COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA

11 dez. 2024 13:04 às 16:32

Sobre o Evento

Comissão de Legislação Participativa discute violência policial com famílias afetadas. Participantes compartilham experiências e buscam soluções.

Status
Concluído
ID: 75254Total: 51 discursos
#1
Transcrição por IA

Senhoras e senhores, boa tarde. Declaro aberta a audiência pública da comissão de legislação participativa destinada a debater o tema, a situação das famílias atingidas pela violência policial em todo o país. Ressalto que a presente audiência decorre de aprovação do requerimento, 178 2004, de 24 de minha autoria aprovado por essa comissão de legislação participativa. Quero agradecer a presença dos membros desse colegiado, os convidados e de todos e todas que nos assistem. Informo que esse evento está sendo transmitido via internet, o vídeo pode ser acessado pela página da CLP, no site da Câmara dos Deputados e pelo canal da Câmara dos Deputados no YouTube. É importante ressaltar que a partir da página da comissão, todos os cidadãos podem participar de debates interativos online, em todos os eventos da CLP, enviando perguntas que ao final serão submetidas à mesa, para manifestação das convidadas e dos convidados. Antes da gente passar os debates, rapidamente eu vou falar sobre algumas normas aqui da câmara, mas evidentemente não vou manter 1, 1 rigidez peremptória em relação a isso, o importante é a gente fazer o debate, procurar os encaminhamentos, ouvir as senhoras e os senhoras. Os deputados parlamentares que tiverem interesse em interpelar expositores vão se inscrever previamente Tomesa, cada convidado ou convidada vai ter o tempo de 10 minutos pra sua exposição, e aí após o encerramento das exposições, cada deputado vai ter o prazo de 2 minutos pra fazer as suas considerações. A gente vai contar com a participação das senhoras e dos senhores convidados na audiência de hoje, que eu já convido aqui pra compor a mesa conosco. Aid Melo da Silva Borges. Suede Marília Ferreira Pena da Silva. Luciana Kátia de Oliveira vai entrar por videoconferência mas ainda não está aqui conosco. Ana Paula Gomes também vai participar por videoconferência. Silvia Souza, presidente da comissão de direitos humanos da OAB nacional por videoconferência, ainda não está entre, entre nós. Fica à vontade. José Maria de Almeida, PSTU. Maria Helena Cotta Vasconcelos, MPAF. Policiais antifascismo. Adailza Macedo Silva, vai entrar por videoconferência. Já está entre nós. Maria Cristina Querino, também videoconferência está entre nós. Silvia Cardnas Prado também por videoconferência, também já está conosco. Beatriz da Silva Rosa, videoconferência. César Brito, jurista, ele aqui esteve conosco, ah está aqui, por favor. Também aqui pra sentar conosco. Isabel Seixas de Figueiredo, diretora do sistema único de segurança pública, representando o secretário nacional de segurança pública, também ainda não está entre nós. Assim que chegar, vai nos auxiliar, na composição da mesa. Eu vou fazer 1 coisa. Vou mesclar, com a possibilidade de ouvir alguém que está aqui no plenário, e alguém que vai fazer a sua participação online. Estava aqui consultando José Maria, conversando com Maria Helena, né? Ele que propôs a realização da audiência, e eles acharam que o mais adequado é a gente ouvir as famílias, ouvir as mães e aí depois a gente abre também pras demais intervenções. Então eu já queria, começar imediatamente passando a palavra pra Idê Melo, da Silva Borges.

0:004:54
11 de dez, 16:04
#2
Transcrição por IA

A todos senhoras e senhores, eu sou a Aid Melo, sou tia de o William Jones para milho da Silva, sou de Londrina no estado do Paraná. William Jones foi executado pela polícia militar do estado do Paraná em nossa cidade, no dia 6 de maio de 2022. Juntamente com ele estava, Anderbal Campos Bernardo Júnior, e mais amigo que eu não vou colocar o nome aqui. O meu sobrinho tinha 18 anos e o Anderball 20 e esse outro amigo 23. Eles levaram não foi exatamente 1 abordagem, foi. A polícia simplesmente emparelhou ao lado do carro deles, e disparou 50 tiros, de pistola e fuzil. Desses 50 tiros, vários atingiram o Underbao, o primeiro tiro que atingiu o Underbao já foi tiro fatal, pois foi na cabeça. E o sobrevivente que estava atrás já viu que ali, ele morreu né, já viu que ele perdeu a cor, perdão, e ele morreu. Após esses tiros, ele tomou diversos outros, dentre tiro, a queima roupa no coração que foi constatado por 1 perícia particular. Apesar da polícia alegar como ela sempre faz que houve confronto, nós temos a convicção e as evidências que ocorreram 2 execuções e 1 tentativa de homicídio, naquela data. Temos também né, o depoimento do sobrevivente, que dá detalhes da truculenta ação dos policiais e como foram plantadas 3 armas no cenário da execução pois nenhum deles continham nenhuma arma. No início deste ano, o Ministério Público decidiu arquivar o inquérito policial do caso. Alegando que os policiais agiram na na legítima defesa. Tivemos que contratar perito e médico legista particular, para recorrer à segunda instância do Ministério Público e conseguir que as investigação prosseguissem. 2 promotores da subprocuradoria de Curitiba, concordam que há 1 quantidade enorme de inconsistências, incoerências e muitas contradições no inquérito. Diante das evidências apresentadas por nossas famílias, esses 2 promotores concluíram que no mínimo, houve excesso doloso por parte dos policiais. Nessa atuação, e que não poderia se arquivar o caso. Pelo contrário, foram determinadas 1 série de diligências que nós familiares havíamos pedido juntamente com o advogado, e elas foram negadas pelo delegado na nossa cidade. A nossa luta, ela é 1 luta muito grande. E é 1 luta contra o estado que é muito árdua, eu sempre falo isso para todas as famílias. É 1 luta que demanda principalmente equilíbrio emocional, porque além de todas as manhãs nós levantarmos, ao abrir os olhos e vermos que nós não temos mais os nossos entes queridos, a gente tem que viver todos os dias provando o que eles eram, porque eu convivi 18 anos com meu sobrinho, eu conheci a índole dele. E, eu não acredito no que a polícia fala. No que eles colocam na mídia né? Além disso, a gente tem que ter tempo e dinheiro. O estado vem, mata filho seu. Ele sequer reconhece o crime que o cometeu, quem dirá ter 1 reparação contra isso né? 1 reparação que eu digo, é o é mais o reconhecimento porque os nossos não vão voltar né? Jamais nós fomos, nós morremos juntos, com os nossos familiares naquele dia. E, eles são apenas jovens né, não são apenas eles que são executados nós somos executados todos os dias, e é muito doloroso. É por isso que a maioria das famílias que têm seus filhos mortos pela polícia não tem, tanta, de, não tem como lutar por isso né, a maioria das famílias são famílias de periferias, né, trabalham pra levar o pão de cada dia, e não conseguem ter os recursos apropriados né, pra poder ir provar a inocência dos seus. Esse foi dos motivos pelo qual criamos o grupo Justiça por Almas, mães de luta em luta, o qual estou representando neste momento. O nosso movimento reúne familiares de jovens mortos pela força de segurança no Paraná, que não são poucos, porque a a polícia militar paranaense mata imundo. No período de 2017 a 2022, a letalidade cresceu ano a ano saindo de 276 para 488 casos no estado. É aumento de 77 por 100. Em 2022, a nossa polícia do estado do Paraná matou mais do que a polícia paulista, que é 1 cidade que tem 1 população 4 vezes maiores do que a nossa cidade. E no ano passado depois do GAECO ter feito algumas apreensões e denúncias de agente em nossa cidade, e tanto no estado, houve 1 queda nos casos de 28 por 100 em comparação a 2022, Mas os os números em 2023 que ainda não são oficiais, de janeiro a outubro né Mari? De 2024, são maiores do que de janeiro a outubro de 2023. Essas informações ainda não são oficiais divulgadas pelo GAECA no mas é levantamento que foi feito através de 1, rede de jornalismo em nossa cidade e eles já têm esses números né. É neste ano nós familiares do Justiça por Almas já participamos de diversos outros velórios de vítimas, inclusive no começo do ano lá em nossa cidade teve 1 chacina com 7 vítimas, dentro de 1 casa, todas juntas. A gravidade da situação é comprovada pela Defensoria Pública do Paraná, que em 2020 e estudou 302 mortes ocorridas por ações da força de segurança. Apesar do discurso oficial que a polícia só mata bandido perigoso, menos da metade desse caso eram de pessoas condenadas. Ou que tinha algum, algum tipo de passagem por qualquer crime cometido. E, o pior, 38 delas, que não tinham nenhum tipo de passagem né? Nós vivemos sob a influência de 1 cultura corporativa autoritária, e esse discurso oficial, sustentado anos a fio pela grande mídia, de que legítima defesa e enaltece ao arrepio da constituição e da lei. O combate ao crime por meio de 1 1 política de extermínio, cujo alvo preferencial é a população preta negra e previamente conhecida. Esse discurso está a tal ponto sedimentado que mesmo que o Ministério Público responsável pelo controle extremo da atividade policial, esta inerte se omite a denunciar o o caráter delitivo da polícia oficial do governador, contribuindo para mais cenário de desorientação normativa ilegal, entre estímulos e condescendências à conjuntura próprio sistema. Entre outros objetivos, o nosso movimento visa chamar a atenção da sociedade para a gravidade do problema. Tarefa bastante difícil tendo em vista a população, a popularização da crença que bandido bom é bandido morto. Também buscamos apoiar apoiar apoiar outras famílias para não desistirem e pressionar as autoridades a esclarecer as 5 as circunstâncias das mortes de seu entes queridos. O Justiça por Almas tem 1 reivindicação central dentre outras. Queremos que o governo do estado obrigue que seus agentes de segurança utilizem câmeras corporais. Temos certezas de que essa é 1 das principais providências que se possa tomar para controlar a matança. Eu gostaria de falar aqui já pra terminar a minha fala, que é muito difícil pra gente né, viver essa luta, porque aonde a gente chega e fala sobre a nossa luta, a primeira coisa que a pessoa fala, são 2 coisas, a primeira é perguntar se a pessoa, o que que ela estava fazendo de errado. Nem sempre ela estava cometendo crime, que foi no caso do meu sobrinho, no caso do David Gregório que a Marilene está aqui, no caso do David, filho da dona Suede, e dentre outros demais que a que a gente conhece na região de Curitiba, Piraquara, todo Paraná, a gente tem contato com muitas famílias e muitos outros movimentos. E a gente vive, a segunda pergunta que o que a pessoa fala é, por que que você perde tempo com isso, se ele não vai voltar? Mas ninguém entende a nossa luta se não passar pela nossa dor. E, não é por eles porque nós temos a consciência de que eles não irão voltar, mas é por todos que estão aqui. Porque se em 2022 quando o meu sobrinho foi executado pela polícia, medidas corretas tivessem sido tomadas, o mesmo policial que matou o meu sobrinho não teria matado o David Gregório de 15 anos com 15 tiros, apenas mês e 1 semana depois. Então é isso que as pessoas precisam entender. A nossa luta é para todos que estão aqui. E a luta referente ao meu sobrinho, é pra eu provar a inocência dele, isso é 1 luta particular minha, não envolve movimento. E as pessoas precisam entender isso. E eu costumo dizer que muitos não nos dão atenção porque eles falam assim ah já morreu, não vai voltar, pra quê? Mas e o que estão? Olha quantas atrocidades vêm acontecendo no estados, no Brasil. São Paulo, nos na última semana, tem repercutido diariamente com diversos casos absurdos. Eu queria deixar né, acabei extrapolando pouquinho, então queria deixar esse pensamento e eu gostaria muito, de ter né, a o apoio de vocês, pra que a gente junto possa conseguir que o Estado coloque câmeras em todos os agentes de segurança pública não é só a polícia militar, é polícia penal é polícia civil é polícia rodoviária, porque a Câmara não vai proteger somente nós cidadãos, mas também vai proteger o policial, porque a gente tem ciência sim, de que pode que o policial saia à rua correndo risco de vida, ele sai pra me proteger e proteger ao próximo, que são minimamente alguns que estão fazendo essas atrocidades. Então é é a gente queremos que, apoio pra poder obrigar as as câmeras, os usos das câmeras, e nós gostaríamos também que o Ministério Público adotasse outras medidas de investigações, porque são investigações muito superficiais. Quando familiar que tem pouquinho mais de instrução e conhecimento, pega o inquérito, são falhas em cima de falhas. E familiar não consegue ir diante de promotor e fazer pedido, esse familiar tem que ter advogado representando ele. E muita das vezes ele não tem essa condição financeira. Eu agradeço muito a oportunidade.

0:0012:40
11 de dez, 16:09
#3
Transcrição por IA

Viu? Estou por compartilhar com a gente o seu depoimento e, as suas lutas também. Suede? Suede. Suede Marília Ferreira Pena da Silva por favor a palavra está contigo. Olá boa tarde.

0:000:18
11 de dez, 16:22
#4
Transcrição por IA

Agradeço também a oportunidade de poder estar aqui, vindo norte, a Nanindeua Pará, pra relatar o que, ocorreu, com o meu filho. Sou publicitária, meu esposo é pedagogo está aqui presente, sou mãe de mais de 2 meninas. 1 universitária e 1 que está terminando o ensino fundamental. No dia 25 de outubro de 2023 durante 1 abordagem policial, adolescente foi morto e mototaxista detido nas proximidades da ponte do rio Maguari próximo ao condomínio Super Super Life na Avenida Independência Ananindeua. O fato a princípio noticiado como suposta perseguição, após assalto se contradiz aos áudios e vídeos de testemunhas onde 2 nomes abordados são, não oferecem qualquer resistência e ainda assim deles, o menor de idade, Davi Pena Magalhães da Silva de 16 anos, foi executado. Por trás da matéria que divulgou indevidamente o nome do adolescente, e o classificou como assaltante, existia garoto. Atleta, estudante, filho, irmão, que apresentava que não apresentava qualquer registro policial. E que, e o que não o desabonasse. 16 anos era a idade dele. Segundo ECA esses seres humanos, na fase da infância e adolescência são sujeito a direitos e condições peculiares de desenvolvimentos, que demandam a proteção íntegra, e proprietária por parte da família da sociedade do estado, e esse mesmo estado que deveria proteger o adolescente o matou sem chances de defesa diante da sociedade e sem ouvir sua família. O relato da AGU da, da viatura 30 0 9, do trigésimo batalhão que não fazia parte inclusive da circunscrição do bairro do Distrito Industrial, comandada pelo aspirante oficial Fonte Neles, aonde também estavam presente o sargento Jardel Cabo Cerqueira e o soldado Harrison da polícia. Civil se contradiz aos áudios e vídeos de testemunhas e ao próprio registro da ocorrência na Sinop, que só ocorreu 1 hora após ocorrido. Além disso, estranhamente a viatura que executou o adolescente não era da área, mas sim do Júlio Asefair. Nem o adolescente nem o mototaxista tinham passagem pela polícia, E ainda assim o tenente coronel Graco. Do vigésimo nono batalhão se se manifestou em TV aberta em vários canais confirmando o suposto assalto, perseguição e troca de tiro, que jamais existiram. O que se viu segundo testemunhas foi a moto parar de imediato, quando a abordagem do policial e em sequência vários disparos com menor rendido inclusive já deitado no chão e ferido. E no corpo do adolescente ela viu marcas de tiros no peito, na costela e na perna. 1 execução sumária. É muito difícil, pra gente, principalmente pra nós mães que geramos, eu sempre falo isso nas redes sociais. Que geramos, que parimos, que criamos, que sofremos, que passamos noites, que damos carinho e educamos nossos filhos, perder de 1 forma tão brutal. Eu amanheci com o meu filho e anoiteci sem ele. Eu saí de casa pra trabalhar, e não encontrei meu filho. Meu filho saiu pra nunca mais voltar. Mas não porque ele não quis. Porque homens fardados de, muita covardia, e com o dedo no gatilho tiraram a vida, daquele que era muito amado, que tinha pai e 1 mãe, e por mais que o meu filho tivesse cometido tal ato, que eu não acredito pela educação que nós demos, ele não merecia ser tratado da forma como ele foi. O Davi recebeu o disparo ainda com a moto em movimento. O processo todo feito pela corregedoria, no comando do coronel Fábio Santos, foi concluído que houve fraude processual, implantação de armas e omissão de socorro. Já que os policiais esperaram, pelo menos 10 viaturas pra cercarem o Davi e implantarem as armas. O meu filho morreu com hemorragia interna e anemia profunda. Eu não tive a oportunidade, de proteger o meu filho. Eu não fui chamada, eu não fui comunicada. Pegaram o celular do meu filho não pra ligar pra mim, mas pra, colocar como objeto de roubo, o próprio celular do meu filho, e do mototáxi. O apurado do mototáxi. Não houve 1 abordagem, foi 1 execução. O mototáxi não foi ferido, ele é 1 testemunha chave, pra o que aconteceu com o meu filho, ele foi a última pessoa que viu meu filho com vida. E tudo assim que a gente pede como mãe, é que vocês que estão. No poder, que que têm acesso a ele, que possam, de 1 forma humana. Escutar as mães, porque sempre há, o tal confronto que nunca existiu. Nunca, o meu filho jamais, eu como mãe. Acredito, porque foi essa frase que me fez lutar por justiça. Meu filho jamais realizaria confronto até porque as armas não funcionavam. E o que a gente pede é que o estado reveja a forma como esses policiais são formados. Porque no Brasil não há pena de morte. E eu sempre pergunto, quem deu ordem pra matar meu filho? Que tribunal é esse que numa abordagem condena, e tira a vida daquele que tem família? Que nem sequer pergunta o nome. Deram 22 anos pro meu filho quando ele chegou no metropolitano. Meu filho viu o revólver apontado pra ele. E eu, e eu tão perto porque ele foi, ele foi violentado muito perto de mim. Muito perto da família. E isso me dói demais, me faz sofrer todos os dias, e é por causa disso que eu luto desde o dia 27 de outubro por justiça. Eu não tenho medo. Porque se a gente se acovardar mais filhos vão morrer. Mais mães vão sofrer. Hoje eu sou laudada, tomo remédio pra dormir, pra depressão, ansiedade. Minhas filhas perderam pouco do que elas tinham em casa porque eu não sou mais a mesma. Não sou 100 por 100 feliz. Porque eu não tenho 1 parte de mim em casa. E a oportunidade que nós temos é sempre única, e muito sofrida porque a gente tem que fazer roteiro muito grande pra buscar justiça. A gente tem que se esconder. A gente passa por muitas dificuldades e 1 delas é conseguir advogado pra assumir o caso porque os advogados têm medo. Eles têm medo. O caso do Davi foi pra corregedoria, a corregedoria fez todo o processo, ainda não temos resultados, já passou do prazo. O Ministério Público aceitou a denúncia, mas ainda não houve nenhum chamado para que tivesse a audiência de, de instruções para, para, o julgamento desses homens. O aspirante era responsável, ele atirou no meu filho pra matar como a bala, de hoje Wal, aonde ela não sai, ela simplesmente explode os órgãos, por isso meu filho teve hemorragia, a 60 centímetros do peito. Então eu pergunto que polícia é essa? E a pergunta e a reflexão que eu vou deixar aqui é bem clichê. Se fosse com filhos de vocês o que vocês fariam? Obrigada. Obrigado.

0:009:59
11 de dez, 16:22
#5
Transcrição por IA

Aqui também pela, pelo compartilhamento dessa, sem palavras, né? No sofrimento que vocês estão vivenciando. Eu queria chamar pra compor a mesa aqui conosco, Isabel Sexta de Figueiredo, diretora do Sistema Único de Segurança Pública, representando o secretário nacional de segurança pública, e já passar a palavra pra entrar por videoconferência, pra Luciana Kátia de Oliveira. Luciana me ouve. Oi boa tarde. Boa tarde Luciana, obrigado pela presença, a palavra está contigo. Eu nos

0:000:54
11 de dez, 16:32
#6
Transcrição por IA

Luciana Kátia, né? De Oliveira Silva eu tenho 40 anos, eu sou de Aracaju Sergipe, né? Eu sou a mãe de Wagner Júnior, De 18 anos que foi executado né? Dia 5 de janeiro desse ano pela polícia do meu estado. Eu escutei o depoimento aí da, da representante aí do do grupo de almas, né? E foi muito interessante o que ela falou, todo mundo julga né quando acontece isso né? O que que eles estavam fazendo ali naquele local. Meu filho só tinha 18 anos né? Meu filho foi, abordado, aqui na esquina da minha casa né onde meu filho se ajoelhou botou a mão na cabeça, mas bem mesmo assim, aquelas 6 viatura naquela noite, preferiu executar meu filho, com 4 tiro no peito. Né? Eu vou falar bem pouco eu sei que eu tenho 8 minutos mas eu vou falar bem pouco eu não estava nem querendo participar mais, da reunião porque, ontem eu recebi a decisão do ministério público. Onde eu estou abalada desde ontem eu não estava falando pegando celular nem nada, porque o promotor né, entendeu que aqueles policiais né agiu em legítima defesa. Meu filho Wagner era deficiente dos polegares né? Não tinha, não tinha condições de atirar né? Como eles alegaram naquela noite né? Mas, além do meu filho teve outro rapaz, e deles e outro foi preso, né? Que era numa esquina e eles estavam conversando. A polícia chegou, tirando né? E meu filho não quis correr nenhum outro rapaz. Foi quando eles pegaram o meu filho e levaram para 1 baia que é aqui próximo, e executaram o meu filho por 4 tiro na, no peito, pelas costa. O outro rapaz teve perfuração, de faca né teve os pulsos cortado como eles dizem né o o outro rapaz tinha mau índole e o que que meu filho estava fazendo. E teve várias contradições no caso do meu filho né? De início o meu filho estava correndo pelas, o telhado do das casa né? Com tiro com saco de droga foi vários contradições mas enfim, né? É 1 luta muito árdua né? Que, de ontem da decisão que, que eu recebi ontem, me adoeceu mais do que eu já vinha, né? Eu tento buscar força todo dia, né? Eu tenho outro filho Pedro de 16 anos. Eu, eu digo que eu e Pedro quem pegou a sentença, né? Hoje a gente vive com medo porque esses mesmo policial, roda né? O aqui o prédio onde eu moro né, eu moro num prédio Minha Casa Minha Vida não tem muita segurança. Eles ronda, muita das vezes me encontram na rua, fala algo né? E eu tento evitar não falar. Né? Eu tento não falar porque eu tenho muito medo de perder meu outro filho. Porque quando o Ministério Público assinou dando 1 legitimidade da morte do meu filho, Ele matou meu filho novamente, né e acabou dando 1 sentença. Aí eu e a meu filho Pedro. Né? Sentença essa que hoje a gente tem medo de sair. A partir das 18 horas a gente não sai pra canto nenhum nenhuma padaria. Porque o que eles alega é que o bairro que eu moro, é muito perigoso, é 1 zona de área vermelha, né? O que foi que a que ele, o Ministério Público também me perguntou o que meu filho estava fazendo ali. Será que a gente não tem direito de andar na nossa comunidade onde meu filho cresceu, né, e acabou perdendo a vida, né? Aqui no mesmo local. Aí será que a gente não tem. A gente não tem direito de ir numa praça, de sentar em em 1 porta pra conversar com amigo? Né? Só que é 1 sociedade que julga muito, né? E eu vejo que pra gente, né pobre preto, muita das vezes sem muito estudo sem muito conhecimento é bem difícil essa luta. Onde eu deixei de viver meu luto né pra viver essa luta né? Eu viver essa luta. Dentro do dia 8 de janeiro né eu venho em porta em porta batendo lutando pelo direito que foi tirado, né do meu filho né e, lutando né pelo direito de quem ficou. Mas eu entendi que é 1 luta bem difícil né e acaba nos adoecendo. E quem recebe a ascendência nós, familiares. O policial júnior né o nome do policial que executou meu filho júnior ele já é policial residente no que faz né ele tem vários vários processo né? E até então né ele nunca foi afastado das ruas, ele vai pra júri, né ele vai pra júri de outro caso, mas mesmo assim ele não foi afastado das funções dele. Continua na rua fazendo mais vítima, né? Entrando na comunidade que eu moro, ameaçando, né? Constrangindo. O caso do meu filho foi filmado, né? Mas a pessoa que filmou teve medo de divulgar porque até então eles foram na porta ameaçaram a pessoa. E como eu falo muita das vezes a gente luta luta luta é 1 guerra. Cansativa e adoecia e não dá em nada, né? Como depois de 11 meses meu filho fez 11 meses dia 5, e quando foi ontem eu recebi a notícia que, o caso do meu filho ia ser arquivado. Dentro de ontem eu estou sem sem muita comunicação porque eu estou tentando ver como é que eu faço pra, abrir né novamente, esse caso do meu filho mas é muito difícil, eu já gastei muito, né? E, hoje eu nem sei mais o que fazer. E eu penso também que eu sei que a justiça de Deus nunca vai ser palha, né? Mas porque a dos homens, eles. Deu a sentença do meu filho naquela noite quando executaram ele. E ontem o juiz deu a sentença dele que foi pra mim e meu filho o medo, o medo de. Morar aqui né, não só aqui né, mas qualquer outro lugar que seja no meu estado né. Quando o juiz deu a legitimidade, a esses policiais, eu acho que se ele executar ele meu filho, né porque eu venho incomodando o estado né? Eu digo que eu venho incomodando o estado. Vai ser como 1 legítima defesa então algo desse tipo. Eu não tenho mais o que falar, é só. Só o fato de estar triste mesmo pelo resultado do ministério público que o promotor matou meu filho novamente ontem quando deu legitimidade esses policiais dizendo que foi legítima defesa. Eu mais do que ninguém eu conhecia meu filho Wagner.

0:007:45
11 de dez, 16:33
#7
Transcrição por IA

Luciana obrigado também por, compartilhar, sua tristeza e indignação aqui conosco. Agora nós vamos ouvir Ana Paula Gomes, por videoconferência também. Ana Paula me escuta. Enquanto Ana, já já vamos passar a palavra pra você só justificar a presidente da comissão de direitos humanos da OAB Nacional, Silva Souza, mandou então 1 comunicação, email à comissão de legislação participativa justificando a sua ausência nessa audiência. Ana, a palavra está contigo.

0:000:48
11 de dez, 16:41
#8
Participante Ana Paula Gomes
Ana Paula Gomes

Participante

Transcrição por IA

Boa tarde a todos. Sou Ana Paula Oliveira, sou aqui do Rio de Janeiro, sou da Favela de Manguinhos, nascida e criada, na Favela de Manguinhos que fica situada na Zona Norte aqui da cidade do Rio de Janeiro. Sou mãe de 2 filhos, o meu primogênito é esse que está aqui na minha camisa Jonathan. Jonathan tinha 19 anos de idade quando, em maio de 2014 foi assassinado com tiro nas costas disparado por policial militar, que na época era lotado na unidade de polícia pacificadora aqui em Manguinhos. É importante ressaltar que esse mesmo policial, e aí também acho importante dar nomes e sobrenomes a esses assassinos, então o policial que tirou a vida do meu filho, Alessandro Marcelino de Souza, já respondia por triplo homicídio, 2 tentativas de homicídio, esse mesmo policial já em 2013 havia ficado preso, acusado por esses outros homicídios, fato é, em 2014 esse assassino estava solto em Manguinhos, com a total certeza da impunidade, o que levou ele tirar a vida de mais 1 pessoa e nesse caso do meu filho. Com a mãe Luciana né que me antecedeu falou, a as pessoas condenadas somos nós. Eu sigo há 10 anos condenada a viver. Com a saudade, com a falta do meu filho. Enquanto o policial assado, segue livre leve solto com a certeza da impunidade, sabese lá se cometendo outros crimes por aí. Ainda por cima recebendo salário enquanto as mães que perdem seus filhos que têm seus filhos retirados da pior forma possível do seu convívio muitas mães após o assassinato dos seus filhos seguem adoecidas perdem a saúde perdendo a saúde, não tem mais condições de trabalhar. Muitas mães perdem seus locais de moradia porque muitas precisavam do emprego pra pagar aluguel. E depois que acontece isso não tem mais condições de de se manter, né? Então a gente vive realmente como foi falado aqui pelas outras companheiras numa numa luta que não é fácil, numa luta muito árdua, muito difícil, que causa adoecimento, não só nas mães, muito se fala na dor, na na luta e no adoecimento das mães, mas é toda 1 família que segue estruturada. Eu tenho 1 filha que hoje está com 19 anos e desde quando o irmão foi assassinado segue fazendo terapia e que eu pago do meu bolso, não é o estado. Até hoje nenhuma reparação psicossocial foi dada a mim ou a minha família o que o estado tem me dado é 1 série de negações Esse ano o policial que assassinou meu filho foi julgado e a justiça entendeu que policial que faz 7 disparos, desses disparos atingindo o meu filho nas costas, levandoo à morte, a justiça entende que ele não teve a intenção de matar, a gente não tem a intenção de matar quando a gente não atira. Policial que já respondia por outros processos, E aí a gente consegue sentar no banco dos réus policial assassino depois de 10 anos, isso por conta da luta, não só minha, mas de outras mães, de outros movimentos também. E aí a resposta que que o sistema de justiça nos dá é esse, a gente sabe que 1 porcentagem muito pequena de investigação de casos de homicídios cometidos pela polícia, acontece investigação. Os casos que acontece investigação são casos onde mães como eu, entre tantas outras, não temos direito ao nosso luto porque temos que buscar a verdade dos fatos, porque pra polícia não basta assassinar nossos filhos, não basta assassinar os corpos. Pra polícia é preciso também criminalizar essas vítimas, pra polícia também é preciso desumanizar essas vítimas, pra dar legitimidade a essa barbárie que tem acontecido no estado brasileiro porque não é só no Rio de Janeiro. E a gente está vendo aí o que que está acontecendo, né. Essa violência ela não está, ela não vai ficar só dentro das favelas, onde estão os ditos corpos de matabeis. Essa violência está atingindo outras pessoas como aconteceu ontem de 1 capitã da marinha foi morta dentro da própria unidade do serviço militar, né, então porque acontecia 1 operação policial numa favela e e 1 bala atingiu essa mulher, né, lamentavelmente. Então assim, pra quem diz que bandido boy é bandido morto, pra quem diz que tem que acontecer mesmo as operações policiais dentro das favelas, a gente está vendo o resultado. Eu quero saber qual o resultado que as operações policiais nas favelas trazem, porque eu só vejo morte, eu só vejo dor, eu só vejo sangue escorrendo. Se realmente quisessem, e aí vem com 1 falácia de combate ao ao tráfico de drogas, se realmente quisessem combater tráfico de drogas, vão fazer o serviço que deve fazer nas fronteiras, impedindo que caminhões de drogas, armas cheguem até as favelas. Enfim, é muito difícil viver essa situação de ter filho assassinado depois da gente conseguir criar nossos filhos com tanto sacrifícios, sem nenhuma ajuda de Estado. Esse mesmo estado que não nos apoia é o estado que vem e tira a vida dos nossos filhos. Com relação ao caso do Jonathan, a gente toca a defensoria pública do estado do Rio de Janeiro quanto o Ministério Público entraram com recurso pedindo a nulidade do julgamento que aconteceu esse ano. Foram 2 dias de julgamento, 5 e 6 de março. Nós não aceitamos esse resultado, as autoridades, no caso defensoria pública e Ministério Público têm argumentos necessário para pedir a nulidade desse julgamento e eu espero que amanhã está marcado dia 12 de dezembro, às 12, às 12 horas está marcado julgamento do recurso no tribunal de justiça do Rio de Janeiro. Eu espero que dessa vez aconteça alguma justiça que esse julgamento seja anulado e que realmente em algum momento eu possa encontrar a justiça e essa justiça não é pra mim não é do meu filho Jonathan porque não vou poder devolver a vida do meu filho. Essa justiça é pra que não se repita, é pra que a polícia tente 2 3 10 vezes antes de tirar a vida de outra pessoa. Essa impunidade tem nos adoecido e tem matado muitas mães, né? Aí eu então eu eu não sei mais sabe, está difícil. Como eu sempre digo essa luta não pode ser apenas das mães que têm seus filhos atatinadas. Essa luta é 1 obrigação de toda a sociedade brasileira. Precisa ter. A gente luta por memória, por verdade, por justiça, por reparação, mas é 1 luta acima de tudo 1 luta pelo direito à vida, pelo direito à vida nas favelas e periferias. Agora no Rio de Janeiro a gente está com projeto de 100 mães de bolsista, é projeto da HaAB que é a rede de atenção a pessoas afetadas pela violência do estado. O objetivo é elaborar 1 proposta política pública para garantir direitos dos atingidos pela violência do estado. É projeto pensado por mães, né, junto com a defensoria pública, junto com algumas universidades. Pensando isso, né, de de de pensar políticas públicas que verdadeiramente garantam os nossos direitos, né. Então são 100 mães bolsistas, pesquisadoras da UFRJ, e do instituto de psicologia no programa de pósgraduação em teoria psicanalítica. As mães participam de 1 pesquisa que se realizará ao longo de 2 anos, né, e que visa a implantação de 1 política pública vinculada ao SUS e ao SUS, que fortaleça o acesso à justiça para casos de pessoas que sofram toda a sorte de agravo em saúde mental, por ter tido familiar vitimado por ação letal de agentes públicos. Gostaria de ressaltar que também, aí em Brasília, existe PL que é o 2 9 9 9 de 2022, né, que é do deputado Orlando Silva, que foi. Esse projeto foi construído juntamente com as mães de Mário de São Paulo. É projeto de lei que visa pensar políticas públicas, pensar garantias de como de como ajudar as mães e familiares diretamente afetados pela violência policial, né, pensando na questão psicossocial, né, que as mães precisam se manter saudáveis e também ter condições financeiras de se sustentar. Então, é isso, estou vendo aqui que meu tempo acabou, o tempo é muito curto pra falar de assunto tão sério, tão grave, e que não cabe, né, Não cabe nesse tempo de 8, 10 minutos. Mas eu acho que é muito importante esse debate. É muito importante que esse debate esteja em todos os lugares, sabe? É isso agradeço.

0:0010:51
11 de dez, 16:41
#9
Transcrição por IA

Nós te agradecemos Ana Paula e todas as propostas que estão surgindo na reunião, está sendo gravado em vídeo, estão registradas em ata também, que podem ser encaminhamentos finais aqui do encontro. Agora a gente vai ouvir Adailza Macedo Silva. Adailza, o seu microfone ainda está desligado, liberar, agora sim. Pronto.

0:000:32
11 de dez, 16:52
#10
Participante Adailza Macedo
Adailza Macedo

Participante

Transcrição por IA

A todos, boa tarde senhores e senhoras. Eu sou Adailza Macedo Silva. Sou mãe do Lucas Mitzrael. Que esteve 1 abordagem violenta. No dia 28 de janeiro de 2023. Às 21 horas e 7 minutos. Ele foi preso inocente. Pelo tenente França, o comando do tenente França. As câmeras dos policiais. Só mostra. Coisas a favor do meu filho e mesmo assim. A juíza condenou ele 12 anos e 8 meses. Já vão se fazer 2 anos no mês que vem. O tenente França, abordou meu filho, tentou induzir o meu filho. A falar que estava dentro do carro. Induziu a vítima, a falar que era ele, juntamente com o meu filho, também foi preso o Samuel Mohamed, que é irmão da minha cunhada. Meu filho estava passando tempo na casa do meu irmão com problemas pessoais de família. No dia seguinte no dia 28 nós estávamos para alugar 1 casa para vivermos juntos. Só que teve sequestro. Às 8 horas da noite. 1 imagem da adega do local. Mostra que o meu filho do período das 19 horas. E 23 minutos até às 21. Até às 20 horas e 55 minutos, ele estava dentro de casa. Ou seja, ele não cometeu o crime. Ele é inocente. O os policiais envolvidos. Falaram que ele se despiu da roupa colocar 1 roupa nele. A vítima falou que. O sequestro foi cometido por, moleques. Com agasalhos, moletons escuros. Boné e tênis. O meu filho, no momento da abordagem, ele estava de chinelo. No momento da abordagem ele não estava de chinelo porque ele correu. E. Perdeu o chinelo, ele estava de descalço, bermuda, e de boné. Nada do que meu filho estava condiz com o que a vítima falou. A vítima por várias vezes falou que não era ele. Porque o tenente França tirou 1 foto dele e expandir a foto dele assim é que é esse grandão, é esse grandão. De cabelo loiro foi ele a vítima não não foi ele, você viu eles vi não é ele. E mesmo assim, ele foi preso aquele aquela noite junto com Samuel também que é inocente que estava com camiseta e permude chinelo. 1 abordagem violenta com xingamentos. Ele teve policial que eu não me recordo o nome nesse momento. Ele disse para o meu filho não se está porque ele ia dar tiro no meio das costa dele nele. 1 violência de tal tamanho para 1 pessoa inocente, outros policiais falou assim, ah, vamos algemar ele a gente nem sabe se são eles. Algemar, o Samuel pediu pelo amor de Deus para não fazer isso. A juíza em audiência, quando a advogada perguntou se ela viu as provas. Ela falou assim, eu vi uns trechos, como que 1 juíza que vai decidir. A vida de 1 pessoa, né, a inocência ou a a ser culpada ou não. Ver só os trechos. Nós entregamos todos. Nós corremos atrás, a família correu atrás. Demos tudo a próprias a Câmara dos policiais mostra. Que o meu filho é inocente. Pela contradição que tem. Todo o período da abordagem, as tudo irregular tirando foto para mostrar para para para a vítima. Colocando blusa no meu filho para dizer que ele se despiu, sendo que tem imagens que todo momento ele estava de chinelo, bermuda. E boné sem camiseta. A vítima descreve os moleques Como baixos magros, o meu filho é alto e negro. Meu filho tem fez 28 anos. Fez 27 anos na prisão. Fez 28 anos na prisão. Meu filho tem 2 filhos, de 6 anos, e de 2 anos. Quando a esposa leva o filho lá fala que é o trabalho dele. Policiais despreparados, isso não é só o meu caso não, tem casos de outras pessoas como o Tauã, o Luiz, o Rodrigo, o Jonathan, que foram presos inocentes. O 18º Batalhão da da da polícia na região da Brasilândia, a política deles é. Prender forjado ou matar assim como fizeram com o Mateus. Mataram Mateus. E todos inocentes. Eu falo por todas as mães. Eu falo pela mãe do Samuel, a senhora Ana, que não está aqui mas está sofrendo, a filha do Samuel Isadora que tem 6 anos. E está com muita saudade do pai, não vê o pai. Desde quando ele foi detido. E eu peço ajuda, eu peço que as autoridades vejam o caso, analisam. Jurizes estão aí pra analisar, pra poder ver o que é o que não é. Não porque o policial falou que está falado, não é assim. Sinto muito pelas mães que perderam seus filhos. Sinto muito mesmo porque não é fácil, a gente cria, a gente tem que trabalhar, a gente luta pra ter o nossos filhos. O Lucas é trabalhador. O Lucas no no sábado que ele foi detido ele trabalhou até meiodia, lavou as roupa deles, dele e foi tirar o lazer dele. Ele tem direito, é como a mãe falou quando a gente quando a gente fala, ah, meu filho está preso, mas o que que ele fez, o que que ele estava fazendo 1 hora dessa na rua, não tem essa. Nós temos direito de ir e vim, eu tenho direito de sair a hora que eu quiser. A polícia que não tem que fazer tem que fazer o serviço dela, e não simplesmente atirar ou prender as pessoas. Não é certo isso. Então eu venho aqui pedir justiça. Para o Lucas, bem que saiu e justiça para o Samuel. Nessa tarde. Porque assim. Eu já não sei mais o que fazer, porque. Já tem já teve 2 advogados no caso da minha do meu filho, tem 1 agora. E teve advogados que entraram em contato comigo de ver na rede social o caso dele e falar que não entende por que que o meu filho está preso. Porque ele é totalmente inocente. Agora pra que que tem a câmara dos policiais se não usa pra poder ajudar quem deve ser ajudado. Ou definitivamente, entrar como prova, meu filho nem conseguiu me ligar quando ele foi detido, porque pegava pegava o telefone dele, e ele não não sabia o meu número de core. Quando eu descobri que meu filho foi preso, ele já estava indo pra pra Pinheiros. Teve audiência de custódia ele falou que teve 1 mulher lá que falou com ele, que é a advogada né, falou com ele ele respondeu, ele só vem entender que estava preso no dia seguinte. Quando lá no presídio entregar o papel pra ele pediu pra ele assinar ele falou mais assinar o quê? Ele você está preso ele não, eu não fiz nada, ele falou assim, eu estou preso porque ele tem extorsão, ele nem sabia o que que era extorsão. Meu filho foi criado assim, se você luta você tem, porque eu fui criada desse jeito. Então eu chamo atenção de todos. Por favor, que nos ajude a fazer a justiça. Por favor, eu agradeço ao a oportunidade de estar falando pelo Lucas Mitzaiel, pelo Samuel Mohamed e outros também. E todas as mães que perderam seus filhos e que têm seus filhos inocente na prisão. Eu agradeço.

0:0010:07
11 de dez, 16:53
#11
Transcrição por IA

Aqui também pela sua participação abraço forte, agora Maria Cristina Querino. Maria Cristina nos ouve, liberar o microfone da Maria Cristina por favor. Microfone está liberado, Maria Cristina. Está me ouvindo? Agora sim.

0:000:38
11 de dez, 17:03
#12
Transcrição por IA

Tarde a todos. Eu sou a Maria Cristina, sou a mãe do Denis Henrique, dos novos jovens que foi assassinado pela polícia militar de São Paulo, no baile funk, na comunidade Paraisópolis no dia primeiro de dezembro de 2019. Eu vou fazer 1 1 leitura aqui eu acho que, eu vou tentar resumir. Mas eu vou fazer 1 1 leitura de pequenos trechos de relatório, né? E aí depois disso eu quero tentar falar alguma coisa, é relatório que é relatório multidisciplinar, foi feito junto com os familiares das vítimas do massacre defensoria pública do estado de São Paulo, e o CAAF que é o Centro de Antropologia Apelogia forense. Esse relatório mostrou que as mortes no baile da 17, em Paraisópolis, não são caso de resistência à intervenção policial. A ocorrência com a moto que foi comunicada ao Copom, não gerou acompanhamento por parte dos policiais atacados. Eles comunicaram o afastamento da moto da região do baile, assim como o seu próprio afastamento em segurança. Com isso, a aproximação das 10 viaturas policiais que cercaram no baile foi desnecessária, porque não estava relacionada nem ao socorro dos policiais, que já estavam em segurança, e nem a interceptação da moto que havia fugido por outro percurso. Ao mesmo tempo as evidências mostram que a multidão não resistiu à aproximação policial, ao contrário, elas mostram ataque policial desnecessário, desproporcional e ilegal, realizado de forma coletiva e coordenada contra 1 multidão não reativa. Em outras palavras, não estamos diante de 1 situação de uso moderado da força para repelir injusta agressão, conforme alegado pelos policiais, mas de 1 ação violenta e intencional de dispersão do baile, do baile. O relatório também mostrou em segundo lugar que não houve pisoteamento, como eles propagaram na época. É importante dizer que não foram ações individuais isoladas dos policiais que levaram às mortes dos 9 jovens. Elas só puderam acontecer em razão da colaboração entre os 30 e agentes policiais envolvidos, que nunca estiveram em risco, mas que atuaram, agiram atuaram em agiu de maneira colaborativa para formar cerco em torno do baile. Conscientemente consciente do cerco que se formava os policiais avançaram ao mesmo tempo a partir de 2 extremidades de quarteirão pequeno e lotado, com o objetivo de criar 1 situação de terror para a dispersão da multidão, exercendo violência ilegal sem oferecer rota de fuga. Essa ação movimentou parte da multidão para o interior de 1 viela, que não possuía dimensões para comportar o total de pessoas naquele local. A dinâmica do cerco de violência em torno ao público, ao criar ambiente de terror e risco à vida, Produziu a compressão dos corpos uns contra os outros, na multidão, ao ponto de provocar em 9 pessoas processo de asfixia mecânica por sufocação indireta. Os riscos associados à tal dinâmica voluntariamente produzida, foram assumidos. Não somente porque as ações descumpriram os protocolos da polícia militar, mas porque foram realizadas, realizadas inteiramente à margem deles e em meio às ameaças de morte explicitamente verbalizadas. Diante das imagens não resta dúvidas de que as ações, de que as ações conscientes e desejadas em especial, o encurralamento e compressão da multidão somada à contaminação do ar, com os gases tóxicos das armas de dispersão, poderiam ter como resultado, como de fato teve, lesões corporais graves e mortes por meio cruel. Por fim, o nosso relatório mostrou que a remoção das vítimas do local pelos policiais nas viaturas não foi 1 ação de socorro como eles alegam. Os policiais recusaram o salvamento das vítimas quando realizaram as medidas de quando não realizaram as medidas de primeiros socorros adequadas à situação em que os jovens se encontravam, em parada cardiorrespiratória. Naquele momento, a possibilidade de salvar suas vidas dependia do do cumprimento de protocolos de resgate da polícia militar, realizando as manobras de recitação enquanto aguardavam pelas ambulâncias. Elas poderiam ter chegado mais rapidamente e em maior quantidade, caso os policiais tivessem informado corretamente a situação das vítimas ao COPAM, pois assim o centro de operações teria condições de realizar a correta classificação de risco, e o grau de prioridade do atendimento. Assim as vítimas acabaram por receber atendimento médico no hospital 1 hora após serem encontradas desfalecidas. Momento em que já estavam mortas, sem nenhuma sem nenhuma possibilidade de dúvida. Inútil para preservar, a vida das vítimas, a remoção dos corpos do local foi eficiente, em interferir no trabalho da perícia e na produção de evidências sobre o caso. E falando sobre eu li tudo isso porque eu acho que, com contextual pouco da situação, né, a gente está há 5 anos, lutando por justiça. Que é 1 situação que todas as mães aqui já falaram e já me contemplaram na fala, né a partir do momento que eu também fui morta junto com o meu filho, mas também quero trazer algumas coisas aqui que são coisas que eu eu penso cotidianamente, sobre a questão de da não punição, que no dia 7 de fevereiro, 2 meses depois que os nossos filhos foram assassinados, a corregedoria da polícia militar, ela pediu o arquivamento do caso, alegando a legítima defesa dos policiais, o que é inaceitável, é absurdo, porque por ser a Corregedoria, né e tantas provas, tantas evidências que a gente já tinha, 2 meses depois, foi posicionamento totalmente errado da corregedoria de quem deveria corrigir né, e punir de imediato. Como eu falei nesse texto, foram 30 e policiais envolvidos na morte do meu filho, e nenhum deles foi punido até o dia de hoje, são 5 anos, e nenhuma punição. Quando eu falo sobre a punição, eu eu eu vou trazer aqui, a parte do trabalho que a gente faz né que a gente também fez relatório, que fala sobre a letalidade policial, aonde a gente conseguiu comprovar cientificamente que o décimo sexto batalhão que é o batalhão que, que atua na região de Paraisópolis, é o batalhão que é o que mais mata dentro do de de trabalho de pesquisa realizado de 2013 a 2023, ele ficou praticamente todo o tempo em primeiro lugar, somando 244 mortes em serviço, né em mortes decorrentes de intervenção policial que eles falam né? E, e não somente isso também, eu quero trazer aqui que dos dos dos réus né que, são são somente 13 que está no banco dos réus. Por uso de explosivo, e 12 por homicídio doloso, do eventual, né, quando eles assumem o risco de matar. Mas desses réus ele já foi expulso da corporação né, e a gente não sabe o porquê a secretaria de segurança pública não informa né, não existe transparência, não não sabemos o motivo, não é pelo caso o Massacre de Paraisópolis, mas eu gostaria muito de que a secretaria de segurança pública informasse pra nós qual foi o motivo, porque pode ser porque ele matou outros e outros não sei a gente precisava saber, porque a gente tem visto muitos relatos aí recentes que aconteceu e a gente está vendo que outros policiais eles são, envolvidos em outros crimes e não são punidos né, é isso que acontece. Também, em se tratando do caso do massacre de Paraisópolis, dos réus também recentemente veio né na mídia se expor, que inclusive agora ele atua no décimo oitavo batalhão que a companheira anterior falou né ele foi promovido depois do massacre de Paraisópolis, ele é réu no processo, ele foi promovido, ele foi lotado agora em outro batalhão, e, não não satisfeito com isso ele simplesmente ele gravou vídeo com youtuber americano ainda onde ele fala que o batalhão onde ele atuava eles, quando matam pessoas eles comemoram tomando cerveja e fumando charuto. E aí eu só quero trazer aqui que enquanto não houver punição, não vai haver justiça pra nós porque é isso a gente vê os, os assassinos dos nossos filhos cotidianamente nas ruas trabalhando sendo polícia exercendo AAA segurança pública da sociedade, mas cometendo outros crimes e ainda comemorando a morte dos nossos filhos. Também quero falar aqui sobre a questão da violência policial nos bailes funks, aonde existe 1, 1 grande, eu eu não sei falar 1 grande contextualização de de criminalização e marginalização das crianças, dos jovens e dos adultos que que frequentam bailes. Porque a gente sabe o quanto que é horrível, eu falo isso porque eu acompanho outras mães hoje, e é é horrível eu ir num júri com 1 mãe de outro caso, e chega lá ver advogados bem preparados, bem treinados pra poder defender os assassinos dos nossos filhos, aonde eles chegam e falam, diariamente eu vejo isso, eles falaram que o lugar é hostil, as comunidades são hostil, aonde tem baile e funk é lugar que que é, é lugar que oferece risco pra polícia, enfim, eles tentam criminalizar de todas as maneiras a cultura da juventude, então eu só quero trazer também que a gente também fez relatório onde a gente fala muito sobre a violência policial contra a Mari funk, que isso tem que mudar, isso tem que acabar e enfim, eu só queria mesmo trazer sobre sobre, pensar pensar esse pensamento sobre isso, do quanto que a nossa juventude está sendo criminalizada, está sendo morta recentemente aqui, né aonde eu moro, 2 quadras abaixo, o indivíduo jogou cara da ponte com a desculpa de que aquilo era lugar hostil, ele tinha saído de baile funk então eles tentam usar de todas as formas, a gente precisa começar a pensar 1 maneira de de punir. E eu vou falar das câmeras corporais, né? A partir do momento que a gente tem governo que se nega, né que se negou várias e diversas vezes, né pra pra fazer o uso das câmeras corporais, eu acho que não somente exigir e obrigar que eles usem, mas também começar a punir quando não usar, porque assim, a a acredito eu que possa ser que mude pelo menos essa letalidade, essa violência e essa opressão policial.

0:0012:23
11 de dez, 17:04
#13
Transcrição por IA

Maria Cristina aqui também pela, pela tua contribuição. Nós vamos agora ouvir a Silva Cardnas, mas antes disso o deputado Tadeu está aqui conosco, já foi iniciada a ordem do dia no plenário então quando quiser falar deputado Tadeu, fica à vontade, não sei se já quer falar nesse momento. Bem

0:000:23
11 de dez, 17:16
#14
Deputado Tadeu Veneri
Tadeu Veneri

Deputado

Transcrição por IA

Deputado Glauber, obrigado, boa tarde a todos e a todas. Eu nós estamos desde cedo com as mães lá do Paraná, né? Que estavam conosco. E eu já comuniquei ao deputado Glauber também, né? E de que nós entregamos hoje documento à ministra, Macaé, eu acho que esse é longo caminho, daquilo que eu ouvi aqui, daquilo que eu ouvia antes, daquilo que a gente tem ouvido ao longo de 20 anos deputado Glauber, no processo que só tem crescido de execuções. É processo que já acontecia há 20 anos atrás, 30 anos atrás, mas que tem crescido quase que institucionalizado. Como essa mãe falou agora, nós temos projeto aqui há vários, nós temos projeto que não foi votado na na na Assembleia Legislativa porque o relator era justamente o deputado Francischini que é delegado da Polícia Federal, e não quis colocar durante 4 anos na CJ porque nós pudéssemos votar, do uso obrigatório de câmeras corporais ligadas o tempo todo enquanto policiais estiver em serviço. Acho que nós estamos caminhando pra barbárie se nós não tivermos método de fazer com que as forças de segurança sejam de fato força de segurança. Aí de fato estejam sob aquilo que a constituição prevê. Então me parece que nós não generalizamos, não podemos generalizar, mas os erros né, e as as as faltas que acontecem e pior ainda, os métodos que são absolutamente ilegais tem que ser punidos. Enquanto não houver punição nós vamos ter 1 escalada cada vez maior. Eu tenho na no sábado inclusive não é com adolescente, não é com criança, mas nós temos caso específico numa cidade muito próxima de Curitiba, onde houve 1 1 disputa, 1 discussão entre irmãos e meio dia os 2 foram pra casa, o vizinho chamou a polícia tratando discussão, a polícia é mais tarde pequena, a polícia foi, entrou na casa de deles, ao meiodia estava no quarto e teve 11 tiros no peito. Porque reagiu com facão na mão. Aí você dá positivo numa pessoa porque reagiu que estava com facão eu acho que é no mínimo 1 situação fora de controle. Então, enquanto nós não tiver 1 punição, nós vamos continuar tendo e infelizmente corporativo com todos os espaços a corporativos, mas esse é corporatismo muito perigoso, porque é corporatismo armado. O senhor conhece bem como é o Rio de Janeiro, e o que aconteceu a partir da leniência que nos últimos anos tem a tem ocorrido. Você cria milícias, as milícias dão proteção entre aspas a a tráfico, dão proteção aos segmentos e depois disputam com o tráfico inclusive os territórios, e isso nos levará fatalmente a 1 mexicanização. Acho que seria terrível pro nosso país do tamanho que ele é, nós já temos áreas do território perdidos, Amazônia está hoje nessa situação, então eu espero deputado Glauber que a gente possa ter outras outros encontros como esse, e que talvez possamos fazer né, nos estados, processo de fazermos as mesmas audiências e exigir que o Ministério Público tenha manifestação. Não é 1 crítica individual, mas é 1 crítica à instituição, o Ministério Público tem lavado as mãos. Ministério Público tem feito ouvidos de mercador. O Ministério Público na maioria das vezes prefere dizer que olha, houve confronto, arquivese e toca a vida pra frente. Porque quem morre, quem morre na sua ampla maioria são pessoas que estão vulneráveis na periferia, ah são criminosos, se são criminosos tem que ser presos, julgados e se condenados cumprir pena, ser absolvidos, né, toca a vida. Agora o que não dá é pra você, por sua vontade, passar a fazer a eliminação de pessoas que acham indesejáveis. Eu acho trágico pro nosso país. Parabéns deputado Glauber. Eu peço desculpas porque eu vou lá pro plenário, nós temos projeto, aliás o senhor sabe, projeto que prevê internação compulsória, que é 1 1 coisa fora de contexto, parece que pensa em resolver a população em situação de rua internando todo mundo. Em breve talvez pense em campo de concentração né? Não está longe disso.

0:004:19
11 de dez, 17:16
#15
Transcrição por IA

Obrigado. Obrigado deputado Tadeu, em breve estamos juntos lá no plenário também exercendo a, a minoria em relação a essa, pauta que foi colocada, está sendo colocada em prática essa semana que é, horror. Obrigado pela pela tua presença aqui e participação. Glória a Deus. Obrigado Mestre. Silvia Cardnas Prado.

0:000:33
11 de dez, 17:21
#16
 Silvia Cardenas Prado
Silvia Cardenas Prado

Transcrição automática

Transcrição por IA

Boa tarde, meu nome é Silvia. Eu sou Silvia e Mônica. Eu sou mãe de Marco Aurélio. Marco Aurélio era menino de 22 anos, que foi assassinado pela polícia militar de São Paulo, especificamente por policial Guilherme Augusto Macedo, e com a conibência do secretário de segurança pública senhor Verit e por conseguinte com a ciência e anuência do governador Tarcísio. Eu sinceramente me solidarizo, sinto 1 lastima muito grande e não sei se essa é 1 palavra que eu tenho que usar, sinto 1 pena imensa que me desgarre o coração escutando as histórias de todas vocês, histórias de 10 anos, de 8 anos, de 6 anos, histórias de medo, histórias de de temor de sair na rua, de temor de perder seus outros filhos, histórias de falta de questão econômica para pagar ao advogado, para não defender a nossos filhos. Eu vou falar 1 coisa aqui para os senhores deputados e para Brasil inteiro e para quem quiser escutarem é o seguinte. Eu sinto orgulho de meu filho, como todas vocês. Meu filho gostava de funk e cantava funk e eu menor conheço dele. Meu filho era este se chamava IBC Boi da Vila Mariana, tá? E cantava muito bonito, e tinha 1 capacidade intelectual de inventar os versos que são necessários para cantar isso. No caminho me surpreende e não falo porque todo mundo consegue perceber que minha, meu país de nascimento não é Brasil, é a hipocrisia, a falsidade que existe em Brasil, de solamente ser punido por pobre ou de raça negra ou humilde e ele tem no tempo estão econômica. Eu senhores deputados, senhor governador de São Paulo, esse senhor de Rip, eu não tenho medo do que vocês podiam fazer de Ama fizeram, mataram o meu filho, o grande amor da minha vida, filho que eu parei, que era estudante de medicina, era menino que havia terminado o quinto estava de ser celebrado. Amigo? Guilherme Augusto Macedo mato porque Silvio

0:002:53
11 de dez, 17:21
#17
Transcrição por IA

Nós estamos nós estamos tendo 1 dificuldade com a sua conexão, então te pedir se você puder desligar a câmera pra gente ouvir o seu áudio, porque a gente está tendo 1 falha na sua transmissão. Posso voltar a repetir porque eu gostaria muito de falar o que eu penso. Com certeza. Está escutando? Agora estamos te ouvindo. Tá então

0:000:23
11 de dez, 17:24
#18
 Silvia Cardenas Prado
Silvia Cardenas Prado

Transcrição automática

Transcrição por IA

Eu quero decido para Brasil inteiro, aqui na na frente do senhor deputado, é o seguinte, que o governador de São Paulo falar para mim que lamenta a morte de meu filho Marco Aurélio, e que a polícia de São Paulo é maravilhosa, é boa e tem 200 anos. Eu em primeiro lugar eu acredito que ele não lamenta nada porque não é filho dele, não é nenhum desses 2 filhos, não é seu filho homem que tem 27 anos, nem sua menina que deve ter 20 e tantos anos. Não é filho de de Rick, ele acha que seus filhos estão protegidos de tudo, é filho Me. Se ele falou que ele lamenta é pela pressão popular, pela imprensa, por todo mundo fazendo pressão. Eu senhores não tenho medo, não tenho medo de ser matada, não tenho medo de ser fucilada, eu não vou ficar louca, eu não vou ficar deprimida nada. Eu vou até no último dia de minha vida, assim de minha vida, atrás de justiça, e eu quero esse policial, Guilherme Augusto Macedo na prisão de ar. Quem justifica? Meu filho foi matado na frente do Hospital Santa Rita na Vila Mariana. Eu vi o Bídio que estava no hotel porque são tão duros policiais, que nem sequer para tirar o vídeo. Eu tenho esse vídeo de onde policial vem, se coloca 1 luva, coloca, cutuca meu filho, joga na luva. Se coloca outra luva, cutuca meu filho para ver se está morto. Meu filho morreu de hemorragia. Eu que sou médica, que trabalho em terapia intensiva, que eu trato desse tipo de menino, eu sei que meu filho morreu 2 vezes. O retiro desse infeliz policial e por o descaso do estado de São Paulo, que esperou 28 minutos por essa ambulância, e por sinal também da polícia não foi chamado o SAMU foi chamado o bombeiro que pertence também era polícia esperando que meu filho morresse porque o melhor testigo é o próprio vítima E minha pergunta é, deixaram morrer na frente de hospital Santa Rita, do que abriram podido colocar soro, estabilizar esse menino ou por isso podido levar na beneficência portuguesa, ou qualquer outro lugar. Então assim senhor deputado, minha pergunta é a seguinte. Este negócio de nós mais chorando, sofrendo, sentindo represália porque na frente de nossas casas passam os policiais, eu moro na Vila Mariana, senhoras. E isso não quer dizer que eu não sinta e não tenha assim a a covardia deles querer minha mãe tentar, sabe? Se então fosse por vídeo do hotel onde se mostra que meu filho em algum momento quis tomar a a arma do policial meu filho ainda estaria considerado como se fosse delinquente tentativa de assassinato sabe de onde? Então a polícia de São Paulo mata, a polícia de São Paulo é despreparada e eu vou falar no que eu já falei de novo porque eu não tenho medo de de RIT. De RIT que o secretário de segurança pública de São Paulo ele tem de esses 6 investigações por homicídio. Então como cara tão criminoso, porque ele mesmo fala com todas as suas letras, que ele foi expulso da rota porque matou o muito ladrão. Então, se o chefe da polícia é expulso porque matou muito, você acha que Guilherme Augusto Macedo tem medo? Ele fala o seguinte, ah não vai acontecer nada não, é pobre indígena, é pobre filhinho de 1 meriquinha peruana. Nossa senhora, esta médica, esta médica tem marido, tem filhos, e eu vou lutar, até último dia de minha vida, se Brasil não faz justiça, eu vou pedir justiça internacional, porque é 1 vergonha, assim, eu como mulher eu sinto, é 1 vergonha vocês estarem sentados aí escutando essas mulheres chorando. E o pior senhores deputados é o seguinte, o pior de tudo é o Brasil está dividido. Se você reclama pela morte de seu filho, você é petista. Se você é de direita, você tem que falar que de rede está bem que está tudo maravilhoso não isso não senhor porque nós estamos reclamando é justiça justiça por turbulência justiça por assassinato de nossa juventude de nossos filhos que pode ser filho de derreter que pode ser filho de Tarcísio que pode ser filho de qualquer dos senhores que está sentado aí vocês sabem o odor que se sente assim deverá covardia Eu não vou ficar louca não, mas se você é útil da minha vida, eu vou olhar. Quanto isso policiais perseguindo o meu filho, ou ter medo de terror, sabe e isso deva perseguir e isso vai ser minha listase por justiça porque não vai ficar barato de rir e não vai ser governador de São Paulo se depender de mim e ele pode pensar ah esse sou 1 pobre mulherzinha falando isso do Norte não existe inimigo pequeno e eu senhores eu bote as últimas consequências o governador Tarcísio tem que colocar ordem na casa Tarcísio tem que decidir ou ele é governador justo que quer que que sua população se sinta segura ou ele fica às ordens de Bolsonaro, às ordens de de rip, às ordens de extrema direita, as ordens de quem quiser sabe mas assim eu quero falar que eu me solidarizo e eu sinto muita lástima senhoras por cada 1 de vocês por 10 anos de luta por 8 anos de luta por 6 anos de luta e porque o governo não faz nada porque não faço por nossos filhos, mas sem ter ao ver o que que vai ser feito. Tarcísio se substituir essa vergonha na cara, demitiria de rede. Eu sou médica e eu sei como funciona. Se em meu hospital existe escândalo, os o diretor técnico do hospital é tirado. Porque é assim que funciona e eu sou funcionária de Estado. Agora, por que que é mantido cara que está sendo aumentar a criminalidade? Então o preconceito rola. Aqui em Brasil vivemos 1 sociedade de hipocrisia. Não existe preconceito contra negro, contra branco, contra indígena, contra amarelo. Existe sim senhora existe preconceito contra pobre existe preconceito contra pessoa de raça negra existe preconceito com pessoas como eu que somos estrangeiros e vivemos a este país Existe preconceito contra nossas crianças porque gostam funk. E mesmo dia que meu filho estava sendo sepultado, David teve a pouca vergonha de sorrir a helicópteros infestados a ira de frutaram baile na na beira do mar. Então quer ter sido, pela música que ele gosta, que pode ser que senhor samba, música francesa, música italiana, é melhor que o funk das nossas crianças. Eu senhores deputados. Eu, assim. Eu como vai, porque Marco Aurélio era brasileiro. Porque Marco Aurélio era 1 jovem promessa deste país, assim como todos os outros meninos que morreram. Não me conformo e não vou chorar frente a nós homens não vou me humilhar assim posso dobrar posso sofrer mas não me pode humilhar frente ao nome por não falar em sua cara que de rite é assassino e que eu exídio de governador de São Paulo que esse Guilherme Augusto Macedo está na prisão o diabo Não é possível que esse 3, assim, aí Davi do câmbio de 3, para não pegar em flagrante. Se eu tenho 1 pessoa, eu, agora, ai estou surtada, estou louca, vou dar tiro na pessoa, eu sou pego em flagrante. Agora, não pode existir corporativismo tão grande, assim corporativismo tão violento, 1 forma tão humilhante, de que porque mulher, porque pobre, porque negro, porque indígena, a polícia de Brasília inteiro, e eu não falo olhando aqui nas câmaras, me disseram onde estarão nas câmaras, em todo lugar existem bons policiais e maus policiais. Mas infelizmente, durante o governo de Tarsítio e de a sensação de impunidade está aumentando, e isso se demonstra por aumento das taxas de letalidade, que justifica, assim eu te pergunto a tiques a ti que este deputado, que justifica, tem que temos que fazer exercício mental para impassara cambiar como sociedade, que justifica disparar tiro no adomen de menino, sem camisa, sem arma, simplesmente com a vontade de querer matar. Você quer justifica isso senhor deputado? E eu tenho que ficar com medo, eu tenho que, eu sei que estou me passando do tempo, vou terminar. Eu tenho que ficar com medo do sistema, eu tenho que ficar com medo se eu tenho que agachar a cabeça, eu não vou agachar a cabeça. Eu peço para eu dou minha palavra para os senhores deputados para ver o que que vocês como pais da pátria, como assim como defensores de nossa sociedade, vocês vão fazer para aliviar este nosso sofrimento, o nosso Douro, assim e, e é isso. Acho que não tenho mais palavras assim.

0:0010:54
11 de dez, 17:25
#19
Transcrição por IA

Nada justifica, senhor. A gente vai tentar construir aqui ao final dessa audiência, encaminhamentos que sejam comuns, né? Sem 1 resposta que seja, já prefixada, mas a gente vai construir nessa audiência primeiro a partir dessa escuta que a gente está procurando fazer, os desdobramentos a partir daquilo que vier como orientação das senhoras, principalmente. Ainda temos mais pessoas a serem ouvidas na mesa, mas é 1 1 questão do de ordem ou é depoimento também? É depoimento? Posso posso daqui a pouco mãe passar também a palavra, Porque aí a gente faz aqui e e já passo a palavra antes do do fechamento. Então então fica à vontade. Só só pediria que pudesse também se identificar, e aí a gente já ouve de 1 vez.

0:001:02
11 de dez, 17:35
#20
Participante Marilene Ferraz
Marilene Ferraz

Participante

Transcrição por IA

0:0017:36
11 de dez, 17:36
#21
Transcrição por IA

Tem. Ouvi cada depoimento

0:000:02
11 de dez, 17:54
#22
Participante Marilene Ferraz
Marilene Ferraz

Participante

Transcrição por IA

É reviver tudo de novo. E quando a gente acorda e quando a gente, você não tem mais nada, eu falei pra a Edi aqui tomando suco ali no hotel. Falei a Edi, eu olho o menino que vem entregar negócio pra gente, e eu falo será que ele estaria dessa altura? Tem gente que pensa que a gente ficou doida. Não, não é isso não é dor. Isso é amor. Isso é amor, é você ter das suas entranhas 1 criança, é você educar. Nós tivemos sempre endereço fixo, nós pagamos o nosso impostos a vida inteira. Nós nunca tivemos, nós sempre fomos empregados e a meu marido, nós ensinamos a ele nunca fazer conta sem ter acabado de pagar a prestação anterior. 1 vez quando eu fiz essas luzes no meu cabelo eu fui comprar shampoo e creme e deu 120 reais e a gente está acostumado a comprar de 10 reais. E ele estava perto de mim e falou assim mãe, mas você tem coragem? Eu falei tem filho porque agora vai ressecar. Assim ela falou nossa o seu filho tem noção de dinheiro. Ele tinha 8 anos ele tinha 8 anos quando ele falou que ele queria ser padre. Eu quero que você receba o nosso

0:000:53
11 de dez, 17:54
#23
Transcrição por IA

Solidário né? De quem E a gente não vive mais a gente morreu. Nós somos zumbi, eu sou zumbi ambulante, 1 morta viva.

0:000:10
11 de dez, 17:55
#24
Participante Marilene Ferraz
Marilene Ferraz

Participante

Transcrição por IA

Que a gente sabe por quê? Que que falam pra mim? A gente é obrigada a ouvir isso, é como todas falaram aqui. Chega da porta dele, ah mas mas ele para num lugar perigoso, lugar perigoso é todo lugar. Júri popular vai ser lugar totalmente perigoso porque eu participei de e via todos aqueles policiais, todos armados no júri, olhando assim pra gente. Graças a Deus foi favorável aquele júri na ideia. Lugar perigoso pra mim é qualquer lugar. É como as mães está falando. Eles não têm o direito de ir e vir. Está passando por 1 calçada. Se eu não sei se o senhor tem filho, quem todo mundo aqui. Quem não tem? Vizinho, enteado, sobrinho, neto. Então agora passar por 1 calçada tem que tem que rezar pra ter a sorte de por 1 calçada onde não vai ter 1 casa que seja suspeita e é choque, a tropa da choque vai chegar e vai atirar? Sim. É o direito à vida. Sim. Isso aqui a gente está falando é 1 vergonha nacional, isso é 1 é como ela falou, a médica falou a gente que trabalha na área da saúde é você ouvir na porta de 1 igreja alguém falar assim eles recebem pouco. Eles ganham mal. Eles veem marido batendo em mulher. Não sei o que, não sei o que. Eu falei assim, a minha irmã que era enfermeira trabalhou na época do covid no hospital do coração lá e ela também ganhava pouco. Trabalhava sob pressão psicológica, sob ameaça de ser demitida com pouquíssimos funcionários. Tinha que virar 1 pessoa de 80, 100 quilos às vezes sozinha. E ela não colocou glicose no deles. Ela não desligava o aparelho. Quem daria a ela o direito de sobre essas condições matar outra pessoa? Eu eu não vou poder.

0:001:25
11 de dez, 17:55
#25
Transcrição por IA

Eu desculpo, perdão. Eu não vou poder interromper o seu desabafo, e eu sei que 10, 20 ou 30 minutos, não é absolutamente nada pro tamanho dessa dor. Tu tem 15 anos, ele levou 15 tiros. Sim. O meu advogado fala que é 1 aberração, é 1 aberração gente. A gente a gente tem que tentar abraçála, mas esse sabe pra onde que está o Brasil? Está aqui? Está parada aqui em Brasília no tal

0:000:25
11 de dez, 17:57
#26
Participante Marilene Ferraz
Marilene Ferraz

Participante

Transcrição por IA

Vou ter que pedir o teu apoio pra que a gente possa.

0:000:04
11 de dez, 17:57
#27
Transcrição por IA

Ouvindo os outros depoimentos que estão aqui também, conseguir se abraçar conjuntamente, né? De forma alguma, não tem do que se desculpar, né? Mas eu tenho que exercer esse papel aqui, porque a gente está, agora a gente vai ouvir ainda, aqui, no nosso encontro, 1, 2, 3, 4, 5, 6 pessoas, né? E eu posso ser chamado em algum momento, pra não permanecer mais aqui nesse plenário, e ter que me dirigir ao plenário, não pela minha vontade. Nós queremos é te agradecer e nos desculpar, por não ter a possibilidade aqui de, ter o mínimo, não tem que pedir desculpa, de ter a possibilidade de disponibilizar o tempo que seja suficiente. Como é seu nome? Marilene. Marilene, abraço forte pra você, né? Jesa está dando aí o abraço que que todos nós aqui eu tenho certeza, queremos te dar, esse abraço nesse momento. Eu eu queria passar a palavra agora pra Beatriz da Silva Rosa, que está aqui junto conosco também, na transmissão online. Beatriz, nós estamos te escutando.

0:001:52
11 de dez, 17:57
#28
 Beatriz da Silva Rosa
Beatriz da Silva Rosa

Transcrição automática

Transcrição por IA

Boa tarde, eu sou Beatriz da Silva Rosa, tenho 29 anos, sou merenda escolar, sou a esposa do Leonel do deficiente que foi morto em fevereiro, e a mãe do Rian, do bebê de 4 anos que foi morto agora em novembro. Quero começar falando pouco né do do Leonel, que é onde começou toda a minha luta né morreu dia 9 de fevereiro, é onde eu cheguei em casa do trabalho por volta de umas 4 e pouca da tarde, e aí o Leonel estava em casa com o bebê Rian, que foi o que faleceu agora em novembro, de 4 anos de idade, e aí eu cheguei a gente tomou café, e fui buscar as crianças na escola com o com o Rian, está aí com o Rian e aí o Leonel continua em casa. Aí a eu peguei as criança na escola, o a Manuela e João Pedro, e fiquei pouquinho na rua com as minhas amigas onde o Leonel desceu, me chamou, aí eu perguntei pra onde ele ia, ele falou olha vou aqui embaixo rapidinho, conversar com o Jefferson e já volto, eu falei você volta que horas? Aí ele falou até 8 horas eu estou aqui, faz a janta, vai no mercado compra refrigerante com 8 horas eu estou de volta. E aí deu 8 horas, 8 e 15, 8 e 20 e o Leonel não chegou. Aproximadamente umas 9 horas eu escutei monte de tiro, e aí eu falei meu Deus, o Leonel, aí eu já me apavorei. Aí, quando foi umas 9 horas morador falou Leonel está baleado. Está caído na rua ali embaixo. Aí eu desci correndo, e aí chegou lá os policiais não deixou a gente socorrer, fizeram 1 muralha né pra gente não passar assim de de policiais, e aí não deixava a gente socorrer, demorou 1 hora pro pro resgate chegar, e aí foi tudo muito demorado né o Leonel deficiente físico né, Onde eu tenho provas, porque assim ele ele recebia o BPC, né o LOAS no caso, que é benefício do INSS, e todo mundo sabe que pra você provar pra receber esse esse benefício no INSS é muito difícil. Eu sei porque eu fiquei 3 meses afastada pelo INSS pra mim provar, assim pra mim se afastar foi muito difícil, até fazer as perícias e tudo, então assim, como que o meu marido, deficiente físico troca tiro com a polícia? Porque ou ele carregava as moletinha dele ou ele troca tiro com a polícia, pra ele trocar tiro com a polícia ele ia até correr depois. E como que ele ia fazer isso? E aí agora o caso está foi arquivado né? Não tenho resposta, Hoje, eu o que eu tenho a dizer, tanto do Leonel quanto do Rian, que é bebê de 4 anos que eu quero injustiça, né o que eu espero, é muito difícil pra mim, agora em novembro eu pedi o Rian, com 4 anos de idade, foi o bebê, que está mundialmente né assim, vem falando do caso. A gente estava na rua cheguei da escola agora eu vou falar pouco do caso do Rian né porque não tem muito tempo, cheguei da escola com meu filho e meu filho falou mamãe mamãe. E a prima, as crianças sempre brincaram na rua. Tinha aproximadamente umas umas 15 crianças, e ali a gente estava sentado no meiofio, e as crianças tudo brincando. Quando foi 8 horas da noite a gente escutou os disparos. E aí tinha umas 10 crianças assim aproximadamente, mais ou menos, próximo do, da onde foi acontecido e a gente estava o o Rian estava pouco mais pra cima assim do meu, do outro lado do meu. E aí a eles estavam brincando ali e aí a gente escutou o xiros, aí eu levantei assustada. E aí, a gente foi pra pra guardar as crianças dentro dessa garagem que era a garagem da minha prima. A gente não foi pra especificamente pegar 1 criança, a gente foi guardando todas as crianças dentro da garagem né? O Yan, ele entrou andando dentro dessa garagem, não sei dizer se ele tomou o tiro, entrando na garagem, ou já estava dentro da garagem. Eu sei que dentro da garagem, o meu filho ficou em pé assim uns 5 segundos me olhando. E aí ele roxo já assim. E já estava pra ver que eles já estavam né perdendo as forças e aí, eu vi ele cara, levantada, variado. E aí eu comecei a gritar pro amigo meu socorro ruim eu fui variado, socorro ruim. E aí primo meu pegou ele no colo, e aí ele já estava todo molinho. Aí ele correu pra cima né na na casa de cima, que era a casa da minha prima dentro dessa garagem mesmo. E aí colocou ele no sofá e a minha prima começou gritar não, a gente precisa socorrer ele, a gente tem que tirar ele daqui, a gente precisa socorrer ele. E aí desceu, o meu amigo já estava com a chave do carro, socorreu ele até o hospital. Lá dentro dessa garagem eu ia não falava nada, ele só ficou com camisa levantada tentando me amostrar. E só que dentro do carro ele bastante, ai, ai porque eu acho que o sangue tinha resfriado então foi onde ele começou a sentir. E e aí assim, na hora do do do tiroteio, os policiais estavam apontando pra cima atirando, que o menino que estava na moto onde eles fala que teve troca de tiro, não teve troca de tiro, teve, pode ter acontecido de ter 1 1 perseguição troca de tiro não teve como que o menino, estava dando fuga e trocando tiro com eles? Não tem como, não tem como. Mas é o que eles falam né? E aí o menino já estava caído lá morto e o outro baleado, e eles continuaram trocando dando tiro pra cima, em direção a onde as crianças estavam, onde o Rian foi baleado. Não, na mesma madrugada o eles operaram o Rian, o Rian não gritou, o tiro dele foi no mesmo lugar do pai dele, né na no no tórax, o Rian não gritou, estoura tudo por dentro, o médico tentou fazer de tudo, aí o médico operou, aí falou Beatriz, eu vou operar o Yan, eu vou preparar ele na sala de ontem pra você entrar e ver o seu filho. Aí eu falei está bom, esperamos mais ou menos 1 hora, quando a gente entrou meu filho estava tendo 1 parada. Aí ele falou sai sai sai sai sai sai da sala mãe que eu vou tentar fazer de tudo por ele. Sai meu filho, ali já não me senti daí eu já vi aqui, já estava com os olhinhos torto, pequenininho, 4 ali. E aí assim, depois eu entrei e aí ele eles deram banho nele né preparado pra mim pegar no colo, e deram óbito. Aí eu sentei e fiquei com o meu filho no colo, né o meu filho já se endivida, 4 aninhos de idade. E aí assim, depois disso minha vida acabou né, costumo dizer todo dia que a gente vai tendo dia de cada vez né agora, eu tenho que ir porque eu tenho mais 2 filhos mas assim, totalmente sem vontade, Hoje eu não queria estar aqui, essa não é a minha vontade, não tenho plano de futuro mas, não vejo futuro, mas a gente vai lutando porque a gente tem outros filhos né? E assim, hoje eu estou aqui em pé, saio pra trabalhar de manhã causa dos meus filhos que ficaram, eu tenho 1 filha de 7 anos e de 10. E assim, eu costumo dizer que eu perdi minha rotina, porque eu saio pra trabalhar de manhã e eu tenho que fazer todo o trajeto que eu fazia com o meu filho todo dia. Minha vida sempre foi muito corrida, o Leonel que me ajudava depois que o Leonel morreu, minha vida sempre foi muito corrida. Então é a minha vida era assim, eu chegava em casa, eu fazia janta, dormi à tarde pra acordar cedo, e aí trocava o Rian, trocava a Manuela, levava pra escola, e a vida sempre foi assim muito corrida. Então assim, minha rotina acabou, minha rotina acabou, eles tiraram pedaço de mim, hoje eu falo que a metade da minha alma está com Cristo, que foi com o meu filho? E a outra metade está aqui por causa das crianças que aqui ficaram né? Porque eu tenho que ir, agora eu eu tenho que continuar por causa deles. Mas assim, não que tenha vontade, porque a gente quando perde filho, eu hoje eu falo, hoje eu sinto que a minha sogra sente quando ela perdeu o meu marido em fevereiro. Porque hoje eu perdi como mãe, não só como mulher, como mãe eu perdi o meu filho também. Então assim, o que eu quero, é o que eu peço todo dia, é justiça né? Eu peço pra que ele tire as dos olhos né porque ele é possível, que tanto a troca de tiro, que tanto, aí falou que ia do meu filho foi 1 roda perdida, não, eu fui quase perdida, foi custado, encontrou o meu filho, matou o meu filho, o meu filho de 4, 1 criança, bebê, e só queria viver, era isso que ele queria, ele queria viver, Tirar a alegria da criança né? Tirar a alegria dos irmão, porque agora pra continuar, é tudo 1 luta, a gente vai tentando conversar, o meu filho de 10 anos está totalmente trancado pra ele. E assim, as crianças perderam a vontade de tudo, o João já não quer mais brincar, o João está trancado assim de 1 forma, porque ele perdeu o pai, e aí eu ensinava pra ele, filho, a justiça vai ser feita, você não pode né ter ódio, não pode sentir ódio deles, porque a justiça só vai ser feita, a mamãe vai lutar por ele. E depois de uns meses falando isso ele perdeu o irmão, o que que eu vou falar pra essa criança agora? Eu não sei, é estou totalmente perdida. O o estado não não não veio, não não fala nada. No mesmo dia que o menino não não correu, estudante acho que era essa mulher da Marieli né? Ele ele pediu desculpa né e tudo e do Rian, eu vi que na fala do Rian, ele falou que eles estavam fazendo trabalho excelente como trabalho excelente eles mataram 1 criança de 4 ano, de 4 anos, eles estavam de 1 criança de 4 anos, não é de não estão falando de bandido, de 1 1 criança de 4 anos, e esse é trabalho excelente? Não, não é trabalho excelente, alguma coisa tem que ser feita, o meu filho morreu nada nada de volta a gente está, é assim gente ainda eu saio pra trabalhar porque eu tenho as criança, tem a minha vontade é de ficar em casa, trancar tudo, não beber mais, Aí a gente perdeu né? Eu perdi minha vida, perdi minha rotina, perdi tudo, tudo não porque ficaram os outros 2 né mas assim, a metade de mim já era estar com Cristo, meu filho levou junto com ele. E a outra metade está aqui só tentando entender, tentando que a justiça seja feita né, porque ainda é possível. O caso do Leonel está arquivado. Agora o caso do Rian, a gente também não tem resposta, porque 1 1 emissora me falou que saiu o resultado do laudo, e e comprovado que veio dar arma de de polícia, só que eu não posso provar 1 coisa que eu não tenho certeza, porque assim é o laudo está pronto, porém o laudo não só não deram entrada no laudo no na documentação, no processo então assim, né? Eu, a gente fica assim, né? Como se, como se tivesse adeus dará né? Assim, mas eu, o que eu tenho pra falar, pra finalizar né? Porque, também pra mim, é, o fundo do poço porque eles queria que eu chegasse no fundo do poço, eu cheguei. Só que eu tomei água, e eu vou voltar pro esporte. E eu quero que a justiça seja feita, é isso que eu quero, pros 2, que a justiça seja feita.

0:0010:52
11 de dez, 17:59
#29
Transcrição por IA

Forte Beatriz, vamos ver agora, Marcelo Augusto. Já passou das

0:000:12
11 de dez, 18:10
#30
Participante Marcelo Augusto
Marcelo Augusto

Participante

Transcrição por IA

Boa noite, parabéns deputado, eu nunca imaginei que poderia ser escutado por deputado de outro estado, onde eu grito todos os dias junto com a minha esposa, e quero dizer que no estado da copa e 30 também se mata. Nós não queremos institucionalizar o caso do Davi. Acabamos de ouvir esta mãe, que merece ser abraçada por todos, inclusive pelo estado dela. Me emociona muito, porque não adianta punir policial, nós temos que mudar o sistema, esses policiais quando entram numa academia, eles são preparados e saem de lá para matar. Não escolhe mais raça, cor. Há pouco tempo, a Macaé esteve no estado do Pará, para visitar o Marajó. E graças a Deus também nos deu espaço através dos assessores dela, através da ouvidora Denise, a ouvidora nacional, ouviu algumas mães, porque no meu estado no estado do Pará, em 2014 64 jovens em 2 noites foram assassinados. E o estado, na época respondeu através do seu governador, para 1 mãe, que hoje luta e cria o instituto Marcínio, disse a essa mãe o seu filho estava no local e na hora errada. Lutamos há ano e 2 meses por justiça pelo filho único filho homem que nós tínhamos Quando morre policial, 1 viúva recebe pensão. Quando a polícia mata o nosso filho, nós não recebemos nenhuma assistente social para saber em que estado psicossocial se encontra esta família. Eu sou professor, a minha esposa me ajudava, na renda em casa. Hoje eu tenho que cuidar da minha esposa, das minhas 2 filhas, e todos os dias dou graças a Deus pelo fato de voltar vivo e trazer o seu sustento pra casa com medo de ser a próxima vítima do meu estado. E a situação cada vez mais está se agravando como acabamos de ouvir o deputado que se ausentou porque teve que prestar solidariedade e quem sabe votar através de algo horroroso que está sendo discutido essa semana na Câmara dos Deputados Federais O que nós precisamos é de proteção para as pessoas que levantam a bandeira e não têm medo de enfrentar o estado, que mata com a proteção e com a certeza da impunidade. Sei que o tempo é muito curto, mas deixo a minha solidariedade a todas essas mulheres, que por muitas vezes não têm o apoio dos seus companheiros, dos seus maridos, que lutam aguerridamente por justiça. Que daqui possamos sair com atitudes concretas, principalmente com projeto de lei, aonde cada estado possa ser responsabilizado pela morte dos seus apadrinhados pela morte dos seus funcionários que matam com a arma do estado. Agradeço muito, gritei muito no meu estado e único deputado estadual que nos ouviu foi deputado Elias a que eu manifesto também a minha gratidão e a minha família e o grupo de justiça por Davi por nos ajudar também chegar até aqui e saber que a nossa luta vai fazer com que outros jovens não passem por aquilo que passou o nosso filho ser executado em 1 abordagem policial e outras mães como a minha esposa e as demais não passem por aquilo que elas estão passando obrigado e espero que a gente possa sair daqui com algo concreto que nos dê esperança que possamos chegar em casa todos os dias com sustento e sabendo que o dia de amanhã é muito incerto e muito inseguro

0:004:20
11 de dez, 18:10
#31
Transcrição por IA

Obrigado Marcelo aqui também pela pela tua contribuição, desabafo. A gente fez, a gente ouviu todas as mães e pai presente na audiência, remotamente ou presencialmente, que pediram pra fazer uso da palavra, mas a gente tem ainda aqui algumas outras inscrições. Antes, de ouvilas e ouvilos, eu vou ler as perguntas como a gente faz em todos os encontros que chegam à comissão de legislação participativa, no online, porque aí os convidados e convidados que ainda vão falar, se quiserem se manifestar sobre o tema, fiquem à vontade também de fazêlo. Juraílson de Souza Suassuna, pergunta qual a proposta dos deputados para acabar com a violência contra o policial e conscientizar a população da necessidade de respeitar os policiais como defensores da paz social e dos direitos humanos. Geovani Ferreira dos Santos, diz, os policiais que mataram e executaram pobre, pretos e periféricos, não devolveram a vida de nenhum executado. Que pena os senhores recomendam a tais execuções. O Claudemir Ferreira do Nascimento diz, temos que ter 1 intervenção urgente, porque só quem é vítima dessa violência, pode dizer o quanto que a família sofre e não tem investigação correta. Precisamos urgente de 1 mudança. Susan dos Santos Valentim, diz, precisamos com urgência da implementação de câmeras corporais nas fardas, e viaturas da polícia no Paraná, pra combater a crescente letalidade e os confrontos forjados. A experiência de São Paulo mostrou que essas câmeras podem reduzir significativamente os confrontos violentos. Elas promovem transparência, seguram a integridade das provas, e garantem maior responsabilidade contribuindo pra diminuição de mortes, e melhoria na segurança pública, além de aumentar a confiança da população. Susan dos Santos Valentim, os assassinatos de Marcelo Augusto da Silva e Rodrigo Ribeiro Pinheiro, praticados por policiais de Ibiporã, Paraná, ocorreram mesmo com provas contundentes contra eles. Alguns policiais já respondiam por crimes anteriores. Por que foram soltos na data de ontem? Por que PMs aguardam júri liberdade enquanto pessoas negras e da periferia permanecem presas até a decisão final? Até quando o preconceito e a injustiça vão continuar favorecendo policiais em detrimento das vítimas. Queremos justiça. João Pedro Monteiro Cunha, quais são as parcelas da população que são mais atingidas pela letalidade policial? Souza dos Santos Valentim novamente. Por que os acusados do assassinato Marcelo e do empresário Rodrigo, com todos os crimes comprovados contra eles, foram soltos ontem? O que motivou essa decisão? Vânia Maria Gonçalves, é necessário mudar a estrutura da PM de São Paulo. Basta de racismo e de genocídio que encarcera, mata e oprime nossa juventude negra. Janaína de Assis Matos. Diante dos relatos fica clara a importância de 1 perícia autônoma e desvinculada das polícias civis e militares. Como os deputados podem auxiliar nesse processo, e na elaboração de 1 lei federal disciplinando protocolos pra preservação de local, e perícia em locais de intervenção policial. Essas foram as perguntas, eu imediatamente passo a palavra pra César Brito.

0:003:50
11 de dez, 18:14
#32
 Cézar Britto
Cézar Britto

Transcrição automática

Transcrição por IA

Claro que em boa hora, fazendo jus a a essa comissão, que é de ouvir, o detentor verdadeiro da democracia que é o povo, nos brinda com a coragem de que ele resolveu nos problemas mais sérios que esse país enfrenta. Não dito por mim, mas dito aqui, em lágrimas, por vários e várias mães que sofrem, infelizmente ainda sofrerão com a violência policial. Certa vez, eu em razão da minha advocacia de inclusão social, trabalhando para os excluídos e os explorados, e recebi a visita no meu escritório, de exaluno meu. Ele entra, timidamente na minha sala, e diz, César, professor, eu acho que o senhor vai ficar com chateado comigo. Por quê? É porque eu vou fazer concurso pra polícia. Quando ele me faz essa pergunta deputado, senhores e senhoras, eu digo será que eu passo 1 imagem de que não gosta da polícia? De que, envergoniaria aluno meu, belo aluno, se ele fosse ser policial, eu pedi desculpas se eu passasse essa imagem. Porque a atividade policial, ela é fundamental em nossas vidas. A atividade policial, ela é prevista e a segurança como direito fundamental, em vários artigos da constituição. Mas por que essa imagem? Por que essa impressão? É porque, quando eu falava com advogados no movimento sociais, no movimento sindical, e tinha vivido a época da ditadura militar, a imagem policial era aquela da repressão, da prisão, da tortura, do exílio forçado. Era a imagem do do desaparecidos políticos, que as pessoas também aqui como se diz morriam várias vezes, morriam porque não sabiam onde estava os seus queridos cientes, morria porque os seus querentes eram acusados de criminosos, de terroristas. E talvez porque também vários dos meus colegas de faculdade eram infiltrados pra nos denunciar, pra denunciar os alunos. Talvez tenha sido essa imagem, que eu passava. Mas não essa imagem da constituição. A comissão exatamente pra evitar, esse tipo de polícia arbitrária, ela tentou cuidar da segurança, como de bem fundamental, e de várias formas harmônicas. Ela diz que não poderia ser o inquérito policial ou atividade policial controlada pela própria polícia, por isso, designa o Ministério Público como órgão fiscalizador, o órgão controlador da atividade policial, quer dizer, não é mais a polícia em si mesma, mas também o Ministério Público. Ela diz que o Ministério Público também na prova, ele próprio não é responsável pela ação penal, ele tem que quando ingressar o juiz pode rejeitar. Ele coloca, pela importância do tema, que não se voltasse essa imagem do passado, sistema de controle, com todas essas essas atividades. Mas 30 e tantos anos depois da constituição, nós estamos aqui dizendo e mostrando e vivendo, que a intenção do constitui não se tornou realidade. Como disse Daniel da Câmara, as leis precisam sair do papel pra ganhar as ruas, e essa não ganhou as ruas. Ao contrário, sentimos as mesmas inseguranças, sentimos os mesmos medo, e as balas encontram também os mesmos corpos, não mais os corpos dos dos presos políticos, mas os corpos daquele que já eram encontrados nas balas lá atrás. Não mudou. O que significa que o sistema pretendido continua falhando, se nós não estaríamos aqui, nesta comissão que tinha a função de ouvir o povo, trazendo do povo essa essa realidade tristemente constatada. E como no passado, quando a a repressão era era batia a nossas portas, restavamse à ONU. Você nota que governante diz isso. Vá à ONU. Vá à ONU resolver os problemas que não são resolvidas no hoje, que não são resolvidas no agora. Por isso nós temos que aprofundar, e compreender muito mais sobre isso. Continua achando que a atividade policial ela é fundamental. Depois dessa conversa com esse meu aluno, quando fui presidente da aula de Sergipe, comecei a dar curso de direitos humanos pra polícia, trazêlos pra nós, também, eu tinha 1 1 ambulância, doei pra polícia militar, Advoguei pra vários sindicato policiais tentando compreender essa lógica. E ainda continua a lógica da violência. A lógica, que continua atingindo os mesmos corpos, que faz o sistema carcerário ter os mesmos públicos. Como resolver isso? E essa talvez seja a minha função aqui. Se o sistema de controle, entre órgãos estatais não tem dado certo, precisamos colocar outro sistema de controle. O Brasil passou a ter 1 experiência, não estava na constituinte, mas a partir da emenda 45, de ter órgão de controle no poder judiciário, no CNJ. Passamos a ter órgão de controle no Ministério Público. Há muita câmara E0E0 Senado vinha debatendo isso. Está na hora de criar órgão de controle para a atividade policial, órgão de controle, não mais esses conselhos comunitários que nós temos que não tem poder de fiscalização, não tem poder desoneração, não tem poder de de, mas criar órgão do estado, como são esses que falam, pra que possa controlar? E pra que funcione, aliás a experiência do CNJ é importante também pra compreender que não pode ser corporativo, nós temos mais magistrados do que integrantes da sociedade, mas e também o do Ministério Público. Mas podemos pegar essa experiência e debater a partir do momento que foi apresentado a emenda constitucional agora, e transformar órgão de estado de controle social da atividade policial. Com representantes da polícia, com representantes das secretarias, com representantes do governo, mas do congresso, mas sobretudo da sociedade. É preciso que essa experiência que nós tivemos aqui, estamos tendo aqui, se transforme em política de estado. As vítimas têm que estar nesses órgãos. As vítima têm que ser ouvida permanentemente nesses órgãos. Então acho que, a partir dessa experiência e desse projeto que que foi encaminhado agora, que é aquela reunião com todos os secretários de estado, o interesse de resolver resolver de vez. Ia preciso dar autonomia, é preciso ter UOL que possa afastar secretário de segurança pública, que possa cortar verba daqueles que acha que lugar bom, é matar as pessoas, se vai pro céu, se não vai pro céu, isso é é 1 questão religiosa, mas a morte é algo absolutamente visível, concreta, é preciso criar esse órgão. É preciso que que tenhamos nesse órgão, 1 política de acolhimento, é que nós vimos ausência de acolhimento. O acolhimento não pode ser filantropia, porque quem mata é o estado. O acolhimento não pode ser favor, porque é o estado que está ceiflando vida, que tem 1 política de acolhimento. E na e na minha compreensão, não basta apenas a punição, penal, É preciso a reparação. Infelizmente no Brasil, acho que até por conta da impunidade galopante, é preciso também que tenha a condenação. Como está na constituição, A constituição diz assim, que o agente do estado que comete crimes, ele também é responsabilizado civil, criminal, e e administrativamente. Essa plano das 3 partes funciona. As pessoas entram com ações com o estado, quando há morte, quando há violência. O estado recorre por anos, depois submete precatório impagável, pelo tempo. Nós temos estado, o Espírito Santo teve lá porque há quase 100 anos pra pegar os precatórios. Quer dizer assim, o espírito pode ser eterno, mas os seres humanos não. E é preciso que o estado tenha 1 política de regresso, de que cobre daquele agenda do estado que causou a violência, que causou a dor, causou o prejuízo, que pague também economicamente. Então, então é preciso termos políticas muito claras, e tornar, e eu acho que é por isso que tem longo centralizado, tornar obrigatório os coletes. Os coletes com câmaras. E por que isso? Nós demonstramos. Se se você é recrutado, eu vou dar outro exemplo também que me marcou muito a minha infância, nós brincávamos quando era criança, de superheróis, como todas as crianças. Eu gostava do obaranhão. Mas eu tinha primo meu, que gostava de policial. O mais violento do meu, dentro da minha cidade. Ele tinha admiração por esse policial, e é por isso que esse órgão é muito importante, porque a violência também é aplaudida por parte da população. A violência dá voto pra governantes. E é preciso traçar esse assunto com a mais absoluta seriedade. Por isso, quando fui presidente da ordem, já nacional, nós apoiamos essa ideia de criar conselho nacional de segurança, de controle social, da segurança, esse bem tão querido da constituição, que só valerá, e só terá eficácia, se essas vozes foram escutadas. Só terá eficácia, se tiver o poder de fixar nacionalmente e com poder de reprimenda, com poder de de afastamento, aqueles que fazem do estado não 1 ambiência de tranquilidade, mas 1 ambiência de violência. No meu tempo, essa é a contribuição que iria dar.

0:0010:40
11 de dez, 18:18
#33
Transcrição por IA

Brito aqui também pela pela sua contribuição, Zé Maria. Gravei

0:000:10
11 de dez, 18:29
#34
Transcrição por IA

Em primeiro lugar, te agradecer, por ter acolhido o pedido que nós fizemos pra essa audiência. Eu não tenho, minha família não foi atingida da forma que foram atingidas as famílias que falaram aqui até agora, por essa situação. Mas como alguém já disse aqui, essa luta não é só dessas famílias, é de todos nós, é de toda a sociedade. E, e veja, eu não quero, as pessoas tenham ilusões de que esse problema é problema de solução fácil, não é. Nós assistimos todos os dias e as mães acabaram de relatar aqui 1 série de situações absurdas. Policial é agente do estado pago por nós, mata 1 pessoa, mata 1 criança, e há n justificativas pra isso. E veja, a polícia ela é ente do estado constituído pra garantir a segurança das pessoas, não pra matar ninguém. Vamos supor que fosse bandido, a polícia não pode matar bandido. A polícia tem que prender bandido. Entregar pra justiça, a justiça julga, isso é o que diz a lei. Então a polícia quando mata seja quem for, não está cumprindo a sua função, está exorbitatando a sua função. E isso é a coisa mais corriqueira que nós temos hoje na nossa sociedade. Então, se nós tivéssemos exemplo, 2 exemplos, nós podíamos dizer bom, soldado está mal preparado. Pô, escorregou ali, foi erro. Mas não, são milhares. É problema do sistema. E eu posso tirar aquele policial que assassinou o Davi, tira o policial que assassinou o sobrinho da e vai vim 2, pra o lugar de cada deles. Porque a estrutura, a instituição da polícia militar, e não é só da polícia militar, há 1 militarização de toda a segurança pública. Esses dias atrás, guarda civil, metropolitana de São Paulo, que deveria ser responsável por guardar o patrimônio, passou 1 moto com garoto e 1 menina nas costa, mandou parar, não parou, ele deu tiro, matou a menina. Guarda civil. Então essa lógica da militarização ela vai tomando conta da segurança pública, a operação que teve no Rio de Janeiro ontem não foi polícia militar, foi polícia civil. A a última operação que teve no Jacarezinho que matou 19 pessoas, foi a polícia civil, não é só a polícia militar. Então, esse sistema ele é montado pra produzir esse resultado. Veja, se fala em má preparação da polícia? Sim, no sentido sim, no outro não, porque a polícia que nós temos nesse país é preparada pra fazer isso aí. Pra nos dar esse resultado. Então aqui nós temos problema que é como a gente muda esse sistema. E, quando eu digo que não é 1 tarefa fácil, eu acho que há 1 série de medidas, o César acabou de dizer 1 aqui que eu acho que é 1 boa medida, e há muitas outras que se pode discutir, e que eu acho que nós temos que lutar por elas, não porque eu acho que é possível na sociedade que nós vivemos nós termos 1 polícia que não não não acabe cumprindo esse papel de repressão contra o povo. Isso vai ver com essa sociedade desigual, injusta que nós vivemos que é o capitalismo. Mas nós temos a obrigação de, na medida que nós vivemos aqui, de tratar de lutar pra buscar melhorias. Eu entendo e e conheço perfeitamente a relação de forças dentro desse Congresso Nacional. Nós podemos apresentar aqui algumas dezenas de projeto de lei, o Glauber deve saber melhor do que nós, e nós sabemos as chances de disso ser aprovado. Assim como nós sabemos a dificuldade de aprovar 1 medida, eu estava falando com o César antes de começar essa reunião, insisti muito com o César pra vir, porque tem vários dos recursos que eu acho que nós temos que tentar adotar que são que nós temos que buscar via judiciário, que no sentido veja, o Supremo Tribunal Federal deste país aqui, é em tomar medidas que também são contra a classe trabalhadora né, o César conhece melhor do que o IS, Agora, algumas das medidas nesse último período que acabaram de 1 forma ou de outra proteger alguns setores da população vieram de lá, mais fácil sair de lá do que daqui. Então o que que eu acho que a gente tinha que fazer? Eu acho que seria muito bom projeto de lei com esse conteúdo que o César falou. Acho César, que a gente tem que pensar alguma forma, algum tipo de ação, que a gente possa entrar no Supremo Tribunal Federal, seja assinada pelos partidos, seja assinada pelas famílias, que questione 1 coisa muito simples, a constituição diz que o Estado tem que garantir a segurança das pessoas, o Estado está matando as pessoas. E o Supremo Tribunal Federal que é o responsável por fazer cumprir a constituição está fazendo o quê nessa situação? Que medida vai tomar pra coibir os governos? Porque não é só o policial, é o policial, é o Derit, que é o chefe deles lá em São Paulo, é o Tarcísio que é o chefe dele, é o governo federal que em última instância também tem responsabilidade nessa situação, o que que o Supremo Tribunal Federal está fazendo pra garantir o cumprimento da constituição? Isso é porque eu acho que a gente vai conseguir isso camaradas? Não. É porque eu acho que isso pode ser bandeira de luta. Porque se nós queremos de fato mudar essa situação, a gente precisa fazer ouvir a voz dessas mães que falaram aqui. E não é possível que se a gente faz o país ouvir a voz dessas mães aqui, as pessoas não vão se mover, porque em última instância a defesa do povo é o povo que vai fazer. Nós temos que botar isso na nossa cabeça. Então, essas iniciativas são importantes pra que a gente tenha 1 bandeira, 1 exigência nas mãos. Agora, em torno a elas, nós temos que organizar as pessoas e tratar de gritar, de fazer barulho, de fazer mobilização. Estava falando com a Edi, vai ter o 30, lá em Belém, agora em novembro. Vamos fazer 1 atividade lá na COP 30, que dê visibilidade pra essa tragédia desse país, vai tá toda imprensa do mundo todo lá. Porque dessa forma a gente constrange os políticos e vão ver se os políticos não fazem alguma coisa na medida em que eles foram constrangido. Porque só vão fazer, companheiros e companheiras, seja os políticos, seja 000 tribunais desse país, se for obrigados a fazer. E nós temos força pra obrigados a fazer, mas mas nós temos que botar a mão na massa todos nós. Então o sentido, Glauber, dessa atividade aqui, por isso te agradeço novamente, é muito importante dar esse esse canal, essa vazão, essa visibilidade pra que essas mães, façam o que vieram fazer aqui, E é preciso que a gente, nesse lastro, tanto você como deputado, César, como jurista, nós como dirigentes políticos, dirigentes sindicais, temos que votar aquilo que nós temos de recursos em campo, pra que a gente possa criar 1 situação pra que nós possamos senão sanar o problema todo, pelo menos, de inibir parte dele. É parte de 1 luta, nós só vamos mudar de fato a vida das pessoas quando a gente mudar essa sociedade. Mas não podemos ficar esperando mudar a sociedade pra acabar com barbárie como essa que a gente está vendo aqui. É parte de 1 luta que nós temos que travar desde agora. Então eu acho isso, eu acho que a gente tinha que buscar iniciativa no campo jurídico, tem que ver iniciativas aqui no campo do parlamento, mas é preciso que a gente também, a partir das famílias, a partir dos sindicatos, tem dirigentes sindicais aqui, a partir dos partidos políticos temos que tratar de organizar a sociedade, organizar a população pra lutar em torno à necessidade de mudar essa situação. Esse eu acho que é a nossa função, eu só terminaria, não quero tomar mais tempo, Glauber, porque ainda há várias pessoas pra falar, mas eu acho que se for possível pra além dessas iniciativas aqui dessa audiência, nós tirarmos 2 indicações, seria importante fazer, eu não sei se é o caso, você depois vai nos nos nos orientar melhor, que é que eu acho que tem sem medicação para a desmilitarização da segurança pública desse país. Insisso, não é só a PM. Segundo, tem que ser medicação pra botar no olho da rua e se possível na cadeia o secretário de segurança pública de São Paulo, esse homem é criminoso, ele não está investigado por 16 assassinatos, vamos falar daqui é por 18 assassinatos, e teria que botar nessa conta todos esses 100 que ele mandou matar lá na Baixada Santista, que o que ele fez lá foi isso, que vai dar dá, chega até o ponto de ele matar 1 criança de 4 anos de idade. Esse cargo precisa ser demitido já, assim como o governador Tarcísio de Freitas tem que ser responsabilizado pelo que está acontecendo naquele estado. Insisto ali no âmbito de controle da polícia, aliar 1 ordem pra que a polícia aja dessas dessa forma. Ele entrou no cargo dele, demitiu o comando da PM, trocou o comando intermediário da PM pra que a PM faça o que está fazendo em São Paulo. Esse homem tem que ser demitido, e tem que ser preso. Eu acho que era importante sair medicação daqui que a gente mande pra imprensa, porque não é possível que isso continue 1 coisa dessa, sem que a gente grite, pelo menos. Glauber, obrigado mais 1 vez e, pra não deixar de falar, Glauber fica meu amigo. Essa entre outras razões é 1 das razões pelas quais eu acho que é é responsabilidade de todos vai defender o tema data aqui também. Obrigado José Maria.

0:008:39
11 de dez, 18:29
#35
Transcrição por IA

Por ter articulado e proposto essa audiência tão dura e tão necessária. Sobre os encaminhamentos, assim que a gente finalizar aqui a gente faz 1 pactuação de como encaminhar cada 1 das ideias que surgiram, durante a audiência que estão todas registradas em ata já que essa audiência está sendo gravada. Maria Helena. O microfone sem fio, temos? Olha tem o microfone sem fio, Maria Helena. Não? Tá.

0:000:48
11 de dez, 18:38
#36
Transcrição por IA

Meu abraço solidário a todas as mães que aqui estão, as que falaram né, remotamente e a todas as mães né, que passam por essa dor de perder filho, pela mão de agente do estado que deveria defender direitos. Eu sou Maria Helena Costa Vasconcelos, eu sou coordenadora do Maria Helena, desculpa, eu vou pedir só pra trocar a placa, mas não é detalhe é porque na gravação, as pessoas estiverem te assistindo.

0:000:34
11 de dez, 18:38
#37
Transcrição por IA

Vão poder te identificar. Está bem. Eu sou coordenadora do movimento

0:000:05
11 de dez, 18:39
#38
Transcrição por IA

Antifascismo e também sou conselheira de direitos humanos lá no Espírito Santo, representando o sindicato da polícia dentro do conselho de direitos humanos. Nós o movimento policiais antifascismo, a gente nega que a gente esteja em guerra né? E a gente entende também que a pauta da segurança pública, ela tem que ser apropriada por todos, que só assim a gente vai conseguir avançar. Nós não partilhamos a ideia de que existe 1 sociabilidade do crime né própria do crime, que grupos criminosos periféricos, que são os responsáveis pela essa violência que a gente vive. Eu vou falar pouco dum dum dum território que eu tenho que eu convivo no Espírito Santo, grupo de bairros que se chama território do bem. Por que território do bem? Batizado assim pelas pessoas daquelas daqueles 9 bairros. O estado por sua vez quer chamar aquela comunidade complexo da Penha. Com, o objetivo de criminalizar aquela aqueles jovens aquelas comunidade que é periférica de trabalhadores a maioria negros né? É 1 cidade dividida, e a violência se justifica lá pra que o outro lado da cidade supostamente tenha segurança, como se isso fosse possível. Nesse território as chamadas operações policiais são cotidianas, com sistemática violações de direitos, violências múltiplas contra adolescentes, jovens crianças e mulheres de toda a ordem. Ainda mais grave e premente são os números assustadores relacionados às mortes causadas por intervenção policial, especialmente de jovens negros entre 15 e 29 anos. É 1 ação organizada das forças de segurança pública que traz à tona o chamado estado de exceção atuando à luz do dia ou na calada da noite com plena legalidade sob o comando do aparelho repressivo do espírito santo né. Alguns estudiosos define essa realidade de estado de exceção como estado sem lei, onde de lado a norma está em vigor mas não se aplica, não tem força, e que de outro lado atos que não têm valor de lei adquirem força. Tratase de 1 suspensão proposital da ordem com a justificativa de restaurála, onde a violência é o intermédio para tal. A sobrevivência desse estado de natureza no interior do estado sustentase no discurso de proteger a vida, onde a violência assume a forma de direito e viceversa. Mas isso é institucionalizado porque é o comandantegeral da polícia que vai pra mídia cada vez que acontece 1 morte nesses territórios e a justifica, usando a guerra às drogas como motivação pra violência. Jovens até ontem desconhecidos ganham as páginas e as redes, têm seus rostos expostos né, como perigosos traficante agora eliminados. Suas famílias todas residentes nos mesmos territórios, sem as condições dignas de moradia, saúde, educação, esporte e lazer são silenciadas. Embora gritem e não estejam dormindo de fato, a justiça não as ocorre. E por ser 1 comunidade e território fica luto coletivo, trauma que se renova a cada nova incursão policial, medo constante real que se manifesta com cada novo jovem morto. Nessas incursões as mulheres são assediadas, agredidas verbalmentes e tratadas como cúmplices de supostos crimes cometidos pelos jovens. Não há mandado judicial, só pé na porta. Além de matar, como conselheiro de direitos humanos né o as denúncias são constantes, Eles aprisionam o número cada vez maior de jovens, em estabelecimento por prisionais superlotados, alvos de cotidianas denúncias de violação de direitos, e os adolescentes em institutos socioeducativos, onde as algemas, as a tonta e as armas menos letais são ostensivamente exibidas pelos agentes de segurança e impedem qualquer tentativa de diálogo, e acolhimento instituições que perpetuam a exclusão social, que o Zé Maria já muito bem disse aqui eu não vou repetir. E, repetem a violência institucional cotidiana, é impossível conceber a perspectiva do estatuto da criança e do adolescente, do sistema de atendimento sócio da socioeducação, porque tudo está sendo transformado em presídio. E, pra ganhar a opinião pública principalmente da classe média, o Estado manipulo as estatística. Ele divulga a redução de homicídios dolosos, o que não significa redução de mortes. As estatísticas, os números vêm separado por categoria. Olhar pouco mais atento constata que ao violência policial, levando em conta os dados de 2023, quando foram mortos 46 jovens no estado, e agora em 2024, 70 já foram mortos nisso que se diz confronto com a polícia né? Da mesma forma, 70 e feminicídios já foram registrados esse anos. Violências contra as mulheres incluindo todos os tipos penais já totalizam 35859 ocorrências. Então se nós soma, a estatística ele faz na mídia o estado está diminuindo as mortes, mas isso só aparece porque ele separa por tipo penal. Então diz que reduziu o homicídio, mas não leva em conta as mortes em confronto e nem os feminicídios. A partir dessa realidade, e do incentivo estatal em apoio ao tipo de policiamento que agrava a violência, as comunidades e os movimentos sociais, os sindicatos, as universidades federal, as igrejas, começaram a se reunir em 2023, para conversar, buscar alternativas de organização e proteção, bem como propor ações no coletivo, que foi chamado jornadas de segurança pública né. Pra compreendermos como esse estado de sessão se instaura, diante da mobilização nossa da sociedade das cobranças, umas ações do governo foi instaurar grupo de trabalho pra, pensar a violência que estava acontecendo naqueles territórios, só que nesse grupo de trabalho não tinha ninguém da da sociedade civil, só comandante da PM, da polícia civil, eu tenho aqui bombeiros, ninguém da sociedade civil nem defensoria pública, nem Ministério Público, ninguém do Conselho de Direitos Humanos. Na conclusão desse trabalho vem diagnóstico perfeito, e a 1 lei complementar. Só que eles fizeram o diagnóstico que o bairro, eu vou, o bairro precisa de tudo, acessibilidade, saúde, educação. O que o governo ofereceu foi 1 companhia independente de policiais pra atuar no, no território, e 1 outra companhia pra agir na lei Maria da Penha. Então, os projetos sociais de esporte lazer, que a comunidade já tinha encaminhado pro governo, nenhum deles foi contemplado. Seria a forma que o governo tem trabalhado né as classes que ele diz classes perigosas. Essa é a atuação. Nós assim nós temos várias propostas, 1 delas a primeira delas é a desmilitarização das polícias. E aí não só da polícia militar né até dum da sociedade porque as escolas cívicomilitares estão avançando né? Descriminalização das drogas, entendemos que as câmaras corporais elas são fundamentais elas não são 1 fórmula mágica, mas elas ajudam né nessa questão, como vai ser implementado. Buscamos também a instalação de 1 corregedoria independente para receber as denúncias da violência policial, estamos implementando observatório popular de segurança pública pra dar voz às pessoas vítimas de violência pra que elas possam, contrapor a mídia hegemônica né que repete a fala do estado dos agentes do estado mas não houve as vítimas né? As familiares. Recentemente conseguimos implementar o mecanismo estadual de prevenção à tortura lá no estado, as feridas já foram eleitas vão ser nomeada, e também entendemos que temos que ter olhar pra família né dos policiais, porque o policial, que se envolve na ocorrência dessa natureza, ele é tratado como a laranja podre. Se afasta, se pune, quando não há impunidade, e como disse colega meu, não adianta tirar 1 laranja. Quando é o cesto que está podre? Nós temos que, pensar nas estruturas desse cesto. E aí carreira única, se completo de polícia. E não é não são casos isolados, né? Né? E o policial, ele não pode ser tratado como subcidadão. Ele tem que ter seus direitos respeitados pra também respeitar direitos. Porque não adianta retirar a laranja podre se o cesto continua podre contaminando as outras né? Não são só sanções fáceis como diz José Maria né? Mas eu acho que a essa audiência ela foi muito importante diante das perguntas a Janaína traz a questão da perícia. Em nenhum local da morte desses jovens na maioria lá no Espírito Santo é feita a perícia. Em nenhuma vítima suposta vítima de confronto é feito exame residográfico nas mãos. Não precisamos ter perícia, sim, independente. É isso, peço desculpa por extrapolar o tempo. Obrigado Maria Helena.

0:0013:20
11 de dez, 18:39
#39
Transcrição por IA

Pelas tuas importantíssimas contribuições, agora Isabel Seixas, com a palavra. Microfone.

0:000:23
11 de dez, 18:52
#40
DIRETORA - SISTEMA ÚNICO DE SEGURANÇA PÚBLICA Isabel Seixas de Figueiredo
Isabel Seixas de Figueiredo

DIRETORA - SISTEMA ÚNICO DE SEGURANÇA PÚBLICA

Transcrição por IA

0:0017:48
11 de dez, 18:53
#41
Transcrição por IA

Abel aqui também pela sua presença, pela contribuição, pela abertura à discussão. A gente não vai reabrir a discussão, mas a Edi pediu pra fazer 1 intervenção rápida, e aí a gente parte pros encaminhamentos.

0:000:20
11 de dez, 19:11
#42
Transcrição por IA

É bem rapidinho, eu vou pegar gancho na fala da da Maria Helena, né? Que não adianta tirar laranja podre, se o cesto está estragado. Lá em Londrina eu peço perdão aos familiares do justiça por almas porque eu não tenho condições de citar nome por nome, mas eu estou aqui representando cada de vocês juntamente com a Rede Nenhuma Vida Menos de Curitiba e todo o estado do Paraná. E lá em Londrina, em 16 de novembro de 2020, policial militar executou o Gabriel Arantes. O mesmo policial militar executou em 10 de dezembro de 2020 e o Danilo Araújo. O mesmo policial com outra equipe executou William Júnior e Andreball Campos. E outro policial que também estava na execução execução do William Júnior executou David Gregório. Esses são só alguns que eu me recordei agora de momento mas esse mesmo policial que executou o Gabriel e dentre outros executou muitos outros antes dele. Então se ele tivesse sido punido corretamente e tirado de da rua e tivesse seguido por algum julgamento e pagado pelos seus erros ele não teria executado tanto jovens lá em Londrina, que esse mesmo policial tem mais de 20 processos em Londrina de execuções. Então é bem o que a Maria falou. Eu também quero frisar aqui que foi enviado email pra você Glauber do mais ponto respeito ponto menos ponto violência com algumas sugestões né? E a gente também reivindica a desmilitarização da polícia porque é algo que vai fortalecer muito né? E lá em Curitiba nós temos o caso do Juan que foi executado em 2018 ele era apenas jovem de 19 anos, tinha acabado de passar no vestibular de direito, trabalhador, e foi executado praticamente na porta de casa. Temos o caso também do Mike Stewart de 2017, menino adolescente que além de ter sido privado o seu direito à vida, após morto ele teve seu colar e pulseira e celular roubados pelo policial militar que executou. Temos o caso do William Lucas em 2020 e de Ponta Grossa. Os policiais saíram da cidade de Curitiba, e foram matar o rapaz que tinham saído do trabalho e estava a apenas 1 esquina da sua casa. Então são dentre esses temos, Ismael Flores que estava voltando para casa em 1 perseguição policial, foi executado de joelho pedindo pelo amor de Deus, que ele só queria chegar em casa. E o jovem Caio José também que foi executado em Curitiba, com por por guarda municipal, que deu tiro na cabeça do menino rendido, e simplesmente implantou 1 faca de 25 centímetros e falou que ele estava carregando a faca dentro do boné. E00 guarda municipal que estava com ele que contou a verdade, E aí a gente, as família foi descobrir toda a verdade né? Eu eu gostaria de falar pra você Isabel, que, pra para que os projetos sejam criados existe sim estudo muito grande, né? E eu gostaria que fosse levado né o nome de vários movimentos que nós temos justiça por almas, justiça por Davi, justiça por Alisson, memorial do Caio José, rede nenhuma vida menos, mãe de Manguinho, dentre outros, que talvez tentasse contato com esses organizadores e ouvissem também o nosso lado pra que fosse criada essas leis, né? Eu também entendo que o policial militar passa por muita pressão, e gostei muito de saber que existe esse canal agora de acompanhamento psicológico pra ele, porque ele vive sim 1 represália dentro da polícia. Nós sabemos de casos lá em Londrina, em que policiais indicaram familiares pra chegarem até nós. EAE0 discurso do policial era assim, procura as mulheres loucas do Justiça por Almas, que o que elas falam é mais louca ainda, mas a loucuras delas tem verdade. Próprio policial dentro do batalhão falou isso pra pai que acompanha o nosso movimento. Então eles dentro do sistema, os policiais bons que querem simplesmente trabalhar e cumprir o seu dever porque a população precisa sim da polícia, a gente precisa, mas não precisamos do abuso da polícia. E eles então, precisam ter esse acompanhamento, porque eles tanto são pressionados por colegas corruptos, quanto são pressionados pelo sistema. Então esse acompanhamento é primordial pra que eles saiam às ruas e exerçam o seu trabalho com dignidade, corretamente conforme mandarei. Eu agradeço aqui a cada de vocês que nos deram oportunidade e quero agradecer também aproveitar a deixa agradecer a todos os familiares e colegas amigos que estão acompanhando pelo YouTube eu vi vários comentários alguns foi falado ali Esse caso do Marcelo em que a Susan comentou, é caso do que a gente acompanha né, com os familiares lá em Londrina. Eu já estava sabendo hoje pela manhã, que a polícia mandou, a juíza mandou soltar os policiais que estavam presos, e a família está em desespero porque já é processo que corre sobre investigação pra possível júri, e você vê que, a o policial vai sair pra rua, vai passar o Natal da sua família, vai abraçar a sua mãe sua esposa o seu filho, e a família do Marcelo os filhos do Marcelo não tem mais o Marcelo pra abraçar. Dentre outros temos também crianças, eu sempre friso que antigamente você via muitas crianças falavam que queriam ser bombeiros que queriam ser polícias militares. Hoje as as crianças da nossa cidade tem pavor da polícia não pode ver 1 1 polícia. Tivemos casos de familiares que tiveram que ir à escola com urgência largar o trabalho e ir à escola porque a polícia militar foi fazer a semana do trânsito em 1 escola pública da cidade. E as criança ficou tão apavorada quando viu que entrou em choque gritar dentro da sala porque sabia que a polícia militar tinha mais falado o pai deles. Então é esse trauma eles vão carregar pro resto da vida, e não são todos mas a criança não consegue ter a percepção de que aquele policial estava ali tratando sobre acidente de trânsito né, sobre a conscientização no trânsito não tinha nada a ver com aquilo, então é muito difícil seguir, eu agradeço a oportunidade novamente. Obrigada.

0:007:35
11 de dez, 19:11
#43
Transcrição por IA

Aqui também, pela tua contribuição e por elementos tão importantes para a nossa discussão. Gente, vamos lá, assim, como desdobramento dessa audiência, eu preciso do auxílio de vocês, porque muitas ideias foram trazidas, além evidentemente dos relatos duríssimos que o o tempo foi muito pequeno, pra tudo aquilo que vocês vivenciam, a dor. Bom, Zé Maria, eu acho que a gente pode tratar do que foi colocado aqui de 2 formas diferentes. Primeiro, entender de que jeito que a comissão de legislação participativa, pode auxiliar como articuladora também do que foi apresentado. Mas tanta gente pode fazer 1 lista de sugestões já que houve 1 gravação e tudo vai estar registrado em ata, ou ter encontro, diálogo, entre as mães, o pai, as organizações que foram aqui representadas, e combinar quais são prioridades que possam estar sendo por nós trabalhadas, ou se não estabelecer algumas prioridades, estabelecer das ideias que foram apresentadas, qual é o calendário, pra que aquilo que foi trazido também de tão importante não se perca ao longo do tempo, né? O que que nós fizemos no mês de dezembro? O que nós fizemos no mês de janeiro? No mês de fevereiro? Qual a interlocução foi feita? Qual cobrança publicamente foi realizada? Aí eu pergunto pra vocês, qual que vocês acham que é o melhor encaminhamento? Se a gente como comissão, formatar essa lista depois de 1 discussão entre vocês, ou pegar o conjunto das contribuições que foram feitas aqui, e como comissão de legislação participativa tentar sistematizar. Aí eu queria ouvilos né rapidamente sobre qual é o melhor encaminhamento. Porque eu acho, que no meu caso como parlamentar, e como comissão, e também no caso da Isabel, a gente tem que ser cobrado, em relação aquilo que vai estar sendo proposto por vocês e colocado como prioridade. A gente pode contribuir como comissão de legislação participativa, no sentido de ajudar a sistematizar, Mas a gente não pode ter a definição final daquilo que são as prioridades que vão estar sendo trabalhadas, o que eu posso é dialogar com a prioridade traçado por vocês, falar olha, não acho que seja por aí, acho que deve ser por ali, mas eu acho que a gente auxiliaria melhor, se pudesse ter essa organização. Minha pergunta objetiva é, vamos trabalhar a partir do conjunto das demandas e das ideias que foram apresentadas, ou vamos pegar esse conjunto e vamos priorizar algumas delas pra que a comissão de legislação participativa possa trabalhar com mais precisão. O que que vocês acham que é o melhor? O deputado. Aliás.

0:003:23
11 de dez, 19:18
#44
 Cézar Britto
Cézar Britto

Transcrição automática

Transcrição por IA

Pra mim a solução principal é que o deputado Glauber fica à nossa disposição. Como sempre ficou. E aí nós poderíamos sistematizar organizadamente, encaminharia, pra que você pudesse, 1 vez sistematizado, fazer os encaminhamento. Eu sei que você fica, sempre ficou, e sempre ficará à nossa disposição. Gente, eu vou só contextualizar.

0:000:28
11 de dez, 19:22
#45
Transcrição por IA

Talvez quem não esteja acompanhando esse processo, não esteja entendendo bem, e eu eu vou tentar ser o mais objetivo possível em relações, eu estou sofrendo processo de cassação na câmara, e esse processo de cassação vai ter a apresentação do relatório até o dia 20 de dezembro agora. Então nesse contexto, muito provavelmente, o julgamento final só vai acontecer em fevereiro do ano que vem, porque vai ter pedido de vista, mas em dezembro agora, já vai ter 1 votação. E e pra quem não sabe, eu vou fazer o resumo do resumo, mas procurem as suas próprias fontes do que aconteceu. Eu reagi a provocador no MBL que pela, por 7 vezes, me abordou, entre aspas, e em 1 delas aqui no no espaço da câmara fazendo agressões à minha mãe, e eu botei ele pra fora da câmara. Isso foi o argumento utilizado para o processo de educação, mas na verdade não é isso. Na verdade é o enfrentamento que o mandato faz ao Lira, né? E se indispor ou denunciar Arthur Lira, dentro da Câmara dos Deputados tem consequências e esse processo está rolando e o resultado vai sair aí pelo menos do que vai acontecer em em pouco tempo, né? Mas, obrigado meu camarada, obrigado. Mas mas independentemente do que acontecer, assim, se como parlamentar vamos continuar trabalhando em conjunto, senão, eu vou continuar sendo militante que vou estar me articulando junto com vocês em relação a essas lutas que foram aqui discutidas. E não entendam isso como pessimismo ou jogar toalha, nada parecido com isso né? É só pra dizer que o mandato é transitório independentemente de qualquer coisa. A militância é pra vida toda. Mestre César, como é que a gente faz? Vocês discutem, porque aqui todo mundo que está aqui de alguma forma, já se conhece tem 1 relação. Vocês discutem com a exceção da representação do governo e a minha representação, traçam as prioridades, e aí fazem conversas comigo e com o governo, é o melhor encaminhamento, pode ser? Pode ser. Então nós ficamos aguardando essa priorização pra a partir daí a gente traçar calendário de ação? Pode ser? Então, nós estamos na espera de vocês, tá? Bom, vamos fazer 1 coisa? Eu vou.

0:002:54
11 de dez, 19:22
#46
Transcrição por IA

Independente da sistematização das propostas e especialmente de como encaminhar cada 1 delas, que a gente tivesse 1 notícia daqui ou seja a as famílias, a audiência reunida aqui na sala da comissão ouvindo as famílias chegou a algumas conclusões e e sistematizar fundamentalmente o que seria. Eu vou vou passar Vamos ler, vamos ler, pode. Claro. Tá, eu é é rascunho gente, veja lá, nota a imprensa, reunida na sala da CLT, audiência com famílias atingidas pela vereança policial, constata que, para além de exigir a punição de policiais que cometem crimes contra a população, é preciso atacar o problema pela raiz. Sistema de segurança pública é militarizado, que ao invés de garantir a segurança do cidadão, o agride e muitas vezes assassina. É preciso constituir Pode repetir? É porque eu acabei

0:000:52
11 de dez, 19:25
#47
Transcrição por IA

Estou tendo que olhar também o celular porque está tendo 1 votação plena desculpa. Repito, reunida na sala da série

0:000:07
11 de dez, 19:26
#48
Transcrição por IA

Audiência com famílias atingidas pela violência policial constata que, para além de exigir a punição de policiais que cometem crimes contra a população, é preciso atacar o problema pela raiz. Sistema de segurança pública meditalizado, que ao invés de garantir a segurança do cidadão o agride e muitas vezes assassina. É preciso constituir mecanismo de controle social das polícias, é preciso exigir do Supremo Tribunal Federal que faça cumprir a constituição, coibir esses crimes cometidos por agentes do estado, que deveriam proteger a população, assim como responsabilizando os governantes que são responsáveis pelas ações desses agentes. É preciso desmilitarizar a segurança pública. A lógica militar dessas instituições se baseia na doutrina de que há inimigo interno a ser combatido, e esse inimigo interno acaba sendo o povo pobre e negro que vive nas periferia dos grandes centros urbanos. Foi também indicado na audiência, é preciso ver se nós todos temos acordo com isso, a necessidade de imediata demissão do secretário de segurança pública de São Paulo capitão Derrite, por sua responsabilidade direta no recrudescimento da violência policial daquele estado, nesse último período. De pleno acordo.

0:001:10
11 de dez, 19:26
#49
Transcrição por IA

Da minha parte, eu só faria a modificação de 1 palavra, onde foi colocado punição, responsabilização. Só isso, essa seria o a solicitação e 1 palavra. Não sei se temos acordo das demais pessoas que estão presentes, se tiver, a gente já vai pra Cara, corrija, é aqui na, pode falar da comissão? Isso. Responsabilização. Nesse caso em específico, eu estou entendendo que se a gente abrir 1 discussão, porque aqui ele tem 1 proposta bastante objetiva né, que é a demissão de secretário, né? E isso sai como oposição política também da reunião. Eu estou entendendo por conta do símbolo que evidentemente tem 1 relação com o conjunto dos outros estados, Mas se a gente abrir pra discussão sobre cada dos estados, a gente não vai ter acordo pro fechamento de 1 nota que seja comum, pelo menos aqui no dia de hoje, mas não quer dizer que isso não possa ser desdobramento de outros encontros, né? É aproveitar 1

0:001:13
11 de dez, 19:27
#50
Transcrição por IA

Só imediata aqui está vendo para dar exemplo agora evidentemente não é só ele o problema. Mas é isso. Perfeito. Ah isso.

0:000:13
11 de dez, 19:29
#51
Transcrição por IA

Isso sim, isso é possível. Ótimo. Sim, com certeza. Fazendo essa adição, né, colocando a representação das mães que estão aqui conosco hoje. Temos acordo em relação a essa nota? Essa nota ela não vai poder sair como 1 nota da comissão de legislação participativa, pode ser que não possa, mas ela pode sair como 1 nota da reunião realizada hoje pela comissão de legislação participativa, e pode colocar, me colocar como presidindo a reunião, sem nenhum tipo de problema. É isso gente, por hoje? Estou no aguardo de vocês então, em relação aos desdobramentos também, pra que a gente possa montar calendário em comum. Eu que A gente não tem mais chance de vir do que as fotos vezes sair nesses aquelas que Exato, com certeza. É isso minha amiga. Eu queria novamente agradecer a participação de todos e todas que contribuíram pros debates, nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente reunião, pois não, à vontade. De acordo, nada mais havendo a tratar vou encerrar presente em reunião antes porém quero convocar a todos e todas membros do colegiado pro seminário pra debater o tema novo arcabouço fiscal e o pacote de corte de gastos, impactos na saúde, educação, seguridade social e direitos trabalhistas, a ser realizada amanhã dia 12 de dezembro quintafeira, às 10 horas nesse mesmo plenário. Está encerrada a presente reunião.

0:003:13
11 de dez, 19:29