COMISSÃO DO ESPORTE
Sobre o Evento
Fórum Legislativo do Esporte aborda esporte e saúde com diversas apresentações e especialistas na área.
Deputado
Eu declaro aberta a presente mesa redonda do segundo Fórum Legislativo do Esporte que está sendo realizado, em atenção ao requerimento número 53 de 2024, De autoria dos deputados Luiz Lima, Douglas Viegas, Júlio César Ribeiro, doutor Luiz Ovando e Maurício do vôlei. Informo que esta mesa tem como tema, esporte para toda a vida, saúde e bemestar a partir da atividade física. Comunico que esta mesa redonda, está sendo transmitida ao vivo pelo Youtube e pelo portal da Câmara dos Deputados. Eu agradeço nesta oportunidade a todos os convidados presentes, e a quem nos acompanha pela transmissão ao vivo. Esclareço que os debatedores, terão 5 minutos, cada para sua fala, sua apresentação. Antes de iniciar o debate, eu gostaria aqui de apresentar o vídeo de 1 matéria sobre o tema, do nosso debate. E quero esclarecer aqui que esse vídeo, foi cedido pela TV Moreno, afiliada da Rede Globo em Campo Grande Mato Grosso do Sul por solicitação nossa. É vídeo bastante esclarecedor e vai ajudar, a nossa discussão e o desafio. Então vamos ao vídeo, e logo depois eu farei aqui o chamamento dos compositores da mesa redonda.
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Se já Nós vamos esperar aqui inclusive.
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A questão da do som.
Deputado
Quero aqui esclarecer pra vocês a história desse vídeo. O apresentador aqui é o apresentador de esporte lá de Campo Grande, por nome Átilaf. E, a questão de mais ou menos uns 2 meses nós tivemos, 1 corrida a corrida do Pantanal, composta pela maratona, meia maratona, 8 quilômetros. E houve 1 preparação. Inclusive midiática pra envolver e aumentar o chamamento o convite aos participantes. E na época eu assistindo isso, achei bastante interessante porque grande parte das pessoas que vocês podem observar aqui, posteriormente, abraçam o desafio de 1 atividade física tem de 1 determinada motivação. E não raro, essas pessoas são desencorajadas. E até, certo ponto debochadas em alguns aspectos, porque elas tomaram aquela decisão. E isso que eu gostaria de inicialmente mostrar a vocês todos pra gente continuar o nosso debate aqui. Então aqui vocês vão ver, é vídeo, que tem 1 pessoa, atleta correndo numa esteira, e que depois ele conta rapidamente a sua história e como ele chegou até ali, e é o que normalmente acontece. Mas vamos ver se nós já temos condição. Está bom então nós vamos dar continuidade aqui, eu já contei a história pra vocês e aqui a gente vê que era rapaz, que no fim ele diz assim olha eu era obeso. E agora eu vou fazer a corrida de 15 quilômetros. Na condição estou bastante ansioso e ele emagreceu de forma significativa, e eu que aqui eu disse a vocês que normalmente quem se dispõe a ser ativo fisicamente, passa por esse caminho, e depois tem o benefício e é naturalmente 1 história de vida pra todos nós. Eu quero, agradecer a a participação do Nivaldo Félix, que é dos componentes da nossa, mesa redonda. Nivaldo Félix é subsecretário de esporte e lazer do Distrito Federal e representante, vamos terminar aqui a apresentação depois vamos ouvir a hora que a coisa termina lá. Lazer do Distrito Federal e representante do Fórum Nacional dos Secretários de Esportes das Capitais. Também o senhor Mauro Junqueira Guimarães secretário executivo do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde que é o CORASEMS. O senhor Rodrigo Terra, aqui à esquerda, representante da Academia Brasileira de Educação Física. Professor doutor Hélio Furtado, lá na ponta, que é professor da Universidade Castelo Branco especialista em gerontologia. O senhor Fernando Boldaquiã de Oliveira. Deu Fernando. Tá tem o William ainda? William Fernando desculpa, eu suprimi aqui William, William Fernando Boldaquiã de Oliveira diretor executivo da RemES que é a rede esporte pela mudança social. O senhor Tarcísio Anchieta da Silva conselheiro do Conselho Federal de Educação Física. Senhora Gilmara, Gilmara ou Gilmara? Gilmara. Lúcia dos Santos diretora do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde. E a senhora Ana Eleanora do Ministério, coordenadora geral de políticas públicas de esporte e lazer do Ministério do Esporte. Feita a apresentação podemos ver agora? Então vamos lá. Nós estamos aqui acompanhando o desafio dos 15 quilômetros com o atleta Bruna de demais. Nós estamos vendo aqui o nosso corredor suado estamos na academia preservando claro ele vai
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Pela primeira vez a corrida do Pantanal, Bruno Alves, Bruno, foi tranquilo, sossegado? Foi no ritmo confortável, controlado, né, pra ter 1 boa fase, pra prova da semana que vem, eu estou bastante ansioso, é é 1 prova assim muito técnica, que não pode errar, a a parte de hidratação, ritmo, é tudo em conjunto né, e eu estou pronto. Legal Bruno que a corredor aqui, disputa sempre os primeiros lugares das principais provas de Mato Grosso do Sul, veio de Santa Catarina pela primeira vez, vai competir na Cohabito Pantanal, boa sorte meu amigo que dê tudo certo, e continue estranho. É, obrigado agradecer a todos, agradecer o convite do Átila, meu treinador André Milani, e todos os envolvidos, famílias, amigos. Agora Bruno, você está correndo, né, vence as provas aqui, mas quem não está em casa de repente não conhece a história do Bruno, perdeu 50 quilos através da corrida, venceu a depressão. Queria que você desse testemunho seu, da importância da corrida na sua vida. É, a corrida mudou totalmente a minha vida né? Em 2022, pra pesar 130 quilos, só queria saber jogar videogame, ficar no quarto, não fazia nada, né? Não gostava nem de me olhar no espelho né? E eu resolvi começar a caminhar a correr, e eu comecei a me dedicar né no começo as pessoas até me zombavam né porque ah o gordo correndo né? Mas eu nunca desisti nunca deixei de lutar e graças a Deus eu eu estou conquistando grandes frutos. Só depende de quem está do outro lado da tela? Isso, né? Quando coloquei na minha cabeça que eu não sou vítima e só depende de mim pra conquistar não depende de outras pessoas, eu consegui ter essa virada de chave na minha vida. Que incrível, parabéns Bruno pela sua vitória. Vocês podem ver que esse depoimento é elucidativo, não deixa nenhuma dúvida exatamente à pessoa. Pra começar.
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O nosso debate aqui, eu vou seguir a ordem aqui da da apresentação. Eu quero convidar o senhor Orivaldo Félix subsecretário de esporte e lazer do Distrito Federal, e representando do Fórum Nacional de Secretários Municipais de Esporte das Capitais pra sua exposição o senhor tem 5 minutos senhor Orivaldos por favor. Boa tarde.
Secretaria de Esportes e Lazer do Distrito Federal
Deputado luiza uvando, em quem cumprimento todo todos os congressistas e agradecer pela oportunidade de poder falar do esporte do Distrito Federal. Inicialmente, é ressaltar esse esse esse vídeo ele mostra muito hoje que nós estamos tentando fazer no esporte. A palavra esporte hoje ela não pode se desvincular da questão da inclusão. Então nós estamos invertendo a ordem aqui porque quando se pensa em esporte se tem a ideia de alto rendimento. Alto rendimento. E o alto rendimento ele tem que ser 1 consequência do esporte enquanto política pública de inclusão. Não é? Vê que a gente diz isso? Porque o esporte assim como a educação é o primeiro viés pra você formar o cidadão, construir valores, práticas né, bons hábitos. Então esse é o objetivo maior do esporte. Se ele vai se destacar na modalidade ou não, isso é 1 consequência. Então nós temos visto isso. Quando eu olho a definição de atleta amador, pela OMS, atleta é toda aquela pessoa que pratica esporte pelo menos 3 vezes por semana, por período de 30 minutos. Então qualquer de nós, como esse rapaz acabou de demonstrar, pode se tornar atleta. E aí, os benefícios são os mais variados, como ele demonstrou a questão da saúde física, a saúde mental, a integração com as pessoas, fugir do isolamento, AAAA socialização em todos os aspectos. Então o esporte é 1 ferramenta muito poderosa, e a secretaria tem visto isso. A secretaria tem se unido à secretaria de educação e outras secretarias inclusive nós temos 1, 1, 1 ação essa semana junto com o tribunal regional federal, pra acolhimento de moradores de rua, né? Então a gente está tentando levar inclusive o esporte até o morador de rua em várias práticas né? Nós temos os nossos centros olímpicos hoje, que têm, são são 12 estamos construindo o décimo terceiro, que atendem aproximadamente 42000 atletas de 4 a 90 anos, né? É depoimento interessante, eu vejo a a colega Gilmara da Saúde, me recordou 1 visita que eu fiz agora há pouco num centro olímpico de Sobradinho, onde nós temos 1350 alunos matriculados, praticando natação hidroginástica. E ao final da minha visita veio 1 senhora, com seus 90 anos de sua saúde plena, perguntar se eu era o o senhor responsável por aquela, falei não, eu eu colabore, não. Aí a superintendente veio e falou não, ele é realmente o coordenador do projeto, e aí ela veio agradecer por quê? Porque há há meses atrás ela estava sentada, numa cadeira, praticamente imobilizada, e com 6 meses de hidroginástica, que ela não tinha acesso, ela já recuperou a mobilidade dela então assim, são depoimentos deputado, que fazem valer a nossa prática pública hoje no esporte, né? E com base nisso eu pude também diagnosticar, ou seja, conversei com o pessoal nós tínhamos 1 lista de espera de 300 pessoas pra esse mesmo projeto, aí conseguimos 1 reestruturação orçamentária e abrimos mais 350 vagas, pra pessoas da comunidade. Fizemos isso em outras satélites aqui, temos distribuído todos esses projetos, de forma inclusiva, né? E a gente tem tido esse retorno, tá? Eu participei do do fórum agora da da secretaria de segurança, e a prática esportiva inclusiva nós temos projeto aqui chamado esporte à meianoite pra crianças de vulnerabilidade, ele tem sido muito eficiente, né? Então a própria secretaria quer resgatar esse projeto por quê? Porque é 1 forma de combater várias situações, né? Então a política do Distrito Federal hoje, ela está voltada a justamente isso, a prática do esporte consolidada a outras atividades, por quê? Porque o esporte muda a vida das pessoas, ela abre perspectivas. Nós temos por exemplo, o Compete, o que que é o Compete? É é programa nosso que permite o fornecimento de passagens pra atletas das mais variadas modalidades, né? Então esse ano eu vou fechar 000 meu ciclo de 12 meses transportando aproximadamente 11000 atletas terrestre, aéreo nacional e aéreo internacional. Então é é muito gratificante quando eu vejo atletas, em formação, que vão fazer a primeira viagem, seja nacional ou internacional pra 1 competição. Então agradecer a oportunidade e dizer que o esporte aliado a outras secretarias, ele muda literalmente a vida das pessoas. Senhor Osvaldo, muito obrigado
Deputado
Boa explanação e também pela experiência colocada e essa ênfase, o esporte realmente faz a diferença. Dando continuidade, eu quero convidar a nossa lista aqui, o senhor Mauro Junqueira Guimarães secretário executivo do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde do CONDRASEMS. Mauro você tem 5 minutos por gentileza. Boa tarde. Alô. Alô? Boa tarde.
Secretário Executivo - Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde
Deputado Luiz Ovando, em seu nome cumprimentar a todos, agradecer em nome do CONASEMS o convite a oportunidade de estar aqui e é 1 pauta de grande importância para o Sistema Único de Saúde, haja vista que o SUS nos seus 35 anos mostra a sua capacidade, a sua resolutividade mesmo enfrentando o subfinanciamento. Nós temos aumento no nosso país da expectativa de vida, né? A nossa faixa etária tem mudado muito rapidamente, as pessoas estão envelhecendo, né? E isso demonstra que o SUS está funcionando, né? As pessoas vivem mais, né? Mas ao mesmo tempo com aumento da faixa etária, né? Doenças crônicas vem junto e aí aumenta a necessidade de acesso à saúde, aos serviços de saúde. Eu quero começar pela constituição, né? A constituição cidadã, o seu artigo 198 que diz que a saúde é direito de todos os dever do Estado, mas ela é garantida mediante 2 políticas, 1 econômica e a social, pra redução do riscos, agravos à saúde, pra prevenção e promoção, né? Isso e quando a gente fala de esporte nós estamos falando de prevenção à saúde, promoção da saúde, isso está na nossas equipes de saúde da família. Mas voltando a questão, né, da garantia do direito, nós assistimos nos 35 anos da saúde, né, desses 35 anos do SUS, o Governo Federal colocando e meio do PIB na saúde. Os municípios começaram com 0.8 do PIB, tão com 0.2. Isso significou só o ano passado o investimento dos municípios além do mínimo constitucional de 50000000000 de reais. Nós ficamos com a menor parcela de arrecadação do país e colocamos mais proporcionalmente que a união e com os estados na saúde. Mesmo assim com com baixo financiamento, com subfinanciamento na saúde, nós ampliamos as nossas equipes de saúde e ela não está centrada, assistência não está centrada no atendimento médico. São equipes multidisciplinares, que inclusive tem o educador físico, porque a gente entende a importância da educação física do esporte, né? De trazer principalmente, né? Os idosos, né? Muitas vezes que ficam na atrás de 1 televisão, fica sem 1 atividade, ficam isolados dentro de casa, levar pras pras unidades de saúde junto com a equipe de saúde, fazer a prática saudável de esporte e outras mais gestantes, ou seja, envolver, fazer trabalho efetivamente multiprofissional, né? É o que nós estamos fazendo no Sistema Único de Saúde. E pra finalizar, eu queria dizer que saídas nós temos, o que nós precisamos fazer e e ter coragem de fazer no Brasil é melhores escolhas. Hoje nós damos o país dá 2 orçamentos da saúde e isenção fiscal. Nós damos isenção fiscal pra fabricação de motocicleta e a motocicleta está nas nas nossas UPAs, sala de urgência e emergência, reabilitação, UTI, né? E nós isentamos a questão de tributária pra fabricação dessas motocicletas. Da mesma forma que nós não enfrentamos com impostos mais duros pro fumo, né? Pro cigarro, pro pra bebida que também impactam na saúde. Então nós precisamos fazer melhores escolhas no nosso país, porque o bolo é o mesmo, né? Não dá pra fabricar dinheiro, mas precisa fazer melhores escolhas pra que a saúde seja considerada como investimento e não como gasto, né? Nós precisamos, nós temos 1 população envelhecendo, envelhecendo rapidamente e nós precisamos de mais recursos pra que a gente possa também melhorar o processo de formação em saúde que é outro déficit que nós temos, 1 formação de melhor qualidade para os profissionais que chegam na ponta pra atender essa população que cada vez mais aumenta a sua demanda na saúde pública. Muito obrigado.
Deputado
Obrigado. Eu deixei aqui algumas coisas não vão comentar depois pra que realmente não haja interferência aí na no tempo e aí a gente debate. Eu convidar o senhor Rodrigo Terra, representante da Academia Brasileira Educação Física, o senhor tem 5 minutos para a sua exposição, Rodrigo.
Representante - Academia Brasileira de Educação Física
Tarde a todos, primeiro dizer que é 1 honra prazer estar aqui nesse evento importante para fortalecimento da construção das políticas públicas de póstasia do nosso país, parabenizar Lindberg por ter idealizado organizado já o segundo fórum ano passado nós tivemos o primeiro eu tive o prazer de também estar aqui fazendo palestra e agora esse segundo ano direto e parabenizar deputado Luiz Ovando, amigo do meu estado há muitos anos, e aí deputado, a a sua palestra hoje de manhã, e mais do que a sua palestra hoje de manhã, pra aquelas pessoas que não lhe conhecem, o seu estilo de vida é a base do que eu vou falar aqui agora, e isso muda e melhora a qualidade de vida das pessoas, tá? Eu quero apresentar rapidamente pra vocês 1 experiência que eu tive, eu tive essa experiência de ser secretário de esporte por 6 anos no estado do Mato Grosso do Sul e por 4 anos na capital de Campo Grande. A capital do Mato Grosso do Sul Campo Grande. E nessa última gestão eu construí o sistema campograndeense de esporte e lazer, que mudou completamente a lógica das políticas de esporte e lazer do nosso município e virou 1 referência nacional. A criação do Sistema Nacional do Esporte já vem sendo discutido desde a primeira conferência nacional em 2004, tá? Infelizmente ainda demorou muito tempo pra acontecer, mas felizmente no ano passado, o Sistema Nacional do Esporte chamado SinESP, foi aprovado na nova lei geral do esporte, a lei 14597, no dia 14 de junho de 2023. Conclusão, nós já temos a criação do sistema através de 1 lei já criada, aprovada e sancionada desde o ano passado. Infelizmente ela ainda não foi regulamentada e não entrou em vigor. E esse é 1 das questões que eu quero colocar na nossa reflexão, a importância de que a comissão do esporte e nós pesquisadores estudiosos, gestores do país inteiro, temos em fazer com que essa lei o mais rápido possível seja regulamentada e entre em vigor, porque sem dúvida nenhuma ela vai mudar a lógica das políticas de esporte e lazer, tá? A importância do funcionamento do do Sistema Nacional de Esporte no mesmo formato do Sistema Único de Saúde. Isso que eu estou defendendo deputado Luiz Ovando. Por exemplo, ter clareza na definição das competências dos entes federativos, né? Todos sabem que o Sistema Único de Saúde define com clareza as competências dos entes federativos, municípios tem que ser atenção primária, Estado, média e alta complexidade, Governo Federal, programas nacionais de prevenção a doenças, tá? Infelizmente no esporte isso não existe. Então o que acontece é que municípios não sabem o que fazer quando executa 1 atividade, o estado vem e executa de novo, o governo federal vem e repete mais 1 vez. Então a falta de definição das dos entes federativos é fundamental e que o sistema único de saúde nos traz essa experiência e que a gente tem que colocar isso na nossa na nossa criação do nosso sistema nacional. Outra questão importante, o repasse fundo a fundo, né o SUS faz o repasse financeiro fundo a fundo entre os entes federativos do governo federal pros governos estaduais, do governo estaduais pros governos municipais. E a terceira questão importante que é modelo do SUS e que a gente tem que copiar, é que o SUS mudou a política de saúde de 1 política de governo para 1 política de estado, é 1 política mais perene, não 1 política que muda governo a governo, tá? E a gente precisa fazer isso também no esporte. Outra questão, o SUS criado em 1998, em 1988, e implantado em 1990, antes da sua criação as políticas eram de recuperação. Depois da sua criação, as políticas de de saúde passaram a ser políticas de prevenção. Então essa é 1 outra grande vantagem depois da criação do SUS. O que que é sistema? Sistema é conjunto de componentes interrelacionados, organizados e com objetivos específicos. Ele integra diferente parte, mantendo suas características individuais enquanto trabalha em conjunto para alcançar metas comuns, gerando resultados que não seriam possíveis individualmente, então quer dizer o sistema é a é que são a composição de por exemplo o órgão gestor, os o conselho e outros componentes, e eles trabalhando de maneira integrada, tá? Os quem são os componentes do sistema? Os sistemas componentes do sistema são, atua de maneira integrada, órgão gestor próprio, conselho de esporte, conferências municipais estaduais e federal, plano municipal estadual federal, fundo municipal estadual e federal, e os cadastros de quem é quem são filiados no sistema. Na nova estrutura do sistema nacional de esporte é fundamental estar inserida a importância da atividade física como mecanismo de melhoria da saúde e da qualidade de vida da população, porque hoje estudos apontam que doenças crônicas não transmissíveis são causas de quase 75 por 100 das mortes no Brasil e no mundo, sendo representadas especialmente pelas doenças cardiovasculares, cânceres e doenças respiratórias. A atividade física deve estar associada à prevenção e ao tratamento das doenças crônicas não transmissíveis, deve assim ser compreendida como direito do cidadão. Além disso, com o aumento da prática regular de atividade física, os indicadores de saúde poderiam melhorar em e muitas as mortes deveriam diminuir, poderiam ser evitadas, reduzindo os custos da saúde. Quer dizer, a saúde investir na atividade física significa dizer que ela vai ter diminuição nos seus gastos, porque menos pessoas vão ficar doentes, menos pessoas vão tomar remédio, menos pessoas vão ser internadas, menos pessoas vão ser operadas, com isso menos custos a saúde vai ter, tá? Obrigado. Pra finalizar então, depois a gente continua, afinal a atividade física é 1 variável importante para a economia de recursos financeiros em saúde pública como eu acabei de falar. Assim é preciso olhar para o tema com a devida atenção e incluílo no planejamento das ações da saúde a curto, a médio e a longo prazo. Então finalizando deputado, é fundamental que na nossa construção do sistema nacional de esporte que é regulamentar a lei geral do esporte, fazer com que ela esteja totalmente vinculada à importância da atividade física na melhoria da qualidade de vida e da saúde das pessoas do nosso país.
Deputado
Professor Rodrigo. Nós vamos ao próximo expositor professor doutor Hélio Furtado que ele é professor da universidade Castelo Branco especialista em gerontologia. O senhor tem 5 minutos por gentileza professor.
Professor - Universidade Castelo Branco e especialista em gerontologia
Boa tarde a todos. Cumprimento o deputado Osvaldo e os demais participantes do evento. E a minha participação aqui é tentar aproximar aí a academia a universidade da construção das políticas públicas. Então corroborando aqui com que o professor Rodrigo falou, os benefícios da atividade física eles são claros, todos já conhecem né, então a prevenção das doenças crônicas, idosos que frequentam os programas têm menor risco de adquirir pressão arterial elevada, diabetes, então, a ação da atividade física previne e também regula o grau de dificuldade que as doenças se encontram. Outra característica importante que a gente não pode deixar colocar, a capacidade funcional dos idosos ativos, ela é preservada por mais tempo. O envelhecimento faz com que nós aos poucos perdemos a característica que é muito comum que é a perda da rotina diária que começa a ficar comprometida, o idoso começa a precisar de auxílio para ter as suas atividades preservadas, o exercício previne isso também. O impacto psicológico, né, a gente teve aí a pandemia, os idosos foram os que sentiram mais esse impacto, sentiram muito a ausência dos programas que faziam parte, então também tem aí peso bem interessante. E a integração social, particularmente eu tenho oportunidade de trabalhar na universidade e nessa universidade tem programa chamado UCB60+, eu trabalho na universidade Castelo Branco como o senhor falou. Os idosos que moram na periferia, faz atividade física gratuita na universidade e para nós é privilégio ter essa relação intergeracional. Os alunos participam ativamente ministrando aula para os idosos e é extremamente gratificante. A outra coisa que eu queria colocar deputado, é que as políticas públicas elas têm que estar atualizadas com o que está acontecendo lá fora, né. Segundo aí a ONU, nós estamos na década do envelhecimento, e pouco se discute hoje no Brasil o que está acontecendo com a população, A pirâmide etária mudou, estamos discutindo muito que a população idosa começa a aumentar, mas ainda não temos políticas públicas efetivas para que a gente consiga aí manter autonomia dos idosos e tentar fazer com que, apesar da idade estar avançando, eles conseguiram continuar independentes, ativos e com isso, como o Rodrigo falou aqui anteriormente, diminuindo o custo na saúde, quer dizer, agir na prevenção. E outro documento internacional chamase envelhecimento ativo, foi feito pela pela a OMS em 2002, já vai fazer 22 anos que esse documento existe, existe 1 versão brasileira de 2005, que tem documento que alguns de vocês devem conhecer, que também descreve bastantes ações que podem ser desenvolvidas aí para os idosos, também não temos aí grande parte delas acontecendo. E cito aqui, projeto de lei que foi apresentado em 2003 pelo Senador Eduardo Gomes, projeto de lei 4 9 7 4, de 2003, que institui a política nacional da promoção da atividade física para pessoa idosa. Então já existe 1 expectativa de 1 política pública específica garantindo à população idosa o direito da atividade física regular e de preferência gratuita, porque pra nós a gente sabe da dificuldade do idoso ter condição financeira de ter aí a prática de atividade física regular. Então a proposta do projeto é promover atividade física regular, esportivas para pessoa idosa, virando a melhoria melhoria da qualidade de vida e a promoção da saúde e a manutenção da sua autonomia e a redução da dependência funcional, que está totalmente associado à prática regular de exercícios como o senhor falou anteriormente. E eu tento terminar aqui minha apresentação falando sobre a relação entre os projetos e academia, né? Eu tive 1 oportunidade de fazer baseado em projetos sociais no Rio de Janeiro, não sei se vocês conhecem, a minha cidade tem 1 característica de ter a atividade física como grande elemento, né? Trabalhei numa secretaria que tinha projeto específico para idosos chamado Academia da terceira idade, eram espaços em praças públicas era 1 vantagem, né? O Rio de Janeiro tem 600 praças públicas, então as praças públicas estavam disponíveis, né? Nós colocamos equipamentos e tivemos a oportunidade oportunidade de ter 15000 idosos frequentando o programa. Houve momento que nós tivemos 235 academias funcionando e como eu relatei pro senhor hoje mais cedo, idosos com presença masculina, que para quem estuda isso sabe que é pouco efetivo, a presença maior é feminina. Então é, eu termino a movimentação falando justamente disso de aproximar a academia dos projetos sociais, colher indicadores de resultados, né, como é que está o resultado não só especificamente na quantidade de pessoas que frequentam, mas como é que está a qualidade de vida desse indivíduo? Como é que está a depressão? Como é que está a capacidade funcional dele? E com isso eu consegui colir indicadores de resultado que justificam o investimento que está sendo feito nos projetos sociais. Com isso eu termino a apresentação, muito obrigado pela oportunidade deputado. Muito obrigado
Deputado
Muito bom. Dando continuidade eu quero convidar o senhor William, Fernando Boldaquian de Oliveira diretor executivo da RemES. Rede esporte pela mudança social, o senhor tem 5 minutos pra sua apresentação. Boa.
Diretor Executivo - Rede Esporte pela Mudança Social
A todos e todas aqui presente, pra mim é 1 honra, ocupar espaço como esse, obrigado deputado doutor Lisovando, guerreiro Lindberg, sempre né, trazendo aí a oportunidade pra gente do terceiro setor. São 20 anos de luta, né, de trabalho, e 30 anos aí, né, dentro dessa área social. Eu queria trazer assim 1 perspectiva, dentro desse desse universo que a gente que atua, né? Pra ver se a gente está vendo o mesmo mundo que que talvez eu vou apresentar aqui. A gente está vivendo 1 era de 1 grande crise na natureza. A gente está vivendo 1 era de grandes crises climáticas acontecendo aqui no Brasil, acontecendo no mundo. E eu falo com com propriedade. Eu também atuo em ajuda humanitária, tive no Rio Grande do Sul, tive em São Sebastião, tive em Petrópolis. A as coisas estão mudando, né? A gente também tem 1 crise social, há séculos, e e dado que nos assusta demais, em São Paulo a gente tem 1 pesquisa anual, e hoje eu não estou lá, a minha equipe está lá. A gente tem bairros, Capão Redondo, Parelheiros, a gente tem na região lá de Lajeado, da cidade Tiradentes, 1 expectativa de vida ali de 59 anos, mas quando a gente vai pra bairros mais centrais, a gente tem 1 expectativa de vida ali de 79 80 anos. Então assim, o que faz as pessoas viverem mais ou viverem menos? Né? E a gente também tem 1 grande crise da individualidade humana. A gente tem adoecimento dos nossos adolescentes e dos nossos jovens. A gente tem, e eu lido com isso também, tiroteios escolares, eu atuo também no meio disso. Eu acolho e trabalho com vítimas, né, que sobrevivem tanto de catástrofe provocada pela natureza, quanto provocada pela desigualdade social, quanto essa, desse desespero de pessoas que não suportam mais a existência e tiram a sua vida e de outras pessoas. E o que que o esporte tem a ver com isso na promoção de saúde? O que que o movimento humano tem a ver com tudo isso na promoção de bemestar? Que mundo a gente está inventando que têm feito jovens tirarem a sua própria vida? Que mundo a gente está inventando capaz de promover 1 vida digna, pra que 1 pessoa lá de Pareleiros do Capão Redondo, e eu vou falar disso porque é minha referência, porque é a periferia que eu mais conheço aqui no Brasil, pra que essas pessoas também tenham dignidade, pra poder viver a vida e chegar nos seus 80, olhar pra trás e estar feliz. Por que não está acontecendo isso? Então, a gente e eu trabalho, eu sou fazedor também, eu também trabalho com população idosa há quase 15 anos, e a gente trabalha com a criança e o adolescente criando 1 cultura, né, de educação pelo esporte, promovendo saúde, e tudo isso que já foi falado aqui né que não precisa a gente repetir por doutores e especialistas sobre o impacto que a atividade física tem na saúde. Então, é é trazendo esse olhar, de como que a gente consegue promover esse direito que a gente inventou no nosso país, que ele é direito, né? Ele está na nossa constituição no artigo 2 7. A rede esporte pela mudança social reúne hoje 118 organizações e ela está aberta e estamos com 1 fila em breve 150, a gente atua nesses territórios, nesses territórios de desigualdade, nesses territórios de catástrofe, e nesses territórios onde a vida é mais difícil. E a gente tem entendido que, esse esporte sim, ele melhora o músculo, né? Mas ele melhora também o estado de humor, ele reduz a ansiedade, né? O mundo que a gente inventou de telas e digital, a gente tem visto o quanto que ele tem roubado o tempo de viver. Quantos de nós aqui foram criados nas periferias como eu, homem branco da periferia, brincando na rua, na terra, na Campina, mas a cidade que a gente inventou, ela enquanto espaço não acolhe. Então a gente traz 1 perspectiva de que saúde significa pensar o meio urbano, a gente repensar a nossa forma de cidade. Alguém falou aqui de imposto, tem que reduzir o imposto da bicicleta. A gente entende que o esporte ao ar livre, o esporte nas unidades de conservação, a prática de atividade física nesses espaços, nos parques, ela é fundamental. Precisamos de gestores públicos que contribuam nessa perspectiva. E a gente entende, né que programas sistematizados que honrem esses profissionais, eles estão é assim que que garantam qualidade de de trabalho digna, de salário digno pros profissionais também precisam ser garantidos. E é, termino aqui a minha fala, pra que a gente possa olhar pra esse futuro, né? Atentando pra esse pra essa nova legislação, que é nessa legislação que a gente âncora daqui pra frente esse esporte pra toda a vida e que ela precisa ser implementada. E de novo, eu já falei ali, quem não tem plano não vai pra lugar nenhum. Então a gente tem desafio coletivo nosso de implementar esse plano nacional do esporte trazendo essa perspectiva. Muito obrigado William Fernando.
Deputado
Dando continuidade eu quero convidar o senhor Tarcísio Anchieta da Silva conselheiro do Conselho Federal de Educação Física, pra sua exposição. Tarcísio você tem 5 minutos.
Conselheiro - Conselho Federal de Educação Física
Obrigado, boa tarde e boa noite já eu acho. Obrigado deputado Gudenberg, satisfação estar aqui mais 1 vez contigo. Saudar a todos né? Todos os todas as pessoas presentes, dizer que, a gente fica muito feliz de vim falar de esporte. Eu sou conselheiro federal, eu presido à câmara de esporte do CONFEF. O CONFEF é o Conselho Federal de Educação Física, e toda vez que a gente pensa aí desde cedo né nesse segundo Fórum Legislativo, a gente falando de esporte é importante a gente ter a compreensão de de qual é esse esporte que a gente está falando, né? O que que é esse esporte? O que que é essa atividade física? O que que é esse exercício físico que a gente traz aqui pra mesa de discussão? A gente está vem e senta e discute esporte junto com o ministério dos esportes, o ministério da saúde, com o ministério da educação. Então é já de partida ter 1 compreensão de que o esporte ele enquanto talvez o fenômeno sociocultural mais importante da humanidade, ele tem essa capacidade plural, de se alicerçar em alguns pilares e tem que ser sempre em benefício da pessoa, em benefício da pessoa humana. A gente podia ter também aqui a o ministro do desenvolvimento social pra discutir com a gente, a gente podia ter aqui muitas questões que são questões que envolvem tudo o que é o esporte que a gente luta pra que ele seja realmente direito, como falou o meu colega, direito de cada brasileiro, né? A constituição federal lá no artigo 217 quando ela diz que é dever do estado fomentar práticas esportivas formais e não formais como direito de cada ela coloca o esporte como direito do brasileiro, mas é esse esporte que a gente está falando, esporte que se preocupa com 1 pessoa como todo. A gente não pode pensar num esporte baseado num pilar ideológico que pensa na estética, apenas num esporte que pensa e não menos importante, mas a gente não pode enquanto política pública, pensar num esporte que vai olhar só para o pelo para o alto desempenho. A gente tem que pensar aqui, e é o o tema da mesa quando a gente fala do esporte pra toda a vida, pensar em saúde, pensar em em bemestar, alicerçado na atividade física, pensar que esse esporte ele sozinho ele não é fim em si mesmo. Então ele precisa ser bem orientado, ele precisa do profissional de educação física. O profissional de educação física ele não se afasta de questões axiológicas no seu fazer profissional, pensar em valores. A a missão do profissional de educação física, consequentemente a missão do conselho federal de educação física, é defender a sociedade pra que ela seja atendida com qualidade. A gente pode trazer aqui vários dados que mostram o quanto o esporte pode ser benéfico, mas eu costumo sempre falar que a gente não pode esquecer a palavra pode. O esporte também ele está, de maneira ruim, ligado a DOP, ele também pode estar ligado à violência, as questões que são tratadas dentro da sociologia já há muitos anos, e aí a gente pode pegar aí vários autores que tratam nessa questão, fazem 1 relação que é 1 relação importante que ela não pode ser desconsiderada. É por isso que quando a gente traz o tema esporte, eu peço sempre o cuidado, pra trazer o tema esporte com os profissionais adequados pra que esse esporte seja feito com qualidade. Não há outro jeito. Eu tenho 1 percepção, nós temos ali 1 percepção de que faltava também ao Conselho Federal identificar dados, né? E hoje a gente tem alguns dados que eles são bem interessantes de verificar que são mais de 100, 150 profissionais de educação física no Brasil. Mais de 650000 profissionais de educação física no Brasil e a gente tem profissional de educação física sim, em quase todos os municípios do Brasil. Então é lutar na política pública, pra quê? Pra que o rico, o pobre, o negro, o branco, o indígena, tenha condições de ser atendido com qualidade. Então, tenha condições de ter sim os benefícios do esporte, mas pensando que, já que, e ainda bem que é assim, que a nossa estrutura constitucional coloca a escola como ambiente que deve ser de todos, que a gente tenha na escola a educação física, lá na escola que a gente vai trabalhar a literacia física pra que esse cidadão consiga se desenvolver e mesmo que não seja no esporte de rendimento, mas que ele tem 1 lógica de bemestar, de saúde durante toda a vida. Tercentado. Minuto próxima conclusão por favor. Perfeito, como o colega falou, é pensar lá na criança, lá na educação infantil, mas pensar lá na velhice, é pensar que as pessoas precisam ter direito, precisam ter acesso ao esporte. É lutar pra que o esporte de qualidade, e o esporte de qualidade é o esporte que é orientado pelo profissional de educação física, chegue a todas as pessoas do Brasil. Eu não quero terminar sem deixar 1 registro aqui, porque tiveram algumas falas e é é importante que se diga, é sim fundamental que governo tenha o Ministério do Esporte, porque o Ministério do Esporte ele é representativo, ele diz, ele quando ele coloca o esporte pra sentar junto com o presidente da república, ele diz que sim, o esporte é 1 política pública importante pro país.
Deputado
Obrigado Tarcísio. Dando continuidade eu quero convidar a senhora Gilmara Lúcia dos Santos, que é diretora do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde. A senhora tem 5 minutos pra sua exposição, professor. Boa noite
Diretora do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde - Ministério da Saúde
Todas as pessoas aqui presente inicialmente eu gostaria de agradecer ao convite né, em nome do deputado doutor Luiz Ovando, e em especial aqui também o Lindemberg que produz né e organiza todo esse processo e essa mesa aqui. Para dar início eu também vou fazer minha áudio descrição compreendendo que a gente também está transmitindo o evento. Eu sou 1 mulher negra de pele não tão retinta, estou com o cabelo preso, cabelo crespo, estou com vestido preto e terno verde, colar e estou aqui nesse espaço que é plenário né, onde nós temos 1 estrutura com várias mesas e cadeiras aqui com várias representações. Que maravilha é a gente ter né o segundo fórum e essa mesa ser intitulada esporte para toda a vida, saúde e bemestar a partir da atividade física. E aqui a gente já remete a importância dessa discussão nossa intersetorial, né, interinstitucional e trazendo aqui esse impulsionamento e o protagonismo do nosso sistema único de saúde. Como a mesa traz saúde e bemestar eu destaco prontamente aqui 1 política nossa né do SUS que é a política nacional de promoção da saúde né que ela na sua essência traz esse contexto e esse enredo do que é que a gente poderia impulsionar nas ações intersetoriais no campo do bemestar. Dizer pra vocês que nos temas prioritários dessa política nacional de promoção da saúde, entre os seus temas tem lado escrito, práticas corporais e atividade física, né? E aí a gente impulsiona promover ações, aconselhamento e divulgação de práticas corporais e atividade física. Então já trazemos aqui novas possibilidades para a gente discutir práticas corporais e atividade física. Talvez não me debruce tanto no campo do esporte, mas de que forma, nessa intersetorialidade, né, da ementa da mesa, quero olhar esporte, educação e saúde e compreender essa interseccionalidade e essa produção também envolvendo os outros setores, né, a sociedade civil organizada e essa rede que produz, né, e faz promoção da atividade física. E aí os colegas da mesa prontamente reforçaram o quanto que é importante falar de atividade física, né? 27 por 100 da nossa população mundial, né, é inativa, né? Então, não atinge as recomendações da atividade física. O Brasil é dos países com a maior prevalência de inatividade física da América Latina e do Caribe. Então, mostra o quanto que é importante a gente olhar para agenda intersetorial, interinstitucional, que os colegas inclusive reforçaram essa dinâmica do SUS, onde tem o governo federal, as secretarias de estado e as secretarias municipais e aí o apoio fortemente dessa relação com CONASEMS e o CONAS. As evidências já apontam, né, pra gente o quanto que é necessário atuar nessa agenda e na promoção da atividade física. E aí, no campo da saúde, a gente tem dado importantíssimo nesses estudos, que é 15 por 100 das nossas internações no SUS foram atribuídas aí na atividade física, né? Então, como falar de olhar né para essa gestão do SUS à luz também do orçamento enquanto que a gente impacta nessa produção também do adoecimento né então faz muito sentido a gente tá discutindo aqui investindo o Vigipel com a pesquisa né que é o inquérito que liga para pessoas das capitais, né, que a gente faz esse movimento com frequência no SUS e esse ano agora a gente começa a finalizar, né, essa essa esse inquérito, né, para fazer análise dos dados, nós tivemos aumento, né, de em torno de 40 por 100 da nossa população adulta acima de de 18 anos, atendem, né, a recomendação da atividade física. Então, temos desafio enorme de dizer que acesso é esse, que a oferta é essa, né, na no SUS e para a nossa população. Na política de promoção da saúde, ela fala de mobilidade pública, de territórios, de espaço. Então, como é que a gente olha para o Capão Redondo, quais são esses espaços que muita gente falou aqui de campo, de praça né e do impulsionamento que eu vou daqui do polo da academia da saúde se naquela estrutura a gente não planejou e não tem espaços que possam produzir isso então vai fazer muito sentido a gente olhar de fato essa demanda social e peça necessidade social Aqui eu trago pra vocês, né, que é o parto do pressuposto que muita gente não conhece e não leu, que é o nosso guia, né, de atividade física para a população brasileira. Somos referências no mundo, né, dessa produção e desse impulsionamento. Então, o quanto que o SUS é potente, viu Rodrigo? E o quanto que a gente impulsiona dos poucos materiais do SUS que tem inclusive em Braille né então assim o quanto que a gente é inclusivo e o quanto que a gente quer disseminar né esse movimento não acredito gente tem mais 30 minutos para gente falar do SUS a diferença isso é SUS viu gente essa dinâmica me dá mais tempo o que a gente precisa dizer para as pessoas você tem mais úmido meu amor eu tô aqui na velocidade que eu nunca fui na vida tô aqui praticando minha atividade física E aqui, dizer pra vocês a diferença da atividade e exercício físico, que a gente precisa também traduzir isso no imaginário das pessoas, que tarefas domésticas, deslocamento, trabalho e tempo livre a gente permite e impulsiona isso no cotidiano. Há outro de folhas, o senhor está vendo aqui, né? Mas como comunicar para a população, para os gestores e para os profissionais de saúde? Bom exemplo é esse guia, temos diversas publicações, convido a vocês a conhecerem, a gente debater e divulgar nesses nossos materiais. A gente produz aqueles orientando a população, né, do que é que representa essa prática da atividade física. Existe pro nossos gestores e trabalhadores plano estratégico de de de fusão, disseminação e implementação do nosso guia. E aí eu trago pra vocês 3 iniciativas importantes que a gente precisa discutir essa interseccionalidade e essa relação interinstitucional. O programa Saúde na Escola é bom exemplo da gente pensar como é que a gente otimiza e potencializa essa agenda das práticas corporais e das atividade física. Eu não vou falar, tem muita produção, inclusive de livreto do PSE, né, junto com o MEC e Ministério da Saúde. Vão lá no meu SUS digital, aquele aplicativo nosso do SUS que todo mundo conheceu no campo da vacina. Lá nós temos 1 1 ação importantíssima que essa questão do peso saudável, onde a gente produz alguns alguns materiais e informações para a gente poder praticar o exercício físico no domicílio ou no local, né, ali na comunidade. E o que a gente vê esse parlamento impulsionando, né, é a questão dos polos da academia da saúde, né, o quanto que a gente tem o reconhecimento e o impulsionamento por gestores, né, e parlamentares dessas emendas, né, parlamentares dos polos. Mais de 2900, mais de 2900 municípios estão com obras iniciadas do polo, né. Tivemos, precisamos apoiar os municípios para que a gente não tenha obras canceladas, né, e não tenham o insucesso disso. Investimos em mais de 1500 polos, né, nesses últimos anos, apoiando aí no custeio. Essas unidades básicas nossa da saúde precisam ter espaço de promoção de práticas corporais e aí no novo PAC, a gente está impulsionando 2800 obras que destacam salas e espaços pra isso. E pra finalizar, a nossa agenda do incentivo da atividade física, né, que a gente chama de IAF, onde a gente tem mais de 20000 estabelecimentos de saúde credenciados pra essa oferta, né, das práticas corporais e atividade física. Então, dizer pra vocês o quanto que o SUS é sim 1 política de Estado, o quanto que tem nos desafios e avanços nessa relação interfederativa e o quanto precisamos olhar para o plano de doenças crônicas não transmissíveis, que a gente chama de plano dante, que a gente precisa diminuir essa prevalência de inatividade física em 30 por 100. Então o SUS tem esse compromisso no plano de DANTE nesse investimento. Então muito grata pelo convite, e esse é o SUS que a gente valoriza, esse SUS que a gente fortalece, e e viva o SUS e e viva a relação intersetorial e interfederativa né, que a gente constitui.
Deputado
Obrigado Gilmara. Eu passo agora a palavra a senhora Ana Helenara, coordenadora geral de políticas públicas de esporte e lazer do Ministério do Esporte. A senhora está em 5 minutos pra sua apresentação.
Coordenadora-Geral - Ministério do Esporte
Boa tarde mais 1 vez a todos e todas, alguns devem ter chego depois, é prazer estar aqui reitero, agradeço a atenção ao autor né o deputado Luiz Evandro, a também ao Lindemberre Junior né, por coordenar esse processo desse segundo fórum, é prazer estar aqui novamente pra discutir também esse tema tão importante quanto o primeiro né, que era esporte e educação e não diferente agora, esporte pra toda a vida é bemestar a partir da atividade física. E eu quero inclusive parabenizar pelo título dessa mesa né porque eu acho que ela é ampla e quero falar pouquinho sobre isso, mas de antemão cumprimentar cada dos integrantes da da mesa prazer estar com vocês aqui também assim como todos os convidados. Primeiro quero começar também agradecendo e parabenizando e dizendo que pro Ministério do Esporte, ministério tão recente com apenas aproximadamente 20 anos é é muito difícil falar perto do Ministério da Saúde pelo acúmulo dado e ao mesmo tempo valorizar esse acúmulo né, essa contribuição especialmente no âmbito da prática de atividade física, a partir da promoção da saúde. Então não é focando na doença e sim na saúde né? Então fazer esse registro aqui pra começar. Além disso né quando a gente trata do tema, me chamou atenção o título e aí eu quero, falar pouquinho sobre ele porque eu acho que ele traz a amplitude do que precisa ser dito e dialoga muito, com o que nós estamos trabalhando no âmbito do Ministério do Esporte, e o que já é trabalhado de antemão pelo Ministério da Saúde e aí a gente já verifica as convergências né, e os desafios comuns. Quando trata da prática corporal e atividade física e não tão somente da prática de atividade física, trata de 1 forma mais ampla né, Justamente porque a prática corporal ela possui histórico né, 1 relação com tempos e identidades de povos, de culturas né, que vai muito além do nosso país de outro considera tantos outros países, tantas outras experiências, e que precisa ser valorizada, e portanto está presente essa prática corporal nas artes marciais, na dança, na ioga, nas lutas, vai além portanto do dispensar energia, e quando a gente trata da atividade física, não menos importante, também importante, lembrar que ela está presente no nosso dia a dia, né ela está presente no nosso deslocado, trabalho pra casa, nas nossas atividades diárias inclusive, e que se divergem, se diferenciam do exercício, né? E no exercício aqui registrando a importância de pessoas qualificadas pra poder estar orientando porque requer planejamento, né, e também repetidos, né, então, a importância do professor educação física, coordenando essas atividades e valorizando portanto a pessoa que o faz, né? E claro, dada a as contribuições que já foram feitas aqui pela mesa sob diversas perspectivas, e aí eu gostaria de focalizar aqui na desigualdade social do nosso país, e a responsabilidade do estado que é de promover políticas públicas de direito, e portanto tendo como base todo o arcabouço legal a partir da Constituição Federal de 88 que, diz que é responsabilidade do estado e portanto especialmente daqueles órgãos que tratam dessas temáticas e o Ministério do Esporte não diferente, tem a missão de promover o acesso às práticas esportivas recreativas de lazer e portanto não diferente as atividades físicas, é preciso então promover políticas públicas que promovam esse acesso né? Então a gente vê aí dado a apresentação dos dados em termos de prática esportiva no nosso país, que a gente tem problema público que precisa ser enfrentado, e ele não é recente, e ele é assustador se a gente parar pra pensar nos nos desafios que a gente tem, comparados aí ao às dificuldades financeiras orçamentárias, os perigos aí que cercam as nossa, o nosso Ministério da Saúde as políticas já são realizadas em termos de cortes né, e o tanto que ainda precisa ser feito então, essa política ela precisa ser enfrentada primeiro com planejamento, obviamente com financiamento, e com ações intersetoriais né, elas já existem, esses diálogos já existem, pra além dos trabalhos que já são realizados. E eu gosto muito de pensar, quando nós tratamos o âmbito do ministério sobre essa política de direito, nas cidades né, como elas hoje estão organizadas, não só os centros urbanos, como principalmente as periferias, como principalmente aqueles lugares entendidos como comunidades tradicionais e também povos indígenas que também precisam ser vistas, também precisa essa política ela também precisa chegar a esses territórios, e precisam ser espaços portanto receptivos, acolhedores, que promovam a equidade com profissionais pra dar conta dessa política né? No âmbito do Ministério do Esporte né, nós temos tentamos colaborar colaborar com essa democratização a partir dos nossos programas projetos e ações que estão sendo retomados, com muita dificuldade data dos limites orçamentários, né, também incentivados através de emendas parlamentares né orientados pedagogicamente pela nossa equipe, e portanto com olhar e 1 preocupação pra que sejam propostas qualificadas que vão de encontro a toda a produção né política pedagógica da qual a gente acredita, e que portanto essa essa política ela chegue até aos nossos municípios e aos nossos estados. Mas volto a dizer, não diferente do que falei na primeira mesa, da importância da aplicação da lei geral do esporte né, como o importante inclusive meio que lá está previsto do fomento à prática da atividade física, né, e na atualidade a implantação de diversos programas sociais, inclusive em parceria com outros ministérios e aqui não quero citar não só o Ministério da Saúde, mas também o o Ministério das Cidades o Ministério da Educação e tantos outros que dialogam sobre esses territórios o que existe neles e o que não existe que precisa ser tratado, sobre 1 perspectiva de qualidade de vida e o que a gente precisa fazer pra promover essa qualidade, então são algumas reflexões pro início desse debate. Muito obrigado.
Deputado
Imaginara, assim nós chegamos ao fim da apresentação depois vocês terão mais pouquinho de tempo pra complementar aquilo que por acaso não tenha sido falado, e eu na condição aqui de de presidente e coordenador dessa mesa, eu queria rapidamente fazer aqui resumo daquilo que foi colocado. Primeiro Nivaldo Félix ele coloca, a sua síntese de que inclusão a educação né o destaque é a disciplina é fundamental que assim seja, e conforme a Organização Mundial de Saúde muitos não apresentam ainda a característica de atleta. E cita aqui a questão dos dos moradores de rua, que é 1 possibilidade inclusive de envolvêlos, mas a gente não pode deixar de destacar que as suas necessidades são realmente bem mais intensas em outras áreas do que na verdade atividade física, embora também seja importante. Cita 1350 alunos matriculados, não é? E que o que é importante aqui que 1 senhora de 90 anos depois de alguma prática por disponibilidade de de atividade ela consegue 1 mobilidade maior, e hoje nós temos que entender que a população está envelhecendo já foi muito bem colocado aqui. E eu quero aqui apenas aproveitar o depoimento, eu tenho pacientes que até hoje eu atendo ainda no consultório de 102 anos e a mais antiga tinha 109 anos que infelizmente faleceu devido a Covid, e chegava andando no consultório. Já começava a apresentar algumas variações cognitivas mas, faz parte, é 1 longevidade significativa, e a gente tem que valorizar e zelar por isso. Mauro Guimarães do Tantasemos ele coloca que o SUS é destaque mesmo enfrentando sobre financiamento, e a gente tem a Eleanara, a própria Gilmara, a Gilmara falou sobre a questão da importância do SUS, a gente não questiona isso né, isso está muito bem estabelecido desde a constituição de 88 EAA lei 80 80 que começa lá em 1990, e o grande problema do SUS hoje é que o ministério foi o Ministério da Saúde expresso pela união, o governo federal, foi saindo desse financiamento que era responsável por em torno de 79 por 100. E hoje está aí por volta de 40, 40 e por 100 financiando. Isso foi jogado pra cima dos municípios constitucionalmente, né? E Os municípios hoje, na constituição, eles devem fazer frente a 15 por 100 da receita tributária líquida, o estado 12, mas a gente sabe que o município gasta muito mais, os municípios hoje estão com a corda do pescoço, e aí o pessoal jogou pra cima das emendas impositivas, que tem que ser 50 por 100 de emenda de qualquer parlamentar designado pra saúde. Isso é debate, não é? A saúde ela é inflacionária. E é preciso buscar formas de baratear. E o que nós estamos vendo aqui vai 1 questão que não é esporte, mas é médico. Nós precisamos estar atentos para a volta da relação médicopaciente que o SUS lá na sua base negligenciou. Nós não podemos abrir mão da identidade médica. E hoje nós temos infelizmente esse distanciamento do paciente, do médico. Médico não tem compromisso com o paciente, e o paciente não quer obedecer. Você foi atendido por quem? Eu fui atendido por médico careca. Não é isso Maurício? O médico que me atendeu é aquele gordo, que fala pouco e que fuma muito. Mas não sabe o nome. Isso dificulta, porque é preciso você acreditar. Então esse é problema, claro que o SUS aí colocou e tem programas e é importante, a Gilmara foi muito enfática nisso, e nós temos que enfatizar isso lá na UBS. Fazer o programa, fazer com que o indivíduo na verdade faça o exercício e assim ele possa sob orientação do profissional de educação física, conseguir fazer a diferença ali. Professor Rodrigo Terra ele insiste, eu acho importante isso, a gente ser persistente naquilo que acredita, ele acredita da importância, né, da regulamentação da lei geral do esporte. Eu também acredito. Já tenho exemplo, exemplo do SUS, nós precisamos simplesmente determinar pra onde que nós vamos em termos de município, em termos de estado, o que fazer, quais as atribuições, e claro obedecer isso de 1 forma bastante, séria e empenhada. Professor Hélio Furtado destaque aqui a importância da gerontologia, ou seja, cuidado não a geriatria, mas a gerontologia especificamente, são as coisas próprias da terceira idade, ou seja acima dos 60 anos, e que nós precisamos. Eu digo isso aqui, porque a gente sempre participa de muitas atividades. E o que que a gente tem hoje em relação aos idosos? Nós temos muitos jovens determinando o que que os idosos têm que fazer. Está tudo errado. Ah você tem que dançar, você tem que jogar cartas, você tem que fazer isso, você tem que fazer não não tem que fazer, nós temos que aproveitar o idoso da sua totalidade de experiência. E desafiálo a ser ativo. Se nós formos olhar as culturas, que existe, os zunzas, os o Wilcabambas, os o Kinauanos, vivem 90, 100, 110 anos com saúde de gente de 50 anos e nós estamos atentos pra isso. Ver o que que eles têm de importante e nós temos cada vez mais idosos e perguntar que que você faz? Como é que são as coisas? Aprender com eles e também facilitar com que eles cada vez se exercitem mais, é importante isso William. William Fernando coloca, e faz questionamento, quer dizer, o que que há aí 1 expectativa de vida 59? Início do século 20, expectativa de vida de 40 a 40 e poucos anos, e nós fomos feitos pra viver 120 anos. É 120 anos. Se alguém quiser consultar aí, tiver a bíblia na mão, se você acreditar na bíblia está lá. Gênesis, capítulo 6, versículo 3. 120 anos. E ali tem vários, patriarcas que viveram até 180. Isaac, filho de Jacó, o filho de Abraão, viveu 180 anos. Então nós temos condição de viver bastante e bem. Né? E é importante que a gente entenda isso e trabalhe pra isso. Por que que o indivíduo vai morrer com 59 anos quando numa outra faixa ele vive 80 a expectativa de vida ou seja, nascendo hoje ele vai ter de vida em mais ou menos 80 80 e poucos anos. E nós estamos aumentando isso, nós vamos chegar lá nos 120. E nós precisamos ter políticas verdadeiras pra poder ter. E aí você conclui, Fernando, saúde é pensar o meio urbano. Nós temos 1 estatística lá em em em Campo Grande já faz tempo que eu olhei isso daí. Nós temos mortalidade de doenças crônicodegenerativas em torno de 32 33 por 100. E de mortes violentas, acidente de trânsito, facada, enfim e tal, em torno de 18 por 100. Então 32 com 18, dá 50 por 100. Então vocês vejam que nós morremos ou por violência externa, ou por violência interna, a insatisfação, a inadaptação, a angústia, o sofrimento interno, o questionamento, a falta de identidade, isso nos leva a processos degenerativos, inclusive a obesidade que nós mostramos ali que acaba abreviando a vida do indivíduo porque vem 1 série de outros elementos. Então pensar o aspecto urbano mas também reconsiderar o comportamento urbano e social em relação a isso. Passa a ser importante. Tarcísio destaque a importância ele é da da Câmara de Esporte do CONFEF, né? Né? E discute o esporte e alerta pro fato de que o esporte não pode ser essa questão estética, né? Você ficar abarombado e tal, enfim, aquilo até não é saudável. E o esporte também não pode ser só voltado pra questão de rendimento, que também não é saudável, Tá? Do ponto de vista de saúde, de rendimento, de ganho de dinheiro, de presença é outra história, não vamos discutir isso aqui. Mas na verdade nós precisamos ser ativos pra que a gente chegue lá e consiga verdadeiramente viver 1 vida né de muitos anos mas de forma bastante agradável. Gilmara destaca a política nacional de promoção da saúde. Concórdia plenamente Gilmara nós precisamos cada vez mais insistir, só que nós temos que divulgar essa cartilha aí viu? Cada vez mais, né? Porque, as pessoas elas, a gente precisa entender alguns aspectos. Se você pensar na atividade esportiva, o que eu falo esportiva é mexer, se mexer. Ana Leda destacou aqui a questão do exercício e a questão da atividade física, depois a gente entra nesses destaques conceituais. Mas, a prática esportiva, correr, nadar, enfim, não é agradável. Se alguém falar que, ah, eu gosto de correr, mentira, está mentira. Só depois que você sabe do benefício, e que você determinou com você, é igual amar o próximo. Amar o próximo é 1 determinação. Eu olho ali pro pro William com essa barba falo, armar o William, não, não é era mal o William, mas é 1 determinação, minha, amar o meu próximo, da mesma forma atividade física. Então se eu fizer atividade física e começo a ter o benefício, eu vou levantar de madrugada, eu vou correr meianoite, eu vou fazer alguma coisa pra eu cumprir aquele meu programa. E nós precisamos insistir e enfatizar isso viu? A a Gilmara falou sobre o Vegitel, há pouco tempo atrás, acho que uns 7, 10 anos, Campo Grande minha cidade, Mato Grosso do Sul capital, era a cidade mais gorda que tinha viu? Agora já perdeu acho que o lugar pra Florianópolis, né? Nós ficamos em segundo ou terceiro lugar. Então nós temos que reverter esse cuidado aí e insistir disso aí. Fala da da prática esportiva, na promoção da saúde da mesma forma, né, as políticas de esporte com planejamento e orçamento. É preciso ter realmente dinheiro, senão a gente não faz, você pode ter boa vontade, você pode ter pessoas envolvidas, mas você precisa manter essa política pra que verdadeiramente as pessoas possam se beneficiar, e a lei geral do esporte entra aqui pra que a gente tenha recursos, como também a PEC proposta pelo Douglas Viegas, sobre os 3 por 100 do do do da emenda dos dos deputados pra que possa financiar essa saúde. Sendo assim então esse é o cenário que nós vimos, é? E a palavra agora está aberta, eu quero deixar aqui 2 minutos pra cada que queira colocar 2 minutos, não é? Vamos observar ali pra complementar diante disso que foi colocado e depois a gente abre pra pra plateia os presentes. Obrigado. Quero aqui citar o meu colega Luiz Lima, deputada por você por favor.
Deputado
Eu estava me esquecendo de você não. Não, não por favor doutor Lisovando, muito obrigado, desde manhã quando eu falei que o senhor fez atividade física hoje pela manhã, o senhor estava muito inspirado nas suas observações, e o senhor citou, se eu se eu não me engano a ilha de Okinawa no Japão né? Então, tem tem 1 série na na Netflix, que eu acho que é é documentário sobre os 7 lugares que as pessoas têm mais longevidade no mundo né e Okinawa é deles se eu não me engano o outro é na Grécia, e cada com 1 particularidade. Em determinados pontos do planeta tem seres humanos que se alimentam muito bem, né? Em outros tem seres humanos que fazem atividade física regular, Okinawa é desses locais, e na Grécia se eu não me engano é 1 alimentação diferenciada, então eu acredito sim que a gente possa pode viver mais e melhor. Eu ouvi algumas falas do gabinete que eu tive que receber os vereadores, e muito EEE muito oportuno a construção das novas cidades brasileiras e a adaptação das cidades fazendo com que tenhamos praças EEE sejamos cidades aí, que possamos criar mais oportunidade pros pros idosos, e eu gostei muito de ouvir do senhor, achei bem reflexivo, que a pessoa de meiaidade o idoso sabe também e deve conduzir outro idoso a 1 prática saudável de vida né? E não ouvir somente dos mais jovens muito oportuno, e eu estou aqui assistindo essa audiência pública que, eu estou muito feliz é muito difícil, é muito raro a gente encontrar deputados tão bem alinhados, alinhados em 1 determinada comissão como a gente tem encontrado aqui na comissão de esportes. Muito obrigado deputado doutor Luiz Ovan.
Deputado
Doutor Ziba eu que agradeço a sua intervenção muito importante objetiva e sábia, né? Você falou sobre a questão da da dieta lá da Grécia a dieta do Mediterrâneo a gente em cardiologia a gente fala muito isso reduzir a gordura saturada reduzir sal enfim, que a gente pode, mas através da atividade física isso é fica muito melhor ainda. Dando aqui sequência o líderberg, sugeriu, falou doutor o senhor segue aqui, falou não eu sou obediente vou seguir, pode deixar. Lourival Félix, você tem 2 segundos, 2 minutos, 2 minutos. 2 2
Secretaria de Esportes e Lazer do Distrito Federal
A colega ali já já caiu pronto. Deputado, agradecer realmente e e essa esses explanações dos colegas mostram que nós estamos no caminho certo, né? Na no incentivar, em criar políticas. Eu me lembro de alguns anos atrás em Brasília, nós mudamos a visão da faixa de pedestre, né? E o primeiro agente de trânsito que nós temos na nossa casa, é a nossa criança. Ele chega, pai, olha o verde sinal, olha está amarelo, se você passar você vai ter ali 1 multa na hora, ele vai chamar a sua atenção. Então o que eu resgato aqui e quero pedir aos colegas que principalmente nós gestores públicos responsável pelas políticas públicas, que mudem a cultura em relação ao esporte. Que ela seja, que seja tema trazido principalmente pra primeira infância. Porque a gente vai ter 1 criança praticando esporte, e o jovem como o senhor colocou hoje daqui a 80 anos, será atleta também. Porque 3 vezes, 30 minutos, então é 1 questão cultural, nós temos que mudar. Assim como dia fumar era 1 coisa bacana, era sinônimo de sucesso, de vencer na vida, de ser destaque, nós mudamos essa cultura graças a Deus, nós temos que mudar realmente essa cultura pras pessoas, que o sedentarismo né, ele é responsável pelos grandes problemas de saúde que nós temos, né? Então assim, quer combater? Quer melhorar? Quer integrar? Quer diminuir a depressão, vamos investir na política esportiva. E como o nosso colega do do da educação física falou, 650000 profissionais de educação física, e a sua grande maioria está subutilizada, tá? A eficiência na atividade física hoje, nós temos que mudar totalmente, principalmente nas políticas públicas, ele tem que ser dos agentes mais importantes na sociedade na mudança da vida das pessoas hoje e da nossa juventude.
Deputado
Obrigado, Elivaldo. Passo a palavra pra Mauro Junqueira 2 minutos. Mauro por favor. Deputado.
Secretário Executivo - Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde
1 vez muito obrigado, dizer que os desafios nossos da saúde são poucos. Agora em janeiro nós teremos 4000 novos secretários municipais de saúde. Isso é grande problema da saúde pública a rotatividade na gestão, 35 anos do SUS, 30 e ministros. Então que política que sobrevive a isso, né? O senhor trouxe a questão das emendas, né? As emendas estão dentro do orçamento da saúde. Da mesma forma que os pisos salariais né e tendo o último que foi criado aqui, ele e foi dito claramente que teria recurso adicional de outros fundos, não aconteceu veio do fundo, o estado é fundo nacional de saúde, isso já impacta mais de 10000000000 na saúde, ou seja, reduz cada vez mais, hoje nós estamos enfrentando desse financiamento na saúde. Nós temos que ter atenção básica resolutiva, muito, mas aí eu acho que esse parlamento pode ajudar, precisa apertar o MEC, não basta abrir cursos, né, esses cursos que são abertos aí diariamente, têm que entregar melhor pra sociedade profissionais melhor formados, que resolvam na ponta, né, com melhor qualidade. E por último, né, nós precisamos ter tecnologias, nós precisamos a densidade tecnológica numa unidade básica de saúde, nós temos mais de 50000, às vezes é no pescoço do médico, né? E o Ministério da Saúde tem só 4 por 100 do seu recurso total pra investimento. Então nós precisamos melhorar, olhar por esse lado também que eu não posso ocupar só a formação, né? É preciso dar condições pro profissional também fazer o seu diagnóstico. Muito obrigado.
Deputado
Obrigado Mauro. Apenas aqui pra provocar pouco mais, não é? O, o indivíduo por nome Rampton publicou o trabalho em 1976, sobre a resolbilidade do médico. Na época ele dizia, que o médico conseguia isso era verdadeiro, constatades foi 76. Conseguir resolver o problema do paciente que vinha até o médico em 80 por 100 dos casos. Hoje, a gente não resolve 20 por 100. Então é preciso reconsiderar porque senão fica muito caro. Muito obrigado. Rodrigo Terres, 2 minutos.
Representante - Academia Brasileira de Educação Física
Esse nosso debate parece fica parecendo pra aquelas pessoas que não entendem do tema, que é algo novo, que é algo que está acontecendo só agora. A relação entre atividade física e saúde não é algo recente. Há mais de 2000 anos, Hipócrates, médico grego considerado o pai da medicina, disse que se pudéssemos dar a cada indivíduo a quantidade certa de nutrição e exercício, teríamos encontrado o caminho mais seguro para a saúde, há mais de 2000 anos atrás, né? Atividade física é tema muito importante quando se pensa em promoção da saúde e prevenção de doenças. Atualmente, a inatividade física é tida como dos principais fatores de risco modificáveis para as doenças crônicas não transmissíveis, tendo tema defendido pela Organização Mundial de Saúde. Gilmara, eu pensei que você ia dar essa informação, então eu eu vou passar essa informação tá? Eu queria indicar pra todos os pesquisadores estudiosos dessa área da atividade física ligada à saúde, que o Ministério da Saúde, criou curso online que você pode se inscrever que chama curso do UnaSUS, promoção da atividade física na atenção primária à saúde e sua inserção nos instrumentos de planejamento e de gestão do SUS. Eu fiz esse curso online, e foi exatamente esse. O tempo necessário. Então eu estou falando por você. Está bom gente? Então as pessoas interessadas em ter conhecimento mais profundo sobre a importância dessa relação da atividade física com a saúde, se inscrevam nesse curso porque ele é curso muito bom, eu fiz o curso online e traz muitas informações muito interessantes pra gente então eu queria parabenizar a Gilmara e o Ministério da Saúde por estar colocando isso, e aí pra finalizar mesmo, defender mais 1 vez deputado Luiz Ovando, que a comissão de esporte assuma esse compromisso definitivamente de colocar a nossa nova lei geral do esporte que criou o sistema nacional de esporte em vigor o mais rápido possível, porque sem dúvida nenhuma, isso vai mudar completamente o esporte, as política de esporte do nosso país, e por consequência, melhorar a qualidade de vida e a saúde da nossa população. Muito obrigado. Perfeito nosso professor Rodrigo. Nós vamos trazer essa comissão pra gente, regulamentar essa.
Deputado
Geral do esporte. Professor Hélio Furtado, 2 minutos pra sua complementação. Deputado, mais
Professor - Universidade Castelo Branco e especialista em gerontologia
Agradecendo o convite, é prazer estar aqui. E eu vou pontuar 2 coisas que eu acho que são muito relevantes né? O quanto a universidade pode estar interagindo pra que isso aconteça. Então eu queria citar 2 exemplos baseado no que o senhor falou. Primeiro, a humanização, né? A relação do professor com o idoso ela é muito amistosa, né? Os alunos têm essa relação, e talvez essa relação cria pouco paradigma que pra eles é muito complicado que é o etarismo, né? Eles têm oportunidade de conviver com os idosos e isso traz 1 influência muito positiva justamente porque eles conseguem observar que isso é mercado muito grande em potencial fora a estética que está muito associada à educação física então estar tendo a oportunidade de interagir com essa população, é preparo os nossos alunos numa humanização muito interessante baseado no que o senhor falou. E a outra coisa é a relação intergeracional que isso também propõe, oportuniza, né? Idosos que são renegados socialmente, podem através de 1 relação com as universidades, frequentar o espaço onde o jovem frequenta, usar o mesmo espaço, o mesmo banheiro, essa convivência eleva demais autoestima dos alunos que frequentam nosso programa. Então, é muito importante essa oportunidade. A universidade tem vários cursos de saúde medicina enfermagem, e eles estão sempre se envolvendo nas atividades, trazendo 1 oportunidade para os alunos de vivência, e 1 oportunidade dos idosos de 1 relação internacional extremamente positiva então, para nós acaba sendo espaço onde a academia conquista, 1 oportunidade muito grande e gratificante da relação com a população idosa. Muito obrigado pela oportunidade. Eu que agradeço.
Deputado
William, você tem 2 minutos por favor.
Diretor Executivo - Rede Esporte pela Mudança Social
A minha barba cumpriu o papel dela. Exato. Eu sou o tio barba com as crianças né? Pode ser pra você também. Muito bem, desses 2 minutos, eu queria, assim, primeiro que todo mundo que está nessa sala, acho que está aqui porque é apaixonado por esse tema né? É porque a agenda da vida, e essa agenda da vida ela é ela é muito fascinante pra quem gosta de viver, né e luta por essa vida por qualidade né? Então agradeço a presença de todos aqui nesse momento. Também queria dizer que está, tem 2 congressos essa semana que são incríveis. A gente tem o congresso promovido pela AbraGESP de gestão do esporte que é está acontecendo em Joinville, é congresso que a gente tem que estar lá todo mundo daqui tem que estar lá, então já fica a provocação pra gente combinála né essas estratégias. E outro congresso simultâneo que está acontecendo hoje também que está a abertura é o KOLIP, que é o Congresso Internacional aí de de Pedagogia do Esporte, também que trabalha essa perspectiva da assim de 1, de como que a gente ensina né, de como que as pesquisas modernas têm trabalhado nessa pegada de engajar pessoas no esporte né, a partir né, desce do fiscal literal assim enfim, a partir de de muitos de muitos métodos e espaço de inovação. EAA0 terceiro ponto é que como é que a gente mantém espaço de troca permanente com essa mesa que é tão rica e com tanta gente boa aqui? Então era isso. E e com a sua licença, eu eu queria só ler verso, pode ser? Esse verso diz assim, fomos durante muito tempo embalados com a história de que somos a humanidade, enquanto isso, e ele disse assim, enquanto o seu lobo não vem, fomos nos alienando desse organismo de que somos parte, a Terra, e passamos a pensar que ela é 1 coisa, e nós outra, a Terra e a humanidade. Eu não percebo onde tem alguma coisa que não seja a natureza. Tudo é natureza, o cosmos é natureza, tudo que eu consigo pensar é natureza. Quem disse isso foi no ano de 2019 o Aílton Krenak. No ano passado, num congresso discutindo esporte e bem viver, veio essa brincadeira a conversa do do do Krenak. Eu não percebo onde tem alguma coisa, que não seja movimento. Tudo é movimento. O Cosmos é movimento. Tudo o que eu consigo pensar é movimento. Por isso eu digo sempre.
Deputado
A saúde está nos movimentos. Tarcísio, você tem 2 minutos Tarcísio, por favor.
Conselheiro - Conselho Federal de Educação Física
Vou usar menos até. Agradecer a oportunidade de vim falar, falo sempre em nome do conselho de federal de educação física, mas valorizando o tema né, valorizando o que a gente faz. Então, e aí deixar aqui pros os deputados, pra todos nós aqui da mesa, pra estarmos atentos algumas questões por exemplo, tem hoje, a gente fala de do esporte pra vida toda, hoje tem PL deputado Orlando Luiz Ovando que fala que luta pra que as crianças nas escolas tenham 3 aulas de educação física por semana. Essa é 1 ação prática e importante nessa perspectiva da gente ter mais exercício físico, mais atividade física, 1 valorização da cultura corporal de movimento, a valorização do esporte como todo pra todo mundo, como eu falei antes, todo mundo passa pela escola, então se todo mundo passar pela escola, pruma escola com qualidade, 1 escola que tenha ali 1 perspectiva de verdade de valores, e com 1 aula de educação física bem orientada pelo profissional de educação física, a gente vai ter aí visualizar Brasil onde todo mundo passou pela escola, teve a prática de atividade física e aqueles pouquíssimos que vão conseguir virar o deputado Luiz Lima, não vão ser os únicos que vão ter essa possibilidade, porque todos os outros aqueles que vão fazer o esporte pelo ambiente social, pela vontade do bemestar e por saber que é importante, vão também ter a oportunidade de esporte de qualidade, é isso que a gente luta.
Deputado
Obrigado Tarcísio. Gilbaras. Só tem 2000.
Diretora do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde - Ministério da Saúde
Inicialmente inicialmente novamente agradecer né o convite pelo Ministério pelo e por o Ministério está aqui discutindo com vocês o impulsionamento das nossas ações de promoção de práticas corporais e atividade física. Dizer o quanto foi rico né, e o quanto que isso ressignifica nós gestores a voltar né, para o nosso cotidiano de produção né, de políticas públicas, na perspectiva da gente inovar, fortalecer cada vez mais a produção do nosso, das nossas políticas normativas, guias e ações, né, nesse cotidiano que é fortalecer o SUS. E aí, pra o meu time não não me penalizar ao final, dizer o quanto que o nosso SUS de fato produz e no sistema de informação da atenção básica, que é onde nossas equipes né, de saúde da família ali aportam esse investimento da produção ali no território. Então, das atividades coletivas registradas pelos profissionais e aí essa inter nessa junção de vários profissionais nesse nessa oferta dentre eles o profissional de educação física, a gente produziu em 2023 mais de milhão e 800 atividades coletivas relacionadas às práticas corporais e atividade física. E aí, dos nossos públicos prioritários, pra gente também dialogar muito com essa agenda do envelhecimento saudável dessas relações intergeracionais, dessas atividades físicas, 37 por 100 são idosos que visitam e atuam, né, estão ali no cotidiano das equipes nessa produção, e as mulheres 39.5 por 100. Dizer que o nosso cuidado tem que ser voltado para as pessoas e não para as doenças, dizer que as comorbidades, a síndrome das doenças crônicas não transmissíveis nos mostra desafio importante e a inatividade física é o nosso quarto fator aí principal, né, de mortalidade global. E aí eu trouxe, que eu também não divulguei, o nosso curso no na Suíça, apoio e visitem o mapa de evidências, né, que a gente tem, que é produzido pelo Ministério da Saúde, que são políticas informadas por evidência, onde nós temos 112 revisões rápidas, que trazem evidências sobre os benefícios da atividade física para a saúde da população negra. Então, pode apoiar a construção dos nossos projetos e dizer que a interseccionalidade, a produção de política intersetorial vai fazer muito mais sentido e impulsionar, né, essas necessidades ali do território. Muito grata pelo convite. Muito obrigado.
Coordenadora-Geral - Ministério do Esporte
Obrigada. Bom, penso que a partir de todas as falas e não diferente a minha, fica constatada a importância do fomento né? A prática da atividade física esportiva recreativa e de lazer como meio, de qualidade de vida né pra promover a qualidade de vida. E aí eu gostaria de registrar, o que já está posto e que a gente precisa fazer sair do papel, mas especialmente na lei geral do esporte né quando ela é instituída, e que ali está colocado que reforça o direito a todas as pessoas à prática esportiva para toda a vida e sobre a a ótica da equidade destacando as oportunidades para as mulheres, pessoas com deficiência e pessoas em vulnerabilidade social. E pra além disso né dizer que em curso além das nossas ações no Ministério do Esporte, a gente também tem contribuído muito em comitês, comissões, conselhos nacionais, eu particularmente faço algumas representações e debates muitos temas, a política do idoso, a política da juventude, né a política indígena né, e claro todos esses temas eles se atravessam e a gente tenta contribuir a partir da ótica do esporte do lazer enquanto direito social, né e não diferente algumas políticas específicas enquanto ações que devem ser cada vez mais articuladas enquanto estratégia né? E aí eu quero registrar com 1 política de cuidados, que foi recentemente aprovada na Câmara, eu penso que esse tema ele tem que ser trazido também pra esse debate, assim como também a estratégia de prevenção da obesidade, também tema trabalhado pelo Ministério do Desenvolvimento Social, que também carece de atenção e de olhar muito carinhoso quando a gente trata então de atividade física esportiva e regressiva de lazer sob a perspectiva da da ampliação da expectativa de vida do cidadão brasileiro com qualidade né? Agradecer o convite em nome do ministério, e dizer que eu sigo à disposição inclusive pra gente poder cada vez mais, não é Gilmara, estabelecer relações e aprofundar os laços, 1 vez que a gente já teve 1 pequena experiência, exercício de aproximação, não sei se você tem conhecimento, mas nos idos 1913, 2013 perdão, 1913 seria ótimo né, 2013 onde a gente aproximou as propostas políticas pedagógicas da Academia da Saúde e o programa Esporte e Lazer da cidade. A gente fez belo trabalho inclusive 1 incursão em 1 cidade importante e foi escolhida a dedo inclusive pra testar essa aproximação visto a a as perspectivas muito parecidas, muito similares entre os programas e o quanto a gente poderia intervir na realidade social brasileira. Obrigada.
Deputado
João Mara, ô Ana Helena, nós temos aqui perguntas dos internautas eu gostaria de colocar aqui nós temos ainda há algum tempo, e eu vou fazer aqui a pergunta pro Hélio e pro William. Isso que dá É o José Ricardo da Costa Botelho que faz essa pergunta. Para 2025, a perspectiva é de que o número de brasileiros com mais de 60 anos, seja de aproximadamente 25000000. Esse crescimento populacional causa impactos no sistema de saúde e tem repercussões de caráter econômico que atinge também as famílias. Para a promoção do envelhecimento saudável e ativo, como o senhor vê a parceria, entre o poder público e a iniciativa privada no sentido de mitigar, os efeitos do envelhecimento sobre a sociedade. Começar com com Hélio. Professor Hélio, furtar. É
Professor - Universidade Castelo Branco e especialista em gerontologia
Esse fenômeno já está acontecendo, né? A gente acredita, que se as políticas públicas forem eficientes, a gente pode diminuir o impacto desse fenômeno, né? Tornando 2 características que eu acho que são muito relevante nesse processo. Primeiro, como o senhor falou anteriormente, a construção de políticas públicas voltadas para esse segmento, né? Eu costumo dizer na sala de aula que a gente ainda não descobriu ainda, nós estamos pensando muito ainda nas crianças e estamos crescendo, esquecendo que a população que está envelhecendo está do outro lado da pirâmide, né, como você falou anteriormente, né, no final do século passado era 55 anos a expectativa de vida, nós estamos agora com o próximo de 87, né? Então as pessoas estão vivendo mais e nós precisamos lembrar que elas fizeram a parte delas, elas pagaram os impostos todos, e hoje não estão sendo o mérito necessário, né? Então essa é 1 característica, E outro seria AAA construção de políticas públicas efetivas. E aí eu entro com a academia talvez entrando numa parcela de divisão, dessa sobrecarga, né? Existe o conceito da universidade aberta da terceira idade, estimular através de algum financiamento, alguma isenção fiscal, que as atividades privadas criassem espaços onde os idosos pudessem frequentar. Lá no Rio de Janeiro existe 1 universidade a UERJ, é modelo nacional da implementação da Universidade aberta terceira idade, onde os idosos, além da atividade física regular, tem oportunidade de cultura, de oficinas por exemplo lá na na minha universidade nós queremos 1 oficina de utilização do celular, né, os idosos têm dificuldade de manusear os aparelhos mais modernos, então é criar 1 expectativa de integração na sociedade dos idosos, que infelizmente, a gente discute muito isso, o etarismo está colocando muito distante na parte social então, essas 2 estratégias talvez sejam interessantes, e talvez a isenção fiscal possa oportunizar aí espaço onde a gente consiga incluir políticas públicas mais eficientes pra essa população associando à academia que nós temos aí crescimento muito grande de universidade. Essa é a minha sugestão. Muito obrigado.
Deputado
Furtado eu quero aqui apenas recordar rapidamente William pra que, pra promoção do envelhecimento saudável e ativo como o senhor vê a parceria entre o poder público, e a iniciativa privada no sentido de mitigar os efeitos do envelhecimento sobre a sociedade. Perfeito.
Diretor Executivo - Rede Esporte pela Mudança Social
A gente desenvolve em São Paulo tem 1 experiência de campo mesmo, é projeto que virou doutorado na faculdade de saúde pública da USP, ele, a gente acabou desenvolvendo com 1 professora, método que vem a gente vem desenvolvendo ele, via lei de incentivar o esporte, né? Ele se chama Projeto Viver Melhor, o método foi batizado como método Águia, e a gente trabalha na numa perspectiva desse investimento privado, a gente já está 12 anos fazendo isso e a gente só está crescendo, está crescendo em meta, está crescendo em recurso, a iniciativa privada tem apoiado. Que que ela tem apoiado? O método é muito bem fundamentado, do ponto de vista de de impacto, a gente consegue com 2 professores em 1 em 1 sessão de 50 minutos de aula, atender até 120 pessoas, então tem 1 escala grande, nas periferias de São Paulo eu não tenho espaço, eu uso igreja, eu uso centro espírita, a gente a gente usa o que tem, e a gente usa espaço de shopping, a gente tem utilizado múltiplos espaços assim. E a gente também tem se válido do próprio fundo do idoso, também, onde a iniciativa privada também pode apoiar e a gente já tem feito essa experiência, vamos pro quinto ano, faz 4 anos que a gente está na cidade de Mogi Mirim, 1 cidade que tem 1 1 perspectiva, grande índice de envelhecimento, e o prefeito agora quer que os funcionários, ele tem quase 50 por 100 dos funcionários acima de 60 anos, E ele quer, a gente está discutindo de como que a gente atende esses funcionários públicos da cidade. Enfim é 1 experiência. Obrigado Lê esse aqui.
Deputado
Pergunta interessante, ele falou aqui de igreja, né. O Brasil é dos países mais religiosos do mundo. Tem 1 estatística. Que diz que. Existe aproximadamente 48, escolas públicas por cada 100000 habitantes. E em torno de 60 igrejas por cada 100000 habitantes. Nós precisamos usar mais as igrejas. Porque as pessoas acreditam, nas igrejas, e nós estamos perdendo essa possibilidade. E nós temos teologicamente fundamentos muito claros sobre atividade física inclusive pra gente conseguir isso. E aqui eu quero apenas aproveitar 1 situação, contar 1 história da época que eu era estudante de medicina, Em que a mortalidade lá na Paraíba, né, é 1 cidade eu me esqueci o nome agora mas, acho que é Campina Grande. A mortalidade infantil Mauro, era em torno isso da década descrito ali por volta 60 com o trânsito era em torno de 160 crianças por 1000 nascimentos. E o pessoal, simplesmente, montou os poços de saúde fez doutor de médicos e fim. Mas as mães traziam as crianças. No médico. Mas não faziam aquilo que o médico mandava fazer. O que que o pessoal fez a prática era das benzedeiras da época. E aí eles começaram. A trazer colocar a benzedeira do lado do médico. E o médico do lado e passaram a seguir a orientação do médico isso caiu pro hoje o povo é muito religioso. E a gente pode usar perfeitamente isso na prática esportiva pra fazer com que haja realmente multiplicação. Quer complementar alguma coisa William? Sim, a gente tem.
Diretor Executivo - Rede Esporte pela Mudança Social
Fato encontrado esse diálogo, né com inúmeras denominações assim, né seja 1 igreja católica, a igreja evangélica, o centro espírita porque é a as é muito adensado a cidade de São Paulo. Então, essa parceria entre as ONGs né porque as igrejas também são associações, e isso acontece com muita tranquilidade, então, até com o ministério do esporte, as cartas de sessão, então isso é caminho assim de dica mesmo pra outras organizações.
Deputado
É é é muito viável. Nós temos aqui 1 1 outra pergunta, depois eu eu eu vou passar a palavra à Popeia se alguém quiser, fazer a pergunta eu vou fica já, elaborando aí. Aqui a pergunta é diretamente ao professor Hélio Furtado, o senhor disse que a Universidade Castelo Branco, oferece atividades física aos idosos. Quais políticas públicas poderiam ser implementadas para o governo incentivar as universidades particulares, a incrementar as atividades com os idosos da comunidade. Deputado
Professor - Universidade Castelo Branco e especialista em gerontologia
É o que, eu acho que seria diferencial, né? A oportunidade da população, a gente estuda isso né, a gente chama de projetos de extensão. A universidade hoje tem 1 obrigação do bairro que ela está inserida a atender a população do entorno né. E essa possibilidade poderia ser viabilizada através do que eu falei anteriormente né, futuro parceiro, né, no Rio de Janeiro tem 1 característica muito interessante até no exemplo que você falou, algumas farmácias estão financiando os projetos pra idosos em praças e normalmente a praça fica em frente à farmácia, e normalmente o idoso frequenta farmácia e consome, é bom para todo mundo, né? Então, é 1 relação positiva e, 1 oportunidade do do de 1 empresa oferecer serviço à população de forma gratuita. E dentro dessa discussão que nós temos tendo aqui, eu acho que é muito relevante saber que as unidades privadas têm 1 oportunidade por ter espaços disponíveis, né, mas talvez não tenham como arcar com os custos, E o exemplo que você deu é é magnífico né, número pequeno de profissionais de saúde, particularmente no Rio de Janeiro a gente tem modelo que a gente trabalha com 3 profissionais, que é o agente de da da comunidade que ele é o responsável por atrair a clientela idosa, enfermeiro pra aferir as condições clínicas que ele pretende frequentar, tem dias que ele está com a pressão alta, ele vai lá só pra conversar, mas ele não deixa de ir, né? E o profissional da educação física, né? Na época que eu estava trabalhando na prefeitura, o custo de projeto desse funcionar custava 5000 reais por mês. Custa dia de CTI. E atende, naquela época que eram 3 aulas, em torno de 150 pessoas. Então isso tem que ser 1 política pública e tem que ser implementada, pra que a gente trabalhe na prevenção de 1 forma mais efetiva. E aí eu não tenho a resposta para daqui mas talvez incentivo fiscais, parcerias públicoprivadas onde o aluno do projeto consiga usar camisa com a marca do patrocinador, então é 1 coisa que pode ser implementada que aí a a possibilidade de conseguir financiar esse custo que é irrisório dentro do contexto da saúde, pode ser 1 estratégia positiva. E a universidade tem espaço aberto, onde tem grande parte delas anfiteatro pra fazer 1 1 sessão de cinema pra idoso, ginásio se for da educação física, então esses espaços existem e podem ser dinamizados em parcerias públicoprivadas através talvez de incentivo fiscal também. É É 1 apenas 1 sugestão que pode ser colocada na pauta, pra ser discutida, eu talvez esteja no no no no local perfeito pra essas discussões, tá? Obrigado mais 1
Deputado
Obrigado, Hélio Furtado. Eu quero, ver se alguém da plateia gostaria de se manifestar fazer algum questionamento. Por gentileza diga seu nome e faça a pergunta. Apertar com o motorzinho preto aí. Apertei. Ah, ok. Obrigado deputado.
Professor de Educação Física
Meu nome é Walderir Lima eu venho de São Paulo eu gostaria de fazer aqui 1 colocação é 1 provocação e claro que termina com 1 pergunta na verdade eu eu me interessei muito por essa por esse momento porque eu vejo com muita relevância, esses esse tema, esse macrotema com essas diversas secções que existe esporte, saúde, atividade física, embora eu entenda que sejam situações bem amplas né, o que fica até difícil a gente discutir de 1 forma assim, concisa, né, com pouco tempo. É claro e evidente as publicações acadêmicas são robustas em afirmar que 1 população fisicamente ativa, ela previne doenças crônicas degenerativas, crônicas transmissíveis, que é 1 população que, tem promoção de saúde e isso faz muito bem no contexto da saúde como área. Foi citado aqui a a publicação do Vigitel né e a gente tem, isso como norte, da mesma forma, mas é 1 questão de olhar o copo meio cheio meio vazio né? Eu vou citar a cidade de São Paulo, o deputado citou a cidade de de Campo Grande, que é a cidade no qual ele ele ele reside né? Mas eu vou citar São Paulo. Nos últimos 15 anos, a a mulher adulta em São Paulo, ela aumentou mais de 3 vezes a sua participação em prática de atividade física. Ela aumentou mais de 3 vezes. Em contrapartida, ela quase dobrou a porcentagem da obesidade. Então, o fato da população ser fisicamente mais ativa, não necessariamente implica em ação direta com relação a doenças crônicas não transmissíveis, né? Eu vou vou fazer a pergunta. Então eu queria focar realmente na área da saúde. A relação entre atividade física e saúde. A gente sabe que a atividade física é é 1 questão de movimentação pra gasto calórico, isso é claro, isso ajuda muito em 1 população fisicamente ativa, é muito benéfica. Eu penso que serviço especializado como de saúde ele precisa de mais, ele precisa de focar 1 atividade física com controle de variáveis, volume, intensidade, duração e frequência. Isso a gente, eu não quero entrar semântica de, o que é definição de atividade física, exercício físico não é o fato, mas é exercício físico. E a gente sabe que o exercício físico ele tem que ser prescrito, no controle dessas variáveis, por profissional que realmente tem a competência pra ela, né? E dentro da relação de profissionais, de saúde da área da saúde profissionais reconhecidos né? Que inclusive tem 1 portaria do CNS a 218 de 1997 que, relaciona todos os profissionais da área de saúde, o profissional que é formado nos bancos universitários pra prescrição dos ajustes físicos é o profissional da educação física. E o que a gente vê no SUS, e aqui não é 1 crítica mas é fato, por exemplo no último levantamento que eu tive acesso do SUS, nós temos contratados no sistema 107000 fisioterapeutas pra 7500 profissionais de educação física. Isso é impactante, né? Porque quem deve prescrever o exercício é o profissional de educação física. As práticas corporais, o que pode ser feito nas PIX ou não, os programas que existem são muito válidos. Mas eu penso que, deixar de utilizar 1 ferramenta, fantástica não farmacológica, que impacta o usuário do sistema, como exercício físico que é a atividade física prescrita controlando as variáveis, é equívoco gigantesco. É equívoco gigantesco, né? Então assim, a minha a minha provocação e agora eu vou fazer AAA minha a minha pergunta é a seguinte. Como que que o sistema, como que o Ministério da Saúde vem pensando nessa nessa nessa situação, em em promover a condição do profissional educação física que trabalha nas equipe nas equipes multiprofissionais, integrado né com com com os outros profissionais de saúde, como que 0000 ministério vem pensando numa ação mais efetiva do profissional educação física, na prescrição de exercício por exemplo para usuário que é diabético, para usuário que é hipertenso, e não só a prática corporal que ajuda, mas não necessariamente vai no problema do sujeito. E digo mais, né, Quando a gente pensa, no profissional educação física trabalhando no SUS, com esse número reduzido, a gente tem 1 situação muito muito complicada porque o o profissional educação física ele acaba, às vezes não sendo o protagonista dessa situação. Como você tem número muito reduzido, essa orientação da atividade física passa a ser direcionada por outros profissionais e existem esses levantamentos, pelo sistema único de saúde, eu tenho certeza que a Gilmara, desculpe se eu reter o nome, mas é Gilmara né? Eu tenho certeza que a Gilmara tem esses levantamentos, a gente tem enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, inclusive biomédicos que prescrevem a atividade física no sistema. E isso na minha ótica, é equívoco gigantesco, não pelo fato corporativista do profissional educação física ter que prescrever e ponto final, não é isso. É equívoco porque nós estamos deixando de usar 1 ferramenta não farmacológica barata como foi dito por vários oradores aqui, pra tratar o usuário, e evitar gasto absurdo como foi dito pelo último colega ali na sua fala. Então eu gostaria de saber como é que 00000 ministério vem pensando nessa estratégia de quem sabe aumentar o número de profissionais educação física para realmente trabalhar com prescrição de exercício físico nos vários programas do Sistema Único de Saúde. Muito obrigado
Deputado
Pela sua pergunta, eu vou passar essa, seu questionamento pra, Gilmara. Valdeci, que interessante né? O que você.
Diretora do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde - Ministério da Saúde
E aí e traz para gente é ruim que eu fico de costa para você tá então ficar de costa para você que interessante o que você traz de debate né pensando aí como é que as categorias profissionais podem apoiar a promoção né da atividade física e em especial se destaca o profissional da educação física primeiro te dizer que a gente tá fazendo é avaliação da implementação das nossas políticas né a nossa secretaria de ciência e tecnologia a secitix junto com a secretaria da atenção primária, a gente está com estudo em andamento pra avaliar esse processo e essa execução produzida pelo SUS e pelos diversos profissionais. Então, hoje eu não consigo trazer cenário para a gente aprofundar mas é curso a 1 perspectiva que a partir de junho do próximo ano a gente tem os dados preliminares dessa dessa avaliação segunda mesmo tendo várias evidências que é importante o profissional tá mas a gente quer ter essa produção e a implementação dessa política no âmbito do SUS. A outra situação que você traz, que aí talvez eu não consiga aprofundar nesse pouco tempo, é que nós entendemos que faz necessário a gente ter guia breve de aconselhamento em que os profissionais da das diversas categorias possam apoiar nessa agenda da prescrição, né? Então aí gera debate massa pra gente ver essa discussão do aconselhamento e dessa e dessa iniciativa do que a gente entende de como é que a equipe de saúde da família poderia prescrever. Te trago debate importantíssimo que é o que você levantou, dimensionamento, provimento desses profissionais. Eu, Gilmara, visitei o município de Aracaju pra conhecer polo de academia da saúde, né, nessa discussão para gente qualificar e nós tínhamos naquele exato dia que eu visitei, perdido em Aracaju, 2 profissionais, 2 profissionais da educação física para educação. Eles tinham passado no percurso da educação e eles estavam ali na educação. Então, assim, há debate bem interessante, viu, Mauro, para a gente educação. Então assim, há debate bem interessante, viu, Mauro, para a gente aprofundar e você sabe que não é só o Mais Médicos, né, e essa discussão de provimento e dimensionamento, a luz também dessa categoria. Temos profissionais na equipe em multi? Como é que se dá esse matriciamento e essa oferta, né, dessa necessidade? Precisamos fortemente investir nessa agenda dessa desse posicionamento que você trouxe aí, vamos pensar que é não farmacológico, né, que nos gera isso, mas há 1 discussão da formação desse profissional e da fixação dele e do provimento dele aí. Não te respondi ainda porque isso gera debate, remete talvez 1 ação também, 1 agenda corporativista como alguns veem. A gente impulsiona a atividade física no olhar interdisciplinar e muito profissional entendendo que esse sujeito, sujeito profissional de educação física, né? Esse sujeito, pra gente sujeito não é sujeito, sujeito é ator importante ali no SUS. Ele possa ser esse matriciador e isso, mas é debate forte de provimento e dimensionamento do pessoal que a gente precisa investir nisso. Só queria dizer para Nivaldo, assim que não foi 1 coisa que tu queria levantar as práticas corporais, há debate inclusive de dizer nessa coisa do incentivo da atividade física o que é que os agentes comunitários de saúde estão impulsionando. O DF, a secretaria de estado do seu DF nos demandou olhar pra essa produção do agente comunitário porque os grupos de escolinha de futebol, eu não sei nesse nome não viu, eu tenho nome lá que eles falaram, é impulsionado pelo agente comunitário de saúde, a prática da caminhada né e dessa forte é impulsionado por por profissional por agente comunitário de saúde e tu traz 1 essência importante de dizer assim, o que cabe no no no exercício profissional, né, dessa categoria, como é que o SUS incorpora. Então o desafio pro SUS, você trouxe aí 1 agenda que é importante. Acho que a gente tem que gerar aqui vários espaço de debate pra gente aprofundar isso que você apontou. Viu Maurício é 1 agenda que os territórios tragam. Chamada nós estamos chegar.
Deputado
No no fim, eu quero dizer para vocês que nós temos aqui o início da ordem do dia, e geralmente as outras atividades são sugeridas que que terminem. Eu quero aqui, aproveitando esse questionamento do Valdeci Lima, e fazer aqui referência ao Paulo Rogério Júnior, que fez 1 pergunta sobre como as políticas públicas podem incentivar o aumento da prática de atividades físicas, né, são essas que já foram basicamente colocadas e aqui a gente responde também ao Paulo Rogério. Eu, nessa oportunidade quero agradecer a todos que contribuíram a todos os palestrantes, os expositores aqui, os ensinamentos colocados, a experiência demonstrada, e finalizo esse debate agradecendo a presença de todos. Eu anuncio que amanhã é dia 28, a partir das 9 e 30 no plenário, 4 este aqui mesmo. Aqui é 4? 4. Será realizada a mesa redonda especial gestão eficiente modelos de governança nas entidades esportivas. Com a coordenação dos deputados Luiz Lima, Douglas Viegas e Maurício do vôlei. Antes de declarar encerrada, eu quero perguntar aqui ao meu colega Luiz Lima se ele gostaria de complementar alguma.
Deputado
Muito obrigado até amanhã 9 e meia, mas lembra que eu citei aqui a série da Netflix eu não poderia deixar de passar pra vocês. Vocês já viram ou não? Zonas azuis como viver até 100 anos, exatamente mas eu queria falar que que ai que eu não estou conseguindo aqui. São são 5 localidades são 4 capítulos. É Grécia, Itália, Califórnia, Japão, e Costa Rica, e Costa Rica são 5 locais isso aí. Lá é o índice em todo o planeta onde o maior número de pessoas passam de 100 anos, E esse documentário é feito por pesquisador, e que ele faz 1 correlação entre atividade física, modo de viver, pouco estresse, alimentação, e é isso. É bem
Deputado
E sensação de valorização, nós precisamos valorizar cada vez mais os idosos. Declaro encerrada esta mesa redonda, muito obrigado.




