COMISSÃO DE CULTURA

27 nov. 2024 12:37 às 15:35

Sobre o Evento

Comissão de Cultura celebra o Dia Nacional do Axé Music, com participação de artistas e políticos, incluindo Margareth Menezes e diversas deputadas.

#1
Transcrição por IA

Invocando as bênçãos de Deus declaro aberto a reunião de audiência pública para debater sobre o dia nacional da axé music, e dia nacional da compositor e compositor musical brasileiro, em atendimento aos requerimentos de número 62023 da comissão de cultura e requerimento 37 2024 da comissão de cultura, ambos de autoria da deputada minha colega minha colega amiga Lidice da Mata. Apresentação, os convidados dessa audiência são, excelentíssima senhora ministra de estado Margarete Menezes, ministra da cultura, que encontrase aqui com a gente. Excelentíssimo encontrase aqui com a gente. Excelentíssimo senhor Bruno Monteiro secretário de cultura do estado da Bahia, Excelentíssimo senhor Luiz Caldas, artista, nossa querida, Daniela Mercury, seja muito bemvinda Daniel, orgulho imenso têla aqui com a gente. Excelentíssimo senhor Ronald Mendes representante da Associação Brasileira de Músicas e Artes Abramos, excelentíssima senhora Sara Jane, que é artista nossa também, excelentíssima senhora Malu Verçosa Mercury jornalista, alguns dos artistas e convidados estão aqui presencialmente, outros estão de maneira virtual que não puderam comparecer mas estão participando e e vão participar da audiência. Excelentíssimo senhora, excelentíssimo senhor, Agamenon Brito, excelentíssimo senhor Paulo Borges, empresário radialista, jornalista, excelentíssimo senhor Osmar Martins, nosso marrom, seja bemvindo. Senhor excelentíssimo e querido Carlinhos Brown, artista também já encontrase presente de maneira online com a gente. Excelentíssimo senhor Magno Góes artista e representante da União Brasileira de Compositores. Em nome da ministra Margarete eu queria agradecer ministra, a deferência junto a essa comissão mais 1 vez, aos nossos artistas, jornalistas, compositores, todos aqueles que no dia a dia fazem a cultura brasileira, os nossos fazedores de cultura. Quero dizer que é motivo de muito orgulho o restabelecimento da cultura no nosso país através do trabalho da ministra Margarete, e dizer deputada Alites, que mais 1 vez vossa excelência é pioneira pra fazer debate 1 discussão de suma importância pro nosso país. Muitas pessoas reduzem o trabalho da cultura ao trabalho e as ações dos artistas, isso é muito mais. A cultura tem a ver com a nossa alma e com a nossa existência. A cultura tem a ver com a geração de emprego, a cultura vê tem a ver com movimentação da economia, a cultura tem a ver com a existência da nossa alma e eu sempre repito isso, e tenho muito orgulho de presidir essa comissão em momento tão importante e tão ímpar para o nosso país. Agradeço aos nossos parlamentares e os nossos parlamentares aqui presentes, a Lúcia que é a coordenadora chefe de gabinete aqui da nossa comissão de cultura, e todos aqueles que estão fazendo com que essa esse evento possa acontecer. Respeitando a tradição, reconhecimento pelo trabalho, eu vou passar o comando desse trabalho e dessa audiência pública autora desse requerimento, a deputada Litzi da Mata, para que ela possa fazer a leitura das normas para o debate. Nós continuamos aqui nesse momento, em respeito e com muito orgulho passo então a presidência dessa audiência, dessa comissão, a minha querida colega amiga Lites da Mata. Muito

0:003:47
27 de nov, 15:37
#2
Transcrição por IA

Boa tarde.

0:000:12
27 de nov, 15:41
#3
Transcrição por IA

Todos os presentes, todas as presentes. Eu quero, como já foi falado aqui na abertura pelo presidente, dessa comissão, querido amigo Ariel, que, Machado que é jovem brilhante, deputado da nossa, da nossa câmara, e que mesmo tendo tido acidente Alice, que eu estou chocada com isso, Ele resolveu viajar e está aqui trabalhando e presente nessa comissão. Eu quero saudar de maneira especial, a deputada Sandira Fegali, vicepresidente dessa comissão, e 1 das grandes deputadas da que defendem a cultura brasileira inclusive fundadora da comissão de cultura, o deputado Tarcísio Mota, também membro de diretoria dessa comissão, isso aqui é 1 coisa chata mas que a gente não tem como tirar. Saudar a deputada Alice Portugal, que também se acidentou, está aqui com a botinha no pé, quebrou o pé. Saudar o deputado pastor Márcio Marcos Feliciano aqui presente. E saudar todos estes companheiros amigos que fazem a música baiana, os que estão nos acompanhando aqui já Jerônimo se a se apresenta aqui. Temos Carlinhos Brown que também ficou de entrar e Sara Jane, e, Luiz Caldas que enviou vídeo pronto porque ele estava certo de participar mas teve problema, na família que o impediu de estar presente. Só dar a querida amiga Vanda Cheize, figura central especial nessa caminhada, da luta das mulheres negras na Bahia, no jornalismo, na televisão. É sempre 1 alegria têla nas nossas atividades. A Gabino Brito, Hosmar Marquinhos também conhecido como como marrom, e minha querida amiga Malu, que formam aqui a bancada de jornalistas, Paulo, foi nosso contemporâneo de movimento estudantil na universidade na faculdade de direito, o meu de Alice, se transformou num empresário é bastante da área musical bastante, bastante desenvolvido né? Ficou rico. Estou brincando, estou brincando, estou brincando, estou brincando com ele. Mas saudar portanto a todos vocês, a ideia central eu explicava aqui meu secretário querido Bruno Monteiro secretário de cultura, a nossa mesa é pequena, mas com a saída, não sei, com a saída do deputado Ariel, eu peço a vossa senhoria para sentarse ilustríssima pessoa sentarse aqui na mesa representando o governo do estado da Bahia. Era, nós convidamos também Pedro Torinho, representando a cidade do Salvador, mas em função das fortes chuvas que caem sobre a nossa cidade, ele não pôde viajar. E também, o secretário de turismo, o nosso secretário Maurício Bacelar, que está chegando aqui com toda a sua grandeza, a nossa querida expresidente da comissão de turismo, ex constituinte, minha amiga pessoal e querida de muitos batalhas política de cultura também, que é a nossa, Benedita da Silva. Bené, coordenadora, coordenadora da bancada feminina na Câmara dos Deputados. E com muita alegria que essa comissão recebe desta vez, os os artistas baianos desse movimento musical, que reúne tantos outros gêneros que se que bebe bebeu na fonte da música Afro, do ou do Samba Reggae, de Neguinho do Samba, essa figura inesquecível da da música baiana, e que também bebeu na fonte dos blocos afro, baianos, mas que juntando diversos dos ritmos musicais da nossa terra que são tantos mano, que terminou dando novo gênero, né? Gênero que precisa ser reconhecido, nacionalmente, que precisa ser visto como gênero musical. Em alguns lugares até se costumava falar do axé de forma assim meio desconsiderando, né? Diminuindo a sua importância, que junto com 000 trio elétrico mudou o formato do carnaval em todo o Brasil. Em muitas cidades brasileiras que passaram a ter a o carnaval fora de de época, todos bebendo na fonte do sucesso do da axé music. Então pra nós hoje é momento especial, que a Câmara dos Deputados, para aprovar dia nacional, ela exige a formatação, AAA organização de 1 audiência pública para analisar se aquele projeto corresponde a 1 posição, se tem 1 contraindicação em todos os momentos, tem 1 audiência pública para que possa se discutir dia nacional que homenageei alguma coisa. E hoje chegou o dia de homenagearmos o axé, quer dizer, é projeto de minha autoria à criação do nosso dia nacional da axé music, que completa 40 anos de sucesso, de existência lançando pessoas num cenário nacional como a nossa ministra Margarete Menezes, que encantou o Brasil, encanta o Brasil e o mundo, com sua voz, com sua música e a nossa rainha Daniela Mercury, também presente em todas essas manifestações, estou aqui chateada porque Daniela está distante de mim por conta desse computador. É computador chato. Dobrar não pode porque tem, não tem gente assistindo E a senhora precisa pensar as pessoas. Que são as pessoas que estão aqui só só vejo, Jerônimo. Sarau João. Não se preocupe está tão pleno. Estamos pouco afastadas mas sempre unidas. É. Carlinho Brown está tentando entrar. Ele entrou e caiu. Então, o que que eu posso, a minha ideia era passar a palavra logo pra nossa ministra. Tá. É, eu vou passar a palavra a nossa ministra pra iniciar as atividades nossas nessa comissão e é o tempo também que que possibilita que Brown consiga entrar e Jerônimo também possa assistir aqui a fala da nossa querida Margarete Maneses, ele que foi o seu parceiro durante tantas música em tantas músicas e sucessos. Baianos e nacionais saudar o deputado Hélio, que acaba também de adentrar a nossa comissão, dizer da alegria de têlo aqui nesta sessão. Muito obrigado, não se preocupe que nós estaremos certamente espaço em outro momento pro Carnaval do Rio, porque nós estamos tratando do maior carnaval do Brasil e quiçá do mundo. Aliás do mundo porque o Brasil é o único que tem carnaval com essa força. Vamos dar, vamos dar. Vamos passar a palavra agora à nossa ministra da cultura que tantas vezes esteve aqui prestando contas do seu trabalho nesta comissão respeitosamente recebendo também opiniões e após a fala dela nós voltaremos a a fala do dos companheiros que estão na mesa e que estão no plenário. Eu própria deixarei pra falar mais pouco relatando a inspiração pra que pudéssemos fazer esse encontro aqui hoje. Tem sem fio? Tem sem fio é melhor o sem fio. São bancadas antigas. Está funcionando. Boa tarde a todos e a todas presentes, boa tarde. Infelizmente. O que eu. Eu vou ter que sair correndo, porque eu tenho 1 votação na CCJ sobre a bancada da Bahia, eu tenho que ir lá correndo, peço à deputada Alice a Alice não pode a a vicepresidente Jandira Fegali pra que se sente aqui, minutinho enquanto vou lá e volto. Alice é porque a Alice está com o pé quebrado não tem mobilidade.

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27 de nov, 15:41
#4
Transcrição por IA

Vocês pegou por mim tudo dão comendo. Brincadeira. Boa tarde, boa tarde minha gente, boa tarde a todos e a todas.

0:000:23
27 de nov, 15:52
#5
MINISTRA DA CULTURA - AUTÔNOMO Margareth Menezes
Margareth Menezes

MINISTRA DA CULTURA - AUTÔNOMO

Transcrição por IA

Aqui ao, à Câmara de Deputados, ao deputado federal presidente da comissão de cultura Leal Machado, a deputada Alice da Mata que acabou de sair mas é, também em nome de quem cumprimento os parlamentares aqui presentes, que faz a a proposição dessa dessa pauta é importante pra todos nós. Abraço, abraçar a deputada Alice Portugal, deputada Jandira Fegale que está aqui agora com a gente, deputada federal, e o deputado Tarcísio Mota, também grande apoiador da cultura, deputada Benedita da Silva, que é 1 inspiração pra todos nós. Deputados Marcos Feliciano e deputado, Hélio, também. Sebastião Soares, saudar o Sebastião, que faz parte do Ministério da Cultura, diretor de promoção culturas populares, do Ministério da Cultura, Bruno Monteiro secretário de cultura da Bahia, querido também que vem, parceirizando com o ministério em várias ações culturais também dentro do estado da Bahia. O Amauri nosso chefe de assessoria especial do Ministério da Cultura, obrigado Amauri. E saudar a todos os meus colegas né, aqui queridos, a gente que se conhece assim desde o começo de desse processo todo né? E inspirados pelos que vieram na nossa frente né? Saudar a Daniela, saudar a banda Mel, Robson e Márcia, Márcia Sorte, Daniela, Luiz Caldas, Carlinhos Brown, Mano Góes, saudar Sara Jane, Jerônimo, meu irmão Carlinhos Brown que recentemente fez aniversário, está aí virtualmente também, esses que eu estou falando estão virtualmente. Saudar a todos presentes, saudar a Vanda Scherzer né, que é 1 das pessoas também que, faz parte dessa história, do da nossa axé music também jornalista. Saudar o, querido marrom aqui eu não vou dizer marrom bombom mas tudo bem. Mano Góes, em nome de Mano cumprimenta todos os compositores e compositores do da música baiana. Saudar o jornalista Gamaenon Brito, também me conhece desde o começo em minha carreira, a pessoa que acompanha meu trabalho trabalho de todos nós né? Saudar o querido Paulo Borges em nome do saudando assim os empresários todos da música baiana enfim a todos que estão aqui presentes, nesse nesse nessa tarde tão importante né? Porque pra nós que vivemos de arte e de cultura, é muito importante quando a gente tem essa essa possibilidade de criar marco, marco de reconhecimento pelo trabalho, marco de reconhecimento pela dedicação de vidas. E que não começou agora, e que não começou na nossa geração, não é a música baiana ela tem, aí dentro da da história da música popular brasileira, lugar muito especial, lugar de muita, representatividade trazido por tantos tantas cabeças aí a gente vai aí Dorival Caymbe, a gente vai em em João Gilberto, toda aquela, toda aquela geração também da Tropicália, aí a gente vai falar também de, banda, novos baianos, aí vamos falar também de dos sambistas que vieram antes de nós né e que inspiraram esse essa nossa geração, pra gente hoje estar aqui podendo festejar, festejar a possibilidade de criar dia, para homenagear os 40 anos da, ter o dia do compositor e da compositora, essa proposição da da nossa deputada Alice da Mata. Eu me sinto muito muito honrada nesse momento, em que estou nesse lugar, de ministra da cultura do Brasil, procurando fazer trabalho que, incorpore né, que tenha 1 visão nacional, que a que adentre saia também dessa coisa muito particular que durante tempo a as políticas culturais eram feitas pra abraçar todo o Brasil, fazer 1 política que tenha essa consciência, trazendo nesse momento a possibilidade de nós termos aí ambiente mais propício, o nosso marco regulatório, temos agora 1 política nacional Aldir Blancta que é autora da da política nacional Aldir Blanc que vai irrigar esse nosso sistema nacional de cultura regulamentação do sistema nacional de cultura. Então é trabalho muito grande de 1 equipe de pessoas também que nessa gestão então, quero parabenizar a deputada Lícia da Mata, dizer que o é 1, é 1 é movimento, é gênero coletivo, de muitos corações, de muitas maneiras de ver a música, de muitas maneiras de ver as todas as nossas temáticas, a história do nosso povo negro, que deve ser respeitada, a nossa origem, a nossa a nossas referências, que são importantes, porque quem não entende isso, o do sofrimento que passamos e da diferença que temos e nessa diferença é que também nos encontramos, com respeito, e com admiração, ao sangue derramado, a história foi construída sobre isso e a nossa música fala sobre isso também. Graças a essa música, é que a gente conseguiu criar algumas referências positivas, sobre a nossa história. E essa música que traz também, 1 faz 1 diferença no nosso jeito de ser, na nossa maneira de se vestir, na nossa maneira de referenciar os heróis da nossa do nosso passado. E a Bahia é isso. A Bahia graças a Deus nos dá essa essa régua e compasso como diz o Gilberto Gil, pra gente ter a consciência de quem a gente é, reconhecer de onde a gente vem, e criar traçar o nosso futuro independente das diferenças de pensamentos do do, porque o Brasil é essa diversidade, a gente precisa se respeitar dentro desse contexto. Então quero agradecer, festejar. Imagina só que loucura essa mistura. Alegria, alegria é estado que chamamos Bahia. Não é isso aí? Então, feliz, 1 feliz sessão aí pra gente falar sobre esse essa esse estado de alegria que é o axé music. É isso aí, obrigado. Obrigada ministra.

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27 de nov, 15:52
#6
Transcrição por IA

Eu cumprimento cumprimento também Ases e os artistas presentes jornalistas empresários produtores, os artistas que estão online também vejo aqui em vídeo, nosso cantor e compositor Jerônimo, é prazer, E aguardamos que outros entrem aqui Carlinhos Brown me parece que também está Malu Gouveia. E vamos seguir porque essa iniciativa deputada Alice da Mata lá impacta essa comissão. Impacta 1 debate nacional sobre esses pertencimento regionais, né. Hoje eu e Alice comentávamos na hora do almoço, como a Bahia consegue expressar o seu próprio pertencimento, né, muitos artistas, que surgem dentro da Bahia e que conseguem crescer enormemente com a Bahia, independente às vezes do mercado nacional, a Bahia consegue projetálos de 1 forma muito contundente pelo sentimento de pertencimento de raiz, de 1 coisa muito da Bahia e de vocês, né? Eu vejo isso em poucos estados brasileiros e a Bahia é exemplo disso, como isso projeta e favorece né, a as várias expressões da arte que a Bahia consegue produzir. Aqui me pelo roteiro que me apresentaram aqui a deputada Alice que está comandando a sessão, temos que assistir agora ao vídeo do Luiz Caldas que ele enviou vídeo já que não pôde vir, é a próxima o próxima etapa aqui da nossa audiência, por favor. Tem que entrar. É está aqui também. Por motivo de força maior não foi possível comparecer a esta audiência. Gente você tem que volta o vídeo está sem sentido. A minha contribuição nesse vídeo. Chegou a vez da.

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27 de nov, 15:59
#7
 Início da Apresentação do Vídeo
Início da Apresentação do Vídeo

Transcrição automática

Transcrição por IA

Do dia nacional da Sheh music.

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27 de nov, 16:00
#8
Transcrição por IA

No dia 17 de fevereiro de 1985, toquei pela primeira vez no carnaval de Salvador, a canção Friicote, 1 parceria minha com Paulinho de camafeu. Esta canção trouxe a essência sonora de 1 música feita na Bahia, ganhando com o passar do tempo, o nome de Axé Music. Naquele ano de 1985, quando o LP Magia foi lançado, sendo o disco número da Sheemusic. O sucesso de Freocodi já estava acontecendo pelo Brasil, começando assim 1 nova forma de celebrar a alegria com o tipo de música que carrega em si a mistura de vários ritmos, estilos, sentimentos e possibilidades. Também é importante registrar, lembrando alguns fatos históricos, que Chan music foi conquistar o mundo, no final do ano de 1989, por meio da canção Tieta, tema de abertura da novela da Rede Globo, e que vai ser reprisado agora. Tive a felicidade de levar a Shamusic para a vigésima quarta edição do Festival Internacional de Inutruck na Suíça, em 6 de julho de 1990. Eu não posso esquecer de Chacrinha que abriu as portas para a Chan music no seu programa de auditório, na Rede Globo, aos sábados. O grande produtor Roberto Santana teve papel importantíssimo nesse começo. Em 1987, o sucesso da Chery music foi estampado na capa da revista Veja, com o título, A Bahia brinca ao som do rei do deboche. Ampliando essa lição, onde outros artistas foram chegando, mostrando o seu valor e a sua forma de fazer a chec music, consolidando o mercado cada vez mais atrativo. Nossa ministra Margarete Menezes por exemplo, chegou arrebentando em 1988, como algo que leva o seu nome. Eu colaborei com a canção Devastação, 1 música da que critica a devastação. A sempre esteve atenta aos temas sociais, mas este lado b é pouco percebido. Eu encerro dizendo que ninguém constrói todo sozinho, mas sempre haverá alguém fazendo o primeiro movimento pra algo acontecer, como fizemos lá atrás, e agora quem está fazendo é a deputada federal Lindsay da Mata, propondo o dia nacional da Asher music. Viva a Asher music.

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27 de nov, 16:00
#9
Transcrição por IA

Agradecemos ao Luiz Caldas, conhecido de todos nós, parabenizo sua trajetória quero registrar que chegou entre nós o presidente da Fundação Palmares, João Jorge e também entrou aqui virtualmente a Sara Jane. Conseguiu entrar a gente estava esperando você Sara. Voltou não né? Questão que é de ser. Agora pelo roteiro aqui, passo a palavra ao secretário de cultura do estado da Bahia Bruno Monteiro.

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27 de nov, 16:03
#10
SECRETÁRIO  SECRETARIA DE CULTURA DA BAHIA - SECRETARIA DE CULTURA DA BAHIA Bruno Monteiro
Bruno Monteiro

SECRETÁRIO SECRETARIA DE CULTURA DA BAHIA - SECRETARIA DE CULTURA DA BAHIA

Transcrição por IA

Tarde a todas as pessoas presentes saudar inicialmente a deputada Jandira Fegali, que preside esse momento essa sessão também abraçando a deputada Alice da Mata, proponente desse desse projeto e desse momento. Saudar aqui a nossa deputada Alice Portugal também outra grande parceira batalhadora da nossa cultura deputada Benedita da Silva, deputado Hélio, deputados que já passaram por aqui que ainda estarão mas é 1 alegria estarmos aqui num momento como esse. Saudar nossa ministra da cultura, Margarete Menezes, e ela que também é nome de muita expressão, da axé music, e que com certeza também tem 1 contribuição muito forte pra essa história eu imagino, Maga, agora você ministra do momento que acha music pode ganhar deve ganhar e ganhará o seu dia essa homenagem saudar também nosso presidente da Fundação Cultural Palmares João Jorge Nossas nossas artistas aqui presentes Daniela Mercury, nossa rainha. A Márcia Chote querida cantora também o Robson a banda Mel presente querido amigo Mano Góes, também 1 referência tão grande da música baiana, os nossos artistas que estão online, Sara Jane, Carlinhos Brown, Jerônimo, saudar aqui Paulo Borges, nosso amigo, querido empresário, Agamenon Brito, também jornalista responsável também por essa denominação, saudar que a Vanda Chase, marrom, sua representação e dizer da satisfação do Governo do Estado Bahia em participar desse momento, que é o momento de justo reconhecimento, não somente a ritmo musical, mas 1 expressão da identidade cultural da Bahia, que surge na década de 80, com essa fusão de estilos musicais brasileiros internacionais, como o Frevo, o Gechat, o Samba Reggae, a Salsa, o

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27 de nov, 16:04
#11
Transcrição por IA

Lambada, trazendo o tempero da guitarra baiana, de 1 percussão tão forte, que forma a Shehé music, que vem num movimento, na esteira de movimento de afirmação dos blocos afro, que surgiram 10 anos antes numa década anterior, e com 1 expressão muito forte da cultura baiana. E juntando a experiência dos da dos dos blocos afro com os blocos de trio, veio a criar muito do que é a identidade, minha querida Vanda Chase, do carnaval de Salvador do carnaval da Bahia, como é nos dias atuais. Portanto o movimento que revolucionou a estética e as manifestações culturais do nosso estado e do Brasil. É 1 manifestação que integra diferentes influências culturais, uniu comunidades, projetou a Bahia pro Brasil e pro mundo. E como nós tivemos aí a participação de Luiz Caldas na década de 80, como tendo aí como o marco, o LP Maginho 85 com 1 primeira referência mercadológica da Chef music a partir da década de 90 com a grande revelação e eu tava ali foi ali com o xixá com Daniela que eu vim lendo algumas matérias no avião o que estava lá no outro lado do Brasil naquela época e nós tivemos o contato a partir do surgimento nacional de Daniela Mercury com essa grande explosão, essa grande expressão de,

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27 de nov, 16:06
#12
SECRETÁRIO  SECRETARIA DE CULTURA DA BAHIA - SECRETARIA DE CULTURA DA BAHIA Bruno Monteiro
Bruno Monteiro

SECRETÁRIO SECRETARIA DE CULTURA DA BAHIA - SECRETARIA DE CULTURA DA BAHIA

Transcrição por IA

Música e de cultura que foi a xeque music, que acabou reforçando o papel da Bahia na cultura nacional naquele momento mas sobretudo a participação da Bahia na indústria fonográfica nacional e internacional é o Axé representou esse momento a partir da década de 90 especialmente pelo trabalho também de Wesley Rangel que enxergou o potencial e apostou juntamente. Agamenon também teve 1 papel fundamental nesse sentido, assim como Cristóvão Rodrigues e tantos outros jornalistas, radialistas, que abriram espaço pra essa expressão naquele momento, e trouxe, deu luz, deu voz, deu vez, a essa importante expressão cultural, que marcou o momento e como eu já disse, mudou a estética do carnaval da Bahia. Nós reconhecemos o governo do estado da Bahia, o governador Jerônimo, o conjunto da nossa equipe, reconhecemos a axé music como dos maiores legados culturais do estado, 1 expressão que transcende a música e reflete a nossa história, a nossa criatividade e a diversidade que são tão características da Bahia. E homenagens como essa, e eu vi deputada Alitese nas redes sociais, na imprensa nas últimas semanas alguma alguns comentários alguns questionamentos sobre essas homenagens como essa proposta e também o governo do estado que traz a sher music os 40 anos da sher music serão o tema do nosso próximo carnaval do carnaval de 2025 e aí muitas pessoas questionaram mas porque eu achei já morreu acha não existe mais talvez aqueles mesmos que em algum momento disseram que o livro já morreu que as pessoas não leem mais, ou que tantas outras expressões culturais que tiveram seu ápice algum momento ou outro, como se isso não fosse mais importante nós entendemos que essas homenagens são juntamente essenciais para a gente apresentar, preservar a história e impulsionar o presente e o futuro, para que tenham contato com essa riqueza cultural, para que valorizem os nossos patrimônios, ao mesmo tempo que promovam 1 renovação, a renovação é necessária, se a música passa por processo constante, com outras influências e hoje com as redes sociais, com streaming, nós vemos o quanto isso é modificado, nós sabemos que todas aquelas manifestações, todas aquelas expressões que constituíram a história, são importantes, 1 história não nasce do dia pra noite, ela se constrói a partir de referências, se constrói a partir da daqueles que vieram antes de nós e todo o trabalho que fizeram. Então a Sham music tem, guarda papel fundamental nessa construção cultural da Bahia e do Brasil, esse movimento cultural dinâmico e que merece portanto esse reconhecimento, essa essa celebração, porque isso cria espaço de memória, de reflexão, de promoção do legado cultural da Scher Music. No ano neste ano de 2024 quando nós homenageamos os 50 anos os blocos afro, como tema do nosso carnaval, nós vimos o quanto isso significou a imprensa como todo dando outro destaque AAA história dos blocos afro. Nós vimos o quanto grandes artistas comerciais, com 1 carreira mais comercial, também foram levados a trazer os blocos afro, as músicas dos blocos afro, as suas estampas, a sua história, a sua força, também né como manifestação do seu carnaval. Isso significa a valorização de 1 história que foi vivida por tantos outros e que nos constitui enquanto sociedade. Então valorizar a história, é justamente nos fortalecer e fortalecer as manifestações culturais do presente e do futuro. E aí eu encerro parabenizando deputada a iniciativa, dizendo que o Governo do Estado da Bahia apoia de forma integral a criação do dia nacional da de todas as homenagens que venham a resgatar, a valorizar esse patrimônio da cultura baiana e brasileira, agradecendo a todos os artistas, a todas as artistas por seu talento, sua criatividade, que construíram essa história, aos empresários, aos radialistas, aos jornalistas que apostaram nesse gênero, lá na ainda na década de 80 e na década de 90 e ajudaram a consolidar esse esse movimento. Aos parlamentares na figura da deputada Alice da Mata pela iniciativa e ao público, ao público baiano, ao público brasileiro, que se permitiu se encantar nas ondas da Shee music, que é o público sempre a razão, a essência de ser da Shee music e da nossa cultura. Eu tenho certeza que o público da Bahia e do Brasil celebraram muito esse momento, que nós queremos que seja sempre lembrado e destacado com a sua importância para a nossa formação cultural da Bahia e do Brasil. Muito obrigado e viva a Sham Music.

0:005:14
27 de nov, 16:08
#13
Transcrição por IA

Eu quero mais 1 vez justificar a minha saída repentina, porque se tratava de assunto de importância na comissão de justiça da casa, que hoje está com a pauta muito complicada, e se tratava interessa à Bahia, interessa ao Rio de Janeiro, é projeto de resolução que diminui a bancada do Rio de Janeiro, da Bahia, de Pernambuco, da Paraíba, de Alagoas, e que nós não podemos deixar ser votado. Então como estou como coordenadora da mancada da baiana surge problema desse, eu tenho que ir lá participar. Então, eu não podia pedir a Alice pra ir porque ela está andando devagar, então, mas eu gostaria de chamar portanto agora pra usar da palavra, rapidamente o companheiro que está aqui desde o início dessa sessão, Jerônimo. Essa cidade é de Oxum. Com certeza. Você está me ouvindo? Estamos estamos ouvindo muito bem. Oi. Bem então.

0:001:07
27 de nov, 16:13
#14
Transcrição por IA

Rápido porque todo mundo vai falar. Eu quero agradecer a todos e a todas, a respeito de movimento que nasceu sem ninguém saber como seria, como seriam as regras, mas ele nasceu. E agora, 40 anos depois, ele limpa as raízes, né, através da deputada Alice da Madre, assegurando que esse movimento que significa música de força, música de poder, que perpetue mais da Bahia através de seus artistas, e enfim, homenagear também o grande avô do que foi Wesley Rangel. Sem ele não seríamos nada. Através de Wesley Rangel nossas músicas saíram de fita para tocar nas rádios. Que a o axé música é 1 força tão grande que atravessou o oceano e fez sucesso no exterior. Então o que o axé música precisa mais agora nesses 40 anos é ser mais forte. É que as rádios tirem o seu a síndrome de cachorro viralata e assumam novamente a posição do axé e eu não tenho nada mais pra isso, só que sou do Axé, faço o Axé music e o avião está sempre para a gente em todos os lugares, assim como o Axé. Até. Muito obrigada Jerônimo.

0:001:41
27 de nov, 16:14
#15
Transcrição por IA

Muito obrigada, dos nossos grandes números nomes da música baiana e brasileira. Maestro. Maestro. Músculo. Músculo. Músculo. Músculo. Músculo de primeira grandeza. Nós vamos dar prosseguimento e eu tenho 1 pedido especial da deputada Alice Portugal que vai precisar sair, então eu vou passar a palavra pra ela interrompendo pouco o ciclo dos dos nossos artistas falando, das nossas autoridades do executivo, e vou passar pra Alice e deixando aqui à espera logo depois de Alice, Brown, Carlinhos Brown que já tá nos aguardando há algum tempo.

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27 de nov, 16:16
#16
Transcrição por IA

Boa tarde, boa tarde a todos, a todas. Quero parabenizar a minha companheira irmã, Lidice da Mata, caminhamos juntas, parece até 1 construção, né? Planejada porque estamos juntas há muito tempo nessa luta, né? Desde garotas e continuamos garotas da juventude acumulada. E quero parabenizar em tudo de maneira entusiasmada essa iniciativa, né? Veja que constelação a Câmara dos Deputados tão carente né de brilho para a cultura recebe hoje então é com grande agradecimento ali disse né? Pela realização desta sessão de audiência pública. Ministra Margarete, secretário Bruno, presidente da da da nossa Fundação Palmares, João Jorge, a nossa grande estrela Daniela Mercury, não é só 1 cantora, é 1 compositora, não é? É 1 dançarina acadêmica e é alguém que orgulha as mulheres brasileiras. Eu quero dizer que vocês todos jornalistas, marrom Vanda, né? Todos os outros jornalistas aqui presentes, abraçar Malu, né? Que tá também como jornalista grande papel, né? Paulo, vocês todos da que empresariam essa constelação de artistas, de compositores, dos Carlos, Luiz Caldas, Brown, Jerônimo, não é? Este gênio, todos vocês, abraçar a cada Eu queria dizer que hoje Salvador chora, né? Porque chuvas torrenciais acabam de tirar a vida de jovem e nós temos várias feridas na cidade, desde os amigos que há muito tempo não caso impacto porque as obras foram inúmeros de contenção de encostas, mas o nível de chuva foi acima do normal e a cidade realmente quando chove dissolve. Somos pouco açúcar, né? E não há dúvida que nós estamos reunindo aqui o que faz a cidade sorrir, né então são vocês que fazem a cidade sorrir as pessoas perguntam de onde vem tanta gente no carnaval ela vem deste lugar que hoje chora mas que sorri durante todo o tempo pela índole pela formação étnicoracial não é pela força da nossa gente em lutar por melhores dias então eu quero dizer que esse esse grupo não é de artistas de grandes pensadores da música de militantes da cultura, desenvolveu em Salvador esse movimento, nesse estado, este movimento. O movimento do Achar Music e levou esse nome em inglês pro possivelmente pra internacionalizálo, mas é de 1 raiz profunda com a identidade da nossa gente. Então ao mesmo tempo que eu quero parabenizar né a nossa esse esse grande movimento eu quero também dizer que é importante que a gente daqui saia com solidariedade a nosso povo em função desse momento difícil dizer também lhe disse que nós aprovamos a mês e meio atrás o projeto de lei de minha autoria que torna o carnaval de Salvador 1 manifestação cultural nacional E que hoje esse projeto está na comissão de educação do senado e hoje encerra o prazo das emendas. Possivelmente a semana que vem não não há emendas nós vamos ter também aprovada a lei que transforma o carnaval de salvador em manifestação cultural nacional, não é? Vão caminhar juntos, né? É o dia da do axé E00 carnaval como manifestação cultural fazendo com que nós possamos cada vez mais aprofundar as raízes das nossas manifestações culturais brasileiras que são inúmeras, né? Que são enormes, que são grandes. Quero também fazer relação com a lei que foi originalmente de Jandira de ensino da escola de música nas escolas e que eu acabei sendo a relatora da lei, não é? Daniela quando inclusive representante da UNICEF, não é? Para as questões da infância, da juventude, da cultura, fomos juntas ao Ministro da Educação na época Haddad, não é? Era Haddad pra garantir nós temos grandes asimplos a partir desta decisão, porque há como se botar emendas do orçamento para orquestras como a Neo gibá, orquestras em outros estados também, não é? Para grupos de música, para pontos de cultura e outras formas de ajudar que a lei Aldir Blanc 2 fará esse veio circular, né? Da cultura e objetivamente nós precisamos defender mais ainda o ensino da música nas escolas. Eu aprendi a ler partitura em 1 escola pública, não é? E quantos de vocês não saíram dos grupos de jovens, de músicas, de escolas, de igrejas, não é? De bairros, enfim, como os nossos blocos afro dos terreiros, não é? De todas as manifestações que circundam em fase da Bahia esse caldeirão cultural. Então eu encerro aqui dizendo da importância dessa sessão para garantir que o dia seja criado, né? Nós temos que fazer diversas sessões pra criar dia D, né? Agora estamos criando o dia da da da dança afro e vamos juntar com a a profissionalização da dança que nós aprovamos a semana passada aqui viu Daniela? Foi foi 1 beleza. Ah muito obrigada e não há dúvidas que será momento de não só rememorar porque acha música está viva, tá viva no samba e tá viva no samba, tá viva, viva na a música dos blocos afro, tá viva na baiana System, né? Tá viva. Então, a She Música tá viva, viva a She Music e vamos aprovar esse dia proposto pela deputada Alicia Bernardo. Forte abraço. Muito obrigado. Eu pedi pra falar antes que eu tenho que ir à Petrobras, nós estamos num grande também de solidariedade ao povo cubano 5 furacões e bloqueio que impede de chegar comida aquela ilha Então eu me sinto também responsável como presidente do grupo de amizade parlamentar Brasil Cuba de tentar fazer algumas gestões em busca desse apoio. Em nome de todos

0:006:39
27 de nov, 16:17
#17
Transcrição por IA

Grupo de amizade. Quero registrar antes de passar a próxima pessoa a falar Rafael Barreto Barreto cantor do Jamil representando as novas gerações do axé. Também presentes os representantes do ECAD Guedes, Elizabeth Levi e Ana Carolina Lemos, obrigada pela presença. Também o pessoal da banda MEO que tá aqui. Muito obrigada pela presença. Bom, eu vou passando adiante, já fui banda Mel virou meme né? Bordão, bordão. Vou passar a palavra agora já que eu estou passando pela pelo tempo de presença na tela o nosso grande artista baiano brasileiro, compositor, músico, organizador de movimentos de criação. Eu conheci, ouvi falar dele quando eu ainda era estudante da universidade pelo meu irmão, que falava muito, tanto dele quanto daqueles que estavam em torno da música, da música Afro na Bahia. Ele é, Carlinhos Brown, e vai falar pra nossa sessão aqui agora. Boa tarde Carlinhos, muito obrigada pela presença. Boa tarde.

0:001:42
27 de nov, 16:23
#18
Transcrição por IA

A senhora deputada saudando, deputada Alice da Mata, ministra Margarete Menezes secretário de cultura do estado Bruno Monteiro, o. Meu querido amigo e participe assiduamente desse movimento presidente da Fundação Palmares, João Jorge, a todos os meus amigos artistas e imprensa, né os melhores jornalistas, né e e, né, EEE todos aí que compõem esse dia histórico pra nós. Deputada da Martins da Marta, vou dar o tom dessa conversa muito mais como depoimento de vivência e também como parte de algo que se fazia necessário em nossa cidade que era 1 atitude de fazer 1 sociedade mais coesa, coisa que o axé music conseguiu com muita precisão, através de intuições positivas como disse Jerônimo do vovô do movimento Wesley Rangel, eu como percussionista fui convidado a integrar a estúdio de ainda 8 canais, e vi essa revolução que se fazia necessário porque o ACS que também lutava contra de 1 forma ou caminhava melhor, de algo que nós sofremos muito da imposição da música internacional na nos nossos ouvidos nas nossas rádios e muito também da música nacional a ponto de artistas importantes nos, quais copiávamos para ser carnaval, viviam fora do do eixo ou melhor vivia no eixo riosão Paulo. E lembrome muito bem né que através das linguagens de, Valtinho Queiroz, Jorge Portugal, é é Roberto Mendes, e tantos outros grandes autores que me fogem à memória mas que se fazem presente, nós começamos dar saltos importantes em rumo de gerar 1 nova linguagem. E foi a partir de experiências em 3 primeiros indícios que definiram o movimento Assemusky, O primeiro, Mensageiro da Alegria, de Jerônimo, no qual participo como percussionista e autor com Jerônimo, parceiro com Jerônimo, de 1 música que chama Sapelia Baeté, que nós já defendemos toda agressão que a Lagoa já vinha sofrendo. Mas foi a do Shun que definiu marco de como se fazer ijexá. Segundo disco, o Rio de Leite de Sarajane e nele sim trazse 1 cadência ainda não usual nos meios discográficos, que foi a música Cadê meu coco, onde tem as bases que vieram a se consolidar através das misturas que Neguinho do Samba também fez e veio a chamar de samba regra. O terceiro álbum foi álbum que através desse carisma, capacidade musical e e integridade desse homem que é Luiz Caldas, se fez. Esse terceiro ou melhor, eu fazia parte das 3 bandas, mas claro que fiquei muito conhecido através de integrantes do Acordes verdes, que foram e com esse grupo que também terminou gravando a maioria dos dos álbuns né, e nele integrava como o personagem Tony Mola, Alfredo Moura aos teclado, Cesinha Lacerda na bateria, Silvinha Torres vocais, Paulinho Caldas vocais, Carlinhos Marques no contrabaixo, nós gravávamos tudo que chegava e tínhamos oportunidade de fazer, mas acredito que isso era posicionamento importante porque o estudo da WR nos permitia estudar o movimento. Era ainda movimento incipiente e não aceitado por nem todos os músicos e também nem por todos os meios de comunicação. Tanto sim que como é momento histórico né, por mais que esse feito seja bonito, o wasser music a palavra ela não surgiu como 1 denominação do nosso movimento, ela surgiu como escárnio ao nosso movimento, mas esse é movimento transformador, porque ele transformou socialmente né, não apenas seu sua linguagem, suas onomatopeias, ou suas inserções de resquícios linguísticos vindo da África, nos quais se combina muito com que Rizério já vinha fazendo, com que o Apache Doutor Oroch já vinha liderando através de de Agnaldo, através de seus líderes. E aí a partir de todas essas linguagens né, surgida de blocos de índios do Tupi, né, do Cacique, do Garcia como ponto importante de de concepção, essa cidade se juntou a ponto de chegarmos ao que somos. Jerônimo cantou Essa cidade é de Oxum e isso afirmou que 1 feminilidade ou de que afeto feminino faria de 1 música, 1 revolução social, e foi preciso sim que a liderança de João Jorge com o Neguinho do Samba levasse a ações sociais importantes na criação do Rodum pra que nós construíssemos escolas, pra que nós construíssemos oportunidades de educar. Isso também está no Ilhé aí, na reafricanização liderada por Ilda Jitollu, né, e que digase de passagem, o movimento é movimento matriarcal liderado por mulheres nas quais estão aí fortemente ainda fazendo suas ações. Vejo em Sarajane a sua primeira líder na qual expandiu essas questões. E pra isso Baby Consuelo. Bom, meu testemunho não se isola e não para aqui, porque como personistas tive a oportunidade de gravar os maiores sucessos deles. Eu estou acompanhante deste movimento, e testemunho deste movimento, o qual me beneficiou e a partir desse benefício nós trabalhamos de igualdade, com 1 força enorme irmandade entre pelourinho, Candial e liberdade, em ascensão e efetivo discurso de dizer não ao racismo, de aproximar a sociedade porque era o que mais nos interessávamos. Conseguimos, nós somos vitoriosos em muito aspectos, embora o racismo ainda é algo que precisamos desenvolver, mas deixase aqui também agradecimento enorme às aberturas das escolas, do Nobel ao Odisseia, a a ao Severino que abria seus festivais para que pessoas como Margarete e erro Jerônimo nos encontrassem nos entornos de que isso fosse possível. Bom, o axé se internacionalizou. Nos anos 90, eu pude jamais maduro criar a Timbalada, que terminou sendo braço importante para isso, mas nossas linguagens nunca fugiram de de nenhuma responsabilidade social. E essa sociedade, como Jerônimo disse, que são discursos a se perceber, né, como ele falou, nós também dissemos a namorada, a quem namorada, porque nós não queríamos de forma nenhuma esse desafeto e esse desrespeito que já começavam em relação às pessoas que já tinham por definição né, o seu jeito, e claro a sua sexualidade e não há de ninguém se intervir no que Deus dá construído nas suas personalidades e nas suas formas já adquiridas de ser. Era necessário vencer esse carne, vencer essa desigualdade e mais 1 vez os discursos do Axénio levou a isso. A escola Pracatu forma hoje mais de 30000 músicos para o mercado, né, através de minha liderança, criando instrumentos, criando possibilidades, criando tecnologias. Esse é movimento que não aceita ser dito ou visto como algo menor, ou como se ele estivesse existindo ou e nem parecer na decadência. Nós somos o maior mercado de música mundial há 40 anos, influenciando e sendo influenciador. Digamse de passagem, eu comentei no Ocean music, vivo no Candial e hoje estou escritor da Broadway por exemplo, então o movimento que está escrevendo pra Broadway não pode ser visto com 1 insegurança de que ele está fraquerizado, movimento que alerta socialmente, que educa, que formata pessoas, que tem 1 voz ativa como a voz de Daniela Merkwaren, que tem 1 ministra de cultura como Margarete Menezes, não pode ser visto como é visto 1 ideia de que esteja enfraquecido, o carnaval mudou, nós mudamos, estamos fortemente agradecidos à senhora pela sua atitude de que nós temos dia reconhecido no como marco do mas nós somos carnaval e responsabilidade de 365 dias do ano, muito obrigado. Muitíssimo obrigada.

0:0010:23
27 de nov, 16:25
#19
Transcrição por IA

A esse depoimento extremamente valioso, tanto o de Jerônimo, quanto agora o de Brown sintetizando esse movimento, e vamos passar agora, quero ver aqui da mesa já falamos. Já está lá João? Está aqui na espera Sara Jane, mas a gente pode, podia falar logo Sara Jane, pra poder liberar mais o pessoal que está na espera há algum tempo e João que está aqui presente, fala já. Está bom? Vamos pedir Lúcia, nossa secretária aqui que é quem comanda tudo. Nossa querida Sara Jane já citada por diversas vezes pra dar a sua palavrinha. Obrigada. Boa tarde vocês estão me ouvindo?

0:000:54
27 de nov, 16:35
#20
ARTISTA Sara Jane
Sara Jane

ARTISTA

Transcrição por IA

Alô? Boa tarde? Está sendo vida sim está muito bem. Boa tarde a todos E vista também. A todos os colegas a senadora a nossa querida Lindici da Mata. Por essa iniciativa tão importante. E eu estou aqui o tempo chorando pela grandiosidade das palavras de Jerônimo e de caminhos, que são sábios e que colocam as palavras e conta a história de forma grandiosa. O Axé music que é muito maior do que esse movimento. O Axé music empreendeu. A nossa o nosso maior objetivo era que Salvador fosse vista como 1 cidade no qual ela merecia, fomentando turismo fomentando a cultura no estado da Bahia. Estado aonde nós temos muitas cidades e a gente queria que o artista baiano, ele com a sua força levasse a música do Gueto para todo o planeta. E a gente conseguiu, a gente conseguiu com muito muito esforço porque era momento de rock and roll, era momento da música pop, era difícil chegar nas rádios e falar sobre a música nova que estava vindo, esse movimento forte que estava chegando, que era rua, era dança, era ancestralidade, sabe? Era trazer a música do terreiro pras ruas, era cantar os blocos ápos na rua. E nós meninos querendo mudar o mundo querendo mudar toda aquela concepção do que estava rolando, não a gente não precisa sair da Bahia e morar fora da Bahia pra gente fazer sucesso a gente vai fazer sucesso aqui. Eu, Brown, Alfredo, Arigil, tantas tantas pessoas maravilhosas todos meninos Tony Mola ali do Pelourinho, Tony Materia, Pierre, Tao, né? Rejulu, e a gente estava ali, contando histórias e querendo fazer histórias. E hoje quando a nossa querida Lidice chega, e traz esse dia em homenagem à chamusic, É só felicidade, eu estava aqui ouvindo o Brown falar e chorando aqui porque, pra mim, sabe, é é de 1 alegria tão grande de ver o Sham music se renovando a cada minuto com Baiana System, sabe? Com Márcia Castro, com tantos artistas que estão chegando aí trazendo 1 luz, 1 força grandiosa e a gente consegue enxergar o nosso legado, a gente consegue ver Armandinho no Baianocista, a gente consegue ver tanta coisa bacana que a gente trouxe né, Daniela com seu balé, Daniela com sua voz, a banda Mel, trazendo a música dos nossos ancestrais pras ruas, o Olodum que é grandioso. O Olodum é o coração da gente, sabe? Pra mim é só, hoje é momento de muita felicidade, eu só tenho a agradecer. A a essa mulher grandiosa que eu tenho tanto respeito e que ela sabe, o quanto eu sou fã, que é lidice, essa mulher linda, que, meu Deus do céu ela é maravilhosa mesmo, tenho muito prazer em ser pisciana como eu e sabe do sentimento que eu estou trazendo aqui. A nossa ministra da cultura que vem fazendo trabalho maravilhoso, sabe? E ela sabe da essência de nossa, de nossa música. É isso gente, muito obrigada por estar aqui presente, tá? E e dizer que muito obrigada a todos e todas, viu? Obrigada, achei a música é força, é energia e é luz, é alegria. Muito obrigada. Obrigada

0:004:00
27 de nov, 16:36
#21
Transcrição por IA

Sarajane inspiradora, tem admiração de todos e todas que estão aqui que com as que conseguiram ir adiante naquilo que você foi 1 precursora, tá certo? E que continua sendo essa figura encantadora da música baiana. Como já foi dito aqui, o a Axé lançou muitas mulheres, né? Brown se referiu a isso, a presença da mulher à frente dessa desse movimento. Lançaram o axé. Ou as mulheres lançaram o axé como a nossa Daniela tão falando aqui qual é o caso inclusive de Sara Jane. Exatamente. Homens e mulheres, ritmos diferentes, assim surgiu o axé a axé nessa nessa misturas, aliás eu quero dizer que ouvi hoje 1 música de Tu Zé que é favorzinho maravilhoso e que fala justamente disso, de todos os ritmos como eles se misturam e se unem na Bahia. Vale a pena vocês escutarem depois do Zé de Abreu esse músico maravilhoso que aliás me diz aqui assim que, ele hoje eu falando com ele dessa audiência, e ele me diz assim, olha se eu devo ter sido o primeiro músico, o primeiro músico a tocar, axé no saxofone em cima do trio elétrico. Verdade. Muito bem, Vou passar a palavra à nossa deputada e expresidente dessa comissão e atual vicepresidente, a deputada Jandira Fegali.

0:001:50
27 de nov, 16:40
#22
Transcrição por IA

Nossa inspiradora deputada, da Bahia que eu conheço há tantos anos, quero agradecer esse momento tão importante, e que é nesse momento que a gente sente que vale a pena, estar por aqui. Porque eu diria a vocês é por isso que eu vou precisar sair porque diante das notícias, que a gente vem vivenciando nos últimos dias, eu tenho agora a reunião com os parceiros que participaram da CPI do 8 de janeiro pra gente pensar em algumas, estratégias. E a presença de vocês aqui, todos e todas vocês aqui, sim vocês não têm noção do do contra balanço de energia que vocês trazem porque não está fácil. É não está fácil. Viver esse congresso aqui não está fácil, né? Ouvir ouvir coisas tão fora da realidade, tão agressivas, tão desqualificadas, tão de baixo nível. Sustentação de golpes e atentados à democracia, é muito difícil e diante fatos tão robustos, né? É como se a realidade pra eles não existisse, e a gente estivesse vivendo em outro planeta. Então 1 1 presença de de pessoas que, expressam a nossa história pela música, pela composição, pela arte, sempre é momento de virada pra nós aqui, muito de muita virada. E reafirmo alguns conceitos assim que eu sempre construí na minha cabeça de que nós não estamos discutindo apenas estilo musical, nós estamos discutindo poder. Isso é 1 discussão de poder e de poder político. Cultura é poder. E é essa discussão que a gente precisa dar cada vez mais relevância, nós estamos falando de afirmação da brasilidade, contra o etnocentrismo, contra o eurocentrismo, contra os colonialismos culturais. Nós estamos falando de transformação social, nós estamos falando de disputa de valores, isso também é cultura. Valores que se contrapõem ao ódio à violência, nós estamos falando de cultura de paz de amor de solidariedade de convivência, pacífica entre seres humanos respeitando a diversidade, respeitando as diferenças valorizando, as muitas religiosidades. Nós estamos falando de poder de desenvolvimento econômico. Cultura é economia, né? É é renda, é tributo, é imposto, é movimentação de várias cadeias de produção. Eu fico imaginando, eu não tenho dado, mas quanto que o Axé music produz de tributos de recurso, como carnaval, como São João, como tantas outras possibilidades de cadeia de produção, e e que a gente às vezes precisa ficar disputando com os gestores das cidades, dos estados, até mesmo nos nossos governos federais, dizer olha isso aqui é prioridade, isso aqui é relevante, isso aqui é fundamental. Então assim, eu acho que cada dia nacional que a gente demarca aqui 1 expressão cultural brasileira, é esta afirmação que está acontecendo. É 1 afirmação muito potente, muito forte, e essas iniciativas que acontecem aqui nesta comissão que foi criada há não muito tempo, né? Mas é 1 comissão que começou a pautar de forma diferente as leis, os projetos, os debates, e deixar de ser apêndice da discussão da comissão de educação e passar a ter a mesma relevância dentro do parlamento brasileiro. Então eu só posso agradecer a entrega que vocês fazem, a nós e ao povo brasileiro, o que vocês significam e afirmam todos os dias pro mundo, né? O que vocês conseguem produzir de desenvolvimento econômico, e como a cidadania se mexe quando a arte se mexe. Cada artista que se mexe, tem pedaço da sociedade que mexe junto, e quando todo mundo se mexe, a gente vira o jogo. Obrigado deputada Alex, parabéns viu? Obrigada.

0:003:53
27 de nov, 16:42
#23
Transcrição por IA

Grande parceira da cultura nacional e aqui também 1 grande lutadora nesta comissão pelas nobres causas da cultura. Eu queria antes de passar a a próxima pessoa falar eu queria registrar aqui 1 boa notícia também Jandira pra você e pra todos nós que nessa ontem Bené foi aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa da Bahia a criação da Bahia Filmes. Bahia Filmes é 1 empresa de nós que atuamos aqui na frente do audiovisual e do cinema, a Bahia também tem protagonismo e aqui agora a gente precisa fazer a nossa a nossa parte aqui, conseguindo fazer as legislações que estão em suspenso da área do audiovisual pra até o fim do ano a gente votar direito autoral, streaming, Sim sim sim. Exatamente. Vamos lá, vamos lá. Que bom. Vamos pra frente. Quer falar? Vou passar claro, passar pra você Bené, sem dúvida a nossa, nossa rainha é maior, nossa coordenadora da da comissão da mulher, e também expresidente desta comissão, autora fundamental no período em que presidiu esta casa e que fomos acometidos pela pandemia foi de Bené a iniciativa inicial da lei Aldir Blanc que mobilizou e salvou tantos artistas produtores culturais e todos os trabalhadores da cultura e da arte desse país, eu pude ser coautora junto com todas as os outros membros dessa comissão, mas foi dela essa querida companheira que eu acompanho desde a constituinte de 88 nós 2 juntas e somos hoje 5 das dos constituintes que ainda tem mandato no Brasil. Tanto é orgulho enorme passar a palavra pra Benedita da Silva.

0:002:10
27 de nov, 16:46
#24
Transcrição por IA

Boa tarde a todas e a todos eu quero cumprimentar o Bruno cumprimentar aqui a minha querida presidenta deputada Alice da Mata de longa estrada antes da jandira olha só só pra mexer com a jandira mas ela já foi joão jorge esse grande companheirão de muitas horas né de muitas conversas e sem dúvida nenhuma falar dessas 2 maravilhosas mulheres aqui nesta casa que nos representa e muito por sua luta por sua arte por entregar a sua arte também as nossas causas a causa do Brasil né e de fazer com que a ali disse se movimentasse né em torno de agruparnos para que pudéssemos ter esse grande dia que é o dia do axé music então Margarete Menezes nossa ministra parabéns viu muito sei que as coisas não são fáceis mas pra nós é 1 alegria poder saber que temos ministério e que temos 1 ministra da cultura e que ela se chama Margarete Menezes. E e saber que temos também 1 mais que que rainha que está sempre conosco nos defendendo nas causas né nos momentos mais difíceis nunca negou sua fala sua presença né e nem muito mais o seu posicionamento por isso eu não tenho chapéu mas continência para Daniela mesmo. Olha gente, e vocês compositores, compositores, eu eu estava aqui pensando de que eu vou ter que sair porque aqui o prazo de validade nas comissões nossas é tem tempo em tempo aí a gente sai pra outra e na outra a gente vai e eu fico chateada porque eu gosto de curtir essas coisas porque é o momento né relaxo quando não tem que discutir nada é só ler o alerta. Não tem que brigar né? Mas não tem então é isso. Mas eu não poderia deixar de acrescentar 1 coisa que eu acho muito importante, até porque essa palavra axé logo que que o axé começou a ter 1 certa relevância denomina, ouvese muita né, e todo vocês sabem que eu sou evangélica e tudo e essa palavra é 1 palavra de que a gente sabe que o axé né, ela o o axé não é de 1 religião ela é de 1 nação iorubá, e a gente sabe o que isso significa se tratando dessa pluralidade religiosa que a gente não sabe tanto quanto não é? E a gente aprende né? Na nossas vida, no nossos estudos, naquilo que vocês conseguem passar pra gente que o axé music é muito mais do que tudo que nós estamos falando aqui, porque ele é de 1 força tão transversal, sabe? Ele é de 1 força tão transversal que eu ignorante na na na confesso nas pesquisas, mas no meu pouco conhecimento das pesquisa que pude fazer, então eu fui permear, peguei desde minha mãe que era da umbanda como ela via o axé, né? O que era axé pra umbanda, né? Minha mãe umbandista aí tinha terreiro, axé na umbanda. Eu fui olhar ao meu lado, que o axé na bíblia, eu fui olhar o que é 000 axé no candomblé, eu fui olhar onde é o axé do espiritismo, eu fui olhar onde há o axé na sociedade e vi que ela é 1 única coisa pra todos nós, é força, é poder, é acontecimento, é ocupação, é tudo isso que vocês expressam há décadas e décadas, e queiram ou não queiram, é 1 coisa que a gente chama de divino, porque está dentro da alma. Está dentro da alma, não é, não é só 1 palavrinha axé, music não, é negócio que arrepia, que toca né? Pra uns faz se mover dum lado, pra outro faz se mover do outro, pro outro se balança pra lado, canta de 1 forma, pro outro canta de outro, mas isso é força gente, isso é poder e ninguém pode com a gente, não pode não, não pode não, e por isso é que a fala olha, se aqui tem poder eu também quero, se aqui tem poder eu também vou conquistar, porque é isso que nos faz sabe? É 1 força tão grande que me faz com todo o respeito aqui me lembrar da da da música diz que João Nogueira cantava e hoje 000 filho canta que é que a a questão daquela força maior que nos guia né? Que ela está no ar, ela está por aí né? Não não é sua, não é minha, nós não somos dono dela, ela nos nos aposta né e a gente sabe dar o nosso grito de liberdade como Deus zumbi de andar e tantas outras na Parabéns pra você viu Lindsay, parabéns por vocês grande abraço. Né?

0:005:56
27 de nov, 16:48
#25
Transcrição por IA

Nossa constituinte, nossa coordenadora das mulheres. É sempre assim, a gente não, ninguém resiste a não aplaudir de pé Bené, é a nossa querida, aqui de todos nós, a bancada progressista, e respeitada por todos. E ela ainda tem 1 das datas de nascimento junto comigo, que ela tem 2. Ela é Bahia? Na Bahia ela é Bahia, mas devia botar pouco. Mas gente vamos continuar, vamos continuar Amauri, ele tem muitas qualidades, mas nem sempre, mas ninguém é perfeito, né? Ninguém é perfeito. Então vamos, quero registrar aqui a presença, companheiros também de Márcio Tavares, secretária executivo do Minc que temos a satisfação de receber nesse momento, obrigado Márcio, me acolheu rapidamente nas demandas que solicitei. Sebastião Soares, diretor de promoção culturas populares e tradicionais também do. Acompanhando nossa ministra, obrigada pela presença Sebastião. E vamos voltar portanto aqui as falas da mesa porque aqui a gente sempre tem que dar prioridade aos deputados por todas essas razões que já foram explicadas. Vou passar agora a esse que é meu querido amigo, amigo de muitos e muitos anos. Ele, ele, ele é pouquinho mais adiante que eu, ele Zulu, ele Zulu, mas, como tem essa disputa assim, Daniela entre o Olodum E0E0 Ilé, ele dizia assim, quando a gente dizia o mais belo dos berros aí ele vira pra pra vovô e diz o mais velho dos velhos brincando. Mas isso tudo é brincadeira é realmente tempo de muito amor entre essas 2 organizações, né? E a gente busca fortalecer todas a elas e eu gostaria de passar agora a palavra desse querido, orgulho nosso, João Jorge presidente da Fundação Palmares, e que nós todos sabemos que antes de ser presidente da da da Fundação Palmares é organizador da luta social cultural da Bahia, com o bloco Olódùum, à frente do bloco Olódùum, na sua presidência, João Jorge transformou o Olódùum numa marca internacional. Aqui Paulo falou sobre isso, outros também falaram, a Bahia tem certo 1 certa mania de naturalizar tudo, então a gente termina achando que tudo é pequeno, tudo nosso é pequeno, mas não, nós precisamos nos apropriar de outro sentimento como foi dito aqui, e de ter o poder de compreender esse valor cultural que a Bahia tem, e João Jorge fez isso, ele e todos os outros que compõem a diretoria do Oloduma, mas tendo ele como líder, transformou o Oloduma numa marca reconhecida internacionalmente, levando a a artistas da música internacional visitar a Bahia e participar desse encontro musical no Lodon. 1 palavra a você. Só Michael Jackson, só Michael Jackson.

0:004:25
27 de nov, 16:54
#26
Presidente da Fundação Palmares João Jorge
João Jorge

Presidente da Fundação Palmares

Transcrição por IA

Boa tarde a todos e todas. No dia 25 de abril de 1983, 1 mulher negra tomou posse como presidente de bloco afro em Salvador. Cristina Rodrigues assumiu a direção do bloco do brega, do mangue, do pior lugar do mundo, segundo o jornal Liberty da França. O Marcel Pelo Lourinho abandonado, centro histórico de Salvador, bloco que possuía apenas 7 instrumentos de percussão, e 1 potência de 100. E levou o samba para esse bloco. E por ser minha irmã, pediu que ajudasse a gente transformar aquela pequena estrutura em lugar da música, lugar do samba reggae, lugar da conquista, lugar de negros e mestiços e brancos, de baianos, não baianos e artistas internacionais. Em 45 anos, nós conseguimos levar à Bahia 4 grandes nomes da música internacional pra gravar com Samba Red e quem sabe, com axé music Jimmy Cliffe, Paul Simon, Michael Jackson e Alpha Blonde. Mais do que isso, fomos a 44 países do mundo, 6 Copas do Mundo, 1 Olimpíada, tudo com o som do coração. Como é o som do coração? É o som do tambor. Então, 1983, o Urupido começou a tocar tambores com 1 forma bem diferenciada do comanche, do apache, do de Ramos, do do Garcia, e foi 1 invenção do maestro criador, menino Samba, que estava comigo no Ilhé, ao sair para o Lodon, essa dirigente mulher deu toda a liberdade do mundo pra ele trocar a forma dos surdos pra diminuir a quantidade dos e fazer do som do Lodon, o som do povo antifantiaxante. O som dos tambores do antifantiaxante era som da conquista, são tambores enormes, que cada cidade que ia ser dominada ouvia o som dos tambores antes. Hoje em dia, o Axé music é decorrente desse pai, o Olodum, é decorrente dessa mãe, Cristina Rodrigues, é decorrente de Rita Rodrigues, a nossa irmã, mãe desse jovem cantor Rafael Barreto que está aqui. Então essas mulheres e homens do brega, da zona, da música popular brasileira, da música de rua, não deixam movimento social como esse morrer. E essa música não depende de ABCD lugar. A axé music encontrou, Benedita vereadora nos anos 82, e transformou ela conselheira do Olodon, conselheira de grupo da música. Ela, como evangélico, não, não, não, não. Nós vamos avançar pelo mundo. Nós somos Mandela, somos Madiba porque somos igual Mandela, nós tivemos nas 4 campanha do presidente Lula para presidente da república, nós somos grupo da música de esquerda brasileira, na campanha da deputada Alice para prefeita, para a senadora, nós somos aquilo que há. Aqui também. Ah. Calma, vou chegar lá. Nós nós somos aquilo que a nova música africana fez a partir do camarão como a luz de bango. Tornouse contemporânea, tornouse moderna, capaz de tocar em qualquer lugar do mundo, do central parque aos confins da Finlândia, da Tailândia a Uruguai e Chile. E pra isso a gente soube muito de 1 ajuda luxuosa. Essa ajuda luxuosa veio através de Margarete Menezes, veio através de Daniela Merta, aqui do lado, veio através de novo espírito da cultura. E vários países do mundo é a cultura que define a liberdade, a igualdade, a democracia, o respeito a valores, em outros lugares não. A cultura é perseguida por tropas, por exílios, por perseguição, por planejamento de morte, por envenenamento, as coisa que nós estamos vivendo hoje aqui. Provavelmente, 3, 4 anos atrás, não teríamos como fazer essa reunião de velhos e novos homens e mulheres da axé music, porque a axé music incomoda muito o Brasil, porque fala da realidade, das discordâncias que o Brasil tem com o Brasil. Toda a nossa trajetória, seja do Odum, do Ilet, ou da Sheh music, é citado em jornais como coisa de depravação. Primeira notícia sobre o Ilê foi que tinha sido bloco racista que foi pras ruas falar em poder negro. A primeira presença do bloco Afro Odom, no nas ruas da Barra, foi o que é que esse povo do mangue, do brega, do Maciel Pelourinho está fazendo na Barra. A música pra tocar nas rádios, eu disse não, essa música não toca na rádio não. E quando houve a covid, agora recentemente, a cidade de Salvador cantou o seu grito de guerra. Eu falei e faraó, a cidade inteira cantou isso. Ou seja, algumas vitórias são simples, algumas derrotas são provisórias, mas a luta pelo bem e pelas coisas boas é permanente. Hoje, a música de Luciano Gomes, que fez o Jaime em 83, 2 anos antes da Sham Music, é a música mais tocada da Sheemusic no mundo. Faraó foi tocada em todos os shows do Ludão no mundo. 72 artistas gravaram o Faraó. É a música da ministra Nagret Menezes. Mas é também, é espírito da Bahia. Começa com a ordem cósmica, no Egito Antigo, e termina falando do Pelourinho, 1 pequena comunidade, que porê lodomira, em laços de confraternização. Isso hoje é fácil de a gente estender, mas em 87, a revista Veja, a Folha de São Paulo, isso é loucura, que é isso. Como é que tu pode querer dizer que os falaram horas é o negro, que o Egito é na África? O Egito é na África, o Egito é pertinho da Noruega, é colado com a Dinamarca. De onde saiu isso? E nós apenas ali, pacientemente, reconstruímos a Bahia. Em 83, 84, 85, 87, a Bahia vivia da Bahia, vivia do nosso estômago. Nós gostávamos de nós mesmos da Barra de Itapuã, da Liberdade de Piripiri. Nós não éramos transnacionais. Hoje nós podemos dizer que somos transnacionais. Fomos a Pernambuco sob o protesto de Vanda Shees, não vem pra cá não, não vem pra cá não. Fomos pro Rio, fomos andando o país inteiro, depois o mundo inteiro, e por acaso, ou por 1 combinação desse destino, nos reunimos com o presidente Lula na casa de Daniela Metay, com vovô, Roberto Pitta, Margarete, pro presidente Lula, o senador Wagner, que conversamos muito sobre a cultura. Presidente, é preciso fazer algo, é preciso fazer mais. Nós temos que fazer da cultura o o modelo brasileiro de civilização. Até agora o modelo brasileiro de civilização é o futebol, é as matança, o genocídio, o ataque ao meio ambiente, é a perseguição e a intolerância. Vamos fazer isso. Quando a ministra na grande ministro foi convidada, Zulu Araújo e ela, combinaram para que eu então largasse os 40 e poucos anos do Odum e pudesse trazer 1 experiência multiculturaial pra Fundação Cultural Palmares. Nós estamos chegando aos 2 anos, inauguramos 1 casa lindíssima aqui na no setor de autarquia, palácio da cultura de todo o mundo. Resgatamos a presença na Serra da Barriga, o berço dos quilombos, tivemos 4 vezes, a ministra teve em maio, tivemos agora de novo, estamos avançando no Rio de Janeiro no caso Valongo, por onde chegaram milhares de africanos, e estamos lidando com a música de todo o Brasil. Não há mais nenhum setor musical desse país que não tenha a batida da axé music, que não tenha batida dos tambores. O sertanejo, gospel agora, principal cantor gospel desse país, canta como cantor de bloco afro. Canta, requebra, vai e volta, comanda. Então assim, a deputada vista mata gosta de provocar, e ela faz isso o tempo inteiro. Como que a como que é 1 reunião dessa é provocar o destino da axé music, o destino da cultura, o destino da nossa identidade, como a o axé music vai coabitar com aqueles setores que não são do mercado, Falamos isso ontem, não é isso, Tião? No carnaval, o ministério está discutindo o carnaval, e ao mesmo tempo, não deixaram de entregar novidades para o Brasil. O maior desafio da Sham Music não é viver do que já foi feito, é apoiar a novidade, os novos atores, a novas atrizes. Esse ano eu chamei Daniela Merko pra ver estar o NAU, na Casa Nova da Palmares. E quero convidar também vocês para estar conosco na nova casa da Palmares, porque era pouco tempo atrás subsolo setor da oficina, e o Ministério da Cultura e a Palmares foram os órgãos mais perseguidos desse país no período recente. Por quê? Porque a cultura é 1 ameaça a ditador, a opressor, a quem não gosta da liberdade. Eu vi 1 das ruas de Salvador, nasci na Rua do Bispo, há muito tempo atrás, vivi no carnaval a maior parte da minha vida, e gosto da liberdade. E pra mim a o Oscar music pode não ser tudo, mas é a liberdade, é a liberdade de ouvir, cantar, sonhar, sair vestido de mulher na zona de Salvador, é rebolar como devices, e encantar. Então achei música é a alegria do do Holodum, do araqueto, dos blocos afro, dos cantores e compositores, a quem nós devemos muito, os compositores, as compositoras, que fizeram a cama pra que esse sucesso viesse aí, e agora nós temos possibilidade com o Ministério da Cultura de encontrar novos caminhos, definir esses novos caminhos, tratar o carnaval, a música do carnaval, como algo do ano inteiro, permanente, porque faz parte da alma e da alegria. O Brasil precisa disso, de sorrir, de alegria, e o axé music independente do seu nome, pode dar isso pra gente. Muita paz, muita alegria e 1 história poderosa que alcançou os 190 e países desse Então, palmas para.

0:0011:41
27 de nov, 16:59
#27
Transcrição por IA

Com muita alegria a presença da primeira secretária, segunda secretária da mesa diretora da casa, deputada federal Maria do Rosário, lutadora dos direitos humanos, da da cultura e de todas as boas causas democráticas do povo brasileiro. Sua saudação. Querida

0:000:25
27 de nov, 17:10
#28
Transcrição por IA

Da Marta, eu quero abraçar essa comissão, já integrou essa comissão então fico muito feliz sempre de estar aqui, a ministra da cultura tem estado aqui com a gente de modo muito importante, abraço essa ministra que é o jeito do nosso Brasil, alegria de tá aqui com Daniela Merkori também, então Margarete Menezes, Daniela Merkori, 1 representação das mais lindas que esse país pode ter e quero agradecer o sentimento de resistência da Fundação Palmares, do Bruno Monteiro, abraço também querido secretário da cultura da Bahia, estou ao lado do Márcio Tavares aqui também do Bing. Lites eu serei breve pra dizer o seguinte, estou aqui pra manifestar meu apoio, mas sobretudo pra agradecer o que esse povo da Bahia faz como música, como arte, como integração do Brasil e esse reconhecimento precisa existir. Ao mesmo tempo no ano passado quando Daniela esteve no Rio Grande do Sul pra fazer espetáculo, várias manifestações de ódio aconteceram, que tentaram impedir, momento lindo que foi aquele espetáculo. E eu quero dizer a vocês que esse Brasil da arte e da cultura, no momento mais difícil ministra Margarete, que o Rio Grande do Sul viveu, esteve lá, e a Bahia junto, com solidariedade imensa e amor pela nossa gente do sul. Então eu olho essa nossa realidade de Brasil tão diverso que se manifesta através das suas múltiplas etnias mas também dos seus sotaques e das suas dos das suas melodias e essa riqueza toda que a Bahia nos traz e só quero aqui agradecer e dizer deputada que é o seu lado ao lado de Benedita que Márcio dizia que recém falou aqui também que foi também ao seu lado voz das mulheres na constituinte Lidse e Benedita são as nossas constituintes. Eu quero referir que nós estivemos muito perto mas muito perto mesmo de acontecer o pior que poderia com a nossa nação. A vida do presidente Lula, do vicepresidente Alckmin, do ministro Alexandre de Moraes, foram vidas ameaçadas, mas alguém tem dúvida? Que se a vida do presidente da república, do vice, dos ministros do Supremo estiveram ameaçadas, a vida dos artistas não está ameaçada por dizerem o que pensam, por viverem como são, por desejarem a liberdade e a democracia mais profunda, pois sempre foram os fazedores da arte e da cultura que produziram a existência nesse Brasil. E também no enfrentamento ao governo fascista de Jair Bolsonaro foi a partir da cultura que nós votamos leis aqui de resistência. Nós não temos medo de dizer quem somos. Nós somos aquela gente que não tem medo de defender o que é justo e digno pra todo o nosso povo. Nós somos aquela gente que não tem direito de ter medo no tempo atual, porque nós recebemos como legado dos constituintes, das constituintes país medianamente democrático, e não deixaremos pras novas gerações a marca de golpe da extrema direita, a ceifar vidas, liberdade e democracia. Então eu estou aqui pra registrar a arte, a Bahia, o Brasil, os artistas, as artistas, como o espelho que nós queremos dessa nação democrática. Pra agradecer e dizer que tudo que acontecer pela cultura deputada Alites, é responsabilidade de todo mundo que defende a democracia e eu vou me colocar na primeira fila dessa forma de defender sem sombra de dúvida, em políticas públicas e por 1 nação culturalmente democrática também. Parabéns deputada Alitese, parabéns pra missão de cultura, viva o Achar Music e viva a Bahia e viva a cultura do Brasil. Obrigada, muito obrigada.

0:004:17
27 de nov, 17:11
#29
Transcrição por IA

Maria do Rosário. Bom, a nossa querida Daniela me disse que eu posso dar continuidade e eu vou pedir pra falar agora antes porém quero registrar a presença de Tiago Nascimento cantor aqui de Brasília, e é também olá ele atrás, de paletó e gravata, dando força a todos nós. É importante registrar essa participação de deputados de muitos estados porque eles essa esse registro revela a importância desse momento, não é? Nós vamos precisar de votos para aprovar esse projeto aqui na comissão e depois no encaminhamento dela no senado, são são 3 de cada estado, então nós temos grande chance também. E os nossos senadores certamente estarão ao nosso lado. Eu quero ler também aviso do nosso querido Carlinhos Brown a que volto a agradecer toda a generosidade de sua fala, que mandou mensagem justificando que precisa precisou sair da reunião porque vai embarcar no avião agora. Então, voltando, eu vou sair da oitiva dos dos agentes culturais diretamente e vou passar a palavra a jornalista que deu grande contribuição a essa história inteira que, como os outros, também deram, mas que se dedicou mais a essa a estourar esse movimento, que é o jornalista Damion Brito. Quero avisar vocês que eu tinha feito discurso aqui de 2 páginas e Gabriel meu assessor de imprensa me ajudou também, deve tá revoltado porque eu não li nada e tô passando aqui, mas era pra registrar a presença de muita gente que contribuiu e que fundou esse movimento, como é o caso de Luiz, de Luiz Caldas, de de Sara Jane, de Margarete, de Jerônimo, de Brown e da nossa querida Daniela e outros como Bel, eu depois vou ler aqui o nome de muita gente que participou desse movimento. Por enquanto, acho que é mais importante ouvir vocês que participaram dessa história, construir essa história diretamente, eu participei mais atrás do trio elétrico e desses movimentos populares todos aqui no com João Jorge. João na no tempo que não existia emenda, na Câmara dos Deputados só o deputado só tinha direito a indicar subvenção. Eu como deputada federal constituinte, junto com Aroldo Lima e Domingos Leonelli, indicávamos esse pequeno recurso pra o ajudar o Oolodum, porque João Jorge, que era operário do polo petroquímico, e militante político contra a ditadura e antirracista, já nos procurava pra viabilizar esse tipo de movimento. Então o João Jorge, além de tudo, militante que escreveu sua história nas ruas, na luta contra a ditadura militar no nosso estado e me lembro daquele episódio, em que membro do Olodum, naquele tempo que o Pelourinho vivia cheio de repressão, levou tiro no braço, não é? Que nós fizemos movimento grande na na política, nós todos éramos oposição ao governo do estado pra que pudéssemos vir a pedir a intervenção dos EEEA responsabilização dos culpados por aquele momento ruim e trágico mas que faz parte das nossas vidas. Muito bem, quero passar a palavra a Gaminon, você pensa em quanto tempo 5 10? 5? Mas se você sentir necessidade a gente alonga porque aqui quando vocês ouvem aquela, é automático não sou eu não é porque eles já são programadas já é programado pra isso. Eu sou melhor escrevendo do que falando. Boa tarde a todos e a todas. O filósofo

0:004:55
27 de nov, 17:15
#30
Transcrição por IA

Nietzsche falava que, só depois que você sai de castelo e caminha pouco você pode olhar pra trás e ver a a que altura elevamse a o as torres do castelo. Estar no início dessa história toda, desde 85 acompanhar tudo, e ver 40 anos depois o que se tornou, é é 1 coisa fantástica, culturalmente pra mim como jornalista, como baiano e como alguém que ama a cultura brasileira popular, né inclusive fazendo o que eu já eu sempre faço me autoironismo graças a Deus eu tenho humor e tenho autocrítica, ter criado o termo em 87 de forma irônica, sendo roqueiro iniciante que estava escrevendo sobre, fazendo crítica pra mim é maravilhoso ver o que isso se tornou né? E como logo isso foi ressignificado, por todos, por mim inclusive e pelos artistas. Brown escreveu 1 coisa tem uns 10 anos com faz fez 30 anos, que eu fiquei apaixonado pela forma que ele falou, ele falou por ironia ou não, você deu identidade a 1 geração, nós precisávamos de nome, e esse nome extrapolou é nome pop. E eu gosto dessa identidade que foi criado, e que eu pude contribuir com isso, e acompanhar a carreira de tanta gente. Vendo a ministra Margarete por exemplo, ela sabe disso, eu vi Margarete cantando no Pelourinho de pé descalços, num bar chamado Zanzibar, não era nem Zanzibar era alguma coisa desse tipo. Zanzibar era bocadinho. Não mas lá também tinha que era de africano, e assim eu acompanho tudo isso, e vendo o que se transformou como a deputada Jandira falou também eu achei tão legal, que é tudo sobre poder com o tempo você vê que tudo é poder, tudo é poder, é pertencimento no que se transforma, no que a fem music produziu, deslocou eixo, porque era Rio e São Paulo, deslocou pra Salvador, o meio, como cresceu os músicos, os estúdios que foram criados, a ascensão social de milhares de pessoas através disso. A gente sempre esquecia na época, 10 anos depois você já havia jovens né? Sendo músicos, trabalhando, viajando pelo país, sustentando as suas famílias, e depois conquistar o mundo né? Que era algo que me, aí na minha ironia eu jamais jamais pensei que dia aquilo não chegaria tão longe, e chegou e ficou. Então assim, há tempo quando se fala que o acha music está, decadente ou enfraquecido, eu falo já não é isso gente, ela ele veio pra ficar e tudo é cíclico. Eventualmente a axé music mercadologicamente pode estar em baixa, e em outro momento pode estar em alta, mas independente disso, já é algo da identidade cultural do país, já é algo da identidade cultural de toda 1 geração. Eu quando converso com pessoas novas de hoje da música pop como Silva, Ana Vitória, várias pessoas que eles têm 1 relação com as chamusky que eles gravam as chamusky novamente como eles falam que passavam carnaval em Salvador, você já entende do que isso já se transformou 40 anos depois. Então pra mim é maravilhoso ter contribuído dessa forma e continuar, né? Como e e também ressaltar o papel de nós jornalista nesse processo todo, tudo foi construído junto né? Como esquecer o papel de 1 banda Chase, ou de 1 Martins marrom, e tantos outros jornalistas né? É tudo, é bananidade na Gol Pop. Obrigado. Muito bem obrigada

0:003:50
27 de nov, 17:20
#31
Transcrição por IA

Contribuição ao surgimento deste movimento e a sua ironia também, porque sem ironia a gente não vive, né? Sem. Exatamente. É, e e esse registro que todos fazem da virada de chave que o movimento conseguiu fazer. Se os novos baianos, Caetano Veloso, Gil, desde o tempo de Dorival Caymmi pra se fazer sucesso tinha que ir pra o Rio, São Paulo, que era o centro de produção do país. Esse movimento vem com com essa disposição de se instalar na Bahia, mas acompanhando também o desenvolvimento tecnológico que permitiu com que nós pudéssemos ter esses estúdios baianos com o carro o caso da do WR né? Que foi importantíssimo pra isso. Eu me lembrava por exemplo dos programas da da da TV Itapuã do do nosso básico, né? Pedro Hugo que fez o maior tem até hoje o maior estúdio de TV ele montou ali 1 estrutura de televisão, de rádio, sistema de comunicação totalmente aberto para a cultura baiana, para as festas de Largo da Bahia, pra cobrir o carnaval e pra esse movimento novo que se apresentava, que surgia na Bahia, né? Então tudo conspirou a favor graças a Deus, é o universo, é o axé conspirando a favor dessa nova energia. Então, nós somos contemporâneos disso e por isso nos dá muita alegria poder conviver nesse momento e vamos com certeza conquistar esse título aí do dia nacional da para celebrar com o Brasil inteiro, porque o Brasil inteiro celebra essa música, Brasil inteiro, todos celebram essa música e tem artistas que como Bel Marques e as bandas de carnaval, não é? A própria Ivete e tantos outros artistas que vieram e se agregaram a esse movimento. Então a a minha a minha a minha ministra me pedindo 1 parte imagine eu eu fico que quando eu era candidata a prefeita ela estava lançando aquela música que tinha refrão seguinte agora quem manda é a galera nessa cidade nação. E0E da navio negreiros e 1 parte da da população começou a achar que aquilo era o hino da minha campanha. E eu e eu comecei a entrar em pânico. Vamos, é 1 música genial. Mora Moreira. É. Nossa. Alô alô? É 1 parte importante que eu acho que a gente Opa opa, tem que ligar. É 1 parte importante né? Porque o Axé music, é todo esse movimento.

0:003:10
27 de nov, 17:24
#32
MINISTRA DA CULTURA - AUTÔNOMO Margareth Menezes
Margareth Menezes

MINISTRA DA CULTURA - AUTÔNOMO

Transcrição por IA

Ele veio com essa esse universo todo de de claves e sonoridades e influências, mas nós também tivemos a a honra né tivemos a o diferencial, de ter o nosso próprio palco, que era o trio elétrico, e aí a gente tem que lembrar do seu doutor, Osmar, Armandinho, a família Macedo, que é também parte fundamental pra essa ampliação dessa música produzida na Bahia que chegava nos lugares já com seu próprio palco envolvendo a todos né, 1 carro criado pra democratizar a música. Então esse também é grande ponto da música baiana, né, do nosso axé. Ou seja, é economia criativa.

0:000:50
27 de nov, 17:27
#33
Transcrição por IA

Na veia, é economia criativa na veia, aqui Jandira falou sobre a a produção econômica do do nosso movimento da axé e fiquei aqui na cabeça me dando vontade de fazer isso, 1 pesquisa sobre isso. Nós já pesquisamos A00A0 tamanho econômico do impacto econômico na Bahia, por exemplo, do São João. Foi feita 1 pesquisa pela pela pelo observatório de economia criativa da Universidade Federal da Bahia. Talvez seja essa próxima pesquisa que nós podemos fazer em em contato aqui com a nossa ministra arranjar dinheirinho e a UFBA e a gente botar dinheiro também pra isso, né? Conversando com o que é especialista em economia criativa pra que a gente possa medir pouco, 1 medição em princípio ainda sem 1 estruturação maior, mas o impacto desse movimento na economia do nosso estado e e portanto na economia criativa do Brasil, né? Eu vou aproveitar por fazer minha propaganda, nós somos, eu sou presidente da Frente Nacional ou parlamentar, mista, câmara ensinado, da economia criativa. E nós estamos com projeto de lei tentando fazer a lei geral da economia criativa brasileira, que fizemos seminário muito bom, participei também das da da do lançamento das da da linha fundamental da economia criativa pelo ministério, não é? Que agora tem 1 secretaria nacional de economia criativa, e o entendimento de que a economia criativa não é mais segmento meio marginal, né, da economia secundária. Não, hoje a economia criativa já está demonstrado, emprega mais que muitos setores econômicos, inclusive a grande indústria automobilística. Então, nós precisamos compreender isso e nessa dimensão precisamos tratar de assunto que Daniela falou aqui no início lá em cima, que é por exemplo, o trabalho daqueles que fazem economia criativa, as regras desse trabalho, o reconhecimento dessas profissões, a definição dessas profissões, porque a economia criativa não pode estar vinculada a 1 ideia de desregulamentação, de falta de regra para os profissionais, porque ela precisa pelo seu tamanho, pela sua importância, significar crescimento de valor monetário pra aqueles que a realizam, que é fase. Não é mano? Você que luta aqui pelos compositores do direito do autor e essa que é 1 batalha nossa permanente aqui na casa. Então muita gente acha inclusive os político pode pegar a música que quiser e botar a letra que quiser e sair cantando por aí esquece que tem lá atrás autor, compositor, alguém que trabalhou muito pra que aquilo tivesse sucesso, né? Então era isso. Quem que não passar pra Márcia short dá palavrão. Ah Márcia claro minha amiga querida, Márcia, hoje ela veio da banda réu e hoje ela veio de cabelo preso e eu que já já tive com ela em tantos em tantos né? Na feiras da da da da e outras. Márcia desculpe mas se Márcia vai falar eu faço questão que ela vem aqui pra primeira fila Pronto Márcia vem maiores cantoras do Brasil, não só do Brasil mas na Bahia também. Quero dizer que não vamos poder renunciar a 1 execução final com Margarete, Márcia e e Daniela, de 1 execução final de 1 música do axé Robson, todos vocês aqui ensaiarem Rafa, mano,

0:004:23
27 de nov, 17:28
#34
Transcrição por IA

Toda alegria estar aqui, diante de tantas pessoas que fazem parte da construção da minha vida. Deputado Alice da Marta, não se lembra de mim porque eu era 1 menina ainda nas suas reuniões, na lá no engenheiro de Brotas na igreja Deus menino, participei de algumas e dali sair com a minha ideia formada, né, de que lado da corda eu deveria estar, e nela me mantenho até hoje. Bom, eu trago recorte, sobre o movimento do Axé, que ele é muito interessante porque, eu venho de 1 família de matriarcado de mulheres, baianas de acarajé, fui criada num berço evangélico pentecostal, onde ninguém na minha família tinha tempo pra se dedicar à arte e agora eu ouvia vozes lindas dentro da minha casa desde a minha avó a minha mãe repertório sensacional que me fomenta até hoje. Até os 16 anos eu era baiana de acarajé, eu ajudava a minha mãe ajudava minhas irmãs minha avó, na labuta do dia a dia do do acarajé que é trabalho que exige muito esforço físico, e demanda muito tempo também porque quando a gente chega na rua com aqueles aparatos todos a gente começa a trabalhar às 6 horas da manhã, pra que tudo às 15 horas esteja pronto pro freguês consumir. E eu ficava ali pensando como era que eu ia fazer pra realizar o meu sonho de ser cantora, de ser artista. Eu queria e não sabia por onde era que isso ia começar. E eu cresci ouvindo também que o que é seu te acha. Então foi ali no tabuleiro de acarajé sonhando que alguém ouvia a minha voz e me indicou pra produtor que me convidou pra o pra primeira banda que era 1 banda de baile 1 banda muito, pequena né? Depois se transformou num num outro movimento das bandas de baile a banda Marajó depois eu fui pro Papa Alegre e enfim entrei no mercado do Axé na banda meu. Como funcionária de 1 estrutura quando é 1 empresa né 1 marca entrei como funcionária E aí o recorte dentro desse universo é totalmente diferente os caminhos para chegar no tão almejado sucesso passava por 1 série de fatores que eu acredito que hoje com esse marco se a gente que eu tenho certeza que a gente vai conseguir demarcar esse dia de hoje a gente vai poder organizar de forma prepositiva de forma afirmativa a função que se delega as pessoas dentro desse mercado de economia criativa 2 chef músicas e de vários gêneros que fomentam a música da Bahia e que é composta por 1 base, preta, 1 base que de pessoas como eu, que saem de comunidades onde as suas possibilidades de alcançar esse sonho, são muito pequenas, hoje graças a Deus com toda a evolução do mercado temos o a Golodum formando músicos profissionais, a Pracaton, temos o mercado temos hoje várias iniciativas que fomentam a arte, mas ainda precisamos de organização, precisamos de reconhecimento e sobretudo de remuneração justa, porque é isso que fomenta caminhos. Quando a gente tem condição de se movimentar de forma administrativa e se organizar enquanto grupos para colocarmos assim as nossas necessidades e podermos melhorar em termos de condições de trabalho pra todos. Então assim, eu sou 1 pessoa que o Axé apresentou a minha voz para o Brasil, eu sou muito grata a esse movimento a essa estrutura porque sem ele eu não sairia do tabuleiro de acarajé pra ir cantar no domingão do Faustão. Eu não emocionaria a minha mãe e a todos os meus fregueses que me viam lá no tabuleiro e Margarete era 1 freguesa que passava por mim todos os dias ela fazia inglês não era Maga? E passava por mim todos os dias e quando eu a vi cantando no teatro solar Boavista que eu me transformei fã dela lá nos anos 80 e que eu via passando eu vou cantar igual a ela. Eu vou ficar famosa igual a ela. E ainda hoje nos dias de hoje é 1 emoção enorme te ver aqui ocupando esse lugar que você estando aí nós todas mulheres pretas da Bahia estamos, nós todas mulheres pretas do Brasil estamos numa oposição de força e reconhecimento. Então eu sou muito grata por nossa caminhada, sou muito grata ao movimento do axé, desejo que esse dia seja consolidado e desejo que a Bahia pegue essa oportunidade e estenda ao seu povo, estenda aos seus artistas, homens e mulheres pretas e como bem diz a música que Daniela interpreta é a galera que faz o astral da avenida, e precisa de fomento e visibilidade. Está bom? Muito obrigada. Muito

0:005:07
27 de nov, 17:32
#35
Transcrição por IA

Obrigada. Obrigada. Sim, Daniela vai falar. Eu vou pegar o embalo de emoção aqui. Olá.

0:000:14
27 de nov, 17:37
#36
Transcrição por IA

Boa tarde eu estou emocionada aqui, quero cumprimentar todos é 1 honra estar com vocês e disse é sempre resistência é sempre que é apaixonado pela Bahia muito obrigada. Obrigada Mano que organizou também se mobilizou Paulo Borges todos que estão aqui. A ministra que é minha, que eu amo que e minha irmã que eu admiro imensamente. Que realmente é 1 luz para todos nós como é o Axé. Eu quero cumprimentar aqui Márcio todos os deputados todas as autoridades, né, e todos que falaram aqui as mulheres maravilhosas dessa comissão de cultura, Jandira Alice, Benedita, né, que nos fez chorar e que fala também todos aqui fizeram recortes muito importantes, os jornalistas, né a van do marrom, testemunhas, né mano, do que a gente vem tentando fazer meus colegas, são tantos pra cumprimentar todos que falaram aqui Jerônimo eu fui vocalista Jerônimo foi vocalista de, aliás foi ele que me chamou do barzinho para ser vocalista na época dia 2 então eu também acompanhei todos esses trabalhos do vocalista Gilberto Gil, fui da banda Eva no começo da carreira, construímos toda essa luta com muito esforço mesmo, né eu queria cumprimentar todo mundo aqui, João Jorge, eu eu eu eu tinha separado aqui pra fazer 1 1 agradecimento especial porque, o que eu resolvi fazer na minha vida tem muito a ver com o que os blocos afro, vêm construindo e fizeram de renovação na música popular brasileira dentro de Salvador, né? Então, esse, esse chamamento né, que ele falou aqui que ele contou muito bem. E também quero dizer que essa é 1 data maravilhosa porque são 50 anos do Ilha Rio, 45 anos do Olodum 45 anos do Muzez, quer dizer momento, que ninguém dá pra pra, Questionar se se a gente realmente contribuiu para a Música Popular brasileira ou não, né. Se a gente o que é que a gente fez a gente tem legado tem 1 história, eu me lembro que. Os tropicalistas nos 30 anos nós participamos eu e algumas artistas aqui cantores dos 30 anos do tropicalismo e e já estavam nos livros e o axé ainda precisa de reconhecimento independentemente de estarmos aqui lutando por dia em homenagem ao Axé que é muito bemvindo e agradecemos imensamente essa ideia eu acho que isso provoca também nesses 40 anos o momento de reflexão sobre a memória sobre a história desse movimento enquanto temos que escrever sobre ele gerar documentação sobre ele né ter essa preocupação porque às vezes no fazer a gente deixa passar as nossas contribuições né e o porquê fizemos tudo isso e isso é tão rico né? Afinal de contas viemos a partir da antrobofagia dos tropicalistas mas são os filhos da Bahia também filhos dos 9 Bahia, filhos de de de de Eu eu fico muito feliz quando eu me lembro que João Gilberto me viu cantando o meu sambas meu samba Reggae falou assim você é da minha família, não é? Aí eu disse, bora como não, né, da da família, mas eu quero cumprimentar, no meio da da coisa, Bruno, não é nosso secretário, o o Márcio que tem sido assim também 1 figura importantíssima junto com a Margarete nesse ministério que a gente bota toda a fé do mundo, todo o axé do mundo, toda a energia do mundo, a gente está ali colado com eles, né? Agradecer, eu acho que eu já falei de Alice Portugal, Benedita, Tarcísio, o coletivo de artistas porque esse é 1 é advento, quer dizer, é movimento coletivo que começa da própria cultura da cidade, do povo da cidade. São como João Jorge falou aqui, né, nosso querido representante do Holodum, mestre que eu amo adoro, o Holodum é é tudo pra mim junto com o Ilege, junto com os mestres de de samba e João Jorge intelectual, que vem associando todo esse trabalho musical também 1 luta política e antirracista e e de inclusão né e contra a que agora também foi lançado no G 20 esse movimento todo de Lula, né contra o o Como a pobreza. A pobreza e a desigualdade que é algo que a gente tem lutado muito junto com a cultura eu acredito muito na cultura como como, instrumento, né, de luta contra a desigualdade, por quê? Porque é através da cultura que a gente se reforça, então a gente está aqui fazendo contribuindo pra esse movimento contra a desigualdade, pela coesão social, né, e pelo respeito à constituição brasileira porque na constituição brasileira nós temos direito à cultura, mas daí isso não é direito que está efetivado pra grande maioria, apesar de tanto esforço, né, e como foi dito aqui também, pra não perder a linha de tantas tantos desejos que a gente tem pra esse país né, que toda a cultura esteja associada à democracia, fortalecendo a democracia, a gente não consegue entender porque colegas nossos artistas não entendem a importância da democracia para a expressão deles livre, né, expressão, né, pra da da do seu desejo dos seus sonhos, da da do que ele é da sua, Do que ele representa dentro da diversidade humana das suas contribuições intelectuais na verdade a gente fala das liberdades individuais, quando a gente fala de democracia e não dá para falar em arte sem liberdade, 1 liberdade plena 1 liberdade afetiva de trocas, né, que que não sejam tolidas que não sejam censuradas que não sejam determinadas por ninguém, né, limitadas por ninguém, então a cultura transpassa sim como foi dito aqui é transversal, ela também assente socialmente como foi dito por Márcia, né, minha querida, Robson beijo todos os produtores todos os analistas, Dodô e Osmar sem dúvida foram fundamentais para nos dar esse palco palco que também depois foi também ser da voz dos blocos afro, né, porque a gente foi aperfeiçoando, eu me lembro que eu no metro elétrico 1983 que a gente não tinha retorno eu ficava rouca de meia em meia hora. E depois a gente passou por todos os sufocos né, foi pra todos os micaretas no interior a gente acreditou na gente as rádios acreditaram na gente hoje, eu estava comemorando os 47 anos da da Itapuã FM estava fazendo agora 1, vídeo e lembrando da importância da Itapuã FM que acreditou no Samba Reggae e que colocou o faraó para tocar que que que se juntou os produtores locais e parecia 1 coisa impossível louca, né. E até hoje, quando eu eu me lembro quando eu cheguei tanto desde o Com banha Click desde o comecinho da vida mas quando eu cheguei em São Paulo, com o Sunigraco na mão assim gravada com o Lodum, 1 música que ganhou o prêmio do Muzezza de Luciano Gomes que é o mesmo autor de, de faraó, EE0 pessoal da rádio disse não essa batucada toda aqui não vai, não vai acontecer aqui não vai tocar na rádio de jeito nenhum. Isso aí é muito diferente eu disse sim, mas isso não é tão diferente do samba é pouco mais cheio de percussão é outro samba, será que é tão complicado assim? Ele fez não só toca música romântica toca música internacional, estava tocando começando a tocar música romântica sertaneja, naquele período que também é 1 expressão muito brasileira, mas eu disse mas está faltando o samba voltar às rádios do Brasil. E foi exatamente o que a chefe fez, né, e que Beth Carvalho me abraçou no canecão antes do show da apoteose, aí de 92 me abraçou e disse, vocês estão trazendo o samba de volta pro Brasil Daniela, o o sucesso do campo da cidade que é samba, Reggae do Holodum, cantado com rock misturado, com baixo com bateria que a gente inventar né, a gente ia ver aquilo queria, falar eu pessoalmente queria muito ter 1 música politizada porque eu passei 20 anos na ditadura militar e eu queria falar da felicidade de estar na democracia, né marrom, né. Vânia queria falar dessa liberdade, eu queria falar dessa alegria possível, porque antes era impossível quando Caetano fez alegria alegria, ele estava falando de 1 alegria sonhada quando eu cantei alegria agora que é mim de Pierre agora é amanhã essa alegria é minha fala que declara a revolução das arte que arde de povo que invade essas ruas de clave sol de multidão a gente ainda marginalizado né João né Margarete a gente ainda é é difícil a gente chegar para os intelectuais do Brasil que estão no Rio São Paulo, as minhas entrevistas todas para os grandes jornais né, gameno. E as críticas no começo não, por mais que eu soubesse falar muito bem explicar muito bem e a música fosse maravilhosa mesmo assim a gente tomava umas pancadas contínuas, né, mesmo que a gente soubesse defender e e olha que eu sou boa de didática, filha de professora, né Ronaldo? Ronald? Ronald, minha minha mãe me ensinou bem a defender o que eu acredito e é o que eu estou fazendo até hoje porque, o axé é assim como foi dito aqui movimento de resistência, movimento democrático, movimento de ascensão social de povo, né, que precisa ter voz, então vai a cor dessa cidade sou eu canto dessa cidade meu, é 1 entrega, né, de voz, eu escolhi deixar de ser compositora de muitas músicas pra ser portavoz de músicas como essa, que também é minha, mas de Totijira por exemplo, e quando eu cheguei no Rio de São Paulo e falava assim, mas essa menina é muito metida, se a minha nordestina com esse cabelo cacheado com esse sotaque de coração e eles reclamando porque eu tinha esse sotaque aberto né cantando 1 música estranha Regional se achando eu disse não não estou falando de mim eu estou falando de minha gente e quem ensinou a gente a se afirmar foram os blocos afro na verdade todo esse movimento sócio político que veio lá de Tororó que era os meninos vermelhos que Tororó que João que João Jorge participava e vovô você eu sabia que vocês eram subidas firmes desde os anos 70 mas quem não era naquela época contra a ditadura né é a democracia merecia todo tipo de luta e a luta dos meninos tororó gerou comanche Apache e lê aí muzenza e e Oolodum extremamente conectados numa luta também de fortalecimento de suas comunidades. Né de de exigências também para as melhorias dessas comunidades hoje todos há muitos anos todos têm ONGs como o Brown falou aqui, tenho Pracatu, eu também trabalho com área social há muitos anos, Margarete tem a o mercado yaô que faz trabalho importantíssimo, nome a o nome a a série em iorubá né significa força que emana de tudo o que é vivo. Aí a gente pode ir pra música dizer que é a força que emana de todas as notas, 1 música que eu estou fazendo pra comemorar os 40 anos aí ó. O Axé é laya laya. Coisa mais linda, né. Porque que seria de nós sem laya laya a ser cada macaco do seu galho de riachão sem Gil sem sem Luiz Gonzaga sem sem Caetano sem, né, Betânia Sengal sem a gente precisa agradecer a todos que vieram antes da gente porque a gente não nasceu por geração espontânea, nós batemos cabeça pra todos eles, eu acho que nas artes é isso que acontece a gente vai aprendendo. O que a gente queria mesmo né Maga, era fazer 1 coisa diferente que fosse conectada com o MPB, mas que fosse tão importante quanto, e que tivesse profundidade que pudesse representar a nossa gente como novo DNA e é isso que surgiu quando o Holodum foi por meio da rua, e além do frevo que nós já tocávamos além dos galopes que tocávamos no trio elétrico, o trio elétrico definitivamente se une a música dos blocos afro a partir dali os os tambores sobem para o trio e aí a gente começa a fazer 1 novo momento, mas essa revolução veio sim, né do Lodum da atitude do Lodum do sucesso especificamente eu eu eu acredito de faraó, sem tirar o médico Sara Jane de Luiz pelo amor de Deus, Luiz maravilhoso, Sara Jane eu amo, é é 1 super cantora todos os 2 compositores maravilhosos, eu cantava as músicas de Sara, de de Brown, é porque era vale, eu quero vale, né com a dourada banda Eva não tinha repertório ainda e nem achava que ia fazer parte desse gênero ou que isso viesse a ser gênero. Mas eu queria dizer também que aconteceu fato interessante, além de tantos nessa história cada de nós pode contar pouco do da história do axé né, Maga? Quando eu fiz sucesso com o Câmara Cidade jornalista lá do Rio, depois de Agamenon, falar da fé music pra Luiz, ele disse sim, deve ter sido você que articulou com ele, com certeza amigo dele. Ele queria manter o nome aí deve ter falado para o cara lá do globo, né? É a chamusic, a chamusic, eu vou chamar de que essa música que você está fazendo, aí eu disse eu estou fazendo música Percsiva baiana, com a influência imensa do Samba Reggae mas está fazendo outro tipo de coisa também misturado, gravei com a Hebert, gravei outras coisas mas principalmente Samba Reggae porque eu amava e achava que era mais nova revolução da música popular brasileira em todos os aspectos pelo que trazia pela força pela identidade pela importância política e cultural e e musical né, então acho que assim é movimento que define se já iria existir ou não pra mim, né, pra mim porque, Heloísa, eu eu Sara, pra fazer bocado de coisa a gente ali trabalhando junto que que, mas essa força e essa mudança de paradigma que aconteceu a partir dos blocos, né? E eu quero agradecer muito dedicado todos os meus amigos, todos os músicos compositores né Margarete? Porque a gente também canta música de todos, são 1 1 1 contribuição coletiva, e, aí eu fiquei pensando que música a gente vai cantar aí, né? Mas Bahia moral anônimo da arte negra flor Bahia meu coração seu coração me provocou mano Gosi, Bahia. É memória, história, viva o axé, obrigada por tudo obrigada obrigada estamos juntos, conte comigo, e a gente vai fazer mais coisa. São 700 shows solo do país como Olodum, como Margarete, eu amo ver Portugal Argentina Uruguai Paraguai Chile México todo mundo Estados Unidos o povo cantando Cascais inteira, 60000 pessoas cantando Faraó, cantando, o Senhor da Cor, cantando, cantando da Cidade. Se a gente não ocupou lugar no mundo, a gente tem muita coisa pra fazer hoje, hein? Vamos lá, porque eu estou muito feliz, vamos lá. Reconhecimento a música do nordeste, pra essa música preta revolucionária maravilhosa que faz a gente entender o que é o Brasil. Viva o Axé.

0:0016:17
27 de nov, 17:37
#37
Transcrição por IA

Depois, alô. Malu. É, Malu, é mais importante que ele tem que encerrar? Vanda. Mano. Não, mas Alcione foi ela que me deu seu apelido de marrom. Se vocês não sabem, ela que disse que eu era o marrom da Bahia.

0:000:16
27 de nov, 17:54
#38
JORNALISTA Osmar Martins
Osmar Martins

JORNALISTA

Transcrição por IA

Dar depoimento aqui importante, Margarete, 3 pessoas importantes presentes, Margarete, Daniela e Márcio. Porque o axé me proporcionou, eu conheço hoje uns 20 países do mundo graças ao axé. E cada lugar que eu ia justamente acompanhando. Eu me lembro primeiro que eu fiz com o Margarete em Paris, você lê o Margarete? Margarete toda tímida, eu também tímida, a gente começando. Mas 1 coisa me marcou todo lugar que eu ia, dia se música baiana encerra os grandes festivais. Mas o que mais me destacou, o João Jorge sabe disso, tem festival todo sábado, 1 o maior festival do mundo, o senhor foi filhote de treino na Suíça, né? E tinha 1 noite brasileira Alice. Aí com o admirador achou a sua noite baiana, olha olha que loucura, é único festival que tinha nojo de música brasileira e de música baiana. Quando abria, às vezes quando abria a bilheteria, a primeira que esgotava a música baiana. Eu vi encontro, eu tive o prazer de ver, fiquei com inveja, encontro fenomenal. Daniela Merkori, Margarete Menezes e Ivete Sangalo. Incendiaram aquele salão de travesti que me montou na Suíça. Essas mulheres aprontavam, meninas, essas mulheres incendiavam. Então nunca que eu ia outra vez também, no Rock in Rio, aquele RTP com o sogro estava lá me chamou pra comentar o senhor Daniela Mercury, comentarista do senhor Daniela Mercury, no Rock in Rio de Portugal. Márcio eu me lembro que você lembra? Viajando pra Gunda Mell? Primeiro, larga, ela também. Não sei se você se lembra, a gente estava em Paris, eu não conhecia nada do lado que estava se fazendo desfiles de Abugutier. Eu vi saber depois, não sabia nem que era de Abugutier. Então, o Lodu nem se fala, né? O Lodu não só não foi pra o Central Park, que aí se eu não tive o prazer de ir com o Bolsonaro. Então quer dizer é o seguinte, o axé além da importância na Bahia e no Brasil, o axé plantou semente no mundo, não há lugar que você chegue no mundo, aí eu sei que muita gente vai ficar comigo ter a camisa do Holodum e a camisa do Bahia, eu sei que Daniela é Vitória. Mas é, eu vejo a camisa do Holodum Eu sei conviver com o contraditório, eu sou 1 democrata. Então Então são 2 coisas que eu vejo a camisa do aquela marca de João né João Silva, e a camisa do é impressionante pra terminar até na na Austrália, eu fui cumprir carnaval na Austrália mas na Oceania com música Baiana com o Jamil né, E com o padre Washington, o o Tchan. Então é isso que eu estou dizendo, o Axé ultrapassou a fronteira. Então nós temos que ter orgulho, principalmente por causa das mulheres né, diz que me desculpem os homens, mas essas mulheres é que mandavam ver. Então todos esses países que eu fui Alemanha, Espanha, tu imagina aí, Holanda tudo sempre a gente presente e essas mulheres maravilhosas então o axé a gente tem que ter orgulho, porque o axé é nosso o axé é do mundo, viu? Muito obrigado.

0:002:53
27 de nov, 17:54
#39
Transcrição por IA

Oi, eu não terminei história só pra

0:000:03
27 de nov, 17:57
#40
Transcrição por IA

E aí o jornal O Globo perguntou, você vai chamar essa música sul de Axé? Aí eu fiquei parada assim pensando juro que eu pensei uns bons minutos, aí posterguei a conversa, fiquei pensando pensando pensando se ia te dar moral. Aí eu disse sabe de 1 coisa essa palavra é linda e tudo que a gente construir a partir de agora, vai ser isso, é tudo muito novo, é tudo muito recente a gente só está começando, então virou a também pro Jornal Globo e depois não teve mais jeito de mudar esse nome. Está vendo a a culpa nossa. Muito bem muito bem. Vanda Chase.

0:000:40
27 de nov, 17:57
#41
Transcrição por IA

Boa tarde a todos. Notinho antes querendo registrar presença da nossa querida deputada, Duda Salaberte que está aí. Boa tarde, pra eu que sou amazonense.

0:000:28
27 de nov, 17:58
#42
Jornalista Wanda Chase
Wanda Chase

Jornalista

Transcrição por IA

Sou do Amazonas, que tem o título de cidadã soteropolitano explicado? Tá? Mas o que eu quero dizer eu moro há 40 e poucos anos na Bahia, então a Bahia veio reforçar a minha negritude. Eu aprendi a ser negra dentro da minha casa, na minha infância ainda, que pra mim nunca foi em peso, muito pelo contrário. O que eu quero dizer de todo esse movimento, além do talento das pessoas desses artistas que são embaixadores do nosso estado, é o trabalho social, o trabalho educacional que me move, que eu tenho o maior encanto. É o Margarete com a fábrica cultural, é o Ilay Aê com a escola Manilda, é o Holodum, a escola Holodum que completou este ano 40 anos. 40 anos. São crianças através de movimento chamado rufar dos tambores. Criado por João Jorge Rodrigues, Neguinho do Samba e foi a Rita. A Rita Rodrigues quem? Kátia Melo. Kátia Melo. Exsenhora JJ. Então eles criaram porque as crianças no Pelourinho ficavam ouvindo o olôdo oficial os adultos tocando. Elas tocavam em latas. Como lá no candial a lactomia toca em latas. Então esse legado que esses blocos afro deixam, essas aulas que nós temos porque quem não conhece o carnaval da Bahia, é muito bom que chegue lá pra conhecer o outro lado do nosso carnaval. Os blocos afro contam verdadeiras histórias que eu nunca li em livro. Até há pouco tempo ainda tem quem ache que a África é país. Até hoje ainda tem gente então nós não tínhamos desconhecimento os blocos afro cada ano vem com o tema né como dos mais belos do Olodum do deserto do Saara ao nordeste brasileiro. A história dos que eram nômades, da Bahia aquela do me ajuda aí, da da Índia. Da Índia. Da Iemanjá, da Índia. Índia os caminhos da fé. O Mário é o caminho e tantos outros que vêm contando histórias então as crianças têm esse contato na escola Holodum que é 1 escola formal também tem outras disciplinas. As crianças do Ilhé a primeira vez quando eu ouvi em encontro de negros do norte nordeste as pessoas falarem assim os meninos do Curuzu não sabem cantar o hino nacional mas sabem cantar as músicas do Ilhé quer dizer se aprende brincando 1 coisa muito lúdica, né esses meninos os empregos que a Cher Music geraram é 1 coisa impressionante. Quantos artistas estão fora da Bahia? As lavagens Paris realizou pela vigésimo segundo ano a lavagem Madeleno, feita por baiano de Santo Amaro. Robertinho Chaves, com saudade da Bahia, criou essa lavagem. Isso é salutar isso é da maior importância e esse dia aqui é dia histórico sim porque nós estamos na história do Brasil os nossos profissionais a Bahia forma muitos profissionais do hoje eu estou escrevendo inclusive livro chamado Os Que Fazem o Carnaval. É com o o motorista do trio, com o com o compositor, com AEA Lorichá, que nenhum bloco afro sai, vai pra rua se não tiver feito 1 cerimônia, ritual. Então são essas coisas que vocês vão ter contato e vocês vão saber porque nós fazemos com todo respeito até o povo da minha terra, mas lá é boi. Por que que nós fazemos o melhor carnaval? É carnaval muito plural, entendeu? É carnaval muito plural. Eu como a Bené, sou evangélica também, eu sou Batista, mas eu não posso ouvir tambor do olundu porque bate no coração das gêmeas. Ter visto de pertinho o Michael Jackson dançando ali no Largo do Pelourinho com o Bira Jackson, o músico percussionista ao redor dele tocando é impressionante além do mais essa música, deu protagonismo pra quem merecia que é o tambor. Antigamente a percussão era a cozinha das bandas. Hoje ela está na sala de estar. Muito bem viva a nossa banda.

0:005:05
27 de nov, 17:58
#43
Transcrição por IA

Eu quero registrar novas presenças ilustres, aqui além de Duda, a nossa deputada presidente da comissão de direitos humanos, Daiane Santos, que acabou de passar por aqui e fez coraçãozinho ali saiu correndo o ministro Paulo Teixeira né o ministro aí do desenvolvimento rural desse país da da dos pequenos agricultores está faltando pouca gente alguns falarem mas eu quero passar por tanto quem é que vai Vamos lá Malu. Olha por por respeito a tudo entende.

0:000:49
27 de nov, 18:03
#44
Transcrição por IA

Eu acho que ele tem que falar por último. Eu queria primeiro cumprimentar meus colegas de vida, João Jorge, Margarete, Bruno e de luta, históricos, minha esposa maravilhosa, Daniela. A presidente dessa audiência pública deputada Letícia da Mata, a quem eu dei meu voto, nas últimas eleições, e me orgulho muito. E queria dizer que é 1 honra pra mim ter sido convidada pra participar desta audiência porque é marco importante na valorização da Shamusic, que como disse Vanda, é sempre colocada lá cozinha e a gente tem certeza que a gente está na sala de estar no salão nobre. Eu venho, eu sou jornalista, tenho quase 30 anos de profissão, sou especializado em jornalismo cultural, e acompanhei boa parte aí desses 40 anos da Sham Music sendo que nos últimos 12 anos eu acompanhei mais de perto com, pósdoutorado, ao lado Daniela, que é 1 enciclopédia além de cantora, bailarina, produtora musical, compositora, diretora de cena e tudo mais que vocês podem imaginar. Margarete sabe. E louca também. E é a loucura dela que que, faz as coisas mais geniais dentro do nosso universo cultural e eu me orgulho muito. Então, eu queria ressaltar aqui que, olhando pra figura de João Jorge, que esteve realmente na nossa casa como presidente Lula, e a gente julga mais importante eu não posso deixar de lembrar de vovô do Ilê, que é outra figura importantíssima neste movimento. Neguinho do Samba que é. Que é o pai, não só da da Didá e do Olodum e do da criação do Samba Reggae e da levada do que a gente vê até hoje nas ruas, mas é também o grande mentor e irmão de vida de Daniela. E Ramiro Mussoto, que é argentino, que também já morreu, percussionista que se criou lá na nas ladeiras do do Pelourinho, e que também é outro parceiro outro pai da musicalidade de Daniela que pegou tudo isso e misturou com mais monte de outras coisas, e é isso que é a nossa, evolução cultural e nossa cultural e nossa criação cultural, é 1 mistura de todos esses elementos, a Sham Music é isso, a Sham Music tem de tudo pouco, e vai ter sempre mais porque eu vejo que os grandes criadores da Sham Music, como tenho 2 aqui eu desculpe João Jorge, mas eu tenho que, enfatizar as meninas, as 2 que estão aqui são muito corajosas, e e fazem coisas inovadoras em 100 por 100 do tempo que elas se propõem a fazer alguma coisa. A parte toda genialidade cultural da axé music, eu queria ressaltar mais 1 vez a importância da gente valorizar e, a deputada já deu indício que vai solicitar essa pesquisa, valorizar o quanto a gente movimenta de economia neste país com a Ashermusic. A gente por exemplo, só em em carnaval, a gente emprega diretamente quase 3000 pessoas, diretamente. Você imagina a quantidade de empregos indiretos que a gente é capaz de de produzir numa escala multiplicada por dezenas de artistas que estão ali fazendo isso. Então, eu acho que essa pesquisa é importantíssima porque, apesar da cultura e da cham music serem, excepcionais, o mundo entende a linguagem do dinheiro, da economia e do poder. Sem isso, a gente não consegue provar pro mundo o quanto somos importantes. Então, eu vou finalizar saudando primeiramente os blocos afro, que eu acho que são a grande matriz, e são os que movimentam a gente a continuar fazendo o que a gente faz, porque é com eles que eu me arrepio 100 por 100 do tempo, além da minha esposa é claro e de Margarete com licença amor. Mas quero quero, que vocês cada que está aqui nessa sala, reverbere esse movimento com respeito e com a importância que ele tem, porque a criação do dia da axé music gênero criado no nordeste, e que ganhou o mundo todo porque a axé não é só brasileira. A axé music ganhou o mundo, essa artista que está ali vendeu 20000000 de cópias. Daniela vendeu mais em Portugal do que Madonna e Michael Jackson juntos. E a gente não valoriza isso no Brasil, a gente não fala sobre os artistas brasileiros, a gente não fala sobre a com o orgulho que a gente deveria falar. Então, eu acho que essa pesquisa econômica é fundamental, e ressalto que vocês por gentileza reverberem de forma positiva, e ressaltam a importância dessa criação. Obrigada

0:005:35
27 de nov, 18:04
#45
Transcrição por IA

Vamos lá. Bom primeiro né

0:000:05
27 de nov, 18:09
#46
Transcrição por IA

Está aqui presente, dá beijo em todos vocês da mesa, adoro todos vocês, Dani, João Jorge, minha amiga Litzi, né? Margarete Maga, minha ministra querida, linda, Bruno Monteiro, secretário de cultura tão amigo meu tão querido amigo antes dele vir ocupar esse posto, enfim, está todos aqui presentes. Hoje é dia de celebração mesmo, dia de gratidão, a gente falou muito de gratidão, e nós temos mesmo muito que agradecer, né? A a Axé ela surge em momento no Brasil como Daniela falou, em que a música da Bahia pintou algo novo que não existia, trazendo alegria, trazendo frescor, né trazendo 1 ruptura com o momento importante do Brasil de redemocratização. Então eu sou muito grato por ser fruto, ter sido adolescente nesse momento em que a gente acompanhou o surgimento do pop rock nacional, e o nascimento da axé music, né? Era o frescor, era o dizer novo, era o estar presente na linguagem nova musical. E a Cher como o Maga falou parodiando aqui, a Cher me deu régua e compasso. Se hoje eu estou aqui é por causa da música baiana, por causa da e hoje eu estou aqui, além da também, como compositor e representante da UBC, União Brasileira dos Compositores. Acho que tudo importante sobre a Ché já foi dito aqui, mas eu acho que a gente tem que pontuar também Malu, e e todos aqui, o papel importantíssimo dos compositores nesse processo, de descoberta da música baiana pro mundo, e do papel fundamental do Ecad, né? Como o escritório central de arrecadação e distribuição direitos autorais, que não sei se vocês sabem 1 historinha curiosa, a Bahia revolucionou o Ecad, a forma de arrecadação de direito autoral no carnaval revolucionou todo o processo arrecadação do Ecad. Nos trios elétricos, você não tinha como acompanhar 8 horas de artista, como é que fazia? Isso foi criado sistema pra captar essas músicas, captar né assim pra poder fazer a distribuição correta. E o passou por por processos de modernização muito importantes. Eu acho, eu não sei se vocês sabem, mas em 1 recente pesquisa do do Ecad agora que saiu, de 20 músicas, mais tocadas no Brasil em shows, 15 eram a música, 15 músicas. Isso não é isso não é 1 opinião isso é fato, né isso é fato. E essas 15 dessas 15 músicas, na verdade, em 14 lugar 3 empataram, então eu vou chamar de 23 músicas de 18, mostra como a música baiana está presente na memória afetiva das pessoas, como a música baiana está presente na na nas festas, como é elemento fundamental da alegria do país. Não tem casamento que não toque 1 música de axé, não tem 1 pessoa que não saiba que não grite depois de eu falei faraó, todo mundo eu. Não tem 1 pessoa nesse país que não tenda a música baiana com grande abraço da música brasileira na alegria dessa dessa gente, desse povo. Nós temos que celebrar muito isso, sabe? É fato que se repete há 20 anos. Há 20 anos a música baiana tem sempre mais de 10 músicas entre as 20 mais tocadas em show. Todos os segmentos tocam prestigia, o sertanejo, o funk, o né já tem versões em axé. Então isso é muito significativo, é muito simbólico, e eu agradeço assim também as outras sociedades, meu amigo Ronald está aqui da do da Abramos, né, as sociedades todas que que que fazem o trabalho de de distribuição de direitos autorais, a sociedade de gestão coletiva, que são tão importantes os compositores, deixo meu meu agradecimento, abraço a Abramos, a amar, a assim, a esbácea e a SICAM, só sempre ao BC da qual eu estou diretor, né, já há alguns anos e tenho tanto orgulho de pertencer a isso, porque acho que o Axé trouxe isso pertencimento pertencimento, né, nós, baianos, temos sensação, sabemos que temos enorme na música popular brasileira, não só por meio dos da MTB, não só por meio da de de toda a capacidade criativa que nós baianos temos e trouxemos, mas por causa da nossa música alegre de carnaval de festa que é a Scher Music. Muito obrigado, por essa data criada, muito obrigado por você ter, né dedicado seu tempo, investido seu seu espaço que com tantos problemas que esse país tem pra serem resolvidos, e você mostrar a importância da Bahia pra o mundo, pra música popular brasileira, né através por meio da Shein Music. Quero mandar beijo muito carinhoso especial ao meu empresário e meu sócio de Santos Paulo Borges, que é cara incrível dentro de universo de tanta competitividade e de tanta e que é tão difícil assim 1 permanência de amizade de tantos anos quanto a minha dele. Se hoje eu estou na música fora do palco hoje mais nos nos bastidores Muito Beva PB, que é pensador, cara super criativo que eu amo de paixão, e que é responsável muito pelas minhas alegrias dentro da música. Valeu, obrigado Axé. E pra terminar eu quero ouvir todo mundo, eu falei faraó. Temosolodum, Margarete e banda mel, 3 artistas que imortalizaram essa música. Bom gente isso me.

0:005:40
27 de nov, 18:10
#47
Transcrição por IA

Que Ronaldo está aqui, preciso dar a palavra a ele também pra ele finalizar. Senhora presidente.

0:000:20
27 de nov, 18:15
#48
Transcrição por IA

Depois de tantas aulas tão valiosas eu não ousaria falar mais que minuto, apenas pra fazer registro do nosso agradecimento. Vossa excelência tem sido 1 peça fundamental pra defesa do direito autoral da propriedade intelectual. Enaltecendo também a presença da ministra da cultura, nós vivemos bons tempos, temos vivido de bons ventos, graças a Deus, pra que o nosso secretário também, nós gostaríamos de fazer registro, em nome da Associação Brasileira de Música e Artes, eu agradeço o honroso convite a essa audiência pública, que hora debate a instituição do dia nacional da axé music, e de dar compositor e do compositor brasileiro. Abramos tem se empenhado e tem desempenhado compromisso incansável e incondicional pela defesa da propriedade intelectual, das compositores e compositores, de todos titular de direitos autorais. Permitome lembrar que tivemos o orgulho de protagonizar as tratativas finais pra aprovação do PL 4 3 0 8, apoiado por vossa excelência, deputada Lidz, tramitado nessa casa legislativa, e que foi relatado pela deputada Maria do Rosário. E que contou com imprescindível apoio também da deputada Gendira Fegali. O projeto culminou na lei da profissionalização da compositora e do compositor. Sabendo da importância de quão árduo é a luta pela preservação da cultura brasileira e pela valorização da compositora e do compositor, Abramos registra 1 vez mais a gratidão e reconhecimento por todo o apoio recebido pelas distintas distintos parlamentares parlamentares que integram essa fundamental comissão e a Câmara dos Deputados. Muito obrigado senhora. Muito

0:001:51
27 de nov, 18:16
#49
Transcrição por IA

Muito obrigada a todos vocês que estão dando essa contribuição inestimável a esse debate sobre o dia nacional a música a axé music dizer que, João João João se levantou aqui, eu ia fazer essa referência a ele, que nosso companheiro meu e dele, do nosso partido, costuma dizer Leonelli, que a Bahia, a Bahia dos anos 60, dos anos 50, é 1 1 invenção literal musical cênico de Jorge Amado, Dorival Caymmi e Caribé. E essa Bahia que a nossa querida Vanda mostrou o quanto ela passou a se identificar e as reconhecer como como negra e aí me me fez lembrar ela dizendo precisa todo mundo precisa conhecer a Bahia me fez lembrar de Dorival caine quando você já foi a Bahia nele não então vá então é bebendo nessa fonte que a Bahia vai se desenvolvendo né musicalmente e também culturalmente com essas influências que faz com que hoje a gente possa dizer que essa Bahia de hoje é pouco resultante desse movimento, axé, porque a Bahia é reconhecida no Brasil pelo seu carnaval, que tem essa marca, 1 marca que já foi aqui destacada por Mano quanto ela é reconhecida pelo povo, pela população, pelos que ouvem música, né, que curtem música, que dançam o carnaval, o carnaval que virou carnaval em todo o Brasil com base no modelo do carnaval da Bahia, né? E e essa esse reconhecimento desse papel eu acho que é fundamental para a Bahia, para o Brasil, para a cultura nacional e para esta economia, esse respeito àquilo que a Bahia foi capaz de criar, e que muito ainda vai desenvolver e criar, né? Né? Eu quero portanto dizer a vocês da minha alegria de estar aqui vivendo olha quanta coisa foi é o samba reggae é é Atibalada que vem nesse nesse sentido né que vai crescendo EEE achamos que tudo que foi produzido nesse nesse fervilhar de de encontros né de ritmos e que Agamenon como historiador como jornalista, fez 1 historiografia do axé, da axé music, e com isso, pode discutir desse dia, nasceu aqui, nasceu acolá, esse debate de quem nasceu primeiro, né que é também parte da Bahia, Bahia é isso discute pouco de tudo, faz parte da nossa, eu tenho amigo, alagoano que infelizmente, faleceu recentemente, que refugiado na Bahia, no período da ditadura militar, me dizia que ele ficava absolutamente impressionado porque a Bahia tudo discutia, e ele alagoano no meio da rua, aquela briga xingava o outro dentro do ônibus e saía e ninguém batia no outro, ninguém pegava 1 arma, ninguém matava ninguém, e ele morto de medo de ter esse esse esse esse desfecho, e a polícia vim pra briga e ainda leválo de preso, reconhecendo ele como fugitivo político. Então a Bahia é isso, tem muito também dessa tradição africana, né, da do debate da da manifestação, da dança, da dança de dona Daniela, né, impressionante como o nosso povo dança, e como cada cada carnaval tem sua coreografia, cada música, né? Então tudo isso também faz esse pacote que a Bahia tem que reconhecer, que é a nossa axé music e o pai de todos aqui quem nomeou o estilo musical. Mas eu queria aproveitar, já que político pede viu Bruno, já que político pede, e que nós, eu acho que esse ano nós temos que fazer os 40 anos da da música Ché, e por isso já abrasileerei, e por isso eu acho que 1 opção de 1 campanha, 1 campanha do governo do estado com o o governo federal com os os os artistas os produtores para destacar esse ano como nós fizemos no ano passado nos 50 anos do I Lê, não é pra gente fazer agora porque isso é que dá vigor à economia da Bahia. Os preconceitos vêm pouco daí, né também porque acha assim, a Bahia é festa ninguém trabalha na né essa história de dizer que a Bahia ninguém trabalha e eles não sabem como a Bahia trabalha o ano inteiro pra fazer 1 festa extraordinária como é o carnaval. Quanta gente sobrevive disso, né, como no Rio de Janeiro as escolas de samba. Então esse esse vetor fundamental da economia criativa que é o carnaval, que precisa de reconhecimento maior EEA gente foi avançando pra ideia de que cultura além de identidade, tudo, ela é também economia, não é o dinheiro só pelo dinheiro, nós estamos na na economia capitalista, mas é pelo que ele agrega de valor em todos os sentidos nessa cadeia produtiva. Eu quero saudar o nosso expresidente da comissão até o ano passado, grande presidente. Da nossa comissão, o nosso Marcelo Queiroz, agradecer todo o trabalho que ele teve nesse ano passado. Ajudando o Margarete nas pautas aqui da Câmara, no primeiro ano do governo, dizer que eu não vou ler esse discurso grande que todo mundo já falou sobre isso, e pedi à à minha querida secretária Lúcia, que possa inserilo nos anais da comissão, e aqui eu destaquei algumas coisas como a participação de crianças nesse movimento como, por exemplo, Viviane Trípoli, que eu via cantando ali da infância em cima de trio elétrico coisas que são muito singulares dessa cultura da Bahia da da cultura de de de carnaval de trio elétrico né turma do é o Tchan né todo o trabalho maravilhoso e na linha do Samba maravilhoso que eu e mesmo os blocos os blocos como e que eu cheguei a falar aqui rapidamente de Bel que leva multidão não chiclete com banana com esse nome bem característico asa de águia meu contemporâneo do Val Lelis que na escola de arquitetura e nós éramos contemporâneos dele na universidade, então tanta gente que passou, minha querida Laurinha, não posso deixar de falar o nome de Laurinha Arantes, querida, resistente, lutadora, passou por perrengue enorme mas está aí firme. Márcia Freire, né? Outra Márcia, né? Cheiro de amor. Hoje, né, tem, araqueto, era quieto e missinho missinho missinho que fez daquele tempo podia fazer comício com o showmício e eu levei missinho para 1 minha campanha de deputada federal constituinte para fazer comício show ou showmício no nordeste de Amaralina que ninguém ia que todo mundo achava que o nordeste era terror e a gente levou e foi sucesso a participação de piscina naquele né é exatamente então tem muita gente que massa short também registrada Cid Guerreiro Ademar exato. Cid Guerreiro eu registro pela participação política importante na campanha do Bahia, também precisamos registrar né mano? Nós que somos dessa dessa claro então todos eles Carla Vise Ivete Sangalo tantos e tantos checel e é muita gente de Vilelândia claro, banda Reflex olha aí quanta a gente vai lembrando aqui. Márcio Vitor Cláudia. Saulo está aqui também no discurso todo mundo aqui está aqui Cláudia. Sim eu tinha já falou né malê de balé balé de balé Léo Santana filho gigante é gente é gente que não acaba mais é gente que não acaba mais. Léo do Pida, Cristóvão Rodrigues. Mas então gente, estou em matéria que é meu querido, queridíssimo que vai desde que que Já o Pierry. Já o Pierre, Jauperi e e Pierre do Olodu, Tonho que cantou a minha música o meu jingle de campanha de prefeita é é como é a primeira prefeita de Salvador ele lázinho lázinho então é gente gente gente gente que não acaba mais e todos eles fazem parte dessa história maravilhosa bonita da Sheh music da Bahia que nós haveremos de comemorar num dia nacional que certamente essa câmera vai aprovar já vou pegar o apoio aqui do nosso Marcelo que é do PP já vai pedir lá assinatura do líder dele vamos ver se a gente consegue Marcelo pedir ao presidente da casa que possa botar em votação na urgência a votação da urgência dessa coisa para gente Precisa da maioria da câmara não é que precisa de ao secretário de cultura da Bahia aqui, secretário de cultura da do do município que também contribuiu com esse evento, e eu estou olhando aqui que nós estamos temos que terminar até porque daqui a pouco eu tenho que coordenar a reunião da bancada Bahia pra discutir o orçamento desse próximo ano, e que vai ser 1 briga danada, vai ser 1 briga danada, porque foram reduzidas emendas de 18 15, nós vamos passar apenas 8, pra toda todos os estados vão ter apenas 8, então vai ser 1 briga de foice no escuro. E, mas então gente, muito obrigado mais 1 vez, e viva a força da cultura baiana, viva todos vocês, viva, vida longa e vigorosa pra pra vamos lá, viva a a Sara, aqui agora que eu estou. Vamos. Márcia vinha cá. Linda, axé ajuda querida. Registrar aqui a chegada do deputado Daniel Almeida, Valdenor, Pereira, ambos deputados da Bahia que se incorporam a essa manifestação. Vem gente, vamos mais 1 música aí. Bom gente, quero agradecer novamente a todas essas estrelas que brilharam aqui no dia de hoje, e Todos que contribuíram pra gente construir esse gênero, eu disse assim, se a gente tivesse continuado a Tropicália tinha virado gênero, mas a gente é gênero apaixonado pela Tropicália. E vai achar aí a cultura brasileiras que são o do Brasil no mundo, né? E a representação DNA desse país e a gente se sente muito feliz em poder representálo também. Muito obrigada. Muito obrigada, vamos encerrar, eu vou nos sentar, porque é obrigatório, Está encerrada a presente sessão. Muito obrigado a todos.

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27 de nov, 18:17