COMISSÃO DE SAÚDE

4 dez. 2024 14:38 às 16:59

Sobre o Evento

Comissão discute autismo e inclusão no mercado de trabalho. Participam deputados, especialistas e representantes de instituições.

Status
Concluído
ID: 75034Total: 43 discursos
#1
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Declaro aberta a presente em reunião, informo aos senhores parlamentares que esta reunião está sendo transmitida ao vivo pelo canal da Câmara dos Deputados no YouTube, para ampliar a participação social por meio da interação digital. Esclareço que salvo manifestações explícita em contrário, a participação dos dos palestrantes na mesa de apresentação e debate deixa subentendida autorização e publicação por qualquer meio e em qualquer formato, inclusive mediante transmissão ao vivo ou gravado pela internet e meios de comunicação desta casa. E por tempo indeterminado, os pronunciamentos e imagens perante a a participação na audiência pública realizada nesta data, segundo o artigo quinto da constituição federal 80 e e da lei número 9610 de 98. Anuncio a presença, da convidada a qual convido a compor a mesa Flyn Andrade, diretora e fundadora do Instituto Demitri Andrade, de Recife. A favor, Flyn, minha seja bemvinda à Câmara. Anuncio ainda a participação virtual dos seguintes convidados, Waldisa Nunes de Aguiar Soares coordenadora de atenção à saúde da pessoa com TEA e outras neurodiversidades da secretaria estadual de saúde de Pernambuco, Ana Maria, Serra Geórgia, superintendente da associação de amigos do autista, de São Paulo. Lucinete Ferreira Andrade, presidente e diretora da Associação Brasileira de Autismo, Comportamento Intervenção da do Distrito Federal, Marcelo Vitoriano diretor geral da organização social de São Paulo, Flávio Gonzales coordenador de inclusão do instituto Jô Clemente de São Paulo, Thiago Figueiredo médico psiquiatra, Arthur de de Almeida Medeiros coordenador geral de saúde da pessoa com deficiência do Ministério da Saúde. Comunico aos senhores membros desta comissão, que o tempo destinado ao convidado para fazer sua exposição será de 7 minutos, prorrogáveis a juízo desta presidência, não podendo ser aparteados. Os deputados inscritos para interpelar os convidados poderão fazêlo estritamente sobre o assunto da exposição pelo prazo de 3 minutos, tendo o interpelado ao tempo para responder. Facultadas à época e à tréplica pelo mesmo prazo, não sendo permitido ao orador interpelar quaisquer dos presentes. Inicio, dando início às exposições passo a palavra por até 7 minutos à senhora Fini Andrade, diretora e fundadora do instituto Dimitri Andrade de Recife. Aperta aquele botãozinho. Muito boa tarde quero

04 de dez, 17:38
#2
Diretora e Fundadora - Instituto Dimitri Andrade Recife/PE Frínea Andrade
Frínea Andrade

Diretora e Fundadora - Instituto Dimitri Andrade Recife/PE

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Deputado Eduardo da fonte, aos demais deputados aqui presente. E vamos à apresentação. Pode ir, apertando. Sou do instituto Dimitri Andrade, 1 associação, OS que está atuando em recife há mais de 10 anos sou psicóloga de formação. Não está funcionando. Sou psicóloga de formação, sou analista do comportamento, trabalho há mais de 15 anos com pessoas com autismo. No instituto Dimitri Andrade nós não delimitamos a idade ou o diagnóstico então a partir do momento que nos chegam, nós estabelecemos processo de intervenção, e ali a gente não limita a idade ou nível de suporte, então estamos de portas abertas para todos. Quando a gente pensa no transtorno do espectro autista a gente tem que pensar na família então a minha apresentação ela vai passar pela família e também trazer a questão do mercado de trabalho, nós enquanto familiares de pessoa com autismo, eu sou mãe do Dmitri Andrade, adolescente de 17 anos, que carrega o nome do instituto nível 3 suporte e o que é que eu encontro na minha prática clínica? Muita dificuldade que as mães que os pais eles passam devido ao diagnóstico é necessário realinhamento familiar, 1 reestruturação no modelo de trabalho por vezes essa mãe precisa também abdicar da sua trajetória pra se dedicar ao filho e estar com ele no percurso terapêutico. E as expectativas geradas sobre o filho quando a mulher engravida são, as mais belas possíveis ninguém em sã consciência espera filho atípico, então quando ele nos chega é necessário que a família se adapte, que a que a mãe se adapte e muitos percalços se iniciam, o percalço pra ingressar essa criança na escola, a gente ainda enfrenta muita demanda pra matricular essa criança na escola, dificuldade pra socializar e as demais, dificuldade emocionais que a família passa então a gente ouve dos pais, que encontram passam por pela fase do luto, então se sentem frustrados, tristes e desamparado por vezes pelo processo de exclusão que a sociedade os impõe. Historicamente o cuidado do filho é direcionado à mãe, e a ela também cabe, o se despedir do mercado de trabalho, porque também historicamente e culturalmente, pesquisas mostram que os pais, o homem ele costuma ganhar mais então nessa reunião que ocorre no seu familiar, de como acordo por vezes a mulher sai do mercado de trabalho por essa razão e ela passa a exercer papel de chofer de deslocamento, de estar levando ali pra aquele mundo desconhecido levando para as terapias, e que e fica ali também nas recepções das clínicas, pensando e, querendo o melhor pro seu filho buscando o tratamento, mas também a gente precisa pensar que o tratamento pro mercado pensando que o autista vai ingressar no mercado de trabalho, esse essa a intervenção terapêutica deve começar na infância com foco na vida adulta, então é necessário que as os especialistas que os pais foquem muito na autonomia desse sujeito. Muitas vezes quando a mulher ela consegue se manter no mercado de trabalho ela precisa contar com o RH com a paciência do RH com a paciência do seu chefe imediato porque esse filho pode apresentar distúrbio do sono, ela precisa levar ele pra 1 sequência de terapia e tudo isso é 1 situação exaustiva e leva a frustrações, processo de depressões também. A gente tem índice de separação de família de casais de 78 por 100, então por vezes também pessoal, essa mãe ela vai tocar esse barco sozinha, então nós precisamos refletir sobre isso, nós precisamos pensar em políticas públicas pra essas mulheres também. Essas mulheres pedem socorro, porque o príncipe encantado vai embora, ela fica sozinha com o filho dela, passando por todas essas dificuldades então não não há como se falar do autismo sem se falar da condição da mãe, sem se falar da condição da mulher. Diferente da mãe típica que prepara o filho, pro mundo, ela vai ter que fazer o caminho inverso, ela vai ter que fazer 1 grande esforço, ela vai ter que preparar o mundo para o filho dela, então ela vai ter que preparar a escola, ela vai ter que levar informação pra comunidade, pra brinquedoteca, pro parquinho, ela vai ter que mediar ali a conversa com os pais pra que eles entendam que o filho dela não vai ser empecilho de participar de aniversário, ou de 1 festa. E a importância da terapia é muito se falado e os estudos mostram que quanto mais cedo a criança ela ingressar nesse processo terapêutico maior chance de desenvolvimento, no entanto, o processo terapêutico ele deve ser pensado para além do setting terapêutico, então a gente precisa expor essa criança a vida prática, a gente precisa expor essa criança trabalhar a potencialidade e o talento porque a pessoa com autismo ela é talentosa, ela é inteligente, ela tem habilidades significativas e ela pode vir contribuir muito de dentro de processo de 1 empresa, dentro de 1 execução de trabalho porque 1 das características do espectro do autismo é ter o hiperfoco, a capacidade de conhecimento sofisticado num dado conteúdo, então se isso desenvolvido e bem lapidado, ele pode se tornar especialista na área que ele tem aptidão que ele tem foco. Os filhos crescem e se a gente fez toda essa jornada terapêutica levou incansavelmente desde ano e 11 meses desde 2 anos pra terapia, ingressou na escola e se no final desse percurso dessa jornada a gente não conseguir ingressar esse sujeito no mercado de trabalho a gente volta a estado do quo, por quê? Porque as habilidades trabalhadas arduamente no sétimo terapêutico pode se perder, porque ele pode desenvolver obesidade, ele pode desenvolver ansiedade, porque assim como nós ele se compara ele olha pro outro e vê que o seu colega já está prestando vestibular que seu colega já está incluso no seu primeiro emprego e ele não e os processos que a gente a gente observa que os processos de entrevista pra aquisição de vagas de emprego eles são excludentes, é exigido do candidato desenvoltura, sociabilidade, é fazer ela apresentações elaboradas e aí, nesse exato momento há ponto do de corte porque alguns autistas têm 1 dificuldade latente nas interações sociais, então a gente precisa reorganizar esse processo de vagas. A expectativa de vida é de 76 anos, quarto a gente passa na infância e 3 quartos na vida adulta, então é muito maior o tempo vivendo na vida adulta do que na infância então além de pensar em trabalho a gente precisa pensar em espaços que atendam esse sujeito. Foi feito levantamento na cidade do Recife, e 78 por 100 dos serviços que lá são ofertados limitam a idade de 11 anos de 17 anos e 11 meses ou seja, ao completar 18 anos é como se o autista deixasse de existir para onde eles vão. Nós observamos movimento da inclusão no mercado de trabalho somente da pessoa autista nível de suporte, nós precisamos ampliar pro nível 2, e também pensar no nível 3 porque eles são capazes de fazer trabalhos, executar trabalhos repetitivos, eles são capazes de seguir rotina visual e eles podem se tornar produtivos e nós precisamos de 1 oportunidade pra mostrar os a potencialidade então a minha fala hoje é convidar a casa do povo a refletir em potenciais e não ver a diferente a deficiência e não ver o CID o CID o diagnóstico ele é importante pra nortear a intervenção terapêutica, mas por vezes ela se torna, ele se torna limitador de desenvolvimento, e nós precisamos abrir portas. E porque é importante incluir? Porque incluindo a gente vir, vir, vir, vir, a gente promove a inclusão, a gente promove a dignidade, a gente promove a socialização, e a gente promove o a saúde social, psicológica, da família e também da pessoa com autismo. Eles crescem, e agora até ontem nós tínhamos muito pouco e hoje a gente tem muito porque a gente está aqui chamando a atenção de vocês apesar do nervosismo, chamando a atenção de vocês mostrando pra vocês que a diferença ela foge a competências também, que a diferença ela pode ser vista de forma normativa, e que ser diferente é normal e normal é ser diferente, o lugar de autista é onde ele quiser, e o lugar da família autista é inclusa nessa sociedade, a gente não pode mais sair pelas portas dos fundos, nós não podemos mais sermos convidados pra sair da escola, nós não podemos mais mendigar os direitos que são, advogados a nós pela constituição, todos nós temos direito, pros nossos filhos não são, não é diferente, pros nossos assistidos não é diferente, então essa audiência pública é de extrema importância pra que a gente possa incluir, pra que a sociedade saiba que eles crescem e eles precisam continuar sendo incluídos eles são 1 mão de obra qualificada, eles são 1 mão de obra potente. Esse é o meu filho, esse é o Dmitri Andrade, é por ele, e por 130 assistidos do instituto Dmitri Andrade que eu estou aqui, em grande maioria criança, muita da militância que eu faço meu filho não vai usufruir porque ele é nível 3 de suporte, e nós estamos ainda muito aquém da inserção do mercado de trabalho pra pessoa nível de suporte, imagine com 3 com nível 3 suporte, mas a gente está aqui pra promover a inclusão, pra falar que nossos filhos podem, nós corremos 1 maratona todos os dias quando levamos eles pra terapia, quando brigamos pelo direito à escola, e vamos seguir confiantes, feliz em saber que a casa do povo se abre pra ouvir essa pauta tão importante, muito obrigada.

04 de dez, 17:42
#3
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Que, agradecer. Tive a oportunidade. Tive a oportunidade de participar já de 2 seminários de 2 eventos importantíssimos realizados pelo instituto denitri Andrade na cidade do recife de Jefrínia que a sua luta é a nossa luta, você fez com que a gente pudesse despertar questões fundamentais para que o Brasil possa aprimorar a sua conduta, os seus procedimentos com as crianças e com as famílias autistas do nosso país, e 1 questão que ela trouxe até mim, deputado, Diego Garcia, por favor, nos acompanhe aqui na mesa pra que a gente possa, aqui, debater esse assunto tão importante, foi a questão dos autistas na fase adulta. As crianças, estão crescendo, elas precisam, de acompanhamento, elas precisam de oportunidades também pra que possam entrar no mercado de trabalho. E aqui é a casa certa pra que a gente possa discutir esse assunto, pra que a gente possa fazer os encaminhamentos necessários pra podermos preparar o Brasil pra esse cenário. E aproveitar mais 1 vez aqui, Frinha, pra dizer e lhe agradecer, pela oportunidade que você está dando a esta casa, de podermos discutir, com profundidade assunto tão importante, E aqui apresentar, também projeto de lei que bem entrada essa semana, que estabelece o direito de desconto de 90 por 100 do valor da contribuição patronal para a previdência social para as pessoas jurídicas que empregarem ou contratarem pessoas com transtorno do do espectro autista TEA. Isso é importante pra que a gente possa incentivar as empresas que dão oportunidades, que incentivam e que abrem o mercado de trabalho para, as pessoas com autismo no nosso país. Então, esse projeto de lei também eu vou pedir que seja inserido, e que, seja o projeto, Demitri Andrade aqui que vai ser que vai tramitar aqui na câmara dos deputados. E agradecendo mais 1 vez a Frinha, pela sua participação, e antes de conceder, a palavra pra o próximo. Convidado pra anotar o deputado se ele quer fazer logo uso da palavra, deputado Diego Garcia por favor.

04 de dez, 17:57
#4
Deputado Diego Garcia
Diego Garcia

Deputado

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Obrigado deputado Eduardo, prazer poder participar desse dessa audiência pública, com vossa excelência que está sempre atento aos problemas da nossa sociedade, grande representante aí do seu estado e aqui no parlamento sempre trazendo pautas que são pautas nacionais, como é o caso das pessoas com transtorno do espectro autista. A gente vive momento no nosso país, que essa população ela clama por políticas públicas, por serem ouvidas, por terem 1 oportunidade de fala, de voz, pra pra que o poder público consiga compreender cada vez mais a a dimensão do dos problemas que essas pessoas enfrentam hoje quando, necessitam que o filho tenha acesso à escola, à educação, ou quando precisam passar por centro, 1 clínica ou por especialista e não conseguem encontrar na rede pública, e não é diferente no meu estado no Paraná. Eu quero parabenizar vossa excelência, por mais essa iniciativa, sempre vejo vossa excelência preocupado, não só com essa pauta mas outras pautas das doenças áreas, das pessoas com doenças graves, parlamentar que está aqui no parlamento, fazendo uso de fato do seu mandato, como representante do povo e dando voz a essas pessoas que, estão muitas vezes no no campo da invisibilidade pelo poder público. Então isso é muito importante. Queria reforçar também, deputado Eduardo, presidente dessa audiência, que na próxima semana na quartafeira dia 10, nós teremos aqui na comissão de saúde seminário, que vai ser o dia todo pra tratar também sobre o o TEA, mas de 1 forma ampla, falando de todos os transtornos do neurodesenvolvimento, e falando também das doenças áreas. Vai ser o dia todo, vossa excelência é nosso convidado, pra pra estar participando em alguma das mesas, de acordo com a sua agenda e disponibilidade, mas dizer pra população que está acompanhando essa audiência pública pra que participe, né? Se inscreva pelo site da câmara da comissão de saúde, participe desse seminário. Nós estamos aqui na comissão de saúde fazendo trabalho intenso, pra justamente buscar trazer novas políticas públicas, ampliar o número de centro de referência, dar olhar diferenciado pra essas necessidades que essas pessoas têm em todo o território nacional. É difícil, não é fácil, é é trabalho árduo, mas nós temos bons exemplos já espalhados aí pelo Brasil, de de sucesso, de centros de referência tanto em saúde como em educação. Nós precisamos pensar na população também adulta, que também clama por políticas públicas, por serem ouvidos atendidos, por melhorar a questão dos diagnósticos pra pra que as pessoas tenham acesso o quanto antes, né, EEA tratamento adequado, após o diagnóstico de forma correta. Aconteceu na minha família, eu tenho primo, que foi diagnosticado agora com mais de 50 anos de idade com transtorno do espectro autista. Então a a família durante a vida toda, né, percebia que, algo algo estava errado, algo estava acontecendo, mas a ausência de 1 orientação, de de ter acesso a especialista, fez com que ele passasse 50 anos na sua vida, sem saber que ele tinha transtorno do neurodesenvolvimento então isso é péssimo, nós precisamos avançar no diagnóstico, avançar no acesso das famílias ao tratamento que é caro, deputado Eduardo. Em Londrina estimase que o tratamento no no particular chega de acordo com com o nível do autismo, o grau do autismo chega a 10000 reais, pra pessoa passar por toda a equipe multidisciplinar, todos os especialistas que ela necessita. A minha cidade que é a quarta maior cidade do sul do Brasil, Londrina, nós não temos centro de referência ainda. Então pra você ver a realidade que como é triste isso porque são milhares de pessoas que estão à margem, que estão literalmente abandonados e esquecidos pelo poder público, Então parabenizo vossa excelência, pode contar com o meu apoio nas suas ações esse projeto, eu já vou pedir pra minha equipe levantar aí o número do projeto pra gente pedir a relatoria. Quero ser o relator aqui se for possível na comissão de saúde, pra que a gente possa dar andamento a essas pautas que são propositivas, positivas e necessárias no nosso país nesse momento que a gente vive. Muito obrigada.

04 de dez, 18:00
#5
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Fico muito honrado, deputado Dia Garcia, de vossa excelência, relatar esse projeto, e peço que vossa excelência acare essa sugestão nossa e coloque projeto Dmitri Andrade, pra que a gente possa discutir esse tema no Brasil, pra que a gente possa fazer com que o nosso país se prepare, preparem as crianças hoje, os futuros adultos, para o mercado de trabalho, tendo o respaldo da legislação, tendo o incentivo da legislação pra que a gente possa fazer essa condução da melhor forma possível. Agradecendo mais 1 vez a Frínia, pela sua participação, concedo a palavra por até 7 minutos à senhora, Waldisa Nunes coordenadora de atenção à saúde da pessoa com TEA e outras neurodiversidades da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco.

04 de dez, 18:06
#6
Coodenadora de Atenção à Saúde da Pessoa com TEA e outras neurodiversidades - DGPE - Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco SES/PE Valdiza Nunes de Aguiar Soares
Valdiza Nunes de Aguiar Soares

Coodenadora de Atenção à Saúde da Pessoa com TEA e outras neurodiversidades - DGPE - Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco SES/PE

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1 boa tarde a todas as pessoas. Vocês me ouvem bem? Vocês me ouvem? Estamos ouvindo. Ah ótimo. Primeiro parabenizar né a comissão de saúde, que também é o deputado Eduardo da fonte, que por trazer essa pauta né? 1 pauta tão importante, que eu acho que precisamos discutir isso ainda por bom tempo né? Mas eu estou aqui representando a secretaria de saúde do estado na pessoa do doutora Zilda Cavalcante nossa secretária de saúde. E parabenizar não só a comissão mas a todos AAA câmara dos deputados em que estão todos empenhados nessa pauta e acho que é 1 pauta muito importante para o momento inclusive né, acho que a gente está passando momento na nossa sociedade, onde o trabalho está pouco mais informatizado, pouco mais também humanizado e abrindo alguns espaços. Concordo com o né, que a gente ainda tem que avançar para os outros níveis de suporte mas a gente tem tido a inclusão de algumas pessoas do mercado de trabalho hoje de 1 forma muito ainda incipiente, não é? Precisamos avançar isso de verdade. A secretária de saúde, né, precisa também articularse com outras secretarias, não tem como a gente pensar mercado de trabalho sem outras secretarias com a interseccionalidade, não é? Pensar em pregabilidade e cultura, pensar nessas outras secretarias ligada ao trabalho é preciso que a gente sente junto pra trabalhar em parceria. É preciso a gente caminhar com o cuidado logo cedo a gente fala das crianças porque acho que a criança precisa desse suporte logo cedo inclusive pra estar preparado para outras aquisições da vida e para caminhar também no mercado de trabalho. Então precisamos que façamos esse correlato entre a infância, adolescência e a do 3, né, mas que é importante que a gente também pense em outras propostas de cuidado que estejam ligados também à educação permanente. Como que a gente pode pensar 1 quebra paradigmática porque isso é paradigma, né, poder pensar que hoje a gente pode estar incluindo pessoas que têm sim algumas dificuldades no lidar com a vida e no seu estado de ver, mas que podem circular como qualquer outra pessoa no mundo, na sua forma singular. E aí a gente poder pensar na neurodiversidade, né, somos todos os neuro diversos, na verdade, todos os nossos neuro diversidades precisam ser consideradas. E aí, quando pensamos numa sociedade que ainda precisa avançar essas mudanças das barreiras que a gente tem que que dar conta ainda desse trabalho conjunto entre as secretarias. Penso que a secretaria de saúde precisará sim fazer trabalho mais junto com a interseccionalidade e acho que esse é primeiro ponto para discutir trabalho também. Falar pouquinho do que a secretaria de saúde nossa de Pernambuco não tem pensado, a gente tem pensado também no cuidado mais perto das crianças, como é que a gente pode estar trabalhando educação permanente junto aos profissionais justamente para a gente ter essa mudança para dimática tanto social como nas pessoas e como também no mercado trabalho. A gente precisa também causar mudanças no tecido social né. E o tecido social é composto pelas pessoas e também pelos profissionais que acompanham essas pessoas com as questões do espectro do autismo, né. Então a gente tem aqui em Pernambuco, né, a nossa escola de saúde pública que tem se debruçado sobre algumas propostas de educação permanente e o ano passado, 2023, nós lançamos 4 cursos com certificação para a população, então para cuidadores e familiares, para educadores, para os profissionais de atenção primária e para agentes de segurança. Então essa foi 1 iniciativa para que a gente chegue pouco mais perto da população e dos trabalhadores para que a gente avance nesse discurso e nessa temática dessa mudança para temática que a gente fazer mudanças para acolher os diferentes, não o contrário, né, a gente trazer adaptabilidades dos sujeitos ao mundo, mas que o mundo se prepare para recebêlos e cada diferença. Então o que a gente tem encaminhado com essa proposta de educação permanente, estamos também avançando no sentido da melhoria, do atendimento na avaliação global. Então a gente precisa pensar como garantir isso. O desenho de Pernambuco foi desenho de macrorregional, a gente oferece alguns serviços para esse cuidado, mas a gente precisa avançar pouco mais nas ações municipais junto aos municípios, se essa é 1 função. Ah o governo né traz aqui 1 proposta também da desse assento e dessa lente para as pessoas com autismo e aí se criou essa coordenação que é esta que eu represento hoje aqui diante de vocês. A coordenação de atenção à saúde da pessoa com o tema e outras neurodiversidade ela foi criada justamente pra gente fortalecer pouco mais essa questão da intersetoridade do cuidado, pra que a gente possa fortalecer linha de cuidado. A linha de cuidado precisa estar não só formalizada com os seus fluxos de atendimento pra garantir maior acessibilidade, então a gente precisa que se puxe essa pauta mais de frente e é por isso que a secretaria do de saúde do estado está investindo nessa parceria com outras secretarias pra gente discutir o assunto, e o ano que vem no primeiro semestre nós pretendemos montar o fórum intersetorial de de das pessoas Conté e suas famílias. A ideia é que a gente possa estar abrindo debate né, livre de fora e de colegiados pra gente ampliar também ações, como pensar ações sem eles né, os cursos inclusive que nós fizemos de do meio do ano pra cá foram todos montados por 1 seleção né, seleção foi feita de profissionais competentes na área incluindo pessoas com autismo que participaram da construção desse processo de educação permanente. Então os cursos foram montados com conteudistas que também são autistas, né? Então isso é muito importante dentro da nossa conjuntura né, não falemos deles sem eles, então se a gente tem pessoas que são, são possíveis como disse plena né, são tão capazes e competentes que podem ocupar lugares de pensar políticas, de pensar ações, de pensar plano de ação e plano de trabalho, e a ideia é que a gente possa abrir espaços coletivos de discussão dessas políticas neste fórum e em outros grupos de trabalho, como a gente vem agora construindo g p, que é g p também pra os familiares pra que a gente possa estar escutando a população pra pensar ações mais direcionadas pra essa população, e fico eu nesta pasta né sem por bens e poder fazer esses enfrentamentos dessas ações esse plano de ação para o ano que vem né, e a gente tem agora funcionando nesse semestre 3 outros cursos que é de estimulação precoce que a gente está pensando inclusive nas ações de atenção primária, como que a gente qualifica essa escuta logo cedo para os sinais de riscos precoces, como trabalhar isso muito cedo, então a gente tem o curso agora saiu de estimulação precoce. O outro curso de cuidado da equipe multi profissional na saiu também para as pessoas com pé e outro curso que foi voltado para as pessoas com deficiência no modo geral no atendimento aos CEFPS, que são os centros de referência. Nós temos os centros de referências no estado de Pernambuco e precisamos também fazer esse apoio de suporte de educação permanente. Então esses cursos foram agora estão sendo atualizados porque são cursos de atualização com carga horária de 80 e 60 horas e certificados. Então a população vai ter acesso também o ano que vem a curso que vai ser montado para famílias. Então acho que esse é movimento importante de ocupar espaços de construção de políticas onde a população possa estar presente nessa discussão. Nesse nesse momento como pensamos em trabalho, né, em mercado de trabalho, a gente precisa também fornecer essas pessoas com cuidado logo cedo, né, para que a gente nesse cuidado possa preparálos também pra estar junto nessa nessa discussão de política, nesses espaços de ação, desses espaços de tempo social que a gente está aí na conjuntura, né, tendo que nos a ver com eles. Sem falar de que as pessoas que estão hoje na ponta estão abrindo espaços pra dialogar também com outras equipes que não estão na saúde. Mas hoje a gente tem também o grande, a grande gargalo nosso que é o acesso, né? A nossa acessibilidade a gente precisa ainda de muito espaço de construção e é por isso que a gente está avançando nos espaços de construção de mais serve para os espaços de reabilitação, mas também para a pensão primária, da gente possa trabalhar com as equipes que são equipes de profissionais de equipe multi, né? Isso é pouco do que acho que é importante discutir aqui, já que a gente está discutindo empregabilidade, né? E mercado de trabalho, a gente precisa pensar na construção de 1 política que seja integrada, né, que não seja só no escopo da saúde, poder pensar de 1 forma mais ampla, acho que se a gente puxar 1 discussão desse sentido a gente pode ganhar muito, não é? É pouco isso que eu trouxe pra vocês hoje pra gente poder aumentar aqui pouco a discussão. Obrigado então ao deputado Eduardo pela pelo momento de fala. Agradeço a senhora

04 de dez, 18:07
#7
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Nunes por sua participação e concedo a palavra por até 7 minutos a senhora Ana Maria Serra Geórgia, superintendente da associação de amigos do autista, Ama de São Paulo E Waldívia, assim muito feliz pela sua participação, em nome do estado de Pernambuco, pra que a gente possa cada vez mais aprimorar essa relação entre o estado EAA família autista do nosso estado. Sim, isso. Com a palavra Ana Maria. Boa noite. Eu primeiramente eu queria agradecer a a essa oportunidade que eu

04 de dez, 18:17
#8
Superintendente - Associação de Amigos do Autista (AMA/SP) Ana Maria Serrajordia
Ana Maria Serrajordia

Superintendente - Associação de Amigos do Autista (AMA/SP)

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Importantíssima, queria agradecer ao deputado Eduardo EAA todos envolvidos nesse trabalho pela pela por essa oportunidade né? Eu sou a Ana Maria Melo e eu sou 1 das pessoas. Que fundou a AMA associação de amigos autistas de São Paulo em 1983, faz 40 e anos, e a ama é 1, foi a primeira associação de autismo, ela, ela a gente quando começou quando a gente teve o diagnóstico de nossos filhos, a gente não tinha, nem ideia do que era autismo a gente estava pedido não tinha nada no Brasil, foi e enfim foi 1 situação, muito difícil pra todos nós e desse grupo nós continuamos 3, pessoas até hoje. O, 3 dos fundadores e hoje a ama tem 2 séries 1 parceria com com o governo no Felipe Pineo, tendo as redes 1 no Cambuci em São Paulo, né e outra em Pardelheiros. E nós atendemos damos atendimento especializado e gratuito a 500 pessoas com autismo que crianças jovens e adultos, de todas as faixas etárias e níveis de suporte, né. Nós temos assim, o trabalho cresceu EEE assim hoje está bastante grande, né? Então quando a gente começou, nem se sabia o que era autismo e muito menos se falava em inclusão, tanto inclusão escolar como de trabalho, e foi 1 questão que foi o autismo foi crescendo eu acho que a gente colaborou muito, porque a gente, apoiava todo mundo que queria fazer 1 associação e vinha pedir apoio pra nós. Então eu acho que a gente teve papel muito importante nesses, no no que o autismo, o conhecimento do autismo cresceu né? Desde, desde o o ano da fundação da AMA até hoje né? O assim só pra dar exemplo de como era, a gente foi conversar logo depois da fundação com o secretário da saúde do estado de São Paulo, na época em 1980 e pouco, e a gente estava falando com ele e ligaram pra ele, e ele falou olha eu estou com aqui com grupo de mães e crianças autistas. Aí a pessoa deve ter perguntado o que é isso? Ele falou olha, não sei, deve ser alpinistas, crianças que gostam de altura, e era o secretário da saúde e ele também como nós nunca antes falar de autismo né? Então a gente percebeu só pra contextualizar que precisava investir no, em que as pessoas ouvissem falar do autismo, e aí a gente teve a ajuda do Antônio Fagundes que fez o gravou 1 campanha assim, cobrar nada, pra, divulgando que era autismo teve muita vinculação na globo e tal e foi 1 coisa que contribuiu muito também, por por esse andar. Hoje, eu o o tem crescido muito a inclusão e eu sinto que está andando bastante bem, a inclusão no mercado trabalho, a preparação de pessoas com autismo, as empresas têm procurado apoio tanto pra pra na no apoio da da equipe do, do, as pessoas que trabalham na empresa para saber como receber entender pessoas com autismo e tal, então a gente percebe, tem empresas que estão intermediando o, também que estão ajudando fazer isso como especialista externo que eu vi que o Marcelo está aqui né, que também tem a especialista externo veio pro Brasil, em foi 2014 se não me engano, e faz acho que aos 3 anos e de nesse desse espaço de tempo também tudo foi crescendo, mas sempre priorizando pessoas que necessitem de menos nível de suporte né, do nível de suporte mais baixo. Pessoas que, têm o o mercado tem se voltado muito pra informática. E tem, e isso é 1 coisa que as pessoas com autismo que precisam de menos nível de suporte, elas, se dão muito bem, elas têm excelente desempenho. Tem algumas questões de sociabilização na empresa, que ainda está eu acredito que apresentem alguma dificuldade mas é assim, isso tem andado bastante bem tem melhorado muito. A nossa, a minha preocupação, a nossa não, eu quando eu me apresentei, eu não falei que eu sou mãe do Guilherme, que tinha 4 anos, faz 40 e anos então tem, na época da fundação da AMA hoje ele tem 45 anos, é adulto, e é adulto com bastante, que que apresenta bastante dificuldade ele não fala não é quer dormir, mas, ele ele é, ele de suporte e 3 né? E, a gente quando criou a ama, criou com sonho, eu tenho muitos textos que a gente escreveu na época da fundação da ama. Tenho muitos textos dizendo que o nosso sonho é que quando eles fossem adultos eles tivessem oportunidade de trabalho. E assim eu queria concluir dizendo que quando na década de 60 né, o centro na Carolina do Norte nos Estados Unidos, o centro kit, criou 1 metodologia né, para que para ser implantado em salas regulares em escolas públicas dos Estados Unidos, e de estruturar tarefas simples pra pessoas com, o nível de suporte mais alto, 1 necessidade mais alta de suporte, pudessem desempenhar essas tarefas orientadas pela estrutura visual que que se apresentava. A gente ainda não conseguiu fazer isso, mas a gente, põe, põe em prática né no no com os adultos que a gente trata, é essa metodologia porque a gente ainda tem sonho de conseguir incluir pessoas com nível de, de dificuldade maior que não leem que o eventualmente até que não falam né? E com ferramentas de apoio né que estruturem o trabalho visualmente pra que elas possam se orientar e fazer trabalho simples, repetitivo, mas que possa ser treinado, acompanhado, melhorado e, e que efetivamente tenha resultado, indecente né? Resultado digno porque, eu se tem 1 coisa que eu não gosto desde que meu filho era pequeno, é fazer de conta que ele está trabalhando ou fazer de conta que, aí efetivamente a gente escolhe 1 coisa mais simples, mas, e que efetivamente seja verdadeira e e tenha algum resultado, que seja benéfico pra ele e pras pessoas que utilizam. E é isso que eu queria é sonho, eu não tenho 1 realidade pra apresentar, mas, a gente ainda pensa em ver dia isso colocado em prática. Muito obrigada e que eu espero que essa discussão prossiga, e traga frutos, importantes e tão necessário.

04 de dez, 18:17
#9
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Agradeço a senhora Ana Maria e ao mesmo tempo parabeniza pela por esta longa caminhada, dizer da importância que é podermos discutir aqui doutora Ana Maria, na Câmara dos Deputados desse tema, que a senhora vem discutindo vem vivenciando há tantos anos, dizer que o que estiver ao nosso alcance, o que estiver ao alcance da Câmara dos Deputados nós iremos lutar e trabalhar pra que a gente possa aprimorar e chegar a resultado que seja importante pra o nosso país. E mais 1 vez agradeço a senhora Ana Maria pela sua participação e concedo a palavra por 7 minutos à senhora Lucinetti Ferreira Andrade presidente e diretora da Brasília.

04 de dez, 18:27
#10
Presidente-diretora - Associação Brasileira de Autismo Comportamento e Intervenção (ABRACI/DF) Lucinete Ferreira Andrade
Lucinete Ferreira Andrade

Presidente-diretora - Associação Brasileira de Autismo Comportamento e Intervenção (ABRACI/DF)

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Boa noite. Meus cumprimentos ao deputado, Pedro Fontes e os demais participantes né? Dessa audiência. É agradecer inicialmente por trazer tema tão relevante, meu nome é Lucinetti, eu sou diretora presidente da ABRACI fundadora também da ABRACI. AbraCI é associação brasileira de autismo comportamento e intervenção, funciona aqui em Brasília nós atendemos atualmente 130 pessoas com autismo temos 1 fila de aproximadamente 300 pessoas que aguardam, porque o é é 1 expansão né nós temos aí, aí a chamada rede que é aquela aquelas regiões do do do do de Goiás né fazem parte aqui conosco, Então, por incrível que pareça, infelizmente mesmo sendo a capital, nós estamos com serviços bastante aquém para o atendimento a pessoas com autismo, tá? E quando eu disse digo aquém no que se refere a diagnósticos precoce, acesso a esse diagnóstico, né atendimento, as filas do do SUS aqui estão gigantescas né? Nós também temos muitas dificuldades com relação a aos AAA ao estado, abraçar as instituições do terceiro setor que se propõe a fazer serviço que o estado não oferece. Eu me senti muito contemplada nas falas anteriores então, não retomarei nesse nesses tópicos como por exemplo os níveis de suporte, as questões que envolvem, hoje o nível de suporte ele está muito mais, atendido dentro do mercado de trabalho. Fora da eu também sou conselheira tutelado sudoeste. E é bem preocupante dentro das vagas de PCDs, a gente observar que os institutos os próprios institutos que prepararam as pessoas as os adolescentes ali para estarem no mercado de trabalho, que esses próprios institutos tenham política excludente também, né? Tenho trabalhado bastante outras promotoras aqui do DF nesse sentido. Na ABRACI nós atendemos com a ABA análise de comportamento aplicada e também temos o desejo de colocar aqui, oficinas profissionalizantes. Mas, antes da gente falar em preparar o autista para o mercado de trabalho, eu até tenho 1 visão pouco diferenciada, eu acredito que nós precisamos preparar o mercado de trabalho para receber o autista. Hoje, o que nós não temos é adequação dentro desses espaços. Nós temos grupo, eu achei bacana 1 fala anterior sobre, a gente tratar desses temas com a presença do dos autistas, porque nada sem nada sobre nós sem nós. Então nós temos grupo de neuro divergentes aqui em Brasília, que são autistas, na sua maioria com diagnósticos tardios como foi falado também aqui sobre o diagnóstico tardio. E são pessoas que exatamente eles estão fora do mercado de trabalho. E nós precisamos começar a pensar em políticas públicas não para que o autista acesse o mercado de trabalho mas que ele consiga permanecer. Porque hoje na realidade do Distrito Federal, não é que o autista não consiga chegar, é que ele não consegue permanecer. Dentro do nosso grupo nós temos professor da UnB, nós temos, jornalista, jornalista que está desempregado, que não conseguiu permanecer no no no mercado de trabalho, temos, mães que pessoas que também são mães que passam por aquela situação, Que foi falada que não é só a a barreira maior não é só o trabalho pago ao altíssimo em si, mas para AAAA na maioria das vezes tamanho que é solo também. Tá? Nós eu me coloco inteiramente à disposição, abracia também coloco todo o nosso nosso nosso espaço à disposição pra gente tratar dessa desse desse dessa temática que ela é 1 temática que ainda estamos engatinhando né? Esses autistas que nós que tem esse grupo conosco e que são chamados neuro divergentes da ABRACI, eles inclusive, estão com projeto, aonde eles pensam em fazer 1 plataforma, que une empresas que vão receber alguma qualificação pra receber o autista, e pra receber o autista também. Então eu acho muito importante viu deputado, se a gente puder dar oportunidade pra eles participarem desses grupos de trabalho e dessa forçatarefa que envolve esse tema tão relevante que eles possam também contribuir. Eu acredito que a partir do olha lá deles é muito importante. Muito obrigada pelo espaço de fala, o meu trabalho e toda a minha luta também é em torno da minha filha que é Mayara que tem 20 e anos e que também é autista nível 3 de suporte.

04 de dez, 18:28
#11
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Lucinete, concordo plenamente com o que você colocou aqui nas próximas oportunidades, vamos sim convidálos pra que a gente possa ver de perto, pra que a gente possa utilizar a Câmara dos Deputados pra dar essa oportunidade. Ele agradeço mais 1 vez a Lucinete Ferreira, por sua participação e concedo a palavra por 7 minutos ao senhor Marcelo, Vitoriano diretor geral da organização social especialista de São Paulo.

04 de dez, 18:34
#12
Diretor Geral - Organização Social Specialisterne/SP Marcelo Vitoriano
Marcelo Vitoriano

Diretor Geral - Organização Social Specialisterne/SP

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A todas as pessoas cumprimento o deputado Eduardo da fonte em primeiro lugar agradecer pela empatia ao tema né da inclusão de pessoas autistas no mercado de trabalho A gente fica muito feliz de ver essa casa preocupada com o tema e buscando alternativas para que a gente possa melhorar os números de inclusão de pessoas autistas no mercado de trabalho e mais do que isso né buscar 1 inclusão com qualidade para que as pessoas permaneçam né? Muito importante a fala da Lucinetti, que a gente vê isso no nosso dia a dia pessoas com nível superior, é muito bem qualificadas, que conseguem entrar nos nas empresas, mas elas não conseguem permanecer, porque as empresas não estão preparadas para receber esses novos profissionais e a pessoa consegue entrar, mas ela não consegue permanecer. Então isso é problema muito sério, né? E começar falando também lembrando que a gente tem aí 1 taxa de desemprego das pessoas autistas de mais de 70 por 100 das pessoas que poderiam trabalhar, estão fora do mercado de trabalho. Então isso é problema social é que a gente precisa discutir, buscar alternativas pra que a gente mude essa realidade no nosso país. Eu vou compartilhar 1 1 apresentação muito rápida. Eu acho que eu fico feliz de encontrar a Ana Maria aqui. Ana Maria é 1 pessoa importante pra história das pessoas pistas nesse país né ela há muitos anos há muitas décadas vem batalhando é 1 parceira nossa da especialista Ester inclusive nós recebemos já pessoas oriundas da ama e hoje temos jovens que estão trabalhando, por exemplo, numa no Banco Itaú e que passaram pela AMA e foram atendidos enquanto criança e hoje estão com 1 carreira profissional, tão independentes e, mas a gente quer que muitas mais histórias como essas possam acontecer e deixa eu compartilhar rapidamente aqui e apareceu apresentação apareceu gente não não não e deixa eu voltar aqui e agora apareceu apareceu. Ah então está está bom. Bom, falando pouquinho do nosso trabalho né nosso a especialista externa é 1 organização de impacto social, onde nós temos serviços para as pessoas autistas, nós temos projetos de capacitação e inclusão de profissionais autistas e contra as neuro divergências, apoiamos a inclusão desses profissionais no mercado de trabalho e apoiamos as empresas para receberem esses profissionais através de de de assessoria e consultoria pra que ocorra 1 inclusão com qualidade, né? A especialista seninitária Pacto Global da ONU a gente entende que toda essa conversa que a gente está tendo aqui hoje, ela está muito alinhada às ODS principalmente ao ODS número 8 né o trabalho DC de crescimento econômico. Nós nós nascemos na Dinamarca em 2004, a especialista é 1 organização que nasceu de 1 história familiar também numa dor de de pai de 1 mãe de jovem autista, que ficavam ficavam muito preocupados com o futuro profissional do seu filho. EEA gente bem que aquela história começa com esse desenho, né, Tóquio e sua mulher na net tem filho chamado Larz e ele com 7 anos de idade fez esse desenho, né? A família foi com 1 viagem de férias, depois de 20 dias ele se retornar dessa viagem de férias e depois de 20 dia, Larz pegou papel e fez esse desenho. E e Thorquio não conseguia muito bem identificar o que que era esse desenho, e depois de tempo ele identifica que esse desenho era índice de mapas da Europa, que o Lars fez com 7 anos de idade, depois de 20 dias que ele viu, esse índice de mapas da Europa. Torquio fica assim muito assombrado com a memória de seu filho, e começa a pensar assim, mas por que que as empresas não podem também aproveitar esses talentos que as pessoas autistas possuem? Parte das pessoas autistas possuem. E a partir disso ele cria a a especialista com foco de capacitar pessoas autistas e capacitar as empresas pra receberem adequadamente esses colaboradores, foi foi aí que começou a nossa história, né? Então como a Frine já disse, as pessoas autistas sim tem talentos, a gente precisa poder identificar quais são os talentos de cada pessoa e buscar 1 inclusão em atividades que as pessoas se sintam bem, mas que elas possam permanecer dentro das suas empresas e terem efetivamente, espaço acolhedor às suas necessidades. Hoje a especialista externa ela está presente em em em 26 países, nós incluímos aproximadamente 10000 pessoas autistas nos países que nós estamos presentes. E aí quando a gente fala de pessoas autistas a gente fala de grupo muito grande de profissionais, mas quando a gente pega o contexto da neurodiversidade como todo a gente está falando de mais ou menos 15 por 100 da população com algum tipo de neurodivergência. Então aproveitando a fala das colegas anteriores, é possível pessoas com diferentes níveis de suporte trabalharem, né? Desde que elas tenham o suporte adequado, o suporte condizente com a sua com as suas necessidades. E às vezes pra isso, o suporte que a pessoa necessita, é investimento alto pra ser feito também. Então, se possível nessa discussão a gente colocar o tema de financiamento também pra as as inclusões de profissionais autistas que necessitam de suporte maior, também esse é dado muito importante pra gente discutir. É possível incluir pessoas com todos os tipos de suporte? Sim, mas o nível de suporte pra sua inclusão profissional, ele acaba sendo mais alto, e demanda investimentos importantes. Então, a gente precisa também que as organizações que atuam nessa área também se possam ser contempladas com com esse tipo de financiamento a fim de proporcionar a inclusão de mais pessoas. Eu já falei pouquinho sobre desemprego e o que que a gente busca no no mercado de trabalho é que as pessoas tenham acessibilidade pra trabalhar, né? E quando a gente fala de acessibilidade a gente fala tanto de de ambientes, né, onde as pessoas possam ter adaptações de acordo com seu tipo de de necessidade, a gente pode ter espaços aí onde a gente tem 1 redução da das simulações sensoriais, o aspecto de promover a acessibilidade atitudinal é vital para que a gente consiga fazer com que as pessoas permaneçam dentro das empresas, assim como a metodológica, a programática e a comunicacional. Nesses quase 10 anos aqui no Brasil nós incluímos por volta de 500 pessoas autistas, nas cidades aqui em São Paulo, Rio de Janeiro e também começamos agora em recife. Foi aí que conhecemos a Frina com trabalho maravilhoso que ela tem, tem sido 1 parceira muito importante e a gente quer que esse projeto cresça muito no nordeste a gente está com 1 ação específica. Aqui a título de exemplo a gente tem algumas empresas que fazem a inclusão de profissionais autistas hoje e buscam fazer essa inclusão com qualidade. Então a gente tem grandes empresas como Itaú como Brásque Bradesco, Johnson Johnson, Accenture, IBM, ou seja, existe movimento de contratação de de profissionais autistas, essas empresas buscam ter processos adaptados pra receber esses colaboradores e também pra que eles possam ter 1 carreira e possam permanecer nas empresas. E pra fechar, eu vou passar os benefícios da neurodiversidade a gente tem da da inclusão de profissionais autistas a gente tem visto muitos, né? Então, a gente tem equipes mais humanizadas, a gente tem 1 satisfação da equipe de receber esse novo colaborador. Essa pesquisa foi feito pela Archcenture 2018. E o aspecto principal é eficiência também que as pessoas apresentam, mas como as empresas se tornam ambientes melhores pra sociedade, né, mais humanas, mais colaborativas. E a título de exemplo eu vou passar filme muito rapidinho. Está com o som? Obrigado. Desde quando eu entrei na Johnson Johnson há 7 meses e meio, eu tenho me desenvolvido bastante, o que eu tenho feito lá está indo muito além da minha A especialista externo me ensinou bastante coisa como postura, programação como eu contei, e é claro, eu acho que eles me prepararam pra isso eu estou olhando pra frente com todo o suporte com todas as tutorias. Inclusive na formação da especialista externa a gente trabalha também a comunicação e interrelação pessoal e isso tem ajudado é 1 empresa de impacto social ter por objetivo capacitar incluir pessoas autistas no mercado de trabalho, nós estamos presente em 25 países e é especialista numa organização que nasceu na Dinamarca. Parceria entre Itaú e a especialista externa ela teve início em 2016, onde nós começamos com projeto piloto com a contratação de 2 pessoas. Já no ano seguinte esse número cresceu pra 10 pessoas contratadas, e atualmente nós temos mais de 50 pessoas que pertencem ao programa da Especial externa, espalhadas por toda a instituição em diversas áreas administrativas que nós temos na que nós temos na instituição. Então na SAP a gente tem programa que é o Autismentwork, é o nome do nosso programa de contratação de pessoas com autismo, e no início eles foram contratados principalmente na área de programação e desenvolvimento, porém ao longo do tempo nós também inserimos as pessoas com autismo em outras áreas como suporte a vendas, área de prévendas e área administrativa também. E a gente percebeu que eles têm habilidades também pra nessas áreas não só em áreas de programação, como por exemplo habilidades de atenção a detalhes, né? Compromisso, engajamento, então a questão da concentração é muito grande, né? A contratação de pessoas autistas traz diversos ganhos pra instituição. O valor a valorização da neurodiversidade, equipes mais humanizadas porque as pessoas que integram o time, passam a olhar mais ao redor, saem daquele piloto automático do dia a dia, e começam a entender as adaptações e o suporte que as outras pessoas necessitam, e também pra resultados mesmo, falando de automação né das atividades que eles realizam. Tanto a especialista quanto o Itaú, mudaram a minha vida, reconhecendo o meu valor no mercado de trabalho. O jeito que eles fazem a formação faz a gente enxergar visualmente, o os nossos pontos fortes e a gente consegue perceber, como nós somos capazes e fomos podados durante a vida, então isso traz 1 autoconfiança muito grande. Eu estou superando o meu receio e estou começando a ver que não tem nenhum problema em me revelar como 1 pessoa neurodiversa, especificamente 1 pessoa com autismo. A minha tutor a Viviane e eu e ela nos vemos até hoje, eu tenho orgulho dela principalmente de ter me transformado o que eu estou agora no meu nível atual e quero continuar evoluindo e ir até aonde eu quiser parar no caso eu quero ir além. Hoje em dia eu vejo que existe 1 grande possibilidade de inclusão dentro das áreas das grandes empresas. Especialistane tem dado 1 nova oportunidade eu não tinha essa esperança antes de seguir 1 carreira profissional. Bom, era esse recado que eu queria deixar as pessoas têm o direito ao trabalho e elas podem mudar as nossas organizações trazer resultados e com esse tema a gente melhora a nossa sociedade seguramente né? Com essa preocupação que o deputado traz pra nós aqui, a gente pode tornar a nossa sociedade muito melhor mesmo. Muito obrigado. Mafé.

04 de dez, 18:35
#13
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Pelo grande trabalho, dizer que conto com a Câmara dos Deputados pra que a gente possa ampliar pra que a gente possa levar a todas as regiões do nosso país isso é fundamental e tenho certeza que o que está acontecendo no estado de São Paulo é possível sim acontecer em todo o Brasil. Passar a palavra agora antes de chamar o próximo convidado ao deputado Fernando Márcio, dizer Fernando da importância da nossa audiência pública, e você como grande especialista da saúde, lhe agradecer por estar aqui junto participando desse tema tão importante. Caro

04 de dez, 18:49
#14
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Eduardo da Fonte, presidente, autor. Da propositura dessa audiência quero lhe parabenizar. Essa audiência ela é fundamental, ela é extremamente importante, né? Todos nós seres humanos temos uns pontos mais fracos, temos outros pontos nós temos mais habilidades, temos dificuldades em algumas coisas, temos facilidades em outras é com qualquer ser humano assim. E quando a gente observa 1 audiência dessa falando autista no mercado de trabalho, a gente tem que parabenizar Marcelo Vitoriano por exemplo, e outras empresas, outros empresários, outras pessoas, que dão oportunidade, outras pessoas que valorizam as habilidades das pessoas que têm o transtorno do espectro autista, as empresas que se adaptam com acessibilidade pra que as pessoas possam estar no mercado de trabalho, e eu tenho certeza que muitas dessas empresas se surpreendem muito positivamente com os autistas ali trabalhando. Porque eles têm habilidades que nem que nós não temos. Eles têm muitas habilidades, muitas coisas importantíssimas pra essas empresas que vão favorecer o crescimento dessa empresa, têm olhar diferenciado pra muitas coisas que a maioria das pessoas não têm, E então a gente tem que sempre parabenizar, homenagear essas empresas, beneficiar essas empresas, que promovem esse tipo de inclusão, que é fundamental. Elas acabam descobrindo talentos, digamos assim, ali habilidades específicas dessas pessoas, que são fundamentais para a empresa, mas que são muito importantes também para aquele jovem, para aquele cidadão que sempre foi entre aspas discriminado e que agora tem a oportunidade de mostrar suas habilidades, mostrar suas competências, de crescer no mercado de trabalho, de contribuir para a sociedade, de contribuir para a sociedade, de inclusive ter no trabalho, na empresa que ele trabalha, 1 forma de terapia para ele, 1 forma de ajuda para família, então é algo fundamental, é algo muito importante, eu quero parabenizálo de novo, nosso nobre amigo Eduardo da Fonte pela propositura, tem meu total apoio, sou defensor da causa, tenho vários projetos, nessa linha tem ajudado várias instituições que trabalham com pessoas de transtorno espectro autista no estado de Rondônia, quero continuar ajudando. É 1 causa muito nobre, é 1 causa que todos nós deveríamos nos empenhar ao máximo, isso é inclusão, é trazer essas pessoas para mundo melhor, dar 1 qualidade de vida melhor, dar mais dignidade, é poder beneficiar não só a pessoa como a família, é poder verdadeiramente incluir essas pessoas. Parabéns deputado, conte sempre comigo.

04 de dez, 18:50
#15
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1 vez agradecer ao deputado Fernando Márcio dizer da importância do que é termos empenho, podermos discutir esse tema, podermos aprimorar a legislação pra que a gente possa dar resultado ao nosso país. Aqui registrar a presença da deputada Clarissa Tércio, do deputado pastor Júnior Tércio, do estado de Pernambuco, também do vereador eleito Alex Collins e antes de passar a palavra a deputada Clarissa Tércio, vamos ouvir, o senhor Flávio Gonzales coordenador de inclusão do instituto Jô Clemente de São Paulo. Boa noite.

04 de dez, 18:52
#16
Coordenador de inclusão - Instituto Jô Clemente Flávio Gonzalez
Flávio Gonzalez

Coordenador de inclusão - Instituto Jô Clemente

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As pessoas, é grande prazer estar aqui, né e queria agradecer, em especial ao deputado Eduardo da Fonte, por esta oportunidade. Né o Instituto João Clemente é 1 organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que apoia a inclusão social, previne e promove a saúde de pessoas com deficiência intelectual, transtorno do espectro autista e doenças raras. Né nós temos 1 série de de trabalhos que vai desde de a prevenção através do do teste do pezinho, até a longevidade, né? E trabalhamos, né, desde 2013, com 1 metodologia pra inclusão a moral, né de pessoas com deficiência intelectual e com autismo, que é o emprego apoiado. Então, eu queria aproveitar essa oportunidade, né pra falar de de 2 temas rapidamente, né que que estão diretamente ligados aí às às atividades e ao propósito do Instituto Joclemente. Primeiro falar da defesa que nós temos que fazer da chamada lei de cotas, né? A lei de cotas, existe como todos sabemos, né desde 1990 e na verdade é o artigo 93 da lei 8213, né? E em 33 anos, né da lei de cotas, nós só conseguimos que o Brasil cumprisse 50 por 100 da lei, né ou seja, hoje existem em média 500000 pessoas, trabalhando com algum tipo de deficiência inclusive com transtorno do espectro autista. Quando a lei potencialmente se ela estivesse sendo cumprida na sua, integralidade no Brasil, nós teríamos hoje pelo menos milhão de pessoas trabalhando. Então, é importantíssimo, né que a lei existe, a lei é muito boa, né recentemente colega nosso, te viu hoje com o Marcel Vitoriano evento na na Volkswagen, colega nosso esteve na organização internacional do trabalho pra evento, e quando nós falamos da nossa legislação, o aplauso sempre vem o reconhecimento do trabalho que o Brasil fez, na defesa dos direitos das pessoas por deficiência em geral, porém, temos esse esse fato de que em 33 anos não conseguimos fazer que a lei seja cumprida, né? E aí sobre os mais diversos pretextos, né então, é é fundamental que que a gente reforce sempre a importância da lei de cotas, volta e meia aparecem projetos que tentam flexibilizar essa lei, né EEE nós sabemos o quanto ela é importante porque o Ministério do Trabalho e Emprego estima que 93 por 100 das pessoas que trabalham no Brasil hoje, com deficiência, só estão trabalhando porque existe a lei de cotas, né? O o deputado trouxe essa projeto de lei aí de incentivo fiscal, né que que é complemento importante né eu eu gosto do exemplo do Japão, que também tem 1 lei de cotas e, as empresas passam a ter isenção fiscal quando elas começam a cumprir aquilo que está acima da lei, né ou seja, ela cumpre a sua cota, e a partir do momento em que ela supera aquilo que é esperado, que é cobrado pela sua cota ela começa a ter alguns incentivos fiscais e seria bom modelo, né a legislação japonesa já tem alguns anos nesse sentido. E o Instituto já Clemente vem usando, já há muitos anos, o emprego apoiado, né existem 3 projetos de lei tramitando, né no Congresso Nacional, acerca dessa metodologia que é 1 política pública em vários países, né nos Estados Unidos é 1 política pública, na Espanha, em alguns outros países, prego apoiado parte do pressuposto de que toda a pessoa, pode trabalhar desde que sejam oferecidos os apoios, né, e o que nós chamamos de inversão da lógica, invés de de de qualificar para incluir, incluir para qualificar. E aí tem ponto importantíssimo que foi colocado, que que era o trabalho pós colocação que precisa ser feito, né porque a retenção hoje nós fazemos em média 500 inclusões por ano, e temos 1 taxa de retenção no trabalho de 92 por 100, isso se deve não só trabalho de preparo da empresa que nós fazemos, mas também o acompanhamento pós colocação que nós fazemos pelo menos durante ano, visitando cada pessoa no seu posto de trabalho, conversando com seus líderes direto, com seus colegas, né esse trabalho de apoio é fundamental e no mundo inteiro, emprego apoiado, é 1 metodologia reconhecida, é 1 metodologia baseada em evidências, que ainda é muito pouco conhecida no Brasil, né? Eu sempre cito o termo em inglês porque se alguém quiser procurar no Google, a gente vai ver lá o termo supportted emploiment ou em pleu com apoio em espanhol, né? Diversos países dos Estados Unidos a China, Reino Unido, Suécia enfim, utilizam essa metodologia com índice de efetividade, em em termos de inclusão muito superior a quando ela não é utilizada, porque foise colocado muito bem, a né nós falamos muito de suporte, né quando nós falamos do transtorno espectro autista, e esse suporte, se ele não é disponibilizado, nós estamos inclusive violando direito porque, na convenção internacional para os direitos da pessoa com deficiência do qual o Brasil é signatário, é 1 emenda constitucional pra nós, No seu preâmbulo J, fica muito claro proteger os direitos das pessoas com deficiência, inclusive daquelas que precisam de maior apoio, não é? E esse é trabalho, que precisa ser feito e desenvolvido e o emprego apoiado é 1 boa oportunidade, porque ele traz método pra se fazer inclusão porque, foi colocado muito bem, né você, a retenção é desafio, a inclusão a colocação em si é desafio, mas a retenção também, né quando nós temos, apenas a contratação, muitas vezes a pessoa continua excluída dentro do trabalho, né? Porque nós falamos contratar não incluir, contratar é o primeiro passo a inclusão começa no dia seguinte. Então esse trabalho baseado na metodologia do emprego apoiado, ele permite que a gente faça trabalho com começo, meio e fim, né? Mas infelizmente, a gente não conseguiu tornar isso ainda 1 política pública, no país, né e, o Instituto Geoplemente se coloca à disposição, pra enviar material, disponibilizar pra qualquer organização, pra qualquer pessoa, informações sobre essa metodologia porque nós temos utilizado essa metodologia com grande sucesso, né fizemos desde que, pra gente ter 1 ideia, né, até 2012, quando não não usávamos essa metodologia nós fazemos fazemos em média 100 inclusões por ano. Em 2013 ao implantar essa metodologia já fizemos 280, e temos mantido nos últimos anos, 1 média de 500 inclusões por ano, já fizemos em torno de de 5000 inclusões com essa metodologia com 1 taxa de retenção muito alta, né. Então, eu acho que pra sintetizar, né o instituto entre as suas, seus pilares, tem a defesa e garantia de direitos, e reforçar realmente, que a lei de cotas precisa ser protegida e precisa ser cumprida, talvez nós precisamos criar instrumentos, né hoje você tem o esocial, você tem o DEDS que são instrumentos eletrônicos do Ministério do do Trabalho e Emprego, que poderiam gerar 1 fiscalização remota mais efetiva, pra que o não precisasse necessariamente ter a presença física do fiscal na empresa, né? Porque senão a gente vai evoluindo muito a contagotas, né? Nós temos apenas por 100 do total de trabalhadores brasileiros formalmente registrados com algum tipo de deficiência. E por outro lado, disseminar a metodologia do emprego apoiado que tem dado certo pra nós, e quem sabe tornar 1 política pública, né já temos como eu falei 3 projetos, de lei tramitando na câmara, e esperamos que eles sejam aprovados, isso já faz tempo, né pra que a pessoa a gente precisa entender que tecnologia assistiva, não é só prótese, não é só órtese, não é só cadeira de rodas, é é processo também, que viabilize os apoios que a pessoa precisa pra fazer a inclusão. E a gente, pegando 1 fala do Marcelo e já encerrando aqui, às vezes o desafio é porque pra você dar suporte maior, né isso acaba demandando investimento que nem sempre a empresa está disposta a fazer, né? E se a gente tivesse 1 política pública a gente aumentaria bastante, o índice de efetividade das colocações que nós fazemos. Então, acho que em linhas gerais é isso, agradecer mais 1 vez em nome do Instituto João Clemente, e dizer que nós estamos aí à disposição, sempre né e agradecer mais 1 vez aí ao deputado Eduardo da Fundi. O Flávio.

04 de dez, 18:53
#17
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Li agradecer agradecer ao instituto Jô Clemente e aqui fazer 1 sugestão já de encaminhamento juntamente com a deputada Clarissa Tércio convidandoa pra que a gente possa fazer esses encaminhamentos juntos, vamos, sugerir a todos os participantes desta audiência pública, que nos envie estas essa esses projetos que estão em tramitação pra que a gente possa, fazer o requerimento do pedido do do pedido de urgência, e também de novas proposições pra que a gente possa junto, Clarissa, fazer esses encaminhamentos pra que a gente possa fazer o acompanhamento desses projetos e trazer novos projetos também para a Câmara dos Deputados. E antes de convidar o próximo inscrito, passar a palavra à deputada Clarissa Tércio que é 1 grande defensora desta causa é é 1 grande militante no estado de Pernambuco e no Congresso Nacional. Boa tarde meu líder presidente. Boa

04 de dez, 19:03
#18
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Boa tarde a todos boa tarde presidente e deputado eduardo da fonte todos os colegas que se encontram todos os presentes saudar o vereador aleph aleph collins está aqui participando essa semana conosco saudar o deputado estadual de Pernambuco meu querido esposo pastor gênio teste que me dá a honra de estar comigo essa semana aqui em Brasília venha mais vezes viu meu amor sua presença aqui é fundamental e falar deputado que é com muita honra que eu participo aqui dessa audiência estava agora no lançamento da frente parlamentar em defesa da liberdade liberdade expressão e aí soube da audiência que estava acontecendo da audiência que você com muito com muita garra com muito compromisso com essa causa solicitou a a essa casa para que se fosse tratado esse assunto sobre o autismo e mercado de trabalho audiência pública muito importante e e marco né nesse debate sobre os direitos dos portal dos portadores ou os direitos das pessoas autistas. Então quero lhe parabenizar pela sua iniciativa de propor essa audiência você mais do que deputado federal você também é amigo amigo da nossa família a gente conhece seu coração de perto e ver que você faz com verdade luta de verdade isso é inspirador para todos nós então é importante essa audiência a deputado porque eu me recordo que recentemente meu esposo deputado o pastor junto teste eu também propôs 1 audiência sobre o autismo lá na Assembleia Legislativa e são momentos como esses a gente ouvindo debatendo que que surgem propostas que surgem políticas públicas que surgem projeto de lei como o projeto que surgiu nessa audiência lá na Assembleia Legislativa projeto que eu trouxe para essa casa que ela estabelece prazo de 60 dias para o diagnóstico e início do tratamento que o que acontece lá em Jaboatão por exemplo minha terra minha cidade nós nós temos ali 1 fila de 3000 crianças que já tem diagnóstico de autismo que estão aguardando o início do tratamento e não tem sequer 1 perspectiva para iniciar esse tratamento isso é muito injusto né. E a gente sabe como essas famílias sofrem, como as famílias atípicas, elas aguardam esse acompanhamento tão necessário e tão gente, não dá pra esperar crianças que estão crescendo, já se tornando adolescente sem nenhum tipo de acompanhamento então, a gente deu entrada aqui esse projeto, contamos com o apoio dos colegas, não tenho dúvida que também o deputado Eduardo da fonte vai estar unido com a gente para que esse projeto seja aprovado e com toda a certeza será de grande valia para cada família típica ou para o Brasil né então essa esse assunto hoje é 1 luta por dignidade por respeito por oportunidade pra todos oportunidades iguais e a gente sabe que o preconceito a desinformação ainda são barreiras enormes para que as pessoas com autismo ela elas conquistem espaço no mercado de trabalho. Então a gente precisa garantir políticas públicas pra promover o emprego, né, a empregabilidade, mas não só isso, promover também a permanência dessas pessoas, nos postos de trabalho então, eu acredito que a gente precisa trabalhar pra promover incentivos fiscais pra que as empresas contratem pessoas com autismo, também campanhas de conscientização pra desconstruir tanto preconceito, tanto mito, tantos mitos, né, e também capacitação de empregadores e gestores para acolherem essa força de trabalho. Isso aqui é é muito interessante porque eu tenho a oportunidade de ter 2 pessoas com autismo no meu gabinete e eu posso dizer deputado Eduardo da fonte e tá ali o pastor junto teste que conhece e posso dizer que de verdade de coração eu digo eu queria eu queria Clones dessas pessoas porque são pessoas extremamente responsáveis organizadas que prestam serviço de excelência para gente só que tem horas que a gente precisa se adequar ao momento deles e nem todo empregador nem todo nem todo gestor está disposto a fazer isso entender o que se passa na mente de 1 pessoa com autismo entender as suas limitações mas também perde a oportunidade de vislumbrar muita coisa de ver de pensar diferente de ver as coisas acontecerem de maneira diferente eu tenho tido grandes experiências com essas pessoas e trouxe para perto não apenas para dizer que tenho essas pessoas ao meu lado para dizer que estou fazendo 1 boa ação não porque eles são fundamentais são necessários para o nosso mandato eu sempre falo deles com muito orgulho porque pessoas com autismo elas no ambiente de trabalho elas trazem perspectivas únicas, elas possuem habilidades valiosas, né, 1 contribuição muito grande pra qualquer ambiente profissional. Então a gente precisa abrir as portas essas pessoas discutir porque isso não é só 1 questão de Justiça mas é 1 questão também de crescimento para quem sabe enxergar com a ótica do autismo então Deputado você tá de parabéns por essa audiência conte sempre comigo com o nosso Tesse também, e que Deus abençoe a todos nós. Parabenizar deputada Clarissa.

04 de dez, 19:04
#19
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E dando sequência, à nossa audiência aconselho a palavra por até 7 minutos ao senhor Tiago Figueiredo médico psiquiatra. Boa noite.

04 de dez, 19:10
#20
Médico Psiquiatra Tiago Figueiredo
Tiago Figueiredo

Médico Psiquiatra

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Bom, primeiramente eu gostaria de agradecer o convite cumprimentar a todos da comissão de saúde da câmara da câmara e cumprimentar ao deputado Eduardo da fonte. E agradecer pela oportunidade tá nesse momento que eu acredito que sejam momentos como esse que constroem a história, né? A história. Seja de de algo que hoje a gente reconhece como diagnóstico, seja a história do Brasil, né da nossa evolução aí social, e como sociedade, que eu acho que esse já é conceito aí diferente então, antes de trazer aqui as minhas contribuições eu sou psiquiatra, e a minha toda a minha formação e sub especialidade, tem sido na área do neurodesenvolvimento, né? Então hoje, eu trabalho todos os dias com pessoas com autismo, em várias faixas de idade e, sem dúvida nenhuma essa é 1 oportunidade muito valiosa, e pra quem está perto ali sabe, qual é a importância da gente discutir essas medidas né de de de, saúde pública e de políticas públicas, que possam sem dúvida nenhuma fazer total diferença na vida dessas pessoas e no nosso trabalho também, né? Então eu vou trazer na verdade aqui as minhas contribuições vão ser de alguns dados que eu acredito que possam contribuir aí até porque a gente já, nós já tivemos algumas falas muito valiosas e, que já trouxeram dados aí que são suficientes pra mostrar que a gente já passou do momento de pensar diferente, né da da gente pensar na inclusão de forma diferente. Então, do ponto de vista médico, 1 das coisas que justifica muito a gente discutir medidas de saúde pública ou de política pública, é quando a gente fala de prevalência, né? A gente não tem estudos aqui no Brasil que tragam dados robustos o suficiente pra gente ter panorama da prevalência do autismo no Brasil, mas se a gente pega aí alguns dados seja de estudos americanos asiáticos, a gente vê que é 1 prevalência muito considerável, e que a gente precisa, nós da saúde, precisamos estar capacitado, é 1 obrigatoriedade, né, tanto de reconhecer como de conduzir ali numa primeira instância. E 1 das coisas aqui que eu queria chamar atenção é que, hoje a gente tem dados que já são muito elevados de outros países, e que com certeza se a gente fosse fazer 1 prevalência aqui no Brasil, a gente teria prevalências que são maiores. Não à toa, a gente tem, países em desenvolvimento, condições socioeconômicas em desenvolvimento como dos principais fatores de risco que levam aos transtornos do neurodesenvolvimento, né? Quando a gente está falando do autismo, a gente está falando de algo que afeta ali o desenvolvimento cerebral, e que sem dúvida nenhuma, as as estratégias de prevenção, elas precisam estar focadas desde o momento da concepção, né? Então o autismo ele vai ali se desenvolver e implantar ali no cérebro essa conformação artística desde o período intrauterino. Então se a gente tem 1 sociedade que ainda carece de maior assistência prénatal, de maior conscientização ali pra desenvolvimento saudável daquele bebê, sem dúvida nenhuma, a gente tem aí e está num país em que, tem grandes chances de ter prevalências maiores, então a gente precisa de políticas públicas que olhem pra isso, né? E quando a gente está falando de tudo o que afeta o desenvolvimento cerebral, a gente está falando de 1 tendência a que isso persista na vida do indivíduo. Ele nasce com aquilo e aquilo vai fazer parte de todo o processo desenvolvimental, né? Desde a infância até a vida adulta até AAA vida adulta avançada aí ou período em que a gente tem a velhice, e que não à toa hoje a gente tem gerações que foram perdidas de oportunidade de ter diagnóstico, que hoje talvez a gente estranha 1 pessoa com 50 anos, 60 anos, ter diagnóstico do autismo, mas isso não é à toa, né aquilo apesar de se modificar, persiste que a gente precisa entender essas modificações pra trazer 1 inclusão que seja mais efetiva em todos os níveis sociais, né? Então 1 das coisas aqui que eu queria já trazer pra gente refletir sobre a empregabilidade, primeiro e esse é o grande ponto que nós sentimos falta das políticas públicas quando a gente está falando aí da perspectiva médica, é de olhar individualizado, ali dentro da própria legislação, né? 1 das coisas que a gente briga na neurodiversidade ou na neurodivergência, é que a gente não consegue ter 1 boa efetividade se a gente tem 1 única regra pra todo mundo, porque se a gente tem cérebros que são diferentes, é claro que aquela regra não vai se adequar pra determinados indivíduos, e que se a gente pegar esse grupo populacional que não se encaixa ele é grupo representativo, né? E aí é onde a gente precisa garantir essa equidade. Mas dentro desses próprios grupos como é o caso do autismo, a gente tem 1 condição que 1 das características principais dela é a grande heterogeneidade. Então quando a gente está falando de condições como autismo, o TDAH, seja a deficiência intelectual qualquer condição que afete ali o neurodesenvolvimento, a palavrinha chave é a individualização, né, é a gente entender quais são os pontos de força e de vulnerabilidade desse indivíduo, porque senão mesmo as políticas de inclusão e e adaptação gente tem hoje por exemplo os níveis de suporte. Então o meu trabalho como médico e o trabalho de 1 equipe de saúde, é ajudar a gente a individualizar e personalizar aquele cuidado em saúde. O que que aquele indivíduo precisa? E aí essa ideia da gente falar do a da da criança que cresce, do autismo na vida adulta, primeiro, a gente tem ali 1 fase da do t jovem em que, o grande ponto que pega pra quem tem o transtorno do neurodesenvolvimento é a aquisição da autonomia plena, e que sem dúvida nenhuma isso passa pela conquista de do domínio ocupacional, do domínio de trabalho, né? E que muitas vezes a gente recebe e dá o diagnóstico naquele indivíduo que já é adulto que já passou por todas as fases da escola, e que o grande ponto dele hoje é se inserir ali no mercado de trabalho. Ele não vem necessariamente por isso, mas ele vem porque está deprimido porque ele acha que ele não vai conseguir nenhum trabalho, ele está ansioso porque toda vez que ele precisa passar por 1 entrevista de emprego, ele traz nível de estresse muito elevado e aí é onde você já tem condições que são resultantes desse processo, e quando você vai ver, tem ali 1 condição que afeta o neurodesenvolvimento desde sempre. O porquê que a gente tem nível, o porquê que existe tanto baixa empregabilidade ali no autismo? Hoje a sociedade está diferente, né? Quando a gente tem ali processo seletivo de recrutamento nas empresas e a gente vai pegar hoje alguns estudos que já foram investigar o que que esses recrutadores estão buscando, a maioria busca habilidades comunicativas, né? Habilidade de autonomia, de criatividade, de inovação e que muitas vezes, não é ali o forte daquele indivíduo, né? Muitas vezes é indivíduo que vai ser brilhante em determinados níveis de raciocínio, mas nas habilidades comunicativas não vai ser o forte dele. Então muitas vezes dentro de 1 dinâmica de grupo, dentro de 1 entrevista em que o indivíduo está focando nas habilidades comunicativas, aquilo já vai ser desvantajoso, aquilo já vai causar 1 ansiedade muito grande, que o indivíduo sabe que não é o ponto forte dele, né? Então 1 das coisas que a gente já precisa refletir aqui primeiro é, será que essa parametrização do recrutamento ela está adequada? Até porque a gente vai ter muitos indivíduos que, o funcionamento de maneira geral, ele está minimamente preservado. É claro que pra aquele que tem nível 3 de suporte, o que a gente vai precisar considerar é a oportunidade de integrálo em algo que seja mais adaptado, do ponto de vista empresarial, né? Por outro lado, a gente tem aquele indivíduo que tem nível de suporte, em que o que ele quer muitas vezes é mostrar as suas capacidades que muitas vezes inclusive são superiores à média, mas a aplicação disso fica mais difícil, né? A aplicação ali no dia a dia ou alguns elementos que funcionam pra maioria pra aquele indivíduo não funciona isso vai entrar em ambiente de trabalho rotina de trabalho, que vai atrapalhar ali o fato daquele indivíduo colocar pra fora a sua capacidade. E 1 das coisas que eu queria ressaltar aqui que eu acho que o Marcelo trouxe que é muito importante que nós da área de saúde vivenciamos muito, é que muitas das políticas que a gente tem hoje, elas simplesmente visam em oportunizar a chegada, mas não a manutenção, né? E aí todos nós aqui sabemos, que o trabalho é algo muito importante pra gente. É algo que está relacionado com a nossa autoestima, com a nossa realização pessoal, com a nossa felicidade de maneira geral. E isso não é diferente pro indivíduo que tem autismo. Muitas vezes ele não quer ali só a oportunidade da chegada, mas sim da manutenção. E aí é onde a gente precisa também trazer, alguns elementos que obriguem a sociedade a a estar sofisticando conhecimento é através da informação que a gente vai ter ali 1 atuação, muito mais efetiva por parte de quem faz essa oportunidade de emprego, né? Então, eu acho que dos pontos aqui que eu queria destacar também é, além da individualização, além da personalização que nós como profissionais de saúde temos 1 responsabilidade nisso, de trazer essa individualização, de ajudar esse indivíduo a reconhecer quais são os pontos fortes, quais são os pontos de vulnerabilidade, fortalecer esses pontos fortes pra pra aplicar ali no dia a dia dele, é a gente entender também que a gente tem 1 missão com a manutenção desse trabalho, né? A gente tem ali AAA missão de trazer elementos de 1 qualidade de trabalho que faça indivíduo se sentir engajado, desafiado e feliz com o que ele faz, né? Então não é só a gente, adaptar e oportunizar de 1 maneira que seja quase que como 1 cota, e sim a gente poder pensar de 1 maneira diferente, pra que a gente possa estrategicamente alocar os melhores recursos daquele indivíduo no melhor lugar e no lugar no no lugar mais adequado, né? É aí onde está o ponto. Então, hoje a gente tem alguns dados e aí a gente tem outras falas aí já falando da importância de desde precocemente a gente ter programas que capacitem mercado de trabalho, mas que esses programas eles ajudam também, o próprio indivíduo com autismo a identificar, no que que ele é bom, no que que ele faz bem, onde é que está a vulnerabilidade dele. Agora, isso não é simplesmente ali a garantia de 1 efetividade de sucesso no no momento que ele vai se inserir no mercado de trabalho. Sim, a gente precisa ter programas de treinamento especializado, a saúde precisa avançar muito nesse sentido porque infelizmente é 1 raridade ainda pra gente, a gente ter programas de saúde, que estejam focados nessa aquisição plena da autonomia principalmente na vida adulta, mas a gente não consegue sucesso 100 por 100 se a gente não tiver ali também a garantia de direitos, que o que a gente precisa mudar é a estratégia de alocação e manutenção, né? Então o grande ponto aqui do que eu queria deixar é isso. É que a nossa medida aqui social como todo todos nós como agentes de diferentes áreas, vai ser em entendermos qual quais são as limitações e quais são os pontos de força, e estrategicamente a gente poder utilizar aquilo da melhor maneira inclusive pra que, ofereça pra aquele indivíduo não só a oportunidade de emprego, mas de ele ter e atingir 1 realização pessoal e aquilo contribuir pra sua felicidade na manutenção do trabalho, né? Então, não é só a gente focar aqui na oportunidade de emprego como 1 caridade porque não é o que muitos não é o que eles querem. Muitas vezes eles querem algo adequado e minimamente ali adaptado, de 1 maneira que possa proporcionar mais ainda 1 realização pessoal, e 1 contribuição pra manutenção do bemestar e da felicidade de cada Tá? Então era isso que eu queria falar pra vocês, estou à disposição também pra contribuir como médico como especialista nessa área, né que estuda o desenvolvimento mais 1 vez parabenizar aí ao deputado Eduardo da Fonte, e que isso sirva de inspiração né pra outros membros que fazem a diferença social porque nós que estamos de perto e enfrentamos juntos com esses indivíduos sabemos do quão valioso é ter pessoas que, entendam essa necessidade de modificar aí a sociedade. Obrigado.

04 de dez, 19:11
#21
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Dizer parabenizar doutor Tiago pela sua participação, e antes de, ouvirmos o, doutor Arthur, conceder a palavra ao deputado estadual Pastor Júnior Tércio.

04 de dez, 19:26
#22
Dep. Estadual - PE Pastor Júnior Tércio
Pastor Júnior Tércio

Dep. Estadual - PE

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Deputado, gostaria de parabenizar vossa excelência pelo requerimento, nosso presidente tem levado essa bandeira lá pro nosso estado, nós temos reconhecido seu trabalho, andado os 4 cantos de Pernambuco, reconhecendo, vendo de perto, você acompanhando cada ação da nossa bancada que é 1 bancada grande lá estadual, sempre levando esse tema. Eu quero parabenizar vossa excelência, também dizer da satisfação estar acompanhando aqui a minha esposa, e dizer que lá no estado de Pernambuco estamos à disposição também pra levantar essa causa, muito obrigado. Nós te

04 de dez, 19:26
#23
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Pastor Júnior, a sua participação que engrandece muito o nosso debate. Vereador eleito Alisson Collins. Eleito da cidade do Recife.

04 de dez, 19:27
#24
Vereador Eleito do Recife Alef Collins
Alef Collins

Vereador Eleito do Recife

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Olá, boa boa noite a todos. Gostaria de cumprimentar o nosso propositor, presidente Eduardo da fonte, por entender esse assunto e saber que existem pessoas que muitas vezes sofrem esse estigma né? E a gente entende que pessoas com transtorno do espectro autismo do autismo eles têm que sim que ser incluídos no mercado de trabalho e em nome da doutora Fryni aí que representa o instituto que trabalha também lá no Recife, do meu do meu pai o pastor Cleiton Collins também temos pessoas ali que sentem se sentem muitas vezes sem voz e hoje o senhor dando voz para essas pessoas deputado Eduardo da fonte eu acho que é motivo de muita alegria cumprimentar também o deputado estadual pastor Gilno Tezki que faz trabalho excelente lá em Pernambuco, a deputada Clarissa Tezki é apoiadora também. Então eu entendo que hoje é dia muito importante pro Brasil, pra pra o nosso Pernambuco, e agradecer a todos porque em momentos como esse são que definem o resto da nossa história como o Brasil. Obrigado. Muito obrigado.

04 de dez, 19:27
#25
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Vereador e agora concedo a palavra por 7 minutos ao senhor Artur Almeida de Medeiros coordenador geral de saúde da pessoa com deficiência do Ministério da Saúde.

04 de dez, 19:28
#26
Coordenador-Geral de Saúde da Pessoa com Deficiência - Ministério da Saúde Arthur de Almeida Medeiros
Arthur de Almeida Medeiros

Coordenador-Geral de Saúde da Pessoa com Deficiência - Ministério da Saúde

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Deputado, boa noite a todas as pessoas presentes. Quero agradecer o convite a oportunidade de estar nesse momento tão rico e tão importante, né? Sem sombra de dúvidas a gente discutir a empregabilidade das pessoas com o professor do espectro autista é 1 necessidade e 1 urgência porque faz parte do cuidado e da inclusão social dessas pessoas. Vou ser muito breve porque muitas salas aqui com com templam né e e já trazem a necessidade desse momento. O Brasil assume a responsabilidade né na garantia dos direitos às pessoas com deficiência incluindo as pessoas com transtorno do espectro autista desde 2009 quando assina torna signatário da da convenção internacional dos direitos da pessoa com deficiência da ONU. E isso assume status de emenda condicional, de emenda constitucional e isso tem direcionado né todos os esforços na garantia dos direitos. Isso culminou em 2015 na publicação da Lei Brasileira de Inclusão que traz e reforça essa questão. E no âmbito da saúde não seria diferente então esses documentos, tanto internacional quanto nacional têm balizado e direcionado a a organização das ações e serviços de saúde. E por conta disso no ano passado foi realizado nós realizamos a atualização da política nacional de atenção integral à saúde da pessoa com deficiência. Houve atualização da rede de cuidados da pessoa com deficiência, justamente pra que a gente pudesse, ter políticas públicas de saúde que tratem da realidade né sanitária, epidemiológica e que busquem atender às necessidades de saúde de todas as pessoas com deficiência. Esse documento, esse documento da portaria 1526 que atualiza a rede e a política foi extremamente importante justamente pra que a gente pudesse garantir estratégias que possam focar sobretudo na promoção da autonomia e promoção de inclusão social dessas pessoas. E como já foi dito inclusive pela Waldisa, não temos como trabalhar saúde somente no campo da saúde, a intersetorialidade ela é imprescindível pra que tenhamos sucesso, né, nos ganhos terapêuticos e também nos ganhos sociais dessas pessoas. E pensando nisso, e pensando nessa demanda, né sobretudo da comunidade, das pessoas com transtorno de sexo autista, foi incluído na política e na rede essa necessidade da garantia de ações intersetoriais, pra que possamos pensar no cuidado dessa pessoa mas sobretudo no segmento do cuidado tanto no ambiente né de saúde como no na na sociedade de 1 maneira geral então, o apoio à interculturalidade tem sido muito presente e muito forte nessa questão. A gente tem avançado na garantia de de ampliar a rede de cuidados da pessoa com deficiência. Hoje nós temos 325 centros especializados em reabilitação espalhados pelo pelo país que que são os espaços pra promover né ações de saúde pra habilitação e reabilitação dessas pessoas. Entendendo que este talvez possa ser dos primeiros setores a serem acessados por essa pessoa, pra que depois possamos ter 1 indivíduo preparado para a sua intenção no mercado de trabalho. Sem sobre dúvidas o processo de cuidado ele foca inclusive nisso. Através da elaboração do projeto terapêutico singular, que é o plano que vai direcionar todo o cuidado dessas pessoas, também deve prever a inserção dessa pessoa no mercado de trabalho. E0A conduta terapêutica deve também primar pra que tenhamos sucesso em relação a mais esse objetivo, a mais esse ganho. Então a gente precisa reconhecer a importância do avanço da rede de cuidados da pessoa com deficiência para a garantia de de acesso a cuidado que consequentemente refletirá nessa inserção no mercado de trabalho. Temos inúmeros exemplos inclusive de pessoas que que iniciaram o tratamento em centros especializados em reabilitação e no decorrer foram incluídos como parte da equipe de trabalho, né? Através do do ganho da autonomia, através da sua independência. Então isso reforça essa integração e essa intersetorialidade. Importante dizer também que o Ministério da Saúde através do PRONAS, o programa nacional de apoio à atenção à saúde das Pessoa com Deficiência, tem fomentado estratégias e projetos para o emprego apoiado. O PRONAS é 1 iniciativa por efeito de lei, aonde instituições filantrópicas apresentam projetos pra realização de ações. E 1 das possibilidades são ações de empregabilidade através do do emprego apoiado e com financiamento de recursos do SUS. Então é mais 1 iniciativa para a promoção da da da autonomia e inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho. Sem sombra de dúvidas isso tem trazido esforço muito grande pra estados e municípios pra que a gente possa avançar em relação a isso. E não poderia deixar de falar também dessa perspectiva de avançar a rede pensando na intersetoridade, na interiorização da saúde pra levar os serviços de saúde mais próximo às pessoas com deficiência, às pessoas que necessitam, o programa de aceleração do crescimento. Até o momento foram aprovados a construção de 30 novos centros especializados em reabilitação, todos esses centros em regiões de saúde de vazio essencial absoluto ou seja regiões de saúde que não têm nenhum serviço de habilitação e reabilitação e terá mais ponto de atenção importante pra que as pessoas consigam acessar e iniciar esse processo de habilitação, reabilitação e consequentemente inclusão no mercado de trabalho. Sem dúvida deputado, essa iniciativa que aproxima tantas pessoas importantes pra discutir esse tema reforça a importância e a necessidade que temos né de garantir que todas as pessoas sejam incluídas. Garantir que essas pessoas tenham a inclusão digna, com respeito, de acordo com as suas necessidade, de acordo com os seus anseios respeitando inclusive as suas as suas expectativas. Acho que sem sombra de dúvida esse é momento ímpar no no Brasil e e obrigado pela oportunidade de estar aqui essa noite. Artur, lhe agradecer.

04 de dez, 19:28
#27
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Antes de encerrar, eu gostaria de fazer 1 pergunta a você de 1 informação que nos chegou, que as crianças, as pessoas que completam 18 anos, elas deixam de ter a assistência, através dos CAPS em todo o Brasil. E muitas delas elas não conseguem deixar de ter a necessidade desse acompanhamento, são crianças que estão virando adultos ou pelo menos na na completando 18 anos a maioridade e não tem como deixar de ter esse acompanhamento isso primeiro é procedimento que o ministério realmente adota ou caso específico que acontece na cidade do Recife, isso é importante até pra que a gente possa dar 1 resposta trazer isso essa discussão a nível nacional porque tenho certeza que se isso realmente estiver acontecendo é 1 aflição muito grande pra todas as famílias no nosso país.

04 de dez, 19:35
#28
Coordenador-Geral de Saúde da Pessoa com Deficiência - Ministério da Saúde Arthur de Almeida Medeiros
Arthur de Almeida Medeiros

Coordenador-Geral de Saúde da Pessoa com Deficiência - Ministério da Saúde

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Perfeito deputado. 1 das questões extremamente importantes que da atualização da política do ano passado, foi justamente a gente pensar na pessoa em todos os ciclos de vida, do nascimento ao envelhecimento. Portanto não há recorte de idades para o cuidado das pessoas com deficiência né o Ministério da Saúde não preconiza 1 estratificação. O cuidado deve ser oferecido a todas as pessoas que necessitam. A a prerrogativa do Ministério da Saúde é cuidar das pessoas. Tivemos realmente algumas informações de que alguns estados alguns municípios têm se organizado de maneiras diferentes, inclusive colocando teto de idade mas essa não é a recomendação do Ministério da Saúde, essa é a organização que os estados e municípios muitas vezes têm adotado para dar conta das demandas que vêm se acumulando provavelmente. Isso reforça também deputado 1 outra necessidade, que é a carência de alguns profissionais para o cuidado das pessoas com deficiência das pessoas com transtorno do espectro autista, né. Precisamos lembrar às vezes da da carência de profissionais de teatro, neuro neuropediatras, neuro psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, o que tem impactado de fato no cuidado a essas pessoas. Talvez, né, diante dessa realidade alguns estados e municípios tenham se organizado, mas de maneira alguma essa é 1 recomendação do Ministério da Saúde. O Ministério da Saúde recomenda o cuidado em todos os ciclos de vida.

04 de dez, 19:36
#29
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Possível 1 fiscalização do ministério pra que pudesse fazer esse esse acompanhamento na cidade do Recife e no estado de Pernambuco inclusive eu vou pedir à assessoria que formalize essa solicitação pra que eu possa lhe encaminhar oficialmente pedindo que seja avaliada justamente o que está acontecendo no estado de Pernambuco em relação às pessoas que completam 18 anos e deixam de ter essa assistência por parte do município e do estado, porque tenho certeza que esse não é o intuito do Ministério da Saúde, se está acontecendo é 1 falha que deve ser atribuída, mas com certeza o nosso papel de fiscalizar, de acompanhar e de verificar e corrigir aquilo que porventura esteja ocorrendo, que não seja o ideal é o papel do parlamento brasileiro e tenho certeza que nós iremos juntos com o Ministério da Saúde dar esta atenção importante pra que se isso estiver acontecendo seja corrigido. E mais 1 vez Arthur e agradecer pela participação, dizer da importância que é podermos debater esse tema que é tão importante para o Brasil, tema que tenho certeza ele é fundamental e que a Câmara dos Deputados está atenta e trabalhando pra que a gente possa fazer as correções legislativas, pra que a gente possa aproximar e corrigir os gargalos que estão acontecendo. Antes de encerrar aqui passar a palavra pra Fryne Andrade pra que ela possa fazer as considerações finais. Quero agradecer. Quero

04 de dez, 19:38
#30
Diretora e Fundadora - Instituto Dimitri Andrade Recife/PE Frínea Andrade
Frínea Andrade

Diretora e Fundadora - Instituto Dimitri Andrade Recife/PE

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Essa grande oportunidade que foi colocada em pauta, a pessoa com autismo EAE0 ingresso dela no mercado de trabalho. Ressaltar que essas pessoas são dotadas de capacidade que são pessoas que podem contribuir efetivamente pro crescimento do nosso país. Agradecer ao deputado Eduardo da Fonte por esse coração sensível, empático, não só a causa da pessoa com transtorno do espectro do autismo, mas a pessoa neurodivergente como todo, tem militado, tem apoiado essas famílias, agradecer a casa que abre as portas pra ouvir a nossa dor, a dor da família, a dor das mães, a dor da mãe que segue essa esse legado solo por vezes e que também necessita de cuidado lembrar que o cuidador necessita de cuidado, lembrar que o profissional precisa se atualizar, precisa acompanhar esse indivíduo. Pedir pra que a que a sociedade amplie o horizonte nós temos muitas políticas públicas, muitas clínicas e centros especializados na criança. Mas não temos pras pessoas adultas eles seguirão carecendo de cuidado, de apoio, de terapia. Então a minha palavra deputada é de gratidão, é de gratidão, é de alegria agradecer a Deus por ter me trazido aqui, o que me move é o amor ao meu filho, o que me move através do meu filho eu posso contribuir com a sociedade, eu posso contribuir com essa causa. Meu filho tem 17 anos EEE 10 meses e eu estou aqui por ele. Militando, abrindo portas, nós fomos ele foi o primeiro autista matriculado em algumas escolas. Assisti meu filho esse ano saí da escola, por não conseguir mais acompanhar o processo pedagógico, mas estou aqui dando voz a essa causa acreditando que dias melhores virão que a sociedade irá evoluir e chegará o dia que nós não precisaremos mais de audiência pública. Chegará o dia que nós não precisaremos mais do dia mundial da pessoa com deficiência. Nós precisamos caminhar, porque já é nos roubado muita coisa já é nos tirado muita coisa só sabe a dor de não ter 1 partilha, de filho, quem não ouve a voz do filho. Eu conheço a escassez, muita das mães que nos ouvem agora conhece a escassez, conhece a dor de não ser convidada pra 1 festa por 1 questão de 1 característica do seu filho, e elas são convidadas a sair, nós somos convidados a sair, nós não estamos mais dispostos a sair, então minha minha gratidão a Deus, minha gratidão, ao deputado por abrir a porta dessa casa porque todo o poder manda no povo, e eles também têm direito e eles também são cidadãos, eles também têm o direito de ir visitar e permanecer. Muito obrigada a todos vocês.

04 de dez, 19:40
#31
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Agradecer a Frinia, e dizer que é graças a ela que estamos aqui hoje né, batendo esse tema tão importante para o Brasil. Aqui, dar beijo em Dmitri, dizer que esta é a casa do povo brasileiro, e nós fomos colocados aqui pelo povo, e me orgulho muito de poder abrir esta casa que estou aqui graças ao povo pernambucano, vou completar quase 20 anos, como deputado. E hoje com certeza, foi 1 das audiências mais emocionantes que eu tive a oportunidade de participar, e vamos continuar com essa luta, essa é 1 luta de todos nós, que queremos o bem do nosso país. E dando continuidade passar a palavra pra senhora Waldizia Nunes. Para as considerações finais.

04 de dez, 19:44
#32
Coodenadora de Atenção à Saúde da Pessoa com TEA e outras neurodiversidades - DGPE - Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco SES/PE Valdiza Nunes de Aguiar Soares
Valdiza Nunes de Aguiar Soares

Coodenadora de Atenção à Saúde da Pessoa com TEA e outras neurodiversidades - DGPE - Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco SES/PE

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Vocês me ouvem? Sim. Quero agradecer né, por esse momento tão especial, que tem muita clareza né dessa mesa tão robusta nas suas discussões e argumentos e que a gente possa dar continuidade a esse assunto, que a gente possa reverberar isso né de outras formas que a gente encontra espaços pra discussão e dos encaminhamentos também que a gente encontra espaços de diálogo nos estados né? A gente está aqui falando de Pernambuco que bom é nossa casa, né, a casa do povo falando né, mas que a gente possa aqui ampliar esse debate que isso diz do Brasil, não é isso diz do Brasil. Gostei demais das colocações dos colegas presentes né, acho que trazer pouco dessa experiência da empregabilidade tantos produtos aí aparecendo, tantos programas interessantes que a gente possa aí fazer parcerias. Então agradeço ao deputado pela pelo momento aqui da pauta, agradeço a toda a câmara dos deputados pela iniciativa né que são parceiros nessa encomenda, e que a gente continue juntos que a Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco ficar à disposição para continuar as discussões e fazer parte né desse caminho. Boa noite a todos.

04 de dez, 19:45
#33
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Lívia, aproveitar até esse momento também pra lhe pedir como pedir a Arthur pra que a gente possa verificar se isso está acontecendo na cidade do Recife, no estado de Pernambuco, que é justamente, as crianças que ficam, completam 18 anos, perdem o direito do acompanhamento por parte do sistema público. Eu vou, irei formalizar também essa solicitação a você, pra que a gente possa fazer esse acompanhamento. Já Arthur já foi enfático aqui em dizer que não há essa restrição por parte do Ministério da Saúde. Então o que precisamos é acompanhar pra que esse, isso não seja interrompido, que o serviço público não seja interrompido porque a criança ficou completou 18 anos. E é isso também também não é

04 de dez, 19:46
#34
Coodenadora de Atenção à Saúde da Pessoa com TEA e outras neurodiversidades - DGPE - Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco SES/PE Valdiza Nunes de Aguiar Soares
Valdiza Nunes de Aguiar Soares

Coodenadora de Atenção à Saúde da Pessoa com TEA e outras neurodiversidades - DGPE - Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco SES/PE

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Na prerrogativa do estado a gente também não coloca essa questão de estratificação ao contrário a gente segue a educação do ministério pelos ciclos de vida. Então se algo acontece no município a gente tem por exemplo a política da pessoa com deficiência que fica dentro da nossa diretoria de políticas estratégicas que tem colegiados mensais com as regionais que a gente pode a partir daí fazer pergunta aos municípios e as regiões que tá acontecendo até porque vejo escape infantojuvenis e capes de adultos do território todos eles são abertos ao atendimento que você mencionou o caps né a gente tem em capes infantojuvenis até 18 anos e depois dos 18 anos tinha os capes de adultos que acolhem as pessoas com autismo então não sei como chegou essa informação a gente tem a política da pessoa com deficiência e tem a política de saúde mental dentro da diretoria de políticas estratégicas que tem colegiados também mensais e poro de de articulação de rede né que a gente pode usar esses espaços para chegar aos coordenadores de saúde mental e aos coordenadores da política da pessoa com deficiência dos municípios para que a gente possa checar essas questões mas isso não é algo indicado de jeito nenhum, a gente tem a política inclusive estadual, a política estadual de saúde mental, no estado de Pernambuco e que isso não é né apregoados né pela nossa política ao contrário, não é o contrário, a gente está ligado aos ciclos de vida como perspectiva de cuidado integrado para o paciente. Então vamos checar isso né de como chegou essa informação porque ele me parece algo pontual não sei o que há. Não lhe agradeço bastante e.

04 de dez, 19:47
#35
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Estamos aqui à discussão mas vamos fazer esse acompanhamento pra Pois não? Pois

04 de dez, 19:49
#36
Coodenadora de Atenção à Saúde da Pessoa com TEA e outras neurodiversidades - DGPE - Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco SES/PE Valdiza Nunes de Aguiar Soares
Valdiza Nunes de Aguiar Soares

Coodenadora de Atenção à Saúde da Pessoa com TEA e outras neurodiversidades - DGPE - Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco SES/PE

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A gente tem desenho da macrorregional e a gente tem o Altino Ventura como o nosso espaço né de de C E 4 que atende toda a microrregional e a macrorregional e eles atendem os adultos, né, e aí não sei se é 1 questão apenas municipal, e aí a gente precisa ver porque a gente tem os sérios municipais municipais em que existe o núcleo de desenvolvimento infantil que o recife por exemplo lançou. E aí esses equipamentos eles estão agora sendo também veiculados né pelo nosso prefeito, e é preciso que a gente ter 1 olhada mas assim também não tem essa prerrogativa de estratificação de faixa etária. Mas vamos seguir na na na orientação de buscar informações sim. Perfeito que essa é a nossa.

04 de dez, 19:49
#37
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Vamos verificar se está acontecendo até pra que a gente possa acompanhar essa transição da idade da maior idade com todo o acompanhamento, com todo o respeito. Uhum. E com certeza aprimorando os serviços. E lhe agradecer mais 1 vez. Agora passo a palavra à senhora Ana Maria. Para as considerações finais. Houve algum problema? Com a senhora Ana Maria? É. Então, vamos ver se ela é se ela, se ela entra e pra que a gente, passar a palavra à senhora Lucinetti, Ferreira. Vamos a adiantando também pela hora passar a palavra ao senhor Marcelo, Vitoriano. Bom

04 de dez, 19:50
#38
Diretor Geral - Organização Social Specialisterne/SP Marcelo Vitoriano
Marcelo Vitoriano

Diretor Geral - Organização Social Specialisterne/SP

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Muito obrigado pelo espaço. Importante essa iniciativa pra gente discutir, a questão da empregabilidade das pessoas autistas, como o poder público, como a casa legislativa pode contribuir aí pra que a gente tenha, mais pessoas trabalhando que a gente tenha mais possibilidades de suporte para as pessoas autistas e que a gente muda essa realidade eu espero que daqui a pouco tempo a gente ter possa falar de números mais efetivos a gente possa ter projetos no Brasil como todo e a iniciativa do senhor com esse requerimento com essa proposta Legislativa para facilitar a entrada de profissionais notícias no mercado de trabalho é algo muito precioso que pode mudar a vida, seguramente de muitas pessoas, e seguramente aí a gente vai estar com com resultados muito melhores. Muito obrigado pela oportunidade e a especialista está à disposição.

04 de dez, 19:51
#39
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Mais 1 vez ao doutor Marcelo e passo a palavra ao senhor Arthur Medeiros. Bom

04 de dez, 19:52
#40
Coordenador-Geral de Saúde da Pessoa com Deficiência - Ministério da Saúde Arthur de Almeida Medeiros
Arthur de Almeida Medeiros

Coordenador-Geral de Saúde da Pessoa com Deficiência - Ministério da Saúde

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Mais 1 vez externar gratidão e parabenizar pela audiência. Sem sombra de dúvidas vamos estreitar a a relação e pra que a gente possa fortalecer essa pauta e só deixar registrado que como já foi dito no âmbito da rede com deficiência, os termos especializados em reabilitação, neste ano de 2024 nós fizemos visita a todos os serviços do estado do Pernambuco. Já fizemos AAA conhecendo a realidade e a princípio não tivemos nenhuma demanda mas sempre sobre dúvida queremos atento a essa sugestão do senhor pra manter a fiscalização em dia do serviço e dizer da disponibilidade e da abertura do Ministério da Saúde pra que possamos avançar nessa pauta, obrigado. Muita

04 de dez, 19:53
#41
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Obrigado Arthur pela sua participação e também nos colocamos à disposição no chefe da saúde pra que possamos aprimorar a legislação e contribuir também pra que a gente possa melhorar cada vez mais o atendimento. Passo a palavra agora o seu Flávio Gonzales.

04 de dez, 19:53
#42
Coordenador de inclusão - Instituto Jô Clemente Flávio Gonzalez
Flávio Gonzalez

Coordenador de inclusão - Instituto Jô Clemente

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Agradecer né ao ao deputado Eduardo da fonte em nome do instituto joão Clemente por mais esta oportunidade né é realmente tema fundamental. Queria comentar, bem rapidamente, é 1 coincidência né, com a com a Frinha, que há alguns anos atrás nós impunímos, jovem, com autismo nível de suporte 2, chamado Dimitri, né eu vou falar até o nome da empresa, a empresa é o grupo Restock, 1 empresa de de moda, EAA loja Lemes Blanc, da Oscar Freire que é 1 rua muito, badalada aqui de São Paulo, né, e o Dnitry enquanto isso já faz alguns anos mas enquanto, a gente manteve o acompanhamento ele ficou firme lá no trabalho, né estava na na, transitando lá pela loja, né, então acho que esse é trabalho que que que nos orgulha muito, né e que nós queremos expandir cada vez mais né, dona Jô Clemente, nossa fundadora hoje com 98 anos, também começou do 0 né 1 organização que que hoje atende milhares de pessoas né e essas iniciativas de de dedicação, extremada né de parque da das mães costumam deixar raízes que que perduram por muito tempo. Então agradecer, ao deputado mais 1 vez e colocar o Instituto João Clemente à disposição de todas as pessoas, pra aquilo que que a gente pudesse ser útil, e também à disposição do deputado pra aquilo que for necessário. Muito obrigado. Eu é que

04 de dez, 19:54
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Sou Flávio parabenizar a todos que fazem o instituto Jô Clemente, e passar a palavra agora pra o senhor Tiago Figueiredo. Acho que teve algum problema aqui de conexão, antes de de encerrar, eu gostaria aqui de parabenizar a todas as empresas que fazem parte da inclusão das pessoas com autismo no mercado de trabalho, aqui, estou vendo a relação de algumas, parabenizar aqui o açaí, o Itaú, o a IBM, a Gerdau, o grupo Fleury, o Boticário, todas as empresas, são várias empresas importantes do nosso país, o Bradesco, BTG, a DASA, a Graceno, o Iguatemi, são várias empresas que dão essa oportunidade, eu gostaria aqui de fazer apelo ao empresariado brasileiro pra que possam dar essa oportunidade, pra que a gente possa contribuir com a inclusão das pessoas com autismo no mercado de trabalho aqui também parabenizar a deputada Clarissa Tércio por esta iniciativa dizer da importância que é podermos divulgar pra que a gente possa incentivar. E esta casa irá dar esta contribuição, iremos colocar esse projeto de lei que eu apresentei, inclusive que o deputado de Garcia já pediu a relatoria, e aqui sugerimos pra que ele coloque o nome de projeto Dimitri Andrade, aqui como homenagem a todas as pessoas que tem o autismo e que vão fazer parte do mercado de trabalho no nosso país. E aqui lhe dá os parabéns, dar os parabéns a todos que fazem o instituto Dimitri Andrade. Tive a oportunidade de participar por 2 anos seguidos de evento maravilhoso onde eu pude aprender, pude ver de perto e dizer que a nossa audiência hoje é fruto do seu trabalho, do seu amor de mãe e que com certeza nada acontece por acaso na vida da gente. Parabéns e dizer Clarissa que no próximo ano eu tenho certeza que estaremos lá juntos participando do evento do Instituto Dimitri Andrade. Parabéns, Prinia, parabéns a todos que participaram dessa audiência pública, agradecer a todos os colaboradores da comissão de saúde e a todos os participantes, a todos os colaboradores também do nosso gabinete, dizer Alisson Júnior, que esta é 1 luta de todos nós que fazemos do parlamento brasileiro. Parabéns, mais 1 vez e que Deus abençoe a todos.

04 de dez, 19:55