COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

27 nov. 2024 13:26 às 15:26

Sobre o Evento

Comissão discute recuperação energética de resíduos com especialistas e representantes de associações.

Status
Concluído
ID: 74848Total: 31 discursos
#1
Transcrição por IA

Declaro aberta esta reunião de audiência pública da comissão de desenvolvimento econômico, que tem como objetivo debater, a recuperação energética de resíduos, no âmbito de tecnologias energéticas sustentáveis. A realização desta reunião decorre da aprovação do requerimento 22 de 2024 da minha iniciativa. Informo que a audiência está sendo transmitida pela página da Câmara dos Deputados e pelo YouTube no canal oficial. Da Câmara dos Deputados. Convido. E anuncio, porque alguns não vão poder todos estarem aqui à mesa. A mesa que está muito. Restrita do ponto de vista do espaço físico mas todos se sintam, compondo aqui a mesa. O senhor Hugo Neri diretor presidente. De da Marquise ambiental de e conselheiro da associação brasileira. Resíduos e meio ambiente. Abrema, é isso? Mas fique à vontade. O seu Hugo que eu já convidei, acho que eu que eu pulei 1 página aqui. Mas mas está tanto quanto convidado, mas vê se fica 1 cadeira aqui bota ele aqui no no. Lucas Ramalho Maciel diretor de inovação. De novas economias. E secretaria verde do ministério de desenvolvimento indústria comércio e serviço. Osvaldo Luiz de Moraes, diretor do departamento para o clima e sustentabilidade da secretaria de políticas e programas estratégicos do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação. Eduardo Santos, diretor do departamento de gestão de resíduos da secretaria nacional de meio ambiente urbano, e qualidade ambiental do Ministério de Meio Ambiente e mudança climática, que participa virtualmente. Seja bemvindo. Vanderlei, Batista, especialista em política industrial da Confederação Nacional da Indústria CNI. CNN, está aqui. Iuri Almeida Belchior, presidente executivo da associação brasileira de recuperação energética e resíduos. A Brem. Está ali. Hugo Neri, eu já chamei né? Acho que já faz parte aqui da mesa, Renata. É isso? Presidente da associação brasileira do Biogás, a Biogás, bemvinda Renata. Carlos Zayn, diretor da Associação Brasileira de Baterias Automotivas e Industriais. A Brabate, que também participará virtualmente, seja bemvindo. Beatriz Nóbrega, diretora executiva do instituto Viva Cidades. Não não se encontra ainda né? Fábio Lima, Coordenador de relações institucionais da associação brasileira de solução de armazenamento de energia. Abissaé. Seja bemvindo Fábio. Celso Cunha, presidente da associação brasileira para desenvolvimento de atividades nucleares. Seja bemvindo. Tem mais? Não, acho que chamei todos né? Bom, a assessora Yan informou aqui que tem, alguns que estão com agenda, com dificuldade, então vou tentar administrar aqui levando em conta, essas possibilidades de todos participarem e não ter prejuízo nas agendas. Então imediatamente eu passo a palavra a Eduardo Santos diretor do departamento de gestão, resíduo de da secretaria nacional de meio ambiente, urbano e qualidade ambiental, eu estou tentando ler sem óculos mas tem jeito não eu tenho que botar esse óculos né? É porque o pessoal já me diz que não fica muito bom, já está bem estragadinho eu tenho que trocar esse 1 hora esse óleo mas, vou ter que usálo. Então passo a palavra então para Eduardo Santos. Não está indo aqui? Eduardo,

0:006:22
27 de nov, 16:26
#2
Diretor do Departamento de Gestão de Resíduos da Secretaria Nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental - Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMAMC) Eduardo Santos
Eduardo Santos

Diretor do Departamento de Gestão de Resíduos da Secretaria Nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental - Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMAMC)

Transcrição por IA

Olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá olá peço desculpa por não poder sair vou ter que em breve já sair para outro compromisso e aí a gente vai fazer aqui 1 pequena apresentação sobre as perspectivas da recuperação energética na área de resíduos sólidos trazendo algumas medidas que o ministério BBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBB Eu vou aqui colocar na tela. Vocês conseguem enxergar os slides? Está bom, está dando pra Está dando pra enxergar né? Bom pois bem a gente traz aqui primeiro panorama né da destinação de resíduos sólidos e aí do ponto de vista de exposição final é essa é 1 série histórica né de destinação de resíduos no brasil e a gente tem 1 trajetória crescente de destino de resíduos aos aterros sanitários né então a gente parte de volume lá desde 2008 a gente recolhia e destinava para aterros sanitários somente 27 porcento dos municípios brasileiros e hoje a gente já alcança 60 por 100 dos municípios brasileiros brasileiros e 1 massa de 75 porcento da quantidade total de resíduos ela acaba sendo destinado para os aterros sanitários né então mostra 1 trajetória crescente deste destino final que dá segurança ao resíduo é que não ainda segue toda a hierarquia de aproveitamento desses materiais mas que traz 1 segurança sanitária para a maioria dos municípios brasileiros e bom dando sequência essa distribuição de notase característica né do brasil da desigualdade social da desigualdade regional é a maior parte dessas unidades de aterro sanitário estão concentradas na região sudeste na região sul em alguns casos na região centrooeste e na parte lituran do nordeste né principalmente então a gente ainda tem desafio é grande de expandir essa malha de aterro sanitário para poder dar essa segurança ambiental para que a gente possa fazer o aproveitamento dos resíduos a partir de 1 de 1 mitigação desses impactos ambientais e aí entra a recuperação energética como potencial ferramenta instrumento de poder mudar esse cenário o que a gente espera dos resíduos sólidos do fluxo né de resíduos sólidos que aconteça no brasil e isso é o que traz o plano nacional de resíduos sólidos foi publicado em 2022 que a gente comece a desviar esses resíduos do aterro sanitário e ainda pior dos lixões é processo que vai afunilando para o aproveitamento desses materiais para reutilização para etapas de tratamento que valorize os resíduos então essa é a sinalização essa estratégia do governo federal diante dos resíduos sólidos né e que isso também está sendo consagrado em políticas como economia circular que é aproveitar o máximo esses materiais no seu ciclo produtivo e todo ponto de vista de eficiência energética, de aproveitamento de recursos e ponto de vista ambiental, é bastante interessante a gente já tem alguns anos aqui no ministério do meio ambiente estudado e estudado políticas em outros países inclusive no Brasil inclusive, onde mostra o potencial da reciclagem é o potencial energético o potencial de redução dos gases efeito estufa de economia de água e substituição de matéria virgem então a reciclagem ela se coloca como o maior atrativo de ativo ambiental na política de resíduos sólidos então para te dar exemplo ela recupera mais energia pela eficiência de substituição de 50 vezes mais e que por exemplo a própria incineração é a melhor forma de recuperar energia no nosso fluxo de resíduos sólidos é promover a reciclagem então outros eixos de aproveitamento também é são alternativas mas a gente tem criado política justamente para recircular materiais e economizar água é a culpa recuperar energia substituir recursos naturais e reduzir gás de efeito estufa né brasil tem metas agora para o setor de resíduos de redução dos gases de efeito estufa e a gente tem estratégia para essa política de reciclagem então para reciclagem a gente tem estruturado 1 série de regulamentos né de modo que a gente consiga criar as condições jurídicas econômicas e ambientais para que todo mundo consiga trabalhar em torno do aproveitamento de resíduos então a gente instituiu é decreto de certificado de crédito de reciclagem por meio da logística reversa hoje a gente já tem mercado é que remunera aquele terceira parte aquela terceira parte que recupera materiais em nome de outros né ou seja mercado de crédito instituímos em parceria com o ministério da indústria né o nosso colega lucas está aí presente a estratégia nacional da economia circular Regulamentamos o incentivo fiscal à cadeia produtiva da reciclagem né, da lei 14260. Hoje a gente está em fase de estrutura útil e regulamento para colocar em funcionamento esse incentivo fiscal e vai trazer também ali 1 série de possibilidades para investir em projetos de reciclagem e promete projeto que aproveita a energia é dos resíduos sólidos por meio da reciclagem e estruturamos também 1 sequência de portarias é que dão compliance que dão segurança para logística reversa funcionar e isso está retratado com funcionamento de entidades de editoras com verificadores de resultado é criamos a possibilidade do cadastramento de cooperativas para trazer as cooperativas também para cadastro nacional e que essas cooperativas possam atuar no nos processos de reciclagem e é a estruturamos também regulamento de padronização de relatórios tudo isso no sentido de tornar dá mais transparência e dá mais eficiência para o setor de reciclagem e tem 1 série de desafios de expansão da sua atuação e é por fim estruturamos sistemas sistemas de informação então o próprio sistema nacional de informações ele traz essa possibilidade do cadastramento de cooperativas além da reciclagem vai funcionar em sistema junto com o ministério da gestão a plataforma transfere igualmente que a gente vai receber projetos vai poder aprovar projetos alocar recursos e acompanhar esse projeto de reciclagem nessa plataforma então eu trouxe todo esse arcabouço para trazer a nossa contribuição aqui para essa audiência no sentido de que o brasil tem muito avançado na recuperação energética por meio da reciclagem, por meio da compostagem, e aí entra políticas de aproveitamento também do gás metano. Hoje o setor de resíduos sólidos é grande emissor né, de metano para atmosfera a gente tem conjunto de aterro sanitário também que não conseguem por questões de viabilidade econômica né então os incentivos estão sendo criados eu creio que isso vai mudar no cenário de médio prazo gente conseguir recuperar esse metano, essas unidades de tratamento de resíduo orgânico, essas unidades de exposição final, e aí, a gente conseguir fazer o aproveitamento energético potencial do setor, todo por meio dessas políticas, onde o ministério meio ambiente com dos integrantes do governo federal tem estruturado esses regulamentos. Então deixo aqui a nossa contribuição, eu não vou poder estar aqui pra poder debater depois, mas deixo meu contato aqui, meu email, caso tenha alguma pergunta que possa ser enviado por email depois a gente pode responder meu muito obrigado. Obrigado Eduardo.

0:008:46
27 de nov, 16:32
#3
Transcrição por IA

Pela participação. E passo imediatamente a palavra para o senhor Vanderlei Batista, especialista em políticas em político industrial da Confederação Nacional da Indústria.

0:000:23
27 de nov, 16:41
#4
Especialista em Política Industrial - Confederação Nacional da Indústria (CNI) Wanderley Baptista
Wanderley Baptista

Especialista em Política Industrial - Confederação Nacional da Indústria (CNI)

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Obrigado? Bom, bom dia a todos. Deputado Daniel Almeida. Cumprimento em nome do presidente do presidente Ricardo Albano, presidente da CNI. Agradecemos o convite de estar presente nessa audiência pública, em seu nome cumprimento a todas as demais autoridades e entidades aqui presentes e os nossos ouvintes também. Podem colocar a nossa apresentação por favor. Isto. Bom deputado eu estou nessa área desde agosto de 1993. Eu tenho 30 e anos de experiência na área de resíduos. E reparação energética é algo que o Brasil ainda não conseguiu desenvolver. É algo que nós precisamos trabalhar e essa casa ela é diretora nesse sentido porque nós precisamos de segurança jurídica falando em que nome do setor privado, do setor industrial. E achamos muito importante estar presente aqui justamente pra trazer pouco da nossa visão a respeito do tema. Por favor pode passar. Eu antes de mais nada, a gente queria deixar alguns recados que a gente considera importante. Primeiro, a repercussão energética ela é suplemento à reciclagem, quer dizer ela não compete com a reciclagem. Ela aumenta a parcela de materiais recuperáveis e obviamente trabalha também pela preservação de recursos naturais estou falando aqui em não utilizar energia fóssil petróleo gás e outras formas de energia né. Ela caminha junto com a reciclagem porque ela está integrada dentro do sistema de economia circular, onde existe 1 hierarquia de gerenciamento de recursos, lá a gente não fala resíduo, a gente fala recurso, porque resíduo na verdade é recurso, algo que tem valor, algo que pode ser aproveitado, né, em algum sentido. E ela é importante porque, 1 vez que eu não tenho tecnologias pra reuso, reutilização, reprocessamento, eu precisaria e em qualquer a reciclagem, eu preciso ter 1 alternativa que não seja o aterramento. E a alternativa da recuperação energética é amplamente utilizada no mundo, não é só não, não é o Brasil infelizmente não a utiliza, e ela responde algumas questões que nós não temos resposta hoje. Por exemplo né, tivemos aí o evento catastrófico no Rio Grande do Sul, 1 geração gigantesca de resíduos, não tem solução pra aqui. Não tem, tá? 60, 80 aterros necessários pra aterrar resíduos que não são recicláveis, e e assim eu não consigo dar tratamento pra essa questão. Cidade de São Paulo, cidade de São Paulo ela não para, ela não deixa de gerar resíduo, a quantidade é gigantesca, quem já visitou Caieiras por exemplo sabe o tamanho que aquilo, é assustador, e os ateus estão com dias contados, e não tem novas áreas para colocar então, nós precisamos achar soluções, né, e o sentido nosso é exatamente esse. Por favor pode passar. Não cabe a mim aqui né até porque tem especialistas o Hugo está aqui, o Iuri está aqui e a Renata estão aqui e são especialistas na área né na área técnica e nas suas associações vão falar melhor tecnicamente dos processos mas são grande 4 grandes processos pra aproveitamento de energia né a gente coloca o coprocessamento dando destaque a ele a combustão, encenação né piróves e gaseificação e digestão aeróbica. Pode passar por favor. E eu estou falando aqui né, que a recuperação energética ela vai tratar o quê? Tudo aquilo que eu não consigo aproveitar, tá? Então é algo importante deixar claro, a mensagem é a recuperação energética vem para cumprir 1 função na gestão de adesivos daquilo que eu não consigo fazer qualquer forma de aproveitamento do material conforme foi criado, por favor, pode seguir. Aqui, o que cabe aqui? Insineração tá, são várias tecnologias existentes, são em muitos casos projetos grande porte, mas temos aqui projetos de menor porte também, e que cabe nesse caso aqui a encenação, que é a distribuição dos resíduos por métodos, físicoquímicos de destruição térmica, a geração de energia. Ninguém pensa que implantar ensinrador que não gere energia, quanto mais nos dias de hoje. A equação econômica é muito importante e nesse aspecto qual a preocupação da CNI? Que qualquer solução dessa adotada ela tenha que ter 1 visibilidade técnica que permita que essa energia possa ser utilizada seja para uso público ou uso privado. Então o Brasil ele tem a façanha de ter custo de energia dos mais baratos do mundo e o preço de quem adquire nos mais altos do mundo. Né então esse é 1 dificuldade, nós temos 1 preocupação que se consiga 1 equação que permita que eu possa destruir resíduos produzir energia e essa energia chegar a preços adequados ao mercado. Então a gente não quer onerar ainda mais né a tarifa de energia no Brasil. Próximo por favor. Gasefificação pivô são tecnologias que não são adotadas no Brasil mas elas têm 1 questão importante, eu posso produzir gás de síntese, Esse gás de síntese ele pode ser utilizado por exemplo na química verde, sínteses de qualquer produto baseado em fontes renováveis. O Brasil não utiliza tá, não é muito viável pra gente, mas é 1 tecnologia que é consolidada que o Brasil poderá utilizar. Próximo por favor. A digestão é nervosa do biogás, não vou aqui falar né a biogás está aqui, mas é 1 das tecnologias que nós vislumbramos como da a mais adequada pra tratar resíduos orgânicos em larga escala, ela ela é múltiplos fatores positivos que ela traz e deles né, além da questão energética, está ligado à à fonte ser totalmente renovável, e o poder de diversas fontes produzir esse esse esse insumo pra indústria. Eu estou pensando aqui na indústria, né, a indústria quer insumos renováveis de origem sustentável, e com preços bons, preços competitivos. Por favor pode passar. E aqui eu quero dar destaque ao CDR, o combustível derivado de resíduo, que é justamente aquela fração que você separa na triagem do resíduo, que você sabe que tem potencial energético, que pode ser queimado mas não tem potencial pra ser reciclado, isso nós temos norma técnica no Brasil, isso é largamente utilizado no mundo, isso pode ser fonte de energia térmica principalmente pra indústria, substituindo além dos combustíveis fósseis, madeira de origem nativa, então vários setores industriais podem se beneficiar disso e ela tem 1 característica diferente, ela é de geração difusa, eu posso ter aproveitamento de energia para uso industrial ou pra uso doméstico em qualquer lugar do país, principalmente em lugares que eu tenho produção de energia isolada, então é 1 questão importante que a gente precisa desenvolver no país, e outra, além da além disso, ela pode trazer ganhos à cadeia da reciclagem aqueles que hoje fazem a separação, então isso material pode ser vendido, ele tem valor, né? Como falei de recurso é algo que é importante você colocado aqui, próximo favor. Pode passar. Aqui é apenas 1 questão de aspectos econômicos né, que eu também não vou ainda entrar em detalhes né, a gente sabe que os investimentos para as plantas, eles são crescentes pelo tamanho da planta, e eles e o custo de operação são decrescentes, isto é, a escala faz todo o sentido e faz toda a importância se eu quero viabilizar tecnologias no país. Pode passar por favor. Aqui 1 questão apenas de custo, isso foi levantamento internacional feito por 1 consultoria que nós contratamos, já tem algum tempo mas não deve ter mudado tanto mostrando que eu tenho diferentes classes né, de custos de de investimento e custos operacionais e aí mostra por exemplo a questão do BO gás é de longe é mais viável né, Pra tratar resíduos orgânicos no no país, pode seguir por favor. O que que eu posso falar de prós e contras à tecnologia, né? Em termos de benefício, né, de cara, a recuperação energética reduz disposição em solo, seja em aterro né, ou nem vou falar o lixão, né, ela é 1 tecnologia não emissora, então ela reduz emissões de CO2, ela por incrível que pareça aumenta a reciclagem porque eu preciso fazer a separação daquilo que não é combustível, né, daquilo que eu não tenho interesse de queimar, porque ninguém quer queimar dinheiro, e dessa maneira acaba separando materiais recicláveis que são direcionados à recuperação, tá, pela reciclagem, então ela tem esse efeito positivo, reduz o uso de combustíveis fósseis, além de gerar energia e também é 1 nova cadeia que nós não temos desenvolvido no Brasil, estou falando em gerar empregos, em gerar renda e gerar impostos pro estado, de materiais que hoje são julgado em aterros ou em pior nos lixões. Podemos aqui? Por favor. Que que eu posso falar de conta? Existe 1 preconceito em relação à regulação energética, tá? Achando que ela compete e ela canibaliza a reciclagem, não é verdade. Na legislação no Brasil há previsão de obedecer a hierarquia, artigo nono, é é é é é é é é é é primeiro da da PNRS, né? E eu posso exigir grandes investimentos, que eu eu falei aqui das plantas, tem valores elevados para grandes capacidades de processamento, mas né, se eu conseguir equalizar a questão da produção de energia e o custo de fornecer o seu mercado, eu acho que eu posso incentivar essa questão, e eu comentei sobre ela competir com a reciclagem, então na verdade seguindo a lei não, ela não compete. Pode passar por favor. Por favor. Fatores de influência né, assim, o que que influencia muito? Composição de resíduo, né? Preciso de governança, eu preciso de expertise técnica, a gente não vai fazer isso sem ter 1 legislação deste lado como é que isso vai acontecer, né? E por onde a gente pode começar? Aí é 1 questão da visão da ACINI, obviamente haverá divergência, a gente acha que CDR é caminho muito importante, né, assim como o biogás é muito importante, a digestão aneróbia, a gente pode adotar no Brasil tecnologia e secagem para viabilizar materiais que hoje não podem ser aproveitados porque o balanço energético é ruim, país continental, país tropical, alta incidência solar, e a gente poderia estar desenvolvendo tecnologia nessa parte. Pode passar por favor. Tá? Barreiras né, a gente tem aqui concorrência, tá? Como é que você concorre com destinação adequada? Impossível, né? Tarifas, tá? Em relação a CDR eu posso falar da da unidade elevada, tributação também no Brasil é problema e a gente não conseguiu né? Na ter 1 1 operação específica pra isso na reforma tributária, tá? Custo de crédito no Brasil sempre foi levado, é impeditivo, né, e a gente tem o plano da falta de de segurança jurídica, por isso que é importante nós termos a legislação a respeito, por favor. É pra isso gente obrigado e desculpa pelo passado o tempo. Obrigado Vanderlei.

0:0012:24
27 de nov, 16:41
#5
Transcrição por IA

Participação. Convido imediatamente a Renata e Zé presidente da associação brasileira do biogás. E esse

0:000:10
27 de nov, 16:54
#6
Presidente - Associação Brasileira do Biogás (ABIOGÁS) Renata Isfer
Renata Isfer

Presidente - Associação Brasileira do Biogás (ABIOGÁS)

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Preferi, podia fazer revezamento aqui com o Vanderlei, fica mais, adequado falado aqui também porque essa mesa aqui está muito masculina né? Obrigada. Obrigada deputado Daniel, pela por convidar aqui realmente a estão ouvindo? Ah então está bom. Eu sou sempre favorável à diversidade, então fiquei bem feliz aqui obrigada deputada e pela oportunidade de trazer o ponto de vista da Biogás aqui pra gente. É, eu tenho 1 apresentação. Enquanto eles estão colocando já vou, já vou trazer 1 1 ponto bastante relevante que, esse é assunto que a gente tem hoje que a gente está tratando aqui, de interesse da própria saúde pública né? De saúde, é 1 questão de transição energética, é é 1 questão que ela entra em várias cearas e que realmente precisa ser dado importância dentro do nosso país. Agora chegou a apresentação. Dá pra passar por aqui? Pode. É que se, é, não, aqui não vai. Bom, então só pra trazer 1 apresentação da Biogás, a Biogás é a Associação Brasileira de Biogás e Biometano. Ela tem hoje 165 associados de toda a cadeia. A gente tenta buscar o interesse de todos e, afinal, o que que é o biogás, né? Até na na apresentação anterior estavam falando de biodigestão anaeróbia até mais, ainda complicada essas palavras. Pra quem não conhece, é 1 forma de você transformar problema ambiental em 1 solução. Você vai pegar os resíduos orgânicos e quando a gente olha pra esses resíduos, em termos de emissões de gases de efeito estufa, o principal problema vem da disposição inadequada dos resíduos orgânicos, são eles que geram mais gases de efeito estufa, eles geram metano na atmosfera, que é gás 20 vezes mais poluente do que o gás carbônico. E o que que você vai fazer nesse processo? Você vai capturar esse metano que estaria sendo expedido na atmosfera, e vai, colocálo num num processo de biodigestão anaeróbia, ou seja, vai colocar umas bactérias ali pra fazer mais ou menos o mesmo processo que a gente faz no nosso estômago, e vai produzir então o biogás que é combustível renovável que pode ser utilizado pra substituir o diesel, ele pode ser usado pra substituir o gás natural, o gás de cozinha, todos esses combustíveis fósseis, ele pode fazer biofertilizante descarbonizando inclusive o setor do agro, e tem ainda uso industrial então, e caseiro enfim todo diversos usos de 1 forma renovável. Ele deixa de emitir dos 2 lados da cadeia deputado, de lado, o metano que é problema aqui nos lixões está lá emitindo bastante, você deixa de emitir a hora que você consegue fazer esse aproveitamento energético, de outro lado você reduz as emissões quando você substitui o diesel. Então se você olhar saldo extremamente positivo, especialmente num país em que 40 por 100 de todo o lixo ainda vai depositado inadequadamente nos lixões. E, o mais interessante é que o, pode passar por favor, é que o biogás e o biometano eles são 1 grande alternativa pro nosso país, pode passar de novo, isso é pra dizer, biometano é o biogás purificado, você vai tirar o CO 2 que é misturado, esse CO 2 pode ser usado como CO 2 biogênico pra indústria, que é aquele CO 2 que já emitiria então, ele ele ele neutraliza as emissões, e e pode passar de novo que isso eu também já falei, e a gente, pode passar também. Eu estava, eu inverti a ordem da apresentação, Pode passar de novo por favor que eu vou chegar nos números agora por favor, até 1 gráfico. Tá não aí volta, volta aquela, volta aquela. O Brasil ele tem 1 grande vantagem com relação ao mundo, quando você olha para 000 mundo querendo produzir biometano, eles fazem isso apenas de resíduos sólidos urbanos, de AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA que são dispensados de outra forma, e com isso, a gente tem potencial de gerar, que é o dobro do que o Brasil gerou no passado de gás natural. É mais 1 tela por favor pra voltar? Atualmente a gente tem 61365 plantas de biogás, essas plantas são pra geração de energia elétrica renovável, e ela é 1 energia elétrica que tem 1 grande vantagem com relação às outras renováveis, porque ela pode gerar no horário de ponta, ela tem estabilidade, não tem intermitência então se você precisar, horário de pico está todo mundo precisando despachar térmica, essa térmica poderia ser renovável, utilizando ser 1 termoelétrica a biogás ao invés de você usar 1 térmica a óleo, a carvão, a gás, você poderia estar usando assim. E, purificando e levando pro biometano, você está com 1 produção hoje de cerca de 800000 metros cúbicos por dia, é setor que está crescendo, mas a expectativa, a gente só se já tem 8 autorizadas pela ANP hoje, já tem mais 30 e em processo de autorização na agência. Então ela, pode passar por favor? Já, ele vem num crescimento porque a viabilidade econômica está surgindo agora, a aprovação do combustível do futuro que começou aqui nessa casa, a inserção do biometano se deu aqui na Câmara dos Deputados, ela está movimentando o setor, está todo mundo olhando pra investir, e principalmente ela pode incentivar que esses lixões tenham ganho econômico, que viabilize economicamente esse tratamento porque ele é 1 renda. Quando você olha os aterros que existem no Brasil, muitos deles hoje ganham muito mais dinheiro com a venda do biometano do que a própria receita do aterro, ou seja, ele viabiliza e a prefeitura poderia usar inclusive nos próprios ônibus municipais e diminuir mais gasto que eles têm. E quando você olha ainda pra criação de certificado de garantia de origem que veio no combustível do futuro, também tem usina que está ganhando muito mais com o certificado do que com o próprio bioletano, e muito mais do que com o próprio serviço de geração, porque hoje o mundo efetivamente está valorizando essa essa redução das emissões do que o que o biometano promove né então, quando a gente olha aqui a participação do biogás em si ela é a que mais cresce na matriz elétrica que a gente está voltando pra energia elétrica mas ela ainda é muito pequena, mas no biometano a gente vê que tá a gente tem 1 expectativa de chegar até 2032 só de plantas dos nossos associados deputados, só assim, a gente saiu, empresa tal, Marquise, quantas plantas vocês estão tentando, vocês estão estão planejando construir? Copo açúcar, quantas que você está planejando e saímos perguntando pra todos, e só dentre os nossos associados, a gente chega em 200 plantas até o começo da próxima década, numa produção de 8000000 de metros cúbicos, ou seja, você aumenta em 10 vezes essa produção, só que o nosso potencial total apesar de 8, 10 vezes mais ser muito mais do que o que a gente tem hoje, o nosso potencial total, e pode passar mais 1 tela por favor, é de 120000000 de metros cúbicos por dia. Então você tem aí e e quando que você gera isso, eu acho que está na próxima, que eu até me perdi na ordem que eu coloquei aqui, se puder passar de novo, se você gerar todos esses 120000000 de metros cúbicos, esse aqui é estudo que foi feito pela Unido, em parceria com o MCTI, que ele pode gerar 800000 empregos, ele reduz em 642000000 de toneladas de CO 2 equivalente por ano, e ainda traz 120000000000 de investimentos. Se você lembrar que ele substitui diversos combustíveis fósseis, e lembrar que esses combustíveis fósseis hoje são importados, você tem importação de diesel, você tem importação de gás natural, você tem importação de gasolina, você importação de GLP, você substituindo essa importação por produto nacional, que ainda é renovável, que você vai gerar emprego e ainda vai conseguir gerar o próprio tributo pro nosso país ao invés de ficar pagando o imposto do país que gerou aquele petróleo, você vai trazer tanto benefício pro país que a gente vê que esse é dos grandes potenciais que o Brasil tem pra se fortalecer porque ele já é líder da transição energética acho que o, esse ano o Brasil se firmou como líder da transição energética, a gente viu no G 20 como já a todos os países começaram a reconhecer os biocombustíveis como necessários pra gente chegar no no no NetZero e isso era algo que não existia com antigamente existia 1 grande resistência de alguns países do hemisfério norte, mesmo esses assinaram esse entendimento comum de que você tem que considerar análise de ciclo de vida, que é a grande vantagem dos dos combustíveis, e que você tem que ter neutralidade tecnológica, a gente não pode simplesmente importar 1 solução quando você tem 1 solução brasileira que o potencial é daqui e que a gente vai servir de exemplo pro mundo. Então eu queria agradecer a oportunidade e dizer que ele pode ser grande instrumento pra incentivar o tratamento adequado de lixo, e que a gente tem 1 oportunidade única na mão de de trazer muitas coisas boas pro nosso país. Muito obrigada.

0:0010:20
27 de nov, 16:54
#7
Transcrição por IA

Obrigado agradecemos a Renata de Schfer, pela abordagem, e convidamos imediatamente o Lucas Ramalho Maciel diretor, de novas economias de seca. É, está bom Renata, obrigado. Bom desse lado.

0:000:21
27 de nov, 17:04
#8
Diretor de Novas Economias da Secretaria Verde /SEV - Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) Lucas Ramalho Maciel
Lucas Ramalho Maciel

Diretor de Novas Economias da Secretaria Verde /SEV - Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)

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Daniel Almeida, 1 satisfação estar aqui nessa audiência pública representando o Ministério da Indústria. Tratando desse tema que é extremamente complexo e acho que a gente demanda 1 análise equilibrada sobre esse tema. Primeiro eu queria trazer alguns dados. Se estima que seria necessário 0.7 planetas Terra para manter o atual nível de consumo da humanidade. A gente tem extraído os recursos com muito maior, de forma que amplie a capacidade de regeneração do planeta e isso tem demandado cada vez mais áreas. O programa das Nações Unidas estima que seria necessário 3 planetas terras se a gente manter o mesmo padrão de consumo e extração dos recursos naturais até 2050, Ou seja, é insustentável a forma como a gente tem produzido, consumido e distribuído bens e serviços na humanidade. Isso se deve a padrão de consumo que ele é linear, a gente produz, a gente extrai, a gente transforma, a gente consome e joga fora. E isso não é sustentável, a gente precisa migrar de sistema linear de produção e consumo para sistema circular de produção e consumo, aumentando o ciclo de vida dos produtos, reduzindo os desperdícios e aumentando a circularidade. Quero trazer algumas boas notícias. O nosso governo ele reduziu em 12 por 100 as emissões de gases de efeito estufa neste último ano. A gente reduziu em 50 por 100 o desmatamento e a gente fez isso ao mesmo tempo que a gente ampliou os empregos na indústria. O Brasil subiu 30 posições num ranking de 116 países daqueles que mais se industrializaram. A gente aumentou em 85 por 100 os empregos da nossa indústria sobretudo de jovens. O PIB da indústria subiu mais de 3 por 100. Então a gente tem industrializado o país, tem agregado valor, ao mesmo tempo que a gente tem promovido o meio ambiente. A economia do governo Lula e do do vicepresidente Geraldo Alckmin tem ficado mais verde e descarbonizada. A gente aumentou os investimentos na nossa matriz de energia elétrica, a gente bateu quase 93 por 100 de renobilidade à nossa matriz elétrica, por conta dos altos investimentos do PAC em energia renovável. Isso coloca o Brasil na vanguarda da liderança no combate à mudança climática, como bem colocou a Renata. A gente acabou de voltar da COP, a gente ampliou as nossas ambições climáticas, 1 redução de mais de 60 por 100 das nossas ambições de de redução nas nossas NDCs. E a gente está fazendo isso ao mesmo tempo que a gente industrializa o país. Queria destacar algumas medidas que o nosso governo fez pra fomentar a circularidade econômica. O governo lançou a estratégia nacional de economia circular, que tem promovido a transição pra 1 economia circular, presidido pelo pelo Midique. A gente tem, a gente regulamentou a lei Rouanet da reciclagem, que tem destinado recursos de isenção de isenção de isenção de crédito tributários pra pessoas físicas e jurídicas que investem em programas de reciclagem. Então isso vai estruturar projetos de reciclagem no nosso país, e a gente tem lançado importantes decretos de logística reversas de diferentes materiais. A gente fez a do plástico, está fazendo agora do papel e do papelão, e de outros materiais, e esses instrumentos todos elevam a a os índices de recuperação de embalagens e elevam o índice de reciclagem de cada material. Então a reciclagem é 1 prioridade pro nosso governo e ela é 1 processo que vai exigir 1 transição pro 1 pra 1 pra 1 economia mais circular. Eu entendo deputado, que o o tema da recuperação energética tem vários pontos positivos como já foram discorridos, já como já foi, ressaltado pelas pessoas que me antecederam. A gente tem 1 questão na redução da necessidade diárias nos aterros, né a gente tem problema de grande quantidade de resíduos gerados pro nosso país, são mais de 80000000 de toneladas de resíduos geradas anualmente, metade disso tratado de forma inadequada. Então a recuperação energética é 1 forma de contribuir com esse processo. A gente reduz a emissão de metano como já foi já foi trabalhado aqui. A gente tem 1 1 vantagem que a recuperação energética em resíduos ela é contínua, diferentemente de outras fontes renováveis como a solar e eólica que são intermitentes, elas acontecem em determinados períodos sobretudo de dia e param à noite, né. A gente tem 1 grande contribuição para a economia circular na medida em que a gente aproveita os resíduos que não são aproveitados, né então ela pode complementar a circularidade com com os com os os resíduos que não podem ser aproveitados, na circularidade. Ela tem grande potencial econômico e social, já foi mencionado também, grande possibilidade de gerar empregos, atrair investimentos que são importantes pro pro nosso país. Mas eu queria destacar algumas algum cuidados que a gente deve ter, no fomento a essa a essa a essa rota. A gente é país com 1 grande vantagem que é a nossa renovabilidade, nossa matriz tem a gente tem país com 1 grande, 1 matriz altamente limpa, das mais limpas do mundo. A recuperação energética, 1 das rotas delas, no caminho dela é queima de plástico, é 1 térmica portanto, e 1 outra parte é geração de de gás, aproveitamento dos dos da parcela orgânica desse da parcela orgânica dos resíduos. Então acho que é muito importante como já foi mencionado pelo pelo Eduardo que me antecedeu, o respeito à hierarquia dos resíduos que está instituído pela política nacional de resíduos sólidos, né então a gente tem que reduzir a quantidade de resíduos, reutilizar, promover a reciclagem e usar a recuperação energética como a última alternativa depois que todas essas rota, todos esses caminhos de aproveitamento dos resíduos já foram colocados. Eu acho que é fundamental e não foi dito por ninguém aqui ainda, a a importância da gente envolver os catadores nas usinas de recuperação de energia. É fundamental que antes que os resíduos passem pra pra 1 incineração, eles passem numa esteira para das cooperativas de catadores. A gente tem a gente tem país extremamente desigual, é universo de mais de 800000 pessoas que vivem da catação, e é fundamental que qualquer estratégia de fomento à recuperação energética, considere a nossa realidade social e econômica dessa população, e utilize isso como vetor de geração de renda, de inclusão e de promoção do desenvolvimento econômico. Eu acho que outro cuidado é a gente, não não cair na dependência dos plásticos para a geração de energia. Isso aconteceu por exemplo em alguns países da Europa, que precisam importar pra manter os seus fornos, em funcionamento. E eu acho que a gente não precisa seguir essa rota, porque o país tem 1 matriz muito limpa como eu já mencionei, mas eu quero destacar também que a gente está bem longe desse processo. A gente tem 1 única usina de recuperação de energia, a de Barueri, ela tem 1, ela vai usar 1 quantidade, 1 fração muito pequena da quantidade de resíduos que é gerado no país. Então a gente tem espaço pra crescer de forma sustentável, testando e e ampliando a as usinas no nosso país, mas garantindo que a gente não torne essa 1 1 1 1 1 frente de, 1 da nossa geração de energia. Eu acho fundamental a gente garantir, a a gente garantir que a a os os padrões mais elevados de filtragem das da queima desses materiais, né, evitar a liberação de poluentes, que podem ser prejudiciais ao meio ambiente e à saúde humana, e 1 questão relacionada ao custo de implementação, é fundamental garantir que esse processo tenha competitividade, tenha economicidade e que seja mais barato que outras fontes de energia. Então acho que essas seriam algumas considerações pra falar sobre sobre esse tema. E pra finalizar, eu queria dizer que pra pro caso estratégico, pro caso específico do Brasil é fundamental a gente ter planejamento regionalizado. Eu acho que essa essa rota, ela pode ser muito aproveitada em regiões que têm alta geração de resíduos que vão ser recicláveis, onde a reciclagem é inviável. Eu acho que o exemplo do Rio Grande do Sul é bom exemplo que pode seguir nesse caminho. Eu acho que é fundamental a gente fazer promover incentivo às tecnologias limpas, né fomentar alternativas como a biodigestão anaeróbica e a reciclagem avançada, reduzindo a dependência da incineração, e por fim, garantir o respeito à hierarquia dos resíduos, né acho que é fundamental garantir que a a recuperação energética não substitua práticas prioritárias como a redução, como a reutilização e a reciclagem, né? E aí por fim queria dizer só que a recuperação energética ela não pode ser 1 solução única para a gestão de resíduos sólidos do nosso país, mas eu acho que ela é 1 1 ferramenta importante complementar. Ela deve ser aplicada com cautela, alinhadas às metas de sustentabilidade, e respeitando a hierarquia dos resíduos. E acho que se a gente seguir esse processo ela pode trazer benefícios muito significativos pro nosso país pra gestão de resíduos no Brasil, né com 1 regulamentação adequada deputado, a gente pode transformar esses desafios ambientais que já foram mencionados aqui, em grandes oportunidades econômicas e sociais pro nosso país, garantindo futuro sustentável pra todos, obrigado.

0:0010:40
27 de nov, 17:04
#9
Transcrição por IA

Lucas, Maciel, representando aqui o Emidic. E passo imediatamente ao Celso Cunha, presidente da associação brasileira para o desenvolvimento de atividades nucleares em função do da agenda ele está pedindo pra antecipar a sua intervenção e eu queria convidar a Beatriz Nóbrega pra, vir a a mesa, não só pra ocupar o espaço aqui também mas pra manter a representatividade e a diversidade, na mesa. Com a palavra o.

0:000:41
27 de nov, 17:15
#10
Presidente - Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares Celso Cunha
Celso Cunha

Presidente - Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares

Transcrição por IA

Bom muito obrigado, deputado Daniel, agradeço a oportunidade. Tenho 1 pequena apresentação. Eu queria aqui falar pouco sobre. Apresentação está, tendo. Queria falar pouco sobre o setor nuclear, a hora brasileira, puder passar a próxima né, e o nosso setor, né, e principalmente na geração de energia deputado, é setor estratégico, né? Nós possuímos as usinas de Angra e Angra 2, Angra com 40 anos de funcionamento aproximadamente, Angra 2 chegando a 25 anos, aproximadamente, né, o próximo. E ao longo desse tempo, né, a gente não chama de resíduo, né, nem de lixo né? Até porque eu brinco com o pessoal que se fosse lixo dava pra mim que eu ficava milionário, né? A gente tem ali volume de combustível empobrecido, né ao longo desse tempo. E perfeitamente armazenado. Se a gente puder passar o próximo slide, né, o Brasil tem 1 tecnologia, né usam a tecnologia americana pra armazenar todo esse combustível progressivo, só que isso vale muitos milhões chegando à ordem de bilhão de dólar, armazenado. E esse combustível, ele pode ser enriquecido, pode ser reprocessado. Países como França, Japão, Rússia, tem todo o processo no seu ciclo produtivo. O próximo slide, né, energia nuclear com quilo de, de urânio a gente produz volume de energia fabuloso. Nós temos a sexta maior reserva de urânio do mundo, e só estudamos terço do território nacional. Então isso significa, e normalmente essas reservas são associadas com outros produtos como por exemplo fosfato, né a mina, de Santa Quitéria tem 90 por 100 da fosfato, pode ser usado na agricultura. O próximo slide, o Brasil domina o ciclo do combustível, Isso cabe na palma da minha mão, o número de países que domina todo o ciclo e ainda por cima, tem a capacidade de produzir e tem o mineral pra fazer isso. O que nós não temos? Exatamente o processo de, reaproveitamento, de reenquecimento desses desse processo. O que significa que a gente fecharia todo esse ciclo. Então a gente poderia, né até chamar, num combustível renovável, a partir do momento que eu posso reciclar. Olha, e isso é feito, no mundo. Então o que nós precisamos? E por que que a gente não fez isso? Porque o Brasil lá atrás tomou 1 decisão de armazenar, e decidir depois. Só que a gente nunca decidiu, dar esse passo. Chegou a hora desse depois. Nós estamos falando de bilhão de dólar, né? Armazenado ali. E com a chegada de Angra 3, que está pra ser decidida agora nos próximos dias por 100, no CNPE, esse volume vai ser muito maior. Por que que a gente tem que ficar aguardando todo esse combustível? Nós não só podemos reprocessálo, como podemos, olha né, reprocessar de outros países. Não verba nenhum, tá? Está chegando 1 nova tecnologia extremamente disruptiva, deputado, chamado pequenos reatores modulares, que é o chamado Nirvana da produção de energia até que a fusão nuclear chegue. Por quê? Porque em pequenas áreas você é capaz de produzir volume de energia, e descarbonizar por exemplo a siderurgia. Você pode ter o aço verde, lá na ponta, você pode descarbonizar a mineração que é na base do diesel, os sistemas isolados do Brasil, que hoje é tudo na base do óleo, olha né? E daí eu posso ficar meia hora falando dessa aplicação, olha né? E com isso a gente pode pegar todo esse combustível e reprocessálo. O Brasil ficará 100 por 100 independente, nós temos reserva pra abastecer as nossas necessidades, e 1 boa parte do mundo. 1 pequena conta só das áreas de mineração né de de Minas, né possíveis de serem exploradas no Brasil, né? Excluindo todas elas que estão em áreas indígenas, em áreas ambientais e tudo mais é suficiente pro Brasil pra mais de 260 anos. Né? E com 1 quarta usina, com 1 quinta usina, até 13 usinas sendo colocadas aqui. Então deputado, o que que falta pra isso deslocar? A gente criar ambiente, para que isso seja feito. E a gente acredita que através desse processo né do resíduo a gente não fica armazenando algo, a gente traz conceito consagrado, né não é nada que não é consagrado, esses países já fazem isso há muito tempo, e a gente dá passo muito grande, né, no sentido de, de reaproveitamento e aí estamos falando de reaproveitamento de muitos megawatts. Só a Angra e a Angra 2 produzem 2 gigawatts, né? E com fator de capacidade ou seja, com mais de 92 por 100 do tempo funcionando. Elas são campeões, campeões de produção de energia ininterrupta, não é? Nós não temos problema né com o tempo, nós não temos problema com a água, nós não temos esse problema, e ainda produzimos o hidrogênio estou olhando aqui pro meu amigo, que numa outra audiência pública, podendo produzir o hidrogênio podendo salinizar água em determinadas áreas, então, nós precisamos fechar esse ciclo também. Então a minha mensagem aqui deputada é que a gente não esqueça desse processo, e que temos ali alguns bilhões de dólares e o país está precisando desses bilhões de dólares. Muito obrigado aí pela.

0:006:44
27 de nov, 17:16
#11
Transcrição por IA

Obrigado Celso, é esse acho que é debate importante quando você falha a fala em energia nuclear, sempre as pessoas mantêm 1 visão de discriminação que é 1 algo perigoso, fora do controle e precisamos debater mais sobre esse tema conhecer né? Dar informação pra que as pessoas saibam o que significa o que que são as possibilidades como isso acontece em outros lugares. Me desculpe era pra você me falar aqui da mesa se quisesse eu acabei me me me é porque daqui fica mais mais adequado pra fazer a intervenção. Passo imediatamente para Osvaldo Luiz de Moraes, que representa aqui o MCTI. Alô, boa tarde.

0:001:07
27 de nov, 17:22
#12
Diretor do Departamento para o Clima e Sustentabilidade da Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) Osvaldo Luiz Leal de Moraes
Osvaldo Luiz Leal de Moraes

Diretor do Departamento para o Clima e Sustentabilidade da Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)

Transcrição por IA

Bem inicialmente deputado Daniel, obrigado pelo convite, pela oportunidade dessa audiência, também saúdo meus, colegas que estão dividindo esse tempo comigo, eu vou fazer 1 abordagem pouco diferente de todos que me antecederam. Porque o meu papel, não apenas de hoje estar trabalhando no ministério de ciência e tecnologia, mas a minha carreira toda acadêmica foi 1 carreira de pesquisador, envolvido com a questão de mudanças climáticas. E o Lucas no início da sua fala, fez algumas coisas que me motivou a falar sobre essas questões, iniciais. Qual é o papel da ciência e qual é o papel do Ministério de Ciência e Tecnologia, nessa questão de mudanças climáticas e é do departamento aonde eu estou hoje. A a ciência, tem a, por missão de investigar todos os processos da natureza, com base naquilo que, há aproximadamente 500 anos atrás, a revolução científica, possibilitou que nós usássemos 1 metodologia adequada pra fazer qualquer tipo de investigação. E o papel do MCTI, é de usar esse conhecimento pra fornecer informações para os tomadores de decisão. Esse é o papel do ministério de ciência e tecnologia. Pois bem, o que que nós estamos passando hoje, em termos de mudanças climáticas, e por que que essa agenda de resíduos de transição energética, de transformação ecológica é essencial, para nós, podermos avançar numa pauta de sustentabilidade. O acordo de Paris previa. Que a temperatura média do planeta atingisse 0.5 graus ou 2 graus. No final desse século. Esqueçam isso, 0.5 graus nós já atingimos. O que nós estamos hoje nos deparando é com a questão de até onde nós vamos continuar emitindo gases de efeito estufa, e qual é a temperatura na qual nós vamos poder nos adaptar. E quando nós falamos de adaptação, a gente tem que entender que quando nós falamos de adaptação não estamos falando apenas em adaptação dos seres humanos. Nós temos capacidade de desenvolver processos de nos adaptarmos, Mas as demais espécies que não são espécies humanas, o processo adaptativo dessas espécies, é o processo adaptativo de Darwin, não é o processo adaptativo, de 1 escala de vida de ser humano, é de 1 escala de vida de milhares de anos. Então como que, as demais espécies toda a biodiversidade está preparada pra se adaptar? Os seres humanos em particular, não têm capacidade de sobreviver a 1 temperatura média do planeta acima de 4 graus Celsius, médio, não tem, porque o nosso organismo não foi preparado pra fazer isso. Nosso organismo não está preparado pra sobreviver a 1 temperatura média, acima de 4 graus em relação ao período préindustrial. Pois bem, por favor pode, Passar gráfico aqui esse gráfico aqui, ilustra mais ou menos o que que eu estou falando. Essas são histórico das emissões do último relatório do IPCC, e nós vemos que apesar de todos os esforços que têm sendo feito desde a ECO 92, a emissão de gases de efeito estufa não decresceu. Não existe nenhum indício de que nós estamos passando por 1 inflexão, nessa curva de emissões de gases de efeito estufa. O presidente do Azerbaijão, o presidente da Azerbaijão, na abertura da COP, falou que o uso dos recursos de petróleo do Azerbaijão, é o uso de recurso que foi fornecido por Deus. Eu respeito essa posição, mas discordo dela profundamente. Porque falar isso é desconhecido os processos de ciclo de carbono. Existem 2 processos de ciclo de carbono, e é processo de ciclo de carbono de 1 pequena escala de tempo, que é escala de vida, de 1 árvore por exemplo, de 100 anos, mas a escala de ciclo de carbono, do carbono que está colocado abaixo da terra é de milhões de anos. Então quando nós vamos abaixo da terra e extraímos o recurso de petróleo, nós estamos fazendo talvez o contrário daquilo que quem acredita Deus propiciou. Deus colocou o petróleo talvez do contrário do que o presidente do Azerbaijão disse, embaixo da terra pra que nós não usássemos, e não que nós fossemos lá tirálo. Então, é 1 visão pouco diferente né, 1 visão ideológica mas é pouco diferente. Mas o que que nós temos então, olhando essa questão, como é que é o cenário do Brasil, na questão de emissões de gases de efeito estufa? E aqui é que entra o papel do ministério de ciência e tecnologia. O ministério de ciência e tecnologia, elabora, a cada período de tempo, o seu inventário nacional de gases de efeito estufa. E0A maneira como o ministério de ciência e tecnologia elabora o processo do inventário nacional de gases de efeito estufa, não foi determinado pelo MCTI, não foi com determinado pelas universidades brasileiras, não foi determinado pelos cientistas brasileiros. O processo de inventário de todos os países, foi definido pelo IPCC. Ou seja a metodologia que nós usamos pra fazer o inventário nacional de gases de efeito estufa, é a mesma metodologia que todos os países do mundo usam. E por que que a mesma metodologia tem que ser usada por todos os países? Porque se nós não fizermos isso, nós não temos possibilidade de fazer comparação entre que país está emitindo e que o outro país está emitindo. Nós temos que ter 1 mesma metodologia pra poder identificar, quais são os países que mais emitem e como são as fontes de emissões desse país. Então a princípio é isso que nós fazemos né por favor o próximo slide. Ah por favor, como o tempo está correndo, eu nem passei de introdução ainda meu tempo está terminando, por favor eu quero só passar pra, não, pô a, bem aqui está 1 descrição, esse aqui, quais são os setores que são inventariados tá? São 5 setores inventariados, uso da terra, agricultura e pecuária, resíduos, processos de energias e processos industriais. Todos os países fazem os seus inventários de gases de efeito estufa seguindo, esse mesmos grupos de setores. Nós podemos ter por exemplo setores no Brasil que fazem o seu inventário particular hoje a gente escuta, que os estados estão fazendo seus inventários que o município estão fazendo seus inventários. Mas se os inventários feitos pelos estados e pelos municípios não seguirem, o a metodologia do IPCC, elas não serão de utilidade pra serem incluídas no inventário nacional. Por favor, a próxima. A próxima, bem, essa figura mostra o histórico das emissões do Brasil até o ano de 2020. Alguém poderia dizer ah mas por que que é 2020 nós estamos em 2024? Porque a convenção Quadro das Nações Unidas, possibilitava que os países do não anexo do qual o Brasil faz parte, fizessem os seus inventários 4 anos depois da entrega da sua comunicação nacional. Isso mudou, com o acordo de Paris, o tempo de delay da entrega dos inventário é de 2 anos. O Brasil, infelizmente não está nessa figura aqui, mas o Brasil usou o inventário de 2022 para fazer a sua NDC, que o o vicepresidente Alckmin entregou na COP agora. E qual é o compromisso que o Brasil assumiu? O compromisso que o Brasil assumiu, é de reduzir em aproximadamente 67 por 100 as suas emissões, até o ano de 2035 comparado com as emissões que nós fazíamos em 2005. Isso é o realmente 1 tentativa robusta de nós mitigarmos as emissões de gases de efeito estufa. Mas apesar de ser 1 estimativa robusta, eu diria que ela ainda assim não será suficiente para nós evitarmos as catástrofes climáticas que nós estamos vivendo. O cenário que nós vamos ter que enfrentar nas próximas décadas, e possivelmente para as próximas gerações, se nós não fizermos esforço de mitigar, nós vamos ter preço muito alto a pagar. E quem é que vai pagar esse preço? Certamente são as populações mais vulneráveis e mais despreparadas. Eu queria terminar dizendo, que o setor de resíduos do Brasil, que está aparecendo nessa figura aqui, essa essa por favor volta aí por favor. Essa barrinha aqui olha, essa corzinha aqui é a emissão de setor de resíduos do Brasil. Vocês veem que setor de resíduos do Brasil, comparativamente com os demais setores, é mínimo. Agora, existe 1 grande 1 grande questão científica hoje que está posta que nós ainda não temos a solução ou a resposta absoluta. Provavelmente, as emissões de resíduos do Brasil e de todos os países, está sendo subdimensionada. É muito provável que as emissões de resíduos sejam muito maiores do que essas que estão sendo contabilizadas. E por que que elas estão sendo contabilizadas dessa maneira hoje? E por que que com novas tecnologias nós podemos nos deparar com números muito diferente disso que estão aqui? Porque a metodologia que é usada, por todos os países para fazer a contabilização das emissões de resíduo, está sendo hoje criticada, e está sendo hoje colocada sobre o de 1 luta de boxe, ou seja, todos os investimentos que nós fizermos pra mitigar as emissões feitas por resíduos, provavelmente vão dar 1 contribuição significativa pra gente ter planeta mais sustentável no futuro. Muito obrigado. Obrigado Osvaldo.

0:0011:14
27 de nov, 17:24
#13
Transcrição por IA

Abordagem aqui, esse é tema. Recorrente. Desafiador, global. E o Brasil não pode deixar de estar no centro desse debate mesmo porque a COP 30 vai nos desafiar. A tratar do assunto, como desenvolver a nossa economia como incluir como tratar dos nossos problemas. Nesse ambiente global, né? E todos afirmam assim que nós temos muitas vantagens estamos com condições muito favoráveis. E temos que ver como. Nos inserimos com autonomia nesse ambiente. De. Disputa global de interesses muito muito fortes de cada segmento. Vamos passar aqui imediatamente para Hugo Neri, da a Brena pra fazer a sua intervenção.

0:001:07
27 de nov, 17:35
#14
Conselheiro - Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA) Hugo Nery
Hugo Nery

Conselheiro - Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA)

Transcrição por IA

Todos, quero agradecer o deputado Daniel, pelo convite pra Abraema. Muito foi falado aqui a respeito da dessa mudança da matriz energética brasileira, e eu vou me situar na área da atuação da Abraema. Já foi discutido vários outros segmentos, a gente tem várias matrizes de energia limpa, que está sendo discutida, mas vou falar especificamente do que é a área de resíduos sólidos urbanos, aquele resíduo que nós geramos nas nossas residências. E pra isso, independente das tecnologias que estão disponíveis hoje no mundo, porque tem várias tecnologias pra tratamento de qualquer coisa, o que se precisa saber é o preço que se paga pra que essa tecnologia seja viável e ela seja correta nas cidades brasileiras. E nós sabemos as dificuldades de recursos que nossas cidades têm, e portanto não são todas as tecnologias capazes de serem aplicadas num país como o nosso. Nós somos país continental desigual e que portanto precisa ter todo trabalho de avaliação adequada pra que a gente possa alcançar os objetivos que precisamos alcançar, que é efetivamente fazer com que os resíduos que geramos possam ser controlados de forma adequada. Eu vou mostrar pra vocês 2 exemplos daquilo que hoje é a tecnologia mais adequada e avançada que nós temos no Brasil, que são os aterros sanitários transformados em centros de tratamentos e valorização de resíduos. Eu vou mostrar pra vocês que já está construído e operando, inclusive com 1 planta de geração de biometano, que é a terceira maior planta de geração de, a segunda maior planta do Brasil, e a única até agora com a aprovação da NP de inclusão do seu gás, do seu biometano, dentro da rede de gás de petróleo. Então essa é 1 forma de distribuição que é viável em função da qualidade do produto gerado, E0EAE0 outro exemplo é 1 construção de aterro que está em andamento e cujo está em andamento não, foi finalizado, e cujo projeto também prevê o aproveitamento do biogás e a transformação desse biogás em biometano através da purificação, que é o aterro de Manaus, muito importante como exemplo de tecnologia numa região sensível, e que o senhor acabou de falar, deputado, do que vai representar o COP no Brasil, e o que significa ter equipamento disponível na região Norte pra que a gente tendo na dentro do Amazonas equipamento que faz ter toda a qualidade e capacidade de retenção ambiental dos produtos lagerados. Gostaria que vocês passassem o filme rápido, e depois eu continuo a explicação. A cada dia novas tecnologias surgem no mundo para a produção de energia limpa. O Brasil está sendo inserido nesse cenário, através de seu grande potencial para abraçar os desafios e as oportunidades são mais de 800 plantas de biogás espalhadas em território onde 74 por 100 da produção de biometano provém do setor de saneamento existem 10 plantas produtoras no país, e apenas 4 delas são regulamentadas pela ANP somos 1 delas. Somos a ambiental, a terceira maior empresa de serviços e soluções ambientais do Brasil, que coleta, transporta, trata os resíduos e está preparada para transformálos em energia sustentável. Implementamos a primeira planta de biometano do norte nordeste, a segunda maior produtora no país, é a primeira e única planta do Brasil a injetar 100 por 100 biometano na rede de resíduos orgânicos orgânicos em soluções ambientais inteligentes. Através do tratamento dos resíduos nos aterros é possível transformálos em energia limpa, assim cuidamos das pessoas e do meio ambiente, sem esquecer do importante papel que possui o poder público, a iniciativa privada e os cidadãos para a construção de futuro melhor para todos, por isso a marquise ambiental vem se consolidando, buscando novas tecnologias e se inovando para contribuir com Brasil mais sustentável. Vem transformar o futuro com a gente. Marquese Ambiental. Tem o segundo filme dessa outra, tem o segundo filme aí não tem querida? Aí essa, os 3 filmes que vocês vão ouvir, terceiro, do Aterro de Manaus em plena selva amazônica. A proteção do ambiente é é é feito garantida na construção de aterro, e como é que o biogás gerado ele é recuperado pra poder ser transformado nas unidades na fábrica de biometa. Toda 1 rede de tubulações que é instalada no aterro sanitário, essa tubulação elas são verticais e horizontais, e a partir daí todo o fluxo de gás é captado e derivado pra fábrica de transformação. Costarmos no ambiente amazônico foi todo o cuidado feito com a biodiversidade local pra que não houvesse nenhum impacto na operação desse equipamento na na região de Manaus. Eu gostaria só de esclarecer algumas coisas pra que a gente tivesse em mente o que que representa o resíduo do Brasil. O Brasil gera 220000 toneladas de resíduos urbanos todos os dias, nas nossas residências. Hoje se falou muito aqui de reciclagem. Reciclagem no mundo inteiro e nós estamos atrasados 40 anos, quando a gente se compara com a Europa, por exemplo, que hoje, 40 anos depois, conseguem em média recuperar 35 por 100 do que gera, 35 por 100 do que gera, a custo muito elevado, que precisa ser extremamente revisto hoje. A Europa vive hoje drama em relação à metodologia que ela implantou lá atrás, na separação de materiais. Isso porque a Europa, como outros países do mundo, entendiam que a separação deveria ser feita de todos os materiais gerados, imediatamente nas residências, e isso encareceu demais o transporte de material. Então, a gente precisa aprender com os com os erros dos outros e mudar o nosso conceito. O Brasil nessa geração tem hoje 200 e de 15000 toneladas das quais 50 e por 100 é resto de comida. Rest de comida. Se eu perguntar a qualquer de vocês aqui o que é que vocês acham que é reciclável no lixo que vocês geram, vocês vão falar de plástico, papel, papelão, vidro, o de sempre. Mas o o elemento mais rico que a gente tem hoje em termo comerciais, é o resto de comida, que é reciclável, se transforma em biogás, em biometano, em adubo. E por que que isso não acontece no Brasil hoje, e não tem único projeto de geração de de de de produção de adubo com o sucesso em larga escala? Porque não existe separação na origem deste material. O que significa que quando vai pra compactador, 75 por 100 do que está ali dentro já está perdido, absolutamente perdido, entre os quais os 50 e por 100 do resto de comida. O que é que está faltando? Está faltando 1 decisão porque legislação nós temos, as políticas públicas estão aqui, Mas está faltando 1, 1 política pública. É de forçar a participação de quem gera. Nós, nós geramos mas não participamos. Colocamos lixinho na nossa porta e a partir daí olha, ninguém quer saber o que vai acontecer com ele. Na verdade, enquanto não houver 1 separação real dentro de casa, e não precisa muita coisa, só preciso de 3 sacos. Orgânico, outros materiais, e o que a gente chama de contaminados. Guardanapo, absorvente feminino, papel higiênico, fralda infantil, e todos aqueles outros que têm contato com os nossos pets, os animais domésticos que nós temos. Basta isso. E o que mais precisa fazer? A gente precisa ir em algum lugar e entregar. Porque coletar porta a porta, daqui a 10 anos não tem prefeitura que consiga pagar. É caro. E hoje nós não nos envolvemos nisso. E a Europa está há 40 anos e ainda não chegou lá. Então, deputado, essa é 1 discussão, que a gente está errando há muito tempo, com todo o processo do que a gente vê o Brasil recicla 2 e meio por 100 dessas 215000 toneladas, 2 e meio por 100. Sabe por quê? Porque a a coleta seletiva, não pode ser 1 decisão política. Porque se o plástico não tiver mercado, não adianta separálo. Se o vidro não tiver mercado, não adianta separálo. Vidro, até a pandemia, ninguém queria. O que é que está mudando no mundo, pessoal, se vocês prestarem atenção? Vocês notaram que existem hoje vários produtos que estão sendo colocados de novo em garrafas de vidro, e em garrafas de papel e de papelão? Porque o plástico está sendo abolido. No mundo inteiro o vilão ambiental hoje é o plástico. Então o vidro passou agora a ser de novo valor que se for separado vai gerar fluxo financeiro. Então, é necessário que a gente tenha o foco correto. E a geração de energia, ela é diretamente ligada à massa orgânica. É ela que se decompõe, é ela que vira biogás, e é ela que tem o biometano. E o que que ela tem mais que poderia ser aproveitado? O Brasil é o é o país maior produtor de proteína animal do mundo. A agricultura brasileira é de extremo avanço tecnológico e o mundo inteiro está atrás de produto verde. E nós estamos jogando todo dia 107000 toneladas de resto de comida que poderia estar sendo aproveitada fora, porque na nossa casa a gente não separa corretamente esse material. Então obrigado vocês, e fica aí o a provocação.

0:0011:06
27 de nov, 17:36
#15
Transcrição por IA

O Hugo Neri, sem falar dos desperdício que tem na e no nos nas nossas residências, nos restaurantes, nos hotéis, nos enfim todos os lugares que estão, na na na produção, na colheita, nos transportes. Posso complementar 1 coisa do Paraná? Sim, põe na. O que o senhor está falando

0:000:24
27 de nov, 17:47
#16
Conselheiro - Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA) Hugo Nery
Hugo Nery

Conselheiro - Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA)

Transcrição por IA

Nós temos 2 projetos pilotos de compostagem, em Taubaté e outro em Fortaleza. Fizemos convênios com o os os mercados e as feiras livres. Eles separam só a massa orgânica. O produto que a gente produz já vai estar liberado pra venda no próximo mês, da da boa qualidade que ele é, o que prova que a separação de origem traz pro Brasil riqueza, emprego e receita. Obrigado. Bom, eu.

0:000:31
27 de nov, 17:47
#17
Transcrição por IA

Vou pedir que vossa senhoria faça revezamento com o Iuri, diz eu convido o Iuri, para falar daqui, representando a associação brasileira de recuperação energética de resíduos. Boa tarde.

0:000:30
27 de nov, 17:48
#18
Presidente - Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos - ABREN Yuri Tisi
Yuri Tisi

Presidente - Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos - ABREN

Transcrição por IA

Boa tarde pessoal, satisfação estar aqui deputado muito obrigado por ter convocado essa audiência pública, pra discutir esse assunto. Só esse ano nós discutimos esse assunto, 6 vezes, esse é o sexta audiência pública aqui, nesse ano no Congresso. A gente fica muito feliz em poder trazer esse assunto. Eu tenho 1 apresentação aí, você consegue colocar? Eu queria só comentar pouquinho, o que o Osvaldo falou pena que ele teve que sair, mas no de 2005 a 2020, o setor de resíduos foi responsável por acréscimo de 52 por 100 das emissões de metano, enquanto que outros setores foi 25, 10. Então por que que isso acontece, né? A gente está crescendo a quantidade de geração de de de alimento, aumento e desperdício de alimento orgânico que é o que gera o metano, e também a própria conversão em aterros sanitários que não capturam metano. Quando eu faço aterro sanitário, comparado com o lixão eu vou gerar mais gás de frente turbo, mais metano. Mas se eu capturo como a Marquise muito bem faz ali em Fortaleza, que é 1 referência aí no Brasil, eu vou capturar aí 1 quantidade significativa né? Tem 1 variação né? Hoje as imagens de satélites eles colocam que essas emissões serão 3 vezes maiores em setor de resíduos. Foi isso que o Osvaldo quis dizer ali, são câmaras de espectrometria que captura as plumas de metano. Situ de óleo, gás e resíduos. Então na verdade isso é problema mas é 1 solução. Quem hoje opera o resíduos, tem capacidade de receber 3 vezes mais crédito carbono na captura. Isso na verdade é é é 1 grande 1 boa notícia pra todos que fazem gestão de resíduos. Tem 1 1 precificação 3 vezes maior das suas, do seu do seu, metano capturado. O metano que é 86 vezes mais forte que o CO 2 ou seja, vai vai vai ter também benefício de 86 maior 86 vezes do que o CO 2. E vai dizer o biogás e o biometano, reduz de 10 a 15 vezes mais gás de efeito estufa do que eólica e solar. Isso precisa ser dito. Isso é 1 conta que está no relatório do próprio IPCC. Eu acho que falta dizer isso na imprensa, pras pessoas conhecerem esse dado científico né? E a gente está falando de descarbonização e não está focando na principal problema e solução que é o setor de resíduos né? Pode pode passar a a apresentação. A nossa associação desenvolveu o projeto da União Europeia e o ICD, Europa Union Cleming Downogs e foi justamente o tema do biogás do que foi objeto desse desse trabalho que fizemos. Fizemos trabalho de, com 3 workshops, 1 viagem internacional, e fizemos também 1, 1 reunião de encerramento na delegação de União Europeia em Brasília, e estamos lançando relatório comparativo e já fizemos recomendações pra o governo federal e toda a sociedade, mostrando os benefícios dessa fonte do biogás do biometano. Só que o Brasil, pode passar, ele precisa evoluir, né? Nós temos muitos aterros centários e em grandes regiões metropolitanas nós podemos fazer processos mais sofisticados, mas sim por 100 de 1 política pública específica. Os empresários não são responsáveis pelos aterros, são os municípios, eles que decidiram esse modelo. Se os municípios decidirem por exemplo como São Paulo, a própria Marquise é acionista ali de 1 planta de recuperação energética, 1 URI né? A unidade de recuperação energética por tratamento térmico, combustão ela vai gerar eletricidade e calor. Essa é a opção mais utilizada hoje nos países envolvidos nas regiões metropolitanas, pra desviar resíduos de aterros né? E vai dizer, o Brasil assinou agora na COP 29 em Baku, no Azerbaijão, compromisso de redução de desvio de resíduos orgânicos de aterros. Quando a gente fala de resíduo doméstico pessoal, acaba que é tudo, tem que desviar tudo do do aterro. Pra eliminar o aterro e mandar só o rejeito, que é o que disse a nossa lei, aquele resíduo sólido depois de esgotada todas as tecnologias e processos existentes então a gente precisa criar 1 valorização de receita adicional pra que os operadores já te recebam mais pela reciclagem, pela compostagem e depois pela recuperação energética do que não é reciclado esses 3 processos, eles vão realmente trazer grandes benefícios para o Brasil. E são complementares né? Pode passar. A nossa agenda está presente em todas essas ODS, o tempo é curto eu não vou poder passar pessoal, mas o Guilherme pode passar a apresentação. Queria só destacar que a nossa situação esteve no G 20 no conexão 20 30, no Rio de Janeiro justamente discutindo as ODS e a nossa participação em cada 1 delas né que esses objetivos de sustentabilidade, das Nações Unidas, principalmente no setor de resíduos. A gente tem 3035 usinas no eixo de recuperação energética no mundo hoje. O Brasil só está construindo a primeira em Barueri, que é a operação final de 2026, e temos mais 2 usinas contratadas no município de São Paulo. Então a Marquise aí a Aras, a Solvi vão poder e Queiroz Galvão vão poder construir, essas usinas nos próximos anos, a previsão é em 2028 ela já estará em operação então eles vão fazer o licenciamento ambiental que já começou, pra começar as obras daqui ano então a gente espera ter mais 3 usinas, mas deputados sem marco regulatório a gente não vai viabilizar mais nenhuma usina, dificilmente. Nós somos a nossa associação está quase 6 anos e só conseguimos ajudar a viabilizar a primeira usina que foi Barueri, né então isso precisa mudar, nem todos os municípios vão conseguir bancar tudo isso com a tarifa do lixo. A gente precisa de incentivo do setor elétrico, é isso que os países que tiveram muito esse crescimento como Europa e China, a China hoje está com 1000 usinas, tem lá feed interv, 1 tarifa de de alimentação com preço teto com subsídio, né? Que isso, se a gente for dividir na tarifa do consumidor e considerando como disse o próprio Celso Cunha, que a a nuclear tem todos os benefícios por gerar 1 térmica na base né? A nossa também gera na base 93 por 100 do fator de capacidade. Só que a gente não tem o problema da disponibilidade do combustível, nem de de resíduos, nucleares então a questão do gás tem a volatilidade nós não temos esse problema né? Pode passar. Lixo tem gerado todo dia né como bem disse, o Hugo né a gente gera aí 200000 toneladas por dia né? Isso dá pra fazer investimento pessoal se a gente considerar todo o processo sustentável ou seja, 1 alto antes de reciclagem de compostagem, a gente pega 47 por 100 do lixo do Brasil está pra investir 180000000000 né? E não é inimiga da reciclagem. A gente mostra aqui que os países que mais fazem a combustão, a a cogeração por meio do eixo é são os que mais reciclam. Aliás a reciclagem azul, o eixo em vermelho e no meio os aterro sanitários ou seja os países que menos têm reciclagem são os que mais integram, que é o Brasil que está ali no final. Então esse dado aqui é do quinto relatório do PCC, é dado do Banco Mundial. O próprio nosso presidente WTRT que fez esse relatório, o quinto relatório do PCC de 2011. Pode passar. O dado da União Europeia, mesma coisa, segue a mesmo princípio que a reciclagem ela é complementar à recuperação energética, pode passar. Porque tem pessoas que dizem deputado, que a gente vai queimar os recicláveis. Isso não isso isso é 1 fake news, isso é 1 inverdade. Porque o gráfico a estatística global mostra que isso não acontece quando você organiza o processo de gestão, você consegue ter fluxo adequado de resíduos. Então você tem mais receita, mais investimentos você consegue fazer todo esse processo de gestão sustentável integrada de resíduos. Realidade do Brasil 40 por 100 ainda é lixão. Então a gente precisa encerrar esses lixões, fazer aterros sanitários nesses locais, e nas regiões metropolitanas evoluir com contratos de concessão, e de venda de energia elétrica pra viabilizar a recuperação energética. Pode passar. Essa aqui são 3 usinas que estão no centro de Paris estão lá há mais de 20 anos. A as olimpíadas acabaram de ser feitas aí em Paris. Ninguém morreu por causa dessas usinas né deputado? Então, elas estão lá há tanto tempo são essas chaminés são monitoradas na verdade, o ar dessa chaminés é mais limpo que o ar da cidade. 0.2 por 100 das de Oxinas e furanos que tem no ar de 1 cidade que tem 1 usina dessa, vem dessa usina. 35 por 100 vêm dos veículos, a combustão. Veja bem pessoal, ninguém está proibindo andar de carro na no meio da rua né? Eu acho que isso é 1 incoerência dizer que isso vai causar câncer em alguém esse tipo de processo. Pode passar. Essa usina fica em Copenhague, a gente com o projeto da União Europeia nós visitamos essa usina, pra conhecer a sustentabilidade o Osvaldo foi com a gente, foi selecionado pelo projeto, e podemos ali verificar que a a usina é realmente sustentável né? Tem 1 pista de skin e 1 parede escalada nessa usina, que fica em Copenhague né? Pode passar. Sim. Nós estamos agora deputado com desafio, né? Nós temos é claro o nosso projeto projeto de lei que a gente desenvolveu o texto base tá? Com a relatoria do deputado que é é Marcelo Queiroz, na na CEMADS, comissão de meio ambiente aqui da câmara. E nós temos aí, também 1 1 emenda, que criando esse sistema unificado de licitação, muito importante porque você tem leilão que é federal e 1 licitação municipal então a gente criou sistema para unificar esse balcão único de contratação, atendendo a malestar tarifária e sem impacto na tarifa do consumidor. Porque hoje a gente gera 20 por 100 das térmicas são acima do preço máximo que essa fonte chegaria que é 750 reais o megawatts hora. Então é 1 incoerência dizer que tem algum impacto, a gente vai reduzir a conta de luz, né? E nós temos ali 3 metas do plano nacional que não estão sendo cumpridas. Então é justamente essa proposta, a nossa emenda 12 é o PATEM, programa da aceleração da transição energética vai trazer a viabilidade dessas 3 metas. 250 megas de gás de aterro, 69 megas de biodigestão aneróbia, e 94 megas de recuperação energética. Pode passar até 2040 então daria uns 600, uns 70 megas aí por mês, né? A gente tem aí benefício, de, impacto tarifário, supostamente se houver né, se essas térmica foram substituídas por por a gás mais caras, 0.06 por 100 ao ano na tarifa ou seja o pessoal é muito pouco a gente gera 220000 megas. O que que é colocar 66 megas com preço 2 vezes maior que o gás natural? Isso não é nada. Agora a gente tem que olhar para a saúde pública né? Pode passar. Se a gente pegar o potencial que eu estava falando para vocês, dos custos evitados, do meio ambiente, na saúde pública e no transporte da energia elétrica que não vai existir porque a gente vai gerar energia no centro da cidade, a gente tem aí preço real de 152 reais o megawatts hora, ou seja 1 fonte que descarboniza 10 vezes mais 1 renovável tradicional, custa o mesmo preço, e ainda acaba com o problema do lixo que é problema de saneamento. E vai dizer o Brasil está gastando deputado pra concluir 5.5 bilhões por ano na saúde pública decorrente da má gestão do lixo E aproximadamente 20000 pessoas morrem decorrente dessa má gestão. A gente precisa mudar essa realidade né? Pode passar. Aqui nós temos ali, como eu falei, as 28 regiões metropolitanas do Brasil, que a gente pode trazer o potencial dessa fonte. Isso daria investimento de 180 e bilhões, custo evitado de 220000000000 né, 1 arrecadação de 220000000000 de reais em 40 anos, ou seja são quase 420000000000 em benefício da sociedade, deputada E0A proposta é 100 por 100 de investimento privado, né? Não vai ter impacto na tarifa e a gente vai viabilizar isso mas precisa ter instrumento econômico pra viabilizar a recuperação energética no Brasil, gerando aí pra concluir 220000 empregos. Obrigado deputado.

0:0011:45
27 de nov, 17:48
#19
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Obrigado Iuri sempre com muito brilho com clareza tratando, desse tema eu já te conheço sei da, preocupação da a gente faz 1 legislação, determina condições, tempo pras pessoas cumprirem esse problema do lixão é 1 vergonha é negócio absurdo, é aí vem os prefeitos pressionam e acabam ganhando mais tempo mais tempo, e a solução está aí tecnicamente e a gente não consegue viabilizar, criar as condições políticas pra viabilizar só pouco condições política pra fazer isso né? Tecnologia, caminhos, todos estão aí, sendo apresentados mas enfim. Bom, vamos aqui tentar adiantar, eu passo imediatamente para Beatriz Nóbrega. Viva Cidades. Tem microfone. Fábio, você quiser se posicionar aqui, Fábio Lima, logo depois nós o convidamos. Muito. Oi?

0:001:30
27 de nov, 18:00
#20
Diretora Executiva - Instituto Viva Cidades Beatriz Nóbrega
Beatriz Nóbrega

Diretora Executiva - Instituto Viva Cidades

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Muito obrigada, deputada, obrigada por dar mais 1 oportunidade a esse debate que é tão importante. E eu falo aqui como diretora executiva do Instituto Viva Cidades, mas principalmente como secretária executiva da Frente Parlamentar de Gestão de Resíduos e Economia Circular aqui no Congresso. E o maior objetivo hoje aqui é falar pouco do trabalho político que tem que ser feito e que precisa ser feito cada vez mais, justamente pra que a gente consiga alcançar aqui os objetivos, porque acho que quando a gente está no, dentro do Congresso Nacional junto com o setor e principalmente pensando em como que essa política pública vai chegar na ponta, a gente precisa desmistificar muita coisa. Tem muita gente que diz que pra gente alcançar universo, país mais sustentável, a gente precisa parar de andar de avião, consumir menos carne e ter menos filhos, e na verdade, aqui a gente consegue ver solução pra na verdade a gente ter filhos cada vez mais educados como disse o Hugo, o processo da recuperação energética da gente entender como a gente pode usar os nossos os nossos resíduos de maneira melhor, começa dentro de casa, começa na gente que gera o lixo, andar de avião com combustível cada vez mais sustentável, e aqui a gente já tem trabalhado em muitas soluções, e está o destino adequado pra carne que esteja sendo cada vez mais utilizada de maneira de 1, e consumo realmente pensado e e sustentável, e que uns resíduos do agro que geram energia, e que isso gera o ciclo de circularidade que a gente tanto deseja, quando a gente fala de política pública. E dentro desses avanços a gente tem conseguido construir bastante coisa. Pela frente parlamentar a gente tinha conquistado no Senado a emenda da reforma tributária que infelizmente foi retirada aqui na Câmara, e e isso é algo que fica pra gente ainda discutir nesse processo de regulamentação da reforma porque é necessário e a gente precisa continuar fazendo esse trabalho. Não adianta a gente como a gente está vendo, a maior parte do, parte do biogás vem justamente dos processos de saneamento básico, e a gente precisa que seja o saneamento, seja a gestão de resíduos, sejam considerados como os processos benéficos que são para a sociedade. E isso não pode colocar num tratamento comum e genérico, quando a gente fala a nível de tributação. Seja inclusive pelo que o Iuri trouxe, da quantidade de doenças que a gente fala quando a gente não tem saneamento, quando a gente não tem tratamento de lixo. Além disso, parte desse processo também vem com o Patém. No Patém aqui na câmara a gente conquistou a emenda de incluir a recuperação energética como parte do da política de transição energética, e ao mesmo tempo e conseguimos expandir pra que além do investimento em tecnologia e inovação, fosse também utilizado esses recursos para para expansão de plantas porque isso é necessário. A gente não pode falar de vou conquistar todos os benefícios, e daí, a gente entra também dentro do mercado de carbono, que são necessários e que são inerentes ao setor, quando a gente não reconhece o potencial que ele tem, inclusive o potencial mitigador que a gente conquistou felizmente agora recentemente no mercado de carbono, quando se entendeu que a mitigação que a recuperação energética traz ela é transversal. A poluição que a gente deixa de colocar no ambiente, de colocar nas cidades, é a capacidade de mitigação pela própria geração de energia, e a forma com que a gente está disponibilizando isso pra sociedade. O Hugo está fazendo o que a gente faz na Dinamarca, como o Iuri bem trouxe, a gente consegue colocar energia pra gerar, pra chegar na população e gerar seja calor, seja energia elétrica, que é tão importante que é vital, é o que a gente tem de mais vital hoje. E dentro dessa mesma lógica a gente precisa realmente conseguir fazer com que a política chegue. Não é raro a gente ver os municípios buscando solução porque como o Hugo melhor do que ninguém sabe, muitos de nós aqui acompanhamos, a gente sabe que a gente está caminhando pra lugar em que as contas não são sustentáveis. Quando eu falo de tributação pra gestão de resíduos, quando eu falo de 1 tributação que viabilize 1 circularidade econômica, e eu não crio nenhum meio disso, porque até a forma com que hoje a gente olha pra pra reciclagem dentro da reforma tributária, eu estou matando toda 1 cadeia da qual o catador precisa, a gente não está chegando em solução que a política esteja viabilizando. E isso é algo que a gente precisa falar para que tudo o que está sendo colocado aqui na mesa, seja real, seja viável. Porque hoje aqui a gente está falando de todos os benefícios, nós temos sim, recuperação energética, a geração de biogás é muito mais do que só a geração de energia, a gente tem subprodutos, a gente tem adubo, a gente tem caminho cada vez mais sustentável e que tem benefícios que são muito além do óbvio que muita gente discute, às vezes aqui no Congresso a gente está, ah não, vai pegar e vai poluir a cidade, vai o ar. E ninguém está parando pra olhar a maior parte da tecnologia que a gente tem hoje em dia emite muito pouco. Ah não, a gente vai pegar e a gente vai tirar o plástico do catador. A maior parte das usinas que estão fazendo trabalho sério, estão incluindo o catador e fazendo trabalho social extremamente relevante. E como que a gente coloca isso na política pública? Essa tem sido a nossa maior dificuldade hoje deputada. De como a gente leva e consegue esse reconhecimento que é necessário e que não seja só 1 concordância de conversa porque isso em geral a gente tem. Eu não conheço nenhum parlamentar que tenha coragem de dizer que saneamento e gestão de resíduos não é saúde, não é 1 questão de saúde pública. Mas na hora que a gente precisa conquistar texto, que a gente precisa entender que esses benefícios vão da saúde, à nossa capacidade de ter 1 energia mais sustentável, a gente não consegue. E é muito dessa a provocação que eu venho trazer, acho que do ponto de vista técnico a gente teve as melhores pessoas que poderiam falar sobre isso. Mas do ponto de vista da política pública que a gente precisa criar aqui dentro, a gente ainda tem dificuldades muito reais que precisam ser superadas. Então eu queria agradecer, profundamente. Muito bem obrigado

0:007:06
27 de nov, 18:02
#21
Transcrição por IA

0:000:01
27 de nov, 18:09
#22
Presidente - Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos - ABREN Yuri Tisi
Yuri Tisi

Presidente - Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos - ABREN

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Queria só complementar o que ela falou, por 100 da proposta do Patém, que a a Bia foi responsável até pra inclusão na câmara, agradeço muito aí ao estudo Viva Cidades, por 100 do CAPEX ou seja do investimento da Sun usinas vai ficar com os catadores ou seja, obrigação do construtor fazer galpão de compostagem de reciclagem, pra ter essa inclusão. Então veja bem, esse é o maior investimento pra catadores que se tem notícia do Brasil. Daria 0.8 bilhões né pra pra esse setor. Obrigado Otávio. Obrigado.

0:000:32
27 de nov, 18:09
#23
Transcrição por IA

Bom passo então para o Fábio Lima, Associação Brasileira de Solução de Armazenamento de Energia.

0:000:10
27 de nov, 18:09
#24
Coordenador de Relações Institucionais - Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia Fábio Lima
Fábio Lima

Coordenador de Relações Institucionais - Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia

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Boa noite deputado, boa noite a todos os presentes, aos colegas de mesa. Prometo que serei breve temos também 1 pequena apresentação que já está subindo, mas eu queria começar com 1 reflexão. Eu acho que a palavra de hoje é que o Brasil é país pobre porque é rico, porque é país que desperdiça tanto as suas potencialidades. E 1 dessas potencialidades que estamos desperdiçando é a nossa capacidade atual de geração de energia. Eu vou apresentar aqui em dos slides mais a seguir, que nós estamos nos aproximando de divertimento de energia elétrica, de 50 gigawatts, ou metade da potência necessária para nós em dado momento nós temos 1 potência máxima hoje de 100 gigawatts de consumo de energia. Então, para nós falarmos do aproveitamento de novas fontes de energia para o país e que o país precisa para parar esse desperdício nos seus resíduos urbanos ou ou do agro também ou da indústria, nós precisamos também olhar para o nosso desperdício no setor elétrico. Eu não sei se já subiu a apresentação acho que está tendo 1 dificuldadezinha aqui. É porque aqui pra mim não aparece. Pronto. Podemos passar aí pro pro quarto slide, só pra gente já começar a falar. Quarto pode pular pro quarto. Pelo adiantado da hora que isso aqui seria a apresentação dos nossos associados mas eu vou aqui mais direto ao ponto em homenagem ao tempo de todos. Pode voltar por gentileza. Então quando a gente fala em em armazenamento de energia, você tem assim como na área, dos resíduos sólidos, você tem diversas tecnologias para fazêlo mas você precisa pensar nas aplicações. E hoje a maior demanda do Brasil no setor elétrico, não no setor energético como todo mas no setor elétrico é por flexibilidade, não tanto por energia nova. E quando nós falamos de flexibilidade, flexibilidade de curto prazo, de resposta instantânea, a gente fala necessariamente do armazenamento também em soluções de baterias. E a gente fala também de trazer mais estabilidade de trazer mordicidade tarifária, também aqui como foi dito na substituição da térmica fóssil. Existem diversas tecnologias que estão se provando o mundo afora assim como os resíduos sólidos, como a o aproveitamento energético dos resíduos, em que você substitui energia fóssil por outras formas de você captar, e o armazenamento de energia é justamente isso, você transportar energia no tempo, não apenas no espaço. E pode passar por favor? E essa já é 1 realidade global comprovada assim que os colegas trouxeram. Apenas no ano passado foram instalados mais de 44 gigawatts de de capacidade de armazenamento, mais de 20 giga na China, e a agência internacional de energia, ela, afirma categoricamente que o armazenamento é 1 das 3 tecnologias fundamentais para a transição energética. Você não vai diminuir a sua dependência de petróleo, de óleo e gás, por qualquer nova tecnologia que se passe, sem trazer grande amortecedor para o sistema elétrico que são os sistemas de armazenamento, seja nas baterias seja nas usinas hidrelétricas reversíveis. E aqui tem número interessante a gente falou de política pública. O Brasil começou a estudar armazenamento de energia a partir da agência nacional de energia elétrica, no ano de 2016. Naquele ano o mundo tinha instalado menos de gigawatts. Agora o mundo está instalando 44 gigawatts e a gente continua estudando. Então eu imagino que seja a mesma ansiedade, que os colegas aqui da área dos, do aproveitamento energético passam. Pode seguir por gentileza. E aqui chegando para a questão do divertimento de energia, o nosso desperdício profundo de energia limpa em que você já gastou o CAPES, já construiu a linha de transmissão, já fez tudo que era necessário, e você veste porque aquela energia está na hora errada. Porque aquela energia está no horário da do pico diurno, e você está com a linha de transmissão congestionada, ou você simplesmente não tem demanda porque você tem a geração distribuída naquele momento. E aí quando nós vamos pro, e aí a gente está falando de 50 gigawatts nos próximos 6 anos. Anos. Pode passar por favor. E aí quando nós vamos para o intradiário, nós temos essa cena, em que a nossa demanda de energia sobe 30 40 gigawatts, em 2 a 3 horas. E não tem tecnologia hoje no Brasil que consiga prover isso, o que a gente tem hoje são as usinas hidrelétricas que são a nossa fonte de flexibilidade, mas que quando fazemos isso desperdiçamos água também. Também também investimento de água pelo acionamento antes ou depois ou pior ainda, fazemos o desperdício de energia térmica. Porque botamos 1 usina térmica ligado 8 horas para cumprir essa rampa diária de 2, 1 2 3 horas. Então aqui, se não entrar o sistema de armazenamento e simplesmente entrar em mais tecnologia de geração, nós vamos ter cada vez mais vestimento de energia elétrica. E aqui foi infelizmente a representante da Biogás não não não pôde ficar, mas a Biogás trouxe isso na sua contribuição pro leilão de reserva de capacidade. Ela disse olha talvez essas plantas devam funcionar junto com sistemas de armazenamento de energia pra prover reservas de capacidade pra rede. Talvez quando a gente fale, se você puder passar, pode passar 2 slides por favor. Quando a gente fala aí, pode voltar perdão, volta Então quando a gente fala de reserva de capacidade com térmica, a gente está falando de você pagar a usina pra ficar disponível durante o ano, e pagar o combustível, o gás, o óleo, o que seja. E quando a gente traz 1 solução com, combinada com o armazenamento, a gente pode estar falando de custo variável unitário 0, E de 1 economia de quase bi por gigawatts instalado, e que pode muito bem estar associada a soluções de resíduos, pode ir, ir 2 para frente próximo. E aqui a gente estaria falando da aplicação comercial industrial, então você tem diversas aplicações mas não vou fazer aqui debate sobre armazenamento em sentido estrito. Mas isso aqui é exemplo do que a gente poderia transportar para a associação com aplicações de resíduos sólidos. Você vai ter se você tiver ali 1 geração de energia a partir de resíduo você vai ter 1 geração flat, que não necessariamente vai estar no momento da necessidade do sistema elétrico. E se você tiver aquilo associado por exemplo a soluções de armazenamento você vai poder ter sistema de resposta à capacidade, você vai poder ter entregar essa energia no momento que o país mais precisa. Pode passar. E aqui nós chegamos também na nossa previsão, de de crescimento desse setor. Quando a gente fala do investimento em armazenamento no Brasil a gente tem aplicações residenciais, a gente tem aplicações comerciais, a gente tem aplicação no, nos sistemas isolados, o Celso, da área nuclear ressaltou a possibilidade de você levar usinas nucleares mas você talvez não precise levar, 1 energia tão complexa e interessante sim mas talvez existam soluções mais simples e mais estabelecidas, que passam pelos resíduos, que passam pelo armazenamento de energia com fotovoltaico, com eólico. A gente tem, 2 grandes chagas no Brasil quando a gente fala disso, que a Amazônia representa nos sistemas isolados menos de por 100 da nossa demanda de energia e mais 10 por 100 da emissão de gás carbônico na geração de energia. Numa área de insolação, numa área no meio da floresta amazônica às vésperas da COP 30. Então o ministério tomou medidas agora o MME lançou a portaria do leilão do SISOL, lançou a a, minuto de diretrizes pro LR CAP e a gente vai ver o deslanchar desse mercado no próximo 2 3 5 anos. E eu acredito sinceramente que o Brasil tem tudo para quando nós olharmos aquele dos países, e vemos esse número aqui de 45 giga, 45 bi de investimentos nos próximos 10 anos, nós devemos estar no topo desse chart dos países próximo ali, não tem porque nós estarmos muito distantes de Estados Unidos ou de 1 China nesse processo. Nós temos toda a capacidade pra isso, nós temos o parque fabril, nós temos os investidores estrangeiros, e nós temos é 1 tecnologia que está consolidada. E eu acredito que não existe a transição energética, existirão as transições energéticas. E existirá espaço para as diversas soluções diminuírem desperdícios em toda essa cadeia, e não adianta a gente diminuir o desperdício nas nossas casas depois no lixo depois transformar aquilo em energia e desperdiçar essa energia. Então acho que esse é papel em que o armazenamento de energia tem a contribuir e complementar nesse debate e agradeço a atenção de todos muito obrigado. Obrigado Fábio.

0:008:44
27 de nov, 18:09
#25
Transcrição por IA

Pois aqui de forma clara e objetiva, caminho, 1 solução, que parece tão óbvia né? Tão simples de ser compreendida, e tão difícil de, Percorrer o caminho pra alcançar esse objetivo mas enfim vamos tocar aqui falta ainda 1 intervenção, o senhor Carlos Zaim, associação brasileira de baterias automotivas, e industriais ele vai participar por videoconferência. Com a palavra Carlos Zayn. A câmera está desligada? Não? Ele estava até há pouco mas que não conseguiu. Administrar o horário aí né? Bem, com a impossibilidade do Carlos Zain participar, nós encerramos aqui as exposições, não sei se alguém quer fazer alguma consideração a respeito do, debate que foi feito aqui das, das intervenções foram feitas alguém quer fazer ainda alguma consideração final? Deputados.

0:001:32
27 de nov, 18:18
#26
Presidente - Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos - ABREN Yuri Tisi
Yuri Tisi

Presidente - Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos - ABREN

Transcrição por IA

Só queria agradecer a presença de todos agradecer o deputado aqui, por conduzir essa excelente audiência pública, e pedir o apoio né dos parlamentares que estão acompanhando, da casa, do deputado, no programa nacional da recuperação energética que está tramitação na SEMADS, e também na na emenda 12 aí do PATEM, foi construída aí com apoio de várias entidades, tem apoio de 15 instituições, associações setoriais como a Abimac, a Baag e outras grandes entidades, e até de catadores reciclaves, como a Conatreck, apoiando a recuperação energética no Brasil. Obrigado deputado.

0:000:40
27 de nov, 18:20
#27
Transcrição por IA

Alguém? Deputado eu só deixei de fazer o meu pedido também.

0:000:05
27 de nov, 18:20
#28
Coordenador de Relações Institucionais - Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia Fábio Lima
Fábio Lima

Coordenador de Relações Institucionais - Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia

Transcrição por IA

Vossa excelência perguntou, e o que é que falta né pra isso acontecer? Pro armazenamento de energia realmente com a decisão do poder concedente que parece estar sendo sinalizado a gente vai ter bom caminho, mas falta marco regulatório, e tenho certeza que no ano que vem vamos ter que disputar aqui nessa casa e conto com vossa excelência, marco legal. Não existe indústria, setor que se consolide em país sem a segurança legal, e nós vamos trabalhar aqui com vossa excelência, com essa casa pra pra avançar. E tenho certeza que o Brasil será líder, também neste neste viés da transição energética muito obrigado. Lucas Maciel.

0:000:36
27 de nov, 18:21
#29
Transcrição por IA

Deputado eu queria também.

0:000:03
27 de nov, 18:21
#30
Diretor de Novas Economias da Secretaria Verde /SEV - Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) Lucas Ramalho Maciel
Lucas Ramalho Maciel

Diretor de Novas Economias da Secretaria Verde /SEV - Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)

Transcrição por IA

O Ministério da Indústria parabenizar pela audiência, cumprimentar todos os debatedores pelo excelente nível, queria colocar o Ministério da Indústria e a Secretaria de Economia Verde à disposição pra gente avançar com marco legal, de recuperação energética, garantindo que a gente trilha essa essa rota, que a gente garanta os investimentos, que a gente faça os devidos aproveitamentos dessas oportunidades que estão colocadas pro nosso país promovendo promovendo oportunidades, inclusão e desenvolvimento tecnológico.

0:000:34
27 de nov, 18:21
#31
Transcrição por IA

Eu quero agradecer então a participação de todos, e considerar também que foi debate com alto nível, e com todos convergindo para a busca de 1 boa solução, bom equacionamento que envolva as todas as dimensões tecnológica, econômica, ambiental, social, a segurança energética que nós precisamos produzir no nosso país, evitar desperdícios que são absolutamente gritantes, entre nós, e eu penso que nós temos que continuar insistindo em certos temas, até que consigamos colocar isso como algo prioritário, porque parece realmente fácil de compreender, se esse debate alcança a sociedade, se a gente coloca luz sobre essas questões, as pessoas vão perceber a dimensão que isso tem, os benefícios que traz para a sociedade, e vai transformar isso em força energia política para que se transformem em algo permanente, política pública, não é? Que comporta todos os atores, comporta todos os atores. Ninguém pode se afastar disso, não deve se afastar disso e nem quer se afastar disso, comporta a iniciativa privada, comporta as instituições da sociedade civil, os cidadãos que estão lá na ponta, os catadores, quem mora nos grandes centros enfim, todas as possibilidades estão postas, tecnologias estão disponíveis, então falta isso, eu acho que falta conhecer mais, botar mais luz, e transformar isso numa energia capaz de, formular ações política pouco, botar na prioridade. Eu estou procurando aqui, cumprir o meu papel, aquele papelzinho do beijaflor né, cumprir minha parte nesse processo. E, quero conhecer mais e melhor esse assunto, acho que sai daqui com 1 percepção mais elevada sobre a dimensão que o tema tem, e me associar a todos os esforços, necessários possíveis aqui no parlamento pra que essa ação, essa política pública possa ser estabelecida. Então muito obrigado a todos vocês, hoje foi 1 dia muito apertado aqui de presença parlamentar, quase todas as bancadas estão reunidas agora pra discutir as emendas parlamentares. Nós só temos até o dia 4 pra fazer isso. A minha bancada está reunida, eu estou faltando, mas vou chegar lá a tempo pra dar a minha contribuição. Nada mais havendo a tratar, encerro os trabalhos convocando os senhores membros para a reunião de audiência pública destinada a debater sobre a situação das agências reguladoras a realizarse amanhã dia 28 de novembro às 9 horas no plenário 5 está encerrada a reunião.

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27 de nov, 18:22