PLENÁRIO
Sobre o Evento
Sessão plenária com diversas intervenções do Deputado Gilberto Nascimento e participação de vários outros deputados nas fases de comunicações e ordem do dia.
Deputada
Obrigada senhor presidente. O quê? Não. Ai não sabia, onde é que aperta pra subir? Ah aqui isso. Não para, aí não para, aí deu. Ah muito bem eu não sabia desse. Que chique. Gente fica mais alta, gostei disso aqui. Mas senhor presidente o que me traz aqui é assunto sério. Eu queria começar saudando o presidente da casa, presidente Arthur Lira, por dedicar essa semana à discussão da segurança pública. Eu vi, na imprensa que ele destinou a semana pra debater e discutir projetos de segurança. Nós precisamos mesmo, nós temos que discutir sobre o combate ao crime organizado, sobre o tráfico de drogas, sobre a bandidagem violenta, nós temos que fazer essa discussão, é importante a sociedade brasileira quer. Mas ela também vai ser muito oportuna pra gente fazer debate aqui sobre o nível da violência policial, que nós estamos vendo ultimamente no nosso país. O que a gente tem assistido em relação aos policiais em São Paulo, é estarrecedor. E eu não estou dizendo aqui que é problema de toda a corporação, mas que nós temos policiais ali que sucessivamente agiram com violência contra pessoas nós temos. Isso mostra que tem alguma coisa errada, é muito violento eu fiquei chocada, ao ver na TV, os casos, que foram relatados quer dizer que que que foram filmados, ali, não sei se tinha alguma coisa de filmagem sobre de câmeras corporais, acho que foram outras pessoas que filmaram, mas é 1 coisa estarrecedora. Aqui eu posso ler aqui os casos que foram divulgados essa semana. PM agride e machuca mulher de 63 anos, que eu saiba não era traficante de drogas nem era de organização criminosa e nem estava armada. PM arremessa homem de ponte, também que eu saiba, não tinha os antecedentes e também não estava armado. PMs agridem motociclistas com socos e chutes, da mesma forma, não me consta que participavam de organização criminosa ou estavam fazendo tráfico de drogas. PM mata homem negro com vários tiros nas costas, porque roubou o sabão. A PM nesse caso tinha que prender, não matar. Ele estava fazendo furto, não era nem roubo porque não estava utilizando de violência. PMs invadem e aterrorizam velórios de 2 jovens em Bauru. As pessoas estão velando os filhos que foram mortos por PMs. A PM chega lá e aterroriza e barbarizam o velório. Tem que respeitar o sentimento das pessoas, dos pais, das da mãe. É muito triste isso. PM agride homem na estação do Brás. Também 1 agressão que não correspondia ao que o homem estava fazendo. É esse o problema que nós temos. Quando você porta 1 arma e você não tem consciência do que ela pode fazer e da sua responsabilidade, acontece isso. Mas eu quero dizer senhor presidente, que isso não é culpa individual dos PMs que agiram assim. Eles agiram assim porque tem 1 orientação de violência, do comando, de quem é quem está na secretaria de segurança pública. Vamos lembrar aqui quem nomeou o de Ritch que é o secretário de segurança pública de São Paulo, foi o Bolsonaro. E ele foi afastado da corporação, exatamente por ser truculento e fazer abordagens violentas, que resultaram em muitas mortes, que resultaram em muitos problemas para as vítimas, mas é ele que está hoje lá, com a condescendência do governador, Tarcísio. O que é 1 tristeza, a polícia ter esse tipo de exposição. Teve orador aqui que me antecedeu, falando que os policiais têm que ser compreendidos, porque ganham pouco e arrisca a vida. Eu concordo com isso. A polícia não é bem remunerada, arrisca a vida. Aliás eu pergunto, quais corporações, quais trabalhadores são bem remunerados no Brasil? É 1 elite, né, tem estudo sobre a renda no Brasil, que mostra que 5 por 100 dos mais ricos começam a ganhar a partir de 30000. Então você imagina a maioria do povo, como ganha, estão aí os policiais, como estão os professores. Agora ganhar pouco não pode ser sinônimo de de violência, nada justifica a violência, porque as cenas são muito fortes, deputado Bongaço, muito forte. Eu fico pensando pai, 1 mãe, ver filho seu submetido a 1 violência policial, a gente tem filho, tem filho jovem. Às vezes eles aprontam, e aí a polícia chega, espanca, bate, até mata. Mataram estudante de medicina. Qual é a violência que esse menino podia estar fazendo à polícia, ainda que ele fizesse desacato? Nossos filhos também nos desacatam. Você vai sair matando? Não pode. A polícia tem que ser preparada pra fazer 1 intervenção na sociedade, que seja proteger a sociedade, realmente prender o bandido e claro, em casos graves, quando tem tiroteio, quando tem problema, ninguém vai ficar contra o policial na sua defesa se ele matar alguém. Mas nesse caso não era isso que estava nesses casos não era isso que estava colocado. Então é muita agressividade que nós temos que não podemos permitir. Por isso eu acho muito bom, a gente tem essa semana de segurança pública, porque nós temos que discutir a violência policial. E eu quero aqui também saudar o ministro Barroso, que determinou o uso obrigatório de câmaras corporais por policiais militares de São Paulo, eu defendo. E não sou contra também deputados da câmara, pode usar, a partir da hora que a gente entra no plenário, que vem aqui cumprir o nosso papel, nós podemos pôr câmera, não tem problema nenhum. Como o policial militar usa na sua ação, quando ele está designado pra ir pra rua. Assim como nós estamos designado pra vim pro plenário, pras comissões, eu não tenho problema nenhum quanto a isso. Eu acho que quanto mais transparência a gente tiver com a sociedade, melhor, sempre defendemos isso. Portanto eu quero louvar o ministro Barroso, já que essa casa não teve competência, capacidade pra discutir esse projeto, de novo o Supremo Tribunal Federal decide por nós. É assim em várias matérias, mas nesse caso foi 1 boa decisão, porque a gente precisa saber pelo próprio policial como ele se comporta, aí não vai mais ter problema de dizer foi terceiro que filmou, filma policial e tem medo de filmar traficante. Não, aí é o próprio policial. Vai ser filmado pra saber como é que ele lida com o traficante, e como ele lida com o cidadão comum que às vezes comete delito, pequeno delito, ou comete desvio ou de agressão, com o policial ou com outra pessoa. Nós precisamos saber disso. Agora o que não pode continuar acontecendo é essa barbaridade da sequência de violência policial que nós tivemos em São Paulo. E aí eu também não acho que não é justo só o policial que cometeu a violência pagar. Aí quem tem que responder, responder mesmo é o secretário de segurança e o governador, porque eu não tenho dúvidas que se o policial age com violência e age desse jeito, é porque tem tem comando. Age como se estivesse numa guerra contra o seu povo, contra a sua população. E isso vem do comando. Então o comando, tem que ser o primeiro a ser punido nos casos de violência como essas.




