PLENÁRIO
Sobre o Evento
Homenagem ao Dia Internacional das Pessoas com Deficiência com discursos de autoridades e representantes de associações.
Deputado
Está aberta a sessão sobre a proteção de Deus e em nome do povo brasileiro iniciamos nossos trabalhos nos termos do parágrafo único do artigo quinto do ato da mesa número 123 de 2020, fica dispensada a leitura da ata da sessão anterior. Sessão solene em homenagem ao dia nacional e internacional de luta das pessoas com deficiência. Esta sessão foi requerida pelos deputados Daiane Bittencourt, Rosângela Mouro, Maria Rosas, Érica Kocai e por mim marcionaiser. Convido para compor a mesa, em primeiro lugar, a secretária nacional de direitos da pessoa com deficiência, Ana Paula Feminella. Convidaamos também para compor a mesa, a senhora Cleonice Bom de Lima, presidente da federação brasileira das associações de síndrome de Down. Convidamos também para compor a mesa o senhor Joaquim Manoel Leitão Barbosa, vicepresidente da organização nacional da diversidade surda, Onas. Convidamos também pra compor nossa mesa, o senhor José Marcos Cardoso, gerente institucional da federação nacional das APAES, perto na paz. E pra finalizar a composição da nossa mesa, convidamos a senhora Amanda Pascoal da associação brasileira para ação dos direitos das pessoas autistas, abraça. Convido agora a todos para imposição de respeito, ouvimos o hino nacional, cantado pela cantora Naiara da Silva Fontenelle.
Transcrição automática
Obrigada.
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É, e ela e ela não Sim sim.
Deputado
Bom antes de iniciar nossa fala eu quero fazer minha autodescrição, mas primeiro agradecer mais 1 vez a Naiara que sempre está presente nos nossos eventos, sempre vem aqui nos prestigiar com a sua bela voz, e isso mostra como as todo mundo tem seu espaço, como todo mundo pode brilhar. Então a gente fica muito feliz e obrigado pela sua presença. Bom, eu sou deputado Marcelizeer, sou pele branca, cabelo castanho escuro, olhos esverdeados, estou vestindo paletó cinza escuro com 1 camisa branca e 1 gravata cinza clara. Amigos e amigas, todos aqui presentes, colegas parlamentares, imprensa, é com grande honra que preside essa sessão solene em comemoração ao dia nacional e na e internacional de luta das pessoas com deficiência. Este é momento de celebração, mas acima de tudo, de reflexão sobre os avanços que conquistamos e sobre os desafios que ainda enfrentamos para garantir a verdadeira inclusão e a plena cidadania das pessoas com deficiência em nosso país e no mundo. Para mim esse tema é de é também profundamente pessoal. Sou pai da Maria Helena, que vai ainda esse mês fazer 7 anos e tem síndrome de Down. Com ela, aprendemos todos os dias que as diferenças nos tornam mais fortes EAE que as barreiras, sejam ela físicas sociais de atitude precisam ser superada com empatia respeito e ação minha mãe que dedicou quase 30 anos na pai de Balsas deixou para nós seus filhos grande legado de amor e dedicação e inclusão. Esse legado construído com tanto esforço é 1 fonte de inspiração que carrego comigo como filho, cidadão e hoje como deputado federal. Quero aproveitar esse momento para parabenizar todas as instituições aqui presentes e todas as que, em cada canto do nosso país, se dedicam à luta por mais direitos garantidos e por mais inclusão. O trabalho dessas entidades vai muito além de prestar serviços, ele transforma vidas e abre portas para que pessoas com deficiência possa exercer plenamente sua cidadania. E acima de tudo, quero parabenizar as pessoas com deficiência que nos ensinam diariamente, que ser diferente não é problema. Na verdade, é a pluralidade que nos torna únicos e nos enriquece como sociedade. Cada indivíduo carrega dentro de si 1 luz especial, concedida por Deus e é dever de todos nós, garantir que essa luz brilhe, sem preconceito, sem limitações impostas, por falta de acessibilidade ou por falta de oportunidades. Como nos ensina a bíblia, amarás o teu próximo como a ti mesmo, e esse amor exige de nós não só palavras, mas ações concretas para derrubar muros e construir pontos. É por isso que, como membro da comissão de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, tenho me empenhado em propor e apoiar projetos de lei, que tragam mudanças reais e duradouras, como por exemplo, atualização do estatuto da pessoa com deficiência para garantir mais acessibilidade aos jogos públicos e 1 melhor integração dos servidores com deficiência em seus ambientes de trabalho a reserva de no mínimo 15 por 100 das vagas para pessoas com deficiência em cargos eletivos e contra efetivos e contratações temporárias no serviço público a definição de parâmetros para videoconferências mais inclusivas considerando as necessidades específicas de cada pessoa E o projeto de lei, 1038 de 2023, que permite o desconto no imposto de renda, de despesas com obras e treinamentos, voltados à integração de pessoas com deficiência, promovendo sua autonomia e inclusão. Além disso, apresentamos também o projeto de criação do dia nacional da diversidade surda. 1 data, que reconhece a pluralidade de experiência entre pessoas surdas, e reforça a necessidade de políticas públicas que atenda às suas demandas específicas. Hoje, reafirmo meu compromisso, com a luta pela garantia dos direitos das pessoas com deficiência. Isso significa, eliminar as barreiras que limitam seu acesso à educação, ao trabalho, à saúde e à cultura. Significa, dar autonomia e dignidade a milhões de brasileiros e brasileiras que ainda enfrentam preconceitos e desigualdades. Este é compromisso de todos nós, a construção de 1 sociedade verdadeiramente inclusiva, ela exige coragem, empatia e trabalho conjunto. Não é apenas sobre cumprir leis, mas sobre transformar mentalidades e corações. A inclusão não é favor, é direito. Que possamos avançar cada vez mais nessa caminhada, inspirados pelo exemplo de amor e dedicação, que tanto já nos deram e pela clareza e pela certeza de que juntos somos mais fortes. Muito obrigado, e agradeço a presença de todos vocês aqui. Passamos agora a palavra, para Ana Paula Feminella, secretária nacional de direito da pessoa com deficiência. Ana Paula muito obrigado pela sua presença aqui. Você sempre tem sido 1 grande parceira todos os eventos que a câmara lhe chama você está sempre presente aqui há poucos dias estivemos ali na comissão de defesa da pessoa com deficiência, sempre que é preciso você estar aqui e você tem desempenhado papel importante. Então como representante do governo, agradecemos a sua presença. Muito obrigado.
Secretária Nacional de Direitos da Pessoa com Deficiência
Alô? Quer ver se lembra? Sim. Nossa, é que é muito bom. Muito bom. Muito obrigada deputada. É 1 alegria, é 1 honra poder estar aqui e na companhia do senhor e de dessas autoridades, né? A Cléo Bom, a Amanda, o José, o Francisco, pessoas que são reconhecidamente lutadores do dia a dia, pela inclusão da pessoa com deficiência. Eu vou fazer 1 breve autodescrição. Sou 1 mulher de meiaidade, cabelo escuro ondulado, na altura do pescoço, eu estou de blusa de manga comprida preta, com broche do símbolo de acessibilidade da ONU, que é círculo com boneco ao meio, com as pernas abertas, eu uso 1 calça preta, sapato vermelho, e 1 cadeira de rodas vermelha. Então, quero aproveitar esse momento pra gente falar sobre a importância de ter dia internacional. A gente já teve dia 20 e de setembro, dia nacional de luta pelos direitos da pessoa com deficiência, o dia escolhido desde 1980 e por conta dos nascimento da primavera, pela primavera de direitos, e o dia 3 de dezembro, né, com 1 luta internacional. Necessário falar que essa data vem desde 92, pela ONU, a definição dessa data como dia de visibilidade do da luta diária das pessoas com deficiência e de quem convive com ela, com as pessoas com deficiência. No mundo se estima 15 por 100 da população tendo a a pelo menos tipo de deficiência. Então significa que mais ou menos bilhão de pessoas no mundo têm deficiência, estão mais localizadas nos territórios mais empobrecidos e vulnerabilizados, aqueles que muitas vezes até promovem e provocam a deficiência. As condições de vida podem levar 1 pessoa a ter deficiência né seja pela violência urbana, violência rural, trabalhos precários. A gente tem aí a né com o advento da uberização muitos jovens que com moto tem que percorrer períodos aí de longos e e com pressa no nosso trânsito e a gente tem então 1 realidade de que não só se nasce com deficiência, mas se por muitos motivos se torna a pessoa com deficiência. Importante falar que há causas que podem ser evitadas, como por exemplo, lembrar num num passado recente, de quando foram, desacreditadas as vacinas. E agora a gente tem aí a retomada da poliomielite. A gente tem o reconhecimento também de que o mito de que a hanseníase já acabou, fez fez com que muitas pessoas não fossem diagnosticadas antes do tempo de se tornar pessoa com deficiência e ter seus membros amputados ou perdidos Então a gente tem muito trabalho pela frente e passa por 1 cultura conversar 1 cultura política de entender a deficiência como dado da realidade não é algo que não é 1 tragédia pessoal não é 1 tragédia familiar maior tragédia é a gente não tem 1 sociedade que respeite a essa diversidade humana e que há possibilidade sim de todos nos desenvolvermos e construirmos com acessibilidade com conhecimento com pesquisa 1 vida melhor e mais digna para todos os indivíduos né inclusive as pessoas com deficiência. Então como eu já disse né 15 por 100 da população mundial aqui no Brasil, a última pesquisa que a gente tem dados é a da de 2022, a pesquisa nacional por amostragem de domicílios, que apresentamos o ano passado junto com o IBGE. E ali apresenta, de novo, muita disparidade, né, na escolaridade e no acesso ao emprego. A gente tem as pessoas com deficiência no Brasil cerca de 5 vezes, 5 vezes maior o índice de analfabetismo em relação às pessoas sem deficiência. Índice muito alto ainda de 19 por 100 da população com deficiência. Nós temos assim essa lacunas no reconhecimento do direito das pessoas com deficiência em todas as políticas públicas e não é de hoje. A gente a gente tem ainda que superar essa cultura que ainda invisibiliza a presença da pessoa com deficiência no espaço público. Eu eu já sei que vou ganhar mais tempinho pra gente conversar seriamente esse assunto muito sério pra gente muito caro e peço licença pra ficar mais uns minutinhos pra dizer o quanto cada de vocês, cada pessoa que nos assiste é fundamental na luta pelos direitos da pessoa com deficiência, o quanto a gente precisa reconhecer que o estado brasileiro, historicamente tem 1 dívida com a população com deficiência. Pronto e agora essa conversa continua e a gente agradece então a essa oportunidade e se coloca à disposição para que a gente consiga avançar com currículos escolares, qualificando o tema da deficiência pela perspectiva de direitos humanos. Não não é só cura ou reabilitação, a deficiência não é doença, ainda há muito estigma sobre as pessoas com deficiência que podem ser resolvidos com formação em direitos humanos, com reconhecimento de que as pessoas com deficiência têm direito a estar em em todo lugar e e cada vez mais estamos. Muito obrigada.
Deputado
Obrigado. Muito obrigado Ana Paula, sua participação aqui sempre é muito brilhante elucidativo e a gente é por isso que faz questão de lhe convidar e ter a sua presença aqui conosco né? Quero quer lembrar a todos que o tempo aqui quando toca acidentes você tem mais 30 segundos então não precisa cortar a fala e se precisar mais tinta a gente também sede não vamos deixar aqui escutar e aprender com todas as pessoas que estão aqui compondo essa mesa que tem experiências lindíssimas e pode se com certeza contribuir muito com esse debate com essa discussão. Bom passamos agora a palavra a quero agradecer aqui e registrar a presença da deputada o Rosângela Moro também como falei no início 1 das proponentes e já lhe convido pra compor a nossa mesa aqui está bom José já já vamos lhe convidar pra compor aqui. Passamos agora a palavra pra Cleonice Bao, presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down.
Presidente da Federação Brasileira das Associações de Sindrome de Down
Boa tarde a todos, boa tarde à mesa, Amanda, José Marcos representante da APAE, Joaquim dos surdos oralizados, a secretária Ana Paula Firminella, ao deputado Ronaiser, nosso grande parceiro na comissão né, pai da Helena. A deputada Rosângela Moro, temos discutido né e aprovado vários projetos na comissão com a participação dela, obrigada Nayara pela presença, sempre constantes nessa casa, obrigada as nossas filiadas da federação brasileira que estão presentes, o Instituto Ápice Down de Brasília na pessoa da Janaína, e o Vitória Down representado pelo Marcel que está aqui presente do Espírito Santo. Queria agradecer a todas as pessoas presentes e a quem nos assiste de forma virtual. Sou 1 pessoa de estatura média, morena clara dos cabelos castanhos, estou com os cabelos pintados de vermelho, visto 1 blusa vermelha e 1 calça bege. Eu queria começar falando sobre a data, né, o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, o tema, o lema da ONU nesse ano, que é ampliando a liderança das pessoas com deficiência para futuro inclusivo e sustentável. Essa é a tradução do lema que a ONU adotou para esse ano de 2024 para celebrarmos o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. A nossa federação das Associações de Síndrome de Down reúne 53 filiadas no Brasil, nós estamos em todas as regiões brasileiras e quando os pioneiros que iniciaram o trabalho da federação, fizeram a composição da mesma, as nós federação fizeram a composição da mesma, as nossas associações e a própria federação foi formada por pessoas, familiares e especialistas, profissionais da área da saúde e da educação que compuseram as instituições. Com o passar dos anos, nós fomos discutindo, fomos crescendo em direitos, né, construímos a legislação. O Brasil é signatário da Convenção Internacional pelos Direitos da Pessoa com Deficiência e depois a LBI em 2015, a Lei Brasileira de Inclusão. E nós aos poucos fomos trazendo para compor as nossas instituições as próprias pessoas com Síndrome de Down. A gente reconhece, né, em todos os momentos, em todos os debates e na própria legislação que as pessoas com deficiência intelectual têm pouco mais de dificuldade na inclusão pelo atraso cognitivo. Então, nós aos poucos temos em todas as regiões brasileiras hoje autodefensores da federação. Eles estão compondo as instituições e estão nos representando e se representando nos espaços públicos, cumprindo a convenção, nada sobre nós sem nós. Nessa casa a federação acompanha com muito afim com algumas alguns projetos de lei, como a inclusão no mercado de trabalho, a legislação que prevê o emprego apoiado, que já está já passou pela Câmara e está no Senado. A questão da educação inclusiva que pra nós é muito cara, que foi dos primeiros motivos da constituição e da federação é que, todas as pessoas pudessem estar nas escolas comuns, e ainda não temos todos os aportes necessários, mas já temos mais de 90 por 100 das pessoas que estão dentro das escolas. E se lá nós chegamos, nós não vamos recuar. Só que a luta é constante. Todos os dias né nós temos que discutir a possibilidade inclusive de retrocesso dos nossos filhos voltarem pra escolas especializadas, pra espaços segregados. Nós temos ainda e acompanhamos com muito afim com a questão do dos cuidados com os cuidadores das dos familiares, né que têm que fazer o aporte do atendimento do seu filho, porque as pessoas com deficiência intelectual estão vivendo mais, ainda bem né, pelas descobertas da medicina, das terapias, da inclusão, por que não? Porque hoje eles têm oportunidade de estar em todos os espaços e com isso se desenvolver e viverem mais. Mas aí os seus familiares, os cuidadores estão envelhecidos, estão com muita dificuldade no seu dia a dia, na saúde mental principalmente. Então o plano de cuidados é 1 também das nossas plataformas aqui na casa, a linguagem simples que nós precisamos e as tecnologias assistivas, para que as pessoas não oralizadas né, as que têm dificuldade de entendimento, não alfabetizadas, possam também ser beneficiada à educação inclusiva, também temos projetos aqui nessa casa e contamos com o apoio dos parlamentares especialmente de quem está aqui né hoje, deputada Rosângela Moro e o deputado Ronaiser, que integram a comissão e outras comissões de educação, a comissão de legislação participativa dos direitos humanos, enfim, nós precisamos de toda a comunidade. Pela constituição, a responsabilidade de inclusão social é dos dos 3 entes né, do estado, da sociedade e da família. E por isso que nós estamos aqui pra celebrar e lembrar que nós não podemos, de forma nenhuma descansar. Estamos todos os dias né, tentando ampliar direitos e, muito mais, alertas pra que não haja retrocessos. Muito obrigada.
Deputado
Obrigado Cléo e a gente passa agora a ouvir as palavras da deputada Rosângela Moro. Você que sabe, pode achar melhor.
Deputada
Obrigada senhor presidente. Vou começar fazendo a minha descrição. Eu sou 1 mulher e tenho 50 anos, já tenho a pele clara, os meus cabelos são castanhas estão presos, colados ao. A bem reto a couro cabeludo com coque, eu visto 1 saia cor bege, 1 blusa de tricô nas cores bege coral e verde. E eu saúdo a todos que estão aqui, em especial a mesas as instituições aqui representadas o presidente. O dia da luta da pessoa com deficiência internacional né na verdade amanhã, e a gente não pode olhando pro passado a gente já avançou muito a gente não pode permitir mais nenhuma forma de retrocesso, a gente não pode admitir. E eu vi com muita preocupação, esse novo projeto de lei, que o governo apresentou aqui na casa com o objetivo de tratar de corte de gastos o que é realmente muito importante, mas ele está apontando mudanças do BPC. E nós sabemos que o benefício da prestação continuada é instrumento muito importante pra subsistência das pessoas. Aqui no texto, o que eu preciso destacar e contar com o apoio das entidades e todos pra gente mostrar que esse projeto nessa forma ele está equivocado e vai causar muito prejuízo pras pessoas e famílias, porque ele fala, que a a deficiência ele dá novo conceito pra deficiência, pra fins de BPC dizendo que ela tem que mostrar incapacidade pro pro pro trabalho. Quando a lei brasileira da inclusão não fala isso, e nós sabemos que a lei brasileira da inclusão ela ela reproduz literalmente o conceito de deficiência da Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. A convenção quem acompanhou todo o trâmite da convenção muito bem sabe, que essa convenção ela foi admitida no nosso país como status de emenda constitucional. Então já tem grave equívoco formal aqui, que 1 lei não pode mudar a constituição. Né, aqui todos concordamos que a convenção faz parte do terço da constituição, foi admitida desta maneira. Então já tem esse equívoco formal, que nós não podemos concordar, e também porque vai dificultar ainda mais o o receber esse benefício pelas pessoas com deficiência que são extremamente carentes. Hoje, o computor da renda familiar são os míseros quarto do valor de salário mínimo, e vai poder por essa nova proposta, por esse novo texto, pôr na renda familiar benefícios de outros de outros membros da família que hoje não se incluem pra esse cálculo. Então a gente, todo mundo concorda, que é preciso cortar gastos e colocar a economia e a parte fiscal desse país no trilho, mas não, prejudicando o direito de quem mais precisa. Como membro da comissão dos direitos da pessoa com deficiência, havia feito 1 convocação que se transformou em convite, amanhã a ministra vai estar presente, nós vamos indagála e vamos pedir pra que ela corrija essa impropriedade, essa esse esse é desserviço isso aqui que que esse esse termo que foi apresentado, e nós vamos pedir o apoio dela, e trabalhar obviamente aqui na câmera no aqui no parlamento e na comissão, para que nenhum direito seja restringido. E é 1 pena também que esse pacote venha bem no dia que a gente deveria estar celebrando boas notícias e boas novas propostas de política pública. E a gente precisa continuar insistindo que, o conceito da pessoa com deficiência já está muito bem empregado, a gente tem que lembrar que foi feito na sede, numa sede internacional, a gente tem que lembrar que nada sobre nós está em nós é mantra aqui, desse segmento da sociedade, foram as pessoas, as organizações que definiram esse conceito, e a gente tem que se exigir então a implementação pra ontem, da avaliação biopsicossocial de 1 maneira uniforme para todos. Assim a gente vai conseguir avançar. Então é dia da gente apesar dessas dificuldades aqui tratadas, é dia de reconhecer sim, é toda esse trajeto, essa luta das pessoas com deficiência, olhar, e manter todos os direitos adquiridos sem nenhum tipo de retrocesso. Obrigada presidente.
Deputado
Deputada, Rosângela Moro, muito obrigado pela sua participação. Você que é 1 colega nossa, atuante na comissão de defesa do direito das pessoas com deficiência, proponente dessa sessão solene e a sua contribuição, colaboração é sempre muito importante para esta causa. Obrigado por ter vindo aqui participar fazer seu pronunciamento que muito contribuiu. Passamos agora a palavra ao senhor Joaquim Immanuel Leitão Barbosa, vice presidente da organização nacional de diversidade surda, Onas.
Vice-Presidente da Organização Nacional de Diversidade Surda - ONAS
Boa tarde a todos e todas. Cumprimento a mesa ao presidente da mesa o deputado Márcio Honaisen. E também a Creubon, a Amanda, e estão aqui presente em todos que estão presentes aqui na mesa. Eu não queria falar mais da questão da diversidade surda. Eu sou 1 pessoa surda, embora eu seja oralizado, eu posso falar comunicar oralmente mas eu tenho deficiência hostil de nascença. E estou vicepresidente da Organização Nacional de Diversidade Surda, por ser 1 pessoa surda oralizada e 1 pessoa também autista. Então quando você tem múltiplas deficiências, vale observar a importância da diversidade e observar a importância da língua, das culturas, de todas as características da universidade surda, que o que que está acontecendo? Nós estamos tendo problemas com nos hospitais, na polícia, porque não tem atendimento bilíngue lá. Quando a gente vai ser atendido, pelo SUS, qualquer lugar no Brasil, a gente não consegue atendimento. A não ser que a gente leve alguém com a gente, a não ser que a gente leve alguém da nossa família ou dos nossos amigos, dos nossos familiares mas o próprio sistema não oferece o atendimento bilíngue, e por vezes acabamos sem, o atendimento devido, sem o cuidado devido. Muitas vezes, algumas mulheres estão vítimas de violência e não consegue denunciar seu ogós, porque não tem ninguém que saiba se comunicar com ela. Ela precisa de outra pessoa pra intermediar esse contato, e essa outra pessoa acaba gerando a privacidade dessa pessoa, acaba aumentando a vulnerabilidade dessa pessoa, que deveria ser atendida diretamente na polícia por exemplo. Então nós tivemos casos também de violência obstétrica, de mães surdas que não tiveram seu atendimento por causa da das dificuldades de comunicação, estiveram dificuldade também pra conseguir se comunicar com o médico e saber o que estava acontecendo durante seu parto, durante o nascimento da sua criança. Então peço senhor deputado atenção especial a essas pessoas surdas na no seu respeito à sua língua, no no seu respeito à sua língua, à sua cultura, porque a comunidade surda ela precisa muito dessa atenção pra que ela possa ter segurança, pra que ela possa ter saúde. É isso, muito obrigado pela oportunidade, muito obrigado pelo espaço fôlego.
Deputado
Obrigado Joaquim, agradecemos a sua participação. E agora convidamos para fazer uso da tribuna, o senhor José Marcos Cardoso, gera institucional da Federação Nacional das Apaz. Boa tarde a todos.
Gerente Institucional da Federação Nacional das Apaes - FENAPAES
Gostaria de agradecer primeiramente ao deputado Márcio Eyeser o convite, à senhora deputada doutora Rosângela Moro com quem eu já tive a oportunidade de trabalhar na APAE Brasil. Né? E eu quero dizer que fazer 1 autodescrição. Eu sou homem de 39 anos, né, estou trajando terno preto com 1 camisa branca, sou moreno e uso óculos, né. O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência nos convida a reafirmar valores fundamentais da igualdade, da dignidade humana e do respeito às diferenças. É 1 data que nos lembra que a inclusão não é apenas direito, mas dever coletivo que fortalece nossa sociedade e constrói futuro mais justo e humano. Na rede APAE, nossa missão diária é lutar para que cada pessoa com deficiência tenha oportunidade de viver com autonomia, respeito e acima de tudo, com a certeza de que suas potencialidades serão valorizadas. Sabemos que isso exige esforço contínuo, trabalho que une conhecimento técnico, articulação política e principalmente coragem e dedicação. Hoje queremos celebrar as conquistas alcançadas por pessoas com deficiência, que apesar das barreiras têm ocupado espaços na educação, no trabalho, na cultura, no esporte e na política. Elas são inspiração para seguirmos na construção de 1 sociedade que não só acolhe, mas que aprende com adversidade. Também é momento para reconhecer os desafios que ainda persistem, a luta contra o capacitismo é central em nosso trabalho. Precisamos fortalecer campanhas de conscientização, promover políticas públicas efetivas e garantir que nenhuma pessoa com deficiência fique para trás. A APAE Brasil tem se destacado como protagonista no movimento pela inclusão, conduzindo iniciativas inovadoras, promovendo ações de saúde, educação e de assistência social em defesa dos direitos das pessoas com deficiência e suas famílias. A força desse trabalho reside na colaboração ativa das mais de 1260 APAE espalhadas pelo Brasil, articuladas por meio de 1 rede com 26 federações estaduais e da federação nacional, que juntas compõe a rede APAE Brasil. Essa estrutura sólida e engajada permitenos não apenas transformar vidas, mas também construir histórias de impacto significativos reforçando o compromisso coletivo de garantir 1 sociedade mais inclusiva e igualitária. A rede APAE Brasil afirma seu compromisso com essa luta, atuando de maneira integrada e articulada para transformar vidas e promover a inclusão. Nosso trabalho diário, que articula assistência, saúde e educação é exemplo vivo de como podemos juntos construir futuro melhor para todos. Muito
Deputado
Muito obrigado Zé Marcos pela sua participação, sua presença aqui nesta sessão solene, agradecemos em seu nome todas as a paz como se disse em 1260 instituições espalhadas em nosso país inteiro e agora para finalizar a última pessoa que está compondo nossa mesa que vai ao uso da Tribuna passamos a palavra a senhora Amanda Pascoal da associação brasileira para ação por direito das pessoas autistas.
Associação Brasileira para Acão por Direitos das Pessoas Autistas - ABRAÇA
Boa tarde. Como dito né meu nome é Amanda, eu sou, autista, TDH, tenho Síndrome de Arardanos, Eu sou 1 pessoa com deficiência neurodivergência, Síndrome rara. E, eu vou fazer minha audiodescrição né antes que eu esqueci. Eu sou 1 mulher parda, eu tenho cabelo preto altura aqui do ombro com mechas grisalhas, eu estou usando vestido de renda vermelho escuro com alguns bordados. E tem 1 florzinha aqui no meu cabelo também, de tecido. Então, como já dito, essa data foi estabelecida né o dia internacional das pessoas com deficiência foi estabelecida pela ONU, em 1992. E cada ano há tema diferente da qual é discutido em várias ações, né? O tema desse ano é, ampliar a liderança de pessoas com deficiência para futuro inclusivo e sustentável. Uau muito bonito falar isso. O que significa na prática? Por que que a gente tem que incentivar as lideranças de pessoas com deficiência? Bem, vou contar 1 coisa pra vocês. Antigamente quando não havia equipamentos de sistema de detecção de gases tóxicos, dos grandes problemas da mineração era justamente que lá embaixo poderia haver gases tóxicos se não tinha cheiro nenhum, e aí todo mundo poderia morrer sem nem perceber. Então o que os mineiros faziam? Eles pegava 1 gaiolinha e levava pássaro lá pra baixo, e aí quando o pássaro morria eles sabiam que tinha que sair porque senão todo mundo lá ia morrer também. Pessoas com deficiência a gente quando fica ruim, quando fica muito difícil para o povo a gente é o primeiro a cair, em qualquer lugar que seja, né? Só que tem detalhe curioso sobre a sociedade que a gente vive, ninguém quer ver as pessoas com deficiência? A gente quer manter eles escondidos. Como é que vocês vão saber que a gente está caindo? Quem é que está contando que a gente está morrendo? Quem é que vai e denuncia o que está acontecendo? Né? As pessoas com deficiência. E existe uns dados interessantes né, quase todo lugar que eu pesquiso, né não vou aborrecer vocês falando números que depois vocês podem ir lá no IBGE conferir, mas sempre há a maior representatividade de qualquer minoria dentro do grupo das pessoas com deficiência. Existem mais LGBT, existem mais negros, meses mais pobres, mais mulheres, né, e dos grandes motivos disso são, as violências que a gente sofre, né, que tornam as pessoas com deficiência e a falta de acesso à saúde né? A gente é negado no tratamento de saúde né, as nossas questões não são levadas a sérias e situações que poderiam ser facilmente resolvidas, se estendem até levar 1 deficiência. Então, vocês querem futuro sustentável? Né, a gente fala sustentável e a gente pensa Tereza, sim isso é importante também, mas é literalmente no nome gente, o que a gente está fazendo construir futuro é sustentável? Dá pra viver assim eternamente? Dá pra viver assim indefinidamente? Ou a gente está fazendo algo que inevitavelmente vai destruir lá na frente? Então sim, vocês precisam desse futuro centavo pra gente não morrer mais, porque se a gente morre vocês morrem também. Muito obrigada.
Deputado
Obrigado Amanda, muito importante sua participação aqui conosco nessa sessão solene. Bom finalizamos aqui a fala de todos que estão compondo a mesa, agradeço mais 1 vez a todas as instituições que vieram aqui participar, aqueles que nos acompanham através da tv câmara, dos nossos canais digitais aqui da Câmara Federal, então a todas as instituições que fazem parte, que lutam pela defesa do direito da pessoa com deficiência, amanhã esse dia internacional, hoje sendo aqui comemorado nessa sessão solene, fica nosso abraço, nossa saudação e o compromisso dessa casa de sempre ser parceira nessa grande luta. E antes de finalizar passaremos agora a encerrar essa sessão, eu quero convidar todos vocês logo em que ser encerrado pra gente se colocar aqui na frente pra fazer 1 foto com todos que vieram aqui participar desse dia dessa sessão solene, tá certo? Então, obrigado. Quero só registrar aqui a presença da Lucineide Paiva da direção da FazUBRA. Fazubra que a federação dos sindicatos de trabalhadores técnicos administrativos em educação das instituições de ensino superior público no Brasil. Obrigado Lucineide pela sua presença e participação aqui nessa sessão. De forma que então agora mais 1 vez agradecendo a todos é muito obrigado é Cleonice Muito obrigado Cléo por estar aqui conosco muito obrigado Joaquim por ter vindo aqui participar conosco também ao Zé Marcos e Amanda Muito obrigado em nome de vocês agradeço a presença de todos declaro então encerrada essa sessão solene




