COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS, MINORIAS E IGUALDADE RACIAL

4 dez. 2024 14:02 às 17:38

Sobre o Evento

Audiência discute redução da jornada de trabalho e fim do 6x1, com participação de deputados, sindicalistas e representantes de movimentos trabalhistas.

Status
Concluído
ID: 75062Total: 68 discursos
#1
Transcrição por IA

Boa tarde a todos, a todas e todos aqui presentes, declaro aberta essa audiência pública da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial, pra debater a redução da jornada de trabalho e o fim da jornada 6 por Esse evento decorre da aprovação do requerimento de número 50 e de 2024, em minha da autoria da deputada Érica Hilton, e eu farei a breve descrição e eu peço pra que as pessoas que me cederem aqui na fala também o façam. Até porque a gente tem aqui sempre pessoas que nos acompanham, cegas ou com baixa visão. Então, eu sou 1 mulher negra de pele clara, uso o cabelo vermelho, turbante em cor laranja, 1 roupa preta, toda preta, e junto de blazer em tom bege. Faço isso, e já passo direto. Avisando pra que todos os que estiverem na nossa audiência, e quiserem também compartilhar, vai ser transmitida, já está aliás sendo transmitida essa audiência pública, pela página da câmara, que é 0WWW ponto câmaraleg ponto b r barra CDHM. Esse plenário está equipado com as tecnologias que conferem acessibilidade, tais como a aro magnético, bluetooth e sistema FM pra usuários de aparelho auditivo. Além de de tradução simultânea em libras, nessa reunião teremos as participações presenciais e também por teleconferência. O registro de presença dos parlamentares se dará de forma presencial no posto de registro biométrico desse auditório. Os parlamentares que fizerem o uso da palavra por teleconferência terão sua presença registrada. Esclareço que o tempo concedido aos expositores será de 5 minutos e após a fala dos expositores nós abriremos a palavra para os demais deputados que vierem aqui fazer o uso da mesma. Porém, antes de nós iniciarmos a audiência pública, nós nós temos aqui inscritos, e eu peço a atenção de você só minuto, nós temos aqui 3 inscritos, 3 inscrições. O pastor Marco Feliciano, que já se encontra aqui, o deputado Paulo Belinski e também o deputado pastor Henrique Vieira. Eu vou passar a palavra já inicialmente, o deputado Marco Feliciano, que já está com a inscrição, eu só quero saber, deputado, se o senhor quer fazer a a utilização a que eu tenho como a inscrição pela oposição e também como vicelíder? Senhor presidente, a audiência.

0:002:46
04 de dez, 17:02
#2
Transcrição por IA

Começou eu preciso ouvir primeiro para depois argumentar é que na verdade como já tem as inscrições e dando inclusive ao agradeço a silêncio mas eu quero falar depois da fala dos expositores que eu quero conhecer o assunto

0:000:13
04 de dez, 17:05
#3
Transcrição por IA

Paulo Belins que se encontra, não está, deputado Henrique Vieira, também não está. Então eu vou fazer, a seguinte forma, vou compor a mesa daqueles que estão aqui presentes. Isso. Aqui olha, acho que o primeiro, a Idiane Maria, já está aqui que eu já estou vendo. Então vamos ver. Vamos lá, então vamos fazer o seguinte, dando início às atividades, eu inicio aqui chamando pra mesa pra compor aqui a mesa a nossa excelentíssima senhora Ediene Maria, deputada estadual de São Paulo, por favor, Ediene, vem aqui compor com a gente. Também chamo o senhor Assis Melo, presidente da FIT Metal, que é a Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil. Por favor Assis. Não sei se já está aqui conosco, o senhor Josenildo Antônio, que é do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Laticínios. Está em deslocamento ainda, ótimo. Ah então nós daremos início, eu acho que, a deputada Erica Hilton já está, a deputada Erica Hilton está em deslocamento. Ah aqui, ótimo, então, anunciando aqui, nós temos o senhor Josenildo Antônio do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Laticínios e Alimentos de São Paulo. Seja muito bemvindo. E nós temos também que está, no online, a senhora Crislaine Pereira Carneiro, que é a presidenta do Sintra Théo, do Rio Grande do Sul. Seja muito bemvinda, Cris. Eu vou então já, dar início, eu passando a palavra, a minha querida, companheira, que agora vem representando aqui o estado de São Paulo, a nossa deputada estadual, Idiane Maria. A palavra é tu. Não há, tem microfone sem fio, fica tranquila.

0:002:44
04 de dez, 17:05
#4
Deputada estadual do Estado de São Paulo Ediane Maria
Ediane Maria

Deputada estadual do Estado de São Paulo

Transcrição por IA

Quero saudar essa audiência pública, quero saudar toda essa mesa, todos os movimentos da sociedade civil que está, inclusive, quem está acompanhando agora essa audiência pública aqui ao vivo pela Câmara de Deputados. Falar que é 1 honra estar aqui hoje, né eu sei que nossos passos vêm de longe, sei que a nossa luta ela se constrói no dia a dia, e estar aqui hoje lutando pelo fim da escala 6 por pra nós é lutar por por direitos humanos. A gente está falando de dignidade humana, da gente enquanto mãe. Pra quem não me conhece sou Edile Maria, sou deputada cidadã pelo PSOL, sou a primeira empregada doméstica eleita no estado de São Paulo, e é 1 grande honra poder falar enquanto 1 mulher que não tive o direito a essa liberdade, aonde a escala 6 por pra mim, não foi o direito, né? Enquanto imigrante nordestino de Sertão de Pernambuco, que vão morar no estado de São Paulo, chega enquanto adolescente de 18 anos, né pra construir 1 vida, para lutar por direito, e vir no trabalho essa oportunidade de mudança e transformação. Mas sem que nós trabalhadoras doméstica, a nossa juventude são os nossos filhos que estão na escala 6 por somos nós que continuamos sendo presas em casas de família, somos nós que somos negado todos os dias o direito a ter o convívio com os nossos filhos, a ter o convívio de fato em pensar num futuro melhor. É importante trazer, né, 1, enquanto adolescente que sai lá do Sertão de Pernambuco, assim como é o sonho de tantas de nós, mulheres negras, que vai pra outro estado, no sonho de trabalhar, no sonho de dar 1 melhoria de vida pra nossa família, só que o que está reservado pra nós muitas vezes é 1 trabalho exaustivo, é lugar que você deixa a sua família e vai morar em casas de família, né onde a gente muitas vezes por não ter contato com ninguém da cidade que você vai morar ou do estado que você vai morar, você acaba não tendo direito à sua liberdade, né a gente acaba morando nessas casas, muitas vezes conseguimos a partir de alguns amigos conseguir sair no final de semana muitas vezes em 15 em 15 dias, sair 1 vez por mês. Então está aqui hoje é pra dizer que a nossa luta é por dignidade humana, né entender que nós precisamos avançar pro próximo ponto. Nós precisamos ter final de semana com nossa família. Nós precisamos se programar, se organizar, nós precisamos inclusive estudar, né porque a grande maioria muitas vezes não consegue nem sequer terminar seu ensino fundamental, né várias de nós hoje, depois da fase adulta, consegue terminar seu ensino fundamental pelo EJA. Então, olhar, entender, qual é o futuro do nosso país? Eu acho que está em jogo nesse exato momento, presidenta, é olhar qual é o futuro do nosso país, o que que nós queremos pros nossos filhos, o que que nós queremos pra nós mesmas. Precisamos descansar. O descanso é fundamental pra que a gente consiga avançar, se organizar, o afeto. Nós mães conseguiu, nós consegue dar afeto com nossos filhos? Muitas vezes não, chegamos cansado em casa. É 1 jornada dura, é transporte público lotado. Então a gente está hoje dizendo que nós precisamos lutar por dignidade. Então está aqui hoje é pra saudar essa audiência pública, né onde coloca esse debate pra sociedade civil, pra todo o nosso país, que está acompanhando ansiosamente, ansiosos. Os nossos filhos estão ansiosos de fato pelo fim da escala 6 por E que bom estar aqui hoje, que bom poder falar aqui nessa mesa, que bom poder estar aqui no Congresso Nacional. Eu sei que pra pessoas como nós muitas vezes a o caminho muitas vezes não, o caminho é mais árduo, o caminho é mais difícil, mas graças à luta dos movimentos sociais, graças à luta dos nossos ancestrais, conseguir chegar até aqui, então que essa audiência seja abençoada, que a gente consiga sair daqui com direcionamento certo, muito obrigada. Ai. Obrigada.

0:003:58
04 de dez, 17:08
#5
Transcrição por IA

Minha companheira, já aproveito então pra anunciar a chegada aqui da autora desse requerimento, a deputada Érica Hilton, que vem compor a mesa junto com a gente. Enquanto a deputada, se organiza, imediato eu já vou passar a palavra ao Josenildo Antônio, que vem aqui representando, acho que até é menor aqui se tu quiser Josenildo. Fica à vontade pra tua exposição, palavra é tua. Boa boa.

0:000:28
04 de dez, 17:12
#6
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Laticínios e Alimentação de São Paulo (STILASP) Josenildo Antônio
Josenildo Antônio

Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Laticínios e Alimentação de São Paulo (STILASP)

Transcrição por IA

Tarde a todo. Boa tarde aí a todos que estão aqui presente. Eu acho que, esse dia ele é dia marcante, é dia muito importante pra gente estar aqui debatendo sobre essa questão do fim da escala 6 por Eu sou trabalhador da PANCO, 1 empresa de biscoito de bolo, na indústria de alimentação em São Paulo. Sou diretor do sindicato da alimentação de São Paulo, o STILASP, que é o sindicato da alimentação do laticínio e e alimentos. E eu trabalhei nessa escala 6 por durante 17 anos. Trabalhei à noite, trabalhava, e eu sei o que cada trabalhador da nossa categoria, ele passa, e o que eles passam todos os dias, pra cumprir essa jornada de trabalho que, essa jornada de trabalho ela é 1 semiescravidão. Por que 1 semiescravidão? Porque os trabalhadores que trabalha nessa jornada, eles trabalham em média quando ele sai do da casa dele pra se locomover até o trabalho, e ele trabalha e ele volta até a sua casa, ele dura em média de 12 a a 14 horas por dia, só no deslocamento e o tempo que ele que ele fica trabalhando na empresa. Ele chega em casa exalta, ele só tem dia só de descanso pra ele ficar com a família. Esses trabalhadores estão ficando doentes psicologicamente, mentalmente e fisicamente, porque as empresas, as indústria, ela tem muitos esforços repetitivo, e esse trabalhador trabalhar nesse regime, a gente vê que tem 1 rotatividade muito grande porque quando eles trabalha 4 5 anos, eles não aguentam mais, e eles ou pedem pra sair, ou ou eles são desligado porque ele detecta algum tipo de doença e a empresa desliga e troca pelo novo. Então, essa esse debate aqui hoje, ele está sendo muito importante. O nosso sindicato, há mais de 4 anos atrás nós levantamos 1 bandeira de mandar pauta e negociar na nossas convenções coletiva de trabalho, 1 redução de jornada de trabalho. Nós temos implantado na nossa categoria, o a semana espanhola, que é sábado sim, sábado não. Mas nós estamos tendo muita dificuldade de implantar o sábado sim e o sábado não, porque a maioria das empresa fala que está cumprindo a lei, que ela pode dividir os 44 minutos que ela, os 44 horas semanal, que ela pode dividir de segunda a sábado, e os trabalhadores, eles não têm a opção de opinar. Nós fizemos levantamento na nossa categoria também, que as empresas que trabalham 3 turnos, e ela folga, ela trabalha 6 por ela tem 1 produtividade na linha de produção dela de 144 horas, de produção semanal. E nós pedimos pros trabalhadores notarem quantas horas ficava ociosa durante a semana a linha de produção, e essas horas que fica ociosa durante a semana, ela é em torno de 35 a 45 horas sem produzir. Então, essa pauta aqui ela veio, na hora certa porque as empresas que não estão preparada ou que não têm pessoas que faça a sua administração, aonde possa produzir o que ela precisa de segunda a sexta, é porque está faltando programação. Nós fizemos em todas as nossas categoria, pedindo pros trabalhadores notarem quantas horas a linha de produção ficava ociosa sem produzir durante a semana. E todas elas, a média de produção ociosa é de 44, de 35 a 44 horas. Nós estamos pedindo, pra que tenha 1 redução aonde ele possa ter 24 horas a mais aí com a família dele. Então, eu queria aqui só dar esse parecer aqui porque esse levantamento eu acredito que ajude e agregue aí na nossa pauta, na discussão. E os trabalhadores têm pedido isso, nós acabamos de sair de 1 greve, que fizemos na empresa, 8 dias de greve, nós paramos à unidade de Itaquera, e paramos à unidade de Sorocaba. Foi 8 dias de greve intensa, os trabalhadores sabiam que queria porque nós já vemos, já vinha negociando 1 redução de jornada, já há mais de 6 meses com a empresa e ela sempre resistindo e falando que não ia ceder. E nós queria implantar o sábado sim o sábado não, também não estava nem falando trabalhar 5 folgador e nós queria só apenas mais 2 dia de folga no mês, e foi aonde tivemos que ir pra greve, 8 dias de greve, saímos duma audiência de conciliação que tivemos agora segundafeira, e essa audiência de conciliação, os trabalhadores ganharam dia de folga a mais por mês, ganharam também a estabilidade de emprego de 45 dias, e também os dias parados também, a gente os trabalhadores não têm que compensar vai ser pago. Então, eu estou aqui cansado que ontem à tarde nós estava em Assembleia com os Trabalhadores, e a gente não descansou nesse período, mas foi 1 luta importante, e mais 50 por 100 da nossa categoria hoje já tem acordo coletivo individual, que nós fizemos pra trabalhar o sábado sem sábado não, mas repito, não é fácil. Esse projeto de lei aqui que está tramitando na câmara a gente precisa muito da ajuda dos deputados, pra eles entender que os trabalhadores estão ficando doentes, os trabalhadores eles estão ficando doente mentalmente e fisicamente e infelizmente as empresas que têm plano de de convênio com plano de saúde, a hora que o trabalhador começa a ficar doente, que ele vai no médico ser atendido, que ele começa a trazer os atestado pela doença que ele adquiriu no trabalho, ele é demitido e ele é substituído por outro. Então, nós precisamos, levantar essa bandeira, nunca desistir, porque eu acho que agora é o momento da gente ter 1 redução de jornada de trabalho, de verdade. Espero muito obrigado. A Érica, a sua assessora foi lá na greve com a gente, ela fez documento lá em Sorocaba, em São Paulo, e a gente agradece muito o apoio de vocês, está bom?

0:007:38
04 de dez, 17:12
#7
Transcrição por IA

Josenildo, eu quero só confirmar, eu estou vendo que a Crislaine ela está aqui no lá, e ela tem condições de já utilizar a palavra agora? Pronto. Pronto. Está me ouvindo? Bem, ouvimos bem. Tenho à disposição aí 5 minutos viu Elis? Obrigada.

0:000:33
04 de dez, 17:20
#8
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing, SINTRATEL/RS - Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing, SINTRATEL/RS Crislaine Pereira Carneiro
Crislaine Pereira Carneiro

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing, SINTRATEL/RS - Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing, SINTRATEL/RS

Transcrição por IA

Boa tarde, minha conterrânea deputada Diana Santos presidente dessa comissão, deputada Érica Hilton todas as autoridades presentes, a SISMEL meu conterrâneo também. Vamos lá pouquinho nervoso aqui porque é tema extremamente importante que dialoga com, as estruturas da relação de trabalho, do nosso país né? Esse tema ele está em destaque na classe trabalhadora, e foi pro debate na Câmara dos Deputados, pela classe trabalhadora. Né? O fim da escala 6 por da redução da escala de jornada apresentada pela deputada Erica Hilton, e defendida por todos os setores humanamente progressista, ela representa 1 transformação né de fundamental na organização das relações de trabalho. E a gente tem que colocar isso em evidência, aqui no Brasil, das relações humanas, dentro da relação ao trabalho né? E esse debate ele é sobre a dignidade, sobre a qualidade de vida, e sobre o que podemos construir né no país, país mais produtivo né e com pessoas trabalhadores saudáveis né? A realidade do mercado de trabalho aqui no Brasil, ele é marcado por jornadas, extremas, e que afeta milhões de trabalhadores em defesa de setores, ou seja, a saúde e a segurança pública, o comércio, o serviço, telemarketing, dos mais variados setores né? Ele afeta de forma muito cruel esses trabalhadores, né o bemestar físico, emocional, né a organização internacional, mundial desculpa da saúde, né ela detectou, em que o Brasil afasta de trabalho por né, na verdade foi estudos nacionais e estudos pela OMS, né que é o país em que mais afasta trabalhadores, né por transtornos mentais relacionado ao trabalho. Aqui no Brasil aumentou 1000 por 100000 por 100, nas últimas décadas, sem mensurar as as subnotificações das empresas, sobre a questão da saúde mental dos trabalhadores, sobre essa a essa carga excessiva. Então Então acho que esse, essa PEC ela vem num momento, em que mostra pra sociedade brasileira, em que não cabe mais essa forma e essa relação de trabalho no século 20 e Né? Este cenário que apresenta, esses afastamentos gigante, por síndrome de burnout, por saúde pela pelo pela própria saúde mental dos trabalhadores, ela está sobrecarregando e impactando o próprio SUS. Se a gente for falar de economia como teve debate, sobre este assunto ontem, também aqui na na na Câmara Federal falar da questão dos orçamentos, tem que levar em consideração o impacto que esses vazamento, por doenças mentais, né tem no orçamento do SUS, na previdência social, que prejudica então inclusive o próprio setor produtivo que há até com os primeiros dias de afastamento, por incapacidade de trabalhar e além dos impactos lógico, da absenteísmo, da grande rotatividade e da baixa produtividade que é algo que nós estamos ouvindo muito né? País em que trabalha muito mas em que se fala muito da baixa produtividade. Né? Segundo as pesquisas, realizada pela seleção brasileira de psiquiatria, 72 por 100 dos trabalhadores brasileiros, afirmam sentirse esgotado mentalmente, e fisicamente. E 32 por 100 sintomas de depressão relacionada ao trabalho. O Burnout, que é o exemplo mais evidente da necessidade, da da redução da jornada de trabalho e que está relacionado ao cansaço extremo e a sobrecarga exaustiva principalmente, quando nós ressaltamos e condicionamos a cultura da desigualdade de gênero, então como nós falamos a questão de gênero. Estimase hoje, que 12000000000 de de de dias de trabalho são perdidos anualmente por causa da depressão da ansiedade. Isso custa à economia mundial quase trilhão de dólar. Esses dados, eles são do relatório de diretrizes sobre a saúde mental do trabalho publicado pela OMS em 2022. E no mesmo ano, a organização internacional do trabalho a OIT, publica 1 nota conjunta com a OMS, que também aponta a necessidade da redução das longas jornadas de trabalho e a redução, e a redução da dessa jornada então está também nas diretrizes dessa nota. Ou seja a redução da jornada de trabalho, e a redução da escala de trabalho, ela está falando da saúde, da dignidade e dos direitos humanos dos trabalhadores. E são eles que produzem os serviços, os produtos desse país. São os trabalhadores em que fazem esse país viver então nós estamos falando da dignidade do de todos os trabalhadores e trabalhadoras. Seja CLT ou não seja CLT, que aliás é outro debate que nós temos que fazer. O mais recente mapeamento da da do do do mapeamento global da saúde mental da OMS inclusive revelou, tá, que o Brasil lidera em prevalência de ansiedade afetando 9.3 por 100 da população. Além disso, o relatório anual mental do mundo realizado no no Sapiens Labs, que divulgou em março de 2023, posicionou o Brasil como terceiro país com maior índice, desculpa, com o pior índice de saúde mental, entre 64 nações ficando atrás apenas da África do Sul e do Reino Unido. Ou seja, o estudo aponta que 33 por 133.5 por 100 dos brasileiros, cerca de cerca de 1 a cada 3 pessoas, é trabalhador a cada 3 a 3 trabalhadores relatam sintomas associada a a transtornos mentais relacionado ao trabalho é muito alto. E o indivíduo inclusive, né com condições graves de saúde, tanto física ou ou ou mental, ele vive ser em média de 10 a 20 anos a menos que a população geral, principalmente devido a doenças físicas que poderiam ser prevenidas, vamos lembrar da lesão por esforço repetitivo. Então essa PEC, também estamos falando da expectativa de vida dos trabalhadores e trabalhadoras. A redução da escala e da jornada de trabalho ela propõe mudanças necessária na estrutura relacionada à saúde mental de todos os trabalhadores e trabalhadoras, 1 vida além do trabalho. Este esse movimento, o movimento o próprio movimento sindical, como 1 organização dos trabalhadores, levanta isso, a saúde dos trabalhadores desde 1917 a primeira greve. E não, que é a questão da saúde mental dos trabalhadores. E a gente vê campanhas publicitárias, de autocuidado somente no setembro amarelo, publicado inclusive por empresas, isso daqui, essa PEC é preocupação da saúde mental dos trabalhadores, é tu falar de estrutura e de mudanças de fato, das estruturas das relações de trabalho. E não há, gente, não há nenhuma surpresa de vir defesas imediatamente contra essa PEC, com exatamente os mesmos argumentos anacrônicos de poucas ideias, como diz a minha filha, que foi utilizados por escravocratas em 1888, por setores atrasados da sociedade, na criação do salário mínimo em 1940, do décimo terceiro salário em 1962 e da redução da jornada de trabalho em 1988, que iria quebrar o país. Assim, deixar bem claro que nós do movimento sindical nós faremos sim as convenções e acordos coletivos, como propósito de redução da carga horária. Mas a gente não quer só isso, a gente quer a garantia na lei dessa dessa redução, a gente quer a garantia na lei, em que o trabalhador ele tenha dignidade, e que essa proposta é relacionada exatamente a isso, a dignidade dos trabalhadores. E está relacionada aos direitos humanos e é o direito básico que é a dignidade. Agradeço o convite minha querida Daiana Santos. Muito obrigado a todas e todos.

0:008:42
04 de dez, 17:20
#9
Transcrição por IA

A Crislaine, que é a presidenta do Sintratel, no Rio Grande do Sul. Acho que é muito pertinente o nome da Crislaine traz, deputada Érica, essa relação direta com a saúde mental até porque a gente, e eu falo isso também enquanto sanitarista, que faz 1 avaliação direta no trabalho com a saúde pública, dos condicionantes e dos determinantes em saúde. Os determinantes é tudo aquilo que determina a condição de saúde e o trabalho desta forma como vem sendo relatado aqui, que não é trabalho digno e com 1 jornada adequada como tal, com várias nuances que devem ser consideradas inclusive pra que a gente possa adequar, e também a jornada acho que a Edilene ela quando trouxe fez a explanação dela trouxe isso de forma muito objetiva, a gente precisa considerar porque também tem aí, ônus e nós falávamos isso aqui, ônus relacionado ao sistema único de saúde, tem toda 1 outra relação que se sobrepõe. Então é importante tratar disso, não só olhando, porque eu acho que é isso, o grande ganho desse debate, porque ele se amplia. Ele fala da saúde do trabalhador, mas ele fala das condições de vida de dignidade, das condições de trabalho, mas também das condições em que esse indivíduo ele está diante de 1 sociedade adoecida, mentalmente adoecida. Então é necessário que a gente traga isso com a responsabilidade que nos cabe, porque dessa forma a gente consegue avançar, de situações tão de situações tão deploráveis relacionadas a 1 escala, que sim deve ser questionada, até porque quando a gente fala de desenvolvimento econômico, a gente tem como parâmetro países que avançam e avançam já tratando dessa escala de 1 outra forma, esse é o nosso papel. E que bom poder estar compartilhando desse primeiro momento aqui com vocês, que bom poder compor esse espaço e poder tratar de forma séria responsável com tantas pessoas que estão no cotidiano, envolvidas diretamente e que trazem não só a sua fala mas que trazem a experiência que trazem aí toda 1 carga e 1 sobrecarga moldada neste que é o nosso lote aqui e nesta comissão, que é 1 comissão de direitos humanos, então, que bom poder estar aqui com vocês, e poder também compartilhar pouco desse espaço de fala. Já de imediato, passo a palavra ao meu querido parceiro companheiro camarada, Assis Melo que é o presidente da FITMetal que é a Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil. Assis, palavra contigo. Primeiro

0:002:50
04 de dez, 17:29
#10
Presidente da Fitmetal (Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil) - Fitmetal (Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil) Assis Melo
Assis Melo

Presidente da Fitmetal (Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil) - Fitmetal (Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil)

Transcrição por IA

Boa tarde a todos e todas, agradecer aqui o convite da comissão, em nome da autora aqui da Érica Nilton né, agradecer a oportunidade de estar aqui. Daiane acho que é, é Diane né? Deputada estadual de São Paulo, o Antônio, gente sindical, da camarada aqui é a Daiane, que está presidindo esta comissão, né? Bem saudar aqui a presença do deputado Henrique Vieira, obrigado pela presença, Guilherme Bolo né e o Marcos Feliciano, deputado aqui desta, faz parte da comissão, todos presente. Eu acho que o o tema ele é tema importante e histórico, né? E é importante que todos nós, os trabalhadores, aqueles que nos assiste aqui pelos meios de comunicação aqui da da câmara e da comissão, que a luta pela redução da jornada de trabalho ela ultrapassa séculos, né? E ela é 1 luta de, infelizmente, de vida e de morte, né? Porque esta foi a bandeira dos trabalhadores em Chicago, lá em 1886, E coube a eles os dirigentes da greve a morte. E coube às mulheres também que lutaram pela redução da jornada de trabalho, a morte foram queimada dentro da fábrica. Por isso o 8 de março, por isso o primeiro de maio. Datas históricas pela luta pela redução da jornada de trabalho. E quando nós, nós vemos aqui e a primeira fala, que teve aqui, foi de 1 mulher, né, que tem esta importante simbologia, que são das empregadas doméstica, que até pouco tempo não era reconhecida, e o trabalho doméstico às vezes não é nem reconhecido como trabalho, né? Porque às vezes muitas das vezes se pedia pra 1 companheira pra 1 mulher dizer assim, tu trabalha não, eu só trabalho em casa né? Quer dizer que o trabalho em casa não era considerado trabalho. Pra tu ver que nós ainda do ponto de vista do trabalho no Brasil, precisamos evoluir muito. As relações do trabalho no Brasil elas são, degradadas ou degradantes né? Por quê? Porque nós tivemos aqui nessa casa, deputado Grêmio, a reforma trabalhista em 17 e eu, como se diz assim, por prazer não estava aqui como deputado. E ali foi dos maiores regressão do ponto de vista do trabalho, do direito dos trabalhadores e das trabalhadoras. E qual o cenário que nós estamos hoje discutindo a redução da jornada 6 por Né? Ele é cenário que ainda milhões e milhões de em tons de 10000000 os dados de hoje do IBGE, de jovens e pessoas adulta no Brasil passam fome. Passo fome. Então e qual ah mas precisa do trabalho. E quantos uns trabalham demais, outros não têm acesso ao trabalho. Então é preciso avançar ainda na relação das condições de trabalho, porque nós não estamos falando aqui, o Antônio que me antecedeu, falo aqui o presidente do do sindicato de laticínios de São Paulo, que é a questão também do tempo que tu está à disposição das empresas para ir de casa ao trabalho, e retornar ao trabalho. As questões hoje do que foi relatado aqui também das questões da saúde do trabalhador, nós precisamos entender que nós não estamos tratando exclusivamente de, da economia, né? Do custo, ah mas vai reduzir a jornada Eco até que vai custar pras empresas, mas e quanto custa socialmente hoje o trabalho? Nós precisamos dizer em que condições nós estamos trabalhando. E o meu trabalho é pra quê? Porque se vida existe vida além do trabalho nós precisamos entender que o trabalho, o meu trabalho, como se não pode tirar a minha vida. O o trabalho já dizia assim, dignifica o homem, mas como que esse trabalho que me dá dignidade, menino, está me tirando a minha vida? O meu trabalho não pode tirar a minha vida. O meu trabalho tem que dar condições de vida e prazer pelo trabalho. E não, outra coisa, nós temos que ter prazer pelo trabalho, porque sem trabalho não há desenvolvimento, não há riqueza, não há nada. Então, a distribuição de renda aqui também é 1 concentração de renda no momento que tu concentra como se diz, dentro de 1 de 1 visão exclusivamente do capital, é preciso trabalhar mais e produzir mais, não, nós precisamos ter 1 condição devida de desenvolvimento econômico e social. Nós somos e temos né discutido hoje a a discussão do fortalecimento da indústria dentro da do Brasil do de que há o governo tem 1 política hoje do desenvolvimento mas é preciso trabalho que se valorize o trabalho. E eu acho que estas questões aqui, vou só cuidar do tempo, essa questão hoje da da jornada 6 por ela tem que trazer isso, porque o jovem vai estudar, o o jovem que trabalha numa jornada dessa qual a condição dele para o estudo e para a qualificação profissional, coisa que se fala tanto hoje da qualificação profissional, mas qual o meu tempo para o estudo? Qual o meu tempo para a qualificação profissional se eu se eu tenho 1 jornada extenuante que ela me, me suga toda a minha condição física. Então essas questões aqui é preciso sim que eu acho que a, a condição não só a a câmara dos deputado porque ela a câmara dos dos deputado tem esta condição de de abarcar representante de vários segmentos da sociedade, e esta pluralidade de ideias eu acho que ela é importante e fundamental num processo democrático do país, mas é preciso que nós eleve a discussão, nós tratar exclusivamente a redução da jornada de trabalho pelo lado econômico provavelmente nós só vamos encontrar dificuldade, mas nós temos que avançar do ponto de vista do debate, e se a rede social hoje me dá condições, eu sou daqueles ainda porque sou do tempo antigo já tenho uns 30 e poucos anos né, na luta sindical e e metalúrgica, mas eu sou daqueles aí que a a luta tem que se dar na rua porque há preciso também o debate de ideias E0E0 conhecimento. E ter aqui, poxa, né, deputados aqui importante, portanto saldo aqui a iniciativa, mas quero também aproveitando aqui, os deputados que estão aqui, e os trabalhadores e trabalhadoras todos aqui, dizer que amanhã nós estaremos, a CTB está convocando 1 assembleia geral online pelo Zoom a partir das 18 hora pra nós discutir a correção da tabela de imposto de renda, porque este é sim pra faixa de 5000 reais o maior aumento real dos últimos talvez aí pra não exagerar dos últimos 50 ano porque faz anos que nós estamos nesta peleia aqui. É mais do que econômico, é social essa questão também, e convoco todos os trabalhadores então a participar dessa luta também porque é 1 luta digna e necessária. Parabéns a todos, obrigado.

0:008:03
04 de dez, 17:32
#11
Transcrição por IA

Obrigada Assis, e e já aproveitando então o nome Assis quero agradecer a todos os sindicalistas e a sindicalistas que nos acompanham, não só vocês que compõem a mesa, crise online, tu e o Josenildo aqui presenciais, mas aos demais também que nos acompanham. É fundamental que as organizações têm que ficar esse som nesse debate, 1 vez que foram as primeiras a serem atacadas, assim. Então, é necessário a gente tratar com quem de fato a tempo está na luta na defesa dos direitos dos trabalhadores é muito importante valorizar quem faça esses movimentos aí bom eu tenho aqui 1 lista de inscritos eu vou retomar ela entre elas consta que o pastor Marco Feliciano quero saudar também a presença aqui do nosso querido Guilherme Boulos, pastor Henrique que também, chega aqui no nosso espaço. Eu tenho aqui as inscrições do pastor Marco Feliciano, do pastor Henrique Vieira e do deputado Paulo Belinski. Quero saber se os senhores querem utilizar da palavra agora.

0:001:04
04 de dez, 17:40
#12
Transcrição por IA

Vai haver mais debatedores ou são apenas esses? Isso. É porque nós finalizamos esta.

0:000:05
04 de dez, 17:41
#13
Transcrição por IA

Agora a gente vai fazer 1 troca, e depois pra utilizar a palavra somente ao final da próxima, por isso que eu pergunto se já querem fazer agora, inclusive Isso.

0:000:09
04 de dez, 17:41
#14
Transcrição por IA

Quantas pessoas vão participar da próxima senhor presidente? Só 1 lista grande. Eu tenho 1 lista bem robusta aqui. Não de debatedores pro próximo debatedores. Eu prefiro ouvir todos e depois falar. Tá. É isso.

0:000:19
04 de dez, 17:41
#15
Transcrição por IA

Quer utilizar a palavra, deputado? Estou esperando. Todos vão aguardar? Bom, então, então, então diante disso, eu quero agradecer a Crislaine que nos acompanha, que fez parte dessa mesa no online, quero agradecer aqui o Josenildo da que vem e agradecer não só a tua vinda em nome dessa comissão e do requerimento da deputada Erica Hilda, mas também a tua resistência, a tua luta, toda essa movimentação em prol dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, fazendo de forma muito justa e adequada, essa resistência então quero agradecer a tua vinda e principalmente por ter compartilhado isso com a gente. A minha querida Gianni que vem aqui nossa deputada estadual, referência negro e mulher, 1 inspiração pra gente e te ouvindo, eu também quero fazer 1 saudação especial a todas as trabalhadoras domésticas desse país. Eu acho que é fundamental que a gente reverencie, essas bravas viveiras. Também quero agradecer ao querido Assis, em nome da vitimental, e falar que é prazer Assis e orgulho sempre te ouvir, homem com 1 vasta experiência sindical, muitíssimo obrigada. E nesse momento eu também já me despeço de vocês pro espaço à presidência desta

0:001:21
04 de dez, 17:41
#16
Transcrição por IA

Pra deputada Érica Hilton agradecendo a todas e todos que nos acompanham e também ficando à disposição. Muitíssimo obrigada. Faça a mesa. Está bom, obrigada. Vamos.

0:008:37
04 de dez, 17:43
#17
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Retomando aos nossos trabalho dando continuidade à atividade, agora pra segunda mesa. Vamos lá se reorganizar. A gente vai começar essa segunda mesa pouco desfalcada mas ao ao decorrer dela, ela vai sendo completada porque as pessoas estão a caminho tiveram problema com o voo e estão chegando estão já a caminho aqui da câmara do aeroporto. Antes de compor essa mesa eu quero primeiramente agradecer a presença e a participação de todo mundo em especial dos nossos deputados pastor Feliciano Guilherme Boulos Henrique Vieira a vereadora eleita de são paulo Amanda Pascoal a nossa deputada estadual ediane maria os movimentos tanto o watt quanto todos os outros que estão aqui a classe trabalhadora de alguma maneira aqui representada, é 1 alegria que no encerramento desse ano de 2024, nós possamos estar no último mês trazendo pra esta comissão que é tão importante, que significa a dignidade da sua vida através do trabalho é claro. Aqui nós não temos nenhum intuito de dizer mal do trabalho, desvalorizar a importância do trabalho, muito pelo contrário, aqui nós estamos tentando promover junto à sociedade o parlamento brasileiro e os empregadores obviamente, debate sobre qual é o modelo de trabalho que nós ainda temos hoje no Brasil. Modelo esse que nós vimos nas ruas, mães dizendo que não consegue ver os seus filhos crescer, porque não folgam, porque não consegue estar com a sua família, religiosos dizendo que não conseguem frequentar os seus cultos, independente das determinações religiosas que estejam, pelas jornadas exaustivas de trabalhos, jovens que abrem mão dos seus sonhos, dos seus estudos, ou de 1 outra qualificação profissional por conta dessa jornada de trabalho que nós temos hoje, e eu acho que não é o momento mais propício, e o melhor dos momentos, que em 2024, o parlamento brasileiro junto à sociedade civil, possa voltar os olhos pra essa questão, possa debater de maneira esgotada, alongada, sem pressa todos os os detalhes dessa discussão pra que nós possamos frear aquilo que já foi dito aqui pela essa primeira mesa, mas aquilo que nós iremos reouvir, ser reiterado por aquelas pessoas que irão compor esse segundo espaço de debate, que é o quanto essa escala, essa jornada de trabalho que nós temos hoje no Brasil não tem dado conta de olhar com humanidade, com respeito, com sensibilidade ao trabalhador que é sem sombra de dúvida 1 peça essencial na engrenagem econômica. Nós precisamos garantir que haja modelo de trabalho e 1 visão sobre o trabalho não apenas pela ótica da economia, e olha que ao debater esse essa questão da PEC, nós estamos preocupados pensando na economia também, mas é preciso olhar o trabalhador, é preciso olhar a sua condição, e é preciso se espelhar em referências internacionais que já nos apontam. É possível pensar, atuar e trabalhar em 1 escala de trabalho diferente da que nós temos hoje, sem prejudicar setores, sem prejudicar a economia e dando mais tempo de qualidade de vida ao trabalhador. Ninguém é 1 máquina, o ser humano não é 1 máquina, todo mundo deveria ter direito ao descanso, ao lazer, à religiosidade, à 1 vida que estivesse conciliada com o trabalho mas também com coisas pra além do trabalho ninguém pode ser resumido apenas ao seu trabalho as pessoas merecem precisam e mais do que isso querem 1 vida pra além do trabalho, 1 vida com dignidade, 1 vida com tempo, com saúde, com qualidade de vida, com saúde mental, emocional, é disso que nós estamos falando aqui hoje. Esse é debate estrutural, estruturante, profundamente importante. E que bom que seja feito com a sociedade, com o parlamento, com os movimentos sociais, com os empregadores, pra que conjuntamente nós possamos buscar 1 melhor saída à classe trabalhadora brasileira que carrega este país nas costas, invisibilizada, cansada, sucateada, mal paga, e que agora se coloca pra dizer nós queremos 1 proposta que nos traga dignidade e que nos permita ter 1 vida pra além do trabalho. É isso que nós estamos fazendo aqui. É esse debate que nós estamos propondo e pra que a gente possa discorrer melhor, ouvir melhor, aprofundar os temas, eu gostaria de começar essa semicomposição da mesa com as pessoas que estão aqui, pra que a gente possa iniciar, e a partir da chegada dos demais convidados, eles eles tomarão seus acentos aqui na mesa pra que a gente possa fazer esse debate. Caso eu me perca e chame alguém que não está, vocês ignoram que a pessoa está chegando, tá? Mas eu acho que vai chamar certinha. É primeiro a Patrícia, a senhora Patrícia e Kuno, advogada trabalhista aí do movimento Vida Além do Trabalho. Bemvinda querida. Depois é a senhora Fernanda Caetano do movimento Vida Além do Trabalho. O senhor Abel Santos também do movimento vate vida além do trabalho. O senhor Wesley. Sem 20. O senhor Wesley Pinto também do movimento Watt, vida além do trabalho. E a caravana do watt está boa, está animada. E aí eu acho que falta só pra pra me ver se está se eu tenho, tudo bem meu amor bemvindo. O Rick Azevedo, o João Vitor Félix. Ai não aí AEA senhora Amanda Pascoal está aqui presente também então. Ai está ótimo então boa, eu fui informada que como a mesa tem espaço limitado, a gente ouve primeiro esses integrantes, e aí depois a gente desfaz essa mesa e coloca, é que a mesa é enorme, e aí a mesa da da comissão não é tão grande assim conforme essa mesa então ouvimos esses, desfazemos essa mesa que em tese não é desfazer a mesa, a mesa é a mesma, são os mesmos convidados, só tiramos esses convidados e colocamos os que estão chegando, entre eles a vereadora Amanda Pascoal, o senhor Michel Patrick e a senhora Priscila Santos Araújo, e são esses os que faltas, eu acho que a senhora Priscila está aqui, já falei primeiro de todos. E a senhora Andreza Cat também que está aqui vamos ver se vai caber nessa segunda mesa vamos lá bom, vamos então dar início com a senhora Patrícia Icuno advogada trabalhista e do movimento Watt. Em oi. E falei falei falei falei falei certo então. É ligou? Isso. Bom boa tarde a todos.

0:008:37
04 de dez, 17:51
#18
Advogada Trabalhista do Movimento Vida Além do Trabalho - Movimento Vida Além do Trabalho Patrícia Shimano Ikuno
Patrícia Shimano Ikuno

Advogada Trabalhista do Movimento Vida Além do Trabalho - Movimento Vida Além do Trabalho

Transcrição por IA

Eu sou a Shimano, gostaria de cumprimentar a todos aqui presentes, é grande 1 grande honra estar aqui, grande prazer estar aqui na presente na presença de todos vocês. Gostaria de Gostaria de agradecer também a oportunidade de estar aqui e falar pouco, compartilhar com vocês pouco sobre o movimento Vida Além do Trabalho, e sobre a luta pelo fim da escala 6 por O movimento Vida Além do Trabalho, ele nasceu do grito de socorro de trabalhador precarizado, da escala 6 por o Rick Azevedo. Através de vídeo nas redes sociais, que rapidamente se propagou, né, e se espalhou pela pelo Brasil afora, e impactou muitos trabalhadores, milhões de trabalhadores se viram naquele vídeo, na mesma realidade enfrentada por Henrique Azevedo. E impactou a mim também. Eu sou advogada, e criadora de conteúdo também. Faço vídeos né de conteúdo jurídico informativo, para os trabalhadores, e em linguagem simples. E quando eu me deparei com o vídeo de Henrique Azevedo, eu não pude deixar de compartilhar e reagir aquele vídeo tão impactante, e também de apoiar a minha pequena comunidade de quase 5000000 de seguidores. E, o movimento Vida Além do Trabalho, ele vem, ele teve início em setembro, salvo engano, setembro do ano passado, e foi 1 longa jornada pra que hoje nós estivéssemos aqui. Muitos trabalhadores eles se identificaram, e esse movimento ele tem 1 organização, tem grupos em cada estado da federação, organizados pela coordenadora nacional que está aqui presente também, a Priscila. E, eu também, sou, né além de, apoiadora do movimento, eu tenho 1 profunda intimidade, 1 relação com, com a a escala 6 por porque meus pais também foram trabalhadores da escala 6 por Eu morei muito tempo no Japão, durante 15 anos, e meu pai é é o trabalhador inválido, da construção civil, minha mãe faleceu no chão de fábrica. E ambos já não estão mais aqui. Logo cedo, as jornadas exaustivas, me deixaram sem o convívio familiar, e a própria sorte no mundo. A jornada, a escala 6 por ela não foi feita pra realidade atual, ela é antiga, ela é da década de 40, quando naquela época as mulheres sequer trabalhavam fora de casa. Ela não foi pensada pra realidade que que hoje os jovens vivem, hoje os jovens saem de casa antes mesmo de se casarem. É impossível imaginar que 1 pessoa consiga ter 1 mínimo de qualidade de vida, que a pessoa consiga ter o mínimo de saúde tendo trabalhando 6 dias e descansando apenas único dia, e nesse único dia, que dividir os afazeres domésticos, a sua vida pessoal, o seu lazer, o cuidado dos filhos e tudo. A minha mãe ela não teve tempo. Ela era ritmo de família, o meu pai inválido, E ela tinha que cuidar da casa, isso lá no Japão meu pai, ele já tinha retornado pro Brasil, inválido. Então ela tinha que trabalhar na fábrica e ela não podia faltar. E ela tinha muito medo de perder o emprego então ela não faltava. Ela é 1 ela era 1 trabalhadora exímia, ela não faltava ela tinha muito medo. Então ela não cuidou da saúde, e ela nem podia fazer isso ela precisava levar o sustento para dentro de casa. E as famílias aqui no Brasil muitas enfrentam a mesma situação e eu vejo isso diariamente, relatos, dos meus próprios seguidores nas redes sociais me contando diariamente a mesma, a mesma vivência. Portanto eu digo, vida além do trabalho pra mim é propósito de vida, também. Hoje, o mundo mudou, O mundo ele se transformou, e a gente precisa pensar num novo modelo, que possa acomodar essa realidade, que nós estamos enfrentando. O o trabalho ele precisa acompanhar a sociedade, a evolução. Acabou? Ah está bom ótimo. Hoje, bom pra finalizar. Os trabalhadores né, o movimento Vida Além do Trabalho ele traz no seu bojo o pedido pelo fim da escala 6 por que é 1 jornada extremamente exaustiva né na causa dos trabalhadores não conseguem usufruir do seu direito fundamental ao descanso, Considerando o tempo de deslocamento e a jornada de trabalho, eles não conseguem, né, eles mal conseguem chegar em casa, e se alimentar e dormir, pra no dia seguinte repetir exaustivamente, todos os dias a mesma rotina. Então único dia de folga nunca foi, e nunca será, suficiente. Muito obrigada a todos.

0:006:03
04 de dez, 18:00
#19
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Da senhora Shimano pela sua explanação, agora convido pra fazer uso da da palavra. Pra quem não está acostumado, o tempo vai aparecendo ali olha, naquela naquela No cronômetro, obrigada professora Luciene. Vai aparecendo no cronômetro, e aí quando vai chegando 30 segundos tem 1 campainha, que vocês conseguem se atentar, só porque a gente tem 1 mesa muito longa, tem muitos inscritos pra falarem, é pra gente também não poder ficar aqui muito mais tempo do que a gente pode né, porque também tem ordem do dia, 1 série de camadas. Bom, então chamo agora pra fazer uso da palavra a senhora Fernanda Gabriela Mourão, também representando o movimento Watt. É muito

0:000:47
04 de dez, 18:06
#20
Movimento Vida Além do Trabalho - Movimento Vida Além do Trabalho Fernanda Gabriela Mourão de Oliveira Caetano
Fernanda Gabriela Mourão de Oliveira Caetano

Movimento Vida Além do Trabalho - Movimento Vida Além do Trabalho

Transcrição por IA

Boa noite boa noite a todos. Eu gostaria de agradecer a Érica, ao movimento Watil que eu faço parte, ao Rick principalmente que é o seu idealizador e aos trabalhadores que hoje estão nos assistindo, que estão aqui. Eu sou advogada trabalhista também, eu sou de Manaus, e lá nós temos 1 realidade muito diferente às vezes do que o sul do país, eu sou do norte. E quando a gente fala em relação de trabalho, a gente ainda enfrenta 1 precariedade muito grande. Pra quem não sabe, na no quem não sabe na no Amazonas a gente tem a zona franca de Manaus e lá é compreendido por 3 polos o comercial o industrial e o agropecuário e como vocês sabem nesses setores sempre é muito maçante o trabalho sempre é muito maçante na região norte seja no polo industrial, seja no centro, seja em shoppings, a escala 6 por é predominante. E ela exige 6 dias de trabalho pra apenas dia de descanso. E isso já não pode mais ser 1 realidade nos dias de hoje. Os trabalhadores enfrentam essas jornadas extensas, horas extras não remuneradas, longos períodos em pé, condições de trabalhos inadequadas e isso resulta em doenças relacionadas ao trabalho como lé, dort, doenças psicológicas relacionadas ao trabalho. Só em 2023 nós tivemos mais de 10000 trabalhadores afastados por léa. Em 2023 também, a hérnia de disco foi considerada 1 causa de afastamento com 50 e 1000 benefícios concedidos, isso tudo onera. Seguida por dor lombar, que foi 46000. Isso sem falar nas doenças crônicas que São Paulo, Minas Gerais e Amazonas são campeões. Com descanso digno, quem sabe, esses trabalhadores não adoecessem tanto. Só em 2023, quase 12000000 de ações trabalhistas foram ajuizadas. Em 22002000 foi por falta de pagamento de horas extras, ou seja, esses trabalhadores estão trabalhando além da conta e nem estão recebendo. O ranking dos assuntos mais recorrentes no TST em 2024, de janeiro até outubro de 2024, foi outras extras não pagas ou pagas de forma Imparcial foram 67000 processos em segundo foi o adicional de horas extras que pode ser o percentual pago a menor 46 1000 processos o intervalo intrajornada, que é o famoso horário de almoço, que foram 46000 processos, essas pessoas estão vivendo pra trabalhar e nem sequer estão recebendo, nem sequer estão recebendo. Muitos trabalhadores hoje também ultrapassam o limite de horas extras diária que é de 2 horas. Trabalhador doente, trabalhador cansado, não produz, não produz. Nós já temos diversos estudos que demonstram que o trabalhador descansado, que tem 1 boa qualidade de vida, ele consegue ser mais criativo, ele consegue produzir mais, ele consegue vender mais do que outros trabalhadores. Nós tivemos a fala do nosso ministro do trabalho recentemente que disse que, essa questão do fim da escala 6 porões devia ser ser tratada em sindicatos. Porém, nós também tivemos o exemplo recente da greve da PepsiCo. Nós não tivemos avanço muito grande com a ajuda do sindicato. Eu sei que eles tentaram, mas os empregadores, eles são ferrenhos quando se fala de lutar pelo direito deles, e de não não dar direitos aos aos trabalhadores. A gente não vai conseguir isso só nos sindicatos. A gente precisa deles? Sim. Mas nós precisamos mudar a lei. Nós precisamos mudar a constituição pra que os empregadores passem a respeitar os empregados de forma digna, de forma humana. Eu não, eu eu confesso pra vocês que eu como advogada trabalhista que vejo diariamente casos e casos não com não consigo crer que a livre negociação será de fato 1 coisa boa para o Brasil. Nós hoje não conseguimos negociar nem com o sindicato na frente. Então, sinceramente, nós precisamos avançar e mudar de fato a lei. Só no ano de 2022 para 2023 tivemos 288000 afastamentos pelo INSS, perdão. Em 2022 tivemos 209, em 2023 tivemos 288, subiu quase 80000. A redução de jornada é a melhor saída pra gente prevenir essas doenças como Lair, Dorch e outras doenças psicológicas como o que temos hoje. O INSS está assoberbado. As as empresas estão cansando e adoecendo os trabalhadores, gerando alta rotatividade e mais custos até pra elas, isso está onerando até pra elas. Não tem como falar que esses trabalhadores não estão exaustos. Além disso, a gente tem a dupla jornada de muitas mães que, hoje em dia, são 11000000 de mulheres criam seus filhos sozinhas representando 15 por 100 dos lares brasileiros. Elas enfrentam desafios enormes e, hoje na CLT a gente tem apenas 1 folga para levar o filho ao médico. Isso não é 1 realidade brasileira principalmente com filhos pequenos, não não tem como. Só momento. Pra finalizar, nós precisamos de fato mudar a CLT e equilibrar a jornada dos trabalhadores justamente pra que eles consigam também equilibrar a sua vida profissional e pessoal, para promover 1 sociedade justa, produtiva. Porque sim, para ter produtividade a gente precisa estar ligando diretamente aqui com a qualidade de vida do trabalhador, sem isso a gente não vai conseguir. O tempo livre deve ser pra viver, e não pra sobreviver e trabalhar. Obrigada.

0:005:56
04 de dez, 18:07
#21
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Da Fernanda, pelas suas colocações e colocações importantes porque traz dados que envolve saúde e gastos para o sistema de saúde, gasto para a previdência relacionado a essa escala exaustiva do trabalho. Pra aqueles que se preocupam bastante com os números, acho que isso é dado bastante relevante a ser observado, inclusive na tentativa de melhorar a ao a escala, o modelo de trabalho que nós temos hoje na busca de diminuir esse tipo de número seja pelo que ele representa no sistema único de saúde na previdência ou seja mesmo porque a gente tem pingo de humanidade e não ache normal natural que as pessoas precisem trabalhar até esse ponto, seja o Burnout, ou seja outras doenças como essas que você catalogou aí agora. É importante olhar pra isso, né? Porque não é só debate do campo de vista, da ideia, do ideal, de 1 mudança que se faz necessária é debate é ancorado sustentado calcado por números apresentados agora pela Fernanda por estudos enfim números conhecidos por todos nós e que apontam de fato drama da sociedade brasileira do ponto de vista da qualidade de vida, da saúde da classe trabalhadora no nosso país, né? Não só pelos números, volto a dizer, mas por 1 questão mesmo de respeito humanidade, empatia, sensibilidade. Dando continuidade então, vou convidar agora a fazeros da palavra o senhor Abel Santos do movimento também Vida Além do Trabalho.

0:001:37
04 de dez, 18:13
#22
Movimento Vida Além do Trabalho Abel Santos
Abel Santos

Movimento Vida Além do Trabalho

Transcrição por IA

Boa tarde a todos, quase boa noite, né. Eu queria agradecer a deputada Erica Hilton pela oportunidade de levantar esse debate na casa, o Rico Azevedo que há anos atrás me convidou a estar contribuindo no que fosse possível ao movimento Watt e agradecer a todos que estão aqui do movimento WattDF que faz a luta aqui no Distrito Federal e tenta chegar ao máximo aos trabalhadores no comércio que estão sendo precarizados dentro dessa jornada extenuante, né? 1 salva de palmas aos trabalhadores, por favor. Eu tenho acompanhado os dados, as pesquisas, né, mas eu não não tenho a memória muito fraca, então não vou conseguir trazer pra vocês dessa forma, mas eu quero trazer aqui, a história de 1 guerreira chamada Eva Rodrigues dos Santos, minha mãe. Foi empregada doméstica desde o dia que nasceu até hoje quando se aposentou e não conseguiu mais largar o ofício, porque o salário da aposentadoria não tem como ela se manter. E pra mim hoje até até esse ponto eu tenho como fracasso pessoal e profissional não consegui dar pra minha mãe ainda a vida que ela merece. Mas essa luta ela não ela não me não acabou e cada dia que eu lembro disso eu me fortaleço pra lutar mais pelo trabalhador brasileiro, né? Eu acho que lutar pelo país é lutar pelo trabalhador. Nesses últimos anos nós tivemos várias derrotas e percas em questão dos direitos trabalhistas, infelizmente a cada 4 anos eles os parlamentares e o próprio poder, o Estado em si ele acha maneira de fazer com que o trabalhador pague a conta, e é o trabalhador que paga a conta, não são os empresários, não não está sendo o agro que se diz que carrega o país nas costas, ele não carrega. Quem carrega é o trabalhador brasileiro assalariado, que não tem poder de compra, que tem que ser explorado dentro de jornadas das quais me fez ser pai aos 7 anos. Você já viu alguém ser pai aos 7 anos? Sabe por quê? Porque a minha mãe saía de casa às 5 e 40 da manhã pra estar no serviço às 8. E ela chegava em casa às 8 e 40 da noite. Meu irmão mais novo 5 anos quem levava pra escola, quem arrumava, quem dava banho, quem ensinava os deveres de casa era eu. Porque nós 2 não tivemos pais na infância, né. E nós não vemos a responsabilização das empresas pelos filhos que são pais, porque a mãe ou o pai não pode estar presente na sua criação. Porque em Brasília a gente tem governo que ele não investe em transporte público. Então são 2 horas dentro do ônibus lotado, pra chegar cansado no trabalho, enfrentar jornada extenuante e voltar mais cansado ainda. Minha mãe chegava em casa, eu tinha que estar com tudo pronto porque eu sei que ela não tinha forças pra fazer a comida pros seus filhos. Então, ao longo do que se foi conquistado de jornada de trabalho que o primeiro de maio representa muito isso através de sangue, de luta, de suor, ao longo de que foi a conquista do décimo terceiro, de vários outros benefícios que hoje é colocado como 1 despesa pro empresário, ninguém lembra que quem está ali fazendo com que o empresário vire milhões, bilhões anualmente, não está tendo pouquinho disso. Minha mãe trabalhou foi mais de 10 anos sem férias. Ela vendia as férias pra poder ter sofá, 1 TV, poder consertar o banheiro de casa. E dessa forma eu vi, eu cresci. E hoje ela mesmo se aposentando, ela tem que fazer as diárias dela. Pra ter o mínimo. Alguém está pensando nisso? Quando a gente vê 1 pauta, e aí eu falo que essa pauta ela serve pra gente provocar o estado e falar tem gente morrendo. Eu também faço 1 luta no Distrito Federal pelos trabalhadores de aplicativo que não tem mais nem 6 por é 7 por 0, e é de 12 a 15 horas por dia, porque se traz a nova forma que diz que não encaixa mais nas leis que hoje são vigentes, então eles passaram por cima de toda e qualquer lei, e não são responsabilizados. Eu já sofri 4 crise de pânico. Dentro da escala 6 por que eu iniciei aos 14 anos no comércio. Fui até aos 22 quando eu iniciei em cima de 1 moto, e dali eu não saí mais. Hoje eu não dirijo mais, eu não piloto mais 1 moto pra fazer entrega por conta de acidente. Então assim, foram 4 crises de pânico. E eu não tenho acesso à saúde mental porque eu não consigo atendimento pelo SUS. Então é fácil se colocar contra a redução de carga horária do trabalhador e não está oferecendo o básico pra que ele viva, porque sobreviver esse país já está desde quando se fingiu abolir a escravidão. Obrigado pessoal. Obrigada.

0:005:21
04 de dez, 18:14
#23
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Abel, pelo seu, não vou dizer nem explanação vou dizer depoimento, depoimento emocionante, depoimento que toca a gente desde o momento em que fala da mãe até a sua própria história particular, e acho que tem muito a ver também com o que é o que está em torno né, o pano de fundo desse debate. Obrigada e eu espero que a gente conjuntamente possa consolidar nesse país 1 escala mais justa, que a sua mãe possa ter direito ao descanso assim como milhares de centenas de mulheres brasileiras nesse país que trabalham até a exaustão, muitas vezes até a morte. Que todos nós possamos emergir desse lugar de treva, de egoísmo, de ambição e de falta de sensibilidade e olhar pra essas questões mesmo que você e tantas outras pessoas, outra tantas outras pessoas apontam nas ruas né, desde o momento em que esse debate tomou o tamanho que ele tomou e ganhou a proporção que ele ganhou, Eu venho sendo abordada pelos mais diversos setores, empregadas domésticas, porteiros, seguranças, vendedores de shopping, balconistas de farmácia, pessoas que trabalham naqueles quiosques do aeroporto, todos muito ansiosos me perguntando, e aí deputada, vai acontecer? Vai sair e a PEC e muitas vezes acabam também ali naquele momento curto compartilhando pouco das suas histórias, das suas vidas, das suas experiências com o mercado de trabalho, dos sonhos que foram abandonados, e esse debate vem criando peso emocional muito grande, porque a gente vem se deparando cada vez mais com narrativas muito duras, e a única coisa que eu posso responder a essas pessoas o tempo todo é, estamos batalhando, estamos aí, estamos coletando assinatura, estamos encaminhando, vai dar certo, vamos lutar, vamos acreditar. E agora o seu relato, assim como os dos outros companheiros, corrobora mesmo com esse lugar tão tão doído e tão delicado da sociedade brasileira, que ainda você citou a falsa abolição, e aí eu quero acrescentar que ainda tem 1 lógica com o trabalhador precarizado, que é muito análoga à escravidão, né, que é esse olhar de de de servidão até a morte, esse olhar do trabalhador como corpo que está ali pra servir a qualquer trocado enquanto gera 1 produtividade, lucro e 1 riqueza ao seu patrão, ao seu empregador, com jornadas exaustivas, sem direito à folga, escalas 14, diz respeito à legislação, gerando lucro lucro lucro, bilhões e bilhões, e muitas vezes saindo com salário mínimo, com menos do que salário mínimo, e ainda há 1 resistência e 1 dificuldade com que a gente consiga avançar nesse debate. Estrutural, é debate humanitário, é debate emergencial. Obrigada querido. Dando continuidade então, quero chamar pra fazer uso da palavra o senhor Wesley Silva, também representando o movimento WATT. Boa noite a todos, me chamo Egili Fábio, sou coordenador do.

0:003:14
04 de dez, 18:20
#24
Representante do Movimento Vida Além do Trabalho - Movimento Vida Além do Trabalho Wesley Fabio Silva Pinto
Wesley Fabio Silva Pinto

Representante do Movimento Vida Além do Trabalho - Movimento Vida Além do Trabalho

Transcrição por IA

Gostaria de agradecer a Deus pela vida de todos vocês aqui, agradecer aos deputados e as deputadas que vêm apoiando a gente nessa luta, que não tem sido 1 luta fácil, o movimento já vem há mais de ano aí indo às ruas aonde é que está os trabalhadores, conversar, ouvir os trabalhadores, porque o trabalhador não tem que ser ensinado, o trabalhador tem que ser convencido com a verdade do trabalho, da da precarização, não apenas chegar, parar em 1 praça e achar que os trabalhadores têm que ir até você ouvir o que você quer falar. Os trabalhadores estão desesperançosos, estão doentes, cansados, os trabalhadores não estão pedindo o favor, os trabalhadores estão estão pedindo o direito de viver, não de sobreviver. Até quando a gente vai ter que esperar migalhas cair no chão pra sobrar pro trabalhador? Até quando? O que que é necessário acontecer pro trabalhador, com o trabalhador, pra ver que o trabalhador está morrendo? O que que é necessário? É necessário o trabalhador ter mau súbito no chão da fábrica? Não apenas porque talvez não será o suficiente, mas mais de 10 ao mesmo ao mesmo tempo? É isso? Ninguém está aqui brincando não, brincando de casinha não, Está todo mundo perdendo tempo da sua vida, lutando por dignidade, por direito. Por direito. Como todos aqui tem direito, todos os parlamentares lutam pelo seu direito, os trabalhadores também tem direito. Isso aqui não é 1 briga não com os parlamentares pelo contrário, gratidão aqueles que estão apoiando a gente nessa luta, gratidão total porque estão vendo a luta a importância da união dos trabalhadores. E eu gostaria de falar puxar dado aqui da Sociedade Brasileira de Diabetes. De 2006 até 2023, o número de diabéticos entre homens e mulheres adultas no Brasil aumentou absurdamente. Homens, a porcentagem saiu de 4.6 por 100. Pra 9.2 1023. Quero chamar atenção para o nome das mulheres, onde é que enfrentam a jornada tripla. Saiu, de 6.3 em 2006, para 11 vírgula em 2023. As causa? Falta de exercício. Obesidade, sedentarismo, má alimentação, porque a mãe quando chega em casa ou o pai, os pais quando chegam em casa ou eles escolhem dar 1 atenção pra família, comer algo rápido, ou a mãe vai perder tempo fazendo comida e não vai tentar descansar pra trabalhar no dia seguinte. Aí qual é a escolha? Morrer, trabalhar até exaustão, mas como se os trabalhadores já estão exausto? Como? É necessário então, volto a dizer, tem mal súbito, pra ver que os trabalhadores estão cansado? Não é possível que até até os dias de hoje, a gente vai ter que olhar pros trabalhadores e falar, você tem que trabalhar se você quiser chegar à riqueza. Que riqueza? Eu sou de Costa Barros, tenho 28 anos, não vi 1, homem ou 1 mulher, da época, hoje, em dia, ser bemsucedido. Eles estão doente, muitos já estão mortos. Com o quê? AVC, infarto. Não, não é o suficiente? Mas a gente vai continuar com os mesmos discurso de sempre? Com as mesma migalha de sempre pro trabalhador? Não é possível. Eu espero eu espero de verdade do fundo do meu coração, que essa luta, que essa luta dos trabalhadores hoje influencia definitivamente nos rumo do nos rumos, nos rumo do Brasil daqui pra frente. Chega de migalhas e fim da escala 6 por já.

0:004:50
04 de dez, 18:23
#25
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Wesley de fato é é isso às vezes é se eu ficar comentando cada 1 das falas aqui também eu vou me tornar repetitiva, mas ao fazer isso também eu vou ganhando tempo que vocês podem ver quem dá a movimentação que aconteceu não aconteceu né? Então eu vou ganhando pouco mais de tempo mas quero agradecer a a sua colocação e só voltar num ponto que você coloca que essa questão de nós vimos nossos pais nossas mães e morrerem sem ver a tal riqueza proposta e prometida por esse trabalho exaustivo que leva à riqueza. Com isso quero agradecer então a composição da mesa, dizer que é 1 honra e 1 alegria recebêlos nessa comissão, você queria colocar dado né? Acho que pode pode pode colocar, que faltou? Pode pode colocar. Eu só queria

0:001:00
04 de dez, 18:28
#26
Movimento Vida Além do Trabalho - Movimento Vida Além do Trabalho Fernanda Gabriela Mourão de Oliveira Caetano
Fernanda Gabriela Mourão de Oliveira Caetano

Movimento Vida Além do Trabalho - Movimento Vida Além do Trabalho

Transcrição por IA

Mais esse dado que é entre os casos de doenças relacionadas ao trabalho, vem crescendo as denúncias relativas ao burn out, que afeta pelo menos 30 por 100 dos trabalhadores. Pra quem não sabe, o burn out é 1 doença relacionada ao trabalho ocupacional que é causada pelo estresse no trabalho. E hoje, o Brasil é considerado nada mais nada menos do que o segundo país com mais afastamentos no mundo, ele fica atrás somente do Japão. E ainda há quem diga hoje que os trabalhadores não ligam para esse tema, que eles não pensam em 1 folga mais. Hoje nós temos 3000000, quase 3000000 de assinaturas em 1 petição pública para que tenha redução de jornada. Eles com certeza anseiam e merecem essa redução, eles não podem mais viver dessa forma, eles merecem vida além do trabalho. Obrigada Fernanda.

0:000:56
04 de dez, 18:29
#27
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Obrigada, acho que vocês podem sair a gente já vai compor AAA segunda parte. Não tem problema. Antes de passar a palavra pro deputado Marcos Feliciano quero cumprimentar a deputada Talíria, o deputado Tarcísio e também àquela hora não cumprimentei a nossa vereadora de Araraquara, Filipa Brunella, peço desculpas por isso não estava aqui na minha na minha lista. Por favor deputado Marcos Feliciano. Ótimo. É que a mesa ainda está pouco capenga, falta chegar às pessoas que estão vindo pelos corredores mas então eu vou vou o senhor vai querer fazer os da palavra da sua inscrição é isso? Ou é 1 1 intervenção? Não, da inscrição e agregar meu canto de líder. Está ótimo está ótimo. Então eu vou compondo essa segunda mesa com as pessoas que nós temos aqui, que é a senhora Priscila Santos Araújo. A vereadora por São Paulo Amanda Pascoal. Não vão falar mais? Hora nenhuma. Tá. Pessoal chegou estão fazendo os o cadastro e já entrando aqui na câmera. É. Márcio Ayer está? Então o senhor Márcio Ayer Correia. A senhora Andressa Cati. E está chegando fazendo os cadastros nas entradas da câmara, o senhor Rick, o senhor Henrique Azevedo e o senhor João Alves Félix, que deve estar entre nós em alguns poucos instantes. O deputado Marcos Feliciano pediu uso da palavra pelo tempo dele de inscrito e também pediu que se agregasse o tempo que ele tem de líder do seu partido. O senhor tem a palavra, deputado?

0:002:32
04 de dez, 18:30
#28
Transcrição por IA

Presidente não apenas como líder do partido mas também o horário da da liderança da oposição, somar todos os tempos juntos. Se o se a sonoplastia puder me ajudar a minha voz é muito afônica me dá pouquinho mais de som, além de afônica ainda sou surdo. 18 minutos né deputado perfeito, 18 minutos por favor.

0:000:21
04 de dez, 18:32
#29
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

São 8 com 8 16 mais o tempo de.

0:000:03
04 de dez, 18:33
#30
Transcrição por IA

Senhor presidente. Vai ser em, 8 7 15, é 3, eu pensei que era 5, 3 ok, sem problema. Pode recompor o tempo por favor? Eu não comecei a falar ainda. Obrigado. Presidente, senhoras e senhores que aqui estão presentes, deputados, Brasil, esse movimento, é vida além do trabalho vocês são muito bemvindos à casa do povo. Eu fiz questão de chegar aqui senhora presidente às 3 horas e 54 minutos estou sentado aqui até agora, porque a proposta era para ser às 4 depois transformou pras 4 e meia, depois pras 17 horas, fiz questão de ficar aqui porque, eu quero aprender. O parlamento é local de aprendizado. Ninguém que entra aqui no parlamento é oficial de todos os assuntos. E se existe 1 coisa que eu aprendi nessa minha vida, é ouvir sobre aquilo que eu não sei. Então eu queria saber mais sobre a escala 6 por Antes de começar a falar, queria deixar claro aqui que, eu acho que eu fui o primeiro deputado a ser atacado pelo pelo movimento né nas mídias sociais por causa de 1 fala minha aqui nessa sessão. Vossa vossa excelência acho que estava chegando naquela hora. Eu tive embate muito pesado com a nossa presidente da comissão de direitos humanos que pena não está aqui pra me ouvir. Ontem inclusive eu deixei a sessão, porque ela quebra o regimento a todos os momentos. Nós como oposição já somos minoria aqui dentro. Qualquer projeto que se for apresentado aqui nós perdemos ele. É natural isso. Só que diferente do outro lado do do movimento, nós temos coragem de ir pro enfrentamento. Quando eu fui presidente dessa comissão em 2013, a oposição simplesmente eu fui presidente dessa comissão em 2013, a oposição simplesmente deixou a comissão. Isso tira o brilho do parlamento que é o bom debate. Então nós oposição somos minoria mas nós vamos pra o enfrentamento, nós vamos pra pra ainda que percamos, mas temos a dignidade de enfrentar. E a presidente da comissão infelizmente ela ela ela não age dentro do regimento e por isso naquele momento ela nos feriu, eu tenho milhão de de discursos meus em todas as comissões, já presdi 2 comissões, se tem 1 coisa que eu apoio nesse parlamento é a audiência pública. Não me importa do que seja, apoio toda a audiência pública. Naquele momento por infelicidade, eu tentando chamar a atenção da presidência, eu disse que nós éramos contra essa audiência pública por causa de 1 oposição que fazíamos, e apenas isso e mais nada. Quando eu citei o caso do Japão, citei o caso dos Estados Unidos dizendo que lá naquele lugar as pessoas trabalham até exaustão, eu não disse que o brasileiro deve trabalhar até exaustão. Então as pessoas quando vão pra mídia social, principalmente vocês se movimentam, eu deixo aqui conselho se é que, que que vocês querem entender. Se vocês precisam do voto do parlamentar, não vá pra mídia social xingar, mandar pra aquele lugar, ameaçar de morte, ameaçaram a mim de morte, minha família, quando o quando o senhor estiver passeando no shopping com a sua família, olhe pra trás, se o senhor deputado, inúmeros, mensagens como essa, mas eu não vou pra, eu não faço denúncia, eu não vou pra polícia, eu tenho o meu jeito de ser porque eu estou aqui, eu sou deputado experiente, são 4 mandatos e sobrevivi aqui a tempestades não foi chuvinha foram tempestades tempestades assim que levaram as pessoas me bater na cara chutar a minha perna me cuspir no meio da rua cuspir no aeroporto cuspi, está vendo esse pessoal que fez isso? São essas pessoas, essas pessoas atrapalham o movimento, atrapalha qualquer tipo de briga, ou qualquer tipo de pensamento, porque não vão pra o debate de ideias, vão pra o ataque pessoal. Então fica aqui conselho, se querem a aprovação desse projeto, se querem que ele cresça a PEC, a a comissão especial, então chamem a atenção dos deputados de maneira coerente. Terminando essa primeira fala, eu queria dizer que eu ouvi atentamente os debatedores da primeira mesa, ouvi agora o da segunda mesa, eu senti que faltou aqui alguém que se contraponha ao ao pensamento, 1 audiência pública é pra isso, é pra de de lado e de outro pra gente ouvir os argumentos e depois deputado, ter o seu pensamento formado e ir pra o debate faltou isso, está mais pra seminário. E eu queria aqui deixar já 1 proposta vossa excelência proponha seminário gigante pra dia todo debatemos aqui na casa num plenário maior e aí sim trazer todos os lados. Trazer pessoas que representam a iniciativa privada, que representam a as indústrias, vamos ouvir todos. Aí ouvindo todos vamos fazer o nosso pensamento e assim criarmos caminho, é apenas 1 opinião que eu deixo que é vossa excelência. Nós ouvimos aqui hoje as histórias histórias marcantes eu me emocionei aqui, porque eu me vi em muitas dessas vidas. Eu sou filho de 1 mãe solteira, criado dentro de 1 casa de 2 cômodos, dividindo com 12 pessoas. Eu sei que é ter 1 mãe trabalhando demais, e ficar doente por causa do trabalho, minha mãe sofreu na empresa onde ela trabalhava, ela bateu a cabeça, contraiu 1 doença, a empresa não a indenizou, e minha mãe foi pra casa, e ela era também empregada doméstica. Minha mãe me sustentou sendo empregada doméstica, eu fui criado na creche dos 2 até os 7 anos de idade. Com 7 anos de idade eu comecei o meu trabalho, engraxando o sapato, depois do sapato eu fui trabalhar na roça, apanhei laranja algodão, café, trabalhei no corte de cana, pesadíssimo e eu ainda era 1 criança. E nada disso destruiu o meu ser. Eu tinha pensamento, eu tinha desejo, eu sabia onde eu queria chegar. Como disse aqui o Abel e eu me me solidarizo como sempre você quis dar 1 vida pra sua mãe, eu consegui essa essa proeza, e o dia que eu comprei a casa pra minha mãe eu ainda morava de aluguel, eu chorei quando eu pude dar a chave pra casa pra pra minha mãe. Então eu sei o que é vir do nada e lutar, eu sei o que é trabalhar demais. A escala 6 por é perfeita? Não não é. No meu pensamento, se eu pudesse falar, pra mim o ideal seria a gente nem trabalhar. Seria a gente ficar em casa, desfrutar da vida porque Deus deu o mundo pra Adão e Eva e ninguém trabalhava. Quando eu chegar no céu, se vocês me verem alguém lá eu agarrando o pescoço de alguém saiba que é o Adão. Porque que que eu tenho a ver com a com o pecado de Adão pra estar sofrendo aqui. Então eu também tenho pensamentos eu sou ser humano. Mas esse seria o mundo ideal. O mundo ideal deputada Érica seria que nós votáássemos amanhã aqui salário mínimo de 12000 reais. Esse é o mundo ideal. É o que todo mundo queria, mas se o mundo ideal não existe, existe o mundo real. Eu vi aqui a Patrícia se não me falha a memória contar a história da da da da morte dos seus pais e e eu eu me solidarizo com ela me coloco aqui, eu imagino que eu fiquei sem o meu pai e sofri muito, minha mãe vive de oxigênio 24 horas por dia, eu sei o que é isso, mas ela disse que os pais dela sofreram assim no Japão. Por que foram pra o Japão? Porque o nosso país não dá dignidade à pessoa a pessoa não tem dinheiro. Ao ir para o Japão você tem a opção de trabalhar muito e ganhar dinheiro ou você fazer a sua escala horária, como é nos Estados Unidos da América. Nos Estados Unidos da América não tem sábado, não tem domingo, não tem feriado, com exceção de 2 anualmente. Lá a pessoa ganha pelo que ela trabalha. Há acordo entre o patrão e o empregado, você quer ganhar o que? Você quer trabalhar meio período? Você lá tem milhão de trabalhos de meio período. Você vai ganhar o que você o horário de trabalho. Quer trabalhar até às 11 da noite? Vai receber pela hora de trabalho. Recevese semanalmente. Padrão de vida, estilo de vida é outra. Então, eu concordo, nós temos sim que discutir isso aqui, mas temos que olhar pra o mundo real. Qual é o mundo real do Brasil? Nós temos 216000000 de habitantes. Temos 102000000 com carteira assinada. Nós temos 57000000 de pessoas que vivem do Bolsa Família. Nós temos 39000000 de pessoas entre aposentados e pensionistas. Nós temos 7000000 de desempregados. Eu não tenho o número de adolescentes ou de pessoas da faixa etária entre 16 até 27 anos que não trabalham. Quantas pessoas estão aí? Então nós temos metade do país trabalhando pra carregar o resto do país aqui em cima. Esse não é o mundo ideal, mas é o mundo real. É lindo buscar isso aqui, eu amo esse esses debates principalmente esse debate de empregado e e patrão e eu também acho que tem que tem que haver coletividade de pensamentos as pessoas têm que dividir melhor a renda. E se dinheiro é pobreza eu já desisti disso, porque lendo a bíblia sagrada Jesus falou sobre isso os pobres sempre tereis convosco, mas a dignidade é possível resgatar, mas se resgata dignidade como? Com trabalho. E aí quando propomos 1 proposta como essa por exemplo de 4 por 3, é o mundo ideal, mas seria o mundo real. Como que essa pessoa que vai trabalhar menos vai continuar ganhando o mesmo trabalho? Será que alguém aqui acredita mesmo que o patrão vai querer pagar? Ele precisa produzir e os outros 2 dias quem vai trabalhar? Então existem coisas que nós temos que sentar e definir de verdade estudarmos mas com o pé no chão, sem tentar passar para as pessoas que estão nos assistindo 1 falsa ideia, porque esse projeto ele é lindo ele é romântico todo mundo aprova todo todo mundo quer isso eu quero isso. Diante de Deus não estou falando aqui pra ganhar o coração de ninguém não, eu gostaria disso, mas não é o mundo ideal. Eu parabenizo vossa excelência por começar esse debate, e esse debate vai se alongar, vai crescer. Eu tenho notícias lá de dentro do governo de dentro do palácio, que o governo está virado no Jiraya, num mal, não no bom sentido da palavra. Está aqui líder do governo depois eu não sei se ele vai falar pelo governo ou não. Mas eu vi lá, eu vi assuntos de pessoas lá de dentro isso aí é problema que o Brasil vai mexer na economia do país, vai mexer com isso, a falta a vai diminuir e aí como vamos fazer? Então é assunto sério, é assunto que tem que ser debatido sim, mas com 1 extrema seriedade e sinceridade. Eu me lembro quando nós votamos aqui a questão das empregadas domésticas, Pense num deputado que ficou feliz. Minha mãe era empregada doméstica. Aí eu cheguei dentro do do do lá da do Plenário Guimarães. Eu via deputados esmurrarem a parede xingarem. Eu falei mas o que que vocês estão fazendo? O senhor esse projeto é projeto populista, é projeto que todo mundo quer, é projeto que eu tenho que votar, mas eu sei o efeito dele lá na frente. E o efeito naquela época nós ouvimos se cumpriu. Diminuiu o número de de empregadas domésticas, o número de de serviço informal cresceu, diminuiu o valor de salário delas. O nosso país não é país sério. Pra você ter 1 pessoa empregada, você o o empregado, o patrão, funcionário custa 0.82 funcionários você daria pra terceiro emprego se nós não tivéssemos 1 carga tributária tão pesada, se nós não tivéssemos os pensamentos escusos do nosso país. Então eu acho que o início desse dessa batalha, desse pensamento é louvável vossa excelência tem todo o meu apoio e vamos pra o debate. Mas eu quero ouvir também os contraargumentos. Eu quero ouvir aquelas pessoas que pensam diferente. Eu quero ouvir economista, eu quero ouvir tudo isso. Comparar o nosso país com país de primeiro mundo que já vivem assim, não é honesto. Não é honesto comparar brasileiro com europeu. O menino europeu sai da escola falando de 3 idiomas. O menino europeu sai da escola com outro pensamento, lá ele tem comida, lá ele, ele tem saneamento básico. Nós estamos num país que 100000000 de pessoas não têm saneamento básico. O estado do Maranhão, 6 a 7 por 100 do da do morticínio infantil do país está lá porque crianças não têm acesso AAA esgoto, AAA arma tratada. Então nosso país não é o país dos sonhos. A realidade nossa é com o pé aqui embaixo. Precisamos trabalhar, precisamos iniciase hoje aqui trabalho, 1 batalha, pode contar comigo, vamos pra o debate. Mas precisamos agir de maneira coerente, sem extremismos, deixa aqui de novo esse conselho, não é por mim não porque eu estou acostumado a apanhar. Tanto é que eu eu estou nem aí meu pessoal a senhora não vai responder, eu falei eu responder, tenho foro certo que é o dia que acontecer a audiência eu vou estar lá pra falar. Eu não me importo, mas tem deputados que não são como eu. Cada vez que vocês xingam alguém vocês perdem voto. Vocês empurram o processo de pensamento de vocês lá pra trás, pra último lugar da fila. Então vamos pra o debate sério, pro debate sincero, Vamos expor essas mazelas dessas doenças, essas doenças psicossomáticas, a minha esposa é psicóloga, e lá na minha cidade nós criamos o instituto Fique Vivo, nós lidamos com 500 pessoas semanalmente com desejo suicida, boa parte delas vem do trabalho. Então eu sei o que é isso na realidade, mas a realidade tem que ser feita com os 2 pés no chão. Se falarmos apenas em direitos e direitos, como é que ficam os deveres e os deveres? Portugal se não me falha a memória em 1990 eu fiz aqui apontamento deixa eu ver seu encontro, está aqui. Portugal em 991996, ele reduziu a carga horária de 44 horas pra 40 semanalmente. Foi lindo. Aplaudios foi 1 iniciativa grande na Europa. O resultado disso houve redução salarial, o desemprego aumentou. E Portugal, país que está na Europa com a moeda que vale muito mais que a nossa, país estruturado. Imagina o que aconteceria aqui no Brasil agora o impacto disso. A coisa não é brincadeira. Em 1990, a China tinha o PIB igualzinho do Brasil, Produto Interno Bruto, o que é produzido aqui dentro. Em 1990 a China e o Brasil eram idênticos. O tempo passou, hoje a China tem PIB 10 vezes maior do que o nosso. Nós estamos falando de Brasil que hoje saiu na imprensa que alunos saem da quarta série e não sabem fazer 1 conta de dividir ou de multiplicar. Então existem problemas 1000 nessa nossa nação, são milhão de problemas como consertálos começando com 1 audiência pública como essa, tratando, conversando, mas no diálogo, no intelecto, sem ofender ninguém, sem ameaçar ninguém, sem bater em ninguém. Porque todos nós afinal de contas, torcemos por Brasil melhor. Quem é que não apoia que os que o trabalhador tem 1 vida mais digna? Eu vim lá de baixo, e eu sei o que 1 pessoa sem emprego passa. Eu passei fome, não sei se alguém aqui dentro já passou fome, não tem nada pior do que isso. Não não estou falando de comer arroz com feijão não porque o arroz com ovo que tinha lá em casa ainda era comida de luxo. Eu passei fome, e eu sei o que é passar fome. Por quê? Porque o desemprego gera pobreza. A pobreza gera miséria. A miséria gera violência. E a violência faz o nosso país estar do jeito que está, de cabeça pra baixo. Então nós precisamos pensar num país pro futuro, mais pensamento coeso, pensamento de coração. Nós temos que ter ser mais amigos de fato irmãos, podemos divergir, eu e vossa excelência por exemplo temos milhão de de desapetos, mas vossa excelência não pode encontrar que nenhuma vez eu me xinguei ou briguei com vossa excelência aqui, esse é o meu eu sou equilibrado, eu me mantenho aqui. Então por quê? Eu eu sei onde como funciona. Política é a arte de negociar. Na política, aprendo 1 coisa vocês que estão ouvindo ou se quiserem é claro, na política o ótimo é inimigo do bom. Por exemplo, o ótimo seria seria salário de 5000 reais. O salário, se hoje por exemplo tivesse 2000 reais, o ótimo seria 5. Mas aí vem alguém apresenta o projeto de 3, o governo não vai aprovar o 5 porque quebraria o caixa dele? Então o ótimo seria o 5, ruim é o 2, mas 3 já está bom. Então na política o ótimo e o bom brigam, porque as pessoas têm que ter momento de debater, de chegar a 1 conclusão, perde de cá o outro perde de lá e chegamos a não aquilo que seria o ideal mas mais próximo do ideal. Eu penso o seguinte, sem produtividade o país não cresce. Sem produtividade não tem riqueza. Foi o Ronald Reagan que disse que, o maior plano que ele havia encontrado pra pra pra curar a crise social era o emprego. Então sem o emprego nós não vamos a lugar nenhum. Eu sei que todos nós aqui muitos trabalham demais como nós trabalhamos demais me questionaram na na na nas redes sociais sempre, o senhor só trabalha 2 dias por semana, oh meu Deus, minha filha de 29 anos não me viu. Ela eu fui em quarto aniversário da minha filha. Eu trabalho todos os dias, todos os dias, de segunda a segunda. Não aqui no parlamento, trabalho nas bases, eu viajo Brasil, viajo o mundo. Eu sou palestrante, eu sou cantor, sou conferencista, escritor, sou deputado federal, falo com comunidades. Semana passada eu estava em São Francisco lá na Califórnia falando a grupo de brasileiros que deixaram o nosso país porque não tinham condições de viver. Aí lá eles trabalham 7 por 0. Porque lá não tem sábado nem tem domingo. Eles têm a opção de ficar em casa. Falei por que que vocês não fizeram isso no Brasil disso? Porque lá no Brasil a gente não ganha dinheiro. Então eu acho que nós temos que apontar pra outro lado. Temos que descobrir 1 forma do trabalhador ganhar mais dinheiro. E aí sim, eu acho que o trabalhador brasileiro, em si ao pensar se você orientar pra ele o que que você quer? Ele não vai querer fim da escala, 6 por ele vai querer assim olha, eu quero ter condições de dar a minha casa pra minha mãe como falou o Abel aqui. Eu quero ter condições de dar 1 boa escola pro meu filho. Eu quero ter condições de fazer isso aquilo. Porque veja só, as pessoas reclamam da escala 6 por mas essas mesmas pessoas saem de lá e vão fazer bico e vão trabalhar em outro trabalho. Por quê? Então não é o excesso de trabalho, é a falta de dinheiro que tem. Então nós precisamos pastor Henrique pensar numa situação assim pra como curar o nosso país, como curar o país desse câncer? Dizendo isso eu encerro aqui as minhas falas tentando aqui dispor o meu pensamento dizendo a vossa excelência que se fizer o seminário eu estarei lá sentado na primeira fila. Saí daqui hoje com alguns pensamentos que vou falar com os meus companheiros que são conservadores e que tinham 1 visão muito deturpada. Histórias que eu vi aqui hoje me tocaram. Por isso nós precisamos ouvir de verdade, nós precisamos encontrar caminho onde o certo não pode ficar o errado não pode estar acima do certo. Muito obrigado excelência.

0:0018:03
04 de dez, 18:33
#31
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Deputado Marcos Feliciano, pela sua colocação respeitosa e verdadeira sentir da parte de vossa excelência, pode ter certeza que a indicação do senhor para que a gente possa trazer e aprofundar essa discussão pra nós é extremamente válida. A ideia do projeto não é necessariamente se esgotar pelo projeto, assim como vossa excelência colocou que a política se faz, nós temos texto. A partir da indicação de relator, nós temos a possibilidade de acumular os interesses, escutar e construir novo texto que seja viável e que seja possível. O que nós não queremos que se faça é confundir a preciosidade desse debate, a importância desse debate, a necessidade e a urgência desse debate. E se nós pudermos contar com vossa excelência, agregando, fortalecendo, tirando as dúvidas e as indagações que vossa excelência colocou, sempre será muito bemvindo. O nosso propósito com a apresentação desse texto provocado pelo movimento Vida Além do Trabalho é escancarar essa crueldade e essa barbárie. Sem ignorar dados, sem ignorar produtividade, sem ignorar a realidade socioeconômica do nosso país, que obviamente não são como os países estrangeiros, inclusive pela não revisão do formato de trabalho, pela exploração escravocrata com a qual esses países se relacionam com o nosso, por 1 série de outras camadas, pra nós ter aliados que agregue a essa discussão é extremamente fundamental, necessário pra não só a gente produza bom texto, mas que a gente possa conseguir levar ao plenário e ter os números necessário pra aprovação de texto que dê dignidade, qualidade de vida e emancip de alguma maneira a classe trabalhadora. O que a gente não pode permitir deputado é com que a gente tenha debate sobre 1 série de questões colocado acima e além da vida desse trabalhador. Eu acho que as coisas precisam caminhar juntas, e talvez o seminário, talvez ouvindo as pessoas que não sei se necessariamente são antagônicas, mas que talvez tenham dúvidas, tenham preocupações, tenham questões tenham questões a serem colocadas sobre a mesa, pode fortalecer essa discussão e a gente consiga construir texto consolidado, levála ao plenário, aproválo, espero que com o voto de vossa excelência, e a gente possa trazer 1 melhor qualidade de trabalho ao trabalhador, senão ser 3, ser 5 por 12, ser aquilo que seja viável. Obrigada, deputado, pela sua colocação. Dando continuidade então, a a calma, agora temos os nossos queridos que tiveram problemas aéreo, é preciso olhar pra aviação brasileira também que está cada vez que está cada vez mais caótica nesse país, as passagens custam 1 fortuna e as não têm entregado aquilo que é o mínimo muitas vezes, inclusive as próprias, os próprios tripulantes me procuraram pra falar sobre a escala de trabalho deles. E é 1 é é 1 página à parte deputado Feliciano. É 1 outra é outro debate ainda mais 1 camada ainda mais dificultosa. Mas então chegou pro senhor Henrique Azevedo, Ricardo Cardoso Azevedo. Vítima da aviação. E também o senhor João Vitor Alves Félix, todos representando o movimento com exceção da vereadora Amanda Pascoal, a Andressa Kat que representa as redes sociais e o debate nas mídias sociais e também o senhor Márcio que era da mesa anterior, convidado da nossa querida presidente, mas que agora de forma muito querida se ajunta a nós pra fazer também uso da palavra. Então vamos dar continuidade à mesa, antes. E antes de dar continuidade à mesa eu quero pedir licença ao movimento pra que em nome do movimento também eu possa repudiar deputado, qualquer tipo de ataque virtual e violência ameaça à qual o senhor tenha sido vítima conforme narrou na sua no seu depoimento, isso é lamentável, eu que sou constantemente abordada por esse tipo de ameaça acho isso repugnante, rebaixa o nível do debate, rebaixa o nível do parlamento e tenho convicção que não representa nenhum desses que estão aqui sentados a internet é 1 terra aberta campo minado e às vezes a gente não tem controle daquilo que acontece então em nome desse movimento a gente repudia qualquer tipo de tentativa de constrangimento violência ameaça de morte isso é execrável e merece a nossa veemência, repugnância diante disso. Agora então eu nem sei mais qual é a ordem que eu vou chamar dessa mesa, eu vou começar pela Priscila Santos que é lá de São Paulo também minha conterrânea que estivemos juntas no primeiro ato organizado pelo movimento Vida Além do Trabalho, então você pode dar o start, talvez microfone sem fio pra ela por gentileza pra ser mais fácil pra ela se comunicar. Está me escutando?

0:005:32
04 de dez, 18:51
#32
Trabalhadora de Telemarketing do Movimento Vida Além do Trabalho - Movimento Vida Além do Trabalho Priscila Santos Araujo
Priscila Santos Araujo

Trabalhadora de Telemarketing do Movimento Vida Além do Trabalho - Movimento Vida Além do Trabalho

Transcrição por IA

Vinde a mim os que estão cansados e oprimidos que eu te aliviarei. O ladrão ele vem pra roubar, matar e destruir, mas eu venho pra lhes trazer 1 vida em abundância. Esses são os preceitos que eu aprendi com a minha avó. A nossa luta não é só pelo fim da escala 6 por a nossa luta, a nossa PEC é PEC pela família. Não adianta falar que esse país está cada vez mais violento, se afasta aos jovens e os adolescentes e às crianças das mães. Cadê as mães? Trabalhando no shopping, em telemarketing, no comércio, na escala 6 por Não adianta eu falar de Deus. Quando é que a gente vai pra 1 igreja? Quando é que a gente vai se conectar com Deus na escala 6 por Eu estou aqui, na casa do povo, falando pelo povo, sendo do povo. Então eu venho aqui porque o povo ele quer ter orgulho da nação brasileira. Eu estou aqui pra que não mais hajam jovens como eu, que cresceu órfão de mães vivas, porque essas mães estavam na escala 6 por E a gente cresceu sem nossas mães, abandonados. Eu quero que acabe com isso, eu cansei de ver mães sendo humilhadas em serviços por estarem gestantes, sendo humilhadas por carregarem 1 vida, E essa vida só prestar quando fizer 14 anos? Porque vai trabalhar no mercado? Vai trabalhar em McDonald's? Quando é que a gente vai virar e vai falar chega? O movimento veio aqui pra lutar por vida, pra resgatar a vida que foi tirada de nós, desde a origem do nosso país. Eu venho aqui lembrar ao povo brasileiro, quem é o povo brasileiro? Nós somos descendentes de indígenas e de povos negros, nós carregamos nas nossas veias o sangue de guerreiros e de reis e rainhas. Nós paramos já esse país, e fazem a gente esquecer a força que nós temos. E eu vim aqui lembrar pra cada de vocês, povo brasileiro, quem não é vocês? Pra todos vocês que falarem que o povo brasileiro é desunido, o movimento está mostrando que as categorias estão se unindo, as gerações estão se unindo, os estados, as regiões estão se unindo, São Paulo se uniu com o Nordeste, Nordeste se uniu com o Sul, o Henrique Azevedo que representa o norte Tocantins, o povo brasileiro está se unindo, o povo brasileiro está gritando, o esse país é nosso, essa casa é nossa, isso aqui quem manda nesse país somos nós, e todos os deputados tem que trabalhar para o povo. Empresário não tem que querer. Quem faz a economia girar são vocês do comércio, são vocês do shopping, são vocês da farmácia, são vocês do shopping. Quem manda nesse país é o povo, se eu começo parar, se o shopping parar, se os trabalhadores parar esse país para. Quem manda disso daqui somos nós, e nós não temos medo de nada aí e nem ninguém. Povo hoje sabe a sua força. O povo não vai mais lutar sozinho, nós voltaremos inclusive pra essa casa. E cada vez com mais força, e com cada vez com milhares e milhares e milhares. Nos desafiem como desafiaram na nossa petição, a dobrarem os números, trazemos hoje 3000000. Nós estamos botando povo em greve, nós pararemos esse país se não nos respeitarem, porque esse país é nosso, quem manda nesse país somos nós, se país não olha para as mães, esse país não merece ser chamado de nação. Quem manda nesse país somos nós, a força desse país somos nós. E eu venho aqui resgatar aquilo que foi tomado de nós, 1 vez que no hino nacional e está escrito, que dentre outras 1000, és tu Brasil, ó pátria amada, dos filhos deste solo tu és mãe, se tu és mães, então tudo que dele produz é nosso, eu estou vindo resgatar nossa herança, começando pelas nossas vidas. Gostei de usar o tempo de líder.

0:005:11
04 de dez, 18:56
#33
Transcrição por IA

Presidente. Minoria. Oi? Tempo de líder da minoria por gentileza. Por favor deputado. São 8 minutos. Certo. Perfeito.

0:000:28
04 de dez, 19:01
#34
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Delegado Paulo Belinski, vossa excelência tem 8 minutos, que é o tempo de líder e de minoria, é isso? Não, tempo de líder da minoria. Líder da minoria. Vossa excelência tem a palavra.

0:000:12
04 de dez, 19:02
#35
Transcrição por IA

Obrigado. Vou começar com Desculpa lembrar.

0:000:05
04 de dez, 19:02
#36
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Só pra te perguntar se vossa excelência já quer acrescentar também os seus 3 minutos de inscrito a esse tempo. Perfeito então por favor. América B.

0:000:11
04 de dez, 19:02
#37
Transcrição por IA

Eu vou começar, contando, por que, que 1 PEC, apresentada em maio, foi resgatada. Tem 1 história aí. A história é a seguinte. A esquerda experimentou o gostinho da derrota. Né? 1 derrota monstruosa, num país em que a democracia funciona que é os Estados Unidos. E essa derrota. Escutem, escutem, vocês precisam de informação. Essa derrota, ela aconteceu, porque as pautas defendidas pela esquerda, nos Estados Unidos, e no Brasil, as pautas wowke, né, as pautas, dos direitos, das minorias, essa pauta aí não ganha eleição. Né? Foi defendido pela Kamala Harris, com muita veemência, com muita firmeza, com muitas palmas, muitos discursos, eles tomaram 1 lavada. Mas 1 lavada assim histórica. E aí rapidamente começou aquela correria né? Meu, 2026 tem eleição no Brasil. Acho que vai acontecer a mesma coisa por aqui. Pessoal começou a ver, que essa pauta da esquerda, das minorias extremas, né, essa pauta da esquerda, dos direitos, né, não cola, não faz foto, né, não ganha a eleição pra presidente. E aí, eles voltaram às origens. Qual que é a origem da esquerda no Brasil e no mundo? A origem da esquerda é justamente mexer com a massa com aquilo que é matematicamente inviável mas que dá voto porque o que eles concluíram foi a eleição americana a agenda ou que não elegeu o presidente então vamos voltar aquilo que é garantido contar com a ignorância matemática do povo E aí que entra essa PEC que é de maio. Estava esquecida lá ninguém falou nada sobre isso. Vamos ressuscitála. Ressuscitála em que sentido? Vamos apresentar, projeto mirabolante, que não tem estudo nenhum, no Brasil, não foi feito nenhum estudo, né? Mas vamos apresentar, porque vai mover a massa ao povo, com argumento que eles não conseguem alcançar porque não foi explicado. Então eu vou fazer isso de favor, eu vou explicar o argumento. O argumento é o seguinte, você trabalhador, você vai ganhar o mesmo salário, você não vai ter prejuízo nenhum, mesmo salário, mas você vai trabalhar menos. Uau, isso é o sonho, né? O sonho trabalhar mesmo menos ganhar a mesma coisa. É bom né? Faz sentido. Claro. Então, imagina que, você trabalha, com aquilo o setor que mais cresce no Brasil que é o setor de serviços. Setor de serviços precisa de pessoas para servir, é por isso que ele chama setor de serviços. Então você trabalha no setor serviços, você tem, 4 funcionários. E esses 4 funcionários dão conta do trabalho. Você paga o salário de todos eles, os direitos trabalhistas de todos eles. Agora, porque tem 1 PEC. Foi aprovada. Agora, eles vão trabalhar dia a menos. Mas você continua pagando os meus salários, você continua pagando os meus direitos trabalhistas, com menos gente trabalhando. Então você vai ter que contratar mais pessoas certo? Pra continuar funcionando. É essa a matemática. É 1 PEC que força, o empregador a contratar mais pessoas. Gera trabalho legal. Faz sentido. Não, a outra a outra opção é, o comércio vai funcionar a quem? Com menos, menos carga horária. Isso, como que vai organizar? Eu vou contar pra vocês, né? Aquele serviço que custava x, vai passar a custar x mais. Por que que ele vai custar x mais? Porque existe gasto maior na contratação daquele funcionário, que não era antes necessário, porque se trabalhavam 44 horas semanais. Esse a mais, esse x mais, que vai ser repassado pro consumidor, vai vai afetar o seu salário, aquele salário que você achou que ia ser o mesmo trabalhando menos. Então o que que vocês estão permitindo? Vocês estão permitindo a geração do aumento do custo, o custo que vai ser repassado. Esse repasse do custo, olha só, vai tornar tudo mais caro. E aí? Se tudo está mais caro, como é que você vai justificar que você ganha o mesmo? É a mesma lógica da inflação. Na inflação você continua com ganhando o mesmo número, mas as coisas custam mais. Se as coisas custam mais você tem o mesmo poder de compra? Não. Se a gasolina aumenta real, e o seu salário permanece o mesmo, você vai comprar a mesma quantidade de gasolina? Não. O brasileiro, a maioria dos brasileiros, não tem reserva financeira. Se a gente fizer 1 pesquisa aqui dentro desse plenário, e perguntar olha, quem aqui tem ano de salário guardado na poupança? Ninguém vai conseguir levantar. Ah não, eu tenho graças a Deus, graças a Deus é o meu trabalho, né? Não, se você não quiser pagar meu salário é só não pagar mês que vem fera, fica tranquilo. Então essa é a lógica. A lógica é, todo mundo aqui está feliz, achando que vai ganhar a mesma coisa, trabalhando menos, só que vai gerar necessariamente aumento de custos e repasse para o consumidor. Então todos vocês vão ganhar a mesma coisa, e não vão conseguir comprar a mesma coisa. Vai gerar inflação, e o seu salário não vai crescer, tá? Essa é a lógica, é a lógica matemática. Quando quando, a a presidente foi questionada né, se houveram estudos, deixou claro que não. Eu falo, não eu vi a reportagem da vossa excelência. Com todo respeito no seu tempo

0:007:28
04 de dez, 19:02
#38
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

O que está sendo reproduzido baseado em isso O senhor é por 100 do deputado por gentileza. É 1 fake news porque na verdade eu me referia a 1 pergunta específica do jornalista sobre o preço dos medicamentos, não sobre estudos sobre a PEC. Ah a senhora fez estudo sobre a PEC? Isso vossa excelência pode responder. Mas a senhora fez o estudo sobre a PEC? Antes de propor? Nós temos vários estudos sobre essa PEC que a gente A senhora fez? Nós temos vários estudos Que bom. Isso significa Eu vou te contar como é que funciona não aí. Eu uso esse espaço pra prolongar fake news. Eu faço eu faço aquilo é o meu

0:000:36
04 de dez, 19:10
#39
Transcrição por IA

Se vossa excelência quiser responder a senhora tem o direito de resposta. Os estudos que foram feitos sobre as a diminuição da escala de trabalho eu cito aqui o mais bemsucedido, que é o estudo alemão. O estudo alemão fala em, 100 por 100 da remuneração, com 80 por 100 da carga horária, ou seja 1 diminuição de 20 por 100 da carga horária, com 100 por 100 da produtividade. Esse é o estudo alemão, que comprova que é possível você diminuir a carga horária. Todos os outros não comprovam isso porque não exige o compromisso da produtividade. O compromisso da produtividade é a única saída para manter o valor das coisas. Vocês conseguem entender essa lógica? Existe como manter produtividade com diminuição do tempo de trabalho no setor de serviços? Se garçom trabalha em turno de 10 horas, certo? Como é que ele vai manter a produtividade 10 horas que exige a presença física dele? Se ele vai trabalhar 8? Se ele não está lá. Não é possível. São 2 horas em que o estabelecimento não vai contar com a presença física dele. O que eu estou apontando é justamente isso. Eu não estou falando de redução de que não é possível fazer 1 redução de jornada de trabalho, em outros tipos de trabalhos. Né? Em programação. Se você programa e entrega a demanda, se você faz em menos horas, perfeito, maravilhoso. E aí que a gente chega no ponto ideal. Que é o que realmente deveria estar sendo discutido aqui, que é aquilo que é matematicamente comprovado, que é a remuneração por hora. É isso que o brasileiro quer. E eu estava vendo aqui tem umas 800 pessoas assistindo essa essa audiência pública na internet. E aí, 1 dessas pessoas falou, é, a única coisa que faz sentido é o trabalho por hora. Porque aí você que quer trabalhar mais e ganhar mais, trabalha mais e ganha mais, você que quer trabalhar menos, vai ganhar menos, porque é o justo, é o proporcional. É isso que eu acho curioso. A gente está aqui discutindo? Né eu até, quando saiu esse texto eu falei bicho, não tem não tem a matemática a conta não fecha. A galera não está pensando em coisa básica que é o ambiente custo. Coisa tão simples, né? Né? Então aquilo que realmente deveria ser discutido não não está sendo discutido. Então, a grande conclusão é, nesse plenário, que tem 4 pessoas usando símbolos do comunismo, aqui atrás para quem não está vendo, né? 1 ideologia genocida que matou mais de 100000000 de pessoas, mas está aqui, representando o comunismo. Né? Está ali olha, está lá foi esse batelo é que a câmera não pega, se a câmera pegasse e mostrava lá no fundo. Então é isso pessoal, esse é o é o o cerne da discussão que está acontecendo aqui na câmara. Aquilo que realmente deveria ser discutido não é, o que é discutido é 1 pauta populista que vai quiçá fazer sucesso na eleição de 2026. Muito obrigado presidente.

0:003:33
04 de dez, 19:10
#40
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Gente Falar isso aí é fácil hein deputado, eu preciso que o senhor me fale pra desses dados. Esta é 1 audiência para debater as questões trabalhistas, não para dar palco a quem vem aqui tumultuar. Eu peço que nós nos mantenhamos focados naquilo que interessa, todos têm direito. Todos têm direito a darem a sua opinião e a sua visão sobre o tema, mesmo que a sua opinião seja isso, está tudo bem. Nós temos que ouvir, ele tem o tempo regimental dele, ele falou no tempo dele, e a gente não vai como os covardios fazem, falam e saem, nós não vamos permitir com que isso prejudique o andamento dos nossos trabalho. Nós vamos continuar aqui com o propósito que nos trouxe até aqui, que é debater de maneira clara, propositiva, organizada esse texto junto aos trabalhadores, junto aos movimentos sociais e tentar buscar cada vez mais fortalecimento dessa ideia e desta proposta com o conjunto da sociedade, com os demais deputados pra que a gente possa ter a aprovação desse texto e caminhar no sentido de superar essa escala de trabalho. Os argumentos que nós ouvimos aqui são argumentos já conhecido desde o tempo da abolição da escravidão. Não se podiam abolir os escravos porque iria prejudicar, porque era inviável, porque não caberia, porque isso, porque aquilo. Tem pessoas que jamais compreenderão o impacto dos movimentos coletivos em prol da dignidade da vida do povo, quem nunca calçou a sandália do povo, quem nunca olhou pras pessoas com humanidade e com respeito. Então pelo amor de Deus né gente, deixa o deputado expressar a opinião dele, deixa o deputado colocar o ponto de vista dele de maneira deselegante mas o fez e assim a gente vai prosseguir sem ficar dando muita moral e perdendo tempo com gente que não vale a pena. Vamos continuar então. Vou chamar agora pra fazer uso da palavra a senhora Andressa Kati que é influenciadora social. Aí vamos lá. Vai lá. Provavelmente. Não foi vai lá. Eita coisa boa.

0:002:53
04 de dez, 19:14
#41
Influenciadora Social Andressah Catty
Andressah Catty

Influenciadora Social

Transcrição por IA

Agora, agora veio. Primeiramente boa noite, boa noite a todas, minhas imperfeições, eu estou muito feliz de estar aqui. E eu sou 1 influenciadora social, cujo meu público ele ultrapassa os 6000000 de seguidores mais concentrado dentro do TikTok. Quem diria que a geração mimimi como muitos dizem, nos fez estar aqui. A geração dos jovens que não querem trabalhar. Mas são esses mesmos jovens que foram até as redes sociais e colocaram 3000000 de assinatura numa petição pública para o fim da escala 6 por porque esses mesmos jovens e viram seus pais exaustos, viram simplesmente eles perderem momentos de família, momentos até mesmo entre eles porque o jovem ele está ingressando no no mercado de trabalho, mas ele se vê num cenário onde ele está sendo precarizado, explorado. E é por isso que a as gerações atuais elas não, elas não compram muito essa escala que é precária, que é sim escravocrata, que vem já de uns tempos extremamente arcaicos. Então eu falo com jovens de 13 a 24 anos, e é muito doido né como tudo isso começou através também de jovem como o Rick Azevedo através das redes sociais pra vocês verem, como é o alcance das redes sociais estamos estamos aqui justamente por isso. E o que eu gostaria muito de de pontuar, eu quero falar pouco em cima do que o deputado Marco Feliciano falou, né, eu sinto muito pelos ataques sofridos, rede social realmente é é ambiente muito, às vezes muito hostil né? E surgem ataques eu sofro com ataques justamente por falar de política por falar de pautas sociais por pessoas que são deixadas à margem nessa sociedade. Mas o que acontece o fato de, das pessoas estarem bastante ouvoriçadas nas redes sociais, é que o movimento Watt, pelo fim da escala 6 por conseguiu juntar trabalhadores de direita, de esquerda, de centro, de tudo quanto é ideologia possível e inimaginável, porque todos eles sabem o que é ter 1 carteira de trabalho nesse estado aqui, extremamente assinada, e chegar no ponto de você ter traumas psicológicos na qual, ou você morre com esses traumas, ou você tem minimamente pouco de privilégio pra você poder pagar terapeuta, acompanhamento psicológico, que muitos trabalhadores não têm acesso, isso é pouco discutido. Então as pessoas elas os trabalhadores brasileiros, eles se veem deixados à margem há muito tempo, desde que tivemos infelizmente, a nova CLT, lastimável CLT que trouxe infelizmente a uberização e a precarização do trabalhador brasileiro. Rebatando pouco a fala lá do Bonitão das Tapecas aqui que veio fazer o show dele. É exatamente bonitão das tapiocas. Vem dá o show e sai. Quando você encontra jovem de 30 anos com 1 carteira de trabalho nesse estado aqui. Aqui está sangue, aqui está aqui está renúncia, aqui está a falta de estudo, porque infelizmente até a minha faculdade eu tive que abrir mão pra poder trabalhar no shopping pra prover o sustento da minha família e da minha casa. E hoje como influenciadora, a primeira influenciadora que deu voz a este movimento, digo que o mundo real, a gente está no mundo real, deputado, a gente está no mundo real, mas por que que esse mundo real ele não pode ser menos cruel pra gente que é trabalhador? Por que que esse mundo real ele não pode olhar pras famílias? Então o que que acontece muito, principalmente com os deputados e parlamentares do partido de vossa excelência, é a fake news é a desinformação justamente pra trazer a desunião desses trabalhadores através das redes sociais. Então o que eu estou cansada de rebater falas arcaicas mentirosas com muitas falácias, é justamente porque, muita das vezes esses parlamentares querem a manutenção de Brasil cheio de retrocessos. E a gente hoje, o jovem brasileiro que fez a gente estar aqui, não aceita mais isso, não aceita mais o retrocesso. E países como França, Europa, que eu estive há pouco tempo, dá sim pelo menos mínimo de condição de trabalho mas eles vão às ruas, e é isso que a gente está tentando fazer, e é isso que os jovens estão fazendo. Então Então a gente vai brigar até o fim, e é necessário desmistificar todos as falácias e estamos aqui justamente pra isso, pra que há sim possibilidade para o povo brasileiro e para o trabalhador brasileiro. É aqui que eu finalizo. Forte abraço.

0:005:04
04 de dez, 19:17
#42
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Andressa pelas suas colocações passo então agora a palavra ao senhor João Vitor representando também o movimento. Olá. Oi, está ligado? Foi? Pessoal boa noite muito obrigado primeira.

0:000:15
04 de dez, 19:22
#43
Representante do Movimento Vida Além do Trabalho - Movimento Vida Além do Trabalho João Victor Alves Félix
João Victor Alves Félix

Representante do Movimento Vida Além do Trabalho - Movimento Vida Além do Trabalho

Transcrição por IA

Nossa deputada Érica Hilton por nos dar essa oportunidade né de conversarmos aqui na nossa casa sobre esse assunto que tomou o Brasil, que pautamos a nível nacional. E quero agradecer também ao meu irmão, amigo, Henrique Azevedo, a todo mundo que está assistindo com o olhar de de de expectativa, de vontade que isso aconteça, quero agradecer também quem está aberta ao diálogo, especialmente à classe trabalhadora, o principal interessado, e não caiamos em armadilhas que vão tentar nos colocar. Eu, me coloquei como advogado também sou da coordenação nacional do movimento Vida Além do Trabalho, e e foi muito engraçado 1 história, eu falar bem rápido sobre como é que começou pra mim, que chegou rapaz na minha casa determinado dia, que era balconista de farmácia, e quando ele me procurou ele falou que queria fazer 1 alteração na constituição porque, ele não conseguia acreditar que aqui esse essa escala que você trabalha 6 dias consecutivos pra ter dia de folga, isso não poderia parecer certo, isso não poderia parecer justo. E como é que você faria, como é que você atuaria dessa forma? Ele falou assim, o povo tem que se unir, a gente tem que se colocar como protagonista, a gente tem que se que que entender que eles que estão dependendo da gente, não é a gente está dependendo deles. E aí esse menino, esse rapaz se chama Henrique Azevedo está aqui do Linolato, e fizemos juntos a petição pública que hoje conta com aproximadamente 3000000 de assinaturas, e é mais 1 prova de que quando o povo quer, o povo consegue. E foi muito debatido, é muito debatido sobre a questão da economia. E existe 1 coisa chamada sobre filosofia do medo. Essa filosofia do medo que eles querem empurrar pra gente de colocar que a economia ela tem que ser antagônica ao trabalhador, como se o trabalhador ele não comprasse, como se o trabalhador descansado, ele não fosse para o shopping, como se o trabalhador descansado ele não consumisse, então assim, a classe trabalhadora e a economia andam em conjunto, não caiam em falácias, não caiam na filosofia do medo de que querem nos colocar. Não caiam, ok? E para além disso né, sobre todos os dados que foram falados aqui que eu acho que já deu pra entender que a ciência ela denota né que 1 pessoa descansada ela funciona muito melhor, as pessoas os meus colegas já trouxeram aqui a gente estava acompanhando pelo YouTube, enfim, pela transmissão, e, e é muito isso sabe? Eu e eu eu me indago muito de como que a gente precisa de tanto, pra reconhecer que na verdade isso está muito errado. Isso exaure pessoas. A CLT, ela foi avanço, histórico, só que ela ainda não chegou a proporcionar e possibilitar, né que aquela pessoa ela tenha aquele descanso remunerado e aquele descanso que seja atendido pra realmente descansar. 6 dias consecutivos, trabalhando em dia de descanso, 4 dias de folga em mês pessoal. Calculem isso em ano, é muito pouco. E muitas vezes as pessoas que possuem essa escala, em 1 semana, debatem porque tem isso em mês. Então de novo, não caiam na filosofia do medo que querem nos empurrar. Foi assim na escravidão, foi assim na implementação do décimo terceiro salário, foi assim também na obrigatoriedade do aviso prévio. É sempre o mesmo discurso, é sempre o mesmo discurso. Então eu finalizo trazendo, EEE evidenciando que a constituição nos garante que todo poder ele emana do povo, e todo poder emana de nós, muito obrigado.

0:004:15
04 de dez, 19:22
#44
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Obrigada, deputado não é, obrigado João Vitor pela sua pela sua pela sua contribuição a essa audiência pública, quero passar então a palavra agora a nossa vereadora por São Paulo, Amanda Pascoal.

0:000:20
04 de dez, 19:26
#45
Vereadora em São Paulo Amanda Paschoal
Amanda Paschoal

Vereadora em São Paulo

Transcrição por IA

Olá, tá tá ligado? Olá pessoal, boa noite a todos, tá ligado? Só som? Boa noite a todos, queria saudar a mesa, saudar a todos os presentes, sobretudo ao movimento, vida além do trabalho, movimento tão fundamental, que tem pautado, tem trazido ao debate público, essa o fim dessa escala que é 1 escala desumana, e 1 escala que vitima não somente 0AA grande maioria dos trabalhadores, mas os trabalhadores mais precarizados com os menores salários. E nós sabemos que quem tem acesso a esses menores salários, são são os trabalhadores oriundos das periferias, às negritudes, às LGBTs, às mães solo, e nós precisamos nos organizar, nos articular pra garantir que essa escala acabe. Se organizar direitinho todo mundo consegue folgar. É lógico que a gente precisa de estudo, precisa de diálogo, mas o preço pela economia e pelo futuro do trabalhador sempre foi considerando apenas o lado do empresariado. O trabalhador sempre paga o preço. E isso nós vimos nas últimas reformas trabalhistas que foram aprovadas tanto em 2017, em 2000 e em 2020 e Eu queria saber aqui se foram feito falas em que o trabalhador e o empresariado precisavam ser escutado os 2 lados da mesma moeda precisavam ser precisavam ser escutados pra gente colocar esse debate em pauta. Eu gostaria de saber se na hora que as reformas trabalhistas foram aprovadas nessa casa, foram escutados os trabalhadores e trabalhadoras do nosso país, que levam esse país nas costas. Os trabalhadores e trabalhadoras precarizados e as reformas que baratearam as demissões e rifaram os direitos trabalhistas no nosso país. Nós sabemos que muitos setores, setores fundamentais, eu gostaria de saudar aqui setor fundamental que é o setor de serviços gerais que é extremamente desvalorizado e que vive na maioria da na maioria das vezes nessa escala, que é 1 escala que não permite que as pessoas descansem e também promovem a manutenção de verdadeiro sistema de castas, onde ninguém consegue evoluir pra estudo ou pra mudar de vida. Isso é sistema que a gente precisa combater e estamos nos articulando não só com o poder público, mas também com a sociedade civil. E foi dito aqui também por por dos deputados que nós estamos pensando, esse movimento está pensando nas eleições de 26. Trabalhadores e trabalhadores do do Brasil não se enganem, não achem que essa é 1 pauta ideológica. É lógico que a esquerda sim, a esquerda brasileira é comprometida com o futuro dos trabalhadores e nós precisamos garantir que a pauta a pauta do do fim da escala 6 por seja de todos os trabalhadores e trabalhadoras, não é 1 pausa ideológica da esquerda, é 1 pauta de quem tem compromisso com quem constrói esse país, que são os trabalhadores e trabalhadoras do nosso país. Vamos seguir na luta nos articulando pra colocar esse projeto em pauta e garantir que a gente consiga acabar com escala que prejudica tanto a saúde física e mental dos trabalhadores e trabalhadoras do nosso país. Muito obrigada. Obrigada.

0:002:56
04 de dez, 19:27
#46
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Amanda Pascoal, ai gente não sei alguém pega esse microfone. Vou, vou passar agora pro senhor Márcio Andrade, representando a central dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.

0:000:22
04 de dez, 19:30
#47
Representante da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil-CTB Brasil - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil-CTB Brasil Márcio Ayer Correia de Andrade
Márcio Ayer Correia de Andrade

Representante da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil-CTB Brasil - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil-CTB Brasil

Transcrição por IA

Queria agradecer o convite agradecer, às deputadas pelo convite agradecer ao Henrique Azevedo meu amigo lá do Rio de Janeiro, né a todo o movimento Watt. Está aqui representando a CTB, Central dos Trabalhadores do Brasil, das trabalhadoras do Brasil e também o Sindicato dos Comerciais do Rio de Janeiro, o segundo maior sindicato dos trabalhadores no comércio, do Brasil. E que passou por momento de quase 48 na mão de, na mão de 1 família, que através de 1 intervenção, retornou pras mãos dos trabalhadores. E falo, né como o comercial que sou com 1 experiência de quase 20 anos né, tanto no comércio quanto, no trabalho de telemarketing, então conheço e sei muito bem como é o desafio de trabalhador brasileiro submetido à escala 6 por E queria compartilhar com vocês aqui algumas questões questões importantes. A gente sabe né que a, a CLT ela prevê 44 horas semanais. A gente viveu esses anos de reforma trabalhista, né onde permitiu a negociação direta para o empregado, né nos caso de banco de horas. Né que prevê inclusive, né a possibilidade das horas extras não serem pagas e compensadas. A gente sabe que temos 1 massa de trabalhadores, todos os dias, que adoecem, que são prejudicados, que passam mais de 2 horas no translado casa trabalho trabalho casa. Quem é comerciário sabe, né o que é você pegar ônibus numa cidade na região metropolitana do Rio, de 34 quilômetros você passar 2 horas e meia, muita das vezes com os ônibus lotados. E quem aqui nunca dormiu né cochilou pra botar o braço segurando no no ônibus e cochilar pra poder chegar ou até voltar pra casa? Essa é a realidade da de milhares de trabalhadores todos os dias. Falo novamente. E falei isso há pouco há poucos dias com relação a algumas posições, considerando a questão de 1 possível negociação coletiva, entre trabalhadores e empregadores, patrões, nas relações sindicais. Isso não existe hoje gente. As reformas trabalhistas foram muito duras. Querem retomar o poder de negociação? Revogue tudo que a reforma trabalhista trouxe. Revogue. Volte à ultratividade das normas coletivas, pra que os sindicatos ou aquela negociação que previu garantias, não passa aquele período e acabe por si só e comece tudo do 0. Volte com as outras questões que envolve inclusive a retirada dessa negociação direta, patrono e empregado, pra banco de horas e pra inúmeras outras questões. Né? A gente ouviu alguns falando disso que, ah vivenciou período que houve redução de jornada pra algumas categorias. Mas me pergunto no dia de hoje, essas categorias têm condições de discutir, com os seus empregadores 1 negociação pra redução de jornada? Isso não existe. E há os setores patronais estão todos já alinhadíssimos nesse mesmo discurso, deputada, né do caos né da desordem total econômica, né todas as associações supermercadistas, de CDLs do Brasil inteiro, começaram esse mesma linha de discurso de que qualquer mudança, qualquer dia mais de folga, irá trazer caos econômico, né que as pessoas vão ter redução de salário, vão ter desemprego, e não tem jeito, essa sempre foi a falácia deles ao longo da história. E é claro que a gente precisa ter debate aprofundado. É claro que a gente sabe, né das dificuldades que é, né o comércio em geral, né qual é a lógica? A lógica do comércio em geral é, quanto mais aberto eu tenho né o comércio, mais eu consigo gerar lucro. E aí qual é a lógica né dentro desse contexto, é quanto mais eu tenho lá o trabalhador né submetido à jornada extenuante, eu consigo garantir a minha margem de lucro. Disse que todo o comércio precisa abrir de 6 da manhã até 10 11 hora da noite, todos os dias, inclusive domingos e feriados. A gente vivenciou país numa época, que o comércio não não não abria os domingos. E isso não quebrou o país na época. A gente vivenciou inclusive que o feriado, os trabalhadores tinham enormes condições, de enormes garantias em negociação, 100 por 100, folga, mais abono, várias outras. O que se viu depois da reforma? A perda de todos na na sua maioria desses direitos. Trabalhadores que tinham 12 por 36 que como trabalha feriado, recebia adicional passaram a não receber. Trabalhadores inclusive que tinham também a questão do feriado que a empresa garantia somente 1 folga. Pra vocês terem 1 noção eu queria pedir só mais pouquinho de tempo. Na campanha salarial dos comerciais desse desse ano, né que se encerrou com o ganho real de reajuste, e a manutenção dos direitos anteriores da da convenção anterior, nós discutimos 1 proposta de reduzir a jornada dos comerciários nos domingos, e nos feriados, especialmente para o setor de supermercado. Sabe qual foi AAA posição dos patrões? Vamos manter como está porque o que vocês querem aí nós não vamos dar, e vamos levar pra dissídio e não vai ter convenção coletiva. Essa é a realidade. Se não conseguir negociar negociar e garantir, os direitos são completamente perdidos, tudo o que já conquistou. Essa não é a realidade então por isso que eu acho que a gente precisa ter debate franco, direto, em diálogo, sem falácia, sem mentiras, sem terrorismo, pra que a gente possa avançar e o trabalhador conseguir ter descanso pra poder ter vida além do trabalho. Então muito obrigado aí e agradeço a todos, valeu.

0:006:08
04 de dez, 19:30
#48
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Obrigada, obrigada Márcio, pela sua contribuição importante, né? 1 análise depois enfim eu faço as minhas considerações finais para que a gente não vá se alongando. Quero cumprimentar os vereadores Anderson e Alex Bulhões da Serra do Espírito Santo cidade de Serra, do Espírito Santo, que estão aqui presente desde o início acompanhando as nossa audiência pública obrigada pela presença muito importante assim como a todos os demais temos representantes importantes da sociedade civil de organizações que estão aqui acompanhando esse debate longo, né, que tem trazido muitos diferentes agentes pra fazerem as suas colocações sobre a importância desse tema, e sobre a necessidade de que o Brasil avance sem terrorismo, sem pânico, sem desespero, mas que dê 1 resposta a problema real, a problema concreto, que não pode ter a a discussão de 1 série de outras coisas colocada como prioritária pra além da dignidade, do descanso, da qualidade de vida e do olhar sobre o trabalhador. E com isso pra concluirmos essa mesa e depois passarmos aos nossos deputados inscritos, faço convite agora na verdade passo a palavra ao senhor, a vossa excelência, vereador eleito na cidade do Rio de Janeiro, Rick Azevedo. Eu estou achando tão estranho Ricardo Azevedo, mas é o Ricardo Azevedo mais conhecido popularmente como o Rick Azevedo. Só você tem a palavra. Ah, vou ver se vai. Foi. Foi. Foi? Olá pessoal boa noite. Quero primeiramente pedir desculpa pelo atraso, né e tive problema e aéreo como a deputada Érica Hilton disse também é problema, mas o que é esse problema diante do trabalhador que pega ônibus lotado todos os dias né? Pequeno atraso no aeroporto não é nada diante do problema que temos que debater é perrengue chique mas é

0:002:19
04 de dez, 19:36
#49
Vereador no Rio de Janeiro Ricardo Azevedo
Ricardo Azevedo

Vereador no Rio de Janeiro

Transcrição por IA

Perrengue que nem deveria ser citado. A gente está aqui pra falar de perrengue real né? De mundo real né deputado? Como vossa excelência disse. Então eu quero agradecer a presença de todos. Quero cumprimentar esta casa que é a casa do povo. Em nome dos trabalhadores do comércio, do setor de serviço e do varejo. Estou aqui falando de trabalhadores de supermercados, de farmácia, de posto de gasolina, de call center, de shopping, os trabalhadores de base da pirâmide merece sim 1 vida além do trabalho como o outro deputado passou aqui né vossa excelência disse que não tem como 1 escala mais justa para o setor de serviço porque essas pessoas estão para servir discordo totalmente 1 pena que o deputado falou e saiu porque ele deveria me ouvir agora. Estou aqui pra falar que essas pessoas não vai abrir mão de debate correto, de debate sincero, de debate responsável, de debate que venha trazer vida além do trabalho para essas pessoas porque eu me recuso a acreditar que a vida é somente servir aqueles e aquelas que já são privilegiados. O nobre deputado falou dos seus perrengues também na sua vida anteriormente, né? Mas imagino que agora o senhor não enfrenta tantos perrengue deputados, o senhor pode trabalhar 7 por 0, mas o senhor tem estrutura, deputado. Então a gente está falando de pessoas que não conseguem sequer ter 1 vida além do trabalho. O senhor fala tanto de família, o seu partido fala tanto de família e é sobre essas famílias que viemos falar porque essas família merecem vida além do trabalho. O senhor gosta de passar Natal com a sua família deputado? Agora neste momento no comércio aproveito pra fazer 1 denúncia né? Coitado dos empresários, coitado porque aqui no mundo se fala a gente tem que ouvir os empresários, os coitadinhos não são ouvidos aqui dentro desta casa, os os pobres coitados não entram aqui e fazem o que bem quer nesta casa. Coitado, deixou aqui né o meu lamento pelos pobres coitados que sequer não podem entrar nesta casa e fazer as suas negociações. Quem não entra é a gente deputado, quem não tem não entrava porque agora a gente está entrando e a gente chegou pra ficar, tá? Então eu venho eu venho dizer, eu venho dizer pra vossa excelência, né, eu queria também falar pro outro deputado né, porque, né, a vossa excelência veio aqui e falou, né, as suas, né, as suas narrativas falaciosas como sempre, e saiu, né? Mas, então a gente está aqui falando de vida, de trabalho, essas pessoas não podem ser submetidas a modelo de trabalho que tira as suas dignidades. Imagino que a gente poderia fazer teste aqui para os deputados que defendem essa escala, que defendem a produtividade, que defende que sim, enquanto mais trabalho, mais sucesso você tem, a economia vai ser fortalecida. Vamos fazer teste com os nobres deputados de de segunda a sábado por exemplo? Eu toparia, gostaria de acompanhálos. Então a gente está falando aqui, gente está falando aqui de modelo de trabalho que é resquício da escravidão. Por isso que eu falo em alto e bom som. Escala 6 por é 1 escala escravocrata. É a manutenção da escravidão neste país. É a manutenção de modelo de trabalho que escraviza a sucateia e que não deixa a classe trabalhadora ter vida além do trabalho é o mínimo deputado a gente está falando das pessoas poderem ter lazer, a gente está falando das pessoas poderem ir à igreja e ir ao culto, a gente está falando das pessoas poderem organizar almoço de família, a gente está falando de trabalhadores que não conseguem sequer organizar a própria ceia e agora estamos no período do do do Natal. E feliz Natal feliz Natal pra quem exatamente? Né? Aí agora no Natal está todo mundo mandando cartinha, todo mundo ah vamos aqui doar 1 cesta básica e não estou criticando que eu acho que sim, a gente pode fazer doações, mas a gente tem que fazer mudanças efetivas, e não tratar questões problemáticas através de migalhas. A gente não está aqui pra pedir migalhas porque a gente sustenta essa casa, a gente sustenta a sustenta a boa vida dos nobres deputados, então a gente merece o mínimo. E aí deputado quando eu cheguei também ouvi 1 fala do senhor eu não escutei direito mas parece que foi bem isso que o senhor disse que não foi bem isso que vossa excelência quis dizer né que tu senhor não estava falando que as pessoas não têm que trabalhar até a exaustão mas foi o que vossa excelência disse deputado vossa excelência disse numa comissão que era para provar esta audiência deputado O senhor tentou tirar essa audiência de pauta deputado. Então vocês pagam de pobre coitados que a gente tem que ser ouvido, a gente está aqui pra ouvir. É por isso que nós estamos dentro desta casa pra fortalecer o debate, pra viabilizar o debate e escutar agora fala monte de pesquisa temos pesquisas temos estudos está na PEC e aqui também eu tenho posso deixar no nos gabinetes né pros nobres deputados dar 1 lida porque parece que não leram não é possível que vocês estão ignorando o globo, vocês estão ignorando a tendência mundial, o mundo se fala na diminuição da jornada de trabalho, os o o mundo se fala que a diminuição na jornada de trabalho aumenta a produtividade, Os países que já estão com nova jornada de de trabalho já estão com resultados positivos pra economia que vossas excelências estão falam e aí querem separar a economia do trabalhador que história é essa deputado? Como é que vocês querem tanto falar de economia sem ouvir o trabalhador sem trazer os trabalhadores aqui porque assim tentaram barrar essa audiência essa audiência dependendo da boa vontade do deputado que aqui está presente essa audiência não aconteceria eu estou mentindo não estou mentindo. Então só pra finalizar, esse debate é debate sério, é debate da classe trabalhadora, é debate daqueles e aquelas que sustentam este país. É debate das pessoas que estão aqui organizadas, organizado com a petição com aproximadamente 3000000 de assinaturas e esta casa não pode e não vai ignorar o que nós estamos exigindo. Não estamos aqui pra pedir favor, não estamos aqui pra pedir migalhas, estamos aqui pra exigir o fim da escala 6 por E muito obrigado Erika Hilton. Obrigado.

0:006:42
04 de dez, 19:39
#50
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Obrigada, Rick Azevedo. Primeiro pela sua contribuição nesse momento, mas antes disso, pela provocação que você fez ao nosso mandato e ao e por consequência à sociedade, provocando essa reflexão, provocando esse incômodo, transformando a sua realidade particular subjetiva individual, em processo e coletivo organizando 1 demanda que se viu e se demonstrou profundamente latente no seio da sociedade, 1 demanda que extrapolou como a 1 demanda que extrapolou como a Amanda muito bem colocou as linhas sobre direita ou esquerda e tentou organizar a classe trabalhadora, o país, os trabalhadores precarizados, mas obviamente puxada, provocada e promovida pelo setor da esquerda, que é quem sempre teve esse olhar, quem sempre pautou esse debate e quem sempre esteve preocupado com as demandas da classe trabalhadora nesse país. Você fez movimento extremamente histórico, necessário, urgente e sempre terá a nossa a companhia dos deputados que entendem a preciosidade dessa discussão, seguiremos lutando muito contra qualquer narrativa fictícia, falaciosa, mentirosa, enganadora, fictícia, falaciosa, mentirosa, enganadora pra que esse debate avance dentro do parlamento, mas também no conjunto da sociedade. Eu tenho certeza que aqui nós avançaremos com ele, mas sem sombra de dúvida nenhuma. Esse já é debate vitorioso na sociedade, esse já é debate vitorioso aos olhos dos trabalhadores brasileiro. E agora nós temos que tornálo vitorioso também com o nosso texto aqui na Câmara dos Deputados. Quero chamar então pra fazer os, desculpa deputado, o senhor tinha me pedido mesmo minuto, eu vou pedir pra que o senhor seja porque o senhor falou por quase 20 minutos e ainda o senhor me pede mais minuto.

0:001:46
04 de dez, 19:45
#51
Transcrição por IA

Regimental que foi permitido, eu fui citado pela influenciador, eu fui citado por ele, e eu preciso responder Por favor. Eu quero dizer ao Ricardo, Rick, que eu vou lhe dar o direito adulto que você não chegou e não ouviu a minha explicação completa, peço que você assista tanto é quando você perguntou todos se calaram porque todos entenderam. Então a gente eu entendo o momento de cansaço mas problema de cognição é muito isso é terrível, tem que compreender o que a gente fala. Isso aqui é 1 casa de debates, nós tivemos aqui 1 sessão acalorada, como você não esteve aqui quando foi votado essa audiência pública, eu sou deputado que sempre defendi aqui qualquer tipo de debate todo, seja até o que eu não gosto. Foi 1 questão de obstrução porque a presidente não respeitou naquele momento a a nós que estávamos aqui da da oposição. Foi por isso, somente por isso. Tanto é que eu estou aqui. Cheguei aqui às 4 horas, 1 hora antes de começar o debate sentados, estou aqui há quase 4 horas ouvindo, pra no último momento ver você me atacar de maneira gratuita. Não é assim que vocês vão, presidente, presidente, presidente eu estou com a palavra. Ele agora foi eleito vereador com com com certeza vai começar a aprender como funciona a casa, como funciona o regimento. Senhora presidente, eu quero dizer a Amanda que ela falou quando foi votado aqui a questão do da lei trabalhista, vieram aqui empregados e patrões. O problema é voto, não tem voto, quando tem voto se vence, se aprova qualquer coisa, quando não tem voto, não se vence, não se aprova. Então, não adianta jogar pra plateia. Aqui é a casa do debate, mas o debate a nível intelectual. Eu agradeço a oportunidade que você nem se me deu. Fiquei aqui por 4 horas, aprendi muito. Fica aqui a minha sugestão pra seminário. Meus companheiros deputados estão aqui, sabem, eu não discuto, eu não brigo, eu não xingo. Mas pouco te respeito com a gente. Eike, desculpe se eu olhar ataque de alguma forma, mas entenda, eu não fiz por maldade, foi 1 questão política, você como vereador agora vai entender. Tanto é que eu estou aqui? Disse à deputada, pode contar comigo para o que der

0:001:51
04 de dez, 19:47
#52
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Deputado, deputado Feliciano. Passo então agora a palavra a aos nossos inscritos começando pela deputada Sâmia Bonfim.

0:000:08
04 de dez, 19:49
#53
Transcrição por IA

Bom obrigada presidente queria te cumprimentar pela pela realização dessa audiência, também pela proposição da PEC pelo fim da escala 6 por cumprimentar a nossa vereadora eleita Amanda Pascoal em São Paulo todos os membros da mesa, representantes do movimento VAC, Waach e o Rick Azevedo, nosso vereador eleito na cidade do Rio de Janeiro também está encabeçando esse forte movimento nas redes, nas ruas do Brasil, e que conseguiu como já foi muito bem dito aqui pautar debate na sociedade tão fundamental que é a retomada no centro das discussões sobre os direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores desse país. É inadmissível que parlamentar venha aqui a essa tribuna pra dizer que esse é movimento de pessoas que não querem trabalhar. Muito pelo contrário, são pessoas que trabalham muito, que tiveram a sua infância e a sua adolescência vendo os seus pais, as suas mães, trabalhando exaustivamente e que desde muitos jovens estão submetidas a 1 mesma escala e 1 mesma lógica de exploração do trabalho. São pessoas que ao contrário, querem na verdade ter dignidade, querem poder exercer os seus direitos, tempo com a sua família, lazer, cultura, tempo pra poder se dedicar à sua saúde física, à sua saúde mental, ao esporte. Quem não trabalha na verdade, é parlamentar que passa o dia desfilando pelas comissões pra destilar o ódio, pra destilar a violência. O trabalho de parlamentar aliás é ouvir o que diz o povo brasileiro. E o povo brasileiro se movimentou nas redes sociais e nas suas para dizer que quer sim a tramitação da PEC pelo fim da escala 6 por e foi por isso que foi possível conquistar o número de assinaturas. Aqueles que não trabalham são aqueles que estão de ouvidos fechados pro que dizem as ruas desse país. Aliás, sim, o empresariado consegue aprovar as suas pautas aqui no Parlamento, porque o empresariado não precisa ir pras redes sociais, levantar a hashtag, pressionar às vezes inclusive constranger deputados pra que assinem 1 PEC. Deputados não precisam fazer greve, aliás, empresários não precisam fazer 1 greve forte como foi a greve da Pepsi que conseguiu abolir 1 semana no mínimo da escala 6 por da sua jornada de trabalho, claro que a luta vai seguir, mas foi 1 vitória fundamental pros demais trabalhadores do Brasil se inspirarem, conhecerem o caminho da da luta, saber que é possível lutar, e é possível sim vencer apesar das pressões, apesar da ameaça de repressão. Empresariado consegue sentar aqui na salinha, entra pela frente, vai direto pra sala do presidente, não precisa pressionar, não precisa fazer luta porque seus interesses são atendidos. Agora por exemplo no Congresso Nacional se discute a possibilidade de ataque ao ao salário mínimo, com a possibilidade de redução do que é o reajuste do salário mínimo, de dificultar o acesso por exemplo ao FGTS pra somente trabalhadores que ganham até salário mínimo e não mais 2 salários mínimos. Os que defendem essa proposta, não precisam ir pra luta, não precisam se enfrentar com ninguém, são bem recebidos com tapete vermelho e é por isso que sim, o movimento social e a classe trabalhadora têm os seus métodos de luta, e no último período mostrou que é possível pautar o debate na sociedade, ainda que alguns tenham dito que classe trabalhadora não existe mais, que a esquerda não existe mais, que os métodos de mobilização estão no passado, se colocaram na ofensiva mostraram que é cada vez mais urgente lutar em VC. Porque enquanto alguns são se reúnem nessa linha pra ter os seus privilégios e as suas benesses garantidas, quem trabalhou a vida inteira, quem viu seus pais, suas mães trabalhando a vida inteira, sabe que não vai mais ser submetido a 1 mesma lógica, e que está na hora de pautar que as trabalhadoras e os trabalhadores merecem respeito, merecem dignidade, merecem estar com a sua família, chegam em casa inclusive as mulheres pra trabalhar de novo no cuidado com seus filhos, no cuidado com a casa, e essa é 1 jornada e ritmo de vida que não vai mais ser estabelecido eternamente por todas as gerações. Por isso, parabéns a esse movimento, contem conosco pra pra seguir na luta pela tramitação aqui no congresso, nos lugares onde estiver greve, onde estiver mobilização, estaremos presentes pra apoiálos, obrigada.

0:004:06
04 de dez, 19:49
#54
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Imagina deputada, a gente sabe que o tempo aqui corre contra a gente, né? Obrigada deputada Sami, é Bonfim. Passo então agora ao deputado pastor Henrique Vieira, que tem o tempo de inscrição e tem acréscimo pelo tempo de liderança, acho que somamse 8 minutos. Antes de de começar, são

0:000:21
04 de dez, 19:53
#55
Transcrição por IA

Tempo de líder de governo mais 3 de inscrição dá 11 mas eu queria fazer 1 proposta que é comum aqui na casa, queria dividir o meu tempo de líder com o Guilherme Boulos. Ótimo. Então eu quero usar 4 minutos do tempo de líder do governo mais 3 de inscrição portanto falando 7. Então 7 minutos pro pastor Henrique.

0:000:19
04 de dez, 19:53
#56
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Que já trouxe a matemática pronta, que já trouxe a conta fechada. Então são 7 minutos pro pastor Henrique. E 7 minutos pro deputado Guilherme Boulos. Com 15 minutos de tolerância da presidente. Não, sem nenhum minuto de tolerância. É 7 minutos rodando agora, pastor Henrique Vieira.

0:000:21
04 de dez, 19:54
#57
Transcrição por IA

Parabéns pela audiência, Érica, parabéns ao movimento Watti, parabéns ao acompanhando Rique, fundamental o que está acontecendo nesse país, pauta absolutamente justa. Inclusive os argumentos de dos deputados que estava aqui, que quis provocar o tempo inteiro para tirar 1 fotografia, parabéns à nossa inteligência emocional de não cair na provocação dele naquele momento. Os argumentos foram os mesmos usados pelos escravocratas para impedir a libertação do povo negro, assim a mesma Ai será que fui eu desculpe Henrique perdão. Se puder dar aqueles 15 minutos de tolerância então? Tá. Então o argumento era a mesma linha de raciocínio Rick, de quem dizia que o Brasil ia quebrar, a economia não ia funcionar se houvesse a libertação do meu povo escravizado naquele contexto histórico. As conquistas vêm com organização, com mobilização, com luta popular e com perseverança, e de fato nós não vamos desistir. E queria inclusive fazer 1 proposta aqui ao movimento Vida Além do Trabalho, porque o estado é laico, basta o bom senso, cidadania, senso de justiça, empatia para defender essa pauta. Mas eu quero dialogar com 1 base muito popular precarizada e explorada desse país que sabe onde está também? Lotando as igrejas. Nós poderíamos panfletar na porta das igrejas, não dentro porque acho que tem 1 dinâmica que nos diferencia do que eles fazem, respeitando a liturgia e o lugar de culto, mas eu tenho certeza Boulos, que grande parte das pessoas que frequentam as igrejas está sofrendo na escala 6 por É muito importante que esses religiosos falem para a sua base, que eles são contra isso, e é muito importante que nós estejamos na porta das igrejas conversando com esse povo trabalhador e colocando a contradição da bancada evangélica aqui. Então faço essa proposta não no sentido da provocação e da sátira, mas da humildade do trabalho pedagógico e da conversa com a classe trabalhadora que também está dentro das igrejas. Não estou propondo chegar na base da sátira, mas do diálogo. Vai botar 1 boa contradição pra eles, na minha opinião. E quando falo em defesa da família e nós defendemos famílias nos diversos formatos porque família é construção de vínculo e de amor, nossa, essa pauta é pura defesa da família. Como pensar em família sem tempo de educação, de vínculo, de carinho, de cuidado, de descanso? As famílias são destruídas por conta desse regime de trabalho, se você pega o transporte público ineficiente. Se você pega o tempo de trabalho, cansaço físico, cansaço emocional e escassez de tempo pra ter convívio de qualidade em casa, é isso que está destruindo as famílias do nosso país. Então dizer, inclusive pra essa base, que o fim da jornada 6 por é 1 pauta de defesa das famílias nesse país, e mais 1 vez colocar 1 contradição pedagógica, didaticamente pra esse campo que tem muito voto aqui no parlamento brasileiro. E ainda vou terminar, quem conhece a dinâmica do meu trabalho e do meu mandato, Rick, pessoal do WAT, dos movimentos sociais, Érica então, que a gente tem aqui 1 parceria há muito tempo, eu sou defensor do estado laico, basta a constituição, e a experiência religiosa vai orientando as nossas vidas individualmente. Mas tem 1 tarefa minha aqui, que é fazer 1 disputa de valores para conversar com o nosso povão que carrega a espiritualidade no coração e parte do nosso povão trabalhador e explorado 1 espiritualidade cristã e evangélica. É 1 tarefa da minha vida e do meu mandato como discípulo do Jesus negro da periferia de Nazaré. Henrique, olha que curioso, 1 das bases fundacionais da tradição bíblica, é quando o povo estava sendo escravizado e explorado e diz literalmente o texto bíblico que Deus escutou o gemido daquele povo e desceu para libertálo. Isso não é texto isolado, é 1 memória fundamental e fundamental da tradição bíblica. Deus escuta o gruído, o gemido, o lamento, o grito, a dor desse povo e desce para libertálo. Esses movimentos na história de luta por liberdade, por dignidade, por cidadania, por vida digna, eu, bebendo nas fontes da espiritualidade, dialogando com o povão, entendo como o movimento de Deus na história. Mas tem detalhe que eu quero pegar dessa história, 1 vez eu até contei numa das minhas conversas com Boulos essa história Boulos é muito atento às minhas histórias e anedotas bíblicas. Sabe na caminhada Érica, a caminhada rumo à libertação foi cheia de boicote, cheia de ameaça, cheia de violência pra intimidar e amedrontar o povo. Vários foram os momentos de fraqueza pensando em desistir Gabi, e tem determinado momento dessa trajetória bíblica, olha o que acontece. O povo caminha, tinha 1 liderança política lá que era Moisés, que viu o sofrimento do povo saiu do palácio e foi se organizar com o povão, e olha o que acontece Tarcísio, na frente o mar, fechado. Atrás o exército vindo atrás pra trazer o povo de volta pra aquele regime de exploração e escravidão. No coração do povo o anseio por liberdade e por 1 terra de paz. Só que na correlação de forças não tinha muito o que fazer. O mar na frente fechado, o exército atrás chegando, o povo se rebelou e foi reclamar com Moisés. Moisés, se organizou esse protesto, esse projeto, esse processo, esse sonho, e agora a gente vai literalmente morrer na praia. O mar, o exército, não dá pra disputar, acabou. Moisés ficou assim muito preocupado e foi falar com Deus, Deus, realmente complicou. O que você colocou no nosso coração esse senso de justiça, esse amor próprio e coletivo, esse sonho de liberdade aparentemente a gente vai perder. Sabe o que diz a tal tradição bíblica que muitas vezes é utilizada para oprimir? Disse Deus a Érica, diga ao povo que marche. Mas tem detalhe, o mar estava. Fechado. Então não foi o mar se abriu, e depois o povo passou. O povo caminhou, e depois o mar se abriu. Não importa o que eles digam, vamos marchar, vamos nos organizar, vamos caminhar e vamos produzir o milagre na luta. Diga ao povo que marche, esse movimento é recado histórico com perseverança, mobilização, o mar vai se abrir, a terra prometida vai chegar e nós vamos ter tempo de liberdade. Olha, suri canta lá Baçurias. Ela disse em línguas estranhas, Henrique, mais 15 minutos. Então gente, o que acontece? Obrigada pastor Henrique Vieira, pela sua contribuição e pela sua e pelo seu

0:007:40
04 de dez, 19:54
#58
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Né? Da moral, do valor, da ideia bíblica, não de 1 maneira massacrante, intolerante, pesada, mas de 1 maneira libertadora e pra ser consumida de maneira individual e a gosto do freguês. Quem quer consome, quem não quer não consome, mas você o faz de maneira brilhante e sem os 15 minutos a mais com toda a certeza. E agora, passo ao nosso nobre deputado, Guilherme Boulos que tem o tempo de inscrição, mais o tempo cedido pelo gesto do nobre deputado pastor Henrique Vieira. Obrigado Érica, obrigado.

0:000:40
04 de dez, 20:02
#59
Transcrição por IA

Henrique pela pela generosidade aí com o tempo, pela pregação, que fez aqui pra nós, eu queria primeiro cumprimentar e parabenizar o movimento Wate, em seu nome Rick, seu do João, da Priscila que eu não sei se está aqui ainda, de de todas as lideranças que construíram isso com a cara e a coragem, sem sem as condições, básicas pra organizar movimento, né? Vocês foram e e fizeram, deram a cara, se arriscaram, arriscando emprego, arriscando sustentação financeira, e ajudaram a construir 1 pauta que está determinando o debate público no Brasil nesse fim de ano e eu tenho certeza que vai também determinar o debate público no ano que vem. Porque tem 1 coisa que quando estourou na rede social a pauta da escala do fim da escala 6 por eu vi muita gente comentando dizendo puxa, né, conseguiuse abrir o debate, que bom, como se isso fosse apenas a finalidade, abriu o debate, mas a finalidade, que nós temos nesse momento, é aprovar a PEC de autoria da Erica Hilton. Não é apenas fazer debate simbólico. É a gente conseguir resultado efetivo. Isso vai implicar muita luta, muita mobilização, muita organização ao longo desse processo. Eu queria, dizer que eu acho que o mais importante, do que já se fez até aqui, foi demarcar e dividir 1 linha de quem está de cada lado. Às vezes na política não é tão nítido a gente perceber o lado de cada Por quê? Porque os discursos se confundem, porque nem sempre aquele que, tem lobby com grandes empresários, que está aqui pra defender grandes interesses, deixa isso claro, aliás normalmente não deixa. O discurso, não é, é discurso como se todos defendessem o povo e os trabalhadores. Quando é que você separa o joio do trigo? Separa o joio do trigo quando entra 1 pauta concreta, objetiva, que quem defende o trabalhador está dum lado, quem é contra o trabalhador está do outro. O fim da escala 6 por é 1 pauta concreta, objetiva e que define lados. E por isso é bom, que a gente possa nesse debate até ouvir aqueles que se opõem, porque quando se opõem de maneira direta e franca, também mostram de que lado tão. O argumento, o ataque melhor dizendo porque nem é o argumento de que isso é papo de quem não quer trabalhar, esse nós não temos nem que levar em conta, esse é o método mais rebaixado que a extrema direita usa pra não fazer o debate público da forma como tem que ser feito. Existem outros, aí sim argumentos, que nós vamos ter que trabalhar aqui nessa casa. Deles é o que fazer com os pequenos e médios empreendedores. É importante que a gente pante isso, porque esse é problema real. E muitas vezes se a gente não apresentar 1 resposta na discussão da PEC, isso vai ser utilizado por quem é contra, a PEC é insustentável, porque o pequeno, o dono do boteco, não é, o dono da padaria, vai falir porque não vai ter como contratar mais funcionários isso vai gerar desemprego então, em tese o fim da escala 6 por geraria mais desemprego. Nós vimos esse argumento inclusive na boca de jornalistas de formadores de opinião, e de parlamentares aqui no Congresso, quando o debate apareceu. E aqui eu tenho certeza, que já conversei isso com o Rick, já conversei isso com a Eric que é autora da PEC, que existe toda a disposição no nosso campo e é importante que a gente deixe isso escrito e consignado, de discutir compensações pra esse pequeno. Este pequeno, que emprega milhões de trabalhadores no Brasil, não é, pode ter 1 compensação do ponto de vista de determinadas exonerações fiscais. O que a gente não aceita, é desoneração fiscal de 83000000000 por ano por agronegócio, sem compensação nenhuma pra trabalhador. Isso nós temos que enfrentar. Agora, você chegar e dizer olha, você que tem 1 pequena mercearia. Eu estava voltando pra São Paulo, na na semana onde teve a coletiva aqui, parei numa padaria perto do aeroporto de Congonhas, e o dono da padaria veio falar comigo. Falou pô Bolos eu vi que você está defendendo, o fim da escala 6 por Aqui a gente trabalha no 6 por porque comércio porque eu tenho 6 funcionários, eu não consigo segurar, já estou endividado se acabar com a 6 por 1 preocupação como essa é legítima, da gente chegar pra ele e dizer olha, nós vamos acabar com a escala 6 por mas ali determinado tributo que você paga, a gente vai isentar, isso vai permitir que feche a conta, né, você continua como está, você não vai perder a sua margem, e o trabalhador vai conseguir, viver com dignidade, vai conseguir ter o tempo pra sua família, ter o tempo pra descansar, ter o tempo pra estudar. Aliás o ataque tão grande que se faz quando se responsabiliza numa falsa meritocracia, os próprios trabalhadores por baixos salários ou pelo desemprego é que o trabalhador brasileiro não tem qualificação profissional, não tem formação profissional. Que trabalhador vai encontrar tempo pra fazer curso de qualificação profissional trabalhando na escala 6 por Não vai ter. Então, isso é parte inclusive de debate que permita ao trabalhador continuar os seus estudos, se qualificar além de ficar mais tempo com a sua família, com com os seus, tempo de descanso, isso que todo ser humano merece. E termino, dizendo que eu acho que nós temos agora desafio, Rick, Érica, que estão pilotando esse esse debate. Nós temos desafio de garantir que a pauta permaneça acesa ao longo de 2025. Foi possível fazer debate público de grandes proporções, no último mês. Mas vai ter Natal, vai ter Ano Novo, vai ter carnaval, a PEC vai entrar na CCJ, só pra concluir Érica por favor, a PEC vai entrar na CCJ depois comissão especial e plenário. É aí, que a porca vai torcer o rabo. E é aí que a gente vai precisar ter 1 pressão mais do que nunca, de rua, de rede social, pra não deixar que discursos e resistências como essas que vocês viram aqui, ganhem mais força e obstruam a tramitação da PEC. Então, temos muito trabalho pela frente, e eu acho que essa audiência te parabenizando Érica, mostra ter faz com que a gente termine o ano mantendo a pauta de pé, sabendo dos desafios que a gente vai ter o ano que vem e eu espero que o ano que vem a gente não termine com 1 audiência. A gente termine comemorando a aprovação da PEC e o fim da escala 6 por no nosso país. Estamos junto.

0:007:53
04 de dez, 20:02
#60
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Obrigada, Guilherme, pela sua contribuição, pelas palavras, contamos com você e com toda a nossa bancada pra manter esse debate cada vez mais aceso e pulsante aqui no parlamento, não é mesmo? Passo então agora a palavra à minha querida amiga companheira de bancada também, professora Luciene Cavalcante que tem os 3 minutos da sua inscrição, né professora? Obrigada deputada. Quero

0:000:29
04 de dez, 20:10
#61
Transcrição por IA

Presidenta quero primeiramente parabenizar o movimento Vida Além do Trabalho, parabenizar a atuação, tão importante da deputada Erica Hilton, de você, Henrique Azevedo, que o esse movimento que vocês realizaram, ele tem 1 importância tão, assim extraordinária pra toda a esquerda do nosso país, porque quando a gente termina o processo eleitoral que foi processo eleitoral extremamente brutal, mas que aonde a gente conseguiu ter a mulher, cadê a Amanda Pascoal? Que é a nossa alma, a mulher, cadê a Amanda Pascoal? Que é a nossa mulher, mais votada do Brasil da esquerda nessa mesa, eleger, Rick, também Azevedo no Rio de Janeiro com 1 votação extremamente expressiva e depois pautar, colocar no centro do debate político, 1 pauta que é tão importante pra classe trabalhadora que é o nosso tempo de vida. Então eu só quero assim agradecer vocês pela existência, pela luta, pela vida, 2 corpos negros, protagonistas, dando aula, dando show, é de orgulho. Olha, eu só estou muito feliz e também Henrique quero também aqui pedir desculpas em nome aqui dessa casa, se eu eu cheguei aqui no né num momento aonde o deputado foi extremamente agressivo, violento porque isso é da extrema direita. Como eles não tem argumentos eles vão pro ataque pessoal pra tentar desqualificar e desestabilizar as pessoas que estão protagonizando a luta. Então assim quero em nome dessa casa pedir desculpa dizer que você sua luta são muito bemvindos aqui e esse é o local aonde vocês devem estar. Dizer também por fim que essa pauta do fim dessa jornada brutal de trabalho de 6 por ela coloca na centralidade da das lutas brasileiras 1 questão que é muito cara, que é a luta histórica nossa que é a luta de classes, porque esse discurso que não dá, que vai quebrar, que não é possível, é o que a gente ouve a vida inteira. Nós estamos falando da nona economia do mundo. Somos nós que produzimos essa riqueza. O Brasil pode sim e tem condições sim de dar dignidade e respeito para os seus trabalhadores, pras pessoas que produzem essa riqueza. E nós estamos juntos e vamos até o fim pra acabar com essa exploração, essa indignidade que significa a jornada 6 por Vida longa, o movimento, vida além do trabalho. E não temas, minha donzela, a nossa sorte nessa guerra. Eles são muitos, mas não podem voar e nós podemos.

0:003:23
04 de dez, 20:11
#62
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Eu adoro é pastora professora bíblia é poesia é dança música é arte cultura é liturgia é assim que a gente faz o debate né alegria com arte com leveza, sem violência, sem ataque, sem desrespeito, ouvindo todos os fatos antes de passar pro companheiro Tarcísio, nosso companheiro lá do Rio de Janeiro também, terra do nosso Ricardo Azevedo. Eu quero cumprimentar a nossa vereadora Duda e dalgo de ribeirão preto que também está aqui desde o início dos nossos trabalhos agradecer agradecer a sua presença obrigada por estar aqui com a gente Muitos vereadores passaram aqui, muitos vereadores ainda estão aqui como a Duda, como os companheiros, Filipa Brunnelli, Amanda Pascoal, enfim, 1 alegria ver as câmaras municipais desse país ganhando cor, ganhando voz, ganhando identidade que representa a valorização do processo democrático de direito do nosso país. Bemvinda e obrigada pela presença. Agora sim deputado Tarciso Mota do Rio de Janeiro.

0:001:10
04 de dez, 20:14
#63
Transcrição por IA

Minha querida companheira e líder Eric Hilton boa noite a todos e todas boa noite ao movimento Vida Além do Trabalho boa noite Rick, que bom estar aqui. Eu me lembro que quando conheci o Rick pela primeira vez e, ao ouvir o nome do do do movimento, eu me lembrei logo de imediato de 1 tirinha da Mafalda, viu Érica, você está falando tem poesia, tem bíblia, eu trouxe a Mafalda né? Eu saio de Mafalda no carnaval, tenho que lembrar sempre da Mafalda. E tem 1 tirinha da Mafalda que provavelmente todo mundo conhece, que de e que eu sempre usei muito em sala de aula, que o Manuelito diz assim pra Mafalda, ele fala assim, é, tudo bem pra ganhar a vida, claro. Aí o quadrinho seguinte está ele e aí a Mafalda com olhar assim, é mesmo né? O Manuelito fala assim, mas por que é que é preciso desperdiçar a vida que a gente ganha trabalhando pra ganhar a vida? Essa essa essa brincadeira, esse esse coisa, ele é clara, o que a gente está discutindo aqui é, não é que se é possível ter vida além do trabalho, é que é absurdo não ter vida ao pra ver do trabalho, é absurdo 2 absurdos. E nós vivemos numa sociedade que normaliza, que tenta naturalizar, olha, isso é o mundo ideal, a vida real é não ter vida além do trabalho. Como assim cara pálida? São sempre caras pálidas que falam isso, né? Eu da minha cara pálida estou falando o contrário, mas tem sempre caras pálidas dizendo isso. Como assim não é o mundo ideal, o mundo real é o mundo que não tem vida além do trabalho? É porque essa é 1 questão histórica, e aí professor de história, não tem muito jeito, né? Se o trabalho cria riqueza desde sempre e sempre foi assim, na sociedade que a gente vive o capitalismo, eles inventaram 1 historinha que é dita aqui pelos 2 deputados que falaram contra o processo que dizia o seguinte, agora livres do feudalismo vocês têm a liberdade de escolher pra quem querem trabalhar, de escolher o emprego que querem ter, de escolher a vida que querem ter e basta se esforçar bastante pra você alcançar a riqueza. E aí o companheiro que falava aqui de Costa Barros lembrou eu não vi ninguém vencendo na vida dos meus. Como assim? Não é o esforço é claro que sem esforço a gente não não faz né não consegue progredir é preciso se esforçar à luta e a vida de quem é militante é 1 vida de esforço de trabalho, né? Agora é 1 mentira danada. Eu estou aqui hoje como deputado federal, doutor em história, professor do colégio Pedro Segundo, porque dei a sorte de ter avó professor estadual que pode me ajudar, porque quando meu pai ficou desempregado eu tinha que desistir daquela faculdade. Essa sorte me faz daqui hoje não só o meu esforço. Porque o problema é que eu tive vários amigos que com tanto esforço quanto eu não estão aqui hoje, não ficaram pelo caminho. E este é o elemento, o absurdo não é dizer que o mundo real não permite vindo além do trabalho, o absurdo é dizer que isso é o que deve ser. Porque eles, esses, E0E0 Henrique já falava já termino, Érica, dizia sobre a questão do fim da escravidão, eram os mesmos discursos, mas também são os mesmos discursos, quando se tentou limitar em todas as vezes a jornada de trabalho lá na Inglaterra, no início da Revolução Industrial, as jornadas eram de 14, 15, 16, 18 horas e quando disseram 8 horas de trabalho, 8 horas de descanso e 8 horas de lazer, já era a vida além do trabalho. Quando se era esse os cartazes do movimento operário, e o que diziam os industriais vai quebrar tudo quando a indústria, Quando aqui no Brasil se dessular de salário mínimo vai quebrar, férias vai quebrar, décimo terceiro vai quebrar, né, e por aí vai vai quebrar. Esse é o discurso do medo e vai continuar existindo. E aí, a pergunta é, qual é a escola a escala que permite vida dentro do trabalho? É a escala de trabalhar por hora, essa é a vida dos trabalhadores de app, né Abel? Estava aqui falando. Essa é a vida dos trabalhadores. E qual é a vida deles? É de trabalhar menos e ganhar mais? Não. É o contrário, de jornadas ainda maiores, de escalas ainda piores e de condições de vida ainda piores, nos centavos do processo. Essa da liberdade que eles vendem. E aí eu termino com a frase que é própria a nós comunistas, e sim sou comunista, pra pra dizer claramente pro cara que está aqui querendo dizer que isso não, a cada de acordo com suas necessidades, de cada de acordo com suas possibilidades. Este é o debate, porque o absurdo é que enquanto a escala 6 por escraviza trabalhador assalariado, você tem milionários como o próprio Neymar comprando aquele apartamento lá em Dubai que aquilo nem devia existir aí racional a existência de bilionários. E como o Guilherme disse, a nossa preocupação é que aqueles vão usar os pequenos produtores, os pequenos empreendedores, os pequenos empresários pra tentar dizer que a escala 6 por não é possível. Mas nós diremos o contrário. Diga ao povo que marche, como disse meu amigo pastor Henrique Vieira.

0:004:52
04 de dez, 20:15
#64
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

É isso aí, de Moisés a Mafalda. Vamos vamos. Moisés Mafalda Marques, vamos agora então vamos ver quem o Glauber vai trazer na sua fala, qual será a próxima citação que teremos nessa audiência pública também do Rio de Janeiro, o nosso companheiro Glauber Braga. Não não estou a altura.

0:000:27
04 de dez, 20:20
#65
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Queria cumprimentar a deputada Érica Hilton, cumprimentar o Márcio, a Andressa, a Amanda, o João Vitor e o Rick. Nesse período em que eu estou na Câmara, só em 2 momentos, eu vi 1 mobilização de base tensionar parlamentares da direita, ou que sistematicamente votam contra a classe trabalhadora, fazerem eles correrem, pra se justificar, de 1 matéria em que não votaram ou que não assinaram. A primeira vez que eu vi isso foi em 2019, naqueles cortes do governo Bolsonaro com o Ventralb, no anúncio do corte com congelamento de recursos pra educação pública que teve marcha de estudante por todo o Brasil. O tsunami da educação. E aí deputados das mais variadas forças políticas inclusive da base do governo da época, do governo Bolsonaro, foram se justificar, subiram à tribuna, disseram que estavam solicitando ao presidente pra que o descontingenciamento, que o congelamento fosse revertido. E de fato naquela época, parte significativa dos cortes que tinham sido anunciados foram revertidos a partir do tsunami. E a segunda vez, foi com vocês. Foi com a mobilização feita pelo movimento Vida Além do Trabalho. E dessa vez numa escala ainda mais ampla, porque conseguiu fazer com que esse fosse assunto, de todas as famílias. Por onde a gente chega, as pessoas continuam a debater, continuam a discutir, e querem saber em que pé que está. Como é que está lá, a discussão? Isso se faz Rick, a partir de muita pressão que vocês sofreram. Hoje, com essa consolidação, e que bom que chegou nesse ponto, ela veio a partir de pressões que eu não posso imaginar, de tormento que eu não posso imaginar e de vivências que em determinados momentos levaram ao risco que poderia ser considerado absoluto ou muito alto. Mas eu vejo muito as declarações que vocês fazem, e pra quem foi forjado, criado numa vida de luta, por maiores que sejam as pressões, elas não são suficientes pra paralisar o esforço de ampliar a necessidade de trazer mais gente pra brigar e pra lutar junto. O que vocês fizeram, o que vocês estão fazendo, a articulação e a mobilização que vocês estão tocando, é fundamental, é magnífica. Agora com a PEC que foi apresentada pela deputada Erika, e com o número de assinaturas já, recolhidas, a próxima etapa institucional, seja da apresentação na CCJ, da votação na CCJ, depois da formação da comissão especial, eu não tenho dúvida que vai ser vitoriosa porque vai vir com esse mesmo vigor, de mobilização e de luta que não fique presa ao espaço institucional, porque esse é grave perigo né? Agora vem a turma da direita, e até turma outros parlamentares que não necessariamente são da direita, e que vão querer imaginar ou dizer que o caminho mais fácil é manter 1 mobilização que se restrinja ao espaço institucional. Essa fórmula que vocês tocaram, onde você compatibiliza a luta institucional apresentando a matéria, mobilizando parlamentares, mas fazendo 1 pressão dura e firme como vocês fizeram, nas redes sociais, nas ruas, nos mais variados espaços públicos, caramba, mobilizou e fez a turma tremer aqui. O Feliciano, diferente do outro deputado, que eu não vi o discurso todo, porque tem 1 faixazinha pequena, que vem pra fazer 1 diferenciação e aglutinar camadas reacionárias e donas da grana. Provavelmente foi a forma como aquele deputado se expressou porque normalmente como ele se expressa. Felciano não, o Felciano estava aqui se justificando. Ele estava aqui de alguma forma pedindo desculpas e querendo dizer que não foi bem assim. Ele quis dizer que não foi bem assim, porque o peso da mobilização e da pressão de vocês, mobilizou sabe quem? As pessoas que frequentam a igreja dele, e que com certeza o pressionaram em relação a essa posição lamentável que ele defendeu, que bom, vamos continuar essa luta fundamental que vocês estão tocando, desculpa. Tu atacou nas redes sociais. Esse é o ponto. 000 que fez Marco Feliciano vir aqui ficar 4 horas, foi o fato de que o movimento Vate fez a própria base de apoiadores dele se voltar contra ele, contra o discurso que ele vem há anos que beneficia aqueles que nos escraviza. Então por isso que ele veio, ai estou aqui há 4 horas, ouvi todos os lados, estou para aprender. Então agora aprenda a ouvir o trabalhador brasileiro. Agora vai aprender a ouvir as nossas demandas e vai aprender a ouvir quem tem carteira de trabalho surrada. É isso aí. Eu gostei de ver o bonitão das tapiocas bem pianinho mesmo, foi ótimo. E os próximos passos Andressa, da mobilização do movimento, seja através da greve, seja através da mobilização que vai ser feita de pressão na presidência da CCJ, seja de mobilizações ou atos públicos que vão ser tocados, evidentemente, o nosso papel, o papel de parlamentares que estão engajados nessa luta, é ir dialogando com o movimento e no limite do movimento, pra que a gente possa construir essa luta por aqui junto com vocês. E nunca desmobilizando o movimento, pelo contrário, dando força a essa luta incansável que vocês estão tocando na rua. Contem conosco, pra todas as etapas que se seguirão daqui pra frente, pra todas, contem conosco, agora sim, contem conosco em relação a todas as etapas que se seguirão daqui pra frente, e essas etapas, eu não tenho dúvida serão vitoriosas porque vão ter no centro da sua atuação 1 mobilização popular corajosa, necessária e com capacidade e tem nitidez ideológica de fazer os enfrentamentos àqueles que se sentem o dono do dinheiro, os donos do poder e que não querem ver o fim da escala 6 por acontecendo e se tornando 1 realidade no Brasil. Viva a luta daqueles e daquelas que não se entregam, viva a luta da classe trabalhadora, viva a luta de vocês, viva a luta do movimento Vida Além do Trabalho, muito obrigado.

0:008:21
04 de dez, 20:21
#66
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

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Obrigada deputada. Obrigada deputado Glauber pelas suas colocações. Eu vou passar mais minuto de fala pro Rick pra que ele possa colocar algo que ele, oi? Que ele precisa, depois faço a minha fala final e a gente encerra às 8 e meia da noite né? A Sâmia já falou meu amor. Poxa, que pena ela já falou você não ouviu ela estava aqui, mas tem nos no no na no site da TV Câmara você pode resgatar pela audiência pública a fala da deputada Sâmia, Por favor, Rick. Foi? Foi. Eu só vou.

0:000:54
04 de dez, 20:29
#67
Vereador no Rio de Janeiro Ricardo Azevedo
Ricardo Azevedo

Vereador no Rio de Janeiro

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Felizá ponto bem importante, a gente acaba tendo muita coisa pra falar e a gente tem que resumir até porque temos vida além do trabalho, né? 20 e 30 já vamos embora, né? Mas mas eu trouxe a minha carteira de trabalho porque muitos se falam cadê os dados cadê as pesquisas e a gente tem as pesquisas e a gente tem os dados e a gente vai providenciar pesquisas e a gente vai providenciar estudos como já estamos providenciando, mas eu trouxe a minha carteira de trabalho porque é essa minha pesquisa. É é isso o meu estudo é esse é essa a minha vivência foi aqui que eu fui sucateado explorado na escala 6 por durante 12 anos foi nesse modelo de trabalho escravocrata que eu não pude concluir as minhas 3 Foi através desse modelo de trabalho que eu não pude adquirir esse tal sucesso que eles falam que só depende de você. Me esforcei, me esforcei muito, trabalhei no shopping, trabalhei no comércio. No geral, eu falo gente eu não tenho nem como falar as minhas experiências eu vou resumir trabalhei setor serviço comércio e varejo já trabalhei em tudo que vocês possam imaginar e também vendia bolo de pote né porque a gente tem que empreender né que o neoliberalismo disse esforça que você vai conseguir mentira a gente a gente consegue barnaut como eu consegui barnaut depressão ansiedade mas fiz desses limões 1 limonada e aqui estamos né e quero reforçar a fala do glauber relacionado a não ficar somente aqui no congresso nacional estamos programando é assim como a gente faz desde o início do movimento watt e estive nas ruas o tempo todo desde que eu fundei o movimento watt não fiquei só no tik tok estou nas ruas completando constantemente e já temos outra agenda de panfletagem já estamos programando também outro ato nacional porque as ruas será nossa e o debate não será só aqui aqui é só 1 forma da gente viabilizar de forma mais técnicas mas estaremos nas ruas porque enquanto essa escala estiver presente nesse documento aqui a gente não vai sossegar e quando a gente conseguiu o fim da escala 6 por que é só o começo para muita coisa a gente vai pautar outras conquistas porque o trabalhador merece mais. E não só o fim na escala 6 por estamos junto.

0:002:15
04 de dez, 20:30
#68
Deputada Erika Hilton
Erika Hilton

Deputada

Transcrição por IA

Obrigada, Rick, obrigada, Amanda, obrigada Andressa, obrigada, Márcio, obrigada João, obrigada a todas as pessoas que passaram pelas mesas desde o início do seminário até o momento, obrigada pela força que tem sido dado pra que a gente possa continuar esse debate nas ruas, mas também dentro do parlamento, aos deputados que têm nos fortalecido dentro dessa discussão, pra que a gente consiga tirar de vez essa ideia que não é 1 preocupação necessariamente com números, com dados e com estudos. O que me parece que a maior preocupação é com o medo que eles têm quando a classe trabalhadora consegue se organizar em torno de tema. Quando os pobres oprimidos violentados por 1 escala que muitas vezes não permitem nem com que eles pensem tamanha exaustão da sua jornada de trabalho conseguem diante disso se organizarem para apresentar 1 contrapartida, antídoto e 1 saída a 1 escala de trabalho exploratória que precariza a vida do trabalhador nesse país. Apesar do despeito, da violência, dos ataques, da mentira, das fake news, esse debate continuará percorrendo o caminho que ele precisa percorrer dentro do parlamento e também nas ruas. São mães, são pais, são avós, são jovens, são trabalhadores do comércio, são trabalhadores das mais diversas natureza que tem nos parados nos aeroportos, nas padarias, nos quiosques, em todos os lugares ansiosos para saberem quando é que terão direito ao respiro, quando é que terão direito à folga, pela dignidade da vida do trabalhador. Nós estamos promovendo essa discussão pela dignidade da vida do trabalhador. Nós estamos promovendo essa discussão porque 1 vida foi dificultada, sucateada, vulnerabilizada, sonhos e projetos particulares foram abandonados pra que se colocasse o arroz e o feijão em cima da mesa. Nós não podemos permitir que as pessoas abandonem as suas subjetividades. Nós não podemos tolerar que as pessoas deixem de sonhar pra conseguirem trabalhar muitas vezes sem o direito à folga, como você muito bem coloca, não são 1 escala que é 6, às vezes é 14, é 15, é 16, ninguém aqui é 1 máquina, nenhum trabalhador é 1 máquina e merece ser tratado como 1 máquina. Aqueles que não querem que esse debate avance, porque lucram, porque ganham, porque enriquece com esta jornada exaustiva, predatória, precarizada do chegada deste movimento revolucionário ao Congresso Nacional provocando debate na sociedade e entre os parlamentares. Este debate não se esgota nesta audiência pública, esse debate não se esgota em momento em que a PEC for protocolada, este será mais passo, obrigada por nos provocar, obrigada por provocar esse parlamento, obrigada por provocar a sociedade, vamos juntos construindo esse debate, consolidando esta possibilidade, lutando pelos trabalhadores e trabalhadoras brasileira, pelo descanso, pela dignidade, pelo direito à vida para além do trabalho. Todo mundo quer descansar, todo mundo quer estudar, todo mundo tem direito a se qualificar, e é isso que esse texto aponta, se é por caminho, se é por outro, os deputados, os empresários, os empregadores que nos procurem, que tragam aqui as suas demandas, as suas questões, vamos ouvir, vamos acolher agora, nenhuma questão pode se colocar acima da vida, nenhuma questão pode ser maior do que a vida de indivíduo, a vida não se conta em números, a vida não se soma em números, e o que nós estamos presenciando ao longo de toda essa discussão, é que tem vidas sendo perdidas, e não só do ponto de vista da morte, mas do ponto de vista da realização pessoal, particular e profissional. Com isso concluo agradecendo a todos pela presença, agradecendo a minha bancada por estar aqui, por se somar na construção desse debate, agradecendo também aos outros deputados que assinaram a nossa PEC, que se comprometeram com essa pauta, e reafirmando o nosso compromisso. O nosso compromisso de não permitir que esse debate caia no esquecimento, o nosso compromisso de não permitir que esse debate seja atropelado, confundido e enganado pelas falácias produzidas pela extrema direita com o nosso compromisso de esclarecer ponto a ponto e de continuar fomentando no seio da sociedade e no seio da classe trabalhadora sentimento de revolução, de liberdade, de emancipação e de dignidade com a vida para além do trabalho. Viva o movimento vatti, viva a classe trabalhadora brasileira, e viva o fim da escala exploratória 6 por Com isso, nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a presente reunião, antes convocando as senhoras e os senhores para audiência pública que irá discutir a importância da neuroarquitetura que acontecerá nos nas no próximo na próxima sextafeira, dia 6 de dezembro, às 10 horas da manhã, neste mesmo plenário, plenário 9. Obrigada, está encerrada a nossa reunião.

0:006:16
04 de dez, 20:32