CÂMARA DOS DEPUTADOS - OUTROS EVENTOS
Sobre o Evento
Evento sobre Governança Econômica Global na Câmara dos Deputados, com diversos presidentes e consultores presentes.
Presidente do Cofecon
Boa tarde a todas e todos. Eu quero saudar os membros dessa muito qualificada mesa. Em primeiro lugar meu, muito querido amigo, Roberto Piscitelli, minha presidente do coreconDF Luciana Acioli, meu conselheiro Erick Santos Bossuei, o presidente da associação dos consultores legislativo o nosso amigo Pedro Garrido, e o diretor de da consultoria legislativa da câmara dos deputado Aurélio Guimarães, Cruvinel. Bom, eu quero dizer da enorme satisfação que eu tenho, de participar, de evento que tem essa denominação de governança econômica global. Desde a partir, a partir de setembro de 2015, os dirigentes internacionais, começaram a se preocupar com a questão da governança global, e partiu a partir daquele ano de 2015, setembro de 2015, quando foi possível, montar 1 agenda de governança, a agenda chamada agência 2030, com base na qual pretendia se encarar os mais graves problemas, detectado nessa própria nesse próprio encontro de governantes internacionais, de buscar resolver os mais graves problemas da humanidade que diz respeito à fome e à miséria. Eu particularmente quer dizer eu acredito que vale acredito não tenho certeza de que diversas pessoas vão abordar os assuntos relacionados com a tema que tem 1 1 dimensão tão ampla como essa né, governança econômica global. E eu acho sim, não posso deixar de de expressar aqui a minha opinião, que sim nós necessitamos de procedimentos, iniciativas, que tratem de governança econômica global. E ali descobriuse que os os mais graves problemas dizem respeito exatamente a essa coisa tão primária. Fome e miséria. E os países buscaram encontrar caminhos para a solução desse dessa desse problema desses problemas. Imaginaram ali destacar X por 100 dos seus dos do PIB, das grandes nações, 1 dimensão menor para a participação das das nações de de crescimento médio, mas essas possibilidades de financiamento, até onde eu posso ler isso aqui, e acho que me considero relativamente bem informada à respeito disso, não conheço nada significativo que resulte na solução desses problemas. E solução pra esses problemas, reside essencialmente na na na alocação de recursos pra essas pra essa finalidade. Nós temos 1 1 movimentação recente, de alguns países e de alguns dirigentes internacionais, a exemplo do nosso presidente Lula que, humanista como ele é, pensa na na na questão da fome e da miséria. Mas pensa o presidente Lula como outras pessoas pensam também, que as grandes nações devem enfrentar a questão e buscar disponibilizar recursos pra solução de de problemas dessa dimensão. Eu acho que isso aqui beira pouco AAA inocência, porque eu não posso imaginar as grandes nações preocupadas que o cara está passando forma ali na na na no na na CentroAfrica. Isso não existe, nós podemos até nominar aqui, imaginar cidadão que atende pelo nome de Donald Trump, preocupado num cara que está passando fome lá num país da África, ou até mesmo aqui no Brasil, no nosso no nosso, no nosso sofrido nordeste brasileiro, me parece algo inadmissível, cemitério, não existe isso. Então como eu eu tenho essa expectativa de que não existe isso, esses homens, esses dirigentes das grandes nações, dispensarem, dispensarem recursos que estão nos seus respectivos orçamentos, pra essa finalidade, isso pra mim é 1 quimera. Mas eu acho que nós economistas podemos sim enfrentar a problemática e indicar caminhos através dos quais possa se percorrer na na busca da solução do financiamento, no financiamento para a solução da fome e da miséria no mundo. E nesse particular eu entendo que o instrumental tributário, é da mais elevada valia para essa finalidade. Se nós pretendemos estudar governança econômica global. Podemos pensar assim, governança econômica global, 1 governança autônoma fora fora da da das administrações nacionais, especialmente fora dos orçamentos nacionais, e criar recurso recursos essencialmente internacionais, para a solução de problema que também é global. Eu acho que, a ideia de se criar 1 coisa muito parecida com a CPMF que nós brasileiros conhecemos, talvez quem tenha mais de 60 anos conhece mais. Mas eu acho que podemos sim pensar numa, numa coisa desse tipo, e, e aplicar essa vamos dizer 1 CPMF entre aspas, global, e buscar juntar fundos para a solução desses graves problemas, que me parece, é até pouco duro de pronunciar, mas falar em fome e miséria no mundo, é vergonhoso para todos nós, homens e mulheres do nosso tempo. Alguma coisa pode ser feita os economistas têm caminho poderiam ter caminho. A minha a minha sugestão não é nada novo economista norteamericano chamado James Toban, já já já levantou essa ideia nos anos 70 constituir fundos através de 1 tributação sobre as operações cambiais. É É isso que eu quero, é isso que eu imagino. Existe, existe a mais ampla possibilidade de que isso seja feito. Existe 1 poupança no mundo inteiro que é 1 coisa fantástica. Ali no ano de 1984 nós tínhamos o PIB mundial, era da ordem 10 trilhões de dólares. As poupanças globais eram de 12 trilhões de dólares. 12 por 10 dá 1 relação de 0.2. O PIB global hoje existe 1 dados que vão do que o o banco mundial diz pra o que o o fundo monetário diz, mas o fato é que o PIB global hoje é da hora dos 110 trilhões de dólares. O PIB global hoje é da hora dos 110 trilhões de dólares. As poupanças globais, que lá em 84, eram de 12 trilhões de dólares, hoje se aproxima dos 600 trilhões de dólares. Muito embora a gente esteja falando em dados heterogêneos, mas quando a gente faz a o gráficozinho pra demonstrar esses esses dados, existe aí o que os estatísticos gostam de chamar de boca de jacaré. Essa boca de jacaré, é 1 retrato fiel, 1 expressão fiel, do do avassalador processo de concentração de riqueza, no plano financeiro, global. E é isso isso faz parte da dinâmica capitalista é assim mesmo então vamos, eu acho que devemos aproveitar essa dinâmica capitalista pra criar 1 essa tributação internacional que eu eu imagino, né em todas as movimentações cambiais que ocorram, reservando dinheiro, e pode se juntar muito dinheiro, desses 600 trilhões de dólares que é de aproximado que existe de poupança, diariamente diariamente roda o globo terrestre por 100 desse valor, são 6 trilhões de dólares. 6 trilhões de dólares roda diariamente repetindo o globo terrestre. Gente, 6 trilhões de dólares por dia representa 3 vezes o PIB do Brasil, ano. Então existe aí 1 fonte de riqueza em cima da qual, 1 1 expressão do de excedente econômico em cima do qual se pode tributar e fazer fundos para o a grande solução da pobreza mundial. Com 1 certeza só, os ricos não vão deixar de ser mais ricos talvez até continue sendo mais ricos. Olhe ao fazer essa essa introdução pra esse evento, que eu considero da mais alta relevância. Acho que os economistas do Brasil, e os economistas do mundo inteiro, têm a obrigação de estudar governança global, que entendo como aí que esteja as possibilidades para a solução da do grande dilema internacional que é a fome e a pobreza. E repetindo, sem esperar acionamento de grandes nações, Isso não acontece, não existe essa generosidade, não existe no meio desses senhores, nenhum São Francisco capaz de resolver essa problemática. Com essas palavras então eu estou aqui com dando assim início, e passo agora pra minha queridíssima, colega e presidente Luciana Anciolli, mas também nós temos médico de cerimônia que pode ser ocupardiço. Muito obrigado a todos.




