COMISSÃO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA, ABASTECIMENTO E DESENVOLVIMENTO RURAL
Sobre o Evento
Discussão sobre assistência técnica e extensão rural no Brasil com importantes figuras do setor agrícola.
Professora e Pesquisadora - IFMG
Todos né? Peço desculpas por não poder cumprimentar de forma adequada todos da mesa né devido ao horário, mas deputado agradeço, muito essa oportunidade. É 1 semana histórica pra Minas Gerais. É 1 semana onde nós vimos os produtores chorarem, né? O produtor disse que a o sentimento, era equivalente a ter ganhado a 1 medalha das olimpíadas. Então é lindo ver como que esse trabalho da extensão rural, da Emater, da política, tem contribuído pra isso. E é por isso que eu vou falar pouquinho mas de 1 forma mais específica, do queijo de casca florida natural, porque é 1 variedade do queijo minas artesanal. EAA ideia é realmente mostrar pra vocês, como, como que a rede federal tem contribuído obviamente né, junto com a Emater, a ter alguns resultados positivos. Bom, pra quem não conhece né, a rede federal, especificamente o Instituto Federal de Minas Gerais, ele está localizado né em 18 municípios estamos em expansão nesse momento, mas o que interessa nesse caso é que nós estamos localizados nas 2 principais regiões produtoras de queijo, que é canastra e cerro. Então temos responsabilidade nisso, né e esse é o nosso trabalho, o nosso reitor né a nossa reitoria de forma geral, entendeu como que isso é importante realmente para Minas Gerais, e para a rede federal como todo. Eu vou pedir, não está passando? Por favor. Quem está na quem está pilotando o computador aí, vamos ajudar aí fazer. Bom, estamos localizados então nas 2 principais regiões produtoras e obviamente, né, os institutos foram criados, não somente pra ofertar o ensino técnico, mas também pra ajudar a resolver as demandas da região, né? E lembrando, é lá que os filhos dos produtores rurais vão estudar. E aí eu trago como exemplo aqui, a Jade, que nesse momento né, curso agronomia no IFMG São João Evangelista, ela que é a produtora do queijo Maria Nunes lembrando o queijo produzido só por mulheres, né? Nós temos vários trabalhos lá, no IFMG pra valorizar o papel da mulher dentro do agro seja ela produtora, técnica, extensionista, pesquisadora, mostrar realmente para o Brasil a contribuição que nós mulheres podemos dar para o setor agrícola. Bom, pode passar por favor? Todo mundo conhece esse queijo amarelinho né? Inclusive não só o Brasil mas agora o mundo todo sabe, porque somos patrimônio imaterial da humanidade. Mas nós temos 1 vertente, que é esse queijo branquinho que inclusive vocês degustaram aqui né, que é o queijo minas artesanal de casca florida natural. Qual a diferença? Ao invés do produtor lavar diariamente, ele deixa o queijo ali na tábua de maturação, e os microorganismos, os fungos que estão no ar, vão para a casca e conseguem crescer e liberar esse gosto, essas notas sensoriais que vocês estão degustando nesse momento, que inclusive harmoniza muito bem com cachaça, com cerveja, com vinho né, porque são notas sensoriais muito elevadas, e quem é o responsável por isso são os microorganismos presentes então, nesse tipo de queijo. Pedi pra passar por favor. Bom, só que é o seguinte é muito importante a gente entender que, não existe regulamentação também se não tiver o trabalho da extensão rural, né. Eu trago como exemplo aqui trabalho que foi feito em 2018 juntamente com a Emater, lá no FMG São João Evangelista, nós levamos para a instituição mais de 200 produtores de leite e de queijo. É muito difícil levar os produtores, mas isso só foi possível porque a Emater era nossa parceira, né? Então, antes mesmo da regulamentação, do queijo minas artesanal de casca florida sair, a Emater já se preocupava nesse sentido. E nós também, como que nós iríamos cuidar de tudo isso? Vou dar exemplo muito claro. Na região de paulistas, eu conheci produtor que em 2017, ia pra dentro das queijarias junto com o técnico da Emater do Cerro Marcondes, pra ensinar pros produtores a importância do fungo no processo de maturação. Eu falei produtor, o senhor não quer deixar produzir queijo com mofo? Ele não minha filha eu não quero não. O fungo aquele que cresce na minha unha ou seja a micose, né? Eu não quero isso no meu no meu queijo. E naquele exato momento eu percebi, o trabalho de capacitação que nós teríamos, por quê? À medida que nós adentrávamos pra pra dentro das fazendas, eu percebi 1 riqueza genética extremamente elevada, mas os produtores não sabiam nem o que era fungo, e não tinha nenhum trabalho científico na época falando disso. Então esse trabalho de extensão, foi extremamente importante. Os anos se passaram né, continuamos os trabalhos, só que agora de 1 forma mais direta também, porque não existe como a gente fazer extensão se não tiver 1 pesquisa adequada. Todas as vezes que eu ia pras fazendas, o o produtor queria saber que espécie de fungo era aquela. Naquele exato momento eu percebi que nós precisávamos de apoio muito grande, foi nesse momento que apareceu doutora Marta Penilac do Instituto de Tecnologia de Alimentos, 1 referência na área de segurança de alimentos aqui no Brasil deu 1 grande contribuição no café, e ela também, nos ajudou a resolver essas questões. E aí é muito importante a gente entender então, como que a pesquisa tem contribuído nesse sentido, como que não existe separação. A pesquisa caminha ao lado da extensão da mesma forma que a extensão caminha ao lado da pesquisa. E esse é o nosso objetivo. Próximo por favor. Só que o que que acontece? Assim como, né com a em relação às bactérias, nós temos fungos que são desejáveis e fungos que são indesejáveis. Então nós precisamos mostrar pro produtor ensinar para o produtor como fazer essa separação. Então afinal de contas tem fungo no meu queijo, mas o fungo é mocinho ou é vilão? Então é isso que nós né, à medida do tempo fomos ensinando para os produtores. Próximo por favor? Nós temos, né o queijo ele é todo branquinho, são esporos de Geóprico cândidoum, que é 1 espécie desejável, não produz nenhum tipo de toxina, não cresce a 37 graus Celsius, então o queijo que foi regulamentado né em junho de 2024, é esse então com predominância de geórico Cândido. Só que, não só esse fungo cresce no queijo, então por isso que eu aproveito esse momento inclusive de capacitação né porque muitos produtores estão nos assistindo, e o deputado sempre trabalha com a com a extensão, 1 vez extensionista, eternamente extensionista né deputado, não tem como fugir disso, então aproveito esse momento pra mostrar que é preciso ter pouco de cuidado, né? Então caso o produtor veja esse esse fungo amarelado, né, toma cuidado. Retira o queijo, tá, do estabelecimento, pra evitar que ele se prolifere no ambiente. O que que acontece? O trabalho que foi feito né juntamente com o Itaú, mostrou que mais de 80 por 100 das amostras não tinha sido detectada a presença de fungos indesejáveis, né que não produzia toxina. Isso foi resultado muito bom, né olha que maravilha. Só que é o seguinte nós já estamos preocupados com o mercado, não só né nacional com o mercado internacional também. Inclusive a própria lei que o deputado Zé Silva criou, permite que o o queijo seja vendido também no exterior. E essa questão de exportação não é futuro não. É presença. Os produtores já estão recebendo oferta para exportar, só que para exportar a gente quer não 80 por 100, a gente quer que 100 por 100 dos nossos queijos tenha a segurança. E é por isso que nós estamos fazendo esse trabalho nesse momento, no próximo ano nós iremos juntamente com os técnicos da EMATER, o acordo já vai até ser assinado esse ano né Otávio? Com a Emater, cada vez que sairmos pra dentro né, das fazendas, das das associações, nós iremos então fazer esse trabalho para garantir cada vez mais esse trabalho de segurança do alimento. E só pra mostrar, que foi publicado esse ano né dos primeiros trabalhos mostrando isso, e próximo por favor. Graças né à à lei que o deputado José Silva criou hoje então, o queijo ele recebeu, acho que, a a visibilidade que merecia, né? Porque antes era tudo ilegal, pensa como que deve ser difícil viver na ilegalidade, né? E com essa lei, e basicamente com a implementação do SIM que já foi até falado pelo nosso subsecretário de agricultura, hoje então nós estamos vendo a expansão desse mercado. E, como 1 boa mineira especificamente 1 formiguense né, o sim de formiga tem ganhado cada vez mais destaque. E isso é importante porque nós vamos conseguir o desenvolvimento econômico também da região. Próximo favor. Nós só estamos conseguindo fazer tudo isso graças né ao apoio do deputado. Dos trabalhos que eu mostro pra vocês, foi a missão internacional que a gente fez esse ano, trouxemos o maior taxonomista de fungos do mundo, pra ensinar para os produtores o que era os fungos, como né evitar o aparecimento das espécies indesejáveis, como que esse trabalho foi importante no momento da regulamentação, então essa é algumas das nossas contribuições. Próximo por favor. Só que o que que acontece? Tudo que nós fizermos sempre será com o apoio da Emater. Caso de inovação que a doutora Marta Tanilac tem criado, ela criou, na na verdade isso já existia pra café, mas esse é aparelho que, o produtor vai poder né lá na associação, fazer a análise da toxina ali. Invés de gastar 500 reais com 75 reais ele consegue fazer essa análise. Como teste covid? Né então isso vai ser muito importante pra gente garantir a segurança desse elemento. Próximo por favor. E como se não bastasse né, todos estamos nos movimentando, nesse sentido, e estamos criando 2 projetos grandes no IFMG, que é o Centro de Excelência e Inovação em Produtos artesanais, onde o queijo será a nossa grande vitrine, e o de inteligência artificial porque a gente quer levar a inteligência artificial para o campo. Há 2 semanas estávamos com a equipe da Emater, o Otávio, o Gelson, lá em Minas Gerais, combinando como tudo isso vai ser feito, e graças então né à reitoria do IFMG e ao apoio do deputado, nós iremos conseguir levar esse projeto adiante. Próximo por favor? Só que a ATER que queremos e o né e o Brasil precisa é essa, onde o produtor é sempre a peça central. Onde o queijo ou qualquer outro alimento é a peça central, aí a EMATER estará sempre apoiada pelas instituições de ensino, as instituições de pesquisa, né? E agora também com verba do Governo Federal. E é isso que nós queremos, esse é realmente até que nós queremos e o Brasil precisa. E mais do que isso, os produtores merecem. Somos patrimônio material da humanidade Felanesco. Sobre




