COMISSÃO DE SAÚDE
Sobre o Evento
Comissão de Saúde discute avanços em saúde digital com diversos especialistas e deputados.
Coordenador do núcleo de Telemedicina e Telessaúde da UFG - Universidade Federal de Goiás
Adriana, 1 honra esse convite poder estar aqui com vocês, deputada Flávia, vão te ver de novo Flávia, sempre sempre muito bom a gente ver o pessoal daqui de Goiás liderando EEE estando à frente de 1 sua comissão tão importante e tão significativa pra gente que lida nessa área de telemed saúde há tanto tempo. Muito bom estar aqui com o Kleinaldo, nosso líder lá no DEJ, na CED que coordena todos os nossos núcleos de telemedicina e telemed, Carlos Pedroti, grande amigo, bom te ver Carlos Teresa, Renato, todos os que estão aí, presencialmente na Câmara dos Deputados, quando a gente fala de saúde digital, quando a gente fala de ter essa saúde é tema tão tão gostoso, tão caro pra gente que a gente tem, não sabe nem por onde começar. Mas vamos tentar ter ao que foi solicitado pra gente conversar inicialmente que seria sobre os avanços recentes em saúde digital, tentando fazer realmente 1 reflexão sobre em que ponto nós estamos EEEE pra onde a gente tem ido, né? Todos que estão aqui conhecem muito bem os desafios que nós enfrentamos ao longo dos últimos anos pra chegar no estado em que a gente está, e a gente está realmente num ponto de inflexão, aonde nós conseguimos ter reconhecimento não só da sociedade brasileira como todo, mas principalmente das sociedades técnicas em geral, sociedade médica, sociedade de enfermagem, sociedade de antropologia, da importância da saúde digital enquanto opção para atendimento humanizado, personalizado e acima de tudo, voltado pra necessidade do paciente aonde ele está. E quando a gente fala de avanços tecnológicos, se a gente imaginar tudo que a gente caminhou de de onde a gente estava lá no comecinho, eu comecei estudar telemedicina em 1999, no século passado ainda né, o o iPhone que foi o primeiro smartphone, ele foi lançado em 2008, lá se iam 9 anos que a gente estava fazendo telemedicina só com SMS digitando num em em teclado 2 3 4 5 6, digitar o C tinha que apertar o número 3 vezes então, a gente avançou muito, e a gente vê que esse avanço tecnológico ele está numa velocidade cada vez maior, pra gente pegar a a do momento que é a inteligência artificial, a inteligência artificial principalmente a inteligência artificial generativa, ela está sendo usada de rotina pelos médicos no consultório no dia a dia, e eu não estou falando de médico que está fazendo teleatendimento, teleconsulta não, estou falando de médico que está com o paciente presencial, atendendo o paciente, e tem a opção de utilizar 1 1 inteligência artificial generativa pra perguntar sobre interação de medicamentos, pra poder entender pouco melhor sobre quadro clínico ou ou resultado laboratorial de exame que esse paciente apresenta. A inteligência artificial ela já permite com que nós possamos ter o preenchimento automático do prontuário eletrônico. Então o médico pode estar conversando com o paciente, discutindo o caso com ele, a IA está captando aquele áudio, faz resumo sumário daquela consulta, e deixa aquilo pronto pra ser inserido no prontuário eletrônico sem que o médico tenha que ficar digitando o tempo todo. A IA está inserida de forma absolutamente prática em no pra na facilitação de exames de imagem, então na atelirradiologia, na atelio oftalmologia que é o meu caso, eu eu utilizo a IA praticamente todos os dias pra poder acelerar o bioprocesso de laudagem dos exames oftalmológicos. A IA está presente nos chatbots clínicos que acionam e permitem com que a gente possa guiar decisões em saúde de forma mais rápida, mas mais do que isso, em termos de avanço tecnológico a gente está caminhando pra ter mais próximo também a as tecnologias imersivas, a realidade virtual, a realidade aumentada, a realidade mista, realidade virtual é aquela que a gente está com óculos que veda totalmente o mundo externo e tudo acontece ali dentro da tela do óculos. A realidade aumentada, e eu tenho a visão do que que está acontecendo no ambiente que eu tenho, e eu tenho objetos digitais inseridos, então isso pra treinamento, isso pra capacitação, isso pra definição pra pra pra criação de habilidades específicas, tem sido cada vez mais utilizado e é avanço tecnológico que a gente tem que estar atento, porque ele vai fazer parte do nosso arsenal muito em breve, né? Se a gente for pensar em investíveis, quem tem relógio esperto né, smartwatch, que hoje capta a frequência cardíaca mas ele faz eletrocardiograma, ele alerta, eu vou contar 1 experiência pessoal, eu sofreu acidente automobilístico no último final de semana, eu estava indo aqui em Goiânia a gente teve no último sábado 1 atendimento muito grande pros pacientes diabéticos, eu estava indo lá pro ginásio Rio Vermelho pra fazer o atendimento desses pacientes diabéticos e meu carro foi foi abarroado por 1 ambulância, que furou o sinal. Na hora o o meu relógio avisou pro meu contato de emergência que é minha esposa o Alexandre sofreu acidente. 000 carro que eu estava avisou pra pra pra marca do carro que eu tinha que o que o Airbag tinha sido disparado em 15 segundos, o telefone do carro estava tocando com o atendente perguntando se eu estava bem, se eu precisava de 1 ambulância ou que 1 ou que a polícia fosse chamada, então a gente tem hoje 1 a possibilidade de estar sendo integrado e melhor cuidado que é absurda, e esses smartwatch pra gente não só pra poder fazer eletrocardiograma, pra poder fazer 1 verificar a frequência cardíaca mas hoje, os AirPods, os fones de ouvido eles já são utilizados como aparelho auditivo. Você consegue tornar o fone de ouvido como aparelho auditivo e deixar ele ligado de forma permanente pra poder ampliar o som do ambiente. Análise de dados está cada vez mais integrada à rotina, na no no monitoramento domiciliar os aparelhos de pressão arterial os monitores de glicose então são cada vez mais transparentes, então você você mede a pressão ela já conversa com o teu celular e ela já manda dado pro teu médico, o monitor de glicose é a mesma coisa, já tem aprovado nos Estados Unidos pelo FDA aparelho pra auto coleta de sangue, você cola adesivo na sua pele, e esse adesivo ele vai extrair 1 quantidade de sangue pra que você possa mandar aquilo pra fazer exames de sangue, você não precisa mais que alguém vá até a tua casa pra fazer coleta de sangue, aplicativos que fazem detecção automática de cânceres como por exemplo o melanoma, então quando a gente fala de avanços tecnológicos em saúde digital a gente tem monte, mas a gente não fica só em avanço tecnológico, quando a gente fala em avanço em saúde digital a gente tem que falar também de avanço processual e de avanço institucional. Em avanços processuais, o Kleinaldo destacou muito bem, a gente tem hoje praticamente todos os estados brasileiros com acesso ao telediagnóstico via oferta nacional de telediagnóstico do Ministério da Saúde pelo SUS. Então as 3 ofertas que existem, a oferta de cardiologia, a oferta de oftalmologia e a oferta de dermatologia estão presentes, pelo menos 1 delas, em cada dos do do dos 27 estados brasileiros. Então só de alerta são feitos mais de 7000 elétrons por dia, a Federal de Santa Catarina é responsável pela leitura dos exames de dermatologia e nós aqui na Federal de Goiás somos responsáveis pela pelo programa permanente de prevenção das principais causas de cegueira, Então qualquer fotografia de fundo de olho feito com retinólogo em qualquer unidade básica de saúde do Brasil vem pra gente, aonde nós somos capazes de fazer o diagnóstico precoce das 4 principais causas de cegueira. A catarata que é a principal causa de cegueira reversível, curável no mundo, o glaucoma que é a que é a maior causa de cegueira irreversível, a degeneração micor relacionada à idade, que é a maior causa de cegueira central em pacientes com mais de 50 anos de idade, e a retinopatia diabética que é a maior causa de cegueira em pacientes em idade laboral. Além disso, outro avanço processual é a criação dos novos núcleos de telessaúde pelo Brasil, então seremos mais de 50 núcleos espalhados por todos os estados, levando cuidado de saúde digital mais adequado para a população. Ainda existem os desafios como a conectividade deputada Flávia falou muito bem, a qualificação de profissionais, aqui na federal de Goiás nós temos cursos de pósgraduação específicos para qualificação de profissionais em saúde digital, o Carlos Pedrotti tem 1 iniciativa também na saúde no no na na saúde Brasil digital pra poder fazer qualificação desses profissionais, então isso também é avanço institucional, eu estou como vicepresidente da da ABTM Associação Brasileira de Estelemedicina e Telessaúde, e aqui na ABTM nós temos em vigor até até amanhã abertas inscrições pra concurso de melhor tese, melhor dissertação e melhor trabalho científico pra pra telemsaúde e saúde digital, então a gente tem avanços institucionais guiados pela Cidigi, pela secretaria de informação, inovação e saúde digital, pelo DEDS, pelo Departamento de Saúde digital, que nos colocam realmente na vanguarda disso, com todo a toda a retaguarda legislativa que a gente tem do apoio dessa subcomissão das deputadas Flávia, da da da deputada Adriana Ventura, de todos aqueles que fazem parte dessa subcomissão, que monitoram a as necessidades legais que nós temos então, pra falar especificamente sobre os avanços tecnológicos, eu acho que com isso eu fecho a minha fala, e eu deixo aberto caso vocês queiram abrir pra alguma discussão, e se a gente for seguir pro pro primeiro painel talvez eu não sei se a Luciana quer falar antes de mim pra não ficar tão tão maçante 1 pessoa só falando Pode falar pode continuar doutor Calebe bem melhor.




