COMISSÃO ESPECIAL SOBRE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E PRODUÇÃO DE HIDROGÊNIO VERDE

10 dez. 2024 11:37 às 13:11

Sobre o Evento

Comissão discute transição energética e hidrogênio verde com diversos representantes do governo e setores da indústria.

Status
Concluído
ID: 74909Total: 17 discursos
#1
Transcrição por IA

Boa tarde, 1 alegria muito grande podermos retomar aqui as nossas atividades da comissão de transição energética da Câmara dos Deputados. Já está sentada aqui ao meu lado para a minha alegria a doutora Ana Tony que aqui falará em nome do ministério de meio ambiente, mudança do clima, eu vou apresentála daqui a pouco. Está aqui conosco o nosso querido também embaixador André Corrêa do Lago. E está conosco o Davi Bomtempo, que representa aqui a Confederação Nacional da Agricultura. Agradecer muito ao Rodrigo Justos, que aqui está conosco, que falará em nome do setor agro, e em nome do setor de energia, representando a nossa frente do meio ambiente do setor elétrico, o doutor querido amigo Marcelo Moraes também aqui junto conosco tá? Chega pouquinho mais pra cá, chega aqui eu eu estou com medo do dele dar 1 quedinha ali. E quero agradecer a todas as senhoras, senhores que estamos, que que estão aqui conosco depois, com a ajuda como sempre, tão diligente do Ziraldo e da nossa equipe aqui, a quem agradecemos tanto. Eu vou declinar as pessoas que estão aqui que representam entidades mais variadas. São pessoas, Ana, que ao longo do tempo foram nos ajudando. E é tão bacana quando a gente, no parlamento, você bem sabe, a gente não só tem a formalização de 1 comissão que se reúne, tem 1 periodicidade, mas a comissão acaba tendo 1 certa cultura em torno dela. Eu estou dizendo que são pessoas aqui, assessores, com todos eu tenho relacionamento pessoal, me permitiram construir isso, constituir isso e foram fundamentais. Esta comissão e hoje é a nossa última reunião aqui. Quero dar 2 notícias aí. Primeiro, 1 bacana para o ano que vem. Eu estou saindo de mais 1 reunião, alguns sabem, eu sou também coordenador da bancada de São Paulo aqui na Câmara dos Deputados, é 1, aliás no Congresso Nacional 70 deputados, 3 senadores. Nós tivemos 1 reunião com o doutor o deputado Hugo Mota, provável, futuro presidente nosso aqui da casa, por exemplo, porque a eleição vai ser dia primeiro, mas está tudo muito bem encaminhado. E ele assegurou, eu já havia dado notícia a alguns, de que nós teremos no próximo período, no próximo biênio, a manutenção da comissão aqui de transição energética. Então é bacana, vocês vão continuar me ajudando, nós vamos trabalhar juntos aqui. E esse trabalho teve vários bons resultados. Essa comissão teve espaço e teve papel muito relevante na questão do mercado de carbono, e vocês foram fundamentais nisso, todos que aqui estão. Ela foi o local onde se definiu aquilo que aprovado em plenário se constituiu no marco regulatório para a produção do hidrogênio de baixo carbono, que foi aqui, e a minha própria relatoria. Eu fui relatório, fui relator no plenário do do marco regulatório do hidrogênio de baixo carbono, mas aqui também foi onde nós produzimos juntos, eu fui o relator, repito com o auxílio de todos aqui, sobre o combustível do futuro, que também hoje é indutor fundamental de várias iniciativas. E a notícia boa o Yuri que preside a ABREEM que está aqui sempre o Yuri que a pouco vai dar 1 fugidinha que está acompanhando lá no Senado, está certo? Mas no Senado, hoje no Plenário, projeto que eu também, fruto do nosso trabalho, tive o privilégio de ser autor, o PATEM, plano de aceleração da transição energética, muito de negociado com o governo, todos os ministérios, presidente, está pronto vai a plenário, já conversamos com o presidente Lira indo a plenário, sendo votado no Senado, nós a semana que vem deliberaremos aqui, então vamos fechar o ano ainda com patente também sendo aprovado. Então temos motivo pra comemorar e temos desafios pela frente. E desafio extraordinário por isso que essa reunião sinaliza com o futuro é aquilo que será o Brasil o ano que vem. Vai estar no centro do furacão, com a COP 30, vai estar no centro de desafios e pra nós nós sempre olhamos isso com o copo meio cheio. Vai estar pleno de oportunidades. Nós queremos o ano que vem com o trabalho de todos né Ana? Nós vamos sair como o Brasil como protagonista da nova economia, economia de baixo carbono. E nós tivemos 1 arrancada extraordinária. Aproveitou o governo brasileiro, a COP 29, pra apresentar as nossas novas NDC, está certo? E o Ministério coordenou isso ao nível do governo, projeto do governo como todo obviamente vai falar disso quem é responsável, a Ana Tony, mas nós tivemos, eu fiquei muito feliz de ver o tom, o teor da NDC que o Brasil apresentou. É desafiadora, mas é sinal pro futuro. Pra isso então quero agradecer, ela tinha agenda, mudou a agenda pra vir aqui, muito obrigado Ana, a quem eu vou pedir que seja a expositora, depois pedir ao nosso doutor embaixador André Corrêa do Lago, com a sua experiência de negociações internacionais, a vivência na COP que possa nos apresentar também o seu olhar sobre como o NDC dialoga com esses desafio, dialoga com o COP, com mudanças e depois o comentário. O critério que nós tivemos eu já estou falando demais, Vou terminar já. Mas nós convidamos o setor produtivo. Vamos chamar assim. Está certo? Nós queremos ouvir a CNI sobre os desafios e teremos aqui o David Bom Tempo. A CNA tá aqui o Rodrigo Jus e o setor de energia. E quero destacar, pedir que sente mais pra frente aqui doutor Pedro Maranhão, exsecretário nacional de saneamento e presidente da ABREEMA que é 1 das entidades mais importantes aí o do ABREEMA reúne todas aquelas empresas, entidades que tratam da gestão de resíduos no país. Doutor Pedro, muito obrigado. Ana, 1 alegria recebêlo. Temos microfone sem frio? Vamos dar pra Ana? Nós aqui temos mais facilidade de falar com esse microfone estático mas dinâmica como é a Ana certamente vai dar mais mobilidade a você. O microfone também

0:007:17
10 de dez, 14:37
#2
Secretária Nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima - Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima Ana Toni
Ana Toni

Secretária Nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima - Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Aqui do lado do André, mas está ou não agora O que você vai fazer? Vou vou fazer 1 exposição. Se você desejar inclusive ficar de pé Ah pronto, vai fazer mais fácil, pronto vou fazer isso. Você que o Hugo está ajudando aqui né? Já já está aqui, bom primeiro queria muito agradecer, obrigado, agradecer o convite da gente estar aqui falando sobre esse momento que foi tão importante né André, ali na COP, que foi a entrega oficial da NDC brasileira em Baku, é muito importante mencionar a NDC ela foi feita em liderança aqui do Itamaraty, com conjunto de de ministérios, então deputado eu acho que esse é trabalho conjunto que foi liderado como é parte da política externa né a NDC foi trabalho que o Itamaraty aí liderou a equipe o André e sua equipe, e que a gente participou porque obviamente é 1 ligação muito perto do Plano Clima. Mas queria também parabenizar a comissão, a gente vem acompanhando muito o trabalho que a comissão tem feito e vocês vão ver que ela está até refletida aqui no sentido das políticas que o Brasil vem colocando pra gente é alinhar essa perspectiva e visão de país com as políticas que já estão sendo feitas né. Então como foi dito o Brasil fez esforço muito grande de levar a Baku a nossa NDC, ali está a foto com o Simon Estilo, o André Corrêa do Lago, a ministra Marina, na qual simbolicamente a gente entregou esse documento, tenho certeza que vai ser debatido com mais afinco aqui. Como é que eu mudo ir pra cá? Então pronto, assim o o grande tema da que logicamente estava todo mundo muito ansioso, eram qual qual seria a nova meta de 2035 né? Então foi ter feito trabalho grande da equipe estava trabalhando no Plano Clima com os diversos ministérios, encabeçada ali pela Casa Civil, o comitê interministerial, pra gente decidir qual seria a nova NDC brasileira, e a meta que nos colocaríamos. Só relembrando a gente já tem 1 meta que foi dada pra 2025, 1 meta pra 2030, e o nosso grande desafio era pensar nessa meta pra 2035, e na aí, presidente Lula anunciou que vai ser agora é 1 meta em banda, que é 1 novidade, e seria 1 meta pra chegarmos em 2035 diminuindo as nossas emissões entre 59 e 67 porcento ou seja chegarmos numa emissão entre 850000000 de toneladas e 0.5 giga toneladas, então é 1 tem tem vou entrar em pouco mais detalhes o que significa essas metas, mas aí mostra já, e todo mundo consegue ver, que é caminho para chegarmos na nossa meta de neutralidade em 2050, que é também 1 coisa que o Brasil já se comprometeu lá fora, então nos ajuda a pensar não só como a gente chega em 2035, mas como é que a gente está alinhado com a meta de 2050, pensando já o longo prazo, por favor. Então nós vemos e obviamente como foi feita por dentro do governo podem ter outras opiniões, que é compromisso sim ambicioso, mas também responsável. E eu acho que essa né André era pouco a tentativa, então as diminuir essas esses as emissões líquidas de gás de efeito estufa em até 67 por 100 baseado no nos anos de 2005 é realmente absoluto é absolutamente 1 meta ambiciosa a gente tem consciência disso, ela é bastante ambiciosa mas o Brasil tem capacidade de fazer isso. Só que é é 1 1 meta que inclui todos os setores, não é setor só foi bastante debatido aqui né Davi estou vendo justamente a gente foi debatemos bastante também como é que a gente chega lá, então é pra todos os setores e não só setor. E ela está como eu falei já alinhada com o compromisso 2050, porque não adianta a gente pensar que podemos emitir emitir emitir e chegar em 2045 e temos que chegar a 0, então a gente tem que pensar na maneira em custo benefício melhor pra chegarmos em 2050. E grande tema que pra nós como futuros presidentes da COP, era muito importante que era alinhar a 0.5 a nossa meta de aquecimento global, isso é bastante controverso tem diversos modelos que dizem se 1 NDC está ou não alinhadas com 0.5 o Brasil por sorte tem na equipe da COP o modelo global, que nos mostrou esse alinhamento, então a gente usou 1 metodologia modelo que mostra no alinhamento de 0.5. COP desculpa é, é a COP da a UFRJ, lá no Rio de Janeiro exatamente ele vai falando COP COP, da UFRJ que nos alinhou a 2020 e pra nós era muito importante chegar na COP como dos primeiros países trazendo 1 NDC ambiciosa e aí comprometida com o 0.5, o 0.5 porque a presidência do Brasil vai ter papel muito importante em fazer com que agora todos os outros países façam a mesma coisa então foi o Brasil e a GrãBretanha e os Emirados Árabes, que entregaram as suas NDCs em Baku, e agora estamos numa posicionamento muito mais fortes em exigir dos outros o presidente Lula e o secretáriogeral Guterres já começaram essa cobrança com todos os outros países, e a mensagem clara pra todos os países está dividido em 3 níveis, para os países desenvolvidos, os mais ricos, a demanda deles é que as suas NDCs, tragam pra frente não 2050 mas que eles se alinhe a neutralidade de carbono pra 2040, porque eles têm condições e têm capacidade, e que as suas NDCs sejam muito mais ambiciosas e e na aceleração delas do que logicamente os países desenvolvidos. Os países emergentes como o Brasil que já tem 1 NDC pra todos os setores, Aliados a 2050 a gente espera que os países emergentes Índia China, África do Sul não Singapura e outros também tentem dentro de suas capacidades terem NDCs também pra todos os gases de efeito estufa assim como o Brasil que já saiu na frente, e logicamente para os pequenos países aí mais pobres, eles terão pouco mais tempo nessa abordagem. A gente também trouxe pra nossa NDC o tema de incertezas de cenários futuros, por isso a banda, e todo mundo nos perguntou muito por que a banda, porque a a essa abordagem da banda ela reconhece que pra implementação desse compromisso que é ambicioso, ela vai ser influenciada por não só mudanças nacionais e globais que hoje em dia a gente não não sabe e não controla, então a gente não não pode prever o que que vai acontecer até 2035, a gente sabe que o próprio modelo tem incertezas a gente sabe que tem disrupções tecnológicas pro bem e pro mal, que podem influenciar, então dando à banda mostra que a gente tem alguma flexibilidade atingindo algo entre 59 por 167 por 100 a gente vai mirar no 67, mas se não conseguirmos porque o ambiente de negócios nacional e internacional, mudanças eleitorais não nos permite não é falta de ambição, o Brasil quis mostrar somos ambiciosos somos muito ambiciosos, o que a gente tem que assegurar são agora os meios de implementação para chegarmos a 850000000 de toneladas e já nos colocamos que vamos precisar da colaboração internacional. A gente sabe disso, os o Brasil diferentemente dos Estados Unidos ou da Europa não tem recursos próprios pra investir em toda a sua ambição, então a gente sabe que vai precisar de colaboração internacional com investimentos e quisemos deixar isso muito claro na nossa NDC. Agora talvez a parte mais interessante da NDC que ela tem essa visão de futuro de que país queremos ser, e acho que foi assim toque muito importante que que foi dado ali pelo Itamaraty que e alinhando a nossa NDC tanto ao plano Clima que eu vou entrar em mais detalhe, como o pacto pela transformação ecológica, colocando o Brasil como 000 deputado mencionou, colocando o Brasil como esse lugar de provedor de soluções climáticas, Podemos ser esse provedor de soluções climáticas e já estamos nos preparando pra isso. Então a ND NDC representa aí 1 etapa chave nessa promoção desse novo modelo de desenvolvimento do Brasil alinhado com com o plano clima, com o plano de transformação ecológica, e com o pacto entre os 3 poderes que aliás essa casa também assinou, então é 1 visão de país, e não é só 1 visão do executivo. E a NDC como instrumento fundamental da nossa PNC que é a política nacional de mudança do clima aprovada aqui no parlamento. Então, como a gente já teve outros debates e acabei de mencionar a NDC, ela se baseou no trabalho que vem sendo feito para o Plano Clima, que é o caminho das pedras de como é que nós vamos atingir essas metas. Então estão sendo feitos 7 planos setoriais de mitigação, 16 de adaptação com planos e estratégias transversais como e estratégias transversais, os meios de implementação, educação inovação e logicamente monitoramento e gestão. Como é que a gente chega até 2035? Esses planos estão em elaboração, vão ficar prontos em julho do ano que vem, vão ter passado por consulta pública, aonde são planos até 2035, então vão eles têm que culminar nas metas que foram aí acordadas esses planos começam agora a ser já tem muito debate né dos diversos setores indústria energia é o Tiago Barraal liderando ali pela energia, é o secretário Rollemberg pela indústria cada dos ministérios agora, é alinhando os seus planos, mas sabendo que coletivamente a gente tem que estar dentro das metas ali colocadas. Mas o que eu queria enfatizar e já terminando, é que o Brasil já está no caminho certo, não é que a gente vai ter que fazer algo muito diferente do que estamos fazendo, obviamente vamos ter que acelerar algumas coisas, mas nós já temos políticas e medidas em andamento para atingirmos as as nossas metas de 2025 de 2030 e de 2035. O plano ABC, o combustível do futuro que passou por aqui o o plano de recuperação de pastagens degradadas, o plano de transição energética que está sendo feito, o da nova indústria, o plano navegue de restauração florestal, o o programa de florestas produtivas os planos de prevenção e controle de desmatamento, todos esses planos não é que a gente vai ter que fazer agora porque decidimos a nossa eles já estão já foram acordados o que a gente tem que fazer agora é o detalhamento e como é que a gente acelera a implementação de planos que nós já temos e como é que eles vão nos ajudar chegar lá. E também estamos no caminho certo na parte de investimentos então aqui todo mundo, eu acho que eu estou na frente aqui né, nós já temos fundo clima, que está lá no BNDES que esse ano está desembolsando, tem a a condição de desembolsar 2000000000 de dólares ou mais de 10000000000 de reais, e está lá o BNDES de 1 maneira acelerada, investindo esses recursos, para a implementação do plano clima e todos os os planos ali colocados, esse novo programa do Eco Invest que vocês já devem ter ouvido falar, que é feito pelo Ministério da Fazenda, que é tipo mas está dentro do plano clima, que é é tipo headphone, é para quem tem que trazer recursos pro Brasil e sofre da da oscilação cambial, boa tarde, deputada. Então o Eck Invest já está ali, lançamos em Baku 1 coisa que nos deu muito orgulho, e é fruto do trabalho que teve no G 20, do TF Clima que trabalhamos juntos, que é a plataforma Brasil de investimentos climáticos e para transformação ecológica. A gente sabe que investidores internacionais bilaterais multilaterais vêm pra Brasília, batem na porta de todos os ministérios aleatoriamente perguntando, tem programa como é que a gente pode investir e se eles querem ajudar a investir na área dessa transformação ecológica ou pra adaptação pra mitigação, o governo brasileiro, falou assim deixa eu te contar então quais são as nossas prioridades, e dentro dessa plataforma os senhores e as senhoras já podem entrar e ver online, já tem ali quais são os planos prioritários do Brasil para fazer esse investimento de fora, aí está, o combustível do futuro aí está o plano Aveg aonde a gente explica quais são os planos e quais são as prioridades. Já fizemos estamos aí no meio né da reforma tributária que já tem esse viés, mercado de carbono foi muito importante a aprovação do mercado de carbono por essa casa e pelo Senado recentemente ao mesmo tempo que a gente acabou, também o acordo internacional de mercado de carbono, isso é 1 grande oportunidade pro Brasil, então a gente está, acha que isso vai ajudar a gente a implementar as nossas metas, a taxonomia que está em consulta pública, já falei aqui do plano nacional de recuperação de vegetação, o do combustível do futuro e do hidrogênio verde do mobilidade verde mover todos esses planos já acontecem, se a gente implementar a o que está já colocado a gente consegue chegar nas nossas metas, mas a gente tem que agora saber quanto custa e da onde virão os recursos. E quero mostrar que assim todo mundo já sabe as emissões brasileiras dependem muito principalmente as de 2025, 2030 e também de 2035, vão depender muito de o que acontece com o desmatamento no Brasil, porque é daí que vem as nossas maiores emissões, e a gente deu salto nesses últimos anos, muito importantes pra diminuir as o o desmatamento aqui é no caso da Amazônia, vocês veem essa queda com isso o Brasil mostra que já está a caminho é de atingir as metas de 2025 que é as mais próximas e precisamos acelerar aí o combate ao desmatamento, e obviamente vão nos ajudar pra que outros setores como energia indústria e outros, tenham pouco mais tempo, e logicamente outros tipos de investimento pra reorientar aí os seus as suas emissões. Então isso aqui é na Amazônia, e aqui no cerrado, que também a gente não via estava vendo só crescer, mas já vimos agora em 2024 que também o desmatamento no cerrado caiu e caiu significativamente, ou seja, a nosso maior fonte de emissão começa a cair dando aí tempo pra o resto da economia ir se ajustando e como a gente começa a desenhar no plano clima a gente percebe que tem alguns setores que podem imediatamente ajudar na queda de emissão, como é o caso aqui de de desmatamento e alguma parte ali de pecuária e agricultura, e e ver outros setores como é o caso de indústria transporte, que vão continuar crescendo porque o Brasil está crescendo, mas vai ter descolamento entre crescimento e emissão. Esse descolamento até 2035, é possível porque outros setores já estão diminuindo, a partir de 2035 aí sim começa o desafio de todos os setores ajudarem aí a gente ou, é é parar de emitir ou sequestrar carbono de 1 maneira mais intensa e eu acredito que o setor de energia tem muito a contribuir na captura de carbono né, principalmente por causa dos biocombustíveis e por causa dos bemks. Eu acho que é isso, agradeço a atenção.

0:0018:26
10 de dez, 14:44
#3
Transcrição por IA

Muito obrigado Ana Toni, reitero mais 1 vez meu respeito, aplauso, pela qualidade do trabalho apresentada, pela responsabilidades, inovador, né? Desafiador. É 1 meta, mas é 1 banda. É 1 meta global, cada dos setores vão ter que compartilhar desafios pra que isso se monte ao final quebracabeça. Adorei a expressão, vou incorporar com mencionando a autoria, Brasil provedor de soluções climáticas. E a questão do financiamento daqui a pouco você vai incluir o patente ali que nós vamos aprovar como mais instrumento de, aí de financiamento. Deputado Bandeira, 1 alegria imensa têlo aqui. Nosso deputado Bandeira, por todos nosso conhecido aqui, Marcelo, eu tenho que controlar porque senão ele já vai dar abraço no Bandeira aí coisas rubroneras do Flamengo, está certo? Mas agradecêlo o deputado Bandeira tem tido protagonismo muito grande em causas na gestão de resíduos, de reciclagem, na causa ambiental climática. Muito obrigado sua presença é muito importante, estar à disposição quando o senhor desejar falar à vontade. Nós vamos passar agora a palavra ao embaixador André Corrêa do Lago. A solicitação é que ele que participou desse processo possa comentar ou trazer outros olhares e particularmente complementar à luz das negociações internacionais, das referências as quais de outras NDCs, né André? Pra que o se possamos ter esse comparativo. André, embaixador André Corrêa do Lago, por

0:001:48
10 de dez, 15:02
#4
Embaixador e Secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores - Ministério das Relações Exteriores André Aranha Corrêa do Algo
André Aranha Corrêa do Algo

Embaixador e Secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores - Ministério das Relações Exteriores

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Brigadíssimo deputado é 1 alegria estar aqui com todos vocês e é é fácil seguir a a apresentação da Ana porque foi tão boa que eu em princípio eu não preciso dizer mais nada mas eu vou dizer algumas coisinhas assim do ponto de vista mais Itamaratyano né que eu acho que é esperado, mas eu acho que nós estamos vivendo momento completamente excepcional na na na nossas na nossa no nosso país que foi essa sequência do Brasil presidiu o G 20, o Brasil agora vai presidir o BRICS e o Brasil vai presidir a COP 30 no final do ano. Então dos maiores desafios que eu acho que o ministro Mauro e o presidente Lula queriam na na dimensão de política externa é criar 1 coerência entre esses 3 essas 3 estruturas completamente diferentes né com perfis de país muito diferentes, e que tem também impacto muito diferente. E começamos com o G 20, quer dizer, se a gente tivesse escolhido a ordem eu acho que teria sido essa mesmo, a Ana e eu me concentimos junto com o Banco Central e com o Ministério da Fazenda, essa força tarefa sobre clima no G 20 que foi 1 invenção brasileira no G 20, nunca tinha acontecido antes do G 20, que era juntar ministério que cuida de clima, ministério das reações exteriores junto com o Ministério da Fazenda e Banco Central pra discutir clima. Por quê? Porque a gente sentia que eram como 2 grupos né porque no no G 20 tem 2 grupos né? Tem 1 linha que faz a finança e 1 outra que tem a coisa mais estratégica, mais diplomática. Então nós ao juntarmos os 2, nós queremos que todo mundo falasse a mesma língua, e a gente se deu conta que não se falava a mesma língua, inclusive, delegação alemã disse obrigado, a gente finalmente conheceu a pessoa do Banco Central com quem a gente tinha que conversar sobre esse assunto etcétera. Bom então ao juntarmos esses esses atores eu acho que o Brasil conseguiu ah nessa TF Clima levantar imenso desafio da questão de financiamento para países em desenvolvimento médios como o Brasil. Por quê? Porque quando a gente pensa na convenção do clima, Convenção do Clima tem EA0 acordo de Paris, né, a COP, são 196 países e numa divisão muito clara entre países envolvidos e países em desenvolvimento. E quando se fala de países em desenvolvimento, as pessoas estão sempre muito mais preocupada com os países mais pobres que não só não contribuíram em nada pra mudança do clima porque eles têm emissões mínimas e também não têm recursos para o o desviar o crescimento deles para 1 direção mais sustentável. Então, como a tensão é toda voltada pra esses países, acaba que a lógica dos fundos de clima é muito voltada para os países que não têm condições de atrair investimentos. O que que o Brasil fez no G 20? Foi acentuar essa questão dos países médios, Indonésia, Índia, Brasil, África do Sul, nós não precisamos de caridade internacional, Nós precisamos de investimentos porque os nossos países são, me perdoem o português estranho, mas são muito investíveis. Nossos países são onde está o crescimento do futuro. Então nós voltamos muito essa discussão do G 20 para os países em desenvolvimento do G 20. E se você juntar os países, todos os países do G 20, você tem 80 por 100 das emissões mundiais, ou seja, em princípio você poderia até resolver o problema da mudança do clima só no G 20, né? Então essa responsabilidade mas ao mesmo tempo chamar atenção pras oportunidades que países como o Brasil apresentam e por isso que quando na NDC a a Ana diz que a gente fez basicamente 1 plataforma de investimentos, a NDC é 1 maneira de se apresentar ao mundo e dizer, olha o que o Brasil pode fazer no combate à mudança do crime, Olha que modelo de desenvolvimento que o Brasil pode e decidiu escolher porque tem mais de 120 programas do do do governo e do estado brasileiro que já vão na direção certa, como eu disse há ano. Então, o G 20 teve essa função muito muito boa de provocar essa discussão que acabou num num numa reunião lá em em Washington no no Banco Mundial na reunião do Banco Mundial em que todos os países do G 20 estavam representados pelo seu ministério está fazendo o banco central, ministério que cuida do clima e ministério dos reacões exteriores todos reunidos no banco mundial pra encontrar soluções para os países médios eu acho que isso é 1 coisa que foi muito importante. Agora nós temos o desafio do BRICS como sabem assumimos o BRICS no dia primeiro de janeiro, e o BRICS é grupo de países, que tem enormes problemas de transição energética, ou seja, se pegar país como a Índia, se pegar país como a China, a China tem avançado de forma extraordinária mas a China ainda tem 1 dependência imensa de carvão, África do 100 de carvão, então são países que têm grandes desafios e agora acabam de entrar no BRICS também países que são importantíssimos produtores de petróleo, seja o Irã, que seja a Arábia Saudita, que sejam os Emirados, e também países africanos muito importantes mas que também têm grandes desafios pra mudar a sua economia. Porque no final das contas quando a gente está falando de mudança do clima, e a mudança do clima começa graças às descobertas científicas né, evolui por causa da academia, evolui pela por alguns políticos mas imensamente pela sociedade civil e é absorvido pelos governos é absorvido pelos governos locais porque os governos locais tem papel importantíssimo né pra pra combater a mudança do clima e hoje em dia já se transformou portanto o o centro da discussão econômica, porque todos os países têm que mudar a sua economia pra se adaptar. E não é o Brasil só que tem que mudar a Alemanha, a gente está vendo o que que está acontecendo, as consequências disso na França o quanto a França também está sofrendo nessa transição e naturalmente os países mais pobres mais ainda porque eles não têm os meios como diz como disse a Ana. Então, nesse esforço o grupo do BRICS é absolutamente essencial por serem países que têm desafios muito maiores do que o Brasil, mas são países que também têm circunstância de investimentos excepcionais quer dizer junto à China, Índia, Índia já se tornou a quinta economia vai ser a quarta economia do mundo provavelmente o ano que vem. Então as oportunidades desses países são excepcionais. Então vai ser outro tipo de diálogo coerente como a gente está procurando desenvolver com eles, pra procurar soluções inclusive na questão de financiamento, porque há 1 coisa muito pouco contabilizada, é o quanto os países esses países médios que eu estou citando, o quanto esses países médios como o Brasil, investem no combate à mudança do clima e isso não é contabilizado, isso não é considerado da maneira como deveria ser contabilizada. Então por exemplo, quando a gente pensa no combate ao desmatamento no Brasil que o Ministério do Meio Ambiente está coordenando de forma incrível com 9 outros ministérios ou 12 outros ministérios, 90 por 100 dos recursos vem do orçamento brasileiro, daí ficam umas pessoas fora achando que todo o dinheiro vem de ajuda internacional de maneira nenhuma. Então na parte de de de energia também é é 1 coisa do orçamento e o que a China fez né? O que a China está fazendo, o que a Índia estão fazendo, são países que recebem muito menos recursos internacionais e que têm potencial enorme de receber mais. Então a gente vai trabalhar muito no BRICS nesse sentido. E a COP 30 é a conferência que se as COPs todo ano se tornaram a conferência mais falada do mundo, né? Que é é a conferência dos países que são parte da Conversão do Clima que foi assinada no Rio em 1992, e e que evoluiu criando outros instrumentos como o Protocolo de Kyoto mas que agora o grande instrumento sobre a convenção do clima é o acordo de Paris que vai fazer 10 anos em Belém. E qual é pra não entrar aí em grandes detalhes apesar de que eu acho que é justamente o tema que eu, e o deputado Arnaldo a Ana temos queremos muito que haja grande debate nacional sobre esse sistema, mas qual é AAA etapa talvez que a gente possa ultrapassar em Belém? É que até hoje essas discussões de mudança do clima como todos veem são longas negociações que acabam sempre 2 dias atrasados às 4 da manhã, bando de diplomata perverso assim que adora ficar até altas horas da noite, mas então a gente acaba criando tipo de legislação internacional, regras internacionais, mas o a implementação é muito difícil. As regras não não são cumpridas, então o Brasil quer que Belém seja não só 1 aproveitar ao máximo que nós conseguimos criar como regras graças à convenção e graças ao acordo de Paris, mas também que Belém inicie 1 nova fase da discussão da mudança do clima dirigida muito mais para implementação do que para discussão e para as negociações. Já tem muita negociação, nós já temos muitas regras, nós sabemos também que já temos muitas das soluções pra combater a mudança do clima, então nós já temos como fazer, o que mais falta infelizmente é financiamento. E entre as boas notícias pro Brasil porque o Brasil está numa posição de grande destaque nisso, porque o Brasil já apresenta várias soluções e vai apresentar mais ainda como disse a Ana, mas é vários analistas internacionais consideram que o Brasil é a única grande economia do mundo que já pode virar neutra em carbono em 2050 com as tecnologias já existentes hoje. Todos os outros países precisam de novas tecnologia, já existem as tecnologias pra gente fazer isso, então eu acredito que essa agenda é 1 oportunidade de liderança brasileira, é 1 oportunidade sobretudo de o Brasil encontrar 1 novo modelo de crescimento econômico, e a gente ficar na vanguarda dessa nova economia que tem impacto tão grande sobre o comércio, sobre os investimentos etcétera. Então eu acho que esse conjunto das 3 presidências brasileiras nesse governo do presidente Lula é 1 ocasião absolutamente única pro Brasil e e quero abrir as portas evidentemente da minha secretaria que que abarca tudo aqui que a gente pode conversar nessa sala porque eu sou secretário de clima, energia e meio ambiente então todos qualquer tema será bemvindo na minha secretaria e vai ser 1 alegria debater com as senhoras e os senhores nos próximos meses. Muito obrigado pela ocasião.

0:0011:52
10 de dez, 15:04
#5
Transcrição por IA

Obrigado embaixador eu sublinhei depois aquela fala da querida Ana Tony Brasil provedor de soluções climáticas E o embaixador não deixou por menos. COP 30 momento de passar ação, implementação das mudanças necessárias. Ó, já temos 2 referências pra trabalho e ação. Saudar o nosso sempre deputado Edinho Bezck, que nos prestigia, ele que dirige a secretária executiva da que é a frente de logística que também tem essa pegada muito importante. Fizeram recentemente viu Ana e me permitam assim chamálos. Fizeram debate muito interessante sobre sustentabilidade no setor de entre outras questões muito relevante aí. E agora os nossos convidados que são exatamente pra ajudar a debater. Repito porque alguns chegaram depois o olhar da indústria, o olhar do agro e o olhar do setor de energia. NDC, referência, como cumprir metas, como partilhar responsabilidades. Oh vou começar por você, Davi, pode ser? Davi, acho que o microfone sem fio vai ser mais adequado ao Davi. Aliás aproveitar pra parabenizálo porque à luz do da direção da CNI Ricardo Albano nosso presidente mas o Davi foi o coordenador de seminário espetacular que aconteceu lá em, muito substantivo, todos os dias debates muito interessantes, o blog Embaixador, eu tive também o privilégio de lá estar parabéns pela iniciativa lá viu David? A indústria vai cumprir as metas David? Vamos lá vamos lá.

0:001:53
10 de dez, 15:16
#6
Superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria - CNI - Confederação Nacional da Indústria - CNI Davi Bomtempo
Davi Bomtempo

Superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria - CNI - Confederação Nacional da Indústria - CNI

Transcrição por IA

Com certeza. Primeiro agradecer aí o deputado Arnaldo Jardim pela parceria, também pelo convite, né sempre bom estar aqui e poder passar a mensagem do setor industrial. Deputado Edinho Bandeira de Melo também, obrigado aí pela presença, todos aqui presentes, embaixador André Corrêa do Lago, secretária Anatomi, o Marcelo né, aí parceiro de várias caminhadas, Rodrigo Jus também, sempre tem participado também junto com a indústria né colocando aí as posições de todo o trabalho realizado no setor do agro, e eu queria aqui já iniciar falando pouco sobre a representação da CNN porque eu acho que é muito importante quando a gente discute essa temática a gente percebeu o alcance que a gente consegue, né realizar em relação às várias indústrias espalhadas aí pelo Brasil inteiro, né hoje somos aí 27 federações de indústria, 1300 sindicatos né, e aproximadamente 900000 estabelecimentos, né então a gente tem alcance bastante relevante, e com certeza a gente vem levando essa agenda, porque como foi falado aqui, a gente precisa aprimorar muito 1 temática importante que é a comunicação, né? Eu acho que a gente precisa falar o que o Brasil tem feito, como que o Brasil está posicionado, né o Brasil hoje, ele não está partindo do 0, ele já já fez a transição, ele já está na vanguarda, então quando a gente compara com outros países somos muito mais competitivos em termos de sustentabilidade, eu acho que é essa mensagem principal que a gente vai ter a oportunidade de passar quando a gente recebe a COP agora em novembro, né? Não só a COP em novembro, mas todo esse caminho, toda essa trilha, né que vai ser construída, né durante o ano de 2025 já começando aí, né no mês de janeiro, quando a gente já tem algumas prestações de contas a fazer da COP 29, mas também já fazendo kick off dentro do setor industrial, para estabelecer o que vamos apresentar, né em termos de indicadores e resultados na COP 30 em Belém, COP 29 foi 1 COP de projetos de vitrine, né COP 30 é 1 COP de resultado de implementação. É isso que o setor industrial vai mostrar lá. Temos aí várias tendências que foram colocadas aqui, né anúncios de empresas, de países, né de neutralidade climática em 2050, escolhendo vários caminhos né pra se atingir esse objetivo né ou seja expansão de renováveis, ou novas tecnologias, ou os biocombustíveis, né e outras linhas que poderão sempre aí considerar especificidade, e de cada país, né? A gente falou aqui muito do setor financeiro, né eu acho que a gente já está com trabalho em andamento bastante estruturado, né do lado do governo a gente fala de títulos soberanos de taxonomia do ECO Invest, né trabalhos que já estão em andamento, mas que com certeza vão precisar muito da participação do setor privado, pra que a gente conecte isso com a agenda de atingimento da NDC. Temos aí também várias regulações internacionais que a gente vai precisar também conversar bastante, SIBEN e o The Foorestation, do diligence, toda a questão de relatos também que estão sendo exigidos né, principalmente agora de companhias abertas, então é arcabouço que a gente, não só o setor industrial vai precisar conversar bastante com outros setores financeiro, com o agro, né com o comércio e com todos aí os envolvidos, e com certeza aí academia e também com o governo. Né temos algumas vantagens né que acho que aqui todos conhecem né matriz energética elétrica limpa, indústria que consome energia mas emite pouco, né se a gente comparar aqueles setores energo intensivos brasileiros, o químico, o o siderurgia, o aço, nós somos muito mais competitivos que esses mesmos setores em países desenvolvidos. Isso a gente precisa mostrar também, né a vantagem comparativa do Brasil, que com certeza, se a gente aprimorar a comunicação a gente transforma isso em competitividade, né temos aí maior biodiversidade, né hoje a gente não consegue dissociar mais biodiversidade de clima, a gente viu isso de 1 forma muito clara na COP de Kali né na na Colômbia que aconteceu também no mês de outubro, e com certeza é 1 temática que vai ser muito bem conduzida, e muito falada aí pelo governo brasileiro na COP 30. Grande quantidade de água, né isso é importante pra várias agendas que foram colocadas aqui, né e hoje a CNI ela trabalha com 1 estratégia muito bem definida, não é 1 estratégia recente, é 1 estratégia já de algum tempo, né, mas a gente definiu 4 pilares pra se trabalhar, trabalhamos transição energética, ou seja toda agenda de eficiência, eficiência energética ainda é a agenda mais barata de se economizar energia, né expansão de renováveis então a gente vê a quantidade de PLs, que foram citados aqui, né toda a parte de novas tecnologias, hidrogênio de baixo carbono, e o hidrogênio ele traz 1 vertente diferente, mas pra nossa visão é o que vai virar a chave, que não é comando controle e fiscalização essa ajuda, né mas tem outro lado da moeda de política pública que é a parte dos incentivos econômicos, né então ele já vai trabalhar a questão do crédito fiscal, e também aí a suspensão de alguns tributos por algum determinado tempo, né mas que com certeza ele vai lançar esse estímulo, a se fazer aí a a transição, né e a nossa política nacional de biocombustíveis, a agenda de Brasil eu não conheço aqui, né outro país do mundo que no posto de combustível você tenha tantas opções, né você tem o etanol, você tem o biodiesel, você tem a própria gasolina brasileira, que já recebe aí 1 1 quantidade né relevante de mistura de de etanol, né e isso também está previsto no combustível do futuro, né não só essas agendas mas também HVO, o SAF, né e também biogás e biometano que vão complementar essa agenda. Mercado de carbono acho que ele cumpriu, né o que se pretendia, é trade, ele traz na sua espinha dorsal, né 3 temas relevantes, primeiro governança, né o segundo a parte de metodologia chamada MRV, e as e a terceira como que vai funcionar esse mercado, essa espinha dorsal do modelo né, o mais importante aqui é que a gente tenha na parte de regulamentação, a participação do setor industrial, é ele quem vai ser regulado, né ele que precisa estar envolvido na tomada de decisão, porque é ele quem sabe, o equilíbrio entre redução de emissão e também competitividade. Então, é 1 1 agenda da CNI, é 1 posição da CNI, da gente trabalhar isso de forma participativa, também dentro aí das da do do do do trabalho de regulamentação dentro do Poder Executivo. Temos aí alguns oportunidades também de contribuição, economia circular está no pipeline, texto bastante aprimorado, texto que foi resultado e bebeu da fonte, duma norma internacional que a CNI liderou por 5 anos, né, não é 1 norma ISO, né e com certeza é texto aí que está bastante maduro, acho que a gente precisa aí deputado, é criar, né esse momento pra que a gente possa votar esse texto ainda né se for possível esse ano pra gente já chegar na COP 30 com em termos de implementação né e contribuindo aí com a parte também de bioeconomia, e temos aí mais recente, o nosso projeto de direito de biosumos que também foi aprovado. E, você falou aqui do do G 20, né? A CNI coordenou todo o trabalho de a partir do B 20, né então de 1 forma bastante resumida, o que a gente faz é estabelecer alguns grupos de trabalho e esses grupos vão produzindo alguns public Polices, e de certa forma eles são consolidados e oferecidas ao G 20, pra ver o que pode ser ou não incorporado e aproveitado. Né? Vamos trabalhar da mesma forma no BRICS, né? O BRICS acontece ano que vem, a CNI recebe a parte de negócio, e vamos trabalhar dessa mesma forma, né, com modelo pouco mais ajustado, também na COP 30 né, a partir do sistema mobiles no escopo que é 1 iniciativa que estamos aí, coordenado pra transformar essa participação empresarial, não só o Brasil, mas internacional, mas principalmente aí oferecer 1 contribuição do setor privado para essa agenda climática. Então fico por aqui, agradeço mais 1 vez deputada, pela oportunidade, e fico à disposição. Muito

0:008:41
10 de dez, 15:18
#7
Transcrição por IA

Davi, mas você não respondeu hein? Mas oh mas fica só a provocação aí, porque você fez apanhado muito abrangente, muito correto, que é o testemunho e aplauso, e aplaudo. Eu queria fazer o até com xixi aqui, eficiência energética. Nós estamos olhando pro deputado Bandeira de Melo que leva a esse tema de 1 forma reiterada no seu mandato. Eu acho que nós estamos muito atrasado nisso, acho que é 1 coisa que nós estamos pouco a a dever a par do esforço do deputado Bandeira de Melo. Segundo o crédito de carbono acompanhar a implementação. Nós eu com auxílio do Marcelo, o Alexandre que está aqui coordena, nós constituímos 1 coisa bacana, que eu acho que teria que se pensar semelhante no crédito de carbono. Nós montamos monitor que chama monitor energia do futuro, quem quiser entrar no Instagram monitor energia do futuro, Tem que botar o Instagram. E no site também. O que que nós estamos fazendo lá? Nós estamos acompanhando todo o debate sobre a questão. Então o ministério de Minas e Energia concluiu agora o oitavo, oitavo consulta pública, né? A de hoje foi sobre estocagem de CO 2. Captura estocagem de CO 2. Eu fui lá algumas delas. O Geraldo nosso e o nosso monitor foi todas. Está certo? Então dá conta de toda a questão de portarias decretos, divulga negócios. Semana passada também a Iara fez lá. Já deu não anúncio de negócio. Fábrica de amônia verde. Daqui a pouco já estou preparando preparar clima pra você Rodrigo, está certo? Então dá notícias de negócio e dá notícia dos avanços de inovação tecnológica Ana, e pesquisa científica. A USP há 2 semanas inaugurou novo laboratório, a Unicamp há 3, Itajubá há mês e meio, laboratório voltado pra isso. Muito estimulado por isso. Então, lá nesse monitor, convido a todos a seguir, energia do futuro, dá conta da, tudo que está se fazendo, negócios e inovação. Estou dizendo porque pro crédito carbono de repente montar instrumento desse porque precisa de ter participação tal e economia circular mencionado. Mas eu quero só reiterar aí Davi essa iniciativa que vocês estão tomando semelhante ao que teve no G 20, que era era B. 20. B Business né? B 20. B 20, está certo? Que vocês estão propondo montar isso como órgão auxiliar pra preparação da COP 30. Parabéns, ótimo iniciativa. Rodrigo Justo, Rodrigo é craque também. A CNA fez grande seminário pré COP 29, preparou documento pra COP 29, a CNA tem tomado várias iniciativas importantes para que o nosso agro e aí eu estou dizendo, eu vou botar meu chapéu aqui de vicepresidente da FPA, está certo? Que sou eu tenho muita convicção de que o nosso agro, pecadilhos que tenhamos e temos aqui a acolá, mas que o agro, a sua dinâmica, o seu compromisso, o eixo do agro é totalmente comprometido com a sustentabilidade, né? Então, CNA, o agro vai cumprir as NDCs também, Rodrigo? Conta aí.

0:003:36
10 de dez, 15:27
#8
Consultor em Meio Ambiente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA Rodrigo Justus
Rodrigo Justus

Consultor em Meio Ambiente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA

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Começou pesado aqui o negócio. Bem, boa tarde a todos, deputada Arnaldo Jardim, secretária Anatomi, embaixador corredor do lago, Davi Marcelo, demais presentes aqui. Primeiramente que a gente nós vivemos momento importante aqui no Brasil por 2 razões. Esse ano, que já estamos nele, a COP Triângulo será aqui. E nós teremos 1 oportunidade de mostrar, não só aquilo da da necessidade de quebrarmos os mitos de que o Brasil é o que é porque destruiu tudo não sobrou nada é, essa série de narrativas, e que fazem parte de consciente coletivo internacional a nosso respeito, esse é fato, nós fomos competentes no passado, para nos desenvolvermos, mas não fomos competentes para nos comunicarmos essa é 1 falha, e hoje nós pagamos esse preço. Então, a COP 30 ela é 1 oportunidade para que nós possamos quebrar esses mitos, mas também de outro lado nós temos que mostrar os nossos problemas, e nós temos também problemas, não são poucos esses problemas. E são esses problemas, que dependem da questão do tal do financiamento, certo? Aquele produtor que está estruturado na sua propriedade dentro de todas as técnicas da da da agricultura moderna, esse não precisa do apoio do governo para fazer 1 agricultura de baixo carbono. De outro lado nós temos contingente de produtores que necessitam virar a página e mudar pra padrão tecnológico mais moderno, menos emissor, deixar de usar o fogo na propriedade, de deixar de usar técnicas que hoje nós nós podemos considerálas entre aspas predatórias ao ambiente, mas num passado na época medieval antigamente era dessa forma que se fazia, a produção de alimentos. Então, mostrarmos então, quais são as nossas pretensões quando nós chegamos, nós no caso, o embaixador Correia do Lago e a secretária Anatomi, e na mesa de negociação diz que a gente precisa de apoio financeiro. Não é para o grande produtor brasileiro, é para esse contingente que nós queremos que eles virem a página e se transformem também num grau de sustentabilidade mais elevado. E de outro lado, e por isso, na COP, o setor fará amplo esforço, nós iremos constituir inclusive lá em Belém, nós vamos organizar para que todo aquele membro de delegação que queira conhecer 1 fazenda no Brasil saber como as coisas são feitas né, dentro dos padrões mais elevados de sustentabilidade nós vamos proporcionar a essas pessoas que elas possam conhecer o campo. Que 1 coisa é eu fazer 1 palestra aqui e encher de fotografia, outra coisa é levar essas pessoas lá, né, para que elas possam conhecer e nós iremos montar os campos demonstrativos lá na Embrapa, lá em Belém, e nós vamos organizar 1 estratégia de mostrar o que é o setor agropecuário brasileiro. De outro lado, nós temos a NDC. Quanto à NDC, dias atrás, numa conversa com vários produtores, e ninguém entendia o que era a NDC, porque quando você conversa com alguém, que não sabe o que é a conferência do clima, e vai explicar a NDC, ninguém consegue entender o que que é a dita da NDC, e chegou 1 hora produtor falou, ah eu já sei o que é, NDC é o nosso dever de casa, eu falei é exatamente né? Então, entre, trouxe resumo do que seja, certo? E, este ano, né, quando a NDC ela foi lançada, quando nós voltamos lá na COP de Paris, quando a NDC ela foi criada, ela foi criada tendo em vista que chegou a essa conclusão que não adiantava dividir a conta por 190 países e dizer, pra cada está aqui a sua obrigação, e muitos países não têm condição de cumprila. Então cada país traz aquilo que tem entre aspas perna, né, para fazer. Dessa vez, este ano, nós tivemos o anúncio da NDC, mas nós não sabemos ainda, quanto a indústria vai fazer, quanto o agro vai fazer, quanto a energia vai fazer então, essa divisão, dependerá dos tais 7 planos setoriais que aí vem, né? Eu espero que a indústria assuma a parte do agro e viceversa, né? Então, então, e é esse e é esse o dever de casa que nós temos agora né? Até julho né? Porque é preciso que se haja essa delimitação. E não sei se EEE não sei como isso vai terminar na mesa né David? Porque Porque na hora de dividir a conta né nessa hora às vezes pode faltar de cá de lá. Mas, nós temos que levar em consideração esses aspectos, e, o nosso comportamento durante a COP 30 e aquilo que formos capazes de transmitir positivamente a respeito do nosso país, eles são essenciais para o financiamento que iremos ou não ter de parte dos outros. Foi falado aqui a questão da banda. Por quê? Porque com mais ou menos financiamento, é possível que não alcancemos aquilo que queremos, né? E vem toda 1 discussão, de que existe papel também importante do próprio congresso, porque cabe ao congresso não só a aprovação dos orçamentos, dos planos, e até mesmo conforme for o tamanho dessa NDC e a falta de ou não de financiamento externo, os congresso terá que ratificar isso e dar endosso, né? Já que daí sairá do nosso próprio bolso, né? Então o setor agro vê esse momento como 1 oportunidade para nós, seguirmos nesse engajamento que já vem acontecendo, no ano passado já fizemos n reuniões, secretária já esteve acho que 2 ou 3 vezes lá na CNE inclusive no lançamento do nosso, é, position paper. Nós seguimos apoiando todas as iniciativas aonde nós possamos alavancar o nosso país, né, e mostrar o que somos, inclusive, da forma como hoje é feito que o Brasil cede a tecnologia tropical a muitos e muitos países, né? Existe tarefas também do governo, que está já estruturando a tropicalização do inventário de emissões, que durante muitos anos utilizamos os lá do modelo de agricultura temperada da Europa, ou seja praticamente da naquele formato somos muito mais emissores, do que participamos das remoções, e na verdade, nós temos o país o dever de casa de melhorar isso e isso está sendo desenhado, e esse financiamento a CNE também participa de vários projetos, onde nós queremos acelerar esse processo. Então deputado Arnaldo Jardim, são aqui as nossas contribuições para o o nosso dever de casa agora né, que é a nova NDC, né? Mas vamos ver se nós conseguimos trabalhar e colocar a coisa num ponto em que esse peso nós consigamos transferir parte dele para aqueles que foram os responsáveis por essa situação que hoje estamos aí. Então agradeço a oportunidade aí muito obrigado.

0:008:55
10 de dez, 15:30
#9
Transcrição por IA

Rodrigo Justo, você foi fundamental, eu fiz 1 referência, mas mais pessoas aqui estão somando a nós. O position paper como você chamou aqui, da CNA foi 1 referência, eu não tenho dúvidas que é avanço formidável, 1 formulação que a todos nós aí empolga, né? Você chamou NDC, cada está cunhando frases aí né? NDC Deves de Casa, nosso dever de casa, bacana também, acho que vai ser usado, né? Ah, porque tanto a Ana como o André aqueceram na hora aí acharam muito bom. Mas você também listou e eu vou só sublinhar pela relevância 1 referência de que precisa ganhar o setor agro como todo. Leiase a agricultura familiar, pequeno e médio agricultor né? Porque muitas vezes o grande até premido por 1 questão de mercado, porque parte do grande é exportador e isso tem toda 1 situação os debates recentes que ocorreram aí, então tem 1 pressão mais explícita nesse sentido, não é? E então você envolver o setor como todo é muito relevante, eu parabéns por ter mencionado isso com destaque. Várias iniciativas foram aqui, foi mencionada a questão de bioinsumos, o Brasil cresce na aplicação de bioinsumos destacadamente no mundo, né? O mundo em média cresce a aplicação de bioinsumos em 4 por 100. Aqui no Brasil o crescimento médio de utilização de biológicos é na casa de quase 20 por 100 ao ano, né? Então é 1 coisa extraordinária, mas todos os projetos sem dúvida, a questão de recuperação de áreas degradadas, e aí tem várias tentativas de discutir a estrutura de financiamento, o conceito disso, mas isso será realmente marco aí muito relevante. Parabéns, muito obrigado. Pedi que nos passe aqui o microfone. Já está aí Marcelo? Tá. Você fez sinal. Está bom. Com muita alegria ouvir o nosso querido Marcelo Moraes que vai falar em nome do Fórum de Meio Ambiente e Sustentabilidade do setor elétrico. O setor elétrico pousa aí de já ter feito a transição, é isso? A nossa energia é de origem renovável, tudo mais, mas qual é a lição de casa? E vai cobrir os outros setores aí no NDC pra fazer a dever de casa acima pra aliviar os outros setores

0:002:40
10 de dez, 15:39
#10
Presidente do Fórum do Meio Ambiente e Sustentabilidade do Setor Elétrico - FMASE - Fórum do Meio Ambiente e Sustentabilidade do Setor Elétrico - FMASE Marcelo Moraes
Marcelo Moraes

Presidente do Fórum do Meio Ambiente e Sustentabilidade do Setor Elétrico - FMASE - Fórum do Meio Ambiente e Sustentabilidade do Setor Elétrico - FMASE

Transcrição por IA

Obrigado deputado, boa tarde a todas e todos. Nós somos os bons alunos viu deputado? Depois eu vou fazer 1 brincadeira sobre isso aqui na metodologia Blues a gente teve episódio lá que eu fiz 1 analogia e vou trazer aqui também pra pra ilustrar pouco né? Primeiro agradecer o convite do senhor, pra pra que o Fremais participe dessa dessa dessa audiência pública super importante né a gente está falando de futuro futuro que já não é tão longínquo assim, o tempo está passando passa rápido, estou fazendo 50 anos ano que vem, outro dia eu tinha 20 e poucos, então realmente nossa nosso deadline está chegando em relação também aos compromissos climáticos a gente tem que botar em prática, né chega de de combinar e vamos colocar em prática. Então agradecer aqui todos os meus colegas de mesa deputado também Eduardo Bandeira de Melo era apoiador da chapa 2 ontem eleições no Flamengo era apoiador da chapa 3 e ganhou a chapa então depois nós vamos tomar 1 ali pra aliar as nossas frustrações viu deputado, em relação mas o Flamengo é muito grande é maior que qualquer e seremos bem bem geridos também. O senhor me colocou numa mesa de craques aqui o deputado estou me sentindo aproveitando aqui a brincadeira com o futebol, garoto da base não pela idade mas por ver os craques jogando e eu ali olhando né, com bastante admiração então só feras aqui, me orgulha muito estar aqui participando desse desse encontro também, e, ali mandar abraço pra minhas amigas de FEMAzzi, de Abbiap também a Mariana, a Julia, que contribui muito com os nossos trabalhos tá? E só como o senhor falou sobre o monitor e energia do futuro lá tem investômetro, tem mês, tem 2 meses, mês e meio né Alexandre? Mais ou menos 2 meses, já são 346000000000 de reais anunciados em investimentos em hidrogênio e combustíveis do futuro em apenas 2 meses, mês e meio, 2 meses nós estamos monitorando. Então quem quiser acompanhar também tem esse número lá atualizado semanalmente. Ficou muito confortável pra gente aqui né Davi e Rodrigo pra gente fazer comentários em cima de falas tão tão tão bem elaboradas, e eu trouxe algumas preocupações aqui pra gente poder conversar e bater pouco mais de papo a respeito, primeiro em relação ao compromisso assumido né a gente tem bastante preocupação o Brasil é país em desenvolvimento ainda ou países emergentes, com metas que a gente assume a gente eu eu vi eu grifei 4 palavras que foram ditas aqui que demonstram o quão o quão ambiciosa são né então ambiciosas ousadas inovadoras e desafiadoras. Assumir esse papel num país em desenvolvimento como o nosso, né, com ainda 100000000 de pobres e miseráveis a gente tem que sempre tomar pouco mais de cuidado que outros países que já estão na frente e têm condições muito mais favoráveis pra fazer isso, por causa 1 certa preocupação porque esse trabalho foi muito bem feito em conjunto pelos ministérios né, muito robusto, a gente entende que talvez a partir de agora os setores de 1 forma pouco mais organizada possam participar também e contribuir pro plano a gente quer ser muito importante isso, principalmente nas discussões do plano clima, já estamos começando a fazer isso com o MME, o Ministério de Minas e Energia, há 1 importante separação que a gente tem que fazer também entre o setor elétrico e o energético, e aí vem a história do bom aluno, o setor elétrico ambos são bons alunos mas o setor elétrico tem 1 posição ainda pouco mais favorável, e ele quando o pessoal da COP UFRJ apresentou a metodologia Blues pra nós, mestre que esteve lá conosco foi super didática, excelente apresentação, eu eu fui criado por 1 mãe servidora e pai empresário, então, não é regra mas aconteceu por acaso né, 1 mãe de esquerda e pai de direita, então eu me acostumei a ficar no caminho do meio, do diálogo, do consenso, e eu odeio fazer críticas destrutivas né. E eu critiquei a premissa básica do do do modelo da modelagem blues que é o exemplo que eu vou trazer pra cá, que era a desconsideração entre aspas, das emissões do do uso da Terra. Né Então olha, os outros setores vão ter que fazer o papel deles, nós vamos considerar isso, o que vier é lucro como a Ana trouxe aqui né, então a gente espera que o setor contribua mas o que vier é extra, e aí os outros setores vão ter que puxar o seu cobertor pra cobrir o cobertor, o pezinho de fora que vai descer deixado pelos da terra, e aí eu eu fiz essa essa essa observação não era 1 crítica, mas olha, professor, eu acho que aproveitando o ambiente acadêmico, você está pegando o aluno, o setor elétrico tem 85 porcento de emissões renováveis, então você está pegando o aluno 8 e meio, né, e aluno ou 2, e pra gente chegar na média ali você vai fazer 8 e meio, você vai ter que ir pra 10, e ou 2, tudo bem, se você me ajudar alguma coisa, beleza, mas pra gente chegar na nossa média, você que é 8 e meio, vai ter que ser melhor do que você já é. Então mais ou menos 1 analogia 1 analogia bem simplista obviamente, na modelagem ela traz especialmente para o setor elétrico e pouco pro setor energético também que é aluno nota 4 e meio 5, tem muito a evoluir, a Ana trouxe 1 importante observação né crescimento versus redução de emissões, né o setor elétrico ele tem pouco mais dificuldade de fazer isso, porque hoje a nossa demanda por energia é cada vez maior, a as energias intermitentes que são as energias renováveis elas têm limite operacional na nossa matriz, e fatalmente, hoje de manhã tivemos audiência pública, eu participei aqui sobre proteção de rios, essa é 1 escolha que a sociedade vai ter que fazer. Ou nós vamos ter 1 matriz com energia firme hidrelétrica, ou nós vamos ter 1 matriz com energia firme e térmica, nós não temos outro caminho. Como hidrelétrica está difícil, não sobra o caminho térmico. A própria modelagem blues traz o incremento de gás e bateria na matriz elétrica brasileira. Então ela mesma, própria metodologia já considera o incremento de combustíveis fósseis. E a bateria ainda não é 1 realidade, pode vir a ser e deve vir a ser, mas também tem questões ambientais que nós vamos ter que tratar, e principalmente a questão dos minerais críticos, né, na mineração. Então são desafios que o setor tem que tornam o nosso dever de ajudar outros segmentos ainda mais difíceis. E aonde está a nossa preocupação? Que esse aluno 8 e meio, quase 9, ano passado nós tivemos 93 por 100 de energia consumida no Brasil proveniente de fontes renováveis, então já somos 9.3, fomos ano passado, que a gente ainda seja penalizado, né, no final dessa discussão possa sobrar 1 conta pro setor elétrico. Então essa esse é o que mais nos nos agonia nesse momento da discussão, e essa preocupação a gente queria trazer aqui pra pra pra vocês né, que é metas menos ambiciosos pra setores que deveriam entregar mais e metas mais ambiciosos para setores que já entregam, então talvez 1 1 olhada com carinho especial nos planos né feitos pelos diversos ministérios a partir de agora, seja bastante conveniente pra gente poder ter o caminho ideal. E na plataforma de investimentos que o que o embaixador trouxe com tanta propriedade, entre aspas também, eu sugeri utilizar metodologias que reconheçam emissões evitadas do setor elétrico, e também a conservação da da vegetação nativa né, nós tivemos esforços enormes no passado pra fazer os mdls, quase 10000000000 de reais em créditos, que foram simplesmente desconsiderados por enquanto, pode ser que a gente consiga resgatar alguma coisa, acho difícil, mas foram desconsideradas então já já tivemos 1 primeira experiência, o setor fez o seu dever de casa, conseguiu os mdl's mas agora não consegue reverter isso em em realidade em dinheiro pra até pra financiar novos projetos ou fazer parte de financiamento de projetos já existentes. Trouxe agora pro mercado de carbono finalmente vingar acho que o passo que o congresso deu essa casa capitaneada pelo senhor deputado Arnaldo, aliás, participamos do almoço na semana passada de confraternização foi 1 homenagem ao trabalho do senhor por no conjunto da obra desses 20 anos aqui no Congresso Nacional, justíssimo, e esse ano talvez não sei né dos 20 anos seja o ano mais emblemático o senhor estava em todas né, hidrogênio, combustível do futuro, o Patém, Debêntures no final do ano passado que teve o efeito a partir desse ano, enfim o papel que o senhor tem feito aqui para o setor de energia e outros né agroenergia e infraestrutura de 1 forma geral, tem sido fantástico, mercado de carbono não foi diferente, torcer pra que agora isso vire 1 realidade é mercado muito volátil, até hoje ainda não há mercado realmente estabelecido é fruto ainda muito de de de iniciativas individuais e de alguns segmentos setores ou empresas que querem dar 1 1 demão de verde nas suas produções, mas torcer para que isso é efetivo né não depende só da gente, e também nas próximas negociações a gente sabe que o embaixador é o nosso craque disso aí né o mestre, a importância que Estados Unidos e China têm nessa discussão né pra que de fato participem dessa de toda a a discussão de redução de emissões, carbonização das matrizes energéticas, pra que pra que realmente a gente consiga tirar o o do caminho que nós estamos hoje que são das discussões e construções de planos e programas pra de fato trazer ações que façam a diferença nas nossas vidas nos próximos anos e pra isso precisamos dos americanos e dos chineses embarcarem nessa discussão conosco. Eram esses meus comentários deputado ficando dentro do meu tempo agradeço mais 1 vez muito a possibilidade, o prazer de estar com todos os colegas aqui da mesa, e mais hoje parabenizando o senhor por essa trajetória maravilhosa em prol do desenvolvimento com preservação ambiental. Obrigado deputado.

0:008:43
10 de dez, 15:42
#11
Transcrição por IA

Muito obrigado André, obrigado pela delicada menção, deixando o estimado o André Marcelo, obrigado André. O Leandro Marcelo, muito obrigado. Agora o Marcelo desse jeito, gentil afetuoso ele votou pingos nos zinhos né? Está certo? Primeiro essa questão que eu acho que é até quase como 1 provocação né Ana? Pra ser pensada setores que vão bem vão ter metas de alguma forma compreendidas em função de terem feito a lição de casa? Essa é 1 mensagem que sobra, né? Do ponto de vista de do setor de energia, nós podemos ter essa referência, ampliação da participação das renováveis exige energia firme. Como é que vai se fazer também aí é outro cenário. E aquilo que ele avançou também sobre o questionamento de formas de financiamento e particularmente o papel relevante que o mercado de carbono pode ter nesse sentido de reconhecimento. Muito obrigado Marcelo. Belíssima intervenção. Nós sempre buscamos ter rigor, hoje nós começamos 7 minutos atrasado, então vocês vão me permitir se possível em 7 minutos nós se o mercado de que terminasse 16 horas. Eu não queria passar pras considerações finais de da secretária Natoni, do embaixador André Corrêa Lago, sem oferecer a palavra ao nosso querido deputado Mandeides de Melo. Queremos ouvilo, meu deputado.

0:001:33
10 de dez, 15:50
#12
Transcrição por IA

Na realidade, não tenho contribuição nenhuma nenhum dever de casa, né aqui pra pra oferecer, eu vim aqui pra ouvir, pra aprender, achei ótima todas as apresentações, só perdi o iniciozinho da, da Ana, mas gostaria depois de ter o material que ela apresentou aqui, mas foi muito bom ouvir, né, o governo, o MMA, ouvir a diplomacia brasileira e os representantes dos setores da nossa economia e estamos todos né, engajados aí na nessa mesma briga pra fazer o nosso dever de casa também adorei a a vou usar tá e citar a fonte tá? Tá? Muito obrigado então vamos vamos encerrar no no no prazo no na hora certa. Muito obrigado deputado,

0:000:50
10 de dez, 15:52
#13
Transcrição por IA

Melo reafirmo mais 1 vez o nosso respeito a sua atuação em diferentes temas mas particularmente essa questão da energia, resíduos, o senhor tem se dedicado tanto a isso e aí convidála a estar mais junto conosco aqui na comissão. Nós vamos remontar a comissão de transição energética, queremos têlo aqui aí agradeço muito. Vou passar as considerações finais da secretária Ana Tony em seguida do embaixador André Corrêa do lado. Por favor Ana. Vou tentar aqui, pronto. Bom, primeiro agradecer.

0:000:50
10 de dez, 15:53
#14
Secretária Nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima - Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima Ana Toni
Ana Toni

Secretária Nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima - Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Transcrição por IA

Aprendi também como, opa. Como o deputado, de Melo mencionou também vim aqui aprender, acho que todo mundo trouxe aí, considerações que todos nós estamos aprendendo é caminho novo acho que pra todo mundo né, 1 economia de baixo carbono não é que era o normal é a gente está, fazendo e tendo que acelerar modelo desenvolvimento que a gente não está seguindo os países desenvolvidos porque se eles tivessem feito a lição de casa, opa. Desde o começo não estaríamos na situação que estamos né então acho que, criar este modelo de desenvolvimento com prosperidade, com justiça e de baixo carbono é 1 coisa muito nova pro mundo né? E eu acho que é isso temos que fazer essa lição de casa por nós, e obviamente por todos os outros que ainda não fizeram, mas não tem muito olhar pra frente a quem é que já fez, né, que país é modelo, e eu acho que o Brasil hoje começa a se tornar este modelo pra muitos países em desenvolvimento, olham pro Brasil já como olhando pra esse esse modelo né? A gente Marcelo podemos dialogar bastante sobre a parte de energia e como você falou né o o aluno 8.5 ela que está lá na frente, que bom que está lá na frente né assim, a gente fica muito orgulhosa disso, e acho que vai ter que pensar exatamente nisso assim, conseguimos que as nossas hidrelétrica sejam as nossas baterias do futuro, são baterias que já existem, que já estão aí né, em vez de pensar todas elas, eficiência energética como o deputado vem conversando e falando, precisamos de pacto pela eficiência energética é bom pra todo mundo. Quanto custa? É eu sei que é caro, quanto custa a indústria né tem trabalhado bastante nisso, fazer essa descolamento de emissão e crescimento eu acho que é é no interesse de maior produtividade e do Brasil. Jogar energia fora como a gente tem hoje em dia na ineficiência energética, é ruim pra todos os lados né? Então é o tipo de coisa que a gente pode trabalhar junto tenho certeza que vai ser prioridade na na transição energética que a gente vai estar colocando né, e e trabalhar com o agro como a gente foi mencionado aqui, o Brasil é provedor de soluções climáticas em todos os setores, talvez a área de resíduos se a gente ainda está tentando encontrar modelo de negócio que possa prover essas soluções num custo que seja razoável pra todos e poder exportar, mas todas as áreas a gente tem condição de prover é querer, e por isso eu acho que, olhando pro Brasil e pros diversos setores, eu acho que o Rodrigo mencionou da da como é que a gente vai dividir esta conta, da perspectiva obviamente acho que dos brasileiros e do governo federal é, qual é o a melhor custo efetividade para o Brasil? Pro Brasil como todo para todos os brasileiros, obviamente impacta cada setor de 1 maneira pode ser muito diferenciada dependendo de como é que essa conta vai ser dividida, mas eu acho que se a gente olhar qual é o custo efetividade para o Brasil, a partir de olhar pra esse custo efetividade para o Brasil, e entender qual é a melhor contribuição de que cada setor pode nos dar, né no custo efetividade, a gente adia setor pouco mais pra frente não é só custo é tempo, tempo é dinheiro também quais que vão ter que chegar antes quais que terão que chegar depois, e começa a ajustar uns vão ter mais facilidade no começo outros, mas eu espero que a gente chegue principalmente pensando na COP, que o André mencionou, com 1 convergência, Brasil pelo todo acho que o André fala muito disso né pacto nacional de apresentar o Brasil como como assim país provedor de de de soluções climáticas, em todos os setores, depois a gente né briga internamente como é que setor faz, mas é muito importante que a gente chegue inteiro na COP, se apresentando, investindo como o David comentou, numa comunicação coerente em vez de Brasil dividido, é porque todos os setores têm a ganhar né, todos os setores têm a ganhar se o Brasil chegar inteiro na COP colocando as soluções que a gente já tem na mesa. Então eu acho que isso que é o importante nesse ano a nossa lição de casa, eu acho que é pouco essa, de se trabalharmos juntos pra chegar unidos ali na COP. Queria mencionar e agradecer tanto a CNI como a CNA, é pelo apoio também ao pavilhão brasileiro que tem nas COPs né que não foi diferente na COP de Baku, aonde foram diversos eventos do setor privado, sociedade civil, governo subnacionais, quão importante a gente sempre vê o pavilhão do Brasil sendo o mais frequentado, cheio de gente lá, isso é muito importante e não teria sido possível sem a a participação do setor privado do apoio logicamente da Apex mas do setor privado em particular a CNI e a CNIAC têm sido parceiros nisso o o tempo inteiro. E por fim mencionar o acho que pouco o papel dessa casa né que tem sido tão importante pra todos os os programas que já estão ali vigente, deputado Arnaldo Jardim tem sido 1 liderança nessa casa pra que esses programas tenham que ser colocados, e acho que tem papel importante e a gente está vendo em diversas novas políticas aí serem pensadas, que na minha visão são 2, Primeiro é tentar ao máximo possível negar jabutis não necessários, que tem 1 projeto de lei maravilhoso por 1 coisa de futuro e se coloca jabuti que é do século passado. Evitar isso porque são mensagens contraditórias em projetos de leis muito positivos, e aí se coloca lá alguma coisa que vai no oposto do que a gente precisa, e acho que esse cuidado de novo de 1 mensagem coerente, o Brasil está indo pra lá ou está indo pra cá? As leis que saem dessa casa dão sinais claros sim queremos ir pra esse lado. Acho que esse é 1 1 coisa que o Congresso Nacional já está fazendo e pode reforçar ainda mais. E segundo é essa o que a gente está colocando né que é a COP da Virada, a COP da implementação, é tentar agora, se que mais de leis precisamos mas como é que a gente agiliza a implementação? E cobrar do governo, cobrar do governo subnacionais setor pior de todos, o que que precisa? Onde estão os gargalos seja na regulamentação seja no financiamento, o que quer que seja pra acelerar os programas que sair são colocados? Porque se todos nós acelerarmos essa implementação, novamente eu acho que o Brasil chega na COP não não só falando o que que queremos, mas o que já estamos fazendo, e a necessidade de acelerarmos ainda mais essa implementação. Então eu queria agradecer novamente pela oportunidade de estar aqui de debater, principalmente agradecer sua liderança aqui nessa casa, fico muito feliz da gente estar juntos e agora vamos estar juntos nesse ano todo a preparação da COP 30 obrigado. Muito obrigado.

0:007:49
10 de dez, 15:54
#15
Transcrição por IA

Na embaixadora André Corrêa lá. Obrigadodíssimo apesar de termos ultrapassado aí o tempo.

0:000:07
10 de dez, 16:01
#16
Embaixador e Secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores - Ministério das Relações Exteriores André Aranha Corrêa do Algo
André Aranha Corrêa do Algo

Embaixador e Secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores - Ministério das Relações Exteriores

Transcrição por IA

Aproveito pra dizer umas coisinhas rápidas. Primeiro, que o mundo está olhando pro Brasil como país em desenvolvimento excepcional, você tem toda a razão que é país em desenvolvimento mas é mas é país que tem, que ao mesmo tempo é país em desenvolvimento, mas que é importante em vários setores, ou seja, não é 1 economia que depende de 1 coisa ou de 2 coisas. Nós temos ciência, nós temos academia, nós temos democracia, nós temos sociedade civil, nós temos várias coisas que vários países não tem infelizmente, então o Brasil é 1 referência e o mundo em desenvolvimento tem imenso interesse das soluções que o Brasil possa vir a apresentar e o mundo em desenvolvimento é o que vai ter que crescer e tirar as pessoas da pobreza etcétera. Então eu acho que o Brasil começa esse ano como 1 referência e eu eu acho que nós estamos todos com isso porque são realidades do nosso país e 1 das nossas grandes qualidades é que o Brasil não não está procurando tapar o sol com a peneira. A própria decisão do presidente da república de fazer 1 conferência internacional gigantesca que é a que mais chama atenção no mundo, escolher 1 cidade como Belém, que é 1 cidade que tem qualidades enormes, mas que é 1 cidade que revela o quanto nós somos país em desenvolvimento, é 1 coisa muito bonita, vários países em desenvolvimento fazem só bota assim cartaz pra esconder tudo que tem de ruim e faz na melhor cidade que tem, onde tem os melhores hotéis, mais hotéis de luxo, não. O Brasil escolheu de mostrar 1 face real e o Brasil escolheu também de levar o mundo para onde as nossas maiores emissões estão. Isso pouquíssimos países fariam ato desses do ponto de vista político. Comentário rapidíssimo com relação ao que o Davi fez nesse sentido justamente nós termos sermos esse país que tem também setor privado tão ativo, tão competente, você deu exemplo que eu acho que é é sensacional, que é essa o trabalho que vocês fizeram de economia circular no no na ISO, quer dizer, por quê? Porque é o setor privado brasileiro desenvolve isso, depois vem e vem dizer pro governo, não se preocupe com isso não, que isso daí está bem estruturado, vai pro parlamento e diz olha precisamos de 1 lei disso porque a gente sabe que a gente tem solução disso e daquilo. Então, fico na maior alegria dessa referência que vocês estabelecem inclusive todo ano nas COPs. Com relação a nossa CNA eu queria dizer que eu vou repetir eternamente a definição de NDC, pode deixar que é o nosso dever de casa, mas queria também agradecer essa ideia de convidar as pessoas a ir de ver as fazendas do Brasil. Ah quando há há 10 anos atrás nós convidamos 12 anos atrás convidamos 1 delegação chinesa pra conhecer o etanol no Brasil. E eram todos os grandes negociadores de clima do da China. E aí eles foram primeiro a São Paulo pra ver lá umas usinas e nos encontram em Brasília e na abertura do evento oficial o chefe da congregação chinesa, o todo poderoso negociador de clima chinês, começa a reunião dizendo olha, a primeira coisa que nós temos que dizer é que nós lamentamos muito, mas descobrimos que o Brasil é país de mentirosos. Eu digo, mas como que o senhor diz 1 coisa dela? Sim, nós estivemos no interior de São Paulo, fomos ver as usinas de açúcar, como é que vocês têm coragem de dizer que são país em desenvolvimento. Então, então nós temos nós temos que mostrar o Brasil, nós temos que mostrar o Brasil e ao mesmo tempo em que a gente pode mostrar os vários desafios que nós temos ainda com relação a a pobreza no nosso país, como nós temos a pobreza, mas nós também temos a mais alta tecnologia, a mais alta competência, nós entendemos todo mundo, nós falamos com todo mundo. Eu acho que só existem 4 países no mundo que tem relação com todos os países do mundo, e o Brasil é Então nós entendemos os outros, falamos a mesma língua, entendemos o problema do país que tem grave problema de desenvolvimento e isso é 1 coisa extremamente importante e eu agradeço muitíssimo também o Position Paper de vocês que realmente foi feito com 1 a seriedade fantástica. Marcelo, eu o que você descreveu aí sobre a nota ruim e tudo me lembrou 1 das coisas mais difíceis eu sou católico da da da nossa bíblia que é a o filho pródigo, né? É a história do filho pródigo que você está contando, então não é possível não haver o reconhecimento, né? Pelo que sempre se comportou bem e etcétera, mas a vida é assim. Agora mas o o mas o fato da gente ter essas notas altas é 1 coisa magnífica mas o que o que também a gente tem que pensar no setor de energia é não só no aumento de consumo que os brasileiros vão naturalmente aumentar o seu consumo, porque nós queremos que a nossa população viva cada vez melhor, mas é a oportunidade de nós sermos o país que mais pode crescer a sua energia renovável e que mais pode convidar para investimentos para produtos sustentáveis, quer dizer, nós temos aqui o grande centro e aí é que o teu setor é é exigido naturalmente porque é 1 oportunidade extraordinária para o Brasil. E finalmente eu tenho que fazer aqui comentário mas falaram demais do Flamengo, eu sou o Botafogo e quem merece parabéns essa semana é o Botafogo. Muito obrigado doutor. Diplomacia é isso viu?

0:006:02
10 de dez, 16:02
#17
Transcrição por IA

Muito obrigado. Pra mim é privilégio extraordinário né? Vocês aqui participando com muita atenção o tempo voou, nós estamos aqui há 1 hora e meia né? E parece que foi instante aqui agradecer a você Marcelo, sempre tão presente, tão inspirador. Muito obrigado Rodrigo, seja portador, vamos estar na CNA, entrega dos prêmios daqui a pouco, e é 1 referência, vão ser premiadas exemplos aí de sustentabilidade. Muito obrigado Davi, por tudo que você fez, grande abraço lá ao nosso Roberto Muniz e a todos lá. Mas particularmente agradecer à Ana e ao embaixador André Corrêa do lado. Secretária Ana, essa última fala de vocês 2 eu vou pedir até pra passar a limpo certamente com o auxílio do bandeira de Melo que aqui está e que nos prestigiou reitero mais 1 vez grande agradecimento. Mas vou cunhar também 1 frase, constituir pacto nacional para que o Brasil se apresente como inteiro e coeso na COP 30. Nós vamos trabalhar incansavelmente pra isso, para que o nosso país possa manter e mostrar as suas virtudes diante disso. Final de ano gente, bom Natal a todos, aproveitem e voltem aí reforçados que o ano que vem vai ter muito mais se Deus quiser, tá? Abraço

0:003:22
10 de dez, 16:08