CENTRO DE ESTUDOS E DEBATES ESTRATÉGICOS

12 dez. 2024 07:10 às 10:00

Sobre o Evento

Debate sobre impactos da inteligência artificial na economia com especialistas de diversas instituições.

Status
Concluído
ID: 74519Total: 92 discursos
#1
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Vamos dar início ao nosso estudo aqui no Centro de Estúdio e Debates Estratégicos. Senhoras e senhores, parlamentares, caros colega, prezado diretor, pessoal da consultoria legislativa, secretário executivo do sede Aurélio Paulo, prezado consultor legislativo, prezados palestrantes, demais amigo presente, pessoal da minha consultoria, a todos que estão aí, muito bom dia. Hoje realizaremos 1 audiência pública na qual iremos tratar o tema, Impactos da inteligência artificial na economia. Este tema foi proposto pelo grupo de estudo Inteligência Artificial, Inclusão Digital, Automação do Trabalho, empregabilidade e previdência. Desafios e soluções relatado por mim. O objetivo da audiência é explorar alguns dos principais efeitos como, aumento da produtividade, mudanças no mercado de trabalho, inovação e novos modelos de negócios. Enquanto se presente no CD, deputado federal Marco pastor Marco Feliciano, meu irmão é 1 honra têlo aqui nesta comissão, síntese em casa. Inovação inovação em novos modelos de negócios, melhorias na tomada de decisão, desigualdade econômica, mercado financeiro e regulação e ética. A inteligência artificial tem gerado impactos profundos na economia global, promovendo transformações significativa nos setores produtivos. Nos mercados de trabalho, e nas dinâmicas do consumo. Por outro lado, a automação de tarefas repetitivas, e a análise de grandes volumes de dados, aumentam a eficiência, e reduzem os custos para as empresas. Isso pode resultar em crescimento mais rápido, e na criação de novos produtos e serviços, por outro lado há, preocupações com as substituições de empregos, especialmente na área de na área que depende de funções manuais rotineiras, levando a deslocamento da força de trabalho, além disso, a inteligência artificial pode contribuir para a concentração de poder econômico em grandes empresas tecnológicas, que dominam o desenvolvimento e aplicação amigo bemvindo, já Meu amigo bemvindo, já esteve aqui, contribuindo com o com o sede, sentese em casa hein. O senhor Luiz Cláudio Cobota é economista pela universidade federal do Rio de Janeiro, é também mestre e doutor em administração pela mesma universidade. Atualmente, atua como pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, tem experiência docente no ensino superior e profissional nas áreas de telecomunicações, consultoria e marketing. O segundo, já está online, é o senhor Fernando Velloso, senhor Fernando, sintose em casa, essa é sua casa, obrigado por aceitar o convite. Pesquisador do instituto brasileiro de economia da Fundação Getúlio Vargas, é PhD economia pela Universidade Chicago, tem graduação em economia pela Universidade de Brasília, mestrado em economia pela Universidade Católica do Rio de Janeiro, autor de diversos artigos publicados em revista acadêmica nacionais e internacionais nas áreas de crescimento e desenvolvimento econômico, Mobilidade social e políticas públicas. O terceiro. O terceiro vai ser o senhor Otaviano Canuto, professor da escola de assuntos internacional da universidade de Washington George Washington, foi vicepresidente diretor executivo do Banco Mundial, diretor executivo do FMI e vicepresidente noBID, também foi secretário de assuntos internacionais no Ministério da Fazenda, e professor da Universidade Federal de Uberlândia, Universidade da USP, e da Unicamp. E por último, o senhor William, William, você vai me pedir desculpa a não, não pronunciar aqui seu sobrenome, mas gostaria que quando, você for ter aqui a palavra você pronunciar o seu nome para que fica registrado na casa. Eu não quero aqui cometer 1 gafe de falar, achar que está pronunciando corretamente, e, não está falando seu sobrenome. Qual o nome? Adamzik. Adamzik? Senhor William Adamzik, pesquisador de economia do trabalho e automação e doutora em economia pela universidade católica do Rio Grande do Sul, foi economista da organização internacional de trabalho e tem trabalhado com tecnologia de inteligência artificial, aprendizado de máquinas e processamento de linguagem natural para resolver questões relacionadas ao mercado de trabalho. Daremos início às apresentações dos palestrantes, que terão de 15 minuto para fazer a sua apresentação, e em seguida, os deputados consultores convidados farão as perguntas, sobre o tema da audiência pública. Passo a palavra antes de passar a palavra, porque tem tem pessoas cegas que que acompanham a audiência aqui é bom quando, o palestrante foi iniciar ele, fazer 1 1 autodescrição, que ajuda muito que o pessoal que está, que está nos assistindo, são grandes ouvintes poder decifrar quem está falando como é que é qual é a pessoa, então é bom de fazer 1 autodescrição, falar o nome, autodescrição pra ficar quando for responder que fica nos anais da casa, quando o pessoal for acompanhar identificar. Passo a palavra para o senhor Luiz Cláudio Cobota pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica aplicada antes de mais nada, algum palestrante tem algum material? Se tem já passou aqui pro nosso pessoal? Está tendo alguma dificuldade? Estão ouvindo bem? O senhor Fernando, está ouvindo bem? William? Está ouvindo bem também? Tenho está ótimo. Passo a palavra para o senhor Luiz Cláudio Cobota.

0:008:18
12 de dez, 10:10
#2
Pesquisador - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) Luis Claudio Kubota
Luis Claudio Kubota

Pesquisador - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)

Transcrição por IA

Bom dia a todas as pessoas presentes, muito obrigado pelo convite à sede, deputado Hélio Lopes, 1 saudação deputado Marco Feliciano. Conforme solicitado, vou fazer 1 auto descrição, sou 1 pessoa asiática. Sexo masculino, de óculos meiaidade. Acredito que seja suficiente. Então eu eu estava comentando com o deputado antes da da da sessão que eu fico satisfeito né que que estive aqui há ano atrás até o consultor Guilherme, consultor Ângelo que estava presente, e e acho que se não tivesse sido interessante não teria recebido esse convite pra voltar, a gente fica muito feliz com com essa, com ele com esse convite. Então eu vou focar minha apresentação na questão da IA generativa né que é o que está mais no burburinho hoje em dia, e tive o cuidado procurei trazer trazer textos bem recentes porque como é fenômeno muito recente não adianta trazer estudos 3 4 anos atrás. Próximo por gentileza. Está está na tela? Bom enquanto os colegas vão vão, colocando apresentação na no ar. Tem tem algumas afirmações que eu fiz ano passado que creio que, envelheceram bem, acho que se mantém a gente a gente vai tratar 10 ao longo do da apresentação, mas, não teria problema nenhum em em comentar se tivesse equivocado também. Professor, só minuto.

0:001:54
12 de dez, 10:18
#3
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Gostaria de convidar o senhor Aurélio Guimarães, secretário executivo do SEDE pra compor a mesa. Desculpa essa. E agradecer né os consultores que estão aqui que é o o Ângelo, Guilherme, Charlie, Tiago Lapor Freire, É isso mesmo? Leonide, Leonide. E agradecer todos vocês aí para essa contribuição, que enriquece com as perguntas que, então é sempre 1 honra têlos aqui no SETI que sem você, e a nossa amiga Luciana que, dá o suporte sem você não teria acontecido esse sede sem ajuda dos senhores. 0 o cronômetro por favor.

0:000:57
12 de dez, 10:20
#4
Pesquisador - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) Luis Claudio Kubota
Luis Claudio Kubota

Pesquisador - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)

Transcrição por IA

Por gentileza. Bom então eu vou iniciar com, vou me concentrar principalmente nesse estudo que é muito recente saiu há há poucos meses da OCDE. Felizmente o Brasil ainda não é não é membro né, mas temos 2 países latinoamericanos a Colômbia e o México que a que podem dar parâmetro pra gente. Então é como é de se esperar né, a IA generativa existem outros tipos de ar, ela é muito mais voltada, tem impacto muito esperado muito maior em trabalhos tipo nosso, né, no trabalho do colarinho branco. Isso quer dizer que a exposição dos profissionais vai atender a ser maior em áreas urbanas e menos em áreas não urbanas e mais em primeiro momento pelo menos mais países mais desenvolvidos e menos em países desenvolvimento. As áreas que a OCDE elenca como possivelmente mais afetadas são educação side essa área de tecnologia da informação finanças. O terceiro ponto que é 1 preocupação de todos né a questão da do desemprego massivo não é não há evidências disso pelo menos no até o momento no curto prazo. E como o deputado comentou na na fala dele inicial dele, existe muita expectativa de de ganhos em alguns em alguns pontos né por exemplo, ponto que eu falei ano passado né, países envelhecidos com baixíssima taxa de natalidade como Coreia do Sul, Itália, Japão, podem se beneficiar em algumas em algumas dessas com algumas dessas aplicações. Pode ser potencialmente também ganho de produtividade, que é problema de de países como o Brasil, mas não só, AAA mesma Europa está ficando atrás quando se compara com os Estados Unidos. E mesmo questões de inclusão, né, acabamos, acabei de fazer 1 auto descrição, são ferramentas que podem auxiliar na inclusão de pessoas com as mais diversas formas de deficiência. Óbvio que não existem só o lado, tem tempo a parte doce, mas tem a parte amarga também existem riscos éticos né, potencialmente envolvidos, riscos de desigualdade, né, se essas pessoas de colarinho branco por porventura perder se perderem seu emprego, será que eles vão ser deslocados para setores com menos produtividade? Isso é 1 preocupação. E 1 desigualdade, que é o foco desse relatório da OCDE, é regional, não existe 1 desigualdade regional não só em nível mundial, mas mesmo dentro dos países da OCDE, a desigualdade regionais são muito grande né, a gente tem exemplos da da Itália, norte sul, na Alemanha, lesteoeste então isso é 1 preocupação também lá do pessoal da OCDE. Então a recomendação deles é que se use use as evidências pra adaptar sempre as realidades locais e obviamente como não poderia deixar de ser buscar a qualificação dos profissionais isso vale muito para nós aqui também dentro do setor público, né? Próximo por gentileza. Então, esses dados da OCDE são interessantes porque mostram ali como seria de se esperar, quanto mais escuro, né, mais o tom mais roxo, maior a exposição esperada da IAgenerativa. Então a gente vê muito ali na região de Quebec, BritesColômbia, o norte da Europa e como seria de se esperar nossos países aqui da América Latina, México, Colômbia e também ali o sul da Europa né, Espanha e Portugal, potencialmente menos expostos pelo menos nesse momento. Isso reforça aquela questão de que é 1 tecnologia que vai afetar mais áreas urbanas e áreas mais industrializadas. Próximo por gentileza. Aqui como eu comentei né, existe 1 desigualdade muito grande entre os países, então áreas menos desenvolvidas de país podem estar se equiparando a áreas mais desenvolvidas e expostas de outros, então isso não é só 1 realidade quando a gente pensa no contexto brasileiro ou latinoamericano, mesmo em países como Japão, Alemanha existe 1 desigualdade bastante forte. Próximo por gentileza. Esse esse slide eu acho que é muito interessante, porque é ponto que eu procurei reforçar no ano passado né? Existe buzz muito forte com relação à regenerativa, mas o que vai fazer diferença pra produtividade, provavelmente vai ser conjunto de tecnologias, que vai envolver dependendo do setor, né, a parte de equipamento, robôs, né, como mostra aí a figura, tecnologias digitais, mas de modo mais amplo né, a conectividade, que é ponto que você sem conectividade dificilmente vai vai vai ter mais dificuldade de acessar tecnologias de agenerativa. E vai ter setores onde e aí sim, a agenerativa por si só pode ter impacto mais alto. E ano passado eu elenquei alguns deles né? Basicamente são setores onde o produto é o conteúdo, né? Audiovisual, área jurídica, potencialmente já né na na na jurídico aqui no Brasil está muito avançado já. Minha área de pesquisa né, os senhores senhoras acompanharam vai 3 prêmios 4 4 prêmios Nobel que são dessa área de de IA, então potencialmente afetando a pesquisa e a ciência. Mas eu eu acredito assim, em áreas onde o produto é tijolo ou é tomate, a IA por si dificilmente vai ter impacto muito grande, né? Então acho que tem essa diferenciação, onde o audiovisual, onde o produto é, o conteúdo sim, tem impacto potencial mais forte, na verdade já existe hoje né? No curto prazo realmente se você pensar a a geração de imagens, são coisas de de cair o queixo. Próximo por gentileza. Esse aqui eu vou eu vou passar porque como o William está na na na na sequência ele muito provavelmente vai falar desse desse, desse texto então vai ser desligante da minha parte, como é texto deles lá eu vou deixar pra ele, pra ele comentar. Aí próximo por gentileza. Mais Então nessa nessa fala inicial eu procurei falar da questão né do do emprego que tem alguns riscos mas potencialmente benefícios e muita desigualdade potencial, regional e setorial. E aí a questão da produtividade aí onde entra pouco da futurologia né eu vou mostrar estudos pros senhores e pras senhoras, de de fonte de né de de alto gabarito como a própria OCEDEC é esse primeiro, do recém laureado prêmio Nobel de economia o Daron Assemble Blue, e os senhores vão ver que e a senhora e a senhora vão ver que as as estimativas são muito muito diferentes né? Então, aqui fica fica cada vai ter AAA oportunidade de escolher aquela que julga mais mais factível. Então eles reforçam o potencial dessa tecnologia pra, aumentar a produtividade que é problema brasileiro, problema mundial, problema europeu, e só comentei anteriormente né, o risco será que o esse deslocamento potencial de emprego vai se dar em direção a setores menos produtivos e ser 1 preocupação importante. Eles focam muito nessa questão do acesso, né, e aí está muito ligado com a questão da conectividade, A questão de complementaridade né, ou seja, utilizar a ferramenta, muitos de nós aqui provavelmente já estamos utilizando isso em nosso benefício né? Reuniões por exemplo são gravadas em ferramentas EEA ata é gerado mata, eu acho assim muito fidedigna, em português inclusive. Reforçando também a questão da educação e treinamento, e 1 questão que está sendo muito discutida aqui no âmbito do do congresso né, a questão da da governança e da regulação. 1 preocupação que eles colocam que ao contrário de tecnologias anteriores onde existia assim equilíbrio entre academia e a indústria, o setor produtivo, hoje essas tecnologias são muito fortemente dominadas pela indústria né? Porque o treinamento desses modelos é muito caro, e exige né 1 infraestrutura de data center que é realmente 1 coisa difícil até de imaginar, é é muito grande então a academia tem, como não poderia deixar de ser, dificuldade de de acompanhar esses investimentos com relação à indústria. Eles reforçam mais 1 vez o risco da da questão da desigualdade, e os riscos que é decorrente desse que eu acabei de comentar da questão da concentração de mercado ainda maior né nesse mercado de Big Techs, aumento de desigualdades a questão de vieses, desinformação e violação de privacidade. Próximo por gentileza. Então isso aqui são algumas estimativas que os senhores e senhoras podem ver que são bastante diferentes conforme o país, tá? Potencialmente, muito mais, ganho nos Estados Unidos, no norte da da Europa né, Holanda e Reino Unido, estimativas bem mais modestas pra França e pra Itália por exemplo, tá? São 3 cenários alto, médio e baixo pra cada desse país. Então os senhores podem observar que assim são ganhos potenciais estimados muito diferentes dependendo do país. E aqui eu já vou antecipar o próximo slide, Esse ponto mais pessimista né ou seja, menos otimista para a Itália. Pode passar por gentileza, é o que o a semoglu está estimando pros Estados Unidos. Ou seja, ele está totalmente ao ao invés na na na dioganol oposta em relação a esse esse, esse gráfico que é o CD estimou. A estimativa que ele que ele, tem pra próximos 10 anos é de 0.6 ponto percentual de ganho de produtividade em 10 anos, ou seja, 1 ganho realmente bastante modesto na na visão dele tá? Ganhos do PIB também dessa ordem de de ponto percentual em 10 anos, tá? Decorrente da Iaginerativa, e ele ainda ainda faz a ressalva de que pode estar superestimado, a estimativa dele. Então, assim, como eu comentei anteriormente, cada vai ficar com a escolher a sua a sua o seu chute vamos dizer né porque realmente as estimativas são são bastante a ordem de grandeza dessas 2 estimativas que eu mostrei, são bastante bastante diferente. Próximo por gentileza, pode ir passando, pode passar que o meu tempo está encerrando. Então voltam por gentileza. Então algumas tendências, que são desse desse relatório do do desse ano né? Lá de Stanford. Eles eles ressaltam que a IA é ah a IA consegue detectar melhor que o médico, o câncer, mas é 1 IA específica né? Não é 1 IA que se aplica para outras tarefas, então ela supera os humanos em algumas tarefas mas não em todas. Mais 1 vez o setor privado está está está dominando é ponto que está reforçado nesses 3 relatórios, eu já comentei também os treinamentos cada vez mais caros, tem 1 liderança dos Estados Unidos, falta de avaliações de risco padronizados né a questão do risco, os investimentos também crescendo aceleradamente também comentei isso. Também reforço a questão do potencial de ganho de produtividade dos dos trabalhadores, de aceleração do processo científico. Eles relatam que tem aumento do número de regulações dos Estados Unidos porque lá é muito o federalismo é muito forte né então cada estado tem a a sua própria regulação. E as pessoas estão cada vez mais cientes e em alguns casos nervosos com os potenciais e os riscos dessa tecnologia. Próximo com a gentileza. E aqui pra finalizar, eu deixo alerta né 1 ressalva que, tem é 1 tecnologia forçando os data centers, que é muito muito muito demandante de energia e de água, quando falo água é água limpa, né? Então se estima que pra gerar texto de 100 palavras no no ChatGPT, é meia isso aqui de água pra gerar 100 100 palavras no ChatGPT. Então assim o consumo de água e de energia realmente é bastante significativo e algo tem que ser levado em em conta do ponto de vista da sustentabilidade. Muito obrigado eu fico à disposição depois pra pra eventuais questionamentos.

0:0013:59
12 de dez, 10:21
#5
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Muito obrigado senhor Luiz Cláudio, Cobota, doutor Luiz Cláudio Cobota muito muito obrigado pela sempre contribuindo com com esse grande estudo, e eu vou falar de antemão aqui, a gente fica acompanhando a reportagem, tem, acha alguma coisa quando vem dados de pesquisadores, pessoas que ganharam prêmio, que a gente olha aqui a casa, o rosto das pessoas né? Quando a gente acha que o ganho vai ser lá em cima mas, como tu falou, AA0 cardápio é farto, a pessoa escolher o que que ela que ela assa ali que, que convém né? Mas assim, a expectativa que ele olhe de produtividade pra daqui a 10 anos, e assim a gente, a gente também acha que a Itália está lá na frente, o pessoal critica o Brasil, acho que a Europa está avançada mas, quando tem dados, materialidade de pesquisadores assim como, como você a gente, mas é muito bacana interessante obrigado aí. Vamos, pessoal só pra informar quem não quem não estava aqui presente, vamos ouvir os os convidados, palestrantes, após vai ser organizado aqui pro pessoal poder fazer pergunta, os consultores, deputados e os convidados então, não é nem pra antecipar, é até como como regra, deixar cada palestrante explicar igual o doutor, aqui o doutor Luiz Cláudio falou, ele tinha slide que ele ia falar ele deixou pro próximo para que esse desse continuidade então após a explanação dos 3 vamos começar aqui a as perguntas. Minha amiga sabe como colocar lá o por favor o tempo? Só pra gente, vamos ouvir agora 000 palestrante William. William se encontra.

0:002:02
12 de dez, 10:35
#6
Pesquisador em Economia do Trabalho e Automação - consultor e pesquisador Willian Adamczyk
Willian Adamczyk

Pesquisador em Economia do Trabalho e Automação - consultor e pesquisador

Transcrição por IA

Sim, né. Bom dia deputados saudações dos deputados presentes primeiramente agradeço pelo convite. Em fazer parte deste evento hoje. Só segundo eu vou compartilhar minha tela aqui.

0:000:24
12 de dez, 10:37
#7
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Doutor William por favor fazer 1 autodescrição se apresentando por favor, até porque ficou dúvida na pronúncia correta do seu nome.

0:000:12
12 de dez, 10:38
#8
Pesquisador em Economia do Trabalho e Automação - consultor e pesquisador Willian Adamczyk
Willian Adamczyk

Pesquisador em Economia do Trabalho e Automação - consultor e pesquisador

Transcrição por IA

Assim, meu nome é William Mosquetti, sou pesquisador da área de economia, economista da aIT e hoje em dia continuo trabalhando na posição de consultor. Minha auto descrição, eu sou homem branco, por volta de 34 anos careca de barba usando 1 camisa azul estou compartilhando a minha tela espero que vocês possam ver então hoje agradeço pelo convite eu vou falar com vocês sobre tópico específico dentro desse tema de impacto da inteligência artificial fazendo algumas reflexões sobre. A a transição demográfica brasileira e os possíveis impactos de automação. Então começando pela introdução, eu vou me basear, agradeço aos colegas pela pela grande abrangente revisão da literatura trazendo os principais resultados aqui, eu vou prestar atenção em tópico pouco mais específico que é o tópico de transição demográfica e os impactos de automação né a partir de alguns estudos que eu fiz juntamente a enap nos anos de 2020 até 2022 e o objetivo desse estudo a gente vai fazer algumas a gente faz algumas projeções populacionais para ver como que essa mudança de da população por faixa etária pode trazer diferentes necessidades para a população brasileira para isso a gente olha para os números também do executivo federal em termos do número de servidores que trabalham na área de saúde e na área de educação né fazendo displaymer também a gente não tem o objetivo aqui de acertar exatamente qual vai ser quais serão esses números precisamente né mas sim aí porque varia grandemente em torno de escolhas de políticas públicas e trajetórias ou coisas que a gente pode não esperar mas a gente vai utilizar esse exercício para refletir quais são os os possíveis impactos dessas transformações principalmente pelas mudança pela mudança da transição demográfica. Então nesse breve gráfico que eu trago a gente consegue ver a linha verde mostra pra gente o decréscimo ao longo dos anos então é baseado em dados do ibge é para a população do censo e também com projeções até 2060 que mostra que o grupo etario em verde que é o grupo entre 0 e 14 anos basicamente crianças estão diminuindo ao longo do tempo né o número que a gente já já sabe 1 tendência bastante concreta de se acreditar e quantas linhas azuis e vermelhas estão mostrando pra gente crescimento na população acima de 60 anos, 60 anos e acima de 80 anos também. Então por volta de 2030 até 2035 o número de pessoas idosas tende a superar o número de crianças na nossa sociedade tendo em vista isso a gente faz algumas projeções aqui eu passarei rapidamente pelo método que a gente utiliza mas é 1 conta bem simples pegando os dados do data sus que traz pra gente a incidência os gastos com doenças de acordo com cada faixa etária e dos gatos dos gastos e os dados de população vem diretamente do ibge é também consegue fazer essa projeção da mudança de gastos com base no na mudança do perfil da população Com essa mudança também nos gastos com doenças, a gente consegue fazer 1 ligação com quais profissionais médicos, quais são as especialidades que tendem a mudar para o atendimento de cada 1 dessas áreas. Para áreas mais gerais ou suporte a gente utiliza a média da evolução desses resultados então em resumo a gente consegue ver aqui eu detalhei por doenças mas a gente não vai ter tempo de olhar em detalhe mas a gente vê que geralmente doenças que estão mais associadas a doença do aparelho circulatório doença de óleo doenças respiratórias elas tendem a ter aumento de gastos até multiplicando por 3 ou 4 vezes com aumento de pessoas nas faixas etárias, de maior idade. Por outro lado a gente vê diminuições projetadas nos gastos pra doenças mais relacionadas à infância como doenças de ouvido ou então gastos relacionados à gravidez a parto ou então no período perinatal nós vemos decréscimo nestes gastos fazendo a ligação disso com os profissionais de saúde então a gente fez essa compatibilização por meio de doenças quais são os médicos e quais são as c d os também utilizando aqui tanto dados da rais quanto dados vindos do ap que mostram todo o corpo presente no executivo federal nesta época o estudo foi feito para 2019 pouco antes da pandemia mas acredito que as projeções ainda se mantenham realistas então a gente vê basicamente olhando lá na linha final da nossa tabela crescimento de até 46 por 100 no número de profissionais necessários das áreas de saúde apenas O mesmo a gente faz para o lado da educação, né? Se saúde está mostrando o maior requisito de profissionais, a gente pode olhar para o lado da educação. Como o decréscimo de pessoas na área da infância ou então em áreas na idade da adolescência e início da vida adulta a gente vê também 1 1 diminuição no número de professores e número de profissionais relacionados à educação ao longo do tempo olhando lá para frente até 54060 porém isso é cenário supondo essa diminuição nos daria cenário supondo que não existam melhorias na qualidade e na cobertura da educação Pois é que todos todos nós queremos né ver melhorias sendo implementadas. Então a gente faz 1 1 comparação com as taxas atuais de cobertura do ensino, a principalmente superior no reino unido para adaptar taxas projetadas para o brasil aqui então num cenário base sem melhorias a gente teria decréscimo até 2050 cerca de 18 por 100 profissionais considerando melhorias em educação a lista da verdade de aumento de 23 por 100 dos profissionais. Tudo isso em resumo para dizer que a gente pode pensar na projeção de diferentes cenários né o primeiro cenário verde é cenário que a gente calcula a necessidade dos servidores do executivo federal mas isso pode de alguma maneira ser pensado de 1 maneira mais ampla para os outros níveis estaduais e municipais também variando os números e os momentos mas na linha verde a gente vê apenas o efeito da transição demográfica sem melhorias de educação sem melhorias de saúde e somos daria em torno de 577000 lá em 2050 isso é muito próximo do número que nós já temos hoje né esse número de 555 o que a gente verificava lá em 2019 1 pesquisa recente eu vi que paro para o final do ano passado a gente já tá com em torno de 570 1000 mas mais importante do que este número que a gente observa hoje é analisar a tendência se a gente quiser implementar as melhorias na saúde que eu estou mostrando aqui de pro atendimento dessa população mais idosa a gente vê crescimento de até 599 1000 servidores e se a gente implementa os 2 cenários de melhoria de saúde e melhoria de educação o aumento é ainda mais expressivo até 655 1000 servidores o número ensino é tão importante mas o que é importante é observar essa mudança né mais saúde mais educação aumentaria a necessidade de profissionais no setor público e por outro lado a gente pode então olhar para onde é automação entra nessa questão Fizemos dado os estudos apresentados que nos preveem aumento de produtividade advindo das técnicas de inteligência artificial e automação de 1 maneira pouco mais geral. A gente elaborou estudo que vem na minha tese de doutorado, em 2022 que classifica as ocupações de acordo com 1 propensão a automação de acordo com o que muitos outros estudos também já fazem então 1 simplificação aqui a gente olha trouxe como exemplo, assistente administrativo. O algoritmo classifica quais são as tarefas que são mais propensas a serem automatizadas, a sofrer impacto da inteligência artificial, e a gente consegue ver Que preparar relatórios formulários e planilhas ou então tratar documentos são e até mesmo preencher documentos numa visão pouco mais ampla. Hoje são bastante impactadas por tecnologias de automação como ChatGPT e outras tecnologias de processamento de linguagem. Então, a gente avalia que faz julgamento bastante simplista, mas vamos dizer que em torno de são 2 tarefas de 8 então em torno de 25 porcento das tarefas ou 25 porcento do tempo desses servidores estaria disponível para outras atividades é 1 simplificação claro nem todas as tarefas utilizam ao mesmo tempo mas é 1 maneira que a literatura utiliza para se aproximar de número de automação então daqueles 655 1000 servidores que nós vimos projetados anteriormente, nós podemos pensar que no caso, eu sei que é apenas o caso de queremos então melhorar a qualidade de saúde e qualidade de educação e cobertura. O cenário sem automação seria o de 655. Numa estimativa mais prudente, digamos assim que, os ganhos de produtividade permitiriam que a gente atendesse muito mais pessoas com aumentos de qualidade da de cobertura de saúde e educação com apenas 572000 ou seja próximo ao número que nós já temos atualmente e num cenário de automação ainda mais agressivo que eu chamo de automação alto, mas eu considero pouco provável de acontecer a não ser que sejamos surpreendidos pela evolução dessa tecnologia ela é ainda mais agressiva em termos de redução para 430 e 5000 eu interpreto isso não como 1 redução no número de servidores em si mas sim como podermos atender mais pessoas trazer maior qualidade cobertura de serviços públicos sem aumentar tanto o número de servidores. E isso a gente pode pensar também com paralelos ao serviço privado, ao setor privado e outras esferas do poder público. Em resumo, então, os desenvolvimento futuros da da inteligência geral, inteligência especial generativa, aos tem o potencial de trazer ganhos de produtividade a tarefas que até hoje não são imaginadas. Estou trazendo 1 visão bastante otimista e fugindo pouco das limitações e riscos na adoção que a gente sabe que necessita de treinamento necessita de 1 série de regulamentações para que as tecnologias sejam adotadas no dia a dia dos trabalhadores de maneira segura e eficaz para que seja realizado o ganho de produtividade aqui a prometido fazendo 1 relação então com provocação do colega que acabou de fazer essa apresentação ele perguntou ele mencionou o estudo da oIT que faz 1 avaliação para os países da América Latina Sobre a as propensões à automação. Então a gente pode ver até mesmo aqui o os números para o Brasil, em que a gente vê em termos do número total de trabalhadores, eles vêm, os colegas da IP, veem que apenas 2 por 100 dos trabalhadores estão em 1 em ocupações que serão automatizadas. É número bastante inferior ao que a literatura, há 5, 10 anos atrás dizia que seriam automatizados. O diferencial do estudo deles e de muitos outros que apareceram mais recentemente, é que 13 por 100 dos trabalhadores estão em tarefas e ocupações que elas atenderão a ganhar eles tinham eles dizem que serão aumentadas por essa tecnologia de automação enquanto 22 por 100 das tecnologias são colocadas ali numa situação que não se tem certeza ainda se o impacto pode ser positivo ou negativo então ainda temos 1 margem de incerteza bastante grande mas em geral os estudos estão apontando para ganhos de produtividade ganhos com novas ocupações e também limitações de pessoas que estão disponíveis para implementar essas tecnologias e por aqui eu termino as minhas a minha apresentação obrigado

0:0014:02
12 de dez, 10:38
#9
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Obrigado, doutor William, pela colaboração, e avisar que o doutor, Otaviano Canuto, já se encontra, ali conectado conosco. E vou pedir agora agradecer o doutor Otaviano Canuto pela, pela por aceitar o convite. E passaremos agora a palavra para fazer sua autodescrição e tem 15 minutos. Doutor Fernando Velloso, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas. Doutor Canuto, as, informar o senhor que as apresentações ela vão ser contínua, e logo após os 4 palestrantes, vão ele pronunciar aí a contribuição com sede, vão ser não sabatinado né? Mas tem algumas perguntas aqui olha, os consultores de acordo com os dados que vocês vão trazendo, vão sorrindo, vão anotando ali então tem algumas pergunta então é muito, muito boa a contribuição dos senhores aí. Abraço novamente obrigado por aceitar o convite vamos ouvir agora o doutor Fernando Velloso.

0:001:30
12 de dez, 10:52
#10
Pesquisador do IBRE - Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fernando Veloso
Fernando Veloso

Pesquisador do IBRE - Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Transcrição por IA

Bom dia a todos, meu nome é Fernando Veloso, sou pesquisador do FGV híbrido e codeno o observatório da produtividade Régis Bonelli, é centro de produção de indicadores e estudos sobre utilidade no mercado de trabalho no brasil eu vou eu sou homem branco 57 anos estou de óculos e terno apresentando de forma remota Eu vou agradecer o convite do CEDS deputado Hélio Lopes, todos os parlamentares presentes consultores, os colegas panelistas e todos que estão nos assistindo. Eu vou fazer 1 tentativa de apresentar aqui de forma remota mas eu enviei a apresentação se eu tiver problema eu vou pedir 1 ajuda e aí e aí e aí e aí e aí e aí e aí e aí e aí e aí Todos conseguem observar? Os slides estão? Sim. Talvez me avisa. Minutinho.

0:001:04
12 de dez, 10:53
#11
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

No computador aqui. De auxílio aí da, suporte técnico. Doutor Fernando, só minutinho que estamos E agora, sem problema. Solicitar ao pessoal do vídeo, passar a apresentação por favor. Se tiverem dificuldade pode passar por aí.

0:000:36
12 de dez, 10:55
#12
Pesquisador do IBRE - Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fernando Veloso
Fernando Veloso

Pesquisador do IBRE - Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Transcrição por IA

Mais fácil. 0

0:000:10
12 de dez, 10:55
#13
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Por favor zerar o cronômetro por favor. Obrigado. Será o cronômetro por favor. Doutor Fernando, pode dar início? Por favor. Obrigado.

0:000:48
12 de dez, 10:55
#14
Pesquisador do IBRE - Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fernando Veloso
Fernando Veloso

Pesquisador do IBRE - Fundação Getúlio Vargas (FGV)

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Então acho que alguns temas inclusive já foram comentados anteriormente é assim a discussão sobre novas tecnologia já vem de algum tempo né antes mesmo da inteligência artificial generativa roupatização softwares softwares utilizados em escritório tiveram grande impacto nas últimas décadas então tem muitas evidências para estados unidos principalmente economias avançadas de que tarefas rotineiras elas foram automatizadas e tiveram impacto negativo sobre salário e emprego de trabalhadores com qualificação intermediária principalmente trabalhadores da indústria até poucos anos atrás os trabalhadores de mais elevada principalmente com ensino superior completo, eles conseguiram certa forma escapar desses efeitos negativos, porque as tecnologias não conseguiam substituir o que eles predominantemente fazem, que é trabalho de natureza mais abstrata, criatividade, então trabalhadores com ensino superior completo, teneiro a ter ganho de salário em comparação com trabalhadores de qualificação mais intermediária por exemplo seria equivalente ensino médio no brasil, e a principal diferença da inteligência artificial generativa em relação às tecnologias anteriores que agora ela também pode afetar esse trabalhadores mais qualificados porque ela pode inferir relações estácitas que não são passíveis de escrever no código de computador e podem gerar conteúdo texto imagens como já foi mostrado anteriormente então mesmo trabalhadores de mais alta qualificação eles podem ter suas atividades automatizadas por essas máquinas, então atividades não rotineiros só podem ser afetadas. Então o que eu vou entender fazer aqui como foi dito existe muita incerteza em relação aos impactos da inteligência artificial, tanto sobre produtividade, como sobre o mercado de trabalho, então existem desde economistas que preveem 1 grande aceleração do crescimento econômico, da produtividade, empregos de melhor qualidade, ou seja, vão empregos em que atividades rotineiras seriam substituídas e os trabalhadores poderiam trabalhar exercer tarefas mais recompensadoras, até economistas foi citado por exemplo ganhador do prêmio imóvel, que tem 1 visão bem mais negativa, no sentido de que é possível que os efeitos sejam pequenos sobre a produtividade, mas bastante disruptivos disruptivos no mercado de trabalho, afetando negativamente o dever e salário. Então existe muita incerteza acho que ninguém aqui vai ser capaz de resolver essa incerteza mas eu vou tentar pelo menos assim na minha avaliação de alguns elementos que que eu acho por que que existe tanta incerteza o que que pode ajudar pelo menos a diminuir essas dúvidas e é em relação à produtividade por exemplo acho que tem pelo menos 2 elementos essenciais para entender o impacto Primeiro é qual vai ser o uso, se essas tecnologias forem usadas pra complementar o trabalho, é criarem maus produtos e serviços, e como aconteceu no passado em que setores que não existiam passaram a existir e crescer, é o efeito pode ser bastante produtivo também é muito importante que essas tecnologias sejam disseminadas ela não fiquem concentradas em poucas empresas que é a situação atual nesse caso é pouco provável que tem efeito muito grande sobre a produtividade da economia como todo, nesse caso o que pode acontecer que poucas empresas vão se beneficiar muito em termos de grande produtividade, valoração no mercado acionário, mas economia como todo se beneficia menos. Em relação ao trabalho também é fundamental entender essas tecnologias elas complementam o substituir o trabalho elas forem complementares elas tendem a aumentar o emprego e salários caso sejam mais na sentido de automação de substituição, os impactos podem ser mais negativos. 1 boa notícia é que várias pesquisas recentes, alguns já foram citadas anteriormente eu vou comentar 1 que acabou de ser divulgada, e a primeira pesquisa representativa sobre o uso de inteligência artificial generativa nos Estados Unidos, da população entre 18 e 64 anos, então nos investigam os autores que Alexander Bic outros investigam quem usa qual o percentual de uso para que usa tecnologia e estimam possíveis efeitos sobre produtividade e mercado de trabalho Então em agosto de 2024 é 39 por 100 da população americana, nessa faixa etária entre 18 e 64 anos usava a inteligência artificial generativa, mas a intensidade era bem menor então 28 por 100 usavam no trabalho e somente 11 por 100 fizeram uso diário da tecnologia O produto mais usado foi o ChatGPT seguido do GNI do Google. Eles também comparam ao uso de tecnologia generativa com tecnologia do passado, por exemplo, uso de computadores pessoais na década de 80 e a disseminação da internet nos anos 90, enquanto 39 por 100 da população já usa e a generativa 2 anos após a introdução do ChatGPT, no caso dos computadores pessoais depois de 3 anos somente 20 por 100 usavam e no caso da internet somente 20 por 100 usavam depois de 2 anos então a disseminação da IATA sendo bem mais rápido é que esse gráfico mostra então o eixo vertical é a taxa de adoção é o percentual da população que utiliza a tecnologia o eixo horizontal é o número de anos desde que o produto foi introduzido no mercado então essa linha vermelha é com quadrado é o uso de computador pessoal a verde internet e esse ciclo azul é aí a generativa então que esse grave está mostrando aqui ele usa e a generativa né ele vem mais para esquerda ou seja em menos tempo o uso é bem maior se aproxima de 40 por 100 enquanto que as demais tecnologias estavam mais na faixa de 20 por 100 mais ou menos depois de 2 anos de criação então tem sido bem mais rápido e eles tentam calcular então qual vai ser o impacto na na produtividade da economia americana. Já existem vários estudos, geralmente experimentos com essas novas tecnologias que estimam grandes ganhos de eficiência, então de 25 por 100, é só que são experimentos muito limitados para determinadas tarefas, mas eles usam basicamente essas estimativas e combinam com o fato de que quando a gente olha a intensidade do uso ou seja, 39 por 100 da população usa mas somente 8 por 100 no máximo de horas trabalhadas é realmente uso na prática. Então em termos de intensidade é bem menor. Então combinando as 2 fontes de informação, eles existiam ganho de produtividade para economia americana na faixa entre 0.2 por 100 que seria algo parecido com a Cemobo tem estimado algo muito pequeno, para algo em torno de 21 por 100 que seria pacto maior a se o seu intensidade for maior mais próximo de 8 por 100 das horas e é claro que se os disseminar e mais pessoas usarem e as horas aumentarem esse papo pode ser bem maior do que esses números, mas é possível também é que esses ganhos de 25 porcento que se observam no momento eles não sejam tão altos para outras atividades então permanece ainda a dúvida mas acho que eu diria que os ganhos são positivos mas é difícil saber se vão ser transformadores. Tem estudo recente do FMI, que avalia o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho do Brasil, e economias como o Reino Unido, Estados Unidos e outros emergentes como Colômbia, África do Sul, Índia. O que eu achei interessante nesse trabalho deles é que eles é muito conhecido o fato de que estudos que estimam a exposição das ocupações à inteligência artificial né ou seja, a capacidade da nova tecnologia exercer tarefas que são exercícios por seres humanos, mas eu acho que também foi apontado na apresentação anterior, é isso não significa necessariamente que o trabalhador vai ser substituído, pode ser complementar. Particularmente, eles olham também aspectos sociais e por exemplo decisões judiciais, ou mesmo 1 máquina seja capaz de tomar 1 decisão judicial, dificilmente a sociedade vai delegar essa tarefa completamente a robô ou 1 máquina. Então, nesse tipo de atividade cirurgias por exemplo, é provável que o efeito seja mais complementado que substituição. E eles apresentam números para o brasil também então eles estimam que pro brasil cerca de 40 por 100 da população ocupada está exposta a essas tecnologias é maior nos economias como estados unidos e reino unido porque essa economias que tem 1 proporção maior de atividades produtores de conhecimento e que utilizam conhecimento mas no brasil é menor está em linha com os outros países então eu fiz gráfico mostra a o vermelho aqui tanto vermelho escuro com vermelho claro é o grau de exposição então como eu falei nas economias avançadas está na faixa de 60 por 100 da população ocupada brasil, colômbia, e a frente do sul como a gente só vermelho escuro com vermelho claro em torno de 40 por 100 e ainda pouco menor. Agora o que é interessante que mais ou menos esse vermelho escuro mostra a parcela que pode ser beneficiada a tecnologia seria complementar dar mais ou menos em torno da metade então seria mais ou menos 20 por 100 no caso do brasil podem se beneficiar 20 por 100 estão mais sujeitos a o efeito negativo da automação negativa que eu falo sobre o emprego eventualmente Outro dado interessante que eles mostram que trabalhadores com ensino superior completo eles são mais expostos né como eu comentei é quem exerce atividades não rotineiras agora está mais pode ser mais afetado. É por outro lado, esse trabalhadores também tendem a se beneficiar mais das novas tecnologias, então embora a exposição seja de 80 por 100 para quem tem ensino superior no Brasil, 50 por 100 provavelmente vão se beneficiar dessas tecnologias segundo as estimativas do FMI então qualificação continua sendo algo fundamental a exposição maior ela de certa forma é compensada pelo fato de que esses trabalhadores podem se adaptar com mais facilidade podem trabalhar em outras atividades. E tem estudo da FMI também recente, o Articofor tinham o efeito sobre a produtividade e crescimento do PIB no Brasil. E eles consideram 3 canais de ganhos de eficiência, ganhos da automação, ganhos de complementaridade, e o ganho decorrente do uso disseminado e impacto no investimento. E somando todos esses efeitos as estimativas do da feminissa que a IA poderia aumentar o PIB no brasil em 5 por 100 em período de 10 anos, é que é bastante alta é certamente bem maior que a estimativa da SEMOLGA e outros é para os estados unidos então pode estar pouco superestimado e essa medida de produtividade total dos fatores que é 1 medida de eficiência poderia aumentar mais de por 100 e eventualmente pode chegar números maiores se a complementaridade for ainda maior e os trabalhadores mais qualificados de maiores salários têm de se beneficiar mais, como eu falei quem tem ensino superior completo provavelmente vai ter ganho de salário porque tende a ser mais complementar com essas tecnologias, então é o que esse gráfico está mostrando, ganho de PIB na faixa de 5 a 8 por 100 em 10 anos, e produtividade total dos fatores pode chegar entre e 4, é claro que tem muita incerteza em relação a esses números mas dá pouco da ideia da magnitude. E pra concluir, gostaria de falar pouquinho de algumas recomendações para tentar tornar esses efeitos mais positivos né tanto temos de produtividade como o mercado de trabalho então tem vários estudos divulgados recentemente que mostram que essas tecnologias elas podem aumentar a capacitação de trabalhadores o ensino médio por exemplo não necessariamente tem ensino superior é trabalhador do setor público por exemplo acho que foi comentado na apresentação anterior a setores de educação e saúde pública é que são setores onde a produtividade em geral cresce pouco eles podem se beneficiar bastante dessas tecnologias no sentido de certa forma e compensar algumas lacunas na qualificação dos trabalhadores então esses estudos mostram que geralmente trabalhadores de menor qualificação eles se beneficiam mais quando a tecnologia é voltada no sentido de complementar as suas qualificações, então esse é o lado positivo. Aí tem trabalho do miti coordenado pelo david Otto e outros que mostram fazem várias recomendações do que fazer no sentido de maximizar fazer a probabilidade de que os efeitos sejam positivos em termos de criação de bons empregos então eles falam da possibilidade de estender a rede social

0:0014:08
12 de dez, 10:56
#15
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

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0:000:12
12 de dez, 11:10
#16
Pesquisador do IBRE - Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fernando Veloso
Fernando Veloso

Pesquisador do IBRE - Fundação Getúlio Vargas (FGV)

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Assim, muito muito se fala da rede de proteção social né existem propostas de renda universal mas o maior foco tanto desses autores como o que eu vou concluir agora meio de alguns colegas é no sentido de políticas ativas de mercado de trabalho. São políticas de qualificação profissional e que a gente chama de intermediação de mão de obra que é facilitar a essa ligação entre trabalhadores e empresas ou seja, as empresas estão demandando trabalhadores com qualificações que possam ser utilizadas em inteligência artificial mas nem sempre elas encontram e existe muita coisa que pode ser feita para facilitar esse processo e em geral essas propostas elas envolvem o setor privado assim como é muito difícil saber o que as empresas vão demandar que tipo de qualificação é acho que o mais importante é ouvir as empresas entrar em contato com o setor privado extrair essas informações e fornecer qualificação de acordo com a demanda das empresas então em 2022 eu fiz trabalho com meu colega do ibere fernando violano barbosa filho em que a gente fez várias propostas nesse sentido eu vou falar rapidamente de algumas por exemplo tem pronatec né que foi 1 política de qualificação utilizar usado no brasil na década passada que não teve bons resultados mas teve projeto piloto do pronatec é o chamado pronatec midic que foi 1 parceria o ministério da indústria e comércio que teve essa muito bom as basicamente eles mapeavam demanda das empresas em determinadas regiões e ofereciam cursos de acordo com que era demandado então eles não tentavam adivinhar o que que seria oferecido que seria demandado eles ouviam e ofereciam de forma customizada é o problema que esse esse programa foi descontinuado e entregou somente por 100 dos recursos mas eu acho que é bom modelo é para o que poderia ser feito a outra possibilidade é disponibilizar voucher é para empresas capacitarem futuros funcionários ou requalificarem seus atuais empregados ou seja basicamente vale para a empresa usar a e procurar serviço de qualificação profissional para fornecer 1 qualificação de cada necessite 1 terceira possibilidade inclusive existe projeto de lei no cenário infelizmente acho que é o autorizo senador tasso Jereisatti é projeto que cria instrumento de contrato de impacto social o que que é isso é basicamente é contratar 1 empresa privada para oferecer qualificação ou intermediação e ela só recebe o pagamento se o programa tiver bom resultado ou seja pagamento condicionado no resultado é hoje em dia muitas vezes o pagamento é feito sem nenhuma preocupação se o trabalhador vai conseguir emprego ou não e os resultados costumam ser bastante ruins então esse projeto assim quem tiver interesse eu acho que ele ainda vai ser encontrado 338 2018 e finalmente sobre intermediação é o brasil tem sistema nacional de emprego que é o cine e tenta fazer essa ligação entre a demanda das empresas e a oferta dos trabalhadores mas faz isso de 1 forma muito ineficiente então é possível melhorar de várias formas basicamente o cine é 1 plataforma digital mas que precisa ser atualizado por exemplo trabalhador que faça curso recentemente essa informação precisa ser rapidamente incorporada ao cine para as empresas terem conhecimento e compartilhar também esses dados com a iniciativa privada seja pode ser o cine aberto que é dar acesso desde identificado das informações ou o cine misto como é feito na Alemanha e outros países que é incorporar o setor privado a essa tarefa de encontrar trabalhadores que sejam demandados pelas empresas. Então essa questão pequena lei depois eu dou as referências aqui no no final, eu acho que tem várias muitas coisas podem ser feitas nessa área de qualificação e intermediação, para pelo menos a gente tentar maximizar diante da incerteza né aumentar a chance dos benefícios da inteligência artificiais artificial serem serem maiores obrigado

0:004:22
12 de dez, 11:10
#17
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

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Muito obrigado, doutor Fernando Velloso. Passo agora a palavra, para o palestrante Otaviano Canuto.

0:000:13
12 de dez, 11:15
#18
Professor - Elliott School of International Affairs da George Washington University Otaviano Canuto
Otaviano Canuto

Professor - Elliott School of International Affairs da George Washington University

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Olá, bom dia pra pra todos vocês. Está vendo só pra informar.

0:000:06
12 de dez, 11:15
#19
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

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Quem sou eu? O senhor, essa autoidentificação, levando em consideração que tem pessoas cegas que acompanham aqui o sede, e informar que o senhor também tem 15 minuto pra poder explanar. Certo. Obrigado.

0:000:18
12 de dez, 11:15
#20
Professor - Elliott School of International Affairs da George Washington University Otaviano Canuto
Otaviano Canuto

Professor - Elliott School of International Affairs da George Washington University

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Provavelmente obrigado, Eduardo. Ah, é prazer estar aqui. O meu nome é Otaviano Canuto, e eu sou exvicepresidente do Banco Mundial, sou também exvicepresidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento do BID, fui também diretor executivo 2 vezes no no no Banco Mundial, e 1 vez no fundo monetário internacional. Antes disso, tempo atrás, fui secretário de assuntos assuntos internacionais no Ministério da Fazenda, e antes fui professor de economia na USP, na Feia USP e na Unicamp. Vou serei mais curto até porque boa parte das referências que eu tinha selecionado pra usar aqui com dados foram muito bem apresentadas agora pelo Fernando, e pelo antecessor dele, são referências importantes, o trabalho feito pelo fundo monetário internacional, pelos meus, 2 colegas do fundo, gerar, trabalho geral sobre o Brasil, e assim como também o trabalho feito pelo EEE0 Johnson, eu EE0E0 Ben Johnson também. Então eu pra ganhar tempo não precisei não precisaria repetir muito do que já foi bem colocado pelos colegas. Deixa eu fazer havendo alguns pontos gerais, primeiro, o nome, inteligência artificial, ele evidentemente, ele é dado como 1 1, nome dado a conjunto amplo de tecnologia desenhadas, para que as máquinas percebam, interpretem, aprendam, e ajam imitando as habilidades cognitivas humanas. Isso é fundamental, porque, a igual a automação foi criada, enquanto a automação velha foi criada pra cumprir melhor tarefas repetitivas, não é, levando à produtividade, a inteligência artificial serve pra produzir novos conteúdos, testes, imagens, novos códigos computacionais, possivelmente diagnósticos como bem colocado pelo ajuda nos diagnósticos, não a substituição plena da da da mão de obra do cirurgião, mas definitivamente em alguns casos, maior precisão ajudando 000 cirurgião. Pois bem, eu gosto do do modo como professor da Universidade de Pensilvânia, Jesus Fernando de Vieira Verde, ilustra as diferenças entre automação e inteligência artificial. Ele diz, inteligência artificial não é projetar robô que vai colocar parafuso em carro em 1 linha de produção quando chegar a hora. Mas sim é projetar robô que saiba interpretar que o carro chegou torto pra esquerda, ou que o parafuso está quebrado, e que portanto seja capaz de reagir sensatamente a essas situação inesperada, né? Então, a rigor, como o Eric Bion de Opção publicitário pelo Fernando já já observou muito bem, inteligência artificial não é conceito novo. O termo foi cunhado, em 1956, e já passou pesquisa em inteligência artificial, por 3 etapas. A diferença é que agora, finalmente essa capacidade de de complemento do do de de de leitura do que é que não está dentro do do do do padronizado é o que faz a diferença, não é? É? E e portanto, a gente entende, a rigor de modo mais geral, que o acesso aos não é, e outros tipos de ferramentas generativas de de da da IA, pode ajudar os trabalhadores humanos a melhorar o seu próprio desempenho. Pois bem, é claro que a inteligência artificial vai trazer consequências em áreas muito pra além da economia, e é o que eu estou tentando realçar com essa referência no no no slide aí, por quê? Porque a rigor, nós vamos ter efeitos subestimados inclusive em áreas como segurança nacional, política e cultura, não é? Bem bem, aí a pergunta é claro que a pergunta que foi abordada a a partir das simulações feita pelos autores citados pelo Fernando e pelo antecessor, qual é que vai ser o efeito da inteligência artificial na produtividade e no crescimento econômico, assim como na inclusão social e na distribuição de renda, né? Na economia a IA vai remodelar muitas funções paracionais, né? Assim como a divisão do trabalho entre o a relação entre o trabalho e o capital físico, não é? Claro porque a rigor enquanto o impacto da automação velha de guerra se deu em trabalhos repetitivos, o da inteligência artificial, tende a ocorrer em tarefas de mundial qualificada, como bem imposto pelo Fernando. EE0 impacto no processo no mercado de trabalho, que é 1 coisa será elemento chave dar resposta a essas perguntas, não é? Veja, o que que se pode antever? Que no segmento de processos de trabalho onde a supervisão humana da inteligência artificial continuará necessária, o resultado tendencial aí é de aumento substancial da produtividade e da demanda pro trabalho. Já em outros segmentos, a a inteligência artificial tende a levar a deslocamentos significativos ou a simples eliminação de posse de trabalho. 000 Fernando citou muito bem o Daronacemo Blue e o Simon Johnson, e e eles têm dito observado em vários trabalhos, como para apoiar a prosperidade compartilhada, a inteligência artificial precisa complementar trabalhadores, não o substituir. Deixa eu só vou usar 1, repetir aqui o que o o Fernando já tinha aludido, é trabalho feito pelos meus excolegas de fundo monetário, sobre 1 estimativa de impactos sobre trabalhos, isso é relevante muito pra nós, Brasil, por conta da da da leitura que é feita, do modo diferenciado onde tende a ser o impacto da da da da inteligência artificial, não é? Olha, se estima que, mais ou menos, é o é o que faz o trabalho do fundo, 60 por 100 dos empregos nas economias avançadas serão afetados, né? Aí esse percentual cai pra 40 por 100 nas economias emergentes, e 26 por 100 nos países de baixa renda. E por quê? Isso é por conta das diferenças nas estruturas de emprego, entre esses 3 grupos de país. Mas é claro que evidentemente na extensão em que qualquer país emergente, qualquer economia emergente, ou qualquer país de baixa renda deseje acender na escala de renda, na escala da renda, evidentemente que também terá que se defrontar com aquilo que origina esse impacto sobre empregos mais altos nas economias avançadas. Aí no o relatório do fundo, não lembro se se se o Fernando chegou a mencionar isso, ele mais ou menos estima que metade dos dos dos empregos sobre impacto ou será negativamente afetada, enquanto que a outra metade é que poderá apresentar aumento de produtividade. Há portanto desafio potencial de de de inclusão, que tem que se observar, né? Detalhe importante, acrescentando também o que o Fernando falou sobre esse relatório, é que o esse estudo do do fundo, observa a importância do nível de preparação do país para a a inteligência artificial. Se o país quer maximizar benefícios e lidar com os riscos de efeitos negativos da tecnologia, pra isso 000 FMI construiu índice, que é esse mostrado aí no lado direito gráfico, pra mensurar justamente o estado de preparação dos países, considerando aí, vejam bem, a infraestrutura digital, a integração econômica e de inovações, os níveis de capital humano, e as políticas do mercado de trabalho, assim como é claro, regulação e ética. E num conjunto de 30 países que foram examinados em detalhe, né que estão mostrados aí, Estados Unidos e Singapura, Estados Unidos e Alemanha, aparece nas primeiras posições. O Brasil está em décimo quinto lugar. O ponto relevante disso, é observar que aumentar o grau de preparação para a inteligência social do país, deve ser 1 política a ser considerada prioritária, né? Eu quero vou pular, como eu disse pra não ser repetitivo, a coisa muito interessante já já mencionada, a as diferenças do impacto sobre setores, vejam como, aqui nesse caso, o impacto no longo prazo, no valor adicionado pro setor de atividade varia bastante está certo? Em alguns casos significativos outros nem tanto, mas a Igor, eu quero concluir, observando nesses 5 minutos finais, outros aspectos menos realçados na análise de economistas, vejam, me perdoem está em inglês mas é é é é trabalho que eu fiz com com 2 colegas, o Tiago Peixoto é brasileiro de Araguaí, que trabalha há muitos anos no Banco Mundial, e o Luke Jordan é sulafricano, e nós fizemos trabalho para realçar impactos sobre o governo, sobre a função pública, está certo? Que nem sempre aparecem destacados nas discussões, e que se voltam mais para o o fazem estimativas do impacto sobre as indústrias etcétera e tal. 1 coisa importante a Leila vai em conta é o seguinte, apesar de é claro a inteligência artificial facilitar traduções, isso não vai tornar irrelevante a as características E00 potencial cultural e tecnológico embutido nas línguas. Isso é importante porque é particularmente no caso de regiões no mundo onde a língua não é falada por tanta gente, a gente pode ter como resultado da da da inteligência artificial, 1 espécie de novo nova divisão digital, por conta das dos potenciais diferenciados das línguas, e portanto nos lange lange mall, não é? Também cabe observar o Fernando notou como vários trabalhos públicos e e os modelos já já apontam isso, mas é importante prestar atenção exatamente na nas implicações em termos de de deslocamento de trabalho dos setores públicos, estou olhando pro meu relógio, a ser postos pela inteligência artificial. Olha, a dificuldades com mobilização de receitas, com a a economia digital ela ela abre muitas oportunidades pra eles vão fiscal pra pra transferência de de de rendimentos para áreas onde a taxação é mais baixa, é impressionante como a Apple. A Apple, pelo amor de Deus, ninguém acha que o valor adicionado pela Apple é originário da da da da Irlanda, no entanto, lá está localizada na Irlanda por conta de impostos. Essas dificuldades de de de taxar parcelas do valor agregado adicional que são intangíveis, elas vão ficar ainda maiores com a inteligência artificial, e esse é risco a se prestar atenção sobre isso. As experiências dos meus anos de Banco Mundial, me trouxeram experiências maravilhosas a respeito do potencial, vou contar 1 só, A minha 1 das outras missões, desculpe foi ao à Geórgia, e o ministro das finanças, com todo orgulho vira pra mim, e eu morri de inveja, quando ele diz olha, estamos eliminando os cartórios de registro de imóveis na Geórgia. Usando blockchain, usando a o Distribuid Légers, nós vamos poder ter processo de registro de imóveis, isso se estende pra outras atividades, que tomará desnecessário cartório, já pensaram isso? Para a economia, de não ter cartórios, aliás aquela parte do mundo, a estônia é caso impressionante de de país que soube explorar o limite, o potencial de governança eletrônica, com 1 eficiência fantástica. Então, o fato é que a inteligência artificial vai trazer, está trazendo oportunidades e por sua vez desafios por tudo que já foi observado aí inclusive sobre a a segurança EE0E0 manejo. Então eu termino enfatizando essa necessidade de prestar atenção especificamente no modo como a a inteligência artificial como o professor da universidade de Pensilânia descreveu no início, vai afetar a operação do setor público. Obrigado. Muito obrigado.

0:0014:29
12 de dez, 11:15
#21
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

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Doutor Otaviano Canuto, vamos agora aqui dar início, às às perguntas aos palestrantes antes disso vou, falar o nome de alguns colaboradores que estão assistindo aqui de forma presencial e outros de forma remota. Agradecer ao senhor Carlos estado de educação do governo do distrito federal, André Castro secretário de gestão de trabalho e educação do Ministério da Saúde, Wagner Teixeira professor da universidade federal do Tiramgo Mineiro, e de forma remota, está aqui o senhor Useel Rios, secretária executiva adjunto da secretaria geral da presidência da república, doutora Maria Clara de Souza Seixas, presidente do da comissão especial de inteligência artificial das ordens de advogados do Brasil, seccional Bahia, Eugênio Badaró, coordenador técnico de suporte empresarial, é secretário de desenvolvimento econômico do governo do estado da Bahia, Claudio Nashiawa, coordenador estratégica das ações de vigilância sanitária da agência nacional de vigilância sanitária Anvisa, Marcos Hermes, gerente executivo de desenvolvimento industrial da federação das indústria do estado da Bahia, Ricardo Kappa pesquisador, cientista chefe, do CAPA Institute, Daniel Silva, coordenador de políticas da ciência e tecnologia e inovação digital do ministério da ciência e tecnologia e inovação, Aloás Pires, Alause Pires, coordenadora geral da inteligência artificial do departamento de transformação digital e inovação do ministério desenvolvimento indústria e comércio e serviço. André Perez Barbosa de Castro, assessor da secretaria de gestão de trabalho e da educação na saúde do ministério da saúde. Lindon Johnson Dias Silva professor da universidade estadual de Montes Claros Minas Gerais, passamos agora aos às perguntas, vou dar aqui o espaço para o nosso convidado ilustre, pastor Marco Feliciano, é deputado federal, pelo partido liberal do estado de São Paulo. Presidente Helio Lopes, debatedores

0:003:04
12 de dez, 11:30
#22
Transcrição por IA

Assistem aí pela TV Câmara, primeiramente quero dar parabéns a SEDS, por terem proporcionado esse momento aqui de elucidação de questões, e falando sobre assunto tão importante pra todo o futuro né? Porque é que nós estamos falando do futuro. Eu fui membro dessa comissão, logo no meu primeiro e segundo mandato nós tínhamos à frente o grande Inocêncio de Oliveira, deputado lá do estado nordeste, 1 figura muito conhecida e ele era entusiasta do futuro. Eu estava ouvindo aqui atentamente, e eu fiquei imaginando que, quando criança né, eu eu assistia muito alguns filmes como os Jetsons, não sei se alguém se lembra aqui, se alguém da minha época, a minha única frustração até hoje é que não inventaram a máquina de teletransportar ainda, se tivesse nós seríamos mais deputados aqui deputado Hélio, que era só apertar botão entrar no máquina a gente apareceria lá do outro lado, mas quem sabe no futuro, eu não duvido nada da raça humana né? Algumas coisas que eu ouvi aqui, de tudo que eu ouvi, 1 coisa que ficou bem empreidada na minha mente foi, a fala do doutor Luiz Cláudio, quando ele disse sobre que a inteligência artificial já supera os humanos em alguns aspectos. Como aqui também não é apenas debate sobre produtividade, mas também sobre ética, eu fico me perguntando, o que será do futuro? 2 perguntas batem a minha cabeça antes de falar essas perguntas, esse ano eu tive 2 experiências com tecnologia e inteligência artificial que me deixaram assim de boca aberta. A primeira foi andar no estado da Califórnia, e lá na cidade de São Francisco ver carros andando sozinhos, sem ninguém dentro deles, e não eram carros do Elon Musk, nem da Tesla, táxis que funcionam ali andando sozinhos, é coisa de maluco isso, eu eu fui cortador de cana no interior de São Paulo, se se eu falasse isso pra minha avó ela fala que você era fantasma, era 1 entidade, né? E a segunda foi ver a minha netinha de 3 anos Aurora brigar com a Alexa. Como é que pode 1 criança de 3 anos começar a discutir com com com com computador? E pior, a Alexa revidando ela. Então o mundo ele ele ele é punjante e nós caminhamos aí pra progresso, e esse progresso às vezes me assusta, né na questão da substituição da mão de obra humana do ser humano pela produtividade apenas, é interessante, é importante, eu vi isso acontecer lá no interior de São Paulo, eu era cortador de cana de açúcar, e a minha máquina era facão sarar, e hoje já não existe mais isso, hoje está tudo automatizado, as pessoas tiveram que se readaptar ou se reinventar, ou ir pra escola encontrar outro tipo de trabalho, e como no interior às vezes falta muito trabalho, a moçada está tudo nas drogas, e por aí afora. Então eu fico me perguntando, se existe alguma possibilidade de no futuro, a criatura superar o criador. Desde criança como eu disse aqui assisto muitos filmes, alguns me marcaram muito, tem filme da Disney, desenho, não sei se vocês assistiram do Wally, Wally é robozinho, né e ele mostra cataclisma no planeta Terra, os seres humanos são obrigados a sair daqui porque está tudo acabando, e de repente se encontram lá no espaço sideral, todos eles dentro de 1 máquina, aguardando o momento em que se encontram planeta, onde eles vão poder voltar a produzir alimento, flores, etcétera e tal, e todos os seres humanos ali, eles estão sedentários, deitados em equipamentos que eles não nem pra poder pegar copo de água eles fazem isso, nem máquinas servidos né? É claro que a a é apenas 1 ficção, embora digam que a arte imita a vida, eu fico me perguntando se agora a arte não está direcionando a vida para o futuro, tem filme também que impactou muitas pessoas que foi o Matrix, que fala sobre automação, sobre a inteligência artificial, 1 revolução, ou 1 revolta dos equipamentos dessas máquinas contra o ser humano, daí eu acredito que vem boa parte daquilo que eu vi nos slides, o medo, o medo do desconhecido como será futuro. Então eu fico às vezes me pensando se se aquele pessoal lá dos Estados Unidos lá de acho que é de os né, que eles resolveram há muitos anos grupo de cristãos deixarem a tecnologia de lado e viverem apenas como os nossos antigos coletores faziam. Mas é claro que nós não podemos fechar os olhos pro futuro deputado Hélio Lopes, né do do homem coletor pra o astronauta, a sociedade ela tem 1 revolução extremamente importante, porém aos meus olhos pouco violenta. Então as 2 perguntas que eu que eu deixo aqui no ar não é nem para os debatedores porque são técnicos e aqui a fala de leigo de de alguém que apenas assiste o mundo, é essa, será que chegaremos num ponto onde a criatura, a as máquinas vão superar o o criador que somos nós, os seres humanos? E a segunda, será que voltaremos no tempo em que nós poderemos falar sobre a nossa inteligência humana? Né porque a nossa inteligência humana parece que ela está definhando. A minha mãe, não sabe ler nem escrever, mas pode te falar com ela de matemática, que ela faz conta de cabeça, instantaneamente, a Verinha ainda tem 1 memória fantástica. E com o passar do tempo eu vejo filhos e netos e meus primos, que mal conseguem fazer 1 conta no comércio, se não tiver ali 1 calculadora, se não tiver ali equipamento, eles não conseguem fazer. Eu viajo para os Estados Unidos e às vezes quando a gente vai fazer algum tipo de pagamento, e você leva em dinheiro, você aqui no Brasil a gente facilita às vezes pra dar o troco pra 1 pessoa, pra a gente dar dinheiro pouco a mais pra facilitar na na na devolução de moedas, lá você faz isso americanos te devolvem, eles não sabem o que fazer, eles se o computador não disser pra eles que tem que fazer, eles não sabem fazer. Eu sou da época em que a gente memorizava 50, 70 número de telefones na cabeça, se o senhor me perguntar agora o telefone da minha esposa eu não sei dizer, porque está tudo dentro desse equipamento, ela sabe disso, que ela também não sabe mesmo então está tudo está tudo igual, mas sabe são considerações sim, são pontuações, nós nós pensamos aqui em produtividade, mas isso e esses meus pensamentos aqui são são sobre questões de ética. O futuro, o que vai acontecer? Como estamos preparados pra ele, num mundo tão desigual né, nós temos aí países como a Suíça sempre lá no ranking, nós temos países que não são nem conhecidos no mundo, onde as pessoas têm necessidade básica, como comida e coisas mais, o nosso próprio Brasil, 90000000 de brasileiros não têm sequer tratamento de água pra suas famílias. Nós temos país com mais de 100000000 de pessoas também em emprego, nós temos 40 e poucos milhões de pessoas que vivem do Bolsa Família, e aqui estamos debatendo sobre o futuro da inteligência artificial. É interessante, parabéns aos, parabéns à vossa excelência, e pena que esse essa esse tipo de debate aqui, talvez a o esvaziamento da sala com o deputado é que ninguém sabia. Eu só passei ali quando vi vossa excelência da presidência, o que que o Hélio está fazendo ali? Eu fui ver e entrei aqui e e me beneficiei. Então às vezes o que falta aqui entre nós também é é a divulgação, isso não sei se é bienio AAA Bienal. É de 2 2 anos né? Deixo aqui já 1 proposta que o SEDES possa fazer seminário, seminário de dia todo, envolvendo toda a Câmara dos Deputados, envolvendo outras comissões, porque eu acho que seria seria muito interessante. Esse assunto palpita e é importante, eu sou entusiasta do futuro, gosto disso. Parabéns vossa excelência, parabéns debatetores, vou ter que me retirar porque eu tenho gol pra pegar agora, mas foi muito bom ter ficado aqui. Muito obrigado deputado. Muito obrigado.

0:007:38
12 de dez, 11:33
#23
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Marco Feliciano é, que o pessoal ficava falando assim quando ele fala de desenhos, ele tem todas as coleções de todos os bonecos de desenho que você possa imaginar. Também, aí olha, eu sou coleção Gostaria de fazer aí 1 censura ao novo deputado, oi Jesus, imperdoável.

0:000:22
12 de dez, 11:41
#24
Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados Angelo Azevedo Queiroz
Angelo Azevedo Queiroz

Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados

Transcrição por IA

O senhor citou o Jackson mas o teletransporte é do Jornada nas Estrelas, a mão de Justiça com o doutor maconha e com o capitão Keeper, com a tenente de Moura. Isso aí, esses aí já eram filmes e os

0:000:14
12 de dez, 11:41
#25
Transcrição por IA

É mais velho do que eu, eu queria só assistir desenho. Olha, debater com político não é fácil não. Mas Hélio, eu tenho, eu tenho, eu tenho 1 coleção de figuras de ação, tem quase 1800 bonecos de tudo que vocês possam imaginar, e de vez em quando eu me pego lá limpando cada deles, olhando, eu gosto, eu eu amo essas coisas. E eu vou te falar, se chegar na casa dele, e jogar 1 pedra,

0:000:25
12 de dez, 11:41
#26
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Na janela da casa dele vai quebrar, ele tudo bem vou comprar outra, mas não passe perto dum boneco dele não. Não passe é sério,

0:000:11
12 de dez, 11:42
#27
Transcrição por IA

Trancados, eu fiz 1 1 1 prateleira tudo chaveado, eu faço excursões, as pessoas vão lá e começam a contar o que são os bonecos, e todos eles relacionados ao filme, e eu tenho os Jetsons lá, né? E também tenho jornada das estrelas, inclusive eu evitava o Darth Vader. Valeu, muito obrigado pela. Aí a grande parcela. Pastor Felciano.

0:000:24
12 de dez, 11:42
#28
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Juro que veja o Não Olhe Pra Cima. Olha. Meryl Streep, que tem A00 Elon Musk, levando os ricos sobreviventes pra viver em Marte. Qual o nome do filme? Olhando pra cima? Não olhe pra cima? Não olhe pra cima. Assistirei, muito obrigado doutor, muito obrigado pela dica. E muito obrigado aí pela pela colaboração, pastor Marco Feliciano, senhor fez aqui 2 colocações né se, se a criatura vai superar o criador né, a máquina superar o homem, e a outra se vamos voltar lá na na inteligência humana, e com certeza eu tenho filho pequeno, realmente além dessa nova geração, ser pouco impaciente é tudo na calculadora, não não perde segundo assim, se tem a calculadora pra que eu vou pensar, então é, esse desenvolvimento do do ser humano eu tenho 1 mãe com 94 anos também que aprendeu a ler através da bíblia é a sabedoria imensa, e quando vossa excelência falou da situação do Brasil, tu sabe que a Sol Nascente e Criaram na Baixada Fluminense, minha mãe mora no município de Nova Iguaçu, maior estação de tratamento de água do mundo, está no Guinness, aonde presidente, veio falar Hélio você está acompanhando, mostra seu tratamento de água do mundo, ganhamos prêmio, aí eu falei é, minha mãe mora em Austin, em Nova Iguaçu, ainda não tinha água encanada. Aí que foi ter água encanada, em 2020, em 2020 e Ele ficou meio sem jeito né, porque ele veio bangoliando pelo prêmio, que melhor estação de tratamento de água do mundo, isso é só retrato, se 2020 20 e já parlamentar, a dificuldade de água encanada imagina por esse Brasil afora, se na maior estação em tratamento de água do mundo não não olha pra quem estava ao lado graças a Deus foi privatizado né, o tema aqui mas é bom é bom relatar, então assim, estamos avançando e o estudo aqui do sede eu vim pra cá, começou ano passado com essa consultoria aí que dá esse bote outro, outro nível outro patamar, tanto que o o homem da das perguntas aqui são ele né Fá? Que pergunta técnica, as pessoas técnica a gente degusta, aproveita esse conhecimento então, vai ter semana que vem acho que vai ter 1 outra que é a última dos do biênio dos 2 anos, vossa excelência está convidada aqui poder participar e conversar aqui com o Ângelo que, 2 colecionadores aí tá? Esse eu vou é 12 horas cuidado vai lá hein? Abraço, vamos passar aqui agora, muito obrigado, Otaviano, doutor Otaviano Canuto porque com certeza, ele vai passar pra assessoria ele vai baixar o filme, que ele tira 1 quantidade de hora, ler a bíblia explicar mas é cuidar dos boneco e, e ver desenho e filme. Ele gosta muito. Então vamos passar aqui agora para a palavra, para o diretor da consultoria legislativa, a secretária executiva do CED, senhor Aurélio Palos que se encontra aqui à mesa. Muito obrigado, parabenizálo vossa excelência pela forma que conduz o sede, e do jeito que contribui e não só a parte técnica como a parte humana da forma que trata todos o convidado todos os participantes então parabéns externar aí esse abraço essa essa colaboração que estou fazendo com o senhor aqui passar para os demais porque sabemos que o é o pessoal da consultoria não só a consultoria como toda a casa que contribui e colabora pra esse estudo do sedes para que após relatório final a publicação levar que foi verificamos aqui que a parte do privado estão muito preocupado mas o o público nem tanto e cabe aqui a casa levar as ideias as indicações orientações para o público então está com a palavra senhor Aurélio Palos.

0:004:16
12 de dez, 11:42
#29
Diretor da Consultoria Legislativa - Câmara dos Deputados Aurélio Palos
Aurélio Palos

Diretor da Consultoria Legislativa - Câmara dos Deputados

Transcrição por IA

Obrigado obrigado deputado Helio Lopes. Meu bom dia. Bom dia senhoras e senhores. É com grande atenção que acompanhamos esta audiência pública promovida pelo Centro de Estudos e Debate Estratégicos aqui com a nossa equipe de consultores que, que acessaram o deputado Helio Lopes relator desse estudo. E o objetivo é discutir os impactos da da inteligência artificial na economia. O tema é de extrema relevância, especialmente o momento que a inteligência artificial se consolida como 1 força transformadora, capaz de moldar nossa sociedade em múltiplas dimensões. O uso da IA traz oportunidades promovendo avanços como o aumento da produtividade, impulsionando inovação e criando novos modelos de negócios, mas também muitos riscos né como nós vimos aqui nas nas palestras, entre eles o desaparecimento de empregos pela automação de atividades. Tais riscos riscos e oportunidades devem ser analisados por nós, que seremos inevitavelmente atingidos pelas mudanças de paradigmas econômicos, e pelos seus desdobramentos na vida social, política e cultural, em outras vertentes também. Essa audiência pública busca contribuir para o presente estudo. Seu propósito, é verificar como essa transformação tecnológica pode trazer benefícios amplamente distribuídos. Ao final, esperamos a partir dos subsídios escolhidos, analisar e sugerir aperfeiçoamentos mediante proposições que forem pertinentes, para os programas e políticas de inclusão digital em andamento favorecendo a geração de emprego e renda. Então é isso, certo de que essa audiência possibilitará o estudo novas ideias, nossos consultores estão aqui acompanhando, atentos, a a as contribuições que os palestrantes trouxeram, muito obrigado.

0:001:58
12 de dez, 11:46
#30
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Muito obrigado senhor Aurélio Paulo, secretário executivo do SEDE. Passo a palavra agora para o consultor legislativo, nosso amigo atleticano, Angelo Queiroz.

0:000:18
12 de dez, 11:48
#31
Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados Angelo Azevedo Queiroz
Angelo Azevedo Queiroz

Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados

Transcrição por IA

Obrigado deputado, primeiramente desculpas aí pela brincadeira né, só mesmo não podia perder a oportunidade. Agradecer a contribuição dos palestrantes eu eu eu confesso que, fiquei pouco, quase que tomando banho de água fria com alguns dados que que vieram né que, desde as últimas vezes que que estivemos, relativamente ao crescimento do PIB e à produtividade, é surpreendente com todo essa esse barulho a intensidade com que se comenta sobre as possibilidades da da da inteligência artificial na na economia, ainda teria que processar isso, de modo que, 1 contribuição também importante, que 000 doutor Luiz Cláudio trouxe, que que me chamou bastante atenção, foi o link que a inteligência artificial tem com a sustentabilidade ambiental. Eu sei que o tempo foi curto ele não pôde explorar isso, mas eu dou destaque a esse ponto porque recentemente a gente observou a compra, se não me engano, por 1 empresa de tecnologia Microsoft, de 1 de 1 central nuclear americana muito emblemática, a famosa free Island, essa essa essa empresa, ela foi fechada, ela teve acidente importante nos anos 80, o final dos anos 80, 79, e inclusive ela expirou todo movimento ambiental de discussão sobre o perigo das da energia nuclear, a gente falava em filmes e de ficção científica houve famoso filme com Dustin Rofman, belíssimo ator aí muito famoso chamavase A Síndrome da da China, 1 menção reator nuclear que fosse derretendo e atravessando a Terra. Essa foi comprada por 1 empresa privada, a gente sabe que dos maiores nomes da tecnologia Bill Gates há muitos e muitos anos tem interesse no desenvolvimento do que eles chamam de pequenos reatores compactos, são reatores aí de 30 metros de comprimento, a ideia seria trazer esses esses reatores para sistema de fabricação em montagem, logo você pode montar reator na beira do rio, Amazonas numa pequena comunidade, e recentemente a Google também fez 1 parceria interessada nessa tecnologia. O mundo voltando para o nuclear, dessa maneira impactante, isso me faz também, 1, fazer 1 conexão com toda essa discussão e o medo que as pessoas têm da tecnologia, né no caso a a inteligência artificial, porque a gente já experimentou esse problema, e aí volta de novo pra questão da energia nuclear com a síndrome da China, e, agora estamos discutindo questões de sustentabilidade energética e isso vem vem reforçado, mas são questões que ainda é preciso processar essa informações que eu realmente não vou, só estou registrando mas não vou fazer perguntas porque ainda preciso processálas, ao contrário eu vou fazer 1 pergunta ao doutor Luiz Cláudio e aí já voltada mais pra minha área de trabalho. E depois para o doutor Otaviano, a gente já pergunta é a seguinte, pouco fora mas, importante pra nós que também trabalhamos com pesquisa, eu pelo menos tenho achado interessante que, nas exposições eu eu tenho visto ouvido pouco de China, de Japão, de de Malásia, Singapura, a gente sabe o quanto a China hoje tem 1 nova dimensão no cenário da economia mundial e na tecnologia. É claro que eu entendo perfeitamente o corte que se faz quando CDE, emergentes, mas eu eu queria perguntar, doutor José Cláudio, se esses cortes prejudicam ou dificultam, é 1 questão de fontes, é 1 questão cultural, como é que vocês pesquisadores, se pode contar pra gente quando você se debruça e tem que fazer esse corte epistemológico, pra tratar esse objeto, o que que você acha que a gente perde, ou se não perde nada? Até como 1 recomendação pra nós aqui que trabalhamos com isso, está faltando olhar esses países pra discutir tecnologia ou isso não é grande problema? Eu não sei se eu posso fazer a outra pergunta já pro doutor Otaviano, também agradecendo e a forma como questões instigantes, que o doutor Otaviano nomeou como efeitos inesperados. E 1 delas está o declínio na capacidade de reação do estado que ali em inglês estava, né que é termo difícil traduzir pro português mas eu acho que dá pra traduzir essa capacidade do estado e dar respostas. Eu queria saber doutor Ataviano né 1 reflexão dele não é nenhuma pergunta, eu acho essa reflexão importante porque, muita gente fala num mundo que cada vez se torna mais caótico. O caos ele é mal visto, mas é possível também é possível também dar sentido de caos como 1 nova forma de organização que o papel do estado vai mudar, O caos seria 1 organização bastante descentralizada, ao nível do digamos assim. A gente pode ver isso no com o evento das redes sociais que descentralizou a comunicação e criou digamos, pelo menos na minha avaliação, novo modelo de comunicação social a gente vê o próprio governo enfrentando essa dificuldade as grandes redes de televisão no mundo inteiro enfrentando essa dificuldade, aí já com o deputado ele sabe o papel que, por exemplo Jornal Nacional teria na formação de consensos políticos né, e o deputado que tem experiência com, com esse assunto sabe que hoje não só as grandes redes de televisão molda moldam os consensos políticos, essa descentralização como que o o senhor Doutor Travel veria o futuro da atividade governamental à medida que esse caos no sentido de 1 extrema descentralização vai inverter modelo que já vem vitorioso pelo menos há 500 anos em que o Estado vai cada vez mais hierarquizando, principalmente porque nós estamos reunidos aqui numa casa parlamentar, que pretende, de alguma maneira intervir nesse mercado para tutelálo, em proveito da sociedade, como é que o senhor pode dar umas palavrinhas pra nós ou como é que o senhor vê esse processo em face da inteligência artificial das tecnologias com a sua experiência? Então são essa as 2 perguntas para o doutor Luiz Cláudio sobre essa questão epistemológica, e para o doutor Otaviano sobre essa questão, desse estilhaçamento né dessa descentralização, especialmente porque temos até político aqui na na vizinhança que foi eleito com essa proposta mais anárquica né libertarianismo né, então nós não somos coisas que já estão, de 1 certa forma aí, muito obrigado eu espero ter feito as perguntas com clareza.

0:008:41
12 de dez, 11:49
#32
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Consultor Ângelo sempre enriquecendo com as suas perguntas, pegamos ponta a ponta de cada palestrante, muito obrigado aí pela, também enriquece muito a tu faz é pega duma ponta leva na outra EAE bota a pergunta muito precisa. Eu gostaria aqui de ouvir antes do do nosso amigo, doutor Luiz Cláudio, ouvir o doutor Otaviano porque como era de 10 a meiodia, ele tem às 12 horas, agora em ponto ele vai ter que entrar numa outra audiência, então ele pediu, doutor Luiz, pra ele poder aqui responder, e já agradecendo também fazendo aí suas considerações finais, dizer que essa casa, é a casa do povo e assim como a casa do povo vai estar sempre aqui aberta para que senhor possa contribuir como contribuiu hoje, com esse estudo do SEDE. Então vamos ouvir agora tem aí de 3 a 5 minutos, para responder e fazer sua contribuições finais. Doutor Otaviano Canuto.

0:001:17
12 de dez, 11:57
#33
Professor - Elliott School of International Affairs da George Washington University Otaviano Canuto
Otaviano Canuto

Professor - Elliott School of International Affairs da George Washington University

Transcrição por IA

Obrigado deputado. Na verdade é 1 palestra física, eu estou em em Marrocos, então plateia, bateu lá embaixo esperando, vai me esperar já agora, enfim, excelentes perguntas e ao mesmo tempo, digamos assim elas apontam para o enorme desafios, cuja respostas não serão fáceis de implementar. Muito bem dito, nós já vivemos caos, é evidente que a inteligência artificial facilitou, já está facilitando, o manejo caótico de de de de de da má informação, o a rigor no nosso no nosso trabalho nós chamamos a atenção, pra necessidade de 1 maneira ou outra de encontrar mecanismos de regulação, equilíbrio. Não dá pra ser, como autoridade pública, respeitar simplesmente a anarquia e o caos, quer dizer, há que se pensar como é que nós vamos, tentativamente monitorar e controlar pra evitar justamente o caos. Ao mesmo tempo, no lado benigno, pensem como como as experiências de consulta popular, elas se tornaram, estão se tornando cada vez mais possíveis. Então, o exercício da democracia via manifestação da opinião popular, será crescentemente facilitado pelo enorme avanço que as comunicações encontraram, inclusive com formas de processamento. Então nós estamos condenados AAA trafegar caminho, em que a de lado, os riscos já concretos como a gente tem assistido, de manejo negativo, maligno, das potencialidades tecnológicas com a com a com a desinformação, e portanto a dificuldade de resposta pelo setor público, ao mesmo tempo em que a gente tem coisas, digamos assim, espaço enorme pra aprimorar a comunicação entre o setor público e o seu eleitorado. E a propósito, deixa eu dizer pra vocês que com frequência, eu vejo elogios por onde eu passo, ao marco civil da internet brasileira. Quer ver? Essa eu achei, acho interessante. Escutei na Estônia, escutei na Romênia no ano passado. Então esse é a gente ter os nossos acertos também. É prazer enorme estar aqui, a pena que eu tenho que ir lá atender o pessoal que está lá na conferência me esperando, está certo? E e parabéns pela pela pela discussão deputado. Muito

0:002:54
12 de dez, 11:59
#34
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Doutor Taviano, boa palestra. Sucesso aí. Valeu, abraço. Ao ver agora doutor, nosso amigo doutor Luiz Cláudio.

0:000:15
12 de dez, 12:02
#35
Pesquisador - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) Luis Claudio Kubota
Luis Claudio Kubota

Pesquisador - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)

Transcrição por IA

Angelo muito obrigado pela questão. Acho que antes de de responder acho que é interessante pontuar que as apresentações foram de certa forma muito convergentes né perfil parecido 4 economistas, incerteza nas projeções, a dicotomia entre complementaridade e substituição, se você tiver mais complementaridade o potencial de ganho de produtividade de PIB é mais favorável, e no cenário por substituição aquele problema da da substituição de emprego desemprego e aumento da desigualdade. Mas agora com a sua questão vou vestir chapéu, desde dia 2 de janeiro de 2000 eu assinei minha azulzinha lá da na numa operadora. Então já trabalho com xícara, no dia primeiro de janeiro agora vou completar 25 anos, trabalhando com tiques né? E e aí vou vestir esse esse chapéu mais do do meu da minha experiência anterior. China, tem estudo que a gente publicou que saiu depois que eu vim aqui ano passado vou encaminhar via via Juliana, fazendo analisando a bíblia biometria. E é claramente Estados Unidos e China é o primeiro bloco, tá. E essa tem alguns países europeus e entre os emergentes quem se destaca é a Índia, tá. Mas sobre a China eu recomendo livro chamado AI SuperPowers, é traduzido já no no em português eu não lembro o título em português, do Kai Fu Lee. Ele foi presidente do Google Team, China e várias outras dessas grandes empresas. A tese dele é de que, os 2 grandes players são os Estados Unidos e China. E por que que, por que isso né? Acho que é interessante aí do ponto de vista mais técnico falar que esse cenário que a gente vive da chama de IA hoje, é a IA baseada né, em machine learning, em em grande base de dados. Já tivemos no passado outros paradigmas de IA mais simbólica que não eram tão dependentes dos dados. E aí quando você pensa nos dados a gente tem no cenário ocidental né as americanas, quer que todos nós aqui somos certamente cliente, e tem cenário lá da China que tem outras empresas né, Alibaba e tal, de posse dos seus dos dados dos chineses. Então ele argumenta que isso é algo que vai dar, dar 1 grande vantagem para esses 2 países. Ele comenta o seguinte, aí óbvio que ele ele é de Taiwan nem é nem nem a da China continental, mas ele defende no livro, que é pouco a vantagem da Índia que tem é, pra esse tipo de algoritmo né de técnica, o volume né, volume de engenheiros por exemplo, que a China e a Índia produzem hoje em maior número do que do que o ocidente, pode ser mais determinante, né. E aí ele faz a ressalva que os grandes pulos de tecnologia se dão, eu falei China e Índia dominam a bibliografia, publicam mais artigo. Mas aqueles artigos que fazem diferença, são poucos. E aí posteriormente a esse livro, foi publicado né artigo da Google, foi a Google que publicou, do transformers, que é o artigo que da arquitetura que está sendo utilizado nesses algoritmos de LLM. Então esse, em função desse algoritmo, os Estados Unidos conseguiu dar esse salto. Mas ele defende que a China E0E os Estados Unidos são grandes players, tem essas vantagens que eu comentei. E aí no no no que diz respeito a outros países que que o senhor comentou, acho que o Japão, acho que o Japão e Coreia EEA GrãBretanha são países que tem procurado apesar de estar bem entrando esses outros 2, procurado se colocar como plataformas inovadoras, né? O sediou evento interessante no no no da há pouco tempo, o Japão tem procurado retomar né sua sua proatividade na questão de semicondutores, mas eu diria assim, China, Estados Unidos é o primeiro bloco e outros países tentando correr atrás. Mas eu recomendo fortemente esse livro. EE0 eu comentei com com o deputado antes da sessão, tem professor daqui da UFG, Anderson Soares, procurem por gentileza aí no no Linkedin dele, ele analisa alguns modelos de LM da China, aí ele é ele é aí ele é ele é cientista de computação né, e ele fala que os resultados são muito interessantes compatíveis com esses LMs que que a gente conhece do ocidente. Aí é cientista mesmo da computação falando que a China já está, correndo atrás nessa área também. Obrigado pela pergunta. Pode ir. É só mesmo só mesmo agradecer a resposta obrigado. Vamos abrir agora.

0:005:13
12 de dez, 12:02
#36
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

O consultor legislativo Guilherme Pinheiro. Obrigado deputado Hélio Lopes.

0:000:09
12 de dez, 12:07
#37
Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados Guilherme Pereira
Guilherme Pereira

Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados

Transcrição por IA

Cumprimento a todos da mesa aqui o nome do doutor Luiz Cobota, meus companheiros da companhia legislativa e todos os presentes. A minha pergunta ela ela vai ser pouco, ela é assim bastante direta e talvez pouco mais pro doutor Fernando mas se o doutor Luiz Cláudio também sentir confortável, o o William também fiquem à vontade de responder. No projeto de lei 23 3 8, que é o projeto que regulamenta a inteligência artificial no Brasil foi aprovado ontem no plenário do Senado Federal, foi inserido até nas últimas versões e foi aprovado esse texto, 1 sessão com diretrizes pra proteção do trabalho né e dos trabalhadores. E nessa sessão, é é criada 1 1, digamos assim 1 cooperação entre vários entes, entre eles a autoridade nacional de proteção de dados, o Ministério do Trabalho, pra elaboração de de de dessas diretrizes né entre elas mitigação dos potenciais impactos negativos aos trabalhadores, em especial relativos a riscos de deslocamento de emprego e oportunidades de carreira relacionadas à inteligência artificial. E, então a minha pergunta é nesse sentido, será que esse seria o local ideal né pra pra criar 1, 1 entidade dessa pra propor sugerir essas diretrizes ou ou seria melhor 1 outra forma de organização, em relação a isso, e se é pertinente né, se é pertinente que essas entidades, elaborem essas diretrizes, se se os senhores teriam ideia de de de quais diretrizes poderiam ser colocadas né, a minha pergunta foi mais pra o doutor Fernando porque ele falou de algumas aí se não me engano, a questão da intermediação da mão de obra a questão do contrato de impacto social, né entre outros entre outros pontos aí mas se tivesse, né mais sugestões sobre sobre esse tema seriam muito bemvindas.

0:002:12
12 de dez, 12:07
#38
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Posso responder deputado? Mais 1 pergunta só. É a

0:000:07
12 de dez, 12:09
#39
Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados Guilherme Pereira
Guilherme Pereira

Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados

Transcrição por IA

Pergunta, pergunta é justamente sobre isso né? Esse esse esse projeto de inteligência artificial seria o local ideal né, pra que fosse criada, pra que fossem sugeridas essas diretrizes, e se e quais seriam se o se o senhor teria mais sugestões de diretrizes nesse sentido aí, como essas que o senhor trouxe aí do contrato impacto social etcétera e que pudesse compartilhar com a gente? Pode

0:000:26
12 de dez, 12:10
#40
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

0:000:01
12 de dez, 12:10
#41
Pesquisador do IBRE - Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fernando Veloso
Fernando Veloso

Pesquisador do IBRE - Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Transcrição por IA

Não obrigado pela pergunta, eu não conheço exatamente o teor né, eu vi que o projeto foi aprovado no senado acho que vai pra câmara agora né, e é trabalho que trata mais da questão de governança né, mas eu teria que ver o conteúdo pra opinar de forma mais mais convicta mas em princípio não me parece que a questão de proteção do emprego seja a melhor forma de lidar com o tema seja essa. Por exemplo, o projeto de contrato impacto social como mencionei eu acho que seria caminho né como eu falei, a melhor forma de proteção do emprego, a gente não quer exatamente proteger o emprego, o objetivo é facilitar a realocação do emprego pra novas atividades e setores que que vão ser criados né? Então acho que não não faria nenhum sentido pensar em preservação de emprego dado que é da natureza e da tecnologia que, alguns empregos efetivamente vão diminuir algumas tarefas vão desaparecer, então eu acho que a minha preocupação seria mais no sentido de favorecer essa realocação, pra outras atividades ou até mesmo outras localidades geográficas, e acho que aí eu mencionei esse contrato de impacto social que é 1 forma possível, agora existe outras eu falei por exemplo desse vertentes do Pronatec, Midik, que era chamado também de supertech, possa ter eventualmente existe estudo do banco mundial, nesse meu trabalho com meu colega, senhor de Holanda Barbosa filha, a gente entra em detalhes tá, então se tiverem interesse está disponível lá na na página lá do do observatório da produtividade, a gente comenta esse programa, porque que a gente acha que ele foi bemsucedido, mas aí se trata mais de 1 política pública né do do governo federal eventualmente pode envolver projeto de lei, é 1 possibilidade também que a ideia de mapear a demanda que eles fizeram foi efetivamente perguntar para as empresas em determinadas localidades que tipo de trabalhador que perfil eles necessitavam né, para evitar por exemplo se formar a cozinheiros em áreas que não estão demandando cozinheiros e isso é obviamente certa caricatura, mas o Pronatec né, que foi realmente o programa muito maior, ele tinha muito essa característica, não, não foi bem sucedido, ele formou trabalhadores basicamente em áreas ocupações que não eram demandadas pelo setor privado, então as pessoas não conseguiram emprego, ou não tiveram aumento de salário, então eu acho que essa vertente do desse PRONATECMIDIC é contrato de impacto social e eventualmente outras iniciativas que mencionam sobre melhorias do SINE, o nosso sistema nacional de emprego, eu acho que seria muito importante envolver o setor privado, seja de forma complementar claro né, seja fornecendo acesso a dados desidentificados, ou parcerias como se tem o caso da alemanha onde o setor privado participa junto com o setor público nesse processo de tentar fazer essa esse net né essa ligação dos trabalhadores com as empresas e muitas vezes envolvem coisas simples né o sim é 1 plataforma como outras né tem várias plataformas de transporte né e o valor da plataforma depende da qualidade das informações então sistema nacional de emprego que não é abastecido por informações de qualidade vai defasado não é atualizado com frequência as empresas perdem interesse e consequentemente diminui a chance do trabalhador conseguir 1 oportunidade. Então, eu também olharia isso, acho que é outra possibilidade de aprimorar, que acho que é muito pouco discutido no Brasil, questões parecem mais técnicas né mas trata de exatamente achar a empresa que vai demandar aquele trabalhador e o senhor acha que pode ser muito melhorado nesse sentido. Espero ter

0:004:14
12 de dez, 12:10
#42
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Questão mas foi excelente. Construtor Guilherme. Doutor

0:000:06
12 de dez, 12:14
#43
Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados Guilherme Pereira
Guilherme Pereira

Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados

Transcrição por IA

Obrigado foi respondido assim.

0:000:04
12 de dez, 12:14
#44
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Vamos passar agora para o, consultor legislativo, Tiago Freire. Laporte.

0:000:15
12 de dez, 12:14
#45
Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados Thiago Freire Laporte
Thiago Freire Laporte

Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados

Transcrição por IA

Bom dia deputado, obrigado. Eu gostaria de fazer 1 pergunta ao doutor Luiz Cláudio, no sentido de, se há algo que o trabalhador ali do ponto de vista individual possa fazer, pra direcionar aí a inteligência artificial, no sentido da complementaridade e não da substituição, ou se o papel dele é passivamente esperar EEE ver no que vai dar, porque no passado né, na na na primeira onda aí de automação, a ideia era da necessidade de qualificação, se esse continua sendo o caminho ou se há algum outro caminho. Obrigado.

0:000:39
12 de dez, 12:15
#46
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Pode responder, professor Luiz Cláudio, o cabota. O Bota.

0:000:05
12 de dez, 12:15
#47
Pesquisador - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) Luis Claudio Kubota
Luis Claudio Kubota

Pesquisador - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)

Transcrição por IA

Tiago muito obrigado pela pela pergunta, eu eu vou responder em 2 etapas acho que o o professor Fernando comentou na fala dele, o o Assimoglu ele é muito preocupado, aí ele fala mais do ponto de vista macro, geopolítico até e do ponto de vista governamental, que isso é 1 opção da sociedade fazer com que essa essa dicotomia entre complementaridade e substituição tenda mais pro lado de complementaridade favorecendo produtividade e ganhe para todos né então a visão dele vai muito do ponto de vista mais marco do governo. Agora do ponto de vista do trabalhador, acho que tem tem 2 pontos. Tem 1 questão etária, e aí está associado com a questão da de etarismo que os as pessoas mais e mais idade têm mais dificuldade, de, de lidar com essas tecnologias né. Apesar de que tem muitos jovens, eu tenho 2 né, tenho 2 filhos jovens, são são doutores em TikTok mas muitos deles não sabem né pilotar Excel. Mas acho que tem 1 preocupação 1 preocupação que está subjacente à sua pergunta, tem 1 questão, né não só a formar, nós servidores, os trabalhos em geral, mas focar pessoas com com com deficiência, né? Focar nessas pessoas que são mais frágeis, mais vulneráveis AAA essa questão. Isso posto, do do ponto de vista positivo, eu penso assim, nunca na história da humanidade teve tanto material disponível de graça pra quem tenha celular na sua mão, né? Canana Canacadame, e muito material da USP, das melhores universidades, você tem esse material disponível pra pra aprender. E aí tem 1 questão que é é muito pessoal da da da força de vontade individual né, vou dar exemplo nosso aqui na no as economistas tinham 1 1 1 tradição de de softwares size, Stata, e e cada vez isso foi migrando pra pra softwares mais abertos né? ARE Python. Eu pessoalmente trabalho com R agora, fazer esse salto, não é é atender 1 língua nova, é aprender 1 linguagem nova. Vários colegas meus fizeram isso, provavelmente os mais jovens já na verdade já nasceram né com essas novas linguagens mas muitos colegas não fizeram, ficaram, conseguem se resolver com com os softwares mais mais tradicionais. Então tem componente pessoal também que não pode ser ignorado. Obrigado pela pergunta.

0:002:52
12 de dez, 12:15
#48
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

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Tiago? Obrigado. Agradeço. Vamos passar agora para o consultor, Charlie da Costa.

0:000:12
12 de dez, 12:18
#49
Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados Charles da Costa Bruxel
Charles da Costa Bruxel

Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados

Transcrição por IA

Bom dia, acho que é bom dia ainda né? Saudar o deputado, agradecer né a oportunidade de estar aqui participando junto com os colegas da consultoria, parabenizar todos os palestrantes e também saudar todos os presentes. Fazer só algumas colocações antes de fazer as perguntas. A gente vive no mundo do trabalho, contexto assim de alto impacto decorrente do que se chama de uberização que é algo que está que usa 1 tecnologia muito inferior ao que a gente está discutindo aqui que seria a agenerativa. No entanto ela já foi suficiente pra gerar alto impacto no mercado trabalho, 1 remodelação, flexibilização, muitas visões de que de de que também é 1 precarização. E a gente fala de agenerativa e, em linhas gerais a gente entrou então na dicotomia entre complementar a idade e substituição, mas sinceramente a minha visão é que, sei lá 5 anos eu conversava com amigo e falava ah nossa, 1 inteligência artificial realmente consiga substituir o ser humano, parecia algo distante assim, a gente imaginando assim, mais ou menos como leigo, ah não isso aí ainda está muito longe da realidade. E aí a generativa finalmente chega e consegue se colocar nesse nesse ponto de de a gente não com ninguém mais duvida que 1 inteligência artificial vai conseguir de fato substituir ser humano. Eu acho que ponto que o doutor Luiz Cláudio ponderou, gargalo hoje é a questão ambiental, parece que precisar de uns mais salto ou 2 tecnológicos pra que a IA consiga talvez, fazer 1 substituição completa. Hoje se com esse gasto energético aí me parece até meio, meio inviável apesar de daí a generativa já ser extremamente avançado. Então 000 que fica, o que que é que é colocado pra nós é pensar sobre realmente futuro trabalho humano, num curto médio prazo, talvez fique na complementaridade mas, eu não consigo assim deixar de imaginar que vai haver 1 substituição em massa em algum momento que a gente vai se deparar com o desemprego estrutural em massa, EEA gente precisa digamos, pensar nisso o quanto antes pra ver o que que a gente vai fazer quando isso acontecer, né? Como é que o sistema vai lidar com esse tipo de de de contexto. A constituição fala, desde 88 falou pelo menos a questão da proteção e face da automação, que o doutor, o doutor Otaviano explicou né que seria até estágio bem mais rudimentar nem seria nada seria bem diferente da IA, e até hoje e e que o mercado trabalho deveria ser protegido em face dessa automação e nunca nunca houve 1 regulação nesse sentido. Com IAgenerativa parece que de novo, essa ideia lá da constituição fica meio que reforçada, precisaria ser pensado alguma forma de evitar que a IAgenerativa em vez de servir como 1 ferramenta positiva acabe gerando sei lá em em algumas décadas problema muito grave, né pro nosso mercado de trabalho, muito desemprego, há afunilamento talvez da da da da do mercado né? Quem não está num num num num emprego que tem a a IA como complementar talvez, acabe ficando num num subemprego que não vale a pena nem a, fazer automação, robotização ou colocar IA pra pra trabalhar, então, enfim isso aí gera riscos né de de 1 redução geral de salários também pra quem ficar nesses digamos subempregos. Então muitas preocupações ao mesmo tempo é algo que parece inevitável né? Quem não avançar nisso agora vai ficar pra trás, o Brasil por exemplo é, não pode também abrir mão disso, ficar não dá pra ficar com discurso, bonito e na prática estão os países investindo em IA, aumentando a produtividade e o Brasil ficando pra trás, senão a desigualdade regional vai aprofundar ainda mais, né? É ponto cheio importante, na verdade quem já está na frente como os Estados Unidos e China tende a dar 1 disparada ainda maior, e quem está atrás geralmente está fazendo fundamental esse debate inclusive a gente está digamos talvez, até a iniciativa privada engatinhando pouco ainda ah nossa tem a IA e tal e eles já estão, em altas aplicações da da da IA. A gente está falando está avançando mas parece que de forma bem mais lenta, e no próprio setor público é importante né? 000 Tiago aqui colega da consultoria fez estudo aqui, sobre a a utilização de IA na consultoria, e justamente pensando como 1 ferramenta complementar pra, pra que a gente consiga ter né oferecer os o nosso trabalho com a maior qualidade possível. E parece que é caminho importante no no serviço público também, enfim, várias ponderações, mas só deixar aqui algumas, algumas colocações gerais pros palestrantes. Mais abstrato já foi meio que falado mas só pra deixar, qual é a visão dos palestrantes sobre essa interação realmente da IACO com o mercado de trabalho num num prazo mais longo, se não vai ter essa tendência pela substituição, da dos postos de trabalho, né? E o segundo que seria já, imaginando cenário de desemprego estrutural causado pela eada que sei lá em algum período algumas décadas, que instrumentos podem ser utilizados pra amenizar isso? O primeiro instrumento que, que vem em mente seria 1 tributação pra sei lá de algum modo conseguir até, garantir a sobrevivência de quem vai ficar excluído no mercado de trabalho? Tributar sei lá o uso da IA em algum momento? Hoje hoje, ainda não né não não faz muito sentido mas em algum momento, enfim, o que fazer em cenário desses mais catastrófico de de avanço do desemprego estrutural. Então é são essas as colocações e as perguntas obrigado.

0:005:52
12 de dez, 12:18
#50
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Obrigado consultor Charles. Vamos ouvir aqui o doutor William. Sim, obrigado

0:000:08
12 de dez, 12:24
#51
Pesquisador em Economia do Trabalho e Automação - consultor e pesquisador Willian Adamczyk
Willian Adamczyk

Pesquisador em Economia do Trabalho e Automação - consultor e pesquisador

Transcrição por IA

Tá bom, as evidências até agora não apontam para este cenário de desemprego em massa ou de grande destruição de empregos, então a gente através das pesquisas não está acreditando nesse neste caminho né a preocupação que a gente traz mais aqui é relacionada ao mau uso das inteligências artificiais então é algo que a gente pode discutir bastante em termos de mau uso de trabalhadores que estejam utilizando as tecnologias de inteligência artificial para gerar conteúdos falsos ou então fazendo perguntas e utilize confiando em sistemas além da capacidade de sistemas a gente sabe por exemplo chá GPTE outros similares eles alucinam entrega monte de informações falsas inventadas que podem prejudicar o trabalho dessas pessoas outro aspecto que preocupe aí ligado também as questões de uberização é o que a gente chama de algoritmo management ou a gestão por meio de algoritmos tornar o trabalho com 1 super influência da gestão da otimização do fluxo de trabalho de dos trabalhadores por meio de algoritmos externos eles podem por exemplo causar cenários de super fiscalização sem nada algoritmos de inteligência artificial que estejam vendo todas as tarefas e quando você está presente ou não horários que você produz ou mais e isso pode levar até mesmo a questões de assédio a gente pode pensar nesse caminho de precarização a gente pode pensar em situações de como fazer trabalhador render melhor pode ser por meio da oferta de maiores incentivos ou então por meio da oferta de ameaças se você começa a utilizar algoritmos para motivar esses motivar entre aspas estes trabalhadores por meio de ameaças ou respostas negativas que se assemelham a caso de assédio o impacto desses algoritmos pode ser sim de 1 precarização das condições de trabalho para muitos trabalhadores Então essa é são algumas das preocupações que surgem, mas não necessariamente da redução no número de trabalhos em si.

0:002:17
12 de dez, 12:24
#52
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Muito obrigado doutor William. Cumprimentar

0:000:06
12 de dez, 12:27
#53
Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados Charles da Costa Bruxel
Charles da Costa Bruxel

Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados

Transcrição por IA

Não, eu pensei, eu não sei se os demais parecidos querem também fazer alguma colocação, se quiserem, nossa então será 1 satisfação Posso fazer comentário. Doutor Fernando Veloso fazer.

0:000:09
12 de dez, 12:27
#54
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

0:000:03
12 de dez, 12:27
#55
Pesquisador do IBRE - Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fernando Veloso
Fernando Veloso

Pesquisador do IBRE - Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Transcrição por IA

Excelente pergunta Charles, é, quando quando você olha a experiência das últimas décadas, eu mencionei no início da minha apresentação, de fato tem algumas razões pra gente se preocupar, né, que é o chamado fenômeno da polarização do mercado de trabalho e aconteceu, principalmente nos Estados Unidos, mas também na Europa, que é o fato de que trabalhadores com qualificação intermediária que não tinham ensino superior, eles foram negativamente afetados por tecnologia de automação. Então o que aconteceu ali não foi desemprego em massa, pelo contrário, economia americana, antes da pandemia estava no mínimo do do desemprego da da série histórica e mesmo depois da pandemia o mercado de trabalho se operou rapidamente. Então não me parece assim pelo menos com base no que a gente já viu, que ameaça seja desemprego estrutural de grandes proporções, mas o que pode acontecer é que esse que aconteceu nos Estados Unidos, esses trabalhadores perderam emprego na indústria ou escritórios também né softwares de automação utilizados em escritórios as pessoas quisessem atividades rotineiras perdem emprego, muitos foram para o setor de serviços, onde o salário é menor, muitas vezes a proteção social também, e isso ter efeito negativo foi o padrão de vida de vários deles, né? Quem foi mais protegido é quem tinha qualificação maior, ensino superior, ou trabalhador de baixa qualificação que exercem atividades que ainda não podem ser substituídas pela máquina, trabalhos por exemplo cuidadores de idosos ou trabalho de limpeza, segurança. Então, os 2 extremos da distribuição de qualificação foram menos afetados mas o segmento intermediário foi bastante atingido. E em termos de produtividade também os ganhos foram bem menores do que se esperava, né? Então existe até 1 expressão conhecida como o paradoxo da produtividade que já tinha sido anunciado lá pelo Robert Solo, no prêmio Nobel, ele falou isso no final dos anos 80, que a os computadores, os efeitos de produtividade dos computadores estavam, todo mundo usava computador mas os efeitos de produtividade não apareciam nas estatísticas. E eventualmente apareceu, eventualmente o efeito positivo do uso de computadores apareceu em meados dos anos 90 e durou mais ou menos 10 anos nos Estados Unidos depois arrefeceu. E e essas tecnologias das últimas décadas, anos 2000 e da década passada, também não tiveram efeito assim significativo na produtividade dos países desenvolvidos que é paradoxo porque a gente esperaria é claro né? Que inovação, tecnologia é a principal fonte de crescimento da produtividade. Isso não aconteceu e 1 das razões possíveis é que esses ganhos ficaram muito concentrados em determinadas empresas, não se espalharam pela economia. Então assim, se você olha a experiência do passado de fato acho que tem motivos para preocupação, mas não nesse sentido desemprego em massa eu acho que a nossa preocupação tem que ser no sentido de preparar os trabalhadores para encontrar bons empregos então foi nesse sentido que eu tentei falar de algumas propostas de requalificação a novas formas de intermediação para que esse trabalhador consigam se recolocar e o último ponto você falou de tributação das máquinas eu pensaria pelo menos no caso do brasil em algo que vai talvez com a mesma ideia mais diferente é 1 desoneração do custo do trabalho ao custo do trabalho é muito elevado no brasil inúmeras contribuições sociais já existiu já alguns anos a gente discute a exoneração da folha, mas essa que existe né, ela serve para apenas alguns setores, e é muito cara, eu acho que a gente deveria pensar numa desoneração da folha de pagamento mais ampla, mas com maior foco em trabalhadores de baixo salário e provavelmente vão ser os mais afetados é porque aí a fé tem a relação com o salário mínimo então 1 combinação de 1 tributação elevada com o salário mínimo torna trabalhador de baixa qualificação muito caro para a empresa diante da baixa produtividade então eu acho que 1 desoneração da folha para baixo salários é o que a gente deveria pensar para no sentido de proteger mais esse trabalhadores mas proteger no sentido não de preservar necessariamente o emprego mas facilitar a recolocação

0:004:31
12 de dez, 12:27
#56
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Muito obrigado doutor Fernando, doutor Luiz Carlos fazer suas coloca sóis.

0:000:07
12 de dez, 12:32
#57
Pesquisador - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) Luis Claudio Kubota
Luis Claudio Kubota

Pesquisador - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)

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Charles muito obrigado pela pela colocação. Eu eu basicamente compartilho com a visão do dos colegas do Fernando e do William, eu eu tento acredito, a mim, tenho mais temor eu eu tenho mais temor de cenário de aumento desigualdade do que cenário, mais catastrófico de de desemprego em massa, mas é acho que é bom ressaltar o seguinte, tem muita gente muito boa, o Benjo e o Joffrey Hinon, que acabou de ganhar o PM Nobel, são considerados 2 dos Gott fadas né, dos padrinhos da IA, Elon Musk, o próprio Assemoglu e Kaifoli que acreditam num cenário mais pessimista como que você colocou. Mas, é, em sentido contrário, aí eu vou vestir o chapéu do século passado, eu trabalhei em consultoria. 1 coisa, eu tenho lá meu meu ChatGPT, agora, transformar isso realmente algo produtivo que faça a diferença, é 1 distância muito grande, né? Isso vale pra empresa, vale pra governo. Então você adotar, é 1 coisa, você transformar aquilo, né, de modo, colocar aquilo de modo produtivo na sua empresa, no no seu negócio é algo bem diferente. Então, isso não só no Brasil, isso acontece em todos os países, por isso que eu eu acredito que esse esse movimento não vai ser tão rápido quanto quanto alguns temem. E pouco também o ponto que o que o Fernando colocou, se a gente, né, nós enquanto sociedade conseguimos fazer isso ganhe, né, seja produtivos, gere ganhos pra sociedade, Na verdade isso pode ser positivo, né, num cenário de de de aperto de mão de obra de envelhecimento da população como foi colocado lá no trabalho do William. Obrigado pela pergunta.

0:001:48
12 de dez, 12:32
#58
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Não só agradecer obrigado. Charlie, vamos agora ouvir o consultor Leonide.

0:000:10
12 de dez, 12:33
#59
Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados Leonid Garnitskiy
Leonid Garnitskiy

Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados

Transcrição por IA

Bom, gostaria de agradecer né ao deputado William Fernando, ao nosso diretor Aurélio, o doutor Luiz Cláudio, os demais convidados, os colegas consultores. E eu gostaria de fazer 2 colocações que me preocupam, profissionalmente e pessoalmente né? Primeira são, e e que podem ser objetos de futuros debates pra gente né? A primeira tem a ver com limites éticos do uso da inteligência artificial no local de trabalho, né? Isso tem a ver, não só com o nosso trabalho como consultores legislativos, mas com qualquer profissão, né? Sendo pesquisador, sendo auditor, né? Por exemplo, pesquisador, até qual limite ele pode usar a inteligência artificial pra produzir artigo científico? Porque a inteligência artificial vai pegar os artigos já já existentes na internet e vai compilar parágrafo novo, né? Então qual é qual é o limite ético de usar a inteligência artificial no no no trabalho, né? No nosso trabalho de consultor, por exemplo, até até onde a gente pode usar pra fazer projeto de lei, né? Ele vai pegar eventualmente leis municipais já existentes e nós vamos fazer aqui 1 lei federal nova que não existe ainda, mas qual seria o viés dessa lei nova que ele vai compilar, né? Ele vai pegar leis de centenas de municípios, né? Será que existe viés político nessa nova lei que será compilada? E aí já é a segunda pergunta aí, relacionada a essa primeira. Será que a inteligência artificial é neutra politicamente? Nessa será que existem alguns estudos já de pesquisadores que estudaram essa questão de será que existe viés político na inteligência artificial? E qual seria esse visto? E como nós podemos contornar esse viés? Se o senhor se o senhor Luiz Cláudio puder responder e se os outros convidados também estiverem interessados em responder, agradeço, obrigado.

0:002:06
12 de dez, 12:34
#60
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Obrigado, Leonid. Vamos ouvir aqui o doutor William querendo responder, depois doutor Fernando e assim doutor Luiz. Mas querendo, não querendo pode passar pro outro que.

0:000:18
12 de dez, 12:36
#61
Pesquisador em Economia do Trabalho e Automação - consultor e pesquisador Willian Adamczyk
Willian Adamczyk

Pesquisador em Economia do Trabalho e Automação - consultor e pesquisador

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Dos limites éticos passa a pouco da questão que mencionei anteriormente do uso desses algoritmos pra gestão de pessoas né até que ponto essa interação com as pessoas é benéfica ou não e outras questões éticas também passam por questões de direito de propriedade existem questionamentos muito grandes sobre quais são as fontes dos quais esses sistemas estão bebendo né tão recominando músicas anteriores estão recominando textos de autores que são protegidos por outras leis autorais e tem a ver então com a este limite 1 pergunta que a gente pode se fazer é qual é a origem do conteúdo né se a gente vai aplicar isso no trabalho próprio o trabalho de pesquisador ou trabalho de legislador que vai fazer a redação de projeto de lei os limites são podem ser pensados em da onde está vindo esse conteúdo se você está simplesmente se alimentando de fontes do chat rpt e outras ferramentas que você não sabe de onde vem ou esse conteúdo está vindo de você por meio de informações que você está prestando devidamente citadas e claro também com a preocupação que esses sistemas acabam ficando com parte dessas informações né são informações de 1 empresa internas e protegidas você não pode deixar elas à disposição destas ferramentas pois elas podem ser também compartilhadas utilizadas para outros outros cenários né

0:001:33
12 de dez, 12:36
#62
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Obrigado doutor William. Deputado. Ah tá desculpa. Se eu eu.

0:000:07
12 de dez, 12:38
#63
Pesquisador do IBRE - Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fernando Veloso
Fernando Veloso

Pesquisador do IBRE - Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Transcrição por IA

Só comentar é porque eu posso Pode sim.

0:000:03
12 de dez, 12:38
#64
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Tudo.

0:000:01
12 de dez, 12:38
#65
Pesquisador do IBRE - Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fernando Veloso
Fernando Veloso

Pesquisador do IBRE - Fundação Getúlio Vargas (FGV)

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O estudo pesquisador Valdemar Pinho Neto, meu colega da formação de Getúlio Vargas, que é sobre esse tema, tá? Foi publicado na revista acadêmica Public Choice recentemente o título inglesa depois eu posso até mandar morre hum hum hum hum hum hum hum medindo o político bias né o viés político do chefe GPT publicou recentemente encontram viés político disse que o estudo é construouse o chat GPT ainda favorecer os democratas nos estados unidos sendo esse viés observado também no reino unido e no brasil essas tendências levantam preocupações sobre a possibilidade de influenciar opiniões políticas dos usuários mas aí a minha combinação é de 1 atenção de tudo não precisar do sério é é publicado recentemente eu tô vendo aqui 1 matéria de 14 de maio desse ano é muito

0:001:01
12 de dez, 12:38
#66
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Obrigado doutor Fernando, doutor Luiz Carlos.

0:000:04
12 de dez, 12:39
#67
Pesquisador - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) Luis Claudio Kubota
Luis Claudio Kubota

Pesquisador - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)

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Obrigado Leonide pela pela, pergunta pela questão, bastante instigante né? Sobre a questão do, o primeiro ponto, tem tem 1 1 escolhas que a sociedade faz né? Por exemplo, aí falando de aplicações, no no meu prédio, no meu clube e hoje no meu trabalho, eu entro, mostrando essa essa cara feia aqui. Na na Alemanha eles têm 1 preocupação muito grande com a questão né da da privacidade e talvez esse tipo de de uso que brasileiro adota, pelo menos não tem tanta gente reclamando assim, adota com relativa rapidez. Então são escolhas que a sociedade vai fazer, da Alemanha pra gente vai ter de resposta e o Brasil está exatamente discutindo esse tipo de coisa aqui na na no Congresso né, tanto na Câmara quanto no no Senado. Acho que entra muito na questão da governança, mas só com relação à questão política, o professor Fernando falou de alguns outros, eu tenho 1 preocupação até remetendo pouco a questão que o Guilherme fez, eu tenho, a gente está falando de uso de 1 ferramenta, né, nas redes sociais, vamos dizer, que tem certo tipo de de resultado. Eu estou falando do outro tipo de uso pra adentrar num de segurança pra adentrar em ambiente. Quando eu trabalhava em operadora a gente fazia usos pra classificar cliente, criar grupo de cliente, então eu tenho 1 preocupação de que a regulamentação tenta, ela nunca vai conseguir abranger todos os tipos de uso né? Então, talvez os a sua segunda questão tem muito a ver com a discussão que está ocorrendo agora no congresso né? Sobre sobre o o Marco Civil. Então eu tenho, acho que é importante, discutir diferenciar a questão da tecnologia dos seus usos, que é 1 preocupação que muitos cientistas fazem né, que estão estão entrando na discussão regulamentar, de não botar tudo no na na mesma cesta. Obrigado pela pergunta.

0:002:17
12 de dez, 12:39
#68
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Obrigado, doutor Luiz. Mais alguma pergunta? Muito obrigado, tá?

0:000:05
12 de dez, 12:41
#69
Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados Leonid Garnitskiy
Leonid Garnitskiy

Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados

Transcrição por IA

Gente,

0:000:03
12 de dez, 12:41
#70
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

O horário, o avançado os horários. Levamos aqui, os palestrantes, todos têm compromisso que era de, o CEP começar de 10 à meiodia, começou às 10 e 5, 10 e 15, a 10 e 10. E temos aqui 3 perguntas, de, pessoas que estão colaborando com a audiência, que estão assistindo de forma remota. Eu vou passar, para que sejam feita as perguntas, e após os palestrantes vão responder então, dentro da possibilidade, levar o tempo aí de uns 2 minutos, por causa do horário que ainda tem as considerações finais dos palestrantes que tem também outras agendas. Então vamos ouvir aqui, doutora Maria Clara de Souza Seixas, que está online de forma remota aí, ela é presidente da comissão especial de inteligência artificial da Ordem dos Advogados do Brasil da Seccional Bahia. Doutora Maria Clara, 2 minuto para que a senhora coloque a pergunta e dependendo da pergunta a senhora já falar o nome do do palestrante pra responder?

0:001:35
12 de dez, 12:41
#71
Presidente Comissão de IA - ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL Seccional Bahia Maria Clara Seixas
Maria Clara Seixas

Presidente Comissão de IA - ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL Seccional Bahia

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Bom dia. Bom dia. Bom espero que todos me ouçam. Primeiro gostaria de agradecer cumprimentar a todos ao deputado Elopes aos palestrantes, a todos os presentes agradeço a oportunidade e ao convite de participar aqui dessa audiência. Entendo que esse é momento muito especial considerando né que na última terçafeira tivemos aí aprovação do PL 2 3 3 8 no Senado que regulamenta o tema da reajuste artificial e agora traz esse debate aqui pra Câmara dos Deputados. E considerando o recorte do tema né dessa audiência, considerando a correlação ali indissociável de tudo que foi conversado essa manhã, do emprego, do estímulo da realidade brasileira, que a gente tem aí 1 predominância né das micro empresas, empresas pequeno porte e das médias empresas. A minha pergunta é pouco contraponto ao que foi trazido hoje, também em relação as questões da concentração de mercado nesse contexto de inteligência artificial. O que de alguma forma também tem 1 relação com que o doutor Luiz Cláudio trouxe na própria questão da soberania tecnológica, né? Em especial, a elaboração ali a possibilidade de adoção de sandbox regulatório, pra impulsionar essa inovação, né, e viabilizar ali a entrada de pequenas e médias empresas nesse mercado. E aí a minha pergunta é, pensando nesse cenário em grandes corporações, grandes tecnologias, empresas de tecnologia acabam dominando muitos dos recursos que são necessários para o desenvolvimento da IA, principalmente o grande conjunto de dados, infraestrutura computacional, acaba existindo ali risco dessas empresas poderem de alguma forma capturar, de alguma forma mais exclusiva né os benefícios de alguma política pública de estímulo né? Limitando também algum tipo de competitividade nesse mercado. Então diante desses cenários, a minha pergunta pros palestrantes, é se eles visualizam o que a gente poderia pensar ou se deveria se pensar né, em algum tipo de estímulo pra gente tentar também garantir que essas pequenas e médias empresas, tenham algum tipo de competitividade nesse mercado, como por exemplo pensar em algum tipo de requisitos de diversidade dentro do sandbox regulatório né então pra startups, ou pequenas e médias empresas, pensar em algum tipo de democratização de acesso talvez a infraestruturas de data center sustentável compartilhado, ou até mesmo pensar em algum tipo de subsídio de linha de crédito né pra empresas menores. Então assim o quanto que vocês visualizam que esse tipo de incentivo pra essas empresas menores deveria ser 1 prioridade tanto na agenda nacional como numa agenda setorial ali, pensando também nesses diferentes setores né que vão ser impactados economicamente pela inteligência artificial. Essa era a minha pergunta, mais 1 vez agradeço a oportunidade de estar aqui e o convite de participar dessa audiência.

0:002:50
12 de dez, 12:43
#72
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

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Doutora Maria, muito obrigado. Qual palestrante? Vamos ver o doutor Fernando Velloso, responder, a doutora Maria e aos demais querendo contribuir e colaborar também. Doutor Fernando.

0:000:24
12 de dez, 12:46
#73
Pesquisador do IBRE - Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fernando Veloso
Fernando Veloso

Pesquisador do IBRE - Fundação Getúlio Vargas (FGV)

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Obrigado deputado. Eu vou comentar brevemente eu acho que a preocupação é inteiramente legítima né? Não não ainda não está muito claro o que fazer mas é algo que mesmo lá fora existe muita discussão né, empresas de grande porte, muitas vezes comprando, né, empresas de menor porte, não necessariamente pra inovar mas simplesmente pra bloquear a competição. E, acho que o Cláudio comentou realmente que o uso de energia é muito intensivo, as bases de dados são caras, então isso também naturalmente tende a concentrar o mercado né? E isso claro que é negativo porque isso não dissemina a tecnologia, eu acho que precisamos pensar em formas de de maior competição, talvez estimular o fornecimento da desse em forma de serviço né, não necessariamente a empresa precisa ter sua base de dados, mas pensar em forma de estimular a aquisição de desses dados por meio de serviços, formas de competição mas eu acho que não é algo que ainda não está ainda não está amadurecido nem nem lá fora, eu falei assim aconteceu nas últimas décadas essa enorme concentração, e a dificuldade que a própria tecnologia ela tende a gerar ganhos de escala e ela naturalmente concentradora então se poder público através de ferramentas de estímulo a competição não atuar a tendência natural é que essa concentração permaneça, mas eu pensaria em formas de competição e eventualmente pensar em forma de disponibilizar o acesso a essas informações para conjunto maior de empresas.

0:001:38
12 de dez, 12:46
#74
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

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Muito obrigado doutor William, quer falar alguma coisa?

0:000:07
12 de dez, 12:48
#75
Pesquisador em Economia do Trabalho e Automação - consultor e pesquisador Willian Adamczyk
Willian Adamczyk

Pesquisador em Economia do Trabalho e Automação - consultor e pesquisador

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A área regulatória não é muito boa a minha a minha expertise, mas pensando no papel diferenciado das empresas grandes, né. Para as empresas micro EEE pequena para a entrada nesse mercado, né. A gente pensa que a a competitividade a nível de gerar esses modelos de treinamento como a gente vê hoje as grandes empresas como Microsoft Apple pela necessidade de capital e e custo de investimento é é gigantesco inviabilizando a entrada dessas pequenas empresas, mas o que pequenas e empresas podem fazer é se utilizar de grande parte destes modelos e grande parte deles são disponibilizados sem custos e também existindo muitas tecnologias que são opensource que existem versões grátis que as empresas podem incorporar os seus modelos de negócio e então criar produtos diferenciados para competir nesse cenário. Então o papel dela seria diferenciado do que em termos de competitividade com as grandes responsáveis pelo treinamento dos modelos.

0:001:07
12 de dez, 12:48
#76
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

Transcrição por IA

Muito obrigado, doutor Luiz Cláudio.

0:000:03
12 de dez, 12:49
#77
Pesquisador - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) Luis Claudio Kubota
Luis Claudio Kubota

Pesquisador - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)

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Doutora Maria Clara obrigado pela questão aqui eu vou fazer disclaimer tá que eu falo estritamente nesse ponto sobre, do ponto de vista pessoal não necessariamente representando a a opinião da da do órgão que eu pertenço. Bom, acho que acho que essa preocupação sobre as micro e pequenas é é vital, né? Eu sempre defendo que, dado que não só no Brasil se a maior parte das empresas é de pequeno e médio porte, e a maior parte do emprego está nessas empresas, não adianta você focar só naquelas grandes, porque isso né algebricamente não vai fazer a resolver o problema de país nenhum. Então eu acho que além do da questão do sandbox eu seria até mais mais mais propositivo, acho que 0A0 lá da da União Europeia ele foi muito preocupado nessa questão do custo dependendo do poste da empresa né? Então acho que isso é 1 coisa que nessa casa aqui os senhores congressistas têm que têm que, eu entendo que deixar muito explícito na regulamentação, tornando mais fácil a inovação para as pequenas e médias em relação às maiores. E agora vestindo o papel do executivo, né, tem várias políticas que o governo tem feito, tentando aumentar nossa capacidade interna, a questão dos data centers, tem sido trabalhado no EmiDI, que as por a EBI, a ApeB, que tem sido trabalhado lá pelo MCTI. E eu gosto muito de programa chamado Brasil Mais Produtivo, que é exatamente focado pra essas desempregas as menores, e é dado subsídio né, pra pra de consultoria, pra fornecer exatamente o que aquela empresa está está precisando. Obrigado pela pergunta.

0:001:50
12 de dez, 12:49
#78
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

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Doutora Maria Clara. Passamos doutora Maria Clara. Passamos, para o convidado Daniel Bosson. Daniel, você tem 2 minutos para oferecer suas colocações. Daniel?

0:000:28
12 de dez, 12:51
#79
Coordenador de Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação Daniel Boson
Daniel Boson

Coordenador de Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Boa tarde. Estou ouvindo? Estou escutando.

0:000:07
12 de dez, 12:51
#80
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

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Ouvido quando fizer a sua sua pergunta querendo ser mais específico pode falar o nome do palestrante, ou deixar aberto a tua pergunta.

0:000:11
12 de dez, 12:51
#81
Coordenador de Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação Daniel Boson
Daniel Boson

Coordenador de Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Bom gente, eu congratula o evento, você bem breve eu trabalho na coordenação para transformação digital do ministério da ciência, tecnologia e inovação, É importante fazer algumas considerações aqui e depois fazer 1 pergunta muito breve, a gente tem trabalhado muito tanto na questão de fomento e inclui o plano brasileiro de inteligência artificial, é também a questão da regulação do discussão do pl 2338 e a questão internacional funções bilaterais funções multilaterais então assim passa foi ano bastante produtivo na área de de inteligência artificial. No no campo do de fomento e do plano brasileiro de inteligência artificial, então assim eu só queria por exemplo colocar ontem mesmo o centro de excelência em inteligência artificial da universidade de goiás ganhou prêmio por por conta do desenvolvimento de 1 startup que que foi que que nasceu lá você tira foto do bateu o carro tira foto manda pra seguradora e a seguradora já faz o já tem todo o a estimativa do custo tudo é muito é muito acelerado e essa essa startup ela conseguiu dominar o mercado de dessa parte de seguro é 1 startup brasileira 1 empresa brasileira e que agora está ganhando muito muito dinheiro Na parte de regulação acho que houve avanço muito grande pra pra gente ter ambiente de desenvolvimento e ambiente de negócios favorável pro uso de inteligência artificial e eu fico feliz da do projeto ir para a câmara né oxigenar as discussões vai ser muito importante ter nova vista porque já tem mais de ano que está no no senado né e o pessoal a profunda mas nós já fica pela pressa para para para não é para ter para sair alguma coisa eu acho que novas visões aqui na câmara vai ser bastante importante é eu queria fazer 1 pergunta para alguém se achar interessante né achar que é o que é cabível, é o seguinte a gente tem programas de educação por exemplo até na área de cibersegurança a gente tem hacker do bem no ministério da ciência tecnologia e inovação, e mas a gente tem problema de qualidade do ensino, a gente tem problema de que as pessoas tendem a ir para áreas mais tradicionais por exemplo direito, minha formação é direito até o doutorado por exemplo, é EEA população brasileira gosta por exemplo do PIX gosta do WhatsApp gosta de redes sociais mas a gente ainda usa a população brasileira ainda é não tem 1 né precisa melhorar essa questão do do da análise crítica de saber utilizar os instrumentos isso não passa só por cursos a questão é como atrair eu não sei se você sabe da experiência de outros países não é como atrair a atenção interesse das pessoas mesmo pra aprender a utilizar ferramentas ou aprender ou ou se interessar pelos cursos da área de que a gente chama de stem essas áreas mais relacionadas com tecnologia e inteligência artificial. A pergunta é essa assim né fora a questão do de oferecer os cursos é a questão é como o brasileiro pode se interessar mais é para ter o uso produtivo da inteligência artificial obrigado.

0:003:41
12 de dez, 12:52
#82
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

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Obrigado Daniel. Algum palestrante quer responder? Doutor Luiz Cláudio.

0:000:13
12 de dez, 12:55
#83
Pesquisador - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) Luis Claudio Kubota
Luis Claudio Kubota

Pesquisador - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)

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Daniel, colega lá da MC do MCTI, 1 saudação. Eu penso que, eu estava ali 2 2 anos na coordenação de educação lá lá lá no IPEA. Tem 1 questão de gênero né, se tem falta de talento, você tem 1 concentração muito grande masculina nessa área, isso inibe né, acaba inibindo que que que que meninas e jovens, tenham, partam pra essa área mais tecnológica, isso é ponto. E e eu concordo com você com a questão do PIX né, que é pouco na linha do que eu respondi pro Leonide acho que o brasileiro é, Pra certo tipo de tecnologia nós somos super super legeiros e adotar. E aí, do ponto de vista da políticas que o professor Fernando colocou, é é muito fácil de falar né, temos que qualificar mundo, temos que melhorar a qualidade da educação. Aí eu eu volto acho que eu comentei até ano passado, a questão da qualificação acho que tem programas que são interessantes mas é muito, geracional, né? Hoje felizmente temos jovens mais mais escolarizados que a gente tem de geração anterior, o Brasil atrasou 100 anos né, comparando com os Estados Unidos, com a Europa. Infelizmente a gente paga o preço disso hoje, então não existe, né, bala de prata. Tem políticas boas que a gente pode estar estar adotando, atraindo. Ah eu acabei de escrever estudo sobre a ABMEP. Identificar esses talentos de matemática né, que são potenciais, inclusive fizemos até acordo com o INPA, são potenciais futuros trabalhadores nessa área, e muitos deles são são humildes né, o foco é escolas públicas, identificar esses talentos e fazer políticas pra pra atraílos pra essa, inclusive a FGV do professor Fernando só tem trabalho muito bonito, onde eles dão bolsas pra pra estudantes que identificados pela OBEMEP. Obrigado pela pergunta Daniel.

0:001:58
12 de dez, 12:56
#84
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

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Daniel? Ela está ótima.

0:000:09
12 de dez, 12:57
#85
Coordenador de Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação Daniel Boson
Daniel Boson

Coordenador de Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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0:000:02
12 de dez, 12:58
#86
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

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Agora, agradecendo aos palestrantes, todos que estão aqui, eu vou passar a palavra para cada palestrante, fazer aqui as suas considerações finais, e de antemão já agradecendo a participação. Primeiro, ouvir aí o doutor, William, estar com a palavra, fazer suas considerações finais, depois doutor Fernando e assim, terminando o doutor Luiz. Você.

0:000:36
12 de dez, 12:58
#87
Pesquisador em Economia do Trabalho e Automação - consultor e pesquisador Willian Adamczyk
Willian Adamczyk

Pesquisador em Economia do Trabalho e Automação - consultor e pesquisador

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Agradeço a todos pela oportunidade da participação no debate bastante produtivo onde a gente teve mais convergências acerca dos caminhos e da inteligência artificial e e agradeço.

0:000:14
12 de dez, 12:58
#88
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

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Muito obrigado. Doutor Fernando.

0:000:07
12 de dez, 12:58
#89
Pesquisador do IBRE - Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fernando Veloso
Fernando Veloso

Pesquisador do IBRE - Fundação Getúlio Vargas (FGV)

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Só gostaria de agradecer a oportunidade acho que é debate rico agradecer deputado Hélio Lopes às perguntas dos consultores e também dos convidados mas espero colaborar no que for possível obrigado.

0:000:13
12 de dez, 12:59
#90
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

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Doutor Luís?

0:000:02
12 de dez, 12:59
#91
Pesquisador - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) Luis Claudio Kubota
Luis Claudio Kubota

Pesquisador - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)

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Também como os colegas agradecer mais 1 vez o convite deputado Hélio Lopes às sedes às perguntas de todos os consultores e dos da audiência muito obrigado.

0:000:11
12 de dez, 12:59
#92
Deputado Helio Lopes
Helio Lopes

Deputado

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Obrigado, também doutor Luiz, doutor Fernando, doutor William. Muito honrado, poder aqui, ouvir essas colocações, que teve muita convergência, a gente espera que, com todas as as informações que chegaram aqui, que o Brasil não perca essa janela de oportunidade. Ela vai falar como? É por isso que está aqui o SEDES tentando fazer aqui procurar o Massaí, ouvindo vários especialista, para que no final saia ganhando a população brasileira. Então muito obrigado, Eu quero saber se alguém tem mais algo a acrescentar, está franqueado a palavra. Ninguém tendo mais nada a falar, eu declaro encerrada a presente reunião. Mais 1 vez agradeço a presença de todos. Muito obrigado e boa tarde.

0:001:07
12 de dez, 12:59