COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS, MINORIAS E IGUALDADE RACIAL

28 nov. 2024 07:16 às 08:36

Sobre o Evento

Inscrição de Oliveira Silveira no Livro dos Heróis da Pátria em 28/11/2024, com participação de diversas autoridades e órgãos relacionados à igualdade racial.

Status
Concluído
ID: 74881Total: 25 discursos
#1
Transcrição por IA

Bom dia a todas a todos. Declaro aberta essa audiência pública da comissão de direitos humanos, minorias, igualdade racial. Para debater o PL 7 7 de 2024, quem escreve o nome de Oliveira Ferreira da Silveira no livro dos heróis e heroínas da pátria e da outras providências. Esse evento decorre da aprovação do requerimento número 38 de 2024 de minha autoria deputada federal Reginete Bispo. Eu farei a minha breve auto descrição para que as pessoas cegas ou com baixa visão, que estejam nos assistindo, possam me ver. Peço que os demais integrantes da mesa façam o mesmo antes de iniciar suas falas. Eu sou 1 mulher negra, estou com cabelos crespos, presos no alto da cabeça, estou usando óculos de grau com armação rosa, 1 sharp verde limão, e vestido, de busto preto e a saia verde limão colorida com a estampa de tecido africano. Esse quero informar ainda que esse plenário está equipado com tecnologias que conferem acessibilidade tais como, aro magnético, bluetooth e sistema FM para usuários de aparelhos auditivos além de tradução simultânea em libras. Esta audiência pública está sendo transmitida pela página WWW ponto câmara ponto leg Esta reunião nesta reunião teremos participação participações presenciais e por tele conferência. E o registro de presença dos senhores e das senhoras parlamentares se dará de forma presencial no posto de registro biométrico desse auditório. Os parlamentares que fizerem uso da palavra por teleconferência terão sua presença registrada. Esclareço que o tempo concedido aos expositores será de 7 minutos após a fala dos expositores abriremos a palavra aos deputados por ordem de inscrição por 3 minutos. Dando início às atividades de hoje convido para compor a mesa o senhor Cledison Geraldo dos Santos Júnior que é secretário de gestão no sistema nacional de promoção da igualdade racial do Senapir do Ministério da Igualdade Racial seja bemvindo Cledison. A senhora Leonice Mourad que Moura que está nos acompanhando por teleconferência ela é da divisão de gestão de parcerias da Senapir do Ministério da Igualdade Racial Seja bemvinda Leonice. A senhora Vilma de Nazaré Baia Coelho que é diretora de políticas de educação étnicoracial e educação escolar quilombola do ministério da educação seja bemvinda a Dilma que está aqui presencialmente, venha compor a mesa conosco. A senhora Franciele Oliveira doutora em história pela Universidade Federal de Santa Maria coordenadora geral de de relações institucionais do arquivo nacional. Seja bemvinda Franciele, é 1 honra têla conosco. Registram ainda que estamos aguardando que farão parte, de forma presencial, virtual né? 2 outros expositores a a senhora Naiara Oliveira que é filha de Oliveira Silveira e representando o instituto Oliveira Silveira e a senhora Ieda Leal representante do movimento negro unificado. Antes de passar a palavra pros nossos convidados acho importante relatar pouco como chegamos nessa audiência pública e porque, né, nós propomos o nome do nosso querido poeta, escritor Oliveira Silveira no livro de Heróis e Heroínas da Pátria tá? Recentemente em 2000 novembro de 2023 esta casa aprovou o feriado nacional do 20 de novembro tá? 20 de novembro, o primeiro feriado que celebra o povo negro, celebra a saga de povo, celebra a luta e a resistência do povo negro. E foi sancionado e este ano nós tivemos pela primeira vez o feriado nacional 20 de novembro e quando encaminhamos do qual eu tive a honra de ser relatora, quando aprovamos o feriado 20 de novembro não poderíamos deixar de lembrar de figuras que foram determinantes nesse processo pra que o Brasil hoje e o povo brasileiro pudesse ter na sua história, na sua memória e hoje oficialmente reconhecido e 1 data tão importante que se tornou feriado nacional o 20 de novembro. E Oliveira Silveira é além de ser grande poeta reconhecido não só no Rio Grande do Sul, mas nacionalmente reconhecido, né, além de ser professor, 1 pessoa engajada, comprometida com a educação, ele era ativista, militante do movimento negro gaúcho, do movimento negro brasileiro. E lá no na década de 70, ele junto com outros ativistas, alguns poucos deles ainda vive, mas poderia eu faço aqui referência ao Antônio Carlos Cortes, né, eles constituíram o grupo Palmares, o Grupo Palmares e Oliveira Silveira junto com esses outros ativistas foram que questionaram, né? Pela primeira vez porque nós celebrávamos o 13 de maio com 1 data importante da luta contra a escravidão no Brasil e não o 20 de novembro que representava, né, a luta real luta que os negros e negros escravizados nesse país travaram contra o sistema colonial, contra a escravidão e Palmares, Quilombo dos Palmares, era a maior referência constituída porque Palmares, né? Travou 1 longa luta contra o império português contra o império holandês né? E se tornou grande território de resistência e refúgio de todos aqueles que lutavam contra o sistema colonial sobretudo contra a escravidão e Clóvis Moura no livro Palmares né? Ele é livro lindíssimo que eu recomendo para quem queira conhecer pouco da história dos quilombos no Brasil, ele diz ali que Quilombo dos Palmares era 1 organização, né, muito bem estruturada e que poderia ser reconhecido como a primeira república independente das Américas porque tinha 1 legislação tinha instituições e tinha sistema de defesa de defesa própria. Então Oliveira Silveira foi essa figura que contra tudo e contra todos foi resgatar essa importante história de resistência do povo negro e propôs que fosse a a data de referência da luta do povo negro, tá. E ela assim se tornou porque, e por isso AAA importância da presença do IMNU, 1 das primeiras bandeiras do movimento negro ainda no final da década de 70, foi incorporar esse termo 20 de novembro com 1 data de referência do povo negro no Brasil, né. E o movimento adotou e avançamos e 2008, né, a o 20 de novembro passou a fazer parte do calendário nacional, do calendário escolar, né, como a data do dia da consciência negra. E finalmente 2023 nós conseguimos aprovar depois de quase 40 anos de luta interna aqui dentro dessa casa aprovar o feriado do 20 de novembro que pra mim passa a ser 1 das principais datas se não a principal data porque ela faz referência né? A a luta que o povo brasileiro, ao povo brasileiro porque o povo brasileiro em sua maioria é o povo negro, travou contra o sistema de dominação que foi AAA0A escravidão, né? Imposta por Portugal e Espanha, período né, em algumas regiões do nosso país pela Espanha, e também né? É a data que passou a ser a referência da luta do povo negro mas também nas a referência no pras nossos jovens, para as nossas crianças nas escolas e que conta a verdadeira história do Brasil, a verdadeira história do Brasil e que hoje, embora a gente não tenha mais a escravidão oficial como sistema, né, ela ainda está muito presente e as sequelas, as consequências dos quase 4 séculos de escravidão ainda estão presente, né, na forma do racismo, do racismo estrutural, do racismo institucional e das profundas desigualdades raciais que, persistem no nosso país. Por isso, eu dou início, né, a a essa audiência pública passando de imediato a palavra para os nossos convidados já agradecendo a disponibilidade de cada de cada 1 de estar aqui nesse momento tão importante de reverenciar e também de fazer com que esse processo de reconhecimento da importância de Oliveira Silveira e que ele possa ser definitivamente inscrito no livro dos heróis e heroínas da pátria possam acontecer. Então agradecer a presença de vocês, a disponibilidade de quem está participando de forma virtual e passo de imediato a palavra pro Gleison Geraldo dos Santos que está aqui do meu lado e que é secretário de gestão do sistema nacional de promoção da igualdade racial também é 1 conquista importante do povo brasileiro.

0:0012:29
28 de nov, 10:16
#2
Secretário de Gestão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SENAPIR) - Ministério da Igualdade Racial Cledisson Geraldo dos Santos
Cledisson Geraldo dos Santos

Secretário de Gestão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SENAPIR) - Ministério da Igualdade Racial

Transcrição por IA

Bom dia a todos e todas, quero agradecer o convite, da comissão na figura da deputada Reginete. E trago aqui uns saudoso abraço da ministra Aniely Franco em nome dela representa o ministério, mas também quero deixar explícito que quando o convite chegou ao nosso ministério, eu fiz o possível e impossível pra ser o representante do ministério aqui nesse espaço, por ter tido a figura do poeta Oliveira Silveira 1 grande grande representante, e também 1 grande referência dentro da minha vida em particular, no que diz respeito a minha trajetória acadêmica. Eu tive o privilégio de nesse processo de formação ter vivido no Rio Grande do Sul. Fui estudante da federal do Rio Grande do Sul, aonde fui fazer mestrado e aonde pude a oportunidade ainda mais de me aproximar da sua obra, das reflexões que são desenvolvidas naquele estado e o quanto ficou patente, ficou nítido pra mim que assim como os gaúchos bem ou fazem no sentido de compreender a importância, o legado de Oliveira da Silveira, e como constituinte dessa novíssima tradição da formação do pensamento social brasileiro, é fundamental que cada vez mais cotidianamente o Brasil, a inteligência brasileira, o povo brasileiro se aproprie desse grande intelectual. Então estar aqui nessa audiência pública é parte de processo mais amplo também de se somar a conjunto de lutas iniciadas no Rio Grande do Sul, mas que já ganhou o mundo há bom tempo e que estamos agora num novo desafio né? Nós já temos o 20 de novembro como feriado nacional, e a próxima é escrever Oliveira da Silveira no livro de Heróis da Pátria. E eu quero obviamente, cumprimentando toda a mesa, e cumprimentando você você que nos assiste pela internet, questionar de 1 forma muito equilibrada, muito franca, aquilo os elementos os critérios ou características que nos levam a colocar esse ou aquele indivíduo na condição de herói né? Eu listei aqui algo que, me passa pela cabeça quando eu penso o que faz 1 pessoa ser herói, ou que levaria a tal pessoa a assumisse a tal condição a partir da perspectiva de terceiros. E eu fiz 1 pequena lista e eu acho que eu queria compartilhar com vocês, mas acho que é fundamental pra que o que define o que caracteriza herói em nosso pelo menos em nossa sociedade, eu acho que é importante que esse indivíduo ou aquele indivíduo tenha dentro da sua trajetória de vida 1 ação transformadora. É É fundamental que as suas contribuições, o seu caráter seja compreendido como 1 ação que de alguma forma transforma 1 realidade. O mesmo pode ser também o seu compromisso com a proteção e a defesa da comunidade. Assim como inspiração e liderança, representação de valores coletivos e impactos duradouros. Quando nós nos debruçamos sobre a trajetória, a biografia de Oliveira da Silveira, nós identificamos todas essas dimensões na sua vida. Então eu trago aqui não só necessariamente olhar institucional do Ministério da Guardade Racial que se soma a essa iniciativa brilhante da deputada Reginete, mas que representa no conjunto das suas ações o anseios não só da comunidade negra que expressa no seu cotidiano no estado do Rio Grande do Sul, mas todos aqueles aquelas que compreendem que a luta do movimento negro brasileiro é também a luta de todo o povo brasileiro. E como o cientista social, que sou e que durante muito tempo desenvolvi pesquisas exatamente tentando compreender o o papel do racismo na sociedade brasileira, e os processos que impactam obviamente a formação dessa mesma sociedade, e deixando muito claro que racismo é sobre poder, é sobre determinar lugares e não lugares, Oliveira da Silveira cumpre papel importantíssimo de marcar novo capítulo nesse processo de formação das nossas ideias acerca do nosso lugar na nossa sociedade. E quero dizer mais, Oliveira da Silveira, ele antecipa conjunto de formulações, toda 1 escola intelectual que se conformou, que se consolidou décadas depois, que nós podemos chamar de escola decolonial, quando ele antecipa 1 reflexão sobre a necessidade de nós mesmos contarmos as nossas próprias histórias. Superando obviamente 1 noção positivista que muito calcada numa ideia de que o norte global, a as nações colonizadoras é que detém o monopólio das verdades e as suas verdades dizem muito pouco ou quase nada quando dizem muito de forma pejorativa sobre as nossas realidades. Oliveira Silveira é marco pra esse processo, ele antecipa essa necessária reflexão de que o nosso papel na história, a nossa dinâmica de pensar nós mesmos e aqueles que nos anteciparam, nos antecederam e aqueles que nos seguirão, são homens e mulheres sexo diversos capazes de e dotados de total autonomia e liberdade pra pensar e agir em torno das nossas próprias perspectivas e ponto, lugar de ação. Então eu acredito que essa seja a grande contribuição, a maior contribuição disse de Oliveira da Silveira pra sociedade brasileira, porque o 20 de novembro, ele é muito mais do que 1 simples data que marca a quem interessar possa de 1 perspectiva muito rápida, de primeiro olhar, a data da morte de dos maiores heróis do Brasil que foi zumbido aos Palmares. Ela nos convida a 1 reflexão muito mais ampla, muito mais sensível, muito mais aprofundada sobre primeiro, a a capacidade de ação violenta das forças da metrópole. É fundamental pensar que o colonialismo ele não se resume às gestões dos estados colonizados, mas também da tradução literal tal qual falou o Franz falou da violência expressa, da forma como as forças populares sempre foram tratadas na nossa sociedade e segue sendo tratadas, porque em que pese o fim da gestão colonial, as suas implicações, as suas permanências, dizem muito também do como o estado brasileiro ousa seguir tratando a suas populações marginalizadas, historicamente racializadas, tal qual era no período colonial e que se seguiu no período póscolonial e república. Oliveira da Silveira foi capaz de sistematizar essa reflexão e hoje ele dá o tom das nossas discussões, nos permite avançar no sentido de compreender de que é possível EAA universidade é espaço importante de reflexão e de construção de lideranças pra gestão dos nossos do nosso estado, de que esse olhar diferenciado, esse lugar de da reflexão alternativa que nos coloca no lugar de protagonistas das nossas próprias histórias e realidades, diz muito também sobre como a universidade tende a também a ocupar lugar diferenciado no processo de construir novos atores, atores políticos, atores sociais, formar 1 geração e gerações de brasileiros e brasileiros que são capazes de fazer 1 reflexão à altura daquilo que todos nós achamos ser pertinente pra construir 1 noção 1 sociedade verdadeiramente democrática, laica, sensível, solidária inclusiva. Então eu deixo aqui parte da minha contribuição acredito que poderia dar muito mais, mas o autor demanda a sua trajetória demanda, ela não tem fim, ela é perene é permanente, mas venho não só como representante do ministério da igualdade geral mas também como ativista do movimento negro, como pesquisador, como intelectual da academia que compreende da figura de Oliveira da Silveira, 1 as nossas principais referências da luta por vida digna, da luta por Brasil verdadeiramente de todos. Então eu agradeço a deputada, agradeço a comissão e rogo sermos muito sucesso e acredito que teremos no processo de incluir Oliveira da Silveira no livro de Heróis da Pátria. Muito obrigado.

0:008:17
28 de nov, 10:29
#3
Transcrição por IA

Cleidson, claro que é importante contribuição, e de imediato eu passo a palavra pra senhora Leonice Moura, que está, de forma virtual. Leonice por gentileza.

0:000:31
28 de nov, 10:37
#4
Divisão de Gestão de Parcerias da SENAPIR - Ministério da Igualdade Racial Leonice Mourad
Leonice Mourad

Divisão de Gestão de Parcerias da SENAPIR - Ministério da Igualdade Racial

Transcrição por IA

Deputada Janete. Sim ouvimos. Perfeito. Bom dia a todas as pessoas presentes, as pessoas que nos ouvem, então cumprimento né e enfim reitero a fala da deputada Reginete da importância da proposição e também a fala do secretário Cledson e a minha contribuição enfim por debate, enfim vai no sentido enfim da da dimensão efetivamente técnica porque me coube apreciar e elaborar 1 nota técnica para acenapir acerca do projeto de lei apresentado pela deputada Reginete Bispo, ainda que eu seja sul rio grandense, ainda que eu seja professora da universidade federal de santa maria, e tenha sido programa de história e obviamente tenha então efetivamente contato muito próximo com a produção do oliveira silveira, então eu destacaria 2 aspectos que penso que são fundamentais e o secretário do lapso tangenciou deles nesse momento o primeiro aspecto é aspecto mais formal acerca da questão do livro de heróis e heroínas da parte. Formal porque o que efetivamente é esse livro? Esse livro é efetivamente o repositório, ele funciona como repositório como aquilo que nós historiadoras e historiadoras chamamos de lugar de memória ele é suporte de memória efetivamente do que nós chamamos de memória coletiva né? Ou nesse nesse caso a memória nacional e aí o grande debate é o que é a memória nacional quem faz parte dessa memória nacional quem está nesse livro que efetivamente a deputada reginete bispo propõe AAA inclusão do nome de oliveira Silveira. Então nesse sentido nós vivemos momento importante de ampliação da memória nacional, de disputa efetivamente da memória nacional, de construção de outras narrativas, de outras possibilidades de pensar isso, que foi de fato o que oliveira Silveira fez na sua trajetória a partir da narrativa poética, a partir da narrativa artística, a partir da sua produção, da sua ação como secretário, pledson bem nos trouxe. Então esse debate EE00 Oliveira Silveira, e a minha nota aponta isso especificamente, a nota que elaborei e a nota aprovada pela pela secretaria, ela traz isso, então esse particularmente o Oliveira Silveira se interessava por efemérides, por calendário, por essa temática de memória né, esses lugares de memória, e aí o seu esforço de identificar a data efetiva do assassinato de zumbi e Dandara, tá? No sentido de pensar nessa calendarização, que acabou resultando no 20 de novembro, então isso é importante, então ele fez esforço para calendarizar e atribuir outro sentido a 1 data, e agora o nosso esforço né, o esforço proposto pela deputada Reginete bispo né, pela proposição contida né, na na no PL proposto pela deputada Reginete bispo é exatamente memorizar, rememoizar, rememorar, calendarizar efetivamente a trajetória deste importante personagem né, esse importante agro, afro, afro gaúcho enfim, é Oliveira, então esse é o primeiro passo, essa questão da memória, desses lugares de memória, dessas narrativas de memória e desse livro como esse espaço importante enfim, ele está dentro dos debates especificamente de durma, é preciso que a gente atende para isso né? Então a ideia de reparação tá então de dessas memórias dessas disputas para memórias tem como pano de fundo né então além de enfim todo conjunto de debates que o que o secretário gleadson nos trouxe né de estudos de coloniais enfim esse esses novos paradigmas epistêmicos enfim também efetivamente os debates cnapir trás. E aí o segundo aspecto enfim já foi trazido pela pela deputada e pelo secretário enfim que diz respeito à trajetória efetivamente do oliveira silveira e aí nesse sentido eu destacaria né que tomaria essa questão dele do envolvimento com clubes deles do envolvimento com a arte e repisaria de forma muito significativa eu acredito que a colega vilma da secretaria de educação deve apontar isso do desculpe do ministério educação deve apontar isso, então oliveira Silveira como educador, como professor de educação básica, como sendo professor de educação básica da arte da área de letras e literatura, língua portuguesa e literatura que antes de da temática ser lei trabalhava com história afrogaúcha, tá? E afrobrasileira, então isto que até hoje que que hoje ou desde a 10179 é lei ainda pouco aplicada, lamentavelmente, ou oliveira fazia isso nas suas disciplinas tá? Então professor, 1 atuação também laboral então extremamente importante e comprometido intencionar com o recuo, tá? Então vá dado, dado importante né, dado que merece ser ser referido né de forma de forma importante. Também queria destacar 1 outra coisa, que aparece muito pouco nos estudos, que o oliveira é é o oliveira Silveira ele nos traz acerca dessa presença muito forte de populações negras e de populações escravizadas e seu desdobramentos enfim no pósabolição, no Rio Grande do Sul, muito precocemente, a partir da narrativa poética. A sua primeira obra é do ano de 62, né? E as pessoas que nos estão aí presentes ou que nos ouvem de modo remoto, é importante que tenham presente caso não saibam enfim, que em 62 nós é é é é ano importante enfim porque data de 62 a obra clássica e que rompe com 1 historiografia tradicional enfim, que se chama do fernando henrique Cardoso, que escravidão no brasil original, que traz a público a ideia de que sim, existiu escravidão no sul do brasil, e o fernando henrique cardoso localiza isso na região sul do Brasil, na região das chapeadas, na região de Pelotas. Também no ano de 62 que é o ano da tese de Fernando Henrique Cardoso, e nós sabemos né, nós da academia sabemos que 1 tese é 1 tese que circula muito pouco fora do meio acadêmico. O Oliveira Silveira publicava sobre isso em poesia e essas coisas circulavam os nesses clubes negros, circulavam nesses eventos, e o grupo Palmares promovia enfim, né, pro grande público, circulava então esses debates a partir da obra, obviamente antes da obra do Fernando Ricardo, então observe que ele traz isso antes de antes disso aparecer na historiografia, então essa essa esse esforço né, que o secretário traz né, de trazer isso, de desvelar isso, de descortinar essa presença historicamente invisibilizada né, que só é trazida pro espaço acadêmico a partir da produção dele, traz ele como importante pensador, e 1 importante produção, da, né? Porque está é pro pensamento social brasileiro, talvez pela narrativa poética não apareça com tanta frequência. Então, é por isso e por outros motivos constante na nota técnica que há senatir e na nota da senatir nós fomos favoráveis à inscrição do nome de Oliveira Silveira no livro de heróis e heroínas da pátria, entendendo que tal inscrição provocará inegavelmente elevado impacto social, cultural, político e pedagógico. Muito obrigada.

0:009:50
28 de nov, 10:37
#5
Transcrição por IA

Obrigada, Leonice, pela tua importante contribuição e também agradecer ao Miro pela nota técnica que vem fortalecer o projeto, vem fortalecer pra que ele tramite com a maior brevidade possível nas 2 casas tanto na Câmara quanto no Senado. E, de imediato eu vou, passo a palavra pra senhora Vilma de Nazaré, Baia Coelho, né diretora de políticas de educação étnicoracial, educação, AAA Naiara Silveira, filha de Oliveira Silveira já está presente de forma remota, Vilma, eu vou conceder a palavra antes pra Naiara. Naiara você pode, te manifestar agora? A Naiara que além de ser fila de Oliveira Silveira, representa o Instituto Oliveira Silveira. Por gentileza Naiara. Olá.

0:001:28
28 de nov, 10:47
#6
Instituto Oliveira Silveira Naiara Oliveira
Naiara Oliveira

Instituto Oliveira Silveira

Transcrição por IA

Dias estão me ouvindo? Sim. Estão? Acho que você seja.

0:000:07
28 de nov, 10:49
#7
Transcrição por IA

Bemvinda. Muito feliz.

0:000:02
28 de nov, 10:49
#8
Instituto Oliveira Silveira Naiara Oliveira
Naiara Oliveira

Instituto Oliveira Silveira

Transcrição por IA

Muito obrigada por essa homenagem, por essa proposta, colocar o meu pai como herói da pátria, veja só. Eu vou ler aqui poema dele, que eu acho que tem muito a ver com com toda essa circunstância porque nós levamos 53 pra conseguir colocar o 20 de feriado nacional pra que a data fosse reconhecida na nossa nação Brasília. E eu vou ler aqui poema, O Muro. Eu bato contra o muro duro, e solo minhas mãos no muro. Tanto longe o salto e pulo, dou nas paredes do muro duro. Não desisto de forçálo, hei de encontrar furo por onde ultrapassálo. Oliveira Silveira. Muito emocionada, agradeço então a homenagem Reginético sempre conosco, né? Sempre incentivando o trabalho do nosso Instituto Oliveira Silveira, da Associação Negra de Cultura, Piquete pelo Escuro, apoiando os nossos projetos. Então agradeço a ti e me reverenciando a ti, reverencie a todos, né, por esse momento, muito emocionado e muito agradecida. Em nome da minha família, obrigada.

0:001:38
28 de nov, 10:49
#9
Transcrição por IA

Obrigada Nayara, pela tua presença, mas também por pelo trabalho que você vem fazendo no Instituto Oliveira Silveira, na Associação Negra de Cultura, dando continuidade e levando adiante o trabalho que o teu pai fazia com muito, né, com muito com muita dedicação e fortalecendo sempre, né, a luta antirracista do no nosso estado no nosso país e preservando a memória dos que vieram antes antes de nós e que travaram essa luta que permitiu que nós estivéssemos aqui hoje. Obrigada Nayara. De imediato eu passo a palavra então pra Vilma, Vilma que é da do Ministério da Educação diretora de políticas de educação étnicoracial e educação escolar e quilombola. Bom dia.

0:001:06
28 de nov, 10:51
#10
DIRETORA DE POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL E EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA - MINITÉRIO DA EDUCAÇÃO Wilma Coelho
Wilma Coelho

DIRETORA DE POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL E EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA - MINITÉRIO DA EDUCAÇÃO

Transcrição por IA

Em primeiro lugar eu gostaria de agradecer, me honra muito estar presente nesse lugar e neste momento, eu gostaria de fazer a minha breve auto descrição eu sou 1 mulher negra, até, no início de, enfim quando entrei por 50 anos eu tinha, metro e 53 agora eu tenho metro e 50, eu estou usando, vai diminuindo né? Aumenta a idade, eu estou com 52 e agora eu estou com metro e 50, Eu estou usando óculos pretos, e estou usando 1 blusa verde e 1 saia bege. Eu sou originalmente professora da universidade federal do Pará, sou professora titular lá naquela universidade há 30 anos, e estou e trabalho com a temática sobre formação de professores e educação das relações étnicoraciais, a esse tempo que eu estou na universidade há 30 anos eu trago os cumprimentos do ministro Camilo Santana, da secretária Zara Figueiredo, e cumprimento em especial a nossa deputada Regenete Bispo pelo brilhante pela brilhante ação, em propor esse PL que é importante não somente pra essa casa, não somente para o Rio Grande do Sul, mas é importante para o Brasil e para a nação brasileira. Então deputada meus cumprimentos, enormes por essa ação, aqui concedida. Oliveira Silveira, além de todas as ações estruturantes realizadas já antecipadas pelos meus colegas e colegas que me antecederam, eu gostaria de sublinhar 1 dessas ações que a nosso ver tem muito a ver com o trabalho realizado que nós fazemos no Ministério da Educação é de que ele era educador por natureza, e falar dele como educador como na sua essência, na sua estrutura, pra nós é muito importante, 1 vez que, como já é lembrado pela nossa colega anterior Leonice, ele foi educador da educação básica. Falar sobre essa importância significa dizer que ele como precursor da ideia de que a temática étnicoracial deveria ser discutida inserida nos currículos da educação básica, então ele dentre tantos outros, iniciou esse processo sobre o qual os seus desdobramentos, por exemplo, ecoam até hoje e permanecerão esse legado dele permanecerá para as próximas gerações, especialmente sobre aquilo que ele ensejava que era de que nós precisamos formar gerações para que se insurjam contra qualquer forma de injustiça racial. E dentro dentro dessa premissa, seus desdobramentos, os seus ensinamentos e toda a sua ação que fomenta esse legado não só como filósofo, como político, como educador, mas sobretudo aquele que demanda que essa a a memória acerca daquilo que nos do povo negro, que nos colocava como objetos de 1 nação e subverte essa memória como elementos que são agentes de constituição da nação, por porque ele criticou o 13 de maio, na hora que ele critica o 13 de maio, ele subverte aquela narrativa que tinha sido engendrada nos livros didáticos sobre os quais muitos de nós que estudamos nas cartilhas do caminho suave como eu, na década de 70, essa representação da conformação da sociedade brasileira ainda estava sobre essa premissa. E na hora que ele critica o 13 de maio, como 1 data a ser subvertida, ele traz para o senado, para a discussão para o centro pelo para o epicentro da discussão, 1 outra forma, 1 outra epistemologia pra se discutir a temática étnicoracial. E esse legado ele se espraia pra educação na medida em que seus desdobramentos por exemplo, estão na na base daquilo que essa gestão do presidente Lula mais iniciada em 2003 com a promulgação da 10 meia 3 9, e atualizada pela 11645 em 2008, faz com que aquela que era 1 indagação, 1 perspectiva de mudança epistemológica no que tange aos currículos escolares, isso se torne 1 lei que hoje nós já contemplamos aí 20 e anos de implementação da 10 meia 3 9, e com ela o essa gestão do presidente Lula, na gestão do ministro Camilo Santana, e na secretaria capitaneada pela secretária Zara Figueiredo, nós conseguíssemos e isso é nós mesmo, porque não existe nenhuma conquista dessa natureza e dessa magnitude que sejam conquistas individuais. Oliveira Silveira já nos ensinava isso, não existe essa possibilidade. E justamente a partir dessas premissas, a a CECADI, ela engendra 1 política nacional de equidade, que engendra por meio dela, 7 eixos que fazem com que essa legislação a 10 meia 3 9, ela possa chegar a todos, a todas as escolas brasileiras e a todos os municípios portanto nacionais. Nós conseguimos depois de 20 e anos realizar diagnóstico acerca da 10 meia 3 9, sobre como essa legislação ela tem trabalhado com a sua estrutura no que diz respeito deputada, nesses conteúdos em relação à temática étnicoracial e à educação escolar quilombola nesses currículos da educação básica, e ao fazer isso, por meio do primeiro eixo, nós fizemos o primeiro diagnóstico oficial, que demonstra como é que essas discussões têm sido encaminhadas nos currículos da educação básica de 98 por 100 dos municípios brasileiros. Nós obtivemos a adesão à política de 100 por 100 dos estados, e nós tivemos a adesão de 98 quase por 100 dos municípios ao diagnóstico e 86 por 100 de adesão à à à política. Isso significa dizer que nós trabalharemos junto com todos os movimentos sociais indígenas negros quilombolas, com as instituições, com os institutos federais, com as universidades federais, UNDIME com sede com esta casa e com todos os parlamentares que nos apoiaram enormemente pra que essa política ela fosse colocada de pé como está, então nós temos o legado de Oliveira Silveira sendo dimensionado na forma como ele preconizou quando discutiu, debateu sobre a relevância de se discutir, tratar e inserir nos currículos a temática étnicoracial de que o o enfrentamento do racismo se dá pela educação. Então o Ministério da Educação congratula a essa digamos magnânima ação da deputada, Reginete bispo, em relação a esse PL que não só. Mantém a essa energia, é o legado e a memória deste homem tão importante pra nação brasileira em trazer, em fazer com que feriado nacional como este o 20 de novembro, ele seja não somente para que as pessoas possam saber quem são os heróis da nação, mas saber que essas que esses heróis, eles alteraram a epistemologia curricular da de novas gerações e pra que essas novas gerações elas possam ser formadas pra que sim surjam, como ele nos ensinou, contra qualquer forma de injustiça racial. Viva Oliveira Silveira, viva a democracia e viva o PL que está sendo gestado por essa deputada magnânima que é a Reginete Bispo muito obrigada.

0:0011:11
28 de nov, 10:52
#11
Transcrição por IA

Da Vilma, obrigada pela tua contribuição. E de imediato passo pra Franciele Oliveira que é depor em história pela Universidade Federal de Santa Maria, coordenadora geral de relações institucionais do arquivo nacional. Com você. Obrigada Reginete.

0:000:23
28 de nov, 11:03
#12
Coordenadora-Geral de Relações Institucionais - Arquivo Nacional Franciele Oliveira
Franciele Oliveira

Coordenadora-Geral de Relações Institucionais - Arquivo Nacional

Transcrição por IA

A todas as pessoas presentes, vou fazer também 1 autodescrição como solicitado, sou 1 mulher branca me chamo Franciele Rocha de Oliveira, sou gaúcha então o sotaque também denuncia bastante, sou 1 mulher de cabelos pintados na cor ruivo, uso vestido preto e branco e branco estampado, vestido comprido que cobre os ombros, uso 1 pulseira com búzios, e possuo 33 anos, tenho cerca de metro e 56. Quero saudar meus colegas de mesa, meus colegas e minhas colegas de mesa, Cledson, Vilma, professora Leonice, que vem do mesmo lugar de onde eu venho, Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Quero cumprimentar as pessoas que estão aqui presente e as que estão nos acompanhando de casa num modo remoto. Saúdo a companheira Suelen Aires que está aqui também presente e que vem do mesmo lugar da onde eu venho. E saúdo a deputada Reginete. Em especial por essa grandiosa ação de reconhecimento de Oliveira Silveira. Também quero saudar em especial a Naiara, acho que a última vez que eu vi a Naiara foi nos 50 anos do 20 de novembro lá em Porto Alegre, eu tive a oportunidade de entregála 1 camiseta em homenagem a Oliveira feita pelo grupo de estudos do qual eu também pertenço. Peço licença pra ler pra vocês algumas palavras que eu preparei e que fundamentam a minha argumentação acerca da importância desse sujeito na epistemologia e na constituição do conhecimento que fazem com que pessoas como eu, historiadoras e educadoras antirracistas se constituam também enquanto sujeitos que pensam 1 outra história possível do Rio Grande do Sul mas também do Brasil. O meu lugar de fala nessa plenária, apesar de ser coordenadora geral de relações institucionais do Arquivo Nacional, que hoje é 1 secretaria do Ministério da gestão e da Inovação e Serviços Públicos, é sobretudo como de professora, historiadora e educadora antirracista, gaúcha da região central do Rio Grande do Sul, Santa Maria, e que há 15 anos vem acompanhando experiências e trajetórias e organizações negras no estado, que ainda lidera infelizmente, como na região sul como todo, o ranking dos crimes de racismo nesse país. Segundo a os anuais da segurança pública tem nos demonstrado. Nessa experiência que envolve fundamentalmente a escuta e a pesquisa documental das comunidades negras quilombolas dos movimentos sociais negros dos clubes sociais negros onde Oliveira Silveira sempre é evocado e rememorado. Eu não estou me referindo apenas ao 20 de novembro, ou seja, se pra alguns ainda o nome de Oliveira Silveira pode soar como novo, desconhecido ou representativo de apenas 1 região para muitos nesse país ele é base fundamental. Não à toa sua sua atuação junto ao grupo Palmares nos traz ao feriado que pela primeira vez se tornou nacional em todo o território brasileiro e ele é dos intelectuais mais importantes do movimento negro desse país. Oliveira Silveira quero chamar atenção, tem sua origem no campesinato negro do Pampa Gaúcho. Nascido nos anos 40 em Rosário do Sul, estamos falando aqui de contexto do pósabolição quando políticas públicas voltadas pras populações negras sequer existiam. Oliveira era filho de Felisberto Martins Silveira e Anair Ferreira da Silveira. Neto materno de Zacarias Ferreira, nascido em 1872 e de Martinha da Costa, nascido em 1875. Possivelmente pessoas nascidas de ventre que foi tema da minha tese são sujeitos que tem a experiência de 1 liberdade precária cujas mães constituem a última geração de mulheres cativas no país. Era bisneto de Manoel da Costa e de Eulália da Costa Trindade, possivelmente pessoas que viveram a escravidão. Oliveira Ferreira da Silveira como muitos afrogaúchos e quilombolas, acompanhou a luta dos seus ancestrais pela sobrevivência, pelo acesso à Terra, no trabalho rural, na lida campeira, o que foi reconhecido e muito bem referenciado em suas obras literárias, o que sempre valorizou suas origens e ancestralidade, não à toa no poema Soul ele diz, sou o trabalho e a luta, o suor e sangue de quem nas entranhas dessa terra nutre raízes também. Terra Quilombo, Choci Mocambo, negro lutando, resistindo, se libertando. Também como muitos afrogaúchos, Oliveira migrou da sua região de origem pra capital Porto Alegre nos anos 50 e sempre valorizou o estudo e a educação. Formandose depois atuando né no colégio estadual Júlio de Castilhos onde atuava no jornal da escola trabalhando na Editora Globo e depois ingressando no curso de letras da UFRGS, quando publicou o seu primeiro livro germinou poemas em 62 como bem lembrou a professora Leonice Murat. Licenciandose em 65 em língua literatura portuguesa e francês, sempre seguiu educando, né? E aqui também saliento a fala da professora Vilma quando diz que a educação estava no centro de sua atuação. Eu chamo atenção também pra aspecto importante, que muitas vezes a branquitude não consegue enxergar sobre as experiências negras. Oliveira Silveira é trazido não somente como descendente de pessoas que foram escravizadas e que lutaram por direitos e cidadanias, ao longo de suas trajetórias, enfrentando as barreiras do racismo cotidiano que inclusive as impediam de frequentar os mesmos espaços, sendo necessário a criação de espaços próprios que os protegessem e os e os assegurassem direitos, que os permitissem expressar identidades, reelaboradas sobre a ótica da valorização e da positividade e da denúncia do racismo vivido como os clubes sociais negros, os times negros de futebol, a imprensa negra, espaços do dos quais Oliveira foi parte, ajudou a elaborar enquanto categoria fundamental da história da cidadania negra no país. Oliveira é antes de qualquer coisa homem negro livre e reconhecido em sua humanidade e intelectualidade. É reconhecido enquanto pesquisador e ativista que valorizou suas origens, que alçou as experiências, né? Do seu povo, a construção de 1 literatura afro gaúcha engajada com existências e as lutas de seu povo, que fez dessa experiência a essência pra construção de epistemologias outras, que muitas vezes não eram contempladas nem nas universidades, nem na literatura. Trouxe outras formas de pensar, de ver, de narrar o mundo, o que impacta no todo, inclusive em sujeitos como eu, que se tornou historiador aliada da luta antirracista, porque pessoas como Oliveira Silveira alertaram há muito tempo sob a importância de escutarmos pessoas negras e de valorizarmos as suas existências em solo brasileiro, o que certamente muda a forma de escrever a história e de compre compreendêla, e provavelmente muda também daqui pra frente o pensamento de gerações futuras. Dentro dessa perspectiva quero demarcar que Oliveira foi dos grandes responsáveis pela salvaguarda documental do patrimônio negro do Rio Grande do Sul. Não me refiro apenas ao seu acervo pessoal e ao do grupo e das ações em que fez parte tal como o grupo Palmares. Refirome sobretudo ao acervo da imprensa negra do jornal O Exemplo de modo que Oliveira guardava a maioria dos exemplares correspondentes à primeira fase desse jornal da imprensa negra gaúcha. A historiadora Melina pelos Sato inclusive fala, trazem dos textos 1 fala de Oliveira nos anos 70 que ele diz, o exemplo, o jornal da imprensa negra, merece que se escreva em letras grandes nas encadernações de suas coleções. Cuidado, delicado, precioso, patrimônio cultural da comunidade negra de Porto Alegre. Ele é responsável pela elaboração do conceito de clubes negros, clubes sociais negros e foi importante liderança do movimento clubista negro, é ele quem diz que clubes negros são espaços associativos do grupo étnico afrobrasileiro originário da necessidade de convívio social do grupo, voluntariamente constituído e com caráter beneficente, recreativo e cultural, desenvolvendo atividades em espaço físico próprio conforme ata da reunião da comissão nacional de clubes negros escrito em 2008. Já me encerrando, eu digo que Oliveira Silveira é responsável por impactar gerações inteiras, como professor, ativista, escritor, protetor do patrimônio cultural documental da população negra de valor inestimável e idealizador do 20 de novembro junto de seus companheiros, que publicou mais de 10 títulos e recebe inúmeras homenagens até hoje e o que nos traz até aqui. Quero salientar também que Oliveira Silveira foi tema de 1 exposição que hoje está disponível no Google Arts and Culture, organizada pelo Gueledés Instituto da Mulher Negra, pela rede de historiadoresras e historiadores negros e pelo acervo Cultini, também destaco que ele é tema de curso promovido pela UFRGS e pela UNIPAMPA desenvolvido pela professora Satira Machado, e Maria da Graça Gomes Paiva, ou seja, Oliveira Silveira é o ele é curso, ele é formador até hoje de gerações inteiras de profissionais e professores. E por fim, eu trago a atuação da onde eu venho, que é a do GEPA o Grupo de Estudos Sobre PósAbolição, que é constituído em sua maioria por autodeclarados negros pretos e pardos, que homenageou Oliveira Silveira em materiais pedagógicos e na camiseta do grupo, e que esse grupo tem mostrado, camiseta do grupo, e que esse grupo tem mostrado, que o Rio Grande do Sul, nos levantamentos que nós temos, possui cerca de 48 jornais da imprensa negra, mais de 146 comunidades quilombolas, mais de 50 clubes sociais negros mapeados, só em Santa Maria nós mapeamos mais de 30 organizações negras. Nós estamos falando de 30 clubes de futebol só no Rio Grande do Sul, clubes negros de futebol, e do segundo estado mais branco do país, que porém é o estado com maior número de terreiros desse país. Estimandose segundo Babadiba de Iemanjá, 65000 terreiros. Todos esses espaços que hoje nós nos dedicamos a estudar e a trazer é possível de ser feito porque pessoas como Oliveira Silveira vinham alertando pra isso, reunindo documentação e valorizando essa importância. Encerro então dizendo, que, Oliveira deve ser reconhecido como herói da pátria, porque sempre soube reconhecer na luta dos seus ancestrais a chave pra sobrevivência, pra entender o o Brasil e proporcionar acesso a direitos, promovendo 1 verdadeira revolução no pensar e no fazer de muitos de nós, que aqui seguimos o ensinamento do mestre e ainda buscamos por dignidade para essas comunidades na luta antirracista, seja por meio do estudo, da pesquisa, do ensino, da educação, da cultura, das artes, das letras e aqui fazendo política. Muito obrigada.

0:0014:01
28 de nov, 11:03
#13
Transcrição por IA

Obrigada Franciele pela excelente explanação e agradecer a tua a tua presença e infelizmente a Ieda Leal não pôde entrar que era representante do movimento negro unificado, tá, então seria nossa última palestrante, não temos nenhum parlamentar no plenário então, para encaminhar, encaminhando para o encerramento, eu coloco à disposição a palavra pros nossos convidados, pra fazer 1 saudação final né, num tempo de 2 minutos de 2 a 3 minutos por favor. Vamos seguir a a mesma ordem a mesma ordem. Oi? Primeiro queria.

0:001:02
28 de nov, 11:17
#14
Secretário de Gestão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SENAPIR) - Ministério da Igualdade Racial Cledisson Geraldo dos Santos
Cledisson Geraldo dos Santos

Secretário de Gestão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SENAPIR) - Ministério da Igualdade Racial

Transcrição por IA

Terminar começando né, eu não fiz a minha autodescrição, peço desculpas, farei. Sou homem negro de metro e 70, trajando terno azul marinho e camisa branca, da faixa dos 40 e pouquíssimos anos de idade. Eu queria, enfim saudar de forma muito particular, o Igor assessor parlamentar do Ministério da Igualdade e Reação que me acompanha nessa agenda, obrigado querido. E a Suelen, a assessora da deputada Reginete e também 1 amiga de mais de 20 anos, de história e que pude entre tantas oportunidades como, enfim, colega de ativismo e militância da juventude partidária. Também foi minha veterana no doutorado em sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, é 1 amiga muito querida e encerro usando 1 expressão que pude de forma muito orgulhosa e cativante pude aprender quando pude viver no Rio Grande do Sul, que é 1 expressão que desde então me marca bastante, que é, não está morto quem peleia. Isso diz muito sobre a a obra e o trabalho e a contribuição política de Oliveira Silveira, né? São décadas nos orientando, nos instruindo na forma de fazer 1 boa luta, 1 luta responsável, compromissada, decolonial se assim pudermos dizer, mas antes de tudo 1 luta extremamente sensível afetiva, e que diz muito sobre como também fazemos políticas nos diferentes espaços nós homens negros mulheres negras, sexos diversos negros e aqueles e aquelas que se somam a esse a essa batalha, a esse conjunto de transformações necessárias pra melhoria da vida digna no nosso país, e que nos soma, se constrói a perspectiva da constituição de 1 sociedade enfim justa, democrática, que rompa com séculos e séculos de opressão. Eu quero agradecer à deputada a gente já, há muitos anos, 1 grande liderança no Rio Grande do Sul que pude conhecer mais de perto aqui no Congresso Nacional no tempo que estive aqui, e que nós do Ministério da Godagem racial seguimos à disposição do parlamento brasileiro, das lutas por liberdade e autonomia em particular dos nossos parlamentares homens e mulheres negras que aqui nos representam muito bem. Muito obrigado.

0:002:36
28 de nov, 11:18
#15
Transcrição por IA

Leidson. E de imediato eu passo pra Leonice que está de forma virtual. Leonice você quer fazer uso da palavra?

0:000:15
28 de nov, 11:21
#16
Divisão de Gestão de Parcerias da SENAPIR - Ministério da Igualdade Racial Leonice Mourad
Leonice Mourad

Divisão de Gestão de Parcerias da SENAPIR - Ministério da Igualdade Racial

Transcrição por IA

Obrigada deputada Reginete, também peço desculpa como secretário por não me auto descrever, sou 1 mulher negra, 54 anos, estou também com 1 roupa de estampa africana colorida, com 1 bola preta, uso óculos grande também de armação preta, e estou no atrás de fundo branco. Também queria reforçar essa ideia, essas 2 dimensões que acho que sempre são muito importantes que a gente destaque, né? Enfim, da importância de diversificar as narrativas, né? Ou seja, nós viemos que 1 tradição de narrativas únicas, de heróis únicos né, de heróis inclusive né de ausência de heroínas, ainda assim de heróis e heroínas únicas, temos como então a própria colega da educação refere de currículos profundamente monoculturais, então é absolutamente urgente que a gente expanda isso, que a gente diversifique currículo, e que a gente então, e de alguma forma tensione estes espaços né? Tencione a memória, pressione as nossas trajetórias, e de fato a essa trajetória aí sou porque assim me defino, me sinto mais à vontade de me definir assim como sul e o grandense, e não como gaúcha, diria que é isso exatamente como o secretário referiu né? Não está morto quem lute quem peleia né, e o Oliveira Silveira lutou e pelou duramente, porque ser negro do Brasil não é fácil, ser negro do Rio do Sul também não é fácil, e principalmente na região de campanha da onde veio Oliveira Silveira enfim né, e também trazendo esse dado pra vocês é muito discutido nos né? Da UNIPAMPA que tem 1 discussão importante, 1 universidade né, da federal da região do PANPA, enfim, tem homenageam a Oliveira Silveira, então é espaço importante né, ele é de fato, enfim, essa referência, 1 referência importante cujo nome precisa constar no livro de heróis e heroínas da, muito obrigada, muito obrigado secretário, muito obrigada deputada, muito obrigado por partilhar essa mesa, com os demais colegas. Bom dia a todos e todas.

0:002:43
28 de nov, 11:21
#17
Transcrição por IA

Obrigada, Leonice. Passo pra Vilma, Vilma, por favor.

0:000:11
28 de nov, 11:24
#18
DIRETORA DE POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL E EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA - MINITÉRIO DA EDUCAÇÃO Wilma Coelho
Wilma Coelho

DIRETORA DE POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL E EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA - MINITÉRIO DA EDUCAÇÃO

Transcrição por IA

Eu gostaria de finalizar com, me permitam fazer 1 leitura, esse PL então é de alta relevância porque nos traz aprendizado e desafio. O aprendizado é de que o combate ao racismo ele não faz com ações isoladas, e isso Oliveira Silveira nos ensinou e a trajetória da deputada em torno dessa temática reitera esta premissa, mas e nem com protagonismo solitários e nem com atitudes definitivas, como Oliveira nos ensina e nos ensinou, a natureza do sistema educacional compreende 1 renovação constante dos agentes de cada sistema dentre as suas ações e lugares que foram subvertidos ao longo dessa trajetória de currículo homogênico, de currículo eurocêntrico. Isso significa que a luta ela é permanente, ela se apropria e se beneficia do legado de gerações anteriores, e às vezes ampliando conquistas, às vezes introduzindo novos avanços e às vezes recuperando conquistas perdidas. O passado recente é pródigo em lições suficientes nesse sentido. Esse PL reitera a necessidade de construir 1 vínculo com essa memória entre as ações daqueles que nos antecederam, reconhecendo conquistas, perdas, avanços e recuos. Isso demanda humildade para o reconhecimento de que constituímos coletivo, 1 corrente libertária, formada por elos comprometidos com a mesma causa. Isso demanda compromisso. Este PL é exemplo deste compromisso, por meio de vinculação de ações às demandas dos movimentos que integramos e das necessidades que o nosso tempo impõe. Por isso, reitero a honra de participar nesta audiência pública cujo PL registra desses elos dessa corrente libertária, dos pilares da nossa luta, dos heróis da nossa resistência como povo preto. Oliveira Silveira nos deixou legado que hoje lutamos para honrar a luta da nação brasileira. Com esse legado a educação ela tende a promover crítica aos cânones e à promoção de novas epistemologias. Viva Oliveira Silveira, muito obrigada.

0:002:57
28 de nov, 11:24
#19
Transcrição por IA

Obrigada, Vilma e a Naiara está presente. Naiara você gostaria de fazer uso da palavra? Vinho.

0:000:16
28 de nov, 11:27
#20
Instituto Oliveira Silveira Naiara Oliveira
Naiara Oliveira

Instituto Oliveira Silveira

Transcrição por IA

Eu já chorei, eu já li, muito feliz com tudo isso que vocês falam e falaram do meu pai, porque eu tenho a visão de filha né, mas é tão bom ouvir das outras pessoas aquilo que eu também acho né, então não fica só na minha emoção. Agradeço essa essa sessão essa plenária, agradeço a todos por essa homenagem, com certeza meu pai está muito feliz, meus familiares de Rosário também, que estão aqui, muitos não puderam participar dessa dessa audiência, espero que esteja gravada pra poder mostrar depois. Muito muito muito obrigada. Reginete, pode contar comigo. Obrigada.

0:000:50
28 de nov, 11:27
#21
Transcrição por IA

Fica gravado, você pode acessar da hora que quiser e a gente também providencia, você pode baixar no no na página da câmara, né? E a gente também veio aqui com a nossa melhoria pra encaminhar pra

0:000:13
28 de nov, 11:28
#22
Instituto Oliveira Silveira Naiara Oliveira
Naiara Oliveira

Instituto Oliveira Silveira

Transcrição por IA

Tinha em Rosário né, que gostariam muito de de poder assistir. Também.

0:000:07
28 de nov, 11:28
#23
Transcrição por IA

Obrigada Nayara, e vou passar pra nossa última palestrante a Franciele, por gentileza Franciele.

0:000:11
28 de nov, 11:28
#24
Coordenadora-Geral de Relações Institucionais - Arquivo Nacional Franciele Oliveira
Franciele Oliveira

Coordenadora-Geral de Relações Institucionais - Arquivo Nacional

Transcrição por IA

Então eu reforço o meu agradecimento né, pelo convite pra estar aqui com vocês reunidos pra falar sobre essa pessoa tão importante, quero reforçar o nosso compromisso com o direito de memória, com o dever de memória, né? Me coloco à disposição tanto de Reginete e sua equipe quanto dos demais pra seguirmos, né? Ecoando essa história, essa trajetória, a importância de Oliveira Silveira e me coloco sobretudo à disposição da Naiara, do Instituto da Família da família Ferreira da Silveira, nesse resgate das origens familiares de Oliveira, de subsídios documentais e históricos. Eu trabalho com isso, né? Na reconstituição de genealogias de famílias negras. Recentemente nós trabalhamos com o GEPA na reconstituição da família de Lupsínio Rodrigues, que até então não se conheciam os ancestrais africanos que são quilombolas da região litorânea do Rio Grande do Sul do litoral negro, então reafirmo aí essa parceria e esse apoio que mais 1 vez segue na elucidação dessa trajetória afro gaúcha, e me coloco também à disposição junto aos órgãos, as entidades da qual eu pertenço e com os quais eu compartilho essas perspectivas como o GEPA UFSM e como Arquivo Nacional pra fazer coa né? Essa essa grande liderança que prestou serviço tão fundamental tanto pra história quanto pra literatura quanto pra educação e na proteção, reforço do patrimônio documental da cidadania e das e experiências negras em território afro gaúcho. Então viva Oliveira Silveira, leiam Oliveira Silveira, escutem o que as populações negras desse país têm a nos dizer. Obrigada.

0:002:14
28 de nov, 11:29
#25
Transcrição por IA

Obrigada, Franciele, realmente muito emocionante, me emocionei com a fala da da Nayara porque também nos lembra e traz saudades de Oliveira Silveira nas ruas de Porto Alegre, na feira do livro, né. Era a feira do livro eu sempre digo que é fato, né, cultural muito forte na no nosso estado, em Porto Alegre, e a feira do livro sem Oliveira Silveira mudou porque era comum a gente encontrar em todas as feiras do livro Oliveira Silveira participando, sempre com o livro embaixo do braço. Então era 1 figura muito presente nas nossas vidas, né. Então hoje Nayara e demais convidados a gente estar colocando esse projeto de lei pra escrever Oliveira Silveira no livro de Heróis e da Pátria, é o mínimo que nós podemos fazer diante da contribuição que ele deu pro povo brasileiro, pra nós negros e negras, pra nós gaúchos que vivemos lá no na pontinha do do do Brasil, mas que também no estado num dos estados mais brancos do país, mas que também construímos 1 resistência forte que tem trazido grandes figuras pra na luta por justiça, por igualdade como Oliveira Silveira, como o almirante negro João Cândido e como a nossa querida Luiza Barros e que fizeram história e fizeram a diferença no nosso país. E pra finalizar não poderia deixar de ler 1 poesia de Oliveira Silveira porque foi aonde ele mais se destacou com publicações incríveis e reforça as palavras da da Francieli, leiam Oliveira Silveira porque é 1 literatura muito importante e fortalecedora né, porque ele fala do cotidiano né, da realidade da do povo brasileiro e de nós negros e negros né. Então a poesia chamase encontrei minhas origens. Encontrei minhas origens em velhos arquivos, livros, encontrei em malditos objetos, troncos e griletas. Encontrei minhas origens no leste, no mar e em mundos bombeiros, encontrei minhas origens em doces palavras, cantos e infuriosos tambores, ricos. Encontrei minhas origens na cor de minha pele, nos lanhos de minha alma em mim, em minha gente escura, em meus heróis altivos, encontrei, encontreias enfim me encontrei, tá. Então, que reforçando de novo né a necessidade de ter os nossos heróis né? A nossa história, a nossa memória. Então agradeço a contribuição de todos e todas e por esse momento importante no processo de reconhecimento de Oliveira Silveira como herói da pátria, mas também por essa troca né, carregada de razão e muita emoção que é muito própria de quando se fala do do nosso povo e da nossa gente, né. Então, nada mais havendo a tratar declaro encerrada a presente reunião, antes convoco as senhoras e os senhores para audiência pública que irá discutir a eficácia, os desafios e as implicações das bancas de heteroidentificação no sistema de cotas raciais que acontecerá ainda hoje às 14 horas neste plenário. Muito obrigada, viva Oliveira Silveira, viva o 20 de novembro.

0:005:29
28 de nov, 11:31