COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS, MINORIAS E IGUALDADE RACIAL
Sobre o Evento
Comissão discute desafios da heteroidentificação com diversos participantes, incluindo deputados e representantes de ONGs.
Deputado
Boa tarde a todos. Quintafeira, 28 do 11, às 14 horas. Declaro aberta esta audiência pública da comissão de direitos humanos, minoria e igualdade racial, para discutir, a eficácia, os desafios e as aplicações das bancas de heteroidentificação no sistema de quota raciais. Este evento decorre da aprovação do requerimento número 47 2024 de minha autoria. Eu farei a minha breve áudio descrição para as pessoas cegas, com baixa visão, que estejam nos assistindo. Peço que os demais integrantes façam também a sua autodescrição. Antes de iniciar as suas fala, sou 1 pessoa, negra, de metro e 93, de pele escura. Estou, tenho o cabelo crespo, estou vestindo, terno preto, com a camisa branca, 1 gravata listrada. Gente essa auto descrição é muito importante, porque vocês sabem que como é transmitido, pra todo o Brasil ou pra quem quiser entrar através do site, e tem pessoas cegas, que geralmente acompanha que a casa é assim é é 1 aliança 1 audiência muito grande então, a descrição é por forma, pra facilitar, forma técnica a inclusão das pessoas. Este plenário até equipado com tecnologia que confere acessibilidade tais como, aro magnético, bluetooth e sistema FM para usuários de aparelhos auditivo, além de tradução simultânea em libras. Esta audiência pública está sendo transmitida pela página WWW ponto câmera ponto leg ponto b r barra CDHM. Nesta reunião teremos a teremos participações presenciais e por teleconferência. O registro de presença dos parlamentares se dará na forma presencial, no posto de registro biomédico, ou pelo Ifoleg está aberto também pro Ifoleg quem quiser algum parlamentar que estiver assistindo através do Ifoleg vai ter o teu tempo aqui. Os parlamentares que fizeram o registro esclareço que terá o seu tempo, de 3 minuto para falar. O tempo dos expositores são de 7 minutos, o pessoal tentar pra falar 7 minutos e de acordo com a mesa a gente vai dar 1 possibilidade de estender esse tempo, mas sempre voltando nos 7 minuto. Dando início à atividade de hoje, convido para compor a mesa, senhor Fernando Santos de Jesus. Doutora em educação pela Universidade Federal do Ceará, especialista em política pública sobre raça e educação, por gentileza. E de forma virtual, está o senhor Marco Vinicius Teixeira Soares dos Santos, meu amigo Marco Santos, deputado pela Assembleia da República de Portugal, carioca, meu amigo que Deus abençoe a sua vida aí nesse teu mandato nessa tua caminhada é 1 pessoa que eu te admiro parabéns pelo trabalho. E de forma remota também está senhor Reinaldo, Almeida Malta, advogado da ONG Letra, é advogado que tem atuado muito nessa parte de pessoas que não conseguem lograr êxito na banca de heteroidentificação. E estamos também esperando entrar, online, a convidada que é a senhora, Janicreia Suellli Maia Martins, ela é estudante de medicina da, UN. O n é b, expulsa pela banca de heteroidentificação. Carioca né? O motivo dessa dessa audiência pública é, diversas notícia, diversas notícias foram apontado pela justiça da banca de heteroidentificação, causando principalmente com os pardos. Nas reportagens recente conseguiu identificar que pardos são os mais prejudicados com essa bancas, e acabam tendo as suas vagas negadas. O momento aqui também pedir agradecer a presença do meu amigo aí Botafoguense, sintase à vontade esse é a sua casa você sabe que é sempre 1 honra, ter você aqui, com a sua participação, com a sua participação técnica, a Cídua, bom conhecedor do regimento interno. Paulo Fernandes é sempre 1 honra têlo aqui. Também aqui os demais estudantes ali, está ali, Jean Lopes, faz estudante de direito. Na faculdade da, do Cube. Tal Edu Cabral, que luta muito nessas pautas, pela luta da vida nas comunidades terapêuticas, e outros amigo também, né e só tem irmão aqui é sempre 1 honra têlos aqui presente, aos demais que estão assistindo também de forma online. Dando continuidade em muitos casos, a judicialização, ela está sendo, o último recurso que as pessoas estão tendo para ter acesso à sua vaga. Imagina vocês 1 pessoa que passa, numa prova, tem 1 festa, comemorativa, 1 1 forma de o pessoal fazer, churrasco, 1 comemoração bem bacana, a pessoa passei na prova, aí até que ela chega na faculdade, ela passa a ter conhecimento que existe 1 tal de banca de heteroidentificação. E essa banca, ela olha, ela está ali simplesmente dizendo quem, se você como negro, se a tua autodeclaração vale ou não. O que que que que geralmente ela diz? Ela vê se teu fenótipo está dentro daquela descrição, para saber se você tem acesso então não importa a tua autodeclaração. A banca de heteroidentificação, ela simplesmente, está separando, as pessoas, dentro da sua negritude, ela pega o pardo e fala você tem a pele pouco mais clara, tem o nariz afinelado então você não passa nessa banca. E de antemão fala pra todos que não sentiram contemplado pela banca, judicializem, A justiça é a saída democrática para resolver essas divergência. Eu quero acompanhar de perto, como parlamentar esses casos, e verificar a importância, necessidade para discutir assunto nessa casa. É imprescindível, estourarmos aqui diálogos com ambas as partes, ouvi aqui foram convidado outras pessoas também para que pudesse tentar explicar, o porquê da banca, a sua eficácia, a sua finalidade. Então a casa do povo está sempre aberta para que, outras pessoas que têm posicionamento diferente, ou até que compadessa com o nosso, com o nosso entendimento, compadessa com as dores daquele que são injustiçada para poder fazer contato que meu gabinete da casa está sempre porta aberta. E a partir dessa audiência pública espero conseguir mapear as necessidade, propor aqui 1 saída, eu tenho aqui projeto, que ela não é, em vez de se basear na cor da pele cota racial, ele vai na oportunidade social. É projeto meu que ele tenta contemplar dentro da vulnerabilidade. Imagina que, Paulo Fernando, o morador, só nascente, aí tem o a pobreza ela não tem pôr. Tem pobre branco, e tem pobre negro. Nas mesmas condições, aí se você for fazer o pobres, só nascente, se ele for fazer concurso, pra universidade tudo bem, aí leva o critério de vulnerabilidade e pobreza, mas se ele for fazer pra pra polícia militar, ele não pode, porque ele não é pessoa negra. Vê que ponto está. Então vamos dar continuidade aqui, vamos chamar, o expositor e vamos ver, o senhor Marcos Santos, e muito obrigado por estar aí tirando 1 parte do seu tempo, eu sei que você está aí no orçamento né, compondo, está compondo aí a comissão de orçamento, está compondo a comissão de orçamento não é 1 coisa fácil é que vai reger a economia do país, então, eu sei que você tem compromisso de antemão de te agradecer, por ter tirado tempo, que está funcionando aí a câmara pra poder ouvir aqui a tua participação. Fica à vontade meu amigo. 7 minutos. E mais 3 depois. Marcos, liga o som por favor. Está desligado o seu microfone, isso. Agora sim. Não sei te pagar aí meu verão. Estou ouvindo bem, vê aí. Conseguem ouvir? Muito bem.
Deputado - Assembleia da República de Portugal
Obrigado obrigado pelo seu deputado primeiramente é prazer participar dessa dessa audiência. Gostaria cumprimentar então o deputado autor desse desse requerimento ah cumprimentar também o os outros colegas que estão ah que estão a participar e e ver mais pessoas que estão assistindo em casa e que estão a acompanhar aí nessa na, a nossa audiência. Como como o deputado falou pra nós nos fazermos a autodecoração, então eu queria dizer pras pessoas que não têm a possibilidade de de de de verem a minha imagem, que eu sou homem negro também, também, tenho metro e 70, sou careca não corrupção, porque já tem 45 anos e o cabelo já já não já não cresce tanto. Acima da minha mãe também sou negão muito bonito, então dá para ter 1 noção de como como como eu pareça. Eu queria depois da pequena apresentação, eu gostaria de aproveitar essa oportunidade presente na sua comissão de direitos humanos, não sei se me ouvem? Estou ouvindo bem. Estou ouvindo? Estou ouvindo. Ok, eu gostaria de de aproveitar a oportunidade desse deputado, de estar participando nessa comissão direitos humanos para expressar rapidamente todo o meu apoio e o meu sentimento neste momento de dor por todos os brasileiros que estão a a serem vítimas de perseguição política neste regime autoritário vigente no Brasil. Sabemos que alguns brasileiros são presos e muitos outros estão exilados. Gostaria de dizer a comunidade, gostaria de dizer que a comunidade internacional tem acompanhado, está ciente das atrocidades que o governo brasileiro juntamente com o Superior Tribunal Federal tem feito com este brasileiros, Por isso queria deixar aqui esse meu apoio a este brasileiros, eu queria deixar 1 passagem rápida, salmos 30, versículo 5, que diz que o choro pode durar 1 noite, mas a alegria vem pela manhã. Por isso, obrigado por essa oportunidade. Agora, falando sobre o tema que nos trouxe para este debate, que é a banca de heteroidentificação. Veja bem, eu posso falar na primeira pessoa, 1 vez que sou homem negro, imigrante e que fui eleito de forma democrática, deputado da Assembleia da República pelos aqui em Portugal e pelos portugueses, né? Por isso, além disso também fui atleta durante durante muitos anos, toda a minha vida, e conquistei muitos muitos títulos, muitas medalhas, e nenhuma vez, nenhuma única vez, eu ganhei, fui beneficiado, ou fui prejudicado por ser negro, pardo, mulato, ou qualquer outra classificação que queira atribuir ao meu tom de pele. Tudo que eu obstei na minha vida, sempre foi por mérito, portanto jamais poderia ser a favor desse sistema de cotas raciais. Não existe nada mais honroso para para ser humano, do que a meritocracia, ou seja, você ser beneficiado por aquilo que você merece, aquilo que você lutou para fazer e não pelo pelo tom da sua pele. O que todas as pessoas precisam, no meu, no meu ponto de vista, o que todas as pessoas precisam é de oportunidade, como o deputado costuma dizer bastante falar sobre isso, sobre oportunidade. Então homem negro, ou homem branco, que vive numa favela, ou numa periferia, em condições de vida muito difícil, precisam da mesma coisa, que é oportunidade. Portanto considero perigoso classificar a diversidade humana por raças, né, e aqui na Europa, deputado, não sei se, aqui na Europa e no mundo inteiro, todos nós lembramos o que aconteceu na antiga Alemanha, quando o líder do Partido Socialista dos Trabalhadores, Adolf Hitler, decidiu subjugar os seres humanos por raça. Por isso eu acho que essa forma de de de de essa banca de heteroidentificação, na verdade nada mais é do que sistema sistema discriminatório. E a própria lei brasileira ela ela é bem clara sobre sobre AAA lei do racismo, eu estive aqui acompanhar aqui algumas, alguns documentos aí da da do Brasil e vi aqui essa lei essa lei 7716 barra 89, que que reconhece e pune todo o tipo de discriminação e preconceito, seja de origem de raça, sexo, corpo, idade, ou seja, quando existe 1 banca de heteroidentificação, que classifica as pessoas, olha você é mulato, você é pago, você é branco, você é amarelo, isso é 1 forma de discriminação, exatamente como o Hitler fez alguns anos atrás na na na antiga Alemanha. Por isso eu acho que é é 1 forma perigosa dos brasileiros, é 1 é caminho perigoso em que a democracia brasileira está a arrumar com a com essas compras raciais.
Deputado
Boca da. Marcos? Parece que está com o delay, não sei se vocês me ouvem bem, mas. Já ouvi quando falou corta raciais mais alguma coisa quer dar continuidade? Pronto,
Deputado - Assembleia da República de Portugal
Não sei se é minha intervenção, não sei se foi, se vocês conseguiram ouvir bem, mas foi nesse sentido de que essa essa essa banca de essa forma, com que está sendo conduzido a separar os brasileiros por por por por conta de cor de pele é 1 forma perigosa, que nós vimos isso acontecer alguns anos atrás na antiga Alemanha, é 1 forma perigosa, é 1 forma discriminatória e a própria lei, a própria constituição brasileira, reconhece isso como 1 forma criminosa, de classificar as pessoas, ninguém deve ser beneficiado ou prejudicado pelo tom de pele e que nós o que nós temos visto nessas bancas de entroneticação, é que pessoas menos parda ou menos pretas ou ou mais claras têm sido prejudicada nesse nesse sistema de copa por isso contra, eu acho que não vai por aí que nós não queremos resolver o problema do Brasil, problema do Brasil é oportunidade, dá oportunidade para as pessoas, sejam elas brancas, negras, amarelas, é oportunidade.
Deputado
Muito obrigado, meu amigo Marcos. Eu sei que, que você, teve que sair lá do plenário pra poder participar. De antemão eu agradeço pela participação. Quando estiver aqui no Brasil vai ser 1 honra, te visitálo aqui nessa casa que é a casa do povo. Sucesso. Obrigado. Tudo de bom que Deus continue abençoando você e sua família rico poderosamente. Abraço dando continuidade Carlos, abraço a todos da TVIX abraço. Nada, eu que agradeço. Dando continuidade, vamos ouvir, o senhor Fernando Santos de Jesus. Doutor em educação pela Universidade Federal do Ceará, especialista em políticas públicas sobre raça e educação. Meu amigo, você tem 7 minutos depois mais 3 faço a sua auto identificação.
Professor
Bom boa tarde, os presentes, me identificando aqui, eu sou pardo, tenho 44 anos, e isso tenho metro e 63, sou baixinho, e assim como a mãe do Marcos também disse que ele era preto bonito, a minha mãe também fala a mesma coisa, né? Mãe é mãe. Então primeiramente eu gostaria de saudar, né? A todos presentes e especial a vossa excelência deputado Hélio Lopes. Agradecêlo pela luta incansável que o senhor carrega nas costas contra todos aqueles que tentam aparelhar o Estado pela via do pretenso combate ao racismo. E dizer que eu, tomo a liberdade de alcunhalos todos aqueles que lhe chamam de capitão do mato, outros adjetivos vexatórios, de agiotas raciais. Eu chamo eles de agiotas raciais porque eles são pessoas que utilizam o expediente do racismo pra poder aparelhar o estado. Então, dito isso, o importante e inadiável debate sobre as bancas de heteroidentificação, ele precisa ser iniciado com a sobre a seguinte pergunta, quem é capaz de definir racialmente o outro em país altamente miscigenado como o Brasil? E a resposta pra essa pergunta, vai esbarrar num fato, de que há muitas décadas o movimento negro brasileiro, ele aceitou a premissa de sociólogo chamado Horaci Nogueira, que afirma que o Brasil diferente dos Estados Unidos, é país que o preconceito ele não é de origem, ou seja, não é pautado numa questão de 1 gota de sangue, e sim é o preconceito de marca, por aquilo que você vê, que o que está visualmente manifesto nas relações cotidianas. O que quer dizer que aquele que possui o fenótipo negro sofre mais por isso do que os que sofrem mais por isso, né, do que os brancos, e numa gradação menos do que os negros retinos. E aí, o que que acontece? Através de ímpeto supremacista que se observa na sociedade hoje contemporânea, os movimentos negros têm excluído sistematicamente os mestiços das vagas reservadas para as para cotas raciais, os definindo de maneira arbitrária como não negros, já que nós estamos num país que não está levando em consideração a questão da cota da da de 1 gota de sangue, da ascendência, como no Estados Unidos. E aí eles ao fazerem isso, reacende a própria celeuma, que é tornado 1 questão chave que deve orientar esse debate, ou seja, quem é capaz de definir racialmente o outro em país altamente miscigenado como o Brasil. Para responder essa questão, eu convido os presentes a refletir sobre 2 tristes episódios em que pessoas foram arbitrariamente definidas pelos por esses supremacistas negros. O primeiro ocorre no ano de 2018, quando a cantora Fabiana Cozza, foi impedida de representar a sambista dona Ivone Lara num musical, numa peça teatral, sob forte acusação de que essa cantora ela não era suficientemente negra para representar a sambista. Em nota, E0E tem detalhe, que a própria dona Ivone Lara queria que a Fabiana Cozza interpretasse o papel dela, ou seja, esses supremacistas negros tomaram a frente inclusive da própria protagonista da história. E em nota, quando a Fabiana Kosa foi diante de tanta pressão, ela diz o seguinte, renuncio por ter dormido negra numa terçafeira e numa quarta após o anúncio do meu nome como protagonista do musical, acordar branca aos olhos de tantos irmãos. Então você vê que há 1 exclusão sistematicamente de pessoas menos retintas, trazendo a a à tona o debate do colorismo que não é matéria aqui agora pro meu, pra minha explanação. E o outro, o outro episódio triste na nossa história, ele data de novembro de 2024, sim agora, quando a professora universitária Marilena Chauí, foi catalogada entre os professores negros da USP, quando socialmente a mesma sempre foi identificada como branca, o que causou espanto e indignação popular. Então em todas as páginas das redes sociais, e em grande parte da mídia, não dessa mídia mas da mídia alternativa, a gente tem 1 grande indignação e muitas análises em relação a isso, ou seja, sobre a seletividade em que os juízes da raça nesse país, determinam quem é ou quem não é negro. Em todos esses casos, os militantes institucionalizados eles se contradizem com as orientações dos órgãos, pelo qual eles produzem as estatísticas que justificam as políticas por eles reivindicadas, e fazem isso violando o princípio básico da autoidentificação. E aí eu introduzo a seguinte questão, se durante o censo do IBGE, vamos refletir aqui, se durante o censo do IBGE, o recenseador for orientado a a identificar a corraça dos indivíduos, qual será a cor do Brasil? Ou seja, o poder de identificação, a da de heteroidentificação, ele não está nem por dentro do próprio órgão que produz as estatísticas no nosso país. Então, você já percebe que o quão arbitrário é identificar o outro já que, pela própria orientação do maior órgão de de de geografia estatística que temos no nosso país, é de que a pessoa diga aquilo que é, aquilo com a qual se identifica. Então diante de todo o exposto, eu finalizo a minha fala, alertando que os riscos do crivo arbitrário dos militantes racialistas, que hoje ocupam posições fundamentais no estado, orbitam entre 3 grandes eixos. Facilitação para a doutrinação ideológica sobre a batuta dos movimentos negros, 2 custos exorbitantes ao ao nosso erário, dadas todas a a logística para manter as políticas públicas que surgem a partir de necessidades inventadas por eles, e 3, facilitação para fraudes e para o corporativismo nos setores públicos baseados na nas identificações ideológicas. Por essas e por outras, eu retorno, eu volto a dizer, diga não aos agiotas raciais, muito obrigado aí aos presentes e ao vosso excelentíssimo deputado Hélio Lopes.
Deputado
Agradecer, as colocações, do professor Fernando Senzala. Eu, concordo em gênero e numerial com o que você falou. Estamos num país realmente que tem 1 parte da sociedade que acha que cabe a ela dizer qual a sua cor ou não, e não importa a sua cor. Se você, não compactuar, com aquilo que eles defende, que eles defendem jogam você, do lado daquilo que eles mais odeiam. Que que eu quero falar com isso meu amigo? Quando você viu nessa nessa, a dona Ivone Lara, quando ia ter esse, esse, esse espetáculo, que a artista, ela falou que estava muito arrependida que ela dormiu, ela dormiu negra, e quando ouviu, no outro dia que não seria ela, e ela era 1 parda, ela foi excluída então ela falou que tipo como se dormisse. Como se dormisse negra e não acordasse negra. E nesse nesse Brasil, miscigenado, eu falo que, as pessoas fica no termo de reparação histórica. Como que vai ter 1 reparação histórica, se todo cidadão, se fizer exame de DNA pro cidadão brasileiro, nascido aqui de algumas gerações, com certeza vai ter 1 porcentagem ali de sangue africano. E o pessoal tem que parar, de falar, da África, como 1 forma pejorativa, como se lá acontecesse tudo de ruim não. Ali é o berço, de muitas descobertas. O Egito, tinha povo judeu, o Egito negro tinha povo judeu, como escravo. E a escravidão, ela não aconteceu aqui na época do Brasil. Você quer fazer 1 reparação histórica? Vou dar fazer 1 linha do tempo bem curto. Ali entre o século sétimo, mais ou menos, 7 6 e algumas coisa, até, chegando no século 14, os mouros, que estavam ali na Península Ibérica, que é entre Portugal e Espanha, eles saíram da África, e foram pra Europa. Esses 7 e meio quase 8 séculos, eles tiveram os europeus como escravo. E ali também teve a miscigenação. Então os mouros africano, foram Península Ibérica pro pessoal da Espanha, entre Portugal, e Espanha. Após isso foram sabe que foram expulso, por os católicos evangélicos expulsaram ali os os os mouros que eram africanos, e aí começou as navegações. O pessoal quando saía pra, pra fazer o tráfico negreiro, o português não saía pra pegar o negro no laço. O negro, Fernando Senzalo, você sabe disso como professor doutor Claudmiro, excelente escritor, quando pegava tinha conflito entre as tribos de africanos, o mais forte, pegava o mais fraco, negros, né? Não tinha naquela época negros não, era pretos, né? Vamos falar assim. E ali, ele pegava o mais forte, vendia os mais fracos. E quando o europeu em especial o português, fazia o transporte, quando chegava vão encurtar, chegava aqui no Brasil. E quando chegava aqui no Brasil, o negro, eu não estou falando que é 1 coisa certa, mas o negro naquela época era mercadoria. E quando ele chegava aqui, que ele era vendido, que o europeu fazia, esse tráfico negreiro, tinha pessoas negras, que comprava outro negro. Por quê? Porque naquela época, o negro, era naquela época, visto qual a mercadoria. Esse movimento negro essa galera costuma professor Paulo Fernando, eles costumam praticar o anacronismo. Eles querem estão querendo, ver o passado querendo resolver de forma acelerada, direito que a esquerda faz, com a visão de hoje. Mas quando eu falo você quer ir lá no tempo, então por que não vai falar de pessoas importantes daquela época? Na época do Brasil colonial tinha o Brasil Império tinha negro muito, muito rico, o nome dele é Barão de Guaraciaba. Barão de Guaraciaba, gente foi banqueiro. Barão de Guaraciaba tinha a fazenda. Criou a Santa Casa. Lá no Rio de Janeiro Barão de Guaraciaba ele tinha, ele tinha negro, mas não tinha porque via aquela escravo porque naquela época era mão de obra daquela época. Agora não sei o que eu vou falar que é certo ou errado, mas foi na figura do seu tempo. Aí de lá pra cá vieram muitos europeus, expulso de lá por causa como foi falado aqui do Hitler, o Hitler quis quando o alemão Hitler quis dividir, a Europa, entre os arianos e quem quem não era de acordo com aquilo que ele identificava que fosse raça pura, então quando tentam dividir entre negros e não negros, já temos na história precedente que não foi bom. O que que aconteceu lá com o Ritter, todo mundo sabe, não queremos isso aqui no dia de hoje. E dentro, da família real, tinha pessoas importantes, a família racista é racista, não era racista. Machado de Assis, pessoal fala que hoje tem que ter cota, porque tem racismo, estrutural tem 1 estrutura que dificulta o negro de chegar naquele objetivo Machado de Assis gente. Considerado por muitos o maior escritor que já teve na na literatura brasileira, e vou além. Lá atrás, ele fundou a Academia Brasileira de Letra. Espera aí, mas como? Como é que vai falar da estrutura, dificuldade, vamos deixar Machado de Assis. Vamos André Rebouça. André Rebouça naquela época. Negão. Era engenheiro. Foi militar. Tem muitas construções. Circulava também na família real então já prova que a família real não é racista, e prova que a escravidão foi na figura do seu tempo. Não adianta criar 1 banca de heteroidentificação. Edu Cabral. Não adianta, pra tentar agora dividir entre negros e não nego está aqui olha, olha a figura, esse é o Brasil, o Brasil miscigenado. É Brasil sem diferença, de como é branco, e que não é branco, do indígena somos seres humanos. Deus nos criou como seres humanos. Então, essa pra mim essa reparação histórica é 1 balela, e quando vai reparar historicamente, eu vou ocupar quem? Os mouros, que ficaram 7 ou 8 século no na perícia ibérica, vou ocupar o português, e se quando o seu português trouxe alguém aqui, barão de Guaraciaba, podem pesquisar, é no negro, e se a origem da minha família vem da da fazenda dos Barboas, e da fazenda dos Lopes, vamos fazer 1 suposição que o barão de Guaraciaba naquela época comprou ali alguém que deu origem a minha família, eu vou processar outro negro, então nessa linha do tempo, isso é fatos e dados. Não adianta dizer que tem racismo estrutural é balela, porque quando eu era adolescente, 12 13 ano, eu pegava resto de comida na casa das pessoas, pra criar dos porcos. Depois de ia tomar banho, pra poder brincar, estudei escola pública. Passei concurso militar em 1990 e E quando chegava na escola militar, não tinha que você é branco ou que você é negro. Era meritocracia da nota. Minha mãe ainda mora no Morro do Tempero. Então as pessoas têm essa mania de falar, não conhece, aqui está falando 1 pessoa que fala, gente, basta. Vamos parar de dividir o Brasil entre negros e não negros. E pra terminar aqui, eu vou falar que na casa da minha mãe foi ter água encanada, em 2000, entre 24020 e então eu não aceito quando o pessoal vai falar querer me ensinar a ser preto. Eu não aceito o pessoal querer falar qual tem que ser meu posicionamento. Somos Brasil miscigenado, basta, devemos dar 1 continuidade de inclusão, sem levar em consideração a cor da pele. Vamos ouvir aqui agora, professor, o senhor vai querer falar? Ah no final está, então vamos ouvir aqui a. Ah Ju, se a gente entrou, está aqui também presente de forma remota, a senhora, Jane Creia Sueli Maia Martins, estudante de medicina, na UNEB. Ela foi expulsa na banca de heteroidentificação, e ela é negra. E eu vou falar aqui gente. Pode ter a autodeclaração. Eu não estou falando de concordar e não concordar. A pessoa ela pode se autodeclarar, que ela se olha no espelho, sexo diferente, e não é ela que está se se declarando, e 1 pessoa, que é parda, que negros é o conceito de autodeclarados pretos, que são 10.3 por 100, mais a soma de autodeclarados tardos, que é 43.2 por 100. Então gente, isso aí dá uns 45 por 145 55 por 100, mais ou menos de negros, então tem a maioria. Mas só que esses pardos, na banca dieta da identificação, ela olha, tem nariz fino? Não, não importa a cor da pele. Como é que é o cabelo? O cabelo é encaracolado? Ou eu posso falar assim? Porque como diz a esquerda estou no meu lugar de fala, com meu dente amarelo palma da mão escura, meus olhos amarelo, meu cabelo pixaim lábios carnudo cor de pele preta eu posso falar o quê eles olham o seu cabelo não é pixaim os seus lábios não são carnudos você é até preta, mas tem uns olhos claros. Olha, olha o poder, e não está previsto na lei esse poder de dizer se a pessoa na autodeclaração ela tem acordo ou não. Isso aí é outro caso, mas não está previsto isso. Então aqui vamos ouvir, a nossa amiga. Ô minha querida. Johnny. Johnny. Vou vou, chegou agora, seja bemvinda, sintase em casa. Obrigada. Você é o que você quiser ser. Verdade Ninguém tem que ser o que você é ou não é. Parabéns pela coragem, vamos ouvir aqui Muito obrigado. Tá? Eu vou só ouvir aqui o, o senhor, Reinaldo, Almeida Malta, advogado da ONG, letra, Reinaldo você de falar aqui as suas atuações, mas antes, lembrar fazer a sua auto descrição, porque nós temos pessoas, cegas, que estão acompanhando essa audiência pública então por gentileza faço a descrição, e você tem 7 minutos precisando mais 3.
Advogado - ONG Letra
Boa tarde a todos. Sou homem, metro e 80, me considero mestiços, óleo de cabelos pretos, terno cinza, e gravata preta listrada. Vocês conseguem, tem 1 apresentação, vocês conseguem exibir? Deputado? Está passando no telão. Estou ouvindo bem.
Deputado
Vem. Tem apresentação, eu consigo ver os slides que vão. A apresentação vai vai entrar ali.
Advogado - ONG Letra
Só por gentileza pra pra pra repor essa questão do tempo porque não. Não, pode.
Deputado
Adiantar pouco Não, pode ficar. Pode ficar à vontade a sua explicação, fala aí, você tem 7 minuto depois mais 3.
Deputado
Reinaldo, muito boa aí as suas colocações, é o que eu falo. Eu acho, importantíssimo quando as pessoas trazem aqui as palavras, e justamente com isso, trazem os dados. E você foi o, muito seguro nas palavras, colocou bem, sintase em casa, essa é 1 casa do povo. Essa não é a casa de negro, essa não é a casa de branco, essa não é só a casa de a casa de quilombola, de indígena, Essa casa, é a casa de todos. Inclusive, aqueles que não são brasileiro, e tiver no Brasil, pode vim que essa casa é a casa do povo. Essa casa ela não tem cor. Se tiver 1 cor, é a cor do Brasil. Então muito obrigado. Vamos ouvir aqui, antes de ouvir, a senhora Junicléia, e por último, professor Paulo Fernando que vai vai fechar, após a fala do professor, eu vou abrir aqui, para 10 pessoas, poder falar, gente, o tempo, eu acho que é melhor falar no tempo curto do que não falar. E vai ficar meio antiético falar olha está passando está no limite então. O pessoal que eu vou abrir aí os 10 minutos é 10 10 pessoas, vão ser aí 3 minutos, a gente fala 2 é 3, agora imagina, imagina numa audiência pública, falando ali sobre, a banca de héteroidentificação, ter que negão aqui falar quem deve falar mais ou não, mandar cortar o sol. Eu critico, a banca de hétero identificação, e vou ter que colocar em prática, porque quem passar de 3 minutos, infelizmente vou ter gente, porque tem tempo, a casa abre, tem assim tem 1 estrutura muito grande, eu quero aqui agradecer. Então, Luíza, o pessoal da casa, todos os todos que estão aí, tem gente no suporte pra pra isso aqui acontecer, tem pessoal que que nos abastece, antes de abastecer com a água e o café, nos abastece com belo sorriso, Framenguista, parabéns pelo time, frisando isso. Não é lá de futebol não, não ligo muito pra futebol não, mas estou parabenizando pelo time que é flamenguista. É, parabéns parabéns, esse é detalhe, parabéns, E o pessoal que está aqui, as menina que estão dando suporte, porque pra chegar aqui está no horário, está funcionando, está sendo transmitido, então tem o pessoal que dá suporte então, agradecer também. Essa turma. Agradecer, que ela estava perguntando aqui você tem tempinho aqui né? Eu não vou falar o tempo não, mas senão você vai olhar o tempo vai querer falar não tem isso tudo tal mas, 20 e poucos ano aqui de casa. Então, 37 eu vou nem falar só se eu me descobri minha idade, não era nem nascido nessa época. Pessoal, então vamos aqui agradecer todos que estão dando suporte, agradecer à presidente Daiana, que é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Igualdade Racial, é 1 pessoa que tem 1 ideologia totalmente divergente da minha, mas aqui a gente sempre trata outro no respeito. Apesar dela ser a favor da banca de heteroidentificação, a gente entra com o requerimento, e ela autorizou, teve a votação ela autorizou que tivesse essa audiência então é bom reconhecer, não é só falar que a pessoa pensa de jeito a gente pensa de outro não gente, porque ela é presidente dessa casa, da comissão de direitos humanos e igualdade racial. Então se não fosse a presidente Diana, Daiana autorizando que é a deputada, pelo Rio Grande do Sul. Da esquerda, mas ela autorizou pra que tivesse evento como esse pra poder trazer as informações. Os benefícios, e os malefícios, da banca de heteroidentificação, que muitos falam que é tribunal racial, e não sou eu que falo. Quem quiser ler lá atrás o voto de Gilmar Mendes, ele que, que até na votação reconheceu que ela tinha direito, que a senhora June Cleia tinha direito à vaga, ele também quando deu o seu voto lá atrás ele, sempre falou isso, dessa dessa comissão, que a comissão de heteroidentificação ele teve, ele falou que não. Então, voltando aqui frisar novamente, vai ter 1 relação aí, falando aqui com com o Ricardo. Após, a Janicéia falar, e o meu amigo, deputado, isso aqui gente, olha, poucos, poucos na casa, conhece o regimento tão bem, quanto cidadão aqui. E sabe que o Kenny trabalhou muitos anos, muitos muitos muitos mesmo, foi aluno e discípulo, deputado Eneas Carneiro. Foi professor que tudo o que ele falava lá atrás, ele dava 1 aula, respeitando os doutores, doutor Senzala, doutor Ricardo, ele dava 1 aula, de qualquer assunto, em minuto pra todo mundo, e ainda tinha tempo de falar em minuto o meu nome é Eneas. E aqui esse cidadão a biografia, né, do Eneas, quem quiser ler, porque ele ali foi amigo próximo, então meu amigo, é sempre sua casa, sabe que é 1 honra, e eu sei que a recíproca é verdadeira é que a gente lá botou aqui nas comissões, que Deus abençoe sua vida. Vamos ouvir aqui, a senhora, Jane Creia Sueli Maia Martins, estudante de medicina, da UNNB, ela foi expulsa da banca de heteroidentificação, e ouvimos agora ali também 000 nosso amigo Reinaldo, trazendo conhecimento de todos o que que aconteceu? Jane Creia. Boa tarde. Boa tarde. Boa tarde, tudo bem com você? Tudo bem. Sintese à vontade. Eu vou eu vou falar que talvez você não não deva ter escutado, quando você começar a falar, você fala o seu nome, e você faça a sua descrição, porque tem pessoas cegas que não estão acompanhando nessa audiência, aí você faz a sua identificação, é nome, cor da pele, cabelo querendo altura idade, a roupa que está vestindo, e depois você dá continuidade você tem 7 minuto, pra contar, 1 parte da história que aconteceu na sua vida, que não é fato raro. Vem acontecido, vem acontecendo reiteradamente nesse Brasil miscigenado. Boa tarde, a casa é sua.
Estudante - UNEB
Boa tarde. Meu nome é Jane Cleia Sueli Maia Martins. 1 mulher parda. 50 e anos. Tenho cabelos longos, ondulados, pretos, e pele parda tem metro e 65 de altura, e estou vestindo 1 blusa preta. A minha história, é bastante longa mas eu vou tentar resumir nesses 7 minutos. Me ouvem?
Deputado
Sim, estou ouvindo bem a senhora. Pode continuar.
Estudante - UNEB
Sim eu, passei desde minha infância e toda a minha vida o meu sonho foi cursar medicina, porém minha família de baixa renda extrema baixa renda, sempre vivi com com o pouco do pouco, então não não tinha condições de cursar 1 faculdade, que fosse paga. Então passei a minha, não consegui passar ainda quantos quando jovem me casei muito jovem e fui trabalhar e então depois de certo tempo certo tempo voltei a estudar estudar em casa pra tentar medicina. Passei 12 anos de minha vida estudando, consegui passar pelo vestibular tradicional na Universidade Estadual da Bahia. Sou aluno sou regressa do ensino público minha vida inteira sou de família de baixa renda e sou baixa renda mãe avó também E quando passei, que eu prestei o vestibular em 2022, final de 2022, prestei o vestibular depois de 1 situação bastante difícil na minha vida que foi a perda de meu pai poucos meses depois eu fui fazer o vestibular, sem esperança nenhuma mas, consegui passar graças a Deus consegui passar e então vim fazer minha matrícula. Fui convocado pra fazer a matrícula como o doutor Reinaldo falou eu não tinha dinheiro nem pra vir entregar a documentação. Foi que arranjaram e eu vim entregar a documentação inteira entreguei a documentação toda, fiz a autodeclaração por documento que era exigido pela faculdade e o documento quem fornecia era a própria faculdade a UNEB. Fiz essas essa autodeclaração frente a 1 comissão de matrícula, passei por essa comissão eles avaliaram pegaram todos os meus documentos, com fiz a matrícula e fiquei aguardando 1 semana a resposta deles, se seria efetivada ou não a minha matrícula. Por conta da autodeclaração porque a cota que eu me encaixo é autodeclaração baixa renda e escola pública a vida inteira. E então entreguei tudo isso e fui embora voltei pra pra minha cidade e fiquei aguardando. 1 semana depois, recebi o resultado de que estava tudo legal tudo confirmado eu vim, efetivei minha matrícula e comecei a estudar, em março de 2023. Decorridos, ano e meio já estava no final do terceiro semestre, a faculdade montou 1 banca de heteroidentificação que não existia a faculdade tem mais de 40 anos nunca havia feito 1 banca de heteroidentificação, criou essa banca da noite para o dia, me convocaram, intimaram praticamente a comparecer a essa banca e eu fui muito nervosa não sabia o que estava acontecendo e fiquei frente a 5 pessoas em 1 sala bastante clara, e essas pessoas me colocaram de frente computador, me deram papel pra que eu segurasse assim, segurasse o papel dessa maneira assim, com os meus dados né minha matrícula e meu nome completo e eu dissesse eu Jane Cleia Sueli Maia Martins me autodeclaro preta da cor parda e eu disse não, eu não me autodeclarei preta moça, Eu me me autodeclaro parda porque é assim que eu me enxergo a vida inteira eu me declaro parda. Aí ela foi e disse não você não pode falar assim. Você tem que falar do jeito que está aí nesse papel, que tinha outro papel na frente. Aí eu fui e fiz do jeito que ela disse, eles gravaram tudo, e depois aí eu fui e disse moça mas por que que estão fazendo isso? Aí ela disse a gente não está aqui pra lhe dar explicações. Você só tem que passar pela banca nós só somos os avaliadores e pronto aí passei por essa banca e quando foi no final do dia do mesmo dia saiu o resultado contestando a minha autodeclaração dizendo que tinha sido anulada. Aí eu entrei com recurso fiquei muito desesperada nesse dia, entrei com recurso e 2 dias depois negaram o meu recurso. E pouquinho acho que 1 semana me expulsaram. Me expulsaram da faculdade eu soube porque amigo foi que virou pra mim e disse você sabia que você foi teve sua matrícula cancelada? Aí eu fiquei muito desesperada. Divulgaram no Diário Oficial o o pessoal jogou na internet, colocou que eu era 1 que tinha fraudado, enfim foi desespero geral. E aí eu fiquei fui expulsa da faculdade e fiquei sem ninguém pra ter ter como me defender que eu não tinha condições nenhuma tinha que aguardar pelo Ministério Público e foi aí que surgiu a ONG na minha vida graças a Deus. E o doutor Reinaldo fez a a minha defesa brilhantemente e me restaurou a faculdade. Graças a Deus eu voltei mas voltei numa condição assim bem debilitada porque ele nesse pouco tempo que eu fiquei fora e fiquei muito mal, minha cabeça ficou muito ruim eu não dormia não comia, perdi muito peso até hoje eu eu sofro muito qualquer coisa que vão me dizer eu fique toda me tremendo, acho que eu estou errada, que vão me expulsar novamente. Enfim foi abalo total na minha vida. E resumindo, eu não creio que seja justo o que se faz, O que o que se faz com a população autodeclarada. Porque não é, como todos os senhores falaram, não é 1 a cor o meu fenótipo que vai me definir. A minha vida inteira eu vivi sob condições muito precárias, minha vida inteira eu me enxerguei e me vejo como parda e não é outra pessoa que vai dizer qual é a minha condição. Então eu espero que o o meu o que eu passei e que ainda estou passando né porque não finalizou ainda o processo, que não não aconteça com outras pessoas porque é muito ruim muito ruim a pessoa se sente de lixo. É muito difícil. Até agora. Quando eu falo eu fico muito mal Perdão senhor Perdão que isso sirva de exemplo que outras pessoas assim como eu aos 50 e anos que eu estou hoje passar por 1 vergonha dessa ser chamada de de errada desonesta 1 coisa que eu nunca fui na minha vida. Que mais ninguém possa passar por isso que eu consiga me formar consiga trabalhar ajudar muita gente muitas pessoas que assim como eu não têm condições de fazer muito que eu possa ajudar a todos pra poder diminuir essa desigualdade da maneira que eu vou servir à sociedade. Muito obrigada a todos os senhores por me dar essa oportunidade de de falar e peço desculpas pela emoção porque isso me abala muito até hoje eu eu fico assim, todas as vezes que eu falo nisso eu fico muito nervosa porque eu fico pensando que a qualquer hora pode acontecer tudo novamente, e eu ser expulsa. Muito obrigada a todos vocês. A todos os senhores muito obrigada.
Deputado
Jane, a sua história, emocionou todo mundo aqui. Se não bastasse você falar e começar a me emocionar aqui aí vejo homem barbado aqui, com os olhos, cheio de lágrimas, porque a sua história, não vê a sua história por esse lado de perseguição. Vê a sua história por lado de motivação, 1 história de vitória. Conta pras pessoas que você conseguiu o seu potencial. 1 pessoa de baixa renda, que passou no concurso, assim como você se declara a cor que você quiser, ninguém tem que tirar esse teu direito, você passou no teu concurso por mérito, e a vaga é sua, chega de cabeça erguida, que Deus abençoe a sua vida, porque você, não vai ser não, se considera já 1 excelente médica, e a sua história tem que pôr livro pra dar exemplo, daquilo tudo que nós o que motiva que nós estamos aqui, é que essa banca de heteroidentificação ela segrega às pessoas, dividindo entre não vou nem falar que é só negros e não negros. Está privilegiando os pretos e jogando pardo, juntamente com os brancos que eu sou totalmente contra, pra outro lado, então a sua história, ela como se fechasse com a chave de ouro, com exemplo, do que eu sempre venho batendo, venho falando, de hoje quando o primeiro mandato aqui nessa casa, sempre falando, dos malefícios da banca de heteroidentificação. Você não pode criar remédio, pra tentar curar 1 pessoa que está matando mais do que curando. Então na minha visão, a banca dietaidentificação é isso. Ela está trazendo mais problemas, do que soluções, então a sua história de vida, é digna de ser contada, é digna de sucesso, que Deus abençoe a sua vida, eu sei que não é fácil você falar sobre isso, mas, tem a motivação, muito feliz, por estar fazendo aqui essa essa audiência pública e ter história 1 pessoa como você, que só por ser de baixa renda, por ser de baixa renda, já teria direito. Baixa renda, 1 pessoa parda ainda fica na banca de heteroidentificação. Aí tem gente que fala, e, vendo aqui agora, tem que concordar, isso não é 1 banca de heteroidentificação. Isso é tribunal racial. Eu acho que todos, todos, isso quem está falando é o deputado Hélio, o meu CPF. Se eu tivesse no lugar quem está ouvindo essa audiência pública, que eu sentar numa banca, tentem fazer isso, sente numa banca de heteroidentificação. E a pessoa vai te julgar, não processe só a universidade, o certame. Processe, quem está ali te entrevistando, o entrevistador entra no CPF dele, porque a hora que você entrar no CPF dele, vai responder a instituição, ele também vai ter que constituir o advogado, aí desse jeito ele vai falar não, não está sendo certo eu ficar aqui nessa banca de hétero de identificação que eu estou sendo processado, mas tem que ser processado que não está sendo processado porque está fazendo o papel. Não é ele que tem que dizer, quem é negro e quem não é negro então o processo, o responsável pelo certame, processe à universidade e processo também, qual é a banca? É 3? Mete processo no CPF dos 3, são 5? Mete processo, ah deputado está errado, errado é falar que a pessoa é daquela cor, ou não. Então aqui, antes de passar a palavra, para o nosso amigo, professor Paulo Fernando falar aqui, a presença chega aqui agora o sargento, sargento Gonçalves, que é pardo, então a soma de pardo e preto que eu sou preto, nós somos negros, mas na banca de heteroidentificação vão olhar pra você, vai falar aqui não. Mesmo que você fale que é negro, a banca de heteroidentificação, sabe o que é que ela vai falar? Seus ovos são claro. Olha o absurdo. O seu nariz, não é achatado igual do, do negão Hélio, mas é o que a banca dietaidentificação faz. Ninguém tem que ter mais super poder, do que a constituição. Nós temos leis que regem esse país. Não é 1 pessoa sentar, e ali senta o professor, ou no concurso público outras pessoa responsável pra dizer que é o que não é, gente, não sei se vocês prestaram atenção na história da vida dela. Quando ela entrou, não existia. A banca de heteroidentificação, a comissão de heteroidentificação, depois de ano e meio, criaram a banca, ela foi chamada, e foi penalizada. Essa banca, que está infringindo a lei merecia outro processo, porque a lei ela não pode retroagir, pra prejudicar o réu, Nesse caso se ela tiver que retroagir é para beneficiar, nesse caso ela foi prejudicada. Então tem que processar também, porque está inovando, está a lei está retroagindo para prejudicar o réu. Então aqui agora passar, a palavra, para o meu amigo, sempre vou reiterar falar da admiração. Professor Paulo Fernando e aqui está cheio de professor hoje hein? Sintase à vontade a palavra é tua.
Professor
Senhor presidente, pessoas que nos acompanham, agradeço ao deputado Elopes pela referências elogiosas. Eu estou aqui há 37 anos. Comecei com office boy ainda na assembleia nacional Constant da saudosa professora Sandra Cavalcante do Rio de Janeiro. E na condição de professor apesar de não estar exercendo 1 data atualmente, que eu sou suplente, mas era membro ativa aqui dessa comissão de ex humanos, esse é assunto que me interessa profundamente. Porque mais do que o estudo da história, nós temos desafio que é com o olhar de hoje, interpretar a história do Brasil na formação da integração nacional. Eu tenho ascendência portuguesa, meu, tem inclusive nacionalidade portuguesa, né? E lá em Portugal, quando a gente chega no aeroporto tem 1 frase muito interessante que é assim, Portugal deu à luz ao mundo, que tem muito orgulho em relação ao êxito das navegações. Mas aqui nós somos país, né? Missigenado, eu diria até, 100 por 100 miscigenado, contribuição dos nossos irmãos portugueses, os povos indígenas, os nossos pretos e das outras colônias, italianas, polonesas, japonesas, croatas e tantas outras. O que faz, nós termos esse sentido do ser nacional brasileiro, e a nossa língua portuguesa, foi o fator da unidade nacional que nos deu, além desse grande território continental, a tradição e a cultura. Eu e o deputado Hélio Lopes fomos há mais tempo jovens, nascemos na década de 60, e na minha certidão de nascimento vinha assim, CUTIS, não é? Via lá, branco, que seria a película que recebe a pele das pessoas, do meu ainda tinha 1 particularidade parto por fósseis, já nasci dando trabalho pra minha mãe, de tal maneira, que é muito curioso como as coisas vão, mudando e evoluindo. Quando a gente olha ali, eu gostaria que vocês olhassem ali a galeria dos presidentes das da comissão de direitos humanos. Olha que coisa interessante, aí nós temos homens, temos mulheres, temos deputados mais jovens, mais idosos, tem pastor Marco Feliciano, tem o padre João, tem deputados do norte ali eu estou vendo ali Heraldo Trindade do Amapá, o de Alagoas nordestino meu xará Paulo Fernando o deputado Paulão de Alagoas, Hélio Bicudo de São Paulo, aqui do CentroOeste eu estou vendo ali Pedro Wilson, Pompeu de Março Rio Grande do Sul, ou seja, é 1 comissão também altamente miscigenada. E aí deputado, olha aqui o quadro atrás do senhor, veja o nome aqui da nossa comissão, deputada Adão Preto que é branco, né? De tal sorte, que nós temos 1 questão muitas vezes né, de interpretação e eu trago à baila, o Ministro do Supremo, senador Flávio Dino, ilustre batafoguense tem esse bom gosto, ele foi candidato ao governo do Maranhão e na declaração eleitoral ele se disse branco. Em 2018 na sua reeleição ele declarou que era pardo. Quando ele foi candidato ao Senado ele declarou que era pardo, e quando ele tomou posse no Supremo ele disse que seria o quinto ministro negro, ou seja, baseado no princípio né, da autodeclaração. De tal sorte que eu cumprimento vossa excelência pela iniciativa de trazer à discussão esse importante assunto, e dizermos que que nós devemos subir camisetas, não é? 100 por 100 miscigenado. Muito obrigado.
Deputado
Obrigado. Viu por que que a gente fala professor Paulo Fernando, viu como é que o o Eneas, tinha olho clínico, escolheu a pessoa certa ali? 37 ano 1 história de vida. Muito bem as suas colocações que Deus continue abençoando a sua vida. Agora vamos ouvir aqui o deputado sargento Gonçalves, e depois vou começar a chamar, aqueles 10 que fizeram a inscrição aqui, e frisando, vão ser 2 minutos hein? Porque a banca dieta e identificação, a sua audiência pública. Que a gente pode? Sérgio Gonçalves.
Deputado
Amigo meu irmão, deputado Hélio. Abraço. Parabenizar pela propulsora da da audiência pública, algumas atividades durante o dia hoje, não estive desde o início mas não poderia deixar de passar aqui. Hoje estive também outro evento muito bacana pela manhã, o lançamento do livro de do Rafael Sathier, O Capitalismo e a Favela, né, foi aqui também na, em dos plenarinhos aqui da. É isso aí olha ali o livro. E e, então, olha aí, ah está ali olha. Deus abençoe viu homem abençoado. E, e feliz né? Pelas atividades hoje, era pra estar no estado tinha atividade lá também, mas fiquei por conta de de 1 audiência pública hoje pela manhã e há muito trabalho hoje aqui também. Então que Deus continue te abençoando, 1 pauta sem dúvida importantíssima. Eu que como disse lá na na na no lançamento do livro também do do Sartier né? Fui criado, meus pais ainda moram inclusive na na, não chama mais favela não né? Quer dizer, na periferia né, na comunidade né, uns bairros mais carentes, mais violentos, lá em Natal, Rio Grande do Norte, o bairro Nossa Senhora da apresentação, mas tenho muito orgulho de ter sido criado ali, né? Fiz opção de seguir o caminho do bem, muitos amigos ali, independente da cor da pele, negros, brancos, pardos, né? Nunca confesso que nunca, na verdade nunca levei pra esse lado assim ah vou ah vou namorar com essa menina aqui porque ela é branca ou porque ela é negra. Então assim é algo que de fato nos causa assim, eu fico imaginando o nível da da da mentalidade, felizmente da nossa sociedade, algum tipo de de essa diferenciação né? Mark Luther King, eu não vou me arriscar a falar inglês não, mas eu tenho sonho, né? Dia onde as pessoas saiam julgadas não pela cor da pele né? Então que, esses direitos também né, na questão das cotas, eu falo muito, defende sim aí de repente a cota social no caso, pra 1 questão de questões econômicas, mas não por cor da pele. Conheço muito negão aí, amigos meus lá que são muito mais inteligentes que eu né? E se fizer concurso junto comigo, Daddy pau em mim viu? Então, mas de fato entrando nessa questão econômica né, a cota pra de repente por a condição social ali, digamos que seja aceitável pra, mas não por conta de cor de pele né? Mas parabéns e muito mais pra ouvir, que Deus te abençoe grandemente Hélio, eu creio que Deus tenha levantado homens e mulheres pra esse tempo, pra estar nessas trincheiras aí de combate, são muitas lutas aqui, simultâneas aqui hoje como eu disse já teve ali a voto impresso né, contagem pública, o lançamento do livro, essa audiência outro evento lá no Senado, e ontem também foi assim tem sido assim constantemente então por isso precisamos mais soldados, dispostos pra batalha Deus te abençoe. Muito obrigado.
Deputado
Sargento Gonçalves. Marta Luther King falava que, 1 injustiça, é lugar qualquer né? É 1 ameaça em todo lugar. Foi pastor, desde que fala reverendo, Marta Luther King, diferente daquele, que é o mal com x que a esquerda gosta de idolatrar, o Martelo Téking ele, ele conseguiu os objetivos, pela palavra, pela educação, pelo exemplo e pela forma de argumentar sem usar a violência, e tinha ali o mal com x, que que era cidadão que falava muito bem mas era raivoso em suas palavras, então, vossa excelência citou aqui Marta Luther King a gente fica muito feliz por cidadão que é exemplo, não só pela religião tudo o que ele pregou, mas pelo legado que ele deixou na história, pelos direitos humanos, e pela igualdade nos Estados Unidos, dentro do argumento técnico. Então que Deus abençoe também a sua vida muito obrigado por estar aí, aqui prestigiando essa audiência pública, que fala sobre a banca de heteroidentificação, as pessoas fala comissão de heteroidentificação. Agora aqui eu vou passar a palavra, estamos numa audiência pública, vou falar quem, que fala sobre aquilo que a comissão de heteroidentificação causou aqui. A senhora Jane Creia, ela já deu o exemplo, o que que a comissão fez com ela, ela foi excluída, aqui de forma democrática, o pessoal vai falar 2 minutos, não são 3 né, eu sei são 3, vão falar 3 minutos, e aqui, se preciso for, eu vou usar argumento, alguma coisa que não vai ser 1 banca de heteroidentificação, não vai ser 1 forma de discriminar, vai ser 1 forma bem educada olha, seu tempo está acabando, e vai ser assim mesmo. Todo mundo aí, olha, quem tiver na dúvida, antes, que o deputado Hélio fala olha, está chegando o tempo, faltam 30 segundo ele vai escutar mas se ele tiver dificuldade, ele olha pra ali olha, olha o tamanho lá olha, está Gerson? Então vamos, vou eu vou fazer 1 chamada aqui rapidinho gente, pá, o nome de algumas pessoas aqui, se por acaso, se por acaso alguém não colocou o nome na relação, depois eu vou dar ali para o Ricardo passar coloca o nome aqui. Aqui nessa nessa comissão está, Jean Carlos Jar Lopes estudante CEO, o Ellison Lopes Gonzaga estudante da DEGRAN, faculdade. Rapaz. É é Tiago? Tiago Esteila Martins? Isso. É você? Tiago. Tchau, tchau. Nasceu quanto Tiago? 118 94. Isso, eu só não vou falar aqui porque a época é diferente de escola, que as pessoa pode ter 1 interpretação diferente. Mau nome bonito hein Tiago, dá pra ver aqui nome bonito. Feliciano, Francisco, Eraldo, Daniel, Daniel Francisco, tem o Francisco Daniel Francisco, Célia, Leila, Ana Cláudia, Maria Trindade, Gustavo Ribeiro, Natália Azevedo, Gerson Moreira, Mateus, Cambuí, Cris, Sandra Regina, Paulo, Paula Rosângela, temos Paula Rosângela, Paula Paula Preta, Imperatriz direita Gustavo Paes de 5, Carol, Rafael Satier, Célia Gerson, já falei, Sandra Petito, Érica, Nathalia, e pastor Edson. Agora vamos ouvir, 3 minutos, 3 gente, 2, 3. Eu não quero ser, é, você está rindo quando o legal que o mal o mal educado aqui cortar o som e vai ficar com raiva, pode rir bastante mesmo, porque é 3 minutos, Gerson, Gerson, só você falar Gerson, Gerson e falar de onde, de onde é Gerson o local? Gerson Moreira. A identificação, Gerson Moreira onde é e continua. São João de Se você falar 4, Gustavo que veio depois você vai falar 2, então fica a seu critério. Eu sei que Pode
Participante
Jefferson. Eu sou Jefferson Moreira de São João de Meriti, e com sobre essa questão que está sendo abordada aqui nesta tarde, eu quero de já parabenizar o deputado Hélio Lopes meu amigo, Fernando, Fernando Suzana só pros amigos tá galera? Então ali é Fernando Santos, é Fernando Santos de Jesus pra vocês, e todo mundo que está aqui meu amigo aqui olha, Satiei aqui do lado, estamos nessa luta há muito tempo, toda a equipe está aqui com a gente, as meninas está aqui é Sandra, está a Paula, está o professor lá né? Gente o que acontece? O racismo, essa hétero identificação, é mais 1 mentira criada pela esquerda, pra poder segregar, porque o racismo é 1 mentira. Por que que o racismo é 1 mentira Jean? Você está maluca pra quando o racismo não existe? Não seu esquerdista que não sabe ouvir e pensar, estou dizendo que o racismo é 1 mentira, porque raça existe? Se raça não existe, racismo passa a ser 1 mentira obviamente né, 1 questão de cirurgia, se não existe racismo não vai, se não existe racismo não existe racismo. E a esquerda faz isso propositalmente pra segregar, pra poder dividir, entendeu? Pra poder fazer com que as pessoas fiquem cada nos seus cantos e assim eles poderem tirar proveito disso. É Aquela velha estratégia, dividir pra conquistar. E é isso que eu falo, quando nós começarmos a ter consciência que não existe raça, que todos nós somos só, seres humanos, que não existe nem espécie, nem nem raça humana. Seres humanos acabou todo esse problemática acabou toda essa guerra nós vamos ver em paz porque resolvemos os problemas mas a gente não ficar dando ouvido pra de que a esquerda mimizenta que fala que existe preto que o branco explora aí que o branco é privilegiado, ai porque isso existe, que essa questão está resolvida e nós possamos fazer a cota como diz a banca ali, 1 cota social, que é algo que vai contemplar todo mundo que estão na mesma situação no caso daquelas 2 irmãs que são ali 1 1 que se fosse olhar é hétero identificação 1 branca e 1 preta, ou seja, mas elas são descendente do mesmo pai da mesma mãe. E isso aí não está sendo resolvido porque esquerda faz questão de segregar, de dividir, e isso é o problema que está causando toda essa questão racial gente. Caguei antes do prazo valeu?
Deputado
Se deu bem. Não se deu bem não. Agora você vê como é que o pessoal só você falar aliás que eu vou agir igual a banca dietaidentificação. No subconsciente a pessoa está falando em tempo o tempo ele vai agir e vai agir, viu como é que é a comissão de etnoidentificação não faz bem pra pessoa? Apesar que você fosse ia passar que você é tinta forte é o último tom da curva você é bem esculhambente. Eu posso falar porque ele negou igual a mim não tem preconceito não, estamos aqui entre amigos. Gustavo Ribeiro, de Moraes. Boa tarde
Participante
Todos. Meu nome é Gustavo Ribeiro de Moraes, morador da Zona Oeste do Rio de Janeiro. E eu vou ler rapidamente a biografia de homem para não ficar só nas minhas palavras. É registro do historiador professor Antônio Martins de Araújo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Esse homem nascido em 1858, na década de 1870 antes da abolição da escravidão há 16 anos, esse homem mudouse para o Rio de Janeiro, tornouse professor do colégio Pedro Segundo, que era na época a capital. Melhor colégio do Rio de Janeiro digase de passagem, né seu professor Hélio. No colégio ele foi professor de francês, onde foi visto pelo próprio imperador que o elogiou. Também lecionou na Escola Anormal Distrito Federal, onde foi adotado o seu compêndio de gramática portuguesa, e no colégio militar do Rio de Janeiro ele recebeu a patente de major do exército, e posteriormente a patente de tenentecoronel. Esse homem ele também foi educador do patagogin, instituto que exercia a função de coordenar e controlar as atividades pedagógicas no Brasil. Esse homem tinha 1 linha até mesmo progressista, digase sobre os seus historiadores, mas eu gostaria de dizer que esse homem se chama Emetério José dos Santos, foi registrado aos 5 anos porque era negro retinto e filho de 1 mulher escrava. Ou seja, quando eles levantam essa tese que os essa reparação histórica é porque os negros não tinham 1 certa capacidade, estamos falando de homem nascido em 1858, e em 1870 foi professor do melhor colégio do Rio de Janeiro. Na verdade, essa bancada de heteroidentificação, e essas cotas raciais não são reparações históricas, são apagamentos históricos de todas as conquistas que os negros podiam e fizeram no passado. Obrigado a todos.
Deputado
Muito bem, Gustavo. Dados como esse, que assusta assim à esquerda né? Porque quando você, ela coloca que tem aquela barreira de racismo estrutural, quando você tem dificuldade, quando você traz as pessoas importante, que fizeram parte, da história da construção desse Brasil maravilhoso, e pessoas negras né? Aí eles ficam naquela ficam sem argumento. Então, parabéns aí, que Deus continue abençoando a sua vida. Heribes Priscila Magalhães Querino.
Participante
Boa tarde. Está sentindo? Érika Priscila. Ah. Ok minha letra foi elogiada, você nem vem. Não me roda.
Deputado
Da letra dele não é fique bem claro aquilo falei que fomos criado em época diferente
Participante
Boa tarde a todos. Meu nome é Érica Priscila, eu sou de São José dos Campos, vim juntamente com esse grupo maravilhoso de pretos conservadores. Estamos aqui desde ontem participando de várias agendas, e eu achei muito interessante, o discurso que foi falado, porque eu sou filha de homem negro, casado com 1 mulher branca, e nasci com essa cor desbotada que vocês estão vendo ali na tela, né? Eu tenho os traços da minha mãe e também tenho traços do meu pai. E eu tenho muitas vezes como eu me declaro negra, né, eu sou 1 pessoa que eu uso minhas tranças, uso meu cabelo cacheado, também uso meu cabelo escovado. Eu decido como eu quero usar o meu cabelo, eu acho que ninguém tem nada a ver com isso, né? Não mesmo apropriação cultural, é o meu direito porque o cabelo é meu. Então o que acontece? Eu fiz há 8 anos atrás 1 cirurgia, eu tinha problema de carne esponjosa crônica no meu nariz e eu precisei fazer 1 cirurgia porque eu estava impossível respirar e eu vou falar explicar o porquê que eu estou falando esse dado. O meu o meu nariz ele não é nariz considerado negroide, a minha cirurgia deveria ter durado 2 horas e demorou 6 horas. E quando o médico foi explicar pra minha mãe o porquê que eu passei tanto tempo na cirurgia, ela falou, é porque o nariz da Erika parece cobertor, porque a pele é muito grossa, ela tem esses traços mais finos né que puxou a senhora, porém, ela tem a cartilagem de negro, ela tem a pele grossa como de negra e a estrutura óssea como negra. Então quem vai dizer que eu não sou negra? Né? Se até o meu médico falou que eu sou. Então é só pra realmente desbancar essa bancada que fala que você não pode fazer 1 autodeclaração porque só você sabe quem você é de verdade, e Deus né? Os demais só conseguem entender pela sua aparência e às vezes as aparências enganam. É isso.
Deputado
Muito bem Érica. O que o professor Fernando Senzala falou aqui? Quem é capaz de definir falar quem é quem né? Porque se fizer no exame de DNA, pode ter 1 pessoa aqui com a pele mais escura, e no DNA, tem mais, sangue de europeu, do que você que é filho de mestiço, que essa miscigenação vem lá de trás, quando o corpo humano fala assim não você é preto tem 20 por 100 disso 30 daquilo não, quem é capaz de identificar? Então quem traz esses dados é pra provar que essa banca de heteroidentificação, ela não tem que dizer quem é, e quem não é. Você é o que você quiser, parabéns tá? Erica está aqui. Agora ouvi, meu amigo Edu Cabral, faço a identificação quem é Edu Cabral, ele trabalhou no governo Bolsonaro, por gentileza Edu Cabral, 3 minutos.
Participante
Primeiro eu queria agradecer o convite, de amigo meu, que eu não identifico o Hélio, como, o Hélio Negão, o Hélio Lopes. Negão foi depois que a gente criou 1 intimidade, né? Assim como o deputado, Lagartão, que é o meu amigo também o sargento Gonçalves. Eu vou fazer diferente porque a gente já teve muitas falas aqui, né? Eu queria deixar só recado. Que amor, não é sentimento. Amor é mandamento. E esse Deus que nos deu, esse sentimento, esse esse esse momento de amor, como mandamento, amar o próximo, com 1, amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo, eu queria pedir a vocês pra que eu não ultrapasse meu tempo, que todos fiquem de pé, todos todos, bem rápido, bem rápido. E o senhor vai mandar recado pra essa comissão. O que é que nós vemos aqui? Se olhe entre vocês. A gente não está vendo loiro, branco, negro, nós estamos vendo o povo brasileiro. É o povo brasileiro. E o recado? E o recado? E o recado? Que eu quero mandar pra essa casa, em nome de cara justo, que chegou por mérito, não chegou por cota não, ele chegou porque o povo acreditou e votou nele. Eu quero mandar esse recado pra essa comissão e pra essa casa. Parem de dividir o nosso povo, e tratem nosso povo de forma igual, porque nós merecemos educação de qualidade para todos segurança para todos respeito para todos e nós queremos Brasil sem corrupção sem corrupção a desigualdade social deixa de existir então parem de dividir o nosso povo e tratar o nosso povo de forma igual podemos sentar e pra finalizar muito obrigado por o senhor disponibilizar seu tempo, o seu mandato, a sua vida, em prol desse fim desse desse povo aqui que fica há mais de 20 anos dividindo como nosso amigo ali falou pra conquistar. Nós aqui não temos pretos vitimistas, aqui nós temos pretos brancos brasileiros que querem Brasil melhor que Deus abençoe e vamos seguir firme.
Deputado
Rapaz. Não porque o cidadão quem não sabe ele é, o Edu Cabral, me dá essa liberdade de falar. Ele, ele é 1 pessoa que ele luta aqui, em prol da comunidade terapêutica, pra quem não está conseguindo se localizar é antigo centro de recuperação, que mudou a a nomenclatura. Ele foi cidadão, músico, famoso, duma banda com muito sucesso, e perdeu tudo, para as drogas. Perdeu a família né? Mas Deus, guerreiro foi, sempre tem recuperação que a comunidade terapêutica fez o tratamento, Deus reestruturou a vida dele, ele voltou ou fazia até mais coisas do que fazia, inclusive, foi trabalhou aqui na secretaria, no governo secretaria especial, no governo Bolsonaro, nessa pauta combatendo aí, ah combatendo não né, combatendo as droga mas trazendo políticas, para cuidar de quem tem contato com as drogas se vicia, e viciado a gente é viciado é viciado aí tem que tratar pra que ele cuide, e esse governo agora, tem várias, manifestações, projeto de lei nessa casa, para acabar com as comunidade terapêutica, para tentar destruir no Brasil então quando eu vejo você falando eu fico muito feliz, que eu tenho essa liberdade, de falar que você foi 1 pessoa amigos né? Dá muitos amigo mesmo, você é 1 pessoa de sucesso, você fez e perdeu tudo, tudo, e você contém intimidade tu conta essa história por isso que eu, fica aqui registrado, no Análise da Casa que é muito bom, ter a você como amigo Edu Cabral que Deus continue abençoando a sua vida rico poderosamente e o que você falou, que Deus manda, Amais seu Deus acima de todas as coisas, e amar o seu próximo conforme a si mesmo. Muito boa a sua colocação, suas palavras, que Deus abençoe
Participante
Nós lutamos pela vida de verdade, nós já tivemos juntos em momentos difíceis do senhor, meus, né? E foi a primeira secretaria que o governo, o desgoverno Lula, destruiu, foi a Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas, a secretaria que acolhia drogados. O governo Bolsonaro nunca fez distinção de preto, branco, nós acolhíamos todos, porque quando o ser humano está no fundo do poço, no fundo da força pelo uso das drogas, nós não escolhemos a cor pra acolher não, nós acolhíamos todos. Mas a sua luta, o senhor abraçou a política de drogas no Brasil, né? Porque tem gente que diz que é contra as drogas, o senhor diz e luta e prova. Então nós precisamos de pessoas como o senhor. A gente está ficando falando de cota racial aqui, a gente está falando de tantas outras outros assuntos aqui, mas eu queria deixar registrado aqui na casa, que dos deputados hoje que atua mais em prol da recuperação do ser humano, chamase Hélio Lopes, meu amigo Hélio Legão. Assim também como nosso irmão que está sentado ali, o sargento Gonçalves, porque quando a gente vai bater na porta deles e pedir ajuda, são eles que abrem a porta, manda a gente sentar e ajuda financeiramente os projetos no Brasil. Então que Deus continue abençoando a todos vocês, e que a gente continue salvando vidas. Em 2026, nós voltaremos, e iremos reconstruir tudo que eles destruíram.
Deputado
Deus abençoe. E, tem a ver, tem a ver sim, porque essa aqui é 1 comissão de direitos humano. Igualdade racial. Se a igualdade racial é o que eu sempre falo aqui, se a comissão de igualdade racial, não tem que ter diferença, pela cor da pele, e quando eu, eu pego essa pauta. Essa pauta, que acolhe, os viciados, porque eu pedi 3 sobrinhos, 3 sobrinhos, pessoas, não vou falar negras não, pessoas pretas, foram mortas, por causa do envolvimento com a droga. A droga ela não escolhe a cor da pele. A morte ela não escolhe a cor da pele. E quando morre, morreu cidadão que poderia ter entrado numa comunidade terapêutica, pra ali, ele ter conhecimento primeiro com o seu corpo, porque quando o meu sobrinho se envolvia com droga ele não estava fazendo mal pra ele. Se ele tivesse fazendo mal pra ele mesmo assim, mesmo assim eu não acho que é certo, mas aí, minha irmã. Perdeu perdeu 2, perdeu 3, pessoas pretas vamos falar negra, para as drogas. Quando eu luto aquele, que eu falo, que o pessoal não e que traga trago dados a informação, isso aconteceu gente, na minha família, dentro da casa. Era pessoa preta, aqui é o local se a gente não vai falar de direitos humanos se é da igualdade racial, que é de banca dieta e identificação, então, temos que parar de tentar dividir o Brasil. Muito bem Edu Cabral, vamos ver agora, agora, Paula Custódio. Paula Custódio não está?
Participante
Está bom. Boa tarde, eu sou a Paula, conhecida como preta conservadora, eu vim com esse movimento né, que somos todos pretos conservadores, justamente pra que nós possamos lutar pela 1 união. Enfim, falando sobre isso, nossa discussão aqui hoje falando sobre bancadas de heteroidentificação, mostra que alguma coisa deu errado, alguma coisa falhou, né, em 2024 nós estarmos discutindo sobre isso, mostra que alguma coisa falhou, e eu quero acreditar que foi o governo, justamente porque se nós nós tivéssemos escolas de qualidade, isso não precisaria ser discutido, e nós temos aí de governo da esquerda aí 20 anos, e eles vivem falando que querem trazer a igualdade. Então eu o que eu peço pra essa casa é que nós possamos olhar para os ensinos de base, porque aqui mais pra frente aqui 4 5 anos ou 10 anos né, nós não vamos mais precisar estar falando sobre isso, porque o que essa bancada faz é humilhar, segregar e separar. Então nós pretos ou brancos nós temos nós todos temos inteligência né? É só precisa ser trabalhado desde a base que nós vamos chegar lá como qualquer né? Nós somos humanos, nós não somos 1 raça, como disse o meu amigo Gerson. Então nós precisamos do olhar das instituições, para que isso não precise ser discutido em bancadas.
Deputado
Muito obrigado Paula. Sandra Petito. Não. Pronto.
Participante
Boa tarde a todos. Meu nome é Sandra Petito, sou presidente do PL Mulher São Paulo Capital. E aqui, nessa comissão pra gente é muito importante, e é até interessante porque, a gente tinha falado sobre essa questão de dos pretos né? A a esquerda só conseguiu cooptar os pretos, porque eles contam a história de 1 escravidão que foi só de sofrimento. Nós não ouvimos, as histórias de superação dos pretos. Nós somos colocados sempre numa petição de miséria, mas nós nos superamos. Quando nós saímos da senzala, as histórias lindas aconteceram, mas que não são contadas porque a esquerda não estuda. Então eles contam 1 história de dor, que nos permite ficar acorrentados numa senzala ideológica pra sempre. Portanto, eu acredito que hoje, começa novo processo no Brasil, onde a gente vai desintoxicar as pessoas, de acharem que o negro é negro, ele não é negro, ele é preto. E vocês pessoas brancas precisam parar de ter medo de nos chamar de pretos, porque de fato é o que nós somos. Pessoas pretas. Outra coisa. As pessoas precisam entender o seguinte lugar de fala, todos nós temos lugar de fala. Essa frase foi inventada pela esquerda pra que eles não precisem responder 1 pergunta de cunho inteligente porque eles não sabem a resposta. E por último, e muito mais importante do que tudo, é o seguinte. Parem de se achar racistas porque racismo estrutural não existe. Se a esquerda não ensinou o que foi a escravidão, e nem a o seu lado bom pósescravidão, não tem como você cobrar que branco entenda o que ele está falando, e você chamar isso de racismo, se você não ensinou pras pessoas o que é que elas podem ou não fazer, devem ou não falar, ou como se posicionar. Então não existe essa questão de racismo estrutural, existe 1 estrutura que a esquerda montou pra chamar todos os brancos de racismo. Mas o que eu preciso que vocês entendam é, quando 1 pessoa de esquerda dizer que você é 1 pessoa de raça negra, ou dizer que alguém tem raça negra, você já corta essa pessoa imediatamente porque raça negra não existe, existe a etnia preta.
Deputado
Obrigado Sandra. Agora tem mais 3 pessoas aí para poder falar, que é para encerrar essa audiência. Essa audiência pública estão a ouvir, o Welison Mopz, Gonzaga.
Participante
Boa tarde a todos, meu nome é Wellington Lopes Gonzaga, tenho 28 anos e sou morador de sol nascente aqui no distrito federal. Foi até falado mais cedo sobre o sol nascente né, aí inclusive eu estava aqui escutei o senhor falando sobre o sol nascente e tal, e é 1 coisa que que eu vivo todos os dias nessa 1 certa dificuldade lá no só nascente lá, é 1 situação bem precária, muita lama né? Muitas partes que não tem asfalto ainda, e falando sobre essa parte da do tribunal inquisitório né da racial, que o pessoal criou. Eu me vejo como homem negro né? Meu pai era negro e minha mãe era branca, mas me considero negro mas talvez se passasse nesse tribunal, eu não ganharia minha vaga na faculdade. Isso daria faria várias coisas, passaria, mas chegaria lá eles falariam, você não tem cabelo enrolado, você não tem o nariz grande. Você foi reprovado, você não vai passar, você tirou nota alta lá mas você não vai entrar na faculdade. Porque pessoas que sabe Deus quem escolheu, foram colocadas lá pra me julgar. Eu já não sou julgado o bastante será? Todos os dias, pra criar mais órgão pra julgar pessoas negras, pardas. Como aconteceu com a dona Jane né que passou por esse tribunal e foi julgado e perdeu sua faculdade, deve estar acontecendo com várias pessoas pardas e negras aí pelo Brasil. E eu acredito que essa cota racial ela deveria ser extinguida, como negro, como filho de negro falando, essa cota tinha que ser 1 cota social. Todas as pessoas seriam inclusas, todos os negros, todos os partos, todos os brancos, como o senhor falou no começo, tem pessoas brancas que moram no sol nascente, mas elas não são inclusas em cota nenhuma. Pessoas que pegam ônibus lotado, metrôlotado todos os dias, que sujam pé na lama, mas não são inclusas em cotas. Justamente por quê? Porque a esquerda excluiu. O povo branco hoje está sendo excluído de de certos benefícios, por quê? A custo de quê? E eu como negro eu falo a quota deveria ser social no Brasil, não deveria mais existir essa quota racial, porque só é 1 separação e ainda estão criando mais separações ainda, tribunais pra separar o preto do pardo e do branco ainda mais. E eu acredito que o Brasil poderia mudar a a polarização poderia diminuir com a a extinição dessa cota racial. A cota social todos seriam inclusos. E é isso.
Deputado
Muito obrigado, o Ederson Lopes Gonzaga. Vamos ouvir agora, senhora Leila de Souza Damasceno.
Participante
Boa tarde a todos, está ligado? Está ligado? Boa tarde a todos, boa tarde plenária, boa tarde deputada Hélio Lopes. A minha eu vou me auto, quer dizer vou me me explicar, eu sou 1 mulher preta, cabelo afro ou crespo, vindo lá do Rio de Janeiro. A pergunta que eu vou fazer é para o professor Fernando, professor e doutor. Eu sou literalmente literalmente a favor do fim da banca de heteroidentificação, eu sou literalmente contra, eu espero que eu espero que definitivamente isso seja finalizado. Mas por outro lado, de uns tempos para cá, tenho observado pessoas brancas se autodeclarando pardas ou pretas, isso é afro conveniência? Quero que você responda. Quer que eu pergunte novamente?
Professor
Oi, está bom. Eu entendi. Conforme eu falei aqui no no começo né, eu acho que muitas, bastante gente aqui não não tinha chegado ainda, eu falei sobre isso, sobre essa questão e eu adjetivo essas pessoas de agiotas raciais, são pessoas que vivem do expediente do racismo, e isso não acontece só na banca de hétero de de de heteroidentificação quando ela se autoafirma negro. Mas também os defensores. E aí assim, como nós estamos falando aqui, foi falado aqui sobre 13 de maio, né, eu costumo dizer que o Lula ele tem tentado ser o novo abolicionista brasileiro, né? Na medida em que ele aprova leis como a 10639 ou como quando ele institui o sistema de cotas e quando ele institui o zumbi como herói nacional, ele está tentando se desfazer, esfacelar a imagem de 1 figura histórica que realmente tem relevância num período histórico em que, de fato, necessitava fazer o que foi feito, que foi a abolição da escravatura. Então a partir de leis e a partir de de 1 conveniência política para ter eleitores, ter pessoas no cabresto dele, ele lança esses epíto epíteto e se e se diz antirracista para ser libertador. O que que é isso se não 1 conveniência entre a população negra, né? Então, tanto aquele que se autodeclara, não sendo quanto aquele que maneja 1 política pública para fazer a sua imagem, né circular como salvador da pátria, eles são ambos agiotas raciais.
Deputado
Muito boa a pergunta Leila, vamos ouvir agora. Nathaly? Oh Nathalia? Nathalia? Asevedo. Rapaz? Negoni? Rapaz? Napoli. Nome chique? Nome chique né?
Participante
Gente, primeiramente, é 1 honra estar aqui nessa casa, sou de São Caetano do Sul, sou a Natalie, é Azevedo de Moraes, porque eu tenho que falar também o nome do meu pai, que assim ele faz questão. E a escrevo, e já escrevi muito pela internet sobre os meus pensamentos e a forma de ver a vida como 1 pessoa no meu aspecto. Só que eu, claro, sofri meus, infelizmente, passei por esse sofrimento e ainda passo. Porém, eu quero deixar começar com essa abertura de 1 frase, e o deputado Hélio ele falou sobre a questão do cabelo, e é onde muitas vezes eu sou pega, incrível, muitos muitos me pegam pelo meu cabelo, teremos a liberdade para usar o cabelo da maneira que bem entendermos se tomarmos ciência de que nosso cabelo não é ruim, muito menos feio, mas cabelo como qualquer outro, que exige cuidados e possui 1 beleza singular. Desculpa a palavra gente. Danemse os imbecis, que pergunto qual é o pente que a tenteiia, ou que o cabelo dela não nega, pois o meu também não nega e nem a voa, enfim, cabelo crespo para mim não tem solução porque nunca foi problema, Ou seja, é colocado 1 questão sobre a nosso estereótipo, e é pelo estereótipo que nós somos afrontados, somos coagidos, sofremos preconceitos. Aqui em nosso Brasil ele é lindo, com diversos povos e união, tanto que na minha família, brancos e pretos, aqui eis a a pessoa a qual representa também a classe do negro. E eu fico muito feliz porque hoje eu estou à frente de trabalho aonde eu não fui chamada pela minha questão de cor e tal, mas porque a gente tem esse espaço, que não é espaço, nós temos a oportunidade de também trazer esse valor, porque nós merecemos sim, todos nós povo brasileiros, e também a questão principal que é 1 lei, todos somos iguais perante a lei, não há diferença. Existe aquela questão aonde a esquerda toma e se apropria da questão da minoria e dizendo que é mimimi, que aquilo, que aquilo outra pessoa fica se vitimizando e tudo mais. E aqui eu não estou me vitimizando, eu vim sim representando aquilo que me deu a oportunidade de valorizar, ainda mais perante a vocês, estou aqui também fortalecendo com todos, brancos e pretos.
Deputado
Vamos ouvir aqui pa, pa enfiar Rafael Sati. Opa.
Participante
Tarde a todos, meu nome é Rafael Sati, sou do Rio de Janeiro. 1 honra muito grande poder participar e ao mesmo tempo parabenizo ao deputado Hélio Lopes que é 1 grande referência pra gente política, né? Pros pretos, pros negros, moradores de periferia, moradores de favela, olhar pro deputado federal Hélio Lopes eleito na sua no seu primeiro mandato com mais de 200000 votos reeleito com mais de 200000 votos tendo 1 massiva representatividade entre os eleitores do estado do Rio de Janeiro, é grande orgulho pra gente. Deputado, e parabenizálos também por essa audiência pública onde fala sobre os desafios atuais das bancas de heteroidentificação. A gente sabe que acabaram aparelhando e politizando processo que deveria ser processo democrático e justo na verdade para impedir ou impedir os aqueles que que quisessem se aproveitar de alguma maneira de ingressar no ensino superior tentando fraudar. Muito pelo contrário né? Acabaram aparelhando a fim de que pessoas que não fossem de acordo com aquilo que eles pensam, com as suas ideologias ou com suas ideias fossem excluídas, ainda que sejam pretas, e pardas. Tem estudo aqui pra não me alongar, rápido, falando do neguinho da BeijaFlor, né? Que é o que a gente chama aí de hoje ele é sambista, né? Intérprete da escola de samba beijaflordini Lopes, 1 das maiores campeãs do carnaval do Rio de Janeiro, e fez fizeram 1 pesquisa, né e essa pesquisa chegou à conclusão que ele tem gênio, tem mais gênio europeu do que africano. E essa essa pesquisa foi publicada no jornal Extra, no dia 25 de maio de 2007. Neguinho da BeijaFlor, o sambista carioca que leva a cor da pele no nome artístico, é geneticamente mais europeu do que africano indica 1 análise do seu DNA feita a pedido à BBC Brasil, que é 1 1 empresa de comunicação britânica, com a sua sede, com a sua filial no Brasil, como parte de projeto raízes afrobrasileira. De acordo com essa análise, 67 por 100 dos genes de Antônio Luiz Feliciano Marcondes com o Neguinho, tem origem europeu, e apenas 30 e africano. Como que você vai olhar pro Neguinho da BeijaFlor, deputado Hélio Negão, e falar assim, tu é muito europeu Negão. Com aquele cabelo crespo dele, com aquele nariz anasalado né, melhor o nariz aquele mais largo, melhor dizendo, ou como é que você vai chegar a essa conclusão? Então, é importantíssimo a gente entender que 1 das maiores heranças que nós temos como brasileiros é a miscigenação. Diferente do que a Esquerda diz que miscigenação também é 1 forma de genocídio, eu não acredito nisso. Eu acredito que a miscigenação é 1 das maneiras mais profundas de unir o povo brasileiro numa só cor de pele. Deus abençoe obrigado.
Deputado
Eu quero aqui, antes de agradecer, falar que, dia 19 passou agora véspera do feriado. Chegou projeto que veio do senado, que lá o relator quem fez tudo foi o Paulo Paim, aí ele chegou aqui, na câmara dos deputado, dia 19, logo dia 20 era dia, da consciência negra né? Olha já começa aí dia da consciência negra, não pode falar que o tempo está fechado, escureceu, não pode falar, não pode chamar, não pode falar mulato, não pode falar nada. Não pode falar claramente, mas eu posso falar que deu branco na minha cabeça. Então você não pode falar nada disso, mas pode considerar que tem a consciência negra, é absurdo. E o que é que acontece não sei se você sabes que tinha show a show evento aqui, a gente falou tanto aqui, é pra ficar bem claro aqui, no microfone, não é trocadilho não, porque foi falado aqui, disseram que tinha show. Do grupo Raça Negra. E o pessoal estava ali, começou botaram pra votar todo mundo, a casa era meia vazia, botaram pra votar 19 e 30, 20 que é normal votar, no caso de casa vai dizer não, o cara é, ficou a pauta final. E as pessoas foram chegando, o lado de lá, o nós contra eles, ficou eu, cabo Gilberto, e o Marcel Van Hater, e a esquerda. Então teve aquela, aquelas conversa né aqueles embate mas com respeito, não teve ninguém atacando a honra de ninguém. E eles que queriam aumentar de 20 por 100 para 30. A que já tinha vindo do Senado, queria aumentar a as cotas raciais para concurso público. E eles batiam no peito por que não? Agora não está só racial. A gente vai incluir também aqui, os indígenas e o quilombola o quilombola já era mas os indígenas. Então, conseguimos colocar que essa revisão que era a cada 10 anos, eu mandei a emenda pro PL, o PL encaminhou, e conseguiu ir pra cá ali, que em vez de a cada 10 ano, há 5 anos. Por que 10 anos? Por que não 5? A gente tem que verificar, a eficácia a eficiência dessa dessas cotas raciais. E as pessoas, às vezes me critica fala assim deputado, não tem que ter cota nenhuma. Eu falei gente, eu entendo que não tem que ter cota, mas as cotas raciais, tanto para, pras universidades, como para concurso público, o STF já bateu o martelo gente, é o que está valendo. Então por isso que eu eu luto num aperfeiçoamento da cota racial, levando em consideração a vulnerabilidade social. Resumindo, a cota pra pobre, que essa cota for pra pobre, acaba com essa banca de héteroidentificação. Mas Mas conseguimos outra vitória, porque o pessoal ia sair, acho que o show o show o evento era 20 21 horas, não sei, porque aqui nessa casa tem 1 bancada negra, que não me representa eu não faço parte. E pessoal tudo animado, acho que tinha evento aí 21, 20 hora que era show pagode churrasco e falavam ali naquela ansiedade, acho que o Lula, ia no dia 20, pegar a lei, e olha, decretar ali, e todo mundo comemorar, só que não esperavam, gente colocar, 1 emenda, que pra passar de 10 pra 5, e aqui eu fecho pra dizer que foi a mais importante, que eu tinha colocado também e o novo, e foi a do novo que foi aceita, é que eles queriam colocar na lei, na lei, a banca de heteroidentificação. Pra poder ser votado, conseguimos tirar a banca de heteroidentificação da lei. A partir do momento que houve mudança, não teve comemoração pro presidente sancionar a lei, ela teve que voltar pro Senado, então não foi a vitória minha, não foi a vitória dos negros, foi 1 vitória da população brasileira, então eu queria aqui passar pra vocês esse esclarecimento, que é orgulho estar aqui representando, não é representando os negros, é representando a população brasileira, que é a população miscigenada. E, aqui pelas considerações finais, tem alguém online nem não. Não tem não. Aqui nas considerações finais vou abrir, pra minuto, pra, não, 3 minuto considerações finais, Janicreia e o Reinaldo, por favor, Janicreia se estiver me ouvindo, suas considerações finais. Eu não vou falar que a que a a sua despedida, porque essa é a sua casa, aqui é a casa do povo, e sintase em casa. Você tem contato do meu gabinete, doutor Reinaldo também tem contato, pode fazer, o contato, tudo o que tiver a ver com essa pauta, e não é só pauta racial, a pauta da população brasileira, deu gabinete está de portas aberta. Janicéia por favor, bebeu água, respirou, contou até 10, está até sorridente? Estava antes tá? Ficar bem claro depois falar não estava rindo, o deputado falou não, sorridente. Suas considerações finais.
Estudante - UNEB
Eu quero agradecer muito pelo espaço que foi me dado, e quero dizer que todas as pessoas que lutam pelos seus direitos pelos seus sonhos assim como eu luto pelos meus que nunca desistam, nunca desistam que não é a opinião do outro não é 1 ver o o ver do outro que vai dizer quem eu sou quem eu deixei de ser. Durante toda a minha vida eu me enxerguei e me enxergo como parda não apenas pela condição da pele, que eu acho que isso como os senhores todos falaram, isso é totalmente desconsiderado porque se nós somos altamente mestiços não tem por quê, eu me enquadrar em em essa ou aquela cor, isso é apenas rótulo que algumas sociedades criaram e tentam excluir a gente escola pública, sempre sobrevivi com o que os outros nos dão, nunca foi com a condição máxima de ter isso ou aquilo então eu me enxergo parda me enxergarei enquanto viver. E digo a todas as pessoas que assim como eu pensam dessa forma que lutem lutem pelos seus direitos faça como eu fiquei muito desesperada no dia que fui excluída após 12 anos de minha vida tentando lavando roupa fazendo serviço de de doméstica de tudo que nunca me envergonhei e nem vou me envergonhar e continuo fazendo porque tenho que complementar vim pra longe de minha cidade de minha família vivo aqui sobrevivo com auxílio moradia e recebo essa ajuda quando vou de férias à minha casa e fico trabalhando novamente como lavadeira, como passadeira e vou me orgulhar a vida inteira disso então eu digo para essas pessoas que assim como eu não tem condições financeiras mas que tem sonhos que aos olhos dos que podem né dos que têm a condição financeira que são mais afastados aos olhos deles que nós não podemos não ingressar em canto nenhum que acha que é a cota que vai nos deixar ali, não nós não somos não devemos ser desmerecidos por nada é o nosso mérito assim como eu entrei na universidade mesmo passando muito tempo vindo de de instituição pública a vida inteira, Eu agradeço muito muito por tudo, sou merecedora como todos os outros são e digo continuem lutem assim como eu estou lutando E muito obrigada a todos muito obrigada de coração que a minha história sirva de exemplo pra todos.
Deputado
Eu que te agradeço, Gianniclair, a sua história realmente é 1 história motivadora, e é 1 história, exemplo. Que Deus abençoe a sua vida, que lhe dê força, e não desista dos seus sonho, tá? Parabéns. Ouvi aqui agora o doutor, Reinaldo, Suas considerações finais.
Advogado - ONG Letra
Só pra gente ter noção, presidente. A, além de Janicéia teve os estudantes, teve médico que ele já estava registrado no CRM, quando chamaram o cara para passar por 1 banca de após 7 anos.
Deputado
Está cortando. A internet acho que cortou aí. Ah, nem atenção que nós que nem precisei lá, nós trancamos que as, oi eu, voltou. Reinaldo, voltou, pode pode iniciar aí que você estava falando, do conselho pessoal que já estava já já formada. Foi, voltou? Voltou, pode iniciar aí.
Advogado - ONG Letra
Só complementando né? Imagine médico, 7 anos após vestibular, com CRN, queriam tomar o diploma do cara. E nós trancamos esse processo e alguns outros também, e a gente fica acreditando que parece que não tem saída parece que não tem salvação, porque a recomendação pra fazer também ilegalidade partiu do Ministério Público né, que nível, que nível nós chegamos e assim, graças à advocacia, graças ao poder judiciário que vem de certa forma enfrentando isso também, dando a compreensão constitucional que o STF determinou, a gente tem conseguido sim muitas vitórias, inclusive condenamos reitores a 500000 reais, se voltar a excluir estudante pobre. Deve garantir na ampla concorrência e deve garantir também nas cotas sociais. Começamos a abordar com efeito erga omnis, porque não não temos condições de combater individualmente cada então agora nós somos estamos processando os setores logo pra resolver o problema, já conseguimos isso aqui na Bahia ninguém é mais eliminado de forma sumário, e agora estamos lá no no Amazonas também e outros estados, vamos atuar em São Paulo no Ceará, porque no Amazonas pegava 69 por 100 dos pardos indígenas, somaram com 4 por 100 de pretos e agora eles dizem que 73 da população é negra. E aí estão controlando os indígenas para dizer que os descendentes indígenas são pretos quando na verdade eles simplesmente são descendentes indígenas, né. Então se a gente não fizer alguma coisa, inúmeros pobres, inúmeros pardos vão continuar sofrendo. Então parabéns deputado, parabéns Ricardo, parabéns Fernando Senzalo e todos que estão presentes defendendose a unidade e que o Brasil tem novo futuro novo rumo para além das cotas raciais. Obrigado e até 1 próxima.
Deputado
Muito obrigado doutor Reinaldo, se não ouvisse aqui, que estava tirando a Jane Cléia depois de ano e meio, cidadão, depois de formado querendo formado formou, tirar aí o conselho federal de medicina pessoal judicializar, Quem era para garantir judicializar a pessoa após a formação, e porque está chegando no gabinete algumas informações acho que muita gente tinha medo de, de comunicar, de falar, são coisas assustadoras, então parabéns continua com esse trabalho, que Deus abençoe a sua vida, e muito obrigado aí pela pela colaboração e contribuir né, Com a audiência pública trazendo dados concretos, informações aí, para ficar de forma de esclarecer quem for pesquisar verificar que De ordem deputada.
Advogado - ONG Letra
O Conselho Federal de Medicina, né? Foi quem pediu pra fazer isso na UNEB, foi 1 recomendação ilegal que partiu do Ministério Público. Olha.
Deputado
Ministério Público, vamos falar piorou. Piorou. Mas está, muito obrigado aí por que essas informações ela fica nos anais da casa. O doutor ter vindo aí ter feito essa correção. Obrigado novamente que Deus abençoe a sua vida aí. Vamos ouvir aqui nas considerações finais esse aqui que está do lado aqui. Que falou na descrição que é que é baixinho só baixinho. Não, não tem E a sua mãe eu conheço né? E considero muito a sua mãe. Fala pela mãe o Hélio mandou abração, que ele que ele considera muito a senhora mesmo quando a senhora falou que eu era bonitinho, mas pô é mesmo assim, eu tenho a simpatia pela sua mãe, fiz vídeo pra ela e vou fazer sempre que a sua mãe mora no meu coração, porque nós somos de 1 família. Isso é considerações finais. Com
Professor
Deputado, eu queria agradecer primeiramente pelo convite, agradecer o Ricardo, né? Toda equipe, todos que tão aqui também ouvindo e eu quero chamar vocês pra 1 reflexão que é o seguinte, Existem propostas e existem e existe já em curso, cotas pra transexuais. Agora eu peço pra vocês imaginarem 1 banca de heteroidentificação para transexuais. Como será? Haverá 1 banca pra invadir a privacidade dessas pessoas? Será que vão fazer isso como fazem com os negros? Aonde as pessoas passam por verdadeiros crivos antropométricos, será isso? 1 banca para transexuais? Ou será aceito a autodeclaração dessas pessoas? Por que que a autodeclaração ela só vem para a questão racial e para outras questões isso não é sequer cogitado? Então essa é a reflexão que eu trago, eu agradeço mais 1 vez, eu acho que esse debate ele tem que ser amplificado, né, ele tem que ser ampliado, ele é debate que a gente tem que refletir sobre refletir sobre vários pontos de vista, sobre vários aspectos e, mais 1 vez agradecer aí os pretos conservadores, dizer que vocês são maravilhosos, é muito bom fazer parte desse grupo, estar aqui com vocês. José o Rafael Satiê, cara, muito obrigado por tudo. O lançamento do teu livro é marco, cara, porque é 1 pessoa negra, falando do seu próprio lugar, e trazendo conhecimento de si para por si, e que traz a identificação de outras pessoas como você sem precisar do crivo de ninguém. Você está se autodeclarando, isso é importantíssimo, a gente nós precisamos escrever a nossa história, precisamos de mais Rafael Satisi, precisamos de muito incentivo da casa, deputado, pra novas produções, porque existem outros Fernando Senzalas, existem outros Rafael Satiez, que precisam de voz, precisam estar aqui ocupando esse espaço que é a casa do povo, está bom? Então eu agradeço mais 1 vez e deixo grande abraço, bom retorno para todos, pra os seus lares. Grande abraço.
Deputado
Eu tenho certeza, não é dúvida não, né mais ou menos acha que se não, tenho certeza, que se que esse dia de hoje ele vai ficar marcado, porque aqui foi a primeira audiência pública, para falar, sobre, a comissão de heteroidentificação, em especial os malefícios que ela tem causado então, a gente espera que com com essa audiência pública, possa dar passo, para corrigir, as irregularidade que está sendo cometida por ela, porque se por ser num Brasil miscigenado, a gente não tem que olhar, o cidadão pela cor da pele. Deus quando faz, ou quando fez quando criou, Deus quando criou, o ser humano, ele não falou creio, creio Adão que era branco ou Adão que era preto, depois Eva que era preta ou branca não. Deus quando cria o, criou o homem conforme a imagem e semelhança ele não falou, que você, que você tem mais carinho porque é preto ou porque é branco, não é isso. É o ser humano, então agradeço a todos aqui Satier, Gerson todos todos se eu for falar por nome eu posso cometer aqui 1 grave depois 1 gafe aqui o pessoal fala ah o deputado não falou meu nome então todos por momento marcante, e por ser Brasil miscigenado, acho que o primeiro passo, para melhorar, melhorar, tirar essa comissão de heteroidentificação. Tirando a comissão de heteroidentificação, a gente vai começar ter justiça nesse sistema, e tirando a cor da pele, levando pra pobre, vai ser mais justo ainda. Então eu quero aqui gente, lá atrás, está a irmã Ilda, irmã Ilda levanta aí por favor. Que Deus, salva de pão com a irmã Ilda. Olha, ela está ali, está vendo ali a irmã Ilda? Ela anda com a bíblia na mão. E tem gente, amém isso, já captou a preta, e olha ali está 1 das pessoas, que se diz aí por aí, que queria dar golpe, nesse Brasil, mas ela tem propósito com Deus, que Deus continue abençoando a sua vida, a história de vida da senhora é inspiradora, tem 1 pessoa que tem carinho muito enorme pela senhora, todo mundo tem, mas eu tenho que falar aqui que se não ele vai puxar minha orelha que é o Magno Malta, o Magno Malta sempre fala o nome da senhora, é 1 pessoa que eu tenho como referência aqui no parlamento, que é cidadão que é combativo, e ele fala que ele sempre fala Hélio, pra oposição e pra quem comete a coisa errada é tempo ruim o tempo todo o tempo todo o tempo ruim pra cima deles a gente sempre fala nessa frase e a gente ficou, fica assim imaginando. Eu quero aqui dizer que, estou muito feliz, por essa audiência pública, É a primeira de várias nesse segmento. Dizer pra, pra todos aqui essa casa é a casa do povo, em especial aqui a comissão de direitos humanos e igualdade racial. Dizer que, a força do Brasil, é a união do seu povo, e a união de, todas as cores. Todas as cores. Essa é a força do Brasil, e nós somos só povo. Né povo branco povo povo amarelo povo negro não nós somos só povo. E só Brasil. Muito obrigado que Deus abençoe a todos vocês, e vou aqui terminar, terminar a comissão né? Agradeço a presença e a valiosa contribuição de todos e todas. Né? Viu como é que eu vi como é que é o pessoal? Viu como é que é o pessoal Tomou dizer. É né? Né? Pessoal todas, e todos, aí fala, to, Toddynho né? Agradeço a presença de todos, aqui a contribuição em especial o pessoal que deu suporte para que acontecesse essa comissão de heteroidentificação, eu eu tentei levar aqui duma forma descontraída, é porque é assunto muito sério, se a gente levar, no, como diz ali no fio do bigode, como deve se tratar desse tema, as pessoas em vez de enxergar aqui, que tem 1 solução poderia sair daqui com mais raiva ainda, e não é essa a intenção, A intenção é o pessoal saber que o assunto é sério, mas sair daqui de 1 forma descontraída, que aqui foi batepapo, foi conhecimento, então, eu tentei aqui levar de 1 forma bem, bem leve essa comissão, que o assunto é muito pesado, a gente viu aqui, alguns caso aqui, que é sério, mas acho que de forma descontraída ainda todo mundo pôde rir, pôde levar e refletir melhor. Nada mais havendo a tratar declaro encerrada a presente reunião. Antes, convocando as senhoras e os senhores para o seminário de lançamento observatório parlamentar da revisão periódica universal de 2024, que ocorrerá no dia 3 de dezembro, às 9 hora aqui nesse plenário. Está encerrado a reunião muito obrigado e que Deus abençoe a todos vocês.




