CÂMARA DOS DEPUTADOS - OUTROS EVENTOS
Sobre o Evento
Ciclo de Debates 2024 sobre Preservação Digital na Câmara dos Deputados. Participação de diversos arquivistas e diretores.
Diretor do Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados
Muito bom dia a todas e a todos, sejam todos muito bemvindos. De forma presencial ou virtual pelos canais de comunicação digital. Da Câmara dos Deputados dessa nossa casa é privilégio poder estar com vocês novamente eu estive aqui no primeiro desses eventos, né, lá se vão. 6 meses. 6 eventos, a cada mês, matemática não errou. Estamos aqui para terminar, mas eu diria que não é bem o encerramento, né. Do ciclo de debates, de preservação digital esse modelo que a Câmara dos Deputados vem apresentando recentemente foi publicado artigo, não é, eu acredito tenho certeza que vocês vão falar sobre isso aqui ao meu lado, José Raimundo e Darlan são os 2 gestores desse modelo junto com a participação imensa de instituições que aqui estão, não vou nomeálas porque certamente eu vou esquecer mas o Darlan vai apresentar já alguns nomes. Gostaria de agradecer a todos pela presença, pelo esforço, pelo trabalho. Preciso repetir isto é esta é 1 1 cerimônia digamos assim de encerramento mas na verdade, é 1, é início, posso afirmar isso categoricamente afinal de contas serão mostrados aqui alguns resultados desses 6 meses que já tivemos, teremos convidados aqui para nos mostrar, algumas perspectivas algumas visões do que está sendo feito desenvolvido. Eu tenho recebido comentários muito ricos a respeito disso desculpem não me apresentei, meu nome é Marciano João Luiz Marciano eu tenho privilégio de ser o diretor do Centro de Documentação e Informação aqui da Câmara dos Deputados, ao qual estão subordinadas as coordenações de preservação e de arquivo, que trabalham fraternamente em desenvolvimento desse modelo foi debatido aqui com toda a profundidade, participação de membros da academia, veja ali, professor Renato da da Faculdade de Ciências de Informação da UnB. Eu preciso repetir minha alma mater cada vez que que nos vemos é prazer enorme, é, relembrar dos tempos de graduação de doutorado. E eu passo agora a palavra para, Darlan que vai fazer aqui as as apresentações as zonas da casa, tenhamos todos ótimo evento, bom dia.
Arquivista e Diretor da Coordenação de Arquivo da Câmara dos Deputados
Chegar a esse sexto evento né? A gente começou 1 caminhada lá atrás, e muitos nos acompanham desde dessa primeira caminhada, outros ingressaram depois, mas juntos chegamos a esse, a esse sexto evento, é dia de poder avaliar tudo aquilo que construímos, tudo aquilo que foi debatido, tudo aquilo que foi tratado, né o nome tudo dessas discussões, aquilo que recebemos, também como retorno por email, pelo grupo do WhatsApp, então esse é o momento pra que a gente possa fazer esse essa avaliação mostrar alguns resultados importantes e pensar também nos nossos próximos passos, né? Nesse sentido a gente, reuniu aqui né vai reunir vários representantes de instituições que nos acompanharam desde o início desse debate, e eu queria chamar aqui a mesa, pra poder compor aqui conosco, bem. A diretora está conosco aqui o, Marcelo né? Eu queria chamar aqui o Hélio, o Hélio Pereira de Alencar Júnior, que é arquivista lá do arquivo público do DF. Hélio por favor venha compor a mesa conosco. Queria chamar também o, meu amigo DJ Santiago. Arquivista do STJ. Também gente, quem está conosco é o Alex Holanda, que estava esteve conosco no primeiro evento e ele vai estar online tá? Então imagine só que, tivesse 1 foto aqui do Alex aqui do lado, que está está quente nós aqui, daqui a pouco ele vai participar, trazendo também algumas contribuições. Além disso queria chamar aqui a mesa Vinicius de Oliveira Coelho, que vista representando aqui o arquivo central da UnB. Também aqui do meu lado já está conosco aqui José Raimundo, que é o diretor da coordenação de preservação de conteúdos informacionais. E por fim, queria chamar também nosso querido professor Renata, pra poder compor a nossa mesa, que é diretor da faculdade de ciência da informação da UnB, e conhecido por muitos como o nosso professor aqui da faculdade. Bom, quando nós começamos o ciclo, a gente se baseou aqui, né a gente trouxe alguns objetivos que a gente queria alcançar ao longo desses debates, esses encontros. E a gente separou alguns, né a gente pensou aqui nesse início em, em desenvolver ali estratégias que nos permitissem fazer essa gestão, essa preservação de documentos, lá no meio digital, de forma eficaz, trazendo também 1 1 colaboração entre instituições públicas e privadas, pra que essa soma, né, nos desse resultados maiores, né, pra que o resto não chegar mais rápido aos objetivos que nos propusemos. E nesse sentido a gente trouxe algumas premissas né, quais desafios que as pessoas já tinham trazido pra nós e que nós aqui na câmara também estávamos enfrentando. Primeira questão, né essa incerteza, essa complexidade que nós temos lá do documento digital e das técnicas de preservação desse documento, É o caminho que nós trilhamos é caminho colaborativo, fruto de várias discussões, mas a gente sabe que, não é nós temos incertezas né que permeiam essas essas discussões, e que elas foram se tornando ao longo desse caminho coisas pontuais que nós resolvemos, e e se transformaram não só as em desafios mas em coisas concretas que a gente conseguiu realizar. Também pensamos como premissa aqui o papel do arquivista já que a gente fala de preservação arquivista né nesse nesse nessa transformação, nessa preservação, mas também não só o arquivista de outros profissionais que envolvem esse processo, nós vimos também nossos colegas da área de conservação, os restauradores né, bibliotecário então a gente queria também mostrar o papel desses profissionais na atuação na preservação digital. A gente também tem 1 realidade que é comum a todos os órgãos, o acervo cada dia mais aumenta, em dos debates alguém até chegou a fazer 1 analogia com aquele filme do Grêmio né? Que, quando estava joga água né? Então quanto mais se investe em automação, quanto mais se investe em tecnologia, os formatos se multiplicam, a a quantidade também vai aumentando, e em contrapartida, nós temos equipes que não não são tão proporcionais a esse aumento, né a gente sabe, que o homem que a quantidade é grande, e as nossas equipes não são tão tão grandes nesse sentido porque até nós temos mais pessoas criando do que organizando, das instituições é quadro né comum, milhares de pessoas criando documentos e 1 pequena parcela ali especializada fazendo esse tratamento. E por fim a nossa premissa aqui, de que essa colaboração, que esse trabalho coletivo, trouxesse ao final desse debate, esforços assim esforços conjugados pra que a gente conseguisse alcançar 1 aplicação desse modelo que foi proposto no nosso modelo câmara de preservação digital. Então a partir desses desafios, dessas premissas, nós conseguimos né por meio do nosso trabalho colaborativo dar 1 resposta, fazendo ali esse modelo câmara dos deputados funcionar. Nós vamos ver no próximo slide, alguns resultados, a gente quer trazer desses resultados pra vocês, e veja o que que a gente conseguiu ao longo desse nosso modelo né o modelo ele tem os 7 passos, e a parte final é aquela parte onde a gente vai fazer o depósito, aguarda lá no nosso repositório digital, e nós temos alguns números pra poder colocar pra vocês aqui tá? A gente depositou ali, 483, com 5200 e documentos já colocados no nosso repositório, só do arquivo permanente, e aí nós temos prontos para essa ação, na etapa anterior onde a gente confere antes de depositar, mais 1218, totalizando aí mais 23634 documentos. E temos mais outros, no no estágio anterior, mais 115 com 1885 documentos, ou seja já processamos 1816, com 30720 arquivos originais aí, já nesse padrão de de tratamento. Veja aqui, é 1 1 a gente mostra que o modelo está funcionando né? É claro que a gente quer alcançar números cada vez maiores, a gente vai falar aqui que vamos investir em automação e outras coisas mas, são resultados muito bons dentro daquilo que a gente se propôs a fazer nesse semestre né semestre aí bem curtinho com muitos outros projetos que a gente estava tocando também em conjunto. E aqui eu queria fazer 1 1 comparação, se me permitam. Estava pesquisando né, na internet e e estava lendo 1 notícia sobre aquela missão, polo 11, né que, hoje nós tivemos a ida do homem à lua, e nessa missão, naquela época eles gravavam as imagens naquelas fitas VHS, vocês devem conhecer essas fitas. Talvez alguns novinhos aqui não vão conhecer, mas a galera que é da nossa década aqui já sabe disso né? A fita gente vhs, ela tinha 1 curiosidade né? Ela ela tinha 1 1 parte, em cima, e aí quando a gente queria gravar algo por cima, a gente tirava 1 trava né, e aí você podia regravar aquela fita. Se você não quisesse que fosse gravado algo ali acidentalmente você pegava durex e botava ali conseguia fechar e bloquear. Então o que aconteceu né foram gravadas milhares de fitas, da missão. E acreditem né no primeiro momento eles perderam essas fitas, né eles perderam era quantitativo grande, depois eles eles conseguiram achar as fitas, só que quando eles acharam tiveram 1 outra notícia, a notícia é, essas fitas foram regravadas. Então eles tiveram, por naquela época o pessoal falou não, é muita imagem né? Por 1 questão de economicidade vamos gravar em cima dessa fita, e muita coisa foi perdido porque eles regravaram a fita em cima dessas fitas originais VHS. E isso foi fato muito lamentável porque, notem, chegar à lua é esforço muito grande, né? Que que é mais difícil chegar à lua, ou guardar as fitas né? E. E quando eu olho pra preservação digital com os colegas com aquilo que a gente que a gente vê aqui a gente nota que, dá muito trabalho gente. Investir em tecnologia, automatizar, criar sistemas, criar metodologias, implementar gestão de documentos, é esforço muito grande né? Mas imagine só todo esse esforço que a gente está empreendendo ao final, se perder, né ao final essa informação não ser preservada como deveria, e é 1 reflexão que eu trago, né pra que essa polo 11 não seja a realidade de muitas instituições que a gente possa investir desde já que esse, nessas questões pra que a gente não chegue ao final, e alguma coisa venha a se perder no caminho. É por questão de economicidade alguém venha limpar o servidor enfim né, colocando a louça na nossa realidade. Mas perceba a necessidade da gente se mobilizar para que todo esse esforço que estamos fazendo, na gestão documental, na automação dos procedimentos, dos processos, não venha a se perder, por fruto aí de 1 negligência ou 1 ou falta de de procedimentos necessários pra isso. É 1 reflexão que eu trago, e aproveito agora pra passar a palavra pro nosso diretor, João Luiz Pereira Marciano. Mestre fica contigo. Muito obrigado.
Diretor do Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados
Pediramme pra fazer alguma alguma consolidação desse desse evento que combina hoje né dessa primeira parte dessa apresentação efetivação e implementação desse modelo. Eu gostaria de mostrar pra vocês, a a equipe organizadora né passou alguns dados pra mim obrigado Marcelo. E 1 das minhas, 1 das minhas especializações é a parte de ciências de dados. Eu gostaria de mostrar pra vocês algumas quantidades sobre vocês. Vocês vão ser presenteados esse painel de dados vai ser mandado pra vocês graciosamente pra vocês se divertirem com os números que a gente conseguiu levantar aqui, durante este evento né? Então só que para que vocês tenham alguma alguma informação preliminar, Marcelo está carregando ali. O que que aconteceu nós tivemos isso. Você consegue abrir o painel mesmo aí no Browser por favor Marcelo. O que que eu fiz né? Passaram 1 planilha pra mim a a equipe passou 1 planilha pra mim, e eu utilizei 1 ferramenta de análise estatística, só pra mostrar pra vocês que, assim como a preservação digital né, o tratamento dos dados é 1. É 1 atividade essencial intrínseca tudo isso que a gente está fazendo está fazendo a gestão do conhecimento né aqui a Câmara dos Deputados por exemplo vocês sabem é 1 instituição que fará 200 anos, daqui a 2 anos. Em 2026 esta casa se tornará bicentenária. Eu não vou nem atrever dizer quantas fitas já foram sobrepostas. Muitas apolos 11 aqui da câmara já se perderam infelizmente a gente tem plena consciência disso não é verdade, muito material foi regravado, muito material foi perdido momentos históricos da das constituições né, das sessões, as sessões solenes, sessões deliberativas, foram retrabalhadas foram regravadas. Mas bem, Marcelo está conseguindo aí está muito bom obrigado Marcelo. O que é que é isso né? Não sei se dá pra vocês verem lá, mas eu montei painel de dados utilizando 1 ferramenta que muitos de vocês conhecem que é o r, né o r é pacote estatístico, e eu repito esse painel vai ser devolvido a vocês para que vocês possam navegar nele e saber quem foi que participou desse evento, desses 6 eventos aqui ao longo desse tempo. Então aqui eu não tenho dados sobre preservação artística eu tenho dado sobre vocês, porque é 1 forma de agradecer a presença seja física seja virtual, eu tirei apenas o telefone e o email, não é? Eu mesmo desenvolvi esse esse painel como já disse, vocês vão poder encontrar aqui por exemplo, nós tivemos lá 1137 pessoas que se inscreveram de maneira única então. Digamos né se você usou o seu email se você se inscreveu nos 6 eventos desse simpósio você vai aparecer aqui 1 vez não ter duplicações então aqui são entradas únicas né. Se você quiser saber por exemplo quantos participantes de 1 certa unidade da federação clica por favor na UF Marcelo. Vamos colocar a iDF, unidade da federação UF 2 colunas à direita. Isso, você vai ter 1 indexação lá clica no DF por favor, ele vai mostrar pra você que 453 pessoas do DF se inscreveram nesse evento. Por que que isso é interessante né? Pra vocês saberem de quantitativos de quantas pessoas de cada unidade da federação das instituições que estão aqui representadas eu repito, nenhuma informação pessoal vai ser divulgada aqui não tem email aqui não tem telefone pessoal, mas tem a instituição unidade da federação e a área de atuação para que vocês possam montar e fomentar essa rede, está bom? Como eu disse, não é este momento encerramento mas penso eu é abrir de portas pra gente continuar nessa nessa evolução. Daqui a pouco os colegas vão falar mais especificamente sobre a atuação da gestão artística física digital, mas Marcelo por gentileza clica na próxima aba não vou me deter muito é só pra mostrar pra vocês a ferramenta que vocês vão ganhar. Eu utilizei recurso também de geoprocessamento na verdade aqui muito pouco só, pra saber quais são os países que foram representados neste evento vocês sabiam que nós temos representantes de Angola, Portugal, Venezuela e Peru, além do Brasil que participaram física ou né virtualmente deste evento, quando você aproxima Cabo Verde obrigado quando você aproxima o Maus por exemplo do Brasil né, você vai ver lá que 1120 pessoas do país participaram dessas 6 realizações né? É? E de novo pra não me delongar muito por favor Marcelo próxima aba, vocês vão ver os participantes deste país aí eu gostaria de deixar 1 pequena observação não é? Ali por cada unidade da federação tem número de pessoas que se inscreveram. Obviamente o distrito federal está disparado a conta por favor pro DF Marcelo, 453 pessoas participaram aqui na na de repito participações únicas né se a pessoa se inscreveu usou o mesmo email 6 vezes, ela é contada só 1 vez. Então 456 pessoas diferentes aqui do DF participaram disso, dessas 6 dessas 6 desses 6 encontros, mostrando mais 1 vez o sucesso e a necessidade de implementar fóruns como esse. Então eu convido vocês a manterem essa rede sei que vocês vão fazer isso, essa rede será mantida, não é? E a última aba Marcelo por favor aí está cada dos eventos de que vocês participaram. Desde o lançamento do modelo que foi lá em outubro do ano passado já faz mais de ano, as 6 solenidades os 6 simpóses de em cada mês começando 6 meses atrás, até hoje, tem lá a data tem o número de participantes inscritos tem o número de visualizações, no Youtube, eu repito isso aqui são metadados aqui não tem nada de preservação artística, não tem nada de preservação digital, mas pela terceira vez é brinde que a Câmara os Deputados oferece a cada de vocês pra saber onde é que eu estava, quantas pessoas estavam ali quem participou desses desse fórum de debates comigo com meus colegas, vocês vão receber essa informação logo né, vocês vão mandar isso aqui por email do pessoal, usem, abusem, comentem, olha podia ter mais informação, podia ter menos informação. É só pra deixar bem patente pra vocês, que a tudo isso que a gente está fazendo né, preservação da memória, preservação dos arquivos, que é físicos, quer digitais. Passa por aporte tecnológico intrínseco. Antigamente podia ser né me permitam confessar pouco a minha idade, vamos tratar os arquivos da unidade tal. Você colocava o pessoal na Kombi, né? E vamos lá dar 1 olhada nos arquivos não nos arquivos não é mais assim não é? Você pode estar em qualquer lugar do mundo fazendo gestão artística de instituições tão. Singulares como a Universidade de Brasília, como o GDF, como o Senado Federal, como a Câmara dos Deputados, não é, como o Superior Tribunal de Justiça, como unidades entidades hospitalares, eu repito as unidades as entidades que participaram deste evento estão todas lá nomeadas. Agradeço a todos por essa oportunidade de partilhar esses conhecimentos. Aproveito pra não me dar lugar mais 1 vez mas congratular a todos vocês que tiveram. O carinho, acho que não tem outra palavra pra designar isso né? Quando você trabalha com alguma coisa você precisa ter intrinsecamente 1 vocação pra fazer aquilo né? E a gestão da memória é antes de tudo 1 vocação então eu parabenizo vocês, por terem atendido a esse pedido da equipe, pra desenvolver ajudar a desenvolver a validar este modelo. Eu repito eles vão falar daqui a pouco sobre artigo recém publicado né 1 obra de referência. Isso é mais 1 vez começo, eu congratula a todos que participam disso, as universidades participam intrinsecamente disso né? E eu sei que todos vocês, eu em boa parte passaram e passam pelas mãos de professores, como Renato aqui está. Faço convite né, e faço convite, né? Que vocês persistam que vocês persigam essa essa concepção desses objetivos da preservação eu repito, da memória das instituições de que participamos, e dos arquivos sejam físicos sejam digitais que nós colecionamos afinal de contas, se nós estamos aqui hoje permito usar a câmara como exemplo né? E essa instituição toda persiste é porque lá atrás, alguém teve a plena convicção de que essa memória precisava ser preservada. E aqui estamos hoje finalmente podemos com podemos conversar sobre isso por fim, eu eu só queria lembrar né, que esse modelo já está disponível, não é isso? Pra observações para conclusões para contribuições para críticas já está operacional, o Zé E0E0 Darlan vão falar pouco melhor sobre isso sobre essa validação, mas mais 1 vez eu gostaria de agradecer a todos, congratulados por essa iniciativa, a autogestão da câmara observa com muito bons olhos todo esse esforço que vem sendo desenvolvido, espero que vocês possam replicar isso em suas instituições. Contem com a Câmara dos Deputados agora vou botar os 2 aqui expostos né, os 2 e suas equipes, mas nada disso se consegue sozinho, a Câmara não teria esse sucesso interno não fosse essa troca de informações com academia e com outras instituições. Vamos então, digamos assim, retomar esse crescimento né. A gente precisa realmente de 1 gestão da informação, da história, vejam os eventos né, não preciso trazer aqui o que tem acontecido em nosso país e no mundo recentemente. Informação de qualidade é essencial, e as principais fontes de informação são os acervos arquivísticos históricos museológicos, esses que nós gerimos, esses que nós criamos e desenvolvemos continuamente. Obrigado a todos não vou, me delongar mais da Arlai com você, Procílio obrigado. Agradeço.
Arquivista e Diretor da Coordenação de Arquivo da Câmara dos Deputados
Também nos nos apoia nesse projeto e fico muito feliz né agradeço pelo apoio de sempre né? E, e é importante, a gente estava conversando outro dia né e notando que, a questão da da preservação ela tem, as nossas áreas ali, né tomando a frente, mas ela carece também desse apoio institucional e domingo que a gente aqui na câmara a gente não pode reclamar que a gente é muito bem apoiado pelo nosso diretor, pelo pelos outros diretores que, que nos dão aporte aí e essa, conscientização que a gente quer que também vocês possam alcançar nas suas instituições que é a, a preservação que os repositórios sejam vistos como algo, da instituição né algo relevante pra instituição, e por ela tem que se responsabilizar pela sua continuidade, pelos pelos seus recursos. Eu queria aqui chamar, o Hélio, que está representando o nosso arquivo público do DF, ele vai falar pouquinho sobre a importância de padrões desafios da gestão de documentos digitais nos arquivos públicos. Hélio é contigo. Obrigado Darlan, bom dia a todos.
Arquivista representante do Arquivo Público do Distrito Federal
Bom dia a todos que estão na mesa são, em algum momento foram, foram ídolos meus aqui né professor Renato, Darlan já confessei isso pra ele várias vezes, e é bom estar compondo a mesmo mesa que você e sinal que o trabalho que a gente desenvolve, na nas nossas instituições tem sido observado de alguma forma. Obrigado pelo convite. E quando eu fui convidado pra pra estar aqui pra falar pouco sobre os padrões e os desafios que a gente tem na preservação digital e com a chegada de diversos sistemas as nossas instituições, eu até falei com o Marcelo que eles acertaram em cheio no tema que a gente poderia falar, porque é o que é mais a gente encontra hoje são desafios nesse nível. No arquivo público a gente vem passando por 1 transformação muito grande, a gente vem tendo aporte muito bom do gdf com chegada de arquivistas chegada de bibliotecário chegado de historiadores e a gente tem os desafios para para vencer que antes eram desafios diferentes antes a gente tinha desafio de falta de pessoal de falta de estrutura e aí a gente vem sendo esses desafios a gente começou a ver que os desafios novos eram tão grande ou até maiores do que aqueles antigos aqueles tradicionais que a gente discute antes né Então a gente começou a observar que a variedade de documentos a variedade de tipos documentários, de espécies documentários, que que chegam nos sistemas que a gente trabalha hoje, cara essa de, de ter padrão, de ter 1 padronização quando elas chegam pra gente né? E aí a gente começa a pensar começa a debater como é que a gente vai fazer que com que esses padrões sejam definido lá na na na produção do documento né? É importante a gente conscientizar a gente como arquivo público que tem 1 função de de de normatizar alguns procedimentos no gdf, a gente tem que fazer com que essas esses padrões cheguem a todos os órgãos do gdf aqueles órgãos que são produtores de documentos, para que quando a gente for fazer o recolhimento esses documentos cheguem já em padronizados e a gente não tenha, sofrimento na hora de de de trabalhar com a indexação, trabalhar com com a descrição desses documentos. Então esse é dos principais desafios hoje que a gente encara. Não é o único mas é dos principais a gente também tem a mesmo quando há 1 padronização a gente se preocupa sempre em deixar muito claro que existem normas nacionais normas internacionais principalmente para descrição dos documentos, e quando você torna isso padrão fica mais fácil trabalhar, dentro do arquivo público com o recolhimento, com a guarda, com a preservação digital. E antigamente a gente pensava muito na na forma de guardar, o documento físico né hoje a gente conseguiu de certa forma vencer essa etapa e hoje a gente tem desafios enormes quanto à preservação digital de longo prazo. E aí quando eu vi o evento divulgado a primeira vez ou, eu acho que foi no, não sei se foi no WhatsApp no no no, em alguma mídia social, mas eu vi que alguém já tinha percorrido grande caminho, encurtado o caminho pra gente, estudado sobre isso desde 2016, desde 2016, e venho me inspirando e venho estudando bastante com esse modelo câmera, com o modelo que vocês passaram pra gente fizemos visita, fora dos eventos aqui, pra falar sobre isso, tivemos algumas algumas propostas né de trabalharmos em cima de documentos que a gente tem, então o que eu penso para o arquivo público hoje, como desafio e como padronização também são a a questão da interoperabilidade dos dos sistemas hoje a gente tem, hoje no gdf nós trabalhamos basicamente com o CEI, e a gente pensa em fazer não temos ainda, repositório digital confiável de longo prazo, e como é que a gente vai transformar as informações que saem do CI pra passar pra esse repositório então isso, essa questão da interoperabilidade precisa ser pensada também, precisa ser padronizada desde a da produção dos documentos. Isso tudo pensando na manutenção da consistência desses dados, pensando em não perder a forma com que os pesquisadores que a gente tem hoje no arquivo público, consigam recuperar essa informação de forma consistente, de forma fácil né? Que é a nossa dos nossos maiores, os nossos carroschefes mesmo é disponibilizar informação dentro do do arquivo público do Distrito Federal. E aí a gente não fica só nisso a gente também tem muita muita preocupação com dados sensíveis né com questão de LGPD como é que a gente divulga, dados que com questões éticas dentro do arquivo público chegou dentro do dentro do arquivo público, a gente já se imagina que seja 1 documentação que seja disponível ao público seja disponível à sociedade, como é que a gente lida com com o desafio ético de divulgar dados, como é que a gente lida com o desafio legal com a LGPD, então são desafios que a gente tem, dentro da desse escopo de de padronização dos dados pra gente poder tornar isso disponível pra sociedade. Então quando quando a gente começa a debater, aqui o modelo câmara, e eu estive presente em quase todos presencialmente, é só que eu tive que quis quis ser online, as primeiras vezes eu fiquei maravilhado aqui olhando, aí quando foi passando o tempo eu fiquei pouco assustado porque é difícil de fazer, mas hoje eu estou completamente familiarizado com esse modelo, não que eu saiba fazer de ponta a ponta é obviamente que ainda não, espero dia saber, mas a gente se impressiona no primeiro momento, depois a gente começa a estudar pouco mais e ver que não é tão fácil as pessoas levaram anos pra chegar nesse nível, mas a gente quer implementar na nossa instituição, é modelo que que funciona pra eles e vai funcionar pra gente de alguma forma com algumas adaptações, com adaptações à realidade né? Então, hoje tratando sobre essa padronização dos dados, a padronização de procedimentos, para padronizações do em nível geral de metadados né pra chegar de forma consistente pro arquivo público na no no momento do recolhimento, isso vai facilitar na nossa preservação digital de longo prazo, que vai ser implantado a gente tem projeto, a gente está trabalhando em cima disso e, ainda bem que a gente viu esse evento acontecendo porque isso encurtou assim eu posso dizer que pelo menos metade do caminho do que a gente já já vinha pensando pra pra pra implementar dentro do arquivo público do Distrito Federal. Então eu acho que os principais pontos na nossa reflexão, como o gdf, como arquivo público com com que a gente não, a gente faz muito pouca a fase de gestão documental, então a gente só chega quando chega a gente já, já tem que pensar em outras atividades e outras funções arquivistas né, então a gente tem que implementar essa gestão, essa padronização nos outros órgãos que ainda continua difícil de de fazer o convencimento. Então, com com modelo como esse pra pra pras pessoas se inspirarem e poderem estudar, poderem repetir nas suas instituições eu acho que vai ser muito mais tranquila essa caminhada, não vai ser tranquila totalmente mas vai ser mais fácil a gente sabe da da da importância de de adaptar para cada cada realidade mas primeiramente agradecer a disponibilidade de de nos auxiliar e espero que aqui seja perene essa essa parceria da câmara com arquivo público do Distrito Federal Então, é isso essa a reflexão que eu queria fazer aqui sobre, o tema que a gente debateu aqui esses durante esses 5 encontros e hoje o sexto né? Muito obrigado à Câmara dos Deputados e a todo mundo que está participando aqui hoje. Também te agradece a você.
Arquivista e Diretor da Coordenação de Arquivo da Câmara dos Deputados
Realmente eu, foi o, 1 das pessoas que, a, termina o evento você vem falar conosco aí nos procurar né vai ter sempre, aí buscando mais informações. E foi foi criada recentemente a a rede dos arquivos públicos, com a resolução, e criouse 1 rede dos arquivos públicos no âmbito nacional e o arquivo público está lá né com você E0A do Beto né como representantes, e a gente conta também com esse apoio de vocês dentro dessa rede, né? A partir da dessa experiência que a gente possa também trazer os demais arquivos públicos aí do nosso país. Queria agora chamar aqui pra poder falar sobre a importância da troca de experiência sobre gestão documental. O colega DJ Santiago, que é arquivista lá do STJ. Está ligado. Está ligado.
Arquivista representante do Arquivo do Superior Tribunal de Justiça
O Darlan, eu primeiramente eu gostaria de agradecer a todos né pela pelo convite. Eu vim representando o STJ, que é o Júlio César que também tem acompanhado esse processo durante todo, toda a caminhada ele pediu até para, para mandar saudações aqui para todos vocês porque ele não pôde estar aqui aí ele pediu que eu viesse substituílo. E eu até fiquei com tópico bastante tranquilo bastante fácil mas eu desconfio porque, há aproximadamente uns 20 anos eu fui estagiário do, 1 espécie de estagiário do Marcelo né? E eu nunca fiz tanto control c control v na minha vida. E eu acho que é 1 forma que ele arrumou agora de me compensar. Obrigado viu Marcelo? Eu tenho estoque de control c control v por umas 3 gerações. Meus filhos, não precisarão fazer control c control v. Mas olha só, o STJ ele está participando, a gente foi convidado a participar desse dessa dessa experiência com o pessoal da câmara, desde o início. E a gente começou a a participar das reuniões EEA gente tem notado o quanto que esse modelo é interessante ele tem evoluído porque a gente participou nas reuniões iniciais e a gente também participou agora na última reunião que foi aproximada não sei se foi a última mas foi aproximadamente a uns uns 20 dias mês né Marcelo E a gente tem visto a gente no no início veio o pessoal da documentação do Superior Tribunal de Justiça, já no final a gente conseguiu trazer profissional da TI porque a gente gostou do que a gente viu no início, e depois a gente foi acompanhando o Júlio César continua participando das reuniões, aqui no auditório, EEAEA gente conseguiu visualizar no no decorrer desse processo que era modelo bastante interessante, e aí o o que que acontece? O que que na visão do poder judiciário a gente acaba acaba tirando dessas iniciativas? O CNJ ele tem ele tem poder normatizar normatizador no âmbito do poder judiciário. E é e é 1 instituição bastante importante que acaba induzindo o comportamento dos tribunais. E o que que acontece? De 2020 pra cá, o CNJ já emitiu documentação do Poder Judiciário todo todo mundo sabe, é 1 documentação bastante extensa, e tanto a documentação da área fim quanto a documentação da área meio, tem algumas categorias documentais que que apesar de ainda ser passivo de eliminação, terão que ficar guardadas por longo período, e essa documentação nesse exato momento ela está sendo produzida num volume muito grande, por exemplo, processos judiciais que tratam de família, de sucessão, processos originários dos tribunais superiores que já são de guarda permanente. Então, o que que acontece? O CNJ visualizou que tinha 1 questão aí que precisava ser resolvida, porque os tribunais emplacaram de forma muito forte questão dos documentos digitais, mas esses documentos foram sendo produzidos produzidos produzidos EAEEA gente, da área de documentação, a gente acaba que fica com 1 espécie de, de sombra nos acompanhando porque a gente sabe que essa documentação ela vai ter que ser guardada por longo prazo e até mesmo os documentos permanentes que não poderão ser eliminados. E aí o que que o CNJ percebeu nesse no meio desse caminho? Percebeu que que tem esse problema para ser resolvido e começou a emitir as suas resoluções, a primeira foi em 2020, a segunda 2020 e e salvo engano a terceira em 2022, nem todas são especificamente voltadas para a preservação documental digital de de longo prazo, mas todas tocam ponto comum que é a obrigatoriedade de o poder judiciário brasileiro adotar sistemas, inclusive eles colocam essa essa nomenclatura, né, de de software aberto para a guarda dessa documentação de longo prazo, e aí a gente quando quando essas essas resoluções ela sai do CNJ, elas chegam aos tribunais para serem implementadas, quando ela chegou ao Superior Tribunal de Justiça, a gente começou a fazer algumas visitas de campo pra gente verificar quais eram as instituições que já tinha algum trabalho nesse sentido, a gente verificou que o TJ tinha alguma coisa, algum tribunal de forma muito pontual tem alguma alguma iniciativa, o Senado também parece que também está com alguma coisa, e aí a gente ficou muito feliz quando a câmara nos chamou por quê? Porque a gente sabe que a gente tem problema muito grande, e a gente, mesmo com a TI muito bem preparada e bem equipada com a com a com a com a com a com a do Superior Tribunal de Justiça, a gente, precisava tentar visualizar qual como é que a gente resolve esse problema na prática. EAEA gente via as iniciativas sendo iniciadas mas assim, até hoje a da câmara dos deputados foi a que eu vi que conseguiu chegar mais longe, muito legal, eu achei bastante interessante. E aí a gente trouxe o nosso profissional da TI, eles saíram daqui na última reunião bastante impressionados Marcelo com com o que eles viram por quê? Porque eles viram que que há perspectivas e elas podem ser comparadas e aí é nesse é nesse processo de troca de experiência que as instituições acabam se beneficiando ganhando, eu até recentemente eu estava conversando com o Marcelo, o CEI é 1 experiência disso né? Olha só o CEI ele foi, ele é 1 ideia que surgiu no Tribunal Regional Federal da Quarta Região, e hoje ele está em praticamente quase todos os órgãos do do Brasil assim, muitos órgãos têm adotado o CEI, a gente sabe que tem coisas que estão sendo evoluídas, tem requisitos que estão estão estão sendo implementados, mas olha só hoje 000 GDF quase todo roda em cima de 1 plataforma e tem os seus processos sendo produzidos nessa nessa ferramenta. Os órgãos contribuem com ideias e esse sistema acaba sendo melhorado e vai trazer novas funcionalidades e avançando. Esse modelo da Câmara dos Deputados eu também vejo bem nessa perspectiva, por exemplo, ontem eu estava conversando com o Marcelo falei Marcelo, olha só, a gente tem diversos sistemas que estão produzindo diversos documentos agora, documento de guarda curto e documento de guarda longa, Mas o usuário ainda tem 1 grande dificuldade na classificação dessa documentação, que acaba que que, de certa forma isso respinga na no processo de transferência no processo de recolhimento desses documentos. Então, muito possivelmente as instituições conversando e as instituições se aliando em torno desse objetivo da preservação de longo prazo, pode ser que a gente agora embarque nessa onda da inteligência artificial e a gente até consiga trazer alguma coisa que ajude nesse processo de classificação organização dessa documentação, porque eu acho que isso vai chegar, e é algo que que a as instituições acabam conversando e isso acaba sendo implementado. Eu por isso Marcelo, eu acho que essa troca de experiência ela é fundamental, em nome do Superior Tribunal de Justiça a gente só tem a agradecer por nós termos sido convidados desde o início e ter acompanhado a evolução desse processo, é processo muito importante, o pessoal da da da ST e do STJ eles demonstraram interesse em continuar ajudando contribuindo pensando porque de fato isso vai impactar a gente lá também. E o STJ por participar muito ativamente do CNJ, acaba sendo indutor para todo o poder judiciário, e eu creio que o o que essa ideia de vocês aqui, já testada, e aos poucos como ela está em em constante processo de evolução, certamente eu acredito que pode ser 1 alternativa que pode ajudar o Poder Judiciário brasileiro lá na frente, que tem volume de de documentos absolutamente grande assim como, como instituições como o INSS, bancos e por aí vai né? E aí eu agradeço Marcelo, acho que essa que essa troca de experiência é válida queremos continuar participando e podem contar conosco o Júlio César mandou abraço pra todos vocês beleza?
Arquivista e Diretor da Coordenação de Arquivo da Câmara dos Deputados
E, assim como falamos aqui o o Hélio, no âmbito dos arquivos públicos, tendo essa essa influência essa atuação também em forma de rede, vejo também vocês no caso judiciário, a gente espera isso mesmo né que os diversos poderes, diversas instâncias, possam trazer, possam estar né juntos né nesse modelo e melhorando, pra que a gente consiga prover essa apresentação digital aí de forma ampla. Queria chamar aqui agora o nosso colega Alex, ele é do Arquivo Nacional, e vai participar conosco de forma online, esteve conosco no primeiro debate também, ele vai falar pouquinho sobre o atendimento dos critérios de certificação, dos repositórios digitais. Alex, nos escuta por aí? Dá salve pra galera aqui. Pode falar, falei abrir o microfone aqui agora é contigo. Bom dia a todos, vocês meu.
Arquivista e Secretário-Executivo do Conselho Nacional de Arquivos
Sim. Bom, agradeço o convite, peço desculpas que eu tive pequeno problema de, de voz, mas eu espero que todos consigam ouvir e que isso não comprometa tanto a a minha apresentação de hoje. Bom, fico muito feliz em ver a evolução né da da da câmara dos deputados desde a da publicação da sua política de preservação digital, e ver o quanto isso evoluiu e amadureceu ao longo desses anos, até se tornar modelo, que a meu ver, pode servir de exemplo, pra pra outras instituições. Bom, a gente já tem aí, cerca de 40 anos de estudos em preservação digital, 30 anos de relatórios e publicações, desenvolvimento de metodologias, cerca de 20 30 anos, de normas já consolidadas no AIIS, ISO 16 3 meia 3, e 1 série de outras ações que acabaram se plasmando em normas, padrões, modelos, definição de formatos, metadados, definição de procedimentos e tratamento dessa dessa documentação né e tratamento no sentido dessa preservação, e, mas falta ainda principalmente no Brasil em contexto onde é que essas ações no âmbito de 1 instituição possam ser avaliadas né, possam ser auditadas, possam ser certificadas a partir de padrões robustos, e bem e bem consolidados, tanto a nível internacional e até mesmo, a nível nacional. E esse processo de auditoria e certificação, como eu já falei aqui da da última vez, ele tem 1 1, 1 dimensão interna, porque são processos que nos permitem verificar a qualidade, dos nossos processos da nossa infraestrutura do nosso pessoal, pra saber se de fato, esse meu modelo ele é capaz de, de garantir, 1 preservação de forma confiável. E quando eu digo preservação de forma confiável, é entender se a minha infraestrutura, se a minha organização é capaz de promover essa preservação, da forma mais eficiente e eficaz, mas também se o meu objeto é preservado, de forma íntegra, garantindo assim a sua intensidade. Mas há também 1 1 1 dimensão externa, desse processo de certificação, que é gerar 1 relação de confiança entre a minha instituição entre o custodiador e o preservador, e aquele que produz e aquele que vai fazer uso dessa informação a gente sabe que, a confiança ela se estabelece na relação, a confiança ela é relacional. A partir de de diversos fatores tanto da instituição que pretende ser vista como confiável, quanto pelo pelo usuário por aquele que utiliza os serviços dessa instituição então, estabelecer essa relação de confiança, é fundamental para que o usuário tenha garantias de que aquele objeto aquele documento aquela informação que ele precisa que ele vai fazer uso, é confiável, é autêntica, tal qual ela foi, quando ela foi produzida, e assim poder fazer uso desse documento, pra fins de evidência, mas torçam de litígio pra fins de prova e poder né querer aí, os seus direitos a sua pesquisa, enfim. Mas existe algumas questões que eu acho que são importantes salientar, e é é 1 questão que eu tenho observado, em várias instituições pelo país e e que eu acho que a câmara é bom exemplo, de como deve ser feito, a gente percebe movimento muito grande de instituições que estão preocupadas com a preservação digital, já falam de repositório, falam até de certificação, mas que não empreendem as ações necessárias pra garantir de preservação dos seus acervos analógicos, porque fenômeno similar ao que acontecia na época da microfilmagem e depois da época da digitalização onde é se você dirigiu os esforços pra ações de pra ações de reformatação em detrimento da preservação do seu AC então é é esse é problema que eu acho que é bastante complicado, e que a meu ver, em algum momento há de ser observado, mas que a Câmara, ao contrário desse cenário apresentado ela tem ações efetivas e muito robustas, tanto na preservação é daquilo que não é digital, quanto na preservação daquilo que é digital e promovendo de fato a preservação do seu acervo independente se ele é digital ou não digital, utilizando as melhores práticas possíveis. E é 1 outra questão que eu acho que também é bastante delicada e que a meu ver em algum momento, deve ser observado no âmbito da certificação e da auditoria é, no contexto de produção, no contexto da gestão de documentos, porque eu também percebo, e eu também acho que a câmara é bom exemplo de como as coisas devem ser feitas de instituições que, estão atrás da preservação digital, de criar repositório, certificações e tudo mais mas que não dão a devida atenção ao contexto de produção, ao contexto da gestão de documentos e a gente nem sabe que, a preservação ela enquanto processo ela se inicia desde a gênese da concepção de sistemas de requisitos definição de formatos metadados até a destinação final e guarda permanente e eu também sei que, a câmara tem nível de maturidade de gestão de documento bastante alto, e consegue de fato promover tanto a essa preservação integral dos seus acertos quanto ter ambiente de gestão de documentos que é confiável, e ambiente de preservação digital, que está em desenvolvimento, mas cada vê já é bastante confiável, e que, com vias de poder no contexto de certificação, é ser certificado. Então acho que na minha fala aqui, traz também a questão da certificação mas acima de tudo observar, que a câmara ela está pra muito além, da questão da preservação digital porque ela tem, ela tem 1 infraestrutura que permite essa preservação integral, e, e também tem ambiente propício de gestão de documentos então eu acho que a no meu ver, esses fatores contribuem diretamente para contexto de preservação digital, mais robusto, mais forte e e com vias de de de se tornar ambiente então, essa é minha fala, eu agradeço aqui mais 1 vez o convite, da câmara e me coloco à disposição, a da mesa e dos convidados, obrigada. Obrigado, Alex.
Arquivista e Diretor da Coordenação de Arquivo da Câmara dos Deputados
Mesmo com a questão da voz eu sentei se só sabe pra poder estar conosco a gente sabe que, e de de tão longe né você, se se se colocou à disposição pra poder também falar mesmo aí do, via online então ver a a sua vontade de estar conosco a gente espera que vocês venham dia presencialmente pra conhecer o nosso acervo, conhecer a nossa equipe, né fica aí o convite será prazer, recebêlo aqui nas nossas dependências muito obrigado, o Arquivo Nacional também é esse nosso parceiro a gente, sabe que o Arquivo Nacional nas suas diversas instâncias tem essa perspectiva né de de influência nacional temos o próprio CONAC também, onde a diretora do CONAC é presidente então essas questões né a gente tem esse canal pra poder estar divulgando, pra poder estar fortalecendo também o modelo. Mais 1 vez muito obrigado mesmo Alex, obrigado. Queria passar a palavra aqui também pra outra pessoa que nós, e o curioso é que ao longo desse ciclo a gente foi se esbarrando com pessoas que, que a gente mesmo a gente que já está na arquivologia há algum tempo a gente acaba conhecendo, o Vinicius foi 1 grata surpresa Vinicius, eu sei que a gente se encontrava só no condomínio ele dava tchau, e ali de repente a gente está, o vizinho ali, e de repente a gente está falando de arquivologia, está falando de preservação então que que alegria receber você aqui. Conosco, o Vinicius é a arquivista da UnB, vou falar pra nós sobre planejamento e criação de instrumentos artísticos, na implementação da gestão de acervos das instituições públicas. Bom dia a todos.
Arquivista representante do Arquivo Central da UNB
É prazer estar aqui com vocês nessa manhã falando sobre preservação digital, abordando essa temática que é tão cara a todos nós né e tivemos aí diversas discussões e estamos tentando nas nossas instituições trabalhando aqui eu vou falar pouco em cima do tio Hélio falou até né porque a nossa experiência lá no arquivo central é similar eu estou coordenador de arquivo permanente do arquivo central da universidade de Brasília. Desde 2016 nós temos tido discussões relacionadas à preservação digital, naquele início ali pegando o monstro arquivemática, né? Tendo aquela falsa impressão de que ele era a preservação digital, de que com ele a gente ia conseguir fazer tudo, e não olhando no no tema aqui que eu vou falar da gestão, né? Dos instrumentos aqui de gestão e de dessa organização que decorre até chegar na preservação, chegando nesse modelo da câmara que a gente vê a complexidade, mas também a clareza, né, diversas portas que eu olhava e que eu entendia como fechadas assim, a câmera abriu e falou é por aqui, ó, de 1 forma simples, clara, objetiva. Então eu agradeço demais o Marcelo pelo convite, o Dalã, né, está capitaniando todo esse processo, então vocês estão de parabéns e contem com o arquivo central da UnB pro pro que der e vier aí nesse processo, nesse ciclo. Que se encerra agora, mas eu acho que diversos outros abrem aí com possibilidades maravilhosas, né. É abordando pouco então sobre a nossa experiência ali, então, mais ou menos em 2018, a gente começou 1 discussão sobre a política artística no âmbito da Universidade de Brasília. Então diversas ações de gestão e de preservação vinham sendo feitas ao longo dos anos, mas a gente não tinha a sistematização disso. Então foram grupos de trabalhos criados, nós abordamos 3 temáticas, gestão, acesso e preservação. Disso, 2020 nós conseguimos publicar a nossa política ela saiu para audiência pública professor Vanderlei professor Renato teve 1 participação professor Renato estava no conselho consultivo né é também o nosso mestre lá está sempre no arquivo central sempre nos ajudando E aí disso a gente conseguiu dar norte pra essas diversas ações. Como eu falei inicialmente em 2016 já começava a mexer ali, já abria aquele CIP, já olhava aquele tanto de informação, fala cara como que a gente vai processar, como que eu vou processar arquivo de vídeo, quanto qual o tamanho disso e como vai fazer e tudo mais, mas sem a compreensão de que boa parte dessas respostas estava no nosso físico né? Como a câmera mostra assim né a forma de organização, a nomenclatura, olharmos os nossos instrumentos, o quadro de arranjo, olharmos o nosso plano de classificação, a nossa tabela, vermos se aquilo tudo está de acordo com estávamos né? Pensando e propondo. Então depois disso, em 2020, 20 e 22 nós desenvolvemos os programas, temos 2 programas, de gestão, outro de preservação. E no de preservação nós abordando essas discussões, então discussões de metadados, as discussões relacionadas ao repositório mesmo, como vai fazer algum modelo de processamento e aí vem a questão do do CDPad, né, desse modelo da câmara que dá esse norte de muitas dúvidas que a gente estava tendo em relação a essa questão do princípio, de como elaborar, na questão de organização de metadados, nessa falsa, nesse falso entendimento de que o arquivaremática poderia ser gestor do repositório sendo que ele não é, né? Então trazendo essa visão de organização por por diretórios respeitando acho que a né a principal premissa da preservação digital que é de você preservar o documento independente de software, né. Então você ter isso realmente na prática foi a o grande diferencial da câmara e. Soltou, desatom os nossos que a gente tinha em relação a todo esse trabalho. Então eu tenho só agradecer. A tudo que vocês fizeram aí espero fazer parte de todo esses novos desenvolvimentos aí contem conosco contem com o arquivo central obrigado. Obrigado.
Arquivista e Diretor da Coordenação de Arquivo da Câmara dos Deputados
Que alegria mesmo você te contar no caminho com outras outras pessoas né a gente, espera assim né e vamos seguir adiante, compartilhando mais experiências e, colhendo esses frutos que estamos, ali plantando. Queria também chamar agora meu, grande parceiro aqui nessa empreitada aqui que é o Zé Raimundo, diretor da coordenação e preservação de bens culturais, que desde o início né, se empenhou em está conosco, avançando, né trazendo discussões, trazendo ali contribuições e e essa nossa interação foi muito importante, a gente viu que que o modelo seguiu a própria própria publicação, o artigo, as demais ações, fruto dessa parceria qual sou muito grata, entre a nossa coordenação e a coordenação de elevação de bens culturais, de conteúdos informacionais, tá? Lê contigo, deixo contigo agora as palavras tá? Fique à vontade. Bom pessoal.
Arquivista e Diretor da Coordenação de Preservação de Conteúdos Informacionais
Está tranquilo né? Bom dia. Conteios informacionais mas falam mês culturas mesmo né? As contas é é a denominação nossa. Isso. Eu gostaria de agradecer a participação de todos vocês, estamos muito felizes pela pela concretização, pelo encerramento desse ciclo né realmente ciclo de palestras. Estamos aqui no na na na sexta no sexto encontro, foram 6 meses de trabalho intenso. A parceria com a com a Coarc. E, até mesmo pelo tema que me foi passado eu gostaria de fazer algumas alguns estímulos, falar de algumas coisas pouco mais amplas, e fazer alguns estímulos nesse ponto aqui, né? E aí eu gostaria de lembrar, o Darlan falou sobre a questão das fitas de de VHS lá no, lá na NASA né? E eu gostaria de lembrar de caso, eu vou usar pouco de liberdade e falo de maneira muito informal caso que aconteceu aqui na câmara. Né Laio aquelas fitas lá das dos vírus das da constituinte, né? Que nós, foi a mesma coisa, que as fitas em VHS Betamax, que a gente encontrou que estavam no armário. Lembra? Estava no armário. E aí depois elas foram digitalizadas olha só como é o processo de preservação, né? Foram digitalizadas pela pelo pessoal da área de comunicação. E, só que estava num servidor lá na SECONTO, e o servidor não estava dando não estava aguentando. E aí nós fizemos 1 transferência, e aí estava lá eu fazendo FTP todos os dias junto com, com o Bruno que também é arquivista, eu sou eu também sou arquivista pessoal. Fazendo FTP pra poder baixar pra poder liberar o servidor que já estava já o computador que é servidor local já estava sufocado. E era o desespero, de poder preservar isso o mais rápido possível. E aí nós fizemos 1 etapa, esse é o exemplo clássico de amadurecimento dentro da câmara da preservação digital. Da preservação arquivista digital né? Porque depois eu vou falar sobre as outras áreas de preservação digital. Então, a gente fez o FTP, e aí pra preservar nós colocamos no arcaivemática ainda, não no modelo, ainda não dentro do modelo de preservação digital que nós temos hoje. Mas estava preservado, e aí depois nós fizemos novo processo para alimentar já com, já dentro do novo modelo de preservação digital, para poder não colocar no repositório. Então esse é processo que mostra o amadurecimento, dentro da própria câmara, o o modelo, ele não apareceu do além, é processo de de de amadurecimento aí de pelo menos 6 anos que nós estamos fazendo nesse processo. E aí aproveitar sobre a questão dos artigos. Nós esse artigo nós conseguimos publicar o artigo na no periódico do arquivo do estado de São Paulo, que é referência né tem Qualis pra quem é da academia tem Qualis, acho que o Qualis acho que está em, B 2 ou B Então nós conseguimos, publicar esse artigo eu acho que vale a pena vocês terem acesso a esse artigo, que esse artigo ele detalha o modelo de preservação digital, e é artigo que que é foi publicado com as 2 equipes Cowbec e Coarc. Mas esse artigo é o terceiro artigo sobre preservação digital na Câmara dos Deputados. Então nós tivemos artigo, eu com a massa na época que a massa ainda estava na Coarc né? Então foi o primeiro artigo precursor. E também tivemos artigo com o Vanderlei, que é o exdiretor do NACOARC, que ainda vem do arquivo do estado do Espírito Santo. Então também se vocês quiserem dar 1 olhada nessa sequência porque demonstra a o amadurecimento do processo de preservação digital, processos de preservação arquivista digital ao longo desse tempo. E aí o primeiro foi conceitual, o segundo já foi utilizando o primeiro o nosso modelo o nosso piloto de preservação digital que foi a folha de folha de pagamento. E utilizando 1 premissa da folha de ponto, pra depois chegar a isso porque eu estou falando isso pessoal, é processo da de amadurecimento. Nós tivemos processo de amadurecimento, pra chegar até, até esse ponto. E por que eu estou falando isso? Porque nós estamos dentro de centro de memória. E aí é puxando que o que o o Marciano falou. A tanto a Cobec quanto a Coarc está dentro sem documentação e informação que é centro de memória, nós estamos preservando a memória da da câmara, estamos preservando a memória para o cidadão. E nós estamos dentro de contexto, esse é o esse projeto é projeto importantíssimo dentro da preservação arquivística mas também dentro da preservação. Nós temos modelo, 1 projeto, andamento para a preservação bibliográfica e preservação museológica, ok? E aí eu vou conseguir falar exemplo também sobre a importância da preservação, dentro do escopo do Brasil. As professoras voltaram, as professoras, está está está serrando aí né? Furando. Furando. A gente está falando aqui 200 anos de história pessoal, mas temos o temos país parceiro nosso que é Portugal, que a gente está falando de preservação de 500 anos 600 anos, dependendo da da do referencial que nós temos. E, eles nós temos contato muito forte com com o pessoal de Portugal, área de preservação, justamente tentando identificar essa preservação num período ainda maior do que nós estamos hoje. Então nós ontem tivemos a visita de 3 professoras da universidade de Lisboa, e elas ficaram impressionadas com a gestão arquivista quando elas visitaram mesmo sendo tendo como referência a torre do tombo, quando visitaram lá o o nosso o nosso acervo arquivista, elas o Tiago nos acompanhou, não foi o Tiago? E aí a até a professora Elizabeth ficou quase pulando né, nos 2 pés porque ela ficou intencionada com com esse processo. O que é que eu estou querendo dizer? É que a nossa prática aqui hoje, ela está muito próxima de práticas de países que preservam há muito mais tempo. E que tem histórico, vínculo emocional com a sua preservação. Por que eu estou querendo falar isso? Quem trabalha com preservação ou com gestão arquivista já ouviu falar da torre do tombo, que fica em Portugal. Existe vínculo afetivo do português com a torre do tombo. Existe vínculo afetivo. Existe vínculo com a memória da nação. Quando a gente trabalha com genealogia nós vamos recorrer a torre torre do tombo. A torre do combo seria o arquivo nacional nosso nosso. Então eu acho que vale a pena a gente explorar, a preservação da memória e a preservação arquivista digital dentro desse contexto. Eu estou fazendo falando aqui pessoal estímulo, como estimular que a preservação arquivista digital dentro da preservação da memória gere vínculo realmente com a sociedade? Não somente dentro de grupo, grupo técnico, mas que ele gere vínculo, que essa preservação arquivista ela consiga promover essa essa esse vínculo com a sociedade, esse vínculo com o cidadão. E qual é a minha visão? Fazendo a a difusão, fazendo a divulgação desse desse desse todo esse processo. Porque eu estou falando isso, a gente está falando de preservação digital, que é importante e é óbvio, mas eu estou falando já estou querendo ressaltar pouco para a difusão que o Marcelo Fontoura já falou isso várias vezes aqui, o Darlan já falou do Brasil várias vezes aqui também. E o que o Tiago, eu estou falando que o Tiago que é o o chefe da sessão do arquivo permanente aqui da câmara, trabalha fortemente, é a utilização do ato, utilização de softwares para a difusão desse material que é preservado. Então, eu tenho 1 estímulo 1 proposta é que a gente amplie esse debate. Amplie o debate para a difusão desse material que está desse material desse acervo que está sendo preservado. Porque o material o acervo museológico da câmara ele é difundido. O o mesmo que nós temos 1 página interna no no no portal da câmara em que esse esse todo esse acervo museológico que foi as imagens foram digitalizadas, ele está sendo ele está está sendo difundido. Por que eu estou falando isso? Porque quando eu fui fazer a visita ontem guiada com as professoras da, da universidade de Lisboa, elas ficaram impressionadas com o fluxo de pessoas visitando as obras de arte na câmara. Por quê? E aí por coincidência eu nem falei isso pra você Marciano eu encontrei com com Celso ontem ao DG dentro de São Verde. E aí ele falou a experiência dele lá na na na Assembleia da República em Portugal. Quantos servidores nós temos na câmara hoje? 2600 efetivos. Quantos comissionados mais ou menos? 12300. Sabe quantos quantos empregados nós temos na Assembleia da República? 400. Então, elas ficariam pressionadas com o acesso que nós temos, à memória, o cidadão tem acesso à memória pelo menos à memória imagética, né, memória institucional, das obras de arte, dos contextos. E isso eu estou falando de de professoras e doutoramento e doutorado, que de 1 nação que tem esse vínculo afetivo com a sua memória. Então meu estímulo hoje é como fazer isso? Como fazer essa difusão do material de todo o acervo que está sendo preservado? A a biblioteca digital da câmara ele é acessada de 1 maneira muito forte. Nós temos muitos acessos ao a ao Atom, que é gerenciado pelo pelo Tiago né? Mas era era estímulo que eu gostaria de fazer pra vocês hoje, dentro desse contexto. Por quê? O tema que foi passado que a gente negociou que eu vou falar hoje é justamente isso, o desafio da preservação nas instituições públicas. Nós chegamos a patamar agora, graças a Deus, e que nós estamos falando efetivamente de preservação digital e de repositórios. O que fazer com esses repositórios? O que fazer com esse, claro, estou falando do repositório, mas o que fazer com a difusão desse matéria que foi preservado? Como gerar esse vínculo com a sociedade? E e como propiciar que essa sociedade perceba essa memória arquivista, porque a museológica já já está pouco mais à frente nisso, e que essa memória arquivista ela seja, ela tem esse vínculo, ela tem essa associação e que não somente os pesquisadores, mas o cidadão comum, tenha tenha o prazer de acessar esse material. Mais 1 vez, eu estou falando isso porque nós conseguimos chegar nesse patamar. Já conseguimos chegar ao patamar de preservar. Como é que nós vamos fazer agora? Como já fazemos com acervo museológico e como já fazemos com acervo bibliográfico. De maneira muito simples é isso pessoal. Muito muito obrigado. Até mais até a próxima.
Arquivista e Diretor da Coordenação de Arquivo da Câmara dos Deputados
Obrigado viu Zé? Essa nossa parceria da da Coarc Cobec é 1 parceria muito antiga e no meio digital ela, né fluiu muito bem e a gente está conseguindo esse resultado então agradeço a cada dia, né pela nossos, nossa construção conjunta né isso estamos aqui, reservando esse evento foi por essa soma de de esforços. Está ligado? Está né?
Arquivista e Diretor da Coordenação de Preservação de Conteúdos Informacionais
Pessoal, essa ficar essa brincadeira que eu faço com o Darlan ficar estimulando, ficar brincando, isso é normal tá pessoal, porque a gente consegue outros patamares quando a gente consegue conversar dessa forma. Perfeito? Obrigado. Valeu. Valeu. Valeu.
Arquivista e Diretor da Coordenação de Arquivo da Câmara dos Deputados
Professor Renato, né a gente sabe que no outro dessa transformação tem a figura do profissional né do arquivista, e muitos nós aqui né saímos da universidade muitos são os alunos do do professor Renato, e com muito carinho a gente recebe, pra que ele possa falar pouquinho sobre essa formação profissional. Seja bemvindo professor mais 1 vez, fica à vontade.
Diretor da Faculdade de Ciência da Informação da Universidade de Brasília
A todas e a todos, é prazer estar aqui, cumprimento o Marciano, e em nome dele o restante da mesa dos meus colegas de militância arquivista. Ele ele me provocou, falando assim, você, você não vai falar sobre Botafogo né? Eu eu eu eu, ainda eu ia poupálos né? Oi? Então, aí eu estava ouvindo o Alex, eu falei assim o Alex deve falei pra Layla, o Alex deve ser Botafoguense porque está gritando está rouco né? Devia ter deve ter gritado muito. E eu sou torcedor que eu sofria em silêncio, e continuo agora não sofrendo, mas comemorando em silêncio então eu sou silencioso nas minhas comemorações e nas minhas decepções então, fica aqui 000 registro. Mas assim, eu estive aqui no na, quando vocês abriram esse ciclo inclusive quero fazer 1 crítica sobre o o título do do do evento, né? Que é exatamente o termo ciclo. Eu, eu sou da área de representação e organização da informação então, eu fico muito atento a ao nome, né, da das coisas né? E eu lembro de de filme que vocês devem ter assistido, chamado Na Natureza Selvagem. Vocês assistiram? Assim não? E na 1 das últimas passagens desse filme, falava assim, que ele acaba comendo 1 planta venenosa, e e ele e e esse rapaz ele tinha dado nome pra ele e tinha trocado o nome dele, não é? E aí ele, lendo livro ele descobriu que que que as coisas deveriam ser chamadas pelos nomes que elas têm. E aí, assim ciclo não é bom nome pra o que acontece, o que está acontecendo e o que vai acontecer. Por quê? Aí eu lembro de outro, de 1 outra preocupação que eu, eu sempre tive essa preocupação de ficar vendo, o nome e se aquele nome fazia referência ao conteúdo né? E aí eu assisti outro filme que é filme, é tem título maravilhoso. Só pra vocês terem ideia, 1 vez eu vi o nome de 1 funerária, Alegria alegria, no não corresponde com o conteúdo daquilo né então essa essa só esse tipo de preocupação que eu estava, e aí eu tenho filme que passa que passa na sessão da tarde, filme horroroso, mas é o título mais bonito que eu já vi de filme, que se chama O Primeiro Ano do Resta das Nossas Vidas. Vocês devem ter assistido que alguém em algum momento ficou na sessão da tarde assistindo essas essas esses besteiróis né? Então assim, eu digo deveria se chamar o primeiro ciclo do resto das nossas vidas né? E como fica estranho, eu sugiro aí pra fazer 1 analogia, com debate na área entre modelos de gestão de de de de fundamentação de gestão de documentos, que é o ciclo de vidro E0E0 recordes contínuo, eu sugiro contínuo de debate sobre preservação, ficaria melhor. Não, isso é brincadeira tá? É só pra, não mas não é, é 1 sugestão, mas aí eu queria, eu eu sempre chamo atenção, em relação quando se fala de preservação, nós sempre estamos nadando contra a corrente, não é? Porque filosoficamente, nossa época é 1 época de coisas líquidas, e não de de descartes, e não de preservação. Então toda vez que a gente lida com preservação, a gente já tem, a gente já já parte perdendo de de 7 a não é? Por quê? Porque a sociedade está está está montada, está organizada para a substituição, e não pra preservação. Então assim, o que torna o o trabalho e a proposta de modelo de preservação fundamental pra área. E aí eu gostaria de destacar, e e até fazendo 1 homenagem, a Câmara dos Deputados já já teve 1 grande contribuição pra arquivologia no Brasil, que foi AAA instituição da metodologia de levantamento da produção documental, capitaneado pela dona pela dona Nilza Teixeira Soares. Foi 1 grande contribuição que já deu porque era 1 metodologia inovadora na época, né? E até hoje né? Ela é ela é base, eu trabalho né? Tomando como base esse essa metodologia e hoje nós temos aqui o modelo sendo consolidado que também pode transformar a realidade da arquivologia no Brasil. Então, esse esse esse é registro que eu gostaria de deixar aqui pra vocês, né, da importância, né, eu eu equiparo esse modelo com essa metodologia da década de acho que 80, final de 70, a Vânia está aqui, talvez consiga, mas é isso, 70 80 né? Mais ou menos. Então assim, eu equiparo no mesmo no mesmo patamar. Outro desafio importante que eu que a gente precisa discutir, é que nós temos hoje se falou aqui de grandes volumes documentários, e nós temos grandes volumes documentários sendo sendo produzidos dentro dos sistemas de negócio, não é? E e há 2 modelos né de se trabalhar, trazendo sistemas de negócio pra dentro do sistema de gestão de documentos, e o outro que é levando o sistema de de gestão de documentos pra pra dentro do sistema de negócio. Então isso a gente precisa encontrar aí qual é o melhor caminho, né? Né? Isso é 1 questão que que que é importante, né, que a gente vai precisar debater. E eu gostaria de citar também, Marcelo, artigo, o título de artigo, ah de 1 australiana foi publicado aqui na revista Acervo em 2015, que o título do artigo é o seguinte, fazer o mesmo não vai funcionar, entendeu? Então em que ela discute na Austrália a passagem do recorde manual pro recorde digital. Record Keeping não dá pra fazer 1 tradução exata pra gestão de documentos, tá? Mas é a gestão de documentos mais a administração de arquivos, está bom? Os canadenses tentaram fazer isso mas com outras bases, com a artística integrada, mas ali tem tem outros conceitos que que que estão presentes. Então, o mundo digital, ele tem demonstrado que fazer mais do mesmo, não servirá pra avançarmos. Tanta citação quanto o título revelam a necessidade de reinvenção, de inovação, de monitoramento contínuo e de repensar constante da nossa teoria e da nossa prática. E aí eu também cito aqui outro australiano que eu tenho lido muito, tenho gostado muito, chama Adrien Kunningham. E ele entende que a teoria arquivista é marcada pela rigidez na aplicação de ideias específicas. Para ele, embora conhecimento profundo da teoria, da prática e da história, de nossa disciplina seja essencial, a tendência de operacionalizar esse conhecimento como regras rígidas e certezas implacáveis, muitas vezes restringe a inovação, e o questionamento e nos cega para as oportunidades e realidades atuais. Então e aí a a Julie Maclo também faz ela fala de fala de problemas perversos né? E o problema da preservação digital é problema perverso. O que e o que a gente precisa é transformálo num problema simples, não é? Isso. Então, eu considero que vocês, vencerem esses problemas com esse modelo, E e assim só tenho a a parabenizar. E aí, o o Hélio falou sobre a questão, 1 desafio de da de usar inteligência artificial na classificação, nesses grandes volumes documentários a gente precisa lançar mão de de de 1 maior sofisticação nos no nosso instrumental. E aí só pra deixar claro assim, na academia a gente não está, desatento a essa questão, tanto que eu acabo de orientar 1 menina que que construiu algoritmo a partir de 1 de de treinamento desse algoritmo, com 1 documentação classificada, ela treinou esse algoritmo, com 1 classificação já já classificada, e aplicou numa documentação que não estava classificada. O índice de acerto foi de 95 por 100. Então é muito alto, ou seja, o que significa? Ela, claro que ela fez num num numa mostra pequena, controlada e tal. E agora eu estou orientando rapaz na na, rapaz é modo de dizer tá? Que ele está ele está trabalhando com a construção de algoritmo que vai vai interpretar o documento pra poder classificálo, entendeu? Então é 1 outra é 1 outra linha de de de pensamento. Então assim, só queria deixar pra vocês assim, nós estamos atentos a essas a essas necessidades e eu acho que é o grande papel da da da universidade, não é? Oferecer soluções, né? Ou metodologias pra que a gente possa intervir na na realidade e aí, tem a ver com a nossa própria área, a nossa área é 1 área aplicada, ou seja, nós temos problemas e precisamos resolver esses problemas. Então, eu acredito que a gente tenha dado, tenha dado algumas contribuições, talvez não do tamanho né que a gente vê hoje na câmara mas, pra que a gente consiga resolver essas questões que estão aí, né sendo colocadas pela realidade não é? E a realidade é muito maior do que aquela que a gente vê né então assim se a gente bobear ela atropela a gente né? Então, fica aqui então parabéns, eu fico eu fico feliz de estar aqui na na no encerramento desse ciclo que eu critico, né? Porque eu acho que é contínuo, né, de debates porque esse debate não não não se não se encerra aqui, e não vai se encerrar no próximo ano nem no ano seguinte porque, como alguém disse agora não não lembro exatamente quem foi, a cada momento a gente está sendo atropelado por novas novas tecnologias, novas novos formatos, e a gente vai ter que estar, e eu acho que a única do jeito que tem a gente tem que também às vezes se antecipar pouco né? Ao problema, antes de né? Então fica aqui meu agradecimento, a honra de estar aqui presente nessa mesa, com arquivistas tão famosos, não é? Eu não sou arquivista do o o Zé Raimundo, é é, mas eu eu não não sou, mas isso não não não vejo não é 1 falha de caráter tá? É 1 é só 1 trajetória de formação, está bom? Então abraço a a todos e a todos e obrigado novamente.
Arquivista e Diretor da Coordenação de Arquivo da Câmara dos Deputados
Né muitas dessas soluções aqui foram criadas por pessoas que foram seus alunos então com certeza, a sua contribuição como inspirador pra muitos de nós, nos possibilitou pensar em soluções pensar nesse contexto e está lutando pra poder trazer soluções, então a sua forma de né de passar esse conteúdo, pra gente era inesquecível, né todos aqui, foram seus alunos até bem que eu falo quando o Renato apresentar a gente é igual aquela atração principal então a gente faz a abertura do show antes, aí o Renato vai lá e né, com faz esquerda né Renato ela, e faz a sua apresentação. Professor muito obrigado eu vou como, na sua própria fala, na na a gente é é 1 questão contínua então a Marcela vai estar apresentando pra nós aqui os próximos passos, que vamos fazer, ao final desse evento. Alô? Certo? Não, só tenho que mudar 1 vez aqui.
Chefe da Seção de Gestão de Documentos Digitais Consolidados
Vê se ele vai mudar. Bom dia pessoal. Nós estamos continuando com a ideia do do professor Renato realmente que o nosso objetivo é definir agora os próximos passos. Nós tentamos só fazer encerramento desse ano, acho que foi ano de amadurecimento interno, né Darlan, Zé Raimundo, Marciano, como a gente havia conversado. Esse ciclo foi desafio pra todos nós do sede, em que a gente se obrigou ao final a cada 30 dias parar e fazer 1 reflexão profunda sobre todos os passos que a gente via dado durante o mês, então nós nos obrigamos a fazer esse apenas esse ano 6 reflexões que nos obrigaram a analisar o que a gente estava fazendo, consolidar o que a gente estava fazendo, colocar no papel, colocar nas apresentações que a gente colocou à à disposição, e enxergar que realmente existia rumo pra esses problemas perversos como o professor Renato colocou, mas a câmara deposita na no centro de documentação, na coordenação de preservação de conteúdos informacionais e na coordenação de arquivo, há responsabilidade por dar conta desse problema. Então nós realmente analisamos cada dos pontos e procuramos soluções concretas pra ele, que a gente pudesse se responsabilizar. Então, esse ciclo eu acho que termina, conclui primeiro passo, e a gente fala primeiro passo, porque nós já temos esse modelo que a gente mostra, que é modelo circular, ele já deu 1816 voltas. Então o nosso protótipo não foi em cima de 5, 6, 20 produzidos, nós trabalhamos já 1816 vezes. Nós já temos mais de 30000 documentos preservados, perfeitamente armazenados e tratados em pastas. Então, o que nós queremos agora né, próximos passos, o nosso contínuo agora, vai ser, nós vamos colocar todas as informações na página de preservação digital do site do arquivo, no portal da Câmara dos Deputados. Então nós vamos ter esse ponto de referência como difusão do conhecimento que a gente vai continuar desenvolvendo. E outra coisa, nós vamos criar agora workshops práticos de desenvolvimento de cada dos pontos do processo. Então a partir do próximo ano, a gente vai difundir alguma alguns eventos em que serão mais workshops realmente pra gente trabalhar o primeiro com o passo 0, que seria essa criação do plano de gestão que a gente consegue fazer 1 análise sobre todos os os documentos e na verdade conjunto de documentos em especial. Como o professor Renato nos falava sempre, é aquela, é o diagnóstico do arquivista sobre determinado conjunto documental, só que o diagnóstico, isso é interessante Renato, quando a gente faz diagnóstico hoje de conjunto documental, a gente tem que entender como ele é produzido, como ele vai ser codificado, como ele vai ser tratado em todo o seu período, e como José Raimundo falou, que hoje o fundamental é a gente difundir. Então quando a gente olha conjunto documental, a gente já precisa saber todas as informações dele na produção, todo o ciclo de vida e também a difusão. Então, esse plano de gestão arquivista que a gente tem desenvolvido já mandando pro pro Vinícius, pro Hélio, pro DJson, o pessoal está analisando também nas outras instituições, e vai ser o primeiro workshop. E também nós vamos fazer o que a gente está vendo agora que o que precisa é ganhar escala. Nós fizemos 1800 e a gente pode dizer nos últimos 4 meses, nós vamos precisar fazer 20000 por mês. Então nós precisamos ganhar escala. E o que a gente está vendo, nós precisamos agora é automatizar os procedimentos humanos. O Tiago, a Marta, a Vânia, que estão trabalhando no passo 7, o o Jefferson, o a Márcia Enia, todo o pessoal, nós temos pessoas em cada 1 dos passos do sistema, executando ações humanas, executando ações manuais. Então, nós estamos agora fazendo 1 proposta do desenvolvimento consorciado de sistema de automatização de procedimentos humanos, com auxílio de inteligência artificial. Já temos a ideia do sistema e o logotipo, também que seria, vai se chamar sapia, é sistema né, que vai procurar automatizar e facilitar a realização de todos esses procedimentos que nós fizemos questão de identificar e executar. Então nós vamos automatizar a geração das guias de transferência, automatizar conferência, automatizar os relatórios no arquivo corrente, automatizar o gerenciamento disso, as transferências no arquivo permanente, no arquivo intermediário, o envio pra área de preservação. Então algo que hoje a gente leva às vezes 10, 20 minutos pra executar, nós queremos baixar isso pra questão de minutos, de segundos, e isso vai ser feito através desse sistema de automatização de procedimentos humanos, com auxílio de inteligência artificial. Interessante é que esse sistema, ele não vai substituir nenhum outro. Ele entra exatamente num vácuo que existe, que é como gerenciar os documentos quando saem dos sistemas administrativos, e até eles chegarem no repositório de preservação digital. Então é interessante que que é 1 série de requisitos e serviços que a gente verificou que são novos, e nós procuramos automatizar e preencher esse vácuo, exatamente com esse sistema, porque as pessoas é que vão executar, só que vão ter agora o auxílio desse sistema, e vamos contar com o professor Renata e com todos os doutorandos dele, que possuem essas expertises, e também com os colegas dos outros órgãos que desejam trabalhar em conjunto com a gente, porque o nosso objetivo é que esse seja sistema consorciado, tão importante pras instituições como é o arquivemática, como é o Atom, que seja software que tenha livre distribuição e seja de conhecimento e domínio de todo mundo. Então basicamente, os nossos próximos passos pra que o contínuo do professor Renato seja efetivado, são exatamente manter agora o trabalho conjunto né? E aprimorar, agradecer a a participação dos colegas que já fizeram esse trabalho com a gente. Lembrar o de Geison que nós vamos ter muito copia e cola aí nesse sistema também. E agradecer a todo mundo, dizer que esse esse evento pra nós foi muito importante, e passo a palavra pro encerramento final pro nosso Darlan e o Marcelo, as últimas palavras. Bom
Arquivista e Diretor da Coordenação de Arquivo da Câmara dos Deputados
Retomando aqui o, esse essa ideia de fechar 1 etapa né e continuar outras, eu queria também só partilhar 1 experiência que a gente está tendo também com outros estados, a gente teve convite pra poder estar indo falar sobre a preservação lá no governo da da Paraíba, fizeram seminário, e convidaram de nós pra poder ir lá. E é curioso que quando chegamos lá as pessoas já nos conhecem né? Eles já olham e falam assim ah, você é aquele cara da preservação digital? Né? A gente fica feliz de ser reconhecido, mas ao mesmo passo a gente sente também na responsabilidade de estar contribuindo, de estar trazendo ali respostas né pra pra os problemas levantados. E curiosamente, dos 1 das coisas que nós tínhamos trazido aqui, diagnóstico da maturidade das das instituições, eles estavam com isso impresso preenchido e falou olha a nossa instituição está aqui olha, nesses campos a gente já atingiu tais níveis, nesse outro aqui a gente ainda precisa melhorar, então a gente nota que esse ciclo está está tendo 1 1 aplicação né o o que nós temos comentado aqui em boa parte do Brasil, e essas pessoas que nos acompanharam, a gente também queria agradecer aos que acompanharam pela internet, que colocaram as suas dúvidas, que nos convidaram, que mandaram email, também queria agradecer todas elas, pelo empenho e pela participação. Queria abrir pra algumas perguntas, quem quiser, falar, quem quiser também tá, pode colocar essa pergunta aqui no Youtube, a gente também a Lara está está vendo ali se, se também estiver eu vou responder aqui pelo celular tá? Mas a gente queria abrir esse fórum pra pra algumas perguntas nessa reta final, e também informar sobre o certificado. Muitos perguntaram, ah como é que vai ser o certificado, a emissão? A gente criou ali 1, webforma né Marcelo? Pra que você possa solicitar o seu certificado né a gente tem controle de de presença de inscrições aí de pessoas que foram escritas, e a gente vai estar na na, vai receber esses pedidos e a gente nesse webform tem lá, pra você colocar os eventos que você participou também, qual e quais são os certificados que você está solicitando e dentro do nosso controle a gente vai estar emitindo pra vocês. Isso é ontem no no email que nós enviamos ontem de convite para
Chefe da Seção de Gestão de Documentos Digitais Consolidados
Essa reunião, a gente colocou o link para o certificado, e aí a o link pra solicitação vai ficar aberto até a próxima sextafeira, e aí a partir do dia 9 nós já vamos imprimir, fazer a assinatura digital e enviar por email para todos os solicitantes. Vamos gerar? Gerar, gerar, vamos gerar em PDF, assinar no nosso sistema e enviar a todos que fizerem a solicitação. Então, está no no, link no email que foi enviado ontem à tarde, de convite para o evento. Vamos imprimir passar o meógrafo e depois só alterar os dados da.
Arquivista e Diretor da Coordenação de Arquivo da Câmara dos Deputados
Carimba. Carimba né? Isso. Peça contigo. Alguém da plateia quer fazer alguma pergunta questionamento observação?
Diretor do Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados
Crítica, antes da gente encerrar este evento. Essa é a etapa do ciclo, como é que nós terminamos, né? Geral. Essa é isso, essa espiral contínua. Pois não. Nós vamos continuar com essas oficinas, se elas vão percorrer os passos
Arquivista e Diretor da Coordenação de Arquivo da Câmara dos Deputados
Está divulgando ali as datas divulgando as formas de inscrição então, a nossa primeira ação seria essa do da dessas oficinas. E como Marcelo que adiantou com relação ao sistema, quem a gente vai estar também quem quiser colaborar então a gente vai ter essa outra vertente também pra automação. E a gente vai fechar ali vamos estabelecer o cronograma e contamos com vocês também se vocês quiserem enviar algum tema, alguma temática que vocês querem, que a gente aborde com mais pontualidade né com mais detalhe então a gente vai estar recebendo sugestões também. O site também ele vai ter as informações, peço que vocês acompanhem por lá no site que vão se colocar dentro da página. Também o email né preservação de
Chefe da Seção de Gestão de Documentos Digitais Consolidados
Arroba câmara ponto leg ponto BR, pode ser utilizado qualquer dúvida, qualquer solicitação que qualquer colega considere necessário, pode enviar em resposta aos convites, né? Nós mandamos o convite pelo pelo email do preservação digital, sem ser cedilha, sem a né? Tudo junto. E aí pode mandar em resposta aos convites que a gente faz questão de analisar e responder na medida do possível. Isso. Então o recatura nós temos o site
Arquivista e Diretor da Coordenação de Arquivo da Câmara dos Deputados
Arquivo da câmara aí dentro desse site do arquivo da câmara a gente tem, a gente está lançando hoje a página da apresentação digital, ali a gente vai colocar os eventos, a a documentação e tudo que foi que foi discutido aqui, e também lá no nosso site tem a parte do arquivo histórico então deixa de acessar o nosso Atom, a gente tem muita coisa cadastrada, muita coisa disponibilizada lá, esse essa essa parte final quando a gente deposita e pode difundir, já complementando o que o Zé falou, então tem muita coisa já pra poder acessar por lá, peço que vocês também deem depois 1 1 verificada e possam difundir essas informações nos grupos, nas redes sociais, pra que a gente consiga alcançar mais e mais pessoas. Mais alguma pergunta?
Diretor do Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados
Consideração. Eu vou usar 1 frase que os parlamentares usam muito aqui né nada mais havendo a tratar, mas antes eu gostaria mais 1 vez de agradecer a todos essa né esse essa etapa do ciclo Renato que você também citou muito bem, eu vi que você é cinéfilo, então eu vou citar o título de outro filme, eu sei o que vocês fizeram no verão passado. Por que que eu estou dizendo isso né, estamos justamente no verão é isso? Até o verão primavera, verão vai começar em janeiro. Eu sei que vocês fizeram nesta primavera em todas as primaveras né? 1 frase que eu disse lá na abertura deste evento lá 6 meses atrás. Nós pertencemos à entidade de referência, não é isso? Vamos vamos nos situar aqui, nós estamos, numa elite permitome toda essa essa coloquialidade, nós sabemos que há instituições, você tem 1 pessoa, pra gerir ciclo monumental como esse que a gente está descrevendo aqui nós não temos ilusões, de que a gente está aqui passando facilidades, pelo contrário, também não quero desacreditar aqueles que querem adotar esse modelo. Mas vejam só, não sofram sozinhos, essa é a é a mesma a última mensagem que eu quero deixar pra vocês. Não reinventem a roda, não vale a pena. E e como né, se é que eu posso deixar essa mensagem também em algum momento a roda foi 1 inovação já pensaram isso que a gente está fazendo hoje que é quase pioneiro daqui a algum tempo pessoa nossa eles aqui coisa óbvia, né. O que é que não pensaram nisso antes, mas alguém precisa começar alguém precisa empurrar as rochas 1 montanha acima, alguém tem que fazer esse trabalho de sísifo né na mitologia grega, alguém tem que assumir essas dores dizer olha, precisamos aproximar a gestão documental do processo de trabalho ou o contrário mas alguém tem que dizer e Patrocinar isso e fazer acontecer. Quando você traz modelo fático, factual que já foi executado 1826 vezes, a discussão se torna outra. Então, comece pequeno né? Pense globalmente, mas haja localmente. Você disse olha, eu não sou a Câmara dos Deputados, eu não tenho 7000000000 de reais por ano que é o orçamento desta casa, mas comece com pequenos exemplos, comece com protótipos, não é isso? Esse o uso disseminado de ferramentas como inteligência artificial e aqui eu faço agradecimento à área de TI aqui da Câmara, né. Nossa diretoria de ciência da da de tecnologia da informação e inovação a de tech tem sido parceiro muito próximo nosso, alocando recursos físicos pessoais e etcétera. Não dá para dissociar essas 2 coisas, o físicos pessoais e etc. Não dá para dissociar essas 2 coisas ou nós vamos ser atropelados. Aí vai ser outro outro filme, né, terremoto alguma coisa se algum cinema catástrofe que vai nos engolir a todos mas não. Nós temos maneiras de antecipar, nós temos maneiras de antecipar, ocorram e que nos peguem realmente pelo contrapé né Renata e colegas? Porque quantas vezes nós paramos e dissemos, lá se foram as fitas da NASA, lá se foram as fitas da constituinte em 80 e lá se foram as reuniões em plenários como este. Não vou dizer aqui também que a gente tem 1 solução universal, 1 PANAC não resolver todos os problemas, modelos não servem pra isso, né. E por fim basta dizer, mais 1 vez, muito obrigado a todos pelo interesse, pela dedicação, parabenizo essas equipes que aqui se colocam e que se postam. É muito difícil você parar, eu vou de novo ser muito coloquial é muito difícil você fazer freio de arrumação, porque a vida cotidiana ela tem ritmo muito acelerado, especialmente instituições como as nossas, né, nos GDF no Arquivo Nacional, no Superior Tribunal de Justiça na Universidade de Brasília, na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, quando seu você vê o tamanho do acervo com qual você tem que lidar e as coisas acontecendo ao seu redor, você fala eu não vou parar pra planejar nunca, mas é aí que você começa a ser realmente atropelado a ser engolido. Então essa essa é a última mensagem de congratulações né? De parabéns a todos participam disso, acreditem o modelo está sendo desenvolvido, eu convido vocês a mais 1 reflexão a criar grupo vivo né, que pra disseminar essa esse conhecimento, conhecimento tem 1 característica maravilhosa, o conhecimento mais valioso não é aquele monopolizado, o conhecimento mais valioso é o compartilhado. O conhecimento ao contrário de dinheiro, quanto mais você distribui mais ele vale. Não é isso? Então, vamos disseminar esse conhecimento cada vez A Câmara dos Deputados eu afirmo vocês está plenamente aberta em momentos como esse, em etapas como essas em ciclos simpósio seminários, vocês têm todo o apoio todo o patrocínio já está mais que demonstrado, 15 minutos por meio dia, desejo a todos 1 excelente sextafeira ótimo final de semana, contem sempre com a Câmara de com a Câmara dos Deputados e as instituições que eu posso falar, né, que estão aqui se irmanando se juntando pra desenvolver soluções como essa. Tenham todos 1 boa tarde muito obrigado. Como sempre eu, vamos ver a nossa falta
Arquivista e Diretor da Coordenação de Arquivo da Câmara dos Deputados
Peço pessoal pra você ver aqui na frente e no final a gente faz aquela foto aqui bacana, pra guardar pra você lidar as foto com metade então vamos chegar aqui pra cá, pra fazer essa foto aqui. Vamos lá tirar foto aqui, não deixem de sair sem tirar foto aqui à frente, vamos juntar todo mundo aqui. Lara vai tirar foto, Matilde por favor. Pode ficar atrás aqui do meu, você faz. Aqui, a frente. Trabalho maravilhoso. Convidamos a todos para se postarem pra foto, que vai pro arquivo da câmera.
Diretor do Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados




