COMISSÃO DE EDUCAÇÃO
Sobre o Evento
Reunião sobre o Plano Nacional de Educação com diversos mediadores e especialistas na área. Participantes incluem representantes de instituições educacionais e associações. Mediador principal: Wiliam Ferreira.
Mestre de Cerimônias
Senhoras e senhores, sejam bemvindos de volta ao seminário do Plano Nacional de Educação 2024. O primeiro painel do período amanhã trouxe à tona as grandes discussões sobre os desafios e perspectivas da educação infantil e do ensino fundamental. E agora no período da tarde teremos mais 2 painéis com excelentes expositores e temas de grande relevância para o futuro da educação brasileira. Passaremos agora ao segundo painel do seminário com o tema ensino médio e as novas diretrizes educacionais. O objetivo deste painel é debater sobre a revisão das metas do PNE para o ensino médio abrangendo a integração com a educação técnica e o combate à evasão escolar escolar. Informo que a discussão será conduzida ao final das falas dos painelistas. Convidamos para tomar assento à mesa o senhor William Ferreira das Cunha que será moderador desse seminário, senhor William Ferreira da Cunha possui doutorado em física pela Universidade de Brasília e realizou pósdoutorado na Universidade da Flórida, é professor do Instituto de Física na Universidade de Brasília e grande oficial da Ordem Nacional do mérito educativo, foi membro do Conselho Nacional de Educação. Componho agora este painel senhora Thaís Nascimento Dantas, coordenadora de relações governamentais do Instituto Sonho Grande. Também, Weasley Pereira, superintendente de Educação Básica do Serviço Social da Indústria, SESI. Convido também Mário Guil, presidente da Associação Brasileira de Sistemas de Ensino e Plataformas Educacionais. Participando de forma virtual teremos o painelista Cláudio de Moura Castro, doutor em economia pela Universidade de Wanteer Beach e articulista do Estadão. Eu passo a palavra e a condição dos trabalhos ao nosso moderador, desejando a todos ótimo trabalho.
Mediador
Eu pedi licença até pra Thaís aqui pra gente começar pelo professor Cláudio de Moura Castro, ele é doutor em economia pela Universidade de Vanderbil e ele vai participar virtualmente aqui com a gente por 20 minutos. Professor Cláudio com a palavra por favor. O professor só está mudo se estiver falando.
Doutor em economia - Universidade de Vanderbilt
Ele é puxadinho na universidade medieval. Quando existiram passaram a existir mais preceptores para preparar a universidade porque a escola não existiram, criase com ensino médio muito atrelado àquela problemática da filosofia e da teologia daquela época. E assim vai. Mas muita coisa acontece, a burguesia se expande e quer a escola, e tem e quer outras coisas. As ciências explodem sobretudo nos últimos 2 3 7. E aqui esperase que a escola forneça, o conhecimento práticos coisa que aquela aquela aquela universidade medieval e o seu secundário inicial não fazia. Então o que que acontece? Cresce, a a heterogeneidade. A educação não é mais pra elite da elite no nível médio. E o que que acontece? Começa a ficar difícil a convergência de todos esses objetivos simultâneos num só período da vida dos alunos. A expansão da ciência, obriga a a real muito mais muito mais alto de de estudo delas no nível secundário de acordo com a, com a com a carreira que vai ser tomada quer dizer, não adianta com licença pra conversarmos nos nos salões e nos saraus. E os alunos. Tem idade pra ter preferências, ter gostos, ter vocações, ter talentos, ter ausência de talentos, quer dizer, dificuldades em certas áreas. As carreiras começam a exigir mais, a medicina que é mais biologia, a engenharia que é mais física e matemática e não dá tempo pra estudar tudo. Então a escola não consegue mais ser a mesma pra todo mundo. Portanto há há há 1 resposta inevitável, diversificar, ou seja, criar muitas alternativas para as escolas secundárias. São calibragem diferentes de acordo com aptidão acadêmico. Uns chegam mais preparados, outros chegam menos preparado, mais foco em menos temas, quer dizer, nós tínhamos aí o clássico científico é é mais ou menos nessa linha. Portanto existem muitas soluções, e cada 1 delas oferece 1 opção diferente. Na Europa nós temos 2 escolas separadas, lugar pra cada coisa, ou então nós temos escolas como na França que tem sabores separados, tem mais física numa tem mais ideologia na outra tem mais matemática na outra e isso tudo termina em Bacaloiar diferentes. Então isso que é 1 solução única que é 1 escola só, só que umas 1 1 escola típica americana macrogrande ele ela tem 200 disciplina, quer dizer, é como se fossem, não sei quantas escolas lá, então, isso é no mundo inteiro. E no Brasil, nós tínhamos a opção mais o estilo francês, o clássico, o científico normal e contabilidade. E assim vem, até que acontece acidente, o percurso, em meados dos anos 90. Por razões, que a gente que eu não consegui muito bem decifrar, os Conselho Nacional de Educação adota currículo único para todos. 1 escola única pra todos sem escolhas. É o único sistema assim no mundo dos países pelo menos os mais conhecidos, e ou é o melhor do mundo ou é o pior do mundo, eu suspeito que seja o pior no mundo é 1 vergonha pro Brasil. Nessa época Paulo Renato de Souza era ministro e ele não percebeu o que estava acontecendo, se ele tivesse percebido eu imagino que ele entraria nesse assunto. Resultado possivelmente devido a esse a esse modelo, é que o médio estagnou, e duplamente estagnou. Estagnou a matrícula e estagnou a qualidade. Será culpa nesse modelo? É bem sugestivo, e possivelmente é. Vamos agora, perguntar, como de onde de que fundo do poço, de que bolso do colete, foi tirado essa ideia. Isso nos leva, à Itália, do lá nos anos 20, onde havia jornalista brilhante, filósofo, comunista e palastrão. Pallastão. Quando ele falou mal do partido comunista ele foi expulso. Quando ele falou mal do machismo ele foi preso e passou o resto da vida na cadeia. Ele se chamava Antônio Grande. Ele tinha, ele produziu os cadernos sobre muitos assuntos na área da educação, o que ele dizia o seguinte, como que os pobres os pobres poderão sombrear aos ricos, se as suas escolas são diferentes? O tema é bom. E até hoje também nós ainda não sabemos como resolver esse assunto, e mais sabemos. Fundamental, É a diferença entre o desempenho de pobre e o desempenho de rico com tudo que está enrolado nisso. Agora, embora ele tenha posto o dedo, no problema fundamental em que nos persegue até hoje, a solução dele era simplista. A mesma escola para todo mundo. Isso não, isso não pode existir, isso não existe isso é incompatível, nem a Itália prestou atenção nele e nem outros países tomaram isso literalmente. Só o Brasil. De repente estoura esse negócio no Conselho Nacional de Educação. Problema são os níveis iniciais. Incapazes de igualar ou sequer manter as diferenças do primeiro ano primário, entre o período educado e crise não educado. Então no médio, não adianta querer oferecer a mesma escola porque os alunos já são muito diferentes, mas muito mesmo. Além disso, e as preferências individuais? Gosta de poesia outro gosta de química. E ainda pior, o o fruto de de 1 visão ideológica estreita no ensino técnico, as disciplinas profissionalizantes se tornaram inaceitáveis pra contar carga horária. Ou seja, aumentou na ordem de 1000 horas a a duração do diploma técnico. E esse é justamente o o curso que é frequentado por gente mais modesta, com o com pretensões de se profissionalizar, passa a cursar ano a mais. Para o entra com os 3 anos do médico. Para ser técnico, tem que ter ano a mais quer dizer 1 1 solução absolutamente fora do do do mundo. Aí então, vem a reforma. Custou, anos se passaram eu escrevi escrevi escrevi sobre isso, não adiantou nada. Mas quando começou a pesar no caso do secretário estadual de educação, ele se organizaram. O ministro foi muito ativo, e o presidente participou ativamente pra viabilizar a mudança que no fundo é 1 volta ao que era com as mudanças com as alterações que são o fruto do da evolução e do tempo. Ufa. Não foi 1 reforma perfeita, mas foi aceitável. Permitiu diversificar e criou 4 vertentes. E 1 vertente profissionalizante técnica, que passou a ser incorporada na carga horária. Voltou o que é? Porém, a patrulha, da Politecnia não desiste Politecnia esse termo misterioso que o grande usa. É é a mesma forma pra todo mundo, todos têm que ter o mesmo currículo, o filho de do do favelado tem que estudar Kant, o filho do do milionário tem que trabalhar na enxada porque o trabalho enobrece. Quer dizer, tudo isso tem fundo de verdade. Agora a tradução literal dessa não pode ser 1 escola igual pra todo mundo, tanto assim que nenhum país tentou fazer, tanto quanto eu saio. Aí, a patrulha não desiste, tenta voltar atrás aparece na primeira proposta do PNE etcétera quer dizer voltar pro pior sistema do mundo. Obviamente, 1 proposta desse tipo, desse tamanho, heterogêneo, com muitas situações diferentes, vai apresentar 1 montanha de problemas, grandes e pequenos, como é que é a entidade pequena, como é que é a entidade média, como é que é a cidade grande, quantas opções dessas 4 vertentes tem que ter, como é que fica a vertente técnica, e por aí após. Não tem fim os problemas. E, só há 1 maneira de lidar com isso. Pragmaticamente, enfrentar, a Ninguém que conhece pouco essa situação, poderia jamais imaginar que esse problema não existisse. É só que obviamente ninguém vai ficar fazendo propaganda deles no momento em que você tem que no momento em que você tem que aprovar 1 lei da maior importância pra educação brasileira porque nós temos 1 legião, não é? Então tem que resolver pragmaticamente. É isso que se espera. A gente tem que aceitar o desafio de que muitas pequenas e médias decisões têm que ser tomadas aqui e ali, mas que não podemos voltar atrás. Quer dizer, não podemos ouvir o canto das viúvas da foi otecnia de Granther. Nós temos que minimamente fazer como todos os países conhecidos fazem, quer dizer, ter o ensino médico, que é diversificado. O o alguns uns querem mais isso, outros querem mais aquilo, os são mais difíceis, outros são menos difíceis. Lembrar por exemplo que nos Estados Unidos, que tem apesar de alguns problemas dos melhores sistemas educacionais do mundo, 00AA disciplina de inglês ela é oferecida 2 3 4 alternativas diferentes. Matemática mesma coisa. Na na Alemanha existem, ensino secundário. Na Suíça são 2 livros de ensino secundário além da do da educação e alternância, educação e trabalho e alternância que pega mais da metade da da coorte nessa idade do ensino médio. E eu quero terminar contando casinho bem curioso. O a última reunião dos secretários de educação, para acertar a proposta que ia ser enviada pro congresso, foi em Manaus. E havia 1 grande discussão mas basicamente todo mundo concordado, exceto com a ideia de que, inglês devia ser obrigatório ou constitucional. E havia representante que não abria mão da ideia de inglês opcional. EAAA discussão se arrastava e não não se não andava no lugar. De repente, passa garçom na frente da mesa com 1 bandeja enorme cheia de copo para e dito. Estou ouvindo vocês falarem esse negócio aí. Olha, eu venho chinês fala comigo em inglês, vem o argentino fala comigo em inglês, vem o francês fala comigo inglês. Como é que inglês não é obrigatório? Aí fica todo mundo assim, então o meu eu não tenho dinheiro para pagar meu fixo para estudar inglês. Matou aí, inglês passou a ser obrigatório graças ao garçom do do hotel de Manaus. Como diria não se pergunte como se fazem as salsichas e as meias. Muito obrigado. Instituto Sonho Grande.
Mediador
Pra fazer sua fala até 20 minutos. Boa tarde a todas.
Coordenadora de Relações Governamentais - Instituto Sonho Grande
Todas que nos acompanham, referencialmente agradecer a oportunidade e a importância da comissão de educação ter organizado esse espaço pra que a gente possa debater tema tão importante como o Plano Nacional de Educação que no fim das contas está falando também sobre o que a gente quer, pensando pensando num plano de país. Salo daqui então a mesa, na hora do professor William, e pra começar pouquinho falando sobre o que o Instituto Sonho Grande trouxe pra contribuir nesse momento, meu foco principal vai ser educação integral. Isso porque acho que está na última página. E você sabe o que a primeira por favor? Com foco em educação integral. E por que que a gente tem esse esforço O Instituto Sonho Grande, ele existe desde 2015, e tem como missão conseguir contribuir pra melhorar a qualidade da educação básica. Pensando que a gente tem aí grandes desafios, tanto em termos de aprendizagem como também retenção desses estudantes. E por que o Instituto escolheu o ensino médio integral como essa política pública a ser fortalecida? Porque as evidências mostram que no ensino médio a gente tem as principais defasagens como é também o ensino integral que traz alavancas de sucesso importante, não só pra que esse estudante aprenda mais, esteja na escola, mas também contribuindo de maneira sistêmica pra melhoria de qualidade de vida no país. Atualmente, o instituto está em parceria com 20 e estados, e isso faz com que a gente consiga de fato capilarizar muito essa atuação, contribuindo pra que a implementação dessas secretarias seja feito com alinhamento pedagógico, pra que as mudanças necessárias pra expansão ocorram e pra que a gente também comunique isso e monitore resultados. Então eu queria dizer também que pouco das contribuições que a gente traz aqui é muito linha com essa experiência prática e com o que as próprias secretarias de educação trazem como aprendizado. E por que que a gente então traz celebrando a importância de o né vigente trazer educação integral então com 1 meta de 50 por 100 de escolas, e 25 por 100 das matrículas, e também 1 alegria de ver que, nesse exercício o Maurício Holanda secretário comentava pela manhã, de fazer alguma sistematização só do que é mais importante pra que a gente consiga acompanhar e ter plano efetivo, que a educação integral aí se manteve daí com 1 meta pouco mais ambiciosa de 55 por 100 das escolas e 40 por 100 das matrículas. Então o primeiro ponto é, é positivo que essa pauta seja incorporada, ela é necessária pra que a gente consiga avançar a qualidade da educação básica. Isso porque, se a gente olhar os estudos, a evidência de que o aprendizado é muito superior quando o estudante passa por 1 escola integral. Então a título de exemplo, é tanto quanto a gente olha o IDEB, então faz 1 comparação da série histórica, The Sinse, dá para ver 1 performance superior do ensino integral quanto comparado ao tempo parcial chamado ensino regular para além disso alguns estudos com nível maior né de sofisticação de controle de resultados a gente identifica também aprendizagem maior em língua portuguesa e em matemática. Isso é muito importante porque, quando a gente olha pro ensino médio, temse os dados de cada 100 estudantes que concluem o ensino médio, só 5 tiveram níveis adequados de aprendizagem. Então a gente tem desafio muito grande, o que que é esse nível aprendizado? Pra tentar concretizar pouquinho. Quer dizer que esse estudante por exemplo, não conseguiu compreender 1 questão simples de porcentagem. Integral os estudos vão mostrar que olha, é mais que o dobro que esse estudante está aprendendo em matemática, você aumenta muito também o aprendizado em língua portuguesa. As evidências também vão mostrar aspecto importante que é, quando a gente olha pra educação básica, tem obviamente o desafio de aprendizagem, mas há também desafio relacionado a como a gente atrai e retém esse estudante. Obviamente, a evasão e o abandono são multifatoriais. Há questões relacionadas à pobreza, necessidade de geração de renda, mas há também desafio que é, como a gente consegue fazer esse jovem ver valor na escola, como posso fazer pra que ele se sinta atraído. E é por conta disso que o modelo integral que é muito construído na chamada pedagogia da presença, tem 1 construção de vínculo em toda aquela comunidade escolar, que quando a gente vai olhar as pesquisas, a gente vê que há 1 redução de cerca de menos 20 por 100 de evasão média. Pra além disso esse impacto ele é mais forte nos estudantes que estão em atraso escolar, que no geral são basicamente os estantes que estão mais vulneráveis né, cada ano que essa pessoa fica pra trás ela vai perdendo ainda mais o estímulo de seguir os estudos. E, nesse contexto, eu acho que é importante trazer essa visão sistêmica, que acho também foi trazido em algumas das falas aqui, a importância da gente olhar pras metas do PNE de maneira com que elas conversem entre si. Então a gente tem 1 meta sobre educação integral, a gente tem sobre etapas sobre ensino superior, e eu queria destacar que quando a gente fala sobre educação integral, essa é também 1 alavanca pra que a gente consiga ter melhores índices de acesso ao ensino superior, inclusive com equidade. Então essa pesquisa que eu destaco aqui mostra que, os formados em escolas integrais, eles vão ter 63 por 100 de chance de acessar o ensino superior contra estudantes do ensino regular que teriam 46 por 100 de chance. Vale dizer e esse é marcador muito importante, que públicos vulnerabilizados como pretos, pardos e indígenas também aumentam as chances de acesso quando a gente compara o ensino integral e o regular. Por que que eu estou trazendo esse esforço inicial de olha, por que que a gente está olhando com tanto cuidado pra educação integral? Porque primeiro tem da consciência do quão importante isso é que a gente avança pouco pro concreto, o quanto a gente quer e o quanto a gente consegue de metas. Nesse gráfico, o que que a gente consegue ver? A evolução dos índices relacionados às matrículas integrais em toda a educação básica. Então desde o ensino infantil até o ensino médio, a gente percebe que houve salto significativo nesse corte de 10 anos que eu escolhi aqui de 2013 a 2023, porque era 13.6 por 100, alcançou 20.6 por 100. No entanto, se a gente for pensar, é não só avanço tímido, como também avanço descontínuo. A gente não tem ritmo, houve idas e vindas. Quando a gente vai olhar a média de crescimento, que que a gente percebe? Que em alguns anos que se destacaram como volume de crescimento alto, isso alcançou 4 pontos percentuais. Então com isso eu estou sinalizando olha, talvez 4 pontos percentuais ao ano seja possível. No entanto talvez esse cenário seja bastante ambicioso e como a gente traz isso para algo pouco mais realista a gente olha 1 média de crescimento que chega a 2.4 pontos percentuais especialmente ali nos últimos anos de 2020 para cá Essa é 1 média que a gente consegue observar, 2.4 pontos percentuais. E como o Instituto Sonho Grande trabalha com foco no ensino médio, a gente olha também pro ensino médio quase como estudo de caso, pra entender olha, essa foi a etapa que mais cresceu em termos de percentual de educação integral, o que que teve de diferença? Primeiro ponto, é ritmo. Houve momentos em que houve maior ou menor expansão, mas tem sim crescimento constante, sem dar passos pra trás. Então a gente sai lá de 10 por 100 em 2017 pra alcançar 33.2 por 100 em 2023. É salto significativo. E pra aprender pouquinho de como fazer isso a gente tem felizmente, é lições muito boas de estados que fizeram expansões bem significativas felizmente hoje são vários estados mais do que esses que destacam mas pensando em série histórica eu escolhi aqui olhar para 3 estados que são referência em expansão de ensino médio integral. Para o Ceará, para Paraíba e para Pernambuco. Pernambuco é dos estados precursores do modelo de ensino médio integral, e ele conseguiu fazer 1 expansão ritmada com 3.6 pontos percentuais de crescimento ao ano como 1 média ali de expansão se a gente olhar Paraíba que foi a mais ambiciosa que conseguiu dar salto muito grande no intervalo curto de tempo a gente ultrapassa os 5 pontos percentuais ao ano e Ceará que tá também caminhando para universalização teve crescimento de 3.3 pontos percentuais ao ano que que eu tô querendo trazer com todos esses pontos percentuais que olha a gente tem 1 média de 24 a gente tem ritmo mais acelerado de estados que mostram que é possível e com isso na cabeça é que eu acho que a gente tem que olhar para a meta do PNE para entender o quanto ela está alinhada com esse contexto e com esse potencial E tendo isso em mente, qual que é outro componente que é muito importante pra que a gente consiga fazer essa avaliação? É que nos dias de hoje a gente tem mecanismos federais importantes de fomento à educação integral. Vou passar por cada deles. Primeiro ponto, e que eu acho que diz bastante em relação a essa capilarização do ensino médio integral, que é o programa de fomento ao ensino médio em tempo integral. Embora ele não tenha novas portarias pra adesão, vale dizer que esse programa tem desenho pelo qual é pago valor de 2000 reais adicionais por aluno por ano, mas ele tem a duração de 10 anos. Então embora não haja novas pactuações, esse repasse vai seguir por 10 anos e aí a gente tem algum nível de segurança de recursos chegando até 2029 pras matrículas de ensino médio. A gente tem segundo ponto, que é extremamente relevante, e que é dos legados já dessa atual gestão, que é o programa Escola em Tempo Integral, que nesse caso ele está de fato apoiando toda a educação básica, e que ele é desenhado pra ciclo de pelo menos até 2026. Aqui aproveito pra trazer importância desse programa né, a gente sabe que está num contexto de remanejamento de recursos, de 1 necessidade de ajustes fiscais, no entanto é muito importante que as redes possam contar com esse recurso, como foi sinalizado inicialmente até 2026, porque é isso que vai trazer 1 força indutor pra que de fato as redes se estruturem. E o 0.3 que a gente tem quando olha pra expansão da educação integral, é o financiamento regular via Fundeb. Houve ajustes e atualmente a gente tem cenário em que, as redes que têm matrículas integrais elas recebem até 20 por 100 a mais quando comparado com matrículas regulares. Então isso dá 1 segurança presciente de que olha, criei essa matrícula conforme os 2 programas inicialmente citados, me induziram, mas eu tenho também mecanismo pra fazer essa manutenção, porque o recurso do Fundeb ele vai ser repasse constante como valor adicional. Então o contexto ele é, em resumo bastante favorável pra que a gente possa fazer expansões são mais ambiciosas sim, mas que são também muito realistas, elas estão em linha com que o o país vem construindo e com o que o financiamento permite. Então o que que a gente fez como exercício? A gente pensou, olha, o ponto de partida é, se eu for seu mais conservadora, isso significa usar o ritmo de crescimento dos últimos 3 anos, que é de 2.4 pontos percentuais, Isso está aquém dos estados que são liderança nesse aspecto, está inclusive aquém ao que as projeções indicam agora na vigência do programa Escola em Tempo Integra. Eu vou acrescentar 2.4 pontos percentuais ao ano, e com isso a a percentual de matrículas poderia atingir 49 por 100, isso é acima dos 40 por 100 que vieram no texto original, e acho que é bom ponto pra gente conversar. Outro destaque é, vocês devem lembrar que no texto, a expansão das das escolas está pouquinho menos ambiciosa. O que que a gente olhou? O primeiro ponto que não chamou atenção é, a gente não pode focar só na aceleração de matrículas, porque se o número de escolas não for conectado à expansão de matrículas no mesmo ritmo, o que que isso vai significar? Que a gente está focando em grandes centros urbanos, em grandes áreas com concentração populacional. Isso vai significar que a política não necessariamente está sendo expandida com equidade para aqueles que mais precisam. Então a gente olhou também a correlação que existe entre expansão de matrículas e de escolas, e chegou essa projeção que a equivalência seria então 3.3 pontos percentuais de crescimento das escolas, o que alcançaria 70 por 100. Então o resumo da ópera seria muita gente avançar num caminho de olha, estou vendo o contexto que é, existe financiamento federal garantido, estou vendo o histórico que é, há ritmo de crescimento, que eu preciso manter, porque quando eu olho para o passado, 1 das nossas grandes dores foi essa descontinuidade, e aí com isso eu consigo projetar cenário que é realista, e que é de no mínimo, 70 por 100 de escolas, e 49 por 100 das matrículas ao final do novo PNE. Eu não poderia deixar de passar aqui sem endereçar outros 2 pontos relevantes para essa discussão sobre educação integral no âmbito do nosso plano nacional de educação que é, para além de pensar em volume de expansão, é muito importante que a gente pense em como essa expansão vai se dar. E aqui eu destaco 2 aspectos. O primeiro ponto é a gente pensar em metas pra equidade, e sei que outras falas trouxeram isso de maneira muito importante, porque é algo transversal. Ao mesmo tempo, sendo transversal, a gente precisa ter alguns indicadores pra fazer esse monitoramento, pra garantir que a educação integral chegue em mais, quem mais precisa, tanto em públicos vulnerabilizados, e que inclusive podem se beneficiar muito desse modelo, como eu trouxe anteriormente, há resultados muito positivos pra pretos, pardos indígenas, como também pra que a gente consiga olhar pras diferenças regionais que existem, então hoje, se a gente olhar o mapinha do Brasil, tem estados que têm nível de cobertura muito maior do que outros, como a gente consegue equalizar para que regionalmente também haja esse equilíbrio. Então pensar em mecanismos que enderecem tanto esse aspecto de equidade em relação à identidade como equidade em termos de regionalidade é muito importante. E o outro aspecto, que eu acredito que felizmente o PNE já trouxe de maneira pouco mais ampla, que daí precisaria da gente pensar de mecanismo de monitoramento, é falar sobre o modelo pedagógico. A gente não pode simplesmente expandir a carga horária sem assegurar que tenha modelo que traga essa integração que seja muito atraente pra esse estudante estar lá, mas também útil pra que as atividades se conversem porque isso vai ser muito importante pra que se atinja os resultados ali indicados anteriormente em relação à aprendizagem e à retenção, mas também pra que a gente assegure a finalidade que a educação integral tem, que é, eu quero esse estudante desenvolvido do ponto de vista cognitivo, mas desenvolvido também do ponto de vista socioemocional. É isso que a gente precisa pra fazer de fato 1 virada na nossa educação que a gente já está construindo, que a gente já projetou há 10 anos atrás e que os entes estão viabilizando, mas que precisa sim agora de 1 meta que aproveite esse ritmo em que já estamos com continuidade e de mecanismos para que isso seja realizado. Queria agradecer imensamente a atenção de cada de vocês e fico disponível para o debate. Muito obrigada. Obrigado, Thaís.
Mediador
Então vou passar agora, pro superintendente de educação básica do serviço social na indústria, Luiznei. Obrigado. Velho parceiro. Até 20 minutos também.
Mediador
Obrigado Weasley. Vou passar então a palavra agora pro presidente da Associação Brasileira de Sistemas de Ensino e Plataformas Educacionais, professor Mário Guil. Também por 20 minutos.
Conselheiro - Associação Brasileira de Sistema de Ensino e Plataformas Educacionais - ABRASPE
Mediador
Mário então acabando as palestras excelentes aqui desse painel queria passar a palavra pra nossa discussão se o deputado Marco Feliciano quiser fazer uso da palavra. Obrigado. Mas alguém então da da plateia? Fátima? Não? Ninguém quer interagir aqui na mesa mesmo? Alguma palavra final aí dos palestrantes? Eu só queria eu acho que
Superintendente de educação Básica - SESI
Pelo tempo e também aos autoridades que estão aqui agora dizer que, a a aquele seu mapa mental eu acho que é fundamental que a gente possa fazer 1 discussão no Brasil de quais são através das evidências os fatores que impactam a aprendizagem e entrega melhor a qualidade educacional. Isso tinha que ser contrato meio que social educacional que nós tínhamos que ter com os entes federados. Muito disso não se fala nas nossas universidades. Muito disso não se traz do que é a vida real. Do que a gente precisa garantir como direito de aprender dos nossos estudantes. Então eu acho que isso é fundamental de que sempre que e eu acho que também traz lucidez pro debate Marilu eu acho que isso eu quero te parabenizar pra isso. Eu acho que intuitivamente do ponto de vista eu não tive a inteligência de fazer mapa mental tão tão inteligente como esse, que realmente conseguiu dar concretude do que efetivamente é importante para a escola, para a garantia da aprendizagem e sobretudo isso faz impacto não só econômico mas social no Brasil. Eu estou aqui representando nessa mesa 1 escola que é a escola da indústria e a gente tem hoje grande desafio. 1 mudança energética no Brasil e queremos produzir 1 nova revolução industrial. E o Brasil pode ser país que possa estar à frente desse debate a nível mundial porque tem condições naturais para isso. Mas não nós temos condições educacionais. Não é possível que a gente vai perder essa oportunidade. Por favor pessoal eu queria terminar aqui nessa contribuição final pelo meu e primeiro agradecer as palavras gentis aqui do
Conselheiro - Associação Brasileira de Sistema de Ensino e Plataformas Educacionais - ABRASPE
Dizer que melhorar a educação pessoal não é tão demorado assim, né? A Polônia conseguiu melhorar substancialmente os seus resultados em apenas 12 anos. Aí o crítico fala, ah mas a Polônia é do tamanho do estado de São Paulo é fácil, né? É fácil, mas nem o estado de São Paulo conseguiu melhorar como a Polônia, tá? Segundo, vamos olhar o Vietnã então, foi mais rápido ainda, o Vietnã melhorou em 10 anos, substancialmente as suas posições no Pisa, o Vietnã é dos países que melhor ensina matemática no planeta, e o Vietnã tem 100000000 de habitantes. As pessoas se chocam quando descobrem que o Vietnã tem 100000000 de habitantes, e 50 anos atrás estava em guerra civil, em guerra com os americanos. Então não tem essa desculpa desculpa de ah, tudo aqui é gigante, é grande, é longe, é demorado. Não, não é, só é porque a gente não pactua o que a gente precisa fazer. E por fim, pessoal, dizer que educar com qualidade não é construir foguete. Não é que nós estamos falando de 1 ciência que só quando os astros se alinham e você não é isso, são apenas poucos fatores que precisam ser trabalhados mas precisam ser trabalhados do jeito certo com muita informação, com muita avaliação, com muita capacitação, com muita valorização do professor e a gente avança, né? Então, acho que essas mensagens de olha, não é tão difícil assim, botar todo mundo na escola que é o que nós fizemos é muito mais difícil do que melhorar a escola e pode ser muito rápido por isso que todo o meu slide eu assino como basta 1 geração a a distância em tempo entre o Brasil que a gente sonha e o Brasil que a gente é, é 1 geração de crianças que passar por 1 escola que funciona. Thaís por favor. Muito bom escutálos, acho que fica muito visível a partir do que
Coordenadora de Relações Governamentais - Instituto Sonho Grande
Nessa mesa que de fato é desafio bastante complexo que está colocado mas é essa articulação de soluções que vai permitir que a gente consiga garantir mais qualidade e manter essa permanência, esse acesso à educação. Eu acho que tem alguns pontos específicos que eu gostaria de destacar que é, a gente olhar pra permanência estudantil pensando em como a gente consegue tornar essa escola atrativa pro estudante, isso é chave, não adianta a gente ficar no lustre do castelo, qual seria o desenho mais adequado se não tivesse olhar também pro que é atrativo, e também olhar pra como a gente viabiliza isso, foi trazido aqui anteriormente o olhar pro pé de meia e todo o impacto que esse programa está trazendo pra garantir maior permanência de estudantes, quando a gente olha pra solução da educação integral é muito importante pensar que no momento em que esse estudante está na escola talvez não seja possível essa geração de renda, como que a gente consegue fazer pé de meia mais atrativo que esse estudante que foi até algo que a câmara aprovou aqui com o texto né, 1 priorização pra educação integral, mas essa regulamentação ainda não chegou. E outro aspecto, olhando pra essa escola atrativa que acha que apareceu bastante na bastante nas falas, é de fato como é possível criar 1 relação entre estudante e professores, pra que ele de fato saiba o nome desses estudantes quando ele falta de que maneira isso é identificado, mecanismos de tutoria, a gente olhar pro modelo de escola que está sendo implementado é chave pra que a gente tenha sucesso, e eu acho que a gente está num momento muito oportuno agora tanto pensando na nova reforma do ensino médio e o desafio que a gente tem a mão quando a gente pensa implementação e também quando a gente olha pro plano nacional de educação, que eu insisto em dizer que é sim plano de país e por isso precisa ser levado com muita seriedade, com esse debate, com essa construção conjunta pra que a gente possa dar passos ainda maiores do que a gente já deu até agora. Muito obrigada.
Participante
Lídia, professora apresentada da UFMG trabalhando atualmente no pé mulher. Eu não ia falar não mas meu coração ficou ali bem agitado sabendo que a gente está encerrando essa segunda parte. Eu já falei de manhã, eu quero ser chata, mas eu tenho 1 preocupação, eu gostaria de trazer essa preocupação com a comissão de educação. Parece que o intuito do Governo Federal de discutir na minuta que veio, né, para esse ponderação nacional do BNE, colocando foco apenas em metas, resultados, percentagens e tal, e está invisibilizando questões importantíssimas que nós temos que tratar. Eu fico feliz demais de ter ouvido professores tão qualificados e com tanta com tanta contribuição como a a que defendeu o ensino integral ou outro que defendeu o ensino médio mais qualificado. Gente nós estamos muito preocupados com a qualidade da educação isso é maravilhoso, Mas nós estamos no Brasil e no Brasil Brasil que precisa muito discutir a educação porque como foi falado aqui nós investimos demais e temos resultados de menos cada vez mais por quê? Porque a educação brasileira ela trabalha muito pra formar comportamentos, pra formar militantes, militantes políticos, militantes ideológicos, militantes de comportamentos de lado ou de outro lado. E nós precisamos trabalhar pela qualidade da educação sim, mas a qualidade da educação não vai acontecer se nós não resolvemos essas questões básicas, porque tudo que é ideológico no plano nacional de educação está escondido. Eu digo onde que está escondido, no artigo sexto e no artigo 23, porque joga para o sistema nacional de educação a responsabilidade de administrar por meio de sanções cíveis criminais e administrativas. Como vai ser a regulamentação da educação daqui pra frente? Isso não pode acontecer. Nós estamos suicidando a educação brasileira se a educação brasileira for resolvida na base de portarias, de normas e regulamentações que sairão de conselhos e contextos altamente politizados principalmente pela ala atual que está comandando o governo federal. Então eu pediria a vocês que valorizando toda essa discussão que aconteceu não quero menosprezar foi ótimo, está aqui no dia de hoje. Por favor que haja momento no 1 segunda etapa do seminário nacional de educação pra nós discutirmos a conferência nacional de educação que não está escondida, não está esquecida no PNE, está escondida dizendo que todo o Plano Nacional de Educação vai ter que obedecer o que aconteceu nas conferências nacionais de educação e que elas não deverão ser esquecidas, mas a minuta atual do Plano Nacional de Educação fez questão de esquecer o que ela disse que não é para esquecer. Se nós esquecemos o que aconteceu e o que foi discutido o que foi definido e o documento final da conferência nacional de educação nós vamos regredir muito muito muito mais em vez de avançarmos, independentemente da quantidade de financiamento que virá para a educação então eu faço esse clamor, tá? Isso tem batido muito forte no meu coração, acabei de me aposentar, tanto 34 anos na educação e, pelo amor de Deus, vi muito pouca coisa acontecer mas eu vi muito a questão filosófica ideológica tendente pra lado só se aprofundar. Então isso me faz temer. Desculpa mas é a é o que me dói obrigada.
Mediador
Está joia gente tem mais alguém? Então eu agradeço de novo as excelentes falas aqui professor Mário, o Cláudio, o Isla e a Taís e antes da gente encerrar o painel eu só peço pra vocês que quem tiver interesse claro né? Mandar compilado das propostas para o PNE pro pra contato da comissão e a gente encerra aqui o painel a gente volta às 3 horas daqui a 10 minutinhos com educação superior, tá bom? Muito obrigado a todos.
Mestre de Cerimônias
Boa tarde senhora Guiomar. A senhora podia ativar o seu som por gentileza? Já está ativado. Tudo bem? Boa tarde, tudo bem? A senhora me ouve, né? Eu ovo sim, de osso sim. Eu vou pedir pra senhora afastar pouco da da câmera, pra ficar melhor o enquadramento tá, pra tarde eu não ficar no rosto da senhora. Está bom? Isso, assim está excelente. Qualquer coisa é só chamar a gente aqui, está bom? Tá. A a senhora tem alguma apresentação? Eu tenho sim, o o Daniel já entregou aí pra vocês. Beleza. A senhora vai apresentar daí ou a gente apresenta daqui? Eu queria que vocês pusessem daí porque eu eu não tenho condição de pôr aqui não. Ah tá ok então, muito obrigada.
Transcrição automática
Boa tarde Manuela. Boa tarde, tudo bem? Tudo bem meu nome é Camila, você me ouve né? Ouço sim. Camila, qual é a ordem hein? Só momentinho tá Diomar? Só vou testar aqui o o áudio e o vídeo com a Manuela e a gente já olha, e já te passa, ok? Não, não. Então o seu enquadramento está bom ou você vai fazer alguma apresentação? Não, não vou precisar. Ah ok então qualquer dúvida é só chamar a gente aqui, está bom? Sim. Obrigada. Por aqui. É bom sair? Ela com o caderno é maravilhosa. Nossa, não posso. Alô, Guiomar? Fala Camila. A senhora será a última a falar olha, tudo bem? Nossa está bom. Muito obrigada. Vai sobrar alguém pra ouvir? Vai sim. Mas eu vou o que eu vou falar, olha como funciona o poço. Eu vou começar, como eu já comecei algumas vezes a respeito de informação. Vamos começar agora já. Só minutinho que vai testar 1 apresentação tá? Camila, você está falando comigo? E gostou desse batom? Não estamos falando com a senhora não, senhora Guiomar, é porque está ligado o microfone aqui, tá? Boa tarde
Transcrição automática
Dando continuidade ao nosso evento, passamos
Mestre de Cerimônias
Agora ao terceiro painel do seminário, com o tema educação superior e a inserção no mercado de trabalho. O objetivo desse painel é debater as metas para ampliar o acesso e a qualidade da educação superior, abordando os desafios de empregabilidade e inovação. Informo que a discussão será conduzida ao final das falas dos painelistas. Apresento a todos os painelistas que compõem o terceiro painel, a quem convido para tomar assento à mesa, como moderador. Nosso professor William Ferreira. Convido o como painelista, Sarabet Guedes, presidente da Associação Nacional das Universidades particulares. Convido também senhor João Paulo Bachur, coordenador do mestrado e doutorado acadêmico em direito do Instituto Brasiliense direito Público. Convido o senhor Hélio Dias, presidente do Instituto para a valorização da educação e da pesquisa no estado de São Paulo. Participando online e está a senhora Manuela Mirella, presidente da União Nacional dos Estudantes. Também participando de forma virtual, está a painelista a senhora Guiomar Namo Melo, diretora da escola brasileira de professores e conselheira da associação de olho no material escolar. Eu passo a palavra ao nosso moderador desejando a todas e todos ótimo trabalho. Boa tarde a todos.
Mediador
Começar então o nosso painel sobre educação superior, eu queria então passar a palavra pra Beth, Beth Guedes, presidente da Associação Nacional de Unidades Particulares, por 20 minutos Beth. Tá, tá ligado, tá. Estava tentando aumentar a minha cadeira, eu tô com a mesa aqui. Bom,
Presidente - Associação Nacional das Universidades Particulares - ANUP
Mediador
Vou passar então a palavra pro coordenador do mestrado e doutorado acadêmico em direito do Instituto Brasileiro em Direito Público, o João Paulo Baixchu. Muito obrigado pela presença. Muito obrigado William, agradeço
Coordenador - Instituto Brasiliense de Direito Público - IDP
Mediador
Obrigado João Paulo, eu vou passar então agora pro presidente do instituto pra valorização da educação e da pesquisa no estado de São Paulo, senhor Eli Dias. 22. Obrigado.
Presidente - Instituto para a valorização da Educação e da Pesquisa no Estado de São Paulo - IVEPESP
Mediador
Então agora eu vou passar a palavra pra presidente da União Nacional dos Estudantes, a senhora Manuela Mirella que vai falar a virtual né? Virtualmente. Até 20 minutos por favor Manuela. A palavra. Também. Boa.
Presidente - União Nacional dos Estudantes - UNE
Me ouvem? Ouvimos bem. Ouvimos bem? Ah maravilha muito obrigado William queria saudar aqui esse espaço no teu nome, mas também dos debatedores que me antecederam. Fico muito feliz de participar de espaço como esse pra debater tema tão importante que é o plano nacional de educação. Antes de chegar no tema né sobre a própria educação superior e a inserção no mercado de trabalho que é o tema central aqui desse painel, é importante lembrar como como chegamos na síntese desse plano apresentado né aconteceu em dezembro, a conferência nacional de educação, a conferência aconteceu na nos municípios estados e a nacional né que culminou com a entrega das propostas organizadas pelos movimentos sociais por professores e estudantes de todo o Brasil que foi tratado, e isso foi resumido nesse plano apresentado né com alguns pontos inclusive que nós achamos que precisamos avançar e ampliar e outros que a gente achou que foram bem colocados né acho que o que nos une aqui é de que o o PNE não pode ser conjunto de palavras mortas. O último PNE não teve nem 50 por 100 de suas metas atendidas. Em janeiro. Tem, tem alguém que falou daqui, acho que o seu microfone está aberto meu bem. Acho que foi? Eu acho que nós obrigada, eu acho que é importante que a gente consiga nesse novo processo de discussão sobre o novo PNL né entendendo inclusive que o atual foi estendido, que a gente tivesse tempo de debater sobre o novo PNE, a gente precisa precisa defendêlo e ampliálo à luz do que a gente acha e julga necessário né e alguns pontos inclusive que são mantidos que pra nós não são indiscutíveis como por exemplo os 10 por 100 do PIB pra educação como todo, nesse novo plano tem ali acho que na meta 18 se eu não me engano mas tem falando sobre financiamento pra educação básica e a gente acha que os 10 por 100 do PIB precisa ser voltado pra educação como todo, seja superior, seja básica, seja profissionalizante, seja superior, pra que a gente consiga através de financiamento e investimento a gente consiga garantir a ampliação da qualidade e valorização da educação. Olhando pra o PNE a proposta apresentada, a gente traz aqui algumas preocupações também acho que foi falado aqui sobre a situação do ensino superior brasileiro hoje. Nós entendemos no movimento estudantil, que que a gente não pode olhar pra educação educação em caixinhas, deparamentalizadas né, a gente precisa de 1 educação brasileira que esteja comprometida e que dialogue com o projeto nacional de desenvolvimento. Acho que a Beth colocou aqui, a meta de ampliação de matrículas, de ampliação do acesso, de ampliação do acesso ao ensino público ou privado. Antes disso, antes inclusive de dividir qual é o formato do ensino, CAD que eu também tenho pouco a contribuir sobre isso, acho que a premissa é de que a educação precisa estar relacionada a esse projeto nacional desenvolvimento que sirva o povo brasileiro. Olhando pro mercado de trabalho hoje, olhando pra juventude, que é a maior que é a parcela né que encontra a educação a gente vê com muita preocupação algumas, alguns dados né hoje mais de 40 por 100 da juventude se encontra no mercado de trabalho informal, e o que isso significa? Significa que o o crescimento da evasão nesse, no período foi gigantesco, a gente olha pro ensino superior e privado público a evasão também então o nome traz nos traz números alarmantes. Nós precisamos garantir que a educação brasileira esteja comprometida com esse projeto nacional de desenvolvimento. E olhando pro ensino superior hoje também trazemos algumas preocupações, foi falado aqui e eu não vou entrar muito nesse mérito, sobre a questão do EAD, do presencial, do próprio formato da regulação do ensino superior privado. Hoje inclusive a gente está participando da do CCPARES né, que é 1 comissão que está debatendo o EAD no ensino superior, mas exceto eu acho que é consenso aqui entre nós de que nós não podemos olhar a educação como mera mercadoria, porque a educação, mesmo entendendo que parte dela vem do ensino superior privado, ela precisa estar comprometida, volto a falar com esse processo nacional de desenvolvimento, precisa estar comprometida com projeto de educação e 1 educação de qualidade. Nós defendemos 1 educação que esteja comprometida com a resolução de problemas sociais, com o combate às desigualdades sociais, com o combate à fome que sirva ao povo brasileiro numa universidade que forme pra além de profissionais que não atuar em áreas específicas pra desenvolvimento do Brasil, que consiga também elevar a consciência das pessoas pra que a gente consiga formar cidadãos críticos pra transformar a nossa realidade. Acho que esse novo PNE traz inclusive, pouco sobre a questão da própria regulamentação do ensino superior privado quando se diz a qualidade né, acho que nós defendemos na UNE, a criação do insights né, houve aqui 1 discussão sobre ter ou não 1 agência reguladora, aí é ou não autorregulação não acho que as universidades privadas têm que se autorregular, acho que existe sim existir instituto nacional de avaliação de supervisão e avaliação do da educação superior como todo que a gente consiga garantir parâmetros pra garantia da qualidade na educação, com qual o Adalet falou aqui sobre o Enade, acho que a gente precisa revisitar o Enade sobre a qualidade dessa avaliação, mas o que a gente precisa é o compromisso com educação de qualidade. E quando olhamos no mercado de trabalho, a universidade em si, ela não vai ser responsável por solucionar o problema do mercado de. A gente falar mas a universidade não garante 000 acesso ao emprego. É certo que hoje já existem alguns dados que falam que, ter e a hoje existe no Brasil, a discussão sobre o processo de reindustrialização, né industrialização, esse processo de garantia de ampliação de empregos é também a garantia da valorização desses profissionais, a a valorização acho que nesse novo PNE fala pouco sobre a valorização dos profissionais da educação básica, acho que é bom ponto, a garantia da valorização desses profissionais, da evolução das carreiras dos professores inclusive, pra que a gente consiga garantir o maior acesso desses estudantes ao mercado de trabalho porque olhar pra licenciatura hoje a gente olha com alarmismo né, nós temos hoje déficit de profissionais da educação formados e áreas que precisam de professores, então, eu acho que se debruçar sobre o ensino superior, e nesse PNE que é mais voltado, nós vemos sua grande maioria, é pra educação básica e a gente entende que é importante que se volte entendendo a defasagem dos últimos anos e ataques e desmonte da educação básica, é importante mas é importante também olhar pra 1 parcela importante da da nossa sociedade que é a universidade. Antes dela nós temos também a educação profissionalizante, eu não me me apresentei mas eu sou a Manu, eu sou formada em química, pela pelo aniversário federal rural de Pernambuco, toda metade da minha segunda graduação em engenharia ambiental, quero seguir nessa área de energias renováveis, que a acho que posso contribuir pra o Brasil nesse formato, mas também sou formado em química industrial, no técnico em química industrial, e a maioria dos meus amigos que formaram né no SENAI, trabalham na área outros que foram pra outra outra área totalmente diferente, A gente entende a importância também do ensino técnico profissionalizante pra garantia do contato desse estudante com a profissão, com o mercado de trabalho mas a gente entende que a gente precisa de projeto integrado de educação. Também Também não acho que o estudante que sai do ensino médio e entra na graduação ali ele vai saber qual o seu curso que ele vai fazer da sua vida pra sempre, muitas vezes inclusive a evasão diz respeito sobre o estudante trocar diário, ou mudar de curso. Eu acho que a gente precisa nesse novo PNE deixar mais mais claro né ampliar a questão das próprias metas e e marcos em relação à qualidade da do ensino superior mas o que nós achamos que não tem que ter no PNE mas que é importante que esteja à luz e com o objetivo do próprio Ministério da Educação, do Governo Federal, a discussão sobre o ensino superior como todo, a nossa reforma universitária, acho que a gente precisa olhar pra o ensino superior a partir inclusive do próprio senso do Inep que foi preocupante os dados que nos dão sobre a evasão, sobre a evasão na no no da educação pública, a ampliação do ensino superior privado como todo sem o objetivo ali voltado a esse projeto como disse mais geral bem como o próprio EAD, e aí eu queria reforçar aqui que a gente parece que o órgão estudantil vem falando do EAD como se nós fôssemos contra o EAD e é péssimo, e nós não achamos que é por aí, nós temos inclusive experiências no EAD como foi falado aqui a UNIVESP, como a própria UFRJ, como própria universidades públicas que têm mecanismo de EAD que funcionam né, mas o que nós vemos hoje, é que no ensino superior privado, presencial, no meu caso né, eu falo da minha universidade, da minha faculdade, nós temos mais de 40 por 100 da nossa grade curricular, dada em formato EAD chega a 60 por 100, porque não existe 1 regulamentação, 1 supervisão, e várias várias faculdades e universidades não são todas, também seguem nesse mesmo formato né sem nenhuma regulação e nenhum acompanhamento, à mercê da nossa denúncia, então acho que não é nosso papel, acho que é nosso papel acompanhar e denunciar mas precisa de 1 supervisão nesse formato, acho que a gente precisa de 1 reforma universitária e estruturante, tenho certeza que essa comissão de educação aqui na câmara, as bem como os atores que fizeram aqui a sua palestra, tem muito a contribuir sobre qual os caminhos pro ensino superior brasileiro. Acho que é importante se informar, formar professores, formar mestrando, mestrias, formar doutores, porque diz respeito à nossa soberania nacional, mas precisam ser correlacionados com esse projeto de Brasil. Formar para, para desenvolver que área, qual é a tecnologia, qual é a inovação brasileira, qual é o projeto nacional desenvolvimento que nós iremos realocar esses estudantes que são cientistas, que são pesquisadores, que estão comprometidos com o desenvolvimento de 1 área específica, não meros que produzem ali mais artigo científico, que a gente tem ali eu acho que se for comparar o Brasil com a Coreia do Sul, a gente tem ali a mesma quantidade de publicação científica de artigo, mas quando a gente olha pro número de patentes, a Coréia do Sul vai lá pra cima e a gente fica ali com 209 patentes se não me engano, não me falha a memória os dados. Então acho que o ensino superior brasileiro tem precisa ter compromisso e precisa também dentro das que estão apresentadas no PNE, o que tem gente feito sobre a ampliação do acesso, mas que a gente precisa conectar todos esses desafios e as metas a esse projeto nacional de Brasil forte e soberano com tecnologia brasileira, com inovação brasileira, a gente viu agora o processo, o projeto de inteligência artificial nacional, acho que é isso, fortalecer o Brasil, a gente tem mentes brilhantes no nosso país, desde o ensino médio ao ensino superior, desde que seja qualquer área pra fortalecer o nosso país, eu acho que o nosso compromisso aqui enquanto o movimento estudantil, enquanto união nacional dos estudantes é, garantir que o novo PNE, tenham metas específicas e relacionadas a esse projeto de Brasil, que pense numa educação transformadora, libertadora, que consiga garantir caminhos pra que esses estudantes consigam entrar na universidade, consigam ter acesso ao mercado de trabalho, ter emprego digno, dá dignidade pras pessoas, pra contribuir pra esse projeto maior de Brasil que a gente acredita. Pra concluir não vou usar o tempo todo, também já queria pedir desculpa se não conseguir ficar aqui todo o debate porque hoje tem ato, que vou me deslocar pra o ato, memória, verdade e justiça, sem anistia pra os golpistas então estou me deslocando pra lá mas fortalecer aqui o compromisso da UNIG em defesa de novo plano nacional de educação, que seja verdadeiramente né possível, de ser conquistado, que a gente consiga metas, que a gente tenha processo inclusive não só de aprovação do PNE agora mas que a gente consiga ter acompanhamento sobre como está o andamento, que a gente consiga garantir a qualidade do ensino nesse processo e que a gente consiga garantir que a educação atinja o seu objetivo, que é ser universal, que consiga garantir a dignidade pras pessoas e a elevação da consciência do nosso povo, e quando a gente fala isso a gente fala sobre ter emprego de qualidade, a gente fala sobre formação de qualidade, e a gente construiu Brasil justo, forte e soberano, e quando a gente fala isso a gente fala sobre qualidade, a gente fala sobre tudo que foi apresentado aqui, então queria me deixar à disposição de vocês reforçar o nosso compromisso com a educação, e com a aprovação desse novo PNE com os objetivos com as metas que já estão colocadas que a gente acha que dá pra ampliar em alguns pontos e outros estão muito bem colocados que a gente consiga provar PNE que seja atingível né, com metas reais, que a gente consiga garantir a melhoria da educação como todo, porque se a educação melhora o Brasil melhora junto. Muito obrigado William, estou aqui acompanhando até onde der.
Mediador
Obrigado Manuela. E agora vou convidar então pra fechar com chave de ouro o nosso seminário, a diretora da escola brasileira de professores Hebrapo, a senhora Guiomar Melo. Então também por 20 minutos com a palavra professora. Bem muito.
Diretora - Escola Brasileira de Professores - EBRAP
Mediador
Obrigado professora, excelente como eu adiantava né? Temos tempo pra 1 pergunta aí, alguém? Alguém? Daniel? Rapidamente por favor.
Participante
Apresentar novamente. Então novamente eu sou Daniel, sou consultor da associação de olho material escolar e a seguinte, eu vou fazer 1 pequena introdução, né. Professora Betti Guedes apontou de forma bastante pertinente o problema atual de maior foco nos processos em detrimento dos resultados. Em adição, o doutor João Paulo criticou 1 regulação mais focada em estrutura em relação ao desempenho das instituições de ensino. Poderíamos dizer que se trata de paradigma vigente no Brasil. Associado a isso, a professora Guiomar denunciou ciclo vicioso instalado há décadas no país que prejudica a formação dos nossos professores. Para superar esse paradigma, e esse ciclo vicioso, quais seriam os indicadores mais importantes que deveriam constar no PNE sobre a educação superior? E eu dirigi essa pergunta a toda mês. Muito obrigado. Alguém quer se manifestar? Bom, obrigado pela pergunta, acho que enfim.
Coordenador - Instituto Brasiliense de Direito Público - IDP
São debate muito amplo, acho que eu só conseguiria fazer algumas indicações muito preliminares aqui, mas eu acho que, seria possível com o que a gente, porque 1 parte dos indicadores, ela vai ser possível se a gente fortalecer o senso da educação superior, né? Eu acho que o ponto de vista é esse, o senso da educação superior quando se compara com o senso da educação básica, o senso da educação básica é é muito mais robusto, é processo muito mais estruturado, é feito pelo INEP também, porque o FUNDEB depende dele, você distribui 200000000000 de reais pouco mais, com base nisso. Então se você deveria ter, na na minha, no meu modo de ver pessoal, a gente deveria ter processo tão robusto no senso da educação superior porque nós estamos falando de como estruturar setor de 40000000000, o setor da economia. Então eu imagino que seria possível a gente ter pelo menos alguns indicadores mínimos, com o que a gente já tem hoje, que é, de produção acadêmica, de empregabilidade e e, né, Acompanhamento de egressos, onde internacionalização, e onde perenidade ou estabilidade ou né? Alterações do corpo docente, né? A gente criticou pouco usar a mesma métrica das federais pras privadas, né? Isso significa que a gente não tem que olhar, porque nas nas federais a gente tem concurso, dedicação exclusiva, tem 1 série de critérios típicos do setor público que tão ok, né. Só que, isso não quer dizer que a gente não deva olhar o corpo docente do setor privado, a gente tem que olhar de outro jeito, E jeito de olhar é por exemplo medir a estabilidade, se a gente tem substituição de doutor pororista, né, a consistência na gestão da da do RH daquela instituição, você consegue olhar isso no cesto da educação superior. Então alguns índices seriam pra pra pra começar 1 conversa que você conseguiria ver, como está o corpo docente, como está a produção acadêmica, como está a internacionalização, e como estão os egressos, com isso você tem quase raio x daquela instituição sem ter que ir lá olhar o prédio né? Mas é palpite muito inicial nesse começo. Está ótimo.
Mediador
João. Então, eu vou encerrar o painel aqui e pedindo pros painelistas que tiverem interesse, enviarem as sugestões pro PNE, pra pro email da comissão, Vou copiar compilar e fazer relatório do da nossa reunião. William. Pois é. Todas as apresentações dos PowerPoint das pessoas que foram utilizar serão encaminhadas? Seria possível? Não, eu queria.
Presidente - Instituto para a valorização da Educação e da Pesquisa no Estado de São Paulo - IVEPESP
Só sugerir que as todas as apresentações que foram feitas hoje inclusive os PDFs ou os PowerPoint fosse encaminhado a todos os panelistas porque a gente poderia a partir deles talvez contribuir melhor com sugestões pra você também. Perfeito, a gente vai colocar lá na página da comissão, então.
Mediador
Acessível pra quem tiver interesse. Olá. Oi oi claro professora fica à vontade. É.
Diretora - Escola Brasileira de Professores - EBRAP
Não eu só quero dizer que, eu eu acho que esses indicadores todos são muito diferentes a gente considerar a formação de professores, não é? Mas que nós não podemos, falar do ensino superior ignorando, que a maior parte dos alunos do ensino superior são alunos dos cursos de licenciatura e pedagogia. É inadmissível que eles fiquem invisíveis, nas nossas discussões sobre ensino superior, eu acabo até achando que foi bom eu ter, até contra a minha vontade caído nesta mesa do ensino superior, porque, eu pelo menos eu demarquei aqui território eu acho que não dá mais pra falar indicadores de ensino superior sem falar em como indicador sobre formação de professor. Gostaria até de saber a opinião do do João Paulo, sobre isso. Não sei se eu tenho 1 opinião
Coordenador - Instituto Brasiliense de Direito Público - IDP
Fundamentada mas concordo com a senhora né? Acho que a gente talvez possa ter indicadores por cursos específicos e acho que formação de professores é 1 prioridade absoluta no país dada né? A carência necessidade que a gente tem. Enfim, acho que seria possível pensar, né, indicadores específicos pra e específicos pra ter 1 avaliação, Inep está indo pouco nesse caminho, de ter Enade específico, acho que seria bom ter instrumento de curso específico, com indicadores específicos também. É porque, isso é muito importante.
Diretora - Escola Brasileira de Professores - EBRAP
Paulo porque é 1 prioridade tão grande, que ninguém fala dela. Porque ela virou 1 coisa sabe assim e aí eu me lembro, Rodrigues falei toda prioridade é burra né? Sim. Porque desse jeito, Nelson Rodrigues tinha razão, desculpe, mas, enfim, era o que eu tinha pra colocar aqui nesse painel desculpe eu ter mudado o assunto do do da mesa talvez. Não não não.
Mediador
Foi foi ótimo e a apresentação da senhora foi ótimo realmente é o curso superior mais importante então a gente foi muito bom a senhora ter falado dele. Então é isso, eu agradeço todas as contribuições, então e espero também pra quem dos senhores quiser mandar contribuição pra gente, pra compilar a nossa proposta. E assim eu declaro encerrado o seminário da da educação da comissão de educação da câmara dos deputados.




