PLENÁRIO

29 nov. 2024 06:21 às 08:12

Sobre o Evento

Evento homenageia o Dia da Consciência Negra, com apresentações e troca de mensagens entre deputadas e convidados.

#1
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Está aberta a sessão solene, sobre a proteção de Deus em nome do povo brasileiro. Iniciamos os nossos trabalhos nos termos do parágrafo único do artigo quinto, do ato da mesa número 123 de 2020. Fica dispensada a leitura da ata da sessão anterior. Sessão solene, em homenagem ao dia, ao dia da consciência negra. Essa sessão foi requerida pelos deputados Reginete Bispo eu, deputada Dandara, deputado Vicentinho e Érica Hilton. Nesse momento convido para compor a mesa. A deputada Dandara Tonazin, também requerente desta sessão solene. O deputado Vicentinho, que penso que não se encontra ainda no, no plenário. A senhora Fernanda do Nascimento Thomas, coordenadora geral da memória e verdade da escravidão e do tráfico transatlântico e de pessoas escravizadas do ministério de direitos humanos e cidadania e a senhora Iara Bento coordenadora do SOS racismo da LESP promotora legal popular e atual vicepresidente do PT de São Bernardo do Campo. Ainda participam de forma virtual, a senhora Naiara Oliveira, filha de Oliveira Silveira e pedagoga especializada na educação de surdos e trabalha na escola municipal de ensino fundamental bilíngue de surdos de surdos Vitória em Canoas a senhora Eliete Paraguaçu Silveira vereadora eleita em Salvador quilombola marisqueira e referência na resistência em defesa dos mares e da população pescadora e extrativista. Nesse momento convido a todos para imposição de respeito, cantarem o hino nacional.

29 de nov, 09:21
#2
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29 de nov, 09:23
#3
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Nesse.

29 de nov, 09:27
#4
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Momento, convido a todos e a todas para assistir o vídeo institucional. Vicentinho. Vicentinho por favor deputado Vicentinho venha compor a mesa conosco.

29 de nov, 09:27
#5
 Início da Apresentação do Vídeo
Início da Apresentação do Vídeo

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Perfil. É 1 imagem de luz que em verdade traduz a história do negro no Brasil. Este povo em passadas, intrépridas,

29 de nov, 09:27
#6
 Término da Apresentação do Vídeo
Término da Apresentação do Vídeo

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29 de nov, 09:32
#7
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Lindo momento do hino da negritude, que, que acabamos de assistir e que reverencia a luta do povo negro aqui no no Brasil. Eu quero saudar a todos e a todas, as especialmente os alunos do centro de ensino fundamental da de Ceilândia. Obrigada pela presença de vocês, 1 alegria têlos aqui. O centro do Centro Educacional Professor Carlos Mota, que visita esta casa, 1 alegria têlos conosco. Eu neste momento, convido já para compor a mesa, o representante do ministério da cultura João Jorge que acaba de chegar já havia sido convidado com Jorge. E nesse momento também passo a presidência dos trabalhos para deputada Dandara para mim poder fazer o meu pronunciamento.

29 de nov, 09:32
#8
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Por gentileza.

29 de nov, 09:33
#9
Deputada Dandara
Dandara

Deputada

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29 de nov, 09:34
#10
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Meus queridos e minhas queridas, que estão aqui presente nesse plenário, os convidados que compõem esta mesa, quem nos acompanha, de forma virtual, dizer que, a sessão solene de hoje, que comemoramos, a data do 20 de novembro, a data de zumbido dos Palmares e da consciência negra, Não é apenas 1 comemoração, não é apenas 1 comemoração, mas convite à reflexão, convite à resistência e à construção de país mais verdadeiramente justo. Símbolo de luta contra as desigualdades históricas e estruturais que atravessam gerações e por que não dizer atravessam séculos. É o momento de considerarmos o sangue, o suor, a luta de milhões de pessoas negras que construíram este país, mas que ainda hoje, enfrentam as cicatrizes de séculos de escravidão e racismo. O 20 de novembro, é o dia de zumbi dos Palmares, líder que simboliza a luta pela liberdade e pela dignidade do povo negro. Mas também é o dia em que celebramos a memória de muitos e muitos homens e mulheres nossos ancestrais, que lutaram por justiça e liberdade. E não poderia deixar aqui nesse momento, de fazer referência à memória de Oliveira Silveira, que resplandece, ele que foi dos idealizadores desta data, Oliveira foi homem que usou resgatar o valor da história do nosso povo. Poeta e ativista que nos ensinou a nunca esquecer de onde viemos e a lutar por onde queremos chegar. Por isso, apresentei aqui nessa casa, o projeto de lei 7 2 7 7 de 2004, que propõe a inscrição de Oliveira Silveira no livro de Heróis, Heruínas da Pátria, porque ele não apenas escreveu sobre a negritude, ele viveu e deu voz à resistência do nosso povo. Sua obra é legado e nos mostra que a história negra não é apenas capítulo, mas a fundação deste país. Honrálo e é honrar milhões de brasileiros e brasileiras que diariamente lutam por respeito, reconhecimento. Também importante dizer que aqui nesta casa nós temos pela primeira vez na história do congresso nacional 1 bancada negra. 1 bancada negra que compõe os quadros dessa casa, que tem líder que senta na mesa do colégio de líderes pra ajudar a definir essas pautas. E do qual nós temos aqui, eu faço parte dessa bancada negra, nosso querido Vicentinho Dandara, e que isso representa 1 conquista, 1 conquista num país, num país que trabalhou séculos e séculos pra nos subjugar. Num país aonde o Estado brasileiro tem dificuldades ainda até hoje em efetivar os direitos do nosso povo e efetiválos com equidade, garantir equidade pra que os nossos jovens tenham acesso à educação, garantir equidade pra que os nossos mais velhos envelheçam com dignidade, com respeito e em boas condições de existência. Garantir equidade pra que nós mulheres negras, possamos viver sem tanta agressão sobre os nossos corpos, onde nós possamos ter direito ao mercado de trabalho, trabalho digno, né, com segurança, com dignidade, aonde a gente possa viver, lutamos por país onde a gente possa viver com orgulho de cabeça erguida, sem ninguém, sem ninguém nos apontando, nos diminuindo por conta da nossa cor da pele. O Brasil é o país que é rico, pugente, alegre apesar de tantas dores e de tantas violências, porque o povo negro veio, foi trazido aqui pra este país, foi escravizado, mas em nenhum momento deixou de dar o seu melhor, que é a solidariedade, que é a alegria, que é a consciência de que essa Terra é nossa, que essa Terra tem dono e por isso ela precisa ser cuidada porque o dono desta terra não é de indivíduo de meia dúzia de indivíduos, é bem coletivo, é bem da coletividade e isso o povo negro traz e ensina e está ali o exemplo das comunidades quilombolas, que é o símbolo da luta e da resistência nesse país, do qual nós tivemos o nosso grande líder zumbi dos Palmares, que foi o líder quilombola. Tem as comunidades quilombolas pra dizer que o uso da terra ela tem que ser coletivo porque é bem comum, não é bem individual. São valores que o nosso povo traz e que a gente precisa referenciar e trazer neste 20, nessas sessão solene que celebra o 20 de novembro, porque são valores que o povo brasileiro, que a sociedade brasileira precisa entender que são valores fundantes do nosso país, que são fundantes do povo brasileiro, porque nós negros e negras somos o povo brasileiro, 64 por 100, não dá pra dizer que o país, que o Brasil não é país negro, 64 por 100 do povo brasileiro é negro. Por isso, meus amigos e minhas amigas, antes de finalizar, gostaria de lembrar que a consciência negra é dia pra reafirmarmos que não descansaremos enquanto o racismo estruturar estrutural, ferir a nossa sociedade, enquanto as oportunidades não forem igualitárias, enquanto a justiça não alcançar a todos e a todas. O 20 de novembro é o dia de reafirmar a nossa consciência negra e a nossa fortaleza e a nossa arma contra a opressão, contra todas as formas de opressão. Por isso eu finalizo dizendo viva o povo negro, viva a Zumbi dos Palmares, viva a Dandara, viva todos e todas que viveram antes de nós e que virão depois de nós, lutando por justiça e igualdade no nosso país. Grande abraço a todos e a todas.

29 de nov, 09:34
#11
Deputada Dandara
Dandara

Deputada

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Obrigada deputada Reginete. Eu quero agradecer aqui também a presença de Geane Nascimento, curadora da exposição Tecendo Histórias, A Trama Negra da moda brasileira, inclusive é produtora do desfile afro futurismo, que logo mais vai se apresentar pra nós, querida servidora dessa casa aposentada, e a bancada negra tem 1 gratidão enorme, porque desde a sua fundação você sempre foi 1 grande parceira Jeane, muito obrigada. Também agradecer, ao centro de ensino fundamental 16 de Ceilândia, obrigada pela presença, os estudantes, professores que estão aqui com a gente. Eu volto aqui a palavra pra deputada Reginete Bispo, a condição dos trabalhos, e vou também pra tribuna pra fazer.

29 de nov, 09:41
#12
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Minha contribuição aqui é o debate.

29 de nov, 09:42
#13
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29 de nov, 09:42
#14
Deputada Dandara
Dandara

Deputada

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O mês de novembro está encerrando, mas com o encerramento desse mês, não pode encerrar as reflexões acerca da consciência negra. Perceba que esse dia não é o dia, da comida negra, da dança negra, da música negra. É o dia nacional da consciência racial, porque nós ainda precisamos despertar a consciência de onde viemos, onde estamos, pra que a gente possa realmente projetar pra onde vamos. E por que 20 novembro, por que zumbis espalmares? Zumbi espalmares foi o maior líder de reduto negro, que conseguiu lutar fortemente contra a escravidão, ajudando a libertar negros e negras escravizados, se organizando nos territórios pra ajudar eles a fugirem, mas foi mais do que isso, foi território de quilombamento negro. Isumbutes Palmares foi morto em novembro de 1695. E ele simboliza pra nós a luta por liberdade, por resistência e também por justiça. Por que 20 de novembro e não 3 de maio? Porque 3 de maio quando a princesa Isabel assinou a lei áurea, ela só aboliu os crimes que os senhores de engenho cometeram contra a humanidade. Nós negros e negras não recebemos o principal reparação. Recebemos acerto? Férias? Décimo terceiro? Seguro desemprego? Não. Por isso que a pauta da reparação, ela é tão urgente e ainda tão necessária para o movimento negro brasileiro neste momento, da história, porque os crimes da escravidão nunca foram reparados, os negros e negras escravizados, nunca foram reparados. Então o dia da consciência negra ele foi impulsionado, por movimento muito importante de Porto Alegre, em meados da década de 70. E nós conseguimos aprovar esse feriado nacional da consciência negra, com 1 relatora gaúcha, trazendo essa história minha a minha amiga, né? Nós sabemos que o racismo ele organiza relações de poder na nossa sociedade, determina lugares e não lugares, quem vai viver quem vai morrer, não é à toa, que 8 em cada 10 vítimas do trabalho análogo à escravidão ainda hoje, no século 20 e no ano de 2024, são pessoas negras. Em 2024, o salário de negros é 42 por 100 menor que o salário de brancos, e de mulheres negras é 49 por 100 menor se comparados a homens brancos. 76 por 100 das vítimas de feminicídio, são negras, e a mortalidade materna de mulheres negras é mais que o dobro de pessoas brancas. E quando a gente olha pros espaços de poder, de tomada de decisão, em 2022, candidatos autodeclarados pretos e pardos, representavam 47 por 100. Mas infelizmente, eleitos, apenas 26 por 100, totalizando aqui nessa casa, 135 cadeiras. E olha, que se a gente montar aqui 1 banca de heteroidentificação, de aferição racial, eu tenho certeza absoluta que esse número de parlamentares vai cair pouco mais, porque nós convivemos ainda nessa casa com a afro conveniência, depois que nós aprovamos inclusive, o nosso fundo de financiamento de candidaturas negras. O afro futurismo, que é o tema esse ano da consciência negra, aqui da câmara dos deputados, traz pra gente conceito muito importante, sonhar e construir o futuro, mas entender que o nosso futuro é ancestral. As pistas de pra onde temos que ir e como vamos, elas já foram trilhadas por gerações que abriram caminhos antes de nós. O movimento negro brasileiro estrategicamente organizou a luta pelas cotas pelas ações afirmativas na graduação, e nós conseguimos ano passado aprovar continuidade dessa lei e garantir melhorias significativas, como as cotas na pósgraduação, no mestrado, no doutorado, nós conseguimos ainda incluir a obrigatoriedade da cota quilombola, e nós queremos fazer com que todo cotista seja bolsista de assistência estudantil. Sabiamente o movimento negro brasileiro entendeu, que se a gente conseguisse constituir 1 nova intelectualidade negra, a gente conseguiria também ocupar cada vez mais, espaços de poder e de tomada de decisão. Eu queria agradecer muito, à Abdias do Nascimento, à Helena Gonzales, à Luiza bairros, porque eu sou resultado dessa luta. Eu fui cotista, no curso de pedagogia da universidade federal de Uberlândia, eu fico cotista no mestrado em educação na UFMG, e se estou aqui hoje na câmara dos deputados, é porque tive oportunidades, principalmente na educação. Então nós precisamos disputar o futuro, e seguir organizando essas lutas que são ancestrais, que não começam e nem terminam em nós. Da mesma forma, disputar o imaginário, disputar a consciência racial desse país, que ainda tem pouco de letramento racial. Disputar a educação e a cultura como instrumento de transformação, seguir inspirando os nossos jovens. Eu quero falar em especial, com os jovens que estão aqui com a gente nesse plenário no dia de hoje. É fundamental, que as pessoas que não são negras, possam exercitar a empatia, a solidariedade, que é a capacidade de se colocar no lugar do outro e da outra e refletir, será que o meu comportamento aquela piadinha, aquele comentário que eu faço com meu amigo conhecido negro, realmente tem graça? Se fosse comigo, eu ia gostar desse comportamento? E quero conclamar toda a juventude negra brasileira, a interditar o racismo, não autorizar comportamentos preconceituosos, quando tiver 1 fala, preconceito, 1 discriminação, nós não podemos autorizar, Nós precisamos nos empoderar. E a professora Newmanino Gomes, no livro movimento negro educador diz, que o verdadeiro empoderamento, é a tomada de consciência. Porque a partir do momento que nós entendemos, que o quartinho da empregada não é a única alternativa pra nós, dificilmente nós voltamos pra esse lugar de submissão. É fundamental resgatar os nossos símbolos históricos de representatividade e também de poder. Nós temos 1 memória de resistência e de coragem nesse país. Nós precisamos seguirmos aquilombando, e construir futuro em que a nossa presença seja cada vez mais forte, mais potente em todos os lugares. Eu agradeço enormemente ao movimento negro brasileiro, ao movimento educacional, aqueles que vieram antes de mim e abriram tantos caminhos pra eu estar aqui hoje, e dizer que nós viemos pra ficar viva zumbi, viva a consciência negra.

29 de nov, 09:43
#15
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Deputada Dandara, de imediato eu passo a palavra pro deputado Vicentinho também requerente dessa sessão solene.

29 de nov, 09:51
#16
Deputado Vicentinho
Vicentinho

Deputado

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Bom dia, a todas e todos aqui presentes, todos. Bom dia a nossa assessoria da câmara extraordinária assessoria, também aos profissionais da TV Câmara e da rádio Câmara que nesse momento transmitem ao vivo, esta sessão solene, coisa inimaginável no passado, fazemos 1 sessão para homenagear Zumbi dos Palmares, Dandara dos Palmares e o nosso povo negro. Então como deputado que estou aqui já há muito tempo olhando essa meninada que vocês não tenham nascido ainda quando eu fui eleito deputado, e aliás quero dizer pra vocês e quero parabenizar a professora a coordenadora de vocês que permanecem aqui, vocês estão em visita, mas a presença de vocês é muito importante. Eu olhava pra vocês ali da mesa, e via meninos e meninas, e eu pensei devo estar olhando aqui quem sabe para 1 presidente da república, para 1 presidenta, quem sabe? Para ministro, para deputado federal, para senador, na idade de vocês, lá no sertão do Rio Grande do Norte, eu trabalhava na roça com os meus pais, era analfabeto. Eu não sabia, de nada. Depois, com os meus 14 anos, eu tive que trabalhar na emergência, na grande seca, lá em Acari no Rio Grande do Norte, e depois passei a vender pão na rua. Pois é, fui vendedor de pão, fui guia de cego, trabalhei na roça, e hoje estou aqui como deputado federal, no sexto mandato, eleito este ano como dos melhores deputados federais do Brasil entre os 50. E cheguei em São Bernardo, semianalfabeto e camarada chamado Lula, Luiz Inácio Lula da Silva era diretor daquele sindicato. E nós trabalhávamos em turnos de revezamento. E aquele cara chamado Lula, que hoje é o presidente da república, criou 1 escola, e essa escola era para dar garantia a quem não tinha oportunidade de estudar, estudar de manhã de tarde ou à noite que era a mesma matéria, senão ninguém conseguia estudar. Depois eu fui eleito presidente do sindicato dos metalúrgicos. Depois fui eleito presidente nacional da CUT. Terminei o meu primeiro grau no sindicato. Vocês não sabem o que eu vou falar agora, mas eu fiz o meu segundo grau pelo telecurso segundo grau, que era curso pela televisão. Depois eu fiz curso de direito. Depois eu fiz 1 pósgraduação na Unicamp. Sou advogado, e sou professor de direito, e agora estou fazendo doutorado na USP. Eu estou contando essa história não é pra me valorizar não, não é pra mim vangloriar não, é pra dizer pra vocês, que tudo é possível, desde que nós tenhamos as oportunidades, desde que nós lutemos, por isso quando eu falo, eu devo estar olhando aqui para 1 pessoa proeminente, pra dizer pra vocês, não desanime, eu tinha preguiça de estudar. E quando eu trabalhava estudava na escola que eu comecei a estudar e parei, com muita gente para, e que eu tinha apelido Vicente rapadura, porque na hora do lanche a minha mãe fazia botava num saquinho de pano, pedaço de rapadura pra eu lanchar, enquanto os outros comiam pão com queijo, pão não sei com que, bolacha não sei com que, e começaram a me chamar de Vicente rapadura. Eu comecei a ficar com vergonha, e não foi mais. Tempo depois descobri que aquilo era assédio. Por isso meninos, meninas, vocês são esperança pra gente. São esperança para novo Brasil. Não desanimem, não desanime. Parabéns à professora por isso eu queria pedir 1 tábua de palma a essa garotada que está aqui acompanhando e aprendendo com a gente. Eu gostaria de saudar esta mesa maravilhosa perceberam a maioria de mulheres, e as mulheres no centro, botando pra quebrar, dominando, negras, parabéns também pessoal. É isto aí. Por isso que com carinho, eu saúdo a minha companheira deputada Regenete Bispo que comigo foi requerente desta sessão. Saúdo a querida companheira Dandara, que do mesmo jeito, também foi requerente desta sessão. Também saúdo o querido João Jorge, que é presidente da Fundação Cultural Palmares, mas líder baiano, dos grandes líderes daquele grande grupo de de de carnaval, não só de carnaval, de apresentação, que é o, falei Jorge Jorge o nome do grupo, Jorge Jorge? Olodum, pessoal, todo mundo viu falar no Olodum, é o nosso homem que cuida da cultura, diferente de outro que estava aí na época do Bolsonaro, que destruiu os símbolos e as histórias do nosso povo negro, porque ele era negro, mas era racista, era contra o direito do nosso povo. É isso aí. Quero saudar também, a Fernanda do Nascimento Tomás, jovem Fernanda, coordenadora geral da memória e verdade da escravidão e do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. Ela veio do ministério dos direitos humanos e cidadania. Abraço à nossa ministra, imenso carinho para com ela, viu? Também presente, a nossa querida Iara Bento. A Iara veio de São Bernardo, minha colega, ela é vicepresidente do nosso partido em São Bernardo, mas não é só isso não, ela é a coordenadora do do do da organização social, implantada nas Assembleia Legislativa que se chama SOS Racismo, e ela é promotora legal popular. Eu estou pegando essa história da Iara, obrigado Iara por ter atendido o nosso convite, porque aqui na casa nós já criamos a bancada negra. Mas nós queremos também, e vamos lutar, e queremos contar com o apoio de todas as minhas companheiras e de todas as bancadas pra criar 1 secretaria de igualdade racial aqui na Câmara dos Deputados. Porque aí são profissionais especializados para nos ajudar cada vez mais na conquista desse espaço. Queria pedir permissão a vocês, pra saudar esta mulher que aqui está aqui na nossa frente, a nossa querida Jeane Nascimento, que vai apresentar o desfile, ela trabalhava aqui ó, nesse lugar aqui, ela era pra pras meninas que não sabem, ela é taquígrafa, era taquígrafe que aposentou né, Jeane? Ela escrevia com a rapidez imensa toda a história do que nós falávamos aqui. E eu me lembro que quando a gente fazia atos como a celebração de 1 lei de minha autoria que criou o dia nacional das comunidade de matrizes africanas e nações do candomblé, no dia 20 e de março, enquanto aqui se cantava o hino da umbanda, o hino do candomblé, ela lá escrevendo e cantando, em silêncio, respeitosamente. E esta menina o ano passado, ela trouxe aqui para esta casa, ícone da escola de samba do Rio de Janeiro, ícone vamos dizer assim, da Portela. É terra na portabandeira da Portela. A senhora Vilma Nascimento. Ela veio aqui, a gente saiu dançando ao som do samba, tinha 1 exposição bonita como tem hoje também, mas tinha 1 outra bonita, não é. Aí depois de toda aquela festa, esta mulher que é 1 autoridade reverenciada na Portela, foi para o aeroporto, e lá no aeroporto ela foi numa loja e foi acusada de que estava roubando naquela loja por causa da condição de negra que ela é, e o constrangimento de abrir a bolsa e comprovar que não estava fazendo nada. A minha solidariedade, minha querida mande meu abraço para aquela mulher maravilhosa, que enriqueceu a nossa sessão solene o ano passado. Que esse aplaudo seja pra ela, com imenso carinho viu? Bem meus amigos, minhas companheiras, meus companheiros, também quero dizer que eu fiquei emocionado e quero pedir permissão à câmara dos deputados, para ter acesso a este hino à negritude, porque este hino à negritude, eu nunca vi tão bonito com as imagens, nós sempre cantamos aqui. Para que vocês saibam e a nossa juventude saiba também, a letra destino é a letra escrita pelo professor Eduardo. Quem foi o professor Eduardo? O senhor já falecido. Professor Eduardo foi dos fundadores da Frente Negra Nacional, primeiro grande movimento nos anos 40. Ele muito bem iluminado, ele fez este hino. E ele me procurou, o Vicentinho, eu já tentei transformar em lei, não consigo, eu já fui em assembleia, já fui não sei aonde, disse que eu vim aqui te pedir socorro. Sabe o que eu fiz? Apresentei como projeto de lei. O projeto aqui, Trump. Chegou na CCJ, Trump, em que peze ter tido 1 dificuldade, porque tinha gente deputado que disse que votaria contra o projeto porque fala dos orixás, porque fala da origem da África, mas nós vencemos. E quando o meu projeto foi aprovado, aqui que foi pro Senado, mais do que depressa fui lá e articulei com nada mais nada menos com o companheiro senador Paulo Paim. E o Paulo Paim foi o relator do projeto e aprovou na Câmara e a ministra, a presidenta Dilma sancionou esta lei. O que me deixa triste, e eu quero que São Paulo ouça isso, é que vereador de São Paulo, na época não era, no dia da comemoração desta lei, quem sabe quem se houver, ver os anais da casa vai verificar, tal de Fernando Holiday, tal de Fernando Holiday. Ele no dia da comemoração, ele pega o microfone, pega o hino, e rasga. Profundo desrespeito e ele é negro, capitão do mato, traidor do nosso povo. E que isso fique registrado na história. Bem, fora essa indignação santa que eu me. Fora essa, eu gostaria de pedir pouquinho de tolerância está bom? Fora essa indignação santa com quem eu desabafei aqui agora, quero dizer pessoal que como foi dita pelas minhas companheiras essa data ela é muito especial. A conquista do 20 de novembro, vocês estão participando pela primeira vez de exceção solene. É a primeira conquista. É feriado? É. Vamos passear? Vamos. Vamos deitar na grama? Vamos. Vamos descansar em casa? Vamos. Mas a proposta é refletir, porque feriado se refere a negro. Escravizado e liberto porque ele não aceitou a escravidão. Se refere às mulheres como o Dandara. E pra gente transformar este dia num dia de reflexão. Estou vendo gente branca aqui entre nós. 1 salva de palma para as pessoas brancas que estão aqui entre nós pessoal. Sabe por quê? Porque esta luta não é somente de nós os negros e negras, é a luta de todas e de todos que não concordam com o racismo, nem com a discriminação. Muito menos com a violência, com o preconceito, preconceito religioso, preconceito por causa da cor da pele, nós não queremos ser julgados pela cor da nossa pele não. Nós queremos ser julgado pelo nosso caráter, pelo direito que nós temos, inclusive de oportunidade. Aos meus irmãos que são, saibam, existe artigo na constituição, artigo quinto, que é direito fundamental à manifestação da fé de qualquer jeito, e tem proteção do governo, aliás, do Estado brasileiro. Então nós estamos lutando para ter direito, nós queremos ter direitos. O nosso povo, o nosso povo irmão italiano, o nosso povo irmão japonês, nosso povo irmão espanhol, quando veio para o Brasil, ganharam ganhou terra, ganhou todas as condições. O nosso povo, quando chegou o dia 14 de maio, foi para a sarjeta, não lideram absolutamente nada aos nossos ancestrais. Então aqui nesta casa, nós somos minoria, 30 e deputados de 513, mas a gente bota pra quebrar, e vamos continuar lutando, e que na próxima eleição, mais mulheres, mais homens, negros estejam aqui para garantir o mínimo a oportunidade de sermos iguais. Porque se nós somos maioria, por que que a gente aqui é tão minoria? Tem gente votando errado, vamos votar certo na hora das eleições. Abraço viva Zumbir, viva Dandara, boa sorte estamos aí.

29 de nov, 09:52
#17
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Obrigada deputada Vicentinho, e dando continuidade essa sessão solene, convido todos e todas para assistir à apresentação cultural Afro futurismo, os poderes ancestrais ao som do atabaque de Edinho Lopes.

29 de nov, 10:06
#18
 Início da Apresentação Musical
Início da Apresentação Musical

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29 de nov, 10:07
#19
 Término da Apresentação Musical
Término da Apresentação Musical

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Emocio

29 de nov, 10:12
#20
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Essa apresentação cultural do afrofuturismo, muito lindo, e quero agradecer aqui aos colaboradores, as pessoas que contribuíram pra que esse momento cultural acontecesse. Então inicio agradecendo o serviço nacional do comércio, Senac produção de modas, as marcas e roupas e acessórios Cabaré Místico do CIA do Lacre também do DF assim Cíntia Maria de São Paulo a Mônica Anjos de Salvador Santa resistência do Rio de Janeiro tendência do Rio de Janeiro, afrotique joias de São Paulo, agradecimento especial às curadoras e produtoras da exposição tecendo histórias, a trama negra na moda brasileira e do desfile. Gianne Nascimento, nossa querida Gianne Nascimento, servidora, taquígrafa da Câmara dos Deputados, curador e produtora da exposição e do desfile. Mayra Brito, servidores e jornalista da câmara produtora e curadora desse desfile. E a Cintia Mariah, mulher negra, estilista, com anos de pesquisa sobre o futuroismo, negras e crioulas do século 19 e 18 e 19, e membro do Black especulative arte movimento, da rede mundial de criadores. Muito obrigada por essa importante contribuição, e também aos ao Edinho né, que, fez só o som dos tambores aqui nesta casa. Júlio Santana, obrigada Júlio, obrigada Idinha. E na sequência de imediato eu passo a palavra pro nosso convidado representando o Ministério da Cultura João Jorge por gentileza. Jorge se dirige eu quero agradecer também a presença de Ronaldo Pereira representando o clube social negro de Brasília.

29 de nov, 10:12
#21
Presidente da Fundação Cultural Palmares João Jorge Rodrigues
João Jorge Rodrigues

Presidente da Fundação Cultural Palmares

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Todos e todas, quero saudar a deputada residente bispo, o deputado Vicente Sil, meu companheiro de muitas e muitas incríveis jornadas, Fernanda Tomás, Iara Bento e a deputada Dandara, que tem dos nomes das mulheres importantes do Quilometro Palmares. Dia 20 de novembro agora, nós estivemos em Alagoas, na Serra da Barriga, para comemorar o primeiro feriado, brasileiro, dedicado à memória do povo negro, do povo afro, dos trabalhadores do Brasil, em especial, o símbolo da nossa profunda resistência. E aquele lugar tão nobre, solo sagrado de história, de meio ambiente, de espiritualidade, recebeu a ministra Margarete Menezes, a ministra da cultura, que mandou abraço a a essa sessão, por mais não pude estar aqui presente. Eu sou o presidente da Fundação Cultural Palmares, que junto com o Vicente e outros, ajudamos a criar em 22, de agosto de 1988. A Fundação Cultural Palmares, é o órgão federal responsável pela memória afrobrasileira, pela preservação da memória afrobrasileira, e também, pela relação do Brasil com os países africanos, com os países do Caribe, com os afro americano e agora com os afro europeu. Essa sessão tem valor especial, porque é o momento que a democracia brasileira foi duramente atacada, através de planejamento incrível, para eliminar pessoas, através de envenenamento, de assassinatos. Porque há número de brasileiros, que são contra a liberdade, a igualdade e a fraternidade. Esses mesmos brasileiros, são a favor da intolerância religiosa, são contra a vida, são contra as mulheres, são contra a adversidade. Então essa sessão, de que deveria estar aqui com os deputados e deputadas de diferentes regiões, ela é apenas nossa, das pessoas que lutam contra o racismo, das pessoas que, ao longo desses 50 anos, demoliram a falsa ideia de democracia racial, das pessoas que tiveram que transformar 1 data, que era tido a data do negro, 13 de maio, em 1 data do povo brasileiro. O 13 de maio ainda é a data da abolição. Mas agora, nós temos 1 data do povo brasileiro, o 20 de novembro, o feriado nacional da consciência. Passou por esta casa. Com o deputado Luiz Alberto, com o deputado Valmir Assunção, com o deputado Vicentinho, com as deputadas e com 1 aprovação final carregada de simbolismo gaúcho. Foi o poeta e amigo pessoal Oliveira Silveira, junto com Antônio Torres do Rio Grande do Sul, que em 1970 e propôs que o 20 de novembro fosse o dia de zumbi, o dia do negro. Anos depois do Rio de Janeiro, Paulo Roberto propôs que fosse, dia de zumbi, dia do negro, mas o dia da consciência negra. E tantos anos depois, esta semana, as ruas desse país, viveram a felicidade de ver tambores, colares, roupas coloridas, celebrando do de Porto Alegre a Amapá, a consciência negra por luta por igualdade. Não é algo solto, ah tem que ter consciência negra, consciência humana. Não não. Tratase de lutar num país desigual, profundamente desigual, por oportunidades. Ao ver e ouvir o incentivo falando aqui, da trajetória dele, da família, do analfabetismo e da luta para chegar a mestrado e ser professor de direito, eu me lembrei da minha própria luta, quando no dia 8, no dia 30 e de março, 60 e 64, na Bahia, meu pai foi me buscar na escola. Vamos fugir pra São Gonçalo dos Campos. Por quê? Porque houve golpe. E de 1 família de classe média negra, eu virei garoto de 1 família pobre. E aí eu tive que estudar muito, pra ser advogado, mestre em direito público e dar aulas aqui na UnB. Só que, isso é possível pra essa garotada que está aqui. Dessa garotada que está aqui sairá futuros desembargadores, sairá presidentes do Brasil, presidentas do Brasil, sairá gente que através da sua luta individual seja possível. Mas também eu apoiei a luta pelas cotas. Estive à frente o tempo inteiro, junto com meus companheiros da Bahia, como o vovô Jeremia, tanta gente interessante, para que eu houvesse cota na graduação, na pósgraduação, no doutorado e agora nos concursos para professores. Fiz parte de 1 bolsa da Fundação Form para mestrado e doutorados. Agora isso tudo é pra mostrar que isso não pode o Brasil de 2024, continuar sendo profundamente desigual. A igualdade que nos é oferecida é no futebol, é na música, é nos presídios, é no emprego de empregadas domésticas, é dentro das polícias militares civis que muitas vezes mata a nossa própria população. Então assim hoje nós estamos tendo aqui, 1 sessão da civilização. 1 sessão para sermos civilizados. Como é a sessão da civilização? É aquela que traz a África profunda, pra esse espaço. Espaço do poder político do Brasil. Que deveria ser representado por 56 por 100 dos parlamentos, dos parlamentares, com os afrobrasileiros e afrobrasileiras. Quando eu falo de civilização, eu falo que toda educação brasileira, precisa falar da África negra, da ciência, da tecnologia, da medicina, da astrologia e o principal, da espiritualidade. Nós demos a esse país, a espiritualidade. 1 religião de matriz africana, que abraça a todos. 1 forma de luta chamada capoeira, que tem mestres brancos principais nesse país. Nós criamos aqui nessa nação, carnaval plural, mas a. Então, então nós estamos dizendo aqui hoje, que é preciso ainda caminhar muito para a igualdade, para sermos 1 civilização, para sermos 1 democracia, e que isso se traduza em oportunidades. Não pode haver democracia, república, sem oportunidades para mulheres, população indígena e para negros. Então esse caminho que o Estados Unidos, que a África do Sul, que a Índia, muitos países têm trilhados, é importante que o Brasil também se coloque no caminho. A nova Fundação Cultural Palmares, está aqui na Asa Sul, no prédio novo, e eu quero convidar vocês pra visitar essa casa da cultura afro brasileira em Brasília. Finalmente nós temos agora espaço múltiplo para estar comemorado. Dia 4 agora, teremos evento sobre o samba, teremos lançamento de livros, e vocês estão convidados a atravessar a Esplanada, irem na Casa da Cultura Afro Brasileira da Palmares, e lá conosco, celebrar 1 das maiores contribuições de Angola do Congo a esse país. O Samba Nacional. A nossa música internacional. E ao mesmo tempo, cerebral o renascimento, da Fundação Cultural Palmares, o organismo público, mais atacado no governo anterior. Mais perseguido no governo anterior. A ponto de separar na biblioteca Oliveira Silveira, quase 5000 livros para serem destruídos. E nós já ouvimos falar de instrução de livros. É sempre sinal do fascismo chegando. Hoje a biblioteca Oliveira Silveira, existe e funciona na nova casa, e está pronta pra ser lugar de pesquisa. Pesquisa do conhecimento. O dia 20 de novembro é dia do conhecimento, da própria história do Brasil, do personagem mais icônico que nós tivemos, homens e mulheres, o personagem zumbi, a Quatuni, a mãe fundadora do Quilomus Palmares, a Cotirene e Dandara. Este ano, a Palmares falou de 3 mulheres e homem. Está na hora da gente pegar Pra pra

29 de nov, 10:14
#22
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Presidente. Pensei. E ofertar.

29 de nov, 10:24
#23
Presidente da Fundação Cultural Palmares João Jorge Rodrigues
João Jorge Rodrigues

Presidente da Fundação Cultural Palmares

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São generosamente, nós temos muitos feriados nacionais. Somente permite carnaval de rua, ir pra praia, sambar, bater no peito e dizer, axé, zumbi, nós vencemos. Obrigado.

29 de nov, 10:24
#24
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Obrigada Presidente João Jorge representando o Ministério da Cultura da Fundação Cultural Palmares. De imediato passo a palavra para nossa convidada Naiara Oliveira que está de modo virtual, mas antes da Naiara iniciar sua fala eu convido pra compor a mesa, o Gleidson Júnior, que é secretário nacional de gestão do sistema nacional de promoção da igualdade racial, é que representando o ministério da igualdade racial, por gentileza, Gleydson. Eu também antes da ideia inicial vou pedir pros nossos convidados, né? Pra ocupar tempo de 3 minutos no máximo 4 porque na sequência às 11 horas nós vamos ter outra sessão solene e nós precisamos desocupar esse espaço para que a outra sessão solene possa ocorrer. Então, Nayara, por gentileza.

29 de nov, 10:24
#25
Pedagoga especializada na educação de surdos Naiara Oliveira
Naiara Oliveira

Pedagoga especializada na educação de surdos

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Bom dia a todos estão me ouvindo? O som? Estamos. Está ok som? Bom dia a todos que momento histórico. Eu fico feliz de poder estar vivendo esse momento. E vou iniciar com poema, 13 de maio. 13 de maio traição, liberdade sem asas e fome sem pão. Liberdade de asas quebradas como esse verso. Liberdade asa sem corpo, sufoca no ar se afoga no mar. 13 de maio, já dia 14, o y da encruzilhada. Seguir, banzar, voltar? Dia 13 de maio já dia 14, a resposta gritante, pedir, servir, calar. O que fomos de adubo, o que fomos de sola, o que fomos de burros cargueiros. O que fomos de resto, o que fomos de pasto, senzala, porão, chiqueime. Nem com pergaminho, nem pena de ninho, nem cofre de couro nem com lei de ouro, o que fomos de seiva de base de Atlas. E eu só pra ilustrar e iniciar minha fala com esse poema que foi escrito em 1969 por Oliveira Silveira, essa inquietação do 13 já estava gritando nele e foi então desenhada nesse poema, gritada nesse poema 13 de maio, 1 data que não tinha significado algum pra comunidade nele. Nele. Esse primeiro dia 20 feriado, é pra dignificar aqueles que vieram antes de nós, os que estão na labuta e principalmente pelos que virão. Esse solo foi encharcado com sangue negro, mas esse solo se tornou fértil. Agora, os frutos estão brotando. Que momento? Que momento histórico nós negros estamos vivendo? Porque ele cala em nós, ele cala em nossos corações. É 1 dívida que não tem peso. Mas nós estamos galgando os nossos objetivos através das cotas, Através da nossa cultura, participei semana passada do momento muito lindo proporcionado pela fundação Palmares através do meu amigo joão Jorge. Eu voltei do Quilombo renovada. E muito emocionada. Dá sentido a todas as nossas lutas. Quem vai no Quilombo de Palmares recebe banho de espiritualidade de ancestralidade. Que momento. Eu agradeço imensamente todas as homenagens que meu pai tem recebido, certamente ele está muito feliz com esse reconhecimento, e aliviado entre aspas, porque finalmente nosso ouvinte foi reconhecido nacionalmente. Ouvinte que é gaúcho. Tchê, muito obrigada. Obrigada.

29 de nov, 10:25
#26
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Nossa querida Nayara, filha do poeta escritor nosso querido Oliveira Silveira. E, ainda quero anunciar aqui a presença do Marivaldo Pereira que é secretário de assunto legislativos, da secretaria nacional de assunto legislativos obrigado pela tua presença Marivaldo. De imediato eu passo a palavra pra Fernanda do Nascimento, por gentileza Fernanda, 3 de 3 a 4 minutos.

29 de nov, 10:29
#27
Coordenadora-Geral da Memória e Verdade da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Pessoas Escravizadas Fernanda do Nascimento Thomaz
Fernanda do Nascimento Thomaz

Coordenadora-Geral da Memória e Verdade da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Pessoas Escravizadas

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Bom dia a todas a todos e a todos que estão aqui presente. Eu confesso que eu estou muito feliz e emocionada. Eu queria aproveitar pra, saudar, essa juventude toda que está aqui, das estudantes, eu como professora, eu fico muito contente de estar compartilhando esse espaço com vocês, mas também saudar os deputados, sobretudo deputada Andrade, deputada Regimete, deputado Vicentinho, mas também eu gostaria de saudar, o meu grande amigo também João Jorge, a Yara e o Cledison. Bom, eu fico muito feliz por estar aqui, e por podermos celebrar 1 data que remete às nossas memórias mais dolorosas e também das maiores lutas travadas na nossa sociedade, que é o 20 de novembro. A memória de luta e experiência de zumbi de Palmares. Mas ao mesmo tempo, é estranho estar aqui. É a primeira vez que eu falo nesse púlpito. A imagem que na verdade não é imagem é a memória que tem desse lugar, desta casa, é que esta casa pertence a homens brancos, que historicamente debatem discutem e decidem futuro do nosso país. Os mesmos homens brancos que, há muito tempo desumanizaram a minha existência aqui e fora desta casa. 1 desumanização bastante antiga, há tempos nos negar a humanidade, nos transformar em mercadoria em objeto de compra e venda, e nos transformaram em nos transportar de continente a outro. E ainda nos reduziram apenas à força de trabalho. Foram momentos difíceis. Assim neste continente ou melhor neste país, tentaram eliminar não somente a nossas lembranças mais acolhedoras, mas também a nossa existência física. Até criaram teorias e políticas para isso. Chegaram a esconder o quanto foram violentos e opressores conosco. E ainda definiram como se vivêssemos numa democracia racial. Talvez por saber que poderíamos nos revoltar com tanta facilidade. Hoje, somos que mais morremos pelas mãos daqueles que deveríamos proteger. São as mesmas mãos que nos adoecem, e que nos violentam de múltiplas maneiras também. Tudo isso é reflexo do funcionamento dos aparelhos do estado, e que nos marcam a todo o tempo controlando, julgando e muitas vezes ensinando contra a gente. Estamos nas ruas sem moradia, estamos vivendo sem saúde e educação minimamente adequada, mas ainda assim estamos aqui. Não conseguiram concretizar todos os seus objetivos. Estamos aqui sem ser humanizados, mas nós nos autohumanizamos. Criamos 1 própria humanidade como 1 forma de luto e sobrevivência. Somos criativos na busca e na recomposição do amor em nossas vidas, em manter e recriar nossa cultura e em propagar o nosso conhecimento. Ora herdados por quem nos antecedeu, hora transformado em esperança de futuro melhor. As dores e as angústias do presente em conjunto com as heranças e vivência dos nossos ancestrais, nos movem para criar futuro possível. Do sonho de futuro diferente, da criação de mais humanidade para nós. Que provém da crença de que seremos mais respeitados e não seremos assassinados. De termos melhores condições de trabalho moradia e assistência de saúde. Por isso que está aqui também é misto de desconforto e alegria, ao ver tantas pessoas negras, ao ver parlamentares negros aqui celebrando a nossa existência em humanidade. Traz 1 esperança de que a humanidade pode nos encontrar sem dor, sem medo e sem angústia. Mas para isso, precisamos proteger futuro que queremos e nos empenhar no presente que precisamos desapegar e combater. Até porque não basta estarmos aqui celebrando a consciência negra, sem ardência da luta cotidiana. Muito obrigado.

29 de nov, 10:30
#28
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Obrigada Fernanda, e de imediato eu convido pra fazer uso da palavra o deputado Crivella, deputado o senhor tem 3 minutos por gentileza.

29 de nov, 10:34
#29
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Excelentíssima senhora Reginete Bispo, nossa deputada que comanda a sessão, a deputada Tendária Tornantzin, o deputado Vicentinho, o senhor Jorge Rodrigues presidente da Fundação Cultural Palmares, a senhora Fernando Nascimento Tomás, a senhora Iara Bento. Prazer e honra poder estar aqui hoje fazendo meu meu curso discurso. Cumprimento em primeiro lugar o deputado Vicentinho pela honrada iniciativa de propor essa sessão solene no plenário da Câmara. Subo nessa tribuna com o coração cheio de emoção e gratidão por falar de 1 data de profunda importância para o nosso país, o dia da consciência negra. Queria compartilhar com vocês, tive a honra de de ser missionário na África durante 10 anos, Malawa Zâmbia Keni, Uganda, Madagascar, Lessuto, Fazenda, Botsuana, onde vocês pensarem na África eu andei. Realmente é algo extraordinário a herança que nós recebemos da cultura, do esforço, da luta, do povo africano na nossa no nosso Brasil. Inclusive recentemente publiquei nas redes sociais canções que dediquei a essa saga extraordinária que o Brasil precisa ter consciência. Quando nós começamos, o Brasil é o açúcar. O açúcar é o negro. Depois vem o ciclo do ouro. O ouro é o negro. Na época dos nossos avós o Brasil era o café. O café era o negro. Sucessivas gerações de irmãos africanos construíram a riqueza desse país e dela nunca participaram. É essa consciência que todo brasileiro precisa ter. A questão das cotas é questão de gratidão. Foi dito aqui num discurso, de que, os nossos antepassados esperavam que que seu esforço e sacrifício pudesse ser recompensado pelas futuras gerações. E é isso que nós devemos fazer no dia de hoje. Pra finalizar, lembro também o episódio da Guerra do Paraguai, quando o Brasil foi invadido. Dom Pedro segundo não tinha exército formal, então ele fez 1 lei voluntários da pátria. Existem avenidas que celebram essa lei. E quem eram os voluntários da pátria? Eram os escravos. A quem foi prometido que se lutasse na guerra do Paraguai voltaria e teria a liberdade. Verdade, a guerra durou 5 anos que não morreram voltaram. Mas foram enganados pelo estado porque tinham alforria mas não tinham cidadania, não podiam estar na escola pública, não podiam comprar, não podiam vender, não podiam ter emprego público, nem votar nem ser votado. Mais 1 vez ficamos em dívida com os nossos irmãos, que lutaram por nós. Senhora presidente, senhores e senhoras que compõem a mesa, demais cidadãos que hoje estão conosco nesse dia memorável, e a todos que nos assiste pela internet. O dia da consciência negra é feriado nacional, que deve ser celebrado por todos os brasileiros. E, a questão das cotas é 1 questão de gratidão. Há tantas gerações que construíram esse país, fizeram sua riqueza e dela nunca participaram. Muito obrigado senhora presidente.

29 de nov, 10:35
#30
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Deputado Crivella, pela sua contribuição, de imediato eu chamo pra fazer o seu pronunciamento a senhora Iara Bento que é coordenadora do SOS racismo da LESP e promotora legal popular por gentileza Iara.

29 de nov, 10:38
#31
Coordenadora SOS Racismo Alesp. Promotora Legal Popular - PLP Iara Bento
Iara Bento

Coordenadora SOS Racismo Alesp. Promotora Legal Popular - PLP

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Bom dia a todos e todas, bom dia senhora presidenta, deputada Reginete Bispo. Bom dia deputado Vicentino em nome de vocês eu cumprimento e saúdo toda a bancada negra, da mesma forma deputada Dandara. Cumprimento o João Jorge e também a Fernanda em nome deles cumprimento os demais membros da mesa. Aos estudantes que aqui estão conosco me deixa muito feliz de vêlos aqui, em seu nome o nome de vocês eu quero cumprimentar também 2 jovens de São Bernardo do Campo, que é o Paulinho e a Maria Eduarda, e em nome das professoras que estão aqui a professora Vanessa. É importante a gente trazer a presença de vocês porque vocês são futuro, vocês constrói a democracia e se hoje nós temos a oportunidade de estarmos aqui fazendo essa discussão, é porque vocês vão levar o nosso legado. E é importante que nós reconheçamos os nossos ancestrais que nos trouxeram até este momento. E eu quero também já deixar aqui 1 saudação do nosso partido dos trabalhadores Vicente e o nosso presidente Cleiton, e também dos deputados e deputados da assembléia legislativa ao qual eu coordeno o SOS Racismo, inclusive o estado de São Paulo no ano passado aprovou a o dia estadual da consciência negra dando sequência para que fosse sancionado nacionalmente, pra que nós pudéssemos neste ano celebrar e refletir sobre o dia nacional da consciência negra, sendo o estado de São Paulo o sexto estado na federação a ter estes esse feriado estadual, 1 luta incansável do deputado Bárbara meu amigo meu parceiro, também metalúrgico que trouxe consigo esse compromisso com a nossa população negra do estado São Paulo. E contribuindo pra que o nosso presidente Lula pudesse ter forças aqui com a bancada negra aqui com todos os deputados do Congresso Nacional pra poder fazer essa aprovação. Mas eu quero também dizer a vocês, que nós estamos lá Vicentinho agora o mandato do barbas está trabalhando muito, pra que a gente possa atuar no inventário do samba paulistano pra trazer as nossas memórias, as nossas raízes essa cultura tão importante pra população do estado de São Paulo. Assim como também foi apresentado projeto onde nós estamos fazendo compilado de todas as legislações que tratam da questão racial no estado de São Paulo, pra poder facilitar sobretudo o senhor que é professor na faculdade de direito, facilitar a atuação dos nossos advogados e advogadas quando estiverem que atuar numa causa de crime racial, que nós sabemos o quanto assola a nossa população. Mas quero também.

29 de nov, 10:39
#32
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Pra vocês, que enquanto houver racismo não haverá democracia e esta casa está marcando momento histórico, porque essa sessão solene ocorre no momento que nós temos a aprovação do dia nacional da consciência negra e que nós trazemos a presença sobretudo pra este ambiente ambiente que ele é, que expurga a nossa população, mas nós estamos resistindo com os nossos ancestrais estamos presentes já quero pra minha companheira que fez 1 belíssima apresentação Incluindo. Meu amigo.

29 de nov, 10:41
#33
Deputada Dandara
Dandara

Deputada

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Edson que está aqui.

29 de nov, 10:42
#34
Coordenadora SOS Racismo Alesp. Promotora Legal Popular - PLP Iara Bento
Iara Bento

Coordenadora SOS Racismo Alesp. Promotora Legal Popular - PLP

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MTST 1 grande liderança e dizer a vocês, o SOS Racismo da Assembleia Legislativa no estado de São Paulo, está à disposição, nós temos inclusive conseguido instalar em outros municípios do estado São Paulo porque é 1 ferramenta importante pra que possamos estar mais próximo da população. Afinal de contas é no município, é no território que ocorre as violações e é lá que nós precisamos prestar Saudar aqui, o vicentinho, pela oportunidade e toda a nossa bancada negra dizer que aquilo que o SOS Racismo a Assembleia Legislativa puder contribuir com a câmara dos deputados podem contar conosco e comandar o deputado Bárbara. Bom dia e parabéns a vocês meus alunos queridos.

29 de nov, 10:42
#35
Deputada Dandara
Dandara

Deputada

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Obrigada querida pela contribuição, eu aproveito pra chamar aqui pra mesa vereadora eleita de Belo Horizonte pelo PSOL do Quilombo Manzo, a militante LGBTQIAPN+, pesquisadora de gênero, graduada em comunicação social, vereadora mesa providencie também o lugar para Júlia sentar, e passo agora a palavra pro secretário nacional do sistema de igualdade racial, que representa o ministério da igualdade racial nesse ato, meu amigo companheiro de longa data, Cledson Santos.

29 de nov, 10:43
#36
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Bom dia a todos e todas. Quero saudar os parlamentares na mesa, o deputado Vicitinho, a deputada Reginete, a deputada Dandara e a vereadora eleita Júlia. Ela pessoa dos parlamentares eu saúdo a todos e todas. Eu elaborei, pequeno texto, eu não não compreendo tal como discurso, mas acredito que seja a altura do momento. E assim eu começo. Para enxergar o Brasil, de corpo inteiro, é preciso descer as raízes de sua terra. Revirar o solo onde o passado da escravidão finca às suas garras mais profundas. Não há como compreender este país sem enfrentar de frente esse período. Essa pedra fundadora das nossas desigualdades. Essa sombra que ainda nos cobre com sua violência e injustiça. A história tantas vezes silenciada, tantas vezes adulterada escorre pelos livros e pelos discursos, moldando a forma como vivemos, trabalhamos e sonhamos. Revisitar essa história não é tarefa de quem teme sujar as mãos. É preciso coragem pra rasgar o tecido das narrativas oficiais, que há tanto tempo servem pra justificar privilégios e perpetuar exclusões. Reconhecer que a escravidão foi o alicerce da política, da economia, da cultura deste país, é enfrentar o que se tenta apagar, que as desigualdades não são obra do acaso, mas de projeto que escolheu enriquecer uns à custa de muitos. Sem esse olhar, sem essa nitidez, continuaremos reféns dos mitos que mascaram as raízes do que somos. A justiça social nasce quando se desfazem as amarras que mantêm negros, pobres, presos ao mesmo chão de onde se arrancam suas sobrevivências. É preciso ir além do simbolismo, é fundamental construir políticas que igualem, que incluam, que deem substância ao que chamamos de democracia. Nesse sentido, a oficialização do 20 de novembro como feriado nacional é mais do que 1 data, é chamado. Celebrar zumbi, Dandara, os quilombolas e suas insurgências não é apenas recordar, é resistir. É desafiar o esquecimento que tentaram nos impor. Afirmar que a memória também é campo de batalha. Esse dia não veio como dádiva, mas como conquista. É fruto da luta incessante de homens, mulheres e sexo diversos, figuras como Mulher Gonzalez, Abdias, Beatriz Nascimento. E tantos outros. É fruto do do da luta de movimentos sociais como o movimento negro Unificado, como o Grupo Palmares e tantas outras organizações que cotidianamente constrói essa escola democrática que é o grande movimento negro brasileiro, e que ordem suas vozes e suas histórias. A abolição, quando vista sobre essa luz, revela outra face. Não foi presente das elites, foi tomada pelas mãos daqueles e daquelas que nunca aceitaram as correntes. Reconhecer isso é desmontar o pilar de mentiras que ainda sustenta o edifício da desigualdade. É essencial entender que na nossa história não é apenas sobre dor, mas também força, resiliência, compromisso. Força que sempre desafiou as estruturas, que sempre fez nascer esperanças mesmo nos lugares mais áridos. Sem memória, nós perdemos. Sem verdade, nos enganamos. Sem justiça, permanecemos presos às mesmas correntes, disfarçadas de novas formas. O dia da consciência negra nos pede mais do que celebração. Ela nos pede 1 reflexão sincera sobre o país que estamos construindo, e que ainda precisamos avançar. Ele nos lembra que não podemos fechar os olhos às lutas da população negra que são no fundo a luta de todos e todas nesse país. Cada de nós carrega em si a responsabilidade de mudar, questionar privilégios, apoiar políticas que promovam igualdade e buscar justiça. É isso que se espera de quem não aceita a inércia. Somente encarando o nosso passado sem medo, e nosso presente sem ilusões, poderemos abrir o caminho para futuro mais justo. E como a terra que se regenera após a queimada, sem a força coletiva que nos guiará na reconstrução de 1 nação, pode todos enfim possam florescer. Muito obrigado. Obrigada.

29 de nov, 10:43
#37
Deputada Dandara
Dandara

Deputada

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Retribuição secretário Cleguson, passo agora a fala então pra vereadora Júlia Santos do pessoal de Belo Horizonte. Aproveito para deixar aqui registrado a importância do Quilombo Manzo pra luta do povo negro de Belo Horizonte. Abraço pra Makota Cássia aqui do Iale, abraço para a nossa querida mãe Joana. Obrigada. Bom dia a todas todos e todes.

29 de nov, 10:48
#38
Vereadora de Belo Horizonte Juhlia Santos
Juhlia Santos

Vereadora de Belo Horizonte

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Quero saudar a mesa na pessoa da deputada federal Dandara, minha conterrânea lá das Minas Gerais, das Águas Gerais. E é com muita felicidade que que eu hoje estou aqui assim emocionado diversas vezes, vendo esses corpos diversas compondo esse espaço, vendo a juventude que é legado. E como a deputada mesmo disse né a sua primeira quilombola eleita na cidade de Belo Horizonte. E ser da primeira a primeira vereadora eleita na cidade de Belo Horizonte, diz também de 1 ausência, diz de tempo que foi vago, de tempo que nós não estivemos, de tempo que nós não temos memória construída a partir das nossas trajetórias. Sou lá do Quilombo Manzo, também como a deputada disse, Quilombo esse que foi responsável por barrar parte da mineração na Serra do Curral, que está lá na cidade de Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais, estado esse também que eu quero aproveitar a oportunidade e trazer como 1 forma de denúncia mesmo, estado esse que está entregue à mineração, que está entregue pelas mãos do governo à especulação imobiliária, e dizer também e também não posso deixar de me furtar, por ser essa copa dissidente, por ser 1 copa travesti, dizer que o racismo sim é a primeira violência que nós enfrentamos, mas que ele também vem coberto de várias camadas. Camadas essa que também cada vez mais nos nos mantém fora dos espaços e por ser 1 copa travesti, a violência ela sobre cai e ela chega no meu corpo de 1 forma diferente com 1 camada muito maior. E dizer que nós enquanto o movimento negro, nós precisamos levar em consideração as dissidências de gênero, nós precisamos levar em consideração o recorte de raça, classe e principalmente, é que a gente precisa cada vez mais afinar os discursos. E também quanto 1 quilombola eu não posso deixar de me furtar em dizer que por exemplo em 2023, apenas 149 quilombos foram titulados, sendo desses 19 pelo INCRA, Instituto Nacional da colonização da Reforma Agrária. E a gente precisa mudar pelo menos o sentido desse lugar da colonização da contra colonização como já dizia nego bispo. E dizer que se se a gente seguir nesse registro das titulações, só a gente vai conseguir alcançar pelo menos os quilombos já no processo em por volta de mais 2188 anos. Não dá pra gente esperar isso tudo pra ter os nossos territórios garantidos. E a garantia do nosso território é a garantia do bem viver, é a garantia de adiar projeto do final do mundo, porque nós sabemos que nós enquanto quilombolas, enquanto povos e. Para adiar, mas também pra toda a população do Brasil. E é e mais 1 vez agradecer pelo esse espaço e dizer que eu venho lá das Minas Gerais, mas principalmente eu venho das águas gerais, das matas gerais, das florestas gerais e nós não vamos aceitar seguir nesse registro de estado da mineração. Grata. Obrigada.

29 de nov, 10:49
#39
Deputada Dandara
Dandara

Deputada

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Contribuição, vereadora Julia. Eu quero registrar também a presença do Edson Luiz, movimento raiz da liberdade, obrigada pela presença. Palmas pra ele, gente, pro movimento. Também pra Glaucia Nascimento do MTST. Gabriel Siqueira, ação negra e também das brigadas populares. Obrigada pela presença. Farfers da federação de favelas do estado do Rio de Janeiro. Obrigada. Também agradecer a presença da vereadora de Matão Fabiana. Obrigada pela presença. Quero chamar aqui para sua contribuição, pode direto à tribuna, o Gabriel Siqueira, diretor da FAFERJ, vicepresidente do conselho municipal de favelas capoeirista do grupo Senzala, coordenador e fundador da ação negra, secretário geral do PSOL. Então ele pode ir pra tribuna, qualquer 1 das 2 você pode escolher. E logo depois dele pra gente encerrar a nossa querida Cíntia, para trazer também as reflexões acerca do desfile que foi apresentado aqui ok? Por 3 minutos por favor. Vou pedir.

29 de nov, 10:52
#40
Participante Gabriel Siqueira
Gabriel Siqueira

Participante

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Licença, aos mais antigos. Primeiro, caso muito rápido, meu companheiro Edson está aqui do raíz da liberdade, presidenta, ele também vai fazer 1 poesia, a gente vai ter 1 intervenção rapidinha, mas pedir aí pouquinho da nossa atenção porque, são muitos anos que a gente, né, vem aqui, e nem sempre é tratado com carinho e com respeito como na data de hoje. Caso que viralizou nas redes aí, foi a minha saga pra chegar aqui, com esse instrumento, que foi considerado pela segurança do aeroporto Santos Dumont como 1 arma. Eu trouxe o Berimbau, falei evento da consciência negra, como capoeirista eu vou lá fazer 1, cantar 1 ladainha, instrumento ancestral, instrumento préhistórico, pré literário, com milhares de anos de história na África e na América, nosso continente no Brasil, instrumento simbólico, e eu já estava na área de embarque do aeroporto Santos Dumont, quando a segurança me parou e disse que eu estava portando 1 arma na área de segurança do aeroporto, e eu fui retirado da área de embarque, acabou que a minha fala acabou vai acabou nesse dia que poderia ser outra até até que ser essa, fui retirada da área de embarque, quase perdi o voo, até o pessoal da Gol me tratou super bem, muito mais do que a, muito mais do que, muito melhor do que a segurança do aeroporto, eu falei mas eu já viajei pra esse berimbau pra muitos lugares, é berimbau que o Mestre fez pra mim, que nem né, e que eu vou levar comigo, não vou despachar. Fui retirado de forma violenta e constrangedora da área de embarque, tive que despachar. No despacho eles perderam a minha baquetas, romperam o lacre do Berimbau. Queria agradecer ao graduado Gilnei que fez a baqueta pra mim, acabaça e, ou seja, entrando 2024, a gente está lutando para que os aeroportos brasileiros deputada, reconheçam isso aqui como instrumento musical, não como 1 arma. Se bem que o berimbau é 1 arma da nossa cultura, mas isso aqui é instrumento musical eu queria dizer isso pro aeroporto Santos Dumont e também convocar o congresso a falar com os aeroportos brasileiros para que respeitem a cultura, a capoeira o instrumento que é patrimônio milenar e simbólico da nossa história da nossa cultura. Então vou cantar a nadar do Mestre Tony Vargas. Em homenagem, à juventude negra, e à periferia viva, que o presidente Lula assinou ontem com o nosso companheiro Simões. Essa música do Mestre Tony Vargas. Atravessando a rua na esquivar. Fugindo da vida negativa. Não se Acai luta. Ascplemento a todos e a todos e a todos. Sou o Edson do movimento negro raiz da liberdade.

29 de nov, 10:54
#41
Participante Edson
Edson

Participante

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E fazer 1 pequena contribuição aqui em forma de poesia, com essa data tão relevante. O nome dessa poesia se chama oração. Muitos chamam de prece reza oração. Súplica, pedidos e pá, meditação. Deus oh pai me dá licença pra chegar o senhor é meu pastor e nada me faltará. Mas dá salve pra mãe que aqui nossos irmãos tem vários sentimentos de indignação. Muitas famílias à deriva no pé do morro, onde a justiça sem brisa pede socorro. 1000 cairão ao teu lado, 10000 à tua direita, mas só está caindo os pretos, é muita treta. Abundância e fartura para os seus dias, e mesmo assim, tem fome na periferia. Nenhum justo há de mendigar o pão, em relação à moradia, eu tenho a mesma impressão. A paz da cidade que Jeremias pregou está sendo camuflada no plano diretor. Eles adoram propriedade privada, mas se é tão bom assim, por que o povo não tem nada? A igreja adoeceu, corrompeu, se perdeu por quilo de ouro. Bom dia fariseu. Prega o amor, mas não ama a ninguém. Fala de igualdade. Procamando, falam de igualdade, convivendo com apartheid, falso messias com discurso patriota. Será que estão pensando que Deus é idiota? Papai, desculpe o pessimismo, mas dá 1 visão para dar basta no racismo. Em nome do seu filho que morreu crucificado, preso, político, preto, torturado. As leis da terra não são as leis do céu, a justiça tem lado. Veja a cor do réu. Liberdade privada da juventude preta, morte social, eu sinto falta da esquerda. Direitos violados chegou virou detento. E boa parte nem passou por julgamento. No mercado de trabalho a pele branca vale mais. Recursos humanos, sistemas desiguais. Racismo escancarado ou falta competência? Cadê as mulheres pretas nos cargos de gerência? E o genocídio da polícia é desastre. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? Deus, visita agora os falsos profetas em todas as cidades, para que ao invés de religião tenha mais religiosidade. Elimina a maldição de e toda a sua ironia, o racismo científico, a eugenia. Por causa dessa teoria, o racismo se criou aqui e no mundo como ideologia. Abensoe as comunidades indígenas, quilombolas, seu direito à terra e sua trajetória. Visito os migrantes, estrangeiros, refugiados, que conforme a cor da pele, tem seus direitos violados. Aqueles que julgam a fé como imprópria profana, perseguindo principalmente as religiões de matriz africana. Gente que não suporta ouvir toque do tambor, trazendo mais axé, trazendo mais amor. Visita os centros urbanos, famílias abandonadas, lembrando a falsa abolição e a cidadania de fachada. Entra no hospital durante toda a cirurgia, onde as mulheres pretas não recebem anestesia. Abençoe aqueles que dizem que o racismo é mimimi, tudo ilusão, que não passa de mania de perseguição. Tem perseguição sim, na loja, na condução por todo o lado. A polícia mata até dentro do supermercado. Que a raça humana se liberte do egoísmo, e o primeiro passo, é constrangendo o racismo. Em nome de Jesus preto, amém. Obrigado. Deputada. Como a gente diz na quebrada.

29 de nov, 10:59
#42
Deputada Dandara
Dandara

Deputada

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Deputada, só Deixa eu só explicar aqui gente, nós temos 1 sessão solene 11 horas. Vamos terminar. E agora já são as 11 e a gente já precisa passar pra próxima fala. Deputado, só registro muito rápido. O deputado Crivella falou aqui sobre os voluntários da pátria que eram capoeiristas, nossos ancestrais. Só registro histórico porque na sessão de hoje não pode

29 de nov, 11:03
#43
Participante Gabriel Siqueira
Gabriel Siqueira

Participante

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1 mentira histórica. Os capoeiristas, os homens negros que foram à guerra, não eram voluntários, eram escravizados, foram pra lá obrigados, muitos perderam suas vidas, não foram indenizados, então essa mentira não pode prevalecer. Não houve voluntários da pátria, e sim negros e negras que foram obrigados aí a guerra porque eram escravizados E0E0 privilégio exprefeito no Rio de Janeiro nunca respeitou a cultura negra. Muito obrigada.

29 de nov, 11:03
#44
Deputada Dandara
Dandara

Deputada

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Pela contribuição. Eu queria agradecer a presença do 20 vicepresidente do Sindes Saúde Goiás, e diretor da liderança nacional dos agentes comunitários de saúde, e agente de combate à endemias. Alessandro Paulo, obrigada pela presença. E chamar agora então, pra sua contribuição a Cintia Mariah, estilista com anos de pesquisa sobre afro futurismo, negras crioulas do século 18 e 19, e membra do Black especulative artes moviment que da rede mundial de criadores. Pra suas pra sua contribuição aqui com este desfile maravilhoso. Quero também agradecer aos modelos e os modelos que abrilhantaram esse desfile e agradecer a curadoria que foi feita. Boa ou bom dia desculpa, a toda a todos.

29 de nov, 11:04
#45
Participante Cinthia
Cinthia

Participante

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Eu Cíntia Mariah, eu quero iniciar esse momento, com agradecimento profundo às minhas ancestrais. Eu acho que se não fosse por elas, né por todos eles que lutaram por nós, que foram ali com muita honra, com muita memória, muita resistência, que nos inspiram e me dão força pra continuar com essa luta e com esse trabalho. Eu agradeço imensamente, Gianni Nascimento, Maíra Brito, né, pela exposição as curadoras da exposição. Elas me trouxeram como mentora e artista também nesse processo. E são, vozes aqui, né dentro da trazendo a nossa cultura pra pro pros corredores e pra que todo mundo tenha essa visibilidade. Eu também quero, trazer aqui, eu acho que é 1 coisa assim que, nesses meus 20 anos de carreira, me colocam sempre em condições. E eu não estou falando só por mim. Eu acho que eu vim aqui hoje por coletivo de mulheres pretas. Mulheres que fazem, muitas ações, sem apoio, né esse esse mês de novembro todo mundo quer trazer momentos lindos, momentos maravilhosos, mas a gente tem apagamento das nossas vozes. Apagamento de nós contra mulheres pretas, do nosso posicionamento social cultural, eu falo que somos arquitetas desde lá das negras crioulas do século 18 19 que eram mulheres que traziam a toda a construção social na rua, com o seu comércio de ganho, né, com as suas participações dentro das irmandades, dentro dos terreiros, e é por essas mulheres e por mim também, né, que eu venho trazer essa voz hoje. Eu estou aqui na condição da gente de fazer todo mundo que está aqui pensar, né, como contribuir pra que nossas ações continuem, pra que nós tenhamos ali aquele momento não só de fazer 1 ação que muitas vezes a gente acaba mexendo no nosso próprio orçamento e a gente sabe que na condição desse país, as mulheres pretas principalmente, constroem muitas coisas, mas estão ali, num lugar de receberem menos, de serem desumanizadas, desvalorizadas, e nós fazemos nossas ações acontecerem. A primeira coisa que querem tirar de nós quando nós temos projeto é o dinheiro, mas nós sabemos trabalhar na escassez, mas nós estamos cansadas também de trabalhar nessa escassez, então quem quiser apoiar os nossos projetos, que principalmente na parte estrutural e financeira será muito bemvindo. Porque nós temos a capacidade também de fazer as mudanças, de fazer mudanças significativas pra sociedade, né. O o afro futurismo e eu como representante do afro futurismo brasileiro, agradeço à juventude, né por estar aqui, porque nós pensamos, trabalhamos com os ensinamentos do passado dos nossos ancestrais, pra que vocês e as próximas gerações tenham condições melhores, tenham as oportunidades que nós estamos dando. E acho que essa sessão é importante pra gente abrir esses caminhos. Pra que a gente possa abrir a a possibilidade de existência de vocês e a possibilidade de serem o que vocês quiserem, não aquilo que nos impuseram durante tanto tempo. Eu quero agradecer a mesa, quero agradecer a todo mundo aqui presente. Espero que nos próximos eventos, nos próximos 20 de novembro, né 1 data assim tão importante pra nós, nós tenhamos cada vez mais pessoas pretas envolvidas nessas ações mostrando tanto a nossa mobilização artística quanto também as nossas progressões sociais. Agradeço a todo mundo. Muito obrigada.

29 de nov, 11:05
#46
Deputada Dandara
Dandara

Deputada

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Obrigada Cíntia. Obrigada gente. Muito obrigada. Gratidão. Foi muito rico, muito potente essa contribuição. Olha eu quero registrar aqui a presença do Rafael Andrade, fundador da Ação Negra. Agradecer as assessorias, assessorias dessa casa, pela contribuição nessa sessão solene. Agradecer as assessorias do mandato, os mandatos que são requerentes aqui dessa sessão solene no dia de hoje, agradecer a articulação e luta da nossa bancada negra, em especial os deputados negros de esquerda dessa casa, que não se furtam do debate, da participação e da construção coletiva. Agradecer aos movimentos negros, aos nossos debatedores que estiveram aqui presentes, aos representantes do governo, é fundamental que a gente construiu cada vez mais as políticas conectadas entre o governo e o legislativo, né, o executivo e o legislativo caminhando de braços dados nessa construção. Eu convido a todos nesse momento para seguirem em desfile com grupo de moda afro futurismo, os poderes ancestrais, ao som do atabaque de Edinho Lopes, até o nosso corredor Teresa de Benguela, que está com 1 exposição riquíssima, justamente sobre o afro futurismo, a moda negra do Brasil, que foi construído também pela nossa consultoria aqui da casa né? Então vai ser muito bonito o encontro da exposição com que nós tivemos aqui de moda negra, e assim também nós encerramos as agendas e atividades do mês de novembro, mês da consciência negra, aqui nessa casa. A bancada negra ainda precisa escolher o seu novo coordenador para o próximo ciclo, para o próximo ano. Nós estamos né Regiane? Atuando nessa articulação. Esse ano nós construímos avanços importantes, como o 20 de novembro, a continuidade das cotas do serviço público. O Vicentein está perguntando se tem novo coordenador, nós ainda não temos 9 novo coordenador. Estamos nesse processo de construção, e é fundamental que a bancada possa se organizar o quanto antes nessa nova indicação, escolha do novo coordenador da bancada negra aqui da câmara dos deputados. Está encerrada a sessão, muito obrigada quem nos acompanhou de forma remota também.

29 de nov, 11:10