COMISSÃO DE SAÚDE

3 dez. 2024 14:16 às 15:30

Sobre o Evento

Treinamento para cirurgia robótica no SUS. Participação de especialistas e depoimentos de líderes na área de oncologia.

#1
Transcrição por IA

Eu declaro aberta a reunião, informo aos senhores parlamentares que essa reunião está sendo transmitida ao vivo pelo canal da TV Câmara dos Deputados no YouTube, para ampliar a participação social por meio da integração digital. Esclareço que salvo manifestações explícita em contrário, a participação dos palestrantes na mesa de apresentação e debates, deixa subentendido a autorização e publicação por qualquer meio, e em qualquer formato, inclusive mediante transmissão ao vivo ou gravado. Pela internet e meios de comunicação dessa casa, E por tempo indeterminado, os pronunciamentos e imagens pertinentes a participação de 1 audiência pública realizado nessa nessa data segundo o artigo quinto da constituição federal 88 e da lei 9610 de 98. O registro de previdência do parlamentar será tanto pela opção da sua digital nos coletores, existente do plenário quanto pelo uso da palavra na na plataforma da videoconferência. A inscrição para uso da palavra serão feitas por meio do menu, reações do aplicativo Zoom ou por solicitação verbal dos parlamentares. Essa era a divergência pública foi convocada dos termos do requerimento número 98 2024, da comissão de saúde de autoria do deputado Zé Vitor, para debater o treinamento e qualificação profissional para implementação da cirurgia robótica no Sistema Único de Saúde. A participação popular nessa reunião poderá ocorrer por meio de ferramenta debate interativo. Disponível no líquido de evento, na página da comissão de saúde da Câmara dos Deputados, na internet. As perguntas, mais votadas e mais relevantes poderão ser selecionados para serem respondidas pelos expositores. Anuncio a presença dos convidados e e ao mesmo tempo os convido pra fazer quarta mesa.

0:002:04
03 de dez, 17:16
#2
 Início da Apresentação do Vídeo
Início da Apresentação do Vídeo

Transcrição automática

Transcrição por IA

Felipe Lotti, perceptori em urologia, Urooncologia, do Instituto do Câncer do INCA. Paulo Sebastibanato, diretor de ensino e residência na Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica. Vai, também tem bondade. Alessandro Campolina, médico e pesquisador do instituto do câncer do estado de São Paulo. Anuncie ainda a participação virtual dos seguintes convidados. Luiz Armanolo, diretor da inovação do hospital do amor. Reinaldo de Almeida Costa, diretor da de atenção digital e inovação do Ministério da Saúde. Comunicam os senhores membros dessa comissão que o tempo destinado ao convidado para fazer sua exposição será de 10 minutos prorrogáveis a juízes desta presidência. Não podendo ser aparteados enquanto faz a sua exposição. Os deputados inscritos para interpelar os convidados poderão fazêlo estritamente sobre o assunto da exposição pelo prazo de 3 minutos. Tendo interpelado igual tempo para responder. Facultados a réplica, a tréplica, a réplica e a tréplica pelo mesmo prazo. Não sendo permitido ao orador interpelar qualquer dos presentes. Vamos iniciar os trabalhos ah dando início às exposições. Antes de passar a palavra aos convidados gostaria de solicitar ah que seja veiculado vídeo do senhor Diego Nunes cirurgião oncológico. É vídeo curto que é importante ser já veiculado antes. Pode passar pra gente aqui Cecília. Bom dia a todos, espero que todos estejam bem. Eu sou Diego Nunes, sou cirurgião oncológico e pra vocês pra falar pouquinho sobre a importância da cirurgia robótica, para o mundo como todo na verdade. A assistência à saúde, no Brasil ela vem estagnada, há muito tempo e vivemos a realidade ainda da medicina do da década de 80, 70 e 90 né? E a gente precisa quanto antes começar a se modernizar, trazer para a população 1 realidade de 1 assistência mais assertiva, com mais tecnologia e com maior qualidade. Hoje no Brasil, o treinamento da cirurgião botic ele ocorre apenas no âmbito particular, onde os profissionais têm que pagar do próprio bolso, e a população em geral do SUS não tem acesso a esse modelo de tratamento. E essa lei, que a gente pretende que seja aprovada, ela vem pra corrigir esse déficit no SUS, né? Eu acho que está na hora, mais do que na hora, do SUS se modernizar.

0:003:06
03 de dez, 17:18
#3
 Término da Apresentação do Vídeo
Término da Apresentação do Vídeo

Transcrição automática

Transcrição por IA

E entrar no século 20 e Ok vamos.

0:000:06
03 de dez, 17:21
#4
Transcrição por IA

Bom, antes de antes de de de passar a palavra eu quero agradecer ao ao doutor Diego Nunes pela contribuição, e antes de passar a palavra ao senhor Felipe Lotti, perceptor do followup, eu quero fazer alguns comentários. Primeiro pelo mérito da deputada Carlos Zambelli e propor nesse projeto aqui, a a qualificação do profissional para uso da robótica. Você sabe que lá pelos anos 2008, foi que começou a robótica no Brasil 1 1 consequência da videolaparoscopia, e eu sou do tempo da laparoscopia. Laparoscopia com, com aquela aquela ocasião fazer pra fazer diagnóstico, e por via vírus de laparoscopia e a robótica foi então salto de qualidade imenso, imenso EEE esse projeto eu particularmente vou vou apoiálo e fui esquecendo de participar dessa reunião porque ah realmente as complicações com a robótica diminui muito. Se sabe que em cirurgias de câncer, atinge milhões de brasileiros e nos homens metade dos câncer são de próstata. Que resultados espantosos com a cirurgia robótica, contingência urinária, impotência diminui muita infecção, tempo de de alta do paciente, giro hospitalar, Então você tem ele é extremamente meritório. Eu quero cumprimentar o deputado Zé Vitor por propor essa reunião. E nós discutimos esse tema pra poder ter na base curricular treinamento. E eu mesmo como deputado as minhas emendas individuais tem mais de robô pro hospital. Porque realmente é de extrema importância. Então eu quero agora agradecer a a ao ao ao Felipe pela sua participação e por 10 minutos eu passo a palavra a ele. Só pode passar pra frente ou voltar mas só espera pouquinho que ele passa mas ele demora segundinho pra ele. Isso. Boa tarde

0:002:51
03 de dez, 17:22
#5
Preceptor do Fellowship em Uro-oncologia - Instituto Nacional do Câncer - INCA Felipe Lott
Felipe Lott

Preceptor do Fellowship em Uro-oncologia - Instituto Nacional do Câncer - INCA

Transcrição por IA

Queria agradecer o convite da comissão de saúde, na presença do deputado José Vitor, e também na deputado Pedro S Fallen, que está presidiindo na comissão, a mesa hoje. Então o assunto é esse treinamento e qualificação de cirurgia robótica no SUS, inclusão da cirurgia robótica na grade curricular das universidades públicas. A grande pergunta que é feita é o porquê desse assunto. O porquê desse assunto é facilmente respondido pelo seguinte, além de todas essas fases de treinamento que o cirurgião robótico tem que passar, ele tem que aprender os fundamentos da cirurgia alaparoscópica como do como o deputado Pedro acabou de de citar, fazer o período de simulação de assistência ao paciente do lado do paciente na cirurgia como auxiliar, passar por umas fases de treinamento online de simuladores até adquirir parte da sua autonomia, na presença de preceptor ao seu lado pra fazer os primeiros casos, até atingir a sua certificação pra seguir de maneira solo as cirurgias desse paciente. E por que que se fala tanto em cirurgia robótica e por que que se deve atualizar o currículo médico que está defasado nesse assunto, sobretudo nas universidades Brasil afora. O grande motivo é o seguinte, a cirurgia robótica é caminho sem volta. Hoje a gente tem mais de 15000000 de procedimentos robóticos feitos no mundo inteiro só com a plataforma da 20 que é a plataforma da empresa líder no mercado, existem outros robôs. A gente tem mais de 38000 artigos publicados, e é 1 coisa que, como eu falei é caminho sem volta, em 2003 a gente tinha 13 por 100 das cirurgias de câncer de próstata realizadas pelo robô nos Estados Unidos, isso passou para 72 por 100 em 2012, e hoje a gente tem cerca no geral em torno de 95 por 100 das proctectomias radicais robóticas nos Estados Unidos são feitas com robô como eu falei. Então assim, a gente vê a curva de crescimento da cirurgia robótica no no mundo inteiro, eu tenho crescimento de 22 por 100 no ano inteiro, no ano passado em 2023, e 1 estimativa de crescimento da ordem de 15 por 100 também pra 2024. A gente tem hoje quase praticamente 10000 unidades robóticas só da empresa líder no mercado a Intuitive, com mais de 5000 unidades somente nos Estados Unidos. A gente tem dados no Brasil hoje que em torno de 135 plataformas robóticas da da intuitiva instaladas em território nacional, sendo 30 unidade 30 unidades no Sistema Único de Saúde, sendo 20 e CACONS ou UNACONZ e 9 hospitais filantrópicos. A cirurgia robótica mudou o panorama por exemplo de cirurgia renal. A cirurgia renal antigamente pra tumores renais, tumores pequenos que podiam ser feito 1 nefectomia parcial, era feito 1 nefectomia radical laparoscópica porque era 1 técnica mais fácil do que fazer a nucleação do tumor, era mais fácil tirar o rim. Quando a cirurgia robótica surgiu a gente vê que o gráfico a curva em verde superou a cirurgia nefactomia radical laparoscópica, começou a se fazer mais nefactomia parciais, e com isso a gente diminui muito a chance de diálise desse paciente, pela via robótica se tornou mais factível fazer essa cirurgia do que a hipovologia elaparoscópica pura. Isso a gente tem de imensas tecnologias hoje em dia como reconstrução 3 D, impressão 3 D dos tumores que você pode fazer em bancada, simular o treinamento daquela retirada, daquele tumor, daquele caso, daquele paciente antes de fazer a cirurgia, utilização de ultrassom, operatórios robóticos com qualidade de imagens incríveis, em tempo real vista pelo robô, utilização de câmeras infravermelhas com imunoflorescência pra você avaliar se aquele tumor está isquêmico ou pelo clamamento e você pode tirálo com segurança ou não, enfim, diversas funcionalidades tecnológicas. Hoje nós temos em nomogramas, visto na internet de maneira aberta, a gente pode colocar os dados do nosso paciente, eu vou falar agora pouco da parte me cabe como cirurgião oncológico oncológico, a gente coloca os dados do paciente de 1 biópsia prostática porcentagem de fragmentos acometidos a nota do do de de agressividade daquele tumor, estadiamento clínico etcétera, e ele calcula por monogramas, por exemplo aqui nesse paciente no lobby esquerdo da próstata eu posso fazer 1 intersecção muito próxima à cápsula prostática que eu não vou deixar doença nesse paciente, e eu vou deixar a maior parte de nevação possível naquela próstata, e com isso eu tenho melhores desfechos funcionais de continência urinária e potência sexual por exemplo. No mesmo paciente, no lobo direito se eu for muito perto, eu tenho 26 por 100 de chance de deixar tumor nesse paciente. Eu tenho que fazer 1 dissecção ali na faixa verde em torno de 3 milímetro de distância. Ou seja, hoje a gente consegue fazer cirurgias milimétricas naquele paciente pra ter melhores desfechos funcionais. E com isso, a gente através de encontrando landmarks, ou seja, marcos anatômicos operatórios durante a cirurgia, e isso com a magnificação que a gente tem com a cirurgia robótica e destreza que a gente possui, a gente pode lateral ou mediar aquela artéria por exemplo e preservar mais ou menos a inequação naquele paciente com melhores desfechos funcionais. A gente tem inúmeros resultados corporativos, comparativos de metanálise, isso é gráfico de forest plot pra quem não conhece, e naquele losango preto lá embaixo, tudo que tiver à esquerda da linha favorece a cirurgia robótica, então aqui a gente tem, comparando a cirurgia robótica com a cirurgia aberta convencional pra câncer de próstata, a gente tem, que a gente tem menos margens cirúrgicas comprometidas, menos margens cirúrgicas comprometidas, menos necessidade de retratamento daquele paciente, menos necessidade de retratamento, menor custo quando a gente avalia todo o tratamento global daquele paciente. A gente tem também menos recorrência bioquímica, ou seja, o o PSA do paciente volta menos a a subir quando o paciente é submetido a 1 cirurgia robótica se comparado com a cirurgia aberta, a gente tem outros dados por exemplo de incontinência urinária, comparando a cirurgia robótica com a cirurgia aberta melhores desfechos funcionais de controle de urina naquele paciente que foi submetido a tratamento robótico, mesmo se comparando com a cirurgia laparoscópica pura. A gente já tem dados também de disfunção erétil, comparando a cirurgia robótica com a cirurgia aberta, e cirurgia robótica com a cirurgia laparoscópica sempre losango à esquerda da linha do número ou seja benefício em cirurgia robótica se comparado com os outros métodos de tratamento. Complicações a mesma coisa, cirurgia robótica comparando com aberta, eles têm menos desfechos adversos com a cirurgia robótica, o mesmo se for comparado à cirurgia robótica com a cirurgia laparoscópica pura. Tempo de internação hospitalar, a gente sabe quanto mais cedo a gente conseguir dispensar o paciente pro seu domicílio, mais ele volta às suas atividades laborativas, menos impacto econômico tem na sociedade, menos uso de medicamentos e ocupação de leito hospitalar que é 1 carência muito grande no SUS, então a gente tem menor tempo de internação hospitalar se comparado com a cirurgia robótica de câncer de próstata, se comparado com a cirurgia aberta, e também se comparado com a cirurgia laparoscópica pura. Falar pouco do instituto nacional do câncer e respeito do do da cirurgia robótica, há mais de 5 anos foi criado o centro de diagnóstico de câncer de próstata perdão, porque nada adianta ter os robô se você não tem o paciente com fluxo contínuo pra poder utilizar aquele robô da melhor forma. Vai ser apresentado os dados aqui que quanto mais você utiliza o robô, você dilui o custo daquela aquisição, você diminui o custo da cirurgia robótica. Então a gente faz no INCA já há mais de 5 anos, 3000 biopsias de próstata por ano, a gente já fez mais de 11000 procedimentos de biópsia, 58 por 100 de positividade, e a gente vê que desses pacientes a gente resgata pro INCA 30 por 100 desses pacientes que vieram com biópsia positiva. Leva 15 dias pra marcar a marcar biópsia 30 dias somente pra sair o resultado. E a gente vê nesse outro gráfico que, mais de 60 por 100 dos pacientes que são biopsia no INCA hoje, eles ganham até salário mínimo ou seja, a gente atende 1 população economicamente muito carente, com alto padrão de qualidade nas na na biópsia, com sedação, sem o paciente sentir dor, e muitos deles vão sofrer tratamento robótico também de excelência. E a gente tem o paciente do SUS ele acaba que chegando muito tardiamente ainda na no diagnóstico né eles têm quase 60 por 100 dos nossos pacientes propiciados eles apresentam câncer de alto risco, com alto risco de recidiva, alto risco de metástase, alto risco de óbito, e alto risco de ter complicações daquele tratamento. Então a gente tem mais no INCA, cerca de 1750 cirurgias robóticas realizadas desde 2012, sendo que a urologia, a especificidade urológica corresponde a 33 por 100 desse total. E essa frase Abrahanl Lincoln é muito significativo pra cirurgia robótica, nada adianta ter o robô se você não tem treinamento. Não adianta simplesmente chegar e sentar no robô que os resultados vão ser ruins. Então antes de sentar no no robô, na unidade robótica, você tem que fazer treinamento muito avançado. Então hoje, já está bem estabelecido do uso do simulador por exemplo, que é onde você vai aprender manobras básicas, aprender mexer no no equipamento, depois passar por passos cirúrgicos completos, esse simulador por exemplo permite a coordenação da equipe cirúrgica treinar ao mesmo tempo o cirurgião e o auxiliar, certo? E a gente tem já ofícios da Sociedade Brasileira de Urologia, ofícios do do conselho regional de medicina do Rio de Janeiro, ofícios do conselho federal de medicina, falando da importância do treinamento, do treinamento online com com cerca de de 15 horas de treinamento online, 40 horas de de uso de simulador, depois 10 horas de assistir o paciente como auxiliar, depois pelo menos 10 cirurgias daquele tipo específico com a presença do preceptor ao seu lado, pra diminuir o risco de complicações. Esse foi trabalho publicado por nós, avaliando os 100 primeiros casos de cirurgia robótica e mostrou que os 100 primeiros casos ainda não tinham tido atingido o platô, ou seja, é necessário o platô de de bons desfechos funcionais. É necessário que tenha treinamento muito intenso pra você poder sim obter o que o robô pode te dar de melhor. Então no INCRA a gente tem o fellowship em oncologia já já já somos a vigésima sexta turma, temos 12 anos de certificação em cirurgia robótica com mais de 1000 cirurgias realizadas, fazemos 4 proctorias por semana. E os nossos Felos já temos a quarta turma de certificação, ou seja, já assim é 1 realidade de certificar novos cirurgiões robóticos no Sistema Único de Saúde. A gente já faz isso há 4 anos. E quando a primeira turma foi formada a certificação, ele teve aumento de 30 por 100 nos nas inscrições pra prova de FELLO, com com mais de 50 por 100 de aumento de recursos, ou seja, cada vez mais os FELLO querem entrar no INCA pra poder saírem certificados para utilização do robô, e menos de 90 por 100 de reclassificação. Quem passa na prova geralmente fica lá, muito por conta desse treinamento que a gente faz cirurgia de robótica. E a gente tem dados por exemplo de literatura que mostram que a gente tem 2 consoles no centro cirúrgico, vamos ter novos 2 consoles com a utilização do novo modelo, isso diminui o tempo cirúrgico, diminui o índice de complicações, e a gente também têm console de treinamento forte, o centro cirúrgico pra sempre estar treinando. Então esse assunto, parabenizar a deputada Carlos Zambelli pela iniciativa, é assunto muito atual, esse é artigo publicado agora recentemente nessa década mostrando a importância do treinamento, a importância de se ter currículo de treinamento na no nos nos nossos fellows, no nossos trainees, né? Então é assunto muito muito atual e que necessita dessa dessa abordagem de discussão da educação da cirurgia robótico. Obrigado pela atenção de todos era isso que eu tinha pra falar. Muito

0:0011:12
03 de dez, 17:24
#6
Transcrição por IA

Doutor Felipe pela sua consistente apresentação com a capacidade de síntese que chega a ter as pessoas que são leigas, da importância do da robótica hoje. Eu falava ali deputada Carlos da Esperança passar a palavra doutor Paulo Estebanato eu vou permitir que a deputada Carlos Lamelo faça uso da palavra e eu falava aqui deputada aqui eu comecei fazendo laparoscopia com haste rígida. Primeiro do interior do Rio Grande do Sul. Depois fizemos a vídeo e a robótica ela está hoje realmente 1 avanço muito grande o seu projeto é é espetacular, você tem que chegar nós temos que fazer que chegue aos mais desvalidos, e para isso o treinamento é muito importante, portanto a a palavra é sua Alô alô, obrigada presidente Pedro.

0:000:58
03 de dez, 17:36
#7
Transcrição por IA

Também agradecer o relator José Vitor, queria agradecer a todos aqueles que compareceram aqui também os convidados Felipe Lotti, pra participação presencial, que foi preceptor né da do o o urooncologia do Instituto Nacional do Câncer. Doutor Paulo Estevanatto, que também foi presencial, diretor de ensino e residência da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, obrigada por estar aqui. Doutor Alessandro Campolina, que é o médico pesquisador do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo muito obrigada por estar aqui doutor Alessandro. O doutor Luiz Romagolo, que foi participação virtual, diretor da inovação do Hospital do Amor, e Kleinaldo de Almeida Costa participação Vitor Ar também, que é diretor do departamento de saúde digital e inovação. Eu acredito que, a gente passou por momentos muito difíceis, sempre passamos né momentos difíceis da história. No período póspandemia por exemplo, eu comecei a receber muitos pedidos de instituto de câncer, do CAISM, né que cuidam de mulheres e etcétera, dizendo que as pessoas nesse período da pandemia deixaram de cuidar da sua própria saúde de coisas normais né então por exemplo exame de mama, exame de colo de útero, exame de próstata, e que chegaram casos muitos a muito avançados, em todos esses hospital do amor etcétera, e eu comecei a pensar o que a gente podia fazer pra poder atender esses casos de 1 maneira mais rápida né, é lógico que existe também a questão de informação, a pessoa precisa entender que não era só a covid tinha outras coisas pra resolver durante a covid, eu apresentei o projeto também de telemedicina, ele foi aprovado, tem 1 alegria muito grande ter sido inclusive sancionado pelo presidente Bolsonaro naquela época ainda da póspandemia, depois eu participei de outro projeto sobre endometriose, eu perdi 2 filhos né, tenho 2 filhos no céu, na terra, que por conta de 1 endometriose profunda que eu tinha e não tinha conhecimento porque faltava ressonância em muitos lugares, então hoje eu tenho 1 1 1 1 1 ideia de que a gente precisa mandar, e a gente participou de projeto pra incentivar o envio de ressonâncias magnéticas pros pros SUS, porque a gente precisa descobrir como é que as mulheres estão, e 20 por 100 dos casos de aborto acontece por conta de endometriose, e eu acabei sendo 1 dessas dessas vítimas da falta de de de tecnologia. Meu pai teve câncer de próstata, também não era cirurgia robótica na época, minha mãe teve câncer na mama também não existia cirurgia robótica, então quando a gente vê a oportunidade de melhorar pro povo, e a gente acaba sentindo na pele, mas eu acho que nós como deputados, a gente tem que mais do que sentir na pele, sentir na pele do povo, né às vezes é mais fácil quando a gente sente porque a gente batalha mais mas eu tenho recebido muitos casos, de que precisam da gente precisa tanto do treinamento né do do do médico durante a residência durante a a faculdade, quanto incentivo de envio de tecnologia robótica. Em doenças raras por exemplo a gente também vê 1 1 quantidade de de treinamento muito ainda rasa nas universidades sobre doenças raras, são mais de 7000 doenças raras né eu tenho 1 doença rara, que é do coração, tem 1 síndrome de, de hiper hipercardíaca como é que chama? Como chama? Bom sobe muito meu meu batimento, meu batimento vai de 40 a 185 hipóteses que chama 1 síndrome hortostática postural hortostática, que olha só que que ironia doutor Pedro, eu tive 1 doença, e tive a oportunidade de perceber que essa doença não pode ser tratada no Brasil, e é 1 doença que pode gerar pode dar morrer né porque a pessoa está numa 1 carga elétrica muito grande no coração eu desmaiava muitas vezes porque o coração parava, durante a campanha agora de 2020 24, eu desmaiei 40 vezes em 55 dias, então aí consegui fazer o holter mas assim quantas pessoas conseguem acesso a tudo isso? Eu fiz o holter de 15 dias, que acho que chama outra coisa em looping alguma coisa assim, e descobri a o Podes, e a outra o tratamento só na Espanha, Europa, porque aqui no Brasil não tem remédio chama midodrina, que custa 10 euros na Itália, e que com esses 10 euros que são 70 reais aproximadamente, eu poderia estar sendo curada aqui no Brasil, e eu tive que até a Europa pra buscar tratamento. Olha que que coisa ruim né, a gente perceber que o Brasil não está avançado em várias coisas, então essa é 1 das pautas, agradeço muito os doutores terem vindo apoiar essa pauta e apoiar que a gente possa promover, e queria assim realmente fazer apelo aos parlamentares né da comissão de saúde, agradecer o doutor Pedro que, não só me recebeu que deixou eu falar mas também que está aí lutando por essa pauta, e eu acho quem ganha é o Brasil doutor Pedro, quem ganha não vai se não você e o Carla Zambelli, vai ser os médicos que podem salvar mais vida e ter o privilégio de poder salvar de 1 maneira melhor, como o senhor disse né de de poder deixar menos menos efeitos colaterais et cetera então assim, eu acho que a gente precisa desse projeto aprovado, queria fazer apelo ao presidente da comissão que pudesse depois pautar o mais rápido possível esse projeto pra gente poder ir pro plenário, eu eu acho que vai ajudar bastante o povo brasileiro muito obrigada pela presença dos senhores, e 1 boa tarde. Obrigado

0:005:12
03 de dez, 17:37
#8
Transcrição por IA

Deputada Carla, são nesses momentos com esses projetos, que fazem a gente dar sentido à vida pública, que é tão difícil, nós somos tão incompreendidos, família da gente sofre com injustiças e ofensas, mas nesse momento científica que vale a pena, eu fui o relator da da da do projeto de pesquisa clínica, que foi avanço extraordinário pro país, os nossos cientistas estavam saindo daqui pra pesquisar porque era 1 imensa, conseguimos aprovar com votação de PEC lá, então esses projetos aqui, por isso que hoje eu tenho reunião da bancada ali pra pra pra discutir as emendas de estado, mas vou ficar aqui pela importância do tema e a relevância do seu projeto. Muito obrigado deputada, Passo ao ao doutor Paulo Stevanato diretor de ensino da residência brasileira de oncologia Boa tarde a todos. Boa

0:001:03
03 de dez, 17:42
#9
Diretor de Ensino e Residência - Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica  (SBCO) Paulo Stevanato
Paulo Stevanato

Diretor de Ensino e Residência - Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO)

Transcrição por IA

A todos, meus cumprimentos à mesa diretora, a todos os os parlamentares, agradecimento desse convite honroso pela comissão de saúde, ao deputado José Vitor, doutor Pedro, doutor Carlos Zambelli. É grande prazer estar aqui e poder compartilhar com vocês pouquinho da nossa rotina, tá? Lá na C Camargo câncer center, ou junto da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncogica. Eu não tenho nenhum conflito de interesse com essa com essa apresentação. Quando a gente fala de de robótica, a gente pode falar de robótica na segurança, nas forças armadas, na vigilância. A gente pode falar de robótica na exploração espacial, robótica na agricultura. E por que não na medicina? Como que está o papel da robótica na medicina? Nós sabemos que, na medicina, nós já temos a reabilitação em robótica, nós já temos, a aquisição de de de carga, de força, de adaptação, do ponto de vista funcional. E da parte cirúrgica, o robô chegou pra gente ali olha, essa plataforma da 20 em 99, com o conceito de, de 4 braços, né? Primeira vez que cirurgião opera com 4 braços, né ele manuseia o pé, ele consegue movimentar. Depois 2006, já veio o conceito do 3 d, a gente começou a ter sinal de profundidade. Isso ajuda a preservação de nervo, preservação funcional, e 1 melhor qualidade na cirurgia. Em 2009, a gente tem o dual Console, ou seja, cirurgião, 2 cirurgiões conseguem operar ao mesmo tempo, o paciente, cada com braço por exemplo do robô, ou cirurgião tutorando aquela pessoa que está em formação, então isso ajuda muito na capacitação. Em 2014 a gente tem essa plataforma Xi, que é mais utilizada hoje no país, que é 1 plataforma que nos dá aí maior acesso cavidade e expande pra diversas cirurgias, te dá 1 1 ampla gama de tratamento, é esse avião aí olha. Então a gente começou como robô no Brasil em 2008, com 3 unidades apenas, passando ali em 2008 a gente já tinha esse enxame de robô ali nos Estados Unidos, em 2013 já tinha mais do que o dobro, enquanto que no Brasil, a gente tem cerca de 100 robôs da A20 em 2020, e agora em torno de 134, 135 5 plataformas instalada nos dias atuais. A gente tinha procedimento predominantemente do ponto de vista de urologia, depois cirurgia geral, isso vem aumentando todos os anos, tá? A gente tem 1 fatia no mercado mundial de de robótica em torno de por 100, isso foi evoluindo. De ano de, 2018 pra 2019, houve aquecimento de 44 por 100, já no início de 2020, 90 por 100 das cirurgias previstas pra aquele ano foi realizado no primeiro trimestre, então de maneira exponencial esse crescimento e a plataforma continua crescendo no mundo todo de 1 de em torno de 10 por 100 ao ano em todos os continentes né? EA0 número de cirurgia ela só vem aumentando em todos os anos e agora, a gente tem ali não predomínio só de cirurgia urológica, mas também de cirurgia geral, cirurgia ecológico, cirurgia coloproctológica, cirurgia oncológica no geral, principalmente. A gente tem 1 fatia agora de ponto por 100, de todo o mercado mundial. E o treinamento de cirurgia robótica? Qual que é o problema? Quem que está pronto a pilotar agora essa nave, né essa, então foi constituída pela AMB ali em 2019 né, as formas de se treinar profissional a ter a capacidade hoje de realizar 1 cirurgia de qualidade, 1 cirurgia robótica, de maneira, com todos os outros passos né? Então o primeiro ponto é a avaliação de base, a gente tem ali o estudo na medicina, os princípios cirúrgicos né, os conhecimentos e habilidades em laparoscopia, tem que ter motivação, possibilidade e dedicação daquela pessoa né, dentre outros, aí ele parte para 1 base teórica, o próprio site da empresa no mundo todo te dá treinamento teórico muito bom e acessível amplo pra todos, mas existe diversas plataformas de ensino e informação, e conteúdo digital que dá esse conteúdo com facilidade pra todo mundo nesse tipo de treinamento. Depois a gente passa 1 fase de observação, né da cirurgia pra acompanhar os casos, entender a dinâmica de 1 sala cirúrgica, acompanhamento daquela rotina, daquele programa, você está vendo ali na imagem ali olha, 2 consoles provavelmente está operando e o outro supervisor está acompanhando ali ao mesmo tempo, a tela é de touch screen, você consegue ser mais intuitiva, depois você passa por 1 parte de simulação, essa simulação é importante que você tenha pelo menos 30 horas de simulador olha, tem vários tipos de simulador como foi comentado pelo Felipe, simula várias cirurgias desde o início final, você aprende que tem os 7 graus de liberdade, a movimentação que você vai fazer lá dentro, ele vai reproduzir. A visão 2 d duma vídeo basicamente seria essa em analogia, enquanto que o robô seria essa visão aqui, a visão em 3 d, 1 visão em profundidade né, te facilita aí o procedimento. Você pode ter o laboratório com o próprio robô ali olha, está operando ali 1 peça ali de silicone por exemplo, para o treinamento, ou então, em laboratório também com modelos animais também, mas só o próprio simulador por si só já te dá, bom ensino do ponto de vista de prática né? Depois você parte pra realização procedimentos, como que realiza o procedimento? O médico não vai realizar o procedimento por inteiro, ele começa por partes, faz pedacinho ali, e com isso ele vai realizando até que ter condições de realizar 1 cirurgia completa. Ao final de 10 procedimentos realizados, você tem ali 1 certificação que você está apto a operar o sistema de maneira sozinha, como 1 outra equipe sem supervisão. Curva de aprendizagem do robô era muito rápida, o que quer dizer isso? Por exemplo, câncer colorretal, câncer de reto por videolaparoscopia, eu preciso operar de 60 a 80 pacientes pra ser considerado médico experiente, da PECRA. Robô, de 18 a 22 casos vai te dar isso, tá? Então isso facilita muito, e com o tempo você vai adquirindo cada vez mais essa essa habilidade e ganho de tempo também. Ergonomia pros profissionais de trabalho, veja só trabalhar com videolaparoscopia ao longo de 20 anos isso vai trazer problema, com certeza do ponto de vista funcional, dores cervicais, problemas articulares, e a robótica conforto se operando ali a está operando e o outro acompanhando o supervisor, tá? No início, as posições, né? Certamente eu saio de 1 cirurgia robótica, pronto pra fazer outra cirurgia robótica, 2 ou 3 no mesmo dia. Só faço 1 cirurgia videolaparoscópica extensa, a gente sai às vezes bem esgotado, cansado, então, o rendimento é muito diferente nesse sentido. E aqui só pra vocês terem 1 ideia da tecnologia que a gente tem chegando, é isso daí, como ficar de fora. Único portal, outros braços para se trabalhar, em apenas 1 incisão, cirurgias indoluminais. Com qualidade destreza.

0:007:18
03 de dez, 17:43
#10
 Início da Apresentação do Vídeo
Início da Apresentação do Vídeo

Transcrição automática

Transcrição por IA

Ele te facilita muito você dar aquele ponto em em regiões com dificuldade, esse ponto seria em cima ele vai inverter porque você dá o ponto com a sua mão, no seu sentido, mas ele está dando ponto acima, olha que interessante, ele faz espelho pra você. A moeda não caiu ali olha está vendo? Está até no ponto em cima, olhando embaixo. Então a plataforma ela facilita bastante. O potencial econômico que a gente tem em investir em formação em cirurgião oncológica é a

0:000:36
03 de dez, 17:50
#11
 Término da Apresentação do Vídeo
Término da Apresentação do Vídeo

Transcrição automática

Transcrição por IA

Da cirurgia, são melhores resultados funcionais e oncológicos pra diversas doenças oncológicas. Nós temos também ali, menor tempo de internação, menor risco de complicação, retorno das suas atividades precocemente, diminui a reinteração, às vezes a gente está com aquela ideia de ser imediata né? E só melhora o pósoperatório. A reabilitação, o retorno das suas atividades habituais, é muito importante, o impacto disso é muito grande do ponto de vista econômico também. E o método ele é reproduzivo, né? Tem 1 baixa curva de aprendizagem, a gente vai ter potencial futuro ali de realizar a cirurgia remota, eu em São Paulo num grande centro posso realizar lá na frente a cirurgia, em outros estados que não tem condição ainda, que não tem aquela capacidade de realizar cirurgias de alta complexidade, e a gente consegue reproduzir porque após 5 50 casas que você já está habituado a realizar, você também pode se transformar num cirurgião instrutor, e isso se multiplicar ao longo do país. Então a robótica na área de saúde é o presente, é o futuro, estamos preparados para os desafios? Quais os limites? Finalizo dizendo que, a robótica, ela vem avançando além dos limites, transformando vidas, e a melhor preparação é compartilhar conhecimento e inspirar através da educação. Agradeço muito a oportunidade e o convite. Muito obrigado. Muito

0:001:24
03 de dez, 17:51
#12
Transcrição por IA

Doutor Paulo Isabelonato pela sua participação, brilhante, brilhante também de maneira bem sucinta, compreensível, corroborando a importância da robótica nas nossas vidas aqui. Mas o tempo já passo a palavra do doutor Alessandro Campolina por 10 minutos. Pesquisador do Instituto Tecãs do Estado de São Paulo, e CESPE.

0:000:46
03 de dez, 17:52
#13
Médico e Pesquisador - Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) Alessandro Campolina
Alessandro Campolina

Médico e Pesquisador - Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP)

Transcrição por IA

Boa tarde a todos, primeiramente agradecer o convite da comissão de saúde, cumprimentar o deputado doutor Pedro, os parlamentares presentes, e vou falar da da cirurgia robótica da perspectiva da avaliação de tecnologias em saúde. Então eu vou usar o caso da da prostatectomia radical assistida por robô, pro tratamento de pacientes com câncer de próstata clinicamente localizado ou localmente avançado, pra abordar o tema. Inovação tecnológica, crescimento de gastos em saúde, pressão em orçamentos públicos, esse é o tipo de contexto que a avaliação de tecnologias em saúde procura ajudar, contribuindo principalmente pra otimizar a decisão em saúde, numa condição muitas vezes de escassez, situação em que escolhas precisam ser feitas e muitas vezes utilizar a noção de custo e oportunidade é a melhor maneira de fazer essas escolhas, né? A noção de custo e oportunidade intuitivamente traduz a ideia de que toda escolha pressupõe 1 1 renúncia, né? E na saúde, pra gente aplicar esse tipo de conceito, a gente precisa levar minimamente em consideração 3 critérios de decisão né, a efetividade clínica, eficácia dos tratamentos, a razão de custo efetividade e o impacto orçamentário desses desses tratamentos também. A efetividade clínica nos ajuda a identificar os tratamentos ou tecnologias candidatas pra serem financiados, a razão de custo efetividade nos ajuda a criar 1 espécie de ranqueamento de de eficiência pra gente saber quais os tratamentos mais ou menos eficientes e poder alocar recursos na forma mais eficiente possível, e o impacto orçamentário nos ajuda a avaliar se 1 vez incorporadas essas tecnologias elas vão ser economicamente sustentáveis ao longo dos anos. Pra isso a gente precisa de estudo, de ciência né? Estudos de revisão sistemática da literatura, opa, parece que não está passando. Pra cá, pra lá. Acho que travou. Mas ele travou mesmo. Eu estava dizendo então aproveitando enquanto recupero que pra gente conseguir operacionalizar esses 3 critérios de decisão, a gente precisa de estudos, basicamente estudos de revisão sistemática da literatura, estudos de avaliação econômica e estudos de análise de impacto orçamentário, né. São basicamente os 3 tipos de estudos que compõem relatório completo de avaliação de tecnologia em saúde, que são frequentemente submetidos à apreciação da conitec, né, para incorporação de 1 tecnologia. No caso da prostatectomia, eu vou falar basicamente de alguns dados que compõem relatório pra possível incorporação do dispositivo robótico pra prostatectomia em pacientes com câncer, que acabou de ser submetido recentemente à apreciação da da conitec. Então eu vou falar, não voltou? Deu 1 travada? Eu vou tentar falando e vamos ver como vai, não tem problema. Bom então, basicamente esses dados eles estão distribuídos numa primeira parte, que são os dados de revisão da literatura que foi foi realizado no contexto desse desse relatório, essa revisão de literatura, ela focou em em pacientes com câncer de prós, será que voltou? Vamos ver. Continua travado. Se voltasse a minha vida, eu vou falando e aí depois eu tomo. Então, essa revisão sistemática ela focou principalmente em dados de segurança e de efetividade do tratamento, os dados de segurança alguns até já foram comentados pelos colegas que que me antecederam, mostraram que a cirurgia robótica comparada tanto a cirurgia aberta como a videolaparoscopia, reduziu taxa de transfusão, tempo de internação, 1 série de de indicadores de de segurança. Mas o que me chamou mais atenção nesse nesse relatório especificamente nos dados apresentados dessa revisão, foram os dados de mortalidade especificamente, né? Que mostrou que comparada com a cirurgia aberta, em 5 anos, mais ou menos 5 anos ou mais, a cirurgia robótica apresentou 1 diminuição da mortalidade dos pacientes submetidos, né, o que é extremamente importante. Da mesma forma, como os resultados também mostraram, impacto em eventos que são absolutamente significativos no contexto de cirurgia prostática, por exemplo, em continência urinária relacionada ao procedimento cirúrgico, também mostrou diminuição nesse tipo de evento, redução da chance disso acontecer após a cirurgia. Sem falar na discussão erétil, também fundado que chamou bastante atenção, né. Então, em resumo, perfil de segurança e de efetividade muito favorável à cirurgia robótica, quando comparado aos outros tipos. Quando a gente vai pra avaliação econômica, que é o segundo componente do relatório de ATS, a gente precisa lembrar daquele conceito de quali, de anos de vida ajustados por qualidade, né? Que é a medida mais comumente usada como desfecho em avaliação econômica, né? É 1 forma da gente traduzir o desfecho em termos de anos saudáveis, né? Porque a gente sabe que, anos de vida, pode ser muito diferente no contexto de doença crônica, né? 1 pessoa vivendo ano com câncer de próstata estádio pode ser muito diferente de alguém vivendo com esse mesmo câncer num estádio 4. Então a gente precisa de 1 medida ajustada, que sumarize qualidade de vida e quantidade de vida numa mesma métrica. Então esse é o primeiro conceito que é importante nessas avaliações. O segundo é o delimitar de custo efetividade ou custo por quali, né? Essa ideia de custo por quali traduz de 1 certa forma, quanto que nós estaríamos dispostos a pagar pra ganhar ano de vida saudável no indivíduo tratado, né. A conitec tem isso bem estabelecido, valor de 40000 reais por quali ganho, né, que é a mesma coisa que dizer que seria custo efetivo algum tratamento que a gente pagasse até 40000 reais pra ganhar ano de vida saudável no indivíduo tratado, né? Então vamos ver se vai agora. Ah é? Pode pode ir passando. Pode ir pode ir, está lá na frente. Pode ir pode ir pode ir. Ir, pode ir pode ir, pode ir aqui a revisão da literatura, pode passar, pode passar, pode passar, pode ir adiante. Está bom? Pode passar, isso eu comentei também, disfunção erétil também comentei, avaliação econômica pode passar, eu falei dos qualis, eu falei da disposição pra pagar e aqui, pode parar aí. Porque, se no Brasil, voltar pouquinho, se no Brasil a conitec tem estabelecido né como limiar de custo efetividade esse valor de 40000 reais por quali ganho, o estudo realizado à avaliação econômica que foi submetida à apreciação, encontrou valor de custo por quali, considerando aí 150 cirurgias por ano, valor de 15790 e 0.82 centavos, ou seja, bem abaixo dos 40000 reais por Quali. Na pior, no pior cenário simulado, né? Se a gente fosse considerar 300 cirurgias esses valores seriam ainda menor, se fosse 400 ainda menor. Isso considerando o comparador à cirurgia aberta, porque se o comparador faz a videolaparoscopia, a gente teria custo por Quali chamado de dominante, ou seja, valor negativo, que significa que o procedimento robótico ele seria mais efetivo e mais barato, né? Adiante por favor. E por fim, tem os dados de análise de impacto orçamentário, né. A análise de impacto orçamentário para a gente implementar 1 análise desse tipo, primeiro a gente tem que ter 1 ideia do tamanho do problema, né, a demanda por esse tipo de procedimento. Então nas estimativas que foram feitas, as projeções em 5 anos mostraram por exemplo no primeiro ano 2025, total previsto aí de 17665 cirurgias de próstata no total, né? Isso aí crescendo ao longo dos 5 anos até em torno de 18000, previsto pra 2029. Adiante por favor? Da mesma forma a gente precisa também ter 1 ideia de market share né? A a distribuição do procedimento dentro do conjunto de opções terapêuticas existente, então num primeiro ano em 2025, é previsto que 1 vez incorporada 15 por 100 das cirurgias possam ser feitas com com o dispositivo robótico, isso crescendo pra 20 25 30 e 35 por 100 das intervenções até 2029. O próximo por favor? Pode passar. Bom, isso permite a gente fazer a estimativa do do impacto orçamentário primeiramente, pra 150 cirurgias por ano, a gente observa crescimento do impacto orçamentário ao longo dos 5 anos, tanto pro cenário atual quanto para o cenário incorporando a cirurgia robótica próximo, o que daria acumulado aí de impacto orçamentário ao longo de 5 anos da ordem de mais ou menos 85000000 de reais, o próximo. Se a gente considerar 300 cirurgias ao ano, a gente pode observar que o impacto do cenário proposto incorporando a cirurgia robótica, ele já seria menor que o cenário atual já no segundo ano. E ao longo dos 5 anos, a gente teria na verdade 1 economia da ordem de em torno de 7000000 em termos de impacto orçamentário, o próximo, se isso for feito por 1 grandeza de 40 cirurgias por ano, a gente tem 1 economia ainda maior, pode passar o próximo, acumulado aí de 1 economia de em torno de 53000000 em 5 anos comparado com o cenário atual, né? O próximo. Então isso pra dizer esse compilado de de informações que eu apresentei pra vocês pra mostrar pouco do que que é o objetivo da avaliação de tecnologias em saúde, né, que é avaliar possíveis benefícios e riscos de usar novas tecnologias e ajudar gestores e formuladores de políticas a escolherem soluções de saúde que sejam tanto eficazes quanto econômicas, tá? Então fico à disposição pra gente poder debater esses resultados, obrigado. Muito obrigado.

0:0010:22
03 de dez, 17:53
#14
Transcrição por IA

É Sandro, médico e pesquisador, viu 1 abordagem interessante do custo, do custo da realmente as pessoas, tem 1 noção diferente, e essa exposição foi foi muito boa, eu tenho a mesma impressão da vossa excelência, porque o investimento em tecnologia, ele diminui os custos, em termos de interação, infecção, todo todo esse toda essa essas complicações mais comuns em cirurgia de social aberto e também em. Agradeço ao senhor Alessandro Campolina, por sua participação e conhecendo a palavra por 10 minutos online ao senhor Luiz Roberto de inovação do Hospital do Amor.

0:000:52
03 de dez, 18:03
#15
Diretor de Inovação - Hospital de Amor Luis Romagnolo
Luis Romagnolo

Diretor de Inovação - Hospital de Amor

Transcrição por IA

Boa tarde, acho que se vocês me ouvem bem? Me ouvem bem? Vocês estão me ouvindo? Ok, ok. Sim, sim. Bom, boa tarde. Primeiro, queria agradecer a oportunidade de poder estar falando com vocês, parabenizar ao deputado Pedro Westphalen e o deputado José Vitor pela oportunidade de, pôr esse tema em pauta, sobre o treinamento de cirurgia robótica no Sistema Único de Saúde. É 1 oportunidade muito interessante que a gente tem pra discutir. Eu vou, compartilhar minha apresentação aqui com vocês. 1 grande vantagem de ouvir os outros colegas antes eu fiz diminuir pouco mais a minha apresentação porque pra gente ser enxuto e conseguir trazer mais possibilidades até de discussão se tiver possibilidade pra esse tema. Então acho que a ideia que a gente tem vocês estão vendo minha apresentação né tá tá projetando né ah sim vamos projetar projetando ah tá sim tá projetando assim Ah então está bom, perfeito. Bom, vamos lá. Então a ideia é todo mundo, as pessoas já falaram bastante sobre todos os colegas antes de mim já falaram pouquinho sobre todo o desenvolvimento da cirurgia robótica. E mas eu queria dar enfoque principalmente, numa parte do treinamento e todo o desenvolvimento em números que foi feito a cirurgia robótica interessante o Alessandro interessante Alessandro ter falado sobre custos porque isso é muito efetivo que nós vamos trabalhar aqui mas sobre treinamento especificamente a gente imagina que se a gente for pensar nos pulos que a cirurgia robótica fez desde 2008 na primeira cirurgia até 2018 pulou de 3 plataformas para 51 plataformas em 10 anos com 17000 casos operados e depois a gente pula pra 2024 começo desse ano só tinha 118 ou são 134 plataformas e somente 9 somente 9 em hospitais filantrópicos e nos Estados Unidos mais de 6700 plataformas de cirurgia robótica pensando nisso tudo a gente tem que pensar que todos os pais filantrópicos que tem cirurgia plataformas robóticas no Brasil todos que desenvolvem o ensino e desenvolvem cirurgias pros pacientes do SUS a gente tem que especificar pouquinho porque eu queria dedicar o tema como a gente desenvolveu aqui em barretos e no hospital de amor esse treinamento de cirurgia robótica, a certificação. A gente consegue identificar as dificuldades em todos os estados, por estar em quase todos os estados, com unidades tanto de prevenção ao câncer onde a gente busca o diagnóstico inicial, comunidades de tratamento em quase 8, já 8 quase unidades de tratamento, além das unidades móveis que a gente diagnostica. Pensando nesse número e no número de pacientes que a gente atende anualmente, então só em 2022 quase milhão de foram atendidos por nós em tratamento quimioterapia a projeção é que a gente de 10 anos a gente atendeu 118000 casos tratamento de câncer especificamente e comparando com a cidade de São Paulo, a gente devido ao perfil do hospital de médicos exclusivos, equipes exclusivas para tratamento oncológico. A nossa sobrevida é 30 e por 100 e o paciente tem mais 30 por 100 mais chances de viver sendo tratado especificamente com essa esse formato. Nós pensamos o volume importante para o treinamento, claro que é. O nosso número é número expressivo de quase 5.500 cirurgias por ano. Maioria delas minimamente invasivas e nós conseguimos dedicar atualmente 1 plataforma robótica específica para treinar os residentes os células em quase todas as especialidades urologia cabeça e pescoço colo em reto ginecologia urologia enfim tórax e dessa forma a gente consegue também ter 1 outra plataforma dedicada para certificar profissionais da saúde médicos que já tem grande habilidade em cirurgia minimamente invasiva laparoscópica e necessitam somente daquela certificação que é para dirigir a máquina melhor. Então, inicialmente a gente chegou a ter poucas cirurgias no começo que foi em 2014, chegamos a número atualmente de potencial para chegar a quase 1000 cirurgias no sistema único de saúde que é nosso aqui. Esse é o nosso volume inicial de cirurgia. Então nós começamos com poucas cirurgias em 2014 porque era 1 plataforma robótica, poucos profissionais treinados e de fluxo de de de pacientes. Grande quantidade de cirurgias, a gente consegue ele vai número de hoje, 10 por 100 dos nossos tratamentos cirúrgicos são robóticos, comparando todas as especialidades. Esse é número nosso inicialmente de cada especialidade, inclusive agora começando com cirurgia pediátrica, onde a gente perfaz quase todas as especialidades possíveis. Dedicadas para o treinamento a cirurgia robótica. Assim sendo associado a isso nossa experiência especificamente cólon e reto é dado não publicado ainda mas de 2018 a 2022 comparando laparoscopia e robótica em cólon e reto, 872 pacientes, pouco laparoscopia e pouco de cirurgia, metade robótica, as nossas complicações foram menores na cirurgia robótica do que na cirurgia laparoscópica então a gente conseguiu pensar que com a curva de treinamento como todos falaram a gente consegue chegar número expressivo e diminuição das complicações Associado a isso anexo ao nosso hospital, acho que todos os cirurgiões conhecem o centro de treinamento que é o ircad e o maior centro de treinamento em cirurgia minimamente invasiva do mundo, com mais de 30 anos de experiência em treinamento, onde o professor Jackson Marisco foi a primeira pessoa em 2000 e fez a primeira telecirurgia usando o robozéus Nova Iorque Estrasburgo. Esse números aqui em Barreto quando começou em 2011 o mercado nós conseguimos já passar por aqui quase 17000 pessoas médicos em treinamento em técnicas minimamente invasivas e o mercado é a única instituição na América Latina acreditada pelo colégio americano de cirurgiões pensando nessa qualidade de treinamento e na capacidade de expertise que a gente tem por médicos exclusivos centro de treinamento específico a gente desenvolveu programa de certificação onde inclui problema sério no sistema único de saúde que é como porque implementar o programa que é esse meu foco eu diminuo o número de filas do paciente que tem aumento meu número de cirurgias robóticas Eu tento viabilizar o custeio desses desse gasto que acontece no SUS já que essa plataforma robótica não é coberta em absolutamente nada. Todo mundo já falou sobre o programa, sobre a certificação, mas o gargalo do programa é depois do realizar os 10 procedimentos robóticos que o paciente, que o médico tem que ser pra ser capacitado. Como eu faço isso? Então se eu tenho robô dedicado para isso e eu trago programa desse em 2019 2020 a gente começou esse programa onde em específico treinamento para cólon e reto para ginecologia para urologia e mais de 500 pacientes foram operados na plataforma robótica pelo SUS sem custo nenhum para o paciente e mais de 43 seções certificados que continuam operando nos hospitais deles continuam fazendo cirurgia robótica e desenvolvendo pro programa. Esses são médicos espalhados no Brasil inteiro que já vieram com a gente aqui treinar cirurgia robótica e continuam utilizando a plataforma nos hospitais onde eles destinam em SUS em outros lugares e dado super interessante que eu queria trazer para vocês 226 pacientes operados no programa onde a o índice de complicação foi metade Do que era de 15 por 100 anteriormente fazendo pela plataforma robótica. Então termina minha apresentação mostrando pra vocês quais são os nossos desafios. Como a gente vai essa sustentabilidade do programa. Será que a gente deveria ter já que centros treinados centros como esse aqui ou em outros lugares que a gente tem no Brasil que está extremamente qualificados e tem cirurgiões extremamente dedicado porque o treinamento não é simplesmente sentar no console e ver outro colega operar. Existe 1 dedicação excessiva pelo treinamento, onde o médico necessita de cuidados. O custo por essas esses nesses centros serem totalmente oferecidos pelo programa sistema único de saúde, onde esses centros de treinamento vão ter o benefício de ter essa plataforma. Então acho que a robótica no na tabela sul banca o custeio nesses hospitais, nesses centros credenciados de alta qualidade, Podem trazer benefícios para os nossos pacientes e para os médicos multiplicadores. Hoje a gente tem algumas plataformas e em breve a gente terá 1 grande invasão de plataformas robóticas no Brasil. Então, essa é a minha ideia sobre o programa, sobre o que a gente desenvolve aqui e eu fico aberto pra pra perguntas, dúvidas e queria agradecer mais 1 vez essa oportunidade pra poder estar com vocês mesmo virtual mas poder falar sobre isso. Muito obrigado. Agradeço.

0:0010:13
03 de dez, 18:04
#16
Transcrição por IA

Ao senhor Luiz Romanho por sua participação, brilhantes como sempre no hospital que tem feito e e feito a diferença no nosso país, na formação e na qualificação, e tocou num tema sustentabilidade. Ah esse tema nós vamos pedir 1 audiência pública durante a COP desse ano que vem que nunca se falou em sustentabilidade da saúde e é fundamental que nós tenhamos sistema sustentável, integração pública e vale pra não estar havendo. E fazer com que as tecnologias cheguem ao paciente do SUS como chega aí e chegue muitas instituições de maneira a fazer que já repeti aqui, vou repetir, os mais desvalidos tenham o seu atendimento qualificado. Passo imediatamente a palavra ao senhor Reinaldo Costa, diretor de de saúde digital e inovação do Ministério da Saúde. Por 10 minutos a palavra é sua.

0:000:55
03 de dez, 18:14
#17
Diretor - Departamento de Saúde Digital e Inovação (DESD/SEIDIGI/MS) Cleinaldo de Almeida Costa
Cleinaldo de Almeida Costa

Diretor - Departamento de Saúde Digital e Inovação (DESD/SEIDIGI/MS)

Transcrição por IA

Agradeço agradeço imensamente aqui o convite da comissão de saúde da Câmara dos Deputados, agradeço aqui deputado Pedro Westphalen, deputado José Vitor e deputada Carlos Amberli pela oportunidade aqui neste momento representando a Secretaria de Informação e Saúde digital. Eu me chamo Cleinal de Almeida Costa, sou cirurgião geral e vascular de formação, mestrado e doutorado na área Universidade de São Paulo, formado há 30 anos. Recordome aqui do tempo em que iniciou a disseminação da cirurgia videolaparoscópica no Brasil em meados dos anos 90. E, vejo este momento como momento muito importante, a partir de que, já existem pelo menos 103 plataformas da 20 em 89 hospitais brasileiros, e que já realizaram aí cerca de 105000 cirurgias ao longo desses últimos anos. Em 10 especialidades médicas no relato de julho de 2023. Lembrando que, 10 empresas fabricam plataformas de robótica no mundo. E aqui nós já temos pelo menos 30 unidades no Sistema Único de Saúde, vimos aqui 3 apresentações muito importantes, e o que que surge dentro desse cenário? Projeto PL 942 barra 22, que incentiva o ensino da cirurgia robótica e a implantação progressiva das técnicas de cirurgia robótica no sistema único de saúde. E aqui, nós vimos, o papel dos simuladores, mas sobretudo momento importante, adequar à formação das residências de cirurgia, seja na cirurgia geral, seja nas especialidades, a partir de momento em que precisaremos aí de platô entre 20 a 100 cirurgias robóticas pra qualificar profissional a depender de sua formação prévia. Estamos falando aqui desde residentes em início de formação na cirurgia, e falando aqui de profissionais que já têm experiência consolidada em cirurgia videolaparoscópica. E vimos aqui relato de fellowship já com 4 turmas, no Instituto Nacional do Câncer há 4 anos, vêm formando profissionais para o Sistema Único de Saúde. Eu trago aqui a reflexão das senhoras e dos senhores que a discussão não é sim ou não. A discussão é com, quando e onde implantar cirurgia robótica no Brasil. Vimos ali 1 curva estadunidense que mostra que, cerca de 95 por 100 dos procedimentos cirúrgicos oncológicos urológicos nos Estados Unidos já se dão por cirurgia robótica. Eu me recordo da minha sub especialidade à cirurgia vascular que, ao momento em que avançou a cirurgia endovascular nos Estados Unidos da América, hoje as universidades as escolas de medicina têm dificuldade de formar os residentes de cirurgia vascular em cirurgia aberta para o aneurismo de horta abdominal infrarenal. E aqui vem a pergunta sobre a aquisição dos robôs para os hospitais universitários. De acordo com o projeto de lei 942 barra 22, esses recursos virão da lei orçamentária anual. Nós estamos falando de 1 plataforma que pode chegar no país a cerca de 12 a 15000000 de reais a depender do dólar do dia. Se nós falamos de 50 e hospitais universitários no país, em 36 unidades federadas, sendo que 45 desses 50 e hospitais universitários são de responsabilidade da IBCER, multiplicando 15000000 de reais por 50 e hospitais universitários chegamos aí a número médio de 765000000 de reais. Com custo de manutenção anual mais custos de treinamento se nós somarmos mais 235000000, estamos falando de bilhão de reais. Parece número irreal, mas se nós compararmos ao valor do sistema único de saúde o orçamento do sistema único de saúde 2023 de 230 e bilhões de reais estamos falando de bilhão de reais apenas 0.43 por 100 repetindo, 0.43 por 100 do orçamento do sistema único de saúde anual em 2023 menos de meio por 100 do sistema único de saúde se considerar 10000 mortes por câncer renal nos últimos 3 anos com dados de 2024 junto total de 554000 óbitos no Brasil em 2022, nós estamos falando de poupar vidas e a longo prazo poupar recursos com a chegada da cirurgia robótica aos hospitais universitários brasileiros. Lembrando que a CONITEC, avaliou, a prostatectomia, robótica em 2020 e e na reunião ordinária centésima reunião ordinária de 5 de agosto de 2020 e não recomendou o procedimento de cirurgia robótica para prostatectomia robótica. Considerou à época que não havia motivação suficiente para substituir as terapias em atual uso. Estamos aqui há 3 anos desde essa decisão da CONITEC então eu penso que primeiro momento agora é novamente, sugiro que a comissão de saúde assim o faça ou alguém o faça, no sentido de provocar a CONITEC novamente, naturalmente informando como foi informado nessa reunião da comissão de saúde, os avanços da cirurgia robótica no Brasil e os números que isso tem representado. Aqui de nossa parte, saúde digital, ministério da saúde. Que papel nos cabeido? Em primeiro momento, apoiar a padronização e as recomendações mínimas, seja do ponto de vista curricular nas residências de cirurgia, seja do ponto de vista das recomendações de qualificação das plataformas de robótica. Ao mesmo tempo, apoiar a disseminação de treinamento por meio digital, 1 vez que, estamos presente hoje em 28 núcleos de telessaúde por todo o país, E se considerarmos a rede universitária de telemedicina que tem presença em todos os hospitais universitários brasileiros, por meio da rede nacional de pesquisa, podemos dar 1 importante contribuição à implantação e ao avanço do treinamento em cirurgia robótica no país sobretudo no Sistema Único de Saúde. De que modo? Fortalecendo a teleeducação, fortalecendo a discussão de casos entre os pais universitários e num cenário futuro para os próximos 10 anos, pensar na possibilidade da telecirurgia robótica. Entretanto isso depende, sobretudo o fortalecimento do 5 g, e depende de 1 redundância de redes de conectividade. Além disso, está padronizado, baixíssimo delay de no máximo 300000 e segundos. Acima disso, a cirurgia robótica pode ficar comprometido. Se nós levarmos em conta, que como foi exposto em 5 anos até 2029, poderemos ter acréscimo de 35 por 100 da oferta de cirurgia robótica no país, nós precisamos aqui em conjunto, definir a legislação, definir em que momento essa legislação aplicase à lei orçamentária anual, definir a sustentabilidade dos centros de treinamento nos 50 e hospitais universitários do país, e por último como foi falado, definir a OPME dentro da lógica da robótica na tabela do SUS. Colocamonos à disposição aqui dentro da saúde digital e dentro da telessaúde para colaborar com a comissão de saúde da câmara dos deputados e nos colocamos aqui à disposição a qualquer momento agradeço muito a oportunidade do honroso convite e seguimos à disposição. Muito obrigado.

0:008:20
03 de dez, 18:15
#18
Transcrição por IA

Senhor Cleinaldo Costa, pela sua participação e essa audiência por alguns dos motivos é sensibilizar a Coritec sim. Leve o nosso abraço a ministra Nize, parabéns pelas suas colocações que vem ao encontro que nós estamos discutindo hoje aqui. A palavra está concedida para os deputados que quiserem entrar online ou aqui não tendo deputados nós vamos aqui então passar pra os participantes da mesa, fazer as suas considerações finais dessa audiência pública. Senhor Felipe Lotti, o senhor tem minuto pra fazer as suas considerações. Aí foi agora. Queria parabenizar todos os envolvidos

0:000:52
03 de dez, 18:24
#19
Preceptor do Fellowship em Uro-oncologia - Instituto Nacional do Câncer - INCA Felipe Lott
Felipe Lott

Preceptor do Fellowship em Uro-oncologia - Instituto Nacional do Câncer - INCA

Transcrição por IA

Comissão de Saúde por essa iniciativa, por esse projeto de lei, que como foi explicitado aqui pelos diversos colegas que palestraram tanto presencialmente quanto online, da importância da cirurgia robótica no âmbito do sistema único de saúde, no âmbito de poder tratar a população economicamente mais desassistida do Brasil, com melhores resultados oncológicos, melhores resultados funcionais. Então não deixar só esse tipo de tratamento de excelência para quem tem condições financeiras mas abranger todo mundo na população brasileira. Obrigado.

0:000:33
03 de dez, 18:24
#20
Transcrição por IA

Muito obrigado senhor Felipe pilotti, doutor Paulo Estevanatto.

0:000:09
03 de dez, 18:25
#21
Diretor de Ensino e Residência - Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica  (SBCO) Paulo Stevanato
Paulo Stevanato

Diretor de Ensino e Residência - Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO)

Transcrição por IA

Mais 1 vez agradeço ao honroso convite, é grande prazer estar aqui. A cirurgia oncológica hoje, todo paciente oncológico, cerca de 85 a 90 por 100 dos pacientes oncológico vão passar por algum procedimento cirúrgico ao longo do seu tratamento. Então, nos casos principalmente nos casos mais complexos, quando ele recebe 1 cirurgia de qualidade, o impacto disso é muito maior do que o impacto às vezes de tratamento sistêmico em quimioterapia, com radioterapia, então paciente que ele é muito bem assistida às vezes do ponto de vista cirúrgico, a redução de custo que ele vai ter lá na frente é muito grande, e a robótica ela vem trazendo grandes avanços nesse sentido. Então eu gostaria de parabenizar a todos, e é grande prazer estar aqui, muito obrigado. Muito obrigado doutor Paulo de Sabanato, passo a palavra pras suas considerações finais ao doutor Alessandro Campolina.

0:000:59
03 de dez, 18:25
#22
Médico e Pesquisador - Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) Alessandro Campolina
Alessandro Campolina

Médico e Pesquisador - Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP)

Transcrição por IA

Obrigado. Eu queria também parabenizar né a iniciativa da comissão de saúde por tratar de tema tão relevante pro pro sistema de saúde, dizer que a ciência tem 1 grande contribuição pra pra pra dar em termos de disponibilizar isso dentro do sistema de saúde, eu falei bastante de evidências clínicas, bastante evidências econômicas de eficiência, mas é sempre bom lembrar que a equidade também é muito importante, né, e quando isso começa a tocar a a possibilidade de ser disponibilizado em 1 escala maior dentro do Sistema Único de Saúde, a gente começa a trazer eficiência e e equidade pra população de 1 forma mais ampla né, então, mais 1 vez, parabéns. Muito obrigado doutor.

0:000:46
03 de dez, 18:26
#23
Transcrição por IA

Passo a palavra pro senhor Luiz, doutor Luiz Ramalholo, online.

0:000:07
03 de dez, 18:27
#24
Diretor de Inovação - Hospital de Amor Luis Romagnolo
Luis Romagnolo

Diretor de Inovação - Hospital de Amor

Transcrição por IA

Bom, mais 1 vez queria parabenizar e e agradecer a oportunidade por poder estar falando com vocês. Eu acho que, como o Alessandro disse, a equidade é fundamental. Só que a gente já está falando de números de resultados, e a nossa função, como médicos aqui é sensibilizar a conitec pra que esse esse projeto seja aprovado de 1 forma em que a gente consiga ter acesso. Enquanto isso não passar, a gente não consegue ter mais apoio, mais benefício, mais ajuda, vão continuar sendo beneficiados das pessoas que têm condição financeira, em detrimento das pessoas que não têm condição financeira. Então, a nossa missão é eu principalmente trabalhar no hospital que atende 100 por 100 SUS e vejo diariamente esse problema, é a gente sensibilizar de 1 forma que isso seja, já tem números aprovando, já tem números mostrando, e a gente tem que trazer isso pro pro pro pro pra população. Então essa é a nossa função e eu queria agradecer e muito honroso o convite e parabenizar a comissão precisa desenvolver. Muito obrigado.

0:001:08
03 de dez, 18:27
#25
Transcrição por IA

Doutor Luiz Luiz do Manolo, passo a palavra agora ao doutor Crenaldo Costa, pelo tempo de minuto.

0:000:08
03 de dez, 18:28
#26
Diretor - Departamento de Saúde Digital e Inovação (DESD/SEIDIGI/MS) Cleinaldo de Almeida Costa
Cleinaldo de Almeida Costa

Diretor - Departamento de Saúde Digital e Inovação (DESD/SEIDIGI/MS)

Transcrição por IA

Novamente reforçar esta lógica de ir imediatamente à Conitec com dados robustos, considerando que essa recusa em agosto de 2020 e já se fazem aí 3 anos. E o ponto central desse diálogo muito profícuo da comissão de saúde da Câmara dos Deputados se dá sobretudo na questão da equidade, oferecer este recurso de robótica no SUS para quem mais precisa dele. Muitíssimo obrigado.

0:000:27
03 de dez, 18:28
#27
Transcrição por IA

Muito obrigado pela sua participação, com certeza essa comissão de saúde, com esses dados todos aí comprovadamente importantes e com resultados positivos, vai até a Coritec pra poder sensibilizar eles e mudar essa essa irrealidade que hoje acontece. Agradeço aos senhores convidados por suas ilustres participações, nada mais havendo a tratar, encerro a presente sessão, antes porém convocando para a reunião deliberativa e extraordinária do dia 4 de dezembro, quartafeira, às 9 e 30 do plenário 7. Declaro encerrada a presente presença de audiência. Muito obrigado a todos.

0:000:58
03 de dez, 18:29