COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DA PESSOA IDOSA
Sobre o Evento
Comissão discute a falta de médicos geriatras no Brasil com diversos especialistas e representantes do Ministério da Saúde e da Educação.
Deputado
Declaro aberta a reunião de audiência pública da comissão de defesa dos direitos da pessoa idosa. Esta reunião foi convocada para tratar do tema, falta de médicos, e de atras, no Brasil. Em atendimento ao requerimento número 57, 2024, da minha autoria e do deputado Alexandre E remo. Comunico a todos que o tempo previsto para a exposição, de cada convidado, será de 10 minutos. Inicialmente tenho a satisfação de apresentar os convidados ao debate, Lígia, Gualberto, coordenadora, da de atenção à saúde da pessoa idosa, do Ministério da Saúde. Priscila Azevedo coordenadora geral, de residências do ministério da saúde. Está no Zoom? Está CG, e representante da associação médica brasileira. Carlos Cardoso, coordenador de desenvolvimento da educação em saúde do ministério da educação. Bruno Leandro de Souza, conselheiro federal pelo estado da Paraíba, no conselho federal de medicina FCFM. E, Valquíria Cristina Batista Alves Barbosa, coordenadora adjunta da comissão ciclos de vida e conselheira do Conselho Nacional de Saúde. Apresentados os convidados, concedo a palavra, a primeira expositora, Lígia, Alberto, pelo prazo de 10 minutos. Boa tarde.
Coordenadora de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa do - Ministério da Saúde
Agradeço o convite deputado Padre Couto, cumprimento à mesa todos convidados, autoridades presentes pessoas que nos acompanham, de casa. Meu nome é Lígia Yasmin, eu atual coordenadora de atenção à saúde da pessoa idosa, na coordenação de atenção à saúde da pessoa idosa. Na secretaria de atenção primária no ministério da saúde. Sou médica de formação, médica de família e comunidade também geriatra. E hoje fui convidada a expor sobre esse tema serei breve teremos também, a contribuição de 1 outra colega do ministério da saúde para tratar também sobre as residências especificamente, então, vou passar pouquinho mais breve ok? Tá, vai pôr na tela. Não sei se está na tela. Pronto. Obrigada. Bom no Brasil já temos mais de 32000000 de pessoas idosas, a gente precisa lembrar que a maioria são pessoas idosas independentes pro autocuidado, pessoas idosas saudáveis, que mantêm sua autonomia, sua independência, e a gente precisa atuar pra evitar que as pessoas idosas envelheçam com incapacidade, envelheçam com doenças que vão comprometer a sua funcionalidade. Então a política nacional de saúde da pessoa idosa já traz o conceito de autonomia e independência com 1 característica importante de saúde da pessoa idosa, ou seja, o conceito de saúde para o indivíduo idoso vai muito além da presença ou ausência de doenças, e a gente precisa considerar todo o contexto em que essa pessoa está inserida e a forma como ela lida no dia a dia, né? A forma como ela funciona, como ela executa as suas atividades de vida diária. Então, na política nacional de saúde da pessoa idosa, que é descrita na portaria de consolidação número 2 de 2017, tem origem na portaria de 2006, já existem, itens que mencionam diretamente a necessidade de incentivo à formação de profissionais na área de saúde e envelhecimento, incluindo desde a graduação até a pósgraduação à residência, com estímulo à formação de profissionais especialistas e não especialistas, mas com competências e habilidades capazes de atender às necessidades das pessoas idosas. Então, tanto na política nacional de saúde da pessoa idosa quanto na política nacional do idoso, que é 1 lei federal, né, de 8842 de 4 de janeiro de 1994, também já existe essa previsão de incentivo e estímulo à adequação de currículos, tanto de formação na graduação quanto pós graduação, para que atenda às necessidades das pessoas idosas, além de incentivo à formação de profissionais também, a a melhoria de acesso das próprias pessoas idosas em por exemplo universidades abertas da terceira idade. Então como já foi dito, né, para qualificar o acesso à saúde, e melhoria, né da assistência à saúde a gente precisa também qualificar qualificação profissional, com foco na prevenção, na promoção da saúde, na recuperação da saúde com foco na no seu olhar ampliado, no conceito ampliado de saúde, e também no envolvimento de treinamento de equipes interprofissionais, né? Não basta só a gente falar sobre formação médica, a gente precisa falar sobre todas as profissões, todos os profissionais envolvidos nesse cuidado integral da pessoa idosa. Então, algumas premissas, né? O envelhecimento ele é heterogêneo, ele é diverso, há diversas formas de envelhecer que impacta diretamente na também tem envolvimento direto, relacionado ao território onde se vive, onde se cresce, ao estilo de vida, a todos as questões em que a pessoa foi exposta ao longo de todo o custo de vida e ao acesso em que ela teve, de condições de emprego, trabalho digno, saneamento básico, alimentação saudável, atividade física, tudo isso gera acúmulo de situações que vão trazer perspectivas diferentes do envelhecimento, com independência, com autonomia, ou envelhecimento às vezes com multimorbidades, com mais dificuldades, com necessidade de cuidados. Então, esses diferentes perfis de envelhecimento exigem diferentes formações, diferentes necessidades, diferentes habilidades e competências também dos profissionais que vão atuar nesse cuidado, né? Então, para alguns perfis de pessoas idosas no seu contexto de envelhecimento em algum momento de vida, da vida dessas pessoas, pode ser necessário atuação de equipes interprofissionais, especializadas, com mais necessidades de, investimento em tecnologia e complexidade, diferentemente de outras situações em que muito provavelmente esse cuidado pode ser plenamente alcançado com alta qualidade no nível de atenção primária, no nível comunitário e com profissionais generalistas também. Né? Então depende do perfil da pessoa idosa que está sendo atendida e das suas necessidades, né? Que precisam ser alcançadas, baseadas nessa avaliação multidimensional. Então a gente fala em expectativa de vida, e a gente fala também em expectativa de vida saudável. No Brasil hoje, a gente tem 1 diferença de cerca de 10 anos entre a expectativa de vida e a expectativa de vida saudável. E aí é preciso que a gente desenvolva estratégias, tecnologias, desenvolvimento científico, pra gente promover melhor capacidade e melhor qualidade de vida no contexto de envelhecimento pra todas as pessoas, pelo maior território possível, nas melhores condições que estejam disponíveis então, nisso também a gente enfrenta a necessidade de superar o idadismo, né? De atribuir só à idade, questões e ideias, pensamentos, sentimentos negativos, sempre atribuindo a algo ruim, né envelhecer como algo inevitavelmente ruim, envelhecer como sendo algo inevitavelmente relacionado a doenças não é bem assim, né? A gente precisa desmistificar esse olhar e combater, superar o dadismo a partir do reconhecimento dessas diferentes delícias, desses diferentes perfis de envelhecimento. Então, eu vou passar aqui mais brevemente que o meu colega vai falar mais sobre, a residência né o profissional geriatra, mas o que a gente tem é que hoje na graduação, a maior parte, grandes universidades inclusive, universidades renomadas, tem currículo com a carga horária mínima dedicada à formação em saúde e envelhecimento. Muitas dessas universidades estão ainda com currículos optativos, né, com essa carga horária dedicada à disciplinas optativas, então isso impacta também no conhecimento desses alunos, desses profissionais que vão se formar generalistas, até no interesse pela especialidade, né? E também no reconhecimento do que que tem de diferencial entre profissional geriatra e outros profissionais clínicos, ou outros profissionais que também cuidam de pessoas idosas. Então, esse é dos pontos que a gente precisa trabalhar e que já está previsto nas legislações, nas portarias, nas políticas já vigentes. Então, como objetivos e perspectivas a gente tem a necessidade de fortalecimento e qualificação da atenção e do cuidar da pessoa idosa em todos os níveis de atenção, mas ressaltando a necessidade de fortalecimento das ações no nível da atenção primária, que é ordenadora do cuidado, que organiza o sistema de toda a rede de atenção à saúde, com apoio também a tecnologias, a saúde digital, a telessaúde, pra ajudar a capilarização desse cuidado, do cuidado mais complexo, mais específico, para todas as pessoas, independentes se estão em grandes centros urbanos ou não, que a gente tem 1 grande concentração de especialistas, especialmente especialistas geriatras, nos grandes centros urbanos, nas capitais e especialmente na região sudeste, então a necessidade da gente capilarizar esse cuidado para as pessoas que necessitam desse cuidado especializado em todas as situações nisso a gente tem grande investimento da ministra Nise, nas estratégias de telessaúde, saúde digital, para que a gente possa ampliar o acesso, e qualificar o cuidado. Além disso, aprimorar estratégias implementação da avaliação multidisciplinar da pessoa idosa na atenção primária é também importante porque a gente possa qualificar estratégias de rastreio, identificar as pessoas que mais necessitam desse cuidado interprofissional e do cuidado especializado, então, que essas pessoas tenham acesso quando precisam, então garantir que a pessoa certa esteja no lugar certo, atendida pelas recursos e e necessidades de complexidade adequados à sua necessidade. Então, esse é também ponto importante, melhorar a estratégia de rastreamento, identificação das pessoas que mais necessitam e também o desenvolvimento de estudos, pesquisas, desenvolvimento científico para a qualificação desse olhar e superar né, a o idadismo, superar ideias ainda muito conectadas a preconceitos, a estigmas relacionadas ao envelhecimento e isso perpassa também a formação de profissionais, né, infelizmente. Então a gente precisa também superar o idadismo nas instituições, nas instituições universitárias, nas escolas e nos serviços de saúde em geral, então valorizar mais a saúde da pessoa idosa, os conhecimentos específicos necessários para cuidar adequadamente dessas pessoas, e assim avançar na promoção de sociedades adequadas que respeitam todas as pessoas de todas as idades. Muito obrigada, algumas ações então que a gente tem desenvolvido, a revisão da caderneta da pessoa idosa, a revisão da própria política nacional de saúde da pessoa idosa, estamos fazendo oficinas regionais, em cidades de pequeno e médio porte também, não somente envolvendo grandes cidades, mas conversando com pessoas idosas, com gestores, trabalhadores de saúde, para assim, a gente qualificar a atenção e o cuidado das pessoas idosas. Também fizemos alguns eventos recentes em setembro e outubro divulgando a política nacional de saúde da pessoa idosa, trazendo à pauta a relevância política que ela exige, né, e também lançamentos publicações para qualificação profissional, divulgação em mídias sociais, guia de cuidados para pessoa idosa, a plataforma mais suporte em breve estará disponível também para a sociedade, na plataforma Una SUS, né? Curso gratuito para cuidadores de familiares pessoas com demência, além de divulgação em mídias sociais e cursos gratuitos, obrigada. Muito obrigado.
Deputado
Companheira Alberto, nós perdemos 1, 1 desculpas porque depois da apresentação, teria também apresentação nosso aqui, e a gente vai ser breve. Senhoras e senhores, vou ser breve, para que possamos dar andamento nesta audiência tão importante para todos nós. Estamos reunidos aqui, pra discutir 1 questão que se torna cada vez mais urgente, em nosso país. A grave escassez de geriatras no Brasil. Nos próximos anos, a população idosa do Brasil, deve crescer de forma exponencial, com dados que apontam que até 2050, cerca de 30 por 100 da nossa população, será composta por pessoas com 60 anos ou mais. É imperativo, que implantemos sistema de atendimento, que atenda a nossa, a essas novas demandas, de assistência à saúde. Nesse contexto, já deixo minhas perguntas, aos palestrantes, que já, que são os seguintes. Primeiro, quais são as principais barreiras que dificultam a formação de geriatras no Brasil? É como podemos superálas? Os companheiros têm na sua, Segundo, o que pode ser feito para aumentar o número de vagas, em programas de residência médica, voltados para a geriatria? Existe alguma proposta na prática? Terceiro, quais incentivos financeiros, ou oportunidades de financiamento, podemos considerar para atrair jovens médicos, para a especialidade da geriatria. 4, há espaços para parcerias entre o setor público, instituições de ensino, na promoção da formação de especialistas em geriatria. Essa audiência pública representa 1 chance valiosa para discutir questões fundamentais e formular soluções, que atendam às demandas, de 1 população de idosa, e expansão. Somente por meu, desse diálogo colaborativo, poderemos criar, trajeto mais eficiente, e sensível, para a saúde, dos nossos, das pessoas idosas. Nesse sentido, vamos agora, continuar a apresentação e o próximo a próxima é priscila priscila azevedo coordenadora geral de de residências do ministério da saúde.
Coordenadora Geral de Residência - Ministério da Saúde
Boa tarde a todas e todos. Eu sou Priscila Azevedo Souza, sou servidora do Ministério da Saúde e estou coordenadora geral de residências em saúde, aqui pela CEGEX. Eu não consigo compartilhar daqui, mas eu disponibilizei a apresentação. Vocês preferem autorizar ou vocês vocês colocam daí. É você tenha, onde isso aqui? Será. Coloca.
Deputado
Poderia no caso mais perto aqui, ou então vir aqui né? Porque nós não temos, então nesse sentido é fazer, do jeito que você está quando apresente a sua apresentação é com Autorizar então que eu inicio a a apresentação. Autorizado. Já está autorizado. Já está autorizado. Está. Oi vocês conseguem visualizar? Sim.
Coordenadora Geral de Residência - Ministério da Saúde
Oi vocês visualizam? Sim sim. Sim agora nós estamos aqui então você está vendo aqui.
Deputado
Pode utilizar fazer como você vai fazer a sua apresentação, está atualizada pra toda aos 10 minutos que você tem.
Coordenadora Geral de Residência - Ministério da Saúde
As informações trazidas por Lígia Alberto, né, aqui do Ministério da Saúde, eu vou trazer algumas informações referentes a formação especializada tanto em geriatria quanto em saúde do idoso, né, por meio das existências em saúde, nessa perspectiva da atenção integral à saúde do idoso, né. Eu inicio trazendo panorama da força de trabalho em geriatria, e aí que são dados de médicos geriatras, né, ativos no CFN, então dados do Conselho Federal de Medicina, 2750 médicos geriatras ativos, né, foi o registro deste ano e aqui é a distribuição de localidade desses médicos geriatras, né. E aí a considerar que esses médicos com com RQE, né, com registro de especialidade, então quando a gente procura dado de atuação pode ser pouco maior que isso. Pra trazer o papel das residências em saúde, né, que hoje é o padrão de excelência na pós graduação em saúde, a perspectiva de formar profissionais qualificados com a prática mais integrada em que é profissional resolutiva e humanizado e ética. A formação de especialistas focadas em áreas estratégias e religiões prioritárias para o sistema único de saúde. Tem o papel de contribuir com a implementação, fortalecimento e articulação das redes de atenção à saúde no SUS, então, no momento que a gente implementa algum programa, alguma política de saúde, a gente juntamente pensa na perspectiva de formação de profissionais qualificados para atuar na implementação de determinadas políticas e a produção de novos conhecimentos e tecnologias que promovam mudanças no processo de trabalho, né. Esses são os diferenciais da formação de especialistas por meio das residências em saúde. No âmbito do ministério da saúde a gente desenvolve já várias ações pra expansão e qualificação das residências, né, eu trouxe algumas pra citar, como ampliação das bolsas financiadas pelo Ministério da Saúde por meio do próresidência, formação e qualificação de preceptores de programas, né, assim como a formação e qualificação de coordenadores também, de avaliadores de programas. E a gente realiza também a constitucional criação de novos programas. Então quando determinada área ou especialidade é considerada estratégica, a gente desenvolve ações de mapeamento da das necessidades locais, né, dos gestores do SUS, pra estar identificando e possibilitando ampliação e criação de novos programas, né. Para além disso, no âmbito da qualificação dos programas, o Ministério da Saúde qualifica os cenários de prática, né, com incentivo financeiro aos municípios com residentes na atenção primária saúde, que é importante, né, que que é a é a ordenadora da do cuidado na saúde, então a gente tem esse incentivo por meio da SAPs, assim como a gente tem incentivos aos estabelecimentos de atenção especializada que possuem residentes. Então são aspectos também no sentido de de estruturar melhor e qualificar os programas de residência, né. Assim como a gente tem 1 1 situação forte tanto na comissão nacional de residência médica quanto na comissão nacional de residência multiprofissional em saúde. O próresidência é o programa nacional de apoio à formação de médicos especialistas, né, em áreas estratégicas, então a gente tem financiamento hoje por parte do Ministério da Saúde, a gente financia quase 18000 bolsas de residência médica e quase 10000 bolsas de residência em área profissional da saúde, e aí tem a distribuição, né, a nível regional aí. Em relação ao panorama da residência em geriatria, né, residência médica em geriatria. Esses são os dados no número de egressos de residência geriatria, então dados acumulados, né, do montante, então 1760 e egressos de programa de resistência médica em geriatria. Nós temos, né, 1 grande concentração em São Paulo, seguida por Minas, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná, e por aí vai, né, as regiões, os estados da região norte são os que têm menos egressos desses programas de residência. E atualmente a distribuição dos residentes em geriatria, né, por ano, são 2 anos de residência e aí tem os R1 e R2 que totalizam 335 médicos residentes atuando em 59 programas de residência médica. Tá? Aqui está 1 evolução do número de bolsas concedidas pelo Ministério da Saúde a programas de residência médica em geriatria, né, então a gente tem aqui essa essa expansão, né, o destaque para esse último ano que a gente fomentou a expansão de programas de residência e de financiamento de bolsas em áreas e especialidades estratégicas, né. Então, a geriatria foi beneficiada aí com esse aumento expressivo no último ano, tá? Em relação à distribuição regional, e aí eu trago no Brasil, né, também, o Ministério da Saúde financia 29 programas de geriatria, né, o que corresponde a 111 bolsas de residentes ativos. Mas a concessão de bolsas ela é bem maior, 168 bolsas de residência médica concedida pelo Ministério da Saúde. Então o que que isso significa? Aqui na região norte, por exemplo, né, nós temos 0 programas de residência geriatria e 0 residentes ativos, Mas tem programas com, tem bolsas concedidas pelo Ministério da Saúde, né, que possivelmente elas não estão ocupadas. Assim como nessas outras regiões também tem 1 discrepância, né, no número de bolsas concedidas serem maior do que as financiadas pelo Ministério da Saúde. E perspectivas de de panorama de novas vagas, né, então, são cadastros do CCNRM, que é o sistema que as instituições cadastram os programas para ter autorização de funcionamento de novos programas, né. Então tem 10 novos projetos pedagógicos, de geriatria, aguardando essa aprovação e sendo aprovado a gente se expande para mais 7 estados com novos programas, né. Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Pará, Pernambuco, Paraná e São Paulo. No caso, em relação a evolução do número de forças concedidas pelo Ministério da Saúde aos programas de residência multiprofissional em saúde do idoso, também, né, a gente tem esse destaque no último ano com a ampliação do financiamento de bolsas, em saúde do idoso, né, 1 área que é considerada prioritária e estratégica e aqui também tem a distribuição do panorama do próresidência, né, são 19 programas de residência multiprofissional financiados pelo Ministério da Saúde, 214 bolsas de residências financiadas e 328 bolsas de residência concedidas, né, então tem número maior de bolsas de residência, então são programas multiprofissionais o que significa que tem pelo menos 3 categorias profissionais envolvidas nesse cuidado da atenção e integrar à saúde do idoso. Assim como perspectivas também de de panorama de expansão de novas vagas e programas, né, tem 5 novos programas, né, em processos de avaliação para serem implementados a partir de agora 2025. Como perspectiva, né, a gente está construindo conjuntamente com o Ministério da Educação, né, a perspectiva de 1 portaria interministeriado de 1 política nacional de residências em saúde, que está em fase de elaboração, já está com solidariedade, né, já passou por consulta pública e estamos nas pactuações finais para a publicação, que tem 4 eixos, né, eixo de dimensionamento de especialistas, gestão das residências, financiamento das residências e qualificação e valorização das residências. Então que é importante destacar, especialmente no eixo de dimensionamento de especialistas para definição de territórios e regiões prioritários para o SUS e definição de especialidades e áreas estratégicas, né, para garantir o ordenamento da formação de especialistas alinhadas às necessidades do SUS. Como critérios e parâmetros a gente considera o perfil epidemiológico, né, então é importante acompanhar essa evolução epidemiológica e essa perspectiva da da da do envelhecimento da população no Brasil para direcionar a necessidade desses profissionais, né, em cada território, assim como determinantes sociais da saúde, a capacidade instalada, indicadores assistenciais de saúde, né. Então são alguns critérios considerados quando a gente vai priorizar determinados territórios. No âmbito da gestão, a gente vai qualificação de cenários de prática e aprendizagem, outros quesitos, né, de ações de apoio técnico pedagógico e institucional para fomentar a criação de programas que são considerados estratégicos para a população brasileira para garantir atendimento qualificado à população brasileira. Nos sistema de financiamento se envolve tanto incentivo para residentes, é a moradia auxílio moradia, incentivo para preceptores, incentivo para coordenadores, e qualificação e valorização, são além das ofertas educacionais, né, que já são afetadas pelo Ministério da Saúde como estados e municípios, fortalecer a avaliação das residências em saúde pra garantir essa formação de qualidade, né, fortalecer a integração com a gestão do trabalho e reconhecimento institucional de preceptores, né, nessa perspectiva de que esse profissional que a gente está investindo e qualificando nessa formação especializada, ele posteriormente ele seja absorvido para atuação do sistema único de saúde, qualificando esse atendimento à população. E temos o eixo também de promoção de saúde mental e ao assédio. Então essa é a perspectiva de atuação e de expansão da atuação, no âmbito das residências em saúde aqui por parte do Ministério da Saúde, tá? Então a gente fica disponível para para perguntas e para o debate, tá? Obrigado.
Deputado
E passo agora a palavra a Marco Tulio, Gualberto Cintra, presidente da Sociedade Brasileira de Geeriatria e e gerontologia, SBGG, e representante da associação médica brasileira. Boa tarde.
Presidente da - Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia e representante da Associação Médica Brasileira
Obrigado pela oportunidade de estar aqui presente falando de assunto tão importante e dizer que estou aqui em nome da da SBGG Sociedade Brasileira de Geriatria e Genontologia igual sou presidente também representando a associação médica brasileira e sou médico geriata e professor adjunto da UFMG. Se puder me passa virar pouco ótimo. Então assim, comentar pouco que a geriatria é 1 especialidade recente no mundo inteiro quando nós falamos de geriatria nós estamos falando de 1 construção que começou em 1935, no Reino Unido, de 1 especialidade, que foi reconhecida, nos Estados Unidos e no Reino Unido nos anos 60. Quando nós falamos da sociedade brasileira de geriatria e genotologia a qual sou presidente, é 1 sociedade que foi criada em 1960 e Então nós estamos aí falando de 63 anos. Então portanto, tu não há 1 construção recente. E a geriatria foi, reconhecida como especialidade médica nesse país nos anos 80 em 1980, então nós estamos falando de 44 anos, é 1 e é 1 área que vem crescendo quando eu falo de geriatria também na gerontologia é 1 área que vem crescendo considerando várias questões até mesmo o envelhecimento populacional quando a gente fala que envelhecimento populacional da na sociedade brasileira nós não falamos do futuro nós estamos falando do presente nós temos 32000000 de idosos é o estado que eu estou moro né Minas Gerais nós estamos quase igualando o número de idosos com o número de crianças né e o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul já tem mais idosos do que crianças Como que é a formação do do médico geriado para todos cumprindo? A geriatria ela exige 1 prérequisito que é a clínica médica. Então quando a pessoa faz residência em geriatria não é entrada direta ela fez pessoa fez 2 anos de clínica médica e fez 2 anos de geriatria por que que ocorre isso pela questão da complexidade da assistência da pessoa idosa nós como nós falamos dum especialista cuidando de idoso nós estamos falando de idoso de idoso que geralmente é frágil que tem capacidades nós estamos falando de idosos dependentes e nós estamos falando de multi complexidade ou seja são idosos dependentes e com muitas doenças associadas com polifarmácia com hospitalizações frequentes nós estamos falando de perfil de idoso complexo e que muitas vezes a atenção primária vai precisar da atenção secundária em conjunto atuar em conjunto porque é idoso mais difícil de cuidar e que se não for bem cuidado ele custa caro para o país e custa caro para sociedade e com causa sofrimento dessa pessoa e família porque elas vão viver hospitalizadas elas vão vão estar em mau estado de assistência em mau estado de qualidade de vida então todo essa situação é extremamente complexo e precisa ser afirmado aqui tá agora existe a outra possibilidade a pessoa se tornar geriada que é o título da associação médica brasileira E aí nesse quesito, a pessoa tem que ter, ela pra fazer a prova geriatria, que é 1 convênio entre a MB e a SBGG, ela tem que comprovar a clínica médica antes, ou por meio de residência, ou pelo próprio título da MB de clínica médica, ou ela tem que comprovar que fez curso de especialização com carga horária semelhante a residência ou ainda comprovar 4 anos de atuação de clínica médica como prérequisito e como geriatria ela tem que ter comprovar que fez a residência para titular juntos se ela quiser ter os 2 MEC residência e a MB ou comprovar que fez 1 especialização com o cargo era a área semelhante a residência médica ou ainda ter 4 anos de atuação como geriatra então ela tem que comprovar tanto clínica médico como geriateira também para fazer a prova via MB. Os dados que nós mais recentes do do Conselho Federal de Medicina aliás de ontem eram 3150 e médicos geriatras no país, esse é o número que nós temos pra 32000000 de doses, mas nós sinceramente 32000000 de doses precisam de geriatras, preciso dizer que, nós estamos falando de percentual frágil com incapacidades, com multicomicidade não são todos esses 32000000 desses 3150 aproximadamente em 1850 são especialistas pela pela SPG ou seja não quer dizer que eles não tenham residência médica mas eles têm essa titulação feita por meio da sbg gmb e são feitas provas anuais para testar a qualificação essa prova consiste em 1 avaliação curricular que pontua a pessoa tem que fazer 1 prova escrita que é online e faz 1 prova prática que são 4 estações em que ela é avaliada em habilidades para saber se ela tem habilidade para atender a pessoa idosa tá né? Atualmente o número está pequeno só virá aqui, aqui fala da demografia médica, só colocando número que há aumento do número de aliados dos países, então se a gente pegar de 2012 a 2022 que é o dados que nós temos mais correto, certeza nós estamos falando de 130 por 100 de aumento de médico geriados. Então isso número vem aumentando. O que acontece, deixa eu ver que eu posso, isso. E esse aqui é de residências, que é ao redor de 300 vagas assim dizer né que a pessoa tem mas aqui e a maior parte São Paulo e falando em São Paulo o que nós temos é 1 concentração o que que eu queria dizer isso a maior parte dos centros formadores de geriatria se encontram no sudeste e dentro do sudeste boa parte em São Paulo quando eu falo de poder esses 3150 geriatas 1 parte considerável está em São Paulo Inclusive a sociedade qual sou presidente sbgg que tem 4000 e quase 4000 sem Associados quase terço estão em São Paulo então há 1 concentração nesse sentido é existe também cursos de lato senso de geometria Qual que é a dificuldade que nós temos? Porque pra ser reconhecido pelo MEC são 360 horas. Quando a gente fala 360 horas, isso não é a carga horária da residência, que se a pessoa faz 60 horas semanais. Então nós temos muitos cursos lá na casa dos 50 cursos no país, né, eu já acho que eu vou estourar meu tempo, é na casa de mais de 50 cursos formadores no país, só que esses cursos lá pro senso tem a carga horária geralmente muito baixa, frequentemente não apresentam 1 questão de prática Então são cursos muito teóricos de final de semana frequentemente e associada a isso não errar 1 parte considerável dos mentores tutores e preceptores desses cursos não terem informação adequada na área então nós estamos dizendo que apesar de a gente ter muitos cursos e nem sabe quantos anúncios estão formando então eles estão formando 1 grande quantidade de países afora e a maior parte deles do setor privado é 1 carga horária e 1 formação insuficiente para que eles recebam a titulação de geriatria E aí como eu falei quando a gente fala de atenção secundária nós falamos de idosos frágeis dependentes muito complexidade não é possível 1 pessoa que tem 360 horas de formação vai lá que vai atender idoso Nesse contexto tá é e aí que eu já tinha falado da concentração 58 por 100 dos médicos geriados estão no sudeste 1 parte considerável São Paulo então nós temos só não é só problema de número nós temos na questão de concentração no estado específico do país e quando a gente avalia a região norte nós temos aí 2 por 100. Quando a gente fala do Acre nós temos do Amapá nós temos 3 médicos geriados, tá? Então eu coloquei algumas conclusões algumas coisas que nós temos que pensar e que são extremamente relevantes. Primeiro, quando nós falamos que nós queremos que tenha mais geriatras, as pessoas que estão nas graduações, então a pessoa está fazendo medicina, ela tem que ter contato com a área. Como nós queremos que alguém tenha amor, paixão pra 1 área, se ela durante os 6 anos da graduação ela não fez nenhuma disciplina de geriatria, ou se ela fez dos 6 anos 1 disciplina de 15, 30, 40 horas. Então assim, vai ser muito provável. E sem contar, eu coloco assim em em em em em em outro pensamento, que país é esse que tem médicos que tem 30 40 horas de carga horária de geriatria, e que vai ter esses médicos vão ter que cuidar de 32000000 de doses esse número então. Então há contexto de 1 lógica que está errada, incorreta, perversa, que precisa ser modificado na formação dos profissionais. Ninguém vai querer fazer geriatriz, ele não teve contato nessas nas no seu curso com isso. E fora que é boa parte das ligas de geriatria e gerontologia do país afora tem profissionais que não têm formação na área como coordenadores, ou seja, não sei também o que está sendo discutido e a qualidade que está sendo discutido ali e que esses alunos estão vendo pra querer querer fazer geriatria, sendo que nem quem está coordenando tem formação específica, tá? E as boa parte das faculdades que apresentam disciplina de saúde do idoso, geriatria, outro nome que são dados, muitas vezes são ortopedista, cardiologistas, outros profissionais, nada contra essas áreas, mas não é profissional formado em geriatria, ministra e disciplina. Então vai ser muito difícil a pessoa querer essa área se ela na graduação ela não tem contato adequado. E mais que isso, se na graduação a pessoa não sai formada, capacitada, com atenção primária, pra atender, começar atendimento adequado à pessoa, idoso frágil. Pra até mesmo pra fazer a identificação daquele idoso que precisa da atenção secundária. Então isso tudo a gente precisa levar em relação. Há 1 necessidade de aumentar a residência já foi colocada aqui nos no no centrooeste, no norte, no nordeste. Nós vamos ter que pensar como sociedade 1 solução porque quem seria os preceptores boa parte está no sudeste. E isso nós senão tem 1 dificuldade disso também de quem vai ser os tutores coordenadores os professores dessas pessoas, mas nós precisamos ampliar. E, mais que isso, a gente tem que tomar muito cuidado para não cair na esparrela, que quantidade e qualidade. Não adianta a gente pegar e tentar submeter regras, tentar imundar o mercado de médicos geriatras e falar que a assistência à pessoa idosa vai ser de excelência, isso não vai acontecer, porque quando nós falamos de atenção secundária, nós estamos falando de idoso grave, idoso que é difícil ser manejado exclusivamente pela atenção primária que ela está pedindo auxílio para cuidar junto desse idoso com atenção secundária. Então nós temos, nós podemos cair nessa esfarela que nós vamos facilitar, nós vamos abrir mão de regras e nós vamos formar sair formando geriatras a a rodo pelo país e nós vamos olhar assistência, não vamos cair, não devemos cair nessa armadilha. Não, nós não devemos abrir mão da qualidade, né para resolver os problemas da pessoa idosa nós temos sim que ampliar vagas de residência e atrás da formação de qualidade para que tem que esteja cuidando desse idoso tenha qualificações qualificação adequada para prestar 1 assistência adequada ao idoso e aí nós não temos número suficiente para todo mundo talvez nunca a gente tenha E aí sim nós vamos estudar todas as estratégias nós colocamos aqui de matriciamento de tele saúde seja outras questões porque nós estamos falando de país de condição, de país continental, mas não abrindo mão da qualidade. Não adianta achar que nós vamos cuidar de idoso dependente, frágil e com múltiplas comorbidades, múltiplas doenças, com 1 profissional mal formada isso vai dar errado isso vai custar caro país isso vai trazer não vai trazer benefício à saúde dessas pessoas vai piorar a qualidade de vida delas e nós vamos continuar na mesmo com a mesma situação atual hoje vamos resolver esse problema juntos mas sem abrir mão da qualidade muito obrigado pela oportunidade obrigado
Deputado
Convido agora o companheiro Alexandre para que ele possa presidir, nós temos 3 novos aqui, quer dizer então, agradecer.
Transcrição automática
Agradeço
Deputado
Luiz Couto, saudação a todos e todos. Quero saudar a todos os demais que compõem esta mesa e de imediato então, eu passo a palavra ao senhor Carlos Cardoso, coordenador de desenvolvimento da educação em saúde do Ministério da Educação então, a palavra está contigo, fique à vontade. Boa tarde a todos.
Coordenador de Desenvolvimento da Educação em Saúde do - Ministério da Educação
Sou Carlos Cardoso, como foi apresentado pelo deputado, agradeço pela oportunidade de estar representando o Ministério da Educação, mais especificamente à diretoria de desenvolvimento educação e saúde da Secretaria de Educação Superior do Ministério. Afim de apresentação pessoal, eu sou fisioterapeuta de formação, fiz também tenho 1 pósgraduação em gerontologia e também fui cuidador de idosos, então, esse tema pessoalmente ele é bem caro pra mim, assim como também é para o Ministério da Educação, certo? A fim de também 1 áudio descrição, eu sou homem preto, de metro e 90, tenho cabelo trançado, estou vestindo 1 roupa, 1 1 blusa, 1 camisa na verdade rosa, com terno cinza, tá? Então, o que acontece? Atualmente, o nosso primeiro o nosso parceiro de primeira hora é realmente o Ministério da Saúde, nessa questão tanto do levantamento dos dados, foi maravilhoso que tanto a a Lígia colocou quanto que a Priscila também falou, e a gente levando em consideração que a gente precisa 1 população que ela envelheça não com senilidade mas com senescência, ou seja adoecimento envelhecimento saudável. E, assim, levando em consideração o trabalho hoje que a DDS faz que, para além da residências em saúde, levando em consideração a residência médica e a residência multiprofissional, a gente também ainda trabalha com o programa de desenvolvimento da preceptor em saúde, o PRODEP, e a comissão de acompanhamento e monitoramento das escolas médicas, a KAMEN. E a gerontologia, bem como a geriatria, perpassa todas essas esses programas que são tocados pela diretoria de desenvolvimento de educação em saúde. Atualmente, a residência médica conta com 60 programas, sendo 402 vagas autorizadas, e 337 ocupadas. Levando em consideração a residência multi, é programa de gerontologia, e outros relacionados à atenção do idoso são 45. Vagas autorizadas 1018, mais apenas 599 vagas ocupadas. Então esses dados são de hoje, retirados tanto do SISCNRM quanto do Sinar, que são sistemas de monitoramento, acompanhamento, inserção de processos dentro do âmbito das residências em saúde. Qual que é a dificuldade hoje, respondendo pouco das das perguntas que foram levantadas, na residência multiprofissional em saúde? Fazer com que esse vazio seja preenchido das vagas ofertadas para as vagas preenchidas. E aí é onde entra principalmente a educação em saúde, porque como bem colocado pelo pelo colega, a gente não consegue se apaixonar e ter vivência dentro de 1 área se isso não foi colocado na nossa graduação, e se a gente não vê isso no dia a dia. Atualmente a gente vive numa sociedade que passa por processo de, a gente chama, uberização, de terceirização massiva e capitalismo selvagem, e isso faz com que, tenha valor àquela pessoa que gere capital pra sociedade, certo? Então aquela pessoa que, teoricamente entre muitas aspas, não está gerando esse capital, ela não vai ser visada, consequentemente as as pessoas que vão cuidar dessas pessoas também não vai não vão querer se especializar, ter mercado de trabalho específico pra aquilo. Isso é 1 coisa cultural. Levando em consideração também que, tem envelhecimento populacional, é necessário que a gente comece cada vez mais implementar a educação em saúde, considerando que esse envelhecimento populacional ele é sim ponto chave, tanto de mercado de trabalho, quanto também de expansão nas especialidades multiprofissionais em saúde. Dessa forma, o profissional ele vai querer se especializar, ele vai querer atender esse público, e 1 vez que você começa a ter contato com esses pacientes em específicos, você vê o quão vasto e rico aquele paciente, aquela pessoa pode ser pra você. Particularmente eu atendi idosos durante 8 anos após a minha graduação, e só tive aprendizado. Cada dia era 1 experiência diferente, era 1 forma diferente de trabalhar com esses idosos, com essas pessoas idosas, e é imprescindível que isso também seja levado pras outras áreas, que isso também sejam levados pra residências. Esse é dos maiores, eu acredito eu, dos maiores, 1 das maiores dificuldades que a gente enfrenta, essa mudança cultural, essa mudança de mentalidade na sociedade de valorização da pessoa idosa e consequentemente também da valorização do mercado dessa pessoa que vai atender essa pessoa idosa. E é isso que a gente tem trabalhado dentro da diretoria de desenvolvimento, juntamente com a comissão nacional de residência médica, também buscando fazer essa revisão da matriz de competências regularmente, está sempre olhando pra que tanto o médico residente R1 quanto o médico residente R 2, têm em sua formação essa também essa parte de caráter de atendimento de 1 pessoa idosa, que a gente entende as peculiaridades, a gente tem de especificidade de cada pessoa no envelhecimento, só que isso precisa ser trabalhado também dentro da residência. E a Comissão Nacional de Residência Médica tem se debruçado sobre isso, tem trabalhado sobre isso, muito também em voga em relação ao que a a diretoria tem colocado, juntamente com a Secretaria de Educação Superior. Atualmente o que a gente entende de maior relevância, nesse sentido de dificuldade, é realmente essa essa mudança de mentalidade. O Ministério da Educação, juntamente com a diretoria, toda a coordenação de residências em saúde com a equipe técnica, ela se mantém aberta ao diálogo junto com as outras instituições, principalmente com o Ministério da Saúde, que é parceiro de primeira hora, com as entidades médicas também, pra que a gente continue fomentando e educando essas pessoas, assim valorizar a a pessoa idosa na sua totalidade. Muito obrigado. Muito obrigado ao Carlos Cardoso.
Deputado
Quero, de de imediato também saudar aqueles que estão, estão conosco pelo meio virtual, e convido então o Bruno Leandro de Souza, conselheiro federal, pelo estado da Paraíba, no conselho federal de medicina, a fazer uso da palavra a fazer a sua apresentação. Muito obrigado.
Conselheiro federal peleo estado da Paraíba - Conselho Federal de Medicina
A todos, 1 boa tarde deputado Alexandre e o deputado também Luiz Couto do meu estado da Paraíba. E queria também saudar a todos que me antecederam na fala e todos que vierem também participar desse debate posteriormente. Meu nome é Bruno Leandro de Souza como foi lido pelo deputado, sou conselheiro federal pelo estado da Paraíba, sou administrador em saúde e também médico auditor e participo com muita alegria desse tema da comissão de defesa de direito da pessoa idosa da câmara de deputados, falando sobre a falta de geriatria no Brasil. Então é importante lembrar que dentro desse tema, cenário importante que a quantidade de médicos no Brasil aumentou bastante nos últimos anos hoje já temos 575000 médicos, 660000 registros porque tem médico com mais de registro dentro de vários estados distintos, e também o número de médicos por 1000 habitantes aumentou, acelerou muito deles da década de 90 até agora, o ministério da saúde confere como número ideal 2.5 médicos pra cada 1000 habitantes, nós temos aqui 2.80 e médicos por cada 1000 habitantes, então temos número mais do que o ideal, claro, estão distribuídos de forma desigual, e também em especialidades de forma igualmente desigual. Então aqui é 1 mais gráfico que mostra a quantidade de de médicos né da população médica em relação à evolução em termos de de gráfico pra facilitar a a visualização e também aqui a densidade de médicos pra cada 1000 habitantes. Aumentou 209 por 100. E a de especialistas? A de especialistas aumentou em número de 60 por 100, mais da metade dos médicos tem alguma especialidade, mas quase metade não tem ainda nenhum RQE. E quando a gente vai pras especialidades de 1 forma geral, geriatria está lá entre as últimas né, e número de especialistas, população envelhecendo, o que significa melhora né das condições de vida e melhora da qualidade mas, não há acompanhamento dessa questão relacionada ao cuidado da saúde da pessoa idosa, quando se diz respeito aos médicos geriatras né em termos de quantidade e também em termos de qualidade considerando tudo o que já foi falado inclusive pela aqueles que me antecederam na fala. Quem é o geriatra hoje no Brasil? O geriatra hoje no Brasil é médico de mais ou menos 45 anos de idade do sexo feminino, gênero feminino que está localizado principalmente nos grandes centros, na capital mais de 70 por 100 dos geriatras hoje estão em municípios com mais de 500000 habitantes. Então vê se a distribuição da geriatria principalmente na região sudeste e em cidades grandes, e é pra 1 população é bem desassistida em outras várias regiões do país. Pra que nós tenhamos ideia, o senso de de de 2002, de 2022 aliás, fala que nós temos 32000000 de pessoa com mais de 60 anos, 22000000 de pessoas com mais de 65 anos, e a própria organização mundial de saúde refere que nós teríamos que ter médico geriatra pra cada 1000 habitantes idosos, 2000 pessoas idosas. Então, nesse caso nós teríamos que ter aí em torno de 32000 geriatras no Brasil, e portanto tendo 3000, há déficit de 29000 profissionais. É claro que esse déficit não é número absoluto como também foi dito por alguns que me antecederam na fala, porque outros profissionais ajudam nessa questão da saúde do idoso, outros profissionais médicos e não médicos, mas em relação aos médicos existem vários médicos com que têm formação em outras doenças crônicas que participam também desse cuidado da pessoa idosa. Mas no Brasil essa proporção, ao invés de ser pra 1000, é geriatra pra cada 12086 pessoas idosas, muito aquém do que é recomendado pela própria organização mundial de saúde. Então nós vemos nesse nessa tabela, nessa figura, 14 estados que estão aí listados à esquerda, dos 14 estados os 12 primeiros ou são do norte ou do nordeste, mostrando que a maioria né dos poucos que existem ainda estão concentrados no sul e sudeste, e que além dessa distribuição desigual, faz com que haja essa essa desproporção em relação à escassez em outras áreas do país. É 1 é 1 desproporção alarmante. Nós temos envelhecimento da população desde 1980 até agora percebese que antes nós éramos os os população com mais de 65 anos era em torno de 4 por 100 do geral, hoje já em torno de 10.9 por 100, e esse envelhecimento da população, que é fruto de 1 melhor qualidade de assistência, ela não foi contemplada com a mesma proporção, mesma a mesma velocidade de formação dos geriatras. E igualmente as escolas médicas elas expandiram né? Todos sabem disso, nós tínhamos 78 cursos de medicina em 1990, nós hoje temos quase 400 cursos com promessa de que se vá abrir mais, mas as próprias grades curriculares ela não coloca geriatria como 1 prioridade dentro da própria saúde pública, o que é grande erro e a gente precisa discutir e aproveitar que está tendo 1 discussão da matriz curricular, matriz geral curricular das escolas médicas do ensino médico, então é muito importante a valorização não só da geriatria, mas também de cuidados paliativos e outros temas relacionados a o as necessidades de de evolução da nossa população inclusive da cronificação de algumas doenças. Então fui perguntado hoje inclusive pelo deputado Luiz Couto quais são as principais barreiras que se enfrentam, e aqui eu listo a baixa atração pra especialidade que exige 1 carga emocional bastante intensa pela própria natureza da especialidade, lidando com doenças crônicas, cuidados paliativos, o que pode desencorajar alguns médicos, a pouca exposição na graduação apesar do grande número de escolas médicas e grande número de médicos formados a geriatria, muitas vezes não é enfatizada nesse currículo e quando existe a ênfase é em 1 carga horária muito diminuta. Precisamos mudar isso com a discussão das diretrizes curriculares de ensino médico. Poucas vagas para residência médica, nós precisamos aí de pelo menos 1 dezena de milhar a mais de geriatra e o número de vagas que são oferecidas conforme já foi também falado pelos antecessores, é ainda muito diminuído em relação à nossa necessidade. E as vagas que existem, ainda não são totalmente preenchidas. Por quê? Porque além dessa baixa atratividade, exigese prérequisito. Lembra os senhores que medicina intensiva e Neurologia por exemplo, que são áreas também muito especializadas, por 1 necessidade inclusive de maior formação, hoje elas não exigem mais clínica médica como prérequisito, elas têm 1 entrada direta e no primeiro ano da de formação exige 1 formação maior em clínica médica então da mesma forma, a geriatria de repente pode ser pensada em modelo de acesso direto, facilitando quem sabe a entrada de mais médicos interessados na especialidade. Hoje pra você ser geriatra, além dos 6 anos de medicina você tem que fazer mais 4 aí de residência, de repente, nós conseguiríamos aí 3 anos de residência com acesso direto como forma de melhorar a atratividade e também a necessidade de fazer com que os médicos se interessem pela especialidade. Temos déficit de preceptores também já falado pelos que me antecederam, falta de médicos geriátricos qualificados como preceptores, carência de serviços estruturados, o financiamento incentivo infelizmente hoje são também limitados porque é 1 especialidade que exige investimento maior, alto custo operacional, e a regionalização de vagas ela é notável. Portanto, a gente sabe que o número de especialistas não tem acompanhado a demanda populacional, principalmente o número de geriatras, nós precisamos que as escolas médicas ensinem mais disciplinas ligadas ao envelhecimento, só não só geriatria, mas nas próprias especialidades outras. Nós precisamos fazer isso de forma urgente conta do envelhecimento populacional que tem sido rápido, e a gente não deve deixar de esquecer nunca que esse envelhecimento é 1 conquista, mas se a gente não enfrentar esse problema de forma adequada, ele vai ser problema. Por Por isso que a gente precisa fazer participar dessa formação urgente pra atendimento geriátrico como prioridade também pra fazer com que essa qualidade, essa conquista ela seja realmente duradoura e muito bem aproveitada pela nossa geração. Muito obrigado.
Deputado
Obrigado, doutor Bruno Leandro de Souza, conselheiro federal pelo estado da Paraíba no Conselho Federal de Medicina. E de imediato eu faço o convite à senhora Valquíria Cristina Batista, Alves Barbosa, coordenadora adjunta da comissão ciclos de vida e conselheira, no conselho nacional de saúde para proferir sua manifestação. Boa tarde a todos e a todas.
Coordenadora Adjunta da Comissão Ciclos de Vida e Conselheira Nacional de Saúde - Conselho Nacional de Saúde
Deputado
Eu quero mais 1 vez então agradecer a Valquíria Cristina Batista Alves Barbosa, da mesma forma agradeço ao Bruno Leandro de Souza, ao Carlos Cardoso, ao doutor Marco Tulio Gualberto Cintra, também a Priscila Azevedo, e também a Lígia Gualberto. Nós passamos agora então, AAA debates, eu quero, de antemão, fazer referência a algumas ponderações que foram feitas aqui a questão, do nosso, gradativo envelhecimento da nossa população, a projeção de que nós tenhamos aí, até o final da década de 51 população idosa com percentual extremamente considerável e ao mesmo tempo os dados que foram nos sendo colocados aqui, é de que hoje com mais de 32 32000000 de pessoas, idosas, nós temos aí número de geriatras muito aquém daquilo que nós gostaríamos, não é diferente em relação aos gerontólogos e assim por diante. Fica 1 indagação, diante das apresentações que tive a oportunidade de assistir, né? Né? 1 questão muito clara é o financiamento. Financiamento pra o setor é praticamente pífio, não é inexistente. Ao mesmo tempo, quando a doutora Valquíria faz referência a emendas parlamentares, isso por si só demonstra que, aonde o recurso deveria estar que é dentro dos ministérios, né, não está lá esse recurso, recurso esse que está deslocado em volumes considerados dentro do congresso nacional, que ao nosso modo de ver deveria ter 1 função de fiscalização, de legislar, muito mais do que ter orçamento do tamanho que tem, pra depois ter que os ministérios estar batendo na porta, através dos aqui o acolá, sem 1 política mais equilibrada que fosse, digamos equânime oportunizando a ausentes ou os municípios ou, enfim que demandasse, políticas que chegasse para todos, né então, fica registro aqui de 1 manifestação, Que, do meu ponto de vista, nós estamos falando aqui quando a gente conversa sobre PAC programa de aceleração ao crescimento. É o PAC é pros 4 anos e nós temos PAC anual dentro do congresso, PAC por ano, né então, fica aqui 1 manifestação de que há 1 ao meu modo de ver 1 distorção. Isso dificulta inclusive, as ações, dos ministérios aí pode ser o Ministério da Educação, o Ministério da Cultura, o Ministério da Saúde e outros tantos ministério, o Ministério Direitos Humanos, no sentido que a gente possa ter ou consiga ter política mais efetivas em relação à população idosa que como disse no começo, nós temos aí orçamento pífio, não tem sido prioridade, né? Agora, 1 questão que foi mencionado também, é o quanto aos cursos de medicina, a carga horária, foi mencionado aqui se eu entendi bem em torno de 40 horas, focado na área da geriatria. Isso é muito pouco e ao mesmo tempo se fala, de que as pessoas têm que sentir estimuladas a se apaixonar a gostarem da área, né agora, ao mesmo tempo, eu trago como 1 situação análoga, 1 manifestação de 1 médica que trabalha na área de saúde bucal, tem coordena 1 especialização na área de saúde bucal pra PCDs pra não colaborativos, e ao mesmo tempo que que ela diz? Que a procura é muito baixa, muito baixa por quê? E não é por 1 questão de vocação muito baixa porque, dá muito trabalho, muita dificuldade de de trabalho, e ao mesmo tempo a remuneração é muito baixa. Então entra também outro olhar, de se nós, e não é diferente hoje a gente, aí 1 percepção posso estar equivocado, mas a a gente vê já dificuldades, em pessoas que se sintam motivadas AAA serem ginecologistas, obstetras, pediatras, começa a diminuir a a procura também por conta talvez dessa questão da remuneração, da valorização profissional. Então fica aí 1 1 indagação, se não nos nos é desafiador dentro desse contexto, melhorar o financiamento no sentido de que nós possamos ter, olhar de que quando você está na na universidade, você veja nessas especializações, nessa área por exemplo na área da geriatria, 1 modalidade que te motiva e que vai te valorizar profissionalmente de tal maneira que tu, sinto estimulado a seguir nessa área, da geriatria como 1 1 caminhada em termos na dentro da medicina. Em relação à gerontologia, fica aqui também 1 outra manifestação, nós temos, 1 necessidade, 1 demanda de aerontólogos, mas o que se vê também, os cursos de aerontologia são muito localizados, são poucos, né? São muito localizados, são poucos e ao mesmo tempo, tem aquela aquele conflito entre até onde vai, quais são as atribuições do gerontólogo, e até onde vai as atribuições do técnico em gerontologia, né? E aí há o conflito e praticamente os técnicos em gerontologia que são cursos espaços por aí no país, acabam ficando com 1 1 participação muito limitada então, o desafio, se falou aqui em mais curso de medicina, mas nós vamos ter que multiplicar curso de gerontologia no nosso país e precisamos viabilizar a questão do financiamento. Em relação à posição, à ratificação da convenção, tenho, tenho com ao mesmo tempo, compartilho da manifestação que foi feita pela Valquíria que, mais do que na hora, de haver a ratificação por parte do Brasil e a mobilização ela tem que ser feita aqui dentro do congresso pra que isso ocorra, né? E e também a Valquíria fez 1 referência, eu estava mostrando aqui quando a Valquíria estava falando, a Valquíria falava que nós temos que ter política pra estimular a pessoa idosa a ter a ter a prática do exercício, das atividades física, pra ter realmente 1 vida que possa, e não é algo que começa aos depois, a partir dos 60 anos, a gente tem que estimular bem de, bem cedo né? Mas que a gente possa ter essas opções, né, para que as pessoas possam chegar a 1 digamos, a a 1 vida mais a 1 idade mais avançada com qualidade de vida né? E não tão dependente de, fármacos e outras tantas cheio de doença, e mencionava o fato aqui de médico que eu conheço que tem 95 anos está lá se exercitando, ainda receitando mentalmente, muito bem obrigado, mas precisa não ser algo que seja pra poucos que a gente possa, construir políticas que oportunizem, que sejam, a grande maioria né, que sejam efetivamente incluído. Feita essa manifestação, eu queria colocar a palavra a aos debatedores, pra que se quiserem fazer uso da palavra, algum comentário, em relação aquilo que, as manifestações que o que fizeram, a palavra fica facultada a vocês. Então começar pela doutora Lígia, Gualberto.
Coordenadora de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa do - Ministério da Saúde
Bom agradecer né a oportunidade de estar aqui hoje falando sobre esse tema agradecer, ao deputado Alexandre Limeira ao, Padre Luiz Couto e na toda comissão né dessa idoso. Nossos colegas aqui, acho que foi debate muito rico né, trouxe, muitas contribuições, como síntese eu eu chamaria atenção para necessidade de fato da gente trabalhar, habilidades e competências mínimas em cuidar da saúde da pessoa idosa desde a graduação. Na verdade o ideal é que a gente trabalhe a educação para o envelhecimento em todas as fases da vida, né? Desde a escola, desde o programa saúde na escola, que a gente possa valorizar o envelhecimento, valorizar as pessoas idosas em todo o curso de vida, em toda a formação, e essa união de fato né, de todos setores com o MEC com desde a educação básica né então, a formação, e a qualificação de profissionais de todas as áreas, especialmente da saúde né de todos os profissionais de saúde não somente médicos, mas no ponto os profissionais de saúde, não somente médicos, mas no ponto de vista da formação médica, identifico como dos principais gargalos de fato a falta de estímulo e de valorização das das temáticas de saúde da pessoa idosa nos currículos de graduação do médico generalista, né, então do do recémformado, do médico da graduação. Porque é ele que vai estar ali exposto dando plantão às vezes na UPA, no hospital, unidade básica de saúde trabalhando como generalista e atendendo em sua maioria população idosa que é a população que frequenta, o SUS em grande peso e que demanda do serviço de saúde, cuidados assertivos e cuidados de qualidade. Cuidados que não piorem a vida dele minimamente, né? Então 1 prescrição errada, medicamento iatrogênico, qualquer situação pode gerar mais dano do que bem. E a gente precisa ter esse trabalho ao longo de toda a formação desse profissional, porque não é, simplesmente cuidado clínico, né? Não é simplesmente cuidado, de doença, a gente está cuidando de pessoas, com complexidades, com diversidades e necessidades, e que precisa de ter esse olhar ampliado para esse olhar global de saúde que não envolve só o cuidado de doenças específicas, então, o cardiologista ele precisa ter olhar direcionado quando ele está cuidando da hipertensão de 1 pessoa idosa de 90 anos ou de 1 pessoa idosa de 64 autônoma independente, né? 4 autônoma independente, né? Ou, às vezes, de idoso já em algum, 1 situação, com alguma doença grave enfim internado. Então tudo isso, traz necessidades e habilidades competentes diferenciadas, e aí no âmbito da formação de profissional generalista, no mínimo, a gente precisa ampliar a capacidade desses profissionais diferenciar o que é normal do envelhecimento e o que não Esse é o ponto básico, isso está na política nacional de saúde da pessoa idosa, já está prevista em portaria, e as pessoas têm dificuldade até hoje em entender o que é normal do envelhecimento e o que não é, atribuindo, então, esquecimento a algo normal do envelhecimento, quedas a algo normal do envelhecimento, sem dar o devido valor àquilo que pode ter intervenções factíveis, que podem melhorar a qualidade de vida dessa pessoa e que podem reverter, inclusive, prejuízos EEE doenças mais graves complexas e sequelas, que podem ser prevenidas e evitadas. Então, acho que, esses seriam os pontos principais que que eu ressaltaria nesse momento, e contem com a nossa contribuição, colaboração pra continuar debatendo, discutindo e avançando na qualificação do cuidado da pessoa idosa no país. Obrigado. Obrigado Doutor.
Deputado
Lígia, passo então de imediato a palavra a doutora Priscila Azevedo pra fazer suas considerações se quiser. Isso.
Coordenadora Geral de Residência - Ministério da Saúde
Só complementar aqui no âmbito da da da formação especializada, né, de profissionais pra atuar na, com a saúde do idoso, e aí reforçando desse papel, não só do médico geriátrica, mas de 1 equipe muito profissional qualificada, né, pra pra esse cuidado, de de pensar nessa interlocução de atuação e cuidado na em toda a rede de atenção, né, porque para além da formação de especialistas, esse idoso ele está em todo, em todos os serviços de atenção, então é importante a gente pensar nesse, nessa, nesse trânsito, né, e nesse cuidado qualificado. Então nós do ministério da saúde nós temos essa essa essa intenção no âmbito da política nacional de residências, né, como já citei, da gente estar priorizando determinadas especialidades e estar ampliando, né, com foco na em garantir essa atenção mais qualificada à população brasileira, tá. Agradeço mais 1 vez a oportunidade e me coloco disponível também pra pra esse debate. Muito
Deputado
Passo então a palavra de imediato ao doutor Marco Tulio.
Presidente da - Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia e representante da Associação Médica Brasileira
Agradecer a oportunidade de estar aqui, na os deputados pra falar desse assunto importante. Eu vou completar 1 questão que eu não falei e que são ameaças que existem à área da geriatria porque não dava tempo, que eu acabei falando muito da questão do SUS né da da da atenção secundária, e também da da oportunidade dos médicos geriados estarem atuando né no matriciamento da pessoa idosa e em em pele saúde pra poder a a gente alcançar né todo o país e o idoso que esteja lá em ribeirinho que esteja lá na Amazônia, nos nos estados da Amazônia, legal poder por exemplo ter a a mesma assistência, qualidade de assistência no que mora em São Paulo. Mas existe é bem interessante a geriatria está em crescimento como você tem 130 por 100 de aumento de profissionais em 10 anos de 2012 a 2022 mas por exemplo se a gente avalia alguns países do mundo igual os Estados Unidos, a geriatria vive 1 crise horrorosa, diminuição até de número de profissionais. E aí, existe algumas ameaças mercadológicas, que eu não citei aqui, que é importante falar e e está muito ligado ao mercado privado. Exemplo é a questão da avaliação geriátrica. O o geriátrica demora mais pra atender o idoso, frágil, com incapacidade, com multicomplexidades, não é porque ele fica batendo papo, não é porque ele faz monte de crente e consertar nada, é porque ele faz 1 avaliação geriátrica amplo. E ela ela é com, e essa avaliação é feita porque são idosos complexos, a gente precisa definir prioridades. Definir adequadamente estado de saúde, definir metas de tratamento, e não tem jeito de tratar tudo dessas pessoas, a gente tem que definir priorizar o que é mais importante que vai fazer mais diferença pra vida dessa pessoa. E muitas vezes a gente lida também com a comunicação de más notícias, a gente está falando que tem demência, nós estamos falando que tem perspectiva sobre a vida baixa, então isso tudo demora mais. E aí, quando a gente fala de valorização disso, né, a avaliação geriátrica ampla no contexto do SUS não tem 1 remuneração específica. Avaliação geriátrica ampla apesar de estar no rol da ns são poucos planos de saúde que pagam e na prática o por exemplo nada contra dermatologia mas se a dermatologista conseguir atender de 15 em 15 minutos e fazer e atender 4 pacientes em 1 hora o geriatra vai ter atendido e o valor recebido é o mesmo. Esse mesmo problema acontece com o âmbito hospitalar. Você tem geriatra dentro do hospital qual o paciente mais difícil que vai ser atendido? É o idoso com frágil com capacidades e multicampleculos. Esse é o mais difícil, esse vai pra esse médico geriado. Mas o que ele vai receber e o que o colega dele que está atendendo o paciente muito mais fácil de todos os sentidos de tratar, de comunicar e etcétera, é o mesmo valor. Então a gente tem várias questões mercadológicas que são ameaças à área, e aí nós estamos falando em expansão, se a gente não tomar cuidado daqui uns anos a gente pode estar falando que nós vamos estar enfrentando no Brasil 1 crise na área na mesma magnitude que está acontecendo nos Estados Unidos. Então são várias questões que precisam ser pensadas com muito carinho quando a gente fala na área da geriatria, eu agradeço muito a oportunidade de falar de tudo aqui e colocar aqui a SBGG, e também estou representando a NB, Associação Médica Brasileira, estamos à disposição, está debatendo tudo isso, coloco à disposição à sociedade pra debater a questão duma, o que que seria as competências mínimas pra estar nos grupos cursos da graduação da área da saúde, porque não entendo que todos profissionais da área da saúde têm que ter 1 formação mínima de atendimento ao idoso, são 32000000, vão ser 35, vão ser 40, vão ser 50000000. Então tem que ter 1 formação mínima pra atender adequadamente a pessoa idosa, então nós estamos à disposição disso também e de todos os assuntos que foram levantados aqui eu coloco nos colocamos à disposição pra estar construindo grupos de estudo de debate e está trabalhando juntos pra poder encontrar soluções muito obrigado pela oportunidade. Muito obrigado.
Deputado
Marco Tulio então passo a palavra ao doutor Carlos Cardoso, também para as suas considerações.
Coordenador de Desenvolvimento da Educação em Saúde do - Ministério da Educação
Agradeço novamente a fala dos companheiros daqui da bancada. O que a gente entende, apesar de saber que atualmente o que a gente está comentando aqui é o âmbito da falta de especialistas especificamente na residência, nos programas de residência médica no Brasil, tem outras coisas também que precisam ser levadas em considerações como por exemplo, a quantidade de residentes em programa multiprofissional, então assim muitas vezes a gente também não tem esse olhar pro multi, pra fisioterapia, pra enfermagem, pra fono, e essas essas profissões especificamente também pro envelhecimento e de atenção à pessoa idosa. O que acontece? Com essa voltado especificamente pro médico, a gente esquece que esse atendimento com essa pessoa idosa ele é multi, então assim, a gente vai precisar desse acompanhamento com o enfermeiro, esse enfermeiro vai ter esse essa residência, essa especialização vai ser fundamentada, ele veio de 1 de 1 instituição de ensino superior que promoveu esse adequada essa adequada formação a esse esse profissional, então tudo isso precisa ser levado em consideração e o cenário escasso que a gente enfrenta atual ele não é alheio à à sociedade que está fora disso tudo. Então como que a gente vai conseguir a valorização da pessoa da da residência médica voltada à geriatria e à genocologia, se na sociedade em si não tem a valorização da pessoa idosa que é o foco, dessa especialidade. Então eu começo AAA fala justamente buscar a valorização da pessoa idosa, em todos os cenários, e aí como a Lígia bem colocou com o programa Saúde na Escola, como a Secretaria de Regulação do Ensino Superior a séries do Ministério da Educação estabelecendo esses parâmetros mínimos dentro das matrizes curriculares pra que todos os formandos os egressos eles tenham vivido, vivenciado essa experiência dentro da graduação, pra que no minimamente ele tenha a vontade de trabalhar com esse público né. E aí obviamente também tem a valorização financeira disso, que bem colocado é público que demanda mais atenção, é público que requer mais especialização, mas que, em contraponto, quando sai da porta pra fora é mundo capitalista que aquela pessoa não vai receber o mesmo valor de alguém que atendeu 4 no mesmo no mesmo período de tempo. Então como que a gente equaliza essa valorização, esse financiamento pra tudo isso? Como a gente vai pagar esse tempo que foi que foi demandado pra especialização desses profissionais? Então tudo isso precisa ser considerado, precisa ser analisado, e o Ministério da Educação, juntamente com a diretoria de educação em saúde e a Secretaria de Ensino Superior, a gente tem se debruçado sobre isso, tem pensado, expectativa, perdão, tem pensado tratativas pra que a gente resolva essa essa mentalidade e assim, claro, levando em consideração que o que a gente faz também é reflexo do que está na sociedade né? Então, são a âmbitos e aspectos que a gente considera, e que a gente precisa realmente colocar todos esses pontos em perspectiva, analisálos, pra que então a gente consiga 1 valorização maior, tanto das residências médicas, residências em saúde e dos profissionais que atuam diretamente com o envelhecimento, que inclusive essa é 1 1 pauta que poderia ser colocada né, por que que é, não, a gente não fala sobre a educação em do envelhecimento, a gente fala sobre especificamente sobre idoso, sobre velho, ainda tem muito isso, a gente tem tentado mudar mas ainda tem esse estigma a respeito do envelhecimento, então, educação no envelhecimento, educação em saúde do envelhecimento, porque como a Valquíria bem colocou, só não vai envelhecer quem morrer antes, então se Deus quiser, todos vão envelhecer. O Ministério da Educação ele permanece aberto ao diálogo, ao debate, às considerações de outros órgãos também como por exemplo a MB, que foi bem muito bem representado aqui, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Genotologia, e também o Ministério da Saúde. E espero também que a gente tenha considerado, tenha somado com o debate, e a casa permanece aberta pra, a pasta permanece aberta pra outras considerações. Muito obrigado.
Deputado
Obrigado, obrigado Carlos. Quero então passar a palavra de imediato pro Bruno Leandro de Souza, para as suas considerações finais. Muito obrigado deputado Alexandre, né agradecendo.
Conselheiro federal peleo estado da Paraíba - Conselho Federal de Medicina
A mesa aí a todos que estão também virtualmente, dizer que pra nós é 1 grande satisfação, o interesse da casa, dessa comissão em discutir este tema, e deputado, a gente precisa fazer 1 reflexão sobre a própria cultura no nosso país do que se diz respeito à atenção primária à saúde e da atenção básica, porque infelizmente tudo o que é primário, tudo o que é básico geralmente não é tão valorizado. E acho que o maior erro talvez seja o primário e o básico ter esse nome, porque remete a 1 coisa que é muito simples, quando na verdade é o mais importante. Se nós tivéssemos 1 atenção primária e básica fortalecida, 80 por 100 das doenças sequer precisariam ser tratadas por outros especialistas que não próprio médico de família. E obviamente, nós temos essa lacuna no nosso país pela falta de investimento. Eu que além de ser conselheiro federal de medicina também presido hoje o Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba, fiscalizo as unidades básicas de saúde, e vejo o quanto que é degradante a situação das nossas UBSs, as tecnologias elas não entram como investimento nessas unidades, nós temos aí às vezes hospitais com PETscans, mas às vezes está faltando ali na periferia o médico que deveria fazer a prevenção e o tratamento das doenças mais simples, então isso já é 1 inversão de valores. Quando nós estamos aí no SUS, e com o próprio SUS, nosso Sistema Único de Saúde, sistema público, e também no privado, a gente deveria estar digamos investindo mais em quem faz a tensão primária, a tensão básica, ou em especialidades como a pediatria, como a geriatria, que são especialidades que demandam tempo de consulta maior, mas nós valorizamos mais quem faz de repente 1 cirurgia complexa, não que não devesse, não devesse valorizar, mas a subvalorização dos demais faz com que realmente haja desinteresse pra estas áreas que são fundamentais, como já foi bem discutido. Nós temos aí também a necessidade pelo Ministério da Educação, da ampliação das vagas gerais de residência médica, nós temos 43000 médicos formados por ano e somente 16, 17000 vagas de residência, então de 1 forma geral nós precisamos acompanhar esse número, em países como por exemplo Canadá, Estados Unidos, Europa ou até mesmo outros países como a própria China, nós temos mais vagas de residência médica do que de formados, sabe por quê? Porque ele já sabe que outras pessoas de outros países irão procurar se qualificar lá. Então nós temos que ter mais vagas de especialistas do que de formados, e infelizmente essa está longe de ser nossa realidade, 16000 vagas, repito, 43000 médicos. Então o que é que nós estamos formando? Além da gente conseguir formar muito médico, sem avaliar a sua qualificação, e por isso que também é necessário fazer a prova de proficiência, nós não estamos dando oportunidade de especializar esses médicos. E pra geriatria, nós temos aí pouco mais do que 3 centenas de vagas. É muito pouco quando a gente precisa aí de quase 30000, como já foi bem explicado pela própria organização mundial de saúde. E eu apelo mais 1 vez pra questão da formação mais objetiva. Hoje pra você ser geriatra, você tem que passar numa prova de residência de clínica médica, fazer 2 anos, depois fazer outra prova de residência e fazer mais de 2 anos. São 4 anos de formação, são 2 provas a serem prestadas, pra quê? Pra ser desvalorizado pelo SUS, pra ser desvalorizado pelo privado, ter tempo de formação mais longa, e ainda assim enfrentar todos os problemas da geriatria como já foi bem falado por todo por todos que me antecederam. Então é nisso que a gente precisa refletir, no nosso papel enquanto país pra valorizar realmente aquilo que é primário e básico como mais importantes, e essa valorização não é só 1 valorização financeira, ela também é estrutural, ela também é 1 valorização do próprio profissional, e fazer com que haja melhor qualificação na graduação, 1 melhor qualificação na pósgraduação, com o tempo mais curto de formação, não significa dizer que esse tempo mais curto vai ser tempo menos qualificado, vai ser tempo bem qualificado, bem aproveitado justamente pra formação da medicina do envelhecimento. Muito obrigado mais 1 vez pela oportunidade, o Conselho Federal de Medicina continua aqui à disposição do debate, espero vêlos pessoalmente numa próxima oportunidade, né, que nada melhor que o contato pessoal, mas graças a Deus que a tecnologia nos permite pelo menos assim fazer esse debate importante. Obrigado.
Deputado
Doutor Bruno, passo de imediato então a palavra para a doutora Valquíria Barbosa, para as suas considerações.
Coordenadora Adjunta da Comissão Ciclos de Vida e Conselheira Nacional de Saúde - Conselho Nacional de Saúde
Primeiro eu queria agradecer essa oportunidade de estar discutindo essa temática que eu vejo que é de suma importância, e parabenizar a iniciativa dos deputados Luiz Couto, do deputado Alexandre e do deputado Remoute, não sei se eu pronunciei direitinho. E eu penso que é importante fazer dever de casa, eu chamei o o rapaz do MEC de Bruna Carlos né, tem que incentivar, tem que reavaliar essas diretrizes curriculares dos cursos de de saúde, principalmente do curso de medicina, que tenha 1 carga horária maior na temática do envelhecimento, em relação à questão das residências de saúde Priscila, eu sugiro que tenha mais na região norte né, em nordeste observar acho que pelos dados e você mesmo apresentou que tem número reduzido de geriatras, então tem que ter essas somente essas residências gratuitas para garantir o maior número de pessoas, e também eu acho que também é o nosso papel enquanto sociedade civil organizada, incentivar as pessoas se interessarem mais pela temática do envelhecimento e também eu vou propor nós temos 1 comissão que avalia os cursos de graduação dentro do Conselho Nacional de Saúde que é a Francisca Valda a coordenadora, nós vamos propor também que dentro do Conselho Nacional de Saúde essa temática seja discutida e seja debatida pra poder a gente também criar estratégias pra que tenha o maior número de geriatras qualificados e compromissados no atendimento à pessoa idosa. Foi prazer rever, a Ligia né que seja virtualmente Marco Tulio, e conhecer os demais aqui obrigada. Então eu quero.
Deputado
De imediato, eu quero agradecer a palavra de todos e todas, agradeço a presença dos convidados que muito honraram com suas exposições, esclarecimentos ao mesmo tempo, agradecer a presença de todos vocês aqui neste plenário, também a manifestação do Glauber Fica, também está muito caracterizada e nada mais havendo a tratar eu dou por encerrado os trabalhos, antes porém convocando reunião para deliberação das emendas ao orçamento de 2025, para o dia 4 de dezembro do corrente ano, próxima quartafeira às 13 horas neste mesmo plenário declaro encerrada a presente reunião. Muito obrigada. Deputado, eu posso fazer 3 perguntinhas, se o senhor me permite?
Participante
Não. Eu eu eu peço desculpas assim pelo regimento não.
Deputado
É não pode né? Peço desculpas mesmo pelo regimento, mas muito obrigado pela presença, sua presença e de todos e todos está bem? Obrigado.




