais integrantes da mesa também façam o mesmo antes de iniciarem as suas falas. 1 mulher negra de pele clara, uso 1 roupa branca, macacão branco com blazer, em tons de bege, turbante vermelho, cabelo vermelho. Ao meu lado esquerdo está Manuela d'Avila e ao meu lado direito encontrase a deputada Ana Pimentel. Esse seminário está sendo transmitido pela página WWW camara ponto leg ponto b r barra CDHM teremos ainda participações presenciais e virtuais após a pessoa está chegando bem na hora sejam muito bemvindos não ótimo Bom que chegou bem na hora. Após a fala na mesa de abertura, Bremos espaço para apresentação por parte das organizações da sociedade civil e de grupos de pesquisa que atuam no tema. Aos deputados presentes será concedida a fala por 3 minutos, por ordem de inscrição. Dando início às atividades de hoje, convoco para compor que já está aqui comigo compondo a presidenta da comissão de defesa do direito da mulher, a deputada Ana Pimentel. E também a presidenta do instituto e se fosse você, Manuela D'Avila. A procuradora, claro, foi contratada? É isso. A procuradora Raquel Branquinho, representante do grupo de trabalho de prevenção e combate à violência política de gênero, e procuradora geral eleitoral do Ministério Público Federal. Seja muito bemvinda. E Gisele Barbieri, coordenadora de incidência política da terra dos direitos. Não. Não sei se ela já está aqui. Está está ali ela. Ah pronto está ali eu não daria minha vista. Pra que inicie as exposições eu passo a palavra à presidenta do instituto e se fosse você Manuela Davidla. Bom dia. Bom dia.

0:002:53
27 de nov, 09:45
#2
Presidenta - Instituto E Se Fosse Você? Manuela Davila
Manuela Davila

Presidenta - Instituto E Se Fosse Você?

Transcrição por IA

Tem 10 minutos. Bom dia, bom dia a todas. Quero cumprimentar e agradecer a parceria, o empenho, o esforço das deputadas Daiana Santos e Ana Pimentel, presidenta das nossas comissões. Vocês foram parceiras de 1 jornada muito longa de construção desse encontro, 1 jornada que durou basicamente ano, porque nós prevíamos que esse encontro aconteceria no início de junho e a situação de Porto Alegre, a cidade sede do instituto fez com que nós transferíssemos e mesmo assim nós conseguimos realizar graças ao empenho muito grande de vocês e evidentemente das equipes que as acessaram, quero lhe cumprimentar a doutora Raquel, agradecendo o seu empenho, o esforço e o reconhecimento da existência de 1 violência específica que nós mulheres e sobretudo as mulheres negras enfrentam no nosso país, pode parecer 1 formalidade, mas o mero reconhecimento e a institucionalização dos nossos debates é imprescindível para que a gente possa acreditar que existem saídas e que existe 1 preocupação do estado brasileiro com a nossa existência e quando eu falo existência eu me refiro à existência física, à possibilidade de nós existirmos e defendermos a nossas ideias. Querida Gisele, bemvinda, muito obrigada pela parceria. Eu quero começar agradecendo a presença de cada 1 de vocês, de cada 1 das nossas parlamentares, nós temos parlamentares de 18 estados da federação, é muita coisa, né, foi esforço muito grande eu sei que vocês estão imensamente cansadas, a maioria vem de processo eleitoral duríssimo, disputadíssimo e mesmo assim vocês se fizeram presentes e aceitaram essa jornada. Quero agradecer a participação das organizações do do terceiro setor que falarão aqui depois, mas que também toparam o desafio mesmo de nos aproximarmos mais, de nos articularmos mais, de estarmos mais próximas pensando e colaborando entre nós a partir dos nossos esforços nas organizações que fazemos parte, quero agradecer às meninas a gente se chama de as Gurias do Instituto E Se Fosse Você, porque somos 1 das poucas organizações que debate violência política de gênero e raça fora do sudeste brasileiro nós estamos no sul, lá na pontinha naquela ponta que quase virou que virou né, 1 ilha tão distante de tudo, e que as as meninas as nossas grias do instituto, a nossa equipe, se esforçaram muito pra que nós conseguíssemos manter a jornada em pé, mesmo com tudo que a nossa cidade, as mulheres da nossa cidade vivenciaram no último período, então meu agradecimento. Eu vou ser muito breve a Daiana diz que eu tenho 10 minutos as minhas saudações já ocuparam 6, 4, 3, 2, Daiana aí. 3. Ah 3? Mas eu quero falar pra vocês sobre a importância de nós estarmos juntas. Nós vivemos 1 semana em que o Brasil debate as ameaças efetivas da nossa vida democrática que vivemos no último período. Nós debatemos os telejornais, a Câmara, o Supremo Tribunal Federal, o povo nas ruas, no cafezinho do meiodia, o que representou a tentativa de golpe de estado. Nós temos debatido muito, estranhamente muito né porque parece tão anacrônico mas é tão moderno, as ameaças à vida democrática do nosso país e pra mim colocar violência política de gênero e raça no centro. Dos esforços antidemocráticos é imprescindível para que a gente possa perceber Daiana Ana exatamente os caminhos que são percorridos para minar a vida democrática brasileira. A primeira vez que eu me elegi meninas no ano da graça de 2004. Quando eu fui ameaçada a primeira vez em janeiro de 2005 Doutora Raquel a câmara de vereadores de Porto Alegre parou. Os vereadores de direita e de esquerda iam me abraçar me falavam que como assim que eu estava sendo ameaçada reginética que não era possível que eu estivesse sendo ameaçada. Aquilo foi escândalo na minha cidade, escândalo na política. Hoje, quase todas as nossas parlamentares andam com escoltas. Todas as nossas parlamentares em algum momento refletem sobre possibilidade de andarem de carros blindados, aquelas que têm condições de pensar em alternativas para para sua segurança. Muitas de nós que somos mulheres mães, temos não só os nossos corpos ameaçados, mas o das nossas filhas, das nossas crianças, dos nossos familiares e cada 1 de vocês sabe exatamente ao que me refiro. Nós nos acostumamos a dizer que somos fortes e a ouvir que faz parte. Esse seminário e esse encontro que nós teremos se propõe ao inverso, gurias, a absolutamente ao inverso, a dizer que não é normal, não pode fazer parte da democracia, 1 mulher ser submetida cotidianamente a ameaças à sua vida por dizer o que pensa, por apresentar as suas ideias, e que nós, se nós somos o parâmetro da emancipação da sociedade como disse há muitos anos filósofo, nós pudemos ser o parâmetro das ameaças à vida democrática brasileira, porque se dessem bola pro que nós dizemos, se acreditassem na realidade das ameaças que nós sofremos, Marielle estaria entre nós e nós não teríamos vivido o que vivemos nos últimos 6 anos. Nós, mulheres que estamos na linha de frente da luta política sofremos há 1 década essas ameaças, e portanto a nós não causa estranheza, causa estranheza aos corpos menos ameaçados, menos vulneráveis, que faziam mais parte de certo pacto e que estão sendo expurgados. Então aqui nós queremos dizer que isso não é normal, e por fim, numa outra jornada que faremos com as organizações e no dia de amanhã, também dizer que ser forte não pode ser 1 condição pra ocupar o parlamento, eu não aguento mais ser forte, e acho que nenhuma de vocês precisava aguentar, muito obrigada.

0:006:30
27 de nov, 09:48
#3
Transcrição por IA

Obrigada, Emanuela. Saiba que ainda tinha alguns minutos aqui recentes. Com relações tensas gente observa. Jamais, jamais. Respeito, afeto, carinho e principalmente a referência política que tu és, isso transcende e se contrapõe a qualquer outro nível de tensionamento que possivelmente puder haver. Mas não havia né? Não havia, senão eu não faria piada. Não haveria. Eu quero fazer o registro aqui, que está também aqui nos acompanhando agora, no seminário a deputada Reginete Bispo. Mas já deixo aqui o registro deputada, que após as falas da mesa, se for da vossa vontade terá 3 minutos para utilizar a palavra. Já de imediato, eu passo a palavra então à procuradora Raquel Branquinho. Que tem não sei se já está organizado aí pra fazer a Apresentação. Apresentação? Pode, então por cima. Lucas, puder dar 1 olhada pra gente? É assim? Ah tá. Ah é aqui Ronaldo, a gente está olhando pro lado errado. Está ótimo então, com a palavra a procuradora, doutora Raquel Branquinha. 10 minutos.

0:001:17
27 de nov, 09:54
#4
Procuradora da República - Procuradoria-Geral Eleitoral do Ministério Público Federal (MPF) Raquel Branquinho
Raquel Branquinho

Procuradora da República - Procuradoria-Geral Eleitoral do Ministério Público Federal (MPF)

Transcrição por IA

0:0019:59
27 de nov, 09:55
#5
Transcrição por IA

Doutorado qual é branquinho? Não. Necessário o tempo passa, mas é tema extremamente importante, e são dados, elucidações que fazem com que a gente tenha ainda mais elementos pra, enriquecer o nosso debate. Eu quero, antes de chamar aqui. Na verdade eu quero chamar pra compor a mesa, a Anne Moura, que é do fórum de mulheres e instâncias partidárias. Por favor. E também fazer o registro que está aqui com a gente, à deputada Gisela Simona, que é do União Brasil do Mato Grosso, seja bemvinda, Já que a Anime chegou com toda essa disposição, de imediato eu já passo a palavra pra ela. Aí são 10 minutos.

0:001:06
27 de nov, 10:15
#6
Fórum de Mulheres de Instâncias Partidárias Anne Moura
Anne Moura

Fórum de Mulheres de Instâncias Partidárias

Transcrição por IA

Nossa nem respira né? Bom dia, companheiras, bom dia a todas e todos que estão aqui. Quero saudar aqui a nossas deputadas Daiana, a Aninha, nossa procuradora, Manu essa querida amiga companheira, e a Gisele aqui, compondo a nossa mesa. Bom, eu quero começar falando pouco do que que é o fórum rapidamente porque como é 1 organização que já tem, desde 2006 e eu assumi ela recente, acho que em torno de aproximadamente ano, esse fórum de mulheres distâncias de partido político, ele reúne todas as instâncias de mulheres de partido político. E a gente muda em 2 em 2 anos a coordenação, com a possibilidade de recondução. Neste fórum, compõe todos os partidos de todas as frentes, esquerda, direita, todos, e nós temos lema que a gente só discute aquilo que nos unifica. Ou seja, nós não tratamos nada além do que garantir os nossos direitos já conquistados no espaço da disputa política, e de encontrar e buscar mecanismos que fortaleça a nossa presença na política. E aí eu quero começar exatamente por isso porque a procuradora Raquel que a gente já esteve com ela, é 1 grande parceira e esse momento aqui essa jornada todo esse processo de construção que está sendo feito aqui pelo instituto se fosse você, eu vi de muito perto eu acompanhava já era secretária eu estou secretária nacional de mulheres do PT e eu vi muito perto tanto a campanha e o golpe com a presidenta Dilma e tudo o que aconteceu como eu vi de muito perto a eleição em 2018 com a Manuela candidata a vicepresidentes. Não é de agora que a gente fala de violência política de gênero, mas é muito recente que a gente tem dado visibilidades que estabeleceu 1 nomenclatura e que agora a gente busca que tenha de fato 1 concretização disso, que a denúncia ela consiga ser feita e consiga ser efetivada com punição. Mas eu quero trazer outro elemento aqui que talvez destoe pouco, desse lugar. E eu falo não só na qualidade de estar coordenando o fórum, mas de ser 1 dirigente partidária. Eu estou secretária nacional do PT, desde 2017 quando fui eleito e assumi recentemente o fórum, mas eu participo do fórum já faz desde 2018 participando. E tem 1 coisa que a gente não fala quando trata da questão da violência política de gênero, é o que acontece nas 4 paredes do partido político. Como é que é claro que a gente tem visto os casos crescentes das mulheres que têm mandato nós mesmos acompanhamos vários casos de mulheres com mandato cassado, ameaça às vezes 1 única mulher faz 1 oposição numa Câmara Municipal independente do partido que for, do campo que for, e ela sofre ameaças, ela acaba, e é isso que eu ouvi pouco da fala da Manu, isso envolve a família, envolve a questão pessoal e muitas aqui ouçam ouçam já com mandato ou já disputaram ou já tiver em algum lugar desse. Mas eu quero ir mais dentro, eu quero falar de lugar que a gente não pode denunciar. Porque as mulheres que sofrem violência política, doutora Raquel, ela dentro do partido, ela denuncia aonde? Porque ela sofre processo de perseguição e eu acho que isso que a doutora Raquel colocou aqui é muito correto. É preciso olhar pra que a gente enfrente de fato a questão da violência política de gênero, além de dessas agendas aqui é necessário que nós tenhamos a coragem de dizer o que acontece nas 4 paredes do partido. E eu estou dizendo aqui porque eu na tarefa de ser coordenadora do fórum, a gente compartilha nossas dores e tudo o que acontece entre cada partido e eu vou dizer pra vocês, acontece de ponta a ponta. O silenciamento. A tentativa de desconstrução aliás a desconstrução as mulheres saem devastadas muitas desistem de disputar eleitoralmente, são arrancadas de processo político, e quando tem envolvimento pessoal isso aí vai de 1 forma que acaba tirando a mulher ela acaba deixando de participar. E esse lugar da mulher dirigente participando da política não necessariamente ela quer disputar espaço político público. Mas ela está ali construindo partido. A doutora Raquel falou 1 coisa que é direito de todas mulheres e eu vou caminhando pro encerramento aqui. Nós temos obrigatório em lei 5 por 100 do fundo partidário. Todo partido tem no mínimo 5 por 100 do seu fundo é no mínimo pra investir em formação em organização de mulheres. Ninguém pode virar pra nós e dizer assim ah mas as mulheres não querem participar da política, porque muitas mulheres que estão na frente das suas instâncias, partidárias, elas nem sequer sabem pra onde vai esse recurso. Nós estamos agora Manu, deputadas num processo de instalar 1 câmara técnica com o TSE, porque nós sozinha nós não vamos conseguir a gente está falando a gente já reclama pra onde? Não tem pra onde, então nós precisamos instalar 1 câmara técnica, partido ou outro tem processo construído, processo transparente em algumas áreas, mas todos os partidos têm muitos casos de violência política de gênero, muitos, mas que não têm lugar de denúncia porque elas a preocupação maior das mulheres dirigentes são. E depois eu vou pra qual partido? Eu vou sair daqui eu tenho que sair desse partido? Então companheiras eu quero deixar aqui essa reflexão porque eu acho que esse processo de enfrentamento da violência política de não se calar, de se posicionar, de vocês que têm aqui, muitas que têm mandato, é necessário olhar pras coleguinhas que estão dentro do partido. O que que é esse direito lá dentro que já é lei e como que a gente garante pra que seja cumprido porque daí sim nós vamos começar a ter a possibilidade de aumentar a nossa presença e a nossa participação política. Eu estou muito feliz com esse momento. Nós queríamos muito estar aqui. Nós conversamos muito com a Manu sobre isso e infelizmente teve toda aquela tragédia, no Rio Grande do Sul tragédia é essa que a gente também sabe e vive na Amazônia, mas nós temos muita sintonia com tudo que a gente quer construir, mas eu repito, existe muita coisa que acontece nas 4 paredes do partido, que é necessário que a gente tenha 1 ajuda coordenada, e é muito importante que vocês saiam daqui com esse compromisso independente de qualquer partido, existe as mulheres que são as dirigentes que não estão no espaço público, mas que estão lá fortalecendo e tentando garantir pra que tenham mais mulheres na política e só assim eu acho que a gente avança no processo democrático do nosso país. Muito obrigado.

0:007:41
27 de nov, 10:16
#7
Deputada Ana Pimentel
Ana Pimentel

Deputada

Transcrição por IA

Obrigada Anne. Chegou chegando né com temas importantíssimos, principalmente considerando que boa parte de vocês aqui estão também na vida partidária lidando com os dilemas, que são essa tanto a experiência do Parlamento como a experiência também dentro dos partidos que nós sabemos que é desafiadora. Agora pra dar sequência nós vamos chamar as deputadas federais que estão presentes pra fazerem uso a gente combinou no início que seriam por 3 minutos a primeira deputada é deputada seriam por 3 minutos a primeira deputada é deputada Reginete que também é do Rio Grande do Sul, também já vou deixar posicionada a deputada Gisela que está aqui e deputada Natália nessa sequência as 3 que aí vocês já se preparam. Redinete fica à vontade. Pode usar aqui. Pode usar aqui o dispositivo. Disponibil. Deputada Reginete.

0:001:03
27 de nov, 10:24
#8
Transcrição por IA

A a todas a todos, 1 saudação especial à mesa, na nossa coordenadora Daiane minha conterrânea, minha companheira, a deputada Anne que também é a nossa coordenadora da comissão da mulher, tem desempenho 1 importante função aqui nesse contexto desta casa. Saudar a Manuela D'Avila também nossa conterrânea, parabenizálo pelo trabalho que vem fazendo em defesa das mulheres e do direito de nós mulheres exercer a política. A Gisele, né que está ali, a doutora Raquel, e a minha coordenadora de partida a Anne, que acaba de falar, e dizer da importância deste momento, sobretudo nessa semana que a gente iniciou, né os 20 e dias de ativismo, contra a violência que se perpetra sobre nós mulheres né? E essa pauta ela, da violência na de gênero né na política e eu diria de gênero e de raça, na política ela se tornou tão central, a partir do momento que nós mulheres nós negros, deputada Gisele, começamos ocupar os espaços de poder e decisão, né? E o machismo o racismo ele se vem com essa força, nos na tentativa de nos desconstituir desse espaço, desse espaço porque tanto o racismo quanto o machismo, na minha opinião, são 2 categorias que define as relações de poder e os espaços que nós podemos ou não ocupar. Então a nossa presença não só nos parlamentos, né? Mas também nas instituições e nos movimentos sociais, elas desagrega desagrega essa estrutura tão racializada e tão machista. Por isso da importância desse momento por por isso da importância da nossa atuação. Nós não podemos esquecer que aqui nessa casa, que nessa casa, depois de muitas arbitrariedades de parlamentares que inclusive usam tornozeleira, da tentativa do golpe em 8 de janeiro, tá? As primeiras parlamentares, os primeiros parlamentares que foram para a comissão de ética, foram exatamente as mulheres, né 6 mulheres que tiveram a coragem de dizer que a nossa voz tem força, e que a gente pode sim nós temos mandato, dizer o que está errado e que foi no, no contexto da aprovação do marco temporal contra os povos indígenas né? Então aí a força, né, do machismo a força do racismo veio com pra criminalizar essas parlamentares né? Eu vejo aqui também as vereadoras sei lá do Rio Grande do Sul e vejo a deputada Bruna né da do Rio Grande do Sul do PCdoB e a gente tem acompanhado né, como as ameaças elas vêm permeada de misoginia de machismo e de racismo que tira tenta tirar a humanidade desconstituir as pessoas por causa da sua condição de gênero e da sua condição racial por causa da cor da pele né a vereadora Abigail também vejo aqui a vereadora Fernanda então quero quero dizer que esta iniciativa é importante os nossos nosso mandato está à disposição dessa luta, nós temos feito debate aqui aqui nesta casa, e quero dizer pra finalizar 3 minutos Reginaldo. Pra finalizar, doutora Raquel, a legislação ainda é perversa com nós mulheres negras, com nós negros, Não poderia deixar de fazer referência à PEC 0 9 que foi aprovada aqui nessa casa, e que estabeleceu teto de gastos para nós negros, ou seja, estabeleceu 1 cota de 70 por 100 para as candidaturas brancas, e 30 por 100 pra as pessoas negras e que eu acredito que a gente possa no futuro rever e reverter porque é totalmente inconstitucional então esta casa aprovou 1 legislação que limita a presença de nós negros muito obrigada, parabéns pela iniciativa.

0:004:18
27 de nov, 10:25
#9
Deputada Ana Pimentel
Ana Pimentel

Deputada

Transcrição por IA

Obrigada Reginete, chamo a deputada Gisela, acho que esse ponto que a Reginete colocou é importantíssimo. Enquanto deputados que atentaram contra o golpe estão aqui transitando livremente, as deputadas por fazerem o uso da palavra e defenderem 1 pauta importante elas foram colocadas na comissão de ética é muito grave deputada Gisela.

0:000:22
27 de nov, 10:29
#10
Transcrição por IA

Bom bom dia a todos e todas. Quero primeiro cumprimentar e parabenizar a presidente das comissões aí, a deputada Ana Pimentel, Daiana Santos, a comissão da mulher e de direitos humanos por esse momento, num período muito especial pra todas nós mulheres, né, nesses 20 e dia de ativismo aí de combate à violência à mulher, cumprimentar aqui a todas essas mulheres que nos representam tão bem aqui a mesa, né, e dizer aí de que, não obstante tanta violência política, seja por gênero, seja por raça, né, nós precisamos comemorar também algumas conquistas. E 1 delas eu digo que, nessa última eleição municipal, né, dos 58000 vagas praticamente que nós temos para a vereança no nosso país, nós saltamos aí de 9371 mulheres vereadoras para o número de 10603 vereadoras. Então isso é algo importante, né, porque a gente verifica que muitas políticas aí públicas que nós temos lutado no dia a dia tem dado certo sim. Quero fazer 1 contribuição também até em razão das falas das mesas, primeiro, que as mulheres que estão aqui, né, as que estão nos assistindo que possam sim é lutar pela sua participação nas direções partidárias, e até acredito deputadas que nós poderíamos sim também tratar em projeto de lei da obrigatoriedade de termos percentual de mulheres nas direções partidárias, porque vejam que infelizmente só na conquista nem sempre isso é possível, nós sabemos que alguns partidos já adotam isso via estatuto hoje para nós termos aumento de mulheres na direção partidária, mas que isso pode ser 1 imposição legal. E da mesma forma, eu digo aqui AAA nossa representante do Ministério Público aqui a Raquel Branquinho quando ela fala desse desafio hoje de nós termos como aí o alvo né na verdade como vítima hoje as candidatas, os próprios já detentores de mandato, mas as dirigente partidárias também precisam dessa proteção né, o que é 1 defesa nossa aqui na casa já com projetos de lei nesse sentido, e é nesse sentido que nós entendemos que vamos continuar avançando. Então a minha fala é mais no sentido de ser propositiva, né, nesse contexto de contar com o nosso gabinete também por essa luta, né, porque nós vimos aí o quanto ainda essa polarização no nosso país tem feito com que aumente cada vez mais a violência política de gênero e raça no nosso país e que nós não podemos mais tolerar, né, então contem comigo também nessa luta e que a gente consiga avançando, né, enquanto não for na conquista que seja sim por imposições legais, mas que a gente avance sempre, né, e nunca desanime aí da trajetória que é longa, é árdua, mas ela traz resultados positivos sim. Obrigada obrigada.

0:003:05
27 de nov, 10:30
#11
Deputada Ana Pimentel
Ana Pimentel

Deputada

Transcrição por IA

Obrigada, deputada Gisela, agora chamo deputada Natália, Natália Bonavides, Rio Grande do Norte.

0:000:21
27 de nov, 10:33
#12
Transcrição por IA

Bom dia companheiras. Bom dia. Que coisa boa estar aqui com tantas mulheres incríveis. Eu estava aqui lembrando, Manu, de 1 mesa pra qual fui chamada na OAB do Rio Grande do Norte, era pra falar sobre violência política de gênero. E aí na antisala, né quando a gente estava ali esperando a a eu e outras mulheres que íamos falar, estávamos esperando pra pra sermos chamadas, a gente começou a conversar sobre, ah colega meu né estava dizendo que entendia o conceito de violência política mas não entendia esse conceito específico de violência política de gênero porque no fim das contas todo político estaria sujeito à violência política. E aí eu fui pra mesa com isso na cabeça e pensei, poxa, nunca quando eu vou falar sobre esse tema, eu eu não costumo gostar de de ler o que eu recebo né, de ler as ofensas, de ler as ameaças, porque acho que não é necessário mas, talvez hoje seja, porque já que está tendo essa dúvida se existe, e aí eu comecei a ler, né eu separei alguns dos dos comentários das ameaças e comecei a ler em voz alta pra ilustrar porque que era de gênero. E eu fui lendo e ao mesmo tempo eu fui pensando, caraca, foi comigo isso aqui que disseram e minha mãe leu essas coisas. Porque a gente acaba criando escudo né, a gente acaba criando os nossos próprios mecanismos de defesa pra conviver com aquilo diariamente, não naturalizar aquilo, fazer o combate em relação àquilo, mas também não permitir que aquilo tome a nossa cabeça e e nos paralise né, e nos imobilize. Então, quando o Manu me falou que esse evento ia acontecer, e eu queria fazer 1 saudação muito especial e muito carinhosa pra todas as companheiras da mesa né, a Ane, a Gisele, a Manu, Daiane, Aninha, Raquel eu queria te agradecer pelo apoio que tem, que tem dado né, inclusive juridicamente não deixando esse tema dentro do Ministério Público passar, como se nada fosse. E quando eu vi que esse seminário ia acontecer, eu fiquei muito feliz porque, é tema é daqueles temas que assim, a gente tem que estar muito junta pra passar, a gente tem que estar muito junta pra saber que não é comigo, não é contigo, não é com ela, não é com você, mas algo muito estrutural e que inclusive, me leva cada vez mais a refletir, sobre como a gente tem que enfrentar as argumentações teóricas né as defesas que insistem em querer dividir 1 suposta luta geral de classes das lutas que se referem à raça e à gênero. Porque acho que as mulheres que estão aqui, o conjunto das mulheres que estão aqui sabem muito bem que a gente não escolhe, que a gente é vista como 1 só, que quando a gente traz as pautas da classe trabalhadora ao mesmo tempo vem com o nosso gênero, as ao mesmo tempo vem com a nossa raça e a violência, vem combinando tudo isso e de forma muito mais forte, em relação às mulheres negras. E eu queria aproveitar pra vocês, já acabou 3 minutos né acabou de dar os 3 minutos, mas eu queria é só aproveitar pra compartilhar com vocês que nós conseguimos recentemente 1 decisão no mandado de segurança pra que processo que é relativo a ao apresentador Ratinho ter dito numa rádio pública que eu devia ser metralhada, et cétera, o Ministério Público Eleitoral tinha pedido pra arquivar, e a gente conseguiu reverter essa decisão então, pode ser que esse seja o primeiro ou dos primeiros casos que vá levar mesmo a julgamento, o o de artigo mesmo né da violência política de gênero. Agradeço ao apoio de todo mundo que eu recebi, né, nesse processo e foi foi nesse âmbito que eu cheguei a ler numa decisão judicial que alguém ter dito pra me metralhar era entretenimento, era algo coberto pela liberdade de expressão. Então, a gente vai recorrendo, vai até as últimas instâncias, vai não aceitando, não naturalizando porque no fim das contas, é sobre as nossas vidas, mas é também sobre a estrutura inteira da sociedade, né, sobre a luta pelo pelo horizonte de sociedade que a gente quer, pela mudança de sociedade que a gente quer. Então queria só agradecer, mais do que parabenizar, eu queria agradecer pelo momento de debate, né, pelo seminário sobre esse tema que que é tão nosso infelizmente e dizer que eu estou muito feliz de estar aqui junto de vocês, principalmente depois de ter passado por processo eleitoral de disputa para o Executivo recheado de violência política de gênero, mas sempre naquela naquela certeza de que a gente que está desse lado da história, a caminhada é dura mesmo, mas se a gente fica junto a gente vai mais forte. Beijo e até a vitória sempre.

0:005:02
27 de nov, 10:33
#13
Deputada Ana Pimentel
Ana Pimentel

Deputada

Transcrição por IA

Obrigada Natália. Companheiras, nós estamos concluindo essa primeira mesa do seminário, quero dizer pra vocês que é 1 alegria enorme receber cada 1 que veio aqui em Brasília. Eu quero agradecer muito a Manu por ter nos provocado e motivado pra esse encontro, que é encontro importantíssimo pra gente debater tema tão importante, cumprimentar a Anne, minha grande companheira de procuradora Raquel que está aqui conosco, quero dizer pra vocês que a importância desse seminário é porque nós não vamos tolerar nenhum tipo de violência contra as mulheres que se colocam à frente da condição política desse país. Nós sabemos que a da mulher que está aqui sabe que pra nós ocuparmos esses espaços institucionais, já é processo longo tortuoso e marcado por muitos tipos de violência. E ao adentrar esse espaço que é tão fundamental pra que a gente defenda todas as mulheres porque nós que estamos aqui sabemos que nós estamos por nós estamos por todas as mulheres, é fundamental que nós tenhamos 1 rede de proteção de cuidado e de acolhimento. Nós queremos atuar politicamente e pra atuar politicamente nós precisamos estar articuladas em rede. Nós sabemos que é fundamental cada mulher olhar pra todas as outras, porque a nossa trajetória aí nós precisamos ser contundentes, a história do sistema capitalista é marcada pela desigualdade entre homens e mulheres. A estrutura do sistema e aqui nessa câmara é importante que se diga, que nós sabemos que o sistema capitalista só existe como ele existe, é sobre o corpo das mulheres, Porque é na divisão sexual do trabalho em que as mulheres são responsabilizadas todos os dias pelo cuidado, inclusive cuidado que é invisibilizado e que majoritariamente recai sob o regime histórico no corpo das mulheres negras, e como se ele fosse destino obrigatório, como se o cuidado e a reprodução da nossa sociedade fosse destino obrigatório das mulheres, ou como se fosse assim naturalmente, que recai e que é a base do fundamento da desigualdade da nossa sociedade. E quando nós dizemos que a defesa da democracia, é a defesa da vida das mulheres, porque nós sabemos que de lá de lado o sistema capitalista se vale do corpo das mulheres pra manter todas as desigualdades estruturais, e de outro, pra se manter ele violenta todos os dias as mulheres, todos os dias. Então é fundamental nós, quero agradecer muito Manu você por conduzir coordenar e nos colocar nesse seminário, porque o que nós queremos dizer é que nós não vamos aceitar esse lugar como destino natural porque ele não é, ele foi produzido historicamente com violências, também estruturantes e violências cotidianas que inclusive são revestidas como cuidado. Muitas das vezes a gente escuta 1 seguinte assim nós estamos falando isso na verdade pra proteger vocês, mas na verdade não. Isso é violência todos os dias. Então nós queremos dizer e nos colocar à disposição, juntas, que nós não toleraremos nenhum tipo de violência, e que nós não retrocederemos. Nós iremos para cima e adiante, para defender a democracia e as mulheres. Muito obrigada, companheiros.

0:004:18
27 de nov, 10:38
#14
Transcrição por IA

Agradeço aqui a presença da doutora Raquel. É inclusive né? Gente, antes de passar pra, pras próximas intervenções eu vou utilizar aqui. Agradecendo a minha parceira Ana, dona Raquel que já teve que se despedir, Manuela, Anne, Gisele, e a todos os presentes, tanto fisicamente quanto virtualmente porque é espaço importante debate. Enquanto Quando presidente da comissão dos direitos humanos me sinto lisonjada, junto da comissão da mulher, promovendo esse espaço, porque seminário, de fato ele é espaço de resistência reflexão e construção coletiva. Pra gente discutir, essa violência política, de gênero e raça, que nós enfrentamos todos os dias, principalmente nós mulheres da esquerda e faço recorte, bem especial às mulheres negras e também às mulheres trans. Eu acho que isso é fundamental. Essa, trajetória que, me traz até aqui, ela vem com tantas outras histórias mulheres negras nesse país. Como 1 educadora social, como sentarista, eu vivi e senti na pele desafios de trabalhar diariamente com populações em situação de variabilidade. Mulheres vítimas de violência, pessoas em situação de rua, jovens sem oportunidade e perspectiva. Em 2020, rompemos 1 barreira, a iniciar por Porto Alegre. Foi a primeira bancada negra constituída naquela cidade, que agora reflete inclusive aqui nesta casa. Hoje, eu estou aqui, como deputada federal pelo PCdoB, sou a primeira mulher negra lésbica a ocupar esse espaço vinda do Rio Grande do Sul. Estado que ainda carrega marcas profundas de racismo sistêmico e de machismo, formatado como tradição. Esses avanços no entanto, não vieram sem enfrentamentos. A violência política é 1 realidade quotidiana e ela se manifesta em ataques virtuais e ameaças à minha integridade física, e no desrespeito institucional que tantas vezes tenta nos deslegitimar aqui nessa casa. No meu caso, das inúmeras ameaças que recebi, o que mais me toca é quando recebo ameaças de estupro corretivo. Apesar, e por ser quem eu sou, Pelas escolhas que faço, pela minha identidade, pela minha vivência, e principalmente por não me esconder. É preciso nomear isso, é racismo, misoginia e lesbofobia política. Os números, do monitor da violência política de gênero e de raça do Instituto Alziras, que nós apresentamos aqui nesta casa, refletem o que vivemos. De 175 casos que foram monitorados pelo grupo de violência, do combate à violência, o Ministério Público Federal, que fez essa avaliação, disse que apenas 7 por 100 resultaram em ações penais eleitorais. Isso demonstra o quanto nosso sistema de justiça ainda engatinha o combate da violência, e quanto isso nos afeta politicamente. Não estamos falando apenas de ameaças isoladas, estamos falando de projeto que tenta nos excluir, de 1 violência que busca minar as nossas forças coletivas, e que principalmente tenta calar pra perpetuar o privilégio, que é privilégio e a gente precisa colocar aqui que é privilégio branco, masculino, heteronormativo. Isso é por conta dos espaços de poder. Sueli Carneiro já, nos alertava, o racismo é 1 experiência cotidiana para negros e negras. É 1 circunstância histórica e o fundamento da sua atualidade política. A violência política contra mulheres negras, é a continuidade desse desse racismo que atravessa gerações, sempre buscando nos esmaltenizar. Que bom que a gente entendeu. E agora a gente se move. Quando as mulheres negras são ameaçadas, até mesmo brutalmente assassinadas como no caso da Marieli, 1, ela já trouxe aqui, de forma muito emocionada, o recado é claro. Vocês não podem entrar, e não podem estar aqui. Isso, é o que fica bem objetivo dessa forma absurda e violenta como nos tratam. Mas nós não aceitamos limites impostos, porque deseja nos manter à margem. Viver é ato político e persistir é ato revolucionário. Não podemos normalizar o silenciamento. Nosso papel nesse seminário é criar estratégias concretas pra fortalecer as redes de proteção e denunciar violências. E isso passa pela aprovação das leis, que garantem a segurança das mulheres na política, de todas as mulheres, mas também, por 1 mudança cultural profunda que valorize a pluralidade e a representatividade. Além disso, é crucial abordarmos, as recentes medidas econômicas propostas pelo governo federal. O pacote de corte de gastos, que está em fase final da elaboração, prevê reduções significativas nos nossos orçamentos, e de alguns ministérios incluindo o Ministério das Mulheres de Igualdade Racial e de Direitos Humanos. E o, eu acho que é ponto central aqui, o Ministério do Desenvolvimento Social, além da cultura. Essas pastas são fundamentais pra promoção da equidade e proteção dos direitos das populações mais vulneráveis. Reduzir os seus recursos é processo que penaliza justamente quem mais necessita do apoio estatal e das políticas públicas. A saída pra redução de gastos não pode recair sobre a população que precisa de políticas públicas. É imperativo que o estado busque outras alternativas que não aprofundem as desigualdades existentes. 1 dessas alternativas é a implementação de 1 tributação justa sobre grandes fortunas e o capital rentista. Estudos indicam que a taxação dos superricos poderia arrecadar inclusive em torno de 260000000000 por ano. Recursos que poderiam ser direcionados pra políticas sociais, investimentos em áreas essenciais pra o desenvolvimento do país. Como diz Conceição Evaristo, eles combinaram de nos matar, e nós combinamos de não morrer. E é exatamente isso que estamos fazendo hoje. Cada 1 de vocês é a prova viva da resistência e da força que nos move pra luta. Esse seminário é mais espaço de debate, e é 1 trincheira. É daqui que saímos ainda mais fortalecidas e determinadas a transformar o futuro pras próximas gerações de mulheres, em especial as mulheres negras, onde o nosso lugar do poder, ninguém, absolutamente ninguém, irá retirar. Obrigada. Com essas palavras encerro esse primeiro momento, e já convido a Ane, e tanto antes dela que, fiquem aqui conosco, não Ane fica aqui com a gente. Porque a partir de agora, com essa coordenação compartilhada, nós iremos, vem cá Aninha, nós iremos, dar início às falas das organizações. E então eu compartilho com a minha presidenta da comissão da mulher, deputada Ana Pimentel, já vou fechar mais as 2 primeiras e depois as, por favor, por favor, Por favor,

0:007:43
27 de nov, 10:43
#15
Deputada Ana Pimentel
Ana Pimentel

Deputada

Transcrição por IA

Residência Taliria, é nossa vice presidenta da comissão, ela está aqui. Então eu vou passar pouco pra ela e ela vai compartilhar pouco aqui esse momento. É que eu não tinha combinado com a Daiana tá? Bom eu já

0:000:24
27 de nov, 10:50
#16
Transcrição por IA

Então, pra enquanto a Tariria se organiza aqui, junto com a gente na mesa, pra que faça a utilização da palavra por até 7 minutos aqui no nosso dispositivo de de honra, a Brenda Espíndola que é do instituto E se fosse você? Brenda. E já fica aqui preparada a Clarice Tavares, diretora de pesquisa e desenvolvimento da Interlab. Certo? Internative. Internative. Por favor Minha

0:000:29
27 de nov, 10:51
#17
E Se Fosse Você? Brenda Espindula
Brenda Espindula

E Se Fosse Você?

Transcrição por IA

Bom dia. Bom dia a todos. Se puder colocar apresentação, eu falo também essa apresentação pra dar o recado. Bom, meu nome é Brenda, eu sou da equipe do Instituto do Se fosse você. Em nome, Bramband.

0:000:13
27 de nov, 10:51
#18
Transcrição por IA

Só minuto antes de tu iniciar a tua fala, eu gostaria de pedir a gentileza se for possível fechar essa parte superior aí, porque acaba ficando barulho muito grande aqui, o pessoal está tomando café lá conversando, não tem problema mas é só pra que a gente possa também ouvir as expositoras aqui. Por favor. Obrigada. Sim bom

0:000:24
27 de nov, 10:51
#19
E Se Fosse Você? Brenda Espindula
Brenda Espindula

E Se Fosse Você?

Transcrição por IA

Agora com a com a crítica melhor. Bom então eu sou meu nome é Brenda eu sou da equipe do Se Fosse Você, é 1 honra né agradecer a deputada Daiana, a deputada Ana Pimentael da da comissão da mulher direitos humanos, que prontamente né recebeu nossa a nossa parceria de montar e construir esse seminário e toda a jornada né com com vocês aqui nesses 2 dias e, hoje aqui vão a gente vai ter a oportunidade de conhecer muitas iniciativas e organizações que fazem algum tipo de enfrentamento à violência política de gênero e raça né então são diversas organizações que vão contar aqui pouco pra gente o que estão fazendo, quais tipos de iniciativa, quais tipos de estratégias que estão desenvolvendo pra fazer esse tratamento. E e também né, eu não posso deixar de de de dar abraço fraterno a todas que vieram né, de tão distante pra estar aqui junto com a gente de diversos municípios, diversos estados. E e também é o é o imenso prazer de contar aqui pra vocês a experiência do plantão de apoio onde ela quiser, né? Então durante o plantão de apoio pra quem não conhece não conhece ainda, o plantão é espaço né de escuta e de acolhimento pra atender mulheres em situação de violência política, e que por meio de canal de whats, a gente oferece serviço de acolhimento psicológico, orientação jurídica, estratégia comunicacional. E a gente fez 1 experiência piloto nesses últimos 3 nesses últimos 4 meses, então de agosto agora novembro, a gente fez 1 experiência né no instituto Se Fosse Você, com a operação do plantão pelo instituto E Se Fosse Você, desse desse plantão de apoio. E o que é mais e que mais importante né a gente aprendeu com essa iniciativa. A possibilidade das mulheres em situação de violência política terem espaço seguro, de confiança, sigiloso, que as acolha em todas as suas dores, as suas alegrias, as suas potências, mas que ao mesmo tempo também permita conversar francamente sobre o que fazer e como fazer, levando em conta a vivência política e o desejo de cada mulher. E é isso que garante que essas mulheres possam se fortalecer e seguir em frente com as suas vidas, continuando ou não na política, né, de ou mesmo decidindo estar fora dela porque essa é 1 decisão também que precisa ser respeitada e acolhida. Na maioria dos casos, os atendimentos foram a mulheres muito fragilizadas, né, com medo, perseguidas, muitas com a integridade física ameaçada, que encontravam muito pouco apoio pra compartilhar o que estavam vivendo, geralmente na maioria dos casos eram as amigas né, que é essa primeira rede de apoio pra essas mulheres, as mulheres também não que não encontraram espaço de confiança pra expressar suas emoções, e que na maioria das vezes não conheciam o que é possível fazer, que mecanismos acionar paga pra garantir a segurança pessoal e da família, como denunciar aonde aonde denunciar como comunicar o que estavam vivendo. Então por isso que a experiência do plantão nesses 4 meses foi muito decisiva né pras mulheres que nos pediram ajuda, e a gente teve muitos relatos de quanto foi importante para a vida dessas mulheres ter o plantão de apoio né e o canal do Whats pra conseguir pedir ajuda e e ser acolhida. E então essa a estratégia que a depois né de tudo depois né de tudo que a gente viveu lá no Rio Grande do Sul porque é instituto se fosse você é baseado no Rio no em Porto Alegre, e mesmo assim a gente em agosto a gente decidiu retomar o projeto do plantão e constituímos a equipe né, com apoio muito muito fundamental da clínica feminista antirracista intersecional, que conta com psicólogas da UFRN, com todas as trocas que a gente fez com advogadas feministas e com a expertise também em comunicação do instituto porque também a gente faz faz reuniões e conversas com essa mulheres no sentido da comunicação estratégica, EEE com todos esses esforços né que a gente foi construindo também desde o do início do ano né com a mobilização do projeto aonde onde ela quiser a gente conseguiu colocar em operação o plantão de apoio em agosto. Pode pode passar perfil das mulheres. Então o perfil das mulheres atendidas nesses 4 meses a gente conseguiu, 51 mulheres puderam contar com o plantão de apoio. 51 mulheres acionaram o número do AX e nos pediram ajuda e acolhimento. A maioria das mulheres atendidas, tem entre 35 e 60 anos, a gente atendeu muito poucas mulheres jovens, atendemos mais mulheres pretas e pardas do que brancas, e também fizemos poucas teve poucas demandas de mulheres trans. A maioria dos casos foram de pequenos municípios, né, então nos dando indicativo de quanto as mulheres que fazem política em pequenos municípios estão sem redes de apoio em suas em suas localidades. Então esse é é indicativo muito importante que a gente precisa olhar pros pequenos municípios e pra essas mulheres que estão fazendo política nesses pequenos municípios. Pode passar. Casos atendidos, a grande maioria dos casos atendidos pelo plantão, e das demandas que a gente recebeu estavam relacionadas à dinâmica, né da eleitoral, porque a maioria dos pedidos de ajuda foram feito por diretamente por mulheres candidatas em especial vereadoras, mas também tivemos atendimentos pra viceprefeitas e também prefeita. E quando não eram as candidatas diretamente nos pedindo ajuda e acolhimento, eram assessorias ou família de candidatas em algum em em alguns poucos casos 1 mulher do partido da candidata que buscou ajuda. E quem e quem eram esses agentes que foram os agentes da violência e que tipo de violência que elas nos relataram? A maioria dos casos, foram situações de ataque ameaças humilhações e perseguições, feita por outros candidatos ou coligações concorrentes, em atos públicos de campanha ou associado também com ataques online. Outros casos, também tivemos muitos casos, de violência econômica pelos próprios partidos das candidatos, né? Então o relato de muitas e muitas dificuldades encontradas na distribuição dos fundos eleitorais pra estruturar suas campanhas. E além disso também a gente teve situações né de ataques anônimos pela internet, e mídias né grupos de whats né na forma de desinformação de gênero sistemática, como forma de descredibilizar e humilhar as mulheres candidatas. Além disso também, se não eram as candidatas, se não as assessoria às famílias das candidatas, também eram mulheres que tinham direções, que tinham tarefas de campanha e de e que eram de direções partidárias que estavam sofrendo violência dos seus próprios colegas de partido. E também é interessante, também comunicar aqui, que, caso de servidoras públicas e também trabalhadores do supermercado, em situação de constrangimento político e com ação em seus locais de trabalho, também a gente teve acolhimento nesse sentido. Além de outras né, de ajuda pra ativistas de organizações de defesa de mulheres né o que nos coloca o alerta pro cuidado, pra proteção das ativistas que apoiam as mulheres na política, a gente precisa ter instrumentos também pra pensar isso. E também a gente recebeu demandas de violência de gênero mesmo né, de muitas mulheres em situação de violência de gênero não violência política, mas que viram num plantão 1 forma também de ser acolhida, e também né demonstrando pouco essa ausência de plantões de atendimentos e muitas realidades locais e muitos municípios pequenos. Quais foram os aprendizados né as mulheres durante o período da campanha elas queriam ajuda pra garantir as suas candidaturas né, orientação jurídica e estratégia comunicacional. Depois do período da campanha por mais que elas reconhecessem que também precisassem de acolhimento psicológico naquele momento, mas muitas delas não tinham tempo EAEA demanda e a dinâmica da campanha eleitoral é muito é muito grande e elas não tinham tempo de fazer acolhimento psicológico. Mas depois passado o primeiro turno, né a gente teve crescimento muito grande de demandas de acolhimento psicológico, e é o mais interessante que esses esse esses esses atendimentos e esses acolhimentos que a gente fez depois das eleições, é que elas se davam conta da gravidade das violências que sofreram, né? E os desafios então que a gente pode passar. Os desafios então que a gente já encerrando aqui, que a gente pode identificar né a partir dessa experiência do plantão de apoio, é que a gente pensar a estratégia de enfrentamento à violência política de gênero Rasta, a gente precisa pensar o bemestar das mulheres acima de tudo. Reconhecer que antes de tudo a gente precisa ter a Lívia mencionar e criar estratégias pra nos sentirmos inteiras e potentes. Nos casos de muita angústia e desespero, é preciso compartilhar espaço de escuta e acolhimento seguro pra dizer e elaborar sobre o que se está vivendo, com 1 profissional qualificada que entenda a dimensão da violência política, porque muita das vezes os profissionais não têm o entendimento né da dimensão da violência política. E ao mesmo tempo também o bemestar não é só individual o bemestar é o coletivo é o contrário da solidão né, e por isso a gente também colocou a estratégia das rodas de cuidado mútuo né, esses espaços de grupos online virtual que também, as mulheres puderam ter esse espaço de acolhimento. Outra questão orientações práticas do que fazer, né, em situação de desespero e desamparo, é difícil reconhecer quais caminhos a gente precisa seguir, que instituições procurar, como comunicar as ameaças e violências, as mulheres se deparam com formulários pra preencher, canais pulverizados de onde denunciar, e isso é aprendizado que a gente né orientações práticas do que fazer a gente precisa estabelecer também orientação jurídica sob forma de diálogo franco, que informa e ao mesmo tempo constrói junto com a mulher atendida o reconhecimento da violência que está sofrendo. E a gente precisa ter informações relevantes e contextualizadas, é muito importante né as mulheres têm que serviço tem no meu município e no meu estado? Como funciona a tal instituição? Se eu a procurar vai acontecer o quê? Ou deveria acontecer o quê, né? Estratégia como o comunicacional outro desafio, como não ficar refém da pauta política mas ao mesmo tempo denunciar e repercutir a violência EAEE0E buscar redes de apoio pra sensibilizar e estimular a solidariedade. E outro desafio, a gente precisa articular mais e melhor né a rede de advogadas feministas, que estejam voltadas pra violência política de gênero e raça, e criar condições de atuação pra essas profissionais também, porque muitas delas né já estão esgotadas e também estão em situações difíceis de de atuação. E olhar os diferentes tipos de caso, pensar pros diferentes tipos de caso, diferentes tipos de estratégias de enfrentamento. Porque 1 coisa é 1 violência que acontece num num pequeno município, né, que a violência se torna 1 quase linchamento público em praça pública, outros casos que acontecem em territórios urbanos muito dominados e vulnerabilizados né intensamente violentos também que dá 1 outra dinâmica, e outros casos que acontecem na política atravessada pelo ódio da extrema direita né que se baseia na desinformação de gênero, na monetização das plataformas e na orquestração de de ataques virtuais por comunidades de ódio. Então eu fico por aqui já o meu tempo já encerrou, esse foram as os aprendizados que a gente teve com o plantão de apoio, a gente espera que ano que vem a gente consiga ter capacidade financeira e e também de estabelecer 1 governança com outras entidades são que a gente consiga de fato colocar o plantão de apoio em operação também a partir do do ano que vem, e agradeço muito e eu acho que a gente vai ter ainda muito momento de de conversa nesses 2 dias de jornada. Muito obrigada.

0:0012:57
27 de nov, 10:52
#20
Transcrição por IA

Bom dia gente, alegria estar com tantas mulheres que fazem resistência e constroem futuro no Brasil.

0:000:12
27 de nov, 11:05
#21
Transcrição por IA

Não tem democracia possível, se nós não estamos na política em paz. E passo agora, para a nossa querida, Gisele Barbieri, coordenadora de incidência política da terra de direitos. Bom dia gente. Bom dia. Bom dia. Bom dia, obrigada.

0:000:21
27 de nov, 11:05
#22
Terra de Direitos Giseli Barbieri
Giseli Barbieri

Terra de Direitos

Transcrição por IA

Essa combativa deputada, saudar também minhas conterrâneas aqui deputada Daiana Santos, deputada Manuela Dávna. Saudar também aqui a vereadora Beni Brioli e saudando ela, saldo também a todas as combativas parlamentares e mulheres que fazem parte dessa plateia. Eu sou o Gisele, sou 1 mulher negra de cabelos curtos, crespos amarrados, e estou usando 1 blusa Terracota. Bom, é sofisticada né? É, não eu não achei outra cor aí usei o terracota que todo mundo. Bom, eu vou trazer pouco aqui, dos dados de 1 pesquisa que é a terra de direitos junto com a justiça global, que é 1 organização de direitos humanos também que atua no Rio de Janeiro, elabora, a gente está na terceira edição dessa pesquisa, é 1 pesquisa que mapeia casos de violência política, considerando também que esses casos são violações de direitos humanos, porque muitas vezes, na maioria das vezes, as parlamentares e os parlamentares, précandidatos e précandidatas, são atacados pelas pautas, pelas lutas que travam nos seus mandatos também. Então a gente está na terceira edição dessa pesquisa, a primeira foi lançada em 2020 já com casos de 2016. A nossa metodologia ela é 1 metodologia baseada em 1 busca ativa de casos que são divulgados na imprensa em portais redes sociais sites de partidos e fazendo 1 análise desses casos nós separamos esses casos em 7 categorias também e analisamos algumas características dessa violência política durante essas 3 edições né 1 violência que ela ocorre disseminada, com todos os partidos políticos, embora alguns partidos políticos sejam atingidos de formas diferentes. Ela é 1 violência que ela ocorre não somente em período eleitoral, ela ocorre em todos os períodos, porém em períodos eleitorais ela é 1 violência que se acirra e aí a gente pode ver por essa evolução dos casos, a evolução desses casos em anos eleitorais, eles crescem bastante, né. E nós, nessa terceira edição constatamos que o ano de 2024 é dos mais violentos desde o começo dessa série histórica. Nós tivemos 714 casos mapeados, desde novembro de 2022 até 27 de outubro que foi o final do segundo turno das eleições, 558 casos ocorreram somente no em de Janeiro até 27 de outubro, isto é, neste ano. Destes casos, 212 casos ocorreram em setembro deste ano, mês antes das eleições, e em 78 casos, as mulheres foram vítimas desses 212 casos. Analisando também essa violência, a gente percebe, que além dela está sendo 1 violência naturalizada, ela vem crescendo. Em 2018 nós constatávamos que 1 pessoa era vítima de violência política a cada 8 dias, em 2029 a cada 2 dias, em 2022 a cada 25 horas, e agora em 2024 a cada 15 horas. Então a gente vem percebendo que essa violência vem aumentando, e também analisando esses casos, a esses casos, a gente percebe as especificidades da violência contra as mulheres parlamentares ou que se colocam, nessa disputa de cargos políticos. Existem especificidades porque as mulheres estão em menor representação no nosso sistema político, e aí a gente percebe que essa violência política ela vai interferir diretamente na nossa democracia, porque ela é feita contra as mulheres como 1 forma de impedir que essas mulheres cheguem a esse espaço de poder, depois que elas chegam nesse espaço de poder, ela persegue essas mulheres como 1 forma de fazer com que esse lugar seja lugar insuportável pra permanência dessas mulheres. E quando a gente fala de mulheres negras, mulheres transexuais, essa violência é ainda mais intensa. E isso também justifica todos esses casos de violência que a gente vem mapeando. Ali é 1 evolução dos casos como eu falei para vocês, pode passar o próximo gráfico. Essas são as categorias que eu falei para vocês que nós nós mapeamos e a gente pode ver que as mulheres são vítimas muitas vezes de ameaças, são 135 casos de ameaças contra as mulheres. E 1 coisa que nós percebemos também nos casos antes do período eleitoral, que vem de novembro de 2022 até 15 de agosto desse ano, é que 40 por 100, as mulheres são as maiores vítimas de ameaças e também das ofensas. 40 por 100 dessas ofensas, elas são feitas em ambiente virtual. Então também nos chama a responsabilidade de nós termos legislações que combatam esse tipo de crime. E essa casa tem 1 responsabilidade muito grande com relação a isso assim como todas as casas legislativas em âmbito Estadual em âmbito Municipal dessas de 40 dessas ofensas proferidas a essas mulheres mais de 70 por 100 dessas ofensas são proferidas em ambientes parlamentares ou espaços de campanha. E também quando a gente consegue identificar quem são os agressores, nos casos dessas violências, nós percebemos que em 80 por 100, eles são colegas parlamentares homens. Então os homens eles também são as maiores vítimas da violência política porque eles estão, em maior representação nos espaços de violência política, mas eles também utilizam a violência política como 1 dinâmica. Dos casos também de agressões físicas, a gente teve ali os 274 casos contra mulheres. 126 casos são contra mulheres negras. E também dos 24 casos que a gente mapeou de agressão física, 40 foram direcionados pra mulheres negras e quando eu estou falando de mulheres negras, estou falando de mulheres pretas e pardas. Deixa eu ver mais dado aqui pra vocês. Antes de entrar na questão das recomendações, que eu acho que é 1 questão muito importante. Pode passar pro próximo gráfico por favor. Então ali o que eu falei pra vocês, os casos mapeados de homens mulheres, nós também temos 12 casos contra mulheres transexuais e travestis, 6 desses casos contra mulheres do partido do PSOL. Então a gente vê também que essa dinâmica já afasta essas mulheres do espaço dos espaços de poder e decisão, e é para não que elas nem cheguem a esses espaços. E além de todo esse trabalho da gente mapear esses casos, a gente sabe que existe 1 subnotificação muito grande, até penso pela nossa metodologia, mas é também a nossa contribuição para entender pouco da dinâmica da violência política e tentar fazer esse trabalho que muitas organizações que estão aqui, que vão falar, também têm feito, que é criar dados, olha, tem minuto então eu vou direto pra pras recomendações porque são importantes também, no final de todas as pesquisas nós criamos recomendações, porque a gente entende que o enfrentamento à violência política tem que ser 1 estratégia coletiva do Estado só o Parlamento só o sistema de Justiça só os órgãos do sistema eleitoral sozinho nós não vamos enfrentar esse problema pela gravidade e pelo impacto que ele causa na nossa democracia Então a gente precisa, a lei 14, 192, de violência de gênero contra as mulheres, foi avanço e aqui quero destacar também, o trabalho valoroso da deputada Talilia Petroni, na aprovação dessa lei aqui dentro, mas ela é 1 lei que precisa ser ampliada a gente precisa ampliar essa lei precisa ter instâncias mais definidas essas mulheres também precisam saber como elas fazem essa denúncia entendendo que quanto mais elas denunciam mais expostas elas estão também então a gente precisa avançar nessas legislações de violência política de gênero e raça precisamos avançar nas legislações com relação à disseminação de fake News notícias falsas foi com certeza 1 derrota a manutenção do veto a lei do estado democrático criminalizava a disseminação de notícias falsas nós precisamos retomar esse debate urgentemente para regular essas plataformas digitais e também punir os criminosos Precisamos também ampliar o programa de proteção a defensores e defensoras de direitos humanos para entender a especificidade da proteção a mulheres parlamentares. Não se pode retirar essas mulheres parlamentares dos seus espaços políticos, porque elas foram eleitas para isso. No momento que elas são retiradas, a gente está atendendo o desejo dos algozes, que é que elas não exerçam os seus direitos políticos e também cobrar do Judiciário que a gente tenha respostas para os crimes de violência política. A gente trabalha com defensores e defensoras de direitos humanos sabe que a impunidade faz com que mais e mais crimes se propaguem pelo país. Então nós temos 1 condenação dos executores de Marieli e de Anderson, quase 6 anos depois desse crime, é 1 vitória, mas foi 1 vitória lenta e a gente ainda precisa aprender e condenar os mandantes, porque eles também têm dinheiro pra dar continuidade a esses crimes. Agradeço o espaço e fico à disposição para o nosso debate.

0:0010:16
27 de nov, 11:05
#23
Transcrição por IA

Bom então deputada Talita. Bom eu chamo eu já havia solicitado pra que ficasse preparado aqui a próxima que é a Clarice Tavares diretora de pesquisa e desenvolvimento da internetlab.

0:000:28
27 de nov, 11:16
#24
Antropóloga Clarice Tavares
Clarice Tavares

Antropóloga

Transcrição por IA

Bom dia a todas. Me chamo Clarissa Tavares, eu sou 1 mulher negra, de pele clara e cabelos cacheados, estou usando 1 camiseta branca. Eu sou antropóloga, sou coordenadora de pesquisa do InternetLab, e hoje é com 1 grande honra que representa aqui o Monitora, que é a nossa observatório de violência política na internet. 1 parceria entre o InternetLab, a revista AzMina E0E0 Núcleo Jornalismo e que esse ano a gente teve também a parceria do laboratório de humanidades digitais da UFBA. Gostaria muito de agradecer a Manuela e a todas as presentes. É 1 honra poder abrir esse espaço de diálogo mostrar pouco esses dados, do monitora, e mostrar também a dinâmica das violência na internet e como isso impacta a vida de candidatas também. O monitor esse observatório de violência política contra candidatas nas redes sociais, e que desde 2020, a gente veio fazendo coleta de dados, em diferentes plataformas como Twitter Facebook Instagram YouTube, pra mostrar que a violência que acontece online também teve impacto direto na vida das mulheres que estão concorrendo a pleitos eleitorais. O monitor tem o foco especificamente durante o período eleitoral, então só pra fazer 1 breve análise da metodologia, é 1 metodologia organizada em 3 etapas, em 7 etapas, está ali no segundo slide. O primeiro momento da metodologia, a gente faz 1 seleção de candidaturas e de redes sociais que vão ser monitoradas. A partir dessa seleção, a gente constrói léxico de termos potencialmente ofensivos, que a gente usa pra fazer a coleta dos comentários na na internet. A partir desse desse léxico, a gente faz 1 análise manual de todos os comentários que tem ao menos termo que pode ser ofensivo durante as candidaturas, pra entender quais são as narrativas, qual que é o impacto da violência na internet, e também pra entender qual que é o próprio das plataformas não enfrentamento desse tipo de violência. Durante o período eleitoral, as menina publicam reportagens com os dados dessas dessas pesquisas pra conseguir impactar e demonstrar os casos de violências que estão acontecendo durante o período eleitoral pra buscar algum tipo de efetividade e combate. Hoje eu queria apresentar alguma das tendências que a gente encontra no monitora desde 2020, porque existem padrões que se repetem no tipo de violência que acontece na internet. Ao longo o que os dados foram evidenciando, tanto em 2022 e que eles demonstram também agora em 2024, é que a violência política se direciona majoritariamente e de modo mais recorrente a perfis femininos. E essas violência em geral faz alusão aos seus corpos a sua intelectualidade e aspectos morais. Ofentas morais, gordofobia de crédito são alguma das violências que são mais frequentemente direcionadas às candidatas em todas as edições do monitora. Outro 1 outra questão que chama atenção, em que já pode passar. É que esses ataques e essas ofensas elas não são exclusivas às pessoas das candidatas. Esses violências também alcançam suas seus familiares, filhas, mães e suas apoiadoras. No caso dos homens, quando os homens recebem ataques não online fazendo isso aqui não incluindo homens trans, homens idosos ou homens gays, em geral essas ofensas estão muito mais focados na sua gestão, no ou nos seus posicionamentos políticos. O que está em xeque não é os seus corpos, mas assim a sua atuação política diretamente, o que que é exatamente contrário do que a gente encontra quando olhamos pras candidaturas de mulheres. Desde 2020 também, a Traçobia se faz presente a partir de discursos que negavam a identidade de gênero e reforçavam a bioização dos códigos dessas candidatas. Então essas são alguns padrões que se repetem em todos os anos que a gente vem olhando. E além desses padrões a gente queria trazer também alguns dados específicos das eleições desse ano. Desse ano de 2024, a gente fez acompanhamento dos comentários que foram feitos nas transmissões dos debates no Facebook no Youtube. No segundo turno, a gente conseguiu fazer monitoramento de debates que, estavam posicionados diretamente homens e mulheres cada concorrendo entre si. A gente fez acompanhamento de 5 capitais, Curitiba, Campo Grande, Porto Alegre, Natal e Porto Velho. Nesse período a gente coletou, 6673 comentários potencialmente ofensivos e a gente fez 1 análise de cada desses comentários. O que a gente descobriu é, de todos esses comentários potencialmente ofensivos, 57 por 100 e quase era direcionado às mulheres candidatas, e 23 eram direcionados aos homens. Quando a gente olha na minúcia pra ver quais esses comentários são de fato ofensivo às candidaturas, os dados apontam que, 68 por 100 desses comentários de fato ofensivos são direcionados às candidaturas de mulheres, e só 30 e 0.7 por 100 estão direcionados aos homens ainda que sejam homens e mulheres proporcionais que a gente estava analisando. As candidatas também eram vítimas de ataques muito mais violentos do que os homens nesses comentários. Enquanto os comentários mais violentos para as mulheres atingiu número de 22 por 100, o dos homens representou apenas 6 por 100 desses comentários. Entre os termos que foram mais usados pra transmitir mais as mulheres eram mentirosa louca despreparada e fraca, fazendo como 1 forma de tentar descredibilizar essas candidaturas. Esses ataques, pra finalizar, esses dados também demonstram essa inferiorização, está atenta em 36.2 por 100 dos ataques à mulher, seguida 30 e por 100 de comentários que continham misoginia diretamente. Enquanto pro caso dos homens os comentários mais frequentes, os tipos de violência mais frequentes eram de etarismo com 34 por 100 encontrado, inferesalização com 24 por 100 de comentários identificados com esse tipo de violência, e homofobia com 23 por 100. E é importante ressaltar, que esses comentários de homofobia não faziam alusão à sexualidade diretamente, mas era 1 forma, de questionar a masculinidade desses candidatos então, o gênero também era operado ali contra aqueles homens como 1 forma de legitimação. Esses são alguns dos dados que a gente trouxe no monitora tem reportagens mais completas mas acho que eles mostram pouco a importância de considerar também papel das plataformas e das redes sociais nesse debate e que as plataformas também precisam de 1 incidência direta para o enfrentamento à violência. Fico à disposição pra gente conversar com mais detalhes, mais detalhes desses relatórios, muito obrigada.

0:007:30
27 de nov, 11:16
#25
Presidenta - Instituto E Se Fosse Você? Manuela Davila
Manuela Davila

Presidenta - Instituto E Se Fosse Você?

Transcrição por IA

Eu quero convidar pra fazer uso da palavra professora Marise Matos do Nepen de Minas Gerais, e enquanto a Marise se desloca, agradecer muito a Marise, e todos esses relatos né que a gente vai costurando e que nós nos propusemos na organização do seminário a costurar, eles vão nos mostrando a necessidade da produção de evidências sobre o que a gente vive, né o o nosso esforço é o esforço pra conexão desses 2 eixos, né, nós em situação de violência e mulheres que buscam produzir evidências de que essa violência existe. Então eu relatava pra Gisele que o monitora salvou minha vida, porque simplesmente os juízes não acreditavam na violência que eu sofria e não teve 1 última eleição que eu disputei que 95 por 100 da violência performada nas redes era dirigida a mim, ou seja, isso me deu instrumentos pras batalhas jurídicas que a gente sabe que são absolutamente árduas. O trabalho que os outros espaços, né, que a Gisele quando produz e mostra existe contra todos os corpos mas não é igual. Então eu queria que vocês entendessem digamos assim essa postura que nós tentamos fazer, porque essa violência que nós sofremos, o mais comum, e eu compartilhava com a Daiana relato que eu recebi essa semana de 1 mulher atendida no plantão, que ela me disse eu procurei o plantão porque eu achei que eu estava sendo injusta, com a organização que estava me violentando, porque 1 outra mulher tinha me dito, faz parte, eu também passei por isso. E quando ela me disse isso, eu achei que aquilo era natural e fui procurar vocês pra alguém me dizer não, não é natural, né não é natural ser ameaçada, ser constrangida, não receber o dinheiro, ser violentada, ser deletada do grupo de Whats, ser chamada de tudo o que é desaforo. Então, enfim, Marlize, 1 das pioneiras na caracterização, na conceituação, na ideia, né, de levar pra academia as violências que nós mulheres no espaço público sofremos. Seja muitíssimo bemvindo, muito obrigada por todo o trabalho do

0:002:07
27 de nov, 11:24
#26
Coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher - Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher da UFMG Marlise Mattos
Marlise Mattos

Coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher - Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher da UFMG

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Obrigada Manu pelas palavras generos generosas. Não fiz isso porque quis não gente foi pela necessidade né? Eu comecei estudando sub representação de mulheres, passei a falar de exclusão política, e eu tenho que falar de feminicídio e de violência política contra as mulheres é o é o caldo né do momento que nós estamos vivendo. E aí eu eu realmente hoje venho trazer, pode parecer que eu vou mudar de assunto mas eu não vou mudar de assunto, é o a última nota técnica que o Nepen acabou de colocar no ar tá no site do endereço nosso site está no endereço do nosso Instagram que é tratar eu queria pedir ao ao rapaz aí da técnica pra colocar a apresentação pra vocês, as candidaturas de votação pífia como 1 forma de violência política e violência política partidária, institucional contra as mulheres e as pessoas negras nesse Brasil. Então a gente analisou, né, tem videozinho, aí moço se ele puder colocar a apresentação eu queria começar porque a gente desenhou. A gente desenhou pras pessoas entenderem. Isso, por gentileza pode ir lá pro vídeo pra vocês entenderem o que que eu estou chamando de de candidatura com votação pífia, que nós trabalhamos nessa nota técnica, candidaturas a deputado e deputada federal estadual nas eleições de 2022, tá? Então portanto as eleições que levaram todas as mulheres que estão aqui sentadas nessa mesa a essa casa legislativa. Não sei se a técnica está tendo ali alguma dificuldade, pra pro videozinho rolar. Não sei se eu desisto do vídeo. É não porque quando desenha fica mais bonito também né a coisa não é bonita, mas desenhada às vezes ajuda né? A gente a entender melhor. Que que a gente faz? A gente continua sem sem o vídeo? Não e já está lá o problema é que ele não consegue botar o vídeo funcionando e eu testei com ele antes. É aqui é ali naquela bolinha. Bom gente enquanto ele vai tentando tem vídeo também está na nossas páginas na nossa rede social. Eu só queria que ele falasse assim não não vai dar. Nebem Nebem arroba Nepen. Nepen UFMG só entrar aí nas nos Instagram da vida que vocês vão encontrar. Eu espero ou eu continuo gente, alguém podia só me dar 1 luz aí. Está bom? Vamos lá gente. Continua professora. É então põe a apresentação sem sem o vídeo. Fala que tem a dificuldade técnica põe aí a lei em tela cheia aí. O vídeo mostra né e depois todo mundo fica aí convidado a olhar o vídeo com calma, se puder passar as lâminas por favor eu agradeço. Nós tivemos ao longo do ano de 2022 nas eleições gerais de 2022, conjunto muito importante de candidaturas com votação pífia o que que é o critério para definição de candidaturas com votação pífia é candidaturas que tiveram menos de por 100 dos votos em relação às pessoas, aquela pessoa do estado ou né geral, que foi a menos votada. Por exemplo, Minas Gerais estava no vídeo teve o candidato a deputado estadual que se elegeu com menos votos, foi eleito com 28 1000 votos deputado estadual essa pessoa né a gente considera como 1 margem né o limite e calcula por 100 dessa votação 280 votos então a gente considerou votação pífia no estado de Minas Gerais a pessoa ter recebido 280 votos se puder por apresentação ajuda a gente porque os dados que eu vou apresentar dependem da apresentação aí fica mais fácil de eu poder apresentar então eu já expliquei o critério e agora eu quero mostrar pode passar pode passar pode passar pode passar e isso pode passar porque o vídeo não rolou né Ai vai rolar vai rolar põe o vídeo. Bota ele aí de novo. Mais e deixa.

0:005:03
27 de nov, 11:26
#27
 Início da Apresentação do Vídeo
Início da Apresentação do Vídeo

Transcrição automática

Transcrição por IA

Você sabe como é candidatura com votação pífia? É 1 candidatura com votação inexpressiva, com pouquíssimos votos. Imagine que 1 pessoa se candidatou, mas teve tão poucos votos, que mesmo se esse número fosse 100 vezes maior ela ainda não seria eleita. Uai como assim? Por exemplo, em Minas Gerais o deputado estadual eleito menos votado teve cerca de 28000 votos. A candidatura com votação pífia é a que teve até por 100 do mínimo para ser eleita. Nesse exemplo até 280 votos. Mas então são fraudes? Tipo o meu candidatura é falsa fictícia ou laranja? Nem todas, algumas podem ser, mas há muitas pessoas que disputaram a eleição a sério, só não conseguiram se eleger. Aí pode ser falta de apoio ou mesmo dos interesse do partido, que deu menos tempo de propaganda na TV e no rádio, ou deu pouco dinheiro para a campanha. Pode ser também 1 característica do partido e da sua atuação em cada região. O partido pode ser pequeno ou costuma receber poucos votos. No entanto, estudo do DEPEN mostrou que proporcionalmente à maioria das candidaturas de votação pífia, são de mulheres brancas e negras e de homens negros. E isso acende alerta. Entendi. Então assim, mesmo com mais mulheres e mais candidatos negros disputando as eleições, eles não têm grandes chances de serem eleitos, não é mesmo? Isso. Assim os partidos cumprem as cotas de gênero e raça, mas as pessoas que estão se candidatando infelizmente acabam não sendo eleitas. Se contarmos só as candidaturas competitivas, sem contarmos com votação pífia, mais da metade dos partidos brasileiros não cumpriu a cota de gênero de 30 por 100 das candidaturas nas listas partidárias. Então, candidatura com votação pífia pode ser considerado como 1 espécie de violência política contra pessoas negras e contra as mulheres. Assim como as fraudes à conta de gênero, essa pode ser considerada como 1 violência política institucional, ou seja, políticopartidário, que vem prejudicando as mulheres e as pessoas negras na disputa eleitoral no Brasil. Acompanhe o DEPEM pra saber mais sobre mulheres e política.

0:001:56
27 de nov, 11:31
#28
 Término da Apresentação do Vídeo
Término da Apresentação do Vídeo

Transcrição automática

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0:000:01
27 de nov, 11:33
#29
Coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher - Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher da UFMG Marlise Mattos
Marlise Mattos

Coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher - Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher da UFMG

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Pronto, aí o vídeo foi, obrigada. Professora agradece. Então continuando a apresentação, pode passar pro próximo slide, a gente analisou 25225 candidaturas no ano de 2022. Por que não fomos às eleições municipais? Porque partidos não estão enraizados ideologicamente tanto nas nos municípios quanto estão no nível estadual e no nível federal. Então há muita discussão em torno do que se organiza né a forma como se organiza o poder local e na ciência políticas dinâmicas né políticopartidárias nesses nesses entes federados são distintas então a gente preferiu analisar exclusivamente estados e né e não municípios e união e aí foram 808652 candidaturas de mulheres e 16573 de homens sendo que, de mulheres, 36 por 100 podem ser consideradas candidaturas pífes e de homens apenas 20 por 100. E quando a gente desce pra violência política contra as mulheres em perspectiva interseccional, que o DEPEN também tem 1 cartilha e eu ia falar dela aqui hoje, mas eu desisti vou só mandar o o QR Code quem quiser baixar, baixa e lê lá o conceito, porque eu acho que é importante falar desse conceito também, 40 por 100 das candidaturas a deputada estadual e federal no Brasil em 2022 de mulheres negras, podem ser consideradas candidaturas de votação pífia, tá? Então isso na minha opinião pode passar. A média nacional é de 25 por 100, as mulheres estão acima, bem acima dessa média, 36 por 100, E se a gente considerar o cenário de 32 partidos nessa disputa em 2022, 11 deles registraram mais candidaturas com votação pífia do que a média nacional. Pode passar. E aqui é a situação da violência político institucional ou políticopartidária, né? 40 por 100 de candidaturas de votação pífia são de mulheres negras. 32 por 100 de mulheres brancas, 23 por 100 de homens negros, e 20 e 16 por 100 apenas de homens brancos. Pode passar pro próximo. E a distribuição nacional está aí nesse mapa, né, que vocês podem ver, alguns estados e essa é 1 distribuição relativa já tá ponderado pelo tamanho do eleitorado tá E aí temos casos muito graves né distribuídos aí na nota técnica que vocês vão receber o QR Code aqui para baixar quem tiver interesse a gente faz 1 discussão sobre territorialidade e votação candidaturas de votação pífia vamos olhar os partidos pode passar por favor é com desconsiderando e esse é ponto que também a gente colocou no filme as candidaturas com votação pífia, se a gente retirasse essas candidaturas, tá, que nem todas são fraude à cota eleitoral, mas 1 parte substantiva delas é, sim, fraude à cota eleitoral de gênero, a gente teria 18 partidos, pode passar, que não cumpriram dos 32 simplesmente não cumpriram as cotas de gênero pras mulheres. Pode passar pro próximo. E quem são esses partidos para a gente ter 1 ideia e aí nós distribuímos esses partidos pelos seus portes né pequenos partidos médio partidos e grandes partidos aqui vocês podem ver que os partidos que não atingiram essa cotas estão aí distribuídos nessas né 3 colunas aqueles pequenos os médios e os grandes Tá então não é fenômeno de partidos pequenos, tá? É fenômeno que está disseminado por todo o sistema político partidário e sistema eleitoral brasileiro, tá? Pode passar, ah tenho só minuto. A raça interseccionalizada com gênero, agrava com certeza a situação de votação pífia, as candidaturas com votação pífia tão dispersas por todo o território nacional, e os esforços de eleger mulheres têm se tornado baixos, e o efeito é efeito de processo histórico, e aí a professora Marlize, pode passar por gentileza quer terminar? Estamos dentro da casa legislativa, do Congresso Nacional, da Câmara de Deputados, do Auditório Neuro Ramos né, diante de deputadas federais que tem aqui 1 atuação absolutamente fundamental e estratégica, mas não é possível e Yanni tocou nesse ponto ignorar a violência exercida pelos próprios partidos e dentro das estruturas partidárias né? Então há, aqui eu só listei, ainda não desenhei, mas vou pedir a alguém pra desenhar também, né, o que que significam os impasses que a gente tem que destacar pra falar da votação pífia, especialmente mulheres e mulheres negras e homens negros, como 1 violência político institucional e políticopartidária. Não definir critérios claros, objetivos e transparentes de recrutamento de candidaturas. Não não cumprir efetivamente os 30 por 100 de cotas, ou cumprila pra inglês v, né, colocando candidaturas que não são competitivas. Não distribuir de forma equânime o fundo especial de financiamento de campanha. Não distribuir os recursos de forma, né, que sempre vantajosa para alguns e para outros, né? Extinguir, isso é absolutamente necessário, comissões temporárias que estão sacramentando listas de candidaturas pelo Brasil afora. As listas de candidaturas têm que ser sacramentadas por reuniões de partido, por plenárias de partido, e a os partidos políticos no Brasil, isso é dispositivo ilegal, mantém algo que deveria ser temporal e que é definido pelo Tribunal Superior Eleitoral como mecanismo e dispositivo temporal, eles eternizam essas comissões temporárias e simplesmente entre os pares, os amigos, sacramentam as listas de candidaturas de forma absolutamente não transparente, isso acontece com todos os partidos, mas o o artigo que nos deu origem analisou todas essas comissões partidárias, a violência político institucional também está em não possuir dentro das estruturas partidárias específicos que garantam acesso e permanência das mulheres e negros em instâncias de partido político, o descumprimento da determinação de 5 por 100 do fundo partidário em formação política pras mulheres, no descumprimento da distribuição do tempo proporcional de rádio e de TV pra mulheres e pessoas negras, na não elaboração no junto ao Congresso Nacional de emendas estatutos que democratizem internamente as estruturas partidárias e que possam fortalecer mais ações afirmativas de e pra pessoas negras. Pode passar por gentileza mais já falei esse aí também pode passar pro próximo, eu estou na olimpíada do conhecimento, ou seja, somados todos esses dispositivos que eu acabei de mencionar aqui, a gente permanece nessa condição enquanto defensoras, né, dos direitos políticos das mulheres, das pessoas negras, de buscar reduzir danos. Ano que vem é ano da nova reforma eleitoral, ah vamos acabar com as cotas de gênero, aí as mulher entra em desespero, vamos todo mundo ah não pode acabar com a cota de gênero e a gente fica, né? Nesse enfrentamento que é produzido intencionalmente pra desgastar e pra acabar com a nossa energia, pra quê? Pra que a gente não proponha mecanismos concretos de paridade de gênero no Brasil. Pra que as cadeiras desse parlamento sejam 50 por 150 por 100 divididas de forma justa, democrática e igualitária entre homens e mulheres, tá? Então esses são mecanismos de violência política que começam estruturalmente dentro das instâncias partidárias brasileiras e nós precisamos dar esse nome àquilo que é, né? Pode passar, essas são práticas que às vezes são formais e às vezes são informais. Isso se soma ao descaso, portanto também dos órgãos de justiça eleitoral, que sabem da existência de comissões temporárias e nada fazem, que se eternizaram. A gente sabe da omissão, do senão o boicote dos próprios partidos políticos, a gente sabe do desinteresse de eleitorado conservador no Brasil que é bombardeado por desinformação em massa, a gente sabe de práticas intencionais das estruturas parlamentares de manterem o privilégio branco como essa PEC vê charmosa, indecente da anistia política aos partidos que foi aprovada nessa casa. Somado a tudo isso fica aqui pode passar o qr code quem quiser ver os nossos dados entendeu isso tudo pode passar ali por gentileza. Essa esse é o qr code da nossa nota técnica. Acessem, por favor, divulguem, porque é isso nós precisamos dar nome àquilo que não tem nome e que não tendo nome permanece nos oprimindo e sustentando o privilégio branco de ocupar essa casa. Pode passar o próximo QR Code? É da cartilha do NEPEM, já passei do meu tempo, pode passar, obrigada. Passa isso. Obrigada. Obrigada

0:0010:12
27 de nov, 11:33
#30
Transcrição por IA

Realmente maravilhosa, nós precisaríamos de mais tempo. Apresentação importante fica aí disponível o qr code, pra quem quiser seguir e também vão disponibilizar ele na página da comissão dos direitos humanos. Eu quero fazer o registro aqui, que chegaram já, vieram compor a mesa, à deputada Maria do Rosário que é a nossa segunda secretária da mesa diretora aqui desta casa, do PT do Rio Grande do Sul, e a deputada Dandara, do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do a Tauá que é codiretora do instituto Alzeiras, enquanto a Tauá ela se desloca aqui eu já vou organizar, que nós temos as deputadas, Dandara e Maria do Rosário disponíveis 3 minutos se vocês quiserem utilizar. Após a, após a fala da da. Isso, só pra gente já ir organizando. Fique à vontade, a palavra é tua.

0:001:13
27 de nov, 11:43
#31
Codiretora - Instituto Alziras Tauá Pires
Tauá Pires

Codiretora - Instituto Alziras

Transcrição por IA

A todas e alguns que estou vendo aqui no plenário, queria em primeiro lugar parabenizar a em nome da Manuela Dávila também da Brenda que está aí no operacional por essa tão importante iniciativa, e também fazer agradecimento inclusive à deputada Daiana Santos porque hoje está vindo na memória muito forte o dia que a gente teve a oportunidade de fazer o lançamento e tivemos a sua tão honrosa presença e foi dia muito tumultuado então parece que de alguma forma, a gente está conseguindo fechar o ano, com todos os desafios desse ano mas com a energia e com a força do que significa estarmos juntas. E com isso eu saldo também vocês porque aqui na na plenária estou vendo muitas mulheres que são não só inspiração mas representam muito do trabalho desenvolvido pelo Instituto Alzírias então, feito feito esse momento de agradecimento e de saudação, eu estou aqui pra falar rapidamente do monitor da violência política de gênero e raça que nós publicamos aqui em agosto aqui mesmo nessa casa, e eu tinha solicitado só pra mostrarem o site pra vocês, que era 1 forma de fazer propaganda e convidar vocês a acessarem nosso site, então não sei se vão conseguir colocar ali no, a imagem, divulga depois Manu, está bom obrigada. Saudar também a Anne porque o trabalho feito pelo fórum de mulheres de partida é muito importante, inclusive no desenvolvimento dessa pesquisa. Mas vamos lá o que que é o monitor da violência política de gênero e raça? É 1 pesquisa desenvolvida pelo Instituto Alziras, em parceria com a secretaria da mulher na câmara, e financiada pela agência francesa de desenvolvimento, que faz 1 análise das representações que foram trabalhadas pelo grupo de trabalho de combate e prevenção à violência política de gênero do Ministério Público, e tem 1 parte também que a gente considera super importante que olha pras casas legislativas e pras procuradorias e está aqui a Ermelinda, que foi nossa pesquisadora e que fez trabalho muito importante também inclusive de pesquisa Quali, que aqui eu vou trazer alguns resultados bem rápidos, então em termos do trabalho do GT é importante destacar que nossa análise ela vai apenas até o final de 2023, esse é ano que a gente teve algum algumas mudanças, algumas representações que resultaram em condenação, alguns casos também de acordos no finzinho eu gostaria de comentar, mas dizer que a nossa análise vai de 20 e a 23. Nós analisamos 175 representações, é importante é dizer desse trabalho, o quanto ainda não tem 1 automatização, não tem sistema onde a gente consegue, Marlize fazendo assim pra mim, onde a gente consegue acompanhar o fio de como vai se desenrolando cada desses casos, o que que significa apenas pra ilustrar de maneira bem rápida? Que a procuradora Raquel Branquinho, tão maravilhosa e tão importante no trabalho que desempenha, qualquer informação que ela precisa pra atualizar no GT ela tem que mandar ofício, por exemplo, pra tribunal de justiça, informando perguntando se tem alguma atualização, recebe o ofício pra poder atualizar a própria planilha do GT, dessa forma que o GT está trabalhando atualmente, é tudo muito manual, então imagine vocês nós da sociedade civil que estamos ali desenvolvendo nossas pesquisas e fazendo investigações, como é que a gente vai conseguir ter acesso aos dados? Muitos dos casos em segredo de justiça, e de cada dos 4 das 4 representações, os casos estão ou encerrados ou arquivados, e eu pergunto e já respondo pra vocês, por qual motivo? Não tem 1 explicação plausível então é desse tipo de falta de informação que eu estou chamando atenção logo no início então a gente fez enquanto metodologia, destrinchamento dessas 175 representações que foram trabalhadas pelo GT, a gente fez pedido de LAE pra todos os tribunais estaduais, pra defensorias públicas, a gente fez 1 busca que eu não recomendo pra vocês que é ir lá no buscador tentar acatar o que que tem de caso, e aí a gente tem segundo problema que eu queria destacar também pra mesa que é a nomenclatura. A nomenclatura da lei 14192 ainda não pegou dentro do sistema de justiça de forma unificada, ou seja, vocês podem encontrar somente violência política, violência política contra a mulher, ou outras formas de desdobramento que dificulta também a gente conseguir não está unificado, nem em termos de código e nem como nomenclatura, e a gente foi por em cada buscador tentando fazer essa busca de pinça né? Fora lá, fora análise das representações a gente fez contando com o trabalho da Ermelinda 1 parte de pesquisa Quali e de análise também em torno das casas legislativas. Caminhando aqui pra finalizar e não tomar muito do tempo, estão ali mostrando o nosso o nosso site. Somente das 175 representações, 12 resultaram em ação penal eleitoral, a deputada Daiana também fez destaque na fala dela de que somente 7 por 100 terminaram em ação criminal que é outro dado que a gente consegue identificar nessa pesquisa, então 8 ainda estavam em fase de julgamento quando a gente finalizou o período de pesquisa, 2 em sentença, com condenação e com absolvição mas ainda com possibilidade de recorrer, e 2 em suspensão condicional de processo, o que que é isso né pra pra quem não é da área jurídica como eu? Significa se o se tem réu primário ele pode fazer acordo, e isso traz 1 brecha interessante também pra gente disputar essa questão da de não ter impunidade né? Então eu já tinha destacado que em cada 4 casos eles foram arquivados ou encerrados, 100 por 100 das mulheres que a gente analisou nesses casos elas estavam em exercício de mandato, isso significa que as candidatas ainda estão muito descobertas no sentido de conseguirem encaminhar os seus casos, suas representações e terem continuidade disso inclusive pra ter 1 condenação do perpetrador. 50 por 100 isso a Gisele também tinha destacado de terra de direitos na na pesquisa dela, do é feito em ambiente parlamentar, ou seja não é o ambiente parlamentar que vai proteger aquela parlamentar muito pelo contrário, também é lugar de violência assim como dentro dos próprios partidos que a Ane trouxe pra gente, 92 por 100 dos perpetradores homens o que não é 1 surpresa, mas 1 surpresa pra gente é que eles a minoria é colega com o mesmo nível de cargo a maioria está num cargo abaixo, ou seja, não existe o mínimo de respeito com hierarquia e os homens se sentem muito à vontade pra cometer crime e fazerem esse tipo de violência mesmo com parlamentares que estão numa hierarquia acima deles, isso não traz pra eles nenhum tipo de intimidação. Na segunda parte das casas legislativas, a gente fez recorte nas procuradorias estaduais e federais, porque não dava pra gente analisar todas as cidades né Ermelinda seria 1 grande loucura, mas das 21 procuradorias em funcionamento a gente fez 1 pesquisa nas 19 estaduais e 2 federais, a Ermelinda conseguiu entrevistar 12 57 por 100, e aí eu não vou me alongar, mas eu só quero dizer que tem muitos dados importantes também, porque as procuradorias cumprem ou deveriam cumprir papel muito importante no combate e na prevenção à violência política de gênero e raça, mas muitas vezes essas mulheres são eleitas de maneira unilateral pelos presidentes da casa, os estatutos eles não estão estruturados como deveriam pra poder dar conta com os canais de denúncia em enfim, a estrutura ela não é adequada pra que a procuradoria cumpra o seu papel. Nossas recomendações é preciso ampliar, isso já foi colocado antes, précandidatas e suplentes precisam minimamente essas 2 categorias serem consideradas também no âmbito da lei, fortalecer os mecanismos de denúncias, também a questão da unificação dos códigos a gente vê isso gente pra que a gente consiga monitorar de forma mais com mais qualidade os resultados da implementação da lei, e por último eu queria trazer exemplo com relação às sentenças, a gente teve caso muito emblemático e aí eu finalizo da deputada Mônica Seixas em São Paulo e por que que eu trago esse dado? Embora não tenha sido caso de condenação, foi acordo que a gente considera que traz nordeste como eu sou do nordeste é nordeste importante, que é o seguinte, não adianta as pouquinhas condenações que a gente teve até 2023 foram 1 só né, pra vocês lembrarem junto comigo, depois resultar em 3 cestas básicas, isso praticamente não traz nenhum tipo de ônus pro perpetrador, o que a gente quer é que tenha algum tipo de reparação. O caso da Mônica Seixas dentro do acordo prevê 1 parte paga em indenização de dinheiro que o perpetrador não possa estar no mesmo lugar que a vítima e que ele seja obrigado a fazer processo de letramento de raça e gênero durante período de ano. Então é isso que a gente quer, a gente quer que a lei pegue, a gente quer também que haja reparação. Dito isso agradeço mais 1 vez.

0:0010:39
27 de nov, 11:44
#32
Transcrição por IA

Obrigada. Eu vou passar de imediato aqui a palavra pra nossa segunda secretária, a deputada Maria do Rosário pra que possa fazer uso dela 3 minutos deputada. Porque a gente está com o nosso tempo apertado ainda que abriu as inscrições. Obrigada, querida.

0:000:15
27 de nov, 11:55
#33
Transcrição por IA

Daiana Santos, abraço às comissões de direitos humanos, igualdade racial, e também à comissão da mulher da casa. Cumprimento Manuela Dávila, cumprimento Dandara, abraço pesquisadoras que participam dessa mesa também, Yanni, do Fórum de Partidos Políticos Secretária de Política das Mulheres. Quero mesmo que demore segundo aqui, abraçar a Bruna Rodrigues e a Abigail Pereira, e dizer muito obrigada pela jornada que caminhamos juntas nesse ano de 2022. Sou porque somos está valendo pra todas nós porque nós nos mantemos vivas por conta dessa jornada comum. Quero também cumprimentar a Maria Fernanda, reitora Nídia, pesquisadores enfim. Daiana, eu lia num dos relatórios talvez esse ano de 2022 fique marcado como aquele em que mais pesquisas aconteceram aqui, com os dados a flor da pele, literalmente a flor da pele. E esta que eu tenho as mãos diz que em 2022 3 pessoas foram vítimas da violência política a cada dia, em 2024 2 pessoas. No que diz respeito às mulheres, às mulheres negras, mas as mulheres em geral que ousam dizer porque estão na vida política pra fazer a transformação, pra enfrentar todas as formas de ódio, e defender mudanças culturais, econômicas, políticas, sociais e mudanças sobre nós mesmas, para nós mulheres a violência política é todos os dias, todos os dias. O país que não supera isto está fadado a não ser país com democracia, e não é o acaso que nós vivemos nestes dias, nestes que estamos vivendo, o revelarse de golpe orquestrado e organizado por dentro do estado, que sempre tem várias faces a serem a serem observadas, todo golpe tem várias faces a serem observadas. De lado a estrutura militarista. De outro lado, a violência política, e a violência política de gênero, como forma de opressão para criar o núcleo ideológico da política que sustenta sobre quem, sobre quais seres humanos, sobre quais não cidadãos e cidadãs esse golpe será exercido, sendo golpe contra a democracia, não tenho dúvida, sempre ele foi planejado primeiramente como golpe contra as mulheres, porque são os nossos direitos os primeiros a serem rompidos. Nós estamos aqui no olho do furacão do golpe, nessa casa. Estejam aqui, concluo dizendo, caminhando com a altivez maior que tiverem. Caminhe por aqui, Manuela, que já foi nossa parlamentar, Dandara, Anne, Daiana e todas que aqui se encontram, com a altivez do rosto de quem representa a democracia mais verdadeira, a resistência mais importante e sobretudo o presente e o futuro. Nunca nos foi dado o direito de baixarmos a cabeça. Nunca nos foi dado o direito de desistirmos, porque nós não lutamos apenas para cada 1 de nós, Nós lutamos por toda por todas nós, por 1 nação. E é por isso que nós seguimos. Parabéns às comissões, parabéns ao instituto e se fosse você, e se fôssemos nós, pois é conosco. Forte abraço, muito obrigada por esse seminário importante. A Câmara, agradece.

0:004:04
27 de nov, 11:55
#34
Transcrição por IA

Obrigada deputada Maria do Rosário. Eu já peço que se dirija pra fazer uso da palavra deputada Dandara. Enquanto isso também já falo aí pro pessoal da técnica que a próxima inscrita é online então só pra ficar tudo ok. Deputado Dandara, 3 minutos

0:000:17
27 de nov, 11:59
#35
Deputada Dandara
Dandara

Deputada

Transcrição por IA

Obrigada, Daiana. Eu quero saudar a nossa gigante Manuela d'Ávila, o instituto, por ter articulado esse encontro tão potente. Manu, eu estou convencido de que nós precisamos reunir cada vez mais, porque tem mulheres do Brasil inteiro que são minhas referências na política aqui que eu sigo nas redes sociais que eu acompanho o trabalho e que eu sei que tem muito mais gente na ponta que gostaria de ter vindo não conseguiu então espaço como esses realmente nos fortalece quero saudar a Ane do fórum de mulheres de partido e secretária de mulheres do meu partido do PT tenho muito orgulho da construção que a Ane tem feito no Elas por Elas têm fortalecido a presença de mulheres na política nas mulheres do PT complementar todos os palestrantes debatedores na pessoa da minha conterrânea mineira Marlize Matos que faz trabalho sensacional na UFMG e tem contribuído muito com discussões Brasil afora. Olha gente, eu queria falar hoje com as eleitas e com as não eleitas porque estou vendo a diversidade desse plenário. Pra as eleitas, tem gente que já tem mandato, já passou pela experiência e tem gente que vai ser agora a sua primeira oportunidade na vida parlamentar é muito importante que a gente busca busque sentido naquilo que a gente está fazendo e construindo todos os dias que a gente tenha foco sai saiba onde nós queremos chegar que é importante para a gente por onde nós vamos como nós vamos nós precisamos ter capacidade de juntando gente nessa caminhada, nós temos que ser juntadores de mulheres, nós temos que ter nitidez do porquê nós estamos nessa jornada. Porque eu não posso dizer que vai ser perfeito e maravilhoso. É difícil, é duro, é violento, é desgastante. Converse com outras mulheres já eleitas. Vocês podem ter certeza que todas elas têm pelo menos 1 história para contar de 1 violência política muito dura que tenha sofrido. Então se a gente não tiver foco e sentido naquilo que a gente está construindo, rapidamente vai perdendo realmente o gosto, o tesão, daquilo que nós estamos construindo. E para as mulheres que não foram eleitas, queria dizer, se você conseguiu nessa eleição inspirar 1 pessoa, 1 criança 1 menina se você conseguiu trazer de volta para militância 2 3 pessoas já fez sentido a sua candidatura já foi muito importante o que você fez nessa eleição não é por acaso não é à toa é muito importante o que nós estamos fazendo e queria falar em especial com as mulheres negras porque eu acho que nós precisamos sempre Manu colocar tinta nesse debate é muito importante falar da violência política de gênero irracial, porque nós mulheres negras ainda somos o alvo preferido dessa dita violência que tenta colocar barreiras na nossa caminhada. As mulheres negras na política também precisam se aquilombar, se fortalecer, se construir, nós temos que ter projeto de poder onde não exista mais Brasil sem nós. Não dá pra naturalizar tanta ameaça de morte, tanta opressão, tanta discriminação com nós nos espaços de poder. Viva as mulheres e as mulheres negras na política.

0:003:43
27 de nov, 11:59
#36
Deputada Ana Pimentel
Ana Pimentel

Deputada

Transcrição por IA

Obrigada Dandara. Agora vamos à fala da Lígia Batista, diretora executiva do instituto Marielle Franco que participará virtualmente. Lígia, são 7 minutos e aí eu vou te pedir aquela licença de com de com 6 eu vou te avisar e com 7 eu vou insistir porque nós temos, porque não é, porque nós temos outras, obrigada Lígia. Obrigada obrigada. Seja muito bemvinda.

0:000:27
27 de nov, 12:03
#37
Diretora-Executiva - Instituto Marielle Franco Lígia Batista
Lígia Batista

Diretora-Executiva - Instituto Marielle Franco

Transcrição por IA

Obrigada obrigada vocês todas eu queria fazer 1 saudação muito breve, às deputadas, Daiana, Maria do Rosário e Dandara que foram acho que eu consegui ver que ainda estão compondo a mesa. A companheira Manola Dapila é instituto e se fosse você que está construindo esse momento tão importante esse encontro histórico, no momento fundamental para nossa democracia, Anne Moura que também esteve na mesa ou está na mesma consigo ver nesse momento, e as demais companheiras presentes em particular parlamentares aquelas que disputaram esse essas últimas eleições, né? Eu sou a Lígia Batista, estou diretora executiva aqui no Instituto Marielle Franco, 1 organização que já tem quase 7 anos de história criada pela família de Marielle Franco pra dar continuidade essa luta, preservando sua memória, multiplicando esse legado e continuando a regar essas sementes que são deixadas pela Mari ao redor do Brasil e pelo mundo inteiro. E aí eu queria ressaltar o que já foi trazido pela pela Gizia da terra de direitos aqui, que é com relação ao caso de Marielle Franco, esse ano a gente teve marco muito importante já que no dia 30 e de outubro a gente finalmente conseguiu chegar naquele momento da condenação integral de Roni Lessa e Elcio de Queiroz, estes policiais militares e enfim verdadeiros pescadores de serviço da milícia aqui no estado do Rio de Janeiro, pelos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, Isso é 1 vitória de 1 luta incansável não só das famílias de Marielle Anderson, mas também é 1 vitória histórica importante da nossa luta coletiva e organizada e muitas das pessoas que tão nessa jornada, que tão nesse espaço hoje, tiveram papel fundamental. Então, é é é importante lembrar disso. Também é importante lembrar que a gente está caminhando pra esse novo capítulo de luta e continua, né, o julgamento pela STF daqueles que hoje são apontados como mandantes desse crime, os irmãos Chiquinho e Domingos Brasão, além do exchefe de polícia civil aqui do estado do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, né? A gente precisa manter essa mobilização aquecida ao redor do Brasil, demonstrar que a sociedade brasileira, que as autoridades nesse país, levam a sério o debate sobre a violência política e dizer que a gente segue vigilante sobre esse caso e é fundamental que precise ter concluído, ser esclarecido. As condenações dos envolvidos desses assassinatos, elas precisam se tornar 1 1 caso exemplar, né? Pra gente entender que o julgamento dessas pessoas é divisor de água, não só para Marielle Franco, não só para essas famílias, mas pra luta coletiva de mães familiares de vítimas de violência desse estado que estiveram e continuam ao lado nosso dessa luta e a gente também se coloca ao lado deles, da luta de defensores e defensores de direitos humanos, e por todas aqueles e aquelas que estão trabalhando pelo fim da violência política de gênero e raça nesse país. Nesse sentido, eu queria voltar pra dizer que pra além do trabalho sobre violência política a respeito do caso de Marielle Franco, a gente também tem 1 atuação muito forte sobre violência política junto a outras mulheres, especialmente mulheres negras. E a gente tem 1 campanha, que é 1 campanha chamada não seremos interrompidas. Essa é 1 campanha permanente que vem sendo asculada pelo Instituto Marielle Franco, já vem alguns anos e que tem por objetivo denunciar o que é esse impacto desproporcional da violência política cometida contra mulheres negras e mulheres LBT, cobrada às autoridades da criação de estratégias de acolhimento, de responsabilização de perpetradores, de proteção de mulheres que estão em situação de ameaça por conta da sua atuação política. E no ano de 2024, a gente teve como foco nessa campanha a pressão sobre os partidos políticos, pra garantir aplicação da lei de violência política nas eleições municipais, a implementação de 1 agenda nacional de enfrentamento à violência política no país, e também pra pressionálos sobre toda a polêmica relacionada à distribuição proporcional de recursos pra candidaturas negras, e a gente sabe que foi 1 grande questão e continua tendo 1 grande questão no marco do debate sobre a PEC 9 e a questão da iniciação dos partidos. Esse que é grande vexame histórico pra democracia brasileira, e em especial pra partidos que se reconhecem no campo progressista e de esquerda, isso é 1 fragilidade da nossa luta, inclusive, demonstra a fragilidade de mecanismos pra controles sociais dessas instituições, desses partidos. É fundamental que existam estratégias pra pressionar essas instâncias, a que se comprometam com a participação política de mulheres, em especial mulheres negras e LBT, e que eles tenham espaço pra dialogar conosco enquanto sociedade civil, já que ao longo desse ano nós tivemos muitos desafios para conseguir conversar com aqueles que estão responsáveis por posicionar os partidos nesse debate. Eu queria fechar a minha intervenção aqui, fazendo registro de caso muito grave que aconteceu em Sinop, que fica a 500 quilômetros de Cuiabá, capital do Mato Grosso. Foi o assassinato de São Troza, que era 1 mulher trans, cantora, também suplente de vereadora, atuação política importante voltada pro acesso à cultura pra comunidades periféricas, de visibilidade pra pessoas LGBTQIA+, lutando contra a discriminação frente a essas comunidades. Ela foi assassinada brutalmente no dia 10 de novembro, e a gente, eu trago esse caso aqui pra justamente lembrarmos de algo que atravessou boa parte das nossas falas. A violência política, ela acontece com figuras que têm muita projeção na política nacional, e que é muito triste a gente ver acontecer. O que aconteceu com Marielle Franco, esta sala, mas também acontece com aquelas mulheres que são tratadas como irvisíveis, seja dentro da política institucional, seja na sociedade como todo. Então é fundamental que nós não demos lado a lado, juntas e juntas, com aquelas que conseguem ter 1 plataforma e trazer visibilidade pro debate, mas também pra que não tenha essa plataforma e essa visibilidade pra que a gente possa usar as nossas estratégias e espaços de atuação pra dar condições dessas mulheres continuarem sobrevivendo à luta política. A pergunta que eu deixo aqui, né? É o que que a gente precisa ver acontecer mais 1 vez pra que a violenta política seja tratada como prioridade pelas instituições. A gente precisa pra pra consolidação de 1 democracia real, efetiva, que as mulheres possam exercer a sua cidadania, que as mulheres possam exercer a sua participação política e que elas permaneçam nos espaços de poder de maneira segura e de maneira sustentável. A violência política não é problema nosso, a violência política é problema da estrutura democrática brasileira. 6 e muitos livros. De fazer com que a gente garanta a nossa participação e os partidos políticos que não se comprometem com mulheres na política, não estão comprometidos com a democracia. Muito obrigada por ter esse espaço, Celebro mais 1 vez essa construção e seguimos juntas.

0:007:10
27 de nov, 12:04
#38
Deputada Ana Pimentel
Ana Pimentel

Deputada

Transcrição por IA

Obrigada Lígia e 7 minutos em ponto. Obrigada. É muito pontual. Agora eu passo para Julie Cruz, do projeto De Olho nas urnas da UFG.

0:000:25
27 de nov, 12:11
#39
Transcrição por IA

A todas a todes a todos. Eu me chamo Julia eu sou socióloga, pesquisadora, do núcleo de estudo sobre criminalidade e violência, o da UFG, e me vinculo a essa pesquisa, esse projeto tão importante que é o De Olho nas urnas. O De Olho nas urnas, ele, aproveito também pra cumprimentar a mesa não posso esquecer de cumprimentar esse evento, agradecer o convite, e eu vou apresentar então as principais contribuições do De Olho nas urnas que investiga a participação das mulheres na política brasileira, com foco nas desigualdades de gênero e na violência política. Nós analisamos as eleições do ano de 24024 sobre as sobre a perspectiva de gênero, oferecendo 1 visão única sobre esses avanços e retrocessos. Eu esqueci de pedir pra colocarem a minha apresentação acho que é importante. Nessa apresentação a gente traz também, parte do, das informações que nós adquirimos então queria pedir pro pessoal da técnica pra colocar. Por gentileza e pausa meu tempo, se possível. Espero não ficar né assim com muita dificuldade. Vai dar certo. Vai dar certo pessoal? Ah certo obrigada. Bom gente, eu vou dar 1 adiantada então pra gente conseguir concluir no tempo. O de olho nas urnas ele foi pensado em 3 etapas. A primeira etapa é essa etapa que a gente realizou a análise dos dados das eleições no do ano de 2020. A segunda etapa ela acabou de se encerrar agora nesse mês de novembro, ela foi, focada na análise em tempo real da participação das mulheres no horário eleitoral nas capitais brasileiras, Esses dados eles já estão disponíveis no nosso site eu peço que vocês ao final leiam o o qr code que vai estar na apresentação pra poder acessar o nosso site e também acessar os nossos materiais. E por fim, a terceira etapa que vai ser a comparação, entre esses 2 cenários analisados. Vou tentar continuar. Segue o baile né? Começando pelo cenário político brasileiro gente os dados de 2020 eles mostraram 1 desigualdade persistente. E apenas 5.5 por 100 das mulheres que se candidataram às câmeras municipais foram eleitas. Em comparação a 15.2 por 100 dos homens. Nessa primeira etapa nós criamos o índice, de equilíbrio de gênero, que é o IEG, e ele varia de menos a mais Nenhum estado brasileiro apresentou índice positivo, o que significa que não existe no Brasil dominância feminina, na política. Esses números eles foram estabelecidos pensando e considerando a proporção de mulheres em cada estado. Os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo apresentam os piores índices, de igualdade de gênero, de equilíbrio de gênero. E enquanto o Acre e o Rio Grande do Norte são os menos desiguais, contudo eles ainda são negativos. Esses dados eles mostram que ao mesmo, mesmo após anos de políticas distintivo a participação feminina na política permanece limitada, destacando a urgência de mudanças estruturais, e aí a importância desse grande evento que nós estamos aqui vivenciando. Outro aspecto crítico que a gente analisou, foi a violência política de gênero contra as mulheres. Em 2020, nós analisamos 121 notícias de violência política. Como a legislação, essa inovação jurídica ela acontece em 2020 e essa análise ela foi ela foi ela foi construída a partir de outros termos que pudesse, conseguir chegar a esse resultado e essa compreensão que seria violência política de gênero então, de 2020 até, no ano de 2020 a gente conseguiu achar 121 notícias que já tratavam desse tema. Dessas, 69 por 100 estão relacionadas à violência simbólica, e à violência psicológica. A maioria desses casos, eles ocorreram nos meses mais próximos ao pleito, com aumento significativo no mês de novembro. Quando a gente olha pros dados de 2024, a gente tem então 1 redução, desses casos no mês de outubro, então em 2020, ele, nós nós conseguimos encontrar desses 120 e casos 50 notícias, e agora, em 2024, esse dado cai pra 26. 1 hipótese levantada pela professora doutora Giovanna Perlim, que também é pesquisadora do De Olho Nas urnas, é que esse movimento ele ocorre devido a essa inovação jurídica que é a lei 14192, que tipifica a violência política de gênero. No entanto, a gente tem o quê? Período eleitor, período préeleitoral que continua alarmante, principalmente, os picos de ameaça que aconteceram em setembro, além de outras formas de violência. Então em comparação geral, a gente chegou ali olha só, Pode passar, que é o próximo. Isso, em comparação em geral então a gente tem o quê? Que há aumento significativo nos 3 meses que antecede a eleição, embora tenha acontecido essa redução no mês de novembro. Esses dados eles revelam então avanços na conscientização e aplicação da lei mas também reforçam o desafio contínuo de garantir campanhas seguras para as mulheres. E pode passar. Certo. Diante desse cenário então a gente buscou apenas não apenas estudar esse problema, mas também construir e oferecer soluções práticas e nesse sentido a gente pensou, a entrega de 3 produtos que são cartilhas. A primeira cartilha construída na primeira etapa é a cartilha Mulheres na Política Construindo igualdade de gênero nas eleições de 2024, esse material ele foi desenvolvido pensando tanto nas mulheres que estão interessadas em se candidatar mas também nas eleitoras, e no sentido de facilitar o acesso a às aos às inovações jurídicas em torno da participação efetiva das mulheres na política. A segunda cartilha que se chama, Mulheres de Olho na Democracia, acabou de ser lançada agora em novembro, e ela mostra o fundamento da democracia e como esse esse sistema ele é essencial pra que a política, para que haja mulheres na política né, todas elas estão disponíveis no nosso site. Outro destaque que é que é importante falar, é que esse o monitoramento do ano de 2024 foi foi aconteceu em tempo real das propagandas eleitorais. E essa abordagem, ela nos permitiu identificar casos de violência política de gênero durante o período eleitoral, e acompanhar então o impacto nas das ações em curso. Pra fazer essa análise nós utilizamos a o método do semiótico pra investigar os discursos, as imagens e também as formas de comunicação que possam reproduzir essas desigualdades. Eu sei que não vai ter tempo pra mostrar dashboard que nós construímos, pode passar, 6 minutos. Eu já estou concluindo também. Então agora a gente tenha conseguido avançar em alguns aspectos, as mulheres ainda enfrentam enormes barreiras pra participar plenamente da política brasileira, é algo que aqui foi dito muitas vezes, e que com certeza as mulheres que se candidataram vivenciaram isso, a nossa missão é continuar monitorando, educando, promovendo e acreditando na atuação das mulheres na política, e aí eu deixo aqui, pode passar o slide por favor? Eu deixo aqui o convite pra que vocês explorem os materiais, e compartilhe também o site do nosso projeto ali está o link do nosso site e o qr code que vai dar diretamente no na página do dashboard aonde tem essa análise das propagandas eleitorais em tempo real. Então estejam à vontade pra fazer uso da desses materiais muito obrigada Ana muito obrigada Daiana muito obrigada a todos, e é isso. Tenhamos bom evento firmes obrigada.

0:008:44
27 de nov, 12:11
#40
Deputada Ana Pimentel
Ana Pimentel

Deputada

Transcrição por IA

Júlia excelente explanação, dados muito importantes pra gente continuar acompanhando. Agora eu passo para Laura Astrolábio, que é codiretora vontade. Obrigada Laura, fique à vontade. Pode pedir pra 2 que ti por favor, a apresentação.

0:000:51
27 de nov, 12:20
#41
Codiretora executiva - "A Tenda das Candidatas" Laura Astrolábio
Laura Astrolábio

Codiretora executiva - "A Tenda das Candidatas"

Transcrição por IA

Meu nome é Laura Astrolábio. Eu sou advogada, sou mestre de políticas públicas em direitos humanos e pesquiso mulheres, raça e gênero na política. Sou cofundadora e codiretora executiva do projeto Atenda das Candidatas que agora é instituto. E hoje, eu primeiramente quero saudar essa mesa, quero agradecer a deputada Daiana Santos, a deputada Ana Pimentel, e a Manuela D'Avila, do E Se Fosse Você que proporcionaram esse evento potente que é absolutamente necessário. Nós precisamos disso, mais vezes e mais espaços. A tenda das candidatas atua em diversas frentes desde 2020, a gente começou ensinando mulheres, sobretudo negras, indígenas, quilombolas, LGBTQIA mais, PCDs, indígenas, como fazer campanha eleitoral partidário ou seja, como jogar o jogo eleitoral partidário porque nós temos mulheres que são quadros políticos incríveis, mas mas que não sabem jogar o jogo eleitoral partidário. Então a gente coloca essas mulheres em campo pra irem lá, e que chutarem a bola pro gol. Bem, então além dessa frente de formação, a gente também trabalha com com pesquisas, né dentro dessas pesquisas a gente sempre aborda a questão da violência política de gênero e raça, a gente tem a formação póseleições, que é 1 formação inédita no Brasil, que nós oferecemos para candidaturas não eleitas porque entendemos que esses quadros não podem ser abandonados depois de que não são eleitos. Você não pode abandonar esses quadros, a gente já não tem tantos quadros assim. Então a gente precisa pegar esses quadros e acolhêlos. Então a gente dá 1 formação com aulas pra que elas se reestruturem e entendam aquilo não como 1 derrota, mas como recomeço, como aprendizado, eu costumo dizer pra elas, sabe o concurso público? O professor de concurso público fala, é pra estudar até passar, não é pra estudar pra passar. Então é pra se candidatar a ter ser eleita. A gente também, tem 1 campanha, chamada que no ano passado foi Outubro Neon, e esse ano foi Setembro Neon, que a gente coloca nas ruas há 2 anos, panfletando com as nossas lideranças da rede Atenda que estão em todas as regiões do Brasil, conscientizando a sociedade a respeito da importância de combater essa violência que eu vou dizer aqui inúmeras vezes é 1 barbárie. Nesse estado que a gente vive hoje de barbárie em todos os espaços com pessoas negras, com grupos historicamente marginalizados como as pessoas LGBTQIA+, quilombolas PCDs indígenas e eu vou repetir o nome desses grupos o tempo todo aqui, porque é importante pontuar isso. E a gente está aqui hoje, às companheiras falar depois de tantas pessoas importantes como a professora Marise, né e tantas outras companheiras como a TaoA, que trouxeram aqui pesquisas com dados nós também temos pesquisas com dados, e a gente sabia que isso seria trazido aqui, e é importante a gente fale de dados. Só que hoje, nós escolhemos trazer aqui relatos, de vítimas. E eu estou dizendo isso do lugar dessa mulher negra, defensora dos direitos humanos, que nunca foi candidata, e até o momento não pretende ser, e que é, 1 das atendidas pelo projeto, e se fosse você, porque sofre e é vítima de violência política de gênero e raça desde 2022. Atacada pela extrema direita que hoje responde inquérito na polícia federal, sendo acusada de crime que eu não cometi. Bem. Então a gente tem esse propósito hoje de trazer esses relatos dessas candidaturas, lembrando que esses relatos são das entrevistas que a gente fez durante o monitoramento que a gente fez durante a campanha de 2024, com as lideranças da rede Atenda que se candidataram, nós temos lideranças em todas as regiões do Brasil, e temos as que se candidataram então a gente fez o monitoramento das redes dessas mulheres, e também fizemos entrevistas. Mas antes de trazer esses relatos que são dessas entrevistas, dessas candidaturas, que já faziam parte da rede de lideranças à tenda, eu quero trazer pra vocês aqui e eu vou ler, né, esses os sentimentos que na formação póseleições para não eleitas, a gente anotou junto com 1 psicóloga no grupo terapêutico que a gente tem feito nesses últimos dias com essas mulheres. Não vou trazer esses relatos, esses outros relatos dessas mulheres que agora vão se tornar lideranças atenas, também vão fazer parte dessa pesquisa, o que está ali os relatos eu peço que em alguma eu vou pontuar pra gente, pra que vocês leiam, e a gente faça silêncio na leitura porque eu estou falando de relatos, de vítimas de violência. Então eu peço muita atenção de vocês pouco de silêncio. Os sentimentos que são relatados na formação, póseleições para candidaturas de mulheres não eleitas. Violências relatadas, violência física, sexual, psicológica, moral, importunação sexual, difamação, toques inadequados no corpo, microagressões, tentativas de docilização, ter que sorrir o tempo todo e agradar, descrédito, silenciamento, acusações, hiperexposição da imagem, manipulação de material de campanha, cerceamento de liberdade de expressão, violência de gênero racial, gordofobia, transfobia, violências praticadas tanto por pessoas do partido como de fora, falta de apoio dentro e fora dos partidos, sobreposição de responsabilidades na campanha e na vida pessoal, boicote. Sensações, emoções e sentimentos vivenciados, reações físicas, dores no corpo, reações psicológicas, sentirse suja, sentirse desacreditada, agravamento de quadro de saúde mental, frustração, ansiedade, solidão, sensação de insatisfação e insuficiência, culpa, estar alerta o tempo todo, sensação de desimportância, sensação de falta de reconhecimento, dificuldade de se organizar e organizar a casa, efeitos sociais e econômicos, desemprego pós eleições, dificuldade de retomar a vida cotidiana. Ali agora eu vou pedir pra vocês, está exposto ali os relatos das entrevistas. Esses relatos eles trazem pra gente, vocês podem ler, eu não vou falar o que está ali pode ir passando os relatos por favor devagar pra que as pessoas possam ler já deu 7 minutos tá? Está bom, já vou concluir. Pra que as pessoas possam acessar esse relato. Bem, é difícil trazer tema tão complexo aqui pra falar em apenas 7 minutos, né? Então eu estou pedindo pra passar a apresentação, e vou abrir aqui pra dizer que o objetivo né, da gente trazer isso daqui é falar também dos impactos né? É 1 hipótese de que essa violência faça com que quadros importantes e potentes de mulheres defensoras dos direitos humanos, sobretudo negras, indígenas, quilombolas, PCDs e LGBT se retirem da luta pelo campo político eleitoral em todo o país. Tendo como recorte a rede a tenda das a rede a tenda de lideranças de defensores dos direitos humanos, algumas desistem de porque não querem mais passar por isso. Violências, mesmo tendo acesso a apoio póseleições, outras mulheres se sentem fortalecidas e permanecem. A maioria dos relatos de violência que estão ali sendo relatados que foram pra vocês, têm como cenário o próprio partido, e seus integrantes, e e partindo do fato de que essas mulheres são defensoras dos direitos humanos estamos falando de partidos que levantam a bandeira dos direitos humanos isso também acaba deixando essas mulheres desacreditadas, inseguras com relação a esses partidos que se colocam como alinhados com as pautas históricas dos movimentos de mulheres defensoras dos direitos humanos, como o feminismo e o antirracismo por exemplo. Mas na prática agem de forma completamente contraditária. São relatos de violência política de gênero e raça, que abarcam desde a violência física, psicológica, emocional, e também o que deveríamos convencionar, chamar de violência política econômica de gênero e raça, quando ela acontece por causa do subfinanciamento de verbas de campanha. Quais são as consequências disso? Se confirmada a hipótese a violência política de gênero e raça é dos maiores obstáculos para o combate à super representação política de mulheres, principalmente as que fazem parte de grupos historicamente marginalizados como é o caso das mulheres negras, que são 28 por 100 da população, maior grupo demográfico brasileiro e são as mais subrepresentadas. Essa subrepresentação política sobretudo de mulheres negras, traz consequências nefastas para a nossa sociedade. Haja vista que nos lança numa crise de representação política que nos impede de construir 1 democracia mais forte. Quando tudo isso que está acontecendo, e as pessoas perguntam por que isso está acontecendo porque a gente vive 1 democracia fagem. Eu queria falar pouco da questão do da da do setembro neon, e do PL 3 3 9 7 de 2024, que está em tramitação, em que a gente propôs que o setembro seja o mês dedicado ao combate à violência política de gênero e raça no Brasil. Falar também do projeto Onde Ela Quiser, que nós fazemos parceria, e que é projeto muito importante que inclusive me acolhe e tem acolhido as lideranças à tenda que estão passando por situação de violência. Então eu acho que nós precisamos pensar em ações que devem nessas ações que devem inspirar políticas públicas efetivas, na superação do que de fato eu repito, é 1 barbárie. Pode passar por favor até o fim Só pra você ver a diferença tem 11 minutos. Já acabei, é porque eu tenho TDAH. Então eu tenho dificuldade de entrar nessas dinâmicas e eu acho inclusive importante falar aqui que esses eventos precisam ser mais inclusivos nesse sentido né? Sim. Porque está manipulando celular e computador pedindo pra pessoa encaminhar e ao mesmo tempo falar, não é 1 coisa que 1 mente TDH consegue fazer tudo ao mesmo tempo, mas agradeço a paciência de vocês, muito obrigada. Obrigada.

0:0012:17
27 de nov, 12:21
#42
Deputada Ana Pimentel
Ana Pimentel

Deputada

Transcrição por IA

Obrigada Laura, muito muito boa sua fala muito importante também e obrigada também pela sensibilidade da apresentação dos relatos que foram muito importantes pra todas nós. Eu vou passar pra Manu agora que ela quer dar alguns informes e a gente tem 1 última inscrita depois dos informes que a Manu vai passar. Antes dos informes

0:000:26
27 de nov, 12:33
#43
Transcrição por IA

Manu, quero registrar a presença da deputada Célia Chacrabá que acabou de chegar aqui. Seja bemvinda Célia. E também Manu, já aproveitar, porque eu acho que esse é fórum bem pertinente. Hoje, nesse exato momento enquanto nós estamos aqui nesse seminário, na CCJ, Ana retornou o projeto a PEC, meia 4 2012, que é a, popular PEC do aborto. Ainda como, como pauta única, e iniciou agora, iniciaramse agora as discussões ainda não está no processo de votação. Mas isso é pra que a gente possa fortalecer e reforçar, o tamanho da nossa luta e os desafios gigantes que nós temos de enfrentamento. É é isso, a CCJ fica logo aqui, eu não quero desmobilizar o nosso evento, mas é só pra avisar. É isso, acho que com 1 enfim vou passar pra Manu aqui pra ela dar os reformas, só achei pertinente repassar que isso está acontecendo nesse exato momento. Não mas é 1 mobilização que eu acompanho por conta de muitas parceiras que estão aqui, vejo nas redes que têm tido essa atuação constante contra essa PEC, e acontece justamente no momento em que nós estamos reunidos, a comissão da mulher, a comissão dos direitos humanos e o instituto se fosse você. Quem mandou contigo?

0:001:22
27 de nov, 12:33
#44
Presidenta - Instituto E Se Fosse Você? Manuela Davila
Manuela Davila

Presidenta - Instituto E Se Fosse Você?

Transcrição por IA

Convidar a Lauana Chantal pra falar da rede a ponte, eu queria só que a gente pra gente ficar na mesma página sobre a dinâmicas ou sobre as dinâmicas do evento. Então hoje a gente vai aqui até a 1 hora, depois que a Lauana falar nós vamos abrir 4 inscrições que é o que o tempo vai nos permitir. Mas, só pra gente não, já começaram a levantar os dedo eu não vou puxar o olho. Já temos gente no Whats aqui se eu for falar que tem descrito no meu Whats eu estou fazendo de conta eu não estou nem vendo, então assim não recebi problema na internet da câmera, mas, 2 ou 3 avisos, então primeiro a gente vai sair daqui, eu acho que a gente pode caminhar até a CCJ, pacificamente, com calma diante dos dos dos nossos, contém ironia, Carol já deu as boasvindas pros parlamentares, mas acho que faz parte mesmo da nossa mobilização por direitos de todas as mulheres, né, afinal de contas a Câmara, a revelia da participação de muitas mulheres, quer que nós reconheçamos estupradores, sendo submetidas faz parte do mesmo sistema, mas nós vamos até lá e de lá, então vamos dar oi, estamos aqui, somos muitas, somos fortes, vocês não vão nos vencer, nós vamos pra Casa Ninja onde será o nosso almoço, os ônibus das nossas das pessoas credenciadas vão pra lá pra que depois a gente possa seguir a nossa agenda com as ministras no turno da tarde nós temos agenda com conjunto de ministras né, ministra Anieli, ministra Soninha Guajajara, a ministra Macaé, a ministra Cida vão nos receber hoje à tarde pra que a gente possa apresentar o acúmulo. Amanhã, em contrapartida, na parte do contrapartida, em homenagem à à professora Marlize, nós vamos nos reunir e será encontro de muito espaço de fala entre nós, estou falando isso porque eu sei que todas querem falar, eu mesmo mal me pronunciei aqui, né, mas nós teremos esse encontro porque de fato, o nosso esforço é conseguir conjugar ações e nos articularmos. A nossa ideia me perguntaram o que qual era o objetivo, o objetivo é criar 1 articulação suprapartidária de mulheres pra dizer que nós somos muitas e que nós seguiremos em luta pra transformar o nosso país, e que pra isso precisamos estar protegidas e se não nos protegem, nós protegeremos umas às outras. Então posso ainda chamar alguém pra falar? Vocês sabem que brincam aqui? É tem 1 eu sei claro, se eu não chamar aqui a Brenda não não volte pra casa, a Brenda me tira do instituto, me dá golpe golpe contra a mulher é comum, você sabe? Vamos dar golpe no instituto. Mas vamos chamar então? E então enquanto a Lauana Chantal que coordena os projetos da rede, a ponte, que faz a iniciativa da maré de projetos legislativos contra a violência política de gênero e raça, fala por favor se inscrevam. E eu quero obrigada bem vidíssima, Lauana, quero em meu nome, Laura, em nome de todas nós manifestar a nossa solidariedade a ti, a Laura é 1 mulher que está à frente de 1 organização com outras mulheres e tem sido duramente perseguida em função das denúncias que faz dos nossos violadores, né, então muitas sofrem violências e em muitos lugares as mulheres parlamentares ainda dispõe de certo grau de visibilidade pra denunciar essa violência. As mulheres que estão no terceiro setor, na academia muitas vezes sequer dispõe da visibilidade pra tornar público aquilo que tem sofrido então meu afeto e minha solidariedade. Lauana, bemvinda com a palavra, 7 minutos eu vou ajudar a Ana e a Daiana te controlar.

0:003:44
27 de nov, 12:35
#45
Coordenadora de Projetos - "Rede A Ponte" Lauana Chantal
Lauana Chantal

Coordenadora de Projetos - "Rede A Ponte"

Transcrição por IA

Hoje, a mulher preta mal começa a falar já estou meio trolando. Mas, boa tarde a todas, a todos e a todes. Eu estou imensamente feliz de ver esse auditório cheio, com tantas mulheres candidatas mais eleitas né, ou que participaram de processos eleitorais, mas eu queria começar aqui homenagear também as crianças, que são a continuidade, e eu estou muito feliz de ver espaço político com crianças, com pessoas cuidando, com pessoas respeitando, isso faz com que a nossa política sim, tenha cara, tenha corpo, tenha pessoas, tenha processos e isso faz com que a gente movimente. Eu estou aqui então quanto coordenadora de incidência política do da organização A Ponte, é muito importante pra nós esse espaço aqui do instituto com instituto se eu fosse você nessa jornada das mulheres sem medo de mudar o Brasil acho que a gente tem que falar isso mais Manuela que nós não temos medo nós não vamos recuar então muito obrigada por a gente estar nesse espaço construindo esse espaço aqui pra para pensar para gente sair daqui fortalecidas e continuar nesse front nós da ponte é aqui vou falando e vai passar no slide o nosso trabalho ele se iniciou em 2020 e com o objetivo de apoiar vereadores e deputados estaduais, que atuam aí nos seus nos seus territórios, mulheres progressistas, somos 1 organização de mulheres que formou 1 rede de especialistas e aqui a gente tem algumas especialista, Marlize é 1 das nossas especialista, Flávia Tambor. Temos a nossa rede, nessa rede de especialistas que estão dentro da pandemia, mas que também estão atuando em mandatos, que estão que já trabalharam em mandatos, estão no terceiro setor, que têm experiências diversas pra fortalecer a carreira de mulheres na política. O nosso trabalho se baseia na compreensão de que, eleger mulheres é fundamental, mas o verdadeiro desafio é poder garantir a permanência dessas mulheres nesse espaço, porque a gente entende que tem várias organizações que têm apostado e têm conseguido trazer estratégias de fortalecer e ampliar o número de mulheres nesse lugar. Mas a gente ainda tem, a gente tem visto inúmeros que essas mulheres não conseguem ser reeleitas. Então a gente está aqui, a ponte faz esse trabalho com a nossa rede de especialista pra fortalecer esses mandatos. Nós da rede a ponte, a gente trabalha somente até o momento com vereadores e deputados estaduais, porque a gente entende né, que são elas que têm os mais desafios nesses territórios, e principalmente, garantindo que elas tenham ferramentas, apoio técnico pra se manter nesse local, e porque quando 1 mulher se mantém no poder, ela cria precedentes, ela inspira, ajuda a romper com essa estrutura política que exclui mulheres, principalmente negras periféricas, LGBTs mulheres trans, quilombola. E aí, pode passar, a gente tem trabalho importante, que a gente faz como as florestas, a Célia está aqui, eu tenho falo como a propriedade né desse lugar da mãe terra, as micorrizas pra nós gente, é é aonde desempenha papel principal em conectar raízes e fungos, compartilhar nutrientes e fortalecer as árvores mais vulneráveis. Nós da rede Aponte, também temos esse princípio pra fortalecer a base política dessas mulheres, tal como as micorrizas, que equilibram o ecossistema e ajuda a sustentar a floresta de antiataques e ou desequilíbrio, a rede Apodi se detida a criar conexões entre vereadoras e deputadas, oferecendo suporte e fortalecendo, a fortalecendo para enfrentar esses desafios. Não fazemos isso sozinha junto também com outras organizações do terceiro setor. Isso aqui mostra a soma da coletividade de várias parceiros e organizações que estão aí pra fomentar essa discussão. E pensando nisso, pode passar. Então, enquanto as micorrizas né equilibram o ecossistema da floresta, a maré de PL trabalha pra equilibrar o ecossistema político, proporcionando às eleitas instrumentos para propor projetos de leis baseado em evidências, atento às desigualdades de gênero e raça. A maré de PLs cria esse essa grande onda de mobilização permitindo que cada mandato se fortaleça e contribua para transformar o cenário político. Nós já tivemos diversas marés, hoje inclusive é dia muito especial pra nós, aqui está alguns números, já foram protocolados mais de 100 projetos de leis que a gente construiu junto com a nossa rede de parlamentares, e também com a nossa nossas especialistas que fazem todo o trabalho de ter evidência científica, precedente, e agora, pode passar, a gente tem realizado com várias temáticas, inclusive Isa, Taís, Vicente, temos as vereadoras que sempre quando a gente faz a faz o protocolo a gente faz essa onda na redes sociais, e aí alguns dos nossos PLs que já foram protocolados. Mas gente, o desafio pode passar, mesa. Em março desse ano, a gente teve 1 maré sobre violência política de gênero e raça, e foi 1 1 maré em parceria com mulheres negras decidem, com o observatório das mulheres na política, mas foi 1 incidência junta com o Instituto Marielle Franco porque mês de março é mês marcado pela 1 violência de gênero e raça com a nossa companheira Marielle Franco, então a gente participa da agenda por Marielle Franco com PL, só que nesse PL muito ligada pras vereadoras era 1 ação pra conscientizar a sociedade sobre violência política. Dentro disso, podemos voltar a algum dos números né, do que foram 57 protocolos, e já tivemos 5 desse protocolos aprovados, inclusive 1 parlamentar da nossa rede foi o primeiro em em Minas Gerais, meu país, mas pra dizer que essa mudança coletiva ela é importante por mais que a gente pensa, ah projetos de lei não vai poder mudar nada, a gente sabe que coletivamente isso muda, e por isso a maré, ela a gente quer que ela vire tsunami, que muitas parlamentares têm acesso a esses PLs, têm acesso a esses projetos de lei pra conseguir fazer reverberar nossas vozes. Pode continuar, colega. Pode passar pro próximo. Dos nossos casos aí né, de trabalho aí, pode continuar, é o caso da Carol Gonçalves, que foi, é vereadora em Turitama, de Pernambuco, no interior de Pernambuco deu 7 minutos só pra você ter cometido. Vou vou terminar. Então pra finalizar gente, acho que o mais importante do que a gente está aqui pode passar pra frente. A gente está aqui hoje pra lançar, oficialmente a nossa maré de novembro, em parceria com o instituto Se Eu Fosse Você, com Mulheres Negras Decidem, o observatório das Mulheres na Política, a maré de novembro, pra gente intensificar esse debate, porque pode. A gente tem, a partir dessas buscas das evidências aqui está o QR Code gente pra vocês poder acessar. O nosso objetivo é fortalecer as deputadas, deduais e vereadoras com projeto baseado em evidência, e nesse sentido a gente está aqui pra inaugurar, agora, pra que as as deputadas Gente, só pouquinho que eu me. Que o projeto de resolução da maré de novembro tem como objetivo incluir o regimento interno e código de ética das assembleias legislativas e câmaras municipais, a colocação explícita de violência política de gênero e raça. Essa medida não é apenas coíbe práticas discriminatórias contra as deputados estaduais e vereadoras, mas padrões institucionais que promovem ambiente político igualitário. Então aqui está o QR code pra vocês acessarem, fazer o seu pedido, quem for deputada estadual, vereadora, quem vai foi eleito agora e vai tomar posse, então ela já é primeiro passo, né, pra pedir essa essa equidade nas casas legislativas que tenha esse procedimento, esse instrumento dentro do regimento interno. Pode passar? Eu estou aqui também com com alguns foldens e materiais se vocês precisarem aqui, pra vocês acessarem o QR Code. Eu queria agradecer aqui à Bruna, que é deputada atualmente, mas ela é 1 pode continuar, ela é 1 das nossas, que foi vereadora em Porto Alegre e que foi abrir o precedente e caminho pra que a gente conseguisse estar também em outras casas a partir desse PL que ela também conseguiu protocolar esse PR que ela conseguiu protocolar em sua casa. Então muito obrigada que como já estendeu o tempo eu não quero mais me prorrogar pra gente dar continuidade nos trabalhos, mas eu quero aqui fazer esse convite a vocês pra gente se fortalecer coletivamente. A Rede Aconde atende tanto as mulheres da nossa rede né, as vereadoras e deputados estaduais, mas ela também tem muitos produtos abertos assim como a maré e outros produtos pra vocês chegarem, se apropriarem desse espaço pra gente chegar em mais lugares e mais mulheres. Então mais 1 vez obrigada, obrigada Manuela, Instituto Super

0:0010:03
27 de nov, 12:39
#46
Deputada Ana Pimentel
Ana Pimentel

Deputada

Transcrição por IA

Rosa, pessoal pedindo desculpas por ter que fazer essa indelicadeza de falar sobre o tempo, que é sempre muito delicado porque a gente queria ouvir a todas pelo tempo que quisessem mas é que a gente tem tempo aqui, a gente só pode usar esse espaço até as 13 horas até 1 hora da tarde vai até daqui a pouquinho. E com isso Celinha, o microfone é seu. Aqui amada olha, aqui em cima, maravilhosa. Vem aqui pra cima com a gente. E o auditório tem limite porque a

0:000:36
27 de nov, 12:49
#47
Presidenta - Instituto E Se Fosse Você? Manuela Davila
Manuela Davila

Presidenta - Instituto E Se Fosse Você?

Transcrição por IA

Em quase 4 vezes o número de inscritos que a gente estava prevista, viu? A gente ia estar num auditório bem pequenininho aí ia estar liberado o tempo mas aí com a sessão muitas, o auditório é grande ele está disputado.

0:000:13
27 de nov, 12:49
#48
Transcrição por IA

De pé, nós cantamos com enredo, é o Brasil e nós sem medo. Essa, sempre começo no Congresso Nacional cantando, assim como diz Benedita a nossa matriarca aqui que 50 anos atrás pensava que não era possível a bancada negra. Mas se vocês olharem aqui também assim como o congresso nacional por muitas vezes falou que nós somos atrasado, atrasado é congresso nacional que demorou 195 anos pra eleger a primeira mulher indígena Joenio Apischana. Atrasada é Congresso Nacional que demorou 200 anos pra ter a primeira mulher indígena presidir numa comissão que tive orgulho de presidir a comissão da Amazônia povos originários e tradicionais. Mas assim também como o Congresso Nacional é atrasado, hoje se olharmos pra também esse auditório, por muitas vezes temos que fazer a responsabilidade, Minas Gerais, com a companheira aura, que me ajudou a me eleger no estado de Minas Gerais, quando as pessoas também são eleita por partido. Eu sou eleita pelo partido do PSOL, mas assim como eu e Sônia nós fomos eleita pela terra, porque foi a terra que nos elegeu quando as pessoas no estado de Minas Gerais não acreditava que era possível eleger 1 mulher indígena e 853 município e nos tornamos a terceira pessoa mais votada de Belo Horizonte porque quando agride a terra as mulheres indígenas também se levanta o nosso voto foi ancestral e nesse sentido é importante dizer que assim como a política falamos de transição política pra Brasil sem medo, é preciso fazer 1 política sem medo de Congresso Nacional, onde eu tenho desafio ainda de ser 1 parlamentar do Brasil. Já fui em 25 estado brasileiro, e se a gente olhar pra esse auditório, ainda é a única mulher indígena. Então o desafio é muito grande, porque a nossa luta não é somente pra romper com o racismo da ausência, mas sobretudo o racismo da solidão. Vocês não sabem o quanto é difícil chegar nessa casa aqui de homens de paletó, e fazer enfrentamento contra o marco temporal, e ser levado no conselho de ética em tempo recorde, assim como levou a nosso o nosso mandato, o mandato Fernanda Melchiona, Samba Bonfim, Talíria Petroni, Juliana Cardoso, por nós estar defendendo o nosso direito. Medo a gente pode até ter mas a gente não usa, porque não dá tempo de ter medo quando o nosso território está sendo atacado. Hoje eu sou na CCJ, vim aqui dar recado, mas nesse momento as mesma pessoa que truparam o Brasil porque demorou foi 50 anos pra trazer mulheres para o Brasil, e nesse tempo o Brasil foi vítima de 1 sociedade estruturante na violência às mulheres indígena e às mulheres negra. Muito me admira a comissão de constituição de justiça está discutindo aborto quando na verdade nós discutimos no ADI, no STF, que a maioria das mulheres estão sofrendo aborto espontâneo por conta do agrotóxico que não foi taxada na tributação da reforma tributária. Então nós estamos aqui pra dizer, que mulheres que têm filho vítima do aborto não pode ser considerada família porque o trauma não se produz 1 família em harmonia. E por isso estou aqui mais 1 vez colocando à disposição, a aura me chamou pra esse momento de mulheres assim como Manuela Dáblla, aura, que também sofreu cicatrizes da política, mas somente quem tem cicatriz profunda sabe o remédio que cura, porque as principais autoridades do Brasil, embora não chegue no Congresso Nacional, são mulheres, porque autoridade aqui são transitória. Mulheres que faz a luta em seu território precisam ser considerada autoridade, porque são elas que enfrenta mineração no estado de Minas Gerais, eu falo que pra enfrentar a mulher ação somente mulher ação, e essa luta foi a unificação do turbante do Cocá, porque quando derruba 1 mulher pela violência, que é pelo feminicídio, pelo mulhericídio, porque tenta nos deixar vivo mas tenta matar o nosso sorriso e alegria. Estou aqui no Congresso Nacional com todo esse desafio, eu gosto de estar nessa casa pra tentar reflorestar esse salão verde, pra incomodar a casa grande, porque nós até podemos não ser considerado a barbie do cinema, mas nós somos bravas do território e as bravas do Congresso Nacional. Porque nós somos mulheres parteiras, benzedeiras, indígena politizada, nós fazemos enfrentamento, ainda que não sejamos belas ou recatada. Não somos recatada, muitas vezes nem somos e nem estamos no lar, pois temos pé no chão da aldeia, e o outro do lado de cá, porque é inspirado numa mulher indígena, na mulher da luta, que é 1 mulher com incerteza, que nós somos a força política, mas também somos força da natureza, porque é inspirado também no Urucum e no Jenipapo, porque na pintura que está presente no pigmento, por muito tempo o Urucum temperou a comida, mas é chegada a hora, mulheres também, temperam esse parlamento.

0:006:07
27 de nov, 12:49
#49
Transcrição por IA

Depois deste ato fenomenal da deputada Célia Chagabat eu acho que em comum acordo aqui pra gente não ser injusto considerando que nós temos ainda disponível que nós temos somente disponível 3 minutos aqui então nós não vamos para não ser injusto ninguém abrir nenhuma inscrição acho que a finalização ela foi perfeita com a deputada Célia Chacrabá queremos agradecer imensamente a todo mundo que acompanhou tanto no online quanto aqui e também pedir a atenção de vocês que tem 1 lista tem 1 lista de transmissão que a Manuela me comunicou aqui que a partir da 1 e 15 ela vai fazer isso informe para todo mundo se deslocar para pegar o transporte e em direção almoço agora a gente finaliza aqui e vamos até ACCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCRCRCRCRCRR repleta de valiosas contribuições e convoco para reunião deliberativa extraordinária hoje a partir das 14 horas no plenário 9 desta casa declaro encerrada esse seminário

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27 de nov, 12:55