COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA
Sobre o Evento
Comissão de Minas e Energia discute matriz energética ideal para o Brasil até 2050, com participação de diversos especialistas e representantes do setor.
Deputado
Desde já obrigado pela presença de todos que estão aqui conosco e as pessoas que estão em no acesso remoto. Eu declaro aberta a reunião de audiência pública da comissão de Minas e energia, para debater o tema sobre a matriz energética ideal, para o Brasil até 2050, em atendimento ao requerimento número 77 de 2024, de minha autoria. Inicialmente cumprimento todos os presentes, em especial, os senhores expositores convidados. Eu passo agora convidar. Pra composição da mesa que estará conosco aqui. Convido o senhor Adalberto Maluf, secretário nacional de meio ambiente urbano, e qualidade ambiental do Ministério do Meio Ambiente e mudança do clima, por favor. Ah esse terremoto. Obrigado. Então. Já bemvindo Adalberto remoto. Senhora Ludmilla Ludmilla Lima, superintendente de concessões, permissões e autorizações do serviço de energia elétrica da ANEEL. Por favor, Ludmilla por favor. Ok. De forma remota. Oi Ludmilla, bemvinda, Danilo. De forma remota, convido o senhor Rafael Neves Moura, superintendente de tecnologia e meio ambiente, da agência nacional do petróleo gás e biocombustíveis, biocombustíveis ANP, também de forma remota. Bom dia. Bom dia. Convido a senhora Isabela Ceni, especialista técnica, técnico regulatório da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovotais Absolar. Muito bemvindo aqui. Convido a senhora Renata Menescal, diretora de assuntos jurídicos e regulatórios da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa Abragel. E convido o senhor Marco Aurélio Vieira, diretor executivo do instituto de petróleo gás e energia, o IPGEN. Gostaria de informar que os convidados não deverão ser aparteados no decorrer de suas exposições, vamos deixar perguntas pra 1 segunda oportunidade. Somente após encerradas as exposições, os deputados poderão fazer seus questionamentos. Aqueles que assim o desejarem tendo cada prazo de 3 minutos, e o interpelado igual tempo para responder. Eu, gostaria de antes de passar a palavra, pra nossa, nosso primeiro debatedor aqui, eu queria fazer 1 pequena introdução. Colocar os senhores que o Brasil é país de dimensões continentais, e com 1 população crescente, que demanda fornecimento energético confiável e resiliente. Resiliência é 1 palavra que está na moda. Segundo dados da empresa de pesquisa energética, a demanda por energia elétrica no Brasil deve crescer a 1 taxa média anual de 3 e meio por 100 até 2050. Este crescimento requer 1 matriz energética diversificada e estável, para evitar apagões e garantir a continuidade das atividades econômicas e do bemestar social. Nesse sentido, a matriz energética ideal para o Brasil até 2050, é fundamentada na necessidade de debater 1 estratégia energética que garanta a segurança, a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento socioeconômico do nosso país. As recentes catástrofes ambientais que assolaram o mundo no ano de 2024, e de forma direta no nosso país, com a tragédia do nosso querido estado do Rio Grande do Sul, comprovam a premência em se implementar ações a médio e longo prazo, minimizando os efeitos dos desastres climáticos. Para tal, o Brasil deve investir cada vez mais, em 1 matriz energética limpa, produzindo energia a partir de fontes renováveis, implementando de igual forma, tecnologias de baixo carbono. O potencial brasileiro para a geração de energia solar eólica é dos maiores do mundo, principalmente a partir de resíduos agrícolas. Solar eólico e também, e também lembrar que a partir dos resíduos agrícolas e industriais, podemos contribuir para melhorar a matriz energética, promovendo a economia circular e reduzindo resíduos. Senhores, que salas tornemos líder mundial, na produção de hidrogênio verde, utilizando fontes renováveis abundantes para a sua produção, gerando empregos de renda e atraindo o capital estrangeiro, e com isso fomentar a inovação tecnológica. Efetivo planejamento energético pra todas as regiões do nosso país, envolvendo diferentes setores da sociedade incluindo o governo, setor privado, academia e sociedade civil, garantirá 1 maior inclusão social. Desta forma entendemos que este parlamento é o local ideal para darmos início, talvez não início mas 1 continuidade mais efetiva, a este importante debate, promovendo 1 discussão sobre diferentes perspectivas, identificando desafios e oportunidades com o objetivo de construir consenso sobre as melhores práticas e políticas energéticas para o desenvolvimento da segurança energética do nosso país. O Brasil com energia será país, será o nosso grande Brasil, grande, 1 grande referência no mundo todo nesse aspecto. Então, o objetivo é esse, e vamos começar a ouvir o nosso debatedores. Eu passo a palavra inicialmente, de forma remota, ao senhor Adalberto Maluf secretário nacional de meio ambiente urbano e qualidade ambiental do ministério do meio ambiente por favor Adalberto.
Tem que ligar o som, acredito que o teu microfone está desligado. Alô? Vocês me ouvem agora? Perfeitamente irmão. Está bom. Obrigado primeiro eu queria parabenizar deputado Paz vêlo pela pela o requerimento dessa audiência extremamente importante, desculpa não estar presencialmente é que eu estou de férias e, mas fiz questão de vim pra poder participar. Se for possível eu só queria colocar alguns slides, né, pra falar pouco dessas múltiplas dimensões, então se o pessoal puder liberar só aqui pra eu compartilhar os slides. Falar dessas múltiplas dimensões que nós temos com o setor elétrico quando pensar matriz do futuro, o uso de energia, a eficiência energética, os ativos descentralizados de energia, né? Eu acho que a gente vive contexto global de grande mudança, de grande transformação, né se puderem só me dar ok que a a tela está está aí. Está ok, pode mandar. Maravilha. Então né no setor elétrico eu trabalhei muito no setor elétrico, alguns anos antes de entrar no governo, tema da mobilidade, energia renovável, e a gente falava muito desses d's da descarbonização, a descentralização, a digitalização, a democratização, a diversificação. Aqui no Brasil a gente sempre trouxe esse sexto d do desenvolvimento, o papel do setor elétrico na criação de emprego, no desenvolvimento, em ter energia disponível, confiável, que possa gerar oportunidades de emprego, acessível também, 1 tarifa justa, por isso essa preocupação cada vez maior de reduzir essas subsídios diretas e indiretos né, a gente vê com bastante frequência inclusive essa semana no PL da lá a contratação obrigatória de carvão que custa 4 5 vezes mais caro né, trazer contratação obrigatória de gás que também custa 3 4 vezes mais caro do que a solar e eólica, então todas essas dimensões que precisam estar juntas, né, seja para ter 1 sistema eficiente inovador, mas também com 1 tarifa justa que possa apoiar o desenvolvimento do Brasil. A gente sabe que esse setor passa por 1 transformação da descentralização, a eletrificação das frotas urbanas também é grande processo na criação dessa mobilidade mais compartilhada autônoma digital descentralizadas, a gente vai ter cada vez mais a casa conectada na rede, o veículo elétrico, a geração de energia solar, a gente vai armazenar descentralizadamente na casa das pessoas essa energia que você gera no horário de pico, depois consome no horário de pico, então isso ajuda muito o sistema elétrico. Então 1 relação cada vez mais de inteligência, de promover 1 cidade e 1 rede inteligente, né, a casa que tem veículo elétrico, aquela que tem solar, tem solar e carro elétrico. O carro elétrico ele é 1 bateria ambulante, então ele pode carregar no horário que está sobrando energia, ou que tem estímulos tarifários ali pra carregar, e quando não tem, quando falta energia no horário de ir porque ele não carrega ele joga energia pra rede. São múltiplos modelos né, das frotas de ônibus, de caminhões, de frotistas né, novos modelos que precisam fazer, e pra descarbonização é muito bom, né estudos globais mostram que o carro elétrico ele tem ciclo de emissão, seja na Europa, Estados Unidos, na China, na Índia ou no Brasil, em especial no Brasil que tem mais de 90 por 100 da matriz energética elétrica limpa, ele reduz 70, 80 por 100 da emissão de CO2, então quando a gente pensa também o impacto ambiental obviamente os veículos elétricos têm esse benefício muito grande né pra todos. Então a gente vai ver cada vez mais essas redes muito mais inteligentes né, o pró consumidor empoderado com a geração distribuída, o armazenamento né, as redes, 1 edição inteligente, podendo saber que tipo de equipamento você usa em qual horário quando tem certo estímulo tarifário então, essa descentralização e essa liberalização do mercado livre né, cada vez mais atores do mercado livre vai fazer com que ela seja mais inteligente. Por isso a nossa preocupação quando a gente vê né setores e organizados conseguindo cada vez mais manter. 1 coisa é subsídio incentivo pra 1 tecnologia nascente, agora por exemplo o programa combustíveis futuro acabou de criar incentivos né, mandato de por 100 lá pro biogás, pro biometano, extremamente importantes né como, o deputado passou comentou, a gente tem potencial enorme do setor agrícola, de resíduos, então precisa ter o estímulo, mas por exemplo hoje quando a gente vê aólica solar, várias outras que já cresceram bastante você não precisa de subsídios diretos, você precisa só retirar as barreiras regulatórias né, e outras questões que tem para que ela continue a crescer. Então a gente vai ver cada vez mais veículo elétrico, esses sistemas descentralizados em energia os stores, a segunda vida deles não só lá no nível da transmissão e da distribuição, mas também na geração né. A gente já tem exemplos desde 2018 a Cemig já tem grandes baterias, colocando o Brasil inteiro tem grandes projetos hoje, então a gente vai ver essa micro rede elétrica urbana muito dialogando com a matriz que a gente vai ter, então não vai ser mais aquela coisa grande geração de carvão, de de termoelétrica e tal e passa pra transmissão, pra distribuição e o consumidor não, é consumidor que gera sua própria energia, que usa esses atributos da energia renovável, então garantir a qualidade da infraestrutura, nós sabemos que precisa fazer, já tem muitas documentações, a a ANEEL trabalha muito com isso, a gente sabe como empoderar o consumidor de informação pra que ele escolha dentro dessas diferentes matrizes, aquela que possa consumir 1 energia mais barata, 1 energia limpa, o consumidor tem que ter o direito de saber eu quero consumir energia limpa, eu não quero consumir energia que vem de 1 térmica carvão, vem de 1 térmica petróleo, que polui, que causa problemas para a saúde pública, isso o cidadão tem direito de escolher. E no longo prazo isso é muito bom porque o preço do combustível, e da eletricidade social ele varia muito em função de contextos. Hoje a gente vê por exemplo né, o contexto ali no Iraque, na Líbia, no Irã, contexto difícil pro tema do petróleo, o gás, a guerra Rússia, Estados Unidos ocupando espaço da Rússia, Estados Unidos virou o maior exportador de petróleo e gás do mundo né, ocupando espaço da Rússia, então guerras geopolíticas, agora o preço da energia é mais estável, são projetos de longo prazo, investimentos de longo prazo então, é importante a gente tem isso em mente porque isso ajuda muito consumidor, empoder o consumidor pra gente ter 1 rede que dialoga com os anseios da sociedade, e várias tecnologias que vão viabilizar essa descentralização, a gente acredita muito na eletrificação de quase tudo, em especial da mobilidade, tivemos a política nacional de qualidade do ar aprovado esse ano pelo congresso, os novos padrões de qualidade do ar aprovados esse anos pelo CONAMA né, com metas para reduzir a poluição já a partir de 2025 até 2040, então a gente tem essa coisa da energia como serviço, a mobilidade como serviço, quem puder o consumidor. Eu não vou gastar muita energia mas a gente sabe o problema climático como a gente vive, o contexto de baixa capacidade de adaptação dos nossos municípios, do sistema elétrico, do saneamento, das infraestruturas urbanas, a gente tem grandes tendências que vão impactar o sistema elétrico, que vão impactar as nossas cidades, é importante estar no nosso cenário, infelizmente o mundo não caminha pra cenário de aquecer só 0.5 graus, nós já estamos vivendo aqui no Brasil aquecimento de 0.5 graus, hoje você tem de 3, 4, 5 graus de aumento até 2100, seria obviamente 1 catástrofe, temos que pensar muito com o sul de produtos, a economia circular, e essa atrito e crise planetária da perda de biodiversidade, a poluição, quase metade do a emissão de gases efeito estufa, venda os produtos que a gente consome, por isso a importância de circular mais, o Brasil acabou de aprovar esse ano 1 política nacional de economia circular. A NDC brasileira né, ela tinha já ambição, tivemos o anúncio agora na COP de clima, e 1 meta muito ambiciosa, a NDC brasileira para reduzir 59 a 67 por 100 até 2035, colocando o Brasil na liderança desse tema mundial, empoderando né o tema de energia e mobilidade por exemplo, tem metas por municípios, então trazendo essa governança multinível dos municípios participando do processo, a matriz elétrica brasileira eu vi que tem representantes da OAB, ela é majoritariamente limpa, a solar é que mais cresce saiu lá em 2022 e menos de 10 por 100 pra mais de 20 por 100 esse ano, atingindo 50 gigas e a que mais vai crescer. Então não sei se faz sentido, seja o congresso, seja os grupos de interesse, querer brigar eu preciso manter o meu carvão, eu preciso aumentar a nuclear, né. Pra terminar Angra 3 a gente está falando de 23 bi, né 1 usina de carvão nova, hoje o ministério de Minas e energia paga 50000000 por ano só pra pagar a conta da limpeza daquelas usinas, e administração de minérios que ficam lá abandonadas então, o Brasil tem potencial de biomassa, de biogás e olha e de solar e a gente tem que continuar isso, a nossa bateria é o sistema elétrico, a geração solar fotovoltaica, ela é predominantemente residencial de pequenas instalações, teve 1 narrativa importante no Brasil de que era o rico subsidiando o pobre subsidiando o rico, isso não é verdade, Solar já viabilizou mais de 200000000000 de investimento, né, arrecada emprego gera emprego e as projeções são essas. Solar vai ser a fonte número do Brasil no mundo também né em 2040, vai ser no mundo em 2050, a maior parte disso vai vim da geração distribuída não tem como a gente lutar contra as forças da tecnologia, né o que eu acho que a gente poderia pensar é bem o processo é o mundo está caminhando a venda de veículos elétricos em 2025 esse ano vai passar de 35 40 por 100 saiu de 0 para 40 por 100 em 10 anos estão como que o Brasil vai fazer parte disso O Mover agora acaba de trazer incentivos 2 grandes fábricas do veículo elétrico, você vê que todas as projeções que o mercado fazia para entrada de elétricos, para entrada de renováveis, erravam todas. Então as projeções estavam sempre erradas, por que que a tecnologia é muito boa, porque renovável é muito boa, a gente vai ter aumento da capacidade de produção de bateria, as baterias vão ser chaves dessa rede elétrica no futuro, né, com geração renovável, o armazenamento de energia tirando do pico, fazendo a estabilização das renováveis, o Brasil tem algumas das maiores reservas dos minérios estratégicos, né, a gente vê hoje o próprio exército brasileiro já começa a usar e é líder no uso de baterias pra sistema estacionário, temos reservas de lítio de todos os minérios estratégicos, podemos beneficiar, gerar emprego aqui, a Nova Indústria Brasil colocou 1 meta no grupo 3 de produção de baterias aqui no Brasil, tem os incentivos e a projeção mundial é isso, maior parte da energia solar, 1 boa parte dela de pequenas instalações descentralizadas que inclusive é 1 maneira boa de se proteger em relação aos problemas climáticos, o plano transformação ecológica traz o tema do densamento tecnológico, transição energética, essa nova infraestrutura, a nova indústria Brasil também com metas bastante deliciosas que se somam ao plano clima, seja estratégia nacional de mitigação né, que agora passou pela consulta pública, os planos setoriais e mitigação incluindo o tema de energia que vai ser debatido com a sociedade pra finalizar até junho, maio desse ano, a gente teve a política nacional de qualidade do ar, por isso também essa demanda né, do nosso legislador de reduzir a emissão de poluentes da geração de energia dessas fontes fósseis sujas como carvão e as termoelétricas, que deixam a nossa população doente, deixam essa externalidade pra conta ser paga pela sociedade e não pela própria geração, e nós temos hoje conjunto gigante de políticas do governo desde o fundo do clima, programas como mover, plano nacional de hidrogênio, plano nacional de logística, novo clima, combustíveis do futuro, aqui só pra passar pouco a questão do PAC né, os investimentos agora, mais de 2500 ônibus elétricos, infraestrutura de geração e várias coisas que são integradas, o governo vem tentando fazer isso no plano transformação ecológica, a gente sabe pelos resultados que 1 boa parte já dessas ações estão lidando com descarbonização setorial, em especial no setor de energia. As projeções futuras obviamente são do mundo inteiro avançar muito rápido até 2030 renovável já vai ser a maior fonte do mundo, as o Brasil que também tem os biocombustíveis tem o potencial de aumentar muito o biocombustível, Tivemos o Conselho Nacional de Desenvolvimento da Indústria ontem, aprovado anteontem, foi publicada ontem já as novas metas de aumento de biocombustíveis e de veículos elétricos no Brasil, importante essa integração liderada pela Casa Civil e pra finalizar, só deixar aqui o programa cidades verdes resilientes que é a implementação desses planos no território né, o ministério das cidades com o ministério meio ambiente, ciência e tecnologia, pra aumentar a qualidade ambiental contra os problemas e impactos da mudança do clima, e são nessas áreas todas em especial as tecnologias de baixo carbono, a mobilidade, resíduos, soluções baseadas na natureza, e eu deixo aqui em especial o QR Code né, pra que a gente possa depois ver que aqui sistematiza, o ano passado foram 9 oficinas inclusive aí na câmara nós fizemos as principais oficinas, mais de 2000 contribuições formais, 1300 participantes, dinâmicas de grupo na câmara, com os ministérios, com a sociedade civil, integrando a taxonomia verde, o plano de ultrassom ecológica, a estratégia nacional de biodiversidade, e aqui eu deixo o QR Code tem documentado as 312 ações que o programa cidades verdes resilientes acredita serem importantes pra implementar essas fontes, em especial os eixos de tecnologia de baixo carbono, e soluções baseadas na natureza para reduzir a demanda por arcondicionado, a gente vive processo de aumento de temperatura nas cidades, a mobilidade sustentável, uso e ocupação do solo para reduzir as viagens, entre outras ações aí eu passo pouco rápido aqui, essas ações aqui o qr Code você baixa todos, esse plano está sendo finalizado pelo MMA Alberto preciso preciso que tu encerre. Cara Está muito bom, está muito bom eu esqueci de falar que era 5 minutos, mas está tão boa a sua apresentação que eu deixei rodar entendeu? Mas o que a gente está contigo. Oportunidade de falar a gente fica feliz mas é importantíssimo esse debate, em especial porque a gente vive deputado Pazuello, momento de que, os setores que serão impactados pelas mudanças climáticas, as questões geopolíticas né do petróleo, do carvão, do gás, brigas geopolíticas muito grandes, só que o Brasil tem todas as fontes limpas e renováveis, se a gente continuar investindo a gente vai gerar muito mais emprego, a solar gera 10 vezes mais emprego do que o carvão, então pra que continuar subsidiando o carvão que vem perdendo é é traço da geração mas deixa lá impacto. O orçamento da nossa secretaria, que é a secretaria nacional de meio ambiente urbano, recursos hídricos e qualidade ambiental tem que resolver problemas do Brasil inteiro. E 8 por 100 do meu orçamento é para pagar monitoramento de regiões carboníferas de Santa Catarina, que degradam, destroem os rios, acaba o peixe, não tem mais agricultura e o MMA que deveria estar cuidando do resto do Brasil tem que estar lá ficando monitorando a qualidade. Então, é 1 decisão estratégica que envolve questões ambientais sociais de desenvolvimento, por isso a importância desse debate, parabenizo mais 1 vez deputado por essa liderança, e que a gente possa deixar com que as renováveis continuem a crescer porque o Brasil tem essa grande vocação de ser líder dos biocombustíveis, das energias limpas, gerando emprego de qualidade, espero que a gente consiga se manter como protagonista da Revolução Verde no mundo. Obrigado. Obrigado Adalberto, parabéns.
Deputado
Apresentação muito interessante, temos que conversar mais mesmo. Eu, gostaria de ressaltar, senhores, que o nosso tempo aqui vai até às 11 e 20, 11 e 25 no máximo. Então, vamos dar 5 minutos para cada por favor. Eu passo a palavra agora, à senhora Ludmila Lima, superintendente de concessões de permissões e autorizações da ANEEL, por favor.
ANEEL
Bom dia, gostaria de agradecer o convite pra anel falar nessa audiência pública. Eu sou Ludmilla Lima, sou superintendente de concessões, permissões e autorizações do serviço de energia elétrica na ANEEL Agência Nacional de Energia Elétrica. Quando a gente fala de matriz elétrica brasileira, o primeiro slide que a gente gosta de apresentar, é o panorama atual do Brasil, que é ser 1 matriz hoje já renovável e limpa. Então nesse cenário de discussão, de transição energética, de descarbonização, a gente precisa ter muito orgulho da nossa matriz elétrica. Então hoje o Brasil é 85 por 100 renovável, e isso é número muito importante considerando a média mundial, que a gente está falando de 26 por 100. Então a matriz elétrica brasileira, ela é historicamente renovável, em que pese a gente já verifique mudanças na divisão e na forma como a matriz hoje, ela está ela é composta. Então quando a gente pega cenário de 20 anos, então a gente tem 2000 e a matriz renovável mas muito consolidada nas hidrelétricas. Em 2024, a gente vê que a matriz ela permanece renovável, mas agora com 1 participação de outras fontes limpas, e aí a gente percebe a entrada principalmente da fonte eólica e solar. E aqui é pouquinho dessa evolução, né então a gente percebe que a matriz elétrica brasileira, ela foi desenvolvida ela cresceu o setor elétrico brasileiro ele cresceu baseado muito na exploração hidrotérmica, as grandes usinas hidrelétricas e as usinas termoelétricas, e hoje a gente percebe a diversificação da matriz elétrica brasileira. Então a gente percebe é algo muito importante né, é a não dependência de 1 ou 2 fontes né mas é você ter 1 matriz elétrica diversificada. Em relação a perspectivas futuras, então a gente percebe que era 1 matriz muito voltada na fonte hidrelétrica né e hoje com entrada de novas fontes, e aqui é o que a gente tem hoje em termos de perspectivas futuras para a fonte hídrica. Então a gente tem ainda potencial a ser desenvolvido, em que pese a gente perceba 1 diminuição do interesse e do desenvolvimento da fonte hidrelétrica como perspectiva futura. E quais são os desafios dessa fonte hidrelétrica? A gente tem percebido o desafio em termos de licenciamento ambiental, remuneração dos diversos serviços que a fonte hidrelétrica ela traz pro sistema, a competitividade com outras fontes, e em 1 certa medida até o excesso de oferta então a gente vê grande número de outorgas sendo emitidas, a própria competição pelo uso do recurso hídrico, então a hidrelétrica ela ela enfrenta competição por outros usuários do recurso hídrico, e 1 questão de relação com a comunidade né então a gente vê 1 grande discussão, quando se fala no desenvolvimento de usinas hidrelétricas, 1 grande preocupação da sociedade e 1 necessidade de melhorar essa comunicação. E como tem sido o desenvolvimento então se a gente tem percebido 1 retração do desenvolvimento do potencial hidrelétrica, como que a matriz tem crescido ao longo dos últimos anos? Então a gente percebe avanço significativo na potência outorgada de novas usinas, a de novas usinas, a partir de 2022 e 2023, e qual é essa nova potência que está sendo outorgada? Ela é essencialmente vinda de fonte solar e eólica, a a gente está falando de 97 por 100 das outorgas emitidas foram de fonte solar e eólica, ela está concentrada na região nordeste, e ela visa nas, praticamente 100 por 100 ao atendimento ao mercado livre. E o que que isso muda no nosso cenário futuro quando a gente fala de 1 matriz elétrica para os próximos anos? Então aquela matriz que era muito dependente né dos recursos elétricos e termoelétricos, ela passa a ter 1 mudança significativa se a gente considerar que toda essa geração solar e eólica, ela vai entrar em operação. Então a gente percebe por exemplo que essa faixa cinza, que são usinas solar que estão em implantação, se ela se viabilizar e entrar em operação, ela passa a ser a principal fonte da nossa matriz elétrica. Isso aqui, por que que a gente fala tanto de diversificação e dessa mudança da matriz? Porque quando a gente fala da do tema dessa audiência pública a matriz que a gente quer pra 2050, a gente quer isso, 1 diversificação e tratar complementariedade das fontes. E por que que isso é importante, essa complementariedade? Porque a operação do sistema elétrico brasileiro, nesse cenário, dessas diversidade de fontes, e principalmente entrada de fontes que têm variabilidade como a solar e eólica, a gente precisa entender os desafios dessa operação. Então a fonte solar e eólica ela tem a variabilidade natural dessa fonte, e o sistema precisa ter estabilidade pra receber e permitir que essa fonte continue a desenvolver. Como se dá estabilidade? Por meio de baterias. E quando a gente fala de baterias a gente está falando da bateria química, aquela tradicional que a gente tem, visualmente, mas a gente também tem que falar, dos reservatórios de usinas hidrelétricas que é 1 grande bateria que usa água como estoque de energia, ou eventualmente, não desejável, a gente pode precisar da bateria em termos de combustível, que é por meio da geração termoelétrica. E quando a gente fala dessa diversidade e da mudança da matriz, eu gosto de trazer esse gráfico que mostra que há muito tempo o Brasil não constrói bateria hidráulica. Então a última grande usina hidrelétrica implantada, que tinha capacidade de reservação foi da década de 90, a usina de Serra da Mesa, então já tem algumas décadas que o Brasil não trabalha na sua bateria em forma de água. E quais são os desafios da regulação? A gente tem o desenvolvimento de usinas híbridas que tenta capturar essa complementariedade entre as fontes, a gente tem a discussão das usinas eólicas offshore, a gente tem a discussão dessas formas de armazenamento por meio de baterias, aí quando eu falo bateria amplo senso, a gente tem a entrada do hidrogênio de baixo carbono, a gente tem a necessidade de discutir que o nosso sistema precisa tratar dos serviços auxiliares que essa prestação de serviço que mantém a operação e essa de a estabilidade do sistema elétrico brasileiro, e a gente quando fala de matriz elétrica a gente precisa discutir questões de acesso e de expansão da geração e da transmissão. E esse aqui é o grande desafio que a gente tem aí pro futuro né? Eventos climáticos cada vez mais extremos, que afetam a geração, a transmissão e a distribuição, então o cenário de discussão de matriz, de expansão da transmissão, de operação do sistema de distribuição, tem que considerar o cenário que a gente vive hoje, em que a gente vai enfrentar cada vez mais cenários em que a gente tem eventos climáticos extremos. E também o novo papel do consumidor. Então por muito tempo o setor elétrico ele era muito categorizado em 3 segmentos, geração, transmissão, distribuição, e hoje a gente vê o setor elétrico muito mais diversificado muito mais complexo. Nesse novo modelo o consumidor tem papel fundamental e protagonista, ele é consumidor mas ele também é gerador de energia, ele tem hoje o consumidor tem hoje em sua casa, 1 casa muito mais eletrificada, então a gente está falando do aumento pela de demanda por energia, e é nesse cenário que a gente tem que pensar 1 matriz elétrica brasileira para as próximas décadas. E onde a gente quer chegar? A gente quer energia abundante, mas a gente também quer energia renovável. A gente quer manter essa matriz limpa, que hoje é de pelo menos 85 por 100. Mas a gente também quer sistema estável, capaz de absorver toda essa geração renovável. A gente quer 1 das redes, 1 rede capaz de absorver e enfrentar eventos climáticos extremos. A gente quer o desenvolvimento de novas tecnologias, nós não podemos e não devemos ser barreira para a entrada de novas tecnologias, Esse é o grande catalisador de outras fontes né? Então quando a gente fala de olic it solar, hoje ela é o grande catalisador do desenvolvimento de baterias. Quando a gente fala de olic offshore, ela pode ser grande catalisador por exemplo do hidrogênio verde, que é grande 1 grande carga concentrada que vai demandar 1 demanda grande de energia. E a gente tem que pensar todo esse cenário de expansão da geração, a necessária expansão da transmissão, sem perder de vista que a gente tem que olhar pro consumidor, que é quem vai pagar toda essa conta. Então a gente quer manter tarifas justas, e modernas e moderadas. E, esse cenário todo é de sustentabilidade, né então a matriz é renovável, queremos que seja renovável, e pensando sempre nesse cenário de sustentabilidade. Acabei, obrigada.
Deputado
Muito obrigado Ludmilla. Eu não vou ficar aqui acionando o pessoal, tem relógio ali em cima, e é claro se precisar mais pouquinho pra concluir a gente sempre vai dar essa, é o importante a gente ouvilos, mas a gente precisa tentar cumprir o prazo pra ouvir todo mundo. Está bem? Então eu, passo a palavra agora, da bem de forma remota ao Rafael Neves Moura, está bom? Da ANP. Fala Rafael.
Bom dia, deputado general Pazuello, através do qual cumprimento de demais integrantes da mesma em função aí do nosso reduzido tempo, tentar aproveitar o máximo possível esses 5 minutos e agradeço pelo convite pra agência, pra ANP que é a agência nacional do petróleo gás natural e biocombustíveis, agora mais de recentemente, a agência reguladora da captura e estocagem de carbono e do hidrogênio também, pra participar desse importante debate. Parabéns pelo pelo requerimento, considero matemática que é de essencial relevância pro nosso país, o que é 1 questão de estado planejar e se preparar pra aproveitar de nossas potencialidades, pra que a gente possa assumir o protagonismo nesse novo mundo descarbonizado né o net 0 é o net 0 não significa 0 carbono né mas desenvolvimento industrial que traga balanço entre as emissões do seu controle mitigação Secretário Adalberto do MMA foi muito feliz de mencionar as escolhas do consumidor, que quer energia barata, acessível e sustentável né. E por exemplo no abastecimento veicular inclusive o consumidor brasileiro já pode escolher entre a gasolina e o etanol né 80 por 100 da nossa pronta é de carros flexer né e o etanol é combustível sustentável que pode com as novas tecnologias se tornar combustível de emissões negativas inclusive de emissões carbono negativas falamos pouco dos cenários dos cenários internacionais e da posição do Brasil da potencialidade do Brasil é o Brasil de acordo com agência internacional de energia e outros estudos da própria EPE, da empresa de pesquisa energética, emite mais de 2000000 de toneladas de CO2 equivalente, e figura entre os principais emissores globais anuais. Só que no nosso caso, particularmente as mudanças no uso da terra, ou seja, particularmente, as mudanças no uso da terra, ou seja, o desmatamento e a agropecuária, juntas representam 70, mais ou menos, 75 por 100 dessas das emissões totais do Brasil. Enquanto no mundo, o setor energético é responsável por 75 porcento das emissões de gases de estufa, no Brasil com essa nossa matriz energética limpa já mencionada, a energia corresponde somente a 18 por 100 das emissões grutas de gases de efeito estufa. O Brasil é importante ressaltar que embora seja dos maiores emissores essas emissões são dos da terra e não de energia. Significa que o Brasil é país pobre energeticamente, e sem energia não tem educação, sem energia a gente não tem 1 lâmpada, para fazer 1 leitura noturna. Sem energia não tem saúde, 95 por 100 dos lados brasileiros são abastecidos com GLP, gás de cozinha, pra cocção, pro cozimento de alimentos. E sem 1 cocção que seja saudável, que não se substitua o GLP, por madeira não certificada, madeira envernizada que solta fungos tóxicos e faz muito mal para a saúde, traz custo para administração pública, do ponto de vista de saúde não se tem desenvolvimento. Então energia tem papel predominante e essencial nos aspectos de saúde e educação. Deputado general Pazuello, o senhor saber que o norteamericano emite 7 vezes mais gases de efeito estufa do que nós no consumo de energia, do que nós brasileiros, o europeu e o chinês emitem 3 vezes mais do que a média do brasileiro. Então, só para que a gente tenha 1 noção comparativa do quanto nós somos baixos consumidores de energia no nosso país e o quanto o consumo de energia está intimamente relacionado com os aspectos de educação. Falando especificamente de energia, do ponto de vista da exploração e produção de petróleo nós tivemos recentemente 1 política pública muito consistente, a resolução CMPE, 8 de 2024, que determinou o fomento do desenvolvimento tecnológico para a criação de novas tecnologias de descarbonização, a minimização da queima do gás natural e a manutenção da queima 0 de rotinas, unidade de produção tem Flare, que é 1 chaminée de queima como a gente vê refinarias também para gases de exaustão e para segurança. Então essa queima de rotina no Brasil é muito baixa, é menos de 3 por 100 de projetos novos do présal de 2 por 100, que é a ideia que nós não tenhamos a queima 0 de rotina, a redução das emissões de metano e dióxido de carbono também observando os compromissos da convenção quadra das Nações Unidas sobre mudança clima, adoção das melhores práticas e tecnologias que reduzam as emissões de gás de efeito estufa, e nós tivemos a resolução CNP 2 de 2020 e que determinou que nos aspectos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, nós pudéssemos fomentar a pesquisa hidrogênio, energia nuclear, biocombustíveis, armazenamento de energia, tecnologias para geração termoelétrica sustentável, transformação digital e minerais estratégicos do setor energético. E como essa política implementada pela ANP? A ANP dos contratos de concessão e partilha de produção, há 1 cláusula que determina a aplicação de por 100 da receita bruta das produtoras de petróleo e gás natural em pesquisa. Esse por 100 significa mais ou menos 4000000000 de reais por ano e é regulado pela pela ANP. Então só para se ter 1 ideia, desde 2020 e nós tivemos 4 por 100 desses investimentos em transição energética, em 2022 esses, em 2023 esses investimentos passaram para 14 por 100 e agora em 2024, nós estamos em 24 por 100 dos investimentos no por 100 da receita bruta das empresas em transição energética. Menciono captura de carbono, menciono hidrogênio, menciono eólica, oxhore e outras novas energias que são financiadas pela indústria do petróleo. A indústria do petróleo tem aspecto de desenvolvimento tecnológico, o Brasil é líder tecnológico em desenvolvimento em águas ultra profundas e esse conhecimento de engenharia é transferível a aspectos como a captura de carbono, que é a perfuração de poço para estocagem geológica do CO2 que é emitido, esse CO2 pode ser capturado inclusive indústrias pesadas, indústrias que são de difícil abatimento de carbono como cimenteiras, como a nossa indústria siderúrgica pode ser aproveitado esses processos, e pra finalizar, os meus meus 5 minutos eu mencionaria o nosso potencial na indústria de biocombustíveis, especificamente do etanol. O etanol é da produção do etanol e da fermentação, nós temos CO2 puro com potencial de ser capturado junto com o processo chamado de CCS, e dessa maneira nós podemos cada vez mais tornar o etanol e os biocombustíveis em geral cada vez mais sustentáveis no Brasil. Muito obrigado pela oportunidade mais 1 vez de falar em nome da da ANP nessa audiência e nós ficamos aí disponíveis para tirar as dúvidas e para participar do debate até o seu final. Muito obrigado.
Deputado
Obrigado Rafael. Muito boa tua exposição. Vou passar agora a palavra, para a Isabela, CNI, w solar.
ABSOLAR
Bom dia, muito obrigada deputado general Pazuello por colocar a transição energética em pauta no Congresso Nacional. Acho que como muito bem adiantou, o o secretário Adalberto Maluf, a gente tem 1 responsabilidade e o Congresso Nacional faz muito parte dessa nossa responsabilidade, que é de colocar em pauta as energias renováveis e ampliar a sua participação na matriz elétrica energética nacional. A apresentação, a gente tem 1 pequena apresentação em tela, eu vou avançar alguns slides, mas acho que pra começar, a gente tem 1 responsabilidade de compromissos climáticos já assumidos internacionalmente então, na COP 28, na conferência das partes nós já colocamos a nossa responsabilidade global de triplicar as fontes renováveis na matriz energética nacional. Pode avançar 2 slides por gentileza. O o anterior por favor. Pode voltar, 2 slides. Voltar. Agora já está acabando a apresentação. Então o que a gente assumiu compromisso climático de adotar de triplicar as fontes renováveis na matriz energética mundial. Então acho que é super importante a gente colocar esse tema aqui em pauta. Em termos de NetZero né que foi citado aqui até mesmo pelo Rafael, a o Irena né a a agência internacional de energias renováveis, ele já colocou alguns compromissos que nós precisamos assumir globalmente, pra que a gente atinja aí o NetZero de fato até 2040. Então, por favor avançar o slide. Agora mais por gentileza. Eu acho que passou, o anterior. É o terceiro? Então o que é importante é a gente ter essas metas colocadas né? O Irena ele faz essa indicação de que a gente precisa colocar metas para as nossas matrizes elétricas, e o Brasil, apesar de abundantemente ter 1 matriz elétrica muito provida de energias renováveis, nós ainda não temos 1 meta pra nossa matriz elétrica nacional, que é muito possível de ser 100 por 100 renovável até 2050 e a gente ainda não assumiu esse compromisso. Então o o Brasil, ele está, digamos assim na vanguarda, em termos de matriz elétrica, mas ele ainda não tem esse compromisso firmado e muito bem assumido. Pode passar o slide por gentileza? E aí é onde nós podemos chegar, né? Em 2050, os analistas de mercado, eles mostram que a fonte solar fotovoltaica, ela será a principal fonte da matriz elétrica nacional e a gente também tem destaque aqui para o armazenamento distribuído armazenamento de energia elétrica ele é 1 tecnologia sinérgica as fontes renováveis porque ele permite armazenar a energia que não está sendo consumida naquele momento e ele vai ter 1 participação significante na nossa matriz e ele pode ser ainda maior e potencializado também pela eletrificação das frotas, até mesmo pelas usinas reversíveis que foi apresentado aqui. Pode passar por por gentileza? E aí aqui a gente fala muito em subsídios, né? Quando a gente pensa em racionalizar os subsídios, as fontes renováveis elas já têm previsão de encerramento dos seus subsídios, né? A lei 14120, de 2020 e já previu a finalização dos subsídios dados pras energias renováveis na geração centralizada, então a substituição desses subsídios, de certa forma, eles seriam compensados pelos serviços ambientais que as fontes renováveis prestam ao país, então assim a gente contribui em descarbonização, e nós vamos substituir, racionalizar esses subsídios, da mesma forma pra geração distribuída, a gente tem 1 previsibilidade de encerramento dos subsídios pra geração distribuída, já colocada em lei, e que também existe marco né aí a ser estabelecido pela ANEEL, 1 metodologia que a ANEEL deve colocar e estabelecer, pra que a gente tenha a compensação também pelos serviços ambientais que a geração distribuída presta. Então todos esses 2 marcos né, a gente já teve o encerramento desse subsídio e eles vão reduzir paulatinamente, mas a gente ainda não tem estabelecido quais vão ser essas compensações que vão ser estabelecidas, que estão em atraso, há pelo menos 2 anos em atraso, que coloque aí essas metodologias pra que a gente faça essa compensação. Estudo do Instituto Nacional de de Estudos Socioeconômicos ele aponta que pra cada real subsidiado de energias renováveis, 4 reais e 52 centavos são subsidiados também pras fontes fósseis então, a gente praticamente incentiva fósseis 5 vezes mais que as fontes renováveis. E aí estudo do da da do instituto internacional de energias renováveis, oi? Real, a cada real colocado pra energias renováveis, 4 reais e 52 centavos são colocados pras fontes fósseis. Enquanto isso, pra cada milhão de dólar investido em energia renovável e milhão de dólar investido em energia fóssil, as energias renováveis geram 3 vezes mais empregos. Então a gente está subsidiando o fóssil exatamente para que, né? Não não não não deixa muito claro, né? Aí o próximo slide por gentileza. E aí a viabilidade da gente ter 1 matriz elétrica 100 por 100 renovável. O nosso plano nacional de energia elétrica, estabelecido pela EPE, ele já indica 1 possibilidade de nós termos 1 matriz elétrica 100 por 100 renovável em 2050. Isso é possível sim? Mas se toda adição de energia nova realizada no período, que era então de 2010 até 2050, que a gente projetasse todo esse horizonte, que aí são em torno de 70 gigas até 80 85 gigawatts, todo ele fosse realizado por fontes renováveis. E também, a gente tem desafio porque a gente tem contratos de concessões de fontes fósseis encerrando nesse horizonte, porém, os contratos de de das usinas nucleares eles permanecem até depois de 2050 então a gente tem fontes, são limpas mas não mas são fósseis na nossa matriz que impedem né delas serem 100 por 100 renováveis. Mas a gente tem aí a possibilidade do 0 2050, ainda com com essas fontes. Então o que a gente precisa aqui, de trazer esse debate pro Congresso Nacional, é mostrar a necessidade que a gente tem pra que o Legislativo olhe, pra que essas políticas sejam colocadas de forma adequada a promover as energias renováveis e cada vez mais reduzir as fontes fósseis na nossa matriz elétrica e energética nacional. Muito obrigada.
Deputado
Pela tua apresentação, Renata. Isabella. Desculpa, Isabela. E eu, eu gostaria de colocar 1 ideia aqui, você vê na na na projeção, dos últimos 20 anos, a velocidade, que com que cresceram as fontes renováveis demais fontes renováveis, claro que isso é impulsionado por 1 tecnologia crescente quanto mais a tecnologia aumenta, mais você tem resultado naquela fonte, e isso é inexorável. Né a tecnologia vai continuar crescendo, e se a gente projetar isso pra frente fica fácil entender, praticamente tudo o que tem, tudo o que tem sido dito aqui. É 1, não tem volta, né? Não tem volta. É preciso compreender que as audiências públicas que a gente promove na câmara, e eu, queria já colocar aqui agradecer a presença do Tadeu Tadeu deputado do PL do Ceará, e vai conosco aqui talvez me substitua no final, pela necessidade da de cumprir outro compromisso depois, e, mas é necessário que o congresso defina política, pra que os governos tracem as estratégias, para que a iniciativa privada, projete suas ações, para que as agências reguladoras cumpra seu papel de garantir o bom serviço, de garantir a sustentabilidade. Sabe, esse conjunto precisa funcionar. E a essa é a grande discussão. É nessas audiências que a gente vai formando a nossas opiniões, o nossos, a nossas, teses, pra que se possa, produzir política. Política arcabouço, política marco, pra que a gente tenha todo o conjunto pra baixo alinhado. Ok? Então só pra colocar aí 1 pequena posição pra entender os motivos das audiências públicas, motivo da gente estar projetando isso pra todo mundo, e claro que as discussões prosseguem, mas a essência é essa que eu coloquei aqui, essa é a simploriedade da linha. A linha é simples, dá muito trabalho, mas ela é simples. Então eu passo a palavra agora à Renata Menescal, diretora de assuntos jurídicos e regulatórios da Abragel, por favor Renata.
ABRAGEL
Deputado general Pazuella, agradeço a oportunidade, acredito que essa câmara como representante do povo é aberta, e esse debate é muito produtivo. Agradeço, eu tenho 1 apresentação, vou tentar passar rapidamente também, vamos lá. Opa, a Flor pode passar pra mim. A Bragel ela representa, ah obrigada, ela representa 78 grupos econômicos, e representamos pequenas centrais hidrelétricas, centrais de elétrico hidrelétricas de pequeno porte, e usinas hidrelétricas até 50 megas, então, deputado, eu quero trazer aqui ponto de vista de usinas de menor porte hidrelétrica, ok? Pode passar, por favor. Aqui eu vou sendo pouco repetitiva, vou falar porque falar depois da Ludmilla facilita pra mim. De certa forma, a gente tem 1 matriz hidrelétrica que a gente tem que se preocupar com as mudanças climáticas e com a transição energética pra descarbonização. Então esse é desafio, por favor. Porque a gente já vê nas notícias falando justamente da necessidade de planejamento pro setor elétrico, contando com essa dificuldade climática. Então a gente traz ponto de vista aqui, das e das hidrelétricas como essencial pra essa transição energética, considerando que ela é limpa, renovável, quando a gente fala muito de renovável eólico solar, a gente tem que fazer aqui ressalva e hidrelétricas especialmente a de menor porte. A gente provê 1 energia flexível e complementar justamente pro crescimento das eólicas e das solares, isso é muito interessante. Pode passar por favor. As mudanças climáticas aqui também a gente entende que precisa 1 necessidade de ver ao atendimento a 1 demanda de alta densidade energética. A gente falou aqui do hidrogênio, a gente falou aqui também do a gente aproveita pra trazer os data centers que são 1 realidade também de necessidade de demanda, e aqui as hidrelétricas elas são fontes de baixa emissão de gases de efeito estufa pra poder atender de forma constante essa necessidade tanto de hidrogênio quanto dos data centers por favor. Outro ponto aqui, pra gente ver o desafio e 1 matriz pra 2050, a gente entende a necessidade de novas hidrelétricas, a Ludmilla falou aqui isso ajuda muito a gente, porque reservatórios não foram criados há muito tempo, mas a gente tem a opção das hidrelétricas de menor porte. O que que a gente traz aqui como ponto importante? A gente tem a capacidade de reservar água, permite o uso o uso múltiplo dessa água, são fontes mais baratas pros consumidores, porque a gente tem estudo feito pela Abramel que a gente comprova que o custo das hidrelétricas é dos menores junto com a eólica, e a gente tem 1 cadeia produtiva 100 por 100 nacional, isso a gente tem que valorizar gente conhecido no mundo inteiro como 1 tecnologia muito conhecida e desenvolvida para as centrais hidrelétricas. E aqui, deputado Vasuello, só pra trazer 1 situação atual dessas usinas até 50 mega, A gente tem apta pra participar do leilão, a gente tem, 603 usinas pra poderem participar de leilão. São pequenas centrais que a gente pode desenvolver pra fazer essa complementaridade com Eólico e com Solar. Aqui é resumo, mais ou menos o que eu já falei, temos baixa emissão de gases de efeito estufa, a gente é 1 fonte de armazenamento, a Ludmilla quando falou armazenamento, ela fala baterias em larga escala, é porque o armazenamento não é só o sistema de armazenamento que a gente falou né que a gente chama, mas também as hidrelétricas reversíveis também são 1 fonte de armazenamento de água, e também o armazenamento dos reservatórios existentes, eles servem pra períodos de escassez, e para enfrentamento dessas questões climáticas e eventos extremos que a gente também comentou. A gente ajuda a expandir a matriz limpa e renovável, como eu falei a gente é complementar a eólica que é solar. A gente tem também questões ambientais, as pequenas centrais hidrelétricas elas também podem criar APP, elas devem criar áreas de preservação permanente, a gente faz 1 questão, atendimento ao licenciamento ambiental, onde a gente vai lá pra analisar flora, fauna, toda essa preservação existe nesses projetos hidrelétricas. Esse é resumo bom pra gente ter aí o que que as hidrelétricas têm de benefício e como elas são estratégicas pro setor. Aqui é só pra comprovar, estudo que diz que justamente as emissões de gases efeito estufa pelas hidrelétricas, elas são 1 das menores junto ali com eólica, e que também com tenha ajuda a construção de áreas de preservação permanente, é só comprovação aí do que eu falei estudo pra trazer a informação. E aqui eu deixo os desafios pro setor, a gente precisa garantir essa expansão de forma equilibrada, com confiabilidade, segurança, sustentabilidade mas também modicidade. Isso tudo a hidrelétrica de pequeno porte reúne. A gente precisa também de correto alocação dos custos da geração, Ludmilla também falou aqui de serviços sencelares que a gente presta, isso é necessário a gente observar, além dos atributos das fontes que a gente tem que olhar todos os atributos pra compor essa matriz diversificada. E o planejamento precisa analisar cenário de modernização. Como a Ludmilla falou, o consumidor é necessário também, então quando a gente vê a abertura de mercado EGDA gente tem que analisar o planejamento nesse ponto também. E aqui finalizando as conclusões, também pode ser tomado como resumo, pode passar todas que eles vão aparecendo agora também. É 1 geração firme e despachável, a gente é 1 bateria natural, a gente tem 1 energia renovável fundamental pra transição energética, a gente tem esse serviço de flexibilidade e serviços ansilares que são as hidrelétricas que provém, se não seria o caso das térmicas que têm 1 emissão maior de gases de efeito estufa, mas a gente também tem que considerar que nós temos baixa emissão de de gases de efeito estufa, a cadeia 100 por 100 nacional como eu falei, e esse grande potencial que a gente ainda tem pra desenvolver, e a gente precisa pensar numa política pública, porque as hidrelétricas são bem da união, então isso depois reverte para a união. Fora isso, a gente entende que tem esse menor custo pro consumidor, então é muito relevante, porque o consumidor também tem que ser analisado. Deputado muito obrigada, é isso.
Deputado
Renata. Eu não posso deixar de fazer comentário que surgiu agora na minha cabeça, que é o seguinte, o Brasil é país de diversidades, né? Diversidades sociais, diversidades raciais, diversidade regionais, de biomas. E vai e não pode deixar de ser de diversidade de fontes renováveis. Então, a grande matriz, ela vai ser a diversidade. Ela vai ser a grande matriz, ela vai ser a o melhor aproveitamento dessa diversidade, e não a exclusão de 1 ou de outra. Eu acho que o grande, grande análise do que já chegou até agora, é que a diversidade ela é, real e plena, e como lidar com essa diversidade, como ser, tirar daí o melhor, para o povo brasileiro, o melhor para o meio ambiente, o melhor na sustentabilidade plena, é que será o grande desafio. Né você não tem, que na lógica, reprimir esta ou aquela, você tem que lidar com a diversidade das fontes renováveis que eu estou colocando aqui, e obviamente tirar o que tem de melhor em cada 1, e claro, com a competitividade da iniciativa privada, que vai à frente empurrando e a locomotiva de tudo isso. Está bom então eu, eu tive que fazer esse comentário adiantado aqui, eu passo a palavra agora ao Marco Aurélio, que representa o instituto do petróleo gás e energia por favor.
IPEGEN
Bom dia a todos, bom dia ao deputado general Pazuello, quem cumprimento todos os demais da mesa. Agradeço inicialmente essa oportunidade, onde podemos discutir aqui problemas brasileiros. O IPEGEEN, Instituto de Petróleo e Ganho de Energia, talvez seja o caçula de todos os organismos, os órgãos, os institutos, que visam o aperfeiçoamento da, não só da matriz energética, mas do trabalho energético de quem trabalha com energia no país. Ele visa o IPJen dar suporte às políticas públicas, aos projetos e ações, que visem principalmente, o desenvolvimento econômico social, o desenvolvimento ambiental sustentável, dos setores de combustível, energia, gás e petróleo no no Brasil. Nesse sentido, nós temos desenvolvido esse trabalho, e é trabalho que ele adotou nicho específico, Exatamente, visa coordenar os interesses dos diversos setores, energéticos do país, trazer as demandas dos setores até os centros de decisão, e dar suporte às soluções que estão sendo apresentadas, não só soluções pelo mercado, soluções pelas empresas, mas também soluções às vezes até, que nascem no ambiente acadêmico. Então aqui sentados nós temos centenas de giga, nós temos vários setores, várias visões, e o interessante é perceber que temos muito em comum, praticamente grande parte das nossas demandas são comuns. Se, até as apresentações elas apresentam dados comuns. E, o que acontece hoje, é que nós já temos no Brasil 1 matriz predominantemente limpa. E a apresentação não nos deixa alegar, que a gente vai chegar a 85 por 100, metas que talvez países aí da Europa jamais consigam atingir. Nós já estamos muito perto do ideal. O que que nos falta? E aí eu vou listar aqui apenas 4 ou 5 metas comuns, que atingem a todos. Primeiro, reduzir, em segmentos de grande consumidores, por exemplo transporte, agronegócio, mineração, indústrias, reduzir as emissões nesses segmentos. Segundo, ajustar os interesses de modelo de negócio, para atender os campos econômico social. O modelo de negócio já não, a evolução não só do país, a evolução tecnológica, a diversidade da matriz, ela exige que nós ajustemos os interesses de negócio. Alguém está sendo prejudicado às vezes por causa da legislação, às vezes por falta de coordenação principalmente. Nós temos que reduzir os subsídios, por quê? Porque isso afeta a competitividade, nós temos aumento de oferta, consequentemente é necessário ajustarse, porque senão, muita gente fica prejudicado com a oferta de subsídio. Nós temos que garantir a institucionalização dos setores, Assim, nós temos que adequar a legislação. Nós temos que simplificar e racionalizar a tributação. A reforma tributária, está fazendo parte disso, mas esse trabalho tem que ser completado, principalmente porque, nós temos que dar maior capacidade e maior, os órgãos reguladores. Os nossos órgãos reguladores precisam ter maior capacidade, maior capacidade de ação, mais agilidade nos processos de licenciamento por exemplo. Muitas das empresas, às vezes que podem gerar renda, emprego no Brasil, estão migrando por falta de agilidade nos órgãos de fiscalização. Nós temos que entender que a nossa matriz ela é, tem que ser ajustável e dinâmica. O que quer dizer isso? O deputado falou, nós temos 1 diversidade imensa. Eu já já trabalhei no Brasil inteiro, então eu tenho noção exata disso, e essa diversidade ela pode ser trazida pra matriz desde que a gente ajuste principalmente a, e racionalize né ajuste, coordena, racionalize a geração, a transmissão, a distribuição e o consumo. Hoje essa, existe 1 descoordenação entre essas fases de consumo da energia, e o consumo talvez seja ponto chave, nós temos que reduzir o preço do da energia ao consumidor. Nós temos 1 energia abundante, e preço elevadíssimo. 000 meio de campo aí está prejudicado pela falta de coordenação, e pelo ajuste principalmente do negócio, energia. E nós temos que, visto, eu eu poderia listar aqui mais umas 20 ou 30 ações, que são comuns, todos concordam, no face, inclusive dos dados demonstrados aqui. Mas nós temos então, o como fazer isso? O que todo mundo concorda, o como? O como seria primeiramente, ações do mercado ou seja o mercado tem que apresentar suas demandas, tem que chegar essas demandas tem que chegarem ao congresso, tem que chegar ao executivo de forma organizada planejada dentro do modelo de governo. E ação junto aos órgãos internacionais também, nós temos nós estamos sendo prejudicados junto aos órgãos internacionais, pela falta de comunicação adequada, as ONGs, outros interesses estão denegrindo a nossa matriz energética, estão denegrindo nossa maneira de trabalhar, temos que ter essa ação também. E por último e não menos importante, essa diversidade tem que ser coordenada. Esse é o nosso recado. Muito obrigado deputado.
Deputado
Muito obrigado pela sua exposição. Eu agradeço aos aos aos palestrantes dessa primeira mesa, peço que por favor voltem pros seus locais na na nossa nosso plenário. E eu convido por favor, deputado Tadeu, pra ficar comigo aqui ao meu lado, que ele vai me substituir daqui a pouco na presidência, porque infelizmente a gente deu mais tempo do que do que deveria dar e foi necessário. Eu acho que não podia cortar as apresentações daquela forma. E vou deixar o Tadeu aqui, eu estou preparando aqui a transmissão pra ele, mas eu quero.
Transcrição automática
Fazia a composição da segunda mesa ainda na presidência. Obrigado Tadeu por estar aqui comigo. Ótimo. Então, eu convido pra compor a mesa conosco aqui, o senhor Anton Anton Schweiter, por favor. Ele representante da coalizão energia limpa, compor a mesa conosco por favor. De forma remota, a senhora Zilda Costa, vicepresidente da associação brasileira de geração distribuída, a BGD, de forma remota, já está convidada. O senhor Celso Cunha, representante da associação brasileira para desenvolvimento das atividades nucleares, a BEDAN, também de forma remota. O senhor Celso Matos, presidente da Cinderelapa, RJ e vicepresidente da FIRJAN, RJ, por favor. O senhor Evaristo Pinheiro, diretor presidente do Refina Brasil. O senhor Paulo César Magalhães, assessor assessor técnico da ABRAGE. A senhora Alessandra Torres, presidente da associação brasileira de PCHS. Da ABRAPCH. De forma remota o professor José Marangun, conselheiro do instituto nacional de energia limpa, o INEL. E por fim, o senhor Marcelo Cabral, representante da associação brasileira de energia eólica e outras tecnologias. A gente tem que alongar pouco aqui a nossa mesa, mas estão todos convidados aqui a subir por favor. Ainda, antes de passar à presidência pro Tadeu e abrir 1 vaga aqui na mesa pra sentar mais Eu quero deixar claro, 1 outra ideia que foi colocada aqui pelo pelo pelo pelo nosso amigo Marco Aurélio, que nós temos a outra coisa que dá pra dá pra inferir dali. Nós temos muitas coisas em comum. E se nós focarmos nas coisas em comum, nós já resolvemos grande parte do problema. Eu acho que essa é a mensagem que ele queria nos passar, e, as as diferenças, elas podem ser tratadas também, em cima de mesas de discussões. A oportunidade de encontrar essas mesas de discussões, pra que as diferenças também possam ser tratadas, e obviamente ajustadas, é que vai permitir o progresso mais rápido, do setor. Tratar as coisas comuns de forma comum, e de forma conjunta, alinhada, e tratar as coisas que são específicas, às vezes divergentes de 1 ou de outro setor, ou do subsetor desculpa, de forma sentada, combinada discutida, pouco pra lá pouco pra cá, e aí a gente consegue trabalhar todo o assunto, de forma agilizada. Então, eu sugiro também que no próximo debate, as associações possam sugerir, trazer sugestões de planejamento estratégico, está bom? Pra que a gente possa alinhar esse planejamento, e daí propor políticas. Então esse canal tem que ficar aberto, e o meu gabinete obviamente está aberto Tadeu, que vai assumir aqui, a gente já faz compromisso junto que a gente tem que receber mesmo, esses planejamentos, pra que a gente possa definir políticas e propor políticas no Congresso, pra que alinhe toda a nossa todo esse setor tão importante pra nossa sociedade. Eu coloco esse final com minha participação, eu passo a palavra agora deixei arrumado pra ti aqui. Por meu amigo Tadeu Oliveira do PL do Ceará, que vai conduzir a presidência por favor nessa minha ausência. Agradeço a presença de todos, agradeço a presença do pessoal que está remoto, muito importante tudo o que foi colocado aqui, contem conosco, aqui é a casa de vocês, isso não é 1 retórica boba, é a casa de cada de nós, as portas estão abertas o tempo todo, nossos gabinetes são abertos, obrigatoriamente o tempo todo, é aberto. Podem ir, podem trazer ideias, podem propor audiências públicas, podem propor requerimentos. Usem os seus deputados, usem o Congresso Nacional como deve ser usado, está bom? Muito obrigado. Vou deixei organizado aqui na hora. Esse é o final, após o encerramento e com o pagamento final, está bom? Deixei algumas ideias de encerramento aqui que você pode deixar sendo preparado ainda, isso já aconteceu. E aqui a sequência da chapa do que eu já chamei. Está bom. Tadeu, obrigado.
Deputado
Bom bom dia a todos, inicialmente eu quero parabenizar a iniciativa do deputado general Pazuello, por essa audiência pública e que nós aqui estamos debatendo estratégias energéticas no sentido de diversificar nossas matrizes. Eu tomei a informação de que por ano, nossa demanda energética está crescendo 3.5 por 100, é bom crescimento isso devido à urbanização, à industrialização, e é necessário realmente a gente diversificar essas matrizes energéticas, no sentido de dar a sustentabilidade ambiental, mas também no sentido de que essa sustentabilidade ambiental ela venha junto com o desenvolvimento econômico e social. Então esse debate, ele é bem pertinente, e o general Pazuello foi muito feliz em promover esse momento e agora continuando aqui com a responsabilidade de suceder o meu colega parlamentar, eu vou passar a palavra para o senhor, Anton Anton Schuitter, é isso? Fique à vontade.
Coalizão Energia Limpa
Obrigado deputado Tadeu, obrigado também ao deputado general Pazuello pela por nos convidar aqui pela Coalizão Energia Limpa, sou Antônio Schvita, eu sou gerente de energia da do Instituto Horayara, representando a Coalizão Energia Limpa que é grupo de entidades que se uniram no sentido de defender 1 transição energética que seja justa, inclusiva e socialmente e ambientalmente sustentável. E temos especificamente 1 questão muito peculiar que é o seguinte, nós atuamos também no sentido de, promover a questão de você ter mais energia, você ter confiabilidade dos sistemas energéticos e também os sistemas elétricos, mas com redução gradual de emissões e para isso necessariamente você vai ter que abrir mão do uso de combustíveis fortes. Pode passar o próximo por favor. E aí o que que nos preocupa tendo como ponto de vista a ao ao o mote dessa audiência pública aqui? Que é a matriz energética ideal até 2050. O que é necessário? O que queremos pra que essa matriz energética seja possível atender a todos de maneira que, ao mesmo tempo não prejudique a a questão das das condições de emissões e as mudanças climáticas que são resultado da de de maior quantidade de emissões, que é o fato de você continuar nesse processo de aumento do uso de fontes renováveis, e pra isso, na questão do consumo, é necessário que você aumente a eletrificação, tanto na questão de mobilidade, quanto na questão da indústria que você ter, mais uso intensivo de eletricidade. Falouse aqui da questão de armazenamento, de baterias, isso também é superimportante, a adoção de inovações tecnológicas, de novas formas de você produzir energia, mas sempre considerando a questão de baixo carbono e menos emissões de gás efeito estufa. E para isso você também tem que ter processo todo de modernização da nossa infraestrutura, não só da parte da transmissão, mas também da distribuição, a gente vê inclusive muitos processos danosos para os consumidores com relação a questão de mudanças climáticas ocorrendo por falta de modernização na nossa infraestrutura. E por fim, como eu já falei a iluminação gradual de combustíveis fósseis, e ao mesmo tempo você aumentar os processos de eficiência energética que isso tem que dado certo em vários países está aí deu certo e não há porque não dá certo aqui no Brasil. Próximo por favor? Mas, o que nós temos hoje? O que nos preocupa? Quando a gente vai olhar novamente essa figura do da do PDF que é o plano decino da energia, a gente vê que vão se, estudado pela empresa de pesquisa energética, você sai hoje em 2024 de patamar, de 48 por 100 de da nossa matriz energética renovável, e passa a ser 10 anos, e você chega somente a 49 por 100 de fontes renováveis sendo utilizadas. É isso que nos preocupa, porque a matriz energética que nós queremos chegar em 2050, ela tem que ter 1 composição de fontes renováveis muito maior do que simplesmente 49 por 100, você vai passar 10 anos pra crescer por 100 em termos de renoverbilidade na nossa matriz energética. Próximo, problema? 1 questão que é fundamental e que foi falado aqui de outras formas, eu trago esse quadro aqui pra mostrar, Quando vocês olham aí, por exemplo, o uso de fontes renováveis, ela cresce, em termo de capacidade instalada, ela cresce de 72 giga pra 106 giga, mas olha só o que está previsto pelo próprio plano destinado a energia da APP. Você sai de 15 giga de gás natural e chega a 32 giga de gás de utilização de térmicas naturais. Ou seja você está crescendo mais de 100 por 100 no período que você deveria estar já num processo de transição energética muito forte. No período que você deveria estar reduzindo a questão do uso de combustíveis fósseis, você chega em 2034 com 32 giga de de capacidade, mais de 100 por 100 daquilo que já é hoje. Assim como permanece o carvão lá, que já foi falado aqui na primeira exposição, falando da questão do uso do carvão, você continua sendo utilizando o carvão até 2034 e prejudicando fortemente o uso de de fontes fósseis na nossa na nossa matriz. Próximo favor? Pode passar esse gráfico aqui, esse gráfico ele mostra a questão de quantas usinas térmicas tem e a quantidade ainda, você tem 78 nesse processo que nós estamos agora de necessidade de aumento de uso de combustíveis renováveis, mas você tem 78 térmicas ainda em estudos para serem instaladas no Brasil. E, 1 questão que também foi falada aqui, com relação a questão de investimentos e que a questão de subsídios para o setor de fósseis, olha, temos exemplo aqui olha, nos últimos anos, 5 anos foram gastos 335000000000 de reais em subsídios para o setor de fósseis, E o próprio PDE, da da EP, prevê que 78 por 100 do investimento em energia nos próximos 10 anos, 78 por 100 desse total investido vai chegar a para combustíveis fósseis também. E temos 1 questão que está acontecendo nesse momento, a discussão agora que está acontecendo lá no Senado com relação à aprovação do PL 5 7 meia, que é pra regulamentar fontes eólicas offshore, mas entretanto você tem lá 1 provocação do uso de carvão EE0 uso também em em sentir por para uso de de de térmicas a gás, isso vai causar grande aumento no no valor de de emissões de gases pelo efeito de feito estufa do setor elétrico, são 250000000 de toneladas, 252000000 de toneladas, a mais na nossa atmosfera de de CO 2, sem contar o custo adicional a ser cobrado dos consumidores, próximo por favor? E aí 1 questão que se foi falado aqui por vários expositores antes de mim, falando da questão de planejamento tal, mas eu também eu chamo isso de melhora e melhora e melhor planejamento como reforma do setor elétrico. Mas é é importante reiniciar essa reforma, essa discussão que nós temos aqui seria já o início desse processo de reforma, que é aprimoramento da regulamentação, você continuar a discussão com relação a descarbonização e sustentabilidade, políticas públicas e incentivos pra transição energética, a gente não vê isso, muito pelo contrário, a gente vê a adoção de de de de legislação, incentivando o uso de combustível, a revisão de encargos subsídios que que encarece a nossa tarifa, e finalmente a questão da digitalização que tem a ver com a modernização do nosso sistema. Próximo, muito obrigado. Obrigado.
Deputado
Antown, nossos agradecimentos aí a sua participação, e agora, com a palavra a senhora Zilda Costa. Zilda Costa. Bom dia, bom dia, bom dia a todos, gostaria de cumprimentar
ABGD
Abreu Oliveira, já já me ouvem? Sim sim, seja bemvinda. Muito obrigada, muito obrigada, eu estou passando aqui a a minha própria apresentação em nome da BGD, agradeço ao presidente executivo Carlos Evangelista e ao presidente José da Costa essa oportunidade de falar a a essa casa nessa manhã e gostaria de deixar AA0 recado que a BGT ela tem a por missão de dar o suporte a estudos e apoio técnico aos investidores que e atua pra ultrapassar os desafios que a gente tem junto ao setor energético brasileiro. O nosso principal foco nessa manhã é colaborar com alguns desafios que esses investidores privados que investiram em colocar os seus ativos junto de geração junto ao setor elétrico, os desafios que a gente vem enfrentando ao longo desses anos, e quando a gente fala de energia renovável que é o foco da BGD, quais são os parâmetros que a gente está utilizando. Primeiramente gostaria de falar que a entrada de veículos elétricos pra descarbonização e e também pra, é desafio que cada vez mais a inserção de renováveis com a intermitência é desafio tecnológico e nós estamos trabalhando nisso. O O armazenar eletricidade, sair de kilowatt do megawatt e ir pra gigawatt como foi falado nessa sessão, é desafio tecnológico, que todos temos que trabalhar pra esse planejamento até 2050, trabalhar sempre com energia limpa requer a transição energética requer esse esse foco nas intermitentes e no armazenamento então a gente tem esse desafio tecnológico. A gente também tem desafio de modernização como trabalhando com tecnologias disruptivas que são as usinas híbridas, introdução do hidrogênio verde e outras, e cada vez que a gente fala em energias renováveis a gente tem que pensar na competição pro recursos minerais, quando a gente fala de veículos elétricos por exemplo eles utilizam 6 vezes mais metais do que os veículos a combustão então há 1 competição por recursos minerais para essa transição energética é desafio da nossa modernização. E também trabalhar com a modernização do setor elétrico brasileiro, que é nas redes elétricas que nós teremos os maiores impactos da entrada das tecnologias disruptivas, do do acesso ao armazenamento, da entrada de usinas híbridas é justamente nas nossas redes elétricas de transmissão e de distribuição a inserção da bateria ela tá planejada acabamos de ver o slide que ela tá planejada a partir de 2030 e mas ela já está acontecendo inclusive o leilão de reserva de capacidade só de baterias já já foi promovido o edital e consulta pública. Cada casa do Brasil também é desafio ou grid ou off grid será geradora da sua própria energia e mais 1 vez a gente pensa nas redes elétricas e na gestão disso tudo pela operador nacional do sistema. E nós temos os desafios das políticas sociais inclusivas como meta dentro do nosso planejamento estratégico de longuíssimo prazo como nós temos tratado aqui nessa nessa manhã. Ainda falamos do crescimento da geração de energia própria com mini redes, hoje não administradas pelo OMS, tem tende cada vez mais a crescer com investimentos privados. E a gente enfrenta ao longo disso tudo desafios tecnológicos e logísticos além dos tecnológicos os logísticos com a as mudanças climáticas em várias localidades. Pra finalizar eu gostaria de de deixar claro que toda essa energia renovável presente em placas solares, equipamentos eólicos e baterias a maior parte da nossa cadeia produtiva ela vem da China e a gente não produz esses equipamentos na China com energia renovável então 85 porcento da energia da China é baseada em combustíveis fósseis e a gente utiliza esses equipamentos de energia renovável no Brasil pra nossa cadeia de transição energética com esses equipamentos produzidos com energias fósseis. Então a nossa a nossa último nosso desafio é a cadeia produtiva nacional e o fortalecimento da indústria nacional brasileira e e coloco deixo aqui os nossos contatos e coloco esses desafios como não só o desafios da década, mas da matriz energética até 2050. Muito obrigada.
Deputado
Parabéns, Ilda Costa, pela sua participação, vamos chamar o próximo participante, é Evaristo Pinheiro, próximo participante do debate.
REFINA BRASIL
Obrigado deputado, bom dia a todos, bom dia aos colegas de mesa, e e aos ouvintes aqui. Bom sou Ivaristo Pinheiro, eu sou o presidente da Refina Brasil. Refina Brasil é 1 entidade que reúne 6 refinarias independentes do Brasil ou seja que não fazem parte do sistema Petrobras, a gente fundou a Refina Brasil pós movimento de desverticalização do setor de refino brasileiro, e e porque a gente precisava defender aqui mercado competitivo para para o refino né de de de derivado né de de de petróleo aqui do do Brasil. Brasil, só alguns dados nessas 6 refinarias brasileiras elas correspondem a cerca de 20 por 100 do mercado brasileiro de refino, que é dividido da seguinte maneira né 60 por 100 do mercado é atendido pela Petrobras, 20 por 100 100 pelas refinarias independentes e 20 em torno de 20 por 100 pelos pelas importações. Significa o seguinte, que o Brasil apesar de ser autossuficiente na na na exploração de petróleo né EEE no no no na produção da sua demanda de petróleo, nós somos deficitários na produção de derivados, diesel, gasolina, solventes e outros nafta e outros derivados de petróleo que o Brasil precisa pra atender as mais diversas atividades né, dentre as quais mobilidade geração de energia, fabricação de resinas plásticas EEEE outras, então esse é primeiro eu acho que desafio aqui, que é atender como é que nós vamos fazer transição energética a Refina Brasil também representa fabricantes né projetos de produção de SAF H VO a partir de de de de biomassa né 100 por 100 produzidos a partir de biomassa, mas o primeiro desafio que a gente tem é esse, é como é que nós vamos impulsionar 1 transição energética, ao mesmo tempo que vamos garantir o suprimento de combustível e derivados aqui que o Brasil precisa, e a armazenagem que a gente precisa, alguns dados sobre isso. Então a gente tem aqui 1 produção de cerca de 3000000 de barris de petróleo por dia no Brasil, consumimos cerca de 2000000 EEEEE 800 né 2000000 e e 300, e temos que importar cerca de 600000 barris todo dia. Então, todos os dias, se a gente não importar 600000 barris, podemos ter que enfrentar racionamento né de de de combustíveis, isso porque o Brasil pra além de não ter autossuficiência na produção de de de derivados, a gente não tem grande capacidade de armazenagem, aquelas baterias que a Ludmilla comentou antes né, 1 das baterias é combustível pessoal, e e nós não temos bateria suficiente pra atender o Brasil em caso de de de instabilidade de fornecimento global. A gente tem cerca de 6 dias de armazenagem no Brasil, a gente viu recentemente greve dos caminhoneiros quando a gente teve 1 1 breve interrupção de fornecimento, a gente precisou racionar, a gente precisou colocar as pessoas em casa. Então esse é desafio que o Brasil precisa entender como contornar. Ninguém aqui está está está dizendo que nós não precisamos avançar em transição energética, termos multiplicidade de fontes de energia, mas a gente não pode descuidar desse olhar de que até 2050, e aí opinião aqui posicionamento da refina Brasil até de muito depois de 2050, continuaremos precisando de fontes fósseis, pra garantir estabilidade no sistema. Alguns dados também sobre isso né, a gente tem aqui no Brasil né, como o colega da ANP comentou, a gente tem consumo de energia no Brasil, que é cerca menos da metade do da Europa, 6 vezes menos do que o da China, EEEEE 4 vezes menos, 8 vezes menos perdão, de qualquer pessoa dos Estados Unidos significa, só pra pra gente ter 1 ideia aqui tá, significa que há pessoas no Brasil, que vivem com menos energia por dia do que refrigerador consome. Então isso é esse essa é a realidade que a gente tem aqui no Brasil, e essa é a pergunta que a gente tem que se fazer, ao fazer as opções de política pública. De novo, não é crítica que AAAAAAA qualquer fonte de energia, mas essa as opções que a gente tem que fazer de política pública, têm sempre que vim atreladas à pergunta, eu vou, de que forma eu vou beneficiar a população brasileira, de que forma eu vou beneficiar a geração de emprego com a essa opção de política pública. Então, acho que essa é a mensagem que a gente queria trazer aqui pra nossa pra pro nosso debate e pra futuros debates deputado, queria aqui trazer 1 1 sugestão de que a gente traga aqui estudos aprofundados sobre níveis de subsídio que a gente tem de cada de cada fonte, acho que é debate importante que a gente precisa fazer, é como garantir o abastecimento EEEA estabilidade energética do Brasil, é 1 outra, outro debate que a gente tem que fazer, e como proporcionar 1 energia barata para AAA população brasileira, por quê? Porque é isso que traz desenvolvimento, a energia barata é que traz desenvolvimento para a população. Só último comentário, Brasil como já dito aqui, tem múltiplas oportunidades tá a gente tem oportunidades em energia solar, eólica, nuclear, biomassa, né, só que a gente precisa ver o que o resto do mundo está fazendo, o geopolítica voltou a ser a ser importante, tá? Não é à toa que a última COP, pouquíssimo avançou na discussão sobre descarbonização, a houve avanço muito tímido com relação ao financiamento pra mitigação e pra e pra transição energética de países em desenvolvimento, e os países desenvolvidos estão a estão voltaram a apostar, muito não tudo mas muito em energia nuclear, em miniaturização de energia nuclear, porque é onde eles veem que podem dominar tecnologicamente e continuar na dianteira, a discussão EAEA disputa geopolítica que a gente vive hoje não é entre os entre as grandes potências é como continuarão na vanguarda, como continuaram à frente. Então o Brasil não pode ficar descuidar desse tipo de de divisão, porque nós temos todas as fontes, nós temos tecnologia inclusive nuclear, temos 1 1 belíssima capacidade de extração de de de combustíveis fósseis, temos vento, temos sol, então a gente tem todas as potencialidades, A gente precisa pensar estrategicamente de como, onde vamos botar as nossas fichas obrigado. Parabéns.
Deputado
Você traz à luz a racionalização do debate como todos aqui estão fazendo, e vendo que a sustentabilidade ela tem que ser ampla, e é importante que a gente realmente tenha essa visão. Agora, pra debater, o senhor Paulo César Magalhães, assessor técnico da Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia.
ABRAGE
Bom dia deputado, obrigado pelo convite. Eu vou fazer 1 apresentação ali, dirigir ali. Fique à vontade. Bem, eu não sou, meu nome não é Enéas, mas vou tentar falar rápido. Bem, o a BRAGE é 1 associação que representa os geradores hidrelétricos, a gente representa as maiores empresas geradores de hidrelétrica do Brasil, 90 por 100 da geração hidrelétrica no Brasil, são de empresas associadas à BRH, tá? A matriz energética eu vou passar rapidamente esse slide, aqui já foi dito que nós temos hoje 1 das matrizes mais elogiadas no mundo, tanto a matriz energética quanto a matriz elétrica, por ser 1 das matrizes mais renováveis comparados com os países com a média mundial e com os países do mais a mais a avançados né, mais industrializados. Isso essa construção dessa matriz ela não foi 1 virada de chave, isso começou a 135 anos quando o Brasil tomou a decisão de investir na hidrelétrica, pra se pra pra pra toda a sua base econômica, industrialização começou com a hidroeletricidade e várias leis vários programas ao longo do tempo foram fazendo que a nossa matriz ficasse cada vez mais limpa e renovável. Bem, mas, essa matriz tem passado por grandes e profundas e aceleradas transformações ultimamente isso não só no Brasil mas também no mundo todo, a matriz energética e elétrica mundial tem passado por grandes transformações. Então o que eu gostaria de deixar claro aqui é que nem tudo são flores na nossa matriz, até apesar dela ser 1 matriz limpa e renovável, ela tem alguns problemas começaram a aparecer já na nossa matriz. Primeiro delas é o seguinte, a, se eu olhar 20 anos atrás, nossa matriz elétrica, era 1 matriz hidrotérmica, 90 por 100 mais ou menos da elétrica e o restante de geração termoelétrica fóssil, né? Atualmente essa participação da hidrelétrica, ela caiu pra 49 por 100 em termos de capacidade instalada, e a previsão do plano decenal dos próximos 10 anos, é de que reduzir ainda mais a participação da eletricidade da matriz. Só que quando a gente olha na renovabilidade, ela continua matriz renovável inclusive crescendo a renovabilidade da matriz, né? Então teve 1 redução de 34 por 100, nesses 30 anos da renova da da participação das hidrelétricas, e com o impacto disso, né? O impacto é que com a entrada massiva dessas fontes renováveis não despacháveis, ou seja, não controláveis, principalmente eólica e solar, a o papel das hidrelétricas ela modificou totalmente, elas operavam antigamente na base hoje elas fazem atendimento às flutuações da carga, tá? O sistema passou muito mais complexo a operação do sistema porque tem várias, tem a geração distribuída entrando, tem a as usinas não despachavam então o operador do sistema elétrico tem 1 dificuldade muito maior. O sistema, isso aqui é importante, ele se tornou restrito em alguns atributos que no passado ninguém por se preocupava com a capacidade, ou seja, o atendimento de potência no horário de ponta, flexibilidade operativa que aquela, que as fontes consegue flutuar atender rapidamente as demandas, e serviços acelares que já foi dito aqui. Então, e que que eu, qual o impacto disso? Que hoje a oferta de energia excedente a excedentes de energia em alguns horários principalmente durante o dia quando tem 1 forte geração solar, né? E, em outros horários, já se projeta risco de potência no curto prazo, a ANS fala que a partir do ano que vem, os critérios de atendimento à ponta do sistema já começam a ser violados, tá? Então com o risco de déficit de potência. E, a rede de transmissão cada vez o custo maior dessa rede porque os empreendimentos estão distantes do centro de carga, E0E0 1 coisa que tem impactado muito já foi dito aqui, o excesso de subsídios pra algumas fontes hoje que não precisa, são fontes hoje que já são maduras, já são competitivas e esses subsídios têm se estendido. Isso tem impactado em 13 por 100 a tarifa do consumidor, isso gera encargos pro consumidor, principalmente o consumidor que não consegue colocar geração solar nos telhados, né? E no futuro? O futuro nosso o Brasil tem excesso, tem recursos disponíveis, em com com quantidade enorme, os recursos são 10 vezes são são praticamente 20 vezes as necessidades da de atendimento a necessidade demanda, e mesmo os recursos renováveis e aquele de fácil obtenção, eles conseguem atender bastante, então nós não temos problemas de recursos naturais, nós temos recursos naturais em abundância. O que a gente precisa fazer, é como trabalhar com esses recursos, né? Da melhor forma para o consumidor. E aí, a conclusão, é que a gente tem que ter 1 matriz cada vez mais equilibrada, tem que ser 1 matriz diversificada, não pode se basear numa única fonte, né? Ela tem que ser tem que ter resiliência, então não ela não pode ficar pendurada e dependente de 1 única fonte, ela tem que ser segura e confiável, o o as fontes que estão entrando têm que dar segurança, tem que ter energia contínua, firme ao longo do tempo. Ela tem que ser flexível adaptativa pra que, elas elas consigam identificar novas tecnologias, as variações de mercado, tem que ter preços competitivos pra que o consumidor pague essa energia, reflita isso no bolso do consumidor, e sustentável ambientalmente pra evitar emissões, redução de emissões de gás de efeito estufa. Então, nesse nesse aspecto eu queria dizer a importância que as tem no sistema, pra elas conseguem atender todos os recursos de flexibilidade, confiabilidade, serviços chancelares, os os reservatórios hoje 89 por 100 de toda a água armazenada no Brasil estão em reservatórios de usinas hidrelétricas, isso é muito importante, pouca gente sabe disso, né? Então, e elas têm custos, o que a gente pede é que as as fontes tenham custo reais de produção, que elas sejam competitivas e não custos subsidiados, porque o custo subsidiado inibe a participação de outras fontes na matriz, né? Então, era era isso que eu gostaria de apresentar, muito obrigado. Obrigado. Obrigado.
Deputado
Celso, pela sua participação, ou desculpa, Paulo César Magalhães, pela sua participação, e agora sim, agora é o celso Cunha presidente da associação brasileira pra desenvolvimento das atividades nucleares, ele está à distância é isso? Positivo deputado. Muito obrigado pelo.
ABDAN
O convite agradeceu deputado general pasuello pela convite poder estar aqui deputado depois de tantas falas importantes né eu eu vou começar por 1 ideia né que o próprio general caso ele colocou né deus é brasileiro efetivamente né porque ele nos deus todas as fontes né e e acho que suma importância essa audiência né porque deus mandou a gente decidir o que que a gente vai fazer e aí veio a complexidade né mas complexidade onde a gente vê né esse crescimento com 1 taxa a meu ver exacerbada né das solares eólicas seguindo muito modelo alemão que tá levando a 1 tarifa maior tarifa do mundo né de energia elétrica a né e a gente tem que tomar cuidado e elas são importantes né Todas as fontes são importantes porque quando a gente fala de transição energética, não é giga não, nós estamos falando de, é muita energia, e que nós não temos capacidade para fazer a transição energética até 2050. Né? Todos os técnicos do setor sabem que nós não conseguiríamos fazer 1 transição de né até 2050. Olha, a gente tem que falar muito né e aí que os antecessores falaram pouco agora né sobre energia limpa né porque o que a gente quer mesmo é ter energia limpa parar de poluir reduzir a pressão sobre a temperatura da terra né e todo o a fala que o secretário né, do meio ambiente né, colocou, olha, mas nós queremos fazer isso, olha, através de fontes que mantêm o nosso sistema em cima, olha, mas não podemos simplesmente fazer 1 mudança, né? Que vai derrubar o sistema como aconteceu em agosto do ano passado. Então, né? É esses pontos de flutuação, vão trazer discussões sobre custo, tá? Como por exemplo, hoje né nossos colegas de antecessores estavam falando aqui sobre a questão das hidrelétricas estarem fazendo a compensação dessa variação, mas as hidrelétricas elas foram projetadas para a fazer base do sistema. Quem vai pagar por isso? 40 por 100 das nossas hidrelétrica têm mais de 40 anos, vamos precisar de update. E estamos falando de alguns trilhões de dólares pra fazer essa movimentação o múltiplo uso das águas tem sido sinalizado continuamente pela ana e pede que os reservatórios sejam mantidos uso humano turismo olha a irrigação que é de suma importância né eu estava assistindo 1 palestra esses dias e o brasil vai crescer a sua agricultura lá na sem aumentar o volume de terra e vai precisar de muita água para fazer isso então a gente também tem que tomar cuidado com essa questão né a fonte nuclear é 1 fonte limpa né segura estável ela é flexível apesar de algumas perguntas pessoas acharem que não é flexível é basta pegar o caso da frança no vou dar aula de energia nuclear aqui ela que 75 porcento da matriz lá é é nuclear lá e como não ser flexível então basta você fazer as devidas adaptações né até nosso antecessor né esqueceu de falar quando falou de Angra 3 né que custa 23000000000 para terminar mas ele não contou que se não terminar o erário público vai ter que pagar 20 e bilhões por isso mais o custo jurídico mais AAA imagem do brasil que demonstra que a total incompetência a né então a gente tem aí 1 obra que é para terminar no centro de carga do país ou seja as linhas de permissão que você injeta potência né quando houve o blackout em agosto do ano passado, olha, quem ficou em pé foi lucrar, ela não é junto com o carvão também que ficou pelas suas características, acho que o mais vai levar o tempo pra voltar, né, né? Quem vai pagar essa conta de sistemas auxiliares, né, de serviços auxiliares prestados pelas hidrelétricas? São perguntas que a gente vai precisar, vai ser o consumidor ou vai ser as fontes que geram a intermitência, né? Ou será que vão pedir subsídio também pra isso? Então a gente tem que tomar muito cuidado, né, com com essa essas colocações né, que é o mais importante a gente tem energia limpa né e fazer com que todas as fontes nos ajudem a avançar na descarbonização da matriz como todo a gente falou de mineração aqui Deputado e a mineração do Brasil, a maior parte do suprimento da energia, é feita através de gerador diesel. Como vamos resolver risco? Temos muitas fontes, novas tecnologias ainda não comprovadas ou com alto custo, então são questões muito importante que nós precisamos levar em conta, e acho que a gente excluir qualquer fonte não é bom caminho eu acho que o caminho leve termos energia limpa ela é essencial deputado e muito obrigado eu creio que eu tô chegando aqui na contagem regressiva dos 5 segundos
Deputado
Celso Cunha, pela sua participação e agora, Alexandra Torres, presidente da associação brasileira de PCH e CGH. Bom dia.
ABRAPCH
Todos, bom dia vossa excelência deputada Tadeu, bom dia colegas de mesa, aqueles que estão online também, os os presenciais aqui e todos aqueles que nos ouvem e veem pela internet. A gente agradece em nome da WPCH eu agradeço CH eu agradeço a oportunidade de falar mais 1 vez sobre essa fonte tão imprescindível pro país que é a hidrelétrica. Paulo me me falou pouquinho antes de mim aqui, falou muito bem Paulo. É o que a gente tem de melhor mesmo, aqui olha, eu não estou conseguindo passar. Eu vou direto ao ponto deputado porque o tempo é curto pra falar tanta coisa importante mas, muito se fala né sobre a questão da água, é recurso sob enorme pressão no mundo, né, e a gestão é 1 gestão difícil de ser feita, mas o Brasil é país de vocação hídrica deputado, país que tem quase 2 vezes mais água que a Rússia, 4 vezes mais água que o Canadá, Indonésia, China, Colômbia e Estados Unidos. Então o que nós temos no Brasil é grande desperdício, né, de todos os lados, com relação a esse recurso. E falando em matriz pra 2050, como o general, deputado general Pazuello nos sugeriu né, a gente pensa em toda essa questão de transição energética, a Irene, ela coloca que o novo papel para as hidrelétricas é conseguir atingir a meta de descarbonização e pra isso a gente precisa dobrar a capacidade hidrelétrica no mundo até 2050. O mundo está buscando fazer isso, está fazendo suas usinas reversíveis, está buscando esgotar o seu potencial elétrico. E aqui no Brasil a gente tem feito movimento pouco contrário é isso então armazenamento de água é 1 ferramenta cada vez mais importante para adaptação dessas mudanças climáticas porque falar de hidrelétrica Deputado não é só falar de geração de energia é falar de todos os usos que envolvem a geração dessa fonte. Então, atualmente nós estamos na presidência do G 20, né, que tem o objetivo de fortalecer a economia internacional e desenvolvimento socioeconômico, onde esse tema da energia é dos mais robustos e difíceis de obterem acordos. Agora no início de outubro né, o governo assinou alguns acordos de política energética com a expectativa de triplicar a capacidade de energia renovável até 2030. E nós nos perguntamos aqui, como bater essas metas sem novas hidrelétricas de todos os portes com reservatório na base da nossa matriz? Porque os atuais não estão dando conta de toda a demanda. Então a gente vê o governo buscando desenvolver projetos de programas renováveis, renova bio, descarbonizar a Amazônia com placa solar, gás pra empregar e tudo mais, mas falta o principal na nossa visão que é a energia de base que é o movimento retoma hidro, né? O Brasil é país de vocação hídrica e precisa investir nisso. E aí deputado, é dado interessante, o mundo inteiro está na direção de descarbonizar a sua matriz trocando fósforo por renovável e aqui na matriz do Brasil nós temos diminuído cada vez mais as nossas hidrelétricas e se não fores hidrelétricas só podem ser as termoelétricas na base do sistema, e elas vêm avançando. E esse slide é slide emblemático que eu já passei e algumas pessoas já o conhecem porque muita gente diz que já tem hidrelétrica demais no Brasil, e é exatamente o contrário, né o Brasil é país continental, ele é dos que tem menos hidrelétrica dos países mais desenvolvidos aí do mundo, né? Nós temos apenas 1500 hidrelétricas quando a China tem 47000 reservatórios dos quais 23000 pra gerar energia enfim, e nós precisamos de fato retomar o planejamento dessa fonte. Paulo, por acaso né Paulo, você colocou aqui essa questão da matriz e de fato nós saímos de 1 matriz hidrotérmica que eram, nós éramos felizes e não sabíamos né, na década de 90 aí, 1 matriz hidrotérmica pra 1 matriz de vulnerabilidades né assumindo as novas energias, aí a gente trouxe grande problema também junto com 1 solução grande problema, a expansão das novas hidrelétricas que são as baterias naturais, elas não ocorreram junto com a expansão das renováveis intermitentes que precisam de baterias, vejam bem né, então essa falta de expansão concomitante é que trouxe e traz hoje né 1 consequência as consequências que o Paulo também citou e agora pouco não vou repetir muito aqui mas para dizer que o sistema está cada vez mais difícil operar né? O desafio só cresce. Enfim, e aí, a gente identifica essa necessidade desse planejamento equilibrado, precificação correta dos atributos, as hidrelétricas entregam atributos e não são remuneradas corretamente pra isso, né? O ANS declarou recentemente que a partir de 2027, 2028, ele pode perder a controlabilidade do sistema, isso é, isso é muito preocupante, deputada, e o que nós vamos fazer com relação a isso, Né nos últimos 15 anos nós não tivemos 1 priorização da implantação de hidrelétrica, hidrelétrica tem que ser plano de governo por tudo que envolve a geração e os usos dela, são questões estratégicas de segurança nacional energética hídrica e alimentar, né, e aí nós nos fazemos essa pergunta quanto custa apagão? Quando o INSS diz que pode perder a controlabilidade do sistema, nós nos perguntamos quanto será que custa apagão? Quanto custa indústrias, hospitais parados? Será que a gente realmente só tem que pensar no custo da fonte? Ou a gente deve pensar nos critérios de segurança? Né? Essa é a pergunta que a gente também faz. Então esse custo tem que refletir o seguro do suprimento ou enfrentar o custo do arrependimento de não fazer esse planejamento. Junto com todos esses desafios, a gente vem num momento de eventos extremos, mudanças climáticas, ou estiagens prolongadas, ou cheias né grandes pluviosidades e das fontes de geração só as hidrelétricas podem atuar com relação a isso não é então com a conta vai ficar mais cara não fazer reservar com novos reservatórios ou planejar implementar implementar esses novos empreendimentos hidrelétricos estratégicos de todos os portos e fazer o que dá certo no Brasil e no mundo o ou seja nossas defesas naturais contra essas mudanças né, aí tem 1, coloquei 1 umas figuras de barragens aí, pra provar exatamente que essas barragens são fundamentais pra proteção né nessas grandes pluviosidades, E muitas que não geram energia hoje, que são apenas de contenção e abastecimento, elas poderiam ser usadas pra isso. E aqui, deputada, é 1 solução interessante, que o o nosso nosso setor tem essa expertise de engenharia, que são as usinas reversíveis. E o senhor como é deputado do Ceará o senhor sabe bem o valor de açude né, as p ch das pequenas hidrelétricas são açudes que geram energia. E aqui é 1 grande solução da engenharia que o mundo todo está fazendo mas nós ainda não conseguimos regulamentar. Espero que em breve pela ANEEL consigamos, né, que são as usinas reversíveis, basicamente 2 reservatórios de água, túnel, 1 casa de força pra gerar energia, e isso aí deputado pode dobrar a capacidade de armazenamento e a capacidade de geração no Brasil. Algumas estratégicas que forem feitas pode podem fazer isso, e a gente identifica já grande potencial com as PCAs, com as pequenas hidrelétricas também, né isso traz flexibilidade operativa enfim nos preocupou muito esse PDF que foi colocado recentemente para nós das hidrelétricas ele é passo atrás na matriz porque ele prevê ali cada vez mais, menos participação de hidrelétricas né? Cada vez mais as hidrelétricas vão sendo relegadas nesse PDF, e nós entendemos que o planejador do sistema tem que olhar pra esse potencial que a gente tem. E aqui, passando aqui pelas PCAS nós temos aí potencial grande inventariado a ser ainda desenvolvido, 14 giga, que é 1 Itaipu de pequenos projetos espalhados pelo país que que se desenvolvidos poderiam gerar 100 bi de investimentos, né? Isso de forma diversificada né, espalhada pelo país, pulverizada. Então, a gente precisa falar sobre essas questões de usuários de bacia, né de 1 de forma mais técnica e menos, mais desapaixonada né? Bom, essa semana, a ANEEL divulgou dados de 2024, que este ano no Brasil foram instalados 10 giga de novas usinas, 90 por 100 solar e eólica, desses 10000 megawatts, só 55 megawatts foram de p ch ECGH. Como é que essa conta pode dar certo? Nós não conseguimos entender né, como é que isso vai se dar na prática. Então a gente tem esses desafios a serem enfrentados, essa questão ambiental que é é tem muito ainda a ser discutida, o custo de implantação, a falta de isonomia tributária enfim dificuldade de financiamento, e aí o deputado Pazuello disse aqui que a gente ia apresentar soluções, né o o que que a gente gostaria que que fosse viabilizado? No nosso caso a nossa solução seria enviar, enviamos a MMA programa prioritário de reinserção dessas p ch na matriz, é de baixo impacto ambiental, em grande parte reversível, né, pode trazer muito desenvolvimento regional, então nós temos esse potencial aí a ser desenvolvido 1 indústria 100 por 100 nacional, né? E a gente identifica que não é 1 1 solicitação do setor de PCH e sim 1 necessidade do sistema. Em curto prazo né deputado, as de dos postos das hidrelétricas as PCHs é que podem ser viabilizadas. Então como eu acabei de dizer, 1 cadeia produtiva 100 por 100 nacional, nós temos a maior expertise em termos de tecnologia e construção de hidrelétricas do mundo né? Pagamos Cefu, que é compensação do uso, o uso de bem público, 0BP, 1 série de benefícios diretos e indiretos, geração de emprego, e a gente hoje tem 1 ausência de política pública pra desenvolver esse segmento. Então, nós entendemos que, infraestrutura é questão de estado e o estado é de todos nós. Então deputado pra concluir aqui, as hidrelétricas são a retomada das hidrelétricas é que vai ser a solução pra muita coisa, tanto pra estiagem quanto pra grandes pluviosidades, a gente precisa retomar essa fonte, e agradeço a oportunidade de poder falar. Muito obrigada.
Deputado
Alessandra Torres, de fato o nosso país ele é rico em reservatório e a gente tem que aproveitar esses reservatórios pra dar essa sustentabilidade energética pra todos nós. E agora, Marcelo Cabral, representante da Associação Brasileira de Energia Eótica e Outras Tecnologias. Vou fazer daqui mesmo, tem 1 apresentação, mas eu vou usar pouco porque, ser o último é bom né?
ABEEOLICA
Ainda mais precedido de, excelentes pessoas que conhecem bastante o setor. Pode passar o próximo slide por favor? Só pra ir. Aqui é só pra 1 apresentação rápida da da deólica. Né? Pode passar por favor isso é 1 nossa visão, aí são os nossos mais de 150 associados da cadeia toda, a deólica representa não só os geradores, mas também os fabricantes e toda a cadeia que da indústria eólica, por favor próximo. Esse também é slide que já foi bastante falado, pode passar por favor. Aí eu acho que vale a pena gastar uns 2 segundinhos, né? Só pra mostrar como é que a a capacidade instalada e olha está no Brasil inteiro. Notadamente no nordeste, né? A gente tem aqui 20 gigawatts instalado na Bahia, 13 giga no Rio Grande do Norte, quase 7 no Piauí, 5 no Ceará, tem 4 giga no no Rio Grande do Sul, Pernambuco Paraíba Maranhão e tem no Brasil inteiro Rio de Janeiro. Hoje a gente tem cerca cerca de 30 gigawatts de potência instalada de energia alcoólica no Brasil, mas já tem cerca de 20 e giga autorizados, ou seja, a expectativa é que a gente tenha em breve algo em torno de 56 gigawatts de potência instalada no Brasil é número bastante relevante dessa energia tão importante pro país. Próximo slide por favor. Aqui pouco também da indústria a gente tem praticamente 1 1 indústria que consegue produzir cerca de 5 gigawatts por ano, né? A gente tem crescido mais ou menos nesse limite. O ano passado a gente cresceu 5 4.8. Esse ano, né? Desse número que a que a Adeson demonstrou a gente dos 10 gigas a gente está dando interferência né obrigado. Desse 10 gigas que a ANEEL publicou recentemente né? A eólica talvez tenha contribuído com 3 né? Esse ano foi ano bastante difícil pra pro setor eólico, não obstante a gente tem toda a cadeia aqui no Brasil a gente tem produtos, fabricantes de aerogerador, de pás, de peças e componentes né? E são equipamentos praticamente 80 por 100 nacionalizado, gera emprego aqui dentro do Brasil. Acho que o próximo slide eu vou falar pouquinho mais disso. Se quiser me dar o passador acho que fica mais fácil pra não te perturbar né? Obrigado. Nesse slide mostra a quantidade de emprego que gera diretos ou indiretos, e mais ou menos custo do investimento em torno de 7007000 e meio por megawatts instalado. Esse é slide interessante que mostra dados de investimentos e arrendamento, ou seja, qual é o benefício que a indústria eólica deixa no país. A gente tem aqui mais de 358000 postos de trabalho gerados dessa indústria nos últimos anos, mais de 234000000000 de investimentos realizados, dado 1 externalidade positiva muito interessante que a indústria teórica traz são as regularizações de posse de terras arrendadas, porque pra haver arrendamento essas posses precisam estar regularizadas e muitas áreas não estavam regularizadas então, foi dos maiores maiores campanhas de regularização de terras do Brasil. A gente tem impacto no PIB de cerca de 700000000000 de reais, ou seja, cada real investido num num parque eólico, isso gera impacto positivo de cerca de 3000000000 no PIB. E o agendamento gera renda pras pra quem arrenda a terra claro, em torno de 200 e desculpa 26000000 mensais, é valor mais ou menos em torno de 800 reais por megawatts instalado é o que o arrendador ganha. Isso pra falar pouco da indústria, o próximo slide sou eu? Aqui eu eu não eu só vou citar a COP vocês também já estão bastante conhecedor disso, mas eu eu se eu vou citar aqui a COP de 28 em Dubai, que ela foi primeiro acordo global pra prever a redução global de utilização de combustíveis fósseis, e a implementação da transição energética, foi compromisso de quase 200 países pra triplicar a produção de renováveis no Brasil até 2030. Isso foi compromisso feito em 2023 na COP de Dubai. O ano que vem nós temos a COP aqui no Brasil, pela primeira vez. Esse aqui é mapa também fica aqui deputado, é o mapa sobre a o caminho né? Sobre as trilhas da energia renovada, né? Ou seja, a partir de 1 descarbonização, de 1 neoindustrialização, de novas tecnologias sendo inseridas no nosso mercado nacional, você tem vias diretas, vias indiretas pra atender a indústria ou até pra produção de hidrogênio, mas isso também já foi falado, eu eu vou me no próximo slide, né? Gastar aqui mais uns minutinho pra falar atender o pedido do deputado Pazuello também, que que é o que que a gente pode propor. Foi muito dito aqui e não tem como discordar né foram mostrados que o Brasil é país que tem 1 matriz extremamente diversificada, abundante. O nosso o nosso desafio diferente da das maiorias dos maiores países do mundo é administrar abundância. O detalhe que me parece que nos últimos anos a gente tem administrado mal essa abundância né? E não é por falta de tentativa, a gente observa que fontes que precisam de incentivo pra começar pra startar faz algum sentido você ter até algum subsídio mas a partir do momento que aquela fonte se torna, competitiva como é o caso da eólica, eu falo da indústria eólica, não há mais necessidade de de de subsídios. Mas parece que quanto mais a gente luta quantos subsídios mais eles aparecem. Exemplo pra gente conseguir atender 1 demanda crescente de energia pros próximos anos, como foi foi dito, infelizmente a gente não consegue mais construir as hidrelétricas que são talvez 1 das maiores riquezas que o país tem, né? E a gente não consegue mais construir com grandes reservatórios, a última usina com grande reservatório que eu conheça, nem sei eu conheço a Tucuruí, né? Que é grande reservatório, mas as outras, Belo Monte, Santo Antônio de Gira são todas a fio daga, né? Ou seja, a gente desperdiçou potencial gigantesco. Sem falar de outras de outras fontes como a Alessandra comentou também espalhadas aí pelo Brasil de pequenas centrais. A gente não consegue mais criar essa bateria, né? É claro que a expansão de solar eólico ela é celular centralizada e eólica obviamente centralizada são importantes e vão continuar porque são baratas e são importantes são limpas e geram emprego como a gente já comentou aqui. Mas pra atender 1 demanda crescente o Brasil nos últimos anos ele cresceu a taxas baixas, e quando o país cresce, certamente a demanda da energia cresce, tem políticas de trazer data centers, o hidrogênio que é 1 1 1 política teve a gente teve aprovação aqui do do do PL do hidrogênio, PL do carbono, do Paten, são excelentes marcos legais que vão incentivar a demanda por energia e cada vez mais, pra atender a nossas metas de descarbonização, cada vez mais eletrointensivas. E 1 das propostas de já estar há 4 anos em debate aqui nessa casa, é por exemplo a geração eólica offshore. A geração eólica offshore ela não tem a pretensão de substituir as hidroelétricas, mas elas podem elas podem ser comparadas no sentido de que, as eólicas offshore elas têm 1 capacidade enquanto 1 turbina offshore eólica hoje no Brasil em média é de desculpa de 4 megawatts, chegando a 7 as últimas né no máximo 7 as novas instalações, na no mar a gente está falando em turbinas que podem chegar a 20 megawatts ou seja, já tem tecnologia que são 5 vezes a gente vai usar praticamente o mesmo espaço e produzir 5 vezes mais. Além de que os ventos são mais constantes, os ventos são, mais 1 a qualidade dos ventos são melhores, e não é 1 tecnologia nova no mundo. A Dinamarca em 1990 e já tinha o primeiro parque, Reino Unido já tem parques operando e e vários lugares do mundo. E aqui no Brasil há há desejo de se começar a estudar essa fonte. Tem 1 demanda como acho que foi não sei se foi o Paulo César foi outro comentário que a gente a gente tem recursos suficiente pra atender 5 vezes a necessidade que o Brasil precisa, mas a gente talvez não seja aproveitando isso de forma adequada. Por exemplo, a gente tem 1 1 demanda lá no Ibama pra 234 gigawatts de espalhadas no nordeste, no sul e no sudeste, toda na na nossa costa. Eles estão esperando há anos começarem os estudos, eles não querem colocar parques eólicos offshore no ano que vem ou daqui a 3 anos não, eles querem começar a estudar. Tem projeto de lei em andamento aqui, começou com decreto, agora tem projeto de lei que está perfeito, perfeito no sentido que ele não vem do artigo ao artigo vigésimo, subsídio 0, e aqui parece que todo mundo concorda que tem que acabar com subsídios. E as Euricas of Chaw projeto 5 7 meia, que está em tramitação, deve ser votado no plenário hoje, né, ele não tem subsídio, mas do artigo 20 e pra trás, tem, e não são poucos. E isso parece que a gente vive numa desculpa a palavra mas 1 realidade paralela sem fim. A gente fala em descarbonizar, a gente fala em cumprir meta de de de NDCs mundiais, a cor de Paris, criase 1 lei que vai incentivar a energia limpa vai gerar emprego, e nessa mesma lei, esse mesmo país que fala que tem descarbonizar, quer, injetar gás, que é subsídio pro gás, que é ele não é, como se diz, é inaceitável na verdade, é inaceitável. Já era inaceitável esse benefício quando ele era ele estava na lei de privatização da Eletrobras, mas a lei de privatização da Eletrobras, quando estava lá, ele gerava impacto de giga de gás, 2 giga de gás, agora não, agora é 4 giga compulsório, né? E parece que a gente fecha os olhos pra isso, Enquanto isso, projeto de lei já devia estar aprovado. Investidores já estão aqui no Brasil há anos há anos estudando pra começar a ter leilão de sessão diária pra poder começar a colocar esses projetos de pé pra que pra quem sabe daqui a 10 anos, interessante isso daqui a 10 anos a gente tenha primeiro parque de geração offshore a gente começar hoje, se a lei for aprovada hoje, não, isso fica segurando. Por quê? Porque tem outros interesses que ficam segurando o andamento desse projeto tão importante. Então é muito difícil a gente viver nessa, eu não quero usar a palavra hipocrisia, mas é 1 palavra que é no mínimo difícil de entender, né? O quanto que a nossa retórica, o quanto aquilo que a gente fala pro mundo, a gente realmente está querendo fazer aqui dentro. Então, acho que a gente precisa fazer, minha sugestão, a gente precisa é ser muito mais coerente com o que a gente faz. Não não dá mais pra gente fazer discurso, né, e na prática fazer outro, e é o que a gente consegue enxergar infelizmente ao longo dos dos últimos meses aqui obrigado deputado passei pouquinho mas me perdoem.
Deputado
Obrigado Marcelo Cabral, vamos passar aqui a palavra para o próximo debatedor, professor José Morango. Morango. Maranhão, conselheiro do Instituto Nacional de Energia Limpa. Ele está à distância. Boa tarde a todos.
Me ouvindo? Sim sim sim sim estão me ouvindo? Sim sim muito bem. Ok. Bom boa tarde a todos obrigado aí deputado Tadeu e o deputado Pazuello que estava aí anteriormente está? O instituto aqui ele tenta fazer link aí com as associações, a o governo, entender esse processo aí da transição energética para mundo mais limpo tá? E temos aí desafio né, que eu gostaria de colocar aqui que é a construção dessa matriz energética pra 2050, eu diria que isso é 1 tarefa árdua, tá? É complicado nenhum país tem a a bala de prata pra isso, tá? E a gente vê então muitas associações, né, buscando a o seu seu espaço aí no sol né é e então a gente vai tentar aqui falar alguma coisa sobre o que que a gente pode prever aí de matriz para o caso brasileiro tá é o oton né falou aí sobre 1 surpresa que ele teve aí com a com a nossa matriz prevista aí para 2034 pela epe aliás eu coloco aqui 1 coisa importante talvez é esse esse essa possibilidade que a gente tem aqui de falar sobre a matriz dentro do parlamento aí dentro do poder executivo né é muito importante mas também a gente tem que olhar o poder executivo né porque é são os 2 que naturalmente fazem as políticas né e 1 delas é a política energética energética que vai direcionar a matriz energética futura do país tá então isso é importante ouvir as associações gostaria de parabenizar ali o congresso por essa iniciativa e a mais ponto que me ficou também preocupado é que pela EPE que representa o ministério de Minas e energia né? O executivo a gente está com 1 1 evolução tímida tímida da matriz energética na questão do percentual de renovável tá, e aí 1 interrogação como é que vai ficar em 2050 tá, então só na matriz energética a gente tem essa essa esse ponto aí que está pouco desfavorável é claro que o brasil em termos de percentual renovável na matriz energética é dos países que têm o maior valor a média hoje em torno de de 18 por 100 aí mundial nessa nesse quesito então a gente está muito na frente ali da média mundial e a gente vai agora para matriz elétrica também a gente olha pouco meio estranho aqui o que que tá acontecendo é cadeia solar aqui entrando e a nuclear a nuclear foi comentada aqui pelo Celso né, ela vem sendo dilema no Brasil eu me lembro desde o governo Geisel né quando quis introduzir AAA nuclear no Brasil né, e também quando depois na reformulação do setor elétrico na década de 90 no governo fhc a primeira reunião do c npe se discutia o destino de Angra olha isso há 25 anos vem se discutindo o destino de Angra 3, e aí a gente começa a ver poxa vamos ter que decidir o que que a gente quer tá? A nuclear é também 1 solução importante que tem que se avaliar tá assim como a nossa hidrelétrica a nossa hidrelétrica é também problema aí de meio ambiente restrições ambientais também não está evoluindo como falou aqui a Alessandra então a gente tem vários componentes aí que a gente tem que dar 1 olhada a solar eu coloquei a solar também existe outro ponto que é 1 dificuldade aí política hoje da inserção da g d disse que tem muito subsídio precisamos entrar nesse mérito e ver realmente se tem os subsídios ou não tá é então o que eu queria comentar aqui é basicamente os pontos que a gente tem que observar pra desenhar essa matriz futura tá? Qual o ponto importante que nós estamos vendo hoje? É há 1 demanda elétrica e aí eu coloco isso no rol da demanda energética né, aumento aqui desculpe aumento na questão da refrigeração e climatização tá nós vamos ter aumento de temperatura na região sudeste para 2050 em torno aí de 4 a 5 graus médios de de temperatura média e de temperatura máxima em torno aí de 7 graus tá isso dá 1 carga acentuada nessa questão da refrigeração e climatização eu diria que é 1 carga adicional além daquele 3 e meio por 100 que foi observado aí de crescimento vegetativo da demanda elétrica. Nós vamos ter também o aumento da automação inteligência artificial com data centers, aí a gente tem que decidir o governo tem que decidir nós vamos abrigar aqui esses data centers a Europa está valindo eles porque não traz emprego nada estados unidos também está repensando ou seja o que que nós vamos fazer nós temos muita energia renovável vamos introduzir os datacent aqui o que que a gente ganha com isso mas isso é 1 carga adicional que vai afetar nossa matriz energética e o hidrogênio como vetor energético também e auxilia essa transformação energética que a gente vai falar aqui agora bom o que que atrapalha a nossa matriz energética boa parte da termo a energia térmica né que a gente usou desde a revolução industrial com bastante intensidade e aí a gente está mudando né transformando isso tentando usar a eletricidade pra isso e aí a mobilidade é tema importante aqui no brasil porque a nossa é mobilidade basicamente é forte Então esse é ponto importante que a gente tem que avaliar principalmente veículos leves. Mudança na nossa indústria, a entrada do h 2 v biomassa, que é ente também importante pra fazer a nossa transição energética. Mudança no agro, fertilizante verde, mecanização elétrica, são pontos importantes aí que a gente tem que observar e introduzir na matriz. Na formação dos combustíveis fósseis pra biocombustíveis, aí nós temos a combustível de aviação, biodiesel, biometano, e eu acho ainda que o gás natural tem ainda 1 reserva ainda, lugar pra tapar esses buracos que a gente vai ter aí na nossa transição, tá? O outro ponto importante, é a resiliência climática, tá? E aí observar as fragilidades de cada fonte em eventos climáticos. Quando a gente bota as as a energia renovável, ela qual é a fonte, o combustível dela? É vento, sol, precipitação, ora, isso tudo é é perturbado pela mudança climática. Então a gente tem que olhar isso. Vamos botar muita hidrelétrica? Vem cá, mas daqui a em 2050, como é que vai ser os índices de precipitação na região norte sudeste, onde a gente tem mais com mais as nossas hidrelétrica. Tudo isso tem que ser levado em consideração. Os ventos no nordeste vão continuar bastante? Vamos ventar bastante? A princípio sim, mas como é que vai ser isso? Então a gente tem que olhar essa questão. Observar também na questão da resiliência climática as estruturas de transporte de energia. Bom, vamos colocar mais rede elétrica, mas elas são suscetíveis a a ventos fortes, a aumento da das descargas atmosféricas, isso tudo acerta na questão da movimentação climática. Movimentação de combustíveis, isso é importante, logística, tudo isso está relacionado com o que a gente vai fazer de matriz energética. Aí foi colocado aqui bastante aí pelo Pazuello a questão da política e regulação, isso aí é importantíssimo porque a gente olhando tudo isso a gente tem que fazer a nossa política que é o papel aí do parlamento. Então a gente tem que buscar capacidade, equilíbrio, presente e futuro das fontes energéticas, minimizando o custo global e claro, a descarbonização. É criação de mecanismo para incentivo à mudança e aí nós temos aí o mercado de carbono, selo de sustentabilidade, isso é importante também cada cada energético qual é AA0 teor de de carbono na na indústria, ou seja, em todas as atividades humanas a gente tem que entrar com ele. Por exemplo, o nosso o nosso agro, os nossos grãos, quão verdes eles terão e se a Europa vai comprar esses nossos nossa soja verde. O que a gente colocou lá, fertilizante verde, colocamos mecanização no campo verde, ora, isso tem valor no mercado lá na Europa? Que agora tem essa o mercado o Mercosul junto com a comunidade europeia? Ou seja, isso é importante a gente estar com isso pra poder até direcionar a nossa matriz energética. Combinar políticas energéticas tributárias e sociais, não adianta a gente fazer 1 boa política energética, se a política tributária bagunça tudo, isso é sempre acontece e a gente tem que estar ciente, aí o o parlamento é ponto importante pra buscar essa coerência, tá? Outra coisa que foi falada aqui, descentralização das decisões buscando soluções energéticas locais. A gente terminou o nosso o plano NetZero, junto com a USP e Unicamp, pra São Paulo, tá? E lá a gente viu que o São Paulo hoje é grande importador de energia, mas ele através da cana de açúcar, através dos biocombustíveis, ele pode virar até neutro em termos de importação de energia e contribuir bastante pra função do NetZero. Então, mas São Paulo era o caso, o nordeste é outro caso, o norte é outro, então isso tudo a gente tem que olhar, não adianta ter 1 política federal não adaptável às várias subregiões no Brasil, tá? Então esse é ponto importante aí. E aí a gente fala aí da geração distribuída versus geração centralizada pra suprimento dessas cargas, tá? Outro mote importante, tecnologia. Nós temos condições hoje de ter maior monitoramento, controlabilidade e segurança na alteração com fontes energéticas. Falou muito aqui de intermitência, realmente, intermitência das fontes solar e da fonte eólica são altas, mas nós temos e aí vou falar logo logo o armazenamento como condição de dar maior, como a Zilda comentou aí, controlabilidade a essas fontes, tá? Então isso e com isso eu consigo ter maior segurança. São investimentos adicionais, mas que melhoram a nossa matriz energética futura tá? Então minimização dos custos das alternativas energéticas, aí eu tenho que usar os o armazenamento, e aí ocorre a gente colocou bateria mas existe também as revercidas conforme foi colocado aqui, e observar as perda na transformação energética, porque outro ponto também é o seguinte eu vou transformar a minha energia elétrica em hidrogênio, do hidrogênio você vai fazer o que? Ah eu vou voltar para eletricidade, você tem 1 perda muito grande, ah eu vou transformar o hidrogênio para substituir a algum elemento térmico lá na indústria de aço, opa, então tem 1 quase que 1 1 coisa mais, 1 link mais direto, então você tem menos perdas energéticas. Então tudo isso embute a solução de eficiência energética aí tanto na produção como no consumo da energia, tá? Bom, então aqui final desenho da matriz em função das características regionais e nacionais, eu enfatizo essa parte, tá? Porque os modelos de determinados países não necessariamente funcionam pro Brasil, tá? Então a gente tem que tomar muito cuidado quando vem isso direto lá de fora e a gente tem que adaptar e possivelmente até usar os as tecnologias que a gente já tem hoje aqui como o próprio álcool por exemplo, que é importantíssimo aí a gente já está com álcool aí das de segunda, o etanol de segunda geração, então a gente tem condição de o que que é o objetivo, não é diminuir CO 2? Ora, então a gente pode fazer isso de várias formas. E aí, logo pra tudo isso, é a capacitação das soluções locais, a capacitação que a gente precisa ter pra dar cabo de todas essas mudanças. Gente, obrigado aí, estamos aqui à disposição. Obrigado deputado Tadeu.
Deputado
Obrigado professor José Maragon, pela sua excelente excelente exposição, e aqui nós estamos finalizando, chamar atenção para ponto que foi muito falado aqui, que é a necessidade da diversidade das matrizes energéticas, e nesse ponto, eu quero dizer que o meu estado, o estado do Ceará, ele hoje é exemplo para o Brasil, porque tem parque eólico, parque solar cada vez mais ampliado, e agora também tem o do hidrogênio verde, no complexo do Porto do Pecém, portanto é exemplo a ser seguido pelo Brasil, e os debates ocorridos nessa manhã comprovam a relevância e a necessidade de que o tema matriz energética seja com mais assiduidade pautado nesta casa. Reitero a proposta para que juntos possamos pensar e encaminhar soluções duradouras em em prol da transição energética no país de forma justa e competitiva, objetivando dentre outros a eficiência energética e a mitigação das mudanças climáticas. Aos representantes dos setores de óleo e água, parabenizo por estarem implementando a transição energética justa, contribuindo para a redução do agravamento das desigualdades locais, regionais e entre os países. Para tanto a Frente do petróleo, gás e energia permanecerá à disposição de todos os senhores para que juntos possamos pensar e implementar soluções duradouras. Quero agradecer aos expositores pelas valiosas contribuições para a discussão do tema. Agradeço ainda a presença dos colegas parlamentares, das autoridades e dos demais presentes que tanto contribuíram para o êxito deste evento. Nada mais havendo a tratar, está encerrada a presente reunião, muito obrigado a todos.




