PLENÁRIO

2 dez. 2024 06:26 às 08:07

Sobre o Evento

Homenagem ao Dia Mundial de Luta Contra a AIDS no plenário, liderada pela deputada Erika Kokay, com diversos representantes e apresentações.

#1
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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Está aberta a sessão, em nome do povo brasileiro nós vamos iniciar os nossos trabalhos, nos temos o parágrafo único do artigo quinto do ato da mesa 2 3 de 2020 está dispensado a leitura da ata da sessão anterior. Esta é 1 sessão solene homenagem ao dia mundial de luta contra AIDS. Esta sessão foi requerida por mim deputada erika kokai e eu gostaria de chamar para compor a nossa mesa o senhor joão marcos dutra batista representante da rede nacional de adolescentes e jovens vivendo com hiv aids a senhora silvia aloia representante do movimento nacional das cidadãs positivas gostaria de chamar as pessoas para que pudessem compor a nossa mesa o senhor beto de jesus, representante da AHF Brasil, chamado senhor Arthur Caligman, que é diretor substituto departamento de tuberculose tuberculose, hepatite, infecções sexualmente transmissíveis do Ministério da Saúde. Convido a secretária nacional de comunicação da rede nacional de pessoas vivendo com hiv a senhora Vanessa Campos. Convido ainda o senhor Rodrigo Pinheiro que é representante da articulação nacional de luta contra a AIDS. Do senhor Diego Calisto, que representa aqui a organização internacional do trabalho, e ainda vamos ter o depoimento da Andreia Bocardi Vidarte, que aqui representa a o mais eu convido todas as pessoas que estão aqui conosco para que na medida do possível se coloque de pé para entoarmos o hino nacional.

0:002:14
02 de dez, 09:26
#2
Transcrição por IA

0:003:40
02 de dez, 09:28
#3
Transcrição por IA

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02 de dez, 09:32
#4
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Porque a vida vale mais. E eu convido todas as pessoas pra que nós possamos assistir a vídeo institucional.

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02 de dez, 09:32
#5
 Início da Apresentação do Vídeo
Início da Apresentação do Vídeo

Transcrição automática

Transcrição por IA

Apesar de tantos avanços tecnológicos tanto no diagnóstico quanto no tratamento do HIV, muitas pessoas ainda acreditam na nas histórias do HIV do século passado. Essa desinformação tem trazido na nossa sociedade 1 alta carga pras pessoas que vivem com o HIV. Então a ideia hoje, agora, é que a gente fale pouco sobre o HIV pra que com o conhecimento a gente reduza essas barreiras que as pessoas com HIV ainda encontram hoje na o HIV é 1 sentença de morte, o HIV não é. O HIV com os tratamentos atuais, a pessoa com HIV consegue levar 1 vida normal, ela consegue planejar, fazer todas as suas atividades, realizar todos os seus sonhos, ter os seus filhos, viajar, casar, ter a sua profissão. O segundo mito é que o HIV só se transmite em algumas pessoas, isso também não é verdade. O HIV ele pode acometer qualquer pessoa, 1 mulher, homem, 1 criança, basta a pessoa não não usar os mecanismos de prevenção, mas ele pode acontecer com qualquer pessoa. No Brasil, muitas mulheres que são casadas ainda estão se infectando pelo HIV porque não conversam sobre as relações com seus maridos. E o terceiro mito é que o HIV se transmite no convívio social. Quem tem o HIV, leva 1 é que o HIV se transmite no convívio social. Quem tem o HIV leva 1 vida normal, o HIV não passa pelo beijo, pelo abraço, pelo aperto de mão, pelo convívio no trabalho, por sentar na mesma cadeira. Esse desconhecimento tem trazido isolamento nas pessoas que vivem com o HIV. Os remédios atuais conseguem garantir 1 vida normal. Os remédios atuais não causam mais aquelas marcas no corpo, o aumento do abdômen, o afinamento dos braços e das pernas, a retirada da gordura da face. Então hoje quem tem o HIV pode tomar esses remédios e não tem essas marcas corpóreas que são tão estigmatizantes. O HIV ele não escolhe classe social, não tem preferência por nenhuma etnia, não tem preferência pelos mais escolarizados ou menos escolarizados. O que importa no HIV é conseguir fazer a prevenção, e pra isso no Brasil hoje a gente tem 1 coisa chamada prevenção combinada. O que que é a prevenção combinada? A gente vai usar várias vários métodos pra garantir que 1 pessoa não se infecte com HIV. Então a gente tem a prevenção medicamentosa, que a gente pode fazer antes de ter a exposição sexual, antes de ter a relação sexual, que é a chamada prep, a profilaxia préexposição. Também com medicamentos a gente tem a profilaxia PEC, que é a profilaxia após a exposição. Além disso, a gente continua com os métodos de barreira, são os preservativos internos, que antes eram conhecidos como preservativos femininos. E agora a gente tem, a gente tem também os preservativos externos, que são os chamados de preservativos masculinos. Além disso, a gente tem 1 série de vacinas pra evitar que a pessoa tenha outras ISTs como por exemplo a hepatite B. E quando a gente evita as as infecções sexualmente transmissíveis, a gente também acaba ajudando a evitar a transmissão, a diminuir o risco de transmissão do HIV. A Prep, a PEP e todos os outros os outros métodos estão disponíveis no Sistema Único de Saúde. Então a pessoa que quer prevenir, basta procurar 1 unidade de saúde pra conseguir ter acesso a a essas às essas tecnologias. Então juntos vamos transformar esse medo em conhecimento, e a exclusão em acolhimento.

0:006:35
02 de dez, 09:32
#6
 Término da Apresentação do Vídeo
Término da Apresentação do Vídeo

Transcrição automática

Transcrição por IA

Vamos

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02 de dez, 09:39
#7
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Agora as pessoas que foram convidadas para compor a nossa sessão solene e eu passo então a palavra ao senhor arthur kaliman que é diretor substituto do departamento de HIVA e de tuberculose, hepatites virais e infecções sexualmente transmissíveis no ministério da saúde. Obrigado, opa, não sei se eu digo ah obrigado. Bom

0:000:32
02 de dez, 09:39
#8
Diretor substituto do Departamento de HIV/AIDS, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde Artur Kalichman
Artur Kalichman

Diretor substituto do Departamento de HIV/AIDS, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde

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A todas as pessoas aqui presentes, queria inicialmente agradecer e cumprimentar e parabenizar a deputada Erica Cockai pela promoção dessa sessão solene relativa ao dia internacional da Aids, cumprimentar todas as pessoas que estão aqui do movimento social, das agências internacionais, outros colegas lá do DATI, do Ministério que também estão presentes. É prazer estar aqui, o nosso diretor Draurio está viajando, está numa reunião da UNITAI de fora do país, e ele viria então representar a nossa secretária Théo Maciel que também está numa agenda fora, então eu estou aqui na nessa representação da SVSA, dentro do Ministério da Saúde, nessa sessão tão importante, enfim, nós aqui no no mundo todo a gente tem desafios ainda enormes em relação ao HIVAids, né a gente tem o Brasil agora novamente se alinhou às metas de eliminação associadas aos objetivos de desenvolvimento sustentável, e nós estamos alinhados às metas da UNITES do 95, 95 95 e da redução da mortalidade das novas infecções pelo HIV. O Brasil tem grandes desafios, né? A gente está agora elaborando, está pra lançar as diretrizes nacionais de eliminação do HIVAids, onde a gente coloca todas as diretrizes e vai fazer todo trabalho com os estados e municípios pro alcance dessas metas. A gente tem alguns avanços bons pra mostrar, né segundo o último relatório da UNAIS, o Brasil já teria atingido os a primeira barra do 95, na verdade estaria em 96. É 1 estimativa né, que é entre 88 e 98. Nós aqui no Brasil somos pouco mais cuidadosos vamos dizer assim, a gente avalia que estamos em 90 e e 92, da primeira barra. Mas enfim, estamos alinhados dentro do mesmo intervalo de confiança, então a diferença na verdade é de ordem estatística, né? E há pra gente grande avanço essa possibilidade. A gente já, entre as pessoas que estão em tratamento e são mais de 800000 pessoas em tratamento pro HIV aqui no Brasil, mais de 95 por 100 delas estão com a carga viral indetectável, então a gente também já atingiu a última barra. O nosso grande desafio de fato é garantir que as pessoas se mantenham em tratamento. A gente tem hoje em torno de milhão e 50000 pessoas em acompanhamento no Brasil vinculadas ao SUS, ou pegando medicamento ou sendo acompanhadas. Dessas 5 por 100 nunca começaram o tratamento e a gente tem que começar o tratamento delas. Porém 14 por 100 iniciaram o tratamento e perderam seu acompanhamento, a gente não está conseguindo acompanhar as pessoas. Hoje, no Brasil, a gente tem mais gente que sabe que tem HIV, e não está conseguindo se acompanhar, e a gente não está conseguindo acompanhar essas pessoas e cuidar delas, do que gente que não sabe que tem HIV, e a gente também tem o desafio do diagnóstico. A gente tem grandes desafios na prevenção, e a ampliação da Prep como, e foi muito bom esse vídeo que me antecedeu, porque Denise, que é 1 colega querida, deu 1 grande explicação sobre todas as tecnologias disponíveis, a prevenção combinada, e a gente tem que avançar nisso no Brasil, ampliar o acesso à prevenção combinada, ampliar o acesso à Prep. A gente tem ainda 1 estabilização em nível alto, né, e 1 tendência ainda de subida das infecções pelo HIV, e a gente já tem lugares no Brasil onde isso foi revertido, porque a prevenção combinada está bem estabelecida, e a prep está bem implementada, né, isso é desafio, ou seja, a gente tem desafios de prevenção, a gente tem desafios ainda em diagnosticar quem não sabe, e grande desafio de conseguir manter em tratamento aquelas pessoas que a gente está perdendo do nosso acompanhamento. A gente sabe que, dos tem a gente tem 2 grandes 2 grandes barreiras né pra trabalhar, tecnologicamente como a gente viu a gente tem todas as tecnologias embora a gente queira inovar a gente queira chegar na cura, mas hoje já tem disponível tecnologias eficientes pra prevenção do tratamento. Quem está ficando pra trás, está ficando pra trás ou pela iniquidade, pela pobreza, né pela pela falta de cidadania, ou pelo preconceito e pela discriminação, ou por 1 junção dessas desses 2 fatores, né que normalmente andam juntos mesmo. Então, a gente tem que cuidar de fato de quem está ficando para trás. Na média brasileira a gente está indo muito bem, mas as pessoas mais pobres, há 1 intersecção muito grande entre raça, couro e classe social, as pessoas negras, as pessoas trans as pessoas trans, né, homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas privadas de liberdade, essas pessoas estão ficando pra trás e não estão conseguindo acessar todos esses avanços. Em cima disso, o governo Lula, o presidente da república lançou o programa Brasil Saudável, que é 1 ação intersetorial, 1 ação que tenta juntar junta 14 ministérios, no sentido de que a gente possa, além dos desafios internos ao setor saúde, que não são poucos, pra entrega de todas essas tecnologias, garantir condições para aquelas pessoas que não têm direito onde morar, que não têm como vim pro serviço, que estão sofrendo preconceito e discriminação, pra que a gente faça movimento social e intersetorial, né interministerial, pra que seja dado condições pra que essas pessoas possam vir ao serviço, possam ter 1 condição de melhor de cidadania, pra que a gente possa então de fato dar esse último passo e chegar em quem a gente não está conseguindo chegar, ou ajudar essas pessoas que não conseguem chegar na gente pelas condições socioeconômicas em que elas estão estão colocadas. Esse é grande desafio, é desafio de promoção de cidadania, é desafio de promoção de direitos, é o é o é o grande passo que a gente tem que continuar dando pra conseguir de fato alcançar os objetivos de do 95 95 e conseguir eliminar o HIV Aids no Brasil como problema de saúde pública até 2030. Queria mais 1 vez cumprimentar muito a deputada Erika Kocai por toda a sua história e toda a sua trajetória de luta contra a AIDS, agradecer a possibilidade de estar aqui conversando com vocês, e já avisar que a gente vai rodeiar essa mesa, eu vou voltar pro plenário e alguma outra entidade vai ser chamada pra vim aqui tomar o meu lugar. Muito obrigado deputada. Nós

0:006:49
02 de dez, 09:40
#9
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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Agradecemos e penso que eu foi grande salto a iniciativa da construção do Brasil, do Brasil saudável, essa essa relação com vários ministérios para que nós possamos enfrentar as todas as patologias socialmente determinadas e que nós estamos é perseguindo o 95 95 95 de diagnóstico 95 porcento 95 porcento de tratamento e 95 porcento de indetectável. Os da, seguimos as metas que são pautadas no 95 porcento com desafios. A manutenção, o tratamento é desafio, que é preciso que exige também políticas públicas intersetoriais, que nós possamos ter a presença também da de atenção da assistência social, de assistentes sociais, também de atenção à própria saúde mental, ao acolhimento, enfim, nós precisamos ainda avançar sem negarmos os os avanços mas perseguirmos para que não tenhamos que estar aqui anunciando que tivemos em 2023, 10000 mortes por no Brasil, e 33000 novos casos de hiv, aqui vimos o avanço das tecnologias da tecnologia ou da terapia medicamentosa ao mesmo tempo do prep do pep enfim são avanços é que precisam se espalhar para todos os cantos desse país para que não tenhamos tantas pessoas enfim, com novos casos de pessoas vivendo com hiv. Eu chamo pra compor a nossa mesa a Andreia Bocardi, Andreia Bocardi Vidardi, que é diretora e representante da UNITES no Brasil, 1 alegria têla aqui e passo a palavra pro senhor Diego Calisto, que é da organização internacional do trabalho. Lembrando também que como disse, é preciso o enfrentamento hivAids ele perpassa e dialoga com vários objetivos desenvolvimento sustentável.

0:002:27
02 de dez, 09:47
#10
Organização Internacional do Trabalho - OIT Diego Calisto
Diego Calisto

Organização Internacional do Trabalho - OIT

Transcrição por IA

Bom dia a todos todas e Todges, é orgulho muito grande pra Iuri a gente ter essa oportunidade de compor a sessão solene, né num num dia alusivo à luta contra a AIDS, e principalmente né, em segmento a essa agenda, abordar o tema de HIVAids no mundo do trabalho. Eu acredito que, o tema do HIVAids ele é tema que ele é transversal a muitas áreas de políticas programas, e acho que a gente tendo agora né a organização internacional do trabalho essa oportunidade de dialogar sobre o tema com os movimentos nacionais de luta contra a AIDS como a gente está fazendo aqui de compor 1 reunião técnica de tirar grupo técnico de trabalho permanente, a gente não só avançar no tema, mas a gente fazer a incidência e o advocase político necessário para que a gente consiga promover melhores condições de trabalho, ambiente de trabalho saudável inclusivo para trabalhadores e trabalhadoras que vivem com hivids. Então é importante posicionar que essa não é 1 agenda só de combate ao estigma e discriminação no mundo do trabalho, mas também que a gente consiga pensar em quais abordagens são necessárias, quais políticas precisam ser fomentadas, não só políticas públicas relacionadas à saúde mas também no mundo do trabalho, né fazer todo trabalho que a gente vai a partir daqui né, Eu sempre tenho conversado com colegas né das Nações Unidas, do governo que esse aqui é o marco 0 de 1 ampla agenda que a gente está construindo, 1 agenda que vai refletir em melhoria das condições de vida para as pessoas que vivem com Muitas vezes a gente falava, a pessoa que vive com HIVAids ela tem tratamento, né, mas ela come tratamento né, geração de renda, emprego, né, qualidade de vida então eu acho que a gente posiciona né, essa agenda de de de abordagem né em relação ao HIVAs, com as organizações de empregadores, com as organizações de trabalhadores e com o governo, os 3 constituintes da OIT, né a OIT é 1 organização tripartite, nós não fazemos trabalho sem envolver os constituintes, mas a gente precisa considerar aspecto precípuo em relação ao movimento nacional de luta contra AIDS. Antes de qualquer atividade que a gente que a gente precise fazer, a gente precisa dialogar com os movimentos nacionais de luta contra a gente precisa dialogar com o NAIS, a gente precisa dialogar com o DATI que é que são né os atores chados que estão né liderando todo o processo de fomento de políticas e programas disseminação relacionada ao HIV Aids. Gostaria também de posicionar, que a OIT ela está a gente a nossa ideia aqui não é olhar reducionista, estamos trabalhando 1 ação alusiva ao dia mundial de luta contra a AIDS e o dia mundial acabou e a gente termina aqui, não. A nossa ideia é que a gente tire grupo técnico ampliado para discutir aspectos de 1 agenda de trabalho contínua, né? Nós precisamos trabalhar o tema do HIV AIDS durante todo o ano, né? E que ele entre como marco também do dezembro vermelho, né? A gente tem dezembro vermelho que muitas vezes ele é 15 dias vermelho? 12 dias vermelho? 10 dias vermelho? Até quando vai o fôlego das agendas é das atividades? Então eu acho que a gente precisa né olhar pra esses pra esses marcos, e também pensar 1 forma de trabalhar que ela seja dilatada nos outros meses, que a gente tenha atividades de trabalho, que a gente tenha atividades relacionadas né a datas estratégicas, agendas estratégicas do NAIS, a OIT principalmente que né liderando essa agenda de HIVAIs do mundo do trabalho, e também reconhecendo que, a gente não pode é, a partir desse momento, seguir pra pra 1 agenda ampliada sem ferramentas de gestão do conhecimento, sem ferramentas para que a gente consiga fazer, advocase, incidência política, então é passo né importante foi a reimpressão das cartilhas com a recomendação dos ventos, lembro que lá atrás né quando eu muito jovem cito né na nas primeiras na na no primeiro boom aí da rede de jovens, eu vi ela pequenininha vermelhinha e nunca mais foi vista, né então a gente sabe que tem toda 1 questão da sustentabilidade, dos materiais, pra que a gente consiga né tornar né, o nosso consumo e que ele seja consumo mais consciente, considerando as mudanças do clima, mas a gente não pode perder de vista que pra fazer incidência, pra fazer advocacia, a gente precisa de materiais físicos, a cartilha ela ela vai ser não só 1 1 abordagem de entregar esse material né que inclusive ele vai ele é material que ele vai ser entregue para os movimentos que a gente precisa posicionar os movimentos nacionais de luta contra eles nesse nessa resposta de HIVI do mundo do trabalho. E aí acho importante destacar também que como vai ser material impresso, a gente precisa pensar qual estratégia de disseminação? Qual estratégia que a gente vai construir com o movimento social pra que a gente fortale fortale se advocase e consiga trabalhar durante todo o ano, né? Tem outros elementos que a gente vai trabalhar também como o curso os cursos online de testagem de HIV, no mundo de trabalho que a gente vai fazer todo trabalho com DAT, pra que a gente consiga né conciliar as iniciativas da OIT só pra reforçar né, os cursos da que a gente vai trazer tem outro que a gente vai vai vai apresentar também sobre diversidade e inclusão LGBTQIA mais no mundo do trabalho, porque são questões que estão relacionadas. A gente vai fazer todo esse trabalho com DAT, mas é importante reconhecer que a ideia é dar ferramentas, ferramentas de trabalho pra 1 agenda de advocacy, ferramentas de trabalho pra 1 agenda política. Eu vou encerrar a minha fala aqui na reunião técnica eu vou trazer outros elementos, queria agradecer muitíssimo a a presença de todas todos e todos, e dizer que como oficial de projeto do OIT e já fiz parte do movimento social, já fiz parte do governo e agora estou como Nações Unidas como OIT, Eu tenho muito orgulho de poder contribuir também significativamente nesse nessa nesse chapéu que eu estou agora, obrigado.

0:006:11
02 de dez, 09:49
#11
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

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Nós que agradecemos inclusive nesta reunião técnica nós iremos discutir 1 proposta de projeto de lei que regulamenta a aplicação da recomendação 200 da oIT estabelecendo diretrizes e medidas nacionais de combate à discriminação e de inclusão no mundo do trabalho da pessoa que vive com HIV. Nós queremos fazer essa proposição legislativa pra que a gente possa adentrar ao mundo do trabalho e para que nós possamos baseado na convenção na recomendação dos ventos da OIT estabelecermos e transformarmos esta resolução em 1 lei. E queria chamar pra compor também a nossa mesa, a Cleonice Félix de Araújo, que é da rede nacional de mulheres travestis. Que é da rede nacional de mulheres travestis transexuais e homens trans vivendo e convivendo com HIV, ai de ser prazer têla aqui compondo também a nossa mesa, e passar a palavra pro senhor João Marcos Dutra Batista, que é representante da rede nacional de adolescentes e jovens vivendo com HIV Aids, e aqui lembrar que precisamos também colocar o enfrentamento HIV Aids e as outras ISTs no nosso orçamento. Nós tínhamos orçamento de 94 e meio milhões em 2023, e tem 1 previsão de para o para de apenas 37 ponto milhões em 2024, então portanto é preciso que nós também coloquemos o enfrentamento ao hiv e outras EST no nosso orçamento vamos escutar então o senhor joão marcos Dutra Batista

0:002:00
02 de dez, 09:55
#12
Representante da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids João Marcos Dutra Batista
João Marcos Dutra Batista

Representante da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids

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Olá, bom dia a todos e a todas e a todes. Eu sou o João Sou de Manaus. Faço parte da rede de adolescentes e jovens, vivendo com o HIV há 14 anos, eu comecei, a gente brinca que eu comecei na rede kids, mas dentro desse processo, a o HIV, pra mim quando pessoa vendo com o HIV, adolescente jovem, ele me trouxe a cidadania na perspectiva do que eu fui me ponderando a parte do que era o HIV, do que era a legislação do que era o a condição, né a minha condição de saúde, e durante esse processo eu, antes de cumprimentar a mesa eu eu só queria relembrar esse processo porque é processo de altos e baixos de resistência, mas também de perdas de muitos adolescentes e jovens que nasceram com HIV que se foram, muitos jovens que não fizeram lesão ao medicamento que se foram, e desde 2013 a gente vem trazendo essa discussão do aumento de casos na juventude, principalmente na juventude brasileira. Então a partir dessa fala cumprimentar a mesa né em nome da deputada, aqui ressaltando os os que vieram antes de mim os meus antecessores, né os movimentos sociais nacionais, e dizer que, enquanto resposta política para o HIV e aids no Brasil e e juventude, nosso maior desafio ainda é perpassa pela educação. Antes de a gente começar a pensar nas metas 2030, né, a eliminação da AIDS como problemas de saúde pública, a gente tem que pensar também na qualidade desse tratamento. Dos exemplos é a gente ter os extremos do Brasil, quanto o norte quanto o sul, ainda ter extremamente casos de AIDS, de transição vertical, e de óbito. O estado do Amazonas por exemplo ele é o segundo estado com maior número de óbito do Brasil. E no Amazonas a gente também ainda tem combo né de transição vertical, AIDS avançada, e assim também como outras outras estados outros municípios e isso traz 1 realidade, de se a gente está pensando nessa perspectiva o que está sendo pensado para a juventude enquanto perspectiva de qualidade. Ressaltando que no mês de fevereiro no Brasil, tem a semana em alusão à prevenção da gravidez da adolescência. Então solicitamos do estado brasileiro que tenhamos 1 semana, especificamente para trabalhar a ISTH e IVADS como 1 proposta legislativa, porque sem ter amparo do legislativo nós não vamos conseguir chegar, onde queremos. As redes movimentos e a sociedade civil ela chega onde, o estado, enquanto sua estrutura técnica não chega. E nós estamos aqui pra construir juntos. Deixamos aqui, além de toda essa discussão, a gente também ressalta, que nós queremos transmissão vertical 0, total 0. Nós queremos que nenhuma criança no Brasil não nasça com nenhum agravo à saúde relacionado à sífilis hiv e hepatite b. Porque a partir disso, o adolescente e o jovem, essa criança quando ela vai envelhecendo ela precisa estar no mercado de trabalho, ela precisa estar também ter acesso à cultura, ela precisa também ter acesso ao lazer, ela precisa ter qualidade de vida e se a gente pensa na eliminação da Ásia a gente tem que pensar em qualidade de vida porque não há condições, de a gente ter somente 1 resposta pra hiv e ter pessoas em situação de pobreza, ou extrema pobreza, né? Passando fome, e não ter acesso, ao básico pra poder tomar o seu medicamento. E assim sucessivamente pra hanseníase, assim sucessivamente pra tuberculose. E e esse estado, com o compromisso que ele deve ter, assim como ele, ele é referência e já foi referência em outros momentos, no outro tratamento chegar a IVA e AIDS, né para o mundo, ele também precisa pensar e refletir, junto com a sociedade civil construindo esse diálogo, sobre a qualidade do tratamento porque o que nós queremos também são medicamentos que nos causem menos efeitos colaterais, né? Pensando principalmente em adolescentes e jovens que nasceram com o HIV, tomaram vários medicamentos na vida, e infelizmente não conseguiram continuar seu tratamento, ou continuar a sua adesão ao tratamento. Se nós enquanto sociedade brasileira ainda temos dificuldade na segunda meta, que é 95 por 100 é 95 por 100 das pessoas em tratamento em adesão, é porque nós não estamos pensando em adesão como devemos pensar. E a adesão ao tratamento não é só tomar medicamento, e isso é fato. Porque eu perdi as como vários amigos mas eu perdi amigo muito íntimo meu porque ele escondia o medicamento pra não tomar, pra poder esconder da família e isso agravou a condição de saúde dele ele foi ao óbito em 2020 e Então eu deixo aqui esse esse descontentamento e ao mesmo tempo essa esperança de a gente resistir, melhorar essa a melhorar o atendimento EAE priorização relacionada a adolescentes e jovens vulneráveis ao HIV, mas não só adolescentes e jovens como a sociedade geral, mas também ressaltar a importância da construção de políticas legislativa voltada para adolescentes jovens vulneráveis ao HIV. Assim

0:005:38
02 de dez, 09:57
#13
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Agradecer a contribuição do João Marcos Luther Batista e passar a palavra para a Cleonice Félix de Araújo, que é da rede nacional de mulheres travestis transexuais e homens transvivendo e convivendo com hiv. Muito.

0:000:25
02 de dez, 10:03
#14
Representante da Rede Nacional de Mulheres Travestis, Transexuais e Homens Trans Vivendo e Convivendo com HIV/Aids Cleonice Felix de Araujo
Cleonice Felix de Araujo

Representante da Rede Nacional de Mulheres Travestis, Transexuais e Homens Trans Vivendo e Convivendo com HIV/Aids

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Bom dia a todos e a todas. Começo aqui a saudar a mesa, que aqui está nesse espaço é 1 grande responsabilidade. Eu começo pedindo licença às que vieram antes de mim, as que se passaram para o plano superior, então eu peço toda a licença, axé pra quem de axé, amém e pra quem de amém. Quero saudar a mesa, na pessoa da deputada Erica Cockai 1 grande companheira do partido dos trabalhadores. E a Kefusfala é 1 travesti, que luta pra sobreviver, porque nós queremos curajar. E eu faço convite a todos e a todas no momento de reflexão. Num texto brilhante que o meu amigo Rubens Rafa fez e nos nos presenteou com do movimento AIDS. É lamentável, ainda não temos o que comemorar. A desinformação, o preconceito, o estigma que cerca o HIV permanecem ao mesmo do início e da epidemia de pessoas continua morrendo devido ao diagnóstico tardio, ao abandono do tratamento, e ao medo de ser estigmatizado estigmatizadas, é é inaceitável que em pleno século 20 e ainda lutemos contra o medo a ignorância associado aos portadores e HIV. Muitos municípios brasileiros, destacam tristemente com mais casos de HIV no Brasil. E eu destaco aqui o estado na qual eu venho, estado do Rio Grande do Sul, a capital do hiv. Não posso me privar de falar isso desse desabafo pra nós que moramos na região, que não temos políticas públicas. Essa realidade, de casa de HIV no Brasil, afeta homens, mulheres, crianças, pessoas de várias etnias, pessoas LGBT e em específicos as pessoas negras, pessoas trans e as pessoas mais pobres. São as pessoas que as informações não chegam até ela. A esse, a grande problemática da epidemia, é a falta de comunicação, é a falta de informação, para que podemos chegar aos 95 95, não é isso Jair, doutor ator? Sonho a ser realizado em 2030. Mas da maneira que está indo, não chegaremos, porque as informações que estão sendo trazidas, está desenformando as pessoas, como foi bem muito mostrado no vídeo. As pessoas ainda, nesse século 20 e ainda têm medo de sentar no local aonde nós sentamos. Isso me entristece. Aonde nós queremos ir? Para onde nós iremos? É crucial pensar que evoluímos muito, os avanços, AAA epidemia é é notável, falando de, mas é notável mais ainda lembrar quem tem acesso a esses tratamento, pessoas brancas, cisgêneras. Quem são excluído desse sistema atual, pessoas negras, travestis, transexuais, pessoas pobres na periferia. É importante lembrar deputada, que as políticas públicas têm que vir do congresso sim, mas temos que ter sim políticas públicas dentro dos municípios. E essas políticas públicas nos últimos anos foram acabadas, foram destruídas. E com isso muitas vidas ceifadas. Porque quando nós não somos ceifados só do ir para o plano superior, mas sim a nossa existência. E nós existimos. Nós estamos aqui. Nós vivemos, e por isso, pra finalizar a minha fala, eu clamo, a cura já, acurajá, acurajá.

0:004:38
02 de dez, 10:03
#15
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

A cura já. E é muito importante e a gente sempre reafirma a importância da sociedade civil, e a necessidade de que nós tenhamos os vínculos mais robustecidos entre o estado poder público e a própria sociedade civil. Eu aqui faço parte da frente parlamentar de enfrentamento a HIV e sei que é 1 das frentes mais mais longevas aqui desta casa, em função da participação da sociedade civil, e lembro que quem colocou na agenda do estado o enfrentamento hiv aids foi a sociedade civil, Sociedade civil que foi as pastas públicas que mobilizou o conjunto da da população imobilizou o estado sobre a necessidade de termos políticas pra enfrentar o HIV, portanto penso que as políticas elas são permanentes e elas se transformam de políticas de governo em políticas de estado quando a população se apropria dela, e a população se apropria a partir também do da existência e do funcionamento dos movimentos da sociedade civil por isso é muito importante que nós possamos estar atentos atentas e fortes como diz a canção na perspectiva de assegurarmos orçamento, estivemos recentemente com o ministério da saúde buscando fundos difusos pra que também sejam considerados para o enfrentamento h vás porque há 1 possibilidade concreta de nós atingirmos o que está no objetivo desenvolvimento sustentável e diria que dialoga com como aqui já disse, com vários outros objetivos do desenvolvimento sustentável mas é possível atingir a meta da UNAIDS 95 95 e a permanência do tratamento por isso não é apenas a terapia medicamentosa que é importante é importante que tenha avançado e não traga tanto sofrimento como no início é do enfrentamento ao hiv a isso é importante o avanço da terapia medicamentosa, mas é fundamental que nós também tenhamos a políticas públicas de acolhimento, assistentes sociais, de assistência social, enfim, centros de referência com atendimento multidisciplinar, inclusive com o atendimento jurídico pra que as pessoas não tenham a revitimização a partir da discriminação, e é absolutamente inadmissível que nós depois de tantos anos de luta, tantos anos de luta, tenhamos que assistir vídeo onde as pessoas têm receio de sentar, onde sentou 1 pessoa que vive com HIV. Portanto os desafios estão postos e nós estamos aqui nesse dia comemorando o dia primeiro de dezembro, lembrando que houve 1 1 ato ato muito simbólico e muito significativo ontem, onde nós colocamos grande laço vermelho, que é o laço da vida. Ali, parabenizada, o grupo estruturação, a AHF que estiveram construindo este momento, e onde se colocou com letras muito gigantes letras de mais de 2 metros, a vida vale mais, este dia primeiro comemorado hoje aqui nesta casa, é dia de homenagem à vida, de ódio à vida pra dizer a vida vale mais, e é por isso que chamo pra fazer uso da palavra a senhora Silvia que aqui representa o movimento nacional das cidadãs positivas, para que nós passamos esta homenagem a todas as representações da sociedade civil que lutam por 1 sociedade justa e igualitária com a palavra então a senhora Silvia Aloia.

0:004:24
02 de dez, 10:08
#16
Representante da Movimento Nacional das Cidadãs Positivas Silvia Aloia
Silvia Aloia

Representante da Movimento Nacional das Cidadãs Positivas

Transcrição por IA

Deputada, boa bom dia a todas todos, meus cumprimentos a todos os movimentos sociais que estão aqui, em especial registrando aqui a presença da minhas colegas, de do movimento nacional das cidadãs positivas, Gina Hermann e Silvia Almeida. Bom, mais dia de luta contra a AIDS, e mais 1 vez o BNCP, dando visibilidade às vulnerabilidades e às especificidade das mulheres e hibiais. Evidenciando, que as mulher que a epidemia envolve sim elementos multifatoriais que transcendem as dimensões biomédicas, não é? Visto o que tem sido falado pela deputada, e por outras pessoas aqui, são 10000 mortes né, e 33000 novos cassos. Então mais do que nunca, políticas intersetoriais se fazem necessárias. Em 2002, realizávamos 1 audiência pública nesta casa. E pra dar visibilidade, pra dar visibilidade à invisibilidade da AIDS e mulheres né? E o DATI acolheu a demanda, na época e, e começamos a realizar reuniões reuniões mensais durante ano, todo o ano de 2022, o MSP se reuniu junto ao DATI, junto a outros movimentos, desculpa, altos movimentos sociais, e organismos internacionais, e altas secretarias, secretarias das mulheres, secretarias de adolescentes e jovens, e também os organismo né comum e as enfim, organismos internacionais. E desses encontros tivemos como produto, as diretrizes e estratégias para o plano de enfrentamento da CSTs em mulheres em maior vulnerabilidade, ou seja, e já existia plano de enfrentamento à feminização chamado na época construído em 2007, posteriormente revisado em 2009, e ainda em 2010 ele foi monitorado. Mas ele não foi né não nesse monitoramento civil que ele não foi, não alcançou os estados o município, os municípios principalmente, que é onde tudo acontece. Então, a gente fez 1 reconstrução e anexamos aqui ou protocolamos documento das diretrizes e estratégias, e agora temos que avançar para as ações e as metas para esse plano de enfrentamento. Porque se esse plano ele for implementado nos estados e municípios, os problemas das mulheres, para o HIV e das mulheres com HIV, eles estarão solucionados porque ele, ele é muito redondo né ele envolve sim, vários várias vulnerabilidades né e várias populações de mulheres que ainda as ações não chegam, né? Então assim, respeitado esse plano ele respeita as vulnerabilidades a integralidade das ações, a as especificidades. É importante salientar que apesar das mulheres serem menor número de de infecções, na cascata de cuidados são as mulheres em torno de 44 por 100, que chegam tardiamente aos serviços, são as mulheres que demoram mais para terem o diagnóstico, são as mulheres que também têm menos retenção no serviço de saúde, a adesão, e ainda são as mulheres com menos que demoram mais para supressão viral. Então estes dados evidenciam que a desigualdade de gênero é como essa desigualdade atua nesses números não é? Então senhoras e senhores, nós precisamos avançar nesse plano de enfrentamento, para que as mulheres tenham oportunidade de não se infectar, e para que as mulheres que já estão infectadas, que já vivem com o HIV, tenha a oportunidade de viver 1 vida plena, né? 1 vida que permita que elas possam vivenciar sua sexualidade, os seus direitos sexuais, os seus direitos reprodutivos, de 1 forma plena. E sim, e aí eu não sei se é utopia, não sei, mas precisamos avançar, eu acho que é nesse plano, eu eu acredito muito que, implementar o plano de enfrentamento a CSTs, para mulheres em maior vulnerabilidade, ele vai ser grande avanço na resposta à epidemia em mulheres. E e por fim disser que o MST está atento às questões, femininas em todos os seus ciclos de vida, perguntar aqui a deputada também como é que está esse encaminhamento né, nós já entregamos as diretrizes, em que patamar está, esse projeto para que a gente consiga avançar, né dentro da casa, e, e que a gente consiga ter né as mulheres em todo o seu ciclo de vida, de 1 forma feliz plena vivenciando a sua a sua saúde de 1 forma integral. Compartilho pra findar mesmo aqui, né que pra nós também, que a Cleo trouxe da Corajá, nós também estamos para a Corajá. Obrigada.

0:005:42
02 de dez, 10:12
#17
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Agradecer a Silvia lembrar que nós estamos, neste momento, durante a campanha dos 16 dias e aqui no Brasil 20 e dias, de ativismo, ativismo de combate à violência contra as mulheres, e estar no calendário destes dias que começa aqui no Brasil, no dia 20 de novembro, lembrando a consciência negra, e lembrando esse duplo recorte de gênero, e raça que ou etnia que está, que está bem bem nítido no que diz respeito ao nível de discriminação das mulheres, as mulheres negras são as mais discriminadas, e passa pelo dia 25, que é o dia internacional de luta de enfrentamento à violência contra as mulheres lembrando as irmãs é que lutaram contra a ditadura na república dominicanas conhecida como Mariposas, e passa pelo dia primeiro, então portanto o dia primeiro e aqui nós escutamos a Silvia, são as características que atingem as mulheres que não podem ser invisibilizadas, mas que têm que ser consideradas para as políticas públicas, mas no dia primeiro, que é o dia de combate ao HIV, ele está dentro dos dias de ativismo em função da feminização da da da da do HIV que o Brasil enfrenta, é muito importante também que nós possamos resgatar com muito vigor os perfis epidemiológicos, para que possamos fazer campanhas direcionadas, os 16 dias passam também pelo dia 6, o dia do laço branco, e terminam no dia 10, que é o dia internacional dos direitos humanos, ou seja, no Brasil 20 e dias, em vários países do mundo, 16 dias de ativismo por isso a importância deste recorte da audiência pública que foi realizada aqui, porque tem recortes que precisam ser considerados, da mesma forma que estamos querendo apresentar, discutir com a sociedade civil, com o conselho consultivo da própria frente este projeto sobre a recomendação 200 da OIT, é importante que também possamos fazer esse recorte. E aqui tivemos a sugestão do João Marcos, que representa a rede nacional de adolescentes e jovens vivendo com HIVAIS, que sugere 1 semana de discussão, de esclarecimento, de conscientização das da da necessidade de enfrentamento HIVAids a adolescentes e jovens e nós vamos discutir pra transformar essa semana em lei, para que tenhamos essa discussão nas escolas em particular mas não só nas escolas, em todos os campos onde se atende crianças e adolescentes. Eu queria registrar a presença do Jair Brandão de Moura Filho, que é assessor do departamento de HSTA e DCB, hepatite virais, I IS bom enfim, hehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehe e também do Lucas Melo, que é secretário nacional executivo da rede nacional de pessoas vivendo com HIV e AIDS RNP mais Brasil é prazer têlos aqui nesta sessão solene, e passo a palavra para a senhora Vanessa Campos, que é secretária nacional de comunicação da rede nacional de pessoas vivendo com HIV.

0:004:00
02 de dez, 10:18
#18
Secretária Nacional de Comunicação da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids Vanessa Campos
Vanessa Campos

Secretária Nacional de Comunicação da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids

Transcrição por IA

Bom dia, a todos todas e todes. Sou Vanessa Campos, vivo com o HIVAids há 34 anos, representando a rede nacional de pessoas vivendo com o HIVA e AIDS. Eu cumprimento a mesa, deputada Érica Kokay e todos os companheiros de luta, e também registro a presença além do nosso companheiro Lucas Melo, da secretaria executiva Moisés Toniolo e João Cavalcante aqui junto comigo representando a RNP Brasil. E aí a gente começa falando de que estamos numa sessão solene, para visibilizar, homenagear o dia mundial de luta contra a AIDS. E aí a gente precisa ressaltar e frisar a palavra luta, porque tudo que existe de construção em política pública de saúde de HIVAids foi com muita luta que foi construída. Nada nos foi dado, nada foi fácil. E ainda continua não sendo fácil, mesmo após 40 mais de 40 anos de epidemia de no Brasil. Então, a RNP, que no próximo, no ano de 2025 completará 30 anos de existência, com o seu lema, antes nos escondíamos para morrer, hoje nos mostramos para viver. Há 30 anos a RNP Brasil fala em visibilidade para que possamos requerer direitos e políticas públicas, estratégias para que possamos viver. E aí há 34 anos estou aqui, vivendo e neste momento com muita honra, representando a RNP Mais Brasil. Lutamos contra o estigma, o preconceito e a discriminação. Lutamos contra o desmonte dos serviços GBVAids e por melhores e mais modernos antirretrovirais. Sabemos que muitos antirretrovirais, modernos e com menos efeitos colaterais, já estão disponíveis no mercado. Mas não estão acessíveis para nós aqui no Brasil, por conta de alto custo, e precisamos lutar por quebra de patentes e melhores preços para que esses medicamentos verdadeiramente cheguem na ponta, cheguem no nosso dia a dia. Também lutamos contra a transmissão vertical do HIV, que ainda é 1 realidade no Brasil, apesar de alguns municípios terem avançado e recebido o selo de eliminação da transmissão vertical. Nós, mulheres cisgênero, e homens trans, vivendo com podemos gestar com segurança sim. Isso precisa ser dito e visibilizado. Mas a violência de gênero, a violência obstétrica, o racismo, o machismo, nos e a aidsfobia, nos coloca em extrema vulnerabilidade a nós mulheres vivendo com HIV AIDS, para gestar, e ter as nossas crianças livres do HIV. Se nós estamos falando em eliminação da transmissão vertical, o governo fala em eliminação, a sociedade civil, muito especificamente a ANP Brasil, quer que caminhemos para a erradicação da transmissão do HIV, para que nenhuma criança nasça com HIV e não fique para trás. Lutamos contra as mais de 11000 mortes, anualmente, há mais de 1 década no Brasil. Por que essas pessoas morrem? Se a gente for buscar o boletim epidemiológico, agora mais recente lançado, nós vamos ver que 40 por 100 das pessoas diagnosticadas, elas já vêm com diagnóstico de aids. Elas já vêm em grave adoecimento. Então, sabemos que o acesso a essa política pública, não está sendo adequado para as pessoas vivendo com HIV aids. Sabemos que a integralidade do cuidado é preciso ser vista e impulsionada dentro do serviço da atenção especializada. Concordamos com 1 descentralização que realmente esteja capacitada para nos atender, que realmente tenha estrutura para nos dar o atendimento integral de saúde integral que toda a PVH precisa. Fora desse escopo, a descentralização significa morte, as pessoas vindo com HIV Aids e nós queremos adesão e não descontinuidade do tratamento. Pra além disso, a gente precisa falar também da invisibilidade e aqui eu trago o nome da minha querida Rafa Queiroz, 1 jovem que nasceu com HIV, já tem mais de 30 anos. Lembremos que as nossas crianças, filhas de mãe hiv positivas, que nasceram e nascem ainda com hiv, na época dos meus filhos, diziase as que as crianças com hiv não iriam prosperar, não iriam chegar na idade adulta. Mas sabemos que temos crianças aí, que já chegaram na idade adulta com mais de 30 anos. E elas reclamam por visibilidade. A invisibilidade e o esquecimento histórico das necessidades e demandas dessa população específica, que não pode se resumir a medicamento. Invisibilidade nos dados do boletim epidemiológico, sem novos medicamentos para essa população, que geralmente apresenta multirresistência. Ausência do olhar para outras demandas de sua vida, e a ausência de políticas públicas específicas para essas pessoas que nasceram com HIV AIDS. E aí a RNP mais Brasil traz propostas, né. A gente fala em 4 propostas para as pessoas vivendo com HIV Aids. Inclusão prioritária no acesso ao BPC LOA para as IPVA. Se a gente vai falar dentro do Brasil saudável, no escopo da equidade, né, e do tratamento integral das pessoas nessa intersetorialidade, é impossível 1 pessoa vivendo com HIV AIDS, que não tem minimamente, né, vamos falar redundante, salário mínimo para que ela possa ter alimento digno para poder, também com 1 água potável, tomar o seu medicamento todos os dias. Eles são menos tóxicos? São, mas não é fácil tomar medicamento todos os dias quando não se tem água limpa pra beber, e nem 1 comida básica. Inclusão prioritária no programa Minha Casa Minha Vida, das pessoas vendo com HIV AIDS. Sem moradia digna é impossível eliminar a AIDS até 2030. Também, cotas nas universidades, cotas e bolsas nas universidades para os jovens vivendo com HIV Aids. Se queremos falar de inclusão das IPVA no mercado de trabalho, temos que preparar essas pessoas para que elas discriminação já as elimina desse mercado de trabalho. E por fim, cotas no mercado de trabalho para as pessoas vivendo com HIV AIDS, porque estigma e discriminação excluem, e não incluem ninguém. E aí, falando em violência de gênero, também queremos dizer que é preciso visibilizar toda a violência obstétrica, que as mulheres vivendo com HIV têm sofrido durante toda a história da epidemia de AIDS, apagamento das nossas histórias. E aqui, falo pessoalmente, lancei livro chamado soro positiva, 1 mulher na diáspora da AIDS. Ele é virtual, está disponível gratuitamente no meu Instagram, arroba soro positiva. Baixem e leiam, e que este livro possa chegar muito longe e que ele possa ter apoio para ser impresso, porque é preciso visibilizar as mulheres vivendo com HIVAs também. Muito obrigada.

0:008:46
02 de dez, 10:22
#19
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Agradecer agradecer a Vanessa pela colaboração, lembrar que nós estamos e é preciso que nós possamos fazer 1 discussão acerca do do próprio orçamento com este recorte, na busca de de recursos nós tivemos junto com o ministério da saúde, no ministério da justiça, para que o fundo de direitos difusos ele possa acolher programas ou ações de combate ao HIV e estes, estivemos também com a ministra, a ministra da saúde, a ministra Nísia na mesma perspectiva esse fundo que é fundo que está no ministério da justiça ele é fundo que nós queremos que contemple ações de enfrentamento ao HIV, Aids e outras IST's. E nesse momento, eu quero passar a palavra pra Andreia Bocardi Vidarte. A Andreia, a Andreia que aqui representa que é diretora e representante do UNAIDS no Brasil. Bom dia.

0:001:18
02 de dez, 10:31
#20
Diretora e Representante do programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS BRASIL) Andrea Boccardi Vidarte
Andrea Boccardi Vidarte

Diretora e Representante do programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS BRASIL)

Transcrição por IA

Muito obrigada pelo convite, eu vou falar por tudinho. Particularmente eu quero cumprimentar todas autoridades na mesa a pessoa da deputada Erika Kokay, por essa sessão tão importante para comemorar o dia de luta contra haites. Queria cumprimentar a presença social civil, dizer que eu estou muito agradecida, porque até pouco tempo que eu estou no Brasil e eu já estou participando duma dum evento, duma sessão tão importante. Pra mim, 1 sessão muito sentida. Hoje, estamos aqui, lembrando todas as pessoas que vivem com, com a HIB, perdão, mas particularmente as as pessoas que que já não estão com os outros. Muito respeito por as lutas de todas essas pessoas, que eu acho que seus direitos não foram vistos em seu momento. Eu gostaria assim felicitar ao país pelo avanço das metas de la estrategia global aids e não é estrategia do ah mas é muito importante que ainda temos que desafio muito importante que se atender as metas de tratamento da que exige atendimento de múltiplas determinantes sociais porque a resposta não és 1 resposta biomédica. É só 1 resposta que exige precisa de cumprimento, envolvimento, compromisso multissetorial como deputada Érica comentava, é muito importante em outros ministérios. Eu acho que justamente teremos 1 ferramenta de Brasil, saúde temos todos os ministérios, mas teremos que ver como social civil e das comunidades mais afetadas são parte desse processo para exigir e demandar o cumprimento das ações. Eu quero ser muito breve hoje mas dizer que a desigualdade de gênero, homofobia, transfobia e serofobia são são temas que nós temos que abordar e eu estou escutando, estou aprendendo muito de vocês. Eu amo porque nestes dias que eu pude participar de diferentes eventos eu escutei a sociedade civil, as necessidades, os reclamos, as urgências. E eu acho que todo o trabalho, particularmente o vídeo, eu quero felicitar por esse vídeo, é maravilhoso esse vídeo, mas és 1, és 1 imagem de importância que tem trabalhar com eliminação pelos preconceitos, pela discriminação, pela proteção dos direitos de todas, todas as pessoas. O NAIS, o NAIS aqui presente, particularmente minha pessoa, como representante do NAEE, eu represento 11 agências de cooperação internacional de nas Unidas Unidas, mas, compromisso pela coordenadora residente nas Unidas Unidas. Eu posso dizer que o conjunto do NAE está totalmente comprometido aqui, particularmente vai 1 liderança muito importante de OIT, e esse é o solo importante agências tendendo a liderança em sua área de mandato. Aqui, mais é só programa que vem acompanhar 1 liderança concreta de 80 nesta oportunidade. Eu quero dizer que a as falas que se trageram aqui são compromisso para nós de trabalhar com vocês como vocês consideram que estas prioridades têm que ser atendidas, porque são muitas, somos poucos, mas há muito compromisso. Eu quero que você possa contactar, eu estou falando até o elemento espanhol agora, eu vou pedir que você me me compreenda, estou muito muito emocionado, mas muito muito obrigada por esta oportunidade e poder contar com a equipe pequeno do do mas com toda ampliação e amplificação de programa com ponto Dunaes. Muito obrigada.

0:004:42
02 de dez, 10:32
#21
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Agradecer a existência e agradecer a contribuição Nike em toda esta construção. E passa então a palavra para o representante da AHF Brasil, o senhor, Beto de Jesus.

0:000:28
02 de dez, 10:37
#22
Representante da AHF Brasil Beto de Jesus
Beto de Jesus

Representante da AHF Brasil

Transcrição por IA

Bom dia a todas as pessoas. Queria agradecer imensamente o convite pra estar nessa, nessa atividade extremamente importante. Agradecer a deputada Érica Kokai, conheço a Érica já há algumas décadas, e ela nunca foge da luta está sempre, aqui garantindo os nossos direitos a nossa cidadania, trazendo essa discussão tão importante. André falou 1 coisa importante daqueles que vieram antes de nós, Então antes de falar eu gostaria que a gente pudesse fazer memorial. Lembrando em voz alta o nome das pessoas que vieram antes de nós pra que nós pudéssemos estar aqui hoje. Eu vou iniciar dizendo Jorge presente e eu convido vocês a fazerem a saudação às pessoas que vocês lembram por favor. Bruna Balin. Foram tantas e tantos, que lutaram, que não estão mais entre a gente, pra que a gente pudesse, chegar aonde a gente chegou. E eu gostaria de começar a minha fala a partir daí. Eu, eu acho que a gente teve período muito ruim, aqui no Brasil, onde a gente perdeu muito nas políticas públicas. Mas, eu gostaria de dizer, que independente disso, nós ainda vivemos de passado. E a gente precisa acordar. A gente precisa acordar, porque não dá pra viver de glórias passadas. A gente tem muitas mazelas. Na luta contra o HIVAids no Brasil, muitas. HF está aqui no Brasil desde 2014. E a gente tem feito trabalho muito direto junto com o SAAES, com alguns CTAs, em várias regiões do país. São Paulo, Pernambuco, Belém, Amazonas, e Rio Grande do Sul. No Rio Grande do Sul, a epidemia está se tornando 1 epidemia generalizada, ou seja, a gente tem 1 porcentagem de população geral infectada, que já não é mais 1 epidemia concentrada, 2.5 por 100 em mulheres gestantes, 0.6 por 100 em população geral. As pessoas que chegam pra nós, no Rio Grande do Sul, elas chegam com avançada na testagem, na sua primeira testagem. C d 4 com menos de 201 pessoa que chega assim, é muito difícil. E aí, a gente precisa falar sobre a nossa linha de cuidados. Porque a gente secciona essa linha de cuidados. Então quando a gente fala, a testagem, oportuna é a primeira etapa da linha de cuidados. E muitas vezes a gente negligencia algo que é tão importante. É impossível num país como o Brasil, a gente receber pessoas já, com avançada no seu primeiro teste. Nós temos a distribuição da medicação pelo SUS gratuita. É impossível ter 10000 pessoas morrendo de HIVAIS. E aqui tem 1 questão muito importante. Eu acho que nenhuma doença, no seu período de existência, teve tanto avanço quanto o HIV, talvez a covid agora que a gente teve vacinas em tempo recorde etcétera etcétera, mas o HIV, se a gente pega do começo da epidemia, até hoje, quando a gente tomava 30 comprimidos e hoje toma comprimido, quando se falava que 1 pessoa com hva tinha 1 sentença de morte que não podia constituir família, e hoje a gente constitui família, a gente trabalha, a gente tem vida, etcétera etcétera. E aí tem 1 questão que a gente precisa conversar. A tecnologia pro HIVAids está muito rápida, e isso é bom. Só que isso não garante vida pras pessoas, porque falta o acesso. Falta o acesso pra essa tecnologia. E 1 outra coisa importante, e aqui assim, eu estou tomado de sentimento, porque eu estou dentro de espaço onde as pessoas decidem as nossas vidas, e muitas vezes eu vi nesse espaço, as pessoas decidindo a nossa morte. Quando tolhem, boicotam as políticas que geram vida. Pras pessoas, pras mulheres, pras pessoas negras, pras pessoas LGBT, pras pessoas pros PCDs. Achando que essas pessoas têm direito direitos menores, ou não têm necessariamente direitos. Então isso é muito complicado então, entender que o, quando a gente fala em HIVAids, a Vanessa bem disse. O medicamento é extremamente importante mas não é só o medicamento. Eu preciso de casa, eu preciso de comida, eu preciso de trabalho, eu preciso de respeito, eu preciso de acolhimento. Isso tudo faz parte do tratamento. O tratamento não é só tomar o comprimido. Que é extremamente importante. E eu acho que a gente precisa redimensionar as nossas ações. Porque essas questões elas são extremamente importantes, e se a gente não consegue, assim 10000 pessoas mortas por ano é muita coisa, num país que distribui a medicação gratuitamente. Gratuitamente. Então, eu acho que a cada ano a gente celebra, a cada ano a gente olha pra trás, mas que a gente tem essa perspectiva de que o enfrentamento da pandemia de HIVAids no Brasil e na América Latina no mundo, ela pede muito mais do que medicamento. Ela pede políticas públicas concretas, e ela pede ela pede que a gente possa olhar as pessoas como pessoas inteiras, que necessitam de tudo isso. Muito obrigado.

0:007:44
02 de dez, 10:37
#23
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

É porque os direitos eles se engancham nos outros, eles não são solitários né? Então precisa segurar o conjunto os direitos a contextualização assegurar a pessoa como ser social que somos também é como a com todas as dimensões da nossa existência é preciso assegurar a pessoa ou olhar a pessoa por inteiro e penso que com com toda a nossa, o nosso reconhecimento da importância da terapia medicamentosa e do sistema único de saúde que fornece este medicamento, a gente pede mais do que isso. Com certeza. Obrigado pela fala, Beto e passa então a palavra pro senhor Rodrigo Pinheiro, que é representante da articulação nacional de luta contra a AIDS da ANAIDS.

0:001:07
02 de dez, 10:45
#24
Representante da Articulação Nacional de Luta Contra a Aids – ANAIDS Rodrigo Pinheiro
Rodrigo Pinheiro

Representante da Articulação Nacional de Luta Contra a Aids – ANAIDS

Transcrição por IA

Bom bom dia a todas pessoas. Primeiramente agradecer à deputada Erca Cocais, que sempre foi muito parceira, nas solicitações da da da sensação solene e sempre, ela já está na agenda dela de colocar a na programação de solicitar a sessão solene e muitos mais 1 vez obrigado deputada. Agradecer também ao OIT que foi parceira, financiando vários ativistas de vários movimentos aqui pra poder estar participando, pra poder ter esse momento de fala aqui. Eu acho que isso é muito importante também, o Diego principalmente que teve essa parceria. E eu queria começar, com 1 provocação sobre a questão do dezembro vermelho. A gente tem 1 lei, inclusive a deputada, é 1 das autoras dessa lei, que a gente fala do dezembro vermelho do meio sensibilização, conscientização e defretamento da luta contra a AIDS. Só que a gente começa nossas ações em novembro. Sempre na última semana de novembro, chega no primeiro de dezembro ou está no meio está no final das ações. O primeiro de dezembro ele tem que ser marco de iniciar todas as ações e a gente ocupar o dezembro vermelho com todas as ações, né. Tirar essas ações que está na última semana de novembro, e a gente o primeiro de dezembro ser marco pra iniciar e a gente ir até o 20 de dezembro desenvolvendo nossas ações e ocupar o dezembro vermelho. Nós temos trabalho de apresentar essa proposta desse projeto de email, a deputada na época, abraçou, junto com outro parlamentar, Paulo Teixeira e Jean Willians, foi aprovado mas a gente precisa dar mais visibilidade na questão do do dezembro, acho que o ano que vem, principalmente a questão do do governo e inclusive a maioria parte do movimento social ainda da, elas se realizam no mês de dezembro, mas assim, as parte da gestão principalmente, todas as ações está já fizeram semana passada, eu acho que a gente teria que ocupar bastante isso. Outro ponto que eu queria estar tocando aqui com vocês é a questão do Brasil saudável. Ele é 1 proposta de fundamental importância né, pra gente poder trabalhar a questão dos determinantes sociais, perfeitamente de várias patologias eu acho que aí nesse ponto que eu quero deixar claro. E a questão de de a gente colocar aqui, o DART não tem que estar assumindo a a questão dessa proposta do do do Brasil saudável, isso é 1 responsabilidade da secretaria geral da presidência. Ela está locado o Brasil saudável dentro da secretaria geral da presidência. O DART assumindo isso, ele está invisibilizando, todas as patologias que está apumentada ali, porque ele tem que tomar conta de toda aquelas outras. Haja visto, que a Aids, em 2 anos de gestão, o que que de impacto esses 2 anos a gente viu aqui no enfrentamento da epidemia de Aids? Não vimos nada. A Aids, deputada, nas outras sessões sonenes aqui, tinha vários do departamento aqui de Aids aqui assistindo a sessão solene. Cara, hoje só está o Jair, deixava o Jair aqui sozinho. Nem o Arthur ficou. Olha como que a Aids, de escutar a questão do movimento social, gente. A Aids está deixando de ter essa visibilidade dentro do próprio DART, sabe? Aí é 1 coisa que não dá pra mais aceitar, 2 anos de gestão. Eu e aí eu chego nesses 2 anos de gestão, a gente falando de recursos para a sociedade civil. Cara, soltou hoje o edital, teve edital meia boca no final do ano passado, de comunicação, e agora está soltando segundo ano, soltando hoje, pra executar no terceiro ano de gestão. Em 4 anos, vamos ter edital pra sociedade civil? E a gente como sociedade civil também estamos procurando, trabalhando recursos pra poder alimentar a a Udade e pra poder fazer esses repasses de recursos pra sociedade civil. Esse recurso que a deputada falou, do fundo dos direitos difuso, foi 1 articulação nossa. Que a gente fazendo no Serra Rodeu, junto com o Ministério da da da Justiça, chamamos a a deputado pra fazer essa solicitação tal, tem 1 proposta na pro Tati de apresentar o projeto, que isso tem que ser passado pelo Ministério da Saúde. Não sei quando que esse projeto vai ser apresentado lá pra pra ser na conta do Ministério da Justiça, pra poder acessar esse recurso e poder fazer esse repasse pra sociedade civil, né? A Vanessa trouxe a questão e outra também a questão de inclusão de novos medicamentos, acho que a discussão de medicamentos em âmbito de educação está demorando muito aqui no Brasil, mas muito mesmo, tá? Pra gente poder ter medicamentos de educação incorporado aqui, né? A questão do orçamento né, o orçamento de 2025, eu quero também aqui saudar a secretaria de relações institucionais que tem sido muito parceira nessa questão da gente conseguir ter o incremento de recursos pra pra pro departamento, vai puDAT, inclusive ter o incremento de recursos também pra poder ser repassado pra sociedade civil. A CRI tem sido parceiro muito importante em relação a isso daí. E 1 outra questão que eu queria chamar atenção, acho que o Beto vai concordar comigo isso. Questão do MPOX Beto, ninguém comentou do MPOX. Ninguém comenta. E o MPOX, gente, mais de 90 pessoas das pessoas que foram a óbito por causa do mpoxi, era pessoas vivendo com HIV Aids. Cadê essa vacina? Pra gente poder priorizar as pessoas vivendo com HIV Aids, mais de 90 pessoas que foram a óbito, de hipóteses, era pessoas vivendo com HIV Aids. Então, cadê essa vacina? Pra gente poder trabalhar sensibilização, que é 1 outra dificuldade que a gente vai ter, pros pras pessoas tendo essa disponibilização e tomar a vacina. EEA minha última parte da fala é o informe. A deputada ela trouxe a questão de 1 lei, de projeto de lei, da questão de trabalhar a questão de prevenção nas escola. Deputada ECA, em São Paulo há 2 semanas a gente conseguiu aprovar projeto de lei pra trabalhar a prevenção nas escola, projeto que foi 1 iniciativa do ForaESP, construído a 4 mãos com com as com as áreas temáticas da Secretaria Estadual de Saúde, tuberculose e artes hepatistas, representou esse projeto de lei 2017, e conseguimos a sua aprovação agora, agora estão se esperando fazendo a pressão pro governador assinar, mas assim a gente consegue né, 1 1 pressão social, 1 sensibilização e trabalhando com essa questão de prevenção, a gente conseguiu aprovar dentro da Unesp, que a gente sabe né que é espaço bastante conservador, mas teve entendimento da importância da proposta desse projeto. Obrigado.

0:007:00
02 de dez, 10:46
#25
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Agradecer muito a colaboração do joão marcos, da Silvia, do beto de jesus, do arthur Karlmann, da vanessa, do Rodrigo, do Diego Calisto, da Andreia Buckatti e da Cleonice Félix na construção desta sessão solene. E eu vou convidar todas as pessoas para que nós possamos assistir a apresentação da canção Trucolor, de Cindy Lauper, que é referência mundial na luta contra a Aids, e que será interpretada com muita generosidade pela cantora Amanda Borges. Nós vamos então escutar a Amanda Borges para que possamos caminhar para o encerramento desta sessão solene. Então escutemos com muita alegria e com muita gratidão a Amanda Borges.

0:001:06
02 de dez, 10:53
#26
Transcrição por IA

É com imensa honra que eu participo desse evento hoje, além de cantora eu sou servidora, né dessa casa legislativa, realizei grande sonho ser aprovado no último concurso, e poder fazer parte de eventos tão importantes como esse é extremamente significativo pra mim. Como ama amante da música, eu gostaria de acrescentar o memorial proposto pelo nosso colega, artistas acometidos pela AIDS como Freddie Mercury, Renato Pulso e Cazuza. Que seus legados e artes continuam vivos e permaneçam a inspirar as próximas gerações. Se me permitem gostaria de contextualizar a canção de hoje. Na década de 80, a icônica Cindy Lauper nos presenteou com 1 música que até hoje é vista como hino de aceitação, lembrete de coragem, convite para o amor próprio, e acima de tudo, 1 celebração do que nós temos de mais belo, a nossa essência. Essa canção vocês já conhecem,

0:001:13
02 de dez, 10:54
#27
 Início da Apresentação Musical
Início da Apresentação Musical

Transcrição automática

Transcrição por IA

Muito obrigada.

0:003:31
02 de dez, 10:55
#28
 Término da Apresentação Musical
Término da Apresentação Musical

Transcrição automática

Transcrição por IA

0:000:03
02 de dez, 10:59
#29
Deputada Erika Kokay
Erika Kokay

Deputada

Transcrição por IA

Agradecer muito muito muito a Amanda por ter nos emocionado e nos lembrado da história da construção dos avanços que tivemos em todo esse período que foi foram avanços a partir da mobilização da própria sociedade civil da sensibilidade inclusive do próprio estado nós temos outros desafios tem uns desafios para que tenhamos além da capa vir aqui que é 1 medicação que a vai contribuir fundamentalmente para tratamento mais eficaz e que pode protege de forma muito integral as próprias mulheres e é tem preço que não possibilita o acesso é muito de todas as pessoas é muito importante é que nós possamos ter os avanços científicos mas os avanços científicos precisam ser apropriados pelo conjunto da própria população, senão ficam os avanços científicos sendo enfim restritos à sua utilização aí a mudança da vida a partir deles para número muito reduzido de pessoas em país tão desigual nós temos absoluta certeza que é preciso que tenhamos investimentos e vontade política para que nós possamos continuar fazendo com que tenhamos em meta os 95 porcento de das metas de 95 porcento 95 porcento e 95 porcento do diagnóstico 95 porcento do tratamento e 95 porcento da condição de indetectáveis que quebra a cadeia de transmissão nós já realizamos aqui 1 audiência pública acerca disso com com foco nessas 3 nessas 3 metas a serem cumpridas pelo Brasil não tem sentido você ter nível de diagnóstico e ao mesmo tempo nível menor de tratamento significa que as pessoas que são diagnosticadas algumas dessas pessoas ou 1 grande contingente de pessoas não estão efetivamente no tratamento, então todas as vezes que você avança na terapia hoje é apenas comprimido, você não tem os mesmos efeitos colaterais eu lembro é de amigo que dizia porque antes você tomava o coquetel e você tinha a impressão que tinha 1 porção de de cachorros dentro do seu próprio estômago dizia ele e isso foi superado foi superado e é preciso que o tratamento ele chegue em todos os cantos deste país, então portanto são desafios desafios fazendo os recortes também, aqui falava o João Marcos é que é preciso que nós dialogemos com outras políticas, outras políticas públicas, é porque nós vamos falar de erradicação em pobreza, nós também temos falar de enfrentamento a hiviais, não vamos falar de fome 0, nós também temos que falar de enfrentamento a hivais, se nós vamos falar de política habitacional e outras políticas, é preciso entender que as políticas elas se engancham umas nas outras, e ele falava, é sobre os fundos, os fundos da Amazônia, ou seja, é preciso que a gente é logo, da mesma forma que fomos, por iniciativa da análise e de outras entidades, junto com o Ministério da Saúde, buscados recursos que estão em fundo do Ministério da justiça e que o ministério da saúde tem que elaborar projeto pra disputar esses fundos é preciso que nós possamos dialogar com o conjunto de outras políticas. Aqui nós já escutamos de forma muito muito lúcida e muito forte de que é preciso ter atendimento multidisciplinar. Então portanto nós precisamos sim da terapia medicamentosa nós queremos o Lena Kapavir para o conjunto da população brasileira, como nós temos a terapia medicamentosa de forma gratuita no próprio SUS, mas nós também queremos que a pessoa seja encarada com como ser social, com a sua própria existência, com as diversas dimensões que a nossa humanidade permite. Precisamos de atendimento, de acolhimento, atendimento psicológico, de assistência social, enfim, é preciso e para além de tudo isso, os perfis epidemiológicos estamos saindo de período em que o Brasil vivenciou apagão apagão de dados, né? Onde não se tinha evidências científicas, o negacionismo da própria ciência, o negacionismo das evidências científicas que enfim provocou muita dor, e muita e deixa muitas marcas na nossa pele e na nossa alma agora é preciso trabalhar com superfície epidemiológicos, trabalhar com as evidências científicas e avançar avançarmos para que tenhamos 1 sociedade sem HIV e 1 sociedade sem não dá pra achar que é normal que tenhamos 10000 pessoas que perderam a vida por no Brasil, não dá pra naturalizar, e que tenhamos 33000 novos casos de isso dados de 2023, não dá pra naturalizar, com com todas as formas, com todos os avanços científicos e e com a disponibilização inclusive do próprio tratamento e da testagem e a testagem avançou e avançou muito em função da da atuação da própria sociedade civil, a sociedade civil é que se envolveu num processo de testagem porque nós tivemos e tivemos isso de forma agravada durante a pandemia do covid, os diagnósticos que aqui já foi falado pelo Humberto, os diagnósticos tardios, né os dados tardios. É preciso que nós possamos ter os diagnósticos, os tratamentos, e possamos assegurar que nós tenhamos eliminado do país o que é o pior vírus que é o vírus da discriminação, do estigma e do próprio preconceito, porque ele também se deriva em outros, estigma e do próprio preconceito porque ele também se deriva em outros muitas vezes o tratamento é evitado em função do estigma em função da discriminação é que as pessoas escondem o seu próprio diagnóstico que as pessoas se sentem pouca vontade de ir buscar a própria medicação, enfim, enfim, é preciso 1 sociedade onde não haja qualquer tipo de discriminação, de estigma e de preconceito. Por isso, nós aqui passamos e agradecemos muito o João, a Denis por terem protagonizado o vídeo, que ainda mostra o estigma que nós estamos vencendo, aliás eles estiveram bastante atuantes na construção do laço gigante que se colocou aqui na frente do congresso nacional. Por isso, é com agradecimento mais 1 vez ao João Marcos, a Silvia, ao Beto, Arthur, a Vanessa, o Rodrigo, o Diego, a Andreia e a Cleonice e com a convicção de que nós vamos com todas as dificuldades, vamos superálas para que tenhamos 1 sociedade onde a gente possa cantar com todas as vozes, com todos os sons, com todas as cores que a vida vale mais. E porque a vida vale mais é que estamos em luta permanente e assim com a vida vale mais nós lembramos da importância desse dia e dos enfrentamentos que se colocam e que se modificam no correr da própria vida que diz o poeta às vezes embrulha tudo mas que tem 1 sociedade civil, e tem, e tem muitos em todos os cantos pessoas que estão dispostas a cumprir todas as metas e a termos 1 sociedade sem HIV e sem AIDS e assim declaro encerrada a presente sessão solene.

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02 de dez, 10:59