COMISSÃO DE SAÚDE
Sobre o Evento
Comissão discute avanços e desafios dos partos prematuros no Brasil, com várias autoridades e especialistas.
Deputado
Claro aberta presente reunião. Informase ao senhor aos senhores parlamentares que essa reunião está sendo transmitido ao vivo pelo canal da Câmara dos Deputados no Youtube, para ampliar a participação social por meio da interação digital. Esclareço que salvo manifestação explícita em contrário, a participação dos palestrantes na mesa de apresentação e debates, deixa subentendida a autorização e publicação por qualquer meio e em qualquer formato, inclusive mediante transmissão ao vivo ou gravado pela internet e meios de comunicação dessa casa. E por tempo indeterminado, os pronunciamentos e imagens pertinentes à participação na audiência pública realizada nessa data, segundo o artigo quinto do, CF barra 88, e da lei número 9610 de 98. O registro da presença do parlamentar se dará tanto pela a posição da sua digital nos coletores existentes, no plenário, quanto pelo uso da palavra na plataforma de videoconferência. As inscrições para o uso da palavra serão feitas por meio do menu reações, do aplicativo Zoom, ou por solicitação verbal do parlamentar. Essa reunião de audiência pública foi convocada nos termos do requerimento número 190 de 2024, da comissão de saúde de minha autoria, deputado Doutor Zacarias Kalil, para debater sobre o tema parto prematuro no Brasil, avanços e desafios. A participação popular nessa reunião poderá ocorrer por meio da ferramenta, debate interativo disponível no link do evento na página da comissão de saúde da Câmara dos Deputados da internet. As perguntas mais votadas e mais relevantes poderão ser selecionadas para serem respondidas pelos expositores. Anuncio a presença dos convidados os quais convido para compor a mesa. Carlos Zacorneta presidente do comitê de Nonatologia. Da Sociedade de Pediatria do Distrito Federal. Está presente. Denise Sugitani, diretora da ONG prematuridade ponto com. Está não? Carla Seravolo, psicóloga Obsetra. Está. A Suelen Satiro, Mãe de bebê prematuro. E a Heloísa da Veiga Coelho que é assessora técnica do departamento de gestão do cuidado integral do Ministério da Saúde, que vai fazer virtual. Olá. Tudo bem? Comunico aos senhores membros dessa comissão que o tempo destinado ao convidado para fazer sua exposição, será de 10 minutos prorrogáveis a juízes dessa presidência, não podendo ser aparteados. Os deputados inscritos para interpelar os convidados poderão fazêlo estritamente sobre o assunto da exposição, pelo prazo de 3 minutos, tendo interpelado igual tempo para responder, facultadas a réplica e a tréplica pelo mesmo prazo, não sendo permitido ao orador interpelar quaisquer dos presidentes. Dando início às exposições, eu passo a palavra por até 10 minutos ao senhor Carlos Zacorneta presidente do comitê de Nonatologia da Sociedade de pediatria do Distrito Federal. Pois não doutor. Boa tarde.
Presidente do Comitê de Neonatologia - Sociedade de Pediatria do DF
Tarde e gostaria muito de agradecer e ao deputado Zacarias Carinho, agradecer a todos presentes, e, 10 minutos e muito pouco tempo, né, para falar dos desafios da prematuridade. Então ao invés de dados, eu trouxe algumas imagens, a partir das qual das quais vamos falar dos desafios no prematuro. O primeiro desafio é o primeiro minuto de vida, vejam por favor essa imagem, certo? Esse é o grande desafio quando nasce bebê prematuro extremo. Em nenhum outro momento da vida, esse bebê tem risco maior, de morrer ou de ficar com neurológica do que no primeiro minuto de vida. O bebê que nasce prematuro no primeiro minuto de vida ele precisa já ao nascer de médico neurotologista, de 1 enfermeira neonatal, de fisioterapeuta neonatal e do técnico de enfermagem com experiência em odontologia. Então já ao nascer precisamos de recursos humanos qualificados para que esse bebê possa sobreviver. No segundo desafio ele tem a primeira hora de vida. Segundo os parâmetros internacionais de atendimento ao prematuro, na primeira hora de vida o bebê ele tem que estar, já no SIPAP nasal, ou entubado, ele tem que estar já na incubadora aquecida, ele tem que estar com nutrição parenteral já entrando na veia, ele tem que estar com cobertura antibiótico se tiver indicação clínica. Isso na primeira hora de vida. Então, não é fácil se fazer esse trabalho todo em 1 hora, É preciso primeiro, mão de obra qualificada, ou seja, formar neurotologista leva 11 anos, certo? Não é 1 enfermeira recémformada que consegue acessar 1 veia de bebê de 500 gramas, certo? Não é fisioterapeuta recém formado que consiga consiga colocar nesse PAP bebê de 500 gramas. Então nós precisamos investir e valorizar os profissionais que são capazes de que esse prematuro chegue a atingir a primeira hora de vida. Bom, temos ainda o primeiro mês, os primeiros meses dependendo quanto tempo vai ficar na na UTI. Que que nós precisamos desse primeiro mês ou primeiro mês? Mais 1 vez precisamos de profissionais capacitados, equipe multidisciplinar, enfermeiras, neurologistas, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, fonoaudiólogos, e também precisamos de tecnologia, tecnologia adequada, incubadoras, equipe de de de nutrição parenteral, tudo o que ele precisa. Mas, aqui vem 1 1 coisa muito importante, certo? Olhe nessa foto das mães à direita. A mãe é a melhor fonte de calor para o bebê. O melhor alimento para o bebê é o leite materno que ele já está pronto, já está adequado, ele é gratuito e adequado para a idade gestacional que esse bebê nasceu. Então, o grande desafio que nós temos da prematuridade é, que as mães estejam na UTI o tempo inteiro. Que as mães estejam o tempo inteiro. Ou seja, no momento em que nós conseguimos que as mães fiquem o tempo inteiro como fica nas mães da UTI pediátrica, isso vai melhorar muito a sobrevida e a qualidade de virtudes. Isso sai muito mais barato para o estado, certo? Porque você gasta menos com drogas sedativas, você gasta menos com antibióticos, você gasta menos com recursos humanos para acalmar, para manter seu bebê confortável. Nós estamos num momento de reivindicação no Distrito Federal, mas isso poderia se expandir para todo o país de que ou as mães ficam com os bebês o tempo inteiro internadas, ou as mães deveriam ter pelo menos gratuidade no transporte público, porque precisamos das mães dentro da UTI no Natal. A permanência da mãe dentro da UTI no Natal, ela comprovadamente diminui o risco de pressão hospitalar, diminui o tempo de internação, e diminuir os gastos com saúde. Então dentre os desafios que nós temos, no primeiro minuto, na primeira hora e nos primeiros meses, é a gente entender que existe binômio mãe filho, que é inseparável. Ainda temos mais, no primeiro ano de vida, o prematuro extremo que passou pelo primeiro minuto pela primeira hora e pelo primeiro meses, durante o primeiro ano também precisa de olhar diferenciado, também precisa de ambulatório multidisciplinar. Esses bebês têm que ter neurotologista que está acompanhando no no ambulatório, tem que ter normalmente pneumo pediatra, tem que ter frequentemente fonoaudiólogo ficaram muito tempo internados, muito tempo com sonda, não conseguem mamar, não conseguem aceitar alimentos, certo? E tem que ter psicólogo, isso é mais fácil muita depressão pósparto. Às vezes a mãe não se derruba porque o filho está muito grave, mas quando tudo passou, aí ela se dá, se permite se deprimir, e tem que ter profissionais para isso. Então, importantíssimo falar em relação mais 1 vez em relação à nutrição, porque o que o bebê não ganha, o bebê que não atingir o perímetro cefálico normal, no primeiro ano, ele vai ficar com paralisia cerebral. Então para que ele consiga se nutrir, eu tenho que ter ambulatório de segmento de prematuros que funcione. Quase finalizando, e depois do primeiro ano, certo? Nós temos que lembrar que existem sequelas, temos que lembrar que os prematuros têm risco maior de paralisia cerebral, o risco maior de sequela, o risco maior de altíssimo, o risco maior de e e surdez, então no, nós precisamos que esses, que essas famílias tenham serviços de referência gratuitos, gratuitos. O tratamento dum dum duma criança com autismo é, altíssimamente, é muito muito muito caro. Então nós precisamos dar 1 resposta a essa famílias. Só para para finalizar, para gastar menos com parceria cerebral, gastar menos com surdez, gastar menos com autismo, temos que voltar, ao primeiro minuto, e à primeira hora que é superimportante para as bebés. Eu quero agradecer muito a oportunidade da fala, muito obrigado pela oportunidade. Muito obrigado
Deputado
Foi muito objetivo, foi direto ao ao ao ponto né? Ele só falou alguns dados interessantes, eu vejo assim, antigamente, eu lembro quando eu era criança hein, tem mais de 70 ano atrás, a gente via propaganda na televisão que, de leite em pó, né? Eles davam a impressão que o leite materno ele, não era não prestava, que o bom mesmo era o leite que a gente tem até hoje no supermercado né. E aí medicina evoluiu, e mostrou na regressão a importância que é o leite materno, né onde ele tem tudo ali o o colostro né desde o início que dá toda, a a imunidade para criança. E outra coisa que chamou atenção também, é que antigamente os pais não entravam na UTI, né? Hoje a gente já mudou o foco também porque os pais têm acesso inclusive lá no hospital que eu trabalho em Goiânia, no mercado e 24 horas por dia, né, então mesmo na sala de cirurgia hoje os pais acompanham a criança até dormir, Então isso é importante você ter essa humanização né? E o calor humano né? Tem toda essa E que bom, que bom que o senhor.
Presidente do Comitê de Neonatologia - Sociedade de Pediatria do DF
Autoridade tem esse pensamento porque nós precisamos quebrar esse modelo de achar que a avó traz infecção, que a o pai traz a impressão, e eu como o senhor falou, o pai que trabalha como pedreiro, como taxista e que ele vem e vai e bota o filho no colo, ótimo, porque esse bebê vai se colonizar com baterias da rua e não com baterias hospitalares. Muito obrigado parabéns deputado. Eu inclusive eu, quando eu estive num.
Deputado
Essa é a universidade da Califórnia em 1989, lá em São Francisco. E aí eu a gente ficava admirado de ver os pais, eles entravam e saiam naquela época 1989 entrava e saiu na UTI, a hora que eles quisessem. E o médico ficava o tempo todo ali, conversando com os pais e os familiares né, a enfermagem tomava conta, enfermagem muito especializada, e eles tinham esse direito, isso em 1989, eu agora, agora de tempo pra cá que está chegando no Brasil né, então, é 1 situação que a gente vai melhorar. Mas gostaria de registrar a presença do prefeito de Cajamar de São Paulo, senhor Danilo João, está aí. Muito obrigado pela visita. E o prefeito eleito também da cidade de Cajamar, Cauã Alberto. Muito obrigado viu pela presença, é prazer enorme têlos aqui. Convido agora, deixa eu pegar aqui. Eu coloquei o papel pouco invertido. Eu convido agora a senhora Denise Sugitani, pela sua participação, mais 10 minutos. Vini pro cantinho, obrigada deputado.
Diretora - ONG Prematuridade.com
Boa tarde a todos obrigada pela presença deputado muito obrigada mais 1 vez pela sensibilidade por ter entendido que dentro do cenário da primeira infância os prematuros são prioridade então eu vou falar pouquinho sobre o papel da sociedade civil organizada, eu represento a Associação Brasileira de Pais familiares amigos e cuidadores de bebês prematuros, e a gente é 1 organização nacional presente em 24 estados com 320 voluntários que são pais mães de prematuros nascimentos prematuros e também garantir os direitos dos bebês e das famílias. Como é que eu faço obrigada. Está aqui pro lado? Pro ladinho. Tá, então só trazendo alguns dados né o Brasil está entre os 10 países mais nascimentos prematuros, a gente tem dado bem recente que foi apresentado agora no dia 19, aqui no Ministério da Saúde em evento alusivo Novembro Roxo que é o mês da prematuridade, a gente está com 1 taxa de 11.95 por 100 de bebês prematuros nascendo no Brasil, Quase 12 por 100 das nossas crianças nascem antes de 37 semanas de gestação, isso coloca eles em risco pra várias situações de saúde. Então esse é dado fechado de 2022 e parcial de 2023, ali temos também esses dados atualizados por região, e a gente né viu já em 2015, 12.5 por 100 dos bebês eram prematuros então a gente ainda está aí figurando entre os 10 países com mais bebês prematuros e algo que a gente precisa né, tentar mudar esse cenário. Infelizmente a prematuridade é hoje a principal causa de mortalidade de crianças abaixo de 5 anos, apesar de ela não ser 1 sentença cada bebê escrever a sua história, ela pode deixar sequelas né, pra saúde dessa criança e ela certamente deixa impacto psicológico pros pais que passam por essa jornada. Tem estudos da psicologia que mostram que os pais de prematuros têm risco muito maior de estresse póstraumático relacionado a essa experiência, algo comparado ao que os soldados vivem em guerras então a gente está falando de algo que marca pra toda a vida mesmo. Pouco sobre o trabalho da ONG então eu já falei né que a gente é 1 ONG nacional toda todo mês a gente consegue ajudar em torno de 600 famílias seja com doações, acolhimento psicológico, orientação jurídica, temos aí vários parceiros né, participamos de várias redes, rede da primeira infância, alianças globais que cuidam desse tema de prematuridade, A Sociedade Brasileira de Imunizações, Rede Brasileira de Banco de Direitos Humano, a APAE, Pastoral, a CD, vários parceiros coletivo eu me protejo. Então a gente une forças aí pra trazêlos a esse tema dos bebês prematuros. Nosso papel enquanto organização da sociedade civil é reforçar né, o quanto a primeira infância deve ser prioridade no na agenda né do poder público. E dentro desse cenário, o quanto investir na primeira infância traz retorno de longo prazo. Então, o prêmio Nobel da paz que é o James Hackmann tem esse estudo que pra cada dólar investido na primeira infância a gente tem retorno de até 7 dólares, e também mostrar que dentro desse cenário da primeira infância os prematuros são mais vulneráveis. Então a gente está falando de 1 primeira infância que tem situações peculiar, eles estão em maior risco pra trás no desenvolvimento, pra questão de doenças, infecções respiratórias. Então é 1 primeira infância recorte todo especial. E quem que apoia né, essa esse fato de que os prematuros são prioridade? Temos várias aí planos, diretrizes, políticas, orientações nacionais e internacionais desde organização, objetivo do desenvolvimento sustentável falando né de diminuição de mortalidade infantil, estatuto da criança e do adolescente que prevê a presença dos pais constantemente com os filhos na UTI neonatal, pai e mãe não são visitas eles fazem parte do processo terapêutico dos filhos, Política de atendimento especializado, a nossa política de atenção à saúde da criança que traz os componentes neonatais né, como método canguru, como a iniciativa é amigo da criança, teu amigo da criança, estratégia Coalineo e outras diretrizes também. Estou olhando aqui o tempo pra correr. Nosso papel também é mostrar a repercussão intersetorial que a prematuridade trás por mais que a gente não, tenha bebê prematuro na família, que a gente não trabalhe com isso, que a gente não esteja inserido nesse universo, a gente é impactado porque só para os cofres públicos isso já tem alto custo, né? São internações muitas vezes longas, que tem alto custo, né, pro pros cofres públicos sobrecarregam sistemas de saúde, claro, além do custo emocional para as famílias. Então, a gente vê que tem impacto também no mercado de trabalho, né, principalmente pras mulheres muitas delas abrem mão das suas, né, dos seus empregos, suas carreiras pra ficar cuidando dos filhos. Muitas vezes é 1 catástrofe financeira pra essa família que já não tem condições e os gastos não acabam depois da alta. Tem todo o impacto né emocional pra esse casal, pra esse núcleo familiar e impõe desafios aí pro setor da educação, da da assistência social, direitos humanos, cidadania, tudo isso está envolvido, é intersetorial mesmo. Fazer com a voz das famílias então trazer os relatos né de vida real, né muitas vezes a gente tem políticas públicas robustas, com diretrizes importantes, a gente não precisa inventar a roda, a gente só precisa fazer que elas sejam implementadas. E trazer a voz das famílias pra mostrar onde estão esses vazios e essas dores pra gente poder melhorar esse cenário, então trazer esses relatos também. Informando né, acolhendo, a gente tem cartilhas de direitos no contexto da prematuridade, orientações né, em relação a vários temas. A gente faz frequentemente doações para hospitais públicos e quando tem temos ações né, que a gente precisa da participação da sociedade como agora está tendo essa consulta pública pra incorporação do Nirsevmabe que é medicamento pra prevenção do VSR, o vírus social respiratório que é dos principais causadores de bronquiolite, que pros prematuros pode ser potencialmente grave. A gente chama né a população pra participar e pra deixar a sua a sua seu registrar a sua opinião pra gente poder garantir que todos os prematuros tenham acesso ao melhor da tecnologia das vacinas, dos medicamentos, terapias, né independente da onde eles nasçam então é cuidar de mesmo. A gente luta por justiça social e nesse cenário 1 das né coisas que a gente nos das grandes conquistas aí pra causa da prematuridade pra pras mães, foi a ampliação da licençamaternidade através de 1 ação no STF em 2020 da qual a gente se orgulha de ter participado ativamente, então desde lá foi regulamentado pelo INSS e pelo Ministério da Economia todas as trabalhadoras formais que tem bebês que ficam mais de 14 dias internados elas têm direito a ampliar sua licença de acordo com o tempo de internação do bebê. Então ela tem o seu tempo regular da licença 120 dias aos 180 dias, mais o tempo que o bebê ficou internado sem limite de tempo isso já está valendo desde 2020. Só as servidoras públicas que ficaram de fora mas a gente já tem iniciativas aqui no Congresso inclusive pra que elas também sejam incluídas e tem projetos de lei aqui também já tramitando nesse sentido. Promover sensibilização então novembro roxo que é o mês que a gente está agora é mês de sensibilização pra causa da prematuridade, algo que não existia quando a gente começou há 10 anos, e temos o Novembro Azul também que é 1 causa super importante, mas hoje o roxo já ganhou bastante protagonismo, e isso é importante porque chama atenção né, é simbólico mas chama atenção da da população sobre isso então a ONG né através dos voluntários realiza diversas ações, caminhadas, piqueniques, pedaladas vários encontros né capacitações, congressos pelo Brasil inteiro no novembro, o ano inteiro mas novembro principalmente, pra falar sobre isso. Esse ano a gente está falando sobre acesso a cuidados maternos e neonatais de qualidade em todos os lugares é o slogan global da campanha do dia mundial da prematuridade. A gente representa né o Brasil em 1 aliança global então todo ano a gente traz esse esse tema pro Brasil. Aqui alguns lugares né, icônicos iluminados já de roxo. Palácio do Planalto, aqui o congresso com apoio do deputado doutor Zacarias Kalil, o prédio da FIESP, e o ápice esse ano que foi né nosso Cristo Redentor no Rio de Janeiro iluminado de roxo, em apoio a causa da prematuridade isso ganha né 1 super visibilidade internacional também que é importante pra gente colocar o Brasil também na no mapa né dessa luta, pela prevenção do parto prematuro melhores cuidados. Aqui são algumas audiências públicas realizadas né, Goiás, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, pra falar sobre esse tema durante novembro. A gente no dia 12 de novembro agora conseguimos encontrar então a ministra pra entregar em mãos 1 carta aberta pedindo equidade na imunização dos prematuros, especificamente falando da vacina exavalente, que previne contra 6 doenças, causa bem menos reações adversas, já vai ser produzida produzida pela Fiocruz teve transferência de tecnologia então vai ser 1 vacina nacional, E hoje só os prematuros que nascem com menos de 33 semanas ou com menos de quilo e meio têm têm direito a acessar essas aplicações. E a gente quer que todos os prematuros tenham acesso a essa imunização porque ela realmente faz diferença pra saúde deles. E é o evento do dia 19 que tivemos aqui então no auditório Emilio Ribas, no Ministério da Saúde alusivo ao Novembro Roxo. Colaborar em políticas públicas então o nosso papel né, não é inventar roda mas às vezes quando precisar ser inventada a gente quer estar contribuindo com a voz das famílias, então temos várias iniciativas nesse sentido. Aquele qr code é pra abaixoassinado, pedindo então a a equidade na imunização dos prematuros com a Exavalente, mas a gente tem várias outras iniciativas. 1 das questões pra nós 1 1 grande dor doutor Carlos é a questão do dos ambulatórios mesmo, do segmento do prematuro, daquela janela de oportunidade da gente intervir precocemente, oportunamente pra evitar sequelas da prematuridade especialmente especialmente entre 0 e 3 anos, que é onde o bebê está se desenvolvendo né com maior velocidade, e o neuro conexões então é ali que a gente precisa, que até o fono, Física e toda a equipe né interdisciplinares especialidades médicas, vejam esse bebê de forma integral e a gente conseguir evitar, prevenir danos, relacionados à prematuridade. Aqui temos outros projetos também tramitando, colocar prematuridade na certidão de nascimento, e outros projetos aqui que eu convido vocês pra visitarem lá as páginas e saberem mais. Emitigar iniquidades, isso é muito importante porque quando a gente fala de pessoas com deficiência, de pessoas pretas, de pessoas indígenas, a gente está falando de diminuir nascimentos prematuros também, porque essas disparidades étnicoraciais, regionais também trazem cenário pior no cenário da prematuridade, então essa não é sua obrigação também. Agregar aos atores, eu acho que as organizações da sociedade civil têm muito esse papel de agregar os parlamentares, com o Executivo, com sociedades científicas né pra trazer todos, às vezes está todo mundo caminhando na mesma direção, só não deram as mãos ainda. E, pra finalizar lembrar que a gente está falando aqui de dados, de números, de estatísticas, mas no fim das contas é sobre os bebês e sobre as famílias é sobre vidas que a gente está falando então, não podemos esquecer isso nunca. Obrigada.
Deputado
Parabéns senhora Denise né pela apresentação, e realmente é é muito difícil né, mas, as políticas públicas têm que trabalhar pra isso. E eu vejo também muito importante os bancos de leite né. Então. Tem vários assim, solicitações, né, a gente recebe muita demanda sobre isso aqui na câmara, e às vezes eu vejo os os próprios hospitais né, pedindo que doações né, pro banco de leite tudo pra que, mantenha essas crianças na na UTI. E muita gente acha que teu alto hospitalar acabou né. Não é por aí a gente tem que dar continuidade no ambulatório neonatal. Quando eu vi aquele bebezinho ali, eu eu me lembro muito da minha época, assim eu continuo atuando né como cirurgião pediatra, a gente pegar esses bebezinho com má formação, principalmente no esôfago, no intestino, a gente opera a criança com 1 hora de vida, né são cirurgias grandes, cirurgia para bebê daquele tamanho se ficar 2 horas operando ele, não é fácil não. E prematuridade ainda, né? Então a gente fazia a chamada faz ainda né as micro cirurgias lá no intestino, no esôfago, abrevia tórax abdômen, quer dizer então, é é ser muito delicado. Tanto é que no Brasil nossa formação nossa de cirurgião pediátrico, a gente engloba tudo né? Agora, em outros países principalmente Estados Unidos, você vai operar 1 criança prematura, e neonatal, você tem que ter essa especialidade, sendo que aqui a gente já tem essa formação de imediato né então, realmente é, e eles são guerreiros viu, Eles vêm sem coisas assim que você fala, se fosse adulto, não aguentava isso não, não é? Aguentava mesmo então é, é muito gratificante a gente ver aí a evolução dessas crianças. Convido agora a Carla Seravolo né por sua participação. Olá boa tarde, doutor Zacarias muito obrigada.
Psicóloga obstétrica
Por mais 1 oportunidade né da gente estar aqui. Patrícia obrigada, muito obrigada e muito, eu fiquei emocionada de ver o doutor Carlos abrir a mesa falando da importância de ter psicólogo. Eu sou psicóloga obstétrica. E eu coordeno 1 rede chamada Rede umbiguinho, de psicólogas em todo o Brasil, nós formamos psicólogas pela nossa pósgraduação do Instituto Suassuna, pra cuidar das famílias em todo o ciclo gravítico puerperal, gestação, parto e pósparto e eu espero contribuir e chamar atenção de vocês, pra importância dessa assistência, pra gente cuidar da saúde mental materna, paterna né, e dos nossos bebês, o impacto disso, na vida dos nossos bebês. E de novo, acho que a fala da Denise sobre não estamos inventando moda, não estamos romantizando as cenas do parto, mas pelo contrário, cuidando de algo que vai reverberar pra sempre, desde a gestação. Tudo que nós vivemos, na no útero das nossas mães reverberam pra sempre, os nossos corpos têm memória. Então nós precisamos ter olhar mais ampliado, pra esse momento de vida que é pra sempre. E eu chamo atenção dizendo pra vocês que nós temos 1 lei no Brasil, que nós tivemos todo o apoio do doutor deputado Zacarias Kalil, da deputada Renata Abreu também. Então desde 2023 nós temos essa lei sancionada. E ainda assim nós enfrentamos portas fechadas nos hospitais, maternidades do nosso país. Nós somos psicólogas querendo trabalhar, nós somos psicólogas inclusive trabalhando muitas vezes voluntariamente. Aqui eu quero fazer referência às psicólogas que eu coordeno em Goiânia, da rede umbiguinho, são essas psicólogas são de Goiânia onde eu moro, E eu quero também agradecer a presença das psicólogas que estão participando agora de todo o país. Nós somos psicólogas que estamos, pedindo por favor pra trabalhar pra atender as nossas famílias, com 1 lei em mãos. Então nós precisamos muito desses eventos pra que a gente realmente possa contribuir com a saúde mental das nossas famílias, e isso é muito sério. Quando nós falamos de parto nós estamos falando de qualquer bebê, e quando nós falamos de prematuridade nós estamos falando de qualquer família, qualquer parto pode vir a ser prematuro. Então nós temos os casos de malformações, nós temos os casos de bebê sindrômicos que as mães muitas vezes vão saber logo no início da gestação, e vão ter oportunidade de se preparar pra esse parto prematuro. Mas qualquer mulher pode vir a ter o seu parto prematuro. Especialmente nessa geração ontem conversando com a doutora Simone Ramos pediatra em Goiânia, dizendo o quanto aumentou o número de partos prematuros extrema é exatamente pelo ritmo de vida das nossas mães, o parto começa na cabeça a liberação hormonal do estresse que as mulheres estão vivendo, dos medos sobretudo de violência obstétrica, medo de parir, medo de tudo, o medo trazendo os nossos bebês precocemente então muito obrigada às psicólogas, essa foto representando a rede umbiguinho Brasil. E eu gostaria de agradecer também à rede Mater day, que é referência em nosso país também e onde nós atuamos e recebemos psicólogas de todo o país para os treinamentos. Esse é o número dos partos em Goiás e eu gosto dessa foto eu trouxe ela só pra também dizer pra vocês, que 1 psicóloga obstétrica no parto, ela está ali para quem quer que seja. Inclusive para os médicos que também estão em sofrimento nessas situações. Médicos responsabilizados pelas vidas, equipes médicas que estão às vezes despreparadas pra aquele momento e que muitas vezes vão precisar de apoio psicológico também, o psicólogo na cena do parto ele é para a mãe para o pai para o bebê, para a avó para a enfermeira para o fotógrafo para o médico para quem quer que precise ali. E a gente está falando de informação né de especialização de estudar pra valer, numa área muito específica e delicada. E esse é o tema do nosso evento ano que vem, as marcas que deixamos nos nascimentos nós temos movimento nacional chamado todo parto importa. E ano que vem será o quinto ano do evento, nós já importa. E ano que vem será o quinto ano do evento, nós já realizamos em Goiânia, em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e ano que vem estaremos em Salvador com esse movimento, conscientizando de que tudo o que acontece no nascimento deixa marcas. E se nós estamos falando de partos prematuros, nós estamos falando desse medo, dessa mãe que vai ficar impossibilitada, dessa mãe que vai ficar mais insegura, o medo que vai crescendo ali nessa cena de parto, com certeza nós vamos ouvir 1 mãe falando sobre isso. Como é difícil, e bebê que nasce nessas circunstâncias, bebê que está vivendo, que está nascendo, que o seu primeiro minuto de vida, a sua primeira hora, estão sendo vividos ali nessas circunstâncias de medo, de angústia, e especialmente, quando esse bebê é separado da mãe. A importância de nós cuidarmos do vínculo dessa dia, de aqui focando né, falando da mãe do e do bebê, mas nós temos que ter olhar ampliado para o pai que está em sofrimento. Nós temos que ter olhar ampliado para a família que está lá fora esperando notícias. Nós temos que ter olhar ampliado para toda a equipe médica, que está ali lutando pela vida de bebê, se responsabilizando por isso. Nós estamos falando das conexões afetivas, nós estamos falando desses neurônios, dessa formação neuronal, do desenvolvimento cerebral, dos do impacto de desse nascimento em todo o ser, no bebê inteiro, em todo o seu desenvolvimento de forma integral. Então nós temos que olhar com muita atenção para as cenas de parto, pra que a gente consiga amenizar os danos e especialmente trabalhar no debriefing psicológico que é estar, né, falamos dos traumas como são impactantes, a gente precisa acompanhar essa família, o parto não termina quando o bebê nasce. Então a gente precisa estar ali com essa mãe, eu sou péssima de tempo viu doutor, me vigia, vai apitar né? Eu escutei barulhinho. Separar bebê da mãe, somos seres humanos, nós precisamos da ésterogestação, nós somos seres que precisamos do colo, nós precisamos do cheiro, do contato. E nós estamos falando de bebês prematuros como eles são, como a gente infelizmente muitas vezes não vai conseguir viver isso. E aqui nós estamos falando de cenários diferentes, bebezinho que às vezes vai ficar ali no na cena de parto, no centro cirúrgico, é consegue voltar pra mamãe, mas muitas vezes esse bebê vai ficar separado na UTI por muitos dias. E o impacto dessa separação, especialmente para o bebê, mas também pensando nessa mãe. Nós recebemos nos consultórios mães que vivem em luto de bebês que estão vivos. Mães que estão com seus bebês na UTI com tanto medo da morte que elas não querem mais olhar 1 roupinha, não querem mais visitar a UTI, que param de ir ao hospital com medo de perder o seu bebê nas na na expectativa de que não se vincular, de que não se entregar pra esse amor, é o talvez se o bebê vier a falecer possa ser mais fácil. E não é verdade. Mesmo quando 1 mãe enfrenta 1 síndrome, mesmo quando essa mãe sabe lá no começo da gestação que ela vai viver vida e morte ao mesmo tempo no cenário de parto, ainda assim nós estamos falando de algo que vai ficar pra sempre na vida dela. É para sempre, é sobre o não vivido e a gente precisa cuidar dessas mães. É 1 família que nasce prematura, não é só bebê, é a mãe que não estava pronta, é pai que não estava pronto, os avós, a sociedade não está pronta. E nós precisamos orar pra isso, nós precisamos fazer mais, falar mais, conscientizar as nossas famílias. A lei, a nossa lei 14 720 e dispõe o direito da mulher mas está escrito que precisa ser encaminhada. A mulher precisa ser encaminhada por médico, então nós precisamos que os médicos olhem para a inteireza dessas mulheres, pra que vocês médicos, e eu fico tão feliz de estar aqui sob a a direção do doutor Zacarias Kalil, porque é médico e mais feliz, mandei no grupo inteiro viu doutor Carlos? Tem pediatra aqui gente, falando que a gente tem que estar no parto, que a gente precisa cuidar e eu quero falar bem rapidinho pra vocês, sobre a golden hour, vou correr aqui depois eu volto no prénatal. Os números são só pra. Os bebês prematuros, precisam, necessitam desse contato, o mínimo que for possível. Quando nós fazemos o prénatal psicológico, que é slide anterior, que é esse preparo, que é esse cuidado, esse acolhimento, esse fortalecimento desenvolvendo com a mulher as suas estratégias, nós vamos conseguir minimizar isso daqui. Se a gente imagina que esse bebê vai precisar sair imediatamente, nós vamos preparar a voz da mãe, áudio, 1 música, conversar com essa com essa equipe médica pra que de alguma forma, alguma estratégia, algum recurso, nós tenhamos pra que esse bebê não se perca completamente dos laços que ele tem com a mãe. A voz da mãe, o cheiro da mãe, esse pai que pode acompanhar pra UTI enquanto a mãe ficou no centro cirúrgico e a mãe que não fica sozinha porque tem 1 psicóloga com ela. Nós estamos falando de mães que o bebê foi embora, e ela tem que ficar sozinha no centro cirúrgico enquanto os médicos muitas vezes estão ali operando, conversando outros assuntos, o hospital está correndo, está todo mundo trabalhando, 1000 coisas acontecendo, temos que ter olhar muito, muito delicado pra essa mulher que fica ali. Não devemos deixar nenhuma mulher sozinha. E aí nós temos índice assustador de cesáreas no nosso país, 57 por 100 quando a OMS preconiza 15. E aí nós temos que dizer sim, as psicólogas precisam estar nas cesáreas, não é que nós não queiramos estar nos partos vaginais, mas o nosso país é país cesárea e a gente precisa cuidar desses bebês que estão nascendo nas cesáreas. E aí a saúde mental no puerpério? Porque nós falamos sobre a depressão, nós falamos sobre os transtornos principais que acontecem no pósparto, de qualquer família, de qualquer mãe mas especialmente nesses casos traumáticos em que o medo prevalece a gente precisa ter cuidado e acompanhar de perto a família. E eu chamo atenção para assistência nas perdas, porque muitas vezes a gente vai sim conseguir levar o bebezinho pra casa, mas muitas vezes não. Então nós trabalhamos eu tenho AA0 orgulho de dizer pra vocês que nós somos 1 rede que atua nos nas perdas gestacionais sem cobrar nenhum valor, então lá em Goiânia toda a família que precisa da gente a gente vai estar lá, pra que essa mulher não viva 1 experiência assim, sozinha sem assistência psicológica. Treinar as equipes nos hospitais que nós estamos entrando também, então quem quiser pegar meu contato pra que a gente trabalhe junto, pra que a gente fale sobre isso e eu gostaria de chamar atenção pra importância de que a gente volte às famílias pra Deus, porque a mulher se desespera demais e é importante lembrar, que Deus é o Deus da vida, Deus é o Deus da morte e ele sabe o minuto que nós vamos nascer, ele é prematuro pra nós seres humanos, mas Deus não erra, Deus tem planos perfeitos e eu espero que cada família consiga viver em paz, os seus nascimentos. Muito obrigada. Muito obrigado.
Deputado
Realmente a importância é muito grande, né? E, nós estamos atentos pra isso, né? Eu acho que a. Muita gente acha ah psicólogo na sala, às vezes até o médico acha ruim, né? O obstetra, o pessoal, ah não tem experiência vai chegar aqui e contaminar isso contaminar aquilo, mas não é isso né, tem sim certo treinamento. E a importância que a gente sabe que representa. Então parabéns pela sua exposição. Eu convido agora a senhora Suellen Satiro que é mãe de bebê prematuro. Logo a seguir a senhora Heloísa, da Veiga Coelho que é do Ministério da Saúde. Pois não, mas as senhora, só minutinho antes da, vou liberar, a minha amiga Silvia, deputada federal. Pois dá Silvia.
Deputada
Agora foi. Eu não posso deixar de parabenizar você, parabéns Zacarias Kalil, além de ser grande médico é grande deputado federal, que faz trabalho, magnífico aqui nessa casa, cumprimentar a Carla, a Suelen que já vai falar, o doutor Carlos, mas especialmente a Denise que tem andado em tantos, gabinetes inclusive no nosso, pra falar sobre a prematuridade, pra cuidar dessas crianças que eu tenho certeza que elas, como mesmo a psicóloga disse e eu não tenho dúvida de que a doutora Celin vai falar porque é mãe de 2 crianças prematuras então deve ter histórias lindíssimas pra gente, pra poder falar, mas é 1 audiência extremamente importante, de dizer que através desse trabalho da ONG Denise que você, nos levou 2 grandes projetos já estão, nesta casa pra para as análises de todos os outros colegas, é o PL 28 90 e de 2024, que dispõe, sobre o cuidado dos bebês prematuros que tem que ter 1 atenção especial, o poder público tem que falar sobre isso e garantir que de fato essas crianças que são nascidas antes das 37 semanas sejam de fatos cuidadas e vistas de maneira pra que nós precisamos ter esse cuidado especial. E que é tão simples mas que vai fazer 1 diferença tão grande, que é o PL de número 20 e 80, de 24 também de nossa autoria, que inclui o termo prematuro na certidão de nascimento. Olha como é que pode né? É só colocar 1 1 palavrinha chamada prematuro, pra garantir que o poder público também possa ter 1 atenção especial a essas crianças que precisam realmente dessa atenção. E eu não sei porque depois, a doutora Suelen desculpa, eu não vou poder ficar até o final, mas as crianças prematuras elas são, Fabulosas, e eu conheço algumas, elas além de ser sapecas são inteligentes, então assim, vamos cuidar delas. Parabéns mais 1 vez doutor Zacarias Kalil pela audiência, tá? Eu vou ficar mais pouquinho, e se me verem sair a francesa, porque a nossa rotina é bem corrida, mas eu não poderia deixar de vir aqui elogiar, e dizer que eu estou à disposição juntamente com o nosso deputado doutor Zacarias Kalil e tantos outros que também são sensíveis à pautas dos prematuros. É só gratidão no dia de hoje muito obrigada.
Deputado
Obrigado deputada. Pois não.
mãe de bebê prematuro
Boa tarde a. Boa tarde a todos. Gente pra mim primeiramente eu gostaria de agradecer a Deus em primeiro lugar, mas a todos que estão aqui nesse nesse nesse local pra falar de prematuridade, e dizer que é 1 honra deputado, falar em nome das mães do Brasil todo né, hoje eu estou aqui representando essas mães, mas gostaria de dizer também que também estou representando as famílias, não só as mães porque como a doutora Carla falou, a Denise falou, o doutor Carlos também, não é só bebê que nasce prematuro, é 1 família que nasce prematuro. O prefeito aqui é pai de prematuro, eu tenho certeza que ele tem 1 experiência completamente diferente da minha e 1 visão como pai diferente, é importante a gente ouvir os pais e incluir os pais também nesse contexto, que é o apoio né das mães também. Eu sou mãe de 2 filhas prematuras, então tudo o que eles estavam falando antes eu não estava ouvindo só com a mente mas com o coração, sentindo muito tudo o que eles estavam falando aqui porque eu vivi na pele. E é diferente, é 1 experiência, né? E a experiência ela é 1 professora, boa, mas ela é malvada porque ela te dá a prova antes de dar a lição, você aprende, né, vivenciando ali. Então, eu vim aqui pra falar pouco pra vocês da minha história. Ah é o que passa. Essa essa fotinho aí é da minha primeira filha a Eva. Saiu. Aquela fotinho lá é da da minha primeira filha a Eva que nasceu de 27 semanas, 920 gramas. E, você vê que a mãozinha dela toda, eu gosto dessa foto porque mostra o tamanho da mão dela. A mão dela toda cabia nessa falange, nessa nessa falange distal está vendo? Do dedo do meu marido. Foi entubada e tudo. Vou Vou contar pra vocês essa história, pode, aí o que eu vou passar aqui. Eu, eu que fui aterei? Já estou, já vou falar, já vou mostrar pra vocês como é a minha família hoje. Essa foto foi na na corrida que teve aqui em Brasília, que o doutor Carlos e a sociedade que organizaram, a gente foi lá apoiar. Essa é o Silvio, o meu esposo. Silvio também é psicólogo e, assim, ele tem também 1 visão muito interessante como pai. A Eva é a prematura de 27 semanas, que hoje tem 10 anos. A Elis, que foi de 31 semanas, nasceu com quilo e meio, e hoje ela tem 6 anos. Eva passou 83 dias na UTI e a Elis passou 116 dias na UTI. Então, essas 2 fotos aqui, é a primeira, como eu falei, a Eva. A Eva eu estava em Maceió, que eu sou de Maceió, inclusive gostaria de agradecer a presença da minha mãe que está aqui hoje, dona Elisabete, que é de Maceió e veio pra cá participar com a gente. A Eva estava com 23 semanas em Maceió e a minha bolsa rompeu, e aí eu vim pra Brasília às pressas e comecei a viver o medo que a doutora Carla contou aqui né, contextualizou o que ela vê nas mães. Fiquei internada em repouso absoluto e Eva nasceu de 27 semanas. E quando a Eva nasceu, eu me lembro que tinha muito isso, doutora Carla, que você falou, a gente vive luto, né, de filho vivo, porque você fica naquele medo é tão gigante, que eu lembro eu não tinha o quarto dela pronto, não tinha feito foto, não tinha nada. E eu me lembro que foi passo de fé muito grande pra mim e 1 coisa muito boa pra minha saúde mental na época, começar a fazer as coisas do quarto dela. Eu fiz quarto de pérolas, que o meu esposo chama Eva, de pérola. Porque ele fala que a pérola ela só acontece, né? Quando acontece 1 agressão na na ostra e ele chama até hoje ela de pérola só ele chama ela de pérola e e aí eu fiz o quarto de pérolas e cada pérola que eu colava naquele negócio de madeira eu falava assim meu deus por favor não permita que eu tenha que doar isso pra alguém traga minha filha pra casa meu esposo até fez 1 música que ele falava ele fez 1 paródia que era assim vai saudade diz pra Eva, nós te amamos, pode crer, vai saudade vê se troca, traz pra casa a nossa pérola, pra nossa vida acontecer. E, esse momento é, é 1 experiência muito difícil pra os pais. Porque a gente luta, mas sem ter as ferramentas necessárias, porque no final das contas a gente não faz, né, nada, quem faz são os profissionais, então eu quero até deixar meu agradecimento aos profissionais da na odontologia, em nome do doutor Carlos e todos os outros profissionais. Eu também sou fisioterapeuta, então eu sei a importância, trabalhei em UTI muito tempo, não né, Natal, adulto, então todos os físicos, psicólogos, fonos, vocês, é o que eu eu falava pras pras profissionais lá da UTI, vocês não tão salvando a vida da minha filha, vocês tão salvando a família inteira. Não é 1 vida que vocês estão salvando, vocês estão salvando 1 família. Então, quero deixar meu agradecimento a esses profissionais também. A todos, todos porque é multidisciplinar. E todos são importantes. Todos. E, então, a gente viveu ali, a Eva teve, fez exo sanguiniotransfusão, teve 10 transfusões sanguíneas, fez 7 parada cardiorrespiratórias, várias coisas, ficou mês e meio intubada. Eu vivenciei isso que o senhor falou de 89 lá nos Estados Unidos, as pessoas já podiam ser acompanhantes dos seus filhos. E na época que a Eva nasceu, em 2014, deputado, eu era visita da minha filha. Eu entrava de 8 às 9, das 15 às 14 e das 8 às 9 da noite. Não tinha outro horário pra eu ver minha filha, era só esse horário. Então tudo que ela vivenciou, todas as dores que ela viveu, todos tudo, todos os os acessos, os choros, ela viveu, sozinha, com Deus claro em nome de Jesus. Mas eu não estava lá, pra acolher, pra acalmar. E isso era muito triste pra mim. Eu consegui pegar a erva no colo, com mês e dia de vida. E eu senti vazio nos meus braços, eu senti peso nos meus braços. Porque eu não podia pegar ela no colo. E eu só consegui pegar ela no colo graças a 1 técnica de enfermagem chamada Michele, da maternidade de Brasília, que é lá no celular. Que fez de tudo, falou com todo mundo. E me fez 1 surpresa ligou pra mim disse vem aqui agora que as eu falei com a médica falei com a física eu falei com todo mundo e você vai pegar a Eva porque ela tinha feito mês no dia anterior e aí eu pedi pra doutora deixa eu pegar minha filha no colo por favor E não permitiram. E ela falou assim, eu fiquei com tanta pena de você ontem, que você pediu pra pegar ela no colo e não deixaram. Então eu preparei tudo isso aqui pra você pegar pouquinho. E aí estava eu e minha mãe, minha mãe estava comigo durante muito tempo, na na internação da Evel, fui eu e minha mãe correndo, não foi manhã, pra maternidade pra poder pegar ela no colo. E foi muito especial aquele momento porque o calor da mãe é muito importante pro bebê e é importante pra gente também. Porque eu lembro que eu falava assim, é vazio porque não está aqui, nem está aqui. E 1 das das piores, dos piores luto, porque são vários lutos, né doutora Carla? São vários lutos que a gente vive. É o luto do bebê ideal, né, que a gente vê aquele bebezinho parecendo passarinho sendo que na cabeça da gente e o bebê ideal é aquele bebê da capa da revista, que é buchicudo, né, Fora outros lutos. E é muito difícil, outra, outra parte muito difícil é quando a gente recebe alta. Então, a presença dentro da UTI neonatal do pai e da mãe é importante pro pai e pra mãe também, não só pro bebê. Porque quando você vai embora todos os dias, e você chega em casa e o seu bebê não está com você, não é não prefeito? E o seu bebê não está com você é todo o dia, todo dia você viver aquele luto ali muito forte. E é de domingo a domingo, não tem folga não. Eu lembro que quando nasceu a minha segunda filha, que é essa aqui embaixo, olha a Elis. Aqui é a irmã do e tu conhecer ela na UTI. A carinha da irmã. É, a Elis nasceu como eu disse 31 semanas, né? Ela ela ficou só no CPAP, ela não foi entubada. E eu lembro que quando eu tive a Elis, eu já era voluntária da ONG, eu já, já tinha vivenciado né o parto da Eva, mas foi completamente diferente. Primeiro que já tinha mudado e eu já era acompanhante dela, então no primeiro, no primeiro dia hoje ela já veio pro meu colo, 1 1 semana ela já estava no meu peito, lógico, as condições de saúde dela era diferente da irmã, mas a as leis também já tinham mudado, se modificado. E eu lembro que o vínculo que eu criei com ela, foi muito mais rápido, foi muito mais diferente, não que eu não amasse a erva, não é isso que eu estou falando. Mas, como fisioterapeuta, né, como eu tinha o conhecimento técnico, muitas vezes eu ia no leito da erva e eu ia no respirador. Eu não ia nela. Eu ia tirar a água do respirador e tudo mais. Então, é, pode, eu vou passar aqui. Não, espera aí, volta. Então, eu eu tenho realmente como disse a deputada, muitas histórias, muita coisa pra contar que o tempo infelizmente não permite. Mas, eu só quero ressaltar aqui a importância realmente da gente olhar pra prematuridade e eu fico muito feliz em ver aqui essa importância dada à é a família inteira e como a Denise falou, não é só, não é só questão de saúde, é questão de saúde mental, é questão econômica, é multifatorial da família inteira. Então, em 2016, eu me tornei voluntária, conheci a Denise, me tornei voluntária da ONU prematuridade ponto com, e gostaria de deixar agradecimento da Zacarias, ao senhor que já é o segundo ano que a gente faz essa audiência aqui, porque lá atrás quando a gente estava tentando chamar atenção da casa, da câmara né, eu trouxe essa foto aqui ó, pra agradecer ao senhor, a Eva, em 2016, entregando panfleto da ONG que a gente fazia ações, ali na frente, da câmara. Chamando a atenção do povo, da da do dos parlamentares. Aí você vê a importância da sociedade civil, como explicou a Denise. A gente faz essa ligação, né, da das da de quem teve a experiência, de quem vivenciou, dar voz a essas pessoas pra chegar aqui e ter essa oportunidade que eu estou tendo, por exemplo. Então, essa foto aí é dessa época e a Eva estava saiu distribuindo pra todo mundo. Eu falo que eu estou fazendo trabalho que na verdade é dela, só que ela ainda não pode fazer. Então, futuramente, ela vai assumir o meu cargo. E aí eu trouxe aqui também a felicidade que a gente teve de participar do gibizinho da turma da Mônica, que a gente conta pras meninas que ela foram pra 1 caixa mágica. A gente não conta toda a história triste né, da UTI e tudo pra não gerar trauma nelas, elas não têm maturidade pra entender ainda. Então a gente fala que elas foram pra 1 caixa mágica e aí no gibizinho tem a história do primo da Mônica que foi pra 1 caixa mágica e tem o nome das meninas porque ela falou a palavra em caixa mágica. E vocês devem até se perguntando o que é que a a minha e o Mickey tem a ver com isso. É que só pra vocês tentarem entender a experiência que é ter filho prematuro, eu criei 1 metáfora que fala o seguinte, quando a gente engravida, a gente pensa que é o mundo perfeito, é a Disney, né, assim, tudo mágico, tudo fantástico. Então, você começa a se preparar pra viajar pra Disney, vou conhecer o Mickey e a Minnie. Quem que não tem o sonho de conhecer a Mickey e o Men? Todo mundo, né? Então, você começa a viajar pra lá, nesse mundo lindo, colorido e romântico. E aí, do nada, a prematuridade vem, abre a porta do avião e te empurra, te joga do avião. Isso eu tenho, isso é ter filho prematuro. A sensação de ter filho prematuro. Porque você vai pra 1 consulta, e o médico diz assim seu filho vai nascer agora. E ele pode morrer, se não nascer. Agora. Então essa é a sensação de ter filho prematuro e quando você cai desse avião, daquele sonho que você estava construindo, você cai numa montanha russa, que você não sabe o que vai acontecer. Você está ali, em vários, em várias situações, que não é você que está com risco de morte. Lógico, a mulher tem também pelo puerpério e tudo mais, né? Pode ter préclâmpsia depois e tudo. Mas o risco de morte é de quem, na maioria das vezes? É do seu filho, né, nem você que tá ali naquele risco todo. E você tá ali naquela naquele loop de emoções, você chega de manhã na UTI, tá ótimo. Aí você dá as costas, o bebê já tá tendo apnéia e você nem sabe, né? É assim que acontece. É altos e baixos, mas eles são maravilhosos, são fortes. Eu digo que a vida pulsa tão forte ali dentro, Deus é tão maravilhoso, Deus é tão perfeito, que a vida pulsa tão forte ali dentro que eles se recuperam rápido das coisas, coisas que se fosse adulto como disse o deputado, não recuperaria. Eles são incríveis. Então, quando você está numa cadeira de montanharussa, o que que segura alguém numa cadeira de montanharussa? O cinto de segurança. E eu falo pra sempre assim, eu dou muitas palestras pra mães em UTI e tudo, as mães que estão lá na UTI, eu vou com o maior prazer, eu falo assim pra elas, o que segura alguém na montanha russa é o centro de segurança, e esse centro de segurança é Deus. É Deus. Porque ele é o dono da vida, ele é o dono de tudo, de tudo. E como disse a doutora Carla, a gente acha que foi prematuro, mas Deus sabe que não foi. Então, é 1 experiência realmente transformadora. É algo que transforma em todos os aspectos das nossas vidas. A maternidade já é assim, a paternidade também, mas quando é prematuro é tudo mais delicado, é tudo mais forte e a gente precisa ter olhar especial pra pra essas famílias. E eu que eu gostaria de agradecer mais 1 vez, desculpe ter tomado pouco do tempo a mais e muito obrigada.
Deputado
Muito obrigado pelo seu depoimento, muito emocionante. E, chamo agora nós estamos pouco avançado do tempo, mas eu chamo agora a senhora Heloísa da Veiga Coelho. Registro a presença da deputada Detinha. Seja bemvinda. E também da senhora Heloísa, do Instituto Op seja bemvinda. Muito obrigado pela presença. Quem me ouvem? Eu vou, pelo adiantado da hora eu vou compartilhar a tela mas gostaria de agradecer o convite.
Assessora Técnica - Departamento de Gestão do Cuidado Integral do Ministério da Saúde
Sou assessora técnica do departamento de gestão do cuidado integral da secretaria de atenção primária à saúde do ministério da saúde, e represento aqui hoje em especial a coordenação geral de crianças adolescentes e jovens, daqui da do DGCI, coordenada pela doutora Sônia Venâncio que não pôde estar presente está de férias, então eu venho representála aqui nessa audiência. Vou compartilhar aqui a tela, vamos ver se vai dar certo. Agora, todo mundo me vê a minha tela? Sim estava muito bem. Sim? Muitas coisas que eu trouxe aqui na apresentação já foi falado aí, na mesa né, pelo doutor Carlos, quero agradecer a presença de vocês também pra esse debate acho que vai ser muito rico e dialoga muito a fala do doutor Carlos, da Denise que é grande parceira aqui do Ministério da Saúde, da Carla, e do depoimento bem contundente da Suellen, né em relação a sua experiência aí de prematuridade vou pular algumas coisas tá gente porque muitas das coisas que eu trouxe já foi falada aí mas só falando que as principais causas de qual causa de mortalidade menores de 5 anos são as complicações do parto prematuro né, então, antes a gente fazer o enfrentamento da prematuridade né, trago aí alguns dados do mundo que a Denise já trouxe né que em cada 10 bebês nascem muito cedo né antes das 37 semanas, o Brasil aí figura entre os 13 países que experimentaram aí declínio né, na taxa média anual de nascimentos prematuros mas ainda assim temos muitos desafios né, e desses desafios é a gente conseguir diminuir esse esses índices né veja que, nos últimos anos a gente mantém aí 1, entre 11 né com 1 pequena elevação aí de 2022 pra 2023 né de 11 e 79 por 1000 nascidos vivos pra 11 e 95 de 2023, então esse é dos desafios aí nosso. E dos maiores desafios também no Brasil especificamente são as desigualdades regionais né, então nós temos aí 1 taxa de 11 e 95 no país, e aí quando a gente olha pra região norte nordeste nós temos Roraima aí com 18.11 por 1000 nascidos vivos né de nascimentos prematuros então o quanto as nossas políticas públicas precisam chegar e alcançar essas regiões né onde o prematuro ainda é alcança taxas alarmantes. Aqui eu estou falando pouco de mortalidade né o Natal né que também conseguimos aí de 90 até 2020 decréscimo importante né na na mortalidade neonatal, porém seguimos aí desde 2015 até 2020 num numa estabilidade né não conseguimos reduzir muito, então isso também se figura aí desafio pra gente aqui no Ministério da Saúde pras nossas políticas. Então veja aí por por região né, enquanto no Brasil nós temos aí 1 taxa de 8.7, a região norte nordeste nós temos taxas de 10 ponto né então precisamos olhar com isso com carinho, né no momento em que estamos pensando e construindo as políticas públicas implementando essas políticas nos territórios. Se a gente for olhar sobre a olhar pouquinho né com lupa pra mortalidade neonatal, nós temos aí a mortalidade neonatal por causas evitáveis, então 74 por 100 desses óbitos aí no ano de 2020 e são por causas evitáveis, então temos muito o que fazer, é possível a gente diminuir né, essa mortalidade neonatal, dessa mortalidade 74.5 por 100 ocorre no período neonatal precoce ou seja nos primeiros 7 dias de vida, isso dialoga muito com os desafios que o doutor Carlos trouxe né, do primeiro minuto, da primeira hora, da primeira semana, a maior prevalência de óbitos reduzíveis por adequada atenção da mulher na gestação então aqui a gente está falando pouco da qualificação do prénatal né, nas em todas as regiões brasileiras, isso eu quero que a gente registre esse dado porque lá na frente a gente vai mostrar pouco como é que o Ministério da Saúde tem tem enfrentado essas questões, e a questão étnicoracial né que 52 por 100 dos óbitos neonatais ocorre na população parda então a gente também precisa pensar pouco da equidade né desse cuidado desde a gestação até o parto, o nascimento e o pósparto. O que que nós podemos fazer né então dentro de 1 ação pensada dentro das políticas públicas né precisamos primeiramente pensar na prevenção da prematuridade então oferecendo cuidados de qualidade e respeitosos para todas as mulheres e adolescentes, então temos que pensar assim planejamento reprodutivo num prénatal de qualidade e numa qualificação aí da atenção ao parto, pósparto e as intervenções intersetoriais né então envolver outros setores né a gente sabe que a gente tem as as questões socioeconômicas também impactando né na forma como essas mulheres acessam o prénatal e acessam esses cuidados, temos que pensar no manejo do trabalho de parto prematuro né então ofertar a todas as mulheres o melhor cuidado possível pra ela e pro seu bebê né então pensando em corticoides prénatais, tocolíticos pra desacelerar o trabalho de parto prematuro, os antibiótico pra ruptura prematuro de membranas então é todo trabalho que pode ser feito ao durante o trabalho de parto prematuro pra evitar futuras futuros problemas aí pra mãe e pro bebê, e a qualificação do cuidado neonatal né? Então oferecer cuidados de qualidade pra todas as famílias e centrados nesses nesses atores né? Na família e nos RNs, então a reanimação, nutrição, método canguru e outras ações aí que são importantes no cuidado neonatal. E aí pouco do que o ministério tem feito né o que pauta aí nossas ações aqui dentro do ministério da saúde nessa área é a política nacional de atenções integral à saúde da criança, nela nós temos 7 eixos e o eixo é a atenção humanizada e qualificada à gestação ao Python ao nascimento e ao recémnascido, todos esses eixos eles visam qualificar a ao cuidado integral à saúde das crianças dentro das redes de atenção à saúde e na atenção primária à saúde, tá? Então 1 das ações é o método canguru apareceu aí em algumas fotos né, nas apresentações, então é método que visa aí 1 mudança no modelo de atenção né que é voltado pra qualificação e humanização do cuidado ao recémnascido e dos seus pais e e suas famílias né? Ele ele foi trazido né ele desenvolvido no país já há mais de 20 anos né no ano 2000 e na época a gente não tinha muitas evidências científicas mas hoje né já se tem evidências robustas né da efetividade desse método dentro das UTIs neonatais inclusive incluindo os cuidados progressivos né dentro da UTI neonatal né. Temos também a estratégia Qualineo que é 1 parceria do Ministério da Saúde com o Instituto Fernandes Figueira lá da Fiocruz tá, que visa implementar esses 10 passos para o cuidado neonatal nas UTIs neonatais do país né, então visa a qualificação dos trabalhadores que estão nessa cena de UTI né visando a prestação de cuidado adequado, respeitoso e de qualidade pra todos os bebês que necessitam. Também trazendo aí pouco de oferta de cuidados neonatais em situações de vulnerabilidade essas fotos, são de 1 formação que a SAPs organizou no território indígena Yanomami né, visando aí a qualificação da tensão neonatal nesses territórios indígenas né, então técnicos aqui da da CGCriad participaram dessa formação nos territórios formando todos os trabalhadores que atuam nos de 6 no território Yanomami, então é 1 das dos caminhos aí que nós estamos perseguindo pra diminuir a mortalidade neonatal nessa população. Perspectivas né, então o que que nós aqui do Ministério da Saúde temos como perspectiva pra redução da dos partes prematures né, a gente começa falando pouco da do fortalecimento da atenção primária à saúde a partir da estratégia de saúde da família né, então hoje nós temos já né mais de 1800 novas unidades básicas de saúde sendo construídas pelo novo parque da saúde, mais de 52000 equipes de saúde da família né no pai 26568 médicos dentro dessas equipes especialmente nos territórios de dentro dessas equipes especialmente nos territórios mais vulneráveis do país onde a gente tinha muita dificuldade de fixação de profissionais médicos né, então esse programa ele leva os médicos a esses territórios em regiões onde nunca tivemos médicos ou que era muito difícil né a permanência desses trabalhadores, a implementação das equipes Emulti né que são equipes de apoio às a as equipes de saúde da família então temos psicólogos fisioterapeutas, educadores físicos e outros e outros profissionais né, pra dar esse apoio e suporte ao trabalho das equipes de saúde da família, e a partir agora de 2024 nós iniciamos aí novo modelo de cofinanciamento na PS que é voltado pra qualificação do cuidado integral pelas equipes de saúde da família né? Pensando aí em apoiar municípios né que promovam cuidado oportuno integral sua população e apoiando esses municípios com financiamento né a partir de novos indicadores de saúde incluindo aí indicadores do prénatal indicadores do desenvolvimento infantil, então é 1 virada aí que nós estamos apostando né, na qualificação do do cuidado a partir desse novo modelo de corfinanciamento. E lançamos aí recentemente a rede Aline né que visa aí o fortalecimento da rede materna e infantil no país né, e eu vou trazer pouquinho dos componentes dessa rede né que é eu a gente fala que a rede Aline ela aprimora a rede cegonha né, traz novos componentes, investe mais nessa qualificação do cuidado à gestante, à puépera e ao recémnascido né, então nós temos aí os componentes do prénatal pra qualificação desse prénatal, então incentivos financeiros aí pros exames de prénatal né que foram quase triplicados, ampliamos a oferta de de outros exames que não tinham né na rede cegonha, então nós temos aí teste pra htlv, teste rápido pra hepatite BECE0 ambulatório de gestação e por império de alto risco né sendo financiado agora pela rede cegonha visando aí a prevenção da prematuridade. Importante dizer que o prénatal no prénatal é possível a gente identificar essas gestações de alto risco e desde e desde a gestação já desenvolveu trabalho com essas mães e com essas famílias né? Muito foi falado aí pela Suelen do do preparo né de como é cair de avião né o o parto prematuro e se você faz prénatal e já identifica no prénatal né que essa mãe é 1 gestante de alto risco que ela pode evoluir pra prénatal, é claro que todas as mães, todas as gestantes podem evoluir pra pra parto prematuro, mas essas gestantes de alto risco elas têm maior probabilidade então fazer todo trabalho de cuidado né, e de preparo dessas famílias né em relação à prematuridade que pode se tornar possível pode se tornar 1 realidade pra essas famílias, então a qualificação do prénatal é muito importante nesse sentido tanto na prevenção da prematuridade como o enfrentamento desse momento né de se ele se ele chega né que as famílias estejam mais preparadas né pra lidar com esse, com essa realidade da prematuridade. No. Doutora você está, Heloísa você está.
Deputado
Áudio desligado. Sua internet caiu. Está lá está vermelho ali. Aí. Oi? Voltou? Eu eu.
Assessora Técnica - Departamento de Gestão do Cuidado Integral do Ministério da Saúde
Aonde? Onde vocês pararam da minha apresentação? Eu tenho que olhar só a apresentação aí pra gente ter. Vou compartilhar de novo. Eu não sei o que aconteceu não gente, que eu estou só que falando eu não estou vendo vocês, então, vou compartilhar aqui novamente. Compartilhamos? Sim foi aí mesmo. Foi? Foi. Tá, estava falando da CGBP, aí temos também investimento de custeio aí e atualização dos valores né? Mais de 30 por 100 agora na rede aline pras, centros de parto normal, e também 1 incremento de 30 por 100 aí nos valores das diárias pra hospital geral que atendem partos de alto risco né, de 480 reais para 576 reais, então esses incrementos essas esses aumentos nos costeiros né, vão apoiar a a qualificação dessas redes de atenção à materno infantil nos territórios. Isso aqui a gente está celebrando de parto e nascimento ainda que são os os valores aí dos costeios da dos leitos de UTI neonatal né que aumentou aí 20 por 100 no valor da diária, e principalmente a, a valorização aí dos leitos intermediários de cuidado né que é o 5 então é a unidade de cuidado intermediários convencionais e o Sinca que são as unidades de cuidados intermediários canguru né então antes na rede cegonha, a gente tinha déficit de valor né, entre o TEI neonatal e o Sinca que não era convidativo pro gestor municipal né, implementar esses leitos nos seus territórios né valia mais a pena financeiramente implementar leito de UTI neonatal do que 1 monsinca e hoje com esse aumento aí da diária né, a gente espera que a gente consiga suprir o déficit de leitos de o 5 e o Sinca no país né pra qualificação do cuidado neonatal, principalmente aí nesse cuidado progressivo né, do bebê. Temos ainda né novo incentivo que é o incentivo pros bancos de leite humano né, que é mesmo o Brasil tendo a maior rede de leite de bancos de leite humano no mundo, essa rede ainda não supra as necessidades dos nossos bebês em UTIs neonatais né, então com esse incentivo aí dos para os bancos de leite a gente espera né que consigamos atingir essa autossuficiência e leite humano pros nossos bebês né e a presença de banco de leite pra além da gente conseguir essa autossuficiência né, ela qualifica o cuidado no sentido de que nós seremos trabalhadores especializados né em aleitamento materno que vão dar esse suporte esse dentro das UTIs neonatais pra essas mães e pra essas famílias né, procurando aí que quando o bebê tem alta né ele saia em aleitamento materno exclusivo né esse é o nosso desejo. Alguns cursos que esse é curso de sensibilização do método canguru na tensão primária né a gente imagina que o método canguru ele é só dentro da UTI neonatal e não ele tem que começar lá no prénatal né pra essas mães que são gestantes de alto risco né a gente já começar esse trabalho de preparo pra essas famílias. Muito importante também é esse esse componente do sistema logístico e aí eu destaco a questão do transporte né, dos bebês, então dessas urgências obstétricas leonatais então nós teremos financiamento aí específico pra qualificar esse transporte né desses bebês e salva vidas né então são bebês que nascem em locais onde não temos UTI neonatal e esse bebê vai precisar ser, estabilizado e transferido né de forma segura e oportuna pra 1 outra, pra outro serviço né mais complexo então é interessante esse esse componente aí no sentido de qualificação também do cuidado neonatal. E os componente de apoio e governança, que é incentivo financeiro pra todo o município mesmo que ele não tenha maternidade, ele vai receber recursos pra qualificar a sua rede materna infantil, por nascido vivo residente, porque muitos municípios, os bebês eles não nascem ali né, eles vão nascer em outro município onde tem 1 maternidade, então esse componente visa que todo município receba né, essa esse recurso, por nascido vivo residente. E aí qualificando essa rede a gente tem a prevenção da prematuridade e a da atenção ao nascimento e o cuidado. Bom, falei muito correndo, mas era isso que eu queria apresentar, fica aí disponível pra gente dialogar mais com o nosso. Obrigada gente. Muito obrigado.
Deputado
Agradeço a, a sua participação é importante a gente ter esse conhecimento né do próprio ministério. Bom, debates não estou vendo nenhum deputado já. Alguém quer falar, prazo de 3 minutos? Gostaria que fosse pouquinho rápido sabe por que eu tenho 1 reunião da bancada federal agora, tá? Não pode, está à vontade. Está liberado. Foi? Foi. Bom boa tarde primeiro.
Prefeito de Cajamar
Deputado parabéns pela iniciativa, eu sou também pai de prematuro, ainda muito recente filho, sou pai do José e do Antônio nasceu com 600 e, nasceu com 650 gramas e outro 580 gramas acabou. Partindo e o José foi pra nossa casa foram 229 dias, de hospital. Hoje eu estou aqui como pai mas também como gestor público, né eu sou prefeito de Cajamar, e também presidente do consórcio da SOS que, na região de 3000000 e meio de habitante. O que que eu quero chamar atenção? Eu fico muito feliz de ver sobre o aumento com relação ao Ministério da Saúde incentivando os municípios, mas nós temos que chamar atenção de todos os gestores públicos do Brasil, porque nós vivemos num país onde é mais fácil você empurrar o problema do que assumilo. Essa é a grande realidade. Então nós temos que ter prefeitos que assumam a sua postura, porque saúde pública é prioridade. E muitas vezes é mais fácil falar que urgência e emergência do estado, do que ele fazer realmente o leito de UTI porque custa caro. Então, é realmente deputado chamar atenção de todos os gestores do Brasil, pra que os seus municípios, a gente sabe que tem muitos municípios que realmente não tem condição, mas que a gente consegue fazer plano regional, E tem muitos municípios que tem condição sim de ter leitos de UTI na sua cidade, né, tanto adulto quanto o meu, quanto o meu Natal e assim nós estamos fazendo a nossa cidade e eu nem tinha vivido a prematuridade nós já estávamos construindo 1 maternidade. Então na verdade é que todos os prefeitos assumam a sua responsabilidade, ou será que todo prefeito vai ter que passar pelo que eu estou passando pra poder entender que é necessário nós estamos falando de vida, de todos os cuidados do prénatal, e principalmente os leitos de UTI pra que esses primeiros minutos de. Obrigado.
Deputado
Todo o seu depoimento. Muito significativo. Pois não. Boa tarde, meu nome é Brown Josella, eu sou médico obstetra.
Médico Obstetra
Estamos aqui com grupo da da rede humanização pelo parque de nascimento estávamos em outra sala discutindo agora mesmo a reforma obstétrica e a discussão sobre o estatuto da gestante que vai ser dispositivo defesa de várias questões relacionadas à gestação parto pósparto e esse tema a prematuridade tem tudo a ver com o nosso tema também a gente está muito alinhado com tudo isso, e dentre e 1 coisa que alinha muito a prevenção da prematuridade com a nossa causa que é a humanização do parque de nascimento, é a epidemia de cesáreas eletivas que tem no Brasil pois grande parte da prematuridade né tem a premidade que pode ser prevenida através de rastreamento de infecção de urina de candidíase que tudo isso é muito importante que é a principal causa de infecção de urina né pra prematuridade dentre outras causas, mas a cesárea eletiva como método de finalizador da gestação grande motivo pra prematuridade aí pegando lugar de fala assim como o prefeito Cajamar falou eu eu fui bebê prematuro por 1 cesárea eletiva que não deveria ter sido feita pro cara viajar no réveillon nesse dia 27 de dezembro pro cara poder viajar pro réveillon e fiquei lá 5 dias numa incubadora, terminando de amadurecer e por isso que eu estou nessa causa hoje eu me tornei médico por isso me tornei obstetra por isso me tornei ativista por isso da humanização do parque de nascimento, pra o combate da epidemia de cesáreas feita fora de hora porque são a prematuridade ela é multifatorial né e 1 das grandes causas da cesárea marcada, e aí eletiva principalmente fora de trabalho de parto e aí convido vocês também a pensarem nesse tema em em em incorporar esse tema na nas medidas que podem ser feitas e a Reúna está aberta, a Reúna tem 30 e anos de existência, a Reúna que conseguiu a lei do acompanhante no Legislativo, a Reúna que cunhou o termo violência obstétrica que está sendo tão discutido até hoje, a Reúna que participou de tantos manuais do Ministério da Saúde e hoje é referência da UNICEF para o manual de boas práticas da UNICEF, então a gente tem já histórico de 30 e anos eu estou há 10 anos na Reúna, então eu convido vocês também pra conversar com a gente com a Reúna pra gente conseguir juntar forças aí é isso aí obrigado. Muito obrigado, muito obrigado. Eu acho interessante porque eu sou da época eu se formei em 1980 e pela Universidade Federal de Goiás, e a gente fazia o internato né?
Deputado
De sexto ano, e maternidade pública, e a gente só fazia parte normal, cesariana eram, eu usava na época a gente não tinha nada você usava o opinar né? Colocava aquele aparelhinho no, no abdômen e escutava o feto né? Ia monitorando a gestante quando você tinha alguma dúvida funcionava, né, para ver se tinha mecônio alguma coisa assim. E aí indicaria cesariana, quer dizer, então hoje. Depende muito da comodidade não só da do mas também das mães, né, que, já chega com data marcada então, realmente eu acho que o Brasil a cesariana é 1 realmente, contribui muito pra isso. Mais alguém por favor? Bom, eu nós temos 1 reunião aqui da minha bancada já me ligaram aqui, infelizmente eu vou ter que encerrar. Eu agradeço aos senhores convidados por suas ilustres participações, Nada mais havendo a tratar encerro a presente reunião antes convocando para a reunião de audiência pública amanhã, dia 28 de novembro quintafeira às 10 horas do plenário 7, para debater sobre a criação do dia nacional, da cirurgia plástica reparadora. Declaro encerrada a presente audiência pública. Vamos tirar a foto aqui por favor.




