COMISSÃO DE INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS
Sobre o Evento
Comissão discute oportunidades do hidrogênio na indústria brasileira com especialistas e representantes do setor.
Deputado
Declaro aberta a a presente audiência pública convocada em virtude da aprovação dos requerimentos de número 50 e e 54 2024 de autoria do deputado Heitor Chul de autoria ou de autoria do deputado Heitor Chuxu e do requerimento número 57 2024 de autoria do deputado Júlio Lopes PP do Rio de Janeiro para debater o tema hidrogênio. Oportunidades para a indústria brasileira. O deputado Heitor Chur ele está com 1 enxaqueca então ele saiu pouquinho mas logo ele retorna né? Ele é proponente dessa dessa audiência e ele logo logo retorna e pede a compreensão dos senhores não ousaria substituir essa grande liderança que é o deputado Heitorchu tá? Então como não tinha outro aqui daí eles me colocaram aqui tá gente? Me esclareço que a reunião está sendo gravada e transmitida ao vivo na página da comissão, no aplicativo Infoleg e no canal da Câmara dos Deputados no Youtube. Agradeço a presença de todos, e passo a apresentação dos expositores. Vamos compor a mesa. Não, ainda não né? A Patrícia Nakashi Martins da Costa, é Nakashi? Patrícia Nakashi Martins da Costa, coordenadora geral de energia e tecnologias de baixo carbono e inovação do ministério de Minas e Energia. Davi Bom Tempo, superintendente de meio ambiente e sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria, CNI, Davi. Jorge analista de inovação e produtividade da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, a BDI. Lá em Santa Catarina tem Jorge Boeira, foi deputado aqui nessa casa, grande deputada, Jorge Boeira teu teu homônimo. Marizete Fátima Dadaud Pereira. Diretora presidente da Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica ABRAGE. Jorge Arbashi, meu xará, professor de economia da universidade de Brasília, e exvicepresidente de setor privado do banco de desenvolvimento da América Latina, o CAP. Rosana Santos, diretora executiva do instituto e mais transição energética. Fernando Adelgado, presidente executiva da Associação Brasileira da Indústria de Hidrogênio Verde, a BHV, Marcelo Cabral, diretor de novas tecnologias da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias, ABEólica. André Paz Cordeiro, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria Química, Abiquim. Alexandre Vas Castro. Está na plataforma está online. Presidente do conselho regional de química da vigésima primeira região CRQ, Espírito Santo. Adalberto Teógenes Tavares Júnior também está online. Gerente interino do Centro de Tecnologias de Hidrogênio da Itaipu, Parquetech. Vamos organizar os trabalhos então. Para o bom ordenamento dos trabalhos adotaremos o seguinte critério. Os convidados terão o prazo de 10 minutos para exposição prorrogáveis por mais 3 minutos. Os os deputados interessados em fazer intervenções estritamente sobre o tema deverão escreverse previamente a palavra lhe será concedida respeitada a ordem de inscrição pelo prazo de 3 minutos. Para melhor alocar os nossos convidados, os debates serão divididos em 2 mesas. Convido a tomar assento para compor a primeira mesa de debates. Patrícia Martins da Costa. Patrícia. Se achegue aqui Patrícia. Que é coordenadora geral de energias e tecnologias de baixo carbono e inovação do ministério de Minas e Energia. Davi Bom Tempo, superintendente de meio ambiente e sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria, CNI, Davi. Jorge Bueira, analista de inovação e produtividade da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial ABDI. Seja bemvindo, Jorge. Está ali naquela. Aqui está o professor Henrique. Né? Ah não então pode sentar aqui. Pode sentar aqui Jorge. Marizete Fátima Dadaldi Pereira diretora presidente da Associação Brasileira das Empresas Geradouras de Energia Elétrica BRAJ. Marizete seja bemvinda. Pela plataforma Zoom vai participar também, convido a compor a primeira mesa Alexandre Vas Castro, presidente do conselho regional de química da vigésima primeira região CRQ 20 e Espírito Santo. Ok? O Vasco também está aí, né? O Vasco está ali, ok Vasco. Então está, vamos iniciar, o debate. Concedo a palavra pelo prazo de 10 minutos, a senhora Marizete Fátima Dadal de Pereira. Dadal de Pereira. É, é contigo a palavra
Diretora-Presidente - Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica - ABRAGE
Ok presidente, muito obrigada pela por iniciar o debate. Quero cumprimentar meus colegas aqui de mesa e especialmente o presidente e aos demais participantes aqui desse dessa audiência pública, meu muito obrigado em nome da BRAJ poder estar aqui participar desse importante evento. A BRAJ presidente é 1 associação que atua no setor elétrico há mais de 25 anos, ela tem 23 associadas essas 23 associadas representam mais de 90 por 100 da geração hidrelétrica do país. Indo propriamente ao tema hidrogênio eu queria ressaltar inicialmente o encaminhamento desses dessa importante política pública que foram os 2 marcos ah publicados instituiu o marco legal do hidrogênio de baixa emissão de carbono permitindo ali a regulamentação sobre a produção comercialização e o uso, e isso a perspectiva é de flutuosos investimentos aqui pro país então é dos marcos muito importantes aí na vanguarda pro Brasil ser o grande potencial em produção de hidrogênio. O marco seguinte, foi a 14 990, a 14 990 que instituiu o programa de desenvolvimento do hidrogênio de baixo carbono, que tem como objetivo né, destinar a primeiro acelerar né os investimentos, destinando 18.3 bilhões de reais no período entre 28 e 2 2028 e 2032, com a criação de novo regime chamado rehidro, que por meio da concessão de créditos fiscais, que tem potencial de viabilizar mais investimentos para o desenvolvimento dessa nova tecnologia no Brasil. E, não poderia deixar de registrar aqui, o agradecimento ao relator do desses 2 projetos, o deputado Arnaldo Jardim né, que fez belíssimo trabalho consolidando esse texto que visa como disse anteriormente atrair mais investimentos ao Brasil com essa nova tecnologia de hidrogênio de baixo carbono. E a tramitação até a aprovação desses projetos pelo foi percorrido caminho muito importante, e isso merece destaque porque esses 2 projetos ou essa nova política pública, foi 1 política pública que não onerou os consumidores de energia por meio da concessão de subsídios pagos pela tarifa de energia e sim por meio de créditos fiscais que é o caminho adequado pra gente incentivar essas novas políticas. Bem senhoras e senhores, olhando, de fontes renováveis, que sejam capazes de garantir a renovi da nossa matriz elétrica, ou seja, 1 produção segura com atendimento firme e flexível da demanda especialmente com a produção onsegura por meio das nossas hidrelétricas ou seja, é 1 energia firme e segura 24 horas por dia 7 dias por semana. E obviamente a legislação sancionada ela carece ainda de se trabalhar na regulamentação que isso vem sendo feito pelo Ministério de Minas e na energia em parceria com o Ministério da Fazenda. E o cenário econômico é muito positivo pra tração desses investimentos né, ou seja, o Brasil é mercado promissor pra produção do hidrogênio de baixo carbono. E e presidente e demais convidados aqui do dessa audiência pública, a gente não pode deixar de registrar o papel das hidrelétricas como protagonistas dessa produção do hidrogênio, porque quanto mais alto o fator de capacidade do processo de produção de hidrogênio por meio da eletrólise da água, que está diretamente associada ao fator de capacidade da fonte de energia maior é a competitividade do hidrogênio de baixo carbono, e são as usinas hidrelétricas que se encaixam perfeitamente nesse requisito pois possui 1 geração estável para atendimento dessa produção, e mais, os projetos existentes de energia renovável são plenamente capazes de atender de forma imediata a expansão da produção do hidrogênio no país, mas vale também destacar algumas preocupações com relação ao planejamento da transmissão que isso tem que ao planejamento tem que ficar muito atento pelo pela necessidade de grandes volumes de produção de hidrogênio o sistema de transmissão tem que estar associado a essa política. Agora senhoras e senhores falando do plano de sinal de expansão recentemente o Ministério de Minas Energia abriu 1 fez 1 audiência pública, trazendo para a sociedade e pro mercado o o que o PDE 2034 representava na produção do hidrogênio, ou seja, o no PDE foinos trazido que existe porte elevado de projetos pra produção do hidrogênio. Ainda número, pelo menos é o que indica, reduzido de players do mercado, mas a para a região nordeste é algo bastante significativo, tem 1 previsão de 36 gigas até 2038, ou seja, serão exigidos vultuosos investimentos na geração e transmissão. E mais, esses investimentos que serão canalizados pra produção do hidrogênio, vão contribuir de sobremaneira pra evitar o corte de geração das usinas hidrelétricas e o corteimer das fontes renováveis favorecendo dessa maneira os consumidores empreendedores aí do setor elétrico. Então repetindo, a energia das hidrelétricas favorece a produção do hidrogênio, é 1 fonte renovável com despahabilidade e preços competitivos. Bem senhora senhora, os desafios toda a nova política sempre nos traz grandes desafios, e agora essa política do hidrogênio não poderia ser diferente né? A questão como eu comentei anteriormente, da concatenação temporal entre a implantação das plantas de produção de hidrogênio, EAEA expansão da geração e transmissão, que em média possui ciclo de implantação de 7 anos, exigem aí planejamento e 1 operação bastante cuidadosa. E e também garantir que haja geração renovável suficiente para atender aumento expressivo do consumo e sua necessidade de energia ininterrupta estável como eu falei anteriormente, 24 horas por dia 7 dias por semana para as plantas do hidrogênio, e obviamente segurança para os investimentos previstos, de modo que sejam efetivamente realizados e essa política de fato conclua os seus objetivos. E concluindo, eu não poderia deixar de registrar que o Brasil possui 1 posição muito favorável pra produção do hidrogênio de baixa, baixo carbono. A perspectiva de maciços investimentos em geração, transmissão e indústria, sendo forte indutor de emprego e renda, principalmente na região nordeste do país. E as hidrelétricas possuem todos esses requisitos pra entregar confiabilidade na produção do hidrogênio de baixo carbono. E finalizando presidente, há desafios operacionais e regulatórios no planejamento da infraestrutura que precisam ser endereçado pra viabilizar esses investimentos. Era isso que eu tinha pra colocar, muito obrigada pelo espaço.
Deputado
Muito obrigado Marizete. Passo agora a concedo a palavra pelo prazo de 10 minutos a Patrícia Martins da Costa. Antigo.
Coordenadora-Geral de Energias e Tecnologias de Baixo Carbono e Inovação - Ministério de Minas e Energia - MME
Boa tarde. Tudo certo né? Obrigada cumprimentar o senhor presidente, os demais representantes aqui na mesa Marizete, Jorge Bueno, Davi. Queria cumprimentar também aqui a Rosana Santos, o demais, a Fernanda David, e demais amigos do hidrogênio que estão aqui participando hoje dessa audiência, tantas pessoas estão engajadas no tema né que acompanharam as discussões ao longo desse ano inteiro e ao longo dos últimos anos na verdade né, que culminaram nas entregas que a gente teve aqui esse ano, em especial no marco legal do hidrogênio. Vou começar falando pouco sobre a nossa política para hidrogênio, que é é o programa nacional do hidrogênio e as atividades recentes que a gente está desenvolvendo no âmbito do PNH 2. A gente instituiu o PNH 2 no âmbito do Conselho Nacional de Política Energética, Obrigada. Em 2022 Bom, então começamos o PNH 2 em 2022, o Ministério de Minas e Energia é o coordenador do programa nacional do hidrogênio, mas participam também vários outros ministérios e instituições públicas privadas e da academia também. A gente estabeleceu 6 estes principais pra de diretrizes né, pro programa, a parte de fortalecimento das bases científicotecnológicas, a parte de capacitação de recursos humanos, planejamento energético, o arcabouço legal regulatório normativo, na industrialização mercado competitividade, aí nesse eixo aqui entra as discussões referentes à indústria, que é o que a gente está tratando aqui hoje, e o eixo de cooperação internacional. E aí para cada desses 5 primeiros eixos, transformamos em 5 câmaras temáticas no âmbito do programa, que são as câmaras que discutem em âmbito mais técnico, as discussões do do do hidrogênio no Brasil, então cada câmara dessas, pode passar, por favor, cada câmara dessas é coordenada por ministério, o ministério de Minas e energia coordena a câmara de regulação e planejamento energético, e a ideia é justamente nessas câmaras, ministério coordena e tem participado instituições setor público, setor privado e academia também. E aí mais recentemente, no no ano passado em 2023 a gente publicou o plano trienal do programa nacional do hidrogênio. Estabeleçamos 3 marcos principais pra estratégia brasileira pro hidrogênio. Até 2025 disseminar plantaspiloto, de hidrogênio de baixo carbono em todas as regiões do Brasil. Então aproveitar pra ressaltar aqui que a gente está em 2024 mas já atingimos essa meta. Estabelecemos até 2030 o Brasil com menor custo de produção de hidrogênio, e até 2035 consolidar hubs de hidrogênio de baixo carbono no Brasil. A ideia dessa visão de estabelecer hubs é justamente a gente ter a produção de hidrogênio, a aplicação em uso industrial, aplicação para diversas oportunidades e também plantas com potencial para exportação, todos em mesmo contexto. A ideia também de, verificar o adensamento da cadeia de valor nesse contexto, nessa estratégia brasileira. E aí pra atingir esses objetivos definimos algumas prioridades nesse plano. O plano trienal tem 65 atividades, então a gente elencou algumas como prioritárias. A primeira delas foi definir o marco legal regulatório nacional e como vocês acompanharam, a gente conseguiu nessa aprovação esse ano, graças às atividades aqui também do congresso. E agora estamos nessa frente de estabelecer regulamentação e foi legal pro setor, vou falar pouquinho mais pra frente sobre o decreto que a gente está elaborando. Outro ponto importante é identificar investimentos em PED, então colocamos a meta de multiplicar por 7 os investimentos anuais em PED de hidrogênio, que a gente tinha número de 2020, que era de 29000000 e a nossa meta era chegar a 210 em 2025. O último número que saiu e deve ser divulgado pela EPE ainda esse mês é o número de 2023, então já atingimos 2 anos antes esse essa meta também de multiplicar por 7. E outro ponto importante é de ampliar o acesso a financiamento, então temos alguns pontos sobre financiamento, alguns fundos internacionais que a gente focou pra hidrogênio, como Clement Investment Funds, a plataforma Brasil pra investimentos climáticos e vou falar pouquinho mais sobre eles ali no final da apresentação também. E aí, a gente chama o programa de hubs e PróHub Brasil, né, essa ideia a gente já publicou lá no plano que foi no meio de 2023. Mas está mantido esse foco, e estamos desenvolvendo algumas atividades pra chegar na estratégia final de atingir até 2035. Então o que que a gente vem fazendo mais recentemente? Pode passar por favor. A lei né, o Marizete já comentou aqui, então publicamos agora a 14 9 4 8 e a 14 9 9 0, além da parte, ponto importante que é a criação do sistema brasileiro de certificação, mas também os incentivos tributários por meio do rehidro do pH ABC, e a definição da ANP como regulador pra hidrogênio, inclusive do hidrogênio natural. E ponto importante também sobre a indústria é são alguns critérios pra acessar o rehidro, o rehidro vai ser mecanismo análogo ao reide mas com foco no hidrogênio, e tem critério já definido por lei de ter percentual de conteúdo local pra poder acessar esses recursos. Então, pode passar por favor. Ali no artigo 26 salvo engano, está definido né, já é critério pro reído, aquela foto ali é do da inauguração da fábrica de eletroizadores da NOEM essa em Belo Horizonte que a gente participou semana passada. Alguns outros pontos, a gente tem agora por parte do Ministério de Minas e Energia como coordenador do comitê gestor do PNH 2, a gente está desenvolvendo, estruturando o decreto para regulamentar o que está posto ali na lei, então todos os pontos que a gente está identificando ali na lei que precisa de regulamentação estamos identificando, já temos 1 primeira minucia na verdade esse é processo que está sendo bastante intenso ali por parte do ministério, em conjunto com os outros 11 ministérios que compõem PNH 2, mais ANEEL, NPEEPE. E a gente fez 1 primeira rodada de ouvir várias instituições, então recebemos ABH 2, ABI, ABEQING, CIN, várias instituições além de reuniões bilaterais também com com várias pra estruturação do decreto, também está em aberto a tomada de subsídios pra estabelecer secretários pro pHBC e pro Redo que vai compor também essa regulamentação ilegal, aberta até o dia 9 de dezembro. Alguns outros pontos, a ANP também que tem 1 desafio grande né, de incorporar o hidrogênio como 1 nova área de regulação, publicou recentemente também relatório sobre o marco legal, então, e pra entender o que dentro da lei vai caber a ANP, como é que ela vai atuar. E é ponto importante que está no decreto também é justamente a definição de como vai ser o processo para autorização, qual vai ser o modelo de outorga para hidrogênio natural, que são coisas que a gente está colocando lá já. Sobre a ANEEL também, a gente teve com 1 das entregas do do PNH 2, é a chamada estratégica de PED da ANEEL, que está se encerrando agora, esse mês ainda a gente deve ter o resultado, mas a princípio, 24 projetos foram definidos nesse na PDA estratégico da ANEEL pra hidrogênio, aí liderado pela área pela Secretaria de Transição Energética e Inovação ali da ANEEL. Mais recentemente também o MID que enquadrou dos projetos, o projeto da Fortus que lá do PSEN, nos critérios de ZPE, então isso foi também no mês passado. Não vou entrar aqui em detalhes de cada porque tem muita coisa né? Outro desafio que a gente tem grande pro setor de hidrogênio, a gente pelo Ministério de Minas e Energia, já tem recebido formalmente os pedidos de solicitação de acesso à rede de energia né de da portaria pra que vai permitir solicitar o acesso ao ANS. Então temos desafio enorme que são cargas enormes né, que estão vindo aqui pra gente, e está sendo trabalho feito bastante intenso da equipe de transmissão da IPE em conjunto com a equipe de transmissão do MME, pra identificar como fazer planejamento da transmissão pra atender essas necessidades de carga do hidrogênio, assim como de outros setores que, estão vindo em conjunto como data centers por exemplo. E temos, mais recentemente, pra atingir aquele objetivo eu comentei lá no início de, hubs de hidrogênio a 2035, abrimos 1 primeira chamada pelo MME em conjunto com a MID que é Fazenda de Projetos pra de hubs de hidrogênio. Então a gente identificou na verdade financiamento internacional, que é o CIF Climent Investment Funny com foco em descarbonização da indústria. Então, abrimos essa chamada, que precisa como prérequisito que necessariamente tem que ter projeto de produção de hidrogênio e uso industrial associado. A gente está no processo de elencar e fazer o processo de seleção das propostas recebidas, mas recebemos 70 propostas, foi número bastante alto, superou muito as nossas expectativas. Em todas as regiões do do país, com diversas fontes de produção, inclusive hidrelétrica e inclusive muitos né, com conexão direto ao sistema interligado nacional, pra uso, diversos uso industriais, fertilizantes, cimento, refino, siderurgia, também pra transporte, combustível de aviação, de navegação. É, alguns projetos pra produzir hidrogênio e outros já pra produzir diretamente amônia, metanol, custo de produção de 2 a 8 né variou de acordo com o projeto, mas assim, isso aqui é 1 prévia né, na verdade spoiler da do que a gente viu ali da da chamada, a gente deve estar divulgando aí na próxima semana o concluindo nas etapas de avaliação pra identificar quais seriam as propostas selecionadas pra serem alocadas nesse plano de investimento do Brasil pra esse financiamento internacional. E aí a ideia, esse foi primeiro financiamento que a gente identificou pra subsidiar esses projetos de hubs né? A ideia é também elencar outros projetos prioritários e identificar potenciais financiamentos então, também no mês passado a gente, anunciou o lançamento da plataforma Brasil de Investimentos climáticos pra transformação ecológica e já tem lá 3 projetos de hidrogênio, considerado prioritários né o da Fort que o da Atlas Agro da Vale, e a ideia também a a partir da chamada de hubs a gente identificar quais os principais projetos que tem, estão em discussão agora, foi muito legal, ele ia ser muito legal pra gente ver porque, gente que está trabalhando, vamos dizer, há 3 anos no início, definindo as diretrizes pro pro PNH 2, que era 1 coisa pouco mais teórica né, a bicha será que isso vai dar certo? Ali 3 anos atrás todo mundo, ah isso aqui vai ser daqui a 10 anos, não é? Igual a gente chega 3 anos depois, já vem muitos projetos bem concretos, muitos já com licenciamento mental aprovado pelo governo estadual, projetos bem desenhados e, a gente entende que está no caminho certo pro desenvolvimento do setor no Brasil e com grande potencial pra descarbonização industrial. Acho que era aí, é isso que eu queria trazer. Obrigada.
Deputado
Obrigado, obrigado Patrícia. Obrigado Patrícia. Vou passar agora cedo a palavra pelo prazo de 10 minutos, ao Davi, bom tempo. Antigo Davi. Bom, primeiro obrigado
Superintendente de Meio Ambiente e Sustemtabilidade - Confederação Nacional da Indústria - CNI
Pela oportunidade, vou procurar ser mais objetivo não repetitivo né, acho que a, a Patrícia e a Marizete já trouxeram aqui alguns pontos relevantes em relação à regulamentação, né então acho que esse é o caminho natural, agora do assunto do hidrogênio de baixo carbono, mas queria trazer aqui a importância dessa temática pro setor industrial, né? Primeiramente tivemos aí e circulamos bastante em fóruns nacionais e internacionais, Tivemos mais recentemente na COP 29 em Baku, né? O deputado Arnaldo Jardim, parceiro também de vários debates, várias interações, também em conjunto com os representantes da da da indústria brasileira, né? E lá, apesar de ser 1 COP muito mais direcionada pra questão do financiamento, né? Que foi aqui citada pela Patrícia, que é importante, é base, toca em várias temáticas, né? Alicerce. Se falou muito de energia, né e com certeza aí o hidrogênio liderando várias discussões também em várias mesas de vários países, né e corroborando com a ideia que hidrogênio é sim, né 1 das opções né mais interessantes de fazer descarbonização quando você considera aí arcabouço internacional. Claro que o Brasil hoje ele tem suas especificidades, né, tem as suas características, tem leque de opções, aí como a gente pode ver, né, e agradecer aqui a casa também por estar encaminhando em 2024 tantos assuntos relevantes pra descarbonização do nosso país, né? Após aí a publicação também mais recente da nova ANDC pra 2035. Mas temos aí alguns exemplos né de combustível do futuro, então se fala de aumento de misturas de etanol na gasolina, biogás, biometano, SAF, né e outras temáticas que são tão importantes aí pra você manter esse leque aí o mais amplo possível, né tivemos aí o mercado de carbono também, o hidrogênio de baixo carbono também sendo aprovado, economia circular, se eu não me engano é assunto também relevante, de seminário amanhã aqui na casa, né, também já aí aguardando ambiente pra se votar texto bastante positivo, bastante redondo, mas também compõe aí 1 estratégia maior da CNI quando se fala de descarbonização. E hoje a gente passa por 1 tendência então, né, descarbonização aqui no centro da questão, né? Muitos países, muitos empresas anunciando os seus planos, né? 2050, alguns já antecipando, né? E utilizando aí várias rotas, né? Pra atingir, pra cobrir essa trilha. O hidrogênio é 1 delas, 1 nova tecnologia, CCOS, expansão de renováveis, então, claro, dependendo do país e da empresa, a gente tem alguns caminhos que vão ser escolhidos. Mas o mais importante é que hoje existe já 1 regulação internacional bastante estruturada, bastante robusta. A gente vem lidando aí com a questão do SIBEM. Acho que o André e também Fernanda. A gente vem sempre conversando sobre esse assunto. Mas eu acho que traz aí a necessidade da gente trabalhar e o setor financeiro também pra dentro do jogo. Temos aí 1 estratégia hoje na CNI que contempla mercado de carbono, contempla economia circular, conservação florestal, né? E também, claro, a toda agenda de transição energética. E nessa agenda é bom a gente ressaltar não só novas tecnologias como captura hidrogênio, mas também, aí a eficiência energética né, que é a forma ainda mais barata de você economizar energia, com projeto chamado aliança 2, junto aí com o PROCEL, com outros parceiros, no intuito de dar mais eficiente pra grandes plantas industriais. Nessa versão 2 vamos atender aí 24 grandes plantas, mas a ideia é que a gente também dê escala a esse trabalho que é bastante importante pra indústria brasileira. Expansão de renováveis, temos aí também né pra ser votado, marco também bastante importante, Conversa também com o hidrogênio, né, e também aí como fortalecer a nossa política nacional de biocombustíveis, a exemplo do que eu coloquei aqui anteriormente, sobre o projeto de lei do combustível do futuro. Grandes potenciais pro setor industrial, acho que foi mencionado aqui, né? Cluster de indústrias, os os enego intensivos, com bastante alto, né? Em investimento para descarbonização via novas tecnologias, fertilizante e amônia verde, e também tratando da questão do combustível marítimo, o aço verde, e o metano também pra fazer 1 referência aí à indústria química. Hoje no Brasil, a partir de estudo da CNI, no último que a gente fez, a gente elencou grandes 20 projetos, com valor de aproximadamente 188 bilhões de reais. Né? São projetos muito mais direcionados aí pra pra questão de exportação. Então a gente tem Pecém, tem a Sul, tem Parnaíba, né? E outros portos aí que vão trabalhar essa questão, mas a gente precisa olhar também, pra de cadeia produtiva, né? E investir também dentro da cadeia industrial, pra que a gente tenha aí alguns efeitos de macroeconomia, e que se reflitam aí na parte de emprego, de renda e desenvolvimento também regional. Pra se ter ideia, só a Alemanha, quando a gente compara a nível internacional, já tem 198 grandes projetos, né? Então claro, que existem fortes subsídios, né? Quando se fala de Aira, quando se fala de Green Deal, quando se fala de Japão de China. Mas no caso aqui do Brasil, acho que a gente começa muito bem aí essa caminhada agora com essa política pública, 1 política que a meu ver, ela abre 1 nova frente, hoje a gente está muito acostumado a ter política pública no Brasil comando controle e fiscalização, e essa esse projeto de lei do hidrogênio de baixo carbono, além de definir claramente alguns conceitos de hidrogênio verde, hidrogênio renovável e também de baixo carbono, ele traz ponto muito importante na minha visão, que são os incentivos econômicos. É esse lado da moeda que a gente acredita que vai virar a chave, e que vai escalar aí a competitividade desse tipo de combustível. Então temos a questão do rehidro, suspensão de PIS, Cofins e imposto de importação. E temos também a questão dos créditos fiscais. Se eu não me engano são 5 anos, mas já começando em 2025, e aí a gente já teria aí a necessidade de caminhar cada vez mais rápido com essa regulamentação desse assunto tão importante. Financiamento, ele tem bastante conexão, acho que tem tema que está sendo discutido aí liderado pelo Ministério da Fazenda, que ele vai conectar bastante com não só com o hidrogênio mas com todas essas políticas que é a taxonomia. Então lá vai se definir como você dá, acesso mais privilegiado em termos de competitividade para quem for considerado, entre aspas, verde, mas a ideia é que a gente trabalhe bastante nessa temática pra que a gente possa né, trabalhar não só numa definição binária, né, de setorial, mas sim numa transição, numa transformação, ou como todos vêm falando aqui em relação à evolução, né, quando se fala de transição energética ou mesmo de transição pra baixo carbono. Então é isso deputado né? Agradeço mais 1 vez aí a oportunidade e encerro aqui minha fala. Muito obrigado. Muito obrigado Davi.
Deputado
A gente ouvindo vocês e quem a gente vai ouvir ainda mas a gente já constata como é importante essa união de de todos esses fatores né entidades e governos estadual, municipal, federal né, Mistérios pra essa transição energética. Eu não vi vocês falar ainda, mas só vou colocar. Eu eu fui visitar 1 experiência de hidrogênio verde na Dinamarca, só pra contribuir com vocês e lá senhor da da Fos eu acho ele disse algo interessante pra mim e vocês com certeza usam muito isso ele disse que a energia mais limpa é a energia é a energia que a gente que a gente não usa né? Que a gente não usa. É a energia mais limpa né? Foi 1 experiência bem legal lá. Tem 1 cidade de, tem 1 cidade de, eu acho que ela é de 50000 habitantes, que em 2029 vai ser carbono 0, Lá na Dinamarca. 2029. Eles devem eles devem eles devem antecipar isso pra antes de 2029, mas tem uns projetos assim fantástico. E aí e não imaginava que o Brasil ia caminhar célere como está caminhando então e e devese muito a esses atores assim como vocês falaram né dessa referência pra nós no parlamento aqui que é o o deputado Arnaldo Jardim né? Que cuida muito dessa desse tema entre tantos outros, mas ele é 1 referência aqui, né? Nesse cuidado. Eu sou de Rio do Sul e eu costumo dizer que o mundo não o mundo não é pequeno, é porque Rio do Sul é muito grande, que eu estou ao lado aqui do Jorge Bueira, meu conterrâneo de Rio do Sul. Ele morou em Rio do Sul também, olha que coincidência boa. Mas não, não se não se aveste Eduarda porque ele é de Vacaria, ele é do Rio Grande do Sul, tá? Ele é do, ele é de Vacaria, que a Eduarda é de cascas, Jorge. Cascas, conhece cascas todo mundo conhece, aquela cidade lá perto de Passo Fundo. Então concedo a palavra pelo prazo de 10 minutos ao meu conterrâneo Jorge Bueira. Obrigado presidente, agradeço.
Analista de Inovação e Produtividade - Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial
Participação aqui da na mesa da da Marizete, que eu sempre quando eu lembro dela eu vejo MMA na frente, a Patrícia e o Davi que me antecederam. Eu vou fazer 1 apresentação muito técnica, vou tentar colocar alguns elementos de do que do do que como é que a gente entende que nós podemos aproveitar essa esse esse novo momento de da transição energética onde o hidrogênio aparece como dos grandes, dos grandes pontos relevantes dessa dessa dessa transição, embora a gente saiba que o hidrogênio não seja 1 bala de prata, ele vai ter contribuições muito específicas em alguns setores que nós vamos ver mais à frente. Hoje a minha agenda aqui falar pouco dentro do conceito de desenvolvimento industrial, eu sou duma casa de desenvolvimento industrial, trabalho na agência brasileira de desenvolvimento industrial, então a gente lida todo dia com esse tipo de coisa, como é que a gente aproveita as demandas de dos diferentes setores, demandantes de equipamentos, serviços industriais, engenharia, como a gente transforma isso em adensamento maior da nossa produção industrial. Então a agenda vai começar a falar pouco sobre o que que, o que que é a nova indústria Brasil, o contexto da transição energética, algumas oportunidades que nós vamos listar pros senhores, de que de que forma a gente pode mapear melhor essas oportunidades, como é que a gente pode fazer digamos assim passo a passo, sabe presidente, algumas conclusões e alguns comentários finais a título de contribuição pro debate institucional, de política institucional. A gente sabe que a que o diagnóstico da Nívea é bastante crítico, a gente tem 1 1 necessidade de desenvolver a indústria de forma sustentável. Existe processo de primarização da nossa estrutura produtiva, e a gente tem 1 pauta exportadora concentrada em commodities em itens de baixa complexidade tecnológica, e o diagnóstico que a os formuladores da política na qual o time de participar é que a gente tem que coordenar a política industrial com outras políticas industriais, política energética, política climática, política econômica, políticas de desenvolvimento regional, e e nosso objetivo é ampliar a nossa produtividade, a nossa competitividade por meio de progresso técnico, aproveitar melhor as vantagens comparativas do país onde a gente gente insere o grande potencial de energia renovável e de fontes renováveis do país, como o vento, o sol, regime hídrico né, águas né, e a biodiversidade, a biomassa, e a gente a partir disso tentar se reposicionar no comércio internacional. Então esse é basicamente os objetivos da Anib. Está organizada em em 5 6 missões hoje de manhã, foi lançada a missão com quase 500000000000 de financiamento pra missão que cuida das cadeias agroindustriais sustentáveis, pode passar. Especificamente em relação às questões associadas à transição, nós temos a a missão 3 e a missão 5, ambas cuidando de assuntos associados com a transição, a missão 3 com a eletromobilidade, veículos elétricos híbridos, cadeia produtiva da bateria de carros também está nesse contexto, e na parte de bioeconomia e descarbonização você tem todo campo de oportunidades na bioenergia novos combustíveis como já mencionado aqui pelo pelo David, de SAF, bioqueroseno de aviação, a toda indústria de bens de capital pra geração de rede renovável como eólica solar, hidrogênio verde que é o objeto dessa dessa audiência, e também toda a questão associada com a descarbonização da indústria de base, que está ligada diretamente também com as possibilidades de uso do hidrogênio. Na próxima, aqui pouco do que eu mencionei pra vocês, a grande discussão hoje no mundo é que a gente tem que passar de combustíveis fósseis pra combustíveis renováveis. E a grande contribuição que se vai dar em em médio e médio prazo, é o aumento da eletrificação de fontes renováveis, né? Hoje nós temos em média 22, a gente quer passar em 2050, pra 50 e por 100 de relevância renovável, e dentro desse contexto chegar a 90 por 100 de renovabilidade da eletricidade no Brasil, no mundo. A grande questão é que o Brasil já tem 93 por 100 de renobilidade na sua matriz elétrica e nós temos umas vantagem comparativa significativa tanto pra pra descarbonização e a gente também tem minerais verdes, hidrogênio verde e outros produtos manufaturados verdes também, esse é dado do Banco Mundial, pode passar. Aqui também o hidrogênio junto com a eletricidade ele permite a possibilidade de você combinar a a renovável elétrica com o uso direto de eletricidade com com o hidrogênio. Então essa esse acoplamento de de possibilidades de usar o hidrogênio ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele diretamente é 1 coisa bastante importante porque você também, além da geração, você envolve também o consumo de outros setores. Então na verdade você vive processo de transformação das infraestruturas de produção e consumo de energia por meio dessa dessa transição energética. Pode passar? Nós estamos diante de 1 quantidade gigantesca de projetos no mundo, né? Dados recentes do do relatório do mostra que tem mais de quase 1600 projetos em curso no mundo, cerca de 700000000000 de dólares de investimento, 15 por 100 deles na América Latina. Pode passar? Aqui pouco da cadeia de valor, você tem toda a parte de produção, onde a energia renovável desempenha é papel importante, e isso o desenvolvimento da indústria de energia de hidrogênio vai puxar o desenvolvimento da indústria de renováveis, durante o Marcelo Cabral vai falar sobre isso, cada gigawatts de hidrogênio produzido vai requerer em torno de 2 gigawatts de energia oliconshore, ou gigawatts de energia oliconshore, ou até 4 gigawatts de energia flat solar. Então, vai ter o desenvolvimento dessa cadeia vai ter impacto grande na geração de de energia de fontes renováveis como solar e eólica, basicamente essas associadas ao processo de eletrólise. Aqui 1 outra forma de enxergar essa cadeia também, mostrando todos os equipamentos industriais que vão ser necessários pra desenvolver essa indústria, tanto do ponto de vista da geração de energia, tanto do visto do processo produtivo, da transformação e dos usos finais da na no na economia e no setor de diferentes setores produtivos. Pode passar. Como é que a gente vai fazer então pra definir, identificar as as oportunidades? A ideia é que a gente primeiro a gente deve conhecer os projetos de engenharia, não somente conhecer mas também desenvolver projetos de engenharia associados com o hidrogênio, com conhecer todos os conjuntos sobre sistemas, equipamentos, componentes e materiais, para as plantas de produção de hidrogênio pros processos de transformação, pros zeros de distribuição e transporte, gasodutos, caminhões, cilindros, navios, armazenamento, vasos de pressão e também os usos nos diferentes setores de uso final como principalmente refinarias, ferro e aço, reprodução química, transporte pesado, rodo ferroviário e aéreo e marítimo. Pode passar? Segundo é é é importante que esse, que o governo faça no no no dever de discutir o conteúdo local e o conteúdo de PED dentro do do PNL 2, PNL 2, é importante que a gente entenda que os diversos equipamentos e insumos a serem utilizados nessa indústria precisam ser entendidos em termo das suas características, dos materiais da sua composição e também identificar quais setores que há sinergia na produção desses equipamentos e insumos pra que a gente possa identificar onde estão as indústrias nacionais que podem, poderão participar dessa festa, não só de produzir hidrogênio, 1 commodity mas também participar da produção das infraestruturas de produção e distribuição? Pode passar. Aqui exemplo de 1 ficha técnica, onde a gente mostra pra componente de armazenamento de hidrogênio, algumas características alguns equipamentos algumas características que elas têm que vão ter que lidar, os materiais que são utilizados e quais os setores que têm sinergia com esse tipo de equipamento então aí a gente pode mapear onde é que estão as indústrias que poderão entrar nesse nessa festa de produzir as novas infraestruturas pro hidrogênio no Brasil. Pode passar? Aqui pouco pouco é, então a partir disso a gente pode correlacionar essas informações com dados, com as respectivas atividades econômicas, identificar onde estão sendo produzida, em que lugar, quais são os empregos gerados, quanto que está vendendo, importando esses equipamentos pra gente identificar a priori o grau de competitividade desses fornecedores e a partir disso identificar quais setores a gente pode desenvolver políticas pra aumentar a competitividade da nossa indústria. Pode passar? Aqui aqui por último, é muito importante que a gente consiga endereçar conjunto de políticas públicas pro desenvolvimento da economia do hidrogênio no Brasil. Primeiramente pelo desenvolvimento tecnológico e da inovação do setor, pensando em política de ciência, tecnologia e inovação, promover 1 política de adensamento da cadeia produtiva nacional por meio de política industrial e de comércio exterior, promover a descarbonização da indústria nacional por meio de 1 política energética e climática inteligente, criação de renda, emprego e desenvolvimento regional por meio de 1 política econômica e considere as oportunidades decorrentes dessa economia de hidrogênio e está aqui, aqui do lado tem alguns políticas que hoje já estão sendo endereçadas dentro do governo federal. A próxima. Concluindo, a gente vai ter, nas transição energética, grande impacto também na geração de empregos e manutenção de empregos industriais em vários vários elos das cadeias produtivas, tanto na fabricação quanto na operação e manutenção desses ativos, né? A gente tem o exemplo por exemplo do setor eólico que tem 1 grande contingente de empregos gerados no no nordeste e isso vai se intensificar ainda mais a partir dessa demanda de hidrogênio. A próxima. Aqui também, você também vai ter 1 grande geração de empregos e manutenção de empregos industriais em novos setores da transição, como geração de renovável, o hidrogênio em si, na economia circular, a mobilidade elétrica, na construção civil verde, no biorefino e novas tecnologias como veículos elétricos, os combustíveis sintéticos gerados a partir de hidrogênio e co 2 biogênico de preferência. E pra finalizar, o desenvolvimento industrial que nós entendemos possível a partir da cadeia de produção, cadeia de valor de hidrogênio verde ela está tanto a montante na geração quanto nos usos finais, quanto na construção das pás e ferramentas dessa nova indústria. Então a fabricação hoje por exemplo de eletroizadores ela está muito concentrada em países da OCDE e as empresas que lideram esse mercado já estão desenvolvendo as suas cadeias de fornecedores. Eles não vão nos entregar o fornecimento de da da pra indústria nacional de bandeja, nós vamos ter que fazer esforço pra que isso aconteça. Em tese hoje 50 por 100 do valor dos equipamentos e insumos que compõem 1 planta de hidrogênio, eles poderiam ser produzidos sim pela indústria nacional. O próprio BNDES, que fez estudo bastante grande há uns 2 3 anos atrás, ele trabalha com esse número como regra geral. Então a gente tem que pensar o seguinte, o eletrolizador é equipamento caro, de alto valor tecnológico, mas todos os outros elementos que compõem a planta de hidrogênio são produtos industriais que são produzidos e utilizados em vários outros setores industriais, alimentação, mineração, petróleo e gás, que poderão também ser incorporados como conteúdo local na produção de hidrogênio e nas outras elos da cadeia produtiva. A gente sabe hoje que há número significativo de empresa no país, eles já produzem esses equipamentos em cima, em insumos né, só que a inserção competitiva da nossa indústria em termos de custo, ela não vai ser automática, é preciso que a gente faça algumas coisas. Primeiro então como recomendação a gente tem que avançar na estratégia do PNH 2 aqui mencionado pela Patrícia pra gente desenvolver competências tecnológicas e produtivas locais. Segundo fomentar também a criação do mercado doméstico de hidrogênio pra descarbonizar os nossos setores, e além disso, trabalhar fortemente na promoção de exportação de produtos manufaturados verdes, porque nós precisamos senhores aumentar o valor agregado na nossa balança comercial brasileira e não exportar somente commodities, mas importar produtos verdes de maior valor agregado. Obrigado.
Deputado
Obrigado meu conterrâneo xará, Jorge Vieira. Temos mais conterrâneo aqui hoje ô ô Jorge. O Jorge morou em Rio do Sul, Chica, está aqui a nossa prefeita de Salete, a Chica, a nossa futura prefeita de Salete, a Nadir que eu quero dar 1 saudação especial, a Solenira e o Tadeu Tadeu que é viceprefeito e continua viceprefeito. Salete é 1 das cidades mais bonitas de Santa Catarina e a Chica e o Tadeu deixaram mais bonito. E a sorte lá delas oh Tadeu é que tem homem junto lá na gestão né? As mulheres comandam mas tem o Tadeu lá né? Pra pra dar o equilíbrio né? Então aqui com prazer aí estar com vocês a nossa futura deputada Chica prefeita de Salete. Eu eu depois eu vou compartilhar com vocês o nosso gabinete é carbono 0. Meu gabinete é carbono 0. Eu vou distribuir brinde pra vocês, lápis com 1 sementinha aqui e depois vocês podem plantar, com certeza vocês já plantaram muitas árvores, né? Mas eu vou distribuir pra vocês mais 1 sementinha pra vocês plantarem. E eu tenho projeto aqui na na Câmara dos Deputados com o presidente Lira. Não avançou ainda mas espero que avance. Que nós a Câmara dos Deputados carbono 0. Não é justo a gente pedir a contribuição de todo mundo pra sustentabilidade, pra ajudar o meio ambiente, pra descarbonizar indústria, vários setores e nós não fazer a nossa parte. O nosso gabinete está fazendo a nossa parte, né? Com pensamos a emissão dos nossos da de carbono no nosso gabinete que é inevitável através de plantio de árvores e crédito de carbono também. Desculpa Vaza, só queria fazer essa essa apresentação e saudar os amigos com amigos queridos lá de Salete. Concedo a palavra agora pelo prazo de 10 minutos ao Alexandre Vaz Castro, presidente do Conselho Regional de Química da vigésima primeira região do CRQ. Pela plataforma Zoom. É contigo Alexandre. Muito obrigado. Obrigado deputado.
Presidente - Conselho Regional de Química da 21ª Região, CRQ XXI/ES
Me me escutam perfeitamente, né? Está ótimo. Em primeiro lugar, eu saúdo aí ao nosso presidente da audiência, o deputado federal Jorge Berten, acho que pronunciei corretamente seu sobrenome, espero. E também ao nosso proponente, o deputado federal Heitor Chur, pela audiência, né, que nós estamos aqui participando. Também ao deputado federal Josenido pelo convite ao Conselho Federal de Química, em especial já destacado aí também pelos os meus colegas que me antecederam, ao deputado federal Arnaldo Jardim, né, realmente fez trabalho fantástico sobre essa pauta do hidrogênio, né. E também, e aí agradecimento especial aí, 1 abraço aos meus conterrâneos lá do estado do Espírito Santo, os deputados federais Jaque Rocha e Alder Salomão que compõem aí a comissão, está bom? A nossa intervenção deputado Jorge é com relação, e também já repetindo aí o o nosso querido David Bom Tempo, não é é ficar é tocando os mesmos assuntos até que foram muito bem explicados aí pela pela Patrícia, pela Marizete, pelo Davi, né, e também pelo Jorge. Mas nós gostaríamos de trazer ponto específico em toda essa cadeia que já foi apontada pelo Ministério de Minas e a Gegê, que é a capacitação de recursos humanos. Primeiro lugar, o sistema do Conselho Federal de Química, conselhos regionais de química, além de presidente do Conselho Regional de Química do Estado do Espírito Santo, eu faço parte do Comitê de Relações da Institucionais EEE governamentais do Conselho Federal de Química. E nós temos 1 atuação aí muito forte, com relação a toda a pauta que traz para o desenvolvimento da química no nosso país. E é óbvio né, a inserção dos nossos profissionais, né, dos engenheiros químicos, dos químicos industriais, dos bacharéis licenciados e também dos técnicos em que versam sobre a área da química. Hoje, deputado, nós temos universo só no nosso sistema de, em torno de 250000 profissionais, né, atuando no Brasil, nessa área de química, e como foi muito bem colocado pelo pelo Jorge, do Midique, a essa festa do hidrogênio, a indústria química e petroquímica ela está como convidada de honra, né em todos os setores ali que foram demonstrados na apresentação do Jorge, a indústria química e petroquímica tem papel fundamental não só no a montante, né, na parte toda da construção aí dos principalmente da produção de hidrogênio verde dos da do processo de eletrólise, mas também na parte dos produtos manufaturados, e aí o grande destaque realmente, são as cadeias que produzem o as substâncias principalmente a manha verde, né, e a biometano, biocombustíveis, combustíveis sintéticos, toda essa parte que envolve não só a matriz energética como também a produção industrial do Brasil. E deputado, o que nos chama atenção é que no arcabouço legal produzido até agora e por isso que nós estamos numa expectativa enorme pela, pra conhecer a Minuto aí né o decreto regulamentador da lei do marco legal do hidrogênio é a questão exatamente da preparação de recursos humanos pra trabalhar nesse setor, porque hoje foi muito bem colocado pelos demais colegas né, nós temos aí movimento pujante da do hidrogênio né cada vez mais acelerado, e só que a nossa preocupação primeiro é que nós possamos ter condições de ter mão de obra qualificada brasileira trabalhando nessas plantas ou seja, não ter que ficar importando essa mão de obra pra que depois a gente tenha aí dificuldade até de inserir os nossos profissionais nessa cadeia produtiva. Mas também, a questão da exportação é óbvio né, nossa, nossos profissionais são muito bem capacitados e gabaritados né a nível mundial são muito reconhecidos então há 1 possibilidade enorme de êxito também pra trabalhar em outros players em outros países que ela botou nessa nessa pauta de hidrogênio. Então o nosso primeiro destaque deputado, é que, o decreto regulamentador também não traga somente as bases de como vai ser feita esse marco, mas também nos aponte como nós vamos fazer pra garantir, né os recursos humanos que vão trabalhar nessa pauta. Então, esse já é o nosso primeiro destaque. O segundo destaque, deputado, e demais colegas participantes aqui da audiência, é é a nossa grande preocupação também, né nós temos horizonte fantástico aí pro hidrogênio, mas nós precisamos também trazer o lado social. Nós tivemos inclusive recentemente em reunião do Ministério de Minas e Energia né e, e esse ponto foi muito importante de ser abordado né os arranjos produtivos locais eles trazem também todo quesito social né, de buscarmos os nossos jovens pra inserir nessa pauta em toda essa cadeia do hidrogênio. Então hoje, nós trabalhamos enquanto sistemas CFQ CRQs, junto aos demais atores, pra levar esse conhecimento, aponta, a sociedade, a sociedade ela precisa entender que essa pauta do hidrogênio não só como aquela coisa da química né que sempre assusta né deputado, pouco o pessoal, mas principalmente o quanto ela vai transformar o seu modo de vida, né? Não só na AA0 peso da balança comercial, que é muito importante, mas o nosso modo de vida. Então muitos dos produtos, muito das das da da dos destaques que foram colocados aqui, em algum momento vão chegar ao consumidor final inclusive o marco legal do hidrogênio ele fala, ele dá esse destaque à questão do consumidor. Então, nós precisamos levar esse conhecimento, essa divulgação da pauta do hidrogênio, né, pra sociedade como todo. E aí é óbvio, que a integração com as instituições de ensino do país, as universidades, os institutos federais, né todas as faculdades que lá que trabalham com a parte de tecnologia, são são muito importantes, né então nós temos aí projeto pra 2025 muito importante que é trabalhar ainda mais e cada vez mais pra levar esse conhecimento então através de workshops, através de seminários, através da da conversa com as próprias instituições, nós temos aí trabalho de de inclusive criar né, cursos ligados especificamente à área de hidrogênio, como por exemplo, em termos práticos, com curso de formação técnica em hidrogênio por exemplo, isso são requisitos importantíssimos pra que a gente garanta que essa cadeia ela tenha a o seu desenvolvimento de maneira bem tranquila. E e aí pra finalizar a minha a minha participação, destaque também, foi colocado pelo nosso representante do do Midique, na na parte do do né de toda a cadeia envolvendo máquinas e equipamentos, né, realmente hoje 1 das também nós profissionais que trabalhamos com essa pauta, realmente estamos muito preocupados né de ficarmos totalmente dependentes do mercado externo, principalmente com relação à à importação de equipamentos. Então é muito importante né com a velocidade com que essa pauta está caminhando, que também haja essa aceleração na parte do desenvolvimento desses equipamentos e de todo esse essa cadeia de supplyer no Brasil. Então por isso, esse movimento não é só restrito à química né porque é 1 pauta totalmente ligada à química mas também envolve toda a parte de engenharia elétrica, mecânica ou seja nós trabalhamos aí a multidisciplinaridade dentro dessa desse dessa pauta do hidrogênio, e nós precisamos também destacar. Então, concluindo a minha fala, deputado, nós estamos realmente aguardando o decreto pra ver como isso vai ser encaminhado de fato e de direito, e aí começasse a trabalhar com esses atores principais, né, não só do governo mas como também da iniciativa privada, nós temos aqui também o André Passo daqui a pouquinho, abraço a ele, o presidente da Biquim, com certeza ele vai nos trazer também 1 contribuição enorme. Então, termos essa parte da capacitação de recursos humanos saindo do papel e efetivamente produzindo num universo aí, no horizonte melhor dizendo, de 5 anos, 5 a 10 anos, nós temos 1 massa crítica no Brasil técnica pra que essa indústria possa não só ser desenvolvida mas também trazer benefício a toda a sociedade como todo, está bom? Muito obrigado deputado aí pela abraço a todos que nos assistem, muito obrigado.
Deputado
Nós que agradecemos Alexandre, eu aproveito a agradecer aí todos os nobres convidados e convidadas que participaram da primeira rodada de debates. E aí nós vamos montar a nova mesa, os senhores podem AA0 convido vocês a tomarem o assento de vocês pra nós fazermos a a mudança. O o deputado Heitor Chul presidente de fato aqui peço desculpa deputado porque eu não consigo e eu já falei antes não consigo substituir o o senhor é insubstituível né? Não só aqui como na casa, né? O senhor é 1 referência pra nós. Então e agora o o vai presidir os trabalhos do deputado Heitor Chux. Já vou deixar lápis de brinde pro senhor aqui. Mesmo ele ele estava acompanhando os senhores e senhoras online, mesmo doentinho, ele está ele está com febre
Transcrição automática
Está comendo pouca bolacha lá em Santa Cruz. Quem vem pra mesa aqui? Esse daqui? É. Amém? Muito bem senhoras e senhores.
Deputado
Quero agradecer muito ao colega deputado Jorge Gueten que assumiu a tarefa de presidir a audiência pública que nós pedimos, e já pedi desculpas porque hoje eu, depois de muito tempo tive a minha famosa crise de enxaqueca, se eu trocar 1 palavra, você trocar algum nome não se assustem, tá? Porque depois disso eu sempre fico pouco mais, devagar, é como aquele jogador de futebol que quando era novo, tinha talento, e eu agora estou lento, né? Pra fazer então a segunda mesa, de convidados e convidadas aqui na lista está, o professor de economia da Universidade de Brasília, Jorge Abash, exvicepresidente do setor privado do banco de desenvolvimento da América Latina está presente aqui. Pode vir pra cá por gentileza doutor Jorge. Também convido a diretora executiva do instituto é mais transição energética Rosana Santos. Venga, por favor, se acomodem aqui a mesa. Convido também Fernanda Delgado presidente executiva da brasileira da indústria de hidrogênio verde. Marcelo Cabral diretor de novas tecnologias da associação brasileira de energia eólica e novas tecnologias. E também André Passos Cordeiro, presidente executivo da associação brasileira da indústria química biquin. Isso aqui é que nem coração de mãe. A gente vai aumentando vai puxando 1 cadeira. Está bom. Então vamos ouvir de imediato o doutor Jorge Arbashi. Pra fazer a sua manifestação, se o senhor puder então ficar também dentro daquele tempo de 10 minutos, a gente agradece até porque também temos ainda 1 manifestação pelo, pelo Zoom depois doutor Jorge por favor. Obrigado obrigado deputado, boa tarde a todos.
Professor de economia da Universidade de Brasília e Ex-Vice-Presidente de Setor Privado do Banco de Desenvolvimento da América Latina - CAF
Colegas aqui de de de painel, os que me antecederam a todos que estão presentes. Não há dúvida de que essa é 1 pauta da maior importância pro país, mas na verdade também da maior importância pro mundo. O hidrogênio verde, como já se discutiu aqui, é parte de conjunto de soluções pra acelerar e ampliar a descarbonização do mundo, porém, é longe de ser 1 planaceia solução pra todos os males como muita gente prega, isso não tem sentido, isso não é pregado fora do Brasil, isso é mais pregado aqui no Brasil, e eu não entendo como, e nem por quê. Outro ponto importante deputado, é é a seguinte pergunta, é sim avançar na agenda de hidrogênio verde, e por quê? Porque o Brasil é considerado dos países mais competitivos pra produção desse hidrogênio, ou dessa ou dessa solução? E por que por conta das suas condições climáticas, por conta da sua capacidade de produzir energia verde, renovável, que já é muito abundante, muito em cima muito por cima do padrão global de de de matriz energética, o que nos dá 1 vantagem competitiva muito grande além do que, o parque produtivo pra produzir essa energia verde já foi feito, já foi financiado e já foi descontado em balanço. Quando a gente compara essa condição com a de Europa, Estados Unidos e China, não tem nem como comparar os 2, o país com com essas outras regiões, não tem como comparar, porque eles ainda terão que fazer a transição das suas matrizes elétricas, que custará muito dinheiro e vai requerer décadas pra eles chegarem dia nos 90 porcento da nossa matriz verde, que será entre 30 e 50 anos segundo a agência internacional de energia. Então o Brasil se encontra numa posição extremamente favorável pra produção não só de hidrogênio verde mas de outras soluções fundamentais para a descarbonização do mundo. A questão que se coloca aqui na verdade não é produzir hidrogênio verde, não produzir hidrogênio verde, essa desculpe os segmentos e cedeiros que falaram nisso, isso não é o tema relevante, isso não para de pé, não tem sentido. A questão é o que fazer com esse hidrogênio verde deputado? Esse é o ponto. E aí grosso modo a gente tem 2 caminhos, o primeiro caminho, que é o que tem sido pregado por muitos, e que tem sido estimulado pelos europeus, e pelos americanos mas especialmente pelos europeus, que é o desfazer do hidrogênio vetor pra produção de amônia pra exportação. Exportação pra quem? Pra quem está enfrentando grandes desafios na competitividade da sua indústria, que precisa desse hidrogênio pra seguir vivendo, né seguir competitiva, pra seguir viva, que é outra coisa, né? E aqui, recai especialmente o caso dos alemães, que estão por trás em parte do estímulo pra que o Brasil produza hidrogênio verde, para exportação pra quem? Pra eles. Por quê? Porque a produção do hidrogênio verde lá na Europa, é várias vezes mais cara, mais custosa do que o no nosso caso. O que eles têm feito, têm estimulado a produção, têm estimulado países como o Brasil, que ingenuamente têm embarcado nessa agenda, e que inclusive está oferecendo subsídios pra produção de hidrogênio pra subsidiar o povo europeu. Isso não existe. Como? Me expliquem. Isso não existe, isso tem que ser tratado de forma clara e transparente, é assim que homens grandes seres que preza pelos interesses do seu país tem que tratar esse tema, isso não existe, mas existe outro grupo que tem estimulado também a produção de hidrogênio verde que é o pessoal dos data centers, os mais importantes consumidores de energia no mundo. Como vocês sabem, o os data centers são absolutamente gigantescos, fontes de absorção de energia e de água, porém, não tem contribuição nenhuma para as economias. Não é por outra razão que os governadores dos Estados Unidos agora estão rechaçando a colocação de data center, são os americanos que estão fazendo isso, não são os não são os brasileiros. A mesma coisa acontece na Coreia do Sul, na Áustria, na Austrália, em Singapura, e nós no Brasil embarcando na agenda de data centers como se fosse a solução pra todos os mares, sendo que que data centers não criam emprego, não paga imposto, não têm jurisdição nacional, consomem muita água e muita energia. Como justificar isso? Como? Do ponto de vista técnico. Não existe. Não existe. Vamos ver o que que está se discutindo nos Estados Unidos e na Europa sobre esse tema, EAE vocês podem todos vocês aí, do celular de vocês descobrir o que que está se discutindo, e a discussão é não, esse modelo não funciona pra mais, né? Se vocês procurarem saber o que que está acontecendo no no estado da Virgínia, de Merlin e outros, profundos desastres ambientais, profundos leiam, vocês mesmos não precisem que eu diga pra vocês o que fazer, leiam vocês com os próprios olhos. Como que a gente embarca nessa tese sem qualquer visão crítica? Isso não existe. Como? Como se justifica pra defender quais interesses? E a troco de quê? Bom, agora a gente tem 1 segunda possibilidade do que fazer com hidrogênio verde, que é converter o esse hidrogênio, altamente competitivo, numa num numa fonte de estímulo pra atração de indústrias que precisam do hidrogênio pra se viabilizarem. E e pra produzirem aonde? Aqui no Brasil. Isso para de pé, isso faz sentido, né? Indústrias ao ao redor do mundo, que são intensivas em energia, e que estão desesperadas pra buscar soluções, pras suas condições de competitividade, quais? Indústria química, indústria de fertilizantes, indústria de aço, indústria de biocombustíveis e outras que têm na energia, o custo mais importante e a fonte determinante da sua competitividade. E o Brasil se torna candidato natural pra atrair esse esses investimentos, e para que utilizar o hidrogênio e fazer desse hidrogênio 1 fonte de competitividade para cadeias de produção longas, com grandes impactos no terreno, com pagamento de impostos, pagamento de salários, emprego de muita gente e exportação dessas coisas, isso faz sentido. Isso para de pé, isso é isso é do interesse nacional. Agora, quando a gente olha do ponto de vista de negócios, e eu estava até pouco tempo num banco, analisando projetos de hidrogênio em toda a região e também na Espanha e Portugal, nenhuma operação de produção de hidrogênio pra pra exportação para de pé, nem aqui e nem em lugar nenhum. Se vocês olharem, por exemplo, o que Emirados Árabes, que era considerado candidato à exportação de amônia pra Europa, decidiram fazer, eles decidiram não entrar nesse negócio, sendo que eles estão do lado da Europa, e esse e essa amônia esse esse exagero seria exportado por tubulação. Por quê? Porque isso não para de pé. Os bancos, como como esse que eu trabalhava, eu trabalhei no Macare, no banco no BNDES e no banco mundial, e analisava. Nenhum projeto desses para de pé deputado, 0. Então sim, não para de pé, e qual é a única forma deles se viabilizarem? Com dinheiro público. Dinheiro público. Quando nos pressiono pra entrarmos nessa agenda, é com dinheiro público. Só que seria nós subsidiando países desenvolvidos, isso não existe agora, entrar dinheiro público, BNDES, bancos de desenvolvimento pra apoiar a instalação de plantas de hidrogênio, que vão sim abastecer plantas industriais, com cadeias longas de produção, isso faz sentido. E do ponto de vista técnico de análise financeira deputado, isso aconteceu com conosco, as as plantas de hidrogênio só são viáveis, do ponto de vista econômico financeiro, quando o comprador desse hidrogênio é vizinho. Então você produz aqui, pra remeter esse hidrogênio pra cá. Como como é o caso de plantas de fertilizantes, como é o caso de plantas de aço verde, como é o caso de plantas de biocombustíveis e outras, isso para de pé do é por isso que nesses casos os bancos financiam. Nesses outros casos deputado, não há financiamento, e não haverá tão cedo financiamento. Outra coisa, toda essa história de que a gente vai produzir hidrogênio pra exportação et cetera, isso tudo é muito bom, mas precisa de alguém que compre esse hidrogênio. Porém, existem rotas tecnológicas competindo entre si pra ver qual seria a rota mais viável do ponto de vista econômico financeiro. Então, isso isso traz 2 problemas. Primeiro, que essa competição de rotas faz com que nenhum comprador potencial faça contratos de médio e longo prazo, que é 1 que é o que 1 planta de hidrogênio precisa pra ela fazer o investimento. Então então não tem comprador de longo prazo, a não ser que alguém subsidi. E a outra coisa é que, existem possíveis soluções de produção de hidrogênio no norte da África e também no oriente médio, que é que ainda não se viabilizou, mas eventualmente poderá se viabilizar, que impedirão por definição que o Brasil possa sonhar em produzir e vender pra Europa. Sonhar. Então isso nada disso para de pé. Vocês vocês têm que conversar é com banqueiro, é com fundo de investimento que faz as contas na ponta do lápis e ver o que que para de pé, isso não para de pé. Então vendendo sonho, fumaça, sem nenhum balizamento, isso não existe. Se alguém disser que existe, quem me traga pra mim e pros meus engenheiros pra gente ver quais são as contas? Que traga? Eu desafio que demonstrem os números que abrem que abram os livros pra gente fazer 1 comparação e desses para de perto. E mais, olhando olhando experiência internacional, né? Então assim, o Brasil tem que parar de olhar pra si, e olhar pro mundo quando se trata de hidrogênio. Não existe, isso é contra o interesse nacional, isso é usar e abusar da ignorância das pessoas. Isso é usar e abusar da falta de visão do que acontece internacionalmente. Então assim, não cabe, não existe, não tem espaço pra país em desenvolvimento que luta contra a pobreza e desigualdade, subsidiar e financiar interesses pouco justificaveis, pra não dizer outra coisa. Obrigado.
Deputado
Obrigado Professor Jorge. Pela ordem, agora vamos ouvir a diretora executiva do instituto é mais Rosana Santos, por favor, 10 minutos.
Diretora Executiva - Instituto E+ Transição Energética
Primeiro, eu queria agradecer pela oportunidade presidente de estar aqui nessa casa falando desse assunto que, é praticamente assunto primordial pra nos colocar, no mapa aí da transição industrial do mundo né, eu acho que não vai dar pra estar na transição industrial ou nesse mapa, se a gente não conversar agora sobre sobre hidrogênio, sobre hidrogênio de baixas emissões, o hidrogênio verde ele é 1 das partes do que a gente pode fazer né, e é importante a gente ter a distinção entre hidrogênio verde que é a partir só de recursos renováveis, e hidrogênio de baixas emissões que vem e traz espectro maior de possibilidades tecnológicas e rotas pra chegar nele. Mas assim, falando sobre, em si a questão do do hidrogênio, a nossa introdução né a nesse mercado de hidrogênio, os 2 projetos que foram aprovados está aqui o o Ziraldo com quem a gente trocou muitas ideias até ao longo da da do pensamento e conceitualização né do do marco do do hidrogênio, e depois o o outro projeto que vem com os incentivos, a gente vê que o Brasil deu realmente passo no sentido de atrair investimento dessa cadeia do hidrogênio. É importante pra gente pelo menos por tanto conseguir entrar e entender esse mercado de hidrogênio pra que a gente possa entrar tecnicamente também nessa cadeia. Não é fácil produzir hidrogênio, eu estou voltando da Alemanha cheguei essa madrugada da Alemanha passei 10 dias numa missão do governo alemão lá cheguei essa madrugada vou na minha fala eu vou colocar o pouco dos achados que eu tive lá, não é fácil tem muita pesquisa sendo feita ainda pra melhora inclusive coisas a nível de microscopia eletrônica das interfaces dos eletrolisadores, pra gente poder entrar nesse mercado a gente precisa conseguir começar a lidar com essa molécula, com a estocagem da molécula, com a estocagem do hormônio, a a estocagem e o transporte não é através de gasodutos como normais como todo mundo pensa, são gasodutos especiais, tem que ter coaching especial dentro do gasoduto porque a molécula do hidrogênio dentro do gasoduto ela passa a estrutura atômica do aço e vaza, então não é 1 coisa simples e eu acho que a gente se posicionar principalmente com os projetos que hoje estão mais avançados ali no no Porto do Pecém pra aprender a lidar com esse com esse novo esse novo mundo do hidrogênio eu acho importante pra isso importante ter mercado pra isso. Se ele for num mercado externo, é muito que bem. E aí vem o meu muito que bem vírgula, porque a gente tem que também como país, ter 1 noção muito clara do limite entre a gente se posicionar como puro fornecedor, seja de hidrogênio, amônia ou metanol, e país que vai transformar essa molécula em 1 indústria descarbonizada com seus produtos descarbonizados, podendo acessar sim mercado internacional nascente e ávido por produtos de baixas emissões, sejam cadeias produtos finalizados, sejam produtos intermediários dessa dessa dessa cadeia. O fato é o seguinte, o mundo todo vem discutindo essa economia do hidrogênio já faz algum tempo, alguns anos que eu venho escutando e esse está mais forte nos últimos 3 3 4 anos. Mas também o mundo todo está começando a cair a ficha, de que não é tão simples, de que essa essa questão de usar o hidrogênio e eu vou falar agora, o que viceministro na Alemanha falou pra mim numa mesa de jantar e eu olhei eu falei cara é isso que está na cabeça deles, que é o seguinte você troca o o óleo né o petróleo, por algo, que seria o hidrogênio, que seria estocado, que seria usado da mesma forma. E eu acho que aí está o grande equívoco da gente como sociedade global, é de achar que o hidrogênio vai ser essa esse milagre que vai substituir o petróleo, né, ele vai ser milagre, ele tem papel importante, mas ele não vai ser milagre pra substituir o o totalmente o petróleo. E aí eu vou só fazer 1 digressão na minha fala aqui, saindo do hidrogênio, é aí que a gente vê que entre a Europa que defende ou muita gente que defende, vamos eletrificar absolutamente tudo e o que não der nós vamos usar o hidrogênio. Entre o branco e o preto tem infinitos tons de cinza aqui no meio, que eu gosto e são muito bons, que é tudo que tem a ver com o carbono biogênico, biocombustível, bios soluções, biometano, né então a gente vai ter que fazer combo de todas essas soluções aonde o hidrogênio é parte desse combo, junto bio biometano, junto com o biocombustível, que está inclusive no no também no PL dos combustíveis do futuro. E, chegando essa madrugada eu eu cheguei em São Paulo às 5 da manhã depois de 10 dias fora, fui até a minha casa, cheguei 7 e meia da manhã na minha casa, falei oi pro meu marido, pra não né senão ele vai esquecer que eu existo, peguei 9 e meia da manhã saí peguei o avião e vim pra cá pra estar aqui conversar com vocês, que eu acho que temos 1 oportunidade como o Brasil depois de todas as, eu tive mais de 10 reuniões na Alemanha, com altas autoridades tanto do setor privado como eu comentei contigo Davi, tanto do setor privado a associação das indústrias como do na instância de governo federal como na instância de governo estadual, na Alemanha. Há consenso de que algo desse esquema não está bom, nós vamos ter que pensar em alguma coisa diferente. E aí eu joguei em todas as reuniões, vocês estão pensando num plano b? Vocês estão cogitando talvez, fazer partes dessa cadeia de suprimento de vocês, num país que consiga fornecer, de forma mais barata esse pedaço aqui da cadeia, né, a indústria quando conversa com a indústria, com a associação da indústria, pulou imediatamente e falou assim, é isso que a gente precisa fazer. Ou seja, a associação da indústria alemã que congrega os maiores imens, congrega todo mundo ali, ele já tem meio que 1 diagnóstico de que eles vão ter que não importar por exemplo o minério de ferro e o hidrogênio e fazer o fazer o a chapa de aço lá, de que eles vão ter que provavelmente importar produto intermediário dessa cadeia, isso vale pro vidro, isso vale pro aço, o cimento é mais pouquinho mais complicado porque o cimento é 1 coisa muito mais doméstica. Vale pra indústria química monte de monte, tem de todo tudo o que você olha da indústria química, toda a cadeia de cloro, tudo sempre tem algum produto que você consiga levar pra lá, e o meu ponto com eles que eu falei e de meu colega que estava junto com a gente que é viceministro de energia da Colômbia, começou a usar também a mesma o mesmo raciocínio, é que se continuar da forma que está, a Alemanha já investiu trilhão quase. Mais assim muitos bilhões de euro pra tentar entrar nessa cadeia, e que a coisa não está andando na velocidade que eles queriam. A a guerra da Ucrânia só veio complicar mais ainda a situação. E ali eu tomei como microcosmos do que a gente pode como país fazer, portanto, eu acho que os incentivos que estão na lei que foi aprovado, 1 parte é pra ajudar essa indústria nascente, que está crescendo, mas eu acho que a grande parte tem que ser pra ajudar viabilizar hidrogênio de baixas emissões para a indústria brasileira, pra que a indústria brasileira com a ajuda da Apex, ajuda do Ministério de Relações Exteriores, consiga negociar posições globais pra nossa indústria, e duplicar o PIB industrial, triplicar o PIB industrial. Eu tive essa mesma conversa com a Alemanha, com a Coreia do Sul, com o Japão e com o estado da Califórnia nos Estados Unidos. E em todas as conversas apareceu esse ponto do powerhorn que é o que o Jorge Abaixa estava falando ali, como 1 1 possibilidade, como 1 possibilidade real para 1 sociedade global que já está chegando à conclusão de que a gente acreditava que ia ser a substituição pro óleo né, pro pro pro ouro negro e que ele vai ser 1 solução, mas que a gente vai ter que pensar talvez diferente, pensar fora da caixa, pensar 1 outra forma de estruturar as cadeias de suprimento globais de forma a nos posicionar combatendo pra quem trabalha com o clima aqui escopo 3, escopo 2 e escopo mas principalmente o escopo 3 e escopo 2, né. As indústrias alemãs estão interessadas, que eu conversei na na com a Coreia do Sul durante a COP está interessado, conversei com os na COP também com senador americano da Califórnia que representa o o coisa ele sentou, eu tive almoço com ele pra explicar, também estava interessado, é conceito que nós como país, talvez sejamos os únicos capazes realmente de abocanhar esse conceito e fazer disso negócio pra gente, agregar valor pra nossa indústria, pro nosso PIB, e criar empregos de qualidade na nossa economia, que vai na mão do que é a real transição justa presidente, que a transição justa não é só dar acesso a fordble pra todo mundo, a transição justa é você ter 1 melhor distribuição da criação de riquezas, e essa neoindustrialização verde, colocando o Brasil como fornecedor de produtos de baixas emissões para 1 economia global que está atendente a cada vez mais comprar produtos verdes, isso sim é transição justa porque a gente cria empregos de qualidade, agrega valor nas famílias provavelmente que de outra forma não agregariam, da pista e horizonte pros nossos jovens saindo da universidade que hoje ou estão nós estão perdendo cabeças ou 1 certa precarização do trabalho que também não é o que a gente quer. É isso essa reflexão que eu queria trazer aqui pra pra pra mesa do deputado, presidente, desculpa. Ok, muito obrigado doutora Rosana. Agora vamos passar a palavra pra Fernanda delegado.
Deputado
E me sugeriram aqui trocar com o senhor doutor Marcelo que ela vai usar aqui o equipamento. Se vocês não se importarem. Não. Que aí fica mais fácil para todo mundo se o senhor for troca. Obrigada Fernanda. Claro. Obrigada Fernando. Claro. Fernanda Delgado, esteja à vontade obrigado por ter vindo a palavra é sua pelos próximos 10 minutos. Obrigada presidente. Muito gentil difícil falar depois.
Presidente-Executiva - Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde
De tantos colegas né com com apresentação apresentações tão inteligentes, tão brilhantes né? Bom eu vou trazer tentar trazer ponto de vista pouco diferente né? Eu represento a Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde. Então meu ponto de vista é de quem vai fazer o hidrogênio verde, a amônia e o metanol. O meu ponto de vista é quem tem 188000000000 de reais como o Davi trouxe no estudo da CNI. É o ponto de vista de quem tem todos esses bilhões de reais pra trazer esses investimentos para o país. Então agradeço o convite deputado pra essa comissão, agradeço também o deputado Arnaldo Jardim, a Rosiraldo pelo trabalho intensivo, extensivo que a gente fez aí na aprovação das 2 das 2 leis. Bom a associação é 1 associação como todas as associações né nosso objetivo é trabalhar pra disseminação do conhecimento mas principalmente é 1 associação business orientment né? A gente está aqui pra fazer pra fazer negócio. Passa por aqui? Passa né? Pode passar por favor. Volta por gentileza, Só pra mostrar, esses são os associados da abiv. Eu gosto de dizer presidente que, numa conta muito rápida, a abiv tem 23 por 100 do PIB brasileiro em Market Cap. Isso significa que são empresas prontas para produzir hidrogênio, metanol e e amônia no Brasil. Você tem aqui estados brasileiros, portos brasileiros, empresas que vão produzir, comercializar, toda a cadeia, toda a cadeia de suprimentos de hidrogênio, metanol e amônia no país, seja ela pra fertilizantes, seja ela para a indústria sementeira, a indústria química, ou a indústria de construções. Pode passar por favor. Bom isso eu não preciso me alongar como é feito o hidrogênio verde, né? Já foi comentado, o hidrogênio verde, apesar de 1 série de rotas tecnológicas que a gente tem trabalhado, as 2 leis que foram aprovadas e agora estão em regulamentação tanto no Ministério da Fazenda como no Ministério de Minas e Energia, elas primam por rotas descarbonizadoras, são leis na direção de levar o Brasil pra nova ordem econômica mundial verde e por isso é importante que a gente privilegi o hidrogênio de baixa emissão de carbono aquele que advém de energia eólica, energia solar e energia hidráulica né? Lembrando que quando você fala de emissões né o André aqui da da Abquim pode pode me ajudar, quando você fala de emissões a gente não está falando só de emissões de CO 2, a gente não pode esquecer do metano também né? A gente tem sempre emissões de metano. Pode passar mais também. Quais são essas tendências que a gente tem hoje nessa agenda de baixo carbono, a Rosana trouxe de 1 forma bastante abrangente, as estratégias de neutralidade climática, expansão de energias renováveis, novos produtos e fontes energéticas de baixo carbono, o CO 2 como 1 nova commodity mundial, a importância do fim dos subsídios né, as aos aos fósseis aí, e aí fazendo parênteses né, a lei 14 990 traz 18.3 bilhões de reais de incentivos deputado à produção de hidrogênio verde de 2028 a 2032, ou seja, espraiados aí em 5 anos, pra empresas que comprovem a produção de hidrogênio verde e adensamento da cadeia produtiva, enquanto o o país concede 100000000000 de reais anualmente à indústria fóssil. Então, quando a gente fala né, discursos assim empoeirados de exportação de subsídio, a gente tem que prestar pouco mais de atenção no uso dos recursos públicos do que dessas novas dessas novas diretrizes né, a gente tem outros recursos muito mal utilizados quando a gente fala de combustíveis fósseis. Há sistemas de precificação de de carbono, o Davi Bom Tempo também trouxe a aprovação do mercado de carbono que aconteceu há 2, 3 semanas atrás, o mercado de carbono traz 1 sinalização muito importante, 1 sinalização econômica muito importante, porque passa a precificar passará a precificar as externalidades negativas dos fósseis, trazendo 1 vantagem pra todos os produtos verdes, né? Principalmente aí quando a gente já tem esse exemplo da taxa de carbono na fronteira também mencionada pelo David. E por que que o Brasil tem essas vantagens competitivas todas né, isso apareceu na fala de todos os que me antecederam, e por que que a gente precisa correr com essa organização regulatória, esse arcabouço legal, regulatório, normativo, como a Patrícia Nakashi falou? Porque hoje né, a China tem investimentos pra produção de hidrogênio, metanol e amônia, a União Europeia, o Japão, a Namíbia, o Egito, o Chile, então, tratase de 1 corrida sim. A carteira de investimentos das companhias é 1 carteira só. E se eu não sair na frente trazendo condições, fundamentos físicos, né, como o Brasil que congrega aí 90 por 100 da matriz elétrica renovável, disponibilidade de água, disponibilidade de terra, 1 posição geopolítica extremamente favorável, instituições muito sólidas como essa casa e a santidade dos contratos, eu vou perder essa oportunidade pra outras praças mundiais. Pode passar por gentileza. Essa essa é são os fundamentos brasileiros né, eu gosto de falar que a gente congrega todos esses esses fundamentos nacionais, contexto político como eu falei, recursos naturais, infraestrutura né, foi mencionada a cadeia, a cadeia produtiva, a gente já produz hidrogênio no Brasil, são 500000 toneladas todos os anos de hidrogênio cinza, que estão na margarina que a gente comeu de manhã, no sorvete que a gente tomou depois do almoço, mas a gente agora densa essa cadeia, a gente espraia essa cadeia com a produção de hidrogênio verde. Queiramos ou não, o Brasil já perdeu a oportunidade do do do crescimento da cadeia de gás natural e a gente não pode né outro outro clichê empoeirado né, a gente não pode perder a oportunidade da participação dessa dessa nova ordem econômica mundial através do hidrogênio verde. A Rosana fez 1 fala brilhante, quando ela falou que o hidrogênio verde é pedacinho e por certo, o hidrogênio não é 1 bala de prata e não é a salvação da lavoura, obviamente que não né? A gente não precisa de nenhum discurso inflamado, o hidrogênio verde é faz parte de portfólio de de soluções, a gente vai eletrificar o que pode ser eletrificado, a gente vai usar os biocombustíveis por óbvio é a expertise nacional, a gente vai trabalhar com medidas de eficiência energética é muito mais barato ser eficiente do que implementar qualquer outra medida, e o hidrogênio verde vai caber principalmente em soluções que a gente chama de que são difíceis de ter soluções de abatimento, então ele representa pedaço. Certamente daqui a 2 ou 3 anos a gente estará discutindo aqui o senhor nos convocará, deputado, pra discutir 1 nova tecnologia que não está nem no nosso no nosso radar, no nosso radar ainda. Pode passar por gentileza. Essas são as aplicações também os meus predecessores já comentaram, essa energia elétrica limpa né, ela pode se transformar numa série de oportunidades então, quando a gente fala do aproveitamento aí do uso do hidrogênio verde, a gente está falando do aproveitamento desse dessa dessa grande oportunidade de produção de energia que o Brasil tem, que veio na fala da Marizete, que certamente vai vir na fala do Marcelo, da biólica, e transformar essa energia em riqueza, seja ela na mineração, na siderurgia, na indústria química, nos transportes, na própria produção de petróleo né o petróleo usa hidrogênio pra se dessulforizar e por que não fazer esse conteúdo de petróleo ser ainda menos emissor de CO 2 pra alongar a vida do petróleo brasileiro no mercado internacional. A indústria alimentícia, não é André? Então tudo isso tem 1 utilização. E eu gosto de trazer como exemplo a indústria de fertilizantes. O Brasil, que é dos celeiros do mundo, importa 90 por 100 dos fertilizantes que consome porque o fertilizante hoje usa gás natural para sua produção e o gás natural chega ao consumidor a 16 dólares milhão de btu. Ao trazer essa nova indústria para o Brasil, que ela já venha verde, já venha descarbonizada, atendendo aos novos preceitos da nova ordem econômica mundial. Pode passar por favor. Aos destaques setoriais, pode passar por favor eu já já comentei. O hidrogênio permite o adensamento de várias cadeias produtivas esse é mapa que a FIEC ajudou a gente a ABIV pra fazer mostrando que existem oportunidades de adensamento de cadeia produtiva em todos os estados do Brasil. Não necessariamente você produzirá hidrogênio, metanol ou amônia em todos os estados brasileiros, mas você consegue aumento da densidade das atividades em outras áreas, seja na compra de energia, seja na compra de insumos, seja na produção de equipamentos ou infraestrutura ou atividades operacionais, aonde seja a expertise desse estado, ou seja, todo o país se beneficia com o espraiamento da indústria de hidrogênio verde. Pode passar por favor. E aí, atendendo aí a provocação do meu colega anterior sobre projetos reais, esses são os 5 primeiros projetos que tomam decisão final de investimento no Brasil no próximo ano. São projetos que já têm licenciamento ambiental, já têm terraplanagem, já têm terra, já pagam impostos, alguns no P 100, em SWAP e em Minas Gerais, é o projeto da Forestkill, Casa dos Ventos, European Energy, Atlas Agro e Voltalha. Tem mais projeto que eu ainda não coloquei aqui deputado, que é o projeto da Solacio porque ele acabou de se associar à ABIV. Então só esses projetos são de associados da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde. Como foi mencionado pelo Davi também, pela Patrícia Caixa, perdão, a o BIP, a plataforma de investimentos climáticos, o BNDES concedeu 5 5 projetos de investimentos de ordem internacional, e 3 foram de projetos de associados da biv, foi a Vale, a Atlas Agro e a Forticon. Então, quem financia esses projetos? Financiamento internacional e o BNDES. Pode passar por gentileza. As oportunidades né que a gente está falando aqui, é importante destacar que quando você fala de hidrogênio verde você está falando pra além de matriz energética, né? A gente está falando desenvolvimento de tecnologias, fomento a inovação e criação de empregos, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa, claro, né? Se a gente, a gente criou 1 consciência como sociedade dos malefícios do tabaco lá nos anos 70, a gente precisa criar 1 consciência como sociedade também dos malefícios da emissão de gases de efeito estufa e trazer esse conteúdo de carbono pra baixo, de processos produtivos e é aí que entra a ajuda do hidrogênio verde. E promoção de parcerias internacionais como apareceu também na fala do Davi, pode passar também. Os desafios hoje, aumentar a competitividade do hidrogênio verde pra isso é esse incentivo de 18.3 bilhões dentro do plano do Ministério de Minas e Energia. Hoje o mais importante é que a gente tenham esses tenha esses 5 primeiros projetos estruturantes que vão dar competitividade, que vão trazer o preço para baixo e ganhar escala, né, já tem projetos de PED, inúmeros projetos de PED no país, mas o que vai fazer com que o projeto com que o hidrogênio verde ganhe tração, ganhe escala e se torne competitivo e você crie mercado, é a instrumentação de projetos reais que vão trazer esse preço pra baixo. Garantir sistema de certificação e padronização, que já apareceu na lei 14 14 948 que a Patrícia Nakashi mencionou, e fomentar o desenvolvimento tecnológico escalável. Pode passar por favor. E se eu puder deixar 1 última mensagem, né, de tudo que foi falado aqui, se vocês puderem lembrar de 1 única mensagem é, o importante agora é garantir que esse recurso público disponível na lei 14 990, seja destinado a rotas de menor emissão e para projetos estruturantes e que o uso do recurso público seja realmente para trazer para baixo o conteúdo de carbono de processos produtivos, levando a gente para essa nova ordem econômica mundial verde que é inexorável, a gente não vai ter como fugir. E são esses projetos estruturantes que vão dar ao Brasil o que a gente precisa agora, que é preços competitivos. Competitividade, produtividade, escala, trazendo o preço pra baixo e esse preço é que vai criar o mercado e os famosos offtakers. Mais 1 vez, em nome da Associação Brasileira da Indústria do Durogênio Verde, eu agradeço o convite. Obrigada presidente.
Deputado
Fernando delegado, agora então é a vez do Marcelo Cabral falar. O senhor Tas quer falar dali ou quer voltar pra cá? Pode falar dali. Então puxa esse microfone mais pra perto pouco. Está ok. E, a palavra é sua. Obrigado deputado. Obrigado presente.
Diretor de Novas Tecnologias - Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias -ABEEólica
A todos aqui da mesa, é 1 alegria poder falar desse tema importante, eu me chamo Marcelo Cabral, diretor de novos negócios da biólica, estou apenas há 6 meses, e muito feliz de trabalhar Boa pilha. 1 associação que representa mais de 50, 150 empresas do da cadeia inteira de da indústria eólica, não só geradores mas também fabricantes, comercializadores, então é é privilégio a gente trabalhar numa associação bastante abrangente. Eu queria aqui, começar quem somos né? Acabei de falar, fundada há mais de 22 anos, a bióloga sempre atuou nesse foco de desenvolver e de tornar a energia eólica 1 1 referência né no no Brasil, e no mundo também. Pode passar aí por favor, esses nossos associados. Eu vou falar rapidamente 2 slidezinhos aqui, 30 segundos, aqui só pra poder falar pouquinho do contexto do crescimento da energia, energia eólica no no cenário internacional. Esse gráfico, eu não sei se vocês conseguem ver mas isso mostra 1 1 curva bastante, 1 curva de inflexão né, ponto de inflexão bastante alto, né? A partir de 2012, 2013. E ali no finalzinho, aqui de azulzinho ali, são as o crescimento de geração eólica. Então, hoje de manhã inclusive eu tive aqui no no Senado também, né, estava na pauta da comissão de infraestrutura a votação do projeto 5 7 meia, que trata da geração offshore, né? Esse é projeto que já está há bastante tempo em discussão aqui no no na casa, é projeto aqui do artigo ao artigo 20 que trata de geração offshore, não tem absolutamente centavo de subsídio, nenhum incentivo, nenhum crédito, nenhuma nenhum benefícios fiscais, nada, trata apenas de iniciarse mercado, 1 indústria extremamente importante pro Brasil, e eu vou eu vou tentar fazer o link que com essa minha fala no final, da importância do desenvolvimento desse mercado no Brasil. No Brasil porque no mundo como a gente vê aqui no em 2023, já tem mais de 75 gigawatts de potência instalada ou seja, a a tecnologia ela é nova no Brasil mas não é nova no mundo, né? E no mundo nós temos aqui algo em torno de 1000 gigawatts de energia eólica instalada. E aqui é gráfico que mostra ano a ano, né? Olha interessante, só em 2023, o ano passado, né, a gente teve mais de quase 11 gigawatts de potência instalada de geração e cerca de 100 gigawatts de potência instalada de eólica. Números bastante relevantes como o mundo todo também tem crescido expandido essa, a gente vê alguns picos de sobe e desce assim, na verdade houve também reduções de de de. Isso também faz com que, em alguns momentos você se invista mais, em alguns momentos pouco menos. E também obviamente efeito demanda. Esse gráfico por último, né, essa esse meu aqui falando de eólica, é o que eu mais gosto. Esse gráfico ele mostra a posição do Brasil nesse cenário mundial. Do lado esquerdo, né, do da tabela, a gente vê aqui, que o Brasil ele foi o o sexto, ele é o sexto, no ranking mundial de capacidade instalada de eólica. A gente perde só pra China, eu costumo dizer que a China não sabe brincar, depois pros Estados Unidos, Alemanha, Índia, Espanha, e aí vem o Brasil com o cervo de 30, pouco mais de 30 megawatts de gigawatts de potência instalada, mega, já foi há muito tempo, 30 gigawatts de potência instalada, é número bastante relevante pro Brasil. E só no ano passado, aí quando a gente olha a evolução no ano de 2023, o Brasil ele foi o terceiro maior, também, ou segundo se tira a China né? Fica atrás apenas dos Estados Unidos e China. O Brasil ele, representou 5 por 100 de tudo que foi instalado em 2023, ou seja é mercado bastante importante mas, essa audiência pública não é de não é de eólica, né? É de hidrogênio, porque você está falando sobre isso, eu vou fazer o link lá no finalzinho com vocês. Primeiro aqui, eu não vou chover no no molhado, nós estamos aqui, demos passos extremamente importantes com quem já foi aqui parabenizado essa casa né, em 1 homenagem obviamente ao também o deputado Arnaldo Jardim, que também fez trabalho maravilhoso junto com os demais deputados, pra aprovar a lei 14 4 9 8 e A 4 9 9 0. E eu chamo atenção pra 1 das coisas que a Patrícia da do Ministério do Ministério do Ministério Público rapidamente, mas é fundamental a incorporação, ou seja, a integração do plano nacional de hidrogênio com o PNH 2, né? Ou seja, é importante que as políticas caminhem alinhadas, isso isso é importante. Sem falar em outras coisas aqui do do do benefício aqui de de 18.3 bilhões de créditos fiscais, que vão ser utilizados pra poder incentivar essa fonte. E faz todo sentido, eu sei que muitas pessoas não gostam muito de subsídio, muitas pessoas não, ninguém gosta de subsídio na verdade, né? Mas no início, pra pra iniciar 1 fonte, 1 nova tecnologia, é importante. Agora pra tecnologias já instaladas, já competitivas, como é o caso da eólica, como é o caso da solar, não há mais necessidade, falo em abertamente, não há mais necessidade de incentivos, essas fontes já são competitivas. E estão no mercado mostrando isso. Falando então de oportunidades pra indústria brasileira, né? Eu estou olhando aqui pelo pelo retrovisor ali que está passando, né? Então, por que que é importante? Quais são as oportunidades? Por que que o Brasil pode aproveitar esse momento? Primeiro, o mundo fez compromissos, compromisso de redução. O Brasil também se comprometeu a reduzir gases de efeito estufa em 48 por 100 já o ano que vem, e em 53 por 100 pra 2030, isso com a referência lá de 2005. O hidrogênio, não tenho menor dúvida, que é 1 das grandes apostas pra conseguir cumprir as metas não só o Brasil, como mundo afora, claro que a partir de produção de fontes renováveis. Tem trabalho da CNI, que foi feito, trabalho fabuloso, há bom tempo, que fala, foi falar sobre 00A indústria, lá fala em 66 planos, né, pra construção de plantas de hidrogênio. Hoje, a Patrícia falou em 70, né? Então, está crescendo, né? Está parecendo aquele gráfico da da da offshore também, que a cada dia eram mais interessados, mais interessados. Mas é bastante importante, mostra o impacto, porque quase 40 né estão lá no no no nordeste, ou seja, há interesse muito grande. E tem todo o ponto que o Jorge Abaixa falou, Jorge Abaixa ele foi meu professor orientador da monografia na UnB, tenho carinho muito grande por ele, né? Saiu, foi embora, queria queria rebater, teve teve 1 consulta, eu queria rebater alguns pontos dele aqui, né? Mas ele teve que sair, eu vou fazer isso por WhatsApp. E também outro ponto que é a grande participação do hidrogênio, né, como esse é o ponto que ele tratou, né? Sem dúvida nenhuma, vai pro mercado internacional, né, seja pelo interesse que for, né? E isso até pode ser 1 opção de de de renda, né, geração de renda aqui pro país. Porém eu concordo com ele que o fundamental é a gente não perder a oportunidade de utilizar o hidrogênio pra promover a indústria nacional, ou seja, ajudando a reduzir também as emissões aqui, mas criando produtos nacionais com valor agregado, E eventualmente fazendo substituições de em plantas, pra que podem utilizar o hidrogênio. Pode exportar também, não tem problema, mas o importante é não perder o foco e essa oportunidade que o professor Jorge Abaixa comentou bastante. Mas pra fazer tudo isso, o que que é fundamental? A gente superar algumas barreiras. E não adianta você ter plano né, 1 lei aprovada, né? E depois o infralegal é tão importante quanto a lei, mas ela não é autorealizável, né? Então alguns focos precisam ser bastante enfatizados, como por exemplo, promover 1 cadeia, né? Como como fazer pra promover 1 cadeia de fornecedores bem estabelecida? A gente vai ter tecnologia, né? A gente vai ter mercado, acho que foi, me esqueci agora quem comentou, foi o Jorge, e muito bem comentou que 50 por 100, né, dos equipamentos, ou seja, o revitalizador realmente a gente tem dificuldade, né? Mas todas as outras os investimentos, equipamentos, o Brasil tem capacidade de entregar. Então isso é muito importante como proteger ou como incentivar essa cadeia. E como atrair investidores? Sem atrair investidores, pra atrair investidores, as políticas públicas são importantes, a gente tem passo importante, mas também financiamentos adequados. A gente tem que também pensar em como financiar esses projetos. E, meu último slide, meu tempo eu tenho, eu estou no tempo né, em 2 minutos certinho. Esse aqui é pouco mais provocativo. O que que eu estou querendo debater aqui? Trazer que o o mundo afora, Estados Unidos, Europa, eles estão tendo dando e fazendo enxurrada de subsídios. E lá parece que o dinheiro é infinito, aqui no Brasil não, né? A gente sabe a a nossas dificuldade, eu sei também que não é, mas o que eles colocam de grana lá principalmente os Estados Unidos, né, é impressionante, impressionante. A Rosana falou que não é infinito, nunca deve ter ouvido lá de amanhã também que o dinheiro também está acabando que gastaram muito, ela falou aqui agora, eles já estão na, né? Mas a gente não teria nem a capacidade de gastar aquilo que eles que eles gastaram, né? E, esse é é ponto crucial, né, que a gente também precisa olhar pro nosso mercado, se a gente quiser, que ele se desenvolva. Olha que dado interessante, olha, pra gente a agência internacional de energia, ela projeta que pra atingir, que o consumo de hidrogênio verde, ele vai atingir algo em torno de 500 a 700000000 de toneladas por ano até 2050. Pra produzir 1 tonelada de hidrogênio verde, são necessários cerca de 50 a 60 megawatts hora, muita energia, o que dá mais ou menos 25 a 25000 a 42000 terahora ano. Eu vou traduzir isso aqui, pra pra inúmeros mais conhecidos. Ou seja, pra atender essa demanda, essa demanda por hidrogênio, atendemos o a as projeções de descarbonização acordados mundo afora, eu precisaria crescer algo em torno, adicionar algo em torno de 7000 a 14000 giga, gigawatts gigawatts de potência, gigawatts ou seja, pra vocês terem 1 ideia, hoje no mundo eu tenho 3500. Então, falando em número, eu tenho 3500. Eu tenho que dobrar ou quadruplicar a capacidade instalada de energia renovável no mundo pra atender isso. Aí você vai dizer, poxa, aqui no Brasil como é que eu vou fazer isso? Marizete falou muito bem e todos nós aqui somos fãs das usinas hidrelétricas aqui no Brasil. As usinas hidrelétricas respondem por 50 por 100 da nossa matriz elétrica hoje, São fundamentais. Mas eu trabalhei por quase 20 anos na Eletronorte, né? Conheço Tucuruí como poucos, trabalhei no projeto de Belo Monte, né? Na usina de Belo Monte, então e fora as outras usinas que eu conheço bastante. Adoro as usinas hidrelétricas, até por isso, trabalhei no ministério durante 2 anos também na secretaria de planejamento e desenvolvimento energético, a gente não consegue mais fazer usinas hidrelétricas. Tem que usar as existentes, mas as existentes estão ou contratadas ou não vão suportar. Aí ia mudar modelo, lá é outra discussão, né? Mas EAE tem que usar, e tem que usar mas não atende. Mesmo que eu use todas as usinas hidrelétricas, eu não consigo. Porque a Marizete por exemplo colocou ali 24 por 7. 24 por 7, Belo Monte, 7 por, né Belo Monte, tem 11 gigawatts de potência instalada e gera 4. Alô? O fator de capacidade da da usina de Belo Monte é menor do que a média das usinas eólicas, só pra ter 1 ideia, né? Só pra ter 1 ideia. E armazenar água hoje, né, infelizmente, em Belo Monte não é possível, lá usinas são a fio d'água. Você não tem, você não tem mais grande capacidade de expansão, expansão por meio de usinas hidrelétricas no Brasil. Infelizmente, falo isso com tristeza, chorando, mas é a verdade. Então, aí eu venho gancho. Os aos eu não eu não gosto muito dessa frase mas eu vou eu vou dizer porque ela ela retrata o que eu vou que eu quero explicar aqui. As usinas eólicas offshore, elas são na verdade, 1, as as hidrelétricas do futuro. As por quê? Porque primeiro, usina eólica offshore, o fator de capacidade é elevadíssimo, chega a 60 por 100, tá? Isso fora do mundo afora. No Brasil, onde são os melhores ventos do mundo, ventos unidirecionais, é fantástico. Então, o o mar ele é muito mais calmo do que o mar do norte, isso também ajuda. O custo, hoje, quando você faz 1 avaliação de de de megawatts por por instalado, ainda está acima do da média no Brasil, sem dúvida nenhuma, mas isso com preços dólarizados ou euroizados. Aqui no Brasil tende a a ser pouco mais barato. Mas 1 vez que essa essa tecnologia seja implantada no Brasil, o que que vai acontecer? Crie o seu mercado competitivo, você tem de novo, assim como aconteceu com a eólica. Eólica, ela começou a 500 reais o megawatts hora, gota hora, hoje ela 100, mas pra pra começar ela teve que ter alguns incentivos. Pode ser que a Eólica comece também com 400, 500 pra daqui a alguns anos estar no mesmo patamar que é eólica e solar. Então, a gente tem que olhar, a gente não pode criar moratória pra nenhuma fonte renovável. A gente tem que pensar que o Brasil ele tem vai ter 1 necessidade muito grande, e eu tenho menor, eu tenho maior certeza, né, ou nenhuma dúvida de que a indústria de aeróbico offshore vai contribuir pra atender grande parte essa demanda. Era essa a provocação e o tempo obrigado.
Deputado
Obrigado Marcelo Cabral. Vamos já de imediato passar pro André Passos Cordeiro da Biquim, antes que o voo decole o senhor fale, rápido então. Infelizmente não, ou felizmente não é nenhum voo, mas eu tenho compromisso que acabou engatando no outro aqui né, então eu vou.
Presidente-Executivo - Associação Brasileira da Indústria Química
Rapidamente, nessa mesa, a exceção da CNI talvez mas nessa mesa e na mesa que antecedeu, eu eu, o nosso setor que é indústria química, é o único setor que é ele é o tomador, né? Ao mesmo tempo que a gente tem associados nossos, que são grandes produtores hoje de hidrogênio, cinza, né? Especialmente destinado não só no Brasil mas no mundo, pra o consumo industrial, pra produção de metanol por exemplo ou pra pra o consumo utilizado na nas fábricas de refino, em ambos os casos, hidrogênio como foi referido anteriormente aqui produzido a site né? Ou seja, ao lado da planta que vai fazer o produto final. Então esse é o modelo de produção existente, a gente tem que partir dele para tentar entender onde vai chegar. Acho que esse é desafio importante, evidentemente, que o mundo está mudando, as condições de logística e suprimento estão mudando, tem tem a transformação do hidrogênio em amônia que permite o transporte do hidrogênio, mas a a Fernanda minha colega que sabe bem que existem custos associados no transporte desse dessa amônia, né, que diferenciam o processo em relação, diferenciam no sentido de custo adicional em relação ao processo de produção do hidrogênio tal qual ele é feito hoje, né? Então a gente tem diante de nós grandes desafios, especialmente pro uso na indústria, que que especialmente pro uso na indústria, que que é que é o meu departamento vamos dizer assim. Na nossa indústria além dos usos que o professor Arbex colocou aqui, a gente também tem o uso pra produção de peróxido de hidrogênio que servem pra todas as fibras têxteis, né? Setor no qual hoje o Brasil tem 1 dificuldade de competitividade imensa, pelos custos de produção, porque esse hidrogênio é derivado de gás natural no Brasil que como bem referiu AAA Fernanda aqui, tem custo absurdo. Com esse custo absurdo, no Brasil hoje mesmo assim a gente tem hidrogênio produzido a cerca de e meio dólar a tonelada de hidrogênio no Brasil abaixo do custo mínimo a que se referiu a Patrícia aqui, nos projetos que estão sendo apresentados. E já nesse custo a nossa indústria não tem condições de de equivalente com, com restos do mundo e está perdendo o mercado para importação de produtos chineses que por sua vez são produzidos a partir de carvão mineral. Todo o metanol, boa parte do metanol, do metanol do MTO, do MTE, que são são processos petroquímicos na China, são são feitos a partir do carvão mineral, certo? Então, competem com a gente numa matriz absurdamente suja. Eu acabei de vim das discussões do acordo global de plásticos. O Brasil tem 1 mania recorrente, e aqui eu quero dizer só como ponto de partida, quero usar pouquinho o que o meu colega da da da energia eólica falou, o nosso principal desafio é sem dúvida nenhuma, cumprir a NDC que o Brasil se propôs, que foi agora, transformado numa NDC mais ambiciosa, né? Pra 2035 nós temos 1 faixa de 59 a 67 por 100 de abatimento, o que estabelece grande desafio para o crescimento da indústria embora o foco seja o combate ao desmatamento mesmo assim indústria terá desafio dentro dessa meta de NDC. Então assim, a gente tem que procurar alternativas pra descarbonizar os nossos processos produtivos e sem dúvida nenhuma o hidrogênio nenhuma delas, e é 1 importante fonte só pra estabelecer essa premissa. Mas a gente tem 1 série de desafios pra cumprir do lado da demanda. Hoje nós estamos e aqui eu quero fazer registro, eu acho que essa comissão é fundamental deputado Xux, pra pra gente fazer esse registro porque hoje, e não é por por por por por digamos assim, não é motivado pela indústria que oferta energia, né o que eu vou falar não é motivado pela indústria que energia, e acho que até em certo sentido, o o modelo ou o marco de produção de energia no Brasil e de suprimento de matériaprima pra pra indústria brasileira, ele ele teve o mérito de conseguir viabilizar essa matriz energética que a gente tem hoje e também de viabilizar 1 série de de insumos importantes como o petróleo e gás mesmo que de forma limitada pra indústria brasileira, né? Mas o Brasil se concentrou excessivamente, creio até que por traumas do passado como apagão, em resolver problemas de criação de oferta de energia no Brasil, a qualquer custo. E este a qualquer custo, retira sequencialmente a competitividade da indústria brasileira. A indústria brasileira, do ponto de vista do custo da energia pra ela, não é competitiva com nenhum país do mundo. É bom a gente estabelecer isso. A indústria química brasileira, a partir do preço de gás que é ofertado pra ela, do preço de nafta que é ofertado pra ela, nesse aspecto, não consegue ser competitiva com nenhum país do mundo a não ser com grandes proteções e sistemas de defesa comercial associados a isso. Isso é problema do nosso país, nós equacionamos 1 parte da perna, a perna direita, mas não equacionamos a perna esquerda, ou não equacionamos a perna esquerda para não dizer que eu tenho viés ideológico, e equacionamos a perna direita, ou não equacionamos a esquerda e equacionamos a direita, né? Então, a gente não está cuidando do que a gente chama de encadeamento, a gente está produzindo hiper musculoso ou hiper gorduroso mercado energético brasileiro, até com excesso de oferta em determinados momentos de energia, e e nós não estamos percebendo que nós não estamos equacionando o lado da demanda. Nós perdemos, a Fernanda lembrou muito bem foi 1 referência fantástica. Nós deixamos passar em muito, eu espero que ainda consigamos pegar pelo rabo isso, né, a oportunidade do gás natural. Nós perdemos todas as fábricas de metanol no Brasil, e ao custo que a gente tem hoje das alternativas de insumo para produzir metanol, nós não vamos recuperar. Eu referi que eu vi do acordo vindo do acordo global de plásticos agora, né? O impasse na discussão é justamente esse, como é que tu estabelece padrão global, marco regulatório global pra esse negócio, porque se você estabelecer, marco regulatório só dentro do Brasil nós vamos perder, nós vamos perder. Nós vamos perder a chance inclusive de produção dessas alternativas de energia, Porque nós vamos competir ainda com o mercado substancialmente fóssil no mundo. Se a gente não pensar que nessa discussão a gente tem que incluir a discussão da taxação sobre vazamento de carbono na fronteira, nós não vamos conseguir viabilizar esse mercado em encadeamento que essas fontes de energia fantásticas têm, pra dar pra pra pra criar no na cadeia produtiva industrial brasileira, esse é o desafio que a gente tem, de conseguir construir esses elos de ligação, aqui dentro não basta a gente falar só fazer profissão de fé, vamos priorizar a cadeia produtiva industrial brasileira, não há só instrumento no no fantástico projeto de lei que foi construído liderado, e de hidrogênio de baixo carbono. Só, estímulo para o consumidor, nenhum. O benefício é pra, e está correto, é pra reduzir o custo de CAPEX na implantação de de investimentos para produção de hidrogênio, OK? Mas não há nenhuma garantia de que esse, dessa, que essa redução de custo vai ser transferida pro pro consumidor final. Aqui eu não estou falando de a gente obrigar, ou de máfé, ou de ou de falta de vontade, ou eu estou falando de regra de mercado. O produtor vai procurar a maior margem de lucro, não necessariamente não vai ser obrigado a transferir para o preço, final pro contratante final, então assim não há só instrumento. Faltou completar 1 falta 1 perna do projeto, que é olhar pro demandante então eu venho a partir da posição de indústria química que toma pra fabricar fibras têxteis, que toma pra fabricar metanol, que toma pra pra e que inclusive vende hidrogênio resultantes os processos petroquímicos pro refino, né? Né? Nessa condição lembrar que nós avançamos com projeto de lei que olha basicamente oferta que estimula oferta corretamente, mas nós precisamos de algo que dialogue com os tomadores dentro do mercado interno brasileiro. Hoje a gente não vai conseguir botar de pé não ser para exportação gente, né? Esse é o fato. Então esse, esse é o ponto que eu queria, esse era a contribuição que eu queria deixar pro pro de baile, lembrando que nós somos uns grandes defensores e aguardamos ansiosamente a oferta de hidrogênio pra pra nossa indústria, do agente de baixo carbono, hidrogênio verde, né? Pra que a gente consiga descarbonizar esse nosso setor que é setor a gente sabe que tem limite, né? Né? De limite, 1 dificuldade grande de descarbonização, então a gente espera que esse produto chegue a preço competitivo no mercado para que para que colabore no atingimento das nossas metas, dos nossos compromissos de descarbonização, com essa que já é a indústria química mais sustentável do mundo porque ela emite a metade de gases e CO 2 equivalente em comparação a qualquer país do mundo, né? Então, eu queria trazer esse aspecto aqui né, elogiar a tarefa da câmara, elogiar o trabalho que que o deputado Arnaldo Jardim liderou aqui, no sentido de criar as condições para que a oferta de hidrogênio de baixo carbono, hidrogênio verde se estabeleça no Brasil, mas trazer necessidade deputada Heitor, a partir da discussão promovida aqui na comissão de indústria, de como a gente vai ligar, a oferta e a demanda de hidrogênio, que instrumentos de política pública nós vamos utilizar pra isso, certo? Então é isso obrigado.
Deputado
Obrigado André, temos mais 1 manifestação, boa sorte lá André, pela plataforma Zoom, convido a fazer a sua manifestação agora, Teógenes Tavares Júnior, gerente interino do centro de de ecologias hidrogênio da Itaipu Parctech. Está nos ouvindo está conectado conosco? Ouvindo perfeitamente boa tarde. Boa tarde a todos. Então deixe aqui a sua mensagem pelos próximos 10 minutos Teógenes. Perfeito, me chamo Adalberto Teógenes.
Gerente Interino do Centro de Tecnologias de Hidrogênio - Itaipu Parquetec
Trabalho aqui no Party Partec, gostaria primeiramente de, de agradecer imensamente a essa casa, cumprimentar a mesa, cumprimentar todos os que estão nos assistindo. Vocês já enxergam a minha tela bem aí? Muito bem. Perfeito. Então aqui na, né? Eu eu mostro aqui como primeiro slide, a usina de Itaipu, lá ao fundo, e aqui no canto inferior esquerdo nós temos a a planta experimental de hidrogênio do Itaipu Parktec. Esse complexo que a gente vê aqui, com o edifício das águas, com estas, com essas edificações que era a casa dos barrageiros é aonde nós fazemos pesquisa desenvolvimento e inovação somos 1 fundação da Itacobi nacional somos 1 ICT sem fins lucrativos e produzimos hidrogênio debaixo de santo carbono desde 2014. Então é muito rapidamente só pra deixar que registrar nossas áreas de atuações são em transição energética, né? Hoje eu falo por pelo tecnologias em hidrogênio, mas nós temos por exemplo a questão da eficiência energética que já foi muito bendita pelos outros nós temos que ter sistemas eficientes integrados energeticamente, então isso nós nós pensamos no ponto de vista tanto da arquitetura engenharia a quantidade de gestão energética, em arranjos eficientes envolvendo geração de energia eólica solar hidrogênio. Aqui eu vou chover pouco no molhado de tudo que foi dito né, muito bem dito pelos que me antecederam, é fato que o Brasil tem recursos naturais e tem energia. Isso todo mundo já falou, esses dados aqui são relativamente antigos lá de 2019, é hoje o o Jorge já mostrou que superamos 90 por 100 da nossa, da nossas energia de fontes renováveis, quando olhamos pra matriz elétrica. E lá em 2019 estávamos em 45 por 100, quando olhamos pra matriz energética frente ao mundo que está em 14 por 100. Então isso aqui a a todo mundo sabe, o mundo inteiro sabe, está em tudo quanto é estudo, que recurso natural e energia limpa, terra, água, a gente tem. Né? E o que que nós fazemos aqui no Itaipu Park Tech e como isso vem a contribuir com essa discussão? A gente trabalha como já comentei com o hidrogênio de eletrólise a partir da energia da usina hidrelétrica de Itaipu e de 1 fazenda fotovoltaica que nós temos aqui. Então inclusive quando se estava na discussão das cores do hidrogênio, do hidrogênio verde, nós defendemos fortemente porque que o hidrogênio de 1 usina hidrelétrica não é considerado verde. Evidentemente ela tem, ela tem 1 pegada de carbono quando é construída mas depois que foi construída como a Itaipu, que gera energia desde 1984, nós já estamos há 40 anos gerando energia pro Itaipu e a pegada de carbono se torna baixíssima quando diluída nesse tempo. Mas aí o governo federal, muito sabiamente na minha opinião, preferiu a adoção do termo hidrogênio de baixa emissão de carbono, essas cores saem pouco de lado e a gente estabelece 1 métrica de de quanto de carbono de co2 equivalente a gerado no dado processo para produção de hidrogênio. Eu venho trazendo aqui pouco da visão que o Jorge da BDI já nos colocou na mesa anterior, que quando a gente olha pra 1 produção de hidrogênio o pessoal pensa numa parte da produção que é a unidade de produção propriamente dita. É aonde você tem o eletroalizador que faz a quebra da água hidrogênio e oxigênio, mas pra além disso pra além da unidade de produção nós precisamos de 1 água num certo nível de pureza pra alimentar esse eletrolizador, o que nos leva a 1 unidade de purificação. Nós precisamos controlar a temperatura pra atingir o ponto ótimo de produção então nós temos 1 subunidade de troca térmica. Esse hidrogênio tem que ser armazenado e primeiro ele é armazenado abaixo pressão, depois ele vai ao sistema de compressão pra ser armazenado a alta pressão. Essa essa condição de armazenamento a alta pressão é necessária porque a a energia do hidrogênio em função do volume ela não é competitiva se nós trabalharmos a baixas pressões, então aí tem 1 série de estratégias em como que a gente armazena esse hidrogênio. E bom, se a gente olhar o mais é é o que o pessoal da BDI nos comentou, se a gente olha para as peças e componentes, para quantidade de indústrias que compõem a cadeia de hidrogênio, a gente enxerga tanques vasos de pressão tubulações válvulas atuadoras motobombas filtros sensores de pressão temperatura e 1 gama de outros componentes que a indústria brasileira já produz Então nós temos já na nossa indústria, quando a gente explode essa essa unidade de produção e a planta como todo em seus componentes, nós temos 1 indústria consolidada no segmento de aço que pode abartar, que já constrói tanques de base de pressão, nós temos indústrias que são referência mundial na produção de motores e mote geradores, motores elétricos, nós temos indústrias pra parte de filtros que é necessário por exemplo na filtragem de água, nós produzimos sensores analógicos digitais, então né, falando agora mais especificamente de oportunidades pra indústria, é justamente começando aqui, muito se falou do eletrolisador, nós temos condições de absorver essa tecnologia dos eletronizadores, mas nós já temos vigente na nossa indústria 1 grande parte das peças e componentes necessários pra essa cadeia. Então aí vem 1 parte que é o mapeamento das oportunidades, a gente já tem 1 cadeia produtiva que pode absorver 1 série de coisas, mas e o que que falta? Vamos dar 1 olhada, onde é que estão sendo fabricadas essas peças desses componentes? Essas empresas que fabricam, que já estão no mercado de hidrogênio, elas têm representação aqui do país ou não têm? Como a indústria nacional pode começar a fabricar materiais pra cadeia de hidrogênio, porque como algum dos colegas que me antecedeu bem comentou, você já ter 1 indústria que fabrica componente ainda assim não quer dizer que essa indústria vai atuar na cadeia de hidrogênio, a gente precisa indicar caminho pra essa indústria acessar essa cadeia de hidrogênio. E o que que a gente pode fazer pra incentivar a industrialização nacional? Bom, começando a a tentar responder pouco desse monte de indagação, nós fizemos no projeto PID ANEL que ainda está em execução em parceria com a Eletrobras lá e Itumbiara, a gente fez 1 contagem de todas as peças e componentes da planta de lá, da onde era proveniente, o projeto da planta europeu e de cara no salto aos olhos aqui a a influência da da Alemanha, dos Estados Unidos e da Itália no fornecimento de peças e componentes. Quando a gente extrapola isso pra as empresas, né, essa tendência continua, a Alemanha tem 16 empresas, Estados Unidos 15, Itália 11 e depois ainda bem os europeus, bege, Bélgica, Inglaterra, Países Baixos. Também temos aqui asiáticos, né, o Japão, Coreia do Sul, China. Então, nós precisamos pensar maneiras de como que a indústria brasileira vai começar a se enfiar aqui. Como que nós vamos ter o fornecimento de determinados componente, aqui eu trouxe como exemplo o compressor multistage, porque como as pressões de operação com hidrogênio em geral são altas, são superiores ao que demanda por exemplo GNV, a compressão em vários estados se torna mais eficiente. Então, que que nós temos que fazer pra passar de importadores ou de representantes pra fabricantes, né, pra fornecedores, tanto de mercado nacional que é imenso, mas também como nos posicionarmos no no mercado internacionalmente falando. Então assim, de quem são as peças e os componentes hoje? É China, Europa e Estados Unidos. A China particularmente com a tecnologia alcalina de eletrólitos, estão nos sistemas enormes, cada vez, cada vez maiores de produção de de megawatts. A Europa e os Estados Unidos têm dominado também a questão da tecnologia do tipo PEN, como comentaram antes de mim é possível que daqui é muito provável que daqui a poucos anos estejamos falando de novas tecnologias também pra produção mas hoje temos essas 2 de maior maturidade comercial. Com relação à representação, nesse nosso projeto a gente constatou que todas as peças 100 por 100 da planta era importada e desses 100 por 120 por 100 das peças e componentes possuem representação nacional. 80 por 100 a gente tem que ir buscar diretamente lá fora, né? Então esse é pouco do panorama. Como a indústria nacional pode começar a fabricar materiais pra cadeia de hidrogênio, aí vem o que nós fazemos aqui enquanto 1 ICT sem fins lucrativos, Nós né a a indústria associandose com incerteza universidades formando consórcios pra executar projetos de nacionalização e desenvolver produtos nacionais. Nós estamos buscando os momentos junto à FINEP, junto ao BNDES, estamos com empresas interessadas na nacionalização das tecnologias da eletrólise, tanto a alcalina quanto o PEN, nós já temos no no nosso portfólio de parceiros, as indústrias que estão apostando, que conseguem trazer essa tecnologia, mas trazer essa tecnologia fazer a reengenharia é fazer propor design para esse eletroizadores isso é acelerado via parcerias com ICP de universidades Então esse é caminho possível, o caminho que a gente pratica. E o que que nós fazemos aqui? Hoje nós fazemos curso vivencial na nossa planta de produção de hidrogênio, pra capacitar técnicos, engenheiros e cientistas. Nós estamos com o olhar de manutenção dessas plantas industriais com o uso de tecnologias nacionais ano que vem nós vamos ter projetos sendo assinados aprovados plantas piloto várias plantas piloto de produção de hidrogênio que que que vão ser aprovadas e foram aprovadas no p d da anel por exemplo essas plantas vão existir no Brasil sim ou sim já estão sendo contratadas mas agora como é que fica a manutenção dessas plantas a gente vai depender de vir técnico de algum país do mundo forneceu a tecnologia pra fazer qualquer reparo ou a gente já vai correr, como o Alexandre bem bem levantou, pela pela capacitação de técnicos, engenheiros e cientistas. Nós aqui já fazemos essa capacitação, mas falando enquanto o território brasileiro, a gente tem que ter essa esse tipo de capacitação espalhada pra por todo o trânsito do território brasileiro. Esses contratos que estão sendo assinados, eles têm que nos permitir da manutenção desses sistemas. A gente tem que ter gente formada pra conseguir dar manutenção desses temas. O que que o estado pode fazer pra incentivar a industrialização nacional da cadeira de hidrogênio? Isso eu não sou nem de perto a melhor pessoa pra responder, né vejo todo o trabalho dos ministérios aí como a Patrícia bem apresentou o trabalho dessa casa, ao qual eu gostaria novamente de agradecer, promovendo essas políticas de incentivo à produção de equipamentos peças e componentes que compõem a cadeia de hidrogênio de baixa emissão de carbono. Incentivos por tempo determinado para indústrias que desejam compor a cadeia de hidrogênio. É o que o colega da AB Eólica comentava, né AAA Eólica precisou de subsídio pra deslanchar e hoje deslanche, né? E aí por onde começar por onde a indústria tem que começar? Escarbonizando hidrogênio cinza é bom começo, porque como já foi dito também nós usamos muito hidrogênio já no país, pessoal comentou exemplo da margarina, pessoal comentou já o exemplo da das petroleiras, né, na na no refino, pra nós fazermos o tratamento de combustível pra nós tirarmos o enxofre que do do combustível e não ter chuva ácida, a gente necessita de hidrogênio, a gente já usa o hidrogênio, mas era o hidrogênio cinza. Então aquilo que se conversava de ter por perto, dado o desafio logístico da cadeia de hidrogênio, é muito difícil armazenar e transportar, o adensamento da cadeia produtiva deixa abertas unidades de produção do consumo de fato é fundamental. E vamos começar onde a gente já já, onde a gente já usa, vamos começar já com os oftaper vigentes. Vamos voltar a produzir, vamos produzir mais amônia, vamos voltar a produzir metanol, vamos descarbonizar hoje o belíssimo trabalho que faz as refinarias do país. Bom, acabou o meu tempo, eu gostaria novamente de agradecer à mesa, agradecer o convite pro local Itaipu Parktech à disposição dessa e de e de futuras discussões. Muito obrigado. Ok.
Deputado
Que fala da Itaipu Parquetech. Bom senhoras e senhores, ouvimos todos os convidados. Agora é a hora e a vez dos parlamentares falarem, mas eu percebo que uns estão em plenário e outros estão nas reuniões dos seus das suas bancadas definindo as emendas, e que certamente não vão voltar mais aqui no final da tarde ou no princípio da noite. Então eu queria antes de ouvir a palavra final de todos que ainda queiram falar por ou 2 minutos temos essa oportunidade. Agradecer a todos vocês pela participação por estarem conosco ou pelo sistema Zoom de forma presencial. Agradecer a qualidade das manifestações e terem ficado todos eles dentro do tempo, aí a reunião não fica tão longa nem tão monóta na parabéns, e tenho a convicção absoluta de que depois de tudo que eu particularmente ouvi, posso dizer de que nós aqui da Comissão Indústria e Comércio e Serviços acertamos no tema. Em vez de ficar discutindo algumas coisas que não levam a lugar nenhum, certamente estamos aqui diante de tema parecido com a lei do combustível do futuro, ou como foi votado semana passada a lei dos bioimentus do combustível do futuro, ou como foi votado semana passada a lei dos bioinsumos e biofertilizantes, que é 1 outra janela que está aí que nós precisamos avançar também, e certamente esse tema aqui, ele vai também precisar de muita conversa, e de muita discussão. Ao tempo que digo também de que na minha humilde opinião, o hidrogênio não pode ser somente mais 1 commodity pra gente tentar exportar. Eu nunca vi alguém fazer 1 horta pra, abastecer os vizinhos primeiro abastece a sua família, acho que nós temos que olhar pra indústria nacional, todos os setores envolvidos, afinal de contas se nós quisermos efetivamente avançar nas posições da da nossa economia crescer no mundo, temos aí muitas tarefas pra fazer e esse debate aqui com certeza é 1 delas. Eu vou me atrever a dizer 1 frase aqui que eu ouvi semana passada do doutor Daniel Randon, na Randon Corp, lá do Rio Grande do Sul que estão hoje esparramados com fábricas em 32 países do mundo ele disse, que. As empresas brasileiras e o Brasil vão crescer muito no próximo período. E ele disse o porquê. A Europa está envelhecida todos nós sabemos ou você viu muito jovem lá? Não né? Estados Unidos pelo jeito estão se fechando cada vez mais, a economia da China também está esfriando. Então acho que a nossa vez de colocarmos esses temas todos aí na ponta da nossa discussão, do nosso debate, mudar a legislação. Essa comissão é que inclusive, que começou a operar no ano passado essa comissão não existia, nós tivemos aqui a primeira missão de presidila e digamos assim preparar o terreno tirar as pedras do caminho pra que nós pudéssemos, avançar e facilitar a vida de quem produz e quem trabalha de quem gera renda emprego e desenvolvimento então, muitíssimo agradecido a todos e todas, e eu coloco a palavra à disposição de quem quer fazer 1 manifestação final dos nossos convidados. Será que a senhora veio lá da Alemanha dos meus patrícios lá a senhora pode até falar em alemão. Eu sou brasileira. Ráim problema. Fique à vontade Rosana.
Diretora Executiva - Instituto E+ Transição Energética
Não, na verdade são 3 colocações. Ligou? Ligguei. Está escutando ou não? Na verdade são, são acho que 3 3 colocações aqui. A a primeira delas, entrando de trás pra frente, sobre o que falou o André da Biquim, que a gente precisa cuidar da demanda, né, porque de fato, por que que a indústria eólica que comentou, que comentou aqui o meu colega da bióloga, por que que foi sucesso? Eu tive envolvido, eu tive envolvida nesse sucesso tanto pelo lado do governo depois no setor privado, eu trabalhei 25 anos no setor privado, porque tinha demanda, então na hora que você colocou 1 demanda, aí o subsídio todo, o fomento todo fez sentido, porque você tinha 1 demanda e aí a coisa começa a funcionar, então realmente falta a gente conversar sobre sobre a demanda. Eu vejo 2 oportunidades pra com relação à demanda, deputado, 1, o Ministério da Indústria e Comércio, o Midique, eles estão trabalhando no que vai vir a ser a a END né, que é 1, é 1 política industrial pra ajudar que a gente tenha indústrias que consigam se descarbonizar, e que tenham incentivo pra se descarbonizar e que tenham a demanda também pra se pra se descarbonizar. Isso é 1 1 coisa assim, o tem que fazer senso, se não fizer senso ninguém vai realmente ir pra esse pra esse caminho, né? A segunda, o meu segundo ponto, o Instituto E mais nós temos muitos estudos, trabalhos, números, tudo que a que eu falei aqui é baseado em números, fica à disposição de vocês pra voltar nessa comissão quantas vezes for necessário, e colocar os números em cima da mesa. Então, só dos nossos trabalhos colocou, que hidrogênio produzido no nordeste do Brasil, e é meio que média né, sem subsídio nenhum, ou seja só o subsídio da, que já estão embutido nas renováveis sairia mais ou menos a 3 dólares e meio, 3 dólares e meio 4. Se a gente tem que pôr esse hidrogênio em Rotterdam pra ser competitivo a dólar, ele tem que sair do Porto Brasil a meio dólar, 0 7 de dólar mais ou menos, então toda a diferença vai ter que ser esforço da sociedade brasileira pra financiar essa diferença. Se esse esforço vai valer a pena ou não, vai depender da política industrial que a gente vai colocar junto pra poder formar hubs industriais em volta dessa produção de hidrogênio. E aí vem o meu terceiro ponto, o colega de Itaipu falou muito da cadeia do hidrogênio a jusante do do do a montante do da montante do hidrogênio, ou seja, como que a gente chega na molécula, mas a gente tem que olhar essa cadeia e também a cadeia a jusante dessa dessa molécula, ou seja, como é que a gente vai usar isso. E eu vou parafrasear o Paulo Pedrosa e da Abrace, quando ele diz a gente tem que trabalhar na transição da indústria e não na indústria da transição, porque a indústria da transição não vai levar a gente aonde a transição da indústria pode levar. E por fim deputado, juro que é minha última fala, você tem mercado global se formando pra produtos de baixas emissões, é muito incipiente ainda. Status quo como está hoje, a gente meio que a indústria brasileira, de certa forma perdeu o jogo da competitividade internacional. Alguns lugares mais, outros lugares menos, não é, não é legal generalizar, mas a gente tem 1 dificuldade de competição. Qual é a variante que está entrando aí no meio que é diferente? É a questão da urgência climática. Está todo mundo se virando pra urgência climática, então está entrando bichinho no meio dessa equação, que talvez seja 1 forma da gente usar isso como alavanca de desenvolvimento. Aqui é a casa da democracia que.
Deputado
Pra falar não tem nenhum problema, né? Cansado. Calma, vamos lá. Fernanda Delgado. Obrigada deputado, vou ser rápida também.
Presidente-Executiva - Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde
Muito pra agregar depois do que a Rosana falou, né, sobre urgência climática. Eu queria só colocar, deputado, que teve 1 oitiva muito grande, né, das casas parlamentares brasileiras pra conformar esses 2 essas 2 leis, né, tanto do do do regramento legal, quanto da lei dos incentivos a 14 990. Pela primeira vez, né, eu venho eu venho da indústria de óleo e gás, eu vejo 1 1 alinhamento, colocando política industrial na frente. Então isso isso ressalta o que a o que a Rosana falou. Quando você tem essa agenda verde do governo, com as 2 leis de hidrogênio verde, o paten, né, que estava sendo votado agora à tarde, as debêntures incentivadas, o mercado de carbono, você tem toda 1 conformação de 1 agenda verde pensando na indústria, o industrial sendo colocado aí na transversalidade, onde esse bichinho que a a Rosana trouxe da urgência climática, sendo colocado de 1 forma em que você vai fazer 1 revolução verde, mas a gente não consegue fazêla com números vermelhos. Pra isso a gente precisa da política pública, pra isso a gente precisa de primeiro momento do auxílio do estado e depois a indústria anda com as suas próprias pernas. Tem 1 1 1 analogia que eu aprendi com a primeira ministra, exprimeira ministra do Canadá que eu gosto muito de parafrasear, que ela coloca que, há essa transformação da indústria né, para 1 indústria de baixo carbono tem sido comparada com o fim da escravidão no século 19. Então o fim da escravidão no século 19 era tido como 1 desagregação econômica, ia trazer inflação porque a escravidão era o mote da energia, era a energia que tinha ali barata disponível, que era a forma de você organizar a sociedade. E quando você acabasse com aquilo você ia ter 1 desordem econômica, 1 desordem social e o que aconteceu foi justamente o contrário, você teve o florescimento da economia contemporânea, você teve o desenvolvimento de 1 série de novos mercados que ninguém imaginava que iria acontecer. Então, que a gente consiga pensar nessa transformação industrial pra mais do que matriz energética, como essa essa possibilidade de novos negócios, de transformação da sociedade, que a gente não tenha medo de pivotar de modelo industrial baseado em combustíveis fósseis, para o modelo industrial em que se agregue às energias renováveis, porque daí vão surgir 1 série de novas economias, de novas formas e negócios que a gente ainda nem imagina. Em nome da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde eu agradeço o convite mais 1 vez deputado. Muito obrigado e vamos lhe chamar outras vezes. Davi, bom tempo o senhor vai falar? Somente já agradecer deputado pela oportunidade né acho que a gente entra na
Superintendente de Meio Ambiente e Sustemtabilidade - Confederação Nacional da Indústria - CNI
Da regulamentação do assunto, né temos aí várias políticas públicas convergindo né andando em paralelo temos aí transformação ecológica, transição energética, plano Clima, Nova Indústria Brasil e outras que virão aí pela frente agora grande questão é a gente ter 1 governança adequada, pra que a gente possa encaminhar da melhor forma possível assuntos como o próprio hidrogênio. Obrigado mais 1 vez, e Ceni sempre à disposição. Muito bem
Deputado
Davi, Patrícia, Patrícia Costa, eu pergunto se os que estão no Zoom quiserem falar levanta dê sinal de vida aí levanta a mão que a gente já abre pra vocês aí.
Coordenadora-Geral de Energias e Tecnologias de Baixo Carbono e Inovação - Ministério de Minas e Energia - MME
Deputado, queria só agradecer o convite ao MME e registrar também né, eu falei em nome do Ministério de Minas Energia, mas registrar a participação incansável dos mais ministérios nesse tema, em especial do Ministério da Fazenda e do Emidic, e também aproveitar pra deixar registrado a presença do diretor de descarbonização e finanças verde do Emidic, Francisco Pago, que esteve aqui conosco na audiência, mas já teve que se retirar. Obrigada. Ok, obrigado Patrícia.
Deputado
Roberto lá do Parquetech. Então muito obrigado.
Gerente Interino do Centro de Tecnologias de Hidrogênio - Itaipu Parquetec
Agradecer concordo com com a Rosana e também com, com o André da da Abquim, quando eles colocam né a questão do do uso a questão da demanda do, do hidrogênio, isso é fundamental que e e está que está perfeitamente alinhado com com o que disse a BDI com a estratégia do PNH 2, então perceber esse alinhamento interinstitucional, vindo de entidades tão diferentes entre si, é indicativo forte de que nós estamos conseguindo estruturar, plano sólido aí de descarbonização, né, pra além disso como vários aqui falaram no qual o hidrogênio não é a única solução senão dentro de conjunto bem organizado bem estruturado. Novamente agradecer a a casa pelo convite e parabenizar pelo pelo bom trabalho muito obrigado. Ok obrigado.
Deputado
Jorge Bueira, por favor. Obrigado
Analista de Inovação e Produtividade - Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial
Queria agradecer também a presença da do MMA, da Rosana, da ABABI, ABI, ABI, eu acho que deputado essa essa discussão sobre desenvolvimento da indústria nacional a partir do desenvolvimento desses grandes investimentos que foram anunciados pela hoje pela Fernanda, abre 1 nova agenda aqui pra pra comissão, e eu acho que, é 1 1 oportunidade de a gente discutir esse ponto também, e a questão também levantada pelo André me parece bastante pertinente. E estamos à disposição aqui pra ajudar no que for preciso, em nome do nosso presidente da BDI estamos à disposição obrigado. Ok? Acho que.
Deputado
Todos que queriam falar já se manifestaram, é isso? Ou tem mais alguém? Bom, então se todos falaram, disseram o que está no seu coração, vamos então aqui enquanto comissão recepcionar os dados, as lâminas de todos vocês, e certamente vossos netos e bisnetos daqui a 200 anos vão vim aqui pesquisavam ver o que vocês falaram, os dados que trouxeram nesse período de tanta mudança e inovação no mundo, e portanto o nosso fraterno abraço a cada de dos senhores e das senhoras muito agradecido, e quando o relógio marca 18 horas e 32 minutos e não havendo mais nada a tratar, declaramos encerrada essa presente reunião, antes convocando os colegas parlamentares para reunião deliberativa na próxima terçafeira, às 15 horas no plenário 5 está encerrado. Como. No plenário 5 e amanhã, amanhã é dia especial aqui na casa, nós vamos ter o nosso seminário debatendo também as questões da indústria estão todos convidados inclusive com a presença do doutor Geraldo Alckmin nosso vicepresidente da república e ministro da indústria e comércio desse país. Muito obrigado a todos saúde e paz e bom advento e ótimo Natal. Muito obrigado.




