COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Sobre o Evento
Comissão discute a Restauração Ecológica com diversas lideranças e representantes de iniciativas de conservação no Brasil.
Deputado
Bom dia, declaro aberto o seminário para debater, a instituição do dia da restauração ecológica, em atendimento aos requerimentos número 5 e 67 2024, de minha autoria. Devido ao número de convidados informo que esse seminário terá 2 mesas então eu já tenho a honra de convidar para compor a primeira mesa, os seguintes expositores. A Fabíola Zerbini, que é diretora do departamento de florestas da secretaria nacional de biodiversidade e floresta e direito dos animais do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climática, obrigado Fabíola. Sérgio Leitão, diretor executivo do Instituto Escolhas, Rubens Benini, coordenador nacional pela restauração da Mata Atlântica, pacto da Mata Atlântica Moisés Savian, tudo bom? Moisés Savian que é secretário de governança fundiária e desenvolvimento territorial e sócio ambiental do Ministério do Desenvolvimento Agrário, já está chegando. Rodrigo Lopes de Almeida, que vai participar de forma remota, Rodrigo é coordenador geral de recuperação de áreas degradadas, do Ministério da Agricultura. E Anabelle Gomes, coordenadora da articulação pela restauração do cerrado. Vamos deixar pra segunda mesa Anabelle e também está, já anunciar aqui também o Marcelo Ferronato, coordenador do Conselho Estratégico de Aliança pela Redesturação da Amazônia, a Ana Paula Proveder, que é coordenadora da rede sul de restauração ecológica do Pampa, o Pedro Sena, que é conselheiro de que é conselheiro deliberativo da rede para restauração da caatinga, Eca, e a Solange Queda, Solange Queda, representante do Pacto pela restauração do Pantanal e pela universidade do Mato Grosso, animatos. A Malu Ribeiro, diretora de política pública da Fundação SOS Mata Atlântica, que vai participar de forma remota. Isto, né? Primeiro agradecer aqui porque essas diversas articulações, os diversos biomas que nos procurou aqui, pra gente fazer este seminário, este seminário que também faz parte do ponto de vista burocrático pra gente dar andamento no projeto aqui dentro da casa, pra gente ter o dia da restauração ecológica, que é a proposta do dia 19 de novembro, que eu imagino que alguns de vocês vão ajudar pra quem está acompanhando a gente, explicar o porquê do dia 19 de novembro, tá? Né? Então acho que vai estar nesse aí. Mas também ele é oportuno, então além da gente cumprir esse processo burocrático do ponto de vista da exigência burocrática pra a gente ter né 1 lei né que estabelece e define no dia da restauração ecológica, nós evidentemente queremos aproveitar esse seminário aqui pra gente debater essa oportunidade que se coloca para o Brasil. A gente sabe que já tem, dentro de várias áreas inclusive do governo, do MBA do Ministério do Meio Ambiente enfim várias áreas do governo né trabalhando essa perspectiva porque é 1 agenda que se coloque também como prioridade. E mais recentemente, e com apoio inclusive do Instituto Escolhas, trabalho de pesquisa que eu imagino que o Sérgio Leitão vai colocar né dados né desse trabalho, nós elaboramos projeto de fundo de fôlego, né, que acho que cabe nesse momento de desta oportunidade da gente estar, na verdade destravar né, grande programa nacional de restauração por tudo aquilo que ele pode trazer do ponto de benefício, tanto do ponto de vista ecológico, estabelecimento né de fluxos gênicos então em em biomas que foram totalmente de águia degradados como por exemplo no meio ambiente aquilo que está acontecendo no cerrado, aquilo que evidentemente já desmatou além do limite por exemplo na na Amazônia, mas também da oportunidade que tem do ponto de vista da geração de 1 cadeia né de emprego e renda, do enfrentamento para dos desafios que tem para a produção de alimento, né? Então do ponto de vista da conservação, da biodiversidade, da agrobiodiversidade, da produção de alimento pra enfrentar a fome e pra enfrentar né carecia nos preços de alimentos. Então é 1 agenda que se coloca de oportunidade e mais recentemente inclusive com a aprovação né que está em processo do do da lei do do carbono, e a própria definição agora na conferência do clima da política de do mercado de carbono, ela abre também 1 oportunidade dentro dos projetos de restauração tá? E é pouco isso então que a gente quer, além então de cumprir essa agenda burocrática interna de como exigência, mas da gente também aproveitar a oportunidade aqui fazer debate do estado da arte e ver essa potencialidade que a gente tem então da agenda da restauração. Então sem muitas delongas tá? Daí eu já pedi aqui, inclusive conversar com os participantes da mesa, pro Sérgio Leitão tem voo logo logo, tá? Agradecer a presença e eu e o passo, inicio já com a sua apresentação, 10 minutos vamos estabelecer aqui porque nós precisamos terminar impetirivelmente meiodia está bom? Então Sérgio Leitão obrigado.
Diretor - Executivo do Instituto Escolhas - Diretor - Executivo do Instituto Escolhas
Obrigado deputado Nilton, obrigado pelo convite. Queria saudar a todos os participantes dessa audiência. O tema da restauração ele está diretamente ligado a compromisso que o Brasil assumiu em 2015, na conferência do clima de Paris, de recuperar 12000000 de hectares de florestas e de vegetação em todos os biomas do Brasil. Qual é o problema desse compromisso? É que a gente não tem cumprido. De lá para cá, se a gente quiser olhar seja recuperado ou restaurado efetivamente, né? Seja feita, né? Pelo modo da restauração ecológica em áreas mais propícias da recuperação, que demandariam menos investimentos, podemos chacoalhar os números, mas estamos falando de 120, 150000 hectares. Nessa toada a gente vai precisar de 100 anos. 1 meta que se acaba agora em 2030. Daqui a 6 anos ou se a gente quiser ser mais duro ainda com prazo em 5 anos. Em 2015, quando essa meta foi assumida pelo Brasil, o Instituto Escolas fez 1 avaliação do que que seria o valor do investimento para cumprila. E nós chegamos a valor de 52000000000 de reais, a geração de 215000 empregos, arrecadação de 6000000000 de reais em impostos, 1 receita de 23000000001 diferença que precisaria ser coberta com recursos públicos da ordem de 28000000000 de reais. Como nós não fizemos nada de lá para cá, nós atualizamos esse número deputado, este ano, e a conta quadruplicou. Ela passou para 228000000000 de reais. Por que que ela quadruplicou? Porque o país precisa estabelecer 1 infraestrutura de recuperação das suas florestas que só fomos capazes de fazer em relação à civil cultura das espécies estranhas, exóticas, chamemoloas como quisermos, mas fizemos, com generosos e vutuosos recursos desde os anos 50 que tornaram o Brasil líder, inclusive na exportação de papel e celulose. Deu certo, eu posso até não gostar, Pode não ser o jeito como eu gostaria que fosse feito mas deu certo? Mostrando que quando o poder público investe, quando os a pesquisa está atrelada né aos subsídios que foram concedidos e a gente foi extremamente capaz de fazer pesquisas, deu certo. Como não fizemos nada, o que que a gente está mostrando? O recurso necessário para investir quadruplicou, mas os benefícios também serão muitos maiores. Será possível com a recuperação desses 12000000 de hectares, criarmos 5000000 de empregos, produzirmos bilhão de metros cúbicos de madeira para comercialização, produzir gerar 5000000 de empregos, produzir 5 156000000 de toneladas de alimento. Mas a gente precisa dar as condições para tanto, que é justamente o que nos falta para recuperar 12000000 de hectares, isso é o tamanho da Inglaterra pra gente ter a dimensão do que que seria isso comparativamente. Nós vamos precisar de 10000000000 de mudas. A produção anual dos viveiros brasileiros, produção heroica, feita sem apoio público. Existe 1 previsão no manual de crédito rural do Banco Central para financiamento da produção de mudas, mas o gerente de banco não sabe, não sabe. Nós nós produzimos 100000000, nessa toada vamos precisar de 100 anos. 100 anos pelo que a gente está fazendo anualmente, 100 anos pela nossa capacidade de produção de mudas. E aí entra 1 questão que é fundamental, aproveitando aqui a presença da Fabíola, doutora Fabíola diretora do departamento de florestas, do Moisés Savian, né secretário do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o governo precisa correr, a gente precisa correr, porque já se passaram 2 anos de governo. O que não tiver sido programado, estabelecido, roteirizado e mais do que isso com os instrumentos necessários pra acontecer, não irão acontecer nos 2 próximos anos. Esse é o ano em que você abre a roça na linguagem popular, machuca as mãos, as enche de calo, né pra fazer a dura burocracia estatal funcionar e os 2 próximos anos é rezar pra chover pra poder colher. O que não tiver plantado agora não será colhido. E aí temos problema, que a gente precisa discutir com o governo até pra ver como é que a gente pode ajudar. A gente tem novo plano Avegue. Ele trata das condições estruturais que a gente precisa atacar, porque a meta permaneceu a mesma, 12000000 de hectares. Mas se as condições estruturais que precisam ser modificadas não forem atacadas, nós vamos viver de planaVeg em planaVeg sem chegar a lugar nenhum. A gente tem 1 lei nova de concessões de florestas, do qual o Instituto Escolhas teve 1 participação no sentido de ajudar a estudar o que precisava ser feito, elaborar o projeto de lei, o projeto de lei foi apresentado aqui na câmara pro deputado Rodrigo Agostinho com apoio do deputado Nilton Tato, foi aprovado, mas nós levamos mais de ano pra regulamentar. E só agora nós vamos fazer a primeira concessão de 1 área de restauração. Então na urgência do que a gente precisa a nossa ação não tem correspondido. No dia 20 de março do ano passado eu tive a grata felicidade de almoçar com Moisés Saviã e com o ministro Paulo Teixeira. Apresentando a ele 1 proposta que tem a ver com esse estudo, como a bioeconomia pode ajudar a combater a pobreza na Amazônia, onde a gente mostrou que a recuperação de 6000000 de hectares somente no estado do Pará geraria milhão de empregos e permitiria a redução da pobreza no estado deputado Nilton, em 50 por 100, a metade. O programa começou, e eu saúdo e agradeço ao ministro Paulo, ao secretário Moisés por essa iniciativa, mas eu fico preocupado se a gente vai ter os resultados pra dar conta desta necessidade, que é recuperar milhão de hectares que estão desmatados nos assentamentos em todos o Brasil. Aliás tive a felicidade de saber esse dia secretário Moisés, que o meu estado do Ceará, os assentamentos têm 82 por 100 de cobertura vegetal, é o menor índice do estado, acima por completo da média brasileira. Então sem 1 ação efetiva do governo, dos seus bancos públicos, não se vai oferecer as condições para dar escala que leve ao cumprimento da meta. Eu tenho feito diálogo com Rubens Benini sobre a questão da escala, né, preocupado se a escala vai corresponder a 1 demanda que justifique. E eu disse pro Rubens, esse é o país da demanda induzida. Não tinha civil cultura nos anos 50, Se fosse pela necessidade, a gente não teria feito os investimentos que fizemos. No Brasil a demanda vem da iniciativa do governo, ele fomenta, ele financia, ele ele a faz acontecer pra que ela justifica os investimentos e a geração de empregos. Se nós não fizermos isso com a recuperação de florestas, ela não vai acontecer. Não precisa ser mago, analista, o mais capacitado possível porque ela não aconteceu até agora e as condições não foram dadas pra que isso fosse diferente. Por isso o deputado Nilton Tato, com a coragem que lhe é peculiar, pela responsabilidade do seu mandato, apresentou o projeto de lei 120 barra 2024, no dia primeiro de julho deste ano propondo pacto nacional pela restauração da natureza e dos biomas, onde ele propõe meta fixada em lei, porque a meta do Plano Navegue é ótima, mas ela depende da boa vontade do governo de plantão. Quando o governo muda, ela é sabotada como foi no governo Bolsonaro. Então ela tem que estar fixada em lei. Propondo e obrigando que os bancos públicos destinem ao menos 10 por 100 das suas programações anuais para a restauração da natureza. O Banco do Nordeste tem 30000000000 de orçamento, ele colocou neste ano 20000000 naquilo que diz respeito à recuperação da vegetação, 30 bi 20, 20000000. Assim nós não vamos fazer. Institui conselho para acompanhar a execução do Pacto Nacional, onde vai estar todos os governadores dos dos estados brasileiros, o presidente da república, os presidentes do BNDES, BNB e BASA. Estabelece 1 autoridade nacional da restauração da natureza, porque se a ação ficar dispersa entre os diversos ministérios, ela também não vai acontecer por falta de coordenação. Condiciona a aprovação da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual, a previsão de recursos suficientes para o cumprimento da meta. Sem dinheiro público, não vai acontecer. E fixa em 20 por 100 do Plano Safra nos seus 3 primeiros anos a partir da aprovação da lei, o montante de recursos que obrigatoriamente irão para, né, a restauração. Isso, né, é o que a gente precisa discutir independente do mérito, do acerto das medidas deputado Nilton, pra que a gente possa fazer com que a restauração, antes de tudo, seja inclusive 1 promotora do fim da pobreza, da redução das desigualdades sociais e faça parte das políticas de combate à fome. Ela tem a restauração ela tem que ser ecológica, ela tem que ser inclusiva, mas ela também precisa ser econômica. Por que que ela precisa ser econômica? Porque senão a gente não vai resolver o problema do que fazer nas áreas de reserva legal, que são privadas, que tem o problema do chamado custo de oportunidade. Como é que eu resolvo a falta de recurso do particular para recuperar aquilo que ele desmatou? Até irregularmente, até irregularmente. Então todas essas questões passam pela necessidade da gente fixar para além dos planos a roteirização de como eles vão se materializar, pra que a gente numa próxima audiência pública, venha aqui pra dizer o seguinte, o que que a gente avançou? Falando a linguajar do meu nordeste, deputado Nilton, quantos pé de pau nós plantamos? Né? Pra que a gente possa chegar na COP 30, em novembro do ano que vem, daqui a ano, em Belém, mostrando que o Brasil está sendo responsável com aquilo que ele assumiu de compromisso a partir do ano de 2015. Isto é a condição necessária pra que a gente possa no dia 19 de novembro do ano que vem, comemorar o primeiro ano, né, do dia da restauração ecológica, econômica inclusiva, com justiça social, com geração de empregos. Muito obrigado. Obrigado Sérgio Leitão.
Deputado
Me fez lembrar aí que esse negócio de pé de pau sabe que eu trabalhei na roça até os 15 anos né? E eu sou duma cultura estou falando assim a gente foi formado lá no Paraná de que terra boa, terra bonita, aquela que não tivesse nem pé de pau, né? Né? Pra ver que então quando você fala do papel do poder público como indutor né? De 1 política pública é justamente está aí o caminho porque e muitos ainda nós precisamos fazer na verdade 1 transformação cultural por tudo aquilo que a gente está enfrentando tudo aquilo que a a crise climática nos trouxe e a perda de biodiversidade nos trouxe. Então ela não é simplesmente enfrentamento ao crime né que boa parte por exemplo do desmatamento hoje ocorre de forma até criminosa né? Mas também tem 1 coisa de transformação e mudança cultural que nós precisamos trabalhar. Mas Sérgio fica à vontade eu sei que você tem viagem agradecer você de de de também aqui no seu nome agradecer o Instituto Escolha pela contribuição não só na elaboração desse projeto mas com muitas outras ah atividade e outros projetos que a gente vem trabalhando aqui dentro da câmara. E eu já passo agora pro Rubens Benini, que é coordenador nacional pela restauração da Mata Atlântica, do Pacto da Mata Atlântica. Benedito sabe que eu já participei do Pacto da Mata Atlântica, está lá atrás, tá? Então muito bem. Seja bemvindo, obrigado. E obrigado, evidentemente, também, por vocês estarem propondo, na verdade, também, essa audiência pública, então, com a palavra. Obrigado.
Coordenador Nacional pela Restauraçao Mata Atlântica - Coordenador Nacional pela Restauraçao Mata Atlântica - PACTO
Bom dia a todos e todas. Nós que agradecemos deputado, foi é 1 honra poder estar aqui nesse dia histórico, é 1 satisfação e orgulho representar o pacto pela restauração da Marta atlântica. Se possível eu gostaria de projetar alguns slides, por gentileza. Mas rapidamente me apresentando eu sou Rubens Benini, tenho a honra de ter de estar sentado na coordenação nacional do pacto pela restauração da Mata Atlântica, há ano e meio. Sabia sim desse histórico deputado que você já fez parte e continua fazendo de 1 certa forma como essa audiência aqui é fruto disso né? Então mais 1 vez a gente agradece, queria agradecer também todos os colegas aqui da mesa, e todos os as pessoas aqui presente. Eu vou comentar hoje aqui porque que a gente acha importante criar o dia da nacional da restauração ecológica. Mas antes eu queria apresentar rapidamente o que é o pacto pela restauração da Mata Atlântica. Então como vocês podem ver ali no slide, o pacto ele é coletivo, movimento multissetorial, reúne empresas, governos, academias, universidades, sociedade civil. Hoje a gente conta com mais ou menos 340 membros no pacto, e a nossa meta é restaurar 15000000 de hectares até o ano de 2050 no Bioma Mata Atlântica. Várias das organizações, pessoas aqui presentes compõe o pacto pela restauração da Mata Atlântica, é o coletivo de restauração de biomas mais antigo do Brasil, a gente está fazendo 15 anos esse ano, e a gente conta aí com banco de dados bem robusto, onde a gente tem hoje mapeados cadastrados 112000 hectares em processo de restauração ecológica. Bom, o pacto ele é organizado através de unidades regionais, a gente tem 16, algumas aqui presente hoje também, obrigado pela pela participação. E a gente atua de forma colaborativa com essas unidades regionais pra dar capilaridade escala nesses né, na restauração. Já atua muito forte em capacitação, muito forte em desenvolver estudos, materiais pra ensinar como fazer restauração com qualidade, não apenas pra ensinar como fazer restauração com qualidade, mas também como monitorar o sucesso dessas restaurações. A gente foi considerado como 1 flagship né, vocês podem ver ali. Dá mais clique por favor. Ali embaixo no canto direito da tela, né, a gente foi considerado pela ONU como 1 flagship, ou seja, movimento global que pode fazer diferença na escala da restauração. Então a gente tem esse reconhecimento, a gente tem dezenas de colaboradores, cientistas que nos ajudam a mostrar o caminho certo, como evoluir pra que a gente tenha de fato escala na restauração. Ali também vocês podem ver, obrigado deputado, a vocês podem ver também é do lado direito dezenas de artigos científicos que o pacto junto com seus colaboradores ajudou a criar, e acho que é legal interessante dizer também que o pacto ele é capítulo da Sociedade Brasileira da Restauração Ecológica, tá? Assim como outros coletivos de restauração, a gente é dos capítulos da Sobre. Por favor pode passar pro próximo. Gente isso. Aqui mostrando deputado e e demais colegas a a importância da restauração não só pra combater as perdas por biodiversidade o deputado Nilton acabou de comentar mas também pra mostrando que a restauração, o reflorestamento, a primeira linha aí desse gráfico, é a melhor opção pra mitigar o combate às mudanças climáticas. Esse esse gráfico, essa figura, ela mostra que se todos os países que se comprometeram a fazer restauração, que têm metas de restauração cumprirem os seus compromissos, seria o equivalente a retirar das ruas, anualmente, cerca de 650000000 de automóveis. Então é o maior impacto em em termos de opções de mitigação às mudanças climáticas, de fato o maior impacto vem da agenda de restauração, reflorestamento, tá? Bom pode passar o próximo. Aqui alguns né da dessas dezenas de artigos científicos que a gente comentou, acho que alguns que merecem destaque em primeiro ali a economia da restauração que foi escrita em parceria com a Coalizão Clima Floresta Agricultura, pacto pela restauração da Mata Atlântica, e vários outros coletivos, governo federal, Embrapa, Ibama, Ministério do Meio Ambiente, IPEA, a gente construiu o primeiro trabalho não só do Brasil mas no mundo mostrando o quanto se custa restaurar cada hectare, com diferentes técnicas de restauração, plantio total, semeadura direta, enriquecimento, adensamento e etcétera. A gente conseguiu mostrar quanto custa a restauração de cada cada hectare em cada dos distintos biomas, dos 6 biomas brasileiros. Então essa essa esse esse livro Economia da Restauração que eu tive o prazer de ser dos colaboradores, dos autores, ele acabou culminando em alguns artigos científicos que são dos mais citados no mundo hoje, com relação à restauração, fazendo referência aos custos de restauração. A gente está nesse momento revisitando esses custos, é bem importante frisar que ele é trabalho que tem influenciado bastante política pública, o Ibama usa, a Polícia Federal usa, nos ligou agradecendo recentemente, pela publicação, falando que eles usam pra calcular danos ambientais. Acho que é bem importante a gente revisitar e a gente estar nesse processo. Hoje à tarde a gente vai ter, em primeira mão, a divulgação dos novos dados, a atualização desses custos, porque esses dados aí são de 2017 a publicação, tá? E e aí no artigo ali embaixo também fala quanto custava restaurar, isso foi a o artigo científico que culminou reverberou após a publicação do livro de Economia da Restauração e no canto direito vocês podem ver 1 publicação junto com a Sociedade Brasileira de Restauração de Ecológica, que foi o primeiro trabalho que mostrou quanto pode se criar de emprego, na na agenda de restauração no Brasil. Aqui nesse trabalho a gente cita que cerca de 2000000 e meio de empregos podem ser criados diretamente com a agenda de restauração ecológica, mas como o Sérgio Leitão comentou, quando a gente traz sistemas aeroflorestais, manejo florestal e outras agendas, a gente pode chegar a 5000000 de empregos diretos criado com a agenda de restauração, sem contar os indiretos, então se a gente considerar aí a taxa de desemprego atual no Brasil hoje, a gente está falando em reduzir mais de 30 por 100 da taxa de desemprego no Brasil. Então isso por si só deveria ser algo que mobilizasse os governos em prol dessa agenda, pra que a gente possa melhorar as condições ambientais dos nossos ecossistemas, dos nossos biomas, mas também trazer emprego e renda pra quem está na ponta, quem está no chão, quem merece. Pode passar o próximo por gentileza. Só 1 ressalva né, Fabi Zerbini, Fabíola Herbini está aqui com a gente, diretora do MMA. Nos convidou, nos envolveu junto com a secretária Rita Mesquita pra que participassemos desde o começo da criação do do Plano Aveg e da revisão do Plano Aveg dessa versão 2 do Plano Aveg e tivemos a honra de enquanto pacto pela restauração da Mata Atlântica, representar a sociedade civil na COP 16 em Kali na Colômbia mês passado onde a gente junto com o governo federal e outros atores lançamos a versão 2 do Plano Aveg. Acho que, vale ressaltar, acho que a Fabíola vai comentar pouquinho isso com vocês, mas vale ressaltar que essa versão 2 diferente da versão anterior, divulgada em 2017, ela traz alguns elementos inovadores como os núcleos de arranjos territoriais, como aterrisar isso no chão, e como compor dinheiro pra que essa agenda ocorra. Então acho que tem link interessante com o que o Sérgio Leitão traz de dessa proposta de do pacto pela restauração da da natureza e fico muito feliz com o nome, porque mais 1 vez eu vejo o pacto aí influenciando de alguma maneira, movimentos interessantes e importantes pra essa agenda de restauração. Então é só só rápido parente sobre isso, acho que a gente precisa casar bem em Plano Avegue com espere Sérgio e deputado Nilton que a gente precisa amarrar bem. Se ele vier pra compor a parte financeira e ajudar a aterrissar o plano Avegue e fortalecer os coletivos de restauração que estão aqui presentes hoje, coletivos dos 6 biomas, acho que ele será muito bemvindo se for pra tratar dessa especificidade de agenda financeira e recursos pra restauração além de toda a infraestrutura. Pode passar por gentileza o próximo. Quando a gente comentou com os nossos membros e participantes do Pacto, que haveríamos aqui essa semana, esse importante dia pra discutir o dia nacional da restauração ecológica no no Brasil. Em dia de organização, a gente enquanto pacto pela restauração da Mata Atlântica, fizemos 1 chamada pra que as organizações pudessem fazer mutirões. Então semana passada a gente teve alguns mutirões, em dia de organização a gente conseguiu mobilizar quase 40 instituições então semana passada deputado Nilton a gente teve, em dia de organização a gente conseguiu mobilizar 40 instituições em 9 estados do país. A gente fez restauração nas regiões sul, sudeste, centrooeste e nordeste do país, foram mais de 90000 mudas plantadas nesse nesses mutirões, mais de 75 hectares em 9 estados brasileiros. Então foi poder de força assim, em dia e 2 dias a gente conseguiu fazer tudo isso. Então se a gente tem dia, se a gente traz mais luzes pra essa agenda de restauração, a gente pode e deve ganhar muito mais cara. Imagina né fazer 1 regrinha de 3 e multiplicar isso aí, claro que a gente tem que considerar época de chuva tal, pode passar o próximo por gentileza. Aqui algumas fotos da semana passada então aí, é meio de novembro, as instituições membros do pacto e coletivos, fazendo as suas restaurações. Podem passar por favor. E aqui meu último slide pessoal eu só queria reforçar que a gente considera muito importante criar esse dia nacional da restauração ecológica. A gente né como o Sérgio já comentou, a gente está no meio da década da restauração ecológica promulgada pela ONU, é o quarto ano da década da restauração, muito pouco foi feito até agora, a gente precisa concordo com o Sérgio acelerar isso, e temos aí mais 5 anos e meio pra colocar as coisas no chão, EEA década da restauração ela é organizada em alguns pilares pela ONU, deles é capacitar mais pessoas, instituições pra fazer restauração, o outro pilar é, mobilizar mais pessoas, e monitorar a restauração de 1 forma muito contundente e precisa, e o terceiro pilar que eu acho que faz link aqui com as nossas, estou finalizando. O o terceiro pilar é trazer luzes para a década da restauração. E acho que o Brasil, enquanto o país líder nessa agenda de restauração ecológica, eu acho que a gente pode e deve dar espaço, sendo o pioneiro também criar o dia da nossa da restauração ecológica, trazendo mais luzes pra esse tema de restauração pra que a gente tenha no final do dia, essa restauração inclusiva e, é ancestral. Está bom? Fico por aqui muito obrigado. Obrigado.
Deputado
Rodrigo, como é que está o teu horário aí? Você pode ficar até meiodia, tudo bem? Estou falando isso porque eu queria, tanto você como o Saviã, EAAA Fabíola, de ficar por último. Tudo bem? Você está, como é que está o teu horário? Tranquilo deputado, posso ficar até meiodia sim. Tá, beleza então. Então eu vou fazer o seguinte, Malu, com você a palavra, e aí eu vou pedir já pro Benini e o Sérgio Leitão, ceder o lugar, eu quero já convidar aqui pra vir pra mesa, pra gente fazer isso, a Anabelle, que é é da coordenadora coordenadora da articulação pela restauração do cerrado. E, Ana Paula Proveder, coordenadora da rede sul de restauração ecológica já vem pra mesa também. Deputado Malu, com você a palavra, Malu. Posso só antes de sair da
Coordenador Nacional pela Restauraçao Mata Atlântica - Coordenador Nacional pela Restauraçao Mata Atlântica - PACTO
Aqui é pra dar espaço pros colegas, só divulgar que a gente tem material aqui a Luiza está ali atrás pra quem quiser entender pouquinho mais sobre o facto da restauração da Mata Atlântica por gentileza pegue o material com ela obrigado. Obrigado.
Deputado
Então vai lá com você a palavra Malu Ribeiro, diretora de políticas pública da Fundação SS Mata Atlântica.
Diretora de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica - Diretora de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica
Nilton Tato, colegas de aí causa e missão pela restauração florestal é prazer estar com vocês aqui nessa importante iniciativa. É fundamental que a gente tenha essa data pra que o Brasil acelere essa agenda implemente essa agenda como 1 agenda estratégica né? A gente tem, que celebrar de 1 certa forma, a inclusão da restauração florestal e do desmatamento 0 na NDC do Brasil. Nós havíamos perdido essa importante compromisso no governo passado, além de vários ataques à legislação ambiental brasileira né, a lei da Mata Atlântica, ao Código Florestal, esse negacionismo terrível da ciência. Então, é é é o motivo de satisfação pra nós, ver que apesar de estarmos muito aquém do que a ciência recomenda, do que a ciência aponta para enfrentamento da emergência climática, essa questão da restauração florestal faz parte de fato dos compromissos do Brasil, né isso é fundamental. Agora, eu gostaria de chamar atenção o pacto da restauração da Mata Atlântica já trouxe aí os vários números, a importância da década da restauração dos ecossistemas, o fato da Mata Atlântica ser bioma chave estratégico nessa agenda né mostrando que, pela resiliência da Mata Atlântica bioma que já passou por toda a fase de degradação quase chegou ao ponto de não retorno, e por sua resiliência hoje nós temos aí 24 por 100 da cobertura florestal natural, temos pela primeira vez, de regeneração no mesmo patamar da queda do desmatamento, se pudermos celebrar a queda do desmatamento da Mata Atlântica, tudo isso é extremamente importante, mas nós precisamos pra avançar nessa agenda da restauração, sobre precisamos pra avançar nessa agenda da restauração sobretudo, além do que já foi colocado aqui né de orçamento, plano a WEG, integração entre as várias instâncias governamentais, verdadeiro pacto federativo né dos municípios até a união, e sociedade civil, nós precisamos tirar o Código Florestal do papel. O Código Florestal brasileiro além das dificuldades na sua implementação, conta com diversos ataques, na sua na sua concepção em diversos artigos que são estratégicos. Nós tivemos recentemente projeto de lei que repassa os municípios virou lei né, a competência de definir as áreas de preservação permanente urbanas, trazendo aí verdadeiro conflito para a gestão dos recursos hídricos e impacto muito grande no que nós deveríamos estar perseguindo ou seja na contramão do que nós deveríamos estar perseguindo, que é adoção de soluções baseadas na natureza, soluções essas que tem na restauração a principal agenda para mitigação, adaptação e enfrentamento desses tragédias né que a gente vem vivendo. Então é fundamental que haja apoio, que haja orçamento, que haja investimento em pesquisa e tecnologia, que a gente possa a partir dessa iniciativa, no ano que vem mostrar ainda mais resultados positivos, mas sobretudo que a gente tenha condições de transformar esses compromissos que hoje estão no papel em ações efetivas né, é fundamental isso, nós temos exemplo na nossa sede que é o Centro de Experimentos Flortais da Mata Atlântica, localizada em Itu no interior de São Paulo. 1 cidade que sofreu durante a crise hídrica de 2014 e 2015, 1 gravíssima escassez de água, ficando 9 meses e tem abastecimento de água, pessoas recebendo água com caminhão pipa e aquela, vários conflitos entre usuários, e a nossa restauração florestal devolveu ali diversas nascentes, manteve a a, 1 perenes reservatórios que essa propriedade tem, e além da da do retorno da biodiversidade então foi possível mostrar que a restauração florestal é 1 agenda não só de sustentabilidade, mas principalmente de colaboração. A água que nós vimos ressurgir né nessa propriedade, e ser mantida nessa propriedade que pertence a usuário privado, foi compartilhada com a população de forma espontânea e voluntária, e isso é extremamente importante. Então deputado Tato, a nossa mensagem aqui é 1 mensagem de que nós precisamos continuar né, trilhando o caminho do combate ao desmatamento 0, é fundamental não é possível perder aceitar perder, embora com notícias positivas no Bioma Mata Atlântica, de queda no desmatamento, segundo ano consecutivo de queda no desmatamento, mas a gente continua perdendo 20000 campos de futebol, de floresta nativa. Então nós estamos perdendo as florestas maduras, estamos perdendo matas importantes para a segurança climática né, pra segurança hídrica, pra biodiversidade e infelizmente a restauração não vem no ritmo do combate ao desmatamento. É fundamental essa agenda, a gente conta com apoio do Congresso Nacional pra que isso aconteça, pra mais investimentos em tecnologia, pra que o nosso monitoramento seja cada vez mais preciso, iniciativas por exemplo como, o, a operação Mata Atlântica em pé, que envolve nos 17 estados do bioma o Ministério Público, os órgãos gestores de meio ambiente, as polícias né, federal e a polícia estadual, no combate ao crime né que é o desmatamento ilegal, mas também precisamos de 1 agenda estratégica na hora de planejar projetos e obras de infraestrutura no nosso país. Nós temos infelizmente alguns estados do bionota Atlântica flexibilizando a legislação ambiental tentando flexibilizar flexibilizar a legislação ambiental, eu destaco aqui o estado do Paraná, que encaminhou recentemente pra Assembleia Legislativa projeto de lei que tira o Conselho Estadual de Meio Ambiente, da da da função do licenciamento ambiental, dispensa do licenciamento ambiental o parecer de torna não vinculante do conselho de meio ambiente, pra de 1 certa forma agilizar obras de infraestrutura, que vão passar sobre áreas estratégicas de mata atlântica, então a gente tem que compatibilizar a agenda da restauração com a agenda do combate ao desmatamento, essa é 1 missão extremamente importante é compromisso do nosso país, mas tem que ser acima de tudo compromisso da nossa sociedade. O que aconteceu este ano com as queimadas orquestradas que de forma inexplicável aconteceram simultaneamente em vários pontos do país, principalmente em áreas produtivas no estado de São Paulo, mostra que nós temos grande desafio vencer. Ainda há 1 parte da sociedade que renega a agenda da ambiental, renega a agenda da restauração e isso precisa ser revertido. Então, a nossa contribuição como 1 organização não governamental, além de realizar o monitoramento, de escolher como 1 missão das nossas causas a restauração florestal, eu destaco a importância de integrar essa agenda às áreas protegidas, a necessidade de formação de corredores ecológicos e só a agenda da restauração florestal terá condições e capacidade de promover essa integração, a conectividade entre os nossos biomas e trazer pra gente aí condições de 1 melhor adaptação frente aos desafios climáticos que estão por vir. Por fim deputado Tato nosso agradecimento a essa iniciativa é extremamente importante e que a gente possa celebrar no próximo ano o dia da restauração ecológica com números ainda mais expressivos nessa nossa agenda. Muito obrigado. Obrigado Malu.
Deputado
Marcelo Ferronato está por aí? Olá pessoal. Bora lá Marcelo Ferronato que é coordenador do conselho estratégico da aliança pela restauração da Amazônia. 10 minuto Marcelo, obrigado pela presença. Nós que
Coordenador da Aliança pela Restauração Amazônia - Coordenador da Aliança pela Restauração Amazônia
Deputado pelo pelo espaço pra poder estar representando aí a aliança pela restauração na Amazônia né? A a gente traz algumas alguns pontos importantes, complementando que os colegas vêm falando, aliança pela restauração na Amazônia ela é coletivo que já integra aí mais de 150 integrantes né, desde entidades, pessoas físicas, pessoas jurídicas, de vários segmentos que são empresas, instituições acadêmicas, as ONGs, organização de povos indígenas e governos também, tem 1 governança bastante participativa voltada aí a configurada por meio de conselho de coordenação estratégica, que envolve todos os representantes dessa sociedade. Tem 1 secretaria executiva que hoje é conduzida pela TNC, é também, assim como os outros coletivos biotemáticos aqui como o pacto que se apresentou agora e os demais que se apresentam na sequência, da Sociedade Brasileira de Restauração, e tem apoiando esse, é a década da restauração de ecossistemas da ONU. A gente tem avançado em alguns estudos e a gente percebeu aí que a esses esses membros estão espalhados em maior ou menor intensidade em alguns, em todos os estados do bioma amazônico, mas com mais representação de fato aonde existe obviamente as maiores demandas de restauração que hoje formam ali o que está sendo chamado de arco da restauração e que tem 1 série de políticas públicas voltadas AAA recuperar né, parte dos ecossistemas que foram degradados aí durante o processo histórico, e a participação desses membros em muitos espaços aí tanto de representação política internacional, nos espaços federais como por exemplo o CONAVEG e outros também, 1 série de representações estaduais então praticamente todos os estados aí da Amazônia essas instituições que representam a aliança, estão é incidindo diretamente nesses espaços de políticas públicas locais. A gente fez levantamento também 2020 que ela sendo atualizado agora, é entre esses membros da Aliança, na época no 130 hoje são mais de 150, é mais de 25, 7, 7 iniciativas de restauração ecológica no bioma, que totalizavam aí mais de 113000 hectares de ações e realizadas principalmente organizações da sociedade civil e determinada em alguns muitos projetos. Assim como o pacto também tem sido realizado 1 série de publicações conjuntas né, que envolve aí desde caminhos pra restauração dessas paisagens florestais, a questão da saúde única que a gente fez, essa essa relação de como a restauração ecológica pode inserir aí para garantir a saúde humana animal e ambiental na Amazônia também recomendações para monitoramento protocolos também pra pra restauração na Amazônia e 1 série de outras recomendações e posicionamento né? 1 delas que que a gente destaca é as recomendações pras agências de fomento pra que façam investimentos em pesquisas sobre restauração ecológica na Amazônia, e por exemplo em Rondônia isso já já gerou frutos né, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado já chegou a lançar, editais específicos pra pesquisa e restauração, e a gente espera que os outros estados também se esperem nisso e comecem a avançar com base nessas recomendações e gerando aí, conhecimento que vão impulsionar a a escala da restauração. A gente entende também a restauração ecológica né, que era realizada aí a partir de 1 série de técnicas agrícolas então com esse objetivo de recuperar ambientes que estão degradados, danificados, destruídos e aí sim melhorar essa capacidade de fornecimento tanto de serviços ecossistemas mas também de vários produtos que são oriundos da natureza aí que vai favorecer o bemestar dos desenvolvimento das populações humanas e muito associado às atividades produtivas a gente precisa muito considerar quanto que a restauração potencializa, a gente pode ter 1 série de exemplos aí que ficaria audiência toda falando de diversos exemplos de produtores rurais, agricultores familiares, indígenas e outros públicos que através da restauração conseguiram ter 1 melhor percepção e rendimento das suas propriedades também. Então assim, em termos mais genéricos né, a gente tem ali, olhando pra pra restauração do ponto de vista de segurança hídrica, produtiva, alimentar, nos projetos que a gente desenvolve né, e que a gente conversa no âmbito da aliança também, a gente tem aí mudanças assim envolvimento por exemplo de produtoras que por meio da restauração, obtiveram rendimentos né que não eram vistos, através de melhoria da condição hídrica, os produtores conseguiram melhorar os índices de produtividade das suas propriedades e também há muitas unidades tendo melhores condições alimentares né tanto no enriquecimento das da da variedade de alimentos que começaram a ser produzidos através dessas técnicas de restauração que foram implementadas e o reaproveitamento a recuperação mesmo do sólido desses ambientes que estavam degradados e passaram ali a a fornecer alimentos e diversidade pra algumas comunidades que a gente tem esses relatos. É, a questão do do trabalho e renda né, então isso é, acho que é muito forte na restauração, e isso precisa ser cada vez mais internalizado ali por, por todos nós eu acho que entendendo que a restauração, apesar de ter o nome ali restauração ecológica e muitas vezes haver afastamento ideológico mesmo dessa temática, mas ela traz 1 série de benefícios e deles é o trabalho enredo. Então, esse levantamento que foi feito em 24020, né, e totalizou ali cerca de 8200 empregos diretos que foram gerados no Brasil, mas com esse potencial de alavancar aí, principalmente em muitas regiões, com maior demanda de restauração podendo chegar e ultrapassar 2000000 e meio de emprego direto. Só pra gente ter 1 noção, isso é mais do que a população do meu estado, estado de Rondônia. Então a gente entende a o potencial disso do desenvolvimento do país. Outro ponto que eu gostaria destacar é a importância é como que a restauração ela pode estar associada aí a sociobioeconomia né, então a gente trazer ali só no ponto de produção de sementes para essa escala a gente consegue envolver unidade de populações aí tradicionais indígenas da agricultura familiar que são detentores ainda de ativos florestais importantes e que tem ali 1 riqueza imensurável de sementes de diversidade Então e que podem ser envolvidos economicamente sim e querem serem envolvidos nessa economicamente nessa atividade, logicamente com todo o protagonismo, são que que que a eles deve ser garantida. Também 1 série de possibilidades em relação a a insumos por exemplo pra cadeia reprodutiva de cosméticos, os produtos alimentares que podem estar aí associados a diversas políticas agrícolas né como PAA, PNAE, enfim, 1 série de de possibilidades que podem ser oportunizadas a partir da conversão dessas áreas de restauração, que hoje estão em outras atividades produtivas ali muitas vezes, contrárias né, ao que se diz a legislação florestal, mas convertendo essas áreas também ou aproveitando enquanto se cresce a floresta ali, e se estabelece, reestabelece os ecossistemas, servirem também pra produção de alimentos e pra alavancar também essas políticas locais. Por fim, não menos importante, a gente se a gente fizer levantamento no país o que que a a restauração ecológica ela tem impulsionado em termos de geração de conhecimento, geração de novas tecnologias, considerando que é 1 ciência ainda muito nova, e que a gente tudo que está sendo feito, ele acaba gerando 1 tecnologia social nova, aprendizado novo e ele ele é muito constante porque ele ele requer 1 série de conhecimentos de várias ciências aí ambientais agrárias exatas é isso tudo tem tem gerado também a oportunidade de formar pessoas para enfrentar a a as alterações climáticas que a gente tem, é alcançado deve tem tem sofrido aí né em vários em todos os biomas acredito e por exemplo agora em relação à à crise hídrica que a Amazônia tem sofrido, e a gente que faz ações de restauração na ponta, a gente tem tido que entender e gerar novos conhecimentos de como que a gente faz restauração mediante esse esse enfrentamento essa crise climática. E aí você tem 1 série de pessoas, de agricultores familiares, de estudantes de vários setores, de cientistas renomados que estão tendo que reaprender 1 série de coisas, por exemplo a FUNAI fez o, agora 1 a a formação de multiplicadores indígenas em todos acontecendo, então muita gente tem feito esse dever de casa. E por fim né, respondendo 1 pergunta que eu acredito que seja muito importante pra esse debate, é o porquê dia da restauração ecológica né? Então a gente acredita que pra além de todos os investimentos financeiros, a ampliação das né que são necessárias aí pra alavancar a restauração, é importante também esse reconhecimento e envolvimento político pra que a gente consiga alcançar essas grandes essas grandes metas que estão estabelecidas aí né, 12000000 de hectares, 32000000 dependendo o parâmetro que se utiliza ou acordo que se está é entregando. Então esse reconhecimento político, esse envolvimento, ele é muito importante para que a gente consiga de fato alavancar essa agenda do país e gerar todos os benefícios e cobenefícios que ela pode gerar, que ela está gerando e que vai pro potencialmente gerar em várias regiões brasileiras. Então em nome da aliança pela restauração da Amazônia, eu quero agradecer mais 1 vez a oportunidade de poder compartilhar aqui pouco sobre a nossa visão, sobre a restauração e o quanto que ela é importante pra Amazônia e pra todos os demais biomas brasileiros. Obrigado. Muito obrigado.
Deputado
Cello, já rapidamente já convido então, Ana Paula Proveder, que é coordenadora da rede sul de restauração ecológica do Pampa.
Coordenadora Rede Sul de Restauração Ecológica - Coordenadora Rede Sul de Restauração Ecológica - Pampa
Bom dia, bom dia a todas e todos. Prazer estar aqui, é 1 alegria estar aqui, muito obrigada, ao deputado Nilton Tato, é prazer lhe conhecer pessoalmente. Ah sim, obrigado. Obrigado. E eu venho então representando a Rede Sul de Restauração Ecológica, 1 das redes dos biomas brasileiros, que se une as as demais redes para a alavancar junto a comunidade científica, a sociedade civil, as aos setores produtivos e e sociais também a restauração ecológica em todos os biomas do Brasil. Então eu gostaria por favor se puder passar alguns slides pra apresentar a rede sul pra vocês afinal de contas a gente vem lá da pontinha sul do Brasil né deputado e temos algumas ah algumas peculiaridades do nosso Pampa, da nossa mata atlântica também né? Que é metade norte do Rio Grande do Sul é mata atlântica mas é pouco diferente do que a gente está habituado a conhecer de Mata Atlântica porque ela é 1 mata atlântica subtropical com né 1 outra condição climática representada talvez a melhor representação dela seja a nossa floresta de Araucária né mais conhecida e que precisa dessa atenção nacional de políticas estaduais e federais para que nós possamos restaurar, conservar e manter os seus serviços ecossistêmicos para as gerações atuais e para as futuras gerações. Bom, então, a nossa rede sul de restauração ecológica, ela inicia em, não está passando aqui? É na seta né? Vamos ver. Vamos ver se vai direcionar. Ah direciona pra lá. Está bom, então quem somos? A rede sul de restauração ecológica inicia em 2020 e como parte de 1 união e de 1 de fortalecimento do debate principalmente entre AAA comunidade científica do Rio Grande do Sul, preocupada então com os desmontes da agenda ambiental que víamos no governo federal anterior, mas também com o desmonte dos mecanismos de proteção, principalmente aos ecossistemas do Pampa, que também passamos a ver a partir de 2020, principalmente no Rio Grande do Sul. E nós então iniciamos em 2020 e passamos a nos unir aos as demais redes e hoje nós somamos cerca de 160 pessoas, o nosso trabalho é todo voluntário, somos constituídos por pesquisadores, produtores rurais, membros de órgãos de ambientais, ahm membros de ONGs, também pela iniciativa privada, temos junto conosco este ano tivemos AAA inclusão de colegas pesquisadores de Santa Catarina que nos procuraram pra participar da rede também trazendo porque nós representamos não apenas o bioma Pampa mas também a Mata Atlântica subtropical. E também temos a partir desse ano, representantes, os companheiros produtores dos assentamentos da reforma agrária, que estão conosco, só no Rio Grande do Sul nós temos 8000 só no Pampa na verdade, no Rio Grande do Sul é mais, mas no Pampa nós temos cerca de 8000 famílias nos assentamentos da reforma agrária que podem trazer 1 contribuição gigante pra restauração ecológica nas suas áreas. Bom, vamos continuar aqui, vamos ver, consegui passar. Atualmente nós avançamos também com muitos esforços né, lembrando que nós somos todos voluntários, somos hoje capítulo da Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica, junto com nossos colegas do Pacto pela Mata Atlântica, a aliança pela Amazônia, mais mais recentemente pela Reca da Caatinga, estamos juntos na Sobre, fortalecendo também essa agenda. Então onde que nós atuamos? Nós atuamos nos biomas Pampa e no Bioma Mata Atlântica. E 1 das principais singularidades que nós temos nesses biomas lá na nossa região subtropical é a presença dos campos nativos. E não apenas no Pampa onde eles são a maioria dos da da da área né de naturais, mas também os campos de altitude da Mata Atlântica. Esses são ecossistemas extremamente ameaçados e que quando a gente pensa em restauração de ecossistemas no Brasil o que que a gente lembra primeiro? Obviamente das nossas florestas, né? Porque isso é 1 grande área, mas as áreas de campo também estão presentes em todos os biomas e com a a maioria com a maioria do Biomapampa e também no Rio Grande do Sul. Extremamente ameaçados, nós temos passivo passivo hoje no no Pampa, apenas no Pampa de cerca de 400000 hectares. Essas áreas estão sendo substituídas a de forma acelerada por soja e silvicultura comercial e de forma acelerada e sem adequação ambiental, sem 1 política pública estadual que preveja também a sua conservação. Pelo contrário, fragilização dos mecanismos de proteção, a ponto de em dezembro de 2023, o PAPA chegar a triste marca de nós termos hoje mais hectares de soja do que de campo no BeomaPAMPA. E as pessoas podem perguntar, mas por que, o que que, o qual é a importância do campo? Bom, primeiro porque o campo nativo do Pampa, ele promove 1 série de serviços ecossistêmicos. A maior parte das nascentes do Pampa são nascentes difusas em áreas de campo nativo. Então vocês pensem nisso sendo substituído por outros usos não sustentáveis. O Pampa é é abriga a maior diversidade campestre do mundo. Nós temos 1 das melhores carnes do mundo com o terroir de campo nativo, sem precisar implantar pastagem, sem precisar do bar, que é o gado, a carne feita em campo nativo. Então nós temos potencial de produção de alimentos, de enfrentamento à crise hídrica, é fantástico que está sendo completamente desconsiderado por e substituído por processos produtivos que não são sustentáveis, nem mesmo a curto ou médio prazo. Ainda temos a Mata Atlântica na metade norte que também está muito ameaçada, que precisas de olhar, e além das áreas de florestas de Araucária, florestas nacionais, os campos de altitude também e que também produzem 1 carne de excelente qualidade. Bom, nesse sentido então que a Rede Sul de restauração traz essa agenda, participa de diversos fóruns, de diversas espaços sociais, políticos, científicos, de produção de conhecimento, de visibilização ah desse dessa problemática e dessas ameaças como alerta à sociedade não apenas da região sul mas também do Brasil porque a gente não pode esquecer que embora né esses esses biomas menores como menores em termos de de extensão, mas gigantes em serviços ecossistêmicos, em cultura, em história do Brasil, né? Nós não podemos ser invisibilizados, nós precisamos dessas agendas como a que hoje fazemos aqui. E é nesse sentido então esse esse mapa que mostra onde nós estamos nesse momento com os nossos representantes tá? 160 pessoas ah ah cadastradas, participando da rede, Santa Catarina se unindo a nós nesse momento. E nós participamos também da CONAVEG desde setembro do ano passado junto com os outros representantes de redes também. E estamos trabalhando pra aumentar a capacitação para a a cadeia produtiva da restauração nesses 2 estados, os colegas que me antecederam nas falas mostraram, eu não preciso nem falar da potência que é a restauração ecológica pra produzir emprego, produzir inclusão social, ah reduzir êxodo rural, qualidade de vida, produção de alimento de qualidade. Então tudo isso a Rede Sul de Restauração se compromete, divulga e e promove capacitação e conscientização, mas com muito esforço e precisamos cada vez mais ah deste apoio nas esferas federais e também nas na esfera estadual. Bom hoje a gente tem desafio novo que tem tomado o nosso tempo, os nossos esforços, as nossas energias físicas e mentais desde maio de 4 que as a gente sente né? Os eventos extremos de maio de 24 que destruíram 1 enorme área produtiva e área natural no Rio Grande do Sul. Nós passamos hoje de 100000 hectares de áreas naturais de campo e floresta totalmente destruídos pela enchente de maio de 2024. Nós chegamos hoje ao recorde de 16000 deslizamentos em costas no Rio Grande do Sul. É o maior evento de deslizamento do Brasil sem precedente. O último antes desse foi em 2011 no Rio de Janeiro que somou 4000 deslizamentos e ficou como maior até maio desse ano. Onde nós chegamos a 16000 deslizamentos. Tá? Cerca de 100 pessoas perderam as suas vidas. Famílias inteiras foram destruídas. E nós estamos hoje participando, os membros da rede de vários momentos de de debate, de contribuição pra reconstrução dessas áreas. Infelizmente precisamos de mais apoio, de mais visibilidade pela sociedade gaúcha, pelo governo estadual pra que nós poder possamos fazer isso que fizemos aqui no dia 26 de outubro que vocês estão vendo aqui evento de semedura direta né? A famosa muvuca de sementes em que a gente mistura semente e mistura gente né? Essa contribuição que os colegas do cerrado dão pra todo o país e que nós implementamos pela primeira vez no Rio Grande do Sul. Nós conseguimos juntar 50 pessoas estão vendo nas imagens aqui estudantes, colegas do Ibama, produtores rurais afetados e juntar 40000 sementes pra fazer essa muvuca. E estado em que a cadeia produtiva de sementes nativas não existe. O nosso colega do Instituto Escolhas falou muito bem né? O quanto a produção de mudas e sementes pode alavancar de emprego, de qualidade, de restauração pra que nós possamos obter né? Alcançar as metas do e vejam só, num estado em que a gente não tem a rede a 1 cadeia produtiva de sementes inexistente a gente conseguiu em dia juntar 40000 sementes, 50 pessoas e 40 e 14 instituições municipais, estaduais, federais e da sociedade civil pra fazer a primeira muvuca nessa área de mata ciliar totalmente destruída. Pra vocês terem 1 ideia essa mata ciliar vinha a 4 gerações de imigrantes italianos e alemães que mantiveram 60 metros de largura de mata ciliar. Ela não tem nada, ela foi totalmente levada pela enxurrada. E no nosso estudo que estamos fazendo agora nós conseguimos observar que as matas ciliares a montante não tinham nem 1 faixa de mata ciliar. Elas não seguraram quando chega nesta mata de 60 metros de largura ah segurou pouco mais e a família pôde sair. Nós estamos recebendo essa esses relatos dos família das famílias atingida que onde havia mata ciliar a mata ciliar segurou por pelo menos alguns minutos e foi a diferença entre a vida e a morte pra essas famílias que conseguiram fugir. Então vejam o potencial da restauração também nesses outros biomas menores né? E que precisam dessa visibilidade. Então deputado nós agradecemos a esses esforços aos esforços que a Fabíola estão fazendo e são reconhecidos né? Que o Ministério do Meio Ambiente aqui né? Na na representação da da Fabíola estão fazendo para os nossos nossas redes biomáticas e pra restauração dos nossos ecossistemas. Importantíssimo que nós tenhamos o dia nacional da restauração ecológica porque é a visibilidade, é como nós chegamos na população que não sabe ainda como que é essa restauração. Então agradecimento terminando aqui com 1 imagem do nosso do nosso campo nativo e dos nossos Yandus da nossa fauna nativa também, que agradece.
Deputado
Muito obrigado Ana Paula. Anabelle Gomes que é coordenadora da articulação pela restauração do cerrado eratcum. E aí Anabelle começar por você e aí para os próximos expositores, vamos tentar falar em 7 minutos, tá? Senão a gente vai se complicar no final. Pode ser? Vamos nessa? Eu vou tentar. Tá.
Coordenadora da Araticum e Restauração do Cerrado - Coordenadora da Araticum e Restauração do Cerrado
Bom dia pessoal, qual onde passa aqui? Aqui, pra cá. Bom dia pessoal, eu sou Anabelle estou aqui representando Aratcum, sou 1 das coordenadas da articulação pela restauração do cerrado. Estou extremamente honrada e feliz, agradeço ao deputado pela iniciativa. Vou falar pouquinho aqui da Aratgun então vou, não vou me alongar muito das apresentações e agradecimentos aqui. Então, eraticum é 1 das redes biomáticas né, como todo mundo já introduziu, é relativamente nova, a gente está desde, tem 4 anos que eraticum foi criada, e a nossa visão é cerrado restaurado inclusivo, né? Hoje, mesmo sendo 1 rede nova a gente tem mais de 340 membros, representado por 140 instituições. E aí como as outras redes também, restauradores, organizações da sociedade civil, governamentais, produtores, extrativistas, pesquisadores somos muito apoiados na pesquisa também. E, temos a nossa meta de 2000000 de hectares em processo de restauração até 2030, e até agora estamos com 15015000 hectares monitorados. Então eu não preciso falar muito aqui sobre a importância do cerrado né, a gente está na savana mais diversa do Brasil, né, a gente está em Brasília, a gente tem que lembrar que a gente está num ecossistema savânico, como a Ana trouxe a importância dos capins, dos arbustos, né, a gente não só falar em restauração florestal, mas a gente lembrar desses outros ecossistemas, né das da importância pra água inclusive né, nós somos o berço da água, então lembrar disso quando a gente vai falar de restauração, né é extremamente importante, o que Araticum puxa muito, eu como rede de sementes do cerrado, e redário também, né a gente lembrar das sementinhas pequenas também dos capins e dos arbustos e da importância. E lembrar que restauração não é só restauração ecológica, né? A gente traz aqui muito forte dentro do Araticum a importância de a gente incluir as pessoas. Então trazer pouquinho pra vocês aqui né, todo mundo já trouxe pouco de números, vou passar rapidinho aqui mas fazendo esse recorte hoje da semente, né, conforme o artigo de de do Danilo Lorzedo e colaboradores né em 2020, que fala que pra gente restaurar os nossos 12000000 de hectares, a gente precisaria entre 3.6 e 15.6 1000 toneladas de semente, né? Isso aqui em diferentes cenários que a gente olharia pra plantio de muda, regeneração natural, a semeadura direta, o plantio total, né? Então a gente olhando pro cerrado, que a gente tem passivo de em torno de 5000000, a gente precisaria em torno de 0.5 a 6.5 1000 toneladas de sementes pra restauração. Milhões, 1000 toneladas, milhões, milhões desculpa, milhões ali. Aqui, não 0.5 1000 toneladas. 1000 toneladas. Isso já está em toneladas 1000 toneladas 0.5 1000 toneladas, né? Trazendo recorte pequeno aqui do nosso nordeste goiano aqui, dos coletores da associação cerrado de pé, ano passado 160 coletores coletaram 28 toneladas de sementes. A gente pegando o menor cenário de produção de sementes pra restauração dos 5000, da do passivo do cerrado de 5000 hectares, 5000000 de hectares, a gente precisaria de 8570 e coletores ativos. Em 6 anos pra gente fechar a nossa meta, 2030, seriam 1428 coletores ativos por ano, isso aqui a gente está falando só da produção de semente, a gente não está falando da cadeia como todo. Pensando que hoje né, a o quilo da semente aqui no cerrado, a média está em torno de 190 reais o quilo, a gente teria 285000000 de de renda gerada só pela compra de sementes pra esse menor cenário de produção de sementes pra restaurar o cerrado. Isso aqui é valor que ele é alocado pras comunidades tradicionais que estão trabalhando com coleta de semente, então a gente olhar pra esse potencial. O artigo que saiu o ano passado ou ano retrasado, do professor Pedro Brancalion, fala de 0.42 empregos por hectares, olhando pro pro cerrado, a gente teria 2184000 empregos na cadeia total da restauração, né? Então a gente tem esse potencial enorme, e aqui a gente nem considerou a restauração produtiva, o mercado de carbono, os serviços ecossistêmicos, a silvicultura de nativas, e o custo de não restaurar. Então a gente tem tudo isso que a gente tem que avaliar e ver o enorme potencial da restauração. A gente tem grandes desafios, aqui temos alguns materiais, né? Primeiro, a Aratgun lançou o guia do do financiador, olhando pra esse recorde do cerrado, dos vários desafios que a gente tem, muito pelo tempo que muitos financiadores trazem pra gente restaurar, não considerar os ecossistemas savânicos, não considerar as comunidades que estão aqui, né então a gente tem legislação da produção de sementes nativas hoje é grandíssimos gargalo dentro da da cadeia da restauração, então a gente tem o material do redario do comitê técnico de sementes florestais, e a tributação pra cadeia de sementes nativas, então a gente tem aqui né grande entrave, onde há incentivos pras sementes do agro, pra Sode, não temos incentivos hoje, relativos às sementes nativas. A restauração inclusiva é o que a Aratgun tem trabalhado muito, né o centro da restauração são as pessoas, a gente tem feito várias oficinas pra entender como que a gente inclui as comunidades não só no fornecimento ou na mão de obra na restauração, mas como todo, no diagnóstico, no plantio, no na cadeia como todo administrativa, financeira, comunicação, a gente tem vários postos de emprego que essas comunidades podem entrar, então a gente tem feito esse olhar, tem tentado entender o que que é essa restauração inclusiva, né então a gente tem aqui restaurar o modo de viver, desenvolver habilidades e autonomia e resiliência, incluir o conhecimento, a identidade territorial, quando se inclui benefícios amplos que transferdes o os materiais. Hoje a gente já restaurou num projeto da da Arat com 200 e 250 hectares, estamos com mais 100, que vamos começar esse ano de forma totalmente inclusiva onde todas as comunidades estão dentro de todos os processos e a gente consegue ver que isso sim é viável. A gente tem muito essa nossa parte do protagonismo das comunidades, a gente levou nossos coletores e restauradores de base comunitária pra sobre, pra conferência da sobre em 2024, a gente tem dado muito espaço pra eles estarem nesses lugares como a gente está aqui agora, pra conseguirem falar, né, 1 coisa sou eu Annabelle falando de 1 comunidade, outra coisa é representante poder contar o que a restauração está acontecendo na vida, né, e não só no campo, mas também nas nas mesas de conversa. E trazer pra vocês que o cerrado, por 1 submissão da Aratcum vai ser sede da conferência da Sobre em 2026, né então teremos milhares de pessoas, mais de 1000 pessoas aqui discutindo sobre restauração. E é isso, Aratgun apoia e celebra a criação do dia da restauração.
Deputado
Obrigado Anabelle. Peço pra Anabelle e para Ana Paula agora aceder o lugar pro Pedro Sena e pra Solange Ikeda. E Solange, eu já peço, já peço para você fazer a sua apresentação. Solange, que é representante do pacto pela restauração do pantanal, da Universidade do estado do Mato Grosso Unimate. 7 minutos Solange, obrigado por aceitar o convite. Muito bem. Aonde que eu aperto aqui? Está ligado?
Representante do Pacto pela Restauração do Pantanal - Representante do Pacto pela Restauração do Pantanal
Obrigado deputado Nilton Tato, nós temos o maior carinho e respeito pelo seu trabalho, e também pelo Ministério do Meio Ambiente. Já vou fazer minha apresentação pra ser rápido. Então o pacto pela restauração do Pantanal. Tem que levar em consideração que nós já temos impactos, muito grandes em todo o território que vão dos empreendimentos hidreléticos, do desmatamento, agrotóxicos, 1 proposta de hidrovia no Rio Paraguai, cerca em mudanças climáticas e os recentes incêndios. Numa área que em 2020 chamou a atenção do mundo inteiro porque queimou mais de 4, queimou mais de, está ligado aqui já, queimou mais de 4000000 de hectares, e, agora em 2024 queimou 2000000 de hectares. Em 2020, quando nós fizemos chamado, o mundo inteiro por causa da pandemia, pela situação que a gente estava enfrentando, o mundo inteiro atendeu o nosso chamado. Que é, era necessidade de fazer pacto pela restauração do pantanal. Lugar muito importante, e quero chamar atenção que os, o nosso governo, a sociedade civil, têm tentado né, responder pela situação que aconteceu no Pantanal. Isso aqui é exemplo dos projetos que são financiados em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente e pelo JFT. Como eu coordeno deles, nós temos alguns acontecendo no Pantanal, que tem dado respostas. Nós temos rodado pelo Brasil inteiro e por todo o Pantanal, e temos conseguido chamar 1 aliança muito forte, mas que parte pelos povos do do território né? Eu gosto muito de colocar esse exemplo aqui, quando a gente chama pra construção de impacto pela restauração do Pantanal, de termos professores como Letícia Couto, lá da UFMS, Alessandra Guató que faleceu, que era 1 guerreira em defesa do Pantanal, Cláudia Salla do Ministério do Meio Ambiente que representa, foi minha aluna, representa hoje o Departamento de Povos e Comunidades tradicionais, e muitos pantaneiros decididos a fazer a restauração do Pantanal. Chamado também que, a partir do momento que a a os pescadores, a sociedade civil do Pantanal reuniu com a ministra Marina Silva, e mas também não só lá já viemos ao congresso 2 vezes, já reunimos com os consórcios de nascentes dos municípios, nós temos visto que muita gente na sociedade quer se engajar nesse processo. E o governo consegue nos colocar no debate do Plano Avegue, as redes são articulada. A nossa questão nesse momento, quando a gente quer propor dia da restauração, é que a gente precisa chamar mais gente pra restauração. Então dia da restauração, fazer isso parece pouco, mas nós temos que implementar a cultura da restauração. Né? Aqui é só chamando atenção que o pantanal está perdendo água, todo mundo sabe a situação de crise hídrica que nós estamos passando. Colocar que eu trabalho na prática na restauração do pantanal, isso daqui é abobral que foi incendiado, e olha como é difícil trabalhar num lugar desse, mas nós temos que assumir como a Ana Paula faz no Pampa, esse compromisso né de de fazer esses trabalhos aqui. Olha a Estação Ecológica de Taiwan, que outro dia vem aqui Pantanal, semana passada tinha pesquisador lá da Escócia, que quer saber se isso daí é turfa, porque ninguém sabe como controlar o incêndio no Pantanal, né, a gente é muito cobrado por essa situação, mas é 1 situação diferente que nós no pantanal. Tentar compreender o que está acontecendo ali, EEE no na sequência fazer a restauração é 1 situação, puxada. Quero chamar atenção aqui, primeiro dos brigadistas né, vamos ver se eu consigo antes de mostrar o Luciano Huck aqui. Eu sou péssimo. Não posso perder meus 3 minutinhos né? Dos brigadistas que têm ajudado além de apagar fogo, fazer a restauração do pantanal, né assim, numa situação muito diferenciada e muito difícil de acontecer. Aqui nessa questão da cultura da restauração, Voltar, eu estou, com a minha apresentação atrapalhada por por mim mesmo né? Na cultura da restauração, foi muito legal no domingo, o Luciano Huck da TV Globo né, reconheceu o trabalho da nossa equipe. Nós temos na nossa equipe o seu Zé Aparecido que já plantou mais de milhão de mudas. E aí o Luciano Huck doou carro, de quase, não sei o valor mas é carro bem, bem legal, não, a gente não está feliz pelo carro. A gente está feliz pelo reconhecimento. Esse homem, que é seu Zé Aparecida, é meu aluno de mestrado no ProfAGA, programa nacional em rede com a Ana, que resolveu fazer 73 anos pra aprender fazer melhor a restauração. Só que ele já plantou milhão de mudas, ele sabe fazer restauração. E eles fazem essa relação, de que, ele indo lá para Tuvalo, 1 ilha que vai desaparecer com as mudanças climáticas, com a situação da crise climática que nós estamos passando, pode ser solucionada quando a gente está fazendo restauração, em qualquer lugar aí do mundo, né então, o chamado pra esse momento, é que né, é que coloquei de novo a Cláudia Salali, que nós temos governo propício pra isso. Eu acredito que nesse governo, que está fazendo esforço sobrenatural pra dialogar o plano navegue, pra colocar o plano navegue em ação de verdade, é nesse governo que a gente vai dar conta de atender os objetivos. Mas a gente está tendo que falar pra mais gente, né? Nós temos que convencer muito mais gente. Então esse é o processo que nós estamos fazendo nesse momento, é a tentativa de chamar atenção pra aqueles que estão degradando que é hora da gente mudar de postura, né, é a tentativa de demonstrar, eu entendo que os pequenos agricultores, os assentados à reforma agrária, a rede de comunidades tradicionais que nós convivemos muito lá, está bem preparada e sabe o ganho que vai ter fazendo restauração. Nós já estamos tendo ganho, hoje se alguém está precisando de multa, no pantanal e no cerrado porque o pantanal depende do cerrado. Porque esses, nós começamos 1 rede, pela base, pela maioria, pelos assentados, pelas redes de comunidades tradicionais, por parte do governo federal, estadual e municipal, os prefeitos não importa a ideologia, eles se aderiram na nossa região à cultura da restauração. Né nós vamos ter a conferência, 1 parte da conferência nacional de meio ambiente, que junta os municípios das nascentes do Pantanal e Mato Grosso. Esses prefeitos estão envolvidos querendo dialogar. Então a nossa tentativa é essa né, vir aqui, e agradecer desde já ao Rubens, ao deputado Nilton Tato, o pessoal Girlene lá de Mato Grosso, todo mundo falou, se você está ali, do lado do Nilton Tato, você tem que falar que Mato Grosso né, quem defende o meio ambiente, mandou abraço pro pra o senhor porque, pra gente é muito significativo quando alguém assume as nossas causas. E quem está aqui na Câmara dos Deputados, tem que assumir as causas da população. Então é muito nesse sentido que eu venho, dizer que nós queremos sim o dia da restauração ecológica, nós queremos que todos os dias sejam dias de restauração ecológica. Nós trazemos pra vocês aqui as palavras de Paulo Freire, que quem faz restauração ecológica são pessoas com muita esperança, mas são pessoas assim que são de esperança mas no verbo esperançar. A gente não fica parado mas a gente arregaça manga e quase sempre a gente está com a enxada na mão. Então a gente coloca aqui, pra restaurar o sistema nós precisamos restaurar cada de nós. A gente precisa esperançar. E é nesse sentido que a gente vem aqui, muito grata.
Deputado
Obrigado Solange. Eu vou passar já rapidamente aqui pro Pedro Sena que é conselheiro deliberativo da rede para restauração da Caatinga. A reca. Pedro, 7 minutos Pedro. Perfeito. Perfeito.
Conselheiro Deliberativo da Rede Restauração Caaatinga - Conselheiro Deliberativo da Rede Restauração Caaatinga
Bom dia. Primeiro eu queria agradecer o espaço, né? O deputado Nilton Tato aí por estar articulando esse esse movimento aí pra gente marcar esse dia. Eu acho que isso é esforço absurdo que a gente está fazendo né em em diferentes níveis né de sociedade que precisa ser destacado aí é momento histórico pra gente também como os colegas trouxeram aqui, Vocês conseguem perceber que a governança da restauração dos ecossistemas do Brasil ela é, passa muito pelos coletivos, né? Então a gente tem aqui representantes, colegas de vários biomas, todos os biomas estão falando, e esses coletivos têm essa capacidade de decolar nos territórios. E a caatinga ela não é diferente. Então a gente tem esse coletivo, que a gente chama apelida carinhosamente de reca, que é a rede para restauração da Caatinga. A reca ela é coletivo novo, ela surgiu há 2 anos, né, e a menos tempo que isso tem se formalizado, se organizado, mas nesse pouco tempo que a gente existe, a gente conseguir fazer muita coisa, isso é muito relevante pro pro bioma e pra todo mundo que a gente representa, tá? A Caatinga ela representa 10 por 100 do do território do Brasil, e compõe 9 estados do nordeste e o estado do sudeste também tem, né a a Caatinga também pega ali o sudoeste e o norte de Minas Gerais. Então a gente tem ali conjunto de 1200, mais de 1200 municípios vinculados aí que estão dentro do território da Caatinga, é muita gente ao longo do do Brasil inteiro. E aí essa rede ela se propõe pra alavancar a restauração da Caatinga e trazer essa essa representação, né? Pontuando aí, eu sempre gosto até antes de começar as apresentações, pontuar que a caatinga é ecossistema, bioma super super super rico, ao contrário do que muitas pessoas pensam, né? Quando a gente vê ali o estereótipo da caatinga via ano passado, acredito que isso tem se perdido, mas é sempre bom a gente pontuar, né, são quase 5000 espécies de plantas, mais de 500 espécies de mamíferos, 300 e tantas espécies de de peixes, a caatinga tem 1 índice de peixes endêmicos absurdos, que só existem lá na Caatinga. Então é muita riqueza para além das pessoas, a gente tem acervo de pessoas né de de culturas de de background cultural absurdo na Caatinga, é é o segundo bioma com maior quantidade de de povos indígenas de dentro do Brasil então assim, quando a gente traz diversidade cultural e diversidade biológica, não existe existem muitos argumentos pra gente proteger a caatinga, tá? Então ali passando né fazendo referência aos colegas dos biomas, e também a sobre, né, a Sociedade Brasileira para Restauração Ecológica, que a Caatinga é recentemente capítulo, que significa, né, que a gente é parte dessa da da da sobre, e eles também nos ajudam aí nessa articulação. Passo. Então dentro né dessa rede a gente é coletivo de instituições governamentais, não governamentais, instituições privadas, temos 100 e 1080, na verdade mais de 180 membros, o que é feito aí dentro desses desses poucos anos que a gente existe, dentro desses membros a gente tem diferentes tipos de representações, né? Essa é a nossa missão que é promover a conservação e restauração ecológica, política socialmente justa e inteligente, então vocês conseguem perceber né que era a questão da da das pessoas e da da dessa questão das da restauração ocorrer né de forma socialmente justa ela está inerente à missão da reca, isso é 1 coisa importante pra gente que a gente defende, tá? E é importante que essa que essa essa visão ela esteja vinculada culturalmente pros povos da Caatinga. Então isso também está dentro do do que a gente preconiza, né? E aí são os nossos valores, eu vou passar rapidamente, né? A gente também tem o site, eu vou colocar no final, vocês podem também consultar o site. Temos metas ambiciosas, eu acho que isso também faz parte, a catinga também pode ser ambiciosa, a catinga também pode ser articulada, então são 250000 hectares de restauração no chão, que a gente está tentando facilitar, começamos com tudo, então esses esforços estão bem bem posicionados. Além disso gestão de 0.4 milhões de hectares, quando a gente fala de gestão melhorada da paisagem a gente está falando ali de não só restaurar, plantar e fazer a intervenção, mas também conservar, conectar e pensar a paisagem como todo, tá? E também gerar aí mais de 100000 empregos diretos e indiretos, facilitar essa geração, né? Por meio da da restauração. E aí eu gosto de pontuar sempre, gente, que diferente dos outros biomas, que têm problemas que a gente está vendo, né, problemas de desertificação, têm começado a entrar em alguns outros biomas especificamente, mas a caatinga é o o bioma que mais representa esse problema no nesse sentido, né? Esse é desafio muito particular, e que pra gente é muito forte, né? Temos áreas suscetíveis à desertificação que se espalham aí a a mais de milhão e 500000 quilômetros quadrados, e passam de 1600 municípios. Vejam, a Caatinga só tem 1200 municípios, mais de 1200 municípios, e essas áreas suscetíveis à desertificação elas passam a mais de 1600 municípios. Então a gente tem muitas áreas que podem ser sujeitas à desertificação. Com as mudanças climáticas esse processo tem aumentado e tem de aumentar ainda mais. E o que é que pode parar? 1 das soluções é pensar em restauração pra evitar o espalhamento dessas áreas, a distribuição delas, e também pra combater diretamente as áreas em processo de desertificação. A gente costuma falar que as as áreas desertificaçãodas não possuem potencialização natural, então não adianta a gente abandonar, não adianta a gente deixar o tempo curar entre aspas, a gente tem que fazer 1 intervenção direta, tá? E aí dentro dessa escala 23 por 100 da caatinga apresenta estado de degradação crítica ou severa. Esses dados são do plano de ação brasileiro do PAB daqui da desertificação e da mitigação, né, da seca, que a gente está levando, né, a Caatinga é a Reca é membro da da da delegação da COP, infelizmente não vamos estar lá presencialmente mas estamos dando toda a força pras articulações do Ministério do Meio Ambiente e e todo mundo que está envolvido na COP que vai acontecer semana que vem, na Arábia Saudita, a COP da da desertificação e da da mitigação da seca, que é vinculada aí ao ao NCCD. Então, essa é 1 agenda que a gente acha super importante que a gente articula e, no final das contas a gente traz essa história né, a história de geração de de emprego, de plantio e de intervenções na Caatinga, vinculado às pessoas, mas também trazendo essa história da desertificação aí fechando esse essa mensagem que a gente gosta sempre de passar e aí por todo esse cenário que eu passei pra vocês, a gente defende, apoia, agradece a os esforços do deputado e todo mundo que está está colocando isso pra frente, da criação do dia da restauração ecológica no Brasil. Agradeço demais o espaço. Obrigado Pedro. Pois antes no encerramento
Deputado
Combinar aqui a estratégia do do projeto, tá? Mas rapidamente aqui, senão a gente vai, que já vai até avançado o horário. Então vou convidar aqui o Moisés Savian, secretário de governança fundiária, desenvolvimento territorial e socioambiental do Ministério e Desenvolvimento Agrário. 7 minutos Moisés. Maravilha.
Secretário de Governança Fundiária do MDA - Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA
Nilton pela oportunidade. Queria saudar você né em seu nome aqui saudar todo mundo que está participando desse importante espaço de discussão, saudar minha colega de governo que a gente trabalha bastante junto, né a Fabíola, o Rodrigo, as redes né o Sérgio, o estudo de escolha enfim todos que estão presentes aqui né. A minha fala vai ser mais focada no olhar que a gente tem enquanto o ministério, e pensando enquanto a agricultura familiar né o nosso público. Acho que a gente tem algumas oportunidades importantes, pra avançar na agenda da restauração, né 1 delas é a a necessidade da implantação efetiva do Código Florestal, da recuperação das áreas de preservação permanente, da reserva legal enfim de todas as áreas que estão degradadas na agricultura familiar e nós estamos falando da maior parte da população do campo, mais de 80 por 100 mas que tem 1 menor parte do território. Acho que esse é ponto central. E nós enquanto governo talvez a nossa atuação mais significativa e a nossa a nossa responsabilidade maior, seja especialmente na Amazônia, pela especialmente ou seja maior na Amazônia melhor dizendo, pela importância que nós temos na gestão territorial da Amazônia, né o MDA é é responsável junto com o Inter pela gestão dos assentamentos da reforma agrária. Né a maior parte da área de assentamentos da reforma agrária está na Amazônia. Né nós temos na Amazônia 57000000 na Amazônia legal né? Falando quanto o recorde regional vai pegar o cerrado, vai pegar outras áreas também né? Nós temos 57000000 de hectares, isso é algo superior ao território da França, em assentamentos da reforma agrária, que foram construído ao longo do tempo, né, e que muitas vezes, e 1 parte da história de 1 política equivocada, do ocupar pra não entregar, do desmatar pra garantir o lote, ser 1 cláusula resolutiva a fazer o desmatamento. Então nós temos processo histórico a a corrigir. Qual que é o cenário de ocupação do uso do solo desses assentamentos? 47 por 100 deles estão foram desmatados, e desses 47 por 170 é pasto. Né então nós temos 1 área muito grande daria pra cumprir as metas dos 12000000 de hectares, só nos assentamentos e só na Amazônia mas não é isso que a gente quer. A gente quer conseguir construir 1 agenda pra todo o Brasil, né Mas eu queria destacar aqui a importância EAA relevância que nós enquanto ministério e INCRA, contra o governo federal tem com com esse bioma, a a né o bioma da Amazônia. E pra nós é é importante dialogar sobre a ótica do restauro produtivo, né? Trazer pouco esse esse olhar do do restauro produtivo, dos sistemas agroflorestais, da inserção aí e do desenho de sistemas que partam dos produtos da sociobioeconomia, mas que tem olhar pra produção de alimentos, pra produção de de outras de outros outros serviços né? Ah e por que que eu queria destacar o o processo da restauração produtiva? Porque nós temos importante instrumento de política pública que é pouco utilizado sobre a ótica da restauração e tem espaço importante do da restauração produtiva, que é o instrumento de crédito. O crédito agrícola no Brasil. Nós temos só na agricultura familiar, 80080000000 desculpa, de reais que são utilizados pra financiamento pro crédito. Só que esse crédito vai pra o quê? Vai pra pecuária, vai pra pras culturas anuais. Por que que nós não conseguimos dar 1 grande alavanca no PRONAF Floresta por exemplo? Né? Por que que é o PRONAF bioeconomia, o principal financiamento é placas de painéis fotovoltaicos, que são super importantes e nós achamos que elas devem ser continuado financiando isso. Mas há o setor do crédito, o setor das instituições financeiras, né, elas têm 1 lógica de eu aplicar crédito construído historicamente, que não viabiliza, né, a a alavanca de crédito e o que pode ser 0A0 crédito florestal, né? Por isso que nós ah criamos, né? Nós aqui a MDA, MMA, o conjunto do governo, criamos o o programa o programa nacional de florestas produtiva, né? Que foi assinado o decreto agora no Plano Safra, salvo engano é o 12 0 87, o número do decreto, né? E com ele nós instituímos primeiro projeto territorial, ah que nós estamos chamando de projeto inaugural no estado do Pará. Porque a gente acredita que falta pro crédito rodar, né? E pra de fato a gente converter as áreas em sistemas agroflorestais, falta componente importante que é o componente de assistência técnica e extensão rural. Né? Então é 1 parceria nossa ah com o Ministério do Meio Ambiente, né? Inicialmente serão 15000000 de reais aplicados pra atender 21 áreas, 18 assentamentos, 2 reservas extrativistas e quilombo, né? Essas áreas tem 7000 famílias das quais nós escolheremos 1680 famílias pra receber assistência até que extensão rural por 2 anos. Então é a nossa metodologia né Fabíola, falo nossa, porque é nossa mesmo né? Pra cada real aplicado em assistência à extensão rural no programa, a gente acredita que tem potencial de trazer 9 reais do crédito rural pra esse projeto. Então os 15000000 podem virar aí quase 150000000 de reais pra projeto de restauro produtivo. Né? Que não é o restauro ah ecológico mas que ele é fundamental e pode contribuir pra melhoria da da discussão do carbono. A questão da fauna também é importante porque os animais buscam esses espaço como abrigo, como a alimento né? Então o PRONAF pode vir a ser também instrumento importante do restauro produtivo e isso nós vamos trabalhar também né na mudança de concepção. Se nós pegar a história da agricultura brasileira nós estamos aí há há 70 anos mais até do que isso trabalhando 1 produção de de de agricultura a partir de monocultivo, de insumos externos, 1 série de coisa. Quando nós começamos a trazer esses componentes de policultura, biodiversos, produzindo renda, e gerando melhorias na qualidade ambiental, nós começamos também a mudar a concepção né? Então esse é importante contribuição do ministério desenvolvimento agrário e pra finalizar, também dialogar com outros biomas, nós temos tentado inserir em todos os nossos projetos componente do restauro. O projeto Dom Helder Câmara que é projeto consolidado na na Caatinga no seminário do brasileiro nós trouxemos e colocamos componente de restauro produto de restauro ecológico inclusive não só produtivo né a gente quer dialogar com vocês também sobre isso né? Acho que é grande desafio, a gente queria reforçar aqui parabenizar o deputado Nilton que é assim com certeza a nossa ponta firme aqui na né da da da discussão ambiental no nesse congresso, né e a gente quer contribuir pra avançar nessa agenda da da restauração com todos e com todas obrigado viu. Obrigado Moisés
Deputado
Rodrigo, Rodrigo que vai participar de forma remota, Rodrigo Lopes de Almeida, que é coordenador geral de recuperação de áreas degradadas lá no Ministério da Agricultura. 7 minutos Rodrigo, obrigado por aceitar o convite.
Coordenador Geral de Recuperação de áreas Degradadas - SDI/MAPA - MAPA - Ministério de Agricultura e Pecuária
Que agradeço deputado Danilo Datto, bom dia a todos, bom dia aos meus colegas, Edmilza e demais. É prazer estar presente com vocês, e falar pouquinho do que que o ministério vem trabalhando e vem propondo né, e que tem relação com o tema de oscilação ecológica mas focando muito mais na agricultura em si, na recuperação das áreas de passagens degradadas que é 1 bandeira da campanha do presidente Lula e que o ministério vem em campanha e vem trabalhando, foi publicado o decreto 11815 em dezembro do ano passado, que trouxe a meta de recuperação de 40000000 de hectares de passagens degradadas em sistemas produtivos agropecuários e florestais sustentáveis, e a gente foi 1 minoria que vai tentar entender, onde estão essas áreas, quais seriam as melhores formas de abordar e trabalhar essas essas áreas e quais seriam sistemas produtivos sustentáveis né é o que a gente já vinha trabalhando ali dentro do plano ABC mais, mas como também poderíamos fomentar pra que esses produções produtivos fossem mais adequados e fossem direcionados pra essas áreas já consolidadas, áreas de pastagens que de baixa e médio vigor que não atendem o seu papel né biológico e produtivo, e que de forma que a gente conseguisse direcionando crédito pra essas áreas, direcionando crédito para já consolidadas em estágios de baixo médio de bowl ou degradadas, a gente também poupar se tivesse reflexo também na redução da pressão e desmatamento na medida de gestação nativa em áreas ainda não consolidadas áreas ainda não abertas, E aí pra além do desafio, de restaurar de forma as áreas deficitárias aí déficit de gestação nativa, a gente tem segundo desafio que é tão importante quanto, que é justamente garantir que a que o excedente de gestação nativa que nós temos hoje nos biomas não seja aberto, porque a gente tem 1 1 área gigantesca ainda de gestação nativa, passível o desmatamento dentro de propriedades rurais, e se a gente não consegue criar 1 rede de suporte de políticas públicas que dialoguem entre si, essas áreas estariam passíveis o desmatamento e poderia comprometer inclusive as nossas metas tanto de mitigação mas também de de proteção e de garantia de de equação diárias e biodiversidade. Então hoje, nós temos aí pelos tratamentos do do do laplique principalmente em torno de 160000000 de hectares de pastagens isso em passagem de passagens nativas e passagens cultivadas, das quais cerca de 107000000 estão em algum estágio de degradação, ou seja possuem baixo ou médio vigor, que poderiam ser trabalhadas de forma direta ou pra melhoria do vigor essas passagens, ou pra sistemas produtivos de especial sistemas produtivos integrados que pudessem ser mais eficientes, sendo a produção de alimentos, produção de material de madeira ou produção amadeiradeeiros, e outros produtos que poderiam gerar renda pelos produtores. E se a gente pensa nesse recorte dentro de propriedade rural, esse número é pouco menor né está em torno de 87000000 de hectares de passagens em algum processo de graduação, dos quais 40 50 por 100 absurdamente teve algum tipo de desmatamento dessas propriedades. Esse número é interessante porque, se a gente pensa no perfil desses produtores já perceber que 86 por 100 dos estabelecimentos que possuem passagens degradadas são estabelecimentos com até 100 hectares ou seja boa parte dos estabelecimentos são de fato estabelecimentos agricultura familiar. Mas se a gente pensar em até 100 hectares apresentaria em torno de 36 por 100 das áreas totais de passagens degradadas. Se a gente aumentar pra 15 hectares pensando no módulo fiscal somente da Amazônia, isso vai impor torno de 66 por 100 das áreas de passagens degradadas. Ou seja o nosso desafio pra além do crédito e aí já foi colocado nessa mesa, vai também pro desafio da assistência técnica, da capacitação desses produtores rurais, pensando justamente no impacto que essas passagens degradadas têm, tanto pro pro meio ambiente seja na emissão de carbono, de carbono equivalente, seja pelos serviços ecossistêmicos que não são realizados de forma eficiente pelas áreas produtivas, e aí com impacto na captação de água, no com impacto da biodiversidade, e o crédito sozinho ele não consegue ser a ferramenta que vai dar todas as respostas. Embora o crédito ele seja fundamental, seja importante, esse crédito vem sendo aprimorado na última década, e a gente vem discutindo bastante nessa última gestão como aprimorar ainda mais o crédito rural, e como esses recursos adicionais que vêm sendo buscados principalmente pelo Ministério da Agricultura em parceria com o MDA, podem ser direcionados pra essas áreas de formas mais de forma mais adequada, e principalmente pra garantir que não haja abertura de novas áreas produtivas né, e esse recurso especificamente pras áreas já já atropizadas, mas como que esse crédito em si ele precisa de outras ferramentas adicionais pra que ele seja realmente efetivo. Então nesse nesse último ano o ministério anunciou em parceria com a arte investe com o BNDES, em torno de 7000000 de reais pra pro pro programa nacional de recuperação de passagens degradadas, a gente vem trabalhando em normativa desse crédito, garantindo que não que essas propriedades beneficiárias pra além do crédito, pra além de taxas de juros inferiores aos praticados inclusive pelo plano safra, elas elas tivessem compromissos adicionais pra em relação a abertura de novas áreas em relação a abertura ao as as metas de captação de carbono e a gente discutiu bastante com o Ministério do Meio Ambiente sobre isso também, mas o papel que essas áreas teriam também pra produção e pra segurança alimentar do Brasil. Então a gente entende que é possível direcionar recurso e esses esforços para já antropisadas, garantir que essas áreas pensem e que a gente pensa em modelos produtivos mais adequados né? E principalmente destino em sistemas integrais, em paralelo florestais, ou sistemas que sejam condizentes com os diversos biomas que nós temos no país, e qual que será o impacto disso, então pra além desse mapeamento, desse levantamento de prioridades que é isso que a gente fez em em parceria com grupo de políticas públicas, a gente vem trabalhando também no no potencial né de mitigação de carbono equivalente dessas áreas, pensando justamente nos compromissos que nós temos no nosso CMDC, e no trabalho e nessa nessa discussão em relação à agricultura, e também no custo pra essa recuperação. Esse foi ano interessante que é ano que bem vai acontecer as 3 COPs né, que aconteceu biodiversidade em Kali, terceiro até semana passada do clima em em Baku, e a partir da próxima semana, vamos trabalhar vamos ter a cobra de dedicação, e a agricultura é tema que ela é transversal a as todas as discussões, ela tanto pelo impacto que ela tem, mas também pelo potencial de contribuir nessas diversas discussões que nós temos então agradecer a oportunidade pra falar pouquinho do nosso programa, do trabalho que o ministério vem conduzindo, e a gente está à disposição pra continuar essa discussão.
Deputado
Obrigado Rodrigo. Fabíola diretora do departamento de florestas da secretaria nacional de biodiversidade e Floresta e Direitos dos Animais, do Ministério do Meio Ambiente mudança do clima. 7 minutos Fabíola.
Diretora do Departamento de Florestas do MMA - Diretora do Departamento de Florestas do MMA
Deputado, prazer e nome estar aqui, acho que somo o coro né de todos, o quanto temos no senhor né, enfim guardião das causas ambientais aqui no Congresso, é 1 relação que a gente sabe enfim extremamente necessária, mas bastante adversa no momento atual pras nossas pautas então que, enfim alegria e que satisfação e que responsabilidade poder né estar aqui sentada mais 1 vez ao lado do senhor, pra celebrar aí sim 1 agenda que é 1 agenda que tomou 1 proporção e vulto bastante intenso, né? Impulsionado, sim, pelas, pelos acordos e compromissos globais aos quais ela se conecta. Então hoje a agenda de restauração ou de recuperação da vegetação nativa como a gente fala porque do ponto de vista enfim técnico esse é conceito mais abrangente deputada, essa agenda ela hoje está 100 por 100 conectada a todos os compromissos globais. E não só esse reforço né junto à meta climática, mas também convenção de biodiversidade, e agora semana que vem com a convenção de combate à desertificação. Mas mais do que isso, ela é 1 agenda que ela vem de encontro especificamente com leis que são estruturantes da nossa, do nosso arcabouço normativo ambiental do Brasil. Principalmente Código Florestal, só o passivo deputado, a gente tem mais de 20 e milhões de hectares a serem recuperados, e isso numa grande parceria aí, ação públicoprivada assim entre o o rural né, o proprietário rural e nós governos, e não só o governo federal, não só o legislativo executivo, mas todo processo federativo, que é a essência né da implementação do Código. E nesse nessa nova versão do Plano Avelgue a gente traz de forma mais explícita as áreas públicas deputada, isso é muito importante. As unidades de conservação, os territórios indígenas, territórios quilombolas, todas essas que são são as nossas referências, são as matrizes né, da da da do nosso da da beleza da nossa vegetação nativa com todo o potencial que ela tem de prestação de serviço ecossistêmico, e de prevenção de acidentes e de tragédias e de 1 série de outras enfim outros impactos, então a gente traz, são quase 3000000 de hectares de áreas degradadas hoje dentro de unidades de conservação, dentro de territórios indígenas, e isso é obrigação do governo pelo nosso Sistema Nacional de Unidade de Conservação, pela política nacional de gestão de território indígena. Então enfim, falar de restauração, falar de, é no fundo falar de grande, enfim, 1 grande alavanca, né, grande impulsionamento aí de implementação de leis que são estruturantes, e que precisam deputado de apoio ainda, né, precisam de 1 coordenação muito enfim alinhada e muito incisiva, entre executivo, entre legislativo, entre nós e a sociedade civil, entre nós e o setor privado, entre os estados subnacionais, o momento que a gente está, momento de pactuação. E aí que eu venho com o, acho que somar né, as discussões e trazer a boa notícia, de que a revisão do marco estratégico que está sim no campo do Executivo mas que pode muito bem dialogar com todas essas iniciativas que a gente vê nascendo né no no Legislativo, que é hoje o Plano Nacional de Recuperação da Vegitação Nativa, a ministra Marina ela fala que política boa é política que se sequência né? O PPCB está na quinta fase deputado, o PlanaVEG está na segunda né, esperemos aí que tenham outras, não pros 12000000 em 2030, pra muito mais do que isso porque de fato o horizonte é, enfim demanda mais do que isso. Mas a boa notícia é que foi ano de processo de 1 construção aonde essas redes biomáticas aqui que estão representadas não só foram chamadas como compareceram com muita competência, com muita energia, com muita presença. A capilaridade do processo de revisão do Plano Aveg eu acho que é marco, né, da do que a gente tem aqui no contexto de reconstrução do pacto, de reconstrução do Marco Estratégico e de reconstrução do roteiro. Conseguimos cumprir essa etapa. Mais de ano, milhões, várias horas aí sentadas mas conseguimos cumprir 1 etapa. Então temos bom roteiro, mas mais do que bom roteiro a gente tem resultados. Esse roteiro deputado ele traz 1 combinação de agendas que são estruturantes, como que a gente traz a monitoramento da recuperação, como que a gente traz as finanças da recuperação, como que a gente estrutura a cadeia, como que a gente estrutura pesquisa e desenvolvimento, mas ele traz também 1 novidade, que não é tão novidade mas que como política pública eu acho que a gente precisaria vivenciar mais, que são os arranjos de implementação. A gente entendeu que se não tivesse destravamento da demanda, se a gente não destravasse a demanda pela recuperação não adianta estruturar a cadeia, não adianta trazer dinheiro, não adianta se você não tem 1 demanda contínua. E restauração não é 1 ação de solução, ela é 1 ação de persistência, de continuidade. A curva dos 12000000 não é linear, ela é exponencial, porque a gente precisa preparar, infelizmente a gente ainda precisa, mas estamos fazendo, preparar o terreno pra que essa meta ela consiga, e 1 vez preparado ela está, ela traga aí o resultado que a gente tanto espera. Além do que está em termos de plano, roteiro, pacto político, federativo, público ou privado aprovado, a gente tem 1 série de resultados que eu acho que são importantes da gente trazer aqui nessa discussão e olhálos como que a gente pode potencializar à luz do que está sendo colocado aqui e proposto. Deles é com BNDES amanhã aí novidade, spoiler, a gente lança o primeiro edital do projeto Restauro Amazônia, aquele de 450000000 de reais do fundo Amazônia, temos mais 550 do fundo clima, isso por por orientação da política pública do plano Avel vai direcionado a unidades de conservação, em breve teremos uns de territórios indígenas e outros de assentamentos. Isso é muito importante porque esses espaços são catalisadores e eles reúnem o público que a gente quer que seja o público da economia da recuperação, são os povos comunitários tradicionais, os povos indígenas, os os assentados, eles são potências, eles são extensionistas, eles são plantadores, eles são coletores de sementes, eles são viveiristas e por aí mais. Pra além desse processo conectado de de dinheiro, a gente inseriu na taxonomia sustentável que está agora e em consulta pública, a recuperação da vegetação nativa como 1 cadeia que vai ser que vai aproveitar dessa diferenciação entre o que é sustentável e o que não é pra receber financiamento. Pra além disso, com o Ministério da Fazenda, Tesouro Nacional, BNDES, a restauração hoje ela é o principal elemento de atração de recursos nas plataformas de transição climática e transformação ecológica que o governo vem trabalhando por aí afora trazendo dinheiro de, mas de novo, se a gente não tem a sociedade do nosso lado, se a gente não tem esse diálogo entre legislativo e executivo acontecendo de 1 forma, de fato né estratégica, aproveitando os erros e aceitos de lado e de outro caminhando juntos pra dali adiante, a gente não vai conseguir avançar. E daí o dia da restauração, essa proposta ela não só é muito muito comemorada pelo Ministério do Meio Ambiente, como a gente coloca inclusive aqui 1 proposta deputado de complemento a essa a esse projeto, no sentido de trazer também 1 possibilidade de articulação de grupo de pessoas enorme que têm aí na restauração o seu fazer, a sua paixão, o seu encantamento. Só que na flora de Brasília, deputados, são 3500 voluntários cadastrados por depois dos incêndios e só potencializou como que a gente organiza esse essa força, né, essa potência. Então que esse dia seja também dia de chamado, né, a essa, enfim, ação coletiva que não precisa se restringir ação coletiva que não precisa se restringir dia só pensar que como que a gente consegue também trazer recursos mas para que esse engajamento seja mais perene e dia 19 de novembro do ano que vem vai ser na Copa e 30 então já temos 1 pauta né para lá já está aqui compromisso da COP 30 entre outros, estaremos pra conversar sobre esse dia da restauração comemorando e trazendo todos os outros acúmulos de implementação, que toda essa formulação e esse trabalho de de ação coletiva vem já resultando no contexto do plano navegue e Provegue, mas também com toda essa força de MDA, de mapa, de legislativo, de sociedade civil, que sem isso a gente não consegue avançar. Obrigada deputada.
Deputado
Deixo só aqui já pra, em termo de encaminhamento aqui. Muito rápido Sérgio. Não é só 1 sugestão né e 1 consulta a todos e
Diretor - Executivo do Instituto Escolhas - Diretor - Executivo do Instituto Escolhas
Todos aqui a gente viu que o termo restauração ecológica pode gerar pequeno desentendimento com quem faz ela pela ótica da economia todos somos restauradores. Seria possível a gente pensar simplesmente no dia da restauração? 1 sugestão. Tá, então deixe lá.
Deputado
Na semana que vem nós vamos definir as emendas de de comissão pro orçamento. Eu já anunciar pra vocês aqui que a gente vai trabalhar para que 1 das emendas de orçamento que é valor significativo, a gente vai trabalhar pra de repente alocar pra essa estratégia da de restauração, dentro do Ministério do Meio Ambiente, no caso da comissão de meio ambiente. Lembrando que o processo é assim, você ama, você tem que aprovar na comissão, então tem processo de disputa na comissão de meio ambiente, e depois convencer o relator geral do orçamento pra poder incluir. Então, a gente está anunciando aqui que a gente vai trabalhar pra isso, que é do ponto de vista de criar as condições, né, né, pra fazer acontecer esses programas em especial no caso do Ministério do Meio Ambiente. Fazer 1 combinação com vocês, acho que na segundafeira né Isabela dá pra disponibilizar o texto do dia, e aí, vocês também entre as diversas redes, isso que o Sérgio Leitão acabou de dizer, tá? De trabalhar qual que vai ser o nome e tal né? Mas, eu queria combinar com vocês e falar assim, disponibilizo o texto porque é texto simples, tá? Desse texto Dan. É, pra gente protocolar já na semana que vem, Protocolar o projeto da semana que vem. Então é olhar rapidamente retornar rapidamente se está tudo okay o texto pra gente protocolar, tá? Nós vamos fazer 1 foto aqui no final até pra poder depois fazer a divulgação do protocolo com a foto aqui a semana que vem. E aí eu queria na verdade também aqui sugerir, tá? Eu estava falando ficou travado na mesa da casa, o projeto do pacto da restauração, tá? Ele trabalha várias questões o Sérgio deu ali algumas né, coisa que está previsto no projeto então ele é muito importante, porque, pra gente também trabalhar no sentido de de como é que a gente faz sabe que as coisas aqui dentro pra poder avançar, também depende muito da capacidade da gente articular, entendeu? Com a sociedade. E aqui como junto, entendeu? As redes diversas de cada bioma, tá? Da gente saber, a gente sabe que vocês têm os desafio de estar fazendo lá na ponta o trabalho, tá? Mas a gente sabe o quanto que é importante articular esse trabalho na ponta com a política aqui, entendeu? Pra gente ir trabalhando junto aí e tentar superar os desafios. E é possível, estou falando, é possível a gente superar os desafios que a gente tem inclusive do ponto de vista da própria fotografia e da conjuntura aqui dentro da casa. Eu Eu vou dar exemplo aqui ontem, né, eu coloquei 1 energia muito grande aí nos últimos 2 3 anos, com relação ao projeto dos 1000 insumos, como 1 alternativa aos agrotóxicos, só pra ter 1 ideia né? Todo mundo sabe da minha trajetória, do meu papel na luta aí contra os agrotóxicos né? Mas paralelamente a gente veio trabalhando e dialogando né? Com os diversos atores aqui dentro, as diversas forças dentro do Congresso Nacional pra trabalhar no banco projeto de perfil. E ontem a gente conseguiu aprovar projeto por unanimidade, unanimidade dentro da câmara e digo pra vocês já acordado inclusive no senado provavelmente vai ser aprovado por unanimidade e dialogando inclusive com o governo sem veto nenhum. Então a gente já vai ter instrumento do ponto de vista legal pra gente buscar alternativa aos insumos e que tem tudo a ver também com o debate, com o diálogo que a gente está fazendo aqui hoje da restauração. Agradecer então, né, primeiro a provocação de vocês, tá, de fazer essa audiência pública, tá, e a presença de cada e cada de vocês e colocar sempre a destruição e vamos trabalhar, né pra gente avançar porque, independente a cadeia da restauração, ela tem vários aspectos não só do ponto de vista da conservação, mas ela é 1 oportunidade que se coloca por países como o Brasil, em especial inclusive pra enfrentar a crise climática. Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada e peço que venha aqui pra frente a gente faz 1 foto pra gente usar depois na divulgação, da estratégia desse projeto aí obrigado.




