PLENÁRIO

4 dez. 2024 11:04 às 19:41

Sobre o Evento

Resumo da sessão do dia 04/12/2024: Várias trocas de presidência entre os deputados, com muitos participantes fazendo breves comunicações e votações.

#147
Transcrição automática

Obrigado deputada Maria do Rosário. Veja senhores, o Rio Grande do Sul enfrentou 1 grande enchente, a maior enchente da história do nosso estado, e com certeza a maior enchente que estado brasileiro já sofreu, nós sofremos. Depois das cheias, o que acontece? Sedimentos trazido pelas enchentes estão assoreando os nossos rios. Eu inclusive apresentei o projeto de lei aí, exatamente pra que a possa ter 1 política de enfrentamento ou o assoreamento dos rios, sedimentos que vão pra dentro dos rios. E no caso específico Porto Alegre, Rio Guaíba, Lagoa dos Passos, a navegação do porto de Porto Alegre, ao porto de Rio Grande, vai sofrer colapso, porque o Rio Guaíba e o canal da Lagoa dos Patos está assoreado, cheio de sentimentos, e tem que abrir reabrir, desassoriar o canal. Isso custa milhões, não é pouca coisa. E se não fizer isso rapidamente, quando baixarem as águas do tempo deverão, não vai ter mais navegação de Porto Alegre, Rio Grande. E se tiver, é com calado mínimo, navio a meia carga, ou barcos nem vai ter mais navios. Aliás a Brasas Cake tem 7000 funcionários, importa, exporta, é o braço forte do Rio Grande, nessa economia da indústria fina, não vai poder mais mandar seus produtos, nem trazer, porque não vai ter calado nos navios. Então quero deixar esse registro. Eu sei que o governo do estado apresentou projeto de quase 800000000 de reais, mas tem que ser implementado. E é pra já, é agora, pra que nós possamos desassoriar a Lagoa dos Passos, voltar à navegação, abrir o canal. E não adianta tirar o sedimento dali e colocar do lado. E ano volta. Tem que tirar fora do rio, pra que o canal seja permanente. Por fim presidente, eu quero aqui, fazer apelo a esta casa. A todos os parlamentares homens e mulheres, não botem a mão no BPC, não tirem o direito ao LOAS, o benefício da prestação continuada, que é pago, que é devido pelo sistema de previdência às famílias pobres, que têm a renda de quarto de salário mínimo 314 30 por 340 reais por mês, e que nesta casa tem idoso com mais de 65 anos, ou pessoas, famílias, pobres, que na sua casa tem 1 pessoa com deficiência. Ora, que país é esse? Que economia é essa? Que pra salvar o país, tem que cortar o salário dos deficientes e dos idosos pobres. Onde é que nós estamos? Que equívoco é esse? Que absurdo é esse? Nós não podemos consentir. Aliás, eu vou dar aqui 2 exemplos, 2 exemplos muito claros, da dona, da dona Talles Terezinha de Brochi, que na família tem deficiente, agora ela se aposentou, vai se aposentar, contribuiu a vida inteira, e não pode se aposentar, porque se aposentar perde o salário da pessoa com deficiência. E 1 outra senhora, dona Kair, lá de a Juricaba, o esposo dela, ganhou aumentozinho de salário, onde trabalha, esse aumento impossibilita. Esse aumento do salário do seu esposo impossibilita que a criança, que o filho possa receber o BPC, porque a renda de quarto de salário mínimo supera 340 reais. Que absurdo, que absurdo. Então estão fazendo apelo. Não acredito que o governo do presidente Lula, do ministro Haddad, vá tomar como medida pra socorrer a economia desse país, pra salvar a economia desse país, pra melhorar a economia desse país, tem que tirar o dinheiro do pobre que tem aleijado em casa, 1 pessoa com deficiência, desculpa a expressão, de idoso, dum velho em casa, sem pilas pra comer, vão tirar deles, da boca deles, da família deles, pra salvar a economia do país. Mas que economia é essa? Não é esse o jeito, tire dos bancos, tire das renda, tire dos ricos, mas não dos pobre. Os pobre não podem pagar essa conta, pelo amor de Deus, não vamos fazer isso. Estou fazendo este apelo. Se o governo quiser fazer, ele encaminha, mas essa casa não pode consentir. Do BPC, não. Dos pobres, não. Do aposentado, da aposentada, não. Daqueles que, são pobres e que precisam desse salariozinho pra viver, pra botar o pão na mesa, pra comer, vão tirar da boca dos pobre, pra salvar a economia do país. O Brasil é muito rico pra fazer ato miserável desse pra tirar dos pobre, pra salvar os grandes. Não dá pra aceitar.

04 de dez, 18:28