COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL
Sobre o Evento
Reunião da Comissão de Relações Exteriores sobre desenvolvimento nacional nos Brics, com diversas figuras políticas e especialistas discutindo o tema.
Deputado
Em nome da Comissão de Relações Exteriores de Defesa Nacional, dou as boasvindas aos nossos convidados, que pronto e gentilmente aceitaram o COVID para participar deste importante debate. Cumprimento de forma especial todas as deputadas e deputados que participam desta reunião, bem como as assessorias parlamentares, profissionais da imprensa e público, que nos acompanha presencialmente e online, pela página da comissão, na internet e pelo canal da Câmara dos Deputados no YouTube. Esta audiência pública decorre da aprovação neste colegiado do requerimento número 88, de 24 de minha autoria, e do requerimento 90 de 24, de autoria do deputado Celso Russomano. Ambos subscritos pelo deputado David Soares. E tem por objetivo debater o desenvolvimento nacional com foco e junto ao BRICS. Com este, com este evento, objetivo se discutir a importância que este mecanismo de cooperação internacional pode trazer para o Brasil por meio desta casa legislativa e das entidades civis. A realização desta audiência nos fornecerá valiosos subsídios, para que possamos formar o nosso convencimento a respeito de tão importante matéria. Os convidados que participam desta audiência pública, aos quais faço especial agradecimento são, o deputado ao meu lado Luiz Felipe de Olhãs de Bragança, do Partido Liberal de São Paulo, Marco Antônio de Freitas Coutinho, coronel do exército brasileiro, veterano, exadido de defesa na federação da Rússia, está presente aqui na mesa. O senhor Rodolfo Queiroz Laterza, delegado de polícia, presidente da DEPOL do Brasil, analista, escritor e articulista de geopolítica e conflitos militares, também ao meu lado. O senhor Queril Costin, Queril Costin, está online, presidente da organização da sociedade civil Smart Civilization, especialista em cooperação civilizacional e em relações internacionais, cuja participação será obviamente à distância. O senhor Robson Farinazo, capitão de Marighguerra, reformado veterano da Marinha do Brasil, articulista e analista militar do canal Arte de Guerra. Conosco aqui a mesa. O senhor Ricardo Cabral, professor da escola de guerra naval, também a mesa aqui a minha direita. E o senhor Lucas Queiroz, cofundador da associação dos Jornalistas do BRICS, também à mesa conosco aqui. Peço atenção das senhoras e dos senhores deputados para alguns esclarecimentos importantes sobre os procedimentos regimentais que serão observados. Cada palestrante terá até 10 minutos e por favor vamos nos até ao prazo, pra fazer a sua exposição, não sendo permitido à parte durante interrupções à parte durante a exposição. A lista de inscrição para os debates nesta reunião encontrase aberta e à disposição das senhoras e senhores, no aplicativo Infoleg celular para os deputados. O tempo previsto para cada inscrito em tempo interpelar os convidados é de 3 minutos, em conformidade com o estabelecido no parágrafo quinto do artigo 2 5 meia, do regimento desta casa. Ao final do debate cada convidado de explorar de mais 3 minutos para as suas considerações finais. Eu, gostaria também de destacar a presença, aqui no na no nosso plenário da comissão, do senhor. Mister Kumar, que é a Dido político da embaixada da Índia. Da senhora Valery Bandeira de Lima Sacks, primeira secretária da da delegação da União Europeia. Do senhor Alexander Guckmann, primeiro secretário da embaixada dos Estados Unidos, do senhor Thomas e da senhora Júlia que acompanham também. Do senhor Manuel Romero Valência, conselheiro da Embaixada da Espanha. Da senhora Rind, dos Países de Baixo, que está conosco aqui também. Das da senhora Júlia já já coloquei. Então são os são, e demais autoridades presentes aqui conosco, nesse plenário. Então sem mais delongas eu passo a palavra, ao senhor Marco Antônio de Freitas Coutinho, que tem até 10 minutos para a sua exposição, por favor, coronel Coutinho. Alô? Bom eu gostaria de
Coronel - Exército
Os nossos representantes da da mesa, as nossa assistência tanto presencial quanto à assistência que está nos assistindo online, os nossos debatedores todos, e fazer agradecimento especial ao general Pazuello e também a não estar presente aqui o ao ao deputado Celso Somano, que fizeram essa, tiveram a iniciativa de realizar essa audiência pública. Eu vou rapidamente aqui falar algumas coisas muito rapidamente aqui, a respeito dos BRICS sobre o enfoque pouco mais geopolítico, que é é o meu foco de estudo. Então, relatório de 2011 do Banco Mundial já apontava aqui em 2025, eu não sei como é que é, que que acende o luzinha aqui. Mas além de estão vendo, e por volta de 20 de 2025, esse relatório dizia que países, economias emergentes como o Brasil, 2025, também conhecido como mês que vem, né? Economias emergentes do Brasil, China, Índia, Indonésia, federação da Rússia provavelmente contra o Iber teria 1 grande contribuição dentro de 1 1 economia mundial que se a se prevê que seria transformadora, tá? Pode passar o próximo. Tá? Bom, e aí como é, dentro dessa época pra cá surgiu esse conceito de sul global, né, que é termo mais geopolítico, mas aí já muitos analistas, muitos do assunto consideram que realmente esse sistema que eu chamaria de policêntrico, muitos chamam de 1 ordem multipolar, eu não gosto muito desse termo do multipolar porque polar é positivo negativo, seria muito bem pra Guerra Fria, né, pra esse momento aqui eu acho que é sistema policêntrico, alguns chamam de multinodal, E aí eu falo multimodal porque essas organizações multilaterais regionais têm muita importância. Por exemplo, eu vou citar aqui a organização de cooperação de Xangai, a Asian lá no sudeste asiático. Está passando aí. Deixa eu. Só voltar aqui. É. Mais faz mais Tá? Avançando por favor. Pode avançar. Tá? E aí a União Africana, por exemplo, e no nosso no nosso quadrado aqui da América do Sul, eu eu aponto o Mercosul, 2 organizações que eu acho muito importantes que dentro desse sistema multinodal vão ser talvez nós importantes pra nós que é o Mercosul e as opaca, que é a zona de paz e cooperação do Atlântico Sul. Eu apresento também esse esse gráfico aí que eu costumo apresentar, eu atualizei agora, está apresentado dentro de círculos os países que têm mais de 2000000 de quilômetros quadrados de território, os países que têm mais de 100000000 de habitantes e os países têm PIB maior que trilhão de dólares. E quando a gente vê o centro, a intersecção desses 3 círculos, nós vemos aí o BRIC original, né, Brasil, China, Rússia e Índia, é lógico ao lado dos Estados Unidos, tá. Então aí temos outros países importantes aí espalhados por esses critérios que são critérios geopolíticos importantes, mas o que me chama atenção aí não é o fato de estar o BRIC original ali. O que me chama atenção ali, como brasileiro, é ver que desses 5 países só tem país ali que não está investindo pesadamente em ciência e tecnologia nesse momento de transformação da economia mundial. Pode passar. Tá. Tá. Então é esse, vou pular aquele, os BRICS, aqueles BRICS originais, tem 1 importância estratégica, isso já se dizia em 2011, né, que o Brasil sendo player global importante em produtos agrícolas, a Rússia, 1 potência energética, Índia com back office econômico, a China com as cadeias produtivas, a África do Sul com recursos minerais, mas todos eles investem muito em ciência e tecnologia. E eu costumo dizer que por mais que a gente invista em ciência e tecnologia, na commodity de produtos agrícolas, isso não é processo crítico dessa mudança transformadora que está acontecendo. Precisa ter mais do que isso. Pode passar. Então aqueles 5 brincos originais deram origem esses 10 brincoss em 2023 né, o BRICS Plus, com entrada do Emirados Árabes, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Irã. A Argentina foi convidada e não não aceitou por questões políticas, pode passar. E aí, 2024, esse ano né, nós tivemos a entrada de todos esse países aí, países importantes alguns deles mas, não na categoria de membros efetivo dos BRICS, eles não têm direito a voto nem veto. Então nós nós temos países importantes aí a Turquia, a Indonésia, a Bolívia aqui no na América do Sul, a Nigéria é importante na África, pode passar por favor. E aí como é que ficou aquele nosso, deu 1 desformatada aí, mas como é que ficou aquele nosso sistema mundo com os BRICS, né? Veja o que está, eu colorir ali os BRICS originais de verde, os BRICS plus de laranja e os de amarelo os outros, então a gente vê que o sul global está muito bem representado nessa foto dentro dos BRICS, pode passar por favor. Mesmo os que não estão dentro do círculo né, África do Sul, Emirados Árabes e Irã, eles têm números interessantes na economia. Em que pesa, por exemplo, a herança é estado bem polêmico, né. E aí algumas características dos BRICS que eu gostaria de chamar atenção aqui. Esse modelo BICS de governança, ele tem 1 diferença muito grande em relação ao modelo do Bretton Woods. O modelo de Bretton Woods basicamente eu poderia resumir o seguinte, quem pode mais, manda mais, quem pode menos, obedece. O modelo BRICS tem 1 governança diferente, 1 dependência mútua, decisões descentralizadas, pelo menos é isso que está sendo prometido. E 1 coisa que também me chama atenção é que culturas civilizacionais estão sendo atraídas pros BRICS, China é 1 cultura civilizacional, Rússia, Índia, Egito, os países africanos de maneira geral, os países árabes, Irã que é persa, o Brasil é 1 cultura mais ocidentalizada, né? Brasil é 1 exceção à regra por quê? E por que esses países estão sendo atraídos? Qual é o atrativo organizacional pra entrar nos BRICS? Justamente eu eu considero que essa não interferência nos modelos internos de governança e culturais. Por isso esses países, trocou nos BRICS, e por isso por exemplo a Turquia, em relação à União Europeia, nunca entrou na União Europeia. Porque ele é país civilizacional, talvez não aceite aquele check list que tem que ser preenchido pra ser aderido à União Europeia. Bom, refúgio é 1 atuação coordenada contra sanções ocidentais. Rússia, China e Índia sofrem muitas sanções. O refúgio contra o dólar, discutindo o dólar sendo utilizado como arma de guerra. Então países buscam esse refúgio, eventualmente, com o dólar, sistemas alternativos ao dólar. Não vou dizer que o o BRICS vai ter 1 moeda própria, talvez isso não vai acontecer tão cedo, mas mecanismo de pagamento, pagamentos com moedas locais, isso tudo do BRICS pode proporcionar são atrativos, pode passar. Está bom. Bem, falando muito rapidamente aqui do nosso entorno estratégico, o nosso entorno estratégico está previsto na nossa política nacional de defesa ele envolve, o Caribe, o litoral subsaariana da África, a América do Sul lógico e o Nia Antártica, pode passar novamente. E o que que interessa nisso aí? Eu falei lembra que eu falei dos da da Mercosul e dos opacas? Eles, esse é o nosso quadrado, tá. Então por exemplo, quando a gente fala do Mercosul, a maioria dos países da América do Sul hoje, ou é membro ou é associada ao Mercosul. Então o Mercosul tem organismo muito importante na minha opinião, dentro dessa realidade de transformação que nós vivemos. Os opacas por outro lado, ela envolve os países da área marítima da América do Sul, Brasil Uruguai Argentina e os países da área marítima da África subsaariana. Então quem está no BRICS desse conjunto aí Brasil Bolívia Nigéria África do Sul. Seria interessante na presidência do Brasil, dos BRICS, talvez realmente convencer outros países importantes pra nós, citaria Argentina, citaria Uruguai, citaria Angola, pra que adentrasse ao BRICS, porque essa convergência de interesse pode potencializar nossos interesses estratégicos regionais. Pode passar a favor. Já estamos caminhando. E por que eu acho isso interessante? Eu sempre mostro isso aqui, nós temos entre a nossa. Área marítima da América do Sul e a área marítima da África subsaariana, nós temos corredor da OTAN. Isso é bom ou isso é ruim, não sei. Nossa política externa vai ter que dizer isso aí. Talvez a Argentina não ache isso bom lá pelas questões por exemplo, das Malvinas Falclan, tá, então pode ser até fator que possa levar a Argentina, que está hoje isolado em relação política brasileira, adentrar esse esforço de 1 integração maior nesse contexto geral, pode passar. E aí, eu vou encerrando aqui minha apresentação, não sei quantos minutos eu já estou, mas, minuto fora. Então aqui, eu gosto muito dessa fase, tube or not brics, o que que o Brasil quer com relação ao BRICS, ser ou não cedo o BRICS, o Brasil quer passar esse b dos brics pra Bolívia, quer passar o b dos brics pra Bangladesh, quer passar esse b dos brics pra Belarus. Gente tem que responder algumas perguntas pra saber o que que a gente quer dos BRICS. Nós estamos vivendo 1 transformação hegemônica? Como a gente deve se posicionar nisso? Qual essa ordem baseada em regras? Que é pregada por exemplo pelos Estados Unidos. A gente quer isso mesmo ou 1 ordem baseada na lei internacional que sempre foi o que a nossa política externa pregou? A gente quer ser membro do conselho de segurança, mas hoje ele está paralisado, é isso mesmo que a gente quer? A gente quer ser membro desse conselho? Esse modelo econômico global de mudanças, isso vai ser 1 mudança brusca ou progressiva, tá? E quem representa o sul global nesse nessa mudança hegemônica toda, vai ser os BRICS ou vai ser os g 20? Essa pergunta nós temos que ir. E para responder essas perguntas, é meu último slide, a gente precisa de diretrizes e estratégias da nossa política externa e nós não temos. Nós temos 1 política nacional de defesa, nós não temos 1 política externa brasileira escrita, no papel. E aí eu chamo a importância dessa comissão aqui, né? E aqui em 2014 por exemplo estava sendo discutida nesse plenário aqui, o livro branco da política externa brasileira. E onde foi parar isso? Né? Essa é 1 questão que envolve questões ideológicas, mas é muito importante, sem responder essas essa sem definir isso aqui a gente não vai conseguir responder essas aquelas perguntas e a gente vai ficar pensando se tu bi ou não tu. Tá? Então era isso aí, muito obrigado.
Deputado
Muito bem passo agora a palavra ao senhor Rodolfo Queiroz La Teresa, que tem até 10 minutos pra sua exposição por favor Rodolfo.
Presidente - Associação dos Delegados de Polícia do Brasil
Muito boa tarde, cumprimentando a todos os presentes, inicialmente cumprimentando o iminente deputado general Pazuello, muito obrigado parabéns pela iniciativa por este requerimento juntamente com, o deputado Celso Russoano, extremamente agradecido pela parceria. Cumprimitando o deputado Luiz Orleans Bragança, prazer revêlo, cumprimentando todos os, expõe que estão aqui na mesa meus amigos, professor Ricardo Cabral, professor Robson Fadnaso, professor Lucas de Leyraz, dentre todos que aqui estão. Cumprimentando as autoridades diplomáticas, que aqui se encontram igualmente. Bom, dado a brilhante, exposição muito didática e concisa do coronel Marco Antônio, a quem enchimo e aqui que eu cumprimento, você também vem, vou passar pra não ser repetitivo né? Então, vamos para a nossas para a nossa análise. Passou? Bom. Pode passando pra mim, por favor. Claro. Acho que é porque precisa habilitar a edição. Bom, BRICS começou sem África do Sul. Inicialmente precisamos destacar, foi 1 previsão e 1 análise do goldman sexy em 2000 e que previa chamadas economias de líderes emergentes que chegariam a 2050, para dominar o espaço geoeconômico, minha análise será muito focada na questão geoeconômica. Portanto era 1 análise original para se verificar quais era conceito né, quais eram os maiores e mais rápidos economias emergentes até então não existia esse fórum multilateral de cooperação econômica como atualmente vigente. Posteriormente, África do Sul foi convidado de 2010, ela se junta, né, trazendo portanto o continente africano para os BRICS. A China passa justamente esse convite derivou da China ser maior parceiro comercial da África do Sul. E também pelo fato da Índia querer ampliar seus laços comerciais com a África e a federação russa também procurar já desde aquela época estabelecer a Summit, a Rússia, a África tal como ocorre atualmente e anualmente com 28 países. Portanto houve componente estratégico de trazer a África do Sul portanto para os BRICS como forma de inserção. Quais são os objetivos declarados dos BRICS? Ao alcançar desenvolvimento regional, remover barreiras comerciais, desenvolvimento econômico buscando 1 cooperação horizontal, uso otimizado de recursos entre os países integrantes e relacionamento baseado na construção, seus objetivos declaratórios. Bom a a primeira culpa dos BRICS foi em 16 de junho de 3009 em Katerimburgo, na Rússia, foi, ali naquele foi deflagrar pra se discutir a então crise do subprime ocorrido em 2008 nos Estados Unidos, que gerou a crise financeira global. A busca foi justamente buscar soluções dentro dos países emergentes pra superar a vulnerabilidade que havia da crise financeira e impacto nesses países afetando seus crescimentos, econômicos até então. Lembrando que, os BRICS tiveram sucessivamente diversas, anualmente numa formato anual, composições e eventos buscando justamente fortalecer e expandir. A partir disso começa 1 certa institucionalização dentro desse fórum multilateral, se criando diferentes sinergias em campos, na área do desporto da cultura da ciência e tecnologia, na área bancária, e na área financeira, e também na área de diferentes de cooperação. Foi aqui? Já passou? Então. Bom a quarta cúpula foi realizada em 2012, já tinha foi a partir daí que se dá 1 maior institucionalização dos BRICS em determinadas ferramentas de cooperação, com o título parceria do BRICS para estabilidade segurança e prosperidade global. Porque foi a partir daí que se iniciou a ideia de banco conjunto de desenvolvimento com o atual NBD. E tem atualmente 1 carteira em torno de 200000000000 de dólares de financiamento nos países integrantes. Atualmente no caminho para 2050 mas atualmente 2024, o BRICS contabiliza 46 por 100 da população mundial, 30 por 100 da área geográfica total do planeta, 35 por 100 do PIB global, tendo ultrapassado portanto o G 7, e até 2050 estimase de acordo com especialistas, que os países de BRICS devem responder por até 60 por 100 PIB global, tendo em vista em comparação em 2023, da Etiópia do Egito do Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita que ainda não formalizou e também né do Irã. Os PICS portanto né tiveram essa, pelo menos se nós consideramos não PIB calculado nominalmente o PIB em paridade de poder de compra, que leva o custo das moedas locais de acordo com parâmetro de aferição de produção de riquezas, ultrapassou portanto o G 7, ganhou, tendo como o coronel Marco Antônio falou, a China e a Índia, os principais fornecedores mundiais de bens e serviços manufaturados, o Brasil e a Rússia, como globais influentes dominantes na área de matériaprima e de força industrial. Força industrial ainda que segmentada no caso da Rússia na área de petroquímica agora comprou amplo programa de substituição de importações alavancado pelo complexo industrial militar, e o Brasil por exemplo na bio na agroindústria e na também na indústria automotiva e possivelmente quem sabe se se mantiver a nova política industrial, o crescimento da indústria química. Bom, o Brasil, é a décimo economia que mais cresceu nos últimos insetos embora vivamos a nossas estagnações né, principalmente a partir dos anos 80 com crescimento cíclico, hora maior no ao longo dos anos 2000, hora com 1 graves recessões, extremamente rico em recursos, como café cana de açúcar petróleo bruto e ferro, foco no desenvolvimento equitativo que resultou 1 redução da pobreza pelo menos em termos percentuais ao longo dos 30 anos, e é considerado diante de diversas pesquisas como o país mais popular dos BRICS justamente por estar fora talvez das disputas geopolíticas, que parte desses países atualmente se inserem. Bom a federação russa 20 por 100 das reservas mundiais de petróleo e gás, teve 1 queda de 2 terços da número de pessoas que vive abaixo da linha pobreza desde os anos 90, mercado consumidor de 140000000 de pessoas é inobstante sofrer grave problema de envelhecimento populacional e queda grave na taxa de natalidade, cerca de 68 por 100 das pessoas estão no no grupo de renda média, tem 1 força altamente qualificada é o país que mais produz engenheiros no mundo, seguido pelos Estados Unidos pela China e pelo Irã, e o terceiro maior exportador de aço e alumínio. Em 1 obstante as sanções internacionais ainda vigentes. A Índia é país mais populoso com 0.43 bilhões, tem a segunda maior força de trabalho, embora tenha 1 forte exclusão social, na qual cerca desse 0.43 bilhões cerca de 300000000 é que se fazem né, compõe a renda média e alta. Ocupo em segundo lugar em PIB em paridade de poder de compra, lembrando que pela paridade de poder de compra nós temos atualmente, China, Estados Unidos, a Índia e a Rússia. A Rússia se tornou a quarta economia em paridade de poder de compra. Aproximadamente 2000000 e meio de graduados universitários por ano, gerando portanto, fortalecimento na economia de conhecimento por parte desse país. A China, maior economia hoje em cálculo de poder paridade de poder de compra, terceiro maior país do mundo, a China é maior exportador mundial de mercadorias, é importante destacar das 94 tecnologias críticas a Índia domina 88, tecnologias chaves de acordo com análise de vários, Think Tanks, maior do jeito de passagem de todos ocidentais, cerca de 850000000 de pessoas passaram a integrar o grupo de renda médio formando 1 classe média que está consumindo muito, possui mais 3 trilhões de dólares em reservas cambiais, e por incrível que pareça inobstante seja né sistema intitulado comunista, maior parte do crescimento vem do setor privado logicamente que forte subvenção estatal. África do Sul é a vigésima terceira economia do mundo mas tem enorme potencial de recursos minerais e agrícola, e 25 por 100 dos bens produzidos na África do Sul são voltados pra exportação, apesar de sofrer né as mazelas estruturais decorrentes ainda do Apartheid e sérios problemas políticos de instabilidade. Então, dando continuidade. Passar esse daqui porque ficou muito grande. Importante destacar portanto que os BRICS eles emergem como fórum multilateral de cooperação econômica não como 1 visão originariamente geopolítica, embora essa institucionalização vá gerando portanto 1 visão de que o bloco passe a ser portanto caráter também geopolítico principalmente por causa da parceria estratégica abrangente entre Rússia e a China. A Índia passou a crescer mais rápido do que a China pro ar de 2020 importante aqui destacar. O aumento da renda nas nações dos BRICS, portanto está criando 1 nova classe média, consumidora no mundo, e todos os países dos BRICS acumulam grandes reservas cambiais, e, essa expansão de mercados consumidores exceção de empresas multinacionais, levam de a de novas empresas multinacionais leva justamente a novos eixos de cooperação. Então, nos padrões de desenvolvimento, os os países dos BRICS para alguns eixos, passam a ter vantagens comparativas maiores. Bom, então, agora temos também as desvantagens que nós precisamos analisar em relação aos BRICS que é o domínio da economia chinesa, esse papel nas relações internacionais, podem tornar os BRICS muito assimétrico. Esse é temor, portanto de vários analistas. À medida que o mundo desenvolvido enfrenta recessão como na União Europeia, o crescimento dos BRICS inevitavelmente tende a desacelerar, que é o caso por exemplo do crescimento chinês, que atualmente está em torno de 4 por 100 e não mais de 2 dígitos. Agora, as fortes reservas cambiais e crescente demanda doméstica podem, fazer com que os BRICS consigam suportar melhor as crises e choques, mas sabemos de alguns desafios. As disputas geopolíticas entre alguns dos seus integrantes por exemplo, Arábia Saudita e Irã, embora tenham normalizados as relações diplomáticas como a de ação da China, há ainda necessidade de haver muito 1 certa recomposição porque são potências regionais rivais, entre a própria Índia e a China, embora ali na região de Ladaque, na fronteira do Himalaia, tem havido 1 busca de consenso pra resolver de alimentação de fronteiras, ainda há disputas fronteirinhas que não resolvidas entre a Índia e a China. Então portanto é difícil se ter, os BRICS ainda como bloco monopolítico do ponto de vista geopolítico e geoeconômico. E o por fim acabando agora, o temor de que a inserção de muitos países venha tornar os BRICS como o antigo, como o atual né G 77, o antigo movimento dos não alinhados, que acabou se desconfigurando e se tornando portanto, muito fluido. Então esses são os desafios, lembrando a importância pro Brasil aproveitar isso dentro da doutrina da do pragmatismo irresponsável durante a política externa do governo Geisel. Aproveitando a cooperação com todos os blocos, independentemente de ideologias e crenças, porque obviamente os países têm interesses e aliados, mas acima de tudo o Brasil tem que defender os seus interesses, acima de ideologias de momento portanto, importante nós aprendemos com a Indonésia, com o Vietnã, com a própria Índia que extrai o melhor da cooperação de cada país. Muito obrigado. Muito obrigado, Rodolfo.
Deputado
Passo a palavra agora ao senhor Quirio Costin, que dispõe 10 minutos da sua apresentação por favor.
Kirill Konstin - Smart Civilization
E o Rodolfo Laterza e a Robinson Furen NASA. Bom, antes de tudo muita boa tarde pra todos e agradeço muito por me terem convidado, me terem dado esta oportunidade, e também queria cumprimentar os meus camaradas que eu conheço o senhor Rodolfo que são os meus amigos senhor Rodolfo da Inglaterra e senhor Robson fora em casa. Simone Bugatti Bom e hoje que eu gostaria de falar com os senhores sobre o futuro. Porque, o o bloco de BRICS é associado para muitas pessoas com ao futuro, ao conceito de futuro. Ah eu gostaria também de mostrar 1 apresentação o que é que eu faço pra isso? Se for possível. Tem alguma oportunidade? Você me
Deputado
Você Sim. Seria que se é mais complexo agora porque a câmara ela precisa mandar pra pra outra repartição pra depois passar aqui. Infelizmente vai ter que ser na voz.
Kirill Konstin - Smart Civilization
Está bom vamos falar sem apresentação. Só que você me dá não me 1 mensagem Há pouco tempo realizamos estudo 1 pesquisa sociológica. Provavelmente a mais a 1 pesquisa de maior escala por enquanto feita nos países de BRICS, e na nossa pesquisa participaram 5 países originários de BRICS, e foram envolvidos 5005 5000 meus jovens desses países da idade de 18 até 35 anos então da Rússia do Brasil, da China da Índia e da África do Sul. Bom, e para nós foi muito importante, por as perguntas as questões que hoje já foram mencionadas pelos palestrantes anteriores. E comparar as visões de BRICS hoje e das expectativas que os jovens têm em relação ao BRICS no futuro? Serdiu a próxima ficar triste não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não Bom e nas nossas perguntas houve algumas bloco dedicado à comparação do formato de BRICS com outros blocos internacionais. Por exemplo g 20, União Europeia, UNESCO, organizações internacionais de vários caminhos. E é importante também saber quais os formatos de cooperação internacional os jovens se entendem como os mais promissores. E os resultados que nós recebemos foram surpreendentes até pra nós mesmos. É interessante que em todos estes países que participaram na pesquisa, o BRICS é visto como é como formato mais promissor, mais atrativo em relação aos outros grupos de cooperação internacional? Prazilita diga. No Brasil são 90 por 100 de jovens que optaram por BRICS. Bios na África é voice mis dolares? África do Sul 82. A Na Rússia e na Índia pouco menos mas também cerca de 50 por 100. A Bully Tawo, a Interessante que a maior parte dos jovens dos países originários de BRICS, entendem que nós já temos, ficou bem desenvolvida a cooperação econômica, política, mas no mesmo tempo conhecemos muito pouco uns sobre outros. A, a, sou a cultura de civilizados, e e, Bom, e como o Jô falou hoje dos palestrantes, cada país de BRICS, cada país de BRICS é 1 civilização rica, antiga, com os seus valores e existe 1 grande demanda para a cooperação de ramo educacional, cultural, intercâmbios estudantes, projetos conjuntos, e então é dos 1 das é 1 demanda mesmo muito grande do lado da juventude. A eu até sei que vinha podia poderia pesquisa teve 1 grande repercussão na Rússia, e agora estamos traduzindo os resultados, para as línguas dos países de BRICS para compartilhar com vocês os resultados do nosso trabalho. Então de buscar de Putin, e a noite E gostaria de explicar agora porque eu comecei a minha intervenção com o tema do futuro, é que a nossa organização, os há mais de 4 anos, está desenvolvendo 1 rede de conexões horizontais entre organizações da sociedade civil, universidades, empresas inovadoras. E posso dizer que agora o tema de construção de 1 visão de futuro comum, é dos mais atuais. A a ideia é buscar os pontos comuns que nos estão juntando, do ponto de vista de valores e de cultura e desenvolver desenvolver a nossa cooperação tomando em consideração o que nos está unindo. A Chrome mostrada na Bom, e além de pesquisa, desenvolvemos, a nossa organização desenvolve vários projetos. Por exemplo, 1 plataforma de mídia, que virou o centro de encontro entre companhias inovadoras, as empresas de sociedade civil, os jovens talentos de vários países. EEE foram, Brasília, o Augusto Bom e dos projeto nosso projeto chave posso chamar assim, hoje é o fórum futurológico que estamos analisando já durante 2 anos. Eu foram pensado como lugar de encontro de mundo do lugar de cruzamento de mundo de negócios, de sociedade civil, de ciência, para buscar 1 visão de futuro para nós todos. E o nosso fórum neste ano foi realizado em Moscou, e foi incluído numa na lista de eventos oficiais patrocinados pelo presidente da república, e a nossa ideia é que esse fórum seja, por assim dizer, itinerante, que mude de país conforme quem estiver o presidente de BRICS cada ano então este ano foram foi realizado em Moscou porque a Rússia era presidente, e no ano que vem vai o Brasil que vai ter a presidência e os nossos colegas nos propuseram a realizar no ano que vem, o fórum no Brasil em agosto de 2025 em, no Rio de Janeiro. A forma tem imposto primeiro a, está, está que é que é, incentivo se a S.S.S.S.S.S.S.S. Mas e posso dizer que durante o fórum deste ano, já começaram a se realizar vários acordos para o desenvolvimento de projetos de cooperação na área espacial, na área de infraestrutura humanitária. Ai E muitas propostas do fórum futurológico enfim foram apoiadas na declaração que foi publicada depois do de Casano. Na nas que foram Brasília, Bom, e na minha opinião é muito importante de importância fundamental que hoje em dia este durante estes últimos anos, estamos exatamente no momento quando a ordem mundial está mudando. E é de extrema importância que este ano a presidente, a presidência de BRICS era da Rússia, e no ano que vem o presidente vai ser o Brasil. E eu já estive muitas vezes, bom, muitas, não não provavelmente, mas algumas vezes nos encontros bilaterais russobrasileiras, e posso dizer que muitas vezes têm resultado concreto, que logo se bom logo também pouco a pouco se concretiza. E bom, no ano que vem eu convido a todos, você a todos os as senhoras e os senhores ao nosso fórum, onde vamos procurar a imagem de futuro que possa responder às esperanças e as expectativas de nós todos e dos jovens sobretudo. Tio Baixho esse parceiro assim, carocho. Agradeço por atenção muito boa tarde.
Deputado
Senhor Quirio Costin e pela tradução da Bárbara, e eu passo a palavra agora ao nosso deputado Luiz Felipe de Olhãs de Bragança. 10 minutos por favor. Pazuello.
Deputado Federal - Câmara dos Deputados
A todos interessados nesse tema nesse tema que estão comparecendo aqui hoje. Eu espero tecer aqui 1 opinião, que eu eu espero ser qualificada com relação a esse tema. Só pra dar 1 perspectiva aqui, 1815, Congresso de Viena, a primeira tentativa de formar 1 ordem global, 1 ordem conservadora contra os revolucionários que vinham para acabar com o modelo tradicional europeu. Essa ordem durou até a Primeira Guerra Mundial, em que foi substituída pela Liga das Ações. A Liga das Ações entra com a ideia de atingir paz na Europa e reconfigurar o mapa mundial, tem sucesso moderado, mas logo se transforma em 1 entidade extremamente burocrática, interventura e ser membro partícipe da Liga das Nações era quase que proibitivo, faliu e foi substituído pela ONU. A ONU tinha 1 visão extremamente aberta de adesão, com 1 missão única, e 1 missão bem abrangente, e ao mesmo tempo legítima, que era acabar com a guerra no mundo, falhou nesse quesito, no entanto, maturou vários diversos outros conselhos derivados da dessa primeira intenção, que esses sim agora se transformam em entidades extremamente burocráticas interventoras, e acabam basculando as naçõesestados que são membros da da ONU. Na minha opinião a ONU está falhando, como instituição está perdendo completamente a legitimidade, e mais 1 vez está sendo substituída por 1 nova plataforma mundial. Essa nova plataforma, está vindo na forma dos BRICS. Considerando a história não é 1, 1 ordem promissora, também vai ter seu término, também vai ter seu fim, não será duradouro, talvez dure algumas décadas. No entanto tem alguns incentivos, que são interessantes aqui. Do ponto de vista de nascedouro, ao menos como proposta, não vejo que essa proposta dos BRICS queira intervir nas nações de estado, queira intervir culturalmente, queira intervir politicamente, que foi exatamente isso que levou à derrocada das ordens anteriores. Então por esse princípio de descentralização a respeito da soberania nacional de cada país, eu vejo como 1 vantagem. Vantagens sobre as outras horas que vieram antes. Outro ponto positivo, é que ela vem com 1, 1 intenção inteiramente legítima. No momento em que o dólar, se transformou numa moeda hegemônica, lembrando que o dólar vem perdendo sua hegemonia nos últimos 40, 50 anos, quando era 80 por 100 da reserva mundial, caiu pra 60 por 100 da reserva mundial, e hoje, nós temos aí desafiantes dessa desse lastro, né com com os mercados emergentes tendo suas moedas competindo por espaço nos bancos centrais do mundo. E o que acontece nesse contexto? Existe de fato controle, 1 1, é mecanismo de controle, é mecanismo de influência, é mecanismo de poder econômico, e esse poder econômico pode ser traduzido em poder político, o que é nocivo. Então o que eu vejo com relação aos BRICS, que seja talvez 1 vantagem dos BRICS, é que ele possa fortalecer as infraestruturas e sistemas financeiros locais. Cada país tem que adquirir o seu sistema financeiro, desenvolver o seu sistema financeiro, pra que isso seja monitorado e controlado pelas instituições de cada 1 das soveranias. Isso é fundamental pro Brasil, a Índia já tem o seu, a Rússia tem o seu, a China tem o seu, o Estados Unidos tem o seu, a Europa tem o seu, e o Brasil? O Brasil está em desenvolvimento talvez o PIX seja essa infraestrutura, mas ainda é muito precária. Precisamos avançar enormemente nesse quesito. Como muito bem colocado aqui pelo coronel dos países que são continentais, o país Brasil é o único que não tem investimento massivo em tecnologia, em infraestrutura e também em defesa, essas 3 coisas são importantes. E por não ter esses investimentos, nós entramos nesse acordo dos BRICS, como talvez o parceiro mais fraco, o país continental mais fraco, e nos tornamos, em função disso, território de disputa, e não necessariamente país com instituições e com 1 agenda própria. Talvez a vantagem dos BRICS seja na alegação desse desse argumento, em que, em sermos o mais fraco de conjunto de países fortes, que não queiram se integrar, mas que queiram promover as suas agendas individualmente e não promover 1 agenda comum, o Brasil precisa achar 1 agenda. O Brasil precisa achar 1 pauta própria, precisa defender as suas instituições, os seus interesses, e isso tem que ser não só publicado, tem que ser publicizado e votado pelo Congresso Nacional para que se torne efetivamente 1 política mais permanente. Isso que é o grande desafio aqui, então é 1 vantagem meio que secundária e indireta, de você fazer fazer parte dos BRICS, quando você está almoçando com lobos, você espera que você não seja o cordeirinho, tem que ser lobo também. Então cabe aqui o Brasil se tornar lobo nesse jogo. Não podemos ficar completamente à mercê das agendas muito bem definidas por todos esses outros países que fazem parte dos países membros dos BRICS. Então na na questão de você ter 1, 1 1 falta de agenda política imagina econômica imagina política 1 agenda cultural do bloco, eu acho que isso dá certo alento e certo tempo de maturação mas lembrando, é 1 tentativa de recriar 1 ordem nacional, 1 ordem supranacional. Tem fator legítimo, que na minha opinião foi a má condução do dólar, durante a crise que ocorreu nos anos 2008, 2009, EAE viu e tornou 1 evidência para todos os países que dependiam do lastro dólar, de repente estão dependentes da condução da política macroeconômica dos Estados Unidos, isso não é bom, exatamente porque o dólar estava estava no processo de fragilização, assim como o euro, que é a segunda maior moeda até então. Então nós temos aí grande desafio, por quê? As moedas do dos BRICS são moedas mais frágeis ainda. Se o dólar é mal conduzido, se o euro é mal conduzido, e como é que é as moedas então dos BRICS? A exceção talvez aqui da Rússia, que tem aí equilíbrio fiscal e muito talvez imposto externamente, por questões e sanções, não ter financiamento externo, teve que se auto impor 1 disciplina fiscal muito maior, equilíbrio monetário muito maior, então hoje AAA Rússia se apresenta como país menos endividado. No entanto, o a sua a sua as sanções que que ocorrem em cima da da Rússia, e o desafio de você não ter o modelo transparente, isso perpassa todos os países dos BRICS, em termos de transparência o Brasil é falho, a Índia é falha, a Rússia é falha, e a China é falha. Então não sabemos exatamente qual é a condução desses países em termos monetários. E o que que pode estar sendo acontecendo? O que que isso transborda? É 1 desvantagem de ter os BRICS, 1 grande desvantagem. É que a governança não é estável, é 1 governança questionável. Que tipo de governança vai ser? Como é que será esse modelo supranacional? Será estado de direito? Com respeito às regras? Considerando que todos os seus membros fundadores não têm estados de direito maduros, muito pelo contrário, muitos deles são ditaduras. Então como é que será essa governança desse poderio global? Segundo, como é que serão os fóruns para garantia de qualquer troca ou acordo, se por acaso os fóruns são regidos também mais 1 vez por ditaduras e países com estados de direito não transparentes? Muito preocupante. Então temos 1 limitação já desde o início com relação a isso. Outra coisa, a influência política nas decisões de outros países. Nós vemos isso como a Guerra Fria nos denotou, como é que é travado 1 guerra assimétrica entre países, os países mais forte têm sim outros mecanismos de ação muitas vezes obscuros da opinião pública obscura da política pública, no entanto são muito muito efetivos em subverter ou até mesmo contornar aí de 1 política que seja estabelecida entre entre os pares. Então a subversão também pode ser grande problema aqui considerando que estamos lidando mais 1 vez, com países que não têm estado de direito. Agora, o que eu gostaria de pontuar, é que na questão Brasil, nós como país tradicionalmente nos últimas décadas, isso não é especificamente desse governo, mas esse governo também é culpado de não pautar isso, mas das últimas décadas, nós pecamos em estabelecer não somente, 1, pilar, de barganha internacional, esse pilar de barganha é formado exclusivamente por poderio bélico, e poderio econômico. Nós não sabemos usar esse pilar de maneira efetiva. Nós desincentivamos a nossa questão de defesa, não temos 1 defesa adequada até mesmo para o nosso próprio território, muito menos pra exercer hegemonia regional, isso é muito ruim porque fica vácuo de poder, os outros países não têm interesse ou até mesmo capacidade de exercer poderio hegemônico na nossa região, nós seríamos líder natural, mas abrimos aqui vácuo para diversos outros jogadores virem jogar no nosso Esteio, no nosso no nosso nosso canteiro, e não temos como debelar as suas influências. Temos também desafios transnacionais como a questão do narcotráfico contrabando, que nós também não nos defendemos disso, nós nos tornamos estado fracassado em em termos de, tentar defender a nossa própria cidadania, nossos interesses econômicos, nossa economia em instituições públicas, então nós temos graves problemas, de entender qual é o jogo no século 20 e O jogo no século 20 e é de premiar as soberanias nacionais, é de você ter poder próprio muito mais manifesto, objetivo e projetado externamente, lembrando, o modelo da ONU está em falência, está perdendo a sua soberania, a sua hegemonia. Isso significa que o mundo está entrando numa situação mais anárquica, isso não necessariamente é ruim, mas significa que aqueles mais bem organizados irão vencer, e o Brasil tem que se organizar para no mínimo se tornar jogador, pra deixar de ser a bola e passar a ser jogador. Isso é muito importante. Então nós temos uns grandes desafios aqui com relação aos BRICS, e com relação a qualquer outra organização supranacional venha se organizar. Qual que é a nossa postura, a minha postura especificamente? Podemos participar de todos esses essas organizações, na medida que ela não nos controle. Agora, se por acaso houver 1 1 involução dessa organização BRICS, para 1 interferência mais direta, não só do bloco, mas aqueles membros que talvez usem o bloco como alavancagem de ganho político econômico ou até mesmo cultural dentro do país Brasil, eu sou totalmente contra se manter aderente a essas organizações. É por isso que eu vejo muitas das organizações que hoje nós fazemos parte, temos acordos como os organizações nociva ao interesse do cidadão brasileiro e da soberania nacional, e nós temos que rever todos esses acordos internacionais sim, e o BRICS temos que olhar com lupa especificamente porque esses acordos ainda não estão maduros, mas a evolução está indo pra esse lado quem sabe siga caminho diferente das outras estruturas supranacionais, que já faliram na história da nossa humanidade, quem sabe não, quem sabe tenha sucesso exatamente por se manter aberta e os países que compõem o BRICS adquirirem alguns valores do Ocidente com relação ao estado de direito, transparência, ter fóruns que são legítimos para mediação de qualquer disputa que ocorra entre os seus. Muito obrigado amigos, muito boa tarde.
Deputado
Obrigado deputado Luiz Felipe, e agora eu passo a palavra pro deputado general Lirão do Partido Liberal.
Deputado
Acredito que agora eu estou com som. Demais participantes dessa nossa audiência pública, é claro, vou tentar não ser repetitivo, em relação a tudo que foi falado até agora, mas algumas coisas são são patentes e nós precisamos admitir. A organização internacional, que foi criada depois da Segunda Guerra Mundial, ela está devidamente falida. Ela perdeu a sua razão de existência. As demais organizações internacionais, tanto econômicas quanto militares, idem. Não sei se já pararam pra se perguntar, por que que ainda existe a NATO? A NATO não deveria mais existir. Ela foi criada pra fazer contraponto ao Pacto de Varsóvia, e simplesmente, esses 2 grupos militares, né, políticos militares, só levaram a guerras. As guerras nunca deixaram de existir. E a guerra é 1 situação, vamos dizer assim, extrema, que ninguém quer pro nosso país. Nós estivemos há pouco mais de 3 meses na Ucrânia, e vimos metade do país em guerra, e a outra metade produzindo, construindo prédios enormes, plantando e criando e produzindo. Então nós não queremos que isso venha para o Brasil. Nunca esteve tão próximo, nós nunca estivemos tão próximos de 1 guerra dentro do nosso território, em função da instabilidade política, e claro, nada democrática da Venezuela, que insiste em querer comer pedaço do território Goianense, antiga Guiana inglesa, hoje república cooperativista da Guiana. Já o Mercosul, por sua vez, patina há quantos anos? Há quanto tempo o Mercosul fica patinando? Querendo fazer acordos com outros blocos. E agora nesse último final de semana o governo federal do Lula terceiro, anunciou que tem acordo de comércio com o Mercosul. Tantas vezes tentamos isso. Não sei até que ponto, concordo com o deputado Luiz Felipe, não sei até que ponto isso vai ser bom pra nós. Por quê? Porque simplesmente eu tenho 1 experiência pessoal, morei comadido militar na Polônia durante 3 invernos, e nesse período eu cheguei na rede Carrefour, eu conheci por 1 sorte dos diretores do Carrefour, era casado com a brasileira e foi sorte. E eu perguntei pra ele me diga 1 coisa, não tem como a gente fazer 1 campanha aqui pra colocar produtos brasileiros? Quem sabe a gente não faria isso na época da semana da pátria aqui, setembro? E depois de ano de tentativa nós conseguimos autorização pra importar contêiner, com frutas e alguns produtos do Brasil, contêiner. Esse esse material foi colocado no Carrefour e rapidamente em menos de dia acabou tudo. Porque os nossos produtos são muito bons. Então, a gente tem que pensar em relação ao bloco econômico, porque o bloco econômico está ligado ao bloco político. A Embraer não conseguiu vender o nosso A 29 simplesmente porque o avião não fazia parte de país da União Europeia. O A 29, o Super Tucano, foi o melhor nos testes, mas não conseguiu ser vendido porque não fazia parte da União Europeia. Então em algum alguns momentos, o protecionismo é reclamado lá de fora em relação a nós e a gente sofre essa esse embate do protecionismo quanto aos nossos produtos. Fora isso, nós precisamos e eu concordo mais 1 vez com o deputado Luiz Felipe, nós estamos assinando acordos em momento que a nossa moeda está fraquíssima, que o nosso poder político está totalmente desmoralizado, poder político, poder diplomático, poder militar também desmoralizado porque nunca estivemos com as nossas forças armadas tão desprestigadas aqui no nosso país. Então nós estamos num momento muito sensível, é muito preocupante que essa casa aqui vai receber esses textos dos acordos. E amanhã a gente vai voltar acordo com a Itália, que eu acredito que seria acordo melhor. A gente ter acordos diretos com os países, é só fazer acordo direto com o país e vamos trocar informações e vamos trocar não com a moeda internacional porque essa história do dólar, olha, é terrível isso daí. Eu já fui, eu já tive momentos que eu vivi que o dólar era por depois passou a para 4. Quando eu morava no exterior que eu ganhava em dólar, eu ficava morto feliz. Eu tenho parentes, familiares que moram em Portugal e ganham em euro. Eles ficam morto de felizes porque dia de, de valor de euro está mais de 6 reais, 6 e 50. Subiu também porque o dólar subiu. Então, nós realmente precisamos repensar muito. Eu acredito que, a a amizade entre esses países aí, Rússia, Índia, China, e outros que possam vir a entregar o o BRICS, ela é importante, mas que as negociações sejam laterais, né, que sejam feitas porque afinal de contas se o Brasil chegou onde chegou, não foi porque foi criada, foi criado o Instituto Brasileiro do Melão, o Instituto Brasileiro do Sal, o Instituto Brasileiro da Carne de Boi, o Instituto Brasileiro do Camarão, não. Na época antiga a gente lembra né foi criado o Instituto Brasileiro do Café pra poder alavancar o café no mundo. Nós perdemos. Hoje o Brasil não é famoso pela produção de café, a Colômbia e vários outros países produzem o café, e a gente aqui produz também café mas não é famoso porque o nosso café não tem qualidade. Então, que a gente possa trabalhar isso daí, que os diplomatas, que os economistas possam entender essa importância, e eu concordo, a moeda única, essa moeda, o dólar o dólar está, né, esgotou, esgotou, totalmente esgotou, e fico preocupado, porque o Trump mandou 1 mensagem já, quem quiser acabar com a dolarização no mundo, vai ter que enfrentar os Estados Unidos da América. E aí doa quem doer, sobreviva a quem tiver mais força. Parabéns ao deputado Pazuello pela iniciativa de fazer essa discussão, e que a gente possa depois mostrar isso daqui na na própria reunião da Creden e quem sabe até numa pauta maior, pra que a gente tenha sim capacidade de discutir isso de forma melhor. Eu estou lamentando muito o pessoal do Itamaraty não está aqui eu não sei se tem alguém deles aqui. Tchau muito obrigado.
Deputado
Obrigado general. Agora passo a palavra ao senhor Robson Farinazzo, por favor 10 minutos Robson. Você não quer passar pra mim que é mais fácil? Ah não tem problema. Já? Muito obrigado. Vamos lá.
Articulista e analista de defesa - Canal Arte da Guerra
Quero agradecer o deputado Pazuello, o deputado Celso Russomano que é da, do meu estado aí, o deputado Luiz Felipe que é amigo de longa data na nossa comunidade de analistas e defensor intransigente do Brasil, quero agradecer também, a locução do general Girão, agradecer o Quiril e a doutora Bárbara que eu sei que bate coração brasileiro, né? Na na na Rússia através da doutora Bárbara. E o meus colegas de bancada, em especial, a 1 figura muito importante que é o doutor Rodolfo Latersa, tá presidente da DEPOL, que é 1 pessoa que muito tem feito pela nossa comunidade analistas e que se não fosse ele dificilmente essa comunidade teria condições de chegar a crescer. Então muito obrigado aí, a a todas as senhoras e os senhores. Bom, gente eu vou contar 2 histórias muito simples dentro dos 10 minutos que eu tenho aqui, 2 histórias de erros estratégicos pra que nós pensemos a situação do Brasil no mundo, isso é muito importante. Então vamos lá, a gente vai falar da guerra da Ucrânia e as consequências, o panorama BRICS, das consequências de de de de industrialização dos Estados Unidos, sugestões e recomendações aos brasileiros e 1 breve conclusão. Vamos lá então Marcelo. Olha gente, esse quadro aqui é em março de 2022, então está lá todo esse Alemanha tá? O portão do Brandemburgo aí, eslava Ucrânia, toda aquela euforia, né? Vamos propor embargo ao ao gás russo etcétera, isso foi em março de 2023. Próximo slide por favor. Alguém se liga aí pra mim fazendo favor? Perdão. Aí, passado os 2 anos, essa é a mesma Alemanha tá gente? Essa é a mesma Alemanha. Vítima de erro estratégico. Isso aí são funcionários da Volkswagen, a Volkswagen está demitindo 15000 funcionários, e há dúvidas muito grandes, se a Volkswagen chega no final da década, depois de 90 anos sobreviveu à segunda guerra mundial sobreviveu, e talvez ela não chegue no final da década. Vamos lá, o próximo. Olha lá, 10 em cada indústrias da Alemanha estão estão saindo pro exterior devido a custo de energia. O próximo. Olha aí, Volkswagen, Stellantis, Tupperware acho que é em Portugal, prossiga. Olha lá, Stellantis vai dizer demitiu sem fuça Michelin francesa, olha aí. Por quê? A crise é na Alemanha, mas a Michelin produz pneu, pneu é comprado pela Alemanha. Então essa crise que a Volkswagen caiu e a Volkswagen demais indústrias automobilísticas em virtude do abandono do do da energia barata da Rússia, ela está afetando toda a Europa. Olha que áudio também está demitido 4500 funcionários, prossiga. Obrigado Marcelo. Olha aqui olha, a Basf está se movendo pra China, né? É é inacreditável, a Basf já montou na China 1 empresa, 1 1 fábrica, que é 2 2 é maior que a sede da Basf na Alemanha. Por quê? Porque esse gás barato que estava na Alemanha, foi pra China. Então além da Alemanha estar pagando mais caro pelo gás americano, ela está fazendo o o concorrente dela que é a China está pagando mais barato pelo gás, olha o tamanho da besteira. Olha aqui olha, a Nordvolt, era 1 empresa extremamente estratégica que produzia baterias pra carros na Europa. Ela está fechando. E é a única. Prossegue por favor obrigado Marcelo. Então está aí, a Lufhanza vai cortar 20 por 100 dos empregos, não aparece muito a imprensa não, tá? A Kissen, que é 1 gigante alemã, vai demitir milhares, isso aí é a Boeing nos Estados Unidos está cortando 10 por 100 da força de trabalho, é outro caso, mas é panorama do mundo que nós estamos estamos vivendo. Só as IMENS até o momento, as gigantes IMENS que ainda não deu alteração, mas é 1 questão de tempo, o ano ainda não acabou. Prossiga, obrigado Marcelo. Olha aqui olha, a KTM falia o maior fabricante de motos da Europa. Volkswagen Abel do colapso, a siderurgia nacional para a produção de nas fábricas do Seixal e mais em Portugal, prossegue. Carlos Tavares bate com a porta e sai da estrelantes por divergências né? Prossegue. Obrigada. Então gente, o que que a gente está vendo isso? O BRICS ele tem o domínio da energia. Ele é o futuro, não tem como, quem tem o controle da energia, onde eu falecido o ministro Elfino aqui, militou muitos anos nessa casa, tem que ter berinjela pra botar na feira, senão não tem como. E o BRICS tem tudo isso, tem energia, tem indústrias, tem commodities, etcétera. A China gastou 230000000000 de dólares pra construir 1 indústria de carro elétrico, ela fez investimento nisso. Foi essa indústria que está quebrando a Volkswagen. Agora eu pergunto, eles levaram 20 anos a esse investimento. Nós estamos nos preparando no Brasil a planejamento estratégico? Eu não tenho dúvida que não. E esse planejamento estratégico se ele não começar nessa casa ele não vai começar em lugar nenhum. Eu falo com isso aqui, é o eu sempre falei isso aqui, eu toco canal de análises estratégicas há quase 10 anos, que o centro de gravidade, aonde começa e termina o Brasil é essa casa. Se nós não fizermos plano estratégico pros próximos anos e décadas, e o plano estratégico chinês tem 70 anos tá gente? Não está aí a, não chegou hoje. Vamos lá, prossegue por favor Marcelo obrigado. Olha isso aqui é o Brick gente. Olha o tamanho, prossegue. Bom o doutor Rodolfo já fez 1 exposição brilhante aí das potencialidades do BRIC 40 por 100 da população, 30 por 100 da área, isso aqui vocês já já estão sabendo eu vou pegar as partes mais dos erros estratégicos que eu acho mais importante, prossegue. Depois essa essa palestra vai ficar aí, quem quiser pode pode copiar mesmo utilizar, fiquem tranquilos. Ó, mas o BRICS é 72 por 100 dos minerais terra raros, 75 por 100 manganês, 28 por 100 do níquel e por aí vai. Nós tínhamos feito 1 análise do canal Arte da Guerra 2 anos atrás, dizendo que a guerra da Ucrânia é a guerra do antimônio, porque pra quem não sabe o chumbo que é usado da munição, né de todas as armas, ele é muito mole, ele se sucedia antiimônio pra endurecêlo. Óculos de visão noturna, TV de LED e etcétera. No dia primeiro de dezembro desse ano, entrou em vigor o embargo chinês de antimônio, de antimônio, o galho e outros minerais estratégicos. A indústria, tecnológica do Estados Unidos e principalmente a indústria militar, terá ano difícil, em 2025. Vamos lá, prossegue. Olha gente, isso aqui são os fármacos. Você, a pandemia mostrou 1 coisa, você não não existe indústria farmacêutica no ocidente, a Bayer tem as melhores fórmulas do mundo, mas sim o princípio ativo que vem da China e da Índia, que são 2 grandes players dos, não tem indústria, farmácia, não tem aspirina, não tem nada, remédio pra pressão, não tem nada. Isso é BRICS gente, isso é BRICS. O BRICS está na farmácia, está no dia a dia dos pais e mães de vocês que tomam remédio pra pressão. Prossegue. É isso aqui é maravilhoso. Esse aqui é o Marco Rubio, senador Marco Rubio, que vai ser o secretário de defesa do Trump. E aí na na, vocês estão vendo ali na tradição ele falou, To day Brazil, é discurso está na Fox News depois vocês acham aí, não vou colocar aqui pra não cair a live porque tem direitos autorais, mas 0000 Rubber ele cita o Brasil, quando ele fala da desvalorização ele cita o Brasil por quê? Qual é o problema da desvalorização gente? O problema da desvalorização só. O objetivo da China de Rússia na verdade não é vai passar o dólar, a China está vendendo títulos da dívida, da dívida dela na Arábia Saudita em dólar. O objetivo não é esse, o objetivo é construir novo sistema de pagamentos, porque se você fizer novo sistema de, acabou as sanções. AAA Síria não teria sido destruída, se ela tivesse sistema de pagamento autônomo. A Síria foi estrangulada por por 15 anos. Então o objetivo estratégico, o dólar pode até ser mantido. O Trump pode fazer o que ele quiser pra segurar o dólar se ele sobreviver ao embargo de minerais estratégicos. Mas se ele perder o sistema de pagamentos, a força do ocidente morre. Então, essa declaração do Rubio eu assisto, ele ele é o novo secretário de estado americano, ele cita o Brasil. Bom, agora eu quero falar tem mais minuto só deixa eu só falar isso aqui importantíssimo. Em 1980 e o presidente Reagan assume a presidência dos Estados Unidos, ele achou que estavam gastando muito dinheiro com a indústria naval. O que que ele fez? Cortese os subsídios. Só que tem aquele aquela frase do imortal Mané Garrincha né? Alguém já combinou com os russos? No caso do William, alguém já combinou com os chineses e coreanos? Aí vamos ver as sulcoreanos, vamos ver o que aconteceu na sequência. Olha aí gente, os Estados Unidos hoje, eles não produzem também está em azul, por 100 da tonelagem de navios mercantes do mundo. O país que produz, só mais minuto general, muito obrigado. O país que na segunda guerra mundial produzia a maior parte dos navios do mundo, graças a essa decisão do Reagan, eles vão produziriam por 100 hoje, 50 e por 100 dos navios são feitos na China. O Brasil estava bem até 2014. Vi a Lava Jato, acabou com a indústria naval, essa aqui é 1 1 1 das consequências que a gente precisa pensar pouco. Prossegue. Então isso era a marinha dos Estados Unidos antes do Regan, tá? É onde ela está hoje. Hoje a maior marinha do mundo é a China. Por quê? Porque os chineses como eles mantiveram, incentivo à indústria naval, a mesma indústria que faz navio gazeiro ou petróleo ela faz destrói de última geração, procede, está chegando no fim. Olha aqui, aí é o crescimento da marinha chinesa, se estimase que em 2030 ela vai ser 50 por 100 maior que a marinha dos Estados Unidos. Pode ir. Bom conclusão, eu vou encerrar dizendo o seguinte, existe 1 regra não escrita, pras guerras e pra vida. Você pode cometer 1000 erros, 1000 acertos táticos, mas único, único erro estratégico, vai te levar à ruína permanente, não há reversão pra isso. Então eu acho o seguinte, o Brasil não tem planejamento estratégico. Nós estamos vendo a força industrial dos BRICS, o domínio das commodities de energia, o Brasil é 1 potência agrícola, ninguém tem dúvida disso, mas o valor agregado, né, dos produtos agrícolas a gente precisa melhorar. E precisamos investir, nós precisamos industrializar o país. Isso é isso que eu queria agradecer, muito obrigado, sejam felizes e muito grato pela oportunidade.
Deputado
Bem agora eu passo a palavra pro senhor Ricardo Cabral, que também terá 10 minutos pra sua exposição. Por favor Ricardo.
Professor - Escola de Guerra Naval
Está ligado? Está ligado? Opa. Tá. Bem gostaria de agradecer ao general Pazuello, né de outras de outros conhecimentos, de outras áreas né, pessoal de Verde, de Bordeaux, e deputado e o deputado russo humano que propôs, o nosso amigo Laterza aí que está sempre a bordo né, sempre à frente né com o percursor dessa dessa área né, então vamos lá. Eu trabalho com história militar então meu negócio é guerra. Meu negócio é guerra, não vou enganar aqui fazer discurso conversa cumprida, né ainda mais com depois de exposições tão brilhantes sobre a área econômica do do Coutinho na área estratégica, do Rodolfo sobre economia, então o negócio é guerra. Então falar de guerra é sempre falar de oportunidade, estratégia, e nesse momento nós temos 1 estratégia, bem, a estratégia é, bem, é que eu não consigo achar a estratégia brasileira, desculpa deputado, nós não temos. Nós temos 1 política por exemplo industrial, mas sem estratégia não diz a nada, né, não nos diz a nada. E nós temos, é 1 grande diferença dos BRICS que, pô, pra sorte minha os colegas não colocaram, é a questão da indústria de defesa. E eu resolvi usar como exemplo a a Índia, que há 20 anos atrás, apesar de ter parque industrial variado, 1 indústria de defesa também variada, ela de 14 pra cá ela deu salto enorme, né ela tem objetivos bem estratégicos, ela produz de 70 a 75 por 100 daquilo que consome, né claro ela faz compras, ela se tornou grande grande a partir de 14, e o que nos interessa daí é porque ela compra em quantidade e faz muitos negócios, coisa que nós não fazemos. Aliás só pra efeito de controle, né nós somos o único país dos BRICS que despreza a indústria de defesa. A Vibrás está falindo, está falida perdão né, está falida, e ninguém faz nada, ninguém faz nada, ninguém, absolutamente ninguém. Está parado aqui PL, né, na mesa que não vai pra frente, nós temos o BNDES que também não vai pra frente e o negociações não vão pra frente. Isso não vai acontecer com a Isso aconteceria com a Eu digo aí, presidiana, qualquer empresa de defesa não aconteceria, não aconteceria, não aconteceria. Arrobo aconteceria isso? Nunca, nunca aconteceria isso. Bem, mas aqui no Brasil nós estamos fazendo isso e nós temos 1 oportunidade estratégica imperdível, nós estamos na na decadência, os Estados Unidos estão em decadência, eles não gostam de falar isso, não gostam de aceitar, mas estão em decadência, então nós temos 1 oportunidade de ouro, porque aqui, né, vamos ser muito sinceros se os Estados Unidos estivessem no início do século, por que que as iniciativas do dos BRICS do começo do século não foram à frente? Porque tinha a pressão dos Estados Unidos. Nós sentimos a pressão até hoje. Então o BRICS só vai à frente porque o Brasil está num momento estratégico de enfraquecimento dos Estados Unidos, e numa extensão, ele não precisa tanto dos Estados Unidos como foi no passado. Mas vamos pra nossa área, pra área de defesa, onde temos que ter 1 política, né, e aí o deputado pô, ainda bem que eu não conversei com ele mas já me colocou aqui algumas coisas que fazia parte da minhas, por isso que eu nem abri mais o caderno, fazia parte da do que eu ia falar, nós não temos 1 política qual a política pro BRICS? Qual a política? Os senhores aqui votaram, falaram alguma coisa, fizeram seminário, estão fazendo seminário, vai ter 1 política discutida, a sociedade for consultada, nós queremos isso do BRICS. Daí depois o governo elaboraria 1 estratégia, passaria pros senhores, aprovado ou não, discutido ou não, e a sociedade tiraria aquilo que ela quer dos PICS. Nós não temos isso. A mesma coisa se situa em outros campos. Por exemplo, vamos pegar a Índia de novo. 0.2 por 100 eles gastam em pesquisa e desenvolvimento. O que que nós fazemos com isso? Nós fazemos menos do que isso. Aliás nós somos o país dos BRICS o que menos gasta em defesa. Ponto mas esse ponto é mentira. Nós na verdade devemos estar gastando esse ano, depois dos cortes alguma coisa em 0 9, alguma coisa até perto de mas com os suplementos e tal pode ter sido quase por 100. Por 100 não é nem custeio. Pegando o exemplo de novo da Índia, a Índia gasta em torno de 27 por 100 com o pessoal, eu não vou nem dizer quanto a gente gasta, né? 22 por 100, perdão, em pessoal e 27 por 100 só pra compra de material. Então eu estou pegando os cargos porque não adianta você pegar o caso da China. A China, segunda maior economia, primeira em em poder paritário de compra, os Estados Unidos gastam 800, ano que vem vão gastar 900000000000, né a Rússia está em guerra, então não adianta comparar com eles. Adianta falar com alguém que tem interesses estratégicos e que tem 1 posição semelhante à nossa. E nós não temos nenhum plano pra Índia. Eu estou dando exemplo. Poderia falar sobre a China, poderia falar sobre os Estados Unidos, aliás o Estados Unidos tem plano. Não ter plano para o Brasil, né, pra não deixar que as coisas evoluam, né? Nós tínhamos acordo pra fazer que eu aliás achei excelente pra 1 empresa chinesa, né era acordo bom, e nós fomos sabotados porque eles avisaram, olha, se vocês fizerem acordo com eles, lembremse que essa empresa chinesa é sancionada pelo governo americano. Ah, não esquece, não faz acordo com o russo não, porque eles também são sancionados e pode sobrar pra vocês. Então o Brasil não cabe no quintal de ninguém. O Brasil tem que ter política, tem que ter estratégia. E essa casa tem que mostrar pra pra o que vem, pra dizer para o que que nós temos, qual a direção. Se o governo não toma iniciativa, essa casa deveria tomar, né? É isso que eu vim trazer aqui, trazendo discurso completamente diferente. Eu sou assim mesmo, quando dava aula era pior. Então a coisa é difícil de entender por que que nós não temos estratégia. No momento que nos favorece historicamente, Nós não vamos de repente, nós não vamos ter oportunidade de ver uns Estados Unidos fraco, 1 Europa fraca, que sempre nos impuseram suas políticas limitantes. Aliás eu estou torcendo aqui e falo de público, torcendo pra que a Itália se junte à França, e detone esse acordo com a União Europeia, que não nos interessa, ele não seria bom há 20 anos atrás. Em termos de defesa, nós vemos aqui, nós temos vários exemplos, entendendo? É interessante que nós podemos contar aqui vários exemplos. A União Europeia já foi parceiro interessante, nesse momento ela quer se reindustrializar e sair da recessão a partir desse acordo com o Brasil. Qual a estratégia disso? Por que que nós temos que fazer isso? Qual a estratégia? A estratégia é o BRICS. Sim, mas o que que o Brasil quer dos BRICS? Qual a política externa? Nós temos agora ator que vem que é imprevisível, e que está ameaçando todo mundo. Tá tudo bem, né ele é assim mesmo, 1 ova. E qual a nossa preparação? Qual a preparação da casa aqui? Qual a preparação? Né? Qual que que o que que nós estamos fazendo? Nós temos 1 moeda frágil, como já foi falado, militarmente estamos no pior dos mundos, né, as forças armadas estão sendo desmoralizadas de propósito, isso é proposital pra enfraquecêlas, isso vem dos anos 90 pra transformar as forças latinoamericanas em milícias, isso foi falado na conferência dos exércitos em Manaus em 1995, e nós estamos vendo que os governos passa governo e entra governo e continua a mesma coisa. Qual a política? Qual a estratégia? Qual, que que o Brasil quer ser? Rodolfo citou, né, o projeto lá do gás. Qual era o projeto? Brasil potência. 1 potência média, média, pelo menos entre as 10 economias do mundo, né, com nível de distribuição de renda razoável, e com 1 política industrial. Porque sem indústria você não escapa da renda média, dá 1 armadilha da renda média. E nós estamos entre as 10 principais economias do mundo há 30 anos. E o que que nós avançamos? Eu vou dizer onde nós avançamos. O programa espacial que nós tínhamos lá, deputado, ele está, não ele não tem. Será o senhor está lembrado da sua época de Cadete? O senhor é de intendência né? O senhor está lembrado que nós íamos fazer a família de blindados, MBT, nós íamos ter o nosso helicóptero de ataque, que é brilhante helicóptero. Aliás, cadê o senhor viu o coronel Coutinho? Está ele aí? Ah não tem. Nós involuímos. E é isso que aconteceu com o Brasil. Isso aconteceu por culpa de quem? Dos Estados Unidos? Da Europa? Da Rússia, da China? Culpa nossa, porque não temos 1 direção. Espero que o BRICS sirva de norte, né, alguns países e aí, né, deu o exemplo da Índia, deu o exemplo da própria China. O o Farinazio falou é projeto de 70 anos, nós não temos projeto pro ano que vem, ainda mais pra 70 anos. Desculpa se eu os alarmei, é porque eu estou alarmado, né? Eu estou alarmado e principalmente com as nossas fragilidades, que não serão resolvidas em 10 anos. Se a gente resolver hoje, não resolve em 10 anos, tá? Boa tarde, obrigado.
Deputado
Obrigado Ricardo. Passo agora a palavra pro senhor Lucas Lerose. Por favor Lucas.
Jornalista - Associação dos Jornalistas do Brics
Boa tarde a todos. Boa tarde especialmente comandante da mesa, senhor presidente geral Pazuello e a todos que estão presente aqui nos acompanhando nesse dia. Bom, eu vou fazer 1 palestra aqui voltada para a relevância geopolítica dos BRICS, fazer levantamento, panorama geral de como os no contexto geopolítico em que os BRICS surgiram e estão atualmente sobre suas perspectivas de futuro. Bom, vamos abordar como surgiram os BRICS em que contexto geopolítico. É importante notar esse essas 2 mudanças básicas na história dos BRICS. Primeiro de como eles surgem como fórum dedicado a sempre diálogo econômico, e passam agora a ter ambições geopolíticas claras. Não projeto unificado, isso é algo que ainda falta, mas ambições voltadas à reestruturação da ordem internacional. E de como isso surgiu no contexto de multilateralismo, num contexto do final da década, plena década dos dos anos 2000, onde havia 1 tendência global para relações internacionais mais voltadas à cooperação econômica dos países emergentes, e voltadas a 1 mediação por parte de organizações internacionais. E esse multilateralismo vai ficando de lado com o tempo dando lugar 1 ambição maior que é a multipolaridade, que pode ser definido em termos muito básicos, muito genéricos como 1 distribuição do poder mundial em grandes blocos regionais. E dando salto para o cenário que nos interessa particularmente que é o cenário global pós 2022, nós temos essas características principais né que as ambições geopolítica dos BRICS se tornam mais visíveis, mais claras e particularmente em meio às consequências da do conflito russo ucraniano, avanço ali discussões sobre a criação de 1 ordem mundial multipolar. E aqui eu trago histórico recente da Sculpulas BRICS, de 2022 para cá, onde essas ambições geopolíticos se tornam parte ali da das grandes discussões entre os países membros. Em 2022, na China, houve ali o lançamento de 1 agenda mais formal rumo à desvalorização, o que tem 1 1, que surge como 1 consequência direta das sanções antirussas, que foram implementadas ali naquele ano, e forçaram por parte de da Rússia e dos BRICS, pensar ali numa plataforma de pagamentos independente do dólar. Em 2023, na África do Sul, ano passado, os BRICS dão grande passo na sua no seu progresso enquanto organização internacional, ampliando ali o número de membros, né. Nós tivemos a admissão de novos membros pela primeira vez desde 2020 desde 2010 quando já quando eu entrei África do Sul. E em 2024, novo passo, também admitindo novos participantes, não exatamente como membros, acho que é 1 nova categoria que é de parceiro associado. O que permitiu inclusive trazer membros que não tinham consenso entre os entre os países originados, né, como por exemplo a Turquia, vi 1 grande discussão sobre a Turquia aceitaram lá a Turquia já que é membro de 1 aliança militar ocidental e tudo mais. Então, há com a criação dessa categoria de parceiro associado, 1 nova possibilidade de participação nos BRICS ainda não como membro pleno, porém como mais do que candidato. E nós temos 1 série de outras questões interessantes nessa cúpula recente em Casan, como, claro, o avanço do diálogo multipolarista, né, o avanço da agenda de desdolarização, embora ainda muito dialógica e pouco concreta em termos materiais, e nós temos na declaração final da cúpula 1 carta conjunta expondo a posição unificada do bloco sobre os principais acontecimentos mundiais, inclusive os principais conflitos atuais, né. Então, os BRICS passam a se posicionar de 1 forma mais unificada em relação a questões chaves da geopolítica global. O que isso espera de qualquer organização internacional? Então esse é o cenário atual dos BRICS né, seus membros planos, são não só os fundadores mas aqueles admitidos no ano passado, tivemos o caso ali da da recusa da da Argentina, e a ambiguidade da Arábia Saudita que ainda não respondeu formalmente, aceitando ou negando, e nós e os países associados, países parceiros associados né, que formam cenário que se formos analisar engloba muito bem o que foi dito anteriormente, os os BRICS são bloco civilizacional, nós temos diferentes civilizações dentro dos BRICS, todas fora do universo ocidental. Então os, é errado dizer que os BRICS são 1 1 organização antiocidental, de fato não são, vão ter essa agenda ideologizada, porém eles são 1 organização não ocidental, em que diferentes civilizações se reúnem, e bloco unificado discutem as suas principais questões, suas possibilidades de cooperação e de diálogo. E nos parceiros associados nós temos 1 continuidade, porém 1 1 ampliação pouco para fora também do espectro civilizacional. Nós temos a a diminuição de grandes civilizações né como a Turquia, a Indonésia, porém se amplia esse rol de interesse de países civilizacionais para as digamos subcivilizações, aqueles países que integram parte de 1 civilização, digamos que liderada por outros países membros. É o caso por exemplo de Cuba e Bolívia, né, que integram que seria 1 civilização iberoamericana já, representada pelo Brasil nos BRICS é o caso de Belarus, né, que é parceiro da da federação russa e parte dessa civilização macro russa, por aí vai. Então os BRICS, digamos que tenham completado a sua fase de expansão civilizacional estão expandindo para outro horizonte, pegando esses países também interessantes por suas questões políticas econômicas, seu potencial geral, para além da questão civilizacional. Mas é importante ressaltar como os BRICS ainda não têm status formal, não possui 1 estrutura burocrática sólida, né. Eles são como 1 espécie de organização internacional em potencial. Hoje, ainda são apenas 1 sigla, em termos bem genéricos, os ainda são 1 sigla. Eles não têm 1, eles não são bloco econômico, não são 1 1 aliança militar, 1 aliança não, eles são 1 organização em fórum, né, meramente dialógica. Porém, justamente por essa natureza as suas possibilidades de futuro variam de tudo, desde simples fórum econômico até 1 verdadeira representação global de todos os países emergentes. E aqui nós encontramos as questões a serem superadas rumo a completar esse potencial dos BRICS, né. Bom, é necessário avançar o processo de desdolarização econômica obviamente, eu não fui comentado aqui diversas vezes, e isso é dos principais desafios porque obviamente todos os países dos BRICS possuem já relações econômicas dolarizadas né sólidas, e essa transição não é simples, há 2 formas de fazer isso, primeiro avançando a desvalorização através das moedas dos países membros, ou criar a criação de 1 moeda unificada dos BRICS que é dos projetos que ainda estão engatinhando. Porém, independentemente da moeda unificada, a desvalorização avança, embora, embora, obviamente, para ser completada essa essa pauta vai demorar bastante, Desenvolver mecanismos mais sofisticados né, de de burocracia institucional condizente com a nova natureza do bloco, seja qual for a sua natureza, ela vai demandar 1 grande reforma institucional. Não reforma digamos mas desenvolvimento institucional, e claro acima de tudo definir ali o futuro dos BRICS com base no interesse comum dos países dos mesmos parceiros, no que os BRICS querem ser, como chegar nesse objetivo. E, esses objetivos variam desses 2 extremos, o que os BRICS já são, 1 representação dos países emergentes, isso pode acontecer junto à ONU, porém considerando a o envelhecimento institucional da ONU, e talvez a progressiva falência da ONU conforme comentado aqui anteriormente pelos demais membros da mesa, os BRICS podem se tornar 1 verdadeira nova ONU, 1 ONU a partir do sul global. E que que eu quero dizer como nova ONU? 1 organização capaz de de fato representar os interesses dos da maioria global, participar mais ativamente do processo decisório internacional, independentemente de como as organizações internacionais convencionais já vêm trabalhando nesse sentido. E fica a questão para o Brasil, né, como o Brasil se encaixa nesse nesse processo de evolução dos BRICS, ano que vem o Brasil recebe a décima sétima cúpula dos BRICS, e vai recebêla precisamente no momento de maior turbulência da geopolítica da era pós Guerra Fria, nós nunca estivemos tão próximos aí de duma escalada militar global, possivelmente nuclear, todas essas questões que estão acontecendo atualmente, e e nesse momento o Brasil vai receber a cúpula dos BRICS. Bom, reforçando novamente o que foi dito, cabe ao Brasil decidir o que ele quer para si, e para os BRICS onde ele está inserido né como como membro fundador. Eu coloquei aqui algumas questões básicas que devem ser tratadas independentemente da decisão do Brasil. Avaliar corretamente a situação geopolítica multipolar e o papel dos BRICS em consonância dos interesses nacionais. É preciso entender que o mundo hoje não é mais meramente multilateral, como como o mundo onde os BRICS surgiram, é mundo com 1 multiplularidade, então é preciso avaliar corretamente essa situação geopolítica, só mais minutinho. Trabalhar mais ativamente na construção material institucional dos BRICS, o que eu quero dizer com isso? Fazer com que os BRICS deixem deixem de ser 1 simples sigla, construir organizações BRICS, construir fóruns BRICS, eventos BRICS, organizações, criar as estruturas materiais dos BRICS, coisa que é muito avançada em outros países membros, eu posso dizer como eu próprio sou cofundador da associação de jornalistas, os BRICS criados na federação russa, né, o Brasil falta trabalhar muito nesse tipo de iniciativa de criar organizações do âmbito BRICS. E por fim, tomar parte tanto quanto possível nas oportunidades de investimentos e ganhos econômicos disponíveis nas parcerias com os demais membros e associados dos BRICS, sempre tendo em vista o desenvolvimento nacional e ampliação da projeção de poder do Brasil principalmente no seu entorno estratégico. Questão mais básica possível para qualquer doutrina geopolítica brasileira e é isso muito obrigado a todos. Muito
Deputado
Bem senhores, com isso a gente conclui as apresentações. E, como só estou eu aqui o Luiz Felipe, nós já fizemos as nossas, quer dizer, Felipe já fez a apresentação dele. Eu quero tecer alguns comentários agora como, proponente dessa audiência né? Primeiro, quero fazer aqui recorte. A fraqueza, ela é ela é a causa da maioria das coisas que a gente vê no mundo. Se enfraquece lado, é porque o outro lado é o famoso yin yang. Se enfraqueceu, vai causar consequências ali vai trazer problemas. Então o americano, deixou rodar frouxo, por tempo. E rodar frouxo quer dizer, se posicionou de forma fraca, na sua posição de líder mundial, Ao longo de alguns anos, e isso trouxe, vários problemas como nós estamos vivendo hoje de guerras e de disputas. E aí você vê, na posição geopolítica vai ver na posição também econômica. A própria desvalorização do dólar ou a desacredização de a forma de Desacreditada. Desacreditada do dólar, acaba fazendo com que se busque outros caminhos, outras soluções. Se estiver forte, se tiver se nós tivermos 1 liderança, caminho, norte, as pessoas vão se alinhando naquela direção. No momento que se enfraquece, você busca se você busca outros caminhos, outras oportunidades. E nós temos nós temos na América do Sul, na América Latina, cancro, que é o populismo socialista. Então, esse é cancro nosso da nossa do nosso subcontinente americano. E ele puxa pra dentro disso, toda a economia, todo o desenvolvimento, toda a infraestrutura que vocês podem imaginar. E isso também, na minha visão acontece na Europa hoje. A Europa, está namorando muito sério, com o socialismo populista. E as esses incentivos todos em cima, que dão na Europa, acaba vai acabar enfraquecendo bloco, como europeu. Eu estou usando esses exemplos pra dizer que isso, é o enfraquecimento. E aí você tem, o empoderamento crescente dos outros lados. Se você enfraquece de lado, você empodera do outro. Eu acho que essa é a grande visão, que nos foi apresentado aqui, porque várias vezes se falou, da falta da direção da liderança, do empoderamento, da força, do dólar. Da ONU. A ONU hoje, está dominada por o quê? São 100 e tantos países. Quantos são democratas? Como você aprova algo pródemocracia na ONU? Se você tem 1, 1 quantidade infinita de países que flertam, com ditaduras e, e outros tipos de governo. Então tudo isso, na minha visão, gera ambiente pro BRICS, que aí, eu queria dizer pra vocês que é muito bom você poder sentar à mesa pra negociar. É muito bom você ter a oportunidade de fórum econômico, onde empresários, aonde, agências, de países sentam à mesa, pra negociar, pra encontrar, 1 1 troca de interesses econômicos. Quem vende, quem compra, quem agrega valor, quem instala. Então eu acho que o BRICS começa dessa forma, e e ainda precisa ficar dessa forma há muito tempo pra se consolidar. Se ele sai dessa forma, pra 1 forma mais geopolítica, querer se posicionar politicamente geopoliticamente, vai, vai ser complicado. Eu acho que não tem força pra isso, e não deve começar com isso. 1 outra posição, é a visão claramente não ocidental do BRICS. Tirando o Brasil que deveria ser ocidental na nossa visão. Porque nós somos das Américas, e somos país democrata, e temos somos país que buscamos a liberdade econômica. Somos país que, lutamos por isso. Então nós, estamos nos alinhando a países não ocidentais, com o BRICS. Então estamos namorando aí 1 namoro difícil, E precisa ser, muito bem trabalhado pelos nossos diplomatas, pelos nossos negociadores. Que o Brasil tem, bons diplomatas e o Brasil tem bons negociadores. E eu acredito que, precisamos olhar desse ângulo. O ângulo das discussões ganhaganha economicamente entre os países. É isso que, na minha visão, a gente consegue inferir de tudo o que foi dito. Situação geopolítica hoje num mundo extremamente frágil, extremamente complicada, sem a gente saber onde vai parar isso, e na minha visão tudo isso tem nome, e o nome chamase enfraquecimento do líder, que é o dos Estados Unidos. Deixou frouxo, e aí começa, começa e vai ter que ir buscar essa essa ponta agora. Então o retorno do presidente Trump, com 1 posição, de política externa mais clara, mais incisiva, tomara que ainda dê tempo, de segurar tudo isso aí. É a nossa esperança que o país o mundo precisa voltar a ter grau de equilíbrio, pra que a gente possa tentar reverter a pobreza, que ocupa hoje 50 por 100 do nosso país, e muitos 50 por 100 por aí no mundo inteiro, de pobres e pessoas com muitas muitas necessidades, e que vivem hoje em programas sociais, e pouco produzem pros seus países. Então, eu acredito que a visão do BRICS, caminha positivamente, e o dever de casa aqui da do Congresso com relação à definição de políticas, é 1 coisa que nós temos que sentar Luiz. E temos que sentar logo, e sentar com o nosso próximo presidente da casa, e definir quais políticas precisam ser realmente discutidas. Elencarlas e trabalhar nelas, pra que a gente entregue, essa essa, essa esse trabalho com a visão do povo brasileiro, por intermédio dos seus representantes, pra que se definam estratégias, pra que se definam exatamente pra onde nós vamos. E eu agradeço, a todos presentes aqui, eu vou franquear aqueles que ainda quiserem fazer suas considerações finais, só peço que por favor a gente seja rápido, por pelo adiantado da hora que nós temos o plenário, nós temos que partir ainda pra outras missões agora, mas eu franqueio, aí na na sequência das apresentações, a todos que queiram fazer algumas consideração final da nossa discussão. Por favor. Coutinho quer falar alguma coisa ainda?
Coronel - Exército
Não, senhor Rangel, eu acho que que acho que a essa reunião foi muito produtiva né? A gente teve 1 convergência aqui né, eu até, eu fico preocupado né que se eu fosse o segundo eu já teria dificuldade de falar porque todos acabaram tendo 1 convergência de ideias aqui né, desde que a gente realmente, acho que é o ponto mais importante foi o que o senhor falou agora né? Nós precisamos de 1 política externa brasileira, documento, como nós temos a política nacional de defesa, sem isso aí. E eu trabalhei nessa área, no exército, na quinta sub chefia, e falei isso pro pessoal do Itamaraty, como é que eu vou priorizar minhas ações aqui e saber se o exército está contribuindo com a política externa, se eu não sei qual é a política externa? E eu só estou falando do meu quadradinho lá, dentro do exército né? EEA agricultura e a ciência e tecnologia e todo mundo, todos os sistemas né? Era só isso, senhor deputado. Rodolfo.
Presidente - Associação dos Delegados de Polícia do Brasil
Agradecer mais 1 vez ao autor né, desta requerimento, e condutor brilhante desta audiência público deputado general Pazuello obrigado pela oportunidade. Só trazer 1 seguinte reflexão. As relações internacionais, e a formação da civilização ela não é linear estática. Ao longo do mundo diferentes eram hegemônicos, o hegemon ele nunca ficou estático. Tínhamos o império britânico, tivemos a própria França né colonialista, o próprio império soviético, e tudo isso foi migrando ninguém imaginaria em 1976 a China sei o que é hoje. Ninguém imaginaria, no caso, houver haver discussões de desdolarização nos anos 80 seria algo impensável. Então é importante para o Brasil extrair as seguintes lições, os interesses nacionais têm que ser tratados com aquilo que nós tínhamos nos anos 70 e 80, doutrina do pragmatismo responsável, que não é inventar a roda é o que o Vietnã faz. O maior parceiro hoje do Vietnã são os Estados Unidos. E ao mesmo tempo os Estados Unidos ou o Vietnã têm equilíbrio estratégico em parceria pra extrair o melhor pro seu país, com a China e também com a federação russa. Mesma coisa temos a Indonésia, que se equilibra entre as potências, justamente porque, a não âmbito do realismo das relações internacionais, os a defesa dos interesses nacionais acaba prevalecendo como o deputado general Pazuello falou, em detrimento de 1 das vias de considerações valorativas, é a linguagem do mais forte mesmo que prevalece. E isso se alinha, os acabase aos países, às sociedades se alinhando àquele hegemon específico pela linguagem muitas vezes da força. É assim a formação da nossa civilização. Portanto, é importante nós termos essa lição de outros países que conseguiram essas sinergias complementares pro seu desenvolvimento, de 1 forma equilibrada, construtiva, soberana acima de tudo, o que é o que falta ao Brasil, desenvolvimento soberano como o deputado Luiz Bragança muito bem falou, independentemente de alinhamento automáticos com eixo ou aquele bloco, nós temos que defender nossos interesses nacionais acima de tudo, é a nossa soberania parece que a gente esqueceu que o princípio da soberania é o poder ilimitado em relação àquilo que se quer dizer internamente, aquilo que se quer se definir como política externa, como política estratégica, como política econômica. Nós não temos que no caso, busca das que a gente buscar inspirações, mas não subserviência subordinação a ninguém. Muito obrigado e agradeço mais 1 vez a CREDEN. E ao deputado general
Deputado
Queril? Quer colocar alguma ideia ainda? Não né? Ah. Sim? Desculpe. Espera aí. Sim acho que Bárbara por favor né? Sim.
Kirill Konstin - Smart Civilization
José é a primeira presute a hoje logo o interesse na Cody então disse a, minha não devia outras e últimos do país agora ele pro a, civilizasse e Bom antes de tudo queria agradecer por me ter dado tendo dado esta oportunidade de palestrar perante o público assim, e eu fiquei muito feliz de ouvir, em várias palestras, muitas vezes mencionada a palavra civilização, porque sim é claro que mesmo no mundo multipolar, os principais atores da geopolítica permanecem os países, estados nacionais, mas no mesmo tempo no mundo de hoje o papel das civilizações é enorme. Civilizações como os blocos são os núcleos culturais, e até mais amplos. E é muito importante entendermos o que é civilização, e como se desenvolve. É muito importante para o nosso trabalho, conjunto frutífero no âmbito de BRICS. Participando agradeço mais 1 vez, por o seu convite. Vou falar. E espero que o ano que vem seja muito frutífero para nós todos e para o Brasil especialmente. Muito obrigado Bárbara pela tradução.
Deputado
Dá agradecimento lá por favor ao Kilio Kochin por favor. E eu passo as palavras agora a palavra agora pro nosso deputado Luiz Felipe, suas considerações finais.
Deputado Federal - Câmara dos Deputados
Obrigado presidente Pazuello e parabéns pela iniciativa e a condição dos trabalhos, fundamental essa discussão, até já adianto que acho que o senhor e outros parlamentares gostaria de me incluir no grupo, podemos ter 1 iniciativa parlamentar de definir exatamente qual é essa política, e trazendo mais 1 vez à tona todos aqueles que estão palestrando aqui e talvez expandir esse grupo, quem sabe até fora do contexto do congresso, pra que a gente possa mais livremente debater os temas e sair com 1 política pública do Parlamento brasileiro. Exatamente considerando a os problemas que nós vemos aí nas organizações e instituições públicas constituídas. Com relação a tudo que toca BRICS e organizações supranacionais, eu vejo isso com extremamente ceticismo, a história não é favorável a essas organizações supranacionais, ou são usadas pelo poder mais forte de sufocar poderes menores, vemos isso na Liga Áquia, que acabou com o Peloponeso, subjugou Esparta e Atenas sobre o o julgo de Roma, acabou com aquela civilização que lá existia, soberana, independente, ou também é para enfraquecer o mais forte, enfraquecer aqueles líderes que têm 1 preponderância regional, por exemplo União Europeia, na minha interpretação. União Europeia tem líder regional forte que é a Alemanha, e a Alemanha padeceu debaixo da União Europeia, perdeu muito a sua soberania, na minha opinião e eu acho que ela hoje está sofrendo exatamente pelo efeito disso. A questão do Mercosul é outro exemplo na minha opinião, muito ruim para o Brasil. Não tiramos nada de livre comércio, sendo que tenha sido esse o início, o impulso inicial tenha sido acordo de livre comércio. Mercosul foi 1 falência no no livre comércio na região, foi exatamente pra subjugar o Brasil em outros países que estão na região, com instituições mais fracas e líderes muito mais fracos. Subjulgar o líder mor também é objetivo desses organizações supranacionais. Então eu vejo isso com extremamente ceticismo a questão do BRICS, é interessante que o o diálogo inicial é pra fazer 1 junção comercial e 1 junção talvez até de troca tecnológica. No entanto, temos que evitar ao máximo que se transforme numa plataforma multilateral, porque certamente o país Brasil, no contexto de entrando pro BRICS, nu como está hoje, certamente vai estar enfraquecido pelos outros demais países que eles têm agendas próprias e têm poder de barganha em vários itens de que o Brasil não tem. Então nós sairemos perdendo se por acaso entrarmos nesse jogo e se por acaso se transformar numa plataforma multilateral de, coerção política e coerção cultural e civilizacional, acho que é esse que é o grande problema e o risco que o Brasil sofre exatamente. Agora, o lado positivo é que eu sei que o BRICS, assim como todas essas outras organizações supranacionais, também vai terminar. Então quem sabe, nós nem precisamos entrar nele pra considerar considerando essa esse arco histórico que nós ainda vamos viver. Obrigado.
Deputado
Robson por favor. Obrigado, então. Está ligado aí? Estou me ouvindo?
Articulista e analista de defesa - Canal Arte da Guerra
Agora em 2025, vamos fazer 50 anos que o Brasil mantém relações diplomáticas com a República Popular da China. Essa, abertura se deu no governo do Presidente Geisel, ele foi visionário e tinha chanceler excelente que era o Saraiva Guerreiro. Agora tem fato interessantíssimo, naquela época, o PIB brasileiro, 1975, o PIB brasileiro era 2 vezes o PIB chinês. Hoje o PIB chinês é 8 vezes maior que o PIB do Brasil, então nós temos que começar a analisar o ano que vem né, o que que, aonde foi que a gente errou nesses 50 anos, porque nós tivemos 1 1 economia, nós tivemos 1 economia em 73 que crescia 11 por 100 ao ano, e por fim, eu quero pegar carona no numa colocação brilhante do doutor Ricardo Cabral, que é o caso da Vibragem. Dentre esses problemas que nós temos aí, e né que levaram com que a China ela evitou, ela copiou muito do modelo desenvolvimentista brasileiro. Economistas chinês vieram no Brasil nos anos 80 sob dengue Xiaoping. Eu falo é dengue comunista não, mas dengue visionário, alguém que transforma a mentalidade desse país. Mas os chineses estiveram aqui, eles nos observaram, aprenderam conosco, parece que a gente esqueceu. Então eu quero pegar por fim carona na na colocação do doutor Ricardo Cabral, nós estamos perdendo a Vibrás, que é a maior empresa de mísseis e foguetes do hemisfério sul do planeta, o Brasil já teve a oitava indústria de defesa do país, perdemos a enjezo que é coisa que nos dá dor no coração até hoje, e a Vibrás está indo pelo mesmo caminho. Vai ser muito difícil conseguir 1 solução da Vibrás no momento no setor privado, porque demandaria dinheiro que até onde se viu o empresariado não tem interesse em colocar, então a única saída que eu vejo é o PL 29 57 2024 que está nessa nessa casa, eu ajudei a redigir o doutor Rodolfo Laterz também, o doutor Ricardo Cabral também, é o PL de estatização da empresa. No momento, não tem outra saída, pode ser que mais pra frente se se estatizar agora, se privatize ela, mas nós não podemos, seja qual for a solução, nós não podemos perder a Vibrás. De resto, muito obrigado pela oportunidade e sejam felizes.
Deputado
Bem agora vamos pro, Ricardo, já o Ricardo não falou ainda, Ricardo por favor.
Professor - Escola de Guerra Naval
Com palavras finais eu queria colocar que eu tenho muita convergência com o deputado Luiz Felipe né? Conversamos de vez em quando, a gente tem muita convergência, e essa convergência eu também adoro, eu estou quanto menos institucionalização, melhor. Volto a falar afirmar né, que o Brasil é muito grande pra ficar preso a instituições internacionais, nós devemos ter 1 posição né, avessa, trabalhar sempre do bilateralismo. Nós somos muito grandes pra fazer parte de acordos multilaterais, né, como esse que estamos indo pra União Europeia, que não é do interesse nacional, né, se os franceses acham que é do interesse deles, poxa eles não sabem a opinião de boa parte da nossa comunidade, que é contra esse, né, se fosse votado, esse acordo podem ficar tranquilos, né, os franceses podem ficar tranquilo que nós não gostaríamos de assinar esse acordo. E as instituições como os BRICS nos interessam na medida que, que é na medida que nós consigamos, né, definir quais os nossos objetivos, e qual estratégia para atingilos. E eu acredito que isso é fundamental, nessa casa, sair projeto. Já que o Itabaraty não faz, general, vamos fazer, coloca pra eles, e a gente vai fazer vai em frente. Eu quero agradecer muito a comissão, espero ter alertado os senhores porque essa questão de defesa me chama muita atenção, o momento de fragilidade é imenso, né, nós estamos né cada vez mais frágeis, e as pessoas não estão se dando conta, nós estamos no Titanic, né, esperando o iceberg, e o iceberg pode ser a Amazônia, pode ser o présal, pode ser a imagem Equatorial, ou pode ser simplesmente não façam isso porque eu não quero como aconteceu em outras ocasiões aqui no Brasil pressionados de forma. Vamos ver AAA general Laura Richardson que veio dar vários recados aqui, e depois você vê a política nacional GNano pra atender os americanos, né? É isso. Obrigado e bom 1 boa noite a todos e 1 boa sessão.
Jornalista - Associação dos Jornalistas do Brics
Só, gostaria de agradecer por essa oportunidade pra avançar 1 discussão tão necessária ao país, e elucidar pouco sobre os BRICS, sua natureza e seu potencial. Gostaria só de ressaltar que, se analisarmos em termos históricos, a a regra mundial sempre foi pelo menos 1 bipolaridade. Bipolaridade, tripolaridade, mas a multiplelaridade em geral, a a diversidade de polos sempre foi a regra global. Nós tivemos nas últimas décadas, 1 espécie de acidente histórico, em que tivemos 1 experiência unipolar, coisa que, parece ter surgido muito rapidamente está também acabando muito rapidamente. E, obviamente para quem está vivendo período histórico específico esse período parece ser a regra, a normalidade e qualquer mudança parece impensável, porém as mudanças acontecem elas estão em vias de acontecer, estão acelerando e a realidade multipolar parece inevitável. Então o Brasil ou se adequa a essa realidade ou mais 1 vez perderá oportunidades que, o seu tempo histórico lhe apresenta. Então, os BRICS podem ser hoje a grande via para mudanças que tanto esperamos no nosso país. Muito obrigado a todos. Muito obrigado Lucas. Bem.
Deputado
Senhores, sem mais, eu agradeço mais 1 vez a participação de nossos convidados. Contribuíram muito pra abrir a cabeça e a gente pensar efetivamente sobre o BRICS sobre o que é bom o que é ruim. E, nós vamos trabalhar em cima disso né Luiz Felipe, isso aí está garantido. Fica convocada pra amanhã dia 11 de dezembro às 9 horas neste plenário, a reunião deliberativo extraordinária conforme pauta já publicada, está encerrada a presente reunião, muito obrigado.




